comerciominho_13041876_481.xml
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-
4/
ANNO
1876
FOLHA
ÇOMmERPIAL
BELJGIOSA
E
HQUCIPSA
NUMERO
481
Assigna-see
vende-se
no
escripiorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.“
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assina
como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular. Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Seãnestre
850
rs.^Provtn-
cias,
anno
2^400 rs
e
sendo
duas
4$000
rs.
—Semestre 1&250
rs.
—
ôrazi/,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs, moeda forte,
ou 8&000
reis e Í&500 reis moeda fraca.
—
Anuuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
8
/
e
d
’abatimento.
“
•^•--."••TfliiiríTrMiriiifiMMaMiiiiMiiiii
i
iimn~~rTiiirnTrr-r
BRAtA-QlIXTA-FESRA
13 DE
ABRIL
Notãeias de 'tíacaii.
Estado
triste
da
colonia e
queixas
contra
o 'governo.—
Conversão
de
um
pedreiro-
livre
—
Fallecimentos.—Noticias
soltas
de
Shanghae,
Jndia,
etc.
Escrevem-nos
de
Macau a
16
de
fe
vereiro:
As
coisas
por
aqui
continuam
mal,
muito
mal.
Parece
que
o
unico
cpmmer-
cio
que
nos
restava,
o
costeiro,
vae
aca
bar
quasi
completamenle,
em
vista
das
disposições
dos
chinas.
Demais,
passare
mos
pela vergonha
de
lermos
um
hopu
ou
alfandega
china mesmo
em
frente
da
cidade,
ás
barbas
do
governador
do
leal
senado, não
deixando
entrar
nem
sair
a
mais
pequena
canoa
sem
ir ao
jube
do
mine.
A.
este
proposito
o
«Jornal
de
Ma
cau»
d
’
esta
manhã
traz
um
artigo
mui
sensato,
como
de
costume
(é
redigido
pelo
advogado
Leoncio
Ferreira,
e
por outros
antigos
discípulos
do
Seminário
de S.
José,
no
seu
melhor
tempo).
Eis
como
elle
conclue:
«O
nosso governo
aboliu
a
emigração
contractada,
e
admitliu
a
alfandega
chi-
neza
ou
o hopu
no
posto
fiscal do
Bugio,
sem tirar
nenhum
resultado
d
’esses
sa-
criíicios.
Vemos
infelizmente
que
o
governo
da
metrópole
não
mostra
nenhum
empenho
de
sustentar
a
dignidade
da
nação
n
’estas
paragens,
pois
nenhuma
providencia
in-
telligente
ha
adoplado
para
definir
a
si
tuação
de
Macau
e
as
nossas
relações
com
a
China,
e
até
parece-nos
que
não
se
empenha
em
mandar para esta
colonia
intelligencias, mas
simplesmente
estomagos
que explorem
as migalhas
que
dão
o
jogo
e
as
loterias
chinas.
E-nos
forçoso,
pois,
succumbir
ao
jugo
da
incúria,
inércia
e
inépcias.
Viveremos
sempte
n
’
este
estado
per
manente
d’
incertezas
e
ao
capricho
dos
mandarins,
sem
um
tratado
com
o
celeste
império,
continuando
pendente a
questão
de
Macau
com
detrimento
e
enfraqueci
mento
dos
nossos
direitos.
Sirvam
ao
menos
os
esforços
que
fi
zemos
como ura
protesto
contra
a
apathia
e
negligencia
do
governo
portuguez
da
metropole,
e se
esta
colonia resvalar pouco
a
pouco
para
as
garras
do
dragão
chinez,
dirá
ao
menos
a
historia incorruptível
que
os
filhos
de
Macau
se
hão
esforçado
por
todos
os
modos
para
conservar
a
nacio
nalidade
portugueza
d
’
este
solo,
e
não
o
conseguiram.
A
culpa foi
da
metropole».
E
’
triste que
o
governo
da
mãe-patria
com
sua inércia,
cora
seu
desleixo,
e
ás
vezes
com
a
péssima
escolha
de
suas
au-
ctoridades,
justifique
estas
e
similhantes
apreciações.
O
mesmo
jornal
está
combatendo va
lentemente
o maçonismo
em
notáveis
ar
tigos
cheios
de
erudição
e
de
bora
senso;
e
isto
a proposito
de
umas
exequias
ma
çónicas
que
se
fizeram no
club
de
Houg-
kong
(club portuguez)
por
alma
(?)
do
ex-
governador
Coelho
do
Amaral.
O
motivo
porque se
celebraram
estas
exequias
sa
crílegas,
fui
por o
Vigario
Apostolico
não
haver permillido
(e
fez
o
que
devia)
que
um desgraçado
clérigo portçguez
(e
cone-
go
da
Sé de
Macau,
por maior desgraça),
franc-maçon
declarado,
fosse
celebrar
nas
exequias
religiosas
que
alguns
amigos
do
fallecido
tinham
determinado fazer
ua
egre
ja
principal
de
Hong-kong.
Acaba
de
aqui
fallecer
o
snr.
Anlonio
Fulle,
natural
de
Recco,
do districto
de
Génova,
antigo
capitão
de
navios.
Falle
ceu
como bora
catholico,
depois
de quei
mar
diante de
testimunhas
lodos
os
per
gaminhos
em
que se
lhe
conferiram
altos
graos
de
íranc-maçonaria.
O
«Jornal
de
Macau»
publicou
esta
conversão
com gran
de
alegria dos
catholicos.
Também
foi ha
dias
chamado
a
me
lhor
vida
o
distincto
advogado,
Caetano
Lourenço,
cujo
filho
mais velho
está
con
cluindo
sua
educação,
ahi
no reino, no
eollegio
de
Campolide.
Os
meus
sinceros
sentimentos
ao
sim-
pathico
joven,
que
conheci
desde
crean-
ciuha.
Agora
ahi
vão
algumas
noticias
soltas,
que
corto
dos
jornaes
d
’
esles últimos
dias:
No
Japão
era considerada
immineuie
a
guerra
entre
o
Japão
e
Corea.
Não
só
os
coreanos
se
preparara
para
a guerra,
como
o
governo
japonez
estão
tomando
medidas
activas
para
o
mesmo
fim.
Dizem
que
o
seu estado
financeiro
mostra
mtft
senabel
a
falta de
numerário,
por
isso
promove
empréstimos forçados,
emittindo
notas
do
governo,
o
qual
vê-se
em
diífi-
culdades
de
pagar
brevemeute
grandes
prestações
dos
empréstimos estrangeiro,.
—
Dizem
de
Hankow
que
os
missioná
rios,
revd.
0
Griflith
Jhou
e
dr
Mackenaei,
ambos
membros
do
«London
Missionary
Society»
em
Hankow
foram
assaltados
pela
plebe
d
’
uma
viila,
a
pequena distancia
de
Hankow,
para onde
forara visitar alguns
christãos
convertidos,
apedrejando-os
de
tal fôrma
que
tiveram
de
retroceder
a
Hankow gravemente
feridos.
Este
desagra
dável
acontecimento
foi
levado
ao
coube
cimento
do
cônsul
S.
M.
B
e
espera-se
que
será
satisfatoriamente
terminado.
—
Os
jornaes
de
Nagasaki
trazem
a
no
licia
telegráfica
de
lerem
os
coreanos
aU-
cado
a
possessão
japoneza
em Fuzanko.
A
casa
do cônsul
russo
foi
roubada.
(Continua)
Carta pastoral <Ie monsenhor o
Bispo
de Montreal a respeito do
liberalismo catholieo, dos jor-
naeat,
ete.
[ConlinuaçSo]
§
2.°
Quanto
é
para
temer
o
liberalismo
calhulico
E
cousa
bem
conhecida que
a vista
de
uma
serpente
faz
tremer
o-
homens
ain
da
os mais
intrépidos. Por
isso,
a
Sagra
da
Escriptura
para
nos
fazer
temer
o
pes
cado,
nos
recommeoda
que
fujamos
d'el-
le
como
da
vista de
uma
serpente:
Qua
si
a
facie
colubri
fuge
peccalum.
Julgai-o
por >ós
mesmos,
meus
carís
simos
irmãos,
e
por algumas
comparações
naluraes
Quaes não
seriam
vossos
conti
nues alarmes,
se
bons
amigos
vos
avisas
sem
que
uma
serpente
venenosa
se
intro
duziu,
sem
ser
vista,
era
vossas
casas;
que ella se
esconde
umas
vezes
nos
vos
sos
salões,
e
outras
nas
vossas
salas
de
jantar ,ou
nos vossos
quartes
de
dormir;
que
ella
se
»ai
aquecer
nas
vossas
camas
ou
nos
berços
de
vossos
filhos?—
Uma
tal
noticia
não
seiia
bastante
para
despeda
çar
os
vossos
corações
de
perturbação
e
de
inquietação?
—
Poderíeis
conservar-vos
por
um
só
instante
tranquillos?
