comerciominho_15011876_445.xml
- conteúdo
-
PUB
$3
I
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
Assigna-see
vende-se
no
escrip-orio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência
franca de
porte.
=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
P
reços
:
Braga, anno
1^000
rs.—Semestre 850
rs.=Prom-
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas
Í&000
rs.=Semestre
Í&250
rs.==/?raz»/,
anno
á$400 rs.==Semestre
2&300
rs.
moeda forte,
ou
10^000
reis
e
5&500
reis moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
%
d
’
abatimento.
BRACA-8AB3ADO
fiâ £5E
JASíiiKO
A
verdade.
Discorra
o
entendimento,
antes
que
se
agrupem
malquerenças;
que
o interesse
sublime
dos
princípios
mais
carece
da
abnegação,
do
que
as
míseras
contempla
ções
da
individualidade
exigem
o
sacrifício
de
altos
desígnios
e
de
elevadas
aspira
ções.^
De
mão
aviso
anda
quem
lê
a
verdade
do
que
escrevemos
apenas
atravez
um
prisma
de
efemeros
preconceitos.
Ha quem
trema
ao
ouvir
a voz
da
verdade,
só
pelo
receio
de
que
o
inimigo
saiba
a
côr
qne
ella
tem.
Confessemos
que
isto
é
cer-ar
os
olhos
á
luz
com
medo
que
ella
queime os
que
a
uão
vêem.
Não
podemos ainda descobrir
com
que
interesse
a
nação
legilimista
quer
viver
em
uma
illusão eterna
I
A
filosofia do
erro
não
póde ser
omnipotente,
como
a
voz
da
mentira
e
a
manifestação
de
embustes
enfraquecem
e
ridiculisam
quem
d
’
elles
usa.
Em
face
do paiz legilimista
não
falía
mos
ás
cafilas da revolução.
Não
podemos
ir
segredar
ao
gabinete
do
homem
que
pensa,
á
oflicina do
operário
que
trabalha,
cu
ao
campo
do
lavrador que se
banha
no
suor
das
lidas, quaes
tem
sido
nossos
er
ros, e
quaes
são
as
mais
legitimas
aspi
rações
da
política
em
geral
e
da
nossa
patria
em
particular.
O
meio
de
lhes
fal-
larmos é
este,
e
só este.
Mas
se
querem que
o
que
disemos
não
seja
sómente
para
'os homens da
nossa
política,
então
tire
cala
um
as
conclusões
qne
lhe pertencem.
Aos
nossos disemos
:
o
ocio
é
a
morte;
o
desfillecimento
moral
é o
aoniquilla-
tnento
das
crenças
;
o
abandono
dos
es
forços
é
a
dcshotira; uma
aspiração
sem
trabalho
é um
absurdo
inepto.—Unir,
unir,
mas
trabalhar.
Só
se
desuna
quem
preterir
a
morte
da
nossa
política
e
das
nossas
esperanças. Mas
trabalhemos
nós
sempre,
por que
o trabalho
é a vida.
Nao
é
legilimista
quem
não
quer
meios
e
fins.
Não
é
legilimista
quem
uão
tem a
reso
lução
completa. Diz
Vieira
que o
homem
irresoluto
quer e
não
quer,
porque
quer
os
fins
sem
querer
empregar
os
meios.
Triunfar
sem
trabalhar
é
querer
viver
sem
alimento,
querer
caminhar
deitado,
querer
despertar
dormindo
sempre,
querer
que
o
sol
brilhe
n’
uma
escura
noite! Vult
el
non
vult
piger.
Quem não
acreditar
n
’islo
e
quem
fin
gir
não
acreditar,
ou
é
tolo
sem
mistura,
ou
é traidor
sem
pejo.
Pouco
nos
importa que
meia
duzia
de
homens,
imiteis
para
tudo,
nos
levem
á
má
conta,
por não
terem
nem opinião,
nem
dedicação,
nem discernimento
pró
prio.
Esses
homens,
que
ha
em
lodos os
partidos,
e
os
tem
havido
em todos
os
tempos,
são
o
joio
do
trigo
e
os
gafa
nhotos
da
ceara.
Esses
não
prestam
nem
para
a
causa
nem paia
si.
Esses
são
os
que
se
ajoelham
deante
de
qualquer
altar,
sem
se importarem
qual
é
o
Deus
que
alli
se
adora.
O
altar
para
elles
é
só
al
tar:
o
mesmo
é
que
esteja
alli
Christo
ou
Satanaz.
Ensinaram-lhes
a orar
male-
rialmeute
deante
dos
altares,
eis
tudo.
São
sabujos
da
qualquer
grande,
porque
ouviram
diser
um
dia
que
era
grafade
;
e
estão
ainda
a
genuflectar
para
o
occidente
porque viram
pôr-se
d
’
a)li
o
Sol,
sem
se
occuparem
se
elle
já voltou
do
lado op-
posto.
Estão
identificados
com
o
seu
nada
e
do nada
vivem.
Para
estes
uão falíamos nós,
mesmo
quando
falíamos
aos
legitimistas
;
pois
que
tomaram
elles
o nome
da
nossí
política
como
um
alcunha,
mas oa
realidade
uão
são
mais
do
que
um
armazém
de
ridícu
las
baforadas,
e
um
lhesouro
inexgotavel
de inépcia
e
de cabeçudo
pyrronismo.
Falíamos entre
os
legitimistas que de
sejara
restaurar
as
nossas
crenças
sem os
erros
do
passado,
os
que
querem
que
o
futuro
seja
para
lodos
os
portugueses
sem
exclusões
de
espúrios,
que
os
não tem
a
patria
;
os
que
conhecendo
que
valem al
guma coisa
uão
esperam
que
ninguém
faça
o
que
lhes pertence
a
elles fa-er. Os
que
desejam
reformas
tileis
e
os
interesses
do
povo,
mas
que
se
não
oppõetn
a
ellas
n
’
uma
opposição
sislematica
ao
que
é
do
progresso
legitimo,
da
moral,
dos
costu
mes,
dos melhoramentos públicos,
da
scieo-
cia,
da
economia,
das
arles
e
das
indus
trias.
Os
que
desejam
um
futuro
para o
paiz,
e
não
um
paiz
paca
um
corrilho
de
imbecis
ou
de inválidos.
Pois é
entre
esta
clas-e
de
legitimistas
que
nós
apostolisamos
a
união
e a
acli-
vidade.
Os ouiros,
que
imporia que
nos
es
cutem
ou
não? Porque temos
tola
a pu-
resa
dos
princípios
da
legitimidade,
como
base
de
toda
a
justiça-e
de
toda
a
ordem,
como
fundamento
da
paz
e
da
felicidade
das
nações,
queremos
sacrificar
por
estes
princípios
todas
as
nossas
forças.
Não
queremos
morrer
esperando
uma
coisa
qoe
se
não
sabe
o
que é,
nem
quem
nol-a
trará;
preferimos
morrer
luctando
por
uma
coisa
nossa,
defimdamente
utii
para
o
paiz em
que nascemos,
em harmonia
com
os
princípios
que
uos
legaram
nossos
paes,
pela
religião
que
professamos
e
pela
patria que amamos
sinceramente.
Se
não
chegarmos
a
lograr o
triunfo, será
elle
para
uossos
filhos
a
quem
deixamos
o
ca
minho
aberto,
e o
exemplo
honroso.
Temos
errado, lodos
o
sAem
: é
in
dispensável
que
mudemos de
rumo,
lodos
o
vêem.
Isto
póde
e
deve diser-se
a
amigos e
a
inimigos.*
Para
os
amigos
isto
significa;
devemos
pôr
o»
olhos
na
historia
para
nos
corrigirmos,
devemos
unidos
caminhar
para
o
poito, com os
olhos
na
nossa
eslrella,
porque
aliás
se
essa
eslrella
está alli,
e
se
não
tiramos
os
olhos
d
’
ella,
ou
estare
mos sempre
no
mesmo
ponto,
sempre
sem
que o
porto
caminhe
para nós, ou
anda
remos
como
os
remadores,
com
os
olhos
no
céo,
caminbrndo
sempre
para
traz.
Tem
havido
erro na
política que
temos
seguido,
erro
demonstrado
pelo
lempo,
e
cujas consequências
sào
a
debilidade
em
que
está
a
nossa
política,
e
as
deserções
que infelizmente
lamentamos.
Este
política
se por
ora
está
anémica,
ámanhâ
esiará
cadaver
se
lhe
não
acudirmos
de
prompto.
Se
os
chefes
de
hontem o
querem
sei de
ámanhã.
façam
por
merecer
este
titulo
Não
conhecemos
pessoas
n
’
este
logar
:
aqui
conhecemos
os
princípios,
e
os
serviços
de
cada
um
dos
qne
os
defendem.
Só
a
esses
e para
estes
lemos culto.
No
que é
particular
e
pessoal
veneramos
a
todos,
sem
excepções
nem
animosidades
por
ag-
gra*os,
que já
perdoámos em
nome
e
em
honra
da
causa,
que é
mais
do
que
nós,
e
do
que
lodos.
Eis
a
verdade
que
a
nin
guém
deve
destoar
: queremos a
reconci
liação,
queremos
a
união,
queremos
tra
balhar
e
vencer,
mas
que
se
trabalhe
com
senso
coramum,
sem
fortificarmos
èin
cas-
telios
d
’
areia,
nem
nos
alimentarmos
de
illusões
de
'uovella.
Temos
dito
isto infinitas
veses;
não
sabemos
já como o
accemuar
melhor,
para
que o
comprehendam
bem.
E
se
este
é
o
aceordo
de
lodos,
se
ninguém
tem
co
ragem-de o
negar,
para
que se vem
com
calumnias torpes
ou
com
allegações
nés
cias
responder
á verdade,
tão
clara
como
a
luz,
tão
leal
como o
que
é
mais
nobre
e
cavaíhêiroso ?
A
consciência
publica o
julgará.
Que
imporia
que
os
inimigos
oiçam
que
disemos
isto
em
família?
