comerciominho_16091876_543.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no escriptorio
do
kmtor
e
proprietário
A?
a
^
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3
E,
para
onde
deve
«*ír
dirigida Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As assi-
gaaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Foiba
avulso
10
rs.
FU1BMC AEk-SS
ES
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
8E0
rs.^Provtn-
cias,
anno
2$000
rs e
sendo
duas 3&600
rs.«-Semestre 1Á05V
rs.=Z?rí?zi/,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis moeda
fraca.<==Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
®/
4
d
’
abatimento.
HSíi™aSBjãiErâãijiiíãÈmã^SSSÍB^OTaSSa««iuSaB«^H^:.>\'Ss:iS5SSãÃSaâá
BKA«A
~ S.AB3 J8AIB® í® g»E
SETEMBKO
Londres, S3 «Se
A
jjos
S
s
»
de 1838.
[A
’
redacção
do
«
Apostolo».)
(Conclusão)
II.
—
A
correspondência
do
Exm.°
e
Revm.°
Snr.
Bispo
do
Pará
que
appare-
ceu
etn
o
n.°
63
do
Apostolo
com
as
cartas
(um
tanto
fátuas)
do
Presidente
da
Província,
a
Sua Ex.
a
Revm.
a
,
e
com
a
tolissima
e
indigníssima
do
Doutor
(da
mula
ruça),
chefe,
ou
o
quer
que
seja,
da
Policia,
ao
Snr.
Presidente—
isso
a res
peito
do
maçónico
progresso, e
civilisação
(retrógrada]
do mesmo
Pará,
—
tudo foi
traduzido
integralmente
em
Inglez,
e man
dado,
assim
que
aqui
chegou,
ao
excel-
lente Semanário
Catliólico
—
-o
Weekly
Re
gisler.
Poderá
isso
vêr-se
pela
carta
se
guinte
fielmenle vertida
do
Inglez que
acompanhou,
na
data,
as
mesmas
traduc-
ções:—
«Ao Redactor do
Weekly
Regisler e
Eslandart
Calhólic — Senhor
Redactor
:
—Encontro
em
o
n.°
63
do
excellente
papel
Cathólico
o
Apostolo,
do
Rio
de
Janeiro,
com
data
de
7 de
junho,
os
se
guintes
documentos
que
merecem
de
ser
lidos
e
considerados,
por
lodos
os
Cathó-
licos,
em
prova
da
preniciosa
influencia
da
Maçonaria,
pelo
menos
fóra
da
Ingla
terra,
e
nos
paizes
onde
aquella
tem pro
duzido
as revoluções
do
nosso
actual sé
culo
;
e
dirigindo-as n
’
um espirito
de ran
corosa
hostilidade
á
Egreja
e
Religião
Ca-
tholicas.
—
Fico
sempre,
com
profunda es
tima
e
respeito,
seu obediente
Cr.°
«A.
R.
Saraiva».
«Londres,
3
de
junho,
de
1876.»
O
Redactor
do
TF.
Regisler
teve
a
bandade
de
mandar,
dois
dias
depois,
a
prova
da dita
traducção inteira
dos
do
cumentos
ao
traductor,
para
este
poder
corrigil-a
de
algum
êrro
ou
falta
que
ti
vesse
;
e
a mesma
foi
immedialamente
revista
e
recambiada
á
Redacção.
Sendo
porém
o
dito
papel
obrigado
a
inserir
grande
copia de
noticias,
corres
pondências
ofliciaes
ecclesiaslicas,
e
ou
tros
artigos e
matérias obrigadas, não
pô
de
achar
logar
para
as
correspondências,
assás
longas
como
eram,
do Pará,
nem
n
’
essa
semana,
nem
nas
tres
seguintes.
Teve
porém
o
excellente
Redactor
do
Weekly
Regisler,
a
corlezia,
de
inserir
em
o
seu
papel de
sabbado, 5
do
corrente,
a
seguinte
advertência, e satisfação
pela
demora:
—
Muito
sentimos
de
ser
obrigados
ain
da
a
reservar
até
ao
nosso
numero
se
guinte
uma
importante
communicação do
Snr.
Saraiva
; ainda que
está
prompta
para
a
publicação
que
só
por
falta
de
es
paço
não
tem apparecido
já.
A
mesma
cousa
dizemos
a
respeito
de
algumas
car
tas
importantes
de
Mr.
filt,
para
cuja
cor
respondência
faremos
por
achar espaço
o
mais promplamente que possamos.»
—
(Ap-
parecerem
no
dia
12
as
ditas
correspon
dências).
III.
—
A
correspondência
de
Mr.
Tilt
que
acaba
de mencionar-se
é
na verdade
cu-
riosissima
e
habilíssima.
Só
no
papel
do
dia 12 do
corrente
é
que
a mesma
cor
respondência
poude
apparecer
(juntamente
com
as
do
Snr.
Bispo
do
Pará,
do
Pre
sidente,
etc.)
Sinto
serem
documentos
tão
compridos
os
que
constituem
a
dita
cor
respondência
; pois
bem
mereciam ser
tra
duzidos
e
copiados
na
integra
; pela
cir-
cumstancia,
de que
Mr.
Tilt
se
dirigiu
ao
Bispo
Protestante
de Carlisle,
pro
pondo-lhe
umas
objecções
a
certos
pon
tos
de
doutrina
Protestante;
objecções
oc |
casionadas
pelas
prelecções
de
Frei
Jacin-
tho
casado,
as
quaes
foram patronisadas
e
assistidas
aqui
(como
já d
’
outras
vezes
noticiei)
por
vários
Bispos
Protestantes,
entre
elles
este
de
Carlisle.
Mr.
Tilt
escreveu-lhe
a primeira
carta
propondo
suas
objecções
ao
Protestantis
mo, fundadas
em
urna
sentença
de
M.
de Maislre
onde
diz:
—
Que
a
Egreja
An
glicana
é
a unica
associação
n
’
este
mun
do
que
se
mostra
a
si
própria
nulla
e
ridícula, pelo
proprio
Acto
que
a
consti-
tue,
ou
por
onde se
constitue.
Funda
M.
de
Maistre
a
demonstração
d
’
islo nos
ce
lebres
Trinta
e
Nove Artigos,
pelos
quaes
a
dita Egreja
Anglicana
se constituiu,
e
formam
a
sua base;
e
onde
se
não
ad-
mine
outra
regra
de
fé
senão
a Bíblia
—
mas a
Biblia como
cada,
e
qualquer
in
divíduo
a entenda!
A
esta
primeira
carta
de
Mr.
Tilt
ain
da
o
Bispo
respondeu
da
maneira
flaman
te
e
arrogante
com
que
os
taes
anglica
nos,
do
alto
de sua illustração,
tratam
os
pobres
Cathólicos
que
creem
no
Papa,
na
Infallibilidade,
etc.
Porém
o
nosso
amigo
Tilt,
quem
quer
que
seja,
retrucou-lhe
de
tal
maneira
com
argumentos,
com
tex
tos
da
Biblia,
com a
aucioridade
dos
Con
cílios
que
a
Egreja
Anglicana
admilte,
etc.;
que
o Snr.
Bispo
de
Carlisle
achou
mais prudente metter a
viola
no
saco,
e
não
responder
mais
uma
syllaba
a
Mr.
Tilt.
Este
então
disse
ao
Bispo, e
ao
pu
blico, que
visto
Sua
Bispice
não
se
di
gnar
responder,
entregava
elle proprio ao
publico
suas
reflexões
e
argumentos.
—
Pa
rece-me
que
a
tal
pílula
ha
de
custar
a
engulir
ao
Reverendíssimo.
IV.
—
Do
grande
negocio
da
guerra
Oriental
não
ha
quasi
que
referir,
senão
uma
confusão
e
monotonia
de
contradic-
ções,
de
algumas
vantagens
parciaes
ga
nhas, já por
uma,
já
por
outra
das
par
tes
guerreanles
; mas
nada
de
decisivo.
O
que
parece
indubitável
é,
que
de
uma
e
outra
parte
se
commette
crueldades,
e
destruição
de
propriedade;
roubos,
in
cêndios,
assolações,
que
vão
reduzindo á
maior
miséria
e desgraça
aquelles
bellos
paizes,
que
já foram tão
agradaveis,
flo
rescentes
e
civilisados
sob
o
Império Ro
mano.
