comerciominho_16051876_493.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
493
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
»er
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.^Provtn-
cias,
anno 25400 rs
e sendo
duas 45000
rs.-=Semestre
15250
rs.
=*Braztl,
anno
35600
rs.=Semestre
15900
rs.
moeda
forte,
ou 85000
reis e 4,5500 reis moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10 rs.
Para
os assignantes
20
®/
0
d
’
abatimento.
K3S?
BR1G1-TEBSÇA-tfEIESA 16 EJE
MAIO
Por
iocommodo
do
nosso
collega
en
carregado
d
’esta
secção,
não
damos hoje
o
artigo
respectivo.
Correspondência
de
Jerusalem
[Continuação]
Sim,
não
desesperamos
da
conversão
dos
judeus
e
oremos
com
fervor
por
esta
intenção.
Como
não
ser
tocado
até
ás
pro
fundezas
da alma
n
’
este
santuario
do
Ecce
Hemo.
Foi
alli
que
tiveram
logar
as
pri
meiras
scenas da
Paixão
de
Jesus Christo;
foi
alli
que
os
judeus, feridos de
cegueira,
obtiveram
a
iniqua
sentença
e
pediram
que
o sangue do
Justo
cahisse
sobre
elles
e
seus
filhos
!
Foi
alli
que
Poncio
Pilatos
exclamou,
mostrando
ao
povo Jesus
coroado
de
es
pinhos
;
Ecce
Homo.
Portanto
a
expiação
cumpriu-se
no mes
mo
logar
da
reprovação,
e
sobre
o
logar
do
analhema,
se
ergue
o
altar
da
recon
ciliação.
E
’
necessário
sobre
tudo
ouvir
o
padre
Ralisbonne
pronunciar
aos
pés
do
Santíssi
mo
Sacramento
a
confissão
publica
do
de
lito composta
pelo
seu
coração
d
’aposto-
lo.
Elle
está
por
tal
modo
impressiona
do
dizendo-a,
que
se
pergunta
se
elle a
terminará.
As
suas
religiosas
também teem
accentos
d
’alma
taes
quando
cantam
por
tres
vezes:
elevando
um
terço
a
sua
sup-
plica
:
Paler,
dimille
Mis,
non
enim
sciunt
quid
faciunl,
que
cada
vez
se
está
mais
commovido
no
mais
intimo
de
seu
ser,
n
’
este
santuario
aonde
tudo
conduz
ao
re
colhimento,
a oração
e
as
lagrimas.
O
padre
fez-nos
visitar os
resultados
obtidos
por
as
buscas
intelligenles
Elle
descobriu
:1.
cisternas
salomonianas
magni
ficas
; 2.°
um
grande
tunel
hebraico
mui
to
bem
conservado;
3.°
um
canal
d’
agua
de
fonte que
entra
n
’um reservatório aber
to
na
rocha
;
4
0
a porta
de
uma
das tor
res
da
antiga
cidadella
;
S.°
o
pilar
do
grande
arco
do Ecce
Homo, sobre
o
qual
se
veem
gravadas
estas
lugubres
palavra
:
Tolle,
tolle.
cruci/ige
eum, outros
arcos
e
grandes
salas
do
Lithostratos.
Agora
volto
comvosco
a
Gelhsémani.
Do
lado d
’
agonia,
theatro
das
humilha
ções
e
dos
soffrimentos,
no
logar da ascen-
ção.
theatro
da
gloria,
e das.
alegrias
ce
lestes,
a
distancia
é
de
vinte
minutos.
Abramos
a
Biblia
e
em
trepando
esta
ver
tente
tantas
vezes
percorrida
pelo
Salvador
Jesus,
edifiquemos-nos
e meditemos.
No
quadragésimo
dia
depois
da sua
re-
surreição,
o
divino
Mestre
reuniu
os
apos-
tolos e os
discipulos,
e
foram todos
para
Belhania,
depois
subiram
o
monte
das
Oli
veiras,
e
alli,
tendo erguido
as
mãos,
el
le
os
abençoou,
e aconteceu
que' aben
çoando-os,
se
separou
d’
elles
e
subiu
ao
ceo
aonde
está assentado
á
direita
de
Deus,
deixando,
diz a
tradição,
a
impressão
vi
sível
de
seus
pés
sobre
a
montanha.
Hoje
só
se
vê
a
pegada
de
um
pé,
tam
bém
por
tal
modo
usada
pelos
beijos
dos
fieis
e
pelos
testemunhos
da
fé
de todos
os
visitantes
que ella
cada
vez
desappare-
ce mais. Mostram-se
as
ruinas
de
uma
egre
ja
construída,
no
alto,
por
Santa Helena.
Conla-se
que
a
cupula
do
templo
se
con
serva
sempre
aberta
e
que
quando
a
que
riam
fechar,
a
pedra
se
retirava
por
si
mes
ma como
para
deixar livre
a
passagem de
Jesus
Cbristo,
Acrescenta-se
também
que
será
alli
que
descerá
o Christo
no
dia
do
juizo.
O
monte
d
’Ascenção
vê
desde ha
seis
mezes uma
egreja levantada
em
memória
da
mais
adnairavel
oração
sahida
do cora
ção
e
dos
lábios
de
Jesus.
Sim,
a
prin-
ceza de
la
Tour
d’
Auvergne
se
mostrou
tão
generosa
como crente construindo um
mos
teiro
e
uma
egreja
em
lembrança
do
Paler
ensinando
aos
apostolos
sobre
estas
altu
ras.
Debaixo d
’
um
claustro
elegante
e
gra
cioso
esta
oração
está
escripta
sobre
ma
gníficos mármores
em
trinta
e
duas
lín
guas.
São os
carmelitas
francezes
que
teem
o
privilegio
insigne
de
viver
sobre
esta
montanha
da
predilecção
de
Jesus
para
alli meditar
de
dia
e
de
noule.
Desde ho
je
em
diante,
a
melhor
das
orações
repe
te-se
a
todas
as
horas
do
dia
e
da
noi
te
por
estes
anjos
da
solidão.
Mui perto
d
’aqui está
uma
capella aon
de
se
compraz
de
fazer vibrar
com
uma
commoção
indisivel
os
accentos d
’
este
Cre
do,
que
foi
composto pelos apostolos
an
tes
da
sua
separação
para
ir prégar
o
Evan
gelho
do
divino Crucificado
aos
povos
do
Oriente.
Antes
de
deixar
o
alto
d
’
esta
monta
nha
para
sempre
celebre,
eu
vos
direi,
Mon
senhor,
que
alli
se
gosa
de
uma
vista
úni
ca
n
’este
mundo.
Do
lado
do
Oriente
a
vista
escorrega
sobre
as
montanhas
múlti
plas,
mergulha
no
valle
do
Jordão,
as
sombrada
e
fresca,
e
pára
sobre
as
ondas
adormecidas
do
mar
Morto; ao
sul
os mon
tes
de
Moab
mergulhados
em
um
vapor
azulado
se erguem
como
uma
muralha
e
fecham
a entrada d’Arabia
deserta,
no
meio
dos
seus
escarpamenlos, o
Nébo
érgue-se
como
a
cabeça
de
Moysés
cujo tumulo
el
le
possue
que
se
conserva
desconhecido
;
ao
norte,
as montanhas
d
’
Ephraim,
coroa-
las
de
ruinas
e de
verdura,
correndo
até
ao
centro da
Samaria
para
se
unir
ao
Ga-
rizim
e
ao
Hébal;
a oeste,
no esplendor
do
ceo
oriental e toda
dourada
de raios,
Jerusalem, apoiada
por
um
lado
sobre
o
monte
Moriah,
aonde
se
eleva
a
mageslo-
sa
mesquita
d
’Omar,
e
do
outro,
sobre
o
monte
Sião,
aonde
se
levanta
a
antiga
for
taleza
de
David,
as
duas
cupulas
da basí
lica
do
Santo
Sepulcro,
esta
multidão
de
minaretes
que
dominam
todas
as
casas,
os
conventos
que se
fazem
notar
por
sua
ele
vação
e
extensão,
estes
muros
de
ameias,
estas portas
antigas, tudo
dá
á
cidade
san
ta
um ar de
magestade
e
de
magnificên
cia
!
Também
posso
aflirmar que
se
Jeru
salém
é
uma
rainha
degradada,
pelo
me
nos
ella é sempre
rainha,
e
sem
contra-
dicção
a
rainha
do
Oriente.
Na
nossa
frente
a
cintura
de
collinas
que fazem
um
tão
bello
ornamento, se
entreabre
e
se
reílecte
em frouxas
ondu
lações
como
as
pregas flucluantes
de
um
manto
real.
Sem duvida,
Nápoles e
Constantinopla
são
mais
magicas,
mas
este
lodo
captiva
a
intelligencia
e subjuga
a
alma
n
’
uma pie
dosa melancolia,
lembram estas
longas
his
torias
da
cidade
criminosa,
misturadas
de
gloria
e
de desgraça
todas
cheias
de san
gue
e
de
lagrimas
Entro
em
Jerusalem
para
descançardas
fadigas
e
das
impressões
e
pôr
a
limpo
as
notas
que
hontem
tomei
por
vossa
inten
ção.
