comerciominho_19121876_581.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E «OTICIOSA
NUMERO 581
Àssigna-see
vende-ge
no
escripcorio
do
ebitor
e
proprietário
/<
m
«
Maria
Dias
da
Cosia,
rua
Novaii.
*
3E,
para
onde
deve
#«r
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
= As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
corresponden-
eim>
de
Interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
j
P
reços
:
Braga,
annoljSôOO
rs.~»
Semestre
850
rs.—
ProtM'--
I
cias,
anuo
2&000
rs
e
sendo duas
3^609
rs.
—
-Semestre
1T0S
*
|
rs.
—
Brazil,
anno
3&600
rs.—
Semestre
1^900 rs.
moeda
forl<
j
ou
8&009
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.—Annuncios
por
linha
|
i
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignanies 29
'ã,
d
’
abatiraonto.
Está a
aproximar-se o anno
de
1877,
em
que este jornal
entra
no
5.°
anno da sua
publi
cação.
Prevenimos, pois,
os cavalhei
ros
que nos teem honrado com
a
sua
assignatura,
para
que a
reformem; e
áquelles
que ainda
se acham em
debito
com a ad
ministração,
pedimos a fineza
de
satisfazerem, até ao fim
do
mez corrente, a importância
respectiva,—sob pena de lhes
ser
sustada
a
remessa
do jor
nal,
usando
então
do expediente
que
nos
suggerir o direito que
nos assiste.
O
nosso jornal,
que sempre
tem advogado os interesses
da
Religião
e
da
sociedade, é o
mais
barato de toda a provin
da.
Se é pequeno, porém, o
sa
crifício
que os nossos assignan-
tes fazem pela sua sustentação,
nós olhamol-o
ainda assim co
mo favor sem preço.
Esperamos
continuar a
me
recer-lhes
o
mesmo auxilio.
■
1)3.
il.
Ht
MACE»».
0S
BfflS
affifâliS
ROMANCE RRAZILEIRO
VOLUME
I
XíV
O
moço e a moça.
[Cottljiniução]
Depois
de
alguns
passos
mais, a
mo
ça
disse
ao
seu
companheiro
com voz
quasi
sumida
:
—
Conversemos... senhor...
Mas
foram indo
sempre calados
como
até
então.
Desde
porém
que
aquelias
palavras
chegaram
aos
ouvidos
da
moça
qualquer
fraco
ruido,
o sussurrar
de
uma
conver
sa
a
pouca
distancia
rravada,
tudo
em
uma
palavra
a
assustava
;
tudo
lhe
parecia
es
tar
repelindo aquelle
insulto íeilo
á
sua
innocencia
;
—
São
namorados.
Chegaram
emfim
aquelias
quatro
per
sonagens
ao largo
principal, e
ladeando-o
pela
direita,
entraram
no
caramanchel
d
’
esse
lado,
e
sentaram-se nos
bancos
de
pedra.
Ficaram
então
todos
quatro descan-
çando
em
silencio
debaixo
d
’aquelle
bello
tecto
de
jasmins da
índia,
e
como
se
a
melancolia
dos
dois
moços
se
houvesse
propagado
aos velhos,
estiveram
estes
tris-
Aqui
vè-se,
d
’
um modo
completo
e
não volumoso,
a
propagaçã»
milagrosa
da
Egreja,
os
seus
incessantes
çombates
e
gloriosos triunfos,
a
sua
invariável consti
tuição
e
doutrina.
Aqui descobrem
os
lieis
o
solido fundamento
da
sua
fé:
os in
crédulos encontram
a
solução
da
maior
parle das
diííiculdades
que
elles
objectam
á
religião;
os
dissidentes
acham
destruídas
todas
as
preoccupações
contra
a
Egreja
Calholica
Romana.
Aqui
os
factos
são
ex
postos
com
muita
ordem
e clareza,
as
fontes
donde
são tiradas as provas em
que
se
baseiam,
insuspeitas
e
orthodoxas.
e
o
critério
com
que'
são
apreciados
e
julgados,
muito
discreto
e
seguro.
E
’
dividido
este
Tratado
de
Historia
Ecclesiastica em
tres
grandes
períodos,
que
representam
as
tres
principaes
fases
do
Ghristianismo,
e
cada
um
dos
quaes
enche
um
volume No primeiro
período,
que
acaba
na
epoca
do
império do
Occi-
dente
em
476,
vt-mos
o
começo,
os com
bales,
os trabalhos,
o
ensino,
e
toda
a
acção
da
Egreja
no
meio do
mundo
ro
mano,
e
subresair
a
perfeita
conformidade
que
existe
enire
a
nossa
fé.
No
segundo
periodo, que
se
estende
desde
a
queda
do
império
do Occidenle
até
ao
apparecimento do protestantismo
em 1517, admiramos
a
maravilhosa
acção
da
Egreja sobre
os
povos bárbaros
que
ella
converte,
educa,
dirige
e
faz passar
do
estado
selvagem
para
a
bella
civilisa-
ção
do
século
de
Leão
X.
No
Terceiro
periodo,
que
se
estende
desde
o
começo
de
protestantismo
até
ao
anno
de
1875,
contempla-se
a Egreja
lu-
ctando
contra
a
anarchia
religiosa
e
con
tra
a
anarchia
política,
saidas
dos prin-
cipis da
pretendi.la
reforma,
e
conser
vando a civilisação
moderna,
que
este du
plo
ílagello
põe
em
perigo.
Para
alumiar,
orientar
e
suavisar
o
SSAGA-TESÇ
l-FEIRA 19 E#E '
OEZIMSBIM»
Tratado âe SítsSoria Kcclesâasíiea
jaelo
piiai-e
E
êívsaobx
.
«
Os
factos
são
expostos
com
muita
ordem
e
clareza,
as
fontes
donde
são
tiradas
as
provas
em
que
se
baseiam,
insuspeitas
e
orlhoUoxas,
e
o
critério,
com
que
são apre
ciados e
julgados,
muito
dis
creto
e
seguro».
(Approvação
pelo
ex.
1110
bispo de Coimbra.)
E
’
uma
verdade
incontestável
que
não
amamos
se
não
o
que
conhecemos.
E
como
poderemos
amar
a
Esposa
do
Cor
deiro
Immaculado,
que
outra
cousa
não
é
senão
Jesus
Christo
faltando e
ensinan
do
conlinuamenle
debaixo
d
’
uma
fórma
humana,
se
não
conhecermos
bem
a
sua
origem
sobrenatural,
e
portanto
a
sua
mis
são,
que
é
a
de
Deus—ensinando
a
ver
dade
e
fazendo
bem?
E
como
poderemos
conhecei
a
sem
que
a
contemplemos
atravez
as
idades,
sem
que
consultemos
os
factos,
os
monumen
tos,
os
teslimunhos
escriptos
onde
sobre-
sahe
a
sua
procedência
sobrenatural
e a
sua
missão
providencial
no meio
do
mun
do?
E
como
adquirir
este conhecimento,
que
se
prende
no Cenáculo,
berço
da
Egreja,
e continúa
pelos
séculos adiante
até
aos
nossos
dias, a
não
ser
na
Histo
ria
Ecclesiastica,
onde
a
vida
militante
da
Egreja
apparece
em todo seu
fulgor?
E
aonde
estudar
melhor a
manifesta
ção
d
’esses
caracteres
que
distinguem
a
verdadeira
Egreja
das outras
que
o
não
são senão
na
excellenle
Historia Eccle-
siaslica
do
padre Rivaux?
tes
e
suspirando,
até
que o ancião
que
brou
inopinado
o
silencio
dizendo
:
—Então?.
.
que
q»er
dizer
isto?.
.
vie
mos
passeiar
e divertir-nos,
e
estamos
tris-
temente
olhando
uns
para
os
outros?...
—
Parece,
respondeu a
velha,
que
es
tes
meninos
pegaram-nos
sua
tristeza
—
Não;
tornou
aquelle
;
não mintamos
a nós
mesmos
:
quereis
saber,
Celina,
poi-
que
nossa
velha amiga
se tornou
de
sú
bito
melancólica?...
quer
saber,
snr-.
Cân
dido,
porque
me
succedeu o mesmo?.
.
Os
dois mancebos levantaram pela
pri
meira
vez
os
olhos,
e
os
titaram
em
Ana-
clelo,
como
dizendo
cada
um
d
’
elíes
—
:
quero.
—
E’
que
nos estamos
lembrando
do
passado!
disse
Anaclelo.
irias
murmurou
tristemente
:
—
E’
verdade!
é
isso
mesmo.
—
E
’ que
vêmos
ir-se
tudo
mudando
em
torno
de
nós:
é
que
sentimos
irem
morrendo
uma
a
uma
to
ias
as
lestimunhas
de
nossos
gosos
dos
bellos
annos...
e
aqui
mesmo,
a
não
serem
essas arvores
copa
das
que
resistem ao
tempo,
e
essas
duas
pyramides
que
não
sei
por
que
milagre
não
se
lembraram
ainda
de
lançar
por
terra,
nada,
nada mais haveria
do
que
era
nosso! tudo
leria
morrido...
indo
es
taria
mudado,
pms que até
se
matam
os
nomes!
