comerciominho_18071876_518.xml
- conteúdo
-
i:
ANNO
1876
FOLHA COMMERC1AL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
518
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
•er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
■= As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
O
T
hesouro
do
S
acerdote
.
«A(tendendo
nós ás
mtii-
«tas
e
auctorisadas
recom-
*mendações
que
o
Thesouro
o
do
Sacerdote tem
merecido,
«já
pela
orthodoxia
de sua
«doutrina,
já
pela
variada
«instrucção
que dá
aos
pres-
«byleros
sobre
suas
obtiga-
«ções,
já pelos
conselhos
em
«que
abunda
para
lhes
in-
«cutir
em
todos
os
seus
«actos
o
espirito verdadei-
«ramente
evangélico:
consi-
«derando
que a estas qoa-
«I
idades próprias
da
obra
«original,
e
conservadas
na
«Iratlucção,
acresce
a
de
in-
«dicar
esta
o
que é
regula-
«do
assim
ecclesiaslica como
«civilmente
pela
legislação
«especial
do
reino:
Have-
«mos
p<>r
bem
dar
nossa
ap-
«provação
a
esta
obra, cen-
«
forme
a
mencionada
tra-
«ducção
e
muito recommen-
«damos
seu
estudo
e leitura
«assidua
a todo
o
nosso
ama
do
Clero
diocesano,
etc.»
(Prov.
do
exm.°
Bispo do
Porto.
31
de maio
de
1816
)
No
difíicil
desempenho
dos deveres
pa
ra
comsigo,
e
no
desempenho
mais
diíli-
cil
ainda
dos
deveres
para com os
ou
tros,
o
sacerdote
não
encontra
doutrina
tão
clara
que
lhe
desenlenebreça
a
intel-
hgencia,
exhorlaçÕes
tão
piedosas que
lhe
purifiquem
o
coração,
regras
tão
seguras
que
lhe
acertem a
vontade,
como
as
que
lhe depara
o «Thesouro
do
Sacerdote».
Em
nenhum
outro
livro
encontra
o
cle
ro
luz
tão
vivida
que
lhe
encaminhe
os
passos
incertos,
voz tão
caritativa
que
o
advirta
dos
perigos, escudo
tão
forte
qne
lhe
defenda
a
honra,
a
dignidade,
a
po
sição,
braço
tão
robusto
que
o salve
dos
precipícios,
balsamo tão salutar
que
lhe
cicatrize
as
feridas,
preces
tão
fervoro
sas
qne
lhe
alcancem
as misericórdias
do
Senhor.
No
primeiro
volume
d’
esta
importan
tíssima,
e
nunca
bastantemente
elogiada,
obra—
o
«Thesouro
do
Sacerdote»,
tradu
zida
em
linguagem
vernacula
e
ampliada
com a nossa
legislação
ecclesiastica
e
ci
vil
em
vigor,
onde
o
sabio
e
virtuoso
padre
Mach ensina
o
mo
lo
como
o
sa
cerdote se
deve
santificar
a
si,
tudo
está
escripto
com
clareza,
precisão e
unção
evangélica,
desde
o
tratado primeiro em
que
se
demonstra
a
santidadè
que
requer
o
estado
sacerdotal,
até
o
tratado
sétimo
em
que
se
ensinam
diversos
meios
para
progredi}
na
virtude.
Como é
persua*iva
a
explanação
da
doutrina
onde se
põe
em
relêvo, a
rápidos,
mas
tocantes, traços, a
excellencia
da
di
gnidade
sacerdotal
!
Como
é
insinuante
o
tratado
da
obri
gação
que
o
sacerdote
tem
de
se consagrar
ao
estudo,
principalmente
da
Escriplura
Sagrada
e
da
Theologia
Moral
de
Santo
Affonso,
para que seus
lábios
custodiem
a
sciencia
da
salvação,
e
não
seja
por
motivo
de
ignorância
causa
de
gravíssimos
damnos
á Egreja
e
a
si !
Como é
edificante
a
parte
onde
se
in
culca a
santificação
das obras
ordinárias,
pela
qual o
sacerdote
alcança infinitos
bens
ainda
com
a
prática
dos
mais
insigficanles
actos
da
vida
!
Como
são
piedosas
e
repletas
de
espi
rito
verdadeiramenle
evangélico
as
Medi
tações,
onde
o
sacerdote
é
docemente
obri-
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
: Draga,
anno
1^600
rs.«Semestre
850
rs.«=-Proo»n-
I
cias,
anno
2&0Ó0
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.—
Semestre 1&050
'
rs.=f?raz»/,
anno 3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte.
■
ou
8â000
reis
e
4&B00
reis
moeda fraca.
—Annuncios
por
linha
i
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
d
’
abatimento.
LIVROS
E IMPRESSOS
BKAG4-TEKÇA-FEÍKA
18 DE
JULHO
Romperam-se
finalmente
as
hostilidades
no
Orienie.
A
scentelha qne
todos receavam sal
tasse
ao meio
da
Europa,
appareceu final-
mente.
Verdade
é,
que
se
manifesta um
con
curso
unanime,
tendente
a
fazer
localisar
o
incêndio;
mas
quem
póde
garantir
os
efleitos
d'esia acção
commum,
se ninguém
se
atreve
a
allirmar
a
sinceridade
dos
que
n
’ella
tomam
parte?
As
ambições
são
grandes
e
elías
cho
cam-se.
E
como
o
egoismo,
mais
ou
menos
disfarçado,
preside
a
todas
essas
combina
ções
diplomáticas,
não
é
para admirar
que
a
Rússia,
a
Áustria
e
a Inglaterra,
ao
passo
que
dizem
interessar-se
por
que
as
boas
relações
entre
elias
não
soflram
que
bra,
multipliquem
suas forças,
mobilisem
seus
exercites
e
armem
em
guerra
suas
esquadras.
O
que
sairá porém
d
’
uma
conflagração
geral,
se a
lavareda,
por
enquanto
res-
tricta
ás
fronteiras
da
Turquia
e
da
Ser
via,
chega
a
dílalar-se
para o
meio
da
Europa
?
Deus
o
sabe.
Não
ha
duvida
que a Turquia
é
um
escandalo
á
face
da
civilisação.
A
Europa
christãj
oão
póde
ver
com
bons
olhos
o
islamismo postado a
uma
de
suas portas.
Mas
que
succederá,
se
o
crescente
vem
a
ser
arreado
nos
muros
de
Cons
tantinopla,
para
dar
logar
a
ser
substi
tuído
pela bandeira
do
scisma
e
da
he
resia,
desfraldada pela
Rússia
?
Proveitoso
ao
catholicismo por
certo
que
o
não
será mais
o
despotismo
de ferro
do
czar,
do
que
o
fanatismo
estúpido do
sultão.
Quem
se
atreve
porém
a entrar
nos
altos desígnios
de
Deus,
se
só
a elle
é
dado
escrever
direito
por
linhas
tortas?
Houve
quem
acieditasse, que
a salva
ção
da
Europa
estava
nas
raça
*
*
slavas.
Não
sabemos;
mas se assim
fòr,
quem
póde
prever,
se
a
presente
guerra
será
o
principio
do fim
de
muitas
coisas?
Deus,
que
tem
na
mão
a sorte
das
nações,
não
poderá
n
’
ma
momento
faze!-as
servir
á
sua
causa?
A
Europa
já
uma
vez
foi
regenerada
pelos
barbaros.
O
estado
de
decomposição
e
ruína
em
que
ella
se
encontrava
então,
pouco
ou
nada dilleria
d’aquelie
em
que
presente-
meute se
acba.
E
assim
quem poderá
dizer
com
cer
teza
qual
o
futuro
que
Deus
lhe
terá
des
tinado
e
calcular
com
procisão
os
tneios
de
que
a
Providencia
divina
se
servirá,
para
lhe
preparar
esse
futuro?
Em
lodo
o
caso
a
guerra
está
princi
piada,
e
a
nós,
como
verdadeiros
catho-
licos,
cutnpre-nos
redobrar
nossas
orações,
para
que
se
aproxime
o momento
de
triunfo
para
a Egreja
Catholica,
umca
fonte
de
toda a prosperidade social.
A
questão <le Kyzaneio.
II
[Continuação]
Napoleão,
infiel
e castigado,
dizia
ha
citicoeoia
annos:
«Em
cincoeuta
annos a
Europa
será
republicana,
ou
Cossaca.»
Sem
duvida Napoleão,
cheio
de
ignorân
cia
e
de absurdo
desdem
pela
fé
çatholi-
ca,
não
era
homem
para
vêr
tão
longe,
Comtudo,
se
elle tinha
dito
que
a
Euro
pa
seria
republicana
ou
Cassaca,
não
se
citará
nenhum
profeta
que
tenha
fallado
cot»
mais precisão.
Apeuas
passados
os
cincoenta annos,
a Europa
é
republicana
e
o
Cossaco
apparece.
A
historia
dirá
que
Napoleão,
o seu
povo
e
a
sua
raça,
não
a
prejudicaram.