E
stado
antigo
e
actual
de
J
erusalem
.
Jerusalem,
cujo
nome
augusto
signifi
ca
visão
de
paz,
Jerusalem,
a cidade san
ta...,
gloriosa,
excedia
todas as
cidades
O
LIBERALISMO CATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
Valor praetieo do sistema.
V
O
liberalismo torna
os
serviços de
seus
acleplos
Ião
funestos
como uma
traição.
(Conclusãoj
(Cremos
que
valerá
a
peoa
traascrever
aqui
as
palavras
textuaes
do
revd.
0
padre
Ramière:
<Non,
1
’auleur
immediat
de notre
perle,
celui
sur
qui
1’
hisloire
fera
peser
la
principale
responsabihté, efest
le
liberalis
mo
calholique.
—
E
continua):
«
—
Entendam-nos
bem
:
quando
dize
mos
o
liberalismo
catholico,
é mui
dehbe-
radamente
que
empregamos
uma expres
são
a
qual
sabemos
ser
a
uoica
que tra
duz
o
fundo
do
nosso
pensamento
e
a
verdade
dos
factos.
O
que
nos
perde,
(o
que
perde a
França,
o
que
perde
a
Hispa
nha,
o
que perde
Portugal,
a
Europa
in
teira,
o
mundo
actual),
oão
é
tal
ou
tal
homem
;
são as
doutrinas,
ou
antes
a au
sência
de
doutrina.
Sim,
eis
o
que
até
agora
tornou
impossível
o
meio
de
sal
vação
que
era
no
entanto
o
unico
pos
sível.
Ao
príncipe
destinado
pala
Providen
cia
a
fechar
a
era de
nossas
revoluções,
aquelles
que
deveriam
ajudal-o
n
’
esta
obra
de
salvação
pretenderam
nnpôr
o
program
ma
de
1830,
que
o
teria
forçado
a
lan
çar-nos
de novo
no
circulo fatal em
que
a
França
se
debate
ha
quasi
um
século.
O
liberalismo
não
consentia
em
reconhe
cer
a
legitimidade,
a
não
ser
sob a
con
dição
de
que esta
promettesse,
ao
menos
tacitamente
governar
segundo
os
seus prin-
ipios
d
’
ellle.
Para
adquirir
o direito de
op-
pôr ao neto de
Henrique
IV
o
exemplo
de
seu
avô,
impunham-se ao
primeiro
con
dições
completameoie
contrarias
ás
que
havia
acceitado
o
Bearnez. A
Liga
não
pe
dia a
este
senão
que
reinasse
como
rei
christão, ao
passo
que
o
liberalismo
ti
nha
feito
tudo
para collocar seu herdeiro
na
impotência de
restaurar
a
tnonarchia
christã.
Eis
o
que
não
querem
cotnpre-
fiender
aquelles
que
criticam
ievianamen-
te
o
principe de
não
ter
acceitado
um
po
der
que
lhe
teria
sido
impossível
exerci
tar
como
o
exigiam
ao
mesmo
tempo
sua
consciência
e
nossos interesses.
(1)
Alraz
da
questão,
insignificante
em si
mesma,
da
bandeiia
trrtulor—
a
uuica que
feriu os
espintos
irreflectidos
ou
preoccupados,
agi-
tava-se
uma
questão
capital
que,
bem
se
pode
dizer,
foi
a
uuica
a
provocar
de
ura
lado exigências sem
motivo,
e do
ou
tro
uma
recusa
persistente.
E
qual era
esta questão
?
Não
era a das
liberdades
publicas
e
da
tnonarchia
absoluta
:
o
prín
cipe
tinha
dado
espontaneamente
a
este
respeito
mais
garantias do que
Ibe
pedí
ramos.
Elle
não
recuou
senão
quando
viu
entre aquelles
mesmos
que o
chamavam,
e
muitos
dos
quaes
eram
christãos,
o
par
tido
tomado
de
lhe impôr
o
seu liberalis
mo
e
de
repellir
os
princípios
da
mo-
narchia
christão.
Estes
homens
oão
tem
para com
os
princípios
a
mesma repugnân
cia,
o mesmo
odio
que
os
liberaes
anti-
christãos;
mas tem-lhes
medo;
repellem-
n
’
os
tão
vioíeatamenle,
mais
violentamen
te
ás
vezes, do
que
aquelles
que
os
abor
recem.
E
’
este
medo
dos
princípios,
inhe
rente
ao
liberalismo
catholico,
que
tem
aflastado
de
nós a
salvação,
e
que
nos
tem
conduzido
n’
esle
momento
á
nossa
ruina.
Talvez que
esta
ultima
lição
fosse in-
(1)
Lembremo-nos
de
que é
um
francez
quem
falia.
O
seu argumento
no
entanto
parece-nos
forte, e,
mutatis
mutandis,
ap-
plicavel
a
outros
paizes.
dispensável
para
completar
o grande
en
sino que
a
França
está encarregada
de
dar
ao
mundo,
e
para acabar de refutar
o
êrre
liberal.
Havia uma
fórma
d
’
este
êrro
que
não
linha
podido
ainda
justifi
car suas
pretensões
a
substituir
o
reina
do
de Jesus
Christo
e
a
salvar sem
elle
os
povos.
Tínhamos podido
comprehender
na
época
do
Concilio
quanto
o liberalismo
catholico
era
fino
na
apreciação
dos
in
teresses
da
Egreja, mas
soa
habibdade
não
se
havia
podido
assignalar
igualmenie na
gerencia
dos
interesses
do
Estado.
Se
o
não
víssemos
com
as
mãos
á
obra, po
deríamos
talvez
conservar
a
seu
respeito
alguma illusão,
e
nossa
cura
não
leria
si
do
completa.
Se
nada
mais
se
precisasse
que
esta
ultima
prova para
terminar
a cura
dolo
rosa
á
qual
nossa
loucura
nos
tem con-
demnado,
poderíamos
consolar-hos,
por
que
ella
não
poderá
lardar
muito
tempo.
Retomamos
evidentemenie
o caminho
que
ha
pouco
nos
tinha
conduzido
á
borda
do
abismo.
Não
estamos
vendo
o
func-
cionamonto regular do
parlamentarismo
conduzir-nos
á
peior
de
todas
as
revolu
ções,
—
á revolução
legal
’
A união
dos
maus
não
se
vae
estreitando
lodos
os
dias,
entretanto que
o
liberalismo costu
ma
a
dividir
os
bons?
Como
não
tem
cessado
de
fazer
desde
ha
um
século,
elle
neulralisa
as
forças
conservadoras
e
favorece
as
forças de destruição.
Ha
pois
toda
a
razão
paia crer que
elle
se
vae
dar
o ultimo golpe e
acabar
de
se
refutar
a
si
mesmo. Era
conveniente
que
na
baoca-rola
geral do
liberalismo, a
parte principal
de contradição e
de
ver
gonha
coubesse
á
fraeção
d
’esta
escola
que
linha
mais obrigações para
com
a verda
de.
Nada
falia
debaixo d’
esta
relação
á
fallencia
do
liberalismo
catholico.
Susten
tado
por
políticos
e
por
escriptores
de
um
talento
incontestável,
tem-lhe
feito re
presentar,
em
frente
dos
inimigos
de
qoem
elles
pretendiam
ganhar
a
benevolencia,
um
triste
papel
de
logrados.
Abraçado
por
catholicos
fervorosos,
tem-n
’os impellidoa
faltar
e
a
obrar
em musias
occasiões
co
mo
schismalicos.
Precontsado
como
o
uni
co
sistema
proprio
para
libertar
a
Egreja
e
para
lhe
restituir
no
seio
dos
povos
modernos
seu
antigo
prestigio,
lera
feito
tudo
quanto
era
bastante
para
a
perder
se
ella
não íosse
immortal;
e
não será
culpa
sua
se as
nações
christãs
que elle
pretendia
regenerar
pela
liberdade, não
fo-
tem
sotfocadas
ámanhã
no
abraço
cru
tí
|
r»
0
despotismo,
ou
desmembradas
peio
fuior
da
anarchia.
E’-nos
permittido todavia
esperar que
ainda
d
’
esla
vez,
Deus
nos
não
tratará
segundo
o regor
de
sua
justiça.
Se
elle
permute
que
nossa
loucura
voluntária
tra
ga
comsigo
seu
proprio
castigo,
da
amar-
gura
d
’este
castigo sua
bondade
poderá
fa
zer-nos
um
remedio.
Depois
de
ter
apre
sentado
ao
mundo
as
desgraças
da
Fran
ça
como
a
refutação
viva do
liberalismo,
de
que
os
filhos
d
’
esta
nação
lem
sido
os
mais
ardentes
propagandistas,
talvez
se
compraza
em
mostrar,
curando-os
(e
a
muitos outros com
elles)
d
’
esta
morta)
enfermidade,
que
é
hoje
como
sempre
o
Salvador
Todo
Poderoso
das
nações
como
dos
indivíduos.»
