comerciominho_19091876_544.xml
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-
4.° ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
544
Àssigna-see
vende-se no
escriptorio do
editor
e
proprietário
/
om
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
*«r
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gaaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
sias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
PUBJLICA.-S
E2
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Proi’sn-
cias,
anno
2$000
rs.
e sendo duas 3&600
rs.
—Semestre
1Á050
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 9
/
a
d
’
abatimento.
49
DE
SETEMBRO.
Perfaz
hoje 23
annos
o Se
nhor D.
Miguel de Bragança.
E’, pois, este
um dia de
jubilo
para
os legitimistas portugue-
zes,
que
vêem no Augusto Pros-
cripto o penhor das mais
adora
das esperanças, na sua
trajecto-
ria mundana.
Se o
tempo das provações
vae
prolongado; não
é
isso mo
tivo para
que o desanimo entre
na alma
do verdadeiro
legiti-
mista.
Mais
poderosa que todos os
desares
da adversa fortuna,
está a nossa crença.
E
esta crença não precisa de
ser
despertada
pelos repiques
dos
campanarios,
nem pelo es
tampido
dos
foguetes.
Firma-se
no sentimento reli
gioso, avigora-se pela oração.
E’ com a oração que
devemos
commemorar este ánniversario
faustuoso.
DRAGA
—TEEÇA-rEIRA
fi®
DE
SETEMBRO
As
irmãs hospitaleiras portsugue-
zas
em Penafiel.
Com
este
titulo
publica
o
«Commer
cio
de Penafiel»
um
artigo,
digno
da
sisu-
dez
com
que
costuma
ser
redigida
aquel
la
folha.
As
iniciaes
que o
firmam,
revelam-nos
um
cavalheiro
tão
iilustrado
quanto
in
suspeito.
Referimos-nos
ao snr. commen-
dador
S.
Rodrigues
Ferreira,
abalisado
ar-
cheologo
e
escriplor
dislincto.-
E’
da
penna
d'um liberal
que
sairam
as
palavras,
que
abaixo
transcrevemos,
e
que
honram
sobremodo
o
seu auclor.
Ainda
ha
poucos
dias
verberamos
neste
logar
o
procedimento
d
’
um
padre
que,
esquecido
do
seu
caracter
de
sacer
dote,
não
hesitou
em
vir
publicamenle
allirmar
as suas
excellencias
de
livre-pen-
sader,
expondo,
para
salvaguardar a li
berdade
(!J,
o
terror
que
lhe
causa
a in
stituição
das
Irmãs
Hrspitaleiras.
Submetemos,
pois,
á
consideração
do
tonsurado
das
margens
do
Cavado
o
arti
go,
que
segue,
para sua
edificação
:
Neste
século
todo
egoista,
e
sensual,
no
qual
a
maior
parle
do
povo
trabalha
para
mais
depressa
se
enriquecer,
e
go
zar,
sem
se
poupar
a
fadigas as
mais
ar-
duas
e
penozas; neste inundo
onde
se
exerce
a
caridade
por
ostentação,
e
pa
ra
grangear
a estima publica;
e
onde
muitas
vezes
o
argentario
dá,
sem
fazer
sacrifício
qualquer
quantia,
que
lhe
não
faz falta
para
ler
a
vaidade
de
ver
es-
cripto
com elogio
o
seu
nome no
jornal;
neste
século
todo
egoista,
e
material,
on
de
se
trata
mais
que
tudo
de
commodi-
dade,
de
gozos,
de
festejos,
divertimentos;
e onde
a
maior
parte
das vezes
só
por
divertimentos
se
obtem
soccorros
para
a
humanidade
desvalida,
e
enferma:
admira,
e
parece,
que
só
por
vocação
celeste,
ou
inspiração
divina,
appareçam
creaiuras
for
tes,
e
cheias
de fé, e
caridade
superio
res
a
estas fraquezas
humanas,
e
só
com
os olhos
em
Deus,
e
o
coração
no
amor
do
proximo,
neste
preceito
divino
tão
re-
commendado
no
evangelho, apartando-se
destes
prejuízos
e
tantações
mundanas,
sem
outro
norte mais
que
a
providencia
divina,
o
amor
de
Deus,
e
do
proximo;
dediquem
a sua juventude,
e virilidade,
a
este
aço
de
vida
acliva
praticando
o
bem
a
favor
do
seu
semelhante
desvalido,
en
fermo
e afílicto.
Estas
boas
mulheres
denominadas
ir
mãs
hospitaleiras,
cumprem
os
seus
des
tinos,
e
a sua instituição
como
anjos
bem-
fazejos
na
terra, dignos
da
nossa
vene
ração,
e
estima: honra,
e
louvor
a
estas
virtuosas
creaturas, e
a
gratidão
dos
pe-
nafidelenses
á
sua
dedicação,
e
amor
do
proximo.
No
seu
destino
bemfazejo.
e
na
sua
missão
toda
caritativa e christã
vem
acu
dir
á humanidade
enferma,
e
desvalida no
hospital
da
Misericórdia
desta
cidade; bem
vindas
sejam,
e
em
boa
hora,
e
louvor
á
sua
dedicação, e ao
zelo,
solicitude da
meza
de
santa
casa,
e
ao
muito
digno
me-
sario
o
ex.
m
°
barão
do
Calvario
que
pro
meteu
a
vinda
destas
virtuosas
filhas
da
caridade.
A
sua
missão
toda evangélica,
toda
bemfazeja
é
digna
da illustração
deste
sé
culo,
e superior
á
instituição
antiga
das
freiras,
dessas
virgens,
que
voluntariamen
te
se
clausuravam
no
mosteiro,
e
no
con
vento,
votando-se
ao
celibato,
á
vida
mís
tica,
e
contemplativa;
só
louvando a
Deus
continuamente, sem
alguma
utilidade
pu
blica,
exerciam
só
uma
parte
do
preceito
divino,
amar
a
Deus
sómente;
porque
clau
suradas,
e
incommunicaveis
para
o mun
do,
como
muitas
eram,
não
podiam
cum
prir
o
segundo
mais que
com desejo
a
caridade
e
amor
do
proximo.
A
virgem
do
claustro
era
inútil
á
sociedade,
izo-
lada
do
mundo,
morta
para
elle,
tinha
o
sepulcho
na
vida,
e
tinha
na
vida
a
mor
te.
Pelo contrario
a
associação
das
irmãs
hospitaleiras
mais evangélica, que a
insti
tuição
antiga
só
mistica,
e
contemplativa,
izolada
do
mundo,
e
só com
os olhos
no
céu
nenhuma
utilidade
tinha
para os
mo
radores
da
terra
seus
irmãos;
a
missão
destas
filhas
da
caridade
pelo
contrario
toda
ulil,
e
prestimosa
sem
esquecer
o
primeiro
preceito
divino,
ama a
Deus,
que
está
em
toda
a
parte,
e
cumpre
o segun
do,
que
é
o
complemento do
primeiro,
ama
ao
proximo
como
a ti
mesmo,
exer
ce
a
caridade
para
com
todos;
tendo
em
pouca
conta
a
sua
vida
e
arriscando-a
não
poucas
vezes
para
salvar a
dos
ou
tros;
creaturas
virtuosas,
que
na
sua
mis
são
cumprem
os
dons
preceitos
ecclesias-
ticos
tão
recommendados
pela
egreja
pra
ticando
a
vida
acliva
de
Marlha
na
sua
caridade,
e
amor do proximo,
e
a
con
templativa
de
Maria dando
a
Deus
as
de
vidas
graças,
e
amando-o,
e
louvando-o
porque
Deus
está
em
toda
a
parte.
