comerciominho_13061876_504.xml
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-
4.° ANNO 1876
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
504
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.
’
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assina
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provín
cias, anno
2^400
rs
e sendo duas 4&000
rs.«=Semestre
1&250
rs.=Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000 reis
e
4&500
reis moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
°/0
d
’abatimento.
ag
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MW»a
airm^ailiTim«nrwirTHrTn<»iiini>CT,.'W--i«wfriafflF«Kft
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l
r
Í
Í
ii
l
i
l
i
li
l
iíilllll
H
II H
l
ili
UB
■IMIH
JBKAGA—
TERÇA-FEIBSA 13 »E
Jivíia
Lêmos
ha
dias
nos
jornaes
fiancezes
um
telegramma
de
Londres,
expedido
em
5,
onde
se
referia que
lendo
ido
áquella
cidade
alguns
amigos
de
D.
Carlos
Vil
para
o
visitarem
souberam
alli
que
elle
se
havia
ausentado,
sem se
saber
o seu
destino.
Despachos
posteriores
aíTirmavam
que
o
valoroso
monarcba,
acompanhado
de
Dorregaray
e
Ceballos,
tinha
desembarcado
na
America.
Esta
noticia
é
dada
lambem pelos
jor
naes
hispanhoes,
e
a
própria
«Gaceta»
con
firma
a
presença
de
D.
Carlos
no
México.
Não
aquilatamos
o
grau
de
veracidade
que
tenham
boatos
d
’esta ordem,
que
aliás
deveremos
receber
com a
reserva
precisa.
E
’
certo,
porém,
que,
a
ser
verdadeiro
o
que
nos
dizem as
agencias,
e
os
revis-
teiros
allonsinos,
umas
e
outros
pouco
affectos
á
verdade,
alguma
empreza
impor
tante
dirige
os
passos
do legitimo herdeiro
do
tlirono
de
S.
Fernando.
Nenhum
revez
pó
le
abalar
essa
grande
fé
que
sempre
animou
o
heroico
principe,
que
durante
quatro
aunos
tem
sido
a
es
tremecida
esperança dos
catholicos
de
toda
a
Europa.
Elle, que
só
confiado em
Deus
pro-
mettera
malar
a
Revolução,
e que
contra
ella
preliara
com
heroísmo
sobrebumano,
não
póle
desesperar
do
triunfo
das
santas
causas
que
defende
E
esse triunfo
chegará:
o
quando
é
que
só
Deus
sabe.
A
nós
compete-nos
orar
e
ter
esperança.
Náo
damos
todo o
credito
ao
boato
do
desembarque
de
D.
Carlos
na
America,
que
seria
um
novo
contratempo
para
o
moribundo
governo
de
D.
Affouso;
mas
não
oos
surprehenderá
que
elle
se
realise
e
não
como
viagem
de
recreio.
E
’
o
que
dentro
em
pouco
saberemos.
Portaria do
Exm.° e
Revm.0 Snr.
Arcebispo
Coadjutor.
Desejando
Nós
cornmemorar
o anniver-
sario da coroação
do Sanctissimo
Padre
Pio
IX ora reinante
na
Egreja
Calholica
por
um
modo
bem
acceito
de
Deus,
e
que
Nos
parece deverá
ser
muito
agradavel
a
Sua
Sanctidade;
Havemos por
bem
Or
denar
que
o
rev.°
Secretario
da Camara
Ecclesiaslica,
José
Luciano
Gomes
da
Cos
ta,
passe
mandado
contra
o
cofre
das
mul
etas
por
dispensas
da
publicação de
ba
nhos
pela
quantia
de
trezentos
e
sessen
ta
mil
reis,
que será distribuída
pela
fôr
ma
e
maneira
seguinte:
Aos
pobres
das
freguezias:
Da
Sé
Primacial
...........................
200000
De
S.
João
do
Souto.
.
.
.
200000
De
S.
Pedro
de
Maximinos
.
.
200000
De
S. Thiago da
Cividade .
.
100000
De
S.
Victor....................................200000
De
S. José
de
S.
Lazaro. .
.
200000
A
’
s
pessoas
pobres
que
vivem
na
clausura
dos
conventos
:
Dos
Remedios
....................................
120000
Do
Salvador.......................
100000
De
Santa Theresa............
200000
Da
Conceição...........
80000
Ao
Collegio
das
Ursulinas.
.
.
400000
Ao
Hospital
de S.
João
Marcos.
510000
Aos
Asylos:
Dos
Entrevados
de
S.
José. .
300000
Das
Orphãs
da
Tamanca.
.
.
200000
Aos
recolhimentos:
De
S.
Domingos
...........................
60000
De
S.
Gonçalo...........................
100000
Da
Regeneração...........................
200000
Da
Caridade
.................................
100000
Das
Irmãs
Hospitaleiras
.
.
.
100000
3600000
E o
mesmo
Rev.°
Secretario
da
Ca-
rnara
Ecclesiastica
dará
aviso
por
escripto
aos Rev.os
Parochos,
Preladas
dos
con
ventos
e
Superiores
dos estabelecimentos
contemplados para mandarem
receber
as
quantias distribuídas
por pessoa
devida
mente
auctorisada
para
cobral-as
e
passar
recibo
d
’
ellas.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
10 de
junho
de
1876.
J.
Arcebispo
Coadjutor.
cho
collado
na
egreja
de
Santo
Antonio
do
Ameixial,
da
diocese
do
Algarve
—
ap.
na
egreja
de
Nossa Senhora
da
Visitação
de
Odelcite,
da mesma
diocese.
Antonio
Joaquim
Henriques
da
Con
ceição
—
ap.
na egreja de
Santo
André
de
Barrô.
João
Baptista
de
Figueiredo
Breda
—
ap.
na egreja
de
S. Pedro de Belazaima.
Venancio
Pereira
—
ap.
na
egreja
de
Santo
Adrião
de Ois da
Ribeira.
Rodrigo
Antonio
Fernandes
—
ap.
na
egreja
de
Santa
Marinha
de
Palmaz, da
diocese
de
Aveiro.
José
Marques
de
Bastos,
parocho
col
lado
na
egreja
de
S.
Julião
do
Monte
do
Trigo,
diocese
de
Evora
— ap.
na
egreja
de S.
Pedro
de
Ossella,
todos
da
diocese
de
Aveiro.
Declarado
sem
effeito,
a pedido
do
in
teressado,
o
decreto
de
22
de
Abril
de
1873,
pelo
qual
se fizera
mercê
ao
pres
bytero
Onofre
Ferreira
dos
Santos,
paro
cho collado na
egreja
de
S. Vicente de
Sangalhos,
da
diocese
de
Aveiro,
da
apre
sentação
na
egreja
de
S.
Pedro
de
Bela
zaima,
da
mesma
diocese.
José
Francisco Neves
—
ap.,
preceden
do
concurso
por
provas
publicas,
na
egre
ja
de
S. Matbias,
da diocese
de
Beja.
José
da
Costa
e
Silva
—
ap.,
preceden
do
concurso
por
provas
publicas,
na
egre
ja
de
Nossa
Senhora
da
Expectação
de An-
çã,
d.
de
Coimbra.
João
Maria de
Mello
Ramalho,
parocho
collado
na egreja
de
Santa
Susana
da
Ca-
rapinheira,
da diocese de
Coimbra
—
ap.
na
egreja
de
Santo
Estevão
de Pereira,
da mesma diocese.
Declarada
sem
effeito
a
mercê
que,
por
decreto
de
23
cie
Setembro
e
carta regia
de
24
de
Novembro de
1875,
se
fez
da
egreja
de
Santo
Varão,
da
diocese
de Coim
bra,
ao mesmo
presbytero
João
Maria
de
Mello
Ramalho.
Antonio
Augusto
de
Azevedo
—
ap.
,
precedendo
concurso
por
provas
publicas*
na
egreja
do
Salvador
de
Medrões,
da dio
cese
do
Porto.
Joaquim
Augusto
da
Fonseca Pedrosa
—
ap.
na
egreja
de Santa
Maria
Magdalena
de
Santo
Thyrso,
da
diocese do
Porto.
Anlonio
Valente
da
Costa
Leite
—
ap.
na
egreja
de
Santa
Maria
de
UI,
da
dioce
se
do
Porto.
Jacinlho
dos
Santos
Loureiro,
paro
cho
collado
na
egreja
de
Santa
Chostina
do
Couto,
da
diocese
do
Porto
—
ap.
na
egreja
de
S.
Mamede
de
Vallongo,
da mes
ma
diocese
Declarado
sem
effeito, a pedido
do
inte
ressado,
o
decreto
de
17
de
Fevereiro
ul
timo,
pelo
qual
se
fizera
mercê
ao
presby-
lero
Augusto
Eduardo
Paes
Moreira,
paro
cho
collado na
egreja
de S. Martinho de
Fajões,
da
diocese
do
Porto, da apresen
tação
na
egreja
de
Santa
Maria
de Arrifa
na,
da
mesma
diocese.
José
Nunes
Gil
—
ap.
na
egreja
de
Sant
’Anna
de
Silvares,
da
diocese
da
Guar
da.
Antonio
Felix
Milagre—
ap.
na
egreja
de
Nossa Senhora
do
Pranto
da
Torre
de
Tarranho,
da diocese
de
Piniiel.
José Quaresma
de
Paula
Almeida
Vi-
dal,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Ro
mão
do Sadão,
da
diocese
de
Evora
—
ap.
na egreja de
Nossa
Senhora
da
Graça,
de
Benavente,
da
mesma
diocese.
Serlorio
Luso
da
Fonseca
Veiga,
pa
rocho
collado
na egreja
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
de
Cabeção,
da
diocese
de
Evora
—
ap.
na
egreja
de
Nossa
Senhora
da
Consolação
da
Egrejinha,
da
mesma
dio
cese.
