comerciominho_16111876_568.xml
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-
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ANNO 1876
FOLHA
COMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMELu
768
HtB3I3gBBKtfJ^IMM!tCT>BM0PPSEagrBZJW<raCTKSO5g^\T&TS^rí
E<g8MH
Bre
**
TX~'
w':T
r
7
pois
respondeu em
voz
baixa
e
apertando
a
mão
de
Carlos
:
—
E
’
verdade
; mas
sei
amal-a
em se
gredo.
No
entretanto
continuavam
a
gracejar
no
circulo,
que
pelos
dois
jovens
havia
sido
deixado.
—
Pois
bem,
disse
o
leviano;
vou
vin
gar-me
nobremente
d
’aque!le
assomado mo
cinho,
que
d’aqui
sahiu
ha pouco.
—
E
porque
meio?...
—
Trabalhando
por
tornar
a
nossa
rai
nha
um
pouco
menos
merecedora
de
sua
dedicação,
e
enlhusiasmo.
—
E’
uma
empreza um
pouco diflicil.
—
Eu
a
reputo
bem
simples.
—
E
então?...
—
Vou
requeslal-a.
—
Quando
começa?...
•
—Boa
pergunta
!...
já.
—Para
ser
repellido.
—
E
’
provável que
não
;
e
para
o
mos
trar...
eis-me
em
campo; adeus... resem
aor
mim...
—
Uma palavra
ainda...
—
O
que
lemos?...
—Uma
concordata:
se
alcançar
victo-
ria,
trar-nos-ha
uma
violeta
do
bouquel,
que
ella cheira n
’
esle
momento.
—
Não;
uma
violeta
é
bem
pouca
coi
sa:
trarei
no
meu
peito
aquelle
csavo,
cujo
pé
deve estar
fazendo cócegas
terrí
veis
na
axilla
da
nossa
bella.
—
Está
dito.
—
Adeus
pois...
e
outia
vez
rezem
por
mim.
O presumido
mancebo
foi direito
até á
cadeira
em
que
se
achava
sentada a
se
nhora
morena.
j
—
Minha
senhora,
disse
elle;
eu
vinha
Assigna-see
vende-se no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3
E, para
onde
deve
aer
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10 rs.
Á.S
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
^Semestre 850
rs.^Proojn-
ll
das,
anno
2$000
rs
e
sendo
duas
3^600
rs.«
—
Semestre l<â050
11 rs.=Srazí/,
anno 3&600
rs.—
■
Semestre 1&900
rs.
moeda forte,
j
|
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.—«Annuncios
por
linha
!
|
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
3/
#
d
’
abatimento
SHãEraõXãrâ—
o—H»»w^ir»xst«;wii^Ms.'râ®rôjí£S.
BIKfSA
—QUISTA-FEIRA
í® D®
KOVEMBKO
Referiram
alguns
jornaes
do
continente
que
o
ex.
m°
e
rev.
‘
nò
snr. 1).
João Maria
Pereira
0’
Arnaral
e
Pimentel, virtuoso
e
illustradissimo
Prelado
d
’Angra
do
Heroís
mo,
ia
resignar
o
altíssimo
cargo
que
com
suprema
dignidade
e
sabedoria
tem exer
cido.
Este
boato,
originariamente
propalado
por
um
periódico
sustentado
pela impie
dade.
e
escripto
nas
cafuas
maçónicas,
causou grande
surpreza
e
profunda
mágoa
a
todos
os catholicos
que
d
elle
tiveram
noticia.
Vamos
resenhar
com a
possivel
bre
vidade
os
factos
que
lhe
davam
tal
ou
qual
fundamento.
Por
modo
inconvenientíssimo
fez-se
chegar ás sagradas
mãos d’aquelle vene
rando
prelado
um
folheto
onde se
ataca
a
santidade
do
dogma
e
da
doutrina
ca-
tholica,
do
tnodo
mais
asqueroso.
Como
verdadeiro
pastor,
vendo
que
se
lançava
no
seu
rebanho
a
semenle^do
erro, o
indito
bispo
confeccionou
uma
Pastoral com
batendo,
reprovando
e
anathemalisando
to
das
as
blasfémias publicadas.
Por
delica
deza
e
deferencia
para
com
o
revd.
0 ca
bido
dignou-se dar-lhe
prévio
conhecimen
to
d
’essa
pastoral.
Em
consequência da
resposta
dada
pelo
revd.
0
cabido,
s.
ex.
a
rev.
‘na
julgou
conveniente
ir
ern
pessoa
ouvil-o,
o
que
lez
em
sessão
de
8
do
passado
outubro.
Nessa
sessão
um
dos
capitulares,
que
é
notorio
achar-se
filiado
nas
sociedades
secretas,
teve
o
inqualifi
cável
arrojo,
a cegueira
incrível
de
aflir-
mar
de viva voz
ao
illustre
prelado
que
tanto
o
clero
como o
povo
pastoreado
por
s.
ex.
a
revd.
ma
estavam
completamente
desgostosos
com
s.
ex.
a
revd.
‘
“
a
e
com
o
stu
governo.
Este
incidente
não
podia
deixar
de
magoar
profundamente
o
coração
do zelo-
sissimo
Prelado,
honra
e
lustre
do
epis
copado
portugnez
pelas
suas
luzes
e vir
tudes.
A
este facto
accrescia a
guerra
mo
vida
contra
s. ex.
a
revd.'
ma
,
e
contra o
respeitável
vigário
geral
d
’
aquelle
bispado,
o
revd.
0
snr.
dr.
Ignacio
Emilio d
’Aze-
vedo
Magalhães, pelos
arautos do
maço-
nismo,
que
lambem
por
lá
tem
o
seu
orgão
na
imprensa,
que
polluem
e
rebai
xam
ascosamente.
Deu
b
>m
auxilio
á
facção-
dos
calum-
niadores
o
facto
de suspensão
por
s.
ex
a
rev.
,lia
infligida
ao
padre
Amaro
Coelho
do
Nascimento, que
havia
desobedecido
ao
revd.
0
vigário
geral,
a
quem
além
d’
isso
insullára.
Eis
o
que
deu
origem
aos
boatos
re
feridos.
Vejamos
os
factos
posteriores.
Felizmente
a
ovelha tresmalhada
vol
tou
ao aprisco.
O
revd.
0
padre Amaro
confessou
publicamente,
pela
imprensa, a
sua
culpa,
reprovando
o
seu estranho
pro
cedimento,
filho
da
irreflexão,
bem
como
tudo' quanto
a
imprensa
impia d
’
aquelia
ilha
tem
escripto
em
abono
da
sua cau
sa
e
contra
as
duas
illustres
viclitnas
da
maçonaria.
Logo que
constou
a
asserção
do revd.
0
capitular
a
que
acima
alludimos.
os
pa-
rochos
das
quatro
freguezias
da cidade
d
’
Angra,
constituindo-se
em
commissão,
convidaram
os
seus
collegas
d
’
aqtiella
ou-
vidaria
afim
de
irem
dar, de
viva
voz,
ao
ex."
10
Prelado
um
fiel
leslimunho
do
mais
alto
respeito
e
sincera
e
aífectuosa
dedicação.
Estas
demonstrações
tiveram
logar
no
dia
19,
indo
todos
os
parochos,
em
numero
de
27.
Os mesmos
parochos
fizeram
e
assignaram
um
protesto
que
depositaram
nas
sagradas
mãos
do
seu
afflicto
Pastor.
Este protesto
é
concebido
nos
seguin
tes lermos:
Sendo
publico
n
’
esta
cidade
d’
An-
gra
que,
em sessão
do
Rvd."‘° cabido, no
dia
8
do
corrente,
e
na
veneranda
presen
ça
do Exm.° e Rvdrn.0
Snr.
D.
João Ma
ria
Pereira
d
’Amaral e
Pimentel,
Digníssi
mo
Bispo
d
’esta
Diocese,
alguém
dos
Mt.°
Rvd.os capitulares,
sem
authoridade
para
tanto,
declarara
que
os
Parochos,
clero
e
povo d’
esta
Lha
e
de toda
a
diocese,
es
tavam
completamente
desgostosos
com
Sua
Ex.
a
Rvdrn.
a
e
seu
governo,
e
haviam
de
clinado
a
estima,
respeito
e
obediência
que
lhe
tributavam,
veem
os
mesmos
Pa
rochos
por
si.
e
em
nome
de
seus
fre-
gnez.es
e
conjuntamente
o
clero,
protestar
publica
e
solémnemente
contra
uma
tam
injusta
asserção;
e
dar
novo
testemunho
a
sua
Ex.
a
Rvdrn.
a
do
seu
filial
afledo
e
cordial
estima
e
consideração;
—
e
dos
vo
tos
sinceros
que fazem
a
Deus
para
que
se
prolonge
a
existência de
Sua
Ex.a
Rvdm.a
por
muitos
annos,
a fim
de
po
derem
gozar
dos
beneticos
effeitos
da
sua
tão
justa,
quanto
paternal,
benefica e
ca
ritativa
administração
espiritual,
e apuráda
e
religiosa
instrucção.
Angra
do
Heroísmo, 11
d
’outubro
de
1876.
O
clero
terceirense
protestou lambem
contra
as
diatribes
e
calumnias
publica
das pela
imprensa contra
o
venerando
Príncipe
da
Egreja
angrense.
O
seu
pro
testo
é
digno
de
snr
archivado,
porisso
passamos
a
transcrevel-o
do
«Catholico»,
excellente
folha
religiosa
da
cidade
d
’An-
gra:
Ex.
mo
e
Rvd.,no
Snr.
Os
abaixos
assignados,
súbditos
e
res
peitadores
do
seu Ex.