Estas
boas servas
de
Deus
até
aqui
exerciam
a
sua caridade
bemfazeja
em
poucas
terras
do
sul
do
reino,
hoje
po
rem
estendem para
o
norte
a
sua missão
bemfazeja nos
hospiiaes
de Braga,
e
de
Guimarães,
com grande
aproveitamento na
cura
dos
enfermos,
economia
nas despe-
zas,
limpeza
nas
comidas, tudo
com
mais
arranjo
e
ordem;
porque
a
sua
illustra
ção,
e
moralidade
está muito
acima das
actuaes
creadas
de
servir.
Não
é
o
interesse
que as
move
é
só a
caridade
a
que
se
votaram;
querem ape
nas
o
que
Deus
manda
se
dê
aos
operá
rios
que
trabalham,
o
vestido,
o
sustento,
que
sendo
bastante
simples, e
este fru
gal,
é
menor
que
o seu
trabalho,
e
dedi
cação.
No
que
deixamos
transcripto
ha
pro
posições
a
que
não
subscrevemos inteira
mente.
Basta, porém,
indicar
a
sua
pro
cedência
e
a
nossa
posição
na
imprensa
para
se
nos
relevar
a
falta de commenta-
rios,
que
nos
parece
escusados.
-
-----------------------------------
<Jg
stiimigoM da
Egrrjt».
No
Consultor de los
Parrocos.
perió
dico
do
reino
visinho, lê
se
com
esta
epí
grafe
«inimigos
da
Egreja»
o
seguinte
ar
tigo,
que
merece
conservar-se:
«Acabamos
de
receber e
de ler um
folheto
execravel,
no
qual
se
diz que
chegou o
tempo
em
que
os governos
se
determinam
a
destruir
o
Vaticano,
a
aca
bar
com
o
Papa
e
dar
o
ultimo
golpe
no
catholicismo.
Miseráveis
plagiários
de
Pha-
raó
e
de Herodes
!
Crede-vo-
fortes
e
sois!-o,
segundo
o
mundo;
porém
soisl-o
também
por
ventura
diante
de Deus?
Se
não
fôra
porque
a
moral
catholica
não
permitte
procurar o
bem pelo
caminho
do mal,
repetir-vos-iamos as
tão
conhe
cidas
palavras
Christo
a
Judas:
«Judas,
o
que
has-de fazer
fal-o
depressa.»
As
seitas
estão sempre
apparentado
uma
omnipotência
que
não
teem.
Como
o
jumento
da
fabula,
só
parecem
fortes,
e
unicamente
inspiram
terror
ás
selvas,
por
que estão
cobertas
com
a
pelle
do
leão.
Passem
ávante,
mostrem-se taes
são,
e
o
mundo
inteiro
se
convencerá
de
que
as
ameaças
da incredulidade, como o
mons
parturiens,
depois
de
tanto
assustar
a
to
dos,
não
dá de
si
senão
um
ridiculus
mus.
Quando
se
trata
de
Egreja, que
tão
bem
sabe
soffrer
as
perseguições,
os
per
seguidores
acabam
sempre
por succumbir
sob
o
peso
da execração
universal.
No
folheto
de
que se
trata
se
diz
que
hoje
a
Egreja
está
debil
porque
carece
de
sciencia,
de
dinheiro
e
de
protecção.
Em
tudo
o
que
diz
seu
auclor,
mostra
ignorar
que
a
força
da
Egreja
está
em
Deus,
que
é
omnipotente.
Dizer que a
Egreja
é debil,
porque
necessita
da
força
humana, é não
dizer
nada,
emquanlo
não
prove
que
deixou
de
ser
forte
por
lhe
faltar
a
assistência di
vina.
Pois
bem;
falta-lhe
porventura
esta
assistência?
Não,
nunca.
Portanto, agora,
como
sempre,
podemos
exclamar:
Portoe
inferi
non
prcevalebu.nl adversus
cam!
Demais
será
certo
que
a
Egreja não
tem
o
prestigio
da
sciencia?
De
modo
nenhum.
Pelo
contrario,
a
incredulidade
é
que, confundida
pela sciencia,
foge á
dis
cussão,
e
só
procura
o
apoio da
força.
A
política
revolucionaria
ou anti-catholica op-
põe-se
em
tudo
á
verdadeira
liberdade
de
ensinar,
com
receio
da sciencia
da
Egre-
ja.
Por
outra
parte,
agora
mesmo
acaba
de
dar-se
na
Hispanha
um fenomeno
bas
tante
singular.
Entre
os
defensores
da
li
berdade
de
cultos, não
tem
havido
um
só
que apresente
uma
observação
nova,
ou
um argumento
importante.
Tudo
o que
teem
dito
é
sofistico
e
vulgar.
Ouvindo-os,
vê-se
que
não
çontiam
na
rasão,
mas
sim
na
força.
Isto
prova que
a decadência
está
na
sciencia
racionalista
convencida
por
todq
a
parte
de
impotência,
não
na
scien
cia
catholica
que cada
vez
vae
augmen-
lando
seu prestigio.
E
senão
porque
faliam os
incrédulos
do
ensino
leigo,
alheu
e
obrigalorio !
Por
temor
á
sciencia
catholica!
A
chamada
sciencia
moderna
está
complelamente
de
sacreditada.
Do
systema
de
Kanl, outr
’ora
tão
ponderado,
já
se não
falia senão co
mo
de uma
cousa
velha,
incompleta,
in-
sufficiente,
esteril
e
até
absurda.
O
idea
lismo
de
Fichle,
que
d
’
anles
fascinava
tanta
gente,
hoje
só
inspira
compaixão
e
desprezo.
O
ridículo
realismo
de
Schel-
ling.
que
também
teve
muitos
partidários,
hoje
só
é
lembrado
como
o que é,
um
delírio
da
rasão
humana.
O
pantheismo
historico
ou
a
confusão
ou
a
identificação
da
verdade e
do erro
de
Hegel,
que
tan
to deu
que
fallar.
só
tem
ji
por sequa
zes
uns
tantos
fanaticos,
desses
que
leem
o que
leram
nos
primeiros
annos,
e
al
guns
jovens
imberbes
que
copiam
sem
sa
ber
como
nem
porque
o
livro
que
lhes
cáe
nas
mãos. O
kraussismo,
emfim,
que
tanto
bullicio
fazia
em
outros
tempos,
nem
já
nos
atheneus
ousa
exhibir
se.
,
Que
é
pois
o
que
resta
de todos
esses
systemas?
O
neo
kanlismo
allemãoeo
po
sitivismo francez
e
inglez.
O
neo-kanlis-
mo
allemão
é
uma
nova
escola
que
aspi
ra
a
salvar
a
filosofia
por
meio
da
incon
sequência.
Assustado
com
o
idealismo,
realismo
e
pantheismo,
que
são
a conse
quência
natural
e
necessária
do oriticis-
mo de Kant,
pede
que
se
volte
para
Kanl,
acceitando
se
o
seu
ponto
de
partida,
e
não
as
consequências
dos
seus
princípios.