E
’
n
’
este século
sobretudo,
e
sobre
tudo
nos
vinte
ou
trinta
annos
últimos,
que
a
RusUa,
por
um
concurso
de
todos
os acontecimentos
prescriptos, imprevisto
*
ou
contrários,
deu
passos
de
gigante. Ao
mesmo
tempo,
as
suas
forças augmenta-
rarn
além de
todos
os
receios
e
de
todas
as
suas
esperanças
e
diante
d
’
ella os
ca
minhos
se
aplanaram.
Obstáculos
da
po
lítica.
dos
homens,
das
religiões
e
dos
costumes,
obstáculos
mesmo
da
naturesa,
tudo
desappareceu,
tudo
lhe
diz:
Passai
agora
!
As
nossas
sciencias
e
os nossos
inventos,
cora
que
tanto
nos
orgulhamos,
lhe
abriram
o
caminho inesperados.
O
enigma
dos
caminhos
de
ferro, que
es
pantava
secietamente
M.
Goizot,
e
qoe
derrotou
outros
muitos
pensadores,
diz
no
presente
toda
a
sua
palavra.
Os
caminhos
de
ferro
fazem
o
mundo
muno
pequeno
para
occupar
uma só
mão.
A
Inglaterra
creou
esta
machina
para
reduzir
ao
mis
ter
de
carrejão
suas esquadras
de
guerra
e
furar
soas
orgulhosas
muralhas
de
ma
deira,
a
Rússia
emprega-a
para
annular as
distancias que
eram
o
seu obstáculo in
vencível;
elias
são
os
vomitorios
por
onde
seus
leões
selvagens
entratão
no
circo euro
peu.
Ella póde
agora
reunir-se
depressa,
ganhar
as
soas
fronteiras,
passal-as.
A
AI
letnanha,
a
Italia,
a
Hespanha,
a
França
e
a
Inglaterra,
a
mesma
Turquia,
deviam
joquietal-a;
ha
ainda
alguns
annos
elias
eram
patrias,
elias
tinham
soldados.
No
espaço
d
’
alguns
annos,
a
França
destruiu
a
Italia,
que
já
não
é
uma
nação, não
sendo
a
Egreja
e
continuou
a
destruir-se
a
si mesma
pela
revolução.
A
Prussia
caia sobre
a
Áustria,
igualmenle desprovi
da
de
Deus,
a
arruinava
em Sadowa,
a
en
tregava
aos
protestantes
e aos
judeus,
vio
lentava
e
desfigurava
toda
a
Allemanlia,
acabava
a
França
em alguns
mezes e
al
cançava
com
o
mesmo
golpe
a
egoísta
In
glaterra.
Porque
se
fez protestante e
não
se
tornou
catholica,
a
Inglaterra
não
tem
patriotismo
christão,
ella
perdeu
o
seu
exercito
continental.
A
Inglaterra
tinha-se
acostumado
a
crêr
que
se
tem
sempre
um
exercito
havendo
dinheiro.
Tudo
se
paga
e
o
prazer
de
ter
dinheiro acabou
por
custar
mais
caro que
outro
qual
quer
I
Em
quanto
as
grandes
nações
da
Eu
ropa
assim
se
occupavam,
não
se
acordan
do senão
contra
a
justiça
e
o
interesse
de
Deus,
prejudicando-se entre
elias
e
prejudicando-se
a
st
mesmas
iuleriormen-
te,
destruindo
suas
leis,
seus
costume
*
e
o
seu
culto,
sacrificando
os
fracos,
conju
rando-se
contra
lodo
o dever e
contra
todo
o
poder,
mostrando-se
antiçhrislãs
etnlim,
desde
a
cabeça
até
aos
bicos
dos
pés, só
a
Russ:a
dirigia
o
seu
futuro,
e
observa
alguma
decehcia
e
alguma
gran
deza.
E’
a
unica
nação que
tem
parecido
respeitar-se
habilualrnenie.
Ella
não
pra
ticou
as
crueldades
que
oão
podia
cumpri^
senão
pela
inão
d
’
outro.
Ella
tem
sido
fe
roz,
porém
náo
cobarde,
nem
insolente;
política,
nada
mentirosa.
Tem
uma
popu
laça
de
governos
que
se distinguem.
Não
deixa
insultar
o
seu
chefe,
nem
o
seu
Deus,
nem
os
seus
padres.
Não
tem
oradores
que
lhe
improvisem
leis
e
que
lhe
revelem os
segredos
que se
podem
suppor
d
’
Eslado.
Ella
tem.
n
’
uma
palavra
uma
figura
de
soberano.
Que
di
zer
dos
outros?
Que dizer
sobre
tudo
d
’
estes
deliberantes,
d
’
estes
insurgentes,
destas
farroupilhas
que
julgam
ainda
agitar
alguma
causa
do
alto
de
suas
tribunas,
suffocadas
por
uma
indisivel
acclamação?
Nestes
paizes
depravados
a
patria
é
um
nome
que
se
risca,
e
a
mesma
noção
do
ser deixa
de
ser
conhecida.
Sem
duvida
tudo
isto
sobe
muito; mas
tudo
isto
se
desconta
mais
depressa.
A
Rússia
contempla
este
estado do
mundo.
Ella
gosa
agitações
que
se
decla
ram
quando
ella deixa
passar
os
desde
nhosos
silvos
do
seu
azorrage,
como
se
as
terras
europeas
já
estivessem
retalha
das.
Depois
do
ensaio
de
Sebastopol
que
os
ineptos
gabinetes
da
Europa
fizeram
tão
ligeiros
e
em
que
a
Rússia
teve
o
tempo
de
sentir
a
sua
denota
como
de
saborear
a
sua
força,
os
homens
de
Es
tado
de
S. Petersbourgo
contentaram-se
com
dizer:
A
Rússia
recolhe-se! Hoje
po
de-se
vêr
que
o
seu
recolhimento
lhe
a-
proveitou
e
que
ella
não
arrisca
nada
em
o prolongar.
Ha
por toda
a
parte
em
baraços
inestrmcaveis;
ella está menos
embaraçada
que
ninguém;
por
toda
a
par
te
ha
terrores
mui legítimos
ella
não
le
me
nada;
ha
temer
por
toda
a parte
ap-
peiites
esfaimados,
ella póde
demorar
o
seu;
a
mesa
está
posta
para
um
festim
de
rei,
e,
é
ella
que
f«rá
as
partes.
As
aguias
fartas, os
abutres
satisfeitos, as
ossadas
lançadas
aos
chacaes, testa-lhe
de
sobejo
com
que
se
saciar. Que são
os
milhares
dados a
M.
de
Bistnarck,
em
comparação
destas
formidáveis
comesanas?
E
estes
mesmos
milhares,
que será
feito
d
’elles?Oque
a
Rússia
quizer.
Para
lhe
disputar
qualquer
cousa
não
seria
muito
a
Europa unida
e
o patriotis
mo
das crusadas.
Não
ha nenhuma
sorte
de
patriotismo,
nem
local,
nem
europeu,
nem
sobre
tudo
catholico.
Entre
nós,
os
tribunos
e
os
idiotas
teem destruído
a
ori
gem
humana,
e
ainda
hoje
trabalham
pa
ra
que
ella
se
não
refaça.
Demais,
os
protestantes
e
os
livres
pensadores
tem
feito
a
sua obra.
A
Europa
está
desci
is-
tianisada
e desci
v
i
lisada;
e o
patriotismo
cristão
morreu
com
a
liberdade da Egreja
catholica.
Por longo tempo
não
haverão
outros.
A
nossa
juventude,
preparada
pe
lo
Wanddinglon,
estende
a
mão á juven
tude
allemâ
por
cima da
Alsacia
e
da
Lorena
caplivas.
Estendei
as
vossas
mãos
brancas, belia
mocidade;
o
czar não
vol-o
impedirá,
elle
não
vè
ahi
armas!
Comtu
do
o
czar
tem
a
pretenção
de crer
em
Deus:
temei que
elle
não
torae
o
capri
cho
de
vos
mandar
prender.
Se o
czar
quer
se
tenha
um Deus qualquer
será
ne
cessário
a
todo
o
custo
ter urn,
e
se
elle
quizer
que
este
seja
o
seu,
qoe
re
médio haverá
senão
tel-o
e
o
seu pape
ao
mesmo
tempo.
Homens
de
letras
não
faltarão
para
vos
aconselhar
e
dar exem
plo.
Emqnanto
ella
se
põe
a
prégar,
o
czar
vè esta
Europa
e
estas
hordas
mise
ráveis que
a
conduzem
blasfemando.
E
’
provável
que o
papel
que
elle
quer re
presentar
não
seja
incompatível
com nm
certo
despreso
por
isto
tudo,
e
pó
ie
conjeclurar-se
que
elle
não
deixará
em
seu dominio
senão
o
genero
de
republica
e
de republicanos
que
se
conformarem
coro
a
sua etiqueta
e
com
seus
gostos.
