comerciominho_13051876_492.xml
- conteúdo
-
4.
”
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
492
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Prom-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.-=-Semestre
1&250
rs.=Srazif,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte
ou
8&000
reis e
4^500 reis
moeda
fraca.
=Annuncios
por imhá
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10 ®/9
d
’
abatimento.
BKlUi-SAEinVBO
13 DE
VIAJO
13
DE
MAIO.
E
’
este
um
dia
d
’immenso
jubilo
para
os
calholicos
do
mundo
inteiro.
Perfaz
hoje
84
annos
d
’
edade
o
Grande
Pio
IX,
o
heroe
do
19.°
século,
o
immor-
tal
Palinuro da
Barca
de
Pedro,
contra
a
qual
vãmente
esbravejam
as
vagas
enfure
cidas.
Pio
IX!
Que
santo
emhusiasmo
se
não
apossa
de
nossa
alma
ao pronunciar
o
no
me do
venerável
anceão
do Vaticano,
para
0
qual
imploram
diuturnamenle
as
bênçãos
do
céo
duzentos
milhões
de
crentes
I
E
é
justo esse
enthusiasmo,
e
são
jus
tas
as
preces
fervorosas
que
hoje
de
toda
a
parte
sobem
ao
throno
do
Eterno,
para
que
Elle
prolongue a
existência
do
Pontí
fice,
cuja
vida
tem
sido uma
longa
cadeia
do
trabalhos
apostolicos
nunca
desconti
nuados,
e
a
esperança
de
todo o
catho-
licismo.
Se
milhares de
provações
teem
retalhado
0
coração
do
magnanimo
Pio
IX, bem
breve,
nós
o
crêmos,
melhores dias
de
paz
lhe
trarão
o
refrigério, o
allivio;
por
que
Deus
afastará
para
longe
os
horrores
da
procella
revolucionaria
que
se
tem
con
densado
em
redor
da
sua
Egreja.
Pio
IX
ainda
vive.
Louvemos
a
Deus.
Dorme já
o somno
dos
justos
Agueda
Thereza
de
Jesus
Dias
da
Costa,
viuva
de
José
Maria
de
Souza,
e
irmã mais velha
de José
Maria
Dias
da
Costa,
editor
d’
este
jornal.
Nascida
a
16 de
maio
de
1803,
viu
apenas
alvorecer
o
seu
dia
prostremo a
9
de
maio
de
1876.
Estava
a
completar
73
annos
de
pe
regrinação
por este valle
de lagrimas,
onde
as
mortificações
e
os
desgostos,
que
lhe
abeberaram
a alma,
foram
tantas
e tão
successivas
I
No dia
18
d
’
abril foi
accommetlida
por
uma
pneumonia,
que o
mais
desvellado
tractamento
não
conseguiu
debellar,
e
que
lhe
fez
exhalar
o
ultimo alento
21
dias
depois
de acamada.
Era
uma
senhora
adornada
dos
mais
bellos
sentimentos,
que
patenteou
desde
a
edade
mais
tenra.
Aos
22
annos,
tendo
perdido
sua
mãe,
ficou
fazendo
as
vezes
d’
esta
para
com
seus
quatro
irmãos
menores,—
o
mais
novo
dos quaes
contava
apenas
7
annos—a
quem
educou
com
a
sollicitude mais que
extremamente
matefnal.
Com
quasi
incrível resignação,
que
só
a
crença mais
ardente
póde
dar,
viu
por
ireze
vezes
o
anjo
da
morte abater
o
vôo
sobre a
sua
casa,
e
arrebalar-lhe
essas
parcellas da
alma,
que
se
chamam
pae,
mãe,
esposo,
filhos
e
irmãos.
Dolada
d
’
um
aoimo
verdadeiramente
varonil,
em
tempo
nenhum
os
desgostos
ou os
petigos
a
poderam
acurvar
ao
seu
jugo
de
bronze.
No
sempre memorável
dia
20
de
de
zembro
de 1846,
na
occasião
em
que
seu
esposo,
José
Maria
de Souza, e
seu
irmão
se
achavam
no
quartel
general
realista,
retirando
debaixo
das
balas
das
forças do
conde
do
Cazal,
a
fioada
deu
provas
d
’
um
heroísmo
bem
para
notar-se.
Sabendo
que
a
sua
casa
era
uma
das indigeladas
para
soflrer
a
sorte,
que
muitas
enlão
soffre-
riam,
—
o
saque
—logo
que
viu
o
n
’aquelle
tempo
capitão
d’
infanteria
9,
e
hoje
di
gníssimo
general
de
brigada,
B.
J.
de
Figueiredo, que
vinha
reconhecer
a
casa,
para
salval-a,
desceu
resolulamente
á
rua
a coinprimenlal-o; então este
cavalheiro
mandou
aquartelar
na
habitação
d
’
ella
dois
ofliciaes
e
um
facultativo
empregados
nas
ambulancias
militares,
e
conduzir
para
alli
lambem
os
objectos
das mesmas,
que
a
fioada
recebeu
ainda
tinctos
de
sangue,
—sendo
por
esta
fórma livre
do
saque
e
massacre,
que
diflicilmente
se
teria
evitado.
—
A
família
da
finada
aproveita
esta
triste
conjunctura
para
consignar
aqui
mais
um
testimunho
de
gratidão
para
com
aquelle cavalheiro.=
Era
mui
devota da sagrada
Imagem
do
Senhor
Bom
Jesus
da
Agonia,
que
se
venera
na
Sé,
do qual
era
afilhada,
e
cujo
altar todos
os
sabbados,
desde
criança,
adornava
com
flores.
Foi
sempre
extremamente
dedicada
á
causa
legilimista,
á
qual
prestou
relevan
tes
serviços nas
perturbações
de
1846
e
1847,
e
mais
ainda ao immortal
Pio
IX,
tendo
sempre
significado
que
a
maior
mágoa
que
a acompanharia
á
sepultura
era
não
ver, na
sua
vida, o
triunfo
da
Egreja.
Agora
que
a
sua alma
subiu
á
verda
deira
Patria, imploremos
do
Deus
das
Mi
sericórdias
o
seu
eterno
descanço.
P.
N. e
A.
M.
Crise
eomniereial.
Lêmos
no
«Commercio
do Porto»:
<Os factos ultimamente
occorridos na
praça
do
Porto,
isto
é, as difliculdades
em
que
se
encontram
simultaneamente
algu
mas
casas que,
segundo
se
aífirma,
faziam
importantes
transacções
sobre
papeis
de
credito,
impressionaram
o
espirito
publico,
e
levaram
ao
animo
de
muitas
pessoas
desalento
e
ainda
terror,
que
se
nos
fi
gura
maior
do
que
aquelle
que
as
cir-
cumstancias
devem
causar;
e
para
em
bre
ve
espaço
provarmos
o
que
fica
dito,
ve
jamos
se
os
algarismos
estão
de
accordo
com o
receio
manifestado
no
pedido
já
avultado
de
dinheiro
a
alguns bancos.
Quaes
são
as
principaes
sommas
que
elies
devem,
e
quaes
são
as
que
respon
dem
por essas
dividas?
Eis
a
resposta
dos
balancetes
do
mez
de
março
; e
não
nos
servimos
dos
de abril,
porque
não
estão
ainda
todos
publicados ;
mas
é
evidente
que
qualquer mudança
de
situação
duran
te
os
trinta
últimos
dias
não
altera
na
sua essencia
as
conclusões
que vamos ti
rar.
O LIBERALISMO
CATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
Valor praetieo «lo sistema.
V
O
liberalismo
torna os
serviços
de
seus
adeptos
Ião
funestos como
uma
traição.
[Continuação]
Dispensem-nos
de pintar com
cores
mais
'ivas
a
triste
realidade
já
mui
apparente
debaixo
do
véu
d
’
esta
aliegoria.
A
época
do
Concilio não vae tão affjstada de
nós
que
tenhamos
esquecido
as
cruéis divi
sões
introduzidas
pelo liberalismo
no
cam
po
calholico.
