comerciominho_21081876_533.xml
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-
i:
ANNO 1876
FOLHA
COMMEBCIÃL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
533
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.*
3
E, para
onde
deve
isr
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=■
As
assi-
gn.aturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.==Seinestre
850
rs.^-Prom-
cias,
anno
2&000
rs. e
sendo
duas 3&600
rs.=~Semestre
Í&050
rs.=5razif,
anno
3^600
rs.-=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.=Annuncios
por
bnhà
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
»/0
d
’
abatimento.
BK1G1-
TEKÇA-FEÍE& 1
»» »E
ACOSTO
A crise.
E’
ainda
a
crise
o assumpto
princi
pal de
que
se
occupa
toda
a
imprensa.
A
’s
perturbações
occorridas
na marcha
regular
dos
negocios
nas
praças
do
Porio
e
províncias,
accresceu
a
crise
monetarja
da
praça
de
Lisboa, que
alli
se
manifes
tou
aterradora
no
dia
18.
A
primeira
noticia
que
se
espalhou
na
capital
foi
a
suspensão
de
pagamentos
dos
bancos
Luzitauo
e
ultramarino,
que
sobre-
saltou
profundamente
os
ânimos.
A
impressão
foi
augmeniando
em
pro
porções
quando
se
soube
que
o
mesmo
haviam
feito
o
banco
de
Portugal,
e
suc-
cessivamente o
Commercial
de
Lisboa,
o
do
Povo,
Popular
independência,
Caixa
Filial
do
Banco
Portuguez,
Caixa
Filial
do
Banco
União,
do
Porto,
e
a
Caixa
de
Cre
dito
Industrial.
O
pânico,
porém, vae
desapparecendo
em
virtude
das medidas
tomadas
pelo
go
verno,
e
pelas
direcções
d
’esses
bancos.
Na
reunião do
conselho
de
ministros
eflectuada
no
dia
18,
para
providenciar
sobre a
crise,
ficou
resolvido
mandar
ne
gociar em
Londres
um
milhão
de
libras
esterlinas,
e
decretar o
addiamento
por
60
dias
do
pagamento
de
todas as
obri
gações
entre
os
bancos
e
particulares.
O
decreto
do
addiamento,
que
foi
dis
tribuído
em
supplemento
ao
«Diário
do
Governo«,
na
madrugada
do
dia
19,
é con
cebido
nos
lermos
seguintes:
«Attendendo
ás
circumsiancias
extraor
dinárias
em
que
se
acham
n
’este
momen
to
as
ptaças monetárias
do
paiz;
Considerando
quanto
imporia
no
inte
resse
do
credito
dar
tempo aos
estabele
cimentos
bancarios
e
commerciaes
para
que
se
habilitem
a
continuar
regularmente
as
suas operações;
hei
por
bem
decretar
o
seguinte:
Artigo
l.°
O
vencimento
e
pagamento
de
letras,
notas,
promissórias, deposilos,
titulos
commerciaes
e fiduciários
entre
par
ticulares,
bancos,
companhias,
ou socieda
des,
é suspenso
e
prorogado
por
60
dias,
a
coniar do
dia
de
hoje,
e
durante
o
mes
mo
praso
ficam suspensos os eíleitos
ju
rídicos
dos
protestos
e
não
correm
as
prescnpções
dos
referidos titulos.
Artigo
2.°
O
governo
dará
couta
ás
cortes
das
disposições
contidas
no
presente
decreto.
Os
ministros
e
secretários
de
estado
das
diversas
repartições
assim
o
tenham
estendido
e
façam
executar.
Paço em
18
de
agosto
de
1876=RE1
—Antonio
Maria
Fontes
Pereira
de
Mello
—
Antonio
Rodrigues
Sampaio—Augusto Ce-
zar
Barjona
de
Freitas
—
Antonio
de
Serpa
Pimenlel—Antonio
Cardoso Avelino».
Além d
’estas
providencias,
foi
expedida
pelo
ministério
das
obras
publicas
ordem
mandando
suspender
todas as
obras
que
não
sejam urgentes; e
pelo ministério res-
pectivo
foi
annunciado
o
addiamento
da
cobrança
da
2,
a
prestação
da 4.
a
serie
d’obrigações
do
empréstimo
para
os
ca
minhos
de
ferro do
Minho e
Douro.
N
’
essa
ordem
se
funda
a
seguinte
prevenção
que
acaba
de
publicar
o
snr.
delegado
do
the-
sourõ,
d’
este
districlo:
O
Delegado do
thesouro,
d’este districlo,
por
ordem
superior,
acaba
de
prevenir
os
portadores
de
certificados
da 4.
a
emissão
dos
caminhos
de
ferro
do Minho
e
Douro,
de
que
a
recepção
da
2.
a
prestação
ven
cida
no
dia 19
do
corrente
fica
addiada
para mais
tarde,
com
prévio
aviso
d
’
oilo
dias.
O
Banco
de
Portugal
fez
publicar
pela
imprensa
o
seguinte
aviso:
«O auxilio
que
o Banco
de
Portugal,
com muilo avultadas
somrnas
metalicas.
prestára
em
tempo
á
praça do
Porto,
e
o
que de
novo
agora
facultou
á
de
Lis
boa,
as
sahidas
continuadas
de
numerário
para
aquella
praça,
tealisadas
por
troca
de
notas,
e
por
outras
fôrmas;
e
não
ter o
banco
suspendido
os descontos,
apesar
do
extraordinário
augmento
que ti
veram;
e
íinalmente,
os
auxílios
que,
no
intuito
do
bem
publico,
ainda
nas
ultimas
horas
prestou:
todos
estes
factos
colloca-
rara
o
banco na
necessidade
de adiar o
pagamento
das
suas notas
de
ouro.
A
direcção
do
mesmo
banco,
coadju
vada
peias
providencias
de
caracter
ma
is ge
ral,
que
o governo
de
sua
magestade não
deixara
de
tomar,
empregará
da
sua
par
le
todos
os
meios
ao
seu
alcance
para
que este
estado
seja
da
mais curta
du
ração.»
Segundo
os
últimos
telegrammas
o
mes
mo
banco
abriu no
dia
19 para trocar
notas
em
cob'e,
que
nesse
dia
effe-
ctuou
na
importância
de
80
coutos, con
tinuando
aberto
para
o
mesmo
fim
no
dia
seguinte.
Hontem devia
começar a
pagar
os
deposilos
em
notas,
e
hoje
trocar
as
mesmas
por oiro,
para
o
que
tem
de
re
ceber
160:000
libras
que
mandou
vir
de
Londres.
O
Banco
Nacional
Ultramarino
mandou
aflixar á
poita
o
seguinte
aviso:
«Pela
diíficuldade
na
cobrança
dos
va
lores
com
vencimento de hoje,
e
pela
suspensão
feita
por outros
estabelecimen
tos
bancarios no pagamento
de
cheques
de
que
este
banco
era
portador,
encontra-se
elle
na
necessidade
de
suspender
o
paga
mento
de cheques
a
seu
cargo,
até
que
realise
cobrança
que
o
habilite,
ficando
lambem
suspenso
o
recebimento de
quan
tias
para
deposilos.
e
podendo
assegurar-
se
aos
snrs.
depositantes
que
dentro
de
breves
dias
lhes
serão
pagos
iniegralmen-
le
os
seus
deposilos.»
Fizeram
face
ao
tormentoso dia
de
sexta-feira,—a
qual,
como
disse
um
jor
nalista,
deixará
em
Portugal
tão
triste
me
mória
como
a
sexta-feira
que
os
ameri
canos
chamam
ainda
a
sexta-feira
negra
(black
friday),
em
que
quebraram
22
ban
cos
em
Nova-York—,
fizeram
face,
repe
timos,
e
continuam
satisfazendo
com
re
gularidade,
os
seguintes:
Banco
Nacional
Insulano,
Banco
de
Lisboa
e
Açores,
Mon-
te-pio
Geral,
União
de
Pcrtugal
e
Brazd,
Brazilian
Bank,
Companhia
de
Credito
Commercial,
Companhia de
Credito
Lisbo-
nense,
Caixa
d
’
Emprestimos
Lisbonense.
Agora
que
resenhamos
os factos
va
mos
começar a transcrever
a
opinião de
alguns
jornaes
ácerca
da
crise
e
dos
meios
para remediar
o
mal.
Comectmos
pelo
«Commercio
do
Porto»:
«Os
últimos
acontecimentos
da
praça
do
Porto
teem
causado geral
inquietação;
a
uns
porque
suppõem
que
os
estabeleci
mentos
do
credito estão
em
risco
immr-
nente de
não
poderem
restituir
aos
seus
credores
as
sommas
que
os
deposilos
cons
tituem;
a
outros
porque
apesar
de
conven
cidos
do
contrario,
vêem
n
’essa
persua
são do
publico
a
origem
de
difficuidades
que
na
appareocia
podem
justificar
os receios
incríveis
de
alguns
irrefiexivos
credores
dos bancos.
