comerciominho_19021876_459.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
•
Folha
avulso
10
rs.
E®
L.ICA-S
SS
j
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annol^tiOO
rs.=Semestre
850
rs.— Froui:
-
cias, anno
2&Í00
rs
e
sendo
duas
í^OOO
rs.=Semestre
iôáaO
rs.
—
Brazil,
anno 3&600
rs.=Semcstre
l$900
rs.
moeda
íork,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis moeda fraca.=Annunci&s por
linha
20
rs.,
repetição 10rs.
Para
os
assignantes
20
®/
9
d
’
abátimento.
s^.»we<iA4X5í$«3^uw.Mi««ma«3ÍãíM»MaK.íi^«*iij«aí8C^
BRAGA-SABHAH0 19 EJSS
FBVEEEEDH®
IKaílrid, í-fl «ie
fevereiro.
f
Correspondência
particular
do
iCommer-
ciò
do
Min/io»)
A
acção
de
Mendizorrotz
e
Arratzain,
foi
para
o
general
Moriones
uma
verdadeira
derrota, a
qual
aquelle
general
quiz
con
trabalançar
com
a
surpieza que
realisaram
as
forças liberaes
aos
montes
de
Garate.
As
forças carlistas.
que
se
haviam
re
tirado
das trincheiras
abertas
sobre
as
es
tradas
para
as
suas
fortes posições,
re
ceberam
intrépidas
o
ataque
mais
que
vio
lento
de
Moriones,
Encontrando
as
tropas
liberaes
uma resistência
invencível,
come
çaram
por
desanimar,
confiando
menos
nas
bravatas
de
seus
chefes,
que
lhes
promel-
tiam
de
um
golpe
atirar
com
o
inimigo
para
além
do Bidasoa.
Este
desanimo
não
havia
tido
tempo
de
bem se
manifestar,
quando
os
carlistas,
depois
de
longas
ho
ras de
um
vivíssimo fogo,
que
era
com-
panhado
do
mais
terrível
bombardeamento
ás
povoações
sitiadas,
cahirarn
sobre
o
inimi
go,
e com
tal
arte
e
vigor
o
carregaram
que
a'é
ás
avançadas
de
S.
Sebastião
cor
reram
os
corpos
adiante
das baionetas
dos
nossos
soldados,
deixando
sobre
o
transito
um
numero
considerabilíssimo
de
cadáve
res
entre
os quaes os
de
quatro
coronéis
e
outros
ofliciaes
de
todas
as
patentes.
Nos
hospitaes
de
Iron,
de
S.
Sebastian
e
de
Gueteria
não
ha
uma
cama
que não
esteja
occopada,
não
obstante
ler para
alli
ido
ultimamente uma
remessa
de
3:000
enxergas.—
De
Bayonna
tem
o
commissario
militar,
alli
era
serviço,
enviado
grande
numero
de
artigos
necessários
aos
bospi-
laes.
Apesar
de
ter
sido rude
a
lição
qoe
te
ve
Moriones,
os
carlistas
uão
o
teem pou
pado
estes
dias.
O enlhusi.ismo
da
viclo-
ria
requintou-lhes
o
ardor
para
apagarem
até
á
ultima
esperança
os
exforços da
re
volução,
que
nos
derradeiros
arrancos exha-
!a
os restos
da
vida,
que
arrasta
nas
suas
desgraças.
Ao
anoitecer
Je
ura
d
’estes
dias uma
for
ça carlista atacou
o
forte
de
Vidarte.
O
fogo
foi
violento sobre
o
inimigo, e
tão
arriscada
foi
a
situação
etn
que
se
achavam
aqoellas
posições,
que sah<u
a
brigada
Ca-
reaga
para os
bater,
crendo
que
por
ser
pequena
a
força
que-
atacava a
venceria de
promplo.
Illuditi-se
porém,
pois
que
os
carlistas
a
obrigaram
a
refugiar-se,
não
em Vidarte,
qúe
já
não
poderatn alcançar,
mus
em
debandada
sobre S.
Sebastian,
guar
dando
os
carlistas
o campo
intermediário
para
evitarem
que
seja
socconido o
se
gundo
batalhão
de
Luchana, única força
qne
ficou guardando
o
forte,
e
que
até
a
es
ta
hora
deverá
ler
sido irovamenle atacada.
Em
quanto
isto
occotria, a
bateria
de
Arraslzain
lançava
seus
fogos
certeiros
sobre
S.
Sebastian.
Uma
bomba
carregada
com
algodão polvora.
cahiu
uo
edilicio
da
ad
ministração
militai',
reduzindo-o
a
cinzas
uo
0
‘
paço
de
duas horas,
sem
que
os
»oc-
corros que
lhe prestaram,
diíliceis
pela
con
tin-tia chuva
de
bombas,
pudessem
salvar
a
grande
quantidade
de objectos
que
alli
se
achavam,
como
cobertores,
banis
com
mantimentos,
giande quantidade
de
fari
nha,
caixas
de
bacalhau,
e
mais
de
300
caixas
de
cartuxos,
etc.,
etc.
Este
edilicio era
propiieriade
particular.
Guetaria.
acha-se
verdadeiramenle
cow-
promettida
pelo
isolamento
etn
que
estão
aqoellas
forças.
Tem
havito
occasiões
em
que
a sua
rendição
tem
estado
iinmineole
peia
fome.
Parece
impossível que
a
impre
vidência
tenha
sido
tal,
que
os
defensores
da
praça
se
mostrassem
em
lances
d
’
esta
ordem,
quando
o
mar
pela
sua
braveza
torna
impossíveis
todas
as
eommunicações
com
S.
Sebastian
durante
muitos
dias.
Ainda
como
resultado da
brilhante
vic-
toria que
teve
o
nosso
exercito
contra
o
de
Moriones,
aqui
transcrevo a
ordetu
do
exercito
qne
publicou
o
general
em
che
fe
das
nossas
forças
n aqoellas províncias.
Este
documento
por
si
dá
a
conhecer
qusn-
la
gloria
coube
ás
armas
legilitnistas
na
referida
acção.
•
Ordem
general
de
29 de
janeiro
de
1876.
em
Andoain.
—
Acaba
de
sair
de
An-
doain
para
Tolova
S
M.
que
veio
partilhar
das
façanhas d
’esle
glorioso
dia,
e
me
en
carrega
de
agradecer
desde
os
chefes
su
periores
até
ao
ultimo
dos
seus voluntários,
recommendando
a todos
a
maior vigilân
cia,
visto
que
o
inimigo
põe
em
pratica
as
maiores
vilaoi:
s.
S.
M.
acompanhado
do
ministro
da
guerra
partiu
cheio
de
satisfação,
e
dis
posto
a
v<dtar
para
participar
de
novas
glo
rias.
O
chefe deeslado maior.
—
Eusebio
de
Francisco.
—O
tenente
coronel
Dlaraga;
—
E'
por
copia.—O ajutante
Alcardaote.»
O
snr.
D.
Carlos, nos
dias
em que
a
sua
p<esença
não
tem
sido
necessária no
campo
dos
combates,
tem-se consagrado
aos
hospitaes, visitando
os
enfermos,
as
sistindo-lhes,
dando-lhes
pelas
suas
pró
prias mãos
os
remedios, e
animando
os
com
palavras
de
consolação.
Para
as
viu
vas
ou
orfãos
dos
que
perecferem
oa
guer
ra,
S.
M.
acaba
de conceder
pensões
vita
lícias,
tomando
sob
sua
prolecção
e
edu
cação
das
creanças
(ilhas
de
viuvas. Igual
mente
S.
M.
acaba
de crear
uma conde
coração
pensionada,
para
áquelles
qne
tendo
servido
uo
seu
exercito
se
impossibilitarem
de
trabalhar
por
qualquer
enfermidade
ou
ferimento.
E
’
tal
a
sollicilude
com
que
i
s
carlis-
tas
defendem
os seus
reductos,
e
e-lão
de
tal
maneira
empregados
todos
os
recursos
de
afugentar
ou
vencer
o
inin
igo,
que já
não
parece
reatar
nenhum
meio
que
se
não
tenha
empregado
para este
fim.—
H
j
dias
referi
em urna
das
minh
s
corres
pondências,
cotno os
carlistas iuutilisaiam
o
serviço
da cavallaria
inimiga,
c< llccando
oas
planícies
onde
ella
poderia
operar
ou
riços
de
lanças cravadas
cm
tabrõe.»
;
ago
ra,
apparecem
novos
estratagemas
empre
gados
perto
de
ceitas
posições.
Uma
experiencit
acaba
de fazer-se
d’es-
te
novo
eslraiagema,
junto
a Bet.ltria.no
casèrio
de
Lecutnberri,
justameble
no
pon
to
onde
os
carlistas
to
ias
as
i,t
i.e>
c<
lio-
cara
as
suas
sentiuellas
perdi ;.i-.
E
’ n
’este
sitio
que
os
líber
es costu
mam
ir de
dit,
em
grande
nuti
ert»,
e
t:a
ausência
das
sentinellas
carli-tas. que
ape
nas são noclumas,
accemter
grandes
fo
gueiras, em
redor
da-
quaes
se
i.calenlam.
No
dia
2,
um
forte
destacamento
liberal
de
mais
de
cem
numeros
foi
et
iado
para
aquelle
ponto.
Segundo
o
costume
acceo-
deram
as
fogueiras,
coliocandu-se
em
redor
todos
os
soldados
e
olficiaes.
—
Quando
o
fogo
estava
mais
ateado,
e
o calor
mais
favorecia
os
liberaes,
utna
fuiic
explosão
derribou
a
todos,
matando
uns.
ferindo
a
maior
parte, iticlusivameote
os
cíTiciaes.
