comerciominho_16121876_580.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se no
escriptorio do
editor
e
proprietário
fosi
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
w
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
guaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Foiha
avulso
10 rs.
S
raKJESSL<E
S7/X-25S
E
ÂS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Semestre 850
rs.«=Prooin-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre 1^059
rs.=-Brazil,
anno
3$600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis moeda
fraca.-=4nnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
*
/
9
d
’
abatimento.
8AB3
4 no £6
»®
DEZEMBRO
Chegamos
aos
tempos
mais
illumina-
dos,
á
epoca
em qne
as luzes
brilhantes
e
fogases
do
progresso
tem
atingido
o
apogeu,
ao
reinado
de
Aslreia
com as
maravilhosas
e surprehendenles
iuherencias
da
civilisação ultra-liberal.
Que
mais
podia
desejar
um
povo
op-
presso
pelos rigores
do
absolutismo,
se
quioso
de
liberdade
e
progresso?
Sarna
para
se cossar,
—soe
dizer-se
d
’aquelles a
quem
nada
falta.
Prégam-o
assim os
luminares
do
tal
progresso
—
esse
turbilhão
de
lamparinas
que
a
propaganda
alimenta
com
o
oleo
turvo
elaborado
nos
híbridos
alambiques
das
cafúas
maçónicas.
E
o
que é
este
progresso,
esta
civi
lisação,
estas
luzes,
estas
decantadas
ma
ravilhas antepostas
com deliroso
afan
pe
las
tubas
jornalísticas
ás velharias
do
passado
apodadas
de elementos
retrógra
dos,
de
peias ao
desenvolvimento
da
civi
lisação?
Vejamos:
Luzes rubras,
de
sinistro
e
pavoroso
aspecto
—
que
sahern
das
trevas,
dos
an
tros
secretos
do
maçonisino
—onde se
de
pura o
corrosivo
social
que
vem
envene
nar
tudo,
tudo
preverter;
—
onde
se
afia
e
hêrva
o
punhal
que
vem
aniquilar
to
dos
os
elementos
de
virtude.
Progresso
que
se
manifesta
na liber
tinagem,
no
apego ao
vicio,
na
libidina
gem,
no sensualismo,
productos
necessá
rios
da
escola
materialista
moderna
que
mantém
os
livros
da
voga,
o
jornalismo
que se
chama
liberal
para
encobrir
o
ser
vilismo
mercenário
da seita.
Civilisação
que
se
patenteia
na gala
e
turvelinho
da
devassidão
tolerada
e
pro
tegida
ahi
nos
prostíbulos
sem
numero,
nas
espeluncas
de
cada canto
onde
o
vi
cio,
a ociosidade
e
todi
a
ordem
de
cri
me, campeiam
infrenes
e
acham
um
inare
magnurn
onde
alargar
o
nefasto
dominio.
Eis
o progresso,
as
luzes,
a
civilisa
ção
do
século!
E
quem
ousará
refutar
a
efficacia de
todas
estas
maravilhas?
Os
reaccionarios,
os
clericaes
a
quem
os
corifeus
da
seita
não
poupam
com
in
sultos
e
doestos
proprios
de
quem fervi
lha
em tão
immundo
tremedal
de
impu
rezas.
Por
isso
ahi
vemos
a calumnia
arvora
da
em
arma
de ataque
contra
a
compos
tura
de
costumes,
a
seriedade
conspícua
de
uma
classe
respeitável
e toda
incan-
çavel
na
difusão
do
verdadeiro
progresso
—
no progresso
moral,
da verdadeira
ci
vilisação—
na
civilisação
pura
e
intemerata
do
Evangelho.
O
clero, a
Egreja
e
todas as
institui
ções
de
sua
inherencia
e
iniciativa,
são
o
pesadelo
da
calila
maçónica,
que
se
re
torce
enraivecida
contra
esta
barreira
in
superável
á torrente
devastadora
do
vicio
e
da
desordem.
D
’
ahi
a
guerra
desleal
e
covarde,
se
guida
das
peripécias
hediondas
que
póde
sugerir
a
maxima
perversão
e
ferocidade.
Marchem
pois,
relapsos,
caminhem por
esse
plano inclinado
para
o
abismo,
no
entanto
a
causa
do
direito
e
da
justiça—
que
é
a
causa
de Deus—hade
triunfar,
a
despeito
de
vossas
bravatas
dissolventes,
de vossos
exforços
damnados.
J.
MACHADO JÚNIOR.
Do
«Conimbricense»
transcremos
o
se
guinte:
Acabamos
de
receber de
Londres
do
snr.
Antonio Ribeiro
Saraiva,
a
seguinte
carta:
Snr.
Joaquim
Martins
de
Carvalho
—
Londres
(21
Nottingliam
Street,
Marylebo-
ne,
W), 29
de Novembro
de 1876.
Tinha
acabado,
agora
mesmo
(9
horas
da
noule),
de
fechar
as
cartas
inclusas
pa
ra
o
«Commercio
do
Minho»,
e
para
o
sue
redactor;
eis
que
me
chega
a
«Nação»
de
25 d’
este
mez,
e
n
’
ella
leio
um
artigo,
na pag. 1.a
,
col.
6.
a,
onde
se
copiam
pa
lavras
de
v.,
fazendo
justiça
aos
jesuítas,
que
eu
fui
a
primeira
causa
de
que
fos
sem
para Portugal.
Outros
artigos,
que
occasionalmente
te
nho
visto,
da sua
penna,
justificando
a
sua
imparcialidade,
sendo
ainda
por
este
con
firmados,
induzem-me
á
resolnçào,
que v.
espero
saberá apreciar,
de
romper
o
so-
brescripto
para o
redactor
do
«Commercio
do
Minho»
(meu
amigo),
e
substiluil-o
por
outro
para v.,
enviando-lhe as
mesmíssi
mas
cartas
que
para
aquelle jornal
e
para
aquelle
amigo
já
linha
escriptas
e
fecha
das.
Se
não
estou
enganado
a
respeito
do
caracler
que
a
v.
atlribuo,
v.
terá
a
bon
dade
de
na sua
folha
dar
logar
á
minha
dita
carta, que
o
«Commercio do
Porto»
rejeitou
—
assim
como
rejeitaria
também
ou
tra,
mais breve,
que
no mesmo
objecto
lhe
dirigi.
Resolvi-me
a dirigir-me
assim
áquelle
papel,
pelo
caracter
que
d
’
e!le
me
tinham
descripto;
enganei
me
—nào
é
a
pri
meira
vez, nem
será
a
ultima:
—
espero,
porém,
não
succeda
o
mesmo
a
v.
V.
terá
provavelmente,
visto
a
corres
pondência
do
padre
José
Delvaux,
o
su
perior
da
colonia
d
’
esses
mesmos
jesuítas
que
eu
fiz
ir
para Portugal.
Eu
não
ti
nha
noticia
de
tal
publicação,
até
que
vi
uma
revista
d
’ella
no
mensuario
cátholico
d’
aqui,
intitulado
The
Monlh;
onde
nào
sei porque
engano ou
tolice
me intitularam
marquez
(!!)
O
livro
não
se
vendia,
era
publicado
particularmente;
quando
mandei
pedir
um
exemplar,
o editor,
o
padre Carayon,
um
jesuita,
me
escreveu,
dizendo
qué já
me
tinham
resado
muito
por
a
alma,
julgando-
me
morto
!
Ante-hontem
houve
aqui
na
sociedade
geográfica
uma sessão
notável
a
respeito
de África.
Quanto
me
penalisou
o
ver, que
os
inglezes,
os
allemães,
os
italianos,
e
até
os
belgas,
vão
aproveitar
o
qne
hoje
seria
para nós
um
império
(outro
Brasil),
sem
a
preversa
loucura
de
D.
