comerciominho_18031876_470.xml
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-
4.°
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
HOTIC1OSA
NUMERO
470
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
<JHBHL<<<3
A--S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&400 rs.
e
sendo duas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs,.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis e
4&500
reis moeda fraca.=Annuncios
por linha
âOrs., repetição
10 rs.
Para
os
assignantes
20
®/
#
d
’
abatimento.
3
IiRiG4S4inni!í)
1S
DE
MAIiÇD
5,
Os
thentrog.
Aquelles,
que
ainda
abrigam no
cora
ção
os
sentimentos
de
pudor
e
o
zelo
pela
moralidade
publica,
não
podem ver com
indiflerença
o
escandaloso
modo
como
em
Portugal
está
concorrendo
o
theatro
para
a
corrupção
dos
costumes,
e
sem
que
aquelles, a
quem
isso
compete,
tratem
de
pôr
o
mais pequeno
estorvo
a
essa
tor
rente
desmoralisadora,
que
se
derrama
des
de
os
palcos, especialmente de
Lisboa
e
Porto, sobre
as
famílias
e
sobre
a
socie
dade
porlugueza.
Especulando
com
o
gosto corrompido
e
estragado de
um
publico
insensato,
ado
res
e
auctores
tratam
de
levar
á
scena
peças cada vez mais indecentes,
que o
cynismo
applaude
com
gargalhadas
de ta
verna,
e
que
os
incautos
vèern
com
o
rubor
nas
faces,
colhendo
todavia,
a
pouco
e pouco, d
’
esses
perigosos
espectaculos,
o
funesto
effeito
de
um
envenenamento
mo
ral,
lento
mas progressivo,
qne
lhes
vae
matando n
’
alma
a
virtude,
o
pudor,
a
honestidade
e
os
sentimentos
religiosos
E
no
meio
de
tudo isto
o
governo
olha
indifferente
para
este
foco
de
corru
pção
e
de
mfecçào,
a
que
está
reduzido
o
theatro
portugnez;
e
não baixa
uma
lei,
um
decreto,
um
regulamento,
que ponha
cobro
a este
torpíssimo
abuso,
a estes
assassinos da
moral publica,
a
estes
tra
ficantes
vilíssimos,
que
fazem
infamissima
veniaga
especulando
com
as
paixões ruins
de uma
parle
do
publico
á
custa
da
mo
ralidade
e
da
seriedade de
todos.
O que
pensa
lazer
o
governo
portuguez
com
esta sua
criminosa
indiflerença
?
Quer
deixar livre
a
acção
immensamente
cor
ruptora
do
theatro,
porque
entende
que
para a felicidade dos
Estados
de
nada
serve
a
inteireza
dos
costumes?
Ou
merece-lhe
tal
respeito
a
liberdade
dos
emprezarios
e
auctores
dramáticos,
que
nem
de
leve
quer
tocar-lhe,
embora
as
lições
proferidas
desde
a
scena
vão
ter
o
seu
complemento
na
espelunca
e
no
prostíbulo
?
belizmente ainda não havíamos
visto
que
a luminosa
theoria
da liberdade
para
lodos
e
para
tudo se
estendesse
na
pra
tica
até
se
dizec
ao
ladrão
—
furta
—
ao
calumniador
—
diffama
—w
assassino—
ma-
ta.
Dentro
do
recinto
do
theatro,
porém,
a theoria
parece
altingir
o
máximo
desen
volvimento
pratico.
All<
póde
impunemente
escaruecer-se
a
religião,
e desacreditar
os
seus
ministros;
póde
subministrar-se
o
veneno
moral á
innocencia, expor aos olhos
da
juventude
os
quadros
mais
lúbricos,
incitar
á devassidão
com
as
scenas
mais
indecentemente
provocadoras;
póde
tentar-
se
tudo,
desde
v
sacrilégio
até
á
difiama-
ção,
porque
os
poderes
públicos
fazem
vista
grossa;
ninguém
põe
embargos
á obra
desmoralisadora,
e deixa-se
que
sobre
as
taboas
do
palco
se
armem
alçapões
á in-
nocencia,
á
boa
fé
e
ao
pudor
dos
espe
ctadores,
rcspeitando-se
mais
os
lucros
pecuniários
dos
histriões
do
que
a riqueza
moral
da
sociedade
I
E
terão
ao menos
essas
peças
drama-
ticas,
que
ahi
se
permiltem,
um mereci
mento
Itlterario
tão
distinto,
que
baste
a
desculpar-lhes
a
indecência
e
a
immorali-
dade
?
Para
nós,
failando em
absoluto,
nunca
poderá
admillir-se
tal desculpa.
Por
mais
subido
que
seja
o
mérito
de
um drama,
se
é
immoral, não
deve consentir-se
na
scena.
Por
mais
bem
manipulado que
seja
o
veneno,
ninguém
tolera que
elle
seja
impuuemente
subministrado.
Mas
esses
partos
rachiltcos
de
uns
gé
nios
mais
que
equívocos,
que
formam
o
reporlorio
predilecto
de alguns
theatro
s
do
nosso
paiz,
nem
sequer
podem
allega
r
em
seu
favor a
bellesa
artística.
Para
os
apreciar
oão
ha
que
recorrer aos preceitos
da
esthetica.
porque
o
seu
mérito
só
póde
ser
graduade
pelos peritos
em
lances de
lupanar !
Acuda
pois
a
este
escândalo
quem
tem
obrigação de
velar
pela
moralidade
publica
Convençam-se
os
poderes
públicos
de
que
a
ruina
de
um
po»o
começa sempre pelo
derrancamenlo
dos
costumes;
de
que as
leis
são
ineílicazes
se
se
preverte
a
mo
ral,
e de
que
o lôio
da
devassidão
lem
sido
sempre
a
sepultura
certa
das
grandes
e
das pequenas nações.
Ponha-se
um
dique
a
esse
abuso
in
qualificável, que
se está
praticando
nos
nossos
theatros,
affastand--se
da
scena
to
da
e
qualquer
peça,
que
offenda
a
de-
ceocia,
a
moral
e
a
religião, e
fazendo
que
o
theatro
seja o que
deve
ser
—
escola
de
moral
e
não
sentina
de devassidão
e
de
pestilência.
s.
VOUCIAS ESTRAIUGIEIHAS.
As
noticias
de
maior
importância
que
da
Hispanha
nos
transmitte o
telegrafo,
são,
diz
o
«Diário
do
Commercio»,
os
boatos
que
circulam
de
novas
conspirações
carlistas
em
Barjona.
—
Náo
se
sabe
ainda
quando reunirá
o
senado,
nem
ao
certo
quem
serão
os
escolhidos
para a
commissão de
mensagem.
—
Pediu
o
fiscal
da
imprensa
que
fosse
suspensa
por
20
dias
a
publicação
do
pe
riódico
«La
Espana».
—No
congresso,
em
seguida
ao
dis
curso
de
Moyano,
defendendo
a
rainha
Izabel,
protestou
Ozorio
que
ninguém ata-
cára
a
mãe do rei.
Começou a fallar
Sagasta quasi
no
fim
da
sessão,
prestando-lhe
todos
immeusa
attenção.
—
Chegou a
Madrid
no
dia
14
do
cor
rente
o
embaixador
hispanbol em
Lisboa.
D.
Alejandro
de Castro.
—O programma do
governo
francez
apresentado pelo
duque
de
Décazes
na
camara
dos
deputados
e
por
Dufaure
no
senado,
assegura
que a
legitimidade
do
governo
sancciona
o
suffragio universal,
declara
a necessidade de
praticarem
leal-
meule
as
instituições
republicanas
e
aílir-
ma
as boas relações
da
França com
todas
as
potências,
expressando
ardentes
dese
jos
de
que
seja mantida
a
paz
europêa.
—E
’
gerelmente deeapprovado
a
e»co-
iha
para
o
dia
18
para
a
apresentação
do
projecto
de
amnistia,
em
consequência
de
ser
no
indicado
dia
o
anniversario
do
movimento
communista
de
1870.
A
in.TÍÃ ISA CARIDADE
Era no
inverno,
o vento
sibilava,
Grossa
chuva
cabia;
A
noile
já
mostrava
os
seus
horrores.
