comerciominho_17081876_531.xml
- conteúdo
-
4.
’ ANNO
1876
HOTICIOSA
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
Assigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.
’
3
E,
para
onde
deve
•er dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=■
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
Hll.VGl- QUISTA-FE1RA 1» I»E
AGOSTO
O
«Conimbricense»
subministra-nos
um
curioso
documeulo, que
passamos
a
tran
screver,
para
que o povo
conheça
como
neste
ditoso
paiz
corre
a
coisa
publica.
O
snr.
governador
civil
d
’este
distri
cto.
Fernando
de
Mello,
nomeou
adminis
trador
interino
d
’este
concelho
de
Coim
bra
o
snr.
bacharel
João
J«cialo
Tavares
de
cio
Medeiros,
que já
se
acha
em
exerci
do
seu
cargo.
A
proposito.
Foi
impresso
esta
sema-
em
Coimbra um
opusculo,
que
de
ser
virá
a
ser
muito
raro,
por
se
impri-
limitadissimo
de
oa'
to
mir
d’
elle
um numero
exemplares.
Comludo
aqui
temos
um
sobre
a
nos
sa
mesa
de
trabalho.
Tem
por
titulo
—
0
Gr.
’
.
Or.’.
Lus.'.
Un.
da
Maç.
’
.
Port.
’
.
e
o
V.
Federação, 58, ao
Or
Carta
ao SSS.
‘
.
Gr
.
’.
Nessa publicação
Sup.
’.
Cons.'.
i
da
L.-.
Cap.-.
<
de
Coimbra.
—
f
Mestre.
o
seu
auclor,
his
toriando
muitos
factos succedidos
na
Lo
ja
Federação
d
’
esta cidade,
diz
entre
outras
moitas
cousas
o
que
abaixo
transcreve
mos.
Precisamos,
porém
dizer
para
escla
recimento
dos
leitores,
que
o
Ir.-. Pinto
Ribeiro,
de
que
ahi
se
trata
repetidas
vezes,
é
o
actual
administrador
interino
d’
esle
conceiho
de
Coimbra,
o
snr.
ba
charel
João
Jacinto
Tavares
de
Medei
ros.
«Começámos
em Outubro
(1874)
a
chamar
á
regularidade
os
lli
.’.
que
haviam
pertencido ás
LL.’
.
de
Coimbra,
mais
ou
menos
duradouras.
Entre
estes
linha
eu
notado
o
Ir.
’
.
Pinto Ribeiro,
a
quem
co
nhecia desde
o
seu exame
de
habilitação,
em
parte
de
cujas disciplinas
fôra meu
discípulo.
Homem
de coragem
grangeára
num
pequeno
emprego
recursos para cursar
a
Universidade;
mtelligencia
ninguém
podia
negar-lhe,
porque
era
um
dos
estudantes
qualificados
do
seu
curso;
sua
probidade
e
costumes
estavam
ao
abrigo
da
mais
leve
suspeita.
Portanto
tinha
todas
as
condições
para
poder
pertencer
á
L.
’
.
Propu!-o
e
depois
de
app<ovado
convidei-o
para
re-
gularisar-se;
finalmenie,
depois
de
regula-
risado,
nomei-o
orador
interino
no
impe
dimento
do orador
effectivo,
e
até
lhe
emprestei
para
instruir-se
na
A.
’.
R.’.
li
vros
meus.
Não
tardou
que este
lr.
’
.
revelasse
qualidades
qoe
que
o
faziam
improprio
para
uma
olficina.
Habituado
ás
discussões
escolares,
mais
'
sofisticas,
que
proveitosas,
a
proposito
de
tudo fazia
longos
discursos
e
levantava
intermináveis
discussões.
Idéa,
que
não
partisse
delle,
era
combatida
sem
tréguas;
assim
por
exemplo,
na
discussão
dos
dois
primeiros
artigos
de
um regulamento
da
loja
tanto
fallou
este Ir.
’
.,
abusando
dos
privilégios do orador,
que
depois
de tres
horas
não
se
chegou
a
concluir
cousa
alguma,
e
eu
peguei
no
projeclo
e
met-
li-o
no
bolso
sob
o
prolexlo
de
mandal-o
imprimir,
para que depois podesse ser
discutido
com conhecimento
de
causa.
Idéa que partisse
d
’elle,
havia
de
ser
acceite
sem
discussão,
e
a
tanto chegou
o
desplante
qoe,
tendo
planeado
um
re
gulamento
da
L.’
.
de
qué
chegou
a
ser
lida
uma
pequena
parte,
mas
não
discu
tida
nem
approvada,
a
cada
passo
citava
o
seu legulamento
e
o
que
nelle
dizia,
como
se
quizesse
que
a
L.
’.
se
regulasse
por
um
regulamento
mental.
A
tudo
isto
accreseia
a
circumstaocia
de contradizer
os
II.
’
.
com
desdem
e
por
vezes
com
arrogancia.
Na
sessão
de
27
de
Fevereiro
de
1875
chegou
a
desafiar
o
lr.
’
. Cincinato,
devendo-se
a
mim
o
evi
tar-se
um
couílicto
dentio
r
capou
ao
merecido
castigo, porque —
PUísiulCA-s ss
w
V.
NUMERO
551
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
sessão
seguinte se
apresentou o
lr.
’. Ra-
djaz
dando
satisfação
por
elle.
Como
se
vê,
o
Ir.’
.
Finto
Ribeiro
de
via
mais
cedo
ou
mais
tarde
ser
causa de
desgosto
para
a
loja
Em
Abril
tive
eu de ausentar-me
des
te Or.’
.,
e
uma
das
cousas
que
mais
me
inquietava
era
o
modo
como
correriam
os
trabalhos
na
minha
ausência.
O Ir.
’.
Rad-
jaz,
l.°
Vig.’.
da
L.’
.
declarou-me que
se
não
encarregava
de
substituir-me,
por
que
temia
qualquer
conílicto
com
o
Ir.
.
Pinto
Ribeiro.
O
Ir.’
.
Milton,
2.°
Vig.
’
.,
além
de
ser
geralmente reconhecido
como
ignorante de
cousas
maçónicas
e
inhabil
para dirigir
trabalhos,
a
não
ser
casual-
meole
e
por
momentos,
era
pouco
regular
em
apparecer.
Reuni
o
Cap.'.,
composto
dos
maçons
mais
antigos
e
sérios,
e
consultei-o;
alli
se
instou
com
o Ir.
’
,
fíadjaz,
mas inu
tilmente,
porque
este
lr.
-.
preferia
deixar
os
trabalhos
a
dirigil-os
com
o
lr.
’
.
Pin
to
Ribeiro.
Em
vista
disto
foi
o
lr
•.
l.°
Vig.’
.
encarregado
de
substituir-me.
Dirigiu
este Pod.’
■
mas
não
i
sessão
ve o
ir,-.
Pinto
Ribeiro, que o Ven
Int.-.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.
—Semestre
8ÕOrs
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestrp
rs.^Branl,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs
moeda
fo-te
ou
8Ô000
reis
e
M500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por linhà
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
»/
0
d
’
abatimento
senão
uma
vez
que
sabiam
esiar
eu
au
sente.
Ao
lr.-.
Pinto
Ribeiro
declarei
que
a
minha
proposta
podia ser
má,
podia
ser
ioacceitavel, podia
até
ser
illegal,
mas
que
a
nioguem
dava
o
direito
de quali
ficar
de
vergonhosa
uma
proposta
feita
em
boa
fé e
no
intuito
de
servir
a Or
dem.
Em
seguida
encerrei
os trabalhos.
No
socego
do meu
gabinete
rdlecti
sobre
tudo
o
occorrido.
Recapitulei a
pro
vocação
ao
Ir.
-
. Cincinato,
as
insolências
trocadas
com
o Ir.’.