O descrédito
lançado
sobre
as
aucloridades
mais
veneráveis,
as
insi
nuações
mais
perversas
propagadas
contra
o
Vigário
de
Jesus
Christo,
as novidades
mais
subversivas
oppostas ás
tradições
dos
séculos,
a
sinceridade
da
Egreja
nossa
Mãe
e
senhora
entregue
aos
ultrages
da in
credulidade,
a
mageslade
do
Concilio
ar
rastada na
lama
por
escriplores
catholi-
cos,
o schisma
em
perspectiva
e
igual-
roente
para
temer, seja
que
a
Egreja
de
finisse
sua
crença,
seja que se
abstivesse
d
’
esta definição
!
E qual
tem
sido
a
ver-
dadeira
causa
d’
estes
perigos?
E
’
neces
sário
imputal-os
ao
gailicanismo
tbeologi-
co?
Já
o
dissemos
e
não
hesitamos
em
repetil-o,—
NÃo!
Se
tão
sómente
se
tra
tara
de uma
doutrina
theologica,
a
tem
pestade
não
houvera
sido
nem
tão
longa
nem
tão
violenta
no
interior
e
no exte
rior da
Egreja.
A
definição
da
infallibilida
-
de
Pontifícia
não
teria
sido
acolhida
de
modo
diverso
d
’
aquelle
com
que
o
foi,
dezeseis
annos
antes, a
da
Immaculada
Conceição
de
Maria
;
mas
atraz
da
con-
demnação
do
gailicanismo
(que correspon
de
ao
regalismo
que
tem
reinado
em Por
tugal,
ao
josefismo,
etc.)
via-se
a
do
li
beralismo;
e
foi
esta
perspectiva
que
le
vantou
contra o
Concilio todos
os
fautores,
crentes
e
descrentes,
d’
este
grande êrro
moderno.
Ai
!
—
é
preciso
bem reconhe-
cel-o
—
n
’
esla
circumstancia
o
liberalismo
catholico
não cedeu
nem em
acrimonia
nem
em violência
aos
mais
encarniçados
inimigos da
Egreja.
3
u
—
Passou,
graças
a
Deus
esta
tem
pestade,
mas
a
calma,
a
completa
tran-
quillidade
está longe
de se
haver restabe
lecido.
Desmoronamentos
políticos
que
tal
vez
perservassem
a
França
do schisma,
e
—
quem
sabe?
—
outros
paizes
com ella,
tem
lançado
quasi
lodo
a
Europa
n
’um
estado
violento
que
bastante se
assimilha
ás
convulsões
da
agonia.
O
principio
libe
ral
parece
chegado
ao
ponto
de
produzir
suas
mais
extremas
consequências.
A
ne
gação
da
auctoridade
divina
tem
reduzido
os povos
calholicos,
mais culpados
que
os
outros
em
sua
apostasia,
á
impotência
de
reconhecer
alguma
auctoridade
huma
na.
A
anarchia
que
devora
a
Hispanha,
ameaça,
a
França
e
a
Italia,
e
não
ha
paiz
civilisado
que
esteja
ao
abrigo
d
’
este
contagio.
Todos
os
remedios
humanos
tem
sido
ensaiados
e
reconhecidos
ineficazes.
O
sistema
parlamentar,
longe
de
poder
salvar
o
reino
de
S.
Luiz,
não
se
tem
oc-
cupado
desde
ha
4
annos
senão
em con-
duzd-o
ás
bordas
do
abismo.
Eis
no
entanto
que a
misericórdia pro
videncial oflerece
a salvação
á
França.
Pois
que
é
o
principio
revolucionário
que
a
perde,
não
pode
ser
salva senào
pelo
principio
contrario,—o principio
da
auclo-
ridade chrislã.
Para
lhe
tornar
a
eflicacia
mais
certa
e a
restauração
mais
facil,
Deus
encarnou,
para
assim
dizer,
este principio
na
pessoa
de
um
príncipe
que
reune
á leal
dade de
Henrique
IV
a
virtude
de 8
Luiz.
Educado
no
exilio,
na
escola
seve
ra
do
infortúnio,
na meditação
das
glo
rias
e
das faltas
da
sua
dinastia,
longe
do
ruido
das
discórdias
civis
da
sua
pa-
tria,
elle
lhe
levaria um
coração
tão
livre
de
ressentimentos como
de
invejas,
um
espirito
tão
isento de
preconceitos
d’
ou-
tr
’
ora
como
de
illusões
do
presente.
Por
um
privilegio
singular
este
príncipe
soube
fazer-se
respeitar
por
lodos
n
’
um século
e
n'um
paiz
em
que
se
não
respeita
na
da.
Amigos
e
inimigos, todos
fazem
jus
tiça
á
sua lealdade e
a
seu desinteresse:
todos sabem
e
reconhecem
que
sua
úni
ca
ambição
é
a
felicidade
da
França
;
e
todos,
além d
’isso
são
forçados
a
con
fessar
que
só
com
elle
póde
a
França
encontrar
de
novo
suas
antigas allianças,
seu prestigio e
sua
prosperidade.
O
que
falta
pois
para
que
entre
a
França
tão
desgraçada
e
entre
um
príncipe
tão
ca
paz
de
fazer a
sua
felicidade
se
conclua
hoje
uma
alliança
que
seria
para
a Eu
ropa
inteira
a
aurora
da
salvação?
Todos
os
obstáculos
que
tornavam
a
approxima-
ção
diflicil
tem
sido
providencialmente
des
viados.
Havia
duas
monarchias, não
ha
mais
que
uma
;
e
em
frente
d
’esta
rao-
narchia
á
qual
ella é
devedora
de
quator-
se
séculos de felicidade,
a
França
não
vê
abrir
diante
de
si
senào dous
caminhos:
—
o
império que
a
conduziu
a
Waterloo
e
a
Sedan,
e
a republica
que
lhe
produ
ziu
a
guilhotinas
de 93,
as
refregas
de
junho,
a communa
com
seus
horrores.
Es
tá
pois
de um
lado
a
vida, do outro
um
duplo genero
de morte.
E
’ possível
a
he
sitação
? E
quando
os
francezes
não tem
mais
que
estender a
mão
para
se
agarrar
á
vida,
qual
é
o
mau
genio
qoe
d
’
ella
os
aflasta,
e
que
os
força
a
precipitarem-se
nos
caminhos
da
morte? E
’
porventura
a
demagogia?
Será
a
impiedade? Será
o
li
beralismo
voltaireano?
Não,
não!
o auctor
immedialo
de
sua
perda,
aquelle
sobre
quem
a historia
fará pezara
responsabilidade
prin
cipal,
é
o
liberalismo
calholico.
(Continúa)
NOTAS
EM CIRCULAÇÃO DOS BANCOS DO
PORTO
BANCOS
CORTO»
DE BBIS
Commercial
.
.
....
194
Mercantil
. .
.
....
123
Uoião
....
....
219
Alliança.
.
.
....
309
Utilidade
Publica.
....
156
1:001
DEPOSITOS
Á VISTA
BÁNCO»
CONTOS
DE KBIS
Commercial.
*
Á
A
*
.
.
279
Mercantil
.
.
.
261
União.
.
.
.
.
1:457
Alliança.
.
.
.
362
Utilidade
.
.
.
380
Portuguez
.
.
.
273
Porto
.
.
.
.
70
Industrial
.
.
-
74
Nacional.
.
.
.
93
Commercio
e
Industria
.
.
.
49
3:098
Estas
são
as
dividas
pagaveis
á
vista ;
são
em
verdade
os
portadores
dos
titulos
d
’
ellas que
pódem
contribuir
pela
soa
pru
dência,
e
pelo
despreoccupado
exame
dos
balancetes,
para
que
em
vez de
se
ag-
gravarem
os
males
existentes,
elles
não
vão além
do
que
é
indispensável.
Mas
nós
queremos
ainda
considerar
as
dividas
a prazo;
eil-as
em
seguida
;
BANCOS
DEPOSITOS »
PRASO
Cotn rnercial
Mercantil
.
Uoião
.
.
•
•
• •
•
• • •
.
.
747
.
.
563
.
.
667
Alliança
.
•
•
•
.
.
450
Utilidade
.
.
.
829
Portuguez.
•
•
•
•
.
.
1:067
Porto
.
.
.
583
Industrial
.
»
•
•
•
.
.
205
Nacional
.
•
.
.
437
Commercio e Industria.
.
.
