comerciominho_16031876_469.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
HOTICIOS
a
NUMERO
469
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
bditor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa, rua Novan.
’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=■
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas; assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
BRAGA
—
QUINTT A—FEÍ 9S A.
g»
BE
NSAHÇO
PUBXJ1CA.-S
'S-S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provtn-
cias,
anno 2&400
rs.
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre 1Ã250
rs.=0r«si/,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis e
4&500
reis
moeda fraca.
=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
lOrs.
Para
os
asSignantes
!0
8
/
9
d
’
abatimento.
AMIGOS
REDACTORES.
Com
a
tnaxima
surpresa
acabo
de
lêr
na
«Nação»
e
transcriplas
n
’
outros
jornaes,
as seguintes
linhas
:
«
Depois
da
defecção
de
Cabrera,
dos
Polos,
Aguirres,
Radas
e
Casos, seguiram-
se
oulros,
dos quaes por
emquanlo
nomea
remos
Berriz,
antigo
maçon.
E
o
que
é
mais. estiveram
preparando
e
alimentando
a
traição
ao lado
do
monarcha,
sentados
á
sua
própria
mesa.
Mogrovejo,
chefe
d'Esta
do
Maior general.
Berriz.
ministro
da
guer
ra
e IpDraguirre,
secretario
regio.
o
ven
deram
infamemenle
e
ao
seu
formoso
exer
cito.
»
Iguaes
allusões
se tem
feito
ao
almi
rante
Vinalete,
ex-ministro
dos
estrangei
ros,
e
ao meu
particular
amigo
o
conde
del
Pinar,
ex-ministro da justiça
e
fa
zenda.
Sem
que
deixe
de
crer
que
não
foi
intenção
do
alludido
jornal,
corno
de
ou
lros do
partido
legilimista,
lançar
gra-
tuilamente
o
odioso
sobre
os
nomes
d
’a-
qnelles
heroicos
defensores
da
‘
causa
le
gitima,
é
para
mim
um
imperioso
dever,
como
humilde
soldado
do
exerciio
carlis
ta, e como defensor
zeloso
da sua hon
ra,
protestar
contra
tão
caltimniosa
asser
ção,
que
não
pode,
nem
um
instante,
«i-
gorisar-se
na
bocca
dos
homens
que
se
presam
de
verdadeiros
legitimistas
E
’
em
face
de
detalhadas
e
fidedignas
referencias
aos
factos
ultimamente occor-
ridos
no
Norte
de
Hispanha,
que
com
a
mão
na
consciência
posso
aífirmar
que
o
revez
soífrido pela
causa
carlUta,
uão
obe
deceu
a
nenhuma
influencia
traiçoeira,
se
não
á
força imperiosa
de
circumstancias
differentes,
que
concorreram
contra o se
guimento
da
guerra.
O
exercito
carlista
mil
vezes
prowu
que
podia
ter
luctado
contra
as
forças
seis
vezes
superiores
que
o
combatiam
;
mas
desde
que
uma
nação,
que
devia
guar
dar solicitameote
a
sua
inteira
neutrali
dade,
abriu
as
suas
fronteiras
protectoras
aos
movimentos
do
exercito
liberal
hispa
nhol,
a
lucta
passou
de heroica
a
impos
sível,
de
desigual
a
iníroctifera.
Sob
a
farda
gloriosa
dc
Carlos
VII
bate
um
coração,
que
ama
a
Hispanha,
e
que
não
podia
sacrificar
a
utn
capricho
imprudente
a
lealdade,
a
dedicação
e
o
amor
dos
seus voluntários.
Nenhum
partido
cahio aioda mais
hon
rado
que o
partido carlista, nenhum
so
berano
pizou
ainda
a
terra do
exílio
mais
gloriosamente
victoriado,
nem
mais
hon-
rosameote
vencedor.
Ha
triunfos moraes,
que
são
mais
valiosos
do
que
uma
co-
rôa.
A
elles
a
historia
consagra
pagimas
mais
brilhantes
do
que as
destiaadas aos
thronos
levantados
sobre
cadaveres,
ao so
pro desvastador
das revoluções.
Esses
triunfos
são
um
protesto,
em
eras
de
dissolução,
que,
dentre
as
ruínas
do
edificio
de
19
séculos,
levanta
o
vul
lo
tradicional
de
utn
principio
inquebran
tável, embora
lacerado
e
banhado
de
san
gue,
mas
que
empunha
o
gladio da
ma-
gestade
divina,
apontando
para
o
futuro.
Não
ha já
traidores entre
o
partido
carlista.
Os
primeiros
chamaram-se
Maro
tos;
os
últimos
Cabreras.
O
que
ahi
existe
nobre
e
grande
do
partido
carlista
e
do
seu
exercito,
é
hm
exemplo
frisante
de
honra
e
de
leal
dade,
que
á Hispanha
illustra
e
á
Europa
espanta.
A
ultima
palavra
da
lealdade, ao se-
parar-se
dos
seus,
ouviu-a o
Rei
n
’um
brado
d
’
amor
e
saudade:
o
mais eloquen
te
elogio á
lealdade d
’
aquelle
exercito,
pro
feriu
o
Rei
n
’
um
adeus
de
gratidão;
so-
lemne
expressão
de
uma
verdade
sublime,
que
os
fastos
legitimistas
repetirão
orgu
lhosos
ás
gerações
vindouras.
Fique
pois
exclusiva
do
partido
liberal
a
menos
cavalheirosa missão
de insultar
e
caluraniar
os
vencidos e indefezos,
cus-
pindo-lhes
no
rosto
a
affronta
cobarde
e
miserável
da
canalha;
mas
não
queira
o
partido
legilimista
associar-se,
mesmo
de
t>oa
fé,
e
por
um
excesso de
zelo,
sem
fundamentos
nem
consciência aos
que
pre
tendem
denegrir
a
pagina
mais
esplenden-
te
da
historia
política
de
nossos uias.
Iparraguirre
sacrificou
á
causa
o
seu
futuro
e
as
aífeições
mais queridas
ao
seu
coração;
Vinalet
abandonou
todos
os
interesses
e
vaidades
da
sua
anterior
po
sição
oflicial,
e os
doces
enleios
da familia
(telas
privações
tla
guerra,
e
pela
gloria
de
combater
por
princípios
qne
são
nossos;
o
conde
del
Pinar,
abalisado
jurisconsul
to,
fillto
de
uma
das
mais
illuslres
famílias
de Hispanha, um dos
representantes do
distinclissimo
ramo
dos
Ponces
de
Leon,
trocou
a
sua
posição
na
corte
de
Madrid
pelo
isolamento
do
seu
exilio
em França,
onde
consumio
a
sua
fortuna,
servindo
longos
annos
a
causa
carlista.
Hoje
deixa
as
grandesas
a
que
fora
elevado
pelos
seus
merecimentos
de
corregedor
da
Biscaya
e
ministro
da
governação,
justiça
e
fazenda,
para
abraçar-se
com
a miséria
talvez,
se
a
mão
de
amigos
ou
parentes
se
lhe
não
estender
para
a
terra
da
emigração.
Mo
grovejo,
ligando
á
do
exercito
carlista a
sua
sorte,
perdeu
todos
os
proventos do
seu
grau
de oflicial
general
do exercito
hispanhol, entregou
á
causa
legilimista
o
sangue
de
seus
filhos,
e
terá
de
ganhar
na
emigração
o
pão
quotidiano de
sua
fa
mília.
Berriz,
o
illustre
general
Berriz,
com
a
queda
da
causa
perdeu
tudo
quan
to
possuia,
menos
o
seu
decoro.
O
maior
testimunho
de apreço
pela
sua lealdade
acaba
de
lh
’
o
dar el-rei
D.
Carlos,
já
so
bre o
território
francez,
concedendo-lhe
em
prova de
reconhecimento
pela
sua
fir
meza e
exforços
o
titulo
de
marquez
de
Bernz.
Leligitimislas
!
eis
os
homens
a
quem
ahi
se
insulta,
a
quem
se
paga
com
af-
frontas
á sua
honra
a
mais
exemplar
vir
tude,
e os
mais
assignalados
sacrifícios.
Cada
um
d
’
esses
nomes,
é
uma epo-
pea,
é uma
joia
das
mais
preciosas
da
co
roa
de
Carl-.s
VII,
d
’
essa
coroa
em
que
se
personifica
a regeneração
moral
das
modernas
sociedades
europeas,
e
que
tem
prezará
sua
gloria
e
ao
seu
explendor
as
tradições
do
passado
e
as
conquistas
do
porvir
!
Diante
tfaquelle
infortúnio
descobri-vos
e venerae-os
I
O
Rei
passa
as
fronteiras
para
o
seu
desterro
:
cora
elle
aquelles
mártires
vão,
seguidos
de
milhares
de
fieis,
que
os
ad
miram,
ensinar
nos e
a
nossos
filhos, co
mo
se
sofTre
a desgraça
dos
vencidos,
.e
como
se
mantém
a
honra
dos
heroes.
Lisboa,
14
de
março
de
1876.
BERNARD1N0 J. DE SENNA
FREITAS.
Londres, II de fevereiro de 1S7G.
(A
’
redacção
do «
Apostolo».)