‘
Uo
e
Rvd.
“
'°
Prelado,
o
Snr. Dom
João
Maria
Pereira
de
Ama
ral
e
Pimentel,
não
podendo,
sem
que
bra
de
seus sentimentos
de
crença.
d’
amor
da paUia,
e
da
obediência
e
respeito
que
em
todos
os
paizes civilisados
se
presta
á
authoridade
legilimamente
constituída,
e
sobre
tudo
nos
paizes
calholicos
aos
vene
randos
Príncipes
da
Egreja, vêr
com
cri
minosa
indiíferença,
de
atacar a sagrada
pessoa
do
seu
digníssimo
Prelado,
vem
por
este
modo
fazer
o
mais
solenine
pro
testo
contra
todas as
calumnias,
insultos
grosseiros,
impiedades
inauditas e
mani
festa injustiça
com que, por
imprensa
que
não prima
pelo
atnôr
á
ordem
e
aos
prin
cípios
de
uma
verdadeira
civilisação, se
tem
gratuitamente
olfendido
o
Exm.®
e
Rvtn.
0
Prelado
d'esta
diocese.
Os abaixo
assignados
apressam-se
a
vir
fazer
este
soleinne
protesto,
impeílidos
muito
mais
pela
dolorosa
noticia
dos
la
mentáveis
aclos,
praticados
de
um
modo
desagradavel,
T
na
própria
veneranda
pre
sença do
bondoso
Prelado
em
logar
e por
pessoas
de
quem,
por
todos
os
motivos
deviam
partir
a
delicadeza
a
moderação,
o
respeito,
e
a
submissão;
para
que
se
não
dissesse
que
indirectamente
se
favo
recia
a
causa
da
injustiça, da
anarchia
e
da
impiedade!...
Os
abixo
assignados
estão
convictos
de
que.
n
’
esla
sua
manifestação,
traduzem
o
sentimento
geral
dos
povos
d
’esta
dio
cese;
uma
grande
parte
das quaes
já
tem
tido
occasião
de conhecer
de
perlo
a
bondade
evaugelica
do
seu
Prelado.
Por
isso,
mais
para
desagravo
do
bom
nome
d'esla terra,
do
que
para
defesa
do
illus-
tre
e benemerito Bispo,
que
de
certo
tem
na
consciência
do bom
e
fiel
desempenho
de
seus
altos
deveres
o
seu melhor
es
cudo,
os
abaixo
assignados
protestam,
abo
minam,
reprovam
e
repellem
com
justa
indignação
todos os
gresseiros
insultos,
atrozes
calumnias
e
vis
despeitos
com
que
se tem
vituperado
um
tam digno e
vir
tuoso
Prelado;
e
esperando
que
Sua
Ex.
a
Rvm.
raa
se
dignará perdoar
generosa
e
caritativamente
todas
as gratuitas
e
ino-
p nadas
aílrmitas
que
se
lhe
tem
feito,
continue
a
viver
no
meio
do
seu
rebanho,
e
a
exercer
com
a
mesma
independência
e
carniade
as
eminentes
funeções
do
seu
elevado
ministério;
pois
tem
e
hade
ter
BB.
.!. 11. BE SUEOO.
BfflS
âfflffiSS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
I
VII
Uma
hora
da vida
passada.
[Continuação]
Formára-se
defronte,
mas um
pouco
longe d
’
ella, um
circulo
de
mancebos
que
faziam
por
mil
maneiras
o
seu
elogio
:
depois
de
haverem
discutido
e
concedido
a
corôa
de
rainha
d
’aquella festa
á
bella
senhora
;
—
E’
um
homem
verdadeiramenle
fe
liz,
disse
um
d’
elles,
o
marido de
uma
tal
mulher.
—
Feliz
por todas
as
razões,
acrescentou
um
segundo.
—
Como-por
todas
as razões
?...
pergun
tou
terceiro
mancebo.
—
Oh!
pois será preciso explicar-me?...
—
Bem entendido,
se
for
sua
vontade.
—
Pois
bem :
feliz
porque
possue
uma
mulher
formosa.
—
Convenho.
—Dotada
de
bastante
espirito.
—Tenho
ouvido dizer.
—
Que
é
fiel
aos laços
que
a
ligam.
—
Devo
crêl-o.
em
rosto a
mais
passageira
leviandade,
nem
a
menor
tendência
para o
galanteio:
se
tem
algum
crime,
é o
de ser
bella.
—
Devia
l
‘
‘
r
mais
uma
virtude.
—
E
qual?...
—A de
se
deixar
amar.
—
Senhor,
vejo
que cumpre
retirar-me:
defronte
um <lo outro
por
mais
tempo
po
deríamos
perturbar
o prazer
e harmonia
d
’
esla
assembleia
; porque
eu
respeito
a
amisade,
e
o
snr.
insulta
uma
mulher,
por
saber
que
as
mulheres
não
se
vin
gam.
Dizendo
assim
o
mancebo
travou
do
braço de
um
amigo
e retirou-se
para
o
fundo
de
outra
sala.
—
Henrique!
disse-lhe
o
amigo,
tu
es
tás
pallido como a
morte.
—
E’
porque tenho
uma
morte
no pen
samento,
Carlos.
—
Como?...
que
queres
dizer?
—
Quero
dizer
que
amanhã hei
de
ba-
ter-me
com
aquelle
insolente, a
menos
que
elle
sobre
ser
insolente,
não
seja
tam
bém
covarde.
—
Estás
louco,
Henrique.
—E
’
possivel...
e
desde
muito.
Os
dois
moços
íicáram
em
silencio
alguns
instantes:
finalmenle
Carlos
com
voz
grave
e
solemne
disse
:
—
Não le
assiste
o
direito
de
vingar
aquella nenhora.
—
Como?...
não
sou
amigo
de
seu
ma
rido
?...
—
Sim
; porém
o
tens
offendido dez
ve
zes
mais
do
que
o estouvado
mancebo,
que
fallava ha pouco.
—Offendido?...
eu...
de
que
modo?...
—
Henrique,
tu
amas
a
mulher do
teu
amigo.
Henrique
estremeceu
vivamente,
e
de
—
Que ama
a
seu marido
exclusiva
mente.
—
Quem
sabe?...
—
Agora,
meu
caro,
sou
eu
que
tenho
o
direito
de
pedir
explicações.
—
Estou
prompto
para
dai-as.
—
Vamos
pois.
—
Digo
que
estou
fatigado
de
ouvir
fal-
lar
na
pureza
e lealdade d
’
aquella
senho
ra
:
oh !..,
chamar-me-hão
dissoluto.,
di
rão
que tenho
a
moral
pervertida...
póde
ser;
mas
confesso que
no
ostracismo
de
Aristides votaria
como o
camponez
que
o
desterrava
por
se
achar cançado de
ou
vil-o chamar
—
o
justo.
—Com
efleilo!...
—
E
ainda
mais:
eu
respeito
muito
as
leis da
natureza:
creio firmemente qne
todos
podemos
ser
escravos
do
êrro,
e
que por
tanto
se a
interessante
senhora,
que
segundo
creio,
faz
parle
do
genero
humano,
ainda
não
errou,
póde
errar.
—Mas
ao
menos
ainda
não
errou.
•
—
Dá-me
ás
vezes
vontade
de
tentar...
eu
daria
metade
da
minha
riqueza
para ser
uma
verdadeira
tentação!
Alguns
sorrisos
applaudiram
o
leviano
mancebo ;
um
só
dos
que
estavam
no
cir
culo,
moveu se
com
senlirrfenlo
de
repro
vação,
e
disse
:
—
Senhor,
sou
amigo
do
marido
da
se
nhora
de
quem
se
trata,
e
me penalisa
que
com
tanta
ligeireza
se
falle d
’
ella
em
minha
presença.
—
Mas,
meu
Deus, ninguém
a
offendeu
aqui;
eu
fallei
sómente
no respeito
que
se
deve ás
leis
da
natureza.
—
Uma
vida
pura,
senhor;
um
compor
tamento illibado,
merece
uma
considera
ção:
é
uma
mulher
encantadora,
conve-
Jnho;
ninguém comludo
ousa
lançar-lhe
sempre
a
seu
lado
lodos quantos
prezam
o
caracter
de
calliolicos,
de civilisados,
de
homens
de
bem
e
amigos
da
huma
nidade.
Ilha Terceira, 9
d
’outubro
de
1876.
Segundo
refere um
jornal
que
ternos
presente,
aquelle
virtuosíssimo
Bispo
tem
recebido
os
mais inequívocos teslimunhos
de
adhesão
e
aflecto
de
quasi
lodos
os
seus
filhos,
que
de
toda a
parle
leem
accorrido
a
consolar
o
seu
mortificado
Pae
Espiritual.
Pastoral.
[). João
Maria
Pereira
d
’
Amaral
e
Pimen-
lel,
por
mercê
de
Deus
e da
Saneia Sé
Apostólica,
Bispo
d’Angra do
Heroísmo
e
ilhas
dos Açores,
do
Conselho
de
Sua
Mageslade,
Commendador
da
ordem
de
Chrislo,
ele.
Ao
Muito Reverendo Clero e
Fieis
d’
esta
nossa
Diocese
—Saude
e
graça.
