comerciominho_15061876_505.xml
- conteúdo
-
i:
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCiAL
RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO
505
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
annol$600
rs.~=Semestre
850
rs.=Protsn-
cias,
anno
2&4Ó0 rs
e
sendo
duas
iâOOO
rs.
—
Semestre
1&25O
rs
.=/irasií,
anno
3&600
rs.
—
Semestre 1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Ánnuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os assignantes S0 “
'
0
d
’
abatimento.
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.
’
3
E, para
onde
deve
ger
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
= As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
,
as correspondên
cias
de interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
bmagi
-
QVIXTA-VEIRA 15
JUNHO
3BK&W»
A primeira
Communhão dos
meninos.
Londres, G de Junho de fiSfG.
(A’
redacção
do
«.Commercio
do
Minho*]
A
caria
seguinte
ao
Apostolo,
que,
por
outras occopações,
me
descuidei de
man
dar
antes
ao
Commercio
do
Minho,
creio
não
deixará
de
ler-se
ainda
com
algum
interesse,
pelas
verdades
que contem,
e
pela
demonstração
dos
grandes
serviços
que
Portugal
deve
ao liberanguismo,
e
aos
li-
berangas,
que
foram
a
causa
de
empeque-
nital-o,
e
o reduziram
á
sua
actuai
e
ri
dícula
insignificância.
Lourdes,
applicando
na
bossa
algumas
goltas
da agoa
prodigiosa
da
gruta,
que
para
logo
fez
acalmar
as
espantosas
con
vulsões que
ha
mais
de
48
horas
soflria,
e
o
eufermo
sentiu tão
rapidas
e miracu
losas melhoras,
que
esperava
poder
ir
já
para o campo.
E
’
cem
immenso
contentamento que
nos
apressamos
a
dar
esta
bem-vinda
no
ticia,
para
satisfação
nossa e
dos nume
rosos
amigos
do
illustre
doente,
aos
quaes
pedimos,
por
especial
recommendação
que
tivemos,
que
agradeçam
á
SS.
Virgem
com
uma
Ave
Maria,
por
sua
inteoçâo.
Fesia d« Heato João i’
ap(sgta
Vlaeliado de Tavora, —
No
dia
30
d
’
abril
celebrou-se
em
Angra
do Heroís
mo
uma
solemne
Cesta
a
este
glorioso
Martyr,
por
occas
ãt>
da
bênção
e
erecção
da
sua
imagem no templo
do
Collegio,
que
pertenceu
á
Companhia
de
Jesus,
e
ao
qual
está
incorporada
a
casa
onde
nas
ceu o
heioico
açoriano.
Aquella
imagem Li offerecida á
V.
Or
dem
de
N.
Senhora
do Monte
do
Carmo
pelo
sabio
e
piedozo
prelado
d
’aquella
dio
cese,
o ex.
:n°
e
rev.
1110
snr.
1).
João
Ma
ria
Pereira
do Amaral
Pimentel,
pelo
qual
tinha
sido
encommendada
ao
habil
ariista
desta
cidade,
o
snr. João
Baplista Braga.
O
glorioso
Martyr
João
Biplista
Ma
chado
de
Tavora,
oriundo
da
cidade
d
’Ac-
gra,
delia
saiu
aos 16
annos,
e
passan
do
ao
cootin-
nte,
novicíou
no
celebre
col
legio,
que
a
Companhia
de
Jesus
tinha
eia
Coimbra.
Não
tardou
muito,
que
ardeudo-
Ihe
‘
...
nar
dia,
em
do
clos
de
tal
systema,
e
cada
dia
mais
e
mais
se
manifestrm
suas
consequências,
seus
resultados
funestos.
0
’
Connell
e
os
Catholicos,
que
desde
1830
até
1840,
etc.,
tanto
ajudaram
a
plantar
em
Portugal
e
na Hispanha
estes
pérfidos
systemas,
muito
hoje
teriam
que
lamentar
a
sua cegueira
se
vissem
como
prepararam os
caminho?
para
a
perseguição
actuai da
Egreja
Ca
lholica.
Em
quanto
julgaram libertal-a
na
Inglaterra
—
de
travas e
servidões
(que
ti
nham necessariamente
de
cahir,
ou
ter
cahido
hoje,
mesmo
sem
a intervenção de
O
’Connells
ou
Grattans—que
houveram
i
necessariamente
succumbido
á
força
do
i
vapor
e
da eiectricidade no
mar
e
na
ter
ra);
ajudaram poderosamente
a
inocular
nas
nações
calholicas
o
vinis
protestante
do
falso
constitucionalismo
ex
posl
facto.
que não
é
mais
que
a
revolução
com
ou
tro
nome
Os
frutos
da
tal
sementeira,
veêm-se
hoje robustos
e
viçosos na
corrupção,
na
desordem,
no
abatimento,
na
desmoraliza
ção, na
guerra
geral
ao
Calliolicismo,
que
se
observa
por
toda
a
Europa
mas
espe
cialmente
pelo
sarcástico
e
acintoso
pro
cedimento
dos
dois alliados—Protestantis
mo
e
Maçonaria
—na
Catholico.
«Lá
onde estiver o
se
ajuntarão»
—
tal
é o
la
em
Roma
de
toda
as
aves
de
rapina do
Maçonaria
Correm
sofagas
e
viganlivas
de
|
todos
os
cantos
da
terra,
a
ce*ar-se no
que
reputam
cadaver
morto
já,
ou
mori
bundo—
sana
a
imagem
do
jumento
aos
couçes,
tio
leão
prostrado
pela
doença ou
pela
idade.
Veja-se
como
o
que
acabo
de|
enunciar
quadra
perfeilameote
aos
factos
1
seguintes,
cujo
resumo
copio
do
excellen
te semanário Catholico
o
Weekly
Registar
do
l.°
deste
mez; e
escreve:
—
«O
governo
Revolucionário
do
Rei Vi-
,
ctqr
Manoel,
de
ter ter
posto
vigorosamen
te
mãos
á
obra
de
espoliação da
Igreja
Calholica
em
toda
opportunidade,
tem
fei
to
quanto
pode
para
habilitar
a
Igreja
Protestante
a
estabelecer-se
conspicoa
e
seguramente
na
cidade
dos
Papas.
Em
sab-
bailo
ultimo
(23
de
Março)
a
igreja
Pro
testante
de
S.
Paulo foi
consagiada
pelo
Dr.
Litilejobo,
Bispo
de
Long-Island
(nos
_____ __ ____
,
i
_.
Estados
Unidos)
assistido
pelos
Bispos
(Io-
deixando
elles
de ser
bons
chrislãos.
Dounando Connor,
e
pelo
de
Nebraikka,
pelo Reverendo
Dr.
Hevin,
Capelão
da
Congregrção
Amerina;
pelo
Revd.
0
Mr.
pelo
Revd.
0
Lord
Plunket
”
e
considerá
vel
numero de clero
menor
(Protestante).
«Estes
Bispos
Protestantes
e
clero
fo
, ^dividUo,
|
ram em
procis.-âo pela
Fia
Nazionale,
sen-
’
do
encontrados
á porta
da
egreja
pelos
mordomos
e
mesa.ios (churchwardens and
veslymen).
E’
especialmente
digno de
no-
lar,
gar
que
«esta
egreja
se
havia
de
esforçar
pela
paz
com
todos os
homens
e
pela
verda-
__
....
.
ideira
unidade
do
Corpo
de Chrislo.
A
e
hoje
começa
a
de
S.
Joào
Baptista,
na
unidade
da
Egreja Calholica
era,
insistiu
egreja
de
S
João.
elle
o
<iue
especialmente
se
buscava!»
Santo Antonio.—
Como
nos annos
R.
SARAIVA.
Londres, S de
Abril de 1996.
(A
’
redacção
do «
Apostolo*.)
I.
