comerciominho_18051876_494.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E,
para
onde deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas; assim como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUISLICA-S SS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.=Seniestre
850
rs.=jProtnn-
cias,
anno
2&400
rs. e sendo
duas 4&000
rs.-=Semestre
l$250
rs.=Braztl,
anno
3$600
rs.=Semcstre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e
i$500 reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10 rs.
Para
os
assignantes
Í0
s
/
9
d
’
abatimento.
BK4K4-
QUINTA-FEIRA 19 DE
MAIO
Signaes de approximação dos
an
glicanas
ao
CatlioIieinriBio.
Lembrar-se-hão
nossos
leitores
que
ha
poucos mezes
correu
nos
jornaes
uma
es
tranha
noticia
a
este
proposito.
Fallou-se
de
certas
tentativas,
e
até
mesmo
de
ne
gociações
entre
Roma
e
Londres
para
fazer
entrar
o
clero
ritualista
na
Egreja
Catholica,
mediante algumas
condições.
Pe
la
nossa
parte,
não
ligamos
grande impor
tância
áquella
noticia,
julgando-a
producto
da fantasia
de
algum
modelista,
apoiado
na
approximação
á
verdade
da
Egreja Ca
tholica
que
se
observa
desde
ha
algum
tempo
nas seitas protestantes
de
Ingla
terra,
e
principalmente
na
dos
ritualistas.
Mas
pouco
depois
veio despertar
a
nossa
attenção
um
folheto que
se
publicou
em
Londres,
e
que se
espalhou
largamenle.
Era
uma
«Carta
de
um
Presbyter
Angli
canas (ass-im
se
firmava
o
auctor)
dirigida
ao
ex.
mo snr.
cardeal
Manoing».
N’
ella
se
propunha
um
plano de
união, o
qual
deixava
aos
anglicanos
o
uso
da
sua
lín
gua
e
dos
seus
ritos,
como
aconteceu
com
os
gregos-unidos,
como
condição
do
reco
nhecimento
pela
sua
parte
da
supremacia
da
Santa
Sé.
Esta
Carla
produziu
muita
sensação,
como
era
natural,
e
fez
fallar
de
si
toJa
a
imprensa
em
vários
sentidos.
Agora
o
Presbyter
Anglicanas
(que
consequentes
com
os
princípios
que
pro
fessam
sobre
a
aoctoridade
dá
Egreja;
e
atrevo-me
a pensar
que
o
apparecimento
simultâneo
de
um
Erastianismo
(1)
per
seguidor
na
Allemanha
e
na
Inglaterra,
é
destinado
nos
desígnios
da
Providencia
a
chamar
a
nossa attenção sobre as
se
guintes
questões:
—
Qual é o nosso
inimigo
coromum?
—
Quaes
são os
nossos
interes
ses
e
os
nossos
princípios
communs?
—Não
podem estes
provocar
a
approxiraação
de
todos
aquelles
que são
e
se
dizem
catho-
licos,
de
maneira
a
oppor uma
frente
uni
da
e
uma
fileira
cerrada
ás forças cres
centes
da
impiedade
e
da
incredulidade».
Referimos
estes
factos
e
citamos estas
palavras
por
dever
de
chronistas,
como
o
fez
lambem
a
esclarecida folha
«Voce
delia
Veritá»,
de
Roma,
em seu
n.°
de 4
de
maio, fazendo
sinceros
votos
para
que a
Ilha
dos
Santos
volte,
e
quanto
antes,
á
unidade
da
Egreja
de
Jesus
Chrislo.
(1)
Escola
que
professa
a superioridade
do Estado,
ainda
nas coisas
religiosas.
O
fundador
d
’
esta
escola
cezariína
foi
um
medico
escocez.
(N. do
traductorj
A
crença em Deus.
—
Minha
encantadora
Virgínia,
acom
panhas-me
árnanhã,
de
tarde,
ao
cerniterio
?
—
Acompanho,
sim,
pobre
Maria!
Sa-
todosD
confessam
ser
homem de
pulso,
e
I
bes
que sou
lua
amiga,
e
nada
te
posso
que
se
suppõe
ser
um
ministro
altamenle
recusar.
Ah!
queria que
os
teus
olhos,
collocado
na
egreja
oflicial)
publicou
uma
cançados
de chorar, se refizessem
ainda
nas
segunda
carta,
dirigida,
também
esta
ao alegrias
da
tua
juventude.
mo
snr.
cardeal
Mannimr. arcebisoo
de
I
i
5
[
0
diziam
duas
meninas,
assentadas
á
sombra
de
carvalheira
antiga
junto d
’unu
portal,
bordado
de
florões gothicos.
Que
sombras
poderiam
empanar
o
bri
lho
d
’
aquellas
primaveras?
Que
tempesta
de
poderia
fazer
estremecer
aquelles
dous
botões
de rosa
1
Havia
alli
duas
tristezas;
uma coberta
de
crepe, outra de
alvas
roupagens:
uma
chorando,
outra
enxugando
lagrimas.
Como devia
ser
commovente
o
«el-as a
ambas
abraçadas
á
cruz
do
cerniterio!
Que aperturas
de
coração
era
tão
ver
des
annos
!
E
’
consolador o
pensar
em
que
Deus
ampara
os que
soílrein.
E
’
consolador
o
pensar
em
que
Deus
não
abandona
os
que
morrem
invocando
o
seu
santo nome.
Os formosos
olhos
da
donzella
que
cho
ram
sobre uma
sepultura,
são a
primeira
recompensa
do
morto.
O
orvalho
d
’estas
agrimas vae
como
que
levantando-o,
pou
co
a
pouco,
para
o
ceo.
Quem
despreza
o
morto?
quem
insulta
o morto?
quetn
apedreja
o
morto?
Não
leremos
nós
lodos de
descer
á
se
pultura
?
Quem ousará
levantar-se
como
juiz
ao
pé
d’
um féretro?
Ah 1
A
Providencia
Divina
que
nos
as
siste
no
berço,
é a
mesma
que
vela
por
nós
na
sepultura.
Amor cheio
d
’
esperanças
aqui,
amor
cheio
d’
esperaoças
lá.
Prende-nos
aqui
o
rouxinol
com
os seus
gorgeios
e
musicas
suavíssimas,
e
amamos
o
rouxinol
brilha
acima
de
nós a
estrei
ta,
—
e
a
estrella
tanto
brilha
sobre
a
casi
nha
que
habitamos,
como
sobre
o cômoro
de
relva
onde
jazemos.
Os
esplendores
de
Deus
brilham
por
toda
a
parte.
Os
benefícios
de Deus
chegam
ao
infinito.
Se
ha
cousa
que nos
perturbe,
aíllic-
ção
que
nos punge,
agonia
que
nos
hor-
rorise,
é
a
descrença.
A
descrença
passa
e
não
vê,
escuta
e
não
ouve.
Nos
raios
do
sol
sente
o calor,
mas
não
sente
o
poder
da
Providencia.
Caminha
pela
senda
arida
da
vida;
e,
se
não
vê
uma
flor,
desespera,
um
aflago,
blasfema.
Vive
na tortura, e
acaba
solação!
Ninguém
sabe
o
que
se
Onde
pois?
Na
crença.
A
crença
abre-nos
o
seio
de Deus,
ama,
espera, sorri;
e
se
chora,
é
quando
vê
que
não
póde,
ainda,
entrar
no
paraizo
celestial.
A
crença
segue
a
borboleta
nos
seus
vôos,
o
rouxinol
nos
seus
gorgeios,
a
fonte
nos
seus
murmurios.
A
crença
segue
o
sorriso
dos
bemaven-
turados,
e
as
lagrimas
dos
infelizes.
A
crença
segue
a
cruz
doirada
dos
tem
plos,
ou
a
cruz
singela dos cemitérios.
A crença eleva-se
do
pó
das
grandezas
humanas
para
os
astros,
e
dos
astros
para
Deus.
Qualquer
folhinha
solta
ao
vento
nos
póde
levantar
para
Deus, assim
como
qual
quer
pequeno mastro
póde
salvar
os náu
fragos.
No
deserto,
também,
póde
brotar
uma
fonte
de agua
cristalina
e
pura,
assim
co
mo
no
coração
humano,
arido
e
resequido,
póde
brotar
uma
fonte
de
amor.
O ponto
é
que
tenhamos
vista
no
pou
co
que
somos,
e
no
muito que
é
Deus.
Deus
e
o
homem!
O
finito
e
o infinito!
A
gota
d’
agua
e
o oceano!
Braga.
[ A
Borboleta
]
M.
DE C.
se não
recebe
sem
uma
con-
GAZETILHA
(lllU,
VI
1
1
1
X
'
VI
« ,
V
ex.
u,u
snr.
cardeal
Manning,
arcebispo
de
Westminster.
O
anonimo auctor
desta
se
gunda
publicação
protesta
com
viva
ener
gia
contra
os
protestos
(menos
numerosos
do
que
se esperava,
todavia)
que
a
sua
primeira
carta
suscitou
em
cedo
numero
de
ritualistas.