—
E
’
verdade!
tornou
a
velha.
—
Vós, mancebos,
não
sabeis
nada
d
’
is-
lô
!
houve
no
entanto um tempo,
uma
época
como
oulra
não
haverá
mais
nunca
para
esta
cidade
:
eu
era
então
moço
co
mo
vós,
e
vi
e
gosei
ludo
isso:
havia
paz
e
ventura
para
lodos, e
cada
noite
era
uma
noile
de
festa
:
os
moços
sahiam
tocando
e
cantando
pelas
ruas suas
mu
sicas
suaves
;
as
famílias
reuniam-se
em
uma
só
familia
para
gosar
prazeres
inno-
cenles;
dormia-se
com
as
portas
aberias,
longo
caminho
que
o
leitor
tem
de
per
correr,
põe o
padre
Rivaux
ao
lado da
narração
dos
principaes
successos
a
sua
data.
Após
cada
século,
ha
como
’
uma
pausa;
e
em seguida a cada
grande
epoca
uma
verdadeira
parada,
com
uma
reca
pitulação
de
todos,
os
factos
estudados,
e
as
conclusões
e
observações
que
d
’
elles
dimanam.
Além
d’
isto,
cada
acontecimento
im
portante
é
acompanhado
das
reflexões
ou
discussão
que
elle
admitiir, quer
contenha
uma
prova
em
favor
da
Egreja.
quer
ten
tassem
empregal-o
como
obj-cção
contra
ella
Agrupando,
quanto
possível, os
fa
ctos,
para
os
não
isolar
ou
separar dema
siado,
o
padre
Rivaux
não
inverte
a
or
dem
chronoíogica.
A
acção
tão
admirável
e
tão
contínua
da
divina
Providencia
a
favor da
Egreja,
é
da
parle
do
auctor o
objecto
da
maior
atlenção
Traduzida
pelo
erudita,
zeloso
e
inla-
tigavel
parocho
de Cacia,
o
dr. Erancisc
»
Luiz
de
Seabra,
e
editada
pelo
incançavel
e
esmerado
editor
de
livros
religiosos o
snr.
Ernesto
Cbardron,
o
Tratado
de
His
toria
Ecclesiastica do
padre
Rivaux
é
uma
obra
própria,
como
nenhuma oulra,
para
promover
a
inslrucção
do
clero
e
dos
fieis,
para
corroborar
a
fé
e
rebater
a
impiedade
’
.
Felicitamos
o
editor
pela
publicação
de
ião
excellenle
obra.
Recomim
ndamol-a
a
todos,
sobretudo
ao
clero;
pois
a
to
dos
é
fácil
a
sua
acquisição pelo
preço
de i$000
reis cada volume
por
assigna-
lura
até
ao
fim
d’
este
anno.
Nada
mais
barato;
nada
mais
bem
es
cripto;
nada
tão
mil
nas
provações
por
que
está
passando a Egreja
Uma,
Sinta,
Calholica,
Apostólica,
Romana.
Oxalá
que
a correspondência
a
este
appelo
seja
digna
dos
sacrifícios
que o
editor
faz
atirando
ao campo
da
contro
e
nunca
um
malfeitor
entrava
por
ellas...
Tudo
porém
acabou,
e
este mesmo
logar,
onde
tão
bell.is
horas
se
passava,
já
tal
vez
nem
d ellas
lembrar-se
póde,
porque
em
hm ludo está
minado...
vossa
civilisa
ção
matou
tudo
isso!
Ninguém
respondeu.
—
Vistes,
continuou
Anacleto
depois
de
curto
silencio,
vistes
aquella
rua
qne
vem
direita
ao
portão
d
’
este
passeio
1
'...
vós
hoje
a chamaes
—-das
Marrecas
—
e nós
a
chamavamos
então
—
das
bellas
noites
—
:
comprehendeis
o
que
significava
esse
no
me?...
era
a
demonstração
viva
do
pra
zer,
da
felicidade
que fruía
a multidão
immensa
de
ambos
os
sexos,
que passa
va
por essa
rua
para
entregar-se
a
go
sos
puros
aqui.
Sobre
estas
grandes
me-
zas,
junto
de uma
das quaes
estamos,
ceavam
famílias
a
quem
os
laços
de
ami-
sade
ligavam,
e
nas
quaes
havia
ás
ve
zes
um
mancebo,
e
uma
moça
que
não
tarde se ligavam
por
outros
laços
mais
doces
amda:
oh!
quantas
vezes
debuxo
d
’este
caramanchel,
ou
em
um
passeio
alli
por
aquelias
ruas
sombrias
e
solitárias,
não
leve
origem
um
terno
sentimento,
que
foi
logo
depois
fazer a
felicidade
de
duas
creaturas
!...
Uma
leve
onda
de
rubor
passou
ligei
ra
por
lobre
as
faces de
Celina,
ao
mes
mo
tempo
que
Cândido
se
íez
mais
pal
lido
aind.i.
Irias
até então distrahida,
começava
a
observal-os, filando
ora
na
moça,
ora
no
mancebo
seus
olhos
verdes.
Anaclelo
proseguiu
:
—
Que é
feito
d’
aquelles
nossos
dóis
pavilhões quadraugulares
com
sua
esta
tua
de
Apollo
coroando
o
do
lado
direi
to,
e
com
a
de Jtlercurio o
do
esquerdo?...
Vossos
dois
torreões
octogonaes
poderão
lazel-os
esquecer?...
desconlio
muilo
que
não
;
pelo menos eu
me
hei
de
lembrar
sempre
do
pavilhão
da direita
com seu
tecto
de arabescos,
palmas
e
ílôres
sobre
fundo branco,
todos
formados
de
pennas
de
diversas
côres
;
com
suas
sobre
por
tas
de
baixos
relevos
de
passares
de
nos
sa
leira, feitos
á
custa
iie
suas
propfias
pennas:
pelo menos eu me
hei de
lem
brar
sempre
do
pavilhão
da
esquerda
eom
seu
tecto
de
arabescos
palmas
e
ílôres
sobre
fundo
azul
lodos
formados,
não
iá
de
pennas,
como
o outro,
mas
de lindas
coochinhas,
com
suas
sobre portas orna
das
de
relevos
de
peixes,
dos
nossos
ma
res,
feitos
á
custa
de
suas
próprias pelles:
tudo
isso
era
bello,
era
bem
acabado,
era
obra
de
genio:
tn
:s
ludo
isso
está mor
to,
e
morto
ficará,
porque
vós
não
len-
■<les
para
resuscilar tanlas
bellezas
o
ho
mem
que
nós
tínhamos,
o
nosso
—
Xavier
dos
passáros.
—
Sim
!
sim
!...
tudo
está
mudado:
mudou
mesmo a
indole,
muda
ram
os
habilos,
e
é
outro
hoje
o
espirito
da
população.
—
E’
verdade!
disse
ainda
a
velha
Inas;
mas
lendo
sempre
os
olhos
ulos
ora
em
Cândido,
ora
em Celina.
—
-E
nós,
que
isso
sentíamos,
que
por
ludo
isso
passamos,
sollremos
agora
ao
visitar
estes
logares,
onde
tanto
gosamos,
uma
melancolia profunda,
uma
saudade
immensa
do
nosso
passado,
e
ao
mesmo
tempo
uma dôr
aguda
e
terrível,
quando
pensamos
que
os prazeres, as
bellas
festas,
os
jardins,
e
os
edifícios
tem
lodos
mu
dado
de
face,
lodos
cahido.
todos
eraíim
morrido,
que
d
’
aquella
epoca
nós
e pou
cos
mais
restamos, e
que
quando
tam
bém
morrermos,
só leremos
do
nosso
tem
po
algumas
folhas
de
arvores
seculares,
para cahir
sobre
a
tumba
que
nos
co
brir.
(Cauliniaj
cio—
então
do
mais
alto
interesse
para
Por
tugal
(quando ainda
se
não
sonhava
o mi
lagre
das
linhas
ferroviaes
de
que
a
Eu
ropa tinha
de
ser
enredada
nos
seguintes
40
annos).
Disse eu,
pois,
ao
duque
(e
está
tudo no
meu
«Diário»):
«Já
que
tenho
a
fortuna
de
ser
por
v.
ex
a
recebido
e
attendido tão
honrosa
mente,
aproveito
desde
já
ensejo
para
sug-
gerir
e propor
duas
cousas,
ambas
do
mais alto interesse
para
a
nossa patria,
que tanto
precisa
de
ser
levantada
do
aba
timento
e insignificância a
que
mais
e
mais
tem
ido
descendo,
depois
da
gloriosa lu-
cla
contra
Napoleão;
e principaimente de
pois
que
a
perversão
do
que
devia
ser
a
regeneração do
reino
unido
de
Portugal.