José
Cassalleiro
Pratas,
bacharel
for
mado
em
theologia
—
ap.
,
precedendo
con
curso
por
provas
publicas,
na
egreja de
S.
Vicente
Martyr
de
S.
Vicente
de
Fóra,
|da
diocese
de
Eivas.
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
ECCLE-
SIASTICOS E
DE
JUSTIÇA
Direcção geral
dos
negocios
ecclesiaslicos
l.
a
repartição
Por decreto
de
26
de
Maio
findo, fô-
ram
apresentados
nas
seguintes
egrejas
os
presbyleros
:
Anlonio
José
de
Araújo,
parocho
coi
tado
na
egreja
de
S.
Thiago
de
Guilho-
frei,
da
diocese
de
Braga
—
apresentado
na
egreja
de
Santa
Marinha
de
Alheira.
José Antonio
da
Silva Paredes,
paro
cho
collado
na
egreja
de
Santo
André
de
Portella,
da
diocese
de
Braga—
ap.
na
egre
ja
de
S.
Jorge
dos
Arcos.
Antonio
José
Lopes
Guerra, parocho
collado,
que
foi,
da
egreja
de
S.
Miguel
de
Avidagos,
da
diocese
de Braga —
ap.
na
egreja
de
S.
Mamede
de
Argeriz.
José
Bernardino
da
Costa—
ap.
na
egre
ja
de
S.
Martinho
de
Balugães.
Manoel
Affonso
Tojeira
—
ap.
na
egre
ja
de
S.
Thomé
do
Couço.
Francisco
José
Martins
Mendes
—
ap.
na
egreja
de
Santo
André
de
Gondomar.
Bento
José
Pereira
Branco
—
ap.
na
egreja
de
Santa
Maria
do Monte
Alegre.
Manoel
de
Freitas
Ribeiro
—
ap.
na
egreja
de
S.
Miguel
do
Monte.
Declarada
sem
effeito
a
mercê
que,
por
decreto
de
17
de
Fevereiro
e
carta
régia
de 30 de
Março
ultimo, se
fez
da
egreja
de
Santo
André
de
Friande, da
diocese
de
Braga,
ao mesmo
presbytero
Manoel
de
Freitas Ribeiro.
Hylario
José
Antunes—
ap.
na
egreja
de
S.
Paio do Perelhal.
Antonio
Joaquim
Pinto,
parocho
col
lado
na
egreja
de
Santa
Maria
de
Olivei
ra,
da
diocese
de Braga —ap.
na
egreja
de
Santa
Maria de
Tavora.
Declarado
sem
effeito,
a
pedido
do
in
teressado,
o
decreto
de
22 de
Outubro
de
1874,
pelo
qual
se fèz
mercê
ao
pres
bytero
Anlonio
Martins
de Faria, parocho
collado
na
egreja
de
Santa Eulalia
de
Bala-
sar,
da
diocese
de
Braga,
da
apresentação
na
egreja
parochial
de
S
Paio
do Perelhal,
da mesma
diocese.
Declarada
sem
effeito,
a
pedido do in
teressado,
a
mercê,
que
se
fizera
ao
pres
bytero
Manoel
da
Silva Machado,
da
apre
sentação
na egreja
parochial
de
Santa
Maria
de
Sá,
da
diocese
de
Braga,
por
decreto
de
23
de
Setembro
e carta regia
de
28
de
Outubro
de
1873.
Joaquim
Duarte
Pinheiro
—
ap.
na
egre
ja
de
Santa
Eulalia
de
Oliveira,
todos
da
diocese
de
Braga.
Declarada
sem effeito
a mercê
que,
por decreto
de 11
de
Fevereiro
e
carta
regia
de
24
de
Março
de
1873,
se
fez
da
egreja
de S.
Thiago
da Cruz,
da diocese
de
Braga,
ao
presbytero
João
Baptista da
Guerra
Machado,
parocho
collado
na
egre
ja
parochial
de
S.
João
Baptista
d
’
Arnoia,
da
mesma
diocese.
Gonçalo
Antonio
de
Seixas
—
ap.
,
pre
cedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
de S. Romão
de
Alferse,
da
diocese
do Algarve.
Augusto
Octaviano
Rafael
Pinto,
paro
GAZETILHA
Corpiu
Clirixti.
—
A
solemne
pro
cissão
de
Corpus
Christi
tem
de sahir
na
fôrma
dos
aunos
anteriores
na
quin
ta-feira,
pelas
5
e
meia
horas da
tarde.
Sae
da
Cathedral,
segue
pela
rua
da
Séj
S. Miguel-o-Anjo,
rua
Nova,
rua
do
Sou
to,
Largo
do
Barão
de S.
Martinho,
rua
de
S.
Marcos,
rua
de S.
João,
recolhen
do
á Sé.
».
Carlos no rfSexíc®.—
No
arti
go
directivo
d
’hoje referimo-nos
aos
boa
tos que
circulam
sobre
a
pariida
de
D.
Car
los
para a America. Sobre este assumpto
diz
nm diário
portuense:
No
dia
7
recebeu-se em
Madrid
um
telegramma
official,
anounciando que D.
Carlos,
cujo
paradeiro
se
ignorava,
chegou
ao
México
na
companhia
de
Dorregaray,
Cevallos,
Alouso
e
dois
ajmiantes,
e
que
foi
recebido pelo clero
mexicano
com
gran
des
mostras
de consideração.
O pretendente
explica
esta
viagem
di
zendo
que vae
visitar a
exposição
de Phila-
delphia;
mas.
como
o
itinerário
que
segue
para
se
dirigir
áquelle
ponto
não
é
o
mais
curto, suppôe-se
que
o
intento
é fomen
tar
desde
já
a
insurreição cubana, e
de
pois,
passada
a
estação
das
chuvas,
expe
rimentai
se
a lurluna
alli
lhe
será
íavora-
vel.
Devemos
notar
que
o
governo
hespa-
uhol
está
para mandar
para
Cuba
os
pri
sioneiros
carlislas,
e
é
muito
natural
que
o
pretendente,
sabendo
d
’
isso,
espere
que
elles
se
lhe reúnam
oas Antilhas
para
operarem
de
commum
accordo.
Romaria
em IVogueira.
—
Disern-
nos
que
foi
grande
o numero
de
romei
ros
que
concorreram
á
romaria
do
Espiri
to
Santo,
em
Nogueira.
Não
nos
consta
que
se
dessem
desor
dens.
Festividade.—
Começa
na quinta-fei
ra
de Corpus Christi
a
grande
festividade
do
SS.
Sacramento
da
Sé Primaz,
que
se
concluirá
no
proximo
domingo
18,
com
uma
brilhante
procissão.
Em
todos
os
4
dias estará exposto
o
SS.
Sacramento,
ha
vendo
nos
ires
últimos
missa
solemne
a
grande
instrumental,
e
no
sabbado
de
tarde,
findo o
sermão, solemnes
vesperas.
São
oradores
n
’
esta
brilhante
festivi
dade,
uma
das
primeiras
de
Braga,
os
ex.
mos
e
revd.
mos snrs.
padre
João
Rebello
Cardoso
de Menezes,
que
prégará
na
quin
ta-feira
e
sabbado;
conego
Alves
Mendes
que
prégará
na
sexta-feira,
e
no domingo
padre
José
de
Sousa
Barroso,
da
cidade
do
Porto,
que
pela
primeira
vez
se
faz
ouvir
n’
esta
cidade
de
Braga.
Os
sermões
terão lodos
logar
depois
das
4
horas
da
tarde.
A
procissão
da
confraria,
que
sairá
no
domingo,
cerca
das
6
horas
da
taide,
per
correrá
as
ruas
seguintes:
Largo
da Sé, rua
do Cabido,
rua
No
va,
Biscainhos, campo
de
D. Luiz
I,
rua
dos_
Capeilistas,
largo
da Lapa,
praça
do
Baião
de
S.
Martinho,
rua
do
Souto,
rua
de
N.
S.
do
Leite
e
Rocio
da
Sé,
por
onde
recolherá
á
Cathedral.
Será
íeita
com
grande
apparalo, indo
n
ella
numerosos
anginhos,
a
maior parte
dos
quaes
levarão
vestuários
novos
e
ri
quíssimos.
Apprehensões de nova guerra
eurliata.
—
Diz
o «Jornal da
Manhã»:
Os
periódicos
ministeriaes
do
visinho
reino
exprimem
bem
fundadas
apprehen-
sões
de
nova guerra
carlista.
Cartas
da
província
de
Gerona,
algumas
das
quaes
conhecidas
do
governo,
faliam
de cettos
trabalhos,
pelo menos
apparentes
de
determinados
elementos
carlistas,
dè
certas
visitas
reservadas
d
’
uma
dama
legi
—
timisla,
em
cuja
resideucia
da
fronteira
tem
estado
um
personagem
que
exerceu
gran
de
papel
na
ultima
guerra,
e
d
’outras
particularidades
que
poderiam
revelar
que
os
carlistas
oão
se
resignam
á
sorte
dos
vencidos.
Ora,
esse
personagem
que
exerceu
gran
de
papel
na
ultirna
guerra,
e
cujo nome
os
jornaes
hispanhoes
tiào
revelam,
temen
do
o retrogrado
decreto
d
’imprensa, é
nem
mais
nem
menos que
o
bispo
d’
Urgel.
Misaa.
—
A
’
manhã,
14
do
corrente,
terá
logar na
egreja
do
Hospital
de
S.