E
além
o
mar
mugia.
Calcando a
neve
que
cobria
a estrada
Lm pobre innocenlinho
Buscava
agasalhar os
frios tnembios
Com
seu
roto
fatinho
Chorava,
porque
a
fome,
negro
espectro,
Cruenta
o
perseguia
:
Sem
abrigo,
sem
pão,
ao
desamparo,
Sósinho
morreria.
Sem
paes,
que
o
soccorressetn
na
orfandade
O
triste
mendigava
:
A
opulência,
que
zomba
da
pobreza,
A
esmola
lhe
negava.
Mas
quando,
vacillante,
em
duro
solo
Sm
forças
baqueou,
Quem
foi,
qual visão bella,
que
solicito
O
orfão
levantou
?
Foste
tu,
ó
mulher,
que a
caridade
Quizeste
praticar;
Que
os
prazeres
do
mundo
e
pompas falsas
Soubeste
desprezar.
Vos
braços
o
tomaste,
e,
pobresinho,
Té
’agoia
abandonado,
im
ti
achou
carinho,
amor,
conforto,
E
o
pão
tão
desejado.
rmã
da
caridade, impios
te
opprimem
;
Mas
tu,
sempre
piedosa,
3or
esses
que
te
insultam,
a
Deus
pedes
Em
prece
fervorosa.
Um
dia
virá,
pois, talvez
em
breve,
Que
a
bem
da
humanidade
O
nosso
Portugal
te
acolha
ufano,
irmã
da
caridade!
j
9.
Maria
da
Conceição
da
Costa
e
Lemos
GAZETILHA
lausiierenne.
—
Expõe-se
ámanhã
na
egieja
de
S.
Lazaro.
Asylo <Se S. José.—
Está
ámanhã
de
tarde
exposto
ao
publico o
Asylo
dos
entrevados
de
S.
José.
De
manhã canta-
se
missa
<>a capella
do
Asylo
e
ha
com-
munhão
geral
para
os asylados.
Sova
capella.—
Além
dos
donativos
que já
publicamos
paia
a
construcção
da
nova
capella
no
local
de
S.
Victor-o-Ve-
lho,
ha
mais
os
seguintes:
Antonio
Ignacio
Marques
50$000
Antonio Joaquim
Fernandes
Braga
20^900
Antonio
dos
Santos
d’
Azevedo
Ma
galhães
18^000
Antonio
José
de
Magalhães
Júnior
18$D00
?
rancisco
Marques
Soares
d
’
Aze-
vedo
18$000
ifrancisco
José
Pereira
d
’
Araujo
e
farnilia
18$000
Antonio
José
Rodrigues
Bahia
18$0(W
José
Antonio
de
Faria
18$000
José
Baplisla da
Silva
Taxa
18$(JO0
Antonio
Joaquim
d
’
Oliveiia
Bran
dão
18$000
Visconde de
Montariol
14$400
Theodoro
d’
Araujo
10$U00
Bernardo
José
Peneira
9->000
Joaquim
Moreira
Júnior
9$000
Custodio
José
Rodrigues
Bahia
9$000
Antonio
José
Fernandes
da Silva
Braga
5^000
José
Antonio
Ferreira
Braga
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga
5$0<)()
José
Joaquim
Rodrigues
Monteiro
4$500
Manoel
José Fernandes Pereira
4$50o
D.
Thereza
Doceira
4áb00
Couimendador
Crespos
4$òOO
Antonio
Joé
Fernandes
Pilar
4$5OO
P.
e
Jo>é
Joaquim
Ferreira
Ramos
4$õ00
Manoel
Monteiro
deu
o
terreno
necessário
para
a
conslrucção
do
templo.
Tempestade.—
Escrevem
de
Broxei
les
dizendo
ter
havido uma
violentíssima
tempestade,
de
que
resultou
a queda
de
muitas
pontes
e
a
morte
de
bastante
gente.
E
’
viver
muito!—
Ha dias
falleceo
no
Asylo
dos
entrevados
de
S.
José
a
asy-
lada
mais
antiga
que
alii
estava
recolhi
da,
contando
105
annos
de
idade!
Seena
repugnante. —
Pasmou
se
de
fronte
das
nossas
janellas.
e
causou-nos
tanta
repugnância
como
não
sabemos
ex
primir
por
meio
da
penna
cem
que
es
crevemos.
Um
homem,
um
bruto,
que
nos
dizem
ser
trabalhador
nas
obras
da
estação
do
caminho
de
ferro,
matou
hontem
no
largo
da
Praça,
em
pleno
dia. a
golpes
de
ga
danho,
que
pediu
emprestado
a
um
indi
víduo
que
esta»a proximo,
um
pobre
cão,
cujo
unico
delicio era
não
fazer
mal
a
ninguém.
Qoe bonito
espectaculo
!
.
Para colorir o seu feito, dizia
o
bro
to
que
o
pobre
animal
estava
damuado,
quando
não
apresentava
nenhuns
simpto-
rnas
d
’isso
?!
E
houve
alminhas
de Deus
que
gos
taram
da
chalaça
!
!
Etn
fim...
Publicações.
—
O sabio dr. Pereira
Caídas
deu
ultimamente
á
luz
os
seguintes
escriptos
:
—Noções
fundamenlaes
da constituição
mollecular
dos
corpos, em
8.°
gr.
—
Quadro synoplico
da
nomenclalwa
chimica.
em
foi.
obl.
—
Synopse
histórica
da
monarchia
ro
mana,
em
foi.
max.
O
mesmo
erudicto professor
tem
no
prelo
mais
os
seguintes
:
—
Quadro synoplico dos
principaes
oxy-
dos
—
melalloidicos
e
metálicos.
—
Quadro
synoplico
da
discriminação
analylica
dos
generos
salinos.
—
Quadro
synoplico
da
discriminação
analylica
das
bases
salinas.
■
—
Synopse
histórica
dos
povos
antigos.
—
Synopse
histórica
da
republica ro
mana.
— Synopse
histórica
do
império
ro
mano.
Sobre
os já publicados,
escreve
o «Co-
nimbricense»:
O
snr.
Pereira
Caídas,
distincto pro
fessor
do
Lyceu
de
Braga,
enviou-nos nrn
exemplar
dos
seguintes
trabalhos
sobre
assumptos
de
Chimica—Noções fundamen-
laes
da
constituição
mollecular
dos corpos,
e
um
Quadro
synoplico
da
nomenclatura
chimica.
O
infatigável
e
eiudicto cscriptor
não
descança
na
sua
vida
litteraria,
e
conti
nua
a
prestar
relevantes serviços
á
instruc-
ção
pubhca.
São
numerosos
os
seus
es
criptos
em
variados
ramos
de
litteratora,
de historia,
de
bellas artes, e
de
scien-
cias,
e
o
seu
talento
fecundo
e assidua
applicação
abrangem
os
mais
vastos
e dtf-
ticeis
conhecimentos
humanes.
O
snr.
Pereira
Caídas
foi
um
estudan
te
distincto
na Universidade,
onde mereceu
as
mais
honrosas
classificações
nos
seus
cursos
de
malhematica,
filosofia
e medi
cina
As
sciencias
chimicas
foram
sempre
um
dos estudos
predilectos d
’
este
erudito pro
fessor,
e
aos
interessantes
trabalhos
já
por
elle
publicados
sobre
este
vastíssimo
ra
mo
de
conhecimentos
accrescem
agora os
novos
opúsculos,
que
hoje
annunciam-s,
e
que
prestam
grande
utilidade
aos
alum-
nos
qne
fiequentam
a
inslrucção
secun
daria.
Também
o snr. Pereira Caídas
nos
ob
e-
quiou com
um
exemplar,
que devidamen-
agradecemos,
de uma
sua
interessante
Sy
nopse histórica da
monarchia
romana
E’
um
bom
auxiliar
para
o
estudo
d
’
a-
qu Ha
época
;
porque
em um
breve qua-
.iro
se
vêem
nos
difleientes
temados
os
nomes
dos
reis,
origens, insliiuições,
guer
ras,
occorreticias,
personagens
e conse
quências
dos
factos.
Companhia
ayrieola de vinhos
portnguezeR
—
Chamamos
»
attenção
dos
leitores
para
o annuncio
3043
que
vae
na
secção
respectiva.
