comerciominho_18111876_569.xml
- conteúdo
-
4."
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCiAL RELIGIOSA E KOTICIOSA
NUMERO 569
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
h
proprietário
/<w«
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E,
para
onde
deve
"T
dirigida
toda a
correspondência franca
de
porte,=
As
assi-
gnatnras
são
pagas
adiantadas
;
assim como as
corresponden-
riss
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
Hr® SJ22
IS
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
fs.«
—
Semestre
850
rs.=Proesn-
cias,
anno
2S009 rs
e
sendo
duas
3S600
rs.
—
Semestre
iâO.50
rs.==/?razr/,
anno 3$600 rs.—
Semestre 1&900 rs. moeda forte,
ou
8&000
reis
e
TâõOO
reis
moeda
fraca.—
\nnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
®/
#
d
’
abatimentc
J3SHA®A—-SAIIBADO fS S»E
KOVKMBKO
Um
voto iasBjsspeiSo ácrrea
do
poder
temporal
ito
Pnp».
''Continuação do n.°
566)
Assim
demonstrada
aberta
e solida-
menle
a
necessidade do
poder
temporal
do
papa,
mr.
de
la
Quérronière
passa
a
discorrer
mais
parlicularmente
sobre
as
condições,
em
que se
encontra
a
Santa
Sé
depois
que, unicamente pelo direito
da
força,
e
pela
brécha
da
Porta Pia.
lhe
roubaram
até
a
própria
Roma.
Eis
as suas
próprias palavras:
«A
20
de
setembro
de
2870, o exer
cito
italiano
entrava
em Roma,
que
as
sim
se
tornava
de
facto
a
capital
da
Ita-
lia.
A
este
desfecho
se
oppoz o
inflexível
e
perseverante
protesto
de Pio
IX. A
Eu
ropa
absteve-se de
intervir,
e
por
neces
sidade
nós
também
nos
obstivemos.
Mas
o
formidável
problema
que,
desde
a
guerra
d’llalia, aggrava o publico
direito,
subsiste
sempre,
epilogando-se
n’
esta
formula:
Co
mo
deve
constituir-se,
sem
a
soberania
romana,
a
independência
espiritual
do
Ca
beça da
Egreja?
Olhada
por
este
lado,
a
questão
não
é
sómenle
europèa;
é
uma
questão
de
ordem
publica
e
de interesse
universal.
«O
parlamento
italiano
applicou-se a
preparar,
em
favor
do
poder
espiritual do
Papa,
a lei
chamada
das
garantias.
Mas
esta
ticou
sendo
lettra
mona,
para
que
aquelle,
que
mais
interessado
é
n’
ella,
se
ha
constamemente
recusado
a subscre-
vei-a,
e a
praticar
qualquer acto,
que
possa
implicar
reconhecimento
dos
factos
consnmmados.
«Entie
todas as
revoluções
d
’
este
sé
culo,
a
mais
estranha,
a mais inaudita,
a
mais
grave
é sem
duvida
esta, que
ha
collocado,
uma
ao
lado outra,
duas
sobe
ranias
—
a
do
rei
e
a
do
Papa».
O
auctor entra
aqui em algumas
par
ticularidades
pessoaes
ácerca
de Pio
IX
e
de
Victor
Manuel,
que
sendo exactas
quanto
ao
Pontilice,
não o
são
de
todo
quanto
ao
rei
dTtalia,
aílirmando
porém
que
o
Papa—vencido
e
viclima
na
ordem
material
dos
factos
e
da
fôrça,
é
toda
via
senhor'na
ordem
moral
do direito
e
da
virtude.
«Mas,
continúa
elle.
não
queiramos
illudir-nos:
a
perturbação
religiosa
é
amea
çadora,
e
n
’alguns paizes
já
toma
a
fór
ma
de
perseguição.
O
estado mal
definido
do
Chefe
da
Egreja
é
uma
das
causas
d’
esla
perturbação... A
independencia
do
Papado
não
é sómente
uma
condição
absoluta da
unidade
do
catholicismo;
não
interessa
sómente
os
Estados
catholicos;
mas
é
de
ordem
europèa
e
de direito
pu
blico».
E
termina
citando
as
memoráveis
palavras
de
Odillon Barrot:
«Para
que
«os
dois
poderes,
espiritual
e temporal,
«sejam
por
toda
a
parte
separados,
cum-
«pre
qne
estejam
reunidos
no
Summo
«
Pontilice».
Taes
são
as
reflexões,
para
as quaes
chamamos
a atlenção
de
nossos
leitores,
porque
partindo
de
um
escriptor
insus
peito,
acham-se
em perfeito
accordo
com
o
que
a
imprensa
catholica
ha
dicto tan
tas
e
tantas
vezes.
E’ de
notar
porém
que
esses,
qne
appoiam
ou
applaudem
essa inaudita es
poliação
de
Roma,
fazem-no
porque
estão
intimamente
de
accordo
com
o
fallecido
visconde;
isto
é,
fazem-no
porque
C'èem
que
a
perda
do
poder
temporal
importa
um
grande
damno
para o
poder
espiritual
do
Papa.
O
que
elles
não
teem porém
é
a franqueza
de
confessar
o
que
sen
tem,
porque
não
lhes
convém largar
a
mascara
de
catholicos
para
assim
ferirem
traiçoeiramente
o
catholicismo.
N
’
esle caso—diga-se
mais
uma
vez
—
está a
grande
maioria
da
imprensa
liberal
de
Portugal
e
de
todo
o
mundo.
M.
GAZETILH
CONVITE.
Por
não
ser possível no dia
14, devem celebrar-se,
no pro
ximo
sabbado,
18,
solemnes
exequias
para sufragar
a
alma
do Senhor D. Miguel de Bra
gança.
De
manhã haverá na egreja
escolhida
para este
acto, a do
hospital
de
S. Marcos, missas
geraes,
e por 10 horas missa
solemne, e no fim «Libera me».
São
por este meio convida
dos
os
rev.os
sacerdotes e ami
gos
do Augusto Finado a toma
rem parte n’esta fúnebre com-
memoração.
; ::
-J/;
L:„"h.
'
Como o
eoniinenltireitiofi ?—
Pelos
últimos
despachos
de
provimento
d’
egrejas,
contidos
no
testamento
do
ex-ministro
Bar-
jona
de
Freitas,
apparece
despachado
pa
ra
a
egreja
de
Santa
Maria
d
’
Arnozo,
do
concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
o
revd.°
Manoel
Correia
<ie
Sampaio,
paro
cho
collado
na
egreja
de
Santa
Eulafia
de
Villa
de
Punlie,
concelho de
Vianna
do
Castello,
quando
aquella
freguezia
se
acha
pastoreada,
como
parocho
encommeudado,
pelo
revd.° Manoel
Pereira
Pinto
da
No
brega.
bacharel
formado
em
Direito
e
em
Theologia.
E
’
praxe seguida
em
todos
os
concursos
dar-se
preferencia áquelle
con
corrente
que
melhores
documentos
litle-
rarios
apresentar,
accrescendo
mais
a
cir-
cumstancia
de bom
procedimento
civil,
mo
ral
e
religioso,
qualidades
que
o
snr.
dr.
Nobrega
possue
em
subido
grau.
Mas
não
é
sobre
este
objecto
que
di
zem
respeito
as
palavras
que
nos
servem
d’
epigrafe. O
nosso
fim
é
diverso.
Informam-nos pessoas
fidedignas
que
um
certo
indivíduo residente em
Villa
Nova
de
Famalicão,
logo
que
recebeu
um lele-
gramma
de
Lisboa
participando-lhe
o
re
ferido despacho apressou-se em
comprar
grande
porção
de fogo,
e
foi
ou
mandou
queimal-o junto do
templo,
e
residência
do
parocho
preterido,
havendo
por
essa
occasião
ruidoso
vivorio
ao
snr.
Monteiro,
deputado
do circulo,
e
uma algazana
in
fernai,
d
’
entre a
qual
se tornavam
distin-
ctas
palavras
que
a penna
se
recusa a
escrever.
Informam-nos
que
o
tal indivíduo
tem
familia
em
Arnoso,
que
muito
gostaria
que
continuasse
a
subsistir
o
desmazelo
que o
snr.
Nobrega
foi
encontrar,
e
que
ia
de-
bellando.
Os
crimes
do
snr.
