comerciominho_20011876_447.xml
- conteúdo
-
P
regos
:
Braga,
anno
1^600
rs.=.Semestre
850
rs.=Promn-
cias,
anno
2^400 rs e
sendo
duas 4^000
rs.
—Semestre
Uí50
rs.=Brazil, anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte
ou
10^000
reis
e
5&500
reis moeda fraca.=ânnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
%
d’
abalimento
AsSigna-see
vende-se
no
escripiorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As assi-
gnaturas
são pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Foiha
avulso
10
rs.
E
Q
<JJKSíGlS<7^-S» 3S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
BKÀ6A-«JUÍISTA-FEIBA
«O
»E
J
ARTEIRO
Explicações.
Na
qualidade
de
editor
do
Commercio
do
Minho,
corre-nos
o
dever
de
consi
gnar
aqui
algumas
explicações,
provoca
das
por
alguns
mal-inteociooados,
e
di
rigidas
aos
verdadeiros
legitimistas.
Sabemos
que
se
procura fazer
acre
ditar,
que
os
artigos
e
coirespondencias
dos
nossos
illuslres
e
presadissimos
cor-
religionaiios
e
amigos,
B. de
Senna
Freitas
e A.
R.
Saraiva,
parecem
em
certo
mo
do
destinados
a
introduzir a
scisão
entre
os
legitimistas,
e
que
o
«Commercio
do
Minho»,
publicando
uns
e
outras, se
pres
ta
servilmente
a
tão
inglorio
papel.
E
’
uma
crodelissima
injustiça
que
nos
fazem.,
quando não
vilíssima
calumnia
que
nos
assacam,
e
que
repellimos
com toda
a
energia.
Pelo
que
toca
aos
dois
escri-
ptores
referidos,
nenhum
d’
elles
carece
de
defesa
de
qualidade
alguma.
Dizei-nos,
corações
angélicos:
quaes
são
os
transfugas
e
os
vendidos,
—aqoel-
les
que
teem
a
coragem
dos
seus
aclos
e
tomam
d
’elles
toda
a
responsabilidade,
acceitando-a
plenameute;
ou
aquelles
que
forjam
artigos
e correspondências
rechea
das
de
allusões iníaraantes,
e que se
não
atrevem
a
firmar
o
seu
nome,
espessan
do-se
na
commoda
mascara
do
aoonimo
?
Parece-nos
que
estes
é
que
são os
traidores,
já
vendid'os
ou
em
vesperas
de
se
venderem.
Adquirimos
a
valiosa
collaboração
dos
stirs.
A.
R. Saraiva
e
B.
de
Senna
Frei
tas,
na
esperança, nunca
mentida,
de
que
prestaríamos
bons
oflicios
ao
partido a
que
nos
honramos
de
pertencer,
e ao
qual
tenros
sacrificado o que nes
é
pos
sível
sacrificar.
Os
escriptos
dos
nossos
esclarecidos
correligionários ahi
estão,
ates
tando
que o
escriptor
entra
ua
liça de
viseira
levantada
e
abroquelado
com
o
escudo da lealdade, porque o
combate
do
partido
legilimista
é
de
leaes.
Não/menlimos, todavia,
á
nossa con
sciência
dizendo,
com
toda
a
franquesa,
que
nos parecem
um
pouco exaggerados
alguns
dos
artigos
do
snr.
Senna
Frei
tas,
quando
deixam
entrever
taes
ou
quaes
referencias
a
determinadas
pessoas;
este
senão
devemos
atribuil-o
á edade
e
gé
nio
fogoso
do
moço
escriptor,
e
nunca
á
sua iodole e cavalheirismo inquebran
tável.
Quanto a
algumas
correspondências
do
sor.
A
R
Saraiva,
por
quem todo
o
le-i
gilimista
,deve
professar
e
professa
o
mais
profundo
respeito
e
veneração,
diremos
qne
estamos persuadidos de
que,
se
s.
ex.
a
residisse
em
Portugal
e
conhecesse de
per
to
as
dificuldades
com
que
o
nosso
par
tido
lucta
ha
41
annos
;
ou
tivesse
in
formadores
mais
exactos;
talvez
moderas
se
allusões
menos
justas que
se
notam
em
algumas
das
suas estimadas
e
sabias
correspondências.
Estas
declarações
são exigidas
pela
nossa
consciência,
e
não
pela consideração
que
nos
mereçam
os
nossos
detractores
:
quem
suspeita
da
nossa
lealdade,
não
tem
direito
a
que acreditemos na sua.
Os
nossos
esforços
tendem
sórnente
a
dar
vida
e
acção
ao
partido
legilimista,
e
quando
lèmos
artigos
como
o
que
a
«Nação»
publica
em
8
do
corrente,
fir
mado
sobre
a
mestna
base
dos
do snr.
B. de
Senna
Freitas,
nenhum
remorso
nos
fica
de
ter
dado
publicidade aos
es
criplos
d
’este
cavalheiro.
Concluiremos
dizendo,
que
na
publi
cação
dos
trabalhos
dos
dois
escriptores
que
servem
de
innocente
pretexto
para
tontas
suspeitas,
não
ha
da
nossa
parte
desconsideração
para
com
o
partido
legel
mente
orgauisado,
nem
para
com
nenhu
ma
das
pessoas
qoe
o
compõem.
Temos
sido
sempre fieis
ás
nossas convicções pro
fundamente
legitimistas,
e esperamos
em
Deus
morrer
com
ellas.
O
nosso
posto
d
’
hotira
tem
sido
e
será
onde
estiver
a
legalidade
e
os
bons
princípios que
constituem
o
nosso
credo
político;
a
estes
e
aos
que
os
represen-
i
tam
obedeceremos
sempre
;
e emquanto
não
recebermos ordens
em
contrario,
fe
charemos
os
ouvidos
aos
tartufos,
guiando-
nos,
como
até
hoje,
pelos
diclames da
nossa
consciência.
JOSÉ
MARIA DIAS DA
COSTA.
----------- e
m,,
—
_
COLLEGAS
E AMIGOS.
Ao
favor
de
um
amigo devo
eu
o
ter
sabido
ainda
hontem,
que
uma
corres
pondência
d
’
ahi,
inserta
em
a
«Nação»
de
30
do passado, me
disia
respeito.
Assim,
pois,
se
á
resposta
vae
um
pouco
tardia,
que
tenha
paciência
aquelle
a
quem
a
devo,
pois
não
sou
obrigado
a
adivinhar, que
tal
ou
qual
jornal
se
occupa
da
minha humilde
pessoa.
Eu
devo
porém
antes
de
tudo
decla
rar,
qtie
não era
minha tenção a
princi
pio
gastar
tempo com
o
que vou
escrever,
e isto
por
duas
rasões
;
primeira
porque
uão
sei
com
quem
tenho a
honra
de
fal
lar;
segunda
porque a
melhor
resposta
entendo
que
a
deu
o
proprio correspon
dente
a
si
proprio,
quando
pari
ver
se
conseguia
ferir-me,
precisou
falsear a
ver
dade.
Eu
não coslumo*dar
attenção
a
fan-
taspaas.
Quem
tem
a
consciência
de
uma
accu-
sação
que
faz,
não occulta
o
seu'nome,
mostra-se
de
freute.
e
não
se
esconde
por
detraz
das
paredes
da imprensa,
para
atirar
das
encrusilhadas.
De
mais,
os
que
tem
olhos
para
ver e
desejarem
inteirar-se
da
verdade
com
que
falia
o
auctor
da
correspondência
em ques
tão,
podem examinar
os
meus
artigos
pu
bltcauos
na
«Semana
Religiosa»
e
que
fo
ram
o
motivo
das
injurias, que
o
corres
pondente
de
Braga
julgou
um dever de
caridade,
e
um
serviço
á
Egreja,
arre
messar-me.
• De
envolta,
porém,
com
o
meu
pobre
nome
lentou-se
deprimir
os
meus
bons
collegas
da
«Semana
Religiosa»,
pessoas
de
quem
goslosamente me confesso
amigo
e
a
quem
muito
respeito,
para
qoe
deixasse
passar
sem
replica
os
insultos
que se
di
rigiram
a
tão nobre-;
caracteres.
E
como
se
isto
ainda
não
fosse mo
tivo
bastante,
acresce
mais,
que o
alvo
principal
dos
tiros
da
correspondência
é
um
vulto
venerando,
um
successor
dos
Apostoles,
o
‘
tgregio
Pastor
d
’
esta
archi-
diocese,
ao
qual
todos
devemos
o
máximo
respeito
c
o
mais
entranhado
affeclo.
Esta
circumstancia
pois
constitue-me
na
dura obrigação
de
diser ao
senhor
D.
(doutor?)—
vade retro,
aqui
não
se
toca.
’
E
não,
snr.
correspondente;
pelo
me
nos
uão
se
faz
impunemente.
A
mim
ensinaram-me
desde
a
iofancia
que
o
primeiro
dever
do
catholico
é
ó
respeito
devido
aos
seus
legiiimos
pasto
res.
Não
sei
pois,
se
isto
é
assim,
como
harmooisar
o ardente
calholicisino,
que
o
auctor
da
coriespondeticia
nos
quer
mos
trar
que
está
suando
por
todos
os póros
com
a
difiamaçáo
que pretende
faser
do
seu
Pastor
e pae espiritual.
Eu
glorio-me
de
estar
unido
a
Pio
IX,
o
Chefe
immoriai
da
Egreja,
mas
uuidò
por
intermédio
do
meu
Prelado.
D
outra
fôrma,
e
como
o
correspon
dente
pretende,
essa união
é
impossível,
nem
S.