E
’ para lamentar
a
cegueira d
’
aquelles
que
leem
com
nimia
desconfiança
levan
tado
dinheiro
dos
bancos,
por simples
e
mal
entendida
precaução.
N
’esla
cidade
leem-se dado
factos
no
táveis
desde
cerca
de
anno
e
meio,
que
são
vsrdadeiramente
estupendos
pela
fla
grante
opposiçào
em
que
se
acham
e
que
revelam
a
falta
de
tino
e
de sciencia
commum
n
’um
numero
considerável
de
pessoas.
Em
janeiro
de
1875
era
preciso em
pregar
a
força
publica
para
evitar confli-
clos
sérios
enire
os
capitalistas de
toda
a
especie,
que
disputavam,
quasi
que
em
briga
ridícula,
o
ensejo
de
lançar
os
seus
capitaes
em
emprezas bancarias
ou
de ou
tra
natureza
por
aventurosas
e
mal
defi
nidas
que
fossem.
Ninguém
mais
impre
vidente
do
que elles, ninguém
mais
ousa
do,
ninguém
appareoiemente
menos
cui
dadoso
quanto
á
sorte
dos
seus
haveres,
condemnados a
ser
instrumentos
de
ideias
mesquinhas
e
destruídas
de
valor.
Cecorreu
o
tempo; a
agulha
que
apon
tava
o destino
das
emprezas
imprudente
mente
creadas
girou
do quadrente
da
pros
peridade
para
o
do
infortúnio,
como
a
agulha
dopendulo
se
move nos
pólos de
um para
o
outro
quadrante.
Os
valores
representativos
de fundos de emprezas
mo
dernas baixaram. Era
n
’
elles
que
muitas
d
’estas
mesmas
emprezas
procuravam
hau
rir
os
lucros
que deviam
repartir
pelos
accionistas.
Jogou-se
muito
na
bolsa
e
fi-
zeram-se
operações
que
a
rasão
reprova
va.
Appareceram as
difTiculdades
financei
ras
e
a
ellas
cederam
impotentes
alguns
bancos,
suspendendo
pagamentos,
Então
o publico
indiflerente
alguns
mezes antes
ao
perigo
a
que
sujeitava
os
seus
capitaes,
tremeu
infantilmente
pelos
haveres
que
tinha
nos
bancos, não
com-
promeltidos
destino
d
’
elles.
mas
em
depo
sito
ou em
notas
garantidas
pelo
activo
dos
estabelecimentos
de credito.
Quem
uão
recuou
ante
as probabilidades do
fu
turo
adverso
das
emprezas
nascentes,
foi
pusilânime
ante
a
ideia, que
a
probabili
dade
condemnava,
de
que
o
dinheiro
nos
bancos
não
estava seguro.
No seu
pavor
os tímidos
não
fizeram
selecções;
uão
distinguiram
banco algum;
desde
o
que
pelos
balancetes
se
mostrava
mais solido
até
ao
que
tinha
meuos
nu
merário
em
cofre
e
mais pobre
carteira,
todos
foram
suspeitos
á
gente
receio-
sa.
E
comtudo
pouco
atiles
da
corrida
os
bancos
conservavam
entre
as
suas
repon-
sabilidades
por
notas
e deposites
á
ordem
uma proporção
superior á
legal.
Collecti-
vameote os
bancos
tinham
no
fim
do
mez
passado
em
dinheiro
mais
de
50
p.
c.
da
importância d
’essas
responsabilidades.
O
publico não
reparou
n
’
isto,
nem
re
parou
também
em que o activo
dos
ban
cos,
em
geral, por
muito
depreciado
que
fosse,
seria
suííiciente,
altenta a
sua
ma
gnitude,
para solver
integralmenle
o
pas
sivo.
Para se vêr
até
onde
chegou
o exces
so
do
temor
basta
dizer
que
alguns
ban
cos
teem
em
obrigações
prediaes,
em
ins-
cripções
e
obrigações
dos
caminhos
de
ferro do Minho
e
Douro,
valor
superior
ao
dos
deposilos
á
ordem
e
notas
em
cir
culação.
As
carteiras
léem
valores
considerá
veis,
que
excedem
os
das promissórias,
e
com
tudo
nada
d
’
isto
bastou para
deter
os
que pediam
o
seu
dinheiro
como
se
elle estivesse prestes a summir-se
para
sempre.
No
meio
da
perturbação
que
taes
ideias
vieram
causar,
eram
geraes
os
clamores
contra
a
falia
do
auxilio
mutuo
dos
ban
cos;
e
algumas
vozes
sem
authoridade er
guiam-se
pedindo
remedio
energico
e
prompto
contra
o mal
financeiro.
Mais
ainda,
accusou-se
o
Banco
de
Portugal
de
não
continuar,
a
proteger
os
bancos
carecidos
de
nutneraiio.
Estes
clamores,
estas
queixas
tinham
unicamente
o
efleito
de
produzir
maior
desconfiança,
de
fazer
crer
aos
néscios
ique
havia um
remedio
occulto
que
uma
alma
perversa
recusava
dar
para
amparar
o
credito
abalado;
e
finalmente
de
coudem-
nar
o
banco,
o
unico
banco
do
paiz
q
lle
nos
assomos
primeiros
da crise
financeira
se
promptificou
a
fornecer numerário
a
al
guns
bancos
do
Porto,
cujos cofres
esta
vam
mal
providos.
O auxilio mutuo,
dizia-se,
póde
salvar
os
bancos;
que
os
fortes
auxiliem
os
fra
cos.
Os
furtes
e
os
fracos
tinham
colle-
ctivamente
em
cofre
—
já
o
dissemos
—53
p. c.
aproximadamente do que
deviam
por
notas
e
deposilos
á
ordem.
Se
o
auxilio
fosse
verdadeiramente
mutuo,
os
fortes
emprestariam
aos
Laços
de
modo
que
em
lodos
se
mantivesse
aquella
proporção.
Ora
como
o
publico
pedira
nos bancos mui
lo
mais
do
que 53
p.
c.
do que se
lhe
devia,
segue-se
que
pelo
auxiio
mutuo,
prestado
por
este
modo,
todos
os
bancos
suspenderiam
pagamentos
quasi
ao
mesmo
tempo.
Recorda-nos
isto
o
que
se
conta
de
não
sabemos
que presidente
da
republica
dos
Estados-Unidos.
Um proletário
expoz-
Ihe
que
a
desigualdade
de haveres
era
cruel;
que
os abastados
deviam
repartir
com
os
catecidos
de
bens,
o
que
possuís
sem.
O
presidente
respondeu frranzeote:
«Sabes
qual
é
o
valor
da
riqueza
dos
nossos
estados?»—E
indicou-lhe
em
quan
to
a
computava.
—
«Sabes
qual
é
a
sua
população?»—
E
em seguida
mencionou
o
numero.
—«Pois
bem,
reparte aquelle
va
lor
por
este numero;
o quociènte é
30
dollars;
se
és feliz com elles,
toma-os-
seria
esse
o leu
quinhão.»
Qeria-se
um remedio
energico
e
prom
pto
para a
crise,
rotnedio
que
não
fosse
o
da
mutualidade
que
arrastasse
á qtléda.
Mas
ninguém
o apontava
com
receia
de
comprometler
a
soa
capacidade.
Censurou-se
que
o
Banco
de
Portugal
não
prestasse maior
auxilo
á
praça
do
Porio.
O
Banco
de
Portugal fez
tanto
quanto
pôde.
Tendo
levantado
o
dinheiro
em
Londres
a
tres
mezes
coolrahiu
compromissos
gra
ves
e
não
menos
respeitáveis
que
o in
fortúnio
«los
estabelecimentos
de
credito
que
pediam
a
reforma
das
promissórias
tomadas
pelo
Banco
de
Portugal
para os
auxiliar
n
’um
momento de
agonia.
O
Banco
de
Portugal
prestou
o
auxi
lio
que
lhe
foi
possível.
Se
o
não fizera,
talvez
hoje o
não
contássemos
no nume
ro
dos
bancos
que hontem
suspenderam
pagamentos.
Esta
suspensão
de
pagamentos
de
mui
tos
e
acreditados
estabelecimentos
de
cre
dito
foi
forçada
pelas circumsiancias
do
momento.
Prevemos
a
grande
sensação
que
pro
duzirá no
publico
esta medida
que
os
ban
cos
teem
adoptado
por
necessidade
impe
riosa.
Cremos porém
que
elles
brevemen
te
recomeçarão
os
seus
pagamentos
regu
lares,
e
por
isso
o
publico
não
deve
vêr
n
’
este
acontecimento senão um remedio
aos
succesos
que
o
teem
sobresaltado
n
’
es-
tes
últimos
dias.»
Do
«Direito»:
«E
não
digam
que
a
crise se,
limita
á
praça
do
Porto,
ella
estemle-se
a
iodo
o
paiz.
Não
chega
só
aos
capitalistas,
mas
sim
a
todos:
ao capitalista,
ao
ne
gociante,
ao
proprietário,
ao
aitista,
e
ate
ao trabalhador;
se
não
chega
direcla-
menle,
vem-lhe
por
tabella.