Nobrega
são:
que
rer
que
na sua
egreja
houvesse
a
lim
peza, aceio
e
decencia
indispensáveis
ao
culto;
que
seus
freguezes
soubessem
pra
ticar
a
religião
que
professamos,
tendo
para
isso
de
fazer
grandes
sacrifícios
para
doutrinar
um
bom
numero
de
adultos
que
não
tinham
ainda
feito
a
sua primeira
communhão e
que
este
anno
a
fizeram;
revindicar
os
terrenos
do
passal
da
egreja
que
haviam
sido
invadidos
sem titulos,
e
quiçá
de
que
se
haviam
apossado
os pa
rentes
d
’esse
quidam.
Esta assuada
feita
a
porta
do
templo
ao
revd.
“
parocho
preterido, é
um
desaca
to e fdla
de
respeito
á
religião,
cujo
é
digno
ministro
o offendido,
e
não
menos
a
s.
ex.
a
revd.
111,1 o
snr.
arcebispo, que
o escolhera
para
pastorear
aquella
fre-
gtiezia,
inissào
espinhosa de
que
se
tem
desempenhado
com
a
maior
dignidade.
Ca
a»
£s si «a
ra ça«» c£sa Stabraes-igação
p&m
o
jar.iyo eSs»
revd 0 padre Marti-
n!i<»
A.gitunio Pereira «Sa Ssiva.
Transporte
do
n.°
8td$740
Antonio
Maiia
Guilherme
da
Silva
Ramos
2^000
Francisco
Barbosa
do
Couto
Cu
nha
Solto-maior,
de
Estarreja 4$5OO
Som
ma
93$240
Despeza já íeila
124^000
Temp.íra!.—
Noticias
de
Mezãofrio
referem
que
o
temporal
tem
por
aquellas
localidades
causado
grandes
desastres.
No
passado
domingo,
quando
o
povo
saia
da
missa,
desafiou
uma
casa
próxi
ma
do
que
resultou
ficarem
4
pessoas
mortas
e
vinte e
tantas
feridas.
Em
Ponte
do
Lima também
o tempo
ral
tem feito
muitos
estragos.
Em
Setúbal
a
chuva
produziu
cheias
enormes,
e
estas
grandes
desvastações.
Uma
pobre
mulher
qne passava
na
cal
çada
ue Palmella
foi
arrastada na corren
te,
vindo
o seu cadaver a
apparecer
de
pois
n<
praia
de Troino.
Em
Azambuja
foram
muitas
arvores
partidas
ao
meio,
outras
arrancadas
p
ia
raiz,
especiairmmte
oliveiras.
Na
freguezia
de
Villa
Nova da
Rainha
afundaram-se
2
barcos
carregados
com
trigo
e
pipas
de
vinho.
Um
telegramma
de Cezimbra
refere
que
o
mar
tem
destruído
as
embarcações e
aprestos
pertencentes
ás armações
de
pes
ca,
que
se
achavam
recolhidos
em
edifí
cios, arrancando
o
vento arvores
e
telha-
16
FOLHETIM
1)11..'.
11.
Í)S
iliCEiW.
os
sois
oms
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
[Continuação]
usa
8
O
pobre entre ricos.
Em
consequência
das
relações
que
com
seus
visinhos
entabulara
inesperadatnenle.
Cândido
teve
de
modificar
essse
correr
de
da
a
que
se
havia
condeinnado
;
se
o
emprego
de
seus
dias
era ainda
como
dan
tes,
lodo votado
ao
trabalho, parte
de
algumas
de
suas
noites
já
elle
passava
fó
ra
do
velho
sotão.
O
convite
de Anacleto
não
fôra
sim
ples
fórmula
de
civilidade. Duas
noites de
pois
da tarde
em
que
os
moradores
do
Purgatorio-trigueiro
fizeram
sua
visita de
agradecimento
á
Bella
Orfã,
Cândido
re
cebeu
um
bilhete
de
Marianna,
no
qual
da
parte
de
seu
pae,
o
convidava
para
passar
algumas
horas
no
Ceo-còr-de-rosa.
De
então
por
diante,
força
foi
repelir
a
miudo
essas
visitas
de sarão,
porque ou
novos
convites
de Anacleto
vinham
lern-
brar-ihe
e
chamol-o
para esse
goso
;
ou
Irias o
instigava
a
procurar a
sociedade
de
tão
bons
visinhos,
mais que tudo
por
que
contava
que
assim
se
poderia me
lhor
destruir aquella
acerba
melancolia
de
seu
filho
adoptivo.
E
cândido,
que
parecia
abandonar-se
a
uma
como
que
obediência
passiva
;
que
sempre
mostrava
corresponder
de
má
von
tade
aos
convites
de
Anacleto;
que
nun
ca
deixava
de
resistir
ás
instigações
da
velha
Irias;
que
quando
transpunha
o al
pendre
do
Ceo-côr-de-rosa, parecendo
que
rer
desculpar-se
ante
sua
própria
con
sciência,
dizia
entre
si
:
«Não
é
volunta
riamente,
é
só
por
condescendência
que
aqui
venho.»
Cândido
se
não
tivesse alé
então
receio
de
estudar
a
fundo
o
estado
de
seu coração, sentiria o
como
lhe
pal
pitava
açodado, ao
elle
subir
a
esçadinha
da habitação
da
Bella
Orfã.
Cândido
estava
no
estado
d’
aquelles,
que
tendo
o
espirito
mergulhado
na
duvida,
e
o
coração
nadando
na
verdade,
mentem
a
si
mesmo
sem
querer...
sem
sentir.
E
todavia
os
serões
do
Ceo-côr-de-rosa
deviam
agradar
ao
joven melancólico:
alli
não
o
podia
turvar
nem
o
pezo
de
uma
multidão
ruidosa,
nem
o
càusaço
de uma
vigilia
prolongada
:
os
convidados
eram
[roucos,
escolhidos,
e
sempre
os mesmos;
e
á
meia noite
todos se
retiravam:
alé
á
meia
noite
conversava-se, jogava-se,
e
quasi
sempre
o
dominio
dos
serões
era
exercido
pela
dansa
o
pela
musica.
O
papel de
Cândido
era
comtudo
mui
to limitado
nos
serões
do
Ceo-côr-de-rosa:
elle
nunca
jogava
;
dansara
á força
uma
ou
outra
vez;
conversava
quasi
sempre
com
Anacleto,
e a
respeito
de musica se des
culpara
como
pouco
entendedor
da
maté
ria.
Apesar
porém
de
sua
completa
inac-
ção,
era
Cândido
muilo
bem
tratado
no
Ceo-côr-de-rosa.-
Anacleto
o
distinguira
da
maneira
mais positiva:
ha
um
mez
apenas
que
vira esse
mancebo, e
já
parecia
vo
tar-lhe
decidida
e forte
amisade.
Marian
na
o
cercava de
attenções
e
cuidados
;
Celina
o tratava
com
angélica
doçura
E
a
sociedade
que
costumava
reun
r-
se
no
Ceo-côr-de-rosa, acompanhava ou
fingia
acompanhar
os donos
da
casa
nos
sentimentos
que
pareciam
nutrir
por
Cân
dido.
Um
só
homem
do
mancebo
se
alfasla-
va
;
um
só
homem
alli
concorria,
que
mos-
trava
desestimar o
pobre
mancebo:
era
Salnsliano.
Também
de
sua
parte,
Cândido
paga
va
com
extrema
gratidão
aquellas
demon
strações
de
estima.
Ao
pé
de
Anacleto
seu
coração
se
abria
lodo
a esse
nobre
e
expansivo
sentimento
que
se
chama ami
sade;
sentimento
elevado
’
e
bello,
que um
vil
interesse
não
mingua
e
acanha,
nem
a
baixeza
do
ciume
tolda
e
degenera.
Contemplando
Marianna
a acerbi
lade
de
sua melancolia, se aplacava,
se
mudava
quiçá
em
doce
tristuia;
elle
achava
n
’
a-
quelli
mulher
um
encanto
poderoso,
que
o
con-idava
a
amai a,
não
com
esse
ex
tremo
e
ardor
com
que
se
adora
uma
amante:
mas
com
a
a
(feição cegada
e
be
nigna.
que
se
tributa
a uma
irmã... a
uma
boa
amiga.
Seguindo
algumas
vezes
com
os olhos
a
Bella
Orfã.
elle
sentia...
mas
era
esse
o
sentimento
que
ainda
Cândido
não
ou-
sára
classificar:
elle a
olhava
de
relance
apenas;
ouvia-a
com
indisivel
enlevo;
ti
nha
de
cór o
éco
de
suas
pisadas;
mas
não
se
atrevia
a
dizer
a
si
proprio
o
que
sentia
por
Celina.