219
5:797
Reunindo
estas
sommas,
temos:
Notas..............................................
1:001
Depósitos
á
vista
....
3:098
Depositos
a
praso
....
5
797
9:896
Ora
todo
este
dinheiro
foi
empregado
ou
está
em
caixa
;
respondem
por elle
os
titulos
em
carteira,
que
são credito
so
bre
muitas
casas commerciaes,
inscripções,
acções de
bancos
e
companhias,
obriga
ções
de credito
predial,
etc.
Julgar
que
tudo
isto
vae
cair
é
suppôr
que
houve
no
Porto
um
terramoto
que
fez
desappa-
recer
os
prédios,
as
mercadorias,
o
ouro,
a
prata,
e
até
as
relações
com o
Es-
tedo.
O.a
o
Porto
continua
no
mssmo
esta
do
ernquanto aos
objectos
;
o
que
baixou
consideravelmente
foi
o
valor
atlribuído a
alguns
indivíduos;
o
que
hou
ve
foi
a
ap-
parição
de
um
mal que
involve
muitas
pessoas,
é
verdade,
mas
que
deixa
livre
a
maioria.
Não
confundamos
alguns
no
mes
com
as
garantias
sólidas
que
lem
a
praça,
e
nas
quaes,
em
ultima
analise,
se
funda
em grande
parte
o
credito dos es
tabelecimentos
bancarios.
Ora
antes
que
os
credores
d
’
aquelles 9
896
conios
per
dessem
um
real,
haviam os accionistas
de
perder
todo
o
capital
do
banco,
e desap-
recer
lambem
o
fundo
esse
capital
é
:
de
reserva.
Ora
BiNCOS (1)
CONTOS
DE REIS
Commercial.
.
.
.
1:840
Mercantil
.....................
1
:600
Unrâo.......................
3:000
Alliança
.......................
2:400
Utilidade
Publica.
.
1
800
Portuguez
....
2:400
Banco
do
Porto . .
1:000
Industrial
....
996
Nacional
.......................
1:898
Commercio
e
Industria
1:993
18:887
FUNDOS
DE RESERVA
bancos
contos
db
bbis
Commercial.
.
•
•
•
•
147
Mercantil.............................
100
União
.........................................
210
(1)
Para
sermos
rigorosos,
diminuímos
até
as acções
de
conta
própria.
Alliança
..................................
140
Utilidade
Publica....................
160
Portuguez
.............................
13
Banco
do
Porto ....
5
Industrial............................. 3
Nacional................................... 3
Total
dos fundos
de
reserva
.
938
Importância
do
capital.
.
. 18:887
19:725
Importância
dos
depositos
a
praso
e
á
vista
e
notas.
.
9:896
Differença
.
.
.
9:929
De
sorte
que.
ainda quando tivesse
sido
muito
mal
feito
o
emprego
dos
9:896
con
tos,
havia para
responder lambem
por
elles
tudo
quanto
tivesse
sido
alcançado
em
tro
ca
d
’aquelles
19:825
conios
de
reis.
Era
preciso
que
os
bancos
mencionados
perdes
sem
nos
seus valores
todo
o
capital
e
todo
o
fundo
de reserva, isto
é, 19:823
contos
de
reis,
antes que
os
portadores
de
notas
e
de
promissórias
perdessem
um
real.
Não
procuramos
animar
com
vans
pa
lavras;
não
temamos
sequer
encobrir
as
difliculdades
da
situação
;
queremos,
sim,
pôr
diante
dos
olhos
de
todos
a
verdade
que
os
algarismos
provam,
a
fim
de
que
um pânico
infundado
não
seja
peior
do
que
o
proprio
mal
qoe
o
causa.
E
estas
palavras,
permitta-se-nos
acres
cenlar,
dizemol-as
tanto
mais
imparcial-
mento,
quanto
é
certo
que
não
temos
a
menor
responsabilidade
pelas perdas
alli
soffridas,
nós
que reiteradamente comba
temos
a
imprudência
com
que
se faziam
certas
traosacçôes
;
nós
que mais
de
uma
vez,
e
em
presença
de factos
claros,
in
dicámos
os
perigos
do caminho trilhado.
Agora
a
nossa
missão
é de contribuir pa
ra
que
o
mal
seja o
menor
possível;
e
para
isso
precisamos
sómente
de
ser
ver
dadeiros
e
de
continuar
estudando
o
mer
cado
monetário.»
Com
este
assumpto
tem
relação
os te-
legrammas,
que
damos
em
seguida,
e
que
mostram que o
governo
está
disposto
a
auxiliar
a
praça
do
Porto.
LISBOA,
8
DE
MAIO,
A
’
S 4
HORAS
E
36
MINUTOS DA TARDE
[Aos
bancos
Commercial,
Alliança
e
do
Por
lo
]
Conferenciámos
com os
snrs.
presiden
te
do
conselho,
ministro
da
fazenda
e
di-
rector
do Banco de
Portugal,
qoe
disse
ram que
já haviam tomado
providencias,
mandando
vir
de
Londres
sommas
muito
importantes
em
numerário paia
dominar
a
crise.
Esperam-se
a
todos
os instantes
estas
sommas.
Não
deve
haver
receio.
Ha
cer
teza
de conjurar todo
o
perigo.
Estamos
auctorisados
a
fazer
esta
declaração
que
deve
tranquilisar o
publico,
fazendo-se
já
conhecido
este
telegramma.
Araújo Costa,
director
do
Banco
Com
mercial—
Martins
de
Azevedo,
gerente
do
Banco
Alliança
—
Costa
e
Almeida,
geren
te
do
Banco
do
Porto.
LISBOA,
8
DE
MAIO,
A
’
S
8
HORAS
E
5
MINUTOS
DA
TARDE
[Recebido
ás
11
horas
e
15
minutos
da
tarde]
(Do
nosso correspondente).
A
commissão, que
veio
do
Porto,
con
ferenciou
com
o
governo
e direcção
do
Banco
de
Portugal.
Ambos disseram
que
haviam
já
dado ordens
para
vir impor
tante
quantidade
de
ouro
de
Londres
a
fim
de
se
habilitarem
a
satisfazer ás
exi
gências do
mercado,
A
commissão
julga
por
certeza
própria
que a
vinda do ouro
attenuará
a
crise.
N
’
este
sentido
foram
para
ahi dirigidos
te-
legrammas
da
commissão
e
do
visconde
da
Silva
Monteiio.
-----------
—
Tatij
ao
ioa
Mii ------
Coi-respondeneia de Jeruaalem
[Continuação]
Este
pequeno
monumento,
o
mais
ce
lebre
do
universo,
está
pois
completa
mente
isolado
e
chama-se
o
Santo
Sepul
cro. Já
não
é
a
propriedade
exclusiva
dos
Padres
da Terra
Santa,
que
com
tudo
derramaram
o
seu
sangue
para
o
conquis
tar
e
o
conservar.
Estes
são
obrigados
a
entender-se
com
os
Arménios
scismaticos
e
os
Gregos
que
tomaram
o
direito
d
’
alli
officiar.
E
’
a
este
glorioso
tumulo
que
depois
de
desoito
séculos,
os
peregrinos
de todas
as
nações
veem
orar:
é aqui
que elles
fazem
indulgenciar
os
rosários
d
’Oliveira,
medalhas
e
cruzes
de
madre-perola
que
se
compram
em
quantidade
e
nunca
suf-
ficientemente
para
contentar
seus
paren
tes
e
seus
amigos.
Quanto
é
deleitavel
o
consetvar-se
a
só
com
Jesus!
Mas
um
monge
scismatico ou
um
pope
grego
vos
obriga
a
sahir,
apenas
alli
se
entra.
A
procissão
dirige-se
a
final
para
o
altar
de
Santa Maria
Magdalena;
uma
ro
sácea
formada
sobre
o
lageado
fixa
o
lo
gar
aonde,
segundo
a tradição,
leve
logar
o
encontro
de
Jesus
e
de
Maria
Magda-
leoa.
Depois
sobem-se
algumas
escadas
e
entra-se
na
capella
da
apparição de Jesus
á
Santíssima
Virgem.
Foi
aqui
que
Jesus
appareceu
á
Santíssima
Virgem.