Pede
além
d
’
isso
aos
ca-1
lholicos
que lhe
estendam
mão
amiga,
e
cooclue
com
estas
notáveis
palavras:
«Resta
ver,
Monsenhor,
se
os
mem
bros
do
clero anglicano
se
quererão
apro
veitar
da
occasião que
agora
parece
ser-
lhes
oílerecida,
de
se
aproximarem colle-
clivamente
á
Santa
Sé,
e
de
submetterem
á
consideração
da
mesma
as
suas
diflieul-
dades.
Eu
não
vejo
outra
linha
de
con-
ducta
possível
para
elles,
se
querem
ser
Ninguém
sabe
o
que
se
passa
na
alma
do
homem
que,
entregue
a si
mesmo,
vive
na
tribulação
!
Ninguém
sabe
as horas de desalento
que
lhe
vão
correndo,
quando
não
tem uma
luz serena
que
lhe
descubra
horisonles
d
’
esperança
!
Deve
ser
pavorosa
a
noite
que
lá
lhe
vae
deotro
!
A
solidão
apavora-o. A sociedade pin
ta-se-lhe
cheia
de
algozes,
em
vez d
’
irmãos.
Onde
irá
elle
encontrar
o
abrigo,
onde
o
refugio,
onde o
paradeiro santo
e
vulnerável
?
No
borborinho
dos
salões?
Não.
Nos
lábios
da
mulher?
Não.
Nos
arminhos
da
realeza?
Não.
Nos
festejos
populares?
Não.
iti-
Clirimna.
—
No dia
14
s.
ex.
a
revm.
a
administrou
o
Sacramento
do Chrisma,
na
egreja
de
S.
Bartholomeu
de Tadim,
a
mais
de
2:000
pessoas.
O
venerando
pre
lado
foi
recebido
com
o
maior enthusias-
mo e
jubilo,
significado
nas musicas,
no
muito
fogo e
nos arcos
qoe
haviam
le
vantado
nos
arruamentos
do
transito.
A egreja
achava-se lindamente
decora-
rada.
Antes
de
começar
o Chrisma,
s.
ex.
a
revm.
a
pronunciou
um brilhante discurso
adequado
ao
acto.
Exaltou
a
liberdade
co
mo
um
dos
dons
mais
preciosos que
re
cebemos da
mão
de Deus;
mas
assim
co
imo
o
seu
uso
nos
toma
felizes,
o
seu
abu
so
nos
faz
desgraçados.
Jesus
Chi
isto
veio
ao
mundo
paia re
mediar os
males
que
o
homem
acarretára
o
bjks
heit
htsji
Discurso
pronunciado
no pri
meiro
anniversario da Socie
dade de
Conferencias,
(no Por
to) a 22 de janeiro de
1876, por
C.
Miranda.
senhores
:
Pelas
perniciosas ideias, que
teem
en
venenado
a
alhmosfera
social,
lembiou-se
alguém
de
fundar
uma
sociedade,
cujos
membros,
por meio
de
palestras
religio-
so-litlerarias, se
instruíssem
pouco
a
pouco
até
que
podessem
pòr
um
dique á
torren
te
dtsvasladora
da
impiedade.
Effeclivamente
a
sociedade
fundou-se,
e
faz
hoje
um
anno
que
teve
logar
a sua
inauguração.
Um
anno
é mui
curto
es
paço
de tempo
para
que o homem
possa
colher
uma
boa
copia
de
conhecimentos a
poder
fazer
face
a
milhares
de
inimigos,
que
a mãos
largas
espalham
o
êrro
por
toda
a parle.
Onde
não
chega
a
sciencia,
chegam
os
desejos
;
portanto,
senhores,
benevolencia
para
que
eu
não
seja
ava
liado
hoje
aqui
pela
pobreza
das
minhas
faculdades
intellectuaes,
mas
pela
vontade
e
esforços.
A educação
é
um
problema
ainda
nã
o
resolvido,
supposto
que
muitos
escripto-
1
res
se
tenham
occupado
de
tão importante
assumpto.
Fallar,
pois,
eu d
’elle,
e
asse
verar-vos
o
que vou
resolver, seria
um
arrojo
da
minha
parte,
e
desconhecer
a
minha
insufliciencia;
mas
assim
como
os
adormecidos
remansos
d
’
um
regato
não
re
trocedem
perante
a iinmensidade
d’
um
ocea
no
eu
não
deixarei de
apresentar
a
minha
opinião,
porque
homens
dislinctos
tenham
iratado
habilmente do
assumpto.
Da
bocca
d
’
om
ignorante
sahem muitas
vezes
verdades
desconhecidas
para o
sá
bio;
porque
á
luz
da
fé
decifram-se
com
maxima facilidade
enigmas,
onde
nunca
chegou
a
sciencia
de
Buchner,
Littré,
Ro-
bio
e
outros.
Estas
poucas
palavras,
que
acabo
de
proferir, são
suflicientes
para
qoe
alguém
nos
appellide
a
lodos
de
reaccionarios ;
mas
a
palavra
—
reacção
—
significa
opposição
a
alguma
coisa,
ou
acção conlra
outra
;
nós
pppomo-nos
ao
êrro
e tentamos
acção
con
tra
a
impiedade:
por
tanto, senhores,
por
mim e
em
nome
de
toda
a
sociedade,
coafesso,
que,
n
’este
sentido,
somos
con-
victamente
reaccionarios.
ainda presentes os
primeiros
dias
da.
vida,
os
conselhos
dos
paes
e
o
proprio
berço.
Por
conseguinte
ernquanto
a
natureza
fôr
flexível
e
branda
é que
se
deve
dar
di-
recção
aos hábitos
e
affectos,
que
mais
tarde
robustecem
e
vigoiam;
mas
diri-
gil-os
de
fórma
que
a
mocidade
pratique
o
bem sem
mesmo
saber
o que
é
o
bem,
obedeça
sem
mesmo
saber
o
que
é
a
obe
diência.
Assim
corno
se
colloca
na cupula
dos
edifícios
o para-raio
antes
que
a
tem
pestade
sobrevenha, assim
lambem
a
edu
cação deve
ser
dada
logo
na
infancia,
mas
acompanhando
sempre
a adolescência,
por
que
na
primavera
da vida
dá-se
no
ho
mem
a
accão
e
a
reacção
de senlimen-
V
’
M
'j'
<4
KZ
•
V
-
—
—
~~
*
I
-
moral,
por
isso
o
homem,
cujo coraçao|tos
e
paixões
como
succede
no
oceano
o
O
aperfeiçoamento
do
homem é
lei
im
posta
por
Deus,
mas
como
as
forças
são
diversas fruclear-se-ha á medida
do
exer
cício e
da cultura.
O
homem
é
de
si
so
cial,
porisso
carece
de
luzes que o ini
ciem
na
sciencia
da
vida
;
é-lhe mister
au
xilio,
que
o
ensine
a
regular
os
costumes,
le
a
regulal-os
de
íórma
que
possa
tii-
cto
ou
degenera
'entre
os
arbustos
silves
I butar
ao
fututo
os
serviços,
que recebeu
do
passado.
A
retribuição é,
portanto,
um
dever,
o
que
na
infancia
se
aprende,
tarde
ou
nun-l
uma
lei,
que
obriga
os
paes
a
educarem
ea
esquece.
|
r
.
.
sabio,
verdade
alguma
me
tocou
tanto
o
intimo
d
’
alma
como
esta
:
a
educação
é
a
vida.
A
educação
é
a
insirucção,
que
illus-
ira a
razão,
adorna
o
entendimento, aper
feiçoa o
coração
e
suavisa
os
costumes;
é
finalmente
a
sciencia
do
bem
e
da
virtu
de. Edificar,
pois,
sobre
o
bem
é
ter a
certeza
da
moralidade na
familia
e
d
’
esta
na
sociedade;
seguir
caminho
da
virtude
é
antever
os
claríssimos
raios
da luz
da
felicidade,
a
aurora
d
’
um
manancial
de
ven
tura,
ir
despindo
os
andrajos
da
vida
ma-
leiial
para vestir
a
alvíssima túnica
da
pu
reza
e
da
immortalidade.
A
verdadeira
edu
cação
lem a
suas
bases
assentes
sobre_a
LllVIUI^
—
—
■
j
não
tiver
sido
cultivado
com
os preceitos
fluxo
e
refluxo
das
aguas,
da
moral
e
da
religião,
verá
na
vida
um'
theatro
de
misérias
e
de
calamidades,
e
na
morte
as
lagrimas
da própria
vida.
A
educação
é
para
a
alma
o
que a
cultura
é
para
a
terra. Aquelle,
pois,
que
na infancia
não
recebeu
os
embriões
da
virtude,
assimflha se á semente
lançada
em
•
terreno
agreste,
que
ou
não
produz fru-
A
educação
é
a
vida,
disse certo es-
criptor.
De
lábios humanos
ou
da
penna
d
um
tres
que
a rodeiam.
A
educação
é obra
de
toda a
vida, pois
---------
los
filhos
tendo
em
vista
que
na
educação
0 homem
ás
portas
da
eternidade
temidos
seus
propnos
está
a
educaçao
dos
sobre
si
abusando
d
’
essa
liberdade;
e
aqui
instituiu
sacramentos
para
nos
dar forças
a usar
e
não
abusar
d’
ella.