Era
o
caso
qoe
nes
pontos
marcados
pela
cioza
das fogueiras
hav.am
cs
cailis-
tas
meitido
ua
terra granadas
carregadas
de
metralha,
tendo
tim
rastilho
á
super
fície
envolto
na cinza
que
ainda
existia.
Accesa
a
fogueira
pela
mão
d<
s
proprios
liberaes
cointiiuinccu
se
o
fogo
uo
rastilho,
e
em
quanio
este
ardia,
deu
tempo
a
que
se
reunissem
os
soldados
e
ofliciaes.
O
LIBERALISMO
CATHOLÍCO.
11
Fquivocoa
do lilterallssno caiSio-
lico.
[Continuação]
Tem
pois
os
liberaes
por
adversares,
não
um
partido,
não
uma
escola,
mas
a
tradicção
catholica
em
pezo.
Com
ser de
hontem,
não tem
deixado
de
ser
a
sua
dou
trina
objecto
da
menos
equivoca
reprova
ção
da
parte
da
Egreja.
Verdade
c
que
até
hoje
uão
se
apresentou
ainda
s<
b
a
fôrma
d
’
atialhetua
;
mas
que
direito
ha
ahi
para
limitar
á
fulminação
d
’analhemas
o
poder
doutrinal
da
Egreja?
Quando
Jesus
Christo
disse
aos
seus
AptMolos
:
«Ide,
ensinae
todas
as
nações:
quem
acreditar
na
vossa
palavra será salvo;
quem
uão
acreditar
será
condemnado»,
uão
poz
ao
poder
dos apostolos
o limite
no
qual
pre
tendem encerral-o
os catholicos
liberaes.
Donde
lhes
veio
a
elles a
faeuldadd.e
que
se
arrogam de
restringir
a
palavra
sobe
rana
e imrautavel
do
Verbo de
Deus?
Tan-.
to
mais
insustentável
n
’
elles
é esta
pre-
tenção
quanto
é
certo
que,
se
lhes
desse
ouvidos,
nunca
mais a
Egreja
articularia
anathemas.
Não
os
ouvimos
uós
na
época
do
Concilio
repellir,
corno
contraria
aos
costumes
tolerantes
da
nossa
edade,
esta
maneira
por
demais
imperiosa
de
impor
uma
crença?
Assim,
por um
lado
queriam
que
nunca
a
Egreja
proferisse
anathema
;
e,
por
outro
lado
não
lhe
obedecem
em-
quauto
ella
os
não
constrange
pelo ana
ihtma
:
que
lhe
resta
fazer
para
os con
tentar,
senão
despojar-se
do
seu poder
doutrinal?
Evidentemente
lodos
os
que
d
’
eutre
elles
são
verdadeiros
calholico»
não
podem
conservar
por
muito
tempo
es
ta
iiiusão, quando
ouvem condetnnal-a o
Papa,
no
Sillabus,
com
assentimento
de
todo
o episcopado
calholico
(1).
Desde
o
instante
em que
a
Egreja
clararnente
ma
nifestou
o
seu
pensamento,
em
tudo
que
diz
respeito
aos
grandes
interesses
que
es
tão
a
seu
cargo,
a
nenhum
calholico
é
permittido
attnbuir-se
a
liberdade
de
lhe
desobedecer.
Ora,
na
questão
do libera
lismo, cem
vezes
se
manifestou, e
setn
varjante,
o
pensamento
da Egieja.
Por
con
seguinte
só
a
ignorância
ou
a
irieflexão
podem
desculpar
os
que
ccilocatn
o
libera
lismo
entre
as
opiniões
livres.
II—
Mas
que
dizer
d
’aqutlles
que,
não
satisfeitos
coto
reclamarem
a
tolerância
em
favor
do seu
sistema,
nol-o
pretendem
im-
pôr
não
só
cotno
utna
tradicção,
senão
cotno
um
dogma
da
Egreja?
A tanto
che
gou
a illusão
dos
catbolicos
liberaes
; e
pa
ra
sustentar
preien.-ão
tão
estranha
em
pregaram
um
segundo
equivoco
qoe
pa
receria
incrível,
se
o
uão
viramos
susten
tado
pelos
illusUes
mestres
desta escola
e
consignado
nos
progratatoas
mais
auctori-
sados.
Ouçamos
ainda
ilontalembeil
:
«Não,
a
liberdade de
consciência
não
tem
origem
anti-christa
;
lem pelo
con
trario
a
mesma
origem que
o
Christia-
uistno
e
a
Egreja.
Foi
creada
e
lançada
(1)
A
proposição
22
do
Sillabus, já
cotidemnada
uo
breve
Tuas
libenler
de
21
de
dezembro
de 1873,
é
assim
concebida:
«Os
professores
e escriptores catbolicos
não
são
obrigados
estrictamente
senão
ácerca
das
coisas
propostas
como
dogma
da
íé
á
crença
de
lodos
os
fieis
por
ura
infallivel
juízo
d'a
Egreja.
Obligalio
qua
calholici
magislri
et
scriplores
oitinino
adslringunlur
coarctalur
in iis
lantutn
quae
ab
infalli-
bili
Ecclesiae
judicio
veluli
ftdei
dogmala
ab
omnibus
credenda
proponunlur.»
ao
mundo
no
dia em
que o
primeiro
Papa,
S.
Pedro,
respondeu
ao
perseguidor
:
Non
possumus.
Não
podemos
calar
o
que
vimos
e
ouvimos.
Não
devemos
ante»
obe
decer
a
Deus
que
aos
homens?»
(2)
Não
ha
necessidade
de grande
perspi
cácia
para
perceber
qne
o
eloquente
ad
vogado
confunde
aqui
duas
cousas
tão
si-
milhantes
como
o
dia
e
a
noite:
a
li
berdade
christá
e
a
liberdade
liberal,
a
liberdade da
.verdade
e
a
liberdade
do
êrro.
Que
a
Egreja
tenha
sempre
revindicado
o
direito
de
pregar
a
sua
doutrina,
quem
o
duvida
9
Poderemos
suppôr
qne
haja
um
só
calholico
tão
estúpido
que
ailribua á
liberdade
de
constiencta
assim
entendida
«origem
auti
cíirislâ
?»
Não
é
precisamen-
te
por
querermos
i-.anter
inviolável
esta
liberdade
da
verdade
que
recusamos
re
conhecer,
em
principio,
ao
êrro
uma
li
berdade
que nunca
deixou
de
se
tornar
oppressiva?
O
argumento de
Montalem-
berl
portanto
pre-va
só
utna
coisa:
é
que
havendo
emptehendido
a
dtfeza
d’uma
cau
sa
tuá.
viu-se
obrigado a recorrer
ao
mais
desgraçado
de
todos o»
expedientes:
des
figura
a
um
tempo
o
pensamento
dos ad
versários
e
a
sua
própria
doutrina. Des
graçadamente
a
dissimulação,
ou
antes
con
lusão
de
ideias,
não
parou
ahi
:
estende
se
até
á
Escriptura
Santa.
O
non
possu-
mus
de
S.
Pedro
é
interpretado
n’
uu>
sentido
que
o
apostolo
repeliira
corao
uma
especie
de
apostasia.
Gvslariamos de sa
ber
’o
que
elle
responderia
a
quem lhe
houvesse perguntado
se,
ao
proferir
esta
palavra, elle
tivera
na
ideia
reclamar
em
favor
de
todos
os
êrros
urna
liberdade
igual
á
que
pedia
para a
doutrina
de
Jesus
Christo;
se
elle
se
mostraria
satis
feito
se
o
Saohédriu
collocasse
o
Filho
do
(2)
Assembleia
geral dos calholicos
na
Bélgica,
l.a
sessão
em Malioes,
de 18
a
22
de
agosto
de
1863,
vol. 1, p. 306.
Dens
vivo
oa
mesma
plana
q
m
Ji:p>ter
e
Adónis.
8.
Pedro
f
ilo
liberal,
Sat,i.
;
Deus!
não foi
pelo
contrario
eiie o priuieiro
que
conderanou
solemnemerite
u
liberalis
mo.
declarando
ás
sociedades
como
aos
indivíduos
que
nã->
podiam
achar
a
sal
vação
a
não
ser
na
submissão
ao
Salva
dor
unico J
sus
t.írrislo
:
Aec
enim
aiiud
uomen
esl
sub
caelo
datam
homimbus
in
quo
oporleal
nos
salvos
fieri?
Se a
igual
dade de
direitos
entie
o
êrro
e
a
ver
dade
houvesse
lido
entrada
no
espirito
dos
apostolos,
não lhe»
leriam
faltado
ecea-
siões
para
enunciar
esta
dootriíu.
Boina
que
tão
liberalraente
ab>ira
seus
templos
a
todas
as
divioda ies dos
povos
vencidos,
não
houvera recusado o direito de
cida
de
a
Jesus
Cbriíto,
se
‘
tile
houvesse
con
sentido etn
ser
admmido
cora
o
mesmo
titulo
que
os
dettses
da
Pérsia e
do
Egv-
pto.
Aos
seus
pritmiros
apostolos
e seus
successores
o
que lhes
altrahiu
as
ernde-
lissiroas
perseguições
foi a
tua
inquebran
tável firmeza
ern
confessar
Jesus
Christo,
não só
cotno o
verdadeiro
Deus,
senão
ain
da
como
«o
unico
Senhor»
(3).
E’
pena
que
o
liberalismo
não
haja
sido
inventado
roais cedo; porque
leria
poupado ao
pa
ganismo bastantes
crueldade»
e
bastantes
perseguições
ao
Cbrislianismo.