Pance-me
provável,
que
as
Gran
des
Potências hão
de
vir
a
ser
obrigadas
a tornar
ellas
á
sua conta
o
ir
pacificar
aquellas regiões
e
arranjar
alguma espe-
cie
de
compromisso,
que
ponha
fim
á
con
tenda
por
agora.
O
projecto
de
constitucionalizar
a
Tur
quia
(isto
é,
confusional-a
e
anarchizal-a)
como
quer
um Baxá Liberanga
que
por
lá
existe,
e
que
foi
um dos
que
mais con
tribuíram
para
a
deposição
do
ultimo
Sul
tão,
ha
de
ser
provavelmente
para
o
Im
perio
Ottomano
le
commencement de la
fin
:
O novo
Sultão
parece
que está
mui
to
mal de saude,
precário
de
vida,
e no
que
parece,
com
accessos
de
meia-lou
cura.
A.
R.
SARAIVA.
----- -
n
*
"
—
'
- -
Mais
epBaemerides «1» «SPaiz».
Na
folha
de
29
d
’
agosto
lê-se
no
jor
nal
do
partido
progressista:
«Em
29
de
agosto
de
1484,
é
eleito
Papa
o
cardeal
de
Maiffetta
(Cibo)
e
to
ma
o nome
de
Innocencio
VIII.
O
con
clave
durou
apenas quatro
dias.
Este
Pa
pa
morreu
anenico
em
1492,
apesar
de
ter bebido
sangue
de
tres
crianças.
Mui
tos
criminosos
acharam
o
perdão
de
suas
culpas
em
Innocencio
VIII,
pagando-lhe
certo
tributo.
Foi
muito
bom
para
os
seus
parentes,
e
em
especial
para
sete
filhos,
que
este
reconheceu
publicamente.
(Desculpe
o
«Bem Publico).»
Não
temos
que desculpar nada
ao
«Paiz»,
que
obedece ás
leis falaes
da
sua
natureza.
Está
visto;
quando
um
conclave
«durar
apenas quatro
dias»
é
de
mau
agouro:
o
que
será se
tiver
durado
menos?
E
serão
de
bom agouro
os
que
tiverem
durado
muito
mais?
E’
engraçado
que
se
diga
ter
morri
do
«d
’anemia»
este
Papa
que
falleceu
da
repetição
do
ataque
de
appoplexia
que
o
tinha
ferido
quasi
dois
annos
antes;
e
is
to
mesmo
é
snfiiciente
para
mostrar a
insenspta
calumnia
que
o
«Paiz»,
com
gran
de irreflexão
veiu
repetir,
da
bebida
«do
sangue
de
tres
creanças.»
E
’
também
uma
calumnia,
mas
sem
a
insensatez
d
’aquella,
a
accusação
de
que
re
cebia
«certo
tributo»
para
dar
«o
perdão
de
suas
culpas»
a
muito
criminoso
—
ac
cusação
que
estamos
cançadosde ouvir fa
zer
a
todos
os
liberaes,
já
de
o
darem
aos
generosos, já
de o
negarem
aos
pobres;
natu
ralmente com
a mesma
verdade
então,
e
agora.
O
que parece
ao «Paiz?»
Menos
importância
nos
merece
que
lhe
impute
ter
elle
tido
sete
filhos,
ou
de
zasseis
como
muito
mais
liberalmente
lhe
dá
Lachâtre,
que
teve
todavia
a
esperteza
de
não
dizer
que
elle
os
tinha
reconhe
cido,
como
desalinadamente
affirma
o
«Paiz»,
ao
qual
convidamos
para
exhibir
o documento
onde
viu
que
o
Papa
reco
nhecera
estes
sele
filhos.
Nenhum
escripto
contemporâneo
ha
on
de
se
lêa
ésta
peta;
e
bem
pelo
contrario
o
que
dizem alguns escriplores,
naturalmente
depois de
terem
averiguado
a tradição, é
que
este
Papa
fóra
casado
antes
de
or-
denar-se,
e
que
ficando
viuvo,
se
ordená-
ra.
Cinco
de
seus
filhos
falleceram,
se é
que
foi
pae
de sete.
O titulo
do
reconhe
cimento
hade
acabar
com
todas
as
duvi
das
a este
respeito.
Porque
o
não apre
senta
o
«Paiz»,
se
é
que
o
lern
?
Se
o
não
tem,
como
affirma
o
que
não
póde
arovar?
«
—
1799,
morre
em
um convento
de
França
o Papa Pio
VI,
que
tinha
sido
eleito
em
1o
de
fevereiro
de 1775,
depois
de
se
haver
adquirido
a certeza de que
esta
eleição
era
sympathica
ás
differentes
côrles
influentes
no
conclave.
•
O
cardeal
Braschi,
depois
de
eleito
Papa,
hesitou
entre
o nome
de
Clemen
te
e o
de
Benediclo
«ha
já
muitos
cle
mentes
e
bemditos,
quero
experimentar
os
piedosos»,
e
tomou o
nome
de
Pio
VI
<A
esta
declaração
sae
do grupo
dos
eleitores uma
voz,
dizendo
o
famoso
ver
so
epygrammatico
inventado
contra
Ale
xandre
VI:
«Semper
sub
Sextis
perdila
Roma
fuit.»
«Não
falhou.
(Foi
pena
que
não
lhe
pudesse
valer
o
«Bem Publico.)»
Este
famigerado
efemerifiista
em má
occasião esqueceu que,
em
1799,
não ha
via
nenhum
convento
em
França; on
cui
dará
que cidadella e
convento
é
tudo
um
?
A
sympalhia
das
«differentes
côrles
in
fluentes no
conclave»,
parece-se
muito
com
a
que
os
liberaes
tem
pelo povo
:
póde
vêr-se
nas
Memórias
do
snr.
de
Bourgovig.
Deus a
afiaste
das
pessoas do
«Paiz.»
Póde
elle
asseverar
que
se inventou
contra
Alexandre
VI
«o
famoso
verso
epy
grammatico»
que
diz
ter-se
repetido
no
conclave
onde
foi
eleito
Pio VI?
Nós
não
podemos
afliançar
a
primeira, e
temos
fortes
apprehensões
contra
a
segunda,
que
apparece
arranjada
a
dedo,
e
só
vêmos
que
seja
auctorisada
pelo maior
mentiroso
da
Italia,
o
celebre La Galtina.
O
que
o
«Paiz»
póde
saber é
que
no
tempo
de
Alexandre
VI não
se
realizou
a
vaticinada
perdição de
Roma;
e
quanto
á
invasão
iranceza
em
1798,
ninguém
ignora
que
ella
se
realisaria quer
Braschi
se
chama-
se
Clemente
ou
Benediclo XV.
O
nome
não
podia
ter
tido
influencia
alguma
nos
acontecimentos;
e
nem
sabemos,
que
fos
se
sexto nenhum dos
soberanos
da
Euro
pa,
que
os soldados
do
Directorio,
e
de
pois
os
de
Bonaparte
attacaram
e despoja
ram,
com grande
perda
dos
seus
povos,
e
lucros dos
invasores
apostolos
armados
de
baionetas
para prégar
liberalismo
e
roubo.
O
«Bem
Publico»
não
póde valer
a
Roma,
assim
como
não
pôde
ha
poucos
annos
valer
a
L>sboa,
quando
ahi
vieram
a
este
porto
uns
navios
de
guerra
fran-
cezes
para
levarem
á
força
o
«Charles
et
George»,
aprisionado
por
negreiro;
nem
quando
teve
de ser
demittido,
por
impe
riosas
exigências
dos Estidos-Unidos,
o
commandante
da Torre
de
Belem.
que
tinha cumprido
á
risca
a
ordenança.
Es
tas
perdas
da
dignidade rea!isaram-se
du
rante
a
influencia
do
avô, do «Paiz»,
que
não
valeu ao
paiz.
Não
pôde ou não
nuiz
fazel-o?
1
—1820,
a
regencia
de
Portugal,
em
nome
de
D.
João
VI,
proclama
contra
a
revolução
do
Porto,
dizendo que
as
cor
tes
eram
sempre
illegaes,
não
sendo
cha
madas
pelo soberano.