Redimidos
no
baptismo, o
Cbrisma
é
como
um
com
plemento
d
’
aquelle
sacramento,
e
por
elle
recebemos
força
para
resistir
ás
tentações
contra
a
fé, que
são
taotissimas
no
sé
culo
em que
vivemos.
D
’
ahi
a
sua
ne
cessidade.
Em
seguida a
esta
exhortação
eloquen
tíssima,
s.
ex.
a
começou
a
administrar
o
Chrisma.
—
No
dia
28
continua
a
adnainstração
do
mesmo
santo
sacramento
na
egreja
de
Santa
Maria
de Adaufe
aos
íieis
d
’
aquella
freguezia
e
aos
das de
Crespos,
Santa
Lu-
crecia,
Navarra,
Palmeira
e
Pousada
;
e
no
dia
4
de
junho
ultimará
no
templo
do Popuio
para o
resto
do
po
’
vo
-da
ci
dade.
O
illustre
prelado
mostra-se
muito
sa
tisfeito
com
o
modo
porque
tem
sido re
cebido
pelas suas
ovelhas.
Consta-nos
que
logo
que
lhe
seja
possível,
s.
ex.
a
conti
nuará
com
as
suas
visitas,
e
cbrismará
em
algumas
povoações d’
importaucia,
co
mo
Barcellos,
Guimarães,
Villa
Nova de
Fatnahcão, cujos
habitantes
esperam
aocio-
sos
a
presença
do zelosissimo
Antistite
bra-
carense.
Academia
de
3Jellras
artes.—
Com
este
titulo
se
abrirá
no
dia
20
d
’
este
mez
uma
academia
de
desenho,
pintura
e
gra
vura, debaixo
da
protecção
da
exm.
a
ca-
mra,
nos
baixos
da casa
n
0
8,
largo
de
Santo
Agostinho.
O
director
é
o
nosso digno
patrício
o
sor.
José
Vicente
de
Salles,
antigo
pen
sionista
por
SS.
MM. os reis
de
Portugal,
nas
cortes
de
Roma.
Paris
e
Londres.
Muito
precisava
Braga
d
’
esta
nova
ins
tituição,
tanto
para
a
juventude,
como
p.ra
a
maior
parte
dos
artistas,
que
mui
tas
vezes
por
falta d
’esta
instrucção,
não
acabam
suas
obras
com
a
prefeição
de
vida.
Recommendaajos
pois
eíficazinente
aos
nossos
patiicios
esta
opportunidade.
A
exm.a
camara
é
digna
de louvor
pe
lo
apoio
e
protecção
que
dá
a este
util
melhoramento,
que
esperamos se
desen
volverá
e
mais
tarde
se estabelecerá em
local
que
tenha
todas
as
condições
neces
sárias.
Mez
d»
Maria
nos SSemedies.
—
Tem-se
celebrado
n
’
esta
egreja,
segundo
o
costume
dos
annos
anteriores,
esta
tão
bella
e
edificante
devoção.
O concurso
dos
lieis
este
anno
é
ad
mirável.
Oli
! E
como
é
bello
o
espectaculo
que
oílerecem
aquelles
fervorosos
devotos
da
Virgem,
agrupados
iodas
as
manhãs
ao
redor
do
seu
altar, deprecando á sua
ima
gem, cantando
seus
louvores,
escutando
attenlos
dos
lábios do
sacerdote
as pala
vras
de
vida
eterna,
a
exposição
das
bri
lhantes
prerogativas
e
virtudes
de
Maria,
que
cada
dia
alli se
propõe
a
sua
medi
tação
!
Se
porém
é
verdadeiramente
admirável
o
concurso
de
fieis,
que
todas
as
manhãs
enchem
aquelle
santo templo,
fazendo
ec-
coar
em
suas
abobadas
os
louvores
da
Virgem
Mãe;
não
é
menos
consolador
e
edificante
o
numero
de
pessoas que
todos
os
dias
alli
se
aproximam
da
Sagrada
Meza Eucharisnca,
a
receber em seu
peito
a
Jesus
Sacramentado.
E’
raro
o
dia
que
não
commungam
antes
do
exercício, para
cima
de
60
pes
soas,
não incluindo
aioda
a
religiosa
com-
munidade
d
’aquelle convento
!
No
dia 13
de
maio,
logo em seguida
ao
devoto
exercício,
cantou-se
uma
missa
por
intenção
do Sumtno
Pontífice,
por
ser
o
seu
84.°
anniversario
natalício,
a
que
assistiu
grande
numero
de
fieis.
Excedeu a
100
o
numero das
pessoas
que se acercou
n
’
esse
dia
da
Meza
Sagra
da,
otierecendo as
suas
commuuhões
por
intenção
de
Pio IX, como
lhes
havia
sido
pedido
na
manhã
antecedente.
Finda
a
missa,
deu-se
a
beijar
uma
imagem
de S.
Pedro,
prenda
com
que
o
immorlal
Pontífice
havia
brindado
o
seu
maior
amigo
em
Braga,
o
sempre
chorado
padre
Martinho
Antonio
Pereira
da Silva.
O altar da
Virgem
está
primorosamente
ornado,
e
toda
a
cera
que
n
’elle
arde
durante
o
mez
é
a
expeosas d’
urna
piedosa
devota, que
ha
pouco
experimentara
quan
to
é
valiosa
e
eíficaz
a
protecção
da
SS.
Virgem.
As
cantoras
e
organista
teem desem
penhado
magistralmente
seus
papeis.
Já
é
bastante
avultado
o
numero
de
graças
obtidas
por
intermédio
do
Coração
Immaculado
de
Maria,
durante este
mez
consagrado
a
seus
cultos.
Na
l.
a dezena
houve
em
seguida
ao
exercício
missa
cantada
e
nova
distribui
ção
de
sortes,
e
no
dia
20
repelir-se-ha
o
mesmo.
No
dia
31
concluir-se-hão
os
devotos
exercícios
com solemoissima festividade,
precedida
de
communhão
geral,
para a
qual
se
devem
preparar
todos
os
devotos
de
Maria.
D,gne-se
a
Virgem acceitar
nossos
ar
dentes
votos,
despachar
benigna
nossas
petições,
e
a
lodos
dispensar
seu
natural
amor,
afim
de
que,
perseverando
em
nossa
devoção para
com
elle,
um
dia
vamos
cantar
suas
glorias
na
eterna
ventura.
Os
paasaM-itaSvo»
eantorer—(Con
to
de
Schmid).—
Havia
em
certa
província
uma
linda
aldeia,
em
torno
da qual
havia
lindos arvoredos
e
pomares
de
fructa.
Na
primavera
floresciam
aquellas
arvores e
exhalavam
os
mais
deliciosos
perfumes. Em
seus
ramos
faziam
seus ninhos
immensi-
dade
de passaros.
que
enchiam
os
ares
de
alegres
gorgeios.
No
seu
tempo,
fazia
gosto
ver aquelles
arvoredos
carregados
de
ce
rejas,
maçãs
e
peras.
Mas
um
bando
de
rapazinhos
mui
tra
vessos
deram
em
lirar
e
destruir
os
ni
nhos,
causando
a
morte
dos
pas-arinhos;
e
desde
então
a
pouco
e
pouco
foram
desapparecendo
os
passarinhos
d
’aquelles
togares,
até
que
abandonaram
completa
mente
aquelle
paiz
hospitaleiro.
Não
mais
se
ouviu o
seu cântico
nas
formosas
ma
nhãs
da
primavera
E
aquelles
pomares
se
tornaram
tristes
e
silenciosos.
As
lagartas
tão
prejudiciaes
á
vegetação,
e
que,
dan
tes,
eram
destruídas
pelos
passaros
em
proprio
proveito,
multiplicaram-se
por
tal
modo que
devoraram
as
flores e
folhas
das
arvores,
ficando
antes
de
tempo
despidas
como
no
inverno.
Os
travessos rapazes, que
n
’outro
tem
po
tinham
com
fartura
boas
cerejas,
bel-
las maçãs
e
deliciosas
peras,
viam-se
agora
sem
ellas
e
sem
os
ninhos
dos
passari
nhos:
justo
castigo
da
sua
maldade.
—
(Exlr.)
Morte sentida.—
O
ill.mo
snr. An
tonio
Braz,
distincto
mancebo portuguez
(e
natural
desta
cidade
de Braga)
qoe es
tudava
em
Roma,
teve
a
felicidade d
’
al-
li
se
unir
pelos
sanctos
laços
matrimo-
niaes
a
uma
menina
romana,
educada
por
sua mãe,
com
-todo
o
esmero
e
vigilân
cia
christã.
Um
só
facto prova
a
excel-
lente educação
que
dominava
aquella
bel
la
alma
que
se
irradiava nas
alegres
ex
pansões,
e
nos
transportes de
vivacidade
do
gemo
italiano;
um só
facto,
dissemos
e
é
o
seguinte:
não
tinha
segredos,
nem
os
queria
ter,
para
sua
mãe
e
o
seu
confessor.
E este
abandono
de
confiança
illimitada
na
direcção
do
seu
confessor
e
de
sua
mãe,
a
fizeram progredir
na
sen
da
da
virtude
e
ser
um
exemplar
entre
as
suas
exemplares
companheiras
das
va
rias
associações
piedosas
em
que
estava
alistada.
