comerciominho_15021876_457.xml
- conteúdo
-
4
"
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO
457
Assigna-see
vende-se
no
escripiorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBLICA.-S
33
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provín
cias,
anno
25400 rs
e
sendo
duas 45000
rs.=Semestre
15250
rs.=Brazil,
anno
35600
rs.=Semestre
15900
rs.
moeda forte,
ou
85000
reis e
45500
reis moeda fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes S0 «/
0
d
’abatimento.
BKK»4-Ti:KÇA-n:mt
ia
»
e
EEVEB6EIKO
Ijondres,
ã de
fevereiro «Se 187®.
(A
’
redacção
do
«
Commercio
do
Minho»)
Nos
cartazes
das
principaes
folhas
pú
blicas.
que
apontam,
cada
manhã,
em
grandes
letras
as
principaes
noticias,
co
mo
indice e
convite
a
que
os
comprem,
apparece
hoje
o
annuncio:
—
«Fugida,
que
se
diz, de
D.
Carlos».
(
ííeported
flight
of
Don Carlos).
Nas
folhas
mesmas,
lê-se, por
extenso:
—
«Paris, 4
de Fevereiro
(á
noite).
—O
Bien
Public
recebeu
noticia
da
completa
derrota dos
carlistas,
e
se
diz
que
D.
Car
los
fugira,
e
se
espera
no
território
fran-
cez».
Eu porém
recebo hoje o
papel,
mui
fidedigno,
de
Bayonna,
de
ante-hontem,
e
que,
bem
informado,
e
positivamente
diz
o
seguinte:
—
«Andoain,
29
de
Janeiro,
1876.
«As
armas
reaes»
(de
D.
Cario-)
«aca
bam
de
alcançar
na
provincia
de
Guipuz-
coa,
uma
vicloria
tanto mais
brilhante,
quanto
o numero
dos
vencidos era Ires
vezes superior
ao dos
vencedores.
Eis
aqui
os
factos:
—
«Esta manhã
o
general
Moriones,
com
uma
força
de
10:000
homens
de
mfante-
ria,
sahiu de
S.
Sebastião.
Protegido
por
uma
poderosa
artilheria,
avançou
até
meio
caminho
de
Hernani,
e
desenvolvendo suas
tropas
em
frente
de
Bidarte,
Tersatégui,
e
Mandizorotz, começou
o
ataque
d
’
estas
posições
ás
dez
horas.
«Pouco
nutrida
a
fuzilada
na
primeira
hora
de
combate,
tornou-se
muito
viva
a
fuzilada
geral
desde
meio-dia
até ás 4
da
taide,
sem
que
podesse
ainda
julgar-se
do
resultado;
tal
era
o
encarniçamento
de
atn
bos
os
lados.
Durante
muitas horas
as
cargas
á
bayoneta
succederam-se
umas
ás
outras,
e
só
ás 4
e
meia
as
fileiras
«bbe-
raes»
cediam
ao
ferro
dos
voluntários
dé
Carlos
VII.
Desde
esse
momento
a
viclo
ria
era
provável,
pois
os
affonsistas,
ac-
cossados pelo
exercito
real,
retiravam
em
desordem
para
S. Sebastião.—
Ainda
ha
pouco
tempo
passado
para eu
referir
as
perdas
dos
dois
lados, porém
creio-as
consideráveis.
«As
tropas que
tinham
atacado
Rente-
ria
eram
em
numero
de
4:000.
Os carlis
tas
que
defendiam
a
posição
eram apenas
duas
companhias;
estas,
quando
viram
que
eram
torneadas,
vendo
que
lhes
era im
possível
resistir
a
tanta
força
por
mais
tempo, determinavam-se
a
abrir
caminho
á
bayoneta
por
entre o
inimigo,
e
con
seguiram
assim
retirar-se
levando e salvan
do
até
a
artilheria,
á
excepção
de
um
morteiro,
que
por
muito
pesado não
po-
deram
conduzir.
«Ante-hontem
o
rei
percorreu
a
cavallo
todas
as
posições
adiante
de
Garat-rnendi
e
de
Zarauz,
depois
de
ter
visitado Ouo,
Uzurbil
e
Lasarte,
chegou
S.
M.
ás 9
da
noite
a Andoain,
onde
dormiu.
«Tolosa,
31
de
Janeiro.
«Hontem
o
general Pérula,
comman-
dante-general
da
Navarra,
depois
de
um
combate
dos
mais encarniçados,
repelliu
gloriosamente
o ataque
de
Santa Santa
Barbara
Manera,
e
perseguiu
á
bayoneta
o
inimigo até
á
ponte de
Pueute
la
Rei
na,
durante
quasi
duas
legoas.
«Ao mesmo
tempo 6
companhias
dos
engenheiros
de Navarra
fizeram
estragos
consideráveis
n
’
uma
divisão
aílonsina.
Os
fortes
carlistas
de
M<miejurra,
Apelas,
e
S. João
fizeram
lambem soflrer
grandes
perdas
ao
inimigo.
«Reina em
S.
Sebastião
grande
terror
pânico
pela derrota
da
vespera;
o
campo
de
batalha
está
juncado
de
cadaveres;
che
gam
conlinuamente
os
feridos.
«Andoain,
29
de
Janeiro.
«Grande
batalha,
e
grande
vicloria
san
guinolenta.
O
inimigo atacou
as
nossas
posições
de
Mendigorrotz, Arraxin,
Cela-
inendi
e Vidarte;
e
de
todas
foi
repulsado,
deixando
o
logar
da
luta
coberto
de
ca
dáveres.
Cinco
companhias
do
11
de
Na
varra.
duas
de
Guipnzcoa,
e
a
companhia
volante
de
Mugarza,
deram
uma
carga
írrisistivel
á
bayoneta,
que
poz
o
inimigo
em
derrota.
As
nossas
tropas
perseguiram
o
inimigo
até
ás
portas
mesmo
de
S.
Se
bastião.
«Tolosa,
30
de
Janeiro
ás
5
da
tarde.
«Boje
movimento
geral.
Depois da
nos
sa
brilhante
victoria de hontem
alcançada
por nó«,
o
inimigo
ataca
hoje
com
faria
em
Navarra,
Biscaya,
e
Alava.
O
enthu-
siasmo
da
nossa
gente
não
póde
ser
maior».
Eis
ahi
noticias
fieis.
A.
II.
SAKAIVA.
Londres,
3-4 «Be janeiro «le 4876.
[A
’
redacção
do
t
Apostolo).)
[Contin
ipçào]
Chegado
a
Willesden
o
funeral
.'isto
é
chegando
ao
cetniterio
Hebreu)
ao
meio
dia,
le«ou-se
o
caixão á capella
do
cemiterio,
e
foi
posto
sobre
a
eça,
estando
as
pare
des
do
pequeno
edifício
adornadas
de
vio
letas
e
camélias.
O
Rev.°
B.
H.
Archer,
o
Rabby
da
Sociedade
Enterrai
da
Syoa-
goga
Unida,
recitou
solemne
e
pausada
mente
em Hebreu,
mas
sem
nenhuma
en
toação
de
canto,
mesmo
do
meio-canto
de
que
ordinariamente
se
usa
na Synagoga,
uma
oração
cujo
sentido
era, principalmen-
le,
de
perfeita
resignação
á
vontade
de
Deus.
Então
os
que
levavam
o
caixão
o
conduziram
para o
logar
da
sepultura,
mas
paráram ainda
a
meio
caminho,
e
o
poséram
no
chão
de
novo
;
e
o
Ministro
louvou
a
Deus
«o
Supiemo
Rei»,
que
or
dena
a morte
e
restitue
a vida,
fazendo
apparecer
a
salvação;
e
que
também
em
Sua
grande
misericórdia,
resusciia
os
mor
tos.
»
Agora
o
principal Rabby,
o
Dr. N. M.
Adler, cuja
grande
edade
augmenta
ainda
a
veneração
que
por
seu ministério
in
spira,
pronunciou
um
breve
discurso
fune
rário,
estando
de
pé ao
ar
livre, o
que
só
tem
logar
entre
os Judeus
em
occa-
siões
excepcionaes,
citando,
no
principio
de
seu
breve
discurso,
as
palavras
do
Rei
David
na
morte
de
Abner:—
«Não
sabeis
que
falleceu
em
Israel
um grande Prín
cipe e
um
grande
homem?»
Disse:
—
«Aquelle que
deploramos
era
grande
por
ser
verdadeiramente
bom;
seguia
as
tra-
dicções
de
sua
nobre
familia
para
diffundir
lustre
em
Israel.