Ao
resto
da sociedade
pagava
Cândi
do
cumprimento
por
cumprimento,
deli
cadeza
por
delicadeza.
Um
só
homem havia
alli
de
quem
o
mancebo
se
affasiava
:
era
Salustiano. An-
dos
de
algumas
habitações.
A
linha
tele
gráfica
de
Setúbal
para
o
Cabo
do
Espi
chei
foi
destruída.
Pelas
9
horas
da
ma
nhã
de
13,
naufragou
no sitio de Cabo
de
A>es
um
navio nortieguez com
carre
gamento
de madeira
e
10
pessoas
de tri
pulação,
morrendo
o
capitão
e
outro;
nada
se
salvou
da
carga;
os
que sobreviveram,
havia
dois
dias
que não
comiam
e
esta
vam
quasi nús.
Calculam
em
15:000$0<J0
reis as
perdas
maleriaes
neste concelho
D
’
Almada
dizem
que
foram
grandes
os
estragos
causados
n
’
este
concelho
durante
o
dia
e
noite
de
11
decorrente.
O
vento
arrancou
arvores, derrubou
muros,
abateu
e destruiu
alguns
telhados
de
adegas
de
fazendas.
Também
abateu
um
pedaço
de
rocha
do
campo
de
S.
Paulo
para
o
lado
do
cemiterio.
A
agua
lambem
fez
estra
gos,
com especialidade
na
quinta
dos
Frades
e
em
Cacilhas
na
casa
do
snr.
Thomaz
que
foi
obrigado
a
refugiar-se
rfoutra
habitação.
Caíram
dois
raios um
sobre
a
serra da
Arrabida
e
outro
sobre
um
barco
que
estava
na praia
de
Metello;
felizmente
não
houve
victimas.
A
agua
era
em
tal
quantidade
na
vilia,
e
com
especialidade
em
Cacilhas, que as
ruas
pa
reciam
riachos.
Em
Alcácer
do
Sal
foi
muito tem-
pestu
sa a
noite
de
11
para
12;
durante
muitas
horas pairou
sobre
a
povoação
uma
trovoada medonha,
acompanhada
de
fortes
rajadas
de
sudoeste.
Depois da
meia
noite
o
vento
angmentou
ainda
de
intensidade
e
destruiu
muitas
cabanas,
arrancou
e
partiu
muitas
arvores,
pinheiros
e
sobrei
ros
de grandes
dimensões;
os
olivaes
sof-
freram muito.
Ha
muitos
annos que
um
vendaval
tão violento
não
damnificava
esta
localidade.
Sessenta
passageiros,
que
no
dia
11 fizeram a
viagem
entre
Alcácer
e
Setúbal,
na
lancha
a
vapor,
correram
muito
perigo
e
solfreram
muito incommodo,
o
que
ultimamente
tem
acontecido
já
bas
tantes
vezes.
Cm
ilhano,
que
com o
filho
f.izia
diversas
conduções
para
as
marinhas,
não
a.
pareceu
ainda
em
Alcácer,
e
receia-
se
que
o
pobre
homem
e
a
creança
te
nham
naufragado
no
seu
barco.
De
Coimbra communicam
que
o
tem
poral
tem
alli
causado
prejuízos
impor
tantes.
O vento
soprou
toda
a
noite
com
•dolência
medonha
e
tem
continuado
sem
pre,
mas
com
menos
impetuosidade. Ha
grande
porção
de
arvores
arrancadas
e
partidas,
vi<iros
quebrados,
e
muitos
ou
tros
estragos
em propriedades
particula
res
e
terreno
publico.
Tem
chovido
tor-
rencialmenle;
o
31
ndego
vae
tão
cheio
como
ha
muito
se
não
tem
visto
e
inun
da já
muitas insuas
marginaes. No
dia
12
os
comboios do
sul
chegaram
á
estação
d’
aqui
curn dez
horas
de atrazo.
O ser
viço
telegráfico
chegou
a
estar
todo
in
terrompido,
mas
as
linhas
da
Figueira
e
Porto já
funccionaram.
Em Leiria o
temporal
causou
estragos
de
que não ha memória.
Arvores
secu
lares
foram arrancadas pela
raiz.
Ainda
■>»
em
.
—
Lê-se
no
«Diário
da
Manhã»
de
15:
Hontem
no
caes
do
Sodré
e
no Ater
ro
esteve-se
procedendo
ao
transporte
dos
barcos
aíJundidos
ou despedaçados
pelo
vendaval.
Apresentavam
um triste
zenda e
conselheiro
Heredia
director
geral
das
alfandega
*
.
Demorarara-se
todos
alli
até
depois
das 4
horas.
—
Em
consequência
das
grandes
chu
vas
e
ventania
d’ante-hontem
desabou
uma
barreira,
proximo
do
tunnel
da
linha
fer-
rea
em
Albergaria,
interpeetando
a
linha
em
grande
extensão,
tendo
por
isso
que
fazer-se
transbordo
dos
passageiros
e
ba
gagens
dos
comboios
correios
do
norte
resultando
que
o
que
devia
chegar
a
Lis
boa
hontem
ás
5
e
meia
só
entrou na
estação
á
1
h. e
45
m.
havendo
também
grande
atrazo
no
ascendente
que
havia
sa
indo
de
Lisboa
no
dia
13
ás 8
da
noi
te.
A
linha foi
reparada
promptamente.
iVSj0ss«saai-?.os
jíotr-títgtaezeH
para
o
laStramar.—
No
dia
9
do
corrente
mez
seguiram
viagem
sete
missionários
alumnos
do
Real
collegio
das
missões
ul
tramarinas portuguezas,
sendo
seis
sacer
dotes,
e
um
minorista,
os
quaes
com
de
signação
ás
missões
de
Macau,
Hainan,
e
Timor
acompanham o
Ex.
mo
e
Bevd.
1
"
0
snr.
Bispo
de
Macau,
Dr.
D.
Manuel
En-
nes:
sua
viagem vai
seguida por
terra
até
Marselha,
e
d’
ahi
embarcados
seguirão
por
Suéz
para
o
seu
destino.
Os nomes
e
naturalidades
d
’
esles
mis
sionários
são;—
Francisco Pedro
Gonçalves,
e
Manuel
José
Branco,
de
Lisboa;
foram
ambas
orfãos
pela
febre
amarelía, e
as
sim
haviam
sido recolhidos e
educados
durante
sua
infancia
no
Asylo
d
’Ajuda,
d
’
onde
passaram
a
ser
alumnos
do
colle
gio
das
missões;
e
receberam
agora
por
occasião
de sua
viagem
um
subsidio da
commissão
administradora
do
mesmo
Asy
lo;—
Francisco
Xavier
de
Mello,
da
paro-
chia
do
Nesperal,
e
José
Anlonio
Pires
da
do
Castelio
(concelho
da
Sertãa);
—
Jo
sé
Maria
da
Cruz
Simeào,
de
Tinallas,
concelho
de
S.
Vicente
da
Beira;
—Carlos
Ferreira
Baptista, de
Penafiel,
que
por
motivo
de doença
foi
transferido
da
mis
são
de
Loanda.
que no passado
anno
ser
vira;
—
Manuel Maria
dos
Santos
Feijó,
de
Freixo
de
Espada-á-Cinta,
minorisla.
As
condicções
de
pouca
saude,
em
que
este
alumno
se
achou
ao concluir
n’
esle
ulti
mo anno
lectivo o
curso
theologico
o
ha
viam
resolvido
a
renunciar
á
vida de
mis
sionário,
e
por
isso viera
para
Lisboa,
onde
se
achava
empregado
n’
um
collegio
com
os
cargos
de
professor e
prefeito;
mas
vendo que
os condiscípulos se
pre
paravam para seguir sua
missão,
conce
beu
decidido
e
ellicaz
desejo
de
lambem
os
acompanhar,
e
a
isso
se
rezolveu
a
despeito
de
seu
estado
valetudinário:
não
houve
tempo
já
para
correrem
as
deli-
gencias
de
sua
ordenação,
e
por
isso irá
realisal-a
em
Macáu.
Os
outros
alumnos,
excepto
o
que
vae
transferido
de
Loan
da,
que
já
ora
sacerdote, foram,
medean-
te
as
devidas
dispensas
apostólicas
orde
nados
de
ordens
sacras
nos
trez
últimos
domingos
consecutivos
por o
Superior
do
Collegio,
Bispo
de Bragança
e
Miranda,
na
capelia
particular
de
sua
residência
ifesta
cidade,
onde se
acha
ainda
detido
por
longa
enfermidade: um
dos
novos
sa
cerdotes
desejou
por
especial
affeclo ao
seu Superior celebrar sua
primeira
missa
na
mesma
capelia,
e
assim
o
conseguiu
espectaculo
os
cáes
cheios
dos
miseros
destroços
causados
pelo
furacão.
