comerciominho_18011876_446.xml
- conteúdo
-
Assigna-see vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua Novan.
’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca de
porte.== As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
coroo
as correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
E»®JHS SUSH A.-S5
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.=Semestre
SoO
rs.^/Voiun-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4$000
rs.=Semestre
l^ánf
rs.==#ra«/,
anno
4&400 rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
OU10&000
reis e
5$500 reis moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para os
assignantes
?.O
®/0
d
’
abatimento
BKiGA-TEKÇt-FEiaA
ÍH
»E
JANEIRO
E
a
classe,
que
por
seu
caracter,
não
menos
que
por
sua
missão
e
necessidade,
devia
viver
na
melhor
harmonia,
na
mais
inteira
união,
é retalhada
pelas paixões
políticas,
em
que
infelizmente
está
divi
dida a
sociedade
civil.
Quantas
e
quantas
vezes
no
meio
da
febre
partidaria,
o
sacerdote,
esquecendo
a
mansidão que
é
própria
do
seu
caracter,
chega
a
metter
a
ridículo
a
missão
sagra
da,
de
que se
acha
revestido,
na pessoa
de
um
outro
ecclesiaslico,
seu adversário
político
?
Quantas
e quantas
vezes
arredando
de
si
o
respeito
e
obediência,
devidos
aos
seus
prelados
ordinários,
se
torna
urn
in
strumento
da
revolução,
que
não
cessa
de
calumniar
e
deprimir os
ministro
da Egreja
Cathotica
'!
A
polilica
!
creia
o
clero,
que
é
o
seu
principal
inimigo,
e
mais
enganoso adver
sário.
Se
nos
fosse
licito
desfiar aqui todas
as discórdias,
e
escândalos
de
que
ella
é
origem,
que
quadro
de
misérias
não
te
ríamos
a
expor
ao publico
!
E
que
desenganos
e
desillusões
não
haveria
que
registrar
!
A
matéria porém
é assás
melindrosa,
e
nós, tocando-a
apenas,
queremos
de
pro-
posito
evitar
tudo,
quanto
possa
dispen
sar-se,
para
atlingirmos
o
nosso
fim.
Desejáramos, que o
clero
se
desemba
raçasse
d
’esses enredos
políticos,
que
tanto
compromeltem
a
sua
causa.
Respeitamos
muito
a
veneranda
classe
ecclesiaslica
;
e
este
respeito,
que
por
dever
e simpathia
lhe
tributamos,
faz-nos
doer
o
coração
todas
as
vezes
que, emara
nhada
nos tramas
partidários, a
vêmos
rastejar
pelo
tremedal
das
facções.
A
polilica
não entra
na grande
esphera
d
’
acçàu,
que
Jesus
Chrislo
determinou
aos
seus
ministros.
O
padre
lern
uma
só
bandeira,
que
é
a
cruz,
um só
partido,
que
se
estende
a
toda a
sociedade
cathulica.
A
sua
missão
é
de
paz
;
e
as
dissen
sões
políticas,
todos
sabem
quanto
são
de
sastrosas
á
tranquillidade
e
boa
harmonia,
que
o clero é
obrigado
a
manter
não
só
entre
os
fieis,
como
também
e
muito
principaltnenle
na
sua
classe.
-
Com
isto
porém
não
queremos
dizer,
que
o
clero
deva
privar-se
dos
direitos
que
lhe
assistem,
como
cidadão.
Bem
longe
d
’
isso,
entendemos,
que
eiie
não
póde
prescindir
da
salutar
influencia,
que
pela sua
posição
e
caracter é
chamado
a
exercer
no
meio
dos
povos.
O
padre
precisa
estar
sobranceiro
á
polilica
para
a
dirigir
e
dominar;
mas
não
deve
estar-lhe
sugeito,
para
que
ella
o
não
escravise
e atnesquinhe.
Seria
até
allamenle
proveitoso
para
a
sociedade, que
o
clero,
prevalecendo-se
do
poderoso
ascendente,
que
justamente
exer
ce
no
animo
dos
povos,
lhes
servisse
de
direclor
nas
contendas
polilicas,
encami
nhando-os sempre
do modo
mais
util
á
Egreja e
á
patria.
Pela
nossa
parte,
quizeramos
até,
que
a
classe
ecclesiaslica,
procurasse
fazer-se
representar dignamente
nas
camaras,
para
que
os seus
interesses
e
os
da
Egreja
que
é
obrigada a
defender,
não
corres
sem
á
mercê
de
seus
inimigos.
Pois se
todas
as
demais
classes
sociaes
precisam
ter
quem
as
advogue
e
por
ellas
propugne
perante
o
corpo
legislativo, será
por
ventura
esiranhavel,
que
o
clero, a
mais
digua,
a
mais
nobre
e
mais
elevada
de todas
as
classes, procure
também
quem
o
represente,
e
defenda
a
sua causa
ante
o
tribunal
supremo
da
sociedade
civil
?
O clero tem
o
direito,
diremos
talvez
melhor,
o
dever
de
velar
pelos
seus
inte
resses,
que são
os
interesses
de
Deus.
Se
n
’
este
sentido
e
com
um tal
intento
quizer
superintender
na
política, ninguém
com
justiça
lh
’
o
póde
reparar.
O
orçamento.
Está sobejamente
sabido
qoe a
burla
é
a
divisa dos homens
do
liberalismo;
visto
o
que
e
a naiurnl
repugnância
do
escriptor
legilimisla
para
tratar
dos
ho
mens
e
das
cousas
liberaes,
pareceria
pro
lixo
occuparmo-nos
de
taes
homens
e
cou
sas,
se
a
moralidade
não
bradasse
alto
pelo
cosso
dever
de
ir de
encontro
ás
tilaucias
dos
arautos
da
imprensa merce
nária,
que
ahi
torcem
a
verdade
e
tudo
mistificam
para
glorificar
em loas
abje-
clas
as
torpesas
dos
mandarins
que
lhes
pagam
o
encomio a
tanto
por
linha.
Desempenhando-nos
pois
de
utn
dever
que
nos
impusemos,
dever
de
caridade
qual
é
o
de
esclarecer
o publico, abrir-
lhe os
olhos
que a
falsa
filosofia
da
im
prensa
libeial
cuida
de cerrar,
trataremos,
em
que
nos
custe,
de
alguns actos
da
nefasta
situação
liberal
dos
que
mais
di-
rectamente
afíectam
a
causa
publica.
E
’
preceito
consignado
no
acto
addi-
cional
á
Carta,
que
o
ministro da
fasenda
ao
começar a
sessão legislativa
apresente
e
submetia
á
discussão
e exame
das
ca-
maras,
o
orçamento da
receita
e
despesa
do
Estado.
Isto
tem
os
seus
ares
d
’
uma
regularidade
acrisolada,
e
com
os
demais
preceitos
estatuídos
no
celebrado
codigo,
rescende
a
uma
integridade
e
lisura
mais
que angélicas.
Mas, triste
illusão! o
’eo-
digo,
esse
pasteliào
importado
do
estran
geiro,
é
um
alçapão
aberto
para
quanta
protervia
e
igoavia
a
imaginação
póde
engendrar.
As
cortes,
os chamados
representan
tes
da
nação,
equivalem
a
uma
falange
de
eunucos
que
submissos
e
humildes
retri
buem
com um—
approvo
tudo
—o
serviço
que
por intermédio
do
laitgo
dos rege
dores
e
cabos
de policia,
lhes
prestaram
os
mandarins
fasendo-os
deputados
Im-
põe-se
então
ás turbas as
formalidades
prescriptas,
satisfaz-se
á
lettra
o
preceito
que
o sentido
desmente,
e ja!ga-se,
ainda
mal,
cem
seu
éfleitoe
resultado,
ir
assim
explorando
a
credulidade publica,
e,
o
que
é
mais,
a
sua
riquesa
material
e
moral.
Na presente sessão
acaba
o
snr.
Serpa,
mioistio
da
fasenda, de
apresentar
o
or
çamento.
Para
de
todo
nos falhar a
pro
ficiência
no
trato
de
assumptos
d
’esta or
dem,
acresce
aos
nossos
poucos
recursos
litlerarios
a
nunca
havermo-nos
dado
ao
estudo
de
taes
assumptos;
mas
a
burla
é
tão
crassa
e
evidente,
o
documento
é
tão
claro
na
demonstração
da
bapaça,
que é
dado
á
mais
acanhada
inlelligencia
o
poder
avalial-o.
Vejamos o
déficit. Este
cancro
da
na
ção,
alimentado
e
medrado
pelos
esbanja
mentos
e
desperdícios
do
liberalismo,
apie-
senta-se,
embora se
pretenda
occultal-o,
ainda
nédio
e
gordo
corno
convém
á
ne
fasta
gereucia
tinar.ceira
liberal.
