comerciominho_17061876_506.xml
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-
4.°
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E HOTICIOSA
NUMERO
506
Assigna-see vende-se
no
escriptorio do
editor
k
proprietário
Josi
Maria Dias da Costa,
rua
Nova
n.*
3
E,
para onde
deve
•er
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1JJ600
rs.*=Semestre
850
rs.-Provtn-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas 41&000
rs.-=«Semestre
1^250
rs.=fírazil,
anno
3<jS600
rs.=Semestre
1)5900 rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e,
4&500
reis moeda fraca.=Aununcios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
°/
8
d
’
abatimento.
BRAGA- SABBADO
19
BE
JUNHO
A comarea
d’
Auiarea.
Foi
recentemente
elevada
á
cathegoria
de
comarca
o
antigo
julgado
de
Amares,
terra
feracissima
que
possue
todos
os
ele
mentos
a loroal-a
urna
povoação impor
tante.
Obtida
esta
vantagem
transcendente—
na
qual
se
fez
inteira
justiça
—a
camara
e
os
influentes
d
’
aquella
formosa
villa
devem
agi
ra
fazer
todos
os
esforços
para
a
alçarem ás
alturas
devidas,
e
harmo-
nisar
os
interesses communs
das
varias
povoações
annexadas
á
mesma.
E'
certo
que
Amares
tem,
n’
estes
úl
timos tempos,
progredido
considera
veltnen-
te;
hoje,
porém,
é
que o
seu
progresso
caminhará a
passos
de
gigante,
se,
por
imperdoável
incúria,
não
se
despresarem
os
lantissimos
meios
que a
opulentam.
Paiece-nos
que
o
primeiro
passo
a dar
seria
conseguir
a
construcção
d
’
uma
boa
estrada
que
conduza
ao
centro
da
povoa
ção,
porque
nenhuma
possue
que
tenha
as
precisas
condições
viáveis,
o
que
é
de
suprema
urgência.
Os
amarenses
devem,
por
interesse
proprio,
forcejarem
por
eílectuar
este
e
muitos
outros
melhoramentos
de
não
dif-
ficil
realisação
e
incalculável
alcance.
Os
banhos da
Ponte
Je
Caldellas
estão
votados
ao
mais
implacável
abandono;
quando
convenientemente aproveitados e
dotados
das
commodidades
e
aceio
neces
sários,
altatriatn grande
numero
de ba
nhistas,
concorrendo
poderosamenle
para
a
importância
e
augmeoto
d
’
aquella
comar
ca,
uma
das
mais favorecidas
do
districto.
Não
deve
também
esquecer-se
a
ne
cessidade
d
’
uma
estrada
commoda para
o
roagestoso sanctuario
de
Nossa Senhora
da
Abbadia,
a
cuja
romaria
e
festividade
cos
tumam
concorrer
milhares
e milhares
de
romeiros
de
toda
esta vasta
e
populosa
província. E
’
evidente
que
a
aíilueucia
multiplicaria,
logo
que
não fosse
inevitá
vel o
atravessar
asiuhagas
e
atalhos
Ín
vios
e
escarpadas
quasi inaccessiveis,
co
mo
até agora.
Lembraremos
também
a
conveniência
de
montar
uma
casa
d
’
mstrucção
para
os
filhos
d
’aquella
comarca,
podendo
para
tão
utii
e
louvável
empreheoditneulo
serem
aproveitadas
as
casas
das
hospedarias
do
referido
sanctuario,
ou
ainda
obter
a
parte
deshabitada do
convento
de
Santa
Martba
de
Bouro.
N
’
esle
ultimo
caso
colher-se-ia
a
dupla
vantagem
de
extinguir
as
rivali
dades
qee
itijusiamenle
se
dão
entre
Ama
res
e
Terras
de
Bouro.
A
ser
adoptado
o
nosso alvitre
—
para
a
justificação
do
qual
não
nos
é
preciso
desperdiçar
rethoricas
—
lembraremos
que
se
não
devem despresar
os vastos
conheci
mentos
e
pratica
do
magistério
que
pos
sue o
reverendo
padre
Manoel
Antonio
Fernandes,
illuslrado
grammatico, que vive
no
logarejo
de
S.
Bartholomeu,
na
fregue-
zia
de Santa
Martha
de
Bouro,
onde du
rante muitos
annos tem
leccionado
as
lín
guas
latina
e
portugueza,
nas
quaes—
gra
ças
ao
excellente
methodo que
emprega
para
o
ensino
—
tem dado
discípulos
con-
summados.
Esperamos
que
estas
nossas
lembranças
seião
tomadas
em
consideração
pelos
ama
renses, que
amam
o
engrandecimento
e
prosperidade
da
sua
terra.
-------- -----------------------------
Londres,
S de Abril de 1S9O.
./A’
redacção
do
t
Apostolo*.]
[Continuação]
Eis
ahi
os
factos;
o
commentario
po
rém,
verdadeiro
e indubitável
como
é,
não
se
pode
esperar
que
um
Inglez, ou
ain
da
um
Irlandez,
o
faça
e
admitia
franca-,
mente
em
toda sua veracidade,
e
vem
a
ser:
Que
tudo
aqudlo
em
que
vemos
o
acintoso
rancor
e ataque á
Egreja
Catho
lica,
tem
o
seu
foco,
a
sua
fonte
prin
cipal,
na
Inglaterra.
E
’
esta
Potência,
na
altura
de
seu
orgulho dominador,
aspi
rando,
como
aspira,
a
dar
a
lei
a
todo
o
nosso
Globo,
que
não
pode
tragar
a
exis
tência
de
um
poder,
de
uma influencia
moral,
que
lhe
não
seja
subordinada
e
sujeita.
E
por isso
que
não
pode
tolerar
a
existência
do
Pontífice
Romano; é
por
isso,
que
tem
inoculado
por
toda
a
par
te
onde
tem
podido, á
custa
de
toda sor
te
de injustiças,
de
enganos,
de
falsida
des,
de
intrigas,
o seu mentiroso
syste-
ma
de
opposição
parlamentar
ao
Governo
administrador
existente
(ernquanto
se
tra
ta
de
cousas
mais
ou menos
indifferentes
para
o
predomínio
Inglez
no
mundo).
Quan
do
porém
se
trata
de
objeclos
que
to
cam
ao
grande
interesse
nacional
Britâ
nico, cessam
opposiçôes
verdadeiras,
faz-
se
apenas
alguma
farça
d
’
isso,
mas
no
fundo,
Governo
e
Opposição
acham-se
per
feitamente
conformes.
O
que
acabo
de
ponderar
se
exemplicou
da
maneira
a
mais
evidente
no
negocio
da
compra
recente de
quasi
metade
das
Acções
do
Canal
de
Suez
ao
Baxá
do Egypto.
O
Governo,
sem
es
perar
auctorisação
alguma
do
Parlamento
—
da Camara dos
Communs principalmen
te,
que
é
a
que
tem
na
mão
os
cordões
da
bolsa
publica—
dispoz,
sem hesitação
ou
licença
prévia,
da bagatella
de
quatro
milhões
esterlinos,
ou
trinta
e
seis
mi
lhões
de moeda
Brazileira,
ainda
com a
achega
de
hb.
150:000
de commissão
aos
Senhores Rolhschilds,
que
adiantaram
a
sornma,
para
não
haver
demora
ou pe
rigo
de
perder-se
o
negocio e a
ocea-
sião.
