comerciominho_12121876_578.xml
- conteúdo
-
V ANNO
1876
FOLHA
COMMEBCIAL
RELIGIOSA £
NOTICIOSA
NUMERO
578
■•■r.i •e
?jiv^Mx:yii«^»TOWgnCT»wM«H
ape
a<gB
i
ra»affs«<&a5^^
d<
**
'
-^7.
aM8moaaie3Ma
^a^BM>i
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
kditor
e
fkopmetario
J
oií
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E,
para
onde
deve
rsr
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.
.= As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SAEBADOS.
1FMU1EB
P
reços
: Braga,
anno
l$fi00
rs.»»»Seaes.tre 850 rs.«=«Prown-
.
cias,
anno
2$000
rs e
sendo
duas
8&601)
rs.
—
Seinestre
iâímO
rs.=Brar.il
,
anno
3&600
rs.
—
«Semestre
1^900
rs. moeda
forte,
ou
8-S000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.«—
Annuncios
por
linfa
30
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignante?
áA
% iFahatimento.
D.
JOÃO
Cíl
íiYSOSTOMO
DE
A
òlOBPl
Pessoa,
por mercê
de
Deus,
etc.
Achando-se.
destinado
o
dia
17
do
corrente
mez de
Dezembro
para
a
solemne
publicação
da
Bulia
n
’esla
cidade de
Bra
ga,
e desejando
Nós,
que a
procissão,
que
ha
de
sahir
da egreja
do" Collegio
e
recolher-se
á
Nossa
Cathedral
pelas
10
e
meia
horas
da
manhã,
corresponda
á
im
portância
d
’
esle
acvo;
Havemos
por
bem
ordenar
que
lodos
os
Revd.
os
Parochos
com a
sua
cleresia
e
cruzes
das
suas
pa-
rochias,
assim
como
também
todas
as
con
frarias
e
irmandades,
que
é
costume
acompanharem
a
predicta
procissão,
com
pareçam
uma
hora
antes
da
qne
fica
marcada
para
em
seus respeclivos
lega
res
seguirem
e
acompanharem
a
mencio
nada
procissão,
e
queremos
que
esta
Nossa
determinação
não
seja
nma
pura
forma
lidade;
mas sim
que
obrigue
em
consciên
cia.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
9
de
Dezembro
de
1876.
João,
Arcebispo
de
Braga.
BMAíSA.—1
TEBÇA-FflIBA AS
smíEtiinse
A
verdriuSe.
E’
um
pouco
esquiva
esta senhora.
Difficilmente,
e
raras
vezes,
deixa
os
seus
aposentos,
para
receber
no
paleo
aquelles
que
se
pejam
de
subir
as
escadas da
sua
habitação,
sempre
patente
a
quem
deseja
conseguir
as
suas
amabilíssimas
finezas.
Por
este
motivo
é
preciso que todos,
quando
pretendam ser
acolhidos
sob
os
ver
se
seu
pae mais de
prompto
cumpri
ria
o
que
prometera,
saiu da casa
pater
na,
e
íoi
apresentar-se á
superiora
do
Hospital
de S. Marcos, a
qual
lhe obser
vou que,
como
não
vinha
na
companhia
de
seu
pae, a não
podia
admittir.
Anuindo
porem
aos
rogos
e
instancias
da
rapariga,
e
atlendendo
ao
lastimoso
es
tado
a
qne
redusíra
a
chuva
torrencial
que
toda
a
madrugada
a
ensopara
na
dis
tancia
de
5
kilotnelros,
mandou-a
recolher
ao
hospital
de
Santa
Cruz, até
que seu
pae fosse chegado.
Eiia,
porem,
ou
de
pensado,
ou
por
que
ignorasse
a
existência
de
Irmãs
hos
pitaleiras
n
’
aqúella
casa,
dirigiu-se ao
Hos
pício
de
San
a
Margarida,
na
rua
do
Po
ço,
onde
foi
recebida.
Alli,
a
instancia
do
pae da
rapariga
e
na
persuasão
de
que
ella fosse
menor,
foi
reclamal-a
o
snr.
admin
strador
do
concvíoo,
a
quem
fci
pa
ra
logo entregue.
Esta
é
a
verdade
tio
caso
nefando.
