comerciominho_14121876_579.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
edito
»
z
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.6
3
E, para
onde
deve
ser
dipigida todas
correspondência
franca
de
porte.=As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
-.v^ãíui»^
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.«~Semestre
850
rs.^ProtnM-
cias,
anno
2&000 rs
e
sendo
duas
3$600
rs.»«Semestre
láO.íf.
’
rs.=Sraz»/,
anno
3&600
rs.~Semestre 1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.■^nnunciospor íírihs
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
2%
d
’
abatimento
iroiMPiMiMVMãmniniwMMyí^j^
t-
U-
BltASA—^AUNfTA-FfilKA
Í4L OE
iH.XE.fSBKO
Efiat iLtsx.
Somos
inteiramente
retrógrados,
com
pletamente
obtusos.
Os
raios esplendorosos
‘
da
civilisação
liberal
não nos
lerem
o
impedernido
in
telecto.
Surdos
ao chamamento
ao
rego
da
il-
luminada
escola
persistimos
como
a
ostra
agarrados
aos
princípios
anachronicos
da
escola
reaccionaria
E’
este
o
vociferar
constante
dos
il-
luslres enterra-cães,
dos
homens-macacos
a
quem
a
civilisação moderna
deve
entre
md
descobertas
surprehendentemeute
lu
minosas
—
a
da
origem
do
homem;
—
acha
dos
incomprehensiveis á nossa ignara
obtusidade!
E,
sejamos
francos,
os
homens
teem
carradas
de razão
ao
taxarem
desfavora
velmente
a
nossa
teimosia
reaccionaria.
O
macaco,
o
cão
e
quejandos
anima-
lejos
foram
os
nossos
primeiros
progeni
tores;
isto
esiá
provado
plenamente
pelos
sábios
modernos,
embora o
ideal
basba
que de
Adão,
Eva
e
outros
personagens
e
trapalhadas
bíblicas
de
invenção
cleri
cal
e
reaccionaria
nos
embmsse
na crença
estapafúrdia
da
eternidade
e
da
selecção
entre
o
homem
e
o
bruto.
E’
principio
corrente
que
a ordem
consecutiva
dos
factos, a
harmonia
con
cordância
entre
elles
e
as
doutrinas que
os apregoam e
encarecem
torna
de
todo
o
ponto
infaliiveis
estas
doutrinas.
Preci
sando
notar
que
aqui
somos
infallibilistas
de accordo
com
a
macacada
anti-mfallibi-
lista.
Ora,
entre
os
argumentos
e
as
obras
dos
taes
senhores
dá-se
a
perfeita
har
monia
e concordância,
o que nos
devera
convencer
de
que
estamos
ao
uive!
de
to
do
o bicharouco
que
ahi resfolga
as
au
ras
d
’
esta
quadra
ullra-ci
vilisadora
e
il-
lustrada.
Os aposlolos
da Miz
ideia,
os
decifra-
dores
do
encantado
inigma ahi
se
bapli-
sam
civiimente, se
casam civilmente
e
se
enterram
civiimente
de
envolta
com
os
brutos,
como
os
brutos
e
sem
mais
fór
mulas
que
os
brutos:
—
que
melhor
con-
nexão
e
accordo entre
as
doutrinas
e
as
obras
?
Até
aqui
imos bem
e
estamos
por
um
tris a
rendermo-nos
á macacada.
Mas
surge
um
ponto
escuro
no
meio
de tanta
luz,
de
onde
nascem
todas
as
nossas
duvidas,
e
descordancia
com tão
famosos
princípios.
Não
comprehendemos
como
em certos
casos os
snrs.
enterra-
cães
não
querem prescindir das
preroga-
tivas que o
rançoso
e
anachronico
catho-
licismo
concede
aos
que,
como nós
igno
rantes
e
retrogrades,
seguimos
as
leis
da
Egreja.
E
’
este
um
facto
que
destoando
um
pouco
das
taes doutrinas,
nos
faz
suspei
tar
da
inteireza
d
’eilas,
o
que
não
será
para
admirar
se
se
attender
á
supina
igno
rância
de
nossos
espíritos.
Pedimos então
ao
oráculo
facundo
da
ideia
nova
o
«Jornal do
Commercio»
e
ao
oslenlor
e
famoso
funarnbulo
do
jor
nalismo
o
«Diário
de noticias»,
que
pelos
manes
caninos
e
macaqueiros
da
nobre
progenie,
destapem
para
ahi
a
boceta lu
minosa
da
sua
estupenda
rectorica
e
com
esta
façam
a
luz no
tal
nubeloso
ponto
e
alumiem
este
cahos
de nosso
entendi
mento
reaccionario
e papista.
Conseguido
isto
que
não
é
dillicil
a quem
dispõe
de
tanto
cabedal
de
intelligencia
e
sabedoria,
talvez
nos.
convençamos
de
nossa
cegueira
e
entremos
no caminho
dos
progressos
inlellecluaes,
deixando
nos
sepulchros
da
historia
as
velharias
a
que
ale aqui
temos
sido
tão
agarrados.
i.
MACHADO
JÚNIOR
S. JFruaicises»
X.
*
tvÊer.
O
famoso
duque
de Brunsvick,
que
de
protestante
se
converteu
ao
Catholicismo,
homem
doutíssimo,
dizia
que um
dos
mo
tivos
que
o
levaram
a
abandonar
a
seita
de
Lulhero
e
a
abraçar
a
crença
roma
na
fôra
o
grande
numero
de
santos,
de
lodos
os
estados
e
condições,
que
via
na
Egreja
Caiholica:
o que
não
acontecia nas
outras.
como
o
que
era
destinado
a
fazer
maior
guerra
ao
inferno.
Elle
devia
ser
um novo
f
auio,
apesar
de
que
tiào
tinha
sido
Sau-
lo.
Seu
nascimento
illustre,
a
belleza do
seu
espirito
e
talentos
não
vulgares
o
ha
viam
feito
brdhar
nas
academias,
e
en
chido
o
coração
de
vãs
esperanças,
am
bições
e
glorias
mundanas.
Xavier
não
gostava
de
ignacio,
e
até
fugia
da
sua
conversação,
por
isso
que
não
lisongeava
seus
sentimentos.
Resistiu
por
muito
tem
po;
mas
o
ceu
poz
na
b
cca
de
Ignacio
palavras
de
fogo
que lho
abrasaram
o
co
ração.
A
giaça
divina,
emlim,
produziu
todo
o
seu
eífeito,
e Francisco
se
associa
a
Santo
ignacio,
sendo
nina
d«s
pedras
fun-
damenlaes
da
Companhia
de
Jesus.
Por
uma
singularidade
bem
notável
em
que
se
conhece
o
dedo de
Deus,
nasceu
Francisco
Xavier
no
anno
de
1497
o
mes
mo
anno
em
que
Vasco
da
Gama
desco
briu
e
abriu
caminho
para
uS
Índias
de
que
devia
ser
o
Apostolo
(!)
Chegou a
occasião
de
Xavier
mostrar
o
gtande
zelo
do
seu
espirito
e
os
lances
da
sua interminável
caridade.
Tomando a
bênção
ao
vigário
de
Je
sus
Christo
e
a
Santo
Ignacio
remendan
do
a
pobre
roupeta
e
abraçando
seus
ir
mãos a quem
pede
orações,
Francisco
par
te
para
Portugal,
na
companhia
do
em
baixador
D.
Pedro
Mascarenhas,
tendo
já
parlido
o
Padre
Simão.
Foram
estes
dous
jesuítas
os
que
de
Roma
foram
enviados
ao
peidoso
rei
D.
João
ill
Ambos
foram recebidos
p
lo
rei
e
por
tola
a
cói
te
que
os
esperava,
com
gran
de
alvoroço,
não
se
saciando
de
ouvir
de
D.
Pedro
os
grandes prodígios,
de que
em
Roma
linha
sido
teslimunha
occular.
Não
poderam
resolveí-os
a
tomar
a residência
(1)
Alguns
andores
dizem
que
S.
Francisco
Xavier nascera
,
em
1506,
outros,
porem,
indicam
o
anno
de
1497.
Como
não
sabemos
qual
das
duas opiniões
é
ver
dadeira,
seguimos
esta
ultima,
pela
notá
vel
coincidência
da
descoberta
do
Orien
te,
onde
apostoiisou
o
santo
jesuita;
é
a
que
é
apontada
por
muitos
historiado
res.
Nada
mais
verdadeiro. Só
no
seio
do
Catholicismo
existem
homens
de
virtude
e santidade,
varões apostolicos
que
pro
moveram
a
gloria
de
Deus,
attenlos
ao
cuidado
das
almas.
Nas
outras
pretendidas
religiões
não
se
vêem senão
homens
en
tregues
á
gula
e á
sensualidade,
impios,
soberbos,
mestres
puramente
da
vida
li
cenciosa,
como se conhece pela
sua
vida
e
escriptos.
Entre
os
varões
insignes
em
santidade
que
a
excelsa
mão
do
Omnipotente
suscitou
entre
os
mortaes,
para
mostrar
os
verda
deiros
caminhos
de
Jerusalem
celeste,
de
vemos
enumerar
S.