Este
plano
de
protesiantizar
civil
ou
politicamente
a
Europa
Catholica,
para
as
sim
a encaminhar
ao
Protestantismo re
ligioso,
e
com
isso
ao
predomínio
moral
d’
este
paiz,
começou
(como
já
cieio
ter
apontado
outra
vez)
na
inspiração-
da cé
lebre
constituição
de
Cadiz,
de
1812.
Fez-
se
assim
tiro
á
Hispanha como
Potência
emphalicamenle
Catholica
na
Europa
e
na
America;
e
se
aproveitáram
seus
embara
ços ernquanto
ella,
luctava
por
sacudir o
jugo Napoleónico,
para
excitar
á
revol
ta
suas Possessões
e
Colonias
America
nas.
Quando,
em
1820, a
Hispanha
se
pre
parava
a mandar
força
competente
para
revíndicar
os
seus
direitos
na
America,
corromperam-se-lhe
seus
generaes;
infi
cionou-se
de
maçonaria
seu
exercito;
ani
mou-se
a
revolta
e
resusciloti
se,
ou
ac-
cendeu-se
de
novo,
o fogo
revolucioná
rio
communicado
em
1812
—
(e que
a
Ma
çonaria se
apressou
a
communicar
a Por
tugal,
sob
os
auspícios
da
Inglaterra,
que
não
perdia
de
vista
o
objeclo
começado
em
1810, de romper a
união
do
Império
Portuguez
que
lhe
fazia
sombra
no
fu
turo,
e a
incomtnodava,
sobre
tudo
des
de
que,
em
1817,
se constituiu
formhl-
menle
o
Reino
Unido
de
Portugal,
Brazil
e
Algarves,
á
imitação
do
Reino
Unido
de
Inglaterra, Irlanda e
Escossia],
Em
1810,
os
Portuguezes,
tanto
da
Europa
como
da America,
não
viram
no
Tratado
de
então
senão
a
face
e
interes
se
commercial;
a destruição
do
lucrativo
monopolio
dos
generos
e
producções
do
Brazil,
que,
até
ahi,
fazia
de
Lisboa
nm
rico
imporio
dos
mesmos—
como
ainda,
por
habito, continuou
consideravelmente
(eu
proprio,
em
minha
juventude,
o
pu
de observar)
até
1820.
A
Inglaterra
porem
via
mais
longe:
não
era
do
monopolio,
por
assim
dizer,
commercial
que
ella
fazia
caso;
tanto
mais,
que o
ter
em Lisboa,
como
linha,
um
immenso
deposito
de
generos
Brazi-
leiros,
onde
ella os mandava
buscar
a
pre
ço commodo,
e
a
curtas
viagens,
para
os
manufactorar,
e volver a
vendel
os
com
proveito considerável,
a Portugal
mesmo,
e
ao
resto do
mundo,
lhe
fazia
muita
conta.
O
que
ella previa,
receava,
e
que
ria
prevenir,
era
o
desenvolvimento
e
aproveitamento
das
imme.nsas
e
riquíssi
mas,
e
únicas
proporções
do
Império
Lu
sitano,
cujo
embrião,
sob
o
novo
titulo
de
Reino
Unido de Portugal,
Brazil
e
Algar-
res
(e
com
seus
magníficos
appendices
na
África,
na Asia,
e
em
suas
Ilhas
do At
lântico)
fazia
pro.spectivamente
sombra ao
predomínio
e monopolio
Britânico
do
gran
de thealro
da
navegação,
commercio,
e
marítima
influencia
do
mundo
moderno.
A.
R. SARAIVA.
[Continua]
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
DO
REINO
Direcção
geral
de
administração política
e civil
3.
a
Repartição
Tendo
a
lei
de
18
de
abril
ultimo
mandado
distribuir
pelos
districlos
admi
nistrativos
do
continente
do
reino
e
das
ilhas
adjacentes
o contingente de 8:000
recrutas,
resto
exigível
do
contingente
para
o
exercito
no
anno
de 1875:
hei
por
bem
ordenar
que
dito
contingente
constante
da tabella que
faz
parte
d
’
este
decreto
e
abaixo
assignada
pelo
presidente
do con
selho
de
ministros, ministro e secretario
d
’
estado
dos
negocios da guerra,
e
pelos
do reino e
da
marinha
e
ultramar,
seja
immediatamente
distribuído
pelos
concelhos,
procedendo
a
esta
operação
os
conselhos
de
districto
onde
as
juntas
geraes senão
acharem
reunidas
para
algum
outro
obje-
cto
de
serviço
publico
na
occasião
de
se
dar
cumprimento
a
este
decreto,
segun
do
os preceitos dos
§§
2
°
e
3."
do
ar
tigo
3.°
da lei
de
27
de
julho
de
1855,
verificando
as
camaras
municipaes
a sub
divisão
por
freguezias
do
contingente
que
tocar
a
cada contingente
que
tocar
a
cada
conselho,
nos
termos
da
lei
de
1
de
julho
de
1862,
e
sendo
a
população
dos
concelhos
a
base
das
referidas
ope
rações.
Os
mesmos
ministros
e
secretários
d
’es-
lado
assim o tenham
entendido
e
façam
executar.
Paço,
em
30
maio
de
1876.==
REI
—
Anlonio
Maria
de
Fontee
Pereira
de Mello
=
Antonio
Rodrigues
Sampaio—
João
de
Andrade
Corvo.
Tabella «los contingentes
pnra o
exercito e armadu
(jue tem tle
«lar
eada
districto.
Destrictos
Armada
Exercito
Aveiro.
.
.
’
.
.
22
494
Beja.......................
—
282
Braga
.......................
17
636
Bragança.
.
.
.
.
—
331
Castello
Branco
—
334
Coimbra ....
28
546
Evora......................
—
207
Faro.......................
110
253
Guarda
....
-
1
■
443
Leiria........................
72
296
Lisboa.......................
200
699
Portalegre
.
.
.
—
200
Porto.......................
123
734
Santarém
. .
■
1
■■
407
Vianna
do
Castello.
.
104
314
Villa
Real
.
.
.
-
■
447
Vizeu
.......................
■
•"
751
Angra.
....
14
134
Funchal
....
48
178
Horta
.......................
41
93
Ponta
Delgada
.
.
7
122
786
8:000
Carta
do
professor lBereira-CaIdai!)
do
Lyceu
Nacional Itraenrensc
ao
IIIiistradôSMÍmo Arcebispo
Coadjutor
de
Braga e Futuro
Sueeessor
o
Ex.mo I*.
João ilhry-
Mostoano
«1’
Aniortm
Pessoa para
Inauguração
d
um
Atheneu Ar—
cheologico ciu Braga.
Ex.m0
Snr.
Entre
os
Prelados
enobrecedores
d
’
es-
ta
Egreja
Primaz
de'
Braga,
foi
D
Diogo
de
Sousa
o maior
dos
beneficiadores
d
’
esta
capital do
Minho.
Sabe-o
V. E
muito bem,
como
con-
summado
na
historia
do
nosso
paiz.
—
Não
é
por isso como
novidade,
que
lemb o
agora
a
V.
E.
esta
circumstancia.
Ampliou
e
reformou D.
Diogo
de
Sou
sa
esta
cidade,
restaurando-a
e
additando-a
com
mão
dadivosa,
condigna
o
’um
dos
snc-
cessores
de
S.
Geraldo
—
o
amigo
dilecto
do
conde
D.
Henrique,
progenitor
egre-
gio
do
Primeiro
dos
nossos
reis
Melhorou
D.
Diogo
de
Sonsa
ruas
e
praças antigas;
abriu
ruas
e
praças
novas;
aforraoseou
edifícios
acanhados;
erigiu
edi
fícios desafogados: construiu
fontes
publicas;
agremiou
em
um
grande hespital
os pe
quenos
d
’
então;
engrandeceu
templos
an
tigo-;
levantou
templos
novos;
e
estabele
ceu estudos
pubhcos
geraes.