Brasil
e
Ahjarves,
em 1820
e
21,
veio
a
reduzir-nos
de
um
dos
maiores
e
mais
ricos
estados
do mundo (in
polenlia, ou
em proporções),
a
só
metade
d
’isso, mais
ou
menos,
segundo
saibamos
ainda
apro
veitar
as
vantagens
da
posição em
que
a
providencia
nos
collocou.
«Eis aqui
os
ditos
dois
objectos:
—
!.
0
Em
Madrid
me
pediram
o
ver,
se
podia
determinar
o
nosso
governo a
dar
solução
íavoravel
da
sua
parte
ao
negocio da
na
vegação
do
Tejo, desde
Lisboa
até
Aran-
juez; segundo
está
projectado;
para
o
que
ha
todos
os
fundos;
em
Fernando
VII,
e
a
fa-
mia
real
de
Hespanha,
assim
como
toda
a
grandeza,
todo
o
commercio,
e
todo
o
pu
blico,
estão enlhusiaslicamente interessa
dos.
Queixam-se
lá-,
de
que
o
nosso
gover
no
nào
queria
dar altenção
a
isso,
ou
ti
nha alguma objecção
que
não
queria
ma
nifestar.
Ora,
isto
é
uma desgraça;
pois
nada
podia
ser
mais
ulil
a
Portugal do
que
tornar
Lisboa
o
principal
porto
de
importação
para a Hespanha
e
sua capi
tal,
etc.»
A
isto
respondeu-me
o
duque,
con
cordando
com
as minhas
ideias,
e
opinião;
mas
mostrando
como
havia
preoccupações
a
esse
respeito,
que
era preciso
remover,
e
apontou
como
um
dos
que
tinham
obje
cção,
um
homem
aliás
mui
digno
e
ca
paz,
o
bispo
de
Vizeu,
D.
Francisco
Ale
xandre
Lobo.
Disse-me
então
o
duque,
fos
se
eu
ver
se
removia
as
objecções do
bis
po.
Isso
fiz
depois,
e
persuadi
a
s.
ex.
a
revd.
“
1J
,
da
vantagem
do
negocio
para
nós.
Continuei
advogando
este,
e
o re
sultado
foi,
concluir-se
tudo
satisfacloria•
mente,
fazer-se
o
tratado
para
a
navega
ção,
nào
só
do
Tejo,
mas do
Douro,
en
tre
as
duas nações;
e
se
não
tivesse
in-
tervido
a
revolução
franceza
de 1830,
se
leriam
começado
e
adiantado
activa-
esses
importantes
trabalhos.
Peço
desculpa
de
me
ler
estendido
so
bre
este
assumpto
mais
do
que
intenta
va;
mas é
porque
convém
se
veja,
que
no
governo
do
senhor
D.
Miguel,
em
que
depois
se
fizeram
bastantes
despropósitos,
não
se
descuidavam
os
interesses
nacio-
uaes:
em quanto
essa
porcaria
que lá en-
ca
xáram
depois, ale
mostrar sua
baixeza,
se
guardou
cuidadosamenle por muitos
annos,
de
mencionar mesmo,
que
cousa
alguma
se
tivesse
feito
nesse
negocio
do
Tejo
e Douro;
para
que
se não visse,
que
uo
reinado
d
Elle D. Miguel
se
cuidava
de alguma
cousa
Importante
ao
interesse
nacional.
A
2.
a
cousa
que,
como
disse, suggeri
ao
duque
logo, animado por
sua
amavel
recepção,
foi
a
respeito
dos
jesuitas,
di
zendo-lhe:
—
«Já
que v.
ex.a
tem
a bon
dade
de
me
escutar
de maneira
tão
ama
vel,
permilta-me
o
suggerir
outra
cousa
de
transcendência
muito
maior
para
o in
teresse
nacional.
Nós
somos
nada
pouquís
simos,
sem
o
mar
e
as
coionias,
que
foi
o
que
nos
fez grandes;
as
de
África
prin-
cipalmenle,
por
onde
começaram
nossas
gloriosas
emprezas,
e
onde
temos
um
cam
po
immenso
que
nos
póde
compensar pe
la
tola
separação
de
Brasil.
M»s
os
terri
tórios,
por
mui
ricos
que sejam, sem
gen
te,
sem
braços,
sem
população
ulil,
de
nada servem;
portanto,
precisamos
formar
em
nossa
África
gente
que
nos
sirva
e
que
faça
valer
essas
possessões.
De
Por
tugal,
não
podemos
fornecel-a;
é
preciso,
pois,
achal-a
lá
a
temos
em
abundancia;
sómente
o
que
precisa,
é
ser
polida e
educada—
instruída ou
civilisada.
Para
is
to
a
experiencia
incontestável
tem
mostra
do,
que
não
ha
operários
como
os
jesui
tas;
a elles
devemos
principaimente
o
chris-
lianismo
e
a
civilisação
da Índia, do
Bra
sil,
de
que
ainda
tem
algum
geito
em
Áfri
ca
nesse
particular.
Devemos,
pois,
apre
sentar-nos
a
preparar,
sem
perda
de
um
momento,
se é
possível,
esse instrumento
civilisador;
devemos
fazer
vir os jesuitas,
iucumbil-os
dessa
obra
sem
tardança.»
(Conlin
úa)
A.
R.
SARAIVA.
versia
inconcussos
tesliinunhos
da
fé
que
professamos.
------ ^<tíi3>-^a
*
-«SBSK
—
’------------ ---
Continuação
da
carta do
snr.
Ribeiro
Saraiva
ao
«Conimbricense»:
Apresentou-me
ao
provincial
o
padre
Godinot,
um
suisso, homem
mui
polido e
agradavel,
e a
quem
eu
disse:
—
«Meu
pae
linha
ideia
mui vantajosa
da ordem
dos
jesuitas;
eu lenho
a
mesma,
não
só
por
tradição,
mas
por
saber
os
grandes
servi
ços que
a ordem
fez ao chrisliauismo,
á
civilisação,
e
ao
meu
paiz;
e
que
a
ella
devemos,
em
grande parle,
a
civilisação
das
possessões,
que
tínhamos;
e
das
mui
to
importantes
que
ainda
temos, e
.pode
mos ter, em
África.
Eu
não sou
mais
que
um rapaz
sem
auctoridole
ou
importân
cia;
mas
lenho
algumas
relações
com
os
príncipes
de
Hespanha
e
com
a
imperatriz
e
rainha
de Portugal;
e
hei
de fazer
por
d
’
ahi
tirar
partido,
para
de
novo
se
ad-
mittir
a
ordem em
Portugal;
principalmen-
le
para
a calheqiiisação
e
civilisação
de
nossas
possessões
africanas.»
E
acrescen
tei
ainda: —
«O marquéz
de
Pombal,
que
supprimiu
a
companhia
(debaixo
já
da in-
ihiencia
anti-calholica
e da
falsa
política
no
tempo),
se
não
nasceu
na
minha
ter
ra elle proprio,
era
de
lá
seu
pae,
—
e
a
casa d
’elle
é
hoje
a
minha,
e
tenho
tilti-
los e
papeis
do
mesmo seu pae.
Foi
elle
proprio, o
marquez,
que
quiz
lhe
com
prasse
a
mesma casa
meu
avô
materno,
que
me
educou
e
creou.
Espero
em
Deus,
que
hei
de
concorrer
para
desfazer
n
’
esse
particular
o
grande
erro
commetlido
por
Pombal;
que
fez muita
cousa
boa, mas
também bastantes
más.»
O
padre
respondeu-me
polidainente,
agradecendo a
boa
vontade
da
mipha
par
te;
mas
acreditando
mui
pouco
em
que
sabisse
cousa
alguma
d
’
esta minha
atrevi
da
promessa.
Logo
depois
parti
eu
para
Portugal,
mas
parando
um
dia
em
Madrid,
d
’onde
fui
para
o
Escoriai,
visitar
a
prin-
ceza da Beira, e
a
infaula D.
Francisco,
<;ue
tne
tinham
tratado
sempre com
gran
de
i
ondade.
Communiquei
á
princeza
(com
quem
tinha
sempre
estado
mais
em
rela
ção.
desde
que
fóra a hespanha,
em
1827,
a
pedido
dos
generaes
legitimistas,
etc.),
o
que
tinha
passado
em
França
com
o
provincial;
e a
tenção
que
tinha
de
promover em
Portugal
quanto
podesse
o
restabelecimento
da
companhia,
para os
fins
qne
acima
deixo
indicados.
A
princeza
que
mostrava
sempre
gran
de
interesse
pela
grandeza
e
prosperidade
de
Portugal,
disse-me:
—
Bem,
taça
Sa
raiva
com
que
meu
irmão
admitia
os je
suitas,
e
da
minha
peite
coute
que
farei
o
que
possa
para
ajudal-o;
e
se
elles
ti
veram
de
vir
por aqui,
não
lhes
hade
faltar
cousa
alguma;
e
escusa
de pensar
nos
meios
que
precisam
para
a
viagem,
pois
cá
se
lhes
supprirão.»