Isto
equivale
a negar
o
livre
exame
ou a
clamar por
um
retrocesso.
O
positivismo
francez
é
o
materialis
mo
ou
a
negação
de
todo
o
principio
ra
cional.
O
positivismo
inglez
é
o
mesmo
com diverso
nome.
Não
se
chama
mate
rialismo,
porém
nada
acceita
que
não
se
ja
matéria.
Além
d
’
isso
não
admitte
co
mo
certo
senão
o que
é
objecto
da ex-
periencia
individual
própria,
immediata ou
interna.
Segundo
este
systema.
o
ensino
é
materialmente
impossível.
Para apren
der-se
é
mister crer,
e
o
positivismo
não
permitte
que
se
creia.
Tal é
a
situação
da
sciencia
materia
lista
que
hoje
se
oppõe
á
sciencia
catho
lica.
Diz-se
também
que
a
Egreja
é
debil,
porque
é
pobre.
Nada
mais
falso.
A
Egre
ja,
quer
rica,
quer
pobre,
será
sempre
forte. A pobreza
da
Egreja
só
póde
pre
judicar
áquelles que se
empenham
em
em-
pobrecel-a.
Alraz
da
desamor lisação, que
é
a
expoliação
da
Egreja,
vem
necessaria
mente
o communismo
que condemna todo
a
propriedade como
um
roubo.
A
isto
acresceate-se que a
fé
não
fal
ta
nunca,
e
em quanto
não
acabar
a
fé,
nunca se
exhaurirão
os
thesouros
da
Egreja.
Por
ultimo,
afifirraa-se
que
a
Egreja
é
debil, porque
já
não
conta
com
a
pro
tecção
do
poder
civil.
Quanto
a
protecção,
isso
é
infelizmente
certo.
Não
obstante,
a
Egreja,
como
Je
sus
quando
caminhava
para
o
Calvario,
póde
dizer
sempre:
«Chorae
por
vós;
não
choreis
por
mim.»
Não
ha
seita
que
não
prognostique
a
morte
do
Catholicismo
e
que
não
tenha
o
desgosto
de morrer deixando
subsisten
te
a
religião
catholica.
Que
a
Egreja
carece
de
proteção ! Tan
to
peior
para
os
que
a
não
protegem!»
UZ1TI1IÍ
Transferencia.—
Em
rasão
do
mau
tempo
que
fez
no
domingo
passado
ficaram
transferidas
para
o
proximo
domingo as
festas que
annunciamos
teriam
naquelle
dia
logar
na
capella
de
S.
Lourenço da
Ordem.
ContiEttcação
da
subscripção
para o jaxigo do revd.0 padre Mar-
tõBaSis»
JlBsUonio S^es-eiro da
Silva.
Transporte.
.
.
José
da
Rocha
Veiga
Padre
Procurador
de
Vairão
Anonymo
D.
Maria
Gracinda
da
Luz
Teixeira
|
Marinho
Falcão
Vasconcellos
583740
33000
43500
23000
53000
«73»
Antonio
Bernardino
Pinto
de
Ma
durei
ra
25230
José
Antonio
dos
Santos
Coelho
2-5000
Antonio José
Pimenta
Gonçalves
2-3250
Manoel
José
de
Miranda
l^OOO
Padre
Manoel
Martins
d
’
Aguiar
43500
Um
anonymo
l$500
863740
Despeza ja feita.
Terreno
á
camara
263930
Obra
de
pedreiro
20-3000
Lotiza de
mármore,
e
letreiro
483000
Grade
de
ferro
273570
Pintura
da
mesma
13500
1243000
lEtiqueta ingleza.
—
N
’um
dia
de
outomno,
que
em
Londres
são tão
frios
como
os
do
inverno
entre
nós, eslava
Julio
Janin lendo
um periódico
no
bote
quim
de
Verrey,
de
que
é
dono
um
fran-
cez Um
inglez
que
eslava
assentado
á
meza
fronteira tomando
0
seu
«grog»,
chamou
fleugmalicame pelo moço.
—
O
’
rapaz, como se
chama
aquelle
su
geito,
que
alli
está
fumando
um
charuto,
e
lendo
um
jornal?
—
Não
sei,
milord.
O
inglez
levanlou-se,
dirigindo-se ao
mostrador,
e
perguntou
então
ao caixeiro:
—
Como
se
chama
aquelle
sugeito
que
alli
está
fumando um
charuto,
e
lendo
um
jornal?
—
Não sei,
milord,
porque
não
é
fre-
guez.
—
sVeri
well»!
onde
está
0
dono
da
casa
?
—
Prompto,
milord.
.
—
«Good morning».,.
Como
se
cha
ma
aquelle
sugeito,
que
alli
está
fuman
do
um
charuto,
e
lendo
um
periodico?
—
Não
sei, é
a primeira
vez
que
0
vejo.
Foi
então
a Julio Janin
e
dissfe-lhe:
—
O
senhor
como é
que
se
chama?
—Chamo-me
Julio
Janin,
meu
caro
senhor.
—Pois
então,
snr. Julio
Janin,
advir
to-o
de
que
tem
a
sobrecasaca
a
arder.
Já
era
tempo:
0
lume
havia
consu
mido
um
pedaço
menos
mau.
Vejam
0
que
é
a
etiqueta
ingleza
!
'lelegrammaa
<íe Ijisboa.—LIS
BOA
16.
—
Os
tres
directores
do
Banco
Lusitano
requereram querella contra 0
«Paiz»,
pelos
artigos
publicados
n
’este
jornal
a respeito
da
direcção
do
mesmo
banco.
O
«Diário»
contém
0
seguinte:
Pelo
ministério
da
justiça,
despacho
concedendo
licença
ao
snr.
Francisco
Ma
ria
da
Guerra Bordalo,
juiz da
Relação
do
Porto;
pelo
ministério
da
marinha,
de
creto exonerando
0
snr.
Craveiro
Lopes
do
logar de
director
das obras
publicas
de Moçambique,
e nomeando para
igual
cargo
0
snr.
Joaquim
José
Machado.
Venderam-se
na
Bolsa
os
seguintes
tí
tulos:
Obrigações prediaes
dé
assentamento
91-3000
reis;
acções
do
Banco
Ultramarino
853000
reis;
obrigações
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro
833000
reis;
fun
dos
hispanboes
12,12, 12,46.
Aa
pesenríag.—
Os
peixes
e
os ou
tros
productos
das
pescarias
da Terra No
va
representam
com
relação
á
ultima
cam
panha
um
valor
de
quasi
8
milhões
de
dollars.
O
bacalhau constitue
0
principal
artigo
da
pesca.
Segundo
os
cálculos
fei
tos
pelas
pessoas
mais
competentes.
0
nu
mero
dos
bacalhaus
pescados,
quer
0
an
no
srja
bom quer
mau,
approximase
de
137
milhões.
Os
ovos
do bacalhau
são
expedidos
em
quantidade
considerável
para
a
França
e
empregados
como
isca
para
pescar a
sar
dinha.
Se se
quer
laser
ideia
das
propor
ções
consideráveis
que
attinge
0 coinmer-
cio
da
sardinha
etn
França,
basta
ter
em
vista
a
somma
que
se
dispende
annual-
rnente
na
compra
de
ovos
de
bacalhau;
fixa-se
em
dois
milhões
de
francos.