Savonarola,
a
que
agora
me
era
dirigida:
comprehendi
que,
se
não puzesse
cobro
a
isto, leria
de
pre
senciar
qualquer
dia
uma
scena
de
pu
gilato,
e
resolvi
por
isso
promover
a
ac-
eusação
do
Ir.-.
Pinto
Ribeiro
Eis
accusação
que
eu
tencionei
dirigir;
«A
’
Gl.
.
do
8.-.
Arch.-. do
Un.
’
.
•.
de
Coimbra,
16
de
1875
(e
*
.
v.
’ ).
R.
’.
L.
.
Cap.
’
.
Federação
ao
Or.’
Coimbia.
MM.
’.
CG.
-
.
Ilr.
’.
Com
pe-
lr.
’
.
os
trabalhos,
sem
desgosto,
pois
que numa
do
3
°
gr.'.,
por lai
fôrma
se
hou-
leve
de
o
mandar
caiar
e
até che
gou
a
lembrar-se
de o
reprehender
entre
columoas.
Ainda
ahi está o
Ir.
’
.
Savona
rola
que
me
não
desmentirá.
Regressando
em
maio,
tomei
conta
do
malhete.
Por
esta
occasião
pouco
mais
ou
me
nos
dirigia
a
L.
’
.
Perseverança,
ou, me
lhor,
alguns de
seus
oobr.
’
.,
acres
censu
ras
ao
Gr.
’
.
Or.
’
.,
censuras por que o
Gr.
’
.
Or.
’
.
pedia estreitas contas.
Não
sei com
que
fundamento
imagi
naram
alguns
obreiros
que
era
eu
o
ins
tigador
do
Gr.
’
.
Or.
’
.
na
defeza do
seu
credito;
certamente
potque
eu
não
appro-
vava
a
linguagem,
e
como amigo
leal
justificava,
sempre
que
podia,
o
Gr.
’
.
Or.
’.
(permitti que
o
diga)
muitas
vezes
contra
o
que
pensava
sião
que
a
L.
’
.
tão
da
rejeição
da
nheiro
de
Mello,
e
que
a
satisfizeram.
Como
eu
via
a
tes
a
descambar
,.
lembrei me
que
evitaria
esse
passo á
L.
.
e
desgostos
ao
Gr.
’.
Or.
-
.,
com
a
crea
ção
de
uma
commissão
mixta,
que
regu
lasse
os
interesses
commuus
das
du«s
Ilr.
’
.
expondo-lhes
as
vantagens que
previa
pa
ra
a
Ordem.
Forte
com
a
approvação del-
les
visitei
a
L.
.
Preseverança
e
expuz-lhe
a
minha
lembrança.
Nessa occasião
qui-
zeram alguns
de
seus oobr.
’
.
levar
me
a
declarar
que
fazia
aquella
proposta
em
no
me da
L.’.
Mostrei-lhes que
era idéa
só
minha,
e
que,
com
a
certeza de
ser
bem
recebida
por
elles,
a
apresentaria
na
L.
’
.,
com
cuja
approvação
me
parecia
poder
contar,
porque
era
medida
necessária
pa
ra
a
maçonaria
de
Coimbia.
No
dia
seguinte
reunia
a
L.
’.
Fede
ração;
expuz
o
occorrido,
e quando
eu
esperava
que
a
L.'.
aguardasse
uma
pro
posta
minha,
pede
o
Ir.
’
.
Orador
(Pinto
Ribeiro)
a
palavra,
e em
linguagem des
comedida
qualifica a
proposta
de
vergonha
e
começa
a
fallar
de
rivalidades
que
exis
tiam entre
os
Wen.
’
.
das
duas
LL.
.,
rivalidades
que
impediam
as duas
LL.
’.
de
fralernisar,
etc.
Fiquei
desapontado
pela
grosseria,
e
mostrei
não
existir
rivalidade
alguma,
pe
lo
menos da
minha
parte;
que
eu
sempre
honrara
a
L.
’
.
Preseverança
e seu
Ven.’
.;
que
por
vezes
a
linha
jvisitado,
que
lhe
tinha
communicado
as
minhas idéas
para
juntos
as realisarmos, e
que
se
havia
ri-
a
mim
o
evi-
validade,
o
que
era
novo
para
mim,
seria
do
Tpmplo.
Es-|d
a
parle
da
L.-.
Perseverança,
cujos
oobr/.
’0,
porque
na|
u
unca
tinham
visitado
a
L.
’
. Federação
Assim
evitei nessa
occa-
Federação
discutisse
a
ques-
proposta
do
D.
.
Pi-
dei
á
L.’
. explicações
Or
A
’
de
zar
me
dirijo
a
vós;
porém
a
conveniên
cia
dura
necessidade
e
fazer
respeitar
forçam-me
a
um
coração,
embora
a razão
me
diga
qoe
é
uma
necessidade,
e
a
cousciencia
que
cum
pro
um dever.
«0
Irz. Pinto Ribeiro,
MesJ.
*
.
Maç.
’
.,
Oiador
da
L.’
.,
prof.’
.
F.
’.,
promove
a
desordem
na
olficina
por palavras
provo
cadoras
e
oíleusivas
dos
direitos
MMaç.’
.,
da
bua
educação,
e
do
brio
dos
Ilr.-.
«Em sessão
de
27
de
Fevereiro
ultimo
insultou
o
Ir.
*
,
Cincinato,
chegando
a
dizer-lhe
em
termos
provocadores
que
exigia
retirasse
a
palavra
«leviano» (que
este
Ir.
’
,
já
retirára)
e
que o exigia
na
L. .
e
lá fora,
devendo-se
ao
meu
espiri
to
conciliador
e
á moderação
do
Ir.-.
Cin-
cinalo,
que
em
consequência desde
desafio
a
L.
’
.
não
fosse
theatro
de
uma lucia
Desde
então
nunca
cessou
de
mais
ou
meuos provocar este
Ir.
’,
com
palavras
picautes
e
ápartes
aggressivos,
parecendo
até
querer
prival-o
do
direito
de
emiltir
da
Ordem,
a
existência
da
L
’
.
e a
de
manter
a
disciplina
os
direitos
de
todos
nós
passo que
me
magoa
o
L.’
. Perseverança
pres-
para
a
irregularidade,
até
querer
prival-o
a
sua
opinião.
«Em sessão
de
Ire
este
ir.
’,
e
o
eslava
servindo
de
quasi idêntica,
segundo
me
consta,
set
de
quem
fosse a
culpa;
só
sei
que
es
tas
scenas
se
não
dão
com
outro
Ir.’
,
que
não
seja
o
Ir.
’
.
Pinto
Ribeiro.
«Em
sessão
de 12
do
corrente
vós
to
dos
vistes o
que
se
passou.
Sendo
pro
posto
um
indivíduo
cujas
informações
fo-
;
ram
desfavoráveis,
o
Ir.-.
Pinto
Ribeiro
,
dirigiu
ao proponente
palavras
picantes
e
injuriosas,
cujo
effeito
procurei attenuar
quanto
pude.
0
Ir.-.
que
em boa fé
e
no
intuito
de
servir
a
L.
-
.
propõe
um
indi-
viuuo,
garantindo
a
proposta
com
o
seu
nome,
não
póde
ser censurado
pela
L.-.,
e
muito
menos
por
um
obreiro, a
quem
a
lei
apenas
manda
requerer
para
que a
mesma
lei
seja
r
speitada.
«Fiuahneiiie
ua
mesma sessão,
apontan
do
eu
um
meio
para
aproveitar
em
bem
da
Urdem e
da
Maçonaria
de
Coimbra
as
boas
e
íraternaes
relações das
duas
LL.
’
.
i
deste
Or.
,
íui
iusokado
pelo
Ir.
’
.
Pinto
■
Ribeiro,
que
não duvidou classificar
de
vergonhosa
a
minha
ideia,
em
palavras,
matieiras
e
tom
que
a boa educação
re-
,
pelle e
a fraternidade
não
admitte.