(.Conclusão}
Não
é
pelo
simples
facto
de
uma
ac-
quisição
financeira
de porção considerável
das
acções
do
Canal que,
de
certas
par
les
especialmenle,
se
enviam
congratu
lações
expressivas
e
calorosas
ao
Gover
no
Britânico
;
por
exemplo
(como
se lê
no
Times,
do
dia
10)
:
«Sir
Augustus Paget»
(o
Mioistro
In-
ilez
em
Roma
acreditado
junto
do
Gover
no Ladrão)
«envia
lambem
relação
do es
pirito
amigavel
em
que
a
política da In
glaterra
ca
olhada na
Italia
»
j
Boa
dú
óda !
que
«a
política
da
Inglaterra», qu-
não é
mars
que
a
política
revolucionaria
Italiana,
havia
de
ser
muito
agradarei
aos
ladrões
que
a
mesma Inglaterra
princi
palmente
incitou
a
usurpar
os
Estados
da
Egreja
e
dos
outros
Soberanos
legitimis
tas
de
italia !
Em
Roma é
bem
sabido,
e
não
ha muito
que
eu
proprio
lá
o
su
be
competememenie, como todas
as sytn
pathias
do
tal
Sir
Augustos Paget
sam
pe
la
revolução
e
ladroagem
Italiana.
Continúa
o
Times
;
—
«Lord
Odo
Russelo
(o
Ministro
Inglez
em
Berlim),
«poucos
dias
depois,
trans-
miittiu
a
Lord
Derby as congratulações
do
Príncipe
Bismark,
por
o
Governo
Inglez
ler
feito o
que
convinha
e
quando convi
nha.»
—
Pergunto
£e
viu
se
jámais
Gover
nos
estrangeiros
tomarem
tanto
interesse
regozijarem-se
tanjo,
por urna transaeção
commercial
de
outro
Governo
ou nação,
quando
a
vantagem
é
só
dos
ultimo»?
Lo
go.
todo»
estes
contentamentos
Italianos
e
Bisruarkinos
têm
uma
fonte
mais
pro
funda
que
a
simples benevolencia
para
com
a
Inglaterra.
Este
contentamento
nas
ce
dí)
ver-se
assim
adiantar
um
passo
mais
no
caminho
de
exaltar
a
influencia
Pro
testante
no
mundo
e
fechar
quanto
se
possa
as
portas
a
que a
França
(que,
apesar
de
todas
suas
loucuras
n
’
este
sé
culo
e
nos tins
do
passado,
é
sempre
olhada
como
o
graude
apoio
politico
da
Egreja
Catholica)
venha a
recobrar
a
im
portância
que
tinha,
e sobre
tudo a
pre-
rogativa
de
protectora
dos
Cathólicos
e
do
Calholicismo
no
Mediterrâneo
e
no
Levan
te,
etc.
Continuemos
com
as
noticias
que
o
Times nos
dá
d
’
e-te
mui
Protestante,
mui
anti-catholico
triunfo
(cotão no
futu
ro
se
verá);
n’
este
passo,
que
juntamen
te
com
a
revolução
da
Italia
(lambem
obra
Ingleza),
mais
e
mais
tornará
o
Mediter
râneo
um lago Britânico, em vez
de
lago
Francez,
como,
desde a conquista
d
’
Ar-
gel
sobre
tudo,
estes
têm acctisado
a
França
de
querer
tornal-o.
Continúa
o
Times:
—
«Mr.
Monson (o
Agente
Inglez
em
Pesth)
enviou
segurança
de
que
a
opi
nião
pública
na
Hungria
estava
satisfeita
e
contente»
(da
compra
Ingleza oo
Egy
pio).
í
Porque
é
que
o
Inglaterra
toma
tanto
cuidado em saber
que
opinião,
que
juízo,
se
faz
nos
paizes
estrangeiros
da
compra
que
fez
de
umas
acções
de
em
presa
«commercial»,
qne até
lhe
importa
saber
o
que
d
’
isso se
pensa
na
Hun
gria?
Continuemos
com
as
congratulações
anli-catholicas—
que
todas
o
sam mais
ou
menos
:
«O
Senhor
Visconde Venosta»
(Minis
tro
Estrangeiro do
Rei
Ladrão)
«em
uma
conversação
com
Sir
Augustus Paget,
ex
pressou
a
sua
satisfação»
(j
poderá
não!)
«por
um
acto
que
tendia
a
augmentar
a
influencia
da
Cram-Bretanha
no
Mediter
râneo».
—
Este
deitou
ás
claras
«o
gato
fora
do
saco»,
segundo o
provérbio
In-
glez
;
pôz
os
pontos
no
ii,
como
quem
sabia
perfeiiameute.
que
a
Revolução
Ita
liana
era
sobre
tudo
obra
Ingleza, e
que
a
possessão
do
Mediterrâneo
pela Ingla
terra
Protestante,
era
a
melhor garantia
da
Revolução
anti-calhólica,
que
encoixou
em Roma
o
Senhor Venosta
e
seu
Amo,
com
a
mais
Flibusteirada infame
e
ladra
Continuemos
com
esta
vergonhosa
e
fe
dorenta
adulação e
edoração
ao
Bezerro
d'ouro
:—
«A
approvação
da
Áustria
veio
a
ul
tima
de
todas,
por
causa
da
doença
do
Conde
de
Audrassy;
mas, no
dia
16
de
Dezembro,
aquelle
Ministro
informou
Sir
André
Buchaman
de
que
não
podia
olhar
a
medida
senão com
satisfação.—
Se
lallou
sincero,
é
utn tonto,
ou
não
conhece
os
verdadeiros
interesses
da
Áustria,
que foi
Ium
dos
Estados
que
mais
devêram
lucrar
com
o
Canal
de Suez; Trazendo-lha á
oorta
do
Adriático a
passagem
para
a ín
dia,
que
d’antes
era
obrigada
a
tomar
:>elo immenso
rodeio,
em
torno
da
Cala-
bria,
pelo
Estreito
de
Gibraltar,
e
á
ro
la
de
toda
a
África.
Se
fallou
sincero,
é
uma
hypocrisia, de
que podia
dispeo-
-ar-se
o
Ministro
principal,
do Império
Austríaco.
Porém
é
muito
peior
o
acres-
sento, que
o
Times
lambem refere
An-
drassy
fizera
:
—
«Que
muito
prazer lhe
dava
o
ver,
«que
não
havia
oma
só
;uestão
no
Orien-
«te
ou
no
Occidente
da Europa,
em
que
«os
interesses da
Áustria
e
da
Gram-Bre-
«tanha
não fossem
idênticos»!
—
Isto,
da
bocca
do
Primeiro
Ministro
do
Impeiio
Cathólico
e
Apostólico,
ao
de
uma
Potência
qne
é
sabido
tem
sobre
tudo
em fito
sup-
plantar
em toda
a
parte,
mas
no
Oriente
sobre
tudo,
o
interesse
Cathólico,
e >ub-
sinuil-o
pelo
do
Anglicanismo,
faz
muita
honra
ao dito
Conde
; e
vae
bem
de
ac-
cordo
cora
a
outra
curiosa
anomalia,
de
fazer-se
o
mesmo
Império representar
em
Londres
por
um
Protestante
e um
estran
geiro,
de cujo
talento
e
houradez,
toda
via,
ninguém,
creio, duvida
Eis
ahi,
pois,
como,
por uma especie
de
fatalidade, vae, por
tola
a
parte
sub-
mettendo-se
o
interesse das
Potências
Ca-
thólicas
ao
do
Protestantismo;
que
para
isso,
nos
últimos
50
annos,
a
Inglaterra
se
tem
esforçado,
por
toda
sorte de
in
trigas,
e
de
influencias,
em
introduzir
por
toda
a
Europa
(á
excepção
por
ora
só
da
Rússia
—
que
é
mais
Asiatica
do
que
Eu-
ropea)
o
veneno
de
seu
constitucionalis
mo; que
debilita
as
outras
nâçôes,
com
dividil-as
em
partidos
confligentes
;
des
truindo-lhes
a
unidade,
e
coui
isSo
a paz
verdadeira,
e a força
—
Oinne regnum in
se
divisum desolabitur
II.
—Na
Hispanha
está-se
agora
na
for
ça
e
calor
do
conflicto entre
o
Carlismo,
que
representa
os princípios
Cathólicos,
e
o
Aflonsismo,
que
tem
por
fim,
primeiro
qoe
tudo, descathólicar
a
Hispanha. Este
objecto
transpira
claramente
nos
proce
dimentos,
como
nas •
palavras,
da
liberan-
gada
lá
na
mesma
Hispanha,
e
cá
por
lóra.
A
guerra
apregoada,
o
rancor
ma
nifestado
ao
«uliramontanisnio»,
ao
«cle-
ricanismo», ao
«fanatismo»,
ao
«absolu
tismo»
até,
só
significa isso:—
guerra
á
Egreja
Catholica.
Ahi
têtn
os leitores
do
Commercio
do
Minho
uma
quantidade
de
verdades
da
maior
transcendência,
que
promettem
resultados
os
mais ponderosos nos
destinos
do
mun
do,
e
a
que,
todavia, pouquíssimas
pessoas
dam
apreço ou
attenção;
ao
passo que
milhares
se
occtipara
das frioleiras
insi
gnificantes
e
desprezíveis
da jornalada
superficial
que impesta
a
nossa
patiia
!
—
Desde
os
Fernandts
Thomazes
(inclusiva
mente)
para
cá,
temos
sido
uma
nação
de
pacóvios e
menle-captos, só
dignos
do
desprezo
com
que
o
mundo
nos
mimo-
sea.
Londres,
2
de
Março,
de
1876.
A. R.
SARAIVA.
NOTICIAS ESTRANGEIRAS.
O
rei
Carlos VII,
dirigiu
a todos
aquel
les
que
em
França
defenderam
a
sua
cau
sa,
o seguinte
manifesto:
A
meus
amigos
de
França
Bolonha
4
de
março
de
1876.