Assim
seja
!
estamos
certos
que ex
clamarão
comnosco lodos
os catholicos
sinceros
e
iliustrados que percorrerem
es
tas
paginas,
em
que
o
liberalismo
catho
lico
soffre
talvez
o
golpe
mais
profundo
e
mais
certeiro
que se
lhe tenha
dirigido,
no
leal
combale
que,
incoostderadamente
por
certo, ha
provocado.
O
que
lhe
res
ta
é
confessar-se
vencido.
Faça-o,
que não
lhe fica
mal.
Pelo
contrario,
seria
isso
equivalente
a
uma
grande
victorio. Do
co
ração lh’a
desejamos.
FIM.
do
universo
pela
elevação
de
seu
lugar,
pela formosura
do
seu
ceo,
e
fertilidade
de
seu
solo. Esta
cidade
tão
afamada mos
trava-se,
dizem,
couto
uma
rainha
entre
todas
as
cidades
do
paiz,
e
ella
brilhava
acima
de si
como o sol
entre
os
outros
astros.
A
sua
celebridade
era
realçada
por
tão
graode
gloria,
que
por
um
privilegio
especial
foi
em outro
tempo
o
unico
lu
gar
escolhido
por
Deus,
a
unica
figura,
não
sómente
de
cada
alma
em
particular,
mas
também
da
Egreja
militante
do
Chris
to
sobre
a
terra
e
de
sua
bemavenlurada
Egreja
triumphante
no
ceo,
cidade
de
per
feita
belleza.
Ella
foi
fundada
do
tem
po
de
Abraham,
no
anoo
de
2023,
de
pois
da
creação do
mundo,
pelo
rei
Mel-
cbisedec,
1048
annos antes
de
Jesus
Chris
to. David,
ajudado
por
um
soccorro divi
no, se
apoderou
d’
ella.
Elle
fez
da
sua
conquista,
a
sede da sua
realeza
e
sua
capital.
Historiadores
pretendem
que
ella
foi chamada Hiérosolyma
por
causa
do
magnifico
templo
que
Salomão
alli
man
dou
construir,
porque
os
gregos
chamam
a
um
templo,
ieron.
e
de
ieron
Salomo-
nis
(templo
de Salomão),
elies
fizeram
Hié
rosolyma.
Com a
continuação dos
tem
pos,
Salomão e os
outros
reis
de Judá
alli
fizeram
notáveis
augmentos,
fortifica
ram-na,
adornaram-na
com
portas,
de
tor
res,
de
muralhas,
de fossos,
de
um
tem
plo,
de
esplendidos
palacios, e
de
magní
ficos
edifícios.
Eia
verdadeiramente
o
esplendor
de
todo
o
Oriente,
e conservou-se
460
an
nos
o’
este
estado
de
luso
e
de
magesta-
de.
A
sua
população excedia
a
cento
e
cincoeata
mil
habitantes.
Mas
a impieda
de
e
a
corrupção
attrahiram
sobre
ella
os
castigos
do
Todo-Poderoso.
Nabucho-
donosor a
destruiu
inteiramemte.
Ella
ficou
desolada
e
arruinada
por
settenta
annos.
Os
judeos
voltaram
a
habiliul-a,
e
por
espaço
de
sessenta e
tres
annos
não
poderam
restituir-lhe
a
sua
gloria,
nem
raesaio
íbrtiíical-a.
Mas
ella foi
adornada
com
'
magníficos
edifícios
públicos
e
par
ticulares
por
Nehémias,
os
Machabeus
e
por
Herodes.
Então
recobrou
a
sua
antiga
gloria,
augmentou
a
sua
população,
e
durante
quinhentos e vinte
e
quatro
annos augmentou
a
sua
reputação
e
suas
riquezas.
Foi então
que
Jesus
a
honrou
com
a sua
presença
e
a escolheu
para
ser
o
thesomo
da
redempção
do
ge-
reno
humano
e para
alli operar
a
nossa
salvação.
Paro
aqui
com
as
minhas recordações
históricas,
porque
todos
sabem
o
que
aconteceu
depois.
Qualquer
que
seja
a
profissão
de
fé dos
peregrinos
que
alli
concorrem todos
os
annos,
tolos
reco
nhecem
que
estes
muros
viram
cumprir-
se
a
maior
das cousas
divinas
e
huma
nas: que
a
historia d’
esta
cidade é
a
historia
do
ceo
e
da
terra,
e
que
do al
to d
’este
Golgolha
dominando
Jerusalem,
o
Christo
derramou o
sangue
que
transfor
mou
o
mundo.
Vista
de longe, detraz
de suas
mura
lhas
feudaes,
as
torres
com
flancos,
as
ameias
na
frente,
coroada de
suas
mes
quitas
e
cotn
seus
minaretes
com
o
pe
nacho
verdejante
das
palmeiras,
Jerusalem
faz
ainda,
etn
nossos
dias,
illusão,
sur-
prehende-se
por
esta
bella
e
nobre
appa-
rencia;
mas
quando
a
gente
,se
aproxima
só
se
veem
os
estragos
do
tempo e
dos
homens
e
a
realisação das palavras
pro
phelicas:
a
maldição
de Deus lançou
sobre
ella
nm
veo
lugubie.
As
ruas
são
escuras,
estreitas,
tortuo
sas,
com
buracos,
interrompidas
e
se
abrem
por
entre
ruinas ou
miseráveis
par
dieiros.
De
tempos
a
tempos
nm
pedaço
de
muralha
em
que
se
reconhece
a
ar-
chitectura
romana,
aonde
a
arte
hebraica
redobra,
pelo
contraste
de
uma
ideia
de
força,
de
grandeza
e
de
formosura,
o
que
ha
de
afilictivo
e
de
amargo
no aviltamen
to e
degradação, se
mostram
aos
olhos
entristecidos.
A cidade
está
edificada
so
bre
um
plano
inclinado
para
o sul.
Ella
repousa
sobre
dous
montes
celebres,
os
montes
Sion
e Moriah.
Entre
estas
duas
elevações
se
abria
um
largo e
abrupto
barranco
que
quasi
desappareceu sob
os
montões
enormes
de
entulhos
no
meio
dos
quaes
vegetam
massas
de
nopaes,
de
ci
pós,
etc.
Duas
collinas,
a
do Calvario
e
a
de
Acra
se
mostram
ao
seplentrião
dos
dous
montes.
As
muralhas
do
recin
to
tendo
perto
de
cincoenta
pés,
figuram
quasi
um
quadrado
de
quatro
mil
seis
centos
e
quarenta
pés
de
extensão. E’ ne
cessário
perto
de
uma
hora
e
meia
para
rodear
os
muros
que
teem
algumas
torres
elevadas
a
cento
e
vinte
pés.
Quatro
por
tas priocipaes
dão
entrada
na
cidade, a
saber:
as
portas
de Damasco,
ao norte,
de
Jaffa,
ao
este,
de Sion ao
meio
dia
e
de
Santo
Estevão
a
éste.
As
suas
ca
sas
de
pedra
são
pouco
ruidosas.
As
suas
ruas escorregadiças
e
muito
mal calçadas
(quasi
todas
de
seixos
agudos)
são
solitá
rias,
sómente
se
veem
aqui
e
alli
alguns
grupos
de
homens
silenciosos
e
algumas
mulheres embrulhadas
em
grandes
veos
brancos
errando
como
sombras.
Poderia
chamar-se-lhe
uma
necropole. Alguos
ju
mentos
e cavallos,
poucos
camellos cir
culam
atravez
d
’
estas
miseráveis
ruas.
Os
telhados
são
uma
plata
forma
aonde se
vem
respirar
e
passear,
e
lambem
ex-
pôr
ao
sol
as
roupas
que
quasi
todas
teem
as
côres do arco-iris,
mas que
não
teem
a pretenção
de
embalsamar
co
mo
perfumadores.
Examinando
algumas
pou
cas
ruas e
os
seus
habitantes,
compre-
hende-se
depressa
certas
narrações,
cer
tos
costumes
da
Biblia
que nos
parecem
muitas vezes
na
Europa
inintelligiveis
e
até
absurdos.
Comprehendi
por mais
uma
vez
que
vêr
é
aprender.
Segundo
as
cifras oificiaes,
a
popula
ção
actual
de
Jerusalem
seria
de
vinte
e
um
mil
quinhentos e
tantos
habitantes.
Contam-se
mais
de
oito
mil
judeus
que
vivem
n’
um miserável bairro,
entre
o
monte
Sion
e
a
collocação
do
templo.
E
’
no
geral
um
typo impresso
de
uma
tris
teza
profunda.
E
’
necessário
vêr
estas
fi
guras
macilentas
excaixilhadas
entre
duas
longas
torcidas
de
cabeilos
louros,
verda
deiros
phantasmas
de
grande
manto;
elies
gostam de
passear
sobre
as
ladeiras do
valie
de
Josaphat
para
alli
marcar o
lu
gar
do
seu
somno.
Os
mosulmanos
detes
tam-nos
e
os
despresam.
Os
musulmanos
são perto
de
sclte
mil
e
trez-ntos
e
di-
videm-se
em
1.° turcos
que
se
conhecem
pelo
seu
ardor
indolente
e
o
seu
ar
do
minador;
2.®
arabes
que
põ(?m
altivamen-
te
o
antagonismo de
sua
raça
a tudo
o
que
não
pertence
a ella.
