comerciominho_14031876_468.xml
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-
4.°
ANNO
1876
FOLHA COMERCIAR RELIGIOSA £
til O j i
CIOS
A
NUMERO
468
Assigna-see
vende-se
no
escriplorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.
’
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
BRASA— TERÇA-FEIRA 14 »E
19IAE8ÇO
Lonvlres, Afl de fevereiro de S8Í®.
[A
’
redacção do *
Apostolo*.f
[Continuação]
No
caso do tôlo
divorcio
do Brazil
com Portugal,
fez
ella
da
sua
parte
o
que
lhe
convinha
;
e
assim continua fa
zendo ;
e
tem
razão,
vendo
que
os
Bra-
zileiros
mesmos, querem
antes
deixar
qne
estranhos
em
raça,
em
lingua,
eu»
costu
mes,
em religião,
gozem
das
vantagens
e
riqueza
do
paiz,
do
qoe
cultivai-as, apro-
veital-as
e
gozal-as
elles,
com
seus
pró
prios
amigos,
seus
parentes, seus
irmãos,
seus
primos;
cujo
sangue
cotnmum
lhes
corre
nas
veias
;
qne
faliam a
mesma
lin
gua;
que
se
honram
cotn
a
mesma
his
toria,
a
mesma
liiteratnra,
a mesma
le
gislação,
os
mesmos
feitos
antigos,
a
mes
ma
gloria;
que
não satn
dos
menos
bri
lhantes
e
notáveis
nos
annacs
do
mundo.
b
Quem
tira
hoje do
commercio
do
Brazil
as
maiores
vantagens?
^Não é
a
Inglaterra?
?Quem
saca
de
suas
minas
a
maior
quantidade
de
ouro,
e
mais
com
elle
se
enriquece? Não
sam os
Brazilei-
ros.
«^Mas
os
Inglezes
têm o
capital
e
meios
de
trabalhar
essas
minas ?»
—
•
E quem
as
trabalhou,
quem
d
’
elias
exlrahiu
tan
to
metal,
tanto
valor,
durante
o
ultimo
século,
antes
de 1810,
e
sobre
tudo
antes
de
18-22,
ou
25?
Diz-se.
e
creio
que
é
verdade,
que mui
tos
portuguezes no
Brazil
se
enriquecem,
e
trazem
seus
capitaes
e riquezas
para
Portugal.
£
E
não
valia
mais
ao
Brazil con
tar
com
esses
capitaes
como
pertencen
tes
á
massa
da
riqueza
nacional
Brazilio-
Portugueza?
^Não
eia
mais
magõstoso,
mais
respeitável,
maior
o
Brazil com
Por
tugal,
e
suas possessões coloniaes.
nas
diversas
partes
do Globo
(ainda
boje
maio
res
qoe
os
de
qualquer
Estado, á
exce
pção
da
Inglaterra)
’
..
Quem
responder
a
isto
negativamente
dará
prova
de
que
re
nunciou
ao
senso
cornmum.
Suggeriu
me
esta
cadeia de
ideias
o
assumpto
que
aqui
tem
occupado,
estes
dois
dias,
o
Parlamento
e
o
pubUco,
isto
é,
o assumpto
da
compra
das
acções
do
Canal
de
Suez,
que
já
estám
aqui
bem
a
salvo
guardadas
no
Bioco
de
Inglater
ra
;
e
que.
como
já
se
confessa,
dam lo
gar
a
influencia
mais
directa
nas
cou
sas
do
Egypto.
Já
o Times
deixa
escapar,
assim
como
por
via
de
illnstração da
im
portância
do
negocio
para
a
Inglaterra,
que verdadeiramente
a
Suzerania
do
Egy-
pto
mais
fica,
de
alguma
sorte
(isto
é de
•
facto),
pertencendo
á
Inglaterra
que a
Cons
tantinopla.
Já
no
mesmo
Times
de
hontem
(con-
tinúo
boje,
dia
12),
vem
uma carta,
as-
signada
«Memnon»,
sustentando,
qoe nm
canal
qualquer
entre
dois
mares,
seja
elle
cavado
por
quem
fôr,
fica logo
perten
cendo
de
direito
a
todas
as
nações
que
navegarem
os
dois
ditos
mares.
Cita,
para
esta
opinião
a
de
um
autor
Inglez
{
Whea-
lonf,
e
traz,
para illnstração.
o
Estado
de
Gibraltar;
perguntando,
se, no
caso
que
o
mesmo
estreito
fôsse
menos
largo,
de
sorte que
das
margens
a
artilharia
o
po
desse
inteiramente
dominar,
e
ellas
per
tencessem
ambas
ao
mesmo Estado ou
Soberano,
estas poderiam reclamar
a
pro
priedade
d
’
elle,
em
vez
de
ser
livre
a
sua
passagem
ás
nações
que navegassem
c
Atlântico
e o Mediterrâneo
?
Esquece-
lhe,
porém,
a
muito
importante
circum-
stancia,
de
ser ou
não
o canal
ou
estrei
to
de
Gibraltar
cavado
e
aberto
pelo
sup
porto
dono das
duas
margens,
ou
por
algurm
com
auctoridade
e
cooperação
sua
Tudo
isto
é
poeira lançada
aos
olhos
do público
papalvo
—
porque
tpapalvorum*
infinitus
est
numerus,
nos
diz
uma
res
peitável auctoridade
—
é
pôr
n
’uma
parte
o
ramo,
e
vender
n’
outra
o
vinho.
A
ver
dade
é a
que
transpira
constantemente
nos
actos,
e
ha
dias
escapou
nas
vaido
sas
palavras
ao
Times—
«A
Inglaterra,
no
fim
d
’
este
século,
estará
senhora
de
qua-
si
toda
a
superfície
d
’
este
nosso
Globo
terráqueo e
aquático»
—
é
o
sentido
ver
dadeiro, senão
as
mesmíssimas
palavras
do
orgão da prepotência
e
vaidades
Inglezas.
Eis
ahi porquê,
a
compra
immediata,
e
sem
pedir
licença
alguma
ao
Parlamento
para
a
promessa da
bagatela
de
4
milhões
esterlinos,
foi
logo
approvada
e
applaudi-
da
por
todo Inglez.
Menos
caso faj-ia
eu
d
esta altiva
re
velação
do
orgão
Inglez
por
excellencia.
se
n
’ella
fosse invoivido
sómente
o
senti
mento
político,
e
a
vaidade,
justificada
pe
los
factos,
da
prepotência nacional
d
’
este
povo,
a
cuja
industria,
a
cuja
actividade.
a
cuja
intelligencia.
a
cujo
bom
senso,
a
cujo
patriotismo,
não
póde
razoavelmente
deixar
de
fazer-se
justiça,
e
dar
o
devido
louvor.
A
presumpçosa
ambição,
porém,
com
que
a
Inglaterra
prosegue
seu
plano
constante
de
avassalar
o
mundo,
não
só
pela
influencia
material
da
riqueza
e do
commercio,
mas
por
substituir
o
Protes
tantismo Anglicano
á
Egreja
Catholica,
é
o
que
me
irrita
contra
a
sua
política ;
e
me
enraiva
contra
os adoradores
do
be
zerro
d’
ouro, qne
por
toda
a
parte
se
prostram
e
ajoelham
deante
d
’elle
e d
’
es-
te
paiz, por
aqui ler
principalmenle
o
tal
Novilho
seu
culto
e
seu
templo.
Quem
se recordar
de
como
o Egypto,
até
1830
sobre
tudo,
mas
ainda
depois
durante
o
reinado
de
Luiz
Filippe,
rece
bia
de
França
principalmenle suas
inspi
rações
;
os
seus
homens
d
’estado,
os
seus
futuros generaes,
vinham
estudar
a
Paris,
onde
se
faziam
conspicuarnente
notar
por
seu
trajo
oriental
escarlate
e
rico
Quem
viu
depois
esses
mesmos
estudantes oc-
cnpar distinctos
legares
Egypcio
’,
civis,
militares,
diplomáticos;
quem
se
lembra
da
importante
e
muito influente
posição
do
Cônsul
Francez
no
Egypto—
que
essa
mesma
influencia
habilitou
principalmenle
M.
Lesseps
a
efleituar
a
grande
empresa
do
Canal de
Suez
;
não
pode
fechar os
olhos
á grande
mudança actual
nas
influen
cias
estrangeiras
predominantes
agora
no
mesmo
Egypto.
Sam
Inglezes
agora
já,
e
breve ham de
ser
muito
mais
Inglezes
os
mentores
do Baxá
e
do seu
Gover
no,
para
o
arranjo
de
suas
finanças, etc.
Diz
o Times
a
respeito
d
’
este
negocio
da
compra das
acções
do
Canal,
que
«M.
d
’
Harcourt (o
Embaixador
de
França),
(al
iando
a Lord
Derby
do
assumpto expres
sara
algum
receio
de
que,
se
o
Baxá
do
Egypto
não podesse
pagar
á
Inglaterra as
200:'i00 lib.
annuaes
como
estipulava,
es
te
paiz empregaria
meios
para
obiigai-o
a
pagar
;
e
que
isso
viria a estabelecer
prá
ticamente
a
anctoridade
ingleza
no
Egy-
pt<>.»
Lord
Derby
respondeu,
qoe
nada
estava
tão
longe
como
isso
das
tenções
do
Governo Inglez;
e
eu
assim o
creio, po
rém
não
é
por
coerção
tal
directa que
o
Egypto
se tornará,
por
assim
dizer,
Inglez
;
ha
de
ser por
outras
influencias,
ha
de
ser
pela
propaganda
Protestante
;
por
uma
especie
de
colonização
Ingleza ;
pelo
em-
emprego
de
Inglezes
nos
empregos civis,
militares,
financeiros
;
e
o
tempo
mostra
rá breve
se
eu
me engano
ou
não.