Santidade
a
quer.
Entremos
porém
no
amago
da
corres
pondência.
,
Eu
noto
u
’
ella
ires
circumstancias, que
priucipalmenle
a
caracteiisam,
e
são:
le
viandade
no
seu
auctor;
bastante
má
fé
e
um
tal
ou
qual
despeito
md
encoberto.
Desculpe-me o
fallar-lhe
assim.
Sabe,
que
nunca
fui
adulador,
ainda
que
agora
me
lance
em
rosto
essa bai-
xesa,
que
graças
a
Deus
jámais
reconheci
em
mim,
e
contra
a
qual
eu
invocaria
o
testimuuho
do
mesmo
correspondente,
que
por
experiencia
própria
talvez
podesse
depor
sobre
o caso,
se
porventura
se
di
gnasse
diser-me
quem
era.
A
sinceridade
e
singelesa
com
qua
sempre
tenho
pugnado
pela
verdade,
por
®
EDEH
EE
’4T HISffl
PORTUCtAKi A1ÍTICJ®
E MOSSEIKJÍO
Quantos
artigos,
e
bem
compridos,
se
uão
teem
escripto,
a
a"eriguar como
foi
que o
Lafontaine
se
fez
fabulista
!
As>im
também
andava
eu
desejoso
de
saber,
como
é
qub
Pinho
Leal
veio
a
ser
au-
ctor
de
um
diccionario...
Porque
emfim
não
é
um
acto
trivial na
vida, uma
pes
soa
fazer
um
diccionario
!
Parecido
n
’
isso
com aquelle fidalgo
his-
panhol,
que,
batendo
de
noite
á porta
de
uma
estalagem,
disse
quem
era
em
trinta
e
dois
nomes,
e por
tal
arte
assustou
o
locandeiro,
mercê
de
sua
riqueza
de ap-
pellidos,
que
o
homem, sem
se atrever
a
abrir,
lhe
retorquiu
não
ter
quartos
para
tanta
gente; assim
o auctor de
Portugal
antigo
e
mederno,
diccionario
geográfico,
estatístico,
chorogralico,
heráldico,
archeo-
logico,
hislorico,
biográfico
e
etimologico
de
todas
as
cidades,
villas
e
freguezias
de
Purltigaj
e
de
grande
numero
de
aldeias,
muda
de
fisionomia ao ponto
de
parecer
uns
poucos de
homens,
conforme
se
lhe
chamar por
este
ou
aquelle nome, todos
seus
aliás.
Em
casa é
Augusto.
O
snr. Augus
to...
Nome
que
tem
um
aroma
de
no-
vella. nome
de
rapaz,
de
namorado...
Na
livraria
Mattos
Moreira,
chama-se-
lha
Barbosa.
Snr.
Barbosa
cá,
snr.
Bar
bosa
lá,
Bordalo
Pinheiro,
que
lhe
era
afleiçoado,
nunca
o
tratou
de
outro
mo
do,
mesmo
nas horas
de
tutella
em
que
se
lhe
constitue
pupilo
por
sua
livre
es
colha
para
irem
ver
o
cyclorama,
as
fi
guras
de
cera
..
—
O
’ sor
Barbosa
?
—
Que
é
lá
?
—
O
snr.
já
viu o
pif,
paf, puf?
—
Eu
vi
o
diabo
que
o
leve;
sei
cá
o
que
é
o
pif.
paf,
puf!
—
Vamos
ver?
E
’
muito
perlo...
—
Vamos
lá.
E
iam. B
irdalo
Pinheiro
chamava
a
isso
leval-o
aos divertimentos,
e pergun
tava-lhe
depois ;
—
Gostou, snr.
Barbosa
?
Ainda
lá
ha
vemos
de
voltar.
Na
capa
dos
fasciciculcs
da
sua obra,
antes
do
Batbosa
e
do
Augusto,
vetnos
Soares
de Azevedo. Estes
appedidos
são
dc
reserva
e
nunca
lhes
dá
gasto. Mas,
logo
para
diante,
temos Pinho
Leal E
’
como
lhe
eu
chamo
sempre;
porquê?
não
sei.
talvez
para lhe
não
chamar
como
o
Bordalo,
nem
como
a
familiá, nem
como
o
Mattos
Moreira,
nem
como o Diccio-
tiario.
—
Pinho Leal
I
Mas
n
’um
dos
últimos
dias
do
mez
passado,
estando
em
minha
casa um in
divíduo
do Porto,
vè
o
retrato
d
’
elle,
d
’el-
le
Pinho Leal,
d
’
elle
Barbosa,
d
’elle
Aze
vedo,
d’
elle
Soares,
d
’
elle
Augusto,
e
diz-
me :
—
Ah! Este
é
o
retrato
do
snr. Al
bergaria
!
—
Quê,
Albergaria?
Isso
é
de
mais,
isso
não
é
crivei,
opponho-rae
a
isso...
—
E
’
Albergaria, disse-me
o
outro;
co
nheço-o
muito
bem:
exceliente
pessoa, Al
bergaria
como
é.
Era
preciso
examinar
isto,
era-me
in
dispensável
inquirir,
apurar,
metter-me
pe
la noite
dos
tempos
e
ir parar
a
algum
de
seus avós,
mais
antigo
do
que
o
pão
;
com tanto que ficasse
sabendo
tudo,
e,
por
entre
o
tudo,
o
mais
importante,
co
mo
viera
elle
a
ser
auctor
de um
diccio-
nario
!
Principiemos
pelo
principio.
Seu
pae,
que
fôra
mandado
estudar
para
padre
na
viila
de Estremoz,
fugiu
de
casa de uma
lia a
quem
os
pies
o
haviam confiado,
e
foi
para
Eivas assentar
praça
em
arti-
Iheria
3.
Seguiu
desde
então
a
vida
das
armas,
que
costuma
ser
fértil
em lances
de
varia
especie;
ferido
n
’
algumas
bata
lhas,
na
do
Bussaco
por exemplo,
em
1810,
quer
consolar-se
das
lides
da
guer
ra nas
ventutas
do
amor,
namora-se
de
uma
menina
qoe estava
no
convento
de
Monchique,
D.
Rita
de
Cassia
Soares
de
Azevedo,
neta
do
doutor
Manuel
Soares
de
Albergaria,
(assim
cacei
agora
o
Al
bergaria!)
ern
1815
rapta-a,
e
veem
ca
sar
em'Lisboa
; o
primeiro
abençoado
fru-
cto
d
’
esle
maliimonio,
digamol-o
assim
para
não
deixarmos
cair
em
desuso
esta
frase
contemporânea
de
acção,
foi
este
mesmo
Augusto,
Soares
de
Azevedo
por
sua
mãe,
Barbosa
Pinho
Leal
por
seu
pae,
Albergaria
por
seus
avós
maternos.
Onde
elle
nasceu
me perguntam
?
Pa
ra
que
estarmos
agora,
com este
frio,
a
ir tiral-o das faixas
infantis
!
?
Basta di-
zer-lhes
que
foi para a
Bahia
com sua
familia,
em 1822,
na
esquadra
portugue-
za,
que
em
1826
assentou
praça
em
Las
tro
Morim em
caçadores
4:
è
que
emi
grou,
quatro
dias
depois,
para
Hispanha'
com o
batalhão
;
depois,
campanha
de
26
e
27;
emigração
em
Arnedo;
regresso
para
Lisboa
ern
28.
Estudou
um
auno
no
Collegio
dos
no
bres
; obteve
passagem pura
a
guarda
real
da
policia
do
Porto
e
licença
para
estudar
mathematica
na
academia
de
ma
rinha
e
commercio
d
’
aque!la
cidade.
Etn
1833
é
do
regimentô
de
caçadores
da
Beira
Baixa.
A
edade
des
dezesete
ân
uos
costuma ser
cantada
nos
romances
e
nas tradições
da
vida
como
descuidosa,
e
alegre;
uão
sei se
elle
o
entende as
sim,
e
tem
seus
motivos
para
poder
jul
gar
de
outro
modo
:
ferido
na
batalha
de
Asseiceira,
prendado
com uma
bala
qoe
lhe
atravessou
a
perna
esquerda, fica
pri
sioneiro
do
Viila
Flor
na
ultima
batalha
dada
entre
realistas e
fiberaes
em
maio
de
34,
oo dia era
que
fez
dezesete
an
nos.
Vem
para o
Castello
de
S.
Jorge;
é
solto
em junho,
como
lodos
os
cama
radas, pela
convenção de
Evora
Monte.
A
este
tempo
iam
escassos
os
haveres
de
seus
paes;
o
moço
sem
saber a
que
tor
nar-se
para
ganhar
a
vida,
fez-se
mestre
escola.
Ao
fim
de
um
anno
sente-se
en
fastiado
d
’essa
profissão, faz-se’
pintor.
Como
desenhasse
scffr
ivelmenle,
alcauç»
ua
Terra
da Feira,
para
onde
unham
ido
residir
depois
da
convenção,
uma
nomea
da
apenas
dois
ou
ires
furos
abaixo
da
do
Raphael
ou do
Miguel
Angelo.
Conse
gue
ganhar
por
aquelle
ofíicio,
como
diz
o
outro,
com
que
compte
umas casitas
e
uma
quintarola
que
ainda
possue
na
freguezia
do
Valle.
Ao mesmo
tempo
acor
da n
’elle
a
mania
de
lêr,
lêr,
lêr...
çConclue
no
proximo
n.°)
veses
me
tem
sido nocivas
aos
meus in-f
leresses,
com
o
que
pouco
se
me dá,
por
que
a
minha
consciência
vive
alegre.