—
À
revolução
pérfida e
maçónica
que, havendo
tomado a
Proteo
por
mo
delo, tem
atormentado
o mundo
desde
a
chamada
Reformação
Protestante,
mas
prin
cipalmente
no século
ultimo
e
no
actuai,
vestindo já
esta
já
estoutra
forma (todas
pérfidas,
mas
todas
dirigidas
ao
mesmo
fim—abater
o
Calliolicismo);
encontra-se
agora
desafogada
e
senhora
do
campo;
de
sorte
que
já
não
crê
precisar
muito
disfarce,
e
ás claras
vae
cantando,
cada
dia
mais
agora,
e ostentando
seus trium-
phos.
Os
signaes
d
’
isso
descobrem-se
por
to
da
a
parte,
mas
em
nenhuma tanto
como
na
Cidade
Eterna,
acintemenle
atacada
e
oecopada.
por
isso
mesmo
que
em
tal
occnpação se
fazia
consistir
o
maior
trium-
pho dos dois
alliados (protestantismo
e
maçonismo).
Repare-se
em todas as revoluções,
prin
cipalmente
depois
da
queda
de Napoleão
I,
e
que
hoje
tem asoberbado
a
Europa
(salvo
por ora a sua
porção
russiana), e
ver-se-ha
constaniemente,
a
sympalhia,
a
animação,
e.
mais ou menos
disfarçado,
o
auxilio
da
Inglaterra,
a
promovel-as,
ani
mal-as,-
e
ajudal-as.
Escapou
o
segredo
em
1833
á
circura-
specção
e
disfarce
ordinário
com que
os
principaes
motores das
revoluções
(euro-
peas
e
americanas
latinas)
costumavam
conduzir
eoccultar
seus
fios
e
manobras.. ,
Peíerborough,
de
Gibraltar,
Nesse
anno,
appareceu no
Morntng^J^
r
„nn„
a
H(i
Nflhrazkka
.
Herald
—
o
orgao
que
era,
na
imprensa
diaria,
o
mais
zeloso,
e anti-calholico
—
um
longo
e
explicito
documento,
epigra-1
-;
-o
i,>„in.,
Q
.
t>bado
com
o
lilulo
—
Circular
IV."
Alliança
Protestante,
—
onde
se
manifestava
I
sem
disfarce
ou
ceremonia
o
objecto que
a
Inglaterra
linha
em
vista
nas revoluções
em
que
bavia já
perturbado, ..........
.
anarchisado
uma
parte
da Europa, e
se
promettia
fazer
o
mesmo ao
resto.
Mostrava-se que as
revoluções
polili-
a
mania
das
falsas
constituições, á
(que
os
inglezes mesmos
sabem
Capital
do
Mundo
cadaver os
abutres
incentivo
que
ajuo-
a
parte
do
mundo
Protestantimo
e
da
Urn dos
aclos
mais
edificantes
e
poé
ticos
é
sem
duvida a
primeira
commu
nhão
dos
meninos.
Quem deixará
de
se sentir
vivamente
impressionado
vendo
aquelles
innocentes
trajando
candidas
vestes,
symbolo
da
pu-
resa e
innocencia
de
suas
almas,
acerca
rem-se
do
altar, ás
vezes
banhados
em
lagiimas
e
pedindo
perdão
a
Deus
e
aos
homens
d
’
algumas
falias
quiçá
por
elles
commcttidas
?!
Quem,
que já
não
é
innocente,
deixa
rá
de
dizer
comsigo
mesmo
=
se
estes
pe
dem
perdão
e
se
humilham,
que perdão
e
humilhação
deverei
eu
pedir
e
lul...
Mas
quando
a este
quadro,
já
de
si
sublime,
acrescentarmos
um
venerando
Pre
lado
revestido
(1’habitos
pontiíicaes
cele
brando
o
sacrosanto
sacrifício
da
missa,
prégando
a
estes
meninos e ministrando-
lhes
a
Sagrada
Communhão,
e
ás
veses
no
fervor
da
fé
e
da
caridade
as lagri
mas
do
Prelado
virem
misturar
se
com
as dos
meninos e
dos
circumstantes,
en
tão
a
poesia
e
sublimidade
do quadro
so
be
de
ponto,
e
não
ha
palavras
com
que
se
pinta
!
Vendo-se,
sente-se,
enten
de-se,
e
conhece
se;
mas
não
se
vendo,
não
se
sente,
não
se
entende,
não
se
conhece
por
mais sublimes
que
sejam as
palavras
com
que
se
pertenda
bosquejar
o
quadro
!
!
.
Eis
a
scena
que
no domingo,
dia
11,
Ileve
logar
no
egreja
do
Populo
desta
|
cidade.
S.
Ex.
a
Rev.ma
o
Ex.
mo
Snr.
Arce
bispo,
foi
eloquentíssimo
na
pratica
que
fez
aos
meninos,
já
lembrando
lhes
a
fe
licidade
que
iam
ler,
já
a
ventura
dos
paes
que
os
olhavam sem
poderem
d
e<-
les
desprender
seus
olhos,
já
as
promes
sas
solem nes
que
haviam
feito
no baptis-
mo
e
que
era
justo
agora renovassem,
ja
apontando
lhes
para
o
ceu,
d
’
onde
Deus,
Maria
SS
,
os
Santos
e
Anjos
os
olhavam,
aguardando
o
dia
em
que
todos
ahi
se
juntariam,
já
fazendo-lhes ver
o
mal
que
era
se
elles
mais
tarde
frustrassem
os seus
desejos
e
esperanças,
os
esforços
da
be-
netuerila
Associação
Calholica,
os
desejos
e
votos
de
seus
pies,
e
os desígnios
de
I
Deus
e
dos
Santos
que
faziam
sua
côrle,
Depois
da
Communhão
S.
Ex.
a
minis
trou
o
Santo
Sacramento
da
Confirmação
a
estes
meninos,
e
no
fim
lhes
deu
uma
medalhasinha
como
lembrança
de tão
faus
to
dia.
cas,
ingleza (que os
inglezes mesmos
sabem
I
melhor
que ninguém
só convir
ao
seu
paiz,
e
em
proveito d’
elle
perturbar
os
outros),
tinham
sido
promovidas
e
ajuda
das
para o fim
principal
de
abrir
caminho
ao
Protestantismo Anglicano;
por
onde
estas
Ilhas teem a
pertenção
de
dominar
o
mundo,
moral
e
espiritualmeute
lam
bem,
como
financeira
e.
commercialmente
já
o
dominam.
A
maçonaria,
alliada
do
Anglicanismo,
e
sua
criada,
ia
ajudando,
e
preparando,
por baixo
de
mão,
os
caminhos
e
os
es
píritos
para
esse
iriumpho
Anglicano; e
por
toda
a
parte
não
era
mais
que
um
auxiliar,
por
meio
do qual
se
ia destruin
do
surdamente
cada
vez
mais
a
crença
ca
lholica,
e os
princípios
e
doutrinas
com
ella connectos.
No
que
hoje
vemos
por essa
Europa
—
e
também
na
America
Porlugueza
e
Hispanhola—
apparecem
claramente
os
fru-
que
o
Bispo
de
Long
Island,
ao
pré-
o
sermão
n’esta
occasião, declarou.
no
coiação
o
vivo
desejo
de
missio-
obteve
permissão
para
passar
â
In-
onde
estudou
philosophia,
até
que
1609
passou
ao Japão,
e
ahi
exerceu-
lão
anlielado
missiooarado
por
e-paço
de
8
annos,
deu
a
vida
no campo
do
mar-
lyrio,
porem
eoire
os
maiores
jubdos
que
uma
alma
pura
e
sancta
póde
experimen
tar,
vendo
completar-se
todas
as suas mais
intimas
aspirações.
Sobre as
festas
escrevem
ao
excellente
jwíial
«A
Civilisação»,
de
Poma
Delgada:
—
Pelas
5
ho-as uo
dia
29
d
’
abril
achava-se
ja
o
vasto
e
magesioso
templo
do
Collegio lilteralmenle
cheio
de
fieis,
que
pressurosos vinham
render
seus
fer
vorosos
cultos
ao
heroico
açoriano.
Não
tardou
muito que S.
