comerciominho_20071876_519.xml
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-
V ANNO 1876
FOLHA
COMMERC1AL RELIGIOSA
E
HOTICIOSA
NUMERO
519
Assigna-see
vende-se no
escriptorio do
kmtor
k
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
•er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte =
As
assi-
gaaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
mí
■
ím
ÍT
i
íím
■■aríiniriMíOTrTwarTO^mrrii ing i
uga
—
r
n—
PUBL1CA-S SK
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Proc»n-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.
—
Semestre
1&050
rs.=Brazil,
anno
3^600
rs.—Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4$500
reis
moeda fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20 °/a
d’
abatimento.
BIllGA-QlIVrV-FaiIílA 80 Í)E
J
11.110
O
furto dos
dinheiros
publieos
na
Italia.
Sob
esta
epígrafe
traz
o
fascículo
62o
da
«Civiltá
Cattolica»,
um
notável
artigo,
que
aqui
transcieveriamos
de
bom
grado
na
sua integra,
se
nol-o não
vedassem
os
estreitos
limites
d
’este
jornal.
Assim mesmo
daremos
d
’elle
um
ex-
tracto aos
nossos
leitores,
por
julgarmos
de
suromo
proveito
o
que nos
diz,
para
desengano
de
muitos,
que ainda
mal
com-
prebeadero
como
o
liberalismo
seja a
mais
terrível
praga,
que
póJe cair
sobre
um
povo
qualquer.
Principia
o
referido
artigo
por
enume
rar
os
furtos
e dilapidações
da
fazenda
publica,
occoiridos
nos primeiros
cinco
mezes
do
corrente
anno
de 1676.
E
no-
te-se que
não
se
mencionam
lodos,
mas
sómente
os
mais
notáveis,
e
de
que
ha
noticia
authentica.
Não
desenrolaremos
aqui esse
asque
roso
sudário,
essa
longa
lista
de
depreda
ções,
de
alcances,
de
peculatos,
de
falsi
ficações,
de fallencias
fraudulentas,
que
nos
deixam
suppor
haver-se
estendido
a
toda
a
lialia a
famosa
caverna de
Caco,
esse
bem
conhecido
mylo
dos
tempos pre-
historicos.
Diremos
só
que
o total
de
to
dos
os
roubos
praticados
pelos exactoies
da
fazenda
publica,
pelos
empregados
dos
caminhos
de
ferro,
pelos
notários,
pelos
conselheiros
de
perfeitura,
e
por
muitas
outras
especies
de
harpias
officiaes,
n
’
aquel-
le
venturoso
reino
dTtalia
—
durante
cinco
mezes
—
ascende
á
espantosa cifra
de
liras
15:426:10o,
(2.776:698^960 reis).
O
que,
porém,
mais
interessa
aos lei
tores
é
o
conhecimento
das
causas,
que
produzem
esse
vergonhoso
estado,
a
que
se
acha reduzida
a
Península
italiana,
e
que
lhe dá
—
em
matéria
de
furtos—
o
pri
meiro
logar
entre
os
paizes
da
Europa
Ora
a
primeira
d
’
essas
causas
consiste
indubitavelmente
na
anormalidade
dos
meios, que
por
confissão
do
proprio
conde
de
Cavour
se
empregaram
para
constituir
o
novo
reino ú
’
Iialia.
Toda
essa
obra
de
reccnsti
ucgão
ou
de
restauração
italiana
foi
uma serie
de rou
bos e
violências,
para
justificar
os quaes
houve
de
invocar-se
o
chamado
direito
novo
cuja
theoiia
commoveti
e
perturbou
a consciência publica,
abrinJo a
porta
a
uma
espantosa confusão
de
lodos
os
prin-
cipios
de
moralidade,
e
de
justiça.
Apenas
admittidos
os
princípios
do
tal
direito
novo
applicado
á
ordem
publica,
começaram
logo
a
apparecer
os
corullarios
d
’elles na ordem
privada
—
os
delictos
con
tra
as pessoas e
contra
a
propriedade.
Isto
era
logico.
As multidões
achavam
inconsequente
que
o
direito
novo
só
vigorasse nas
cou
sas
politicas,
e
que
para
o
resto
ficasse
em
vigor o direito velho. Se
era licito
roubar
os
Estados
ao
rei
de
Nápoles,
aos
príncipes
de
Parma
e
Modena
e
ao
Pon
tífice
Romano,
porque
não
o
seria
tam
bém
empalmar
alguns
contos
'de
reis
da
caixa
publica
ou
da
gaveta
dos
parlicu-
Isies
?
A segunda
causa
está
oa
escolha,
que
se
ha
feito
dos
empregados,
a
quem
se
tem
confiado
a
gerencia
e
a
guatda
dos
dinheiros
públicos.
Antes
que
a
ordem moral se
restau
rasse
na Italia
por
virtude
cio
direito
no
vo,
duas
cousas
se
tinham em vista,
ge
ralmente
fallando,
ao
eleger
esses empre
gados
de
tanta
confiança;
—
a
capacidade
e
a
honestidade.
Postei
lormente
só
se ha
olhado
para
os
serviços
fenos
á
Revolu
ção.
A
qualidade
predominante,
que
se
requer
nos candidatos
aos empregos
do
Estado,
sejam
de
que
naturesa
forem,
é
o
liberalismo
previamenle
authenlicado
pela
sua
coilaboraçao
na
grande obra
da
eman
cipação
italiana!
Urgia
premiar
os
beoe-
mentos,
coroar
os
luartyres,
dar
pão
aos
confessores,
assegurar
iec.ompensas
aos
apostolos
da
causa
nacional.
Não
abuu
dam
na classe
d
’
e»tes
soldados
da
grande
causa as consciências
reclas
e
a
lunpesa
de
mãos.
Pelo
contrario,
segundo
o
tes-
timunho
insuspeito
de
Manciui,
o
desin
teresse
é uma
virtude
exlraprdinarta
em
um
liberal
ilalianissirno;
e
o
uao
uienos
insuspeito
Petrucceili
delia
Gattina
con
densava
a
Çieoria
da
Revolução
u
’
e»ta
edi
ficante
formula:
«Eis
o
systema—chegar
ao
banquete!»
Imagine
o
leitor
similhantes
convivas
assentados
as
grande
banquete
das
finan
ças,
e
diga-tios
se
é
possível
que
elles
deixem
de
devorar
tudo,
até
á
ultima
migalha
!
E
o
povo
italiano
conhece
isto
tão
bem
que para
elle
a
frase
fazer
a
Italia
corresponde,
assim
a
modo
de
provérbio,
a engordar
á
cosia
do
publico,
com
a
impostura
de
patriotismo.
Tercena
causa
cumpre ainda
assignar
aos
crimes, que fazem objecto d’
este
ar
tigo.
São os
princípios
religiosos,
em
que
se
basea
a
nova
ordem
moral
da
Revolu
ção,
e
que
se
cifram
no
materialismo
e
no
alheismo.
Um
Estado
atheu,
que
não
reconhece
nem
Deus,
nem alma,
nem
de
cálogo,
nem Evangelho,
nem
céo,
nem
inferno,
é
corno que
a
cupula
e
o
remate
do
edifício
moral,
erguido
sobre
a
nova
ordem
de
cousas,
e
constituído
pelo
di
reito novo. Ora
qual
é
o
estado,
taes
pro
curam
ser
os
seus
servidores
e
adheren-
tes.
Um
Estado
que,
de fado,
não
crê
em
Deus,
merece
ser
servido
por
incré
dulos
e
despresadores de
Deus.
E
quero
não
crê
em
Deus,
nem
na
própria
alma,
obra
incongiueotemenle
se,
podendo,
nào
satisfaz
as
próprias
paixões,
mesmo
com
prejutso
dos
outros.
«Senhores
—
diz
em
conclusão
o
artigo,
que
acabamos
d
’
extraclar
—
o
unico
reme-
dto,
que
podeis
e
deveis
Jar
a
esta
ver
gonha
da
Italia
feita
por
vós,
é
restaurar
ab
imis
fundamenlis
aquella
ordem
moral
e religiosa,
que
socialmente destruístes,
de
proposito
para
fazerdes
ao
vosso
modo
a
Italia.