Anedoet».—
Janvier
de
La
Motl
■.
pae
e filho
são
ambos
deputados.
No
dia
8
<io
corrente ao
jantar
o
pae
disse
rindo
ao
filho
:
—Sabes,
meu
garoto,
qoe
has
de
votar
como
eu
votar?
—Tenha
a
bondade
de
ser
mais
res
peitoso
para
com um collega
snr.
deputa
do
!
respondeu-lhe
o
tilho
com
uma
gra
vidade
cómica
de que o extremoso
pae
riu
a
bom
rir.
í*«z
na
AbysHínia.—
Cairo,
13.
—
Em
consequência
da
derrota
dos
abyssinios
pe
las
tropas
egypcias,
quinta-feira
passada
o
rei
João
da
Abyssima
pediu
a
paz.
Fo
ram
suspensas
as
hostilidades
e
princi
piaram
as
negociações.
Espera-se
chegar
a
accordo.
Portuguezes
fuIlecidoB
—
Fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro,
desde
16 a
19
de
fevereiro,
os
seguintes súbditos
portu-
guez*
s
:
Joaquim
Martins
Ferreira
de
Moura,
31
annos, solteiro; Maria Emilia da Silva,
25
a.
;
Antonio
Ferreira
da
Silva,
49 a.,
cas<do
; Antonio
Ferreira de
Azevedo, 15
a.;
José
Ferreira
Lisboa,
32
a.,
s.
;
Amé
lia
Augusta
de
Mello,
23
a.,
s.
;
Anto-
nio
Ferreira,
28
a.,
s.
;
Bernardino
Fran
cisco
Pinheiro,
22
a.,
s.
;
Antonio
Ro
drigues
Falcão,
14 a.
,
Goilbermina
Fran-
eisca
dos
Santos, 22
a.,
s.
;
José Dias,
38
a.,
s.
;
Antonio
Dias
Pereira,
36
a.,
s.
;
Manuel
Lima,
11
a.; Gerlrudes
de
Jesus,
11
a.;
José
Francisco
Camacho,
13
a.;
José Ventura,
23
a., s.
;
Joaquim
José
Rodrigues,
38
a.,
c.
;
Antonio
Ven
tura, 27
a.,
c.
;
Rosa
de
Je*us,
27
a.,
c.
;
Celestino
Ramos,
23
a.,
c.
;
Antonio
Ferrena
de
Castro,
21
a.,
s.
;
Amélia
da
Silva,
24
a., s.
; Francisco
Gomes
da
Costa,
48
a.,
viuvo;
José
do
Rego
Lo
pes,
50
a.,
c.
;
Manuel
Vieira, 13
a.
;
José Viveiros,
13
a.
;
Antonio
Fe-reira
de
Queiroz,
13 a. ;
Francisco
Alves
Bar-
tholo,
26 a.,
c.
;
Carolina
Teixeira
Al
meida,
20
a.,
s.
;
José
Machado, 17
a.,
s.
;
Manuel
Rodrigues
Ferreira,
30 a.,
s.;
Manuel
Moreira,
53
a.,
s,
; José Noguei
ra da Silva,
26 a.,
s. ;
Francisco
da
Sil
va
B-aga
Machado,
24
a.,
c.
;
Antonio
Ribeiro
da
Costa,
9
a.
;
Manuel
Marques,
30
a.
;
Antonio
Pereira
Lobão,
37
a
,
«.;
João
Pavão,
25
a.,
s.
;
Antonio
Gonçal
ves,
19
a.,
s.
;
Manuel
Gonçalves
Figuei
ra,
22 a.,
s.
;
Joaquim
Pereira
Monteiro,
24
a.,
s.
;
Joao
do Anil,
25
a
,
s.
;
João
Rodrigues,
25 a.,s.
;
Rosalina
Maria
Pe-
res, 19
a.,
s.
;
Luiz
Pinto
Romualde,
34
c.
;
Albertino
Fernandes de
Magalhães
Bastos,
13
a.;
Julia
da
Purificação
Fer
raz
Brito,
34
a.,
c.
;
Julia
Amélia
Perei
ra,
28
a.,
c.
;
Jerooymo
de
Souza
Cou-
tinbo,
59
a., c.;
João
Tavares
Livo, 25
a.,s.
;
Joaquim
Luiz
Pereira,
45
a,
s.
;
Margaiida
do
Rosário
Andrade,
21
a.,
s.
—
Em
Pernambuco
falleceram
lambem
desde
9
a
25
de
fevereiro
os
seguintes
:
Joaquim
Alves
Nunes, 45
annos, ca
sado
; Maria
Isabel, 50 a.,
viuva;
Fran
cisco
de
Mattos.
42
a.,
c.
;
José
Antonio
Ferreira
Guimarães,
21 a.,
solteiro;
Do
mingos
de Almeida,
50
a.,
c.
; João
Lu-
na
Pacheco,
15
a.;
Joaquim
Tavares
Igna-
cio.
44
a.,
c.
;
João
Alves Granja, 28
a.,
s.
O
movo
professor de íltoisofla,
do
Júyce«i.—
U «Jornal
da
Noite»
publica
a
seguinte
correspondência
de Leiria, que
gostosa mente
transcrevemos:
Na
minha
correspondência
de
5
de
fe
vereiro
ultimo
dizia
eu
correr
aqui
o
boato
de
que-o
ex
1D
°
snr.
dr.
Manoel Messias
Mendes
Fragoso,
professor
de
filosofia
e
geografia
no
lyceu
d
’
esta
cidade,
ia
ser
transferido.
Foi
me
bastante
penoso
ter
de
noticiar
este
boato,
porque
parecia prever
a
reali-
sação
de
tal
transferencia.
lufelizmenie
oão
me
enganei.
Ha
dias
foi-iúe
eila
participada
oíTicialmente;
e
h
qe,
eram
7
horas
da
manhã,
quando
Mendes
Fragoso
deixava
e»ta
cidade.
Lá
vae
Caminho
de
Braga aquelle
ca
rácter
probo,
aquelle
perceplor
digno,
aquelle
funecionario
infatigável
no
cumpri
mento
dos seus
deveres.
Cá
deixou
ami
gos
e discípulos,
por
cujo
adianlameuto
tso
caminho
da
sciencia
tanto se
exfor-
çava;
mas
uns
e outros
se
lembrarão
ÍTeíle com
viva saude.
Foste-te,
é veruade;
mas,
se
alguém
perguntar
por
li
a
teus
discripulos,
elles
responderão.
Fragoso
vive
e
viverá
nos
nosos
co
rações.
Teus
discípulos
amavam
te
e
res-
púiavavt-te,
porque
viam
em
ti
a
scieu-
cia
e o
bom
melhodo
de
ensino;
mas
esse
amor
e
esse
respeito
não
morrer
hoje. A
mão
aspera
e
devastadora
do
tem
po
não
apaga<á
esses
dois cobres
seuti-
mqp^os;
.
aules
elles
hão
de
existir sem
pre
mdcleveis
nos
corações
d
’
esses
jovens
de
um
homem
de
quarenta
annos
de
eda-
de,
e
no
caes
Malaquais
o d
’
uma
mulher
de
trinta annos.
Nas
cercanias
de
Pariz,
ha muitas
ca
sas
ameaçando
ruína.
Em
Javal,
a
ilha
do*
Singes,
habitada
por
trapeiros, está
submegida.
Em
Jasy,
os
jardineiros
so-
fireram
perdas
consideráveis.
A
agua
in
vadiu orna
grande
parle
do
bosque
de
Bolonha.
Assassínio.
—O
«Bejense»
do dia
11
diz
que
morto
á
pancada
um indiví
duo
por
nome
José
Marques,
empregado
nos
trabalhos
da
ferrea,
pertencente
á
companhia
Trauslagana,
no
sitio
da
Fi-
gueirmha.
Maltrataram-lhe
ao mesmo
tem
po
um
cunhado
e
o
sogro.
Dois
dos
cri
minosos,
que
são
de
Aljusrrel,
já
foram
capturados.
Movimento dia bíbliolBieci» da
Universidade.—
Diz
a «Correspondên
cia
de
Coimbra o que
o movimento
da
bi-
bliollieca
da
Univercidade
no
mez
ultimo,
foi
o
seguinte;
Theologia,
580
leitores.