A
sua
beneficiencia
era
illimitada,
e
exercida
sem
distincção
de
credo
ou
nacionalidade, intelligente
e
ju
diciosamente.
Ainda
que
fosse um
dos
chefes
da
grande
firma
que
tinham
seus
agentes
em
todas
as
cidades,
dedicava-se
todavia
de
alma
e
coração
ás
duas
grandes
instituições a
que
presidia.
Por
30
annos
tinha
sido
o
Mordomo presidente
da Gran
de Synagoga,
e
quando
ultimamente
qua
si todas
as
congregações
(Hebreas)
da
Me
trópole
se
uniram
em
uma só
corporação,
foi
elle
unanimemente
escolhido
Presiden
te
da
Synagoga
Unida.»
Continúa
aqui
o
velho Rabbi enume
rando
os
grandes
serviços
feitos
pelo
De-
functo
ás
escolas e
á
educação de seus
correligionários,
que
por
influencia
d
’elle
chegaram
ao
prospero
estado
em
que
se
acham.
Que
o
estado e
gigantescas
di
mensões
a
que
chegou
sua
favorita
insti
tuição,
a
Escola
Livre,
assim
como
a
mes
ma
escola,
ficariam sendo
monumento per
petuo
do
amor
que
linha
á
soa
raça,
amor
que
inflammava
sua
alma.
Que
os
sobre
viventes
seriam
consolados
pela
crença na
immortalidade
da
sua
alma,
e
pela
aben
çoada
certeza
de
virem
depois
a
reunir-se
com
elle,
da
mesma
sorte,
que
a
terra,
que
agora
se
acha
com
o
vestido
sombrio
do
inverno,
está
certa
de
vir
a
se
ador
nar
com
as galas
da
primavera
Que
aquel
le
que
era chefe
d
’esta
augusta
familia
seria
(esperavelle
orador)
dotado de
força
para
trabalhar
como
antes
com amor
ar
dente
pelo
seu povo,
por
este
paiz
aben
çoado pelo Céo,
e
pela humanidade,
e
as
sim
como
era
herdeiro
do
titulo,
o
seria
lambem
do
seu
zêlo e
amor
por
toda
boa
obra.
Citou
depois
a
sentença
moral
dos
Antepassados
: —
«Os
que
trabalham
para
o
bem
geral
serão
ajudados
pelos
mereci
mentos
de
seus
antepassados;
a
sua
re-
ctidão
os
seguirá
á sepultura;
durarão
para
sempre
I—Que
a
morte
faria
que seu
fallecido
irmão
gozasse a
mansão
celes
tial.
«Manda», continuou
elle,
«ó
Senhor,
a
Tua
consolação
aos
corações
dos enlu
tados,
e apressa
o
tempo
predicto
por Teu
o
isdme
;
sm
O
LIBERALISMO CATHOLICO.
1
Historia
e
exposição da
«juestão.
[Continuação]
Operou-se
então
uma
extraordinária
de
serção.
Os
liberaes
que
outr’
ora
se
haviam
dbtioguido
pelo
ardor
do
seu
ultramonta-
nismo,
revelaram-se
repentinamente
galli-
canes.
Este velho
êrro,
que
se
julgava
morto
na
sua
união
com
a
grande
heresia
moderna,
adquiriu
uma
força de resistên
cia
que
ninguém
lhe
suppunha.
Foi
no
terreno
do
gallicanismo
que
se
renhiu
a
grande
luda
doutrinal
de
1869
;
mas
qua
si
toda
á
custa do
liberalismo.
Tudo
leva a
crer
que,
se
o
Concilio
lerminassse,
a sua
obra,
leria
involvido
o
segundo
d
’
estes
êrros
no
anathema com
que
feriu
o
primeiro
;
mas
suspenso
nos
seus
trabalhos
pela
nova
erupção
do vul
cão
revolucionário,
só
poude
condemnar
o
liberalismo
indirectamente
pela
sanção
que
deu
a
lodos
os
actos doutrinaes
da
San
ta
Sé.
D
’
ahi
as
difficuldades
da
nossa
situa
ção
presente.
Os
catholicos
que
estavam
imbuídos
dos
princípios
liberaes,
estão
qua
si na
mesma
posição
em
que
estavam
os
gallicaoos
antes da definição
de 18
de
ju
lho
de
1870.
Sabem muito
bem
qne
não
tem
por si
nem a
Santa
Sé
nem
a
im-
mensa
maioria
do
episcopado
catholico.
Apoiam-se
porém
no
credito
de
certos
guias
illuslres,
com os
quaes
pensam
não
poderem extraviar-se.
Se
lera
o
numero
contra
si,
imagioam
ter
em
seu favor
a
qualidade;
ao
peso
da
auctoridade
oppõem
as
luzes
da
própria
rasão.
Se
lhes
expio-
bamos
o
separarem-se
da
Egreja,
arguem-
nos de
perdel-a
e
collocal-a na
impossibi
lidade de
jámais
readquirir
a
soberania
mo
ral
da
sociedade.
Rcconheçamol-o
todavia
com jubilo,
pa
rece chegada a
hora
em que
vae
dissi-
par-se
esta
illusão
fatal.
Vemos
operar-se
já
nas
fileira dos
catholicos
liberaes
uma
separação
analoga
á
que
se'
produziu
no
quinto século entre
os
semi-arianos
e
os.
semi-pelagianos.
Entre
elles
havia,
como
em
todos
os
partidos de
fusão,
duas
clas
ses
de espíritos reunidos por uma
illusão
commum,
animados
parece
de
mui diver
sas disposições
:
uns,
e
é
sem
duvida
o
maior
numero,
dedicados
acima
de
tudo
á
verdade,
não
adhenam
ao
êrro,
senão
porque
o
identificavam
com
ella
;
outros,
pelo
contrario,
aferrados
obstinadamente
ao
êrro,
só
queriam
da
verdade tanto
quan
to
se alliasse
ao
êrro.
O
schisma
velho-
catholico
(1)
nos
livrou
d
’
estes
falsos
ir
mãos, que,
sob
a mascara
do
calholicis-
mo
occultavam
um
espirito
de
todo
ponto
scbismatico.
Por
uma
feliz
reacção,
dos
(1)
Aeo-frotesfan/e-doellinger.
catholicos
liberaes,
os
que
eram
mais
ca-
tholicos
do
que
liberaes,
de
dia
para
dia
vão
melhor
comprehendendo
a
necessidade
de
abjurar
o
seu
l.beralismo
e
de se
con
verterem
em
puros
e
simplices catholicos
romanos.
Para
apressar
este
resultado
tão
suspi
rado,
que
ha
a
fazer?
Não
ha
que
refu
tar princípios,
que
os
não
tem
o
libera
lismo
catholico. O
que
distingue
o
calho-
lico liberal
dos
catholicos
puros
e
dos
puros
liberaes,
é
que
não ousa
professar
nem
a
doutrina
catholica opposta
ao
liberalismo,
nem
a
doutrina
liberal
opposta ao
catho-
licismo
:
isso
já
nós
advertimos.
O
seu
sistema
não
é
tanto
um
êrro
doutrinal
como
uma
illusão pratica,
que
seduz
as
intelligencias mais
rectas
e
os
corações
mais
generosos
com
afirmações
equivocas
e
promessas
enganadoras.
Haver-lhe-hemos
pois
arrancado
a
força
de
seducção,
se
provarmos que
as suas
mais especiosas
ma-
ximas
náo
são
mais que
sofismas
e
que
as
suas
brilhantes promessas
não podiam
re
matar
nem
com efleito
hão
rematado
se
não
em
monstruoso
aborto.
E
com
esta
dupla
demonstração terminaremos a
nossa
inquirição
sobre
a
banca-rota do
libera
lismo.
Esta
ultima
parle
da
nossa
tarefa
vae
impor-nos
a dolorosa
necessidade
de
cha
mar
para
testimunhas
e
orgãos
da illu
são
liberal
homens
que
por serviços
emi
nentes
prestados
á
Egreja, nos
mereceram
inalterável
reconhecimento.
Mas,
graças
a
I
um
concurso de
circunstancias
a
todo
o
ponto providencial,
alguns
d
’estes
illuslres
adversários
vão
poupar-nos o
desgosto
de
combatel-os
com
se
encarregarem
elles
de
refutar
os
seus
proprios
êrros.
Na
vida
do
padre
Lacordaire,
M.
Fois-
set
delineou
uma
historia
profundamente
instructiva
das
origens da
escola
catholica
liberal.
Lendo-a,
reconhece-se
que
esta
es
cola
executou
a
lei
que
constrange
o
êrro
em
geral
a
rolar
sobre
si
mesmo. Ao
ca
bo de
quarenta
annos
vemol-o voltado
ao
seu
ponto
de
partida.