(Dias
depois
já
eram
legae<)
»
Se
essa
regencia
declarou
illegaes
as
cortes
que
a
revolução
de
1820
mentidamen-
te
promettia chamar,
não
veiu
declaral
as
depois
legaes
como
o «Paiz»
assevera.
Essas
palinodias
são
um
exclusivo
do li
beralismo
em
todas
as
suas
ramificações.
Ha
muita cousa
illegal
em principio, que
depois
na
pratica
os
interessados
fazem
legal
por abuso
da
força.
O
roubo
em
principio
é
illegal,
e
comtudo
não
faltou
quem
o
fizesse
legal.
«
—
1792,
horrível
carnagem
em Pa
ris.
São
arrombadas
as
prisões
onde
ja
ziam
homens
políticos
e
estes
barbaramen-
te
assassinados.
E’
conhecido
este
facto
pela
denominação
de
selembrisada.»
O
«Paiz
cercea,
sem
duvida
por
mo
déstia,
a
maior
parte
da
gloria
de
seus
irmãos
e
correligionários
nas
façanhas
da
«carnagem»
que commemora
no
dia
2
de
setembro
com
tamanho
atilamento.
A
matança
não
durou
sómente
um dia,
mas
uns
quatro
ou
cinco,
e
não
se
exe
cutou
unicamente
em
«homens
políticos.»
Nem
as
mulheres
publicas
retidas
na
pri
são
que
era
destinada
á
punição
das
in-
fracções
dos
regulamentos
policiaes,
nem
sequer
os
alienados
retidos
no
seu
hos-
jicio,
escaparam á
horrível
carnificina,
alaneada
pelos
liberaes
para
firmar
a
li
berdade.
Bem
sabemos
que
éstas
circumstancias
não
só
tiram o
caracter
político a
este
acto
de
ferocidade
infernal,
que
se
dese
ja
assim
explicar para
atenuar-lhe
o
hor
ror;
mas
deixam
justos
fundamentos
para
crer
que
teve
principalmente por
fim
sa
tisfazer
a
sede
de sangue,
e o
appetite
do
roubo. Comtudo
não
devemos callal-as,
e
o
«Paiz»
não
deveria
ommittil-as.
«—1644.
é
eleito
Papa
(3
de
seitem-
iro)
o cardeal
Pamfili,
que toma
o
no
me
do
Innocencio
X.
O
conclave
tinha
começado
a
9
de
agosto.
O
novo Papa
é
guiado
por
sua cunhada D.
Olympia,
a
qual
usa
e
abusa
da
sua
influencia
para
adquirir
muito
dinheiro.
A
dita
senhora,
vendo
que
se approximava
a
morte
de
Innocencio
X,
finge-se
doente,
e
não
lhe
apparece
com
medo
de
que
lhe
fossem
tirar
a
casa o
producto
das
suas
econo
mias.
Innocencio
veiu
a
morrer
ém
janei
ro
de
1655,
e
a
casa de
D.
Olimpia
foi
o rendez-vous dos
intrigantes
para
a
elei
ção do
successor
de
Pamfili.
(Desculpe
o
«Bem~ Publico»
estas
recordações.)»
Não
ha
de
que;
não
faça
ceremonia;
supponha
que
está
em
sua
casa.
Nós
fa
remos o
mesmo.
O
Papa
Innocencio
X
não
foi eleito a 3
de
settembro de 1644,
mas
sómente
a
15.
Pequena
differença
de
12
dias,
que
é
uma
bagalella
para
efeme-
rides
progressistas.
Ignoramos
se
elle
era
«guiado por
sua
cunhada
D.
Olimpia»,
mas
não
o
cremos,
pois
não
consta
que
ella
tivesse
estuda-
do
lheologia,
e durante
este
pontificado
agitaram-se
graves
questões
theologicas,
continuadas
do
antecedente
pontificado.
Os
protestantes,
ou
trapalhões
ou
calumnia-
dores,
como
os
liberaes
de
hoje,
inven
taram
ésta
e
outras patranhas
ainda
mais
enormes
para
o desacreditarem,
e
enfra
quecerem
o
effeito
dos
actos
do
Papa
só
por
que
era
Papa.
Dando
porém
de
barato,
mas
não
ad-
mittindo
a
guia,
e
que
a
tal
D.
Olym-
pia
se
approveitasse
da sua
situação
para
adquirir
lucros
illicitos;
póde
o
«Paiz»
asseverar
que
os
guias
de
alguns de
seus
homens
não
tivessem
adquirioo
lucros
il-
licilos?
e
dado
o
caso,
como
a
respeito
de alguns
não
se
poderá
negar
teremos
de
impôr-lhe
a
responsabilidade
por
isso?
Naluralminte
gritará
contra
injustiça
ta
manha.
Não
julgue,
pois,
para
não
ser
julgado
pelo
mesmo
juízo.
Havia
de
ser
curiosa
a
reunião
«dos
intrigantes
para
a
eleição
do
successor
de
Pamfili»,
porque,
havendo
cmco
opi
niões
entre
os cardeaes
e
o
publico,
ha
viam
de
dar
um
bonito
e
s
peçtaculo
as
dis
cussões
consequentes,
o
que
diz, será
tudo
quanto
quuer,
mas
não
irecorda-
ções
.»
«
—
1758,
pelas
Onze
horas
da
noite,
perto
do
palacio
da
Ajuda,
attentam
con
tra
a
vida
de
D.
Jos
é
I,
Os
jesuitas
ti
veram
parte
n
*
este
negro
attentado.»
Mentira desde
a primeira palavra
até
á
ultima.
Os
tiros
n
ão
se
deram «perto
do
palaico
da
Ajuj
aíi
tnas proximo
do
Arco
do Carvalhão,
muito
distante
d’
aili;
nem
tinham por
(j
m
«allenlar
contra
a
vida
de
D.
José
IH,
q
Ue
estava
de
nojo,
e não
podia
sahir
(
]
0
palacio,
mas
contra
o
seu
miserável
valido Teixeira;
e
os
je
suitas»
n
’
este
negro
attentado»
tiveram
tanta
pane
coin()
0
«paiz».
Porque
hade
limitar
se
a
ser
echo
de
calumnias alheias
em
vez d
’
estudar?
«
—
1759,
são
banidos
de
Portugal
e
seus
domínios,
todos
os jesuitas
[incorpo
rados
e
de
hábitos.]»
Como
é
então
que
o
«Paiz» nos
veiu
dizer
que
oito
annos depois (1767)
foram
expulsos
muitos
jesuitas,
que
tinham
fi
cado
tolerados?,
.
.
.
Ilah
!
já
sabemos,
eram
dos
de
casaca
!
Tem
graça este
«Paiz»
! talvez
estes
são
os
que
elle
de
seja
que sejam
desterrados, em
nome
de
liberdade
por supposto.
«1779,
a
rainha
D. Maria I
manda
se
parar
do
processo
intentado
por
Francisco
José
Caldeira
Soares
Galhardo
de
Menda-
nhos
contra
o
marquez
de
Pombal
todas
as
peças
de
acctisação
e
defeza.
que
não
eram
essenciaes
á
questão
por
conterem
insultos
a
vivos
e
a
mortos. (Indepen
dência
do
poder
judicial
e
liberdade
ci
vil.
.
.)
Segue-se
que
a «independencia
do
po
der
judicial»
consiste
em
ser
obrigado
a
lêr nos
autos
«insultos
a
vivos
e
defun
tos,
que
não
eram
essenciaes»
á
accusa-
ção
nem
á
defeza;
e
que
a
«liberdade .ci
vil»
não
póde
existir
se
os pleieantes
não
se
descompõem de
alto
abaixo, como
ahi
fizeram
por
tempo
bastante
o
«Paiz»
e
a
Devolução?
!.
.
.
E
nós que
não
cuidávamos
cifrarem-se
ellas
n
’
isso!
Bem
se
vê
que
somos
obscu
rantista
e
retrogrado!—
(«Bem
Publico»).
Figueira
da Foz 19 de setembro.
(Do
nosso correspondente!.
Acabo
de
chegar
a
esta
praia,
d
’onde
tenciono
dar-lhes
algumas
noticias,
já
que
lh
’
as não
posso
dar
do
local,
que
costu
mo.