E
’
um
rei
a
quem
a
sorte
das
armas
não
foi
lavoravel, que
vem,
antes
de
dei
xar
a Frauça,
agradecer-vos
tudo
o
que
fizestes
em
favor
da
sua
causa.
Cumpri
até
a
ultima
hora
o meu
de
ver
de
soldado,
d
’hispanhol, e
de
chris-
tão.
Lnctei
até
ao
dia
em
que o
numero
venceu
o
valor de
meus
heroicos
volun-
tarks,
reconheci
que o
saugue
derrama
do
não
poderia
assegurar a
victoria.
Só
então
embainhei
a
rainha
espada
e
dobrei
a
bandeira
sobre
a
qual
estavam
escriptas
estas
palavras:
Deus
1
Patria
!
Rei
! Mas
eu
estou
sempre
á
disposição
do
povo
fiel
que
me
deu
tantas
provas
de
sua
inalterável
dedicação;
estou
prom-
to
a
combater
outra
vez
pela
Hispanha,
pelo
direito
e
pela
religião.
Vossos sacrifícios,
comtudo,
não
terão
rido
esterei?,
porque
ha
de chegar
um
dia
em
qoe
será
necessário
reconhecer
qne a
miohi
causa
era a da
verdadeira
Uberdade,
e
eu
desejo
que
o vosso
paiz
não
tenha
de
arrepender-se
depressa
de
vèr
fluctuar
além
dos
Pyreueos
outra
ban
deira
diíferente
da
qoe
eu
arvorei.
Dir-se-ha,
portanto,
que em
defenden
do os
meus
direitos
vós
servieis
lambem
a
França.
Espero
qne
achareis u'estes
sin
ceros votos que
eu
formo
pela
sua
feli
cidade
a
melhor
expressão
de
minha
vi
da
e
profunda
gratidão.
Mais
uma
vêz
agradecido,
e
crêde-me
vosso
affeiço
do
CARLOS.
C
hegada
do
hei
C
arlos
vii
a
I
ngla
terra
.
L
ndres, 5 de
março.
Se^ta-feira
pela
tarde,
sabendo
qoe-
a
graciosa
hospitalidade
concedida
por
M.
D-cazcs
ao valente
descendente
de
Hen
rique
IV
não
lhe
permittia
0
viver
sobre
a
terra
aonde
tinham
reinado
os
seus an
tecessores,
dirigi-me
á
gare de
Charing
Gross para
esperar
a chegada
de D.
Car
los.
Alli
encontrei
muitos membros do
comité
carlDta,
alguns
hispaohees
e entre
outros 0
secretario
e
um
outro
membro
da
embaixada
hispanhola,
desejosos
pro
vavelmente
de
telegrafar ao
joven
Aflonso
a
chegada
de
seu
real
primo,
com
0
fim
de
lhe
procurar
uma
hora
de
som
em
pacifico,
á
espera do
momento
em
que
a
revolução 0
devorará
á
sua vêz depois
de
ter
obtido
d
’
elle
0 que
ella
queria,
O
trem
de
Folkeston vinha
com
0
atraso
de
uma
hora,
durante
a
qual
a
multidão
hia
.sempre
augmeutando.
A
fi
nal
chegou,
tuas
nós
tivemos
de
nos
pôr
sobre
os
bicos
dos
pés,
nada,
nada.
Eu
perguntei
ao interprete do serviço,
que
rae respondeu
que
0
príncipe
tinha
fica
do
em
Bolonha. Com
efleito, soube
pas
sando
ao comité
carlista,
qne
0
ministro
dos
negocios
estrangeiros
linha
julgado
a
proposito
conceber
uma
demora
de
24
horas
áqnelle que
elle
tinha
impedido,
0
melhor
qne
poude,
de
reconquistar
0
seu
tbruno legitimo.
Hontem
á
tarde,
voltei
para
a
gire
e.
d’
esla
vêz,
vi claiamente
que
não
fui de
balde. Tinha-se,
ao
contrario
do
uso
das
gares
inglezas,
estabelecido
grades
que
não
permittiam
a
ninguém
aproximar-se á
bei:a
dos
carros.
De sorte
qne a
multidão
immensa
qoe
se
tioha
reunido
se
achava
na
maior
par
le
obrigada
a
formar
uma
ala
da
parle
de
fóra.
Como
na
vespera,
0
trem
chegou
com 0
atrazo
de
urna
hora
por
causa
do
mau
tempo
e
0
rei.
descendo,
subiu
im-
inediatámente
para
um carro
a
dous
ca-
vallos
que 0
esperava
e
se
apartou
ra
pidamente
na
direcção
de
Piccadilly
para
parar
no
hotel
de
Broun,
no
Dover
Street,
aonde
se
tinham
preparado
quartos
para
elle
e
para
a
sua
comitiva.
Durante
alguns
segundes
que
0
rei
pas
sou
na gare, foi recebido por
applausos
que,
devo
dizel-o
para
vergonha
dos
in-
glezes, fôram
immediatamenle
coberlos
por
grunhidos
e assobios, e
sem
as
taes
bar
reiras
contra
as
quaes
eu
me
revoltei
por
alguns
instantes antes,
talvez tivessem
fei
to
um
mau
partido
ao
rei.
Sim,
estes
mesmos
inglezes
que
acolheram
Kossuth,
Garibaldi
e
outros
patifes
da
mesma
es-
pecie
com uma
sorte
de delirio,
apuparam
0
descendente
de
tantos
reis.
E
’
que
0
espirito
protestante
acanhado
e
hipócrita,
não
lhe
perdoa
de
estar
com
Henrique
V,
o
unico
soberano
verdadeiramente
ca-
tholico
da
época.
Foi
então
que
eu
soube
uma
circum-
staocia
mais
dolorosa
ainda,
a
da
sua
che-
g.;da
a
Folkestone.
Em
seguida
a
um
des
tes
decretos
dos
misteriosos
da
Providen
cia
qne colloca
0
tiso
a
par
das lagrimas,
0
pequeno
porto
ioglez
estava
de
festa.
Inaugurava-se
a
estação
do cammbo
de
ferro
do
Sud-Este.
A
«Alexandra»,
con
duzia,
ao
mesmo
tempo
que 0
príncipe
momentaneamente
vencido,
a
municipalida
de
de
Bolonha
convidada
para
a
ceremo-
nia.
Carlos
VII,
qoe
durante
toda
a
via
gem
se
tinha
conservado
em
um
gabine
te
sobre
a
coberta
por
causa
d
’
utn
vio
lento
enjouo, sahiu
do
seu
retiro
logo
que
0
navio
se
amarrou.
Veado
estas
bandei
ras,
e
estas rarnalhadas
que
adornavam
a
gare
elle
tirou
0
seu
chapéu.
Immediata-
mente
rompeu
um
concerto
de
apupos
e
hurlamentos
selvagens.
Isto
ainda
não
foi
tudo.
Os
membros
das
lojas
dos
Antigos
Druidas,
dos
Odd
Fellows,
dos
Forasteiros,
e
outras
varie
dades da
Fran-maçotiaria,
que
estavam
reti
nidas
para
a
festa,
foram
collocar-se
com
suas bandeiras
ao
redor
do
wagon-salão
preparado
para
Sua
Magestade,
e
princi
piaram
um medonho concerto
digno de
uma
reunião
de
condemnados.
Por
uma
fa
talidade
estranha,
a
partida
foi
demorada
por 10 minutos
durante
os quaes
D.
Car
los
devia
soffrer
este
infernal
charivari
que
lhe
devia
dar
um
gosto
anticipado
estranho
da
hospitalidade
ingieza qoe
pro
vavelmenle
virá
ámanhã
completar
um
ar
tigo
do
«Titnes> vomitando
a
injuria
so
bre
0
heroe
vencido.
Escrevi
a
Sua
Magestade
pedindo-lhe
0
favor
(fuma
audiência.
LIVROS E IMPRESSOS
P
ortugal
antigo
e
moderno
,
DICCIO
NARIO
GEOGRÁFICO,
ESTATÍSTICO, CIIORO-
GRAFICO,
HERÁLDICO,
ARCIIIOLOGICO, CORO
GRÁFICO
E
E
I YMOLOGICO DE TODAS AS
CI
DADES, V1LLAS
E
FREGUEZIAS
DE PORTU
GAL—
por
Augusto
Soares d’
Azevedo
Bar
bosa
de
Pinho
Leal
Distribuiu-se
0 fascículo
93
0 d
’
este
diccionario,
que
continua
sempre
interes
sante
e
sustentando
os
altos
créditos
de
que
justamente
gosa.
Contém
este
fascículo
as
folhas
27
e
28
do 6.°
volume,
e corre
de
lettras
PAI
a
P
a
N.
—O DOURO
ILLUSTRADO—REDIGIDO
PE
LO VISCONDE DE VILLA
MAIOR,
REITOR DA
UNIVERSIDADE DE
COIMBRA.
Recebemos
as
cadernetas
n.°
9
e
10
do
Douro
lllustrado.
Cada
uma d
’
estas
ca
dernetas
é
adornada
com
duas
bellas
es
tampas
representando
a
Foz do
Sabor e val-
le
de Villariça
e a Quinta
do
Sil/10.
—
D
iccionario
popular
—
historico
,
GEOGRÁFICO,
MITH0L0GIC0, BIOGRÁFICO AR
TÍSTICO, BIBLIOGRÁFICO
E LITTERARIO,
por
Uma
sociedade
de
homens de
lettras.
Está
publicado
0
fascículo
n.'
14,
que
comprehende
de
pag.
2
9
a
224.
Entre
outros
conhecimentos
importan
tes
traz
uma
biografia
de
Santo
Agosti
nho
e
uma analise
das
obras
do
grande
Doutor
da
Egreja.