—
Isto
foi
pe
los
dias
8
ou
10
de
Outubro
d
’
esse
anuo,
1828.
No
dia
li,
se
bem
me lembro,
parti
do Escoriai
mesmo,
em
posta,
e
em
direitura
a
Badajoz
e
Lisboa,
sem
até vol
ver
a
Madrid;
onde,
em
minha
passagem,
tinha
visto
o
conde
da
Figueira,
então
nosso
ministro
na
capital
hespanhola.
Che-
gei a
Lisboa no
dia
11 de
Outubro.
O conde
da Figueira linha-me
entre
gado
em
Madrid
nma
carta
para
o
duque
de Cadaval,
então
primeiro
ministro
em
Portugal,
como é
sabido,
e
pedindo-me
muito
encarecidamente a
entregasse
eu
em
mão
própria
ao
mesmo
duque, o
que
lhe
prometli.
Assim,
pois, no
dia
imrne-
diato
á
minha
chegada,
creio
eu
(podia
veriíicai-o,
se
quizesse,
pois
escrevia
o
meu
«Diário»,
que
alli lenho,
de
todos
meus
passos
e
procederes
então, roas
não
vale
a
pena de
consultal-o
para
isto),
fui
a
Pedroiços
levar
ao
duque
a
carta do
conde
da
Figueira,
segundo
lhe
promel-
tèra.
O
duque,
a
quem
eu
não
conhecia,
nem
jámais
tinha
visto,
recebeu-me
cmn
grande
aíTabilidade
e
c.
m
aquelle
ar
no
bre
e
atlrahidor
ao
mesmo
tempo,
que
ihe
era
tão
natural
—
era
homem
que
pou
cos
o
souberam
apreciar,
porque
poucos
o
conheceram,
e
tinha
muito maior
mereci
mento
do
qne se
lhe
attribue;
algum
dia
provarei
isto,
se
tiver
vagir,
meios
e
pa
chorra.
Animado
por
semelhante
recepção,
que
não
podia
ser
mais
affavel
se
fosse
mos
amigos
e
conhecidos
de
ha
muito,
aproveitei
a
occasião
para logo
fallar
aò
duque primeiro ministro, de
duas
cousas,
que
eu olhava
como
da
maior
importân
cia
para
Portugal;
e
de
promover
quan
to
po
iesse
uma
das
quaes
eu
tinha
dado
promessa
em
Madrid,
á
pessoa
principal
e
habilíssima
que
estava
á
testa
do
nego
Do «Conimbricense»,
um dos
periódi
cos
liberaes
mais
sensatos,
transcrevemos
o
artigo que
segue:
Repetem-se
com
frequência
os
actos
de
infidelidade
em
estabelecimentos
públicos
e
particulares.
Uitimamente
os
jornaes
da
capital
an-
nunciaram
o
importante
furto
de
50
a
60
contos, feito
á
caixa
filial
do
Banco
União,
em
que se acham envolvidos
dois
caixei
ros.
E’
assombrosa
a
repetição
de crimes
graves, que
revelam
uma
grande
desmo-
ralisação.
Desgraçadamente
em
todos
os
tempos
houve
mais
ou
menos
crimes;
mas
na
verdade,
na
epoca
presente
nota-se
uina
facilidade
em os
commetter,
a
que
não
estavamos
acostumados.
Já
se
não
trata
de
pequenos
furtos.
Agora só
se
falia
em
dezenas
e
centenas
de
contos
E’
o
roubo
em
grande
escala.
Ainda
bem a
altenção
publica
não
acaba
de
estar
dirigida
para
um grande
escandalo,
ou
um
grande
attentado,
já
está allraida
para
outro
igual,
ou
ainda
maior.
O
luxo,
a devassidão
dos
costumes,
o
gosto
peia
ostentação,
a
falta
de
sen
timentos
religiosos,
o
nenhum
amor
de
familia,
os
maus
exemplos,
a
pouca
ou
nenhuma
vigilância
dos
paes
pela
educa
ção
dos seus
filhos,
dos
patrões
para
com
os
caixeiros,
dos
amos pata
com
os
cria
dos,
são
as
causas
principaes
d
’esses
fa
ctos
vergonhosissimos
e criminosos,
que
ahi
se estão
diariamente praticando.
E
porventura
não pesa lambem grave
responsabilidade
sobre
os
chefes
d
’
essas
casas
bancarias, por
não
vigiarem
nos
seus
estabelecimentos
com
o
zelo
e
assi
duidade
que
lhes
cumpria, a
fim
de
que
taes
fados
se
não
cominetiessem
?
Diz
o
adagio,
que o
furto
azado faz
o
fiel ladrão.
Se
todos
desempenhassem
as
suas
obrigações
não
se
praticariam
taes
crimes.
Um
dos
caixeiros
envolvidos
no
gran
de
furto
á
caixa
filial
do Banco
União,
segundo
dizem
as
folhas
de
Lisboa, tor
nava
se
notável
pelas
suas
grandes
despe
zas,
nas
corridas
de
cavallos,
nos
thea-
tros,
e
em
muitos
outros
divertimentos.
E
já
agora
permitta-se
que
appiique-
mos
aqui
outro
adagio
muito
vulgar:
—
Quem cabritos
vende
e
cabras
não tem.
de
algures
lhe
vem.—
Só
cegos
é
que não
vêem
certas
cousas.
Seja
como
fôr,
o
que
é
exacto
é
que
a
desmoralisação
e
a
improbidade
se
de
senvolvem
cada
vez
mais, sem
que
se
lhes
queira
applicar
os possíveis
remedios.
Mal
irá
por
isso
á
sociedade.
PEDIDO.
Nos
annos antecedentes
al
gumas pessoas
de piedade con
juntamente
comigo
mandamos
ao
nosso SS.
Padre Pio IX a
consoada, que
posto
ser um
pe
queno
obulo, era no entanto um
signal d’amor, respeito e
vene
ração
para com o Vigário de
Jesus Christo,
tão necessário
nos
tempos que vão correndo;
e
como esteja chegado o tempo
proprio
para a consoada vou
novamente
este anno por este
meio solicital-a
d’alguem que
deseje
associar-se
comigo para
este tão
justo e louvável
fim.
Braga,
Seminário
Conciliar,
15
de
dezembro
de
1876.
P.
e
João Rebello Cardoso de Menezes.
4»
OO
J»
ATT AI»
S.
ex.
a
revm.
a
o
snr.
arcebispo
orde
nou
o
seguinte:
Desejando
celebrar
por
um
modo
agra
davel
a Deus
e
aos homens
a
festa do
Nascimento
do
Salvador
do
mundo
; .
Havemos por bem mandar
por
esta
occasião
dar
as
seguintes
esmolas
:
Ao
hospital de
S.
Marcos
503000
Ao
asylo
dos
entrevados
de
S.
José
3{)£000
A
’
s
religiosas
Ursulinas
303000
As
’
religiosas de
Santa
Thereza
203000
Ao
recolhimento
da
Regeneração
123000
Para
comprar
e
dar mantas aos
prezos
da
cadeia
Aos
pobres
da
freguezia de
S.
Victor,
cem
esmolas
de
200
réis
Aos
pobres
da
freguezia
de
S.
José
de
S.
Lazaro,
oitenta
es
molas
de 200 réis
Aos
pobres
da
freguezia
da
Sé
Primaz,
oitenta esmolas de
200
Aos
pobres
da
freguezia
de S.
João
do
Souto,
oitenta esmo
las
de
200
réis
Aos
pobres
da
freguezia
de S.
Pedro, oitenta
esmolas
de
200
Aos pobres
da
freguezia
de S.
Thiago
da
Cividade,
sessenta
esmolas
de
200
réis
A
trinta
famílias pobres,
hones
tas
e
que
não
mendiguem
223500
20-3000
I
63000
163000
1
6-3OOO
163000
123000
903000
Total
33O33OO
Os
revd.
rs parochos despachraão
em
sessão da
Junta
de
Parochia,
para
este
fim
convocada, os
requerimentos
dos
po
bres,
que
houverem
de
ser
contemplados
com a
esmola
que
lhes
mandamos
re
partir,
e
informarão
os
requerimentos
pa
ra
a
esmola das
famílias
pobres
e
hones
tas,
qne
serão
por
Nós
despachados
e
providos.
Advertindo,
porém,
que
informarão
na
proporção seguinte
:
0
revd.0 parocho
deS.
Victor
•
6
0
»
>
de S.
Lazaro
5
0
»
»
deS.
João
do
Souto
5
0
da
Sé
3
0
b
»
de
S.
Pedro
5
0
b
2>
de
S. Thiago
4
Total
30
SíxsqMias.
—
No
dia
15
celebrara m-se
na
capella
do
collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano, soleranes
exéquias
para
sufragar
a
alma
do
fundador
d’
aquelle
pio
estabe
lecimento.
0
inclilo
arcebispo D. Fr.
Cae
tano
Brandão.
O
snr. arcebispo
entoou 0
ultimo
res-
ponsorio.