Os
sofismas
em
que
se
apoia
hoje
são
os
mesmos
que
empre
gava
La Mennais em
1833
e
que
Lacor
daire
refutava
com
raro
vigor
de
lógica
ifuma
serie
de admiráveis
cartas
dirigidas
ao
conde
de
Montalembert.
Nada mostra
melhor
o
poder
de
seduc-
ção
inherente
a
esta
doutrina
do
que
a
sua
persistência
no
seio da sociedade
catholi
ca
ainda
muito
tempo
depois
que
seus
primeiros
defensores
pareciam completa
mente
desenganados.
E
todavia quantas
outras
luzes
não
tem
vindo
depois
augmeo-
tar
o brilho
da
que
então
lhes dissipou
os
êrros
!
A
esta
obstinação
do
equivoco não
cancemos
nós
d
’
oppôr
a
franqueza
dos nos
so»
correclivos,
e
fallemos
com
tanta
cla
reza que,
se
persistirem
em
repellir
a
ver
dadeira
doutrina,
renunciarão
pelo menos
a
desfigurai-a.
[Continúa]
Santo
Prophela,
em
qoe
Tu
has
de des
truir
a
morte
para
sempre,
e
enxugar
as
lagrimas
de
lodo
rosto.»
Baixou-se
o
caixão
á
cova,
conser
vando-se
o
ministro
ao
pé orando
silen
ciosamente,
e
no fim
exclamando
:
—
«Em
paz
elle chegne
a seu
destinado fim».
Os
circurnslantes
perto
da
cova lançaram, ca
da
um
por
seu turno,
uma
pásada
de
ter
ra
na
cova
sobre
o
caixão. Os
anojados
então
voltaram
á capeila,
alguns
d
’
elles
repetindo
em
Hebreu
a
pia
sentença
:
—
«Sahirám
florescendo da
sepultura
como
do
chão
a
relva.»
Juntando-se
depois de
novo ca
capeila
maior
numero
dos
assistentes
do
que
an
tes
tinham
entrado,
e
recitado
pelo
Rabby
um
psalmo
apropriado,
disse
a
oração, era
Chaldeu,
chamada
Santificação, ou Kadish,
que
sobrevive
desde
o
tempo
em
que
esse
era
o
dialecto
dos
Judeus.
Quando
ficam
filhos
do
defuocto
dizem
eiles esta
oração
todos
os
dias
durante
o
anno
de
luto,
e
também
depois
em
cada anniversario
do
fallecimento.
Nas
suas
palavras
glorifica-se
o
Creador
como
Resuscitador
dos mortos,
e
se
implore
a
breve chegada
do
Seu'
Reino.
Tendo
o
Ministro
recitado
esta
ora
ção,
respondem
os
assistentes,
«Amen»; e
as
palavras
finaes
do
Rabby
foram
estas
.
—
«Aquelle
que
estabelece
a
paz
nos
Seus
altos Céos
nos
conceda
paz a nós
e
a
todo
Israel».
Depois
do
funeral
é
costume
entre os
Israelitas
fazerem-se
durante
a
semana
ora
ções,
e
recitar-se
um
discurso
na
casa
do
defoncto.
Na
semana,
pois,
subsequente
ao
funeral
de
Sir
Antonio
Rothschild,
vieram
alternalivamente
os
Rabbys
principaes
da
comnunbào
Judaica
em
Londres
cumprir
este
serviço,
segundo
o
competente
ri
tual.
Não
sei
se
o
Apostolo e
seus
leitores,
se enfastiarár»,
talvez,
com esta assás
lon
ga
relação
do
enterro
Judaico
;
porém
as
minhas
razões
para
o
detalhar
assim
pa
recem-me
ponderosas,
em
tempo
em
que
tanta
inclinação
ha,
mesmo
uo
mundo
que
se
diz Chrislãó,
a
dar
culto
muito
mais
ao
bezerro de
ouro
do
que
a
Deus
vivo.
E
como
a
tribu
dos
principaes
ministros
hoje
se
não
do
bezerro,
por
certo
do
ouro,
dá
tal
exemplo
de
aspirar
a
cousa
mais
alta,
mais preciosa
qne
todo
o
ouro
do
mundo
desenterrado
já,
ou
ainda
nas
en
tranhas
da
terra,
pareceu-me utd
apresen
tar
assás
por
extenso a relação
do
funeral
d
’
este
Príncipe
cTIsrael,
e
das
homena
gens
de
significação
espiritual,
prestadas
no
Império de
Pluto.
A.
II. SARAIVA.
(
Continua)
■
-
....... .......
C
M
—
Xotieiari <l’£Sisj»anl»a.
Como
não
recebemos
correspondência
de
Madrid
vamos
traduzir
do
«Monde'»
a
seguinte
carta
:
Tolosa,
2.
«Esperando
que
os
movimentos
de
Iro-
pas
e
as
operações
estratégicas
dêetn lo
gar
a
batalhas
que
se
traduzirão
para nós
por
outtas
tantas
victorias,
parece-me
inú
til
e
sera
fastidioso
desmentir
uma
a
uma
todas
as
noticias
ridículas.e
insen
satas
com
que n
’
este
momento
os
despa
chos
aflónsistas
inoundatn
as
columnas
dos
jornaes francezes
;
limitar-me-hei,
pois,
a
dizer-
”
os
agora,
sendo
mais explicito
na
minha
próxima,
que
o
exercito
carlisla
tendo
contado
entre
as
suas
victorias
a
de
Mendizorrotz
na
Guipuzcoa,
eo
brilhan
te
sticcesso
de
Santa
Barbara
de
Maneru,
na
Navarra,
está
perfeitamente
inlacio,
apesar
do
cheque
previsto
de
Santa
Bar
bara
em
Oteiza e de S. Antonio
de
Ur-
qtiiola
;
que
nenhuma
defecção
se
produ
ziu
nas
suas
fileiras;
que
o
enthusiasmo
é
0
mesmo
e
que
a confiança
no
triunfo
é
hoje
maior
que
nunca.
S.
m.
el-rei
Carlos
VII
conlioúa
a
residir em
Tolosa,
qoe
se
considera
ponto
central,
em
attenção
aocaminlio
de
ferroe
á
rede
telegráfica.
S.
a.
r.
o
conde
de
Caserta,
chefe
d
’
estado
maior
general,
vindo
da
Navarra continuou
a
sua
marcha
para o
lheatro
de
novas
operações,
depois
de
ter
conferenciado
lar
gamente
com
sua
magestade».
—
Uma
correspondência
da
fronteira
de
Hispanha
é
concebido
uos
seguintes
ter
mos
:
Fronteira
d
’Hispanha,
4
de fevereiro.
0 primeiro objectivo
do
exercito
af-
fonsista
já
está
descoberto.
O
exercito
de
Martinez
Campos
desmascarou
o
seu
plano
fazendo
o
movimento
de
Pamplona
a
Ur-
dax
pela
fronteira
francesa.
O
exercito
de
Moriones,
que
provavelmente
devia
pene
trar
no
coração
de Guipuzcoa
ou
ir
adian
te
de
Marliuez
Campos
peia
fronteira,
fal
tou
ao
appelo.
Moriones
não
tem
feito
nada,
e foi
batido
em
dois
encontros
no
dia
28
e
29,
em Mendibelz
e
em
Mendi-
zorrotz.
Deixemol-o em
Guetaria,
onde
el
le
está
encerrado
com
ametade
do
seu
exercito
pelo
mar,
que
está
agora
mui
agitado.
Com
difíiculdade
poderá
viver
so
bre
um
rochedo
e
duas
pequenas
villas
(Guetaria
e
Zaraux);
a
marinha
não
terá
pouco que
fazer
mas
só
para
lhe
dar
de
comer.
Moriones
só
pensa
em
viver,
e
lon«e
de
avançar sempre
para
Azpeitia,
como
os
despachos
affonsistas
affirmam,
el
le
nem
póde
atacar
nem
retirar.
Deixemos
também
os
exercitos
de
Que-
sada
e
Loma
que
se
reuniram
na
Biscaya.
O
general
carlisla
Carasa
abandonou
a
seus
inimigos
na
esquerda
do
Ne<*»ion, e
recuou
sobre
Zornosa
com
toda
a
divisão
biscaynha.
O
general
Cavero
está
a
cinco
legoas
d
’
elie,
perto
de
Vergara,
com
ou
tra
divisão.
Os
affonsinos abandonaram
Sa
linas
depois
de
a
saquearem,
e
as
alturas
de
Arhban,
e
recuaram
por
Villaro
para
Miravalles,
peito
de
Bilbau.