Pedro
e
da
maçonaria
!
De
v.
respeitoso
apreciador
e
criado
—
Antonio
Ribeiro Saraiva.
Não
se
enganou,
por
certo;
o
snr.
Antonio
Ribeiro
Saraiva, em
se dirigir
a
nós.
Não obstante
militarmos
em
campos
»B. J. H. «2
ilACEDO.
XIV
O moço
e
a moça.
Aproximava-se a
hora
encantada
do
crepúsculo
vespertino.
A
’ calma
abrasadora
de
um
dos
pri
meiros
dias
de
dezembro,
succedera
uma
d
’
essas tardes
frescas,
e
bellas
que
fazem
as
delicias
dos
paizes tropicaes.
Uma
multidão
iramensa
pejava
as
ala
medas,
os
dois pequenos
largos,
e
o
ter
raço
do
passeio
publico
da boa
cidade do
lio
de
Janeiro. Era
como
uma
tarde
de
esta.
Entre
os
novos concorrentes
que a
todo
instante
formigavam, quatro vieram
emfim
que
atlrahiram
a attenção
de mui
ta
gente
:
eram
um homem
e
uma
mulher
velhai
e
um homem e
uma
mulher moça.
Vinham
os
dois
últimos
adiante
e
se
guidos
pelos
velhos: tão
facilmente
se
lia
a
serenidade
no
semblante
d
’
esles, como
a
perturbação
no
dos
primeiros.
Estava
a moça
muito córada, e quasi
anciosa
;
e o
moço,
pelo
contrario,
muito
pailido e
como
que
abatido:
traziam
am
bos
os
olhos
no
chão,
e
não
diziam
pa
lavra
;
eram
porém
ambos
bonitos
;
a
mo
ça
principalmenle
era
muito
bella.
Vinha
ella
de vestido
de escomilha côr
de
rosa
e em
corpinho,
com
os
cabellos
á
napolitana
;
nào
trazia
nem
brincos,
nem
adereço,
nem pulseiras;
mas
sim
lindís
simos
braços
nús,
pois
que
o
vestido
eca
de
mangas
curtas,
e
ao
mesmo
tempo
tão
comprido,
que
apenas ás
vezes
se
desco
bria
a
ponta
envernisada
de
suas
peque
ninas
bolinas. Uma
fita
azul
larga
de
dois dedos
e
enlaçada
na cintura,
era ao
demais
o
seu
unico
ornato.
O
moço
vestia
sobrecasaca
e
calças
de
merinó
preto,
gravata
da mesma côr,
e
colete
de
fustão
branco lavrado;
linha
fe
chando-lhe
o peito
da
camisa
um
simples
botão
de
ouro
pequenino
e
liso;
trazia
os
cabellos
muito
curtos, chapeo de
castor
prelo,
e
botim
de
couro
de
bezerro.
A
velha
estava
vestida
toda
de prelo,
—
Ah!...
está
pensativa.
Celina
olhou para
o
velho
guarda
por
tão,
e
o
achou sorrindo-se
maliciosamente.
—
De
que
se
está
rindo
assim?
per
guntou.
—
E
’
porque
estou
adivinhando
o
pen
samento,
que
a occupa.
—
E
qual
é
?,..
—
Deseja
saber
a
historia
do
meu
ro
mance,
o
nome
da
virgem
innocente,
e
do
mancebo
pobre
não é
assim ?
—
E’
verdade:
respondeu
Celina
he
sitando.
—
Pois
eu
vou
satisfazel-a.
A
Bella
Orfã
córou.
—
Não
sei
o
nome
da
virgem,
disse
o
velho.
—
E
o
do
mancebo?...
perguntou
Ce
lina
respirando.
—
Esse eu
o
sei.
E’
um joven
modesto,
e
cheio
de
mérito,
porém
pobre:
elle
ama
apaixonadamente,
ama
como
nenhum
ou
tro
poderá
amar
mais
do que elle;
mas
o
seu
amor
morreria
no
silencio
de
seu
quar
to, se
uma
generosa
e
traidora
mão
não
roubasse
n
’
esse
romance
a
confissão
d
’
el-
le tão extremoso,
e
tao
puro...
—Mas
quem
é elle?...
A
bella
queria
conhecer
o
seu
poeta.
O velho
Rodrigues
estendeu
a
mao
pa
ra
o
lado
do
Purgalorio-trigueiro,
e
apon
tando
com
seu
longo
e trémulo
dedo,
disse
:
—
E’
o snr.
Cândido.
E
como
se
tivera concluído uma
com-
missão
importante,
de
que se
encarregá-
ra,
sahiu
com
passos vagarosos
da
sala.
A
Bella Orfã ficou pensando
muito tem
po
no
mesmo
logar,
e
quando
se
levantou
disse,
como
fallando
comsigo
mesma.
—
Deveria
ter
adivinhado...
ante-hon-
tem
á
noite
quando eu
meditava,
elle
também
meditou...
e cantou
depois
sem
duvida
este
mesmo
romance;
porque
eu
me
lembro
de
ter
ouvido
distinclamente
dizer
a
sua
voz.
—
Quem
colhera
o terceiro botão
!...
0S BOIS «OS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
I
XIII
O
velho.
[Continuação]
Longo
tinha
sido
o
cantar
do
velho,
e
durante
todo
elle
mil,
e
diversas
sensa
ções
havia
experimentado
a
Bella
Orfã.
Um
segredo de
seus
mais
bellos
dias,
o
primeiro
romance
de
sua
alma
de
moça
estava revelado.
Quem
o
revelára
?
E
sobretudo
havia
alli
n’
aquelles ver
sos
a
axpressão,
e a confissão
de
um amor
profundo,
mas
temeroso...
era
o
poeta, que
amava
a
bella.
O
primeiro
pensamento
de
Celina
foi
perguntar
ao
velho
Rodrigues
o
nome
do
auctor
d
’
aquelle
romance,
córando porém
diante
de sua
consciência
de
virgem hesi
tou...
O
velho estava
em
pé diante d’
ella
cotn
seus
olhos
pequenos,
porém
penetrantes fi
tos
em
seu
rosto,
e
obrigando-a
a
abaixar
a cabeça.
Em
fim
Rodrigues
rompeu
o
silencio.
—
Está
triste,
senhora
?...
—Não;
respondeu
ella.
—
Mas
também
ninguém
a
julgará ale
gre.
—
Também
não
estou
alegre.
e
tinha
na
cabeça
um
chapelinho
da
mes
ma côr,
mas
de palha,
com
enfeites
de
filas roxas.
O
ancião emfim, vinha
de
sobrecasaca
de
panno
côr
de rapé,
gravata
preta,
col-
lete
e
calças
brancas
;
trazia
uma
gros«a
corrente
de
ouro,
muito
fóra
da
inoda pren
dendo
o
relogio.
e
pendendo
de
nina
tila
negra sua
grande
luneta
de
aros
de
pra
ta
:
linha
na
cabeça um
chapeo
de
pa
tente, e
calçava
sapatos
inglezes.
Seguiram
estes
quatro
personagens
a
rua,
que
em
linha
recta
vae
do
portão
do
passeio
terminar-se
no
lar^o
principal,
e
defronte
do
outeiro
artificial
chamado
commumenle
—
Cascata.
—
De
caminho
foi
o
velho
cumprimentado
como
amigo
por
al
guns
:
trazia
a
moça muito no
chão os
olhos para
o
ser
lambem
:
ninguém
toda
via
deu
fé
de
conhecer
a
velha
nem
o
moço.