Vem
uma
grande
parle
da
Noruega.
Nas costas
da
Bretanha,
I3 mil
bar
cos
andam
occupados
na
pesca
da
sardi
nha
que comprehende
não só
a
sardinha,
mas
também
0
arenque
pequeno.
A
cifra
das
exportações
da
Bretanha,
só
para
as
diflerentes
parles
do mundo,
eleva-se
a
nada
menos
de
10
milhões
de
caixas. Levando
em
conta
a
pesca
que
é
explorada
ao
longo
dos
bancos
da
Terra
Nova
pelos
barcos franceses
e
americanos,
pode-se,
sem
receio
de exageração,
ava
liar
em
15
milhões
de
dollars
a cifra
to
tal
do
rendimento
das
pescarias,
compre-
hendendo
as
que se
fasem na
costa
do
Labrador.
Ajudá.
—
O
estabelecimento
portuguez
de
S.
João Baptista
de
Ajudá, na
costa
da
Mina,
commandancia
militar
da
cir
cumscripção
de
S. Thomé
e
Príncipe,
es
tá
bloqueado
por mar
pelos
inglezes,
que
na
sua
guerra
com
0
rei
de
Dahomey
ti
veram
de
fazer
estacionar
os
seus
navios
em
todo
aquelle
lado do
golfo
de
Benim
e
tem
por
terra
cercado 0
seu
forte
pe
los
pretos
/
A
guarnição
porlugueza
do
forte
de
S.
João
Baptista compõe-se
apenas
de
al
guns
soldados,
e os
pretos
do
rei
de
Da
homey
obrigaram-os
a arrear
a
bandeira
Porlugueza,
segundo
refere
uma
carta
d
’ali
recebida,
e
ameaçaram
os
brancos,
tan
to
porluguezes
como
estrangeiros,
de
lhes
fazer
cortar
as
cabeças,
se
acaso
os
in
glezes,
para vingarem
0
ultrage
que
alli
soffreram
atacassem
0
seu
reino.
A
facilidade
que
aquelle
negro
mo-
narcha
tem
de
descabeçar
0
seu
povo abo
na
a
seriedade
da
sua
ameaça.
Os
negociantes
europeus
e
suas
famí
lias
estavam
assustadissimqs,
e
não
tinham
quem
lhes
acudisse
e
os
fizesse
respei
tar,
porque
não
era
fácil
ao
governo
da
província
faz-er-lhes
prestar
soccorro.
Ora,
os
inglezes
já
atacaram
Dahomey.
Sof-
freriam
alguma grande
violência
os
mora
dores
de
S.
João
Baptista
de
Ajudá?
E
’
provável
que
0
snr.
ministro da
marinha
já
a
estas
horas
tenha
tratado
de
dar algumas providencias,
mas
também
é
possível
que
estes
não
cheguem a
tem
po
de
fazer
lembrar
a
inglezes
e
dahomea-
nos,
que aquelia fortaleza
e
respecliva
commandancia
são
terrhorio
neutro
na
gneira
entre
a
Inglaterra
e
0
Dahomey.
porque
pertencem
per
todos
os
direitos
á
nação porlugueza,
e
que
devem
portan
to
ser
considerados
em conformidade
com
as
severas prescripções
do
direito
inter
nacional.
Aos
dahomeanos
0
unico
meio
de
os
fazer
entender
0
direito
é
a
força.
Com
ella
se
deve
rearvorar
em
Ajudá
a signa
nacional,
diz
0
«Diário
de
Noticias».
A
ciaris
petas
uvas.
—
Lè-se
no
«Conslitucionnel»
de Paris
:
A
França, ferida
no
seu
amor
pro
prio,
já
não
consente
á
Suissa
0
privilegio
d
’este
tratamento.
Em
Aigle, na
Saboya,
em
Celles, em
Ar
leche,
ha
estações
tivaes,
que
merece
riam
se«
mais
conhecidas
e
imitadas
em
outras
partes da
França.
A
cura
pelas
uvas
faz-se
d
’uma ma
neira
muito
simples:
0
doente
dirige-se
á
vinha
repetidas
vezes
ao
dia
e
colhe
el
le
mesmo as
uvas.
A
faculdade
de me
dicina
prescreve este
tratamento
com es
pecialidade
para
as
affecções
febris,
para
as
convalescenças
e reconheceu
que
trans
forma
as
constituições
alteradas.
A
espe-
cie
oa uva,
0
seu
aroma,
0
solo
em
que
é
colhida,
não
são
indifferentes,
e
na es
colha
do
logar
da
cura,
é
necessário
at-
tender
a estas
condições.
O
príncipe
imperial da
Áustria
segue
actualmente
um
tratamento d’
este
genero,
tratamento
aliás
muito
em
voga
no
impé
rio austro-hungaro.
Elrama «ssysteirsos».
—
Um
drama
rnysterios)
lançou
0
sobresalto
entre
os
habitantes
da aldeia
de
Kerbimbim,
per
to
de
Plogostel,
Finisterra.
A
aldeia
compõe-se,
além
dos
edifícios
que
servem
para
a
exploração
agrícola,
de
uma
casa
dividida
em
dois
corpos
habi
tados,
um
pelo
proprietário,
sua
mulher
e
seus quatro
filhos,
0 outro
pelo
caseiro
e
sua familia.
Sabbado
passado,
pelas
seis
horas
e
meia
da
manhã,
0
caseiro
saindo
de
sua
casa,
ficou
muito
espantado
ao
vêr
uma
fumarada
espessa
que
se
escapava pelas
fendas
da
porta
e
da
janella
do
quarto
oc-
cupado
pelos
esposos
Cornec
e
seus
fi
lhos.
Bateu
com
força
e
repetidas
vezes
a
seguir
tanto
á
porta
como
á janella, e
como
não
obtivesse
resposta,
chamou
por
soccorro
e
tratou de
entrar
á
força
no
aposento
dos
esposos
Cornec.
Na
occasião
em
que
arrombava
a
ja
nella,
0
fogo
irrompeu
de
repente
ao
con
tacto
do
ar
e
com
violência
extrema,
pela
abertura
que
acabava
de
ser
prati
cada.
O
caseiro
esteve
em
riscos
de
ficar
gravemente
queimado.
De
balde
tentaram
por
diversas
vezes
aproximar-se
da porta;
eslava
lambem
em
fogo.
Tornou-se então
evidente
que
toda
a
esperança
estava
perdida de
levar
soccor
ro
ás
seis
victimas
que se
achavam
no
meio
d
’
aque!la
fornalha
ardente.
No
entanto
não
se
ouvia
lamento
nem
gemido
no
interior.
Correram
a
prevenir
immediatamente
as
auctoridades
e
a
gendarmeria,
e hou
ve
que
esperar
que 0 fogo
tivessse
aca
bado
a sua obra
terrível
antes
de
penetrar
na
casa.
Só
no
domingo
foi
possive!
começar
os
trabalhos
de desentulho, e
em
presen
ça
dos
membros
do
tribunal
de
Qtiim-
per
que
acabavam
de
chegar,
acompanha
dos
de
um
facultativo,
conseguiu-se
des
cobrir
seis
cadaveres
completamente
car-
bonisados,
enterrados
na
camada
espessa
de cinzas.