Mas prosigamos.
Da
leviandade
com que
foi
escripta
a
correspondência
b
prova
sobeja
essa
longa
tirada
de
duas
columnas,
que
para
mais
evidente
tornar
a
doença
de
que
se re-
seule,
tem
períodos
que
oão
parecem
es-
cnplos
em
portuguez.
Estç defeito
porém
seria
ainda
o me
nor
se
o
não
aggravasse
a
má
fé
que
o
reveste.
Quer
a
prova?
Eila.
«Mas
agora
o
clero, é
o
correspondente
a
falbr,
cada
vez
mais admira,
oão
o que
a
dita
folha
(a
«Semana
Religiosa»)
devia
ser,
mas
o
que
é:
onJe,
se
pergunta,
a
apologia
dc«
mistqrios divinos
da
nossa
sacrosanta
religião
contra
a
impiedade
dos
hodiernos
tempos?...»
Que
alg»em
admire
aquillo
que
ainda
deve
ser,
já
era
coisa nova paia mim,
se
maior
novidade
não
fosse que
alguém
admire
a
não
existência
d
’aquillo
que
existe.
Leia
a
«Semana»,
snr.
correspondente,
e
se
lá
encontrar,
não
um,
mas
vários
artigos
dos
que
deseja,
admire-se,
embora,
mas
da
levesa
com
que
faltou
á
verdade'.
E
se
mais
oão
tem
feito,
diga-me
o
snr.
correspondente
por
que
não
se
tem
dignado
preei.C
ier
estas
lacunas
?
Pois
acaso
só
tem
penna
para depri
mir
os
que,
sem
outra
recompensa
além
do
odio
dos
máos,
não
cessam
de
traba
lhar
em
favor
da Egreja
?
Desejara,
repilo,
que
o
snr.
correspon
dente
se
manifestasse
para
que
podesse-
mos
admirar
lambem os
seus
tiabalhos
no
sentido
que
indica,
e
que
por
certo
devem
ser
mu
tos
e
muito
grandes.
Agora
permitta-se-me,
já
que estou
com
as
mãos
na
massa,
o
diser alguma
coisa
lambem
sobre
o
que
mais
particu-
larmente
me
toca.
Sinto
não
saber
quem
é
o
auctor
da
correspondência,
para
conhecer
a
quem
devo
estar
muito
obrigado
pelo
seguinte
mimo
que
me
otferece.
«O
snr.
Marinho,
sem
adoptar
taes
ideias
(ignoro
quaes)
deixou-se
arrastar
por
esse
estouvado
palanfrorio
de
reforma
do
clero,
que
por
ahi
soa
desde
que
o
snr.
D.
Fr.
João
rege a Egreja
bracrren-
se,
para
faser
côro
com
o
liberalismo».
Com
que enião
eu
faço
côro
com
o
liberalismo
por
desejar
que
o clero
seja
lodo
o
que
deve
st-r,
e os
que
por
ahi
tem
andado
de
porta
em
porta
a
pedir
votos
para
..
fiquemos
por
aqui, sobre
este
ponto
e
prosigamos.
Vem
o que
deixamos
transcriplo
a
pro-
posito
dos
meus
artigos
que
sobre
refor
ma
e
união
do
clero
tenho
publicado na
«Semana
Religiosa Bracarense»,
e
a
cujo
respeito
escreve
ainda
o
Correspondente
:
«O
snr.
Marinho
diz, que
o
clero
deve
ter
sciencia
e
virtude,
d
’
aceordo;
porém
o
artigo
de
s.
s.
a
é
uma gravíssima e
in
justa
accusação
contra
O
clero».
Mas
não
é
verdade, que
o
correspon
dente
está
d
’
accordo
comigo
em
que
o
clero
deve
ler
sciencia
e virtude?
Logo
reforça
a
accusação
que
me em
presta,
pois
nunca
me passou
pela
ima
ginação
que
a
tivesse feito.
Sei
agora,
que
quando,
por
exemplo,
um
orador
sagrado,
prégando
sobre
o
quinto
ou
sétimo
preceitos
do
decálogo,
aconselha
os
seus
oiívihtes
a
que
não se
jam
amigos
do
alheio,
ou
que
poupem a
vida
ao seu
similhante,
é
porque
suppõe
que
o auditorio
seja
todo
de
ladrões
e
assassinos.
Vamos
continuando,
que
tem graça.
«E
oão
menos
inconsiderado
é,
quando
escreve
sobre
a
reforma
lideraria
do
cle
ro.
E
’ hoje
mania dos
inimigos
do
clero
e
da Egreja
fallar
muito
sobre
a
instruc-
çáo
do
clero».
De
oovo
agradeço
o
presente
de
me
faser
solidário
com
os
inimigos
do
clero,
e
isto
porque
?
porque desejo,
que
a
classe
ecclesiaslica
se sustente
pela
inslrucção
e
saber
á
sua
verdadeira
altura.
Mas
quando eu esperava,
que tão
slre.
nuo
defensor
do
clero, me
confundisse,
mostrando,
que os
meus
desejos
tiào ti
nham
logar
porque
todo
o
ciero
tem
a
sciencia
e
viitude
bastantes, sae-se-me
com
o
diser
que
alguns
padres
não
tem
nem
uma nem
outra
coisa.
Isto
oão
me
atrevi
eu a
diser,
apesar
de
na
mente do
correspondente ser
ini
migo
do
clero,
e
faser
côro
com o
libe
ralismo.
E
que
remedio
aveota
elle
para
evitar,
que
o mal, a
força
de
o
deixarem
medrar,
vá
progredindo,
íasendo
novos
estragos?
0
temedio
melhor
é
não
faser
caso;
ou
então
segundo
o
principio
dos
homeo-
pathas,
similia
similibus,
isto
é
consentir
que
novas
doses de
ignorância
e
relaxa
ção
o
vão
curar, porque
«sempre
assim
foi e
ha
de
ser
em todas
as
coisas dos
homens»!
«0
clero,
contimíi
o
correspondente,
precisa
por
assim
diser,
de
duas
scieocias:
isto
é,
clero
de instrucção
sufficiente
para
o
bom
desempenho
de
seu
ministério
sa
grado.
ensinando
doutrina,
administrando
sacramentos
etc.,
e
essa
instrucção
geral
mente
uão
falta,
e
clero de
instrucção
superior
para
impugnar
os inimigos
da
Egreja,
e.
defender as
verdades
do
catho-
licismo;
e
esta
instrucção
nunca
faltou
nem
falta á
Egreja».
Que
adiantará
o
auctor
da
correspon
dência
no
periodo que
deixo
transcriplo.
ao
que eu
mesmo,
ainda
que
por
outras
palavras
escrevi,
quando a
proposito
da
reforma
do
clero,
me
occupei
da
que
ne
cessitam
os
nossos
seminários?
Por
certo que
pelo
que disse
o
snr.
correspondente,-o
clero
lhe
não
ficará
obri
gado,
se
por
mim se julga
oflendido.
Para
que
vem
pois
disar-me, que
o
que
pretendo
é
diíficultur
as
ordenações
em
nome
da
sciencia?
Mais
cavalheirismo,
e
menos
má
fé,
sor.
correspondente.
Sim,
o
que
eu
ignorava
era,
que
pelo
facto
de
nunca
faltar
na Egreja clero
de
instrucção superior
que
impugnasse
os
inimigos do
Catholicismo,
superabundasse
elle
em
Portugal.
Quando
via
alguns
ecclesiasticos
dos
que
pelo seu
saber
occupain
um logar
distincto
na
republica
das
leltras,
diserem
utis
em
pleno
parlamento, que
não que
riam
a
liberdade
de
cultos,
só
para
não
verem
lazaristas,
jesuítas
e
irmãs
da ca
ridade
passeando
livremente
por este paiz;
outros
subirem
ao
púlpito
para faserem
a
apologia
da
extincção
das
ordens
religio
sas,
quasi
me
convencia
de
qoe
os
mais
sábios
eram
os que,
para
não
comproraet-
terem
os
seus
titulos
lilterarios, se
con
servavam
mudos.
Agora
porém
fico
sabendo, que
não
é
assim,
porque
á
Egreja
nunca
[aliou
clero
em
circumstancias
de
tomar a
sua
defesa.
Imaginará
este
snr.
correspondente,
que
a
Egreja
está
toda
em
Portugal
?
Ainda algumas linhas
mais, e eu
con
cluo.
Também
ignorava,
que
aconselhando
o
clero
á
união,
lhe
a.rrogava
por isso trova
injuria;
mas disse
o
o
snr.
correspondente
de
Braga
para
a
«Nação»,
e
tanto
basta.
0
que
vai
é
que
não
teve
mão
-ea
palav
a
por
muito tempo;
e
senão,
leiam
e
pasmem
:
«Continúa
ainda o snr.
Marinho uma
serie
d
artigos
sobre
a
«união
do
clero»
que
são
outra
accusação
grave e
injusta,
porque supõe o
ciero
desunido
..
0
clero
está
unido
pela
mesma
fé»
etc.
Segue
logo
no
periodo immediato,
di-
sendo
:
«Confesso,
que entre o
clero
portuguez
não ha
a
necessária
união»
etc.
Em
que
ficamos,
snr.
correspondente?
Desejava sabel-o
para
meu governo.
Concluo,
pedindo
ao correspondente
de
Braga
para a
«Nação», que
julgue
na
sua
consciência
se
será
conveniente
e
justo
aggredir
pela
maneira
que
o
fez,
quem,
unicamente
com
os
olhos
em Deus
e
com
a
consciência
nas
mãos,
letn
gasto
o
me
lhor
da
sua vida na
defesa
da Egreja
e
dos
seus
direitos.