Quando
se
olham
estes
bellos
typos de
feições
regulares,
de
olhos vivos
e
inlelligentes,
de maneiras
graves
e
tranquillas,
imagina-se
vêr pas
sar
as
grandes
figuras
dos
patriarchas
e
dos
prophetas
que
habitavam
em
outro
tempo
a
Terra
Santa; uzam como
os
antigos
hebreus
uma
comprida
túnica,
e
sobre
seus hombros
um
manto
de
lar
gas
prégas
no
qual se
embrulham
magestosamente.
Encontram-se
poucas mu
lheres
e
todas
embrulhadas
d
’um
largo
mjnto
branco
que as
cobre
da
cabeça
aos
pés;
a
maior
parte
andam
descalças
ou
calçadas
de
alparcatas.
Os
christãos
são
em
numero
de
per
to
de
quatro
mil,
dos
quaes
mil
e
du
zentos
do
rito
latino,
são sustentados
pe
las
esmolas
dos
sacerdotes e
dos
padres
franciscanos.
Ha
mais
de
seiscentos an
nos
que os
filhos
de
S.
Francisco
de As
sis
que
veio
a
Jerusalem,
e
que
ao
pé,
da
cruz,
tinha resolvido
dar seus
anjos
ca
ritativos
aos
peregrinos
dos
lugares santos,
estão
no
posto
d
’honra,
arrostando
todos os
peregrinos
para conservar
o
tumulo
de
Je
sus
Christo
e
estes
lugares confiados
á
sua fé
e
ao
seu
ardente amor
pelo tra
balho,
pela
oração
e
mortificação.
D
’
el-
ies vos
faltarei
com
mais
detalhe
n
’
este
mverno.
Deixo-vos
para
ir passar
alguos
dias
a
Nazareth,
nome
delicioso
corno
a
lem
brança
de
Jesus,
de
Maria
e
de
José!
Como eu
teria
querido
viver
na
intimida
de
da
sagrada
Familia,
neste Eden
aon
de o
divino
Menino
passou perto
de
vin
te
annos.
Serei o
ecco
íiél
das
tocantes
narrações que
me
promettem,
mas
sinto
de
antemão
que
me
não
será
possível
traduzir-vos
aqui
as
minhas
commo-
ções.
Sente-se
na
alma
alguma
cousa
que
só
tem nome no
ceu.
N
’
estes san-
ctuarios,
as
ideias
enchem
lodo
o
ser
de
gosos
inefíaveis
que a
penna
por
mais
que
se
faça
não
póde
pintar.
O
que
vos
posso
aífirmar,
terminando,
Monsenhor,
é
que
ha
um interesse
pleno
de
encanto
em
viajar
sobre
este
solo an
tigo,
com
a
Biblia
na
mão,
para
o
in
terrogar
á
vista
das
ruinas,
para
lhe
pe
dir
as
recordações
d
’outro tempo
e pres
tar
o
ouvido
ás
suas narrações.
A
’
sua
voz
a
poeira
estremece
e deixa
escapar
de
seu
seio
as
gerações
mortas,
os
restos
amontoados se
transformam
em
fortalezas
e
em
sumptuosas
moradas, as
cidades
des
truídas
se
ergem
de
novo;
o movimento
e
o
arruido
veem
substituir o silencio
e
a
solidão.
A
historia
é
a
deliciosa
com
panheira
do
viajante,
ella
encanta
o
seu
caminho,
sèmea
a
vida
sob
seus
passos,
desperta
os
eccos
adormecidos
e chapta
sobre
as
ruinas
as
recordações
gloriosas
do
passado.
Desde
que
o
tempo
me permitia
fa
zer-vos partilhar as
recordações
d
’
esta
in
teressante
peregrinação,
eu
me
apressarei
de
cumprir
a
promessa.
Como
também
me
tarda
em
vos
fallar
d
’
estas instituições
beneficas
que
a
caridade
da
França
tem
semeado
sobre
esta
antiga
terra
do
Orien
te
como
outros
tantos
meios
de regene
ração,
d’
estas
collegios,
d
’
estas
esmolas,
destes
hospícios
que
fazem populares
a
língua
e
o
nome
da nossa
nação
desde
Alexandria
até Constantinopla.
Nossos
paes
os
cruzados
tinham
deixado sobre
esta
terra
a
recordação
do
seu
valor
e
de
seu
sangue
derramado
para
libertar
as
populações
christãs
Vi
e
vejo
aclualmente os
irmãos, as
irmans,
os
Lazaristas,
e
sobre
tudo
os
in
trépidos sábios
e
tão
dedicados
filhos
de
Santo
Iguaeio
continuar
a
sua
obra
n
’
uma
cruzada
mais
pacifica,
prodigalisando
a
es
tes
povos
o
duplo
beneficio
da
fé e
da
caridade.
Quando
receberdes esta carta,
eu
terei
deixado
a
cidade
santa
e
cami
nharei
para
a cidade
eterna
para
alli
ver
Aquelle
que
nós
amamos
além
de
toda
a
expressão
e
reclamar
para
vós
e
para
os
vossos
queridos
assignantes
a
bênção
in-
teiramente
particular.
Todo
vosso,
Monsenhor,
e
com
o
me
lhor
coraçã»
possível.
Recommendo-me
instantaneamente
ás
vossas
ferventes
ora
ções
as«im
como
ás
dos
nossos
piedosos
leitores.
j.
TODEVIN.
G4ZSTILEÀ
Antiivernario de
S.
Santidade-
—
Da
fôrma
que
tínhamos
annonciado,
fo'
celebrado
o
84.°
anniversario
natalício
do
immortal
Pio
IX,
no
sabbado.
A
commissão
escolástica
promotora
dos
festejos
desempenhou-se
d
’esta honrosa
missão
do
mofo
mais
louvável.
A
Borboleta.
—
Recebemos
o
n.°
10
d
’
este jornal
litterario.
Como
os
anterio
res,
este
n.°
vem
brilhautemente redigido
e
muito
varialo.
E’
uma
publicação
digna
de
ser
ar-
chivada.
Donativo.—
Por
occasião
de
ser
ad-
mittido
para irmão
da
confraria
do
SS.
de
S.
Victor,
o
snr.
Fulgeocio
J.
da
Costa
Guimarães
entregou
70$000
reis
para
aju
da da
compra d
’
um
palio
para
a
mesma
confraria.
Conselho de districto.—
O
conse
lho
de
districto
na
sua
sessão
de
10 do
corrente
tomou as
seguintes
resoluções
:
-
Approvou
o
termo
d
’
expropriação
e
indemnisação
entre
a
camara
de
Braga
e
Bento
José
da
Costa
Gomes,
da
fiegue-
zia de
S.
Jeronimo
de
Real.
—Approvou
o anto
de
arrematação
de
reparações
na
casa
do
Paço
do concelho
de
Lanhoso.
—
Confirmou
os
aforamentos
feitos
pe
la
camara
de
Braga
a
Manoel
Auloniode
Faria
Ribeiro
e
ao
revd.®
Manoel
Joaquim
Rodrigues,
da
freguezia
de
S.
Mamede
de
Este.
—
Confirmou
o
aforamento
feito
pela
camara
de
Lanhoso
a
Rosa
Joaquina
de
Moura,
da
freguezia
d
’
Oliveira.
—
Approvou
a
postura
da
camara
de
Barcellos
para
ser
derramada
a
quantia
de
5$400
reis
sobre
os
parochianos
da
fregue
zia d
’
Adães.
—
Approvou
a
postnra
da
camara
de
La
nhoso,
para
ser
derramada
a
quantia
de
16í82i> reis sobre
os
parochianos
de
Ren-
dutinho.
—
Aprovou a
postura
da
camara
de
Vieira,
para
ser
derramada
a
quantia
de
17$900
reis sobre
os
parochianos
da
fre
guezia
de
Caniçada.
Foi
de
parecer que
estavam
no
caso
de
ser
approvados
os
orçamentos das
se
guintes
corporações,
relativos
a
1875-1876:
—
No
concelho
de
Barcellos,
de
S.
Se
bastião,
da
freguezia
de
Bastuço
;
Senho
ra do Rosário, das
freguezias
de S.
João
de
Villa
Boa,
Gihnonde e
Carapeços
; San
tíssimo
Sacramento,
das
freguezias
de
Pan-
que,
Mondim,
Allteira e
Alvellos
;
Almas,
das
freguezias
d’
Aldreu
e
Gilmonde
;
San
to
Antonio e
S.
Braz,
da freguezia
d
’
A-
guiar.
—
No
concelho de
Braga,
do
Coração
de
Jesus
e
Senhor
da
Torre,
erectas no
collegio
das
Ursulinas.
—
No
concelho
de
Espozende,
do
San
tíssimo
Sacramento
da
freguezia
de
Fão.
—
No
concelho
de
Guimarães,
de
S.
Torquato
(supplementar)
;
Santo
Antonio
da
freguezia
de Cerzedello e
Santíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de
Souto.