A
ambição
é
a
mania
dominante
do
século;
lodos
querem ter
muito
dinheiro;
lodos
querem
ser
directores
e
primeiros
empregados
de
estabelecimentos
bancarios
e
de
empiesas
que
lhes
dê interesse
e
representação.
E nós
não
vimos
n
’
essa febre
banca
ria
que
ha
poucos
annos se
espalhou
por
lodo
o
paiz,
outro fim outro
interesse,
ouiro
estimulo,
senão
o
desejo
d
’
arranjar
um
bom emprego,
uma
boa
collocação,
a
custo
<ios
parvos.
Para
quem
interessaria
o
estabelecimen
to
de tantos
bancos?
Para
os
seus
instal-
ladores,
para
os seus
directores!
Os
accionistas,
pobres accionistas!
hão-
de tirar-lhe
bom
proveito
!
E
nós
não
vimos
que
a
creação
de
tantos
estabelecimentos
de
credito,
facili-
.
tasse
mais
as
transações
commerciass,
pe
lo
contrario
parece que
ainda as diflicul-
dades
augmentaram mais.
Principalmente
a
praça
do
Porto
ti
nha
estabelecimentos
de
credito
de
sobe
jo,
não
carecia
de
mais,
mas
se
a
praça
oão
carecia
d'elles, careciam
collocar-se
cer
tos
indivíduos.
Não
queremos
dizer
que
nas
terras
de
terceira
ordem
e
que
não
tinham
nenhum
4
’
estes
estabelecimentos,
não
fosse
util o
haver
um,
mas em
lugar
d
’
um
que
seria
de
sobejo,
crearara-se
dois
e
tres
bancos,
e
alem
dos
bancos
também
appareceram
a
cala
canto
banquinhos
e
tripeças;
tu
do
são
caixas
para
guardar
o
dinheiro
alheio,
,e
para
satisfazer
a
necessidade
pu
blica, mas em
tudo
isto
o
que
mais abun
da
é
a
falta
de
caixa.
Todos
se
querem
arvorar
em
admlnistrddores
do
alheio,
quando
a
verdade
é
que
a
maior
parte
não sabe
administrar
o
que
é
seu.
Não
confiamos
no
valor
real
activo
que
apresentam
em
cifras
os bancos
que
fize
ram
ponto;
pelo
contrario
pensamos
que
e->ses
valores
lerão de
soffrer
um
grande
desfalque;
os
espinhos
costumam
apparecer
por
baixo
das rosas.
Pena
é
que
alguns
dos
estabelecimen
tos
antigos
sejam bancos
ou
casas
ban
carias,
que
sempre
gosaram
do
melhor
credito,
e
cujos
gerentes
são da
melhor
boa
té
se
vissem
obrigados
a
suspenderem
os
seus
pagamentos,
ainda
que não
ha
receios
de
darem
prejuízos
aos
seus
cre
dores,
porque
alem de,
com
alguma
de
mora,
se rehabililarem
a
satisfazer
os
seus
compromissos,
preside
a
todos
os
seus
actos
a
conciencia.
N
’
este
caso
entendemos
estar
entre
outros
a
casa
bancaria
dos
snrs.
Carmo
Sobrinho
& C.
a
,
a
mais antiga
casa
de
cambio
que
conhecemes
na praça do
Por
to,
e
que
sempre gosou
do
melhor
cre
dito,
e
da
melhor
boa
fé
em
todos
os
seus actos
comuterctaes,
suspendera
por
algum
tempo,
os
seus
pagamentos.
Já
o
dissemos
e
de
novo o repelimos:
o
pas
sado
de
casa
bancaria
de
Carmo
Sobrinho
e
C.a,
será
suíficiente garantia
do
seu
fu
turo.
Com tudo
a
crise
que
actualmente
se
está
atravessando
parece-nos que
não
se
rá
mais que precussora da
grande
crise
que
hade
chegar,
e
que
reduzirá
á
fome
e
á
miséria
milhares
de
famílias,
se
se
não
prevenirem a
tempo,
o
que será
mui
difficil.
Não
carecemos,
por
hoje,
dizer
mais
nada.a
Continuaremos.
Lê
mos na Nação:
Collegas
e
amigos.
Tenho
muito
prazer
em
informar
essa
redacção
de
quem
foi
o
honrado oflicial
portuguez,
que
arrancou
á
fúria
da
sol
dadesca
o
venerando
bispo
de
Coimbra,
o
snr.
D.
Fr. Joaquim
da
Nazareth,
o
que
ahi se
ignora,
segundo se lê no
ar
tigo
principal da
«Nação»
de
12
do
cor
rente.
Fallando
com
o snr. conde
de
Mello,
a
ultima
vez
que
esteve
n'esta
cidade,
das
perseguições
e vexames,
que
soffreram
os
realistas
depoi
’
da
convenção
d
’Evora
Monte,
estigmatisou
com
vehemencia
o
illustrado
lidalgo
tamanhos excessos,
e,
como
prova
de
que
sempre
os
condem-
nara,
referiu-ma
que
fôra
elle
quem,
não
sem
risco
pessoal, em
Arrayolos
(se
bem
me
recordo)
ousára
livrar
da
morte
o
snr.
bispo
de
Coimbra,
D
Fr. Joaquim
da
Nazareth.
Cerca
vam-oo
magotes
de
soldados,
que
se
divertiam
em
arremessul-o
de
uns
para
os
outros,
bavendo-lhe
já
roubado
a
cruz
que trazia
pendente
do
peito,
e
o
chapéo
tricornio,
que
faziam
girar
nas
bayonetas.
Disse-me,
também,
o
sur.
Antonio
Ca
bral
de
Sá
Nogueira
em
setembro
de
1818, achando-se
em
Alpedrinha, na
com
panhia
de
seu
sobrinho
o
snr,
J
0
ão
Fi-
iippe
da
Cunha
de
Castro
e
Sá,
que
vie
ra
de
sua
casa
de
Proença
para
esta
villa,
afim
de
eu
o
tractar
d’
uma
pthysica
pul
monar,
que
fóra
tile,
o
snr.
Sá
Nogueira,
quando
prefeito
da
Estremadura,
que
man-
dára
soltar
o
snr.
bispo
de Coimbra,
pre
zo,
havia
mezes, sm
Lisboa.
Logo
que
saiu
da
cadeia o venerando
prelado,
homiziou-se,
em quanto
não pou-
de
sair
do
reino;
e
foi-lhe
necessário
dis
farçar-se
em
gallego
de
fretes;
para
chegar
incólume
ao navio,
que
devia
transpor-
tal-o á
America.
No
Maraohâo,
onde
fora
bispo, antes
de
ser
assumpto
á
mitra
de
Coimbra,
foi
recebido
com
extremos
de amor e
cari
nho,
conãignando-se-lhe
decente
côngrua
pelo
cofre
da
província.
E
bem
merecia
estas
demonstrações de
aflecto
por sua il-
lustração
e
virtudes,
sobresaindo
a
da
ca
ridade..
Na
casa,
onde
escrevo
estas
linhas,
me
disse
o
meu
velho
e
respeitável
amigo
e
condiscípulo,
o
snr. dr, Malheus
de
Sousa
Fino,
juiz
de
direito
na
comarca
de La-
mego,
que
por
vezes
o
mandara
chamar
o snr
bispo
de
Coimbra,
para
lhe
dar
quantias
de
dinheiro
destinadas a seu ir
mão
o
snr. João
Gonçalves
Fmo,
preso
na
cadeia d
’
Almeida
por
constitucional.
E,
todavia,
nos
escriptos
contemporâ
neos,
publicados
pela
imprensa
liberal, é
acoimado
o
snr.
bispo
de
Coimbra,
D.
Fr.
Joaquim
da
Nazareth,
não
só
de
furibun
do e
ardente
realista,
mas
de
intolerante
e
implacável
inimigo dos
liberaes!
Realista
foi,
na
verdade,
o
prelado
co
mmbncense.
como
todos
os
de
Portugal
n
’
esse tempo;
mas
intolerante
e
implacá
vel
inimigo
dos
liberaes
não
o
íoi
com
toda
a certeza.
Soccorreu
não só os
pre
sos
políticos,
mas
as
suas
famílias,
que
viviam
na
indigência,
apesar
de
se
acha
rem
attenuadas
as rendas
da
mitra,
e
de
estar
sobrecarregado
com
as
dividas
de
seu
antecessor,
o
snr.
D.
Fr.
Francisco
de
S. Luiz.
Se
se
escrever, como
deve
ser
escri
pta,
a
historia
da malfadada
epoca,
em
que
viveu
o
snr.
bispo
de
Coimbra, creio
que
o
seu
vulto
figurará
dignamente
a
par dos
de
seus
predecessores
E
dirá
essa
historia,
que,
victima
da
intolerân
cia
dos
governos
liberaes,
se
finara em
terra
estranha,
longe
da
patria,
que
en-
nobrecera
e honrara
com
suas
letras
e
vit
tudes.