Os
dois
velhos
conversando
um
com
o
outro
sem
cessar,
nada
ouviam do que se
poderia
estar
dizendo em
derredor
d
’
elles
:
outro
tanto
não
acontecia
aos
mancebos
que
em
silencio
caminhando,
tinham
por
consequência
mais
apurada
a
attenção.
Já
por vezes lhes
linha
chegado
aos
ouvidos
ora
um
elogio
á
belleza
da
joven,
ora
as meias
palavras
e
o
ruido
das
ri
sadinhas
de duas
moças
ao
apuridar-se
;
quando
ao
passarem
por
junto
de
dois
mancebos
disse
um
d
’
elles
:
— Olha...
ahi
vão
dois irmãos
ou
dois
noivos.
—
Nem
uma
nem
outra coisa, respon
deu
lhe
o
companheiro.
—
Porque
?...
—Porque
se
fossem irmãos
conversa
riam,
e
se
fossem
noivos
estariam
dizendo
finezas.
—
Então
são namorados.
—
E’
o
mais
provável.
A
perturbação
do
moço
e
da
moça
foi
tão
visível
então,
que não
ponde
escapar
aos
olhos
de
seus
observadores.
(Continua;
tal
senhor,
na
ausência,
só
se
dava
por
excepção
—
como já
em
um
livro
mostrei;
e não
quero
ser
macaco
dos
estrangeiros,
como
é
tanta
nossa
gente
hoje.
Desen-
senhorem-me
a
mim
lambem,
que
me
fa
rão
muito
favor
e
lh’
o
agradecerei
e o
estimarei,
como estimo
tudo
quanto
é por-
luguez
legitimo,
e
aborreço
quanto
é
imi
tação
rasteira,
sycofantica e
tola.
Sim,
tinha
lido
com
muito
gosto
aquel-
la
carta,
pelo
patriotismo
que
manifesta
va,
e
objeclo
por
que
advogava;
mas
con
cordo
menos
com
as
queixas
contra
os
inglezes;
quando
estes
fazem
o
que lhes
convém,
aproveitam
o
que
nós
desapro
veitamos.
Disse
eu acima,
que
ha
48
annos
me
tinha
occupado
(rapasete
como
era
então)
d
’
esse objeclo
das
nossas colonias;
sentindo
que
por ellas,
e por
nossas
descobertas,
é que
viémos
a
fazer
tão
grande
figura
no
mundo
—
e
podíamos,
com
juizo,
vir
ainda
a
recobrar
grande
importância,
não
obstante
a separação
do
Brasil,
do
qual
a
se
nhora
maçonaria
teve
a
bem
alliviar-nos (que
foi ella
quem
destruiu,
ajudada
pela
Ingla
terra,
o
reino
unido
de
Portugal,
Brasil
e
Algarves,
que
mais
do
que
alguma
outra
nação,
tinha
proporções
para
vir
a,
pelo
menos,
partilhar
com
esta
o
monopolio
e
dominio
dos
mares).
i
Mas
quaes
eram
os meios
para
che
garmos
a
esse
resultado?
Eram
os
mes
mos
por
onde
chegámos
antes
a
ser
gran
des;
era
pela
civilisação
christã,
calholica.
Só
a
crassissima
ignorância
e
estupidez
d
isso
que
por
lá chamam
liberalismo
e
eu chrisrrtei
de
liberanguismo,
é que rejei
ta
os
mesmíssimos
meios
por
que
nós,
não
só
conquistámos,
mas
assimilhámos
a
nós.
identificamos
comnosco, as
populações
dos
immensos
domínios que
possuimos.
Foi pelo
christianismo,
pae
da
verda
deira
civilisação,
que
nos
fizemos
tão
gran
des;
e
é
por
elle que
ainda
boje
houvé
ramos
podido
ter-nos
formado
um
império
riquíssimo
e
vastíssimo;
para
que
tinha-
mos
melhores
proporções
que
nenhuma
outra
nação.
Era
em
África,
n
’
aquella
África
que,
por
assim
dizer,
nos
convidou
ás
descobertas
e
navegação;
onde
semeá
mos
a civilisação
com
a
fé,
e por
meio
d
’
esta
principalmente;
onde
inoculámos
mesmo
a
nossa
lingua,
de
que
por
quasi
toda
a
parte, oriental
e
Occidental,
se
en
contram
vestígios
evidentes;
onde as tra-
dicções
entre
aquelles
povos
tinham
man
tido
uma
ideia
grande
de
nosso
poder,
etc.;
—
que
nós
podíamos
hoje
estar
senho»
res
da
maior
e
melhor
parte
d’essa
África,
de
que
os
inglezes
e outros,
menos
nos,
vão
tomar conta.
Já
em
1$28,
eu
tinha
estas
ideias,
posto
que não ainda
tão
desenvolvidas
e
confirmadas;
mas
o
que
sabia
da nossa
historia
era bastante
para guiar o
meu
jui
zo
na
matéria.
E
como
a
primeira
cousa
que
se
precisava
fazer,
era
civilisar
e
mo-
ralisar
aquelles
povos
barbaros,
selvagens,
pelo christianismo;
quiz,
desde
logo,
e
com
a
menor
perda
possível
de
tempo,
contribuir
para
que
preparássemos
os
me
lhores
instrumentos
conhecidos
para
o
ef-
feito
—
os
jesuitas.
Ahi vae
toda
nossa
papalvada
liberan-
ga
e
ignorante
e
parva,
gritar
aqui-d
’
el-
rei;
porque
não sabe
de
jesuitas senão
o
nome, e
o
chorrilho
de
petas
e
calum-
nias
com
que
a
pedreirada lhe
lem
enchido
a
cabeça
a
respeito
dos
taes
padres
e
de
tal ordem, uma
das
creações
do
christia-
mo
as
mais
admiráveis,
e
mais
uteis
para
o
objecto
precisamente
da
cathequisação
e
civilisação
dos
povos.
Eu
sabia
isto
dos
jesuitas,
pelo
que
linha
lido
e
ouvido a
gente
sensata
e
des-
preoccupada; mas
do
que
não
sabia
era
da
existência
real
d
’
elles
jesuitas
em
Pa
ris,
onde
me
achava
nos
principios
de
Se
tembro
de 1828.
Então,
fallando
acaso
com
um
irlandez
que
encontrei
na
redacção
da
«Gazela
de
França»,
e
dizendo
elle,
que
vinha da casa
dos
jesuitas;
perguntei-
lhe:
«^Pois
aqui
ha
jesuitas?
Quanlo
qui-
zera ver
algum!»
—
Então
disse-me
elle:
«Se
quer,
iremos
lá
um
dia
d’
esles,
e
o
apresentarei ao provincial.»—Acceitei,
e.
dois
ou
tres
dias depois,
conduziu-me
á
casa
d
’
elles na
rue
de
Sévres,
onde
é
em
Paris o
seu
estabelecimento,
egreja,
etc.
(Continúa)
A.
R.
SARAIVA.
políticos
diversos,
nunca
se
dirá
que
fal
támos
a este
cavallieiroso
appello.
Para
nós
tem
o
snr,
Antonio
Ribeiro
Sariava
um
mérito
que não reconhecemos
em
certos
liberaes,
que
o
são
só
em o no
me.
Esse
mérito
está
na
fidelidade
ás
suas
crenças
políticas
e
á
dynastia,
que
julga
le|Q^ima;
sustentando já
em
1827
e 1828,
em
Paris,
as
mesmas
opiniões
.que
depois
sustentou
até
1834
estando
o
seu
partido
no
poder,
e
desde então achando-se
na
adversidade.
E
ainda
mais
do
que
isso,
quando
em
1832
e
1833,
sendo agente do
governo
de
D.