A
Figueira é
uma
villa
formosíssima,
e
muito
populosa,
podendo
bem ter
os
foros
de
cidace;
titulo,
porém,
que
ella
tem
recusado
todas
as
vezes
que
lhe
tem
sido offerecido.
Tem
lindíssimos
edifícios
no
gosto
moderno
—
inglez
e
allemão,
sen
do
superior
á sua
capital,
a
formosa
Coim
bra. Nos
edifícios
ha
uma
limpeza,
bom
arranjo
e
aceio
que ainda
não
vimos
em
parte
alguma;
tudo
é
claro,
branco,
caia
do
por
dentro
e
por
fóra
até
os
telha
dos.
Tem
um
lindíssimo
thealro
construí
do
o
anno
passado,
que
comporta
mais
de
250
pessoas;
duas
casas
d
’
associação
uma
das
quaes
rivalisa
com
as
melhores
do
paiz
pela
sua vastidão.
Tem
muitas
hospedarias,
algumas
em
edifícios expres
samente
construídas
para
este
fim,
e
de
magnifica
apparencia,
como
é
o
Grande
Hotel
Foz
do
Mondego.
Tem
um
bello
ospital,
edificação
recente,
bem
acabado
h
e
bem
mobilado.
Tem
uma
só
egreja
pa
rochial,
muito inferior
a
todos
os
edifí
cios
que
deixamos apontados;
sem
mere
cimento
algum
d
’
architetura,
sem
coisa
notável
no
interior.
E
’
um
templo mes
quinho,
pobre,
nú,
impossível
n
’uma
terra
d
’
estas.
E
se
tivéssemos
d
’avaliar
as
cren
ças
religiosas
d
’esta
povoação
pela rique
za
e sumptuosidade,
e apparato
decente
do
templo,
era
mister
concluir,
que
eram
nullas,
ou
que
havia
a
mais
completa
in-
differença.
Lá
grande
zelo
e
devoção de
certo
não
ha.
Ainda não
vimos
facto
al
gum
que
nol-o
demonstrasse;
tudo
pelo
contrario. E
admira,
porque
as
terras
ma
rítimas,
as
povoações
pescalorias, as
cida
des
de segunda
ordem
banhadas
pelo
occeano,
distinguem-se
ordinariamente
pe
la
sua
piedade e
zelo
religioso.
A
contemplação
dos
mares hade
fazer
nascer
no
homem
o
respeito,
amor e
ve
neração
por Aquelle
que
em
volta da
terra
cavou
os
abysmos.
A
praia
é
boa
e
muito concorrida,
e
hoje
muito
commoda.
O
banhista
para
tomar
banho sae
de
casa
para
a
sua
bar-
raca,
sem
pôr
o
pé
em
terra
;
porque
os
carros
americanos
levam-no
mesmo
lá a
troco
de 20
reis. E
’
o
que
não
ha
em
praia
alguma
em Portugal.
O
caminho
de ferro de
via
reduzida
foi
uma
grande
vantagem para
os
passeios
a
Buarcos
e
ás
minas
do
Cabo
Monde
go.
Os
carros
andam
constantemente
e
sempre
cheios.
Estão famílias
de
Hispanha,
de Lisboa,
das
duas
Beiras,
e
muita
geme
de
Coim
bra, que para aqui presta
o
maior
con
tingente.
Na
barra
estão
ancoradas algumas
em
barcações.
Ha
um vapor
de
reboque,
e
uma
draga
para
limpeza
do
caes,
onde
ha
obras
importantíssimas,
e
nas
quaes
se trabalha
ha
muitos
annos,
sem
inter
rupção.
Tem-se
gasto
aqui
grossas
som-
mas
para
melhorar
o porto, sem
se
ter
conseguido
grandes
resultados.
Está
aqui
a
companhia
dramalica
de
Eniilia
Adelaide,
que tem
dado
alguns
es-
pectaculos de
grande effeito. A
’manhã re
presenta-se a
«Dama
das
Camélias».
Por
aqui
joga
—
e
descaradamente a ro
leta.
Parece
incrível
que
se
não
tenham
dado providencias.
GAZETILHA
Lyceai
de ESraga.—
Por
despacho
do
Ministério
do
Reino,
com
data
de
II
d
’
este
mez,
distribuiu-se
d
’
este
modo
o
serviço
do
corpo
docente
do
lyceu d’
esta
cidade
para
o proximo
anno leclivo
de
1876
a
1877
:
Pinheiro
Ferro,
Porluguez do l.°
e
2.°
anno.
Secretario
Moreira,
Francez
do
!."
e 2.°
anno
(curso).
Malheiros
da
Silva,
Mathematica
do
l.°,
2.
®
e
3.°
anno
(geometria).
Lopes
Cardoso,
Desenho
do
l.°,
2.°,
3. °
e 4.°
anno
(curso).
Padre
Corrêa,
Inglez
do
l.°,
2.°,
e
3.°
anno
(curso),
e
Allemão
do
l.°
anno.
Padre
Alves,
Latim
do
1.°
e 2.°
an
no.
Pereira
Caídas,
Mathematica
do 4.°
e
5.°
anno
(mathematica),
e
Allemão do 2.
u
e
3.®
anno
Alves de
Moura,
Grego
do
l.°,
2.°
e
3.®
anno (curso).
Padre
Maia,
Latim
do
3.°
e
4.°
anno.
Alves
Passos,
Introducção (curso).
Padre
Julio,
Geographia
e
Historia do
1,
®
e
2.®
anno
(curso).
Messias
Fragoso,
Philosophia
do
l.°
e
2.
°
anno
(curso).
Penha
Fortuna,
Portuguez
do 3.°
anno
(oratoria
e
lilteralura)
.
Com
o
professor
Malheiros
da
Silva,
ficam
sendo 3
os
professores
provisorios
do
lyceu
d
esta
cidade,
em
virtude
da
fal
ta
do
pessoal
respectivo.
Os
outros
dois
provisorios
são
os pro
fessores
Messias
Fragoso
e
Padre Cor
rêa.
Mercê.
—
O
snr.
visconde de
Marga-
ride,
digno
governador
civil
d
’este
dis-
tricto
foi
agraciado
com
a
commenda
da
Conceição.
Xomeação.
—
O
snr.
Francisco
José
Menezes de
Carvalho
foi
nomeado
admi
nistrador
do
concelho
de
Vieira,
Obito.—
Falleceu
em Lisboa o
ex.
mo
Antonio
de
Vasconcellos e
Albuquerque,
cavalheiro
muito
estimado
pelas suas
ex-
cellentes
qualidades.
Deapeza com
oh
navios do es
tado.—
No
anno
economico
de
1874-1875
dispendeu-se
pelos
diversos
depositos
do
arsenal
de
marinha
as
seguintes quantias:
com
a
fragata
D.
Fernando 14:4290870;
corveta
Barlholomeu
Dias
19:7530596
rs.,
Duque
da
Terceira
18:3180167,
Sagres
13:2670768.
Infante
D.
Henrique 550080,
Sá da Bandeira 21:7910285;
canhoneira
Zarco
4950709,
Douro
59:1500591;
tran
sportes
índia
16:4430044,
Martinho
de
Mello
17:2320651:
hiale
Marinha
Grande
1:4970880;
pontão
Terceira
3650027; na
vios
desarmados
3:9760290.
—
Total
reis
186:7770061.
s®oesm.
—
Lê-se no
«Apostolo»,
do
Rio de
Janeiro:
O
revd.0
snr.
padre
José
Joaquim
Cor-
reia
de
Almeida,
vantajosamenle
conheci
do
pelos
bons versos
que
tem
produzido
sua
veia
humorística
e
fecunda,
acaba
de
fazer
publicar
o sexto
volume
de
suas
Salyras
e
Epigrammas,
que nos
offerecem
leitura
amena
e
variada
por
entre
a cri
tica fina
e
sacrastica
dos
nossos
usos
e
costumes.
Entre
as
boas salyras
que
realçam
o
ivro
do
chistoso
poeta,
lêmos
com
pra
zer
a
que
tem
por
titulo
Escrevinhadores
ímpios
e
reza assim:
Parlapatão
sem talento
para
o
que
é
de utilidade,
cabeça cheia
de
vento,
quer
ser
notabilidade?
Já
se
sabe,
faz
da
imprensa
indecente
pelourinho,
e,
semeando
a
descrença,
vae
andando
seu
caminho.