—Viria-vos
mesmo
ao
pensamento
despresar
um
tal
aviso
ou
de
contestar
cem
as
pessoas
sa
bias
e
prudentes
que
vol-o fizessem?
—
Sereis
tentados
a
acreditar
aquelles que
vos qmzessem
persuadir
que
nada havia
a
temer
nem
para
vós
nem
pa>ra
vossos
fi
lhos,
do
contacto
d
’
este
terrível
animal?
f
®
Ejwffirjr
im
O
LIBERALISMO CATHOLICO
SEGUNDA
PARTE
Valor
practico «Io giitemn.
I
Determinam-se
com
toda a
precisão e
clareza
as
posições dos
combatentes.
[Continuação]
Mis
nem
este
êrro, nem
este
perigo,
tem
sido
conhecidos
pelo
maior
numero
d
’
aquelles
que
se deixaram
seduzir
pelo
especioso
sistema
do
liberalismo;
e
eis
aqui
a
rasão
porque
podemos,
sem
nenhum
artificio oralorio,
protestar
que
não
pre
tendemos de
alguma
maneira
fazer
pesar
sobre
suas
pessoas
as
graves
accusações
q«e
imos
dirigir
contra
sua
doutrina.
Apraz-
n
os
pelo
contrario
juntar
nosso
testimu-
nho
ao de um
publicista,
que
apesar
de
Str
dos
últimos
a
entrar
na
liça,
tomou
»
’ella
desde
logo
utn logar
eminente.
An
tes
de
dirigir
ao
liberalismo
catholico
um
rigoroso
ataque,
o
rev.
8 padre
At
expri
me-se
do
seguinte
modo
a
respeito
dos
adversários
que
se prepara
a
combater:
«Parece
qne
lodo
o
talento
da nossa
épo
ca
se
convocou ou
se
marcou
ponto
de
reunião em
volta
d
’
esta
theoria.
No
Ins
tituto,
no
fôro,
pa
tribuna, na
imprensa,
Ç
em
todos
os
ramos
da sciencia e
da
htleratura; »nas
fileiras
do
clero secular,
uas
ordens religiosas,
e
até
nas
sédes
epis-
copaes se encontram
homens
dedicados
á
causa
que
combatemos.
E
estes
homens
tem
por
si,
não
sóraente
a
elevação
do
pensamento
e
á
belleza
da
linguagem, mas
além
d
’
isso
tem
feno
á
Egreja
serviços
que esta
mãe
reconhecida
jámais
esque
cerá,
e
que
é
de«er
nosso
proclamar
bem
alto.
Elles
iniciaram
uma
parte
da
mo
cidade contemporânea
nas
coisas
da
fé;
dissiparam
muitas
preoccupações
e
recon
ciliaram
com
Jesus
Christo
ura
grande
numero de antagonistas...
Nomear
Lacor-
daire
e
Montalemberl,
é nomear
deus
apos
toles,
cuja
ardente
palavra
deixou
um
tra
ço
ern
nosso
século,
e
cujas
obras
inimor-
taes
continuam
a
salutar
influencia que
exerceram
durante
sua
vida».
(1)
Não
ha
nada
de
exagerado o’
estes
elo
gios
;
e
tanto
menos hesitamos
em conlir-
mal-os por nosso
voto, que
looge de
en
fraquecerem
o
acto
de
accusução
que
va
mos
lavrar
contra
o liberalismo
catholico,
elles
aggravam
os
quatro
pontos
sobre
que
pretendemos
basear
a
condemnação
d
este
pirigosò
êrro.
Não se teria
uma
medida
exacta
do
ma!
que
elle
nos
faz
se
não
se
apreciasse
ern
seu
justo
valor
o
mereci
mento
dos
homens
que
tem
sedusido.
Tel-o-hemos,
pelo contrario,
apreciado
jus-
tamenle
se
provarmos
que
o
effeito
de
sua
fascinação
sobre
estes
espíritos
tão
esclare
cidos e
sobre
estes
carações
tão
rectos,é
l.
u
—
fazer
d
’
elles, apegar de
seu
talento,
vicli-
mas
de
uma
verdadeira
logração; 2.°
—
im-
pôr
á
sua
coragem
uma
cobarde
capitula
ção ; 3.°
—
dar
á
sua
fidelidade as
appa-
rencias ou
maneiras
da
revolta;
4.°
final
mente,
loruar seus serviços
tão
funestos
como
se
fossem
uma
traição.
Assim, ao
passo
que
reconhecemos
de
boa mente
o
talento, habilidade,
lealdade,
(1)
Le
Vrai et
le
fauxen
malière
d’
au-
torilé
et
de
liberte,
d
’aprcs
la
doctrine du
Syllabus, par
le
R.
P. At,
prêtre
du
Sa-
crè
Coeur,
t.
II,
p.
164.
coragem
e
dedicação
dos
catholicos
libe
raes,
resumimos
n'estas
qualra
palavras
o
balanço
da
banca-rota
do
liberalismo ca
tholico:
—
logração,
cobardia,
revolta,
trai
ção.
II
O
liberalismo
catholico
faz
de seus adeptos
viclimas
de
uma
verdadeira
logração.
Não
conhecemos
em
nossa
língua
ter
mo
mais
proprio
do
que
este
—
logrado
—
para caracterisar a
conducla de
ura
ho
mem
que.
levado
por
uma
excessiva
boa
lê
se
deixa desfructar
por
um
inimigo,
crê
ua
verdade
das
mais
grosseiras
men
tiras, e
favorece
á
sua
custa
o
bom
re
sultado,
isto
é.
o
exilo
pernicioso
de um
pérfido
estratagema.
Ora,
é
isso
precisa,
mente o
que
acontece
a
excellentes
ca-
tholicos
que
se
deixam
fascinar
pela
illu
são
liberal.
l.°
— Elles
querem
—
dizem-nos
—
assegu
rar
a
liberdade
da
Egreja.
Mas
de
quem
esperam
essa
liberdade?
De
seus
mais
encarniçados
inimigos
!
Não
é
com
eíTei-
to
ao
liberalismo
americano
que
nos
re
ferimos, nem
é
com
elle
que
temos
de
nos
haver.
(2)
Os catholicos
de
que
n’
es-
le
momento
buscamos
dissipar
a
illusão
habitam
na
Egreja ;
é
por conseguinte
com
os
sectários
do
liberalismo europeu
que elles
se
mostram dispostos
a
fazer
ai-
liança.
Suppondo-os
affastados
da
Egreja
Catholica
só
pela
rasão
de
suspeitarem
que
ella
não
ama
as
liberdades que
lhes
são
quetidas,
persuadem-se
estes
catholicos
que
(2)
O
auctor
n
’urn
de seus
magníficos
artigos
precedentes
sobre
cezarismo
e
libe
ralismo
distingue
duas
escolas
de libera
lismo, a uma
das
quaes
chama escola
ame
ricana
(a
que
não
só
piometle,
mas
dá
liberdade
quasi
completa aos
catholicos);
e
essa põe-n’
a
aqui de
parle.
a
paz
poderá
concluir-se
desde
o
momen
to
em
que
a Egreja
proclame
taes
liber
dades;
(3) mas
esta
esperança
é
tão en
ganosa
e
vã
como
é
gratuita
a
supposi-
ção
sobre
que
se
funda
; porque
o libe
ralismo
do qual
se
pretende
conquistar
a
benevoleocia,
nós
o
conhecemos:
sua
lin
guagem
e
seus
actos
nos
tem
sufficiente-
mente
revelado
suas
verdadeiras
tendên
cias
;
e
seria
p'eci-o
cegarmo-nos volun
tariamente, para depositarmos
ainda
a
me
nor
confiança
nas
promessas
mentirosas
que
elle
mistura por vezes
com
suas
mui
cinceras
ameaças.
Desde
seu
nascimento
elle
ainda
não
cessou
de
perseguir a
Egre
ja
;
e
em
todos
os paizes
da Europa
on
de
tem
adquido
algum poder tem-se
apres
sado
sempre
em usar
d
’elle
para
oppri-
mir
a
verdade.
Não
é
senão
quando
ces
sa
de
a
temer
que
lhe
aflrouxa
algum
tan
to
ss
algemas,
disposto
a
apertal-as
de no
vo
apenas
se
manifeste
alguma probalida-
de
de que ella
possa
recuperar
seu
im
pe
io.
Foi-nos
bem
fácil,
ha
pouco,
lan
çar
uma
vista
sobre
os
diversos
paizes
que
o
liberalismo
tem
submeltido
a
seu
jugo,
para
nos
convencermos
de
que
en
tre
todas
as
liberdades
de
que
elle
é
ini
migo, a
da
Egreja
merece-lhe
a
honra
do
seu odio
mais
ética
niçado.
(Continúa)
(3)
«Em
fim,
hoje,—coisa
nova
e
feliz
!
—
a
paz
pode
fazer-se.
