comerciominho_20051876_495.xml
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-
4.° ANNO
1876
FOLHA
COMMERCiAL RELIGIOSA
E HOTICiOSA
NUMERO
495
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
1
“
A.-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850
rs.=-Provin-
cias,
anno
2&400
rs. e
sendo
duas
4$000
rs.-=Semestre
1&250
rs.
==Branl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis e
4&500
reis
moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10 rs.
Para os
assignantes
20
’/9
d
’
abatimento.
BKAt.
l —-
SAHBADO 3® S»E
MAIO
Peregrinação solemne
a
Roma,
no
dia 5 de maio de
1876.
Uma
solemne
demonstração
de
fé
e
de
dicação
se
cumpriu
esta
manhã
(5
de
maio)
no
Vaticano,
em
nome
da
França
calhoiica.
Mais
de
mil
peregrinos,
sacer
dotes
e
leigos,
homens
e
damas,
nobres
e
burguezes,
pertencentes
a
57
dioceses
differentes,
representavam
a
Filha
mais
velha
da Egreja
junto
do
throno
ponti-
tifical.
Entre
os
peregrinos
notava-va
MM.
o
duque
de Lorges,
o
marquez
d
’
Aignan,
o
conde
de
Caulaincourt,
o
conde
de
Sa-
laberry,
o conde
de
la
Ferronais,
o con
de Esteves,
o
conde
de
S.
Simão,
o
vis
conde
de
Bonald,
o
barão de
Trubessé,
o
general de Gerbois,
o
capitão
de Bail-
lon,
M. Guyot
de
la
Rochère,
conselhei
ro general de la
Vienne, MM.
de
la
Ro-
chebrochard,
Sallemand,
redactor
do «Mon
de»,
Vrau.
de
Werbier,
de
Moussac,
de
l’Epine,
Jouglez
de
Ligue
etc.
As
dioce
ses
que
representavam
os
peregrinos
são
em numero
de
cincoenta
e
sete.
A
numerosa
assistência,
presidida
por
M.
o
visconde
de
Damas e pelos
directo-
res ecclesiaslicos
da
peregrinação,
os
RR.
PP.
Picard
e
Hippolyto,
religioso
da
As
sociação,
tomou
logar
na
sala
ducal,
a
mais
vasta
das salas das
audiências.
O
Soberano
Pontífice
appareceu
ahi
ao
meio
dia,
determinado,
acompanhado
de cardeaes,
de
prelados
e
personagens
de
distincção.
A
’
direita e
esquerda
do
throno pontifical
estavam SS.
EEm.
os
cardeaes Pitra,
Chi-
gi,
Berardi,
Borromeo,
Randi,
Martinelli,
Oreglia,
Giannelli,
Sedochovoski,
S.
B.
Mgr.
Hassoun, patriarcha
armenio-catho-
lico
de
Cecilia,
SS.
GG. Mgr.
Desprez,
arcebispo
de
Tolosa,
Mgr.
Masacci,
bispo
de
Sarsina,
Mgr.
Ferranti,
bispo
de
Ga-
liopolis,
Mgr.
Vannutelli,
substituto
do
secretario
d
’
Estado,
Mgr.
Ricci, mordo
mo
de
Sua
Santidade,
Mgr.
Racchi,
ca-
camarista.
Sua
Exc.
a
o
general
Kanzler,
MM.
os coinmendadores
Datti,
Mencacci,
Descenet
etc.
M.
o
visconde
de
Damas,
depois
de
estar
ajoelhado
diante
do
throno
e
ter
abraçado
os
pés
do
Santo
Padre,
leu,
de
pé,
á
frente da
assistência,
com
uma
voz,
ora
agitada
e
ora
surprehendente até ás
lagrimas,
a
magnifica supplica
seguinte:
Sanclissimo
Padre.
A
’
nossa
entrada
em
Italia,
um po
bre
religioso, depois de
nos
ter
mostra
do
os
thesouros
da sua egreja,
parava
no
lumiar
do
claustro e
nos
dizia
chorando
:
—Eutrae,
entrae
vós francezes
:
é
alli
a
minha
residência,
mas
eu
já
não
tenho
direito
d
’ahi
entrar.
—
As
nossas lagrimas
se
uniram
às
suas,
e
em
nossas
almas
sen
timos crescer o
ardor
de
tornar
a
vêr
Roma.
Porque
Roma,
Sanclissimo
Padre,
Roma
é
o
vosso
palacio,
mas
um
palacio
invadido
;
podeis,
como
este religioso,
cho
rar
no
lumiar
da
vossa
vasta residência,
mas
já não
podeis,
com
a
vossa
presen
ça
nas
ruas
da
cidade,
consolar
e
aben
çoar
os
vossos
bons
e
fieis
romanos. O
pae
já
não
tem
o direito de
visitar os
seus filhos;
aos filhos,
pois,
pertence
acudir
a
seu
pae.
Vimos
pela
quarta
vez,
vimos
em
grande
numero,
inaugurando
em
Italia
estas
grandes
peregrinações
que
venceram
o
respeito
humano
em
França,
que
hoje
nos
trazem
a
Roma,
e
que
ámanhã
nos
conduzirão
a
Jerusalem.
Deixando
nossa
patria,
por
grupos
nu
merosos,
preparamos
os
nossos
corações
para
o
sacrificio
e,
d’
antpcipação
offere-
cemos
as
nossas
dores
pelo
triumpho
da
Santa Sé,
mas
eis
aqui
que
os
sacrificio
s
se
mudam
em
consolações:
que
consola.
Ção,
com
effeito, não
é
o de
encontrar
por
toda
a
parte
irmãos
animados
da
mes
ma
esperança
e
soffrendo
as mesmas
dô-
res!
Que
alegria
a
de
se
ver
em
toda
a
parte
estas obras
tão
admiráveis, estes
círculos da
juventude
catholica
correr
á
nossa
passagem,
festejar
a
nossa
chegada
e
deixar-nos
por
adeuses,
em
Turim
co
mo
em Pise,
em
Génova
como
em
Flo
rença
:
«Sêde
abençoados,
ide
consolar
o
nosso
Pae,
dizei-lhe
que
o
amamos
como
vós,
e
que
as
suas bênçãos,
cahindo
so
bre
vós,
cheguem
até
nós!»
Esta
gloriosa
missão,
cumprimol-a
com
amor,
Sanclissimo
Padre,
continuaremos
a
ser
a
peregrinação
nacional
da
França;
mas
em
primeiro
de
tudo
somos
a
pe
regrinação
catholica.
Em
nome
dos
nossos
irmãos
de
Ita-
lia,
como
em nome
de
nossos
comités
de França, nós
viemos
prostrar-nos
e
di
zer-vos
:
«
Tu
es
Rex
nosler, vós
sois
o
nosso
rei.»
Palavra
estranha,
sem
duvida,
mas pa
lavra
profundamente
verdadeira,
hoje
co
mo
no
dia
da
grande
expiação.
Em
Jerusalem ella
foi
posta
sobre
uma
cruz como
uma ironia
sanguinolenta,
mas
a
cruz
tornou-se
logo
o
sceplro
do
mun
do.
E’
o
vosso
sceptro,
Sanclissimo
Padre,
elle
tem
o
titulo da
vossa
realeza: Tu
es
Rex,
rei
por
Deus,
e
portanto
o
unico
rei
immorlaí.
Aonde
estão
hoje
os
reis
da
terra
?
aonde
estão
hoje as
mesmas
nações
no
meio
da
tempestade
revolucionaria?
Povos
e
reis, julgam
salvar
os
seus
thro-
nos
sacrificando
o
papado.
Não
resta
se
não
um throno
inabalavel,
o
throno
do
Vaticano,
e
a
terra
só
conhece
um
rei
cercado
de
amor
e
de
respeito,
é
o
nos
so
rei,
o
nosso
grande
rei, Pio IX.