Barcos
escavados,
fragmentos de
madeira
sem
fôrma,
estavam
espalhados
na
rua,
cerca
dos de
curiosos.
No
rio
viam-se
ainda
pròas
de
barcos
aSundados,
que
emergiam
da
agua
Em
todos
os
grupos
se
conversava
a
respeito
da falta de
dukas
de
abrigo,
lamentando-se
e
censuran
lo-se
o
descuido
do
governo.
Hontem
ás
íi
horas
da manhã
fo
ram
para Cacilhas n’
uma
falua
as
malas
do
coreio
de Almada,
que
ha
tres
dias
se
não
expediam
por
causa do
temporal.
A
falua
eteve
em
perigo
no
meio do
è
foi
preciso
cortar-lhe
uma
das
escolas
para que
se
não
voltasse.
—
As
ultimas cheias
obstruíram
de no
vo
a
estrada
de
Oeiras
nos
sítios
do Da-
fundo
e
Cruz
Quebrada.
Foram grandes
os
prejuisos.
—
A
ponte
dos
vapores do
snr.
B
*
ir-
nay ainda
hontem
se
conservou
fechada.
—O
vapor
«Maria
Pia»
foi hontem le
vado
pelo
«Caçador»,
da
praia junto
do
Arsenal,
para
a Cova
da
Pieda
ie.
—
-Airi<a
hontem
não chegou
o
vapor
francez
«Constanlin»
procedente
do
Havre
e
que
por
causa
do
mau
tempo
havia
arribado.
—
Em
consequência
do mau
tempo,
o
vapor
«GomeS»
2.",
dos portos do
Algar
ve,
transfeuo
a
saida
para
o
dia
19.
O
vapor
dos
Açores
alcançou
permis
são
para
transferir
a
saida
para
ámanhã.
—
A
fragaia
que
fora ao
fundo,
junto
da
ponte
dos
vapores
do
snr. Burnay,
e
que
empedia
os vapores de
alli
atracarem,
foi hontem
rebocada
pelo
«Caçador»
mais
para
o
largo,
afim
de
poderem
fazer-se
as
atracações.
—O
contra-mestre
d
’um
hiale perten
cente ao
sm
.
Bentos
dos
Santos,
que
es
lava
fundea
io
em
Metella,
proximo
da
do-
ka
do
snr.
Sampaio,
e
que
havia
desap-
parecido no
domingo, foi'hontem
encon
trado
na
praia, morto
e
com
uma
grande
ferida na
cabeça.
Foi
enterrado
no cemiterio
de
Alma
da.
—
Por
occasião
do
vendaval
ficaram
destruídos
os
seguintes
jazigos
no
cemite
rio
oriental:
Jazigos
—1
328
de
.lacques
Cezario
Pes
soa
Júnior
e Irmãos;
1:154 D.
Joanna
Maria Lisboa;
1:175
de
Domingos
Pedro
de
Alcantara
de
Oliveira
Barbosa;
517
do
visconde de
Paiva Manço;
970
de
José
Joaquim
Monteiro;
986
de
Manuel
Antonio
de
Fontes; 1:048 de
Augusto
Victor
de
Andrade;
847
de
D.
Emilia
Sophia;
1.-189
de
Manuel
Caetano Marques;
1:251 de
Joaquim
da
Silva Freire;
1:315
de
D.
Ca-
miila
Amélia
Simões da
Silva;
1:422
de
Francisco
José
Alves
de
Souto;
1:458
de
José
Felix
d
Carvalho.
—
Soube-se
hontem
que
haváam
sido
desembarcados
em Braço
de
Prata
os
tri
pulantes
da fragaia,
salvos peia lancha
do
patacho
«Arabie»;
d’
esta
porém
e
dos
tres
francezes que
a
tripulavam
não
havia
no
ticias.
—
Visitou
hontem
de
tarde
a
alfande
ga
el-rei
o
snr.
D.
Luiz.
Foram
alli
igual
mente,
logo
que
lhes
constou da
chegada
de sua magestade,
o
snr.
Ministro
da
fa
no
proprio
dia
de sua
partida,
achando-
se
presentes
a
esse
piedoso
acto
seu
pae,
e
um
irmão.
Estes
novos missionários
receberam
to
das as
attenções
da
Secretaria
da
Marinha
e
Ultramar, da
qual
o
collegio
das
mis
sões
tem
a
dependencia
immediata;
e
as
sim
por
ella foram
esmeradamente
cura
dos
e
expedidos
todos
os negocios
rela
tivos
á
sua ordenação
e viagem.
Bem
as
sim
o Ex.
‘
n
°
e
Bevd.1110
Snr.
Núncio
con
cedeu
especial
Bênção
apostólica
a
todos
aquelles
missionários,
e
os muniu
de
mui
tas
faculdades,
tendentes
a
vantagens
de
piedoso
fruclo
para
as
missões.
Assim, abençoados
e
queridos
de
to
dos, partiram
para
longuiquas
terras
es
tes
jovens
sacerdotes
portuguezes,
dedica
dos
a
trabalhoso
e
arriscado
ministério
no
mais
util
e
decoroso
serviço
da
Reli
gião
e
da
Patria:
vae sendo abraçado es
te
louvável
exemplo
por
outros
muitos,
que se
propõem
seguii-o,
pois
que
para
os
logares,
que
se
acham
vagos
no
Colle
gio
das
missões,
já
tem
sido
recebido
que
duplicado
numero
de
requerimentos.
Communicando-se
ao
publico
estas uteis
noticias,
tem
cabimento
communicar
egual-
mente
aquellas,
que
tem
sido
havidas
dos
missionários
alumnos
do
Real
Collegio,
qne no
anno
proximo
passado
foram
en
viados
ás
missões.—
Cabo-Verde,
Angola.
Moçambique,
e
Macau
são
as
terras,
que
lhes
couberam.
De
Cabo-Verde
veio
já
remeltido
um
relatório
muito
circumstanciado:
o
missio
nário qne alli fui
enviado
acha-se
servindo
como
parocho
e
vigário
da
vara a
Egreja
matriz
da
Ilha-brava.
Um
outro
deverá
n
’
este
anno
regressar
a
esta
mfsma
Dio
cese,
de
que
é
súbdito,
posto
que
natu
ral
de
Freixo
de
Espada-á-Cinta,
o
qual
veio
fazer os
estudos
teologicos
no
Colle
gio
das
missões,
que
concluiu
n’
este
an
no;
seu
nome
é
Abilio
Manuel
d
’
Araujo
Pontes:
tem
ordens
de Diácono.
Dos
quatro,
que
foram
para
Angola,
um
acha-se
parochiando
a
parochia
do
Ambriz,
depois
de
haver
parochiado
em
Icóle
e Bengo.
Abriu
a
eschola,
que
des
te
tempo não funccionava;
e
tendo
come
çado
o
ensino
em
junho,
poude
enviar
já
ao
Superior
do
Collegio
escriplas
de
al
guns
dos
pequenos
alumnos,
feitas
em
se
tembro, e
com acceitavei
caligrafia:
os
conceitos
escriptos
n
’
estas
próvas
são
os
seguintes—
Honrai
a
todos:
amai
a
fra
ternidade:
temei
e amai
a
Deus: honrai
o
Rei.
Vós
outros,
filhos,
sujeitai-vos com
todo
o
respeito
a
vossos
pais,
não
só aos
bons
e humanos,
mas
lambem
aos
rigo
rosos.
Estas
maximas
são
fundamentaes,
e
as
mais
profícuas
á
sociedade.
A
eschola
é
muito frequentada,
e
com muito
gosto
e
boa
vontade
dos
alumnos, de
sorte
que,
sendo-lhes
anntinciado
o
mez
de
férias,
ficaram
elles
tristes,
e
pediram
as
não
hou
vesse.
O
bom
missionário
professor
obser
vou
a
lei
mantendo
as férias;
mas
con
tentou
os
almnos,
promplificando-se
a
dar-
lhes
em
sua
residência
parochial duraute
as férias
aula
de
douctrina
e
de
canto
e
praticas
religiosas;
todos
haviam
affluido
conleutes.
E
’ sem
duvida
que
a
instruc-
om>B5mMn.-4nrsvr:nxxr.'
tipalhia inexplicável
tinha
entre elles
dois
levantado
uma
barreira,
ou
cavado
um
abysmo.