Ninguém
póde
impedir
os
calholicos
liberaes
de
se
altribuirem
uma
sabedoria
que não
tive
ram
os
apostolos;
mas
altribuir
aos
apos-
lolos
o
seu modo de
entender
os
direi
tos
da
verdade
e
da
liberdade
de
con
sciência,
é
que
elles
não
podem
?em
se-
’
etn
desmentidos
por
todas
as
linhas
do
Evangelho
e
por todos os
factos
da
his
toria.
[Cijnlinúa]
(3)
Siquidem
sunl
Dei mulli
et
Dcmioi
muki.
Nobis
autem
unus
Deus,
Pater;
et
urius
Dorninus
Jesus
Christus
(1
Cor.,
Vill,
5).
Os
poucos que
escaparam
illesos
d
’
esta
explosão
correram
a
dar
aviso,
para
que
viessem
macas
a
buscar os que
ainda
vi
viam. No
seguinte
dia
veio
outro
destaca
mento
mais forte ainda.
Os
carlislas po
rém,
em
vez
de
retirarem
as
suas
seuti-
nellas
ao
amanhecer,
collocaram
alli
urna
força,
embuscada
em umas casas
arruina
das.
O
destacamento
levava
a
sua
avançada
a
grande
distancia,
composta
de
12
sol
dados
e
um
cabo.
Ao
chegar
a
avançada
alli.
caíram
sobre
ella
os carlislas,
lazen-
do-a prisioneira, e não
lhe
dando
tempo
sequer
a
disparar
um tiro
que ser
visse
de
aviso
ao
destacamento.
Este
pois
seguiu
descauteloso
até
aquelle
ponto,
e
quando
ta
a
chegar
ás
ruínas
é
surpre-
hendido
com
uma
descarga á
queima-reu-
pa.
Ora
retirando,
ora
avançando,
durou
esta
lucta
hora
e meia,
até
que
se tra
vou
corpo
a
corpo,
o
mais
renhido
e
ter
rível.
Em poucos
instantes
todos
os
libe
raes
ficaram
prisioneiros.
N
’
esta
lucta
houve
do
lado
dos
liberaes
um
olficial
e
muitos
soldados
mortos,
e
grande
numero de
feridos.
Na
occtipação de
Loma
e
Quezada
nas
povoações
que
os
carlislas
abandonaram
nas
estradas
de Olbandiano por
Dima„
Villars,
Cebeno
a
Miravalles
e
Arrigorria-
ga,
não encontraram
nem
um
homem
ao
menos.
Todos
os habitantes
velhos
e no
vos
haviam
seguido
o
exercito
carlisla
com
as
armas na
mão.
E'
e «Irurac-bat», fo
lha
liberal
de
Bilbao, que dá
esta
noticia,
qu?
bem
mostra
o
espirito
d
’
aquelles
po
vos
a
favor
de
Carlos
VII,
e
que
a
guerra
lhes
não
é tão pesada como
dizem
os
liberaes.
Consta
que
Moriones
pediu
ao governo
de
Madrid
mais reforços,
o
que
prova
o
aperto das
circumslahcias
em
que
se
en
contra
aquelle
general.
Os
liberaes
conlintiani
em
Poente la
Reina
a
soffrer
o
choque
constante
de
ataques
dos
carlisla.
Devo
diser
o
estado
em
que
se
encontram
aquellas
posições,
porque
melhor
apreciam
as
operações
que
vão
em
breve
dar-se
n
’
aqueilas
immedia
ções.
Desde
S.
Gregorio,
olhando
ao Norte,
encontra-se
Santa
Barbara,
que
é
uma
cordilheira
de
dois
kilometros,
aproxima-
daménte
do
lado
do
forte
de
Saracoes e
outros
dois
do
lado
de
San Cnstobal
de
Anoz. A
direita,
uo
monte
de
Ardinanis
existe
outro
forte,
que
tomou
o
nome
d
’a-
quelle
monte.
Pela
falda
d’
estes montes
corre
o
rio
Arga,
concorrendo
poderosa-
meme
para
os
tornar
inexpugnáveis.
A
defensiva
de
todos estes fortes
é
cobetla
por
grande
numero
de
reductos,
espaldas,
trincheiras,
e
linhas
de
escutas,
em
quanto
que a offensiva
é
complelameole
a
desco
berto.
A
estrada
para
Eslella,
que
corre
pa-
ralellamente
ao no,
a
grande
altura,
está
cortada á
subida
para
aquellas
posições,
e
acha-se
minada
a
ponte
que
a
separa
das
linhas
liberaes
com
grandes
fossos
de
di
namite,
para
a fazerem ir
pelos
ares
em
utn
momento
opportuuo.
Estes
montes
e
fo<titicações
que estou
apontando
são
as
fortes
posições de
Santa
Barbara
que
os
carlislas
leem
como
inexpu
gnáveis.
Os moines
de
Santa
Barbara
oc-
cupados
por
Primo
de
Rivera
são
outros
de
insignificante
importância,
ainda
que
também
nas
immediações de
Puerile
la
Rema.
Posso dar
como
segura
a relação
que
aqui
deixo
das
forças
que
guarnecem
as
posições
tfesta
linha.
Desde
Solana
até a
Los
Arcos
estão
o
l.°
e,12
batalhões
de
Navarra
e
os
2.°
e
3.°
esquadrões.
Em
Villatuerta, Aran-
digoyen
e
Murillo
está
o
9.°
uavarro.
Em
Cyrauqui,
La
Granja
e
e
Allos
está
o
8.°
de
Navarra.
Em Garisoain
e
Arras
está
um
batalhão alavez.
Em
Santa
Barbara e
váos dos rios
Arga
e
Salado
está
o 4.°
navarro.
De
Arlazu
até
(Jaza
está
a
bri
gada de
Gandesa
com
dois
batalhões.
Em
Iiurzum
e ponte de
Auoz
está
um
bata-
ihão
castelhano
com
atua
secção
de
ca-
vallanà.
Em
Lar.-acona,
á
direita
de
Pam
plona,
e
Puerto
de Valete,
giram
as
for
ças
de
Rosas,
que dá
destacamentos
até
Urroz.
Os
batalhões
navarros
2.°,
3.°,
5.°,
6.°,
7.
°,
10.
0
e.ll.
0,
com
alguns
outros
cas
telhanos
e guipuzcuatios
observam
os
mo
vimentos
de
Martinez
Campos,
e
esperam
ensejo
de
atacar
as
forças
d'este
general,
e
acham-se
ás
ordens
de
Pérula,
tendo
além
d
’
aqulles
batalhões,
um
esquadrão
de
ca-
valleria
n.°
1.
Em
Abarzuza
ha
duaS baterias
rodadas,
das
quaes
uma
está em Zurucuain e
a
se
gunda
em Estenoy.
As
forças
carlislas
que
estavam
em
Echalar
e
Lesaca,
concentraram-se
sobre
Santuteban,
na rectaguarda
de
Martinez
Campos.
Nos
Montes de
Mugaire,
e
nas
encruzilhadas
das
estradas
de
Pamplona
a
I<un
e
Bastan,
está
collocada
uma
secção
íTartillieria
de
montanha.
Entre
Vera
e
Sanlesteban
ha
20
bata
lhões
carlislas
para
disputarem
o
passo
a
Martinez
Campos.
Entre
todas
as
forças ha
verdadeira
confiança
no
seu
triompho.
São
falsas
as
noticias
de
apresentações
que
todos
os
dias
está
publicando
o
gover
no.
A
não
serem as
praças
que
se
acham
nos
hospitaes,
nào
falta
nos
nossos bata
lhões
nem
um.
soldado.
Falia-se
em
que
D.
Alfonso
irá
ao
Norte
por
estes dias.
Não o
acredito
sem
que
o
veja.
Da Catalunha
são
animadoras
as noti
cias.
As
forças
carlistas
vão
em
grande
multiplicação,
não
obstante os
exlorços
das
columnas
liberaes
para
o
evitarem.
Até
aqui
essas
novas
forças
de
Carlos
VII
li
mitavam-se
a orgauisar-se,
evitando
lodo
o
encontro
com
os
liberaes:
agora
são
as
forças
legitimas
que
esperam
ja
em
seus
pontos
estratégicos
as
columnas
liberaes
para
lhes
fazer ver
que
as
não
receiam.
Na
margem
direita
do
Ebro,
perto
de
Cove
o
valeute
general Sagarra,
com
a
lorça
do
seu
cominando
esperaram
uma
coiumna
liberal
que saira
de
Tortoa.
Ao
aproximar-se
a
força
foi
aiacada
á queima-
roupa
pelos
carlistas.
A
hora
era
avan
çada,
porque
era
já
escura
a
noite.
Pou
cos
soldados
liberaes
ficaram
em
poder
dos
carlislas,
porque fugindo
aquella
for
ça em
debandada,
cada
um
por onde pon
de
salvar-se,
nao
foi
possível
aos
bravos
voiumarios
da
legitimidade ir
em
sua
perseguição.
O occorrido
porém
é
bastante
para
destruir
as
fanfarronada,?
liberaes
re-
lalivamenle
á
existência do
exercito
car-
lisla
em
Valência
e
Catalunha.
Esta
noticia
é
fidedigna e
dada em
uma
carta
de
pessoa insuspeita
de
Perallo.
Está
prestes a dar-se
um
novo
ata
que
O
governo
mandou já
para
o
Norte
uns
cinco
milhões
de
reales
para
serem
leitos
pagamentos
á
tropa
antes d
’
este
ata
que,
que
dizem
os homens
das confiden
cias
que
se<á
decisivo.
O
que
eu
posso
afiançar
é
que
pelos
dados que tenho,
e
que
reputo
seguros,
o
ataque
em
que
se
falia
será
impreterivelmente
nos
dias
24
e
2o. Ainda
que
se
guarda
o
maior
si
gilo sobre o
movimento
que
se espera,
ha
comludo
todas
as
probabilidades de
que
o
combate
romperá
simultaneamente do
lado de
S.