A
musica
íoi bem
desempenhada,
es-
pecialmente
por
parle
d
’
um joven
colíegial,
a
quem,
finda a
solemnidade,
o
veneran
do
Prelado
mandou
chamar,
e
a
quem
brin
dou,
dirigindo-lhe
palavras
muito
anima
doras.
O
orador foi
0
snr.
padre
Luiz Gomes
da
Silva,
que se
houve
mui satisfactoria-
mente.
«Sa SSuISi».
—
EíTectuou-
se
ante-hontem,
na
fórma
annunciada,
a
procissão
da
publicação
da
Bulia
da
Santa
Cruzada.
Era
consequência
do
mau
tem
po
que
fazia,
a
procissão
saida
do
tem
plo do Collegio seguiu
logo
pela
rua
do
Poço
para
a
Sé.
Era
precedida
da banda
de
mu-ica
dos
«Artistas».
O
digníssimo
coronel
d
’
infanleria
8
or
denou
que
uma
guarda d
’
honra
e
a
ban
da respectiva
acompanhassem
a
procissão.
Nesta
ia
lambem
s.
ex.
a acompanhada
d
’
uma
deputação
d
’
oíTiciaes
seus subalter
nos,
os
quaes,
bem
como
aquelle
brioso
e
integro
militar
assistiram
a
todo
aquel
le acto.
O
procedimento
do
snr.
coronel
e
o
dos
dignos
oíTiciaes
torna-se
digno dos
maiores
encomios
;
e
tanto mais quanto
notamos,
que
corporações
que
haviam
sido
convidadas,
e
que
sempre
costumavam
assistir
áquella
solemnidade,
quando
en
tre
ellas
não
imperava
a
política,
não
compareceram
alli,
ao
menos
que se
tor
nassem
visíveis
nos logares que
lhes com
peliam.
Ha tempos
a
esta
parte,
eslão-se dan
do,
na
terceira
capital
do
reino,
coisas
que realmente accusam
suprema indigni
dade.
Eleição da
mezn d’Asi9embIein
isSraearense.
—
Procedeu-se
á
respectiva
eleição
no
dia
17
do
corrente,
ficando
eleitos
para 1877:
Presidente
—-José
Borges
Pacheco
Pe
reira.
Vice-presidente
—
Bento
Miguel
Leite
Pereira.
1. °
secretario
—
José
Luiz
d
’
Oiiveira
Pessa.
2.
°
secretario
—Anlonio
José
Pereira de
Magalhães
Júnior;
Thesoureiro—José
Baptista Correia.
Direcção:
Antonio
Plácido
Vasconcellos
Peixoto
Bento
da
Luz
Pereira
da
Silva
Antonio
Santos
Azevedo
Magalhães
José Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria
Ricardo
Malheiro Dias
Manuel
Anlonio
Faria
Ribeiro
João
de
Mello
Falcão
Jacintho
Magalhães
Araújo
Queirós
Fernando
Castiço
Bento
Lourenço
da
Conceição
Claudino
de
Sousa
Menezes
Albino
Pimenta
Castello
Branco.
c
»
s
«3
í
»65
«le Vísetiu.
—
Com
data
de
17
escrevem-nos d’esta
localidade :
Em
vista
dos
prejuisos
cansados
pelo
temporal
em
quasi
todo
o
paiz, felizmen
te
por
aqui
não
ha prejuisos
de
grande
monta,
a
não
ser
de
arrancamento
de
ar
vores,
e
deslocação
de
telhados.
Os
trabalhos
do
novo
estabelecimento
thermil
continuam
regularmente
debaixo
da
direcção
do
habil engenheiro
Cezario
Augusto
Pinto.
Os
muros
de
supporte
es
tão
quasi
concluidós,
restando
ainda
des
truir
um
grande
rochedo
que
tem
forne
cido
a
pedra
pira os muros
já
construí
dos,
e
outros
a
construir.
Ouvimos
dizer
que
para
o proximo
futuro
mez de mar
ço
se
projectava
lançar
a
primeira
pedra
no
ediiicio
principal, do
que
duvidamos.
Para
comparecerem
perante
o
tribunal
d
’
esla
comarca
de
Guimarães,
foram
in
timados
o
tevd.
0
abbade
de
S. João
e
o
delegado
do ministério publico
para
no
mearem
louvados,
e
declararem a
nalu-
resa
dos
terrenos
do
passal,
que
a
com
panhia
dos
Banhos
requereu
para
serem
expropriados
por
utilidade
publica,
para
a
continuação
das
obras
;
e
feita
a
proposta
pelo
iuiz,
para
indemnisação
amigavel,
co
mo
determina
a
lei,
foi esta
acceile
por
ambas
as
parles,
entrando
a
companhia
dos Banhos
na recebedoria
do
concelho
com
a
quantia
de
1:300^000
reis
para ter
o
destino
que
determina
alei
da
desamor-
tisação..
—
Visellense.
Obi
*
«>.
—
Depois
dos
oílicios
fúnebres,
foi hontem
conduzida
para
o
cemiterio
o
cadaver
de
D.
Narcisa
da
Natividade
Men
des,
solteira,
moradora
na
rua
Nova.
Con
tava
cerca
de 8u
annos,
e era
a
mais
edosa
dos
moradores
desta
rua.
No
seu testamento
contempla
os
fama-
liares
com
quem
vivia, e
a
uma
creada
qne
fora
sua
companheira
desde
a
juventude
deixou
as casas em
que
vivia.
Deixa
mais
vários
legados,
cujas
sobras,
quanlo
satisfeitos,
serão
repartidas
me
tade
para
o
hospital
de
S.
Marcos, e
ou
tra
metade
para
estabelecimentos
pios.
Informam-nos
que
o
testamenteiro, o
snr.
Lourenço
da
Cosia
Gonçalves
Perei
ra
Bernardes
vae
entregar
ao hospital
re
ferido
laOSOdO
reis,
para
acquisição
de
roupas
de
linho,
de
que
este
estabeleci
mento
tanto carece,—
verba
accrescida
por
ter
fallecido
o
outro
testamenteiro,
Anto
nio
José
Fernandes.
A«»
noauií
eoSJega <8® «SSias-St» «!<>
Commereio»
—
Estranhámos
que
na
re
vista
da
imprensa,
publicada
pelo
«Diário
do
Commercio».
um
dos periódicos
da
capital
mais
excellenlemente
redigidos,
quasi
nunca
appareça
mencionado
o
nos
so
jornal.
Este
reparo
é
justo; porque
ve
mos
sempre
mencionados
outros
jornaes
de
província,
que
sendo
em
tudo mais
im
portantes
que
o
nosso,
não
nos
excedem
na
regularidade da
publicação.
Esperamos,
pois,
merecer
lambem
a
attenção
dos
nossos
estimáveis
collegas
a
quem
nos
dirigimos.
Conigianliiro
<íe zarzuella.—
Com
a
zarzuella
em
3
actos
El
Barbiero
de
Lava
Pies
debutou
hontem
no
theatro
de
S.
Geraldo a
companhia
de
zarzuella,
di
rigida
pelo
snr.
D.
João
Molina.
Em
rasão
do
adiantado
da
hora
nada
podemos
dizer
do
seu
desempenho.
iloje
eíTectua-se
a
2.
a
recita
d'assigna-
tura.
com a
zarzuella
em
3 actos
Los
Co
mediantes
de
Antano.
AàiarSa
O
temporal.—
O
snr.
João
Sabino
de Almeida
Fernandes,
de
Bena-
veute,
foi
a
Lisboa
sollicilar
o
auxilio
de
um
vapor
para rebocar
barcos
que
trans
portem
os
gados
do
norte
para
o
sul
do
Tejo,
os
quaes
estão
nos campos
de
Vil
la
Fiança,
cercados
de
agua, soffrendo
fome,
porque
não
ha
pastagens,
nem
pa
lhas
suílicientes.
A
fome tem
sido
tal,
qoe
muitas éguas
estão
privadas das cau
das,
porque
as
companheiras
lh’
as
devo
raram,
e
muitos
bois
têem
apparecido
com
as
armas
roidas.
O
vapor
partiu
na
terça-
feira
a noite.
Em Abrantes,
na
noite
de
terça-feira,
a
cheia
augmentou
novamente
de
uma
fór
ma
horrível,
o
que
faz
suppôr
que
o
tem
poral
continua
em
Hespanha.
Na
Horta
sentiram-se
tremores
de
ter
ra
nos
dias
4
e
10.
A
companhia
dos
Lezírias
lem
de gas
tar
mais
de
100
contos
em
reparar
os
es
tragos causados pelas
cheias.
A
snr.
a
Viuva
Caídas,
de
Santarém,
tem
na
sua
quinta
de
Malpique,
600
moios
de
cereaes debaixo d’
agua.
Um
lavrador
dos
arredores
de
Santa
rém,
por
nome
Caldeira
perdeu
quasi
to
lo
o
seu
gado,
embora
offerecesse
50
libras
a
qualquer
barco
que
o
auxiliasse
a sal-
val-o.