Por
consequência
devemos
concluir,
que
apezar
da
presença
de
Salustiano,
o
co
ração
de
Cândido
agradavelmente
se
d
da
tava
n
’
aquelles serões?...
Antes
de
assim
concluirmos,
cumpre primeiro
lembrar-nos
de
que Can
lido
era
um
moço
pobre
e
sem
nome,
e
em seguida
estudarmos
a
fisiolo
gia
do
coração
do
pobre,
e
a
fisionomia
da sociedade
em
que
elle.
vive
;
socieda
de geialmente
pervertida,
que
repelle
sem
discutir
a
pobreza
e
o
desvalimento.
Estudemos
pois,
e
comecemos
pela
so
ciedade.
Pois
que
na
vida
moral
e
física
do
universo
é tudo
mais ou
menos compen
sado, cumpria
que
em
paga
de
seus
mil
dissabores,
provasse
o
homem
pobre
uma
feliz
compensação.
Elle,
que
de
tantas
coisas
carece
na
triste
vida
que
vive;
el
le,
verdadeiro
Tantalo,
que vê no mun
do
um
mar
de
gosos,
e
a
nenhum
d
’
es-
ses
gosos
póde
tocar
com
os
lábios,
elle
devia
achar
na
sociedade
d
’
aqnelles que
mais
tem,
uma
hora
de esquecimento
d
’
a-
quillo
que
em
vão
deseja.
Mas
o
que
é
que todos os
dias
estamos
vendo?...
Nós
não
queremos
fallar do
homem
in
tiomettido,
que
pobre
ou
não,
em
toda
parte
apparece,
arranca
á
força
o
seu
qui
nhão
em
tudo, não
querendo vêr
a
cara
má
que
lhe
fazem,
nem
querendo ouvir
a in-
direcia
insultante
que
se
lhe
atira
ao
ros
to:
Miamos,
creamos
para d’
el!e
fallar,
o
pobre
cheio
de
mérito
e
de
pudor,
que
vê,
que
ouve,
que
observa,
e
que sente.
O
que
é
que
lhe
dá
a
sociedade?...
o
que
é
que
dá
a
elle
tão
escondido
por
sua
modéstia,
que
precisa
de
uma
mão
que
o levante
para
apparecer
e
ser
visto?...
o
que
é
que
lhe
dá
?...
Quereis
vêr
como
a
similhante
respeito
se
caracterisa
a
sociedade?...
pois
bem.
O
pae
de
familia segue
esse
homem
com «solhos,
e
quasi
que
se incommoda,
se
elle
olha
para
uma
de suas
(ilhas, por
que
o
pae
de
família
lem
medo
d
’
esse
olhar
do
pobre
;
do
pobre
que
não
póde
sustentar
o
pezo
de
uma
carteira,
onde
se
julgue
seguro
o porvir
de
uma
mulher.
O
mancebo
não
procura,
foge antes
do
joven
pobre,
porque
receia
que
sua
ami-
sade
pesada
lhe
seja
;
que
elle
o
occupe
alguma
vez...
elle,
que nada
tem
para
poder
servil-o
um
dia.
E
aquelles
que
não
são
paes
de
fami
lia
nem
mancebos, e que
comtudo
são
ri
cos,
olham para o
homem pobre
por
so
bre
o
hombro,
envergonhar-se-iam
de
lhe
dar
o bxaço
n
’
um
passeio,
e
quasi
que
lem
pejo
de
o
considerar
de sua
mesma
espe-
cie.
A mulher...
oh!
mas
em honra
da
ver
dade
digamos
aqui;
a
mulher
é
só
quem
ainda
retem
alguma
generosidade e
no
breza
no
meio
d
’
esta
nossa perversão
tão
grande:
a
mulher
está
ahi
no
jogo de
altas
inspirações
e
sentimentos elevados,
envergonhando
o
homem
lodos
os
dias
;
mas póde
ir
o
pobre
até
á
mulher
?...
co
mo?
se
para
chegar
até
ella
é
preciso
ven
cer
essa
barreira
de
gelo,
essa
massa
im-
munda
que
a
prende?...
como,
se
adian
te
da
mulher
está
o
homem?..,
E
quereis saber
o
que
se
pretende
e
se
consegue
com
isto?...
que
uma
linha
divisória
separe
os
filhos de
Deus;
que
o
mundo
pobre
faça
seu
ninho
muito
á
par
te, e
não
vá conspurcar
o
ceo
da
riqueza,
que
a
casa
do
rico nào seja
empestada
pe
lo hálito do
pobre!...
Erga-se
embora
o
pae
de
familia,
e
diga
que nós mentimos;
brade
o
mance
bo,
e jure que
insolente
aleivosia lhe
le
vantamos
:
realmente
um
ou outro
pae
de
familia,
um
ou
outro mancebo
desmente
es
a
regra ;
mas
o
genero
humano
ahi
es
tá
em totalidade
demonstrando-a,
na
pra
tica
de
um
modo
abominável.
Será
que
o genero
humano
esteja as
sim
todo,
todo
pervertido?...
nào:
em
regra
geral, cada
homem
individualmente
tomado,
cada
um
de
per
si
repelle
a
theo-
ria
infernal,
mas vae
realisal-a na
prati
ca;
porque
cada
um
de
per
si diz,
que
não
é
elle
qne ha
de
emendar o
mundo;
e,
em
uma
palavra,
porque
esse
ente
ab-
slracto,
pervertido,
degenerado,
immundo,
a
nossa
sociedade
emfim,
acceiia,
abra
ça
a
lheoria,
e, como
já
dissemos,
hor
rivelmente
a
pratica.
E’
por
isso
que
a
sociedade
não
dis
cute
entre
o
rico estúpido
e
o pob
e
in
struído
:
a
vicloria
cabe
sempre
ao
pri
meiro.
E
’
por
isso
que
ella,
sem
pudor,
dei
xa
a
um
canto a
pobreza
honrada,
e
fes
teja,
lambe
os
pés
da riqueza mesmo
in
dignamente
adquirida.
E
’
por
isso
que
a
porta
que
se
não
abre
ao pobre
modesto
e
nobre,
se
es
cancara
ante
o
millionario
immoral cuja
presença
em
uma
casa
é
ás
vezes
o
an
nuncio
da deshonra.
E’
por
isso...
mas
basta.
E
se
a so
ciedade disser
que
mentimos,
nós
a
man
daremos
olhar
para
si
mesma
;
e
ella
ha
de
por
força
córar
de
vergonha,
observan
do-se.
(Continua)
ção
e
moral
accede
a
todas
as
castas
das
gentes!
Um
outro
missionário
é
parocho
em
Massangano;
e
este
escreve
aos
seus
col-
legas,
dizendo-lhes,
que
não
temam
os
tra
balhos
das
missões:
aqui estou
eu,
diz
el
le,
n
’
uma
terra
alagadiça
e
doentia,
e
nunca
me
/'aliou
nada;
e
de
saude não
te
nho
razão
de
queixa.
—Um
outro
anda
em
missão
vaga
no
Congo, depois
de
ter
pa-
rochiado
em
Loanrla.
Aquelle,
que
vai
transferido
para
Ma
cau
havia
parochiado
era
Loanda,
e
co-
meçára
um
trabalho
litterario
de
collee-
ção
dos lerraos
da
língua bunda
mais
ne
cessários
para
o
uso
das
catecheses.
Dos
tres,
que
foram
para
Moçambique,
um
é
parocho
em
Mossuril,
Muito
satis
fatória
e
edificante
he
a relação
por
elle
dada do
modo
solemne
e
pomposo
com
que
fez celebrar
a
festa
da
Conceição,
titulo
padroeiro
da
parochia:
alli
compa
receram
as
anctoridades,
houve
guarda
de
honra
com
musica marcial
da
guarnição
de
Moçambique;
foi
arvorada
no
tópe
do
frontespicio
a
bandeira
nacional
com
sal
vas
de
mosqueterià;
e
por
fim
succedeu
ser
coroada
a
festividade
com
a
adminis
tração
do
baptismo
a
bastantes
néolitos,
e
pela
conversão
d
’ura
mussulmano,
que
fôra
christão,
e
havia
renegado
a
fé:
este,
ao
sahir
da
Egreja
o
parocho
missioná
rio,
lançou
se
aos
seus
pés
pedindo
publi-
camente
a
reconcialiação
ao
christianismo.
Este
missionário
ficou
encarregado
do
go
verno
da
Prelazia
durante
a
visita
do
Prelado.