No
meio
d
’
estes
engrandecimentos
sue-
cessivos
de
B«aga,
não
se
e-queceu
D.
Diogo
de
Sousa
de
velar
antda
pela con
servação
das
relíquias archeologicas da
dominação
romana,
esparsas
na
sua
dio
cese
em estado
de
se
perderem
d
’um
dia
em
outro.
«Mandou
levantar
em
muito
boa
ordem
—Diz na
Historia
dos
Arcebispos de
Ura-
ga
o no-so D.
Rodrigo
da
Cunha
—
as
pe
dras
e columnas
que
os
romanos,
quan
do senhorearam
Braga,
levantara
n
a
di-
vetsos
imperadores:
—
para
que
n
’aquellas
feltras
tivessem
os
curiosos
em que
gastar
o
tempo,
e
se
fizessem peitos-nas
anti
guidades
da
sua
patria».
Preferi
transcrever
este
contexto
-em
logar
de
o
exprimir
com
frases
minhas
—
do
Tom.
II.
Cap.
LXXI
u.
2
da obra
al-
ludida.
—
Dou assim
toda
a
veneiabilidade
a esta
occoriencia
momentosa.
Desde
esses
tempos
de
D.
Diogo
de
Sousa
atégora—vai
em
mais
de
3
sécu
los
e
meio
—
tem
ido
sempre
em
augmen-
to
o
achado
de
monumentos
romanos
em
Braga,
acontecendo
também
por
vezes
a
perda
d’
alguns
d
’
elles
no
meio da própria
abundancia.
—
Tem tido
assim
logar
mais
uma
vez—
em
oesproveilo do
estudo
e
com
rnagua
dos
estudiosos
—aquelle
ínopem
me
copia
fecit
vulgaríssimo.
A
inauguração
d’
um
Atheneu
Archeolo-
gico
n
’esta
cidade
de
Braga,
com
protec-
ção
do Prelado
da
Diocese
e do
Gover
nador-Civil
do
Districto,
é
o
meio
profí
cuo
do
meu
ideal
d
’
ha
muito,
para
aqui
se
desenvolver
á
larga
—como
convém a
esta
capital
do
Minho
—
a
concepção
ar-
cbeologica
de
D.
Diogo
de
Sousa.—Falle-
cia-me no
entanto
a
opporlunidade
auspi
ciosa
para
isto;
e
deparou-se-me
agora.
Nasceu
V
E.
com
espirito
civtlisador
e
coração
patriota,
como
comprovam
á
sa
ciedade
os
actos
de
V.
E.
na
vastíssima
Egreja
Primaz
do
Oriente,
onde
será
tn-
delevel o renome
de V.
E.
No
pouco tempo
em
que
temos
a
V.
E.
aqui
em
Braga
—-gerindo
a
administra
ção
rfesta
diocese
vastíssima^
—
tem
V.
E.
lançado
os
lineamentos
d’
urn
govèrno
aus-
piciosissimo.
—
Nos
desenvolvimentos suc-
cessivos
d
’
elle,
a
que
V.
E.
mira
com
energia
inabalavel,
hade
o
proceder illus-
trado
de
V.
E.
grangear
o
renome
dos
Diogos
de
Sousa,
dos
Bartholomeus
dos
Martyres,
dos
Agostinhos
de
Jesus,
dos
Rodrigos da
Cunha,
dos
Rodrigos
de
Moura
Telles,
e
dos
Caetanos
Brandões.
Em
nome
d
’estas virtudes
civilisadoras
e patrióticas
de
V. E.
—etn
recordação
dos tempos
saudosos
do
nosso
tyrocinto
universitário
—
digoe-se
V.
E.
assumir
agora
a
iniciativa
da
realisação
d
’
este
meu
alvitre
d
’
ha
muito.
Com
ella
prestará V.
E.
a
esta
ci
dade
de
Braga
—a
nossa
patria
adopltva
d’
agora
—
os
serviços
valiosissimos
de
D.
Fr. Manuel
do Cenáculo ás
cidades
de
Beja
e
Evora, onde
será
sempre
inolvidável
o
renome d
’este
seu
Prelado.
O
nosso
Governador-Civil
do
districto
—
illustrado
como
é—folgará
d
’associar-se
a
V.
E. n’
esta
iniciativa
auspiciosa.
— O
nosso
visconde
de
Margaride
é
amador
das
lettras.
Ao
lado
de
personagnes
de
lam
eleva
da
posição
social,
agremiar-se-hão
dedica
dos
os
cultores
conscienciosos
dos
nos
sos
estudos
archeologicos,
concorrendo
com
os
seus
esfo
r
ços
patrióticos
para
esta
ins
tituição
prestimosa.
Não
será
só
de
proveito
para
os
cu
riosos
seculares—
como
poderia
talvez
an
tolhar-se
á
primeira
vista
—a
ioauguraçáo
do
Alheneu
Archeologico
de
Braga.
Com
e-la
instituição
auspiciosa,
será
fá
cil
até
ao
clero
da
nossa
diocese
—
Pe
quentador
d
’esta capjal
do
Minho
em
seu
tyrocinio
escholat
—
o
iocnpletar-se
de co
nhecimentos
indispensáveis
das
antiguidades
patrias.
«Corno os
emprêgos
a
que
os
eccle-
«siaslicos
são
chamados,
têm
diu
ersos
ca-
«rateres—
devendo por
isso
no
clero,
tomado
<em
sua
generalidade,
brilhar o
mereci-
t
mento
de
todos
os
generos
d'erudição
—
<é
necessário
promovtr
e
sustentar
este
«decoro
da
Egreja».
Disse-o
assim
o
nosso
egregio
D.
Fr.
Manuel do
Cenáculo—em
nome
da
rasão
—
na
sua Instrucçdo
Pastoral
do
Bispo
de
Beja
ao
Clero
e Ordenandos da
sua
Dio
cese,
dada
á
luz
em
Lisboa
em 1784.
Para
um
Prelado
da
illtislração
vastis
sitna
de
V.
E.,
não
In
novidade alguma
n
’este asserto:
—
mas
ha
da
minha
parte
n
’
esta
occasião,
como prezador
do
renome
dos
nossos
varões
preclaros,
a
obrigação
litteraria
de
não
olvidar
a
ura
dos
maio
res.
Ninguém
conhecia
melhor
que elle,
o
que
póde
e
o
que
vale
o
clero cultivado.
Não
foi
cora
eíleito
ao
brandir
das
ar
mas,
que
a
heresia
pelagiana
fugira ven
cida
n
’
out<
’
ora:
—
foi
ao
esplendor
dos
co
nhecimentos
profícuos
do
clero,
versado
em
todo
o
genero
d’
erudição.
No
desmoronamento
do mundo
roma
no—ante
as
hordas
immensas
dos
barha-
ros
—
não houve legiões algumas,
que
lhes
fizessem
rosto
entáo.
—
Arrojou-se
no en
tanto
a
contel-as
nos
excessos
—
com
as
armas
únicas
da
palavra
—o clero
cultiva
dor
das
lettras.
Foi assim,
que
S.
Serverino
domára
a
Oloacro.
—
Foi
assim, que S.
Leão
de
tivera
a
A'tila.
—
Foi
assim,
que
S.
Gre-
gorio
amrnsára
os
lombardos.