—
No
concelho
de
Villa
Verde,
do
San
tíssimo
Sacramento
e
Senhora
do
Rosário,
de
S.
Paio
d
’
Azões.
Hospicio
de
Santa
Margarida. —.
Chegaram
no
dia
9
do corrente
a
esta
cidade,
com
o
fim
de
traclarem
os
doen
tes
particulares
as
Irmãs
Hospitaleiras
Fran-
ciscanas,
que
se
acham
domiciliadas
na
rua
dos
Sapateiros
n.°
12.
'
E<laroos auctorisados
para
annunciar
ao
publico
d’
esta
cidade,
qpe
as
ditas
Ir
mãs
se prestam gratuitameifie
a
traclarem
em
suas
enfermidades
as
pessoas
que
re
clamarem
os
seus
serviços.
Outro
sim
se
declara
que
uma
das
Ir
mãs
dará
igualmenle
grátis
aula
a
meni
nas,
sendo
preferidas as
pobres,
e
poris-
so
que
a casa
não
tem
capacidade
pa
ra
mais serão
admittidas
até
ao numero
de
lo.
As
horas
da
aula
seião
das 9
ás
11
da
manhã,
e
das
2
ás
4
da tarde.
Cada menina
levará
um
pequeno
ban
co
ou
cadeira
para
se
sentar.
A
fazenda.—
(Conto
de
Schmid).—
Estando
certo
pae
ás
portas
da
morte,
chamou
á
cabeceira
da
cama
tres
filhos
e
disse-lhes:
—
Meus
queridos
filhos,
não
posso
dei
xar-vos
mais
herança
do
que
esta
fazenda
aqui
perlo;
mas
ha
alli
um
thesouro
en
terrado;
cavae
bem
a
terra,
mas
com
cau
tela para
não
deitar
a perder as plantas,
e
acbal-o-heis
com
certeza.
Depois
da
morie
d
’aquelle
bom
pae,
os tres
filhos
se
pozerarn
a
cavar
o
qual
mais
e
melhor, a fazenda
que
seu
pae
lhes
deixára;
mas
não
encontraram
nem
ouro
nem
prata.
Como
porém
nunca
assim
ti-
n.ham
amanhado
a
terra
com
tamanho
cuidado,
deu ella
uma
tal
producção que
ficaram
assombrados.
Foi
então
que
elies
cvmpreheuderam
bem
o
que
seu
bom
pae,
quando
eslava
para
morrer,
tinha
querido
dar-lhes
a
entender
com
o
thesouro escon
dido
na
fazenda.
—
(Extr.)
Apulogõa
«9o thrisstinnissno.—
Já
está
dado
á
estampa
o
segundo
volume
da
Apologia
do
Chrislianismo
traduzido
era
vulgar
da
liugua
aliewã
pelo
nosso
dis-
liucto
collaburador
e
egregio
alhleta do
Calholicismo
em
Portugal
o
snr.
conde
de
Samooães.
As
questues
que se
tractam
lúcida,
mejbodica
e
profundamente
n
’
esle
volume
e que constituem as
epigrafes
dos
nove
capítulos
em
que
elle
se
divide
são:
Fé
e
Myslerio—
Necessidade da
Revelação
—
Caminho
da
fé racional
—
U
Milagre
e
a
Prophecia
—
Credibilidade da
historia
evan
gélica
—
Divindade
da
historia
evangélica—
As
prophecias
e seu
cumprimento—
A
pa
lavra
de
Jesus
Christo
e
a
sua
obra—
Da
pessaa
de
Jesus
Christo.
Todas
estas
questões são
tractadas
com
o
máximo desenvolvimento,
á
luz
da razão,
da
tradição
e
da
revelação,
refulando-se
as
objecções de
lodos
os
adversários
da
doutrina
catholica.
Como
já
temos
diclo,
este
trabalho é
o
mais
solido e
profundo
que
sobre
estas
matérias
se
póde
ler
e
estudar
em
portuguez.
Não
conhecemos
outro
mais adaptado
para
levar
o
conven
cimento ao
espirito
sedento
de
verdade.
0 estudo d
esta
obra
póde
com
o
tempo
formar
grandes defensores
da
fé
catholica
em
Portugal
e
no
Brazil,
defensores
con
victos,
que
devem
dar,
chegada a
occasião,
pleuas
coutas
das razões
em
que
baseiam
sua
convicção
e
d
’
este
modo
convencer
ou
ajudar
a
convencer
os
outros.
Nutrimos
a
fagueira
esperança
de
que
a
Apologia
do
Chrislianismo não
só
ha
de
confirmar
e
consolidar
as
crenças
de
muitos
homens
que
á
força
de
lerem
e
estudarem
livros
escriptos
pelos
adversá
rios
da
Egreja
correm
perigo
de tornar-
se
scepticos ou
descrentes;
mas
também,
e
isso
é
ainda
muito
mais
consolador,
que ha
de
converter muitos
incrédulos
entre
os
homens
da
sciencia.
Este
segundo
volume completa
a
pri
meira
parte
do
vasto
placo
d’
esta
obra
—
a
demonstração
da
verdade
do
Christia-
nismo.
Iraz
um
indice
remissivo
das
ma
térias
tractadas
nos
dois volumes,
e
ou
tro dos
nomes
de
auclores
citados ein
ambos
elies.
Estes
iudices
são
alfabéticos
e muito
completos.
Continuamos
felicitando
o
eximio
tra-
ductor
e
o
editor
pelo grande
serviço
que
prestam
á
religião
e á sociedade.
E
’
d’
esie
modo
qoe
boje
se
peleja
com
exilo
o
bom
combale
—
(«Palavra»)
A
questão elos foros, na
Hes-
panha.
—
Lê-se
n
’
um
addilamente
á
cor
respondência
de
Madrid,
em
6,
para
a
«Palavra»:
Suspendi
a
remessa
d’
esla
carta
pa
ra
não
escrever
hoje
de
novo, dando
uma
noticia
grave, cuja
confirmação
esperada.
Tracta
se
de
que
os
delegados
das
pro
víncias
vascas
para
conferenciar
com
o
governo, vindos
a
instancias
d’
este,
ten
cionavam
retirar-se,
protestando
não
te*
rem
auctoridade
para resolver
sobre as
propostas
que
lhes
fazem,
e
como
hoje
era
a
conferencia
todos
esperávamos
o
seu
resultado.
Iniciando a
altitude
resistente
demit-
tiram-se
de
seus
cargos
os
sors.
Eganã,
Gorostidi
e
marquez
de
Santa Cruz,
e
os
restantes
que
assistiram
á discussão
instados
pelo
presidente
do
governo
resol
veram
aguardar
uma
nova
conferencia
que
hade
celebrar-se
na
próxima
sexta-feira.
Porlugiiezea
falleeidoa. —
Desde
20
a
22
de
abril proximo passado
falle-
ceram
no
Rio
de
Janeiro,
victimas
da
fe
bre
amarella,
os
seguintes
subidos
portu-
guezes:
Manoel
Ferreira,
40
annos
casado;
João
Francisco
Dourado,
18 a.
solteiro;
Ma
nuel
Antonio
de
Mattos,
22
a.
s;
Joa
quim Augusto
Ferreira,
17
a.
s,; Miguel
Cardoso
de Sá,
20
a.
s.;
Manoel
Rodri
gues,
16
a.
s.;
Julio
Pereira Firmino,
15
a.; Antonio Gomes,
24
a.,
s
;
Alexandre
Antonio
de
Lemos,
20
a. s.;
José
da
Cruz
Coelho,
21
a.
b
.;
José
Ferreira
de
Machado,
18
a.
s.;
Marinho
da
Silva,
14
a.;
José
Alves
Coelho,
35
a.
s.;
Anto
nio
de
Souza,
47 a.
c.;
Joaquim
filho
de
Joaquina
Maxima,
3
a.;
Joaquim
da
Sil
a
Cabral,
24
a.
s.;
José Antonio
Mar
ques,
20
a.
s.;
Manoel Ribeiro
da
Sil
va,
26
a. s.;
Manoel José
da
Silva,
22
a.
s.;
Manoel
Jo
’é
da
Silva,
22
a.
s.;
Joaquim
de Freitas,
20
a.
s.; Antonio
Faria,
21
a.
s.;
Antonio
Ferreira,
23
a.
s.;
João
Cabral
de
Seixas,
27
a.
s.;
João Silveira
Fagundes,
21
a.
s.;
Anto
nio
de
B
ilo,
22 a.
s.;
João
de
Lemos,
15
a.; José
Tavares
Barbosa, 36
a.
c.;
Antonio
José
de
Pinho,
60
a.
c.;
Fran
cisco
Antonio
43
a.
c.;
Manoel
Joaquim
Martins, 52 a. c.;
Manoel de Almeida,
32
a.
c.;
João
de
Jesus,
23
a.
c.; Ba-
silio
José
de
Linhares,
21
a.
s.;
José
Alves
Barbosa,
22
a.
s.;
Alfredo
Alves
Carneiro,
16
a. s.;
Francisco
Pontes,
14
a.;
José
de
Carvalho
Macedo, 22 a.
c.;
Sebastião
Rodrigues
22
a.
s.