Se,
em
apoio
da
vossa
obra,
não
procmaes restabelecer
gradualmente
esses
princípios
de imrnutavel e
eterna
justiça,
sem
os
quaes desabam
os
reinos
e
os
impérios;
se
como
primeiro
elemento
da
educaçao
publica
nào
repondes a
fé
em
Deus
e a
religião,
sem
o que
a
hones
tidade
é
uma
palavra
enigmática,
debalde
vos
afadig^reis
em
moralisar o
povo, o
exercito
dos vossos
empregados
e
a
turba
dos
caixeiros,
que
na
escola
do
vosso
direito
novo
e
do
vosso
livre
pensamento
diariamente
se estão
formando. Aos
fur
tos
continuarão
a juntar-se
novos
furtos,
aos
delictos
novos
delictos;
e
talvez
ve
nha
um
dia
em
que,
nao sabendo
como
salvar o
thesouro
publico
das
unhas
dos
iadiões,
vossos cavalheiros
e commenda-
dores,
tereis
de voltar-vos para os
frades,
como
já
se
fez
n outros
tempos,
para con
fiar-lhes
a
guarda
dos
últimos
ceitis,
que
os benemeiitos
sequases
da
trova
ordem
moral
por
vós
restaurada
na
Italia,
por
ventura
vos
deixarem
ainda
no fundo
das
vossas
atcas».
s.
--- .............................................
A.
questão de Byzíincio.
11
çConcliiíãoy
Segundo
toda
a
appareocia,
o
Czar
não
tardará
a
pôr-se
em
campanha.
Cau
sa-nos
riso o
vér
como
as
diplomacias
eu
ropeias
se
esforçam
em
crêr
na
prolonga-
ção
indefinida
da paz.
O
tempo
passou..
Nada
obsta
a
qoe
o
Czar
não
seja
pessoal
mente
mui
prudente
o
mesmo
tão
bom
como o
pode
ser
um
soberano
não
ca-
tholico
do mundo.
Mas
isso
não
é
uma
rasão
para que
elle
se
recuse
sempre
aos
desejos
do
seu povo
e
aos
seus
proprios.
N’
estas alturas,
a
cabeça
volta-se.
Nenhum
homem ahi se conserva,
ahi
resta,
nem
é assaz
humilde
nem assaz
prudente.
O
Czar
marchará.
Um
flagelio
está
feito
pa
ra
se
saciar
e
quer
saciar-se.
Quaesquer
que
sejam
as
incertezas
que
agitam
os
conselhos
da
Rússia, e ainda que
produ
zissem
uma
ir resolução
que
fosse
própria
do
caracter
particular
do imperador,
o
que
nós
ignoramos;
ha
um
momento
que
só
Deus
conhece
e
só
determina.
Elle
reser
vou
para
st o signal.
Elle
dá-o,
tudo
obe
dece.
Genserico,
ariano, tinha-se
posto
á
vela.
O
seu
piloto
pergunta-lhe para
on
de
quer
ir.
—
Segue
o vento,
diz
Gense
rico,
elle
nos
conduzirá
para aquelles
que
Deus
quer
castigar.
Não
se
sabe
que
mais
objectavam
os
deplomatas
«e
então
que
queriam
a
paz
e que
tinham
contado
com
ella.
Byzancio é
brilhante
e
atrahente.
El
la
é
a
chave
do
mondo,
a
sede do pon
tificado,
o
attiactivo
de
Deus,
que
dirige
estes laços.
Os
softas
teem
evidentemen
te
petdido
muito
da
sua
antiga
fé.
Mou-
rad
o
franc-maçon
deve
sonhar alguma
situação
que
elle
não
tem;
a
Europa
es
tá
cheia
de
aventuras.
Quando
o
Czar
apreciando estes
signaes,
mandar
pôr
a’
veia,
contai
que
lhe
não
faltarão
rasões
superiores
ás dos
ministros da
imperatriz
das
Índias,
e
que
os
caílés
lyricos serão
fechados
por
muito
tempo.
Disraeli
e M.
Decazes
terão
falta de
inspiração para
fa
zer
reabrir
estas
ofiicinas.
M.
Gambelta
e
M.
Spuller, seotirão-se
proximos
ao
seu
ultimo
discurso.
Não
haverá mais
discur
sos,
mais
ideias,
mais
auditotio
para
es
cutar
estes
homens
que
desde
ha muito
tempo
ninguém
acredita.
Então principia
rão
as
horas
dos
resultados.
Novos
vindos,
tão
antigos
como
o mundo,
apparecerãò
sobre
a
scena
com
grande
admiração
d
’
a-
quelles
que
os
tiverem chamado.
Elles
vi
rão
ao
modo
antigo,
como
antes de
Chris-
to,
ariuad.s
de
ferro
e
fogo,
e
com
co
ração
feroz.
Os
nossos
jovens
d’
hoje
li-
sonjearn-se
de
ser
selvagens.
Elles nào
são
mais que lettrados.
Elles
verão
o
que
é
selvageria
nova
e
tal
como
o
foi
da
ou-
JSFO
HL.MÍ
H18TOBIA BTM Dí SCli VHI CÍPO
III
O
doutor
Tirsang.
[Conlinuaçàu]
—Diz-se
no
entanto
que
elle
convive
com
o
snr.
cura.
—
De
verdade
?
—
Estou
certo
d
’isso.
—
Admira-me.
—
Pois
é
como
te
digo, e
esta
manhã
vi
o
cura
sair
da
casa
d
’
elle.
—Grande
novidade!
—Olha,
M. Tirsang
que
sae;
deve sa-
Del-o,
vamos
pergunlar-lh’o...
Bons
dias
snr.
Tirsang.
E
’
verdade; esse pobre
La-
joie,
como
vae?
—
Assim,
assim...
—
Na
verdade
não
escapará,
senhor Tir
sang
?
—
Oh!
ainda não
chagamos
a
esse
ponto,
tenho esperanças
de que
elle
ha
<te
escapar.;
—No
entanto
o
snr.
cm
a
veio
ahi
esta
manhã.
—
Sim,
acabam
de m’o
dizer;
mas
recomtnetidei
bastante
que não
tornassem
a
mandal-o
chamar.
Que
necessidade
tem
de
inquietar
este pobre
Lajote,
que
pode
julgar-se nos
seus
últimos
momentos,
se
o
cura
voltar?
—
Parece-me
que
foi
o
mesmo que
o
pediu.
—
Sim,
em
um
momento
de
mêdo:
mas
acabo
de
o
assocegar.
Lajote, lhe disse
eu,
não
se
acaba
assim.
Ha
ainda
vinho
nas
adegas
e
bons
bocados
na
dispensa,
e
ainda
tendes
vida
para
mais vinte an
nos
fazerdes
rir
os amigos.
Vamos,
vamos,
animo,
e
viva
a
alegria,
a
meza e
o
bom
vinho!
Fil-o
rir
e acha-se
muito
melhor.
Asseguro-vos que se
o
cura
lá appareces-
se
agorà,
havia
de
ser
mal
recebido.
Gos
to
também
de
moralisar.
O
moral,
vêde,
é
a
metade da
medicina.
—
Sabemos,
senhor
Tirsang,
que
sois
um
habil
medico,
e
que
ainda
sabeis
ou
tra
coisa
também como
a
medicina,
disse
Mathurin, e
porisso
desejávamos
bastante,
já
que
lemos
a felicidade
e honra
de
vos
vêr,
pedir-vos
uma
pequena
informação
a
respeito
d
’uma
coisa
que
nos
atormenta
terrivelmente
a
esta
hora.
—
Fallae,
meus
amigos,
se
vos
posso
ser
ulil
para alguma
coisa...
—
Oh!
isso
ha de
ser
facil,
para
vós
que
recebeis
um
grande
jornal
de
Paris,
além d
’
uma
rima de
livros,
cujos
nomes
nun
a poderia
reter
na
memória.
—
Que
quereis
dizer
com
isso,
Mathu
rin?
—
E
’
o
seguinte,
senhor
Tirsang.
Mathurin,
reconcentrou-se
comsigo
um
momento,
antes
de
dizer
ao doutor
do
que
se
tratava.
M.
Tirsang
não
era,
como
se vê,
um
homem
que
assustasse
as
excellenles
pes
soas que
fallavam
com
elle.
Era
um
ho
mem
d’
uns
trinta
annos,
rosto
jovial
e
sincero,
e que,
para
augmenlar
a
sua
clientela,
trabalhava
para se
tornar popu
lar.
Sabia
dar
um aperto de
mão a
uns,
uma
carlolada
profunda
a
outros,
distri
buir agradavelmente
sorrisos
de prolecção
ou amisade,
chamar
de
proposito
as
pes
soas
pelos
seus
diminutivos,
emtim,
usar
de
todas
as
pequenas
acções
que
fazem
dizer
d
’
um
homem
um
pouco elevado
aci-
Ima
da
condição
commum
:
—
E
’
um
bom
rapaz,
não
é
orgulhoso.