Para
elle
as
nossas
riquezas,
a
nossa
obediência,
o
nosso
amor.
Para
o
rei
despojado
os nossos the
souros
e
a
nossa
vida.
Que outros
se julguem
bastante
sábios
para
lhe
oflerecerem
os
seus conselhos;
respeito
a
nós,
na sua
presença,
só
temos
corações
a
dar-lhe,
e
ordens
a
receber
!
Para
o
rei
doutor, nossa fé,
uma fé
plena,
inteira,
inalterável.
As
suas
ins-
trucções
são a
nossa
regra
infallivel.
Que
elle
falle,
a
sua palavra, sempre
opportu-
na,
não encontrará
era
nossos
espíritos
co
mo sobre
os
nossos
lábios
senão
uma só
palavra
:
Credo.
Para
o rei
Pontífice,
as
nossas
ora
ções,
os
nossos sacrificios.
A
grande
viclima,
a
victima
que sa
tisfaz
a tudo
está
em
seu
poder.
Mas
se
fosse
necessário
que
outro
sangue
fosse
misturado
ao
sangue
puríssimo
do
Calva-
rio,
de
todos
os
nossos
peitos
se
ergue
ria
o
grito
de amor:
Ecce...
Eis
aqui.
Es
tamos
todos
promptos
a
morrer
pela
Egre
ja
e
pelo
Papa.
Recebei
estes
protestos
e
estes
dese
jos,
Sanclissimo
Padre; abençoae
vossos
filhos,
abençoae
o
seu
pobre
paiz, e
re
cebei
este
juramento
solemne
que
nós
de
pomos
a
vossos
pés.
Quando
a
revolução triunphasse,
quan
do
o
cadafalso
se
levantasse,
quando
to
da
a sociedade
se
alluisse,
emquanto
que
restasse
sobre
a
terra
um dos
peregri
nos
presentes n
’esla assembleia,
de seu
peito
sahiria
ainda
o
grito
que
proferem
todos
os
nossos
corações:
Viva
o
Papa
rei
!
Viva
Pio IX
!
O
Santo
Padre,
visivelmente
impres
sionado
d
’
uma
tão
magestosa
demonstra
ção
d
amor
filial
e
de
sentimentos
tão
no
bres
e
energicos
que
acabavam
de
lhe
ser
exprimidos,
pareceu
desde
logo
preoc-
cupado
em
sua resposta
do
motivo
pelo
qual
Deus
promelle
a
prolongação
das
pro
vas
acluaés,
apesar
da
fé
e
das
obras
bri
lhantes
d
’
um
tão
grande
numero
de
bons
catholicos.
Elle
lastimou o
descuido
e
a
cobardia
as
quaes
muitos
se
abandonam,
como
opprimidos
pela
canceira
do
comba
te,
e
fez
ouvir
que
é
uma das causas
principaes
pelas
quaes
os
castigos
da
jus
tiça
divina
não
tem
ainda
um termo*.
Tam
bém
insistiu
sobre a
necessidade
da
per
severança
e fervor
que
é
preciso
levar
na
lucta
contra
os
inimigos
da
Egreja.
E
com
o
effeito
de
confirmar
todos
os
catholicos
n
’este
espirito
de
fervor
e
perseverança,
o
Soberano
Pontífice
se
alegrou
em
enu
merar
os
motivos
de
consolação
que
Deus
dispensa
aos
seus,
mesmo
no
meio
das
suas
provas.
Assignalou
os
grandes
exem
plos
de
caridade,
de
abnegação
e
ao
mes
mo
tempo de
intrépida
resistência
que
es
tão
dando tantos
catholicos
debaixo
do
golpe
da
mais pérfida perseguição.
A proposito d
’estes
exemplos
do
cari
dade,
o
Santo
Padre
recordou
aquelles
que
foram
viclimas
das
inundações
de
Fran
ça,
e
designou
em
particular,
como
ini
ciadores
d
’
estes actos,
o
arcebispo
de
To
losa
e
os
ecclesiaslicos
de
sua
diocese,
que
estavam
presentes
á
audiência.
Finalmente,
aproveitando-se
da
festivi
dade do dia,
o
Papa
convidou
os
peregri
nos
para
elevarem
a
Deus
as
suas
sup-
plicas
nos
termos
que
usou
o
Santo
Pio
V
para obter a victoria
sobre
os
hereges
e
sobre
os inimigos
da
Egreja,
—
estes
ini
migos,
disse
Pio
IX, que,
ai
!
não
se
li
mitam
só
aos
das
margens
do
Bosphoro,
mas
infestam
toda
a
Europa
e
o mundo
inteiro.
Roguemos,
ajuntou
o
Santo
Padre,
para
que
o
Senhor Todo-Poderoso
os
con
clusa
ao
arrependimento,
ou
para
que
os
disperse
e
confunda, se
elles
não
querem
ouvir
a
sua
voz,
se
a
medida
de
suas
ini
quidades
chegou
ao seu
termo.
Rogue
mos
também para
que o fim
de
todas
as
provas,
de
todas
as
perseguições,
seja
o
cumprimento
d
’
estas
palavras
do
Filho de
Deus
: Fiat unum ovile
et
unus
pastor.
Quando
o
Papa
elevou
as mãos
ao
céo
para
abençoar a assistência
prostra
da.
e
com
ella a
França
e
o
mundo
ca-
tholico,
a
emoção
era
igual em
todas
as
almas
e
uma
mesma
oração
escapava
de
to
dos
os
corações
para
pedir
a
Deus
a
con
servação
de Pio IX
e
o
triunfo
da
Egreja.
■
ímiti
nnn
o
—
■
—
Fazemos d
’
um jornal estrangeiro
o
seguinte
extracto
que
offerecemos
a
vários
jornalistas
do
nosso
paiz.
Que
o
leiam,
e
que
sobre elle
demo
rem
um
pouco
a
sua
atteoção,
é
o
que
muito
estimaremos.
A
Santa Casa da Misericórdia do
Kio
de
Janeiro.
Um acreditado
jornal
francez,
o
«Eco-
nomiste
Français»,
publicou
um longo
ar
tigo
era
que
descreve
as instituições
sus
tentadas
pela
Santa Casa
da
Misericórdia
do
Rio
de
Janeiro.
Lè-se
n
’esse
artigo
estes
trechos:
«A
Santa
Casa
do
Rio
não
era
em
prin
cipio
mais
do
que
uma
associação
meio
religiosa,
meio
civil,
uma irmandade
man
tida
como
o
são
todas,
peia cotisação de
seus
socios.
Com o
correr
dos
tempos,
tornou-se
um
dos maiores
estabelecimen
tos
do
mundo,
talvez
o mais
completo
de
lodos,
bastante
rico
para
poder
dispensar
a
cotisação
dos
associados,
mas lendo
con
servado
sua
autonomia
soberana
e
gover
nando-se
por
um
sistema
eleitoral
que lhe
é
proprio.
Um
algarismo
unico
dará ideia
de sua
importância.
Seu
patnmonio
íoi
avaliado,
ofiicialmente,
em 1873,
em
reis
17,000:000$000
ou,
ao
cambio
aclual
de
350
reis
por
franco,
em
mais
de
48,000,000
de
francos
proximamente.
«Sua
fundação
é
allribuida
ao
jesuita
Auchieta.
O
que
parece
demonstrado,
por
um
documento existente
em
seus
archivos,
é
que ella
remonta
a
1545.
Sua
verda
deira
prosperidade
porém,
e seu
prodi
gioso
desenvolvimento
não datara
senão do
reinado
de
D.
Pedro II,
o
protector
activo
e
generoso
de
todas
as
obras
de
utilidade
publica
de
sua paina,
e foi
ora
homem,
que
ficou
popular
sob
o
oorae
de
José
Clemente,
que
lhe deu a
organisação
e
extensão
actual, confiando
sua
direcção
interna
ás
irmãs
de
S.