Qundo
a
noite
da
barbárie
cobrira
de
todo
a
terra
com
as
trevas
da
ignorância;
foi
no
clero
dos
mosteiros,
onde
então
se
asylára
vivida a
erudição
geral.—
Sem
es
tas
«arcas
de salvação
litteraria».
teria
sido
submergido
no
diluvio
d
’
enlào
o
mundo
do
saber.
Para
exemplicar—
aos
que
o
não
sabem
—
o que é,
o
que
vale
o clero
versado
era
lodos
os
generos
d
’
erndição, sobra-me
o
que
fica
sumrnariado
de
D.
Emílio
Cas-
telar
—
varão
immensimente
maior
que
o
seu nome
—
nas
suas
famigeradíssimas Car
tas
a
um
Bispo.
O
dia
24
de
Junho
—
conio
dia
do
San
eio
do
nome
de
V. E.-parece-me
o
dia
mais
apropriado
para
a
ioaugução
do
Alheneu
Archeologico
de Braga.—
A
não
ser
esse
no
entanto o
dia
escolhido,
ser-
Ihe-ha
perfenvel
então
dia
de de
S.
Pe
dro
e
S.
Paulo
—
Apostolos
memorabilissi-
mos
da
Egreja
Cristan,
de
que
V.
E.
é
apostolo
também.
De
V.
E.
Ex.mo
e
R.
mo
Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo Coad-
juctor
de
Braga
e
Futu
ro
Successor
Respeitador
AfTectuoso
José
Joaquim
da
Silva
Pereira-Caídas,
Professor
do Lyceu
no
Cnrso de
Matbematicas
Elementares
no
4.°
e
5.°
anno,
e
no
Curso
de
Lingua
Alleman no
l.° e
2.°
anno.
Braga,
I
de Junho
de
1876.
BE HC n- SE K» S JSZW T BE
Mais
uma
vez rogamos aos
snrs.
assignantes em
atrazo o
obséquio de
nos
remetterem
o
importe
da
sua divida em aber
to
no escriptorio d’
este jornal.
Já,
por meio de cartas, nos
temos
dirigido
aos mesmos, e
esperamos
ser attendidos; aliás
ver
nos-hemos
na necessidade
de
lhes
sustar a remessa, o
que
realisaremos
para
com
aquelles
que
até ao
fim do
mez corrente
não tenham satisfeito
os seus
débitos.
Aos
que se
teem dignado at-
tender-nos, agradecemos a sua
valiosa cooperação,
que espe
ramos continuarão a prestar-
nos.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são:
Porlo,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves
—
*
rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello, o snr.
Francisco
José
d’
Araujo
Jtinior.
Guimarães, o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de Car
valho
Todos
estes
snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
GAZETILHA
ANNIVERSARIO
DA COROA
ÇÃO
DO
SS. PADRE PIO IX.
No dia 21, pelas 5 e meia
horas
da tarde, celebrar-se-ha
na
Sé um
solemne «Te-Deum»
em
acção
de graças pelo 30.°
anniversario da
Coroação de
S.
Santidade Pio
IX, o Grande, e
o qual
será entoado por s.
exc?
revd.ina o snr.
arcebispo coadju
tor.
Este acto será feito com to
do o esplendor, como nos an
nos
anteriores.
E’
de esperar
que todos os
fieis
bracarenses
concorram ao
templo
do Deus Vivo a louvai-o
por
tão
miraculoso aconteci
mento.
SleclnrMção.—
Declaramos
que
o
sr.
Manoel
Antonio
d
’Altneida Barbosa,
da
freguezia
de
Villarinbo da Castanlieira,
concelho
de
Carrazeda
d
’Anciães,
não
é o
auclor
das
correspondências
que
nos
teem
sido
enviadas
de
Mirandella,
sob
o
pseudo-
oymo
de
Heitor.
A
RB.
Chesada.
—
No
comboio
das
11
e
meia
da
manhã
do
dia
15
chegou
a esta
cidade
o
ex.
ino
snr. conde
de
Bertiandos
e
soa
ex.
,na
noiva.
Na
gare
esperavam
ss.
ex.
3S
a
familia
do
nobre
titular
e
grande
numero
dos
seus
mais
dedicados
amigos, que o
acompanharam aié
á
sua casa dos Biscai-
nhos,
onde
á
noite
tocou
durante
muito
tempo
a
banda
dos
«Artistas».
Felicitamos
a
ss.
ex.
as
e
nobre
familia.
Prceíssõe».
—
Em
rasão
do
mau tem
po que
fez
em
quasi
todo
o
dia d’ante-
honlem,
não
houve
na
fórrna
costumada
a
imponente
procissão
de
Corpus
Chrisli,
que
foi
feita
por
dentro
da
Sé
pelo
cabi
do,
acompanhada
sóraente
pela
confraria
do
Santíssimo, e
irmandade
das
Almas
da
Sé,
e
pelos
snrs.
governador
civil,
se
cretario
geral
e
administrador
do
conce
lho,
os
quaes
pontualmente
á
hora mar
cada,
5
da
tarde,
se
achavam
na Cathe-
dral.
Desde
as
5
horas,
ao principiar
do
se
r
mão,
cessou
a
chuva,
conservando-se de
pois
bom
tempo.
A
procissão
da
confraria
do
Santíssimo
da
Sé,
que
tem
de
sair
ámanhã por
6
horas
da
tarde, piòmette ser
esplendida,
e
levará,
além de
crescido
numero
de
au-
ginhos
e
as
corporações
dos
annos
ante
riores,
mais
outras
corno
a
do Carmo,
S.
Sebastião
e
Clérigos
de S.
Pedro.
Pratica.
—
A
pratica
da
cathequese
que
se faz
no
Collegio
das
(Jrsulinas,
é
ámanhã
pelas
5
horas
da
tarde.
Conclusão
do
Mez
de ITIaria,
em
S.
Víeente.—
A
devoção do Mez
de
Maria,
na
egreja
de
S.
Vicente,
fez-se
este
anno
com
grande
edificação,
havendo
du
rante
o
mez
varias
praticas
feitas
pelos
revd.
05
padre
Melti
e
Fr.
Manoel da
Ma
dre
de
Deus.
Nos
intervallos
dos
Pontos
um
côro
de
meninas
entoava
devotas
can
ções
em
louvor
á
Virgem.
No
dia
31
houve
communhão
geral,
missa cantada,
consagração,
e
de
tarde
bênção
do
SS.,
exposto
á
porta
do
sa
crário
A’manhã,
18,
far-se-ha
a
festividade
da
conclusão,
com missa
solemne
a instru
mental,
exposição
todo o dia,
e sermão
de
tarde,
pelas
4
horas.
Todo
foi
feito
a
expensas d
’
alguns
de
votos
da SS.
Virgem.
Sermões.
—
Na
quinta-feira prégou
na
Sé.
com
proficiência
reconhecida,
o
revd.
0
padre
João
Rebello, que
hoje
deve
tornar
a
prégar
antes
das
Vesperas
solemnes.
Ilonlem
orou
o revd.0
conego
Alves
Mendes, que
muito
satisfez,
como
sempre,
o
escolhido
postoque
pouco
numeroso
au
ditório.
que
n
’
esle dia alli costuma con
correr.
E
’
para
sentir
que,
por
tnofivos
alheios
á
sua
voniade,
o
distinclo
orador
não
possa
prégar
o
sermão
dámanhã,
tendo
por
isso
trocado
com
o
snr.
padre
Bar
roso, qne
vem
pela
primeira
vez
a
esta
cidade
orar.
Notieins «rilespanhn. —
Em «A
’
ultima
hora»
escreve
o
correspondente
de
Madrid
para
o
«C.
do
PortO":
«Parece
que
o
pretendente
D.