Comtudo,
era
um
senhor,
e
um
se
nhor,
que
raras
vezes
se
via
—
muitas
ve
zes
o menos
possível
em
sua casa
—e
que passava
por um
sabio
de
primeira
força,
porque,
mais
d’
uma
vez,
os
médi
cos
da
cidade
o
mandavam
chamar
para
junctas,
desde o
primeiro
anno
da
sua
installação
em
F...
Quando
iam consul-
tal-o
a
sua
casa,
via-se
cercado
de car
tas
de geografia, de
livros
de
todos
os
tamanhos,
jornaes
e
revistas,
ou
então
recebia-o
em um
pequeno laboratorio
con
tíguo
ao seu
gabinete,
onde
só
se
viam
cadinhos,
e
instrumentos
de
vidro,
fingin
do
as
formas
mais
diversas
e
extravagan
tes,
sondas,
tubos,
calamos,
etc., etc.
Demorava-sê
um
pouco
antes
de
en
trar, afim
de
produzir
uma
mais
viva
impressão
quando
apparecia.
Ainda não
era
casado,
mas
notava-se
que
frequentava
muito
a
casa
do
maire
não obstante
»ste
gosar
de solida
repu
tação.
Não
admirava
que
o
doutor
Tirsang
visitasse
frequentemente
o
primeiro
ma
gistrado
da localidade;
mas
este
tinha
;uma
filha
púbere
e
que
deveria
ser uma
rica
herdeira.
I
(Cantinúa)
tra
vêz
que
só
o
Deus
Christo
lhe
pode
resistir
e
vencer.
Esie
ingénuo
M.
Gam-
belta
falia
da
vioda
das
gerações
novas.
Não
ha
sobre
a
terra geração
nova senão
aquella
que
nasceu
do Christo.
Esta
vêz,
é
a
geração
antiga
qne
vera,
aquella
que
o
Christo
não tocou
e
penetrou.
Será vis
ta.
Aquelles
a
quern
a
Europa
se
despre-
sou de levar
o
baptisrao veem
procural-o.
Elles
não
se afastarão
senão
quando o
ti
verem
recebido.
E
este
será
o fira
d
’esta invasão
on
antes
d
’
este
diluvio
suspendido
sobre
a
Europa
e
sobre
o
infiel
espirito
Europeu.
Se
ha
alguma
cousa
de
provado
desde
ha
quatrocentos
annos
é
a estupidez
e
a
ingratidão
actual
da
Europa.
Para
a
mos
trar n
’
uma palavra,
ella
quer
renunciar
formalmenle
as
leis
e
benefícios
de
Jesus
Christo.
Desde
ha
quatro
séculos
ella se
adianta
obstinadameote
para
a
apostasia,
isto
é
para a
ruina.
Ella
multiplicou
as
suas
ofiensas,
é
por isso que
como
diz
a
Escnptura,
a
desolação será
multiplicada.
Nós
tocamos
n
’esles
dias inexoráveis, e
Deus designou o vingador
opporluno
da
contenda.
Ainda
quarenta
dias
e
Ninite
será
des-
truida.
Nioive renovou-se
pela
penitencia.
A
Europa
tem
peccado
rnais
que
Nioive
e
oão
quer
converter-se.
As
sociedades
corrompidas
a
este
ponto
não se
conver
tera
senão
pela
morte,
que tambetn
é
uma
renovação.
E
’ a
morte que
a
nossa
con
sciência
nos
annuncia,
porque
nós
mesmos
sentimos
qne
nos
é
preciso
uma
renova
ção.
que
não
podemos
durar
assim
sem
pre,
e
que
não
queremos
converter-nos.
O
nosso
peccado
domina-nos,
não
lhe
po
demos
quando
o
destarnos;
nós
não
somos
mais
o
povo
de
Jesus
Christo.
Israel,
sahio
do
Egypto,
mas
faraoni-
sado
até
á
medulla,
morreu
todo
inteiro
no
deserto,
sentindo
os
costumes
e
as
cosinhas
do
Egypto que o
tornavam im
próprio
aos
desígnios
que
Deus tinha
so
bre
elle
para
a
salvação
do mundo.
Elle
não
occupou
a
herança
d’
Abraham
senão
renovada
pela
morte Da
mesma
sorte,
para
que o
povo
christã
viva, tem
ne
cessidade
de
ser
<
hristão.
Nós
sabemos
de
sobejo
que estes
não
são
os
sentimen
tos
da
Academia
das sciencias
e
das
maio
rias
legislativas,
mas
tal é
a
vontade
de
Deus
e
o
sentimento
da
consciência
hu
mana.
O
imperador
da
Rússia
nos
per
suadirá
de
Indo
isto.
Visto
que
uão
que
remos
mais
os
decretos de
Roma,
obede
ceremos
aos
decretos
de
Byzancio.
Cahi-
remos
de joelhos
diante
do
papa
a
caval-
lo.
Estamos
cançados
do
Papa legitimo
que
nos
governava
com
indulgências,
es
te
nos lisougeava
com
escorpiões.
Os cos
sacos
serão
bastante
convincentes
para
a
academia,
para
as
tribunas
e
para os
jor-
naes.
Ah!
ver-se-hão
mudanças!
Mas,
ainda
que
este
momento
deve
ser
longo
e
du
ro,
nem
tudo
será
supplicio.
Haverá
ar
rependimentos,
a
mesma
especie
não man
chará
lodo
o
terreno.
Ver-se-hão
n
’elle
grandes
manchas d
’este
sangue
alegre
de
tnartyres
que
é
o
arco-iris
das
persegui
ções.
Far-se-hão
justiças,
as
justiçãs
de
Deus
tão
caritativas
e tão
bellas.
Não
se
fará
caso
dos
lieroes
e
dos malvados,
com
o prazer
de
vêr
em
fim
os magnâ
nimos.
A
magnanimidade
falta
no
mundo
saciado
de
crassas
ignominias:
ella
lhe
será
feita.
Ap-zar
da
vergonhosa
algazar
ra
dos
libertinos,
dos
apóstatas
e
dos
bru
tos,
o
mundo
tornará
a achar
a
faculda
de
de
admirar
pela
formosura
da
dedica
ção
christã.
O
sacrifício
e a confissão
re
farão
a
humanidade.
Depois
de
tão
longas
trevas,
a
humanidade
vendo
que
nenhuma
virtude morreu,
reconhecer-se-ha
filha
do
Chrisio.
Este
será
o
resultado supremo,
o
que
restará.
A
Rússia
terá
o
seu
dia
para
o
cumprir.
Depois
a
justiça de
Deus chega
rá
para
ella
tambetn.
Ella
terá
procurado
o
poder
e
o
império,
ella
achará
Deus.
Ainda
que
não
queira,
ella o
lerá
servi
do;
o
achará
tal
qual
ella
o teria
queri
do
servir.
Não
ha
poder
contra elle,
nem
o
dos
velhacos,
nem o
dos
reis.
Uns
e
outros
querem
obrar
em
seu proveito
a
unificação
tyrannica
que
os
saciaria
de
gosos.
Deus
quer cumprir
no
amor
e
na
liberdade
esta
unidade
qne
dará
aos ho
mens
a
fraternidade
e
a
liberdade.
Um
só
rebanho,
um
só
pastor
!
A
unidade
da
raça
humana,
decretada
desde
o
primeiro
dia,
s$
bosqueja
por
estas
catástrofes
que a
querem
desfazer e
que
a
refarão.
Pedro
veio
a
Boma
para
pôr
o
primeiro
fundamento
d’um
plano
que
o
Christo
tinha
revelado.
O
edifício
divino
não
foi
interrompido
por
sua
mor
te,
também
o
não
será
pela
de
seus
suc-
cessores.
A
Egreja
o
preveniu
nos
últi
mos dias
pelo
reconhecimento
dogmático
da
infallibilidade.
Firmou-se
com
isto
con
tra
a
tyrannia
futura. Mata
se um homem,
mas
não
se
mata
um
dogma.
O
impera
dor
da
Rússia
póde
empregar
toda
a
ter
ra
era rasgar
este
papel.
Deus
não
quer
que
o
rasguem,
porque
o
mundo carece
d
’
elle.
Antes que
o
imperador
da
Rússia
consiga
dispersar
os seus
fragmentos,
o
seu
eoveloppe
de
ne
v
e
lerá
tempo
de
se-
derreter ao
sol
de
Byzancio.
Nos
thesou-
ros
de
sua
victoria,
terá
levado
bastantes
venenos
para
o
dissolver ou
bastantes
bál
samos
para
o
transformar.
Hontem
n
’
uma
humilde
capella,
vozes
de
meninos canta
vam
Salve
Regina que
foi
composto
por
Adhémar
de
Monleil, legado
do Papa na
primeira
crusada,
e
que
foi
o
cântico
de
guerra
dos
crusados.