Que
podem
comprehender
d
aqui os
que,
desenganados
do
que
é
a
revolução,
vivem
ainda
debaixo
de
outras
bandeiras
á
espera
do
momento
de
se
reconciliarem
comnosco,
ou
aquelles
que,
irreconciliá
veis,
nos
apontam
como
modelo
de
ty-
rannia,
como
engeitados
da
patria,
como
déspotas
condemnados
com
o
passado,
co
mo
génios
do
mal,
que
nas
trevas
busca
mos
tolher o
passo
ao
progresso,
e
voltar
com a
sociedade
aos
tenebrosos
tempos
da
edade
media
’
!
Que
duvida ha
em
que
taes
homens
oiçam o
écco
das
vozes
que saem do
nosso
campo ?
Essas
vozes,
se
lhes
dizem
que
não
pódem
temer-nos
hoje,
dizem-lhes tam
bém
que
aspiramos
ao
justo
e
ao
gran
dioso.
Que
buscamos unir-nos e trabalhar
para
que
triunfemos
um
dia.
Que
não
queremos
restabelecer
velharias nem
res
tituir
ao
paiz
os
condes de Bastos
e
as
forças,
os
ferretes
das
nossas
ordenações
e
as
chibatas
do
antigo
exercito.
Quere
mos
a
nação
constituída
pela
vontade
da
nação,
legilimamente
representada
nas
sua»
cortes
; mas
não
queremos
uma
liberdade
tirannica,
imposta
pela
lei
da
força
e
sanc-
ciouada pela
revolução, protegendo
a
cor
rupção
e
promovendo
a
anarchia.
Queremos
que
da
nossa
união
e
do
nosso
trabalho
resulte
podermos dizer
ao
paiz
qual é
O
nosso
caminho,
para
que,
conhecidas
as
nossas
intenções,
possamos
esperar
e
promover
a
unidade,
a
recon
ctliação
de
que
tanto
necessitamos,
para
volvermos
a
ser
o que
já
fomos,
e
mais
do
que
nunca
fomos,
pela
nossa boa ad
ministração,
p-lo
nosso
credito,
pelo
nos
so
patriotismo,
garantidos
por
tudo
quan
to
tem
a
solidez
da
legitimidade,
desde o
throno até
á
praça
publica,
desde o tem
plo
das leis
até ao
ultimo
funcciona-
rio.
Como havemos
fazer
crer
aos
nossos
adversários,
que
somos aptos
e
desejamos
acompanhar
os
progressos,
se
nos
.mostra
mos estacionários,
aié quando
a
imperio
sa
necessidade
de
vivermos
está
sacrifi
cada
a
uma
induleeca
perniciosa
?
Como
devemos
esperar
que
a nossa
poljtica
viva
no
futuro,
se
o
pouco que
ahi
resta do
passado
esiá
já
no derra
deiro
periodo
da
existeocia,
e
a
nova
ge
ração
se
deixa por
uma
educação
des
cuidada,
contaminar
dos
males
da
revo
lução
?
Falta-nos
acaso
a
experieneja
?
Vamos
buscal-a
ás
escolas,
á
Universidade
por
exemplo.
Ha
20
atinos,
a
flor
do
partido
legiti
mista
existia
alli.
Talentos
laureados,
fa
zenda
abundante,
activida.de
esperançosa,
aspirações
arrojadas',
ambições
nobres,
vontades
decididas.
—Eram
fruclo
da
arvore
de
hontem.
Mal
sasonado,
linha a
doçu
ra no
sueco
e
estava
incoirupto.
A
mão
do
cultor
que
lançára
aquella semente
abandonára
por
sua
inércia aquelles
pro-
duclos
á
voracidade
dos vandalos.
Quando
despertou,
esses
fructos
já
uão existiam
para
elle.
Esperanças, ambições,
sciencia,
aclividade
foram
conquistados
pelos
ho-
mei:s
do
pieseulu
para
esmagar
o passa
do.
Poderíamos
citar
lodos
os
nomes,
se
não
fóra
longa
a lista.
E
de
anno
para
anno
a
deserção
é
maior.
—
Nas escolas
eutra-se
legilimista
e
catholico:
traz-se
do
lar
domestico
a
religião
que
nos
ensinam
as
mães
edu
cadas
á
moda
de
antigos
tempos,
traz-se
a
crença
que
ensinam
a
honra
e
a
firme
za
de
princípios
dos
paes,
e
vivem-se
assim os
primeiros
dois
annos.
Findos el
les,
cada
creauça,
abandonada
a
si
e
aos
especuladores,
faz-se
um
filosofo,
e d
’
al!i
um
socialista,
um
republicano,
um
racio
naiiSta,
um
atheu,
um
cynico
!
Quando
volta
a
casa
pergunta
ao pae
:
o
que
faz
a
Lua
política,
meu
pae?
—
-O
pae,
que
dorme,
não
responde,
e
o
filho
vae
para
oude
o
levam a
filosofia
que aprendeu e
a
sociedade
corrompida,
que
o
arrasta.
Entre
mais
de
mil
estudantes
qne
ho
je frequentam
a Universidade,
existem
70
qne
são
legitimistas,
filhos
de
famílias
le-
gilimistasj
todos
em
frequências
inferio
res
ao
segOndo
anno
das
diversas
faculda
des. Do
segundo, anno para cima,
não
ternos
noticia
de
neohòm
qne
não
seja
liberal,
ou
que
pelo
menos
não
diga:
«eu
respeito
a
política
de
meu
pae, qne
é
legilimista,
mas.
homem
da
minha
época,
sou
liberal.»—E’
a
locução
em
voga.
En
vergonha-se
a
geração nova
de
dizer
que
pertence
a
um
partido
qlie
nada
pesa na
balança
dos fados,
e
qoe
é
tido
como
uma
caducidade
rabujenta
e
impertinente.
Col-
loca-se
na
ponte
de
pass?«gem
Quem
fôr
imparcial dirá que
esta
ge
ração
é
lógica
pois
que
é
necessário
dar-
se
á natureza
das
coisas
o
qub
lhe
é
propsio
e
justo.
A
intelligencia,
que no
seu vigor
deseja
e
se
entrega
ao
raciocí
nio,
tem
mais
crença
nos
movimentos mais
ousados
e
agitados
das
turbas,
do
que
na
vidã
morna
dos moribundos
:
•
pretere
as
papoulas
que nascem
entre
o
matto
bravo,
mas
’
livres,
cheias
da
poesia
e
do
bello
da
solidão
campestre,
ás
tosas
sem
aroma,
que
a
mão
do
coveiro
plantou,
de
guarda
aos ciprestes,
á beira
dos
tu-
molos.
A
vida
é
para
os
vivos;
os
que
dormem
arremedam os cadáveres
:
senão
são
Ião
feios,
pelos
menos
são tão
inúteis
como
elles.
Em
redor
dos
cadaveres
agi
tam-se
só
os
vermes
:
sob
um
labaro
que
representa
utr.
principio,
movem-se
os
que
sentem
dedicação
e
coragem.
Não
exis
tindo
quem
se
mova sob
essa
bandeira,
ella
uão
representa
mais
do
que uma
tradicção
on
uma
-lenda,
que
de
bocca
em
bocca,
de
geração
em
geração,
se al
tera
até
que
se
extingue.
Será
um
mo
vimento
vivo
e
honroso
de
historia,
mas
é
lambem
uma
pagina
inerte, que
se
não
compulsa
nem
para guiar
os
povos,
uein
para
lhes cooíer
as
paixões,
derivadas
de
novas
luclas
e
de
novas
necessidades,
que
a
época
sugeriu.
Eis
pois
porque dizemos
qne
o
legi-
timismo
em
Portugal
carece
de
acção,
acção
que
fortifique,
acção
que eduque
soldados
para
Deus e
para
a
patria. Acção
que
atraia
e
não
repila,
acção
que
bus
que a
paz
na
vida
e
não
a
tranquilida
de
da morle.
Para
isto
não
aconselhamos
nem
que
remos a surda conspiração
nem
atrevidas
empresas,
que
acabariam
de perder-nos
no
estado
em
que
estamos.
Isso
seria
hoje
uma
traição,
e pa a
traidores
bastam
aquel
les,
que,
dizendo
ter
a
nação
legitimista
fechada
nas
mãos,
a
vão
hipothecar aos
governos,
permutando
a
honra
e a
acli
vidade
d
este
corpo
político
pelos
seus
in
teresses
meratnenle
pessoaes
;
para
trai
dores
bastam
os
que
mercaiejam
com
néscios
embustes,
enganando
o
paiz
para
explorar
a
boa
fé
dos
que
acreditam
no
prestigio
da
roupagem
com
que
se
mas
caram,
e
na
honra
dos
escudos
com
que
se
resguardam.
O
que
acou-elhamos
é
que se reúnam,
que se
conheçam, que
se
contem,
que
se
or^anisem
os
legitimistas.
—Faça-se is
to
sem
temor
nem
hesitação,
á
luz
do
dia,
á
sombra
da
lei.
Diga-se
ao
poder
—
«aqui
estamos,
dentro
dos
limites
que
nos
mar
cam
os
codigos,
ao
abrigo
dos
direiios
communs
a
todo
o
cidadão porlugutz.
Venha
a
auctoridade
vêr
nos,
venha
a
es
pionagem
escutar-nos»
.
Não
chamamos
á
revolta,
chamamos
á
ordem;
estaremos á
sombra
das
ins
tituições
vigentes,
escudados
pelas leis
regulamentares,
defendidos pelo
artigo
§ 1
da
Carla
Constitucional,
como
o
está
o partido
republicano
em
Portugal,
como
está o
proprio
partido
legilimista
defen
dido
peia
lei
n
’
outros
paizes,
como
o
Itm
estado
já
em
Portugal,
sempre
que
os
seus
chefes
leem
havido por
bem
con-
vocal-o
para
exercer
o
direito
do suflra-
gio,
em
proveito de
um
ou
outro
indivi-
'duo.
