comerciominho_17101876_556.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.'
3
E,
para
onde
deve
w
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte,
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
afe3^TJ6ECSX*10ía»»>fiBsàiXi
P
reços
:
Braga,
annoljSOOO
rs.«=Se»iestre
850
rs.^Prow-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3$600
rs.-
“
Semestre
i
<£>05
g
rs.=Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8S000
reis
e
4ê500
reis moeda
fraca.-=»Annuncios.por
linha
20
rs.,
repetição
lOrs.
Para
os
assignantes
2)
<>/
0
d
’
abatimento.
BKAGA
—TEE5Ç.4-FES5S15 5JE
«WTUBEW
E
’
um
paiz
desgraçado
a
nossa
visinha
Hispanha
!
Basta
um
rapino
relance
sobre
as
con
vulsões
em
que
ella
se
tem
agitado
desde
os
primórdios
do
nosso
século,
para
confir
mação
plena
d’
esle
asserto.
E
’
indubitável
qtie
sobre
aquella
nação
impende
o
gladio
da Justiça
Divina.
Nem
d
’
oulro
modo
se
poderá
explicar
a
serie
ininterrupta
de
males,
que con
stituem
a
sua
existência
de
tantissimos
annos,
e
que
pela sua
successão
n-s
dá
margem
a
crer
que o
estado
normal
da
ontr
’
ora
cavalheirosa patria
do
Cid
é
a
confusão,
a
anarchia,
o
cahos.
Isto
gra
ças
ao
revoiucionarismo,
que
nella tem
imperado,
e
que
a
leva de roldão
ao
abis
mo.
Combalida
pelos
funestos
resultados
d
’
uma
guerra
civil,
ha
momentos
suííoca-
da
—
espaçada,
talvez
—
;
a
braços
com
a
insurreição
de Cuba,
que
de
dia a
dia
toma
maior
incremento,
e
que
a vae
desangrando
mortalmente;
a Hispanha,
entregues
os
seus
destinos
a
urna
creança
destituída
de tino
e
d
’
experiencia,
gover
nada
por
homens ambiciosos
que
tudo
leem
sacrificado
aos
propnos
interesses,
acha-se
hoje
em
vesperas
d
’uma
rebelião
imminenle,
cujos
eífeitos
hão
de
ser
ter
ríveis.
Referimos-nos
á
agitação
que lavra
nas
províncias
vasco-navarras,
e
que hade es
crever
uma
lauda
tnrgida
de
sangue na
historia
d
’aque!la
nação.
A
suppressão
dos foros
n’
essas
provín
cias
foi
um êrro,
que produzirá
calami
dades
incalculáveis.
.
O
governo
do snr.
Canovas
del
Cas-
tilio
bem
conhecia
o
alcance
da
sua
im
prudência,
que
só póde
ser
justificada
pela
dobrez,
—por
uma
condescendência
crimi
nosa
com
os
revolucionários,
que são o
seu
sustentáculo
E
’
porisso
que
a responsabilidade
dos
horrores-
da
guerra
que vae
ferir-se
na
Hispanha,
deve
pesar
sobre
esse
governo.
E
horrorosa
hade
ella
ser;
porque
não
é
este
ou
aquelle partido
que
a
move,
mas
todo
um
povo
que
se levanta para,
pela
força,
vindicar
os
seus
legítimos
di
reitos
violados
e
destruídos.
O energico manifesto
dirigido
aos
vas-
co-navarros,
chamando-os
ás
armas
é
do
theor
seguinte:
Irurac-Bat
(As
quatro
fazem
uma
só).
Vasco-navarros
! A
’s
armas
1
Adiante
transcrevemos
da
«Gazeta
oíli-
ciab
o
texto
da
lei
que
aboliu
os
fóros
das
províncias
vascas
e
da
Navarra.
Para
nós
não
ha
nada mais
iniquo,
mais
in
solente,
mais
despresivel que
essa
lei
vo
tada
por
côrles, que
são o
instrumento
servil da
omnipotente
vontade
do
auctor
do
celebre
programma
de
Manzanares,
e
promulgado
por
um
rei
pérfido e
de
fu
nesto
nascimento,
cujo
odio
aos
vasco-na
varros
ficou
demonstrado
na medroza
al-
locução
de
Somorrostro.
As
gloriosas
instituições
vascas
vão
desapparecer
e
com
ellas
o
bem estar
e a
tranquillidade
de que disfructamos
até
aqui.
D Affonso
decretou
a
ruina
dos
vasco-navarros,
quer
que
a
miséria
bata
ás
nossas
portas,
porque
julga
sem
duvi
da
qne
abaterá
d’
este
modo
a
altivez
e
a dignidade
da
raça
euskara
.
Insensato!
Ignora
que
os
descendentes
dos
antigos
vascos
não
podem
resignar-se
a
sotfrer
o
azorrague
dos
tyrannos,
ignora
que para
os
vasco-navarros
os
fóros
são
parle
integrante
da
sua honra,
que
é
a
honra
de
uma
raça
inteira,
de
um
povo
qne
prefere
morrer
a
vêr
que
um
scele-
rado
põe
a
mão
na
arvore
de
Guernica
!
Os
fóros
foram
abolidos;
não
importa.
Reivindical-os-hemos
immediatamente,
ain
da
que
para
os
rehaver
devessemos
acei
tar
a
nova
guerra
civil
a que nos
provo
ca
tão
insensatamenie
o governo
de
Ma
drid.
«Pois
os
amotinados
de
Sagunto
acre
ditam
que
nós
consentiremos
que
os
nos
sos
filhos vão
engrossar
a
turba
multa
dos
janizaros
que
só
mostram o
seu
valor
nos
pronunciamentos?
D.
Affonso.
Cáno-
vas e
os seus
acreditam
que
consentire
mos
jámais,
que
o
fruçto
do
nosso
tra
balho nos
seja
roubado
para alimentar
uma
corte
corrompida
e
uma
administração
com
posta
de
preguiçosos
e
de
scelerados?
Se
o
acreditam,
enganain-se.
Não tardará
que
lhes
provemos que não
se
loca
impunen-
te
nos
direitos
e
liberdades
seculares
de
um
paiz.»
Decreto
com força de lei de
21
de
julho
ultimo:
«Um
governo
insensato,
coadjuvado
por
côrles
illegaes e
servis, decretou
a
sup
pressão
dos
fóros.
Vasco-navarros!
Os
Dorrigas,
Manzane-
dos,
os
Ulloas, os
Sagastas
e outros
fi
gurões
da
mesma
laia
devem
estar
satis
feitos.
Tinham-se
proposto
abaler
a
e
re
duzir
á
servidão um
povo
indomável,
no
bre
e
trabalhador
que jámais foi
ludibrio
de
infames
«condotlieri». Parece
que
al
cançaram
o
que
queriam.
A
lei
está
pro
mulgada; acabaram
as
duvidas
e
as hesi
tações;
os
foros
cessaram
de
existir.
Eo-
ram stipprimidos
da
maneira
mais
odiosa
e
mais covarde
pelo
fugitivo
de Lacar.
Mas
se
D.
Affonso e
os
seus
conselheiros
cuidaram
destruir
a
autonomia
do
paiz
vasco-navarro,
nós
lhes
demonstraremos
que
não
tem estatura sufliciente para
nos
arrancar
o sagrado deposito
que
nos
le
garam
nossos
paes,
que transmitliremos
intaco
a
nossos
filhos.
E
’
chegado o
momento
de
nos
aper
cebermos
para
a lucta:
essa
lei
só
pela
força
pode
ser
destruída.
Que ninguém
nutra
illusôes
a este respeito,
só
pela
for
ça
das
bayonetas
destruiremos
a
obra das
côrtes
A
pé,
vasco-navarros!
Em
face
dos
riscos
que
correm
as nossas
instituições
foraes
apaguemos
as
.mesquinhas differen-
ças
políticas
que
nos
dividem,
e
com
um
só
pensamento,
salvar
as
nossas
liberda
des,
unamo-nos
todos para
destruir
o
thro-
no
de
Affonso
XII.
A
junta
vasco-navarro
pede
que
todos
sacrifiquem
a sua
vida
ao
bem
da
causa
saneia;
que
cada
indivíduo
se
arme
de
uma
espingarda,
e
que
aquelles
aquém
os
recursos minguam
para
adquir
a
peçam
aos
mais abastados.
Acerca-se a
hora
su
prema.
O partido republicano
vae
sair
a
terreiro
em
todas
as
províncias
de
Hespa-
nha.
E’
mister
estarmos
promptos
para
essa occasião... fregoas
á
fraqueza
e
ao
egoísmo
!