As
liberdades
tão
queridas
áquelles
que
nos
accusam
de
as
uão
amar,
nós
as
proclamamos,
nós
as
invocamos
para
nós
como
para
os
outros.»
—
Estas palavras,
escriptas
por
ura
illus-
tre
Prelado,
antes
que a
polemica
libe
ral
estivesse
seriamente
estabelecida,
tem
sido
reproduzidas
por
M.
de
Mootiletn-
berl
em
seu
discurso
no
congresso
d
Ma-
lines,
em
1863
(V.
L
’
Eglise
livre
dans
. l'Elát livre, p. 70).
—
Não
é
verdade
que
não
socegarieis
senão
quando
tivesseis
a
certeza
plena
e
com
pleta
de
que
esta
perigosa
serpente
fôra
morta
ou
expulsa
para
bem
longe
de
vos
sas
casas?
—
Não
tomareis
eotão
mioucio-
sa«
precauções
para lavar
tudo
o
que
es
te
animal
venenoso
tivesse
infectado
com
o
seu
contacto
?
Taes são, nossos caríssimos irmãos,
as
impressões
de temer
que
os
vossos
bispos
reunidos
em coucilio,
inspiram
do
libera
lismo
catholico,
eosinando-vos
que
elle
é
uma
serpente
que
se
introduziu
em
to
das
as ordens
da
sociedade
christã
e
se
esconde
no
mesmo
santuario,
para
ahi
es
palhar
a
perturbação
e
a
desolação.
Mas,
notai-o
bem,
é
uma
serpente
mil
vezes
mais
perigosa
que
todas
as
serpentes do
mundo,
pois
que
ella
envenena
as
almas.
§
3.°
O
que
pensa
d
’
esle
liberalismo
Nosso
Santo
Padre
o
Papa
Mas o
que
nos
diz
d
’
este
monstruoso
erro
o
chefe
da
Egreja
deve
inspirar-nos
ainda
um
mais
vivo
horror.
«Meus
queridos
filhos,
dizia elle em
1871,
á
deputação
dos
catholicos
de
Fran
ça,
que,
por occasiâo do
vigésimo
quinto
anniversario
do
seu
pontificado,
lhe
apre
sentava
uma
felicitação contendo
mais
de
dous milhões
d
’
assignaturas,
meus
queri
dos
filhos,
é
necessário
que
as
minhas
pa
lavras
vos
expliquem
bem
o
que
tenho
no
meu
coração.
<0
que
alflige
o vosso
paiz
e
o
im
pede de merecer
as
bênçãos
de
Deus,
é
uma
mistura
de
princípios.
0
que
eu
te
mo,
não
são
lodos
esses
miseráveis
da
Communa
de
Paris,
verdadeiros
demonies
do
inferno
que
passeiam sobre
a
terra.
Não,
não
é
isso; o
que
eu
temo,
é
essa
desgraçada
polinca,
esse
liberalismo ca
tholico,
que
é o
verdadeiro ílagello. Já
o
disse
por
mais
de
quarenta
vezes; eu
vol-o
repito,
por causa
do
amor
que
vos
le
nho.»
Podia
o
Santo
Padre
fallar
deste
libe
ralismo
em
termos
mais
eoergicos?
E
’
do
fundo
do
coração
que
elle
tira
estas
pa
lavras
que
caem
dos
seus
lábios;
é
pelo
amor
de seus
filhos que
elle
assim
falia.
0
que
elle
teme,
é
mais
os
liberaes
ca
lholicos
que
os
revolucionários,
que ar
ruinaram
a França,
n
’
esles
últimos
an
nos, revolucionários
que
elle
diz
serem
maus
como
demonios
saidos
do
inferno
e
correndo
o
mundo
para
o
encher
de
ma
les;
porque
elle
declara
que
é um
verda
deiro
ílagello.
Ora,
notai-o
bem
meus
carrissimos
ir
mãos,
aquelle qoe falia
tão
severamente,
é
um
pae
que
ama
seus
filhos. E
’
o
pri
meiro
dos
pastores
que ama
as
suas
ove
lhas
até
se
sacrificar
dia
e
noite,
para
fa
zer
a
sua
felicidade
n
’
este
mundo
e
no
outro.
E’
o
doutor
supremo
da
Egreja
que
não
faz ouvir
a sua
voz
aos fieis
con
fiados
aos
seus vigilantes
cuidados senão
para
os
preservar
de
todo
o
erro.
Não é
evidente
que
elle reprova
este
liberalismo,
como soberanamenle prejudicial
e
perigo
so
á
Egreja.
§
4.°
0
Santo
Padre,
reprovando
o
li
beralismo,
mostra
que elle
toma
exterio
res
da
piedade,
para
melhor
se
propa
gar
0 liberalismo
é
tão
prejudicial ás
al
mas
porque
se
cobre com
exteriores
da
piedade,
como
o
lob
a
peile
do
cordeiro,
para
com
mais
facilidade
devorar
o
reba
nho.
E’
o
pe.igo imminenle que aponta
o
Nosso
Santíssimo
Padre
Papa,
por
suas
notáveis
palavras
e
dignas
da
mais
seria
attenção.
Elias
lêem-se
no
breve
de
28 de
julho
de
1873.
«As
opiniões
liberaes,
diz
elle,
são
recebidas
por
muitos
calholicos
honestos
no exterior,
e piedosos,
dos
quaes,
por
conseguinte,
a
religião e
autoridade
podem
facilmente
attrair
a
elles
os
espíritos e
in-
clinal-os
para
opinião
perniciosissimas.»
Ora,
para
que taes
exemplos
oão
pos
sam
ser
perniciosos
a
ninguém,
o
Santo
Padre
julga
dever
as
seguintes
declara
ções:
«Em
nomerosas
occasiões
em
que
le
mos
Paliado
dos
sectários
das
opiniões li
beraes,
não
temos
lido
em
vista
aquelles
que aborrecem
a
Egreja
e
que é
desne
cessário
designar,
mas
sim
aquelles
que
acabamos
de
designar,
os
quaes
conser
vando
e
entretendo
o
virus
ou
veneno
escondido
dos
princípios
liberaes
que
elles
sugaram
com o
leite,
sob
o
pretexto
de
elle não
está
infectado
de
nenhuma
mali-
licia
e
não
é,
segundo
elles,
prejudicial
á
religião,
o
inoculam facilmente
nos
es
píritos
e assim propagam
as
sementes
d
’
estas
revoluções
com
as
quaes o
mun-
du está
desde
ha
muito
tempo abalado.»
Vós
não*vos
admiraes
pois,
meus
ca
ríssimos
irmãos,
de
vêr
os
liberaes
catho
licos
tomar
assim
as
apparencias
de
de
dicação
á
religião e de
affectar
de
se
mos
trarem
unidos
aos
princípios
da
fé
e
ás
praticas
da
piedade,
vós
que sabeis
que
o
demonio,
no
principio
do
mundo
to
mou
a
figura
da
serpente,
que
é
o
mais
astucioso
dos
animaes,
a fim
de
seduzir
os
nossos
primeiros paes,
e
que
todos
os
dias,
Satanaz,
como
o
assevera
o
aposto
lo,
se
transforma
em
anjo
de luz,
para
com
maior
certeza
enganar
os
desgraça
dos
filhos de
Adão.
Porque,
não
é evidente
que
ninguém
quereria
ser partidário
d
’
este
pae da
men
tira,
se
elle se
fizesse
conhecer
tal
qual
é
em si
mesmo
e
se
nos
apparecesse
com
toda
a
sua
hediondez
e
malicia?
Se
pois
este
espirito
das
trevas
arrasta tantos
des
graçados
atraz
de
si,
é
porque
se
acha
bem
com
suas
mentiras,
fazendo-lhes
ac-
ceitar
o
erro
pela
verdade,
porque,
diz
Je
sus
Christo,
elle é mentiroso
e
pae
da
mentira.
Portanto
nós
devemos
exclamar
todos os dias,
com
o
profeta,
á
vista
de
tão
fataes
illusões: Filhos
dos
homens
até
quando
tereis
o coração
sobrecarregado
?
Porque
amais
,a
vaidade
e
procuraes a
mentira?
Ps.
IV.
§
5.°
0
clero
não
faz
mais que seguir a
doutrina
do
Santo
Padre
Não temos
necessidade
de
provar-nos
aqui que
os
vossos
pastores estão
invio-
lavelmente
unidos
á doutrina
do
Vigário
de
Jesus Christo,
e
que
elles
vos
leem
transmittido
fielmente
os
oráculos
infalli-
veis
que
sairam
de
seus
lábios.
Para
vos
convencer
não
tendes outra
cousa
a
fazer
senão
comparar
as
instrueções
que
vos
dão
os
vossos
parochos
e
prégadores,
com
os
decretos
dos
concílios,
as
circulares,
e
pasloraes
de
vossos
bispos,
que
só
fi
zeram
proclamar
as
instrueções
do
augus
to
chefe
da
Santa
Egreja.