Sendo
uma
das Nossas principaes
obri
gações,
como
Bispo,
ainda
que
indigno,
da
Egreja
Cathoiica,
o
vigiar
incessanlemente
peia
pureza
de
fé.
de que
ella
é
deposi
taria
fidelíssima;
e
chegando
ao
Nosso
co
nhecimento
n
’
esia
extremidade,
em
que
Nop achamos,
da
Nossa
Diocese,
que al
guém
prelende
espalhar
pelos
fieis
biblias
em linguagem
vulgar, mutiladas
e
adul
teradas,
não
podemos
deixar
de
levantar
Nossa
voz, declarando
que
não
é
por
amor
de instrucção
religiosa,
que
se
fazem
taes
esforços;
mas
unicamente
com
o
fim
dé
alterar,
se
possível fosse,
o sagrado
Có
dice
da
Revelação,
que
é
obstáculo
insu
perável
aos
erros
que
as
facções,
dissi
dentes
da
Egreja'
Cathoiica,
pretendem
sustentar.
E
’
publico
e
inlubitabel
que uma
so
ciedade
protestante
se
occupa
sem
cessar
em
fazer
imprimir
uma
quantidade
espan
tosa
de
biblias
em
todas
as
linguas,
das
quaes
são excluídos
os livros
e
passagens
oppostas
ás
suas doutrinas,
e
adulerados
outros
logares,
com o mesmo
fim:
para
que
enchendo-se o
orbe
christão
d
’eslas
biblias,
um dia
viessem a
substituir
as ver
dadeiras
e
inteiras,
ou
ao
menos
para
que
só
aquellas fossem
dos
ti
is
conhecidas,
e
assim
facilmente poderem introduzir seus
erros.
Tal
é
o empenho
que
tem
a
Socieda
de
Biblica
(pois
que
assim
é
chamada)
de
espalhar
por
todo
o mundo
as
suas
biblias
falsificadas
que.
não só
as
manda
vender
por
preço
baratíssimo,
e
até
dar
gatuita-
mente, mas
paga
a
emissários,
que
por
toda
a
parle
inculquem
e
espalhem
por
todos
os
modos
tal
presente,
fazendo
com
tudo
isto
uma
despeza
enorme!
E
chega
até
a
imprimir
biblias
inteiras
e
exactas,
de
que
manda
espalhar
alguns exemplares
para
que
á
sombra
d’
estas,
e socegados
os
ânimos
depois
do
seu
exame,
mais
fa
cilmente
possa
espalhar ás
mãos
cheias
as
falsificadas
!
Basta
este
procedimento
traiçoeiro
pa
ra
mostrar
a
má
fé
de
tal
empreza,
e
que
não
é
por
bem
dos
fieis
que
se
espalham
taes
biblias;
mas
unicamente
pira
fazer
guerra
á
Religião
Cathoiica,
cujos
dogmas
e
doutrina
pretendem
corromper,
para
de
pois
a
poderem atacar
com
esperança
de
victoria.
O'a
a
Biblia
é
o
-codigo
sagrado,
onde
estão
consignados
os princípios fundamen-
taes
da
nossa
fé
e
moral;
e
por
muitas
razões
em
dillerentes
logares
é
o seu
ver
dadeiro
sentido
obscuro
de tal
modo,
que
ás
pessoas,
que
se
não
acharem
habilita
das
com
os
necessários
conhecimentos
pre
cisos, poderá
parecer
que
insinua o con
trario
do
que
na
verdade
ensina.
Motivo
por
que
não
é
licita
a
publi
cação
da
Bíblia nas
linguas
vulgares
pois
qué
só
a
Egreja
é
competente
para
inter
pretar
authenticamente
as sagradas
Escri-
pturas,
por
ser
assistida
do
Espirito
San
cto.
Os
protestantes
porém
não
entendem
assim:
Julgam-se
lodos
habilitados com
os necessários
conhecimentos
e
assistidos
do
Espirito
Sancto
para
interpretarem
a
Biblia a
seu
modo;
do
que tudo
tem
re
sultado
tal
divisão
e
subdivisão
de
seitas,
que
vivem
em perfeita anarcliia com re
lação
a
idéas
religiosas,
não
se
entendendo
uns
aos
outros.
Eis
aqui
o
que
provavelmente
terá
lambem
em
vista
a Sociedade
Biblica:
introduzir
entre
os
calliolicos
o
principio,
ao
menos pratico,
do
livre
exame,
e
com-
municar-nos
a
horrível
confusão
de
idéas
religiosas,
que
entre
elles
existe.
Vêde
pois, caríssimos
Irmãos
e
Filhos
no Senhor
quantos
e
quão
grandes
males
resultam d
uma
cousa,
que
se
pretende
insinuar, como dictada
pelo
zelo
da
ins-
trucção
religiosa
dos
povos!
Como razão,
pois
a Saneia
Egreja
pro-
bibe,
debaixo
de
gravíssimas
penas,
a
aequisição
de
livros
que
julga
prejudiciaes
aos
fieis,
como
as
biblias
de que
se
tra-
cta;
sendo
obrigadas
as
pessoas
que
pos
suem
a
entregal-os
immediatamente
a
Nos,
ou
aos
nossos
muitos
reverendos
Ouvido
res,
ou
Parochos, para
os destruírem.
Recommendamos
pois
a
todos
os nos
sos
amados
diocesanos,
com
a
maior
ins
tancia,
por
bem
de
suas almas, não
com
prem
nem
recebam por
qualquer titulo,
ou pretexto, taes
biblias,
na
certeza
de
que se
as
adquirirem
estando
de
má
fé,
incorrem
na
pena de
excommunhão
maior,
e
são
obrigados
a
entregar
immediatamen
te
esses
livros
ao
seu
muito
reverendo
Ouvidor
respectivo,
debaixo
da
mesma
pena.
Eurogamos
a
todas
Auctoridades
d
’
esla
nossa
diocese
—
não
consintam
que
os
emis
sários
da
Socidade
Biblica
andem,
illudin-
do
e
seduzindo
os
povos,
e
fazer
propa
ganda
contra
a
Religião
do
Estado ap-
plicando-lhes
as
leis
do Reino, a
tal
res
peito,
se
tanto
preciso
fôr.
Aos
muito
reverendos
parochos
e
Cu
ras
Capellães recommendamos
leiam
e
ex
pliquem
a
presente
Pastoral
a
seus respe-
ctivos
freguezes
á
estação
da
missa
con-
vental do
primeiro
domingo,
ou
dia
san
cto
depois
de
recebida;
e
que
constando-
lhe
que
á sua respecliva
freguezia
chegou
algum
d
’
aquelles emissários,
requisitem
lo
go da
auctoridade
competente
as
neces
sárias
providencias.
Dada
en
visita
pastoral,
na
Villa
das
Lages
da
ilha
das
Flores, sob
nosso
si-
gnal
sómente,
aos
22 de
junho
de
1876.
JOÃO
MARIA, BISPO
d
’
a
NG11A.
----------------------------- --- -
Choram <w eroeoditos.
Os clamores
espantadiços
de
certa
imprensa
revolucionaria
cansados
pelo tris
te
espectaculo
exhibido
nos
repetidos
pro
cessos
de
divorcio
e
separação
de
casa
dos, fazem-noS
sugerir
a
vontade
de
per
guntar
a
essa
mesma
imprensa
se
a ella
não
cabe
grande
parle
ou
summa
de
res
ponsabilidade
rfesses
acontecimentos,
de
ploráveis
por
certo, mas
tão
perfeitamente
harmónicos
com
o
aviltamento
e
degrada
ção moral
a
que
o
liberalismo
tem
re
duzido
tudo.
E
perguntamos-lhe
sem
receiarmos
que
resposta
séria
e
curial venha
tirar-nos
da
convicção
em que
estamos
de
similhante
asserto.
Realmente
o
liberalismo
tem
feito che
gar
a todos
e
a
tudo
os
elfeitos
perni
ciosos
de
sua
escola
nefasta.
Sendo para
elle
de
primeita
intuição
a
abslracção
completa
dos
sacrosantos
princípios
do
calholicismo,
—cae
forçosamente
no
esfa
celo
e
podridão
que
communica
a
tudo
que
participa
da
sua
escola.
Com
applauso
d
’essa
imprensa
que
hoje faz a
caramunha,
inaugurou
e tem
proseguido
seu
funesto
reinado
o liberalis
mo.
A
’
promulgação
de
suas
leis
e
pre
ceitos preside
seiiipre
o
sordido
egoismo,
a
negação
da
verdadeira
moral;
muito
não
é
pois
que
a execução
d
’
essas
leis
e
pre
ceitos
em
taes
bases
moldados
surta
os
effeitos
perniciosos
que
estão
abismando
a
espectação
publica
em
que
reste
ainda
um
pouco
d’
aquelle
pudor
e
vergonha
a
que
é
estranho
o
liberalismo.
Para
esta
parle
da
sociedade
a
que
o
contagio
pestilento
não
tem
chegado,
se
dirigem
por
certo
os clamores
que
citamos,
mas
se
com
eíTeito.
como
pia
mente
suppomos,
ainda
ha muito
quem
sinceramente
deplora
similhante
estado
de
coisas,
lambem
se
hade
convencer
da
requintada
má
fé
com
que essa imprensa
vem
atirar ás
turbas
os
lamentos
de
cro
codilo.
Um dos
periódicos
em
que notamos a
lamúria,
arroga-se
ahi
uma
incolor,
uma
virtude
e
castidade
mais sublimes
que
as
do
proprio
Edem,
e
no
entanto
debaixo
de
inculcas
tão
arteiramente addusidas
está
assolapada
a
suprema
podridão
mas
nem
tanto
que
deixe
de
sobresair
ás
vistas
me
nos prespicazes dos
que
o
ignominioso
liberalismo
não
tem
contaminado.
Da
sinceridade
pois
de
taes
lamúrias
desconfiar
sempre.
Teem
a
paridade
e
o
cunho do
liberalismo
calholico.
São
ar
madilha
aos
incautos
para
que
imbuídos
com
tretas
melífluas
e
de
affectada virtu
de vão
na
enxurrada
enganadora engol
far-se
no
pego immundo
do
liberalismo.