Maldito
seja,
e
que
sobre
a sua
cabeça
caia
o
anathema
da
patria.
toda
aquelle"vasco-navarro, que
não
preste
con
curso
ellicaz
e
incondicional
á
obra
e
rei
vindicação
dos
lóros.
Maldito
seja
todo
aquelle
que não
sacrifique
todos
os seus
bens
á deíensa
da
causa
santíssima.
Que
Oil.
J.
M.
i«
JllCEOT.
0S
« ÃffiífflSS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUMEl
II
O
Purgatorio-trigueiro.
[Continuação]
«
17
de setembro.
»
Ha
sómente
dois
sentimentos
capazes
de
encher
toda
alma
de
um
mancebo:
são
elles
—amor,
e
am
bição.—
Careço
de
bases
para
desenvolver
qualquer
dos
dois
Para
mim
por
tanto
não
ha
felicidade
possível
:
é
horrível
a
vida
do
homem,
que
tem
um
coração
cheio
d
’
amor,
e
carece
de
quem lhe
acei
te
esse
sentimento
de
fogo;
que
possue
um
pensamento
repleto
de
nobre ambi
ção,
e
não
tem
azas
para
voar
ao
pon
to que
mira.
Disseram-me
um
dia,
que
eu
tinha
talento
e genio;
pois
sim
:
sup-
ponhamos.
que
se
não
enganaram:
te
nho
talento
e
genio,
mas
não
posso
dei
xar
a obscuridade;
porque
se
eu sahir
em
claro
dia, o primeiro que
me
encontrar,
pergunlar-me-ha
—
quem
és
tu?
—
e
eu
não
terei
uma
palavra
para
responder-lhe: te
nho
talento
e genio;
porém
se
amar
uma
mulher,
ella
ha
de
rir-se
de
minha
au-
dacia,
de
minha
loucura,
ha
de
zombar
do
pobre
que a
ama;
e
se
fòr
lambem
louca para
chegar
a
amar-me, terá
de
des
cer,
de
descer
muito
para
ir até
o fun
do
do
abismo, onde
a
sociedade
tem
pos
to em
auxilio
o homem
pobre.
Oh
1
é
preciso
pois
passar
pela
vida
sem
gozar
nenhum
d
:
esses
grandes
affecíos...
sem
ter
pae»,
que
me
abençoem
;
sem
ter
es
posa,
com
quem
me
identifique;
sem
ter
filhos,
em
quem
me
sinta
renascer.
Oh!...
só
!
sempre
só.
«
18
de
setembro.
»
Não
foi uma
visão,
meu
Deus?...
será
possível
que
fosse
rea
lidade?...
o
qne
em
mim
se
passou
no
dia
de
hoje,
o
que se
está
passando
ainda
agora,
o
que eu
lenho
na
cabeça,
o que
eu
sinto
no
coração
não
se
exprime...
não
se
descreve.,
não
é possível
;
mas
fi
ca
eternamente
impresso
n
’
alma.
«
19
de
setembro. »
Oh!...
era...
é rea
lidade
!
!
!
«
20
de
setembro.
»
Minha
mãe,
perdão
!
tres
dias
são
passados,
sem
que
eu
vos
desse
mais
que momentâneos
pensamen
tos:
foram
tres
dias
de embriaguez
ou
de
somno;
mas
emfim
eis-me
despertado.
Sim...
dormi,
porque
cheguei
a
esquecer-
me
de
minha posição e
de
minha
des
graça
;
em
castigo porém
aqui
estou
eu
agora
mais
desgraçado
que
nunca.
O que
eu
soflro...
as lúgubres ideias
que
me
fer
vem
no
cerebro,
não
serão
aqui
exhala-
das
:
não
!
eu
lenho
vergonha
do
que
sof-
fro
;
se
aqui
as
escrevesse, e
depois al
guém
a
meus
olhos
lesse
este
papel,
eu
creio
que
morreria
de
pejo.
E
iodava
eu
precisava
tanto
de
escrever!...
quando
se
tem
derramado
em
um
papel aquillo,
que
n
’alma
se está sentindo, o
coração
de
quem
soffre
como
que
fica
livre
de
um
pezo
enonne...
Eia
pois...
escrevamos
sem
pre...
um
nome
só... não
!
um
nome
não
:
bastam
duas
leltras
«—Ce
—»
Com
essas
duas
leltras
tinha-se exacta-
menle
terminado
a
pagina,
de
que
copia
mos
os
anteriores
pensamentos
Cândido
havia
parado
de
escrever;
e
provavelmente,
sem
querer,
adormecera
com
o rosto
cabido sobre
o
papel,
e
os
lábios sobre
aquellasg duas
leltras
—
Ce
—.
E
’
possível que
o
seu
ultimo pensa
mento
da
vigiiia fosse
o
dar
um
beijo
nas
duas
leltras,
que
pareciam
ser-lhe
tão
ca
ras.
Prolongou-se
o
dormir
do
mancebo
até
quasi
o
amanhecer
;
hora,
em
que, como
se
o proprio
coração
o
despertasse, er
gueu-se
elle
rápido,
e
foi
até
á
fresta,
que
havia na
janella do
lado
direito.
A
noite
ainda
não
se
linha
de
lodo
dissipado.
—
Ainda
é
cedo
;
disse.
Mas
ficou
no
mesmo
logar,
olhando
pela
fresta
;
e dir-se-hia,
que
esperava
vèr
d
’
alli
cahir
sobre a
terra
o
primeiro
raio
do
sol.
Pela
fenda
da
janella,
a
que
Cândido
se
chegara,
e
onde
permanecia,
devassa
va-se
quasi
todo
o
jardim
do
Ceo-côr-de-
rosa
:
ao
fundo
d
’esta
via-se
um pequeno
e
grandioso
caramanchão
coberto
de tre
padeiras
de
mil
especies.
As
auras da
madrugada
entravam
pe
la
fenda
da
janella
do
solão
empregnadas
de
mil
embriagadores
perfumes,
como
o
bafo de cem
anjos, que
a
um
só tempo
respirassem.
A
’ luz incompleta
e
duvidosa
do co
meçar
do
dia,
tinha
succedido
essa
outra,
que acompanha
o
primeiro
rubor
do
orien
te,
que é
como
um
sorrir
de
saudação
e
de
amor,
que
o
sol oílerece
á
terra.
De
repente
Cândido
estremeceu
da
ca
beça
até
os
pés
;
inclinou-se
para
diante,
e
sua perna
direita recebeu
todo
pezo
de
seu
corpo
:
operou-se
então
em
seu
sem
blante,
e em
todo
elle.
uma
mímica
ex
pressiva
e
eloquente;
os olhos
vivos
e
animados
pareciam acompanhar
um
unico
objecto
com
olhar
apaixonado,
ardente
e
cheio
de fascinação
magnética
;
rubor
fe
bril
embellecia-lhe
as
faces...
suas
nari
nas
se
dilatavam
pouco
a
pouco;
a
boc-
ca
entreaberta
deixava
passar
sua
respi
ração
suspirosa
e
comprimida,
e
ao
mes
mo
tempo
sua
mão esquerda
apertava
o
peito
no
logar
do
coração,
que
palpitava
forte
e
frequente,
como em
uma
hora de
perigo
: tremor
nervoso,
porém
leve,
agi-
I
tava-lhe todo
o
corpo.
Tudo
isso
era a
alma
virgem
de
um
joven,
que
por
suas
mil
boccas saudava
a
apparição
de
uma
mulher
formosa
Com
eífeilo
abrira-se
uma
pequena
por
ta,
que
do
Ceo
côr-de-rosa
deitava
para
o
,ardim,
e
uma
mulher
tinha-se
misturado
com as
flores
Era
uma
moça
de
dezeseis
annos.
Mer
cê
da hora e
do
logar,
vinha
ella em
li
vre
desalinho:
vestia
um
vestido
azul
cla
ro,
leve,
de
mangas
curtas, e comprido,
como
é
inoda
ainda
hoje: cabellos
casta
nhos
quasi
pretos
cahiam
bastos,
longos
e
ondeados
até
um
palmo
do
chão
de
mo
do
a
fazer
inveja
a
essas
Gregas,
de quem
falia Gemelli;
sua
fronte
era
branca
e
isa
;
seus
olhos
azues
e
bellos,
como
os
das
mais bellas
mulheres
do
Norte
:
fu
gitivo
rubor
lhe
assomava ás
faces:
for
mavam
sua
bocca breve
e
ornada
de
lin
díssimos
dentes
dois
lábios
húmidos e
ru
bros, como
o
bico
de
uma
trocaz
:
seu
nariz
era
bem
feito
como o
das
beldades
da
Circassia;
e
a
seu
collo
altivo
e
bran
co como
a
neve,
seguia
um seio
alvo...
palpitante...
perigoso
de
se
contemplar..