A.
R. SARAIVA.
(Continua)
O
Diário
do
Commercio,
de
Lisboa,
publica
o
escriplo
que
passamos
a
tran
screver,
e
para
o
qual
chamamos
a
alten-
ção dos
leitores:
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Pror'>r.-
cias, anno
2$400 rs e
sendo
duas
4&000
rs.«=Seniestrc
1S255
xs.=Braztl,
anno
3<S>600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8^000
reis e
tôhOO
reis moeda fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignantes
#0
®/
fl
d
’
abatiaiento
"5.
Carloa em Franca
e em In-
glaierrt*.
Agora
que
nos começam
a
chegar
es
clarecimentos
sobre
os
últimos
successos
de
Hespanha,
vamos
dando
d
’
elles
conta
aos
nossos
leitores.
Já
que
a
imprensa
hespanhola
não
nos
faz
ainda
a
graça
de
nos
referir
os
factos
como
elles
sào,
ser-
vir-nos-hemos
do
que
nos
noticia
a
im
prensa d
’oulros
paizes
O
mistério
da
retirada
de
D.
Carlos
para
França
explica-se.
D.
Carlos
reconheceu
a
impossibilidade
de
vencer
não
o exercito
liberal,
mas
a
política
franceza.
O
seu
movimento
de
concentração
ponha
uma barreira
segura
ao
avanço
das
tropas
liberaes,
se
a
ne
gligencia do governo
francez,
ou
antes
o
proposito
manifesto de
proteger
D.
Aflon
so,
tião
abrisse
o
seu
território
ás
mar
chas
do
exercito
liberal,
dando
a
este
refugio quando
perseguido,
dando-lhe
pas
sagem
quando
ãggressor,
sem
lhe
desar
mar
um
soldado,
sem
lhe
apprehender
um
cartuxo.
Resolveu
pois
D.
Carlos
suspender
as
suas
operações
era
quanto
por ulteriores
sollicitações
diplomáticas
fazia
respeitar a
altitude
neutral
que
compete
ás nações
que
sào
alheias
ás
luctas da
Hespanha.
Invadir
a
França
com
os
seus
50:000
homens,
seria abusar
da hospitalidade
d
’
a-
quelle
paiz
Reunidos
pois
os
seus
gene
raes
e
os
principaes
homens
da
causa,
assentou
em
fazer-se
acompanhar
para
Fran
ça
de
metade
das
suas
forças,
licenceatido
ouira
metade,
e
pondo
a
recato
todo
o
armamento
e
muuições
do
melhor
modo
possível.
A
oflicialidade
dos
corpos
licen
ciados
seguiu
a
D.
Carlos
para
França.
Por
este motivo
quasi
todas
as
forças que
se
apiesentarain
a
indulto
iam
comman-
dadas
pelos' respectivos
sargentos.
Na fronteira
D Carlos
chamou
lodos
os
oíliciaes,
indicando-lhes
a
sua
linha
de
conducta
até
receberem
novas ordens, dei
xando-os
sugeilos
ao
couimando
dos
dif-
terentes
generaes,
que lhes
indicarão
o
puslo
no
momento
opportuno.
N
’
esu
oc
casião
lambem
D.
Carlos
proclamou
aos
seus
declarando
que,
se
as
circumstaocias
o
obrigavam
a
apartar-se
d-
s
seus
volun
tários,
nem
por
isso
se
devia
considerar
terminada
a lucta.
Em
seguida
condecorou
alguns
dos que
mais
se
haviam distinguido
nas ultimas
batalhas,
e
deu
muitos
postos
dhiccesso.
Os
corpos
emigrantes
não
quizeraro
entregar as armas
ás
auctoridades franee-
zas.
ao grito
de
«Viva
Círios
VII»,
par-
tiram-nas
contra
os postes que demarcam
o
território
hespanhol.
D.
Carlos dirigiu-se
a
Pau
pela
linha
ferrea.
Alli
era
espetado
por
um
grande
concurso
de
povo
e
pelos
principaes le-
gitimistas
do meio
dia
da
França. O
pre
feito
dos
Baixos
Pyreneus,
acompanhado
dos seus empregados,
e
trajando grande
uniforme,
esperava
na
estação
ao
preten
dente
e
sua comitiva.
Ao
chegar
o
com
boio, estrondosas
acclaraações
receberam
D.
Carlos.
N
’
esla
occasião
deu-se
alli um
facto
de
não
pequena
significação.
Quando
o
povo cessara
de
repelir
o
grito
de
«Viva
o rei
D.
Carlos», ura
ho
mem
arada
novo,
bradou
d
’
enlre
a
mul
tidão:
«Viva a
republica»!
Ao
levantar-se
este
grito
alli,
no
meio
de utn
concurso
de
milhares
de
pessoas
que
victoriavam
D.
Carios,
a
vida
do
iu-
soflrido
republicano
correu
immineule
ris
co.
Foi
necessária
a
intervenção do pre
feito,
marquez
de
Nadadlac,
que
em
pes
soa prendeu
o
imprudente,
etilregando-o
ao
commissacio
de
policia,
para
que
sob
a
egide
da
sua
protecção o pozesse a
salvo
da
furia
do
povo.
Este
facto,
e
as
honras
guardadas
pelo
marquez
de
Nadaillac
para
com
a
pessoa
de
D.
Carlos,
excitaram
os
liberaes
e
es
tão
dando
pretexto
para que
seja recla
mada
do
governo
francez a
destituição
d
’
aquelle prefeito.
O
governo
de
Madrid
é
instado
por
elementos
que
mais influem
na
soa
polí
tica,
para
que
faça retirar
o
seu
embaixa
dor
de
1
’
aris,
caso
que
esta
destituição
se
não
realise.
Entre
as
folhas
liberaes
Lancezas
que
mais instam
com
o
governo
da
republica
para
que
seja destituído
Nadaillac,
figuta
o
jornal
«Le Bien
Public».
O
partidário
legitimisla
fiancez ap-
plaude
inteiramente
a resolução
tomada
por
D.
Carlos,
e
anin>a-o
a
que,
resol
vidas
as
diílicbldades
da
occasião,
prosiga
nos seus
inteulos.
Uma
commissão
polaca
apresentou
a
D.
Carlos
uma felicitação,
assiguada
por
um
grande
nutnero
de
indivíduos,
na
qual
se
encarecem
os
actos
de
valor
pia-
ticados
por
D.
Carlos
e
pelo
seu
exerci
to,
sollicitando-lbe
que
não
recue
no
ca
minho
encetado,
po.s qoe
lhe
cio
faltirá
nunca
o
apoio
dos
que até
hoje
o tein
coadjuvado.
Afóra
os
oíTiciaes
entrados
em
França
e
perteueeutes
aos
corpos
apresentados
a
iniulto,
as
forças
que
esperam
em
Fran
ça
a
volta
de
D.
Carlos,
ascendem
a
13:000
hotnnes.
Estas
forças,
alem
dos
rectirscs
que
lhes
são
ministrados
pelo
governo
como
a
emigrados
políticos,
são
sccccrridas
por
coramissões
nomeadas
peio
partido
legili-
tnisla
de
toda
a
Fiança.
D.
Carlos
partiu
de
Pau
ás
8
heras
da
nnite de
I
do corrente,
em um
trens
especial
composto de
uma
locomvtcra
com
o
seu
tender
um
fourgon
de
bagagens,
um
wagon
de
l.
a
classe
e
um
wagon
salão.
No
wagon-salão
tomou
assento
D.
Carlos
em
companhia
do
seu chefe
de
gabinete o
general
Velasco
e dos
seus
ajudantes,
coronel
Zubire.
tenente
coro
nel
Uzbe
marquez de
Ponce
de
Leão,
Za-
balza,
e
Sualces.
N
’este
carro
ia
lambem,
fazendo
as
honras
a D
Carlos,
o
secrectaiio
geral
dos
baixos
Perineus.
Em
Bordéus
deteve-se
o
trem
vinte
minutos
e
na
estação
de
Robays,
entron
camento
da
linha
de
Orieaos
uma
btra.
N
’este
ponto loi-lhe
servido
o
almoço,
convidando
D.
Caries
para
a
sua
mrsa
o
r oiumissario
especial de
administração,
que
ia
no
wagon
de l.a classe e
dois
inspectores
da companhia dos
caminhos
de
ferro
de
Orleans.
Em
Etampes
foi
servido
o
café;
che
gando
o
comboio
o Pris
ás
12
c
57
mi
nutos
da
manhã.
D.
Carlos
vestia
á
paisana
e
levava
um
gabão
e
bonet
de
viagem
forrados
de
eslrakao.
Dois
dos
seu«
ajudantes
vestiam
o
grande uniforme do
estado
tnaior
carlis
ta.
Os
demais
levavam
capotes
milhares,
e
todos
a
boina
escarlate
e
botas
de
mon
tar.
Alem
d’
estes
ajudantes
iam im.is
qu
-
tro
no
trem
de
l.
a classe, bem
como
alguns
paisanos do
seu
séquito.
Mesmo
na
estação
de
Paris-Cinlure
recebeu
D.
Caries
nm
telegrama de
Pio
IX,
que
lhe
foi
apresentado
por
um
emissário
que
ccm
elle conferenciou
por
algum
tempo.