Exc.
a
Rev.
ma
procedesse
á bênção
da
imagem,
que se
I
achava
n
’
uma
capella
lateral,
e
logo
ben
ta
que
foi
uma
salva
de
morteiros
e
um
alegre
repique
de
sinos, ein
todas
as
tor
res
da
cidade,
auiiunciarain
qoe
se
acha
va
exposta a
veneranda
imagem
ao
culto
publico.
Em
seguida
caniaram-se
vesperas
sulemnes
em
que
ciliciou
8.
Exc.
a
Rev.ma
sendo
a
musica desempenhada
pela
capel-
jia
da
calhedral.
acompanhada
a gtande
instrumental.
Acabadas
que
foram
ellas,
foi
hdo um
aucto,
em
que
o
Exc.mo
Pre
lado
se declarava
proteclor
nato,
bem
co
mo
a
seus
successores,
da
nascente
con
fraria,
que
se ia
erigir
em
nome
do
glo
rioso
Beato,
assim como
o
tomava
por
padroeiio d
’
esta
cidade
e
da
restante
dio
cese,
confiando-lhe
o
seu
báculo pasto
ral.
A’
uoute
illuminou-se a
fachada
do
________
____
____
,
magesioso
templo,
algumas
outras
egrejas,
ante
’
ed"n7es^fói"mu'hò
festejado n
’esia ci- e
as
residências
de vários
angrenses,
to-
dade
o
nosso popular
Sinto
Antonio.___
cando
durante
a
noute
a
Harmónica
ler-
Na
capella das
Beatas
houve
uma bo-
ceirense,
que
com
suas
escolhidas
peças
oita
illuminação
e
arruado,
assim
como
de musica
realçou
este
emhusiastico rego-
em
muitas
casas
particulares
fj».
Heliior»»».
—
O
revd.
0 padre Carlos
|
Rompeu
a aurora
do
anhelado
domm-
Braga,
12 dè junho
de 1876.
p.e
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
GAZETILHA
Kovenas.-
Começou
hontem
a
nove
na
do
SS.
Coração
de
Jesus
no
Collegio,
elle,
o
que
especialmente
se
buscava!»
Isto'
é
sem questão chamar
ao
prelo
bran
co,
á discórdia
harmonia,
á
diversidade
identidade.
«Cousa
é
summamente
estranha
o
ver
se
como
um
rei
que se
diz catholico
as
sim
habilita, sob
a
P
r“l
®cç
^.
AfundarIJoãoMRàde"nak
’r,
um
dos
nossos
mais
sa-lgo,
30
"por
entre
o
festival
repicar das
novos
’
cenim
í«a
disseminar
as
doutn-
bios ecclesiasticos,
esteve
desde o dia
28
torres,
e
o
amiudado
estourar
de
innu-
novos centros
para
u
d
’
a
bril, em
Roma,
onde
se
acha, meros
fogueies,
que
por essa occasiao,
bd
oa
ôe
de
.
dias
dS
„.s pa^uáo.
d.
«.áe,
esperando
,
subira,
a»
ar
le.a.d.
I.oge
a
aie-
cnrisiaiiudue cdiuunua
. ..... I »_ - ...........
a.
aaiwp
.
lorp
nnticia de lao lob oso dia.
primeiro
até
os
do
o
o
ultimo (até
hoje)
de
__
paroxismos
da
morte.
cada
instante
as
horríveis
e
falaes
conse-
237
Papas,
desde
dos Apostolos
até
Pescador».
[Continua]
gre
noticia
de
tão
jubiloso
dia.
Pouco
antes
das
11 boras
deu-se
co-
_____________
r
‘
‘
",
Exc.
’na
vida,
quando
um"
dos
seusr
predilectos I
Rev.
,na
celebrou
de
pontifical,
e
a
cujo
amigos assistente
se
lembrou
de
o
encom-|I
UIlllAJU
C*
IV
liojvy
x» ~
—
—
—
-
-------
e
governo
do
Príncipe
quencias d’uin
volvulo.
Estava
já
desam-
do
Successor
236
do
parado
da.
medicina
e sem
esperanças
de
meço>
á
missa
so
emne,
que
S.
V4v
r
__ _____
I
D..V
»'ld
núl
a
hrnil
d»* nnnfltlPnl
a
A. R.
SARAIVA.
________
—
__
Evangelho
o
mesmo
Sr.,
descendo
á
gráde
rnendar
T
ptotècçãõ
da
SS.
Viigem
de
Ido
cruzeiro,
ahi
fez
uma
piedosa
homilia,
acceitar
a
Mitra,
ao
que
se
oppunham
a
sua
muita
humildade
e
modéstia,
e
que
sómente cedera ás instancias do
seu
vir
tuoso
Bispo,
que
não
duvidou
em
bem
da Egreja
privar-se
do
concurso
d
’
este
seu
zeloso
e
intelligente
cooperador.
Pa
rabéns á
Egreja
Madeirense.
<»s
Sofias. —
Esta
classe
dos soflas
cemprehende
uns
vinte
mil
indivíduos
em
Constantinopla,
oitenta
mil
em
todo
o im
pério;
tem suas analogias
com
a
casta
dos
letrados
na
China.
Entre
os
soflas
e
lec-
tivamente encontram-se
os imans
(prega
dores).
os
mollahs
(padres),
os
ulemas,
os
cadi
(juizes),
os
mufti
(jurisconsultos,
advogados
e
tabaleães).
O
papel
representado
pelos
soflas
na
revolta,
que
deu
como
consequência
a
deposição
do
sultãu
da
Turquia,
chama
a
attenção
para
esta
classe.
Diz
ura
jornal
ioglez
que
a
palavra
sofla
vem
do
persa
suiheleh,
que
quer
dizer
queimado
ou
des
truído
pelo
fogo.
Soppõe
se
que
os soflas
estão
devedorados
por
uma
sède
ardente
de
conhecimentos,
o
que
não
é
lá
muito
verdade.
Esta
classe
tomou
sempre
parte
activa
nas
insurreições,
e
sempre
n
’
um
sentido
anti-cbristào
e
aoli-europeu.
E
que tal
!—
Diz
um
periódico
que
em Hespanha fôra
roubada
a
caixa
mili
tar
no
ministério da
guerra
sem
saber
por
quem;
que a
succursal
do
Banco de
Hes
panha
em
Barcelona
também
fôra
rouba
da
sem
se
saber
por
quem;
que
a
caixa
que
o
secretario
do
Banco
de Hespanha
conduzida
pelo
caminho
d<*
ferro
com
fun
dos para
a
succursal de
Barcelona
para
substituir
o
deíicn.
roubado,
também
fôra
roubada
no
comboyo
sem
se
saber
por
quem
!
Pobre
Hespanha
!
Os
ladrões
por
um
lado,
os
caloteiros
do
governo
por
outro
e
os
gafanhotos
por
outra
parte
dão
ca
bo
de ti. Bem se
diz
que
em
Hespanha,
desde
que a
revolução
liberal
alli
impe
ra
o mais
que ha são
gafanhotos
saltea
dores.
Estamos
a
vêr
quando chega a
no
ticia,
de
que elles
fugiram
com
D.
Af-
funso,
sua querida
irmã
e
queridíssima
avó. O
que a
Hespanha
sentirá
mus
é
o
roubo
das
caixas.
Em
Barcelona
foram
presos
dois
directores
da succursal,
mas
dizem
que estão
innoceutes. Poderá
!
A
estreia da «Companhia
Eit-
teraria».
—
Não
podia
ser
mais
esplen
dida
a
estreia
da
Companhia
Lideraria,
ha
pouco
organisada
na cidade
do
Porto.
Temos
sobre
a
meza
a primeira
ca
derneta
da
magnifica
producção
de
Miguel
de
Cervantes
Saavedra,
O
engenhoso
fidal
go
D. Quixole
de
la Mancha,
que
a Com
panhia
Lideraria
acertadissimamente
es-
escolheu
para
inaugurar
os
inestimáveis
serviços
que
d
’ella
couíLdamenle espera
a
nossa
litteratura.