A
«Regeneração-, que
o tinha
noticia
do
com menos
exactidão,
diz
n’
uma
local
do
seu
n
0
ultimo
o
seguinte:
«N
>
ultimo
numero
queixamo
nos
do
procedimento
das
irmãs
hospitaleiras do
hospício
de
Santa
Margarida,
estabelecido
na
rua
do Poço d’
esla
cidade,
que
directa
ou
indirectamente
haviam
influído
para
que
fugisse
da
casa
paterna
uma
rapariga
de
S.
Paio
de
Merelim
e
que se
havia
aco
lhido n
’aquelle
hospício.
Pede a
verdade
e
justiça,
a
que
não costumamos fallar,
que
rectifiquemos
os
factos.
A
rapariga
não
era
menor,
como
dis
semos.
Tinha
mais
de
21 annos, como
ve
rificou
o
snr.
administrador
do concelho
á face
da
certidão
de
edade.
Quando
aquel
la
auctoridade
se
dirigiu
ao
hospício,
per
suadida
de
que a
rapariga
era
menor,
porque
assim
lh
’o
haviam
atíirmado
os
tectos
da
recatada
senhora, entrem
afoi
tamente,
e
não
receiem
pulsar
debalde
ás
portas
do
s
u
andar
nobre
Ella
é
muito
delicada
para
que
negue
a
sua
presença
a
quem
a
procure
com
o
fim de
receber
os
seus
conselhos
lu
minosos,
a
sua
instrucção
indefeclivel.
Mas
nem
todos
estão
dispostos
a tran
spor
o
limiar
da
portada
principal,
por
mais
que
a
isso
os
aconselhem
os
servi-
çaes
alli postados.
E a
prova
é,
que
al
guns
jornaes,
e
correspondentes
de
jor
naes,
d’
esta
cidade, fizeram-se
.propalado-
res
d
’
um
caso
nefando,
contra
o
qual
a
j
referida
senhora
D.
Verdade
não
ppude
comsigo
que
não
protestasse
solemnemente.
No
tal caso,
dramatisado
por
um
mo
do
que
trescaia
a
ennismo,
invdve-se
muito
nefandamente
uma
instituição
be-
nemerita,
cujos
serviços
humanitários
e
caritativos
não
podem
ser postos
em
du
vida.
sem
grandes
arrepios
do
bom
senso.
Quereqnos
fallar
das
Irmãs
hospitaleiras
residentes
nesta
cidade, e
d
’um
facto,
que
referiremos circumstanciadamenle
logo
que
obtenhamos
os
dados
precisos. Por
I
agora
simplifical-o-heinos
quanlo
possível.
|
Uma rapariga,
maior
de
21
annos
e|
conseguintemente
emancipada
por
lei,
de
nome
Maria
Thereza,
filha
de
José
da
Silva, da freguezia de
S.
Paio
de
Mere-
lim,
de
ha
muito
tempo acarinhava de
cididos
desejos
de
entrar
para
a
associa
ção das
Irmãs
hospitaleiras.
Para
l>var
a
effeilo
a
sua vocação
irresistível,
diri-
giu-se, ha
uns
tres
mezes,
acompanhada
de
seu
pae
ao
Hospital
de
S.
Marcos,
onde se
achava
a
superiora
geral
da
as
sociação,
á
qual
expoz o
fim
da
sua
ida
alli. Peia
superiora
foi-lhe
adiada
a
admis
são,
até
que
o pae
da
pretendente
reali-
sasse
certos arranjos
para
isso
precisos.
Ha
dias
aquella
rapariga,
—talvez
para
parochos
de
S.
Pedro e
de
S.
Paio
de
Merelim,
não
lhe
foi
recusada
a
sua
en
trega.
Voltaremos
ao
assumpto
logo
que
tenhamos
mais
escEreciniénlos».
Os cavalheiros
que
presam
a
verdade,
obram
assim, e honra lhes
seja
poris-
so.
Resta-nos,
por
hoje
dizer
só mais
duas
palavras,
para
repellir
um
epitheto
menos
justo com
que
alguém
ousou
cons
purcar
as respeitáveis
setih ras
do
Hospí
cio
de
Santa
Margarida
Na
occasião
em
que o
snr.
adminis
trador
do
concelho
lm
aquelle
hospício,
não
estava
alli
a
superiora,
e a
irmã,
que
presidia
á
ieccionação
das
meninas
pol
res,
senhora
muito
joven,
só
por
esqueciam
nl«
perdoável
não
mandou
despejar a
salla,
onde
ellas
se
achavam,
que
é a
unica on
de
podem receber visitas.
liste
facto
simplíssimo
tem feito alon
gar
a
língua
(Dalguns
seniores,
qtie
em
tudo
vêem desconside-açães,
más
educa
ções, ele.