Marcos,
pelas
8
horas
da manhã
uma
mhsa
resada por alma
do
bernfeitor
d’atjuelle
estabelecimento
o
fallecido
José
Joaquim
Fernandes,
com assistência
da
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
administradora
do rae^mo
Hospital.
SnbseripfSo
«la 41.a
einiofio dos
eominhos
ele
feriro do V2inE»o e
Douro.—
-Eflectuou-se
nos
dias
9
e
10,
na
repartição
de
Fazen ia
d
’
este
districto,
a
assigoatura
dos
que
subscreveram
para
a
collocação
da
i.
“ emissão
do emprésti
mo
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douto.
Assigoaram 706
subrciplores
para
2
19o
obrigações,
e
cerca
de
500
a
tres
cada um,
entrando
por
consequência
no
deposito
10:975$>00
reis
O
total
das
obrigações
já
subscriptas
em
Braga,
Vianna, Porto
e
Lisboa,
é
de
4145037.
Não
obstante
o grande numero
de
sub-
scriptores
que concorreram
á
repartição
de
Fazenda
n
’
esta
cidade,
houve
sempre
boa
ordem
para o
que
concorreu
a
acti-
vidade
do
snr.
Miguel
Araújo,
que
se
acha
iaterinamente
á
testa
d'aquella
repartição.
A.
eleição <9n nova iííez« d«»
Bum
Jeaus
«lo
Moníe.—
Teve
logar
no
domingo,
11,
a
eleição
da
nova
Meza
que
tem de servir
no
annq de
1876-1877
na
R.
contraria
'lo
Bom
Jesus
do
Monte.
Não ha
memória
de que
em
anno
al
gum
fos-e
tão
imponente
a
reunião
dos
irmãos,
convocados
para
este
fim
Com
pareceram
180
irmãos,
1
G0
dos
quaes
vo
taram
espontaneamente
na
actual
Meza,
que
ficou
reeleita.
Dos
restantes cerca
de
20 retiraram-se
sem
votar,
cora
o snr.
Fernando
Castiço,
que
lavrou um
protesto
o
qual
assignon
com
mai<
5
ou
6.
Um
d
’
esles
signatários,
tendo
reconsiderado,
votou
aclo continuo
na
Meza
actual.
O
snr.
Manuel
Luiz Ferreira
Braga,
vendo
que
o
pequeno
grupo
que
acom-
panhára o
snr. Castiço
nào assiguara
o
protesto,
deixando
porisso
suspeitar que
nem
todos
fossem
Irmãos,
propoz
que
ne
nhuma
consideração
se
desse,
para
o
acto,
ás
assignaluras
que
alli
não
fossem fei
tas,
devendo
porisso
licar o
protesto
paten
te
sobre
a
mesa.
Esta
proposta
foi
una-
nimenle
approvada
e
muito
apoiada.
O protesto
do
snr.
Castiço
funda-se
no facto de
não
haverem
cadernos
com
os
nomes
dos irmãos,
para
as
chamadas e
descargas
e
não
estarem patentes as
lis
tas
dos
mesmos.
Emquanto
ao
primeiro
pretexto
dire
mos
nenhuma
força
tem,
porque
não
sa
bemos
de
corporação
onde
elle
esteja
em
practica,
porque
essa
operação
demanda
ria
bastante despesa que não
é
auctorisa-
da
nos
orçamentos
respeclivos.
Emquan
to
ás
listas,
teem algumas
corporações
uma
taboa,
onde
estão
inscriptos
os nomes
dos
irmãos,
e
em
casos analogos
ao
da
elei
ção
de
que falíamos, aquellas
que as
não
possuem
leem
sobre
a
mesa
o
livro
dos
Irmãos.
Ora o
livro
da
confraria
do Bom
Jesus
esteve
patente,
no
acto da
eleição
e
foi
visto
e
examinado
por
dezenas de
pessoas.
Parece-nos,
porisso,
que
não
tem
fun
damento
o
protesto
do
snr.
Castiço.
A
eleição
foi
feita
consoante
o
costu
me
e
a
disposição
do
estatuto
;
logo
está
legai. Não
aprovamos
o
modo porque
são
recebidos
os
votos; no
entanto
é
assim
que
está
estatuído
no
regulamento
orgâ
nico
d
’
aquella
corporação.
venerável
I.iberniitnn, —
Este
famigerado
servo
de
Deus
nasceu
em
Ta-
berne,
em Alsacia,
a
12
de
abril
de
1894,
e morreu
em
Paris
a
2
de fevereiro
de
4832. A
sua
vida
e
costumes
aposlolicos
são
bem
conhecidos,
desde
a
sua conver
são
do
judaísmo
ao
calholicismo,
que
te
ve
logar
em
Paris,
até
á
sua
entrada nas
Ordens
e fundação
de
sua Congregação
do
Santíssimo
Coração
de
Maria,
que
at-
trahiu
logo
a
si
e
encheu
d’
uma
nova
vi
da
a
outra
Congregação do
Espirito
San
eio.
As duas
Congregações,
como
se
sabe,
só
formam
uma,
e os
padres
que
a com
põem
se
dedicam
á inslrucção
nos
semi
nários
e
á
conversão dos negros.
Em
Ro
ma,
são
os
que dirigem
o
seminário
fran-
cez
de
Santa Chiara.
Entre
as
obras
importantes
e
princi-
—
r
ez
o
venerável
servo
de
Deus
durante
os
últimos
dez annos da
sua
vida,
á frente
da
sua
nova
congregação,
recor
daremos
a
fundação
da missão de S.
Do
mingos
e
a
de
Guyane;
mandou
missio
nários
para
as
ilhas Bourbon
e
Maurice,
para ahi
evangelisar os
negros
;
estabele
ceu
as vastas
missões
das
costas
occi-
dentaes
d
’
Africa,
do Sénégal,
da
Senegam-
bia,
das
Duas-Guinés;
finalmente reformou
e
renovou
o
seminário
das
colonias
e
con
tribuiu
poderosamente
para
a
instituição
das
cadeiras
episcopaes
nas Ires
grandes
colonias
da
Martinica,
da
Guadeloupe,
e
da
Reunião,
sem
fallar dos
trabalhos in
cessantes
que
pedia a direcção da
Con
gregação
do
Espirito Santo e
do
Sandís
simo
Coração
de
Maria.
Tudo
isto,
cum
priu-o
com
uma
constância
heroica, no
meio
de
difficuldades
innumeraveis,
de
soffrimentos
moraes
e
físicos que
o
acom
panharam
ao
tumulo.
Sendo
a
sua
vida
tão
humilde
e
sim
ples
como
maravilhosa, não se póde
dei
xar
de
reconhecer
que os santos são
grandes
homens
e
heroes
cujas
obras bem-
fasejas
glorificam
a
Egreja
e
a
vingam dos
loucos
ataques
dos seus
inimigos.
Archenlogía. —
Estão
na
alfandega
de Lisboa
3
pedras
de
cantaria,
fragmen
tos
de
tumulos,
que
se
soppõe
serem
dos
fins do
1.®
século, ou
princípios
do
2.°,
com umas
iuscripções
em
latim
pouco le
gíveis.
Foram
encontradas
no
sitio de
Marim,
I
on 2
kilornelros
distantes
da
villa de
Olhão
no
Algarve;
vem
á
consignação
do
snr.
marquez
de
Sousa,
e
com
destino
á
academia
de
Bellas-Artes.
A ovação.
—
Colhemos
de
diversos
andores
as
orações que
vão
em
seguida.
São dignas
de serem
lidas
e
meditadas.
De
santo
Agostinho:—Senhor,
dae-rne
o
que
ordenaes,
e ordenae-me o
que qui-
zerdes.
Meu
Deus,
fazei
que
me
conheça,
para
que
saiba
desprezar-me.
Da
Samaritana:
—
Senhor,
dae-me
a
agua da
vossa
graça,
que
apague
em
mim
a
sêde de
todas
as
coisas
terrestres.
Do
Cenluriào:
—
Senhor,
não
sou
digno,
que entreis
em
minha
casa;
mas
dizei uma
só
palavra
vossa,
e
a
minha
alma
será
salva.
Do
Leproso:
—
Senhor,
podeis corar-me,
se
quizerdes.
Da
Chananéa:
—O
’
Jesus,
Filho
de
David,
tende
compaixão
de mim.
Minha
alma está atormentada de uma
maneira
horrível
pelo
demomo:
Senhor, valei-me.
De
Marlha
e Maria:—Aquelle,
a
quem
amaes,
está
enfermo.
Do
Cégo
de
Jerichó:
—
Jesus,
Filho
de
David,
tende
compaixão
de
mim:
Senhor,
fazei
qoe
eu
veja.
De
Jairo,
chefe
de
Synagoga:—Senhor,
minha
ahna está
em
grande
perigo;
ai
de
mim
I
Vinde
soccorrel-a,
e
ella
viverá.
Do
Filho
Prodigo:—
Pae celeste,
pe
quei
contra
o
céo
e
contra
vós,
já
não
mereço
ser chamado
filho
vosso.
Dos
discípulos:
—Senhor,
ensiuae-nos
a
orar.
Dos
apostolas
na
occasião
de
uma
tem
pestade:—
Senhor,
augmeotae
em
nós
a
fé.
De
S.
Pedro:—Senhor,
não
mereço
que
estejaes
comigo,
pois
sou um peccador.
Folleeiniento.—
Após
longos
e
do
lorosos
soffrimentos,
falleceu
no
dio
8,
em
Lisboa,
a
ex.
ma
snr.
a
D.
Maria
Leonor
de
Vascoucellos
Correia
Valladares,
espo
sa do
nosso
amigo
o
snr.
Gualdino
Al
fredo
Loba de
Gouveia
Valladares, dignís
simo secretario
geral
do districto
do
Fun
chal.