Todos
sabem
que
Miguel
de
Cervantes
é
um dos
mais
brilhantes
génios,
de
que
ustatnenle se
ufana
a
Hispanha,
e
a
fama
universal
que
lhe
grangeou
o
seu
admirá
vel
D.
Quixote.
A Companhia
Lilteraria
—
cujo
fim
é
publicar as
melhores
pro-
ducções
nacionaea
e
estrangeiras
—
dando-
Ibe
a
preferencia,
cumpriu
garbosamente
um
dever
de
cortesia
para
com
a
nação
visinha,
e
enriqueceu
a
nossa litteratura
com
a
mais
brilhante
repreducção d
’
uma
das
obras
mais
notáveis
da
Península.
A
traducção do
D
Quixole
estava
commettida ao
chorado
poeta
visconde
de
Castilho,
que
d
’
ella
só
poude
completar
os
primeiros
capítulos.
Os
restantes
estão
confiados
aos grandes recursos
litterarios
do
sor.
visconde
de
Azevedo,
um dos
nossos
homens
de
lettras
mais
eruditos.
A
parte
material
da
edicção
de
que
nos
occupamosé
d
’uma
nitidez
e
luxo
inex-
cediveis,
dignas
do
mérito
intrínseco
da
famigerada
fantasia
do
grande escriptor
hispanhol,
e
do
brilhaultsmo
da
versão
porlugueza.
A caderneta
que
lemos
presente
é
acompanhada
de
duas
primorosas
gravuras
de
Pisan, desenhadas
por
Doré,
de
Paris.
As
ovelliws.—
(Conto
de
Schmid).
—
I.
Guardava
um
paslorinho
o
seu
rebanho
de
ovelhas
nos
montes,
e
sentou-se
um
dia sobre
um
penhasco
á
sombra d
’
um
pi
nheiro.
Dormiu,
e
durante
o
somno,
como
tivesse a
cabeça
inclinada,
esta
se abai
xava
e
levantava
alternalivamente.
O
car
neiro
que
perlo
do
sitio
andava
pastando,
entendeu
que
o pastonnho
o
desafiava
por
aquelle
modo
ao
combale
e
o convi
dava
a
dar
marradas.
Tomou
uma
altitu
de
ameaçadora,
recuou
alguns
passos
para
tomar
carreira,
arremeteu
contra
seu
dono
dando-lhe
uma
tremenda
cabeçada.
O
pas
tor
ião rudemente despertado
de
tão
plá
cido
somno
encolerisou-se
a
tal
ponto
que,
arremeçaudo-se
furioso
contra
o
carneiro,
o
lançou ao
precipício
immediato.
As
ove
expondo
a
biografiia
do
ínclito
martyr,
e
acompanhando-a
das
reflexões,
que
tal
oc-
casião
suscitava.
Achavam-se
presentes
os
Exc.
m,s
Governador
civil
e
Camara
Mu
nicipal
e General
da
divizão
militar,
que
com
a
sua
assistência mostrava a impor
tância
do
acto.
Pelas
3
1(2
horas
da
tarde,
achando-
se
presentes
o
Exc.mo
Prelado
com
o
Rev.
mo
Corpo
Capitular, e
com
as
aticto-
ridades
ha
pouco
mencionadas,
subio
ao
púlpito
o
Muito Revd.
0
Conego-honorario,
e Vigário
de
Nossa
Senhora
da
Concei
ção,
Francisco
Rogério
da
Costa,
que
por
mais
uma
vez
não
desmentio
os admirá
veis
dotes
oraturios
que o
revestem,
pois
que
espraiando-se
pela
vida do
illustre
martyr
da
fé,
não
esqoceo
a
associação
de
que
elle
foi
digno
membro, tecendo-
lhe
os
mais
bem
merecidos
encomios,
co
mo
aquella
que
mais serviços
tem
pres
tado
á
religião
e
ás
lettras.
Pelas
6
horas
da
tarde,
já
uma
lon
ga
e
vistosa
procissão
percorria
as
ruas
d
’
Angra,
que
se
achavam
lindamente
eta-
petadas
de
flores
e
verdura,
por entre
os
festivaes repiques
de
sinos,
e o estalar
de
muitas
dezenas
de
foguetes,
que
du
rante
o
seu
longo
transito,
subiram
ao
ar.
Era
impotente
o
espectaculo
que
An
gra
apresentava:
as
janellas
achavam-se
decoradas
de
ricas
e bellas
colchas,
que
pela
sua
variedade
produziam
um
admirá
vel
effeito:
as
ruas
enchiam-nas
multidões
compactas
de
povo, que
de
todos
os
pon
tos da ilha tinham vindo, trazidas
pelo
sentimento
religioso,
que
é
partilha
de
lo
dos os Açorianos,
prestar seus
jubilosos
cultos
a
um
irmão,
que
bem
merecendo
de
Deus
e
da patria,
se
acha
entre
os
esplendores
da
gloria.
A
imagem
do glorioso
martyr
era
le
vada,
em
lindo
e
bem
preparado
andor,
por
quatro
membros
do Rev.m
«
Cabido,
e
por
não
poucos
parochos
da
ilha, que
levavam
lanternas,
e seguida
do
piedoso
Prelado
d
’
esta
diocese,
que de
capa
d’
as-
perges
e
mitadro,
acompanhava
tão
edi
ficante
préstito.
Logo
atráz
seguiam-no
os
Exc.
,nos
Governador
Civil
do
Districto,
Camara
Municipal,
e
General
da
divisão
militar,
fechando
tão
importante
acto
re
ligioso
a
musica
do
batalhão
de
de
caça
dores
n.®
10,
e
a
Harmónica
lerceirense,
que alternadamente
executam
lindas
e
agradaveis
peças
de
musica
e
terminando
o
préstito
uma
força
do
mesmo
batalhão.
A
’
nome
novamenle
se
illuminaram
as
fachadas
d’
algumas
egrejas,
e
as residên
cias
de
diversos
cavalheiros,
dando
assim
um
publico
testemunho
do
grande
jubilo
que
ia
no
coração
de todos os bens ca-
tholicos
angrenses.
Continuaram
na
segunda-feira,
pela
ma
nhã,
as demonstrações
do
publico
regosi-
jo,
que
o alegre
repicar
dos
campanarios
e
o
estalar
dos
foguetes levava
por
toda
a
parte.
Ainda
n
’
este
dia
não
deixou
o
altar
do
benemerito
defensor
da
té
de
ser
visitado
por
inoumeros lieis,
e
até
ás
horas
adiantadas
do
dia não
cessou
de
correr
mysticamente o
Sangue
do
Divino
Cordeiro
sobre
aquella
ara
saneia.
Ainda
<i’
esta
noite
novamente
se
illuminaram
os
frontespicios
d
’
algumas
egrejas,
tocando
no
largo,
que fica
fronteiro
ao
collegio,
a
Har
mónica
popular
angrense,
que assim
se
prestou
á
brilhanlar
este
festejo.
Não podemos terminar
esta
tosca
e
mal
acabada
descripção,
sem
que
dêmos
aqui um publico testemunho
do quanto
reconhecida
deve
ficar
esta
ilha
aos
que
tomaram a
iniciativa
n
’estas
publicas
de
monstrações
ao
inclyto
João
Baptista
Ma
chado
de
Tavora.
Sem
duvida,
cabe
o
primeiro
logar
ao
Exc.
mo
e
Revd.
,no
Bispo
d’
esta
diocese,
que
não
só
mandou vir,
á
sua
custa,
a
imagem
do
illustre
Beato,
mas
ainda
con
correu
com
uma
avultadissima
esmolh
pa
ra
a
realição d'estes cultos;
e também é
digna
dos
maiores
elogios
a
zelosa
meza
da
Venerável
Ordem
do
Carmo
d
’
esla
ci
dade,
que
tomou
a
direcção
d
’
estas
fes
tas,
esmerando-se
para que
tudo
fosse
feito
com
a
maior
pompa e
esplendor.