Delgada
e
graciosa
como
a
palmeira
de
nossos
bosques,
essa
moça
com
cintura
de
Giorgiana,
com
suas
mãosinhas deli
cadas
e finas, com
seus
pés
de
menina,
com
todas
as
suas
fôrmas
mimosas
e
pu
ras,
mostrava-se
verdadeiramente
encan
tadora.
'Era
uma.d
’essas
bellezas
delicadas
e
flexíveis,
a
quem
um
homem
apertaria
a
mão
muito
de
leve, e
leria
ainda mes
mo
medo
de
haver
oílendido
seus
brandos
tecidos;
a
quem um esposo
beijaria
no
rosto
com
a
ponla
dos
lábios, temeroso
de
desbotal-a
com
o simples
toque
d
’el—
les;
era
um
d
’esses tipos de brandura
delicado
e
fino,
como
uma
violeta,
um
hya-
cinlho
ou
uma
pétala
de
rosa.
Era
a
Bella
Orfã.
(
Canlinàa)
nossas
mães,
nossas
esposas,
nossas
filhas,
todas
as
matronas
vasco-navarras
nos re
neguem
e
amaldiçoem se
deixamos
appli-
car
a
iniqua lei
e
não
combatemos
co
mo
bons
e
dignos
patriotas
até
á
morte
ou
á
victoria.
Este
appello
mostra
eloquentemente
quaes
os
sentimentos
que
animam
os
po
vos
das
provincias
vascas,
e
quão
terrí
vel
será
a
lucta
por
elles
empenhada.
Infeliz
Hispanha
!
----
-
Afnilu
n v»n«lalica
desaioliçR©
da
jií0eateãr«»
d© Santa
Cruz, de
Coimbra.
A
«Nação» publica
uma
nova
carta
do
grande
poeta
João
de
Lemos,
seguida
d
’
uma
outra
ácerca
da
demolição
do
mos
teiro
de
Santa
Cruz,
de
Coimbra,
acto
estúpido
contra
o
qual
fomos dos
primei
ros
a
protestar
com
toda
a
energia.
As
cartas
alludidas
vão
transcriptas
em
seguida:
Quinta
d’
Anta
6
d
’outubro
de
1876.
Meu
Caro
D.
Jorge.
A
justa
indignação
pelo
vandalismo
municipal
de
Coimbra,
manifestado
na de
molição
do
famoso
Mosteiro
de
Saneia
Cruz
d
’aquella
cidade,
rebenta
espontânea
de
todos os corações
generosos
da
nossa
terra.
Nenhum
deixa
de
se
sentir
ferido
por
essa
azagaiada de Cafres, e
todos
se
con
frangem
de vêr
como
hoje
as
mãos
es
tultas
de
rapazio
bravo
se
deleitam,
ras
gando
impunemente,
em
seus brincos, as
folhas
mais
bellas
e
venerandas do
livro
da
nossa
veneranda
e
bella
historia.
Muitos
teem
desafogado
em
clamores
nos
jornacs,
outros
desabafam
em
cartas
parlicuaçes.
Enire
estes últimos,
menciono
honro
samente
o meu Primo
e
exceliente
amigo
A.
de
Sousa, que
me
escreveu
a
carta
que
aqui
junto
por
copia,
e
que,
sem
ser
destinada
á
imprensa,
eu
tomo
a
liberdade
de remeller
para
esse
fim.
Mas
teem
maus
fígados
os
selvagens;
nenhum brado
os
detem; nenhum
desa
bafo
os
envergonha.
A picareta
munici
pal,
tão
abalisada
como
a
sua
penna,
é
cega
o
surdamente
pertinaz,
contumaz
e
inexorável.
Embora!
Levemos
a nossa
causa
ao
tribunal
da
posteridade,
que
nos
julgará
a
nós
e
a
elles.
Ah
!
como
vem
de
molde
para
estes
barbaros
de
Coimbra,
para
estes
bastar
dos
de
civilisação
em
1876,
os primoro
sos
artigos
do
snr.
A.
Herculano
no Pa
norama,
de
1838
e
39,
ácerca da
guerra
feroz dos
demolidores
a todos
os
monu
mentos,
que
faliam
de
Deus
ou da
Pa-
tria
!
São
vários
e
extensos,
mas
talvez
lhe
mande
ainda
alguns
exceiptos.
que
con
virá
talvez
divulgar,
hoje,
escudados
e
au-
thorisados
com
aquelle
tão
illustre
no
me.
Por
agora,
termino já
com a
carta
a
que
me
acima
refiro.
J.
de
L
emos
.
«Meu
Caio
João
de
Lemos:
«Acabo
de
vêr
na «Nação
uma
pequena
correspondência
lua
ácerca
da demolição
do Convento
de
Sancta
Cruz,
em
Coimbra,
e
bem
desejara
que
continuasses
a
clamar
contra
similhante
barbaridade.»
«Estive
alii
ha
poucos
dias
(pois
fui
procurar
casa
para
meu filho)
e confesso-
te—
que
me
horrorisou
e encheu
de
indi
gnação
um
tal
vandalismo:
è
então
não
se
contentam
aquelles
malvados
com
ar
rasar
o
convento,
estão
ao
mesmo
tempo,
ftoh
!
que
não
sei
de
nojo
como
o
ante
!»)
estragando
as cantarias
do
interior
do
templo,
caiando umas,
pintando,
ou
antes
emporcalhando
outras,
e
cobrindo
algumas
de
tosca
argamaça,
como
já fizeram
ás
do
Sanctuario,
e
aos
tunmltos
de D. Aífonso
e
de
D.
Sancho,
cujos
vultos
ou
figuras
de
pedra
pintaram
ou
sujaram
d uma ma
neira
que
faz horror!»
«Eu
não
suppunha
que em
Coimbra
se
fizesse
isto;
que
se
praticassem
taes
mons
truosidades
!»
«E’
incrível
!
E por
aqui
se
deixa
vêr
o
miserável estado
de
degradação
a
que
chegámos
!»
«Peço
te,
pois
que
levantes
de
novo
a
tua
voz
auctorisada
contra esses
crimes
de
leso
patriotismo
e
de
leso
gosto.»
«Ò
elegante
púlpito
lá
está
já
tsca-
mente
caiado.»
«Declaro-te
que
me
irritou
aquillo
por
tal
forma, que lá
mesmo,
ralhei
contra
similhante
porcaria,
e sahi
incommodado.»
«Adeus;
não
quero
massar-te
mais;
desculpa-me, e
acceita
etc.
«Teu do C.
«A.
de
Sousa.
«Quinta
da M.
29
de
setembro
de
1876.
33L.®
AT
H?
SS
.Ak.
< J
/W.
coarsuMATim
esti
Silencio! tudo
são
dorres.
Tudo
s’
envolve
em
tristeza.
—
Astros
cheios
de
belleza
Perderam
brilhante
luz!
Agora....
lagrimas
tristes,
O
o
7
De
dôr
acerbos
gemidos,
E
mil
prantos
doloridos
Pela
morte
de
Jesus
!
—
No
trophéo
sanguinolento
Está
em
ancias
de
morte.
Aquelle
quê
deu—
a
sorte,
Para
salvar
sua
grei.
—
Silencio!
que
aos
pés
da
cruz.
Pranteia
a Mãi extremosa.
—
Naquella
cruz
sanguinosa
Pende
a
cabeça
de
um
Rei.
Oh
!
que quadro pezaroso.
Cheio
de
magua
e
de dôr,
Vêr
um
povo
em
tal
furor
Contra quem
tanto
o
queria.
—
E
no
meio
do
tumulto
Da
populaça
maldita.
Não
se
ouvia a
voz
afflicta
Da santa
Mãi
—
de
Maria
!...
E
Elle, o
manso
Cordeiro
No
meio
das
suas dôres
—Seus
olhares
bem
feitores
Se
dirigiam
aos céos
Suaves
e
compassivos,
E
.a
santa
Mãi
abraçada
Aos
pés
da
Cruz
adorada,
Chorava
pelo
seu Deos.
—
E hoje,
fieis
chrislãos,
Recordai-vos
desse
dia,
Dessas
dôres
de
Maria
Pelo
Filho
abençoado,
Ide
ao altar
junto
a
Elle
Confessai-vos lernamente,
E rogai
ao
Deos
Clemente
—
Perdão por
todo
o
peccado.
Silencio!
tudo
são
dôres
Tudo
s
’
envolve
em tristeza,
Astros
cheios
de
belleza
Perderam
brilhante
luz!...