Com
estes
documentos
na
mão,
ad
quirireis
a
intima
convicção
que
ouvindo
o
vosso pastor
ouvis
a Egreja;
pois
que
é
o bispo,
o
Papa,
o
mesmo
Jesus
Chris
to
que
vos falia
por
sua
boca,
para
con
demnar
o
liberalismo
que
se
diz
catholi
co,
mas
só é
um
erro
condemnavel.
§
6.° Sentimento de
Mgr. de
Ségur
sobre
o
liberalismo
catholico
«0
liberalismo
catholico.
diz
um
cele
bre
auctor de
nossos
dias,
apoiando-se
sobre
os
decretos
do
Soberano
Pontífice,
está
condemnado
ainda que
o
oão
tenha
sido
formalmente
como
heretico.
Sim,
acrescenta
elle,
ha
incompatibilidade absolu
ta
entre o catholicismo
e o liberalismo.
E
desde
hoje
em diante,
um
christão
ain
da
que
seja
pouco
instruído
não
pode
di
zer-se catholico
liberal.»
§
7
0
0
que
pensam
do
liberalismo
politico
os
inimigos
da
religião
Mas
só
os pastores
das
almas
é
que,
por
um
commum
accordo,
repellem
e
re
provam
o
liberalismo como
inimigo
do
ca
tholicismo.
Porque
entre
os
protestantes
ha
os
que
o
consideram
como
um
allia-
do
fiel
do
protestantismo,
em
seus com
bates
insessantes
que
elle
trava
com
a
re
ligião
catholica.
Não
foi,
com,
effeito,
o
que
ultimamente
e
publicamente
foi
pro
clamado,
n
’
um
condado
d
’
esta
diocese,
e
foi
repetido
em
todas
as
partes
do
po
der
?
Não
se
disse
ahi
que
era
chegado
o
momento
de uma
grande batalha
entre
o
catholicismo
e
o protestantismo
’
Não
se
annunciou
ahi
que
a
victoria não
seria
dif-
ficil
de
ganhar-se
os
protestantes
do Bai
xo
Canada se
alliassem
com os
canadien
ses
liberaes
franceses qne,
affirma
o
ora
dor, teem
sempre
sido
e
ainda
são
pâr-
tidarios
das
instituições
livres?
Não se
diss como
guarda
avançada
que só
se
tra
tava
para
com
a
população
ingleza
senão
de
mostrar
alguma
energia
e
que
n
’
esle
caso
tudo
iria
bem?
A
acreditar
o
ora
dor,
não
bastaria,
para
reduzir
ao silen
cio
os
canhões
do
inimigo,
isto
é
para
fazer
calar
as
vozes
do
ultramontanismo,
de se
affirmar como
amigos
das
liberda
des
?
Depois
de
taes
provocações de
seus
amigos
e
alliados, os
catholicos
liberaes
não
teem
certamente
a
boa graça
de
se
pôr
em
publico ou
particular,
como
ver
dadeiros
amigos
da
Egreja;
elles
não
po
dem
pretender
ao
direito
de os
represen
tar
nas
camaras
e fóra
d
’
ellas;
longe
cris
to
não
podem
ser
olhados
senão
como
falsos irmãos
e
traidores;
nada
ha
a
con
cluir
de
seus
protestos
de
boa
vontade,
senão
que
elles
senão
que
elles
procura
ram
enganar
para
depois
abuzar
da
con
fiança
do
povo,
afim
de conseguir
seus
fios.
Este
é
um
feto
inteiramente
significa
tivo
que
vos
ensina,
nossos
caríssimos ir
mãos,
cem
que
sábias
precauções
deveis
proceder
antes
de
prestar
a
vossa
confian
ça
a
quem
quer
que
seja.
Sede
de
lodo
o
coração
para
aquelles
que
são
os
ami
gos
sinceros
e
verdadeiros defensores
de
vossos
direitos
religiosos,
não
sómente
de
bocca,
mas
de
todo
o
coração.
[Continua]
EXTRACTO
KeeortlaçSes
de
Jervisalem
(.Luii
Enault)
(Conclusíoj
A
Via
dolorosa
mede
cerca
de
mil
e
duzentos
passos
e
acaba á
porta
da
EGREJA
DO SANTO SEPULCRO
A
Egreja
do
Santo
Sepulcro
corôa
o
Golgotha.
E
’
mais um
agregado
de
egrejas,
do
que
um
só
templo. Ali se
reconhece
facilmente
o trabalho
de
muitos
séculos.
A
fórma
geral
do
edifício é
a
da
cruz
latina
com
uma
rotunda
ao
occidente;
a
leste,
uma
especie
de
côro,
terminando
por
um
abside;
galerias
transversaes
ao
norte
e
sul,
com
uma
nave
na
extremi
dade
de
cada
uma
d
’ellas,
e
uma
outra
nave
envolvendo
o abside
e
abrindo-se
so
bre
capellinhas,
que
irradiam
em
circtim-
ferencia.
No
centro
da
rotunda
é
que
está o
tu
mulo
de
Jesus
Christo.
Para
os
ebristãos,
a
egreja
do
Santo
Sepulcro
a
é
mais
vene
rável
do
mundo
:
é
de
certo
modo o
resumo
de
Jerusalem,
e
ahi se
encontram, próxi
mos uns
dos
outros,
os
maiores
santuários
do
Christianismo
:
o
Caivario,
o
Santo
Se
pulcro,
a Pedra
da
Uncção,
sobre
a qual
foi
deposto
o
corpo
do Crucificado,
uma
das
prisões
de
Christo, a
Columna
da
Fla-
gellação
;
e
depois
os
diversos
theatros
das
grandes Paixões;
as
Capellas da
Desnu-
dação, da
Crucifixão,
da AppariçãodeChris-
lo
a
sua
Mãe
e
a
Maria Magdalena
:
eis
pois
aonde
se
deve
ir,
e
é
aonde
se
vae
antes
de
tudo.
A
primeira
vez
que
entrei
na
egreja
do
Santo
Sepulcro
foi de
tarde:
os
Padres
Franciscanos
acabavam
de
cantar
vesperas,
e
com a
corda
na
cintura,
a vela de
cera
amarella
na
mão,
iam procissionalmente
ajoelhar-se
e orar
em
cada
um
d
’esses
sanctuarios.
A
musica
dos
cânticos
sagra
dos,
as
grandes vozes do orgão,
o
mis-
tico perfume
do
incenso,
tranportavam
a
alma,
a
seu
prazer;
ás
esferas
ardentes
da
exaltação
religiosa
e
predispunham-n
’
a
as
sim para
os sentimentos
qne
ella
deve
ex
perimentar
á
vista
d
’estes
logaies vene
randos.
Para
visitar
o
tumulo
de
Christo,
não
seria
possível
encontrar
melhores
guias
e
mais
auctorisados,
que
os
proprios
guar
das
do
seu
tumulo.
Segui-o»;
dirigiram-
se primeiramenle
para
A
COLUMNA
DA
FLAGELLAÇÃO
Esta
columna, á
qual
Christo
esteve
amarrado
emquanto
era
flagellado
com
va
ras,
foi
partida
em
duas.
Uma
parle
foi
levada
para
Roma,
—
essa
herdeira
de
Jeru
salem,
que
possue
já tantas
relíquias da
cidade
santa.
Resta somente
a outra parte
na
egreja
do
Santo
Sepulcro...
e ainda
mesmo
essa
não
se
vê
!
Obedecendo
a
um
sentimento
de
res
peito
que
é
talvez
opposlo
ao
seu fim, os
Franciscanos
cercaram
a
columna
com
um
iovolucro
metálico,
que
oão
deixa
vel-a.
Um
bastão
de
bambu,
preso
á
base
d
’
aquelle
rnonumentosinho
por
uma
cadeia
de
ferro,
penetra
por
um
buraco
feito
no
iovolucro
metálico
até
á
columna;
e isto
é
o
mes
mo
que se tivéssemos
tocado
n
’
ella,
dizem.
A
intenção
é
boa.
Deixa-se
a
Columna
da
Flagellação
e
segue-se
para
A
PRISÃO
DE CHRISTO
Esta
prisão
não
é senão
uma
concavi
dade
de
quatro
a cinco
passou
por
baixo
do
rochedo.
Não
tem
porta
alguma
e
de
viam
ter-lhe
posto
guardas
á
entrada.
Jesus
ahi
esteve alguns
imantes,
emquanto
se
concluíam
os
preparativos
para
seu suppli-
cio.
Foi
ali
que
os
soldados
dividiram
en
tre
elles
os
seus
vestidos
e
tiraram á
sorte
a
sua
túnica
sem
costuras,
a
qual
não
quizeram
despedaçar.
A
COLUMNA DO ULTRAGE
Está
logo
perto
da
prisão.