Honra
pois
a
lodos
aquelies,
qne
com
seus
esforços
e
esmolas
fizeram com
que se
podesse
levar
a
effeito
uma
tão
pomposa
demonstração
á
memória d’um
terceiren-
se,
a
quem
a
patria
e
religião
sempre
se
confessarão agradecidos.
O
Hi»r
Bispo eleito <lo Funeal.
—(B.
P.J
Diz-se
que
íora
no
meado
Bis
po
do
Funchal o
exc.
mo
e
rev.
rao
snr.
Mi
guel
Agostinho
Barreto,
Prelado
domesti
co
de
Sua
Sanctidade.
Conego do
cabido
da
Sé
de
Lamego,
e
Vigário
Geral
da dio
cese,
ao
qual
se fazem
os
maiores
elogios
pelas
suas
muitas
virtudes e grrnde
saber.
Parece
que
custou
muito
a
decidil-o
a
lhas
que
isto viram,
toma
que
toma, umas
atraz
das
outras,
todas
se
atiraram
ao
precipício
seguindo
o
carneiro
e
lá pe
receram
miseravelmente.
II.
O
trágico
fim
do
desgraçado
reba
nho
tornou-se logo
objecto
de
todas as
terras
visinhas.
Um
velho
bastante
sensato
e honrado
fez
d’
esta
historia
mui
feliz
e
boa
applicação
Seus
filhos e
filhas
queriam
ir á ci
dade,
um
dia
de
feira
para
divertir-se,
e
principalmente
para
bailar;
mas o
pae
lhes
disse:
—
Is
o
não
é
conveniente; dão-se
ás
vezes
n
’
essas
reuniões
cousas
que
não
estão
bem
a
pessoas
honestas.
Criei-vos
na
innocencia
e
na virtude
e facilmente
podereis
perder
ambas
em
taes
ajunta
mentos.
—Mas,
disseram
os
filhos,
muitas
pes
soas
não
receiam
concorrer
a
elles.
—Sim,
respondeu
o
pae,
porém
mui
tos
alli
teem
deixado
o
seu socego,
a
sua
saude,
reputação
e
virtude.
Quereis imi-
lal-os?
Acautelae-vos
de
fazer
como
sa
beis
que
fizeram
as
ovelhas:
se uma
salta
para
um lado ainda
que
seja um
abysmo,
as
outras
a
seguem;
e
por
esta
razão
os
animaes
são
tratados
de
imbecis.
Ora
o
homem
que
corre
ao
perigo
porque
ou
tros
n’
elle
cairam,
não
é
nem mais
pru
dente
nem
mais judicioso que
os
anunaes;
carece absolutamenle
de
sensatez;
não
pas
sa
de ser
um animal
estúpido.
Observa
e
considera
e
depois obra.
—
(Exlr.)
Audieneia
de S.
Sanctidade. —
N’um
dos últimos
dias
S.
Sanctidade
deu
audiência ás
meninas da
numerosa
escola
estabelecida
em
Santa Maria
do
Povo, de
pendente da
Esmolaria
pontifical
e
confia
da
aos cuidados
das religiosas
do
Pre
cioso-Sangue.
No
pequeno
discurso
que
lhe
dirigiu,
o
Papa
recoinmendou-lhes sobretudo
a
mo
déstia
e
a
prudente
reserva
que
convém
á
sua
edade.
Recordou
o
exemplo
d
’aquel-
la
menina
que,
á sahida
do apostolo S.
Pedro da prisão,
sabendo
que
o
apostolo
viera
bater
á
sua
porta
e
lhe
pedia
pa
ra
se
refugiar
em
sua
casa,
se
alegrou
com
o
felicitar
em
seu
livramento,
mas
sem
o
introduzir
logo
em
sua casa,
cuja
porta
só lhe abriu
depois
de
ter
adver
tido as
outras
mulheres
christãs
que
mo
ravam
com
ella.
Aca<lemit»
pontifical ilas Area-
«les.—
A
Academia
pontifical
das
Árcades
acaba
de entregar
um
diploma
d
’
aggrega-
ção
a
M.
o
abbade Maximiano
Nicol, pro
fessor
do
seminário
de
Sanl
’
Anna
d
’
Auray,
no Marbihau.
Ha
algum tempo, M.
o
ab
bade Nicol
offereceu
a
Sua
Sanctidade
um
volume
de
poesias
que
foram
coroadas
nas
academias
dos
jogos
floraes
que
teem
logar
em
Bretanha.
O
volume contém uma
bonita
tragédia:
0 Druida
do
Bocenno,
notável
sobretudo
pela
energia dos
cara
cteres
e pelo
interesse
d’
acção.
A tragédia
é
precedida
e
seguida
de
peças
diversas,
entre
as
quaes
se
nota
uma poesia a
Pio
IX
que
o
auclor
mostra
«ficando só
de
pé,
quando
tudo
está
curvado.
»
O
pre
lado
que se
quiz
encarregar de apresen
tar
este
volume
ao
Santo
Padre
acaba
de
dirigir
a
M.
o
abbade
Nicol
uma
carta
das
mais
lisonjeadoras
onde
lhe
exprime
a
grande
satisfação
de
Sua
Sanctidade
e
he
transmiite
uma bênção
especial
pela
qual
o
Papa o
anima
a
proseguir
os
ge
nerosos
esforços
que
tendem
para
enobre
cer
as lettras e
para
elevar
as
almas
para
o
Auclor
de
toda
a
belleza.
Hgr.
Btanclii.
—
Mgr.
Bianchi,
au
ditor
da
nunciatura
de
Madrid,
acaba
de
chegar
a
Roma
e
foi
recebido
no
dia
21
jelo
proprio
Santo
Padre
e
pelo
cardeal
Anlonelli.
Assegura-se
que
a
sua
vinda
se refere
á
próxima
partida
de Madrid
do
cardeal
Simeoni
e
ás
medidas
a
tomar pa
ra
a
expedição
dos
negocios
da
nunciatu
ra
apostólica
durante
a
ausência
do
car
deal
pro-nuncio.
Até
parece
que
o
cardeal
Simeoni,
ao
qual
a
próxima
votação
da
funesta
lei
ácerca
da
liberdade
dos
cultos
crearia
em Madrid
uma
posição
por
de
masiado
difficil
,
permanecerá
detínitiva-
menle
em Roma,
e
que
a
Santa
Sé
pro
moverá,
se
as
circumstancias
o
pedirem,
a
nomeação
d
’
um
novo
núncio.
No
en
tretanto
um
auditor
de
nunciatura
ficaria
em
Madrid,
com
o titulo
de simples
en
carregado
dos negocios.
Questão
do Oriente.—
Temos
pre
sente
o
resumo
oílicial
da
autopsia
leita
no
cadaver
de
Abdul-Aziz.
Os médicos intimados
por
ordem
do
novo
sultão para
procederem
a
este
exa
me,
declararam
:
que
encontraram um
cor
po
em cima
de
um
colchão
estendido
no
sobrado;
que
este corpo
eslava
coberlo
com
roupa
branca
nova,
e
que,
levantan
do
a
qual
reconheceram
o
ex-sullão.
To
das
as
parles
do
corpo
estavam
frias
e
exangues,
pallidas
e
cobertas
de
sangue
coagulado;
não
havia
rigidez
cadavérica;
tinha
as
palpebras
meio
cerradas,
os
olhos
levemente
opacos,
a
bôcca
entreaberta.
Os
braços
e
as
pernas
estavam
envolvidas
em
roupa
ensanguentada.
Verificaram
um
pou
co
abaixo
da
curva
do
braço
esquerdo
uma
solução
de
continuidade na
extensão
de
5
centímetros
de profundidade; os
bordos
d’
esle
ferimento
eram
irregulares,
sendo
a
sua direcção
de
cima
para
baixo
e
de
dentro
para
fóra.
As
aveias
d
’
esta
região
estavam
cortadas,
e
a
artéria
cubital,
qua-
si
no
ponto
da
sua
emergencia,
aberta
até
tres
quartos
do
seu calibre.