Devia
á
justiça
e
á
verdade
estes
es
clarecimentos,
e
folgo
de
prestar
á
me
mória
do
illustre
prelado,
que
me
costu
mei
a
venerar
desde
menino,
este
fraco
preito
e
e
homenagem.
Portalegre,
13
d’
agosto
de
1876.
Francisco
Antonio
Rodrigues
de
Gusmão.
GAZETILHA
SJanco
Commercial
de
Rraga.—
Realisou
se
hontem
a
reunião
extraordiná
ria
dos
accionistas
do
Banco
Commercial
d
’
esta
cidade.
A
sessão
começou
ás 10
horas
da
manhã e
terminou
depois
das
3
da
tarde.
Feita
a
leitura
do
balanço,
balancetes,
relatorio
da
gerencia
e
parecer
do conse
lho
fiscal,
suscitou-se
acalorada
discussão,
na
qual
tomaram
parte
vários
cavalheiros,
entre
os
quaes
os
seguintes
:
Alves
Pas
sos,
Alves
Matheus,
conselheiro Torres
e
Almeida,
Magalhães,
do
Porto,
e
A.
Braga.
Finda
a
discussão
resolveu-se
que
a
di
recção
e
conselho
fiscal
ficassem
auclori
sados
a
pedir
moratoria
se
o julgassem
ne
cessário
antes
de
expirar
o praso
concedi
do
pelo
governo.
Por iniciativa
da
direcção
nomeou-se
umà
commissão
para
examinar
os
livros,
balanços
e
valores
existentes
na
caixa.
Es
sa
commissão
ficou
definitivamente
com
posta
dos
snrs.
:
Pedro
de
Faria
Pereira
da
Cruz,
M.
A.
Fernandes
Pereira
e An-
lonio
Luiz
da
Costa
Pereira
de
Vilhena,
todos de
Braga,
e
de
André Avelino
e
Ma
noel
Francisco
Moreno,
do
Porto.
Noticia
*
thestraes.—
Como
annun-
ciamos,
a companhia
da
notável
actriz
Emi-
lia
Adelaide
Pimentel
deu
no
sabbado
e
no
domingo
espectaculos
no
lheatro
de
S.
Ge
raldo.
com
os
dramas
«Claudia»,
«Toca
dora
de
harpa»
e
a
comedia
«O
Visconde
da
Roza
Branca».
Uma
e
outra recita
agradaram
muito.
A
concorrência
foi diminuta
na
primeira
noite.
Hoje
é
o
beneficio
de
Emila
Adelaide,
subindo
á
scena o
drama era 5 actos
de
Pinheiro
Chagas,
«A
morgadinha
de
Val-
flor»
.
Bellissimo
espectaculo.
Os «I.az.aristaMB
em
Villa Real.
—
Uma
companhia
dramatica
sem
a
menor
importância artística,
levou, ha
dias,
á
sce
na em
Villa
Real
o drama-calumnia
do
snr.
Ennes,
«Os
Lazaristas.»
A
concorrência
ao
theatro foi
diminu-
tissima,
e
o espectaculo
correu
frio,
im-
mensamente
frio,
com
muito
desgosto
da
liberangada
estulta.
A
aucloridade
andou
avisadamente
to
mando
as
prevenções
aconselhadas pela pru
dência,
—o
que
também
não
foi
bem
visto
pela
cohortesinha
dos
«avançados».
Felicitamos
os habitantes
de
Villa
Real,
e
damos
os nossos
pezames
aos ennicos de
todos
os
feitios e
côres.
A
’eerea «lo
Oriente.—
Lord
Russell
dirigiu
a seguinte
carta
a lord
Granville :
«Meu caro lord
—Li
com interesse os
debates
do
parlamento
ácerca das
questões
do
Oriente
e
especialmente
os
discursos
de
Gladslone
e
o
de
v.
exc.a
Confesso-lhe
porém,
que,
n’
estes
tre
chos
de eloquência,
não encontrei
um
úni
co
fim
sério.
Isto
parece-se
bastante
com
o
caso
de
«Joe Miller».
—
«Que
fazes
tu,
Tom?
—
Nada
Sen6or.
—
E
tu,
Diogo,
que
fazes?
—
Ajudo
Tom.»
Parece-me
que
tendo
nós
a
nossa
arma
da
em Berika
e
o
nosso embaixador
em
Constantinopla,
deveríamos
insistir
para
a
cessação
immediata
das
atrocidades
com-
metlidas
na Bulgaria
e
nas
outras
partes
do
império
ottomano.
Para
obter
este
resultado
bastaria
des
embarcar
mil
homens
da
nossa
armada
;
e
se
fossem
poucos,
reforçar-se-iam.
Finalmente
se
não
podemos impedir
que
os turcos
sejam
barbaros e
cruéis,
deve
ríamos
alliar-nos
com
a Rússia
e combi
nar no
melhor
modo
de
alcançarmos
o
nosso
fim.
A
divisa
do partido
tory
é
«a
liberda
de civil
e
religiosa
em
toda a superfície
do
globo».
Não
abandonarei jámais
esta
causa.»
Companhia E«iiflea<lora.
—
A
Com
panhia
Edificadora
e
Industrial
Bracarense,
tem
prestado
optimos
serviços
a
esta ci
dade.
Tem
já
48
prédios
em
construcção
o
bairro
que
ella
denominou
Democrático e
que
são
destinados
ás
classes
menos
abas
tados.
Occupa uma
área
de
7:547
metros
qua
drados.
A
empreza
fez
construir
um arma
zém
para
guardar
madeiras
e
outros
ma-
teriaes,
e
vae
montar
uma oflicina
com
machinas
para
diversas
manufacturas.
Casamento
ou
eelihato ?—
Dizia
certa
dama
a
Champfort.
—Porque
não
se
casa,
meu caro? O
casamento
é
uma
cadeia
suavíssima,
cu
jos
elos
são formados
de
flores.
—
Minha
senhora,
respondeu
Champ
fort,
ha
duas
coisas
que
eu
sempre
amei
com
delirio—as
mulheres
e
o
celibato.
—
A
primeira
d
’
estas
paixões
perdi-a
:
devo
necessariamente
conservar
a
segunda.
liista curiosa e edificante. —
Da
correspondência
de
Londres
para
a «Civi-
lisação»,
de
Ponta
Delgada, transcrevemos
o
seguinte
:
«Eis
aqui
uma
outra
prova
da
unidade
do
protestantismo.
O
«Regislr^d
Geral»
inglez
refere
que
polos
estudos
por
elle
fei
tos
acha
que
ha
em
Inglaterra
133
difle
rentes
denominações
religiosas
dentro da
sua
jurisdicção.
Seria
enfadonho e
desne
cessário
mencional-as
todas
: mas além
dos
methodistas,
wesleyannos,
baptistas,
congregacionalistas
e
egreja
dos
inglezes
ha
estes:
christãos
euphonios,
glassites,
glorybands,
inghamiles,
povo
particular,
christãos
primitivos, progressistas,
reuters,
jurnpers,
religionistas
recreativos,
sande-
manianos,
baptistas
do
selitno
dia,
glory
bands,
reforma-wesleyanna etc.
E
cada
membro
individual
destas
miseráveis
sei-
lazinhas
pensa
ou
obra como se
toda a
infallibilidade
de
todos
os
Papas
(que
elles
negam)
estivesse
concentrada
em
uma
só
alma
(na
d
’
ellas;.
Papas <ue
eondeninaram a
ma
çonaria.—
Condemnaram
a
maçonaria
:
1.
°
O
Papa
Clemente
XII
em
sua
bul
ia
In
eminenli,
no
anno
de
1738
;
2.
°
O
Papa
Benediclo
XIV
em sua
bulia
Providas
Romanorum
Ponli/icum,
em
1731 ;
3.
e O
Papa
Pio
VII
em
sua
bulia
Ec-
clesiam
a
Jesu
Chrislo,
de
13
de Setembro
de
1821
:
4.
° O
Papa
Leão
XII
em
sua
bulia
Quo
graviora,
de
13
de
Março
de 1825
;
5.
" O
Papa
Pio
VIII,
em
sua
Encyclica
Traditi
humililati,
de
24
de
Maio
de
1829;
6.
°
O
Papa
Gregorto
XVI,
na
Encycli-
Mirari
vos, de
15
de
Agosto
de
1832 ;
7.
°
O
Papa
Pio
IX,
na
Encyclica
Qwz
pluribus
de
9
de
Novembro
de
1846 ;
na
allocução
de
20
de
Abril
de
1849;
na
En
cyclica
de
8
de
Dezembro
de
1849, na
al
locução
de
9 de
Dezembro
de
1854;
na
Encyclica
de
10
de
Agosto
de 1863 ;
na
Constituição
Apostolicce Sedis
de
12
de Ou
tubro
de
1869;
e
afinal
na
sua
ultima
Encyclica
Exortce
in
ista
dilione
de
29
de
Abril
do corrente
anno.