,
«Respeitador
dos
direitos
de
todos
re
ceberia
de
vó>
com
igual
agrado
e
appro-
vação
ou
regeição da
proposta,
que
havia
de
apresentai'-
0 que
não
posso
receber
com
agrado,
são
os
insultos
de
um
lr.
’
.,
estando
eu
a
desempenhar
as
funcções
de
Ven.’
.
que
me
confiastes.
«Sempre
respeitei
o lr.’.
Pinto
Ribei
ro,
e,
apreciando
o
seu
talento
e
quali
dades
profanas,
considerei
como
serviço á
L.
’
.
os
passos
que
dei
para
a
regularisa-
ção
deste
lr.
’
.;
vejo
porém
que
me
en-
5
de
maio
deu-se
en-
Ir.’
.
Savonarola,
qoe
Ven.’
.,
uma
pendencia
.
Não
ganei
até
certo
ponto
e
que
este
Ir.’
.,
quem tão boas qualidades
profanas
reco
nheço,
não tem
neohuma
das maçónicas:
por
isso
em
vista
de
tantas
e tão
repe
tidas
provocações,
considerando
que,
em
quanto
o Ir.
’
.
Pinto
Ribeiro
fòr
obreiro
da
L.’
.
e
os
seus
insultos
ficarem
impu
nes,
nenhum
de nós
póde
ir
pata
o
Tem
plo
com
a
segurança
de
que
a olficina
se
uão
tornará
theatro
de
uma scena
tumul
tuaria e
até
de
uma
rixa;
requeiro
qoe
se
instaure
o
processo
ao
Ir.
.
'Pinto
Ri
beiro, por
perturbar a
paz
e
a
fraternidade
que
devem
reinar
nos trabalhos,
semean
do
n
elles
a
desordem,
ao
que
nos
termos
do artigo
13
n.« 4 da
Constituição cor
responde
a
pena de perda
definitiva
ou
lemporaria
dos
direitos
de
membro
da
Maçonaria portugueza, devendo
no
caso
presente
ter
logar
a
perda
definitiva,
por
se
dar a
circumstancia
aggravante
de
«er
o
lr.
Pinto
Ribeiro
o
Orador
da
L.-..
e
dois dos
insultados
estarem
no
desempe
nho
das
funcções
de
Ven.’
.
•
«lara
teslimuribas
dos
factos
dou
os
Ilr.
’.
que
assistiram
ás
sessões
alludidas.
podendo
a
L.
’
.
escolher
entre
elles.
«Em
minhas
preces ao Sup.-.
Arch.’
.
pedi
com
fervor
me
inspirasse
neste
mo
mento,
e
ao
mesmo
peço vos inspire
e
illumine
a
vós
para
que julgueis
com
im
parcialidade
e
justiça,
«Concluindo,
requeiro
a
suspensão
im-
mediata
do
Ir.
’
.
Pinto
Ribeiro
como
Ora
dor
da
L.
’
.,
por
serem as
funcções
deste
cargo
incompatíveis
com
a
posição
de
reu,
e
eu
do
mesmo
modo
me
considero
sus
penso
das
de Ven.
’
.
até
decisão
final.
0
Ven.-.
Otto.
C.
R.-.
prof.
’
.
Joa
-
qnim
d'Almeida
da
Cunha».
Podíamos
transcrever muito
mais, mas
para
esclarecimento
dos
leitores
parece-
nos
ser,
por
em
quanto,
suíficiente
o
que
ahi
fica.
Só
acrescentamos, que
o
Ir.-
Pinto
Ribeiro,
(bacharel
João
Jacinto
Tavares
de
Medeiros,
administrador
interino
do
con
celho
de
Coimbra),
que na
epoca
a que
se
refere
o
opusculo
de
que fizemos
a
transcripção,
era
Orador
da
Loja
Federa
ção
d
’
e-ta
cidade,
é agora
Venerável
da
mesma
Loja.
JOAQUIM
MARTINS DE CARVALHO.
Cousc
*
notnvel
Não
são
os
catholicos
sómente
que,
ape-
zar
de todos
os
attentados
já
consumados
e
ameaças
d
’
outros
para
de futuro,
perma
necem
firmes
na
esperança
da
victoria
fi
nal
;
os'protestantes
mais
eminentes
crêem
também
que
o Papado
triunfará.
Em
abo
no
d’
isto
seja-nos
permittido
citar
algu
mas
passagens
d
’
um
estudo
sobre
Pio
IX,
publicado
por
um
inglez
no
«Paris
Jour
nal»,
nas
quaes
se
manifesta
bem esta
ideia.
«Fui
enviado,
diz
elle,
em
1819
junto
de
Pio
IX
por lord Palmerston.
As
sym-
palhias
da nação
ingleza tinham
acompa
nhado
o
Papa
a
Gaêta.
Estas
sympathias
são sempre as
mesmas
para
o
homem.
«A
Inglaterra
não
reconhece
a
sua
prio
ridade como
vigário
de
Christo;
exalta
po
rém
n’
elle
prioridade
das
mais sublimes
virtudes...
«Quando
eu
tive
a
honra de
me apro
ximar
do
chefe espiritual
dos
catholicos,
sumira-se
no
occaso
o dia
da
primeira
tempestade. Pio IX acabava
de
passar,
■
sem
transição
da
apotheose
ás gemonias.
0
soberano que
o
povo
levára
em
triun
fo
da Porta
do
Populo
ao
Forum
de
Traja-
no,
vira-se
obrigado
a
fugir
disfarçado
com
um
traje
vulgar
(1).
Nunca
vi
uma
(1)
Foi
vestido
de
simples
ecclesiastico,
e
como capellão
da
embaixada
de
Baviera.
N.
do
Bem
Publ^_^
co
Commercial
de
Vianna.
Hontem
sus
pendeu também
os
seus
pagamentos
o
Baoco
Commercial
de
Braga,
o
que
tem
causado
um
terror
pânico
ao?
proprietá
rios
e
negociantes
d’
esta
cidade.
0
Banco
do
Porto
convocou assembleia
geral
dos accionistas
para
o
dia
d
’
hoje.
A
respeito
da
crise
diz
o correspon
dente
de Lisboa
para
o
«Commercio
do
Porto»:
«E
’
geral
a
esperança
de
que os negó
cios
do Banco Porto
e
da
antiga
casa
Carmo d
’
essa
cidade,
se
hão
de resolver
satisfatoriamente
e
de
modo
que os pre
juízos, se
os
houver,
sejam
diminutos
e
nào
influam
na
marcha
regular
das
trans-
acções
d
’essa praça.
Jolga-se
aqui
attendivel
a
pretenção
d
’
aquelles
dous estabelecimentos
comtner-
cias,
por
isso
que
ambos
dão
garantias
e
apenas
pedem uma
moratoria
que
equi
vale
a
uma
asseguração
de
que
as
diCficul-
dades
de
hoje
se
podem
resolver
dentro
de
um
curto e
determinado
praso.
Também
não
devo
omittir
que
produ
ziu
boa
impressão
n
’esta
praça
a
franqueza
com
que
se
houveram
os
cavalheiros
que
dirigem
o
banco
e
a
casa
commercial
re
ferida,
por isso
que
não illude,
como já
tem
succedido,
com
esperanças
de
melhor
futuro
os
indivíduos
compromettidos,
le
vantando
dinheiro
com pezado juro
para
satisfazer
compromissos
da
occasião,
e ca
minhando
por
esta
fórma
para
uma
ruina
certa
e
inevitável
tanto
para
elles
como
para
aqtielles
que
confiaram nas suas
pro
messas
e
ignoravam o
seu
verdadeiro
es
tado
commercial.
Esta
é
a
historia
de
algumas
fallencias
desastrosas
no
nosso
paiz.
E’
uma
ver
dadeira
cegueira
que
tem
feito
grande nu
mero
de
vtctimas.