697
obras
pedidas.
Direito,
1:370
leitores.
1:646
obras.
Medicina,
343 leitores.
654
obras.
Mathemalica,
818
leitores.
1:017
obras.
Sciencias
naluraes, 703
leitores.
845 obras.
Historia
e
litteratura,
603
leitores.
734
obras.
Total—
4:651
leitores.
5:593
obras
perdidas.
Acrescenta
o
mesmo
jornal:
No
mesmo mez
o movimento
da
Bi
blioteca
Nacional
foi
o
seguinte:
1:208
leitores,
que
pediram
2:740
vo
lumes,
sendo
1398
volumes de
sciencias
e
artes.
358
de historia.
737
'de
liteialura
e
polygraphia.
55
manuscriplos.
Provérbio
ruisso.—
Diz
um
provér
bio
russo;
Antes
de
le
bateres,
resa
uma
vez;
antes
de
embarcares,
duas;
e
antes
de
te
casares,
tres.
II*
radueção
do trigo.—A
produc-
ção
do
tngo
está
calculada
na
seguinte
relação
nos
differentes
paizes:
França,
80
a
120
milhões
de
hectoli
tros;
Prussia,
28
287:12o;
Estados
Uni
dos,
97.720:000:
Ilalia,
35.400:000;
Rús
sia,
80
000:000;
Inglaterra,
37.573:000,
Hespanha, 66.000:000;
Aulria
e
Hungria,
39.500^000.
Cnminiio
de
ferro do ISouro.—
O
snr. Lourenço
de
Carvalho,
direclor
do
caminho
de ferro
do
Douro, enviou
ao
governo
o
projeto
de
uma
variante
no
primeiro
lanço
<aa
quarta
secção
d’
aquelle
caminho.
Por
aquelle
projecto
são
eliminados
2
viaduclos,
e
substituídos outros
2
que
haviam
sido
projecladus
de
pedra,
e que
se
enleusie
mais
conveniente
serem
cons
truídos
de
ferro.
UEZfflMWS TBlEGKAlOiS
»A
AGESÍCIA
5IAVAS
MADRID
15
—
Sagasta
continuou
hoje
no.
congresso
combatendo o
projecto
de
res
posta
ao
discurso
da
coroa.
Defendeu
a
tolerância
religiosa
e sustentou
que
o
Va
ticano
jámais
acceitará
uma
concordata,
estatuindo
o
principio
da liberdade
religio
sa,
acceilando
sempre
forçadamenle
os
fac
tos
cumpridos
Caoovas
refutou
as
aliegações
de Sagas-
ta
e
declarou
que
o
principio
legitimo
da
actual
dyuastia
reinante
não
é
de
forma
alguma
opposto
á
soberania
da
nação.
°
Caslellar fallará
ámanhã.
P
a
RIZ
13
—
0
senado
elegeu
Ricard,
ministro
do
interior,
para
o
logar
de
sena
dor
inamovível,
vago
pela
morte
de
La
Rochete.
Montevideu 14.—
O coronel
Latoire
as
sumiu
a
dictadura
e
enviou
um
despacho
ao
ministro dos
negocios
estrangeiros
do
Brazil,
declarando
que
tem
especial
inte
resse
na
manutenção
das
boas
relações
en
tre
a
republica
do
Uruguay
e
o
Brazil.
A
legação
da
Republica
Argentina
em
Pariz
communicou
á
Agencia
Havas o
seguinte
lelegramma
oflicial:
«BUENOS-AYRES
10
de
março—
Eslão
ratificados
cs
uactados.
Terminaram
todas
as
difliculdades
com
o
Brazil.
Madrid
16.
—
O
rei
chegou
boje
a
Pa-
lencia.
Um
despacho
oflicial
de
Havana diz
que
os
navios
hispanhões
do
cruzeiro,
apre-
zaram nas aguas das
Antilhas
o
vapor
fli
busteiro
«Octavio».
que
caminham
pela
estrada
honrosa
da
sciencia.
Acreditae,
illustres
académicos
de Bra
ga,
que
haveis
de
encontrar
no
ex.
:n0
snr.
dr.
Fragoso
um
preceptor
digno,
um
apoio
em
que vos
podeis
firmar
quando
vacillardes
na
senda
árida
que trilhaes; e
crêde
que,
se
trabalhardes,
encontrareis
também
um
amigo.
Acceitae os
meus
pa
rabéns
e ufanae-vos
de
ver
diante
de
vós
o
snr.
dr.
Fragoso.-
—E
vós,
estudantes
de
filosofia
do
lyceu
de
Leiria,
recebei,
os
meus
sentimentos pela
perda que
acabaes
de
soffrer;
e
sirva-vos
de
consolação
a
certeza
de
que
o
snr.
dr.
Fragoso
se
lembrará
de
vós
com
saudade.
Oesastre.
—
Foi
estrangulado
por um
dos
wagonetes
empregados
no
serviço
de
terraplenagens
para
a
linha
ferrea,
na
freguezia
de Valerça,
um
pobre rapaz,
guia
do
gado
que
tirava
aquelle.
Cahira
sobre
a
linha
na occasião
em
que
acaba
va
de
picar o
gado,
mas
tam
desgraçada
mente
que
o
trem
apanhou
o
logo
pelo
pescoço.
Ineendio
desastroso.—
Incendiou-
se
êm
New-York
o
asylo
dos
velhos de
samparados
de
Brooklyn.
Vinte
dos
asylados
foram victimas
das
cham
mas.
Cereaes.
—
Os
cereaes
estrangeiros,
propostos
a
despacho
na
alfândega
de
Vianna
em fevereiro
uliimo.
valiam
rs.
8;760$280
e
pagam
de
direitos
e impos
to 1:570^860.
JVaufragio.
—O
navio
Orestes,
par
tido
de Liverpool
em
derrota
para
a
Chi
na,
acaba
de
naufragar
perto
de
Poinle-
de-Galles
perdendo-se
lotalmente.
Incêndio horroroso.—
A
pequena
aldeia de Wolhauseu
no
Eullibruch
aca-
da
de
soflrer
um
terrível
ineendio,
que
destruiu
22
casas
e
granjas.
Apenas
fi
caram
incólumes
4
casas
e
a
capella.
O
vento
que
então
soprava
com
violência
ateou
o
incêndio
de
tal maneira
que
tor
nou
ineficazes os
maiores
esforços.
A
população,
na
maioria
baslantetnen-
le
pobre,
íicvu
recuzida
á
mizeria.
Ministros Marítimos.—
Os
jornaes
extrangeiros
dão
de diversos
sinistros ma
rítimos
em
differeules pontos:
De
Noirmontires
noticiam
o naufragio
de
uma
barca francesa,
a
«Deux
Jules»,
encalhada
nos
escolhos
de
Omets.
A
tri
pulação
salvou-se na
lancha
de
soccorro
estabelecida
em
Herbaudien
pela socieda
de
cential
da
salvação
dos nafragios.
Perto
de
Bolonha
perdeu-se
o
sloop
francez,
«Trais
Anges»;
foi
bater nas ro
chas
a
leste
da
barra;
o
mar
estava
gros
so,
e a brisa
fresca
de
oeste
Um
cabo
lançado
para terra
serviu
de
estabelecer
a
communição
e
permitliu aos
tripulan
tes
saliarem
em
terra
sãos
e
salvos.
Em
Inglaterra
corre o boato
de
que
o
vapor
«Halifax»,
carregado
pela
compa
nhia
do
caminho
de
feno
de
Maochester,
Sbeffiield
e
Liocolnshire.
se
perdeu
com-
plelamente
sobre
as
rochas
que
se
esten
dem
ao
sul
de
Heiigoland.
Maniiscripto.
—
Parece
que
acaba
de
ser
descobeito
nos
Açores
um manus
cnplo
dos mais
preciosos,
e
que
é
nada
menos
do
que
um
trabalho
relativo
á
co-
lonisação
nu
anno
de
1500
da parte
Nor
te
da
America
por
emigrantes
proceden
tes
do
Porto,
de
Aveiro
e
da
ilha
Ter
ceira.