Francisco
Xavier,
as
tro
refulgente da
Egreja
militante,
Apos
tolo
do
Oriente, gloria immortai
da
Com
panhia
de
Jesus.
D.
João
111.
que
havia succedido
no
throno
portugucz.e
no
zelo
da
propagação
da
fé
ao
primeiro
descobridor,
o
grande
D.
Manuel,
desejava
ardenlemente
o
maior
numero
de
opeiarios
evangélicos
para
se
rem
empregados
na
cultura
das
searas do
Senhor,
as
Índias
descobertas
pelos
por-
tuguez.es
,
que
gemiam
nas
trevas
do
pa
ganismo
e
outros
erros.
Teve
noticia
da
Companhia
de
Jesus
que
se
estava
formando
em
Roma
sob
a
direc
ção
de
Santo
Ignacio
de
Loyola.
Por
seu
embaixador
D.
Pedro
de
Mascarenhas
tra
tou
dè
conseguir
alguns
padres
d
’
aquella
nascente
congregação
que
então eram
o
pasmo
de
toda a
Roma
e
a
admiração
dos
cathohcos,
afim
de os mandar
evangelisar
as
suas
descobertas
e
domínios.
Para
esta
grande empresa
está
desti
nado,
entre
outros,
Francisco Xavier,
um
dos
primeiros companheiros
de
Santo Igna-
cio.
Assim
se
verificaram
os
desígnios
do
ceu,
muilo
antes
formados
sobre
este
ho
mem extraordinário,
apesar
da
vomade
do
santo
fundador
da
Companhia que
o
dese
java ter
comsigo.
Na capital
de
França,
onde então
fre
quentava
a
universidade,
foi
Francisco
ag-
gregado
á
eschola
de Ignacio
com
outros
alutnnos
d
’aquella
famosa
academia,
entre
elles
o
nosso
portuguez
Simão
Rodrigues
de
Azevedo,
natural
da Villa
de
Vouzel-
la.
A
conversão
de
Francisco foi
dillicil.
DR.
J.
JL DE HAÍW.
ROMANCE BRAZ1LEIRO
VOLUME
I
Xíai
O
velho.
[Continuação]
Celina
linha
por
tal
modo
tomado
gos
to
por esse
genero
de
musica,
que
a
pre
sença
do guarda portão
em
seus
estudos
da
tarde
já
era
para ella
uma
necessidade:
por
isso
foi
com
vivo
movimento
de
pra
zer,
que
ella
viu
mostrar-se
á
porta
da
sala
a cabeça
branca,
e
o
olhar
malicioso
do
velho
Rodrigues.
—
Ah
!
exclamou
ella,
entre,
entre, meu
bom
mestre
de
bailadas; então
que
tere
mos
hoje
?...
—
Quasi
que
esgotei tudo quanto
sa
bia,
respondeu
o
velho.
—Pois
então
repitamos
tudo,
quanto
já
ouvimos.
—
Eu
sei,
senhora
1
esses
pobres can
tos ouvidos
uma
vez,
perdem
talvez
todo
interesse,
que
podiam
ler merecido.
—
Não; não: vamos, snr.
Rodrigues:
escolhamos
um
dos
que
já
foram
mesmo
mais
carftados
:
por exemplo—Lindoya.
—
Esse
não...
—
A
Tamoya
íeita escrava
?...
—
Também
não.
.
—O sino
do
collegio?...
—
Lantei-o
já
tres
vezes.
—
Escolha
então
o
senhor
um
outro.
—
Pois
bem,
senhora,
cantarei—
o
so
nho da
virgem.
—
Oh!
esse
ainda
não
o
ouvi
eu.
—
E
’
um romance
moderno
feito
ao
molde
dos
antigos.
—
Pois
bem;
vamos a elle.
O
velho
começou
com
voz
pausada e
melancólica
a
cantar
assim
:
Cí
ganho
da
virgesn.
Era um
dia
um
mancebo
qn
’ardente
Pobre
vida
esquecido
vivia,
E
uma virgem
formosa
innocente,
Qu
’
oulra
igual
não
se viu,
não
se
via
Quem
separa
o
ardor
da
belleza
?...
Um
abismo
fatal:—a
pobreza.
O
mancebo
a
donzella
adorava?...
Quem
o
sabe?...
ninguém d
’
elle
ouviu.
Em
seu
peito
esse
amor-
sepultava,
Se o
amor
em
seu
peito
nutriu,
E
se
amava,
era
triste esse
amar;
Era um mudo e
terrivel
penar.
E
se
amava,
quem
d
’isso
curou
?...
Quem
ouvira
do
pobre
o
gemido?...
Se
o
seu
peito
um
ai só
desatou,
Foi
tnn
ai no
deserto
perdido,
E
podia alta
e
nobre
donzella
Vêr
um pobre
chorando
por
ella?...
O
que
é
feito da
virgem,
do
pobre
9
...
Quando
o dia
voltar
t
’
o
direi;
Negro
manto
da noite
nos
cobre
:
Ella
dorme...
mas
elle...
não
sei.
E
’
na terra
das
trevas
o
veo
;
Vagam
sonhos...
misteriosos
do
ceo.
Eis
a
virgem...
n’
um
valle
formoso,
De
tapete
de
relva
coberto,
Assentada
’
em
oileiro
mimoso
Vendo
um
lago,
que
mora
alli
perto
:
Cobrea-a
tecto
de
mil
trepadeiras:
Ha
dois
montes,
que
c
’
roam
palmeiras.
Vem
dos
montes
meninos
amores,
Em seus
braços
cesiinhas trazendo;
Tiram
d
’e!las
e
espargem
mil
ílôres
Sobre
a
virgem,
que os
olha
tremendo
:
E
os
amores
seus
jogos
seguindo
Vão
brincando,
dansando,
e
se
rindo.
Soa
um
canto
dormente,
mavioso,
Que
entoado
no
ceo
parecia,
Já
das
ílôres
o
bafo oloroso,
E
perfumes
o
ar
recendia
:
E
a
donzella,
que
tanto
sentiu,
Entre
eífluvios
e
cantos
dormiu.
E
um
menino
com
seita
afiada
Rasga
o
peito
da
virgem
então.
E
com
habil
mansinha apressada
Rouba
o
puro,
feliz
coração.
E
a
ferida
nem
sangue jorrou.
Nem
doeu, antes
logou
sarou.
Despertou
a
donzella
assombrada
Com
clamores
do
bando
loução;
E
a
chorar
desatou
desolada
Vendo
o
roubo
de
seu
coração.
E
o
cruel,
o
fatal
roubador
Foi
na
terra planlal-o,
qual
fiòr.
A
donzella
chorava...
chorava...
E
os
meninos
as
mãos
ajustaram.
E
correndo p
ra onde
ella
estava,
Aas mãosinbas
t-eii
pranto apararam
:
E
vão
todos
com
gesto
apressado
A
regar,
o
que
eslava plantado.
E
nasceu
um
arbusto
mimoso...
E
do
ceo um qnjinho
baixou,
Que
fiel,
vigilante,
piedoso
Pela virgem
constante
velou
:
E
esse
anjinho
amoroso,
que
véia,
Tem o
rosto
da
mãe da
donzella.
Já
o
pranto
da
virgem
seccou,
E
o
arbusto
nascido
cresceu
;
De
folhinhas
mimosas
se ornou
;
O
seu
caule
de
espinhos
se
encheu.
Coração
de
uma
joven formosa
Brotou
linda
roseira viçosa.
co n
’
este
momento,
porque
assim acabaria
esta
nossa
obra
que
é de
Deus.
Consolae-
vos,
porém, com
a
esperança
de
seguirdes
uns
aos
outros
»
O
grande
Xavier
foi
predestinado
pa
ra
ser
nào
só
o
Apostolo
da
índias,
mas
ainda
o
mostre.,
o
guia
e o
conduclor
da
Companhia
na
evangelisaçâo
dos
infiéis.
Homem
verdadeiramenle
divino;
obrou
mi
lagres
como
os primeiros Apostolos
gosando
até do dom
das línguas
só
a elles
con
cedido.
Os
prodigios
e
conversões d
’
este
apos-
tolico
varão
foram
inuumeraveis.
O
cele
bre
Rossio, que
não
é jesuíta,
diz que
mais
almas
converteu
só Xavier á
fé
christã
em
onze
annos,
do
que
todos
os
hcresiar-
chas
teem
pervertido
por
mais
de mil e
quinhentos
annos.
Não
se
póde
dizer
mais.
Mais
basta
citarmos
o
que
d
’
elle
refere
o
breviário
romano:
«Francisco
converteu
nas
índias
á
lei
de
Christo
muitos
centenares
de
milhares
de homens,
e
ministrou
o
ba-
ptismo
a
muitos
reis
e
príncipes.
Obran
do
tão
grandes
cousas
pela
causa
de Deus,
era
de
tanta
humildade,
que
escrevia
de
joelhos
a
Santo
Ignacio,
então
seu
prepo-
sito.»
S. Francisco Xavier
é
estimado
até
dos
mesmos protestantes,
que
só
lamentam
que
elle
não pertencesse
á
sua
seita.