Mil
palavrões
amontoa,
mil
disparates escreve,
dizendo
a
mentira
a tôa,
sem
o
chiste
do
Almocreve.
Da
insolente virolencia
offendido,
não te abrazes;
consiste
sua
sciencia
no
destempero das phrases.
Da
Historia
os
factos
ageita,
se inteiramenle
os
não
finge;
quando menos
se
suspeita,
carapetões
nos
impinge.
E’ raro
que este
insensato
como
possesso
não
esteja
em
furioso
desacato
contra
a
Santa
Madre
Egreja.
Se taes
impios
não
conhecem
que
poder lhe
deu
o
Eterno,
nem
por
isso
prevalecem
contrarias
portas
do
inferno;
inda
que
por serem
largas,
saiam
demonios
aos
pares,
e,
imporia
los
como
cargas,
impios
entrem
aos
milhares;
ainda
que
o
publiciscla
de
desastrado
talento
tenha
sua
alma
na lista
daquelle
carregamento.
Os
dotes
do s»B«re»es-o tres.—
Ines
gotável
assumpto
de
vastas
reflexões
é
o
numero
ires
em
religião
e
nas
sciencias;
na natureza
e na sociedade,
em
Deus
e
nas
creaturas.
Passemos
da
synthese
á analyse.
Deus
uno
em
natureza
é
trino
em
pessoas:
só
o
bruto,
o
idiota
e
o
habitante
das sel
vas
é
que
ignoram,
que
na
natureza
di
vina
existem
tres
pessoas,
Padre.
Filho
e
Espirito-Santo,
a união
consubstanciai
e
eterna
do poder
supremo, da
sabedoria
illimitada
e
do
amor
irilinito.
Em
Deus
identificam-se
a
verdade,
a
belleza
e
o
bem.
No
homem
ha
uma
trindade
psychologica,
na
phrase
de Ge-
rusez, composta de razão,
imaginação
e
sensibilidade.
Deus
falia
á
razão
do ho
mem,
como
verdade,
á
imaginação
como
belleza,
á
sensibilidade
como
o
gôzo
do
bem
infinito.
A
religião divina
do
Golgotha
exige
tres
virtudes,
fé,
esperança
e
caridade:
fé
no
que
é
verdadeiro,
esperança
no
que
é bello,
amor
ao
que
é
bom.
Exige-se
do
christão
a
fé
no
dogma
revelado,
obe
diência
aos
preceitos
da
moral e
culto
divino, publico e particular,
porque
no
homem
ha
intelligencia,
vontade
e
movi
mento
de
vida
publica
e
particular.
O
orador deve
convencer,
persuadir
e
mover.
O
padre
manifestou-se
no
passado,
no
presente
e
no
futuro
pelo
grandioso
lacto
da
creação
e conservação
do
mundo;
o
Filho
pelo mysterio
da
encarnação
e
re-
dempção
do homem; o
Espirito-Santo pela
satisfação
das
almas
e
pela
maravilha
do
mundo
moral,
a
Egreja
Calholica,
Apos
tólica
Romana.
As
sciencias
tem tres
grandes obje
ctos:
Deus,
a
natureza
e
o
homem.
São
portanto
religiosas,
naluraes e
políticas.
Tres
grandes
theatros
se
abrem ás
al
mas
boas,
scffriveis
ou
más;
céo,
purga
tório
e
inferno.
Temos
tres
egrejas,
a
mi
litante na
terra,
a
paciente
no purgató
rio,
a
triumphanle
nos céos.
Temos
tres
modos
de
peccar:
por
pen
samento,
palavras
ç obras;
tres
inimigos,
mundo, diabo
e
carne;
tres
calhegorias
de espiritos,
divino,
angélico
e
humano.
Segundo
Gridel
em
sua
importantíssi
ma
obra
Deificação do
homeyi,
lemos
tres
meios
de
mantermos
o
estado
sobrenatu
ral
da
divina graça
—
a
oração,
os
sacra
mentos,
as
boas
obras.
Na
arena
do
século
actual
guerreatn
forlemente
a Egreja,
os governos
e
a
ma
çonaria.
Temos
tres
leis—
as
de
Deus,
as
da Egreja
e
as
dos
Estados.
O
que se
estuda
ou
é
sciencia,
ou
arte,
ou
língua. Tres governos, segundo
Mons.
Segur,
tem
sancção
divina
—o
do
Papa,
o
dos
monarchas
e
o
do
pae de
familia.
Tres são
os
moveis
das acções
humanas,
o
dever, a
utilidade,
o prazer.
Ha tres poderes
de
ordem
hierarchica
na
Egreja, segundo
o
Tridenlino,
Diáco
no,
Presbytero
e
Bispo.
Temos
tres
auctoridades
com jurisdic-
ção
ordinaria,
o
parocho
na
freguezia,
o
bispo
na
diocese,
o
Papa no
orbe
catho-
lico.
Ha
tres
elementos
de
governo
na
Ege-
ja,
monarchico
no
Papa, aristocrático
nos
cardeaes
e
nos
bispos,
democrático no
clero
e
nos
fieis.
Temos
na
natureza
tres
reinos,
ani
mal,
vegetal
e
mineral.
Temos
na
matéria,
latitude,
longitude
e
profundidade.
Ha
tres
baptismos,
de
agua, de fogo,
e
de
sangue.
No
tempo ha tres
épocas, o
passado,
o
presente
e
o futuro.
Na eloquência
tres
fontes,
d
’onde
decorrem
pensamentos
lo-
gicos,
ethicos
e
pathelicos.
No
céo o
sol,
a
lua
e
as
eslrellas.
No
reino mineral
o
ouro,
a
praia
e
os
diamantes.
Entre
os
homens,
amigos,
inimigos
e
indifferentes.
Na
familia,
o
pae,
a
mãe
e
os filhos.
Na
acquisição
das
riquezas,
la
voura,
commercio
e
industria.
No
sol,
temos
luz, calor
e
fecundida
de.
No
mar,
leito,
aguas
e
movimento.
Na
arvore,
raiz, tronco e
galhos.
No
cuidado
dos
filhos,
a
creação,
a
educação,
a
dotação.
Na
flôr,
a fórma,
a
belleza
especial
e
o aroma.
Na
medicina,
allopalhia,
homoeopathia
e
hydrotherapia.
No
estylo
dos
oradores
e
escriptores, o simples,
o medíocre
e o
sublime.
O
mundo
e
a
humanidade
tem
impresso
em
si
o
sello
da Santíssima
Trindade,
a
triplicidade
na
unidade.
Ayuruoca, 2
de
Agosto
de 1876.
Conego
Dr.
II.
da
Silveira.
Manias.—
Conli,
o
espirituoso
auctor
dos «Animaes Fallantes»,
-compunha
os
seus
bellos
versos
deitado
na cama,
e
jo
gando
sósinho
as
cartas.
O
bibliografo
Alie
Reimmaner,
falleci
do
em
1743,
passou
a maior
parle
da sua
vida
em
pé;
e
para
não
contrariar
este
bom
costume,
nem
cadeiras
tinha
no
seu
gabinete
de
trabalho.
Cujas
trabalhava
sempre
deitado
no
chão,
rodeado
de
livros
e
papeis.
Este é
que
devéras
escusava
cadeiras
Goelhe
compunha,
andando
de um
lado
para
o outro.
Descartes, pelo
contrario,
preferia
o
que
elles
chamavam
«medi
tação
horisontal».
Se
era como
a
de Con-
ti,
ou
como
a
do jurisconsulto
Cujas,
é
que
não
sabemos
dizer.
Corneille,
Malebranche,
e
Hobbes
com
punham
as mais
das
vezes
ás
escuras.
O
historiador
Mezerai
era
de
opinião
tão
opposta,
que
trabalhava
de
luz
acce-
za,
mesmo
em
pleno
dia, não
deixando
nunca
de acompanhar, com
a
luz
na
mão,
até
á
porta
da
rua
as
pessoas
que
o
vi
sitavam.
O
compositor
Sacchini
não
podia
es
crever
uma
nota
se
não
estivesse
ao
la
do de
sua
mulher,
que
era
nova
e
Delia,
e
vendo
e sentindo
ao
mesmo
tempo
uma
récua
de
galos,
animaes
a
que era
muito
affeiçoado,
c
a
cujos
saltos
ou
mo
vimentos
graciosos
elle
julgava
dever
os
mais bellos
trechos
do
seu
«QEdipo.»
