comerciominho_21031876_471.xml
- conteúdo
-
k.°
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
HOTICIOS
a
NUMERO
471
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Novan.
’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.=Semestre
850 rs.=Pr&nn-
cias,
anno
2§400
rs
e
sendo
duas 4&000
rs.-=Semestre
1Á250
rs.=Brazil, anno
3§600
rs.=Semestre
1
§900
rs.
moeda
forte"
ou
8§000
reis
e
4§500
reis moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
9/()
d
’
abatimento.
Ert.iGA-TEBÇA-FEIBÂ S»E
ma
aço
Lemos
na
«Palavra»
:
UM
DISCURSO DO SNR. DEPUTADO POR
VIL
LA
NOVA DE
FAMALICÃO NA CAMARA ELE-
CTIVA.
O
snr.
Cunha
Monteiro,
deputado
por
Villa
Nova de
Famalicão, pronunciou
na
camara electiva
um
discurso,
festejando o
termo
da
guerra
civil
no
visinho
reino;
e
cumpre-nos
dizer
que
não estranhamos
que
s. exc.a
aproveitasse
occasião
tão op-
portuna
para
entreter
a
camara
com
uma
apotheose das
ideias
liberaes
em frase
ele
gante
e
opulenta
: um
deputado
tão
illus
trado
e
orador
distincto
como s. exc.a é,
mal
podia
resistir
á
tentação
de
fallar
so
bre
um
assumpto
qne
ia
aífectando
os
interesses
da
sociedade
actual
tão
rica
de
talentos,
e
alguns inteiramente
dedicados
á
propagação
da
ideia
nova.
A
moita
consideração
e
deferencia
que
temos
por
s.
exc.
a
não
nos
dispensa
po
rém
de
fazermos
algumas
reflexões ao seu
brilhante
discurso,
em
que
s.
exc.
a avan
çou
algumas
proposições
que
ferem
sensivel
mente
o
senso
commum
e
a
historia
; e
se
não
vejamos
o que
disse
s.
exc.
’
:
«...Ho
je
se
a
revolução
liberal
não
tivesse
abo
lido
as
ordens
monásticas,
morreriam
de
per
si
no
meio de uma sociedade
que
as
não
comprehenderia.
O
voto
de
pobreza
absoluta
repugnava
com a
febre
de
indus
tria
e
de
commercio.»
A
ópinão
que
o
snr.
de deputado
aca
ba de
emittir
sobre
as
ordens
religiosas
no
nosso
paiz é
menos
verdadeira,
e
accusa
uma
falta
absoluta
de
estudo
sobre
esta
matéria,
que
tem
merecido
a attenção
de
todos
os escriptores
sérios
e
imparciaes
do
nosso
tempo
e
de
melhor
nome.
E
’ tempo
de
se fazer
justiça
á maior
parte
do
egressos
que
nos
legaram
um
no
me
immaculado
e
que
desceram
á
valia
rasa
dos
cemitérios,
pobres
e lurturados
pelo
cynismo
da
revolução
liberal:
mas
sem
pre
firmes
nas
suas
crenças,
sempre fieis
aos
votos
da
profissão
religiosa
e
sempre
anhelando
pelo
dia
em que
podessem
ha
bitar
de
novo a
cella
do seu
convento
!
A
extineção
das
orduns
monásticas
não
foi
só
um
ataque
violento,
uma
usurpação
inqualificável
dos
direitos
da
Egreja
:
foi
um grande
erro
politico
que
todos
os
liberaes
de boa
fé
lamentam,
porque
eram
o
abrigo da
pobreza,
a
escola pratica
do
artista, e aonde melhor
se estudavam
lo
dos
os
ramos
do
saber
humano.
Não
se
póde
duvidar
que
á
extineção
das
ordens
religiosas
presidiu
uma
ideia
impia
e
re
volucionaria
: por
isso
se
não
cuidou em
re
formar
os
costumes,
em cortar os
abusos,
que
por
desgraça
existiam
em algumas
congregações religiosas: o
camartello
revo
lucionário
entrou
pela
casa
de
Deus e
de
lapidou o Santuario,
enxovalhou
as
vestes
sacerdolaes,
profanou
o
claustro
e
expul
sou
os ungidos
do
Senhor:
era
o
çom-
munismo
com
todos
os
horrores
da
im
piedade!
E depois
tripudiou
sobre as
ruí
nas
d esses monumentos
grandiosos
que
altestavam
a
fé
e a
piedade
de
nossos
avós,
e
proclamou
liberdade
plena
para
todos
os
cidadãos—
menos
profissão
religiosa !
As
ordens
monásticas,
snr.
deputado,
não são
incompatíveis
«com
a
febre
de
industria
e
de
commercio»
e
se
o
são
ex-
plique-nos
s.
exc.
a
como
é
que
existem
em
outros
paizes
do
velho
continente,
tanto ou
mais
civilisados
do
que
o nosso,
e
a
par
do
maior
desenvolvimento
da
in
dustria e
do
commercio.
A
França, a
Bélgica
e
a
própria
Inglaterra
protestante
creio
que
confirmam este
facto,
só
des
conhecido
talvez
de s.
exc.a
Ainda
mais:
compulsando
os
annaes
das
camaras
ha
de
encontrar
s.
exc.
a
a
opinião
auctorisada,
e
por
ventura
insus
peita,
de
alguns
dos
nossos
mais
distinc-
tos homens
d
’
estado, que
sempre se pro
nunciaram
n
’
esla
momentosa
questão
com
aquella
imparcialidade
e
competência que
dá
a
larga
experiencia
dos
negocios
pú
blicos:
taes como
entre
muitos o
snr.
marquez
d
’
Avila;
e
entre
os
mais
distin-
ctos
escriptores o
nosso
mimoso
cantor
de
Camões
e
de
D.
Branca,
o
snr. Hercu-
lano,
Diniz
e
outros.
F. sabe
s.
exc.
’
por
que assim
pensam
estes
distmetos
homens
de
letras,
a
quem
provavelmente não
po
derá chamar
neo
catholicos
?
não
é
porque
sejam
menos
affeiçoados
a
esta
fórma
po
lítica
de
govemo
do
que
s.
exc.
3:
mas
porque
conhecem
a
fundo
o
poder
ira-
menso
da
fé
catholica
e
sabem que
Jesus
Christo
instituiu
a
sua
Egreja
para
todos
os
tempos
;
e
tão admiravelmente
a
ins
tituiu
que
a
sublimidade
da
sua
doutrina,
a
santidade
dos
seus preceitos
e
a
justiça
das
suas
leis ainda
produz
martyres
em
pleno
século
IX, ainda
produz
santos
nos
tempos
da
maior descrença,
e
ainda
ar
ranca
do
seio
da
opulência
um sem
nume
ro
de
mancebos
e
donzellas,
que
com o
sacrifício
da
própria
vida
trocam
um
no
me illustre,
um
futuro
deslumbrante
pelo
nome
obscuro
dos
filhos
de
Santo
Ignacio
e
de
S.
Vicente
de
Paulo:
os
arminhos
pe
la
bacla do
Sacré
Coeur.
Basta
manusear
os
annaes da
propa
gação
da
fé
para
nos
convencermos
de
que
não
repugna
o
voto
de
pobresa
ab
soluta
com
a
febre
da
industria
e
do
com-
meicio,
uem
podia
repugnar
porque
as
obras de
Deus
estarão
sempre
na
maior
harmonia
e
auctor
é
Elle
dos
conselhos
do
Evangelho
e
d’
essa
razão
motora
do
commercio
e da
industria.
E’
por
isso
que
os
catholicos
se
empenham
n
’
esta
lu-
cla
da
verdade
com
o
êrro
e
bão
de
pro
testar
sempre
com
energia
peio
rigoroso
cumprimento
do
artigo
6.°
da
carta
con
stitucional,
e
por
toda
a
doutrina
que
lo
gicamente
d
’ella
se deriva.
A liberdade d
’as>ociação
religiosa é
ne
cessário-
que
seja
um
facto
n
’
este paiz
fi
delíssimo
para
desaffronta
da
lei
e da
re
ligião
offendida:
e
nós
fazendo
justiça
aos
sentimentos
generosos
do
illustre deputa
do,
não o
julgamos
capaz
de
auxiliar
na
camara
electiva
com
os seus
discursos
a
estulta
pretenção,
que
parece
ter
o
snr.