Pois
se
a
reunião,
se
a
agitação
dos
legilimistas
tem
sido
uão
só
tolerada
mas
permiltida
ou
solicitada
para
proteger
in
divíduos,
que duvida
ha
que
o
póde ser
também
para
proteger
princípios
?
Pois
não
é
tudo
perinittido
aos
socialistas que
ahi
andam
a
atacar o
codigo
fundamental,
perseguindo
e
insultando
a
religião
d
4o
estado,
combatendo
e
desacatando o
thro-
no
e
as
instituições
actoaes.
conspirando
até
com
os
ibéricos
de
Hispanha
para
comprometterem
a
independencia
da
pa-
tria?
Qne muito é,
portanto,
que
nos
reunamos
para
manter a
nossa
dignidade,
a
nossa
vida, a nossa força, apparecendo
como
quem
somos, e
tomando parte nas
coisas
úteis
a<>
paiz
1
Como
queremos
nós
qne
o
paiz
con
fie
do
nosso zêlo,
se
o
abandonamos
quan
do
mais
soffre
?
Porque
não
havemos
en
lear
em
numero
rio sanctuario
das
leis,
protegendo
as
que
benificiam a patria,
protestando
contra
as
que
a
aviltam
ou
prejudicam
?
A
lamúria
dos
jornaes,
lamúria
siste
mática
contra
tudo,
bom
ou
mao,
não só
é
ridiculamente
absurda,
mas
é
um
mal
que afiecta o
paiz
e
que
nos
desacredita.
Está
cançada
e é
impotente.
Creiam
:
isto
que
dizemos
está
no
co
ração
da
maior
parte
dos
legilimistas,
que
um
dia
tomarão
a
resolução que
o
de
ver
Ibes
aconselha.
Todos
vêem
que
a
política
que
seguimos
é
excepcional
e
nul-
ia,
e
que
estamos
em
contradição
com
os
legilimistas
de toda
a
Europa, que
não
são
menos
dedicados
e
menos
avisados do
que
nós.
E
’
necessário
que
nos
desenganemos
de
que
estamos
perdidos
para
sempre,
ou
estamos
dominados
por
algum
espirito
nefasto
que
nos
atraiçóa
esterilisando
nos.
Salve-se quem
poder
e
quizer.
Hajamos
coragem
e
entendamo-nos
bem.
B.
DE
SENNA FREITAS.
--- ------------------------------- -
A.
’
redaeçiío do «Commeireio «lo
NIiillio».
Londres,
3!
de
dezembro
de 1875.
(.ConclusXoJ
II.
—
Pela
sentida
morte
do
duque
de
Modena,
uma
das
nobres
victimas da re
volução,
e
do
anti-calholicismo
inglez e
maçonico
(que
é escusado
procurar
em
outras
causas
á
revolução
e
usurpações
na
Italia),
veio,
talvez,
a
Providencia
’
Divina
levando
um
homem
justo
a
receber
o
pré
mio
de sua
caridade
e virtudes,
favorecer
a
causa
da justiça
e
da
religião,
na
His
panha
;
pelos
meios
que
fornecerá
a D
Carlos
para
conseguir
o
seu
triunfo;
que
seria
uma
grande derrota
á
revolução
an-
ti-calholica.
Aquelle
lallecimeuto
fez
que
a
grande
fortuna do duque,
ao
dividir-se
por
suas
irmãs,
viesse
a
dar
aos filhos da
raais
nova,
a
mãe
de
D.
Gados,
fortuna
mui
avultada.
O
«Valerland»
de
Vienna
diz,
que
o
testamento
do duque
de
Mo
dena vem
a
dar
a
D.
Carlos
2.300.000
francos
de
renda,
e
outro
tanto
a
seu
ir
mão
D.
AUonso
; e de
mais
a
este ultimo
um
palacio.
Sem duvida,
tal acontecimen
to
na
conjunctura actual
póde vir
a
ser
de
considerável
transbondancia,
se
com
is
so
D.
Carlos
vence
na
Hispanha
a
revolu
ção.
III.
—
O
maior
acontecimento
porém
que
utlimamente,
e
ha
muito
tempo,
se
deu,
é
o
que
tem
occupado
ha
qnasi
duas
semanas
a
principal
ailenção do
mun
do
político
e
da imprensa,
tanto na
In
glaterra
como
ao
resto
da
Europa,
e
até
aa
Índia
e
no Egyplo.—
E*
o
facto (qne
o telegrafo
seih
dyvida
logo
para
ahi
com-
municou)
da
acquisição
virtual
pela
In
glaterra
do
celebre
e
importantíssimo
Ca
nal
de
Suez,—que
ella
fez
quanto
ponde
para impedir
que
os
francezes o
execu
tassem,
e
agora
se
apoderou
d
’
elle,
e
vir
tualmente
vae
apoderar-se
do
Egyplo
(em-
quanto
o
não
tome
colonia
ou possessão
sua)
que
n
’
isso
virá
a
dar.
Quando
eu
vi.
logo
depois
da
minha ultima
carta
ao
«Apostolo»,
nó
«Times»
um
artigo
arro
gantissimo
e
um
tanto
furioso,
a
respei
to
da
Turquia,
da
fraqueza
do
Império
Otlomano,
cuja
existência
e
manutenção
era
dantes
artigo
essencial
de
política
ingleza
ha
muitos annos
;
e
acabando
o
tal
artigo
pela
asserção
nas
ultimas
duas
linhas
peremptoriamente,
«e
temos
de apo
derar-nos
do
Canal»,
ou
antes,
«e
nos
apoderaremos
do
Canal»,
que
tal
era
o
sentido
indubitavelmente,
entendi
logo,
que
eslava
elle
virtualmente
perdido
para
a
França.
Dois
ou
tres
dias
depois,
ap-
pareceu
o
annuncio
positivo,
de
que
a
Inglaterra
tinha
comprado
o
interesse
que
o
Baxá
do Egypto
tinha
no
Canal ;
isto
é
que
S
Baxá
tinha
vendido
á
In
glaterra,
por
4.0o0:000
lib. (por
quatro
milhões
esterlinos) cousa
de
um
terço
das
acções
da
Companhia
do
Canal.
Com
es
se
terço,
e os
meios
de
toda
especie,
que
a
Inglaterra
tem para cbegar
ao
seu
fim
será
em
breve
—
e
virtualmente
é
já
—
senhora
do
Canal,
e
do
Egyplo
em
grande
parte.
Para
dispor
das
4.000:000
lib. o
go
verno
não
esperou
por
licença
ou
aucto-
risação
do
parlamento
;
porque
sabe
mui
bem,
que
desque
se
trata
de
verdadeiros
interesses nacionaes
inglezes,
cessam
to
das
opposições
e
não
ha
mais
que
um
es
pirito,
e
uma opinião.
Assim
vimbs
ho
je
toda
a
imprensa
de
todas
as
côres,
ba
ter
as
palmas,
applaudir,
declarar
o
ne
gocio
excellente,
desculpar
e
louvar
o
go
verno
por
não
esperar
por
auctorisação
parlamentar
para
gastar aquelles
milhões
etc.
;
e
o
negocio
está
consummado.
Não
me
resta
já
tempo
para
tratar
d’
esle
assumpto
como
elle
merece
;
es
creverei
sobre
elle
mais de
assento;
hoje,
quiz
tratar
do
de
Hispanha,
por
nos
to
car
mais
de
perlo,
moralmente
sobretudo,
peias
relações
intimas
e
importantíssimas
que
teve
com a
causa
catholica
—
que
é
a
do
mundo.
A.
R
SARAIVA.
----
. ........-----
tVotieit»»
d’3£ispa»!»n.
Como
não
recebemos
correspondência
de
Madrid,
transcrevemos d
’um
jornal li
beral
a
seguinte
carta,
que não
deixa
de
ter
seu
interesse
em
vista da
sua
pro
cedência
:
Alsasua,
29
de dezembro.—
Fallarse
muito
na
extincção do
carlismo,
e eu
que
estou
aqui
lidando constantemente
com
os
seus
chefes,
e
que
vejo
desfilarem os
seus
soldados,
devo
diser-lhe
que
a
falsidade,
com
que
se
suppõe
que
essa extincção
se
consiga
é
uma
illusão
aflonsisia,
ou
antes
uma
illusão que os
allonsistás
pretendem
traosmiltir
á Europa,
mas
que
elle*
reco
nhecem
perfeitamente.
Lembrem-se
que
Moriones, antes
da
batalha
de
Montejurra,
promettia
rapida
conclusão
da lucta,
que
Concha
depois
das
duas
batalhas
de
So-
morrostro
e
da
retirada
de
Bilbau,
dava
aos
carlistas
breve
periodo
de
vida;
e
lembrem-se
lambem
que
no
momento
em
que
Aflonso
subiu
ao
throno,
ha
um
an
no,
disia-se
que
a
revolta
morreria
prom-
ptamente
de
inanição.
E
’
certo
que,
du
rante
os últimos
seis
meses,
muito
se
fez
contra
as
mal
commandadas
e
mal
equi
padas
forças
do
centro
e
da
Catalunha;
na
verdade,
o
carlismo,
n
’
essas
provín
cias,
com
excepção
de
poucos
bandos,
pode-se
diser
que cessou
de existir.
Mas
o
exercito
do norte
existe
muito
deveras.
Os
rudes montanheses, que
o
compõem,
sabendo
que
numero
esmagador
de tropas
vae
ser
arrojado
contra
elles, não
mos
tram simptomas
de
desfallecimento.
Visi
tei
as varias
divisões,
e
devo diser
que
o desejo
que se
exprime
unanimemente
é
o
desejo
de
que o
inimigo
venha.
As
populações
da
Navarra,
Guipuzcoa
e Alava
nem estão impobrecidas,
nem
de
sejam ardentemente
a
paz.
Querem-na
sim,
mas
uma paz honrosa.
Visitei
uns
poucos
de
mercados,
e
íiqt-ei
espantado
do
ouro
e
da
prata
que
circulavam.