Miguel
em
Londres, tinha
a rara
independencia
de
escrever
ao
ministro
dos
negocios
ertrangeiros,
visconde
de
Santa
rém,
censurando
muitos
muitos
dos
er
ros
políticos
que
eutão
se
estavam
com-
mettendo.
Apesar
do
qué
tem de
interessante
a
carta
que
o
snr. Saraiva
nos
pede
para
publicar
n’
çste
jornal, não
sabemos,
atten-
ta
a
sua
grande
extensão, se
a
poderemos
publicar
em
um
só
numero. Faremos
a
es
se
respeito
o
que
nos
'fôr
possível.
O
snr.
Ribeiro
Saraiva
falla-nos
na
correspondência
do
padre
José Delvaux,
superior
da colonia
dos
jesuítas
que
vie
ram para
Portugal,
e
diz-nos que
prova
velmente
teremos
conhecimento
d
’
ella.
De
vemos
dizer
pela
nossa
parle,
que
não
vi
mos
ainda
tal
correspondência.
Possuímos
muitas
cartas
originaes
dos
jesuítas
que
estiveram
em
Portugal
de
1829
a
1834,
mas
nenhuma
d
’ellas
é
do
padre
José
Delvaux. E
vimos
em
tempo,
no
pe
riódico
francez
L
’Amidelareligion,
varias
cartas
d’
alguns
d
’
esses jesuítas.
Não
sabemos
se
o
snr.
Ribeiro
Saraiva
terá
conhecimento do
nosso livro
—
Aponta
mentos
para
a
historia
contemporânea.
Ahi
poderá
encontrar
no
capitulo
XV
a
noti
cia
de
lerem
entrado
em
Lisboa,
no
dia
13 de
Agosto
de
1829,
os
padres
José
Delvaux,
superior;
João
Pouly,
Jorge
Rons-
seau,
Alexandre
Mallet
e
José
Bukacinski;
e
os
leigos
Ignacio
Monnier
e
Francisco
Baron.
Foram
primeiramente
para a
casa de
S.
Vicente
de
Paulo
em Rilhafolles,
d’
on-
de
se
mudaram
para
o
palacio
do
marquez
de
Marialva
em
Marvila;
d
’ahi para
o
pa
lacio
junto
da
calçada
do
Lavra;
e
por
ul
timo
para
Santo
Antão,
no
bairro
da
Mou-
raria,
para
onde
tinham
ido
os
primeiros
jesuitas
com
S.
Francisco
Xavier.
Como
o
snr.
Ribeiro Saraiva
nos
diz
na
carta
que havemos
de
publicar,
que
foi
a
pessoa
que
tomou
a
iniciativa
dos
jesuítas
virem para
Portugal,
a fim
de
irem
missionar
em
as
nossas
possesões,
pó
Je
fa
cilmente
verificar
se
são
certos
estes
fa
ctos
por
nós
apontados.
JOAQUIM
MARTINS
DE CARVALHO.
A
carta
que
o
snr. Martins
de
Carva
lho
se
refere
é
a
seguinte:
A’
redacção
do
«Commercio
do
Porto».
—Londres
(21
Noltingham
Street,
Maryle-
bone
W),
5
de
Novembro
de
1876.
Senhor
redactor.
—
Apenas
tenho
visto
mui
raramente
alguma
folha
do
seu
jor
nal.
e
a
razão
d
’
isso
é
porque
na
verda
de
é
impossível
achar
tempo
para
ler
mui
tas
folhas,
especialmente
estrangeiras, a
quem
reside n
’
um
paiz
onde
ha
tantas
na-
ciouaes,
tão
largas
e
tão
cheias
de
maté
rias
importantes.
Pelo
pouco,
todavia,
que
do
seu
papel
tenho visto,
sinceramente
lhe digo,
que
me
tem agradado; e
não
tome isto
por lisonja
ou
comprimento,
pois
sou
tão
pouco
addicto
a
uma
cousa
ou
á
outra
das
duas
quanto
inclinado
sempre
com
prazer
a
elogiar
o
que
me
parece
me-
recel-o.
Agora,
porém, mostrando-me
um
ami
go o
seu
papel,
n.°
232,
de
21
de
Outu
bro,
encontro
n
’
elle
alguma
consideração
de
um
assumpto,
a
que
posso quasi
cha
mar
favorito
meu;
pois
que
d’
elle comecei
a
occupar-me
muito
seriamente
nada me
nos
que
ha
48
annos:
quero
fallar
das
nos
sas
colonias
ou
possessões
ultramarinas,
e
dos
meios
que
tínhamos
de utilisal-as
pa
ra
gloria
e
proveito
nacionaes
—
o
que
de
víamos
fazer,
até
por gratidão,
pois
por
ahi
principalmente fomos grandes, e
por
ahi
estamos
sendo
ridículos
e
miseravel
mente
pequenos.
Ha
dias, tinha
eu
já
visto
no
«Com-
mercio
do
Minho»,
a
excellenle
carta
de
Thomaz
Ribeiro
a
esse
respeito.
Que
não
tome
o senhor
Thomaz.
Ribeiro
por falta
de
consideração
a elle
a
minha
sem-cere-
monia,
de
não
lhe
appender
o tabo-leva
moderuamente
adoptado
á
franceza:
ém
nosso
bom
estilo
e
creação
portugueza,
o
PEDIDO.
Nos
annos antecedentes al
gumas
pessoas
de
piedade con-
juntamente comigo mandamos
da da dita
freguezia
de Sistello, 30$000
réis.
A
’
Misericórdia
da
Villa dos
Arcos
de
Valle de
Vez,
200:000
reales
hespanhoes,
valor
nominal
com
encargo
de pensão
an
imal.
Concursos.—0
«Diário
do
Gover
no»,
n.°
280,
de
11
do
corrente
publica
o
seguinte:
Portarias
mandando
que
seja
aberto
concurso
para
o
provimento
das
seguintes
egrejas:
de
S.
Mamede de
Gondariz,
do
arcebispado
de
Braga;
de
S.
Mamede
de
Gomido,
do
mesmo
arcebispado;
de
S.
Se
bastião
de Algozo,
do
bispado
de
Bragan
ça.
Aviso
de
estar
aberto
concurso
para
o
provimento
da
egreja
de
Nossa Senhora
da
Conceição
de
Manigoto,
do
bispado
de
Pinhel.
Invernos rigorosos.—0
presente
inverno
promette
ser
bastante
rigoroso.
A
este respeito
o «Petit
Journal»
de
Pa
ris
publicou a seguinte curiosa
noticia:
«Em
1783,
academia
das
sciencias
re
cebeu
de toda
a
parle relatórios
ácerca
dos
effeitos
extranhos do rio.
«Em
a
noite
de
29
para 30
de
dezem
bro,
escreve
o
duque
de
la
Rochefoucauld,
os
vinhos
de
todos
os
túneis
da minha
adega
que
é
bastante
funda,
gelaram-se
a
ponto
de
que
me foi
impossível
tirar
uma
só
gota;
umas
vinte
vasilhas
e
garrafas
em
que
tinha
vinho
tinto,
dispararam
as ro
lhas
com
estrondo:
a cada
momento
sal
tava
uma,
de
maneira
que
parecia
uma
tiroteio. A
terra
gelou
a
dois pés
de
pro
fundidade:
a
caça
morreu.
«Nas
chronicas
de
Saint
Denis,
lê-se
que,
em
1438,
tendo
o
Danúbio
gelado
de
uma a outra
margem,
acampou
sobre
o
gelo
um
exercito
40
mil
homens.
«Em
1468,
em
Flandres
foi preciso
partir
a
machado
o
vinho que
se
distri
buía
aos
soldados.
