comerciominho_17021876_458.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E SABSADOS.
P
reços
: Braga,
anno
1$
600
rs.
—
Semestre
850
rs.
—
Pmw-
cias,
anno
2&Í00
rs
e,
sendo
duas
Í&000
rs.—
Semestre
Í<ã25ó
rs.=Branl,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte
ou
8-S000
reis
e
á&500
reis moeda fraca.—
Annuncios
por
íirdr-.
20
rs.,
repetição 10rs.
Para
os
assignantes
20
%
d
’abatimento
BH4&1-§nXTA-FF.IHA
H 2>E
i
£
vi
:
ei
:
iko
Tem
sido
realmente interessantes
as
sessões
das
camaras
legislativas.
E
interessantes
devéras,
não
porque
tenham
proporcionado
vantagens
ao paiz,
mas
porque
o
publico
tem podido
colher
d
’
aquellas
acaloradas
discussões
magniíicas
lições
que
lhe
podem
aproveitar.
Ha
mez e
meio
que
as
camaras
estão
abertas;
e
que
medida
de
utilidade
publica
tem
elías produzido para
que o
contri
buinte
não
chore
a
despesa
que
o
thesouro
está
fazeodo
com
os
que se
dizem paes
da
palria?
Nenhuma.
A
mesma
reforma
de
instrucçãó
pri
maria,
que seria
um
assumpto
magnifico
para
os
snrs.
deputados
ostentarem
as
galas
da
sua
eloquência,
em
vez
de
as
desperdiçarem
com
doestos,
recriminações
e
continuadas
invecttvas,
essa
mesma
teve
que
voltar
ao
limbo
da
commissão,
para
ser
purificada
de
certas
faltas.
Lá
morre
pois,
de
certo, a não
ser
que
algutn olhar
compassivo
do
ministro
respectivo
a
faça
resurgir
dos
mortos.
De mais
que tem feito
a
camara
de
cliva
?
O
què
a
camara
dos
pares?
Nada.
Gasta-se
o
tempo
em
inúteis
ioveclivas,
em
sistemáticas
e
inutilíssimas
accusações,
que
nada
aproveitam ao
bem
geral,
mas
que
só
servem
a
mais
prejudicar
a
mora
lidade
publica.
O
povo
que já
olha
com
desdem
para
o
sistema,
corre
a
S.
Bento,
todas
as
veses,
que se
annuncia
um
grande
escân
dalo,
e
sae
contente
do
espectaculo,
como
que
tivesse
assistido a
uma
corrida
de
touros.
Não
diremos
como
muitos,
que
por
não
estarem
em
o
nosso
campo,
se
con
tentam
etn
lamentar
o
que
elles
chamam
decadência
do sistema,
isto
desacredita o
parlamentarismo.
Para
que
tal
podessemos também
diser.
necessário
fôra,
que alguma vez
ao
me
nos
tivéssemos
podido acreditar,
que
o
sistema
podesse
dar
melhores
resultados.
Mas por
isso
que
a
nossa
opinião
a
tal
respeito
está,
de tia
muito,
bem
formada,
julgamos
dever registrar
em
abono
das
nossas
convicções
o
que ultimamente
se
tem
dado,
e
que não
é
mais
que
a
re
petição
aunual
do
que
ha
40
annós
lem
succedido.
Ainda
assim
porém
não
nos
regosija-
remos
com
taes
desenganos.
Acima
das
nossas
convicções
políticas
costumamos
colocar
sempre
os
interesses
do
paiz.
E
é
por
isso
que
de
anno para
anno
o
vemos
definhando-se
á
sombra
mortífera
de
tal
sistema,
que
lastimamos
os
illudi-
dos,
que
ainda
sobram.
Estamos
no
meio
da
sessão
e
todo
o
tempo
se
tem gasto
no—sae
tu
para
eu
entrar.
As
ambições
tem
tido
livre
curso
du
rante
o tempo
já
decorrido.
Os diílerentes
grupos
políticos
de
que
se
compõem
as
duas
camaras,
tem
mani
festado
bem
qual
o fira
que
os
chama
áquella
casa.
Querem
o
poder
os
que
estão
de
baixo,
e
não
o
querem
largar
os
que
estão
de
cima.
Tudo
se
tem reduzido
a
isto simples
mente.
E
por
mais
que
se
analisem
os
diffe
rentes
rasgos
de
eloquência
alii
produzi
dos,
nada mais
se
encontra.
Resta
ainda
mez
e
meio
de
sessão,
se
por
felicidade
não
fôr
prorogada.
Fervilham
as
combinações,
aveniatn-se
probabilidades,
fazem-se
cálculos, mas
nin
guém
se
persuada,
de
que
no
meio
de
tudo
isto
vagueie
como
perdida,
uma
ideia
sequer,
qoe
util
possa
ser
ao
paiz
e
ao
bem
geral.
A
questão
pura
e
simplesmente
é
do
poder,
que
todos
querem,
todos
ambicio
nam,
para
cada
um
o
fazer
servir
aos
seus
caprichos
e
ambições.
E
a
isto
se
reduz
o
sistema
parlamen
tar.
Não
é
decadência não,
do
sistema,
é
antes
o
mesmo
sistema,
cujo
organismo
é
de
geito
a
produzir
o
que
vemos
e
pre-
senceamos.
Desenganem-se
os
illudidos.
---- --------------------------------
Xjundres,
341 <Se janeiro de 187®.
(A
’
redacção
do «
Apostolo».)
[Continuação]
II
—Ha
tanlissimas
cousas
importantes
de
politica
interna,
e
externa
sobretudo,
quç chamariam
pela
attenção
não só
de
um,
mas
de
uma
duzia
de
correspon
dentes,
se
quizesse
communicar-se
meta
de
só até,
dos
objectos
ponderosos
de
que
as
folhas
e
a
attenção publica
se
occupam
aqui, que não
é
possível
senão
fazer
es
colha
d’
este
ou d
’aquelle
assumpto
era
que
se
imagina
existir
algum
particular
inte
resse
para o
Brasil,
quando
para
elle
se
escreve.
Eis
a razão
porque
deixando
de
par
le grandes questões
do
maior
momento
Eoropeo
(como
sara,
por
exemplo,
a
es-
pinhosissima
questão
Turco-Europea
;
a
do
proxirao
parto
da
montanha
Fianceza,
—
em
atnbas
as
quaes
a
Europa
tem
os
olhos
e
a
attenção
pregados),
vem
dar
a
pre
ferencia
n
’este
momento
a
ura
assumpto
qoe
me parece
tocar
mui
de perto,
mui
to
ao
vivo,’ os,
interesses
d
’
esse
Império,
cortado
pela
Inglaterra
e
pela
Maçona
ria
—
para
interesse
não
d
’
elle
mas d
’
ellas
—
de
outro
Império
muito
maior,
cora
as
proporções
as
mais
magnificas,
e
que
só
em
embrião
como
estava,
fazia
sombra
no
futuro
a
esta
nação
cotn olhos de
lynce
para
seus
proprios
interesses.
Esse
Impé
rio
magnifico—ou
base d
’
elle
—que, bem
aproveitado,
offerecia
proporções
superlo
res
em
vantagem
a
este
Britânico,
por
quem agora o
Mundo
é dominado
e des
frutado,
linha
o
nome,
desde 1817 de
«Reino
Unido
de
Portugal,
Brazil
e Al-
garves»
—
com
os
magníficos e
ricos
appen-
dicesde suas
largas
e
preciosas
Possessões
na
África
e
na
Asia,
e
seus
bellissimos
grupos
de Ilhas espalhadas
pelo
Atlântico
Aos
Maçons
de 1820,
21 e
22. etc.
(mui
to mais
Portuguezes,
deirançados,
ntle
Braziieiros),
se
deve
essa
obra
infame
e
anli-palriotica,
de
aniquilar,
despedaçan
do-lhe
os
alicerces,
e
rasgando-lhe
o
plano
ediíicio
de
proporções
tão
esplendidas,
tão
magestosas
!.
.
Assim
o
quiz
a
Maçonaria
nossa
senhora,
e
a
Inglaterra,
«nossa
fiel
alhada»,
que
vê
ao
longe,
presente
e
pre
vine.
até
onde
pode,
quanto
possa
even-
lualmente
vir
a
fazer
sombra
a
sua
gran
deza,
riqueza
e
poderio
predominante
Só
quem, habitando
a Inglaterra
por
algum
tempo,
tiver
os
olhos
e
ouvidos
fe
chados,
ou não
ler
os
papeis
públicos
prin-
cipaes,
é
que
deixará
de
ver
e
perceber
claramenle
o
que
acabo
de
enunciar. Ain
da
o
Times
de
hontem,
por
exemplo
no
seu
quarto
direelivo,
ao fallar
do
projecto
que
se
lem
agitado
por
ce>tos
advogados
d
elle,
de
ver,
se
geralmente
se
adobava
entre
as
nações
um
padrão de
valor com-
inum
de
moeda
(como
a
França,
a
Bélgi
ca,
a
Suissa
e
a
italia
adoptáram
a
pe
ça
de
25
francos),
concloe
o mesmo
Ti
mes
o
seu
dito
artigo
por estas
palavras,
que
denunciam
clararneote
as
menciona
das
aspirações
da
predominância
univer
sal
lugleza,
e
dentro
de
bem
pouco
tem
po
compa<ativamente
como só
é
um
quar
to
de
século.