Todos
os pa
gamentos
eram
feitos
em
dinheiro.
Devo
accrescentar
comtudo que
os
hispanhoes
gastam
dinheiro
muito facilmente,
quando
se
querem
divertir,
mas
resmungam
quan
do
o
alguazil
lhe
apresenta
a
intimação
para
as
contribuições.
Esta
guerra
além
d
’isso
é
muito mais
dispendiosa
do
qne
a
celebre
guerra
dos
sete annos. Os
arma
mentos
custam
hoje
muito
mais
caro
do
que
então
custavam.
Pesso
aífirmar-lhe
comtudo
que
D Carlos
conseguiu ler
30
a
40 mil
homens
bem
armados.
Este
exercito,
commandado
pelo con
de
de
Caserta,
irmão
do
ex-rei
de
Na
poles,
dtvide-se
em quatro
divisões:
A
primeira,
comrnandada
pelo geoeral
Ro-
driguez,
com o
seu
quartel
general
em
Andoain,
guarnece a
Guipuzcoa,
e
tem
por
missão
manter
as
linha* diante
de
S.
Sebastião,
e
conservar aberta
a
fronteira
de
França
desde
Laslaola
até
Enderlaza
;
a
segunda,
comrnandada
pelo
general
Pe-
rula,
com
o
seu
quartel
general
em
Sa-
rauren,
ao
norte
de
Pamplona,
guarnece
a
Navarra,
cobre
a estrada
de França
pelo
Valle
do
Baztan,
e
destaca
algumas
foaças
para
Estella
e
seus
arredores
;
a
terceira
comrnandada
pelos
generaes
Ca
raça
e
Ugarte.
deve
vigiar
a
fronteira
da
Biscaya
e
a
linha
de
Alava,
desde
Val-
maseda até
Santa
Cruz
de
Campezo ;
es
ta
linha
tem
na
sua
grande
extensão
o
seu
fraco
;
a
quarta
divisão
chamada
di
visão
de
operações,
composta
de
caste
lhanos,
de
valencianos
e de
cantabros,
e
comrnandada
pelo
general
Cavero, acudirá
aos
pontos,
onde
mais
necessária
fôr.
Es
tas
quatro
divisões
sommam
32
a
35
000
homens,
com
60
canhões
e
1
200
cavallos.
Os
lercios
oo
as
reservas
da
Biscaya
e
de
Guipuzcoa
elevam
esta
força
a
40:000
homens.
Os
60
canhões,
em
que
falíamos,
e
em
que
se
uão
incluem
os
de
vários
fortes,
são
dos
sistemas
Whiteworth,
Va
vassour
e
Woolwhich.
Contra
este
exercito
marcham
80
a
100:01)0
afiousistas.
Loma,
com
o
seu
corpo
de
exercito,
avançará
provavelmente
pelo
Vai
de
Me
na,
na
província de
Burgos,
entre
Val-
maseda
e
Ordunr.
Se
conseguir forçar
a
linha
de
Caraça
n
’
essa
direcção,
marcha
rá
naturafmeole
sobre
Bilbau
para livrar
essa
cidade
do
seu
bloqueio
parcial.
Que-
sada,
pondo a
sua
columna
em raovimen
to
das
'isinhanças
de
Victoria,
marchará
provavelmente por
Ochandiano,
Aramyooa
e Moodragon.
Aqui
encontrará
os
a|a*e-
zes de
Ugarte.
Se
fôr
feliz,
ficarão
amea
çadas
as
posições
de
Durango,
Vergara
e
Azpeitiz.
Poder-se-ha
tentar
n
’
esse caso
a
juneção
dos
exercilos
de
Loma e
de Que-
sada,
e
a
Biscaya
ficará
completamente
occupada,
e a
reçtaguarda
da
linha
car-
lista,
que
bloqueia
S.
Sebastião
muitíssi
mo
compromeltida.
E’
provável
que
em
linha
não
se
po*sa manter.
A
columna
aflonsista,
que
está
entre
Lumbier
e Pam
plona,
marchará
indubitavelmente
contra
Pérola,
emquanto
outra
1
divisão
madrilena,
debaixo
das
ordens
de
Delatre,
avançará
do
Aragão
superior
para penetrar
ra
Na
varra,
passando
por
Vai
Carlos
no
longo
da
fronteira
Francéza. Haverá
talvez
pou
cas
forças carlistas
entre
Vianna e
Es
tella,
u
’esla
ultima
cidade
a
guarnição
se
rá, quando
muito, de
dois
mil
homens.
Então
Martinez
Campos
avançará
com
o
seu
corpo
de
exercita de
Logrono
e
Ca-
lahorra,
na
Navarra
Meridional,
por
Los
Arcos
Alio,
Dicaslillo
e
Lerin,
e,
estan
do
as
forças
da
Navarra septentrionãl, da
Biscaya e
da
Guipuzcoa,
mais ou
menos
entretidas
com os
inimigos,
encontrará
fá
cil
caminho
para
Estella. Resta saber
se
a
divisão
de
operações de
Cavero
poderá
infligir
algum
choque
grave
a
Loma,
a
Quesada
e jr
Martinez
Campos,
ou
ás
co-
lumnas
de
Pamplona
e
Aragão.
E
natu-
nl
que
uma
sortida
da
guarnição
de S.
Sebastião, que
está
boje
muito
reforçada,
debaixo
das
ordens
de
Moriones,
opere
nina diversão
importante.
Ahi
está
pois
a
situação
dos
dois
exercilos,
e
ahi
vão
tam
bém
indicados
os
planos
prováveis
de
ata
que.
Posso
affiançar-lhe
que
D.
Carlos não
mostra
desalento de
especie
alguma.
Adir-
ma
que espera
que
rebente
povo
movi
mento
insurreccional
oas
províncias
orien-
taes,
e
diz
que,
ainda
que
tenha
'de
aban
donar Estella,
não
julga
que a
sua
posição
seja
por
isso
menos
excellente.
Compara
a
sua
situação
com
a
dos
austríacos
dopois
de Solferino,
com uma
differença que os
austríacos
supposeram
a
campanha
perdi
da,
e
não
aproveitaram
o
quadrilátero,
e
elle
não
está
disposto
a
faser o
mesmo.
LIVROS
E
IMPRESSOS
O DOL'110 ILLUSTRADO
—ALBUM DO RIO
DOURO
E PAIZ VINHATEIRO, CONTENDO
INTRoDUCÇÃO
HISTÓRICA
E DESCRIPT1VA DO
PAIZ
VINHATEIRO.—DESCR1PÇÃO DAS PRIN-
CIPAES QUINTAS
E
DOS TRABALHOS VINÍCOLAS
USADOS NO
DOURO.—
NOTA SOBllE
O
COMMER-
CIO DOS VINHOS DO PORTO, SERVIÇO
E
TRAUALHO
DOS
ARMAZÉNS
E ESTATÍSTICAS
commerciaes
.
H^digido
pelo
visconde
de
Villa
Mayor.
Estão"
publicadas
as
duas
primeiras
cadernetas
d
’esta magnifica
publicação,
de
que são
editores
os
snrs.
Magalhães
Mo-
niz,
do
Porto.
Acampanhain
as
cadernetas
que
temos presentes duas
lindíssimas
gra
vuras
representando
a
Casa
e
quinla
de
Noval
e a
Folgoza.
Esta
obra
é
escripta
em
portuguez,
francez
e ioglez,
e
impressa
o
mais
nitidamente
possível,
em
oplimo
papel.
Para
não
restar
duvida
sobre
o
méri
to
do «Douro
Illustrado»,
basta
recordar
o
venerando
nome
do
seu
auclor,
o snr.
visconde
de
Villa
Mayor,
actual
chefe
do
primeiro
estabelecimento
litterario
do paiz,
e
cuja profonda
e
vasta
erudicção
é
bem
conhecida de nacionaes e
estrangeiros.
O
«
Douro
I
lustrado»
compor-se-ha
de
200
paginas
de
texto,
aproximadamente,
e
será
adornado
de
24
gravuras,
e
.dois
mappas,
—impressos
pelo
sistema
de
foto-
litografia,
tendo o
maior um metro
de com
prido,
e
0,40 de
largo,
representando
o
curso
do
rio
Douro
e
suas
margens,
des
de
a
fronteira
até
á
Foz,
com indicações
dos
pontos
rápidos
e
dilliceis
á
navegação,
e
o
outro
a
antiga
circumscripçáo
do
Al
to
Douro,—
e
10
vinhetas
intercaladas «o
texto
Felicitamos
os
snrs.
Magalhães
&
Mo-
niz,
pelo importantíssimo serviço
qne
pres
tam
ao
paiz
com
a
publicação
d
’
esta
obra,
sem
contestação,
uma
das mais
no
táveis
e
uteis
dos
nossos
tempos.
As
pessoas
d
’esta
cidale
que
deseja
rem
assignar
o
«Douro
Illustrado»,
pó
lem
dirigir-se
ás
livrarias
dos
snrs.
Joaquim
Januario da Silva,
E Chardron,
e
Ger
mano
J.
Barreto.
E'
dividido
em
23
ca
dernetas
a 2
0
reis
cada
uma.
A
obra
completa
custará
6$000
reis para os
que
não
forem
assignantes.
—
O
amor
dos
amores
,
romance
de
H.
Perez
Escrich—
Versão
de
Cruzeiro
Sei-
xas.
Distribniu-se
o
fascículo
n.°
6
d’
este
interessante
romance, editado
pela «Biblio-
thec.a
do Cura
d’
aldeia
».
—
T
iiesouro
do
sacerdote
,
pelo
padre
José
Mach,
missionário
da
Companhia
de
Jesus
—
Traduzido,
com
approvação
do
au-
ctor,
da
sétima
edicção,
pelo
padre
Ma
nuel
Ferreira
Marnoco
e
Sousa.
Recebemos
a
primeira
folha
d’
esla
obra
que tem a
approvação
e recomraeudação
da
Sagrada
Congregação
dos
Ritos,
de
muitos
cardeaes,
prelados Ibspaohoes,
Iran-
cezes,
italianos,
etc.