Tufo
leva pois
a
crer
que
estes lindos
senho
res
tão
appressados
em
fazer
vêr
a
aver-
si.o
que
leem
ao
Papa
e
ao
Deus de Ro
ma
não
serão
menos
ardentes
em
teste
munhar
o
seu zelo
pelo
Papa e
pelo
Deus
da
Santa Rússia;
senão
a
Sibéria
ou o
Caucaso
não
estarão
longe.
Nós
lhes
con
cedemos
mesmo
a
honra
de
pensar
que
poderemos
encontrar
muitos
alli, con
venientemente
aproximados
de
nós.
Assim
seja
!
Esta
será
uma
das
com
pensações que
nos
não
poderiam
faltar,
porque
Deus
não
cessará
de
ser
mais
po
deroso
que
o imperador.
[Continua]
gado
a
recolher-se e
a reconcentrar-se
em
si
mesmo,
e
a
abrigar
seu
coração
nos
tabernáculos
do
Senhor! Quando
esta obra
não
tivesse,
como
tem,
infinitos
outros
titulos
que
recommendam
a sua
assidua
leitura,
bastaria
a
serie
de meditações,
que
fazem
estalar
o
coração
prevaricado,
oo
afervorar
o
coração
justo,
para
a
conside
rar
obra
prima
de
saber
e
piedade.
Como
é
de
grande
importância
e de
summa
utilidade
prática
o
Modo
de rezar
bem
o
oflicio
divino,
e
de
celebrar
com
perfeição
o
santo
sacrifício
da
Missa
!
A
paraphrase
da
oração:
ego
volo
celebrare
etc.,
e
a paraphrase
da
Missa
formam
de
per
siso
um
compendio
de
utilíssimas
con
siderações
que
poderosamenle
contribuem
para
a
perfeita
celebração
do
sanio
sacri
fício.
A
parte
lilurgica relativa
a
estes
sa
grados ministérios
é
completa
e
metho-
dica,
já
pelos
novos
e
authenticos
de
cretos
que
os
regulam,
já
pela
ordem
e
disposição
com
que estão
citados e
appli-
cados
Como
são
de
grande
proveito
para
o
adiantamento
na virtude
os
meios
indica
dos
no
ultimo tratado
d
’
este
volume,
já
pela
escola
d
’
tim
borrf
director
espiritual,
já
pela prática
dos
exercicios
de
Santo
Ignacio
!
O
segundo
volutne,
onde
o
zeloso
mis
sionário
ensina
o
modo
como
o
sacerdo
te
deve santificar
os
outros,
é
com
ra
zão
o
reportorio
das
principaes
cousas que
o
clero,
sobretudo
o
parocho
deve
saber
para
exercer dignamente
as diversas
íunc-
ções
do
seu
sagrado
ministério
e dirigir
santamenle
as almas
confiadas
a seu
car
go-
O
tratado do
zélo
das
almas
é
um
es
timulo
ao
sacerdote
que
se
contenta
só-
mente
em
santificar
se
a
si,
descurando
a
santificação
dos
outros
Oh
!
se
todos
les
sem
aquelles
paginas,
de salutar
e insi
nuante
doutrina,
quantos
deixariam
de
ser
egoístas
na
virtude
e
se
desentranhariam
em
dedicações
e
sacrifícios
pelo
bem dos
outros
!
O
tratado
da
lheologia
pastoral,
onde
se
ensina
ao Parocho
os
direitos
e
deve
res
em
relação
a
si
e
com
relação
a
seus
freguezes
é
importantíssimo,
já
pela dou
trina
apresentada
pelo
sabio
auctor,
já
pe
las
ampliações
indicadas pelo
traductor
re
lativas
ao
provimento
dos
benefícios
paro-
chiaes,
aos
direitos
do
parocho
com
relação
ás
confrarias, á residência
parochial
e
ás
obrigações
especiaes
do
parocho
com
relação
a
diversos
artigos
exigidos pela
lei
ci
vil
.
O
tratado
decimo,
que
é
um
comple
mento
da
parte
liturgica,
tem,
além
da
doutrina
que
lhe
é peculiar,
notas
impor
tantes
relativamente
á
sagrada
Eucharis-
tia,
a
Procissões e
romarias,
e
um
artigo
em
que
o
traductor
aponta
os
casos
em
que
a
aucloridade
civil
póde
exigir
o lo-
aue
dos
sinos.
Avultam especialmente n
’este
volume,
em
importância
para
a
vida
parochial,
o
tratado
undécimo
que se
occupa
da
ex
pedição
de documentos,
e
o tratado
deci
mo
quarto
que
se
occupa
do
Sacramento
do
Matrimonio.
Ambos
estes
tratados
fo
ram
pelo traductor
quasi
completamente
modificados
ecclesiastica
como
civilmente
pela
legislação
especial
do nosso
reino
;
aquelle no
que
diz
respeito
ao
Registro
parochial,
matricula
dos
freguezes,
cum
primento
pascbal,
ao
parocho
como
presi
dente
da
junta
de
parochia,
á
correspon
dência official,
a
testamentos
etc.; este
no
que
diz
respeito
aos
esponsaes.
ao
modo
de
descobrir os
impedimentos, ás
dispensas
malrimoniaes,
etc.
O
tratado
do
Baptismo,
da
Confirma
ção
e
da
Extrema-unção
onde se ensina
a
sollicilude
que
o
parocho
deve
ler
para
com
as
creanças
e enfermos,
para
o
bom
governo
espiritual
da
parochia,
satisfaz
completamente
todas
as
perguntas,
e
re
solve as
principaes
duvidas.
As'
notas re
lativas
a diversos
pontos
d
’este
tratado,
e sobretudo
os
artigos
ácerca
dos
que são
indignos
de
sepultura
ecclesiastica,
da
po
licia
dos enterros,
e
ácerca
dos
cemitérios,
são de
alta
importância,
visto
que é
me-
lindrissimo
o
seu
assumpto
e de
não
pou
ca
diíTiculdade
a
sua
resolução
na
prá
tica.
O altíssimo
ministério
da Confissão,
cbjecto
do
tratado
decimo
terceiro,
está
desenvolvido
com
segurança
e
maestria,
fructo
da
laboriosissima vida de
missio
nário
que
o
auctor
tem
tido.
O
confessor
encontra
aqui
saudaveis
conselhos, regras
certas,
prudentes
reso
luções
para dirigir as
consciências no
sa
grado
tribunal
da
penitencie..
Que excellente resumo
de
eloquência
sagrada não
encontra
no
tratado
decimo
Está
publicado
o
caderno n.°
6
do
In
ferno
dos
ciúmes
do
notável
romancista
Escrich,
em
seguimento ao
Amor
dos
amo
res do
mesmo
auctor.
A
empreza
editora
tem
o seu
escrip
torio
na
rua
do Almada, n.
”
271, 1.°
an
dar,
Porto.
quinto o sacerdote
que
tenha
de annun-
ciar
a
palavra
divina!
Será
diflicil,
senão
raro, encontrar n
’outra
parte
recopiladas
n’
um
pequeno
appendice
as
regras
para
se
compor
bem um
sermão
Os
nove
meios, indicados
pelo
auctor,
para
que as almas fructifiquem,
são
de
re
conhecida
utilidade
pratica.
O
parocho
adoptando-os
terá
a
immen-
sa
satisfação
de
ver
seus
freguezes
vive
rem no
meio
d’
uma
piedade
edificante.
Leia-os o parocho
no
tratado
decimo
sex
to
d
’
esle
volume,
e
verá
que
benefica
in
fluencia
não
produzirá,
entre
os
seus pa-
rochianos
a
pratica
de semelhantes
devo
ções.
E’
para
os
que
se
dedicam ás
Missões
que
o
rev.°
Mach
escreveu
o
tratado
de
cimo sétimo e
ultimo
do
segundo
volume.
Aqui
ensina
elle
com
a
sua
longa
e
pro
vada experiencia
como
devem ser
dirigi
dos
os
trabalhos
apostolicos
dos infatigá
veis
obreiros
da
vinha
do
Senhor.
Toda
a obra,
tfurna
palavra,
é
um
ver
dadeiro
lhesouro para
o
sacerdote.
Aquel
le
que
a
possuir
tem
a
chave dos
segre
dos
do
coração
humano,
o
manancial
inex-
golavel
donde póde auferir
bens
e
rique
zas
em
proveito
proprio
e
alheio.
Diflicil-
mente
pode
dispensal-a
o sacerdote,
anão
ser
que
queira
ignorar,
ou
alcançar
á
cus
ta
de
muno
trabalho,
o
que
precisa
saber
para
cumprir
os
deveres
relativos
a
si
e
aos
outros.
As varias
approvações
já
da
Sagrada
Congregação
dos
Ritos,
já
de
vá
rios
Bispos
e
Cardeaes,
revelam
assás
a
im
portância
da
obra.
O
valor
da
traducção
esse
vae
sendo
inculcado
pelos
nossos
pre-
ados, que
a
approvam
e
recommendam,
e pelo proprio
auctor
que,
segundo
uma
sua
carta
publicada
na
«Palavra-,
lhe cha
ma a
mais
fiel e
melhodica de
quantas
traducções
ha
visto o
t
Thesouro do
sacerdote.