Ain
da
mais:
o
partido
jansenista,
inimigo
ir
reconciliável
da
Companhia
de Jesus,
pres
ta
homenagem
ás
virtudes
e
acções
pro
digiosas
de
Xavier;
mas alguns, confundi
dos
deante
d’
este
vulto
venerando,
nega
ram-lhe
a
qualidade
de
jesuita
1
!
!
De
proposito
pozetnos
trez
pontos
de
admiração.
Então
S.
Franeico
Xavier
não
foi
jesuita?!
Elle
não
só foi
jesuita,
mas
um
dos
primeiros
jesuitas,
e
quasi
fundador
da
Companhia. Da
índia
varias
vezes
escreveu
a
Santo
Ignacio,
sujeitando-se
em tudo
ás
suas
ordens,
e venerando
as
como
se
fos
sem
do ceu.
De
Cochim
escreveu
uma
carta
em
que
diz: «Deus
me
fez
conhecer
por
mui
tas
vezes
de
quantos
perigos
e
penas
me
lem
livrado
pelas supplicas
e
sacrifícios
dos
da
Companhia.
Se jámais
eu
te
esquercer,
ó
Companhia
de Jesus,
que
a
minha
mão
direita
me
seja
inútil,
e
que
eu
mesmo
me
esqueça
do
uso
d
’
ella.»
S.
Francisco
Xavier
assistiu
nos
últi
mos
momentos
de
D.
João
de Castro,
vi-
ce-rei
da
índia,
sendo
em
lodo
o
tempo
da
doença
o
seu
enfermeiro,
intercessor
e
mestre.
Falleceu
o
santo
jesuita
em
2
de
de
zembro
de 1352; mas a
Egreja
faz
d
’
elle
commemoração
no
dia
3
do
mesmo
mez.
Padre
João
Vieira
Neves
Castro da
Cruz.
que
no
sau
palach
!hes
preparara
o
rei,
nem
qualquer
outra
senão o
hospital
de
Todos
os
santos,
hoje
chamado
de
S. Jo
sé
Ahi
começaram
logo a
servir
aos en
fermos,
pedindo
esmolas
para
elles
e
pa
ra
si.
Esperavam
sair
brevemente
para
a Ín
dia,
mas foi indispensável
a
demora,
pois
não
haviam
promptas
embarcações,
nem
era
chegado
o
tempo da monção. Toda
via
não estiveram
ociosos:
tomaram
aos
mesmos
exercícios
apostolicos,
renovando
em
Lisboa
o
que
tinham
feito
em
Roma
e
outras
cidades
da
Italia.
Davam
á
ora
ção
parte
da
noite,
e
o
resto
do
tempo
o
passavam
no
serviço
dos
enfermos,
nos
soccorros
espirituais
e no
ministério
sa
grado.
Os dous
jesuítas
appareciam
nas pra
ças
e
pelas
principaes
ruas
de
Lisboa,
fa
zendo
ouvir
as
suas
vozes
que,
soando
nos
ouvidos,
leram
os
corações.
Não
sendo
mais
que
dous,
pareciam
reproduzir-se
nos
templos,
nos
púlpitos,
em
toda
a
parte,
sendo
ouvidos
como
dous
mensageiros
ce
lestes
enviados
p
do
ceti
a
felicitar a
capital
do
nosso
reino.
Não
mudou
Lisboa
no
physico tanto
de
face
por
occasião
do,
memorável
terramo
to
de
1735,
como
no
moral
mudou
em
1340,
pela
palavra
apostólica
de
Francis
co
Xavier
e seu companheiro
Simão
Ro
drigues.
Toda a
côrte
foi
lestimunha
de
tão
prodigiosa
mudança.
D.
João
III
e
os
grandes
de
Lisboa
d
’
aqtielle
tempo
e
am
homens
inteiramente
votados
ao
fanatismo,
segundo
a
lingua
gem
dos
nossos
dias,
e
por
isso,
vendo
os
prodigios
que
obravam
os
jesuítas,
quizeram
conserval-os
em
Portugal.
Por
combinação
feita
com
o
Pontífice
tomou-se
o partido de
reter
no
nosso
reino
o Padre
Simão
Rodrigues,
e
enviar
ás
Índias
o
Pa
lre
Francisco
Xavier.
Foi
este
também
o
voto
de
Santo
Ignacio
de
Loyola.
Parte,
em
fim ao seu
apostolado
o
san
to
Xavier
lodo
abrasado
no
fogo
divino,
i.ste
grande
homem,
o
mais
singular
e
ex
traordinário,
depois
de
haver exercido
por
algum
tempo
o
seu
ministério
nas
costas
orienlaes
d
’
Africa,
chegou
a
Goa,
capital
dos
nossos
estados
n
’
esta
parte do
mun
do.
E’
impossível
descrever-se
n
’
um
bre
ve
artigo
o
que
em
toda
a
India
fez
o
grande missionário
e
Apostolo
a
bem
da
religião.
Os
seps
trabalhos
eccoaram
em
toda
a
Europa.
Viu-se
correr
de
toda
a
parle,
mesmo
da
França,
aos
collegios
dos jesuítas
em
numerosas
turmas
a
mocidade
litleraria;
ho
mens
notáveis
por
seus
talentos
e
scieu-
cias
pediam a
roupeta,
alistando-se
sob
as
bandeiras de
Santo
Ignacio
Todos
suppli-
cavatn
a
graça
de
correrem
ás
índias
a
partilharem
a
sorte de
Xavier.
«Meus
filhos,
lhes
dizia
Santo
Ignacio,
<u
vos acompanho
nos
vossos
sentimentos,
mas
não
posso ainda
salisfazel-os.
Não
quer
Deus
que
curamos
todos
a partici
par
dos
triunfos
do
nosso
irmão
Francis
Collegiw «Se N. Sessíeos-a sla C®sa-
ceição
Festa
religiosa
e
académica
em
8
de
dezem
bro
de
1876.
Escrevem-nos
de
Lisboa:
Verificou-se,
como
se
havia annunciado,
a
festa
annual
e
religiosa
á Excelsa
Pro-
lectora
d’
este
Collegio,
e
académica
da
dis
tribuição
dos
prémios
aos
alumnos
do mes
mo
estabelecimento
de
educação.
Presidiu,
como
de
costume,
o
seu
pro
prietário
e
director
geral,
o
snr.
Carreira
de
Mello,
lendo
a seu lado, o
activo
e
de
dicado
substituto
o
snr. Baptista
Ferreira,
e
os
excellentes
professores, cooperadores
de
tão ulil,
como
bem
dirigido
insti
tuto.
A
missa
solemne cantada
a
instrumen
tal,
começou
depois
do
meio
dia.
Foi ora
dor
o
professor
revd.0
padre
Almeida
Car
valho,
que
no
seu
excellenle
discurso,
fez
vêr
a utilidade
da
instrucção
baseada
na
religião.
A
egreja
estava
cheia
de
ouvintes.
Reposto
o
Santíssimo
Sacramento,
o
director
geral
com o corpo cathedralico,
passou
á
saia
dos
aclos,
e
alli,
tomando a
presidência
leu o
seu
discurso
analogo
ao
aclo,
seguindo-se
logo
a
chamada
dos
alumnos,
ao
recebimento
dos
prémios.
Serviam
de
secretários
os
snrs.
Baptis-
la Ferreira,
e
\lmeida
Carvalho.
O corpo
docente,
esteve
todo,
á
excepção
de
dois
professores.
Quando
terminou
a
distribuição
dos
prémios, o snr. João
Cândido
de Moraes,
professor
de
mathematica,
improvisou
um
excellente
discurso,
com
respeito
ás
ne
cessidades
da instrucção.
Logo
no
meio
dos
espectadores
se
le
vantou
o
snr.
Mackonelt,
pedindo
vénia
á
presidência
para
fallar,
e em seguida
de
clarou, que tendo
a
honra
de
ter
sido
alumno
d
’
este
collegio,
queria
ainda
mos
trar a
sua
gratidão,
e
expoz
com
frases
breves e
apropriadas
os
serviços,
que
este
estabelecimento
tem
prestado
ao
paiz,
na
sã
e
verdadeira
educação
da
novidade, o
que
estava
attestado
por
tantos
indivíduos,
hoje
de
posição
elevada, que aqui
recebe
ram
a
instrucção,
e
<jue
se
gloriam
d
’
is-
so
como
elle, ainda
que
dos
humildes.
O
snr.
Mackonelt,
foi
ouvido com
mui
ta
attenção.
A
sala
estava
cheia'
de
alumnos e
es
pectadores.
Eram
quatro
horas
quando
se
fechou
a
sessão.
UMTILO
Proíesto.
—
Já
os
nossos
leitores
leem
conhecimento
da
guerra
sem
nome
de
que
tem
sido
victima
o
illustre
prelado
d
’Angra
do
Heroísmo,
o
ex.
‘
no
e
revd.mo
snr.
D.
João
Maria
Pereira
d
’Amaral
e
Pimentel.
Aos
protestos
dos
seus
diocesanos
fieis,
vae
juntar-se
o
de
todos
os
cathoiicos
do
continente.
Para isso
está
exposto o
res-
peetivo
protesto,
afim
de
ser
assignado,
em
todas as
terras do
reino.
Em
Braga
póde assignar-se
nos
logares
seguintes:
Paulo
José
da
Costa,
Largo
do
Barão
de S.