Agora
chegamos
á altura
Navarra
aon
de
se
joga
a
parle
principal.
Eu
vejo
d
aqui,
a
posição
que
domina
todo
o
thea-
tro
da
guerra
como
uma
janelia
do
5.°
andar
dornioa
o
boulevard.
E
’
a
monta
nha
de
Rhuoa.
A
Rhuna
é
uma
especie
de
varanda
que
a
França
possue
na
fron
teira,
a
900
metros
acima
do
nivel
do
mar,
para
olhar
o
que
se
passa
desde
S.
Sebastião
até
Bayoona,
a
oeste
e
até
ao
pico
do
Meio
dia
de
Vigorra,
a
éste.
A fronteira
passa
justainenle
pdo
alto
da
montanha.
O
observador
póde conser
var-se
sempre
em
França
e
fallar
com
os
carlislas
que
subiram
bontem
de
Echalar
e
de
Vera
para
guarnecer
esta
posição.
Os
carlislas
previam
tudo;
eiles
teem
pou
ca
confiança
em
Mr. Decazes,
e
tendo
hon-
tem
corrido
o
boato
de
que
os
liberaes
oão
po-Jeodo
forçar
as
nossas
posições
che
gavam
por
França,
todo
o
mundo
correu
ao
posto
do
perigo.
Felizmenle loi
um
boa
to
falto.
Diante
de nós
estende-se
um
iramenso
panorama.
Nós
tamos á
esquerda,
sobre
a
mesma
fronteira
Urdax,
donde
os
car
lislas
levaram
a
fabrica
de
cartuxos
antes
que o
inimigo
chegasse;
á
direita
lambem
vemos sobre
a fronteira,
Vera,
donde
nu
merosas carroças
carregadas
de
utencilios
e
munições,
tiram
tudo
o
que alli
se
acha.
Em
frente,
muito
mais
longe
de
nós, a
76
kilotnetros
pouco
mais
ou
menos,
acha-
se
a
capital
de
Navatra,
Pamplona,
donde
o
exercito
de Martine»
Campos
sahiu.
Figu-
rae-vos
um
grande
Y,
cujo
pé
está
eai
Pamplona
e
os
dous
outros
pontos
tocam
em
Vera
e
Urdax.
Tereis
uma
ideia
da
estrada
que
nasce
em
Pornplooa,
e
vai
ler a Vera
e
Urdax,
para
continuar
até
Iruo
e
Bayonna.
No
meio
do
tronco
d
’
es-
le
Y
está
o
porto
de
Valete,
formidável
posição
carlisla.
No sitio
onde
o
tronco
se bifurca
es
tá
o
centro
do
valle
do Baztan
Mugaire.
Entre
este
ponto
central
do
Y a
extre
midade
da
direila
está Elisondo;
entre
o
ponlo
centrai
e
o
fim
da
aste esquerda
está
Santesleban.
O
exercito
de Martinez Campos
não
se
guiu nenhum
d
’estes
caminhos
para
con
seguir
Urdax.
Sahiu
de
Pamplona,
tomou
a
direila,
e
passou
por
Zubiri
e
por Eugni
onde
teve um pequeno encontro com
o
5.°
de
Navarra;
conseguiu
a
fronteira
francesa
em
Alcuides;
depois
costeando sempre a
fronteira
chegou
a
Elizondo
e
depois
a
Ur
dax.
O
brigadeiro
Larumbe
está
no porto
de
Olsondo
sobre
Urdax
com
4
ou
5
batalhões
carlislas.
O
inimigo só
domina
a
estrada.
O
paiz
está
lodo
em
poder
dos
carlislas.»
N
’oulto
logar damos
os
últimos
tele-
grammas
da
agencia
carlisla, que
lemos
no
«Monde».
PaBTB
OFFICIAId
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SI
a
STICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção geral dos negocios
ecclesiaslicos
l.a
repartição
Em
virtude
de
resolução
superior
se
declara
sem
effeito
o
concurso
documental
aberto
para
o
provimento
da
egreja
paro-
chial
de
S.
Pedro
da
Polvoreira,
do
con
celho
de Guimarães,
arcebispado
primaz
de
Braga.
Secretaria
d
’
estado
dos
negocios
eccle
siaslicos
e
de
justiça,
direcção
geral
dos
negocios
ecclesiaslicos,
em 8
de
fevereiro
de
1875.
<=Luiz
de
Freitas
Branco.
Por
portaria
de 5
do
corrente
se man
da
abrir
concurso
por
provas
publicas,
pe
rante
o
reverendo
Arcebispo d
Evora
para
a
egreja parochial
de
N.
Senhora
da
Con
ceição
de
Cabrella,
do concelho
de
Monle-
mór-o-Novo.
NECKOLOGIÀ
Placita
enirn
erat Deo animas
illisu
: propler
hoc
prope-
ravit
iducere
illum
de
mé
dio iniquilatum.
Sapieut.
c.
4.°
v.
14.
Mais
uma
vitima
da
niveladora
de
todas
as
condições
!
mais
uma
alma christã des
pe
os
seus
restos
mortaes,
e transpõe
os
umbraes
da
eternidade!...
D.
Izabel Martins
Manso, presada
so
brinha
do
exc.m0
snr.
bispo
da
Guarda,
e
irmã
estremecida
do
eximio
dr.
Francisco
Manoel
Martins
Manso,
vigário
geral
e
go
vernador da
mesma
diocese,
adormece
t.a
paz
do
Senhor,
ralada por
uma
febre
hec-
tica,
que ha
annos
a
definhava.
Acompanhada
de seus extremosos
paes,
assistida
de
seus
affectuosos
irmãos,
entre
os
quaes
o
joveo
e
inlelligente
bacharel
João
Manoel
Martins
Manso,
que
ha pouco
ul-
limára
os
seus estudos
académicos
e
con
tava
gozar
o
aprasivel.
descauço no
seio
da
família,
é
surprebendida
por
um
violento
ataque
de
sua
habitual moléstia
e
em
bre
ves
dias
deposita
nas
mãos
do
Creador
aquel-
la
vida,
que
d
’
E!ie
só
recebera
para
me-
<ecer;
e,
como
celibataria
qne
o
foi
na
leira,
vae
no
céo
engrossar
os
coros
das
virgens,
que
em
redor
do
excelso
throno
entoam
hymnos de louvor
ao
Divino
Es
poso.
Havia
completado
33
annos, edade
aus
piciosa,
cm
que
expiara
na
Cruz
a
revolta
do
Paraiso
o
Martyr
do
Golgolha, cojas
crenças
ella
alentava,
e
de cuja Lei
era
fiel observante.
Inimitável
na paciência,
com
que supportava
os
seus
chronicos
sof-
frimentos,
era
inexcedivel
na
resignação,
com
que
esgotava
até
ás
fezes
o
calix
amar
go
de
suas
dôres
;
no
meio
das
mais acer
bas
agonias
deslisava
dos
lábios
ura terno
sorriso,
que
compungia aquelles
que,
por
vezes,
admiravam
a
sua
magnanima
cora
gem
!...
Aflavel
para todos,
deixou
em
to
dos
profundas
saudades
!
Era
de
Deus ; elle
reclamou-a.
Dou
os pezames
aos
exc.
raos
thio
e ir
mão,
que. na
au>encia,
não
poderam
pre
senciar
os
derradeiros suspiros
da
finada.
Ainda
ha
pouco
o lelegraíio lhes
an-
nunciara
o
infausto
acontecimento
da
morte
de I).
Saneia,
de
Valpereiro,
coirmã
de
s. exc.a
revd.
ma
e
mãe
do
seu
estimável
fâmulo
o
revd
0
João
Xavier.
Porém
os
nobres
e
sábios
assás
apre
ciam o
delicioso
néctar,
com
que
a
reli
gião survisa
o
mefítico
cheiro
da
campa;
e
sirva
de
lenitivo
a
feliz
lembrança
de
que
as
virtuosas
finadas
dirigem
no
céo
fervorosas
súpplicas
a
favor
d
’
aquelles
que
lhes
foram
caros
na
terra.
Nós
egualmen-
te oremos ellas.
Bemposta
do
Mogadouro,
8
de
fevereio
de
1876.
José
Antonio
Mários
Cordeiro
(Presbytero)
GÃZBTILHÀ
SUBSCtaiIPÇÃO
E’ digno de
toda a attenção
o
barbaro exemplo gue estão
dando
os liberaes affonsinos
contra os prisioneiros
carlistas.
Em
casa
do snr. Manoel José
Vieira
da Rocha, rua
do Souto,
se
recebem todas as esmolas
com
que as almas compassivas
queiram
minorar o estado
tris
te
d’aquellas
victimas da
santa
causa
da religião e
do direito.