»
O
clero,
pois,
que
de
bom
grado
tem
re
cebido
as
publicações
religiosas editadas
pelo
snr.
Ernesto
Chardron
acolherá
mais
.esta
unicamente
destinada
a
elle
pela
na
tureza
do
assumpto.
A
grande
despeza
feita
na edição
d’
es-
ta
obra
será
devidamente compensada pe
la
aceitação
que
o clero
fizer do
«Thesou
ro
do
Sacerdote».
A
barateza
do
preço,
a
nitidez
da
im
pressão,
o
elegante
formato
da
obra, o tra
balho
do
traductor
em
applicar
aonde as
nossas
circumstancias
o
exigiam as
diver
sas
modificações
pela
nossa
legislação
ecclesiastica
e
civil
em
vigor,
são
outros
tantos
titulos
que
recommendam
a
com
pra
do
«Thesouro
do
Sacerdote.»
Agradecemos
a
remessa
que
o
incansá
vel
editor
religioso
nos
fez
d
um
exemplar
de
tão
excellente
obra.
E
dando
um
elen
co
das
matérias
que
ella
abrange,
enten
demos
fazer,
não
a apologia
sómenle
do
«Thesouro»,
mas
sim
em
serviço
ao
clero
e
á
religião
a
cuja
causa
temos
consagra
do
nossa
humilde
penna.
Oxalá
que
os
trabalhos
do
snr.
Ernes
to
Chardron
sejam
apreciados
pelos
catho
licos
e
recommendados
pela
imprensa
re
ligiosa,
a
qual
tem
restricla
obrigação
de
defender
e
elogiar
todos
os bons
li
vros,
ao mesmo
tempo
que
tem
imperio
so
dever
de
stigmalisar
os
que
forem
op
postos
á
sã
doutrina, e
aos
bons
costumes.
Da
nossa
parte
julgamos
ter
cumprido
esta
obrigação,
embora
com
a
incompetên
cia
de
meios
que
nos
caraclerisa.
Apesar
de
sermos
o
mais
fraco
apos
tolo
da
imprensa
religiosa,
nem
por
isso
é
menos
fervorosa
a
nossa
vontade
de
que
triumphe
a
boa
causa
pela
propagação
dos
livros.
Oxalá que
o
restante
da
imprensa ti
vesse
igual
amor
e
dedicação.
—
RECREIO INFANTIL—
Periodico
illus-
trado.
dedicado
ás
creanças
portuguezas
e
brazileiras—
Editor
J.
H.
Verde,
rua
No
va
dos
Martyres,
8,
Lisboa.
Recebemos
o n.°
14 do
Recreio Infafò
til,
que
como os
anteriores
traz
excelíen-
tes
artigos
e
bellas
gravuras.
Esta
publi
cação
é
digna
de
recommendação
especial
pelo
elevado
fim
a
que
se dedica.
—DlCCIONARIO
POPULAR
— HISTORICO,
GEOGRÁFICO,
M1TH0L0GIC0,
BIOGRÁFICO
AR
TÍSTICO.
BIBLIOGRÁFICO
E LITTERARIO ,
por
Uma
sociedade de
homens
de
leltras.
Publicou-se
o
fascículo
n
0
21, com-
prehendendo as folhas 25
e
26
do
primei
ro
volume.
A
publicação
é
regular.
O
INFERNO
DOS CIÚMES,
por
H.
P. Es-
crich
—
Versão
de
Cruzeiro
Seixas.
GAZETILHA
Procissão.
—
Poucas
procissões
se
teem
feito
em
Braga ião
esplendidas
como
a
que
no
domingo
saiu
da
egreja
do
Car
mo.
Abria-a
um
piquete
de
cavallaria
se
guido
da
Philarmonica
e
fechava-a
uma
numerosa
guarda
d
’
honra,
precedida da
bania
respecliva. O
préstito
era
formado
pela
irmandade
de
Nossa
Senhora
do
Car
mo,
que
levava
crescidissimo
numero
de
irmãos,
confraria
do
SS.
Sacramento
da
Sé,
commumdades
do seminário
de
S.
Pe
dro
e
collegio
dos orfáos
de
S.
Caetano.
Os
anginhos
que
iam
entre
as
alas,
bri
lhar.
temenie
vestidos
subiam
a
mais
de
lòO.
Junto
ao
andor
ia
um
côro
de
vir
gens,
e
proximo
do
pallio
um
ontro
de
carmelitas,
que
cantavam
de
espaço
a
es
paço
ao
som
de
instrumentos.
A
c-nftaria
do
SS.
da
Sé,
que
tanto
abrilhantava
esta
procissão,
foi
por
s.
ex.
a
rev.ma
o snr.
arcebispo
coadjutor,
manda
do acompanhal-a,
em
attenção
a
ter
irman
dade do
Carmo
ido também acompanhar
a
procissão
que
terminou
a
festividade
d
’a-
quella
confraria,
de
ques.
ex.
a
rev.
‘na
era
juiz
ecclesiastico.
Igualmente foi
por
determinação
do
venerando
Prelado
que
a
acompanharam
as
communidades dos
Órfãos
de
S.
Cae
tano
e
a
do
seminário
de
S.
Pedro.
Pelo
transito da
procissão
estavam
as
ruas
coalhadas
de
povo.
Triste
oeeorreneia.—
O
snr.
Au
gusto
Serra,
antigo
sub chefe
da
policia,
e
actualmeme
empregado
no
Banco
Mer
cantil, foi
ante-hontem
victima
d
’
uma
triste
oeeorreneia.
Estando
a
ver tirar
agoa
d
’uin
poço
que
tem
no
quintal
da
casa,
onde
babila,
quando
se
ia
a
retirar
desabou
uma das
coltimnas
das
guardas,
que,
derribaodo-o,
alcançou
lhe
as
pernas,
deixando-as era
deplorável estado.
Sentimos profundamente
esta
desgraça.
Fallecimento.—
Falleceu
ante-hon
tem
o snr.
padre
Manoel
José
d
’
Araujo,
director
do
collegio
da
Conceição,
e
ca
valheiro
geralmente
considerado.
Theatro
de
S.
Geraldo.—
Está
an-
nunciado
para
hoje
um
expectaculo
dado
pelos
actores
Taborda,
Izidoro,
Polia,
e
a
actriz
Maria
das
Dores.
Representam-se
as comedias
Ao calçar
das
luvas,
Para
as
eleições,
Inglez
e
Fran
cez,
e
a
scena
cómica
Os chapéus.
«Bem Publico».—
Este
valente
jor
nal, redigido
pelo
nosso primeiro
polemis
ta
calholico,
o
snr.
José
Maria
de
Sousa
Monteiro,
entrou
no
vigésimo anno da sua
publicação.
Felicitamos
o
nosso
presado
collega,
e
renovamos
os
votos
para
que
a
sua
existência
se prolongue
para
bem
da
religião
e
da
sociedade,
ás
quaes
tão
relevantes
serviços
está
prestando.
Eleições.
—
Procedeu-se
ante-hontem
á
eleição
das
novas
Mezas
da
Real
irman
dade
de Santa
Cruz,
cuja
deputação
re-
condusiu
a
antiga,
á
excepção
de
trez
ec-
clesiasticos
que,
segando
nos
consta,
não
accetlaram;
da
confraria
de S.
João
do
Souto;
e
da
confraria
do
SS.
Sacramento,
da
Sé,
da
qual
ficou
juiz
ecclesiastico
o
sor.
conego
Antonio
Francisco
Pereira
d
’Almeida
Coutinho,
reitor
do collegio
dos Órfãos,
e
juiz secular
o snr.
Fernando
Castiço.
Irrigação do jardim.—
Pedimos
providencias contra o
modo
ultra-estupido
com que
é
feita
a
irrigação
do
jardim
pu-
£'1
*
ço,
especialmente
nos
dias
de
maior
concorrência
áquelle
logar.
No
domingo
ultimo
o empregado
n’
esse
serviço,
enten
dendo
que
quantos
alli
aflluiram
precisa
vam
de
banhos
de
chuva,
teve
o
bom
gosto
de
desencadear uma
torrente
dilu-
viana
sobre tudo
e
todos,
oem
poupando
sequer
as senhoras
e
as
crianças.
E
isto
depois
de
trindades
!!
!
E’
quasi incrível.
Além
d
’
isso,
tendo
algumas
pessoas
observado
ao
empregado a
inconveniência
d
’
aquelle
serviço
a
taes
horas
e
de
tal
modo,
tiveram
de
soflrer
uma saraivada
de
palavradas,
que
era
de
arripiar
os
ca-
bellos.
Pedimos
providencias.
O que
é um
frade.—
O
«Século
Futuro» de
Madrid
publica orna carta
de
Paris
em
que se
leem
os
seguintes
perío
dos:
O
que é
ura frade?
Eu
responderia
a
esta
pergunta,
segundo
a
pessoa que
m
’
a
fizesse.
A
um
democrata
dir-lhe-ia:
—
Um
frade
é
a
encarnação
da
liberdade.