Martinho.
Livraria
Calholica, rua do
Souto
Associação
Calholica,
rua
Nova
de
Sousa.
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
Praça
da
Alegria.
Escriplorio
do
«Commercio do
Minho».
Em
abono sla vea-daeíe.—
Menos
exactamente
informados,
dissemos
em
o
nosso
ultimo
n.°
que
os
prejuisos
causa
dos
pela
inundação
nas
propriedades
do
snr.
visconde
de
Ruães
subiom
á
quantia
d’
uns
5
contos de reis,
o
que
está
muito
longe
de
ser
verdade.
Sabemos
que
todos
os damnos
causa
dos
nas
referidas
propriedades
não
passam
d
’
uma
insignificante
bagalella,
que
nem
atinge
a
cifra
d
’
umas
oito
libras.
Oxalá
que
nós podessemos
fazer
ana-
logas
rectiticações
ás
noticias
respeitantes
aos
prejuizos
feitos
pelo
temporal
em
to
das
as
tere
s
do
reino!
Soetos br,aeRren«e« da ItiBtita»
*
»
«Be?
Coimbra.
—
Arcebispo
de
Braga, Pri
maz
das Hespanhas (D.
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa).
—
Dr.
João Ignacio
do
Patrocínio
da
Costa
e
Silva
Ferreira.
—Dr.
José
Joaquim
da
Silva
Pereira
Calias.
—
Visconde
de
Pindella
(João
Machado
Pinheiro
Correia
de
Mello).
Jfossieaçí»».—
Foi
nomeado
par
do
reino
o
snr.
conselheiro ministro
<i
’
estado
honorário
o
snr.
Augusto
César
Barjona
de Freitas.
Ftóííencia.—
Foi
declarada
em
estado
de
quebra,
desde
18
d
’
outubro
findo
a
firma
commercial da
p-aça
de
Lisboa,
Faria
& C.
a
ASmssMucb eBu clero, pura 1S9T.
—
Recebemos
dois
exemplares
d’
esle
al-
manach,
cujo
producto
é
destinado
para
a
reedificaçâo
d
’
uma
capelia,
consoante
no
mesmo
declara
o
seu
principal
reda-
ctor
o revd.
0
Luiz
P.
de
Sampaio.
Contém
um desenvolvido
calendário,
differentes labellas
e
oulras
matérias
in
dispensáveis
a um
bom
almanach,
e
uma
secção
de
artigos
d
’
instrucção.
Vende-se
por
120
reis na
Calçada
do
Combro, n.°
22
—
2°, Lisboa, onde
é
a
residência
do
auctor.
I&eerei® lufaBstíl.
—Da
mimosíssima
bibliotheca
Recreio
Infantil,
de
qne
é
editur
o snr.
J.
H.
Verde,
recebemos
um
folheto
intitulado
O
menino
e
os gigantes,
—
qne
é
uma
historiasinha
própria
para
as
horas
de
recreio
das
creanças.
Com
o
periódico
Recreio Infantil,
e
com
outras
publicações
destinadas
á
in
strucção
da
infancia,
está
o snr
J.
II.
Verde
prestando
valiosissimos
serviços
á
causa da
humanidade.
Btirector «io enrreio,—
Para este
logar,
vago
pela
exoneração
pedida pelo
Os
meninos
fugiram
p
’
ra
o
monte,
Tres
botões
a
roseira
brotou,
Dois
aos
lados
um
d
’
outro
de
fronte,
E
o
terceiro
superno
ficou.
Stava
alli
no
envoltorio
da
flôr
Dm
segredo,
nrn
mistério
de
amor.
Veio
então
pelo
lago descendo
Um
batel,
que
em
riquezas
primava;
Tudo
quanto ia
n
’
elle
se
vendo
De
tão
rico
e
brilhante
oífuscava;
Té
que
em
terra seu douo
saltou
;
E
a
donzella,
que
o viu...
trepidou.
Era
rico
;
mas
torvo no
olhar,
E feroz,
no
sorrir causa
susto
;
Veio
vindo... e
emfim
té
parar
Me-mo
junto
do
florido
arbusto
;
E
a
donzella
p’ra
o
seu
anjo
olhando,
Soluçou,
porque
o
viu
soluçando.
A)
seu
braço
monstruoso
estendeu
;
P
’
ra
roseira
o
opulento
senhor
;
Dos
bolões
o
da
esquerda
colheu...
Soa
um
grito
de
susto,
e
de
dôr;
E
o
tiranno
sem
nada
escutar
O
colhido
botão
vae
beijar.
Porém pára
espantado...
sentido...
Frio...
pallido
spetro
ficando,
Que
o
botão
encantado,
colhido
Vae-se
todo
mirrando...
mirrando...
Esvaiu-se...
mais
fórma não
tem,
E
o batel,
e
seu
dono
lambem.
Veio
então
pelo
lago
chegando
Jello
carro
de
prata
formado,
£
rinchando,
bufando,
nadando
Os
ginetes,
que
o
trazem
puxado,
Té que
em
terra
seu
dono
saltou,
2
a
donzella,
que
o
viu... trepidou.
Era
rico;
mas
velho
e
cançado
Todo
em
rugas
o rosto
mostrou
Veio
vindo
a
um
bastão
arrimado,
Té
que junto
do
arbusto parou.
E
a
donzella p’
ra
o
seu
anjo
olhando,
Soluçou,
porque
o viu
soluçando.
O
seu
trémulo
braço
estendeu
P
’ra
roseira
o
tão
velho
senhor;
O
botão
da
direita colheu:...
Sôa
um grilo de
susto
e
de
dôr;
E
o
tiranno
sem
nada
escutar
O
colhido
botão
vae
beijar.
Porém
pára
espantado...
sentido...
Frio...
pallido
speclro
ficando ;
Que
o
botão
encantado
colhido
Vae-se
em
linda
avesinha
tornando...
Bate
as
azas...
p
’
ra
o
ceo
já
fugiu;
Velho, e
carro?...
quem foi, que
os
sumiu?..
Veio
em
fim
pelo
lago descendo
Não
um
carro,
nem
rico
batel,
Nem
riquezas,
nem
luxo
trazendo
Vasos
d
’ouro
repletos
de
fel
;
Mas
sómente uma
cesta
de
ílôres,
Que
teceram benignos
amores.
Já
o
ar
outra
vez recendia,
E
outra
vez
doce
canto
se
ouviu ;
Entre
eftluvios
e
a
terna
harmonia,
A
donzella
porém
não
dormiu
:
Bello
joven
em terra
saliou
;
Porqu
’ a
virgem
não
mais
trepidou?...
Era
lindo
o
donzel...
tão
formoso...
Seu
sorrir tem
feitiços
de
amor;
Veio
vindo...
e
parou
cubiçoso
Como em
extase
olhando
p’ra
flôr
;
E
a
donzella
p
’
ra o
seu
anjo
olhando,
Suspirou
;
porque
o
viu
suspirando.
O
seu braço gracioso
estendeu
P
’
ra
roseira
o
dileclo
de
amor,
O
terceiro
botão
já
colheu...
Não
se
ouviu
mais
o
grito
de dôr.
E
o mancebo com
fogo,
e
paixão
Vae
beijar
o
colhido botão.
Jorém
pára...
enlevado.
.
perdido...
O presente
de
amor
contemplando,
Que com
tanta
ventura colhido
Pouco
a
pouco
se
vae
desfechando,
E
offerece,
em
logar
de
botão,
Da
donzella
o
feliz
coração...
Bate as
azas
o
anjo
contente,
E
primeiro
baixando
o
adejo
Da
donzella
tão
pura
innocente
Vae
nos
lábios
deixar
santo
beijo;
E
saudoso
alça
então
vôo seu
Para
sua morada...
no
ceo.
E
o
mancebo feliz...
bello...
ardente
Corre
á
virgem
com
vivo
fervor,
E
sem vêr,
que
ella
é
toda
innocente,
Quer
lambem
dar-lhe
um
beijo
de
amor;
Mas
a
virgem
tremeu...
não
ousou...
E
um
grilo
soltando
..
acordou.
O
queé
sonho?
..
é verdade
ou
quimera?...
O
qne
é
sonho?...
é
a
alma
que
véla,
Que
vagando
por
mais
alta
esfera
Do
porvir
os
arcanos
revela?...
O
que
é
sonho?...
futuro
sem
véo?...
O
que
é
sonho?...
—
mistérios
do
ceo.
Mas
que
é
feito
da
virgem,
do
pobre?...
Já
o
dia
voltou:—
Vou
dizer:
Seu
amor
denso
véo
inda
cobre,
Que elle ama
não
posso
esconder;
Porém
treme...
receia...
não diz;
Porque
é
pobre,
por isso
infeliz.
E
a
donzella formosa,
innocente
Inda
livre,
inda
izenta
de
amor
A
ninguém ganhar d
’ella consente
De
seu
sonho
um
bolão...
uma
flôr
;
Pois
no
rubro
virginio
botão
Julga
vêr
seu feliz
coração.