Sebastião,
coadjuvado
pelas
forças
de
Loma
pelo
littoral
da
Biscaya,
e
por
Martinez
Campos
sobre
Vera,
ão
passo que
Primo
de
Rivera operará
em
direcção
a
Estella.
Dizem
isto
os
amigos
Ín
timos
rio
goveroo,
e
é
possível
que seja
certo; está
porém
bem
cerrada
e
solida
a
muralha
de corações
que
os carlistas
for
maram na
sua concentração,
e
não
será
facil
que
a
rompa
o
ferro
liberal
com
aquella
promptidão
que esperam.
Eslava
agora
a concluir,
e
vetn
um
amigo
annunciar-me
com
iodos
os visos
de
veidade
mais um
triunfo
para
as
nos
sas
armas.
O
conde de Caserta
com
7
batalhões atacou
as
lorças
de
Martinez
campos
pelo
seu
flanco
esquerdo,
desalo
jando-as
e
causando-lhes
grandes
perdas.
Ainda que
não
posso,
pela
simples
no
ticia
que
me
é
dada
avaliar
a
gravidade
do
acontecimento, sem
detalhes
que
a
si
gnifiquem,
é-me
todaNia
lisongeiro
dizer
que
esta
noticia
tem
sufficiente
fundamento
para
se
acreditar, e
que
a altitude
oflen-
siva
do
conde
de
Caserta é
uma
garantia
do
bom animo
das
nossas
tropas.
Y.
Londres,
8dl de janeiro de ÍSÍG.
(A
’
redacção
do
«Apostolo».)
[Conlinu
ção]
Desde
os
fins
do
século
XVII
até prin
cípios
do
XV1I1,
foi Portugal
e
Brazil
que
principalmente
forneceram á
Europa
è
ao
commercio
o
principal meio
circulante
—
o
ouro
; e minava-se,
e
extrahia-se
por
bra
ços,
e
mãos,
e
capital
Portuguezes
e
Bra-
zileiros.
Hoje,
abandona se
tudo
isso
a
ca
pitães
Inglezes,
em
boa
parte
formados
pe
la
própria
incúria
Portugueza
e
Brazilei-
ra,
em
resultado
indubitavelmente
da
obra
da
maçonaria,
sobretudo desde
1820
para
cá,
pelo
Maçouico-Britanico
arranjo
de
1826,
e
suas
consequências.
Eis
aqui‘
agora
uma
pintura
de
mão
Ingleza,
que
copio textualmente
em
tra-
ducção
fiel,
do. jornal Inglez, o
Globe
de
ante-hontem
á
tarde, segundo a
qual,
pa
rece qne
o sistema
Inglez
inculcado
por
Lord
Cochrane, e
tão
adulado
por
todo
charlatão
superficial
que
o
aconselha e
adopta
para outros
paizes,
não produz
na
metade
transatlantica do
antigo
Império
Lusitano
todas
as
bênçãos
que
a
maço
naria com isso
promettia.
Eis
o
que
es
creve
a folha
Ingleza:
«FACÍNORAS
IIRAZILEÍROS»
[Brazilian
Desperadoes}
«A
baixa
condição
a
qne
desceu
a
ad
ministração
da
Justiça
no
Brazil,
diz
um
relatorio
de
Pernambuco,
pode
apenas
con
ceber
se.
E
’ tal
a
despeza
e
o
inarlirio
que
tem
de
sofPer-se
ao
lenlar-se
de
invocar
a
lei
para
protecção
da
vida
e da
proprie
dade,
qoe
o afaquear,
o roubo,
e
ontras
fôrmas
communs
de
crime,
se deixam
pas
sar,
assás
frequentcmenle,
sem
d
’
ellas
fa
zer
caso,
antes
que
recorrer
ao
auxilio
da
auctoridade
immediata
(o
sub-delega-
do)
;
mas
breve
se
manifesta
a
raiva
con
centrada
em
reserva,
logo
que se apre
sente
favoravel
occasião
para
vingança
ter
rível.
Crimes
capitaes,
são,
por isso
mes
mo
talvez,
em
grande
excesso
na
lista
dos
delictos.
.
«Nenhum
povo seria,
provavelmente
mais
submisso
á
auctoridade,
e
menos
dis
posto
a
postergar
a
lei,
do
que
a
popula
ção
do
Brazil
geralmehte,
se houvesse si
do
acostumada
e
animada a
ter
confian
ça
na
execução
pratica
e fiel
da
justiça;
mas
uma
persistência
no
contrario
ha
pro
duzido falia
de
segurança
e
boa
fé entre
as
pessoas.
«Os
princípios
da
legislação recente
abrem
a
porta
para
que
escapem
os
as
sassinos
etc.
Os
matadores,
os
ladrões,
eic.,
não
podem
ser
presos,
salvo
era
fla
grante
;
e
se
não,
corno
succede
frequen-
lemente,
podem estes
assassinos
razoavel
mente
contar
com
a
impunidade
;
a
não
ser
que »>s
parentes
da
victima
tenham
posses
e
influencia
bastante
para
apresen
tar
e
seguir
acção
contra
o
delinquente
em
juizo criminal,
noico
meio
que lhe
resta
—
processo
que
pode
levar
annos
e
redtizil-os
talvez
á
mendicidade.
«Nao ha
muito,
que
dois
Inglezes,
in
do
sóbrios
e
socegados
para sua
casa
ás
8
boras
da
noite,
vindo de
visitar a
pessoa
que
os empregava e
se
achava
doente,
foram
tratados
na
rua
da
manei
ra
seguinte.
Em
seu caminho, um
mago
te
de
tres
ou
quatro
negros
ou
mulatos,
de
proposito
deu
um
encontrão
a
um
d s
Inglezes,
que
sorprehendido
por
similhan-
te
tratamento
inesperado,
perguntou
$
que
queria
aquillo
dizer? A
resposta
dada
por
tiin
dos
aggressores
com
riso
selvagem,
foi
:
—
«Quer
dizer isto»!
e
lhe
deu
no
ventre
uma facada,
que
por
fortuna
dei
xou
de ser
mortal.
«O
só
remedio que
o Inglez
teve
foi
de
ir
andando
para
casa
com
os
compa
nheiros
sem
dizer
utna
palavra,
e
sem
esperança
de
desaggravo, salvo
se
inten
tasse
acção
criminal,
se
tivesse
para isso
dinheiro.
«Ainda
se
conserva
no
Código
a
pena
de
morte,
mas
a
sentença
é
nominal,
e
nunca
se
executa.
Nào
é
raro encontrar
monstros que
têm
leito
varias
mortes.
A
disciplina
de
prisão
é
rglaxaría,
e
em
vez
de
infundir
medo,
é
quasi
inntil.
«Por
uma
relação
publicada, vê-se
que
em
10
de
outubro,
de
.
1874,
havia
72
presos
na casa
de
detenção
em
Pernam
buco,
alguns
dos
quaes
estavam
havia
já
mais
de
dois
annos
á
espera
de
julgamen
to.
D
’
estes
72 presos, 29
tinham
crime
de
homicídio,
31
tinham delicio
de
faca
da
e tentativa
de assassinato!
Trinta
e
cinco
d
’estes
casos
sómente
se
tinham
es
tado
tratando
desde
o l.°
de
janeiro
de
1874.
«O
numero
total
de
presos
ao
mesmo
tempo
h
’
esta
casa
de
detenção era de
238,
incluindo
24
estrangeiros,
e
42
escravos.
E
’
agradavel
notar
que
em
tão
avultado
numero
de
criminosos
não
entravam
se
não dez
mulheres.
O
numero
ordinário
dos
presos
existentes
n
’
este
estabelecimento
é,
em
termo
medio,
uns
300
diariamente
ou
em permanência.
«A
maneira
e
circnmstancias que acom
panham
a
perpetração
de
alguns
dos
cri
mes
é
horrível.
Indifferença
pela
vida
hu
mana,
e
o
sacrifício
da
mesma
por
qual
quer simples
bagatela
;
prevalecendo
o es
pirito
de
vingança
por toda a
parle,
e
passando
apenas
um
dia
em
que
se oão
dê parte
de
facadas.
«De
36
casos
trazidos
a
julgamento
nos
dois
tribunaes do
districto
de
Pernam
buco
em
25 de
fevereiro
e
maio
(em
que
muito
provavelmente
entravam
alguns
dos
presos
já
mencionados),
23
foram
absolvi-
*
dos;
um
escravo
convencido
de
assassínio,
passou
50
açoutes;
e
seis
licárara
dif-
feridos
«(para
julgamento
futuro)».
Eis
ahi,
pois, uma bonita pintura
de
um
paiz
mqrjlisado
e
reformado
liberan-
gal
e
tnaçonicamente
;
e
todavia,
aqui
mes
mo
ouvi
eu
da
bocca
Ingleza
louvar
a
hon
radez,
probidade,
virtuosidade
maçónica em
Pernambuco
I
Duvido
muito,
que,
mesmo
dnrante
o
antigo
regimen-colonial
dos
Capitães
Ge-
neraes
(muito
menos
depois
da
formação
do
Reino
Unido
em
1817
alé
1821),
as
cousas
no
Brazil
se
passassem
de
modo
tão
sem-ceremonia
quanto
á segurança
das
vidas
e
pessoas,
como
no artigo
acima
transcripto
se
descreve.
Mas
é
que
então
a
maçonaria
nossa
senhora
nâo
linha
il
lustrado e
civilisado á
sua
moda
o
Bra-
zil—
e
Portugal lambem, benza-a
Deus!
A. R.
SARAIVA.