Fiar pouco
de
tal
carpir.
E
’
o
choro
do
crocodilo.
J.
MACHADO JÚNIOR.
CONVITE.
Por não
ser possível no dia
14,
devem
celebrar-se, no pro
ximo
sabbado,
18, solemnes
exequias
para sufragar a alma
do Senhor D. Miguel de Bra
gança.
De
manhã haverá na egreja
escolhida para este acto, a do
hospital
de
S. Marcos, missas
geraes, e por 10 horas
missa
solemne, e
no fim «Libera
me».
São
por este meio convida
dos
os rev.os sacerdotes e
ami
gos
do Augusto Finado a toma
rem
parte
n’esta fúnebre com-
memoração.
Falleeimenso.
—
•
A
nte-hontem
por
9
horas
da
noite,
falieceu
o
snr.
Antonio
José
Leite
Pinheiro,
proprietário
da
Typo-
gralia
Lealdade.
Que
Deus
tenha
a
sua
alma
entre
os
resplendores
da
luz
perpetua.
Festejos 1?=IB
Areos.—
Disern
-nos
dos
Arcos
que
se
preparam
alli
grandes fes
tejos
para
commemorar
a
Restauração
de
1640.
Acha-se ja constituída
uma
commissão
para
os
levar
à
effeilo.
Honra
lhe
seja.
declarar
a
v.
ex
a
que
sou
um consum-
mado
traidor.
— Sinto,
senhor,
não
poder
louvai
o
por
isso.
—
Estava
alli
com
aquelles senhores,
fallando
mesmo
a
respeito
de v.
ex.
a
—
E
’
possível.
—
Julguei
que
*
v.
ex.
a
estimaria
saber
o
que
dizíamos.
—
Enganou-se;
sou
bem
pouco
curio
sa
;
se
eram
elogios,
não
sabendo
d
’
elle<,
poupo me a
agradecimentos
que
ás
vezes
me
custam
muito
; se
me
desabonavam,
furto-me
ao
desgosto
de
ouvir censuras
que
realmenle,
ainda
quando
justas,
não
agra
dam
nunca.
—
E
se
acaso
se
hovessem
dito
coisas
que
muito conviesse
que v.
ex.
a
as
sou
besse
?...
—
Eu
pediria
que as
fossem
referir
a
meu marido.
—
E
se
o
maiido
de
v.
ex.
a
as
não
de
vesse saber?.., se
mesmo cumprisse que
elle
as
ignorasse
sempre
7...
replicou
o man
cebo.
—
Não
comprehen
lo...
mistérios
tão
as
sombrosos,
mas
que se
tratam
em
uma
sda
de baile,
ao
compasso
das
contra
danças,
e
em
circulo de moços,
alguns
dos
quaes devem
ser
bem
leviannos,
são
em
verdade
coisas
muito incompreliensiveis !
—
Se
todavia
v.
ex.a
quizesse
arrasar
esses
segredos,
achar
o
lio
d
’
esse
labyrin-
liio,
ou
decifrar essa
charada...
—
Senhor...
sou tão
pouco
intelligen-
tel...
.
—
Eu
me
obrigaria
a
aclarar-lhe
tudo;
desempenharia meu
papel
de
consumma-
do
traidor,
com
a condição de
v.
ex.
a
aceitar o
meu
braço
e dar comraigo
um
passeio.
—
Ah!...
que
tempo
e que
eloquência
que
v.
s.
a
gastou
para
pedir-me
um pas
seio
!...
—
E
então?...
v.
ex.
a
será
tão
beni
gna
que
me
não
regeite
?...
—
Mas
eu
estou
tão
cançada
!
—
Vejo
que
é
ser
importuno insistir,
mas
eu
insisto.
—
Sinto
que é
ser
incivil
teimar
ain
da,
mas
eu teimo.
—
Teima em
que?...
—
Em
ficar
sentada.
—
Minha
senhora,
comp<ehendo
que
pa
ra
quem
não
tem
a
honra
de ser
de
v.
ex
a
conhecido,
eu
já
pretendo
muito;
mas
póde
v.
ex.
a
estar certa
de
que
eu
não
seria
capaz
de
offendel-a.
—Oh
!
não
é isso:
creia
que
s<?u
pou
co medrosa.
—Ha
pouco
eu
juraria
o contrario.
—
Pois passeiemos.
Um
raio
de
alegria
terrível brilhou
nos
olhos
do mancebo
:
guardou
silencio
por
alguns momentos,
e
quando
se
achou
16-
ra
da
sala
da
dansa,
começou
dizendo
:
—Quer
v.
ex.
a que
eu
comece
a
ser
traidor
?...
—Ah!
pois
deveras
temos
uma histo
ria
?...
—
E
no
fim
um verdadeiro
mistério.
—
Eu
lhe
escuto.
—
Verá
que vou
trahira
mim mesmo.
—Diga...
diga.
—Sustentava-se
no
circulo
em
que
eu
me
achava,
que
v.
ex.
a
era
encantadora
:
lodos
concordaram,
e
eu
também.
—
Só isso
?...
—Engraçada;
convieram
todos,
e
eu
lambem.
|
—
Mais
nada?...
—
Espirituosa;
todos
apoiaram, e
lam
bem eu.
—
E
que mais
?...
—Inconquislavel
;
todos
o
aífirmaram,
menos
eu.
—
Menos o senhor?!!!
—
Sim,
minha
senhora; eu
declarei
que
não
havia
mulher,
de
quem
algum
homem
se
não
pudesse
fazer amado.
—
E
disse
bem,
porque
eu
amo
meu
marido
—
Perdoe-me;
é
que
eu
não
me
referia
ao
marido de
v.
ex.
a
—
Ah
senhor!'... isso
agora...
—
Minha proposição
foi
geralmente
com
batida.
—
Fizeram
me
justiça.
—
Mas
éu
fui por
diante
;
sustentei
quan
to
havia
dito,
e
jurei
demonstrai-o.
—
E como,
senhor
—
Fazendo-me
amado
de
v.
ex.
a
A
senhora
morena
olhou espantada
pa
ra
o insolente
que assim
lhe fallava,
e
en
controu fitos
em
seu rosto
dois
olhares
frios,
mas
impassíveis.
—Senhor!...
disse
ella com
voz
alte
rada.
—
Jurei,
proseguiu
o
mancebo,
que
con
seguiria
isso
hoje
mesmo.
—
E’
incrível
tanta
ouzadia
!...
—
E
que
em
signal
de
minha
victoria
levaria
no
meu
peito o
cravo
que
esta
ahi
ornando
o
de
v.
ex.
a
—
Eu tenho
pena
do
senhor,
porque
realmenle
me parece
um
pobre
louco.
—
Pena
tenho
eu
de
v.
ex.
a, disse o
mancebo
apertando
o
braço
da senhora ;
porque
eu
hei
de
d
’aqui a
pouco
apparecer
com
esse
cravo no
meu
peito;
e
d’
aqui
a
pouco
v.
ex.
a
ha
de
na sala
que
deixa
mos,
pelo
menos,
fingir-se
docil
a
meus
cumprimentos,
e
grata
a
meus
extremos.
—
Commetli
uma
imprudência
em
acei
tar
o
braço
de
um
faluo
que não
conhe
cia,
respondeu
com
nobre
altivez
a
senho
ra
;
mas
o
senhor
vae
já
levar-me
a
meu
logar,
se
não
quizer
vêr
retirar-me
só,
e
dizer
em
voz
alta
que
qualidade
de
ho
mem
se
atreveu
a
oflerecer-me
o
braço.
—
Tanta
fereza!...
—
Senhor...
tornemos
á
sala...
aliás...
—
Pois
bem...
v.
ex.
a
ouvirá
primeiro
duas
palavras,
e
depois...
veremos.
No
fim
de
meia
hora
os
dois entraram
na
primeira
sala.
O
cravo
que
ornava
o
peito
da
senho
ra,
tinha
passado
para
o
do
mancebo
:
el
le
estava
radiante
;
ella
muito
pallida.
Henrique
quando
viu
o
cravo
rajado
no
peito
do
atrevido
moço,
deixou-se
cahir
em
uma cadeira,
como fulminado
por
um
raio.
Depois,
passada
uma
hora ergueu-se,
e
Carlos
chegou-se
a elle.
—
Então,
Henrique,
pretendes
ainda
ba-
ter-le
ámanhã?...
—
Não,
Carlos;
mas
parto
para
França
no
primeiro
navio
que
der
á
vela.
Esta scena
tinha
occorrido
no
meado
do
anno
de
1843.
A senhora
morena
que
se
havia
torna
do
pallida, chamava-se
Marianna.
O
nome
do
mancebo
fatuo
que
se
fize
ra
radiante,
era
Salustiano.
(Continua)
Connpanliia
Carris
de ferro de
Braga.—
Já
foi
descarregada
na alfande-
ga
do
Porto
uma
grande
porção
de
rails,
e
acha-se
em
viagem
todo
o
material
pre
ciso,
carruagens,
rails,
etc.
mandado
vir
peia Companhia
Carris
de
ferro
de Bra-
ga-
Asaaaiveraario fúnebre.
-
Por ser
hontem
o
anniversario
do
obito
da Senho
ra
D.
Maria
II
celebrou-se no
Populo
uma
missa,
a que
assistiram
o
regimento
8,
destacamento
de
cavallaria
aqui
estaciona
do,
auctoridades
e
empregados.
Objectos «! 11 piícocfos.
—
Tem
alguns
para
trocar—
em
curiosidades
bibliographi-
cas,
e
em painéis
e
medalhas
—
o
profes
sor
do
lyceu
de
Braga,
Pereira-Caldas.