E
o
mancebo,
que
linha
tentado
A paixão,
que
nascia,
abafar,
Hoje
a
ella de todo
curvado
Stá
com
os
olhos
no
ceo
a clamar:
«.Quem
não
fôra
nascido
;—ou
então
«Quem
me
déra
o
terceiro botão!...
(Qanlinua)
snr.
João
Antonio
d’
Oliveira
Braga,
foi
despachado
o
ex.iu®
snr,
José Rebedo
Cardoso
de Menezes,
cunhado
do
snr.
visconde de Margaride, digno
governador
civil d
’
estè
districto.
—
Tem
experimentado
sen
síveis
melhoras
da
enfermidade
qne desde
princípios
'
de
novembro
o
tem
prostrado
no
leito,
onde
ainda
se
acha,
o
snr.
Gual-
dino
Alfredo
de
Gouveia
Valladares,
se
cretario
geral
no
districto
d
’
Angra
do
Heroísmo.
Fazemos
votos
ao
céo pelo prompto
restabelecimento
deste
nosso
antigo
e
pro
sado
amigo.
Exvmeraiçíl»
«
nomeafSo.
—
Foi
acceiia
a
exoneração
pedida
pelo
snr
An
tonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado,
se
gundo
substituto
do
juízo
ordinário
do
julgado
de Maximinos;
e
nomeado
para
aquelle
cargo
o
bacharel
Augusto
Clemente
de
Sousa
Geâo.
iPrsssio.
—
N<>
dia
12
foram
recolhi
dos
ás
cadeias
d
’
esta
cidade Manoel
Gre
gorio,
Antonio,
o
Chlnca,
e
o
sogro
des
te,
o
Barca,
por
serem
encontrados
em
desordem
na
casa
da
de
Maximinos.
Aova
«Jelegnrlo
regio.
—
Pelos últimos
ferido de
delegado
do
procurador
comarca de Bragança,
na
comarca
de
Braga,
Lobo
d'A
vila.
s»es
j«ga<8o'.-ew.
—
Etn a
uoi-
te
d
’
aute-hontem
para hontem
o
aetivo
administrador d
’este
concelho
surprehen-
deu
uma
casa
da
rua
da
Conega,
onde
se
dava
jogos
proliibidos.
Eram
nada menos de
17
r
s
indivíduos
que
alli
estavam
jogando,
e
que
incontinen
te
foram
recolhidos
á
cadeia.
Boa
caçada.
sseem.ts
pulieiaes.
—Os
policias
de
Pariz
que
percorrem
de
noite
as
mar
gens
do
Sena,
do
canal,
os
boulevards
ex
teriores
e
a
banlicu,
andam
ha
dias
mu
nidos
d
’umas
lanternas,
de
importação
in
gleza,
que
são,
segundo se
vê
da
seguinte
descripção
que
de
ellas
faz o
«Petil
Jour
nal»,
de
grande
conveniência:
São
de
metal,
de
25
centímetros
d
’
al-
tura;
a
luz
é
alimentada
pela
essencia
mi
neral,
na
qual
está
de
môlho
uma
meeba-
esponja.
No
meio
da
lanterna
lu
nma
poderosa
lente
de
3
centímetros
(Faltara,
que
torna
os
raios
projeclados
verd
(detrapiente
des
lumbrantes.
Teem
por
cima
uma
tampa
gjrante
que
permitte
ao
agente
esconder
e
descobrir
subitamente
e
á
vontade
a luz
do
seu
apparelho,
o
qual
allumia
poderosa-
mçn.le ainda
a
preza
por
um
gancho
ao
cinturão do
po
licia.
A
pequena
posta,
de,
maneira
a seguir,
sem
se
apa
gar,
os
movimentos
mais rápidos
do
ho
mem,
E
’
inútil
insistir
sobre as
vantagens
da
nova
lanterna;
ein
qualquer occasiao
que
os
agentes
sejam
chamados
a
intervir
de
noite,
poderão immedialamente
reconhecer
as.
pessoas
com quem
teem
que
enterder-se,
onde
a
illuminação
for
insulliciente,
e
mes
mo
iiar os
signaes
dos malfeitores
que
lhes
escaparem.
Portuguezes fcalleeidos.
—
No
Rio
de
Janeiro
falleceram
os
seguintes:
Em
11
de
novembro,
Anlonio
José
de
Miranda,
60,
annos; Joaquim
Pinto
de
Ma
galhães,
4<>;
Maria
da
Gloria
Martins,
40;
Jacmtha
Maria
Julia,
66.
Em
12,
Domingos
de
tal, 40
annos;
Maria
Margarida,
48; Francisco
Jose
Pe
reira,
40; Francisco
José Silveira
Rebello,
48.
Em
13
de
novembro,
Francisco
da
Ro
sa
da
S
Iveira,
75
annos;
Manoel
José
Bra
ga,
48;
Avelino
da
Costa
Barros
24,
An
tonio
Machado
Barcellos,
78;
Manoel
José
Tinoco,
40.
Portuguez
assassinado,
—
Dizem
de
Campos, Brazil,
que
na
noite
de
9
para
10
do
passado
um
escravo
de
D.
Maria
Ehsa
Baptista
Tinoco,
de
nome
Frederico,
as-
sassinára
a cacetadas
o
alambiqueiro
da
fazenda
do
Sacco,
Joaquim José Pereira,
na
occasião
em
que
este
punha
lenha
na
fornalha
do
alambique.
Pereira
era
portuguez, casado e
conta
va
45
annos
de
idade.
Temporal
nos
Açores
—Na
ilha
das
Flores,
a
mais affastada
do
continen
te
onde
o temporal
se
fez
senlir
primei
ramente,
os
estragos
tem
sido
indescripti-
veis.
A
’
s ultimas
noticias
que
de
lá
tive
mos,
diz
o
nosso
collega
do
«Paiz»,
o
numero
de
victimas
tinha
subido
a
36,
sendo
29
os feridos
e
7
os
mortos.
Só
da
Providencia
ou
dos
proprios
re-
Orge,
a
S.
Pedro
<3o jsror««r;»áox-
despachos
foi trans-
regio na
para
idêntico
logar
o
snr.
dr.
Rodrigo
Talhada
foi
elevado
pelas
aguas.
A
familia
|
do
snr.
Campos
Valdez
teve
de
sair
pelas <
janellas.
i
Teem
sido
arrastadas
pela
cheia
muitas
I
cobras,
que
procuram
refugiar-se
nas em
barcações
qne
encontram.
Submergiu-se
uma galeota
hollandeza
saida
de
Portimão
com
carregamento
I
completo
de
figo, perecendo
toda
a
tripu-
t
lação.
Os
rebocadores
«Tigre»
e
«Operário»
foram
reclamados
dos
logares
do
Reguengo
e
Morgado,
onde
havia
muitas
pessoas
af-
llictas.
Abateu
parte
de
urna
pequena
casa que
fica
no
fim
da rua
nova
de
S.
Vicente,
que
vae
ter á
Graça
em
Lisboa.
Na
estrada
que
vae
da
Cruz
dos
Qua
tro
Caminhos
ao
Alto
de
S. João
cairam
(
ois
grandes
muros.
Da
quinta nova ao
Poço
do
Bispo,
de
sabou
um
muro
de
70
melros
de
comprido
e
4
de
altura.
Na
rua
de
S.
Mamede
desabou
um mu
ro
da
altura
d
’
um
terceiro
andar.
Abateu
a
muralha
da casa
situada
na
ribanceira da
rua
de S.
Chrispim.
A
casa
que
é
nova,
ameaçava
ruina.
Vae
proceder-se
ás
reparações
de
que
carece
o
Lazareto, que
como
já
dissemos
ticou
muito arruinado.
O
Rocio
de
Abrantes
está
completa
mente
alagado.
Na Alhandra
foi
arrastado
pela
corren
te
um
criado
do
snr.
Pereira
Palha
que
fu
gia
da
cheia
a
cavallo.
Desappareceram
ca-
vallo
e
cavalleiro.
Em
differentes
pontos
do
Tejo
teem
sido vistos
levados pela
corrente
bois, caval
los, cães, novilhos, pipas
e
muitos.e
dif
ferentes
objectos.
No
Cadaval
também
desabaram
casas,
e
muros, e
arrasou
vallados,
eotnoros,
mor
rendo
um
rapaz
esmagado
pelo
desabamen
to
de
nma
parede.
De
Villa
Franca
sabemos
que
apenas
se
avistam
alguns
palheiros.
Ao norte
e
ao
sul
do
Tejo
é
tudo
mar
Havia
falta
de
barcos pequenos,
e
os
que
estavam
prestavam
muito
bons
servi-
vos,
transportando
muito
gado,
do
qual
grande
porção
foi
arrastado
pela
corrente,
que
era
tão
violenta
que
os
rebocadores
mal
se
podiam
aguentar.
São
enormíssimos
os
prejuizos. Ainda
estão
muitas
pousadas
cheias
de
gado
ca-
vallar e
bovino
com
agua
pelo
pescoço.
Consta
haver victimas
a
lamentar.
Sicaistro cuarttimo.—
De
Cascaes
Dizem
ao
«Diário
de
Noticias»,
em 10:
Chegou
a
este
porto
um
escaler
do
va
por inglez «Woodam»,
que
foi
a
pique
na
barrra
do
sul
no
dia
8
ás 9
horas
da
noi
te. O
escaler
conduzia
8
tripulantes
e
o
piloto
da
barra.