Vicente
de Paulo
e
adquirindo recursos
financeiros
assás
abundantes
para
satisfazer
as
creações
mais
vastas
e
mais
multiplicadas.
«A
Santa Casa
compõe-se
hoje em
pri
meiro
logar,
de
um
immenso
hospital
aberto
a
todas
as
nacionalidades,
e
de um
hospício de
alienados
com
o
nome de
D.
Pedro
11
que
são
os dois
monumentos
mais
notáveis do
Brazil.
O
hospital
é
o
pri
meiro
edifício
que chama
a
attenção
do
viajante
que
chega
á
bahia
do
Rio
de
Ja
neiro,
peias
linhas magistraes
de
sua fa
chada,
coroada
de
uma
cupola
ou
zimborio
central;
e
o
hospicio
dos
alienados,
situa
do
no
fim
da
bahia
do
Botafogo,
seria
em
qualquer
parle
ura
magnifico
palacio.
«A
Sania
Casa
fundou
e
niantetn
hos
picio
de
engeitados,
hospício
de
orfãs,
o
asylo
de
Santa
Thereza dedicado a
meni
nas indigentes, uma
enfermaria
no
«bairro
da
Gaiubôa,
quatro
consultorios
gratuitos
•
e
dois cemitérios,
um
dos
quaes,
em
parle,
é
destinado
aos
protestantes,
sem
metter
em
liuha
de
conta
muitas
succursaes
na
província.
A
Santa
Casa
é
concessionária
do
serviço das inhumações,
o
qne
collo-
ca
em
suas
mãos
a
estatística
mortuaria.
Assim,
ella
abrange um
todo
de
attribui-
ções,
que,
em
qualqer parte, dependem
do
corpos
collectivos
muito
distinctos.
E
’
urna
especie
de ministério
livre
de
bene-
íicencia,
servido
pelo
pessoal medico
mais
distiucto
do
Brazil;
com
urna administra
ção
de
250
empregados,
sob
a
direcção
suprema
de
um
provedor
eleito, que
é
sempre
uma
das
illustrações
do
paiz.
«Estas
differentes
instruções, entretanto,
bem
que
originadas
do mesmo
tronco,
e
regidas
pela mesma auctoridade têm uma
exislencia própria
e
uma
personalidade
se
parada,
que
se
traduzem
por
património
e
rendas
particulares,
Este
património
consiste,
principaimente,
em
prédios ur
banos
ou
ruraes
e
em
titulos
da
divida
publica ou
apólices com
o juro
de
6
por
cento
ao anno.
«As
rendas
provém do
juro
destas
apó
lices,
do
aluguer
das
casas,
de
contribui
ções
voluniatias
sempre
abundantes,
de
le
gados consideráveis
inscriptos
nos
testa
mentos
de
bemfeilores,
de
algumas
recei
tas
administrativas,
e,
para
o
hospital
ge
ral,
de
uma
subvenção
indirecta
do
Esta
do.
Esta
subvenção
resulta
de
um
direito
de
cerca
de
18
centésimos
(63
rs.)
sobre
cada
litro
de
vmho
e
outros
espíritos im
portados,
e
de um
segundo
direito
de
90
centésimos
(315
rs.) por
marinheiro de
navio
transtlaniico,
em troca
de
seu
tra
tamento
gratuito
no
hospital,
no
caso
de
moléstia
e,
em
íim,
do
producto
de
qua
tro
loterias
por
anno,
ao qual se addicio-
ua
o
prémio
de
12°/
0
sobre
o producto
de
todas
as
outras.
«O
total
destas
diversas
receitas,
uni
camente
para
a
instituição
mãi,
elevon-se
em 1874
a
875:149$,
mais
de
dous
e
meio
milhões de
francos,
sendo
que
o
Es
tado
forneceu
cerca
da
quarta
parte
(218
000$), sem
que
tirasse
ura
real
de
seus
cofres,
pelas
tres
indirectas
dos
vi
nhos,
da
capitulação
marítima
e
das
lo
terias.
Quando
ás
receita
das
creações an-
nexas,
são representadas
no
mesmo
exer
cício pelos
algarismos
seguintes,
que
ti
ramos do
reiatorio
que
a
administração
publica annualmente:
para
o
Hospital
dos
alienados
157:500$
(500,000 francos);
pa
ra
o
Hospicio
dos
engeitados
141
052$518
(mais
de
450,000
francos);
para o
asylo
das
orphãs
83:282$
(perto
de
240,000
fran
cos);
para
a Empreza
Funeraria 757
385$
(2.160,000
francos;)
para
os
ceiniletois
416:000$
(perto
de
1.200,000
francos);
o
que reunin
io-se-ihe
outros
productos
mais
modestos,
dá
á
instituição da
Santa
Casa
do Rio
de
Janeiro
mais
de sele
milhões
de
renda.
«O
hospital
geral,
centro
e
movimento
dessa
poderosa
organisação
philantropica,
recebe
cada
anno
de
12
a
14,000 doeu-
tes,
cuja
metade
pelo
menos
são
estran
geiros.
Seu
effectivo ordinário
é
de
1,500
a
2,000
enfermos,
distribuídos
em
vastas
salas
que
nada
deixam
a
desejar
pelo
lado
do
aceio
e
conforto.
E
’
até
um defeito
d’
este
magnifico
estabelecimento,
se
defei
to
se
lhe
póde
chamar, ter sacrificado
muito
aos
gastos
de
Inxo
e
da
grandeza
na
distribuição
e
economia
de
seus
diffe-
rentes
serviços.
A
pharmacia
é
talvez
sem
igual
no
mundo,
pela
abundancia
e
escolha
dos
ins
trumentos,
classificados
como em
um
mu-
sêo.
«Dous
grandes
jardins
interiores,
onde
abundam
as
flores,
permitiem
aos conva
lescentes
experimentar
suas
forças
em
uma
atmosphera embalsamada.
O
espaçoso pateo
de
columnas recebe todas
as
manhãs
cer
ca
de
300
indivíduos,
que
vão
aproveitar
as
consultas
e
medicamentos
que
alli
se
distribuem
gratuitamente
Durante
a
febre
amarella
sobretudo,
a Santa
Casa
é
a
pro
videncia
da
cidade inteira,
quando
sua
administração
multiplica
as
ambulancias
e
os
soccorros
de
lodo
o
genero.
Também
o
imperador, que
sabe
reconhecer
os
ser
viços
prestados, nã
<
deixa
de
passar
o
dia
2
de
Julho,
festa
da
Visilação,
visi
tando
muito
minuciosamente
o
hospital,
acompanhado
pela
superiora,
cuja
alta
ca
pacidade
elle
aprecia,
sentindo
se
satisfei
to
na
indagação
de
tudo,
e
de
viver,
du
rante
algumas horas,
em
um
centro
de
devotação, de
regularidade,
e
de
activida-
de moral,
que
não
encontra
sob os
tectos
oíiciaes
dos
agentes
de
seu governo.
«O Ho-picio
D.
Pedro
II.
construído
nas
mesmas
proporções
grandiosas,
encer
ra
cerca
de
300
alienados,
vindos
de
to
dos
os
pontos
do
Império
e
até
do
ex
terior,
que
alli
são
tratados,
por
assim
dizer,
em
família.
E
’
uma
pequena
socie
dade industrial,
collocada
lambem
sob
a
direcção
das
irmãs,
onde
o
trabalho
vo
luntário
distribuído
segundo
as
aptidões
e
os
gostos,
basta
a
lodo
serviço
interno,
contribue
para
o
pagamento
de
mais
de
ca
terço
das
despezas
geraes,
e
mantém
ao
mesmo
tempo
um
estado
normal de
tranquillidade
e
de
paz
A
casa
dos
en-
ge'tados
recebe
annualmente,
em
numero
de
seiscentos,
pouco
mais
ou
menos,
es
se
fructo
amargo
da
escravidão.