Bem
qne
a
mesma
folha
julgue
o
projecto
impraticável
(ao
menos
por
ora),
diz
em
conclusão.
—
«Todavia,
o
campo
deste
proposto
cir-
«culaote
internacional,
não
é
estreito;
«apresenta-nos
a
nós
nada
menos que
a
«perspectiva
de
eslabeiecer-se
um
syste-
«ma
monetário
commum
para
todos
os
«povos
que
faliam
Inglez.
que
provavelmen-
<sle,
pelos
fins
deste
século
regeram ou
FO
2LSE EiAir
O
LIBERALISMO
CATHOLICO.
[Continuação]
lí
Equívocos
do liberalismo eatho-
lieo.
I.
O
primeiro
que
se
me
depara,
e
não
é
o
menos
pérfido,
está
no
caracter
que
o
liberalismo
atlribue
á
Incla
que
susci
tou
no
seio
da
Egreja
e
á
designação
dos
dois
campos.
Exprime-se frequentemente este
equi
voco
pela
fórmula
seguinte
:
o
liberalismo
é
uma
opinião
livre,
emquanto
não
for
condemnada
formalmenle
pela
Egreja.
Com
effeito,
para
a
vista
dos
catholicos
libe
raes
são
os
raios do
anathema
a
luz
unica
por
meio
da
qual
póde
a
Egreja
alumiar
os
olhos
de
seus
filhos.
Ernqrianto
ella
lhes
não
ordena
que,
sob
pena de
condemna-
çâo
creiam
uma
verdade ,ou
repulsem
um
êrro,
nenhum
valor tem
para
elles a sua
palavra.
E
como
até hoje
nenhum
juiso
d
’este
genero
interveio
para
proscrever
o
liberalismo,
sustentam
qne
a
controvérsia
entre
elles
e os adversários
se
agita
fóra
do
ensino
tradicional
da
Egreja,
no ter
reno
das
opiniões livres. Perfeitamente au-
ctorisados
a sustentar a
sua,
não leriam
contra
si,
se
houvéssemos
de
acrediial-os,
senão
um bando
de homens exagerados]
e
intolerantes que,
nada
comprehendendo
das
exigências
da
sociedade
moderna
e
dos
verdadeiros interesses
da
Egreja,
compro-
mettern
a
causa
que
defendem,
pela
cega
obstinação
de
levar
por
diante
irrealisa-
veis
utopias.
«Cumpre-me
coufessal-o.
di
zia
Montalembert
no
congresso
de
Malines,
esta
enthusiastica
dedicação
qne
sinto
pe
la
liberdade
religiosa
não
é
geral
nos
ca
tholicos.
Querer
querem-n
’
a
elles
para
si,
e n
’
isto
não
lhes vae
grande
merecimento;
em
geral,
todo
homem
quer
toda a casta
de
liberdade
para si
proprio.
Mas a
liber
dade
religiosa
em
si,
a liberdade
de
con
sciência
cfoulrem,
a
liberdade
do
culto
que
se
renega
e
que
se
repelie,
eis o
que
in
quieta,
o
que
exaspera
muitos
d
’
entre
nós
Se indagar-nos
os
motivos
desta
aversão,
poderemos
reduzil-os
a
tres principaes
;...
que
eu a
fallar
•
verdade
não
sei
qual
d
’elles
seja
o
menos
fundado
e
o
menos
chimericoí.
—
«Não
tenho
direito
nem
de
sejo
de
condemnar
os
que
pensam
diver
samente
(diz
elle paginas adiante).
Não
ponho
em duvida a
sua
orthodoxia,
Deus
me livre.
Peço-lhes todavia
que
não
con
testem
a
minha.
De
bom
grado
os con
sidero a mim
superiores
em
sciencia
e
virtude,
com
a
reserva
porém
de
que
em-
quanto
eu labutar
em
negocios
do
mundo,
lerei
o
cuidado
de
me
collocar
a
respei
tosa
distancia
d
’
elles,
como
de
gente
com
quem
nada
ha que
fazer
nos
tempos
que
correm.»
(Riso).
Os
excellenles
catholicos
que acolhiam
com
frouxos
de
riso
esta
graciosa
jovia
lidade,
esqueciam
evidentemente que
á
frente
dos
«que
pensavam
diversamente»
de
Montalembert
eslava
o
Papa
Pio
IX,
o
qual
já
mui
claramente
manifestára o
seu pensamento em
muitos
breves
e
allo-
cuções,
antes
de
o
formular
solemnemen-
te
na
eucyclica
Quanta
cura
(1).
Não se
lembravam
que
Pio
IX,
repellindo
a
dou
trina
liberal,
outra
coisa
não
fazia
que
seguir
o
trilho
de
Gregorío
XVI e de Pio
VI
e
de lodos
os
papas
seus
predeces
sores.
Por
extranho
que
seja entre catho
licos
este esquecimento,
é
todavia
per
doável
n
’um auditorio
arrebatado
pelo
en
canto
d’
uma
palavra
eloquente.
Mas
como
comprehender
que
Montalembert haja
po
dido
escrever
estas
frases
e
dal-as
logo
á
estampa?
Esquecia
elle
os
actos
solem-
nes
da
Santa
Sé
que
haviam
condenwado
a
sua
lheoria
da
liberdade
do
êrro?
Já se
não
lembrava
que,
para
escapar
a
esta
condemoação,
o
seu
antigo
mestre
La
Meunais
accusara
o
proprio
Papa
de
in-
intelligencia das
necessidades
da
socieda
de
moderna, qne
é
uma
das
armas
pre-
dilectas do
liberalismo
?
«O
Papa,
dizia
elle,
é ura
bom religioso
que
nada
sabe
das
coisas
do mundo e
nenhuma
ideia
tem
do
estado
da
Egreja
(2).»
Se
na
bocca
d
’
um
padre que
ainda
se
não
havia
sepa
rado
da
unidade
catholica,
esta
linguagem
é
culpável e
insensata,
não
carece
pelo
meoos
de
certa franquesa.
Para
defender
o
liberalismo
aggride-se
o
chefe
dos
seus
adversários.
Haverá porém
boa
fé
em
pei-
seguir
com
inveclivas
aquelles,
cujo
cri
me
consiste
era
seguir
a
direcção
do
Pa
pa,
ao
passo que se tributam
ao mesmo
Papa
testimunhos
do
mais
profundo
res-
(1)
As
quatro
ultimas
pioposições
do
Sillabus
relativas
ao
liberalismo
foram
ex-
trahidas
de
actos
pontificios
anteriores ao
discurso
de
Malines.
(2)
Foisset,
Vida
do
padre
Lacordaire,
cap.
5.
peito?
Na
verdade,
se
houve jámais ho
mem
leal de
natureza
e
de
vontade,
é
sem
duvida
o
cavalleiroso
filho
dos
cruza
dos
,
portanto
a
simpathia
que
nos
inspi
ra
o
seu
nobre
caracter
só
pode
tornar
ainda
mais
odioso o
erro
que
vae
con
—
demnal-o
a
occultar
o
fundo
do
seu
pen
samento,
até
ao
momento
etn
que,
já nos
derradeiros
dias
da
vida,
irrompa
n'oma
palavra
para
sempre
deplorável. E,
n
’
este
ponto,
todos
os
catholicos
liberaes
sof-
frem
a
mesma
necessidade
e
escondem
a
verdade
com
as
mesmas reticências.
Va
riam
na
designação dos
seus
adversários
:
para uns
são
os
jesuítas
;
para
outros são
alguns
jornalistas; outros
ainda
se con
tentam
com
accusar
«certa escola».
Em-
pregavarn-se
estes
mesmos
subterfúgios
na
época
do
Concilio
para
Lornar
desprezíveis
e
odiosos
os~ defensores da
mfallibilidade
pontifícia.
Não
é
mais leal
este processo
na
primeira
do
que
pa
segunda
d
’estas
duas
questões; senão
que
até historica
mente
é
n’
aquella mais
insustentável;
por
que
a
infallibilidade
pontifícia,
embora de
fendida
como
verdade
de
fé
pela
unani
midade
dos
doutores
catholicos
de
todas
as
edades,
fôra combatida
em França
num
certo
periodo
;
ao passo
que
o
liberalismo
nunca
leve por
si
nenhuma
escola
nem
doutor
d
’
alguma auctoridade.
O
gallicanis-
mo
é
verdade
jjue
pretendia
subtrair
o
temporal
dos
reis
do
poder
direclo
ou
indiiecto
do
papado;
mas
sustentar
a
li
berdade
de
propagar
o
êrro,
separar a
so
ciedade
civil
da
sociedade
religiosa,
isso
nunca
elle
fez.
[ContinúaJ
ipovoarám
a
maior
parle
da
superfície
da
<t
Terra,
e
monopolizaram
parle ainda
maior
a
do
seu
commercio°.