Todavia
ainda
mais uma
vez o
ministro
prometle
malar
o
moustrosinho.
Ora
este
ministério
pela bocca do
snr.
Fontes,
e
em
aclo
como
este
solemne,
fez
igual
promessa
em
1872.
Em
1873
deu-o
o
mesmo
estadista
por
superado
por
um
saldo
de
alguns
contos
de
reis;
fise-
ram-se
iguaes promessas
em
1874,
que
se
repeliram
em 1875,
como agora
para
1876.
Chama-se
a
isto
uma
engrenagem
cuja
dentição
é
uma
ordem
inalterável
de so
fismas
e
escandalosas
mentiras.
Nos
cálculos
orçamentaes
abunda
a
mesma
ficção
e
machiavelismo.
E
’
sempre
prodigo
de
lisongeiras
perspectivas
este
especimen
de
burla chamado
orçamento.
Apresentava
se no do
anno
anterior
o
deficil
corno
redusido
a
uns
900 contos ;
mas
para
desmentir este calculo solemne-
mente
feito
no
documento
oíficial,
veio
a
precisão
real
e
onalhematica
d»
efiectiva
gerencia
demonstrar
que
o bicho
lóra
su
perior
a
3:000
contos,
porque
a
tanto
montaram as notas
da
divida
(luctoante
e
a
diminuição
dos
saldos
em
cofre
ao
ter
minar o
anuo
economico.
Contrahindo-se
um
empréstimo
nacio
nal
que extinguiu,
ou
devera
extinguir
em
janeiro de
1875
a
divida
Huctuante,
chega-se
ao
fim
de
12
meses
posteriores
com
esta divida
de
novo
creada
na
avul
lada
importância
de
3.28í:4o0$000
reis
;
acrescente-se-lhe
agora 900
contos
levan
tados
pela
Junta
do
Credito
publico
para
pagamento
de juros
da
divida
nacional,
a
diminuição
de
mais
de
1:000
contos
nos
saldos
em
cofre,
e
teremos
a
impor
tante cifra
de 7:b00 contos
gastos
em
desperdícios excedentes
aos
orçamentados.
E
respiram
sempre
esta
verdade
lodos
os
cálculos
todas
as asserções
de
tão
bons
governos.
Os
orçamentos
são
uma
burla.
Mano
bram-se
as
cifras
no
papel e a
capricho;
dá-se-lhes
elasticidade
ou
encurtam-se
co
mo
melhor
convém
ao
sofisma
e
ao
em
buste
com
que
se
pretende
inculcar
uma
administração
honesta
e
regular.
O equi
líbrio
apresentado
é
uma
chimera.
um
ideial mentiioso
que
a eloquência
dos
fa
ctos
desmascara;
uma
fraude
einfiin que
acha
exilo
e
guarida
no
animo
corrom
pido
d
’
uma
camara
subserviente
arranjada
a
proposiio
e
de
caso
pensado
para
appro-
var
todas
as
alicantinas
governamenlaes.
E
depois
os
arautos
pregam
o
elogio
na
pioporção
que
devoram
o
osso
do
subsidio
que
os-
fautores
do
orçamento
lhes
aventara
para
que
enfeitem
a
burla
com
a
scimca
mistificação
que
a
escola
liberal
ensina.
E
eis
a
moralidade
e
pudor
das
situa
ções de ha
42
ânuos
até
agora.
A
ellas
se
vae
devendo
a decadência
e
pauperis-
mo
de uma
nação
que,
a
despeito
de
seu
limitado
lerrilorio
continental,
tinha
um
nome
grande
e
respeitável,
quando
aos
seus
destinos
pre-idiam
os
governos
le
gitimo*
que
a
quadrupla
alliaoça
esbulhou
de
seus
direitos.
Não
querem
ouvir isto
os
amoucos
do
liberalismo,
e
quando
assim
se
lhes
ex
probra
tanto
erro
e torpesa,
vetn
o
des
forço
nos
acoimos
esfalfados
de
—
reacciona-
rios, retrogrades
e quejandas amabilidades,
que
nos
consolam,
porque
emíim...
não
podem
diser
mais,
nem
o
minitno
do
que
nós
com verdade
e
desafli
ontadamenie
lhes
disemos.
J.
MACHADO JÚNIOR.
---- --
---------------------------------------
União
do clero.
VI
A
causa
que
deixamos
apontada
no-ar-
tigo
antecedente,
não
é unica
a
influir
na
desunião do
clero
;
mas antes
se
originam
d
’ella
ainda
outras
que merecem também
ser
mencionadas.
Entre
estas
avulta
em primeiro
logar
a
polilica.
Uma
boa
parte
do
nosso
clero,
me
nosprezando
a
dignidade
do
seu
ministério,
precipita-se
na
corrente
dos
partidos,
não
para
melhor
servir
a
causa,
pela
qual
se
alistaram
no
sacerdócio,
mas
para
com
mais
facilidade
obter
a
realidade
de uma
aspiração
qualquer.
Os
partidos, dominados
pelas
ambições
que
os cegam,
hoslilisamse
mutuamente
;
e
os
ecciesiasticos
que
os
seguem,
para
lhes
serem lieis, guerreiam-se
também.
D
’
aqui
vem,
que
o
clero portuguez se
encontre
dividido entre si,
formando
com
as
facções
em
que
se
acha
filiado,
diver
sos
agrupamentos, que
se
olham
recipro-
camente com
o
mesmo
odio,
com
que
se
traclam
os partidos
a
que
cada
um
per
tence.
Mas
se
em
vez
d
’
isso,
descer
da
sua
posição,
até
se
tornar degráo
de
ambicio
sos
e
ingratos,
se ante-pozer
ambição
pró
pria
ao
bem
da
Egreja
e
da
sociedade,
então,
quem
haverá
que
o
não
censure?
quem
deixará
de
stigmatisar
um
tal
pro
cedimento
?
Repetimos
;
não
queremos
que
o
clero
se
prive
totalmente
da
vida
civil,
onde
o
chamam
direitos;
mas
é
nossa
opinião,
que
eiie
o
faça
unicamente
por
sua
conta,
e
não
por
um
aviltante
servilismo,
ou
des-
marcada
ambição.
O
clero
tem
os
seus superiores
eccie
siasticos
com
quem
unicamente
deve
enlen-
der-se
sobre
negocios
concernentes
á
Egre
ja-
Unido
a
elles,
não
terá
que
receiar,
porque
também
não
haverá barreira
que
se
lhe opponha.
Mas
para
isso
torna-se indispensável,
que
dê
de
mão
a
todos
os partidos, para
melhor
se
reconcentrar
na
sua
classe.
Ainda
aqui vem
muito
a
proposito o
que
o
illustre
escriptor,
já por
nós
ante-
riormenle
citado,
pensava a
tal
respeito
:
«Mas
se
o
clero,
escrevera
elle,
pro
curar
ter
na
camara
electiva
os seus
re
presentantes
e
procuradores,
como
tem
na
camara
hereditária
nas
pessoas
dos snrs.
bispos
dp
continente
:
se
elle sem abusar
do
seu
ministério,
e fóra
do
exercício
de
suas
funcções
religiosas,
poder
concorrer
para
que
sejam
eleitos
deputados,
que
advoguem
no
sanctuario das leis
a
causa
da
Egreja
Catholica,
defendendo
os
direi
tos,
que
lhe
competem
corno sociedade
legalmente
estabelecida
n’
este
reino;
exigin
do
que
se
faça uma
lei
equitativa
para
a
dotação do
culto
e
clero
; procurando
pela
proposta
de
medidas
acertadas
har-
monisa.r
a
legislação
ecclesiaslica
com
a
legislação
civil,
que
em
muitas das suas
disposições
se
acha
hoje
em
perfeita an
tinomia
;
se
o
clero,
dizemos nós,
procu
rar dentro
da esphera
da
sua
justa
acti-
vidade civil
ter
na
camara
electiva
depu
tados,
que
acceitem
e
cumpram este
pro-
gramma,
quem
haverá
dé
boa
fé
que
lhe
estorve
a sua
influencia
nas
eleições, ou
que
se
atreva
a
condemnar
o
exercício do
seu direito de
cidadão
portuguez
?
Não
seremos nós.,
(1)
Eis
quaes
são
lambem
os
nossos
de
sejos
Mas
para
que
elles
se
realisem, é
in
dispensável,
como afíirmava o
mesmo
es
criptor,
que
o clero se
una.
Mas
esta
união,
tão
desejada,
apenas
será
^possível,
quando
toda
a
classe
eccle-
siastica,
bem
compenetrada
dos
seus
de
veres
e
interesses,
pozer
de
parte
toda
a
política
de
corrilhos.
M.
MARINHO.
(Semana
Religiosa]
.
(1) Amig.
da
Relig.
já
cit.
Coi3n.bra
11 de janeiro.