—BRINDE
AOS SNRS.
ASSIGNANTES DO
«DIÁRIO
DE NOTICIAS» EM
1873.
Recebemos
este
interessante
livrinho,
em
que
collaboraram
os
snrs
Guerra
Jun-
queiro,
Christovam Ayres,
Gomes
Leal,
Marianno
Fróes, Jayme
Seguier
e
Eduar
do Coelho.
Entre
os
artigos
que
contém,
destaca-
se
o
poemeto
Fiel,
do
primeiro
dos colla-
boradores
citados.
Agradecemos
a
remessa
de
todas
estas
publicações.
GAZETILHA
Lauiu>ereniu>.
—
Expõe-se ámanhã
na
egieja
dos
Terceiros.
Viagem da
rainlaa
Victoria á
Allemaníia.
—
Para
a
viagem
que
breve
mente
tem
de
fazer
a
rainha
Victoria á
Allemanha, mandaram-se
construir
em
Bruxellas
dous
magníficos
wagons que
custam
nada
menos
de
18:000^000
réis.
Estes
wagons
ficarão
depois
depositados
em
Bruxellas
á
disposição
dos
membros
da
família
real
ingieza que
viagem
pelo con
tinente.
O
credito.—
Osegypcios
pediam
gran
des
sommas,
depositando
sómente
0
cada
ver
de
seu
pae
nas
mãos
do
credor.
Era
para
elles
uma
grande infamia
se
no
fim
do
tempo
aprasado
não
resgatavam
0
pe
nhor
tão
venerando.
Na
idade
média
da
va-se
de
penhor
um
bocado
de
bigode,
como
0 fez
0
nosso
D.
João
de Castro;
sobre
tal
penhor se
obtiam
grandes
quan
tias.
Hoje,
porém,
devido
á
civilisação,
basta
só
dar
a
sua
assignatura, isto
é,
traçar
0
seu
nome
n’
um papel
para
se fi
car
tão empenhado como
n
’
outro
tempo,
com 0
cadaver
e
com
as
barbas.
Póde-se
advertir e
calcular 0 grande
progresso
a que
temos chegado, porque
a
confiança
que
prestamos
uns
aos outros
é
0
laço
da
sociedade
bem constituída.
E
’
preciso,
pois,
que
este
ponto
de
hon
ra
seja
respeitado
para
que
uma
simples
assignatura,
tão
insignificante
em
compa
ração
de
um
penhor
religioso,
tal
como
0
cadaver
do
pae.
ligue
insensivelmente
um
homem a
outro
de opposlos
extremos
da
terra.
Arreanaín^ao.
—
O
snr.
Joaquim
Soa
res
de Campos
arrematou
no
dia II
ao
ministério
da
fazenda,
por 6')0$300
réis,
0
fôro
annual
de
30:000
libras
imposto
em
um
praso pertencente ao
cabido
da
Sé
de Braga,
no dislricto
de
Coimbra,
lista
n.° 388.
Ntaufragio.
—
Naufragou
no
porto
da
Falga,
proximo
á
ilha
Graciosa, 0
brigue
allemão
«Fortuna»,
procedente
de
Lagos,
com
destino
ao
Havre
da
Graça.
A
tripu
lação
compunha-se
de
7
pessoas.
O
navio
despedaçou-se.
A carga
constava
de
721
cascos
com
oleo de palma.
Apenas
se
sal
varam
dez.
Quedá.—
Um
operário
que
na
segunda-
feira
andava
a
trabalhar tfumas
obras
da
rua
das
Agoas,
caiu do
andaime
á
rua,
e
ficou
em
estado
lastimoso.
Foi recolhido
ao
hospital.
Noticia* «Sn Bélgica.
—
Os
liberaes
de Melmes
acabam
de
fazer
n
’
esle
paiz
em
ponto grande,
0
que
fizeram
aqui
em
miniatura,
e
se
quiz ha
dois
annos
fazer
no
Porto.
Reuniram-se
os calholicos
de
Bruxellas
e outros pontos
n'um
congresso
calholico,
onde
tinham a
tratar
de
assum
ptos
concernentes
á
sua
fé,
e
quando á
noite
se dirigiam
a
tomar
logares
no
ca
minho de
ferro,
foram
assaltados
por
al
guns
grupos
de
liberaes,
que,
armados
de
cacetes
e
punhaes, se tinham
introduzido
na
estação
sem
bilhetes,
e
espancaram
e
feriram
quantos
lhes
pareceram
calholicos,
ficando
alguns
bem
mal
feridos,
pois
não
levavam
nem sequer
bengalas
O
«Jornal
do
Commercio», aqui,
fiel
aos
seus
hábi
tos,
entrou
a
dizer
que
tinham
sido
os
calholicos
os
auclores
de
tudo
(provavel
mente
espancaram-se
e
feriram-se
a
si
mes
mos); eiie
não
sabia
que
0
linha
já
des
mentido
as
folhas
liberaes
belgas,
0
«Pre
cursor»
e
a
«Flandres
Liberal»,
que
louva
ram
a carga
contra os
calholicos, e
insti
garam
os
liberaes
a
continuar,
porque
aos
calholicos só compele a altitude
do
condem-
nado,
e
a
única
cousa
que
lhes
deve
ser
permiltida,
é
fazerem-se
esquecer, p<.ra
se
rem
tolerados
até
ao
mez
de
junho
:
e
os
deputados
liberaes
do
Parlamento
riram
ás
gargalhadas
quando
se
deu
conta
do
que
os
seus
Unham
feito
aos
calholicos.
Deu
dias
depois conta
0 «Jornal
da
Noite»
que
a
aucloridade
da policia
de
Ma-
lines linha
feito um
relatório,
que
era
contra
os
calholicos:
mas
este
jornal tam
bém
ignora
que
aquella
aucloridade
esta
va
feita
com
os
desordeiros,
pois
recusou
proteger
os
calholicos,
quando
alguns
lhe
foram
requerer
a
protecção da lei;
e
ig
nora
também
que
dois
liberaes,
um
que
se
chama
Pedro
Loutrel,
outro
que
se
assigna
um
dos
vossos
assignantes,
ao
«Echo
do
Parlamento»,
aquelle
queixando-se
de
lhe
terem
quebrado
a
cabeça
e
moido
de
pancadas,
suppondo-o
calholico
e
chaman-
do-lh
’
o,
e
0
segundo
amaldiçoando
os
que
feriram,
se
0
fizeram
com
faca ou
pu
nhal.
A
syndicancia
ainda não está
con-
cluida,
e
os
calholicos
declaram
que
iam
tomar
as
suas
medidas
para seguir em
grupos
armados
quando
quizessem
usar
dos
seus
direitos.
Bismark
esfrega
as
mãos.
(«Btm
Publico»)
Esj»ectaewlo
rceoiiimenilavcl.—
A
companhia
dramatica hispaohola
que
tem
futiccionado no
nosso
theatro
está
ensaiando
e
preparando
um
grande espe
ctaculo
para
0
proximo
domingo,
em
que
levará
á
scetia
uraa
peça,
cujo
argumento
hade
agradar
aos
bracarenses
por estar
baseado
no
triunfo
do
Chrislianismo.
e
ter per
objectivo
demonstrar
que
a
fé
e
a
crença
é
cada
vez maior na
Península
ibérica.
SPrestidígitação.
—
Gomo
antinncia-
mos,
effectuou-se na
terça-feira 0
especta-
colo
de
prestidigitação
dado
pelo
notável
Hermann.
A
fama que
acompanha
0
grande pre
stidigitador,
é
justíssima.
Todas
as
sortes
que
desempenhou,
agradaram
immeosatnente,
sendo
em al
gumas
enthusiasticamente
palmeado.
A
pesca
e
0
reverso, 0 ovo
chinez,
a
bibliotheca,
0
annel
em
perigo,
as
cartas
obedientes,
0
relogio
voador,
e
outras,
fo
ram
feitas
d
’
um
modo
incomparável.
A
casa
estava
litteralmente
cheia.
Hoje
tem
logar
0
segundo
e
ultimo
espectaculo.
Principia
ás
8
horas.
©
novo presidente «Io Eqaiador.
—
(«Palavra).—A
maçonaria
não
poude
ain
da
triunfar
no
Equador.
A
semente
lan
çada
á
terra
pelo
grande
Garcia
Moreno
fecundou
e
lançou
raízes.
Os
cidadãos
do
Equador deram
a
Mo
reno
um
successer
também
calholico,
ao
que
parece,
como
seu
antecessor.
O
eleito
é
0
ex.
1'
10
snr.
D.
Antonio
Borrero,
0
qual
acaba
de
dar
parle
de
sua
eleição
aos paizes
estrangeiros,
diri
gindo
pelo
mesmo
motivo
e
occasião
ao
Santo
Padre
uma
carta
ediíicantissima,
que
deve servir
d
’exemplo
a
lodos
os
go
vernantes
do
inundo,
que
se
dizem ca-
tbolicos.
Diz
assim:
«Santíssimo
Padre:
Chamado,
apesar
da minha
indignidade,
pela
escolha
iivre
e
espontânea de
meus
concidadãos a
go
vernar
a
republica
catholica do
Equador,
desempenho
com
profunda
satisfação
0
agra
dável
e
hon.-oso
dever
de
informar
Vossa
Santidade
de
que
uo
dia
9
do
tuez
de
dezembro
ultimo
tomei
posse
da
presidên
cia
e
prestei
perante
0
congresso
nacio
nal
0
juramento
prescriplo
pela
Constitui
ção do
Estado.