—
Agora lagrimas
tristes,
Partidas
do coração
Derramai
pela
paixão
Do
nosso
amado
Jesus
!
M.
J
orge
R
odrigues
.
Taubaté,
Abril de
1876.
UZHILIi
Óptima
deliberação.—
No
sabba-
do,
7,
negocios,
cuja
especificação
a
nin
guém interessa,
nos
chamaram
ao
Paço
Ar-
chiepiscopal.
Ao
transpormos
a
primeira
portada
de
parou-se-nos
um
grupo
de
pessoas,
que,
pelo
concurso
das
circumstancias,
não
po
dia passar-nos
despercebido.
Eram
o
rev.mo
snr.
conego Coutmbo,
aclual
director
do
collegio
dos
orfãos,
um
professor,
um
or-
fão
e
um
creado
do
mesmo
collegio,
so
braçando
um
volume
bem
acondicionado,
cujas
apparencias
denunciavam
u.m
quadro
encaixilhado.
Satisfeitos
os
cumprimentos
que
a
cor-
tezia
prescreve,
aguilhoou-nos
a
curiosida
de,
e
como
que nos
forçou,
a
inquirir
o
porquê
d
’
aquella
reunião;
sendo
certo
que
o que
mais
nos
impressionou
e
despertou
a
attenção,
foi
vermos
que
o
orfão,
que
alii
eslava,
não
vestia
o habito
do
seu
collegio,
mas
trajava
exactamenle como
os
collegiaes
de S.
Pedro,
isto
é,
barrete
e
cabeção
ecclesiaslicos,
batina
de
panno
preto
com murça
da
mesma
fazenda
e
côr,
meias
pretas e sapatos
com
fivelas.
A
novidade
do
caso punha-nos diante
dos
olhos
um problema,
cuja resolução
era
para
nós impossível.
Anciosos
de sa
ber,
pedimos
a
chave
d
’
elle;
deu-nol-a
o
mesmo
snr.
director,
e
o
mysterio
des
vendou-se.
Pela
narração
que
o
mesmo
snr.
obse
quiosamente
nos
fez,
ficamos
sabendo
que
em
novembro
do anno
preterito,
tendo-se
reunido
em
sessão
a
commissão
que
admi
nistra
o
collegio,
o
ex.
me
e
revd.
m''
snr.
D. João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
seu
presidente
nato, propoz
e
a
commis
são
acolheu
com
unanime
applauso,
que
quando
d
’
entre
os
orfãos
algum
appare-
cesse
revelando
notável
aptidão
para
a
cultura
das letras,
sobresaindo
pelo
seu
comportamento
irreprehensivel
e mostran
do vocação
para
o
estado
ecclesiaslico,
proseguisse,
depois
de
examinado
em
in-
slrucção primaria,
o
tirocínio
escolar
no
seminário
de S.
Pedro,
para
onde passa
ria
a habitar,
satisfazendo
o
collegio
todas
as
despezas,
como
qualquer
outro
porcio-
nista, estendendo
se
o
beneficio
a
pagar
a
isempção
do
serviço
no
exercito
e
a con
stituir
o palrimonio para
haver
de
se
or
denar.
De
tão
assignalada
mercê
foi
julgado
digno
o
orfão
a
que
nos
temos
referido.
O rev.“
‘o
director
ia
desempeifhar
o
papel
de um bom pae,
pois
ia
apresentar
ao
snr.
arcebispo o referido
orfão
para
este
lhe
agradecer
a
tão
eflicaz
e
valiosa
protecção
de
s.
exc.a
revd.
ma
,
implorar a
bênção
archiepiscopal
para
encetar,
pro-
seguir
e
terminar
com
vantagem
a
car
reira
litteraria,
e
ao
mesmo tempo
offer-
tar-lhe
um
bem
acabado
trabalho
de
de
senho exculado
por
elle
mesmo
na
res-
pectiva
aula
no
collegio,
em cujo
verso
;-e
lê:
Ao
Ex.
“
‘
°
e
Rèvd.
mo
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Coadjutor
e
futuro
Successor
de
Praga,
offerece
este
seu
humilde
trabalho
F.,
alum-
no do Collegio dos
Orfãos de
S.
Caetano.
(Não
asseguramos
que
sejam
rigorosamen
te
textuaes
as
predictas
palavras,
porque
citamos
de
memória;
mas o
pensamento
é
aquelle;.
Este trabalho
reprepenta
a
cabeça
de um
apostolo,
desenhada
a
crayon
e
copiada
de
originai
a
oleo.
A
estampa
é
circumdada
de
caixilho
de
madeira
dou
rada
de
gosto
singelo
mas
elegante.
Agora
dê-se-nos
licença
de,
em
pou
cas
palavras,
manifestarmos
os
nossos
sen
timentos. A
medidi, adoptada
pelo
ex.
1110
e
revd.
“‘°
snr.
arcebispo
e recebida
com
applauso
pela
ex.
llla
commissão,
é,
quanto
póde
ser.
exceliente,
e
merece
os gabos
mais
enthusiasticos
das
pessoas
intelligen-
tes
e
pensadoras.
Na
verdade não
são
incompatíveis,
não
se
hostdi-am
a
pobreza
e
o engenho; e
a
experiencia
de
lodos
os dias
nos
ensi
na
que muitas
vezes
nascem no
mesmo
berço,
vivem
a
mesma
vida
e
expiram
em
fraternal
abraço.
A
’
sombra
melancólica
da
miséria
lam
bem
medra
a arvore
robusta
do
talento;
alravez
dos
andrajos
do
indigente
vastas
vezes
reluzem
virtudes
d
’um
coração
bem
formado.
Semelham
os diamantes
precio
sos
realmente estimáveis
mas
não
estima
dos,
porque
os
não
lapidou
o
cepilho
do
artista; são
como
a
boa
semente
que
não
póde ostentar as
riquezas
dos
seus
fruclos,
porque
é safaro
o
terreno
onde
está
ou
inhabil
a
mão
do
horticultor.
Quantos
talentos
nascem
vigorosos,
vivem
atrofiados
e
morrem
desconhecidos?
Quantas
luzes
se
accendem
mas
não
alumiam
por
falta
de
combustível
ou
por
que
em
vez
de
se
collocarem
no
alto
da
montanha
ficam
latentes debaixo
do
mo-
dio?
Assim
sendo
o
attestado
de pobreza
um dos
requisitos
necessários,
um
dos
documentos
indispensáveis
para
a
admis
são
ao
collegio
de
S.
Caetano,
não é
para
estranhar
que
em
algumas
creanças
que
para
alli
entram
para cobrirem
sua
nu
dez,
saciar
a
fome e
nutrir
o
espirito,
appareçam
os
germes
do
verdadeiro
talen
to,
que
desaproveitado, seria thesouro
escondido,
mas
que,
cultivado,
prometia
abundante
messe
de
sazonados
fructos
que
saborearão
a
seu
tempo
a
religião,
a
pa-
tria,
a
humanidade
inteira.
Por
isso
julgamos
acertadissima
esta
medida
do
ex.
‘no
prelado,
e
para
desafogo
do
nosso
coração
consinta
s.
exc.
a
revd.
,na
que
lhe
enderecemos
nossos
cordeaes
elo
gios,
bem como
aos
outros
dignos
mem
bros
da
commissão,
porque
como é
claro,
não
póde
subir-se
mais
alto
na
escala
da
caridade.
Subtrair
á
tyrannia
da
íome,
arrancar
das
garras
da
miséria
(e
muitas
vezes
da
escola
dos
maus exemplos
e
do
vicio)
uma
creancinha
sem
amparo, ves-
lil-a,
alimenlal-a,
leval-a
como
pela
mão
atravez
da
escabrosa
senda
da
vida,
for
tificar-lhe
a
intelligencia
com o
pão
nu
triente
da
verdade,
formar-lhe
o
coração
com
as
sãs
noções
do
bem
c
da
moral,
rodeal-a
de
vigilância e
de cuidados para
que
a
não
empeste
o
contagio do erro,
desenvolver mais
e
mais
as
suas
faculda
des,
dilatar-lhe
o
âmbito de
sua compre-
hensão,
enriquecer-lhe
o
espirito
com
pro
visão
abundante
de
ideias
escolhidas,
guial-a
na
investigação
de conhecimentos
de
mais
elevada
esfera,
mettel-a
de posse
do
ministério
mais
nobre
e
mais
sublime,
coroal-a emfirn com
a
corôa
do
sacerdó
cio
para ser
util
a
si
e
aos
seus
simi-
Ihanles,
e
isto
sem
indemnisação
de
gas
tos,
mas completa
e
absolutamente
gra
tuito,
é
a
ultima
expressão
da caridade.