(Do
nusso corre*punde.nlej.
Já
está
em exércio
o
digno
vice-reitor
da
Universidade,
ha
pouco nomeado. Sua
exc.
a
foi
um
d
’
esles
dias
cumprimentado
por
grande
numero
d
’
estudanles,
levando
á
sua
frente
musica
e
foguetes.
O
fim dos
rapazes
era
principalmenle
o
conseguimen-
to
d
’
um feriado, mas
o
snr.
Castro
Frei
re,
é
que
não
esteve
por
isso.
Diz-se
po
rém
que se espera
ámanhã
feriado
geral,
em
consequência
da
academia
querer
ir
assistir
a
uma
missa,
que
manda
celebrar
por
alma
do
marquez
de
Sá
da
Bandeira.
O
snr.
vice-reitor
oíficiou
hoje
ao go
verno
n
’esle
sentido.
Esperemos.
—
Temos
entre
nós
a insigne
actriz
Ce
lestina
Paladini,
que
se
eslreiou
anle-hon-
tem
no
thealro
académico,
com
o
drama
lem
5
actos
«Dama
das Camélias».
Pala-
dini,
que vinha
de
Lisboa,
precedida
d’
u-
ma
fama
extraordinária,
não
tem desmere
cido
nada
dos
seus
créditos.
Na
«Dama
das
Camélias» não
foi
todavia
superior
a
Emi
lia
das
Neves,
que
tem sobre
aquella
o
timbre
seductor
d
’
uma
voz incomparável
;
emquanto
que
a
de
Paladini é
um
pou
co
aspera.
Todavia
tem
os
recursos,
que
só
concede
Deus
nos
génios
previlegiados.
No
1
3
e
2.°
acto foi
admiravel
de
sen
timento
e
galanteria.
Traz
a
companhia
um outro
actor
não
vulgar,
o
snr.
Do-
minici,
cujo
talento
se
manifesta
nas scenas
mais
notáveis d
’aquel!e
drama
d
’amor,es-
especialmente no
abrir
da
carta
fatal.
Ex-
ceptuan
io
ainda
L.
Pinini,
o
resto
da com
panhia
não
merece
menção.
llonlem
representaram
a,
«Linda de
Cha-
mounix»,
e
hoje «Maria
Joanna».
Sempre
bem.
E’
explendido
o
mise-en-scene
d'estes
espectaculos,
e
magníficos
as
loilelles.
"
-Sahiu
d
’aqui
no
domingo
para
essa
cidade
s.
ex.
a
0
snr.
arcebispo
coadjutor,
D.
João
Chrisoslomo.
—
Depois
d
’
um
dia
de
chuva
frigidíssi
ma, suceederam-se
dias
de
frio intensissimo.
A
serra
da
Lousã
acha-se
coberta
de
ne
ve
;
por
isso
o
vento
que d
’
alli
sopra
vio
lento
penetra
até
aos
ossos.
Este
tempo
é
prejudicialissimo aos
lavradores, que
lu
tam
com
falta
de
pastagens
para
o
gado
E
’
uma
verdadeira
calamidade.
Nota-se
que
o snr.
bispo conde não
tenha
mandado
fazer
preíes.
—
Falleceu
mais
um
cotiego
da Sé
d
’
es-
ta
cidade.
Foi
o
snr.
Mattos.
A
mortan
dade n’esta
cidade
é
grande
actualmente.
—
Rebentou
hontem
alta
noite um
in
cêndio
no
edifício
do
lyceu
d
’
esta
cidade,
na
parle
habitada
pelo snr.
dr.
Leão,
len
te de
philosophia.
Arderam
os
tabiques
e
abateu
uma
escada.
S.
ex.
a
salvou
a mo
bília. Por
este
motivo
houve
feriado
na
atila
de
s.
ex.
a
Navarra,
7.
S.
M.
el
rei,
depois
de
ter
visitado
os
pontos
avançados
da
Navarra
e
Guipuz-
coa,
chegou
hoje
a
Alsastia, acompanha
do
pelos
tenentes
generais
marquez
de
Valdespina
e
Mogrovejo,
e
pelo
conde
del
Pinar.
Na
Navarra
a
nossa cavallaria
obteve
no.
dia
4
uma victoria
sobre
a
cavallaria
inimiga,
entre
Oteiza e
Loraga. Os
nossos
esquadrões,
em
numero
de
tres,
perten
ciam
ao
regimento
do
rei,
e
eram
com-
man
lados
pelo
tenente
coronel
Ortigosa.
Ortigosa
tinha
sahido
á frente
daquella
fo
r
ça
para
fazer
um
reconhecimento,
quan
do
encontrou
uma
colunrna
inimiga,
com
posta
de quatro esquadrões
e
duas
compa
nhias
de
infanteria
O<
nossos
aproveita
ram
gostosos
a
occasião.
travoo-se o
com
bate,
e
não
tardou
muito
que
o
inimigo
fosse
posto
em
retirada,
com
perdas
de
consideração,
e
deixando
em
nosso
poder
oito
cavallos com os
respectivos
cavalleiros.
Os
jornaes
de
Madrid,
provavelmente,
não faltarão
,n’
este
encontro,
mas
se
fal
tarem
hão
de
dizer
que
os affonsístas
obtiveram
um
grande
triunfo
;
(aliando
d
’
esta
vez
tanta
verdade,
como
faliam
de
oídinario.
Ainda
que
os
nossos
estão
acostuma
dos
ao
triunfo,
e que
leem grande
con
fiança
no
tenente
coronel
Ortigosa, assim
mesmo
não
fazeis
ideia
do enlhusiasmo
que
causou aquelle
encontro
na
cavallaria
do rei.
A
anciedade
com
que
os
nossos
es
peram
o
combate
é
um
presagio
favorá
vel,
e
esta
anciedade
augmenta
quanto
mais
vemos
o receio
com
que
nos
enca
ra o
inimigo
Foram
entregues
bandeiras
aos bata
lhões
de
Castella,
que
por
esta
renovaram
o seu
juramento
de
fidelidade
ao
rei.
Es
tes
batalhões
rivalisam
com
os
vasco-na-
varros
;
não
leem
menos
enthusiasmo,
nem
lhes
cedem
em
valor. Dirigiram
ao
rei
uma
exposição
enthusiastica etn
que
lhe pedem
para
lhes
dar
a
v*nguarda no
exercito
que
ha
de marchar sobre
Ma
drid.
As
forças
inimigas
commandadas
por
Marlioez
Campos
estão
entre
Pamplona
e
Lerin.
Hontem,
por
ser dia de
Reis,
foi
S.
A.
o
conde
de
Caserla
cumprimentado
por
toda
a
ofíicialidade.
GAZETILHA
nirandella,
IO
«le jttneiro de
1890.
—
(Correspondência
d’
esta
secção
de
noticias).
Começo
esta
correspondência
por no
ticiar
aos
leitores
do
«Commercio
do
Mi
nho»
que
vagou
entre
nós
um
dos
maio
res
benefícios
d
’
estes
silios,
a
egreja de
Villarinho da
Castanheira,
pelo
fallecimen-
to
do
abbade,
Joaquim
Aatonio
da
Costa
Macedo.
E
’
um
pingue
beneficio
que
rende
para
cima
de
4005000
reis
anotiaes,
pois
só
a
côngrua
em
dinheiro
cobrada pela
admi
nistração
do
concelho
ascende
á
impor
tante
verba
de
220$000 reis,
afóra as
mais
benesses,
que
perfazem
outro
tanto.
Já
se
indigitam
por
aqui
alguns
perten-
dentes
a
este
beneficio,
entre
os
quaes
alguns
bem
pouco
dignos são. de
o
oc-
cupar,
assim
como
alguns
já
parocbos
collados tratam
da
sua
transferencia,
por
que
os
morde
a
cobiça
e
a
ambição
de
osofruirem
tão
rendoso beneficio.
Entre
estes
últimos
conhecemos
nós
um, que
trabalha
aberlamente
peia
sua transferen
cia,
e
que
para
este
fim
já
se dirigiu
em
pessoa
a
vários
cavalheiros
da
situa
ção,
pedindo-lhes
a
sua protecção
para
com o
governo,
quando
de
todos
é
sabi
do
que
elle preten
iente,
e
parocho
colla-
do
n'uma pequena
egreja
do
bispado
de
Lamego,
tem
sido
sempre
hislorico, e
como
tal,
ha
guerreado
sempre
o
gover
no
no
concelho
de
Villa
Nova
de Fos-
côa,
e por
dissabôres,
que
sofireu
ulti-
mamente
nas
eleições
da
camara,
e
em
virtude
da
pouca
acceitação,
que
tem
n
’
a
quella localidade,
é
que
hoje
quer
arran
jar
a
sua
transferencia
para a
egreja
de
Villarinho,
valendo-se da
protecção
dos
que
tem
combatido
sempre
n
’
um
campo
opposto.