Taes
desgraças evitam-se
quasi
sem
pre
quando
se
procede
lerlrnente
e não
se
engana
ninguém.
D
’
ahi
vem
que
as
decla
rações
do
banco
e
da
casa
Carmo
do
verdadeiro
estado
de
seus
negocios
tiveram
um
acolhimento
simpático
da
classe
com
mercial,
e
de certo
serão
tomadas
na
me
recida consideração
pelos
interessados
em
que
se
salvem
dous
estabelecimentos
a
que
estão
ligados
em
transacções
e
interesses,
grande
numero
de
commerciantes».
0
Baoco
Commercial
de
Vianna
con
vidou
os
seos
accionistas para o
dia
19,
e
diz-se
que
este
banco
suspendeu
os
seus
pagamentos,
em
consequência
dos
grandes
deposilos
que
tinha,
e
de
não
poder
sa
tisfazer
de
promplo
diversos
compromissos.
Querem
attribuir
tnais
este
facto
á al
titude
que
o
Banco
de
Portugal
tem to
mado,
de
não
conceder
reformas
no
praso
dos
seos
créditos.
Seria de
estimar
que
o
Banco
de
Portugal
fosse
condescendente
até
onde
é
licito
e
possível,
afira
de evi
tar
que
se
dê
mais
algum
caso
d
’
estes.
Vence-se
no
dia
19
uma
prestação
das
obrigações
do
caminho
de
ferro,
e
bom
seria
que
o
ministério
suspendesse
essa
co
brança
até
que
melhorem
as
condições
da
praça
do Porto,
a
fim
de
não complicar
ainda
mais
a
situação.
0
Banco
Commercial
de
Braga
que.
como
acima
dizemos,
suspendeu
hontem
pagamentos
teve
n
’estes
últimos
dias
gran
de affluencia
aos
deposilos,
principalmente
na
Caixa
Filiai do
Porto,
para
onde
ti
nham
ido
grandes
capitaes. 0 que
pode
mos
assegurar
é
que
os
haveres
do
banco
são
mais que
sufficienle
garantia
para
os
seus
credores,
porque
tem
um
activo
su
perior
ao
passivo de
mil
e
tantos contos.
Em
presença
d’
esias
circumsiancias
a di-
reação
vae
pedir
moratoria,
uma
vez
que
o
conselho
fiscal
e
assembleia
dos
accio
nistas
que
vae
reonir-se
extraordinariamen
te
assim
o
resolva.
Ao
Banco
do
Minho
também
tem aíllui-
do, em virtude
dos
boatos
atterradores
que
circulam
n
’
esla
cidade,
alguns
credo
res
de depositos
á
ordem,
a
quem te
tu
pago
ponctualmente
com
os
recursos
pro
prios,
atravessando
incólume
até
hoje
a
presente
crise;
porisso
é
de
esperar
que
possa
conjurar
a
tempestade
que
ameaça
solver
todos
os
estabelecimentos
d
’
esla
or
dem.
E’
pois
preciso
que
os
credores
não
procurem
aproximal-a
com
as
suas
exigên
cias
e
receios
mal
fundados.
0
Banco
Mercantil
tem
ponctualmente
pago
todos
os
depositos,
e
como
d
’esta
naturesa
á
ordem
são
em
pequeno
numero,
acha-se
habilitado
para
fazer todos os
pa
gamentos.
Festividade.—
No
proximo
domingo
é
a
festa
do
SS. Sacramento
em
S.
Pedro
de
Maxitninos.
Tem
de
manhã
missa
can
tada
a
grande
instrumental
e
de
tarde
sermão
e Te-Deum,
e
termina
com
a
pro
cissão
em volta
da
egreja.
figura
mais
serena
que
a
do
Papa
pros-
cripto
;
quero
dizer,
vi
outra
que
era
a
d
’
este
mesmo
Pontiíice
quando,
em
1870,
do
património
de
S
Pedro
não
tinha
mais
do
que
as
chaves
da
fé
catholica
e
o
Va
ticano...
«Os
nossos
jornaes
muitas
vezes
têem
recebido
com sarcasmo as
palavras
do
Va
ticano.
A
inglaterra
como
a
Rússia
co
nhecem
muito
hem
a
fundo
que
esta
pa
lavra
de
moral
divina
e
de
justiça
eterna
é
a
unica
que
faz
despertar
na
consciên
cia
dos
reis
e
dos
povos
os
deveres
recí
procos;
sabem
que
no
dia,
em
que
essa
palavra
não
fôr
ouvida,
teremos
o
silencio
da
morte
social...
«Quando
os catholicos,
que
ha
dezoito
séculos,
reconheceram
o
Papa
como
pas
tor
infallivel,
souberam
que
este
reconhe
cimento
era
um
dogma,
não
se
maravilha
ram:
o
dogma
já
existia
no
seu
coração,
como
também
na sua razão;
ficaram
con
solados.
No
dominio
dos
mistérios
e do
sobrenatural,
a
fé
não
pôde ser
fortifica
da senão
pela
fé.
A
difinição
dos
dogmas
é
pois
para
a Egreja Catholica,
uma
lei
de
eterna
opportunidadé...
«Os italianos
crearam
a palria
italiana
;
cobriram
Nápoles,
Turim
com
as
dobras
da
bandeira
italiana;
porém
Nápoles,
a
Tos-
cana.
o
proprio Turim
estremecera
ainda
sob
a
mortalha,
e
a
autonomia,
ainda
de
pois
de
haver expirado, falia
da
resurrei-
ção
..
«Pio
IX
sabe
tudo
isto,
melhor
ainda
que
os
italianos,
e,
entretanto
que todos,
autonomistas,
unitários,
mazzinistas,
se
preparam,
na
espectativa
d
’um
aconteci
mento,
conta
elle
com
a
victoria.
Esta
victoria
sabe
elle
que
póde
não
vêl-a;
mas
crê
que
o
Papado ha
de
pre
sencial-a
:
tem
esta
fé
inabalavel
de
du
zentos
Papas
seus
antecessores.
Christo,
segundo
os
catholicos,
não
prometleu
á
sua
Egreja
essa filiação mistica : Estarei
éomvosco
até
á
consummação
dos
séculos
?
/
«Assim
qtie
o
bom
pontiíice, que rei
na
ha
mais
de
trinta
annos
desapparecer,
haverá
urn
vacuo
doloroso
Ninguém
mais
que
Pio
IX
tem
amado
Roma
e a
Ilalia.
Faltará
á
cidade
eterna
um
não
sei
que,
que
só
se
verá
depois
de
muito
tempo.
«Haverá
grandes
Papas,
doutores
e
con
fessores;
mas
haverá jamais
no
redil
um
pastor
tão
clemente?
«Os
esplendores
da
terra ainda hão
de
illuminar
o
mundo;
luzeiros
tão
suaves
al-
luraiárão
ainda
a
campina
romana?...
«Deus
que
mede
os
dias,
dar-lhe-ha
talvez
a
alegria
de
ver
á
terra
promettida.
Cavour,
Napoleão III
que
eram
mais
no
vos,
passaram;
impérios mais
poderosos
que
a
Ilalia
estão
desmembrados.
Temos
nós
direito
de
nos
sorrirmos
quando
os
verdadeiros
catholicos
proclamam
a
políti
ca
de
Deus?
«Prestemos
antes
ouvidos
á
voz
do
ca
nhão.
Quem sabe
se grandes
acontecimen
tos
não
virão
ainda
frustar
os
projeetos
da
política
humana?»
L.
Como
se
disse
ao
começar,
cousa
notá
vel
!
que
o
simples
bom
senso
de um
pro
testante,
ainda
christão,
lhe
fizesse
bri
lhar
aos
olhos
do coração
um
como
lam
pejo
da
brilhante
claridade
com
que
a
fé
illutnina
os
corações
dos
catholicos!