Os
Pa
dres
da
Egreja
leem
pensado
e dito
que
Maria
não
poude consentir
em
se
apartar
do
tumulo
de Nosso
Senhor
antes
da
sua
resurreição
e
que
ella
habitava
alli
n
’es-
la
casa
pertencente
a
Joseph
d
’
Arima-
thea.
Na
sacristia
visinha
os
franciscauos
nos
mostraram a
espada
de
Goldofredo
de
Bouillon
e
suas
esporas.
Quanto
ao
seu
tumulo,
as
mãos pérfidas dos gregos
o
quebraram e
lançaram
ao
vento
as
cin
zas
do
nosso
heroe.
Todas
estas
egrejas
e
capellas
particu
lares,
estas
cryptas,
estes santuários aber
tos
aqui
e alli
á
piedade
dos
peregrinos,
seguindo
a
disposição
dos
logares,
sobre
a
altura
do
Calvario
ou
nas tortuosida
des
da
collina,
formam
um
todo
myste-
rioso
cheio
de
encanto
e
de
grandeza
que
só
em
Jerusalern
se
encontra.
Também
os
verdadeiros
amigos
de
Jesus quereriam
al-
h
passar
o
fim
da
sua existência.
Que
eloquência
mais
real,
mais
atlracliva
que
a
d
’
estas testimunhas
das
ultimas
pala
vras,
das
supremas
supplicas,
d
’
estes
gri
los
de
amor
do
nosso
divino
Salvador
Tudo
isto
tem
ecco
tão
poderoso
na
al
ma
que
sabe
orar
e amar
ardentemeo-
te!
Durante
as
noites
para
sempre
memo
ráveis
da
quinta
sexta-feira
santa
que
eu
passei,
para
nunca
mais
as
esquecer,
no
Calvario
e
no
Santo
Sepulcro,
e
as
ho
ras
numerosas
do
dia
na gruta
d
’
Agonia
e
no
tumulo
da
Santíssima
Virgem,
em
particular
eu
examinei
bem
esta
reunião
dos
peregrinos
chnstãos
de
todo
o
mun
do,
qualquer
communhão
que
elles
per
tençam,
Georgianos,
Abyssinios,
Gregos,
Arménios,
Gregos
scismaticos
da
Rússia
ou
de
Constantinopla,
calholicos latinos,
e
mesmo
protestantes.
Todos
se apinha
vam
com
preferencia
ao
pé
do
Calvario
e
sobre
tudo
no
tumulo,
para
manifes
tar
cada
um,
a
seu
modo,
a
crença
nos
mysterios
os
mais
admiráveis
e os
mais
sublimes.
Qaantos
batiam
no
peito,
se
benziam
beijavam
com
transporte
o
lagea
do
e
as
paredes
do
templo,
e
orava
com
um
fervor
communicativo.
Sem
duvida,
eu
também
fui
testemunha
de
iregeitos
e
macaquices
ridículas
que excluem
a
candidez
e
atraiçoam
as
disposições
inte
riores,
mas
tudo
isto
na'intima
miuori-
dade
d
’estas
pessoas
que se
julgam
sal
vas
por tecem multiplicado
os signaes
ex
teriores
e
pharisaicos.
Vi
d
’
estes
infelizes scismaticos, admi
rados
de
sua
grande
viagem, adormecer
e mesmo
desmaiar
ao
pé
da cruz,
porem
mais
zelosos
que
uma
multidão
de catho-
licos,
a
sua primeira
saudação
era
para
Jesus
Christo,
e
elles
não
calculam
com
elle as horas
da
oração
e
do
soffriman
to.
Só
Deus sabe
recompensar
o
que
se
faz
por
elle
e
perdôa
sobre
tudo
aos
ho
mens
de
boa
fé. Quantas
almas
sahem
do
CaLario
resuscitadas para
a
vida
da
gra
ça
e
inflammadas
do
verdadeiro
amor
de
Deus
e
de
seus
irmãos
!
Por
isso
eu não
me
admiro
mais
d
’este apparecimento de
fé,
de
esperança
e
de
caridade
sob
a
vis
ta
do
Deus
crucificado
e
sobre
o brilho
d
’este oceano de
bênçãos
e
de
favores
inesperados.
Entre
as
obras
que
o
zelo chrislão
lem
suscitado
em
Jerusalern,
ha
uma
que
me
impressionou
vivameote.
Um
prelado
segundo o coração de
Deus, Monsenhor
Valerga,
de
veneranda
memória,
esgotou
os
seus
recursos
para
fundar
missões
tanto
quanto
pode
esperar
alguns sticcessos
apostolicos
nos paizes
da
Palestina
onde
a
sua
vista
d
’
aguia
observa
qualquer
mo
vimento
para
o
catholicismo.
No
entretan-
do
elle
construiu um estabelecimento
que
abriga:
1
0
o
patriarcha
e
os
sacerdotes
seus
auxiliares
tão
intelligentes
e
tão
de
dicados;
2.°
que
serve
de
seminário;
3.°
que
recebe
os
missionários
das
aldeias.
Monsenhor
Bracco succedeu
ao
seu
guia
paternal
na
missão
da
Terra
Santa.
Não
«e
podia fazer
uma melhor
nem
mais fe
liz
escolha,
porque
elle
conhece
a
situa
ção,
os
resultados
adquiridos,
as
esperan
ças
realisaveis. Monsenhor
Poyet está á
frente
da
obra
tão
recommendavel dos
le
prosos:
favoreçamos
o
mais
possível o seu
sacerdócio
entre
os
pestíferos
e
seremos
livres
da
lepra
do
peccado.
N
’
uma
pala
vra,
o
patriarchado
latino
já, realisou
em
Jerusalern,
na
Terra-Santa
importantes
obras;
perteuce
nos
dar-lhes
o
maior
soc-
corro.
Também ha
um
apostolo
inteirameote
dedicado
e
que escolheu
domicilio
sobre
a
via
Dolorosa.
Maria
fez
d
’elle uma es
colha
da
sua predilecção.
Era
em 1842,
na
egreja
de
Santo
André
delle Fratle.
Celebravam-se
os
funeraes
do
conde
da
Ferronnys.
Um Judeu.
de
Strasbourgo,
chamado
Affonso
de
Ratisboune,
entrou
alli
incrédulo;
examinava a nave
como
curioso,
quando
a
graça
penetrou
a
sua
alma
e
a
subjugou.
Todos
sabem
esta
ma
ravilhosa
conversão
'e
como
o
convertido
correspondeu
á
graça.
Associou-se
a
seu
digno
irmão
e resolveram
dedicar-se
in-
teiramente
á
conversão
e
instrucção
de
seus
irmãos
jsrajaliias.
O
padre
Affonso
queria
fixar-se
na
cidade
santa
e
fundar
uma
das
obras
que
contenha
em
si
a sei
va
christã e.
que
propague
a consolação
e
a
vida
de Jesus
Ghristo.
Por
desígnio
especial
da
Providencia,
um
Arabe
iudicou
como se
havia
de
rea-
lisar
a
acquisição
das
ruinas
do
Prelorio
de
Pilatos, que
profanadas
desde
ha
desoi
to
séculos,
eram
possuídas
por schismati-
cos.
Oílereceram-lhe
15,090
francos
(réis
2:7000$u00)
mas
a
sua
cobiça
e
o
seu
fanatismo,
depois
de
ter
acceitado
esta
of-
ferta,
reclamaram
70,000
francos (réis
12:600^000).
O
padre
Ratisboune
faz
a
acquisição
custe o
que
custar;
elle
via
u
’
isto
o
de
do
de
Deus,
e
a
seu
zelo
associaram-se
almas
tão
generosas
como
chrislãs.
Construíram
se,
e
em
1862,
as
Filhas
de Sion
vieram
lixar-se
em
Jerusalern,
e
depois,
a
obra
engrandeceu
e
prosperou.
A
capella do
Ecce Homo
é
uma
das
mais
attrabentes
da
cidade
Santa,
os
of-
licios
fazem-se alli
com
uma
dignidade
e
piedade
verdadeiramente
notáveis. Quem
se
não
commoverá,
vendo
e
ouvindo
es
tes filhos d
’
Abraham
orar
por
seus
ir
mãos
prevaricadores
e
pedir,
elles
lam
bem,
que
o
sangue
de
Jesus
caia,
co
mo
chuva de
misericórdia
e
de
salvação
sobre
os
judeus
e
sobre
seus
filhos.