—
No
mesmo
período
também fallece-
ram
n
’
aquella
cidade,
de differentes
mo
léstias,
os
seguintes
portuguezes:
Candixo
Xavier
Bastos,
30
annos, sol
teiro;
Josepha
Maria
de
Andrade,
62
a.,
viuva.;
Emilia
Curvello
Moniz, 21
a.,
s.;
Manoel
Ignacio
Teixeira,
22
a.,
ca
sado;
Manoel
Rezende
da
Fonseca,
62
a,
s.;
Manoel Gomes
da
Costa
Ferreira,
24
a.,
s;
José
Lopes,
40
a.,
s;
José
Gonçalves
da
Veiga,
23
a.,
c.;
Rosa
Ma
ria
José
Bello,
75
a.,
s.;
Antonio
Va-
lentim,
46
a.,
c.;
Manoel
Pinto
de
Abreu,
38
a.,
s.;
Bicardo
Marques
de
Almeida,
37
a.,
c.;
José Bahbazar
Miguel,
25
a.,
s.;
Marechal Patrício, Antonio
Sepulve-
da Ewart,
73
a.,
c.;
José
Maria
Felix
Monteiro, 57
a.,
s.
Concurso
—
Por espaço
de
30
dias,
a
coutar
do
dia
10
do
corrente
mez,
foi
posto
a
concmso
o
logar
de professor
da
escola
primaria,
fundada
pela
Associação
Catholica.
Os
concorrentes deverão apre
sentar
dentro
do
referido
praso
na
secre
taria
da
Associação
seus
requerimentos
devidamente
documentados.
O
ordenada
é
de
150$000
reis.
Braga
10
de
maio
de 1876.
O
secretario
Domingos
Moreira Guimarães.
ULTIlfltOS
TF.LFAIUMJI.W DA
AWEXCIA
BIAVAS
MADRID 12.
—
Na
sessão
da
manhã
no
congresso,
os
deputados
Candau
e
Cama
cho,
fizeram
importantes
declarações
sobre
o
banco
de
Paris,
banco
hypolhecario
e
contabilidade
do
lhesouro
publico.
Rico,
secretario
da
commissão
encar
regada de inspeccionar
a
divida
publica,
denunciou
ao
congresso
fados
muito
gra
ves
que
causaram
viva
sensação.
O
mi
nistro
dos
estrangeiros
em nome
do
go
verno
disse qne adianiadamente se associa
a
todas
as resoluções
que
o
congresso
tomar.
Salaverria
declarou
que tem
encon
trado
grande
numero de
pessoas
manejando
valores
dados
como
garantia
por
contra
ctos,
já
vencidos
e
pagos.
Sardoal
pediu
um
inquérito;
Camacho
e
Candau
pediram
a palavra. A
sessão foi
levantada
no
meio
de viva
emoção;
—
O
congresso approvou
por
220
votos
contra
84
o
artigo
H.°
do
projecto
consti
tucional,
em
<;ue
se
consigna
a
tolerância
religiosa;
a
esquerda
votou
com
os
ultra-
moutauos
depois de declarar
que é
parti-
daria
não
da
tolerância
mas
da
completa
liberdade
de
cultos.
MADRID
13.—
Sagasta
defendeu
ener
gicamente
no congresso
a
liberdade
de
cultos.
Alonso
Martinez
orou
etn favor
da
tolerância
dizendo
que
as
allegações
dos
ultramontanos
são
contrarias
aos
theologos
conselheiros
do
Vaticano
e
mesmo
a
Du-
panloup.
A
Egreja
quer
a
unidade
religiosa
pe
la
persuasão
e. também
nós a
queremos.
PARI3
12
—O
presidente
da
republica
conferenciou
hoje
com
Casimiro
Perrier.
CONSTANTINOPLA
12.
—
Belchid
foi
nomeado
gran-vizir;
Hurrein Atmi,
minis
tro
da
guerra e
Aboli
Pachá
general.
BERLIM
12.
—
Noticias
de
Constanti
nopla
dizem que lavra
grande
fermentação
n
’aquella
capital.
O
presidente
do
senado
do
Montenegro
vem
a
Berlim
para
protes
tar
contra
a
concentração
de
tropas
turcas
na
frooleira
d
’aquelle
principado.
Realisou-se
a
primeira conferencia
dos
tres
chancelleres.
A
nota
de
Andrássy
servirá
de
base
para
as
negociações.
LONDRES
12.—
Na
camara
dos
depu
tados, Burk
com
relação ao
aprasamento
do
«Clementina»
disse
que
se
fizeram
re
presentações
ao
governo
de Madrid
e
se
pediu
um
inquérito.
Espera-se
a
resposta.
A
altitude
da
Inglaterra
depende do
resultado
dos de
poimentos
do
capitão,
dos
officiaes
do
na
vio
italiano
e
da
guarnição
do
hispaobol,
Felix
Piat
pronunciou
um
discurso
contra
a
amnistia
em
França.
HAV
a
NA
12.
—
Foi
publicado
um
de
creto
dispondo
que
os
estrangeiros
resi
dentes
em
Cuba
não
sejam
isentos
de
con
tribuições
extraordinárias.
MADRID
13.—Na
conferencia
que
ce
lebraram
com Canovas
os
delegados
decla
raram
que os
«fueros»
não destruem
a
unidade
constitucional-
Sustentaram
que
a
insurreição
carlista
não
auctorisa a qua
lificar
rebeldes
as
províncias
do
norte,
e
rebusaram
tratar qualquer
accordo
com
o
governo
sem
que
se mantenham
indiscu
tíveis
os
«fueros»
da
Biscaya.
Canovas
respondeu
que
com
semelhantes
exigências
dava por
terminadas
as
conferencias.
Os
delegados
da Navarra
conferenciarão
com
Canovas
segunda-feira.
Crê-se
que
a
questão
para
a
suppres-
são dos
«fueros»
será
apresentada
ás
côr-
tes
quarta
feira
Simeoni parte
para
Roma
brevemente.
LONDRES
12—
Do
banco
de
Inglaterra
foram
retiradas
350:000
libras com
des
tino
a
Portugal.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
de responsa
bilidade limitada.
Balanço
em
30
de
Abril
de
1876.
Capital
3.00»:00030»0.
/.
a
emissão
750
conlos—7:500
acções
de
100&000
reis.
Activo
Accionistas
.............................
Lettras
descontadas
e
a
receber
.........................
Efleifos
depositados
.
.
.
Agencias
no
paiz. . .
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
Empréstimos
s.
penhores.
Ditos
em
c/c
com caução.
Papeis
de
credito.
.
.
.
Devedores
geraes.
.
.
.
Caixa
........................................
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
d’
instalação.
.
.
10:000^000
452:186$
196
12:000$000
28:1
14$7
10
10:358$303
160:116$
i20
21Ó:942$349
7:600$3l0
5:398$33!
26:514$372
1:953$114
2:739$032
Passivo
927:923$137
Capital
..................................
Dividendos
a
pagar
.
.
.
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Depositantes
á
ordem.
.
.
Ditos
a
praso
.......................
Credores
de
effeitos
deposi
tados
..............................
Devedores
e
credores.
Contas
interiuas.
. .
.
Ganhos
e
perdas
....
750:000$000
2:053$20O
2:370$60l
26:48
1$692
115:573$808
.
12:000^000
3:102$812
228$000
16:1
13$204
927:923$
137
Covilhã 30
de
abril
de 1876.
Os
Direclores
A.
Baplisla
A.
Leilão.
José
d'Amorim
Vaz
de
Carvalho.
AGRADECIMENTOS
Havendo
felizmente
apparecido o
meti
filho
Carlos,
cujo
desapparecimento
no
dia
6
do
corrente
se
annunciara
pelos
jornaes^
cumpre-me
hoje agradecer
aos
cavalheiros,
que
tão
relevantes
favores
me
prestaram
n
’esta
doloiosa
occorrencia
—
os
ill.mos
e
ex.
raos
snrs.
Antoniode
Sousa
Freitas
Sam
paio,
digníssimo
chefe
da
estação
de
Ta-
dim,
que
recolheu
cóm
o
maior
carinho
o
meu
filho,
avisando-me
de
que
elle
alli se
achava,
obséquio
este,
que
ficará
indelevel
em
minha
memorta
—
José Maria
Dias
da
Costa
—
Duarte
Huet
de
Bacellar
— dr.
?
rancisco
Duarte
e
Sousa
—
Emydio
José
Xavier
Machado,
digno
oílicial
d
’arlilberia,
Alexandre
de
Mesquita Carvalho
e
Magalhães
—
e
ao snr.
administrador
do
concelho
de
Jraga
—
e
em
geral
a todas
as
mais
pes
soas,
de
quem
recebi
mostras
inequívocas
da
parte,
que
tomavam
na minha
immensa
dôr
;
não
devendo
esquecer
alguns empre
gados
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro, cujos nomes
ignoro
Igualmente
me
confesso
penhoradissirno para
com
as
illus-
tradas
redacçôes
dos
jornaes
o
«Commer-
cio
do
Minho»,
e
«Jornal
do
Minho»,
de
Jraga,
e
a «Palavra», do
Porto,
e
outros,
ielas
maneiras
como
fallaram
do
desappare
cimento de
meu
filho,
procurando
facilitar
a
sua
descoberta.