Que
mais se
póde
fazer?
bsua
dos
iPellatsseis.
—
Recebemos
a
seguinte
carta,
cuja
publicidade
nos
pe
dem:
Snr.
redactor.—
Não
venho occupar-me
com a má construcção
da
rua
dos
Pel
lames,
matéria
mui
debatida
já
por
toda
a
cidade
e
peia
imprensa.
Se
a camara
não pretende
remediar
os
males,
que
da
sua
má
administração
resultam,
é
porque
deseja
que
alli
fique
um
teslimunho
do zêlo e
empenho
com
que
tem
sabido dirigir
os
negocios
do
município.
E
a
rua
dos
Pellames
attestará
alta
mente aos
vindouros
a
justiça
com que
clamamos contra os
actuaes
vereadores.
Hoje, snr.
redactor,
limito-me
unica
e
exclusivamente a
chamar
a
attenção
de
v. para
o
péssimo
estado
em
que
se
acha
a
mesma
rua
para
transito
A
entrada
d’
esta
rua
está
complelamente
obstruída
de
pedias,
escavada,
e
cheia
de
atoleiros
e~ precipícios,
e
o resto
da
mesma
rua
não
se acha
em melhores
condições. Isto
dilliculta
em extremo
a
passagem
não
só
dos
transeuntes,
mas
sobretudo
dos
car
ros
para
os
quaes
corre
grave
risco;
e
alguns
funestos
casos
já
temos
presèn-
ceado.
Acontece,
pois,
que
os
moradores
da
rua
dos
Pellames
além
de
ficarem com
uma
rua
péssima,
e
terem
já soffrido
com
ella
bastantes
prejuízos, vêem-se
em estado
tal,
que
luclam
com
grande
difliculdade
em
lazer
conduzir
a
suas
casas
os fructos
do
S.
Miguel.
Se
as
obras
fossem
zeladas
devidamente
pelo
respectivo
vereador
do pelouro,
po
diam
os
trabalhos
estar
muito
adiantados
e dentro
em
pouco
achar-se nos
casos
de.
facilitar
livremente
o
transito;
porém
ha
um
anno
que a tal rua
se
deu
principio,
e
apenas
se
acha
prompto
o
aqneducto,
e
um
lance
de
passeio
da
Conceição
até
á
bocca
da rua.
E
assim
continuarão
a
correr
as
cou
sas
em quanto
estiveram
só
á
disposição
do
empreiteiro,
e
em
quanto
a
camara
o
não
mande
abreviar
uma
obra
de tanta
utilidade e
interesse.
Os
negocios
do
município
dormem!
O
bem
publico
é
olhado
como
cousa
indiffe-
rente,
e sel-o-ha
em
quanto
tivermos
edis,
que
só pretenderem
os
logares
que
oc-
cupam
para
fazerem
política.
O
que
interessa
mais
que
tudo,
e
que
se
torna urgente,
é
numero
de
compa
dres.
pois
são
os
que
um dia
hão
de
acudir
á patria
quando
estiver
em
perigo.
Peço
a
v.
que examinando
attentamete
a
verdade
com
que fallo
ácerca
da
rua
dos
Pellames,
faça
ver
isto
mesmo
á
aclual
camara,
porque
se
até
agora tem
feito
ouvidos
de mercad-r.
ha
um
dictado
que
muitas
vezes
sae
certo:
—«tanto
dá
a
agua
na
pedra
que
a
faz
amoilecer».
—
P.
Saílía
Miaria Magdalena.—Na
tar-
pe
d’
honlem
foi
conduzida
da
capella
de
S.
João
da
Ponte
para
a
'da
Misericórdia
a devota
Imagem
de
Santa Maria
Magda-
lena, que se
venera
no
alto
do
monte
da
Falperra.
Está
neste
ultimo
templo exposta
á
ve
neração
publica,
afim
de
impetrar
do Omni
potente
que
o
tempo
melhore,
porque
a
invernia
que
tem
feito
prejudicou
e
alrazou
immensamenle
as colheitas.
Cavalheiro
«S’s ndeastria.
— Con
tinua
activamente
nas
suas
gentilezas
o
cavalheiro
de
industria
a
que
ha
dias
nos
referimos.
Na
sexta
feira
passada,
aproveitando
a
ausência
do
snr.
coronel
Talaia,
entregara
á
familia
d
’
este
cavalheiro
um
bilhete
con
cebido
nos
seguintes
lermos
:
«III.mo
snr.
—
Resto
da
conta,
1:009
reis.
—
Lourenço».
Inlelizmente,
porem,
para
o Lourenço,
o
snr.
Talaia
linha
dado
ordem
para
que
não
pagassem
qualquer
quantia
de
conta
que
não lhe
fosse
apresentada.
Em
seguida
a
este
desapontamento,
o
industrioso
sugeito
dirigiu-se
ao
snr.
major
Motta,
morador
a
S. Vicente,
ao
qual
se
apresentou
intitulando-se
sobrinho
do
snr.
Talaia,
e
que
nessa
qualidade
pedia
algu
ma coisa,
porque
desejava embarcar
para
o
Brazil.
Ahi
foi-lhe
um
pouco
mais
pro
picia
a sua
estrella,
e
tel-o-ia sido
muito
e
muito
mais,
se
não
fossem as
suspeitas
que
a
sua
pessoa
incutira
no animo
da
es
posa
do snr.
Moita.
Novamente
pomos
a
policia
e
o
publi
co
de
sobreaviso.
Algazarra
inigvipportnvel.—
Em
a noite
d
’ante-hontetn
para honlem
uma
troupe
de
sncios andou por
algumas
ruas
da
cidade
fazendo
uma algazarra
insupportavel,
ao
som d
’uma banza
destemperada, e
in
fernal.
Será
muito
divertido
e muito
bonito
;
mas
nem
porisso
deixamos
de
suspirar
pela
intervenção
da
policia
em
tal divertimento.
íHigsa de requiem. —
No
sabbado,
14
do
corrente, celebrou-se
na egreja
de
S.
João
do
Souto
uma
míssa
de
requiem
para
suílragar
a
alma do
revd.p padre
Joaquim
José
de
Magalhães,
fallecido
a
14
de
outubro
do
anno
passado.
Homem
ho
nesto
e
honrado,
a
sua
morte foi
geral
mente
sentida,
e
hoje
ainda
os
seus
ami
gos
dirigem
preces
ao
Altíssimo
pelo
eter
no
descanço
de
sua
alma.
a
«worboJeti»».
—
Beappareceu
anle-
iiontem
este
periodico
litlerario,
que sus-
pendêra
temporariamente
a
sua
publicação.
Vem,
na
verdade,
muito
melhorado
tanto na
parte
material,
como
na litleraria.
Todos
os
seus
collaboradores
são já
conhecidos
e
apreciados
no
mundo
das
lettras.
Apreciamos devidamente
a
visita
des
te
lindo
semanano.
BSeetificação.
—
Em
a
noticia
que
demos
em o
n.°
precedente
acerca
da
che
gada
e partida
do nosso
amigo, o
exm.°
dr.
Antonio
Bernardino
de
Menezes,
onde
se
lê
=
decano
da
Universidade
de
Coim
bra,
—
leia-se
=
decano
da
faculdade
de
Theologia.
na
Universidade
de
Coimbra.
Epidemia.—
Refere
o
«Jornal
de
Vi-
zeu:
»
«Ha
talvez
um
mez
que
na
freguezia
de
Silgueiros
começou
a
apparecer
uma
febre
maligna,
que tem
atacado
grande
numero
de
pessoas.
Parece,
comtudo,
que
as
aucloridades
locaes
não
têm
até
hoje
dado conta
d
’
esse
estado
de
insalubridade
áquelles
que .podiam
providenciar!
E
’
cer
to
que
não
consta,
que
supeormente
haja
conhecimento
da
epidemia.
Só
ante-hontem soubemos
d'essa
des
graça,
porque
nol-o
fez
constar
uma
pes
soa
que
tem
família
em
Salgueirbs
affe-
ctada
da epidemia.
Já
é
desleixo da
parte
dos
que
devem
ter
reclamado
providencias
!
Crêmos
que
a
camara
e
o snr.
dele
gado
de saude
hão
de
procurar
todos
os
meios
para
fazer
debellar
aquelle
mal
ou,
pelo
menos,
para
minorar
as suas
terríveis
consequências.
TeanperaSssras
extremnz obaer-
gíoitío.
—
Foi
no dia
21
de
ja
neiro
de
1873,
em
Lakoutsk,
na
Sibéria
Oriental,
que
se
verificou,
diz
o
snr.