Fallando
do
«Thesouro
do
sacerdote»,
diz o
seu illustrado
traductor
que
é,
in
questionavelmente,
uma
obra prima
de
sa
ber
e
piedade,
própria
como nenhuma
ou
tra a
formar, pela
riquesa
da
doutrina
e
tincção
evangélica*, sacerdotes
perfeitos
e
uteis
na
sanclificação
das
almas.
E
’
,
pois,
como
que
indispensável
a
todo
o
sacerdote
a
acquisição
d’
esta
obra,
cuja
publicação
se
deve
ao
incançavel
editor
portuense, o
snr.
E
rnesto Char-
dron-.
Do esmero
e
fidelidade
da
traducção
são
garantia
os
créditos
litterarios
do
tra-
dnctor.
-—
Os
escravos
de
PAiuz,
por
Emilio
Gabonau
—
Versão
de
Alfredo
de
Sarmen
to
e
L.
Qnirino
Chaves.
Fomos
obsequiosamente brindados
pe
la blbliotheca
«Serões
Românticos»
com
um
exemplar
d’
esle
romance,
segundo
das
publicações
ultimadas
por
aqueiia
acre
ditada
empresa
editora.
Os
nossos
trabalhos
quotidianos
não
nos
teem
permittido
concluir
ainda
a
sua
leitora;
todavia
não
duvidamos recommen-
dal-o
aos
amadores
de
novellas,
productos
d
’
uma
imaginação
fertilíssima,
qual
a
de
Gaboriau,
para
illudir
gratamente
a
com-
pridão
d’eslas
intermináveis
noite»
d’
tn-
verno.
Agradecemos
aos
snrs.
Belem &
C.
a
os
termos
honrosos
que acompanham
a
sua
estimável
oflerta.
bb
a.i
«A
APOLOGIA DO CIIRISTIANISMO»
OBRA
EM 5 VOLUMES, TRADUZIDA DO AL-
LEMÃO
E EDITADA
POR ERNESTO CHARDRON.
Embalde
se
construem
sistemas
philo-
sophia
;
embalde
o
materialismo affirma
que
a
força
é
uma
propriedade
essencial
da
matéria,
que
a
matéria
e
a
força
são
eter
nas,
que
Deus
não
existe
nem
tão
pouco
se
precisa
d
’
elle
cá
paia
que as
espberas
luminosas
continuem
a
vibrar
aquellas har
monias,
que
tanto
enlevavam
os
discípu
los
do pbilosopho de
Samos
;
embalde
o
dynamismo
se
lança na
arena
com
a
aureo
la
de
Archimedes
na
fronte,
com
o
inveni
nos
lábios
e
no
esplendor
dos
olhos,
para
assegurar
ao mundo que o
alomo.é
uma
mentira,
e
que
a
monada,
atomo incor-
poreo,
inexteuso
é
tudo; embalde
o
pan-
dinamismo
brada
rouquejanle
pela
reforma,
murmurando
com aves
de
Sewedenborg,
o
illuminado:
—
não
ha
monadas,
é
tudo
mo
vimento! embalde
o evolucinismo,
filho
le
gitimo
do
transformismo,
vae buscar
a ori
gem
dos
Kani
e
Schiller
aos protozoários
!
embalde;
a
philosophia
christã.
nascida sob
as
virideotes
balsas
da
Idumeia,
despida
d'essas
transcendências,
d
’esses
arabescos
anti-dilovianos, a
philosophia
christã
sem
pre
de
pé,
sempre
immolavel
como
a
fon
te
d
’onde
procede,
será
sempre
bella
e
di
vinamente
seductora,
porque
é
o
symbolo
da verdade
augusta.
O
livro
que
hoje
mencionamos
faz
a
apologia
do
christjanismo,
eleva esta
reli
gião,
como
onica
realmenle
verdadeira,
aci
ma
de
todas
as
tbeogonias
do mundo.
O
dr.
Hettinger,
estudando todas
as
religiões,
todas
as
seitas,
concluê
aífirmando
e
asse
gurando,
de
uma maneira
irrespondivel,
que
ao
lado
da
crença
do
Calvario, junto
das
paginas
divinas
do
Evangelho,
é
tudo
pallido
e
frouxo
como a mentira
ao
lado
da
verdade.
E
’
admiravel
e
soberbo
o
modo
como
o
grande
pensador
allemão
refuta e
stygma-
tisa
todos
os
sistemas
de
philosophia
que
affastam
o
rei
da creação
do
rei
do
Uni
verso,
quer
esses
sistemas
irrompam
de
uma
poderosa
intelligencta
como
a de
Bu-
chner,
quer
se
baseiem
em
mil
lheorias
en
genhosas.
Nos
tempos
que
vamos atravessando,
em
que
o
riso
de
Voliaire
parece
estalar
de
novo
no
centro
da
sociedade,
em
que
as
blasfémias
de
Diderot
eircontratn
ecco
no
corrupto
das
gerações
hodiernas,
em
que
o
racionalismo
quasi
domina
todo,
e
Le
Conte
e
Liltré
começam
a
tomar
vul
o,
n
’
uma
epocha,
em
fim,
em
que
Daiwin,
tenta
tornar
provável
a
hypothese
da
ori
gem
simiana
do
homem,
o
apparecimento
de
um
livro
como
a
«Apologia
do
Chris-
tianismo»
é
um
verdadeiro
acontecimento.
Ahi tendes
a
obra
do doutor
Hettin
ger
:
não
é
sómenle
nm
poema
de
ílores,
de
sorrisos,
de
assombros,
de
maravilhas,
de
insenso
divino
como sabia
escrevel-os
Chaleaubriand
;
é
mais
alguma cousa:
é
um estudo profundo,
cheio
de
senso,
de
lógica
e
de critica.
Lêmos
o
livro
e sentimos
no
fim
a
cons
ciência
dizer-nos
: admiravel.
Se
o
be
‘
.lo é,
como
disse Platão,
o
es
plendor
da
verdade,
hei«-de
encontral-o
na
«Apologia»
em
todas
as
paginas,
em to
dos os
períodos.
Escrevendo
estas
linhas
não
criticamos,
nem
sequer
apreciamos
á
«Apologia
do
Christianismo»
;
prestamos
simplesmente
preito
e
homenagem
ao
doutor
Hettinger,
que,
n
’uma
epoca
de
estravagantes
theo-
rias, se
atreveu a escever
não um
livro,
não
uma obra
importante,
mas
um
verda
deiro
monumento.
Estude-o
o clero,
medite
aquellas
pa
ginas
profundas
corno
a
ideia
que
etemi-i
sam,
analyse
o
também
a
mocidade
que|
as
mais
das vezes escreve e
falia
para
obe-|
decer unicamente
ás
positivas e intransi
gentes
determinações
da
moda,
e
vetá o
primeiro
como,
ao
terminar
tão
apreciável
leitura,
se
sente
forte
e
robusto
para
des
fazer
todas
as
objecções
que
por ventura
lhe
apresentem,
e a
segunda,
a
mocidade,
verá
cair
também
ante
si
o muro
de
bron
ze que
lhe
escurecia
a
itilelligeticia,
e
sor
rirá
jubilosa
ao
sentir-se
respirar
sob
o
firmamento
azul
da
verdade
e da
certeza.
GAZETILHA
Katonetroa.
—
Por
volta
da
I
hora
da
madrugada
do
dia
12,
o
snr.
Augusto
Val-
ladares,
que
passava
pela
rua
de Santo
An
dré,
encontrou
uma
escada lançada
á pa
rede
que
mura
o
quintal do
snr. Novaes,
d
’
aquella rua;
e
suspeitando
ser
indicio
de
ratoneiros,
chamou
um serralheiro,
alli
vi-
sinho,
para
ficar
de
atalaia
em
quanto
que
aquelle
cavalheiro
foi
á
cadeia
requisitar
força
armada.
Com
auxilio
d’
esla,
de
mais algumas
praças
-da
guarda do
Banco
do
Alinho, do
sr.
capitão
Guilherme
e do
sr.
Parada,
deu-
se
busca
aos
muitos
quinlaes
que
ficam
en
tre
aquella
rua
e
o
lado-norte
do campo
de
Sant
’Anna,
afim
de
perseguirem
uns
dois
ou
ires
ratoneiros,
que
foram
avis
tados a principio,
sendo, porém,
baldados
todos
os
exforços,
em
virtude da
quan
tidade
e
extensão dos quintaes.
Encontra
ram-se
alguns
objectos
e
roupas
que
tinham
sido
furtados
d
’
uma
varanda
da casa
da
snr.
a
D. Maria
Ignacia,
e
duas escadas
igualmente
furtadas
d
’
uma
loja de
lenha
pertencente
á mesma
;
do
telhado
haviam
principiado
a ti>ar
algumas
telhas
o
que
faz
crer
que
o
assalto
era
reservado para
a
referida
casa.
O facto
de
serem
tiradas
as
escadas
da
loja,
faz
suppor
que
entre
os
ratoneiros
hovesse
algum
para
quem
aquella
casa
não fosse
completamente desconhecida.
Jury
eoiiimereial.
—O
jury
com-
mercial,
a
cuja
eleição se
procedeu
no
dia
9,
ficou
composto
dos
seguintes
snrs.
:
Manoel
Luiz Eerreira
Braga,
Clemente
José
Femandes.
José
Antonio
de
Faria,
e
Antonio
José
Pereira,
para
vogaes
ellecli-
vos;
e
Domingos Pereira
d’
Azevedo
e
Je-
sé
Antonio
Ferreira
Braga,
para
supplen-
tes.
Theatro
«le
S,
Geral:!».—Na
quar
ta
feira tivemos
no
theatro
de
S.
Geraldo
uma
recita
dada
pelo
celebre
actorTabor-
da
e
pela
estudiosa
actriz Anna
Pereira.