A
felicidade,
porem,
de
possuir
uma
joia
de um
lai
valor não foi
dura
doura,
—
poucos
tnezes
depois
a
morte
rou
bava
ao
carinhoso
extremo
do
exemplar
esposo,
aquella
flor
do
Paraizo,
cuja
guar
da
na
terra
lha
fôra
confiada
por
algum
tempo.
O
infeliz
mancebo
ficou
prostrado
na
mais
acerba
dôr,
e vendo-se
ferido
no
que mais amava,
voltou
para
o
Ceu
seus
olhos,
cheios
de
lagrimas
e
promelteu
lá
ir
encontrar, a
que
tão
fugitivameole
lhe
pertencera.
O
seu
amor
era
todo
chris-
tão;
—conhecendo a
virtude
de
sua espo
sa,
procurará
assimilhar-se-lhe
para lhe
ser
eternamente
unido na Patria
celes
te.
Um
anoo
havia
passado
sobre
essa
dôr
tão
profunda
e tão verdadeira
e
eil-o
de
pé,
coberto
de
luclo, assistindo
ás exé
quias
solemnes
que
em
honra
da
esposa
idolatrada se
fizeram em
S.
Antonio
dos
Portuguezes,
e
á
noule,
acabada
a
cere
monia,
envergando
uma
batina
de
sacer
dote
secular,
para lhe
servir
de
morta
lha
no
resto
de
seus
dias,
e
se
entregar
cornplelatnente
á
salvação de
sua alma
e
do
seu
proximo.
Do
Céu
lhe
inspira sempre
a
esposa
virtuosa
resoluções
sanctas
—
uma
comple
ta
abnegação
—
e
uma
caridade
inexgolavel
para ser
um bom sacerdote
de
Christo
em toda
a
extensão
da
palavra.
Eis
o
que
a
respeito da
ceremonia
fúnebre
diz
um
jornal
italiano:
«Com
grande
pompa
leve
logar
na
Re.il
Egreja
de
Sancto
Antonio
dos
Portogoe-
zes
as
solemnissimas
exeqoias,
já
por
nós
annunciadas,
pelo
anniversario
da
morte
da
chorada senhora
Julia Braz, da
familia
Comparelti.
A
solemnidade
saiu
em iodas
as
suas
partes
altamente
magnifica
e
verdadeira
mente
digna
da nossa
illustre
concidadã,
em
cuja
honra
se
fazia.
Sobre
um
bello
catalafalco
ornado de
flores e
engrinaldado
de
tristes
violetas
se
via
o buslo
da
joven esposa,
no
qual o
insigne
esculplor o senhor José Trabac-
chi
soube
com
mão
de
mestre
exprimir
a belleza,
a
graça,
a
ingenuidade,
o
olhar
vivo
e
insinuante
que
ornava
o
roslo
da
extincta
senhora.
Depois
do
Pontifical que foi
celebrado
por
S.
Ex.
a
R.
raa
Mgr.
Marinelli.
Bispo
de
Porphino, Sacristão
de
S.
Sanctidade,
subiu
ao
púlpito
o
celebre
orador
o
Rev
,uo
Arcipreste
—
Cenli,
que
soube
confirmar
ainda
uma
vez
aquella
fama
que
juslamen-
te
lhe
ha
adquirido
seu raro
talento.
Não
é
possível
descrever
a
emoção
que na
im-
meosa
assembléa
causaram as
expres-ões
tristes
e as imagnes
snblimemente
poé
ticas
com que
o
sabio
orador
piutoo
com
vivas
côres
as
virtudes
e
merecimentos
da
extincta. De
todas
as
partes
se
sen
tiam
os
soluços
e
ao
mesmo
orador
cus
tou
algumas
vezes a
reprimir
a
sua
pró
pria
commoção,
que
quazi
lhe
embarga
a
VOZ.
Acabada
a
oração
fúnebre
o
mesmo
Mgr. Sacristão
deitou
as
absolvições,
que
foram
acompanhadas,
como
lambem
a
Missa,
da
magnifica
musica
do
maesiro
Fdippe
Puccinelli
e
executada
pelos
mais
insignes
artistas
de
Roma.
A
esta
fúnebre
ceremonia assistia
o
Exc.ino
Cardeal
Di
Pietro,
Protector
da
Nação
Portogueza.
Assistiram
lambem
na tribuna
S.
Exc.a
o
Conde
de Thomar,
ministro
de S.
M.
F.
junto
da Sancta
Sé,
Exc.
a
o
Viscon
de
de
Castro,
ministro
de
Portugal
jun
to
ao
rei
de
Italia,
os
addidos
á
Ad
ministração
dos
estabelecimentos
Porlu-
guezes
e
muitos
outros
illustres
persona
gens.
S.
.A.
I.
o
Príncipe
Edmundo
Radzi-
will
se
dignou
também
de
honrar
com
a
sua
presença
esse
acto religioso u assis
tiu
em
logar distincto
a
toda
a
ceremo
nia.
Muitas senhoras
pertencentes aos
di
versos
círculos
calholicos,
numerosos
ami
gas
da
finada,
e
principalmente
as
senho
ras
da
Pia
União de
S.
Luiz
formavam
uma
devota
corôa em
torno do calafalco
e
era
assaz
commovente
ver
as
lagrimas
que espargiam
em
roda do tumulo,
ao
pé
d’
aquelie
simulacro
qtie
vivamente re
presentava
soa
antiga
companheira.
O
templo
estava
litleralmente
cbeio
de
assistentes.—[A
Civilisação
J
.
Questões «!<> Oriente.—
As
noti
cias
do Oriente
vão todos
os
dias
toman
do
caracter
mais
grave.
Parece
que
o
movimento
da
insurreição
e
o
espirito
que
o
anima, tendein
a
espalhar-se.
Os
jorn.es
de
9
publicam a
proclama
ção
dirigida
pelos insurgentes
christãos
da
Bosnia,
aos
seus
compatriotas
mussultna-
nos.
A
maior
parte
desses—
compatriotas
mussulmanos
nao
são de origem
turca;
é
gente
qne
se converteu
pelo atiractivo
de
muitas vantagens,
todas
temporaes.
Os
insurgentes,
da
lucla
em
que
se
ãcham
empenhados, querem
fazer
guerra
de
ra
ça,
e obter, por
conseguinte,
senão
o
concurso,
pelo
menos
a
neutralidade
dos
mussulmanos
da
Bosoia.
Tal é
o
fim
das
suas
proclamações,
mas
será
dilfieil
saber
se
o
conseguirão.
A
crescente
fraqueza
da
Turquia
póde inspirar
aos
mussulmanos
de
origem
christã
reflexõ-.s
que
os
levem
á
iuacção
que
se
lhes
pede;
mas
por
ou
tro
lado
os
insurgentes
victoriosos
respeita
rão
por
ventura
os
interesses dos
maho-
que
bão
de
pertencer
ás
gerações
futu
ras.
Assim
como o
cálix
da
flor
se
abre
aos
raios
do
sol,
assim
também
o
cora
ção
da
mocidade
se
abre
ao
sol
da
vir
tude.
A
educação
é,
pois,
a
bebida
espi
ritual,
que
deve
seguir-se
á laclea
substan
cia
de
nossa
mãe,
devendo
principiar
des
de
o
berço
e
sendo
a
mulher
a
primeira
mestra
do
homem.
Exauthoral
a
d
’
este
privilegio,
seria
des
conhecer
qoe
a
educação
requer
poucas
theorias.
mas
nm
coração
que
abrande
com
aflaclos
a
rigidez
das paixões,
e
matize
a
virtude
com
as
peiolas
do
inexgotavel
the-
souro
do amor materno.
Conhecendo-se
d
’aqui
que
educar
a mulher
é
formar as
gerações
futuras
e
ter
a
certeza
da
mo
ralidade na
sociedade
do
porvir;
mas
edu
cai
a
religiosamente,
pois
que
só
a
reli
gião
tem
aticioridade
de
corrigir
vícios
e
reformar
costumes.
A
mulher,
religiosamente
educada, é
a
estrella
do
bem,
a
mensageira da
Provi
dencia,
a creatura
mais
sublime do
mun
do,
o
sol que
allumia
des
le
o
reino
da
materia
até
a
mansão
dos
espíritos.
Sendo
a
rainha
da
creação,
não
tem
um
throno
de pérolas
e
diamantes,
não
cinge
a
corôa
da
realeza, não
possue
pa
lácios
de
mármore
e
salões
doirados
;
o
seu
throno
é
mais
rico,
mais
sumptuoso
e
mais seguro;
não
baqueia
ao
sopro da
tempestade,
nem
ao
choque
das
vagas
que
se alleam
ás
nuvens,
nem
aos
horro
res
dos
cataclismos, nem
aos
furores
das
revoluções;
o
seu throno
é a
sensibili
dade.
Esta
sensibilidade
manifesta-se
de
vários
modos,
partindo
todos d’
um
unico
senti
mento
que
é o
amor.
O
amor
religioso
produziu
Magdalenas,
e
o
amor
da
patria
Déboras,
Joannas
d
’Arc,
e
Therezas
de
Vdhena.