A
1
hora
e
12
minutos da
tarde
saiu
o
trorn
pelo
caminho
de ferro
de
Cinture
Jirigiudo-se á
estação
de
N
it-
Ciuture, aonde
chgou
ás 2 horas
menos
12 minutos.
Feita
ali
a
passagem
de
via,
seguiu
peia
linha
do
No
te
em
di
recção
a Boulugue-Siir
Mtr,
chegando
á
estação
ás
7
horas
da tarde.
Em
Boulogae
era
D Carlos
esperan
do
por
grande
numero
de
legitiin
stas
francezes
e
hespanhoes.
A
coleuia ii.gle-
za
ali
residente
havia-lhe
preparado uma
esplendida
reunião
á qtial
D.
Carlos
as
sistiu
com a
sua
comitiva,
seguindo
no
dia
immedialo
para
inglalerra
acompanha
do
lambem
pelo
conde
de
Blacas,
que
se
lhe
reuniu.
D
Carlos
está
hospedado
no
grande
hotel
de
Browns
em
De*er
Street.
onde
lem
sido
muito
visitado
pelos
homens
mais
importantes
do partido
calholico.
Em
Folkstone
desembarcou
D.
Carlos
no
dia
5
ás
6
horas
da tarde, sendo
re
cebido
pelos representantes
do
comité car
lista
de
Londres
e
por grande
numero
de
pessoas,
seguindo
logo
para
Londres,
onde
lambem
o
esperava
grande numero
de
seus
affeiçoadas, qoe
o
victoriaram
na
gare.
D.
Carlos
apeou
se
na
estação
de
Charing
Cros.
Entre
as
pessoas que
o
esperavam
achavam-se
alguns
rolos,
qne
pareciam
dispostos
a
insultar
aquelle
príncipe,
e
houve
quem
suppozesse qne
tinham
sido
conduzidas ali
com
o
indicado
hm
pelos
agentes
do
governo
hespanhol.
A atitude
poréin
da grande maioria
das
pessoas presentes,
conteve
os
exces
sos
encommendados.
NOTICIAS E<ÍTitiyGEIKAS.
Na
Erança
concluiram-se
as
eleições
geraes
com
notável
successo
para
os
re
publicanos.
O
ministério (icou
assim
composto:
Dufaure, presidente
do
conselho
e
mi
nistro
da
justiça;—
Decazes,
ministro
dos
estrangeiros;—
Léon
Say,
finanças;—
Gene
ral
Cissey,
guerra;
—
Ricard,
da
esquerda
republicana,
interior;
—
Almirante
Fouri-
cbon, republicano
moderado,
marinha;
—
Christophle,
centro esquerdo,
obras
publi
cas;
—
Tisserenc
de
Bort,
centro
esquerdo,
agricultura
e
commercio;—
Waddigton,
es
querda
conservadora,
instrucção
e
cultos.
Na camara dos
deputados
começou
a
validação
das
eleições.
—
Em
Hispaoha
nas
sessões
do
Con
gresso
já
os
deputados
republicanos
levan
tam a
voz,
declarando
que
a
destruição
da
republica
foi
um
atlenlado
contra
a
legalidade,
e
os
ministros
de
D.
Aflonso
declaram que a
força
legalisa
todos
os
at-
tentados.
Áquelles
que
na
força
bazeam
o
seu
direito,
assignam
com
antecedeocia
a
sen
tença da
soa
queda.
Além d
’isto, devemos
considerar que
a
revolução que
lem
eslado
estacionaria
hoje,
apresenta
todos
os
simptomas
de
continuar.
—
Abriu-se
no
dia
6
o
parlamento
ita
liano.
O
discurso
pronunciado
pelo
rei
lem
uma
feição
pronunciadameote
conser
vadora,
que
não condiz
com
os
anteceden
tes
da
revolução
italiana.
O
estado
financeiro
é
mau.
—
Dizem
de
Berlim
á
«Pall
Mall
Ga-
zelle» que a
policia
prussiana
acaba
de
se
assigoalar
por
uma
nova
façanha.
Ella
descobriu,
ou
pretende
ler
desco
berto
a
existência
em Londres
duma
lo-
teria o
organisada
com o
fim
de
soccor-
rer
os
padies
calholicos
alleraães,
viciimas
da
perseguição.
O
facto
era
mui
grave
para
não
desen
volver
toda a
solicitude do governo;
por-
isso
foram
immediatamenle
ordenadas
vi
sitas
domiciliarias,
em
certas
partes
das
províncias
rhenanas.
e
as
pessoas
em
cu
jas
casas
apparecerem
bilhetes d’esta
lote
ria
infernal
serão
perseguidas
com
todo o
rigor
da
lei.
Vê-se,
pois,
que
para
a
perseguição
religiosa, empenhada
pelo
príncipe
de
ferro
todos
os
meios
são aproveitáveis. Como
todos
os grandes
perseguidores
da
Egreja.
Bismark
lambem
hade
ter
o
seu
dia,
e.
cremos que não vera
longe,
porque
a Pro
videncia
não
donne.
Os
últimos
lelegrammas
vão
n
’
outra
secção.
GAZETILHA
Lauaperenne.
—
Expõe-se
ámanhã
na
egreja
da
S. Victor.
Mirandella,
5 de marfo
de
1810.
—
'Correspondência
d
’
esta secção
de
noticias).
Visto
que
já
passou
a
epocha
do
car
naval
de 76,
tempo
em
que
a
política
ce
de o
campo
aos
divertimentos
a
que se
entrega
o
povo,
julgamos
do
nosso
dever
de
correspondente
imparcial
d
’
um
jornal
mui
sisudo
e
judicioso
o
continuar
esta
cspecie
de
chronica
local,
em que
os
fac-
■'S
avultam pelo seu verdadeiro
prisma,
sob
o
qual
os
devemos
considerar,
e
ex
por
ao
publico.
—
Foi
n
’estes
silios,
e especialmente
no
concelho
de
Carrazeda,
muilo
procurado
o
vosso
accreditado
jornal, onde appareceu
publicada
a
nossa
ultima
correspondência,
que
miriftcamenle
desmascarava
oignoran-
lão
Roque
II, vulgo
Moraes
Neves,
o
qual
por
aqui
se
inculca
como
um vulto po
lítico,
agente
principal
do
cenlto
hislorico
de
Lisboa
!!
Toda a gente de
siso
dizia,
ao
ler
a
biografia
daguerreolipada
n
’
um pequeno
espaço
d
’
uma
correspondência:
«nunca
as
mãos
lhe
doam,
ao
caridoso
Plutarcho
d
’a-
quelle
personagem
de
cuécas,
que vale
o
melhor
de
12
patacos
e
valerá
24
se atira
nova
porção
de
lixo ao
monturo das
pu
blicações
fedorentas»
!
!
Já
nos
iamos es
quecendo
de
notar
aos
leitores
que
Roque
II
se persuadiu um
dia,
que
viria
a
ser
um
escriptor
festejado,
e
por
inspirado o
reputamos
nós,
porque
ia
escievendo
o
que
já
outros
escriplores
haviam
publica
do,
e
com
cujos
escriptos tinham enri
quecido
a
litleratura
palria.
Todos
os
ra
mos
de
litleratura
ha
tentado
Roque
II
desde
o
romance
parvoinha até
á
cataplas
ma
podre
d
’
um
folhetim,
mas
parece
que
a
asneira
se
avoluma
cada
vez
mais
n
’aquel-
la
fisionomia
lerda,
como
assobio
de
gaita
puxada
por
bófes
de saloio.
Desculpem-nos
esta
linguagem
burlesca,
porque
o
personagem
de
per
si
é
ridículo,
ainda
que
já
se
reputa
um
sabio,
guinda
do
ás
alturas de
mestre-escola
interino,
facto
este para
que
chamamos
a
altenção
do
governo,
que
deve
prover
brevemente
a
cadeira
de ensino primário
de Carrazeda,
porque
é
utn
escandalo
que
a
reja
inte
rinamente quem nem
para
isso
lem
ha
bilitações.
—
Estão
em
cobrança
as
contribuições
dos
municípios,
que
em
toda
a
parle n
’es-
te
dislriclo
correm
com
regularidade,
se
excepluarmos no
concelho
de
Carrazeda,
aonde
se
nota
uma
agitação
no
povo,
que
pretende
reagir
contra as
extorsões
e
vio
lências
da
camara,
que
augmenlou
este
anno
a
contribuição
a
um
ponto,
que ao
povo
se
torna
itnpossivel
o
pagar
sem
ve
xames.
Já
se
falia
na
convocação
d
’um
meeting
na
cabeça
do
concelho
para
representar
contra
este
augmento.
que
veem
sobrecar
regar
notavelmente
a
agricultura.
Se
este
meio
não
sortir
efleito,
vemos
o
povo
dis
posto
a
recorrer
a
meios
de
violência
para
protestar
contra os
actos
d’
uma
corporação
que
só sabe augmentar
a contribuição,
sem que se
assignale por obras
notáveis
e
melhoramentos
públicos,
porque
causa
dó
ver
o
estado
lastimoso
em
que
estão
os
caminhos
públicos
d
este
malfadado
con
celho.
Aqui
é
que
estamos
presenceando
que
a
camara
lança
contribuições
ao
povo,
sem
que
com
ellas chegue
ao
bolso dal
guns
seus
vereadores,
porque
estando
per
didos,
nada
teem
de
seu,
antes desfructam
alguns dinheiros
do
município,
e
em
vir»
tude
d’islo
uão
é
para
estranhar
que
a
contribuição
fosse
augmentada
a
70
p.
c.
sobre
a
contribuição
predial
!