«O
inverno de
1394
causou
muitas
mor
tes
repentinas
que
atacaram principalmente
as
mulheres
e
as
crianças.
«O
inverno
de
1608
foi
tão
excessivo
que
áquelle anno se
ficou chamando
o
an
no
do
grande
inverno.
O
frio
começou
no
l.°
de
janeiro
e
durou
até
23.
Henrique
IV
disse
que
o
bigode
se
lhe
gelara
ao pé
da
rainha.
.0
frio
começou
no
1.®
de
Março
do
mesmo
anno.
Foi
tão
rude
como
o
havia
sido
em
janeiro.
A
caça
e o
gado
morriam
nos
campos.
Também
morreram
alguns
homens
e
mulheres.
Muitos
ficaram
paraly-
ticos
durante
toda
a
vida
e
a
outros
gela
ram
se-lhe
os pés
e
as
mãos.
«O
«Jornal
de
Physica»
dá
uma
lista
dos
invernos
mais
rigorosos
desde
o 6.°
século
até
ao
18.°
N
’este
ultimo
século
notam-se
especialmente
os
annos
de
1769,
1716,1729,
1731,
1740,
á743,
1738,1760,
í
768
e
1799.
«Os
maiores
frios que
se
teem
sentido
no
presente
século,
foram
em
1830,
1840,
1846,
1833,
e
1871.
«O
maior
frio
notado
em
França
desde
a
invenção
do
lhermometro
foi
observado
em
Pontarlier,
em
1846.»
Monumento
<lo
Santeiro. — A
commissão promotora
do
monumento
da
Immaculada
Conceição
no
monte
Sameiro,
convida
por
este
modo a
todas
as
pessoas
que
queiram
concorrer
com
seus
donati
vos
para
a
projeclada
procissão,
que de
verá
realisar-se,
quando
chegue
de
Roma
a
Imagem
da
SS.
Virgem,
benzida
e
in-
dulgeuciada
por
S.
S.
Pio
IX,
a entre
gai
os
ao
thesoureiro,
o
snr.
Antonio
José
Vieira
Machado,
na Praça
Municipal.
Oulrosim
pede
áquellas
pessoas
que
tenham
de
prestar
alguns anginhos
para
a
mesma
procissão,
tenham
a
bondade
de
dirigir-se
previamente
ao
snr.
Joaquim
■
osé
Vieira
da
Rocha,
na
livraria
Catho-
ica,
rua do Souto,
ou
ao
snr. Manoel
Igiucio
da
Silva
Braga,
Praça
d
’Alegria.
Padre
João
Dias
Corrêa.
A’ caridade.—
Imploramos
á carida
de
das
almas
piedosas
e
bemfasejas
uma
esmola
para
os
infelizes
entrevados
Anlo
nio dos
Granginhos,
e
sua
mulher,
que
ha
pouco
sahiu
do
hospital
com
moléstia
incurável.
Vivem
na
maior
miséria.
Resi
dem
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17, n
’um
quarto
á
porta
da
rua.
A
’
caridade publica.
—
Na
rua
de
D.
Pedro
V
n.°
61,
existe
uma
familia
honesta e envergonhada,
passando
muita
necessidade,
achando-se um
filho por
no
me
Clemente,
unico
que
ganhava
os
meios
para
a subsistência
de
todos,
lutando
corc
uma grave
enfermidade.
Roga-se
ás
almas
bemfazejas
que
os
soccorram
pelo
Amor
de
Deus.
ao nosso SS. Padre Pio IX a
consoada,
que posto
ser um pe
queno
obulo, era no entanto um
signal d’amor, respeito e
vene
ração
para com o Vigário de
Jesus Ghristo, tão
necessário
nos
tempos
que
vão correndo;
e
como esteja chegado o tempo
proprio
para a consoada vou
novamente
este
anno por este
meio solicital-a d’alguem
que
deseje associar-se comigo para
este
tao
justo e louvável fim.
Braga,
Seminário Conciliar,
15
de
dezembro de 1876.
P-
João
Rebello Cardoso de Menezes.
GAZETILHA
Novena» <!a Menino Heua.—
Co
meçou
hontem
em Santa
Cruz
e começa
hoje
nos
templos
dos
Congregados,
Ter
ceiros,
e
N.
Senhora
a
Branca
a
novena
do
Menino
Deus.
São
todas
feitas
a
in
strumental.
Obito. —
Em
Santa
Eulalia
de
Tenões
falleceu
ha
dias
a
mãe
do
revd.0
José
Antunes
da Costa,
a quem enviamos
cum
primentos
de
pezames.
Homem
morto
—
Foi
encontrado
morto
na
estrada
de
Palmeira
um
homem
daquella
freguezia.
Ignora-se
a
causal
da
sua
morte.
rjrras»sfeM-e»»ciaísi.
—
Foi transferido
para
a
comarca do
Fundão
o
snr.
dr.
Elyseu,
juiz
de
Villa
Verde;
e
para
esta
comarca
vem
o
snr.
dr.
Cypriano
de
Sei-
xas,
que
exercia
igual
cargo
no
Fundão.
Desgraça.—
Na
tarde
de
segunda-fei
ra
um
carreiro
que
eslava
a
descarregar
umas
traves
na
rua
de
S.
Victor,
foi
vi-
ctima
d’
uma
das
traves,
que
caindo-lhe
so
bre
o peito
o
deixou
morto,
passado mo
mentos.
Boa
navn
literaria.—A
livraria
Viannense
vae editar
em
volume
as
poe
sias
do
snr.
Sebastião
Pereira
da
Cunha,
um
dos
poetas
mais
notáveis
da
geração
moderna,
filho
do grande
vulto
literário,
o
snr.
Antonio
Perira da
Cunha.
Mais um.—
No
l.°
de
Janeiro
come
ça
a
publicar-se
em
Lisboa
um
novo jor
nal
ministerial
intitulado
«Correio
em
Lis
boa».
E’
seu
redactor
principal
o
snr.
dr.
Custodio
José
Vieira,
director
geral
das
contribuições
direclas.
Audieneias
geraes.
—
Teem
sido
jul
gados
em
audiência
geral
os indivíduos
se
guintes:
Dia
6.
—
Manoel
Joaquim
Quitas, da
freguezia
de
Marco
de
Cambezel,
accusa-
do
do
crime
de
furto:
condemnado
em
3
annos,
e custas.
Maria
da Costa,
da
freguezia
de Nine,
accusada
do
crime
de
furto: condemnada
em
2
annos
de
prisão,
e
custas.
Dia
13.—
Joaquim
Alves
da
Cunha,
ex
posto
da
Roda de Bragança,
accusado
de
ler
subtraído
objectos
da egreja d
’
Espi-
nho:
condemnado
a
trabalhos
públicos
por
toda
a vida,
para
a
África
José
Loura, da freguezia
de
Paços
de
Ferreira,
accusado
do
crime
de
furto:
con
demnado
em
2
annos
de
prisão,
e
cus
tas.
Severo Joaquim
Cerqueira,
da
fregue
zia
de
Villa
Boa,
accusado
de
furto: ab
solvido.
Aaufragío.
—
Proximo
de
Oitavos nau
fragou ante-hontem
a
barca
noruegueza
«Treden»,
de Stavanger.
Salvou-se
a
tri
pulação.
Failecimento.
—
No
dia
11 finou-se
em
Lisboa
o
snr.
Francisco
Joaquim
de
Sá Catnello
Lampreia,
antigo
deputado
em
varias
legislaturas.
Caminho de
ferro do Minho.
•
—
Parece
que
será
no
dia
17
do
corrente
a abertura
do lanço de
Nine
de
S.