Quem
ins
pira
o
poeta
nos
seus sublimados
cantos?
quem
anima o
esculplor
aos
primorosos
relevos
do
seu
cinzel?
quem
induz
o
pin
tor
ás
bellezas da
sua
teia?
Qoe repou-
dam
por
mim
as
Lauras,
as
Nalercias
e
as
Beatrizes.
A
mulher
religiosa
possue raios
de
luz
que
deslumbram,
torrentes
de inspiração
que
seduzem;
ensina
nos
a
compreheuder
o
mavioso
gorgear
do rouxinol
e
o
ge
mido
plangente
da
rola,
o
brando
ciciar
da
brisa
por
entre
flores
e
o
murmurio
da
fonte
que
deslisa.
A mulher
movida
pelo
amor
de
mãe
é
admiravel,
pelo
amor
do
prox;mo
é
su
blime.
Curvada diante
da
berço
do
recera-
nascido,
divisa-se-lhe
no
roslo
as
rugas
da
insomnia,
e
qual
estatua
d
’amor
que
não vê,
que
não ouve,
absorta,
contem
plando o
fructo
querido das suas
entra
nhas, comprehende
em
cada movimento,
em
cada
vagido,
linguagem misteriosa
das
creanciohas,
o
desejo
e
a
vontade
do
li
lho.
Embala-o
no berço, cantando lhe him-
oos
d
’amor;
acalenta-o
nos
braços,
en
chendo-o de
meiguices
;
amamenta-o
no
seio, cobrindo-o de
beijos;
e,
apenas
co
nhece
que
elle
esiá
saciado
do
caudaloso
leite
de
seus peitos,
segue-se
uma tem
pestade
de
caricias,
não
se
distinguindo
qual
d
’
ellas
tem
a primazia,
se
o
filho
com os
seus
sorrisos
de agradecimento,
se
a
mãe
com
a
soflreguidão
da
soa
ter
nura.
E’
sublime
ao
pé
do
leito
do
moribun
do,
quando para
o mortal já
não ha
um
unico
raio
de
esperança
;
ella
soffre com
resignação
o
fétido
asqueroso
das
cha
gas
gangrenadas,
e
de
seus
lábios
sahem
a
torrentes
palavras
de consolação.
Des-
presando
as
grandezas
do
mundo
snppor-
ta
a frialdade
das
paredes
d
’um hospital,
ministrando
a
uns o
pão
de
cada
dia,
a
outros
a
palavra
da
vida.
Assim
como
a
pérola
do
mais
subido valor
está
muitas
vezes occulta
nos
insondáveis
abismos
do
oceano,
assim
a
mulher
do
mais
eleva
do
merecimento
não
é com
certeza aquel
la
que
salpica
as
suas
vestes
de
innocen-
cia
com
as
frivolidades
do
mundo.
A
mu
lher
religiosa,
pois,
é
mais
forte do que
o
soldado
que
entra
com coragem uo
ar
dor
da
batalha,
e
do que
o
oaota
que
avassalla as
ondas encapelladas
do oceano,
é
finalmente
um
poema
de
ternura
e
de
amor,
que
fascina,
embriaga
e
seduz.
A
mulher
sem
religião,
se
conserva
por
algum
tempo intacta
a
sua
dignidade
e
a
sua
honra
é
simplesmente
por
capri
cho,
mas
sem
a
consciência
da differeo-
ça
que
ha
entre
o
vicio
e a
virtude.
Ape
nas, porém,
as paixões
começam a
domi-
minar-lhe
a
razão,
elli
arranca de si
as
vestes
da
innoceucia,
e
cobrindo-se
cem
os
andrajos
do
vicio,
penetra
no
antro
es
curo
das
torpezas,
onde
só
bruxtilea
a
luz
amarelleota
da
desmoraiisação.
Ouve
as
trovas
tremendas
da
prostituição,
no
meio
do
cambalear
da
embriaguez,
e
pre-
sencea
a
imagem
sórdida
d
’
uma
orgia
sa
-
tornai.
A
principio cala-se,
emmudece,
apavora-se
;
mas
de repente
chegam
os
anhelos
de
paixões
fingidas,
e
ella
levan
ta-se
como
que
attrahida
pelas
magicas
e
seductoras
palavras
—
paixão
e
amor-
—
sorve
a
longos
tragos
a
taça
da
devassi
dão,
e desce
de loucura
em loucura
o derradeiro
degrau
do
vicio
e
da
igno
minia.
Ahi
tendes,
senhores,
o
que
é
a
mu
lher
lapidada
pela
educação
religiosa,
mulher
privada
d
’este
precioso
apaoagio.
que
é
a
mais seductora
das
suas
formo
suras.
E
a
educação
que
uão
fôr religio'
metanos,
e
não
lhes
dirão
no
dia
seguia
te
á
do
triunío:—
A
cabamos
de
libertar-
vos,
pagai-nos
os
nossos
trabalhos.
—?
Os
mussulmanos
da
Bosnia
devem
prever
o
que acontecerá
em
similhante
caso,
e
melhor
de
que
ninguém
sabem
o
que
va
lem
as
promessas
de
uma
proclamação.
Seja
porém
como
fôr
a
insurreição
desen-
«oive-se
na
Bosnia;
e
eis
agora
que a
Bulgaria
animada
pelo
exemplo
dos
visi-
nhos
se
prepára
para enviar
um
pedido
ao
sultão
solicitando
a
sua
autonomia.
E'
pelo
menos
o
que
se
vê
da
Correspon
dência
Política
de
Vienna;
resta
saber se
o
movimento
é sério, e
que resultado le
rá.
Os
jornaes
ainda
não
puclicam
os
por
menores
do
assassinato
dos
consoles
de
França
e
da
Allemanha
em Salonica.
Os
despachos
apenas
dizem
que
a
desordem
em
Salonica
foi
motivada
por causa de
uma
doozella
búlgara
que
queria
fazer-se
mnssulrnana.
Alguns christãos
roubaram
a
do
bairro
turco;
levantou-se conflicto
pe
la
força,
e
os
cônsules
de
França
e
da
Allemanha,
sem
se
saber
como
e
porque,
intervieram
na
contenda,
e
foram
mortos
pela
população
musulmana.
Resta
também
saber
se
este
odioso
crime
foi
um
acci-
denle
puramente
Leal,
como
ha
tantos
no
O
iente.
ou
se
tem
ligação
com
estado
actual
do
paiz.
Canverssío.
—
Acaba
de
dar-se
n
’
es-
ta
cidade
um
facto
que
deve
ser
de gran
de
alegria
para
todos
os
corações
calho-
licos.
E
’
sabido
que
se
faz
ahi
a
sabeo-
das
mas
com
tolerância
das
auctoridades
uma
propaganda
protestante
illegal
e
de
saforada.
Um desgraçado
que
fôra
sedu
zido
por
uns
propagandistas
acaba
da
vol
tar
ao
grémio
catholico.
Chama-se
Luiz
de
Souza
Quintães;
é
natural
da
fregue-
zia
de
Siulães,
e
mora
na
rua
dos
Pe-
latnes.
Ha
aunos
que
se havia
feito
protes
tante
e
era
vendedor
ambulante
de
Bíblias
e
folhetos
protestantes.
Achando-se
enfer
mo
e
era
perigo
de
vida,
movido
pelos
conselhos
e
instancias
d
’
uma
Pilha
de
Maria,
abandonou a
seita
e
abraçou
de
novo o
catholicismo.
Pediu
voluntariamen
te
os
Sacramentos,
sendo-lhe
tainbem
ad
ministrado
a
elle
e
a
uma
mulher
com
quem
vivia
o
do
Matrimonio
para legiti
mar
aos
olhos
de
Deus e
dos
homens
aquella
untão
escandalosa.
Foi
coofessido
no
sabbado,
6
do
cor-
reole,
recebeu
a
Eucharistia
na
segunda
fei'a
seguinte,
e
na
tarde
d’este
mesmo
dia
veriticcu-se
o
casamento
com
a
com
petente
autorisação
do
Prelado.
Abandonado
pelos
protestantes,
tem
sido
soccorrido
pelos
catholicos,
e
pro
testa
que
se
Deus,
Nosso
Senhor,
permit-
tir
que
se restabeleça
e
lhe
der
alguns
annos
ainda
de
vida,
combaterá
o
protes-
tismo
com
hem
maior
zelo
de
que
aquel-
le
que
desenvolvera
por
alguns
annos
con
tra
o
Catholicismo.
Aos
aclos
religiosos
e
edificantissimos
que
deixamos
mencionados
assistiram
al
guns
visinhos,
vertendo
lagrimas
de
con
tentamento.
e
louvando
a
Deus
por tão
salutar
conversão
que
será
exemplo
a
mui
tos,
consolação
a
todos.
—
[Palavra].
de
PlíiSadtelfslíiw.—
A
commissão
da
exposição
brazileira
enviou
para
a
Philadelphia
36
volumes
com dif-
ferentes
artigos
de
producção
nacional:
1:200
exemplares
em
inglezes
do livro
O
Brazil na
Exposição
da
Philadelphia,
1:000
exemplares
da
mesma
obra em
al-
lernão.
e
mais
17
ricamente
encadernados;
2:000
exemplares
em
ioglez,
allemão e
francez,
d
’
um
livro
ácerca
do
mate
do
Pa
raná:
uma
rica
collecção
de
photographias
expostas
pelo
Imperial
Institulo
artistico:
differentes
mappas.
esboços
e
trabalhos
bistoricos,
geográficos
e
hydrograficos
que
serviram
de
base
á
carta-
geral do
Impé
rio,
feita
pela
snr.
baião
da
Ponte
Ribei
ro.