(Continua)
Aos
escripiores catSiolieos
Versão
do
Padre
Senna
Freitas da obra
intitulada
tElévalions
religieuses»
1 Não,
não
veremos
desmoronar-se,
soba
acção
de
falsas
e
perniciosas
doutrinas tudo
quanto
foi
saneio até
hoje.
2
Não!
o
mundo
viverá,
porque
em
vos
sos
peitos,
escriptores
da
verdade,
ainda
se
não
extinguiu o fog-»
sacro,
acceso
pela
mão
de
Deus.
3
Chama-vos
a
Egreja
á
refrega,
sob
seus
muros
metralhados
pelo
canhão
inimigo:
combatei,
intrépidos escriptores.
combatei!
O
Senhor,
ultrajado
por
um povo
iníitl
e
ingrato,
a
vós
confia
a sua
causa
augusta.
4
Que
importa que
a chusma obcecada
vos
ptelira
os
bardos
fementidos
do
prazer?
Que
importa
que
o
vosso
vôo
se
remonte
alto
de
mais
para
os
nautas
mesquinhos,
que
amarraram
a
barca
á praia
e
dormem
o
somno
torpe
de
gosos
enervantes?
5 Oh
!que
importa? se a mãe piedosa,
cujo
amor
se
arreceia
do
dia seguinte,
sor
ri,
ao contemplar
a
vossa
luz
suavíssima
en
tre
as
sombras
sinistras
do
caminho?
6
Se o
misero,
cuja
alma
dilacerada
pela
duvida
nada
divisava tio
borisonle,
ao
des
cobrir
de
chofre
a
sublime
irradiação
que
a
vossa
penna
emilte,
encontra
o
seu pensa
mento,
e
bem
liz
o
vosso
nome,
por
entre
um
pranto
de ventura?
7
Se
cada
um dos accenlos
de
vossos
lábios
christãos
sobe
com
as
espiraes
do
al
tar,
e
se
Deus
os reconhee
entre
as
har
monias
do eeu
cântico
celeste,
immorre-
douro?
8
Oh
!
false-nos
! Ficae,
por
Deus,
com-
nosco
na
plaga
divina,
onde
se manifestou
o Espirito
do
Senhor.
Não temaes.
Ficae,
sim.
ficae
junclo
á
penedia
da
praia,
contra
a
qual
as
vagas
túmidas
do
século
teem
vin
do
sempre
quebrar-se
impotentes.
9
Sê
ie
contra
o furacão
qoe
sibilla,
e
arranca
o
carvalho
secular
que
offerece
ao
viajor
um
abrigo.
10
Sède,
no
deserto
immenso, a
nu
vem
amiga
que
derrama
a
lympha
providen
cial
na
nascente
exhaurida.
11
Sêle,
sêde
a
mão
caroavel que
con
sola
e
vivifica
pelo
amor
e
pela
verdade.
12
Sêde
o fermento
puríssimo
e
a
sei
va
vivaz
no
seio
dessecado
da
grande fa
milia
humana.
13
Escriptores
catholicos
!
coragem
!
vencer-vos
seria vencer
a
verdade. A
vos
sa
penna
é
luz,
não
a
deponbaes
nunca.
14
Sêde
o
arado
que
abre
nos
espíri
tos
o
sulco
onde
deve
cair
o
germen
da
eterna
verdade.
15
Sède
um
anteparo
invencível
á
bor
da do
precipício,
on
le vão despenhar-se as
nações.
16
E
uma
pedra
no
augusto
edifício
da
Egreja;
salvação
unica
da
humanidrde.
MARIA
JENNA.
&ÀZETILO
Tentp». —
N’
estes
últimos
dias
tem
chuvido
copiosamente.
Na
madrugada
d
’hon-
tem
sentiram se
dous fortíssimos
trovões,
e
a
agoa,
caiu,
como
vulgarraeule
se
diz,
a
canlaros.
Os
campos
começam
a
apresentar
um
aspecto
animador.
Deus
seja
bemdiio.
Bibliotheea
moral e religiosa.
—
Dizem-nos
que
o snr.
Rocha,
proprie
tário da
Livraria
Catholica,
n
’esta
cida-
de,
vae,
sob
a
denominação
de
«Bibliothe-
ca
moral
e
religiosa»,
publicar
uma
se
rie
de
pequenos
volumes
sobre
assumptos
em
harmonia
com
este
titulo.
Falleeimento.
—
Passou
ha
dias
a
melhor vida
o snr.
Bernardino José
de
Faria,
filho
do
snr.
Manuel
Jo-é
de Fa
ria, honrado
negociante
d’
esta
cidade.
O
moço
finado
andava
a
cursar
o
lyeeu,
e
era
dotado
de
boa
intelligencia
e
muito
ap-
plicsdo
ás
leitras.
Enviamos
aos
seus
desolados
paes
os
nossos cumprimentos de
pesames.
A
egreja do
Santo Sepnfero.—
Referem
os
Annales
Calholiques que
os
mussulmanos
permitliram
aos
chtistãos
col-
locar sinos
na
egreja
do
Santo Sepulcro,
em
Jerusalem.
Não
se tinha
ouvido n
es
ta
egreja
o
som
dos
pregoeiros
da
vida
e da
morte,
desde
o
dia
em
que
o
sultão
Saladin
entrou
em Jerusalem,
no
undéci
mo
século.
Os
mussulmanos,
como
é sabido,
não
se
servem
de
sinos,
porque
receiam
in
quietar
as
almas
dos defunctos
que
erram
incessantemente
nos
ares
para
os
proteger
e
conduzir
ao
paraiso.
Mesgraça.
—
N
”
um
dos
dias
d
’
esta
se
mana
um
lavrador que
andava
a
podar
no
logar
da
Veiga,
da
freguezia de
S.
Pedro
de Maximmos,
caiu
da escada
abaixo,
e
tão
fatalmente
que
falleceu
momentos
de
pois Era
ainda
moço, e
havia
casado
ape
nas
ha
tres
metes.
Exéquias
<ie
J?I.
laurentie. —
Lê
mos
no
Monde :
Acabamos de
assistir
ás
exequias
de
M.
Laurentie.
A
assistência
era
numerosíssima
e
mui
escolhida.
Via-se
alli
a
major
parte
das
notabilidades
catholicas
e
realistas,
e
um
grande numero
d
’
ecclesiastico<.
S. em.a
o
car
reai
Guibert,
e
s.
ex.
a
o
Núncio
apos-
tolico
tinham-se
feito
representar,
assim
como
o
stír.
conde de
Chambord.
Estavam
presentes
todos
os
escripto-
res
catholicos
e
reali-las ; quasi toda
a
imprensa
parisiense,
sem
distincção
de
opi
niões,
quiz
prestar
uma
piedosa
homena
gem ao
decano
justamente
honrada
dos
jornalistas.
Sinistro
no poço
Jabiu.—
O Me
morial
do Loiret
de
10
do corrente
diz:
Dos
216
mineiros
surprehendidos pela
explosão,
foram
já
tirados
até
hoje
de
manhã
164.
Estão
ainda 52
cadaveres
no
fundo
do
poço.
Obito.
—
No
dia
10 do
corrente
fal
leceu
ua
cidade
de
Guimarães
a
exm.
a
snr.
a
D.
Anua
Augusta
Vaz
Pereira
Pin
to Guedes,
(ilha
dos
nobres
coodes
de Vil-
la
Garcia,
e
virtuosa
mãe
dos nossos
pre-
sadissimos
correligionários,
os
exm.os
snrs.
Ignacio
Xavier
Teixeira
de Birros
e
José
Xavier
Teixeira
de
Barros, a
quem
acom
panhamos
oa
dôr
que
hoje soffrem.
Imploramos
as
orações
dos
leitores
pa
ra
suffragar
a
alma
da
nobre
finada.
Caminhos
áanerãcanos aereos.
—
Parece
que
em
Londres
vae
ensaiar-se
o
sistema
de
caminhos
americanos
aereos,
em
vista
do
resultado
obtido
com
os
es
tabelecidos
ern
Nova-York,
e
julgamos
op-
poituno
dar
uma
ideia
d
’
estes
caminhos.
A
itistallação faz-se
nas
ruas
a cinco
ou
seis
metros
d
’altura,
collocando
a
via,
que
é
muito
estreita
e
leve,
no
centro,
e
sustentando-a
por
meio
de
columnas
de
aço
erguidas
nas
bordas
dos
passeios.
As
carruagens
são
muito
leves e pe
quenas
afim
de não
produzirem barulho
e
occuparem
o
menos
espaço
possível.
Calcula-se
em
cento
e
tantos
contos
de
reis,
approxirnadamente,
o custo
to
tal por
milha
de
dupla
via,
e
parece
que
em
Londres
se
empregará
como
agente
motor
o
ar
comprimido,
que
na
occasião
presente
está
fazendo
oma
revolução
no
que
se
refere
á
locomoção.
A
nevatralidailo «lo govervo frax*-
cez dcerca
da guerra «1’lilispanlaa.
—
O
marques
de
Fianclieu
participa
ao
«Univers»,
que
dirigiu
a
seguinte
ao
sr.
duque
Decazes
:
Snr.
ministro,
Os jornaes
dizem-nos
qus
um corpo
do
exercito
affonsino
estacionou
sobre
a
fron
teira
fraoceza,
e
que
munições de
guerra,
escoltadas
publicamente
por
hispauhoes,
passaram
por
S.
João
da
Luz
para
abas
tecer
os
belligeraotes.
Uma
tal
violação
do
direito
das
gen
tes
e
dos
deveres
neutros,
não
póde
ter
logar
impuuemente
sem
o
vosso
concurso.