Carlos
se
dirigira
a
Havana
e
não ao
México,
com
o
intento de
se pôr
á
frente
da
insur
reição
separatista.
Isto
dá
sérios
cuidados
ao
governo
e
diz-se
que
itâo
para a
Ha
vana
os
generaes Marlinez
Campos
e
Despujols
com
forças
respeitáveis,
para
terminar
de
vez
a
insurreição
cuba
na.
Na
Catalunha
receia
se
dos
liberaes
(dos republicanos).
Continuam
a
appare-
cer pasquins em Barcelona,
Valência
e
al
guns
pontos
da
Andaluzia.
Devia
ler
sahido hontera
o
l.°
nume
ro,
que
uão
vi, do
periódico
«EI
Consti
tucional»,
orgão
da
nova
dissidência sa-
ga-lina,
qoe
se
diz
orgão
do
partido.
E’
inspirado
pelo
snr.
D.
Augusto
(Jiloa.
A
’
sahida
do
correio
recrudescem
os
boatos
de
sensação.
Falla-se
em
que
bre
ve
apparecerá
um
facto
importante
e
de
consequências
vastíssimas, que
podé
alte
rar
sensivelmente
o
estado
de cousas exis
tente.
Segreda-se
o
nome
de
utn
alto
personagem
que
vive
fóra
da
Hespanha,
mas
qoe
veio
ha
pouco
a
Madrid e
se
demorou
na
Andaluzia,
e
ligam-se ao
seu
nome
os
de alguns
militares importantes
na
política
e
sympalhicos
para
o
exercito,
dando
este
ligado
a
compromissos
que
tem
por base
uma
sensível
alteração po
lítica,
sem
derramamento
de sangue».
Demtre.
—
Lè
se
na
Gazela
da
Bei
ra:
Na
passada
semana,
seis indivíduos
que
na
povoação
do
Sobral
se
occupavam
na
exploração
d
’aguas em uma
longa
mina,
foram
subitamente
envolvidos
etn
uma
grande
massa
de
terra
que
despedio
de
nina
das
partes
da
mesma
deixando
os
desgraçados
completamente
sotterrados
uns,
e
muito
magoados
outros.
D
’
àquelles
seis indivíduos
é
já
cada-
ver
um,
e
os outros
espera-se
que
sejam
Salvos.
Esmola. —
Pelo
ilhn.0
snr.
Antonio
Bapiista
Gonçalves,
da
rua
de
S.
Victor,
d
’
esta
cidade,
foi
mandado
entregar
ao
Hospital
de
S.
Marcos,
por
intermédio
do
actual
mordomo,
o snr.
Antonio José
Pe
reira,
100
kilos
d
’arroz
e
58,752
ditos
de
bacalhau.
E
’
na
satisfação
da
consciência
de
quem
pratica
taes
acções
de
caridade,
que
exis
te
o
prémio
de
que
são
dignos.
A
Monita Secreta «los Jesuítas.
—
Este documento
é
inteirameote
apócri
fo.
Cezar Canltí
na
sua
Sloriâ
Universale,
Itv.
XV,
cap.
20
diz o
seguinte;
«Ninguém
mais
crè
no
liberculo
inti
tulado
Monita
Secreta
seu
Arcana
Societa-
lis
Jesu
E
’
obba
do
século
XVII,
de
um
Reformado
Behomio que
fingiu tel-a
acha
do
em um
convento
de
capuchinhos
em
Paderborn,
e
foi
publicada
primeiramente
em
1633,
e
ultimamenie
em
Lugano. Não
de
ignorância,
mas
de
má
fé
provétn
o
uso
que d
’ella
se
fez,
ha
pouco
»
Carlos
Douniol
publicou
em
Paris
em
1862 um
longo
e
erudito
artigo,
em
que
prova
a
toda
a
luz a
lahidade
de
simi-
lhante documento.
—
(Almanach
Brazileiro.)
Os
Apeníno». —
Pinta
os
assim
o
il-
lustro
auclor
das
Tres
Ramas:
—
Nada mais
triste
do
que
a
vista
dos
Apeninos,
pelo
menos
na
parte
que
sepa
ra
Bolonha
de
Florença.
Não deparaes
aqui,
nem
com
as
montanhas
magestosas
da
Suis-
sa,
nem
com
os
seos píncaros
elevados,
nem
com
os
seus
valles
graciosos,
ani
mados
pela queda
das
cascatas
ou
pelo
murmurio
das
torrentes.
Montanhas
in
completas,
snmtnidades
semeadas
aqui
e
alli,
seto
ordem,
sem
graça,
a
maior
par
le nuas
e
sulcadas
por
largos
barrancos;
outras
cobertas
de
carvalhos
enguiçados;
tal
é
o esboço
do
quadro
qne
entristecem
muito
mais
do que
alegram
algumas
ca-
banas
isoladas,
mesquinhas
habitações
dos
raros
moradores
d
’
estes
togares
selvagens.
—
(Idem).
Exposição <!e
Mriixellas.—
No
dia
26
d
’
esle
mez
abre-se
na capital da
Bél
gica
uma
exposição
internacional
scienli-
fica
de
meios
hygienicos
e
de preservação
da
vida.
A
exposição
divide-se
em
dez
classes
:
l.
a
Apparelhos
e preservativos
contra
os
incêndios;
2.3
Apparelhos
de ioda
a
especie
actuan-
do
na agua
e sobre
a
agua
para
diminuir
o
perigo,
impedir
desastres
e
dar
soccor-
ros
;
3.
a
Meios
de
impedir
desastres
em
es
tradas
ordinárias
e
caminhos
de
ferro
com
qualquer
motor
;
4.
a
Soccorros
em tempo
de
guerra, con
ducção
de feridos, apparelhos
cirúrgicos,
serviço
de
hospitaes
de sangue, etc.
5.
a Saude publica, quer
«fizer
drenagem
de
terrenos
pantanosos,
meios
de
evitar
a
estagnação
das aguas,
canalisação
das
ruas,
etc.
6.
3
Medidas
sanitarias e
prevenções
con
tra
desastres
em
operações industHaes.
7.
a
Hygiene
domestica.
8. "
Applicações
da
medicina
e
pharrna-
cia a
todos
os
usos
indicados nas
classes
antecedentes.
9.
a
Instituições
para
melhorar
a
situa
ção
das classes
trabalhadoras.
10.
a
Prevenções
contra
desastres
em
operações agricoias.
Em
quasi
lodos
os
paizes
menos
em
Portugal
se formaram
logo
comissões
pa
ra
organisar
as remessas
para
esta
civilisa-
dora exposição
que
nos
consola
dos
Krupps
monstros
expostos
em
Philadelphia.
Toneis «le
gtapel.—
Não ha
duvida,
diz
o
«Commercio
bispanhol»,
em
que
o
papel
vae
substituir
a madeira
na
fabri
cação
das
vasilhas.
O
papel
que
já
es
tendera
a
sua
applicação
a
objectos
miú
dos,
como
punhos
e
coUarinhos
de
cami
sa,
estendeu-se
aos'
moveis, telhas
e
ta-
biques,
e
agora
começa
a
servir para
fa
zer
toneis
onde o
vinl
o
se
conserva
per
feitamente
e
não
são
sujeitos
a
.
romper-
se,
a
verter,
nem
a
dar
mau
sabor
ao
conteúdo.
Além
d
’
isso,
estas
vasilhas,
ten
do
uma
fórma
cylindrica,
produzem
uma
economia
de
15
por
cento
no
espaço
que
occopam
em
um barco
ou
n
’uma
adega.
as
explosões
por
effeito
da fermentação
do
vinho tainbem não são
para
receiar,
pois
sobmetlidas
a
uma
pressão
de 2
mil
kilogrammas
resistiram.