J.
TODEVIN.
[Continua]
Idt.VTIE
OL A.TT
SUES-.-lk.
HYOO
3)0
KSTinO
[
Offerecido
ao digno
director
e aos
alumnos
do
Collcgio de
N.
Senhora
da Luz,
em
Vianna
do
Castello].
São
risonhas
as
horas
do
estudo,
porque
as
doura
das sciencias o
alvor;
n
’
ellas temos
fortíssimo
escudo
p
’ra
alcançar
a
virtude,
o
valor.
Côro
Estudar,
meus
irmãos,
que
a
ventura
só
a
gosa
quem
cumpre
o
dever;
d
’esla
vida a
alegria
mais
pura
é
aos
mestres
e
ás
mães
dar
prazer.
Haja
esforço
nas
lides
da
gloria,
que seus
prémios
são
honras
e
luz;
os
applausos
ganhemos
na
historia
eotre
os
louros
que
a
sciencia
produz.
Estudar,
meus
irmãos,
etc.
Tenha
a
vida
na
senda
amargores,
tenha
espinhos
e
abrolhas
também,
do
saber
no
jardim
brotam
flores
que
embalsamara
a dôr que
ella tem.
Estudar,
meus
irmãos,
etc.
Se
mil sombras nos
vedarn o
goso
d
’alma
os
olhos
abrirmos
á
luz,
devassemos
o
mar
tenebroso;
alem
d
’
elle
ha
riquezas
a
flux.
Estudar,
meus
irmãos,
etc.
Jaz
inútil o alumno
indolente,
qual
diamante
que
em
bruto
ficou;
no
pulsar
das
lições,
diligente,
sempre
em
gáudio
nossa
alma
exultou.
Estudar,
meus
irmãos,
etc.
Salomão,
que
foi
sabio
entre
os
sábios,
só
tal
graça
implorou
ao
Senhor:
igual
prece
só
tem
nossos
lábios;
seja
a sciencia
lambem
nosso amor.
Estudar,
meus
irmãos,
etc.
Da
verdade
o
fulgor
reverbera
sobre
a
estrada
que leva ao
porvir;
pois
a
patria,
feliz
ioda
espera
nossas
frontes
de
c
’
rôas
cingir*
Estudar,
meus
irmãos,
que
a
ventura
só
a
gosa
quem
cumpre
o
dever;
n
esta
vida
a
alegria
mais
pura
é
aos mestres
e ás
mães
dar
prazer.
Maio
de
1876
M.
M.
NECROLOGIA
Na
sua
casa
do
largo da Paschoa
a
campo
d’Ourique,
em
Lisboa,
acaba
de
dar
a
alma a
Deus o
snr. José
Muniz
dos
Santos
Ramos
!
Amigo
devotado
e
agradecido
do
ho
mem
estimável,
do verdadeiro
calholico,
do exemplaríssimo
chele
de
familia,
do
cidadão
probo
e
honrado,
não
podemos
deixar
de
vir
desfolhar
um
goivo
sobre
a
campa
que
encerra
suas
cinzas,
e elevar
ao
céo
uma
prece
pelo
descanço
eterno
de
sua
alma
!
Desde
a
infancia
que
recebemos
d’
a-
quelle
homem
e
de
sua
hoje
ioconsolavel
viuva,
mil
provas
de
dedicação
e
aífeclo,
e
ligando-nos
ainda
um
grau
de
paren
tesco
espiritual
que,
se
é possível,
estrei-
atav mais
nossa
mutua
dedicação,
não
é
muito que
nossa alma
exlremamente
pun
gida nos
leve
a
depôr
ante
o
throno do
Senhor
a
prece
qoe
a
gratidão
e
o
re
conhecimento
faz
afervorar
no
sentimento
christão.
Era
o
seu
credo
político
o
da legiti
midade,
e
sem
elle
raro
é
acumularem-
se
as
virtudes
que
lhe
adornavam
a
alma,
e
que
o
tornavam
estimado e
querido
de
lodos
com quem relacionava.
O
populoso
bairro
do
campo
d
’Ouri-
que,
onde
José
Muniz era
como que
uin
venerando
patriarcha,
lamenta
por
certo
a
lacuna
aberta
pelo passamento
d’
este
bom
cidadão;
chora
a
falia
do
bom
visi-
nho
e
conselheiro,
do
modelo
dos
chefes
de
familia
e
dos
homens
de
bem.
A’
sua
inconsolável
viuva,
nossa
ma
drinha
estremecida,
e
a
sua
filha
e
netos
enviamos
nossos
sentidos
pesames, um
abraço
de
conforto,
e
acompanhando-os
em
sua
dòr
incomparável
exhortamos
a
que
se
resignem
com
os
iiicompreheasiveis
mas
sempre
sábios
desigmos
da
Providencia,
que
para
isso
é
ensejo por
certo
a
sua
muita
piedade
e
crenças
religiosas.
Aos
nossos leitoros
pedimos
por
ca
ridade
um
P
N
e
urna
A.
M
por
alma
d
’
aquelle
irmão
nosso.
J.
MACHADO JÚNIOR.
GAZETILHA
Aos
nossos aisignantes.—
Não
de
mos
na
quinta
feira jornal,
em
razão
de
estar
sobre
terra a
nossa
saudosa
irmã
mais
velha,
Agueda
Thereza
de
Jesus
Dias
da
Gosta,
—do
que
pedimos
desculpa.
O
EDITOR.
FaíSecimento,
—O
ultimo
paqUele
de
África,
tornouxe-nos
uma dolorosa noticia.
Queremos-nos
referir
ao
passamento
do
snr.
José
Maria
de
Magalhães
Alvão,
ma
jor
de caçadoies n.°
3,
filho
do
nosso
presado amigo,
o
snr.
Antonio
José
Perei
ra
de Magalhães,
e
irmão do
snr.
Antonio
José
Pereira
de Magalhães
Alvão
Júnior.
Era
moço
de muitas
esperanças, e
ge-
ralmente
estimado.
A
sua
familia
esperava-o
no
mesmo
pa
quete
em que
veio
a
noticia
do
seu
falle-
ciwento
!
Já
tínhamos
conhecimento
d’
este
triste
facto;
mas
nada
quizemos
referir,
para
uão
sermos
os
primeiros
annunciadores
d
’esta
nova
para
a
illustre
familia
do
finado, a
qual
enviamos
os
mais
sentidos
pesames.
Anniversario natalicio de
Pio
IX.—Hoje
ao
romper
d
’alva
uma
sal
v
a
de
21
tiros,
os
repiques
dos
sinos
e
duas
bandas
de
musica
que
percorrerão
as prin-
cipaes
ruas
da
cidade,
annunciarão
o
84.°
anniversario natalício
de
Pio
IX. Idênticas
demonstrações
de
júbilos
se
farão ao meio
dia.
Por
5
horas
da
tarde dar-se-ha
prin
cipio ao
Te-Deum,
que
será
entoado
por
s.
exc.
a
rev.lua
,
e
precedido
d
’
uma
oração
graiulatoria
prégada
pelo
snr.
dr.
Moreira
Guimarães.
A
’
noiie será
illuminada
a
fron
teira
do
templo
de
Santa
Cruz, junto
á
qual
tocarão
duas
bandas de
musica,
sen
do
por
essa
occasião
queimado
algum
fogo.
Catnillo Cantei!o ESraneo.—
Eslá
n
’esta
cidade
o snr. Camillo
Castello
Bran
co,
provadamente
o
primeiro
romancista
portuguez.
Concurso
—
Por
espaço
de
30
dias,
a
contar
do dia
10
do
corrente
mez,
foi
posto
a
concurso
o
logar
de
professor
da
escola
primaria, fundada
pela
Associação
Catholica.
Os
concorrentes
deverão
apre
sentar
dentro do referido praso
na
secre
taria
da
Associação
seus
requerimentos
devidamente
documentados.
O
ordenado
é
de
1500000
reis.
Braga
10
de
maio
de
1876.
O
secretario
Domingos
Moreira
Guimarães.
Enlace
matrimonUl.