Eu
não
sou
tão
pretensioso
que
julgue
isentos
de
defeitos
os
meus
escriptos.
Mas
que
o
meu
Prelado,
a
cuja
alta
aucloridade
respeilosamente
os
submetlo,
me
diga,
que
a
Egreja
dispensa
os
meus
acanhados
serviços,
e
no
mesmo
momento
quebrarei
a
penna.
Em
quanto
porém
S. Ex.
a
Revd.ma
julgar
na
sua alta prudência
e
sabedoria,
qoe
posso
ser
ulil
á
causa de Deus pelo
mudo
porque
o
tenho
feito
até
agora,
con
tinuarei desassombrado,
sem
que
me
que
brem
o
animo
nem
quantas
correspondên
cias
a
«Nação»
possa inserir
contra
a
minha humilde
pessoa.
M.
MARINHO.
------
««MwçiuMa
ag» «Bta<-
-----------
—
IVKadrid,
15 «le janeiro.
{Correspondência
particular do
iCommer-
cio
do
Minho»/
Os
assumptos
do
dia
nos
círculos
of-
ftciaes
são
as
eleições
para
deputados
e
jsenadores.
A
respeito
delias não
fatiga
rei
os
leitores,
porque
uma
como
todas,
e
todas
como
uma,
são
o mesmo que leem
sido sempre, mais
ou
menos
violentadas
pela
pressão do governo
e
pela
paixão
e
ambição
dos
partidos,
o
que
as
torna
uma
aberração
do
systema
verdadeiramen
te
representativo.
Para nós
os
legitimislas,
e
para
aquel-
les
que na
política
e
nos
actos
do
par
tido
carlista
estão
vendo
o
primeiro capi
tulo
da historia
política
da
Europa,
mais
interessa
saber
quanto,
diga
respeito
aos
movimentos que
se
ensaiam
no
norte.
Eis
a
rasão porque
me
limito
mais
a
este
pon
to
nas
minhas
aliás
extenças
correspon
dências.
Em uma
das
minhas anteriores
cartas
lhes dei
conta
das
forças
liberaes
e
car
listas.
Irei
agora
descriminando,
á
propor
ção que
obtenha
dados
fidedignos
quaes
as
pospões
occupadas
e
a
disposição
das
tropas
n
’essas
posições.
Hoje
posso
fallar-lhes
de
toda
a
linha
do
Aragão
até
ás
extremas
de
Pamplona,
Villatuerta
e
Estella.
Estaextença
linha
acha-se
occupada
por
quinze
batalhões,
e
assim
dispostos
:
0
l.°
batalhão
de
Navarra,
e
2.°
de
Castilla,
commandados
por Foronda,
a-
cham
se
sobre
Oricain
e
San
Cristobal
:
uma
outra força
d
’
esta
brigada
estende-
se
por companhias desde
Aois
até
Do-
meno.
0
5.°
de
Navarra
está
do
lado de Irur-
zum,
bem
como
um
batalhão
valenciano
e
outro
castelhano,
que
com
a
brigada
de
Foronda
compoem
a
linha
de
Pamplona,
ás
ordens
do
general
Lalumbe.
Nas
margens
do
Agra,
além de
quatro
batalhões
que
as
guarnecem está
o
9.° Na
varro,
que
se
estende desde Echauri até
Artagu
Na
sua
rectaguarda,
em Guirgttil-
lano
está
o
batalhão
Gandera,
commanda-
do
por
Flix,
sobre
Sarria
e
defendendo
à
povoação
do
mesmo
nome.
Também
o
Arga
e
Salado,
até
Maneru
está
estendido
o 4
0
batalhão
Navarro.
Em
Garisovino ha
uma
companhia
do
8°
navarro,
outra
em
Iruze,
outra
na
Granja, outra
em Loria, termo
de
Cirau-
qtíi,
e
quatro
companhias
lambem deste
corpo
em
Cirauqui
vigiando toda
a
linha.
Desde
Lorca até
Villatuerta
está
o
6.*
navarro,
cobrindo
com
quatro
companhias
Arandigoyen,
Murillo
e
Zuzucuain.
0
3.
navarro,
ás
ordens
de
Perula
com
a
artilheria
rodada
acham-se
em
Estella.
Na
linha
de
Solana
ha
Ires
batalhões
ás ordens
do
brigadeiro
Domerain.
s
Entre
a
Solana,
Losarcos
e
Valia
de
Echauri
está
estendida
tuna
grande
força
de
cavallaria
e
-protegida
por uma
força
de
infmteria
ás
ordens
de
Bulias
e
que
se
move
até
Sesma.
As
forças
volantes
de Azcárate
eslão
entre
Villatuerta
a Oteiza.
A
cavallaria
commandada
por
Porlello
acha-se
entre
Alio,
Oleizão
e
Saria.
A
cavallaria
commandada por
Chispas
está
entre
Maneru
e
Mendigorria.
Sobre Belascoain
e
alturas
da
margem
esquerda
do
Argo,
em
frente
a Porlillo
ha
outra força,
bem
como
do
lado
de
Aois,
que
está
commandada
pelo
valente
Rosa.
(J
I
0
e
7.
“
navarro
e
bem
assim
o
resto
das
forças
do Aragão
e
de
Castilla,
ás
ordens
de
Cavero
eslão
entre
Gui-
puzcua
e Alava.
0
único
ponto
que
havia
sem
intrin
cheiramento
era
nos
montes
de
Chapardia
e Zurucuain,
ao norte
do
monte
Esquin-
za.
Estas
obras
eslão
já
em conslrucção
com
grande
actividade.
No
alto
chamado
de
Sorttco,
e
ponto
que
domina
Santa
Barbara
ha
um
redu-
clo
circular,
montado
por
oito
peças,
cu
jos fogos
estão
dispostos
em
todas
as
di-
recções,
sendo
necessário
advir
lir
que
pa
ra
a
conducção
da
artilheria
para
o
re-
duclo
construíram
os
carlistas
uma
estra
da desde
Muoz.
Outro
reduoto
do
mesmo
genero,
con
struíram
em
Espalaz. ponto
gramlemen-
le
estratégico,
sobre
Salinas
del
Oro,
Ha
também
quatro
baterias
nas
serras
de
Sarrin,
onde
ha
uma
ordidura
bas
tante
engenhosa de
inliiucheiraweiitos.
Depois
de
inutilisadas
as
pontes
de
Ibe
ro
e Echauri,
restava
como
unica
passa
gem
a
poote
de Belascoain.
Esta
acaba
de
ser
cortada.
Esta
é
a
altitude
que
cada
vez
com
mais
garantias
vae
tomando
o
exercito car
lista.
,
Uma
carta
de
Pamplona,
escripta
por
A.
Blay,
e
que
é
insuspeita
pelo
libera
lismo
do
seu
auctor,
diz
o
seguinte,
que
demonstra
,que
não
é
só
resignação
pelos
soflrimeutos
da
guerra,
o
que
experimen
tam
os
carlistas.
senão
que
os
combates
para
elks
são
coisa
que
pouco
vai.
«Todo
o
dia
de
hoje
se
tem
conlinua-
<do
a
fazer
fogo
de
artilheria
e
fuzileria
«sobre
OricaJo.
Os
carlistas
distinguem-se
«perfeitamente,
uns
jogando as
cartas,
ou-
«tros a
pelota,
e resp
ndeudo
de
quando
«em
quando
ao
nosso
fogo,
voltam
placi-
«damenle
aos
seus
divertimentos.»
Eis
como
estão
distribuídas
as
forças
carlistas
perlo
de
Pamplona.
Desde
Erice
até
aos
altos
de Alzuza
ha
qualro
batalhões
ás
ordens
do briga
deiro
Larumbe,,
distribuída
a
força
tfaquel-
la
pela •seguinte
fôrma
:
0
3.®
batalhão
Navarro,
ás
ordens
do
coronel
Orlandiz
occupa
desde
Erice
até
Oteizas
;
no
primeiro
d’estes
pontos
es
tá
a
musica
e
o
estado
maior.
Em
Lara-
ga estão seis
companhias,
fazendo
uma
o
serviço no
portico
que
dá
para Pamplona
e
as
duas
restantes
em
Aruscar.
as
quaes
dão
serviço até
á
parte
de
Barruazar.
0
8.°
batalhão,
ás
ordens
de
Laca-
muel
occupa
desde
Oieiza até
Eura
dan
do
serviço
de
avançadas
á
parte
do
alto
de
San
Christobal.
0
2?
batalhão,
ás
ordens
do tenente
’
coronel
D.
Fabiel
Elio
de
Elio,
opera
des
de
Soraurin
até
Sabalicas,
servindo
duns
companhias
de
avançadas
em
Oricain,
e
uma no alto do
monte
do
mesmo
no
me.
0 terceiro
batalhão
de
Castilla
occupa
desde Sabalicas
até
aos
altos
de
Alzuza,
dando
avançadas
para
o
lado
de
Hugarte
Continuam
os trabalhos
da
organisa-
ção do
exercito
da
Catalunha
e Centro.
Boet
está
ainda
em
Estella
occupado
dos
despachos
para aquelles
exércitos.
0 partido
legitimisla
(rance?,
c
imo
que
tomou
sob
sua
protecçào
os
novos
exér
citos.
Em
diversos
pontos
da
fronteira
franceza
se
tem
feito
numerosas reuniões
i
para
este
(im
e estão
sendo
enviados
nu
merosos
soccorros
de
homens,
cavallos
e
munições
assim
para
a
Catalunha
como
para
o
Centro.