Coinas
<le Hispanha.
—
Da
corres
pondência
do «Paiz» transcrevemos
o
se
guinte
:
«Dizem
já
que
breve
regressará
D.
Isa
bel
II
a Paris,
—em
fins
de
novembro
—
sob
pretexto
de
que
a rainha
mãe
está
en
cantada
da
amavel
hospitalidade
que
rece
beu
na capital
da
republica
franceza,
onde
as
irmãs
menores
do
rei
encontrarão
no
inverno
maiores
atractivos
do
que
os
que
podem
offerecer as
nossas
capitaes
anda-
luzas.
Se assim
acontece,
não
influirá
pouco
o
frio
recebimento
oflicial
que
foi
feito em
Santander
áquella
senhora,
da
qual
acaba
de
ser
nomeado
secretario
particular D.
Leon
Carrillo,
filho
do
conhecido
escriptor
do
mesmo
nome.
Caleulo
interessante. —
Um
cu
rioso
fez
o
seguinte
calculo
:
Elevando 13
milhões
de francos
as
rer-
das
experimentadas
pela
França
com a guer
ra allemã
e
da
communa, quanto
tempo
poderia
sustentar
com
o
pão
a
actnal si
tuação,
calculada
em
36
milhões
de
pes
soas
?
Ao
preço
de 30
cêntimos
o
kilo
de pão
ordinário,
os
13
milhares
dariam
43
mi
lhares, 333
milhões,
333:333 kilogrammas
de
pão.
O
que
a
rasão
de
meio
kilo
por
cabeça,
e
por
dia.
alimentaria
os
36
mi
lhões
de
francezes
durante
6
annos,
7
me-
zes
e
5
dias,
em
cifra
redondo.
—
(P.)
Noticias «los reaes proseriptos .
—
Recebemos,
diz
a
«Nação»,
óptimas
no
ticias
da
Allemanha,
daiadas
de
6
do
cor
rente.
O Senhor
Dom
Miguel
gosa
perfeita
saude.
Sua
Augusta
Mãe,
melhor dos
incom-
modos
que
ultimainente
tem soflrido.
Es
tava ainda
em
Reichenau,
aonde
tinha
ido
assistir
ao nrscimenlo
da
filha
primogé
nita
de
Sua
Alteza Imperial,
a
Senhora
Archiduqueza
Dona
Maria Thereza. Tanto
a
recemnascida,
como
sua
Augusta
Mãe
estão perfeitamente.
Da
Baviera
lambem
temos
boas
noti
cias.
Sua
Alteza
Real
a Senhora
Dona
Maria
José,
e
a
Augusta
recemnascida
go-
sam
óptima
saude.
O
casamento
de
Sua
Alteza
Real
a
Se
nhora Dona
Aldegundes,
deve
verificar-se
nos primeiros
dias
de
outubro
em
Heu-
bach.
Damos
graças
a
Deus,
pelas
boas
no
ticias
que
acabamos
de
receber.
Óptima ideia. —
Diz-se que vão
ser
emittidos vales consulares
pelos
diversos
consulados
porluguezes
no
império
do
Bra
zil,
pagaveis nas
diflerentes
terras
do
rei
no.
afim
de
que
os
súbditos
portuguezes
possam mandar
as
suas
economias para a
patria,
sem lerem
de
recorrer
ás
casas
de
commercio
Boa
medida.—
Diz
um
jornal
de
Lis
boa
que
as
mercearias,
talhos,
hospedarias
e
casas
de
malta da
capital
estão
receben
do
visitas
sanitarias, que
bem
precisas são
a
bem
da
saude
publica.
E’
de instante necessidade
que
tão
ex-
cellente
medida seja
lambem
posta
em
pratica
n
’esta
cidade,
onde, por
todos
os
motivos,
se
torna
indispensável.
Fenómeno.
—
Da
«Religião e Patria»,
de
Guimarães:
—
Noticiamos
ha
pouco,
que
nas
enfermarias
do hospital
de
S.
Fran
cisco
d
’
esta
cidade
estava
em
tratamento
de dolorosa
enfermidade
uma
rapariga,
Ro
sa
Maria
da
Silva, que
tendo ha dons
me-
zes
perdido
complelamente
o
juso
da
fal
ia
não
podendo
á custa
dos
maiores
es
forços
pronunciar
duas
sylabas
juntas,
to
davia
conseguia
ler
com
a
maior
facilida
de
e
com
a maior
clareza.
Temos
hoje a
acrescentar
que
a
mes
roa
doente,
conservando-se
ainda
egual-
mente
sem
falia,
não
só
lê,
mas
canta,
como
se nada
sentisse
nos
orgãos
da
voz
!
Muita
gente
d
’esta
cidade
e
quasi
to
dos
os
facultativos
teem
ido
examinar
a
a doente;
mas
não
sabemos,
que
até
ho
je se
explique
o
fenomeno.
Não
será
caso
para
consultar-se
os con
selhos
médicos,
que
talvez
tenham
conhe
cimento
d
’
nm
ou
outro
facto
idêntico?
Que
eoliereneia ! —
«Parece
que
D.
Santiago
Patero, o
celebre
commandante
da
nova
goleia
de
guerra,
«Consuelo»,
que se
passou
para os
carlistas
durante
a
guerra,
e
interceptou
a
navegação
na
ria
de Bilbao,
vae
intentar
processo
por
perdas
e
damnos
contra D.
Ramon
Ca-
btera,
que
fazendo-o reconhecer D.
Af-
fonso
com
a promessa
de
que
lhe
seria
reconhecido
o
posto
de
brigadeiro
que
tinha
no
exercito
de D.
Carlos,
—
promes
sa
que
não
se
realisou,
—
lhe
causou
pre
juízos
de
que
o
snr.
Patero
se
julga
com
direito
a
ser
indemnisado.
Se o
processo vae
ávante,
deve
ser
divertido.
A
«Epoca»
não
pedia
lastro carlista pa
ra
a
monarchia
de
D. AÍTonso?
Ahi
tem
os resultados
do
tal
lastro
carlista
?»
(Correspondência
do
<D.
P.»)
Não
tem
du
ida.
.
.
são
cunhas do
mesmo
pau,
ajunta
a Nação.
Oh!
mas que
cohereocias
e
que
santa
geote
!
Suum euitfue.—
Nem
sempre
as
nossas
extranhezas
contra
o
governo.
Ho
je
louvamol-o, porque
praticou
um acto
justo;
ámanhã
arguil-o-hemos,
se,
como
é
inu'io
de
esperar,
o
merecer.
Sabíamos
que
o snr.
Luiz d’
Albuquer-
que
interessára
muito
perante
o governo,
no
intuito
de
que
este
désse ás
Irmãs
Hospitaleiras
um
dos conventos
devolutos,
e
que
comportasse
o
numero
d’aquellas
virtuosas
filhas
de
S.
Francisco
d
’
Asdz.
Felizmente
o
governo concedeu-lhes o
edi-
ticio
onde
existiu
a
extincta
communida-
de
das
Trinas
do
Mocambo.
Dizem-nos
que
aquella
casa
é
vasta,
e
em
óptimas
condições
para
o
fim
a
que o
governo
acaba
de
destinar
o alludi io
edifício.
Em
nome
da
referida
communidade
agradecemos
o
referido
acto
do
governo,
tanto mais
louvável,
quanto
é
presente
mente
raro
haver
rasão
plausível,
para
encomios
a
favor
do
que
sae
do
gabine
te
ministerial.
Felicitamos
as
dignas
Irmas
Hospitaleiras
o
seu
respeitável
director
o
snr.
Padre
Beirão.
—
(Correio
da
Tarde].
O
Vesuvio.—
Desde
o
mez
d
’abril
que
o sysmografo do
Vesuvio
raras
vezes
tem
estado
iranquillo.
Durante
esse
tempo
tem-se
sentido
fre
quentes
abalos
em
Corleone;
houva
uma
erupção
na
ilha
de
Vulcano,
estremeci
mentos
na
parte
septcnlrional
do
lago
de
Garda
tremor
de lena
em
Vienne
e
ligeiros
abalos
em Campania.
O
professor
Palmieri,
que
dá
estas
informações,
diz
que
ignora-se
aquelles
abalos
ainda
duram
no
lago
de
Garda.
A
nova
cratera do
Vesuvio
mostra-se
actualmeole
mais
acliva,
expellindo
com
a
fumarada
surdos
ruidos.
Hf,
Senhora de Piedade. —
A
fes
tividade
annual
que
em
Guadalupe
se
cos
tuma
fazer
áquella
piedosa
imagem,
ficou
transferida
para
domingo proximo
se
o tem
po o
permittir.
A
Voz
da Xatureza
(Tomo
2.°)
Peio marechal duque
de Salda
nha.—
Do
Foreign Times,
de
Londres,
do
dia 5,
traduzimos
a seguinte
aprecia
ção
do
tomo
segundo
do
livro
A
voz
da
Natureza,
do snr.
duque
de
Saldanha
:
Não
menos
pittoresco,
gráfico
e in
teressante
é
o
2.°
tomo
da
obra
impor
tantíssima
do
snr.
duque Saldanha.