Bento
da
Varzea
a 4
kilometros
de distancia
da
villa
de Barcellos.
Deixas.—0
snr.
Francisco
José
de
Araújo, ha
dias falleceu
em
Lisboa,
dei
xou
em seu testamento,
entre
outros,
os
seguintes
legados.
Aos pobres
da
freguezia
de
Sistello, con
celho
dos
Arcos
de
Valle de
Vez
200$000
réis.
Aos
pobres
da
freguezia
de
Passó,
perlo
de
Sistello,
60$000
réis.
Para
reparos,
pintura,
e
aceio
das
ima
gens
da
egreja
de
Sistello
30$000
réis.
Para
o
mesmo
fim,
nas
capellas
de
lo
gar
do Padrão
e
Estrica,
freguezia
de
Sis
tello,
30$0(J0
réis.
Para concerto
e
aceió
nas
Alminhas
e
Senhor
dos
AfHictos,
que
estão
á
entra
Appelo rí caridade
publica.—
Lembramos
ás
almas
caridosas,
Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de edade,
moradora
na
rua
de
Iníias
n.°
8o,
a
qual
se
acha
entrevada
ha 14 annos,
e
sem
meios
de
subsistência.
DESPEDIDA
BANCO
COMMERCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Resumo do aetivo
e
passivo em
3®
de
novembro de IS9®
Aetivo
Acções
de
Bancos
e Com
panhias
.............................
16:654^955
Acções
para
emiltir.
.
1.700:000^000
Agencias.............................
7:580^171
Caixa
..................................
7:254^830
Despezas
d
’
instaliação.
.
1;627$569
Casa
forte
.......................
495$455
Empréstimos
a
Camaras
Muoicipaes.......................
34:538^969
Empréstimos
hypothecarios
22:280^250
Empréstimos
s.
penhores.
10:654^626
Letras
em
carteira
.
.
.
212:850^812
Moveis
e
utensílios.
.
. .
1:833^675
Diversas
contas
devedoras .
3:414^295
Créditos
...................................
15:277^784
Contas correntes
....
56:836^017
Accionistas
.......................
10:121^000
2.101
420^408
r n:
i.
.,■>
,ec=s
t ...
u-
1.-1 - -
Passivo
Capital
.................................
2.000:0000000
Depositos
a
praso.
. .
51:8800568
Depositos
á
ordem.
.
.
22:7790532
Devedores
e
credores
ge-
raes
....................................
14:7640977
Fundo
de
reserva. .
. .
1:000^0110
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
9:1620611
Letras
a pagar.
.
.
.
8970820
Dividendos
........................
9340900
2.101:4200408
Banco
Commercial
de
Coimbra,
9
de
dezembro
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel
dos
Santos
Júnior.
José
Barbosa Lima.
(312)
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
Antonio José
Barbosa, caixeiro
que
foi
n
’esta
cidade
de
José
Antonio
Ferreira
Go
mes
(successor
da
casa
Loureiro),
rua
No
va
de
Sousa n.°
5,
lendo
de
ausentar-se
para
Vianna
do
Caslello
onde tenciona
fi
xar
a sua
residência,
despede-se
por
esta
fórma
de
todos
os
seus
amigos
e
pessoas
de suas
relações,
offerecendo
n
’
aquella
ci
dade
os
seus
serviços
a
todos
os
amigos
que
d
’
elles
se
quizerem
ulilisar.
(4476)
AGRADECIMENTOS
J.
M.
Pinheiro,
e sua familia,
summa-
mente
agradecidos
para
com
todas
as
pes
soas
que
se
dignaram
sentimental-os,
e
com
especialidade
para
com
aquelles,
que
lhes prestaram
seus
serviços
no
passamen
to
de
seu
presado
sogro e
pae.
o
snr.
Manuel Marques
Pinheiro,
que
Deus
foi
servido
chamar
á
mansão
dos
justos
no
dia
9
do
corrente;
vem por
esta
fórma
protestar-lhes
a
sua
eterna
gratidão.
Os
mesmos
convidam todas
as
pessoas
de
sua amisade
a
assistirem
ás missas
que
mandam
rezar
por
alma
do
finado,
se
gunda feira,
18
do
corrente,
na egreja
do
Populo,
das
9
ás 10
horas.
ANNUNCIOS
MGLABACÃO
Maria do Soccorro Paiva e
Aguiar,
tendo mudado o seu
athelier
de
costura
para a
rua
dos
Sapateiros n.° 12, e constan
do-lhe que alguém se tem ab
stido de dar-lhe obra de costu
ra
para
fazer, por suppôr
que
jámais trabalhe; declara que só
Preços
Biscouto
valonguense kilo
280
Ditos Macarrão
’
280
Dito
Brazileiro
>
300
Dito
Imperial
>
330
Bolacha
doce
p
280
Bolachinha
d
’
araruta
340
Tosta
azeda
>
190
Dita
doce
(4450)
>
280
Substitutos
militares
Braga.
Rua
do
Campo
n.°
15.
Ha
sempre
homens
promptos
para
sen
tar
praça.
Preços
commodos.
(4440)
esse
caso se tem dado quando
é
forçada por motivos de sau
de; e
porisso, toda a pessoa
que
deseje
obsequial-a com obra tan
to de snr.a
como de creanças,
está
prompta
aceital-a e a
ser
exacta no
cumprimento de seus
deveres,
sendo
tudo feito com
segurança e aceio pelos últimos
figurinos.
Arrematação de
bens
Pelo
juiso
de
direito
da
cidade
e
co
marca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Carlos
d
’
Araujo
Motta,
por
força
de
execução
hypothecaria
em
que
foi
exe-
quente
o
fallecido
José
Fernandes
Dias,
negociante
da
mesma
cidade,
hoje
seus
herdeiros
habilitados
D. Maria
Rita
da
Sil
va
Dias
viuva
d’
aquelle
fallecido,
e
seus
filhos
e
genro,
todos
da
referida
cidade,
e
executados
José
Maria
Themoteo,
e
mu
lher
Juslina Rosa,
e Juslina
Maria,
sol
teira,
moradores
na freguezia
d
’Argeris,
concelho
de
Valle
Passos,
voltam
de
no
vamente
á
praça
para
serem
arrematados
e
entregarem-se
a
quem
por
elles
maior
preço
oíferecer,
visto
não ter
apparecido
lançador
no
dia
10
do
corrente,
mesmo
com o abatimento
da
quinta
parte,
todos
os
bens
de
raiz de que
se
compõe
a casa
e
casal
dos
referidos
executados
e
que
eram
pertencentes
a
seus
fallecidos paes
e
sogros
Themoteo
José,
e
mulher,
cu
jos
bens
são
situados
na
dita freguezia
de
Argeris,
e
da
de
S.
Thiago
da
mesma
comarca
de
Valle
Passos:
da
sobredita
execução
consta, assim
como
dos
respe-
ctivos
editaes
que
se
acham
aílixados
na
porta
do
Tribunal
da mesma
cidade,
e
na
da
casa
dos
executados,
seus
nomes,
si
tuações,
confrontações
e
valores.
Porisso
quem
os
pertender
póde
comparecer
no
dia
8
do
próxima
mez
de
janeiro
de 1877
no Tribunal
da
mesma
cidade,
que
é
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’onde
de
ve
ter
logar pelas
10
horas
a
mesma ar
rematação,
e
entregarem-se
os
referidos
bens,
a
quem
por
elles
maior
preço
ofle-
recer.
Braga 12
de
dezembro
de
1876.
(4485)
Maria
Rita
da
Silva
Dias.
ATOVO
ESTABELECIMENTO
Doce
do
chá
—
doce
fino—
e
vinho fino
No
campo
de
D.