Transporte
I7$940
O
p.e
Domingos
Gonçalves da
Silva
Ramos,
Passos,
Cabecei
ras.
700
D.
Angélica
Marcelina
Salgado
Carneiro
2$2a0
O
anonimo
J.
A.
1$000
Somma
2I$890
'S'í»eatro.
—
A companhia
dramatica
hispanhola
de
que
é
director
o
snr.
Se-
pulveda
e
que
actualmente
foocciona uos
theatros
de
Orense,
Pontevedra
e
Vigo,
vem ao
nosso
theatro
dar
proximamente
algumas
recitas.
Pelas
apreciações
dos jornaes
do
reino
visinho
sabemos
que
esta
companhia
é
uma
das
primeiras
n
’
aquelle
genero,
e que
ha
tido
o
mais
lisongeiro
acolhimento
nas
terras
onde
tem
exhibido
o
seu
reportorio,
que
é
importante,
como
dos
mesmos
de-
prehendemos.
—
Recebemos
as
publi
cações
seguintes:
—
O
Escandalo,
romance
de
Alarcon.
—
A
não
comarca em
Esposende
e
o
snr.
ministro
da
justiça,
Augusto
Cesar
Barjona
de
Freitas.
—
Portugal
antigo
e
moderno,
por Pi
nho
Leal
(Fas.
93).
Daremos
noticia
mais
desenvolvida
na
secção
de
Livros
e
Impressos.
CorrespondeneU.
—Recebemos
uma
correspondência
de
Visella,
que,
pela
falta
d
’
espaço
com
que
luctamos hoje,
só
po
demos
publicar
no
seguinte n.°
Uma
eosiversão.
—
Em
certo
dia,
n’
uma
instrucção
familiar,
um
padre
dis
se
o
seguinte
:
«
Quereis
converter
uma
familia?
Conduzi
ao
seio
d
’ella
um
mem
bro
que
saiba
soffrer.
Quereis converter
para
Deus
uma alma que
vos
é
cara
?
sof-
frei
por
ella».
Estas
palavras
foram
ouvidas
por
uma
menina do
povo
que
acabava
de
fazer
a
sua
primeira
communhão.
Como
as
com-
prehendeu ella
?
é
segredo
de Deus.
A
pobre
menina tinha
visto
muitas
vezes
chorar
sua
mãe,
e
corava
de
ver
gonha,
quando,
á noite,
quasi
todas
as
noites,
o
seu
pae entrava
em
casa
enton
tecido
pelo
vinho.
No
dia
em que lhe
foi
revelada
a
for
ça
do soflrimento, ella
abraçou
sua
mãe
com
tal
effusão
de
ternura
que
fez
es
tremecer
a
infeliz
esposa,
e
lhe
diz :
—■
Mamã,
não
vos entristeçaes ;
bem
cedo
o papá
não
mais
vos ha-de
fazer
chorar.
E
no
dia seguinte, ao
jantar, unica
refeição
que
reunia
toda
a
familia,
a
me
nina
acceitou
a
sopa,
um
bocado
de pão,
e
recusou
o
resto.
—
Estás
doente pergun
tou-lhe
a
mãe.
—
Não,
mamã.
—
Então
come,
disse
o
pae. —
Nada
mais
por
hoje.
Tomaram
isto
á
conta d
’
um
capricho,
e
quizeram
castigar
a
creança
deixando-a
entregue
ao
seu amuo.
A
’
noite
o
pae
volta
embriagado
co
mo
todos
os dias.
A
menina
que
já esla
va deitada,
mas
não
dormia
ainda,
ouvio-o
blasfemar,
e
desatou
em
pranto.
Era
a
primeira
vez
que
a
blasfémia lhe
arran
cava
lagrimas.
No
dia seguinte, do
mesmo
modo
que
na
vespera,
ella
não
acceitou
ao
jantar,
por
unico
alimento, senão
pão
e agoa.
A
mãe
inquiela-se,
o
pae
mostra
se
enfadado.
—
Eu
quero
que
tu
comas,
diz-
lhe
cheio
de
cholera.—
Não,
responde
a
filha
com
firmeza,
não,
emquanto
vos
em
briagardes,
emquanto
fizerdes
chorar
mi
nha
mãe,
e
blasfemardes;
assim
o
pro-
metli
ao
bom
Deus, e
eu
quero
soffrer
para
que
elle
vos
nào
castigue.
O
pae
abaixou
a
fronte....A
’
noite
veio
tranquillo,
e
a
creança
ficou
tomada
d’ale-
gria
e
d
’
alvoroço.
O
habito,
porém,
ar
rastou-o
ainda
uma
vez.
O
jejum
da
filha
recomeçou
de
novo.
D
’
esta
vez elle
não
se
atreveu a
dizer
coisa
alguma
;
sóinen-
te
uma grossa
lagrima
rolou
pelas
suas
faces,
e
cessou
de
comer
;
a
mãe, essa
sim,
chorava
;
só
a
filha
eslava
tranquil-
la.
Então
levantando-se
e
apertando-a
nos
braços
:
—
Pobre
martyr,
lhe
diz
elle,
tu
farias
assim
sempre?—
Sim
papá,
até
que
eu morra
ou vós
vos
converlaes.
—
Minha
filha,
minnlia
filha,
eu jámais
farei
cho
rar
lua
mãe.
Susto-
«seção
priont»ria.—
Foram no
meados
professores
primários
os snrs.:
João
Joaquim
da
Silva,
para
a
cadeira
do
Cruzei
ro,
(Povoa
de
Lanhoso);
Manoel
Barroso,
para
a
de
S.
Ma»tinho
do
Arco
de
Baulhe
(Cabeceiras
de
Basto);
José Maria
Botta,
pa
ra
a
de
S.
Pedro
(Braga);
Antonio
Ahes
Machado
da
Fonseca,
para
a
de
Biiteilo (Ce-
lorico
de
Basto);
Marcellino
Francisco
Nu
nes,
para
a
oa
Junqueira
(Villa
do
Conde);
Beuedicto
de
Morna
Coutiulio,
pata
a
d’
Ab-
badim
(Cabeceiras
de
Basto);
Manoel
Joa
quim
d
’Oliveira Barros,
para
a
de
Silvares
de
Monte
Longo
(Fafe);
Antonio
Luiz
de
Magalhães
e
Silva,
para
a de
Cepães
(Fafe);
Antonio
Joaquim
deNeiva,
para
a
de
Para
da
do
Monte
(Melgaço);
Maria
da
Conceição
Maldonado,
para a
de Villa
Verde.
Cura do anthrax.—
Em
um
jornal
de
Paris,
lê-se
que
é facil
fazer
desap.
parecer
o
anthrax,
combatendo-o
a
tempo.
Basta,
diz,
banhal-o
com
acido
phenico
dissolvido
em um
decimo
de
álcool.
A
pelle
recebe
aquelle
orvalho
beneíico
com
a
avi
dez
de
uma esponja,
e
sem
dôr,
e
o
mal
está
conjurado.
O
auctor
do
remedio
não
quer
que
o
no
meiem;
satisfeito
com
ser
um
chimico ha
bilíssimo e
um
professor
de
alto
mérito,
bem
conhecido
dos
numerosos
ouvintes
do
con
servatório das artes
e
oíficios,
não
quer
in
vadir
o
dominio da
medicina,
posto
a
expe-
riencia
haja confirmado a
eílicacia
do
seu
re-
medio.
Fr-sí®
hídrnulico.— Na
Allemanha
inveotou-se
um
freio
bydraulico,
applicavel
aos
reparos
das
peças
de
marinha,
e
com
o
qoal se
póde
fazer
parar
o
estrado
em
qualquer
posição
que
se queira,
e
por
maior
que
seja
o
balanço
do
navio.
Estatística.
—
Durante
o
anno
de 1875
houve
na
Grã-Bretanha
1.112:295
nasci
mentos
e
726:351
mortes.
Vendaval noa Estados-UnidoN.
—
Telegrammas
recebidos
pelo Times
no
dia
4
do
corrente
dizem
que
continúa
o
vendaval
com
espantosa
furia
nos
Estados
Unidos,
nas
cosias
do
Atlântico.
A ve
locidade
do
vento
chega
a
ser
de
70
milhas
por
hora. Os
pestes
dos
telegraphos
estão
em
muitos
pontos
caidos.
Caiu
uma
torre
de
egreja,
de
225
pés
de
altura,
ficando
inteira
mente
destruída
uma
egreja
catholica qne
estava
em
obras
em Rhodetsland.