Esta
ft
não a
teem
esses
berradores
que
ahi
escrevem
nos
jornaes,
lambem
a
não
teem
os
pobres
idiotas
que
se
deno
minam liberaes,
e
illustrados,
e
que
juram
nas
palavras
dos
primeiros,
porque
o
odio
occupa
em
seus
corações
o
logar
que
o
amor
enche
no
nosso;
e
como
a
fé
não
a
duvida,
o
amor
não
o
odio,
é que
hão
de
por
íitn
vencer,
os
que
amam
a
Christo
Deus,
e
teem
fé
nas
suas
promessas,
é
que
hão
de
cantar
a
victoria
final.
O
liberalis
mo
hade
ainda
por
algum
tempo
dominar
o
mundo
da
política,
perverter
as
intelli-
gencias,
e
subverter
o
mundo
social;
mas
passado
esse
tempo,
que
será
necessa
riamente
curto,
hade
alluir-se
on
seja
á
força
de
seus
proprios
crimes
e
excessos,
on
pulverisar-se
esmagado
pela
Mão
de
Deus;
e
a
Egreja
virá
de
novo
salvar
e
ci-
vilisar
os
[homens
restituindo-lhes
a li
berdade,
que
o
liberalismo
lhos
vêm
rou
bando
com
suas
doutrinas
de
corrupção
e
immoralidade.
(Bem
PublicoJ.
GAZSTILHA
S'-
Crise bancaria.—
Como é do do
minio
publico,
ha
dias
o
Banco
do
Porto,
e
a
antiga
casa
de
cambio
de Carmo,
So-
hrinho
à
C
a
suspenderam
os
seus
paga
mentos,
e em
seguida
fez
o
mesmo
o
Ban
O Commereio Portuguez,
—
Co
meçou
a
pubhcar-se
no
Porto
um
novo
jornal
intitulado
<0
Commercio
Portuguez».
E
’
muito
bera
redigido
e
promette
corresponder
cabalmente ao seu
fim.
São
agentes
do
novo jornal
nesta ci-’
dade
os
snrs.
Almeida
&
Pereira.
Testamento «lo Cardeal Rans-
eher.—
Foi aberto em Vienna o
testa
mento
do
Cardeal
Rauscher,
arcebispo
d
’
aquella
cidade,
fallecido
a 24
de
novem
bro
de
1875.
Após
um
edificante
pream
bulo,
no
qual
S.
Eminência
invoca a San
tíssima"
Trindade,
a
Bemaventurada
Virgem
e
S. José,
por
quem
nutria
grande
devoção,
e
depois
de
ler
pedido a
graça
de
morrer
no
logar
e
á
hora
que
Deus
acharia
mais
conducente
para
a
sua
maior
gloria.
S.
Eminência
nomeia
como
principal
herdeiro,
o
seminário
archiepiscopal
de
Vienna.
Deixa
ao
arcebispado
toda
a
sua
mobilia
pessoal,
á
obra
da
Santa
Infancia
estabe
lecida
na metropolitana
5:000 francos,
pa
ra
as
devoções
da
sexta-feira
maior
2:500
francos,
ao?
pobres da
cidade 12:500
fran
cos
e
fragio
gação
tiual
a
deal.
Breve
de S. Santidade ao car
deal
Tjedociiowschi.
—
Não
nos
demo
ramos
em
dar
aos
leitores
conhecimento
do
seguinte
Breve, que
o
Santo
Padre
Pio
IX
acaba
de
dirigir
ao
illustre
Cardeal
Ledochowschi:
Ao
nosso
Caro
filho
Miecislau
Ledocho
wschi,
cardeal presbytero da
Santa
Egre
ja
Romana,
do
titulo
de
Santa
Maria
d’
A-
ra-Caeli,
arcebispo
de
Gnesen
e
Posen.
1
560
francos
para
tnissas
em
suf-
da sua alma.
O
herdeiro
tem
obri-
de
pagar
uma
pensão vitalicia
ao-
lodos
os servidores
do
defunto
Car-
PIO
IX,
PAPA.
Caro filho,
saude
e
bênção
apostólica.
Tendo
recebido juntamente
com
os
vo
tos
que Nos foram
appresentados
por
vosso
intermédio
da
parte
dos
Cabidos
das
vos
sas
duas
calhedraes,
um
grande
numero
d
’
outras
felicitações
de
diversos
logares
e
de differenles
pessoas
d’
estas
mesmas
dio
ceses,
julgamos conveniente
o
fazer-lhes
constar
igualmente
por
vosso
orgão,
o
quan
to
estas
felicitações
Nos
tem
sido
agrada-
veis.
Não
só
havemos
exultado
de
contenta
mento
pelo amor
filial
e
respeito,
que
Nos
teem
sido
testimunhados da parte
dos
vos
sos
diocesanos, mas
mais
ainda
nos
ale
gramos
singularmente
pelos
nobres
senti
mentos,
de
que
elles
estão
possuídos,
e
que
os
fazem
inabalaveis
em
suas
resolu
ções
no
meio
das
afílicções, que
os
aca
brunham, e
por
se
mostrarem
tanto
mais
forte
e
estreitamente
unidos ao seu
Pastor
exilado
;
quanto
mais
violenlamente
foram
d
’
elle
separados.
Este
laço
parece-Nos
estreitar-se
mais
á
medida
que
elles adquirem
maior
certe
za
de
attrairem
sobre
si
as
iras
dos
po
derosos,
que
lhes
são
hostis.
Sim,
é
necessário
nomear
esta
carida
de
invencível
como
a
morte,
e
este
zelo
durável
como
o
inferno,
zelo
que não
po
dem
extinguir,
nem
comprimir,
mas
que
pelo
contrario
augmentam
a
tribulação,
a
an
gustia,
a
fome,
a
nudez,
os
perigos,
a
per
seguição
e
o
alfange. Certamente,
nada
Nos
poderá
ser
mais precioso
e
mais
doce,
do
que
os
votos e
felicitações
de
taes
filhos,
que
se
mostram
tão
dignos
da
constante
solicitude
e
do
ardente amor
do
seu
pas
tor.
Felicitae-os
pois.
Cpro
filho, em
Nos
so
nome, e
dizei-lhes
com
que
reconheci
mento
Nós acolhemos
as
promessas
de
sua
affeição
para
comnosco, e
com
que
ardor
Nós
pedimos
a Deus
para
elles o
abun
dante
soccorro
da
sua graça
celeste,
afim
de
que
sustentados
por
ella
se
não
dei
xem
abater
pela
adversidade, nem
entibiar
ou
enfraquecer
pela
extensão
da
lucta; mas
que
pelo
contrario
se
tornem
cada
dia
mais
fortes
para
supportar
os maiores
soflrimen-
tos
pela
justiça.
Ao
esperarmos
isto,
que
a
bênção
A-
postolica,
que
Nós
vos
concedemos
de
to
do
o
Nosso Coração,
a
vós
e
por
vosso
intermédio
e
orgão
a
elles
todos,
e
a
to
do
o
clero
e
povo
das
dioceses
confiadas
aos
vossos cuidados, como
testimunlio
de
Nossa
particular
affeição,
lhes
seja
um
pre-
sagio
de
lodos
os
dons
celestes.
Dado
em
Roma
a
10
de Julho
de
1876,
do
nosso
pontificado
trigésimo
primeiro anno.
PIO
PAPA
IX.
Monumento <Ia I««imaculado Con
ceição no
monte
Sameiro, subiar-
bioa
de Braga. —
No dia
27,
ultimo
domingo do
corrente
Agosto,
tem
de
se
celebrar
solemnemente
a festa
da
Virgem
Immaculada.
O
nosso SS.