Miguel
Osorio
na
dos
dignos
pares,
de
trocar o
Evangelho
pelo
Alcorão!!
Mais
algumas reflexões
podíamos acres
centar,
tendentes a
mostrar
que s.
exc.
a
em
algumas
passagens
do
seu
brilhante
discurso
feriu
mais
ou
menos
a
ideia
ca
tholica
; ainda
que
não
comprehtndemos
bem
o
sentido
e
alcance
d'algumas cita
ções
que
faz
de historia eccíesiastica
e
profana:
pois
se
com
ellas
nos
quiz
pro
var
que
a
humanidade
tem
lucrado
com
o
desapparecimeuto
da
preponderância
tem
poral e
pclitica que
alguns
Papas
exerce
ram
sobre
as
velhas mooarchias,
não
se
remos
nós
que
lhe
havemos
de
consentir
e»le
facto, que teve
uma
rasão de
ser
n
’
aquella remotas épocas, o que a
filoso
fia
da historia
talvez
não
julgue
tão
se-
verameole
como
s.
exc.
a
Se
porém
as
pa
lavras
do
notável orador
querem
dizer
que
o
aperfeiçoamento
das
sociedades
moder
nas
imporia
a
sua
emancipação
completa
da
influencia
salutar da doutrina
da
Egre
ja,
permilta-nos
s,
exc.a
duvidar
por
um
momento,
não
diremos
da
sua fé,
mas
pelo menos
da
sua muita
il
ustração.
«A
gargalhada
de
Voltaire»
e
a
elo
quência
de
Mirabeau,
como
s. exc.a diz,
puderam
desprestigiar
a
realeza, e
prepa
rar
a
grande
transformação
política
que
veio
com
a
revolução
franceza,
mas nem
o
augusto
prisioneiro de
Fonlainebleau,
o
venerando
Pio
Vi, foi o
ultimo
successor
de
S.
Pedro,
nem Bonaparte
o ultimo
açoute
dos
revolucionários
e
dos
reis
que
se
tinham
afastado
da
Egreja.
Seria
talvez
melhor
que
o
sor.
depu
tado
por
Villa
Nova
de
Famalicão
«e
não
involvesse
era
assumptos
que
suscitaram
o
reparo
dos
catholicos,
e tractasse
simples
mente
de
festejar
o fim
da
guerra
civil
em Hispanha,
no
que
certaroente
o
acom
panhara
todos
os
homens
de
bem:
(!)
a
oós
nem nos
penalisa a derrota
de
D.
Carlos,
nem
nos
enthusiasma
o triunfo
das
armas liberaes
;
emquanto
a
questões di
násticas
e
formas
de
governo
0 que
qui-
zerem
: nós
trocaríamos,
se
podessemos
pela
republica catholica
de
Garcia
More
no,
qualquer
das
mais
civilizadas
monar-
chias
da
Europa.
(1)
Como
homens
de
bem,
igualmente
não
uos
magoa
a
terminação da
guerra
no
respeitante
á
eílusão
de sangue
e
ma
les
que
esta
tem por
cortejo
;
mas
nào
pelo
fim
com
que
D.
Carlos
a linha
em-
penliado.
Somos
de
opinião
que,
a
não
preva-
lescerem
as
dinastias legitimas,
é
prefe
rível
uma republica
bem
governada,
como
a
citada
pelo
nosso
collega
da
«Palavra»,
ás
mooarchias furta-côres
que por
ahi
ve
mos.
(Nota
d
’
esta redacção).
----------------------------------------
.
B.
Carlos
e>» Londres.
Londres.
10
de
março
de
1876.
Tendo
homem
recebido
o
meu
bilhe
te de audiência,
dirigi-me ao
hotel
Brounss
á
hora
indicada.
Este
hotel
situado
no
centro
de
Londres,
é
uma
reunião
de
seis
casas
contíguas
e
que
communicam
umas
com as
outras.
Ao
rez
do
chão
está
um
escriptorio no
qual
está
um
registro
que
me
fui
apresentado
logo
que
eu
pergun
tei
por
Sua Magestade. Este
registro
está
destinado
para
inscrever
os
nomes
d
’
aquel-
les
que
veem
apresentar
suas
homenagens
ao
real
exilado,
nâo
recebendo
este
ultimo
ainda.
Repellindo
docemente
o
registro,
disse
ao
porteiro que
eu era
esperado,
e
entreguei
o
meu
bilhete,
que
elle
entre-
gou
sobre
uma
bandeja
a
um
creado
di
zendo.
To
Ilis
Magesly,
o
que
me
fez
comprehender
que
a
esperança
de
um
cer
to
beneficio
tinha
tido
o privilegio,
na
falta d
’
outro motivo
de suavisar
os
sen
timentos
do
pessoal do
hotel.
Durante
os
dois
minutos que
esperei
a
volta
do
creado,
vi
sele pessoas
inscre
ver os
seus
nomes
sobre
o
registro.
Fui
introduzido
no
quarto
do
príncipe,
qoe se
compõe
de
utn
salão,
de um
quarto
de
dormir,
e
d
’
uma
sala
de
jantar,
tudo
no
primeiro
andar
e
communicando
jtiuia-
rnente.
O
salão em que
entrei é
decen
temente
traslejado
e é
bastante
grande
pa<a
conter
umas trinta
pessoas.
Fui
re
cebido
por
um
dos
ofliciaes
que
acompa
nharam
Sua Magestade
e
que
eu
creio
ser
o
marquez
de Velasco.
Elle
me
offereceu
as
desculpas
do
rei,
que
lendo-se
demo
rado
por uma
circumslancia
imprevista,
eslava
ainda
á
mesa
e
me
pedia
que
es
perasse
alguns
minutos,
o
que eu accei-
tei
de
boamente.
Na
verdade,
n
’
esta
immensa
cidade
de
Londres,
eu
unha
visto
desfilar
diante
de
meus elhos
iuui
I
os
soberanos
que
eu
li
nha
examinado,
sobretudo
na
época da
exposição, de mui perto
e
mesmo
de
aco
tovelar.
Todos
me
deixaram
cotnpletamen-
te
indifferente,
e
no
momento
de
vêr
ap
parecer
a
D.
Carlos, senti-me
apoderado
de
uma
eomraoção
iodisivel.
Elle
appareceu
em
fno
:
alto,
bem
pro
porcionado, figura
simpalica.
Vestia
cal
ças
pardas
e
casacão preto que
fazia
real
çar
a
elegância
de
sua
estatura.
Tesli-
inunhei
o
meu
profundo
respeito
ao
mo
derno
Pelayo,
que
tinha
combatido
um
inimigo
mais
terrível
que
o islamismo,
a
revolução.
Sua Magestade mandou-me
as
sentar
e
assenlou-se
ao
meu
lado.
Em
resposta
aos
cumprimentos
que
eu
me
apressei
de
lhe
dirigir
em
nome
da
re
dacção
do
«Univers»
e sentindo
que
el-
les
não
passassem
por uma
bocca
mais
eloquente
que
a
minha,
o
rei'
dignou-se
dizer-me
qoe
estava
mui
agradecido
pelo
apoio
que
este
jornal
nunca
tinba
cessado
de
lhe
prestar.
Soube
então a
causa
da
grande
demo
ra em
me
receber.
O
rei
tinha
assistido
a
uma
missa
pelo descanso da alma
dos
soldados mortos defendendo
a
sua
causa,
e
o
serviço
tinha
sido
mais
longo do
qne
elle
o
teria
desejado.
Além
d
’
isso
ella
fo
ra
cebrada
em
um
quarteirão
mui
distan
te
hotel,
na egreja
da
Sagrada
Familia.
que
pertence
aos
PP.
da
Caridade
sob
ã
conducta
do
P.
Lockhart,
o apostolo
da
temperança.