Era
senhora
muito
nova,
e
dotada
das
mais
apreciáveis
qualidades.
Ao
nosso
amigo
e
illustre
fatnilia
os
nossos
pesames.
Os
gafanhotos,—
Pertencem,
pro
vavelmente,
os
que
invadiram
o
nosso
paiz, á
especie
Gryllus
migralorius
de
Linneu,
La
Sauterelle
de
passage de
Cu-
vier.
Foi
encontrada
esta
especie
por
Bar-
row
no
sul d
’
America,
cobrindo
um
es
paço
de
duas
milhas
quadradas, e
é
men
cionada
por
um
correspondente
de
Kirby,
e
Spence,
o
qual
em
Mahrata, região
da
índia,
viu
uma colnmna
de
gafanhotos
de
500
milhas de
extensão,
que
obscureciam
o
sol,
como se
houvera
um
eclipse.
O
habito
d
’
estes
insectos
é
voarem
n
’
uma
columoa
extensa
e
cerrada,
abai
xando-se á
terra
para
se
alimentarem,
ou
cahindo
como
exbaustos
de
forças.
No
mar
formam
um
arraial
immenso,
íluciuanle,
elevando-se
em
montões,
for
mados pelos
exforços
dos
mais
fortes
para
cavalgarem
sobre
os
mais
fracos.
Diz João de
Barros
tio
livro
terceiro
da
segunda
Década,
capitulo
quarto,
que
com
as
trovoadas
de
Guiné
se
criam
tan
tos
gafanhotos,
que
cobrem
o
céo,
e
abra-
zam
a
terra
por
onde passam; que
no
interior
da
África algumas vezes
se
vêera
nuvens
de
gafanhotos,
que cobrem
o es
paço
de
quasi
oito
léguas
de
caminho.
E
algumas
nações,
em
pousando
os
ga
fanhotos,
os
matam,
e
seccos
ao
sol, em
grandes
medões,
os
guardam
para
manti
mento,
e
que
n
’
aquelles desertos,
não
chovendo outro
maná
áquella
triste
gente,
tem
por grande
praga
a
falta
d
’
esta
praga
Diz
o
mesmo
João
de Barros,
que
pas
sando uns
capitães
por umas
povoações
além
da
cidade
de
Dabul
pelo
rio acima,
acharam
muitas
jarras
cheias
de
gafanho
tos
em
conserva,
como vianda, muito
es
timada
dos
mouros,
que
se
leva como
mercadoria do
Estreito
de
Meca
para
fóra.
Na
Delação do
novo
caminho,
que
fez
por
terra
e
mar,
vindo
da
Índia
para
Portugal,
diz
o padre
Manoel
Godinho,
descrevendo
Baçorá
no
capitulo
XVI:
«Tem esta
cidade
muitas
ruas
cober
tas
por cima
ao
modo
turqoesco.
nas quaes
estão
as
tendas
dos
olliciaes
e
lojas
de
mercadores.
Na
sua
praça
foi
a
primeira
vez
que
vi
vender
gafanhotos,
e
também
vi
que
se
levavam
ás
rebatiahas:
cosem-
nos
em
agua
e
sal,
e
não
lhes
botam
fó
ra
mais
que
os
pé
e
azas:
quando
nave
gam.
levam nos por mantimento seccos
em jarras.
Eu
os comi,
e
achei
serem
muito
bons
para
quem
oão
tem
outra
cousa,
como
S.
João
Baptista
não
tinha
no
deserto.»
Diz
Cuvier,
que a
especie Gryllus
mi
gralorius
é
originaria
da
Tartaria,
e
ar
riba,
algumas
>ezes,
em
columnas
innu-
meraveis,
aos
paizes
orienlaes
da Europa,
como
Polonia,
Hungria,
e
aié
mesmo
á
Allernanha.
Desgraçsdamente
arribam,
também,
aos
paizes
occidentaes,
como
estamos
experi
mentando
em Portugal.
E
se
não
forem
extremmados
complrtamente
estes
mofinos
hospedes,
por
cá
ficarão,
ainda
que
em
diminuta
quantidade, por muitos
annos.
(«J.
N.ai
Sinistro» maritimos.—
Segundo
a
estatística
publicada
pela
direcção
do
«Bureau
Veritas»,
houve
durante
o
mez
de
março
ultimo
os
seguintes
sinistros
marítimos:
Navios
de
vela
perdidos:
44
inglezes,
13
francezes,
8
hollandezes,
7
americanos,
6
allemàes.
3
austríacos, 3
dinamarque-
zes,
3
norueguezes,
3
suecos. 2
hispa
nhoes,
2
italianos,
1
grego,
I
pernviano,
1
russo,
18
de
bandeiras
desconhecidas;
total
Í15.
N
’
este
numero
são
incluídos
3
navios
suppostos
perdidos,
por
falta
de
noticias.
Navios
a
vapor
perdidos:
8
vapores
inglezes,
1
americano,
1 hispanhol,
1
fran-
cez, 1
hollandez,
3
de
bandeiras
desco
nhecidas;
total
15.
Os
imperadores
do
Brazll.—
Os
imperadores
do
Brazil
veem
a
Portugal
em
agosto
de
1877.
Suas magestades sairão dos
Estados
Unidos para
a
Europa
a
12
de
julho
do
corrente
anno,
em
direcção
a
Liverpool
ou
a Bremen,
d
’
onde
se
encaminharão
para
a
Allemanha.
A
imperatriz
irá
tomar
as
aguas
que
os
médicos
lhe
indicarem
;
e
entretanto
o
imperador
visitará a
Dinamarca,
a
Suécia,
a
Noruega
e
a
Rússia,
e
passando
pela
Criméa
ira
encontrar-se
com
sua
augusta
esposa
em
Constantinopla,
no
mez
de
outubro.
Suas
mage-tades
seguirão ambos
para
Jerusalem
e logares
saotos;
e depois
de
visitarem
o
alto Egyplo,
irão
á
Grécia,
e
ftaita
devendo
chegar
a
França em
abril
de
1877.
De
Fiança
seguirão
para a
Bélgica,
Hollanda,
e
Inglaterra,
e
d
’
alli
virão
a
Portugal.
A
demora
tio
nosso
paiz
deve ser
de
ires
semanas.
Suas
magestades
devem
estar
no
Rio
de
Janeiro
eta
setembro do anuo
proximo.
ií» religioso» italianas no eon-
gresso
geográfico «ia
t^aris, em
1895.
—
Lè
se
no
«Apostolo»:
Entre
os
italianos
cujos trabalhos
re
lativos
a
viagnes
e
estudos
geográficos
fo
ram
apresentados
peio
governo de
Italia,
ao
congresso
de
Paris,
quem
julgaes
que
se
tenham
distinguido
sobresaiudo
ao lado
dos
maiores
luzeiros
da
scieticia?
Os
padres.
O
governo italiano
afim
de
correspon
der
ao
convite
da
França,
para concor
rer ao
congresso,
e
ao
mesmo
tempo
tor
nar
saliente
que
na Italia
oão
leem fal
tado
homens
que
se
dedicassem
aos es
tudos
geográficos,
ordenou que
se
orga-
nisasse
uma
grande
coliecção
de
dados,
documentos
e
escdptos,
desenho, obras,
geografias, impressos
e
«Ilustrações
de
via
gens, que
representassem
a summa da
geografia italiana.
Para
tal
fim
nomeou
uma
commissão
que
se
occupasse
de
reunir
esses
dados,
a
qual
imprimiu
um
elegante
volume
in
titulado
—
Estudos
bibliográficos
e
biografo,
cos
sobre
historia da
geografia
na
Italia.
N
’
esse
livro expõe
o
resultado
de
suas
indagações
tiradas
das
bibliothec.is,
archi-
vos,
documentos de
funccionaríos
públicos
e
de
legações
da Italia
no
exterior. O
trabalho
se
levou ao
cabo
porém
desgra
çadamente
deixou
patente
que
o
governo
veiu
assim
exprimir
mau
grado
seu, tes
temunhos de veneração
para
com aquellas
mesmas
pessoas
moraes,
que
são a
tra
ve
nos olbos
dos
illuminados
do século
XIX;
isto
é
fazendo
saber
a
toio
o
mun
do
que
só
os
religiosos
chegaram
não
só
mente
a
formar a
quarta
parte
do nu
mero
total
dos
que
se
distinguiram
nes
ta
escolhida
união
de
geografos
senão
que
excederam
no
mérito a todas
as
difleren-
tes
classes
de
exploradores
militares,
de
aventureiros,
de commerciantes,
etc.
E
nós
para
não
defraudar
o
merecido
elogio a estes
campeões
do
claustro,
sem
reproduzir
as
biografias,
nos
limitaremos
a
citar
unicamente
os
nomes.
Padre
Jeronymo
Dandini,
Jesuíta.
Padre
Estevão
Monlegazzi,
Dominico.
Padre
Francisco
Antonio
Degti
Angeli,
Jesuita.
Padre
Chistovão
Borri,
idem.
Padre
Chistovão Caslelli.
Teatino.
Padre
Jordão
Aosaloni,
Dominico.
Padre
Ltnz
Buglío,
Jesuita.
Padre
Clau
lio
Olgiaii,
Fraticiscano.
Padre
Francisco
José
Bressani.
Jesuita.
Padre
Prospero
Intorcelta,
Jesuita.
Padre
José Sebastiani,
Carmelita.
Padre
Miguel
Angel
Guatlini,
Capuchi
nho.
Padre
João
Polno
Carpini,
Franciscano.
Padre
Ascelino,
Dominico.
Padre
João
de
Moute»orvino,
Francis
cano.
Padre
Ricoldo
de Monte
di
Croce,
Do
minico.