Podem
ser
examinados
estes
objectos
duplicados,
depois
das
4
horas
da
tarde
até
ás
6,
em
qualquer
dos
dias da
semana.
—0
«Diário
do
Gover
no»,
n.°
253,
de
11
do
corrente
publica
os
seguintes
despachos:
Francisco
Januario
Rodrigues,
parocho
collado
na
igreja
de
S.
Mamede
de
Évo
ra,
na
igreja
parochial
de
Nossa
Senhora
dos
Marlyres, da cidade
de
Lisboa.
Francisco
da Silva
Figueira,
parocho
collado
na
igreja
de
Nossa
Senhora
da
Ajuda,
na igreja
parochial
de
Nossa
Senho
ra
da
Pena,
da
cidade
de Lisboa.
José Alexandre
Campos,
parocho
col
lado
na
igreja
de
S.
Miguel
de
Alfama,
na
igreja
parochial
de
S.
Pedro,
em
Alcan-
tara.
João
Baptista
da
Costa
Pessoa,
na
igre
ja
parochial
de
S. Pedro
da
Alfandega
da
Fé.
Manoel Correia
de
Sampaio, parocho
collado
na
igreja
de
Santa
Eulalia,
na
igreja
parochial de Santa Maiia
de
Ar
noso.
José
Bernardo
Giraldes,
parocho
colla
do
na igreja
de
S. Sebastião,
na igreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Ribeira
de
Bonçoães.
João
Xavier
Cordeiro, parocho collado
na
igreja
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Casal de
Cinza,
na
igreja
de
S.
Vi
cente
de Castro
Vicente.
Anlonio
Paio
de
Araújo, parocho
col
lado
na igreja
de Santo Antonio
de
Sou-
lellinho
da
Raia
ua
igreja
parochial
de
S.
Martinho.
José
Capello
Ribeiro
Leitão,
na egreja
de
Nossa
Senhora
da Graça
da
Povoa
do
Concelho.
Antonio
Bernardo
Giraldes
Ferreia,
na
igreja
de
Santa
Barbara
de
Souto
Maior.
Manoel
Joaquim
da
Rua,
na
igreja
de
Nossa
Senhora
dos
Prazeres
de
Villa
Fran
ca
das
Neves.
João
Caetano
Fernandes
de
Miranda
na
igreja
de
Santo
André
de Villar de
Perdizes.
João
Anlonio
da
Silva,
na capellania
de
Nossa
Senhora
dos Remedios.
Joaquim
Augusto
Lopes
de
Macedo,
nomeado segundo
oíficial
da
secretaria
da
junta
geral
da
bulia
da
cruzada.
Grnnde
tempori»! em
Eiisboc
*
.
—
Desde
a
tarde
de
sabbado
até
á
manhã
de
domingo, 12, desabou
sobre
Lisboa
um
horroroso temporal, que causou
immensos
desastres.
•Em
correspondente
da capital
narra-os
do
modo
seguinte:
Em
frente
do
Poço
do
Bispo
submer
giram-se
duas
fragatas
do
snr.
Guedes,
correndo
outras
grande
risco. Diz-se
terem
morrido
dois
homens
estando
outros
em
grave
perigo
de
que
loram
salvos
pela
manhã
Em
frente
da
estação
do
caminho
de
ferro
afundaram-se
um hiale
porluguez
e
ura
inglez
com
carga
de
phosphorile
;
fi
caram
completamente
destruídos
um
hiale
e
uma barca.
Uma
barca
portugueza
garrou
e foi
cair
sobre
a
barca
do
registro,
que
pediu
soccorro
;
hontem
foi
acudir-ltie
um
re
bocador.
No
caes da
linguela,
ao
chafariz
de
Dentro, appareceu
uma
lancha
despedaça
da,
a
prôa
de
um navio
inteira e
muitos
fragmentos
de
embarcações.
De
encontro
ás pontes
da
alfandega
municipal
foram
dar
duas embarcações
com
as
amarras
despedaçadas. Uma
d’ellas
par
tiu
dois tubos
da
ponte
nova
e chegou
a
ter
uma parte
debaixo
da
ponte.
Defronte
do
Caes de
Santarém
ficaram
enrascados
3
navios,
um
sueco,
1
norue-
guez
e
1
inglez.
Uma
fragata
afundou-
se.
No
quadro
os
desastres
foram
em
gran
de
numero
pela
agglomeração
dos
barcos.
Póde
dizer-se
que
quasi
todos
tiveram
avaria.
A
barca
de
registro
n.°
4
içou
ban-
Ideira
pedindo soccorro
por
se lhe
ter
afun
dado
o
escaler.
A
barca
n.°
I garrou
e foi
de
en
contro
ás
pontes
da
alfandega,
ancorando
depois
em
frente
da
caldeira.
A
alfandega
ficou
com
tres
escaleres
no
fundo,
em
parte
despedaçados.
Uma
barca
ingleza
abalroou
com
ou
tros navios,
proximo
do
registro
n.°
2,
e
ficou
com a
mastreação
partida.
O
vapor
«Maria
Pia»
partindo-se-!hes
as
amarras
de
ferro garrou
com
a
boia
pendnrada
e
foi
encalhar
no
logar deno
minado a
Ribeirinha,
entre
a ponte
dos
vapores
do
Terreiro
do
Paço
e
a
Arse
nal.
Foi
extraordinariamente
feliz
porque
não
soffreu
avaria
grossa,
nem
o embate
de
outros barcos.
Dos
navios
da
nossa
marinha
de
guer
ra,
faltaram
as
amarrações á
fragaia
«D.
Fernando»,
e
ás
corvetas
«Bartholomeu
Dias»
e
«Estephania»
mas
como
estava
tudo
prevenido deitaram
mais
ferros.
A
«Bartholomeu Dias»
quando
garrou foi des-
cahir
sobre
a
canhoneira
«Sado»
que
por
tal
motivo
teve
de
mudar
de
amarração.
A
«Bartholomeu
Dias»
voltou
hontem
para
a
sua
antiga
posição.
A
jangada
destinada
ao
serviço das
bo
cas
de
fogo
das
torres
da
barra e
que
es
lava
esperando
o
bom
tempo
para
levar
o
motor
para
S.
Julião
da
Barra
deitou
fóra
com
o
balanço
uma
das
zorras e
o
guin
daste
hydraulico,
indo
tudo
parar
para
o
fundo,
de
onde
é
possivel
liral-o.
O
numero
de
fragatas
afundadas
é
grande,
e
muitas outras
soffrerara gran
des avarias.
Da
companhia
dos
paquetes
de África
afundaram-se
4
fragatas com
carvão
de
pedra ;
outras se
perderam
com
madeira,
fazendas
e
trigos.
Tiveram
avarias
entre
outras
a
barca
noruegueza «Emma»
a
«Mendosa»
e
a
«Ni-
ckoison».
Afundou-se
uma
fragata
do
sr.
Pinto
Basto
carregada
de
arroz.
A
barca
de
banhos
«Feliz
Destino»,
propriedade
do
snr.
Borges
d
’
Almeida, an
corada
no Aterro em
frente
de Santos
soffreu
grande
avaria.
Uma
fragata
foi
abalroar
com
a
barca,
levou
lhe
o
banho
geral
da
ré,
arrombou-lhe
uma das
ja
nellas
dos
quartos
particulares, e
partiu-
lhe
pelo
meio
a
ponte
que
o
communi-
cava
com
o
Aterro.
Dos
botes
de
catraiar
suppõe-se
que se
perderam-se uns 15,
porque
só
as
3
da
noite
é
que
os
catraeiros
puxaram
alguns
para
terra.
As vigas
que
estavam
boiando
de
encontro
á
muralha
desprenderam-se
e
muito
contribuíram
para reduzir
os bo
tes
a
ienha.
Quasi
todas
as
embarcações
ficaram
sem
as
lanchas
que
vieram
parar
á
praia
arrombadas
ou feitas em
estilhas.
No caes
da areia
afundou-se
uma fra
gata
carregada
de
fio
electrico.
A'
ponte
da
Ribeira
Nova
ficou
muito
estragada.
Entre
muitos
destroços
causados
em
diversos
pontos,
tenho
noticia dos
se
guintes
:
Abateu
uma trapeira
na
rua de
S.
Mar-
çal,
á esquina
da travessa
da
Piedade.
Nos
Prazeres
foi
derribado
um
muro
de uma
quinta, cuja
reconstrucção
se
cal
cula
em quinhentos mil réis.
O
tapume
da
rampa
de
Santos
veio
a
terra,
assim
como
um
barracão
proximo
ás
Tercenas.
O
telhado
d
’
ardozia,
da
casa
do
snr.
Fernandes na
rua
do
Duque
da
Terceira,
foi
arrancado
pelo
tufão.
O mostrador
de
esculpluras
da offici-
na
do
snr.
Salles,
ao
Atterro,
ficou
com
os
vidros partidos.
Na
casa
do
snr.
conde
de
Nova
Goa,
na
rua
do
Prior,
foi
arrancada
quasi
toda
a
cobertura
de
ardozia
de
um pavilhão.
Na
rua
do
Olival
foi
pelos ares
um
chalet que
eslava
em
construcção.
Na
rua
Nova
da
Piedade,
ficou quasi
destelhada uma
casa
que
se
estava
recons
truindo.
Cahiram
os tapumes
do mercado
que
se
está
fazendo
no
Aterro.
Na
rua
da
Penha de
França
veio
a
terra o
tapume
do barracão
do
snr.
Lam-
berlini.
'
Na
mesma
rua cahiu
da
platibanda
de
um
quarto
andar,
um
grande
vaso.
No
prédio
da
rua
Nova
da
Piedade,
54,
pertencente
ao
snr.