O
papel
chamado
impermeiavel
está
livre
do
caruncho
e
não
pode
absorver
o
ar
mau
ambiente,
como
acontece
com
a
madeira.
Além d
’
isso
não
está
sujeito
aos
ataques
dos insectos
que
abundam
nos
climas
quentes,
e
torna-as
inapreciáveis
pa
ra
conter
a
farinha,
o
assucar
e
outros
artigos.
O
papel
que se
emprega
n
’
esla
especie
de
vasilhas,
é
feito
com
palha de
centeio
ou
de
trigo,
e
os
arcos
que
as
rodeiam
servem
unicamente
para
preser-
val-as
do
allrito
ao
conduzil
as
rodando.
E’
escusado
acrescentar
que
esta in
venção
só
se
pratica
por
emquanlo
nos
Estados-Unidos.
A’
enrãdacle publiea.—
Imploramos
a
caridade
publica para
duas
senhoras
que
vivem na
maior
penúria,
e
pelos
seus
padecimentos
privadas
de
ganhar
os
meios
de
subsistência.
Habitam
na rua de
Inflas,
n.°
87.
A’
earidntle publica.
—
Na
rua
do
Alcaide n.°
22,
acha-se
entrevado
e
impossi
bilitado
de
poder
trabalhar
Joaquim da
Silva;
tendo
estado
no
hospital
8
mezes,
d
’
onde
saiu
por ser incurável
sua
doença. Vive
na
maior
penuiia.
ULTIHOS
TFXEGRAMMA8 »A
AGEACIA
HAVAS
MADBID
13.
—
0
bispo
de
Rihuela
de
fendeu
a
unidade
catholica.
Julga-se
que
terminará
sabbado
a
discussão
do
artigo
11
do
projecto
constitucional. O
congresso
approvou
o
orçaraenio
do
ministério
dos
estrangeiros,
e
começou
a discutir
o
do
ministério
das
obias
publicas.
VERSALHES
13.—
O
ministro
dos
es
trangeiros,
Decazes,
deu
hoje
á
commissão
do
orçamento,
informações
muito
pacificas.
A
esquadra
allemã em
viagem
para
o
Orien
te,
passou
boje á
vista
de
Alger.
a
BRUXELLAS
13.
—
0 resultado
final
das
eleições
dos deputados é favoravel
ao
partido
catholico,
pois
que
havendo
triun
fado em Neumours
e
Aovers
conserva urna
maioria
parlamentar
de
12
votos.
Ante-
riormente
tinha
14
votos
de maioria.
VIENNA
13.
—
Falla-se n
’
urn
grave
con-
flicto
. havido
entre
camponezes,
na fron
teira da
Áustria
e Rússia.
Diz-se
que
fo
ram
massacradas
30
pessoas.
Os campo
nezes
prohibiram
a
entrada
na
egreja
ao
bispo
do
rito grego.
Scontias,
da
diocese
de
Dodolia,
seguindo-se
uma
rixa
sangren
ta
entre a
multidão; foi necessário inter
vir
a
força
armada
em
favor do
prelado.
NEW-YORK
13.
—
Ouro
112
5(8; trigo
131;
pelroleo
14
1(2;
cambio
sobre
Lon
dres
4,87.
RIO
DE JANEIRO
13.
—Partiu
para
Lisboa,
Bordéus
e
Liverpool
o
paquete
«Valparaizo» da linha
do
Pacifico.
Também
seguiu
pa-a
a
Europa
o paquete
allemão
<Rio».
Compnnhiu Cloyd de Bremen
Os passageiros
do
vapor
—
HOHENZOL-
LERN—
abaixo
assignados,
veem por
este
modo inbstrar o quanto
ficaram
satisfei
tos
com
0 tratamento a
bordo
do
mesmo
vapor,
não
só
com
referencia
ás accom-
modações,
como
lambem
pela
boa
comi
da
e
vinho
fornecido
a
bordo,
e
pela
at-
tenção
que
sempre
receberam
do
creado
porluguez.
José
Bento
Ganido.
Francisco
do
Vai
Carmo.
Bernardino
Pinheiro Alves.
José
Camilha
Vidal.
Sebastião da Costa.
Gregorio
Gonçalves
Rodrigues.
Antonio
Esteves
Rodrigues.
Camillo
Pinheiro.
Sabino Cristoral
Couto.
Marcellino
Boutkoser
Garrido.
Domingos
Fernandes
Couto.
Jesus
Rubians
Pinheiro.
Manuel
Alves.
Paulo
de
Sogoy
Gonçalves.
Juan
Manuel
Hodriguez.
José
Villamean
y
Garcia.
Manuel
Villamean
y
Garcia.
Domingos
Fernandes
y
Alves.
José
Vasques Fernandes.
José
Domingos Alves.
Faustino
José
Barreiro.
Manuel
Rodrigtiez.
José
Gonçalves
Rodriguez.
Bento
Rodrigues
Mó.
Fernando
Alves
Domingues.
Celestino
Bolloza
Carvalhido.
José
Ferreira.
Benito
Gonçalves.
Joaquim
Monteiro.
João
Pereira
de
Azevedo.
João
Correia
da
Silva.
José
Martins.
José
Marques
da
Graça.
Francisco
Silva
Carvalho.
José
Martins.
Manuel
José
Lopes.
Manuel
Ferreira.
Manuel
Lages
Fellado.
Francisco
José
Lopes.
Alexandre
Sallamini.
Antonio
Allonso
y
Alvarez.
José
Teixeira
de
Carvalho.
Joaquim
Lopes
da Cruz.
Francisco
Gomes.
Antonio
Lopes
Sampaio.
Domingos
Velha
Martins.
Antonio
Fernandes.
Antonio
Alves
da
Fonseca.
Manuel
Alves
da
Fonseca.
Manuel
Rodrigues
Simões.
Manuel
Joaquim
da
Costa.
José
Dias
Durão.
(4104)
N.
B.
—
O
original
assignado
pelos
pró
prios
passageiros acha-se
depositado
na
agencia do
Porto,
Rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
O
paquete
HOHENZOLLERN
é
o
des
tinado
a
sahir
de
Lisboa
no
dia
5
de
ju
lho
de
1876
com
destino
a
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu e
Bue-
nos-Ayres.
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anenyma
de responsabilidade
limitada.
Regnmo «3o activo e passivo em
31 de maio de 189G
Aetivo
àccionUtas
.....
24:9660000
Acções de
Bancos
e
Com
panhias.........................
Acções
para
emitlir.
.
Agencias.............................
Caixa
...................................
Despezas d’installação. .
Casa forte
.......................
Empréstimos
a Gamaras
Municipaes.......................
Empréstimos
hypothecarios
Empréstimos s.
penhores.
Letras
em carteira
.
.
.
Moveis
e utensílios.
Valores
depositados. .
.
Diversas
contas
devedoras
Gastos
geraes
....
Créditos.............................
Contas
correntes
.
.
.
14:7050000
1.700:0000000
8:6960386
37:8230039
1:6110939
4950455
30:9690575
23:4180001
7:3330625
295:0620539
.
1:3750665
.
3:7820240
.
4:8850783
.
2:1980369
.
6:2170711
.
51:5320022
2
215 0730349
«=K=
=4
=a
=
=3
=3
Passivo
Capital.................................
2.000:0000000
Credores
de valores
deposi
tados...................................
3:7820240
Depositos
á
ordem.
.
.