Nés
ainda
te
mos esta
Marselhesa.
Outros
crusados
po
derão
canlal-a
também
sofre
as
praias
do
Bosforo,
aonde
ella
eccoou
pela
primeira
vêz,
e
a
Virgem clemente apparecerá
á
Europa
regenerada
e
romana.
N
’
este dia
o
Papa
a
cavallo
descerá
do cavallo.
Mas
qual
outro
senão
o
Vigário
de
Christo
leria
podido
sustentar
e
acabar
com
esta
guerra
?
Assim
a
unidade
da raça
humana,
le
rá
sido
preparada
por
uma
raça
um
ins
tante
dominante,
que
teria
julgado
firmar
a
sua
superioridade
para sempre. As
ra
ças
teem
d
’
estes
dias
de
triunfo
que
ob
tém
dos
homeos
por
um
momento.
E
’ o
que
a
historia
nos
mostra
em
diversas
occasiões
e
os
mesmos
sábios
o
teem
vis
to. Sómente
as conclusões
que
elles tiram
são
muitas
vezes
vans. Ainda
hontem
el
les
promeltiam
o
futuro
a
M.
Bismarck,
mas
M.
de
Bismarck
passou.
A
Rússia
vai
a
Byzancio,
mas
a
Rússia pela
sua
vêz
passará.
No muodo
não ha
oem
for
tunas
nem
astros
dominantes, diz
Bossuel
logo
o
grande
rei
e o
grande
paiz passa
rão.
No
mundo,
oão
ha
homens
que jul
guem
ser
alguma
cousa;
uão
ha
senão
aquillo
que
Deus
ahi lança
por
suas
mãos
fieis
e
indóceis,
e
isto
não
se
conserva
senão
o
tempo
que
Elle
quer.
Ha
fi
bras
de
herva
que
crescem
e
que morrem
sem
nada
saber
de
certo
sobre
o desígnio
de
Deus,
senão
que
ellas
teem
de
fazer
a
sua
salvação
e
a
sua
alma
a
salvar,
segundo as
condições que
Deus
lhes
si
gnifica.
Elles
não
leem a
liberdade,
mas
sim
a
escolha
de
transgredir
estas
con
dições
ou
de
as
cumprir;
feito
isto,
tudo
está dito.
Juizes
da
lerrar
mas
justiçáveis
de
Deus
como
os
outros,
fixaram
a
si
mesmos
uma sorte eterna.
E
ao
que
se
reduz
o
papel
do
imperador
da
Rússia
sobre
a sceua
agitada d’
este
mundo?
Ia-
felizmente
para
elles
os
popes
não
são
sa
cerdotes;
elles
não
sabem
fallar aos
réis;
é
grande desgraça
para o
povo!
Mas
em-
fim,
avisado
ou
uão,
elle
tem
a
escolha
como
outro
qualquer,
e
como
outro
elle
responderá
pela
sua
escolha.
Deus
envia-o
para
aquelles
que
quer castigar
e para
aquelles
que
quer
salvar;
a
elle
pertence
ter
cuidado.
Demais,
elle
passará
sobre
a
terra
um
instante
que
decidirá
da
sua
eternidade
e
não mudará
nada
ao
plano
de
Deus.
O homem força
continuamente
Deus
a
castigal-o;
Deus
tem sempre necessidade
de
lhe
perdoar.
Elle
obrigará
o
homem
a
soffrer
a
sua justiça
e a
abençoar
a
sua
cletnencia.
Elle
cumprirá
estas duas
cou
sas
por
sua
ioabalavel
justiça
e
sua
in
sondável
misericórdia.
A sua
iofallivel
Egreja
será
o
instrumento
d’
atnbas
de
duas.
Em
summa,
a
Rússia
triunfante
não
dirá
senão
aquillo
que
possa
paiecer
no
vo,
e
o
muodo
assistirá
ao
drama
sem
ahi
vêr
oulra
cousa
que
não
seja o
po
der
de
Deus,
e
a
grandeza
do
seu
sacer
dote
quasi
no ultimo
dia.
(Trad.
do
DireitoJ.
Luiz
Veuíllol,
Bassiens,
perto
de
Bordeaux.
-------------------
—«
to
;--
*
®»»-»®
*
»"--
......
JLondres, 11
de
Julho de 1896.
(A
’redacção
do «Commercio
do
Minho
*
/
Lendo
agora
a
copia
maquinal que
guardei
da
seguinte
carta
ao
Apostolo,
encontro
que
ainda
vai
a
pena
o
publi-
cal-a
o
Commercio do
Minho
;
pois
os fa
ctos e
circumsiancias
que
relata,
sam
ain
da
agora
applicaveis
ao
estado
da
Tur
quia.
0 conhecer
a verdadeira
condição
actual
do
Império
Otlomano
torna-se
ain
da
boje mais importante,
em
presença
da
lucta
iniciada
com
a Servia,
Monte-Negro,
etc.;
a
cujo
respeito
correm
noticias
tão
incertas
e
contradictorias,
que
não
ha
por
ora
julgar,
qual
das duas
partes
guer-
reantes tem
na
verdade alcançado
vanta
gem.
Será
milagre
se
esla
questão
entre
Christãos
e
Turcos
na Europa
vem
a
de
cidir-se
a
final pela
contenda
só
enlre
actuaes
belligerantes
;
e
que
outras
for
ças
Europeas
não
venham
a tomar
parle
no
negocio.
A.
R. SARAIVA.
XiondreN, 83 de
Abril de 1996.
(A
’
redacção
do
<
Apostolo».)
I.
—
A primeira
noticia
que
devo
men
cionar,
pelo interesse
que
actualrnente
possue
para
o
Brasil,
é
a
da
chegada
de
S.
M.
o
Imperador
a
Nova-York,
no
sab-
bado,
15
do
corrente. Foi ao
encontro
de
S.
M.
1.,
á
Bahia
Inferior (Lower
Bay),
Mr.
Fish,
o
Secretario
d’
Estado
;
Mr.
Taft,
Secretario da
Guerra,
Mr. Robeson,
Se
cretario
da
Marinha.
Além
d
’
estes,
foi
lambem
o
Barão de
Santa
Anna,
Minis
tro
de
Portugal.
Foi
S. M.
escoltado
até á
barra
da
ci
dade
por
uma
esquadra
dos
Estados-Uni-
dos,
entre
salvas
dos
fortes
e
dos
navios
de
guerra.
No
dia
seguinte,
Domingo,
foi
o
Im
perador,
ouvir
missa
á Calhedral
de
S.
Patricio,
e
á
noite
esteve
presente
ao
«Concurso
de
reanimação
espiritual
ou
re
ligiosa»
(Revival
meeting]
de
Moody
&
San-
key.
Estes
dois
indivíduos,
tem
se
feito
célebres
pela
curiosa
missão
ou
especta-
culo
que
poderemos
chamar,
creio,
theá-
trico-religioso
(segundo
escassas
informa
ções
que
lenho,
pois
não
tive
appetile
de
ir assistir
ás
missões
que,
ha
tempos,
os
mesmos
sujeitos
aqui
viéram
exhibir).
Parece
que
discursam
e
cantam
alterna
tivamente
inculcando
e
recommendando
o
sentimento
e
ideias de
religião,
pagando
as multidões
que
concorrem,
pela
entra
da,
e
segundo
os
logares
mais
ou
menos
commodos
e
distinclos
no
espectáculo.
E'
mais
uma
das
extravagancias
numerosas
em que
a
vaidade
Protestante ha
sido
fértil,
e
em que
se
procura
misturar o
utile
dulci,
em
mais
de
um
sentido.
Não
duvido
que
o
espectáculo
haja
divertido
a
S.
M.
I.,
bem
que
me
parece
estar
se
guro,
de que
não
lerá
grande appetile
de
ver
introduzir
no
Império
similhanles
missões
—ou
especulações.
Diz-se
mais,
que
na segunda-feira
vi
sitou
S.
M. I.
varias
partes
da cidade,
e
que
o
Governador
Filden,
o
Major
Wick-
ham,
e
muitos
cidadãos
eminentes
viéram
cumprimentar
a
S.
M.;
e
á noite
par
tiu o Imperador
directamente
paraS.
Fran
cisco.
Não
deixou,
todavia,
de
correr
o
So
berano do
Brazil
algum perigo,
de que,
louvado Deus,
escapou
sem
maior
dam-
no que algum estrago
na
carruagem,
com
a
qual
veio
em
collesão
uma grande
car
roça
de
fazendas, n’
uma
rua
da
cidade.
Durante
a
visita
evitou S. M.
toda
for
malidade,
segundo
seu
costume
e
bom
gosto.