Padre
Pio
IX, o
Gran
de,
dignou-se
abrir
em favor
da
obra
do
Monumento
o
Thesouro
da
Egreja
;
e,
a-
lém
d
’
outras
graças,
concedeu
indulgên
cia
plenaria
a
todos
os fieis,
que
bem
confessados
e
commungados,
visitarem
de
votamente,
desde
as primeiras
vesperas
de
sabbado
até
o
pôr
do
sol
do
ultimo
domingo
d’
Agosto,
o
templo
do
Real San-
ctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
e
a
Sa
grada
Imagem
de
Maria
SS.
no
monte
Sa-
meiro,
orando
segundo
as
intenções
desi
gnadas
por
Sua
Santidade.
Para
facilitar
aos
fieis
a
consecução
d’
esta
preciosa graça,
se
fará
no
mesmo
templo,
pelas
7
horas da
manhã,
no
do
mingo,
uma
visita
publica e
solemne,
e
lo
go
seguirá
uma
procissão
de
preces,
ou
clamor,
para
o
Monumento,
onde
se
fará
a
visita
e se
cantarão
as
Ladainhas
Lau-
retanas, terminando
com
o
sermão
préga-
do
pelo
revd.
0
padre João
Rebello.
Depois
das
10
horas,
se
cantará
na
egre-
eja
do
Bom
Jesus
uma missa
solemne
com
exposição
do SS.
Sacramento,
e
sermão
pelo
mesmo.
Fieis
porluguezes devotos
de
Maria
!
Não
queiraes
desaproveitar
estas
copiosas
graças,
nem
deixeis
passar
esta occasião
de testimunhar
á Augusta Padroeira
de
Portugal
os
sentimentos
de vossa
pieda
de
e
gratidão!
Vinde
implorar
Sua
po
derosíssima
intercessão,
para
que
faça
ces
sar
as
amarguras
da Santa
Egreja,
e cs
males
da
sociedade.
A
’
caridade publica. —
Maria
Tfie-
reza
de
Carvalho,
recolhida
no convento
das
Convertidas,
tendo-lhe
sido aconselhado
o
uso
de
banhos
de caídas,
por
causa
dos
seus
padecimentos,
implora
o
soccorro das
almas
caridosas
para
conseguir
adoptar
o
conselho
da
medicina.
A
’
caridade publiea.—
Indicamos
ás
almas
caritativas
o
infortunado
Joaquim
da
Silva,
que
foi
jornaleiro,
e
que
adual-
tr.cnle
se
vê
na
impossibilidade de
ganhar
os
meios
para
a
sua
subsistência.
Mora
na
rua
de
S.
Thiago,
n.°
6.
A
’ caridade.
—
Pede-se
ás almas
ca
ritativas
soccorram
uma
pobre
velhinha,
entrevada
com um
schirro
na
cara,
mo
radora
em
Guadelupe
n.°
6.
Ketralos do Snr. 85. Miguel II.
—Os
retratos
ultimamente
chegados
e
pro
prios
para
album
grande,
vendem-se
no
escriptorio
da administração
d
’
este
jornal.
Preço
de
cada
um 300 reis.
UIZriM«S
TELEGRAMAS
I>A
AGEACIA
EIAVAS
PARIS
10
—
Orloff,
embaixador
russo,
parte
hoje
com
licença
d
’
um
mez.
Noti
cias
da
Servia
asseguram
que
a
resistên
cia
continuará
em
posições consideradas
inexpugnáveis.
Até
ao
presente não
ha
ne
gociação
alguma
para
armistício.
Falla-se
n’
um
manifesto
de
Rislilch,
fazendo-se
a
apologia
do
exercito
servio,
accusando a
diplomacia
de
ter por
fim
preparara
mea-
dição
e
justificando a
lucta
a
lodo
o
tran
se.
Um
despacho
de
S.
Petersburgo
diz
que
a
Servia
recusa
a
meadição
das gran
des
potências.
PARIS
12
—
Hontem á
noute
uma
mu
lher
russa
disparou
dous tiros
de
rewol
ver
contra
o
chanceller
Gorstchakoff,
mas
não lhe acertou.
A
mulher
foi presa.
VERSALHES 12
—
Dufaure
foi eleito
senador
inamovível
por
16
votos
de
maioria.
MADRID
12
—
O
ministro
do
fomento
apresentará
ámanhã, na Granja;
á
assig-
natura
do
rei,
um
decreto
nomeando
uma
commissão
encarregada
da
applicação
de
tarifas
dos caminhos
de ferro,
afim
de
im
pedir
graves
abusos.
LONDRES 12
—
Disraeli
foi
nomeado
lord
com
o
titulo de
conde
de
Beaconsfield.
Anibal Pinto
foi
eleito
presidente
da repu
blica
do
Chiii.
LONDRES
14
—
Disraeli foi
nomeado
guarda-sellos.
Chegam
todos
os
dias
á [Servia
nume
rosos
voluntários
austriacos
e russos,
entre
elles
muitos
cabos
de
esquadra.
Os
turcos
atacaram
outra
vez
o
peque
no
Zuarnik
mas
foram
repellidos.
O
príncipe
Millan
e
seus
ministros
dis
cutem
a
questão
de
paz.
MADRID
13=(01ficial).
O
conselho
de
ministros celebrado
hoje
na
Grania
sob
a
presidência do rei
dm
ou
1
hora.
Foi
deci
dido
quejMarfori,
antigo
intendente
da
ex-
rainha
Izabel,
seja
transportado
de
Cadix
para o
estrangeiro.
O
rei
assignou
o decreto
nomeando
uma
commissão
encarregada de
estudar
as
ta
rifas
do
caminho
de ferro.
Depois
do
con
selho
de
ministros
partiram
para
a
Sego-
via.
Está
rigorosamente
prohibida
a
intro
dução
em
Cuba,
de
tabacos
estrangeiros.
O
projecto
de
empréstimo
destinado
a
Cu
ba
não
foi
de
forma
alguma
abandonado.
PARIS
13
—
A
Áustria
e
a
Rússia
con
cordaram
em conceder
eventualmente
as
garantias
pedidas
pela
Turquia
contra
a
Servia,
excepto
na
parte relativa
á
esco
lha
da guarnição de
Belgrado.
BELGRADO 12 —
As
tropas
servias
derrotaram 16
batalhões turcos
em Javor.
Um
d
’
aquelles batalhões
foi envolvido
e
quasi
aniquilado.
Os
servios
continuam occupando
Nego-
tin.
LONDRES
12—Burk
respondendo
na
camara
dos deputados
aos
ataques
da
op-
posição
ácerca
das
atrocidades
praticadas
pelos
turcos
na
Bulgaria,
reconheceu
que
levantam
a
indignação
da
Europa.
Um
general
inglez.
seguirá
o
exercito
turco, e
declarou
que
o
gabinete
manterá
a
política
ingleza
do
oriente.
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anenyma
de
responsabilidade
limitada.
KCesumo
<lo
activo e passivo em
311
dejuJbo <le 1S9G
Activo
Acções de
Bancos
e
Com
panhias
.............................
16:9110000
Acções
para
emitlir.
.
1.700:0000000
Agencias
.............................
7:9080573
Caixa
...................................
25:0790015
Despezas
d
’
installação.
.
1.6270569
Casa
forte
.......................
4950455
Empréstimos
a
Camaras
Muoicipaes.......................
31:8100366
Empréstimos
hypothecarios
24:6
130836
Empréstimos
s.
penhores.
12:9300006
Letras
ern
carteira
.
. .
281:1310937
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:6990215
Valores
depositados.
.
.
.
3:7820240
Créditos
...................................
7.-32409O6
Accionistas
........................
12:1960000
Contas correntes
....
38:7040154
Diversas
contas
devedoras
.
4:8280242
2.171
0120514
:
■ J
= =5 = =
=s
Passivo
Capital.................................
2.000:0000000
Credores
de valores
deposi
tados
..............................
3:7820240
Depositos
á
ordem.
.
.
64:3100906
Deposilos
a
praso.
.
.
82:1780323
Devedores e
credores
ge-
raes
...................................
12:6100887
Fundo
de reserva. .
.
.