—
0
nosso
amigo
Miguel
Per.ira
da
Costa
Calheiros
e
Passos,
filho
d
’uma
das
-mais
distinc-
tas
famílias
da
villa
da
Ponte
da
Barca,
tem
contractado espomaes com
a
exc.
ma
snr.
a
D.
Maria
da
Conceição
de Sande
Magalhães
Mexia,
natural
de
Coimbra,
e
(ilha
do
fallecido
conselheiro
e
lente
da
Universidade,
Mexia.
Aos
noivos
desejamos
cordealmente
as
maiores
venturas
que
necessariamente de
vem resultar
d um enlace
tam felizmenle
escolhido
pelas
excelleutes
qualidades
que
n'ambos
abundam.
Audíeneian geraes.—
Foram
aber
tas
as
audiências
geraes
n
’
esta comarca
no
dia
28
d
’
abril.
Teem
sido
julgados
os
indivíduos se
guintes:
Abril
28.—
Pedro
José
Ferreira,
som
breireiro,
da
freguezia
de
S.
Viclor,
e
Rita
Joaquina,
d
’esta
ci
lade,
pelo
crime
de
furto
d’
uma
porção
de
chapéus:
foram
coodemnados
a
3
annos
de
degredo
para
a
África,
ou
dois
annos
de
prisão
celular,
custa
se mulia.
Maio
3.
—
Maria
Jeronyma,
solteira,
criada
de servir,
e
José Mana
de
Souza,
de
Ponte
do Lima,
e
ella d
’esta
cidade,
pelo
crime de furto:
foi condemnado
o
réo
em
15
mezes de prisão e
nas
custas e
multa,
e
a
ré
foi
absolvida.
Dia
5.
—
Antonio
Fernandes
Palha
e
João-Fernatides
Palha, ambos
da
freguezi
>
de Adaufe,
pelo
crime
de
ferimentos:
fo
ram
absolvidos.
Dia
6.—José de
Meira,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros,
pelo
crime
da
estupro
violento:
foi
condemnado
em
6
annos
de degredo para
a
África
e
nas
cus
tas
do
processo
e
multa.
—
João
Maria
da
Silva
e
José Joaquim,
ambos
d
’
esta
cidade,
pelo
crime de furto:
foram absolvidos.
Dia
10
—
Antonio
Joaquim
da
Fonseca,
alfaiate,
d’
esta
cidadé,
pelo
crime
de
sub-
tracçâo
fraudulenta
d
’uma
carta:
foi
absol
vido.
—
Evaristo
Lopes,
solteiro, hispanhol,
pelo
crime
de
furto:
foi
condemnado em
3
mezes
de
prisão,
custas
e
multa.
Esculptura de
primor. —
Sobre
um
mediano
mas
elegante
mausoléu
per
tencente
ao snr. Custodio
Mendes
da
Sil
va
Braga,
no cemitério
publico d’esta
ci
dade,
foi
ha
dias
collocada
uma
estatua
de mármore
nacional,
a
qual
merece
ser
vista
e
apreciada
como
obra
de
grande
mento
e
valor
artístico.
A
estatua
que
representa
a
fé
e
Esperança, ou
antes
a
Esperança
da
Salvação
pela
Fé
Christà
que
professamos,
é
a íigura d
’
uma
íuimo-
sa
donzella
unindo
ao
peito
com
a
mão
direita
uma
cruz—
signal
da
redempção,
e
apoiando
o
braço
e
o
pé
esquerdo
sobre
uma
ancora
—
symbolo da
esperança,
tendo
sobre
a
fronte
uma
eslrella
—indicio
da
guia
que
conduz
ao
bem.
A
simplicidade
dos
vestidos
unida com a acção
natural
real
ça
a
formosura
do
rosto
que
tem volta
do
ao
ceo,
como
quem
n
’eile
crê
e
espera
a
felicidade
eterna. E
’ com
efleilo
uma
es
tatua
baila,
magestosa,
cujo
modello
de
via
ter
causado
profundo
estudo
ao
au
tor
o
snr.
João
Corrêa
de
Lacerda,
da
cidade
do
Porto,
e
não
menos
ao
lavran-
te
de
mármores,
da
mesma
cidade,
o
snr.
Joaquim
Pereira
Ferraz,
que
a
executou
com
o
esmero
e
perfeição
que
se
nota
em
to
las
as
suas
obras;
não
se
podendo,
pois,
deixar
de
lamentar
que o
modello
de
boa
estatua
fosse
o ultimo
que
fizes-
ce
o
apreciável
esculptor.
O
snr. Correia
de
Lacerda
morreu
!
A
poda.—
Tinha
certo
fazendeiro
plan
tado
muitas
cepas
de
vinha
em redor
da
sua
habitação;
cobriam-lhe
as
vides
a
ca
sa
a
sombra
de
suas
folhas
e
davam-lhe
deliciosas uvas;
e
tanto
que
excitaram
a
inveja
de
um
visinho.
e
n
’uma
noite
es
cura
foi
por
maldade
cortar
lhe
muitas
varas das
cepas.
Na
manhã
do
seguinte
dia
quando
o
cazaleito
viu
derrotada a
sua
plantação,
sentiu
profunda
magoa,
porquj
n
’aquelle
tempo
ainda
não
era
sabido
quaudo
a
poda faz Iructificar
as
videiras.
-Dá
-me
vontade de
chorar,
como
ve-
o que
choram
as minhas
pobres,
vendo-
se
tão
cruelmente
tratadas.
Mas
oh
prodígio!
n
’esse
mesmo
an
no,
a
producção
foi
muito
maior
e
mui
to
melhores
os
cachos,
que
nos
annos
anteriores.
Este incidente,
aliás
desagradavel
á
pri-
vista,
fez
conceber
ao
fazendeiro
a
idéa
de
podar
as
videiras,
tornamlo
as
assim
mais
fecundas.
—
A inveja
é
uma paixão
tão
limida,
tão
vil
e
làu
vergonhosa
que não
ha
nin
guém
que
se
atreva a
confessal-a.
Antes
inveja
que
piedade; vale mais
ser
invejado
que
lastimado.
Nunca
o
invejoso
medrou,
nem
quem
ao
pé
u
’
elle morou.
—(Extr.;
ASaixaiu
os protestantes na
França.
—
Pelas
ultimas
estatísticas,
tem
baixado
o
numero
dos
protestantes
em
França.
Antes
de
1789
havia
um milhão
de
protestantes
no
reino.
Hoje
uão
che
gam
a
seiscentos
mil.
Houve
uma
baixa
quasi
de
metade.
Estão
mais
que
nunca
divididos.
Dividiram-se,
depois
do
ultimo
consistorio,
em
protestantes
orthodoxos
e
em
protestantes
liberaes.
Os
ortbodoxos
recusam
aos
liberaes
o
direito de
nomear ministros
pagos pelo
estado.
Estes arrogam-se
tal
direito.
Esperam
uma
decisão
do
snr.
ministro
dos
cultos
que
cóite
esta
difliculdade.
E
’
um
mstru-
ctivo
espectaculo, pjra as
provas
da boa
fé, o
de
uma Egreja
que
pretende
ser
a
verdadeira
religião
de
Jesus
Christo,
e
espera
decisões
de
um
ministro
da
ins-
trucção
publica
ou
de um
conselho
de
es
tado
a
regra
de
seu
proceder e
de
sua
fé.
Como
ainda
ha protestantes?
Por
este
unico
signal,
deviam reconhecer
que
não
estão
na
verdadeiia
Egreja.
Anedoeta.—
Uma
anedocta
do
mar
quez
de
Aligie
celebre
pelas
suas
excen
tricidades.
Um
dia
um
dos
seus
amigos
mais
Ín
timos
pediu-lhe
tres
mil
francos.
O
marquez
que
linha
por
axioma
que
do dinheiio
dado
ao
dinheiro emprestado
oao
havia grande
diílereuça,
respondeu
ao
pedido:
—
Meu
charo
anígo,
tres
mil francos
não
te
posso
dar;
mas
vou-te
fazer
ga
nhar
de
repente
1500
francos
e
outros
tantos
a
mim.
O
amigo
abriu
uns
grandes
olhos.
—
È
muito
simples,
continuou
o
mar
quez
tirando
1500
francos
da carteira;
to
ma
lá, metle-os na algibeira.