Cha-
vanne, a
mais
baixa
temperatura
que
o
nosso
globo
tem
sentido.
N’
esse
dia,
um
mercador
russo,
Severow,
veriticou
59.°,
50.
Um
medico
militar,
Middendorf,
aflir-
mou
ter
observado
em
um
dia
de frio
63.°
n
’
essa
mesma
Sibéria,
onde muitas
vezes
o
mercúrio íica
gelado
durante
mezes
in
teiros.
«Então,
diz Middendorf
o
viajante
da
Sibéria,
o
mercúrio,
feito
metal,
é
traba
lhado
ao
martello
como
o
chumbo,
o
fer
ro
torna-se
quebradiço,
os
machados par
tem-se
como
o
vidro,
quando
u
’
elles
se
pega; não
se
póde
contar
a
madeira;
pa
rece
que
o
mesmo
fogo
gela,
porque os
gazes
que
o
alimentam
perdem
o
seu ca
lor.»
No
inverno
de
1819-1820,
ainda
na
Sibéria,
não
se
podia
sair
á
rua sem
uma
mascara,
soji pena
de
perder o
nariz
ou
as
orelhas.
Não
é sómente
debaixo do
equador
que
os
calores
são
extremos.
Os
fornos
da
terra
são
o
norte
e
o
leste
do
Sahara,
as
faldas
do
Hymalaia,
o valle
do
Ganges
sagrado,
os
sleppes
sem
fim
do Afghanislan
e
da Bulkaria.
Os
máximos observados
foram
de
55
graus
na sombra,
de
70
graus
ao
sol.
«Por
que,
diz
o
provérbio
alghan,
creasle
o
inferno, ó
Allah?
Já
não
linhas
creado
Ghaznan ?»
Entre
a
temperatura extrema
em
ple
no
sol
e
o
extremo
frio a
distancia
é
de
125
a
130
graus.
Ora,
o
homem,
ajudado
pela
sciencia,
supporta
egualmente
esses
dois
extremos.
A
exposição de
E
*
E>i5a<5©Ip5»;ss.
—
Uma correspondência
recebida
de
Phi-
ladelphia dá
as
seguintes
informações
com
relação
ao
modo
como
tem
sido
aprecia
dos
os
productos
porluguezes
n
’
aquella
ex
posição,
diz
0
«D.
da
Manhã».
Uma
grande
parte
dos
objectos
tem
attrahido
a
attenção
do
publico.
A
collec-
ção
dos
objectos
de filagrana detem
sem
pre
um
publico
numeroso.
As
louças
de
barro
foram
immediatamente
compradas
ao
sairem
das caixas; as
figuras
de
costumes
nacionaes,
alem
de
lerem
sido
todas
com
pradas,
tem
sido todos
os
dias
muito
pro
curadas.
Um
negociante
promptificou-se
a
receber todas
as
que
lhe
forem
enviadas.
Um
indivíduo pretende
estabelecer
alli um
commercio
d
’
aquelle
genero, e escreveu
para
0
Porto
n
’
esse
sentido.
As
louças
das
Caídas da
Rainha
tem
tido
igualmente
grande
procura,
e
agora era
occasião
pro
picia
para
os
expositores abrirem
alli
0
seu
commercio.
Também
tem
tido
grande
venda os
ob
jectos
de
oiro.
Tem
sido muito
apreciados
os
nossos
tecidos
de lã. linho
e
algodão.
Tem
produzido
constante
admiração
os
objectos
de
madeira,
expostos
pela associa
ção
commercial.
Beeeneiamentn na Imlin.—
Se
gundo
0
ullitno
recenseamento
feito, 0
im
pério britannico
na
índia,
abrange
uma
população
de
190.563
000
habitantes, re
partidos
por
uma
superfície
de 904:000
milhas
inglezas
quadradas.
Cada
milha
qua
drada
dá
abrigo
a
211
habitantes,
distri
buídos
por
41
casas.
Contando
os
estados
feudatarios,
a superfície total
da índia
é
de
1.450:000
milhas
quadradas,
e
a popula
ção
de
238.830:000
almas.
Em
Inglaterra,
a população
por
milha
quadrada
é
de
422
habitantes.
As
cidades
da
Índia
mais
populosas
são:
Calcutá,
que
conta
795:000
habitantes,
não
contando
os
dos
arrabaldes
cujo nu
mero
se
eleva a 100:000;
Bombaim,
644:000; Madrasta,
382:000;
Lucknok,
285
mil.
Na
metropole,
as
cidades
mais popu
losas
depois
de Londres,
não chegam
a
contar
tantos
habitantes
como
as
mais
populosas cidades
da
índia.
Assim
Men-
chester
e
Birminghan,
não
contam
mais
de
350:000
habitantes
cada
uma
á
sua
parte:
Leeds
e
Sheffield,
250:000.
Classificados
segundo
a
religião
que
pro
fessam
os
habitantes
da
índia
Ingleza,
di
videm
se
em
140
milhões
e
meio
de
hin
dus,
incluindo
os
sicks,
40
milhões
e tres
quartos
de
mahometanos,
e
9
milhões
e
um
quarto
pertencentes
a outras
crenças;
taes
como
0
budhismo,
0
Chrislianismo,
o
judaísmo,
etc.
O
numero
de
europeus
é
apenas de
250:000,
pela
maior
parte
empregados
do
governo.
Os
diversissimos
idiomas
fallados
pelos
naluraes são
perto
de
23,
não
incluído
n
’
este numero
os
dmlectos, que são inu
meráveis.
Todavia
a
diversidade
das
línguas
não
é nada
em comparação
da
diversidade
das
castas.
Só
nas
províncias
de
noroes
te,
contam-se
307
castas
diflerentes,
ca
da
uma
com
seu
nome
particular, seus
usos,
e
ás
quaes
é
defeso
cruzar-se
com
estrangeiros
011
com
outras
castas.
Em
Bengala
0
numero
das
castas
eleva-se a
1:000;
Ouçam
—O
padre Chalmeton,
mis
sionário
em
Alger,
acaba
de
publicar
um
trabalho
interessante
acerca
de
Monsenhor
Lavigerie.
Resulta
desses
documentos que
0
Arcebispo
de
Argel
creou
20
estabele
cimentos
de
educaçao
para
os
orfãos
ara-
bes,
que
elle
recolheu por
occasião
da
fo
me
que grassou na Algeria:
auxiliam-no
n
’
essa
tarefa
qtiasi
duzentos
padres
e
irmãs
da
caridade.
Telegr«nMMias «5e ihssbi»a.—LIS
BOA
13.
—
Eoi
adjudicado
ao
snr.
Eiflcl
a
conslrucção
do
viaducto
de
Villa
Meã,
ao
snr.
Cail
a
dos
viaductos
das
Quebra
das
e
ao
snr.
Pablo
Sermenhas
as
pontes
do
Corgo
e
Pinhão;
uns
e
outras
na
linha
ferrea
do
Douro.
O
snr.
Happífen foi
nomeado
chefe
de
saude
na
província
de
Cabo
Verde.
Foi
assassinado
pelos
chefes
em
Lou-
renço
Marques
0
snr.
Raposo.
Foi
nomeado
governador
de
Mossame-
des
0 snr.
Fernando
Augusto
da
Costa
Cabral.
Veuderam-se
na
Bolsa
os
seguintes
fundos:
Inscripções
46,
/0,
46,65,
46,60, 46.
o0;
obrigações
prediaes
91
$000
reis;
acções
da
Caixa de
Credito
Industrial
10$000.
reis;
fundos
hespanhoes
11,60, 11,85,
12,00.
LISBOA 14
—O
«Diário»
contém
0
se
guinte:
Despachos
administrativos
e
de
mercês
honorificas, já
conhecidos;
portaria
louvando
os
fundadores
do
Asylo
de
Men
dicidade
de Ponta
Delgada;
despacho
con
cedendo
licença
por
40
dias
ao
conser
vador
do
registro
predial
do
Peso
daPRe
goa;
portaria
approvando
para ajudante
do
conservador
de
Oliveira de Azeméis, 0
snr.
Manoel
Marques
Nogueira
de
Amorim
Silva;
despachos
eflectuados
pelo
ministério
da
marinha,
já
conhecidos.
A
folha
oilicial
nada
mais
traz de
in
teresse.
O
transporte
«índia»
chegou
a
S.
Thia-
go
no
diá
2 do
corrente
mez,
sahindo
no
dia
3
para
S.
Thomé.
Nenhuma
ra-
são
existe
para
suppor
ter-se
perdi
lo.