E
’
uma
calamidade
para
os
povos
o
despacho
do
pa
r
ochos
políticos
e
mórmen-
le
sendo
eiles
filiados
em
partidos
taes
como
o
-hislorico.
etc.
Portanto
aqui
apon
tamos
a
s.
ex.
a
revm.*
e
aos
poderes
pú
blicos,
que
nunca
deverá
ser
despachado
para
a
egreja
vaga
de
Villarinho
da
Cas
tanheira
um
paioclio,
que
em Villa
No
va
de
Foscoa tem
feito
uma
política
fac
ciosa,
e
que
está
filiado
no
partg
fo
his
tórico.
Todos
estes
factos são
do
domínio
publico,
e
ninguém
por estes
sitios
des
conhece
os
traços
biográficos, que vimos
d
’apontar,
do
snr.
abbade
de
Mós.
Também
constou
aqui
que se
propu
nha para
este
beneficio,
o
rev.° snr.
Ma
nuel
Pereira
Pinto da
Nobrega, bacharel
formado
em
lheologia
e
direito,
cavalheiro
distinctissimo,
e
ornamento
do
púlpito
por-
tuguez.
Fazemos
votos
pãia
que a
esco
lha
recaia
n
’um
sacerdote
tão
exemplar,
e
modelo
da
vida
pastoral,
de
que
ha
dado
tão
nobres
exemplos
em
diversas
egrejas,
que
ha
curado.
Crêmos
que s.
ex.
a
revm.
a
não
poderá
acertar
melhor,
nem
o
ministro
despachar
pessoa
mais
di
gna,
do
que
o
rev.° snr.
Nobrega.
A
política
torna
a
agitar-se
em
alguns
concelhos
d
’
este
districto,
porque
é
mais
uma
eleição, que se
vae
fazer
em 14 do
corrente—
a
das commissões
recenseado
ras.
Apesar
de
só
n
’
ella
estarem
os
40
maiores
contribuintes
do
concelho,
que
em
iegra
devem
ser
pessoas
honestas
e
independentes,
que
não
meteadejem
com
o
seu
voto, nem porisso
deixa de
haver
abusos
e
corrupção,
que
ha
em todas
as
eleições,
que são
uma
das
belíesas
do
sis
tema
liberal.
Segundo
informações,
que
teoho
co
lhido,
ha
a
mesma opposição
que houve
nas
eleições
cama<arias,
mas
espera-se
que
seja
tão bem
succedida,
como o
foi
por
essa
occasião.
Admira-me
muito
que
em
alguns con
celhos
d’
esle
districlo,
como
no
de
Car
razeda,
se
laça
opposição
para
esta
elei
ção
na
vespera
de
apparecer
a
lome
o
decreto
qne
expropria este
concelho
para
utilidade
publica, porque
o
pensar
que
em
Carrazeda
seja
formada
unia
comarca,
se
ria
oflender
o
bom
senso do ministro e
da
commissão
comarcã.
E
’
conveniente
que
se
desfaça
este
concelho,
para
se
desfa
zer
a
egrejinha
d’
alguns,
que
das
posi
ções
mais
humildes
e
até
equivocas
da
sociedade
hão
subido
até
ao
cargo res
peitável
!
de
vereadores
da
camara
e
re
gedores
de
parochia.
Não
julgamos
de
maior necessidade
o
encarecer
a
conve
niência
de
se
desfazer
o-éoncelho de Car
razeda,
porque
todas
essas
razões
hão
de
ponderar
no
animo
do
exm.°
ministro
da
justiça.
Voltando
outra
vez
a
occupar-nos
da
eleição
das
commissões
recenseadoras, cons
ta-nos
que
em
Villa
Flor é
seguro
o
triunfo
da
opp.osição,
bem como
no
con
celho
de
Carrazeda,
se
o
snr. dr.
Sere
no
apresentar
a
sua
lista,
apesar
de
que
a
coadjuvação
do
partido
historico
lhe
(em
alheado
assás
as
simpathias,
de
que
go-
sava,
porque
nós
ciemos
que
se não
pó
dem
defender
melhor
os
princípios
da
or
dem
dentro
do
sistema
representativo,
(do
que
apoiando
o
actual
governo,
que
se
ufana de
conservador.
Passado
o
dia
14,
informarei
os
lei
tores
do
«Commercio
do
Minho»,
ácêrca
de quem
venceu
n
’este
districlo a eleição
das
commissões recenceadoras,
mas
já po
demos
conjectnrar
seguramente,
que
o
Jornal
do
Minho
não
ha
de
ter
motivo
para
cantar
mais
um
hímno
de
triunfo
em
honra
do
seu
partido,
cujos
interesses
ião
galhardamente
advoga.
Quero
ainda
dizjr
duas
palavras sobre
a
creação
d
’a’lguns centros
históricos
en
tre
nós,
mas
reservo-me
para
a
seguinte
correspondência,
qne
se
não
deverá
fazer
esperar
muito,
se
lhe
derdes cabimento
no
vosso acreditado jorpal, o
que
muito
vos
agradecerá o
—Heitor.
P.
S.
Depois
de escripta
a
anterior
correspondência,
soubemos
que
já
havia
sido
publicaria
a
divisão
comarcã
rfeste
districto
de
Bragança.
Honra,
pois,
á
com-
missão
d
’
eila
encarregada,
e
ao
exm.°
mi
nistro,
que
vieram
pôr
cóbro
ás
demasias
e
arbitrariedades,
que
se acobertavam
nes
tes
pequenos
concelhos
á
sombra
de
au-
ctoridades
menos escrupulosas nos seus
deveres.
Só
ha
a
notar
na
divisão
co
marcã
d
’
este
districto
de
Bragança algu
mas
iucoherencias
e
transtornos
para
os
povos,
filhos
do
pouco conhecimento
(Tes
tas
localidades, os quaes
se
poderão
re
mediar
annexando
algumas
freguezias
aos
julgados
maisproxitnoS,
como
nós
faremos
vêr
na
próxima
correspondência
para
não
loroar
esta,
por
nimiamente
longa,
fasti
diosa.—Heitor.
Festividade.—
E’
no
dia
22
do
cor
rente
a
soLmne
festividade
que
a
irman
dade
do
Mártir
S.
Vicente,
d
’
esta
cidade,
é
obrigada
a
fazer
ao
seu
Padroeiro.
Cos
tuma
ser
táo
extraordinária a
concorrên
cia
de
fieis
a
levar
as
suas
offertas
e
a
visitar
aquella
milagrosa
imagem
para
que
por
sua
intercessão
Deus
os
preser
ve
das
bexigas,
que,
apesar
de
ser
qua
si
sempre
a
sua
festa
em
dia de traba
lho,
com
grande
difficnldade
se
consegue
entrar
n
’
aquel!e
templo.
Piabliettçõea.
—
Recebemos
as
seguin
tes publicações,
das
quaes
opporltinamen-
le
daremos
mais
desenvolvida
noticia
na
secção
de
Livros
e impressos
:
—Ensino
primário
agricola
P
or
P.
joignaux
—
Versão
portugueza,
por
Paulo
de
Moraes.
—
Considerações
sobre
a
orlhographia
portugueza,
por
»
*
*.
Memória offerecida
ao
iílm
0
e
exmA
snr.
conselheiro
Antonio
Rodrigues Sampaio,
ministro
e
s.ecrelario
d
’
estado
dos
negocias
do
reino.
Jornaes
portuguezea'.—
Uma
no
ta
bibliográfica, publicada
pelo
«Paiz»,
diz
que
em
1875
começaram a
soa
publica
ção
em
Portugal
60
folhas
periódicas, das
quaes apenas
existem
39,
que,
com
155
já
existentes
e
3
tres
que
reappareceram,
prefazem
a
totalidade
de 197 periódicos
existentes.
Vapores a sair de Littboa. —
Os
vapores
a
saliir de
Lisboa,
proximamen
te,
da
companhia
do
Pacifico,
para
os
portos
do
Brasil,
são
«Potosi»,
a
19
de
janeiro,
«Ibéria»,
a
2
de
fevereiro.
«Ilii-
man
’»,
a 16 de
fevereiro.
O
primeiro
e
ultimo fazem escala
por
Pernambuco
e
Bahia.
Exposição de
Phiiadeipliia.
—A
commissão
directora
da exposição
de
Phi-
ladelphia
telegrafou
para e
nosso
gover
no perguntando
qual
o
espaço
qne
Por
tuga!
r.eclamava
para
a
sua
secção.
‘A
associação
central
de
agricultura
pe
de
600
metr
s
quadrados
para
a
exposi
ção
dos
productos
da
nossa
agricultura.