—
Parece qoe
isto
é
fallar
sem
papas
ua
língua,
e
que
á
vis
ta
d’
eslas
revelações
(e
de
uns
cardume
de
factos
e
razões
que
eu
podia acres
centar;,
ficam
bastante
claros
os
motivos
porque a
Inglaterra,
«nos^a
fiel
alliada»,
como
era moda
charoal-a
entre o
mundo
dos
papalvos,
tanto se
empenhou
em
des
troçar
o
«Reino
Unido
de
Portugal,
Bra
zil
e
Algarves»;
onde
estava em
germe
um
rival,
que,
bem
cultivado
e
aprovei
tado, mais que
nenhum
outro
Estado
li
nha
proporções
de emular, ou
vir
a
con
trapesar,
o quasi
monopolio
Inglez
do
commercio
do mundo,
e
dominio
dos
ma
res.
Eis
ahi
a verdadeira
chave
da
politica
Ingleza
para
com
Portugal
e
Brazil,
desde
1810
sobretudo,
quando
se
fez
o
tratado
desse
anno;
mas,
principalmente,
depois
da
paz
de
4815,
em
que
a
Inglaterra
tonto
se
empenhava —
por
interesse
de
Portugal
já
se
sabe!
—
em fazer
da
Ame
rica regressar
á
Europa
El-Rei
D.
João
VI e
a
Familia
Real ;
porque
tanto
se
esforçou
depois,
em ajudar
a
celebre
In
dependência,
que
divorciava
o
Brazil
da
outra
metade
do
Império,
ou
Reino
Uni
do
de
Portugal,
Brazil
e
Algarves
(e
suas
immensas
e
ucas
possessões,
Africanas,
Asiáticas
e
Insulares).
Eis
ahi
porque
Lord
Dundonald
(então
Lord
Coclirane),
não
só
veio,
com
sua
equipagem de
condotliere
ou
flibusteiros,
ajudar
a
dividir o
Reino
Unido,
mas
aconselhou
tanto
ao
Principe
D.
Pedro
o
imitar
—
isto
é
caricaturar
as
«instituições»
Inglezas
—
como
isso
se vê
bem
claro
no
seu
livro,
Narrativa
de
Ser
viços
no
Liberlar-se
o
Brazil
da
Domitza-
ção
Portugueza,
e como
elle
proprio
Lord
Dundonald,
mais
de
uma
vez o
referiu
e
ponderou
a
quem
isto
escreve
—e possue
do
punho
mesmo
do nobre
Lord abun
dantes
documentos
que
ajudem
a
acreditar
estas
asserções.
Não
censuro
o
Lord
Dundonald
ou
a
Lord
Strangford,
que
agenciou
o
Tratado
de
1810,
ou
aos
Inglezes? por
procura-
reoi
assim
levar
agoa
ao
seu
moinho
—
se
eu
fosse
Inglez,
fazia
talvez
outro tan
to;
mas i
que
diremos
dos
Fernandes
Thomazes
e
Companhia
de
1820
e
21,
etc»,
que
com
tanta
frescura
e
sem-cere-
monia,
e
até
contentamento,
disseram
adeus
ao Brazil,
ou
por
melhor
dizer,
quizeram
expulsal-o
a pontapés’!.,.
Milagres
e
fa
vores
da nobre
Maçonaria
nossa
senhora,
que
o
Diabo
leve
para
seu vasto
rei
no!
E
se,
ao
mesmo
tempo,
nascer
e
crescer ao Portugal
d
’
esses
heroes,
e
ao
maçonico
Brazil
que
de
taes
proezas
se
applaudiu,
um
formoso
e
agigantado par
de
orelhas
de
Midas,
ninguém
de
tal
se
admire;
pois
é
fructo
e
prémio natural,
bem merecido pela
conducta
de
taes
be-
roes.l
A.
R. SARAIVA.
(Continua)
...
----
-
-Voticías
íFlíãapaiiIia.
Da
correspondência da
«Palavra»
ex-
trahimos
o seguinte
:
«A
quem
duvide
de que
é
este
o
sis
tema
(calar lodos
os
promenores
sobre
os
transes
da guerra
que
não
lhe
convém
publicar
na integra)
de
nosso
governo
lhe
pedirei
que
me mostre
a participação
da
acção
que os
carlistas
chamam
de
Maíie-
ru
e os
affonsinos
deviam
chamar
de San
ta
Barbara
de
Puenle,
dada no dia
1
do
corrente,
certo
de
que
não
póde
mos-
trar-m
’a
;
todavia
esse
combate
deu-se
ef-
fectivamente
:
No
dia
indicado
saiu
de
Pueute
la
Reina
o
general Chacon á
frente
de
8
batalhões
e
respeitável
artilheria
com
o
fim
ostensivo
de
fazer
um
forte reconhe
cimento
sobre q£ reduclos
de
Santa Bar
bara,
chave
das
posições
carlistas
de Mon-
tejurra,
e,
ao
aperceber-se
d'esla
manobra,
o
general
carlista
Perula
que se
achava
era
Maneru
adeatiiou-se
com
quatro bata
lhões
ao
amparo
da
artilheria
de
seus re
duclos,
apresentando
combate ao aílonsino
que
o
sustentou duro
e energico
até
ás
quatro
horas
da,
tarde,
retrocedendo
a
es
sa
hora
para Pueute
com
a
perda
míni
ma
de
30
homens,
entre mortos,
feridos
e
alguns
prisioneiros,
acossado
em
sua
re
tirada
pelos
carlistas.
Entre
os
mortos
ci-
tain-se
cheles
e
olficiaes.conhecidos,
cujos
nomes
não
estampo
hoje,
porque
pelo
afan
de
adeantar
uma
noticia
insignifican
te
não
quero ser
talvez
o
primeiro
a
en
cher
de
luto
algumas
lamilias
ignorantes
ainda
das
desgraças
que
hão
de
amargu-
ral-as.»
Recebemos
a
primeira
folha
de
cada
uma
d
’estas
obras
que
está
sendo
editora-
da
pela
casa
Chardron,
Jo
Porto.
A
importância
d
’estes
dois livros
é
in
contestável, e
bem
conhecidos
são
elles
ainda
dos
menos
lidos. Havia,
porém,
ne
cessidade
d
uma
boa
traducção
para
faci
litar
o
seu
accesso
aos
pouco
versados
no
idioma
hispanhol
;
essa necessidade
acaba
de
desapparecer
com
a publicação
que
ho
je
annunciamos.
Aproveitamos
esta
opportunidade
para
lembrar
ao
snr.
Chardron
que
nos
teem
sido enviadas
as
primeiras
folhas
de
varias
obras
editoradas
por
s.
s.
a
,
e
das
quaes
não
recebemos
a
continuação.
Entre
estas
lemos sobie
a
nossa mesa de trabalho
as
seguintes
:
impressões
da
naturesa
,
por
Augusto
Luso
da Silva—
novo
metiiodo
PRATICO
E FAC1L
PARA
O ENSINO DA
LÍN
GUA
ingleza
,
por
Espineg
—
aritiimetica
ELEMENTAR
E SYSTEMA MÉTRICO, por A. da
Silva Dias
—
tiiesouro
do
sacerdote
,
pe
lo
padre
Mach.
De
todas
estas
obras
apenas possuímos
a
primeira
folha
de
cada uma.
sermões
avulsos
.
(Sermão do
natal
,
original
de
G.
de
Moura
Coulinho
=
Ser
mão
de
s.
josè
,
original
do
padre
Guilher
me
Robio
Porzia,
sacerdote
romano.
Recebemos
estes
dois
sermões
perten
centes
á
collecção
que
a
empresa
das
leitu
ras
populares
está
dando
á
estampa.
E-ta
publicação
é
utilíssima
e
tende,
como dizem
os
editores
d
’
ella,
a
supprir
o
melhor
possível
uma
falta
que
se
dá
en
tre
nós
:
falta de modelos
de
discursos
oo
gosto da
epoca
para os oradores.
Dos
dois
sermões
que
temos presentes
é
um devido
ao
peregrino
talento
do
cho
rado
Moura
Cominho,
aquelle
moço
por
tantos
títulos
notável,
qne não
ha
muito
atraía
a admiração
em
alguns
estabeleci
mentos lilierarios do
paiz,
e
o
respeito
dos
leitores
catholicos
e
dos
jornalistas
em
o
numero
dos
quaes
era
lido
como
disliti-
cto.
O
sermão
do
Natal,
por
elle
prégado
na egreja do
Bombarral,
etn
1854,
e
que
acabamos
de
ler,
é
um
dos
melhores,
dos
mais
eloquentes que
temos
lido
ou
ouvido.
E
’
lambem
mui
notável
o
sermão
de
S.
José,
prégado
pelo padre
Porzia
na
ca-
pella da casa
d
’
Asseca,
na
Freiria,
era
1875.
Recommeodamos
aos
snrs.
ecclesiasti-
cos, especialmente
aos
que
se
dedicam
ao
púlpito,
a
accquisição
d
estes
verdadeiros
modelos
de oratoria
sagrada,
bem como
a
collecção
já publicada.
Toda
a
correspondência
deve
ser
dirigi•
ida
ao
snr.
padre
Luiz
Pacheco,
Lisboa,
calçada
do
Carmo
(ao
Rocio)
n.°
6
—1.°
0
ESCANDAL0,
por
D.