Outro,
deoois
de
haver
por
algum tem
po
servido o
logar de
capellão
do
hospi
tal,
e
de
ter feito
missão
aos
presos,
foi
enviado
á
parochiahdade
de
Chiloane
e
So-
fálla;
ahi
visitou a
parochia,
e
administrou
cerca
de
duzentos
baplismos;
e
promove
a fundação
d
’uma
nova
Egreja
-
para
ser
vir
de
parochia:
abriu
escola
mixta
em
Sofálla
para
crianças
de
cada
um
dos
dois
sexos,
na
qual
contava
já
quarenta
alum-
nos.
Assevéra
nutrir
muito
boas esperan
ças
n
’
esle
meio
para o
bem
espiritual,
inlelleclual
e
social
d
’
aquelle
povo;
e
clas
sifica
aquellas
crianças
de
intelligentes,
pouco
inquietas,
e
muito
respeitadoras.
—
Um outro missionário,
tendo
por
algum
tempo
estado
empregado
no
Seminário,
foi
enviado
parocho
ao
Sena; missão,
que
promptamente
acceiton.
não
obstante ser
11’
um
dos
logares
mais desprovidos e
doen
tios
Dos
cinco
que
foram no
anno
passa
do
enviados
a
Macau,
uns
acham-se
em
pregados
no
professorado
do
Sçminario,
e
catecheses
na
cidade;
um ja
partiu
para
Hai-nan
em
companhia
de sacerdotes
chi-
nezes, que
lambem
haviam
estado
aqui
por
algum
tempo
no
mesmo
collegio:
um
ou
tro,
que
se
preparava
para
a mesma
mis
são,
e
já
havia
deixado
crescer
a
barba
e
cabello
afim de
tomar
o
traje chinez,
foi
mandado
conservar-se
em
Macau:
outros
estão
designados
para
a
missão,
que vae
ser
fundada
em
Timor,
onde
ella
mui
ne
cessária
se
torna;
e
para
cujo
tim o
Ilei-
tor
do
Seminário
de
Macau
foi
alli
envia
do em
visita,
e elaborou
um
importante
e
mui
circumstanciado
relatorio:
este
digno
ecclesiastico também
foi
alumno
do
Real
Collegio
das
missões
ultramarinas.
Eis
aqui
uma
resumida
noticia
dos
car
gos,
e
começo
de
trabalhos
evangélicos,
dos
alumnos do
Real Collegio
das
missões
Ultramarinas
porluguezas,
silo
em
Serna-
che
do
Bom
Jardim,
que no
anno
provi-
mo
preterilo
foram
enviados
em
missão
ás
mencionadas lerras
do
Real
Padroa
do.
Todos
elles são
unanimes
a
testificar
o
bom
e
honorifico
acolhimento
encontra
do
nas
anctoridades
do
estado,
tanto
ci
vis
como
militares,
sendo
até
mesmo em
alguns
pontos
hospedados
em
suas
casas
por
espaço
de
tempo:
não
menos
succe
deu
coin
ãs
auctoridades
ecclesiasticas,
como
era
consequente
pelo
seu
especial
caracter.
Muitas
são,
porem
ainda
as
necessida
des
das
egrejas ultramarinas;
mas
com
o
tempo, e
continuado
reforço
de
bons
mis
sionários,
educados
com
os
conhecimen
tos
e
apreço
de
suas
elevadas
funcções,
será
bem possível remedeal-’
as
em
apro
veitamento,
tanto
o
espiritual
das
almas,
como
o
temporal d
’
aquelles
povos,
que
pe
la
falta
de cultura das
intelligencias-, e
indureciinento
e
rusticidade
dos
hábitos,
não têem
contribuído
para
os progressos
da
sociedade,
como
bem
poderão
contri
buir,
sendo
instruídos
e moralisados.
—
To
das
as
observações
antigas
e
modernas
dos
homens
despreoccupados,
e
conhecedores
dos
povos
das
coionias
africanas,
asialicas,
ou da
Oceania,
e
que
no
sentido
de
mo
ralidade
e
civilisação
teem
sobre
este
as
sumpto
escripto,
são
accordes
em
reco
nhecer,
que
da
acção
das
missões
pro
cedeu
a
iniciativa;
que
muito se
lhes
de
ve;
e
que
muito
ha a esperar
d'ellas,
como
meio o
mais
conducente
e
profí
cuo.
ULTCIOS
TELEGRAn.niS fiJ 1
A«E.HCIA
!HVA»
MADRID,
13.
—
Respondendo
no
sena
do
aos
ataques
do
ex-ministro
Ruiz
Go-
mez ácerca
da
interpretação
do
artigo
11
"
da
constituição,
o
ministro
dos
estran
geiros
declarou que
o
governo
interpre
tou-o
conforme
os
votos
dos
legisladores,
afíirmando
que
a
Hespanha
é muito
mais
tolerante que
as outras
nações
para
com os
cultos
dissidentes.
Acrescentou
que
o
governo
não
póde
desconhecer
que
a
questão
dos
protestantes
de
Mahon
impli
cava
uma
outra
mais
grave
para
a
ordem
publica.
MADRID,
13.
—
Havana
10—Os
insttr-
gentes
estão
desanimados.
O
seu
numero
diminne.
Abandonam
as
arm
<s,
e escon-
dem-se nas
florestas,
não
ousande
pedir
indulto.
ROMA,
12.
—
O
cardeal Simeoui, nún
cio
em
Madrid,
foi
nomeado secretario
de
estado
em
substituição de Anlonclli.
l
> A
N
CO
CO
.vi
.VIL
B
C
1
A
L
D
E
CO1MBBA.
Sociedade anonyma de
responsabilidade
limitada.
Resumo
si» aetivo e
passivo em
3
3.
da outubra de Í8
5®
Ae4i
vo
Acções
de
Bancos
e
Com-
pauhias.............................
16:661^000
Acções
para
emittir.
.
1.700:000$000
Agencias.............................
7:6675751
Caixa...................................
12:7355352
Despezas d
’
instai!ação.
.
1.6275569
Casa
forte........................
4955455
Empréstimos
a
Caraaras
Municipaes.......................
32:6105366
Empréstimos
hypothecarios
23:0875250
Empréstimos
s.
penhores. 10:5655506
Letras
em carteira
.
.
.
229:9405672
Moveis
e
utensílios.
. . .
1:8335675
Diversas
contas
devedoras
.
7:5675563
Valores
depositados. .
.
.
3:7825240
Créditos...................................
11:8505179
Contas
correntes
....
48:8315809
Accioni-tas
.....
10:1215000
2
119
3615355
Capital
...............................
2.000:0005000
Credores
de
valores
de
positados
.......................
3:7825240
Deposilos
a
praso.
.
.
62:5275388
Depositos
á
ordem.
.
.
28:5215250
Devedores
e
credores ge-
raes
...............
15:0405662
Fundo
de
reserva.
.
.
.
1:0005000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
7:3945095
Letras
a
pagar.
.
. .
1605820
Dividendos.......
9345900
2.119:3615355
s=
=s
=
=:=
=
==s
Banco
Coramercial
de
Coimbra,
10
de
novembro
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel
dos Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
(294)
J.
Melçhiades
Ferreira
Santos.
>43
Arrendamento
Por
não poder
realisar-se no
domingo
passado
o arrendamento
da
cerca
do
con
vento
da
Penha, se
faz
novamente
publi
co
aos
interessados,
que
deverá
ler logar
no
domingo, 19
do
corrente,
na
sala
de
sessões
do
Asylo de
D.
Pedro
V,
pelas
11
horas
da manhã.
Braga
e
secretaria
do
Asylo,
15
de
novembro
de
1876.
O
secretario,
(4423)
P.
e
Luiz
Gomes da
Solva.
Pela
recebedoria
da
comarca
de
Villa
Verde
se
faz
publico que, desde
o
dia
2
d
’
este
mez
até
o
l.° de
dezembro
se
acham
em
cobrança
todas
as
contribuições
do
corrente.
(4431)
ÁTTEBÇÁO
Na
roa
dos
Chãos, n.” 50
(casa
ama-
rella)
vende-se,
ou por
junto,
ou a
reta
lho,
exceliente
carne
de
porco.
(4430)
CO.VIDASSII
A CARRIS
BE FERRO
B>3E
DKAGA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas,
a
entrarem
com a
3.a
prestação
de
20
0(0
ou
10-5<)0D
rs.
por
acção,
nos
dias
5
e
9
do
proximo
mez
de dezembro
em
casa
do
snr.