O
outro
guardou
o
dinheiro sem
per
ceber
coisa
alguma.
—
Náo
percebes?
Olha
1500 francos
que metteste na
algibeira
e
que
me
não
pagarás
é o
teu
ganho:
1500
francos
que
me
pedias
a
mais e que
eu
te
não
dou,
é
o
meu!
—
(D. da
M.)
Piratas.
—Nas
aguas
de
Macau
foi
apprehendido por
dois
oflizlaes
portu-
guezes
uma embarcação
com
15
piratas
chinezes.
A
nucora de
Cltrisiovão Co
lombo.
—
O
Explorador
noticia
que mr.
Agosliui,
plantador
na
Trindade,
na
Ame
rica,
acaba de
descobrir,
ao
abrir um
ca
nal
nas
suas
propiiedades,
a
ancora
aban
donada
tfaquellas
paragens
pelo
grande
navegador Lhristovão
Colombo.
Em
consequência
de
alluviões
do
Ore-
que
haverem
dado
logar
a
que
a
praia
se
tenha
augineiilo
consideravelmente,
a
ancora
em
questão
achava-se
a
150
me
lros
approximadamenle
da
beira
do
mar
e
a
mais
de
um
metro
de
profundidade
abaixo
do
solo.
O
typo
não
deixa
duvi
da
a
respeito
da
sua muita
antiguidade.
ILTinos IFLEeRAIHnAS DA
AGE.VIIA HAVAS
MADRID
10
—
0
tDiario
Hespanhol»
diz
que
o
rei
e
sua irmã
partiram
para
Aranjuez, onde
vão
passar
o
resto
da pri
mavera.
Os
delegados
catalães
dos
possui
dores
de
titulos
da
divida
publica
junta
mente
com
os delegados
de
Madrid
tive
ram
uma
conferencia
com
Salaverria.
Es
peram a
conciliação
dos
seus
interesses
com
as
obrigações
do
Estado.
No
congres
so
o marquez
de
Pidal
respondeu
a
Cas-
telar
defendendo
ainda a
intolerância
reli
giosa.
PARIZ 10.—Reabriram-se
as
camaras.
Segunda-feira
começará
na
camara
dos
de
putados
a
discussão
da proposta
de am
nistia.
Noticias
do
México
annunciam
que
os
revoltosos
de
Diaz vão
em
retirada
sobre
Matamoros
perseguidos
pelas
tropas
do governo.
LONDRES 10—
Estão
preparadas
gran
des
festas
para o
regresso
do
príncipe
de
Galles,
que
deve
chegar átuanhã.
PHILADELPHIA
10.
—Começaram
as
festas
do
centenário
da
republica
e
foi
aberta
com
grande
solemnidade
a
exposi
ção
universal,
assistindo
o
imperador
do
Brazil.
MADRID
ll
—
Chegou
a
Madrid
a com
missão
portugueza
dos
possuidores
de
ti
tulos
da
divida
hespanhola. O
rei
e
sua
iamã
regressaram
a
Madrid.
Alonso
Mar-
tinez
e
Canovas fatiarão
esta
uoute sobre
a
questão
religiosa.
Crè-se
qua
o
artigo
onze
será
approvado
sabbado.
BASCO MIEBCANTIL !>« BKA6A
SOCIEDADE
AN0NYMA DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e
passivo
d
’
este
Banco
era.
30
de
abril
de
1876.
Activo
Accionistas........................
9:1000000
Caixa
............................. .....
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
.
.
Empréstimos
sob
penhores
Operações
a
longo
prazo
.
Devedores
no
paiz
e
es
trangeiro
.............................
Créditos
com
caução .
.
Valores fluctuantes. .
.
Effeilos
depositados
.
.
Despezas
d
’
installação
. .
Moveis
e
utensílios.
.
.
Despezas
geraes . .
.
37:2640584-
229:3860543
248:4140205
10:5580820
96:5810125
101:4750795
77:0590788
118:7500000
4:2740119
6350695
2:4800455
Passivo
Capital...................................
Fundo
de
reserva
.
.
.
.
Credores
d
’elfeitos
deposita
dos
...............................
«
no
paiz
e
estrangeiro.
Depositos
«
a praso
fixo
150:2300151
<
a
ordem
38:4680640
<
a
pagar .............................
Dividendo
de
1875. .
. .
Reserva
para
a
decima
.
.
Lucros
e
perdas
Saldo
de
1875
1:4300882
Lucros
d
’
esteãnno
9:7240132
935:9900229
600:0000000
9190127
118:7500000
13:2600309
188:6980791
1:2820628
47
40000
1:4500360
11.1530)14
935:9900229
Braga
30
de
Abril
de
1876.
Os
Directores,
João
da
Costa
Palmeira
José Antonio
Rebello
da
Silva.
Resumo
do activo e passivo do
Banco
Commercial, Agrícola e
Industrial de Villa Real, em
29
d
’
abril de
1876.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
13:7180919
Letras
descontadas
e a
rece
ber ...................................
652:4040301
Letras
caucionadas
.
.
.
34:9640000
Obrigações
a
receber.
.
.
5:5300697
Empréstimos
sobre
penhores
6:9710085
Operações
a
longo
prazo
.
14:5310802
Papeis
de
credito
.
.
.
15:4290120
Contas
correntes
com
gara
ntia
...................................
12:5680034
Agentes
no
paiz
.
.
.
83:7170980
Agentes
no
estrangeiro
.
52:9520032
Moveis
e
utensílios
.
. .
575$600
Despezas
de
installação
.
2:500$970
Acções,
prestações
a
receber
8:310$000
906:174$560
Passivo
Capital do
Banco.
.
.
.
800:000$000
Deposito
á
ordem
14:387$900
Deposito
a
prazo
52:916$299
67:304$!99
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
4:120$000
Letras
a
pagar ....
3:049$082
Diversos
devedores
e
credores 262^863
Fundo
de
reserva
....
4:500$000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
26:938$416
906:174$560
Villa
Real,
8
de
maio
de
1876.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d’
Oliveira
Guimarães.
João
Pirão
Ferreira.
Agostinho
José
da
Costa.
Banco Agricola, Commercial
e
Industrial
de Ponte do
Lima
Balancete
em 30 «1’abril de 1896.
ACTIVO
Acções,
prestações
a
receber.
Leiras
em
carteira.
.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Contas
correntes
com
garantia
Mercadorias.........................
Acções
e
papeis
de credito
Agencias
no
reino.
.
.
Ditas
no
estrangeiro
.
.
Diversos
devedores.
.
.
Gado
por
parceria.
.
.
Cofre,
mobília
etc. .
.•
Despezas
de installação .
Dinheiro
existente
em cofre
PASSIVO
Capital
—
l.
a
emissão.
.
.
Deposites
á
ordem.
.
.
.
Ditos
a
praso.......................
Letras
a pagar
.......................
Accionislas
—
prestações
anli-
cipadas...............................
Juros
de prestações
anlicip.
Diversos
credores
.
.
.
.
Lucros
e
perdas.....................
306:801$500
86;449$421
11:788$855
6:245$376
33:2264990
2:361$795
15
619$755
6:968$603
25$OÍO
2:412$295
477$270
850$6l7
5:688$839
478
9I6$326
400:000$000
10
880$173
38
064$453
13
797$101
5:7154595
$928
7:383$948
3:074$128
478:916$326
=1
—
Ponte
do
Lima
5
de
maio
de
1876.
Os
directores
João
de
Barros
Mimoso.
Joaquim
Gerardo
Alvares
Vieira
Lisboa.
ANNUNUIOS
Arrematação
de bens immobilia-
rios.
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esla
cidade,
e
cartorio
do escrivão
Simão
d
’
Aranjo
Es-
meriz,
no
dia 21
de
maio
corrente,
por
4)
horas
da manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
que
é
ao largo
de
Santo
Agosti
nho,
se
tem
de
proceder
á ariematação
d’
uma
morada
de
casas
sobradadas
com
frente
para
o
rocio
ou
largo
da
Porta
Nova
e
frente
principal para a rua
dos
Sapateiros
para
onde
tem
o n.°
policial
lie
para
o
largo
da
Praça
ou
Porta
Nova
10,
que
se
acham
avaliadas
livres
d
’
en-
cargos
na
quantia de 339$300
reis,
pe
nhoradas a
Julia
Amélia
do
Carmo, sol
teira,
sui
juris,
residente
na
freguezia
de
Cedovim,
comarca de
Villa
Nova
de
Fos-
coa,
na
execução
hypothecaria
que
lhe
movem
o
juiz
e
mezarios
da
irmandade
de
S.