Hospieio
de Smita
IfEargarida.—
Chegaram
no
dia
9
do
corrente
a
esta
cidade,
com o
fim
de
tractarem
os
doen
tes
particulares
as
Irmãs
Hospitaleiras Fran-
ciscanas,
que
se
acham
domiciliadas
na
rua
dos
Sapateiros
n.°
12.
Estamos
auctorisados para
anuuuciar
ao
publico
d
’esta
cidade,
que as
ditas
Ir
mãs
se
prestam
gratuitameote
a
tractarem
em
suas
enfermidades
as
pessoas
que
re
clamarem
os
seus
serviços.
Outro
sim
se
declara
que
uma
das
Ir
mãs
dará
igualmente
grátis
aula
a
meni
nas,
sendo
preferidas
as
pobres,
e
poris-
so
que
a
casa
não
tem
capacidade
pa
ra mais
serão
admittidas
até
ao
numero
de
15.
As
horas
da
aula se/ão
das
9
ás
11
da
manhã,
e
das
2 ás
4
da
tarde.
Cada
menina levará
um
pequeno
ban
co
ou
cadeira
para
se
sentar.
Conenno
—
Por
espaço
de
30
dias,
a
contar do dia
10
do
corrente mez,
foi
posto
a
concurso o
logar
de
professor da
escola
primaria,
fundada
pela
Associação
Calholica.
Os
concorrentes
deverão
apre
sentar
dentro
do
referido
praso
na
secre
taria
da
Associação
seus requerimentos
devidamente documentados.
O
ordenado
é
de
150^000
reis.
Braga
10
de
maio
de
1876.
O
secretario
Domingos
Moreira Guimarães.
ACtBADECinESTO
Profqndaruente
reconhecidos
para
com
todas
as
pessoas
que
nos honraram,
cum
primentando-nos,
e
prestaram
seus
obse
quiosos
serviços
por
occasião
do
falleci-
mento
de
nossa sempre
lembrada
irmã
e
cunhada,
Agueda
Theresa de
Jesus
Dias
da
Cosia;
bem
como
aos
snrs.
ecclesiasticos
que
se
dignaram
assistir
aos
oflicios, que
para
sufbagar
a
alma
da
finada
tiveram
logar
no
templo
da
Misericórdia
;
vimos
hoje
por
este
meio
consignar-lhes
um
publico
tes-
timunho
da nossa indelevel
gratidão.
Maria
Clara
Dias da
Costa
Maria
Felicíssima de
Jesus Magalhães
e
Costa
José
Moria
Dias da
Costa.
ULTIHOS TKtEGRAMMAS
»
a
|
ACÍE.VCIA
IÍAVAS
MADRID
13.
—
Na
conferencia
que
ce-
ebraram
com Canovas os
delegados da
lyscaia,
declararam
que
os
«fueros,
não
lestroem
a
unidade
constitucional.
Suslen-
aram
que
a
insurreição
carlista
não
au-
horisa
a
qualificar
rebeldes
as
proviocias
lo Norte.
Recusaram
tractar
qualquer
ac
ordo
com
o
governo
sem que
se
man-
enham
indiscutíveis
os
«fueros»
da
Bys-
aia. Canovas
respondeu
que
com
sirai-
hantes
exigências
dava
por terminada
a
lonferencia. Os
delegados
da
Navarra
con-
erenciarão
com Canovas
segunda-feira.
>ê-se
que
a questão
para
a
suppressão
los
«fueros» será
apresentada ás
côrles
>a
quarta-feira.
Semeoni
parte
para
llutna
irevemente.
MADRID
13
—
O
congresso
nomeou
ima
commissão
de
21
deputados,
cncar-
egada
de
proceder
a
um
inquérito
sobre
s
gerencias
financeiras
desde
1809
a
Vienna
tres
im-
pacifica-
PARIZ
13
—
Um
despacho
de
lonfirma
existir
accordo
entre
os
>erios
do
norte,
que
querem
a
ao
e
a
energica
protecção para os
es-
rangeiros
residentes
na Turquia. Estas
deias
serão
consignadas
o
’
um
«memoran-
lum»
que
vão
dirigir
ás
potências.
A
fo-
ha
official
diz
que
Dulaure,
presidente
de
ninistros,
desempenhará
na
interinidade
c
ugar
de
Ricard.
Detinitivamente
será
sub-
nituido
pelo
actual sub
secretario.
Não
ta
agitação
alguma em
Constantinopla.
LONDRES
13
—
A
republica
de
Guate-
nala
ficou victoriosa contra
S.
Doasin-
Moriere
PARIZ
15.
—
A
nomeação
de
>ara
ministro
do interior
foi
assignada
es-
a
manhã.
O
conselho
municipal
de
Pariz
ippiovou
o
empréstimo
de
120
milhões
>ara
obras
publicas.
Fizeram-se
hontem
:m
Salonica
36
prisões por
causa
dos
ul-
imos
acontecimentos, não
sendo
alterada
tranquiliidade.
O
imperador
da
Rússia
lartiu
de
Berlim,
hoje
de
madrugada,
che-
;ando
ás
10
horas
e
meia.
O
«memo-
andum»,
contendo
o
«veridiclum»
dos
res
impérios
com
respeito
á
insurreição
la
Herzegovina,
foi
communicado
a ou
ras
potências
já
indicadas
pela
nota
An-
Irassy.
Será
proposto
novo
armistício.
MADRID
15
—Hoje
esteve
fechada
a
loisa
por
ser
dia
de
Santo
Izidro.
MADRID
14.
—
Teem
chegado
a
Ma-
Irid muiios
deputados
das
províncias,
ex-
:epto
Byscaia
e
Navarra,
para
pedirem
imraediata
abolição
dos «fueros».
Os
leriodicos «Poblica»
e «Cronista» dizem
pie
os
delegados
da
Eyscaia
e
Navarra
irojectam
ptotestar
contra
a
abolição
dos
Tueros»
antes de
partirem
para
Madrid.
MADRID
14. —
Chegaram
a
Vigo
as
ragatas
de guerra
inglezas
«Monarch»
e
iResislence».
O
resto
da
esquadra
é
es-
lerada
no
dia 21
do
corrente.
O
gover-
10
apresentará
ao
senado
na
terça-feira
o
irojeclo
da
reforma
dos «fueros»
das
pio-
iincias
vascongadas.
Teem
chegado
a
Ma-
irid
alguns
uavarros
para
conferenciarem
:om
Canovas.
RIO
DE
JANEIRO 15.
— Realisou-se
i
abertura do
congresso
argentino.
O
pre
sidente
Avellaneda
leu
a
mensagem
de
abertura,
a
qual
declara
existir
socego
no
interior da
republica
e
serem
amigaveis
as
suas
relações
exteriores.
Espera
com
economias
conseguir
o
equilíbrio do
or
çamento;
annuncia
que
a exportação
au-
gmenta
coostantemente;
prornette
favorecer
a
emigração
e honrar
os
compromissos.
BAHIA
15
—Chegou
a
este porto,
pro
cedente
da
Europa
o
vapor
allemão
«Rio»
da
companhia
de
Hamburgo.
iSHADECIMEiraS
Havendo
felizmente
apparecido
o meu
filho
Carlos,
cujo
desapparecimento
no
dia
6
do
corçente
se
annunciara
pelos
jornaes,
cumpre-me
hoje
agradecer
aos
cavalheiros,
que
tão
relevantes
favores
me prestaram
nesta
dolorosa
occorrencia — os
ill.l,‘
l)S
e
ex.
inos
snrs.
Antonio
de
Sousa
Freitas
Sam
paio,
digníssimo
chefe da
estação
de
Ta-
dim,
que
recolheu
com
o
maior
carinho
o
meu
filho,
avisando-me
de
que
elle
alli
se
achava,
obséquio
este,
que
ficará
indelevei
em
rainha memória
—
José
Maria
Dias
da
Costa
—
Duarte
Huet
de
Bacellar —
-
dr.
Francisco
Duarte
e
Sousa
—
Emydio
José
Xavier
Machado,
digno
official
d
’
artilheria,
Alexandre
de
Mesquita Carvalho
e
Magalhães
—
e
ao
snr.
administrador
do
concelho
de
Braga
—
e
em geral a
todas
as
mais
pes
soas,
de
quem
recebi
mostras
inequívocas
da parte, que
tomavam
na
minha
irntnensa
dôr
;
não
devendo
esquecer
alguns
empre
gados
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
cujos
nomes
ignoro
Igualmente
me
confesso
penhoradissimo
para
com
as (Ilus
tradas
redacções
dos
jornaes
o
«Comrner-
cio
do
Minho»,
e
«Jornal
do Minho»,
de
Braga,
e
a
«Palavra»,
do
Porto,
e
outros,
pelas
maneiras
como
fallaram
do
desappare
cimento
de
meu filho,
procurando
facilitar
a
sua
descoberta.