Etn
Was
hington
caiu
uma
parte
de uma
torre
de
egreja
de
230
pés
de
altura.
Em
Fredericks-
burg.
ua Virgínia,
caiu
um
campaharip,
esmagando
nm
edifício visinbo. Tem
havido
muitos
naufrágios.
Saciedade Eeiatoriea e artística.
—Em
Nápoles
fundou-se
recentemente
uma
sociedade histórica
e
artística.
O governo
italiano
subscreveu
com cmcoenla
mil
libras
para
a
compra
de
objectos
necessários
á
so
ciedade
e
despesas
de
sua
installação.
Boina.
—A
22
do
passado
janeiro
os
cardeaes
e
os
prelados
da
congregação
dos
ritos
reuniram-se
em sessãó
ordinaria
no
palacio
apostolico
do
Vaticano.
Entre as
numerosas
causas submettidas
ao
exame
da
congregação,
houve
seis
approvados,
sendo
entre
estas
a causa
reltiva
ao
proprio
da
missa
e
do
ofíicio
do
beato
Chrislovam
de
Milão, da
ordem
domininada,
da
qual
foi
relator
S. Em.a
o
Cardeal
Oregiia
de
Santo
Stefano.
que
o
foi
também
em idêntica
cau
sa do
beato
Reginaldo,,
que
fui
um dos pri
meiros
companheiros
de
S.
Domingos.
«Jlbs-a huinanitaria.
—
Trata-se
de
fundar
em
Guimarães
um
asylo de
Mendici
dade
por
iniciativa
de uma
das
irmandades
d’
aquella
cidade.
trauíe
incêndio.—
Houve
no
dia
10
um
pavoroso
incêndio
na
villa
da
Covilhã,
em
casa
do
comtnendador
Alves.
Ardeu
lodo o
piedio.
A
familia
ponde
salvar-se
com
custo,
mas
uma
irmã
do
snr. Alves,
precipitando-se
d’
u-
ma
janella
quebrou
as
pernas.
Vroduçdo <le azsstítjise.—
O
azou
gue
que
produziram as
minas
de
Almadeu
(HespanhaJ,
até
31 de dezembro
ultimo
ascende a
54.400
francos.
A
producção
das
referidas
minas,
sem
contar
com
a Almadejenos,
desde o
anno
de
1864 alé
julho
de
1875
é
de
2.614:429
quintaes
castelhanos.
Catastrophe
do poço de Jahiai
—
O
marechal
Mac-Mahon; presidente
da
republica
franceza,
subscreveu
para
a
catas-
troplie
do
poço
de
Jabin, com
5:000
francos.
A marechala
subscreveu
com
500.
M.
Buffet,
ministro
do
interior,
deu
or
dem
ao
prefeito do
Loire
para
entregar
á
junta
directora
da
subscripção 3:000
Ban
cos.
Atabulnneias carlistas.—
Lê-se
no
«Direito»;—
Recebemos
do iil.
mi)
snr.
Ma
noel
José
Vieira da
Rocha,
de
Braga,
a
quantia
de
117:890
réis
pertencente
á
sub
scripção que
este snr.
promove pata
as
ambulancias
ca.-listas.
O
mesmo
snr.
tinha
entregue
para
este
fim
até
ao
dia
26 d
’
outubro
de
1875
por
dif-
ferentes
vezes
808$590
O
que
agora entregou
117-^980
Somma
926$570
Por
esta
occasião
lembramos
aos
ver
dadeiros
catholicos que
nunca
os
socorros
para
as
ambulancias
íôram tão
necessários
e
urgentes como
agora,
para acudir
ás gran
des
necessidades
de
milhares
de
feridos
e
doentes
que
soffrem
por defenderem a
cau
sa
da
verdade
e
da
justiça.
Estas
esmolas
nada
teem
com
a
políti
ca,
mas
só
com
a caridade,
pois
que
nas
ambulancias
cai listas
são recebidos
e
trac-
tados
todos
os
feridos
que
alli
se
reco
lhem
quer
venham do campo carlista
ou
aflon-
sino.
Brtratos.—
Vendem-se
no
escriplorio
da
administração
d
’
este
jornal retratos
do
snr. D.
Miguel
II,
pelo
preço
de
300
reis.
------------------------------------
TKLEClHAUnAâ.
(Procedência
carlista)
HEND
a
YA
5.
—
Esta
manhã
partiu
de
Iron
para
Duncharinea, um
considerável
comboio
de
munições de
guerra.
Espera-se
uma
grande resistência
do
ex
ercito
carlista
ao
redor
de Vera.
IDEM
10.
—
As
operações
continuam
sem
perdas
de
forças,
nem de
posições.
Es
tá
immimente
uma
grande
batalha. O
en-
thusiasmo
e
a
confiança
dos
nossos
volun
tários é
indiscriptivel.
IDEM
11.
—Dizem-nos
de
Tolosa,
que
a marcha
das
tropas
affonsinas
atravez
cer
tas
zooas
do
território
carlista,
sem encontro
de
resistência,
não
é
a
consequência
d
’uma
victoria,
nem
o
indicio
d
’uma
situação
criti
ca
para
o
exercito
real.
Estamos
em plenas
operações
militares, das
quaes
conhecereis,
em
pouco,
os
resultados.
O
rei, o seu
povo
e
o
seu
exercito
es
peram
cheios
de confiança,
com
a
certeza
de
que
sairão
vencedores
da
lucta tra
vada esta
manhã.
TOLOSA,
7.
—Uma
horrível
tempestade
de
neve
impede
presentemente
qualquer
recontro,
e
loroa
critica
a situação
das
tropas
affonsislas.
Na
Navarra
e
na
Biscaya
teem
sido
espalhadas
novas
apparenternenle
victorio-
sas
para
o
inimigo.
Os
carlistas
obedecem
ao plano
combi
nado
cujos
resultados
não tardarão
a
pro-
dusir-se.
S.
m.
o
rei
contimía
a residir
em
Tolosa,
ponto perfeitameote
central
em
consequência
do
serviço
dos telégrafos e
do
caminho de
ferro,
para
dirigir
as
ope
rações da guerra.
A
confiança
e
a coragem
do
rei
entre-
tem
emre
os
voluntários
um
enthusiasmo
inabalavel.
O
inimigo
tem
soflrido
perdas
immen-
sas
em
chefes
e
oíTiciaes.
Sem os
viveres
que
recebem
da
França, e
sem
a
protecção
do governo
republicano,
que,
apesar
das
promessas
de
stricta
neutralilade,
auctorisa
a
passagem
de
tropas
afloosistas
escoltando
comboios
e
munições, Martinez
Campos
e
os outros
generaes,
achar-se-iam
em
má
situação.
No
entretanto
estamos
seguros
que
ella
se
aggravará
ainda
mais
no
dia
do
ataque.
RXPKDIE.VTBDA
ASJMINISTaA-
ÇÃO.
Os
nossos
assignantes
do
Por-
to
e
Vianna
e seus
districtos,
po
dem
desde
já
pagar
suas
assig-
naturas
aos
nossos
estimáveis
correspondentes
nas mesmas
ci
dades
os
ill.
mos
snrs.
Jose
’
Car
los
das
Neves,
rua
das
Flores,
Porto,
e
em
Vianna
a Francisco
Jose
’
d
’
Araújo
Júnior,
em
po
der
de
quem se
acham
os com
petentes
recibos
devidamente
Assignaluras
recebidas
Famalicão.
—
(Requião—Padre
Antonio
de
Souza Macedo,
até
17
de
novembro
de
1876.
Valença.
—
(Urgeira)
—
Padre
Alexandre
José
Fernandes,
até
19
d
’abril
de
1876.
Louzada.—(Freamunde)
—
Miguel
Ba
plista
da
Silva,
até
5
de julho de
1876.
—
Joaquim
da
Costa
Coelho,
até
31
de
Janeiro
de
1877.
Arcos.
—Revd
e°
reitor
de
Santa
Chrisli-
na,
alé
15 de
'dezembro
de 1875.
Pombal.
—
Padre
João
Julio
da
Silva,
até
19
de
setembro
de
1876.
Porlo.
—
(Relação)
—
Antonio
Xavier
da
Silva
Telles,
até
9
de março
de
1876.
SAÚDE A TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de.
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
3
9
anãos d’iavariavel
auecesno
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos e
de
vários
hospitaes,
ninguém
po
derá duvidar
da
eílicacia
d’
esta
deliciosa
farinha
de
saude
que
cura as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia
,
flegma,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr na bocca,
piluitas,
nauseas,
vomitas,
irritação intes
tinal,
diarrea,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão.
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito, das
bronchiles,
da
bexi
ga,
do ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de S.