1:00000(10
Ganhose
perdas.
.
.
.
5:2020418
Dividendos
apagar.
.
.
1:9570710
2.171:0420514
Banco
Commercial
de
Coimbra,
12
de
agosto
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel
dos Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
(4232)
SAÚDE
1
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU BARRY
de
Londres.
«5
aranoB d’invariavel
suecess®
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalescière, saude,
energia,
ap-
pelite,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
índegestões
(dispepsia)
gastricas,
gas
tralgias,
flegmas,
arroios,
ventos, flatos,
amargôr
na
bocca,
piluitas. nauscas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões, mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades, todas
as
desordens
!
no
peito,
na garganta,
do
alito,
das
bron-
cliites,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue:
75:000
curas
enlre
as quaes
con-
tarn-se a do duque
de
Piuskow
e
da
ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Bréhan,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Alraeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de 1867.
Meus
senhores:—Tenho a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha
filha
com
o
uso
d’
esla
deliciosa
farinha
chamada
Be-
valezeière ehocolattula,
curou
radi—
caltnenle
de
uma
erupção
cutanea,
que
lhe impedia
dormir por
causa
da
comixão
insuportável que
padecia.
—
De
V. S.
a
al-
tento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura 78:421.
(Herpes)
—
Valença 14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com
pleta
mente
com
a
Revalescière.—
J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa, Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
fBaixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor
:—
A
Revalescière
tem
feito
na
minha
pessoa
uma
mudança
maravilhosa,
lendo
readquirido
não sómente
as
minhas
forças,
mas também parecendo-me
que
es
tou
complelamente
remoçado,
tornou-me
o
appetile, que
desde
muito
tempo tinha
per
dido,
e a
oppressão
e o
pezo
que
padecia
haviam
já
40 annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata, de
kilo,
500
; de */ s
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,'
10400
reis;
de
2
</
2
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los, 60400
reis,
e
de
12
kilos,
120000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e 10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde é
a
ESevraleseière
ehoeolataila
|
ella res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno, energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis; de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas, 10400;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARIll
»U BAKRY
&
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso e
miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto, 28; Bar
rai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.
Fort®,
J.
de Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
bequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
cor.cellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V. Machado,
praça
Municipal.
Figueir».,
Antonio
Vieira,
pharm.;
GuimarSe»,
A. J.
Pereira
Martins, pharm.
;
Pena-
ílel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
elo
l<inaa,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
do Varzim,
P.
Machado de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianraa elo Caetello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa de
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
AGBADECIMWOS
Lourenço
da
Cunha
Velho
Solio-Maior,
e
seus paes o barão
e
baroneza
da
Re
torta,
agradecem
por
este
meio
a
todos
os
illm.
ts
e
exm.
0
’ snrs.
e
snr.
as
as
mui
tas
e
signihcantes
pravas
de
considera
ção e
amizade
que
lhes
dispensaram
por
occasião
da
infermidade,
fallecimento
e
en
terro
de
sua
sempre
chorada
esposa
e
nora
D.
Carlota
Elvira
Carneiro
Coulinho
de
Vilhena,
e
bem
assim
a
todos
os revm
os
ecclesiasticos que
se
dignaram
assistir
gra-
luiiamenie
aos
oflicios
fúnebres.
A
todos
protestam
o
seu
eterno
reco
nhecimento
e
gratidão.
(254)
(4222)
ANNUNCIOS
BANCO COMMERCIAL DE
BRAGA
Sociedade nnonyma
de responsa
bilidade
limitada
Por
deliberação do
conselho
fiscal são
convidados
os
snrs.
accionistas
d’
este
ban
co
para
a reunião
extraordinária
da
as-
sembléa
geral
que
a
requerimento
da
di
recção
terá
logir
no
dia
21
do
corrente
pelas
II
horas
manhã,
na
casa do
ban
co,
afim
de
resolver
o
que
fòr
conve
niente
aos
interesses
do
mesmo
banco.
Braga
16
d’
agosto
de
1876.
O
vice-Presidente,
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
José
Antonio Duarte
Pregueiro
&
Irmão
annunciam
ao
publico
que
além
da
car
reira
diaria
que
tem
enlre Braga
e
Povoa
do
Varzim
ás
4
horas
da
manhã, estabe
lece
outra
desde
o
dia
16
do
corrente
inclusivé
a
sahir
de
Braga
ás
10
horas
da
noite
e
chega
á
Povoa
ás
4 da
ma
nhã,
sai da
Povoa
para
Braga
ás
2
ho
ras
da
tarde,
e
chega
ás
8.
O
serviço
é
feito
com
bom
gado o carros
como
a
ex-
periencia
o tem
mostrado
aos
annos
que
tem
carreira
estabelecida
para
a
Povoa.
Os
bilhetes
continuam
a
vender-se
nos
seus antigos
escriplorios
em
Braga,
em
casa
de
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova
n.°
2,
e
na
Povoa
em
caaa
de
Joa
quim
Peixo, ao
Rego.
Braga
11
de Agosto
de
1876.
O
gerente
(4228)
Antonio
Joaquim
Loureiro,
VENDA
DE CASAS
Vende-se
uma
morada
de
casas,
sitas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
enlre
o
prédio
pertencente
á
snr.
a
D.
Maria
Lobo
e
a
casa
do
snr.
padre
Antonio
Veiga.
Está
construída
de
novo,
e
tem
dois
andares
e
uma
boa loja
e
quintal.
Para
tractar,
dirigir-se
a
Gabriel
José
Vieira
da
Silva,
rua
Nova,
n.°
1.
(4230)
aviso
imantí
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos, dentistas,
professores
e outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(3
-H-)
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José
Cerqueira e
José
Anto
nio
Marques,
fazem publico
que
os carros
que
d
esta
cidade
saem
para
Ponte
do
Li
ma
depois
da
chegada
do
Comboio
da
noi
te,
principiam
a
sahir
no
dia
15
do
cor
rente ás
3
horas
da
tarde,
chega
a
Ponte
ás
7,
sae
de
Ponte
para
Braga
á
1
hora
da
tarde e
chega
a
Braga
ás
6.
Preços
:
de
Braga
a
Ponte
e
vice-sersa
500
rs.
Braga
14
de
Agosto
de
1876.
O gerente
(4229)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
ÍIAYt
O
DA COVILHÃ
A
Direcção
annuncia
que
o dividendo
do
l.°
semestre
do
corrente anno é
de
3
0(0
ou
30000
rs.
por
acção,
e
princi
pia
a
pagar-se
no
dia 17
do corrente. Na
Covilhã,
Sede
do Banco; no
Porto,
Caixa
Filial;
em
Lisboa,
em
casa
dos
snrs.
Cus
todio
e
Silva;
em
Braua,
em
casa
do
snr.
João
Manuel da
Silva
Guimarães.
Na
occasião
do
pagamento do
dividen
do
entregar-se-hão
as
acções
definitivas,
em
troca
dos
respectivos
mulos
proviso-
rios.
Covilhã,
10
d
’
agosto
de
1876.
José
d'Amorim
Vaz
de
Carvalho.
A.
Baptida
Alves
Leitão.
(4221)
«OT.BAI
|
rua
de
s
.
MARCOS,
N.
5.1
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
g
cipiar
em
80
reis
a peça.
4
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quaii-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
ÍZ
*
)
CIRCE&GIÃO
DEITISTA
APPROVADO PELA ESCOLA
MEDICO-CIRURGI
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(2á
-H-)
Linda
vivenda em Braga
Vende-se
a
pequena
quinta
de
S.
Vi
cente,
a
luliis,
toda
morada sobre
si,
com
entrada
pelas
ruas
do
Conselheiro
Janua-
rio
n.°
97,
e rua
Nova
da
Senhora
A
Branca,
livre
e
aludia],
com casas
para
a
rua,
e
dentro, boa
agoa,
pomar,
latadas,
horta,
e
dons
campos
lavradios,
boa
eira,
coberto,
cortes,
etc.
etc.