Na
cur
va do
braço
direito
verificaram
um
feri
mento
ligeiramente
obliquo
e
também
ir
regular
de
2
centímetros
de
extensão
e
1
1(2
de profundidade. D’
este
lado en
contraram
unicamente lesão
nas
veias
de
pequeno
calibre,
porque
as
artérias
esta
vam
intactas.
Aos
médicos
foi
apresen
tada
uma
tesoura
de
dez
centímetros
de
comprimento,
muito
afiada,
ensanguenta
da,
e, segundo disseram
aos
médicos,
fôra
com
o
auxilio
d
’
ella
que
o
ex-sullão fi
zera
os
ferimentos
descriptos.
Do
que
fica
exposto
inferiram
o
se
guinte:
1.°
que a
morte
do
ex-sultão
Abdul-Aziz
fôra
causada
pela
hemorragia
produzida
pela
lesão
dos
vasos
da
curva
do
braço;
2.®
que
o
instrumento
apresen
tado
podia produzir
os
ferimentos;
3.°
que
a
direcção
e
natureza
dos
ferimentos, as
sim
como o
instrumento
apresentado,
fa
zem
suppôr a
existência do suicídio. Es
ta autopsia
é
assignada
por
19
médi
cos.
Diz
uma
carta
de
Constantinopla que
o
ex-sultão estava
muito
afflicto
e
enfu
recido
por
causa
da revolução
na
capital,
que
lhe
tirara
o
poder,
e
amaldiçoára
o
sobrinho
n
’
estas palavras, proferidas em
voz
alta
:
—
Se
eu soubesse
que genero
de
plan
ta
era
este
Mourad,
tel-a-ia
regado
com
ve
neno
!
Depois,
tendo
os
dois
filhos
mais
ve
lhos
junto
de
si,
disse
para
o
primogé
nito
Youssouf-Yzzeddin
:
—
Fiz-le
marechal,
commandanle
em
chefe
da
guarda
imperial, e tu
nada
fi
zeste
para
me
defender.
Ao
segundo
filho,
Djellal-Eddin,
de
15
annos de
edade,
e
que
é
almirante,
disse
:
—
Deixaste
que
a
marinha
se
voltasse
conira
mim!
Estou
desgraçado!
A
mãe
do
ex-sullão,
dizem,
tratava
de
consolal-o,
mas
elle
bem
conhecia
a
ex
tensão
da
desgraça
que
o
ferira.
Parece
que Midha-pachá,
a
alma
da
revolução
de
Constantinopla,
é
homem
de
grande
energia.
CONSTANTINOPLA,
10.
—
A
Rússia,
a
Allemanha
e
a
Áustria
reconheceram,
em termos
ilenticos,
o
novo sultão
Mou
rad
V.
Respondendo
á
pergunta
formula
da
pelo
grã-vizir
relativa
aos
seus
arma
mentos,
a
Servia
affirmou
que
são
paci
ficas
as
suas
intenções,
e
declarou
que
não
intentará
cousa
alguma
contra
a
in
tegridade
da
Turquia.
A
Servia
enviou
a
Constantinopla
uma
cotnmissão
encarrega
da
de
dar
todas
as
explicações afim
de
consolidar
o
accordo
—
(flavas)
—
//). de
NJ
IMPORTANTE.
—
Londres,
9,
á
noite.
—
Disraeli,
respondendo
ao
marquez
de
Harltington,
disse que
o
memorandum
de
Berlim
foi
retirado.
Que
o
memorandum.
tem
certos
pontos
sobre
os
quaes
a
In
glaterra
está
de
accordo
com
as
grandes
potências,
todas
estão
unanimes
em
exer
cer
pressão
alguma
sobre
a
Turquia.
E
accrescentou
que
as representações
feitas
á
Servia pela Rússia,
França
e
Inglaterra,
conseguiram
manter
a
paz.
CONSTANTINOPLA
9,
á
tarde.
—
A
Por
ta
fez
pedir
explicações
ao
principado
da
Servia.
O
pedido, porém,
é
formulado
cor-
tezmente
e
não
tem
fórma
peremptória
de
ullimalum.
—
(Agencia
Havas).
PARIS,
9.
—As
ultimas
noticias
rece
bidas
de
Ems
e
Berlim
affastam
os
receios
de
um
confliclo
entre
as
grandes
potên
cias,
motivado
nas
questões
do
Oriente,
e
fazem
crer
que
se
decidiram
a
adoptar
provisoriamente
política
de
abstenção,
dei
xando
liberdade
de
acção
á
Porta
Oito-
mana.
LO5DRES,
10.
—
O
ministro
Disraeli,
respondeu na
camara
dos
communs
ao
marquez
de
Harlinglon,
declarou
retira
do
o memorandum
de
Berlim
e
que
to
das
as
potências
estão
accordes
em não
exercer
pressão
sobre
a
Turquia.
Disse
também
que
foram
coroadas
pelo
melhor
exito
as
representações
dirigidas
á
Servia
por
parte
da
França,
Rússia
e
Inglaterra
em favor
da
paz.
CONSTANTINOPLA,
9.—
Manifestou-se
divergência
de
opiniões
no
conselho
de
ministros,
porque
uns
apoiam
as
reclama
ções
soltas,
que
exigem do
sultão
uma
constituição política, e
outros
combatem
esta
exigencia.
—(C.
Americana).
A’
enridade publica.—
Imploramos
a
caridade
publica
para
duas
senhoras
que
vivem
na
maior
penúria,
e
pelos
seus
padecimentos
privadas
de
ganhar
os
meios
de
subsistência.
Habitam
na
rua
de
Infias,
n.°
87.
A
’
earidade publiea. —
Na rua
do
Alcaide n.°
22,
acha-se
entrevado
e
impossi
bilitado
depoder
trabalhar
Joaquim
daSilva;
tendo
estado
no
hospital
8
mezes, d’
onde
saiu
por
ser incurável
sua
doença.
Vive na maior
penúria.
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
Havendo-se
propalado
n
’esla
cidade,
não
sei
com
que
malévolas
intenções,
um
boato
que
julgo
offensivo da
minha
hon
ra,
é
do
meu
dever,
como
do
de
todo
o
homem
que
presa
o
seu
nome,
vir des
mentir publica
e solemnemente
esse
ca-
lumnioso
boato.
Conta-se
que
eu,
por
motivos
de
um mal
cabido
despeito,
de
pois de
ler
mandado
fazer,
e
ter
dado
um
resplendor
de
prata
ao
Christo
da
capel
la
da
Ceia, do
Bom
Jesus
do
Monte, o
tornara
a
pedir,
praticando
assim
um
acto
menos
proprio
d
’um
homem
brioso.
E’
isto
o
que
insidiosamente
se
conta
;
mas
a
verdade é
a
seguinte:
—
E
’
facto
que
mandei fazer
um
resplendor
de
prata, que
sempre
destinei ao Senhor
Ecce
Homo,
ve
nerado
na
egreja
dos
Congregados
d
’
esla
cidade, e
nunca
foram
intenções
minhas,
dar-lhe um
destino
difTerenle.
E’
certo,
porém,
que
antes
de
o
entregar, como
entreguei,
á
mesa da
confraria
de
Nossa
Senhora
das
Dores,
emprestei-o,
por
uma
só
vez, para
o
Christo
da
capella
da
Cea—
capella que
eu
então
venerava,
—
as
sim
como
por
essa
mesma
occasião
em
prestara
os
castiçaes
e
a
alampada
de
prata
do
meu
oratorio particular.
Depois
d
’isso
entreguei-o
á
confraria
das
Dôres,
para
o
Senhor
a
quem sempre
o
desti
nara.
Foi
isto
o
que
se
passou
—e
em
tal
fa
cto
supponho
que
nada
ha
seja
indigno
do
caracter
d
’
utn homem de
bem.
Dou
esta
satisfação
ás pessoas
que
me
não
conhecem
particularmente
e que
po
dem
ter
sido
illudidas
em
sua
boa
fé,
e
não aos propagadores
do
calumnioso
boa
to,
que
só
merecem
da minha parle
o
mais
completo
despreso.