A.
R. SARAIVA.
(Continua)
--------- -
«BgEhS
SK
HEIU
*
1
Coimbra
16 de
julho
(Do
nosso
correspondentej.
Ha já bem
tempo
que
não
lhes
envio
noticias
d’
aqui,
com
a frequência
e
re
gularidade
que
desejava.
Causas
superiores á
minha vontade
me
teem
inhibido
d
’isso
Hoje
não posso
deixar
de lhe
dar
coma
dos
festejos
da
virtuosa
esposa
de
D.
Diniz,
que
legando
o
corpo
a
esta
ci
dade
se
foi
para
os
ceos
a
interceder
pe
las suas
necessidades.
Os
festejos
começaram
na
quinta
feira
com a
vinda
da
excelsa
Rainha,
do
con
vento
de
Santa
Clara
para
Santa
Cruz,
fazendo-lhe
guarda
d
’
honra
uma
força de
cavallaria
e
oulra
d
’infanleria,
tocando
uma
das
filarmónicas
da
cidade.
Nas ruas
do transito
a
concorrência
era
immensa
sendo
dillicil a
passagem.
Áquellas
ruas
estavam
esplendidamente
illuminadas
e
or
nadas
de
llamulas
e
galhardetes.
A
praça
do
Commercio
estava
luxuosa;
durante o
transito
tocou
alli uma
banda marcial.
No
centro
da
praça
—
8
de
Maio, em
frente
do
templo
de
Santa
Cruz,
erguia-se
uma
ele
gante
columna
•
illuminada
a
gaz,
d
um
effeito
surprehendente.
Um
arco
gigante,
erguido
á
entrada
da
rua
Visconde
da
Luz,
com
caprichosos desenhos
de
gaz,
encimado
por
uma
custodia
de
luzes,
pro
duzia
um
effeito
vistosissimo.
Na
sexta
feira,
as
mesmas
illumina-
ções
mais
augmentadas,
e lodos
os
edi
fícios da
baixa
illuminados
com
balões
ve-
nezianos,
e
renques de
luzes
de
côres
fan-
taslicas.
No areal
do
rio
houve
á
noute
fogo
de
vistas,
que
espalhando-se
nas
agoas
do
cristallino
Mondego
produzia
snrpre-
hendentes effeitos.
Além
d
’estas
diversões
havia
na
es
trada
da
Beira
um elegante pavilhão,
também
illuminado
a
gaz,
que servia
pa
ra
o
bazar
do
Monte-pio
da
Imprensa
da
Universidade.
Aqui
tocava
uma
banda
mar
cial,
e
era grande
o
concurso
do
povo.
—Hontem,
sabbado,
era
o
principal
dia
dos
festejos,
porisso,
encheram-se
algu
mas
lacunas,
que havia
nas
illuminações,
rivalisando
os
moradores
das
ruas
mais
concorridas
em
aformosear
as
fronterias
dos
seus
prédios.
Além
d
isso
havia mais
dois
grandes
e
bellos
arcos
illuminados,
ao
fim
e prin
cipio
da
Calçada,
e
dispostos
de
modo
a
produzir
uma
vista encantadora.
Em al
guns
d’
elles
liam-se. em
grandes caracte
res
versículos
tirados
do
oflicio
da
Rainha
Santa,
como
:
Regali
exorta
pregenie
trium-
phat
in
coelis
Elisabelh
tríplice
circumdalc,
varietale
meritorum.
No
caes
houve
fogo
preso,
que
durou
até
muito
depois
da
meia
noite,
balões,
girandolas,
foguetes
de
massas
fosfóri
cas,
etc
,
etc.
No
caes
havia
milhares
de
pessoas
de
todas
as
condições
e
classes.
E
’
que
os
festejos
e
a
noute,
que
depois
de
cinco
dias
d
’um
calor
abrasador,
se
tornou
mais
fresca,
convidavam
a sair
de
casa
e
a concorrer
ao caes
e
á
ponte
do
Mondego,
ainda
os
mais indiíTerentes
a
folguedos o
passatempos.
Foi umi noute
admiravel.
—
Hoje
sae
a
magestosa
procissão
de
Santa
Cruz
para
o
real
mosteiro
de
San
ta
Clara.
Para
fazer a
guarda
d
’
honra
chegou
hontem
do
Porto
uma
grande
for
ça
d
’
infanteria
10, com a respeciiva
mu
sica,
e um destacamento
de
cavalleria,
qne
reunido
ao
que
aqui
costuma
estar
sobe
ao
numero
de
setenta ou
80
caval-
los
aproxiinadamente.
Hontem
e
hoje
tem
chegado
em
to
dos
os comboios muita
gente
de
fóra,
dizendo-se
todavia
que
é
menos
do
que
n
’ontros
annos;
o
que
deve
acontecer,
por
causa
da
mudança
das
festas,
á
ultima
hora,
vindo
muita
gente
enganada
no
dia
6,
7,
8,
e
9,
em
que
devia
ser
a
fes
ta
;
e
estes
não
tornarão
a
voltar
ago
ra...
Nos
hotéis
está
tudo
cheio,
e
muita
gente
está
hospedada
em
casas
particula
res.
Estão
alguns
redactores
de
jornaes
de
Lisboa e
Porto
E
é
provável
que
d’
ahi
venham
alguns
visitantes,
aproveitando
es
te
anno
a
facilidade
de
transporte
que
não
tinham
até
hoje.
Estão
forasteiros
de
quasi
todos
os
pontos
do
paiz
em
que loca a
via
ferrea
de norte-sul.
—
Hoje
vêem-se
cardumes
de
povo
vi
sitar
os
estabelecimentos
universitários,
al
guns
dos
quaes
são
dos
melhores
da
Eu
ropa,
como
as
galerias
do
riquíssimo
edi
fício
do
Museu, o
salão
grande
dos
ca-
pellos, a
hibliotheca,
os observatorios
as-
tronomico
e
meteoralogico,
a
monumental
(epitheto
que
lhe deram
uns
viajantes
fran-
cezes),
estufa
do
jardim
botânico.
Tem
visitado
também
o
Penedo
da
Saudade
e
da
Meditação,
convento
de
Santo
Anlo
nio dos Olivaes, Lapa
dos
Esteios
ou
dos
Poetas,
quinta
e
ponte
da
Portella,
e
a
magnifica,
amena
e
agradavel
floresta
—pra
do
do
Choupal, o mais
bello
e
fresco
passeio n’esla
quadra, que
tem
Coimbra,
e
que
conhecemos.
Muita
gente
tem ido
disfructar
o
bello
panorama
que
se
des
cobre
do
Pio, onde
está
o
cemiterio,
ho
je
utn
dos
mais
amplos
e
formosos de
Portugal.
—Terminaram
as
aulas
de
Theologia
e
Direito.
As
classificações
d
’aquella
facul
dade
já
appareceram
;
as
d
’
esta
ainda
não,
porque
ainda
não
foi
possível
reunir-se
a
respectiva
congregação
em
n.°
sufíiciente
para
funccionar.
D'esse
districto
houve
um
classificado
no 3.J anno,
o
snr.
José Joa
quim
d
’Abreu
do
Couto
d
’
Amorim
No-
vaes,
natural
de
Bulegães.
Hoje
tomou
capello em
Direito
o snr.
Anlonio
Assis
Teixeira
de
Magalhães,
que
defendeu
lheses
distinctas
nos
dias 14'
e
15
d’
este
mez.
Este
acto,
novo para mui
ta
gente,
que
n
’
esta
"occasião
se
acha era
Coimbra,
foi
muito
concorrido.
Idem,
19.
Hontem
saiu, como
disse,
a
magesto
*
sa
procissão.
Abria o
préstito
uma
Jorça
de
cavallaria.
Seguia
depois
o
pendão
da
irmandade
da
rainha
santa;
os meninos
orfãos
;
diílerentes
corporações religiosas;
o
andor
com
a
Imagem
da
Rainha
e
do
pobre;
o
pallio,
as
filarmónicas,
a
força
(finfanteria
10,
antecedida do
governador
militar,
e otlicialidade,
auctoridades
civis,
judiciaes e administrativas,
camara
muni
cipal,
fechando
o
préstito
o
resto da
for
ça
de cavallaria.
A procissão
ia
composta
de
muita
de-
senas
d’
anjos
ricatnenie
vestidos.
Agora
duas palavras
sobre
a
ordem
da
procissão
Ternos
por
vezes
observado
que
as
procissões,
que
aqui
se
fazem
ca
recem de gravidade,
e
avançam
d
’um
mo
do
completamenle
desordenado,
descom
posto
e desalinhado.