N’
este
espaço
estão
comprehendidos
lanibem
os
pioductos
do
norte
do
reino
Feira
em Prado. —
E
’
no
dia
20
que
tem
logar a
feira
que
annualmente
se
faz
em
Prado,
e
que
costuma
ser
muito concorrida.
Elaneo
de Ponte do Limo.—
0
pa
gamento
da
3.’
prestação do banco
de
Ponte
do
Lima
deverá
ser
elfectuado
desde
24
a 29 do corrente. A
prestação
é
de
10
p.
c.,
ou
5$000
reis
por
ac-
ção.
Falleeimento». —
No
Porto,
falle
ceu o snr.
Aiilonio
de
Sousa,
pae do snr.
p.
e
Domingos
de
Sousa
Moreira
Freire.
—
Em
Vianna
do
Castello,
a
snr.a
D.
Belmira
Candida
Loureiro,
cunhada
do
snr.
João
Pereira
da
Rocha
Páris.
—
Em
Lisboa,
a'snr.
D.
Emilia
Pau-
lina
Guiguier
Crespo.
larvãa de
pedra.—
Aífirma-se,
que
a
mina de
carvão
de
pedra,
recentemen
te
descoberta
no
Cabo
Mondego,
tem
3
kilometros
de
comprido.
(Ti:a eaminho
de
ferro sobre o
«jeJo.
—
Refere
um periódico
de
Nova-York
que
em
consequência
do
lago
Superior
permanecer
gelado
durante
cinco
ou
seis
mezes
do
anno,
um
engenheiro
america
no
propôz
aproveitar
este
longo
interval-
lo
do
inverno
para
estabelecer
uma
linha
ferrea
sobre
a
superfície
solida
do
mesmo
lago.
Este
caminho
de
ferro,,
que
deverá
partir
de
Dnlut,
atravessará o lago
em
toda
a
sua
extensão.
Os
rails
fixar->e-hão
com
bastante
segurança
sobre
o
gelo
por
meio
de
ganchos ou
por outro
qualquer
processo.
A
construcção
d
’esta
via
no
principio
do
inverno
e
a
sua
retirada pouco
antes
da
época
ordinaria
do
desgelo, que
se
verifica
no
mez
de abril,
poderá
effectnar-
se
em
muito
pouco
tempo.
íí
diamante
—
Esta
pedra
preciosa
é
o
carboneo
cristãlisado.
E
’ o
corpo
mais
duro
que
se
conhece,
e
por
isso
serve
pa
ra
riscar
e
polir
todos
os'
outros
cor
pos.
.
E’
bem
conhecido
o
seu
emprego
para
cortar
o vidro.
Entre
os
mais
formosos
diamantes
que
se
conhecem,
são
dignos
de
especial
men
ção
os
seguintes
: Um
que
pertence
hoje
á
corôa
de
Inglaterra, conhecido
vulgar
—
mente
pelo
titulo
de
montanha
de
luz.
O
do
imperador
da
Rússia, da grandeza
de
um
ovo.
Outro do
imperador
do
Brazil.
Seguramente
o
mais
bello
pela
fôrma,
brilho,
e
perfeita
transparência
é
o
cele
bre
Regente,
que
pertence
ao
thesouro
de
França.
Parece
que
os
antigos
ignoravam
a
ar
te
de
lapidar
os
diamantes.
Um
artista
de
Bruges,
Luiz
de
Berqtiem,
observou
por
acaso
em
1476,
que
dois
diamantes
roçados
um pelo
outro se
poliam,
e
d’
es-
la
observação
nasceu
a
arte
de
lapidar
esta
pedra
preciosa.
A
Hollanda
é
hoje
o
paiz
onde
esta arte
tem
feito
mais
pro
gressos.
O
primeiro
diamante lapidado foi
usado
por Carlos,
o
temerário,
duque
de
Borgonha,
,e
esta
joia
pertence
hoje
á
co
rôa
de
Hispanha.
O
Brasil,
especialmen-
te
a
província
de
Minas
Geraes,
é
a
re
gião
onde
se
,tem
explorado maior
nume
ro
de
diamantes.
Estativi<ici«.
—
Ha actualmente
em
Pa
ris,
sets
mil barbeiros;
calculando
a
39
barbas
diarias
por
barbeiro,
fazem-se
por
dia
em
Paris
21:OUO barbas,
e
sendo
a
superfície
media
d’
um
queixo
10
centí
metros
quadrados,
as
21 000
barbas
ie-
presentam
uma extensão de
210
metros
que
a
navalha
parisiense percorre
dia
riamente.
Estabeleeimento
tliernaall.—
Vae
principiar
a
construcção
do
novo estabe
lecimento
thermal em
Visella.
E’
dirigida
pelo engenheiro
o
snr.
Ce-
sario
Augusto
Pinto.
Contríbuiçiiw-bwfj«í
—'Diz
uma
folha
qne
o
millionario
Astor, recente
mente
lallecido
na
America
pagara de
contribuição
predial
em
um
dos
últimos
annos,
dois
milhões de
duros
(proxima
mente
1.48
1:000^900
rs.)
Prisões.
—
Acham-se
presos
dois
es
tudantes,
com
o
pretexto
de
terem
falta
do ao
respeito
ao
snr.
Pinheiro d’
Almei-
da,
depois
do conflicto
escolar
de
que
demos
noticia.
Um d
’
elles,
porventura
um
dos
mais
pacatos
e bem
educados
d
’
entre
a
ciasse
escoiastica,
veio
homem
a
per
guntas perante
o
meretissimo
juiz,
que
o
admitliu
a
prestar
fiança,
que
o
bondoso
pae
teve
<!..
effectuar.
Comitfcas.
—
O
«Diário
do Governo»
publica
a
no>a
divisão
comarcã
do
dislric
to
de
Bragança,
a
qual
é
como
segue
:
Bragança.
— Compõe-se
dos
seguintes
julgados
:
Bragança
—
Donae—
Izeda
—
Outei
ro —
Macedo
de
Cavalleiros.
—
Compõe-se
dos
seguintes
julgados:
Ala
—Macedo de
Cavalleiros
—
Moraes
—
Miranda
do
Douro
—
Compõ-se dos
seguintes
julgados
’
:
Miranda
do
Douro
—Vimioso
—
Mirandella
—
Avida-
gos—
Mirandella
—
Torre
de
D.
Chama
—
Vil
la
Flor
—
Mogadouro
—
Compõe
se
dos
se
guintes
julgados
:
Alfandega
da
Fé—Mo
gadouro
—Thó—
M.,ncorvo.—Compõe se
dos
seguintes
julgados
:
Carrazeda
de Anciães
—
Castanheiro
—
Felgal
—
Freixo
de Espada
á
Cinta
—
Lousa —
Moncorvo—Urros
—
Vt-
nhaes.
—
Compõe-se
dos
seguintes
julgados:
Penhas
Juntas—
San
talha—
Vinhaes.
Banco do tTSinlxo.—
Realisou-se
na
casa
d
’
esle
banco,
no dia
15, a reunião da
Assembleia
Geral
dos
acciotiisias,
aos
quaes
foi
lido o
relatorio
e
patecer
do
conselho
fiscal,
sendo
depois
marcado
o
dia
paia
a
discussão
do
uiesmo.
Segundo
o
relorio,
o
estado
d
’
esle
esta
belecimento
bancario
é
prospero
e
lisongeiro.
A
direcção
propõe
um
dividendo
de 6
p.
c.,
ou
65000
rs.
por
acção, relativo
ao
2.®
se
mestre.
que
addicionado
aos
4
p.
c.
do
1
0
semestre do anno
findo
perfaz,
um total de
10
p.
c., ou
105000
rs.
por
acção.
IBaueo
Coananercial de Bragn.—
Como
eslava
atinunciado,
teve logar
hon-
tem
a
segunda
reunião
geral
dos
accionis-
tas
deste
banco,
na
qual foi
uoanimemen-
te approvado
o
relatorio
e
parecer
do
con
selho
fiscal,
mandando-se
pagar
o
dividen
do
na razão
dtí
25500
pelos
da
Ia emis
são
e
15435
pelos
da
segunda.
Imprudência,
—
Na
tarde
do passa
do
domingo
entrou
no
templo
dos
Con
gregados
o
snr. Antonio Fernandes
Lage,
e
alli
proferiu algumas
palavras
impróprias
da
gravidade
«Paquelle
logar,
chegando
a
ameaçar
o
snr.
Custodio José
Ferrcra, da
-rua
de
Infias,
que
o
admoestou
de tão
in
digno
procedimento,
Foi
em
seguida
recolhido á
cadeia,
d
’
onde
foi
hontem
a
perguntas
perante
o
merelissimo
juiz
de
direito
d’esta
comarca,
e
alh
prestou
fiança.
E
’
voz
publica
que
este
indivíduo
se
achava
um
pouco turbado
quando
entrou
no
referido
teinplo.