Luiz
1.®
(antigo
cam
po
da
Vinha)
n.°
27
—
junto
ao
quartel
de
cavallaria.
Tomam-se
conta
de
encommendas
de
qualquer
qualidade
de
doce.
.
MUDANÇA
Lima
&
Filho,
com
olficina
de
calçado,
participam
aos
seus
freguezes
e
amigos que
mudaram
da
rua
de S.
João
do Souto
para
a de S.
Marcos
n.®
54.
(4482)
DINHEIRO
A JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S. Vicente
da cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por °[0
livres,
sobre
hypotheca.
,
(4481)
OBJECTO
D
’
OIRO PERDIDO
Quem perdeu,
ha
tempo,
um pequeno
ohjecto
d'oiro
em
forma
de
cruz,
dirija-
se
ao
collegio
de
S.
Caetano
d
’
esta
cida
de,
aonde
lhe
será
entregue, depois
de
dar
os
signaes
certos,
e
pagar
o
importe
d
’es-
le
annuncio.
(4482)
Largo do Barão de
S. Martinho
n.° 21—
1.°
andar
Eseriptorio
de emiiiiiis«úe8
e va
rio» genero» á consignação.
Preços
o
mais
modico
possivel.
Vendas
a
dinheii
u
Chá
preto
e
verde,
queijo inglez,
bo
lacha de
Lisboa
e
ingleza,
chocolate
hes-
panhol,
doce de
calda
e
em
caixas
enfei
tadas
próprias
para
as
festas
do
Natal,
vinhos
genuínos
do
Porto, licores,
cham-
pagne,
Bordéus,
cognac,
grozeille,
maras-
quino,
escabeches
e conservas
inglezas,
mostarda,
sal
refinado,
sardinhas
de
Nan-
tes,
azeitonas,
cerveja
ingleza,
farinha
maizene.
Fazendas
de
lã,
linho
e algodão,
guaf-
da-chuvas
e
capas
impremiaveis
inglezas,
sapatos
de borracha proprios
para
senho
ra,
alta novidade,
luvas
de pellica,
ba
lões
venezianos,
machinas
de
coser,
aço
em
barra,
etc.,
etc
Tomam-se
encommendas
para
todo
e
qualquer
artigo
dos
bazares
do
Palacio
de
Crystal,
por
os
preços no
mesmo.
Compram
se
por
conta
de
uma
acre
ditada
casa
de
Lisboa,
brilhantes
e
pedras
preciosas
de todo
o
valor.
Está
aberto
das
7
horas
da
manhã
ás
10
da
noite.
(4480)
VER
E
CRER
B0LSS0M&T0MBAR
PRIMEIROS
OCULISTAS
DE
PORTUGAL
Casa
em
Coimbra.
—
Rua
da
Calcada
n.°
s
86
a
90
Filial
no
Porto.
— Rua de
Santo
Antonio
n.°
s
159 a
161.
São
já
bem
conhecidas
as
fazendas
d
’
esta
casa
e os
artigos
que
tem,
portanto
hoje
só
cremos
lembrar
ao
respeitável
pu
blico
que
já
se
acha
aberta
a
nossa fi
lial
no
Porto,
na
rua
acima
indicada,
onde
os nossos
amigos
e
freguezes
en
contrarão
além
de
muitas
outras
fazen
das
as
seguintes :
Especialidade
em
oculos
e
lunetas
de
ouro,
prata,
aço.
tartaruga
e
búfalo,
ba
rómetros
de
todos
os
systemas,
binócu
los,
oculos
de
longa
vista,
estercoscopes,
vistas,
thermometros,
pantotnetros,
gar-
phometros.
bussulas,
papel
tella
e
qua
dricular,
espheras,
terrestres,
celestres
copernico
e
armilar,
microscopios
conta
fios,
lupas
brilupas
areomelros,
caixas
de
muzica
de
1
a 36
peças, e
muitas
ou
tras
cousas
que
aqui
não
podemos
estar
a
mencionar.
Escusado
é
lembrar os objectos
da
casa
de
Coimbra porque é
já
bem
conhecida.
N.
B.
Não
se
altera
o
systema
da
casa,
que
é
vender
muito
e
barato para
ganhar
mais.
Coimbra
14
de
Dezembro
de
1876.
(4484)
Bolssom $
Ponibar.
PARA
LIQUIDAR
2
—
Rua
de
S. Marcos —
2
Um
saldo
de
lãs
para
120,
160,
200
e
300
reis
o
melro.
Merinos
pretos, de
pura
lã,
largos, pa
ra
700
è
1(5000
reis
o
metro.
Lençbs
de
thalha
a
300,
360
e
400
reis.
Bretanhas
de
linho
para
360,
500
e
600
reis
o
metro.
E
muitos
piais
objectos
por
preços
ba
ratíssimos.
(306)
(4471)
A |)M INTIME
Trocam-se
por
Promissórias
do
Ban
co
de Minho
ou
Commercial
d
’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
n
’
esta
mes
ma
; a
pessoa que
pretender,
tracta-se
com
Manuel
João de
Faria,
largo
do
Ourado,
(loja
de
solla).
(4477)
Muita
attenção
Deposito
de biscoutos de Valongo
no
estabelecimento de Ccrquei-
ra
da
Silva «fe Gonçalves (easa re
donda).
LARGO
DA
LAPA
N.°
1
de
Proto
carbonato
de
ferro
inalterável
D O
D
1
?
BLAUD
Empregadas
com o mais grão successo,
depois
mais
de 40 annos por
a maior parte
dos
médicos
por
curar a
chlorosis (fluxo
branco)
doança das
mancebas filhas e to
das
as moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem
experimentado:
_
«
Depois 35
annos que exerço a medicina,
«tenho reconhocido a este medicamento
«
(Piiulas de Biaud) vantagems incontesta-
« veis
sobre
todos os
outros
ferreos
e eu
«
o
miro
como o melhor
anti-chlorótico. x>
Dr
DOUBLE, ex-présidente da Academia
de
Medicina.
« Dé
todas
as preparações ferreas que
«
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento das
affeições
chloróticas, as
pilu-
« las
de
Biaud parece-nos devem estar na
« primeira fila.
» —
Diccionario univ. de
Medicina,
t. n, page 99.
Como
prova da authenticidado,
oJffWmlk
nome do inventor está gravado sobri
’K
*
W
‘
I//Jl
cada pílula
como aqui junto
Uffljnw
Depositos:
Paris,
8, r.PayenneC^^S^ ■
Em
Lisboa, snr. Barreto, Lorcto 11.“
-o
—4(1
(27
*
)
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Alberto
Piineiitel
Guia
do viajante
em
Portugal.
1
bonito
vo
lume
com
uma
elegante
cartonagem e
um
mappa
de
Portugal
...............
700
Padre Bivaiis
Hiiloria
Ecclesiastica.
Traduzida
da
6.
a
edi
ção
consideravelmente
augmentada
e con
tinuada
até
1876,
por Francisco Luiz
de
Seabra.
A’
venda
0
1
.u
v<dtiu»e,
cujo
preço,
até
31
de
dezembro, é
de
f$UÔ(l
Depois
será
elevado.
A
obra
constará
de
3
grossos
volumes
e
estará
concluída
em
março.
Excrich
O
coração
nas
mãos.
2
vol.
.
.
.
f$TiO
Contos.
3 vol
.....................................
I£l00
Os
anjos da
terra.
3
vol..................
1->
j
OO
Cnillnuitte
O
medico
de casa. Meio
simples
de reconhe
cer
qualquer
doença,
e
indicação
do
me
lhor
tratamento
a
seguir para
a
curar.