«A
das
orphas
tem
recebido
milhares
delias
desde
a
época
de
sua
fundação,
e
cada
dia
mais
se
desenvolve
pela
creação
de
novos
asylos,
que a
Impeialriz
tem to
mado
particularmente sob sua protecção».
OFF1CIAI.
'
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral
de
administração
política
e civil
2.a
repartição
Por decreto
de
8
de maio
corrente
foi
auclorisado
o
levantamento
da
3.
a
serie
(20:0(t0$000
reis)
do
empréstimo
destina
do
á
viação no
districto
do
Porto.
Secretaria d
’estado dos
negocios
do
reino,
em
13
de
maio
de
1876.
=Ltitz
An
tonio
Nogueira.
4.a
repartição
Vistas
as
informações
ofliciaes,
e
ouvido
o
parecer
da
junta
consultiva
de
saude
publica,
é
declarado
inficcionado
de
cholera
morbus,
desde 1
de
janeiro ultimo,
o
porto
de
Diu,
e
suspeitos
da
mesma
moléstia,
e desde
igual data,
os
outros
portos
da
índia
portugueza.
Secretaria d’estado
dos
negocios
do
rei
no,
em
13
de
maio
de 187(5.An
tonio Nogueira.
Vistas
as
informações
ofliciaes,
e
ou
vido
o
parecer
da
junta
consultiva
de
sau
de publica,
é
declarado
inficionado
de
fe
bre
amarella,
desde
20
d
’abril ultimo, o
porto de
Maceió,
e
suspeitos
da
mesma
moléstia,
e
desde igual
data,
os
outros
por
tos
da
província das
Alagoas.
Secretaria
d’eslado dos
negocios
do
reino,
em 13
de
maio
de
1876. =
Luiz
Antonio
Nogueira
Vistas
as
informações
ofliciaes, e
ou
vido
o
parecer
da junta
consultiva
de
saude
publica,
são
declarados
inficionados
de peste, desde
22
de março ultimo,
os
portos
do golpho
pérsico.
Secretaria
d
’
estado
dos
negocios
do rei
no,
em 13 de
maio
de 1876
=-Luiz
An
tonio
Nogueira.
Vistas
as informações
afliciaes,
e
ou
vido o
parecer
da
junta
consultiva
de
sau
de
publica,
é
declarado
inficionado
de
fe
bre
amarella,
desde 1
de
abril
ultimo,
o
porto
do Maranhão,
e suspeitos
da
mes
ma
moléstia,
e
desde
igual
data,
os
ou
tros
portos d’
aquella
província.
Secretaria
d
’
eslado
dos
negocios
do
reino,
em
13
de
maio
de
1876.
=
Luiz
Antonio
Nogueira.
GAZETILHA
RectiflcaçSo.—
O
donativo
do
snr.
Fulgencio
Guimarães,
para
a
confraria
do
SS.
de
S. Victor,
foi
de 100$000
reis;
—
sendo
70$000 reis
applicados
para
ajuda
da compra
d
’
um
novo
palio,
e
30$000 reis
para admissão
a
irmão
da
mesma
confraria.
Fica
assim
rectiíicado
e
ampliado
o
que
a
este
respeito
dissemos no
penúltimo
n.°
d
’este jornal.
Opiueulo.—
-Está
já
no
prelo
e
bre
vemente
será
posto á
venda um
opusculo
editado
pela Livraria
Catholica
d
’
esta
ci
dade,
intitulado
Conselhos
práticos
aos
me
ninos
sobre
a
primeira
communhão, de
Mgr.
Segur.
O
seu
preço
será
de
50
reis.
Junta Geral
cio
DigtE-icío.—
Efle-
ctuou-se
bontem,
pelo
meio
dia.
a
aber
tura das
sessões
da
Junta
Geral
do
Dis-
tricw,
á qual concorreram
os
procuradores
dos
diversos
concelhos.
Kleiçõeg suppleiiuentares. — Já
foi
publicado
no
«Diário
do Governo»
o
de
creto
convocando
as
assembleias
eleilo-
raes
para
o
dia
4 de junho,
a
fim
de
se
proceder
á
eleição
de
um
deputado
em
cada
um
dos
quatro círculos
vagos,
que
são
Beja,
Guarda,
Lisboa
e
Villa
Real.
Diz-se
que
se
propoem
os seguintes
ca
valheiros: por
Beja,
Jacintho
Perdigão;
Guarda,
Telles
de
Vasconcellos;
Villa Real;
Lopo
Vaz;
Lisboa,
barão
de
Santo
Am-
brosio.
O eanario.—
(Conto de
Schrnid).—
Antoninha
pedia
iucessantemente a
sua
mãe
que
lhe
comprasse
um
canario.
—
Terás
um
canario,
lhe
respondeu
a
mãe,
se,
conslantemenle,
tiveres
juiso,
fo
res
docil e applicada.
E
Antoninha
tudo
promelteu.
—rVou
sair
um instante.
Vês
aquella
caixa
nova?
toma
conta; não
deves
abril-a,
nem
tocar-lhe,
sequer.
Se
fores
obediente
e
cumprires
o
que
te
mando, eu
te
pro-
metto
dar-te
um
grande
prazer
quando
eu
voltar.
Ainda
bem
sua
mãe
não
tinha
dado
costas,
já
a
curiosa
menina
estava
com
a
caixa nas
mãos.
—
Peza
pouco,
dizia;
e
tem
tres
bura-
quinhos na
tampa:
que lerá?
que
não
terá?
Volta
que
volta,
e
pondo
na mente
a
ideia
de que
não
era
vista
por sua
-mãe,
abriu
a
caixa
e
um
lindo canario.
muito
amarello
saiu
e,
dando-lhe
com
as
ponlas
das
azas nos
olhos elevou-se
piando
ale
gremente
e
percorrendo
o
tecto
da
casa.
Queria Antoninha
apanhar
o
canario
para
guardal-o
na
caixa,
para
que sua
mãe
não désse
pela desobediência. Fez
lodos
os
esforços
para
seguir
de
um
a
outro
extremo
da
sala
a
pobre
avesinha,
e,
por
fim,
rendida
e
arfando
de
cançaço,
quasi
sem
poder
respirar
se
quedou. Entrou
então
a
mãe
e
disse:
—
Filha
curiosa
e
desobediente,
sabe
que a
minha
tenção
era
dar-te
de
presente
este
canario;
mas
queria
saber
primeiro
se
o
merecias.
Porém,
depois
d
’esta prova
tão
clara
da tua
desobediencia
,
vou
res
tituir
a
avesmha
ao
seu
viveiro.—
(Extr.)
Pio IX.—
Do «Petil
Journal»,
de Pa
riz,
tomamos
a seguinte
noticia:
Amanhã
13
de
maio,
o Papa
comple
ta
84
annos,
pois
que
nasceu
a
13
de
maio
de
1792
em
Sinigaglia. Pareceu-nos
interessante
mencionar,
por
esta
occasião,
os
factos
principaes
d’
estc
longo
pontifi
cado.
1846
—
Pio
IX,
eleito
Papa a
16
de
junho, proclama o
jubileu
a 20
de
novem
bro.
1847—
Todo
o
mundo
elogia
o
libera
lismo
do
novo
Papa
que ordena
a
25
de
março
preces
pela
Irlanda
e
restabelece
a
23
de
julho
o
patriarchado
em Constanti
nopla.
1848
—
Pio
IX
recusa
faser
a
guerra
á
Áustria,
e
a
22
de
novembro
é
obrigado
a
partir
para
o
exilio.
1849
—
Refugiado
em
Gaeta,
exhorta
os
prelados
a
conservarem-se
fieis.
1850
—
Graças
á
protecção
de
França,
o
Papa triunfante regressa
á
capital
do
mundo
catholico.
Restabelece a
jerarchia
em
Inglaterra.