Ignora-se
o
que foi feito
do
capitão
Thomaz
Page e
mais
15 homens
da
tripulação,
que
se
tinham salvado
em
duas
lanchas
o
vapor.
Seguia
de
Odessa
pa
ra
Falmoulh
com
carregamento
de
trigo
»
O
«Woodam»
é
da praça de
Londres.
Foi longa
a
scena
do
naufragio.
Durante
duas
largas
horas
alli
estiveram
aquelies
24
infelizes,
reclamando
inutilmente
o
soc
corro
Como
este
se demorasse,
o
navio
submergiu-se,
tendo
apenas
os tripulantes
e
o
capitão
tempo
de
entrarem
em dois
escaleres.
O
vapor
naufragado
linha
lido
avaria
na
machina
e
arribava
a
Lisboa
para
a
concertar.
Parece que
vinha
entrando
a
barra
sem
piloto,
por
não
o
ter
recebido
a
tempo.
Negocios
eeclesiosticos.—
0
«Dia-
rio
do
Governo»,
n.°
279,
de
11
do
cor
rente,
publica
o
seguinte:
—
Portaria
mandando
abrir
concurso
por
provas
publicas
para
provimento
da
egre
ja
parochial
de
S.
Miguel
de
Carreiras
do
-
concelho de
Villa
Verde,
arcebispado
de
Braga.
i
—
Os
seguintes
despachos:
i
O
presbytero
Antonio
Gonçalves
Perei-
parocho
collado
na
egreja
de
Santa
cursos
os
desgraçados
habitantes da
ilha
das
Flores
p»d'em
esperar
auxilio,
pois
que
os governos ha
muito
os esqueceram,
a
não
ser
para
auferir
lucros
e
proventos
que
mal
satisfazem
a
sua
ambiciosa
avi
dez.
E
’
digna
da
maior
censura
a incúria
dos
governos para
com
os
infelizes, em
quanto
que
a
sua
protecção
escandalosa
para
com
os
protegidos
da
sorte
manifesta-
se
cada
vez
mais.
Comitiiiiaçtío de pena
*
.
—
0
poder
moderador
cornmutou
a
pena
aos
seguintes
da
Silva Franco
infanteria
n.°
9,
de
infanteria
n.°
30
melros,
A
lanterna está
lampada
interior
está
dis-
réos:
—
Antonio
Augusto
Castanheiro,
soldado
de
e que
foi
|.°
sargento
7,
condemnado
na pena
de
dois
annos
e
meio
de prisão
cellular,
e na
alternativa
na
de
quatro
annos
de
degredo
pelo
cri
me
de
deserção
e
compromeltido
na
ce
lebre
conspiração
de
revolta,
expiada
a
culpa.
Antonio
da
Costa,
condemnado
a
pena de
morte
pelo
crime
de
offensas
cor-
poraes
contra
o seu
superior
e
Francisco
Antonio
condemnado
a
egnal pena
por
ler
assassinado
um
seu
camarada,
commuladas
as referidas
penas
na
de
prisão
cellular
perpetua.
Ainda
o
temporal.—
Diz
o
«Diário
do
Commercio»:
A gente
de
Vallada
está
felizmente
salva.
De
dia,
na
quinta-feira,
embarcou
a
maior
parte
em
varinos,
fragatas
e
lanchas
è
loi
para
Muge. O
resto
não
quiz
aban
donar
a
povoação,
apesar
de
inundada,
e
passou
para
os
andares
superiores
das
ca
sas
e
telhados;
mas
á
noite
a
cheia
foi
augmentando,
e
as
casas
começaram
a
aba
ter.
Foi
então
que esses
infelizes
pediram
soccorro
por
meio
de
toque
de
matracas,
chocalhos
e
sinetas.
Acudiu-lhes
o
rebo
cador
«Touro»
e
hem
assim o «Pescador»,
para bordo
do
qual
embarcou
então
toda
a
gente,
onde
ainda
na
sexta-feira
se con
servava. São
incalculáveis
os
prejuízos.
O
mais
abastado
lavrador,
o
snr.
Ignacio,
perdeu
as
colheitas,
que
valeriam
30
con
tos.
O
regedor
queixa-se de ter
perdido
tudo
e
dizia-se
desgraçado.
Desabou a ponte de
Arreio na
estrada
de
Tavira
para
S. Braz.
Os
preju
zos
causados
no
districto
de
Bragança
estão
calculados
em
cerca
de
200
contos.
Na
Gollegã os
lavradores
e
proprietá
rios
estavam
sustentando á
sua custa
mais
de
400
pessoas
privadas
de
traba
lho'.
Junto
á egreja de
Pombalinho,
no
con
celho
de
Santarém,
afundou-se
um
barco,
perecendo
4
homens
da
tripulação,
que
to
dos
deixam
viuvas
e
filhos.
Calcula
se
em
20
contos
o
valor
do
sal
que
em
Aveiro
tem
sido
levado
pelas
aguas.
Desappareceram
todos
os
moinhos
e
en
genhos
das
margens
do
Ancora.
Continuam
a
estar
alagados
os
campos
nas
Caídas
da
Rainha.
Abateram
muros
e
casas.
Estão
calculados
em
mais
de 120 contos
os
prejuízos
nas
Lezvias.
Dizem
de
Poma
Delgada
que
nos
Ar
rifes
houve
um
furacão
tal,
que
fez voar
machos
gados.
Nas
ram
os
gados.
Estão
orçadas
em
1
conto
as reparações
dos
estragos entre
a
ponte
de
Algés
e
a
Cruz
Quebrada.
Dizem de
Covas que
os
campos
e
pra
dos
nas margens
do
rio
ficaram
converti
dos
ifum
perfeito
areal
replecto
de
gran
de quantidade
de
pedras
arremessadas
de
grande
distancia
pela
corrente.
Quasi
todos
os
muros e
arvores
mar-
ginaes
foram
pela
agua
arrastados.
Em
Monsão
foram também enormes
os
prejuízos
Na
freguezia
de
Argela,
concelho
de
Caminha,
estão
calculados
os
prejuízos
em
i
8
contos
de
réis.
Em
Villar
de
Mouros
e
no
logar
de
França, freguezia
de
Sópo,
desappareceram
tres
azenhas
e
os
enxurros
levaram
o
sólo
das propriedades.
Em
Seixas caíram
duas
casas.
Em
Venado
os
prejuízos
são superiores
1:2000000
réis.
No
Orbacem
sobem
a
mais
de
réis
1:0000000.
Em
Molledosa
não se
reparam
os
es
tragos
com
10:000<5000
réis.
A
estação
da Azambuja
está
debaixo
de
agua.
Na
linha
de
leste desabou
o
pégão
do
centro
na
ponte
do
Caya.
Em
Alcácer do
Sal
a
cheia
foi
medo
nha.
Todo
o
sal
das
marinhas
do
sitio
da
e
cavallos
que
recolhiam carre-
cadeias
de
Alcácer
do
Sal
eslive-
presos
em
risco
de
morrerem
afo-
a
parocho collado
na
egreja
de
S.
Martinho
de Alvaredo,
diocese
de Braga—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Lourenço
do
Prado,
da
mesma diocese.
0
presbytero
José
de Almeida Pinto
Rezende,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Pedro
de Ferreiros
de
Tendaes,
diocese
de
Lamego
—
apresentado
na egreja
parochial
de S.
Christovào
de
Rio
Tinto,
diocese
do
Porto.
Declarando sem
effeito
o
decreto
de
18
de
março
de
187o,
pelo
qual
se
fizera
mercê
ao
presbytero José
Antonio
de
Oli
veira
Barbosa,
parocho
collado
de
S.
Ma-
tnede
de
Marrancos,
diocese
de
Braga,
da
apresentação
na
egreja
de
S.
Miguel
de
Carreiras,
da
mesma
diocese.
—
Aviso
declarando
aberto
concurso
por
provas
publicas
para
provimento
da
egreja
parochial
de
S. Bartholomeu
de
Arouca,
do
concelho
do
mesmo
nome,
bis
pado de
Lamego.
VLTZMOS TEI»E«í<AfíMAS
»A
AWEMCIA. ÍÍ.AVAS
numeroso corteja
indo
LONDRES,
9—
0 corpo
do
duque
de
Saldanha
embarcou
hontem
em
Gravesend
a
bordo
da
corveta
«Rainha
de
Portugal#
acompanhado
de
lambem
a
municipalidade.
Grande
concor
rência
de espectadores.
Houve
salvas de
arlilheria
no
forte
de
Tibury
e
na
corve
ta.
0
pessoal
da
legação
acompanhou
o
corpo.
0
principal
camarote
da
corveta
foi
armado
em capella
ardente
A
duquesa
embarca
hoje
em
Soulhampton
a bordo
do
paquete
«Tagus»
da
mala
real
in
glesa,
que
deve
chegar
a
Lisboa
a
13.
W
ashington
,
7
—0
Senado
propoz
um
inquérito
ácerca
dos
manejos
eleitoraes
havidos
no
Oregon.
0
republicano
Chain»
beíam
foi
instalado
como
governador
da
Colonia
do
Sul.