Se
o
democrata fosse
communista, dir-
Ihe-hia
parodiando
certo
cabo
de
esquadra
que
ensinava
recrutas
—Meia
volta
é
direi
ta
é
o mesmo
que
volta á esquerda,
com
a
differença
de
tudo
ao contrario.—Pois ao
communista
diria
eu:
—
Um frade
é
o mes
mo
que tu,
com
a
diflerença
de
que
é
o
contrario
de
ti.
A
um
rei responder-lhe-ia:
—
Um
frade
é
o
teu
censor,
nunca
rebelde,
em
quan
to
estiveres
no
throno,
e
o
leu
unico
consolo
se
te
expulsarem
d
’
elle.
Se
m
’
o
perguntasse
um
sabio
dir-lhe-
ia:
—
Misera
e
van
é
a
sciencia
de
quem
não
sabe
o
que
é
ura frade.
A
um
ignorante diria:—Ura
frade
é
o
unico mestre
que não
escarnecerá
da
tua
ignorância
e
que
morreria,
se
tanto
fosse
preciso,
para
te
livrar d
’
ella.
Se
m
o
perguntasse
um pobre respon
deria:
—
E
’
um
mendigo riquíssimo
e
um
dadtvoso
inexgotavel
que
nada
possue.
A um
rico
—
E
’
a
fechadura
mais
forte
do
teu
cofre.
A um lavrador:—
E’
a
guarda rural
mais
segura
para
o
teu
campo,
e
que
me
nos
custa.
A
um fabricante:
—O
unico
perservativo
contra
as
«greves.»
A
um
proprietário:—
E
’
bomba
contra
incêndios,
que
não
precisa
de agua nem de
prémio.
Se
m
’
o
perguntasse
um
povo
em tem
po
de fome,
dir-lhe-ia:
—
Um
frade
é
a
unica
machina
que
das
pedras
sabe
fazer
pão.
Por
ultimo,
se
m
’
o
perguntasse
a so
ciedade
contemporânea,
toda
inteira:—
O
frade
é
o teu
mais
cordial
inimigo,
e
a
tua
unica
esperança;
objecto
predilecto
dos
teus
odios
e
o teu
unico reme-
dio.
Mais
um milagre de Nossa Se
nhora
de Dourdes.
--Que
nos
impor
tam
os risos
e
motejos
da
impiedade?
Rira
bien
qui
rira
le
dernier.
O
que
nos
imporia
são
as
bênçãos
e
applausos
dos
crentes.
Aproveitamos,
por
isso, todos
os
exemplos
que
se
nos
deparam para forti
ficar
a
Fé,
e
excitar
a
confiança
no
di
vino
Poder
e
Misericórdia.
Com
este
fim,
alírontaroos,
de
bom grado,
as
iras
do
«Jor
nal
do
Commercio»
e
as
incolorices
do
«Dia-
rio
de
Noticias,
seu
digno
congénere.
Um
dos
illuslrados
redactores
do
Uni-
vers,
o
snr.
Augusto
Roussel,
escreve
de
Lourdes
a
este
jornal pariziense,
data
de
3
d
’esle
mez,
uma
interessantíssima
car
ta,
descrevendo
as
festas
da
coroação
da
imagem de
Nossa
Senhora
n
’
aquelle
lo
gar.
da
qual
apenas traduziiemos
o
seguin
te:
«Acabo
de
ser
testemunha
d
’
uma
ma
ravilha,
que
me
apresso
a
conlarvos.
Mui
outros
milagres tiveram
logar
ha
dois
dias;
nada,
porém,
disse
d
’
elles
pelos
não
poder
verificar e
circumstanciar
precisa
mente.
Eis
aqui
este
que
eu
posso
aífir-
mar
e
que
altestam
numerosas
testemu
nhas.
«Magdalena
Lansereau,
natural
de
Mon-
treuil,
cantão
de
Vouillé,
diocese de
Poi-
tiers,
e habitando,
ha
trinta
e
tres
ao-
nos,
nesta
cidade,
onde
está
encarregada
da
roupa
dos
pobres,
na
parochia
de
San
ta
Radegunda
tinha
os quadris
fraclurados
e
deslocados
havia
desenove
annos,
cora
retrabimento
e
contorsão
da
perna
esquer
da.
Depois de
ter
estado
muito
tempo
de
cama,
póde
por
fim
andar, e
andou
qua-
torze annos
com
auxilio
de
duas moletas,
e,
ha
cinco
annos,
com
uma
moleta
só
e
um
pausinho.
Veiu
a
Lourdes
com
os
pe-
regrinos
de
Poitiers,
s?m
duvida
para
que
fossem
providencialmente
numerosas
as tes
temunhas
da
sua
cura;
e
effectivamente,
esta
maohã,
ás
sete
horas
e
tres
quartos,
no
momento
em que
o
Snr.
Núncio,
de
legado
para
a
coroação da
Santa
Virgem,
dizia
o
Padre
Nosso
da
Missa,
que
cele
brava
na
gruta,
ficou
«adicalmente
cora
da.
Contou-nos
que,
tendo
se
banhado
na
piscina,
não
sentiu,
primeiramente,
nenhu
ma
impressão,
mas,
depois,
uma
forte
commoçào
interior,
que não
sabe
explicar,
se
apoderou
delia.
Mas
sentiu-se
curada
e
sahiu
da
piscina.
E,
com
efleito,
andava
tal,
como
eu
a
vi,
e
como
se
nada
tives
se
padecido
nunca. E as
vossas
moletas,
lhe
perguntavam?
Ah!
diz
ella,
já
há®
sei
das
moletas,
não
sei
onde
estão.
Di
zer
a
sua
commoçào,
a
sua
alegria,
o
seu
reconhecimento,
é
impossível.
Que
fizestes
esta
noite,
lhe perguntaram também
?
O
*
1
•»
disse
ella
com
simplicidade,
passei
a
noi
te
a rezar
na gruta,
onde
pude
coraraun-
gar
á
uma
hora;
rezei a Santa
Radegun-
da,
a
S.
José;
e,
principalmeote,
a
.Nossa
Senhora,
e
agora
entrou
curada.
Todas
as suas
companheiras
de
Poitiers,
que
eram
também
suas
visinhas,
não
podiam
acreditar o que
viam.
E’
s
tu realmente,
Magdalena,
lhe
diziam
?
E choravam
d
’
a-
dmiração e
d
’
alegria.
O
sor.
Bispo
de
Poi
tiers,
chegando
n’
esta
occasião,
disse
lhe:
Magdalena,
dai
muitas
graças
á
Santa
Vir
gem;
e
eu
vou
dizer
boje a
Missa
com
es
ta
intenção.»
Ahi
deixamos,
pois,
mais
esse
facto
so
brenatural
entregue
ás
dentadas
impotentes
da
incredulidade, e aos
louvores
a
Deus
dos
homens,
que
acreditara
n
’
elle.
—
[
C.
da
T.)
Proclamação
tureo.—
A
’
popula
*
ção musulmana
e christã.—
Vós
não
igno
*
raes
que
lodos
aquelles
que
querem
viver
n
’
este mundo, livres
e
prosperos,
teem
por
dever,
antes
de
tudo,
trabalhar
na
segu
rança
da sua
patria,
porque,
eraquanto
a
segurança
da
patria
não
está
mantida,
não
póde
ser
obtido
o interesse
publico.
Na
fal
ta
d
’
este
a
segurança
e
o
individual
pa
decem
também.
O estado que
nós
chamamos
segurança
publica
obtem-se
sempre
pela
concordia
sincera
de todos
Esta
concordia
suppõe
a
falta
de
toda
a
animosidade,
odio
e
male
volência
entre
aquelles
que nasceram,
que
foram
creados
e
que
vivem
na mesma
pa
tria
;
a
exislencia
de
sentimentos
recípro
cos
de
humanidade
e
de
justiça
;
a
abs
tenção
de todo
o
vexame
e
acto
arbitrário
;
os
esforços
de
cada
qual para
a
salvaguar
da
e
a
defeza
da
vida,
da
honra
e
dos
bens
dos
seus
compatriotas,
como
se
se
tratas
se
dos
seus
proprios
bens.
Na
verdade,
a prosperidade
nas
nações
civilisadas
e
mais
bem
governadas,
só se
consegue
com
o
respeito
dos
mencionados
princípios.
E’
d
’esle
modo
que
vós,
mu
sulmanos
e
búlgaros,
tendo
trabalhado
até
hoje
em
perfeita
harmonia a
favor dos
in
teresses
da
vossa
patria commum,
e
ha
vendo
vos
só occupado
da
agricultura
e
do
commercio,
chegastes
a viver
também
entre
vós,
que
as
outras
nações
podiam
invejar-vos
esta
harmonia
Infelizmente,
alguns sediciosos,
procu
rando
satisfazer
as
suas
intenções
benevo
lentes,
com
damno
da
nossa
patria
per
turbaram
esta
boa
harmonia,
arrastaram
ao
odio os
búlgaros
e
os
musulmanos,
e,
semeando entre
vós
a
discórdia,
trabalha
ram para
a
ruina
do
paiz
e
dos
habitan
tes
musulmanos
e
christãos.