Não
contente
em
se
occupar
dos mor
tos
o
illustre desterrado
não
se
esqueceu
também
dos vivos, e na
véspera,
por
soas
ordens,
o
marquez
de
Velasco
tinha
dirighlo
a todos
aquelles
que
o
tinham
acompanhado sobre a
terra
de
França,
e
que nào estão comprehendidos
nas
ex
cepções
aflonsistas,
uma
circular auctori-
sando-os
a
acceitar
a
amnistia
e
a
entrar
no
seu
paiz
Porque,
me
fez
notar
Sua
Magestade,
a
indemnidade que
lhes concede
a
Fran
ça
vae
cessar desde
o
dia
15
de
março,
e
eu não
quero
que
eiles
morram
de
fo
me
ou
que se
portem
mal.
Eiles serão
mais
uteis
em Hispanha
que
no
dester
ro.
«Não, acrescenion
elle.
que
eu tenha
a
intenção
de
recomeçar
a
lucta.
O
que
eu
não
pude
fazer
com
as
forças
que
eu
tinha
reunido
seria
impossível
tentai
o
de
novo.»
E
aqui,
o
rei
Paliou
dos
motivos
que
tão
repenlinamente
o
conduziram
á
derrota
e
á
dissolução
do
seu
exercito,
em
detalhes
coufidenciaes,
que
talvez
mais
adiante
me
seja
permittido revelar;
por
agora
devo
guardal-os
para
mim.
Mas
D.
Carlos
não
de->e<pera por
isto,
a
sua
fé
na
sua
causa
é
semp
e
mui
ro
busta.
Esta
guerra,
segundo
elle,
não foi
esieril,
e
seus
fructos
apparecerão mais
tarde quando, no momento
de
calma
<p>e
vae
seguir
se
a
este
triunfo
dos
affonsis-
tas,
a
revolução
recomeçar
a
sua
obra.
E
’
então
qoe
em
Hispanha,
como em
França,
surgirá
uma
crise
decisiva
que
terá
um
desenlace
favoravel
á
legitimi
dade.
Tal é
o resumo
do
qoe
tive
a
honra
de
dizer-me
o
neto
de
Carlos
V,
respeito
á
sua futura
conducta
uo
ponto de
vista
politico.
Quanto
a
seus
projeclos
pessoaes. Sua
Magestade
conta
cooservar-se
em
Brovvus
Hotel
até
que
D. Margarida
tenha
vindo
reunir-se
com
elle,
o
que não
poderá
ter
logar
antes
de
quatro
ou
cinco
mez^s.
segundo
as ordens
do
seu
medico.
O set»
maior
pesar
é
de
não
ler
podido
ficar com
ella
em
França
até
ao
momento
de
set»
parlo.
Depois
d
’
esta
conversação,
que
durou
mais
de meia hora,
despedi-me
de
Sua
Magestade, que
graciosarneole me
conce
deu
o
favor
de voltar
a
apresentar-lhe
a
minha
homenagem
respeitosa.
Pâm
OFFICIAÍ-
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS ECCLE-
n
I
ã
STICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral dos
negocios
ecclesiaslicos
I
a
repartição
Em
virtude
da
resolução
superior
se
declara
aberto
concurso
documental,
pelo
prazo
de
30
dias,
a
contar
de
16
de
março, para
provimento
das
egrejas
paro-
chiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Agadão
(Santa
Maria
Magdalena),
con
celho
de
Agneda,
diocese
de
Aveiro.
Avança (Santa
Marinha),
concelho
de
Estaçreja,
diocese
do
Porto.
Carnide
(S.
Lourenço), concelho
de Be
tem,
diocese
de
Lisboa.
Castro
Daire
(S.
Pedro),
concelho
de
Castro
Daire,
diocese
de
Latnego.
Godim
(S. José),
concelho
de Peso
da
Regua, diocese
do
Porto
GAZETUIA
Lausperenne.
—
Expõe-se
hoje
na
egteja
do
convento
do Salvador,
e
quinta
feira
na
dos
Remedios.
S.
.3
«sé.
—
Festejou-se
no domingo,
com
grande
esplendor
o
glorioso
Padroei
ro
da
Egreja,
nos
templos
dos
Terceiros
e
S.
Lazaro.
No
asylo
dos
entrevados,
houve
de
manhã
missa
camada
e coramunhão
aos
asylados.
De
tarde esteve
o
a>ylo
exposlo
ao
publico,
qne
alli
concorreu
em
grande
numero.
O
asylo
achava-se
com todo o
ac«
io
e
limpesa.
O
snr.
arcebispo
coadjutor
foi
também
visitar
o
mesmo
asylo,
e
para elle
deixou
a
esmola
de
20$000
reis.
O
»nr.
visconde
de Mirgaride
deu
um
abundante
j
.mar
a
todos
os
asylados.
No
jardim
tocou
toda
a
tarde
a
banda
d’
i: íanleaia
8
FatSecimento.
—
Falleceu
hontem
a
esposa
do
snr
Antonio
José
Leite Pi
nheiro,
proprietário da
tipografia
«Leal
la
de»,
ao
qual
damos
os
nossos
pesames
«
%.
Borboleta».—
Publicou-se
o
2
o
n.°
d’
este
semanario
de
litleratura, qne,
sob
a
direcção
do
snr.
Dias
Freitas,
vê
a
iuz
publica
n
’esta
cidade.
O presente
n.°
contém:
Sem
titulo,
por
Elisa
de
A***;
—
A
D.
Antonio
da
Costa
(Ao
apparecer
em
publico
o
seu
livro
«No
Minho»),
por
Sebasiiào
Pereira
da
Cunha;
—
Louvores
ás
Damas,
pelo
dr. Pe
reira
Caídas;
—
Entre rosas,
pelo
dr.
Alber
to
Cruz;
—
Calunia
(heroina
bracareose);
—
Primeiro
amor,
por
Vicente
Novaes;
—
As
descaberias
do
faturo
(conclusão)
por
Correu
Júnior,
—
0
poeta,
por
A.
T. Bar
bosa
Júnior;—
Rumores
litlerarios;—Não
vas, por
M.
M.
;
—
Amor
fatal,
por
E.
d
’
Amorim;
—Murillo,
por
Antonio
Braga;
—
Querida,
por
A.
Hermelio;
—
Solidões;
—
Expediente.
í°fiH»8o.
—
Deu
ante-hontem
entrada
nas
cadeias
d
’esta cidade
um
indivíduo
quu,
por
occasião
da
procissão
de
Passos,
em
Cabreiros,
feita
no
mesmo
dia,
alli
travou
uma
desordem.
Contra ãsaeesiiSsas.
—
Tem-se
pro
posto
vários expedientes
para
evitar
os
incêndios que
tão
teniveis
se
declaram
a
bordo
de
qualquer
embarcação;
mas todos
te»
m
sido
ineficazes
ou
de
diílicil
appltca-
<;ào.
Ha
pouco
o
tenente
Barber
propoz
para o dito
tim
a
applicação
do
acido
car
bónico.
Este
deve
ser
guardado
em reci-
p
■
ntes
muito
solidos
e
resistentes
com
capacidade
de
50
kilograinmas
da
dit.»
substancia
liquida,
communicatido-se
entre
si
por meio
de
tubos providos
com
as
suas
chaves
correspondentes,
e
estando
convemientemente
espalhados
em
lodo
o
navio,
tendo as
chaves
de saida
nos sitios
mais expostos
á
declaração
de
um
incên
dio.
Quando
se
nota
incêndio
em
qualquer
ponto,
fech;m-se
as
escotilhas
e
abre-se
a
chave
de
escape
do
acido
carbonico,
mais
immedi.ita
ao
logar
do sinistro.
0
liquido, fortemente
comprimido
na
capa-
cidade
onde
se conserva
alojado,
passa
rapidamente
ao
e-tado
gasoso
e
occupa
o
ambieme
apagando
o
incêndio,
sem
pe
rigo
de
que
suba
ás
partes
superiores
pela
sua
maior
densidade
do
qne
o
ar
atmos
férico.
Este
processo
é
muito
simples,
con
serva-se
indefinidamente
e
não
demanda
mais
cuidado que a
vigilância
em
manter
correntes
e
expeditas
as
chaves
para
da
rem
sa
;
da
ao
gaz.
Boato a»8s»sta<l<sr.—
Lè-se
na
cor
respondência
de
Lisboa
para
a
«Palavra»:
Tem
chamado
muito
a
altençãp um
caso
que
se
deu
recentemente
em
Lisboa,
e
que
não
é
mais
do
que
a
repetição
do
qua
succede
todos
os
dias
nos
grandes
centros
de
commercio,
oude
tudo
se
sa
crifica
aos
gosos
seosuaes.