Padre
André
de
Peruza,
Fianciscano.
Padre
01
Jerico
de
Podernome,
Francis
cano
(Beato).
Padre
João
de Marignola,
idem.
Padre
João
Colonna,
idem.
Padre
Nicolao
de
Paggibonsi, M.
Con
ventual.
Padre
Francisco
de
Suriano,
Francisca
no.
Padre
Noé
Bianco,
idem.
Padre
Francisco
Allé,
idem.
Padre
Marcos
de
Nizza,
idem.
Padre
Malheos Ricci, Jesuita.
Padre
Antonio
Possernio,
idem.
Padre
Francisco
Caceia,
Fracciscano.
Padre
Miguei
Faburo, Capuchinho.
Padre
Jeronymo
Morolla,
idem.
Padre
Constaolino
J.
Beschi,
Jesuita.
Padre
Francisco
O,
delia
Peona
di
Bil-
li. Capuchinho.
Padre
Antonio
Maccioni,
Jesuita.
Padre
Vicente
Sangermano,
Bernabita.
Padre
Cassiano
Beligali,
Capuchinho.
Padre
Antonio
Zuchielli, idem.
Padre
Vicente
Matia
de
S.
Catalina,
Carmelita.
Padre
João
Montei,
Jesuita.
Pa Ire
Jeronymo
de
Aogelis,
idem.
Padre
Antonio
Martocci,
Oratoriano.
Padre
Rogério
Miguel
e
companheiros
Jesuítas.
Alguns
outros
religiosos
anonymos.
Se por uma
parte
temos
visto o ac
lo
energico
do
governo ao
dar
á
luz,
vi
sando
seus
intereses,
os
trabalhos
d*esses
benemeiitos, por
outra
parte
não
podemos
deixar
de
notar
que
esse
numero
não
cor-
respondende ao qoe
na
realidade
existe;
preferip-se;
po>ém,
diminuir
a gloria
ita-
lioa ames
do
que recorrer
ás
fontes
ori-
ginaes
dos
archivos
das ordens religiosas
dirigindo-se
aos
respeclivos
Geraes,
d’on-
de
teriam conseguido
recolher
abunlan-
tissiraos
thesouros.
Surprehende
ainda
mais
o
ver
quasi
de
todo
eliminados
os
religiosos
no
ul-
limo
elenco
dos
viajantes
italianos
do
pre
sente
século:
(bella
astúcia
na
verdade!)
porém
isto
em
nada
offende
aos
religio*
sos.
os
quaes,
dado
o
caso
que
nal»
houvessem
feito
n’
esle
século,
tem
sem
pre
a
incontestável
honra
de
haver ban
-
queado
o
caminho
aos
explorado'es.
em-
quanto
que
os
amos
não
leem
sabido
fa
zer
nada
de mHlior
do
que
seguir
os
vestí
gios
dos
mestres
qoe
hoje
desprezam.
Desejaríamos
de todo
o
coração
qt>
e
cada
uma
das
ordens
publicasse o
elen*
co
exacto
dos seus
homens.distinclos
nos
estudos
geográficos,
e
assim
desmentisse
cada
vez
mais
a
inveja
ou
a insensatez
de
nossos
homens
que
em
prémio
da
hon-
ra
alcançada
teem
expellido
do
claustro
aos
religiosos,
e
destruído
suas
bibliothe-
cas.
Porém,
a
despeito
seu,
é
uma
bella
gloria
da
Egreja
o
ver
que
não
ha
uma
só obra
grande
e
honrosa,
na
qual
não
se
apresentem
na
primeira
linha
ou
o
odiado clero ou
o
perseguido
frade.
Fallecimento.
—
Segundo
se
lê
no
Capivary,
de
6
de
maio,
Falleceu
olti-
mamenle,
na
cidade
de Itií,
o
missionário
Fr.
Bartholomeu Marques,
que
deixou
o
seu
nome ligado
a
obras
que o
recorda
rão:
assim
a
egreja
do
Saneio
Sepulchro,
a
Sancta
Casa
para
cuja
conslrucçãu
tra
balhou
basiante,
e
numerosas
converções
que
operou
com
as
suas
practicas.
—
A
proposito
escreve
a
Tribuna:
«Por
carias
vindas
de
Itú,
soubemos
ter
alli
fallecido
o
Padre
Bartholomeu
Marques,
conhecido
por
Padre
missioná
rio.
Morreu
em edade
avançada,
cercado
do
respeito
e
afteição de
todos
que
o
co
nheciam.
Era
d
’esses
sacerdotes
de
pala
vras mansas,
de
conselho brando,
como
os
que
desejamos
ter
juoclo
de
nós
em
momentos
de
afllicção.
Em
liu
alcançára
estima
e
veneração
de
todo*;
descendo
ao
tumulo,
deixa um
claro
diífieil
de
ser
preenchido.
Consta-nos
lambem
achar-se
enfermo
na
mesma
cidade
o
reverendíssimo
Padre-
mesire
João
Paulo
Xavier».
K’
Verdade.—
Diz
o
Conimbricense:
«Muitos
dos
membros
da
nossa
aris
tocracia
estão
reduzidos
a
servir
de
cam
pinos
e
a
correr
touros.
Ha
dias
houve
uma tourada
na
praça
do
Campo
de
Saoct
’
Anna
em Lisboa,
a
que assistiu
el-rei,
a rainha,
o
príncipe
e
infante,
e
grande
parte
da nossa
fidal
guia.
Para
tornar
popular
o
sanguinário
di
vertimento
da
corrida
dos
touros applicou-
se o
producto
d
’
esta
corrida
para auxilio
das creches.
Pretende-se
por
esta
fôrma
justificar
o
maio
barharo
pela
sanclidade
dos
fios.
E’
o
mesmo
que
se
dá
com
o iramo-
ralissimo
e
fatal jogo da
loleria.
Como
parle do
producto
delia
é
ap-
plicado
para
a
casa
pia
e
pira
a
miseri
córdia
de
Li-boa, não
ha escrupulo
ne
nhum
em incilar
todas
as
classes da
so
ciedade
a
tomar
parte
em
um
jogo,
ori
gem
de
muitos
roubos, e
de
muitas
des
graças.
A
justificação
dos
meios
pelos fins
que
se
tem
em
vista,
é
uma
das
maiores
ira-
moralidades
eotre
nós,
e
que mais reve
la
o
estado de,
degradação
a
que
se
tem
descido».
Hotel gífjontewgo.—
Segundo
escre
vem
da
Philadelphia,
no
f.
“ de
maio
inau
gurou-se
olficialmente
um
dos
maiores
ho
téis
que
ha
no mundo,
sob o
titulo de
«Hotel
do Globo».
Foi
construído
nas
alamedas
Elm e
Belmont,
em
frente
da
grande
entrada
do
palacio
da
industria,
em
um
espaço
de
130
mil pés
de
quadrados. Na
frente
es
tá
pintada
a
figura
de
Atlas
sustentando
o
mundo
sobre
os bombros;
nos
extremos
ondeiam
as
bandeiras
de
todos
os paizes,
como
signaes
do
seu caracler
cosmopoli
ta.
E
’
de construcção
acabada,
apesar
da
rapidez
com
que
se
construiu,
e
custou
430
contos
de
reis
pouco
roais
ou
me
nos.
Tem
oito
andares
e
oito
escadas
que
os
poem
facilmente
em comtnunicação
por
difiereutes
lados,
e
além d
’
isso
possue
um
elevador
bastante
bom;
mas
o
que mais
chama
a attenção
percorrendo
os
compri
dos
corredores,
nos
quaes
nada
ha
mais
facil
do que
perder-se,
é
uma
serie
in
terminável
de
quartos,
saias
de
jantar
ca-
pases
de
aposentar
meio mundo.
E
com
effeito
ha
1223
quartos
da
dormir e
ou
tros
200
destinados
a
diflerentes usos,
e
2
mil
camas
duplas
e
algumas
de reser
va;
tu
lo
o
que,
segundo
o
prospecto
da
companhia,
permítte
alojar
até
5
mil
pes
soa».
O
numero
dos
criados
ascende a 1:200,
que
faliam as
lioguas
mais
conhecidas;
para
banhos
ha
30
compartimentos a
pro-
posito,
com
magnificas
banheiras
de már
more;
as
senhoras
teem oito
salões
ele
gantes
de
conversação
e
os
cavalleiros
um;
í-alas
de
jantar
ha
tres,
uma
d’
ellas de
5;|0
pés
de comprido
com
capacidade
pa
to
2
mil
pessoas.
Euiiim,
na impossibili
dade
de
citar
as
inscrições
em
fríncez,
inglez, allemão
e
hespanol, que
adornam
8S
paredes, e
o
deposito
de
agua
que
ha
no
ultimo
andar,
com
capacidade
de
to
R1
>l
galões,
dispostos,
ao
primeiro
signal
de
togo
a
fazer
morrer
aílogados
os
hos
pedes,
ou
oão serem
pasto
das
chammas
que
n
’um
edifício
de madeira
teriam
bem on
de
saciar-se,
e
o
systema
de
campainhas
electricas,
e
o
serviço
dos
rapases
que
cuidam
dos
que
chamam,
deter-nos-emos
unicamente a
contemplar
a
grande
fonte
de
mármore
destinada
ás
bebidas,
que
di-
sem
ser
a
melhor
que
existe
em
toda
a
terra.