Banco -VlercuHííS lie Braga. —
Reuniram-se
no
dia
13
em
assembleia
ge
ral,
presidida
pelo exc.
mo dr.
Francisco
Dias
Lima,
os
snrs.
accionistas
d
’este
ban
co
para
ouvirem
ler
o
relatorio,
que
da
mos
em
seguida
:
Em
satisfação
dos deveres
do
nosso
cargo,
e
em
cumprimento
do
que
ordena
o
artigo
25.°
dos
estatutos
d’
esle
Banco,
temos
a
honrosa
satisfação
de
vos
apresen
tar
pela
primeira vez
o
relatorio
da
nossa
gerencia
desde
a
abertura
das
operações
em
Maio
do
anno
proximo
passado
até
31
de
dezembro
do
mesmo
anno
;
e
ser-nos-ha
motivo
de
muito
prazer
e
felicidade
o
terem
os
nossos
esforços
correspondido
aos vos
sos
dezejos
e
aos
fins
que
nos propozemos
realisar.
z
Difficil
e
espinhosa tem sido a
nossa
missão,
e
principalmente
no
meio
da tor-
menta d
’
obstaculos
com que
a
nossa as
sociação
teve
de
luclar logo
na
origem
;
a
crise
monelai
ia,
que
os
tem
atravessado
pro
veniente
das
causas,
que
todos
bem conhe
ceis,
exerceu
a
sua
maior
influencia sobre
as
casas
de
credito
de
recente
creação,
que
levantadas
do
enthusiasmo
febril
de
commer-
cio,
bem
depressa
se
viram
desajudãdas
da
benevolencia
publica
e
rodeadas
de inimi
gos
da
sua
existência.
A
restricção á
moeda de
metal
sem
au
xilio
da
moeda
de
credito
e a impossibili
dade
de
pagar
obrigações
com obrigações
estreitaram
nos
n
’um
cinto
de
ferro,
que
não
permitliu dar
ás
nossas
operações
a
la
titude
dezejada,
limitando-nos
o
campo
em
que
vos
podíamos
colher
melhores
e
mais
vantajosos
lucros
N’
estas
conjuncturas
a
que
ainda
accres-
ceu
o
pequeno
numero
de
transacções
effec-
tuado
com as
praças
do
Brazil fomos
obriga
dos
a tirar
forças da
nossa
fraqueza
;
e
guia
dos
pelo espirito
de
rectidão
e
pela
mais
restricta
observância
dos
nossos
deveres
eis-
nos
em
vossa
presença
depois
de
atravessar
umá
viagem
curta
no
tempo,
mas
longa
nas
amarguras.
Depois
do
temporal
a
bonança
:
é ago
ra
mais
calma
a região
commercial
em
que
nos
achamos
;
a
crise
monetaria
tem
dimi
nuído
do
seu
rigor,
a
concessão
das
notas
ao
nosso
estabelecimento é
negocio
bem
encaminhado,
e
o
nosso
procedimento,
tem
aplanado
alguns
attrilos,
que
resultaram
da
nossa
existência
como
Banco.
E
’
com
estes
fundamentos
e
com
o
testemunho cla
ro,
que
dão
os
nossos
livros,
que
podemos
dizer-vos,
que
se
alarga
a estreita
area
em
que
temos
girado.
Contae
com
a
nossa
dedicação
a
este
es
tabelecimento
; a elle temos
ligado
o
nosso
nome, que
prezamos,
e
cujo
credito
esta
mos
resolvidos
a
manter
a
todo
o transe.
A
boa
rede
d
’agencias
que
temos
adquirido,
as
diligencias
empregadas em tornar
co
nhecido
o
Banco
Mercantil
de
Braga,
a
som-
ina
de
bons
amigos,
que
já
conta,
e
os
lucros
vantajosos havidos
do
exercício
da
primeira
epocha
da
sua
existência
lançam
os
fundamentos
da
sua
definitiva
constituição,
e
dão seguro penhor
do
seu
credito,
que
mais e
mais
se
fortalecerá.
Depois
d
’
estas
breves
considerações cum
pre-nos
informar-vos
das
contas
e dos
di
versos
titulos
da
; operações,
que
eífectua-
inos
no
semestre
decorrido.
O
movimento
da
caixa
foi
de
Réis
1:369:5185315
A
transferencia
de
fun
dos
no
paiz
e
no
ex-
trangeiro
e
o movi-
mento das agencias
foi de
...
.
Réis
1:880:0675220
Descontaram-se
547
letras
na
importância
de
.
Réis
Tomaram-se
77
leiras
sobre
o
reino
e
ex-
trangeiro
novalor
de
Réis
Fizeram-se
emprésti
mos sobre
penho
res
na importância
. .
Réis
5
le-
118:595^120
92:113^783
de
.
.
Cobraram-se
tras
de
conta
alheia
na
importância
de Réis
O
movimento
de
de
pósitos
á
ordem
e
a
prazo
foi
de .
.
.
.
Réis ___
Das
operações
effectuadas
no
decurso
da
nossa administração
resultou
para
a
ver
ba
de
lucros
e perdas
depois
de
deduzidas
as
despezas
geraes
a
quantia
de
réis
18:3825554
dequejulgamos
fazer
as
seguin
tes
applicações
que
submettemos
á
vossa
ap-
‘
12:000
ac-
240:8445380
2:229-5500
867:4845115
9195127
1825185
provação
:
Para
dividendo
por
ções
a
15200 reis
por
acção............................
Réis
Para
fundo
de
reser
va
nos
termos
do
art.
8
0
dos
Estatu
tos
................... Réis
Para
amortisação
de
despezas d’
installa-
ção
na
razão
de
10
p
c.
ao
anno
Réis
sendo
por
tanto
5
p.
c.
no
semestre
findo.
Para garantia
do fun
do
de
reserva
esta-
tuaria.
....
Réis
ficando
esta
mesma
verba
pagamento
da decima
legal
e
ção
de uma
letra
de
1:5005000
umco
ti
tulo,
que
o
Banco
tem
em
via
de
pre
juízo.
14:4005000
2:8815242
sugeita
ao
á
liquida-
A
direcção
conclue pedindo
um
voto
de
louvor
ao conselho fiscal, cujo
pare
cer
foi
também
lido,
bem
como
o
balan
cete
do
ultimo
meí;.
Sendo
em
seguida
unanimamente
appro
vado
o
relatorio
e
o
parecer
do
conselho
fiscal,
mandou-se
lavrar
na
acta
um
voto
de
louvor
tàntoá direcção
como
ao
conse
lho
fiscal.
Deliberou-se
finalmente
que
fos
se
marcado
dia opportuno para
a
nomea
ção
dos
dois
lugares
de
supplentes,
que
se
acham
vagos.
Correspondência
retida na direc-
ção do correio d» Braga por
difTercntes
motivos,
(Falia
de
sellos]
Impressos.
—
Ribeira
de Pena
—
João
Alves
de Carvalho.
Agostinho
Joaquim
de
Carvalho.
Amostras.—
Arcos
—
Manuel
Pereira
da Sil
va
&
C.
a
Melgaço
—
João
José
Gomes
da
Costa.
B-agança
—
José
da
Fonseca Navinha.
Lisboa
—
Antonio
José Machado.
Maria
Carolina
Ferreira.
AGRADECIMENTOS
Manoel
Joaquim da
Silva
Areo,
Anto-
nia
Maria
Pinto Coutinho
e
José
Joaquim
Rodrigues,
não
podendo
pessoalmente
agra
decer
a
todas
as pessoas
que
lhes
fizeram
a
honra
de os
cumprimentar
e
assistir
ao
offieio
de
corpo
presente, que por
alma de
seu
pae
e
sogro
Sebastião
José
da
Silva
Areo,
que
teve
logar
no
dia
7
de
corren
te,
na
egreja
da Sé Primaz, o fazem
por
este
meio
protestando
a iodos
o
seu
eterno
reconhecimento.
Egnalmente
argradeccm
a
todas
as
pes
soas que
esperaram
os
restos
morlaes
do
finado,
e
assistiram
ao
responso
de
supul-
tura
no
cemilerio
puplico. (2920
’
)
(169)
ANNUNCIOS
PIANO
Vende-se
um
piano
d
’
ensino.
Rua
de
S.
Vicente,
n.°
1.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(2917)
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A SAIR
DE
LISBOA
MONDEGO.
.
.
28
de
Janeiro
ELBE
.
.
. .
13
de
Fevereiro
MINHO.
.
. . 28
de
Fevereiro
PREÇOS
COMMODOS
Cada
paquete «Testa companhia
leva
a
bordo
criados e eoainheiros
2>ort»<j«iezen
para
commodida
dos
passageiros
de
toilas
as
clnosen.
Sendo
as
passagens
pagas
na Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa
é por
conta
da
Companhia.