Para
tratar
na
mesma,
com
seu
dono,
João
Manuel
Pereira.
(4224)
Banco
de
Ponte do Lima
Compram-se
acções
d‘
este
Banco
que
tiverem
o
desembolso
de
5
libras,
a
2,
no
campo
de
SanUAnna,
n.°
70.
(1225)
c o M
i>
e
IXOYI»
DF, BKFÍIFS
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’
ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg—
Hansa
America —
Hermann
— Weser
Rhein
—
Main—Donau—
Mosel
Neckar—
Oder
Kron
Prinz
Fr. NVilhelm
Graf
Bismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mental
Baltimore
—
Berlim—
Ohio
Leipzig
—
Braunschweig
Nurnberg—
Frankfurl
—
Han-
nover
—
Koln—Strassburg
Adler
—
Falke
—Mowe
—
Reiher
Schwalbe—
Schwan
—
Strauss
Albatross
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a Companhia está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande lotação,
tendo
togares
para 170
passageiros
de
primeira
classe
e
750
de
terceira.
São
<le grande
velocidade,
e
o
serviço esta-se
fazendo com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
aw passagens pagas no Porto ou nas sub-agencias da pro
víncia, o
transporte do passageiro a Lisboa pelo eaminho de ferro
«
por eonta da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados
cosinheiros
e
creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela Companhia,
cama,
cobertor,
uteucilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitameute aos snrs.
passageiros, assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Bawes
«Sr
C.3,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4,
2
0
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
S.
Miguel
O
Anjou.
0
20.
(421
4)
Debaixo desta
forma
especial
a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta
maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e a
sua
efficacia he então certa.
As
Pilulas
de Hoog sao de trez preparações differentes:
1®
PILULAS
DE HOGG
com
pepsina
pura,
contra
as
mães
digestões,
as
azias,
os
vomitos e outras affecções especiaes do estomago.
2®
FILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para as affecções do estomago complicadas
de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente
muito fortificantes.
3®
PILULAS
DE HOGG
com
pepsina
unida ao
iodureto
de
ferro
inalterável,
para
as doenças
escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na
phlhisica,
etc.
A Pepsina
pela
sua união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham
de muito excitante sobre o estomago das
pessoas nervosas or
irritáveis.
As
Pilulas de
Hogg
vendem-se somente, em frascos triangulares, nas principaes pharmacias.
Deposito
eni
Lisboa,
o snr. C. G. Barreto
— n.“ 28 e
30 —
Loreto.
(30
«'
MJIffll
IIE
VII1IIM
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA DE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades de
vinhos enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
*
>
>>.190
» Lagrima
.........................................
200
>
Branco de
meza
.............................
210
>
limo
de
meza
fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca.
....
300
*
Malvasia
de
2.a
..............................
360
>
»
velho.
.............................
400
»
Malvasia, Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Roncão
.........................................
>
Alvaralhão.................................. ......
>
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho
para meza
50
"e
80,
o
quartilho tinto, e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de todos estes vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
ínan-
dal-o
experimentar
por
meio de
qualquer
processo
chymico.
m»)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua das
Aguas
n.°91;
po-
laJB
de-se vêr
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde. Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.
“
13
(3086)
FILIAL
DA
CAIXA
ECOOiniCA
PENHORISTA
Sociedade anónima
de
responsabilidada li
mitada
Capital
..................5OOi»OO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
106
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem,
abonando
juros
aos
depositames.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias des
de
as
9
horas da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
N.
ig.
Previne
se
toda
a
pessoa
que
ti
ver
objedos
empenhados
na
mesma,
e
que
tenham
3
mezes
de
atraso nos
juros,
que
os
venham
pagar
ou
resgatar,
e
quando
assim
não
proceda
lhe serão
vendidos
na
fórma
do
Regulamento
da
mesma
Caixa.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
DECLARAÇÃO
Rodrigo
d
’
Oliveira,
faz publico
que
pa
ra
todos
os
efleilos,
de hoje
em
diante
se
assigna
Rodrigo
d’
Oliveira
e
Sousa.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
!
Em
13
!
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
Para
S. Vicente, Pernambuco,
Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceitando
também
passageiros
de 3.3
classe para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
SAIR
DE
LISBOA
paquetes
A
DOURO.
MONDEGO
ELBE
.
.
COMMODOS
13
de
Outubro
28
de
Outubro
13
de
Novembro
MINHO.
...
28
de
Agosto
TAGUS.
.
.
.
13
de
Setembro
GUADIANA
.
.
29
de
Setembro
PREÇOS
Cada
paquete <l’
esta eompanhia
leva
a
bordo
criados e cosinlieiros
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todag
as
classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo
os passageiros
teem grátis catcta, roupa de
eama, co
mida
feita
por cosinbeiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’esta
companhia (a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d’
entre
elles
feitos
por
es
cripta
como
consta
de documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel da
Silva Guimarães, Rua do
Souto.
ACÇÕES
Compram-se
acções
do Banco
do
Mi
nho,
no
largo
de
S.
Francisco,
n.°
9,
lo
ja
de
sola.
(4235)
Torquato
Ribeiro,
de
Gnimarães,
de
combinação
com
a
Nova
Companhia
Via
ção
Portuense,
annuncia
a
sua
carreira
diaria
de
Braga
ao Arco,
com
mudas
em
Guimarães
e
Fafe;
saindo
de
Braga
para
o
Arco ás
5
horas
da
manhã,
e
do
Arco
para Braga
ás
4
da
manhã.
Preços:
De
Braga
ás
Taipas
160
reis.
De
Braga
a
Guimarães
240 réis.
De Braga a Fafe,
480
réis.
De
Braga
á
Pica,
540
réis.
De
Braga
á
Lameira, 640
réis.
De
Braga
a
Gandarella, 740
réis.
De
Braga
ao
Arco,
840
reis.
Cada
passageiro
tem
10 kilos
de baga
gem grátis.
Escriptorios
:
No
Arco,
em
casa
do
snr.
José Bento
Pacheco,
em
Fafe,
em ca
sa
do
snr.
José
Maria
Antunes,
em
Gui
marães,
em
casa
de Francisco
José
de Sou
sa Guimarães,
campo
do
Toural
n.° 4
e 5
e
em
Braga
em casa
de Domingos Alves
Pereira,
praça
do
Barão
dc
S.
Marlinho.
(4236)
1SGOE
A.
AMWQOIA
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na
entra-
Í;
:
;W
da
da
rua
de
D. Pedro V.
Foi
«^^construida,
ha dois
annos.
tem
quin
tal
e poço
e
excellentes
commodos.
Tra-
cta-se
do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Viclor
n.°
50.
(4218)’
de
sola
de
Jo
’
é
Francisco
d
’Aratijo
Gui
marães,
rua
dos
chãos
o.°
48,
ainda mes
mo
com
pratica
de
outro
qualquer
ne
gocio.
Também
se
precisa
d
’um
rapaz
sau
dável
de
15 annos
para cima.
(4234)
Antonio Garcia de
Villa
Verde
faz pu
blico
que
o
seu cano
que
sae
de Braga
ás
4
horas
da
tarde
em
direitura
ao
Pico,
começa
a
sahir
no
dia
20
do corrente,
de
Braga
ás
3
horas da
tarde
em
direitura
ao
Pico.
Braga
15
de
agosto de
1876.
Antonio
Garcia. (4233)
Consultorio,
Campo
de
Sant
’Anna
n.°
1,
das 7
da manhã
ás
7
da
tarde
(4215)
PIANO
Vende-se
um
piano
bom
pa
ra
estudo. Quem
pertender
di
rija-se
a esta
redacção.
(4200)
Precisa-se
de
um
no
estabelecimento
BRAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA
—
187
6.
Parte de Comércio do Minho (O)