O
manuscripto
é
de 1570, devido
em
Lisboa
durante
o
terremoto
de
1755.
Diz-se
que vae
ser
publicado
p<-la
pessoa
ha
posse
de
quem
está,
e que
diffundi-
rá
bastante
luz
sobre
a
questão
tão
con-
truveitida
da
primeira
descoberta
da
Ame
rica.
Constriifões navaea inglezas.
—
Durante
o
anno de
1875
construiram-
se
em diversos
estaleiros
da
Inglaterra
380
vapores
e
600
navios
de
vela.
O
numero de
vapores
construídos
é
inferior
relativaraeníe
ao
anno
de
1874,
em
quanto
que o
de
navios
de
vela,
de
nota
um
augmento
de
30
navios.
Por
isso
se
<ê
que
a navegação
a
va
por
nao
invalidará
por
em quanto
os
na
vios
de
vela.
O maior vapor
construído
em
Gree-
nok
durante
o
anno, foi
City
of
Eer-
lin.
de
lotação
de
5:491
toneladas
íí
Seaa.—
A
proposito
do
grande vo
lume
de
aguas
que
ha
dias
a
esta
parle
tem
feito
sahir do
leito
a
maior
parte
dos
rios
em
França,
escreve
um
jornal
pariziense
o
seguinte
relativo
ao
Sena:
O
Sena
continua
a
subir
em
propor
ções
assustadores.
Em
Beruy,
fia
13
centimeatos
ds
agua
acima
do
solo
das
ruas.
Um
rapaz
de
10
annos
afogou-se per
to de Niçolai.
No
caes
de
Passy
alguns
marinheiros
tiraram
da
agua
o cadaver
MADRID
16.—
Os
guardas
da
commti-
nidade
dos
capuchinhos de
Bayoona
pedi
ram
para
se inscreverem no
consulado
co
mo
súbditos
hispanhões. Corre
que
já
prin
cipiou
a
applicação
das
medidas destinadas
a
combater
o
flagello
dos
gafanhoto*.
Po
sada
Herrera,
embora
um
tanto
melhor,
não
assistiu
ao
congresso.
Havendo
ataca
do
Moyano
a
altitude
dos
progressistas
an
tes
da revolução de
setembro,
Sagasta de
clarou
que os
progressistas
estavam
com-
plelamente
divorciados
com o
throno.
Con
tinuando
o
orador (Sagasta),
e
entrando
na
discussão
a
mensagem,
disse
ser
o
resul
tado
pratico
das
ultimas
eleições
a
forma
ção de
um
novo
partido.
O
congresso
re
cebeu
com
fortes
murmurios
os
ataques
dirigidos
pelo
orador
contra
o
procedimen
to
do
governo
nas
eleições.
Sagasta,
continuando
o
sen discurso,
sustentou
que
não
devem
existir
candida
turas
oíficiaes
;
lamentou
que
depois da
terminação
da
guerra
oão
haja
cessado
a
li-
rannia sobre a
imprensa e
que na
formação
das
novas
constituições
não
haja
sido
ado-
ptada a
de
69, que estabelece o
principio
da
soberania
nacional
Estabeleceu
o
direito
do
monarcha
na
base
das
constituições,
combatendo
por
tal
modo
as theorias
expendidas
por
Canovas,
e
perguntou
quem
succederia a
Affonso
XII
no
caso
de
fallecer
este
ultimo.
Pe
diu
que
as
vantagens
concedidas
aos
car
listas
o
sejam
igualmente
aos
liberaes,
pe>mitlindo
lhes o
regresso
á
patria.
De
clarou
que
a
sua
administração
fôra
ob-
objecto
da
maior
ingratidão
de
que
reza a
historia.
Altribuiu
a terminação
da
guer
ra
aos
esío
ços
dos
governos
anteriores
á
restauração.
Era
numerosíssima
a
concor
rência
na
camara.
Respondeu
Canovas:
qoe
o
principio
da
legitimidade
da
actual
dinastia oão é
opposto
ao
da
soberania
nacional
e,
sus
tentando
que
oão
ha
governo
legal e
pos
sível,
com
o suflragio
universal,
disseque
com
o
suffiagio
veio
sempre
o
Gesarismo
e que
as
palavras
suflragio
e
communtsmo
rezumem-se
do
mesmo
modo.
SECÇÃO
DE
COMMUIÍICADOS
Ao
snr.
Asztonio Fernandes diisi-
■narães,
<lo
Porto.
No
dia
13
do
corrente, um meu fre-
guez
me
entregou
uma
folha
intitulada
«Actualidade», na
qual
deparei
com um
communicado,
que
me
diz
respeito, e
c<eio
que
foi
mandado
inserir pelo
snr.
Anto-
nio
Fernandes Guimarães,
negociante
de
algodão
morador na rua
das
Hortas, do
Por-
io
,
que (oi
o
arrematante
das
terras
do
passal
d
’
esta
freguezia
de
Ruivães.
Faz-se
alli
uma
exposição
inteiramente
inexacta.
Permitta-me
o
snr.
Guimarães,
que
lhe
diga
que
fui
enganado
e
enganou
o
auctor
do communicado,
por
que
julgo,
que
o
snr.
Guimarães,
não
é o
auctor
d
’
clle.
Passo
a
informal-o,
com
toda
a
verdade,
do
que
se
passou
entre
mim
e
o
caseiro
do
snr.
Guimarães,
a
quem
observarei.
1.
®
Qne
o
facto passado
entre
mim
e
o
seu caseiro, foi na resideucia
e
não
na
egreja.
2.
°
Que
me
nao
referi
a
pessoa
algu
ma da
familia
do
caseiro.
3. °
Que
não ameacei o caseiro,
nem
pessoa
alguma.
4.
°
Finalroente,
que,
o
que
eu
disse
ao
caseiro
loi
que
«um
dos
diveres
dos
pa-
rochos
era
instruir
seus
freguezes
no
ca
minho
que
Ilidiam a
seguir
para a sal
vação
de
suas
almas,
e
como
elle
esta
va
fabricando as terras
do passal,
que
lhe aconselhava,
que
requeresse
ao exm.®
Ordinário,
conforme
tinha
sido ordenado
pela
Sagrada Penitenciaria».
E
esta
a
verdade,
snr.
Guimarães.
Agora
para
justificar
o
meu procedi
mento
vou
transcrever integralmente a du
vida
e
resposta
que
sobre
o
assumpto etn
questão
foi
apresentada
e dada
pela
Sa
grada
Penitenciaria
:
=Se,
e
como podem
absolver-se
aquel-
les
que
tomaram em
arrendamento
bens
ecclesiasticos
usurpados
ou alienados
pelo
fisco
?R. aífirmativamenle,
imposta
aos
pe
nitentes
obrigação de
quanto
antes
recor
rer
ao
Ordinário
do
logar
para que
pro-
videnceie
sobte
os
bens
arrendados
segun
do o indulto
já
igualmente
concedido
ao
Ordinário
pela
Sagrada
Penitenciaria.
Dado
em
Roma
na
Sagrada
Penitenciaria
no
dia
1.®
de
junho
de
1869.
Antonio
Maria»
Cardeal
Penebianco,
Penitenciário
Ma
or.=*
Como
a
opportunidade.
m
o
permute
vou
copiar
outra duvida
apresentada
á
Sagrada
Penitenciaria,
e
resposta
á
mesma.
=Se,
e
como
podem
absolver-se aquel
les
que
adquiriram,
e
possuem
beos
ec-
clesiasticos
immoveis,
alienados
pelo
(is
co?
R.
Os penitentes
que reteem
taes
bens
não
devem
ser
absolvidos
sem
qoe ao
Or
dinário
do
logar,
ou
oulros
varões
eccle-
siasticos,
que,
segundo
a
sua
prudência
devem
ser
designados
na
diocese,
lavrem
escriptura
assignada
por
elles
ou
referen
dada
perante
testimonhas,
para
haver de
ser
quanto
antes
remellida
ao
Ordinário
e
cautelosamente
guardada
na
secretaria
da
diocese
ou
n
’
ouiro logar,
na
qual
decla
rem
que
elles,
seus
herdeiros
e
successo-
res
se
sugeitam
ás
seguintes
obrigações
ou
condições
:
l.
a
De
reter
os
mesmos
bens a
bene
plácito
da Egreja
e
de
obedecer
aos seus
ulteriores
mandatos.