Foi
sobre
esta
columna
que
fizeram
assentar
o
con
demnado,
emquanto
lhe punham
a
corôa
de
espinhos sobre a cabeça
ensanguenta
da,
e
entre
os
braços
o troço da
canoa,
sceptro
ironico
da
sua
realeza
ridiculari-
sada.
Ainda
estavames
olhando
para
a
colum
na
do
Ultrage,
dizendo-nos
que
Aquelle
mesmo
que
os
Judeus
não
tinham
que
rido para
rei,
desprendido d
’
aquelle
seu
patíbulo
infame, tinha
sido
saudado
[Rei
do
mondo;
quando
repentinamente
uma
voz
juvenil e pura;
fresca
e
com
bello
tim
bre,
retiniu
sob
a
abobada
sonora,
cantan
do
:
Vexilla
fíegis prodenl!
«Os
estandartes
do Rei
avançam.»
E’
a
entrada
do
magnifico
hymno
co
nhecido
na
liturgia
Catholica
sob
o
nome
de hymno
da
Paixão.
Em
toda a
parte
é
sempre
bello
e
pathetico;
mais
quanto
mais
arrebatador,
ainda
me
pareceu,
quando
o
ouvi
nos
proprios
logares
onde se
cum
priram
os
mysterios
que
elle
celebra
!
Eis-nos
porém
já
nos degraus
pelos
quaes
se chega
a
0 CALVARIO
No
cume
do
Golgotha
é que
foi
arvo
rada
a
cruz.
0
cimo
d
’este
monte
é
coroa
do
por uma
capellinha
:
duas grossas
pi-
lastras sustentam
a
sua
abobada
e
dividem-
n
’a
em duas
arcadas.
A arcada
da
esquer
da
cobre
exactamente
o
espaço
que
a
cruz
occupou.
As
paredes
da
capella
estão
hoje
co
bertas
por uma
rica
ornamentação,
que
produz
uma
singular
alteração no estado
primitivo
dos
logares.
Dar-se-hia
maior
apreçe
aquelle
sitio
se
ainda
se
mostras
se
terrível e
selvagem,
tal
qual era,
ha
deze-
nove
séculos,
quando
se
realisou
a
grande
obra
da
Redempção do
mundo.
Este
ar
dente
desejo
de
decoração
chegou
tanto
além
que até
foi
coberta
com uma lami
na
de
prata
movei
da
largura de
doze
a
quinze centímetros, a fenda
do
rochedo,
que
se
abriu
quando
foi
grande
o
Iremor
de
terra
que
acompanhou
o
ultimo
sus
piro de
Christo.
Erguemos
com
as
nossas
próprias
mãos
esta
lamina
de
prata,
e,
atravez
da
fenda
peneirou a
nossa
vista
no
interior
d
’uma
cripta
ou
cavidade
;
mas
está
vazia
e
nua
e
não
nos
mostra senão
as
mesmas entranhas da
terra.
Esta
cripta
de aspecto
triste
e
frio
cha
ma-se
A
CAPELLA DE ADAM
As tradições
judaicas
referem
que
o
pae
do
genero
humano,
expulso
do
Paraiso
terrestre,
foi
morrer
á
Judéa
e
foi sepul
tado
sobre o
Golgotha,
no
mesmo
logar
onde
mais
tarde
foi
levantada
a
cruz
do
Salvador.
Quando
o
rochedo
rachou,
no
momento
em
que
o
Homem-Deus
expirou,
o
sangue
do
Redemptor,
absorvido
pela
terra
foi
banhar
os
velhos
ossos
do
mais
antigo
dos
peccadores;
e
da
mesma
forma
que
lodos
<>ós
tínhamos
sido perdidos
em
Adam,
n
’
elle
fomos
também
lodos
purifi
cados
e
resgatados.
A
PEDRA DA
UNCÇÃO
Quando
o
Crucificado
foi descido
da
ar
vore
Jo
supplicio,
no mesmo
momento,
por
ordem
do
principe dos
Sacerdotes
e
do
governador
romano,
o
seu
corpo
foi
entre
gue
a
dois
homens,
cuja
affeição a
morte
não
linha
feito
diminuir
: Nicodemus
e
José
d
’
Arimalhea.
E«tenderam-n
’
o
sobre
esta
pedra,
sobre
elle
derramaram
lagrimas
e
uogiram-n
’o
de
pei
fumes.
A
Pedra
da
unc
ção era
uma
das
rochas do
Golgotha,
cu
ja
superfície
tinba sido
aplainada e polida.
Está
hoje
coberta
com
uma
folha de
már
more
amarello.
0
SANTO
SEPULCRO
Que
dá
o
seu
nome
a
todo
o templo,
occupa
o
centro
da
rotunda.
A
principio
era
uma
simples
gruta
cava
da
na
rocha
viva.
Mas
o
exterior
da
ro
cha
foi
aperfeiçoado;
descavou-se
a
terra
em
redor,
e
a
gruta
d
’outr
’
ora
está
hoje
convertida
n
’
um
pequeno
edifício,
perfeita
mente
separado
da montanha,
que
só
lhe
serve de
base.
9
Está
revestido
de
mármore
branco, com
galerias
e cornijas,
esculpturas
e
columna-
tas.
Tudo
isto, não
o
nego,
apresenta
uma
certa elegancia;
mas
não
agradaria
mais
ver,
tal
qual
era,
a
gravura
primitiva,
on
de
Jesus
dormiu,
da
sexta
feira
até
ao
do
mingo.
o somno
da
sua
curta
morte,
aguar
dando
o matutino
e
glorioso
despertar
da
sua
resurreição?
Tiramos
as
dimensões
exactas
do
Santo
Sepulcro
:
mede
300
palmos
de cumpri
do
sobre
nove
de
largo;
a sua
altura
é
de
doze
pés.
O
interior
do Santo
Sepulcro
é
dividido
em
doze
compartimentos.
O
primeiro
serve
ao
outro
de
entrada
e
de
vestíbulo.
Jesus
Christo
foi
collocado
no
segundo,
á
di
reita
sobre
uma
saliência
do
rochedo
for
mando
uma
cspecie
de
mesa.
Ahi
perma
neceu,
como
nos diz
o
Evangelho,
um
dia
e
duas
noites. Uma
pequena pedra
sepa
rava
as
duas divisões
do
sepulcro. Tinha
sido
sellada
com
o
sello
do príncipe
dos
sacerdotes.
Quando,
na
manhã
de
domingo,
as santas
mulheres
foram
ao tumulo,
acha
ram
a
pedra
levantada,
o
sepulcro
vasio,
e
o
anjo
do vestido
de
prata
que
annun-
ciava
a
Resurreição.
GAZETILHA
O
m
«rneelings» no Porto e Bra
ga.—
Lê-se
no Bem
Publico:
«Não
se
íizeratn no
dia
2
os
rneelings,
que
estavam
annunciados
e
resolvidos
as
sim no
Porlo,
como
em
Braga.
Os
pro
motores dos
rneelings
deram
largas
á
ima
ginação
para
inventarem
pretextos
com
que
enganassem
o
publico
o lhe
escon
dessem
os verdadeiros
motivos
do
que
bem
se
póde
chamar
um
contra-tempo
aos
fins
a
que
miravam.
Mas
as
causas
for<sm
as
que
vamos
narrar.
Souberam
elles
que
no
Porlo
se
preparava uma grandiosa
manifestação
em
sentido
contrario
á
que
os
meelingueiros
procuravam
realisar;
e
isso
muito
os
con
trariou
por ir mostrar a
todas
as
luzes
que
a
opinião
publica não só não
estava
com
elles
mas
pelo
contrario aberlamente
contra
elles;
e
trataram
de
recolher
as
antênas.
Em
Braga
deu-se quasi
o
mesmo.
Hou
ve
apenas
a
differença
de
que
o
pensa
mento
que
u
’
esta
cidade
predominava
era
o
pensamento
religioso,
indignado
com
os
promotores do
meeling
pela
impiedade
que
manifestam
em todos
os
seus
actos
e
palavras;
quando
o
que
no
Porto
se
apresentava
contra o
meeling
era
o
amor
dos
interesses
materiaes,
gravemenle
amea
çados
pelos cubiçosos
das
boas
podas.
Nós
preferimos
o
de
Braga,
sem nos
atre
vermos
a
coudemnar o
do
Porto».
Conselho
de
districto.—O
Diário
de
Governo
publica
o
seguinte
despacho:
Bacharel.
Jeronymo
da
Cunha
Pimen-
tel,
bacharel
Felij
Maria
Gomes
de Araújo
Alvares,
bacharel
José
Borges
Pacheco
de
Faria
e
José
Antonio
Rebello
da
Silva
—
nomeados
vogaes
ellectivos
do conselho de
districto
de
Braga,
no
biennio
de 1876-
1877.
Bacharel
Nicolau
Barata,
bacharel Do
mingos
Moreira
Guimarães,
visconde
da
Torre
e
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
—
no
meados
vogaes
substitutos do dito
conse
lho.