A
bortlo
os
passageiros teem grátis cama,
roupa de cama, co
mida
feita por eoiinlieiros
portpguezes, vinilao duas vezes
por dia,
assistência
medica,
serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela limpesa. boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d’
enlre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do correio,e
por
este serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Pelo juiso
de.
direito d
’esta
comarca
e
cartorio
de
Esmeriz,
no
dia
6
do
futuro
mez
de
fevereiro,
pelas
10
horas
da
manhã
á
porta
do
tribunal
da
l.
a
instancia,
que
é
sito
no largo
da
Santo
Agostinho,
d
’
es-
ta
mesma,
se
tem
d
’
arrematar
a
proprie
dade
seguinte:
A
bouça
de
lavradio
chamada
do
Eitei•
ral, que
produz pão,
vinho
e
lenba,
cir
cuitada
por
paredes,
sita
no
logar
do
Ei-
teiral
ou
Outeiral,
da
freguezia
de
Adaufe,
desta
comarca,
avaliado
na
quantia
de
475600
rs.
e
penhorada
a
Maria
da
Con
ceição
Oliveira,
solteira,
de
maior
idade,
da dita
freguezia,
na
execução
que
lhe
mo
ve
José
Antonio
Lopes
Maia,
da
dita
fre
guezia
d
’Adaufe,
e
por
Lso
toda
a
pessoa
que
quizer
lançar,
póle
comparecer
no
dito
dia hora
e
local.
(2923)
BANCODO
MINHO
São
convidados
os snrs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
ordinaria,
no
dia
20
do
corrente
pelas
11
horas
da
manhã,
na
casa
do
mes
mo
Banco,
para
os
fins
consignados no
ar
tigo
35.®
dos
seus
Estatutos.
Braga,
e
Banco
do
Minho,
15
de
janei
ro de
1876.
O
vice-presidente
do
Conselho
Fiscal,
2924
João
Luiz
Pipa.
Fallencia
de João Antonio d&
Sou
sa,
dos Arcos de Val-de- Vez
São
convidados
pelo presente
annuncio
todos
os
credores
d
’esta
fallencia,
afim
de
se
reunirem
no
tribunal
commercial
d
’
esta
cidade
no
dia
22
do
corrente
mez, pelas
10
horas
da
manhã
no
largo
de
Sanio
Agos
tinho,
para se proceder á
verificação
dos
créditos
e
mais
diligencias
legaes.
Os do-
NEVA
.
.
.
GUADIANA
.
DOURO.
.
.
13
de
Março
28
de
*
13 de
Abril
cumentos
devem
vir sellados,
e
ninguém
poderá
ser
procurador
de
dous
credore»
ou procuração
feita
a
credor
do
fallido
(art.
1204
do
Cod. Com.)
Braga
14
de
janeiro
de
1876.
O
procurador
do Curador
Fiscal
—
Torres.
(2925)
Banco
Commercial de Braga
Acha-se aberto
o
pagamento
dos
divi
dendos
deste
Banco,
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas
feiras,
desde as
10
horas
la
manhã
até
á
1
da
tarde, relativos ao
2.°
semestre
de
1875
na
razão de
5
por
cento,
ou
25500 réis
por
cada
acção
da
primeira
emissão
e
de
15435
das
de
segun
da.
Os
snrs.
accionistas
do
Porto
podem
receber
na
Caixa
Filial
d
’este
Banco
em
aquella
cidade.
Braga
18
de
Janeiro
de
1876.
Os
directores
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida.
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
N.
B.
O l.°
pagamento
abre-se
amanhã,
quarta
feira.
CARTÕES
DE
VISÍTA
E
DE
CASAMENTO
Iniprinien-se
nta
«Livraria
Catlioliean
DE
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
10
—
Rua
do
Souto—
10
BRAGA.-
Preços:
cada
cento
impressão
e
cartão
braoco liso,—400,
440,
450,
550
e
650
rs.
Ditos
tarjados
para
luto,
impressão
e
cartão,
—700
e
750
rs.
(2870)
Dtià
MaCHOTAS
BE COSTUMA
Ensino
primário
agrícola
Por
P.
Joigneaux,
versão
portngtieza
por
Paulo
de
Moraes,
ampliado
com
adá
gios agrícolas,
evangelho
do
lavrador
e
uma
curiosa
serie
de
apreciações
sobre
difleren-
tes
culturas
em
Portugal.
Preço
500
réis
(cartonado),
com
interessantes
gravuras.
A
’
venda na
livraria
de
Madaine Mane
Lallemant.
rua
do
Thesouro
Velho,
22,
Lis
boa.
Franco
de porte
para
as
pro'incias.
DE
DIVERSOS
AUCTORES
DE
Zf.
ZFE1
OTO
A
11
ir 7^ .4 as % A
17
—
Rua
de
S. Vicente (antiga Chãos de Cima
9
—
17
GlilVBí
»5
Í"OSHO
BE MA CHI-
S.4S
»E COSTURA
DE
Ha um
ar»o
que
este
deposito
se
abriu
e
lem vendido
118
macbinas
de
costura
—
todas
a
trabalhar
com
perfeição.
9
dono
deste
estabelecimento
não
só
ensina
a
trabalhar
n
’
ellas,
mas a
resolver
todas
as
difticuIdades
que
possam
apresen
tar, sendo
isto
de
grande vantagem
para os snrs. compradores.
'
Vendem-se
n
’esle
deposito
as
maehinas
de
Singer,
para
famílias,
alfaiates
e
sapateiros. Legitimas
silenciosas
de
Weeler
&
'Wilson,
próprias
para
famílias.
De
braço
especiaes
para
calçado
e
toda a
obra
em
couro.
Portáteis
de
mover
á
mão,
de
ponto
de
cadeia
e
dous
pespontes.
E
as
legitimas
macbinas
americanas
do
inventor
Howe, as
melhores
maehinas
do
mundo,
garantidas
por
cinco
annos,
próprias
para
todo o genero
de
trabalho;
tendo
os
snrs.
compradores
em
vista
não
se
illudirem
com
as
imi
tações
das
macbinas d
’
este auctor
;
pois
as
fabricadas por
Jones
tc
C.°,
H.
J.
Pelit
e
outros não
passam de imitações.
Todas
estas
maehinas
são
mandadas vir
directamente
das
fabricas,
sendo
vendidas
o
mais
barato
possível,
tanto
a
dinhei
ro,
como
a
pequenas
prestações
mensaes.
Concertam-se
as maehinas
de
todos
os
systemas.
Vendem-se
todos
os
objeclos
proprios
para as
mesmas,
assim
como
al
godões,
lorçaes,
oleo,
e
agulhas
a
360
réis
a
dúzia.
Faz-se
grande
abatimento
a
quem
comprar
por
atacado.
Em
seguida
publico
a
lista
dos
nomes
e
moradas
dos
snrs.
compradores
que
tiveram
a
bondade
de
comprar
maehinas
n
’
es-
te
deposito,
podendo
todas
as
pessoas
que
desejarem comprar
ioformar-se
do
bom resultado
que
teem
obtido
as
macbinas
vendi
das
no
mesmo.
Domingos
José
Alves
Braga
—
Rua
dos
Chãos.
D.
Guilhermina
C. M.
Motta
—Chaves.
Carolina
Julia
—
Campo de
Sant
’
Anna—
42.
Maneei
Costcdio
da
Silva
—
rua
das
Palhotas
—16.
Mara
da
Torre
Carvalho
—
largo
de S.
Francisco
—lí.
D. Maria
Pimeutel
—
rua
de
S.
Marcos
—
19.
Domingos
Antonio
d’
Ataujc
—
roa
dos
Biscainhos
—
24.
Custodio
Maooel
Barbosa
—
rua
de Santo
André
—
8.
Francisco
Velloso
—
Villa
Verde.
Maneei
Joaquim
da
Silva
Arée
—
rua
Nova
—
43.
Ma
ria
Angelina
Pereira
da
Cunha
—
largo
da Senhora'A Branca
—
75.
José
Antonio
Rodrigues
Torres
—
Amares.
Maneei
José
Couto
—
rua
do
Campo
—
10.
Jeão
José
Alves
—
campo Novo—
17.
Manoel
José
d
’
Araujo
Lima
—
Ponte
do
Lima.
José
Antonio
d
’
Oliveira
Costa—
Amares.
Antonio
José
da
Silva
Braga
—
rua
da
Oliveira—
2.
Maria
da
Gloria
M.
Oliveira—
»
»
—1.
D.
Emilia
Augusta
Assis
—
Felgueiras
Antonio
Luiz-
—
praça
Municipal
—
-19
Mauoel
José
d
’
Amorim
—Pico
de
Regalados.
João
Manoel
Pereira
—rua do
Conselheiro
Jànuario.
Anna
Joaquina
de
Carvalho
—
largo
de
Santa
Thereza.
Escrivão
Faria
—
Villa
Verde.