Esta
promessa
sagrada
me
impõe
a
obrigação, Santíssimo
Padre,
de respeitar
«e
de
lazer devidainente
respeitar
a
religião
catholica,
e
de
conservar
á
Egreja
a
justa
liberdade
de
que
ella
necessita
para
o
exercício
de
seu
ministério,
prestando-lhe
com
lealdade
e
firmeza
0
apoio
da
auclo-
dade que
a
nação
collocou
em
minhas
mãos.
A>sim 0
prometti
soiemuemente
a
Deus
e
á
patria,
e
agora
0
prouietto
a
Vossa
Santidade,
uão
sómente
por
causa
do
juramento que
fiz,
mas
trmbern
por
obedecer ás^creuças
e
aos
princípios
que
professo
cotno calholico,
como
filho
aíL-i-
çoado
da Egreja
governada
pelo
augusto
Vigário
de
Jesus Christo.
Acceilei
0 cargo
diílieil e
espinhoso
da
magistratura
corn
a
íirme
resolução
de
consagrar
lodos
os
meus
esforços
ao
bem
estar
e
á
prosperidade
dos povos
que
me
confiaram
seus destinos. Para
attingir
tão
nobre
litu
não
retrocederei
deame
de
al
gum sacrifício,
e
por
todos
os
meios
de
que
possa
dispor, terei
o
especial
cuidado
de
manter
as mais
leaes
relações
com
a
Santa
sé
Apostólica,
e
com
os
dignos
pielados
do
Equador.
Mas
como
o
liumem
é
sempre
impo
tente
sem
0 soccorro
do
Altíssimo,
rogo
a
Vossa
Santidade que
ore
por
meu
go
verno
e
por
mim.
Digue-se
Vossa
Santidade
derramar
suas
bênçãos
sobre
esta
republica
que
baseia
toda
a
sua
felicidade,
todo
0
seu
amor e toda
a
sua
gloria
oa
profissão
pu
blica
da
fé
catholica.
Conserve
a
Divina Providencia
Vossa
Santidade
por
sua omnipotente
protecção.
—
Antonio
Borrero.
Etstad® etiorul
e
socãal
de
Ber
lim.
—No
«Vaterland»,
folha
da
Baviera,
lê
se
o
seguinte:
«A
corrupção
e
a
libertinagem
estão
em
continuo
progresso
na
capital
do
im-
petio
dos
bons
costumes
e
da
lucla
civi-
lisadora.
Em
1837
0
numero
das
desgraçadas
que esiã_o
sob
a
vigilância da
policia
era
de
11:370.
Em 18(59
0
numero
destas
mulheres
subiu
a
23:4o6.
Em
1870 era
de
73:709.
Andam
por
o0:000
as
raparigas que
veem
todos
os
annos
procurar
trabalho a
Berlim;
mas
encontram
em
logar
do
tra
balho,
a
vergonha, a
pobresa,
a
miséria,
e,
alfim, a
morte.
Em
1863
não
se
contavam
em
Berlim
menos
de
63:641
coudemnados
saidos
da
prisão.
O
numero
dos
divorsios augmenla
con
sideravelmente.
Ha um
divorsio
sobre
10
matrimónios.
O
capital
domina
tudo,
oppritne
tudo.
vJtrompe
tudo.
Os lúcios
e
os
prazeres
o
aterises
da
vida
são
os únicos
objectivos
da
ambição
dos
berlinezes.
São estes
os
costutnes
da
boa sociedade, d esta
socie
dade
que
pretende
marchar
á
frente
da
civilisação,
que domina
o
império
e
que
dirige
a
grande
lucla civilisadora»
.
Bireito
easi®Bis«o.—
Tem
sido
an-
nuticiado
n
’
esta
folha
0
Manuele tolius
juris
canonici,
auclore
D.
Craisson
em
4
volumes.
Esta obra foi
ha
tempos
apontada
pelo
«Consultor
de
los
Párrocos»
a
uma
pessoa
que
perguntava
ao
insigne
redactor d
’
aquella
revista
qual
era
a
melhor
obra
de
direito
canonico
para consultar
e
estudar.
EÍIecti-
va
mente
esta
obra,
além
de clara,
me-
thodica
e
abundante
como
poucas,
é
tão
orlhodoxa
e
pura
na
doutrina
que
foi
ap-
provada
e
recommendada
por
uma com-
missão
de
examinadores
romanos,
mere
cendo
também o
auctor
que
Pio IX
lhe
dirigisse
uma
carta
muito lisongeira.
A
quarta
edição que é
a
ultima
foi
adaptada
ao
Syllabu.s,
ao
Concilio
do
Vaticano, á
Constituição
Apostvlicce Sedis
e
a
outros
recentes
decretos
do
Summo
Pontífice
e
das
Congregações
romanas.
Por
certo
que
é
este
livro
um
dos
que
deviam
chamar
especialíssima
attenção
do
nosso
clero
e
até
dos jurisconsultos
e
d
’
ou'.ras
pessoas
que
mais
ou
menos
se
dão
ao
estudo
do
direito
canonico.
Lem
bramos
principalmente
a
leitura
d
’
esta
obra
aos
nossos
padres
e
seculares regalistas.
0
direito
que
a
Egreja
tem
a
possuir
e
adquirir
bens
moveis
e
immoveis,
e
tudo
o
mais
que
se
refere
á
propriedade
ecl-
clesiastica
é
questão
a
que
Craisson
con
sagra
na
sua obra
o
espaço que
requer
para
ser
traclada
com o
necessário
desen
volvimento.
Aquelles
que
ainda
dão
algum
peso
ás
opiniões
do
snr.
cotiego
Monteiro,
de
Coimbra,
podem
alli
ler
muita
coisa
que acabará
de
desenganai-os.
A
obra,
constante
de
quatro
não
pe
quenos volumes
de compacta
impressão,
é
relativamente
barata,
pois
que
se
vende
na
livraria
Chardron
por
30600
reis.
Ao
snr.
direetor do correi» «le
Krag».
—
-Vieram
ao
nosso
escriptorio
perguntar
alguns
dos
nossos
assignantes
de
Prado,
de
que
seria
proveniente a
falta
de
não
lerem
oo
dia
14
do
corrente
re
cebido
o|
<
Commercio
do
Minho»
Respon-
deu-se-lhes
que
náo
se
podia
ter
dado
tal
irregularidade,
porque
o
jornal
tinha
sido
entregue
no
correm
ás
8
e
meia
horas
da
noite
do dia
13
para
ser
expedido
para
Prado
ás
5
horas
da
manhã
do
dia
14.
Agora
pergútitamos:
qual
o
motivo
porque
o
jornal
que
tinha
de partir
para
Prado
ás
5
horas
do
dia
14
pela
manhã,
ainda
se
achava
ás
5
horas
da
tarde do
mesmo
dia
oa
direcção
do
correio
de
Bra
ga,
tendo
dado
entrada
na mesma ás
8
e
meia
da
noite
do dia
13?
Se
não
houve
proposito,
não sabemos
como
se
possa
explicar
este
facto,
porque
á
hora
em
que o
jornal
deu
entrada
uo
correio
todos
os
empregados
estavam
dis
poníveis
como
nos
assevera
o
encarregado
do
expediente,
na
administração
d
’
este
jornal.
Pedimos
providencias.
Casamento,
—
Refere
uma
parle
te
legráfica,
de
Lisboa,
que
está
coolractado
o
casamento
do
snr.
conde
de
Bertiandos
com
a
(ilha
do
snr.
D.
Pedro
de
Portu
gal,
representante da
casa
dos
snrs.
du
ques
de
Lafões
Annlíae.—
(«Diário
do
Commercio»
de
Lisboa).
—
O
Diário
Popular
deu
raia
homem,
querendo
impingir aos
seus
lei
tores uma
tirada
de
disparates
a
que
costuma
chamar
—
«Correspondência
parti
cular de
Madrid».
Pretendendo lançar
o
odioso sobre
o
clero
hespaohol,
diz.
que
corrompeu
as
mulheres
vascas
a
ponto
de
que
uma
em
Victoria,
sabendo
da
morte
de
seu filho,
que
parece
que
era
carlista,
respondeu:
«No
imporia,
porque
ha
muerto
servien-
do
á
Dios,
segundo
me
ha
dicho
el
se-
fíor
cura«.
Não
fallando
no macarronico
do
texto
castelh-mo,
que
nunca
podia
ser
escripto
por
nenhum
hespanhol
correspondente
de
Ma
drid,
mas
sim
por qualquer
agoadeiro
re
sidente
em
Lisboa
desde
pequeno,
é
Cu
rioso
ver
como
o
Diário
Popular
lira
da
província
de
Alava
a
Victoria,
e
pes
pega
com
ella
na
Biscaya,
ou
traz
o
cle
ro
da
Biscaya
para
Victoria,
onde
o
elemento
carlista
nunca
metteu
o
nariz.
Não
fica
aqui
o
tal
senhor
corres
pondente
de
Madrid,
que
parece
nunca
ter
passado
dr
Lourinhã
para
cima.
Diz
ainda:
«E
’
o
clero
que
faz
repi
car
os
sinos,
etc.»
Ora
o
collega
não
sabe
que
em
Hes-
panha
não
repicam
os
sinos?
Os
toques
d
’
aiegria
são pelo estylo
dos
toques
de
finados
em
Portugal;
o dobre
dos
sinos
e,I
>
signal
d’
alegria
chama-se
ali
campa
nas
á
vuelo.
Tem
pois graça
o
repique.
Seria
to
car
a
fogo
o
que
queria
dizer
o colle
ga?
Outra
ainda
melhor,
e
mais
petisquei-
ra
-
O
tal
correspondente
tira-se dos
seus
cuidados,
e
pretende
salvar a
Hespanha
de
novas guerras civis,
e
o
que
faz?