Eram
os
de
Cornec
pae,
de sua
es
posa
e
de
quatro
filhos.
Suppõe-se
que 0
incêndio
foi
posto
pelo
proprio Cornec
que, havia
muito
tempo
já,
não gosava
da
plenitude
das
suas faculdades
inlellectuaes.
Ensino
primorio.—
Nos
diflerentes
districtos
do
continente
do
reino
e
ilhas
adjacentes
existem
2:832
cadeiras
de en
sino
primário,
sendo
2:226
do sexo
mas
culino,
e
626
do sexo
feminino.
As
do
sexo
masculino
são 132
nodis-
tricto
de
Aveiro,
75
no
de
Beja,
116 no
de Braga, 129
no de
Bragança,
101
no
de
Castello
Branco, 147
no
de
Coimbra,
40 no
de Evora,
55
no
de
Faro, 204
no
da
Guarda,
93
no
de
Leiria,
153
no
de
Lis
boa,
58
no
de
Portalegre, 168
no
do
Por
to,
112
no
de
Santarém,
93
no de Vian
na,
157
no
de'Villa
Real,
251
no
de
Vi-
zeu,
42
no
de
Angra,
27
no
do
Funchal,
31
no da
Horta;
e
40
no
de
Ponta
Del
gada.
As
do
sexo
feminino
são
29
no
distri-
cto
de
Aveiro,
32
no
de
Beja,
17
no
de
Braga,
29
no
de
Bragança,
25
no
de
Cas
tello
Branco,
36
no
de
Coimbra,
13
no de
Evora,
23
no
de
Faro,
43
no
da
Guarda,
20
no
de
Leiria,
69
no
de
I
isboa,
16
no
de
Portalegre,
43
no
do
Porto,
29
no
de
Santarém,
15
no
de
Vianna,
44
no
de
Vil
la
Real,
68 no
de
Vizeu,
13 no
de
Angra,
9
no do
Funchal,
17
no
da
Horta,
e
32.
no
de
Ponta
Delgada.
íaeçãí»
do osiro.—
Segundo
da
dos
oííiciaes
da repartição das
minas
de
Victmia,
a
quantidade
de
ouro
extrahida
das
minas
da
colonia,
durante 0
ultimo
trimestre,
d’
esle
anno,
foi
do
240:930
on
ças,
ou
2:574
onças
a
mais
que
no
anno
ultimo.
Do
total,
97:986
onças
são producto
das
terras
de
alluvião
e
142:944
dos
ja
zigos
quartzosos.
A
producção
media
d
es
tes
em
ouro
é
uma
fraeção
de
19
gram-
mas
por
soinma.
O
numero
dos
mineiros
occupados é
de
20:675,
dos
quaes
11:216
são
proce
dentes
da
China.
®
marfim.—
Nas
regiões
articas
co
lhem-se
algumas
quantidades
de
marfim
procedente do
Mammuth
ou
Elephos
pri-
migenius,
que
em
épocas
anteriores
ao
ca
taclismo
designado
por
Moysés
com
0
no
me
de
diluvio,
occorrido
no
periodo qua
ternário,
viveu
n
’aquelias
regiões.
Foi
n
’ellas
que
a
congelação
dos
ma
res
e
até
do
solo
da
Sibéria,
occasionou
a
extineção
de
grande
numero
de
especies
de
animaes
propriasentão
d
’
aquelles paizes,
estando
ilhas
inteiras
e
grandes
superfícies
de
terras,
como
0
grupo
de Lachow
e
da
Nova
Sibéria,
formadas
por
ossos
fosseis
aglutinados
pelo
gelo.
As delezas
dos
elephantes,
assim
como
as
diversas
peças
do
seu
esqueleto,
per
dem
muito
pezo
e
são
mais
brancas
e fres
cas
nas ilhas
que
no
continente.
Alguns
d’
estes
dentes,
que
são
de gran
des
dimensões,
reúnem,
para
ser
fabrica
dos,
tão
boas
condições
como
os
melhores
marfins
modernos.
® joriialismo
na
Ktalia.—Segun
do uma estatística
oílictal,
publicam-se
actualmente
na
Ilalia 906
periódicos,
sen
do
396
políticos,
44
religiosos, 84
indus-
triaes,
59
agrícolas,
113
artísticos
e lille-
rarios,
83
scienlilicos, 11
de
jurisprudên
cia,
6
illustrados, 22
theatraes,
5
musi-
caes,
30
salyricos,
17
inslructivos
e
6
de
medicina.
O
periodico
italiano
mais antigo
é
a
Ga
zeta
di
Génova,
fundada
em Getiova
no
an
no
de
1797;
seguem-se
outros
creados
em
1806,
1823.
1832,
1838
e
por
ulti
mo
a
Gazela
Médica
Italiana
creada
em
1840.
O
numero
de
diários
em
todo 0
reino
sobe
a
123.
flSeseendeJítea
de
reis ! —
Ha
pou
cos dias
falleceu
em
Milão
a snr.“
An-
tonia
Luzzi,
viuva
do
desventurado
Leon,
príncipe
de
Lusignan,
antigo
rei
da
Ar
ménia,
fallecido
a
22
de
fevereiro
do
cor
rente
anno.
A
morte
da
princeza
deixou
orphãos seis
creanças
desprovidas
de
to
dos
os
meios
de
subsistência
e
de
todos
os
soccorros.
Os
tres
primeiros
foram
recolhidos
em
um
asylo
;
os
outros
tres
por
um
honra
do
operário
Jacques
Merlini.
E’ dado
esperar,
acrescenta
0
Petit
Journal,
que
em
Milão
tratarão
de
prover
de
uma maneira
certa
á
subsistência de
aquelles
pobres
descendentes
de
doze
im
peradores
e
de trinta
reis
!
Ao
i
sitcriur
de
Af.rsea.
—
Os jor
naes
de Londres
publicam,
além
da
nar
ração
de
Stanley,
algumas
cartas dos com
panheiros
do
explorador.
Um
dos
seus
subalternos
entra
em
promenores
supple-
mentares
á
viagem
em
África. As
excur
sões
da
expedição
nem
sempre
são uma
partida
de recreio
e
resumem-se
muitas
vezes em
uma
questão
de alimentação
ou
de
fome. Alguns
companheiros
de
Stan
ley
teem
morrido
de
febres
alcançadas
no
paiz,
bem
que
0
maior numero
das
re
giões
que
a
expedição
europeia
atravessa,
sejam
completamente
sadias.
O
auclor da cana
é
0
terceiro
homem
branco
que
viu
0
lago
Victoria
Nyanza;
este
lago contem
numerosos
peixes,
croco
dilos
e
hippopotamos,
e
as
margens
estão
cuberlas
de
aves.
Os
indígenas
d’
aquel-
las
paragens
são
de
lodo
selvagens,
e
an
dam
nus,
mas
não
fazem
mal
aos estran
geiros.
Foi
0
subalterno
de
Stanley quem
fez
a
primeira
visita
á
ilha
de Ukereweway,
cuja
circumferencia
é
de
quarenta
léguas
aproximadamente. O
que
sobre tudo
snr-
prehendeu
os habitantes
da
ilha,
foi
a
fór
ma
da barca
do visitante
não
menos
que
a
côr
branca
do
proprio
visitante.
Nunca
em
Ukereweway
se
tinha
visto
um
homem
branco.