1851
—
Pio IX
condemna
os
escriptos
do
francez
Paul Vigil,
que
reside
em
Li
ma, e
os
do
dr.
Nuylz,
de
Turim.
A
5
de
setembro
assigna
uma
concordata
com
a
rainha
de
Hespanha.
A
21
de
novem
bro
promulga
um
segundo
jubileu.
1852
—
0 Papa
publicou
uma mensa
gem
particular
aos
bispos
de França,
de
Hespanha,
Hollanda
e
no
l.°
de
outubro
canuiiisa
Paulo
da
Cruz.
1853
—
Restabelece a jerarchia
na
Hol
landa.
1854
—
O
Papa
proclama
á
8
de
no
vembro
o
dogma do
Immaculada
Concei
ção.
1855
—
O
norte
da
Italia
é
talado pe
la
guerra; a
20 de
julho,
Pio
IX
assigna
uma
concordata
com
o
imperador
da
Áus
tria.
1856
—
Congresso
de Pariz, Desordnes
na
Italia, era
Bade no
México
e
na
Ame
rica
do
Sol.
á857
—
Pio
IX
visita
os
seus estudos.
1858
—
Dá
conselhos
a«s
bispos,
por
occasião
das
desordens
em
Nápoles
e
no
resto
de
Italia.
1859
—
Dirige
uma
carta
ao imperador
da
Rússia.
Revolta
em
Bolonha,
Perusa
e
Ravenoa.
1860
—
Excommunga
os
promotores
da
unidade
de
Itália.
1861
—
Na
sua
allocução
de 30
de
se
tembro,
Pio
IX
faz
a
historia do
reino
de
Italia,
consola
os
bispos
da
Polonia,
e
cria
uma
cadaira
em
Goa
e
varias
no
Hai
ti.
1862
—
Cationisa
os
martyres
do
Ja
pão.
1863
—
Com
coragem
admiravel
defen
de
a
Polonia
contra o
czar.
Celebra
a
300
0
anniversario
do
concilio
de
Tranto.
1864
—Anno
do
Syllabus
—A
19
de
agosto,
beatífica
a
bemaventorada
Maria
Alaco
que
e
publica
a
2
de
desernbre
a
encyclica
Quanto
cura
e
o Syllabus
sobre
os
erros
contemporâneos.
1865
-
Condemna
e
excommunga,
a
25
de setembro, a
sociedade
dos
franc-
maçons.
18d6
—
O
anno
de
Sadowa
—
Pio
9.°
funda
entre
os jesuítas
um
collegio
de
es-
criptores
encarregados
de delenderem
a
igreja.
Argel
é
elevado
a
arcebispado.
1867
—
A
26
de
junho,
reunião
de
lo
dos
os
bispos
do
mundo
em
Roma,
para
celebrarem
o
centenário
de
S.
Pedro.
O
Papa
annuncia o concilio
ecumenico.
1868—
O
Papa
convoca
para
8
de
de-
sembro
de
1869
todos
os
bispos
e arce
bispos
do universo.
1869
—
Anno
do
concilio.
1870—
A
24
de abril
Pio
9.°
promul
ga
o
dogma
da
infallibilidade
papal.
A
20
de setembro
os
italianos apossam-se
de
Roma.
Protestando
do
chefe
da
christan-
dade.
1871
—
O governo
italiano
offerece
se
rias
garantias
á
igreja.
1872
—
Suppressão
dos
conventos
e
ap-
prehensão
das
suas
propriedades.
1873—
0
Papa
pretende
que
na
Prus-
sia,
Rússia,
Italia,
Suissa,
e
na
America
do
sul
estão
ordenadas perseguições
contra
a
igreja.
1874
— A
24
de
desembro,
convoca
um
consistorio
proclama
a
abertura
do
grande
jubileu
para
1875.
1876
—
Anno
do
jubileu
e
do Sagrado
Coração.
1876
—
84°
anniversario
natalício
do
Papa
e
30.°
do
seu
pontificado.
Caminho
de
ferro do Minho.—
Produziu
na
semana
finla
cm
5,
2:77J$180
reis.
Os
passageiros
que
transitaram
pela
linha
foram
5:076.
A receita
total
n
’
este
anno
tem
sido de
125:451$040
reis.
—
Foi
remetido
ao
governo
o
projecto
do
13.°
lanço
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
entre
Affife
e
Ancora,
no
compri
mento
de
5
576
melros.
Banhistas.
—
Principiam
a
affluir
ba
nhistas
ás
thermaes
das
Taipas
e de
Visella.
A
’s
Caídas
de Visella
chegaram
os ex.
m
°
8
snrs.
José
Ribeiro
da
Cunha,
desembar
gador
Vasconcellos,
e
Camillo
Caslello
Branco.
Uma
i-euurs-eiçãe».
—
Na
communa
de
Lagard,
França,
acaba
de dar-se
um
facto
quasi
unico
no
seu genero.
A
28
de abril,
uma
mulher, de
64
an
nos
pouco
mais
ou
menos,
falleceu
depois
de uma
curta
enfermidade.
Logo
em
se
guida
ao
obilo
trataram
de
a
vestir
conve
nientemente;
fez-se
a
devida
declaração
na
mairie
e
ao
parocho que mandou
dobrar
a
finados,
e
o coveiro
foi
prevenido
para
preparar
a
ultima
morada.
Finalmente,
estavam
tomadas
todas
as
disposições do eosiume,
quando
8
ou
9
horas
depois
do
fallecimento,
a
mulher
re-
suscitou
com
grande estupefaeção
de
toda
a
gente.
Acha-se
de
perfeita
saude
e
no
goso
pleno
das
suas
faculdades.
A
gente
do
povo
diz
que
já
passou
a
vez d’
ella
e
que
por
isso
não
morrerá.
Abastecimento
de ngiins
em
Uondres.—
O
«Globo»
de Londres traz
alguns
promenores
curiosos
ácerca
da
dis
tribuição
de
aguas
na
populosa
capital
de
Inglaterra
Meio
milhão
de
casas
espalhadas
em
30
léguas
de
superfície
e
habitadas
por
quasi
4
milhões
de
indivíduos,
são
pontual
e
exactamente
servidas
pelas diversas com
panhias
particulares
que
se occupam
n
’
esta
distribuição.
Está
calculads que cada
pes
soa
gasta
ordinariamente
162
litros
d
’
agua
por
dia;
o
que
dá
um
total
de
508
mi
lhões
de
litros,
ou
um
peso
de
mil
milhões
de kilos.
Facil
é
comprehender
que
esta
formi
dável
corrente
de agua
deve subdividir-se
em
centenares de milhares
de
tubos
pe
quenos
para
preencherem
o
seu fim, e
que
esta
immensa
rede
de
canalisação
sobre
a
qual
se
apoia
a
metrópole britanica,
constitua
uma
das
maiores
maravilhas
do
mundo.
Hospício
de
Santa
Margariíla.—■
Chegaram
no
dia
9
do corrente
a
esta
cidade,
com
o fim
de
traclarem
os
doen
tes
particulares
as
Irmãs
Hospitaleiras
Fran-
ciscanas,
que
se
acham
domiciliadas
na
rua
dos
Sapateiros
n.°
12.
Estamos
auctorisados
para
annunciar
ao
publico
d
’
esta
cidade,
que
as ditas Ir-
mãs
se
prestam
gratuitamente
a
traclarem
em
suas
enfermidades
as
pessoas
que re
clamarem
os
seos
serviços.
Outro
sim
se
declara
que
uma
das
Ir
mãs
dará igaalmenle
grátis
aula
a
meni
nas,
sendo
preferidas
as
pobres,
e
poris-
so
que
a
casa
não
tem
capacidade
pa
ra
mais
serão
admitlidas
alé
ao
numero
de
15.
As
horas
da
aula
serão
das
9
ás
11
da
manhã,
e
das
2
ás
4
da
tarde.