0
snr.
Navar
ro,
director
da
bolsa
da
noite,
acaba
de
desapparecer,
deixando
um
alcance
d’
uma
porção
de
contos.
Eis
aqui
uma noticia
um
pouco menos
divertida
do
que
a
pri
meira
e que já
deve
ler
causado
insom-
fiias a
muita gente.
Isto todavia
não
é
nada em
compara
ção
com
o
boato
que
tem
corrido
de
que
se
realisaram
na
Madeira
duas
quebras,
que
a voz
publica dá
como
fraudulentas,
uma de 426
contos
e
outra de
70.
Peço
porétn
aos
leitores
que
não
dêem por
em-
quanio
pleno credito
a
estes
boatos,
que
p
>dem
ser
falsos,
e
praza a Deus
que
o
sejam.
0
que
parece não
admittir
duvidas
é
o
ler
havido grande
numero
de
fallencias
em
Londres,
o
que produziu
grande de
preciação
nos
fundos,
mantendo-se
porétn
os
porluguezes.
SSentista.
—
Acha-se
n
’
esla
cidade,
domiciliado
no
largo
dos
Penedos,
n
°
17,
onde residirá até
ao
dia
15
d
’
abrii,
o
disiiticio
dentista
mr.
Germano
Cortes,
habilitado legalmente
em diíTerentes
aca
demias
e
escolas
d
’instrucção
superior
da
Europa
e
designadamenle
pela
Escola
Medico-Cirtirgica
do
Porto.
Todas
as
operações
da
sua
arte
são
executadas
segundo
os
mais
modernos
e
profícuos
proce>sos
da
arte dentaria,
pos
tos
já
em
pratica
pelos
mais
abalisados
professores
da
Europa
e
da
America
Ia-
gleza.
Essas
variadas
operações,
taes como
extracção
de
dentes
ou
raizes,
limpesa
das
dentaduras,
chumbagem, oriíicações,
collo-
cação
de
um
ou
mais
dentes,
até
denta
duras
completas
arliticiaes,
que
podem
ser
guarnecidas
etn
ouro
com
esmalte
ou
sem
elle,
ou
com
base
de
caulchout;
—de
pla
tina
(ouro
branco)
com
esmalte
ou
sem
elle,
ou
com
cautchoul;
—
-de cautchout
com
ret
de platina
no interior; e
final
mente
de,
cautchout.
Semo
executadas com
todos
os
requisitos
e
primores
da
arte,
conforme
os
ufiunos inventos,
e
seus
pre
ços
serão os
mais
diminutos
do
seu
es
tabelecimento
no
Porto.
Com
relação
ás
curas
das
enfermida
des
da
bocca e
collocação
dos
obturado
res,
seus
preços
serão
convencionaes.
Tem
lambem
á
venda
elixires
curativos
e
preventivos,
calmantes, opiatas,
pós,
escovas,
etc.
Recebe
das
9
da
manhã
até ás
7
da
tarde.
Opéra
grátis
aos
pobres.
Con«trucç3eg
<!o
lioapital c8e
Í,oiídres
—
A
rainha dTnglaterra
inau
gurou
recentemenie as
movas
construcções
do
hospital
de
Londres
(London
Hospi
tal).
Este
immenso
edifício situado
no
Whi-
te
Chapei
roade.
foi
fundado
em
1864
pelos
calafates
e
operários
das
Dokas.
Ha
tres
annos,
uma
subscripção
publi
ca produziu 90:000
libras
que
serviram
para
a
edificação
d
’
utna
ala
importante
do
edilicio,
pue
a
rainha
Victoria
quiz
inau
gurar
com
grande
pompa.
D
’
estas
90:000
libras, 20 mil
foram
dadas
pela
corporação
dos
yrocers,
por
isso
a
nova
construcção se (içará
chaman
do Grocers
Ving.
O
London
Hospital
con
tem 800
leitores
e
é
o
mais vasto
de
to
da
a
Inglaterra.
Em
Londres,
onde
as
instituições
ca
ridosas
abundam,
contam-se
mais
de
200
hospicios
ou
alms
hounses.
Os
hospitaes
mais
consideráveis não podem
ter
mais
de
500
leitos.
S. Barthelemy
cujos
rendimentos
se
elevam
a
30
mil libras
e
qoe
conta
mais
de
70 mil
doentes
por anno,
pos-
sue
actnalmeote
580
camas:
o
hospital
de
Goy, 530:
Bedlam 500
o
Fonudliog
hos
pitai,
460.
Em
Edimburgo
o
magnifico
hospital
de
Donaldsíiu
não
pode
receber
seoão 300
doentes.
O
de Stevens, em
Dublin,
não
pode
igualmente admittir
mais
de
300.
—
(«D.
da
Manhã.»)
Acontecimento laorrivel.
—
Rio
de
Janeiro,
20
de
fevereiro
- Um
lugubre
drama
acaba
de
compungir
os
corações,
ainda
cs
menos
sen-iveis.
Ante-hontem
tomavam
bamlo,
n
’
uma
das
praias
contí
guas
a
esta
còrle,
mãe,
duas
filhas
c
duas
criadas;
uma
onda
impelliu
para
o
mar
as
duas
jovens
filhas;
não
tinha ain
da
raiado a
aurora,
e,
Luiza,
a
mais
ve
lha
das
duas,
grilou,
dizendo:
—Acudam-
me
que morro
!
A
mais
nova, que
já
ti
nha
os
pés
assentes
em
areia,
gritou:
—
Salvem
minha
querida
irmã
que
se
aluga!
A
desditosa
mãe,
no auge
da
maior allíic-
ção,
gritou:—
Por
Deus,
salvem
me
as
minhas
filhas
!
e
deu alguos
passos
pelo
mar
dentro.
De
repente
viu
ir
um
vul
to
em
direcção á
filha
mais velha, que
já
não
dava
sulução
de
si.
—
Quem
quer
que
sejas,
salva-me a
minha
filha
pro-
metto
fazer
alua
felecidade
! e
desfaziam-
se
mãe
e fiilha
nas
mais
angustiosas
lagrimas,
emquanto
também as duas
cria
das
avançaram em
direcção
á joven
em
perigo
e
ao
vulto
que
Unham
visto
en
caminhar-se
para
lá.
Passados
instantes,
oh,
doloroso
transe!
uma
canôa
condu
zia
para
terra quatro cadaveres;
as
doas
criadas,
a
infeliz joven
e
o
dr
José
Joa
quim
Alves,
moço,
que
ámanhã
havia de
unir-se
ante
os
altares
com
a
inoocen-
te
menina
que
deixava
de
existir
!
A
me
nina
chamava
se
D.
Luiza
Correia
de
Brito
e
era
neta
do conselheiro
Mariano
Carlos
de
Souza
Correia.
O ramo verde.
—
(Conto
de
Schmid)
—
Era Frederico um
rapazinho muito
atrevido
e e»turdio.
Nunca
fazia caso
da»
prudentes
advertências
que
se
lhe
faziam;
pelo
contrario,
zombava
d
’
ellas
e
as
met-
tia
a
ridículo.
Achava-se
elle.
um
dia,
cora
sua
irmã
Sophia <>o
jardim.
O jardirnzinho
d
’esta
me
nina,
tratado
e
cultivado
com
esmero,
ti
nha
muitas
e
lindas
flores,
ao passo
que
no
de
Frederico tudo
era
desordem,
só
se
viam
alli
ortigas e
malvas.
—
Irmãsinho.
tneu
querido
Frederico,
lhe
disse
Sophia,
como
tens
animo
de
desprezar
o
teu
jardim.
Se
não
temas
conta
nas
luas
cousas,
olha
o
que
a
mãe
nos diz
tantas
vezes:
Se
este
peque
no
não
se
emenda, nunca
porá
o
pé
em
ramo
verde,
será
um
infeliz,
nunca
fará
fortuna.
Desatou Frederico a
rir
d’
aquelle
pru
dente
conselho,
trepou
a
uma
pereira,
poz
se
a
cavallo
sobre um ramo
e come
çou
a
gritai:
—
Sophia,
olha
Sophia,
subi
ou
não
subi,
puz
ou não
puz
o
pé
em
ramo
verde
?