Algnns
búlgaros
não
podendo
discernir
o
bem
do mal,
associaratn-se
a
este
movi
mento
insurreccional
; outros
foram
a
elle
arrastados
pela
força.
E
’ assim
que
tanto
sangue
tem
sido
espalhado
e
que
tantas
perdas
e
damnos
teem
acontecido
;
mas
graças
a
Deus
e
ao
vosso
auxilio,
esta
desgraça
foi con
jurada
e
os
rebeldes
dominados.
Agora
é
preciso
esquecer
completa
mente
o que se passou
durante
esses
tem
pos
desgraçados,
e
abster-vos
de
todo
o
odio
e
animosidade, e
viverem
todos
em
paz
e
concordia,
porque
as
intenções
e
o
desejo
que
sua
magestade
o
sultão
Mourad
exprimiu, apenas subiu
ao
throno,
são
desenvolver
por
toda
a
parte
o bem es
tar
de
todos
os
fieis
vassallos
e
assegurar
a
tranquillidade
e
a
prosperidade
do
paiz.
Sua
magestade
o sultão
ordenou,
além
d
’isso,
a
ida
de funccionarios especiaes,
que
teem
a
missão
de
fazer
comprehender
a
todos
as intenções
imperiaes
e
de lhes re-
commendar
que
todos
os
esforços
tendem
a
servir
a
vossa
patria
pelo
desenvolvi
mento
do
commercio,
da
agricultura
e
da
prosperidade
do
paiz.
Pessoa
alguma póde
negar
que estes
conselhos
são
conformes
aos
mandamen-
los
divinos
do
Todo
Poderoso,
Senhor
e
Creador
de todos
nós.
Nós
vos
exhorta-
raos
pois
a
prestar
toda
a
vossa allenção
a
estes
conselhos,
e
a
apreciar
convenien-
temenle
a
benevolencia
e
a protecção
de
que
vós
sois
objecto
da
parte
de
sua
ma
jestade;
de
pensar que
todos,
mussulma-
nos
e
christãos,
são
filhos da mesma
pa
tria
e
súbditos
do mesmo
soberano;
de
gosar
em
commum
os
benefícios
da patria,
de consagrar
os
vossos
esforços
a
affastar
de
vós
todo
o
pensamento
de
desconfiança,
de
não
prestar
attenção
algutna
ás
sugges-
lões
dos
malevolentes,
é,
emfim,
de
vos
occupardes
dos
vossos
negocios
particu
lares
dirigindo
orações
a
Deus
pela
pro-
longação
do
pachalalo.
Comprazo-me
em
acreditar que
todos
acolhereis
estas
palavras
com
sinceridade,
e
vos
apressareis
a
dar
provas
de fidelida
de
e
patriotismo.
—Mohamed
Rochdi, grão
vizir.
Atheneti
Areheologieo Braea-
rense.
—
No
domingo
9
reuniu-se
nos pa
ços
archiepiscopaes
a
Meza
Provisória
do
Atheneu
Areheologieo
Bracarense.
Discutiu
na
generalidade
os
Estatutos
da
associação
:
e
no
domingo seguinte co
meça
a sua
discussão
na
especialidade,
as
sim
como
a
discussão dos
Regulamentos
respcctivos.
Os
Estatutos, e
os
Regulamentos
são
modelados
pelos
dos
estabelecimentos
aná
logos
que ternos
na Europa.
A
não haver
ante-hontem
a
procissão
do
Carmo,
que
é
uma
das
principaes
desta
ter
ra,
ter-se-hia
n
’
este
dia
começado
as
dis
cussões
na
especialidade.
IliuiHinnçiio
a
gaz nog
wagons.
—
0
systema
da illuminação
a
gaz
foi
ex
perimentado
na
Allemanha
em
mais
de
200
carruagens e
deu
excedentes
resultados
segundo
communica
a um
jornal
a
com
panhia
do
caminho
de
ferro
da Baixa
Si-
lesia.
O
gaz
fabrica-se em
pequenos
appare-
Ihos,
com
beton
composto
de
carvão
moido
e
apertado
sob
uma
pressão
de
seis
atmos-
pheras e
mette-se
em
gazometros
colloca-
dos
debaixo
de
cada
wagon.
Os
tubos
de distribuição
adaptam-se
á
parle exterior
das
carruagens
e
os
mechei-
ros
encerrados
em
vasos
de
crystal
não po
dem
deixar
escapar
nenhum atomo
de gaz.
D
’
aqui
a
maior
segurança
para
os trens
illuminados d
’este
modo.
N
’
este systema
a pressão
está
tão
bem
regulada,
que
a
chamma
permanece
con-
tinuadamente
vertical
e
de
uma
intensi
dade
constante,
podendo-se
lêr
com tanta
facilidade
como
de
dia.
Apesar dos reci-
aientes
encerrarem
gaz
para
30
horas,
ou
duas
noites
seguidas,
occupam um
espaço
muito
reduzido.
Enchem-se
de
5
a
dez
minutos
segun
do
o
tamanho
do
trem. Alem
de
todas
estas
vantagens
ha
grande
economia
para
as
companhias
de
caminho
de
ferro.
InetrucçAo
primnria.—
As
cadei
ras
d
’
instrucção
primaria
creadas
por
de
cretos
de
6 de
julho
corrente
foram
as
seguintes
:
Para
o
sexo
masculino:
Freguezia
do
Sebal,
concelho
de
Con-
deixa
—
com
o
subsidio
de
casa
e
mobí
lia
pela
camara
municipal.
Freguezia
da Cerdeira,
concelho
de Sa-
bugal
com
o
subsidio
de
casa
e
mobilia
pela
junta
de
parochia.
Freguezia
de
Nossa
Senhora
de
Saude
do
logar
de
Arrifes
(na
rua
da
Piedade),
concelho
de
Ponta
Delgada
—
com
subsi
dio
de
casa
e
mobilia
pela
camara
munici
pal.
Para
o
sexo
feminino
:
Logar
de
Cellas,
freguezia
de
Santo
Antonio
dos
Olivaes,
concelho
de
Coim
bra
—
com
o
subsidio
de
casa
e
mobilia
pela
camara
municipal.
Freguezia de Figueiró
da Granja,
con
celho
de
Fornos
de
Algodres — com o
subsidio
de casa
e
mobilia
pela junta
de
parochia.
Freguezia
de
Nossa
Senhora
da
Saude
do
logar
de
Arrifes
(na
rua
da Piedade),
concelho
de
Ponta
Delgada—
com
o
subsi
dio
de
casa
e
mobilia
pela camara
muni
cipal.
A
Borboleta.
—
Publicou-se
O
n.
18
deste
setnanario
de
1 ilteralura.
Este
n.°
contem
excellenles
artigos
em
prosa
e
verso
firmados
pelos
snrs.
dr.
A.
M.
Simões
de
Castro,
dr.
Pereira-Caldas,
Costa
Goodolphim,
dr.
Alberto
Cruz,
Gas-
tão
de
Tavora,
D.
Clorinda
de
Macedo,
David
de Castro,
e
outros.
E
’
uma
publicação
recommendavel
e
digna
de
ler-se.
Novo
phnroi.—
A
junta
geral
de
Vian-
na
do
Castello
pediu ao
governo
a colloca-
ção
d
’
um
pharol
em
qualquer
ponto
da
costa
marítima
d
’
aquelle
districlo.
Iieniliv
<2»8 arvores
e das flo
res.
—
Um
areheologieo
inglez,
mr.
King,
no
seu «Estado
sobre
as
flores
e
as
ar
vores»,
descreve
com
um sentimento
mui
to
poético
as lendas
e
as
tradicções
que
a
velha
Inglaterra
ligava ás
flores
e
ás
arvores
que
crescem
no
seu território.
0
carvalho
era principalmente
objecto
da
adoração
geral.
Era
á
sombra
dos
grandes
carvalhos
de Hilton,
na
Escossia.
que
a
tradicção
collocava
a
residência
do
encantador
Mer-
lin,
e
entre os
carvalhos
anaos
que
cu-
briam
os
declives
das
collinas
de
Darl-
moor
que
os
druidas
habitavam e
faziam
os
seus
sacrifícios.
0
freixo
era
cultivado
com
o
maior
cuidado
nas florestas
do
norte,
onde
era
objecto
de
profunda veneração
;
é
d
’
alli
provavelmente que
vem
o
uso
de
collo-
car
ao
seu
abrigo
as
casas que
se
levan
taram
nos
terrenos
communaes
do
Ham-
phsire
ou
de Devor.
As
superstições
que
se
ligam
áquella
formosa
arvore,
são
com-
muns
a muitos
paizes.
Hansn o
grande
allude
á
crença,
geralmente propalada
de
que
a
serpente
não
ousa
approximar-se
o
freixo
e de
que
o
viajante
nos
conda
dos
do sudoeste na
Inglaterra
sabia
que
nas
suas
peregrinações
bastava
traçar
um
circulo
com
uma
vara
de
freixo
em
volta
de
uma
vibora
adormecida,
para
que
el
la já d
’
alli
não
podesse
sair.