1
Pedimos
providencias
a
quem
compete
de
as
dar,
para obviar
a
males
maiores
que
taes
serão
algumas
desordens ou
violências,
que
são
sempre
condemnaveis,
mas que
são
sempre
o
recurso
dos
desesperados,
quando
não
são
attendidos
nas
suas
justas
reclamações.
—
Segundo
informações
fidedignas,
cons
ta-nos
que
em
Vallarinho
da Castanheira
se
promove
uma representação
ao governo
pedindo
lhe
o
despacho
do snr.
ex-viga-
rio
das
Mós,
hoje
abbade,
para paroclio
d’
aquella freguezia.
Não sabemos o
alcance
que
possa
ler
d^'tal
abaixo-assignado
de
meia
dúzias
de
indivíduos de
pouca
consideração,
que
tan
tos
são
os
que
desejam
n
’aquella
freguezia
o
revd.0 abbade
das
Mós.
Já
n’
uma
nossa
outra
correspondência
tivemos
occasião
de
mostrar
com
solidas
razões
e factos
tirados
da
biografia
do
revd.°
abbade
das
Mós,
que
o
seu
despacho
era
uma
calamidade
para
a
freguezia
para
onde
fosse
promovido, e
por isso
confiamos
de
s.
exc.
a
revd.
ma
que
não
protegerá
nas suas pretenções
quem
unicamente
apresenta
na
folha de serviços
prestados
á
Egreja
o
vencimento
d’
alguma
eleição,
e
o
maior
ou
menor
numero de
votos
em
favor
d
’
um
partido, que
é
clara
mente
hostil
á
egreja e
aos seus
ministros:
queremos
(aliar
do hislorico, no qual
o
snr.
abbade
de
Mós
está
filiado
lia
mui
tos
annos.
Tanto
isto
é
verdade
que
para
instruir
o
seu
requerimento
com
a
infor
mação
da
camara,
em
cumprimento
da
lei,
a
de Foscoa
recusou-se
formalmenle
a
passar-lhe
o
informe,
que
não
podia
ser
bom,
e indeferiu-lhe
o
requerimento
para
esse
fim.
Julgamos
portanto
que
sem
esse
docu
mento
não
poderá ser
considerado
como
concorrente
ao
beneficio
que
perlende.
Também
lembramos
ao
governo
a
ne
cessidade,
que
lia,
de se
prover
brevemen
te
a
egreja
Villarinho,
porque
o
povo
es
tá
profundamenle irritado
contra
o
encoin-
mendado
aclual,
que
de
proposito
ha
de
safiado
as
suas
iras
por
muitos
modos, que
bem
deixarão
vêr
a
descuberlo
qual
o
inte
rior
d’
este
homem,
que
só
se
alegra
com
fazer
mal,
como
é
o
denunciar
os
fregue
zes para
serem
recrutados,
visto
que
não
ha
assentos no
livro
dos baplismos,
e
so
bre
áquelles
a
quem
o
seu
odio
persegue,
exeicem
vinganças
mesquinhas,
deixando
outros,
qne
estão
nas
mesmas
condições,
de
satisfazerem a
penosa
lei
de
sangue.
isto
tem-lhe
valido
muita
desfeita,
e
ultimamente
querem representar
ao
snr.
arcebispo
;
por
todos
estes
motivos
lem
bramos
a
conveniência
de
se
prover breve
aquella
egreja
n
’
uin bo<n
pastor
d
’
almas.
São
estes
os
votos
do
—
Heilor.
P. S.
A
’
ultima
hora
soubemos que
a
representação
que
se
assignou
em
Vil
larinho
a
favor
do
despacho
do
abbade
das
Mós
para
parocho
d
’aquella
freguezia,
já
fóra
enviada
ao
seu
destino
para ser
en
tregue
ao
snr.
ministro
da
justiça.
Também
nos
dizem da
mesma fregue
zia
que
já
se
promove
uma
contra-repre
sentação
para
desfazer
o
efleito
da
primei
ra,
que
se
espera
seja
melhor
em virtude
de
serem
os representantes
as
pessoas
anal
fabetas
da dita
freguezia,
em
quanto
que
a
contra-representação
nos
asseguram
que
vae
assignada
pelos
principaes proprietários
e
pessoas de bem
da
freguezia
de
Villa-
rinho.
Esperamos
que
o
sabio
ministro
da
jus
tiça
saberá
dar o
peso
que merece,
á
re
presentação
de
quem...
não
sabe
represen
tar
em
parle
nenhuma,
e que
attenderá
pelo
contrario
os
votos
dos
proprietários
e
pessoas
de
bem,
que
não
querem
ser
dirigidos
espiritualmente
por
um homem,
que
só
sabe
ser
forte na polilica
dos
cor
rilhos,
e que
até
hoje
só
tem
trilhado
o
caminho
faccioso
dos
intrigantes
políticos,
e
prestado
serviços
ao
partido,
que
tim
bra
em
perseguir
a
Egreja
Catholica
em
Portugal
—o
hislorico.—
Heilor.
A'
rxe.ma eamara.—
Não
sendo pos
sível
realisar-se
para já
a
expropriação
das
casas
da
rua
da
Misericórdia,
á exc
raa
camara
pedimos
por
caridade qne
mande
collecar alli
umas
pedras, ou quer
que
se
ja,
que
Dcilite
o
transito
pela
mesma.
Mesordem.
—
No
dia
12
deu
entrada
na
cadeia
Manoel
Antonio
d’
Azevedo,
offi
•
ciai
de pintor,
morador
na
rua
do
Coelho,
por
ler
espancado
Gaspar
da
Silva,
creado
do
snr.
Magalhães,
de
S. Jeronyoio
de Real.
O
aggressor
gusa
das
honras
de
já
ter seu
nome
nos
registros
da
policia
por idênti
cas
façanhas.
Tlieatro.
—
Foi
pouco
concorrido
o
es
pectaculo
dado
no
domingo
pela
compa
nhia hispanhola.
Tanto
no
drama,
como
na
comedia,
de
que
constou
o
especlacu-
lo
os
adores
desempenharam
optimamenle
os
seus
papeis.
Ordens
—
No
sabbado passado
s.
ex.
a
rev.
a
o
sor.
arcebispo
coadjutor conferiu
as
seguintes
ordens :
de
Tonsura
a
1
—Ton
sura
e
quatro
graus
de
menores,
a
33"
—
Subdiacono
com
demissoria
do
exm.°
bispo
do
Porto,
1
—de
Diácono
a
36—
de
Pres-
bylero,
a
13.
i»ubi«cações.
—
Recebemos
as
seguin
tes
:
Diccionario popular
(Fase.
14.°)
Portugal
antigo
e moderno
(Fac.
95.°)
Murros
e
abraços, pelo dr.
Ferraz
de
Macedo.
O
Douro
Illudrado
(Caderneta
9
e
10).
Apologia
do
Chrislianismo
(Primeira
fo
lha
do
vol.
11.)
Daremos
mais
desenvolvida
noticia
na
secção
própria.
Tra«5a«5ação
«ia
ossada de 89.
Fr.
Caetano taraiidão.
—
Escreve
o
illtistrado
correspondente
d
’esla
cidade
para
o
«Commercio
do
Porto»:
«A
convite
do
snr. arcebispo
coadju
tor reuniu-se
no
sabbado
passado
no
paço
archiepiscopal
a
commissão
administrado
ra
do
collegio
dos
orfãos de
S.
Caetano.
Aberta
a
sessão
tomou a
palavra
o
illus-
tre
prelado,
dizendo
que
no
«Commercio
do
Minho»,
(aliando
se
ácerca
das
obras
a
que se
andava
procedendo
na
capella-
mór
da
Cathedral,
se
expozera
a
ideia de
se
aproveitar esta
occasião
para
se
tras
ladarem
d
’
alli
para
a
capella
do
collegio
dos
orfãos de S
Caetano
os
restos
mor-
taes
do
seu
venerando
instituidor;
e
que
não
lhe
desagradando
o
pensamento,
mas
julgando-o
até
muito
acceitavel,
não
du
vidava
esposar
a
mesma
ideia.
Que
para
isto
se
realisar,
porém,
havia
uma difli-
culdade
a
vencer,
qual
era
a de
estarem
no
mesmo
plano,
em
que
se acha
enter
rado
o
inclito
pastor,
as
ossadas
de
mais
dois
prelados
;
mas
que
ainda
assim
não
faltariam
por
certo
meios
para
o desco
brimento
de
tão
importantes
relíquias
De
pois
d
’
isto
accrescentou
sua
ex.
a
que,
realisada
a
exhumação,
se
recolhessem
u
’
u-
ma urna os
ossos,
ficando a
sua
trasla-
dáção,
para
a
referida
capella,
para o
dia
13
de
dezembro,
dia
em
que
alli
se
cos
tumam celebrar
as exequias pelo
eterno
descanço
do sempre
chorado
arcebispo
D.
Fr.
Caetano
Brandão.
Depois
d’
isto
assentado
resolveu-se
que
a
trasladação
se
fizesse
com
o
máximo
esplendor,
dizendo
o snr.
governador
ci
vil
que
se
promptificava
a
pedir
auctori-
saçào
ao
governo
para
tomar
parle
m»
préstito
todo
o
regimento
de
infanteria
8
e
a
força de
cavallaria que
se
achasse
aqui
por
essa
occasião,
bem
como a
con
vidar
para
o
mesmo
fim
as
differentes
auctoridades
e
mais
pessoas
que possam
abrilhantar o
cortejo.