Simptomas.
—
A
«Politica»,
jornal
de
Hispanha,
na
sua
ultima
hora,
ácerca
da
importância
do
conselho
de ministros,
já,
confessa
que
se
pensa
em uma
republi
ca
reformista,
e
que
se
trata
de agitar
o
paiz.
Telegrainma de Lisboa.
—
LIS
*
BOA
14
—
O
«Diário»
traz
o
seguinte:
Avi
sos
declarando
litnpo
de
febre
amarella
desde
o
dia 12 de
agosto
findo,
o porto
de
Pernambuco;
e desde
o
dia 25
do
mesmo
mez o
porto
de
Bahia;
portaria
de
louvor
aos
alumnos
subvencionados
da
Eschola
de Bellas-Artes
de
Pariz,
os
snrs.
José
Luiz
Monteiro
e
Antonio
José
Nunes
Júnior,
pelos
seus
adiantamentos;
aviso
declarando
aberto
concurso
para
provimen
to
do
lugar
de
guarda
do
gabinete
de
física
e
chimica do lyceu
de
Lisboa;
des
pacho
concedendo
licença
por
90
dias
ao
juiz
da
ilha
Graciosa;
tratado
de
commer-
cio
com
a
Suissa.
Falla-se
em
que o
governo
abre
o
theatro
de
S. Carlos
sob
a
administração
do
Estado,
sendo
o
conde
da
Torre, com-
missario
regio.
ES7E9IE3TE
Da
administração
E
’
por
mais
uma
vez que
somos
for
çados,
bem
contra
nossa vontade,
a
rogar
mos aos
nossos assignantes
que
ainda
se
acham
em
grande
atraso
de
suas
assigna-
turas. e aos
quaes,
já
por
esta
forma,
já
por
cartas
particulares
nos
temos
dirigido,
e
muitos d’esles não se
teem até
hoje di
gnado
responder-nos, que
se
dignem man
dar
pagar,
sem
perda
de
tempo
os seus
débitos,
pois
não
o fazendo
até
ao
fim
do
corrente
anuo,
não
só
lhes
será
sustada
a
remessa do
jornal,
mas
até
serão
pu
blicados
no
mesmo,
os
nomes
de
todos
que não
tenham
attendido
ao
nosso
pe
dido.
Em
seguida
publicamos
os
nomes,
dos
illustres
snrs.
que se
acham
satisfeitos
até
o
tempo
que
lhes
vae
marcado,
e
são:
Louzada
—
Padre
Francisco
de
Maga
lhães,
até 3!
de
dezembro
de
1876.
Arraiolps.
—
Padre
Antonio
Severiano
Varella, até
19
de
setembro
de
1876.
Barcelios.
—
Rev.°
Reitor
de
Areias
de
Villar,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Exm.°
Manuel
Ignacio
de
Amorim
5o-
vaes,
até
31 de
dezembro
de
1876.
Rorís.
—Padre
José
Duarte
de
Lima,
até
31 de
dezembro
de
1876.
Illm.0
Joaquim
Gomes
de
Faria,
até
17
de
outubro
de
1876.
Espozende.
— Exm.°
Dr.
José
Antonio
Pereira
da
Cunha,
até
24
de
fevereiro
de
1877.
Lanboso.
-
Rev.°
Prior
de
Fonte
Ar
cada,
até
3'<
de julho
de
1876.
Prado.
—illm.
0
Manuel
Antonio
Ferrei
ra Braga,
até
28
de
fevereiro de 1877.
Penedo.
—
Padre
Joaquim
Vieira
Borges,
até
23
de
fevereiro
de
1877.
Bouro. —
Padre
Sebastião
Pires
de
Frei
tas, até 28
de
fevereiro
de
1877
Regoa.
—Exm.°
Antonio
C.
Vaz
Perei
ra,
âté
31
de
dezembro
de
1876.
Torres
Vcdras.
— Padre
Antonio
de
Sousa,
alá
15
de fevereiro de
1876.
Mogadouro.—Padre
Aleixo
José
Perei
ra,
até
30
de
agosto
de 1876.
Taipas.—
Illm
°
Joaquim
José
Fernan-
des,
até
9
de
dezembro
de
1876.
Amares.
—
Padre
José
Pedro
de
Car
valho,
até
21
de agosto
de
1876.
Caídas
da
Rfinha
—Rev.°
Prior
de
Lan-
dal,
até
19
de
julho
de
1876.
Coimbra.
—
Illm."
Bernardo
José
Fer-
nandes
Braga,
até 28
de
fevereiro
de
1877.
Trancoso.
— Rev.°
Abbade
de
Penella
da
Beira,
até
13
de junho
de
1877.
Porto.—
Rev.° D.
Antonio
da
Nativi
dade
Carneiro
Geraldes,
até
30
de
setem
bro
de
1877.
Os nossos
correspondentes
nas seguin
tes
localidades
são:
Porto,
o
snr.
Carlos
das Neves
& So
brinhos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o
snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio Tei
xeira
de
Freitas—Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
SECÇÃO DE COMUNICADOS
Snr.
redactor.
Está
a
fazer
quasi
um
anno
que
v.
lou
vou
no
seu
religioso
jornal
a minha
reso
lução
de
não
vender
aos
domingos e
dias
santos.
Na
minha humilde
opinião
não íoi
muito
adequado
o louvor,
visto
que
eu
só
cumpria
a
minha
restricia
obrigação,
pois
é
um
preceito
imposto
por
Deus,
pela
San
ta
Egreja
e
ensinada
pelos
seus
minis
tros.
Mas sendo o ensino
do
exemplo
o
mais eílicaz,
e
observando-se
que
estes
ministros protegem
de
preferencia
os
per-
pelradores do
escandalo,
que
credito
deve
merecer
a
sinceridade
do
seu
ensino
?
Pois
eu que,
no
ramo
da
profissão
que
exer
ço,
sou
o
untco
que
me
dispuz
a cum
prir
a
minha
religiosa
obrigação
na
obser
vância
do
3.°
preceito
do
Decálogo,
pos
so,
e
devo
declarar
que
a
pluralidade
dos
bem
conceituados
ecclesiasticos
são
os
que
provocam
a postergação d'este
preceito
Muitos
d
’
estes me
teem
dito
que
se
absteem
de coadjuvar
o
impugnador
do
escanda
lo, por
temerem
offender
seus
antigos
amigos: estes,
na
verdade, não
menos
se
fariam
applicar
o
azurrague de
que o
Deus
Humanado se serviu
no
templo.
Ora
eu,
snr.
redactor,
não
tenho
o
intuito
de lhe
proporcionar
ensejo para
me
recommendar
que persista
na
observância
do
preceito
referido,
por
estar
conscio de
que
os
interesses
temporaes
são
subordi
nados
aos preceitos
religiosos;
mas ve
nho
expor-lhe
estes deploráveis
factos,
pa
ra
que
o
seu
meritorio
jornal
melhor
pos
sa
dar
a
conhecer
qual
o
campo
de tri
go
mais assoberbado
pelo joio.
Creio
que
este
serviço
lhe
será
por
Deus
bem
re
compensado.
De
v.
etc.
Braga,
12
de
setembro
de
1876.
Joaquim
Leal.
Snr.
redactor.
Peço a
v.
o favor
de
publicar
no
seu
acreditado
jornal
as
linhas que seguem.
De
v.
etc.
0
assignante —
Manuel
Almeida.
Joaquim
d’Araújo
Achando-se
pronunciado
pelo
digno
Juiz
de
Direito da comarca de
Villa
Verde
o
tabelião
do
exlincto
concelho
de
Prado,
Domingos
Joaquim
da
Rocha,
não
deve,
segundo
a lei,
continuar
este
a
exerceras
respectivas
funcções.
Por
este motivo
é
indispensável,
para
que não
soffram
os
in
teresses
d
’aquelles
povos,
que
seja
no
meado
um
outro
que
interinamente
supra
aquelle
logar.
E’
porisso
de
esperar
que
o
merelissimo
Juiz
de
Direito
d’
aquella
co
marca
proceda
quanto
antes
á
nomeação
a
que
me
reliro.