0
sabugueiro
deu
logar
a
mais
de uma
tradicção.
Nos
condados
do centro
da
Gran-Bretanha,
crê-se
geralmente
que
o
sabugueiro
foi
escolhido
para
fazer
a
cruz
do
Salvador
do
mundo
;
além
disso
crê-
se que
foi
em
um
sabugueiro
que
Judas
se
enforcou.
Sir
John
Mandeville, nas
suas
viagens,
até
aponta
a
situação
d
’
aquella
arvore
de Judas
;
foi-lhe
mostrada
mui
to
perto
do
tumulo
de
Absalon.
Este
aventuroso
cavalheiro
conservou-
nos
muitas
outras
tradicções
curiosas.
Se
gundo
elle,
a
coroa
de
espinhos
era for
mada
de
cannas
do
mar e—
metade
d
’
esta
coroa
está
em Paris
e
a
outra
metade
em
Constantinopla.
0
lyrio
e
a
rosa,
as
mais
encantado
ras
das
flores, são
emblemas
da
pureza
e
da
formosura da
Virgem.
Uma
tradic
ção
quer
que
as
gotas
de
sangue
que
Christo
derramou
na cruz,
tenham
mar
cado
com
as
suas
manchas
uma
especie
de
orchideas.
Na
Bretanha
acredita-se
que
a
mancha
vermelha
que
o pintaroxo
tem
no
peito,
provém
de
uma
golta
de
san
gue
que
lhe
caiu
em
cima
na
occasião
em
que
se
esforçava
de
balde
por
arran
car
com
o
bico
um
dos
espinhos
da
co
roa
do
Salvador.
Uma
bella
traducção
d'uma
poesia
al-
lemã,
por
Longfellow,
attribue
a mesma
tradicção
ás pennas purporeadas
de uma
ave
do norte,
a
Suécia,
a
Noruega
e
a
Es
cossia.
Os
fados
trouxeram
dos
paizes do
orien
te
grande numero
de
plantas
que
depois
que
depois
passaram
a
ser
ornamento
dos
jardins
de
Inglaterra,
entre
outras
a
es
carlate
e
a
amendoeira
com
flores
que
co
mo
a
rosa
e
o lyrio
é
um
dos
syrabolos
da
Virgem.
Provérbios
turcos.—
Um jornal de
Lisboa
publica
os
seguintes
provérbios
tur
cos
:
Não se atiram pedras
aos abutres.
0
zombido
dos
mosquitos
é
uma
mu
sica
para
quem
a
comprehende—
o
tam
bor
e
a
trombeta,
não
o
são
para
quem
a
não
percebe.
Quando
Deus
fecha
uma
porta,
abre
logo
outra.
Ninguém
póde
destruir
o
que
é
feito
por
Deus,
ninguém
póde
reconstruir o
que
Deus
destruiu.
Deus
vê
uma
formiga
mesmo
sobre
pre
to.
Para
nos
refrescarmos
não
basta
abrir
uma
melancia, é necessário comel-a.
As
aves
não
sentem
o
peso
das suas
azas.
Teme
aquelle
que
não
teme
ninguém
*
Uma
das
mãos
sósinhas
não
faz
bulha.
Come
as
uvas
e
não te
importes com
as
vinhas.
Quando
um rico
cae
diz-se
que
é um
accidente
;
quando um
pobre
cae, disse
que
está
bêbado.
As
ovelhas
mortas
não
têem
medo
do
lobo.
Não
falles
da tua
fome
ao
homem
far
to.
Ouve
mas
não
creias.
Os cinco
dedos
não são iguaes.
Quem
tem
uma
ferradura
só
lhe
fal
tam
tres
ferraduras
e
um
cavallo.
Quem vem
á minha
casa
íóra
de
ho
ras,
procura
minha
mae
e
não
meu
pae...
não
abrirei
a
porta.
0
mar
não
é
composto
senão
de
ura
certo
numero
de gotas
d’
agua.
ILTI7IOS
HIAGR AMMAS
DA
AÍU
VtlA HAVAS
VERSA1LLES
12—
Por
pedido
de
Gam
betta
a camara dos deputados
enviou
pa
ra
o
ministério
da
justiça
o
relalorio da
commissào
nomeada
para
inquirir
âcerca
da
eleição
do
conde
Mun,
pelo districlo
de
Ponlivry,
a
qual
foi
anoulada hon-
tem.
VIENNA,
14
—
Os
catholicos
da Bosnia,
pedem
a
sua
annexaçâo
á
Arménia
(?)
e
não
á
Servia.
RIO
DE
JANEIRO,
13
—
Partiu no
dia
10 para
Lisboa, Bord.aux
~
Liverpool
o
paquete
«Gallicia»,
da
companhia
do
Pací
fico.
PERNAMBUCO,
14 —
Chegou
a este
porto
e
seguiu
a
Europa
o paquete «Minho»
da Mala
Real
Inglesa.
No
dia
10
lambera
partirá
d
’
este
por
to
para
a Europa o
vapor
«Mendoza»,
da
companhia
Messageries
Maritimes.
LONDRES,
15
—
Lo'd-Derby
responden
do
ás
deputações
que
foram
pedir a
stri-
cta
neutralidade
inglesa
no
conflicto do
Oriente,
declarou
que
a
Inglaterra
adheriu
ao
principio
da
não
intervenção.
Acredita
que
a
guerra
não
se
propagará
attenden-
do
ao
perfeito
accordo
estabelecido
na
en
trevista
de
Reichstadt.
Que
a
Inglaterra
empregará
todos
os seus
esforços
a
favor
da
paz.
SAUDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de.
saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
99 nniio»
<l
’
invariavel aueeesoo
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á
de-
iciosa
Revalesciére
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica, gasiralgia, fle,
gma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas-
tauseas,
vomilos,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizenteria, cólicas,
tosse, athsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabeihe, debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
bronchiles,
da
bexiga,
do liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro e
do
sangue,
75:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
8.
S.
o
Pa-
ja,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
ma
snr.
1
marqueza
de Brehan,
do
doutor
Manuel
Saens
de Tejada
da
Universidade
de
Cor
dova,
etc.
etc.
Mr.
Liviugstone,
celebre
explorador
da
África
central, no
seu
relatorio
que
tez
á
Sociedade
Real
Geogralica
de
Londres
so-
)re
a
sua
viagem
diz
:
«Os
habitantes
da
província
d
’
Ango!a
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade,
el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem
pur-
«gantes,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalesciére
que
Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escrophulas, empin-
«gens,
câncer,
febres,
dilliculdade
de
eva-
-cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«completamente
desconhecidas,
como
tam-
«bem
desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr. Manuel
Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de Merida a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com o uso
da
Reva
lesciére, obtive na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas em
alguns,
clientes
residentes n
’esta
cidade, lembrau-
do-me
o
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qnal continua
a
melhorar
tom
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a
parle,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
de Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva do que
a
car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
vetida
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha de
lata,
de
*
/
A
kilo,
500
; de
*
/
4
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1$400
reis;
de
21/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
os,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
ehoeolatada;
ella
res-
titue
o
appetlite,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
era caixas
de folha de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820 reis;
de
48
chavenas, 1$400
;
de
120
chavenas,
3$200 reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY Dl
BARRY
Jk
C.
’
—Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regem
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello &
C.
a Largo
do
Corpo
Santo
16,
Uisfooa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto, 28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua Aurea,
12.
tPort»,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77;
de
bequetra
;
J.
Pinto; Desí-
ré,
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareelloa,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
& Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
fiuímarães,
A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Fonte
do Lima.
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
F
o
to
»
do Vurzinu,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do Caotello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
OWNCIOS
EOITOS
»E
3»
DIAS.
Pelo
juiso
de
direito desta
comarca
e
cartorio
de
Freitas,
a
requerimento
da
Direcçâo
do
Banco
Mercantil
d
’
esta
cidade,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar de
3
do
corrente,
a citar
José
Lourenço
Dias,
casado,
natural
da
freguezia
de
Sequeira,
d’
esta
mesma,
e
residente
etr.
parte
in
certa,
para
na
2.
a
audiência
findo o
dito
praso
ver
instalar
acção
de
letra
commer
cial
que
a dita Direcçâo
lhe
move,
e ahi
ver-lhe
assigaar
o
praso
de
3
dias
para
vir
ou
mandar
seu
bastante
procurador,
e na
primeira
seguinte
reconhecer
sua
firma
e
obrigação,
pena
de
confesso
e
quan
lo
compareça
e
confesse
a
firma,
mas
negue
a
obrigação
ver-lhe
lixar
o
praso
legal
assignado
para
pagar ou prestar fian
ça,
e
para contrariar,
todo
com pena
de
revelia
e
lançamento
e
na
fórma
expres
sada
nos
artigos
1086
e
1087
do
Lod.