Aconselha
ao governo de Madrid
que
desterre
das
Vascoagadas
todos
os
pa
dres,
e
que vão
os
de
outras
regiões
de
Hespanha
inocular
n»s
vascos-navarros
as
idéas
modernas
!
Sim
senhor
!
Esta
é
que não
lembrou
ainda
a
nenhum
Serrano
nem
a
nenhum
Martinez
Campos!
Fará
porem
o
correspondente
do
Dia-
rio
Popular o
favor
de ensinar
ao
go
verno
de
Madrid
como
ha
de
ser
feita
a
tal
inoculação
?
Isto
será
obra
de
seringa
ou
de
vac-
cina
?
Pela
palavra
certamente
não
será
fei
ta
a
tal
inoculação,
pois
o
corresponden
te,
se
já
passou
a
fronteira, ou
se
já
leu
duas
linhas sobre
a
historia
e
a
vida
actual
dos
vascoosos,
deve
saber
que o
povo
d’
aquellas província*, quasi
na
sua
totalidade,
não comprehende
uma
pala
vra
de
castelhano,
que
é a
lingua
do
resto
da
Hospauha.
ainda
que
grande
mente
viciada
na
Galliza
e
totalmente
al
terada na
Catalunha;
e
assim
lambem,
que
fóra
das
províncias
vascas
ningnem
conhece
a
língua
de
Tubal.
Ha
400
annos
que
a
língua castelha
na
foi
mandada
adoptar
nas
províncias
vascas
como
língua
oflicial,
e, apesar
d’
isso,
ainda
hoje,
sómente
alguns es-
criplos
públicos
são
feitos
em
castelhano.
A
prédica, a
coníRsão
é
em
lingua
vascoense.
Ha
muitas
povoações,
e
estas
são
o
inaior
numero, onde
toda
a
g.-nte
leria
de
morrer
de
sêde,
se em
logar
de
dizer urve
necesitasse
dizer agua.
Além
d
’
isso
é
quasi
impos-ivel
que
qualquer
adulto
aprenda
rapidamente aquel-
la
lingua,
que
só
uma
grandíssima
pra
tica
pode
ensinar;
e
tanto
que.
sendo
es
ta
lingua das
primitivas
ou
mães,
só
em
1853
o padre
jesuíta
Manoel
de
Larra-
rnendi
conseguiu
publicar
a
primeira
gram
matica,
comparada assim
de
ura
modo
tumultuoso
com a de
outras
línguas.
A
esla
grammalica
chamou o
seu ao
ctor O
impossível
vencido,
o
que mais
corrobora
a
idéa
da
grande
difficuldade
de
estudar,
sem
ser
pela
pratica de
lon
gos
annos,
esla
lingua
intrincada.
Como
o
correspondente
é
tão
forte
em castelhano,
offerecemos-lhe o seguinte
trecho
de
poesia
vascoense,
parà que co
nheça
a facilidade
com
que o» povos
can
tabros
se
entenderiam
com o
illustradis-
simo clero,
que
o
correspondente para
ali
quer
mandar;
Innocenten
ama
ónac
Gnzliz ciren arritú,
Soldaduac
cireuéau
Bethleená
hurbildti.
lei
aldurá
ethorri
Citzaien
biholzerá,
Nigarrá beguirá, e
ta
Içará
gorpuizerá.
O
haurchoac
(erráu
zúten)
Zuéc
badá
baio
sarri
Caldú
babar zailuzlégu
Bihotzeu
hiragarri?
Madaricá
dadillála
Herodes
tyraooá,
Cenac
hauibál
altaratzen
Baitú
guré
gozoá.
E
que
tal
?
Ora
pois, snr.
correspondente,
póde
limpar as mãos
á
parede, que
a
faz
bo
nita
!
N
”estes
casos
é
costume
dizer-se:
«Quem
le
manda
a
ti sapateiro
tocar
rabecão
»
Apologia
«3o
Cliristianism».—
0
Consultor
de
los
Párrocos
falando
da
li
vraria
do
snr.
Ernesto
Chardron,
ao
qual
faz
muitos
elogios,
refere-se
á Apologia
do Chrislianismo,
uma
das
obras que o
mesmo
eJilor
está
publicando.
Pui
essa
occasião
dia
o seguinte
do
exc.
‘
no
snr.
conde
de
Saiuodáes,
traductor
da
mesma
obra:
«0
conde
de
Samodães,
traductor
d
’
esta
obra,
bem
merece da Egreja
e
da
sociedade,
e
deve
ser
elogiado
e anima
do
pelos calholicos.
E
’
rico, nob-e,
fui
ministro
de
Estado,
é
par
do
íeino
ou
senador,
é
estimado
na
côrte,
exerce
in
fluencia
na política, foi
e
póde
tornar
a
ser
poder,
e,
não
obstante
isto,
trabalha
sem
descanso
na
deleza
do
Catholicismo
e
por
pôr
um
dique
aos erros
modernos
que
tanto
perlubam
os
ânimos
e
tanto
damno
fazem á
civilisação. Ternos
vivo
prazer
em
se nos
offerecer
esta
occasião
de
render-lhe
este
tributo
de
justiça.
Co
mo
não
o
conhecemos
nem
sequer
de
vista,-
ninguém
se
atreverá
a
suppor
que nossos elogios
filhos
de
amisade
ou
do
aflecto
pessoal.
Não
ha
nada d’isto.
0 que
nos
propomos
é
encomiar
como
é
justo
e
recordar
a
muitos
aristocratas ca-
tliolicos
um exemplo que
póde
e
deve
ser
imitado.»
atSireito eantra
o direito», ou
o
<!istndo
sobre tudo».—
Refutação
da
theoria
dos políticos
na
questão religiosa
(do
Brazil)
seguida
da
resposta
ao
Supre
mo
Tribunal
de
justiça,
pelo
Bispo
do
Pará
—
Livraria
internacional
de
Ernesto
Chardron,
Porto»;
é
outro
livro
de
que
já
aqui
nos
occupatnos
mui
resumida
mente,
ficando
de
o lèr
mais
devagar,
para dar
sobre
elle
o
nosso
juizo
com
melhor
conhecimento
de causa.
Pois
bem,
agora
temol-o
lido,
«e não
lodo,
quasi
todo;
e
só
podemos
allirmar
que
sendo
grande
a nossa
espectativa
pelo
muito que
tinhamos
ouvido elogiar
esta
obra do
Chrysostomo
brazileiro
a
amigos
e
a inimigos,
a calholicos
e a
racioualistas
(estes
elogiam-n
’o
quanto
lhes
é
possível
elogial-o
reconhecendo grandis
siino
talento
em
seu
auctor,
e
que
algu
mas rasões
empregadas
por
elle
não
são
de lodo
para
desprezar,
etc.);
sendo
grande
a
nossa espectativa,
repetimos,
foi
maior
o
respeito
e
a
admiração
em
que
nos
ia deixando
cada
uma de suas
paginas
verdadeiramenle
aureas.
Que
o
leiam
e
que o
meditem todos
aquelles a quem
interessam
as
magnas
questões sociaes
religiosas
de nossos
dias,
é
o
voto
que
fazemos,
estando
bem cer
tos
que
se
assim
fizerem,
não
se
deixan
do
dominar
pela
soberba,
com
espirito
sincero,
e
com
o
auxilio
da graça divi
na
por
supposlo, facilmente
nos
enten
deremos.
Oh! como
seria
bem
differeote
o
estado
do
mundo,
e
bem
menos lasti
moso
o
futuro
que
para
breve
se
lhe
prepara,
se
as
doutrinas do
exc
ni
®
Bis
po
do
Pará,
aliás
irrefutáveis
(muitos o
desejavam, tuas
até
hoje ninguém
des
truiu
um
só
argumento
d’
este
livro)
tives
sem
mais
proselytos
e
admiradores
!
Mis
se
uma
grande
parte
dos
homens
não
quer
estudar,
e
até
parece
ter
medo á
verdade
!...
Leia-se
pois
e
faça-se
lèr, propgue
se
quanto
possível
o
Direito
contra
o
Di
reito,
que
auguramos
d
’essa
propaganda
um
grandíssimo bem
para
a
religião,
pa
ra
a
sociedade,
e
por
consegiunte
para
a
farnilia
e
para o
indivíduo
também.
0
cecsarismo
e
o
liberalismo,
que
ambos
se
reduzem á mesma coisa,
que
fazem
uai
só
monstro,
é
quero
nos
ma
ia:
o
Diário
contra o
Diário
mata-o
a
elle.—
(«Bem
Publico».)
uiiTK.yios
r
jrEi»EíaBi
ua.a is
eja
AGEXCIA
MAVAS
MADRID
13.
—No
congresso
continuou
a
discussão
do
projecto
de re-q-osta
ao
discurso
da
corôa.
0 deputado
Mena Zor*-
rilfa,
membro
da
commissão
de
resposta
defendendo
o
pmjecto, convidou
os
de
putados
a
tornarem
proveitosa
a
paz.
0
maiqnez
de
Sardoal
defendeu
a
revolução
de
1868.
Mena
Zorrilla
retorquiu aos ar
gumentos
de
Sardoal.
PARIS
13.
—
A eamara
dos
deputados
elegeu presidente definitivo
a
Jules
Grevy
por
362
votos
em 468
votantes. 0
senado
elegeu
presidente
o
duque
AodilTret
Pas-
quier
por 203 votos.
Os
legitimislas
e
bo
napartislas
abstiveram-se
de
votar.