Ainda mal
tinha
acabado
de
pronun
ciar
estas
palavras,
traz!
eis
qoe
se
par
te
e
ramo
e
Frederico
jaz
em
terra
es
tatelado
sem
fala
e
com
um
braço
parti
do.
—
(Exlr.
)
EsaasgraçSa
—
Do
districto
de
Coim
bra
emigraram
no
anno
fiado
1:319
indi
viduos. A
maior
parte
d
’
elles
tinhm 21
a
30
annos.
A»
ÈnsssaaBiíaçffiea.—
As
innundações,
refere
o
«Figaro»,
lotnam uma
importân
cia tal, que
absorvem
todas
as
altenções.
Estão
imminentes
grandes
desastres,
e
to
dos os
cuidados
que
se
lhes
dedicarem
se
rão
poucos.
Percorremos
as beiras do
Seine
de
Pas-
sy
a
Asniers.
O
quadro é
dos
mais terrí
veis.
O
vento
violento
que
sopra
do
sudo
este,
depois
das
duas
horas,
abranda
a
cor
rente
e
retein
a
descida
das
aguas
do
rio,
o
que
dá
ás ondas uma
força
e
uma agi
tação
espantosa.
Esta
agua
açoutada
assim,
vence
todos
os
obstáculos,
e
mina
as
reprezas
entre
as
quaes
corre.
Não
é
sem
inquietação
que
nos
lem
bramos
das
casas
espalhadas
por
áquelles
sitios,
e mesmo
dos muros
das lojas
onde
a
agua
penetra.
O
Seine tem
crescido
la
‘
nto que
nos
as
susta
devéras.
E’
elle
a
ordem
do
dia.
Atguas H«
15»8»
us-Èe«
b
<!e
Wixelíi».—
0
snr.
dr.
Agostinho
Vicente
Lourenço
concluiu
a
analise das
aguas
sulphuricas
de
Visella.
Eísstriet® «la
Vsaaina.—O
districto
de
Vianna
produziu
no
anuo
findo
926:654
kilogrammas
de linho galiego
em
bruto,
e 126:524
de
dito
mourisco.
Este
concelho
teve
de
galiego
37:420
kilog.
em
bruto,
12:170
maçado,
2:090
assedado,
2:070
de
estopa,
e
280
de
to
memos.
Mourisco
990
kilog.
em
bruto,
2:010
maçado,
980 assedado, 820
de
estopa
e
80
de
tomem
tos.
jVotõeias de
3Si«E»i»siSía.
—
O
gover
no
da
nação
visinha
e
os
seus
sycophan-
tas
apparentam-se
receosos
de
que
0
par
tido
carlista
de
acção,
tente
outra
vez
uma
leva
d
’
escudos,
e
procure
accender
de
no
vo
a
guerra
civil.
Quanto
a nós
é
uni
re
ceio
bypoerila
para acobertar alguma
ten
tativa
de
oppressào
como
a
que
por
mais
de
dois annos
reinou
na
Italia
contra
os
partidistas
dos
soberanos
legítimos
dos
paizes
usurpados
pelos
flibusteiros
do
XIX
século.
Não
damos
importância
ás
guerri
lhas que
se
diz
terem-se
formado,
por
ser
isso
uma
consequência
das
guerras
civis
Senlimol-o
sómenle
por
servir
de
pretex
to
para
fartar
de
mais
sangue
as
hyenas
do
liberalismo
que
reúnem
a
maior
fero
cidade
á
mais
repugnante
hypocrisia.
Peia
nossa
parte
preferiríamos
qne
os
carlistas
se
recolhessem
a
suas
casas,
e
deixassem
livre
aos
seus
adversários
0 cam
po
da
polilica
activa.
Entregues
a
si
mes
mos,
não
tardariam
a
descer
a
elle
para
se
devorarem
rnutuamenle,
renovando a-
quelle
liberalismo
eiu
acção
com
que
des
de
dezembro
de
1868,
até
fevereiro
de
1874
encheram 0
paiz
de
sangue
e
cin
zas.
As discussões
da
camara
dos
deputados
já
são
bastante
instructivas.
Ellas mostram
ás
pessoas
de
boa
fé,
que
os
eleitos
ne
nhuma
diíTerença
fazem de
todos
os
libe
raes
que
foram deputados
desde
1868,
pois
têetn
0
mesmo
cynismo
e
a
mesma
má
fé,
nem
mais
nem
menos
qoe
0
governo.
Ten
do
0 marquez
de
Sardoal exprobrado
ao
ministro
Romero
Robledo
ler
assignado
um
manifesto
no
qual
se
lia
—
abaixo
os
Borbons—
e
ao
ministro
Ayala
a
redacção
do
manifesto
de
Cadix,
onde
se liam estas
palavras
ultrajantes
á
rainha—
é
necessário
que
as
nossas filhas
e
as
nossas
mulheres
possam
saber
sem
córar
as
causas
que
produzem
as
crizes
minisleriaes;
Ayala
guardou
silencio, e
Robledo
teve
a impu
dência
de
dizer
que
a
ninguém
tinha
pe
dido
perdão
do
facto,
e
da
fraze.
Mas
são
ministros
do
filho.
..
Mas
ainda
ha
uma coisa
mais
torpe
do
que
esta
torpeza.
E
’
0
que
0 governo
es
tá
fazendo
com 0
snr.
Bispo
de Urgel,
aprizionado
na
tomada
de
Seo
d
’
Urgel
por
ser capellão
mór
do
exercito
carlista.
Quan
do
se exigia
a
soltura
d
’
elle
com
0 funda
mento
de
que
os
capellães
não são
prisio
neiros
de
guerra,
allegava 0
governo
que
0
conservava
na
prisão como
reo
de
homi
cídio
11a
pessoa
de
um
clérigo
;
e
com
ef
leito
mandou-lhe
instaurar
processo
pelo
supposlo
crime no
supremo tribunal
de
Justiça.
O
accusador
ante 0
tribunal,
con
vencido depois
das
diligencias
usadas
etn
taes
casos,
requereu
ao
mesmo
que p
r
sentença
declarasse
não
haver
fundamen
to
pa'a
0
processo continuar,
e
0 Tribu
nal assim
0
fez.
O
governo porém
comer-
va-o
preso, tendo
a desfaçatez
de
dizer
que
0
prelado
foi provisoriamente'absolvido,
cousa
i|ite
uão
existe
no
direito
criminal
dTIispanha
!
E
os
sabujos
d
’
esle
governo
tèem
a
philaucia de
dizer
que a
Santa
Sé
está
muito
agradecida
ao
modo
como
0
go
verno
se houve
n’esta
questão. Cá os nos
sos
jornaes
nem
n
’
isso
boquejam.
O
que
póde esperar
d
’
esta
gente
0
po
bre
joven?
Pelo
menos
0
mesmo
que
fize
ram
a
Amadeu....
Agora
dão
lhe
uma
coroa
triumphal
por
viclorias
que
não
alcançou;
depois açoulal-o-hão,
e
o
porão
n
<
varan
da como em
pelourinho,
e
depois... E
quan
do
a
historia
exprobrar
estas
abjecçies,
um
Sagasta,
este
ou
outro,
cuidará
saccu-
dir-se
dizendo
:
nós
então
estávamos
em
des
acordo
com
a
monarchia
!
Parece
mentira
;
e
0
creríamos se
0
não
certificassem
to
dos
os
jornaes,
e
mais
correspondências.
fBem
Publico.)
Pesenrías
__
São de
M.
de
Mande
os
curiosos
dados
que
em
seguida
publicamos,
e
qoe
foram
apresentados
á
Sociedade
de
acleniatação
franceza.
As costas
da
Noruega,
consideradas
sob
o
ponto
de
vista
das
suas
pescarias,
po
dem
dividir-se
em duas
zonas distinclas.
A
primeira
estende-se desde
Slannger
a
Berghem.
e
ainda
até 0
promontorio
de
Stal.