Noticias
do
México
dizem
que
Dias
bateu
em
16 novembro o exer
cito
de
Aíatorre
e
que
entrou na
cidade
do México
em
30
do
passado.
0
presi
dente
Lerlio
de
Tejada
e
governo
tugi
ram.
PERNAMBUCO,
10.
—Partiu
hoje
d
’
es-
te
porto para
a
Europa
o
paquete
«Se
negal»
das
Messagiers
Maritimes
de
Fran
ça.
MADRID
10.
—A cheia do
Guadalqui-
vir
inundou
os
campos
de
Cordova,
fa-
sendo
algumas victimas
e
destruindo diver
sas
casas.
A
linha
ferrea
de
Cordova
e
Sevilha foi prejudicada pela
inundação
que
arrancou
e
destruiu
75:000
travessas
da
via.
Urna
carta
de
Martinez
Campos
pro-
mette
que
em
breve
estará
pacificado
o
districto
de
Cinco-villas.
PARIS
7. —
Audiílrent
Pasquier
recu
sou-se
delfinitivamente
a
formar
ministé
rio.
A porta
annunciou
á
Rússia
que
ad-
here
a
convenção de
Genebra
para
os
fe
ridos
na
guerra,
mas
que
substituirá
a crui
vermelha
pelo
crescente
itnco.
Foram
to
madas varias
disposiçõ-s
para
defender
a
Thenalia
e o
Epiro
contra
qualquer
surpre
sa
dos
gregos.
Os montenegrinos permit-
tiram
o
reabastecimento
da
fortalesa
de
Nikslich.
0
gran-duque
Nicolau,
comman-
dante
em
chefe
dos
exercilos
russos,
che
gou
hontem
a
Kichenev,
na
margem
do
Prulh.
PARIS
9.—
As
exigências
da
esquerda
parece
tornarem
diflicil a permanência no
antigo
ministério
ou
a
constituição
de
ou
tro
novo na
camara
dos
deputados;
ao
dis
cutir-se
0
orçamento
de receitas
o
minis
tro
da
fazenda,
declarou
que
os
litulos
da
divida
franceza,
jámais
serão
tributa
dos.
CONSTANTINOPLA
9.—
Foi
descoberta
uma
conspiração contra
o
Sultão.
Os
cons
piradores
pretendiam
restabelecer
no
throno
a
Mourad.
Foi
decretado um
novo
impos
to
de
guerra.
Nas
forlalesas
turcas
do
Danúbio estão recebendo
aprovisionamentos
para
oito
meses.
Uma
circular
de
Savfet
Pachá
declara
que
o
governo
não
é
res
ponsável
da
situação
penosa
das
províncias
turcas,
insistindo
em
que
as
reformas
vão
ser
immedialamente
executadas.
ra,
paroclio
collado
na
egreja
ue
santa
Maria
da
Egreja
Nova,
diocese
de
Braga
—
apresentado
na
egreja
de S.
João
Ba-
ptisla
de Buços,
da
mesma diocese.
0 presbytero
Antonio
José
Doiningues
—
apresentado
na egreja
parochial
de
S.
Martinho do Campo,
diocese
de
Braga.
0
presbytero Anlonio Joaquim
de
Pu
ga,
parocho
collado
na
egreja
do
Salvador
de
Navió, diocese
de
Braga—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Thomé da
Cor-
relliã,
da
mesma
diocese.
0
presbytero
Anlonio
Domingnes
da
Conceição, parocho
collado
na
egreja,
do
Salvador
de
Fornos,
diocese
dó
Porto
—
apresentado
na
egreja parochial de
S. Ma-
mede
de
Guizande,
da
mesma
diocese.
0 presbytero
José
de
Souza
Affonso,
Resumo
do aetivo
e passivo da
Banco Commercial,
Industrial de Villa
3
de novembro de
Agrícola
e
Real,
eia
1876.
Aetivo
Caixa,
dinheiro existente
.
Letras
descontadas
e
a rece
ber
...............................
Letras caucionadas
.
.
.
26:1850485;
661:9120681
38:3920000
Obrigações
a
receber.
.
.
656582g
Empréstimos
sobre
penhores
2:9285400
Operações
a longo
prazo
.
14:067^386
Papeis
de
credito .
.
.
15:1295120
Contas
correntes
com gara
ntia
.........................................
-11:948^649
Agentes no
estrangeiro
.
23:631-5923
Agentes
no
paiz
.
.
.
69:775-5571
Diversos
devedores
.
.
.
15:0595355
Moveis
e utensílios
.
.
.
5755600
Despezas
de
installação
.
2:50(»5970
Acções, prestações
a receber
6:660-5000
Passivo
Capital................................
Depositos
a
praso.
. .
Deposito
*
á
ordem.
.
'.
Devedores
e
credores
ge
ra
es
.............................
Fundo
de
reserva.
.
Ganhos
e
perdas.
Letras
a
pagar.
.
.
Dividendos ....
Passivo
889:4535966
Banco Commercial
dezemt
io
de 1876.
2.000:0005000
5
1 :88O5568
22:7795332
14:7645977
1:0005000
9:162561
I
8975820
934^900
2.101:4205408
=
=
=--
=
=
de Coimbra,
9
de
Os
gerentes.
IN
JECTION
BROU
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0005000
Deposito
á
ordem
....
13:4805966
Deposito
a
prazo.
.
.
.
33:0135828
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
3:9325500
Fundo
de
reserva ....
4:5005000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
34:5265672
(294)
Manoel
dos
Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira Santos.
889:4535966
DE [uly
Hygientea infallivel y
preserratíra; absolutamente
7-
a
unieaque cura
sem me
juntar mais nada. Vende- ;í
se
nas
principaes pharmacias
do mundo. Exigir a
instrucção
do
uso. (50
anos
de
exito.]Vuis,
casa do
,
inir
1
’
B^Magenta^íS.
Lúboa,
S’Barreto
Ureto 28 e 30. ‘I-
HOGG,
Pharmàceutico, 2, rua de Castiçjlione, Pariz, unico preparador.
Debaixo
desta forma especial
a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar
;
desta
maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e a sua efficacia he então certa.
As
Pilulas de Hoog são de trez preparações difTerentes :
1°
PILULAS DE HOGG com pepsina pura, contra
as
mães digestões, as azias,
os
vomitos e outras aífecções
especiaes do estomago.
2o
PILULAS DE
HOGG com pepsina
unida ao ferro reduzido pelo
hydrogenio,
para as aífecções do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmehte muito fortiílcantes.
3a
PILULAS DE HOGG com pepsina unida ao iodureto de ferro inalterável,
para
as doenças escrofulosas, lymphaticas
e syphiliticas, na phthisica, etc.
A
Pepsina
pela sua união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos
tinham de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pilulas de
Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares, nas principaes pharmacias.
Deposito
em List><>.-<.
o
snr. C. G. Barr.-lo —
n.°
28 e 30
—
Loivto.
<34
*
Villa
Real,
3
de
dezembro
de 1876.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
Joaquim
José d
’
Oliveira
Guimarães.
Agostinho
José
da
Costa.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Balanço
em
30 de
Novembro
de
1876.
Actãvo
Accionistas
.............................
Leltras
descontadas e a
receber.........................
Efleilos
depositados
.
Caixa
........................................
Agencias
no
paiz.
.
.
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
Empréstimos
s.
penhores.
Ditos
em c.
c.
com
caução
Papeis
de
credito. . .
.
Devedores
geraes.
.
.
.
Contas
interinas.
.
.
Mobdia
e
utensílios.
.
.
Despezas
d’
installação
.
.
5:40050(10
371:6825328
12:0t!05000
25:8015649
38:0555646
12:2475327
161:2385165
240:9775652
7:6005310
16:2355647
3:8025258
2:0395114
2:7985752
899:8785848
Passivo
Capital
..................................
750:0005000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
2:3705601
Devidendos
a
pagar. .
.
6:1415600
Depositos
á
ordem
.
.
.
11:2055042
Ditos
a
praso.......................
98:2885920
Letras
a
pagar
....
4005000
Credores
d
’eíTeitos
deposi
tados
........................................
12:0005000
Devedores e
credores.
.
.
1:4215799
Ganhos
e
perdas
....
18:05^5886
899:8785848
Covilhã 30 de
novembro
de
1876.
Os
Directores
A.
Baptista
A.
Leilão.
1.
T.
Megre
Byester.
BANCO COMMERC1AL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anongma
de
responsabilidade
limitada.
Kesuino «lo aetivo e pasHõvo em
30 de novembro de
185(5
Aetivo
Acções
de
Bancos e Com-
,
Pa‘'h
-as
............................
16:6545955
Acções
para
emiltir.
.
1.700:0005000
Agencias
............................
7:5805171
Catxa
.
.
.
.
7:2545830
Despezas
d installação.
.
1
6
W
>7$569
Casa
forte
. .
.
.
4955455
Empréstimos a
Camaras
Mumcipaes.
....
34:5385969
Empréstimos
hypotbecarios
22:2805250
Empréstimos s. penhores.
10:6545626
Letras
em
carteira
.
.
.
212:8505812
Moveis
e
utensílios.
.
.
,
1:8335675
Diversas
contas
devedoras
.