Acceitem
todos
a sincera
expressão
do
meu
mais cordeal reconhecimento,
que
dese
jo
fazer
bem
publico
por
este
modo,
e
nes
tas
mal
traçadas
linhas,
escriptas
ainda
sob
a
commoção,
porque
acabo
de
passar.
Braga
—
Maio,
9,
de
1876.
D.
Miguel
Solto
Mayor.
Joaquim
José
de
Mattos
e
sua
mulher
D.
Anua
Clementina
de Mattos
e
genro
José
Maria
da
Silva,
agradecem
summa-
mente
penhorados
os
distinctos
ohzequios
que receberam
de
lodosos ill.
raos
eex.
m
”
snrs. e
mais
ex.
íi!as
snr.
as
por
occasião do
muito
sentido
fallecimenlo
de seu saudo
so
e
nunca
esquecido
filho
e
cunhado
João
Baptista
de Mattos; a
todas
estas
pessoa
agradecem
tão
subidas
provas
de
conside
ração,
manifestando
do
mesmo
modo
o
seu
grato
reconhecimento
para
com
os reve
rendíssimos
snrs.
ecclesiaslicos que
ifitm
lance
tão
doloroso,
se
dignaram
obsequtal-os
nos
oflicios
fúnebres
que
pela
alma do
sem
pre
lembrado
finado
se
celebraram
no
p. p. Abril, na
egreja
de Santa
Cruz,
acri
soladas
finezas
como
estas
nunca
os
an-
nnncianles poderão
esquecer
por
quanto
ficarão
ellas
para
sempre
gravadas
no
co
ração.
(4048)
(219)
sa,
como
diz
Aimé
Martin,
desapeifeiçoa
o
homem,
e
o
mais
que
vinga
é
formar
um
animal
iotélligente. Pensar
que
só a
sciencia
engrandece
o
homem
é
êrro:
o
que
faz
o
homem
grande
é
conhecer a
Deus.
Bem
sei
que
a
sciencia
é um
ornamento
indispensável, po<que
o
homem
destinado
a
viver
socialmente
necessita
preparasse
para
o
mundo,
onde
vive,
assim
como ne
cessita
prepaiar-se
para
Deus
com
quem
tem
de
viver. Portanio
a preparação
deve
ser
feita
co
isoante
a
duração
do
tempo
de
vila;
no
mundo
vive-se
dois
dias,
e
com
Deus
toda
a
eternidade.
Fóra
da
religião
lodos
os
conhecimentos
conduzem
ao êr
ro.
A
sciencia
é
uma
luz
clara,
mas
que
sem
educação
só
reflete
no
êrro,
proje-
ciando
suas
sombras
na
virtude.
Senho
res,
a
confissão
de
reaccionario
já
m
’
a
ouviste,
mas
a
confissão
de
inimigo
da
sciencia
e
do
progresso,
ainda
não.
Espe-
ral
a
íris
’
Protesto
contra
similhante
ca
luniais,
se
por momento
tal
juiso
formais
a
meu respeito. Quero
a
sciencia,
mas
quero
a
sciencia
de
companhia
com
a
vir
tude,
porque
esta
é
para
aquella
o
que
o
calorico
é
para a
luz, sua
propriedade
vivificante
;
e
se não
permitti
rne,
seuho-.
»es, que
faça
o
paralello
entie
ambas.
Ura
dos merecimentos mais
soltdos,
que
fôrma
o
heroísmo
e
que
immortalisa
os
homens
é
a
sciencia
O
estudo
bem
diri
gido
tem
seus
relâmpagos
de
esperança
e
de
immortalidade
;
tem
suas
flores
que
vão
desabrochando
no
ambiente
d
’
um trabalho
aturado,
como
o sorrir
d
’
uma
aurora
que
dá
vida,
como
o
porvir d
’
uma
gloria
que
arrebata.
A
sciencia, porém, qual
gotta
cristallina
de
seiva
immortal entornada
do
cálice
d
’
u:na
flor celeste
sobre
o
terreno
inculto
dos
sentimentos
humanos,
collcca
o
homem
acima
dos outros
homens;
de
fôrma
que,
no
dizer
d
’
iim
orador
contem
porâneo,
o
verdadeiro
sabio
sem
ser
nobre,
representa
a
maior
das nobresas,
sem ser
rico,
possue
o
mais
bello
dos
thesouros,
sem
apparatos
de
aucloridade,
dieta
leis
aos
povos,
sem
ser
juiz,
termina
muitas
discórdias,
sem
ser
advogado, dá os
me
lhores
conselhos.
A
verdadeira
grandeza,
a
fonte
de
lo
dos
os
louvores,
o
único
meio,
porém,
de
alcançar
uma
memória
abençoada
é
a
vir
tude.
Sem
este
ornamento
debalde se as
pira
a
um notne
glorioso,
a
uma
fama
il
lustre.
Muitas vezes
apparecem
na
terra
homens
extraordinários, que com
falsos
talentos
surpreheodem
a
credulidade do
vulgo,
e
chegam
a
ser
objecio
de
fama
e
de
admiração
publica
;
porém,
se
a
vir
tude
lhes não
guia os passos, o
véo
da
sua reputação
rasgar-se-ha
e
o
fantasma
de
tão
grandes
feitos cahirá
por
tetra, mos
trando
a
miséria
que
o
envolvia.
Só
o homem,
a
quem
a
virtude
diri
ge
as
acçôes, é
objecto
de constantes
ap-
flausos,
e
irá seguro
viver
na posteri
dade,
porque
o
seu
nome
é
um
deposito
precioso,
que
os séculos
nos
transnntteui,
e
a sua
fama tão
immortal
como
a
mes
ma
virtude,
chega
ás
edades
as
mais
re
motas.
A
sciencia
é
bella, mas
embora
bella,
não
nos
deixa
facilmente
penetrar
no
ar
cano
das
suas
bellezas,
sern
que
primeiio
lhe paguemos
o
tributo
de
muitas
vigí
lias
e
fadigas,
munas
lagrimas
e
muito
dissabor
;
mas assim
como o
ouro,
que
é
dos
melaes
o
mais
precioso,
não
indo
ao
logo
não
mostra
os
seus
quilates, o
bn-
Inanle,
que
é
das
pedras
a
mais
preciosa,
não
sendo
polido não
mostra
o
seu
luzi-
mento,
assim a
sciencia,
que
é
um
dos
mais
bellos
ornamentos
do
homem,
um dos
thesouros mais
preciosos,
se de repente
nos
mostrasse
o
seu
facho
fulgurante,
ou
rasgasse
o véo
dos
seus
mistérios,
não
eia
sciencia
ou
lodos
eiarn
sábios.
O
mundo
colloca na
galeria
de
homens
grandes',
rao-
narebas
soberbos,
con
juisladores
ferozes.
Factos
estrondosos,
grandes
revoluções,
eis
o
que
o
mundo
admira,
celebra,
enche
de
elogios e
de moiiutrienlos
públicos.
Para
que
uus
subam,
outros
descem,
paia
que
uns
vivam
na
opulência
estorce(n-se
outros
na
mLeria.
A
grandeza
da
virtude é
com-
pletainente
diflerenle
;
não
enquieta os ho
mens com
armas
ou
conquistas, só
procu
ra
communicar
uma
paz celeste,
distri
buir
a
tolos o
pão
do
espirito.
E
’
importante
e
nobre
ver o
homem,
por
meio da
sciencia
subjugar
as
forças
da
natureza,
o vapor,
a
electncidade,
fa
zer
desprender das
nuvens
o
raio
para
cair
no
logar
que
elle
lhe ap
nla;
vel-o
do
seu
própria
gabinete
roubar
o
segredo
da
for
mação
da
terra
e
myriadas
de estrellas
no
ceo; transmittir
com
a
velocidade
do
re
lâmpago
o
seu
pensamento
d
’
um
a
outro
polo
;
entrar
pela
cratera
d
’um
vulcão
e
sondar-lhe
todas as
cavernas
até
descobrir
a
razào
das
suas
explosões.
A sciencia
é,
puis,
a
grande
alavanca,
que
move todas
as
difficuldades,
e
appro-
xima
os
nossos
desejos
;
mas
para
que
a
intelligencia
vigore
e
se
aperfeiçoe, deve
começar
pela
educação
moral.
D
’
esla
fôr
ma
o
homem contemplaiá
com
assombro
a
natureza,
a sociedade
e
a
vida,
e
conhe
cerá
que
todas
as
maravilhas
do
seu
génio
não
são
mais
do
que
o
reflexo
da
imagem
divina.
E
quando
nas
boras
de
lento
sof-
Irer
sentir
o
allivio, que,
se
enconfrã
no
seio
da
religião,
exclamará
como
eu;
a
edu
cação
é
a vida.
Disse.
Os
abaixo
assignados
não
podendo
pes
soalmente
agradecer
a
todos
os
ill.
mos
e
exc.
mos snrs.
que
se
dignaram cumpri-
mental-os
e honrar
com
a
sua
assistência
no
templo do
Carmo,
d
’
esta cidade, ao
of-
ficio
de
corpo
presente, e
ao
cemiterio o
acompanhamento
dos
restos
mortaes
de
seu
sempre
pranteado
pae
e
sogro,
o
snr.