Acceitem
todos
a
sincera
expressão do
meu
mais
cordeal
reconhecimento, que
dese-
o
fazer
bem
publico
por
este
modo,
e
nes
tas
mal
traçadas
linhas,
escriptas
ainda
sob
a
commoção,
porque
acabo
de
passar.
Braga
—
Maio,
9,
de
1876.
D.
Miguel Solto
Mayor.
Os
abaixo
assignados
não
podendo
pes-
soalmenle
agradecer
a
todos os
ill.
nius
e
exc.
mos
snrs.
que
se
dignaram cumpri-
menlal-os
e
honrar
com a
sua
assistência
no templo
do
Carmo,
d
’
esta
cidade,
ao
of
ficio
de
corpo
presente,
e
ao
cemiterio
o
acompanhamento
dos
restos mortaes
de
seu
sempre
pranteado
pae
e
sogro,
o snr.
Antonio
Leite
de
Sousa
Pereira,
veem
por
este
meio
confessarem-se
summamente gra
tos,
protestando
assim
a
todos seu inde-
evel
reconhecimento.
Braga
14 de
Maio
de
1876.
Rita
Olinda
Leite
Braga
José
Leite
de
Sousa
Reis
Lr.
Antonio
Leite
de
Sousa
Reis
José
Rodrigues Braga.
(217)
Joaquim
José
de
Mattos
e
sua
mulher
D.
Anna Clementina de
Mattos
e
genro
José
Maria
da
Silva, agradecem
sutnma-
mente penhorados
os
distinctos
obzequios
que
receberam
de
lodosos
ill.
mos
e
ex.
racs
snrs.
e
mais
ex.
taas
snr.
a
’
por
occasião
do
muito
sentido
fallecimento
de
seu
saudo
so e
nunca
esquecido
filho
e
cunhado
João
Baplisla
de
Mattos;
a
todas
estas
pessoa
agradecem tão subidas
provas
de conside
ração,
manifestando
do mesmo modo o
seu
grato reconhecimento para
com
os
reve
rendíssimos
snrs.
ecclesiaslicos
que
num
lance
tão
doloroso, se
dignaram
obsequtal-os
nos
officios fúnebres
que
pela
alma
do
sem
pre
lembrado
finado
se
celebraram
no
p. p.
Abril,
na
egreja
de
Santa
Cruz,
acri
soladas
finezas
como
estas
nunca
os
an-
nunciantes
poderão
esquecer
por
quanto
ficarão ellas para
sempre gravadas no co
ração.
(219)
MODISTA
Thereza
Emilia
da
Rocha,
qoe
ha
pou
co
veio
do
Porto,
para esta cidade,
promptifica-se
a
tomar
conta
de
toda e
qualquer
obra
tanto
de
senhoras
como pa
ra
crianças,
com esmero e
promplidão, pre
ços razoaveis ;
na
praça
d
’Alegria,
esqui
na da
rua
da
Cruz
de Pedra.
(4050)
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
trez
andares,
com
o
n.°
20,
no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo.
Quem
a
pertender
dirija-se
á
casa n.°
19,
que
ahi
se
lhe
dará
in
formações.
(4051)
AGENCIA
TELEGRAPHICA
—
HAVAS-UEITEK —
DELEGAÇÃO
NO
PORTO
—
ENTREPA-
REDES
N.°
25.
Telegraiuman
particulares com en
dereçou
—
REDUSIDOS
E ECONOMICOS —
Registros
completamenle
gratuitos
—e
que
a
nada
obrigam
as
pessoas
registradas.
O
expedidor,
previamente
registrado»
paga
UNICAMENTE
para
os portos
prin-
cipaes,
por todo
o nome
e
morada
do
expedidor,
o
preço
de
duas
palavras
do
texto.
•
Fazem-se
assignattfras
para
o
serviço
financeiro
das
differentes
praças
da
Euro
pa
e
America.
Serviço
completo
da bolsa
de
Madrid.
(4049)
SIIB
0
CONTriASTE
DO GOVEBNO
Começa
em
Hamburgo [Allemanha do
Norte}
a 14
de
JUNHO a.
c.
a extracção
da
loteria
de
dinheiro
auctori-
sada
pela
cidade
livre
de
Hamburgo
e
garantida
por todas
as
finanças
do
Estado.
Não
existem
senão
81:500
titulos
ori
ginaes,
de
cujo
numero,
segundo
o
plano
of-
ficial,
43:400
devem
obter
um
pretnio;
portanto
a
probabilidade
de
ganhar
é
muito
grande.
A
decisão
deve
ser
feita
em
7
ex-
tracções.—
No
caso
o
mais feliz,
o maior
prémio é
de
:
375:000
marks
allemães
em
oiro
Iquivalentes
a
R.
8
85,228^000
os
outros
principaes
prémios
são
de
: marks
allemães
250:000
—125:000
—80:000
60:000—50:000
-40:000-33:000—
3
a
30:000—1 a 25:000-5 a 20:000
—
6
a
í
5«ooo—
7
a
19:000,
etc.
total
43:100
prémios.
A
venda
dos
bilhetes
d
’
esta
Loteria
de
ístado
foi confiada
á
casa
bancaria
abaixo
assignada;
contra
a
remessa
da
importân
cia em
bilhetes
de banco,
coupons,
ou
estampilhas
do
correio,
etc,
etc.,
esta
ca
sa
expede
os
titulos originaes
a
todas as
traças
da
Europa, pelos
seguintes
preços:
4
titulo
original
inteiro.
. .
j»
Rs.
l$500
5
tilulos
originaes
inteiros.
.
.
Rs.
7
$400
10
tilulos
originaes
inteiros.
.
Rs.
14$500
Depois
da extracção cada
freguez
rece-
terá
o
programma
oflicial
das exlracções
revestido do
sello
do
Estado.
—
Em
caso
de
grandes
prémios, aviso telegraphico;
toda
via
é
necessário
que
um
tal
desejo
seja
exprimido
na occasião de
pedir
os
titulos.
0
pagamento
dos
prémios
se
faz
sob
pedido,
tor
intermédio
de
cada
casa
bancaria
de
importância
na Europa,
contra
na
entrega
dos
bilhetes
premiados,
para
que
a
garan
tia
da
Metropoli de Hamburgo
seja
uma
caução
sufficienle
a
cada
uma
d
’estas
casas.
De
mais
a
casa
abaixo
assignada
tem
correspondentes
em
todas
as
praças
da
iuropa
para
poder
eflecluar
sempre
o pa
gamento
immedialo
dos
prémios,
A quantidade de
titulos
por
vender
sen
do
muito
pequena,
roga-se
de
não
demo
rarem
as
ordens
SALLY
MASSÉ
Casa de banco
M
A ?3I Í2U JHLlà O
(Allemanha do Norte)
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO PELA ESCOLA MEDICO
CIRÚRGI
CA
DO
FORTO
Largo do Barão
de
S.
Martinho,
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(3092)
MESTRA
Preciza-se
d
’uma
para
educação
de
meninas
n
’
uma
casa
particular
no
conce
lho
de
Coura.
A
pessoa
que
estiver
ha
bilitada
para
exercer
este
mister,
dirija-
se
a
Antonio
da
Costa, rua
Nova
n.°
20.
(4042)
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José
Cerqueira,
e
José
Anto-
vio
Marques, de
Ponte
do
Lima,
partici
pam
ao
publico
que o
carro
que
d
’
esta
cidade
sae
para
Ponte
do
Lima
á
1
hora
da
tarde,
principia
a
sahir
no dia
14
do
corrente
ás
3
horas
da
tarde e
chega a
Ponte
ás
7,
sae
de
Ponte para
Braga
ao
meio
dia
e
chega a
Braga
ás 5
horas da
tarde.
Braga
12
de
maio
de
1876.
O
gerente,
(4045)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
Vendem-se
umas
moradas
de
casas
sitas
na rua
dos
Chãos
afefefefft
de
Baixo, com
7
portas
designa
das
com
o n.°
27, e
com
fronteira
para
a
rua
do
Carvalhal,
e
a
esquina
da
mes
ma
com
cutras
casas designadas
com
o
n.°
4, unidas
áquellas
pelo
lado
do
sul. Tra-
cta-se
no
campo
de Santa
’
Anna
n.°
54.
(4046)
Carneiro & Cardoso
Receberam
percalles
alta
novidade
para
vestidos
e
camizas.
Lãs alta
novidade
para
vestido. Meias
de
tbear
para
senhora—Gra
vatas
para homem,
lindos
gostos. Guardasois
a
1$700,
1$800
e
2$500
rs.
Lenços
de
li
nho
em
caixa
e
a retalho
—Saccas
de via
gem
para
seuliora.
Chapeos
de fustão
pa
ra
creança,
bem
como
babeirinhos
bor
dados,
toucas
e
vestidos
de
fustão.