Procedendo-se á
eleição
de
vice-presi-
dentes
do
senado,
foram
eleitos
os
repu
blicanos
Marlel e Duclere,
e
os
conser
vadores
da
direita Ladmirault
e
Kerdrel.
Jules
Simon
foi
proposto
pela
esquerda
Cjtitra Kerdiel
qoe
oão
obteve
maioria.
CAIRO
13.
—
Em
consequência
da
der
rota
dos
abyssinios
pelas
tropas
egypcias,
na
quinta-feira
passada,
o
rei
João
da
Abysstnia
pediu
a
paz.
Foram suspensas
as
hostilidades
e
puncipiaram
as
negocia
ções. Espera-se chegar a
um
accordo.
LONDRES
13.—
Na
capella catholica
foi
hontem
canudo
um
«Te-Deum»
pelo
restabelecimento
da
paz
em
Hispanha
As-
sisliratn
em grande
uniforme
lodos
os
membros da
legação
consular,
Cabrera,
e
maior
numero de
hispanhoes
do
que
na
missa
celebrada
na
sexta-feira pasmada.
PERNAMBUCO
14.—
0
vapor
«Liguria»
da
companhia
do
Pacifico,
saiu
d
’esle porto
com
destino
a
Lisboa,
Boideus
e
Liverpool.
NECROLOGIA
A
filha
d-ilecla
do
exc.
ino
visconde de
S.
Thomé,
entrada
apenas
nos
seus
20
an
nos
d’existencia,
acaba
de
deixar
este
valle
de
lagrimas.
Não
lhe
valeram
as
virtudes
de
que
era
dolada,
para
que
não
a
ferisse
tão
cedo
o
cutello
da niveladora
de
iodas
as
condições.
Anjo
de céo,
cahido
entre
nós como
um
sorriso
do
Eterno,
sobio
para
jtinlo
do
solio
do
Pae
Celeste
!...
Fugiu para
o
cen
tro
d'onde
viera,
deixando
na
quadra
da
vida
este
mondo
despresivel.
Lyrio
cândido
dos
vergeis,
feneceu
sem
ter
solTrido
as
rajadas
das
ventanias
mun
danas
!
A
mim,
a
todos
que
do
coração
lhe
«agravamos
a
mais
respeitosa
amisade,
res
ta-nos
apenas
pedir-lhe
que
se
lembre
de
nós
nas
suas
preces,
e
desfolhar sobre o
seu
tumulo
um
ramilhete
de
saudades
e
per
petuas.
José
L.
Carneiro.
EXPEUIE.VTE
I> A AI1T1IVI
W4 A-
ÇÃO.
Aos nossos
assignantes
de Lisboa
e
seus
districlos,
rogamos
o
favor
de pagarem
suas
assignaturas
d
’ora
em diante
ao
rev.**
>nr.
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis
—
«Hos
pício
do
Sacramento»,
em
Alcanlara, ena
poder
de
quem
se
acham os
recibos com-
petenlemente
assignados, não
só
os
do
Commercio
do Minho, como
igualmenle
os
que
ainda
são devedores ao
jornal
0
Fu
turo.
BANCO
C0MMBCC1AL
DE
COIMEHA.
Sociedade anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Resumo
do aetivo
e
passivo e«n
89
de
fevereiro «íe
ISIS
Aetivo
Acções
para
emittir.
.
1.700:000^000
Accioniuas.......................
Acções
de
Bancos
e
Com-
67:0710000
pa
nh
ias
.............................
21:7810000
Empréstimos
hypothecarios
25:6730121
Empréstimos
s.
penhores.
Empréstimos a
Camaras
4:8580625
Municipaes
.......................
30:9690575
Contas interinas.
.
.
.
1510500
Despezas d
’
installação.
.
1.8770939
Despezas
de
escriptorio.
8680649
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:3560565
Valores depositados.
.
.
.
3:7820240
Letras
a
receber. . .
.
284:1920305
Moeda estrangeira
.
.
.
6060280
Agencias.............................
32:3330896
Caixas..................................
Passivo
38:7730638
2
214:2990333
Capital.
..........................
2.000
:GOO0')OO
Fundo de
reserva.
.
1
:OOO0Ol)O
Depositos
a
praso
.
.
.
89:0440253
Depositos
á
ordem.
81984:0367
Ganhos
e
perdas.
Devedores
e
credores ge-
7:2680632
raes
...................................
22:952054f
Credores
de
valores
deposi-
lados..............................
3:7820240
Dividendos
a
pagar.
7:5790000
Tiansferencias
.....................
Pagamentos
coota
de
di-
7000430
versos
.............................
70870
2.214:2990333
==
=
=S
=
Banco
Commercial
de
março
de
1876.
Coimbta,
7
de
Os
gerentes.
Manoel
dos
Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira Santos.
(3033)
A6HADECIHEÍT0S
0 abbabe
José
Bento
Vieira
de
Campos,
o
bacharel
Adelino
Vieira
de
Campos
de
Carvalho
e
o
bacharel
Francisco
Hilário
Ribeiro
de
Sousa e
Brito,
uão
podendo
pes
soalmente
agradecer
a
todos
os
ill.1,108
srs.
ecclesiaslicos,
seculares,
e
senhoras,
que
se
dignaram
cumptimenlal-os
no dia 6
do
correnie
mez-de
Março,
e
assistir
aos
so-
lemnes
oííicios
e
missa
que
tiveram logar
na
parochial
egreja
de
S.
João
da Cova,
concelho de Vieira,
pela
alma
de
sua
pre-
sada
irmã
e
cunhada
D. Bernardina
Rosa
Vieira
de
Campos,
o
fazem
por
este
modo
protestando
a
todos sua
eterna
gratidão.
Os
padres Manoel
José
Rodrigues Tor
res
e
João
Luiz
Rodrigues
Torres,
residen
tes
no
Brazil,
cordealmente
agradecem
a
todos
os
ill.
mos
e
revd.
mos sacerdotes,
que
gratuitamente
se
prestaram ao
funeral
de
sua
prezada
irmã,
fallecida
na
freguezia
de
Paderne
a
15
de
Setembro
de
1875,
pelo
que
protestam
sua eterna gratidão. (3031)
D.
Maria
da
Conceição
de
Magalhães,
Narciso
Antonio
Peixoto
de'
Magalhães
e
Antonio
Joaquim
da
Silva
Peixoto
de
Ma
galhães,
surnmamenie penhorados
para
com
todas
as pessoas
tanto
ecclesiasticas como
seculares
que
se
dignaram
cumprimental-os
e
assistir
ao
íuneral
de
seu
sempre chora
do
e
extremoso
marido,
pae
e
avô
Clemente
Peixoto
Ribeiro,
que
no
dia
6
do
corren
te
teve
logar
na
sua capeila da
Torre,
vem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fa
zerem
pessoalmente,
agradecer-lhes,
e
mui
to
especialmente
aos revd.os
abbades d’
es-
ta
freguezia de Rossas
e
de Santa
Senho
rinha
de
Basto,
os
relevantes
serviços
que
n
’esta occasião
lhes
prestaram,
protestan
do
a
todos o
seu
eterno
reconhecimento
e
gratidão.
Casa da
Torte
em Bossas,
13
de
março
de
1876.
(3035)
ANNUNUIOS
ARMADOR
Joõo
Baptista
Ribeiro
5®
—
rua Xova—5I>
Participa aos
seus
amigos
e
freguezes
que
o
seu
estabelecimento
se
acha
augmen
tado,
com
graode
porção
de
damascos
para
forrar
egrejas,
cortinas
bordadas,
etc.
Riquíssimos vestidos
para
anjos,
em
nu
mero
muito abundante;
o
mesmo
em
corti
nados
pretos
para
enterros, tendo
para
os
mesmos
um
dos
melhores carros funerá
rios.
Faz
caixões
e
hábitos
de
todos
os
preços,
seja
o
mais
rico
que
lhe
queiram
encommendar,
promptificando-se
como
é
do
seu
costume,
a
desempenhar
tudo
o
me
lhor
possível
e
por
preços muito
baratos.
No
mesmo
estabelecimento
se
vende
uma
eça
com
tudo que
lhe
pertence,
em
muito
bom
estado.
(3037)
Venda
de
foro
Quem
quizer comprar
o
foro
de reis
25$000
que
existe
nos
Chãos
de
Baixo,
póde
dirigir-se
á
rua
de
Santo
André
a
casa
do
snr.
dr.
José
Joaquim, que
sabe
quem
o vende.
(3036)
Francisco
Martins,
proprietário do
logar
do
Padrão,
freguezia
de
S.
Mi
guel
de Cabreiros,
vem por
este
meio
prevenir
os
snrs.
Tabelliãés
e o
publico,
para
que
ninguém conlracte
com
Heitor
Fernandes
Ferreira,
da freguezia
de
Se
queira.
sobre
seus bens
quer por
venda
e
compra,
quer
por
qualquer
titulo,
pois
que
o
declarante
é
credor
do
dito
Heitor
por
uma letra
da
terra,
da
quantia
de
300^000
reis,
juros
e
costas
sobre
a
qual
já
tem
sentença
que
vae
fazer executar.
E
para
que
de futuro
não possam
al-
legar
ignorância,
faz
esta
prevenção
para
todos
os
legaes
eíTeitos.
Por
ordem do
snr.
Francisco
Martins,
O
solicitador
(3038)
Manoel
Joaquim
Antunes.
~^DECLARAÇÂO"
O
abaixo
assignado
declara,
para
evi
tar
confusões,
qne
d
’esde
esta
data endiante
se
assignará
Antonio José Barboza,
em
lugar
de
Antonio
José
da
Cunha
Barboza,
pelo
motivo
de haver
outro
indivíduo n
’
es-
la
cidade
d
’
igual
nome,
trocando
se
assim
a
correspondência
o
que
faz
publico
para
os
devidos
eíTeitos.