A
segunda
começa em Ghristeansund,
detem-se
em Trondjeno, onde
se
faz
a
pes
ca
do
arenque,
e
prolonga-se
até
ás
ilhas
de
Lofolen
;
aos
70
graus
de latitude, em
cuja
zona
se
pesca
0
bacalhau, A primeira
zona,
a do
meio
dia,
produz
sómente
o
arenque
chamado
da
primavera (
\\aarsild)
;
0
arenque
chamado
de
verão (sommercild),
habita
exclusivamenle
na
zona superior.
Slavanger,
que ha
dez
ou
quinze
a^nos
apenas
existia
em
nome,
conta
hoje
10:000
habitantes,
lodos
pescadores,
remediados,
e
alguns
ricos.
A
pesca
do
arenque
de
primavera
co
meça
de
5 a 10
de
Janeiro,
e
conclua
no
1.°
de
Abril.
Esta
especie,
mais
grossa
que
0
arenque
de
verão,
é infeyor
em quali
dade
a este,
e
coúsome-se
especialmente
nos
povos da
Rússia
e
da
Poloaia
A
fe-
mea
deposita
os
seus
ovos
nos fundos
de
area,
desapparecei
--mediatamenle.
Estes
peixes
apresentam-se
nas
costas
em
bandos
innumeraveis
A’s
vezes intro
duzem-se
em
golphos
de
estreita
emboca
dura,
e
então
ditoso
0
pescador
que
os
descobre.
Ha
dois
annos,
um
pescador
de
Berghem
viu
peneirar
um
destes
ban
dos
de
arenques
n
’
um golpho,
e
fechan
do
a
enl
ada
com
uma
grande
rêde, re
colheu
n
’
uma
noite
arenques
no
valor
de
24
contos.
Estes
casos
não
são
raros.
Us
arenques
de
verão habitam
na
se
gunda
zona,
e
pescam-se
desde
0
i.°
de
Junho ao
fim
de
Novembro;
porém
0
me
lhor
é
0
que
se
colhe
no
mez
de
Setem
bro,
e
que
lem
a mesma
fórma
do que
o
arenque
holandez.
A
pesca
destes
arenques
exige duasclas-
ses
de
redes;
uma
das
ordinárias,
de seis
braças
de
largo
por
quatro
de
comprido
;
outra
de
cem,
dozentas
e
ás
vezes
trezen
tas braças.
O
arenque,
como
é
sabido,
é
um
peixe
viageiro, origem
de
grande
riqueza
para
a
Noruega, porém
não
riqueza estimável,
por
que
esta
pesca,
depois
de
permanecer
al
guns
annos
na costa,
ausenta-se
por
largo
tempo : é
o
que
a
sciencia
trata
de
evitar.
O
resultado
medio
das
pescas
de
verão
e
de
inverno
é
de
600.000
barris
que
va
lem
5$000
reis cada
um,
e
conleem
400
arenques
grandes
e
600
pequenos,
ou
um
total
de
240
milhões
de
arenques,
equiva
lentes
a
uma
somma
de
18
milhões
de
fran
cos
Neste
commercio
de tão brilhantes
resultados
occupam-se
de 6
a 7.000
bar
cos,
tripulados
por
33.000
homens.
O
salmão
é
muito
abundante
nas
cos
tas
e
baleias
da
Noruega,
porém
não
ap-
parece
n
’uma
mesma
epocha
em
todas
as
latitutes.
Apresenta-se
ás
vezes
em
Maio,
outras
em Junho.
O
mez
de
Julho
é
o
mais
favoravel
para
a
pesca
em
todo
o
paiz.
Além
dos
processos
que
todos
conhe-
com
emprega-se
para
a
pesca
do
salmão
o
tridente,
a
lanterna,
e
as
coisas.
Estas
são
de
diflerenles
tamanhos
e
cellocam-se
ao
nivel
da
parte
superior
de
uma
escada.
0
salmão costuma
passar
por
estes
pontos,
e
ao
saltar,
cabe na
caixa,
donde
não
pó
de
sahir.
O
tridente
c
a
lanterna
estão
prohibidos
pelas
leis
suecas.
Ha
duas classes
de
pescadores,
uns,
proprietários,
que
pescam
com
rede
;
ou
tros
rendeiros,
pescam
com cana.
O Alten,
um dos
rios
menos
abundan
tes
em
pesca,
está
arrendado
por
2.100
francos
a
uma
companhia
Em 1856
os
ren
deiros
colheram
durante
os
mezes
de Ju
lho
e Agosto
4.000
kilogrammas
de
sal
mão,
e
os
habitantes
7.2
>0 bilos
;
total,
11.200
kilos
O
salmão depõe
as
suas
ovas desde
16
de Setembro
até
ao
fim de
Outubro.
A
fe-
tnea encerra
os
seus
ovos
entre
pedras.
Tres
annos
empregam
os
salmões
em
ad
quirir
o
seu
completo
desenvolvimento,
voltando lodos
os-
annos ás
aguas onde
nasceram.
(Regeneração]
Portaria.
—
O
cxc.mo
snr.
arcebispo
coadjutor
ordenou,
em
portaria
de 13
do
corrente, que o secretario
da eamara eccle-
siastica
declarasse
pela
imprensa
da
loca
lidade
os
dias
em que
não
ha
despacho,
e
os
que
são
feriados
para
os
tribunaes
e
mais
repartições
ecclesiasticas
d
’esta
cor
te
e
arcebispado
de
Braga.
São os
constantes
da
relação que se
gue:
Os
domingos e
dias
sanctificados
de
preceito,
e
os
das
festividades
da
Nativi
dade de
Nossa
Nenhora,
de
S. José,
de
SantTago-maior, padroeiro
da
freguezia
da
Sé
Primaz,
de
S. Pedro
de
Rates,
de-
S.
Geraldo,
e
a primeira
oitava
da
solemni-
dade
do Pentecostes ;
Os
dias
de
solemnidade
nacional,
e
de
grande
gala
na
côrte
;
Os
dias
de
carnaval
até
á
quarta
fei
ra
de
cinza
inclusive
;
Os
dias
que
decorrerem
desde
quarta
feira
da
Semana Santa
até
á
primeira
oi
tava
da
Paschoa
inclusivè
;
Os
dias
que
decorrerem
desde
23
de
Dezembro
até
ao dia
26
inclusivè.
í#
Roate
Carmelo.—
O
Monte
Car
melo
é
notabilíssimo
nos
annaes
da
reli
gião.
Foi
não
só
habitação
dos
prophetas
Elias
e
Elyseo,
mas
ainda
de mudos
re
ligiosos da edade
media. No
cimo
do
mon
te
levanta-se
uma
egieja,
que
foi
demo
lida
em
1821,
no
tempo
da
insurreição
grega,
e
reedificada
depois
por
iniciativa
do
padre
João
Baptista,
com
o
auxilio
de
todos
os
príncipes
da
christandade,
e
auctorisação
de
Carlos
X.
O
padre João
Baptista
foi,
não
só
o
fundador,
mas
também
o
architecto,
e
re
cebeu
de
toda
a
parte materiaes
e valiosos
donativos,
tornando-se
aquelle
edifício
um
dos
mais
importantes
da
Syria.
Pa<a o
occidente
e
mar,
o
monte
é
arido e
escalvado; para o
nordeste
é
rico
de
vegetação.
O
convento do
Monte
Carmelo
é
um
perfeito
albergue
de
peregrinos.
Os
viajantes
de lodo
o
mundo,
qoe
vão
visitar
os
Logares
Santos,
encontram
alli
«ma
hospitalidade
que
os
deixa
penhora-
dissimos
—
porque
se
lhes
proporcionam,
não
só
os
commodos
que
podem
desejar-se,
mas
lambem homens
doutos
que
os
illu-
cidam
e
esclarecem.
Aposentos
magníficos,
mesa
lauta,
abun
dante
em
vinhos
de
Chypre
e
de
Jeru
salém,
licores
de
Génova
e
Veneza, mar-
rasquinho
e
lagrima
Chrisli, figos
Esmyr-
na
queijos de
Cendia,
azeitonas
de
Bey-
routh,
amêndoas
de
Damasco,
e
café
de
Moka
;—
sobre
ludo
isto
conversação
in
teressante
e
amavel,
porque
os
religiosos
faliam
lodos
os
idiomas,
conhecem
todos
os
paizes,
e
por
conseguinte
faliam
ao
sa
bor
e ao
coração
de
todos
os
estrangei
ros.