A
o-
bra
toda é um himno
immenso
ao
Auc
tor
de
tudo
o
creado,
e
n
’
ella
appare
ce
a
natureza
com
todos
os seus
porten
tos,
cora
todas
as
suas
maravilhas, no ca
racter
de
humilde
sacerdotisa
do
Creador
Supremo.
O
duque de
Saldanha
não
se
acosta,
como
Flamarion
ou Augusto
Ni-
coiás,
ás
exubeiancias
perluxas
d
’
um
estilo
enfático
e
ditiratnbrico
para
assentar
d
’
um
modo permanente as sublimes
verdades
de
que
em toda
a
sna
vida tem
sido elo
quente
apostolo.
Conduz
o
leitor
suave
mente
pela
mão,
e
com o
sorriso
nos lá
bios,
o
faz
contemplar o prodigioso
firmamento.
Explica-lhe
scientifica
porém
lúcida
e
ameoatnenle
esse
espectaculo
unico
que
á
primeira
vista
o enche
de
assombro
e
pavor.
Com
estilo incom
parável
pela
sua
amavel
simpleza
e ter
sa
elegancia,
revela-lhe
os
grandes
proble
mas
íisicos
que
a
atmosfera
contem
; e
fieal-
meole
expõe
deante
dos
seus
olhos
as
condi
ções
e
leis
que
a
natureza
impoz
ao
reino
animal.
O
duque
de
Saldanha
tem
o mé
rito
peculiar
de
converter
em
íacil
e
ame
no o
que
para muitos
é
ditficil e
atido,
e
sem
confundir
o
leitor
com formulas
elaboradas,
complexas
proposições
e
dif-
fusos
conhecimentos,
sabe
imprimir
na
sua
mente
e
na
sua memória d
’
um
mo
do
indelevel
as
graades
verdades
scienti-
ficas,
suavisando
angulosidades,
e
salvando
escolhos
graças,
á magia
e encanto
que
realça
a
opulenta
e
ao
mesmo
tempo
cla
ra
e
límpida
linguagem
que
em
tocias
as
producções do
nobre
auctor serve
de
ve-
hiculo ao
seu
pensamento.
O
tomo
2.°
da
«Voz
da
Natureza»
cons-
litue principalmente
utn
estudo
sobre
o
reino
animal,
e n
’ella
dá
o
auctor
um lo
gar
preferente
ás
emigrações ehronicas
e
sistemáticas
dos
animaes.
A
secção
rela
tiva
aos
peixes
é
extremamente
curiosa.
Diz
o
snr.
duque:
«Algumas vezes
o
calor
excessivo
do verão
faz
secar
os
charcos
e
as
luras
onde
vivem
os peixes.
Ao
principio alguns
destes
enterram
a
ca
beça
no
lodo,
depois
todo
o
corpo,
e
as
sim
escapam
muitos
á
morte.
Sabemos que
o
Barbo
póde
conservar
e
alimentar-se
durante
muito
tempo suspendido
em
re
des,
em
bodegas
subterrâneas
;
é
esta
fa
culdade
a
que
lhe
conserva
a
vitalidade
quando
se
enterra
n
>
lodo.
Outros,
quan
do
se
acham
na
ultima
extremidade
cos
tumam
emigrar,
e
caminham
sempre
até
ao
logar
mais
proximo
onde
se
acha
a
agoa
de
que
necessitam
para
viver.
O
Crea
dor
Divino
que
os
collocou nessa
situa
ção,
deu-lhes não
só
o
instiucto
para
se
dirigirem
aonde
encontrem
agoa,
mas tam
bém
os
meios
para o
poderem fazer.
O
dr.
Hancock
no
Diário
Zoologico trata
d
’uma especie
de
peixes
com
cabeça
cha
ta
que
os
indios
chamam
Kassar ;
o
seu
tamanho
usual
é d
um
pé
;
caminham em
grandes
numeros,
movendo-se
de
noite,
e
disem
que
o
seu
movimento é
parecido
ao
do
lagarto
de
dois
pés
(Bipes).
Aífir-
mam os
indios
que
estes
peixes
levara
no
interior
uma
provisão
d'agoa,
suíficien-
te
para a
viagem.
Ha uma
circurastancia
que
parece
confirmar
esta
opinião.
Quan
do os tiram
da
agoa
e
os
enxugam
bem
com
um
panno, para
logo volvem
a
hnme-
decerem-se
por
mais
que
se
continue
a
enxugal-os
repetidas
vezes.
...Box
aífirma
que
todos os
lagos
da
Carolma
são
habitados
por
outra
classe
de
peixes
emigrantes.
Como
estes
lagos
são
muito
susceptiveis
de
seccar-se
no verão,
o
Creador
Divino
dotou estes
antnaes com
a
faculdade de
existirem
fóra da
agoa
por
meio d
’uma
membrana
cotn
que
cobrem
a
bocca,
e
a de
poderem caminhar
aos
saltos.
Box
divertia-se
muitas
vezes
com os
movimentos
d
’estes
animaes
que para
is
so
collocava
no
solo,
e
diz
que
invaria
velmente
se
dirigiam
para
o
logar
mais
immediato
onde
houvesse agoa».
O
auctor occupa-se
no capitulo 2.°
das
emigrações
Jos
barbaros
;
e
este
ca
pitulo
é
um
instructivo
boquejo
historico.
O
3.,
que,
é
o
mais
importante
de
todo
o volume
tracta
das grandes
divisões do
reino animal.
«Quando
a
sabedoria
creador
cubriu
a
terra
com
plantas,
e
a
povoou
d
’
a
nimaes,
creou
primeiramente
os
elemen
tos
do
reino
vegetal
que
devia
de
ser
vir
de
alimento aos
animaes,
e
logo
os
do
reino
animal
que
se
podessem
con
verter
mais facilmente
em sustento
das
especies
immediaiatnente
superiores.
Depois
formou
os
auimaes
de
sorte
que
seus
diflerentes
orgãos
e membros tives
sem
relação
e
dependencia
mutua,
de
mo
do
que suppondo-se a
falta
d
’
algum
d
’elles,
o
animal
ficaria
em
completa
desorgani-
sação.
Assim
o
demonstrará
o
exame
da
sua
estructura
e
organismo. Na
abelha,
por
exemplo,
a
bngua é larga,
formada
especialmente
para recolher o
mel
que
o
estomago
recebe;
alli
o elabora,
emquanlo
que
para
a
formação.da cera
tem
outros
orgãos
ou
provos
deba
*ixo
do
abdómen,
pe
los
quaes
passa
a
cera.
Temos
meios
ou
instrumentos
para
edificar
os
favos,
para
conter o
mel,
e
o
polen
que
deve
servir
de
alimento
ás
crias
;
se
privássemos
a
abe
lha
de
qualquer
destes
orgãos
não pode
ria
tão
uiil insecto
preencher
os
fins
pa
ra
que
o
Supremo
Creador
do
universo
o
destinou».
O
auctor
procede ao
estudo
dos
zoo-
titos
que
formam
a
primeira
divisão
do
reino
animal
;
dos
moluscos
que
sãoa
segun
da
; dos
articulados
que
constituem
a
ter
ceira
;
e
a quarta
divisão
que
se
compõe
dos vertebrados.
Lemos
o
2.°
tomo
da
«Voz
da
Na
tureza»
com
tanto
frucio
como
deleite
;
temos
aprendido
muito,
e
gosado
muito
cora
a
sua
leitura
:
porisso
tributamos
o
nosso
profundo
reconhecimento
ao
illus
tre
snr.
duque de
Saldanha,
cuja
penna
eloquente
e
infatigável não
se
cança
nun
ca
de
illuslrar
e
deleitar
immenso
o
nume
ro
dos
seus
admiradores.
Convertidas,
tendo-lhe
sido aconselhado o
uso
de
banhos de
caídas,
por
causa
dos
seus
padecimentos,
implora
o
soccorro das
almas
caridosas
para
conseguir
adoplar
o
conselho
da
medicina.
A’
caridade
publica.—
Indicamos
ás almas
caritativas
o
infortunado
Joaquim
da
Silva,
que
foi
jornaleiro,
e
que
actual-
mente
se
vê
na
impossibilidade de
ganhar
os
meios
para
a
sua
subsistência.
Mora
na
rua
de
S. Thiago,
n.°
6.
A’
caridade.—
Pede-se
ás
almas
ca
ritativas
soccorram
uma
pobre
velhinha,
entrevada
com
um
schirro
na
cara,
mo
radora
em
Guadelupe
n.°
6.
Retratos
do Snr. D. .Vliguel Kl.
—
Os retratos
ultimamenle
chegados
e pró
prios
para album grande,
veudem-se
no
escriptorio
da
administração
d
’
este
jornal.
Preço
de
cada
um
300
reis.
CORRESPONDÊNCIA
Famalicão
18 d’Agoato
de
1870.