Cora,
cuja
citação
se
hade
accusar
no
dia
7
do
pioximo
futuro mez
d
’
agoslo
pelas
9
horas
da
manhã
no
respedivo
tribunal
d
’
esta
comarca,
não
sendo
dia
feriado,
porque
sendo
se
accusará
no
dia
iiomediato
pelas
mesmas
horas.
O
solicitador
(4166)
Paulino
Evarislo
da
Rocha.
Pelo juiso
de direito
da
comarca
de
Braga,
escrivão
Pessa,
no dia 23
do
cor
rente
mez
de
julho, pelas 9
horas
da
ma
nhã.
na
praça
das
arrematações
no
largo
de
Ssoio
Agostinho,
(festa
cidade,
se
hade
arrendar
judicialmente
por
tempo
de
3
annos
a
principiar
no
proximo
S.
Miguel
do
corrente
atino,
a
quem
mais der
e
lançar
o
praso
do
Xisto,
silo
na
freguezia
de
S.
Mamede d’
Este,
d
’esta
comarca,
per
tencente
ao
coherdeiro
Manoel
Joaquim
rfOliveira,
filho
dos
inventariados
Manoel
Joaquim
d
’
Oliveira
e mulher
D.
Anna
Duar
te
d
’
01iveira,
cujo
praso
se
compõe
de
casas,
eido,
cortes,
lagar de
páo,
campos,
leiras, e bouças,
e
mais pertenças,
todo
avaliado
no
respectivo
inventario
no
ren
dimento
anntial
de
226^140 reis.
(4169)
Venda
de propriedades
Quem
quizer
tomar
de
arrendamento,
ou
mesmo
comprar,
os
bens
que
consti
tuem
o
casal
da Lama de-
Baixo,
situa
da na
freguezia
de
Vilella,
da
comarca
da
Povoa
de
Lanhoso,
pode
dirigir-se
a
José
Joaquim
Penha
Fortuna,
em
Braga,
rua
Nova
de
Sousa.
(245)
(4165;
FSWOÇlu
Previne-se
o
publico,
para
que
não
possa
allegar-se
ignorância,
de
que
nin
guém
contrate
com
Antonio
José
Cerquei-
ra
da
Silva
Braga e
sua
mulher
Maria
dos
Santos
Gomes
da
Silva,
residente
na
cidade
de
Braga,
a
respeito
da
casa
e
quinta que
os
mesmos
estão
possuindo
em
Baixetos
de
Cima,
na
freguezia
de
San
ta
Eulalia
de
Tenões,
pois
que
o
abaixo
assignado
trata
de
pôr
em
juizo
uma
ques
tão
a que
estão sugeitas
as referidas casa
e
quinta.
Porto, 27
de
junho
de 1876.
Ignacio
José
Fernandes
Braga.
<(4130)
’
(Segue-se
o
reconhecimento)
ESCOLA
AMERICANA.
Consultorio,
Campo
de
SanfAnna
n.°
I,
das
7
da
manhã
ás
7
da
tarde
(4136)
Rebuçados peitoraes balsafnicos.
Uteis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
calharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga pharmacia
do
Hospital
de
S. Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4155)
XI.
X B E X B O
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA
MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
MORCELLAS
DE
u\RNE
E
DE DOCE
Iguaes
ás
iTArouca.
doce
de
travessa
e
de
ca
Ida
de
muitas
qualidades.
Faz-se
nesta
cidade
na
tua
do
Souto
n.° 13
A,pri
meiro andar.
(4-148)
VENDA
DE
CASAS
â
Vende-se
uma
casa
feita de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
Aluga-se
ou
vende-se a casa
n.°
1,
na
enirada
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quintal
e
poço
e
excel-
lentes
commodos.
Tracta-se do seu
ajuste
na
rua
de S
Victor
n.°
50,
e
mostra-se
todos
os
dias das 5 horas
da
tarde
em
diante.
(4144)
Casa para alugar
Aluga-se
uma
morada
de
casas
com
dous
andares
e
aguas
fuitadas,
e
poço,
si
ta
na
rua
de
S.
Domingos,
n.°
6
A
e
6
B,
construída
de
novo;
quem
a
pertender
dirija-se
á
rua
de
S.
Victor
n.°
13.
(4162)
Casa
para
alugar
Arrenda-se uma
na
rua
do
Anjo
n.°
20.
com
commodos
para
gran-
&MÍSL de
familia.
Para
tratar
rua
de S.
Lazaro
n.°
4,
ou
rua
de
S. Marcos
n.°
5.
(4126)
AGUAS
ALCALI1ÍO 6AZOM8
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em
4873
Estas
aguas
que
a
analyse e
experien-
cia
tem
mostrado
serem das
primeiras
da
Europa,
aplicam-se
com vantagem
em
mui
tas
moléstias, mas
os seus
effeilos
mais
notáveis
são: nas
moléstias de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
pelle.
A
Companhia
só
garante a
pureza
das
aguas
vendidas
nos seus deposites,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Montenegro.
R.
de
D.
Maria
2.
a
n.8
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R. dos
Chãos.j
(4105)
MUITA ATTENÇÁO
Francisco
Manoel
da
Costa,
Abbade
da
Parochial egreja
de
Santa
Marinha
de No-
vegilde.
Concelho
de
Villa Verde,
cons
tando-lhe
que
os
arrematantes
do
passal
da
sua
egreja
querem
vender o
dito
pas
sal
;
faz
publico
que
as
leiras
chamadas
os
Prados,
ditos
das
hortas
e
corlelhos,
ditos
da
confraria,
cão
são dos
arrema
tantes
;
estão
sim
incluídas
no quintal
que
ficou
para
uso
e
recreio
dos
Paroçhos;
como
se
póde
ver
nos
autos
pendentes
no
cartorio
de
Brito
em
Villa
Verde,
e
consta
da
certidão
dos Louvados
do
in
ventario
;
e da vistoria,
que
já
houve
etc.,
etc.
No
chamado
passal
de
Baixo
o
que
arremataram,
foram
Searas
com
as
duas
leiras
ao
Sul,
tudo
pegado,
e
que
consta
de
lavradio,
e
vidonho,
como
diz
a
carta d
’Arremalaçào ;
quando
as
supra
ditas
leiras tem
oliveiras, larangeiras e
Fruteiras
:
ao
passo
que
as
terras
a
que
os
louvados
deram
o
nome de
passal
de
cima conslão
de
lavradio,
vidonho, oli
veiras,
matto
e
bravio, e
arvores
sem
fruclo
como
declara
a
dita
carta d
’Arre-
matação,
e
para
que
ninguém
allegue
igno
rância,
e
evitar
questões,
que
ainda
não
acabaram
se
faz
a
presente
declaração,
pena
de
nulidade.
Manoel
Falcão
Cotta
Bourbon
e
Mene
zes,
tendo
de
retirar-se
para
Lisboa com
brevidade
faz
leilão
dos
seus
moveis
no
dia
23
e
seguintes,
na
rua
das
Car
valheiras
n.°
20
Podem
ver-se
desde
o
dia
18
a
22
na
mesma
casa
as
10
horas
da
manhã
por
diante.
(4168)
BANCO
ALLIANÇA
Faz-se
publico
que
no
Banco
do
Mi
nho
se principia
a
pagar
no
dia
19
do
corrente
o
dividendo
do
Banco
Alliança,
relativo
ao
1.°
semestre
de
1876,
na
ra
zão
de
3
0|0 ou
1800
reis
por
acção,
con
tinuando
em
todos
os
dias
uteis
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás 2
da
tar
de.
Banco
do Minho
em
Braga,
15
deju-
Iho
de 1876.
Os
Gerentes,
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira Braga. (4167)
Os abaixo assignados,
na qualidade
de directores
do Asylo de
S.
José
d
’
esta
cidade,
fazem
publico,
que,
no dia
26
do
corrente
mez,
por
as
9
horas
da
ma
nhã,
se
tem
de
proceder
á arrematação,
por
licitação
verbal, do fornecimento
de
pão
para
os
Asylados
(1
’
aquelle
estabele
cimento
JAs
condições
estarão patentes
no
acto
da
praça
Braga
16
de
julho
de
1876.
Francisco
Joaquim
Garcia
Antonio
Santos
d
’Azevedo
Magalhães.
A COMPANHIA VIAÇÃO
BO
MINHO
Faz
publico
que
desde
o
dia
19,
in-
clusivé,
em
diante
principia
a
ter
carrei
ra
da
Cruz
de
Real
para Vieira
a
todas
as
chegadas
dos carros
que
saem
de
Bra
ga
e
do Penedo—
que
vem
a
ser de
ma
nhã
ás
7
e
10
horas
e
de
tarde
á
1
eás8.
Os
preços
são
os
seguintes :
De
Braga
a
Vieira
700
reis
dentro
e
600 fóra :
da
Cruz
de
Real
a
Vieira
e
vice-versa,
200
dentro
e
160
fóra
:
do Penedo
a
Vieira
e
vice-versa,
300
reis
dentro
e
2t0
fora.
Os Gerentes
Antonio
Pereira
Cardoso
Manoel
da Silva
Neves [4470]
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas que desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
*
glaterra.)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA
—
<876.
Parte de Comércio do Minho (O)