Marti
Cardosa
—
rua
de
S.
Barnabé.
José
Manuel—
Villa
Verde.
Manoel
Antonio
da
Silva
Paredes
—
rua
dos
Capellistas
—
6.
Manoel
José Martins
de
Miranda
—
Villar da
Veiga.
Domingos
Gonçalves
Braga—
rua
de
S.
Victor
—
61.
Padre
Joaquim
Fernandes
Lopes—
S.
Paio de Merelim.
»
»
»
»
n
»
Silva
—S.
Jeronimo.
Antonio
Marques
—
Vianna.
Thereza
Joanna
da
Costa
—
rua
Nova
da
Senhora
A
Branca.
Dr.
Jo
‘é
Soares Leite
—
Fafe.
Dr.
Delegado—
Villa
Verde.
Escrivão
Brito
—
>
>
H.
A.
Leal—
Lamego.
Francisco
Velloso—
Villa
Verde.
Januario
José
Ribeiro
—
Cerveira.
Elias
do
Carmo
Sousa
Dias-—
Chaves.
Dr.
Sepulveda—
Villa
Verde.
Iria
Candida
M.
de
Sousa
—
Rua
da
Oliveira
—
7
Domingos
José Fernandes-
—
Amares.
João
Manoel
Cerqueira
—
Pico
de
Regalados.
Aflonso
José
da
Silva—
rua
de
Santo
André.
Manoel
José
de
Sousa
Vianna
—
Monção.
D.
Josefa
Peixoto
Lemos
—
Felgueiras.
Escrivão
de
Fazenda—Villa Verde-
Bento
de
Magalhães
—
Felgueiras
Gaspar
Pereira
—
praça
Municipal
—
1
José
d
’
Oliveira
—
rua
da
Boa-Vista
—
51.
Domingos
Rodrigues,
da
Silva
—
Famalicão.
Antonio
Alves
Campos—largo
dos
Penedos
—
7
Antonio
Luiz
Maria
Ramos—
rua
de
S.
Vicente.
João
Antonio
Soares—
Villa
Verde.
Domingos
F.
Guimarães
—
Guimarães.
Antonio
José
Alves
Pereira—rua
de S.
Vicente
—
19.
Domingos
da
Cunha—
Ferreiros.
Francisco
Regalio
—rua
do
Campo
—
22.
Felix
Paiva
—rua dos Chãos.
Maria
da
Conceição—
rua
dos
Pelames.
Candida
Carneiro—Vianna.
Antonio
Joaquim
—
Arcos.
João
Antonio
Leite
—
Bonre.
D.
Rita
Leopoldina
F.
Bastos
—
rua
das
Palhotas
—
19.
J.
M.
Pinheiro
—
campo de
SanfAnna
—
1.
Francisco
dos
Reis
—Barcellos.
Dimz
Pinto
da Silva
—
Famalicão.
Joaquim
Gonçalves
—
Fafe.
Zeferino Antonio
Gonçalves
Vieira
—rua
do
Campo
—
5.
Augusto
de
Sousa
—
Basto.
Alfredo
de
Sousa
Dias
—
Guimarães
D.
Emilia
Peixoto
—
Felgueiras
Manoel
P.
da
Silva—Famalicão.
Antonio
José
F. Braga
—
praça d
’Alegria—
16.
Sebastião
H.
Sanl’
Anna—
Chaves.
José
Maiia
da
Silva
—rua
de
S.
Vicente—
92.
Francisco
Gaspar
de
Lima
—Basto.
Bernardo J.
Pinto
—
Barca.
Luiz
Manoel Oliveira—
Ponte
do
Lima.
Manoel
Ferreira
Marques
—
rua
da
Ponte
—
73.
Emilia
Rosa
Rodrigues—
Guimarães.
José
Maria
Ribeiro
—
rua
dos
Chãos
—
28.
'
Villaças —
rua
de
S.
Vicente.
Joaquim
Rodrigues
Pereira—Chaves.
Francisco
Pinto
de
Sousa
—
Barcellos.
Joanna
Rosa
de Sequeira—Visella.
Antonio
José
de
Sá
e
Silva—Feira
Nova.
Abbade
de
Builhe
—
Ruilhe.
Zcferino
Antonio
G. Vieira
—
rua
do Campo
—5
Anna
do
Carmo
Pereira
—
Mirandella
Manoel
José
de
Sousa
Vianna
—
Monsão.
Padre
Joaquim
F.
Lopes—
S. Paio
de
Merelim.
José
Antonio
da
Costa
—
Chaves.
Maria
Candida
—
largo
das
Carvalheiras.
Rita
Pinto
de
Sou*a
—Barcellos.
João
Maria
da Costa—
Coura.
Pedro
Antonio
—
Rua
de
Santo
André.
Paulino
Evaristo da Rocha
—
rua
dos
Sapateiros—
19
Francisco
Gonçalves
—
Marttm.
Camillo
Pinto
Bravo—
Visella.
Gonçalves
Pinto—Famalicão.
Anna de
Jesus
Dias
—
Taipas.
Domingos
Leite—Barroso.
Mais
13
maehinas
vendidas que
não
se
póde
provar
os nomes
nem as moradas
dos
compradores.
h
.
ewms
Construi<la& por
H. JJ.
de
Bruxelltui
13—
Praça
de
Carlos
Alberlo
—
14
PORTO.
N
’este estabelecimento
encontra-se
á
venda
um
grande
sortimento
de
maehinas
de
costura
;
para famílias e
costureiras,
próprias
para
lodo
o
trabalho
de
obra
bran
ca
e
íiua
de
côr.
Para alfaiates, estofado
res,
chapelleiros
etc.
:
podèndo
executar
toda a
obra
de
patino
e couro
fino.
De
lançadeira
gtande
(levando
300
metros
de
lio.)
Para
calçado,
correames,
arreios
etc.
De
braço,
especiaes
para
calçado,
poden
do
meller
elásticos
e
fazer
toda
a
sorte
de
concertos.—
Portáteis,
de
mover
á
mão,
podendo
lambem
funccionar
com pe
dal,
muito
convienles
para
famílias.
De
bordar,
executando
admiravelmente
toda a
qualidade
de
bordados,
a
branco
e
cores,
em
relevo
etc.; próprias para
modistas,
cos
tureiras,
t-siofadoreS/corrieiros
:
esta
ma-
china,
uma
das
maravilhas
da
industria
mo
derna,
póde
fazer
a
fortuna
da
pessoa
que
a
possuir.
De
cravar
calçado,
que
em
pou
cos
minutos
cravam,
parafusando
com
to
da
a
stgurança,
um
par
de
calçado. O
re
sultado
d
’
este
trabalho
é
muito superior
ao
actualmente
udoptado.
De
lavar,
indispen
sáveis
ao uso domestico,
recomendáveis
pela
economia
que resulta,
não
só da
lava
gem,
como
da
conservação
da
roupa.
To
das
estas
maehinas
são
acompanhadas
de
um
completo
sortimento
de accessorios
que
facilitam
a
execução
de
todas
as
obras.
Garante-se
a perfeição
e
duração
de
to
das as
macbinas
vendidas,
e
attendendo-se
ao perfeito trabalho
e
á
solidez
da
sua
coustrucção
póde
affoutamenie
asseverar-se
que
não tem
rival
na
modicidade
dos
pre
ços. A fim
de
proporcionar
aos
compra
dores
todas
as vantagens,
esta
casa
não
só
Lcilila
o
pagamento
por prestações,
mas
lambem
a
aprendizagem, para
o
que
fez
vir
do estrangeiro
um
artista
perfeito co
nhecedor
de.
machinismo,
e
duas
senhoras,
para
praticamenle
darem
as
necessárias
ex
plicações.
Ha
completo
sortimento
de
al
godões,
linhas,
lãs
e
sedas,
em
todas
as
côres,
para
bordados
e
costura, assim
co
mo
todos
os
accessorios
e
peças
sobre.-eleotes
para
as diversas
maehinas.
Qualquer con
certo
de
que
necessitem as
maehinas
ven
didas
n
’
eslé
estabelecimento
será
feito
im-
mediatameoie
e com toda
a
perfeição.
Exe
cuta-se
a
preço
modico
qualquer
obra
de
bordados
para
modistas,
estofadores,
alfaia
tes,
etc.
Este
estabelecimento
tem
o
exclusivo
da
importação,
das
macbinas
d
’
este
auctor
etn
Portugal.
Faz-se
abatimento
a
quem
comprar
por
atacado.
Deposito
em
Braga,
em
casa dos snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2904)
"
”
”"™
c
Õ
a
DJUTOR
Precisa-se
d
’
um
em
uma
freguezia pró
ximo
d
’
esta
cidade.
Quem
se
achar
ha
bilitado para
isso
queira
participar
n’
esta
redacção.
2901
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