Manuel
Joaquim
Gomes,
no
cam
po
de Sanl’
Anna,
e
no
Porto,
os
snrs.
Marques
Guimarães
&
Monteiro,
rua
Nova
de
S.
João.
No
acto
do
pagamento
é
indis
pensável
a
apresentação
dos
tilulos
provi-
sorios.
Braga
9
de
dezembro
de 1876.
O
gerente,
(293)
(4424)
A
who
José
Villaça.
Companhia
Edificadora
e Indus
trial
Bracarense
Seciedade
anonyata de rrspeasa-
SjúSiíSssde
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Companhia,
a
realisarem,
do
dia
6
a
18
do proximo
mez
de novembro,
no
escriptorio
da
Companh
a
na
rua
da
Cruz
de Pedra n.°
6
a
12,
desde
as
10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
a
sua
entrada
de
10
por
c.
ou
25500
rs.
por
acção,
con
forme a deliberação
da
assembleia
geral
ordinaria
de
17
de
julho,
e
extraordinária
de
26 do
corrente,
na
qual
foi
igualmen
te
resolvido,
que
pela
ultima
vez
fossem
prevenidos
os
poucos
snrs.
accionistas
era
atraso,
para
dentro
dos
mesmos
dias mar
cados
no
presente
annuncio
satisfazerem
as
suas
prestações
em
debito.
Braga
e Escriptorio
da
Companhia
em
26
de
outubro
de
1876.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura
(4388)
João
Carlos
Pereira
Lobato.
(280)
BAXCO ME5XCA5TTIE
DE BRAGA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Os
poucos
snrs.
accionistas
d
’
este
Ban
co
que
não
tenham
effectuado
arada
a
4.
a
e
5.
a
entradas
de
suas
acções são
prevenidos
de
que
as
devem
realisar
até
ao
dia
15
de
dezembro
proximo,
ficando
em
caso
contrario sujeitos
ao
commisso
estabelecido
no
art.
17.° dos
•
Estatutos.
Braga
14
de
novembro
de
1876.
Pelo
Banco Mercantil
de
Braga,
os
directores,
J.ão
da
Costa
Palmeira
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
ARREMATAÇÃO
No
dia
26
do
corrente,
pelas
1
f
horas
da
manhã,
se
tem
de
arrematar uma mora
da
de
casas,
situada
na
rua
da
Ponte,
com
o n.°
91.
Quem
a
pertender
deve
comparecer
no
local
da
mesma.
(4426)
Vende-se
um
foro
de
vinte
e
cinco
mil
reis
annuaes, imposto
em
tres
moradas
de
casas
n
’esla
cidade,
livres
de
decima
e
to
da a
contribuição.
Vende-se
mais
outro
foro
de
uma
pipa
de
vinho,
vinte
e
seis
alqueires
de
milho
alvo,
seis
litros
de centeio,
quarenta
di
tos
de
pão
meado,
cujo foro
imposto
em
propriedades
na Ribeira de
Valdeste,
n
’
utn
só
caseiro,
é
pago
n
’
e.sta
cidade.
Quem
os
pretender
dirija-se
a
José
Maria
lorres
Machado,
morador
nas
Travessas, em
casa
do
fallecido
José
da Cunha.
(4420)
Aluga-se
a
casa
n.°
48
da
rua
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hispanhola.
Tem
dois andares ele
gantes
de
rica
esquadria,
boa
loja
e gran
de
armazém.
Para
tratar
na
mesma.
(4378)
ÉDITOS
BE
30
DIAS
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
e
carlorio
de
Pessa,
e
a
requerimento
de
José
Bernardo
Eernandes,
e
mulher,
An
gelina
Carneiro,
e
suas
irmãs
Maria
Joan-
na
Fernandes.
Joaquina
de
Jesus
Fernan-
des,
Emilia
Fernandes,
Petronilia Fernan
des,
e
Gracinda
Fernandes,
todas
soltei
ras
de maior
edade,
da freguezia
de
Bru-
nhaes,
da
comarca
da
Povoa de
Lanho
so,
e suas
primas
Maria
Custodia
da
Cruz,
solteira,
de maior edade,
da
mesma
fre
guezia,
estia
irmã
Ignacia
Theresa
da Cruz,
e
marido
José Fernandes,
da
freguezia
de
Rossas,
da
comarca
de
Vieira,
correm
édi
tos
de
30
dias
a contar
do
dia
4
do
cor
rente
mez,
pelos quaes chama
e
cita
to
das
as
pessoas incertas que
se
julgarem
com
direito jus
e
acção
ao expolio
qtie
ficrai
de
José
Joaquim
Fernandes,
falle
cido, e
morador
que
foi
no
campo
de
SanfAnna,
da
freguezia
de
S.
Viclor,
des
ta cidade,
na
qual
herança
se querem
ha
bilitar
os
requerentes,
cuja
citação
edital
se
tem
de
accosar na
audiência
do dia
7
do
futuro
mez
de
desembro
pelas 10
ho
ras
da manhã, no
tribunal
d
’
ellas,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’
esta
mesma,
que
se
costuma
fazer
todas
as
segundas
e
quintas
feiras
de
cada
semana,
não sen
do
dia
santo
ou
feriado,
porque
o
sendo-
se
fazem
nos
immedialos,
na
qual
se
tem
de
oflerecer
os
competentes artigos
de
habilitação
e se lhe
tem
de
assignar o
termo
de
2
audiências
para
coritiariarem
debaixo
da
pena
de
revelia e
de
lançamen
to,
e
assim
seguir
os
mais termos.
(4414)
Por
ordem
da
mesa
administradora,
da
irmandade
de
N.
Senhora
da
Ajuda
e
S.
Sebastião
das
Carvalheiras,
terá
logar
no^
dia
19
do
corrente,
ás
10
horas
da
ma
nhã,
á
porta da
mesma
capella,
a
ar-
remação
da
cobrança
das
medidas
e
foros
vencidos
no
S.
Miguel
do
corrente
anno.
O
secretario
—
A.
Dvmingues
Alvim.
(4419)
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que desejarem obter
o diploma
de
doutor
ou de
bacharel
de
uma
universida
de estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus, 13, praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
FILIAL
DA
CAIXA
EC®ATÓMICA PEBÍMORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada li
mitada
Capita!
................
S®Ot®O®5»®®
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas, e sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposita
a
praso
ou
á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hera
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
—
A. G.
Ferreirinha.
Retratos baratos
— A
l$0l)0
rs.
a
duzia.
<4— RITA
DOS CADEM.ISTAS—<
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo
Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
da
trabalho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da tarde, mesmo
com
os
dias
innevoados.
(4343)
Vende-se
duas
casas
:
uma
no
largo
da
Porta
Nova
n.®
15,
outra
na
praça
d
’
Alegria
n.°
20.
Trata
se
na
rua da
Ponte n.°
24.
(4398)
r
HKO
iKgn
m
u
w
«w^wsKgasgsay
jtwt^wwwaav^^
Z.~
í
^mf>
?9'vr^.row^^/xKK<<m
\'yúy
x/iw,*
(INCORPORADA
POR CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e Euenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
<3.a
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
a
SAiR
liE
LISBOA
MINHO.
.
.
.
28
de
Novembro
NEVA.
. . .
13
de
Dezembro
GUADIANA
.
.
29
de
Dezembro
PREÇOS
DOURO.
.
ELBE
.
.
COMMODOS
13
de
Janeiro
29
de
Janeiro
AfclJAS
A^CAJiBXW-CiAZOZ
<8
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas na
Exposição
de
Vienna
em
dS73.
Estas
aguas
que
a
analyse
e
experien-
cia
tem
mostrado
serem
das primeiras da
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
cfleitos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
peile.
A
Companhia
só
garante
a pureza
das
aguas
vendidas
nos
seus
deposilos,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Montenegro.
R.
de
D.
Maria
2.
a
n.°
30.
Braga—Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.
(4105)
ÂHU
ÍHi
miíM
DO
ALTO D0U20
BA CASA
UB VIBBA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
Lecciona-se
o
curso
da
lingm
france
za
na
rua
do
Anjo n.°
11,
desde
as
G
ho
ras
da
tarde
até
ás
7,
pela
quantia de
809
reis
mensaes,
pagos
adiantados.
(4412)
83
EP® SITO SíE CA.3U3BEÍIKWS K
PEVBSOI.K®
Rua
das
Aguas
n.°
93.