Pedro
A.
de
Alar-
con
—
Versão
de
L
Quirino
Chaves.
Acabamos
de
ler
este
romance,
que
é
incontestavelmente
um
bom
livro,
onde
a
moralidade
não
é
lellra
morta
ou
velharia
irrisória,
como
em
tantos
outros
do
mes
mo
genero
litterario.
E
’
para
saudar
o
ap-
parecimento d’
uma
novella
como
esta,
a
qual não encerra
tal
ou
qual
vírus,
que
lhe
vede o
ingresso
ao
seio
das
famílias,
on
de
a
corrupção
ainda
não
ganhou
fóros
de
cidade.
>
No
romance 0
Escandalo
nota-se
o
bem
tecido
do
enredo,
que
é atrahenle,
e
o
bem
delineado
dos
caracteres,
apar
d
’
uma
lingua
gem
bella
de
simplesa
e
gravidade.
A
tra-
ducção
é
conscienciosa,
como
todos
os
trabalhos
do
traduclor.
Este
romance
acha-se
á
venda
na
Li
vraria
Catholica,
Lisboa.
A
NÃO COMARCA
EM ESPOSENDE E O SNR.
MINISTRO
DA
JUSTIÇA
AUGUSTO CESAR BAR-
JONA DE
FREITAS.
E
’
um
folheto
de
32
paginas
onde,
co
mo
titulo
indica,
se
analisa
a
justiça
ou
injustiça
com
que
a
viila
d’
Esposende não
foi
elevada
a
comarca,
na
divisão
ultima-
menle
feita.
—Bê-se
no «Correio
da
Tarde»;
Um telegramma
diz
que
a
viagem
do
rei
ao
Norte
ser
à
adiada
para
março.
Outro
telegramma canfessa que
Peru-
a
atacou
Martinez
Campos.
Depois,
de
more, accrescenta
: os
carlistas foram
re-
pellidos
com grandes
perdas.
Vejamos
agora
os
telegrammas
que
pu
blicam
os
jornaes
fraucezes
:
Hendaya
8
de fevereiro,
1
h. e
16
m.
da
tarde.
—
Moriones
concentrou-se
com
to
das
as
suas
forças
sobre
Guetaria.
O
con
de de Caserta
e
Perula
estio
com
mui
tos
dos
seus
batalhões
em San Este-
ban.
O
leitor lembra-se
de
certo
quanto
loi
festejado
o
lacto
de
terem
as
forças
libe
raes
entrado
em
San
Esteban
;
pois
bem
;
já
lá
não
estão,
foram
postos
fóra
por
Perula.
E
não
obstante
a
telegrafia
de
Madrid diz-nos
que
Perula
atacara
Marti
nez
Campos,
mas
que
fóra
repellido
com
bastantes
perdas.
Hontem
demos
a noticia
de
que
Pe
rula tomava a
oflensiva.
hoje, graças
a
Deus,
podemos
accrescentar
que
elle
obri
gou
Martinez
Campos
a
retirar,
largan
do-lhe
a posição
de
San
Esteban.
Terá
relação
com
este
facto
a
noticia
que
hoje
lemos em um
jornal
liberal de
que
Martinez
Campos
está
padecendo
dô-
res
nevrálgicas
?
Os
jornaes
liberaes
teem
guardado
si
lencio
ácerca
da
lição
que
Morales de
los
Rios
levara
em
Arratzain, noticia que de
mos
aos
nossos
leitores
e
que
depois
tem
apparecido
confirmada
pelos
jornaes
fran
cezes
;
hoje temos
mais
uma
prova
a
fa
vor
d’
aquella
noticia,
é
um
telegramma
que
publicam
os
jornaes
francezes
e
que
diz
assim
:
«Moralles
Rios
foi
mettido
em
conse
lho
de guerra,
em
consequência
da
derro
que
soffreu em
Arratzain.»
Encontramos
ainda
nas
folhas
francezas
os
seguintes
telegrammas
:
Hendaya,
9
de
fevereiro.—
Os
carlistas
snrprehenderam
uma
avançada
inimiga em
frente
de
Henteria
;
mataram
cinco
homens,
feriram
muitos
e
fizeram
quatro
prisionei
ros.
Na
Catalunha
augmenlam
as partidas
carlistas.
Vergara,
8
de
fevereiro.
—
Esta
noite
El-Rei
effectuou,
em
trem
especial,
a
via
gem
de Tolosa
a
Zumarraga,
onde foi
re
cebido
com enthusiasmo.
Sua Magestade
conferenciou
alli
com
o
ministro
da
Guer
ra.
Dirigiu-se
depois
a Vergara, onde,
logo
que
chegou,
passou
revista
aos batalhões
biscainhos,
cujo
espirito
é
excellente.
Os
generaes
Carasa
e
Cavero
assistiram
á
con
ferencia
com Sua
Magestade.
Todas
as
nossas forças
estão muito
bem
dispostas,
e
esperam
com
confiança
a hora
do
combale,
que
parece
imminente.
Por
ultimo
a
agencia
Havas
manda
pa
ra
os
jornaes
francezes
este
telegramma
:
Saint
Jean
de
Luz,
9
de
fevereiro,
á
noite.—
«Os
carlistas operaram
hoje
um
movimento
oflensivo
contra
as posições
das
tropas liberaes
em
Oyarzuin.
»
,
E
a
agencia
não
dá
resultado
da
ope
ração.
Este
telegramma
provoca-nos
a
fazer
nma
simples
pergunta:
Se
fosse verdade
a
decima parle
do
que
nos
tem mandado
dizer
pelos
fios
eleclricos
o governo
de Ma
drid,
estariam
os carlistas em
estado
de
operar
um
movimento
oflensivo
coulra as
posiçoes
occupadas
pelos
liberaes?»
Vão
n
’outra
parte
alguns
telegrammas
transcriplos
do
«Monde».
LIVROS
E
IMPRESSOS
PORTUGAL
ANTIGO
E MODERNO.
DICCIO
NARIO
GEOGRÁFICO, ESTATÍSTICO,
CIIORO-
GRAFICO,
HERÁLDICO, ARCII1OLOGICO, CORO-
GRÁFICO
E
ETYMOLOGICO DE TODAS AS CI
DADES,
V1LLAS
E FREGUEZIAS DE PORTU
GAL
—
por Augusto
Soares
d’
Azevedo Bar
bosa
de
Pinho
Leal.
Publicou-se o
fascículo
93.°
deste
dic
cionario,
que
continúa
a
sair á
luz
com
a
maxima
regularidade.
Gomprehende
as
fo
lhas
23 e 24- do volurae VI
e
conclue
as
lellras
OUT
até
PAÇ
Eulre
outras
traz
uma
extensa
e
curiosa
descripção
da
viila
de
Ovar,
e
varias
noticias.
CARTAS A
UM SCEPT1CO, POR D. JAYME
balmes
—
Traducção
de
A.
A.
Leal.
=
Pm-
losofia
fundamental
, por
D.
Jayme
Bal
mes
—Traducção
de João
Vieira.
levita
do
Senhor, que
bem-merece
d
’Elle,
e
dos
homens,
a
cuja
salvação
se
ha
de
dicado
com
fervor
inexcedivel.
A
missão
terminou
no
dia
40
do
cor
rente,
cora
solernne Comtnunbão
geral,
calculando-se
era 1:200
as pessoas
que
n
’
a-
quella
egreja
receberam o
Pão
da
vida,
além
das
innumeras
que
se
confessaram e
com-
mungaram
pelas
freguezias
limítrofes.
Enviou-se
um
telegramma
para Roma
pedindo
a
bênção
de S.
Santidade,
ao
qual
o
etn.
1
"
”
cardeal
Anlonelli
respondeu:
«Signor
Felix
Gomes.
Parroco
di
S.
Joan
di
Vizella.
—
N.
S. Padre
ha
coocesso
biene
volontiere la benedizione
chi
esta
per
la
circonslanza
delia coinmunione
generale
del
40 corrente». Quando
este
telegram
ma
chegou
a
Visella,
repicaram os sinos
e
estoiraram
muitas
girandolas
de
fogue
tes.
No
dia
9
houve uma
vistosissima
illu-
minação
na
fronteira
do
templo
e
no bal
cão
que se
estende
até
á
estrada,
o
qual
eslava
ornado
de
galhardetes
com
bandei
ras
e
festões
de
morta
gostosamenle
illu-
minados
á
veneziana.
A'
entrada
do
ar
ruado
levantou-se
um
arco
onde
sobresaiam
as
armas
pontifícias
com
o
distico
—
Viva
Je
sus,
Pio
IX
e
a
Egreja=e
dos
dois
lados
as quadras
do
Concilio.
Todas
as
casas
de
Visella
se
illumina-
ram,
dislinguindo-se
o
Cruzeiro
do
Sul
e
as
casas
do
snrs.
Joaquim
de
Freitas
e
Pereira
da
Costa.
No
dia
8
fez-se
uma
procissão
de
peni
tencia,
acto
o
mais imponente
que
temos
presenciado.
Era
composta de
cento
e
no
venta
penitentes
e
muitas mulheies
que
de
joelhos
seguiam
atraz
da
procissão.
Lo
go
que
esta
recolheu
começou
a chuver
abundantemente.