Augusto
da Costa
Lima,
foram
pelo
ar
umas
grades
de
ma
deira
que separavam
os
quintaes.
No
hotel de
Bragança
o
vento
arrom
bou
duas
vidraças.
Na rua
das
Flores,
para
baixo
da
guar
da,
quasi
todas
as janellas
ficaram
com
os
vidros
despedaçados.
O
grande
cadieiro
que
estava
á
porta
do
café
Gibraltar
foi arrebatado pelo vento,
não
se
sabe
para
onde.
Um
carteiro
que
pela
madrugada
pas
sava
pelo
largo
de S.
Carlos
ia
sendo
vi
ctima
do
desabamento
de
uma
clara
bóia.
Uma chaminé
de
ferro
da
serralheria
na
rua
do
Norte,
foi
pelo
ar
Nas
oílicinas
do
caminho
de
ferro
do
norte,
no
arsenal
do
exercito,
e
no
Ma
tadouro,
foram
levantadas
as
coberturas
de
zinco.
No largo
de
S.
Roque,
abateu
um
pe
daço
da calçada,
junto
á
loja
de
chá
do
snr.
Calderon,
e
cahiram
seis
pessoas
durante
a
noite;
na
rua
dos
Calafates,
e
no
paço
da
Rainha,
também abateram
pe
daços
da
calçada.
Foram
poucas
as
clarabóias
que
dei
xaram
de
ter
vidros
partidos.
Muitas
das
vidraças
voltadas
ao
sul
foram
arrombadas
pelo vento
e
algumas
portas
interiores
não
resistiram
á
violên
cia do
empuxão.
Na
alfandega
o
arvoredo
soffreu
gran
de
destroço;
muitas
vidraças
foram des
pedaçadas.
O
taboleiro
do
pateo
da
alfandega
ficou
sem
grande
parte
da
cobertura,
que
era
de
folha de
ferro
zincado
e
vidros;
algu
ma
das
folhas
foram
arremessados
a
gran
de
distancia.
O
furacão
arrebatou
de
um
quintal
de
rua
do
Caldeira
uma capoeira
com galli-
nhas,
sem
que o
dono
soubesse
onde
fo
ram
cair.
Na
rua da
Gloria
á
Graça,
o
vento
ar
rancou
os
varões
de
ferro qne
sustenta
vam uma
parreira
e
apresentou
com
tudo
no
meio
da
rua.
Na
calçada
do
Marquez d
’
Abrantes
foi
derrubada
uma
trapeira.
Uma
grande
e
frondosa
arvore
que
existia
no
largo
da
Fundição,
em
frente
da
casa
da
guarda,
foi
arrancada
pelo
vento.
O
furacão
arrancou
entre
outras
ar
vores, 18
pinheiros
do
jardim
da
Es-
trei
la
.
No
jardim
da
rampa
do
Aterro
fica
ram
acamadas todas
as
arvores
e uma
de
ellas
com
a
raiz
á
mostra.
A
formosa
palmeira do
jardim
do
sr.
duque
de
Palmella
no
Calhariz
ficou des
troçada
e
todas
as
arvores
soíTreram.
As
arvores
do
Campo
Grande soffrerara
muito,
principalmente
os
eucalyplos
e
os
pinheiros
novos
Foram
arrancadas
tres
arvores anno-
sas.
Na
quinta
do snr. Godefrey,
na
estra
da
do
Lumiar,
quebraram-se
quatro
das
maiores
oliveiras
e
muitos
vasos
cahiram
dos
muros.
No
largo
de Santo
Antonio da Sé
foi
arrancada
uma
arvore
pela
raiz, no
largo
de
Camões outra e
outra
no caes
do
So-
dré.
A
palmeira
do
jardim
do
hospital
de
marinha,
que
tem
resistido
a
tantas
in
vernias
e
vendavaes,
foi
partida
na
noite
de
anle-houtem.
Na
rua
do Abarracamento
de
Peni
che,
no
quintal
do
snr.
João
Antonio
Martins,
foi
arrancado
um
eucalyplos.
Na
quinta
do
snr.
João
Palha
foram
partidos
dois
pinheiros.
Na
eschola polylechnica
tombaram
al
guns
eucalyplos,.
mas
a
estufa
que
está
em
construcção não
teve
prejuízo.
Seria
impossível
enumerar
todos os
ar
voredos
que soffrerara
com
o temporal.
No
Campo
de
SanfAnna,
no largo
do
Mastro,
no
Passeio
Publico,
na
praça
da
Alegria,
no
largo
do
Carmo,
no
Terreiro
do
Paço,
no
caes
dos
Soldados,
na
praça
das
Flores,
e no
jardim
do
Maladoiro
não
houve
arvore
que
deixasse
de
ser
maL
traclada
pelo
temporal.
Quasi
todas
as
parreiras
de
quintaes
foram
atiradas
ao chão,
arrastando
as
vi
gas
e
os
varões
que
as
sustentavam.
No
largo das
Necessidades
fai
arran
cada
pela
raiz
uma
pimenteira.
Uma
das arvores derrubadas
pelo
ven
to
na quinta real
apanhou
na
queda, des
pedaçando
os
fios
do
telegrapho.
Também
para
aquelles
silios
fez
des
troços
nos
telhados
o
furacão.
As
correntes
que
seguram
as
portas
do
caneiro
de
Alcantara
arrebentaram
sendo
necessário amirral-as
com
cabos.
O
caneiro
estava
cheio
de
barcos
que
se
tinham
refugiado
alli
do
temporal.
Quando as portas
se
fecharam houve
alguns
abalroamentos,
mas
de
pequena
monta.
O
jardim
da
Praça
de
Armas
ficou des
troçado.
A
extensa
alameda
da
Junqueira
sof
freu
lambem
os efleitos
do
temporal.
Muitas
arvores
foram
arrancadas
pela
raiz
e
outras
quebradas
pelo
tronco.
Os
barcos
foram
puchados
para terra,
operação
facil
n’
aquella praia
e
que
os
preservou
de
perda
certa.
Na
praia
da
torre
varou
á
volta
da
meia
noite
o cahique «Domingos
Pereira,
que,
indo
de
S.
Martinho
para
o
Algar
ve,
fôra
forçado
pelo
tempo
a arribar.
En
calhou
a leste
da
Torre,
no sitio
chama
do
o
Torrão?
Trazia
carga
de
madeira,
cereaes
e
vários
generos.
Só
depois
das
4
horas
da manhã
foi
possivel
pol-o
a nado.
Também
se
afundou
um
bote
de
pilo
tos,
dois
escaleres
que
estavam
amarra
dos
aos
hiales-pilotos
fundeados
defronte
de
S.
João
de
Ribamar,
dois
escalares
das.
gondolas
que transportam
os
passageiros
do
lazareto
e
o escaler
do
registo
do
porto.
O
mar
em
Cascaes
offerecia
ura
es-
pectacnlo
pavoroso.
Contam
as
pessoas
do
sitio
que
não
ha
memória
de
uma
coisa
assim.
A
polaca
hespanhola
«Atrevida»
não
naufragou
por
causa
do
mau
tempo.
Vi
nha
com
agua
aberta
e
os tripulantes
queriam encalhal-a
na
praia.
Ao
dobrar
a
ponta
da
forlalesa,
como
não
levava
pra
tico,
bateu
na
lage onde
se
despedaçou,
vindo
a
equipagem
para terra
em
barcos.
Estes
são
os destroços de
que
ha no
ticia na
margem
direita
do
Tejo.
No
Car
regado
foi
derribado
pelo
vento
um
bar
racão;
no
vaile
de
Santarém
ha
enormes
prejuízos
nos olivedos
;
em
Loures,
Bem-
tica
e
Friellas
houve grande
inundação.
Na
margem
esquerda
do
Tejo,
na
ro
cha
do Olho
do
Boi,
des
.egou-se
um
enor
me
pedregulho
que
resvalou,
íican
lo
fe
lizmente
a
meio
caminho,
sem
o
que
teria,
arrasado
as
casas
do snr.
Price
O
destroço
em
a<
vores
e
parreira
foi
também
muito importante
alli.
O
snr.
Raposo
de
Carvalho,
superin
tendente
do
serviço
marítimo
esteve
parte
da
noite
na
alfandega
e
de
madrugada
embarcou
em
um
escaler
e
deu
as
pro
videncias
possíveis.
Não
ha
noticia
do
guarda
da
alfande
ga de Lisboa n.°
4
E,
que
tinha
serviço
no
Aterro,
dentro
de
uma fragaia.
O
guarda
n.°
280,
Manoel
da Silva,
ficou
ferido
em
um
braço,
quando
em
barcava
em
uma
fragata.
Consta
que
um
fragateiro
partiu
uma
perna
e
que morreu afogado
um
rapaz de
12
annos
que
eslava
n
’
um
bote.
Em
terra
um
municipal
ficou ferida
na
occasião
em
que
um
telhado
era
ar
rebatado
pelo
vento
e outros
soldados
re
ceberam
contusões
em
vários
sitios.
A
policia civil
e
os
guardas
da
alfande
ga
guardaram
todo
o
dia a
beira
do
no,
para
recolherem
os
salvados
e
impedirem
que
a
gatunagem
se
apropriasse d’elles.
Foram
presos
alguns
larapios,
verdadeiros
cafres,
que
no
meio
de
consternação
geral,
dei
tavam
a mão
aos
despojos
da
immensa
calastrophe,
que
o
mar
restituía ava
riados.
Temporal
»<> Porto.
—
Foi
desabri
do
o
temporal que
na noite de
sabbada
para
domingo caiu
sobre
esta
cidade.