O
que,
po'ém,
é
horroroso é
a
des
graça
em que
ficou
Odivellas,
pequena
al
deia
a 15
kilotnetros
d
’esta
villa.
Havia
na
ribeira d'aqtiella
aldeia
seis
moinhos
de
fazer
farinha;
todos
ficaram
arrasados,
perdendo
quanto
trigo
lá
estava.
Em um
dos
moinhos
chamado
o
do
val
le
do
Barrozo,
estavam
dormindo
dois
fi
lhos
do
moleiro
e
um
outro rapaz.
Só
deram
pelo
perigo
que
os
ameaçava
quan
do
accordaram
á
meia
noite
cercados
de
agua.
Levantaram-se
e
correram
para
a por
ta,
mas
n
’
essa
occasião
abateu
a
casa;
por
fortuna tiveram
a
presença
de
espiri
to
de
se
abraçarem a
uma
trave
da
casa
e assim foram
arrastados
pela
corrente
até
á
distancia
de
um
kilomelro,
onde
a
trave
encalhou
n
’uns
chaparros;
os
dois
fi
lhos
do
moleiro
salvaram
se,
agarrando
se
aos chaparros;
o
outro
rapaz ainda
foi
levado
pela
corrente
até
que
conseguiu
se
gurar-se
a
outros
chaparros,
mas
lendo
o
corpo
em
miserável
estado,
retalhado
nas
pernas
e
nos
braços.
Corta
o
coração
ou
vir
as
lamentações
d
’
esta
pobre gente
<la
villa
e
arredores.
E
’
ura
terrível
quadro
de
miséria.
A
colheita
da
azeitona
reputa-se
geral
mente
perdida.
A
villa
de
Alcoutim
fica
arruinada.
O
Guadiana,
que
a
invadiu,
ameaça
desmo
ronar quasi
lodos
os
prédios
No
bairro
piscatório,
em
Aveiro,
onde
vivem
os
marnotos,
não
se
ouvem
senão
sentidas lamentações.
Muitos
ha
alli
que
perderam
já
o
seu
sai'
o
fruclo
de
muitos
mezes
de
trabalho,
achando-se
reduzidos
á
penúria.
E
’
grande
a
somma
de
valores
perdidos:
em
mais
de
20:600^000
réis
se
calcula
já
o
sal
que
as aguas
comeram;
e
esta
somma
aílecla
por metade
os
po
vos
marnotos,
quer
dizer
a
classe pobre.
—
Em
Villa
Nova
de
Famalicão
uma
commissão
de
senhoras
tomou
a
generosa
iniciativa
de
solicitar
donativos
ás
portas
das
egreias
e
pelas
ruas
da
villa,
para
os
pobres
que
mais
soflreram
com
a
ultima
innundação.
A
commissão
compõe-se
das
seguintes
senhoras:
Baroneza
da
Trovisqneira, presidente;
D.
Balbina
Vellozo de
Macedo,
D.
Sophia
das
Lameiras,
D.
Herminia, D.
Leonor
Ferreira,
D.
Elisa
Moraes; thesoureiro,
José
Conslantino.
Na
ribeira
de
Janas,
em
Cintra,
mor
reu
afogado
um
homem
que,
querendo
salvar
um
macho,
foi
levado
pela
cor
rente.
«Jtaeation»x
*
io.
—
A commissão
ulti-
mameote
nomeada
pelo
governo
para
pro
ceder
a
um
inquérito
aos
bancos,
e
estu
dar
minuciosamente
as
diversas
causas
que
produziram
a
crise
coinmercial
que
asso
berbou
as
praças
de Lisboa
e
Porto,
aca
ba
de
approvar
o
seguinte questionário,
que acaba
de
dirigir
aos
estabelecimentos
bancarios
do
paiz:
1.
°
Qual é
o
seu
capital
nominal;
e
emitlido
'!
2. °
Qual
é a importância do
seu
fundo
de
reserva.
3.
°
Tem
recebido
dinheiro
a
juros?
Em
conta
corrente
com
retirada li
vre
?
Em
dita
dita
a
praso,
ou
com
aviso
pré
vio
?
Por
letras
ou
outros
titulos
promissó
rios
?
4.
°
Qual
foi
o
estado
da
sua
caixa
du
rante
os
semestres
decorridos
desde janeiro
dc
1871
a
saber:
Existências:
Em ouro
ou
prata,
em
moeda?
Em ouro
ou
prata,
em barra?
Em
notas
do
banco
de
Portugal?
«
»
de
outros
bancos
?
«
»
de
proprio
banco
?
<
»
de
cobre?
Em
moeda
de
dito
?
5.
°
Qual
a
somma
de
suas notas
em
circulação
?
6.
u
Qual foi o movimento
da
sua
car
teira
em leiras
e
titulos
commerciaes que
descontou
a
praso
não
maior
de
90
dias
e
de
ahi
para
cima
?
7.
°
Qual foi
a
importância
dos
emprés
timos
que
fez,
caucionados
por
ouro,
pra
ta,
joias
e
pelras
preciosas,
mercadorias,
titulos
commerciaes,
leiras
do thesouro,
inscripções
da
divida
publica,
obrigações
dos
caminhos
de
ferro
do
Douro
e
Minho,
acções
do
proprio
banco,
ou
de
qualquer
outra
sociedade
anonyma,
e
por
fundos
pú
blicos
estrangeiros
?
8.
°
Possue
de
conta
própria
letras
do
Thesouro,
fundos
públicos,
nacionaes
e
es
trangeiros
e
mais
titulos
mencionados
no
quesito
antecedente?
9.°
Qual foi
a
taxa
de
juros
que abo
nou
aos deposilos
de
que
irada
o
3.°
quesito?
10
0
A
taxa
dos
juros
que
recebeu
pe
las
operações
mencionadas nos
quesitos
6.
°
e
7.°
foi
egual
para ambas as espe-
cies
?
11.
°
Qual é a
importância
de
depó
sitos
que linha
em
conta
corrente
sim
ples
?
12.
"
Tem
titulos
em
liquidação?
Em quanto
imporiam?
13.
°
Que
dividendos
tem
distribuído?
14.
°
Havia
ou
não havia
rio
paiz
capi
tães disponíveis suílicientes
para
a
forma
ção,
recente, de
numerosos
bancos
e
socie
dades
anonymas?
No caso
aflfirtnativo,
qual
seria
a
pro
cedência
d'esses
capitaes?
No
caso
negativo:
Influiria
a
exigência
de
tantos
capitaes,
em
curtos
prasos,
pa
ra
a
constituição
(1
’
aquelles bancos
e
as
sociações,
por
fórma
que
produzissem
a
pressão que
se
manifestou em
maio
d
’
este
anno;
e
a
crise
monetaria
de
agosto
ulti
mo?
15.0
Requereram
as
necessidades
eco
nómicas
do
paiz
a formação
de
tantos
bancos?
16.
°
Achou-se
em
condições
de
não
ter
de
interromper a
satisfação
dos
seus
compromissos
por occasião
da
ultima
cri
se
?
17.
°
As
largas
operações
sobre
fundos
hespanhoes
que,
segundo os
boletins
dos
corredores
officiaes,
e
as
noticias
dos
bolsins existentes
em
Lisboa
e
Porto,
se
realisarani
nos
últimos
annos
nas
duas
pra
ças,
até
que
ponto
acluariam
para
a
pres
são
referida
e
consequente
crise
moneta
ria
?
18.
°
Além
das
causas
acima
apontadas
torá
havido algumas
oubas,
taes
como
ex
portação
ou
immobilisaçâo
de
capitaes
que
lambem
tenham
concorrido
para
a
pres
são
e
crise
monetaria
já
mencionadas?
Se
assim
aconteceu
que
factos econo-
micos
determinariam
essa
immbobilisação
retirada
de capitaes
?
ASSOCIAÇS.®
CATHOLICA.
São
convidados
todos
os
snrs.
asso
ciados
e associadas
a
assistirem
a
uma
missa
resada
que
por
alma
do
exm.°
snr.
D.
José
Joaquim
d
’
Azevedo
e
Moura,
ar
cebispo
de Braga, e
socio
prolector
da
Associação
Catholica
d
’
esta
cidade,
se
ha-
de
celebrar
na
egreja
do
Populo,
ás oito
e
meia
horas
da
manhã
do dia
20
do
corrente.
Igual
convite
se
dirige
para
assistirem
a
outra
missa
que
no
dia
22. na
mesma
egreja
e
á
mesma
hora,
se
hade
celebrar
pelo
descanço
eterno
do
eminentíssimo
Cardeal
Anlonelli,
secretario
d’
Estado
do
SS.
Padre
Pio
IX.
P.
e
João
Antonio
Velloso.
Appelo
ú
cariduile publica.—■
Lembramos
ás
almas
caridosas. Jo.mna
Teixeira, viuva,
de
86
annos
de
edade,
moradora
na
rua
de
Intias
n.°
85,
a
qual
se
acha
entrevada
ha 14
annos,
e
sem
meios
de
subsistência.