Ornrnitindo
outras
particularidades, cu-
a
narração me
levaria
mui
longe,
termino
dando
os
parabéns
ao
virtuoso
missioná
rio
e
seus
dois companheiros,
aos
que to
maram
a
iniciativa
d
’
esla
santa
missão,
e a
todos
os
membros
da
commissão
dos
feste
jos,
sendo-me
grato
especialisar
o
snr.
An
tonio
Monteiro
Osorio,
que
foi
incanfiavel
para
que
elles
altingissein
o
brilhantismo
a
que
chegaram.
Os
cidadãos
visellenses
jámais poderão
esquecer
estes
dias
de
tanta
ventura
e
ju
bilo,
qoe
tarde
ou
nunca
voltarão.
Visella,
42
de fevereiro
de
4876.
J,
de F. e
Oliveira.
COBKESIPONíDESrCIA.
Nlissão
em Visella
No
dia
9
do
passado
janeirí
inaugurou
o
virtuoso
sacerdote
Fr.
Christovão, que
habita
no
exlincto
convento
da
Falperia,
uma
missão
na
egreja
de
8.
João
das
Caídas,
da
qual poude
colher
os
mais
opimos fruc-
tos.
Muitas
das
ovelhas que
andavam
ires-
malhadas
pelos
atalhos
do
erro,
voltaram
ao
apiisco
atrahidas
pela
voz
poderosa
do
Tiros.
—
Pelas
2
horas
da
madrugada
d
hontem
ouviu-se
a
detonação d
’alguns
ti
ros
disparados
para
os
lados
das
Carva
lheiras.
Diz-se,
não
sabemos
se
com
fundamen
to,
ou sem
elle,
que
uns
larapios tenta
vam
por
alli
fazer
das
suas.
I'al!eeiinento.
—
Acaba
de
fallecer
quasi
repentinamenle
o snr.
Bento
José
de
Castro,
negociante
da
rua de
S.
Victor.
Teve
hontem pomposos
oíficios
fúnebres
no templo
de
N.
Senhora
A
Branca,
antes
de
ser
conduzido
para
o
cemiterio.
Expedição
ao polo do norte.—
A
sociedade
aliemã
de exploração
ao
polo
arctico,
organisou
para
o
estio
de
4876
uma
expedição
que
se destina
ao
polo
do
norte.
A
expedição
deverá
estudar os
territó
rios
do
norte
da
Sibéria
e
effectuar
os
trabalhos
preparatórios
para
uma
expedição
mais»
importante
que
partirá
em
1877,
a
expensas,
segundo
se crê,
do
thesouro
im
perial.
Os
que
devem
fazer
parle
da
expedi
ção
de 4876,
são
Srehtn
e
Finsch,
natu
ralistas,
e
o
conde
Waldbourg
Zeil,
de
Wurlemberg,
que
vae
explorar o polo
do
norte
á
sua custa
e
por
curiosidade.
Postes
marítimos.—
Vários perió
dicos
de
Londres
anooncíam
que
algumas
potências
marítimas
estrangeiras
leem
ideia
de
estabelecer
postes
marítimos
em
pleno
oceano,
que
por
meio
de
cabos
eleclricos,
que
communicarão
com
o
cabo
submarino,
poderão,
coi
responder
com a
costa
e
per-
millir
d’
esle
modo
aos
navios
couraçados
e
aos
vapores,
que
estejam
em
immediata
relação
com
a
terra firme.
Nlínas.—
No ultimo
trimestre
foram
registadas
no
districto
de
Beja
as
seguin
tes
minas;
Na
comarca
de
Aljustrel
16
de
man-
gauez
e
1
de
chumbo,
na
de
Beja
1
do
ferro,
1
de
mangauez
e
4 de antitnouio,
na
de
Moura
4
de
cobre, 1
de
ferro e
manganez, na
de Ourique 4 de
cobre,
e
em
Mertola
29
de
manganez
e
1
de
cobre.
Total
54
minas.
Caminlio de
ferro do BotiRado.
—
Um
nosso
amigo,
diz
o
«Jornal
de Gui
marães»,
leve a
bondade
de
nos
mostrar
uma
carta
da
qual transcrevemos o
se
guinte
por
ser
de
grande
interesse para a
nossa
terra:
«Acabam
de
parlicipar-me
de
Londres,
que
no
dia
9
deviam
partir
d
’alli
para esta
rem
no
Porto
segunda
feira
próxima,
Mr
J.
Lslie
Walker,
Director,
acompanhado
dos
novos
empreiteiros
Mr.
Vignoles
e
Purdon.
E’
com
a
maior
satisfação
que
levamos
es
ta
noticia
ao
seu
conhecimento.
E
’
motivo
de
muita
congratulação,
pois
é
tal
a
respei
tabilidade
d’
aquelles
cavalheiros,
que
é
ga
rantia
suíliciente
para a
conclusão
da
via
fer-
rea
do
Bougado
a
Guimarães
no
mais curto
espaço
de
tempo
possível».
Pensamentos.
—
A
mulher
é
um
de
feito
bonito
da
natureza.
—
No
enxoval
do
casamento,
o
amor
é
considerado
uma
frivolidade.
—A
virtude
quer
sempre
fugir
mas
quan
do
é
fraca
tropeça
e
succumbe.
—Os
nervos
das
mulheres
são
as
cordas
de rebeca
do
capricho.
—
A
mulher
é
a
pérola
da
creação:
por
isso
custam
caras
e
ás
vezes
saem
falsas.
(D. I.)
Ajíplâcação
dos
euealyptus.—
Lê-
se
no
«Jornal de Horticultura
pratica»:
E
’
curiosa
a
seguinte
carta,
que acaba
mos
de
ler,
datada
de Troyes
e
rubricada
por
M.
Ch.
Bailei.
«Tendu-me
achado,
assim
como
alguns
amigos,
incommodado
durante a
noite
por
aquelle
bem
conhecido
insectosiuho
alado
chamado
mosquito,
lembrei-me
de
levar
pa
ra o
meu
quarto
de
dormir
um
exemplar
ainda
novo^do
Eucalyplus
glublus. D
’
ahí
em
diante
não
tornou
a apparecer
um
só
msec-
to,
e
por
consequência,
com‘
a
sua
desap-
parição,
fiquei
livre
das
suas
picadas
bem
pouco
appelitosas.
•
Será
bom
dizer-se
que
se
escusa
de
ter
o
receio
que
o
cheiro
incurnmode,
por
quanto
o
peilume
balsarnico
dos
Eucalyplus
não
é
de
modo
algum
pernicioso ao
homem.
<E
’
possível
que
os ramos folhosos
d
’
es-
sa
arvore
produzam
o mesmo
effeito,
com-
tudo
parece
que
a
acção
da
plauta
viva
de
ve
ser
mais enérgica.
«Em
todo
o caso
dever-se-ha experimen
tar
uma
e
outra
cousa
nas
ca
valia
riças,
on
de
essa
gentalha
alada
se
pavoneia muito
a
seu bel-prazer.
«Os
meridionaes,
que
costumara
cobrir
as
camas
com
filó,
encontrarão
no
gigante
austreliense
ura
digno
substido?Julgo
que
sim,
e
convido-os a
qoe
façam
a
experi-
encia
»
Mez de
fevereiro.—
A
’
cerca das
fa
ses
do
tempo
uo
rnez
corrente
fez
o
pro
gnostico
que
segue
o
astronomo
de
Peri-
gneux.
x
«A
primeira
quinzena
será
assás
fria
e
accideotada, com
tempo
coberto
ou
brumo
so,
mais
húmido
que secco no seu
conjunto,
pricipalmente
para o
norte.
Geadas na
primeira
e
segunda
desenas.
Neve
provável
a
9
e
12
(forças
decrescen
tes).
Tempo
grosso
no
mar.
A
segunda
quinzena
apresentará
igual
mente
um
tempo
variavel,
mas
mais
doce,
com
alguns
relâmpagos
nas
épocas
criti
cas, especialmente
para
o
sul.
Desgelo
e
cheias
súbitas.
Alguns
trovões
a 23
e a
29
(conjuncções
de planetas).
Depressão
barométrica,
com
vento,
chuva,
ou
neve,
segundo
os
sitios
ou
alturas.
A
9,
12, 19,
23,
25,
27
e 29,
haverá
fortes
perturbações.
Aviso
aos
homens
do
mar.
Infeliz
creança.—
Refere o
«P. de
Jeneiro»
que
perto
de
Guimarães
guarda
va
uma
rapariguinha
alguns bois,
que
pas
tavam
no
montado,
quando
o
cão
que a
acompanhava
principiou
a ladrar.
A
rapariga
assustada
olhou
era
volta
de
si
e
viu
um
grande
lobo
correr
ah az
dos
bois
que
fugiam.
Cheia
de
medo
dirigiu-se
a
creança
para
casa,
acompanhada
do
cão que
não
se
havia
callado.
Já
perto
da
habitação
eneontrou-se
com
o
lobo,
que, depois
luclar
pouco
tempo
com
o
cão
se
lançou
a
ella segurando-a por
uma
perna
e
levando-a
de
rastos
por
a
neve
que
cobria
o campo.