A
chuva
foi
quasi
continua
e
torrencial,
e
o
vento
era
por
tal
fórma
impetuoso
que
ameaçava
abalar
dos
seus
alicerces
os
mais
solidos
edifícios.
Ha
muito tempo
que
não
temos
atra
vessado
uma
quadra
tão tempestuosa.
Se
á
furia
do
temporal
resistiram
os
alicerces
dos
edifícios,
não
succedeu o
mesmo
coin
os
altos,
e
com
uma
ou
outra
construcção
menos
solida.
Entre
muitos
estragos causados
pela
força
das aguas
e
pela
impetuosidade
do
vento,
eis
alguns
de
que temos
noticia:
Na
rua
do
Montebello
caio
o
muro
de
um quintal,
e
os
destroços,
batendo
com
força
n
’
uma
casa,
da
qual
é
inqui
lina
a snr.
a
Margarida
Rita,
damniíicaram-a
em
parte.
Felizmente
não
houve
desgra
ças
pessoaes, porque nào
eslava
em
casa
nenhum
dos membros
da
familia
que
ha
bitava
o
prédio.
Este
desabamento
deu-
se
no
domingo
pelas
3 horas
da
tarde.
Na
viella
da Netta,
proximo
á das
Pombas,
caiu parte
de uma
casa
e
muro
contíguo,_a
esta,
obstruindo
a
referida
viella.
Não
houve
desgraças,
porém
os
moradores
soffreratn
alguns
prejuízos.
No cemiterio
municipal
de Agramonte
os
prejuízos
causados
pelo
mau tempo
foram
importantes,
pois
quebrou-se
nu
mero
considerável
de
arvores,
sendo
ou
tras
arrancadas
complelamenle.
Uma
enor
me
pedra e
cruz
que
rematava
um
jazigo
lambem
cairam
por
terra,
acontecendo
caso
idêntico
no
cemiterio
privativo
da
Ordem da
Trindade.
O
pavilhão
que
existia
na
rotunda
da
Boa-visla,
e
que
era
destinado a
musica
que
alli
costuma
tocar
aos
domingos
de
tarde,
foi
completamente
destruído.
Na
noite de
sabbado,
foram ao
fundo
no
rio
Douro,
no
sitio
de
Campanhã,
4
barças
carregadas
com
carris
de
ferro,
destinados
ao
caminho
de
ferro
do
Douro,
e
uma
carregada
de
sal
também
foi'
a
pique
no
sitio
dos
Guindaes.
As
quatro
primeiras
barças
pertenciam
ao snr.
J.
J
Schneider.
Em
quasi
todas
as
ruas,
,sentiram-se
nos
prédios mais
ou
menos
violentamente
os
eífeitos
da
tempestade.
Grande
numero
de
clara-boias,
e
algu
mas
pesadíssimas,
foram
arrancadas
pelo
vento;
em
muitas
casas, cujas
paredes
são
revestidas
de
telha,
foi
destruído
grande
parte
do
revestimento;
os
beiraes
de
te
lhado que
vieram
a
terra,
não
teem
conta.
Nos
quinlaes
muitas
arvores
foram
ar
rancadas
e
outras
quebradas.
Bastantes
dos tapamentos
de madeira
ue
costumam
separar
as
varandas
dos
redios
foram arrebatados.
No
rio
Douro
não
nos consta
que hou
vesse
desgraças;
mas
além
dos
estragos
que
já
acima
mencionamos,
dizem-nos
também
que
duas
embarcações
surtas
em
frente do
caes
da
alfandega
abalroaram,
soífrendô
avaria.
Por
toda
a
parle
se
sentiram
os
effei-
tos
do
temporal,
e
a
ninguém
deixou elle
de
causar
sobresalto.
Ha
11
annos
que
nos
não
lembra
de
presencear
tão violenta
tempestade.
Foi
em
1865, neste
mez,
e
com
diflerença
de
poucos
dias,
que
n’
esta
cidade
se
sen
tiu
lambem era
violentíssimo
vendaval,
como
aquelle
que
acabamos
de
registrar.
De
ante-hontem
para
hontem
repetiu-se
a
tempestade
ainda
com
grande
violência,
porém
os
estragos
foram
menores.
O
dia
de
domingo
e de
hontem
con-
servaram-se
chuvosos,
porém
de dia
a
fúria do
vento
tem
sido
menor.
—
(«C. do
Portos.)
Temporal
essa
Viaitn».—
O cor
respondente
de
Vianna
para
o
'Jornal
da
Manhã»
cornmunica
ao
nosso
collega
que
na
noute
de sabbado e
todo
o
domingo,
houve
n'aqueila
cidade
um
forte temporal,
causando bastantes
estragos,
taes
como
beiraes
de
telhados
e
arvores
arrancadas
e
quebradas.
Não
bouve,
felizmente
desgraça
algu
ma
a
lamentar,
dentro
e
fora
da
barra,
a não
ser
algumas
amarras
rebentadas
de
de
diversos
navios,
que
ainda
chegaram
a
atravessar-se
por
lalta
d
’
estas,
sendo
po
rem
o
mal
remediado pela
tripulação
que
se achava
fornecida,
tomando
os
eífeitos
da
terrível
ventania.
faESeeãsSos.
—
Fallece-
ram. no
Bio de
Janeiro
de
15
a
22
de
outubro
os seguintes
súbditos
porlugue-
zes:
Fiancisco
Luiz Capello,
15
a.
s.;
An
tonio
Augusto
Freire
Figueira,
45
a.
c.;
Manoel
Ferreira
Barbosa
Mendes,
45
a.
c.;
Manoel
Leite Bastos,
51 a.
c.;
Se
bastião
Manoel
de
Azevedo,
15
a.
s.;
An
tonio
José de Azevedo, 42
a.
s.;
Joaquim
José
Luiz
de
Abreu,
56
a.
c.;
Serafim
"Vieira
Dias,
4l
a.;
José
Rodrigo
Morei
ra
47
a.
c,;
Antonio
Joaquim
Machado,
39
a.
s.;
Commendador
Luiz
Antonio
da
Silva
Guimarães,
65
a.
c
;
José
Gomes
da
Cosia,
40
a.
c.;
Anlonio
José de
Li
ma.
55
a.
c.;
Francisco
Salvador
Nunes
Peniia,
24
a
s.;
Manoel
Rodrigues
da
Fonte
54
a.
c.;
José
Thomaz Osorio,
27
a.
s.;
Joaquim
Ferreira
de
Mattos,
30
a.;
Joaquim
Martins
Neves,
44
a.
s.;
Anlonio
da
Silveira
Furtado,
61
a.
c.;
José
de
Me
ncz.es
1
’amplona,
52
a.
c.;
Maria
Rosa
do
Caiino.
70
a.
v.; João
David
Pereira,
11
a.;
Custodio
Henriques
Gonçalves,
43
c.;
Clemente
de
Moura,
50
a.;
José
Rodrigues
Feri
eira
Cardoso,
73
a.
c.;
Anna
Erme-
litida
Feroandes
55
a.
c.;
Caetano
Ferrei
ra
de
Almeida,
18
a.;
Affonso
dos
Santos
Salgueiro
14 a.
s.;
Francisco José
Coelho
de
Salies;
37
a.
c.;
Joaquim
da
Silva Coe
lho
52
a.
s.;
Antonio Jacome
de
Cesar,
■52
a.
s.;
José
Joaquim Pereira,
49
a.
s.
«•
*
—
De
20
a
27 de
outubro
falleceram
Pernambuco
os
seguintes
súbditos
por-
luknezes:
Antonio Duarte
d
’
Oliveira
Rego,
80
a.
■v.
Eulalya
Furjás
d
’Oliveira,
62
a.
c.
O
K •“T
*
Os
empregados
da
repartição
d
’obras
publicas
d
’
este
districto,
tendo resolvido
mandar
celebrar
no
dia
16
do
corrente,
pelas
10 horas
da
manhã,
na
egreja
dos
Terceiros,
uma missa
rezada
para
suffra-
gar
a
alma
da
fallecida
filhado seu
3xm.°
Director
a
exm.
a
snr.3 D.
Maria
da
Gloria
Dias
Branco,
convidam
por
este meio
to
das
as
pessoas das
suas
relações
e
da exm.
a
família
da
finada,
a
assistência
á
pielle
aclo
religioso,
pelo
que
desde
já
se
confes-
•
gratos.
Braga
13
de novembro
de
1876.
(4427)
.
L
..
-dl
t.
VETEMOS
TELEGBAH.W4S OA
AOEMCIA
EIAVAS
MADRID,
11.
—
O
serviço
fúnebre em
memorii da duqueza
de
Aosta
esteve
ma
gnifico.
A
egreja
de
S.
José
e
a
rua
do
Alcalá estavam cheias
de
gente.
Assisti
ram
ás
exequias
vários
ex-ministros.
Res
pondendo
no congresso
a uma
interpella-
ção, Barzanallana
disse
que
pagará
um
quarto
do
coupon
consolidado
como
foi
prometlido
e na
época annunciada.
Res
pondendo
a
outra interpeIlação,
o
minis
tro
dos
estrangeiros
declarou que
o
gover
no
hespanhol
auctorisou
a
extradição
de
Tweed
para
corresponder
á
benevolencia
do
gabinete
de
Washington.
O
ministro
ci
te
u
um
caso
anagolo
succedido
com o
go
verno
francez,
que
a
pedido
de
Hespauha
permittiu
a
extradição
do
carlista
Rosa
Sa-
maniego.
PARIS,
11.
—
A
camara
dos
deputados
rejeitou
a
emenda que
propunha
a
suppres-
são
do
embaixada
de
França
junto
do
Pa
pa.
O
czar
pronunciou em
Moscou
um
discurso
bellicoso.