2
a
De
conservar
e
bem
administrares
THEATBO
DE
Si
O1I.IL
00
c
o
m
a
.
w
m
x
LLOYD
DE BEIEHEJV
NORDDEUTSCHER
LLOYD
Companhia
dramatiea
hispanhola
sob
a direcção
«lo snr.
José
ISoilriguez
Sepulveda.
Domingo
19
de
março.
A
tragédia
epica
etn
3
aclos:
A VÍ81GETI
»E
ATOCHA.
A
comedia
em
1
acto:
HOHENZOLLERN...
3100
tonel.
HOHENSTAUFEN...
3:100
»
3:100
tonel.
3:100
>
Carreira
mensal
mesmos
bens.
3.
a
De
cumprir
os
nexos
aos mesmos
bens.
4
a
De
soccorrer
com os
rendimentos
dos
mesmos
bens
as
pessoas,
ou
logares
pios
a
que
de
direito
pertencem
5.a
De
avisar
os herdeiros
e
successo-
res,
por
meio
de
escriptura
ácerca
d
’
estas
obrigações,
para
que
elles
saibam
ao qoe
se
sogeitam.
Dada
em
Roma.
Era
ut
supra
=
Se
esta
carapuça
lhe
serve,
snr.
Gui
marães,
queira
enfronhar
a
cabeça.
Concluirei
com
dizer-lhe,
qoe
enquan
to
ás
injurias
á minha
pessoa
respondo-
lhe
:
nemo
dat
quod
non
habet
neque
plus
quam
habet,
e
com
o
despreso.
Pode man
dar
inserir
quantos
communicados
quizer,
ua
certesa,
que,
só
com
o
despreso lhe
responderei.
Emquanlo
ás
pessoas
allodidas,
em seu
atrevido
e
irreligioso
communicado,
elles
por
si
responderão
ao snr.
Guimarães.
Pela
inserção d
’
eslas
linhas,
snr.
re-
dactor,
obsequiará
o
De
v.
etc.
Ruivães,
15
de
março
de 1876.
COXVEMf-ME ESTA IHtXHEB.
encargos
pios
an-
Principia
ás
8
horas.
ÃGlâDlCIWITOS
Os
padres
Manoel
José
Rodrigues Tor
res
e
João
Luiz
Rodrigues
Torres,
residen
tes
no Brazil,
cordealmenle
agradecem
a
todos
os
ill.
niuS
e
revd.'nus
sacerdotes,
que
gratuitamenle
se
prestaram
ao
funeral de
sua
prezada
irmã,
fallecida
na
fieguezia
de
Paderne
a
13
de
Setembro
de
1875, pelo
que
ptolestam
sua
eterna
gratidão. (3031)
,âl?"
Arrematação
Judicial
de
Lourenço
José
de
Magalhães.
.
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada.
Ilesumo
do activo e passivo em
SfJ
«l«s fevereiro
Pelo
juizo
de
direito
d
’esla
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Pessa,
se
tem
d
’
arremalar
no
dia
2
do
proximo
seguinte
mez
de
Abril
pelas
9
horas
da
manhã
na
Praça
publica,
á
porta
do
Tri
bunal
do
juiso,
no
largo
de
Santo Agos
tinho, d’
esta
cidade,
a terra
chamada do
Pradinho, sita
no
logar
da
Seara,
da fre
guezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros,
penho
rada
a
José Ferreira
Dias,
e
mulher,
da
dita
freguezia
;
na
execução que
lhe
mo
ve
Domingos
Manoel
de
Mello Freire
Ba
rata
e
mulher,
d
’
esla
cidade.
(3047;
de
Activo
Acções
para
emitlir. .
AccionLtas
.....
Acções
de
Bancos
e
Com
panhias........................
Empréstimos
hypothecarios
Empréstimos
s.
penhores.
Empréstimos
a
Gamaras
Muuicipaes
.......................
Contas
interinas.
Despezas d’
installação.
Despezas
de
escripiorio.
Moveis
e
utensílios.
Valores
depositados. .
Leiras
a receber.
.
.
.
Moeda
estrangeira
.
.
.
Agencias.............................
Caixas...................................
Passivo
Capital.
Fundo
de
Depositos
Depositos
á
ordem.
Ganhos
e
perdas.
Devedores
e
raes.
Credores
de
lados.
Dividendos
a
Transferencias.
.
.
Pagamentos
couta
de
versos
....
reserva,
a
praso
credores
ge.
valores
deposi
pagar
di
Para
Pernambuco,
Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ay
res
O
segundo
paquete d
’
esla
Companhia
a
sahir
o
’
esta
nova
carreira
é
o
«Salier»
3:100
tonelladas
de
Lisboa
em
10
d’
abril
para
os
portos
acima
mencionados.
Estes
paquetes
já
tão
acreditados
na
carreira
qoe
a
Companhia
tem
susteota-
durante
alguns
annos entre
Bremen
e Nova-York,
vão
tendo
em
Portugal
a pro-
do
tecção
que
merecem,
pois leem
os
mais
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
ac-
commodações
para
passageiros
de todas
as
classes.
Estão
já
contraclados
cosinheiros
e
criados
portuguezes
para estes
paquetes.
A
bordo de cada
paquete
ha
um
medico que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gra-
luitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamentos
necessários.
Qoaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Hawes
«fe
C.a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4,
2
0 andar—Porto
—
e
em
Braga
ao
agente Ricardo
Malheiro Dias,
na
thesouraria do Banco
Mercantil,
ou
largo
de
8.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(6*)'
VENDE-SE
uns
bens
no
conce-
L
lho
de
Celorico
de
Basto,
fre-
guezia
de
Canedo,
perto
da
ca
pella
de
8.
Mamede,
os
quaes
dão
muito
bom
vinho,
azeite,
pão e castanha,
e
tem
bravios que
chegam
para
cultivar
duas
grandes
quintas.
Quem os
pertender
diri
ja-se
a
D. Maria
Alexandrina
Corrêa
Pe
reira
de
Magalhães,
casa
de
Vallinho,
fre
guezia
de
Beire,
concelho
de
Paredes.
(3041)
BANCO
MERCANTIL
DE
Banco Commercial
março de
1876.
de
TABAtARIA
35—HDA ISO CAHVAEBIAE — 35 A
2
214:2990333
1.700:0000000
67:0710000
21:7840000
25:6730121
4:8580625
o
cn
s;
22:9520541
ffi
2.000:0000000
1
:OOO0ODO
89:0440253
81904:0367
7:2680632
30:9690575
1510500
1:8770939
8680649
1:3560565
3:7820240
284:1920305
6060280
32:3330896
38:7730638
3:7820240
7:5790000
7000430
70870
2.214:2900333
Coimbra,
7 de
"
b-
iim&A
Abriu-se
no
dia
6
do
corrente,
este
grande deposito
de tabacos
de
todas as
fabricas
do
Porto
e
uisboa,
taes
como
Xabragas,
ueaidade,
Santa
Apolonia,
Na
cional,
Portuense,
Manilha
e
Fi
delidade.
Os
gerentes.
Santos
Júnior.
Manoel dos
José
Barbosa
Lim i.
J.
Melchiades Ferreira
Santos.
(200)
(3033)
p<
<D
CS
t
-
s
i<-g
fi.
c
-
S
tt
-S
c?
«A
M
K
Vf
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«
Sí
s
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c
s“
u
—
e
-
_
N
£
“
v
h.
®
w
ac
*
5
V.
;
tí
p-®
§
y
3
2 8
Companhia Viação do Minho
Grandes deseontos
ao« ara. estan-
qtieiros
Os
srs.
consumidores
parti
culares
terão
n
’este
estabeleci
mento
rapé
e
todos
os
mais
ta-
jacos
por
preços
que não
encon-
ram
em
outra
parte.
(3042)
No
proximo
domingo,
19
do
corrente
nas
cavallariças
da companhia
em
Braga,
procederá á
arrematação
em basta
pu-
e
se
blica
de
seis
cavallos
pertencentes
á
mes
ma companhia,
os
quaes
serão
entregues
quem
maior
lanço
offereça.