Subiram
á
scena
as
comedias «Amor
Loudrino»,
«Ditoso fado»,
e
as
scenas-co-
micas
«Thio Malheus»
e
«Abaixo
os
ho
mens»,
esta
desempenhada
pela
actriz
An
na
Pereira,
que
agradou.
A
concorrência
foi
grande,
atraida
pe
lo
renome
do
actor
Taborda.
Oi-Hçtlo
fwsiebre.—
O
centro
refor
mista
de
Lisboa convidou o sr.
conego
Al
ves
Matheus para
fazer
a
oração
fúnebre
nas
exequias
por
alma
do
finado
marquez
de
Sá
da
Bandeira,—
convite
que
foi
ac-
ceite.
Temporal,
—
Segundo
noticia
o
tele
grafo,
houve
no
dia
3
do
corrente
um
grande
temporal
na
ilha
da
Madeira,
que
causou bastantes
prejuízos
nos
navios
an
corados
no
porto
do
Funchal.
Naufragou
a
vapor
«
Valente»,
que
estava
para ser
ven
dido
para
a
tiscalisação
da
alfanlega
n’
a-
quella
ilha.
Ehmco
3Iereantil «S® EBraçja,
—
Por
falta
de espaço
não
damos
hoje
a
noticia
respeitante
a
este
banco,
o
que
faremos
em o
n.°
seguinte.
Eleição
Slispawlm. —
Da
cor
respondência
de
Madrid para
a
«Palavra»
extrabimos
o
seguinte:
A
candidatura
talvez
mais
combatida
pelo
poder
é
a
do snr.
Nocedal
em Cele-
nova (Galliza),
fundando
se
em
que
sua
eleição
seria
um
insulto
lançado
pelo
parti
do
carlista
á
face
do
monarcha,
dadas
as
conhecidas
opiniões
d
’
aquelle
importante
homem
publico.
EITectivamente
o
snr.
No
cedal,
que
havia
sido ministro
de
Izabel
II,
e
é
uma
das
mais
legitimas
glorias
da
tribuna
hispanhola,
esteve
ullimarnenle
com
os
amigos
de
D. Carlos,
aos
quaes
capita
neou
nas primeiras
côrtes
reunidas
sob
o
reinado
de
D.
Amadeu,
e
esteve com
elle,
porque,
segundo
suas declarações,
lhe
sa
tisfaziam
seu programma
religioso e
políti
co
;
porém
nos
momentos
actuaes
apresen
tam n
’
o
só
como
candidaio catholico,
com-
prehendendo
os que o
fazem
os
grandes
serviços
que
podem
prestar
sua
anctorida-
de
e
eloquente
palavra,
e
sua
energia
çle
caracter.
O
que
ha
no fundo
d
’
esta
opposição
é
nm regular
medo
a
que
promova
de
novo
as
grandes
tempestades
parlamentares
que
lhe
grangearam
justo
renome
nas
côrtes
de
1834
a
1836,
sendo
mui
joven
;
e um
rasgo
de
vaidade
do
presidente
de
conse
lho
de
ministros
que
não
quer encontrar-
se
com
seu
vencedor
no
parlamento
de 1864
sobre
questões históricas.
Caniinho
«le
ferro
do
Bnugado
a
Guimarães.—
No
dia
1
do
proximo
fevereiro
principia
o
pagamento
do juro
das
acções
da
companhia
concessionária
d
’
esta via
ferrea,
relativo
ao
segundo
se
mestre
findo.
Hodífleaçtlo.—A
linha
d
’observação
da
raia
no
Alto-Minho,
(oi
modificada
pela
seguinte
forma
:
Caçadores
7
forneterá
Monsão,
Lapella,
Ponte
do
Mouro, e Valladares;
infanteria 8
Melgaço,
S.
Gregorio
e
Casiro
Laboreiro
;
infameria 3
Barca,
Lindoso
e
Peneda.
Exposição na Pliiiadelphia. —
O
snr
Go-tavo
Adolpho Gançílves e
Sou
sa,
directorjdo
instituto
industrial
do
Por
to.
obteve
dos principaes
industriaes
-de
Braga,
Vianna
e
Barcellos
a
promessa
de
enviarem
os
melhores
objectos
que
lhes
for
possível á exposição
de
Philadelphia.
ITova
ílrsnii
e«»BS»sa»®r«ial.— A
so
ciedade
commercial
que n’esla
praça
gira
va
sob
a
firma
de
Valença
&
C.
a,
ficou
des
de
o
l.°
do
corrente girando
sob
a
de
Valença,
Filho
&
C.
a
.
pela
admissão
do
sr.
José
Fernandes Valença, ant
’
go
caixeiro
d
’aquelles
honrados
negociantes.
Fulleeinientoa.
—
No
Porto
falleceu
ha
dias
o-snr.
José
Antonio
Coelho
Perei
ra,
negociante
d
’
aquella praça.
—
Em Ponte
do
Lima,
o
snr.
Anto-
uio
José
Coelho
Rodrigues,
veterano
da
guerra
peninsular.
—
Em
Barcellos,
o
snr.
João
Malheiro
de
Magalhães
Villas-Boas,
contador do
juizo
de
direito
d
’
aquella
comarca.
—
Na
villa da
Barca,
a
snr.
a
condessa
do Casal.
—
Em
Felgueiras,
o
snr.
Aloysio
Gui
lherme
Pereira
de
Faria.
—
Em
Coimbra,
o
snr.
Mattos, cone
go
da
Sé.
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
W
Hospital d® S. Hareos
e as
Irmãs
Hospitaleiras
O
meu
fim
não
é
a
lisonja ; é
sómente
demonstrar
o
quanto
a
Providencia
vela
pelo
Hospital
de
S.
Marcos
de
Braga,
pren
dando-o
com
as Irmãs Hospitaleiras,
da
Or
dem
Terceira
de
S.
Francisco,
vindas
do
Collegio
de
S. Patrício,
era
Lisboa.
E'
fóra
de
duvida
que
o
’
uju
estabele
cimento,
que
tem por
base
a
religião,
e
por
balisa
a
caridade,
se
observassem
as re
gras que esta
nos
prescreve.
Mas,
obser
var-se-iam
ellas
no
passado?
a
reposta
pô
de
lirar-se
da
opinião
publica.
Só
o
interesse
é
que alli
linha
o
prin
cipal
domínio,
d
’
onde
provinha
a
difieren-
ça
no tratamento dos
doentes.
Eis
o
ex
tremo
até
onde
podia
chegar
a duresa
do
coração
humano
!
!
Mas
não
é
hoje
assim :
estes
adversos
alternados
que
iam de
en
contro
á
mãe
de
todas as
virtudes,
já
íi-
nalisaram.
Não
é
necessário
que
isto
se
demons
tre,
basta
escutar
a
voz
dos
pobresinhos
que,
d
’aquelle
pio
estabelecimento
tem
sa
bido,
ou
mesmo
do
que
ainda
lá
se en
contram
;
pois
d
’
elles
se
ouvem
geralmen-
le
estas
palavras
:
«Fui
tratado no
Hospi
tal
de S.
Marcos
como
se
fosse
uma pes
soa
de
grande merecimento, com
tanto
cui
dado,
e
dizendo-me
palavn
s
de
tanta
con
solação,
as
senhoras
enfermeiras,
que
só
ellas
pareciam
alliviar-me».
E
’
isto
o
que
se
ouve ordinariamente
a
qualquer
canto
d’
esta cidade. £’
pois
sufficieote
os pobres
e
é
a
elles
que
se
deve
a
veracidade
dos
factos,
poique
estão
isemptos
de
toda
e
qualquer
suspeita.
Sendo
isto
assim,
e
vendo
a
muito
di
gna
meza
da
Meza
da
Misericórdia o ex-
celleute
fructo,
que
se
ia
coiheodo
das
ires
Irmãs
Hospitaleiras
que priíneirameute
ti
nham
vindo, pediu,
viessem mais
tres, que
todas
se
acham
no
mesmo
Hospital
tra-
bando
de
dia
e de
noite,
já
fazendo
o
que
é
necessário
para o
bem
estar
dos
enfer
mos,
já
dirigindo-lhes
palavras
de
consola
ção
e
esperança de
utu modo
tal
que
pa
rece
eslampar-se-lhes
no
rosto
as
dôres
e
afllicções
dos
mesmos
enfermos.
Que
mais adrniraveis
serviços
se
pode
riam
esperar
e
exigir
das
filhas
de
S.
Faan-
cisco
?!
Oh
!
como
são
sublimes
as
instituições
que
a religião
de
Jesus
Cbrislo
inspira!...
como
são
beneficos
os
seus
resultados!...
Acaso
poderá
encontrar-se
quadro
mais
pathetico
e
maravilhoso
do
que ver
jun
to
de
um
pobre
eofermo,
que no
leito
da
dor
com
atrozes
soílrimeatos,
uma
d
es
sas
inulhetes
cheias
de meigueice
dirigin
do
palavras
de
verdadeira
consolação
áqoel-
le
que,
deutro
em
poucos
momentos
seja
junto
do
throuo
de
Deus
um
intereces-
.->or
por
aquellas
que
na
terra
lhe
eram
al-
livio
e copíorto na
dôr
!!
Caridade,
caridade
!
virtude
nobre
e sem
egual,
eu
te
venero,
eu
te
adoro;
e
que
as
bênçãos do
céo
chovam
sobre
quem
te
exerce
na
terra,
é
o
que eu
muito cora
ção
desejo.
Antes
porém
de
concluir
não
posso
dei
xar
de
dirigir
á
benemerita
Mesa
da
Mise
ricórdia;
merecidos
elogios,
peio
muito
ze
lo
e
dedicação
com
que
tem
procurado
melhorar
as
condições
d
’aquel!e
santo
e
pio
estabelecimento,
principalmente
no
que
diz
respeito
á
sua
administração
interna,
com
rel.ição
aos
pobres
enfermos,
não
só
pela
aequisição das
illuslres
Irmãs Hospi
taleiras,
mas
também
na
escolha
acerta-
dissima
dos
muito
dignos
capeilães
d
’aqtíel-
la
Santa
Casa.