Os
exforços
dos
.
repre
sentantes
de
Hispanha
junto
ao
governo
francez
continuam a
ser
infructiferos,
pois
que
assim
os
carlistas,
como
os
legi
—
timistas
francezes
conseguem
illudir
toda
a
vigilância
e
põem
em
pratica
tudo
quan
to
é
a
favor
da
causa.
0
governo
de
Madrid
temen
lo am
gol
pe
de
mão
dos
carlistas
sobre
Cartagena,
auxiliados
pelo
partido
republicano, acaba
de
expedir
ordens
para
se
fazerem
tepa-
ros
e
outras
obras
nas
fortificações
d
’
aquel-
la
cidade.
Foi consideravelmente
reforçada
a
li
nha
cailista
em
frente
de
S
Sebastião.
Actuulinente
estão
ti
’
aquellas
linhas
quinze
batalhões,
sendo
d’
estes
9
guipnzcoauos,
l.°
2.®
e 11.° navarros,
4.°
alavez
e
dois
valencianos.
Tem
havido
um
movimento
de
concen
tração
nas
margens
do
Orio
e proximi
dades
de
Vera. E
’
possível
que
se
sus
penda
por
alguns
dias
o fogo
sobre
Her-
nani.
Escusado
é
dizer
que
considero como
fidedignas
todas
as
noticias
que
lhes
dou
hoje,
assim
corno
as
que
dou
sempre,
pois
•
que
antes
de
as
escrever
bu-co
os
ne
cessários
elementos
para
garantir
a
sua
veracidade.
*
Em
nome
do
partido
carliMa
cumpre-
me
agradecer
á
redacção
do
«Commercio
do
Minho»,
ter
aberto
em
face
da
minha
correspondência uma
subscripção
para
os
prisioneiros
carlistas.
D
’
este
facto
dei
con
ta
á
Junta
Superior.
Oxalá
que
os
nos
sos
iimãos
portuguezes
correspondam
a
tal
convite
com
a
fidalguia
que
tem
sido
sempre
seu
melhor
apanagio.
Y.
Londres,
S de janeiro de
AS9S.
[A’
redacção
do
«
Commercio
do
Minho»/
N
’
es.sa
minha
ultima
carta
para
o
«Apostolo»
cuja
copia envio
ao
«Com
mercio
do
Minho»,
se
encontraram
novas
proezas
do
espirito
de
materialismo
ou
livre-pensar
(que
vem
a
dar
na
mesma
cousa),
por
onde
a
maçonaria
intenta
fa
zer que
o mundo
retrograde
ao
birbiris-
mo
—
que
n
isso havia
vir
a
dar
o
triunfo
dos
princípios
maçonicos.
A
proesa
de
Bremerhaven
—
tão
cara-
cterislica
da
civilisação
liberanga,
e
da
moral
que tem
de
necessariamente
pro
duzir
—
ha
dado
já,
e
ha
de
continuar
dando
motivo
e
matéria
a
revelações
e
discussões,
que
mais
e
mais
patenteam
a
hediondez
dos
princípios,
motivos
e
pro
cedimentos
d
’essas
infernaes
sociedades
se
cretas,
que
tantos papalvos declaram
iu-
nocentes
e
virtuosas
(!!!);
emquanto
el
les
mesmos
não
são
mais
que
instrumen
tos
cegos
de éspeculadores
sem
outros
princípios
que
os
do proprio egoísmo.
Encontro
no
«Commercio
do
Minho»,
recebido
esta
manhã,
n.°
438,
de
29
de
dezembro
ultimo,
uma carta
assignada
B.
de
Senna
Freitas,
tratando
das
pro
pensões
soporificas
que
attribue
ao
que
em
tempo
foi
nação
portngueza
legitimis-
ta,
ou
nacional
(que
são
sinonimos
no
meu
diccionario
político
—
eotendendo-se,
que
eu
ponho
a
legitimidade
nas
coisas
como
principio,
nas
pessoas
como
conse
quência).
Queixa-se
o
tal
artigo
de
que
a
na
ção
legilimista
esteja
dormindo
a
somno
solto,
e
parece que
sem
esperança
de
fa
zei-a
despertar.
^Como
quer
o
snr.
Senna
Freitas
que
elta
acorde,
quando,
desde
1870
para
cá,
se
não
tem
feito
outra
cousa
senão
embutir-lhe
opiatas
para que
dormisse
e
descaoçasse
á
sua
vontade?
Segundo
ooiicias
que
por
cá
me che
garam,
houve
por lá
uma cousa
muito
importante,
a que
chamaram
comício,
on
de
(apesar
do
aroma
republicano
da
cou
sa)
se
tomaram
resoluções
monarchicas
importanlissimas, de
que todos
temos
vis
to
o
brilhante
resultado.
Supponho
que
do
tal
comicio
sahiu
a
resolução
de
mandar a
Roma
certos
po-
lilicões
de
pôlpa,
indicar
á
rainha
e
a
seu
filho
quem eram
os
estadistas
e persona
gens
da
approvação
do
comicio,
capazes
de
voltar o Portugal
poblico
com o
de
cima
para baixo,
visto
que a
revolução
e
a
Quadrúpede
o
voltaram
com
o
debaixo
para
cima.
Da
obra
dos
estadistões
em
Roma
nada
sei,
senão
que
(segundo in
formações
presenciaes,
estrangeiras)
os
taes
representantes
do comicio
representaram
mui
triste
papel
—supponho,
comtudo,
qne.
por
não
perderem
de
todo
a
jornada,
alguns
se
fizeram fazer
ou
confirmar
con
des,
pelo
menos,
ou
marquezes.
Tan.bem
me consta
que
pela
mesma
pccasião. tiveram
a
bondade
de
qualificar-
me
a mim como,
um
bom
pobre
visio
nário,
que
nada
sabia
ou
entendia
das
cousas
ou
estado
de Portugal (cujos
se
gredos
e
circumstancias
só
o
comicio co
nhecia
bem,
e d
’ellas sabia
tirar
parti
do).
0 certo
é,
que
d
’alli
veio
a
senhora
D.
Adelaide
Sophia
já
menos mal
instrui
da,
ácerca
d
’
aqtielle
visionário
de
Londres
que,
por
nada
saber
de
Portugal,
resus-
citou,
desde
1842
a
1817,
a
cansa
e
fa
ma d
’
EI-Rei
D.
Miguel
em
Portugal.
Mas
a
acçao
do comicio e dos
comicieiros
não
operou
em
Rima
suífieientemente
para
inspirar
a
política
dormente
da
senhora
D.
Adelaide;
e
por
isso
mandou-se
a
Bron
nbach
um
tira-teima,
qne
lá
foi
pôr todo
a
direito,
e
preparar
cs
progressos
(de
caranguejo]
que a
causa
portugueza
tem
feito
nos cinco annos
que
acabam de fin
dar,
para
uma
restauração nacional sen
sata
e
verdadeira.
Digam,
pois,
ao
snr.
Senna
Freitas,
que
deixe
dormir
a
creança
legitimista
;
que
está
em
boas
mãos
(nas do
comicio
e
seus
lepresentanles)
;
e
que não
teoba
duvida
nenhuma,
de
que
elles
hão
de
resuscital-a
quando
roais
não
seja
na
ves-
pera
do
dia
de
juiso
á
noite.
Para
segurança
d’
isso
basta
a
certidão
do padre Reis
aos «seus
amigos»
da
Na
ção,
de
que
viu
com
seus
olhos o
Sor.
D.
Miguel
II coromandar
meia
duzia de
soldados austríacos
—
j
Vejam
que
honra
e
que
proesa
!
a
.
n SAHAIVA.
GAZETILHA
Street».
—
Sendo
a
falta
de chuvas
na
presente
estação
muito
sensível
e
prejudi
cial, e
não havendo
oníro
meio de reme
diar
os
males
que
já
se
experimentam,
e
de
evitar
ouiros
muito
maiores
que
se
te
mem—sè
a
falta
de
chuvas
ainda
continuar
por
algum
tempo
—se não
implorar a
mise
ricórdia
divina
para se compadecer
e
afas
tar
de nós tao
grande
calamidade
;
Have
mos
por
bem
ordenar
que
na
Sé
Primaz,
e
em
todas
as
egrejas
das parochias,
dos
conventos
das
religiosas,
das
misericórdias,
e
sanctuarios
d
’
esta
archtdiocese
de
Braga,
se
façam
preces
publicas
ad
pelendam
plu-
viam
em
ires
dias
contínuos,
ou
em
ires
dias
festivos
successivos,
com
o
SS.
Sacra
mento
exposto
no
throno
ou á
porta
do
sacrario,
como
mais
conveniente
parecer
aos
revd."
s
parochos e
superiores
das
egre
jas.
que
não
são
parochiaes.
Paço
Archie-
piscopal de
Braga, 17
de
janeiro
de
1876;
J.
Arcebispo
Coadjutor.
Alguns
dos lavradores
d
’alli
costumam
lascar
levemente
a
plantas,
afim
de
por
es
te
meio
virem a descobrir os
ratoneiros.
Aviso
á
policia.
Portugal antigo
e
moderno.—
Começamos
hoje
a
transcrever
do
«D.
de
Noticias»
o
folhetim
do
dislincto
escrip
tor
Jnlio
César
Machado
a respeito
do
sr.
Pinho-
Leal,
e
do
seu excedente
dicciona
rio,
de
que
repetidas
vezes
lemos
fallado.
Pedimos
venia
ao
collega.
Principio
d’incenilio.