Antonio
Leite de
Sousa Pereira,
veem
por
este
meio confessarem-se
summamente
gra
tos, protestando assim a lodos seu inde-
level
reconhecimento.
Braga
14
de
Maio de 1876.
Rita
Olinda
Leite
Braga
José
Leile
de Sousa
Reis
Lr.
Antonio
Leite
de
Sousa
Reis
(217)
José
Rodrigues
Braga. (4047)
LIOVD
DE BREIIEX
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D’ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg
—
Hansa
America
—
Hermann
—
Weser
Rhein
—
Main
—
Donau—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
'Wdhelm
Graf
fíismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Ballimore—
Berlim
—
Ohio
Leipzig—
Braunschweig
Nurnberg—
Frankfurt—
Han-
nover
—
Koln—
Strassburg
Adler
—
Falke
—Mowe
—
Reiher
Schwalbe
—
Schwan—
Strauss
Albalross
ANNUNCIOS
ÉDITOS DE 30 DIAS
Pelo
juiso
de
direito d’
esta
comarca
e
cartorio
do escrivão José
Termino
da
Cos
ta
Freitas,
correm
éditos
de
trinta
dias
a
citar
todas
as
pessoas
incertas
que
se
julguem cem
algum
direito
ou
acção
á
quinta
chamada
da
Ventosa
sita
na fre
guezia
de Ferreiros
d
’
esta
mesma
comar
ca,
pertença
que
foi
de
José
Casimiro
Go
mes
Guimarães,
e mulher
da
dita
fregue
zia
de
Ferreiros,
e hoje
ao
seu
producto
em
deposito
por
virtude
da
arrematação
que
d'ella
fez
Manuel
José
Rodrigues
de
Macedo,
negociante
d
’esta cidade.
Portan
to
quem
se
julgar
com
algum
direito
pode
deduzillo
dentro
dos
trinta
dias
dos édi
tos,
ou
até
a
segunda
audiência
que
tem
de
ser
assignada
em 5
de
junho
proximo
futuro.
0
solicitador,
(4053)
Manuel
Joaquim Antunes.
Para
Pernambuco, Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres
Os paquetes
qoe
a
Companhia
está
empregando na carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para
170 passageiros
de
primeira
classe e
750
de
terceira.
São
«!e grande velocidade,
e o
serviço
esta-se
fazendo com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida reputação.
Os
preços
das passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo as
passagens
pagas no Porto ou nas sub-ageneias da pro
vineia,
o
transporte do passageiro a
Eisboa pelo eaminho de ferro
è por eonta da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes para passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados
cosinheiros
e
creados
porluguezes para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira classe é
fornecido
grátis
pela
Companhia, cama,
cobertor,
ulencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de
cada paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus serviços
gratuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das Aguas
n.°91;
po-
de-se vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na rua
dos
chãos
n.° 13
(3086)
8
M ITIOTOGIHPHIA
5
4,
RUA
DOS
CAPELLISTAS,
4
§
[
Vulgo
Fonte
da
Carcova)
Theophilo
Santiago, photogra-
2
®
pho,
tira
retratos
pelos
systemas
■*.
mais
modernos e
aperfeiçoados,
©
t£
garantindo
a
perfeição
do
traba-
,®
lho,
todos
os
dias,
das
10
horas
«
•j
da
manhã
ás
3
da
tarde, mesmo
com
os
dias
innevoados.
(3094)
Vende-se
duas
moradas
de
casas
no
j!
:
!
M largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
com
os
n.
os
21 22.
Para
tratar-se
do
seu ajuste, na casa
n.°
16
do
rnesmo
largo.
(4036)
FILIAL DA
CAÍXA
^
ECOVtHIK
A WVHORISTA
Para
Praga
e
suas immediações.
Dá
se
dinheiro
a
juro
com boa
hypo-
theca
e
fiadores
idoneos.
Quem
o
preten
der
póde,
declarando
o seu nome
e
os
d
’
elles,
dirigir-se
por
carta
fechada
com
as
iniciaes F.
G.
S.
P.
ao
campo
da
S.
A
Btanca,
n.°
36.
(4052)
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se dos agentes
Rawea
«fe
C.
a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4,
2
o
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na thesouraria do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
S.
Miguel
O
Anjo n.°
20.
(6*)
MODISTA
Thereza
Emilia
da
Rocha,
que
ha
pou
co
veio
do
Porto,
para
esta
cidade,
prompliíica
se
a
tomar
conta
de
toda
e
qualquer
obra
tanto
de senhoras
como pa
ra
crianças,
com
esmero
e
promptidão,
pre
ços
razoaveis
; na
praça
d
’
Alegria,
esqui
na
da
rua
da
Cruz
de
Pedra.
(4050)
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
trez
andares,
com
o
n.°
20,
no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo.
Quem
a
pertender
dirija-se
á
casa n.°
19,
que
ahi
se
lhe
dará in-
íormações.
(222)
(4051)
Carneiro
& Cardoso
Receberam
percalles
alta novidade para
vestidos
e
camizas.
Lãs
alta
novidade para
vestido.
Meias de
thear
para
senhora—Gra
vatas
para homem,
lindos
gostos.
Guardasois
a
1$700, 1$800
e
2$500
rs.
Lenços
de
li
nho
em
caixa
e
a
retalho
—Saccas
de via
gem
para
senhora.
Chapeos
de
ftislão
pa
ra
creauça,
bem
como
babeirinhos
bor
dados,
toucas
e
vestidos
de festão.
Adereços
bordados
para senhora,
e
mui
tos
outros artigos.
—
Chá
preto
a
l$500
reis
(459
grammas).
Toalhas
turcas,
bran
cas
a
240
reis
e
mais
preços.
Rua
dos
Capellistas
10,
a
10
B.
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital................ SOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre lodo
e
qual
quer
objecto
do valor
não
inferior
a
106
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem, abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa está
aberta
todos
os dias
des
de
as 9
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
A.
G.
Ferreirinha.
JOSE’
DA SILVA
FUNDÃO
CARNEIRO
&
CARDOSO.
Rua
dos
Capellistas
10
a
10
B.
Casa
das
.Flores
Receberam
um
lindo
sortimento de
fa
zendas
modernas
para vestido
em
lã,
lã e
seda
e
algodão
de
lodos
os
preços.
Um
saldo
de
lãs
e
alpacas
que vende
por
120
140
e
160
reis.
Guardasolinhos de
seda
a
f$000
reis,
1$100,
1$200
e mais
preços.
Sombrinhas
de
seda
a
700 reis
; ditas
d
’
algodão
a
300,
400
e 600
rs.
—
Cortinados
bordados para
sala
a
2$000
reis
o par.—
Chitas
a
90
rs.
Lenços
de
seda
alta
novidade
e
lindos
de
senhos,
e
muitos
mais
artigos,
como
per
fumarias,
sabotes,
etc.,
etc.,
e
chá
de
di
versas
qualidades
tudo
a
preços
reduzi
dos.
(4044)
—CASA
MAS
FEORES—
(4043)
~~
MESTRA
Preciza-re
d
’
uma
para
educação
de
meninas
n
’
uma
casa particular
no conce
lho
de
Coura.
A
pessoa
que
estiver
ha
bilitada
para
exercer
este
mister,
dirija-
se
a
Antonio
da
Costa,
rua
Nova n.°
20.
(4042)
Vendem-se
umas
moradas
de
casas
sitas
na
rua
dos
Chãos
de
Baixo,
com
7
portas
designa
C
oííi
loja
<Ie fato
feito
68,
Campo
de
SanVAnna
(lado
de
baixo),
68
t
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
gtiezes,
tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias que tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas, cortes
de calça
a
l$500.
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes, roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas as
qualidades,
de
500
rs. até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1*)
das
com
o n.°
27, e
com
fronteira
para
a
rua
do
Carvalhal,
e
a
esquina
da
mes
ma
com
outras
casas designadas
com
o
n.°
4,
unidas
áquellas
pelo
lado
do
sul.
Tra-
cta-se
no
campo
de
Santa’
Anna
n.°
54.
(4046)
AGENCIA
TELEGRAPHÍCA
—
Ií AV AS-íâEUTEK —
DELEGAÇÃO
NO
PORTO —
ENTREPA-
REDES
N.°
25.
ESGQL-A
AMSRICALRA
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
per
feição. Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida-
.ie.
Consultorio,
Campo
de
Sant
’
Anna
n.°
p
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(4033)
Telegramnias particulares coni en
dereços
—
REDUSIDOS
E ECONOMICOS —
Registros
complelamente
gratuitos—e
que
a
nada
obrigam
as
pessoas
registradas.
O
expedidor,
previamente
registrado,
paga
UNICAMENTE
para os
portos
prin-
cipaes,
por
todo o
nome
e
morada
do
expedidor,
o preço
de
duas
palavras do
texto.
Fazem-se
assignaturas
para o
serviço
financeiro
das
difierentes
praças
da Euro
pa
e
America.
Serviço
completo
da bolsa
de
Madrid.
(4049)
..... ......
_
——
—
g
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