Ha
dias,
alguns
poucos
jornaes deram
muito
singelamente noticia
de
que
o
snr.
commendador
Manoel
José
Ribeiro
cede
ra
a
favor
dos
parentes
d
’
um
seu
amigo
do
Brazil
a
quantia
de
280
contos,
que
este
lhe
legava em
testamento,
por
lhe
constar que
esses
parentes
não abunda
vam
em
meios de
fortuna.
Pois
este
cavalheiro
benemerito
é
um
venerando
ancião
de
Santo Thyrso,
que
tem
passado
a
sua
vida fazendo bem e
ennobrecendo-a
de acções
generosíssimas
de
religião
e
caridade.
Quando,
n
’
este
século
material
e utili
tário,
muitos, aliás
abundando
em
bens
e
riqueza,
guardam
cautelosamente,
avida
mente,
o seu
e
até o
alheio;
—
quando
tantos
que
podiam
ser
uteis a
si
e
a
seus
irmãos,
parece
terem
vindo
ao
mundo
pa
ra
flagellarem
os
que
os
supportam;
—
quando,
na
írase
popular,
ninguém
dá
pon
to
sem
nó;
—
é bello,
é
consolador,
ver
um
homem,
com
esta
abnegação,
a
que não
é
facil
achar
igual,
abrir
mão
de
280 con
tos
de
reis,
só
porque
sabe
que
a
familia
d
’
aquelle
seu amigo que
lh
’
os
lega,
não
é
rica
!
!
!
E
isto,
demais
a
mais,
sobredoirado
pela mais
franca
espontaneidade
!
e
sem
ler
outro motor, senão
os
sentimentos
do
seu
coração
generoso
e beneficiente
!
Já
não
era
pouco,
—
era
já
muito
—
pa
ra
seu
elogio,
o
que
sabíamos dos
seus
actos
de
piedade
e
beneticencia,
soccor-
rendo
cotn
mão
larga
os
infelizes
e
auxi
liando as despezas
do
culto
religioso
com
valiosos
donativos.
Faltava
só
a
corôa
e
o
remate;
e
aca
ba
de
lh’
a pôr brilhantíssima,
com
tão
nobre
acção,
este
honrado
cavalheiro,
este
homem verdadeiramente
grande,
porque
em
face
de
Deus
(e
do
mundo,
quando
quer
fazer
justiça)
ha só
uma
grandeza
solida,
real
e verdadeira,
—
é a
grandeza
da
virtude,
são
estes
prodígios
da
abnegação,
são
estas
santas
larguezas
da
caridade.
Por
que
Deus
é
justo,
e
não
póde
deixar
des-
premiadas
tão
bellas
acções,
já n
’
esta
vi
da,
e
sobre
tudo
na
futura.
Quiz
eu,
snr.
redactor,
n’
estas
poucas
linhas
deixar consignado
um
facto,
que
é
motivo
também
de
legitimo
orgulho
pa
ra
aquelles aquem
este
honrado
cavalhei
ro
faz
a
honra
da
sua
amisade,
e
ler
ao
mesmo
tempo
o
prazer de
apregoar
uma
tão
excellente
acção, já
que
em
nossos
dias
se
faz
timbre
de
propagar
o
mal e
até
de o
fazer
constar
ao longe.
J.
F.
w
4wi.il
i
mii
i
m
i
uim
ii r
rnri
iiiihw
iiiu
miTrniim~~tii»n~:-Tir•
.«
mhh
uma»
SAÚ3E
A
TOMS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
minim d’iiivariavel aueeeaao
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á de
liciosa
Revalescière
que
cura as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
fie,
gma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas-
nauseas,
vomitos,
irritação intestinal,
diar-
rhea, dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma, fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
alito,
das bronchiles,
da
bexiga,
do
fíga
do,
dos
rins,
dos intestinos,
da mucosa,
DESPEDIDA
O
doutor
D.
Victorino
da
Conceição
Teixeira
Neves
Rebello,
tendo
de
retirar-
se
para
sua
casa,
mais
breve
do que
ten
cionava,
despede-se
por
este
meio
das
pes
soas
que
o
visitaram durante a
sua esta
da n
’esta
cidade,
e
a
todas
pede desculpa
de
o
não
ter
feito
pessoalmente.
A
’
earidade
publica.—
Maria
The-
reza
de
Carvalho,
recolhida
no
convento
das
do
cerebro
e
do
sangue,
73:000 curas
en
tre
as quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Pa
pa,
do duque
de
Piuskow,
da
ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cor-
dova,
etc.
etc.
Mr.
Liviogstone,
celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de Londres
so
bre
a
sua
viagem
diz:
«Os
habitantes
da
província
d’Angola
«parecem
gozar
uma
grande
feliicidade,
el-
«les
nào
precisam
nem
médicos
nem
pur-
«gantes,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalescière
que
Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos das
moléstias
*
«e
a
tísica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
dilliculdade
de
eva-
<cuar,
diarrhea, etc.,
etc.,
são moléstias
«complelamente
desconhecidas,
como
tam-
«betn
desconhecem
as bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica, lente
da
Universidade
livre
de
Cor-
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o
uso
da
Reva-
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
ein
alguns
clientes
residentes
n
’
esta
cidade,
lembrau-
do-me
o
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje administrador
da
alfân
dega
de
Manila nas ilhas
Filippinas,
a.
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qnal continua
a melhorar
tom
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo
*
rapaz
de
vinte annos que
soffria
iiavia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
tdda
a
parte, a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
de
Tejada.
Seis
vezes
mais nutritiva do que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/. kilo
*
500
; de
*
/,
kilo
800
rs
;
de una
kilo,
l$400
reis
;
de
2
‘
/t
kilos,
3$200
reis
;
de
6
ki
los, 6^400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalescière que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Revalescière
ehoeolalnda ;
ella
res-
titue
o appettile,
digestão,
somno,
energia,
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou era
pó
em
caixas
de
folha de
lata delO
chavenas,
500
reis
; de
24
chave
nas, 820 reis;
de
48
chavenas,
1^100
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY
DU
BARRY C.a-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz; 77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto, 28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto, J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir;
Coisnbra,
V.
Botelho
de
Vas-
conceilos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa
*
pharm.;
EKareelloa,
Ramos,
pharm.
j
Brog»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos
*
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça Municipal.
Figueira
*
Antonio
Vieira,
pharm.;
CuimarAe»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Fena-
Hel,
Miranda,
pharm.
;
Fout® do
Uisna
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
*
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira, pharma.
;
Vianna «lo Ca^tello
*
Aflonso
e
Barros, droguistas;
Villa
d»
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
W
UI.TWimBTl
I
li—
ESPECTACULOS
Companhia
dramatica de Emilia
Adelaide
Pimentel.
Terça-feira,
22.
—Beneficio
da
actrii
Emilia
Adelaide.
— o
drama
em 5
actos
A
Morgadinha de
Val-ílor
Principia
ás
8
3
j
t
.
ANNUNCIOS
AO
COMMERt
10
Pelo
juiso
de direito,
d
’
esta
comarca
e
cartorio
de Esmeriz,
se
tem
de
proce
der
no
dia
27
do
corrente
pelas 9
horas
da manhã,
na
rua
da Cruz
de
Pedra,
d
’es-
la
cidade,
á
arrematação
de
grande
por
ção
de
fazendas
de mercearia
que
se
achão
avaliadas
baratíssimas,
por isso
quem qui-
zer
arrematar
pode
comparecer
no
dito
dia
hora
e local.
E
tudo
foi
penhorado
e
arrematado
a
Narciso
da Cunha
da
Silva
Braga,
e
mulher,
na
execução
que
lhe
mo
ve
JoséGomesjde
Sá,
negociante
todos
d
’
es-
la
cidade.
(4245)
Manoel
Joaquim
Anlunes.
Linimento
BOYER-MICHEL
para cavai-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichel
,
pharma-
ceutico em Aix (na
Provença) Érança. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa
o snr.
Barreto, Loreto, n ° 28—30. f25 )
GRANDE
CEILÃO
Francisco
José
de
Souza
Braga
(o Fran
■
queira) e
José
Luiz
Ferreira,
levam
ao co
nhecimento
do
publico
que
abrem
as
suas
carreiras
entre
Braga
e
a
Povoa
do
Varzim
no
dia
23
do
corrente,
os
annunciantes
prometem
ao
publico
fazer
bom
serviço
como
teem
feito
nos
annos
anteriores
0<
annunciantes
também
fretam
carros
gran
des
óu
pequenos
por
preços
commodos.
Os
seus
escriptorios
são:
em
Braga
na
casa
do
Arranjadinho,
ou em
casa
dos annun
ciantes,
e
na
Povoa
em casa do snr.
David.
Horário
da partida e chegada
Sae
de
Braga ás
10
horas da
noute,
e
chega
á
Povoa
ás
5
da
manhã;
Da
Povoa
para
Braga
sae
ás
2
horas
da
tarde
e
chega
a
Braga ás 9
da
noute.