A
asinlieira e o
vimieiro.—
(Con
to
de
Schmid;.—
Uma
manhã,
depois
de
uma
espantosa
noite
de
tormenta,
o lio
Ricardo,
acompanhado
de
seu
filho
Ansel
mo,
íot
dar
uma
volta
por
suas
fazendas
para
ver
o
destroço
que n’
ellas
teria
cau
sado
a
tempestade.
—
Olhe,
pae,
dizia
Anselmo,
a
asinheira
que
parecia
tão forte ahi está
em terra,
e
o
íraco
vimieiro
lá
esta
de pé
muito
direito
á
beira
do
rio.
Não
acha,
meu
pae,
que
é
para
admirar?
Se
o
furacão
tivesse derrubado
o
vimieiro
não
me
admi
rava;
mas a
asinheira.
.
—
Meu
filho,
respondeu o
paa,
a
or
gulhosa
asinheira,
que
recusou
curvar-se,
por
foiça
que
havia
de
quebrar;
o
vimieiro
porém,
cedendo
á
violência
do
vento, cur
vou-se,
e
não
apresentando pooto
de
re
sistência,
a tormenta
galgou
por
cima
d
’elle, e
tanto
que
ella
passou,
tornou
o
vimieiro
ao
seu
estado
natural.—(Exlr.)
■Pensamentos.—
Quando
os
favores
acabam,
começa
a ingratidão.
Quem,
fazendo
o
beneficio,
o
lembra,
vil:
quem,
recebendo-o,
o
esquece,
é
ingrato.
A
ingratidão tem
tal
poder
que
chega
a
mudar
a
tempera
ás
almas
bemfasejas.
A
ingratidão
é
o
irrecusável
caracte-
irstico
da
baixeza
da
alma.
Morte desastrosa.—
Succedeu
no
dia
II
uma
desgraça na
estação
do
Pinhei
ro,
em
Campanhã,
no
Porto.
O
machinista
Sebastião
José
da
Trindade,
viuvo,
de
45
annos,
natural
de
Lisboa,
achava-se
a
azeitara
locomotora
n.°
14,
«Neiva»,
quan
do succedeu
que
a
locomotora
n.°
2,
«Villa
Real»
diiigida
por
outro
machinis-
la,
veio
abalroar
com
a
primeira.
O
infeliz
Sebastião
colhido
de
improviso
t/aquelle
trabalho
ficou
esmagado,
expi
rando
instantaneamente.
A
auctoridade
levantou
aucto
de
corpo
de
delicto
e
encontrou
no
cadaver
do
pobre
homem
um
porte-monnaie
com
45605
reis
em dinheiro
e
um decimo da
lotena
de Hispanha.
Deu-se
parte d’
esta
lastimosa
occorren-
cia
ao
juiso
criminal.
Adivinhae.
—
Senhores,
dizia Napo-
leão
aos
seus marechaes
de
campo,
adivi-
uhae
e
dizei-me,
qual
foi 0
dia em
que
tive
maior
prazer
na
minha
vida?...
Acudiu
logo
um
marechal:
—Foi,
senhor,
0
dia
das
vossas
pri
meiras
victorias;
por
exemplo
a
jornada
de
Lodi
de
Castigliani...
—
Não,
lhe
diz
0 novo
Cesar.
—
Então, foi,
diz
outro
marechal,
0
dia
da batalha
em
Arcolé
ou
Aboukir
?
—
Ainda não.
■
—
Adivinhei
eu,
senhor,
diz
um
outro
mrrechal,
foi
o
dia
da
batalha
de
Merengo
ou
para
melhor
dizer 0
de
Austerlitz...
—
Ainda menos,
já
vejo
que
não
sois
capazes
de
adivinhar
esse
grande
dia.
Sa
bei, senhores
marechaes, que 0 dia
mais
com
saudade 0
digo,
e
d’
elle
teoho
assí
dua recordação,
foi
0
dia
da
minha Pri
meira
Communhão.
As nossas
mais
brilhantes
victorias,
senhores,
não
me
deram
a
ceotesima
parte
da
felicidade,
que
n
’esse
dia
gosei, u'esse
dia
de
tanta
fé
e
de
fé
tão
pura
e
sem
mancha.
E
ouvindo
0
general Dronot
a
esse
tão
bravo
cabo
de
guerra,
como
tão
bom
christão,
uma tão
sentida
e
ingénua
con
fissão,
deixou
ver
as lagrimas
que
a
quatro
e
quatro
lhe
inundavam
0 rosto!!
Noticiais de Carlos VII.—
0
cor
respondente
de
um jornal
inglez annun-
ciou ha bastante tempo,
que D.
Carlos
se
conservaria
pouco
tempo
em
Inglaterra,
e
que
se
iria
fixar
definiti
vameote
em
Gratz.
O
«
Westminister
Gazette»
diz
em
tons
aflirmalivo
que
esta
noticia
é
ioteiramen-
te
falsa,
e
que
D.
tenção
de
abandonar
Em
outra
parle
0
Annnncia-se
que
deixar
a
Inglaterra
iria.
O
tenente-general
marquez
de
Velasco,
chefe
da
casa
do
rei, commuuica-nos
as
linhas
seguintes.
Não podendo responder
pessoalmeute
ás
numerosas
felicitações
recebidas
por
occa
sião
do
seu anniversario.
Sua Magestade
dirige
por
este
meio
seus
sinceros
agrade
cimentos
a
seus
fieis
vassallos.
O
rei
que
com
a
sua cçnfiança em
Deus
tem
sempre
a
mais
inabalavel
fé
no
prvximo
triunfo
da
sua
santa
causa,
com-
moveu-se
muito de
encontrar
esta
mesma
fé
e
esta
mesma
confiança nos
enthu-
siasticos
protestos
de
dedicação
que
este
anno
lhe
são
dirigidos
em
maior nume
ro que
nos
procedentes.
Kapto
tí
mão
armada. —
No
vasis
de
Feriana
(regencia de Tuois)
perto
da
fronteira
franceza,
acaba
de
perpelrar-se
um
crime
horrível.
Um
arabe,
Ahmed
Bou
Marzan,
per
tencente
a
uma
das
melhores
famílias do
aghalico
de
Fez,
amava
ha
muito
a
filha
mais
nova
das
filhas
do
cadi
ou
juiz
de
Feriana
e
pedira-a
em
casamento
a
este,
quê dera
o
seu
consentimento.
No
dia
aprasado
para
a
ceretnonia,
Bou
Marzao, que
se
dirigira
em
grande
pompa
a
Feriana,
acompanhado
de
certo
numero
de
amigos
e
criados,
não
teve
licença
de
entrar
00
aduar do
cadi
de
Feriana,
e
foi-lhe
notificado
que
não
mais
contasse
com a mão
da
joven
Meryem.
Enfurecido
com
a
anniquilação
dos
seus
projectos,
Bou Merzan exhortou os
seus
amigos,
entrou
á
força
no
vasis,
matou
quantos
se
oppunham á
sua passagem,
ra
ptou
a
joven Meryem
e
fugiu para
0
sul.
O governador
da
província
informado
d
es
tes
acontecimentos,
enviou
uma força de
600
cavalleiros
em
sua
perseguição.
O
numero
das victimas
sob
a
32.
Suppõe-se
que
Bou
Merzan
se
refugiou
Djebel
Mandaa
ou em
Naflar.
Chegada
—
Hontem
no
comboio
das
..
e
meta
horas
da manhã, chegou
a
esta
cidade
0
exm.
0 snr.
conde
de
Berliandos.
VLTIHOS TELEGBAimM BA
A6ENCIA
IIAVAS
MADRID
10.
— O
senado
approvou
o
tratado
commercial
com
a
Bélgica.
Caoovas
declarou que
nenhum
carlista
terá
posto
no
exercito
antes
da
resolu
ção
das
cortes.
VERSALHES
10.
—
A
camara
dos
de
putados
annnllou
a
eleição
de
Rouher
por
Ajaccio (Córsega).
CALfrUTA
10.
—
Rebentou
uma
grave
sublevação
de
trabalhadores
no
campo
Bustana,
província
de Madrasta.
Os
sublevadores
reunidos
mais
de
30
000.
Foram enviadas
tropas
para
sublevação.
RIO
DE
JANEIRO
11
de
hiu
para
a Europa o paquete
«Minho»,
da
Mala
Real
Inglesa.
PARIZ
10.
—
3 OjO
francez
á
vista
66,75,
idem
a
praso,
66,90;
5
0|0
á
vista
105,45; a praso,
105,55;
3
OjO,
hispanhol
interior, 15
3(8
; dito
externo,
16
7|8
;
cambio sobre
Londres, 25,24;
dito
sobre Hamburgo,
122
1
18
a
122
1
14
;
acções
dos caminhos
de
ferro
portugue
zes,
falta
;
obrigações
ditas,
2435750
rs.