Na
Bolsa
venderam-se
os
seguintes
tí
tulos:
Inscripções
de
assentamento
46,59,
46,60
e 46,64,
acções
da
Caixa
de
Credi
to
Industrial
10$000;
fundos
hespanhoes,
coupon,
1.°
semestre
12,88.
UIiTISIOS TEHjEMKAflVIlS BA
AitEHll
11
IV At»
CONSTANTINOPLA
12
—
São
as
se
guintes
as
condições
apresentadas
pela
Tur
quia
para
0
armistício:
Impedir
que
os servios
reoccupem
as
posições
actualmente em poder
dos
tur
cos.
Prohibição
da
introducção
de
armas
e
munições
na
Servia
e
Montenegro.
Prohibição
da
passagem
de voluntá
rios.
Prohibição da
Servia
e
Montenegro
coa
djuvarem
os
insurgentes.
BELGRADO 12.
—As juntas
de
Pans-
avitas
aconselham
á
Servia
que
regeile
0 armistício
de
6
mezes.
TchernaieíT
de
clarou
que
continuarão as
hostilidades.
Continuam
chegando
a
Belgrado
multidões
de voluntários
russos.
LONDRES
3.—O
lord
advogado
da
Es-
cossia,
E.
T.
Gordon,
disse
em
Glasgow
que
a Inglaterra é favorecer
a
paz mas
não
por
lodo
0
preço;
0
dever
da
Inglaterra
é
favorecer
a paz
mesmo
concedendo
0
seu
apoio
material
aos fracos quando
a
oppres-
são
é
muito forte.
MADRID
13
—
Chegou
hoje
a Madrid
a
mãe
do
rei, indo
ouvir
rnissa á
capella
da
Virgem
de
la
Paloma.
D.
Isabel
irá
de
tarde
á
Basílica
de
Atocha
onde
será
can
tada
uma
«Salve»
e
regressará
directamen-
te
ao
Escurial
pelos
boulevards
exterio
res.
Inaugura-se hoje
em
Madrid
0 instituto
de
ensino
livre.
Castellar pronunciará um
discurso.
MADRID 13.—
O
rei
e
sua
irmã
sahi-
ram
do
palacio real
em
carroagem
desco
berta,
a
qual
seguiu
pela
Calle
Mayor,
Puerta
del
Sol,
Calle de
Aicalá,
Prado,
até
á igreja
da
Atocha,
onde
se
está
can
tando a
«Salvé»,
a
que
assistem
D.
Isabel
e
seus
filhos;
as
infantas
iam em
outra
corroagem
logo após
da
que
conduzia
0
rei
e
sua
irmã.
ROMA
13.
—
Continuam
chegando
a
es
ta
cidade
peregrinos
hespanhoes.
O
papa
já
recebeu
0
arcebispo de Granada.
PARIZ
13.
—O
conde
Chaudordy,
actualmente
residindo
em
Pariz,
ignora-se
se
volta
a
occupar
0
seu
posto
de
em
baixador
francez
em
Madrid.
SÀÓE
À TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
0 uso da
delicio
sa farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
azxxsíon»
d’invariaveí auee®»®®
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á de
liciosa
Revalescière
que
cura as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia,
íle.
gma, arroios,
amargor
na
bocca,
piluitas-
nauseas,
vomilos,
irritação
intestinal,
dia<-
rhea,
duenteria,
cólicas,
tosse, athsma,
fal
ta
de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabeibe,
debilidade,
todas
as
desordens no
peito,
na garganta,
do
alito,
das
bronchites,
da
bexiga, do fíga
do,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
75:000 curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
3.
0
Pa
pa,
do duque
de
Pluskow,
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da Universidade
de
Cor-
dova,
etc.
etc.
Mr.
Livmgstone,
celebre
explorador
da
África
central, no
seu
relatorio
que
lez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de Londres
so
bre
a
sua viagem
diz:
,
«Os
habitantes
da
província
d
’Angola
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade,
ei-
«les
não precisam
nem
médicos
nem
pur-
«gantes,
0
seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalescière
que
Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tísica
pulmonar,
escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
diíliculdade
de
eva-
<cuar,
diarrhea, etc., etc.,
são
moléstias
«complelamente
desconhecidas,
como
tam-
«bem desconhecem
as
bexigas,
0
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Seans
de
Te-
jada,
doutor
da faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor-
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
0 uso
da
Reva-
lesciére,
obtive
na minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns,
clientes
residentes n
’
esta cidade,
lembran
do-me
0
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Atnelia
Gomes,
casada
com
um chefe
do exercito, a
qnal continua
a
melhorar
com 0
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a
parte,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de outubro de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe-
uinsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
è
kilo,
500
; de
Q,
kilo
800
rs
; de
um
kilo,
l$40O
reis;
de
2
*
/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$40O
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po-
iem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
KBevaBeseãès-e
eSioeoIatada;
ella
res-
titue
0
appettite,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que a
carne,
e’
que
0 chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha de
latadelO chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
1$400
;
da
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BAE&SAS
IJU RARRY
C.a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77 Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Ibisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto, rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
i?ors®,
J
Q
de
Sousa
Ferreira &
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto;
Desí-
ré
Rahir;
Coivnbrm,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro, F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
B»reeIloa,
Ramos,
pharm.;
Brsgn,
Pharmacia
Maia,
rua
dos Chãos,
Pipa &
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
duimarReot,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
Hel,
Miranda,
pharm.
;
Pont? do
Iiimt»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
I«<®-
v®» do
Vnrzisn,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Aftonso
e
Barros,
droguistas;
Vi58»
dw
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
Arrematação
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta comarca
e
cartorio
do
escrivão
Pessa, no
dia
29
do
corrente
mez,
pelas 10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial, largo de
San
to
Agostinho,
d
’
esta
cidade,
se
tem
d
’
ar-
rematar
os
moveis
e
propriedades
seguin
tes
:
Uma
commoda
de
pinho
louvada
em
l$500
rs.
Uma
dita
de
madeira
de
fóra
com
tres
gavetas
e
dois gavetões louva
da em 3$0t)0
rs.
Um
relogio de
salla
com
caixa
de
talha
louvado
em
15:000
rs.
Um
bahú
grande
forrado
de
couro
em
4$000
rs.
Um
aparador
de madeira de
fóra
em
3$0
00
rs.
—
Uma
catna
franceza
em
bom
estado
em
12$l)00
rs.
Seis
cadeiras
de
cerdeira
com assento de palhinha
em
3$60O
rs.
Um tapete
em
bom
estado
em
3$000 rs.
Um
camapé
de
cerdeira
com
assento de
palhinha
em
1$590
rs.
Uma
meza
de
cas
tanho
com
abas
em
2$400
rs.
Uma
mo-
rada
de
casas
de
um
andar
situada
na rua
da
Cruz
de
Pedra,
designada
pelo
n.°
89
de
natureza
allodial,
que
se
acha
lou
vada em
240^000
rs.
Outra
dita
de
dous
andares,
contígua
á mesma,
designada
pe
lo
n.°
90,
com a
mesma
natureza—
lou
vada
na
quantia
de
600$000 rs.
Outra
di
ta
contígua
á
mesma,
de
dous andares
designada
pelo n.° 91,
de
natureza
de
praso,
lonvada
em
413^000
rs.
E final-
naente
outra
dita
morada
de
casas
de
dous
andares,
conligua
ás
já
descriptas,
desi
gnada
pelo n.°
92,
de
natureza
allodial,
louvada
em
1:2000000
rs. Todas
estas
propriedades
são
situadas na
rua
da
Cruz
de
Pedra
d
esta
cidade,
e
a
presente
ar
rematação é
por
força
d’
execução
que
a
Gerencia
do
Banco
do Minho
move ao
executado José
Antonio
da
Cunha
Morei
ra,
morador na
dita
rua
d
’esta
mesma
cidade.
Braga
12
d
’oulubro
de
1876.
(4359)
O solicitador=
Torres.
ARREMATAÇÃO
No
dia
22
do
corrente
mez
d’
outubro
pelas
10
horas da
manhã,
no
tribunal
das
arrematações
judiciaes
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’
esta cidade
se
tem
de
proceder
á
arrematação
de
duas
moradas
de casas
designadas
pelos
n.os
29
e
30,
unidas
uma
a
outra,
sendo uma
de
dous
andares,
situadas
na
rua
de
S.
Vicente
d
’
esta
mesma
com
seu
quintal
e
poço
que
ambas
formam
um
só prazo
avaliadas
am
bas.
com
abatimento
de
todos
os
encargos,
na
quantia
de
9590350
rs.