Isto
não
edifica
nin
guém,
e
parece
mal. Os
membros
das
ditferentes
irmandades
iam
em
parles
amon
toados
em
alegre
conversa e
n
’
outras
tão
rareados,
que
n
’
um
espaço
de
10
melros
não
se
via nenhum.
N
’essas
clareiras
en
trava
o
povo,
porque
ninguém o conti
nha
aos
lados
das
ruas.
Não
havia
direc
ção
alguma.
Os mestres
de ceremonias
eram
apenas
dois, e
nm
d
’
elles
sem
com
petência
alguma
para
isto.
Para
dirigir
bem
uma
procissão
tão
extensa
carecia
se
pe
lo
menos
de tantos
mestres
de
cerimo
nias,
quantas
eram
as
irmandades
que
d
’ella
faziam parte.
Isto
em
toda
e
qual
quer procissão,
para
não
irem esfarrapa
das,
como
homem
ia
a
da
Rainha
Santa.
Porque
marchava
bem
ordenada
a força
militar?
Certamente
porque,
além
da
dis
ciplina
habitual,
era
dirigida
por
nume
rosa
otlicialidade. lendo cada
divisão
de
oito
soldados
um
oílicial
subalterno,
para
vigiar
pela
manutenção
da
ordem.
Ao
exm.°
prelado
da
diocese
lembra
mos
este
assumpto que
reclama
promptas
providencias,
para se
não
arrastarem
mais
as
funcções
do
culto
catholico.
Isto
as
sim
é
vergonhoso
—Está
doente
o
snr.
bispo
conde;
de
sejamos-lhe
promptas
melhoras.
—Hontem
succedeu
no rio Mondego
uma
lamentável desgraça,
morrendo afo
gado
um
rapaz,
que
se
andava
banhando;
é
a terceira
viclima
n
’
este
anno.
Aviso
aos
incautos.
—
H
qe
ha
espectaculò
no
theatro
aca
démico,
e
no
de
D.
Luiz, por duas com
panhias
que
aqui estão
ha
dias.
GAZETILHA
Santa
Vlws-it» llngrlaleiia.—A
ima
gem
de
Santa
Maria Magdalena,
festeja-se
depois
de
ámanhã,
e
na
forma
dos
annos
anteriores,
no recolhimento
das
Conver
tidas.
í»io
IX.—
Recebemos
um exemplar de
um
opúsculo
intitulado
Pio
IX
—
Discurso
gralulalurio
pronunciado
na
egreja
do
Se
minário
de
Santarém,
poa
occasião
do
30.°
anniversario
da
exaltação
de
Pio
IX
ao
solio
pontifício,
pelo
padre Senna
Freitas.
Oportunamente
diremos
d
’
espaço
sobre
este
trabalho.
Fallecimento.—
Falleceu
ha dias
em
Lousada.
o
exc.1110
dr.
Adrião
Baptista
da
Silva
Freire,
advogado
distinclissi-mo n
’a-
quella
comarca,
e thio
do
nosso
amigo
o
snr.
MigueF
Baptista
da Silva,
alumno
ta
lentoso
e
illustrado
do
cnrso
theologico
n
’
esta
cidade,
ao qual
apertamos
a
mão.
—
Por
falta
de
concorrência
não
se
realisou
ante-hontem
o
espectacu-
lo
annuucia
lo,
no
qual tomariam
parte
os
adores
Taborda,
Izido
o
e
Polia,
e
a
ac-
triz
Maria
das Dores.
leão.—
(Conto
de
Schmid).
—
Um
desgraçado
escravo,
que
fugira
da
casa
de
seu
senhor,
foi
apanhado
e
condemna-
do
a
morte.
Levaram-n
’o
para
um
re
cinto
cercado
de
muros
e
soltaram
con
tra
elle
um
leão
terrível
por
mií
feroci
dade.
Milhares
de
espectadores
se
tinham
alli reunido
para
presenciarem
a
estrangu-
lação
certa
do
pobre
escravo,
qoe apenas
foi
visto
do
leão,
este
se
lhe
arretneçou
furioso;
foi
porém
visto
parar
de
repente,
mostrar
alegria,
e,
movendo
a
juba,
apro-
ximar-se
do
escravo,
lamber-lhe
as
mãos,
dando saltos
em
redor
d
’
elle.
Todos
fica
ram
cheios
de assombm
e
pasmo,
e per
guntaram
ao escravo
a
causa de
tal
pro
dígio,
ao
que
elle
respondeu
tPesles
ter
mos:
—
No
dia,
em
qne
fugi
di
casa de
meu
senhor,
fui
esconder-me
n
’urna
ca
verna no meio de
um
bosque.
Logo de
pois
de ter
entrado
vi
chegar
este
leão
que
se
aproximou de
mim
dando
lastimo
sos
gemidos,
e
estendendo-me
a
sua
pala,
na
qual se
havia
cravado
um
formidável
espinho,
que
eu
lhe
tirei,
curando-lhe
a
ferida,
ficando
elle
assim
alliviado
das
do
res
e
livre da
causa
do
seu mal.
Desde
esse
momento
me
provia de alimento com
a caça
que
apanhava,
e
vivemos juntos
em
amigavel
companhia.
Afinal
separamo-nos,
um dia,
e
fomos
ambos
apanhados.
Hoje,
este
bom
animal,
reconhecendo-me,
se
ale
gra
por
ter-me
encontrado.
O
povo,
enthusiasmo
por
ver
tanta
gratidão
n’
uma
fera,
gritou:
—
Viva
o
homem
bemfazejo
e
o
leão
agradecido
!
O
escravo
recobrou
sua
liberdade;
foi
todos
bem
acolhido
e
recebeu
muitos
pre
sentes.
Quando
sahiu
do
circo, o
leão
o
seguiu
como
um
cão.
Desde então aodou
sempre
ao
seu
lado,
acompanhando-o
por
toda a
parte
sem
lazer
mal a
nioguem.
—
(Exlr.)
Cura
milagrosa. —
Uin
peregrino
de
Lourdes
escreve
ao
«Echo
de
Fourvie-
re.»
Pelas
9
horas,
quando
ainda estavamos
a
orar,
ouvimos
um
grande arruido,
e um
movimento
iusolito
entre
a
multidão. Vi
uma pobre mulher,
que tínhamos
notado
entre
peregrinos
á
sahida
de
Lyão,
cami
nhando
dilficultosamenle
com
o soccorro
de
umas
rnolatas.
Ao
sahir
da
piscina,
aonde a
sua
muita
fé
a
levou
a
mergu
lhar-se,
achou-se
curada.
Haviam
15
an
nos
que
ella
não
podia
andar
sem
mole-
las,
e ainda
assim
com
muito
custo.
Ella
julgava-se
tão
feliz
que
se
ria,
e
orava
alternadamente,
ajoelhava-se excla
mando:
«Agradecida,
Santíssima
Virgem
do
uourdesla
Em
seguida
levantava-se
ad
mirada, dizendo
para
aquelles
que
a
acerca
vam:
«Mas
é
verdade
que
eu
posso
an
dar!»
Respoudia-se
lhe
chorando,
porque
ninguém
podia
reter
as
lagrimas:
«Bem
vêdes
que é
verdade.»
Ella replicava:
«Não
é
o
elleito
das
minhas
orações,
mas sim
a Santíssima
Virgem
que
me faz
andar
diante
d’
ella!»
Tornamos
a
ver esta
feliz
mulher
ho
je,
sem
as
suas
moletas,
que
ella
deixara
a
Nossa
Senhora
de
Lourdes.
Ella
chama-
se
Mme
Colle,
e
mora
á
esquina
da
rua
Bugeand
e da
rua
Saneia
Isabel,
na Guil-
lot.
Os
Lyoneses
estão
vivamente
commo-
vidos
por este
favor
concedido
á
sm
pe
regrinação,
e
sobre
o
qual
oão
se
póde
exprimir,
com
tudo,
senãa
sob
a reserva
de juiso
da
Egreja.
Uma
laneetr
*
«jue
fez
fallar um
mudo.
—
N'um
dos
dias
passados,
pelas
6
horas
da
manhã,
o
sacristão
da
egreja
de
Nossa
Senhora
das
Victorias
de
Paris,
surprehendeu
um
indivíduo a
introduzir
uma
varinha
com
visco,
n
’
uma
caixa de
esmolas
para
a
roubar.
O
indivíduo
pôde
fugir,
mas
o
sacris
tão,
ajudado
por
outras
pessoas
pôde
pren-
del-o.
Levado
á
presença
do
respeclivo
com
missario
de
policia,
foi
apalpado,
e
acha
ram-lhe
28 francos.