Manuel
Joaquim
d
’Araújo Almeida.
(4296)
ÚLTIMOS TELEGRAMAS l>A
AUK.VCII BUVAS
PARIS,
12
—
Foi
prolubida a importa
ção
de
hacellos
procedentes
de
Italia.
O
marido
da
ex-rainha Isabel,
partiu
hoje de manhã
para Londres.
0
«Univers»
annuncia
que chegou
a
Paris D.
Carlos
de Bourbon.
A
«Liberlé»
publica um
te-
legramma
de Roma disendo que
o
papa
sentindo proximo
(?)
o
fim
da
sua
vida,
vae
convocar
um
consistorio
para
nomear
car
deal
Abeck,
geral dos
jesuilas.
CONSTANTINOPLA,
11
—
0 sultão
re
cebeu
sabbado
a
vários banqueiros
aos
quaes
exprimiu
seu vivo
desejo
de
resta
belecer
a ordem
na
administração
de
fi
nanças
do
império,
consignando
a
esperan
ça
do
prompto
restabelecimento
da paz;
esta
recepção
á
moda europeia, produsiu
grande
sensação;
desmente-se
que
houves
se
motins
em
Creta.
LONDRES
13
—
Tem sido
até
agora
infructuosos
os
esforços
das
potências
com
o governo
de
Constantinopla
para
negociar
e
pôr
condições moderadas.
Continuam
os
«meelings»
em
Ingla
terra
contra
as
barbaridades
commettidas
pelos
turcos.
Lord
Grauvilleem
uma carta
approvou
este movimento.
BANCO
C0MMERC1AL DE
COIMBRA.
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Resumo
do
activo
e passivo em
31
de
agosto <le ISÍtt
Activo
Acções
de
Bancos
e Com
panhias
.............................
16:6610000
Acções
para
emillir.
.
1.700:0000000
Agencias
.............................
7:6670751
Banco
Commercial
de
Coimbra, 11
de
setembro
de
1876.
Caixa
...................................
13:5900674
Despezas
d
’
installação. .
1:6270569
Casa forte
.......................
4950455
Empréstimos
a
Camaras
Municipaes.......................
32:6100366
Empréstimos
hypothecarios
24:6130836
Empréstimos
s.
penhores.
12:4290006
Letras
em carteira
.
271:9950835
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:8330675
Diversas
conlas
devedoras .
4:5970064
Valores
depositados. .
.
3:7820240
Créditos
.............................
.
9.-7820O54
Accionistas.......................
10:2210000
Contas correntes .
.
.
.
37:4890381
2
149
3960926
======
Passivo
Capital.
..........................
2.000:0000000
Credores
de valores
de-
positados
.......................
3:7820240
Deposilos
a praso.
.
.
74:1860663
Deposilos
á
ordem.
36:5020977
Devedores
e
credores
ge-
raes...................................
13:4020802
Fundo de
reserva.
.
1:0000000
Gaohos e
perdas.
6:1920839
Letras
a
pagar.
12:8170235
Dividendos.......................
1.5120170
2.149:3960926
t=
=
=
=
=
=
Os
gerentes.
José
Garbosa
Lima.
J.
Melckiades Ferreira Santos.
(266)
(4294)
SAÚDE A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem despezas com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
SI awuos
d’invas
*
iavel
gtieeesao
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á
de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica, gastralgia,
lie,
gma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas-
nauseas,
vomitos,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
fal
ta
de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das bronchites,
da
bexiga,
do
liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue, 73:000 curas
en
tre
as
quaes contam-se
a
de
8'.
S.
o
Pa
pa,
do
duque
de
Pluskow, da ex.ma
snr.
a
marqueza
de
Breban,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada da
Universidade
de
Cor-
dova,
etc. etc.
Mr.
Liviogstone, celebre explorador da
África central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geogralica
de
Londres
so
bre
a
sua
viagem
diz:
«Os
habitantes
da província
d
’
Angola
«parecem
gozar
uma
grande
feliicidade,
el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem
ptir-
«ganles,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalesciére
que
Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se isentos
das
moléstias,
«e
a
tísica
pulmonar,
escropbulas,
ernpin-
«gens,
câncer,
febres,
diíliculdade
de
eva-
-cuar,
diarrhea,
etc., etc.,
são
moléstias
«coinpleUmente
desconhecidas,
como
tam-
«bem
desconhecem
as bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr. Manuel
Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica, lente
da
Universidade livre
de
Cor-
dova,
medico em
proprio
e
do
caminho
de
ferro
de
Merida a
Sevilha,
etc.
Certifico: Que
com
o
uso
da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
n
’
esta
cidade,
lembran
do-me
o
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qnal
continua
a
melhorar
com
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
viole annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda a parle,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva do
que a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenia
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preço»
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
(4295)
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500
; de
*
/,
kilo
800
rs
; de
una
kilo,
10400
reis; de
2
*
/,
kilos,
30200
reis;
de
6
ki-
íos,
60400
reis,
e
de 12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é
a
Kcvaleseière
ehoeolaiatla;
ella
res-
titue o
appettile,
digestão,
somoo,
energia
as
carues
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em
caixas
de folha de
lata delO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis; de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas, 30200
reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
HAHR1
BU
BBAWKY A; C.
a
-Pia-
ee
Vendòme,
26,
Pariz;
77 Regem
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacsuticos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem diri
gir os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILísboa,
(por grosso
e
miude)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Por
*
»,
J.
de
Sousa
Ferreira & Irmão, rua
da Ba
nharia
77;
de Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coírahra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
JBarceHoia,
Ramos,
pharm.;
Kraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
figueira,
Antonio
Vieira, pharm.;
Guimariei,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
ílel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte «Io
Uma,
\. J. Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po-
voa
«fio Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Viatmit <lo CnutelS»,
Aflouso
e
Barros,
droguistas;
ViSI» d<j
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Antonia Rita
de
Sousa
Rebello, Rita
de Sousa Rebello,'Narcisa
Rita
de
Sousa
íebello,
Antonio
José
da
Costa Arnoso
vem
por
esta
fórma
agradecer
a
todas
a
pessoas
de
sua
amisade
e relação
que
Ih
orestaram
obséquios
por
occasião
do
falle
cimento
e
funeral
de
seu
muito
presad
pae
e
sogro,
Manuel
José
de Sousa Re
-
oello
que
teve
logar
na
Capella
de
S. Vi
cenle.
no
sabbado
proximo
passado
2
do
corrente,
a
todos
tributam sua
indelevel
gratidão.
(4288)
’
D.
Luiza
Alves Ferreira Leite
Bran
dão,
Antonio
Joaquim
de Oliveira
Bran
dão,
Francisco
Joaquim
de
Oliveira
B
r
an-
dão,
Antonio
José
de
Oliveira
Brandão,
tendo
na
devida
consideração
a
fineza
que
se
dignaram
dispensar-lhe
todos
os
illm os
e
exm.°
*
snrs.
e
revd.mos
snrs.
ecclesias
ticos
e
seculares
que
assistiram
ao
acom
panhamento,
e
funeral
de
sua
presada
fi
lha
e
irmã,
vem
por
este
meio
agrade
cer tão
distincto
obséquio
protestando-lhes
eterna
gratidão.
(4291).
Daniel
da
Costa
Soares
e
seus
irmãos
e
cunhados
veem
por
este
modo agrade
cer
geralmente
a
todas
as
pessoas
que
os
procuraram
elhes dispensaram seus ob
séquios
por
occasião
do
fallecimenlo
de
sua
presada
irmã
e cunhada
Delíina
Angélica
da
Costa Soares ; e
bem assim
ás
que
acompanharam
o
cadaver
ao
cemiterio
no
dia
.5
do
actual
mez
<ie
setembro
e al
guns
dos
snrs.
ecclesiasticos
que mani
festaram
provas
de
verdadeira
caridade
clirislã,
antes
e
depois
do fatal
aconte
cimento;
d’
aqui
lhes
tributamos nossos
proiestos
da
mais
subida
gratidão
e
inde
level
reconhecimento.
(4286)
Maria
d
’Apresentação da
Silva
Rocha
e
seu filho
José
Antonio
da
Silva
Reis,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pes
soas
que
os
cumprimentaram
pelo
falle-
cimento
de sua
presada filha
e irmã
Rosa
de
S.