Em
seguida
fallou-se
na necessidade
que
bavia
de
se mandar
fazer um
mausoléu
em
que
fossem depositados
os
restos
mor-
taes
do
santo prelado,
concordando
toda
a
commissão
em que,
a
realisar-se
esse
pensamento,
se
fizesse
uma
obra
gran
diosa,
uma
obra
emfim
que
correspondes
se
aos
elevadíssimos
merecimentos
de
tão
benemerito
como
preclaro
varão.
E
discorrendo-se
depois sobre
o
modo
de
se
levar
a
cabo tão
simpathico
proje-
cto
suscitou-se
a
ideia,
que
foi
muilo
bem
recebida,
de
que
o
mausoléu
deveria
ser
levantado
por
meio
de
uma
subscripção
publica.
EÍTeclivamente
este
é
o
meio
me
lhor
e
o
mais
significativo.»
ISorbnleta».
—
Publicou-se
o pri
meiro
n.°
d
’
esle
hebdomadario
de
littera-
tura,
dedicado
ás
damas
bracareoses.
Este
n.°
contem
:
Artigo
direclivo
—
Saudação
ao
eloquen
te e
inspirado
orador
sagrado,
o
exm."
A.
Cândido
R.
da Cosia,
por
D.
Amélia
Jan-
ny
—
Louvores
das
Damas,
pelo dr. Perei-
ra-Caldas—
Conselhos de
mãe,
por
Vicen
te
Novaes—
Descaberias
do
futuro,
por
Cor-
reia
Júnior
—
Aos
annos de
meu
filho,
por
D.
M.
F*
»—Amor
faial,
por
E.
d
’
Amo-
rira
—
Ambição,
por
Miguel
Mascarenhas
—
Fragmento,
por
L.
de
Mello—
A
’
memória
de
minha filha,
por
M
Alarinho
—
Rumores
lillerarios—
Confidencia, pelo
dr.
Alberto
Cruz
—
Chronica—Expediente.
Assigna-se
era
Braga,
rua
do
Souto,
n.°
32
Preços
:
—
por anno,
960
reis
; semestre,
480;
trimestre
240
rs.
Para
fóra
da
ci
dade
accresce
o
importe
das
estampilhas.
Sermões
quaresinaes no
Paço.
—
Ouvimos,
no domingo
passado,
a
ora
ção
sagrada
recuada
pelo
joven
orador
Manuel
José
da
Silva
Bacellai.
Tomando
para
texto
as
palavras
do
Evangelho:
Bonum
est
nos
hic
esse,
dis
correu
acêrca
do despreso
em
que
se
de
vem ter
as
vaidade* do
mundo.
O
as
sumpto
foi
desenvolvido
satisfatoriamente
para
todo
o auditório que
era numero
síssimo
e
illusirado, pois
se
compunha
do
curso
do
Lyceu e
do
Seminário,
e
de al
guns
respeclivos
professores,
e
de
sua
ex.
a
revm.
a
o
snr.
D.
João,
arcebispo
coadju
tor.
A
frase era limada,
a
expressão cor-
recta.
a
linguagem
pura,
os
pensamentos
escolhidos,
as
imagens
próprias,
a
exposi
ção
boa.
Esperamos
que
o
joven
e talentoso
ora
dor
continue
illustrando
com os
seus
tra
balhos
oratonos
a
tribuna
sagrada.
Ap-
plaudimos
do
coração
a
excellente
medida
que
o
sabio
e
virtuoso
prelado
adoplára,
de
fundar
por
este
meio
uma
escola de
oratoria
sagrada.
Além
de ser
um
brio
so
estimulo
para o estudo
e
cultivo
d’es-
ta
arte,
é
também
um
magnifico
meio
de
habilitação
para os
que
se
dedicam
á
pre
dica.
O
novo professor «le filosofia
para
o
lyeeu
«le Braga,—
Chegou,
no
dia
12,
a
esta
cidade,
o exm.°
snr.
dr.
Manuel
Messias
Mendes
Fragoso,
que
vem
substituir
o
nosso
amigo, o
exm.°
snr.
Vicente
Pedro
Dias.
Sabemos
que
s.
ex.
a
possue
exímios
talentos
e
excellentes
dotes
para
o
ensino.
Os
primeiros
jornaes
da
capital
fizeram
os
devidos encomios a tão acertada no
meação.
S. ex.
a
folgará
com
o
respeito,
doci
lidade
e
applicação dos
alumnos da
aula
que
lem
de prelecionar, bem
como com
tra
30:000,
com a intervenção
do
duque
Decazes,
e
com
bastantes
milhões
para
compras.
Vendaval no
Algarve.—
-A
’
cerce
do
vendaval que
no
dia 5
houve
em
Vilia
Real
de
Santo Antonio,
escrevem
d
’aquella
vilia
ao
Diário Popular:
«Hontem
foi
um
dia
de
grande
afflic-
ção
e
falta
de
tranquillidade
para
muitas
familias d
’
esta
vilia.
«A
’
s
3
horas
da
manhã
(pouco
mais
on
menos)
sairam
para
o
mar,
ao
exer
cício
da
pesca,
umas
14
ou
16 embarca
ções,
entre
botes,
canoas
e
lanchas,
tri
puladas
com
uma. duas
até
quatro
pes
soas.
Depois
de
terem
fundeado
e
come
çado
a
faina
da
pesca,
os
pescadores,
tal
vez
contentes
por
lhes
prometter a
Pro
videncia
grande
abundancia
de
peixe
para
com
o seu
produclo
alimentarem
as
suas
tristes
familias,
iam
sendo
victimas d’um
fortíssimo
vento
do norte,
que
de
repen
te
se
converteu
em
furacão.
Como
estas
embarcações
(na
mór
porte)
não
têem
os
preparos
suílicientes
para
aguentar-se,
sem
grande risco,
mesmo
com
vento
mais
brando,
o
snr.
capitão
d
’este
por
to
tomou
as
providencias
necessárias
logo
que
lhe
constou o
numero
de
almas
que
estavam
em
perigo,
mandando
em
soccor-
ro
os
pilotos
da
barra
na
catraia
da
mesma,
com
a
sua
tripulação,
e
também
requesitou
o
reboca
.or
Jsabel,
da
empresa
de
S.
Domingos,
dando ordem
em
segui
da
ao
capitão de
accender
as
caldeiras
para
prestar os
serviços
que
podesse. A
catraia
partiu
d
’este
porto
ás
9
horas
da
manhã
e
o
rebocador
das
10 para
as
11;
aquella
apenas
saiu
a barra
dirigiu-se
ás
embarcações
em
perigo
e
salvou
os
tri
pulantes
de
sele,
amarrando
as pela
pôpa
até
chegar
o
rebocador.
«Assim
que
este
chegou
á
falia
da
cabaia,
e
informado o
seu
capitão
do
numero
de
embarcações
que
faltavam,
dirigiu
se
a
toda
a
força
de
machina
em
procura
das
restantes,
chegando
a
desap-
paiecer da
vista d’aquella,
e
voltou
de
pois
de
algumas
horas
tendo
salvado
a
tripulação
de
duas embarcações
e
uma
d
’
ellas
com
o
mastro
partido
e a
outra
o leme.
«Um rapaz
de
18
a
20 annos,
que
eslava
pescando
só
n’
uma
laochasinha
pe
quena,
quando
partiu
a amarração,
fez
mastro
de
um
remo
e vela
de
um
ga
bão com
que
se
resgardava
do
frio,
en
tregando-se
assim
nos
braços da Provi
dencia,
que
não o
abandonou,
pois que
tendo o
capitão
do
rebocador
feito
todas
as
diligencias
para encontrai
o,
chegando
a
estar
distante
da
terra
umas 21
mi-
has,
não
o conseguiu;
po<ém
D<
us
vela
va
por
aquelle
infeliz,
e
quiz que
o
ca-
hique
Oliveira,
da
matricula
de Olhão,
mestre
João
d
’
Oíiveira,
que
seguia
via
gem
para
o
estreito,
o
visse e recolhes
se
a
seu
bordo,
conduzmdo-o
até
Gibral
tar.
D'ali
se
recebeu
hoje
telegrainma
dando
esta
agradavel
noticia,
que
trouxe
a
sua
famiha a
alegria
que
hontem
não
podia
disfructar.
8ão
dignos
de
louvor
tanto
o snr. capitão
d
’
este
porto,
por
ter
sido
activo
e
diligente
nas
suas
disposi
ções,
com
o
capitão do rebocador
o
snr.
Antonio
dos
Santos
Machado,
pilotos
da
ba<ra
e
tripulantes
da
catraia,
pelas
acer
tadas
manobras
e coragem
que
tiveram
salvando
tantos
infelizes, que
de
certo
lhes
guardarão
em
seus
corações
um
reconhe
cimento
eterno.»
a
excellente
camaradagem
dos
seus
colle-
gas
no
ensino.
Congratulamo-nos
com
os
estudantes
da
respectiva disciplina por
terem
um
pro
fessor
digno d’este
nome.
IniportnçAo.
—
São
enormes
os
em
barques de
trigo
e
milho
feitos
nos Esta-
dos-Unidos,
Fiança, Italia,
Açores
e
Bar
baria,
especialmente
de
milbo
para
Por
tugal,
calculando-se
que
só
para
Lisboa
veem
mais
de
600:000
alqueires
d
’
este
grão
Hermann.
—
O
celebre
prestidigitador
C.