Ministro
responsável,
não
tendes
ne
nhum
direito
de
cornprometter
a
dignida
de,
a
independencia
e
os
verdadeiros
inte
resses
do
nosso
pais em
despreso
da
pro
messa do presidente
da
Republica
de
nunca
permitiir
uma
intervenção
d
’
esta
natureza.
Logo
depois
da
reunião
e
da constitui
ção
das
novas
Assembleias,
eu
vos
pedi
rei
de
expôr
na
tribuna
do
Senado
as
ra-
sões
que vos
determinaram
a
obrar
de tal
maneira.
Tenho
a
honra
de
ser
vosso
humilde
servo
—
Marquez
de Franclieu.
Lascazmes
9
de
fevereiro
de
1876.
Dadiva
preciosa.—
O
snr.
cardeal
Guibert,
arcebispo
de
Paris,
vae dentro
em
pouco
receber
uma
dadiva
preciosa.
E
’
sabido
que
a
mídeira
qiíe
serviu
para
a
construcção
do
templo de
Salomão
foi extraída
d
’um bosque
de cedros
do
Lí
bano.
Existe
ainda um
pequeno
numero
desses
cedros,
cuja
magestosa
belleza
e
prodigiosa
dimensão
dos
troncos
provocam
a
admiração
do
viajante.
Estas
arvores
ve
nerandas
são como
que
monumentos d»s
tempos
bíblicos;
cerca-as
um
religioso
res
peito.
Ha
muito
que
os
patriarchas
maroni-
tas
prohibetn
o
tocar-lhes,
e
ninguém,
nem mesmo
os druzos,
ousariam
transgre
dir
esse
preceito
Mas
os
elementos
não obedecem
ás
leis
dos
homens
:
um
pé
de
«eoio
d
’
uma
ex
traordinária
violência,
abateu,
nas
alturas
do
Líbano,
uma d
’
tstas
arvores
contempo
râneas
de Salomão e
do
rei
Hiram;
e
Mgr.
Debs,
arcebispo m-ronita de
Beyrouih
lem
brou-se
de
a
oflerecer
com
assentimento
do
patriarchae
em
nome
da
sua nação,
ao
arce
bispo
de
Paris
para
a
egreja
do
Voto
nacional.
As magnificas pranchas de
cedro
em
numero
de
doze
(numero
sagrado)
embar
caram
no porto de
Tripoli,
e
brevemente
chegarão
a
Pariz,
onde serão
cuidadora
mente
guardadas
até
á
occasião
do
seu em
prego.
Hlorte
d'visai vario illustre.—
Pe
las
5
horas
da
tmnhi
do
dia
9
ialieceu em
Paris
M.
Laurentie,
direclor
do
jorna!
cb'Union».
O
notável
publicista
nasceu no
mesmo
dia cm
que
foi
assassinado
Luiz
XVI,
a
21
de
janeiro de
1793.
Era
o
decano
da
imprensa
francesa,
e
de
todos re>peitado
pela
pureza
da
sua vi
da,
firmeza
de
convicções,
sinceridade
da
sua fé
e
pela
sua piedade.
Morreu
nos
mesmos
sentimentos
que
sempre
o
tinham
ammado,
e
consolado
pe
la
bênção
de Pio
IX
que o
cardeal Guibert
lhe
levou
ao
leito da
morte,
e
pelos
testi-
muuhos
d
’
augusla
simpathia
do
conde
Cbam-
bord
e
do
rei
D.
Gados.
M.
de Laurentie
foi
um
servo
fiel
e
dedicado
da
religião e
da
legitimidade,
que
»
’
elle
perde
um
dos
seus
mais
notáveis defensores.
Ordenação.—
S.
exc.
a
rev.
ma
.o
snr.
arcebispo coadjutor,
confere
ordens no
dia
11
do
proximo
mez
de
março.
CoisMoreioa.
—
No
dia
16
uniram-se
pelos
sagrados
vínculos do matrimonio o
exc.
mo
snr.
visconde
de
Ruães
e
a
exc.
ma
snr.
a
D
Anua
Carolina
Jacome
de Sousa
Pereira
e
Vasconcellos
da
nobre
casa
dos
Avellares,
d
’
esta
cidade.
A
ceremonia leve
logar
na
capella
da
quinta
de
Ruães,
sendo celebrante o
snr.
padre
João
Rebeílo Cardoso
de
Menezes.
—
No
mesmo
dia
contrabiram
também
os
mesmos
sagrados laços
o
exc.mo
snr.
Anlonio
Maria
da
Fonseca
e
a
exc.
ma
snr.a
D.
Maria
Clara
Machado
Paes
da Silveira
Gajo,
da
ilíustre
casa
de
Fervença,
na fre
guezia
de
Gilmonde,
concelho
de
Barcellos.
O
casamento
effectuou-se
na
capella da
referida
casa,
e o
celebrante
foi
o snr.
padre
João
Dias
d
’
Araujo, desembargador
da
lielação
e arcipreste
da
comarca
de
Bra
ga.
Vários
amigos
do
noivo foram
assis
tir
a
esta
ceremonia.
Felicitamos
os
illustres
noivos, aquem
desejamos
todas
as
venturas.
«Serões
Românticos»,—
Está em
distribuição
o
fascículo
n.°
5
dos
Des/ier-
dados,
romance
de M
Fernandez
y
Gon-
zalez,
publicado
pela
acreditada
empreza
editora
—
Serões
Bom
anlicos.
Os sns.
assignatiUs
d
’esta
cidade
que
ainda
não
satisfizeram
o
importe
d
’algutis
fascículos
já
distribuídos,
devem
saldar
contas
dentro
do praso
de
oito
dias,
sob
pena de
perderem
o
direito
á
remessa
dos
restantes
e
aos prémios
oflerecidos
pela
empreza.
Purtos
suspeitos.
—
Foram
declara
dos
suspeitos
de
lebre
amarella
desde
1
de
janeiro
ultimo
o
porto
de
Santos
e
os
da
provincia
do
,Rio
de
Janeiro.
Achado
no
mar
—O
Daglad,
de
Co
penhague,
noticia
que
o
capitão
de um
na
vio
norueguez
encontrou
na
costa
setem-
ptrional
da
No>va
Zelandia
um
diário
náuti
co
redigido
pelo
navegador
hollaodez
Barent,
do
f.°
de
junho
a
29
de agosto
de
1580
Telegrafo
submarino. —
Por
no
ticias
recebidas de
Sydney,
de
fevereiro,
sa-
be-se
que
começou a collocação
do
cabo
te
legrafico
submarino
entre a
Australia
e
a
Nova
Zelandia.
Bibliografia.
—
A
Tenda
de
Mestre
Lucas,
romance
religioso,
offerecido aos
que
soffrem,
pelo
III.'no
e
Rev.
mo
Sr.
J.
J. de'
Senna
Freiias,
é
um
livro
recommend-ivel
em
lodos
os sentidos
e
talvez
o
primei
ro
naquelle
genero
de
lilteraliira
amena
fei
to
em
Portugal
com
tão
bello
êxito. As
idéas
saníssimas,
c
a
forma
sempre
agradavel,
excitam
no leitor
o
interesse,
promovem
n
’
alma
bons
sentimentos,
e
ensinam
a
sof-
frer
e
a tirar
toda
a
utilidade
das
afllicções
que
acompanham
o
homem
desde
o
berço
até
á
sepultura.
—(Da
«
Civ11isação»)
W
irmAo
e a irmã.—
(Conto
de
Schtnid).
Eugênio
é
Anua
estavam
um
dia
sós
em
casa
quando
o
primeiro
disse
a
sua
irmã:
—O’
Annica, anda,
vamos
ver
se
acha
mos
alguma
golosina
para nos
regalarmos.
Anua
respondeu:
—
Se
qeeres
levai-me
a
algum sitio on
de
ninguém possa
ver-nos,
prompla
estou
a
consentir.
—
Pois
bem,
disse
o
irmão,
vem
com-
nrgo
á
dispensa
onde
set
que
está
uni
prato
de
creme,
e
tu
veiás
que
bem
que nos
ha
de
saber.
—
Não, porque
a
víUnha
defronte
póde
ver-nos
pelo
cuvo
que
a
porta
tem.
—Pois
então
vem
commigo
á
cozinha,
que
está
lá
n
’
um
armario
um torta
de mel,
e
tu
verás que
cousa
tão
deliciosa.
—
Olha
qoe
ajanella defronte
e-tá
sempre
uma
mulher
sentada
a
fiar
e póde
ver-nos.
—
Pois
olha,
sabes
o
qoe
havemos
de
fazer?
Vamos
la
abaixo
á
adega
que
encon
traremos
excelientes
maçãs
e
poderemos
be
ber
a
nossa
pinga
de
vmho,
e
como
lá
faz
escuro
deceilo
que
ninguém poderá
ver-nos.
—
E
ctês
tu,
meu
irmão,
qoe
ninguém
absolutarnente
poderá
ver-nos?
Não sabes
que lá no
alto
ha
olhos,
cuja
vista pene
tra
atravez
das
paredes
e
vê
tudo
ainda
na
maior
escuridão?
Pasmado
ficou
Eugênio
com
similhante
observação;
guardou
silencio
por
momen
tos
e
logo
exclamou:
—
Tens
rasão,
irmãsinha:
Deus
está
pre
sente
em
toda
a
parte,
sua
vista
nos
ob
serva
onde
nenhuma
vista
humana
seria ca
paz
de peneirar;
evitemos
portanto
commel-
ler
qualquer
maldade.
Alegrou-se
Atina vendo que seu
irrnãov
atlendia
ás
suas
observações
e
lhe
deu
uma
linda
estampa
aonde
se
via
o
olho
da
Pro
videncia
roderdo
de
raios
de
luz.