3:414-5295
Créditos...................................
15:2775784
Contas
correntes
....
56:8365017
Accionistas
.......................
10:1215000
2.101:4205408
Celebra-se
ámanhã
na
capella
do semi
nário
dos
Órfãos
de
S.
Caetano
solemne
anniversario
para sulfragar a-alma do
digno fundador daquelle
estabelecimento,
o
snr.
D.
Fr.
Caetano
Brandão,
de
sau
dosa
memória,
com
missa
e
sermão.
O
snr.
D.
João,
arcebispo
de
Braga dará
o
ultimo
responso.
S>E«P>E»»M>A
lllm.
cs
e exm.
os
snrs.
Antonio José
Barbosa,
caixeiro
que foi
n
’esta
cidade
de
José
Antonio
Ferreira
Go
mes
(successor
da
casa
Loureiro),
rua
No
va
de Smisa n.°
5,
tendo
de
ausentar-se
para
Vianna
do
Castello
onde
tenciona
fi
xar
a
sua
residência, despede-se
por esta
fórma
de
todos
os
seus
amigos
e
pessoas
de
suas
relações,
offerecendo
n'aquella
ci
dade
os
seus
serviços
a
todos
os
amigos
que
d
’
elles se
quizerem
utilisar.
(4475)
AGKÂBSCIMOTOS
Pedro.Leite
Pereira,
Maria
da
Concei
ção
de
Castro
Loureiro
e
seus
filhos,
agradecem
por
este
meio,
na
impossibili
dade
de
o
poderem
fazer
pessoalmente,
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimenta
ram
por occasião
do
fallecimento
de
sua
prezada
irmã,
cunhada
e
lia,
Theresa
Lei
te
Pereira,
e
bem assim
a
todos
os
reve
rendos
snrs. ecclesiasticos
que assistiram
ao
seu
funeral,
que
teve
logar
no
dia
2í
de
novembro
na
egreja
de
Santa Maria
de
Panoias,
protestando
a
todos o
seu
eter
no
reconhecimento.
(4472)
i
ftíMI
|IW
‘
í
>
í
;'W
Trocam-se por
Promissórias
do
Baai-
eo
<íe .Viinhn ou
Coenmereial!
d
’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
n
’
esta
mes
ma
;
a pessoa
que
pretender,
tracta-se
com
Manuel
João
de
Faria,
largo
do
Ourado,
(loja
de solla).
(4477)
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos.
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
ó
diploma de
doutor
on
de
bacbarei
de
uma
universida
de
estrangeira.
Ditigir
catla
registada
a
Medicus,
13,
praça
do Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
(31
-H-)
tí.
linimento BOYER-MICHEL
para cavai-
"w
fr“w- *
Lisboa o
snr. Barreio, Lorelo, n “28—30. (25,)
ASYLO
DE
D.
PEDRO
V.
Síelayão
dos legasloB © íSoi»s»tivoia
reeebidos
diiraníe
os mezc» «!e-
eorritlos d© julho «té novembro
s!o
torrente anno econosiaãco «3e
itm
e im.
EM
DINHEIRO
Julho
:
De
D.
Marianna
Pereira
de
Oliveira
e
Sá,
ultima
prestação
do legado
de Manuel
Pereira
d
’
Oliveira
e
Sá
.............................
505000
Idem
:
Da
irmandade
da
SS. Trin
dade
..........................................
75200
Outubro:
De
Manuel
Bernardino
da
Cunha
e
Silva................. 35000
Idem
:
Da
irmandade
de
N.
Se
nhora
do
Parto
.........................
35000
Novembro
:
De
D.
Maria
Rufina
Simões
Villaça............................
95000
Idem
:
Da
Inspeclora
Viscondessa
de Marga
ride.........................
13-5500
855700
EM
GEiNEROS
E
OUTROS
ARTIGOS
Il!m.
os
e
exm.
os
snrs.
Julho
:
Francisco
José
da
Silva
Ma
chado,
uma
pipa
de
vinho no
valor
de.
.
............................
165000
Idem
:
Do
bacharel Bernardo
Cruz,
lenha no
valor
de.................
15900
Idem:
Idem,
210
1.
de vinho
no
valor
de...........................
.
.
•
75000
Agosto:
De
D.
Maria
Cazimira
Coelho
Cruz, peras
no
valor
de
5^00
Idem:
Idem,
27,6
de batatas no
valor
de.
.................... ..........
5800
Idem
:
De Manuel
Bernardino
da
Cnnha, peras
no
valor de.
. .
5800
Idem : De
D.
Maria
do
Lorelo
Ro
cha.
damascos no
valor
de'
.
15000
Setembro:
De
D.
Maria
Cazimi-
ra
Coelho
Cruz,
uvas
no valor
de
5800
Idem
:
idem,
maçãs
no
vador
de
5800
Novembro
: De
D.
Gabriella
Raio,
55,2
de
batatas
no valor
de
I56OO
Idem:
De
Cr.rvalhos
&
C.
a
.
uma
peça
de
baeta
de
Xadrez
no
va
lor de
.......................................
I65OOO
465000
Braga,
secretaiia
do
Asylo
dTnfancia
Desvalida
de D.
Pedro V, 10
de
dezembro
de
1876.
O
Secretario,
(4478)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
COMPANHIA
CARRIS
DE
FERRO DE BR
à
GA
D
’accordo
com
0
respectivo
Conselho
Fiscal,
são
convidados
os
snrs.
accionis-
las
d
esta
companhia
a
reunirem
se
em
assembleia
extraordinária
na
casa
de
Ma
noel
Joaquim
Gomes,
campo
de
Sania
Anna
n.°
7,
no
dia
20
do
corrente,
pe
las
11
horas
da
manhã,
afim
d
’alli
se
tractar
de
negocios
importantes
da mes
ma companhia,
e
proceder
se
de
confor
midade
com
o
disposto
no
§ l.°
do
ar
tigo
14
dos
Estatutos
Braga
5
de
Dezembro
de
1876.
Pela Companhia
Carris
de
Ferro
de Braga,
0
gerente,
(309)
(4474)
Nuno
José
Villaça.
A
QUEM CONVIER
A
pessoa
que
quizer
encarregar-se
de
administrar
uma
casa
que vai
40
O6O56OO
e
de
grandes
rendimentos, nas
proximi
dades
de
Braga,
de
cuja
administração
auferirá grandes
vantagens,
queira
diri
gir-se
a
Miguel
de
Mello
Pereira
Pinto—
SoÚtello-
Villa Verde.
(4469)
PARA LIQUIDAR
2
—
Rua
de
S. Marcos
—
2
Um
saldo
de
lãs
para
120,
160,
200
e
300
reis
o
melro.
Merinos
pretos,
de
pura
lã, largos,
pa
ra
700
e
I50OO reis
o
metro.
Lenços
de
malha
a
300,
360
e
400
reis.
Bretanhas
de
linho
para 360,
500
e
600
reis
o
metro.
E
muitos
mais
objeclos
por
preços
ba
ratíssimos.
(306)
4471)
FLUIDE
IATIF
oe
JONES
Por suas
propriedades
beneficas, goza
este
pro-
ducto
de
alta
e merecida reputação.
Suaviza e ama
cia
a pelle, allivia
as irritações causadas pelas mu
danças
de
clima, pelos
banhos do mar,
impressões
desagradaveis
do
vento ou do calor, etc, etc.
>
Uma
simples
applicaçõo faz desapparecer as ra
chaduras
das m5os
e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
D0
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado ó
Sabão
■atif,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
do
Fluide, e um aroma delicadíssimo. Preço
500 r’,
23,
Boulevart
des Qapucines, Paris,
De
Fronte
da
entrada do
Grand-Hotel.
Fabricante
de
Escovas
Inglesas Perfumeria, Loja
de papel, Objetos de Fantasia, Estojos
diversos,
Cutelaria, Artigos
de Luxo, Luvas, etc.
Depo-iio em
Lisbua, snr.
Barreto, Lorêto n.°
28—30
(_>G
DE PARIZ
A 25000
reis
a
grosa.
Rua
do
Princi
pe,
128,
Lisboa.
(4470)
A
Sociedade do
tiro
dos
Pombos
de
Lisboa, compra pombos,
cm
partidas nào
inferiores
a
50,
pelo
preço
de I4O reis
cada
um,
pagos
no
acto
da
enttega,
em
qualquer
estação
dos
caminhes
de
feiro
de
N
o
te
e
Leste
e
de
Sueste.
Os
vende
dores
podem,
para
ruais
esclarecimentos,
dirigir-se
aos
chefes
de
estação ou
ao
se
cretario
da
Sociedade,
Luiz
de
Sequeira
Oliva
Travessa
do
Monte
do Carmo
n.®
29,
Lisboa.
(4473)
fOlíO
Perlende-se
alugar
um,
pelo
tempo
que
convier
ao
aluga
dor.
Faila-.se com
Araújo
Gui
marães,
rua
dos
Cliãos,
(loja
de
solla).
(4468)
Substilitlos
militares
Braga.
Rua
do
Campo
n.°
15.
Ha
sempre homens
promptos
para
sen
tar
praça.
Preços
commodos. (4440)
Parte de Comércio do Minho (O)