J.
M.
Pinheiro,
e
sua familia.
sumrna-
menle
agradeçidos
para
com
todas
as
pes
soas
que
se
dignaram
senlimeplal-os, e
com
especialidade
para com aquelles, qne
lhes
prestaram
seus
serviços no
passamen
to
de
seu prosado
sogro
e
pie,
o
snr.
M-muel
Marques
Pinheiro,
que
Deus
f«ii
servido
chamar á,
mansão
dos
justos
nt»
dia
9
do cm
rente;
vem
por
esl
a
fórma
protestar-lhes
a
sua
eterna
graúláo.
Os
mesmos
convidam
todas
ás
pessoas
de
sua
amisade
a
assistirem
ás
missas
que
mandam
rezar
por
alma do
finado,
se
gunda
feira,
18 do
corrente,
na
egreja
do
Populo.
das
9
ás
10
horas.
Mtaasaiiaasiat®
d«»
Santeiro.
— A
commissão
promotora do monumento
da
Immaculada
Conceição no
monte
Sameiro,
convida
por
este
modo a
todas
as
pessoas
que
queiram
concorrer
com
seus
donati
vos
para
a
projectada
procissão,
que de
verá
reaiisar-se, quando
chegue
de
Roma
a
Imagem
da
SS.
Virgem,
benzida
e
in-
dulgenciada
por
S.
S.
Pio
IX,
a
entre
gai os
ao
thesoureiro,
o
snr.
Anlonio
José
Vieira
Machado,
na
Praça
Municipal.
Oulrosim
pede
áquellas
pessoas
que
tenham
de
prestar
alguns
anginhos
para
a
mesma
procissão,
tenham
a
bondade
de
dirigir-se previamente
ao snr.
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
na
livraria Calho
lica,
rua
do
Souto,
ou
ao
snr.
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
Praça
d
’
Alegria.
Padre
João
Dias
Corrêa.
.MGíiMGÃO
Maria
do Soccorra Paiva e
Aguiar,
tendo
mudado o seu.
athelier de
costura para
a rua
dos
Sapateiros n." 12, e constan
do-lhe que alguém se tem ab
stido de dar-lae
obra de costu
ra
para fazer,
por suppôr que
jámais
trabalhe; declara que só
esse
caso se
tem dado quando
é forcada
por motivos de saú
de; eporisso, toda a pessoa que
deseje
obsequial-a com
obra tan
to de snr.a como de creanças,
está
prompta aceital-a
e a ser
exacta
no cumprimento de seus
deveres,
sendo
tudo feito
com
segurança
e aceio
pelos últimos
figurinos.
Largo do
barão
de
S. Marlinho
n,° 21—1.°
andar
Escripiopi® «le eonunissõeg e vá
rios
generog á ©oiroság.
Preços
o
mais
modico
póssivel.
Vendas
a
dinheirv
Chá
preto
e verde,
queijo
inglez,
bo-
acha
de
Lisboa
e
ingleza,
chocolate
hes-
pauhol,
doce
de
calda
e
em
caixas enfei
tadas
próprias
para
as
festas
do Natal,
vinhos
genuínos
do
Porto,
licores,
cham-
pagne,
Bordéus,
cognac,
grozeille, maras-
quino,
escabeches
e
consèrvas
inglezas,
mostarda,
sal
refinado,
sardinhas
de
Nan-
tes, azeitonas,
cerveja
ingleza, farinha
mai-zene.
Caixas
com
chá
verde
e
preto
com
500
grammas,
tendo figuras
pintadas
a
cores,
próprias
para
presentes.
Passas
de
Alican-
'
te
—
Caixas
vazias
parâ
amêndoas.
Fazendas
de
lã,
linho
e algodão,
guar
da-chuvas
e
capas
impremiaveis
inglezas,
sapatos
de borracha
proprios
para
senho
ra,
alta
novidade,
luvas
de
pellica,
ba
lões
venezianos, machinas
de
coser,
aço»
em
barra,
etc.,
etc
Tomam-se
encommendas
para todo e
qualquer
artigo
dos
bazares
do
Palacio
de
Crystal,
por
os
preços no
mesmo.
Compram
se
por
cônta
de
uma
acre
ditada
casa
de
Lisboa, brilhantes
e
pedras
preciosas
de
todo
o valor.
Está
aberto
das
7
horas
da
manhã
iS-
10
da
noite.
(4180)
J8OVO ESTABELECIMENTO
Doce
do
chá
—
doce
fino
—
e
vinho fino
No
campo
de
D. Luiz
t.°
(antigo
cam
po
da
Vinha)
n.°
27—
-junto
ao
quartel
d»
cavallaria.
Tomam-se
conta
de
encommeidas
de
qualquer
qualidade
de doce.
MUDANÇA
Lima
&
Filho,
com
ofiicina de
calçado»
participam
aos seus freguezes
e
amigos
que
mudaram
da
rua
de
S. João
do Souto
para,
a de
S.
Marcos
n.°
5i.
(4482)
A
’ caridade.—
Imploramos
á
carida
de
das
almas
piedosas
e
bemfasejas
uma
esmola
para
os
infelizes
entrevados
Anto
nio dos
Granginhos,
e
sua
mulher,
que
ha
pouco
sahiu
do hospital com
moléstia
incurável.
Vivem
na
maior
miséria.
Resi
dem
na
rua
do Alcaide,
n.°
17, n’
um
quarto
á porta
da
rua.
A
’ caridade
publica. —
Na
rua
de
D.
Pedro
V
n.°
61,
existe
uma
familia
honesta
e
envergonhada,
passando
muita
necessidade,
achando-se
um
filho
por
no
me
Clemente,
unico
que
ganhava
os
meios
para
a
subsistência
de todos,
lutando
com
uma
grave
enfermidade.
Roga-se
ás almas bemfazejas
que
os
soccorram
pelo
Amor
de
Deus.
■"■KMWfâaraça® '.^««eííjgs.
PARA
LIQUIDAR
2
—
Rua
de
S.
Marcos
—
2
Um
saído
de
lãs
para
120,
160,
200
e
300
reis
o
metro.
Merinos
pretos,
de
pura
lã,
largos,
pa-
MOLÉSTIAS DA BEXIGA £«=
mendado
pelos
melhores
médicos; tendo um sabor escellente, agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S<-Honoré. Preços 540
e 810 reis. Em
L>»bUa, i>..net<>, Luiet.. x<i; no p„no l-errein
Iriuàu, tíuuliana,
7 7.
(38;
srr'--
vry;
ÍM
&’ ’Ri V.;’
.«
s -A H
í® a
tàáSsa®
s&MB»
<ii.g
81,-sa s£í& s&ndr
Repartição
de
Fazenda
do
Dis-
cto
de
Braga
ra
700
e
l$000
reis
o metro.
Lenços
de
malha
a 300,
360
e
400
reis.
Bretanhas
de
linho
para
360,
500
e
600
reis
o
metro.
E
muitos
mais
objectos
por preços
ba
ratíssimos.
(306)
(4471)
Arrematação de bens
Pelq
juiso
de
direito
da
cidade
e
co
marca
de
Braga,
e
carlorio
do escrivão
Antonio
Carlos
d
’
Araujo
Moita,
por força
de
execução
hypothecaria
em
que foi
exe-
quenle
o
falleciJo
José
Fernandes
Dias,
negociante
da
mesma
cidade,
hoje
seus
herdeiros
habilitados
D.
Alaria Rita
da
Sil
va
Dias
viuva
d’
aquelle
fallecido,
e
seus
filhos e
genro,
todos
da
referida
cidade,
e
executados
José
Maria
Themoleo,
e
mu
lher
Justina
Rosa,
e
Juslina
Maria,
sol
teira,
moradores
na freguezia
d
’
Argeris,
concelho
de
Valle Passos,
voltam de
no-
vamenle
á
praça
para
serem arrematados
e
entregarem-se
a quem por
elles
maior
preço
offerecer,
visto
não
ter
apparecido
lançador
no
dia
10
do
corrente,
mesmo
com
o
abatimento
da
quinta
parte,
todos
os
bens
de
raiz
de
que
se
compõe
a
casa
e
casal
dos
referidos
executados
e
que
eram
pertencentes
a
seus
fallecidos
paes
e
sogros
Themoleo
José,
e
mulher, cu
jos bens
são
situados
na
dita freguezia
de
Argeris,
e
da
de
S.
Thiago da
mesma
comarca
de Valle
Passos:
da
sobredita
execução
consta,
assim como
dos
respe-
clivos
edilaes
que se acham
aííixados
na
porta
do
Tribunal
da
mesma
cidade,
e
na
da
casa
dos
executados,
seus
nomes,
si
tuações,
confrontações
e valores.
Porisso
quem
os
perlender
póde
comparecer
no
dia
8
do
próxima
mez
de
janeiro
de
1877
no
Tribunal da
mesma
cidade,
que
é
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
onde
de
ve
ter
logar
pelas
10
horas
a
mesma
ar
rematação,
e
entregarem-se
os
referidos
bens,
a
quem
por elles
maior
preço oíle-
Tecer.