Hermann,
professor
em
Vieuna
d
’
Aus-
tria,
vem
dar
no
nosso
theatro
dois
es-
pectaculos
d’
alta
prestidigitação,
o
primeiro
dos
quaes tem logar
hoje.
O
programma
é o
seguinte:
í.
a
parte:
—A
carta
geral
—
O
lenço
ser
pente
—O
relogio
voador
—
A
nova
creação
—
O bastão aereo
—O
avarento.
2.
a
parle:—
As
cartas
obedientes
—
A
ilha
das
Canarias
—A
bibliotheca—
O
annel
em
pe<igo
—O
ovo
chinez
—
A
pesca e
o
reverso.
Da
primeira
á
segunda
parte
haverá
20
minutos
de
intervallo.
A noz.—
(Conto
de
Schmid).
—
Debai
xo
de
uma
grande nogueira,
á
entrada
d
’
uma
aldeia,
acharam
dois
rapazes
uma
noz.
—
E
’
minha,
disse
Ignacio;
fui
eu
que
a
vi
primeiro.
—
Nao;
é
muito minha,
respondeu Ber
nardo,
porque
sei
quem
a
colheu.
E
eis
que
uma violenta
rixa
se
ori
gina
entre
elles.
Vou
a fazer-vos
as
pazes,
disse-lhes
um
rapazola
já
crescido
e
mais
forte
que
os
dois,
o
qual
alli
apparecera
por casua
lidade.
Com
efletlo
collocou-se
entre
os
dois
litigantes,
tomou
a
noz
em
suas
mãos,
abriu-a
e
pronunciou
esta
sentença:
—
Uma
das
cascas
pertence
áquelle
que
a
viu
primeiro;
a
outra
áquelle
que
a
apanhou;
em quanto ao
miolo
fica
pelas
custas
do
processo que
julguei.
E
rindo-se,
acrescentou:
—Este é
ordinariamente o
fim
do
to
dos
os
pleitos.
—
(Extr.)
Duello.
—
Refere
o
«Jornal
do Com
rnercio»
que ha
pouco,
estando
para
ba-
ter-se
ua
Áustria,
em
duello,
dois
elegan
tes,
por
ciúmes
de
uma
dama
que
prefe
ria
um d
’
elles,
foram
interrompidos
sobre
o
campo
por
alguns
camponezes,
que
os
correram
á
bordoada.
O
alludido
jornal
acrescenta:—
«Se
os
homens
do
campo,
por
iniciativa
própria,
se
encarregassem
de
bater
os
duellistas
e
padrinhos,
o
duello,
que
os
rigores
da
lei
não
podem
reprimir,
acabaria perante
a
força
e
o
ridiculo»
Nomeação.—
Foi
nomeado
arcypreste
da
comarca
de
Barcellos
o
revd
0 Manoel
Marques
Maciel,
abbade
de
Santa
Maria
do Abbade de
Neiva.
Vieíta.
—
O
príncipe
de
Galles,
quando
vier
a
Lisboa,
tenciona
visitar
as
religiosas
recolhidas
no
Bom
Successo, que
segundo
diz
um
jornal,
já
foram
prevenidas
da
vi
sita
do
(ilho
da
rainha
Victoria.
Cainiiihn
de
fera-o da ESeira
Auto.
—
A
junta
consultiva
de
obras
pu
blicas
approvoo que a directriz do caminho
de
fetro
da nossa
Beira
seja
por
Coimbra
seguindo
pelo
Valle
do
Mondego.
A
«derrota» do earlisauo.—
Lè-se
no
«Bem Publico»:
Agora
não se trata
em
publico
senão
de
festas
para
solemnisar
a
derrota
do
carlismo,
e ellas
serão
tão
apparatosas
como
foi
immenso
o
medo
que
chegou a
possuir
lodos
os
grandes
homens, que
vão
agora
correr
touros.
Se
não
fosse
este
medo
não
se
explicaria
como
só
o
banqueiro
Mazarredo
(?)
tivesse
posto á
dispozição
do
governo,
segundo
se diz
em
Madrid,
80
milóes
de
reales,
já
se
sabe
para
comprar
defecções.
E
quanto
dariam
os
outros
banqueiros nas
condi
ções
d
’
este?
O
Diário
de
Noticias,
esquesendo
se
das
grosseiras
injurias
que
de
1868
em
diante
publicava
contra
a
rainha
Isabel
e
seu filho D.
Aflonso, publica
actualmen-
te
outras;
(quem
sabe se
da
mesma
pen
na?)
contra
D.
Carlas
que
foi
vencido
pelos
mesmos
meios
que
expulsaram
aqttel
ía.
A
D.
Carlos
chama
elle
tão
immoral
como cobarde;
mas
como
elle
não
era co
barde,
e bem
o
provou
durante
quatro
annos,
segue-se
pelas
suas
próprias
palavras
que
não
foi
immoral.
Sempre
os
insultadores da
desgraça
hão
de
ser
insensatos! Se
quizessemos
crer
que
VII era
cobarde,
mais
o
deviam
ser,
ou
traidores,
os
que não consegtiir-
ram
vencel-o em tão
longo
espaço de
tempo,
e
que
só
poderam
fazel-o
quan
do se acharam
com
200:000
homens
con
A
bolsa
está
muito
fraca.
RIO
DE
JANEIRO,
21.—
Pelo
paque
te
«Sorata»,
da
companhia
do
Pacifico
:
As noticias
políticas
carecem
de
interes
se.
A
associação
commercial
approvou
as
conclusões
do
parecer
da
commissão
de
exa
me
de
contas
e
reelegeu
unanimemente
a
aclual
direcção.
O
presidente
declarou
que
elle
e
todos
os
seus collegas
estavam
resolvidos
a resi
gnar
tão
honroso
mandato.
Os
últimos
soberanos
foram
negociados
a
90480
e
90500
reis
a
dinheiro.
As
apólices
geraes de 6
por cento
tive
ram
pequeno
movimento
aos
extremos
de
1:0350000
e 1:0380000
reis
a
dinheiro;
as do
empréstimo
nacional
de
1868
correram
a
1
:O550OOO
e
1:O6O0OOO
a
dinheiro; as
acções
do
banco
do
Brasil
a
2250000
a
dinheiro.
As
vendas
do
café
foram regulares
e
a
existência
é
de
cerca 140:000
saccas.
As
noticias do
Rio da Prata
alcançam
a 16
do
corrente.
Principiavam a
mobilisar-se
algumas
forças
nas
províncias
para
a
expedição
con
tra
os
indios.
O
presidente
da
republica
do
Uruguay
abriu
a
15
as
novas
camaras.
A
mensagem
recommenda directamente
ao
corpo
legislativo
a
amnistia
geral, abran
gendo
todos os compromeltidos
nos
acon
tecimentos
políticos.
O
governo
levantou
no
mesmo
dia
por
decreto seu
o
esta
lo
de sitio que
durava
desde
5 de
outubro
passado.
Continuam
as
conferencias
entre
o
mi
nistro
da
fazenda
e
o
visconde
de
Mauá
para
modificação
do
convénio
financeiro.
O
governo
do
Perú
suffocou
sem
gran
de diíliculdade
um
pronunciamento
militar
em
Puno
e
acalmada
a excitação
que
ha
via
lambem
em
Arequipa, todo
o
paiz
fi
cou
em
socego.
Bolsa de
Madrid—
Hispanhol
interno,
17,55;
externo,
17,95;
bilhetes
hypotheca-
rios,
lalta;
bonds
do
thesouro,
57.40;
cam
bio
sobre
Londres, falta; dito
sobre
Paris,
falta.
Depois
de
fechada
a bolsa
os
fundos
hispanhoes
regularam
a
17,60
a
dinheiro
e
para
o
fim
do mez
a
17,65.
PARIS
10.
—
Os
tribunaes francezes de
claram
nullo
o
matrimonio
contrahido
na
Allemanha
pela
duqueza
de Beauffremont,
com
com
o
príncipe
Bibesco,
estando
pe
las
leis
francezas
apenas
separada
de
seu
marido
o
duque
do
mesmo
titulo.
MADRID 11.
—A
«Gaceta»
diz
que o
rei
chegou
a
Bilbao,
chegará
ao
Escurial
no
dia 17
do
corrente
e passará
o
dia
18
no
acampamento
de
Mocloa,
entrando
em
Madrid
a
19.
Os
fundos
hispanhoes
internos
regularam
a
17,45,
e
para o
fim do
mez
a
17,50.
EXPEDIENTE
DA
ADMINISTRA
ÇÃO.
Aos
nossos
assignantes
de
Lisboa
eseus
districtos,
rogamos
o
favor
de
pagarem
suas assignaturas
d
ora em
diante
ao
rev.°
snr.
José Feliciano
Coelho
dos
Reis
—
«Hos-
picio do
Sacramento»,
em
Alcantara,
em
poder
de
quem
se
acham os
recibos
com-
petentemente
assignados, não
só os
do
Commercio
do
Minho,
como
igualmente
os
que
ainda
são
devedores
ao jornal
O Fu
turo.
ÚLTIMOS
TELEGRAMMAS BA
AGENCIA
1IAVAS
MADRID,
10.—O
governo
annunciou
no
congresso
que
os piraiasde
Joló,
no
Ar-
chi
pélago
das
Philipiuas,
foram
batidos
pela
esquadrilha
hespanhola.
Romero
Oriz
fallou
contra
o
projecto
de
resposta ao
discurso
da
co>ôa,
o
qual
foi
deffendido
pelo
ministro
da
justiça
e
por Ca-
novas,
que
peãiram
discussão
mais
calma
so
bre
os
princípios
fundamentaes
da
política.