O
pae
que
havia
visto
o
lobo
e receando
pela
rapariga
apparecia
então
sobraçando
um
bacamarte.
Cego
pela
dôr
de
vèr
a
filha
presa
da
fera,
desfecha
e o loba
foge
deixando
a sua
presa.
Quando
o
pae
se
aproxima
da
filha
vè
que a
linha
crivada de
quarlos!
Eslava
morta!
OíTerta.
—
O
snr.
Pinho
Leal
offereceu
4
escola
Castilho
os
volumes
publicados
do
seu
importante diccionario
Portugal
Anti
go
e Moderno.
Caminhos
de
ferro. —
Durante
a
semana
decorrida
desde
29
de
janeiro
a
4
de
fevereiro
corrente,
a
receita
total
apro
ximativa
dos
caminhos
de ferro
portugue-
zes
foi
de
31.5170529
réis.
Em
idêntica
semana
do
anno
passado
fôra
de
31:6860987
réis,
havendo
portanto
na
d’
este
anno
uma
differença
para
menos
de
1690458
réis.
OÍTerta
anniial.—
O
conde
de
Cham-
bord mandou
entregara
Pio
IX,
por
inter
médio
da
duqueza
de
Massino, a
sua
offerta
annual
de
1:800001)0
réis.
Julgamento,—
Entrou
no
dia
14,
em
julgamento,em
BarceJlos,
José
da
Silva Caba
no,
da
freguezia
de Ai<ó,
accuzado
de
haver
barbaramente
assassinado
no
dia
23 d
’
agos-
lo
passado,
a
Josefa Simões,
de
Moure,
sua
amante,
em
sitio
ermo
e
retirado,
onde
a
fizera
ir,
abrindo-lhe
o
craueo
até
o
cerebro
com
um
golpe
de enchada,
e isto
com
o
unico
fim
de
lhe
não
restituir
cordões
d
’
ou-
ro
que
emprestados lhe
tinha
pedido.
Na
audiência foram
patentes
a
enchada
homicida,
tiota ainda
em
sangue
da
victi-
ma,
e
um fragmento
do
seu
craneo.
O
jury
deu
o
crime
por
provado
por
una
nimidade,
e
foi o
réo condemnado
na
pe
na
de
trabalhos
públicos
por
toda a
vida
para
África
Oriental,
ou
20
annos de
pri-
zão
celular.
Furaeão.—
Os jornaes
de
Madrid,
re-
cenlemente
recebidos,
publicam
a
seguinte
notica:
Na
quinta-feira
sentiu-se
em
Cadix
um
violento
furacão
e descarregou
tão
forte
sa
raivada
que
um jornal calcula
etn
20
mil
os
vidros
quebrados.
O
furacão
arrancou
as
amarras
de
mais
de
quarenta
embarcações
fasendo-as
sosso-
brar.
Uma barca
de
carabineiros
voltou-se
podendo salvar-se
a
nado
os
que
a
tripu
lavam.
Também
se voltaram
mais botes;
mrs
parece
que não
houve
desgraças
pessoaes,
ainda
que
se
fatiava
na desapparição
de
um
homem.
IJesastre.
—
Num
dos
dias
passados
uma
diligencia
que
saiu
de
Celorico
com
di
recção
a
Eornos,
tombou
se
proximo
ao si
tio
de
Juncaes,
ficando
feridos
os
passagei
ros
e morta
uma mulher.
Estailo
do
mercado
em 15 do
corrente.—
litros
ou
Alqueire 16,110.
Trigo
50
800
Milho
alvo
37,5
600
Centeio
34
545
Milhão branco
40
640
Dito
amarello
37,5
600
Cevada
32.5
-520
Batatas
37,5
600
Feijão
vermelho
62,5
10000
Dito
amarello
56
900
Dito
branco
59
915
Dito rajado
50
800
Dito
miudo
40
640
Azeite
189,5
almude
40550
Vinho
33,5 s
800
Koubo saerileçjo
—
Os
ladrões
en
traram
na
egreja
do
Calvario,
em
Monle-
mór-o-Novo
e
roubaram
os corporaes
e
as
partículas
do
Sacrario,
levando
as
es
molas
que
estavam
na
caixa
de Santo
Au-
lonio
e
os
brincos
de
Nossa
Senhora
dos
Milagres.
Psrtuguezes
falleeidos.—
Até
21
do
passado
fallecerara
no
Rio
de Janeiro
os
seguintes
portuguezes
:
Marcellino
José
da
Cunha,
24
annos,
solteiro;
Antonio
Antunes
Alves,
21
a.,
s.
;
Manuel
Francisco
dos
Santos,
26
a.,
s.;
Antonio
Augusto
Cardoso,
25
a.,
s.
;
Venancio
José
da
Silva,
36
a.,
casado ;
Maria
da
Conceição
Pereira,
26
a.,
c
;
Gertrudes Eugenia,
28
a.,
viuva
;
Miguel
de
Albuquerque
Barrozo,
18
a.; João
Maria Gramito;
Marianno
Theodoro
da
Rocha,
58
a.,
s.
;
Antonio
Alves
de
Aze
vedo,
18
a.; Antonio
da
Silva,
40
a.,
s.
;
João Antonio de
Oliveira Braga,
22
a.,
s.
;
Mariarma
Luiza
Ribeiro,
37
a.,
c.
;
Joaquim
da
Silva,
43
a.,
s.
;
Fran
cisco
Ferreira
Campello,
70
a.,
v.
;
An
tonio
José
Ferreira,
25
a.,
s.
;
Constanti-
no
Borges,
30
a.,
s.
;
Antonio Francisco
Duarte,
40
a.,
s.
;
Antonio
Monteiro
Pe
reira,
70
a.,
v.;
Antonio
Martins
;
Fran-
cisca
Candida
Pereira,
42
a.,
c.
;
Filome-
(ia
da
Luz,
30
a'.,
c.
;
Beuto
José
de
Oli
veira,
66
a.,
s.
;
Joaquim
Francisco
Mo
reira,
52
a.,
s. ; Manuel
Luiz
da
Silva,
31
a.,
Vi
;
José Maria Figueiró, 25 a.,
s.
;
Maria
Joaquina
do
Amaral,
60
a.,v.;
Joaquim
de Sousa
Costa,
41
a.
;
José
Ser
ra,
32 a.,
s. ;
José
Martins
Gomes;
For-
tuoato
José
dos
Santos.
40
a.,
c.
;
José
Martins
Barbosa,
17
a.;
Antonio
Alber
to
da,
Silva,
27
a.,
s.
;
Francisco
Duar
te Simas,
40
a.,
s.
:
Manuel
Freire
de
Moura,
50
a.,
s.
—
De
14
a
27
de
Janeiro
falleceram
em
Pernambuco
os seguintes
súbditos
Portu
guezes
:
Manuel
Joaquim
de
Lima,
José
Fer
reira
da
Silva
Mattos,
Bernardino
Duprat,
Marcos
José
de Brito,
José
Ferreira
da
Silva
Teixeira
e
Mello,
José
Joaquim
Ca-
rnello,
José
Vaz de
Oliveira,
Marianno
José Rego,
Manuel
Francisco
Orphão
de
Sousa.
Ketraíoa.—
Vendem-se
no
escriplorio
da
administração d
’
este jornal
retratos
do
snr.
D.
Miguel
II,
pelo
preço
de
360
reis.
T
EI»
EG H A M M A S.
(
Proeedencia
carlista]
HENDAYA
7.
—
Chego
de
correra fron
teira.
Tem
caido
muita
neve.
As
opera
ções
eslão
adiadas.
Os
aílonsistas
eslão
em
Urdax,
Elizondo,
Errazu
e
Irrurita.
Os
carlistas
occupam
San
Esteban,
Vera,
Garasa,
e
concentram-se
Em
Elgueta.
Os
aflonsinos
preparara
em
Irun
um
novo
comboio
de munições
que
será
man
dado por
França,
a
Urdax.
Morales
de los
Rios
foi
chamado
pe
rante
um conselho
de
guerra,
para
res
ponder
pela
derrota
que
lhe causaram
os
carlistas
era
Arratzain.
—
Na
noite
de
5
e
em todo
o
dia
caiu
uma
grande
abundancia de
neve
em
lodo
o
terntorio
occupado
pelos
liberaes
de
Marlinez
Campos.
Nunca
se
viu
tanta
ne
ve.'Os soldados
devem
ter sofirido
muito.
Elles
eslão
descalços
ou
a
maior
parte
calçados
apenas
com
alpargatas
podres e
rotas.
Ao
uiestno
tempo
elles
são
obriga
dos
a
conservar-se
aos pontos
mais eleva
dos
sobre
a
neve,
traozidos
de frio
de
noite
e
de
dia. Ha colliuas
perlo
de
lír-
dax,
qne
se
assemlham
a
pães
d
’
assncar,
cobertas
de
neve
como
ellas
estão,
e
Sobre
as
quaes
se
vê
constantemente
uma
com
panhia
de
soldados
diante
d
’
uma
grande
fogueira,
e deitados
sobre
as
bervas.
IDEM
9.
Está
imminenle
uma
batalha
no
Baztan,
eotre Martinez
Campos
e
o
general
Perula
logo
que
o
tempo
o
permitta.