Porto
15
de
março
de
1876.
a
(3042)
Os
gerentes
Anlonio
Pereira
Cardoso
Manoel
da
Silva
Neves.
Quem
vier
a esta redação
declarar
o
nome
e
naturalidade
do
indivíduo
que
no
dia
13
do
eoirnnte,
junto
á estação
do
Unheiro,
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
em
Campanhã,
foi
apontado
de
ter
apa
nhado
um porte
monet
cora
uma
quantia
superior
a
2000900
rs.,
receberá
uma
boa
gratificação.
(30-43)
Socieiiade
anonyma de
responca-
bilidade limitada
São
prevenidos
os
poucos
snrs.
accio-
nistas d’esie
Banco
que
ainda
não
(izeram
a
3.a
entrada
das
suas
acções
de
que
lhes
será
applicada
a
disposição do
§
2.
’
do
art.
17.°
dos
Estatutos,
caso uão
satisfaçam
aqtiella
prestação
até
31
do
corrente.
Braga
e
Banco
Mercantil,
15
de
março
1876
de
Os
directores
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
João
da
Cosia
Palmeira
LEQUE
Perdeu-se
um na
noite
de
14
do
cor
rente
desde
a
rua
de S.
Victor
até
ao
thea-
tro de S.
Geraldo.
Agradecer-se-ha
a
quem
o achasse
o
favor
de
entregal-o
na
casa
n.
’
2,
da
dita
rua
de
S.
Victor.
ARREMATAÇÃO
A
commissão
encarregada
da
reconstrnc-
ção da
capella
de
S. Victor
Velho,
laz
pu
blico
que
no
dia
26
do
corrente
mez,
pe
las
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
pre
sidente
da
mesma
commissão.
se
arrematará
a
respectiva
obra de
pedreiro.
O
projecto
e condições
estão
patentes
em
casa
do
snr.
Antonio
Joaquim Fermn-
des
Braga
na
rua
Nova
de
Santa
Cruz.
Braga
15
de
março de
1876.
O
presidente
da
commissão,
(3044)
Antonio
Santos
d
’
Azevede Magalhães.
ESTATOTO
DA
Companhia
Agrícola
dos vinhos
Portuguezes
José
Manoel
Adão
Branco,
productor
e
commerciante
de
vinhos
naturaes.
asseve
ra
aos
Senhores
colheiteiro
de
vinhos
ver
des
e
maduros
de
todo
o
continentes
do
Reino e
Ilhas
Adjacentes,
que com
a
prati
ca
da
lavoura e
coinmercio
dos
vinhos
e
agoardeutes
em
larga escalla por espaço
de
35
annos,
contando
de
edade
50,
adqui
riu
os
conhecimentos
precisos
para
avaíiar
o
eslado
percario
em
que
actualinente
se
acha
a
lavoura
vinicula e
o commercio
hon
rado
dos
vinhos
portuguezes.
Pcbre
de
conhecimentos
theoricos,
mas
remediado
de conhecimentos práticos na
matéria
presente,
o
annunciante
pôde
con
cluir
de lodos
os
seus
estudos
e
pensa
mentos
sobre
o
melhor
modo
de
remediar
o
mal
que
progressivamente
eslá
sentindo
o
produclor,
o
commerciante
de boa
fé
e
o
consumidor,
que
só
por
meio
d’
uma as
sociação
geral
dos
viticultores,
se
poderá
desvanecer
o
receio
da
lotai
decadência
da
classe viticultora
que preoccupa
todos
os
homens
sensatos
do
paiz.
No
intuito
de
prestar
o
melhor
serviço
ao
seu
alcance
a
todas
as
classes
da
so
ciedade
portogueza,
e
aos consumidores
dos
paizes
estrangeiros, que
por
milhares
de
vezes
teem
sido logrados
por
comraer-
cianles pouco
práticos
e
escrupulosos,
o
annunciante imposse
á
agradável
tarefa
de
confeccionar
o
Estatuto
porque
se
poderá
reger
a
Companhia
Agrícola
dos
Vinhos
Portuguezes
que
br>
ve
nenle
será
submet-
tido
â
apreciação
de
todos
os
habitantes
do
continente
do Reino e Ilhas Adjacen
tes,
pelo
qual
se
compenetrarão
da
facilida
de
que
ha
em
fundar
uma
essociação
de
tanto
alcance,
em
que
poderão entrar
os
lavra
dores
com
as suas
successivas
colheitas
em
especie,
os
commerciantes
com
os
seus
generos
de
natureza
vinicula
e vasilhame,
os
estabelecimentos
bancarios
e
capitalistas
com
os
seus capilaes
suíicientemenle ga
rantidos.
A
subscripção
para
a Companhia
Agrí
cola
dos
Vinhos
Portnguezes, será
aberta
em
todas as cidades,
villas
e freguezias
do
continente
do
reino
por
todo
a
mez
de
Abril
do
corrente
anno,
com o
lim
de
ser
admittida
á
sociedade
a
próxima
fu
tura
colheita;
os
vinhos
das
ilhas serão
ad-
mittidos
á
sociedade
por
um
regulamento
especial
depois
de
instalada
a
Direcção
Ge
ral
do Credito
da
Companhia
e
Direcção
Thechnologica.
Valle
Passos
20
de
Fevereiro
de
1876.
(3013)
José
Manoel
Adão
Branco.
MALA
SEAL INGLEZA
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
ARMADOR
João
Baptista
Ribeiro
56—rua iVova—56
Participa
aos
seus
amigos
e freguezes
que
o
seu
estabelecimento
se
acha
augmen
tado,
com
grande
porção
de
damascos
para
forrar
egrejas,
cortinas
bordadas,
etc.
Riquíssimos
vestidos
para
anjos,
em nu
mero
muito
abundante;
o
mesmo
em
corti
nados pretos
para
enterros,
tendo
para
os
mesmos
um
dos
melhores
carros
funerá
rios.
Faz
caixões
e
hábitos
de
lodos
os
preços,
seja
o
mais
rico que
lhe
queiram
encommendar,
promptiíicando-se
como
é
do
seu
costume,
a desempenhar
todo o me
lhor
possível
e por
preços
muito
baratos.
No
mesmo
estabelecimento
se
vende
uma
eça
com
tudo
que
lhe
pertence,
em
muito
bom
estado.
(3037)
ÉDITOS
DE
30
DIAS
Pelo
Juizo
de
Direito
e
cartorio
do
es
crivão
Freitas,
da cidade
e
comarca
de
Bra
ga,
correm
éditos
de
trinta
dias,
a
contar
de 13
do
corrente mez
de março,
pelos
quaes
são
requeridas
e
chamadas
todas
e
quaesquer
pessoas incertas,
que se
conside
rem
com
algum
direito
e
acção,
a
uma
moiada
de casas,
situada na
rua
de
S.
Viclor
(outr
’ora
rua
da Regua)
da
mesma
cidade, designada
com os
n.
os
71
A
71
C;
pelo
annunciante
arrematada
em
exe
cução
da
Irmandade do
Martyr
S.
Vicen
te. contra
Bernardino
de
Araújo
Carvalho
Reis
e
mulher, a venham
reclamar
so
bre
o
seu
producto
em deposito,
e
alle-
gar
no termo
de
duas
audiências,
que
lhes
ha
de
ser
assignado,
na
do dia
27
do
proximo
seguinte
mez
d’
abril,
sob
pe
na
de
mais
a
não
poderem
fazer
de
se
julgar
a propriedade
livre,
desonerada,
e
ex
purgada
de
qualquer hypotheca
ou
onus,
que
ella
se achem
registrados,
cujos
éditos
e
citações
são
requeridas
pelo arrematante.
(3039)
Custodio
Antonio
de
Araújo.
Pela
repartição districtal
das
obras
pu
blicas
de
Braga
:
Faz
saber
que
no
dia
31 do
corrente
mez
de
março
peias
11
horas
da
manhã
terá
logar
no
Governo
Civil
d’
este
distric-
to
a
arrematação
por
meio
de
propostas
em
carta
fechada,
das
obras
para
a cons
trucção
de
dous
pontões
no
1
.°
lanço
da
estrada
districtal
n.°
10. de
Paços
de
Fer
reira por
Louzada e
Felgueiras,
a
Fafe,
comp'ehendido entre
esta
povoação
e
S
Marlinho
de
Silvares.