Braga,
13
de
junho
de
1876.
Fulgencio
José
da
Cosia
Guimarães.
VLTineS TFXEGKAMMAS »A
AGI
XCIA
HAVAS
MADRID, 10.
—A
«Época»
crê
que
se
rá
monsignor
Marina
que
substituirá
ul-
teriormenle
o
núncio
Simeoni
em
Madrid.
Diz-se
que
os
chefes
carlistas
Perula
e
Mendiri
residem
muiio
tranquillos
na
Bys-
caya,
e
qne
o
conde
de
Belascoain
e
ou
tros
nobres
estão
dispostos
a
reconhecer
Aílonso
XII.
Tem
estado
muito
animada
no
senado
a discussão
da
questão
religio
sa.
Valera
fallou
hoje contra
a
concordata.
O
ministro
dos
estrangeiros
defendeu
a
to
lerância
religiosa,
e
declarou
que
o
artigo
11.°
do
projecto
constitucional
não
anul-
la
a
concordata
de
1831,
pois
no
caso
contrario
não defenderia
esse
artigo.
Ca-
novas recebe ámanhã
uma
commissão
de
delegados
dos
possuidores
de tilulos
da
divida
publica.
PARIZ,
10.
—
Foram
apresentadas
na
camara
dos
deputados
duas
propostas
pa
ra
se
erigir
uma
estatua
a
George
Sand.
Os
orgãos
mais caracteristicos
do
partido
bonapariista
desmentem
a
noticia
do
casa
mento
da viuva de
Napoleão.
DESPACHO
FINANCEIRO.
—
A
s
acções
dos caminhos
de
ferro
portuguezes
fo
ram
hoje
cotadas
a 298,75
e
as
obri
gações
ficaram
a 247,50.
O
hispanhol
interior
foi
cotado
a
12
3|3
e o ex
terior
a
13
1|4.
O
cambio sobre
Lon
dres
ficou
a
25,26
1
12.
MADRID,
12.
—
A
commissão
dos
de
legados
de
credores
de
fundos
hispanhoes
na conferencia
que
tiveram
com
o
pre
sidente
do
conselho
de
ministros,
pediu
a
Canovas
que
o
governo
procure
um
meio de conciliação
com
o
credores
antes
de
começar
o
exercício
de 1876-1877.
Pediu
igualmente
o
augmento
dos
impos
tos e
o
pagamento
dos
coupons
venci
dos,
pois
que
d’
antes
esses
coupons
eram
recebidos
pelo
thesouro
como
pagamento
de
amprestimos. Canovas respondeu
que
a
questão
será
opportunamenle
resolvida
pe
la
maneira
mais
conciliadora
possível.
PARIZ
11.—
Nas
corridas
de cavallos
celebradas
hoje no bosque
de
Bolonha,
ganhou
o
grande
prémio
de
cem
mil fran
cos
o
cavallo
«Risber»,
inglez.
BELGRADO,
11.—
O
despacho
de
Ber
lim
annunciando
o
encerramento
das
esco
las
e
tribunaes
na
Servia
é completamen
te
falso.
NEW-YORK 12-0
ouro
fica
a
112
5|8;
trigo
132;
petrolco
14
1|2;
cambio
sobre
Londres
4,87.
VERSALHES
12
—
A
camara
dos de
putados
regeitou a
proposta
de Laisant
radical,
para que
fosse
de
3
annos
o
ser
viço militar.
CONSTANTINOPLA
12-0
Sultão
con
vidou o
gran-vizir
a
entrega-lhe
por
toda
e4a
semana o
programma
do
governo,
de
clarando-se
desde
já
disposto
a
acceital-o.
Minai
Pachá
foi
encarregado
de elaborar
o plano
de
um
conselho
nacional,
o
qual
se
occupará
exclusivamente
das
finanças
e
discutirá
o
orçamento.
BERNE
12
—
As chuvas
arruinaram as
linhas
ferreas,
suissa
e
oriental.
Está
in
terrompido
e
serviço
por
terem
sido des
truídas
varias
pontes.
Em
Framenfeld foi
destruída
uma
casa,
perecendo
4
pessoas.
MADRID
12
—
0
«Diário
Espanol»
jul
ga
que a
commissão
do
orçamento
está
disposta
a propôr
o
pagamento
de
1
1|4
por
cento
aos
coupons
que
vençam
a
par
tir
1
de abril
e
da
mesma
fórtna
está
resolvido
a
propôr
o
monopolio
do
sal
e
da
polvora.
0 congresso
está
discutindo
o orçamento
do ministério
dos
negocios
estrangeiros.
0
ministro
disse
que
acha
conveniente que
sejam
substituídos
por
ministros
plenipotenciários
os
embaixado
res
hespanhoes
em
alguns
paizes.
Crê-se
que
D.
Carlos
está
em
Pariz.
MADRID
19
—
0
bispo
de
Avila
apoiou
no
senado
uma
emenda
a
favor
da
unida
de
catholica.
Disse
que
deplora os
erros
da inquisição,
mas
crê
que
glorias
dos
hespaoíioes
são
devidas
á
unidade
catholi-
ca.
Accrescentou
que todas
as
nações
que
abandonaram
essa
unidade
se
tornaram
pequenas.
Concluiu
dizendo
que a
tole
rância religiosa
póde
perturbar
a
sociedade
bespanhola.
Respondeu-lhe
o
ministro da
justiça,
dizendo
que
o
artigo
11
apenas
limita
a
liberdade religiosa decretada
des
de
1869.
Que
o
projecto
constitucional
não
estabelece
contra
os
cultos
dissidentes.
De
clara
pois
que
a
religião
as
condemna
e
por
isso
o
governo
não
as
estabelecerá.
0
ex-mtnislro
Siivela
defendeu
a
tolerância
religiosa.
0
bispo
de
Avila
retirou a
sua
emenda.
BUENOS-AYRES
14
de
maio
—
Vão
brevemente
ser
abolidas
as
quarentenas.
Em
Moutevidéu
foram
redusidas
a
12
dias.
Preparam-se grandes
festas para solemnisar
o
anniversario
da
independencia.
BAHI
a
.
12
—
0
paquete
allemão
«Bue-
nos-Ayres»,
procedente
da Europa chegou
a
este porto
seguiu
para
o
sul.
MADRID
13
—
A
proposta
de
conven
ção
dos
credores
inglezes
veio
n’utu
des
pacho
jem
cifra.
Depois
de
conferenciar
com
Canovas,
Salverria
respondeu
também
a
’
um
despacho
em
cifra
ás
10
horas
A
commissão
do
orçamento
espera
até
ás
quatro
horas
a
ultima
resolução
dos
cre-
doies
inglezes para
estatuir.
Lopes
Gisbert
irá a Amsterdam
ouvir
os credores de
Hespanha.
Dizem
os
jornaes
que
o
bispo
de Ur-
gel
será
preso assim
que
voltar
a Hespa
nha.
BANCO
GOMMERCIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Resumo do
aetivo
e
passivo em
31 de
maio
de 1SJG
Aetivo
Accionistas.......................
24:966^000
Acções
de
Bancos
e Com
panhias
.............................
14:705^000
Acções
para emittir.
.
1.700:000^000
Agencias.............................
8:6965386
Caixa...................................
37:8235039
Despezas
d
’
installação.
.
1:6115939
Casa
forte
.......................
4955455
Empréstimos
a
Camaras
Municipaes.......................
30:9695575
Empréstimos
hypothecarios
23:418^001
Empréstimos
s.
penhores. 7:3335625
Letras
em
carteira
.
.
.
295:0625539
Moveis
e
utensílios. .
.
.
1:3755665
Valores
depositados.
.
.
.
3:7825240
Diversas
contas
devedoras
.
4:8855783
Gastos
geraes..............................
2:1985369
Créditos..........................................6.2175711
Contas
correntes
....
51:5325022
2
215
0735349
Passivo
Capital.