Aos sluelEistnig.—
Em
alguns
paizes
não
se
empregam as
espadas
nem
as
pis
tolas
para desaggravar
a
honra
offendida.
Na
Groenlândia
é
usado
o
seguinte
meio,
diz
o
«Jornal
da
Noite.»
O
homem
olletidido
compõe
uma
satyra
contra
o
seu
adversário,
recita
a
até
que
toda
a
familia
a saiba
de
cór:
depois
d
’ts-
to
trata
de
encontrar-se
com
o seu
inimi
go
em
sitio
bem
publico,
cantando-a
ao
som de
uma
especie
de
tambor,
fazendo-
llie coro
toda
a
familia
e
amigos. Quanto
inais pungentes
são
os
epigrammas,
maiores
são
as
risadas
e
apupadas
do
publico.
Se
gue-se
depois
a
desforra
do
segundo,
e
os
seus
partidários
tratam
de
o
applaudir
com
enltiusiasmo.Depois
d
’
esle
combale,
o publico
uá
razão
a
quem
revelou
espi
rito
mais fino
e
-critica
mais
mordaz-
T
Eh EGl B AM VIA S.
(Procedência
carlista)
HE
l
NDAYA
10.
—N’
este
momento
tran
sporta
se,
pelo
território
fraocez,
500:000
cartuxos
e
500
obuzes destinados
ás
tro-
pas
de
Martinez
Gampos.
Homem
continuou
o
bombardeamento
de
S.
Sebastião com
grande intensidade.
O
rei
D. Carlos VH,
pe-correu
as li
nhas
de Biscaya.
As
operações
estão suspensas.
1DEM
II.
—
O
rei
D.
Carlos
VII
che
gou
a
Elorrio no
meio
de
grandes
accla-
mações.
Depois
de
ter
corrido
as linhas,
os
geueraes
Carasa e
Cavero
couferencia-
lam
com
elle
ein
Vergara.
A
neve impeJe
as
operações
na
Na
varra.
Reina
um
grande
enthusiasmo
entre
os
batalhões
carlistas.
S.
JOÃO
DA
LUZ,
10.—
Hontem
pela
noite,
um
comboio
de
6:000
calçados,
vindo
de
Sanlander
e
que
desembarcou
em
S. João
da Luz,
foi
dirigido
para
Dan-
charinéa.
Iloje,
35
carroças
contendo
uma
considerável
de
munições e
bombas
foi
dirigido
para
o
mesmo
ponto,
e destinado
a
Martinez
Campos
passando
pelo
territó
rio
francez.
VERGARA,
10.
—
El-rei
continúa
a
permanecer
no
meio
dos
seus bravos
ba
talhões
biscainhos.
Não
obstante
haver
o
tempo
melhora
do,
os
aflonsislas
não
se
affa*lam
dos
seus
acantonamentos.
Não se pode
fazer
uma
ideia
das
vexações,
roubos
e
ullrages,
com-
metlidos
pelo
exercito
de
Quesada nas
po
voações
da
Biscaya.
El-rei
recebeu
hontem
os
olficiaes
dos
batalhões,
que estão prestes
a
entrar
em
combale,
e
todos protêstaram
a sua
reso
lução inabalavel de
vencer
ou
de
derra
mar
até
á
ultima
gota o
seu
sangue.
Todas as
pessoas
e
deputações
qoe
fo
ram
recebidas
por
el-rei
voltam
admiran
do
a
sua
invencível
vontade
de
não
tran
sigir
em
ponto
algum
com
a revolu
ção.
IDEM
II.
—O
bravo
general
Lizarraga
acaba
de
ser
recebido
por
el-rei,
que
o
encarregou
de
defender a linha
de Estel-
la,
durante
a
doença
do
general
Lerga.
Reina
grande indignação
nas
nossas
pro
víncias
por causa
da
protecção
dada pela
fronteira
francesa
aos
aflonsislas; é uma
ver
dadeira
intervenção.
Comtudo,
quantos
mais
inimigos
cercar
el-rei,
o
seu
exercito
e
o
seu
povo,
maior
é
a
confiança
que el
les
teem
de
vencer
com
a
protecção
de
Deus.
HENDAYA,
II.—
As forças
de
Mirli-
nez
Campos no
Baztan,
tendo
hontem
tomado
a
oflensiva,
foram
repellidos
das
alturas,
que
dominam
Ciraule,
pelo
2."
batalhão navarro,
que,
reforçado
pelo 3.°
e
pelos
guias
de
Alava,
sustenta
as
po
sições
conquistadas.
O
inimigo, que
soffreu
grandes
per
das, fica encurralado
nas
aldeias.
Foram
levados
para Vera
sete
prisioneiros.
O
commandante
general
e
a
deputação
da
Navarra
agradeceram
muito
a
el-rei,
D.
Carlos,
a
nomeação
do
general
Lizar
raga
para
chefe
de operações
n
’
esta
li
nha,
renovando ao
mesmo
tempo os
tes-
timunhos
de
sua
profunda
adhesão.
El-rei
passará
hoje
revista
á
divisão
alaveza.
DE
DOMINGO
20
DE FEVEREIRO
BAILE
DE MASCARAS
E^tá
desde
já
aberta
uma
assignalura
de
camarotes
de l.a
e
2.a
ordem
nas
se
guintes
condições
:
Desde domingo Magro inclusivé,
até.
terça-feira
de
Carnaval—
ou
4
bailes,
réis
66000.
Avulso
Camarotes
de
l.a
e 2.
a
ordem,
desde
quarta-feira
2,
até
domiogo
Magro,
exclu-
sivé,
1$000
réis.
Dts
le
domingo
Magro
inclusivé
até
ter
ça-feira de
Carnaval,
2^000
réis.
A empresa
apresentará
pela
segunda
vez
n
’
esta
cidade
no
domiogo
e
segunda de
Carnaval,
as
apparalosas
e
mui
applaudidas
quadrilhas
infernaes,
não
se
poupando
a
despesas
para
que
sejam
executadas
o
mais
brilhaotemente'
possível.
Entrada
geral.
.
.
,
.
200
réis.
Damas
decentemeute
mascaradas
teta
entrada
grátis até
ás
9
horas.
Principia
ás
8
horas.
SAÍDS
k
TODOS
sem
medicina, pur
gantes
nem
despezas
com
o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
l)U
BARRY
de
Londres.
31
anxaoM «1’invariuvel nueeeMo
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar
a saude, a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
somno.
Cura
as
indigestõe,
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos,
Patos,
amargor
na
bocca,
pitui-
tas,
natiseas,
vomitos,
irritações
intesli-
uaes,
diarrbea,
dizenteria,
cólicas,
tosses
asthma,
(alta
de
respiração,
oppressào,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
bronclnles,
da
be
xiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos intestinos, da
mucosa,
do
cerebro
e
do saogue.
75:000
curas
entre
as quaes
contam-se
a
do
du
que de Pluskow
da
exc.ma
snr.
a roarqueza
de
Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saens
de
Tejada
da
Universidade de
Cordova
etc. etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
Wur-
zer
z
Bonn,
19
de Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
o
melhor
absorvente;
ao
mesmo
tempo nu
tritiva
e
restautaoie
substitue admiravel
mente
toda
a medicação
em
muitas
doen
ças.
E’
de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências
habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas, aflecçõe»
nos rins
e
na
bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caimbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e
heinorroides
bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares,
bronchites,
na tosse
e
coosumpção. Tenho
a convicção
que
a
Re
valesciére
du
Barry
tem a
propriedade
pre
ciosa
de
curar
as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud.
WutiZER
membro
de muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais nutritiva do
que
a
car
ne
sem
esquentar, economisa
cincoenla
■vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
;
de
‘
/
s kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1^400
reis;
de
2
J/
S
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6,$400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
I
em
caixas
a
800
e 1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Kcvaiescière
císoeolatada
;
ella
res-
tilue
o appettite,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
|
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
|
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
i
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis
;
de
21 chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
HAKRT
BU
BARRY C.a —
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central :
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
K.is&ea,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Farto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira ;
.1.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimlira,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e Costa,
pharm.;
lEarcelIos,
Ramos,
pharm.;
Brnjja,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos.
Pipa
óc
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J. V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira.
Antonio
Vieira,
pharm.;
Ctuimarfies
A.
J.
.Pereira
Martins, pharm.;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Fonte da
Lima.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
;
F®
v®w
d®
Varaim,
P.
Machado
de
Oli
veira, pbarrna.
;
Vianna
do
CastelSo,
Afioíiso
e
Barros,
droguistas;
Wiíiw
d<>
Coniie,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ANNUNC1OS
Pelo
juiso
de direito
d
’
esta
cidade e
co
marca, carlorio
do
escrivão
Esmeriz,
no
qual
correm
os
seus
de'ides
termos,
nm
inven
tario
de
meaore-
e fallecimento
do
seu
exc.m
°
pae
D.
Manoel
de
Noronha
júnior,
no
qual
é
invenlarinile
sua
viuva, a
ex
ma
senhora
D.
Maria
Izabel
Pereira
do Lago
e
Noronha,
d
’
esta cidade,
o
qual
inventa
rio
se
acha
nos
termos
dos
edilaes
cha
mando
todos
os credores
iasertos
ou
ain
da
mesmo
os
sertos,
pelo praso
de
30
dias
a
contai
em
da
data
de
2ô
do passado
mez
de janeiro, afim
de apresentarem
no car
tório
ou ainda
mesmo em
poder
da
dita
viuva,
lodos
os esclarecimentos,
titulos
ou
outro
qualquer
documento
comprovativo,
afim
de
lhe
tomar
conhecimento
d'elles
em
tempo
competente.