Acabam
por
chegar
a
este
estabeleci
mento
candieiros
modernos,
de
todos
os
gostos
e
tamanhos,
e
de
differentes
mo
delos, proprios
para
meza,
parede,
teclo
e com
aza
para
mão.
Preços
muito
cotn-
tnodos.
(4413)
<?K<9a
paquete «S’es>Sss eompnnhi»
leva
a
bordo
criucSoM
e
enuinheiroH
píii-t«íSjjsaeseH
pui-u
commodidade
dos
passageiros
de
todas as
etu.s«e«.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
nu
Porlo
ou
em
qualquer
Agencia
prouncúd.
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da C mpanhia.
A
bordo «98 j»í»B«s»«jeêr»s teessa gs-aêís emn», roisjst» de
císbssí
»,
eo-
feiSso
jtor rosinhrirOH j’.»rlii;;wezs‘e,
vinJio
«I
hiih
vezes
por <Sia,
É
assáistêessein
iisediea,
ses-wiço «3e criacBos e outras
«ieHj»ey.»8.
Í
A
EXPER1ENCIA
de
mais que
um
quarto
de século
lem
feilo
com
que
os
pa-
s
quetes
d
’
esta companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
s
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
; ahni
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e accommodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto para
a hygiene como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É COMPROVADO
peia
grande
concorrência
que
leem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d
’
enlre
elles
leitos
por
es-
eripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio.e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil.
como também
S.
A.
o
infante
D.
Augm-lo.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
doslnglezes.
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
vi
lias.
Agente
em
Braga
o
snr
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
INJECTION BROU
Hygieniea
infallivel y
preservativa; absolutamente
a
unicaque cura
sem lhe
juntar mais nada.Vende- ;i
se nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a
|
instrucçâo do uso. (50
anos
de
exito.)
Paris, casa do ,,,
inv»'
B^Magenta,
158.
Liaboa, S'Barreto Loreto 28 e
30.■I
•
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados :
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
3
»
»
.
19o
»
Lagrima
....................................
200
»
Branco
de
meza.
....
210
»
tinto de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
■>
Malvasia
de
2/
.........................
360
»
»
velho...............................
400
n
Malvasia,
Bastardo
e Moscatel a
500
»
Boncão
....................................
700
»
Alvaralhão.
......
560
»
Velho
de 1854
....
600
»
a
retalho
psr&
meza 50
e 80,
o
quartilho
unto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a pureza
e
qoa
qualidade
de todos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém todos os principios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. Noi
fortes
calores e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa: é uma bebida hygie-
nica
e preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo dugua
accrescentada
a bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato de cal.
Gonsumpção,
moléstias
õo peito,
tisica, anemia,
dyspepsia, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das
mulheres e das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
Com
chlorhvdrophosphato de
ferro. — Recon
stituo
o
sangue sem causar o
estomago. Muito
agradavel,
digestivo e tonico.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
CAVALLOS.
Substitue
o
ferro candente
asa
destruir
o
pello.
Exito infallivel e facil applicaçâo. — Preço : 950 reis.
Depositas : BARBERON &
G«, en Châtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em Lisboa, o snr.
Barreio,
r.
do
Lorèlo.
n.°
28
—
30
(23
-H-i
.<awatia
«ginwwt—i
iwi
i
■
■■nu
ESCOLA
ÍMEB1CAKA
Consultorio
a
toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de
noite
Bua
do
Campo
(antiga
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
(4332
'■'rp. . - -
t,
Farmaoia
de HOGrG,
2,
rue de Gastiglione,
Paris Unico proprietário).
DE
HIGADOS FRESCOS^
Dl
BAGALAO
de
Prescripto por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enferoísidadcs do
peito, aíSeiçâes eserofa-
losas, tosses elaronicas. riieumatismos,
magreza crianças, das impijcenies,
fluxos
brancos,
debilidade
geral,
etc.,etc.
Agradavel e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
a
capsulo de cada frasco de feitio triangular, e
a firma
HOGG
e Cia, que devera
achar-se sobre o rotulo.
de
B
arreto
,
Deposilos
nas
principaes
Pharmacias e em
Lisboa, nas casas
rua «Io
Loreto, 28
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em
Porto,
nas
acasas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra.
Salvador F
erraz
.
___
zi
Agencia
d’Annuncios
Portuense
Rua
de £3. Pedro,
n.° 3®, S.°
andar
0
annuncio,
cuja
utilidade
é geralmen
te
reconhecida
em
Portugal,
mas
não tan
to
ainda
cotrto
nos paizes estrangeiros,
adquire
dia
a
dia
maior
importância
e
tenta
emancipar-se
da rotina
das
coiumnas
do
jornal,
do
aviso
da
esquina
cu
da
carta
de
recommendação.
Effectivamente
que
decessila
o
hospe
deiro,
o
commercianle,
o
artífice,
o
pro-
duclor
em
timfim?
Ser
conhecido
do
pu
blico,
cuja
freguezia
ha
de disputar
pela
melhoria,
depois
de
conhecidos
os
seus
productos.
Conseguintemente,
torna-se
necessário
fazer
bem
publico,
o
mais
publico
possí
vel,
a existência
do
hotel,
da
casa
de
modas,
do estabelecimento
fabril,
d.»
espe
cialidade
em qualquer ramo.
N
’esta
época
de
movimento
nenhum
meio
se
presta
mais
a
este
fim
do
que
o
caminho
de
ferro.
Nas
estações
acotove-
lam-se
os
viajantes
e
os
wagons
enchem-
se
de
pessoas
de
todas
as
classes,
com
especialidade
nos
caminhos
de ferro do
Douro,
Minho
e
Povoa,
os
primeiros
por
ligarem
povoações
importantes,
em
me
nos contado ainda
com
o
Porlo, o
se
gundo
pela
muita
gente
que
alílue
áquel-
la
praia
na
estação
de
banhos.
Levada
d
’
esta
ideia, a
vgencia
de
An
nuncios
Portuense, que tem concessão
ex
clusiva
de collocar
annuncios
nos
wagons
d’
estas
tres
vias,
apresenta
ao
publico
um
meio d
’
annunciar
os seus
estabelecimentos
e
os
seus
productos,
por
modicos
preços,
abrindo
uma
assignalura
por tempo
deter
minado
com
as
condições
abaixo
declara
das.
£iiH>siteãos
em 3 eiircuaijct:» «Se
ca
da
«ima
das
SânSias
ferreaa
sti-
dicadas.
Por
mez......................
600
reis.
0
annuncio
occupa
o
espaço
d
’
este
pros-
pecto.
A
impressão
do
annuncio
(500
reis
em preto
e
1$0()0
rs.
em côres)
é
paga
separadamente,
quando
o
snr.
Assignante
não
queira
mand
<r
fazer
a
impressão
por
sua
conta,
ou
não
prefira que
o
annuncio
seja
manuscripto.
Os
snrs.
assignantes que
queiram
o
annuncio
em
mais
carruagens
pagarão,
por
cada
um a maior,
50
reis
por
mez.
0
pagamento
da mensalidade
é
adian
tado.
Kíegcosota
Aos
senhores
que
publicarem annuncios
ou
communicados
por
intervenção
da
mes
ma Agencia, em
um
jornal,
sendo
d
’
elle
assignante
o
que
annuncia
23
por
cento.
Não
sendo
assignante
10
p.
c.
Ao
que
fizer
a
publicação
em
quatro
jornaes,
seja
ou
não
assignante 25
p.
c.
Aos
que
annunciarem
ou
publicarem
communicados
em
seis
jornaes
do Porto,
Lisboa ou
províncias,
sejam
ou
não as-
signantes
30
p.
c.
O
desconto
é
sobre
a
importância
dos
recibos
dos
jornaes
que
serão
presentes
ao
annunciante.
0
preço
d
’
annnncios
por
6
rnez.es
ou
um
anno
tem
maior
abatimento
que
será
previamente justo
com
a
Agencia.
Ainda que
a
publicação
seja feita
em
mais do
que
um
jornal,
é
suíliciente
en
viar uma
só
copia,
mencionando
n
’
ella
o
numero
de vezes,
jornaes
em
que
deve
ser
publicada,
nome, morada
do
annunciante
e
declaração
dos
jornaes
de
que
é
assi
gnante.
N.
B.
Na administração
d
’
este
jornal
em
Braga, rua Nova
n.°
3,
d
’acordocom
a
gerencia
d'Annuncios
Portuense
e
sob
as
condições
da
mesma, se
recebem
igual
mente
annuncios
para
serem transmiliidos
logo
para
o
Porto,
ou
onde
convenha.
Parte de Comércio do Minho (O)