Disse que
a
Rússia
sus
tentará
na
conferencia
as
suas
reclama
ções, mas que
se os
seus
desejos
não
fo
rem
realisados,
a Rússia
ver-se-ha
obri
gada
a
recorrer
és
armas,
e
para
isso
conta
o czar
com
o
exercito
e
com
a
na
ção.
LONDRES,
11.
—
Receiam-se
graves
acontecimentos
nos Estados-Unidos
da
Ame
rica,
se
a
eleição
de
Hayes
fôr
determi
nada pelo
voto
dos
estados que
estão
mi-
lilarmente
occupados.
BANCO
COMMERG1AL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada.
Hlesiisiio <£o aetâvo e passivo em
31 de
outubro
de 1S5®
Activo
Acções de
Bancos
e
Com-
pauhsas
................... .....
Acções
para
emitlir. .
Agencias.............................
Caixa
...................................
Despezas
d
’installação.
.
Casa
forte
.......................
Empréstimos a
Camaras
Mnoicipaes
.......................
Empréstimos
hypothecarios
Empréstimos s.
penhores.
Letras
em
carteira
.
.
.
Moveis
e
utensílios.
Diversas
contas
devedoras
Valores
depositados.
.
.
Créditos
.............................
Contas
correntes
.
. .
AccionLtas
.....
16:661^000
1.700:000^000
7
:6(i7$75l
12:735^352
1
6275569
4955455
32.6105366
23:087^250
10:565^506
229:9405672
.
1:833^675
.
7:5675563
.
3:7825240
.
11:850^179
.
48:8315809
1D:!2UU00
2
119 361(5355
Passivo
Capital
..........................
Credores
de
valores
de
positados .......................
Dépositos
a
praso.
.
.
Depositos
á
ordem.
.
.
Devedores
e
credores
ge-
raes
..........................
Fundo
de
reserva.
.
Ganhos
e perdas.
Letras
a
pagar.
.
.
Dividendos
.......................
2.000:000^000
3:782-5210
62:527,5388
28:521.5250
15:040^662
1
:000,50
30
7:394,5095
1
61
'5820
934^9
*
D
2.119:361,5355
Banco
Commercial
de
Coimbra, 10
de
novembro
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel
dos
Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades Ferreira Santos.
O
Deíinitorio
da Ordem Ter
ceira
de
S. Francisco,
Testa
ci
dade
de
Braga,
tendo
em
con-
strueção
a obra
de
soalhamen-
ío
ea
sua
Egreja
—
o
que
mmto
<
i
á
concluída
—
vem
por
isso
prevenir
todas
as
pessoas
que na
mesma
Egreja
tenham
ossadas
de
família,
parentes
ou
amigos,
que
pretendam
trasla
dar
— devidamente
auctorisadas
—
o
venham fazer
impreterivel
mente
até
o
dia 25
do
corrente,
passado
o
qual
jámais
se
poderá
realisar.
Braga
14
tle
novembro
de
1876.
(4422)
.-1KRK
M
AT A ÇÃO
•
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
e
cartorio
do escrivão
Pessa,
no
dia
19
do
corrente
mez,
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
largo
de
San
to
Agostinho
d
’
esta
cidade,
teem
de
voltar
de
novarnenle
á
praça,
com abatimento
da
quarta
parle
os
moveis e
propriedades
se
guintes
:
Uma
commoda
de
pinho
louvada
em
1(5500
rs.
Uma
dita
de
madeira
de fóra
com
tres
gavetas
e dois
gavetões
louvada
em
3(5000
rs. Um
relogio
de
sala
com
cai
xa
de
talha
louvado
em
155000
rs.
Um
bahti
grande
forrado
de
couro
em
4$000
rs.
Um aparador
de
madeira
de
fóra
em
3(5000
rs.
Uma
cama
franceza
em
bom
estado
em
12(5000 rs.
Seis cadeiras
de
ceideira
com
assento de
palhinha
em
reis
3$600.
Um
tapete cm
bom
estado
em reis
3(5000.
Um
canapé de
cerdeira
com
as
sento
de palhinha
em
1(5500
rs.
Uma
me
za
de
castanho
com
abas
em
25400
rs.
Uma
morada
de
casas
de um
andar
situa
da
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
designada
pelo
n.°
89
de
natureza
allodial,
que
se
acha
louvada
em
240$(
!
00
rs.
Outra
dita
de
dous andares, cónligua á
mesma,
de
signada
pelo
n.°
90,
com
a
mesma
natu
reza—
louvada
na
quantia
de
600(56‘00
rs.
E
finalmente
outra dita
morada de
casas
de
dous
andares,
designada
pelo
n."
92,
de naturesa
allodial,
louvada
em
1:200(5000
reis.
Todas estas
propriedades
são
situa
das
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
d
’
esta
cida
de,
e
a
presente
arrematação
é por
força
d’
execnção
que a
Gerência
do
Banco
do
Minho
move
ao
executado
José Antonio
da
Cunha
Moreira,
morador
na dita
rua
d
’
esta
mesma cidade.
Braga
15 de novembro de
1876.
(4425)
O
solicitador==7brre.s
’
.
WiSIC»
ME:
h
.CAS»TEÍ9
8>E EIE&AKA
SOCIEDADE
ANOKYJIA
DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Os
poucos
snrs.
accionistas
d
’este
Ban
co que
não
tenham
eífectuado
ainda
a
4.
a
e
5.
3
entradas
de
suas
acções
são
prevenidos
de
que as
devem realisar
até
ao
dia
15
de
dezembro
proximo,
ficando
em
caso
contrario
sujeitos
ao
commisso
estabelecido
no
arl.
17.°
dos Estatutos
Braga
14
de
novembro
de 1876.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga,
os
directores,
João
da
Costa
Palmeira
José
Joaquim Lopes
Cardoso.
Arrendamento
Por
não poder
realissr-se
no
domingo
passado
o
arrendamento
da cerca
do
con
vento
da
Penha,
se
faz
novamente
publi
co
aos interessados,
que
deverá ter
logar
no
domingo, 19
do
corrente,
na
sala de
sessões
do
Asylo
de D.
Pedro
V,
pelas
11
horas
da
manhã.
Braga
e
secretaria
do
Asylo,
15
de
novembro
de
1876.
O
secretario,
(4423)
P.e
Luiz Gomes
da
Solva.
ARREMATAÇAO
No dia
26 do
corrente,
pelas
1!
horas
da
manhã,
se
tem de
arrematar
uma
mora
da de
casas,
situada
na
rua
da
Ponte,
com
o
n.u
91.
Quem
a
perlender
deve
comparecer
no
local
da
mesma.
(4426)
CO.IBPAXBÍÍ
A. CAI4KES
E»E FERZ.A ©
BÍE
R3KAG1A
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas,
a
entrarem
com
a
3.
3
prestação
de
20 0|0
ou
10(5600
rs.
por
acção.
nos
dias
5
e
9
do proximo
mez de dezembro
em
casa
do
snr.
Manuel
Joaquim
Gomes,
no
cam
po
de
Sanl’Anna,
e
no
Porto,
os snrs.
Marques
Guimarães
&
Monteiro,
rua Nova
de
S.
João.
No
acto
do
pagamento
é
indis
pensável
a
apresentação
dos
titulos
provi-,
sorios.
Braga
9
de
dezembro
de 1876.
O
gerente,
(4424>
Nuno
José
Villaça.
Vende-se
um foro
de
vinte
e cinco
mil
reis
annuaes,
imposto
em tres
moradas
de
casas
n
’esta
cidade,
livres
de
decima
e
to
da a
contribuição.
Vende-se
mais
outro
foro
de
unia pipa
de vinho,
vinte
e
seis
alqueires
de
milho
alvo,
seis litros
de centeio,
quarenta
di
tos
de
pão
meado,
cujo
foro
imposto
em
propriedades
na
Ribeira
de Valdeste,
n
’
um
só
caseiro,
é
pago
n
’
esta
cidade. Quem
os
pretender dirija-se
a
José
Maria
Torres
Machado,
morador nas
Travessas,
em
casa
do
fallecido
José
da
Cunha.
(4420)
Por ordem
da
rresa
administradora,
da
irmandade
de
N.
Senhora
da Ajuda e
S
Sebastião das
Carvalheiras,
terá
logar no
dia
19
do
corrente,
ás
10
horas da
ma
nhã,
á
porta
da
mesma capella. a
ar-
remação
da
cobrança
das
medidas
e
foros
vencidos
no
S.
Miguel
do
corrente
anno.
O
secretario—A.
Dominyues
Alvim.
(4419)
Companhia Edi/icadora
e Indus
trial Bracarense
!?ef
ãesiiuSe «inoBaytaiw «2«
*
•
regpnsassa-
hsIiiittcSe 1 s
e
»
i i «
sí1»
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Companhia,
a
realisarem, do
dia
6
a
18
do
proximo
mez
de novembro,
no
escriptorio
da
Companhia
na
rua da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a 12,
desde
as
10
horas
da
manhã
ás
2 da
tarde,
a
sua
entrada
de
10
por c.
ou
25300
rs.
por
acção,
con
forme
a deliberação
da
assembleia
geral
ordinaria
de
17
de
julho, e
extraordinária
de
26
do
corrente,
na qual
foi
igualmen
te
resolvido,
que
pela ultima
vez fossem
prevenidos
os
poucos
snrs.
accionistas
em
atraso,
para
dentro
dos
mesmos
dias
mar
cados
no
presente
annuncio
satisfazerem
as
suas
prestações
em
debito.
Braga
e
Escriptorio
da Companhia em
26
de
outubro
de
1876.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura
(4388)
João
Carlos
Pereira
Lobato.
(280)
K
Parte de Comércio do Minho (O)