O
convento
dos
carmelitas
abrange
dous
andares;
é
lodo
contaria
e
coberto
por
um
terraço,
do
qual
se
descobre
um
ho-
risonte
immenso.
E
egreja
fica
no
centro.
O
altar-mór*
está
construído
sobre
a
caverna
onde
se
abrigava o
propheta Elias.
A
construcção
levou
seis
annos.
Os religiosos
receberam
em
1209 a
sua
regra
de
Alberto,
patriarcha
de Jerusalem,
a
qual
foi
confirmada
em
1227
pelo pa
pa
Horacio
111.
Quando
S.
Luiz
voltou
da
Palestina
trouxe
alguns
membros d’aquella
ordem
para
França,
afim
de estabelecerem alli
uma
ordem
similhante.
A
austeridade
dos padres
do
Monte
Carmelo
abrandou
mais
com
o
tempo.
A
situação do
mosteiro
é excellente.
Defronte
fica
S.
João
do
Acre,
e
com
quanto
seja
um pouco
eminente,
parece
que
apenas
lhe
poderia
beijar
os
pés.
Ha
nas costas
da
montanha
fron&ira
ao
mar
uma
caverna
muito
venerada,
e
á
qual
chamam
a
Eschola
dos
prophetas,
por
que
dizem ter
sido
alli
que se
refugiou
o
propheta
Elias,
quando
se evadiu
ás per
seguições
de
seus
inimigos;
e
que
con
tinuou a instruir os seus discípulos.
A caverna
é
vasta,
muito
agreste
e
quasi
inaccessivel.
Ao
lado
goteja
uma
fonte.
Durante
as
festas da
Paschoa
vão
alli
em
procissão
os latinos, os gregos, os
turcos
e
os
arménios;
accendem-se
então
alampadas
e
lustres,
cuja
claridade
dá
áquelle
recinto
um aspecto
venerando.
D
’alli
parte-se
para
a
caverna de
Ho-
reb,
Caipha,
Kisben,
S.
João
<l
’Acre
etc.
São
beilos
os
quadros
que
illustrara
as
paginas
dos
livros
christãos.
PrtMâaicçãu
<Ia seda.—
Um
livro
cu
rioso
e inslruclivo,
publicado
o
anno
pas
sado
em
Paris,
diz
que
a
China
envia
an-
noalmente
para
a
Europa
perto
de
kilos
2
300:000
de
seda
fiada,
sem que pos?a
calcular-se
a
producção
mui
elevada e
de
que
póde
formar-se
ideia
sabendo
que são
precisos
12
a
13
kilogrammas
de
casulo
para
obter
um
de seda
fiada.
Antigamente
exportava
a
China
muito
maior
quantidade d’
este
prodocto,
pois
chegou
em
1857
a
4
400:000
kilos.
No
Japão
sabe-se
melhor
o
que
seco-
lhe
porque
é
só
na
ilha
central
de
Nap-
pon,
ontíe
se
obtem e
sobe a
producção
a
perto
de
seis
miihõts
de
kilos.
Na
Europa
o primeiro
paiz productor
de
seda
é
a
Italia
que
dá
60
milhões
de
kilos
em
casulo,
dos
quaes
se
extrabem
3
e
meio
milhões
de kilos
fiada
em
4:000
fabricas
fiadoras.
Esla
cifra
não
é,
ainla
assim segura,
pois
que aquella
península
após
a
enfermidade
quasi
geral
em
toda
a
Europa,
desde
1845-1855,
baixou
a
30
miihões
custando-lhe depois
esperar até
1868 para
alcançar
a
cifra
de
45:00:000
de
kilos
de
producção.
A
França
chegou
a
produzir
17 mi
lhões de
kilos
em casulo
antes
da
mo
léstia do
sirgo,
porém
teve
uma
descida
muito grande, representando
o
anno de
1871
1872
tam sómeute
uma
producção
de
10.546:300 kilos.
Em
seguida vem
a
Hispanha
com uma
producção
calculada
em
8
miihões
de
ki
los em
casulo,
ainda
que
pode
obter
tan
to como
a
Italia
Portugal
oão
soíTreu
da
enfermidade,
porém
a
sua
producção é
pequena.
A
Austna
colhe
1.200:000
kilos
em
ca
sulo
quasi
lodo
em
Gotriz.
O
resto
<ia
Europa
fornece
300:000
a
1.200:000
kilos
de
casulo,
contando
a
Prussia,
onde
não
tem
sido
possível
desen
volver
este
cultivo,
nao
obstante as
boas
condições
para isso.
Na
America
colhe
bastante
seda o Bra
zil
e começam
a
obtel-a
o
Chili e
a
re
publica
Argentina.
Principio
<Ie
tralratlaos.—
Vão
co
meçar
brevornente
as
expropriações
para a
abertura
da
nova
rua, entre
o Bomjar-
dtm e Santa
Calbarina,
uo Poito.
os
privilégios
das
províncias
vasconças
As côrtes
brevemente
resolverão
esta
importantíssima
questão.
O
rei
foi
muito
victoriado
em
Palen-
cia.
Depois
de
ura
discurso
de
Pavia,
dando
interessantes pormenores
ácerca
do
golpe de
estado
de 3
de
janeiro
de
1874
e
em
seguida
aos
protestos
de
Sagasta
e
Caslelar
e
a um
importante
discurso
de
Canovas, a eamara
dos
deputados
por
276
votos
contra
30
approvou
o
projecto
de
resposta
ao
discurso
da
corôa.
PARIS
17.
—
A
folha
oflicial
publicará
ámanhã
os
decretss
de
demissão de
vários
prefeitos.
O
governo
resolveu
escolher
os
mai-
res
de
entre
os
membros dos
conselhos
municipaes,
até
que
seja
votada
a
nova
organisaçào
municipal.
Terça-feira,
o
senador
Parieu,
da di
reita,
deve
realisar a
ioterpellação
ácerca
da
questão
monetaria.
BELGRADO
17.
—Declarou-se
a
crise
ministerial,
etn
consequência
de
uma con
ferencia
havida entre
os
ministros
e
rela
tiva
á
questão
da
paz
ou
guerra
contra
a
Turquia.
Está emminenle
a
mudança
de
gabinete.
VIENN
A
16.—
O
Montenegro
aconselhou
a
submissão
aos
insurgenles
da
Herze-
govina.
/
N.
Subscripção
a favor
do Collegio
•
de
Regeneração
O
Collegio
de Regeneração,
legalmen
te
estabelecido
em
Braga, e
tendente
a
rehabilitar
perante
Deus
e
a
sociedade
in
felizes
que
na
flor
da
idade
léem
perdi
da
a
graça
divina
e o
bom
nome
por
quedas
vergonhosas,
é
uma
obra
nascen
te
de
vida pura
e
simplesmente ás
esmo
las
de
pessoas
caridosas.
Para
auxiliar
esta
obra
altaraente
re
ligiosa
e
social
tem
de
costear
enormes
gastos
e
despezas
diarias
sem haver ho
je
um
fundo
de
receita,
que
lhe
propor
cione
a
certeza do
pão
para
o
dia
de
ámanhã;
pede
a
direcção
abaixo
assigna-
da
a
todas
as
pessoas verdadeiramente
ca
ridosas
que
subscrevam
mensal,
anntíal
ou
por
uma
vez
sómente
com
qualquer
quan
lia
por
diminuta
que
seja.
A
obra
é
de
summa
caridade
e
de
interesse
social
e
por
isso
contamos
que,
quem
puder,
não
deixará
de
concorrer
com
a
sua esmola,
que
por
certo
oão
ficará sem
a
devida
re
compensa.
A
subscripção
é
voluntária
e
por
is
so
cada
ura
poderá
subscrever
com
o
que quizer,
aioda
qoe
seja
com
um
vin
tém
por
mez.
Presidente,
viscondessa
da
Torre;
vi-
ce-presidente,
D.
Maria
Gracinda
Marinho
de Vasconcellos;
secretaria,
D.
Rita
de
Cassia
Barbosa
Solto
Maior;
thesoureira,
D.
Margarida
Angélica
de
Aguiar;
direc-
laras,
D
Fiancisca Barbara
de
Souza
Ma
chado,
D.
Maria
Rulina
Simões
Viilaça,
D.