81:8040264
Depositos
a
praso.
.
.
98:5340073
Devedores
e
credores
ge
raes
....................................
12:5730927
Dividendos
a
pagar. . .
4030500
Fundo
de reserva.
.
.
.
1:0000000
Ganhose
perdas.
.
.
.
13:9/30345
2.215:0730349
«=
=
=
=
=
=
Banco
Commercial
de
Coimbra,
7
de
junho
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel dos
Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos
.
(233)
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
99
annos d’invariavel
sueeesso
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry que tor
na
a
dar
a
saode,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
somno.
Cura
as iniligestõe.
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
fíegmas,
arrotos,
Patos,
amargor
na
bocca,
pitui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
inlesti-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosses
asthma,
falta
de respiração,
oppressão, con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
broochites,
da be
xiga,
do
(igado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75:000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de Pluskow da
exc.
lua
snr.
a
marqueza
de
Brelian,
dos
doutores
Manoel
Saens
de
Tejada
da
Universidade
de-Corifova
etc. etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
Wur-
Z6T
Z
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
o
melhor
absorvente;
ao
mesmo tempo nu
tritiva e
restautante
substitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E’
de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências
habituaes
do ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
affecçõe«
nos
rins
e
na
bexiga, na
pedra, irritações,
inflamações,
e
caimbras
da
uretra,
e
beliga,
nos
aper
tos e
hemorroides bem
como
nas enfermi
dades
pulmonares, broncbites,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a Re
valesciére
du
Barnj
tem
a
propriedade
pre
ciosa
de
curar
as
moléstias
hecticas.
Dr. Rud.
W
urzer
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais nutritiva do
que
a car
ne
sem
esquentar, economisa
ciocoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de kilo,
500
; de
*/
a
kilo
800
rs
;
de um
kilo, 10400
reis;
de
2*l
t
kilos,
30200
reis;
de 6
ki-
los,
60400
reis,
e
de
12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
IttevRleseière eh®coíat»«la;
ella
res-
titue
o
appetlile,
digestão,
somuo,
energia
as
carnes duras ás
pessoas,
e ás
creanças
e
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma de
doutor
ou
de
bacharel
de uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
'
Pelo
juizo
de
direito da
comarca
de
Braga
e
caitorio
do
Escrivão
Pessa,
se
procede
a
inventario
orfanologico
por
fal-
lecimento
de
José Loureoço
Dias,
morador
que
foi
na
freguezia
de
Sequeira
da mes
ma
comarca,
em
que é
inventariante
The-
resa
Lourença
Gomes,
viuva do
inventa
riado,
e
como
esta
não
tem
conhecimen
to
de
todas
as
dividas
do
casal,
por
isso
convida
por
este annuncio
lodos
os cre
dores
para que
em
8
dias
a
contar
de
hoje
venham
ou
mandem
ao
dito
cartorio
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
10400
; de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY
»U BARRY &
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme, 26, Pariz; 77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos
ao deposito Central ;
snr.
Serzedelio à
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILísboa,
(por
grosso e miudo);
Carlos
Barreio,
rua do
Loreto, 28; Bar
rai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.
Porte,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Sonto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
I.ima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa do
Aarzim,
P.
Machado de
Oli
veira,
pliarma.
;
Yianna
do C’a»telio,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Viíí»
do
Conde,
A.
L. Maia
Torres,
pharm.
■aiwiJJWiiiwwHi1
.imafcnCBJkMWMBjL
i
ygMW
ri
i
i
i
i
w
i^m
ãM
B
aata
a
DE
OHLi
Segunda
feira
19
de
Junho
Ultima
recita
da
Companhia
Dramatica
Italiana
de
E.
Dominici.
Em
beneficio
do
actor-comico
STEFA-
NO
MAURKI.
A comedia em
1
acto
A
viuva das
Camélias.
A
opereta
gm
musica,
em
1
acto
A
eeia infernal.
Romanza
de
tenor
na
opera
Marta.
M.
Batac
recitará
a
poesia
do
nosso
yrico João
de
Deus
—
O
firmamento,
ver
tida
para italiano
por
F.
Stefano,
e
este
declamará
a
sua
poesia
Lembrança
a
Ca
mões.
A
parodia
á
opera
Um baile de mascaras.
Preços
os
do costume.
Principia ás
8
e
3 quartos.
AGRADECIMENTOS
José
da
Silva
Merelim
e
Maria
de
Sou
sa
da
Silva
Oliveira,
veem
por
este
meio
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
lhe
dis
pensaram
obséquio
por
occasião do
falle-
cimento
de
seu
innocente
filho
na quarta
leira
7
do
corrente;
a
todas
protestam
gratidão
indelevel.
(4096)
declarar a
importância
de
que
são
credo
res,
para
ser
descripta
pela
inventariante,
e poder
ser
attendida
no
dito
inventario,
e
quando
assim
não
façam
deixará
de
o
ser.
(4103)
—-------------
i
MHiBiBiMHi
m
i
—
■n—
miMiiuiuiiiiiTis—
VENDA
DE
CASA
Vende-se
uma
na rua
de Santo
André,
designada
pelo
n.°
10.
Pa-
ra
tratar,
rua
de
S. Marcos,
o-°
5.
(4098)
MADEIRAS
No
Campo
de
SanCAnna,
casa n.®
53,
vendem
se
30 dúzias
de
madeira
de
cas
tanho
de
bitola,
e algumas
dúzias
de
con-
çoeiras.
(4U97>
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
VENDA
DE
PRÉDIO
Vende-se
o
prédio
n.°
12
no
Largo
dos
Penedos.
Para
tratar
dirigir-se
a Antonio
Rodrigues.
(4078)
rua
T
õ
^
ôrnõ
~
êm
braga
Bernardino Fernandes, alfaiate,
mora
dor
que
foi
no Paço
Archiepiscopal
d
’
es-
ta
cidade e
hoje
na
rua
do
Forno n.®
14,
faz
sciente
a
todas
as
pessoas
de
suas
re
lações
que,
se
encarrega
de
fazer
toda
a
obra,
tanto
de
ecclesiastico
como
de
secu
lar
por
preços
rasoaveis,
e
com
perfeição
e
brevidade.
'
(4062)
Quem
quizer
comprar
a quinta
cha
mada
da
Granja,
sita
na
freguezia
de
S.
Pedro
d
’Este,
junta
ao
pé
da
capella
de
Nossa
Senhora
dos
Prazeres,
com todas
as
suas pertenças,
com
casas
para
senho
rio,
e
de
caseiro,
e
terras
de
cultura,
e
vidonho,
e
bravios,
pode fallar
com
o
abaixo
assignado,
que está
auctorisado
por
seu
dono
para
tratar
do
seu
ajuste.
Braga,
14
de
junho de
1876.
O
solicitador,
Bernardo da
Cunha
Pinto
fiaroosa.
(4101)
(235)
Vende
se
uma
morada
de casas
de
ires
andares,
com
n.°
20, sita
no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo
;
pa
ra
contratar-se
com
o
snr.
Manoel
da
m
I-
va
e
Sousa,
rua
do Souto
n.°
55.
(4099)
(231)
Substituição
de
recrutas
Ha
homens para
assentar
praça
com
documentos
legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços
commodos
para
o
districto de
Braga.
No
Largo de
S.
Paulo
n.°
8.
(4092)
’
(232)
A
SGIENGIA DOS PEQUENINOS
CARTEIRA
D
’UM
PAE
OBRA DEDICADA
ÁS
Mães e ás famílias
POR
LUCIANO CORDEIRO
Preço
..................................
500
reis.