Os
engenheiros
porluguezes
e
hespanhoes
assignaram
o
accordo para
o
entroncamento
em
Monforlinho
da
linha
do
caminho
de ferro
de
Malparlida
com
o
da Beira
Baixa.
PARIS,
10.
—
Os periódicos «Evéne-
ment»,
«Republique
française»
e
«Rappel»
mostram-se descontentes
com o
novo
minis
tério,
disendo
que
não
representa
a
maioria
parlamentar e por
tanto
é
contrario ao
voto
nacional
que
acaba
de
manifestar-se.
O
con
selho
de ministros não reuniu
hoje.
Crè-seque
o ministério sómente
commu-
nicará
o
seu programma ao
parlamento
de
pois
de
constituídas
deíinitivamenle
ambas
as
camaras;
estas
continuam
na
verilicação
de
poderes.
Assignaturas
recebidas
Evora.—Dr. José
Mauricio
de
Carvalho
—
até
31
de
dezembro
de
1876
Felgueiras.—
Padre
Antonio
Dias
Perei
ra Ribeiro—
até 31 de
dezembro
de
1876.
Fafe.
—
D.
Maria
Amalia
Machado
—
até
31
de
dezembro
de
1876
Lixa.
—
Padre
Bernardino
Coimbra
Tel-
|
es
__até 31
de
dezembro
de
1876.
Melgaço.—
Padre
Antonio
Joaquim
Soa
res
Calheiros
—
até 15
de
setembro de
1876.
Porto.—José
Ignacio
Ferreira
Roris
—
até
9
de
março
de
1876.
—
Raphael
Antonio
Pereira
Caídas—
até
19
de março
de 1876.
—Joaquim
Pereira
de
Paiva
e Pona
—
até
19
de
março de
1876.
—
Dr.
Almeida Pinto—
até
19
de
maio
de
1876.
—
Dr. Manuel
de
Carvalho
Rebello
de
Sousa
Teixeira
—
até
19
de
maio
de 1876.
Ponte
do
Lima.
—
Padre
José Antonio
Pereira
de
Miranda
—
até
31
de dezembro
de
1876.
BANGO
COMMERCIAL DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de responsabilidade
limitada.
Resumo do aetivo
e passivo
em
90
de fevereiro de
IS9G
Aetivo
Acções
para
emiltir.
.
Accionistas
.......................
Acções de
Bancos
e
Com
panhias........................
Empréstimos
hypothecarios
Empréstimos
s.
penhores.
Empréstimos
a
Camaras
Municipaes.......................
Contas
interinas.
.
.
.
Despezas
d
’
installação.
.
Despezas de
escriptorio.
Moveis
e
utensílios.
.
.
Valores
depositados.
.
.
Letras
a receber.
. . .
Moeda estrangeira
.
.
Agencias
......
Caixas..................................
1.700:0000000
67:0710000
21:7840000
25:6730121
4:8580625
30:9690575
1510500
1
8770939
8680649
.
1:3560565
.
3:7820240
284:1920305
6060280
32:3330896
38:7730638
2
214:2990333
Passivo
Capital
....
2.000:0000000
Fundo
de
reserva.
.
. .
1:0000000
Depositos
a
praso
.
.
.
89:0410253
Depositos
á
ordem.
.
.
81964:0367
Ganhose
perdas.
.
.
.
7:2680632
Devedores
e
credores
ge-
,
raes
.......
22:9520541
Credores
de
valores
deposi
tados
....................................
3:7820240
Dividendos a
pagar.
.
.
7:5790000
Transferencias
.....................
7000430
Pagamentos
conta
de
di
versos
.............................
70870
2.214:2990333
Banco
Commercial
de
Coimbra,
7
de
março
de
1876.
Os
gerentes.
Manoel
dos
Santos
Júnior.
José
Barbosa
Lima.
J.
Melchiades
Ferreira
Santos.
DE
Terça-feira
Í4
e
Quinta
16
Dois
umcos espectaculos
d
’
alta
presti
digitação
por
mr.
Carlos
Hermann profes
sor
de Vienna
d
’Austria.
Preços
:
Camarotes
1.
a
ordem
40
)00;
—
2.
a
40500
;
— 3.a
20000
;
—
Platea
Su
perior
800
;
—
Geral
500
;—Galerias
frente
200
;
—
Geral
100.
AGRADECIMENTOS
Os padres
Manoel
José
Rodrigues
Tor
res
e
João
Luiz
Rodrigues
Torres,
residen
tes
no
Brazil, cordealmenle
agradecem
a
todos
os
ill.
nios
e revd.mos
sacerdotes,
que
gratuitamente
se
prestaram
ao
funeral
de
sua
prezada
irmã,
fallecida
na
freguezia
de
Paderne
a
15
de
Setembro
de
1875,
pelo
que
piotestam
sua
eterna
gratidão.
(3031)
O
abbabe
José
Bento
Vieira
de
Campos,
o
bacharel Adelino
Vieira
de
Campos
de
Carvalho
e
o
bacharel
Francisco
Hilário
Ribeiro
de
Sousa e
Brito,
não
podendo
pes
soalmente
agradecer
a
todos os
ill.
mos
srs.
ecclesiasticos,
seculares,
e
senhoras,
qoe
se
dignaram cumprimental-os
no
dia
6
do
corrente
mez
de
Março,
e
assistir aos
so-
lemnes
oílicios'
e
missa
que
tiveram
logar
na
parochial
egreja
de
S.
João
da
Cova,
concelho
de
Vieira,
pela
alma
de
sua
pre-
sada
irmã
e cunhada D.
Bernardina
Rosa
Vieira de
Campos, o
fazem
por
este
modo
protestando
a
todos
sua
eterna
gratidão.
KKUOWMiMEIB
ffiWWtM
ANNUNCIOS
Pela
repartição
districtal
das
obras
pu
blica*
tle
Braga:
Faz
saber
que
no dia
31
do
corrente
mez de
março
pelas
11
horas
da manhã
terá
logar
no
Governo
Civil
d
’esie
distric-
10
a
arrematação
por
meio
de
propostas
em
carta
fechada,
das
obras
para
a
cons-
trocção
de
dous
pontões
no 1.°
lanço
da
estrada
districtal
n.°
10,
de
Paços
de
Fer
reira
por
Louzada
e
Felgueiras,
a
Fafe,
comprehendido
entre
esta
povoação
e
S
Martinho
de
Silvares,
Os
referidos
pontões
serão
construídos
sobre
o
Ranha
e
ribeiro
das
losuas
e
lerão
respectivaraente
nove
e quatro
metros
de
abertura.
A
base
de
licitação
é
a
quantia
de
rs.
3:525^000,
As condições
para
a
arrematação
e
exe
cução das
obras,
assim
conto
os
projectos,
cadernos
de
medição
e
avaliação
das
mes
mas obras acham-se
patentes
na
Repartição
districtal
de
obras
publicas
para
quem
as
quizer
examinar,
todos
os
dias
não
impe
didos.
desde
as
nove
horas
da
manhã
até
ás
tres
da tarde.
Repartição
districtal
de obras
publicas
de
Braga,
10
de
março
de
1876.
O
engenheiro
Antonio
Plácido
de
Vasconcellos
Peixoto.
(3032)
VINHO
Vende-se o
vinho
da
adega
da
quinta
de
Real
em
S.
Jeronimo.
Quem
o
preten
der
pódedirigir-se
á
mesma
quinta.
(3034)
A. BIBffllO
Caiupo de 39. I
juíz
S,
n.°
1
(entrada
da
rua
dos Capellistas)
Grande
sortimento
de
failes
pretos
para
a
Semana
Santa
:
Merinos
pretos,
alpacas
pretas,
véos
pre
tos
de
seda,
livros
de
missa,
e
muitos
outros
artigos
proprios
do
seu
estabelecimento.
Preços
sem competência.
ÕÕsÊ’
DA
"siLVA FUNDÃO
Com
Io|s» de
fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
(lado
de
baixo),
68
Participa
aos
seus amigos
e fre-
8
liezes’
tanto
d
esta
cidade
como
das províncias que
tem um
bonito
I
e
variado
sortimento
de
fato
fei-
UL
j
®
lo,
casimiras
para fato muito
baratas,
cortes
de
calça
a 1$a00.
2$000
e
2^500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
montes,
bonets
de
gorgurão
de seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades, de
SOO
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega
se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
piompti-
fica-se
a
licar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1*)
Venda
de
acções da
Companhia
Geral da Agricultura das Vi
nhas
do Alto Douro.
No
dia
17 do
corrente
ao
meio
dia,
na Caixa
Filial
do
Banco
do
Minho,
na
rua
das
Flores,
tem
de
arrematar-se
on
ze
acções
da
Companhia
Geral
da
Agri
cultura
das
Vinhas
do
Alto
Douro,
per
tencentes
ao
casal
em
liquidação
do
falle-
eido
Manoel de
Magalhães d’
Araojo
Pimen-
tel;
isto
por
deliberação
da
commissão li
quidatária
do
mesmo casal.
Braga
9
de
março
de 1876.
Henrique
Freire
d'Andrade
Manoel Luiz
Ferrei
r
a
Braga
João
Evangelista
de Sousa Turres e
Almeida
(3028)
Veude-se
uma
morada
de
casas si-
Í
m
®
luada
na
rua
da
Ponte,
com
o o.°
Vê-se das
3
ás
4
da
tarde.
Quem
a
pertender
falle
com
Anlonio
dos
Santos
de
Azevedo Magalhães.