Alguns milhares
de
indegenas
se
guiam
0
representante
de
Stanley por
to
da
a parte
onde
elle
ia.
Formam
uma
bel-
ia
raça
de
que
0
rei
é
0
homem
mais
for
moso.
Quando
0
europeu visitou
0
tnonarcha,
estava
este sentado
no
meio
da
planície
e
tinha
dois
mil
indígenas
pouco
mais
ou
menos
em
volta
d’
elle,
todos
armados
com
alguma cousa.
O
subalterno
de Stanley es
lava
completamente
desarmado,
do
mesmo
modo que
os
seus
companheiros,
a
fim
de
mostrarem
que
vinham
como
amigos.
U rei mandou-o
sentar
ao
seu
lado,
e
notou
logo,
assim
como
os que 0
rodea
vam,
os
cabellos
dos
europeus
e
os sapa
tos
que
lhes
pareceram
objectos
extraor
dinários;
0
vestuário
do visitante
também
interessava
bastante
a
curiosidade
dos
na-
luraes.
O rei
trazia
fios
de
cobre
em
volta
das
pernas,
largos
anneis
nos
braços
e
um
panno
cm
cima
do
corpo
:
era
todo
oseu
trage.
O
rei
chama-se
Lukangu.
E
’
homem
amavel
e
que
trata
os seus visitantes
ge-
nerosarnente
com
leite,
ovos e
bananas,
a
ilha
produz
este
ultimo
fructo
abundan
temente. As
mulheres
trouxeram
aos es
trangeiros
farinha,
batatas
e
tabaco.
Os europeus
deram
em
troca
ao
rei um
annel
de
ouro,
uma
corrente,
um
collar
e
fazenda. A’
partida,
0
tnonarcha
empres
tou-lhes
algumas
canoas
para
darem um
passeio
ao
longo
das
costas
da ilha.
O
guarda
da
esquadrilha
reconduziu
as
ca
noas
no
dia seguinte.
Ktxposição
de
Fs&a-ís.
—
A
respei
to
da
exposição
que
em
1878
ha
de ve
rificar-se
em
Madrid,
diz um
jornal
estran
geiro
0
seguinte
:
«Está
completamente
terminado, e
se
rá
brevemente
entregue
aos
periódicos.
0
plano
geral
da
exposição
que
ha
de
eífe-
duar-se
em
Paris no
anno de
1878.
E
’
de
todo
0
ponto
certo
que
as
grandes
potências
concorrerão
a esse
certame.
O
príncipe
de Galles
já
manifestou
o
de
sejo
de
tomar
a presidência
da
commissão
ingleza
;
na Auslria-Hungara,
a
hesitação
que
se
inanifeslára
ao
principio,
desappa-
receu.
O
imperador
da
Allemanha
também
assignou
ha
dias
0
decreto que
nomeia
0
príncipe
Frederico
Carlos
presidente
da
secção
allemã
na
referida
exposição,
fa
cto
que
se
diz
não
ter
sido
muito bem
acceile
pelo
snr.
de
Bisinark,
que
pelo
visto,
parece
que
não
desejava
que
a
Alle
manha concorresse ao
certame francez
»
tuí»!»co.
=
Um
jornal
estrangeiro
diz
0
seguinte
a
respeito
da
planta
do
taba
co
:
«A
planta
do
tabaco
de que
fazem
uso
os caraibas
das
índias
occidentaes,
foi
transportada
para
a Europa
por
hespa-
tihoes
e
portuguezes
no glorioso
seculq
das
descobertas.
João
Nicot,
agente do
rei
de
França
em
Portugal,
procurou
umas
amostras
de
um
hollandez
que
regressava
das colonias
hespanholas
da
Florida,
e
deu-
lhe
0
seu
nome,
nicotina,
nome
que
ain
da
conserva na
botanica.
Quantos
usos
não
tem lido
esta
bel-
la
planta! Colombo,
ao arribar
a terras
B8Bag»s?saaK-;>&wcca
da Hespanha
e
ao
receber
os
indios
com
a
oliveira
da
paz,
notou que
as
folhas
seccas
do
tabaco serviam
para
offerecer á
maneira
de
incenso,
nuvens
de
fumo
aos
seus
deuses
imaginários.
O
calumet
ou
ca
chimbo
de
paz,
feito de
pedra
branca,
preta
ou
vermelha,
finamente
polido, serve
ainda
entre
os
indígenas
americanos
de
salvo
conducto
para
as
outras
tribus
al
hadas,
de symbolo
de
paz
nas
embaixa
das,
e
serve
para
ultimar
um contrato,
para
concluir
um negocio. Enche-se o
cachimbo
do
melhor
e
mais
excellente
tabaco,
fumam
juntas
as
partes
contratan
tes
e
desde então
torna-se
sagrada
a
pro
messa
dos
dois.
Os
missionários
francezes
começaram
a
aspiral-o
em
vez
de
fumal-o, e
esta
novidade
obteve
um
êxito
magnifico.
E’
também
de crer
que
os
americanos
o
achem
excellente
como
alimento, e é
por
isso
talvez
que
nos
embarramos
a
cada
passo
com
indivíduos
que
movem
as man
díbulas,
triturando
partículas
d’
esta
plan
ta
que,
segundo
alguns,
possue
magnifi
cas
condiçõs medieinaes.v
nhola
manterá
a
verdadeira
liberdade
que
professa
respeito
pelos
direitos
recíprocos
dos
indivíduos.
Confiamos
da Providencia
que
0
exer
cito
assegurará
a
paz
e
0
fim
das
nos
sas
discórdias
civis
e
que
obteremos
uma
epocha de
socego,
justiça e
trabalho.
(Mui
tos
applausos
e vivas
repetidos.a
O
alcaide
de
San-Fernando
ordenou
ao
Pastor
portestante
que
fechasse
as
portas
do
templo,
pois
que
considera
a
sua aber
tura
como
uma
das
manifestações
exte
riores prohibidas
pela
constituição.
Assegura-se
que
0
governo
desappro-
vou
a
ordem
do
alcaide.
CONSTANTINOPLA,
15—A resposta
da
Porta ainda
que
formulando
condições
■
-
de
que
po-
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75:000
curas,
entre
as quaes
contam-se
a
de S.
S.
o Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da
exc.ma snr.°
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saenz
de Teja-
da da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado
do
dr.
Manuel
Saenz
de Te-
jada,
doutor
da
faculdade
medica
e cirúr
gica,
lente da
Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha, etc.
Certifico
:
Que
com
uso
da
Revalescié-
obtive
na
minha
clinica
varias curas
moléstias
gravíssimas
era
alguns
clien-
residentes
n
’
esta,
cidade, lembrando-
o
de
D. Filippe
Zappina empregado
pu,
blico,
hoje
administrador
da
alíandega
d-
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
I).
Amelie
Gomes,
casada com
um
chefe
do
exercitoa
a
qual continua
a
melhorar
com o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo, rapaz
de vinte
annos
que
soflria
havia
alguns
tnezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para fazer
constar
em toda
a
parte,
a
assigno
em
Cordova
etn 13
de
outubro
de
ANNUNCIOS
José
Real,
para
Pereira
Villas,
de
S.