Braga
15
de
Março
de
1876.
(3040)
Antonio
José
Barboza
LLOYB
HE
JBBEMEX
NORDDEUTSCHER
LLOY
d
Carreira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Agres
Esta
bem
acreditada
companhia (que
ha
annos
tem
feito
serviço com
Nova-York)
inaugurará
a
sua
nova
carreira
mensal
com
os
paquetes acima
mencionados
sahindo
o
—
«Hohenzolern
—
,
de
força
de
400
cavallos,
de
Bretnen
em
1
de
março,
devendo
che
gar
a
Lisboa
(depois
de
locar
em
Antuérpia)
em
12
de
março,
seguindo
para
os por
tos acima.
Teem
estes
vapores
os mais
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas accommoda-
ções
para
os
passageiros
de todas
as classes.
Estão
já
contraclados
cosiuheiros
e
criados
porluguezes para
estes
paquetes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gra-
tuitameote
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são fornecidos
todos
os
medicamentos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-.se
dos
agentes
Rawes
«fe
C.a,
rua
de
S. Francisco
n.°
4,
2°
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
lhesouraria
do
Banco
Mercantil,
das
9
horas
da manhã
ás
3
da
tarde,
e
antes
e
depois
d
’
essa hora,
no
largo de
S.
Miguel O
Anjo n.°
20.
(6»)
ÉDITOS
DE
30
DIAS
Pelo
Juizo
de
Direito e cartorio
do
es
crivão
Freitas,
da
cidade
e
comarca
de Bra
ga,
correm
éditos
de
trinta
dias,
a
contar
de
13
do
corrente
mez
de
março,
pelos
quaes
são
requeridas
e
chamadas
todas
e
quaesquer
pessoas
incertas,
que
se
conside
rem
com
algum
direito
e
acção,
a
uma
morada
de
casas,
situada
na
rua
de
S.
Victor
(outr
’
ora
rua
da
Regua)
da
mesma
cidade,
designada
com
os
n.
os
71
A
71
C;
pelo
annunciante
arrematada
em
exe
cução
da
Irmandade
do
Martyr
S.
Vicen
te,
contra
Bernardino
de
Araújo
Carvalho
Reis
e
mulher,
a
venham
reclamar
so
bre
o
seu
producto
em
deposito,
e
alle-
gar
no
termo
de
duas audiências,
que
lhes
ha
de
ser
assignado,
na
do
dia
27
do proximo
seguinte
mez
d’
abril,
sob
pe
na
de
mais
a
não
poderem
fazer
de
se
julgar
a propriedade
livre,
desonerada,
eex
purgada
de
qualquer
hypolheca
ou
onus,
que
ella
se
achem
registrados, cujos
éditos
e
citações
são
requeridas
pelo
arrematante.
(3039)
Custodio
Antonio
de
Araújo.
Pela
repartição
districtal
das
obras
pu
blicas
de
Braga
:
Faz
saber
que
no dia
31
do
corrente
mez
de
março
pelas
11 horas
da manhã
terá
logar no
Governo
Civil
d
’este díslric-
to
a
arrematação
por
meio
de
propostas
em
carta fechada,
das
obras
para
a
cons
trucção
de
dous
pontões
no
1
.°
lanço
da
estrada districtal
n.°
10.
de
Paços
de
Fer
reira
por Louzada
e
Felgueiras,
a
Fafe,
comprehendido
entre
esta
povoação
e
S
Marlinho
de
Silvares.
Os
referidos
pontões
serão
construídos
sobre
o
Ranha
e
ribeiro
das
losuas
e
lerão
respectivamente
nove
e
quatro
metros
de
abertura.
A
base de licitação
é
a
quantia
de
rs.
3:525^000,
As
condições
para
a
arrematação
e
exe
cução das
obras,
assim
como
os
projeclos,
cadernos
de
medição e
avaliação
uas mes
mas
obras
acham-se
patentes
na
Repartição
districtal
de
obras
publicas
para
quem
as
quizer
examinar,
todos
os
dias
não
impe
didos,
desde
as
nove
horas
da
manhã
até
ás
Ires
da
tarde.
Repartição
districtal
de
obras
publicas
de Braga,
10
de
março
de
1876.
engenheiro
Antonio
Plácido
de Vasconcellos
Peixoto.
(3032)
Joaquim
José
de
Barros,
largo
dos
Pe
nedos n.°
23,
faz publico
que
além
dos
carros
que tinha
tem
mais
um
bonito
ca
leche
novo
e
de
bom
gosto,
que
alluga
ga
por
preços
commodos,
e
bom gado.
(3011)
CAIXEIRO
Precisa-se
d’um caixeiro
com pra
tica
de
drogaria. Quem pretender
dirija-se
a esta redacção, em carta
fechada.
f3027)
Ofítcina de
carruagens
Largo
«le S. Francisco
Antonio
Ferreira,
com
oíficina
de
car
ruagens
na
Companhia
Viação
do
Minho,
faz
publico
que
tendo
coniractado
com a
mesma
Companhia,
trabalhar
por
sua
conta
na
mesma
oíficina,
alli se
encarrega
de
qualquer
obra,
tanto
nova
como
de
con
certos,
por
preços
muito rasoaveis.
Espera
que
o publico
se utilise
dos
trabalhos
de
sua
arte,
pois
que
já
tem
da
do
provas,
não
só
da
baraleza,
mas
lam
bem
da prefeição
e segurança
d
esse
tra
balho,
pelo qual
se
responsabilisa. (3029)
O
professor
em
artes,
lettras
e
«ciên
cias,
membros
do
clero
e
magistrados,
to
do
o
medico,
cirurgião, dentista
e
artista,
que desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se
a
Medicus,
rua do
Rei, 46, em
Jersey
(Inglaterra).
(2992;
Venda de
acções da Companhia
Geral
da Agricultura das Vi
nhas
do Alto
Douro.
No
di>
17
do corrente ao
meio dia,
na
Caixa
Filial
do
Banco
do
Minho,
na
rua
das
Flores,
tem
de
arrematar-se
on
ze
acções
da Companhia Geral
da
Agri
cultura
das
Vinhas do
Alto
Douro,
per
tencentes
ao
casal
em
liquidação
do
falle-
cido
Manoel
de Magalhães d’
Araujo
Pimen-
tel;
isto
por
deliberação
da
commissão
li-
quidalaria
do
mesmo
casal.
Braga
9
de
março
de
1876.
Henrique
Freire
d'Andrade
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
João
Evangelista
de Sousa
Turres
e
Almeida.
(3028)
Vende-se
uma morada
de
casas
si-
'E^luada
na
rua
da
Ponte,
com
o
n.°
Vè-se
das
3
ás
4
da
tarde.
Quem
a
pertender
falle com
Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
Tabacaria
portuense
Hui»
du Carvalhal
n.os 35 e 35
A
BRAGA
Abriu-se
hontem, 6 do
corrente,
este
grande
deposito
de
tabacos
de todas as
fa
bricas
do
Porlo
e
Lisboa,
taes
como
Xa-
bregas.
Lealdade,
Santa
Apolonia,
Nacio
nal,
Portuense,
Manilha
e Fidelidade.
Grandes
descontos
aos
snrs.
estanqueiros
Os
snrs.
consumidores
particulares
te
rão
n
’este estabelecimento
rapé
e
todos
os
mais
tabacos
por
preços
que
não
encon
tram
em
outra
parte.
(3018)
CHAPELARIA
ALMEIDA
26
—
Bua
do
Souto
—
26
(Junto
á
rua
de
Jano)
Recebeu
em
gostos
modernos
um
bom
sortido
de
chapeos
de
seda
e
de
feltro,
p
ira
homem,
menino
e
senhora.
Bonels
em
vá
rios
gostos,
para
homem
e
meninos,
que
tudo
vende
mais
barato que
em
qualquer
outro estabeiicimcnto
»
Fabrica,
concerta
e
põe na
moda
com
perfeição,
qualquer chapeo
que
esteja
nas
circumslancias.
(2945)
SEM
COMPETIDOR
EM
PREÇOS
CIIAPELABIA
BJlAC.lSlKXSi:
auheida
maia
44—Hua «Io
Souto
(meio
da
rua)—
44
Este
estabelecimento
acaba
de
receber
um variadíssimo
sortimento
de
chapeos
de
seda e
de
feltro
ou
caslor,
para
homem
e
menino
;
bonets
para
ditos,
de
seda, casi
mira
e
montagoac.
Também
fabrica,
concer
ta
e
põe
á
moda
todo o
chapeo
que
disso
seja
susceptivel.
O
annunciante
convida
o
respeitável
pu
blico
a
certificar-se
do
que
avança.
(2996)
VINHO
Vende-se
o
vinho
da
adega
da
quinta
de
Real
em
S.
Jeronimo. Quem
o
preten
der
pódedirigir-se
á
mesma
quinta.
(3034)
LITHOGRAPHIA
9
—Hui*
«lo Campo — 9
M.
J. F.
d
’
01iveira,
satisfaz
com promp
tidão
e
nitidez
lodo
e
qualquer
trabalho
pertencente
á
sua
oíficina: estampas
em
gra
vura
e
a
creion,
chromo-lithographia
map-
pãs,
etc.
(2978)
JÁ
CHEGOU
A
polvora
do
estanco,
rua
da
Boa-Vis-
ta,
n.°
152.
(2982)
PIANO
Vende-se
um
proprio
para
ensino por
13$500
rs.
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
0-
6.
(2995)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
187G.
Parte de Comércio do Minho (O)