2
vol................................................
1$U0G
’
A.
da
Silva Vieira
Thesouro
inesgotável,
ou
collecção
de
vários
processos
e
receitas,
com
applicação ás
sciencias,
artes,
industria,
agricultura
e
economia
domestica. Obra
utilíssima
a
todas
as
classes
da
sociedade.
3.
a
edição..
t grosso volume
.....................
l$()0O
Na
livraria
do
editor
Ernesto
Cliardron,
Porto.
INJBCÇÃO
HYGIEJíICA
BAISÃ
M1 CD
PtW 3» S3
IT AT I C »
Esta
injècçãó
é
a
unica
e
eflicaz que
cura
em
seis ou
oito
dias
toda
a qualida
de
de purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na pharmacia
Alvim, á Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na phar
macia
Madureira,
rua
do Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco—400
rs.
(4149)
Retratos baratos
— A
1^000
rs.
a
duzia.
4 —RIJA DOS C4PKLLISTAS-4
(V
ulgo
F
onte
da
C
aiicova
)
Theopbilo
Santiago,
pholographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição do
trabalho,
lodos
os
dias,
das 10 horas di
manhã
ás 2
<la
tarde,
mesmo
com
os
dias
inneveados.
(4343J
Para os
engenheiros,
pharniacentic s
médicos,
dentistas,
professores
e
outras:
pessoas
que desejarem obter
o
diplom»
<i
•
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
»
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
2&
X
X3» zEk.
S-S
X
IBA
BEiL
INGMZA
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando também
passageiros
de
3.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE
DO SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE LISBOA
GUADIANA
NEVA.
.
.
29
de
Dezembro
13
de
Janeiro
MONDEGO
...
28
de
Janeiro
ELBE
.
...
13
de
Março
PREÇOS
GOMMODOS
Ctaola
pnqurte d’esta eostipanhia
leva
a
bordo
criadnn
e
cnsinheiras
poriu^iieze» para
commodidade
dos passageiros
de
todas
as
classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para Lisboa è
por
conta da
Companhia.
A.
bordo os passadeiras teem griitiw cama, roupa de cama, co
mida
feita
por cosinKieiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço
de eriados e
outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’esta
companhia
(a mais
antiga
na carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom tratamento e
accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais moder
nos
tanto para
a
hygiene
como
para
a
commodidade dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de documentos
arehivados em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A. o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
doslnglezes.
23;
do
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da Silva Guimarães, Rua do
Souto.
XAROPE
de
BLAYN
de
um gosto
agradavel,
adoptados
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
melhores
médicos
de Paris-,
curão
os
deQussos,
gripe,
tosse,
dores
de
garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações
do
peito,
vias
urinarias e
da
bexiga.
Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris,
7,
rue
du
Marché
Saint-Honoré.
Preços
540
«
.a
810
reis.
Pasta
260
reis.
Em
Lisboa
:
Barreto,
e
em
todas
Pharmacias. etc.
eposito
no
Por-
° |
FILIAL
DA CAIXA
F.COViCYIICA
PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital................
ãOOtOOtt^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA.
N.°
9
(Também
com
entrada pela rua tio
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
ce<eaes,
roupas,
inoveis, ferramentas,
e
sob<e
k
«|. e
qual
quer
objecto
do
valor
não
iofencr
a
10>
réis.
Recebe pequenas quantias
em
dt
vosito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
jutos
-
aos
depo.-itanits
A
caixa eslá aberta
ledes
os
d<as «Vs-
de
a-
9
hora
da
mtnhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
s.>ntifkadi
s e.Aará
abeita
t
ó
até
ao
meio dia.
O
gerente—
A.
G. Ferreirinha.
A6UAS ALCAL1XO-6AKOZAS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em
4873.
Estas
aguas
que
a
analyse
e
experien-
cia
tem
mostrado
serem das primeiras
da
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moiestias,
mas
os seus
efleitos
mais
notáveis
são
:
nas
moiestias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moiestias
de
pelle.
A
Companhia
só
garante
a
pureza
das
aguas
vendidas
nos
seus
depositos,
ou
tios
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—B.
T.
de
Mesquita
Moatenegro.
R.
de
D.
Maria
2.
a
n.°
30.
Braga
—Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.
(4105)
I.LO1D
»E
BBBHKH
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Salier
—
Habsburg
—Hansa
America —
Hermann —
Weser
Bhein
—
Main—Donau—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wdhelni
Graf
Bismark
General
Werder
Sperber
Ctarreira
mensal
Bali
im
ore
—
Berl
i
m—
Ohio
Leipzig
—
Braunschiveig
Nurnberg
—
Frankfurt
—Han-
nover
—
Koln—
Strassburg
Adler
—
Falke
—
Mowe
— Reiher
Schwalbe
—
Sch
wan—
Strauss
Albatross
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
sãojodos
de
grande lotação,
tendo
logares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
750
de
terceira.
São de grande
velocidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens são
muito rasoaveis,
como
se
póde verificar
pela
tabel-
la que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
as passagens
pagas
no
Porto ou nas sub-ageneias da
pro
víncia,
o transporte do passageiro
a Ijisboa
pelo eanainho de ferro
è
por conta da
Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contractados
cosinheiros
e creados
portuguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira classe é
fornecido
grátis
pela Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e além
de
ser
a
comida
á
porlugueza
teem
vinho duas
vezes por dia.
A bordo
de cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar seus serviços
gratuitamente aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Haweg
C.
a
,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4, 2
°
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
tbesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
do
Barão de
S.
Marlinho
n.°
27.
(4408)
Innonm<I
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1
*
)
gRUA
DE S.
MARCOS,
N.
5.|
Vende
papeis
pinta-
tf
dos
para
guarnecer
sallas,
||
tf
lindíssimos
gostos,
a
prin-
g
cipiar
em
80 reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
tf
vernizes
para
pinturas
de
g
casas,
tudo
de
boa
quali-
B
dade.e
preços
muito
resu-
§
midos.
Vende
cimento
roma
no
p!ira vedar aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
&
Á'2
JOSE’
DA SILVA FUNDÃO
Coni
loja de fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna [lado
de baixo},
68
ESCOLA,
I&
otc
&
ía
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua do Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(4332)
ír
»
k wes
D0
ALTO
DOURO
»A
CASA
»E VlhhA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Z3L
Hl
33 3EI
X Z3, O
—
—
ítlKUKGIÃO DENTISTA
AI
PROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-C1UURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
8.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
coniinúat
operando
graus,
pobres e
^l.dq,dps
s
(36^,
DE
PARIZ
A
2$000
reis
a
grosa.
Rua
do
Prínci
pe,
128,
Lisboa.
(4470)
EA.
XlilllOS
DE
L
a
RANGEIRA
Da
melhor
qualidade
dos
arrabaldes
de
Coimbra ,
recebem-se
encommendas
na
rua
de D.
p, ídro
n.°32,
2.®
andar,
Porto,
on
de se
dãi
-
»
os
esclarecimentos
precisos.
(4466)
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d
esta cidade
corno
das
províncias que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500, 2$000
e
2$50Ò
reis; tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
4Ó0
reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs. até
800;
manias
de
seda
de to
dos os feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e prompli-
Vinho tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
190
>
Lagrima
........................
200
>
Branco
de
meza.
.
.
•
210
D
tinto
de
meza fino.
•
270
»
de
prova
secca.
o
•
300
D
Malvasia
de
2.a
.
.
.
360
í
» velho.
.
. .
400
£
Malvasia, Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Roncão ........................
700
Alvaralhão
........................
• •
560
»
Velho
de
1854
.
.
•
•
600
»
a
retalho para
meza
50
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