—
Pelas
10
horas
da
manhã
d
’
inte-houtem
deram
as
torres
signal
d
’
incendio
que
se
linha'
ma
nifestado
no
recolhimento
denominado
da
Caridade.
Felizmente
não
tevecoonsequen-
cias,
podendo
ser
atalhado
de
prompto.
Retificação.
—
Por
ter
sabido
no
nos
so penúltimo
n.
’
um
communieado,
sob
a
epígrafe—
O
Hospital
de
S.
Marcos
e
as
Irmãs
Hospitaleiras
—
no
qual
se
encontram
alguns
erros
e
falta
de
palavras, julgamos
do
nosso dever
fazer
esta
ratificação,
para
o
completo
sentido
do
mesmo.
Portanto, onde
se lê
—
E
’
pois
suficiente
os pobres—deve
lêr-
se
—
E’
pois
sufliciente
escutar
os
pobres
;
onde
se
lê—
que
no
leito
da
dôr
com
atro
zes—deve
ler-se
—
que
no
leito
da
dôr
luc-
ta
com
atrozes
etc.
; onde
se
lê
—
meiguei-
ce
—
deve
ler-se—meiguice
;—onde
se
lê—
trabando
—
deve
ler-se
trabalhando.
Fallecinnento.
—
Falleceu
ante-lion-
tem
o
revd.
mo
snr.
Manoel
Joaquim
da
Ro
cha,
cotiego
da
sé
cathedral,
e irmão
do
snr.
José
da Bicha
Veiga,
a quem damos
sentidos
pesames.
Prorogaçío
<io
jubile»» dt*
Anno
Santo.
—
S.
exc.a
o
sor.
arcebispo
coadju
tor
acaba
de
obter
de
S.
Santidade
a
pro-
rogação do
jubileu
do
Anno
Santo,
cujo
tempo
findára
em
21
de dezembro do
an
no
findo,
até
23
de abril
do
presente an
no
de
1876.
Ratoneiros. —
Consta-nos que
ahi
para
os lados
de
Palmeira
os
ratoneiros
leem
feito das
suas,
acommettendo
os
tran
seuntes
com
a
amabilidade
da
costume.
Parece ser
crescido
o
numero
dos me
liantes
que
infestam aquelle logar,
porque
apparecem
aos
ires
e
avs
quatro
era
va
ries
pontos.
Chegai!».
—
Chegou ante-hontem
a
es
ta
cidade,
vindo
da
capital,
onde
linha
ido
tractar
de
negocios
do
seu
districto,
o
exm.°
governador
civil, visconde
de
Mar-
Ijande.
Abusa
intolerável.—I
nforman-nos
que
n
’
um
botequim
do
largo
de
Santo
Agos
tinho,
onde
se
dá
o
jogo
denominado
qui
no,
se
teem
commetlido
algumas irregula
ridades,
e
pedem-nos
que
chamemos
a
at-
tenção
da
auctoridade
competente.
Não
-sabemos
se
tal
jogo
é
tolerado
;
cumpre-nos, porém,
corno
jornalistas;
velar
pela
observância
da
lei
e
ir
de
encontro
a
todos
os abusos,
pese
a
quem
pesar.
Warie<ladeM.—0
trigo
cresce
em
to
da a
parte
e
prospera
sob
todas
as
latitu
des,.nas
quatro
partes
do
mundo,
excepto
talvez
debaixo da zona
tonida
e
zona
gla
cial
por causa
dos
extremos,
frio
e
calor,
que
ihe
são
igualrnente
nocivos,
um
por
que
secca
a planta,
outro porque
não
perrnilte
que
a
espiga chegue ao
estado
de
madureza.
Para
se
semear
o
trigo
é
indispensável
que
a terra
seja
primeiro
lavrada
e
desler-
toada.
Nos
terrenos
leves
é
esta
operação
facílima
e
para
a
pôr
em
pratica
bastará
o
arado.
Fig.
1.
O
•exterroamento
faz-se
com
uma
grade
ordinariamente
triangular,
com
nove
paltnos
de
cada
lado
em
cujo
topo
se
adopla
um
páo
de
bolea
a
que
se
prendem
as
bestas.
As
relhas
são
sub
stituídas
poi d»ates
conicos
e verticaes de
ferro
de
sei>
polegadas
de
comprimento
pouco mais ou
menos.
Fig.
2.
O
trigo
semea-se
desde
os princípios
de
outubro
até
janeiro,
e
é
mais
seguro
setneal-o
no
crescente
da
lua, e
colhel-o
no
minguante.
O
trigo
póde
produzir
quarenta
semen
tes
se
antes
de
se
deitar
á
terra
se
pozer
a
porção
que
se quizer
semear
dentro
de
um
cesto
vindimo
ás
camadas
entre es
trume
e
cal
e
o
escaldarem
depois. Feita
esta
operação
lira-se
o trigo
do
cesto
pas
sados vinte
minutos
e
bota-se
á terra.
Colombo. —
As
empreras
marítimas
dos
portuguezes
no
tempo
de
D. João,
to
mando
Ceuta
e
outras
muitas
praças na
África
:—
as
do
tempo
de
D.
João
II,
to
mando
Azilla
e
Tanger
:
—
e
as
expedições
de
Cadamasti
e Vicente Dias,
natural de
Lagos,
com
o
patrocínio
do
infante
D.
Hen
rique,
—
foram,
pela
sua
ruidosa
fama,
as
que
moveram
Colombo
ás
suas
navegações,
como
o
confessam
os
francezes
no
seu
«Diccionario
dos
Homens llluslres»
onde
se
lê
o
seguinte
:
«Chnstovão
Colombo,
genovez,
nasceu
em
1442.
Quem
o
moveu
a
emprehender
as
suas
viagens
marítimas
foi
o
ruido
que
então
faziam
as
façanhosas
emprezas
dos
poriuguezes.»
Um»
bna nutieia bibliogrníleii.
—
Temos diante
de
nós,
escreve
o
«
C.
da
Tarde»,
ura
livro
etn
8.°, de
mais
de
300
paginas
bello
na
fórma,
solido
na
substan
cia.
Tem
centenares
de
bonitas
gravuras
e
até
um
mappa
da
Terra
Santa.
Chama-se Historia
Biblica,
ou
Narrativa
do
Velho
e
Novo
Tes
tamento.
Está
approvado
por todos
os
srs.
bispos
da
Suissa,
e
por
muitos
da
França,
da
Italia,
do
Brazil, etc.
Seu
auctor é D. Antonio de Mocedo
e
Costa,
bispo
do
Pará
!—
(Quem
não
conhe
ce o
Chrysoslomo
brazileiro ?
)
A
edição,
nilida
como poucas, é feita
em New-Yoik
por Benziger,
Irmãos,
typo-
grafos
pontifícios. 0
snr. Jucinlho
da
Sil
va,
livreiro
no
Porto,
dizem-nos
que ven
de
cada
exemplar
d
’
esta
preciosa
obrasinha,
que
deveria
andar
nas mãos
de
todos
os
jovens
d
’
a<nbos
os
sexos
e
ser
adoptada
em
todas
as
escolas,
por
500
rs.,
enca
dernada
!
A
tal
preço, porque se
não
mandam
aos
milhares
para
Lisboa
e
para
todas
as
cidades
e
villas
de
Porlogal
?
Fazemos
vo
tos porque assim
aconteça
e
quanto
aotes.
O
e$c.
“
°
snr.
bispo
de
Olinda,
acaban
do
de
lêr
o
precioso
volume a que
nos re
ferimos,
escreveu
as
seguintes
linhas
para
as
quaes
chamamos
a
alteução
de todos
os
mestres
e
paes
de
familia
christãos:
«Furtando
alguns
momentos
ás
immen-
sas
e
constantes
occupações
do
sagrado
munus
pastoral,
li
com
suuamo
praser-
e
subido
.
interesse o
Resumo
da Historia
Biblica, tão
magislralmetile
tradusido
e
commentado
pela
aurea
penna
do
exc.m®
e
revm.
”
sor.
bispo
do
Grão
Pará.
Este
li-
vriuho
é,
no
meu
humilde pensar,
digno
do
maior
apreço.
Tanto
assim
que
já
pu
de
obter
fosse elle
adoptado
em
vários
col-
legios
da
minha
querida
Diocese.
Oxalá
seja
elle
beuignameute
acolhido
no
seio
de
todos
os
collegios
e
escolas do
iraperio,
e
espalhado
com
profusão
entre
todas
as
ca
madas
da
nossa
sociedade,
maxime,
entre
aquellas que
menos
favorecidas
são
do
en
sino
religioso.
1
Fr.
Vital,
bispo
de
Olinda.»
Depois
de
tal
recommendação,
qual
quer
outra,
da
nossa
penna
especial
mente,
nos
parece
inútil.
Só
queremos
fazer
notar
que
a
obra
não
se
publicou
nem,
sobre
tudo,
se-vende
em
Portugal,
para
ganhar
dinheiro.
Duvidamosz
que
o
preço
lhe
cubra
as
despezas
de
impressão,
trans
porte,
encadernação,
etc.
Ha
pois
muito
que
agradecer...
não sa
bemos
a
quem.
Deus
scil.
Elle
dará
a
re
compensa
a
quem a
mereça.
Malvadez.
—
Por
volta
das 10
horas
da
noite
de
16
do
corrente, íoi
lançado
fo
go
a
duas
medas
de palha,
que
o paro
dio
de S.
Marlinho
de
Moute
tinha jun
to
á casa
de
sua
residência.