O
commissario interrogou-o,
mas
o
preso,
em logar de
responder, fez
gestos
para
indicar
que
era
mudo.
O
commissario suspeitou, e
como
oão
julgasse
que linha
diaute
de
si
um
surdo-
mudo,
mandou
chamar
um
medico
*
O
doutor
chegou,
o
indivíduo
preso
principiou
os
seus
gestos;
o
doutor
orde
nou-lhe
que
lhe
mostrasse a
língua,
mas
não
obteve
por
resposta
seuão
os
mesmos
gestos.
—
Está
bem
!
diz o
medico
para o
commissario,
eu
vou
fazer
fallar
o
nosso
mudo.
Pegou
n
’
um
estojo
abriu-o
tranquilla-
mente
e
pegou
na lanceia.
O mudo
que
observava
tudo
isto
fallou
immediatamente
dizendo:
—
Não,
não,
não, diz elle,
e
tirou
da
bocca
um
pequeno rolo
que continha
7
bellas
peças
de
20
francos
em
ouro,
que
entregou
ao
medico
e
accrescenlou:
—
Eu acho melhor
confessar
immedia-
tamenle,
porque não
podia
engulir
tudo
isto.
O
commissario
de
policia
e
o
medico
não
poderam deixar
de
rir-se
pelo
effeilo
produzido
pela
lanceta.
O
preso
declarou
ser
suisso
e
de
pro
fissão relojoeiro, e
estar
em
Paris
apenas
ha
alguns
mezes; sem meios
de existên
cia.
Havia
muitos
mezes
que
vivia do rou
bo
das caixinhas das
egrejas,
mas
foi
mal
snccedido
tanto
nas
províncias como
em
Paris.
Respeito
a
cúmplices
nada
quiz
dizer,
e
a
este
respeito
a
lanceta
do
doutor
nada
póde fazer.
VLTIUOS TSUEGRAMMAS DA
AGESCIA
HAVAS
PARIZ,
18—
Um
despacho
servio
diz
que
não
se
espera
batalha
antes
de
18
dias.
E
’
confirmada
a noticia
da
occupação
de
Klerkr
pelos
montenegrinos.
CONSTANTINOPLA,
18
—
Seis
corpos
turcos
marcham
sobre
Alexinatz.
Tchernaieff
foi
batido
em
retirada,
en
trando
os turcos
na
Servia.
LONDRES,
18—Na
camara
dos
com-
muns
lord
Lennow
explica
o
seu
procedi-
menta
como
director
do
Lisbon
Steam
Tram-
way
Company e
é
recebido
com
applausos.
Jisraeli
declara
que
Trivelian o
informou
de
que
chamaria
a
sua
altenção para
a
questão.
Disraeli
avisou
d
’
isso
Lennow
que
se
demilliu
de director.
Trivelyan
declara
que
o fim
da
ques
tão
fora
simplesmente
obter
que
se
prestas
se
homenagem
á
moralidade
publica; ob
tida
ella,
abandonaria
a
questão.
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
ainiiis
«I’ira
rsis«ee»so
2
Saude
a
lodos
pela
deliciosa
Ilevalescié-
re
Du
B
arry
,
que
cura
as indigestões
(dis-
jepzia)
gastrica,
gaslralgia,
flegina,
arro
ios,
amargor
na bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações inteslinaes.
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
aslhma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade, todas as
de
sordens
no
peito,
na garganta,
do
alito,
das bronchiles, da bexiga, do íigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro
e do
sangue.
75:000 curas, entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa, do
duque
de
Muskow,
da
exc.
,na
snr." marqueza
de
Irehan,
do
doutor
Manuel
Saenz
de
Teja-
da
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado
do
dr.
Manuel Saenz
de
Te-
jada,
doutor
da
faculdade
medica e
cirúr
gica,
leme
da
Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico
:
Que
com
uso
da
fíevalesc.ié-
re,
obtive
na
minha clinica varias
curas
em moléstias gravíssimas em alguns
clien
tes
residentes u
’
esta,
cidade,
lembrando-
me
o
de
D.
Filippe
Zappioa empregado
pu,
blico,
hoje
administrador
da
alfandega
d-
Manila
nas
ilhas
Filippinas, a
de
D.
Amelie
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercitoa
a
qual
continua
a
melhorar
com
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
soffria
havia
alguns
mezes
de
uma
moléstia de peito
de
muita
gravidade. E
para
fazer
constar
em
toda a parte,
a
assigno
em Cordova
em 13 de
outubro
de
1873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a car
ne
sem
esquentar,
economisa cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula :
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4 kilo,
500
;
de
*
/
s
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
1$400
reis;
de
21
/
1
kilos,
3$200
reis;
de 6
ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde é s
ffltevaSeBeâère
cíweoEwXads» «
ella
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somoo, energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas, 820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BAStRY
WU BARRY C.a
-Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Stree:
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceclicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Ussb®a,
(por
grosso
e rniudo)
:
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
& Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua da
Ba
nharia 77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré,
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Phartnacia
Maia,
rua
dos Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio Vieira,
pharm.;
Guimnrftei,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
JPeua-
ílel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
«lo Uma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
P».
voa
«Eo
Varzim,
P. Machado
de
Oli
veira, pharma.
;
Vianna «lo Castello,
Aflooso
e
Barros,
droguistas;
Villa «lo
Conde,
A.
L. Maia
Torres,
pharm.
PBE
VENÇÁO
O
presbytero
Custodio
José
da
Costa,
e
família,
da
freguezia
de
S.
Maninho
de
Espinho,
e actualmeute
capellào do
Bom
Jesus
do
Monte,
previnem
o
publico
de
que
se
não
responsabilisam
por acto
al
gum
que
em
seu nome
pratique
seu
ir
mão
João Antonio
da Costa
de
maior
eda-
dade,
e
que
fazem
publico
por
esta
fôrma
para
que
d
’
oravante
pessoa
alguma alle-
gue
ignorância.
Braga
18
de
julho
de
1876.
Custodio
José
da
Costa.
(4172)
Presbytero.
A
agua vegetal é
infallivel
para fazer
nascer
os
cabellos,
não
sendo
calvice
ou
queimadura.
Limpa
perfeitamente
a
caspa,
não
damnificando
a
cabeça.
Vende-se
unicamente
no
salão
de bar-
iear
no largo
da
B.talha
n.°
141,
Porto.
Custa
cada
frasco
2:000
réis.
No
mesmo
estabelecimento
incontra-
se
também
á
venda
Eau
Berger
própria
>ara
tingir
os
cabellos.
Todos
os
frascos levam
uma
explica
ção
indicando o
modo da sua
applica-
ção.
,
'(4173)
MWO
Vende-se
um
piano
bom
pa
ra
estudo,
Quem
pertender
di
rija-se
a
e»ta redacção.
(4174)
MUITA ATTENÇÂO
Francisco
Manoel
da
Costa,
Abbade
da
Parochiai
egreja
de
Santa
Marinha
de
No-
vegilde.
Concelho
de
Villa
Verde,
cons
tando-lhe
que
os
arrematantes
do
passal
da
sua
egreja
querem
vender o
dito pas
sal
;
faz
publico
que
as
leiras
chamadas
os
Prados, ditos
das hortas e cortelhos,
ditos
da
confraria,
não
são
dos
arrema
tantes
;
estão
sim
incluídas
no
quintal
que
ficou
para
uso
e
recreio
dos
Parochos;
como
se
póde
ver
nos
autos pendentes
no
cartorio
de Brito em Villa Verde,
e
consta
da
certidão
dos
Louvados
do
in
ventario
;
e
da
vistoria,
que
já
houve
etc.,
etc.
No chamado passal
de Baixo
o
que
arremataram,
foram
Searas
com as
duas
leiras
ao
Sul,
tudo
pegado,
e
que
consta
de
lavradio,
e
vidonho,
como
diz
a
carta
d
’Arrematação
;
quando
as
supra
ditas
leiras
tem
oliveiras,
larangeiras
e
Fruteiras:
ao passo
que
as
terras
a que
os
louvados
deram
o nome
de
passal
de
cima
constão
de
lavradio,
vidonho, oli
veiras,
malto
e
bravio,
e
arvores
sem
fructo
como declara
a
dita
carta
d
’
Arre-
matação,
e
para
que
ninguém
allegue igno
rância,
e
evitar questões,
que ainda
não
acabaram
se
faz
a
presente
declaração,
pena
de
nulidade.
Aluga-se
ou
vende-se
a
casa
n.°
1,
na eoirada
da
ma
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quintal
e
poço
e
excel-
lentes
commodos'.
Tracta-se do
seu
ajuste
na
rua
de
S
Victor
n.°
50,
e
mostra-se
todos
os
dias
das
5
boras
da
tarde em
diante.