Teem
de
demora
os
snrs.
passageiros
em Barcellos,
3
quartos
d
’
hora.
Preços
:
De Braga
á
Povoa
e vice-versa,
dentro
600
rs.
e
fora
500.
Cada
passageiro
tem
10
kilos
de
baga
gem
grátis,
e
paga
o
excesso
a
20
rs.
por
kilo.
Braga
21
de Agosto
de
1876.
O
gerente,
(
4243)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro
Venda
voluntária
José
Pereira
Villa,
do
logar
da
Capel-
la,
da
freguezia
de
S.
Jeronimo
de
Real,
suburbios
da
cidade
de
Braga,
vende a
sua propriedade
de casas
e
campo,
tudo
unido
e
circuitado
por
parede,
em
frente
da
estrada
real
que
vae para
Ponte
do
Li
ma.
Quem
pertender
comprar
pode
diri
gir-se
ao
mesmo
vendedor,
ou
ao
solici
tador
Bernardo
da
Cunha
Pinto Barbosa,
morador
na
rua
do
Corvo,
da dita
cidade
de
Braga.
(4246)
No
dia
27
do corrrente,
das
9
horas
da
manhã
em
diante,
começará
leilão de
todos
os
objeclos
abandonados
por
falta
de
*
pagamento
de
juros
na
filial
da
caixa
Eco
nómica Penhorista,
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9
Consta
de
diversas
peças
de
oiro,
pra
ta,
relogios, rewolveres.
maquinas
de
cos
tura,
mobílias,
roupas
brancas
e
de
côr,
leias
de
panno
de
linho
e
vários
cortes
de
panno
;
instrumentos
de
musica
e
muitos
outros
objeclos
que
estarão
patentes.
Ainda
se
convidam
as
pessoas
que
na
mesma
tiverem
penhores
com
atraso
de
trez
mezes
de
juros,
que
os
venham
pagar
até
o dia
26,
um
dia
antes
do
leilão,
que
ainda
lhes
é
permittido,
se
ainda estive
rem
por
vender.
Braga
19
de agosto de
1876.
(4148)
O gerente. A.
G.
Ferreirinha.
Attenção
para o
novo estabeleci
mento que se acha na
rua
de
S.
Marcos
n.°
14,
dl
esta cidade.
Acaba
de
se
abrir
ao
publico
na supra
dita rua,
um
estabelecimento,
no
qual
se
encontram
os
generos
seguintes
:
Vinhos
finos
do
Porto,
cbampagne
em
garrafas
e
meias,
cognac, licôres,
genebra
fokin,
conservas
francezas
e
inglezas,
ditas
de
tomates,
mostarda
em
pó,
chocolate
hispanhol
superior,
sal
refinado
e
muitos
outros
objeclos próprias
d’
este estabele
cimento.
Também
se
fazem
presuntos
de
fiambre
para
se
vender
por
500
reis
cada 459
gram-
mas.
N
’
este
estabelecimento
também
se
acha
um
grande
sortido
de
tabacos.
Todos
estes
generos
se
vendem por
preços
sem
competidor.
(4237)
DINHEIRO A JURO
Perlende-se
até
3
contar
de
reis
a
juro
sobre
boa
hypctheca.
Quem os
qnezer dar,
póde
enviar as
condições
a
esta redacção
do
«Commercio
do
Minho»,
em
carta
fe
chada,
para se
procurar
e
dar
os
esclare
cimentos.
(4244)
Armas
de
caça
e
rewolvers,
á
loja do-
Cachapuz
—
acaba
de
chegar
um
bom sortimento.
(4247)
ATAFONA
Vende-se
uma
atafona
de
moer
trigo,
e
toda
a
qualidade
de
grão.
Trata-se
na
casa
e
quinta
do
Lopo
do
Tanque.
(4242)
CARREIRA
DIARIA
Entre Braga e Povoa do Varzim
Narciso
José
Marques,
d
’
esta
cidade,
faz
publico
que
desde
o
dia
21
do
cor
rente
em diante
principia
a
sua
carreira
diaria
para
a Povoa
do
Varzim
e
vice-ver-
sa.
Sae
de
Braga
ás
10
horas
da noite
e
chega
á
Povoa
ás
4
da
manhã
e
volta
ás
3
da tarde
e
chega
a
Braga
ás 9
da
noi
te.
tendo
demora de
meia
hora
em
Bar
cellos,
tanto na
ida
como
na
volta.
Os
bilhetes
vendem-se
em
sua
casa
na
rua
de
S.
Marcos,
n
0
8
e
na Povoa
na
sua
casa,
largo
d
’
Ariosa.
Preços:
dentro 600
rs.
e
fora
500.
A cada
passageiro
é-lhe
concedido
10
kilos
de
bagagem
gratuita
e
os
excedentes
a
20
rs.
Braga
18
de
Agosto
de
1876.
(4238)
Narciso José
Marques
BOM
VINHO
Vende-se
as
pipas
na
adega da
casa
da
Deveza
em
Adaufe.
Quem
pertender
diri
ja-se
á
mesma.
(4250)
Uma
casa
commercial
de
Londres
pre
cisa
de
agentes
idoneos
para
a compra,
por
sua
conta,
de
produclos
vegetaes,
taes
como
pamos
e lodos
os
fruclos
e
produ-
ctos
do
solo em
geral.
Dão-se
os
preços
respectivos,
e
commissão. Dirigir-se
fran
co,
indicando
as
referencias,
M.
s
P.
Pale-
utans
&
C.
a
,
67,
Stranol
W. C.
Londres.
(4249)
Torquato
Ribeiro,
de
Gnimarães,
de
combinação
com
a
Nova
Companhia
Via
ção Portuense,
annuncia
a
sua carreira
diaria
de
Braga
ao
Arco, com
mudas
em
Guimarães
e
Fafe;
saindo de Braga
para
o Arco ás
5
horas
da
manhã,
e
do
Arco
para
Braga
ás
4
da
manhã.
Preços:
De
Braga ás
Taipas
160
reis.
De
Braga
a
Guimarães
240
réis.
De
Braga
a Fafe,
480 réis.
De
Braga
á
Pica,
540
réis.
De
Braga
á
Lameira,
640
réis.
De
Braga
a
Gandarella, 740
réis.
De
Braga
ao Arco,
840
reis.
Cada
passageiro
tem
10
kilos
de
baga
gem
grátis.
Escriptorios
: No
Arco, em
casa
do
snr.
José
Bento
Pacheco,
em
Fafe,
em ca
sa
do
snr. José Maria
Anlunes,
em
Gui
marães,
em
casa
de
Francisco
José
de
Sou
sa Guimarães,
campo
do
Toural
n.
u
4e
5
e
em
Braga
em
casa
de
Domingos
Alves
Pereira,
praça
do
Barão
de
S.
Maninho.
(4236)
VENDA
DE CASAS
Vende-se
uma
morada
de
casas,
sitas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
entre
o
prédio
pertencente
á
snr.
a
D.
Maria
Lobo
e
a
casa
do
snr.
padre
Antonio
Veiga.
Está construída
de novo, e
tem
dois
andares
e
uma
boa
loja
e
quintal.
Para tractar, dirigir-se a
Gabriel
José
Vieira
da
Silva,
rua
Nova,
n.°
1.
(4230)
Í
rua
des
.
marcos
,
n
.
V
ende
papeis
pinta-
|
dos para
guarnecer
sallas,
|
lindíssimos
gostos,
a prin- f
M
cipiar
em 80
reis
a
peça,
g
ESCOLA AMERICANA
Consultorio,
Campo
de
Sant
’
Anoa
n.°
1,
das
7
da
manhã
ás
7
da
tarde
(4215
Rebuçados
peiloraes balsâmicos.
Uteis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4155)
diu;
iwíiimivn
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e outras
pessoas
que desejarem obter
o diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13, praça
do
Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
(31
íí
)
Í2
S
emas
•
Precisa-se
de um
no
estabelecimento
de
sola
de
José
Francisco
d
’
Araujo
Gui
marães, rua
dos
chãos
n.°
48,
ainda mes
mo
com pratica
de
outro
qualquer
ne
gocio. Também
se
precisa
d
’
um
rapaz
sau
dável
de
15 annos
para
cima.
(4234)
Incripções
d
’
assentamento.
Vendem-se
algumas
na
loja
do
Cacha
puz,
Largo
de
S.
Francisco,
n.°
6.
(4239)
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo de primeira qua
lidade.
(Z
*
)
Precisa-se
de
um rapaz
que tenha
al
guma
pratica
de
drogaria.
No
escriptorio
d’
esta
redacção
se
dão
esclarecimentos.
(4240)
Vende-se
a
casa n.°
1,
na
enlra-
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
^^
“
^construida,
ha dois
annos.
tem quin
tal
e poço e
excellentes
commodos.
Tra-
cta-se
do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Viclor
n.°
50.
(4218)
’
Vende-se
um
piano
bom
pa
ra
estudo.
Quem
pertender
di
rija-se
a
esta
redacção.
(4200)
PIANO
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-jr)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