O
malvado
escolheu
a
occasião
em
que
quasi todos
os
homens
validos
da
fregue
zia
tinham
ido
em
diligencia
capturar
uns
malfeitores
e-
desordeiros da
freguezia
de
Freiriz,
os quaes
foram
presos e
conduzi
dos a
Villa
Verde.
Por
tal
motivo, o
po
vo
que
se
ajuntou
á
voz
de
soccorro,
ape
nas
procurou impedir
que
o
fogo
se
coin-
muoicasse
á
residência,
o
que
felizmeute
não
aconteceu
por
não fazer
vento
o
’aquel-
la
noite.
Plantas roubadao.
—
Escreve-nos
um
nosso
a-signante
d
’
uina
freguezia
da
Ribeira
de
Pendia,
pedindo-nos
para
que
lembremos
ás
auctoridades
competentes a
conveniência
de
fazerem
apresentar
guia
de
vendedor
aos
indivíduos
que
negoceiam
em plantas
;
pois
que os proprietários se
queixam
de
frequentes roubos praticados
nos
seus
pomares
e bouças.
Aflirma
o
nosso
assignante
que muitas
das arvores
roubadas
leem
sido
vendidas
n
’
esta
cidade,
e
que
para
evitar
mais
pre-
joisos
os
proprietários
se
veem
na
neces
sidade
de
mandarem
guardar
de
dia
e
de
noite as
propriedades
;
porque
o
desaforo
tem
chegado
a ponto
de
arrancarem
as
próprias
arvores
plantadas
já
este
anno.
Nasce
mais depressa
e
póde
produzir co
mo
dissemos
até
quarenta sementes, isto
é
quarenta
moios
por um.
O
lavrador
que
quizer
ter
uma
colhei
ta
limpa
deverá'ter
cuidado
de
fazer
mon
dar
a
seara
no
fim
do
Inverno
e
princí
pios
da
Primavera.
As
pessoas
emprega-,
das
na
monda
devem
ter o
cuidado de
arrancar as hervas
com
a
raiz.
Os
terrenos
seccos
e
áridos
são
os
que
mais
precisam de
monda
por isso
que
as
plantas
parasitas
lhes chupam
a
pouca
bu-
midade
que
tem
em
prejuízo
do
trigo
Por
es'a
razão
os
bons
agronomos
aconselham
segunda
monda
n
’
estes
terrenos
antes
das
chuvas
da
Primavera.
Da
farinha
do
trigo
faz-se
o
melhor
pão,
que
é
o
mais
conveniente
mantimento
da
especie
humana, e
como
de
sua
natureza
gera
humores
viscosos é
por
isso
que
se
ihe
junta
sal
o
qual segundo
a
opinião
de
doutos
tem
a
propriedade
de
seccar
os
hu
mores
supérfluos,
e
cortar
as
viscosida
des.
Para
se
evitar
que
o
gorgulho
atlaque
o
trigo
guardado,
é
bom
por-se
no
celei
ro—
artemija.
EXPEDIENTE
DA ADIHXIMTBA-
Çé.
Os nossos
assignanles de
Vianna
e seu
districto,
podem d
’
oravante
pagar
suas
as-
signatura
ao nosso estimável
correspon
dente
na
mesma
cidade,
o illm.
0
snr. Fran
cisco
José
d
’
Araújo Jumor,
ein
poder
de
quem
se acham
os
competentes
recibos
devidamenle
assignados.
Até
esta
data
ficam
pagas
as assigna-
turas
dos
exm.°s
cavalheiros,
cujos
nomes
seguem,
e
a
quem
muito
agradecemos
a
coopesação
que
nos
dispensam:
Alpedrinha.—
Antono
C.
de
Almeida
Viegas,
até
15
de
abril
de
1876.
Porto.
—
Banco
da
Estremadura,
até
22
de
abril
de
1876.
Santa
Martha
de
Bniro.
—
Manoel
An
tonio
da
Silva,
até
11
de janeiro
de
1876.
Santa
Martha
de
liowro.
—
Antonio Joa
quim
Fernandes
da
Silva,
até
II
de abril
de
1876.
Penella.
—
José
Manoel Rodrigues,
até
31
de
dezembro
de
1875.
Braganca.
—
Reitor
de
Donai,
até
30
de
abril
de
1876.
Monção.—
José
Antonio
Caetano
de
Cas
tro,
até
10
de
junho
de
1876.
Certã.
—
Padre
João
Dias
Barata,
até
19
de
março
de
1877.
(Continua)
SAttDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
97
anuo» «i’invariavel aueeesso
5
Toda
a
moléstia
acaba
com o uso
da
deliciosa
Revalesciére
du Barry
que
tor
na
a
dar
a
saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
sonano.
Cura as
indigestõe,
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
airotos,
fiatos, amargor
na
hocca,
pitui-
tas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intesti-
naes,
diarrhea,
dizenteria, cólicas,
tosses
asthraa,
(alta
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabellie,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
bronchiles,
da
be
xiga,
do
ligado,
dos
rins, dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue. 75:000
curas
entre as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de PluskovV
da
exc.
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
dos
doutores Manoel
Saens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cordova
etc.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
\yur-
zer
:
Bonn,
19.de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farirfha
é
o
melhor
absorvente;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e
restautante subslitue
admiravel
mente
toda
a medicação
em
muitas
doen
ças.
E
’
de
grande
ulilfdade,
sobre
tudo
nas
renitências
habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas, aífecçôe»
nos
rins
e
na
bexiga,
na
pedra,
irritações,
infiamações,
e
caimbras da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e
hemorroides
bem
como ua;
enfermi
dades
pulmonares,
bronchjtes,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a
Re-
valesciére
du
Barry
tem
a
propriedade
pre
ciosa
de
cuiar
as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud.
WuRZEti
membro
de
muitas
soerdades
‘
scientificas.
Seis
vezes
mais nutritiva do
que
a car
ne
sem
esquentar,
aconomisa
cincoenla
vezes
o
seu preço
em remedios.— Preços
fixos
da venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas de
folha
de
lata,
de
1
/
i
klfo,
500
;
de kilo
800
rs
; de
utn
kilo,
1$400
reis;
de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
0
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
ESevalencière
elioeolatuda;
ella
res-
titue
o
appetlile,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas, e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelÒ
chavenas,
SOO
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
14-400
;
de
120
chavenas,
3$200 reis,
ou
23
reis
cada
chavena.
BABBY
»U BARRT & C.a —
Pla-
ce
Veudòme, 26,
Pariz; 77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
drogu.stas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito Central
;
snr,
Serzedello
à
C.
a
Largo do
Corpo
Santo 16,
Uisb»a,
(por
grosso
e miúdo)
;
Carlos
Barreio, rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12.
Portr», J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.
;
Hareellon,
Ramos,
pharm.
;
Brug»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
ôc
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
duimarSes,
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do Júimia,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
2*®-
vor
do VarasinM,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Viaiaoit» «lo
Cantello,
Aflotiso
e
Barros,
droguistas;
Viila
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Bento José
da
Rocha,
sua
esposa
e
fi
lhos,
da
freguezia
de
Covas,
vêem
por
es-
le
meio
lavrar
um
protesto de
profundo
reconhecimento
de
que
estão
possuídos
para
com
todos
os
ecclesiasticos
e
mais
pes
soas
que
tanto
os
penhoraram
por
occa-
sião
do
fallecimento
de
seu
chorado
irmão
cunhado
e
thio
o revoa.
0
snr.
Manoel
Jo
sé
da Rocha,
parocho
que
foi
na
freguezia
da
Correlhã.
A
todos
a
sua
gratidão
inde-
level.
’
(2928)
Manoel
Joaquim
da
Silva
Areo,
Anto-
nia
Maria
Pinto Coutinho
e
José
Joaquim
Rodrigues,
não
podendo
pessoalmente
agra
decer
a
todas as pessoas
que
lhes
fizeram
a
honra
de
os
cumprimentar
e
assistir ao
oílicio
de
corpo
presente,
que por
alma de
seu
pae
e
sogro
Sebastião
José
da
Silva
Areo,
que
teve
logar
no
dia 7
de
corren
te,
na egreja da
Sé
Primaz, o
fazem
por
este
meio
protestando
a lodos
o
seu
eterno
reconhecimento.
Egnalmente
argradeccm
a
todas
as
pes
soas
que esperaram
ós
restos
morlaes
do
finado,
e
assistiram
ao
responso
de
sepul
tura
no
cemiterio
puplico.
(2920’)
(169)
BANCO AIiLIAW
Bividrndo
do
8.° eenaieslre ISlã
Na
thesouraria
do Banco
do Minho
a
principiar
no
dia
24 do
corrente,
desde
as
10
horas
da
manha
até
á
1
da
tarde,
pa-
gai-se-ha
aos
snrs.
accionistas
d
’
aqnell£
Banco
residentes n
’
esta cidade,
o
dividen
do
do
2.°
semestre do
anno
pp.
á
razão
de
4
p.
c.
ou
2$400
rs.
por
acção.
Braga
19
de
janeiro
de
1876.
(2926)
COMPANHIA
GERAL
BRACA-
RENSE
São
convidados
cs
snr.
accionistas a
reunirem-se em
assemblea
geral
no
dia
26
do
corrente, pelas 10
horas
da
manhã,
no
escriplorio
da
mesma
Companhia,
cam
po
de
D.
Luiz
1
°,
para
os
fins
consigna
dos
no
art.
12.°
dcs estatutos.
Braga,
19 de
Janeiro
de
1876.
O
presidente,
2929
Francisco
de
Campos
Azevedo
Soares.