Credores
de
lados.
.
Depositos
á
ordem.
Depositos
a
praso.
.
Devedores
e
credores
raes
...................
Dividendos
a
pagar. .
Fundo
de
reserva. .
Ganhos
e
perdas.
.
.
....
2.000:0005900
valores
deposi-
3:7825240
84:804^264
98:534^073
ge-
.
.
12:5735927
405(^500
.
.
1
:000$0t)0
13:973,5343
2.215:0735349
Banco
Comrnercial
de
Coimbra, 7
de
junho
de
1876.
Os gerentes.
Manoel
dos
Santos Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreíra
Santos.
(233)
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
39
annos
d’invariavel sueeesao
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére, saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gastricas,
gas
tralgias,
flegmas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauscas, vo-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea, disente
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito, das
bron-
chiles,
da
bexiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do cerebro
e
do
sangue
: 75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.a
marqueza de
Bréhan,
do
doutor
Manuel
Saens de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
AItneria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:—
Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha
filha com
o
uso
d
’
esta
deliciosa
farinha
chamada
Re-
vnleseière
ehoeolatada,
curou
radi
calmente
de uma
erupção cutanea, que
lhe
impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.
a
at-
tento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado de
França.
Cura 78:421.
(Herpes)
—Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com
pletamente
com
a
Revalesciére.
—J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reno) 4
de
junho
de
1862.
Senhor
:
—
A
Revalesciére
tem
leito
na
minha
pessoa
uma mudança
maravilhosa,
tendo
readquirido
não
sómente
as
minhas
forças,
mas
também
parecendo-me
que
es
tou
completamente
remoçado,
lornou-me
o
appelile,
que
desde muito
tempo
linha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos, já
não me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais nutritiva
do que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de
*/,
kilo
800
rs
;
de
una
kilo,
15400
reis
;
de
2
*/
t
kilos,
35200
reis
;
de
6
ki-
los,
65400
reis,
e
de
12
kilos,
125000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor chocolate para
a
saúde
é
a
Revalesciére
ehoeolatada;
ella
res-
titue
o
appettite, digestão,
sotnno,
energia
as
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha de
lata
delO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820 reis; de
48
chavenas,
I54OO
;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRI
I)U
BARRY
A
C.a —
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas, tner-
cieiros,
etc., das províncias devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Uoimhra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E
da
Luz
e Costa,
pharm.;
Bareelloa,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
íc
Irmão,
rua do
Souto.
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guiitmríei,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do
Limo,
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
Po
vo»
do Vorzim,
P.
Machado de
Oli
veira,
pharma. ;
Vianna do
Castell*,
Aílonso e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
THEATRO
DE
S,
HHHIIO
Quinta
feira
15
de
Junho
Recita
extraordinária
em
beneficio
de
todos
os
artistas
da
Companhia.
l.a
representação
da grande
comedia
em
5
aclos,
original italiano
de
C.
Vita-
lian
O
Amor.
Preços
os
do
costume.
Principia ás
8
e
3
quartos.
AGRADECIMENTOS
O
abaixo
assignado,
por
motivo
do
se«
estado
de
saude,
não
teve
tempo
para agra
decer
pessoalmente ás
pessoas
que
lhe
fi
zeram
a
honra
de o
cumprimentar
por
oc
casião da
sua
vinda
a
esta
cidade,
e
de
o
visitar
durante
a
sua
doença;
e
como
tem
de
retirar-se
com
a
maxima
brevidade,
vem
pedindo
desculpa,
usar
d
’
este
meio
para
agradecer
tantos
obséquios
e
cuidados,
e
oflerecer
o
seu
limitado
préstimo.
Braga,
10 de
junho
de
1876.
Agostinho
Barbosa
Solto-Maior.
José da
Silva
Merelim e
Maria de
Sou
sa
da Silva
Oliveira,
veem
por
este
meio
agradecer
a
todas as
pessoas
que
lhe
dis
pensaram
obséquio
por
occasião
do
falle-
cimento
de
seu
innocente
filho
na quarta
feira
7 do corrente
;
a
todas
protestam
gratidão
indelevel.
(4096)
José
Joaquim
da
Costa
Ribeiro,
d
’
esta
cidade,
não podendo
agradecer
pessoalmen-
le,
como
desejava,
a
todos
os
exm.
os
srs.
e
snr.
as,
e
aos
muito
revd.os sacerdotes,
que
se
dignaram
cumprimenlal-o
por
oc
casião
do
fallecimento
de
sua
esposa
Ma
ria das Maravilhas
Ribeiro,
e
que
lhe
fiseram
a
honra
de
assistir ao
oflicio fúnebre,
e
acompanhar
0
cadaver
até
ao
cemiterio
publico,
0
que
deveria
já
ter
feito
ao
seu
fallecimento,
porém
não
lhe
foi
possível,
em
rasão
de
lhe
sobrevir
uma
grande
en
fermidade,
da
qual
agora já
se
acha
quasi
restabelecido
;
e
por
esta
fórma
tambein
agradece
a
todos
os
obséquios e
oflereci-
mentos,
que
recebeu
durante
a
sua en
fermidade, 0 faz
d
’
esle
modo
protestandck
DOfflÇÀS
DAS
lULHBES
TRATAMENTO
(sem
nec
ess
ida
de
de
repoiso
nem
de
regíme
n)
por
Mad.
Lachapell
e,
pro
fess
ora
partei
ra,
das
enfer
midad
es
das
mulheres
,
inllammaç
ões,
ulce
ras,
conse
quências
do
par-
j
to,
desar
ranjo
dos
orgãos
,
causa
s
fre
quentes
e
ás
veze
s
ignor
adas
da
est
eri
lida
de,
da
langui
dez,
palpi
tações
,
debil
idade,
doenç
as
nervos
as,
enfraquec
imento
e
d
’um
grande
numer
o
de
enfe
rmid
ades
reputa
das
incuráve
is
—
os
meios
de
cura
que
emprega
Mad.
Lacha
pelle,
simple
s
e
infall
iveis,
são
o
resu
ltad
o
de
as
síduo
s
est
udos
e
observaç
ões
practica
s
Consu
ltaç
ões
todos
os
dias
,
das
3
ás
5
horas,
27
rue
Monlhabor,
perto
das
Tolheri
as
,
Paris
.
ESTERIL
IDADE
DAS
MULHERES
Já
proven
iente
de
algum
defe
ito
de
const
ituiç
ão,
já
dea
cc
idente
,
curada
comple
tament
e
pelo
trat
ament
o
de
Mad.
Lac
hapelle
.
Consultas
todos
os
dias,
das
3
ás
5
horas,
27
rue
Monlhabor,
pert
o
das
Tolheria
s,
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s.
0®
)
MALA
REAL
INGLEZA
S.
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,
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buco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
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e
Buenos-A
yres
Acei
tando
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m
passageiros
de
3A
clas
se
para
SANTOS
e
RIO
GRA
NDE
DO
SUL
com
trasbo
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Rio
de
Janeiro
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Este
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de
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re
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ntos
diri
jam-s
e
á
Agencia
Centra
l
no
Perl
o,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guil
herm
e
C.
Tait,
e
nas
provi
ndas
ás
agencias
e
corre
s
pondências
nas
prin
cipae
s
cidade
s
e
villas.
(V*)
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoe
l
da
Silva
Guimar
ães,
Rua
do
Souto.
PARA
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro.
Montevi
deo
e
Buenos-Ayres
0
novo
e
magnifi
co
paquete
—
HOHENZO
LERN
—
de
3:100
tonelladas,
a
sahir
de
Lisboa
em
5
de
julho.
Tcem
este
s
vapores
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Francis
co
n.°
4,
2.°
andar
—
Porto,
ou
dos
seus
agentes
nas
província
s.
(4040)
Agent
e
em
Braga
Ri
car
do
Malhe
iro
Eli
as,
No
Banco
Mer
canti
l,
ou
largo
de
S.
Miguel
O
Anjo,
n.°
20.
Parte de Comércio do Minho (O)