Prasa
a
Deus
que
tão
acer
tadas
providencias
produzam,
no
futuro,
aqueiles
preciosos
froclos que todos
dese
jamos.
*
*
*
AGBABZCIMSITÕS
Manoel
Antonio Alves
Ferreira
e
sua
filha
Maria
Carolina
Ferreira,
não
poden
do, como desejrvam, agradecer
pessoal
mente a
todas
as
pessoas
que os cumpri
mentaram
e
assistiram
aos
oflicios fúne
bres,
na
capella
de
S.
João
do
Souto,
por
occasião
do
faliecimento
de
sua
sempre
chorada
irmã
e
tia
D.
‘
Anna
Joaquina
Fer
reira,
o
fazem
d
’
esta
fóima,
protestando
irmandades
das
Almas
de
S.
Vi-
Ordem Terceiia
de
S.
Francisco,
fazem o mesmo
agradecimento
por
a
todos
mento.
A
’s
cente
e
lambem
terem
acompanhado ao cemiterio
publico
a
referida
sua
irmã
e
tia.
sentindo não po
der
fazer o mesmo
ás
irmandades
de
San
ta
Cruz,
Almas
de
S
Lazaro
e
Sacramen
to,
Almas
de
Santa
Justa,
Congregados,
S.
João
<la
Ponte,
Senhor
do
Monte
e Se
nhora
do
Rosário
de
Freiào,
por
lerem
dei
xado
de
cumprir
com
um
dos
maiores
de
veres,
como
é
o
de
acompanhar
seus
ir
mãos
á
rnausão
perenne
da
igualdade.
j(2915)
Manoel
Joaquim
da
Silva
Areo,
Aiito-
nia
Maria
Pinto
Coutinho
e
José Joaquim
Rodrigues,
não
podendo
pessoalmente
agra
decer
a
todas
as
pessoas
que
lhes
fizeram
a
honra
de
os
cumprimentar
e
assistir
a»
oílicio
de
corpo
presente,
que
por
alma
de
seu
pae
e
sogro
Sebastião
José
da Silva
Areo,
que
teve
logar
no
dia
7
de
corren
te,
na
egreja
da
Sé
Primaz,
o fazem
por
este meio
protestando
a
todos
o
seu
eterno
reconhecimento.
Egiialmente
argradeccm
a
todas
as pes
soas que
esperaram
os
restos mortaes
do
finado,
e
assistiram
ao responso
de
sepul
tura
no
cemiterio
pnplico.
(2920
’)
Joaquim
Antunes
Alves,
agradece
por
este
meio,
a
todas
as
pessoas de suas
re
lações,
tanto
seculares
como
ecclesiasticos,
de
quem
recebeu
obséquios
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
de
D.
Mana
Ro
sa
$oares
Abreu
Machado, cujos
oflicios
de
sepultura
tiveram
logar
na
Real
Capel-
a
da
Misericórdia
no dia
7
do corrente
a
lodos
agradece
e
protesta
seu eterno
re
conhecimento.
(2998)
o
mais
firme e
perenne
reconheci-
ÉDITOS
DE
3ii
DIAS
•Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
do
escrivão
Pessa,
a
requerimen
to
de-João
Francisco
da
Silva
Braga,
An
na
Maria
da
Assumpção, viuvà,
é
irmã
Luiza
Maria,
solteira,
de maior
idade,
(Tes
ta
cidade,
Joãod
’
Antas, Maria
Thereza
Lo
pes e
marido
João
Pereira
Barbosa,
Anna
da
Silva
e
marido
Bento
Corrêa
e
Ursula
da Silva
e
marido
Antonio
Francisco
Go
mes,
todos
da
freguezia
de
S.
Jeronimo
de
Real,
comarca
d
’
esta
tnesma
cidade,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
do
dia
7
do
corrente, a chamar
e
citar
todas
as
pessoas
incertas
que
tenham
algum
direito
ou
acção
a
opôr-se
á
justificação
e
habi
litação
que
pelo
mesmo
juiso
e
cartorio
promovem
para
se
habilitarem
como
úni
cos herdeiros
de
João
José
Lopes
B
aga,
ultimamente
fallectdo na
cidade
da
Bahia,
império
do
Brazil,
sem deixar
ascendentes
ou descendentes,
sendo
porisso
os
jnsti-
íicantes
e
habditantes
os seus
únicos
her
deiros,
o
veuham
deduzir
e allegar
até
á
segunda
audiência
posterior
aos ditos
édi
tos, que
vem
a
ser
no
dia
10
de feverei
ro
proximo
futuro,
pelas
10
horas
da
ma
nhã
no tribunal
judicial
no
largo
de
San
to
Agostinho,
d'esta
mesma, sob
pena
de
revelia
e
lançamento,
e
de
se
julgar
por
sentença
para
lodos os
efleitos
legaes
e
ju
rídicos
a
presente
justificação
e
habilitação.
Biaga
10
de
janeiro
de
1876.
(2912)
0
solicitador
—
Torres.
CARTÕES
DE
VISITA
E
DE
CASAMENTO
lEiiprienen Me nn
Catholica»
DE
Joaquim José
Vieira
da Roclia,
10
—Rua
do
Souto
—
10
BRAGA.
Preços:
cada
cento
impre-são
e cartão
branco
liso,
—
400,
-440,
430,
350
e
630
rs^
Ditos
tarjados
para luto,
impressão
e
cartão,—700
e
750
rs.
(2870)
Rua
de
D. Pedro V n.a
77
0
uem
<l
ll>
zer
arrendar
uma
casa
m°d’co
preço até o
S.
Miguei
áL&âa
d
’
este
anno
na rua
de
D.
Pedro
V,
falle
na
mesma rua
n.
u
77.
(2907)
ARREMATAÇÃO
A
requerimento
de José Joaquim
d
’AI-
jneida,
viuvo,
d
’
esta
cidade,
pelo
carto<io
de
Moita,
á
face
do
inventario
por
falle-
cimento de
Maria
dos
Desamparados Fer-
reira
e
Almeida,
tem
de
andar
em
praça
no
dia
30
do
corrente
a
propriedade
de
nominada
de
Fund’
Villa
ou Cabido,
na
freguezia
de
Semelhe
com todas
as
suas
pertenças,
iodo
com
os
unicos
fóros
de
20
rs.
ao
commendador
de
Merelim,
e
200
rs.
e
uma
galinha
pelo prado
ou campo
do
Cabido,
e tudo
na
forma
dos
editaes
de
noticia.
(2919)
Pelo
juizo
de direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
de
Pessa,
se
annuncia
que
no
dia
16
do
corrente
pelas 10
horas da
manhã,
se
tem
de
arramalar
á
porta
do
tribunal
judicial
d
’
esta
mesma,
uma
morada
de
ca
sas
de
um
andar,
com
quintal,
designadas
com o
n.°
45
e
cilas
na
roa
da
Boa-Vis-
ta
d
’
esta mesma,
as
quaes
se acham
ava
liadas
livres
de
encargos,
eui 203$000
rs.,
foreiras no
dominio
directo
ao
rev.
mo
ca
bido
enphileulica
á
casa
das
hortas,
e
se
arrematam
por deliberação
do
conselho
de
famiha
no
inventario
do
fallecido
Antonio
José
d
’
Oliveira Machado,
morador
que
foi
n
’esta
mesma
cidade.
O
solicitado
(29I8
k
.
Paulino
Evaristo
da
Rocha.
lumes
como
os
do Calhecismo
de
Guillois
ou
da
Apologia do
Christianismo
de
Het-
linger.
O 1.
volume
eatará
ií
vetada
em
e
vereiro
e
«» 2,°em abril.
Cada
volume
800
reis,
pelo
correio
880
reis.
Recebem-se
assignaluras até
ao
fim
de
janeiro
na
livrarie
de
Ernesto Cliar-
droii.
editor
—Porto.
BALCO DA COVILHÃ
Sociedade
anonynia de responsa
bilidade
limitada
São
convidados
todos
os
snrs. accionis
tas
d
’
este
Banco
a
reunirem-se
no
dia
30
do
corrente,
por 2 horas
da
tarde,
no
edifício
onde está
installado
o
mesmo
Ban
co,
u
’esta
cidade, afim
de se
cumprirem
as
disposições
do
§
l.° do art.
18.® dos
respeclivos
estatutos.
Covilhã
10
de
janeiro de
1876.
O
secretario
da
Assembleia
Geral
Francisco
Rodrigues
Antunes
Castanheira.
(2922)
GBAABE
BE POSITO 1»E'M4CIII-
BTAS
DE COSTURA
DE
Declaração
e protesto
D.
Carolina
da
Rocha
Pereira
do
Lago,
aclual
senhora e
possuidora
da
quinta
de
Passos,
situada
no logar
do
mesmo
nome,
freguezia
de
S.
Viclor d
’
esta
cidade,
de
clara
que
nos
prados
chamados
as
Lamei-
ras,
que estava
usufruindo
o
fellecido
Ma
noel
de
Magalhães
d
’
Araujo
Pimentel,
e
que
confrontam
com
terras do
seu praso,
ha
terrenos
pertencentes
a esta,
pelo
que
protesta
haver
todos
os
que
estiverem
fóra
da
medição,
que lhe
pertence.
(2921
’
)
Banco
de
Guimarães.
Sociedade
anonyma de responsa
bilidade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em
assemblea
geral no
dia
21
do
corrente,
pelas
10 horas
da
ma
nhã,
para
os
fins
marcados
no
artigo 42
dos
estatutos.
Banco
de Guimarães,
10
de
Janeiro
de
1876.
O
secretario
da assemblea
geral,
José
Ribeiro
da
Silva
Castro.
(2914)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
industrial
de
Villa Beal.
•
«
i
wiim
-»
nu
»■
iw»n
riMr»ain-n
»» i»
.............
■
■ ■ -i
ri-.—
—
rr--
—- —
—«, ,,
BANCO
MERCANTIL
DE
ES
A W
AL.