Cada
menina
levará
um pequeno
ban
co
ou
cadeira
para
se sentar.
fosienrsn
—Por
espaço de
30 dias,
a
contar
do
dia
10 do
corrente
mez, foi
posto
a
concurso
o
logar
de
professor da
escola
primaria,
fundada
pela Associação
Catholica.
Os
concorrentes
deverão
apre
sentar
dentro
do
referido
praso
na
secre
taria
da
Associação
seus
requerimentos
devidamente
documentados.
O
ordenado
é
de
150$000 reis.
Braga
10
de maio
de
1876.
O
secretario
Domingos
Moreira
Guimarães.
AG K A
» ECIVIE .VT O
Profundamente
reconhecidos
para
com
todas
as
pessoas
qoe
nos
honraram
cum-
priínentando-nos,
e
prestaram
seus
obse
quiosos
serviços
por
occasião
do
fallecí-
mento
de nossa
sempre
lembrada
irmã
e
cunhada,
Agueda
Theresa de
Jesus
Dias
da
Costa;
bem
como
aos snrs.
ecclesiaslicos
que
se
dignaram
assistir aos
oflicios,
que
para
suffogar a
alma
da
finada tiveram
logar
no
templo
da
Misericórdia
;
vimos
hoje
por
este
meio
consignar-lhes
nm
publico
tes-
limunho da nossa indelevel
gratidão.
Maria
Clara
Dias
da Costa
Maria
Felicíssima
de
Jesus
Magalhães
e Costa.
José
Mona
Dias
da
Costa.
ÚLTIMOS
imURUIU AS »A
AGEXCIA ÍIAWAS
PERNAMBUCO
10
—
Sahiu
hoje
d
’
este
porto
com destino
á
;
Europa
o
vapor
fran
cez
«Gironde»
das Messageries
Maritimes
de
France.
BERLIM
15
—
Terminaram as
confe
rencias
dos
chancelleres,
O
conde
Andras-
sy
e
o
príncipe Gorlschakofl
já
se
retira
ram
de
Berlim.
O
czar,
no
seu
regresso
á
Rússia,
visitará
o imperador
da
Áustria
em
Vienna.
VERSALHES
15
-A carnara
dos
de
putados
addiou para
ámanhã
a
discussão
das
propostas
de
amnisla.
ATHENAS
15
—
Realisaram-semais
18
prisões
em
Salonica.
As
indagaçõs conti
nuam.
CINCENNATI
15
—
Chegou
a
esta
ci
dade
o
imperador
do
Brazil.
rio
de
janeiro
16
—
chqou
hon-
tera
a
este
porto
e partiu
hoje
para
Lis
boa,
Bordéus
e
Liverpool,
o
pquete
«II-
limani»
da companhia do
Pacito.
MADRID
16
—
O
congresso
rfeitou duas
emendas
ao
artigo
12.°
do
prjecto
con
stitucional
que
estabeleciam q.e
o
ensino
fosse
livre
e
obrígatorio.
A
asembleia
ge
ral
dos
accionistas
do
Banco
Hypotheca-
rio
approvou todas
as praostas
para
que
a
reserva
fosse
auguentada
com
317:000
pesetas.
PARIZ
15
—
A
folha
oílical
inseriu
ho
je
um
decreto
nomeando
mnistro
do
in
terior
o
subsecretário do
«esmo
ministé
rio.
Assegura-se
que a
Rissia propoz
a
occupação
da
Herzegovin;
pela
Áustria;
esta
recusou.
Então
os
tes
impérios
do
uorte limítam-se
a
desenolver
as
garan
tias consignadas
pela
noa
Andrassy.
Fo
ram
eleitos deputados
pia
Córsega
3
bo-
napartistas.
sendo
um d
’»lles
Jeronymo
Na-
poleão,
até
ao
present,
por
215
votos
de
maioria.
Uma
deputição
de
estudantes
hespanhoes
annunciou
;
soa
intenção de
assistir
aos
funeraes
re
Michelet.
PARIZ
16—
A
cariara
dos
deputados
começou
hoje a
discutir
as
propostas
de
amnistia.
Ha
grande
loncorrencia
nas
ga
lerias
publicas. Clenenceau
defendeu
a
amnistia.
O
movimeilo
prefeitoral appa-
recerá na
quinta-feirr
na
folha
oflicial. A
discussão
sobre
a
rmnistia
continuará
á
manhã.
Falla-se
em
ima
conferencia
eivo-
peia,
que
reunirá
iltimamente,
se
a
re
cusa
da
amnistia
oi
outros
acontecimen
tos
tornarem
iofrucuosa a
conferencia
de
Berlim
e
necessarii a
intervenção
arma
da na Herzegovini.
Um
telegramma de
Bucharest
diz
que
foram
dissolvidas
as
cantaras.
SALONICA
16—
Oflicial
—Augmenta a
pacificação.
Seis dos
principaes
culpados
foiam
boje
julgados
e executados
publi-
camente. Ha
perfeita
tranquillidade.
MADRID
17.
—
Diz
o
«Imparcial» que
o projecto
ácerci
da
suppressão dos
fueros
imporá
ás
províncias
do
norte
o
recruta
mento
e
contriJuições
como
nas
demais
províncias hesianholas.
Estas provincias
conservarão
sóneute
a
sua lei municipal
e
as
vantagens
da
sua
lei
civil,
actual.
MADRID
í7
—Canovas
declarou ler
dito
aos delegados das
provincias anli-fue
ristas
que
o
givernó
decidiu
supprimir
os
«fueros»
e
deixai
a
Biscaya
e
Navarra
uni
camente
os
que
não
alterem
de
forma
al
guma
a
unidade
constitucional.
Os
delegados
ficaram
muito
satisfeitos
com
as
expicações
de
Canovas. O
con
gresso
apprcvou
sem
emenda
os
quatro
primeiros
anigos
do
projecto
de
lei
rela
tivo
á
divida
fluçtuante
e
thesouro.
A
discussão
continua
amanhã.
LONDRES
17.
—
O
rei
e
rainha
do
Hanover
chegaram
ao palacio de
Kew
Saint.
LOU1S
16.—
Chegou
a esta
cidade
o
imperador
do Brasil.
P
a
RIZ
17
—
30(0
írancez
á
vista
67,90;
idem
a
praso,
67,85;
5 0(0
á
vista
105,20,
a
praso,
105,37
1|2;
3
0(0,
hespanhol
in
terior
12
3(4;
dito
externo,
13
5|8; cam
bio
sobre
Londres,
25, 21
1(2;
dito
so
bre
Hamburgo,
122
1(2
a
122
5(8;
ac
ções
dos
caminhos
de
ferro
portugueses,
292$500;
obrigações
ditas
a
rs.
242^500.
NEW-YORK
16
—Ouro
112
1(2.
AN1UERP1A
17
—
Portuguez
falta.
a
MSTERD
a
M
17—
Portuguez
51
7|8.
LONDRES
17
—
A
laxa
do desconto
es
tá
a
20|0,
eo
mercado regula
a
H|2,
con
solidado
inglez
a
93,
30(0
bespanhol
a
13
3(4,
portuguez 52
3(4;
empréstimo
bra
sileiro,
5
O
tO
1865
95,00; peruano,
1872,
24
5(8; consolidados
turcos
12 1|2;
egy-
pcio
1873,
45
3(4;
uruguayanos, 20
3(4;
cambio
sobre
Portugal,
falta.
MADRID
17
—Bolsa
da
tarde
(cotações
ofliciaes) Interior
13,20,
exterior
falta,
bilhetes
bypotecarios
103,00,
bonds
do
thesomro
54,00,
cambio
sobre
Londres
48,30,
dito sobre Pariz
a
5,05.
Depois
de
lechada
a
boba
os
fundos
hespanhoes
regularam a
dinheiro
a
13,15
e
p^ra
o
fim
do
mez a
13,17.-
EXPEDIENTE
DA AB1IINISTBA-
Çë>.