Jeronynao
teodo-se
retirado
temporartamen-
Lisboa,
pede
desculpa
de
não se
□ssuâjuvc-rvrj
Da administração
E
’ por
mais
uma
vez que
somos
çados,
bem
contra
nossa
vontade,
a
rogar
mos
aos
nossos assignanles
que
ainda
se
acham
em
grande
atraso
de
suas assigna-
turas,
e
aos
quaes,
já
por
esta
fôrma,
já
por
cartas
particulares
nos
temos
dirigido,
•
e
muitos
d’
esles não
se
teem
até
hoje di
gnado
responder-nos, que
se
dignem man
dar
pagar,
sem
perda
de
tempo
os
seus
débitos,
pois
não
o
fazendo
até
ao
fim
do
corrente
anno,
não
só lhes
será
sustada
a remessa
do
jornal,
mas
até
serão
pu
blicados
no
mesmo,
os nomes
de
todos
que
não
tenham
attendido
ao nosso
pe
dido.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são
:
Porto,
o snr.
Carlos
das
Neves &
So
brinhos
—rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr.
José Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho.
for-
que
julga
necessárias
á manutenção
uma
paz
durável,
declara
com
tudo
se
sujeita
entretanto
ao
critério
das
tencias
para
tratar
das negociações.
PARIS,
16
—O
periodico
«France»
blica um
tratado
preliminar
de
aliança
of-
fensiva e
defensiva,
elaborado
em
Berlim
a
11
de
junho
de
1876 entre
Allemanha
e
Rússia,
com
respeito
ao
Oriente,
garan
tindo
a
autonomia,
(0
telegramma omitte
0
nome)
em
caso
de
derrota.
Aos
servios,
alhados,
garante
0
«statu
quoe
em
caso
de victoria.
Obrigam-se
a
propôr
ás
po
tências
a
expulsão dos
turcos
da
Euro
pa.
As
tropas
russas
e
alleraãs
occupariain
Constantinopla.
fa.-'.iWJíauTOrsíV-KiaivM;
pu-
BANCO
COMMERC1AL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada.
sscçÃs
ds
comusicados
Snr.
redactor.
Peço
a
v.
o
favor
de
publicar
no
seu
acreditado
jornal
as
linhas
que
seguem.
De
v.
etc.
O
assignante
—
Manuel
Joaquim
d
’
Araújo
Almeida.
Achando-se
pronunciado
pelo
digno
Juiz
de
Direito da
comarca
de
Villa
Verde
0
tabelião
do
exlincto
concelho
de
Prado,
Domingos
Joaquim
da
Rocha,
não deve,
segundo
a
lei,
continuar
este
a
exercer
as
respectivas
funeções.
Por
este
motivo
é
indispensável,
para
que
não
soffram
os in
teresses
d
’aquelles
povos,
que
seja
no
meado
um
outro
que
interinamente
supra
aquelle logar.
E
’
porisso
de
esperar
que
0
meretissimo
Juiz
de
Direito
d
’
aqnella
co
marca
proceda quanto
antes
á nomeação
a
que
me
refiro.
Manuel
Joaquim
d
’
Araújo
Almeida.
(4296)
ITIíOWSS
TtEIitEOKAWlI 4S
OA
A
-«■
ÍC
A EM
& V AS
re,
em
tes
me
de
te
ter
despedido
de
todos
os
seus
amigos
e
pessoas
de
suas
relações, servindo-se pa
ra
esse
effeito
d’este
meio,
offerecendo
a
todos
na
dita
cidade
os
seus
serviços;
bem
como
também
faz
sciente que,
teu-
do
anuuociado a venda
voluntária
de
suas
propriedades, e
como
até
hoje
se
não
te
nha
essa venda eflectuado,
fica
portanto
habilitado
para
a
venda
das
mesmas
0
snr.
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Barbosa,
solici-
dor
n’
esta
cidade.
Braga
18
de
setembro
de
1876.
(4290).
José
Pereira
Villas.
1873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva do que
a car-
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
FESTIVIDADE
setembro de
1876.
EXesumo
<5o
aetivo e
passivo
em
3
fl
«le agosto «Se 18ÍO
Aetivo
Acções de
Bancos
e Com-
panhias
.............................
16:6614000
Acções
para emiltir.
.
1.700:0004000
Agencias.............................
7:6674751
Caixa...................................
13:5904674
Despezas
d’
installação.
.
1.6274569
Casa
forte
.......................
4954455
Empréstimos a
Camaras
Municipaes.......................
32.6104366
Empréstimos
hypothecarios
24:6134836
Empréstimos
s.
penhores.
12:4294006
Letras
em
carteira
.
271:9954855
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:8334675
Diversas
contas
devedoras
.
4:5974064
Valores
depositados. .
.
.
•
3:7824240
Créditos
.............................
.
9:7824054
Accionistas
.....
10:2214000
Contas
correntes
.
.
.
.
37:4894381
2
149
3964926
Capital................................
2.000:0004000
Credores
de
valores de-
positados
.......................
3:7824240
Depositos
a
praso. .
.
74:1864663
Depositos
á
ordem.
.
.
36:5024977
Devedores e credores
ge-
raes
...................................
13:4024802
Fundo
de
reserva.
.
.
.
1:00040fi0
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
6:1924839
Letras
a
pagar.
.
.
.
12:8174235
Dividendos.......................
1:5124170
2.149:3964926
Banco
Comtnercial
de
Coimbra,
lí
de
ne
vezes
o seu
preço
em remedios.— Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a pe
nínsula :
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
1
/
i
kilo,
500
; de1
/,!
kilo 800
rs
;
de ura
kilo
,
14400
reis;
de
2
1
/
I
kilos,
34200
reis;
de
6
ki
los, 6^400
reis,
e
de
12 kilos,
124000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 860 e
14400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Bewnlewcíère
eHtQzeoíaSadia
;
ella
res-
titue
0
appeilite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
cceanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
roais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus, ou era
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas, 14400;
de
120
chavenas,
34200
reis,
ou
25
reis
cadt
cbavena.
BAKEVW
BAKnY
afe
C.1
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Lotsdres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
MsSswa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do Lorelo,
28
;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Áurea, 12. P®r
*
e,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
abaria
77;
de
bequeira
;
J.
Pinto ;
Desl-
ré
Rahir;
Coimbra,
-V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Bras»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal. Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Kuimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
Q®í, Miranda,
pharm.
; IPoiate
d» ILima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
;
2
”
®-
v®»
Varsasa»,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Wianazaa do Caatello,
Afionso
e
Barros,
droguistas;
Wàlia d©
Con<ie,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ÀGBDSCI1SÍT0S
Os gerentes,
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
(266)
(4294)
MADRID
15
—
O
rei
presidiu
á
abertu
ra
solemne
dos
tribunaes.
Disse
que
já
em
diversas
occasiões
exprimiu
seu
vivo
desejo
e
esperança
em
que
a
paz
obtida
a preço
de
tanto
sangue
e
ruinas
seja
seguida
d
’uma
epocha
de
tra
balho
fecundo
que augmente
a
riquesa
de
Hespanha
e
resolva
as difiicnldades
e
pro
blemas
relativos
á
nossa
regeneração;
de
seja
ver
confirmar a
sua
profunda
convic
ção
de
que
a
nossa reorganisação da
jus
tiça
que
deseja
egual
para
todos
mesmo
para
elle, rei.