Anna
Emilia
de
Jesus
Vieira,
D.
Ma
ria
Clara
Dias
da
Costa,
D.
Anna
Bene
dieta
da
Conceição Mello
e
D.
Carolina
da
Silva
Lobo; director
espiritual,
padie
João
Pedro
Ferreira
Airosa.
No
Porto
é
encarregada
a
livraria
Ca
tholica,
praça
de
D.
Pedro
131,
de
re
ceber
quaesquer
donativos.
uizrmos
teilecrammlas
sh
aí
;
e
.
vci
a
nivAS
MADRID
17.
—O
rei dirigiu
uma
allo-
cução
ao exercito,
na
qual
disse: O
vosso
heroísmo
fundou
a
unidade constitucional
em
Hispanha.
O
fructo
de vossas
victo-
rias
chegará
ainda
ás
mais
remotas
ge
rações.
Crè
se
geralmenle
que
serão
abolidos
íwwjMLA
VENDE-SE
uns
bens
no
conce-
fepWíl
Celorico
de
Basto,
fre-
gtwlÉiat
guezia
de
Canedo, perto
da
ca
pella
de
S.
Mamede,
os
quaes
dão
muito
bom
vinho, azeite,
pio
e castanha,
e tem
bravios
que
chegam
para cultivar
duas
grandes
quintas.
Quem
os
pertender
diri
ja-se
a
D.
Marta
Alexandrina
Corrêa
Pe
reira
de
Magalhães, casa
de
Vallinho,
fre
guezia
de
Beire,
concelho
de Paredes.
(3041)
ARREMATAÇÃO
A
commissão encarregada
da
reconstroc-
ção
da
capella
de
S.
Victor Velho,
faz pu
blico
que
no
dia
26
do
corrente
mez,
pe
las
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
pre
sidente
da mesma
commissão.
se
arrematará
a
respectiva
obra
de
pedreiro.
O
projecto
e
condições
estão
patentes
em
casa
do snr.
Antonio
Joaquim
Fernan-
des
Braga
na
rua
Nova
de
Santa
Cruz.
Braga
15
de
março
de
1876.
O
presidente
da
commissão,
(3044)
Antonio
Santos
d
’
Azevede Magalhães.
ESTATUTO
DA
Companhia
Agrícola dos
vinhos
Portuguezes
José
Manoel
Adão Branco, productor e
commerciante
de
vinhos
naturaes,
asseve
ra
aos Senhores colheileiro
de vinhos
ver
des
e maduros
de todo
o
continentes
do
Reino e
Ilhas
Adjacentes,
que
com
a
prati
ca
da
lavoura
e
commercio
dos
vinhos
e
agoardeutes
em
larga
escalla
por
espaço
de
35
annos, contando
de
edade
50, adqui
riu
os
conhecimentos
precisos
para
avaliar
o
estado
percario em
que
actualmente
se
acha
a
lavoura
vinicula
e
o
commercio
hon
rado
dos
vinhos
portuguezes.
Pobre
de
conhecimentos
theoricos,
ruas
remediado
de conhecimentos práticos
na
matéria presente,
o
annunciante
pôde
con
cluir
de todos
os
seus
estudos
e
pensa
mentos
sobre
o
melhor
modo
de
remediar
o
mal
que
progressivamente
está
sentindo
o
productor,
o
commerciante
de
boa
fé
e
o
consumidor,
que
só
por
meio
d’
uma
as
sociação
geral dos
viticultores,
se
poderá
desvanecer
o
receio
da
total decadência
da
classe
viticultora que preoccupa
lodos os
homens sensatos
do
paiz.
No
intuito
de
prestar
o
melhor
serviço
ao
seu
alcance
a
todas
as
classes
da so
ciedade
portugueza,
e
aos consumidores
dos
paizes
estrangeiros,
que
por milhares
de vezes
teem
sido
logrados
por
commer-
ciantes
pouco
práticos
e
escrupulosos,
o
antiunciante
imposse
á
agradavel
tarefa
de
confeccionar
o
Estatuto
porque
se
poderá;
reger
a
Companhia
Agrícola
dos
Vinhos
J
ortuguezes
que
brevemente será sobmet-
tido
á
apreciação
de
todos
os
habJantes
do continente
do
Reino
e
Ilhas
Adjacen
tes,
pelo
qual
se
compenetrarão
da
facilida
de
qoe
ha
em
fundar
uma
essociação
de
tanto
alcance,
em
que
poderão
entrar
os
lavra
dores
com
as
suas
successivas
colheitas
em
especie,
os commerciantes
com os
seus
generos
de natureza
vinicula
e vasilhame,
os
estabelecimentos
bancarios
e
capitalistas
com
os
seus
capitaes
suficientemente
ga
rantidos.
A
subscripção
para
a
Companhia Agrí
cola
dos
Vinhos
Portuguezes,
será
aberta
em
todas
as
cidades,
viílas
e
freguezias
do
continente do
reino
por
lodo
a
mez
de
Abril
do
corrente
anno,
cora o
íim
de
ser
admittida
á
sociedade
a
próxima
fu
tura colheita;
os
vinhos
das ilhas
serão
ad-
mittidos
á
sociedade por
um
regulamento
especial
depois de
instalada
a
Direcção
Ge
ral do Credito
da
Companhia
e
Direcção
Thecbnologica.
Valle
Passos
20
de
Fevereiro
de
4876.
(3045)
José
Manoel
Adão Branco.
ÉDITOS
DE
30
DIAS
Pelo
Juizo
de Direito e
cartorio
do
es
crivão
Freitas,
da
cidade
e
comarca
de Bra
ga,
correm éditos
de
trinta
dias,
a
contar
de
13
do
corrente
mez
de
março,
pelos
quaes
são
requeridas
e
chamadas
todas
e
quaesquer
pessoas
incertas,
que
se
conside
rem
com
algum
direito
e
acção,
a
uma
morada
de
casas,
situada
na rua
de
S.
Victor
(oulr
’
ora
rua
da
Régua)
da
mesma
cidade,
designada
com
os
n.
os
71
A
71
C;
pelo
annunciante
arrematada
em
exe
cução
da
Irmandade
do
Martyr
S.
Vicen
te.
contra
Bernardino
de
Araújo Caçvalho
Leis
e
mulher,
a
venham
reclamar so
bre
o
seu
producto
em
deposito,
e
alie—
gar
no
termo
de
duas
audiências,
que
lhes
ha
de
ser
assignado, na
do
dia
27
do proximo
seguinte
mez
d
’
abril,
s
ob
pe
na
de
mais
a não
poderem
fazt.a»
-
se
julgar
a
propriedade
livre,
desonerad«"è
ex
purgada
de
qualquer
hypotheca
ou
onus,
que
ella
se
achem
registrados,
cujos
éditos
e citações
são
requeridas
pelo
arrematante.
(3039)
Custodio
Antonio
de
Araújo.
Aforam-se
ou
vende-se
Quatorze
terrenos
com
30
palmos
de
frente
e
170
p.
de
fundo,
na
rua Nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro
Januario,
n.°97,
com
seu
do
no
João
Manoel
Pereira.
(3013)
“
cà
T
xêírõ
Precisa-se
d
’um
caixeiro com pra
tica
de
drogaria.
Quem pretender
dirija-se
a esta
redacção, em
carta
fechada.
(3027)
©
MAU
HEAL
1NGLEZA
S.
Vicen
te,
Pernam
buco,
Bahia,
Rio
de
Janei
ro,
Mont
evideo
e
Buenos-
Ayre
s
Aceitan
do
também
pass
ageiros
de
3.
a
clas
se
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
tras
bordo
no
Rio
de
Janeir
o
GUADIANA
Este
paquet
e
da
Comp
anhia
Mala
Real
Inglez
a
sahi
rá
de
Lisboa
em
8»
«ie
Março.
Para
mais
es
cla
re
cime
ntos
diri
jam-s
e
á
Agencia
Central
no
Porto,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guilher
me
C.
Tail,
e
nas
provindas
ás
agenc
ias
e
corre
s
pondências
nas
princ
ipae
s
cida
des
e
villas.
(V*)
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Mano
el
da
Silva
Guimar
ães,
Rua
do
Souto.
Parte de Comércio do Minho (O)