Rogamos
a
todos os
nossos
assignan-
tes
em
divida
de
suas assignaturas,
o fa
vor
de
mandarem
o quanto
antes
salisfa-
zel-as,
pois
com
o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos
causam
grandes
enbaraços,
aquelles
aonde
não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o
por
meio
de
casas
ban
carias
ou vales
do
correio.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto,
o
snr.
José Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o snr.
Francisco
José d’Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas—Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho
Todos
estes
snrs. estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
SAÍDE
À
TOBOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa farinha
de
saúde,
DD
BAR.RY
de
Londres.
S7
anno»
«Finvas-iavel
sueeesao
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
Revalescié-
re
Du
B
arry
,
que
cura
as
indigestões
(dis-
pepzia)
gastrica,
gastralgia,
flegma,
arro
tos, amargor
na
bocca,
pituitas,
nausess,
vomilos,
irritações
intestinaes.
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthraa,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
de
sordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das bronchites,
da
bexiga,
do
fígado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75:000
curas,
entre
as quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da
exc.
ma
snr.*
marqueza
de
Brehan,
do doutor
Manuel
Saenz de
Teja
da
da
Universidade
de
Cordova,
etc. etc.
Certificado
do
dr.
Manuel
Saenz
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
medica
e
cirúr
gica,
lente da
Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico
:
Que
cora
uso
da
Revalesc.ié-
obtive
na
minha
clinica
varias
curas
moléstias
gravíssimas
ern
alguns
clien-
residentes
n
’esta, cidade, lembrando-
o de
D.
Filippe
Zappina empregado pu,
blico,
hoje
administrador
da
alfandega
d-
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de D.
Amelie
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercitoa
a
qual
continua
a
melhorar
com
o
seu
uso
;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
soffria
havia
alguns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constar
em
toda
a
parte,
a
assigno
em
Cordova
em 13
de
outubro
de
re,
em
tes
me
1873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que a car-
sem esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a pe
nínsula :
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
*/
4
Kilo,
500
; de1/í
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1$400
reis
; de 2
*/
t
kilos,
3$200
reis
;
de
6
ki-
los,
6$
400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
l$400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
KBevaleseière ehoeolatada
ç
ella
res-
tilue
o appetlite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em caixas
de
folha de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BAtlRY
»IJ BAKBT
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77 Regent
Street
Londres; Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas, mer-
cielros,
etc.,
das
provincias
devem diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16, HAsb®»,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto, rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
s*®r«o,
J,
de
Sousa
Ferreira
à
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Raliir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E. da Luz
e
Costa,
pharm.
; i8»r©eli«>£i,
Ramos, phars».
;
Sli-aga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Anlonio
Vieira,
pliarm.;
GuítnwSes,
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
Sei,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
«1®
Idm»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, phann.
;
Po
vo» do Varaím,
P.
Machado
de
Oli
ne
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Castello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa de
Conde,
A.
L.
Maia
Torres, pliarm.
MMDEtMfflTOS
§8^0^
Joaquim
José
de
Mattos
e sua
mulher
D.
Anna
Clementina
de Mattos
e
genro
José
Maria
da
Silva,
agradecem
summa-
mente
penhorados
os
dislinctos
obzequios
que receberam
de
todos
os
ill.
mos
e
ex.
mos
snrs.
e mais
ex.
,uas
snr.
a
*
por
occasião
do
muito
sentido
fallecimento
de
seu
saudo-
so e
nunca
esquecido
filho
e
cunhado
João
Baptista
de
Mattos;
a todas
estas
pessoa
agradecem
tão
subidas
provas
de
conside
ração,
manifestando
do
mesmo
modo o
seu
grato reconhecimento
para
com
os
reve
rendíssimos
snrs. ecclesiaslicos
que
num
lance
tão doloroso, se
dignaram
obsequial-os
nos
olficios fúnebres
que
pela
alma
do
sem
pre
lembrado
finado
se
celebraram no
p.
p.
Abril,
na
egreja
de
Santa
Cruz,
acri
soladas
finezas
como
estas nunca
os
an-
nunciantes
poderão
esquecer
por
quanto
ficarão ellas
para
sempre
gravadas
no
co
ração.
(4048)
(219)
Os
abaixo
assignados
não
podendo
pes
soalmente
agradecer
a
todos
os
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs.
que se
dignaram
cumpri-
mental-os
e
honrar
com a
sua
assistência
no
templo do
Carmo,
d’
esta
cidade,
ao of-
ficio
de corpo presente,
e
ao
cemiterio
o
acompanhamento
dos
restos
mortaes
de
seu sempre
pranteado
pae
e
sogro,
o
snr.
Antonio
Leite
de Sousa
Pereira, veem
por
este
meio
confessarem-se
summamente
gra
tos,
protestando
assim
a
todos
seu inde-
level
reconhecimento.
Braga
14
de
Maio
de 1876.
Rita
Olinda Leite Braga
José
Leite
de Sousa
Reis
Dr. Antonio
Leite
de
Sousa
Reis
(217)
José
Rodrigues
Braga.
(4047)
ANWNOIOS
Carreiras
diarias
Manuel
Rodrigues
Santa
Marinha
&
An
tonio
de
Coutto
da
cidade de Guimarães,
annuociam
ao
respeitável
publico,
que
prin
cipiam
as
suas
carreiras
diarias em
direi
tura
para
Visella
no
dia
20 do
corrente
mez de
maio,
a
sair
de
Braga
ás 4
e
meia
e
5
horas
da
manhã,
e
de
tarde
na mala-
posla á
meia hora
depois
do
meio
dia,
e
na
diligencia
ás
duas
da
tarde.
Preços
os
seguintes:
Nas
diligencias
400
reis.
Na
mala-posta
500
reis.
Os
bilhetes
vendem-se
no
escriptorio
do
antigo
e
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
(4055)
Por
conveniência
própria
pertende-se
faliar
com Custodio
de Jesus
Vieira
da
Moita,
filho
de
Custodio
José
Vieira da
Moita
da freguezta
de
S.
Paio
d
’
Eira
Ve-
dra,
concelho
de
Vieira.
Este
mancebo
aca
ba
de
desapparecer da
casa
de seu
pae,
e
tem os
seguintes
signaes:
—
edade
19
an
nos
—altura
1,56,
aproximadarnente
—
barba
apontando—
cheio
do
corpo
—rosto
largo,
e
lem
urna
pequena
sicatriz
em
um
labio
a
um
canto
da
bocca
—
côr
natural.
Pede-
se
a
quem
d
’
eile
souber
o
queira
declarar
ao
pae,
em
Vieira,
ou
em
Braga
ao
an-
nuncianle
Germano
Joaquim
Barreto,
rua
do
Souto
n.°
23,
os
quaes
ficarão muito
agradecidos
por
tal
fineza.
Braga
18
de
maio
de
1876.
(4056)
Portuguez
e
inglez
Ha
grande
porção
para
vender
a
di
nheiro,
muito em
conta,
na
rua
Nova
n.°
5.
José
Manuel
Rodrigues,
estabelecido
na
feira
de S.
Maninho
de
Rio-mau,
acaba
de
receber
do
Porto,
um
bom
sortimento
de
fazendas
próprias
de
seu
estabelecimen
to,
que
oflerece
aos seus
amigos e
fre-
guezes,
pelos
preços
da
cidade
de
Braga;
e
tanto
vende
a
prazo, como
á
vista.
Outro sim,
acaba de
receber
também um
rico,
e
variado
sortimento,
para
armação
de
caixões,
fazendas
lindíssimas
e
rico
gos
to,
frescas, e
modernas, e
preços
sem
com
petidor.
Prepara
Caixões
do preço
de
1$000
reis
para cima,
até
50$000 reis,
conforme
a
vontade
dos
pretendentes.
(4057)
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
trez
andaves, como
n.°
20,
no
largo
de
S.