Chryispim
e
S.
Chryspiano
dos
claustros
da
Sé
Primaz.
O
sollicitador
(4038) João Baptista
Pereira
da
Silva.
Arrematação judicial.
No
dia
21
do
corrente
mez
de
maio
pelas
9
horas
da
manhã no
tribunal
ju
dicial,
largo
de
Santo
Agostinho,
d'esta
cidade, se tem
de proceder
á
arrematação]
das
fazendas
seguintes:
—
Tres
retalhos
de
cachemira
meltan
com
44ra
,
louvado
cada
um a
2$250
reis;
um
dito
com
7m
,20c
a
l$800
reis;
outro
dito
de
cachemira
preta
com 21IU a
1$500
reis;
outro
dito
de
cachemira
preta
infestada
com 13"',80
c
a
2$500 reis;
quatro
ditos
de
panno
cedão
com 7
m
,70
c
a
2$700
reis; ires
ditos
de
panno
de
aganaes
com 10
m
,70c
a
3$000
reis;
tres
ditos
de
panno
pequé
com
8
m
,30
‘
a
2$700
reis;
um
dito
de panno
preto
com
3
‘
“
,40c
a 2$700 reis;
e
um
kilo
de
retroz preto louvado
em
10$00()
reis,
tudo
no
valor
total
de
272$440
reis.
A
presente
arrematação
é
por
effeito
da acção
sumaria
de
destrate
de
penhor,
que
por
este
juiz
e
cartorio
de
Penha
Fortuna
move
José
Antonio
da
Cunha
Mo
reira,
d
’esla mesma
cidade
a
Pereira
e
Pontes,
negociantes
que
foram
na
mesma.
Braga
8
de maio
de
1876.
(4039)
O
solicitador
—
Torres.
lEm
28
1
MESTRA
Preciza-se
d
’
uma
para
educação
de
meninas n
’
uma
casa particular no
conce
lho
de
Coura.
A
pessoa
que
estiver
ha
bilitada
para
exercer
este
mister,
dirija-
se
a
Anlonio
da
Costa, rua
Nova n.°
20.
(4042)
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José Cerqueira,
e
José
Anlo-
oio
Marques,
de
Ponte
do
Lima, partici
pam
ao
publico
que o
carro
que
d
’
esta
cidade
sae
para
Ponte
do Lima
á
1
hora
da
tarde,
principia
a sahir
no dia
14
do
corrente
ás
3
horas da tarde
e
chega
a
Ponte
ás
7,
sae
de Ponte
para
Braga
ao
meio
dia
e
chega
a Braga
ás
5
horas
da
tarde.
Braga
12
de
maio
de
1876.
O
gerente,
(4045)
Francisco
Pereira
Leite
e
Castro.
M
Vendem
se
umas
moradas de
casas
sitas
na
rua
dos
Chãos
de
Baixo, com
7
portas
designa
das
com
o
n.°
27,
e
com
fronteira
para
a
rua
do
Carvalhal,
e a
esquina
da
mes
ma
com outras
casas
designadas
com o n.°
4,
unidas
áquellas
pelo
lado
do
sul.
Tra-
cta-se
no
campo
de
Santa
’
Anna
n.°
54.
(4046)
Carneiro
& Cardoso
Heceberam
percalles
alta
novidade
para
vestidos
e
camizas.
Lãs
alta
novidade
para
vestido.
Meias
de
thear
para
senhora—
Gra
vatas
para
homem,
lindos
gostos.
Guardasois
a
1$700,
1$800
e
2$500
rs.
Lenços
de
li
nho
em
caixa
e
a
retalho
—Saccas
de via
gem
para
seuhora. Chapeos
de
fustão
pa
ra
creança,
bem
como
babeirinhos
bor
dados,
toucas e
vestidos
de
fustão.
Adereços
bordados
para
senhora,
e
mui
tos
outros artigos.
—
Chá
preto
a
l$500
reis
(459 grammas).
Toalhas
turcas,
bran
cas
a
240
reis
e
mais
preços.
Rua
dos Capellistas
10,
a
10
B.
—
CASA
DAS FLORES-
(4043)
CARVIIKO
A- CARDOSO.
Rua
dos
Capellistas
10
a
10
B.
Casa
das
Flores
Receberam
um
lindo
sortimento
de
fa
zendas modernas
para
vestido
em
lã,
lã
e
seda e
algodão de
todos
os
preços.
Um
saldo
de
lãs
e
alpacas
que
vende por 120
140
e
160
reis.
Guardasolinhos de
seda
a
!$000
reis,
1$l00, l$200
e
mais
preços.
Sombrinhas
de seda
a
700 reis
;
ditas
d’
algodão
a
300,
400
e
600 rs.—
Cortinados
bordados
para
sala
a
2$000 reis
o
par.
—Chitas
a
90
rs.
Lenços
de
seda
alta
novidade
e
lindos
de
senhos, e
muitos
mais
artigos,
como
per
fumarias,
sabotes,
etc.,
etc.,
e chá
de
di
versas
^qualidades
tudo
a
preços
reduzi
dos.
(4041)
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayers
Acceilando
também
passageiros
de
3.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
MINHO.
.
.
NEVA
.
.
.
GUADIANA
.
.
28
de
Maio
.
13
de Junho
.
28
de Junho
PREÇOS
Cada
paquete d’esta companhia
leva
a
bordo
criados e cozinheiros
portuguezes para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial, a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A bordo
os passageiros teem grátis
cama, roupa de cama, co
mida
feita
por cosinheiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de
século
tem
feito
com que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’isso
pela limpesa, boa
or
dem,
bom
tratamento e
accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de mais
de
mil e
cem
passageiros
d
’
entre elles
leitos
por
es-
cripla
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
ínglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio.e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra de
conduzir
Suas Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
BraziCcomo
também
S. A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C. TA1T;
e nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
O
professor
em
artes,
lettras
e
«ciên
cias,
membros
do
clero
e
magistrados,
lo
do
o
medico, cirurgião,
dentista
e
artista,
que
desejem
obter
o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
pódem
di
rigir-se
a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jersey
(Inglaterra).
(3070;
DOURO. . .
MONDEGO. .
ELBE
.
.
.
COMMODOS
.
14
de
Julho
.
28
de
Julho
. 13
de
Agosto
MALA-POSTA
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha
&
An
tonio do
Couto,
fazem publico,
que
desde
o
dia
9
do
corrente
em
diante,
sae
a
mala-pos-
ta
do
correio
do
escriptorio do
bem
co
nhecido Ribeiro
Braga,
a
sair
de
Braga
á
meia hora
depois do
meio
dia
e
de
Gui
marães
para
Braga
ás
3
da
manhã.
Pre
ço
de
cada
passageiro
300
rs.
Braga
8
de
maio
de 1876.
Pelos
annunciantes
—Ribeire
Braga.
(4035)
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José
de Barros,
annuncia'
ao
publico
que
o
carro
que
tem
para
Carra-
zedo
ás
terças-feiras
e
sabbados, a
sair
de
Carrazedo
ás
6
horas
da
manhã,
fica
sain
do
desde
o
dia
8
d
’este
mez,
inclusive,
ás
5
horas
da
manhã.
(4027)
PAVÕES
Na
residência
parochial
de
S.
João das
Caídas de
Visella,
vendem-se
um
pavão
e
tres
pavôas.
(4028)
Na
rua do Souto,
n.°
33
e
34
A.
Abriu-se
um
novo
estabelecimento
de ca
mas
de
ferro do
Porto
e
Lisboa,
assim
como
labatorios grandes
á
ingleza
coro
espelho
e
deposito
de
zinco,
ditos
pequenos
com
es
pelho
e
sem
elle,
baldes
de
zinco,
banhei
ras
netretes,
vides, lanzeiras,
gaiollas
e
col
chões
feitos
no
Porto.
(4031)
Parte de Comércio do Minho (O)