NEW-YORK
8.-Ouro 113.
ANTUÉRPIA
10.
—
Portuguez
51.
AMSTERDAM
10.—Portuguez
51
5|8.
LONDRES
10.
—
A
laxa
do
desconto
a
3
0|0, e no
mercado regula
a
2
1(2,
con
solidado
inglez
94
5(8,
3 OjO
hispanhol
16
3|4
portuguez
52
1
[2, empréstimo
brali-
leiro,
5
0[0 1865
falta
;
peruano,
1872,
18
1|2,
consolidados
turcos
14
3|4,
egy-
pcio
1873, 51
1(4;
uruguayos,
19; cam
bio
sobre
Portugal,
falta.
RIO
DE
JANEIRO
8
—
Cambio
Londres
25
1(8,
idem
sobre
Paris,
379.
ROMA
10.
—
O
Vaticano
recebeu
uma
nota
do
núncio
de
Madrid,
dizendo
que
a
Hispanha
propoz
tornar
a
pôr
em
vigor
a
concordata
de
1851, se
o
Vaticano
pro-
mette
não
fazer
opposição
absoluta
ao
ar
tigo
da
constituição,
sobre
a
liberdade
de
cultos.
já
são
o
local
in
Carlos
não
tem
a
Inglaterra.
«Univers»
diz:
o
rei
Carlos
VH
indo para
a
Aus-
vae
no
11
em
de
da
abril.—
Sa-
sobre
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
Ao
«Jornal do Minho».
A
requisição
de
Domingos de Barros
Deveza,
da
freguezia
d
’
Adaufe,
empraza-
se o
editor
responsável do
periodico
«Jor
nal
do
Minho»
para
no
primeiro
numero
que
publicar
do dito
jornal, depois
d
’
este
emprasamento,
ioserir
a
resposta
em
seu po
der,
ha
mais
de
15
dias,
dada
á
arguição
qye
no n.°
124
do
dito
jornal
lhe fez
o
rev.®
Antonio
Ferreira
de
Sepulveda
da
mesma,
sob pena
de
responder,
e
fazer-se
cumprir
o
disposto
no artigo 12
da
lei
de
17 de
maio
de
1866.
(3088)
Domingos
de
Biwros
Deveza.
Letras
descontadas,
tomadas
e
a
receber
...................
Empréstimos
sob
penhor
.
Operações
a
longo
praso.
Valores
fluctuantes .
.
.
Créditos
com
caução
.
.
ievedores
no
paiz
e
no
es
trangeiro........................
íffeiios
depositados
.
despezas
de
installação
.
iloveis e
utensílios.
.
.
.
despezas
geraes
....
244:2485521
240:3045705
10
2465890
75:4365050
97:6905935
103:6515302
118:8305000
4:2065273
6355695
1:9875840
PASSIVO
922:0215360
Capital...................................
?
undo
de
reserva.
leserva
para
decima
.
.
Credores
d
’
efleitos
deposi
tados...............................
deposites:
a
praso
fixo
129:8465487
á ordem
43:0925062
uetras a
pagar
......................
Credores
no
paiz.
.
.
.
dividendo de
1875
.
.
.
uucros
e
perdas:
Saldo
de
1875
1:4305882
lucros
deste
anno
600:0005000
9195127
1:4505360
118:839^000
172:9385552
1:1985143
16:3395869
4865000
ço
Braga
1876.
Pelo
8:4085427
9:839^309
922:0210360
e
Banco Mercantil 31
de
Mar
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
João
da Costa
Palmeira.
BANCO
DA COVILHÃ.
Sociedade
anonyma de
responsa
bilidade
limitada.
Balanço
em
31
de
Março
de
1876.
(apitai
3.OO»tOO»5OOO.
l.
a
emissão
750
contos
—
-7
:500
acções
de
100 $>000
reis.
Activo
EXPEDIENTE
DA
AliniVISTa V-
ÇÃO.
Rogamos
a
todos
os
nossos
assignan-
tes
em
divida
de
suas assignaluras,
o
fa
vor
de mandarem
o
quanto
ames
salisfa-
zel-as,
pois
com
o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos
causam
grandes enbaraços,
aquelles
aonde
não
temos
corresponden
tes,
podem
fazel-o
por
meio
de
casas
ban
carias
ou
vales
do
correio.
Os
nossos
correspondentes
nas seguin
tes
localidades
são:
Lisboa, o
revd.0
snr.
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis
—
Hospício
do
Sacramento.
Porlo,
o
snr.
José
Carlos
‘
das
Neves—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello,
o snr.
Francisco
!
osé J’
Araújo
Júnior.
Guimaraes, o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz Antonio
de Car
valho
Todos
estes
snrs.
estão munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
Os
Directores
Accionistas
.............................
10:1005000
-ettras
descontadas
e
a
receber..........................
ifieilos
depositados
.
.
.
Gaixa........................................
Agencias
no
paiz.
.
.
.
ditas no
estrangeiro.
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
ímprestimos
s.
penhores.
Ditos
em
c/c
com
caução.
Devedores
e
credotes.
.
.
Contas
interinas.......................
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
d
’
inslalação.
.
.
457:2835369
12:0905000
25:4805038
34:2155513
9:5035815
7:6005310
154:3215580
202:5025808
5:04051
26
125000
1:9535H4
2:7395032
Passivo
Capital...................................
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
.
Depositantes
á ordem.
.
.
Ditos
a
praso......................
Lettras
a
pagar
.......................
Credores
de
effeitos
deposi
tados
..............................
Devedores
e
credores.
.
.
'Ganhos
e
perdas
....
922:7515703
750:0095000
2:3705601
2:3785000
32:4445117
109:0635318
8825750
.
12:0005000
1:5465482
12:0665435
922:7515703
Covilhã
31
de
março
de 1876.
José
d
’
Amorim
Naz
de
Carvalho.
A.
Baptista
A.
Leilão.
BA1ECO
HEBfiASTIfc DE BRAGA
Resumo
do
activo
e
passivo
do
Banco Commercial, Agrícola e
Industrial
de Villa Real, em
31
de Março de
1876.
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABI
LIDADE
LIMITADA
Resumo
do Activo
e
Passivo d
’este
Banco,
em 31
de
Março
de
1876.
Accionistas
Caixa .
ACTIVO
9:6005000
15:1635149
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
..............................
Letras caucionadas
. .
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo prazo
.
Operações
de
cambio.
.
19:2355056
640:2795989
35:5145000
3:2935530
6:4285535
13:1215802
11:1115111
Papeis
de
credito
.
. .
15:429$120
Contas correntes
com
gara
ntia
...................................
12:073$0
d
4
Agentes
no
paiz
.
.
.
85:107$79l
Agentes
no
estrangeiro
.
43:780$
132
Diversos
devedores.
.
.
.
7:137$927
Moveis
e
utensílios
.
.
.
575$600
Acções,
prestações
a receber
9:570$000
Despezas
de
installação
.
2:500$970
907:159$617
•
-
Passivo
deve
por
letras,
por
elle
firmadas,
tanto
como
aceitante
como
indossanle, quer
n
’
esta,
cidade
quer
fóra d
’ella,e
não
firmará,
quando
não
seja
elle
propriamente
o
apre-
sentante.
Previnem-se
pois as exc.mí
”
ditecções
de bancos, companhias,
agencias
e
parti
culares,
que
não
descontem
letra
algumá
que
lhe
seja
apresentada
por terceiro,
pois
que
ficam
sendo
consideradas
falsas.
Braga
12
de
abril
de
1876.
(3091)
João
da
Costa
Palmeira.
Capital do
Banco.
.
.
.
800;000$000
Deposito
á ordem
16:870$535
Deposito
a
prazo
48:137$429
65:007$964
Letras a
pagar
....
7:81
1$728
Diversos
credores
....
3:586$025
Fundo
de
reserva ....
4:õ00$000
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
4;5U$050
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
2t:742$850
907:159^617
Villa
Real,
3
de
abril
de
1876.
Os
gerentes,
João
Pirão
Ferreira.
Agostinho José
da
Cosia.
AGRADECIMENTOS
Antonio
José
da
Silva
Melo,
Anna
Be-
nedicta
da
Conceição Mello, Maria
da
Con
ceição
Paiva
e
Matilde
Lopes
Cardoso,
agradecem
por esta
forma a
todas
as
pes
soas
de
suas
relações
e
amisade,
todos
os
obzequios
qoe
de
qualquer
forma
se
dig
naram
dispensar-lhe
por
occasião
da
doen
ça
e
fallecimento
de
sua
presada
filha, so
brinha
e
afilhada,
Lucinda
Matilde
da
Silva
Mello,
cojo fallecimento
teve
logar
no
dia
30
de
março p.
p.,
e
bem como
egualmen-
te
agradecem
a
todas
as pessoas que
se
dignaram
assistir na
real
capella
da
Mi
sericórdia,
á
missa e responsos
de
gloria,
no dia 1.®
do
corrente,
não
esquecendo
de
particularmente
agradecerem
aos
reve
rendos
capellães
da
mesma
casa,
as
provas
de
benevolencia
que
lhes
dispensaram,
e
ao
muito
reverendo
abbade
de S. João por
todos
os
serviços
que
lhe
prestou
graluitamente.