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
de Fortuna, corre
seus
devidos
termos
uma acção
de
separação
de
pessoa
e
bens
tequerida
por
Maria
Gomes
d
’
Al-
meida,
da
freguezia
de
Cunha
contra
ceu
maiido
Francisco
Jeronimo
de
Sá Corrêa,
da
freguezia
de
Ruilhe.
E-ta
acção
foi
dis
tribuída
em audiência de
17
do
corrente
mez,
o
que
se
annuncia
para
dar
cum
primento ao
disposto
no
art.
122»
do
Co-
digo
Civil.
(2927)
Ensino
primário
agrícola
Por
P. Joigneaux,
versão
portugueza
por Paulo de
Moraes,
ampliado
com adá
gios
agrícolas,
evangelho
do
lavrador
e uma
curiosa
serie
de apreciações
sobre
difleren-
tes
cuítuias
em
Portugal.
Preço
500 réis
(cartonado),
com
interessantes
gravuras.
A
’
venda
na
livraria de
Madame
Mane
Lallemanl.
rua
do
Thesouro
Velho,
22, Lis
boa.
Franco
de
porte
para
as
províncias.
CBANBK
DEPOSITO
»E 1IACHI-
JVAS
»E COSTURA
DE
CARTÕES
DE
VISITA E
DE
CASAMENTO
Inipriínen-se nt* «Uivraria
Catlioliean
DE
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
10
—
Rua
do
Souto
—
10
BRAGA.
Preços:
cada cento
impre-são
e
cartão
branco
liso,
—400,
440,
450,
550
e
650
rs.
Ditos
tarjados
para
luto,
impressão
e
cartão,—
700
e
750
rs.
(2870)
EM1ÇÃO
»E M XO
« lílllft itóSIMttl
Album
do
rio
Douro
e paiz
vinhateiro
PELO
VISCONDE
DE VILLA MAIOR
23
caderneta.........................................
200
(em distribuição)
Continua
a
receber-se assignaturas na
LIVRA
BI A
I VIVEHS AL
DE
MAGALHÃES &
M0N1Z—Editores
14
—Largo
dos
Loyos
—
14
Banco Commercial de Braga
Acha-se aberto
o
pagamento
dos
divi
dendos d
’esle
Banco,
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas
feiras,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
á
1
da tarde,
relativos ao
2.°
semestre
de
1875
na
razão de
5
por
cento,
ou
2$500
réis
por
cada
acção da
primeira
emissão
e
de
14435
das
de
segun
da.
Os
snrs.
accionistas
do
Porto
podem
receber
na
Caixa
Filial
d
’
este
Banco
em
aquella
cidade.
Braga
18
de
Janeiro de
1876.
,
Os
direclores
Jcão
Evangelista
de
Sousa
Torres e
Almeida
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
BANCO MERCANTIL
DE
E3
RS.
A direcção annuncia
que
desde
dia
17
do
corrente
está
em
pagamento
o dividen
do
do
ultimo
semestre,
na
razão
de 1$200
por
acção
;
no
Porto
na
sua agencia
na
Pra-
■ça
de D.
Pedro, e
n
’esla cidade
na
casa
do
Banco,
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas
feiras,
desde
as
10
horas
da ma
nhã até á
uma
da
tarde.
Braga
14
de
janeiro
de
1876.
’
Os
direclores
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
João
da Costa
Palmeira
José Antonio Rebello
da
Silva.
Por
ordem
do
exm.°
vice-presidente
da
Assembleia Geral são convidados
os
snrs.
accionistas a
comparecerem
na
sede
do
Ban
co,
no
dia
22
do
corrente
pelas
12 horas
da
manhã
para
se
proceder
á
eleição
de
dous
supplenles
á
direcção.
Braga
14
de
janeiro
de 1876.
O secretario
Domingos
Moreira
Guimarães,
BANCO
DA
COVILHÃ
Soeiedade
anoiiynia de respoiísa-
bilidade limitada
São
convidados todos
os
snrs.
accionis
tas
d
’
e3te
Banco
a
reunirem-se
no
dia
30
do
corrente,
por
2 horas
da
tarde,
no
edifício
onde
está
installado
o
mesmo
Ban
co,
u
’
esta
cida.de,
afim
de
se
cumprirem
as
disposições do §
13
do
art.
18.°
dos
respectivos
estatutos.
Covilhã
10 de
janeiro
de
1876.
O secretario
da
Assembleia
Geral
Francisco
Rodrigues
Antunes
Castanheira.
(2922
’)
K.
«ÉHâBB
Construída*
por BK. J. JPetit, de
Rruxellas
13
—
Praça
de
Carlos
Alberto
—
14
PORTO.
N
’este
estabelecimento
encontra-se
á
venda
um
grande
sortimento
de
machinas
de
costura
;
para
familias
e
costureiias,
próprias
para
todo
o
trabalho
de
obra
bran
ca
e
fina
de
côr.
Para
alfaiates,
estofado
res,
chapelleiros
etc.
:
podendo
executar
toda
a
obia
de
panuo
e
couro
fino.
De
lançadeira gtande
(levando
300
metros
de
fio.)
Para
calça.do,
correames,
arreios
etc.
De
braço, especiaes para
calçado,
poden
do
metter
elásticos
e
fazer toda
a
sorte
de
concertos.
—
Portáteis,
de
mover
á
mão,
podendo
lambem
funccionar
com
pe
dal,
muito
convienles
para
familias.
De
bordar,
executando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados,
a
branco
e cores,
em
relevo
etc.;
próprias para
modistas,
cos
tureiras,
estofadores,
corrieiros:
esta
ma-
chitia,
uma
das
maravilhas
da industria
mo
derna, póde
fazer a
fortuna
da
pessoa
que
a
possuir.
De
cravar
calçad,o,
que tm
pou
cos
minutos
cravam,
parafusando
com
to
da
a
segurança,
um
par
de
calçado.
O re
sultado
d
’
cste
trabalho
é
muito superior
ao
aciualmeute adoptado. De
lavar,
indispen
sáveis
ao
uso
domestico,
recomendáveis
pela
ecoriotiiia
que
resulta,
não
só
da
lava
gem,
como
da
conservação
da
roupa.
To
das
estas machinas
são
acompanhadas
de
um
completo
sortimento
de
accessorios que
facilitam
a
execução
de
todas
as obras.
Garante-se
a
perfeição
e
duração
de
to
das
as
machinas
vendidas,
e
attendendo-se
ao
perfeito
trabalho
e
á
solidez
da
sua
construcção
póde
affoutamente
asseverar-se
que
não
tem
rival
na modicidade
dos
pre
ços.
A
fim
de proporcionar
aos
compra
dores
todas
as vantagens,
esta
casa não
só
facilita
o
pagamento
por
prestações,
mas
lambem
a
aprendizagem,
para
o
que
fez
vir
do
estrangeiro nrn
artista
perfeito
co
nhecedor
do
machmismo,
e
duas
senhoras,
para
praticamente
daiem
as necessárias
ex
plicações.
Ha
completo
sortimento
de
al
godões,
linhas,
lãs
e
sedas,
em
todas
as
côres,
para
bordados
e costura,
assim
co
mo
lodos
os
accessorios
e
peças
sobreseienles
para
as
diveisas
machinas.
Qualquer
con
certo
de
que
necessitem
as machinas
ven
didas
n
’
esie
estabelecimento
será
feito
im-
mediatameute
e com
toda
a
perfeição. Exe
cuta-se
a
preço
modicc qualquer
obra
de
bordados
para
modistas,
estofadores,
alfaia
tes,
etc.
Este
estabelecimento
tem
o
exclusivo
da
importação,
das
machinas
«Teste
auctor
em
Portugal.
Faz-se
abatimento
a
quem
comprar
por
atacado.
Deposito
em
Braga,
em casa dos snrs.
Almeida
&
Pereba.
(2904)
Declaração
e protesto
D.
Carolina
da
Rocha
Pereira
do
Lago,
aclual
senhora
e
possuidora da quinta de
Passos,
situada
no
logar
do mesmo
nome,
freguezia
de S.
Viclor
d
’esta
cidade,
de
clara
que
nos
prados
chamados
as
Lamei-
ras,
que
er-tava
usufruindo
o
fellecido
Ma
noel de
Magalhães
d
’
Araujo
Pimenlel,
e
que
confrontam
com
terras
do
seu
praso,
ha
terrenos pertencentes
a
esta,
pelo
que
protesta
haver
lodos
os
que estiverem
fóra
da
medição,
que
lhe
pertence.
(292F)
COADJUTOR
Precisa-se
d
’
um
em
uma
freguezia
pro
ximo
d
’esta
cidade.
Quem
se
achar
ha
bilitado/
para
isso queira
participar
n
’
esla
redacção.
2901
Vende
papeis
pinta-
g
dos
para guarnecer
sallas,
§
lindíssimos
gostos,
a
prin-
.4
;
cipiar
em
80
reis
a
peça,
x
A
—
O
w
'
Vende
olio,
tintas
e
;
vernizes
para
pinturas
de
■
casas,
tudo
de
boa
quali-
■
dade.e
preços
muito
resu-
.
mi
dos.
Vende
cimento
roma-
'
y
nó
para
vedar
aguas,
ges-
$
so
para
estuques
de
ca-
C
sas,
tudo
de
primeira
qua-
&
Nova
fundição
de
ferro
e me-
taes
0e
Antonio
Germano Ferreirinlía
Travessa
de
S.
João—
Braga.
O
proprietário
d’
esla
ofíicina
funde
to
da
a
obra
de
ferro e metal,
de qualquer
tamanho e
natureza
que seja,
assim
como
também
faz
memórias
de
ferro
ou
metal,
tudo
pelos
preços
do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