(4144)
Lasa para alugar
Aluga-se
uma
morada
de
casas
com
dous
andares
e
aguns
furtadas,
e
poço,
si
ta
na
rua
de
S.
Domingos,
n
0 6
A
e 6 B,
construída
de
novo
;
quem
a
pertender
dirija-se
á
rua
de
8.
Victor
n.®
13.
(4I62>
LEILÃO
Manoel
Falcão
Cotta
Bourbon
e
Mene
ses, tendo
de
retirar-se
para
Lisboa
com
brevidade
faz
leilão
dos
seus
moveis
no
dia
23
e
seguintes,
na
rua
das Car
valheiras
n.°
20
Podem
ver-se
desde
o
dia
18 a
22
na
mesma
casa
as
10
horas
da
manhã
por
diante.
(4168)
BANCO ALLIANÇA
Faz-se
publico
que
no
Banco
do
Mi
nho se
principia
a
pagar
no
dia
19
do
corrente
o
dividendo
do
Banco
Alliança,
relativo
ao
l.°
semestre
de
1876,
na
ra
zão
de
3
0|0
ou
1800 reis
por
acção,
con
tinuando
em todos os
dias
uteis
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás 2
da tar
de.
Banco
do
Minho
em Braga, lo deju-
Iho
de
1876.
Os
Gerentes,
Francisco
Casimiro da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
(4167)
Os abaixo assignados,
na
qualidade
de
directores
do
Asylo de
S.
José d’
esta
cidade, fazem
publico,
que,
no dia
26
do
corrente mez,
por
as
9
horas
da
ma
nhã,
se
tem
de
proceder
á arrematação,
por
licitação
verbal,
do
fornecimento
de
pão
para
os
Asylados d
’
aquelle estabele
cimento
JAs condições
estarão
patentes
no
acto
da
praça
Braga
16
de
julho
de
1876.
Francisco
Joaquim
Garcia
Antonio
Santos
d
’Azevedo
Magalhães.
A
COMPANHIA
viação
do
MINHO
Faz
publico
que
desde
o
dia 19,
in-
clusivé,
em
diante
principia
a
ter
carrei
ra
da Cruz de
Real
para
Vieira
a
todas
as
chegadas
dos carros
que
saem
de Bra
ga
e
do
Penedo
—
que
vem a
ser
de ma
nhã
ás
7
e
10
horas
e
de
tarde
á
1
e ás
8.
Os
preços
são
os
seguintes
:
De
Braga
a
Vieira
700
reis dentro
e
600 fóra
:
da
Cruz
de
Real
a
Vieira
e
vice-versa,
200
dentro
e
160
fóra
:
do
Penedo
a
Vieira e
vice-versa,
300
reis
dentro
e
250
fora.
K
Os
Gerentes
Antonio
Pereira
Cardoso
Manoel
da
Silva
Neves
[4110]
Venda
de propriedades
Quem
quizer
tomar
de
arrendamento,
ou
mesmo comprar,
os bens que
consti
tuem
o
casal
da
Lama
de
Baixo, situa
da
na
freguezia
de
Vilella,
da
comarca
da Povoa
de
Lanhoso,
pode
dirigir-se
a
José
Joaquim
Penha Fortuna,
em
Braga,
jua Mova
de
Sousa.
(245)
(4165;
JOSE’ DA SILVA FUNDÃO
LLO1ID DE
Biirtlt V
NORDDEUTSCHER
LLÒYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg—
Hansa
America
—
Hermann
—
IVéser
Rhein
—
Main—Donau
—
Mosel
Neckar—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wdhelm
Graf
fíismark
General
Werder
Sperber
Carreira mensal
Para
Pernambuco, Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
sãojodos
de grande
lotação, tendo
logares
para
170
passageiros
de
primeira
classe e
750
de
terceira.
,
,
,
.
.,
São
de grande
veloeidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das passagens
são
muito rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo aa
paaangena pagaa no
Porto on nas sub-ageneina da pro
vineia,
o
tranaporte
do passageiro
a Insboi
*
pelo eaminho de ferro
è por
eonta da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados
cosinheiros
e
creados
portuguezes
para estes paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e além
de
ser
a
comida
á portugueza
leem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus serviços
gratuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Qnaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Bnwes
C.a,
rua
de
S. Francisco
n.°
4,
2
o andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil, ou largo
de S.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(4132)
SUIOUBAS
gRUA
DE
S.
MARCOS,
N.
5.|
Vende
papeis
pinta-
§
S
dos
para
guarnecer
sallas,
U
lindíssimos
gostos,
a
prin-
||
||
cipiar
em 80
reis
a
peça.
®
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
ÍZ
*
)
VENDA
DE CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91; po
de-se
vêr desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás 3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
CIKl KGliO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-C1RURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
Ballimore—
Berlim
—
Ohio
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg
—
Frankfurt
—ÍIan-
nover
—
Koln—
Strassburg
Adler —
Falke
—
Mowe
—
Reiher
Sch
walbe—
Sch
wan—
S
trauss
Albatross
AHMAZIH 08
MOS
D0 ALTO
DOURO
»A
CASA DE VILLA P«ICA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
>
Lagrima
.........................................
200
>
Branco
de
meza.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a.
....
360
»
s
velho....................................400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.........................................
700
t
Alvaralhão........................................ 560
>
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza 50
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se a
pureza
e
Com
lojn de fato
feito
68,
Campo
de
SanCAnnafladode
baixo),
68
t
Participa
aos
seus
amigos
e
fre
guezes.
tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato fei
to,
casimiras
para
faio
muito
baratas,
cortes
de.
calça
a
l$500.
2$000
e
2^500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e
meoles,
bonels
de
gorgurão
de
seda
e
de casimira de todas
as
qualidades,
de
500 rs.
até
801»; manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1
*
)
FILIAL
DA
CAIXA
ECONTOMICA
PEXHOKISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
..................SOOiODO^OOO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.° 9
(Também
com entrada
pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
férrament
is, e
sobre lodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias des
de as
9
horas
da manhã
até
ás
9 da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
X.
?x.
Previne
se
toda
a pessoa
que
ti
ver
objectos
empenhados
na
mesma,
e
que
tenham
3
mezes
de
atraso
nos
juros,
que
os
venham
pagar
ou
resgatar,
e
quando
assim
não
proceda
lhe
serão
vendidos
na
fórma
do
Regulamento
da
mesma Caixa.
O gerente —
A.
G.
Ferreirinha.
íaHJStí.i
Previne-se
o
publico,
para
que
não
possa
allegar-se
ignorância,
de
que nin
guém
contrate
com
Antonio
José Cerquei-
ra
da
Silva
Braga
e
sua
mulher
Maria
dos
Santos
Gomes
da
Silva,
residente
na
cidade
de
Braga, a
respeito
da
casa
e
quinta
que
os
mesmos
estão
possuindo
em
Baixetos
de
Cima,
nafieguezia
de
San
ta
Eulalia
de
Tenões,
pois
que
o abaixo
assignado
trata
de
pôr
emjuizo
uma
ques-
I
tão
a
que
estão
sugeilas
as
referidas
casa
e quinta.
Porto,
27
de
junho
de
1876.
Ignacio
José
Fernandes
Braga.
(4130)
’
(Segue-se
o
reconhecimento)
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
e
cartorio
de
Fortuna,
no
dia
23
do
cor
rente
mez,
por
9
horas
da
manhã,
á
por
ta
do
tribunal
de
1.a
instancia,
que é
sito
no
largo
de
Santo Agostinho,
d
’
es-
ta
cidade,
tem
de
voltar
á
praça
osgeneros
de
vinho
com
abatimento
da
quarta
parle,
penhorados
a
D.
Narcisa
Maria
de
Sousa
Machado,
e marido,
da
cidade
do
Porto,
na
execução
que
lhe move
João
Alves
da
Moita,
d
’esta
mesma,
na
qualidade
de
tutor
dos
ausentes
Francisco
e
Narciso;
cujos
generos
de
vinho
são
os
seguintes:
Os
litros
correspondentes
a
130
al-
mudes
de vinho
tinto,
no
valor
e
com
abatimento
da
quarta
parte
na
quantia
de
58^500
rs.
Os
litros
correspondentes a
10
e
meio
almudes
de
vinho
branco
no
valor
com
abatimento
da
quarta
parte,
na quantia
de
4$875
rs.,
e
por
isso
toda
a
pessoa
quizer lançar
póde
comparecer
no
dito
dia
hora e
local
acima
dito.
(4175)
braga
:
typographia
lusitana
—
18
7
®.
Parte de Comércio do Minho (O)