O
general
Perula
fez a
sua
joncção
com
o
conde
de
Caserta.
O
resultado
da batalha
nos
dirá
a
quem
vae
ficar
no
futuro
a
fron
teira.
Uma
circumstancia
que
ninguém
poderá
pôr
em
duvida
e
que
admira
os
mesmos
carlistas,-
é o
desejo
dos
voluntários
de
D.
Carlos
de
se
baterem,
o
enthusiasmo
d
’
este
heroico
exercito
calholico,
e
a
còn-
íiança
inteira
de
D.
Carlos
no
triunfo
da
sua
causa.
S.
JOÃO DA
LUZ
8.
—
Origem liberal.
—
Vinte
batalhões carlistas
ás
ordens do
conde
de
Caserta, de Perula e de
Larum
be
estão
concentrados
no valle
de
Baztan,
para
atacar
o
general
Martinez
Campos.
O
exercito
liberal
occupou
hoje
Zugar-
ramundi,
perto
de
Penaplata.
EXPt niE.VTi:»! ADMIMISTBA-
ÇÃO.
Assignaluras
recebidas
Gouvêa.
—
(Rio
Torto)—
Jo->é
H.
de
Mou
ra
Portugal,
até
19
de
março
de
1876.
Condeixa.
—
D.
Maria
Efigenia Lemos
Pereira
de
Lacerda,
até
30
de
maio
de
1876.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma de responsa
bilidade
limitada.
Balanço
em
31
de
janeiro
de
1876.
Capital
3.OO»i9000000.
4,a
emissão
750
contos
—7:500 acções de
iOD&OOO
reis.
Aetivo
Accionistas
.............................
60:8000000
Lettras,
descontadas. .
.
438:3900761
EÍIeilos
depositados
.
.
.
12:0000000
Caixa........................................
81:0360898
Agencias no
paiz.
.
. .
13:3440128
Ditas
no
estrangeiro.
. .
3:5030586
Empréstimos
s.
penhores. 137:7830330
Ditos
em
c/c
com
caução.
170:8160076
Papeis
de credito.
.
.
.
7:4000310
Dev.
es
G.
8S.............................
3:7830421
Despezas
d
’
inslalação.
.
.
2:7390032
Moveis
e
utensílios
.
.
.
1:9380614
933:2160456
Passivo
Capital...................................
750:00
’
0000
Fundo de
reserva.
.
.
.
2:3700601
Dividendos
a
pagar
.
. .
6860WO
Ditos
do
2.°
semestre 1875
18:0000000
Depositantes
á
ordem. .
.
43:0160610
Ditos
a
praso
..........................
101:2540448
Credores
de
effeitos
deposi
tados........................................
12:0000000
Lettras
a
pagar........................
1160270
Ganhos
e
perdas
....
5:7720127
933:2160456
Covilhã
31
de
janeiro
de
1876.
Os
Directores
Visconde
de
Mourão.
José
d'Amorim
Vaz
de
Carvalho.
SAÚDE A TODOS
sem
medicina
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
3
5
annos
«FihvariaveS ssaeecswo
4
Qualquer
doente
acha
por meio
da
deliciosa
Revalesciére, saude,
energia, ap-
petite,
boa
digestão
e bom
somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gaslricas,
gas
tralgías,
ílegmas,
arroios, ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas.
nauscas,
to-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal aos nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das bron-
chites,
da
bexiga, do
ligado,
dos rins,
dos
ntestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue: 75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Bréhan,
du
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria,
(Hispanha),
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:
—
Tenho
a
satisfação
em
lãzer-lhe sciente
que
minha
filha
com
o
uso
d
’
esta
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valeseière eSioeolatudn,
curou
radi-
cahnente
de uma
erupção cutanea,
que
he
impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia. —
De
V.
S.
a
at-
tenlo
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao Visconsulado
de
França.
10
Cura
78:421.
(Herpes)—
Valença 14
de
setembro
de 1873.
Uma
minha
amiga
que padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com-
pletamenie
com
a
Revalesciére.
—J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
tnassa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor
:
—
A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa
uma
mudança
maravilhosa,
tendo
readquirido
não
sómente as
minhas
forças,
mas também parecendo-me
que
es
tou
completamente
remoçado,
lornou-me
o
appetile,
que
desde
muito
tempo tinha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
oão
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do.que
a car
ne sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por miudo
em toda
a pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de
4
/
2
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
10400
reis;
de
2
1
|
4
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los,
60400
reis,
e
de
12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor chocolate
para
a saúde
é
a.
Slevalescière
chocolatnda;
ella
res-
titue
o
appetlile,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
era
caixas de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48 chavenas,
1040(1;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
p
n
9
v
o
n
n
BARRY
»U
BARRY
db
C.
a
—Pia-»
ce
Vendòme,
26, Pariz; 77 Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
Ç.
a.
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisbca,
(por
grosso
e miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
í8orto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de bequeira
;
J.
Piolo
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareeilo»,
Ramos,
pharm.;
JBraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V. Machado, praça Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
voa
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Castello,
Aflonso
e Barros,
droguistas;
Vilia
d»
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ÀGBÃDECIMENTOS
BANCO DE
VILLA
REAL
Vende-se
grande
porção
de
acções
d'es-
te
estabelecimento
ou
trocam-se,
çiunvindo,
por
propriedades
urbanas
ou de
raiz. Para
tratar-se
de
seu
ajuste,
em
caria
fechada
com
as
iniciaes
A.
S.
P.
ao
escriptorio
da
administração
d
’
esle
jornal. (2984)
Corographia
portugueza
Pelo
padre
Antonio Carvalho
da
Costa
Acha-se
quasi
esgotada
a
nova
edição
d
’esta
aprtcida
obra;
alguns
exemplares
que
ainda
restam
vendem-se
por
1$500
rs.
(3
volumes),
em
casa do
editor
na
rua
No
va,
n.°
5
e
no
Porto
na
rua
dos
Caldeirei
ros
n.° 39.
Na
mesma
casa
vende-se
a
grammalica
aoriugueza
por
José
Vallerio
Capella,
ap-
provada
pelo
conselho
superior
d
’
instrucção
publica.
Preço
120
reis.
Mais
se
vende
na
mesma
casa
uma ma-
china de
pautar
papel.
BílW
W P«
A
’
loja—
Cachapuz—
Acaba
de
che
gar
um sortimento de bombas
de
differen-
les
feitios,
e
que pódem
ftrnccionar
perfei-
t/meote
até
30'“
de profundidade.
coirea
o
fbio
Caloriferos
ou
fogões
d
’
aquecimento
pa
ra salas,
quartos,
etc.;
vendem-se
na
loja
C
achapuz
.
(2980)
Vende-se
uma
morada
de
casas
si-
luada na
rua
da
Ponte, com
o
n.°
&
““
“
&91.
Vè-se das
3
ás
4
da
tarde.
Quem
a
pertender
falle com
Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
JÁ
CHEGOU
A
polvora
do
estanco,
rua
da
Boa-Vis-
ta,
n.»
152.
(2982)
Rua Nova de Sousa n.a
5.
Facilita-se
o
pagamento e
aprendisagem.
Ensina-se
a
trabalhar gratuitamente
e
facilita-se
o
pagamento
em
prestações.
Ha
sortimento
de
algodões,
linha,
lãs
e
sedas
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
todos
os accessoiics
e
peças
sobrese-
lentes
para
as
diversas
machinas.
Tem
deposito
em Braga, em casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2968)
Companhia Edificadora e
Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
convida
os
senhores
accio
nistas
a
fazer
a
quinta
entrada
de
5
por
°|
0
ou
1250
por
acção
nos dias
15
a
25
do
cor
rente
desde as 10
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde
no
escriptorio
da
companhia
no
Campo
de
Sanl
’Anna n.°
71
D
—
2.°
an
dar.
—
Braga
4
de
Fevereiro
de 1876.
Francisco
da
Silva
Araújo
João
Cados
Pereira
Lobato
José
Alves
de
Moura.
(179)
(2965)
O
bacharel
Francisco
Dias Lima,
na
impossibilidade
de
o
fafter
pessoalmenle
co
mo
desejava,
agradece
por este
meio,
a
todos
os
ill.mos
e
exc.
mo*
snrs.
e
revd.
os
ecclesiaslicos
que
o
cumprimemaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
muito
pre-
sada
madrasta D.
Custodia
Maria
da
Cos
ta,
e
aos
que se
dignaram
acompanhar
o
cadaver
da (inada
ao
seu jazigo
no
cemi
tério
da
vilia
de
Prado,
assistindo
aos
res
ponsos
de
sepultura,
bem
como
os
que
no
dia
3
do corrente
mez
estiveram
presen
tes
aos
ofíicios
fúnebres,
que
pela
alma da
mesma
tiveram
logar
na
capella
de N.
Se
nhora
do
Bom
Successo,
da
mesma
vilia,
e
a
lodos significa sua
gratidão
e
protes
ta
indelevel
reconhecimento.
(2976)
V
e
NDE
-SE uma
casa
situada
na
rua
da
Ponte,
com
o
n.°91.
Vê-se
desde
as
3
até ás
4
horas
da
larde.
Quem
a
pretender
falle
na
redacção do
«Jornal
do
Minho».