Deve
couft-ssar-se
que é
complicadís
sima,
pois
tem
127
chaves
para
toda
a
classe
de
refrescos,
cervejas
e
limonadas,
e
outras
100
exclusivamente
para os
xa
ropes;
e
se
a
isto
se
accresceota
que
cus
tou
40
e
tantos
contos
de
reis,
e
empre
gou
123
homens
durante
3
meses,
e
que
para o
seu
mecanismo
são
precisos
oito
criados,
além
de
raparigas
que
servem,
temos
que
diser
qoe
é
um
monumento
erguido
á
bebida,
que
ha-de causar
im-
menso
pesar aos
austeros
filiados
na
socie
dade
da
Temperança.
Ao
lado
levanta-se,
quasi
concluído,
outro
espaçoso
salão,
onde
commodamente
cabem
9
mil
pessoas;
é
o
jardim
para
mu
sica
do
Globo
(Globe
music
garden)
no
qual
o
conhecido
Offenbach dará concer
tos
durante
a
exposição,
executando
as
suas
conhecidas
obras
de
renome
univer
sal
para
a
gente
de
bom
humor.
Questão
do
Oriente.—
-O
halt
im
perial,
publicado
no
dia
1
d
’este
mez, an-
nunciava,
como
já
disse,
que
o
sultão
en
tregaria
ao
estado
todos os rendimentos
dos
bens
particulares
da
coiôa,
além
da
diminuição
da
lista
civil;
que
se
equilibra
ria
o orçamento
da
receita
e
despeza
do
estado,
melhorando
a
fazenda
publica
e
a
instrucção;
que
se
reorganisaria
o
conse
lho
de
estado
e
o
ministério
da
justiça;
que
estudaria
a
melhor fórma
de gover
no
para
lodos
os
súbditos
do
império
sem
dislincção,
a
fim
de
assegurar
a
cada
um
inteira
liberdade; e
que
se
estreitariam
as relações
que
existem entre
o
império
e
as
nações
estrangeiras.
O
novo
sultão,
n
’esle
documento,
de
clara
que assume
o
supremo
poder
pe
la
graça
de
Deus
e a
vontade na
nação.
Era
a
primeira
vez
que
um
sultão
fal-
lava
na
vontade
nacional.
O
antigo
uso
determina que
os
sultões,
no
seu
advento,
sejarn investidos
no
sa
bre
de
Osman,
ceremonia
que
tinha
o
ca
racler
de
uma
grande
solemnidade
do im
pério.
Estava
pois
annunciada
esta
cere-
inonia
para o dia
2, porém o
novo
sul
tão, julgando
que
havia
negocios
de
maior
gravidade
a
que
attender,
adiou-a
para
de
pois
da
época marcada
pelo
estylo.
Ao
que
se
vê,
Mourad
V,
com
o pri
meiro
acto
do
seu
governo,
a
promessa
de
refórmas,
quiz prevenir
a
acção
das
potências
e
a
entrega
do
memorandum
de
Berlim,
cujo
adiamento
foi
obrigado pe
los
últimos
acontecimentos
de
Constantino
pla.
A
noticia
do
tratado
de alliança
offen-
siva
e
defensiva entre
a
Roumania e a
Servia
contra
a
Turquia
está
desmentida,
póde
dizer-se
olTicialmente.
O
sor.
Mi
guel
de
Cogalnieeano,
ministro
dos ne
gocios
estrangeiros
da
Roumania,
man
dou
dizer
a
um
dos
seus
agentes
que
o
auclorisava
a
desmentir
similhante
noti
cia,
porque
o
governo
da Roumania
que
ria
manter
a
sua
neutralidade
e estar
bem
com
a
Turquia.
Por
outro
lado
diz-se,
como
do
tele-
gramma
abaixo,
que
a
Servia
reconhece
o
novo
sultão, e deseja
também
manter-
se
neutral,
embora
armada.
Estas
decla
rações
devem afrouxar
de
certo o
traba
lho
do Montenegro
e
dar
maior
força e
prestigio
ao
novo
governo
ottomano
para
proseguir
e
continuar
a
obra
da
pacifica
ção.
O
governo
otlomano
propõe-se
além
d
isso,
tratar
direclamente
com
os
delega
dos
da
insurreição
bosniaca.
Ao
par
d
’isto,
a
folha mais
auctotisa-
da
do
Montenegro
aliança
que
a
Turquia
não
conseguirá
nunca
que
os
insurgentes
da
Bosuia
e
da
Herzegovtna
aeceilem
ura
armistício,
porque
continuará
alli
a
obra
da
indtpendencia.
E efiectivameute,
apesar
do
que oceorreu
em
Constantinopla,
in-
surgeoles
e
turcos
aiuda
vão
no
caminho
da
guerra
barbara
que
encetaram.
Tem
muito
interesse
e
importância
as
explicações
dadas
ultimameolc
no
parla
mento
inglez
pelo
governo.
Na
camara
al
ta,
lorb
Derby disse
que não
se lha
afi
gurava
agora
occasião
mais
favoravel
para
failar
dos
negocios da
Turquia,
e
da
revolução
occorrida
em
Constantino
pla,
nem
o
governo
podia
declarar
o
theor
da
soa
resposta
ao
memorandum. de
Ber
lim.
Parece
a
lord
Derby
que
a
revolução
de
Constantinopla
foi
devida
aos
sentimen
tos
espontâneos
do
povo
turco
e
não
a
influencia de
estrangeiros.
Foi ura
succes-
so
que
pod'a
ler
consequências
extrema
mente importantes,
mas
do
qual
só
de
viam
guardar-se
bons
resultados.
O
snr.
Disraeli,
na caii>ara
dos
com-
rauns,
declarou
que
da
revolução
de
Cons
tantinopla
sabia apenas
que
a
população
musulmana estava
satisfeita;
que
o
me
morandum
de B‘
rlira
não
fóra
apresenta
do
á
Porta,
nem seria
talvez
necessário
apreaenial-o,
mas
julgava
que
apesar
d
’is-
so,
ainda era mui
grave o
estado
dos
ne
gocios
orienlaes.
Emquanto
á
posição
do
governo
inglez,
o
snr.
Disraeli
acrescen
tou
que
estavam
adoptadas
todas
as
pro
videncias para
que
pudessem
defender-se
os
interesses
e
a
honra
da
Inglaterra,
e
o
governo b
itannico
seguiria
essa
política
de
precaução;
mas
que
devia
acrescentar
que o
melhor modo de resguardar
esses
interesses
é
manter
a
paz,
e
a
Inglaterra
não
deixará
nunca
de
tomar
o
logar que
lhe
pertence
para
conseguir
tal
solução.
O
«Times»,
referindo-se
ás
declarações
do
governo
inglez,
é
de opinião
que
a
Inglaterra,
em
vista
da
negativa
era
adbe-
rir
ás conferencias
de
Berlnn,
e
da quasi
impossibilidade
de
fazer-se
já
obra
pelo
memorandum,
devia combinar-se
cora
a
França
para aconselhar
o
novo
sultão
a
vencer
as
difficoldades
actuaes
e
as
que
surjam,
e
esie
accordo
influiria sem
du
vida
nas
demais
nações.
—
Dizem
que
foi
o
principe Gorlscha-
koff
quem
pediu
á
Servia
que
se
conser
vasse
neutral.
—
Um telegramma de
Cadiz
annuncia
que
receberam
ordem
os
novios disponí
veis
da
esquadra hespauh
ola
para
irem
juntar-se
á
esquadra
ingleza no
Mediter
râneo.
—Nos
arsenaes
marítimos
da
Ingla
terra,
França
e
Italia,
continuam
os traba
lhos
extraordinários
para
o
armamento
de
navios.
MOSTAR,
4. —
Hontem
á
tarde
ataca
ram
Riliki
3:090
insurgentes,
sendo
viclo-
riosamente
repeliidos
pela
guarnição
e ha
bitantes.
PARIS
5.
—
Assegura-se
que
a
Servia
já
reconheceu
o novo
sultão.
O
reconhe
cimento
de Mehemmed-Mourad
V por to
das
as
potências
está
assegurado
depois
da
morte
de Abdul-Aziz.
As noticias
da
Ser
via
confirmam
que
o principado
prosegue
nos
seus
preparativos
militares,
mas
as
seguram
que
a
Servia
não
atacará.
CONSTANTINOPLA
5
—Os
funeraes
de
Abdul-Aziz
celebraram-se
hontem
de
tarde
com
grande
pompa.
PARIS
6
—
Desmente-se
a
noticia do
suicídio
de
Abdul-Aziz,
o
sultão
deposto
pela
recente
revolução
de Constantinopla.
Abdul-Aziz
foi
encontrado
morto nos
seus
aposentos,
com
o
coração
atravessado
por
um
punhal.
Apesar
da versão oflicial
do
governo
ottomano,
ninguém
acredita
no
suicídio do
sultão
;
pelo
contrario,
o
que
geralmenle
se
crê
é
que
Abdul-Az.z
foi
as
sassinado
na
noite
de
29
ou
30
de
maio
ultimo.
S.
PETERSBURGO
5
—
0
governo
da
Rússia,
profundamente
preoccupado
pela
morte
do
sultão Abdul-Aziz,
hesitará
mais
em
reconhecer
o
novo soberano
turco,
o
que
póde
suscitar
graves
dilliculdades
a
Mourad e ao
seu
governo,
complicando
con-
seguintemenle
a questão
do
Oriente.
EMS
28.
—Dentro
de
oito
dias
deve
aqui
ler
logar
uma
conferencia,
na
qual
se
tra
ta
novameute
a questão
das
representações
dirigidas
á Turquia.
A’
caridade publien.
—
Na
rua
do
Alcaide
n.°
22,
acha-se
entrevado
e
impossi
bilitado
de
poder
trabalhar
Joaquim
daSilva;
lendo
estado
no
hospital 8
mezes,
d’onde
saiu
por
ser
incurável
sua
doença.
Vive
na
maior
penúria.