(2981)
CAIXEIRO
Precisa-se d’um caixeiro com
pra
tica,
de drogaria.
Quem pretender
dirija-se
a
esta redacção, em carta
fechada.
(39.27)
Officina de carruagens
JLairrjc
«Se S.
Franeiscn
Antonio
f'erreira,
com
officina
de
car
ruagens
na
Companhia
Viação
do
Minho,
faz
publico que lendo contractado
com
a
mesma
Companhia, trabalhar
por
sua
couta
na mesma
officina,
alli
se encarrega
de
qualquer
obra,
lauto
nova
como
de
con
certos,
por
preços
muno
rasoaveis.
Espera
que
o
publico
se
utilise
dos
trabalhos
de
sua
arte,
pois
que já tem da
do
provas,
não
só
da
barateza,
mas
tam
bém
da
prefeição
e segurança
d
esse
tra
balho,
pelo qual
se
responsabiiisa.
(3029)
Carreiras
diarias
Teixeira
&
Mesquita, da rua
da Sé,
fa
zem
publico,
que
desde
o
dia
7
do
cor
rente
mez
de
março,
as
suas
diligencias
qce
trazem
para
a
Povoa
de
Lanhoso,
Cruz
de
Real
e Penedo,
principiam a
sahir
de
Braga
para a Povoa
de
’
Lanhoso
ás
6 ho
ras
da
manhã
e
2
da
tarde,
volta
ás
7
ho
ras
e
para
a
Cruz
de Real
e Penedo
ás
7
horas da manhã
e
volta
ás
11.
Os
preços
os
mesmos
já annunciados.
Os
bilhetes
estão
á
venda
em Braga
no bera
conhecido
Ribeiro
Braga,
praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
e
no
Penedo
na
an
tiga
estalagem
de
Manoel
José
Rodrigues.
(3017)
Precisa-se
de
um
rapaz
com
alguma
pra-
ctica
de
negocio
de
tabacos.
Quem
se
achar
nos
casos
queira
dirigir-se
á
Tabacaria
Portuense, rua
do
Carvalhal
n.
os
35
e
35
A,
ten
io
bom
comportamento faz-se-lhe
orde
nado
quanto
mais
breve
melhor.
(3030)
Tabacaria
portuense
Rua
«3» Carvalhal
n.os Z& e 35 A
BRAGA
Abriu-se
homem,
6
do
corrente,
este
grande deposito
de
tabacos
de
todas
as
fa
bricas
do
Porto
e
Lisboa
.
taes
como
Xa-
bregas,
Lealdade,
Santa
Apolonia,
Nacio
nal,
Portuense,
Manilha
e
Fidelidade.
Grandes
descontos
aos
snrs.
estanqueiros
Os
snrs.
consumidores
particulares
te
rão
n’
este estabelecimento
rapé
e
todos
cs
mais
tabacos
por
preços
que
não encon
tram
em
outra
parle.
(3018)
SEM
COMPETIDOR
EM
PREÇOS
<£8U
IPELARlA
BSIACABEW.
44—
Ru»
da
(meio da rua)
—
44
Este
estabelecimento
acaba
de
receber
um
variadíssimo
sortimento
de
chapeos de
seda
e
de feltro
ou
castor,
paia
homem
e
menino
; bonets
para
ditos,
de
seda, casi
mira
e
montagnac. Também
fabrica,
concer
ta
e
põe
á
moda
todo
o
chapeo
que
disso
seja
susceptivel.
O
annunciante
convida
o
respeitável
pu
blico
a
certificar-se
do
que
avança.
(2996)
Eeonu«aiiea
piaihortata
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
capital
.
.
.
.
500:000^000
Rua
Nova
de
Sousa
n.°
9
ICRACrA.
Deu
principio ás
suas
operações
no
dia
l.°
de
março,
empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata, joas,
papeis
de
credito,
cereaes,
rou
pas,
moveis,
ferramentas, finalmente sobre
todo
e
qualquer
objecto
de valor.
Recebe pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem,
abonando
juros
aos
depositantes.
Eslará
aberta
lodos
os
dias
inclusivé
os
sanctificados
desde
as
9
ho
ras
da
manhã,
até ás
10 da
noile.
A
’ l«ja—Cacliiipuz
—
Acaba
de
che
gar
um
sortimento
de
bombas
de
differen-
les
feitios,
e
que
pódem
lunccionar
perfei-
lameute
até
30
“
de
profundidade.
12980)
Ao commercio
e
a quem convier.
Manoel
José
de Campos e Rodrigo
d
’
Oliveira,
com
sullicientes
conhecimentos
e
pralica
da
pequena
e
grande
velocidade
nos caminhos de
ferro,
e
correspondentes
d
’algumas
casas
coinrrierciaes
do
Porto,
promptiíicam-se
a
expedir
ou
receber
toda
a
sorte
de
mercadorias,
—o que
será
feito
com
maior
cuidado
e
zêlo. Não só
rece
bem
mercadorias
para
as diííerentes
terras
do
reino, como
também
para
o estrangei
ro,
tudo
mediante
uma pequena
comrois-
são. Para
comtnodidade
e
vantagem
das
pessoas
que
se
queitam
utilisar
do
seu prés
timo, achar-se-ba
todos
os dias
um
dos
annuncianles, na
estação
do caminho
de
ferro,
desde
as
8
horas
da
manhã
alé
ás
5
da
terde.
Recebe-se
qualquer
encommenda
na
rua
do
Souto,
n.°
44,
l.°
andar.
Braga
—
fevereiro
de
1876.
(2991)
Constando
ao
abaixo
assignado,
mestre
da
banda
dos
«Artistas»,
que alguém
pro
cura
propalar
que esta
banda
se
acha
oe-
sorganisada,
declara
que
isso
não
passa
de
um
boato
in-idioso,
e
que
ella continua
a
funccionar,
ainda
com mais
numeroso
pessoal
do
que
até
hoje tinha, bem
como
o
abaixo
assignado
continua
sendo
o mes
tre
da
mesma.
(3024)
Lourenço
José
Moreira.
Na
rua
Nova
do
Becco,
n.°
8,
troca-se
a
30
libras
utn rico
sauctuario. A
cruz
é
de
pau
prelo,
a
imagem de
marfim
e
os
accessorios
de
prata.
(3020)
Joaquim
José
de
Barros,
largo
dos
Pe
nedos
n.°
23,
faz
publico
que
além
dos
carros
que
tinha
tem
mais
um bonito
ca
leche
novo
e
de
bom
gosto,
que alluga
ga
por
preços
coramodos,
e
bom
gado.
(3011)
Aforam-se
ou
vende-se
Quatorze
terrenos
com
30
palmos
de
frente
e 170
p. de
fundo,
na
rua
Nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
á
rua
do
Conselheiro
Januario,
n.°97,
com
seu
do
no
João
Manoel
Pereira.
(3013)
GRAKíRE
DEPOSITA DF.
MACHI-
JÍAS
DE COSTURA
DE
S. tiKU»
Construislas por IK. «í.
IPeíít, de
Hruxellaa
13
—
Praça
de
Carlos
Alberto
—
14
PORTO.
N’
esle
estabelecimento
encontra-se
á
venda
um grande
sortimento
de
íwnclii-
naa de
costura
para
familias,
costurei
ras,
alfaiates,
estofadores,
chapelleiros,
sa
pateiros,
correeiros
—
«te
8»«»r«i»r,
execu
tando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados
a
branco
e côres,
em
relevo
etc.;
DE
CRAVAR
CALÇáDO
E
DE
LAVAR.
ROUPA.
Garante-se
a
perfeição
e
duração
de
to
das
as
machinas.
Facilita-se
o
pagamento
e
aprendisagem.
Ensioa-se
a
trabalhar gratuitamenle
e
facilita-se
o
pagamento
em
prestações.
Ha
sortimento
de
algodões,
linha,
lãs
e
sedas
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
lodos
os
accessorics
e
peças
sobrese-
lentes
para
as
diversas
machinas.
Tem
deposito
em Braga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2968)
ESSOL
à.
â
M
OUCOA
Extrai,
cora
e
conserta
os
dentes ca
riados,
colloca
dentes
arlificiaes
com
per
feição. Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consollorio,
Campo
de
SanCAnna
n.
0
1,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(2910)
LITHOGRABHÍA
ij
—Kwa
do Cttmpo — 9
M.
J.
F.
d
’Oliveira, satisfaz
com
promp-
tidão
e nitidez
lodo
e
qualquer
trabalho
pertencente
á
sua officina:
estampas
em
gra
vura
e
a
creion, chromo-lithographia
map-
pas,
etc.
(2978)
Vende
se
uma
morada de casas
so-
7
bradadas sita*
na
Travessa
Nova,
•
"^das
Carvalheiras,
d
’
esta
cidade,
de
signadas
com
o
n.°
1
e
1
A.
Quem
pre
tender,
póde
fazel-o
em
carta
fechada
diri
gida
á redacção
d’
este
jornal,
com
as ini
ciaes
J.
J.
L.
(3021)
DECLARAÇÃO
Antonio
Rodrigues
Ribeiro,
d
’esta
cidade
de
Braga,
decla
ra
que
nada
deve
a
pessoa
al
guma
de
qualquer
praça
do
rei
no.
Qu
m
se
julgar
seu
credor
queira
apresentar suas
contas
dentro
do praso
de
8
dias,
a
con
tar
da
data desta
declaração,
que
faz
publica
para
os
devidos
effeitos.
Braga 11
de
Março
de
1876.
Antonio
Rodrigues
Ribeiro.
BRAGA
:
TYP9GRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