A
todos
tribulão
seu
reconhecimento
e
gra
tidão.
(3076)
(-H-
6)
ARMADOR.
João
Baptista
Ribeiro
56—
rua Xova—56
Participa
aos
seus
amigos
e
fregoeze?
que
o
seu
estabelecimento
se
acha augmen-
lado,
com
grande
porção
de
damascos
para
forrar
egrejas,
cortinas
bordadas,
etc.
Riquíssimos
vestidos
para
anjos,
em
nu
mero
muito
abundante;
o
mesmo
em
corti
nados
prelos
para
enterros,
tendo
para
os
mesmos
um
dos
melhores
carros
'vnera-
rios.
Faz
caixões
e
hábitos de
tonos
os
preços,
seja o
mais
rico
que
lhe que..am
encommendar,
promptificando-se como
é
do
seu
costume, a
desempenhar
tudo
o
me
lhor
possível
e
por
preços muito
baratos.
No
mesmo
estabelecimento
se
vende
uma eça
com
tudo que
lhe
pertence,
em
muito bom estado.
(3037)
VENDA
DE
CASAS
x.viA
Vende-se uma
casa
feita de
novo,
híjjlJ
sita
na
rua
das
Aguas
n.°91;
po-
de-se vêr
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
Ajunta
de parochia da
freguezia
de
S. Marlinho
de
Bume,
w
—
4$
I
rua
DES.
MARCOS,N.
5.1
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar em
80 reis
a peça.
c,
‘
1
Bernardo José
da
Cunha,
Manoel
José
da
Cunha,
José
Antonio
da
Cunha,
Rosa
Ma
ria
da
Cunha
Braga, Maria
da
Concei
ção
da
Cunha,
João Baptista Braga,
Padre
Antonio
da
Cunha,
agradecem,
por
este
meio,
a
todas
as
pessoas
que
se dignaram
obsequial-os,
por
occasião do
fallecimento
e
funeral
de
sua
presada
mulher,
mãe,
sogra
e
cunhada,
Monica
Maria
do
Espito
Santo
da
Cunha, que
teve
logar
no,
1.°
do
corrente
mez, na
venerável
Ordem
Terceira,
d’esta
cidade,
e
bem
assim
aos
reveren
dos
snrs.
ecclesiasticos
que
graitiiiamenie
assistiram
ao officio
de
corpo
presente,
protestando
a
todos
indistinctamente
o
seu
eterno reconhecimento
e
indelevel
grati
dão.
(3078)
ANNUNCIOS
Companhia Edificadara e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anonyma
síe
respon
sabilidade
limitada
São
convidados
os
snrs. accionistas.
a
fazer
a
6.
a
entrada
de
5
p.
c.
ou
l$250
por
acção,
do
dia
10
a
20
d
’abril,
desde
as
10
horas
da manhã
ás
2
da
tarde,
no
escriptorio
da
Companhia, no
campo
de
SanCAnna,
n.°
71
D
2.°
andar.
Os directores
João
Carlos
Pereira
Lobato
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura:
(3082).
.<3
■ife
ÍW
H
&
Vende
olio, tintas
e
vernizes
para pinturas
de
casas,
tudo de boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
\
midos.
<
S
Vende
cimento roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques de
ca
sas,
tudo de
primeira
qua
lidade.
(Z*)
S
A
Camara Municipal
d’esta
cidade,
põe
em
arrematação
no
dia
21
do
corrente pe
las
12
horas,
no Paço
do
concelho,
as
obras
da
reconsti
ucção
de pedraria dos
arcos
da
Lapa,
e
do
largo
do
mesmo
nome.
Alçado,
plantas,
e
condições,
na
secretaria
da
mes
ma.
Braga
II
de
abril
de
1876.
O
escrivão,
(3089)
A.
Alves
Costa.
Nova
Companhia
de Seguros
DOURO
Venda
de bens de raiz em S. Thia-
go
de Carreiras,
concelho de
Villa Verde.
No dia 20
do
proximo mez
d
’Abril,
ao
meio
dia. no adro
da
egreja
parochial
de
S.
Thiago
de
Carreiras
do
concelho
de
Villa
Verde,
tem de
arrematar-se
o campo
do
Rio,
o
campo
do
Arieiio,
e
a
leira
da
Veiga,
situados
na
mesma
freguezia,
e
per
tencentes
ao
casal
em liquidação
do
falleci
do
exc.
mo
Manoel
de
Magalhães
d
’
Araujo
Pimemel,
isto
por
deliberação da
commis
são
Itquidataria
do mesmo
casal.
Braga
29 de
Março
de
1876.
Henrique Freire
de
Andrade
Manoel Luiz Ferreira
Braga
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida.
(3058)
ESCOLA
ÃMJ.RICANA
Extrai,
cura
e
conserta
os
dentes
ca
riados,
colloca
dentes
artificiaes
com
per
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da
cida
de.
Consullorio,
Campo
de
SanCAnna
n.°
1,
das
8
da
manhã
ás
5
da
tarde
(3051)
Be
Fogo e
Marítimo
Ageme
em
Braga—
Ricardo
Malheiro
Dias,
Banco
Mercantil, ou
Largo
de
S.
Miguel
O
Anjo,
n.°
20.
(3090)
O
abaixo
assignado, declara
que
nada
SEM COMPETIDOR
EM
PREÇOS
CIliPELIRlA
BBACAKEAÍSÈ
44—
Rua do
Souto
(meio
da
rua)
—
44
Este
estabelecimento
acaba
de
receber
um
variadíssimo
sortimento
de chapeos de
seda
e
de
feltro
ou
castor,
para
’
homem
e
menino
;
bonels
para
ditos,
de
seda,
casi
mira
e
montaguac.
Também
fabrica,
concer
ta e
põe
á
moda
lodo
o chapeo
que
disso
seja
susceptivel.
O
annunciante
convida
o
respeitável
pu
blico
a
certificar-se
do
quo avança.
(2996)
A
EGBEJA
TEinMPHAHTE
NO
CBJSCIEEO
BO VATIC.4VO
Traducção
do
Exc.
m
°
Snr.
D.
Miguel
Sotto-Mayor.
Um
volume
com
uma bella
capa
lyto-
graphada
a
côres
em
que se
representa
o
brasão
das
armas pontifícias.
Pieço
.......................
600
reis.
A’
venda
na
LIVRARIA PORTUENSE,
de
Manuel
Malheiro,
editor,
rua
do
Alma
da
121
a
123.
Lisboa
e
Braga nas
LI
VRARIAS
CATHOLICA,
e
outras.
Ft>i
publico,
que
tem
a
derramar
pelos
parochianos
da
dita
freguezia,
a
quantia
de
832$180
réis
;
para
as
despe
zas
da
egreja
da
sua
freguezia,
segundo
o
orçamento
existente no
t*xc.m°
conse
lho
de
disiricto.
Todo
aquelle
contribuin
te
que
tiver
que
reclamar,
o
póde
fazer
dentro
do
praso
da
lei,
perante
o
dito
conselho
de
districto.
(3075)
J
ttençâo
No
largo
de
D.
Gualdim
n.°
1
casa
de
José
Maria
Torres
Machado
vende-se
milho branco
a 580, e
550
reis
a
reta
lho,
por
junto
á
abatimento,
pelo
mesmo
preço se
vende
nas
casas
do
annuncian
te
na
ponte
de
Prado.
(3087)
Vende-se
na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar
d
’Arrifana
o
casal
denominado d’
«Alem>
com
todas
as suas
pertenças,
livre
de
fôro
ou penção.
Dirigir-se
ao
proprietário
alli,
ou
nos Chãos
de
Baixo,
n.°
6.
(3055)
AMÀU
A DiUS
.
E
’
A
MINHA
VIDA
ou
CoEIoqusae
da alma com o Ht'ti
Creador
Tirado
das
obras
de
Santo
Agostinho
Pelo
Padre
C***
Com
uma
completa
collecção
de
ladai
nhas,
e
acrescentada
com
diversas
devoções.
Traducção de A.
Moreira
Bello.
A
’
venda
na
Livraria
Portuense,
de
Ma
noel
Malheiro,
editor, rua
do
Almada
121
123.
1
vol........................................ 240 réis.
JOSE‘
DA SILVA FU,\ VÃO
Com
loja de
fato feito
68,
Campo
de
SanCAnna
[lado
de
baixo},
68
t
Participa
aos
seus amigos e fre-
guezes, tanto
d’esta cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
e variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes ‘
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$500 reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs. até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer
obra
que
lhe
seja
eocommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade do freguez.
(1»)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