Braga
12
de dezembro
de
1876.
(4483)
Maria
Rita
da
Silva
Dias.
VER
E
CRER
BOLSSOM
& P0MB AE
PRIMEIROS
OCULISTAS
DE
PORTUGAL
Casa
em
Coimbra.
—
Rua
da
Calçada
ti.
05
86
a
90
Filial
no
Porlo.
— Rua
de
Santo
Antonio
n."
s
459
a
161.
São
já
bem conhecidas
as
fazendas
<l
’
esta
casa
e
os artigos
que
tem,
portanto
hoje
só
cremos
lembrar
ao
respeitável
pu
blico
que
já
se
acha
aberta
a
nossa
fi
lial
no
Porto,
na
rua
acima
indicada,
onde
os
nossos
amigos
e freguezes en
contrarão
além de muitas
outras
fazen
das as
seguintes :
Especialidade
em
ocnlos
e lunetas
de
ouro,
prata,
aço.
tartaruga
e
búfalo,
ba-
rortietros
de
lodos
os
systemas, binócu
los.
oculos de
longa
vista,
estercoscopes,
vistas,
thermometros,
panloinetros,
gar-
photiíelros, bussulas,
papel
lella
e
qua
dricular,
esplieras,
terrestres,
celestres
copeinico
e armilar,
microscopios
conta
fios,
lupas
brilupas areomelros,
caixas
de
muzica
de
1
a
36
peças,
e
muitas
ou-
Iras
cousas
que
aqui
nào podemos
estar
a mencionar.
Escusado
é
lembrar
os objectos
da
casa
le
Coimbra
porque é
já
bem
conhecida.
N.
B.
Não s«
altera
o
syslema
da
caia,
que é vender
muito
e
barato
para
garliar
mais.
$oimbra
14
de
Dezembro
de
1876.
(4184)
Bolssom
N
1
’ombar.
ENXER '1 OS DE
L
a
RANGEIRA
Da
tielhor
qualidade
dos
arrabaldes
de
Coimbra,
recebem-se
encommendas
na
rua
de
D.
Pedro
n.®32,
2.°
andar,
Porto,
on
de
sé
dão
os
esclarecimentos
precisos.
(4466)
de
SARRAZIN-llICIIiâL, de A1X en Vrovence (Francia).
Cura
segura
e
prompta dos rheumãstismos agudos e cnronicos, como
egualmento
da gota, lombago, sciatica, etc.,
etc.— Preço: » •«. J • reis.—
Geralmente
basta un
frasco.
Deposites :
em Paríz, casas dos
Sr» D
orvault
et C%
e P
hilippe
L
bfebvre
e C";
em
Lisboa,
Sr B
arreto
,
rua
do Loreto, 28 e
30.
m
I
.
4
u
Farmacia d© HOG-Gr, 2, rue de Gastiglione, Paris {Único proprietário).
DK
@>008, FRESCOS
J3ACALAO
de
Prescripto por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as enfermidades
do peito, aífeicâes escrofu
losas,
tosses ciironicas,
rhcumatisnios,
magreza crianças,
das i m pi
gemes ,
fluxos
brancos,
debilidade geral, etc.,etc.
Agradavel e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
a
capsulo
de cada frasco de
feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera achar-se sobre o rotulo.
Deposilos nas principaes
Pharmacias e em
Lisboa,
nas
casas
rua do Loreto,
28 e 3C.
A
zevedo
e
Filhos, B
arral
c
I
rmão
; em
Porto,
nas*casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
Pagamento de juros dos titulos
de
divida
fundada
do
segundo
semestre de 1876
Por
esta
Repartição
se
annuncia
que
está 'aberto
o
pagamento
dos referidos
juros
no
cofre
central d
’esle
districlo, des
de
as 10 horas
da manhã
até
ás
3
da
tarde,
nos
dias
e
pela lórma
abaixo
desi
gnada,
em
conformidade
do
sorteio
a
que
previamenle
se
procedeu
:
Numeros das
relações
de
coupons
de
B
arreto
,
Dezb.
ro
19—
1 a
3,
191
a
1
’
5,
373
474
a
478
(C.
n
°1)
20
—4
a
15,
79
a
87,
190
2
21-259
a 263
3
22—
289
a
297
»
4
23
—
6
a
39,
88
a
94
»
5
26
—
40
a
52
D
6
27
—
53
a
64,
105 e
106
»
7
28
—
65
a
68
8
29-69
a
78,
146
a
153
9
Janeiro
2
—
129
a 135
»
10
3-136
a
145,
9o
a
104,
107
a 114
»
11
4—
115
a
128
»
12
5
—
156
a
168
13
8
—169
a
185
»
14
Numeros
das
relações das
inscripções
9-
186 a
189,
196
a
202
10
—
203
a
208,
417
a
421
11—
209
a
216
12
—
217
a 228,
422
a
424
13—
229
a
237,
423
a
426
13
—
238
a 248,
274
a
279
16
—
249
a 258,
264
a
269, 427
a
432
17
—
270 a
273,
280
a
288,
443
18
—
286,
287,
288,
298
a
322
19
—
323
a
332
20—
333
a
363, 433 a
410
22-
364
a
370
23-
371, 372,
374
a
398
24
—
399
a
416,
465.
466
25
—
441,
412,
444
a
434
26
—
455
a
462,
467
a
471
27-
463,
464,
472, 473
Repartição
de
Fazenda
do
Districto
de
Braga
18
de
Dezembro
de
1876.
O
delegado
do
thesouro
(^488)
Henrique
Francisco
Bizarro.
GRANDE
REDICÇÃO
DE
PREÇOS
DE
Ainda
altènção
flíeposito <ie biseowtoH «le Valongo
no estabelecimento
«ie
Cerquei-
ra
da Silva «fc Gonçalvea (casa re
donda).
LARGO
DA
LAPA
N.°
1
Para
os engenheiros, pharmaceuticos,
médicos,
dentistas, professores e outras
pessoas que desejarem obter o diploma
de
doutor
ou de
bacharel
de uma universida
de estrangeira.
Dirigir
carta registada a
Medicus, 13,
praça do Rei, Jersey, (In
glaterra.)
(31
tt
)
Em consequência
de
haver
passado
a
gerente
da
Companhia fabril
«SINGER»
o
proprietário
do
acreditado
deposito
de
machinas
da
rua
de
S.
Vicente
d’
esta
ci
dade,
e
a
casa
passar
a
deposito da
mes
ma companhia,
vende
as
machinas exis
tentes
com abatimento
de
50
por cen
to
nos
preços
por
que
até
aqui
se ven
dia.
Preços
Biscouto
valonguense kilo
280
Ditos
Macarrão
J>
280
Dito
Brazileiro
»
3
0
Dito
Imperial
D
330
Bolacha
doce
D
280
Bolachinha
d
’
ararula
D
340
Tosta
azeda
190
Dita
doce
(4450)
D
280
1NJECÇÍ0 HYG1ETÍICA
BALSAMICO
PBe>PHIT.mCO
Esta injecção
é
a
unica
e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-sa
em Braga
na
pharmacia
Alvim, á
Porta
Nova. Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
8.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar-
maçia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palaçio
de Crystal.
Preço
de cada
irasco
—
400
rs.
(4449)
Trocam-se
por
Promissórias
do
BS
ís
«
i
-
efl»
«Se
iUinho
ou Coiosate^cial d’esta
cídade,
duas
moradas
de casas
n
’
esta
mes
ma ;
a
pessoa que pretender,
tracta-se
com
Manuel
João
de
Faria,
largo
do
Ourado,
(loja
de
solla).
(4177)
Machina
coberta que
vendia
por
49^500, venda por 27$000
reis 11
Machina
sem coberta que ven
dia
por 45$000, vende por reis
22^500 1 1
Machinas
de ponto
de cadeia
de
12$000, vende
por 7^000 rs. 1!
Toda
a
pessoa
que
quizer
comprar
al
guma
d’
estas
machinas
por
preço
tão
re
duzido,
póde
lazel-o
no
prazo de
15
dias
a contar
da
data
d
’
esle
annuncio.
Vendem-se
tanto no
deposito
como
no
kiosque
do
Campo
de
SanfAnna
Agulhas
a
20 reis cada uma.
Braga
10
de
Dezembro
de 1876.
ORJECTO
D
’
OIRO PERDIDO
Quem
perdeu,
ba
tempo,
um
pequeno
objeclo
d’
oiro
em
forma
de
cruz,
dirija-
se
ao collçgio de 8,
Caetano d’
esla
cida
de,
aonde
lhe
será
entregue,
depois
de
dar
os
signaes
certos,
e
pagar
o
importe
d
’
es-
te
annuncio.
(4482)
DINHEIRO
A JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da cidade de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de 3
per
°[
0
livres,
sobre
hypotheca.
(4481)
BRAGA, IYP0GRAPHIA
LUSITANA—4876.
Parte de Comércio do Minho (O)