Deposito
—Typographia
rua
do
Alecrim,
89
-Lisboa.
A
oh
snrs. assignnntes
DO
THESOURO
DO
SACERDOTE
Por
ter
ficado
o
segundo
volume
maior
do
que
se esperava,
e
por
causa
do muito
trabalho
que
teve
o
traduclor
em
harmo-
nisal-o
com
as
leis
do
paiz.
ainda terá
alguns
dias
de
demora
a
sua
conclusão,
porém
a
remessa
d
’
e!le
será
feita
aos sors.
assignanles
antes
do
fim
d
’
este
mez.
Ernesto
Chardron,
Editor.
LLOY»
BE BKEMEN
MALA
REAL
INGLEZA
norddeutscher
lloyd
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg
—
Hansa
America
—
Hermann
—
Weser
Rhein -
Main
—
Donau
—
Mosel
Neckar—Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wilhelm
Graf
liismark
General
Werder
Sperber
Carreira mensal
Ballimore
—
Berlim—
Ohio
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg
—
Frankfurt—
Han-
nover
—
Koln
—
St
rassburg
Adler
—
Falke
—
Mowe—
Reiher
Schwalbe
—
Schwan
—
S
trauss
Albatross
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de
Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceilando
também
passageiros
de
3.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
PAQUETES
a
SAIR
DE
LISBOA
GUADIANA
. .
28
de
Junho
ELBE
....
13
de
Agosto
DOURO.
.
. .
14
de
Julho
.MINHO.
.
.
.
28
de
Agosto
MONDEGO.
. .
28
de
Julho
TAGUS.
.
.
.
13
de
Setembro
PREÇOS
COMMODOS
Ca<la paquete
d’e«ta eompanliia
leva
a
bordo
eriados
e
eoainheiros
portuguezes para
commodidade
dos
passageiros
de
todag
ag classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
protincial, a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo
os passageiros teem grátis cama, roupa de
enma, co
mida
feito
por cosinlieiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de
eriados
e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’esta companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e segurança excepcional;
além
d
’isso
pela iimpesa, boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d
’
entre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÂO ESTES
OS PAQUETES
preferidos pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do correio,e por
este
serviço
recebe
a companhia
um importante
subsidio.
TIVERAM ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera-
i
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos Inglezes,
23; o
agente
GUILHERME
C. TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
princi-
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro, Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a Companhia
está
empregando na
carreira
do
Brazil
sao
todos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
/a0 de
leiCCS5o
de
grande velocidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendocom toda
a
regularida
de,
pelo
que vae
adquirindo
uma boa e
bem merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis, como se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se acha
patente
nas
agencias.
_
Sendo as
passagens pagas no Porto ou nas sub-ageneias da pro
víncia, o transporte do passageiro a
Eisboa pelo eaminbo de ferro
è por
conta da Companhia.
Estes
paquetes são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendtdas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados
cosinheiros
e
creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia.
....
.
.
•
„
A
bordo
de
cada
paquete ha
um
medico.que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitamente
aos
snrs. passageiros,
assim como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Baweg
«Sr C.
a
,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
2
o
andar
—Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias
na
tbesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
8.
Miguel
0
Atijo-1>.°
20.
’
(
404°)
CATALOGO
GERAL
DA
AGENCIA
FR1HCO-HISPAHO-POHTUGUESA
FIVIÍADA E7I 1345
Director
proprietário: snr. C. A. Saavedra.
Paria: 55
rue Taitbout—Madrid: 31
Calle dei Sordo.
E
’
a
primeira
vez
que
se
publica
(é
o
21.
°)
como
annuncios
interessantes
para
a
pharmacia,
perfumaria
commercio
e
industria.
Como os
anteriores,
este
catdogo
comprehende
as
priocipaes
especialidades
da
Fran
ça,
Inglaterra,
Áustria
etc.,
indicando
os
preços
por
atacado
e
a retalho
em
França
(os
outros
tão
sómente
para
Hispanha)
que
devem
conhecer
os
snrs. pharmaceu-
licos
e
negociantes.
Muitos
d
’
estes
artigos
por
atacado
são mais baratos, e nunca
é
nenhum
mais
ca
ro,
do
que
em
casa
dos
mesmos
especialistas
ou
fabricantas.
Recebendo em mercadorias
uma
parle
dos
annuncios
que
tem
arrendado
aos
me
lhores
periódicos
hispanhoes
e
portuguezes,
pode cedel-os
e
cede-os
sempre
sem
be
neficio
algum.
Por
outra parte,
graças
aos
seus
trinta
annos
de
relações com sua
clientella
estrangeira,
conseguiu
e
cede
abatimentos
excepcionaes.
’
Vende
esta
agencia pelo
preço
d
’alacado
em
Paris
e
remette
para
qualquer
cidade,
emballagem,
frete
e
riscos
por conta
do
comprador,
pago
a
trinta
dias
da
data
da
factura
em
lettras
sobre
Paris,
todas
as
especialidades
estrangeiras
mais
em
voga,
juntamente
com todos os
productos
exigidos
pelos
preços
mais
favoráveis.
Estas
remessas
serão
feitas
no
espaço
de
48
horas
depois da
recepção
das
or
dens.
As
pessoas
com
quem
a
agencia
não
tem
a
honra
de
estar
em
relação
servir-
se-hão
acompanhar
seus
pedidos
com
o
importe
respectivo,
ou
com
boas
garan
tias.
AVISO
IMPORTANTE.
—
Além
d
’
isso
a
agencia
ha
trinta
annos
se
encarregara
de
toda
a
classe
de
commissões
entre
Portugal
e
Europa
ou
America,
da
cobrança
de
fundos
portuguezes
no
estrangeiro,
e
de-fundos
estrangeiros em
Portugal,
da
compra
e
venda
de
Previlegios
:
em
hm
de
transportes,
como
o
tem
provado,
como represen
tante
ha muitos
annos
das
companhias
de
caminhos
de
ferro
de
Madrid
a
Saragoça
e
Alicante
e
de Pariz
a
Lyão
e
Mediterrâneo
pelo
seu
trafico
internacional.
Paris
55 rue Taitbout=Hadrid 31 Calle del Sordo.
N.
B.
As
agencias
de
Paris
e
Madrid
enviam
grátis
este
2!.
”
catalogo
a
quem
o
solicitar
por
carta
franqueada.
Pode
também
ser requisitado á
redacção
d’
este
periodico.
(15
-H-)
ÃiMB
bE
VIIUIOS
D0
ALTO DOURO
BA CASA BE VII. EA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
í
»
.
190
>
Lagrima.........................................200
>
Branco
de
meza............................ 210
>
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
j
de
prova secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a
..............................
360
»
»
velho.................................... 400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a 500
»
Roncão.................................... 700
»
Alvaralhão........................................ 560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
50
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza e
boa
qualidade de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man
dai-o
experimentar por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N«)
JOSE’
DA SILVA FUNDÃO
Com
loja de fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
(lado
de
baixo},
68
Participa
aos
seus
amigos
e fre-
/
j
guezes,
tanto
d esta
cidade
come
das
provibcias que
tem um
bonito
J(1
e
variado
sortimento
de
fato
fei-
LLL^
3
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500, 2$000
e
2^500
reis; tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimira e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de 600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800, de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eocommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1«)
FILIAL
DA
CAIXA
ECONÓMICA
PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada li
mitada
Capital................ 500:000^000
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do Campo)
BRAGA.
Empresta dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e sobre
lodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
»
Recebe
pequenas
quantias
em
deposite
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
A.
G.
Ferreirinha.
Parte de Comércio do Minho (O)