José
da
Silva
Reis, e
bem
assim
a
todos
os
senhores
que
se
dignaram
acom
panhar
o
seu
cadaver
ao
cemiterio
publico
d
’esta
cidade
no
dia
1
do corrente,
pro
testando
a
todos
sua
indelevel gratidão.
Braga 10
de
setembro
de 1876.
ANNUNCIOS
Na
rua
de
Santo
André,
casa
n.°
11,
tomam-se alguns
estudantes
que
não
ex
cedam
a
12
annos
de
edade.
Continuação
d
’drrematação
A arrematação de
guardasoes,
paninhos,
sedas,
etc.,
começada
no
dia
12
do
cor
rente, na
rua
de
Santa
Gatharina
n.°
120,
da
cidade
do
Porto,
continua
no dia
19
do
mesmo,
ás
11
horas
da
manhã.
(4293)
(INCORPORADA
POR CARTA
REAL)
ATTENÇÃD.
Os
snrs.
que
pertendem
fallar
com a
familia
do
fallecido
Domingos José Pe
reira,
morador
que
foi
defronte
da
egreja
de
S
Lazaro,
o
qual
deixou
duas
filhas,
que
ainda
existem,
podem fallar na
Rua
da g
Ponte,
casa n.°
9,
freguezia
de
S.
José de
S.
Lazaro.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A VAPOR
Mademoiselle Nathalie,
venant
d
’
Anvers
désire
parler
a
Monsienr
Baptista
Gonçal
ves
Vieira,
ou
a
Monsieur
José
Thomaz
d
’
A
quino.
Rua
de
Santo
Antonio,
118
—
Porto
(4278)
VENDA
DE CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se vêr
desde
as 9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde. Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
PU
AÇA
D’ALE G BI A
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José
Cerqueira
e
José
Antonio
Marques,
levam
ao
conhecimento
do
pu
blico
que
os
carros
que
d
’
esta
cidade
saem
para
Ponte
do
Lima
ás 3
horas da
tarde,
principiam a sahir
do
dia
15
do
corrente
á
1
boia
da
tarde,
chega
a
Ponte
ás
5.
sae de
Ponte
para
Braga ao meio
dia,
e
chega
a
Braga
ás
5
da
tarde.
Braga
13
de
setembro
de
1876
O
gerente,
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
(4292).
Para
S. Vicente, Pernambuco, Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceitando
também
passageiros
de 3.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Bio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
TAGUS.
.
. .
13
de
Setembro
11
MONDEGO.
.
.
28
de
Outubro
GUADIANA
. .
29
de
Setembro
I
ELBE
....
13
de
Novembro
DOURO.
.
. .
13
de
Outubro
MINHO.
.
.
.
28
de
Novembro
PREÇOS COMMODOS
Cnda paeiwete
«1’eBtn
coni jmniii a
leva
a bordo
criados
*
e
eo&inSieiros
portuguezes
para
commodidade
dos passageiros
de
to
*
Sas
ns elasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para Lisboa é
por
conta
da
Companhia.
A.
bordo
ob
paBBngeiras
teem grátis
rama, rowjsa d» eama,
eo-
mldn feita por cosinKieiros portwgwezes, vinho <lna» vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e ontras despezas.
A
EXPER1ENCIA
de
mais que
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de mais de
mil
e cem passageiros
d’
entre
elles
leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos arehivados em varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
Inglezes.
23;
o
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
de
Alegria
e
construída
de
novo
;
tem
tres
andares muito
elegantes,
quem
a
perten-
der
dirija-se
a
seu
dono,
rua
Nova
de
Sou
sa
n.°
56.
Póde
vêr-se
todos
os
dias
desde
as II
horas
da
manhã
até ás 3
da
tarde.
(4283)
BOM
VINHO
Vende-se
as
pipas
na
adega
da
casa
da
Deveza
em
Adaufe.
Quem
pertender
diri
ja-se
á
mesma.
(4250)
Armas
de
caça
e
rewolvers,
á
loja,
do
-Cachapuz
—acaba
de
chegar
um
bom
sortimento.
(4247)
Companhia
Edificadora, e Indus
trial
Bracarense.
í
atujio de Sanf
Anna
31, 8.° andar
Esta
companhia
tem
para
vender
por
preços
muito
rasoaveis
um
grande
sorti
mento
de madeira
de
castanho,
e
pinho
de
Flandres
vermelho,
em
chaprões.
(4281)
C0EWKGSî OENJTISTA
INJECTION
BROU
Hygieniea infallively preservativa; absolutamente
x
a única que cura
sem lho juntar mais nada.Vende- GJ
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a |
instrucçâo
do uso.
(50 anos
de axtto.JParis, casa do
inv»r B^Magenta, 138. Lisboa, S' Barreto Loreto 28 a
30.
yh
de
SAR.KAZÍK-MW1ÍKL,’de A1X en
à
-
poví
-
jm
-*.
{[-'rancia).
Cura
segura
e prpnipta
dos rheumastismos agudos e chroxiicos, como
egualmento
da gôta, lombago, sciatica,
etc., etc.— Preço:
reis.
—
Géralmente basta
un frasco.
Depositos
:
em
Pariz, casas dos Srs D
orvault
et C’,
e P
hilippe
L
bi
-
rbvre
e G";
em
Lisboa, Sr B
arreto
,
rua do Loreto, 28 e 30.
(24
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
contimía operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-jy)
Praça do
Barao de S. Martinho.
Aluga-se
uma
casa
mobilada
;
para
me
lhores
esclarecimentos
queiram
dirigir-se
a
casa
de
Almeida
&
Pereira,
praça
do
Barão
de S.
Martinho.
(4284)
Mudança
de estabelecimento
José
Joaquim
Coelho
dos
Sanios, ne
gociante
de
panos
na
rua
da
Misericórdia,
n.°
8,
muda
o
seu
esiabelecimento
para
a
rua
Nova
de
Sousa, n.°
40.
(4289).
AVISO
IWWW8
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
Na
rua
do Becco, n.°
8,
troca-se
a
di
nheiro um rico
santuario.
A
cruz
é
de
pau
preto,
e
a
imagem
de
marfim
com
accessorios de
prata.
(4268)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém todos os princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. N
oj
fortes
calores e
nas mudanças de estacão, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hvgie-
nioa
e preservadora de moléstias epidémicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo dagua
accrescentada
a bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÍO
RECONSTITUINTE
B1RBER0N.
chlorhydrophosphato
de cal.
Consumpção,
moléstias
do peito,
tisica, anemia, dyspepsia, racbitismo,
moléstias
dos
ossos,
das
mulheres e das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOòO
BfiRBERON.
com
chlorhydrophosphato
de ferro. —
Reoon-
stitue
o
sangue sem causar o
estomago. Muito
agradavel, digestivo
e tonico.—Preço : 800 r».
FOGO
BARBERON
PARA
OS
ÇâVJLLOS.
s
ot..a«,orerro candente
esu
destruir
o
pello. Exito infallivel e
facil applicação. —
Preço : 950 reis.
Depositas :
BARBERON
&
Gla
,
en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em
Lisboa,
o
snr.
Barreto, r.
do
Lorêlo,
n.°
28—
30.
(23
-H-)
Alugam-se
os
altos
da casa
n.°
22,
da
rua
do
Campo,
com
excellentes
com
modos
para
uma
numerosa
familia.
Quem
os
pretender
dirija-se
á
mesma.
(4261)
■<
mbu
maMQB
cwafipgyrmjíniw.niNM^wmiMiwmLti
uwn
uihiii
wwtiumia
w
.
ui
1
Mr
iin
rr,»
Madeira
de
castanho, fino.
Vende-se
uma
partida
de
trezentas
e
tantas
dúzias,
o
mais
superior
que
ha
no
mercado,
e
que
raríssimas
vezes
ap-
parece.
=■
Rua
de
S.
Marcos
n.°
5.
Bra
ga.
1(4285)
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na
entra
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos.
tem
quin
tal e
poço
e
excellentes
commodos.
Tra-
cta-se
do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Victor
n.°
50.
(4218)’
ATAFONA
Vende
se
uma
atafona
de
moer
trigo,
e
toda
a
qualidade
de
grão.
Trata-se
na
casa
e
quinta
do
Lopo
do
Tanque
(4242)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