MigueLo-Anjo.
Quem
a
pertender
dirija-se
á
casa
n.°
19,
que
ahi
se
lhe
dará
in
formações.
(222)
(4051)
Para
Braga
e
suas immediações.
Dá-se
dinheiro
a
juro
com
boa
hypo-
lheca
e
fiadores
idoneos.
Quem
o
preten
der
póde,
declarando
o
seu
nome e
os
d
’
elles,
dirigir-se
por carta fechada
com
as
iniciaes
F.
G.
S.
P.
ao
campo
da
S.
A
Bianca, n.°
36.
(4052)
MODISTA
Thereza
Emilia
da
Rocha,
que
ha pou
co
veio
do
Porto,
para
esta
cidade,
promptifica
se
a
tomar
conta
de
toda
e
qualquer
obra
tanto
de
senhoras
como
pa
ra crianças, com
esmero
e promplidão,
pre
ços
razoaveis
;
na
praça d’Alegria,
esqui
na
da
rua
da
Cruz
de
Pedra.
(4050)
©ARNEIBO CARIJOSO.
Rua dos
Capellislas
10
a
10
B.
Casa
das
Flores
Receberam
um
lindo
sortimento
de
fa
zendas
modernas
para
vestido
em
lã,
lã e
seda
e
algodão
de
lodos
os
preços.
Um
saldo
de lãs
e
alpacas
que
vende
por
Í20
140
e
160 reis.
Guardasolinhos
de
seda
a
1$000
reis,
1$100,
1$200
e
mais
preços.
Sombrinhas
de
seda
a
700
reis
; ditas
d
’a!godão
a
300,
40t>
e
600
rs.
—
Cortinados
bordados
para
sala
a
2$000
reis
o
par.—
Chilas
a 90 is.
Lenços
de
seda
alta
novidade
e lindos
de
senhos,
e
muitos
mais artigos,
como
per
fumarias,
sabotes,
etc.,
etc.,
e
chá
de
di
versas
qualidades
tudo
a
preços
reduzi-
|
dos.
(4044)
s»
Carneiro
&
Cardoso
Beceberam
percalles
alta
novidade
para
vestidos
e
camizas
Lãs alta
novidade
para
vestido.
Meias
de thear
para
senhora—
Gra
vatas
para homem,
lindos
gostos.
Guardasois
a
1^700,
1$800
e
2$500
rs.
Lenços
de li
nho
em
caixa e
a
retalho
—
Saccas
de via
gem
para
seuhora.
Chapeos
de
fustâo
pa
ra
creança,
bem
como
babeirinhos
bor
dados,
toucas
e
vestidos
de fustâo.
Adereços
bordados
para
senhora,
e
mui
tos
outros
artigos.—
Chá
preto
a
l$500
reis
(459
grammas).
Toalhas
turcas,
bran
cas
a
240
reis
e
mais
preços.
Rua
dos
Capellistas
10,
a
10
B.
—CASA
DAS FLORES—
(4043)
VENDA
DE
CASAS
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A VAPOR
&
|
ruades
.
MARCOS,
N.
5.1
g
\ende
papeis
pinta-
$
dos
pira
guarnecer
sallas,
g
lindisimos
gostos,
a
prin-
i
1
cipiarem
80
reis
a peça.
a
.a
ei
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.° 13
(3086)
«
M
1’IIOrcGllAl’IIIA
j
5
4,
RUA
DOS CAPELLISTAS,
4
§
5
B
(Vulgo
Fonte
da
Carcova)
í
Theophilo
Santiago,
photogra-
2
pho,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
©
® garantindo
a
perfeição
do traba- <9
§
lho,
todos
os
dias,
das
10
horas
*
g
da
manhã
ás
3
da
tarde,
mesmo
«t
com
os
dias
innevoados.
(3014)
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceilando
também passageiros de 3.a
classe
para
SANTOS e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE LISBOA
MINHO.
.
.
.
28
de
Maio
NEVA
.... 13
de
Junho
GUADIANA
.
.
28
de Junho
PREÇOS
DOURO.
.
.
.
14
de Julho
MONDEGO.
.
.
28
de
Julho
ELBE
....
13
de
Agosto
COMMODOS
s
â
Vende-se
duas
moradas
de
casas
no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
com
os
n.
os
21
22. Para
tratar-se
do
seu ajuste,
na
casa
n.°
16
do mesmo
largo.
(4036)
Cada
paquete d’esta eompanhia
leva
a
bordo
criados e eocinheiros
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as elaasea.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo o a passageiros
teem grátis cama, roupa de cama, co
mida
feita
por cosinheiros portuguezes, vinho duas vezes
per dia,
assistência
medica, serviço de criados
e outras despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
que
um
quarto
de
século
tem feito
com
que
os
pa
quetes d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela limpesa,
boa
or
dem, bom
tratamento e
accommodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
JSTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem passageiros
d
’
entre
elies leitos
por
es
cripta
como
consta
d^
documentos
archivados
em varias
agencias.-
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para a conducção
das
suas
malas do
correio,e
por este serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil, como
também
S. A.
o
Infante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23;
o
agente
GUILHERME
C. TA1T;
e nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
FILIAL
DA
CAIXA
ECONOHICA PENHORISTA
Sociedade anónima
de responsabilidada li
mitada
Capital................
ftOOiOOO^OOO
RUA NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em deposito
a
praso
ou
á ordem,
abonando juros aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as 9
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
A. G.
Ferreirinha.
ESCOLA AMERICANA.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
per
feição. Presta-se a chamados
fóra
da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
SanUAnna
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás
5
da tarde (4033)
JOSE'
DA SILVA
FUIXDÃO
Com
lojts de fato feito
Verde
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas
de
-
casas,
tido
de
boa quali-
dade.e
preços
muito
resu-
gp
midos.
®
Vendecimento
roma-
®
no
para velar
aguas,
ges-
so para
estuques
de
ca-
S
sas,
tudo
deprimeira
qua-
lidade.
(Z*)
W
iiui
H
W
DO ALTO DOUSO
DA
CASA DE VIELA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
K.°
15-Braga.
N
’
este armazém
se
tncontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem garrafa)
150
>
>
» > .
190
>
Lagrima...................................
200
>
Branco
de
meza
.......................
210
»
tinto
de
meza
fino
.
.
.
270
>
de
prova secca.
.
.
»
.
300
«
Malvasia
de
2.
a
........................
360
>
»
velho...............................
400
>
Malvasia, Bastardo
e
Moscatel
a
500
t
Roncão
...................................
700
»
Alvaralhão
...................................
560
>
Velho
de
1854
.
:
.
.
600
»
a
retalho
para
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
'
(N«)
CIRUR6IÃO
IJEVTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO
CIRÚRGI
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.° 5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(3092)
68,
Campo
de
SanVAnna
(lado
de
baixoJ,
68
OTCTW
M ABSÕTIA
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membros
do
clero
e
magistrados,
to
do
o medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem obter
o
titulo e
diploma
de
doutor
ou bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jersey
(Inglaterra).
(3070)
®
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d
esta
cidade
como
das
proviocias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
falo
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de calça
a
l$500,
2$000
e
2$500 reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de casimira
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonets de gorgurão de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500 rs. até
800;
manias
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella quando
não
fique
á vontade
do
freguez.
(!•)
Manoel Ignacio da
Silva Braga
Com
estabelecimento de mercea
ria
e cera
11
—
PRAÇA DE ALEGRIA—11
BRAGA.
Tem
á
venda bolacha doce.
. . .
a
120
>
b
miuda
.
.
.
a
120
»
b
D.
Luiz. . . a
180
D
b
ingleza.
.
.
a
180
B
b
agoa e sal.
.
a
180
>
requife
..................
.
a
160
D
doce de
chá.
.
.
.
.
a
200
»
paciências
..............
.
a
240
(3084)
braga
:
typographia
lusitana
—
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