Os
referidos pontões
serão
construídos
sobre
o Ranha
e ribeiro
das
Insuas
e lerão
respectivamenle
nove
e
quatro
metros
de
abertura.
A
base
de licitação
é
a
quantia de
rs.
3:525^000,
As
condições
para
a
arrematação
e
exe
cução
das
obras, assim
como
os
projectos,
cadernos
de
medição
e
avaliação
das
mes
mas
obras
acham-se
patentes
na
Repartição
districtal
de
obras
publicas
para quem
as
quizer
examinar,
todos
os
dias
não
impe
didos, desde
as
nove
horas
da
manhã
alé
ás
Ires
da
tarde.
Repartição
districtal
de obras
publicas
de
Braga,
10
de
março
de
1876.
e
ngenheiro
Antonio
Plácido
de
Vasconcellos
Peixoto.
(197)
(3032)
Joaquim
José
de
Barros,
largo
dos
Pe
nedos
n.° 23,
faz
publico
que
além
dos
carros
que tinha
tem
mais
um
bonito
ca
leche
novo
e de
bom
gosto,
que
alluga
ga
por
preços
commodos,
e
bom gado.
(3011)
B
rua
du
s
.
m
arcos
,
N.
õ
J
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A SAIR
DE
LISBOA
$
Vende papeis
pinta
dos
para guarnecer sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar em 80 reis
a
peça.
GUADIANA
DOURO.
.
MONDEGO.
28
14
28
de
Março
de Abril
de
Abril
PREÇOS
ELBE
.
MINHO.
.
NEVA
.
.
GOMMODOS
13
28
13
de
de
de
Maio
Maio
Junho
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e preços muito
resu
midos.
Cada
paquete d’esta companliia
leva
a
bordo
criados e eosinlieiros
jiortuguezeti para
commodida
dos
passageiros
de
todas
ai
elasses.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no
Porlo
ou
em
qualquer
Agencia
provincial, a
conducção para
Lisboa
é
por
conta da
Companhia.
A
horda
oa passageiros teem grátis cama, roupa de eama, co
mida
feita
por cosinheiros portuguezes, vinlao
duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados
e outras despezas.
A
EXPER1ENC1A
de mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepcional
; além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem, bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de mil e
cem
passageiros
d
’
entre
elles leitos
por
es-
cripta
como
consta
de documentos
arehivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a
conducção das
suas
malas
do correio,e
por este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do Brazil, como
lambem
S. A. o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no POR
TO
na AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23
; o
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Francisco
Martins,
|
logar
do Padrão,
freguezia
de
S.
Mi
guel
de
Cabreiros,
vem por
este
meio
prevenir
os snrs.
Tabelliães
e
o
publico,
para que
ninguém
contracte
com
Heitor
Fernandes
Ferreira,
da
freguezia
de
Se
queira,
sobre
seus
bens
quer
por
venda
e
compra,
quer
por
qualquer
titulo,
pois
que
o declaraute
é
credor
do
dito
Heitor
por
uma letra
da
terra,
da quantia de
300$000
reis,
juros
e
custas
sobre a
qual
já
tem
sentença
que
vae faze
executar.
E
para
que
de
futuro
não
possam
al-
legar
ignorância,
faz
esta
prevenção
para
todos
os
legaes
eíTeitos.
Por
ordem
do
snr.
Francisco
Martins,
proprietário
do
|
commercio
ea
quem convier.
O solicitador
(3038)
(199)
Manoel
Joaquim
Antunes.
DECLARAÇÃO
O
abaixo
assignado
declara,
para
evi
tar
confusões,
qne
d
’
esde
esta
data
endiante
se
assignará
Antonio
José
Barboza,
em
Ingar de Antonio
José da
Cunha
Barboza,
pelo
motivo
de
haver
outro
indivíduo
n
’
es-
nome,
trocando
se
assim
a
o
que
faz
publico
para
os
la
cidade
d
’
igual
correspondência
devidos
eíTeitos.
Braga
(3040)
15
de
Março
de
1876.
Antonio José
Barboza
VINHO
Vende-se
o
vinho
da adega
da
quinta
de
Real
em
S.
Jeronimo.
Quem
o
preten
der
pódedirigir-se
á
mesma
quinta.
(3034)
JÁ CHEGOU
A
polvora do
estanco,
rua
da
Boa-Vis-
ta,
n.°
152.
(2982)
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira qua
lidade.
(Z*)
$
imiM
iw iw
9
A’
loja—Caeliapuz—
Acaba de
che
gar
um
sortimento
de
bombas
de
differen
tes
feitios,
e
que
pódem funccionar
perfei-
tameote
até
30'”
de profundidade.
(2980)
Na
rua
Nova
do
Becco,
n.®
8, troca-se
a
30
libras
um
rico
sanctuario.
A
cruz
é
de
pau
preto,
a
imagem
de
marfim
e
os
aceessorios
de
prata.
(3020)
Manoel
José
de
Campos
e
Rodrigo
d
’
Oliveira,
com
snflicientes
conhecimentos
e
pratica
da
pequena e grande
velocidade
nos
caminhos
de
ferro,
e
correspondentes
d’
algumas
casas
cotnmerciaes
do
Porlo.
promptilicam
se
a expedir
cu
receber
toda
a
sorte
de mercadorias,
—
o
que
será
leito
com
maior
cuidado
e
zêlo. Não só
rece
bem
mercadorias
para
as
differentes
terras
do
reino,
como
lambem
para
o
estrangei
ro, tudo
mediante
uma
pequena
commis
são.
Para
commodidade
e
vantagem
das
pessoas
qoe se
queiram
utilisar
do
seu
prés
timo,
achar-se-ha
todos os
dias
um
dos
annunciantes,
na
estação
do
caminho
de
ferro,
de^de
as
8
horas
da manhã
até
ás
5
da
terde.
Recebe-se
qualquer
encommenda
na rua
do
Souto,
n.°
44,
1.°
andar.
Braga
—
fevereiro
de
1876.
(2991)
Cffli
flUM
EeoiiouiieA
pinltoriata
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
capital
.
. .
.
500:000^000
Rua
Nova
de
Sousa
n.°
9
BRAGA.
Deu
principio
ás
suas operações no
l.°
de
março,
empresra
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joas,
papeis
de credito,
cereaes,
rou
pas, moveis,
ferramentas,
íinalmenle
sobre
todo
e
qualquer
objecto
de
valôr.
Recebe
pequenas
quantias em
deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
Estará
aberta
lodos
os
dias
inclusivé
os
sanctiíicados
desde
as
9
ho
ras
da
manhã,
até
ás
10
da
noite.
dia
Aforam-se ou
vende-se
Qualorze
terrenos
com
30
palmos
de
frente
e
170
p.
de
fundo,
na
rua
Nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro
Januario,
n
0
97,
com
seu
do
no
João
Manoel
Pereira.
(3013)
cã
T
xõrõ
Precisa-se
d
’
um
caixeiro
com pra
tica
de drogaria.
Quem pretender
dirija-se
a
esta redacçào, em carta
fechada.
f3027)
"
1 1
»»•
<cantwia*manua»
Veode-se
uma morada
de
casas ,si-
JiiiU- lua<,a
na
rua
d®
Ponte,
com
o
n.°
Vè-se
das
3
ás
4
da
tarde.
Quem
a
pertender
falle
com
Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
PIANO
Vende-se
um
proprio
para ensino por
13$500
rs.
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6-
(2995)
SEM
COMPETIDOS
EM
PBEÇOS
CHAPELARIA itllUAREPESE
AXJnÉKDA MAIA
44—
Rua do
Souto
(meio
da
rua)—
44
Este
estabelecimento
acaba
de
receber
um
variadíssimo
sortimento
de
chapeos
de
seda
e
de
feltro
ou castor,
para
homem e
menino
;
bonets para
ditos,
de
seda,
casi
mira
e
montagnac.
Também
fabrica,
concer
ta e
põe
á
moda
todo
o chapeo
que
disso
seja
susceptivel.
O
annunciante convida
o
respeitável
pu
blico
a
certificar-se
do
que
avança.
(2996)
BRAGA:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