A
direcção
annuncia
que
desde
dia
17
do
corrente
está
em pagamento
o dividen
do
do
ultimo
semestre,
na
razão
de
1$200
por
acção
;
no Porto na
sua
agencia
na
Pra
ça
de
D.
Pedro,
e
n
’
esta
cidade
na
casa
do
Banco,
em todas
as
segundas,
quartas
e
sextas
feiras,
desde
as
10
horas-
da
ma
nhã
até
á
uma
da
tarde.
Braga
14 de
janeiro
de 1876.
Os
directores
José
Joaquin
Lopes
Cardoso
João
da
Costa
Palmeira
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
Por
ordem
do
exm.°
vice-presidente
da
Assembleia Geral
são.
convidados
os
snrs.
accionistas
a
comparecerem
na sede
do
Ban
co,
no
dia
22
do corrente pelas
I2 horas
da
manhã
para
se
proceder
á
eleição
de
dous
supplentes
á
direcção.
Braga
14 de
janeiro
de
1876.
O secretario
Domingos
Moreira
Guimarães.
Soeiedade anonyma de responsa-
bilidade limitada.
Por ordem
do
exm.°
presidente
da
as
semblea
geral, são
convidados
os
accionis
tas
do
Banco
para
no
dia
em. que
tiver
logar
a
segunda
reunião
da mesma
assem-
hlea,
e
que
por
esta
ha de
ser
designado
no
dia
18
do
corrente,
se
proceder
á
elei
ção
de dous
vogaes
eflectivos do
conselho
fiscal,
que se
acham
vagos.
Banco
de
Villa Real,
10
de
Janeiro
de
1876.
0
segundo secretario da
assemblea,
Anselmo
Pereira
Bahia.
(2913)
Banco
Commercial
de
Braga
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
no
dia
19
do
corrente, pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Banco,
para os
fins
designados
no
art.
25
dos
Estatutos,
e
ser
discutido
o
relatorio
e
parecer
do
con
celho
fiscal
apresentado
no
dia
10.
Por
ordem
do
exc.m°
presidente
da
as
sembleia
geral.
O
secretario
Gonçalo
Anlão
de
Macedo Sá
e
Abreu.
TI1ES01IW 110 SACERDOTE
OU
Reperlorio
das
principaes
causas
que
o
Sa
cerdote
deve
saber
para
4
se santificar
a
si
e
santificar os
outros
PELO
PADRE JOSE’ MAGH
Missionário
«Ia Companhia
de Jesus
Obra
approvada
e
recommendada
pela
sagrada
congregação
dos
ritos,
por
muitos
cardeaes,
prelados
hespanhoes,
francczes,
italianos,
etc.,
e
adoptada
em
vários
se
minários
como
compendio
de
lithurgia
e
theologia
pastoral,
traduzida
com
approva-
ção
do
aulhor,
da
7.
a
edição
consideravel
mente
augmentada
e
dedicada
excrn.
0 e
revm.0
snr..
D.
Américo Ferreira
dos
Santos Silva,
por
mercê
de
Deus
e
da
Santa
Sé
Apostólica,
bispo
do
Por
to,
do
conselho
de S.
M.
Fidelíssima,
par
do
reino,
etc.,
pelo
padre
Manoel
Fer
reira
Marnoeo e Sousa.
A obra
constará
de
dous
grossos
vo-
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Pessa,
se
teem
d
’
a;rematar
no
dia
23
do
corrente, pelas
10
horas
da
manhã,
na
rua
da Cruz de
Pedra,
casa
n.°
4
A,
a
livraria
pertencen
te
ao
fallecido bacharel
Antonio
Manoel
Alvares,
cujo
producto
legou
ao
Estado.
O
lanço
sobre
a
mesma deve
ser
superior
a 90$000
réis,
e quando
não
houver
quem
a
arremate,
por
este
preço
será
entregue
ao
snr.
Eugênio
Chardcn,
pelo
lanço
offe-
recido
por
elle,
de
90$000
rs.,
bem
como
uma
meza
velha
que
deixou
de
ser
arrema
tada
nas
praças anteriores.
H.
«SOB
Construída»
por
12.
J. Petit, de
tôruxella»
13
—
Praça
de
Carlos
Alberto—
14
PORTO.
N
’este
estabelecimento
encontra-se
á
venda
um grande
sortimento
de
machinas
de
costura
;
para famílias
e
costureiras,
próprias
para
todo
o
trabalho
de obra bran
ca e fina
de
côr.
Para
alfaiates,
estofado
res, chapelleiros
etc.
podendo
executar
toda
a
cbia
de
panno
e
couro
fino.
De
lançadeira
grande
(levando
300
melros
de
lio.)
Para
calçado,-correames,
arreios
etc.
De
braço,
especiaes
para
calçado,
poden
do'
melter
elásticos
e
fazer
toda
a
sorte
de
concertos.—
Portáteis,
de
mover
á
mão,
podendo
lambem funccionar
com pe
dal,
muito
convientes
para
famílias.
De
bordar,
executando admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados,
a
branco
e cores,
em
relevo etc.;
proptias para modistas,
cos
tureiras,
estofadores,
couteiros:
esta
ma-
china,
uma
das
maravilhas
da
industria
mo
derna, póde
fazer
a
fortuna
da
pessoa
qne
a possuir.
De
cravar
calçado,
que
em
pou
cos
minutos
cravam,
parafusando
com to
da a
segurança,
um
par de
calçado.
O
re
sultado
d
’
esle
trabalho
é
muito
superior
ao
actualmente
adoptado.
De
lavar,
indispen
sáveis
ao
uso
domestico,
recomendáveis
pela
economia
que
resulta,
não
só
da
lava
gem,
como
da
conservação
da
roupa.
To
das
estas
machinas
são
acompanhadas
de
um
completo
sortimento
de
accessorios
que
facilitam
a
execução
de
todas
as
obras.
Garante-se
a
perfeição e
duração de to
das
as
machinas
vendidas,
e
attendendo-se
ao
perfeito
trabalho
e
á
solidez
da
sor
consirucção póde
affoutamente
asseverar-se
que
não tem
rival
na modicidade
dos
pre
ços.
A
fim
de
proporcionar
aos
compra
dores
todas
as
vantagens,
esta
casa não
só facilita
o
pagamento
por
prestações,
mas
lambem
a
aprendizagem,
para-
o
que
fez
vir do estrangeiro
um
artista
perfeito
co
nhecedor
do
machinismo,
e
duas
senhoras,
para
pralicamente
darem
as
necessárias
ex
plicações.
Ha
completo
sortimento
de
al
godões,
linhas,
lãs
e
sedas,
em
todas
as
côres,
para
bordados
e costura,
assim
co
mo
lodos os
accessorios
e
peças
sobre.-elentes
para
as
diversas
machinas.
Qualquer
con
certo
de
que
necessitem
as
machinas
ven
didas
n
’
este
eslabelecirúetiio
será
feito
im
medialameniB e
com
toda
a
perfeição.
Exe
cuta-se
a
preço
modico
qualquer
obrá
de
bordados
para modistas,
estofadores,
alfaia
tes,
etc.
Este
estabelecimento
tem
o
exclusivo
da
importação,
das
machinas d’
este
auctor
em
Portugal.
Faz-se
"abatimento
a
quem
comprar
por
atacado.
Deposito
ern Braga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2904)
BANCO
DA CONJLHÂ
Sociedade
anonynia de respsiísa-
bilidade limitada.
São
convidados
os snrs.
accionistas
des
te
Banco
nos
dias
10
a
15
do
corrente,
a
fazerem a
5.
a
e
ultima
entrada,
de
20
por
cento,
ou
20$000 reis
por
acção.
Covilhã—
na
sede
do
Banco.
Porto—
Caixa
Filial.
Braga
—
snr.
João
Manoel íla Silva
Gui
marães.
Lisboa
—
snrs.
Custodio &
Silva.
Pede-se
aos
snrs.
accionistas
para
de
clararem
no mesmo
acto
os
nomes
em
que
devem
ser
passadas
suas
acções.
Covilhã
3
de
Janeiro
de
1876.
Os directores,
J.
d
’
Amorim
Vaz de Carvalho.
A.
Raptista
A. Leitão.
(2906)
Novo estabelecimento de
cera.
Haia
líova n.° 47—Braga.
Fernandos
Pinto
<fc
C.°
participam
por
este
meio
a
lodo
o
respeitável
publico,
e
especialmente
aos
seus
amigos
e
que
já
são
seus
freguezes,
que
se acham
com
es
tabelecimento
de
cera
no
citado
local.
Es
peram
pois,
da
benevolencia
de
todos,
os
coadjuvem,
para
o
que teem um
grande
sortimento
d
’
este genero.
Incumbem-se
igualmente
de
fazer
caixões e
hábitos
pa
ra
funeraes,
por
preços
muito
rasoaveis.
O
inventariante
(2916)
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães
PIANO
Vende-se
um piano
d’
ensino.
Rua
de
S.
Vicente,
n.°
1.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(2917)
COADJUTOR
Precisa-se
d
’
um
em
uma
freguezia pro
ximo
d
’esta cidade.
Quem
se
achar
ha
bilitado
para
isso
queira
participar
n
’
esla
redacção.
2901
Nova
fundição
de
ferro
e
me-
taes
De
Antonio
Germano Ferreirinha
Travessa
de S.
João
—
Braga.
O
proprietário
d
’
esla
ofificina
funde
to
da
a
obra
de ferro
e
metal,
de
qualquer
tamanho
e
natureza
qne
seja,
assim
como
lambem
faz memórias de
ferro
ou metal,
tudo
pelos
preços
do Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
o.
^GIÁO
Extrai,
cura e
conserta
os
dentes
-ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
pre-
feição.
Presla-se
a
chamados fóra
da
cida
de.
Consultorio,
Campo
de
Sanl’
Ant;a
n.®
1,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(2792)
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias,
membro
do
clero
e magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se
a
Medicus,
rua
do Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T»)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