Recordou
a
épocha
desastrosa
de Hen
rique
IV
de
Hespanha
e
os
remedios
so-
ciaes
trasidos.por
Isabel
e Fernando
os
catholicos,
e
accrescentou:
«Esperamos
que
a
magistratura
hespa-
SA®
A TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem
dèspezas
cotn
0 uso da
delicio
sa
farinha de saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
O
juiz
e
mesarios
da
.devoção
de
Nos-
Senhor
das
Alllicções,
que
se
venera
na
sua
capella
erecta
no
logar
da
Naia,
su
búrbios
d
’
esia
cidade,
teem
destinado
fa
zer
a
festa
á
mesma
Sagrada
Imagem
do
Bom
Jesus
das
Afflicções, no
dia 21
do
corrente
mez de
setembro,
havendo
de
manhã
confessores
na
capella
para
todas
as
pessoas
que
se quizerem
aproveitar,
e
duas
missas,
pa
r
a,
no
acto d
’ellas,
minis
trar
a
Sagrada
Communhão
aos
fiais,
pa
ra
poderem
alcançar
as
indulgências
con
cedidas
por
S.
Ex.
a
Revm.
a
0
Sor.
Arce
bispo
Coadjutor,
por sua veneranda
por
taria
de
12 de
junho do
corrente
anno,
que
são=»tO
dias
de verdadeira
indulgên
cia
a
todas
as
pessoas
que
devidamenle
preparadas
resarem
de jeelhos
5
Padre-
Nossos diante da
mesma
Sagrada
Ima
gem.
No
dia
23
u
na
banda
de
mtizica
per
correrá
algumas
ruas
d
’
esta
cidade,
an-
nunciando
a
festa,
e
no
dia
24
pela
1
hora
da
tarde,
depois
de
ter
lambem
per
corrido
algumas
ruas,
se
dirigirá ao
dito
loca!
da
Naia,
onde
tocará
escolhidas
pe
ças
para
entreter
0
publico
no
arraial an
tes
e
depois
do
Sermão,
havendo
tarabeiu
leilão
de
prendas.
Os
mesmos
acluaes
devotos
teem
man
dado
dizer
12
missas
annuaes
pelas
al
mas
de
todos
os bemfeitores
vivos e de-
functos que
tem
concorrido
com
suas
es
molas
e
serviços
para as
obras
da
ca-
pelia
e
augmeolo
d
’aquella devoção;
es
tas
missas,
antes
de
haver
a
capella. eram
celebradas
na
parochial
egreja
de
Ferrei
ros
pelo
rev.°
reitor
actual e
pelo seu
antecessor
e
outros
sacerdotes
oa
fregue-
zia,
que
no
espaço
de 16
annos
prefaz
0
numero
de
192,
e
depois
que se
obte
ve
Provisão
do
mesmo
exm.°
e
revm.0
snr.
Arcebispo,
em
data
de
21
de
janei
ro
do corrente
anno
de
1876
para
se
po
der
celebrar Missa
e
todos os
mais aetos
do
culto
divino ria
capella,
letn-se cele
brado
já na
dita
capella 23
missas
pela
mesma
tenção
de
todos
os
devotos
vivos
e
deíunctos,
isto
a
s
domingos
e
dias
san
tos,
que
todas
prefazem
0
numero
de
215.
Os devotos, estão
summamente
gratos
e
reconhecidos
para
cora
0
exm.°
e
revm.
0
snr.
Arcebispo
Coadjutor,
pela
graça
que
tão
benignamente
lhes
fez,
de
conceder
a
mencionada
Provisão
graluitamente,
e
cu
ja graça 0
Senhor
das
AíUicções lhe
re
compensará.
(4297).
so
D.
Luiza Alves
Ferreira
Leite
Bran
dão,
Antonio
Joaquim
de
Oliveira
Bran
dão,
Francisco
Joaquim
de
Oliveira
Bran
dão, Antonio
José
de
Oliveira
Brandão,
tendo
na devida
consideração
a
fineza
que
se
dignaram
dispensar-lhe
todos
os
illm
os
e
exm.cs
snrs.
e
revd.
mos snrs.
ecclesias-
ticos e seculares
que
assistiram
ao
acom
panhamento,
e
funeral
de
sua
presada
fi
lha
e
irmã,
vem
por
este
meio
agrade
cer
tão
dislinclo
obséquio
protestando-lhes
eterna
gratidão.
(4291).
REWOLVERS E ARMAS DE
CAÇA
E
ÍBÍUSSBAS
PAPA POÇOS
4
’
loja
do
—
Cachapuz
—aca-
de
chegar
um
bom
sorti-
ba
mento.
Stf
annos «Finvariavel siseaesaa
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
Revalescié-
re
Du
B
aiiry
,
que
cura
as
indigestões
(dis-
pepzia)
gastrica, gaslralgia,
flegma,
arro
tos,
amargor
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vomitos, irritações
inleslinaes,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
de
sordens
no
peito, na
garganta,
do
aiilo,
das
bronchiles,
da
bexiga,
do fígado, dos
Maria
d
’
Apresentação
da
Silva
Rocha
e
seu
filho
José
Antonio
da Silva
Reis,
agradecem por
este meio
a todas
as pes
soas
que
os cumprimentaram pelo
falle-
cimenlo
de sua
presada
filha
e
irmã
Rosa
de
S.
José
da
Silva
Reis,
e
bem assim
a
todos
os
senhores que
se
dignaram
acom
panhar
o
seu
cadaver
ao
cemiterio publico
d
’esta
cidade
no
dia
1
do
corrente,
pro
testando
a
todos
sua
indelevel
gratidão.
Braga
10
de
setembro
de 1876.
(4295)
LIVRARIA
BKACâKBXSB
Biiu ei® Souto, Sã,
Sã A
Sã SB.
JOAQUIM
JAtNUARIO
Previne
a
mocidade
estudiosa
que
já
chegaram
a
esta
livraria
todos
os
com
pêndios
adoptados
no
Lyceu
Nacional
e
Seminário
d
’
esta
cidade.
Assim
como
um
grande
sortido
de
es
tojos.
caixas
de
tintas,
pastas
etc.,
etc.
Tinteiros
mágicos
inexgotaveis
800
rs.
Rosa do
Adro,
2.
a
edicção.
(4300).
ANTIfiA
CASA
COMfflCI
Al
DO
CACHAPUZ
O
actua
l
dono
d
’esle
estabele
cimento
previne
os
seus
amigos
e
fregue-
zes
,
e
o
publico
em
geral,
de
que
mudou
provis
oria
mente
o
seu
negocio
de
ferr
agens
para
a
cas
a
n.°
7
do
largo
de
S.
Fran
cisc
o;
cont
inua
ndo,
como
até
aqui,
a
ter
um
variado
e
completo
sortim
ento
das
mesm
as,
que
venderá
por
preço
s
commodos
.
(4267)
eOttP&HBB
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PARA
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeir
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Montevid
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Buenos-Ayres
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novo
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nelladas,
a
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de
Lisboa
em
5
de
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DAS
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caminho
de
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até
Lisboa.
Quaes
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informações
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de
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se
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S.
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Bahia,
Rio
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Janeiro,
Montevideo
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se
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am-se
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Central
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dos
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—
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agente
Guilher
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cidade
s
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Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarã
es,
Rua
do
Souto.
ilioNADA
de
FOGO
5
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M
Parte de Comércio do Minho (O)