S. o
Papa,
do duque
de Pluskow,
da ex.
ma
snr.3
marqueza
de Brehan, do
doutor
Manoel
Saenz de
Tejada,
da
Universidade
de Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não posso
fazer
menos
de manifestar
a
vv.
s.
as
os
hélios resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales-
ciére á minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia
inlensissimas dores
in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
snrprehendente
especifico
ficou
com-
pletamente
restabelecida.
Ficando reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião para
demon
strar
a
consideração com
a
qual
o
distin
gue
o
seu
attento
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me perfeitamente
com
o
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo
da
lievalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
effeilos,
em particular
modo
n
’
aquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
d
’estes
cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
lambem produziu os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e das moléstias
de estomago,
afas
tando de
qualquer
indivíduo
a
hypocon-
dria
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
-do
que
a car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/4
kilo,
500
; de
i
/i
kilo 800
rs
;
de
um
kilo,
l$400
reis; de 2
*/
a
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$4OO
reis,
e
de
12
kilos,
12:5000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
checolaiada;
ella
res-
tilue
o
appettite, digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em paus,
ou em
pó
era
caixas
de folha
de
lata
deli)
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas, l$400
; de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRE
BU
BARBT4
C.
a
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres; Valverde, 1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Centra!
;
snr.
Serzedello
à
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisb®»,
(por
grosso e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loretc,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra, V.
Botelho
de
Vas>-
concellos
; Aveir®,
F.
E.
da
Luz
tf Cóstá,
pharm.;
Hareeia®»,
Ramos,
pharm.;
líraya,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
& Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J. V.
Machado,
praça Municipal.
Eiguelr»,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
CtuímariM
A.
.1.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do
Lima,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vo»
do Varzim,
P.
Machado de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do Casteilo,
Aflouso
e Barros,
droguistas;
Villa
de
Conde,
Ã.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
O
bacharel
Francisco
Dias
Lima, na
impossibilidade
de
o
fazer pessoalmenle
co
mo
desejava,
agradece
por
este
meio,
a
lodos
os
ill.
mos e
exc.
mo
*
snrs.
e
revd.os
ecclesiasticos
qne o
cumprimentaram
por
occasião.
do
fallecimento
de sua muito
pre-
sada
madrasta
D.
Custodia Maria
da
Cos
ta,
e
aos
que
se
dignaram
acompanhar
o
cadaver
da finada
ao seu
jazigo no
cemi
terio da villa
de
Prado,
assistindo
aos
res
ponsos
de
sepultura,
bem
como
os
que
no
dia
3
do
corrente
mez estiveram
presen
tes
aos
eflicios
fúnebres,
que
pela
alma
da
mesma
tivaram
logar
na
capella
de
N. Se
nhora
do
Bom
Successo,
da
mesma
villa,
e
a
lodos
significa
sua
gratidão
e
protes
ta
indelevel
reconhecimento.
(2976)
João
Baptista
Lopes,
filhos,
génio,
cu
nhados,
sobrinhos
e primos,
nào
podendo
agradecer
pe-soalmente
como
desejavam
a
todas
as
exm.as
snr.
as
e
exm.
os
snrs.
que
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
esposa,
mãe,
sogra,
irmã,
lia
e
prima,
Anna
Joaquioa
Gomes
Lopes,
bem
assim
a
todas
as
pes
soas
que
lhes
fizeram
a
honra
de
assistir
aos
ofíicios fúnebres
e
acompanhar
o
ca
daver
até
o
cemiterio,
o
fazem
por
este
meio
protestando
a todos
o
seu
profundo
reconhecimento
e sincera
gratidão.
Igualmente
agradecem
aos
muitos
reve
rendos sacerdotes
que
tiveram a
bondade
de
celebrar
missas
e
assistir
ao
funeral
gratuitamente.
(2973)
ANNWCIOS
A
antiga loja que foi
de
José Ma
ria
Lima da Silva, hoje d.e
seu
sobrinho
Leonardo Pereira
de
Lima.
Rua
dos Chãos n.° 34—
Braga
N
’
ella
se
encontra
grande
e
variado
sor
timento
de
fazendas
nacionaes
e
esltangei-
ras
próprias
para as
artes de
sapateiro,
ta-
manqueiro,
corrieiro ou
seleiro,
o
que
tudo
vende
por
preços
que
em nenhuma
outra
qualquer
parle.
(2979)
IMS
PAliA KliOi
9
A’
loja—
Cacliapuz—
Acaba
de
che
gar
ura
sortimento
de
bombas
de
differen-
les
feitios,
e
que
pódem
funccionar
perfei-
lamente até
30
”
de
profundidade.
CONTKA
O F3IO
Caloriferos
ou
fogões
d
’
aquecimento
pa
ra
salas,
quartos, etc.;
vendem-se
na
loja
C
achapuz
.
(2980)
"77^,
Vende-se
uma
morada
de
casas
si-
jÍGj|L
lua(
*
a
oa
rua
da
Ponte,
com
o
n.°
súáiilMgi.
Vê-se
das
3
ás 4 da
tarde.
Quem
a
perlender
falle
com
Antonio
dos
Santos
de
Azevedo
Magalhães.
(2981)
JÁ CHEGOU
A
polvora do
estanco,
rua da
Boa-Vis-
ta,
n.«
152.
(2982)
rs/rj.Tío
aviso
O
l.°
volume
do
THESOURO
DO SACERDOTE
será
posto
á
venda
no
dia
20
do
corren
te.
Até
esse
dia
o
preço da assiguatura
é
de
800
réis
o volume
e
pelo
correio
880
téis.
Depois
do
dia
20 o
preço
será
de
láOOO
réis
o volume.
Recebem-se
ainda
assignaturas
na
Li
vraria
de
Egenio
Chardron.
Nova
fundição
de
ferro
e
me-
taes
Be
Antonio Germano Fei-r ei rinha
Travessa
de
S.
João—
Braga.
O
proprietário
d
’
esla
oflicina
funde
to
da
a
obra
de
ferro
e
metal,
de qualquer
tamanho
e natureza
que
seja,
assim
como
lambem
faz
memórias
de
ferro
ou
melai,
tudo
pelos
preços
do Porto,
e com
a ma-
xima
perfeição.
Rua Nova de
Sousa
n.°
5.
José Antonio
Gomes
Ferreira,
suc-
cessor do
LOUREIRO,
tem
grande
por
ção
de
latão
e
cobre
velho
proprio
para
fundição,
que
vende
por
preço
barato.
(2931)
LITHOGRAPHIA
9—Rua
do Campo — 9
M.
J.
F.
d
’
Oliveira,
satisfaz
com
promp-
tidão
e nitidez
todo
e qualquer
trabalho
pertencente
á
sua
oíficina:
estampa
em
gra
vura
e
a
creion,
cbromo-lilhographia
map-
pas,
etc.
(2978)
loraiíi
Wtó
B
WÍO
ã
S
à
WW
«TO®
EM
SÉRIES DE 6,12,
OU 24 LOTERIAS
(SUCCESSIVAS
OU ALTERADAS)
MUDANÇA
Iourenço
Marques d
’Almeida,
desejando
satisfazer
o
desejo
d
’alguns
dos
numerosos
e
muilo
estimáveis
freguezes
do
seu
estabelecimento,
deliberou
abrir
esta
secção
d
’
entra:las,
que
já,
peia
reducção dos
preços,
já pela
commodidade
de
poder qualquer
habilitar-se, sem mais ter d
’
encominodar-se,
é
de
sutnma
vantagem
para
os
amadores
do
jogo
da
Loteria.
Recebe
ainda
assignaluras,
para
o
que
remette
as
listas
de
subscripção
e mais
inslrucções,
a quem
as
pedir.
As
requisições
devem
ser
dirigidas
a
FOUREAÇl»
MARQUES
»’AUMEÍBA—Rua das Flores, n.° 119—PORTO.
OS
PREÇOS
D
’
ENTRADA,
SÃO
OS
SEGUINTES:
Francisco
José
de
Paiva,
mudou
o seu
es
tabelecimento
de
musicas
e instrumentos
pertencente
e tudo
á
mesma
arte,
que
tinha
na
rua
de
S.
Antonio
das
Travessas,
n.°
18,
para a rua
Nova
de Sousa, n.°
17,
e parti-
licipa
aos
mestres,
professores
e amadores
de
musica,
que
este
estabelecimento
hoje
se
acha
monido
de
muitas
musicas
para
piano
e
mais
instrumentos,
assim como
muitos instrumentos
dos
melhores
aucto-
res,
e
boas
cordas
para
os
ditos
instru
mentos
e
tem
todos
os
accessorios
perten
centes
á
mesma
arte,
e
se encarrega
de
encorr.mendas
d
’esle
genero.