Adereços bordados
para
senhora,
e
mui
tos
outros
artigos.—
Chá
preto a
l$500
reis
(459
grammas). Toalhas
turcas,
bran
cas
a
240 reis
e
mais
preços.
Rua dos
Capellistas
10,
a
10
B.
—
CASA
DAS
FEORES —
(4043)
CARNEIRO CARDOSO.
Bua
dos
Capellistas
iO
a
iO
B.
Casa
das
Flores
CATALOGO
GERAI.
BA
AGENCIA
lEANCO-HISPANO-POETUGUESA
FUNDADA EM 1H45
Director
proprietário
: snr.
G. A.
Saavedra.
Paris: && rue Taitbout—Madrid: 31 Calle del
Sordo.
E'
a
primeira
vez
que
se
publica (é
o
21.°)
como
annuncios
interessantes
para
a
pharmacia,
perfumaria
commercio
e
industria.
Como
os
anteriores, este
catalogo
comprehende
as priocipaes especialidades
da
Fran
ça,
Inglaterra,
Áustria
etc.,
indicando
os
preços
por
atacado
e a retalho
em
França
(os
outros
tão
sómenle
para
Hispanha)
que
devem
conhecer os
snrs.
pharmaceu-
ticos
e
negociantes.
Muitos
d
’
estes
artigos
por
atacado
são
mais baratos,
e
nunca
é
nenhum
mais
ca
ro,
do
que
em
casa
dos mesinos
especialistas
ou
fabricantas.
Recebendo
em
mercadorias
uma parle
dos
annuncios
que
tem
arrendado
aos
me-
bores
periódicos
hispanhoes
e
portuguezes,
pode
cedel-os
e
cede-os
sempre
sem
be
neficio
algum.
Por
outra
parte,
graças aos
seus
trinta
annos
de
relações
com
sua
clientella
estrangeira,
conseguiu
e
cede
abatimentos
excepcionaes.
Vende
esta
agencia
pelo
preço
d
’atacado
em
Paris
e
remelle
para
qualquer
cidade,
emballagem,
frete
e
riscos
por
conta
do
comprador,
pago
a
trinta
dias
da
data
da
factura
em
leltras
sobre
Paris,
todas as
especialidades
estrangeiras
mais em
voga,
unlameote
com
lodos
os
productos
exigidos
pelos
preços
mais
favoráveis.
Estas
remessas
serão
feitas
no
espaço
de 48
horas
depois
da
recepção
das
or
dens.
As
pessoas
com
quem
a
agencia
não
tem
a
honra
de
estar
em
relação
servir-
se-hão
acompanhar
seus
pedidos
com
o
importe
respeclivo,
ou
com
boas
garan
tias.
AVISO
IMPORTANTE. —
Além
d
’
isso
a
agencia
ha
trinta
annos se
encarregara
de
toda
a
classe
de commissões
entre
Portugal
e
Europa
ou America,
da
cobrança
de
fundos
portuguezes
no
estrangeiro,
e
de
fundos estrangeiros
em
Portugal, da
compra
e
venda
de
Previlegios
:
em
tim
de
transportes,
como
o
tem
provado,
como
represen
tante
ha
muitos
ano
os
das companhias
de
caminhos
de
ferro
de
Madrid
a
Saragoça
e
Alicanle
e
de
Pariz
a
Lyão
e
Mediterrâneo
pelo
seu
trafico
internacional.
Paris &A rue Taitbout=Madrid 31 Calle del Sordo.
N.
B.
As
agencias
de
Paris
e
Madrid
enviam
grátis
este
21.°
catalogo
a
quem
o solicitar
por
carta
franqueada
Pode tarnbem ser
requisitado
á redacção
d
’esle
periodico.
Receberam
um
lindo sortimento
de
fa
zendas
modernas para
vestido
em
lã,
lã e
seda e
algodão
de
lodos os
preços.
Um
saldo
de
lãs
e
alpacas
que
vende por
120
140
e
160
reis.
Guatdasolinhos
de
seda
a
t$000
reis.
1$100,
1$200
e
mais
preços.
Sombrinhas
de
seda
a
700
reis
;
ditas
d’
algodão
a
300,
40U
e 600
rs.—Cortinados bordados
para
sala a
2$000
reis
o
par.—
Chitas
a
90
is.
Lenços
de
seda
alta novidade
e lindos
de
senhos,
e
muitos
mais
artigos,
como
per
fumarias,
sabotes,
etc.,
etc.,
e
chá de
di
versas
qualidades
tudo
a
preços
reduzi
dos.
(4041)
g
_g
CS
&
.,
.21, a o
-■
V.
®
2
»§
2
S
Q ín
PiO
©
•tí
to
o
ra
©
IO
o
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í
y.
ctf
*
ra
o
o
3
©
ra
©
<3
<3
?C5
ATTENÇÃO
No
largo
de
D.
Gualdim
n.°
1
casa
de
José
Maria
Torres
Machado
vende-se
milho
branco
a
580,
e
550
reis
a
reta-
ro,
por
junto
á
abatimento,
pelo
mesmo
ireço
se
vende
nas
casas
do
annuncian-
te
na
ponte
de
Prado.
(3087)
9
a
<
a-
%
9
9
K
s
9
W
FIIOTtIGIltFHIA
4,
RUA
DOS
CAPELL1STAS, 4
(
Vulgo
Fonte da
Carcova)
Theophilo Santiago,
phologra-
pho,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
traba
lho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás
3
da
tarde, mesmo
com
os
dias
inncvoados.
(3094)
M
N
S
fi
X
o
9
<*
e»
« g
o.
£
<D
s
5
05
<0
CU
£
s
e
so
SaiODBA
RUA
DBS.
MARCOS,N.
5.
Vende
papeis
pinta-
dospara
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
M
cipiar
em
80
reis
a peça,
e
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
? Vende
cimento
roma-
'
no
para
vedar
aguas,
ges-
’
s
ca-
&
sas,
tudo
de primeira qua-
p
lidade.
(Z*)
no
para
vedar aguas,
so para
estuques
de
&
è;
AOABM
M IMS
DO
ALTO
DOURO
S SC
«
s
-
1
DA
CASA DE VIIdLA POUCA
as
Companhia Cerifica Portuense
$oeiedade
annnjnia de responsa
bilidade
limitada
CAPITAL
.............
200:000^000
Emprazam
se
alguns
cereeiros
que se
tem
occupado
com os negocios
d’
esta
com
panhia,
a
virem pela
imprensa
declarar
no
praso
de
3
dias
que
a
cera
vendida
com
a
marca
da
Companhia
é
falsificada:
e
se
o
não fizerem,
ficarão
tidos
e
havidos
co
mo
infames
calumniadores.
Porto
4
de
Maio
de
1876.
Os
directores
Manoel Vieira
Borges
(4029)
João
Bernardino
de
Moraes.
14;
II
Manoel k/nacio
cia Silva Draga
Com
estabelecimento de
mercea
ria
e
cera
11
—
PRAÇA
DE ALEGRIA—II
BBAGA.
venda
bolacha
doce.
.
miuda
.
D
Luiz,
ingleza.
agoa
e sal
Tem
á
»
(3084)
»
>
»
»
requife
doce
de
chá
paciências.
a
a
a
a
a
a
a
a
120
120
180
180
180
160
200
240
^GZÃOD^
ESCOLA ÃMERKAKA
Vende-se
duas moradas
de
casas
no
largo
de S.
Miguel-o
Anjo,
com
os n.os
2]
22.
Para tratar-se
do
seu
ajuste,
na
casa
n.° 16
do mesmo
largo.
,
(4036)
Mez
Novíssimo do Coração
de
Jesus
Una
volume
em
12,
de
323
paginas,
em
bom
papel
e typo.
Vende-se
em
Braga
no
escriptorio
d
’es-
te
jornal,
e
nas livrarias
Calholica
e
Ger
mano.
No
Porto
na
livraria
de
Magalhães
<&
Moniz,
e
na
de
Jaciotho.
Preço
...............
400
réis.
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artiíiciaes
com
per
feição.
Presta-se a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de SanCAnna
n.°
1,
das 8
da
manhã
ás 5
da
tarde
(3051)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
qma
casa
feita
de
novo,
Suga
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po-
s
J
b
de-se vèr desde as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da tarde. Trala-se na rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
150
190
200
210
270
300
360 i
400
500
700
560
600
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
•
Vinho tinto
de
meza.
(sem garrafa)
» >
»
.
Lagrima
....................................
Branco
de
meza........................
tinto
de
meza fino.
.
.
.
de
prova
secca.
.
.
0
.
Malvasia
de
2.
a
.........................
»
velho
...............................
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
Roncão
....................................
Alvaralhão
....................................
Velho
de 1854 ....
a
retalho
para
meza
50
e
80, o
A
»
»
»
»
»
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
,a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po*
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N«)
Quem
precisar d’uma
moça
com
apú*
dão
para
todo
o
serviço,
especialmente
pa
-
ra
cosinhar,
brunir
roupa e
esfregar
casas,
dirija-se
á rua
da
Cruz
de
Pedra
n
.°
55.
(4032)
BRAGA : TYPOGRAPHIA LUSITANA
—
187®.
Parte de Comércio do Minho (O)