UJLT1MOS TSÍljEGtR
»A
AttKAClA
EEA.VAS
PARIS
9
—
0
marchai
presidente rece
beu
hoje
em
audiência
o
grau-duque
Mi
guel
da
Rússia,
e
a
embaixada
de
Mar
rocos. A
«Liberte»
menciona o
boato
es
palhado
em
Inglaterra
da
proximo casa
mento de D.
Eugenia
de
Moutijo,
viuva
de
Napoleào
3.°,
com
lord
Benlay.
CONSTANTINOPLA
9
—■
A
Porta
fez
pedir
explicações ao
principado
da
Servia
sobre
os
seus
armamentos.
O pedido
pu
rem
é
formulado
cortezmente
e
não
tem
a
forma
peremptória
de «tillimalura».
NEW-YORK
9
—
Chegaram
a Boston
o
imperador
e
a
irnperalitz
do
Brasil.
PERNAMBUCO 9—
Seguiu
hoje
d
’
esle
porto
para
a
Europa
o
vapor
«Senegal»,
da
Companhia
Messageries
Maritimes.
M
a
DRID
IO.—
O
embaixador
hespanhol
em
Lisboa
será
substituído
por
um
miuis-
tro
plenipotenciário.
O
embaixador
hespanhol
junto
do
rei
de
Italia
chegou
ao
seu
destino
e
tomou
posse.
A
esquadra
inglera
que
estava
em
Vi-
go,
partiu
com
destino ignorado;
o
avi
so
Lively seguiu
para
Lisboa
d
’onde vol
tará
a
Vigo
e
depois
seguirá
para
Ingla
terra.
O
senado
discutiu
hontem
uma
emen
da
do
barão das
Quatro
Torres
contra
a
tolerância
religiosa.
Valera
pediu
ao
senado qoe
votasse
a
ampla
liberdade
para
a consciência.
A
discussão
continua
hoje.
LONDRES
9—Disraeli
respondendo
ao
marquez
Harttington
disse
que
o
«memo-
randtim»
de
Berlim
foi
retirado.
Que
o
«memorandum»
tem
certos
pontos, sobre
os
quaes
a
Inglaterra
está
de
accordo
com
as
grandes
potências,
todas
unanimes em
não
exercer
pressão
alguma sob
e
a
Tur
quia
e
accrescenlou que
as representações
feitas
á
Servia
pela
Rússia,
França
e
In
glaterra
conseguiram
manter
a
paz.
PAR1Z
9
—3 0(0
francez
á
vista
68,33,
idem
a
prazo,
68,25;
3
OjO
á
vista
104,95;
3
0|0,
hespanhol
interno,
12
1|4;
dito
externo,
13
1(8;
cambio
sobre
Lon
dres,
23
26;
dito
sobre
Hamburgo,
122
3|8;
acções dos
caminhos
de ferro
portu
gueses,
2975300;
obrigações
ditas,
2455000.
NEW
YORK 8
—
Ouro,
112
3|i.
ANTUÉRPIA
9—
Portuguez
falta.
AMSTERD
a
M
9—
Portuguez
51,00.
LONDRES
9
—A
taxa
do
desconto
es
tá
a
2
OjO,
e
no
mercado
regula
a
I
3|4,
consolidado
inglez
a
93
1|2,
3
0|0
hes
panhol a 13
11
4,
portuguez
32
1
12; em
préstimo
brasileiro.
5
OjO
1865,
falta;
pe
ruano,
1872,
23 5|8;
consolidados
turcos,
12
7|8;
egypcio, 1873, 33
3(8;
urnguyos,
falta;
carnbio
sobre
Portugal
51
5|8.
BANCO
COMMERGIAL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada.
EXesumo
do
activo
e pnsMivo em
31 de maio de 1870
Activo
Accioni-tas....................... 24:9665000
Acções
de
Bancos
e
Com
panhias
.............................
14:703^000
Acções
para
emittir.
. 1.700:000^000
Agencias.............................
8:6965386
Caixa................................... 37:8235039
Despezas
d
’itisiallação. .
1:6115939
Casa forte
.....
4935455
Empréstimos
a
Camaras
Municipaes.......................
30:9695375
Empréstimos
hypoihecarios
23:4185001
Empréstimos
s.
penhores.
7:3335625
Letras
em carteira
.
.
.
293:0625539
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:3755665
Valores
depositados.
. .
.
3:782-5240
Diversas
contas
devedoras
.
4:8855783
Gastos
geraes
........................
2:1985369
Créditos
...................................
6:2175711
Contas
correntes ....
51:5325022
2
215
0735349
Z3OKZ
=S
=
=
.T-H i ■
Passivo
Capital................................
2.000:0005000
Credores
de
valores
deposi
tados..................................
3:7825240
Depositos
á
ordem.
.
.
81:8045264
Depositos
a
praso.
. .
98:5315073
Devedores
e
credores
ge
raes....................................
12:5735927
Dividendos
apagar.
. .
4035500
Fundo de
reserva.
.
. .
1:00050'30
Ganhose
perdas.
.
.
.
13:9735343
2.215:0735349
Banco
Commercial
de
Coimbra,
7
de
junho
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel dos Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
(233)
ÃGBÃBECmSNTOS
O
abaixo
assignado,
por
motivo
do
seu
estado
de
saude,
oão
teve
tempo
para
agra
decer
pessoalmente
ás
pesseas
que
lhe
fi
zeram a
honra
de
0
cumprimentar
por
oc-
casião
da
sua
vinda
a
esta
cidade,
e
de
o
visitar
durante
a
sua
doença; e
como tem
de
relitar-se
com
a
maxima
brevidade,
vem
pedindo
desculpa,
usar
d
’este
meio
para
agradecer
tantos obséquios
e cuidados,
e
ofierecer o
seu
limitado
préstimo.
Braga,
10
de
junho
de
1876.
Agostinho
Barbosa
Solto-Maior.
José
da Silva
Merelim
e
Maria
de
Sou
sa
da Silva
Oliveira,
veem
por
este
meio
agradecer
a todas
as
pessoas
que
lhe
dis
pensaram obséquio
por occasião do
falle-
cimento
de
seu
ionocenle
filho
na
quarta
feira 7
do
corrente
;
a todas
protestam
gratidão
indelevel.
(4096)
José
Joaquim
da
Costa
Ribeiro, d
’esta
cidade,
não
podendo
agradecer
pessoalmen
te,
como
desejava,
a
todos
os
exm.
us
srs.
e snr.as
,
e
aos
muito
revd.°
s sacerdotes,
que
se
dignaram
cumprimental-o
por
oc
casião
do
fallecimenlo de
sua
esposa
Ma
ria
das
Maravilhas
Ribeiro,
e
que
lhe íiseram
a honra
de assistir ao
oíTicio
fúnebre,
e
acompanhar
o
cadaver até
ao
cemilerio
publico,
o que deveria
já
ter
feito
ao
seu
íallecimenlo,
porém
não
lhe
foi
possível,
em
rasão
de
lhe
sobrevir
uma
grande
en
fermidade,
da
qual
agora
já
se
acha quasi
restabelecido
;
e
por
esta fórma
lambem
agradece
a
lodos
os
obséquios
e
offereci-
mentos,
que
recebeu
durante
a
sua en
fermidade,
o
faz
d
’
este
modo
protestando
do
fundo do
seu
coração
o
mais
profun
do
reconhecimento.
(230)
ANNUNCIOS
Arrematação voluntária
Pelo juiso
de direito d
’
esta
comarca
e
cartorio
de
Pessa,
no
dia
18
do
corren
te
mez
de
junho,
pelas
9
horas
da
ma
nhã,
á
porta
do
tribunal
da
Ia
instancia
que
é
silo
no
largo
de
Santo Aagostiuho,
d
’
esta cidade, se
tem
de arrematar
as
pro-
pridades
seguintes
:
Uma
morada de
casas
de
dous
anda
res
e agoas
furtadas,
designada
pelo
n.°
8,
e
situada
na
rua
do
Forno,
d
’esta
ci
dade,
na
quantia
de
1:000^000
rs. Mais
duas
moradas
de casas
sobradadas,
designa
das
com
os
n.
os
2
a
2
C,
e
sitas
na
rua
de Guadalupe,
na
quauiia
de
1:500$000
reis;
e
tanto
estas
como
aquella
são
de
naturesa
de
praso
ao Revm.0
Cabido,
e is
to
a
requerimento
de Jerouimo
José
Pe
reira
da
Cunha,
solteiro
de
maior
edade,
d
’
esla
mesma;
e
porisso
toda
a
pessoa
que
qoizer
lançar nas referidas
proprie
dades
pode
comparecer
no
dito
dia.
hora
e
local
acima dito.
(4094)
MADEIRAS
No Campo
de
SanPAnna,
casa
n.°
53.
vendem
se
30
dúzias
de
madeira
de
cas
tanho
de bitola,
e
algumas
dúzias
de
cou
çoeiras.
(4097)
A
SCIENCIA
DOS PEQUENINOS
CARTEIRA D
’
UM
PAE
OBRA DEDICADA
ÁS
Mães e ás
familins
POR
LUCIANO
CORDEIRO
Preço.........
500
reis.
Deposito
—
Typograpbia rua
do
Alecrim,
89
—Lisboa.
Aos
snrs.
assignantes
DO
THESOURO
DO
SACERDOTE
Por
ter
ficado
o
segundo
volume maior
do
que se
esperava,
e
por
causa
do
muito
trabalho
que
teve
o
traductor
em
harmo-
nisal-o
com
as
leis
do
paiz, ainda
terá
alguns
dias
de
demora
a
sua
conclusão,
porém a
remessa
d’elle
será
feita
aos
snrs.
assignantes
antes
do
fim
d
’
este
mez.