(2986)
Venda
de
propriedades
VENDE-SE
uma
propriedads
na fregue
zia
de S.
Pedro
de Merelim,
subúrbios
d’es-
ta
cidade,
que confronta
com
a
estrada
de
Ponte
do Lima ;
tem
casa,
vinho,
frota
e
bravios.
Trala-se
de seu ajuste, na mesma,
com
o
seu
proprietário
Sebastião
Fernandes
—
logar
de
congostas.
(2988)
José Antonio
Gomes
Ferreira,
suc-
cessor
do LOUREIRO,
tem
grande
por
ção
de
latão
e
cobre
velho proprip
para
fundição,
que
vende
por
preço
barato.
'
(2951)
L1TH0GRAPH1A
9
—Riu»
da Campo — 9
M.
J. F.
d
’
Oliveira,
satisfaz
com
protnp-
tidão e
nitidez
todo
e
qualquer trabalho
pertencente
á
sua
oflicina:
estampa
em
gra
vura
e
a
creion, chroino-lithographia
map-
pas,
etc.
(2978)
João
Baplisla
Lopes,
filhos,
genro,
cu
nhados,
sobrinhos
e
priífibsj
mjo
podendo
agradecer
pessoalmenle
como
desejavam
a
todas
as
exm.
as
scr.
as
e
exm.03
snrs.
Tffre-
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
esposa,
mãe,
sogra, irmã,
lia
e
prima,
Anna
Joaquioa
Gomes
Lopes,
bem
assim
a
iodas
as
pes
soas
que
lhes
fizeram
a
honra
de
assistir
aos
oíTicios fúnebres e
acompanhar
o
ca
daver
até
o
cemitério,
o
fazem
por
este
meio
protestando
a
todos
o
seu
profond
reconhecimento
e
sincera
gratidão.
“
Igualmente
agradecem
aos
muitos
reve
rendos
sacerdotes
que
tiveram
a
bondade
de
celebrar
missas
e
assistir
ao
funeral
gratuitamente.
(2973)
QUEIJO
1ÍENDE-SE
queijo
londrino, papel e
fla-
mengo,
de
superior
qualidade
na
rua
de
S.
4!arcos, n.°
15.
ANOWIOS
MESTRA
O
FFERECE-SE
uma
para
casa-parlicolar.
Quem pertender
queira
dirigir-se
á
te-
dacção
d
’
este
jornal
em
carta
fechada
com
as
iniciaes
A.
P.
C.
(2987)
M0NTE-P10 DE S.
JOSÉ
Para
dar
cumprimento
ao
artigo
41.”
e
§§
l.° e 2.° do
nosso
estatuto,
são
convi
dados
os
socios do
Monte-pio
de
S.
José,
que
estiverem
no
goso
de
seus
direitos,
a
comparecer
no
dia
21
do
corrente
pe
las
9
horas
da
manhã
no
theatro
de
S.
Francisco
José
de
Paiva,
mudou
o
seu
es
tabelecimento
de
musicas
e
instrumentos
pertencente
e
tudo
á
mesma
arte,
que
tinha
na
rua
de
S.
Antonio
das
Travessas,
n.°
18,
para a
rua Nova
de Sousa, n.°
17,
e
parti-
ticipa
aos
mestres,
professores
e
amadores
de musica,
que
este
estabelecimento
hoje
se
acha
monido
de
muitas
musicas
para
piano
e mais
instrumentos,
assim
como
muitos
instrumentos dos
melhores
ando
res,
e
boas cordas
para
os
ditos instru
mentos
e
tem
todos
os
accessorios
perten
centes
á
mesma
arte,
e
se
encarrega
de
encommendas
d
’
esle
genero.
(2972)
LIVRARIA CATHOLICA
Rua
do Souto n.° IO
I
BRAGA
TEM À
VENDA
t
Entretenimentos
do coração
devoto
com
o
SS.
Coração
de
Jesus—
300
rs.
Manual
dos
devotos
do Coração
de
Je
sus
—140,
rs.
Mez
do
SS.
Coração
de
Jesus—
300
rs.
Nove
‘
na
para
a
festa
do
SS.
Coração
de
Jesus—
80
rs.
Bentinhos
do
Coração
de
Jesus
—40
rs.
Medalhas
do
SS. Coração,
para
a
corôa
(duzia)—
100 rs.
Cânticos
ao SS.
Coração,
para
se
can
tar
nos
exercícios
do
Coração
Agonisante
de
Jesus
(musica
pelo
padre
M.
M. d’
Aguiar
—
120
rs.
Tem
variado
sortimento
de
registos
e
estampas
do SS.
Coração
de
Jesus,
bem
como
painéis
a
oleo
da
Sociedade
Oleogra-
phica,
que
vende
por
preços
commodos.
(2985)
Pelo
joiso
de
direito
d
’
esta cidade e
co
marca
de Braga, e
cartorio
do
escrivão
Es-
meriz,
no
dia
20
do
corrente
mez,
á
por
ta
do
tribunal
judicial
d
’
esta
comarca,
se
tem
de
arrematar
com
abatimento
da 5.
a
parte
os moveis
e
objectos
que
faltam
ar
rematar, pertencentes
ao
expolio
ou
heran
ça
do
finado
Bernardo Lopes
Pinheiro,
na
tural
de
Vizeu,
e residente,
antes
do falle
cimento,
n’
esta
cidade.
O
escrivão
ajudante
(2983)
Antonio
José
da
Silva.
Geraldo,
d
’
esla
cidade,
para
ver
o
relato
rio e
contas
da
direcção,
e
dar
sobre
elle
o
seu
parecer,
e em
seguida
proceder-se
á
eleição
da nova
meza
d
’Assembleia
ge
ral
e
direcção.
As
contas
estão
patentes
para
lodo
o
socio
qué
quizer
examinal-as,
no
seu
es
criptorio
no
campo
de Sant
’
Anna,
d’
esla
mesma
cidade.
Braga 16
de
fevereiro
de
1876
O
1
.°
Secretario
(2989)
José
Antonio
Peixoto
Braga.
A
antiga loja que foi de
José Ma
ria Lima da Silva, hoje de seu
sobrinho Leonardo da Silva
Pereira
de
Lima.
Rua
dos Chãos n,° 5-1—Braga
N
’
ella
se
encontra
grande
e
variado
sor
timento
de
fazendas
nacionaes
e
estiangei-
ras
próprias
para as
artes
de sapateiro,
ta-
manqueiro,
corrieiro
ou
seleiro, o
que
tudo
vende
por
preços
que
em nenhuma
oulra
qualquer
parle.
(2979)
IILTI1HO
AVISO
O
l.° volume
do
THESOURO
DO
SACERDOTE
será
posto
á
venda
no
dia
20
do
corren
te.
Até
esse
dia
o
preço
da
assigoatura
é
de
800
réis
o
volume
e
pelo correio
880
réis.
Depois do dia
20
o
preço será
de
115000
réis
o
volume.
Recebem-se
ainda
assignaiuras
na
Li
vraria
de
Egenio
Chardroo.
GUINDE DEPOSITO
»E MACHI
NAS
»E COSTURA
DE
Construirias
por II. «I. Petit, de(
JRruxellas
13
—
Praça
de
Carlos
Alberto—14
PORTO.
N
’
este
estabelecimento
encontra-se
á
venda
um grande
sortimento
de
machi
nas de
costura
para
familias,
costurei
ras,
alfaiates,
estofadores,
cbapelleiros,
sa
pateiros,
correeiros
—
de
bordar,
execu
tando admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados
a
branco
e côres, em
relevo
etc.;
DE
CRAVAR
CALÇ
a
DO
E
DE
LAVAR
ROUPA.
Garante-se
a
perfeição
e
duração
de
to
das
as
machinas.
HOSPEDES
Na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
33, ha
logar
para
receber
um
ou
dous
hospedes,
lendo
cama,
mesa
e
bons
commodos. por
preço
rasoavel.
(183)
(2974)
MESTRA
Precisa-se
d’
uma
de
50
annos,
pouco
mais
ou
menos,
para
fóra
da
cidade
>e
casa particular.
Para
informações
campo
de
Sant
’
Anna
n.° 68.
(2963)
BANCO
MERCANTIL
DE
Sociedade anonyma de responsa
bilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te Banco
a
realisarem
a
quinta
e
ultima
prestação
de
20
p.
c.
ou
10-3000
rs.
por
acção
desde
o
dia
20
até
29
de fevereiro
proximo,
em
Braga
na
sede do
Banco, e
no Porto
na
agencia
Praça
de
D.
Pedro
n.°
22.
A
este
mesmo acto
serão trocados
os
titulos
provisorios
por
um
documento
de
clarando
cada
snr.
accionista
se
deseja
as
suas
acções,
ao
portador,
ou
averbadas,
devendo n
’
este
ultimo
caso
indicar
tam
bém
o
nome da
pessoa
ou
pessoas
a
quem
se
deve
fazer o
averbamento.
Braga
26
de
janeiro
de
1876
-
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores
José
Antonio
Bebello
da
Silva
João
da
Costa Palmeira
(178)
José
Joaquim Lopes
Cardoso.
BRAGA
I
TYP6GRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