(2972)
SÉRIES
DE 6
LOTERIAS
P
reços
de
entrada
,
com
direito
a
Uma
cautella
de
600
réis 3$550
Um
decimo
de 1$350
réis
8$000
Um
quinto
de
2$600
réis
15^400
Meio
bilhete
de
6$500
réis
38$600
Um
bilhete
de
13$000
réis
77^000
SÉRIES
DE
12
LOTERIAS
P
reços
de
entradas
com
direito
a
Uma
cautella
de
600
réis
7
£000
Um
decimo
de
l$330
réis
15$600
Um
quinto
de 2<$600
réis
30$500
Meio
bilhete de
6$500
réis
77$000
Um
bilhete
de
13$000
réis
1520000
SÉRIES
DE
24
LOTERIAS
P
reços
de
entrada
com
direito
a
Uma
cautella
de
600
réis
130800
Urn
decimo
de
10350
réis
310000
Um
quinto
de
20600
réis
600000
Meio
bilhete de
60500
réis
1520000
Um
bilhete
de
130000 réis
3000000
TOW
MHS
SS
UBilU
8
Almeida Maia,
chapeleiro, roa
do
Sou
to,
44,
tendo
observado
que
seu
collega
e
primo
Jesé
Luiz d
’
Almeicfa,
se
dá
ao
trabalho
de mandar
os
seus
empregados
espionar
os
do
annuncianle,
quando
estes
conduzem
fazenda
a
casa
.i
’
algum freguez,
proceder
que de
certo
só
terá o
fim
de
con
verter
os
seus
empregados
em policia,
pre-
vineo
de
que
despensa
taes
finezas,
não
só
porque
confia
plenamente
na
benigna ín
dole
do
publico,
uma
porque
já
algum
em
pregado
do
annuncianle
confundiu,
pelos
desconhecer,
presumidos
policias
com
indi
víduos
que
tentavam
assaltal-o.
(2970;
Almeida
Maia.
Assim,
a série de
6
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
2
mezes;
sendo alterada,
póde
prolongar-se a
3
ou
6
mezes.
A
série
de
12
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
4
mezes;
alterada,
póde
prolongar-se
a
6
ou
12
mezes.
A
série
de
24
loterias,
sendo
successiva,
terminará
em
8
mezes; alterada,
póde
prolongar-se
a
12
ou
24
mezes.
—m
a»
-ia»
p«
-fc...
—
HABILITAÇÃO EM NUMEROS CERTOS OU VARIAVEIS
A
habilitação
póde
ser
em
uunseiros
certos ou variaveis,
isto
é,
póde
o
subscriptor jogar
no
mesmo
numero
em
todas
as
loterias,
como
póde
em
cada uma
d
’ellas
jogar
com numero
difíerente.
Em
qualquer
dos
casos,
receberá
opportunamente,
era
todas as
loterias
respectivas,
a
fracção
ou
bilhete
correspondente
á
sua
entrada.
----------------
A lodos
os
Snrs.
qoe
subscreverem
para
a
HABILITAÇÃO
LOTERICA,
será
opportunamente
enviado
como
brinde,
um
apparatoso
folheto,
nitidamente
impresso, contendo
a
relação
completa de
todos
os numeros
que
desde
a abertura
d’
este
estabe
lecimento
(julho
de
1872)
até
ao
fim
do
corrente
anuo,
n
’elle
sahiram
premiados
com
prémios
superiores
á
quantia
de 1000000
réis,
os
quaes
entre
si
formam
uma importante
collecção.
Conterá
além
d
’isto
o
mesmo
folheto
o
calendário
para o anno
de 1876;
a
tabella
dos
portes
do correio,
lei
do
sello;
e
horário
dos
Caminhos
de
Ferro
do
Minho,
bem
como
outras
varias
annotações d
’
uliiidade.
MESTRA
Precisa-se
d
’uma de
50
annos,
pouco
mais
ou
menos,
para
fóra
da
cidade
e
casa
particular.
Para
informações
campo
de
Sant
’Anna n.°
68.
(2963)
Companhia
Edificadora e Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
convida
os
senhores
accio
nistas
a
fazer
a
quinta
entrada
de
5
por °|
0
ou
1250
por
acção
nos dias 15 a
25
do
cor
rente
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
2
da tarde
no
escriptorio
da companhia
no
Campo
de
Sanl
’
Anna
n.
e 71
D
—
2.°
an
dar. —
Braga
4
de
Fevereiro
de
1876.
Francisco
da
Silva
Araújo
João
Carlos
Pereira
Lobato
José
Alves
de
Moura.
(179)
(2965)
HOSPEDES
Na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
33,
ha
logar
para
receber
um
ou
dous
hospedes,
tendo cama,
mesa
e
bons
commodos,
por
preço
rasoavel.
(183)
(2974)
Agente em
Braga
ANTONIO
JOSE
’ ALVES
DE
CASTRO
31,
Largo
da
Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
tetra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da compra e venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras, onde o
Banco
tem agencias
(3*)
BANCO
MERCANTIL
DE
Sociedade anonyma
de
reiaponsa-
bilidade
limitada
São convidados os
snrs.
accionistas
d
’es-
te
Banco
a realisarem
a
quinta
e ultima
prestação
de
20
p.
c.
ou 100000
rs.
por
acção
desde
o
dia
20 até 29
de
fevereiro
proximo,
em
Braga
na
sele
do Bauco,
e
no
Porto
na
agencia Praça
de
D.
Pedro
n.®
22.
A
este
mesmo
acto
serão
trocados
os
títulos provisorios
por
um
documento
de
clarando
cada
snr.
accionista
se
deseja
as
suas
acções,
ao portador,
ou
averbadas,
devendo
n
’e*te ultimo
caso
indicar
tano-
bem
o
nome
da
pessoa
ou
pessoas
a
quem
se
deve
fazer
o
averbamento.
Braga
26
de
janeiro
de
1876'
Pelo- Banco
Mercantil
de
Braga
Os
direclores
José
Antonio
Bebello
da
Silva
João
da
Costa
Palmeira
(178)
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
ESQQL4
AMERICANA
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados, colloca
dentes
artificiaes
com
per
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da cida
de.
Consultorio,
Campo
de
SanfAnna
n.°
1,
das 8
da
manhã
ás
5 da
tarde
(2910)
Banco Mercantil de Braga
Sociedade anonyina
de
responsa
bilidade
limitada
Previnem-se os
poucos
snrs.
accionis-
tas
d
’
este
banco,
possuidores
de
acções,
apenas
com a
primeira
entrada,
de
que
es
tas
lhes
serão
annuladas
não
tendo
satis
feito
a
importância
da
2.
a
prestação
e
ju
ros
respeclivos
até
ao
dia
15
do
corrente,
em
conformidíde
com
as
disposições
do
artigo
17
e
seus
§§
dos
Estatutos,
pela
execução
do
qual
a
direcção
é
a unica e
immediatamente
responsável
para
com o
banco,
como mandataria
d
’
este
e
que
por
tanto fará
cumprir
na
sua
integra,
Pode
efiectoar-se
o
referido
pagamento
nos
seguintes
locaes
:
Etn
Braga
—
no
edifício
do
banco,
rua
Nova
de
Sousa
n
0
19.
No
Porto
—na
sua agencia,
praça
de
D.
Pedre
n
0
22.
Braga
e Banco
Mercantil 1
de
Feverei
ro
de
1876.
Pelo
Banco
Mercantil
de Braga
Os
direclores
José Joaquim
Lopes Cardoso
João
da
Cosia
Palmeira
(180)
José
Antonio
Bebello da
Silva.
Alta novidade para inverno
Campo de 55. Uuiz
I, n.° 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A.
R1REIRO
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a
50
réis;
ditas de
lã,
claras,
a
100
réis;
ditas
de
lã, escuras,
de
120
a
160;
saccas
de
viagem para
senhora,
de
500 réis até
20000;
guarda-solinhos
para
senhora,
côr
de
café,
10000
e 10200 réis;
ditos
para
homem,
10800;
Manias
de
seda
pera
ho
mem
e
senhora
120
e
140
réis;
ditas
mo
dernas,
que
eram
de
600
réis
vende
por
240
;
lenços
de
seda,
grandes,
que
erão
de
900
rs.,
a
600;
chitas
largas
com
barras,
a
90
réis
;
ditas
de
côres,
sortidas, 90
e
100
réis,
e
fazendas
de novidades
tanto
para
homem
como
para
senhora,
de tudo
tem
de
maior preço.
BRAGA
I
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