(2990)
A antiga loja que
foi
de José
Ma
ria Lima
da Silva,
hoje de seu
sobrinho Leonardo da Silva
Pereira de
Lima.
Rua
dos Cíiãos n.°
5 4—
Braga
N
’
eila
se
encontra
grande
e
variado sor
timento
de
lazendas
nacionaes
e
estrangei
ras
próprias
para
as
artes
de
sapateiro,
la-
manqueiro,
corrieiro
ou
seleiro,
o
que
tudo
vende
por
preços
que em
nenhuma
outra
qualquer
parle.
(2979)
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco,
Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
3
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
MINHO.
...
28 de.
Fevereiro
NEVA
....
13
de
Março
GUADIANA
. .
28
de
Março
PREÇOS
DOURO.
.
.
.
13
de Abril
MONDEGO.
.
.
28
de
Abril
ELBE
. . . . 13
de
Maio
COMMODOS
Cadn
pnquete «8’esía
««nipanhia
leva
a
bordo
criados
e
coaiisUieiroB
portugisezes
para
commodida
dos
passageiros
de iodas
isb
elipses.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porlo
ou
cm
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta da.
C mpanhia.
A bordo
ou passageiros teem grátis
cama, roupa de enma, co
mida
feitt»
por cosiulteiros
portugnezcs, vinho
duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de
criados e outros despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
que
um
quarto
de
século
tem
leito
com
que
os
pa
quetes d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam conhecidos pela
regu
aridade, velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso pela
limpesa,
boa
or
dem, bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVA DÓ
pela grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de mil
e
cem
passageiros
d
’entre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS PAQUETES
prçferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do correio.e por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Mageslades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil, como
lambem
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODA*S
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
luglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
i
c
iii
ao
siiii
is ii
i
ii oip
o
ni
si
ww
i
ii
r
i
ii
tf
-
t
nrwmna
i'i
T
rrrnr
-iuiir»
Ao
cornmercio è
a
quem
convier
|
Manoel
José
de
Campos
e
Rodrigo
d
’O-
lireira,
com
suflicientes
conhecimentos
e
pratica
da
pequena
e
grande
velocidade
nos
caminhos
de
ferro,
e correspondentes
d
’
algumas
casas
commerciaes do
Porto,
promptificam
se
a
expedir
ou
receber
toda
a
sorte
de
mercadorias,—
o
qne
será
feito
com
maior
cuidado
e
zêlo.
Não
só
rece
bem
mercadorias
para
as
dilí
rentes terras
do
reino,
como
também
para
o
eslranghi-.
ro,
tudo
mediante
uma pequena
comrnis-
são.
Para
commodidade
e
vantagem das
pessoas
que
se
queiram
utilisar
do
seu
prés
timo,
achar-se
ha
todos
os dias
um
dos
annuncianles,
oa
estação
do
caminho
de
ferro,
desde
as 8
hoias-da
manhã
até
ás
5
da
terde.
Recebe-se
qualquer
encornmenda
naiua
do
Souto,
n.°
44,
1.°
andar.
Braga
—
fevereiro
de
1876.
(2991)
João Baptista
Fernandes,
da
Portella,
leva
ao
conhecimento
do
publico
que
o
carro
que
d
’
esta
cidade sae
para a
Portella
ás 2 horas
da
tarde,
principia
a
sair
des
de
o
dia 21
do corrente
inclusivé
ás 3
horas
da
tarde,
chega á
Portella
ás
6
e
da
Portella
para
Braga ás
6
horas
da ma
nhã,
e
chega
a
Braga
ás
9.
Braga
18
de
fevereiro
de
1876.
(2993)
João
Baplista
Fernandes.
Vende-se
uma
morada
de
casas
si
tuada na
rua
da
Ponte,
com o
n.°
91,
Vè-se
das 3
ás 4
da
tarde. Quem
a
pertender
falle
com
Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
BANCO
DE VILLA REAL
Vende-se
grande
porção
de
acções
d
’
es-
te estabelecimento
ou
trocam-se,
cumvindo,
por
propriedades
urbanas
ou
de raiz.
Para
tratar-se
d«
seu
ajuste,
em
carta
fechada
com
as
iniciae»
A.
S.
P. ao
escriplorio
da
administração
d
’
este jornal. (2984)
:::%
V
ende
-SE uma
casa
situada
na
rua
da
Ponte,
com
o
n.°91.
Vé-se
desde
as
3
até
ás
4
horas
da
tarde.
Quetn
a
pretender
falle na
redacção
do «Jornal
do
Minho».
(2986)
Venda de propriedades
V
v
ENDE-SE
uma
propriedads
na
fregue-
zia
de
S.
Pedro
de Merelim,
subúrbios
d’es-
ta
cidade,
que
confronta
com
a
estrada
de
Ponte
do
Lima
;
tem
casa,
vinho,
fruta
e
bravios.
Trata-se
de
seu
ajuste, na
mesma,
com
o
seu
proprietário
Sebastião
Fernandes—
logar
de
congostas.
(2988)
QUEiJO
V
ENDE-SE
queijo
londrino,
papel
e fla
mengo,
de
superior
qualidade
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
15.
Banco Commercial de
Braga
São convidados
os snrs.
accionistas
da
2.
3
emissão, a
fazerem
entrega dos
titulos
provisorios
da
2.
a
emissão
no
Banco,
e
na
Caixa Filial no
Porto,
desde
o
dia 20
do
corrente
até
o
dia
10
de
Março
pro
ximo,
recebendo
em
troca
recibos
proviso
rios.
declarando
nas
costas
dos
titulos
em
nome
de
quem
querem
passadas
as
acções.
MESTRâ
O
FFERECE-SE
uma para casa,particular.
Quem
pertender
queira
duigir-se á
ie-
dacção
d
’
este
jornal
em carta fechada
com
as
iniciaes
A.
P.
C.
(2987)
MONTE-DIO DE S.
JOSÉ
Para
dar cumprimento
ao
artigo
41.
’
e
§§
l.°
e
2.®
do
nosso
estatuto,
são
convi
dados
os
socios
do
Monle-pio de S. José,
que
estiverem
no
goso
de
seus
diieiios,
a
comparecer
no
dia
21
do
corrente
pe-
as
9
horas
Ja
manhã no theatro
de
S.
Geraido,
d
’
esta
cidade,
para
ver
o
relató
rio
e contas
da
direcção,
e
dar
sobre
elle
o
seu parecer, e em
seguida proceder-se
á
eleição
da
nova
meza
d
’
Assembleia ge
ral
e
direcção.
As
contas
estão
patentes
para
todo o
socio
qne
quizer
examinal-as,
no
seu es-
criplorio
no
campo
de
Sant’Anna,
d
’
esta
mesma
cidade.
Br^ga
16
de
fevereiro
de
1876
O
1
.°
Secretario
(2989)
José Antonio
Peixoto
Braga.
9
A’ Soja—Caclanpuz—
Acaba
de
che
gar
um
sotlimento
de
hombas
de
diffèren-
les
feitios,
e
que
pódem
funccionar
perfei-
tameute
até
30
“
‘
de
profundidade.
Oídro-sim
São
ccnvidalos os
snrs.
accionistas
a
fazerem
a
entrada
da
4
a
e
ultima
presta
ção
das
arções
da
nova emissão
desde o
ilia 20
a 25
de
Março
prokimo
futuro, re
cebendo
no
aclo
as
acções
definitivas.
Braga
17 de
fevereiro
de
1876.
LIVRARIA
CATH0L1CA
Bua
do
Souto n.° 1©
BRAGA
TEM À VENDA
:
Entretenimentos
do
coração
devoto
com
o
SS.
Coração
de
Jesus
—
300
rs.
Manual dos
devotos
do
Coração
de
Je
sus
—
140
rs.
Mez
do SS.
Coração
de
Jesus
—
300
rs.
Novena
para
a
festa
do
SS.
Coração
de
Jesus
—
80
rs.
Bentinhos
do
Coração
de
Jesus
—40
rs.
Medalhas
do
SS.
Coração,
para
a
corôa
(duzia)
—
100 rs.
Cânticos
ao
SS.
Coração,
para se
can
tar
nos
exercícios
do
Coração Agonisante
de
Jesus
(musica
pelo
padre
M.
M.
d’
Aguiar
—
120
rs.
Tem
variado
sortimento
de
registos
e
estampas
do
SS.
Coração
de
Jesus,
bem
como
painéis
a
oleo
da
Sociedade
Oleogra-
phica,
que
vende
por
preços
commodos.
(2985;
COBTiaa
p
FBI©
Caloriferos
ou
fogões
d
’
aquecimento pa
ra
salas,
quartos,
etc.;
vendem-se
na loja
C
aciiapuz
.
(2980)
MESTRA
Precisa-se
d
’
uma de
50
annos,
pouco
mais
ou
menos,
para
fóra
da
cidade
e
casa
particular.
Para
informações
campo
de
Sanl
’Anna n.°
68.
(2963)
JÂ clÍEGOU
~~~
A
polvora
do
estanco,
rua
da
Boa-Vis-
ta,
n.«
152.
(2982)
Rua Nova, de Sousa
n.°
5.
José Antonio
Gomes
Ferreira, suc-
cessor
do
LOUREIRO,
tem
grande
por
ção
de latão
e
cobre
velho
proprio
para
fundição,
que
vende
por
preço barato.
(2931)
LITHOGRAPHIA
7—Rua do Campo — 7
M.
J.
F.
d
’
Oliveira,
satisfaz
com
protnp'
tidão
e
nitidez
todo
e
qualquer
trabalho
pertencente
á
sua
officitia:
estampas
em
gra
vura
e
a
creion,
chromo-lithographia
map'
pas,
etc.
,
(2978)
BRAGA
:
TYP0GRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