Ernesto
Chardron,
Editor.
(Jltimo
avisto aon que
ainda não
asaignaram O T1IESOUKO DO
SACERDOTE.
Alé
o
dia
20
do
corrente,
dia
em que
deve
ficar
concluída,
o
preço
do THE-
SOURO
DO
SACERDOTE
será
de
1$000
reis
e
pelo
correio 1$080
rs.
Depois do
dia
20 do
corrente
o
pre
ço
será de
1^200
o volume
e
pelo
correio
l$280
reis,
preço
que
ainda
será
barato,
aitendendo
au
mérito da
obra,
tamanho
dos
volumes,
etc.
etc.
Ernesto
Chardron,
Editor.
Bazar de
prendas para,
auxilio
da
continuação das obras da
capella de Santo Antonio, no
Largo da
Aguardente.
A
commissão
promotora da
construc-
ção
da
capella
que
anda
sendo edificada
no
largo
da
Aguardente,
n
’esta cidade,
com
a
invocação
de
Santo
Antonio,
ten
do
esgotado
em tão
util melhoramento to
dos
os
recursos
que
llte
foi
possível
obter
por meio
de
uma
subscripção,
que
feliz
mente
altingira
uma cifra
elevada,
resol
veu
promover
um
bazar
de
prendas,
que
se
verificará
na
referida
capella
nos dias
23,
24
e
25
do
corrente.
Como,
porém,
esta
ideia
não
póde
ter
o
exito
desejado
sem
a
generosa
coadjuvação
de
todas
as
pessoas
religiosas,
a
commissão vem
por
este
meio
solicitar-lhes
o
donativo
de qualquer
pren
da
para
esta
piedosa
festa,
mostrando
as
sim
que
lhes
é
simpatlnca
a
realisação
de
uma
obra,
cujo
fim
é
tanto
do
agrado
de
Deus, como
util
ao
bem
commum.
A
commissão
convencida
de
que o
seu
appello conseguirá
merecer
eflicaz
e
franco
acolhimento,
desde
já tributa
os
seus
mais
sinceros
agradecimentos
a
todas
as
pessoas
que
se
dignarem
corresponder
a elle,
con
correndo
para
um
verdadeiro
melhoramen
to
publico,
qual
é
a
construcção
da
ca
pella
de
que
se
trata.
Aos
senhores
e
senhoras
que
se
di
gnarem
coadjuvar
a
commissão
com os do
nativos
de
prendas,
roga-se
a bondade
de
os
mandar
entregar
a
qualquer
dos mem
bros
da commissão
abaixo
assignados.
Porto,
5
de
junho
de
1876.
Arnaldo
Ribeiro
Barbosa,
presidente
—
Antonio
José
Parada,
secretario
—
Domingos
José
da
Costa
Guimarães,
lhesoureiro
—
José
Antonio
da
Cunha
Porto,
José
Gomes
Fer-
reira Carmo, Henrique
Carlos
de
Miranda,
José
Luiz
Nogueira,
Joaquim
Alves
Coe
lho,
João Antonio
de
Lima,
Luiz
Maria
d
’
Oliveira,
João
da
Costa
Bispo,
Manuel
de Freitas
Lima
Guimarães,
José Antonio
Tourão
e
Francisco
de
Sousa
Carqueja,
vogaes.
ITWlO
Vende-se
uma
morada
de
casas
j!'®
da
tres
andares,
com
n.°
20,
sita
no
|arg0
(
|
e Miguel-o-Anjo
;
pa
ra
contratar-se
com o snr.
Manoel
da
sil
va
e
Sousa, rua do
Souto
n.°
55.
(4090)
(231)
Substituição
de recrutas
Ha
homens
para
assentar
praça
com
documentos
legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços
commodos
para o
districto
de
Braga.
No
Largo
de
S.
Paulo
n.°
8.
(4092)’
(232)
CARNEIRO
& CARDOSO
Rua dos
Capellistas 10-10 B.
CASA
DAS FLORES
Receberam
um saldo
de fazendas
de
lã
próprias
para
a
estação
que
vendem
por
120,
160
e 200
rs.
e
mais
preços.
Linhos
proptios
para vestido
de
senhora
lizos
e
com
xadrez,
novidade.
Manias
bran
cas
bordadas
e
de renda-creme,
alta
no
vidade. Cabeções
e
punhos
bordados
pa
ra
senhora
de
200
reis
e mais
preços.
Guardasoes
para
senhora
a
1$000
reis
e
mais
preços»
Cortinados
Bordados
para
ja-
nella
a
2$000
reis
o
par
—bem
como
sa
bonetes
de iodas
as
qualidades
e
perfuma
rias.
Chá superior
a
l$200 reis
(459
gr.)
Stearina
peso completo
a
210
rs.
o ma
ço.
(4089)
VENDA DE PRÉDIO
Vende-se
o
prédio
n.°
12
no
Largo
dos
Penedos.
Para
tratar
dirigir-se
a
Antonio
Rodrigues.
(4078)
BANC0
MERCAIKTIE
DE BRAGA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Tendo-se
desencaminhado
os
recibos n.08
29
e
40
da
ex-agencia
d
’
esle
Banco
no
Porto,
representando
o primeiro
50
ac-
ções
d
’
este
Banco em nome do
exm.°
snr.
Joaquim de
Sá
Couto,
e
o
segundo
100
acções
ao
portador,
são
por
este
meio
convidadas
todas
as
que
possam
ler
direito
ás
mesmas,
a
justifical-o
até
ao
dia
20
do
corrente
na
sede
do
Banco
em
Braga ou
na
Caixa
Filial do
Porto.
Findo
o
praso
acima serão
entregues
ás
pessoas
em
nome
das
quaes se tinham
pas
sado os
mencionados
recibos.
Braga
e Banco
Mercantil 2
de
junho
de
1876.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
Directores,
José
Antonio fíebello
da
Silva
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
Wffii
BJB
cm
Veade-se
o
prédio
n.°
119,
sito na
rua
da
Ponte.
Tem
casa
com bastantes
commodos,
um
grande quintal,
com
arvores
de
frucia
e
vinho,
poço
de
servidão
e
um
tanque
com
agoa
corrente.
Quem
a pretender
pode dirigir-se
aos
lerdeiros
do
fallecido
Bento
José
Gomes,
moradores
na
mesma casa.
(227)
(4077)
DECLARAÇÃO
Theresa
Adelioa
Marques,
e
sua
irmã
Joanna
Adelaide
Marques,
d
’
esta
cidade,
declaram
para
todos
os
efleitos legaes,
que
aor
escripiura
publica
de
7
do
corrente
mez
lavrada
nas
notas
do
Tabellião An
tonio
Carlos de
Araújo
Moita,
d
’
esta
ci
dade,
dissolveram
a
sociedade
que
tinham
com
o
snr.
Manuel
da
Costa
Menezes,
no
Hotel
Dous
Amigos,
ficando
a
cargo
das
aonunciantes o
pagamento
das
dividas
pas
sivas
que
constam da
dita
escripiura,
e
a
recepção de
todas
as
aclivas
que
n
’
aquella
data
se
deviam
á
dita
sociedade,
e
porisso
desde
aquella
data
em
diante
continua
o
d'to
Hotel
sómente
debaixo
da
gereocia
das
annunciantes.
Biaga
9
de junho
de
1876.
(4091)
NOVO
HORÁRIO
A
ANTIGA
SOCIEDADE
VIAÇÃO
BRA-
CARENSE
Leva ao
conhecimento
do
publico
que
desde
o dia 9
do
corrente
em diante
os
car
ros
que
d
’
esta
cidade
saem
para
os
Arcos
ás
6
horas
da manhã
e
1
da
tarde
ficam
saindo
d
’
esta
cidade ás 5
horas
da ma
nhã
e
tres
da
tarde,
chegando
aos
Arcos
ás
10
horas
da
manhã
e
8
da
tarde;
re
gressando
dos
Arcos
ás
5
horas
da
ma
tihã e
2
da
tarde
chega
a
Braga
ás 11
horas
da manhã
e
8
da
tarde,
continuan
do
a
sair
o
carro
em direcção
a
Monsão,
depois
da
chegada
do
comboio
da
manhã.
Braga
7
de junho
de
1876.
(4087)
José
Luiz Ferreira.
VENDA
DE CASAS
a
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
iTTffli)
A
freguezia
de
Lordello
na
cidade
do
Porto
precisa
d’
um ecclesiastico para
cura
da
mesma
freguezia
; tem casa
e
ordenado
de
300$000
rs. aonuaes. A
quem quizer^
e
para
mais
explicações em
casa
dos
an-
nuncianies
Jeronymo
José
Pereira
Pinhei
ro & F.os
(4086)
Costados das Famílias lllustres
de Portugal, Algarves,
Ilhas
e
Índias, obra que a El-rei Fi
delíssimo
Senhor
D. Miguel Pri
meiro
offerece
o seu
auctor Jo
sé Barbosa
Canaes
Figueiie-
do
Castello
Branco.
2
volumes.
3^900
A
’
venda
na
livraria
de Eugênio
Char
dron,
Braga.
(4066)
RUA
DO
FORNO
EM
BRAGA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate,
aiota-
dor
que
foi
no
Paço
Arcbiepiscopal
d
’es-
ta cidade
e
hoje
na
tua
do
Forno
n.°
14,
faz
sciente
a
todas
as
pessoas
de
suas
re
lações
que, se encarrega de
fazer toda
a
obra,
tanto
de
ecclesiastico
como de secu
lar
por
preços
rasoaveis,
e
ccm
perfeição
e
brevidade.
(4062)
BRAGA :
TYPOGRAPBIA
LUSITANA
— 187&
Parte de Comércio do Minho (O)