Mais
uma
ou
tra morada
na
referida
rua,
com
suas
per
tenças
designada
pelos
n.
os 67 a
67
B,
e
pelo
lado
da
rua
de
Santa
Thereza,
outr
’
ora
da
Hispanha,
tem os n.
os
9, 10,
11,
12
e
13,
com
seu
quintal
e poço,
avaliadas
com
abatimento
de
todos
os
en
cargos
na
quantia
de 2:3970500
rs.
E
bem
assim
se
tem
d
’
arrematar
toda a
mobilia
e
ulencilios
da
loja,
que
foi
do
fallecido
Sebastião
Bamos
Barros
Pereira,
isto
por
força
dos
autos
de
falência
*
Toda
a
pes
soa
que
quizer
arrematar,
póde
compare
cer
no indicado
dia,
hora
e
logar.
Os
administradores,
Antonio
Manuel
Ayres
d'Oliveira
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro.
(4358)
AOS ARTISTAS, E AOS
CAI-
XE1R0S
Na
rua
do
Carvalhal,
n.°
4,
lecciona-
se
Instrucção
Primaria,
Portuguez
e
Fran-
cez,
ás
horas
que
forem mais
convenien
tes aos leccionados.
MUDANÇA
João
José
Vieira
da Si'va,
mudou
o
seu
estabelecimento
de
mercearia,
que
tinha
na rua
Nova
de Sousa
n.° 50,
para
a
mesma
rua
n."
52,
(4362)
CAPACHOS
De todos os tamanhos
e
qualidades,
fazem-se
na
enxovia
n.°
10
da cadeia
d’
esta
cidade
por
preços
muito
rasoaveis
;
quem
pertender
alguma
encommenda póde
dirigir
se
ao
juiz
da mesma enxovia, Ja
cinllio
José
da
Costa.
(4360)
Vende-se
um
leiton
em bom
uso,
e
uma
parelha
de
cavallos
com
os
seus
ar
reios
competentes
lambem
em
bom
es
tado,
lieis
ao
trabalho
e
com
todas
as
qualidades
boas;
quem
pertender
comprar
falle
na
rua
de
Sapateiros,
n.°
3.
(4361)
ATTENÇÂC)
Na
rua
de
D.
Pedro
V
n.° 37, ven
dem se
caixas
próprias
para
deposito
de
azeite.
(4363)
Para os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
(31
-H-)
PARA
O
ANNO
DE
1877
Linimento
BOYER-MICHEL para caval
los,
fazendo
as
vezes
de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu. emprego
M
ichel
,
pharma-
ceutico
em Aix
(na Provença) França. —
Preço
1,000
reis. —Em
Lisboa
o snr.
Barreto,
Loreto,
n
0
28
—
30.
(25,)
Custodia
de
Faria, da
freguezia
de
Ruilhe,
declara
para
todos
os
effeilos
ie-
gaes
e
jurídicos,
que
vae
propor
em
juiso
uma acção
de
separação
contra
seu
mari
do
Antonio
Martins
da Costa,
dos
Quin-
taes
de
Baixo,
freguezia
de
Tadim;
e
poris-
so
previne
a
toda
e
qualquer
pessoa
que
não
laça
contraio
algum
com
o
dito
seu
marido,
isto
quer
por
letras,
ou
por
as-
signados
particulares
—
; porquanto
desde
já declara que
tudo
é
feito
com
o ma
ligno
intento
de a
fraudar
e
reduzir
á
ultima
miséria
—
e
por
isso
nullo
e
sem
eífeito
algum.
E
para que
ninguém
alie-
gue
ignorância,
se
faz
a presente
declara
ção
para
prevenir
os incautos.
Fregúezia
de Ruilhe
10
de
outubro
de
1876.
(4356)
Custodia
de Faria.
NOVO
HORÁRIO
Jaquim
Alves
Vinagreiro,
leva ao
co
nhecimento
do
respeitável
publico
que
o
seu carro
que
d’esta
cidade
sae
para
a
Povoa
de
Lanhoso
ás
3
horas
da
tarde,
principia
a
sahir
desde
o
dia
15
em
dian
te
ás
2
e
chega
á
Povoa ás í
da
tarde.
Braga
12
de
outubro
de
1876.
(4357)
Joaquim
Alves
Vinagreiro.
.....
PIANO
Vende-se
ou
aluga-se
um
pia
no Ue
5
oitavas,
em
bom
uso.
Quem
o
pretender
dirija-se
ao
Hotel
Particular,
largo
da
Praça,
n.°
13.
(4352)
EU VA
carreira
José
Antonio
Ferreira
Guimarães,
ne
gociante
de
chapéus
em
Guimarães,
leva
ao conhecimento do
publico que
no
dia
15
do
corrente
abre
a
sua
carreira
de
di
ligencias
entre
esta
cidade
e
a
de Guima
rães,
saindo
de Braga
ás
6
horas
da ma
nhã
e 1
da
tarde,
chega
a
Guimarães
ás
9
da
manhã
e 4
da
tarde;
volta
de Gui
marães
ás
5
horas
da
manhã
e
1
3a tar
de,
chega
a
Braga ás 8 da
manhã
e 4
da
tarde.
Preçost
De
Braga
a
Guimarães
ou
vice-versa
240
De
»
ás
Taipas
»
»
160
Cada
passageiro
tem
8
kilos
de baga
gem
grátis
pagando
de
excesso
a
10
reis
por
kilo.
Escriptorioat
Em
Braga em
casa
do
Arranjadinho,
largo
da Lapa n.°
5,
e
em
Guimarães
em
casa
do
annunciante,
Campo
do
Toural.
Braga
II
de Outubro
de
1876.
O
Gerente,
(4354)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
Na
rua
do
Anjo
n.°
11
ensina-se
a
lingua
franceza
por
a
quantia
mensal
de
800
reis,
paga
adiantada.
(4336)
.
Aluga-se
na
rua da Ponte
uma
J:
*;
j
morada
de
casas
apalaçada,
com
tó
i-.
c.
q
U
inla
]
e pôço ;
e
bons
commodos
para
uma
familia.
Quem
pertender
alugal-a
queira dirigir-
se
á
mesma
rua,
casa
n.°
58
C. (4309)
JOAQUIM
JAKUARIO
Livraria
Bracarense
Já
se acha á
venda n
’
esta
casa
o
Al-
manach
das
Senhoras,
por
Guiomar Tor-
rezão,
sob
a
protecção
de
S.
M.
a
Rai
nha.
(4355)
Tendo-se
desencaminhado,
ao
abaixo
assignado,
entre
outros
papeis
de impor
tância
o
bilhete
de
passagem para
o
Rio
de
Janeiro
da
Companhia
Franceza,
po-
risso
pede-se
a
quem
o
achasse de
o
en
tregar
em
Braga
em
casa
dos
snrs. Al
meida
&
Pereira,
em
Caldellas,
ao Rev.°
Reitor,
em
Villa
Verde
em
casa
do
snr.
José
Joaquim
Peixoto,
que
receberão
al-
viçaras.
Pois
as
providencias
já
estão
da
das.
Braga 20
de
setembro
de
1876.
Antonio
Pires
da
Costa
Arraes.
(4312)
Retratos
baratos
—
.4
1$000
rs.
a
duzia.
4-RI
A nos CAPEIXBSTAS — 4
(V
ulgo
F
onte
da
G
arcova
)
Tbeophilo Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das 10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
mesmo
com os dias
innevoados.
(4343)
MUITA
ATTEEQÁO
deposito
de
biscoitos de Valongo
d
—
Largo
da
Lapa
—
í
Estes
biscoitos são muito
recomrnen-
daveis
tanto pela qualidade das farinhas,
perfeição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense, kilogramma 280
Tosta
doce
D
280
Biscoito
maçarão
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de araruta
»
340
Tosta
azeda
D
190
(4331)
Aluga-se
a
casa
n.°
48 da
rua
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hespanhola.
Tem
dois
andares
elle-
gantes
de
rica
esquadria,
boa
loja
e
gran
de
armazém.
ESCOLA
AMEKICAHA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(4332)
REWOLVERS E ARMAS DE
CAÇA
E
rombas
papa
poços
A
’
loja do
—Cachapuz
—
aca
ba
de
chegar
um
bom
sorti
mento.
(424.7)
Para
o
Rio
Grande
do
Sul
A
barca
—
MINERVA,
—
sahi-
rá
até
25
d
’
Outubro
;
para
car-
ga
e passageiros
tracta-se
com
Antonio
Luiz
Gomes Lima,
rua
do
Príncipe
n.°
305,
Porto.
(4345)
BRAGA
I
TYP0GRAPHIA LUSITANA
—
1876,
Parte de Comércio do Minho (O)