Com
franqueza:
isto
não
seria
risível,
se
não
fosse
muito
baixo,
e
indigno?!
---------- —«n»
-----------------
Coi.;n«»ri», 3 de «SeJiesni&rs».
(Do
nosso
correspondente;.
Foi
hontem
a
3,
a
recita
da
companhia
da zarzuella.
O
desempenho
de
todas
el
las
foi
irreprehensivel,
sendo
muito
applan-
dida, e
havendo
muitas
chamadas;
até
demais.
Tanto
que
por
causa
d
’
isso
foi
alterada
a ordem em
todas
as
nmtes,
quebrando-se
bancos
e
dando-se
alguns
estalos.
Como
as
chamadas
fossem
já
im
pertinentes,
as
artistas
não
accederam,
e
da
parte
sensata
do
publico,
que
assistia
ao
espectaculo,
manifestavam-se
censuras,
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
5
[Continuação]
XÉBa
O
velho.
Mas
antes
de
acompanharmos
os
habi
tantes
do
Ceo-côr-de rosa
em
sua
visita
ao Purgatorio-trigueiro, justo é
relatar
uma
scena
occorrida
na
mesma tarde,
e
tal
vez
ao
mesmo
tempo,
em que
succedia a
que
acabamos
de
referir.
Era
a
hora
da
sésta.
Pouco
mais
ou
menos, como
acontece
ra
a
Cândido,
que
viu mostrar-se
além da
porta
de
seu
velho
solão
uma
cabeça
branca,
e
dois
olhos verdes;
assim
lam
bem
Celina,
que, na
hora da
sésta,
se
achava sentada
junto
do
seu
piano,
e
co
meçava
a deleilar-se no
estudo
de
suas
musicas,
viu apparecer
uma
cabeça
bran
ca,
e
brilhar
o
olhar
malicioso
do
velho
guarda
portão.
Mas
é
verdade,
que
ainda
não
se
tem
ideia,
nem
se
tez conhecimento com o
velho
guaida
portão.
Também poucas
palavras
serão
de so
bejo
para
que
se
laça
uma
ideia
perfeita
d
’
esse personagem.
A
indole
humana
e
piedosa
de Anacle-
lo,
linha
dois
ou
tres
mezes
antes
do
mal-o
por
acinte—
o Curuja
—;
de
modo
que
qtiando
em
suas
noites
de
escolha
o
velho
se
mostrava,
e
começava
a
cantar
suas
antigas
bailadas,
era ás
vs-zes
inter
rompido
pelos
giitos
de
—Curuja
!
Curu
ja!—
que
lhe
soavam
ora
de
um,
ora
de
outro
lado
da
rua
acompanhados
de riso
tas
e
molejos.
Mas
tão
pouco
se dava
d
’
isso
o
guar
da
portão,
que
começava
e
cõncldia
sem
se
interromper
um
velho
solão,
passava
para uma bailada,
depois
para
outra
e
ou
tra
até
i
ào
poder
mais
de
cansado,
em-
qua
ito
os
gar
tos
se
riam
desmedidamen
te
d
’aqueiias
dtsusad
s cantigas.
Pelo
mesmo
tempo
porém
em
qne
co
meçou
esta
historia,
solfreraos
também
os
hábitos
do
velho
Rodrigues
nma
pequena
modificação:
foi
eiia
uevida
ao
amor, que
elle
tinha
á
musica.
Era
costume
do
velho
Anacleto,
e
de
sua liiha sestear
algum
tempo
depois
de
jantar,
e
a
Bella
Orfã
então
mais
que
nun
ca
em
liberdade
ir
sentar-se
ao
piano
e
estudar suas
mu.-icas
:
em
uma
d
’
essas
ho
ras
de
estudo a
moça sentindo
ruido,
e
olhando
para
a
porta,
viu
a
cabeça
bran
ca
do
velho
Rodrigues,
que
a
escutava.
—
Que
faz
ahi, snr.
Rodrigues,
pergun
tou
ella
doeemente.
—Escuto:
respondeu
o
velho.
—
Pois
então
é
melh r
ouvir
de
perto,
entre.
U
velho
abriu
a
porta,
e
entrou.
—
Sente-se.
Rodrigues
sentou-se
junto
do
piano.
—
Gosta
de
musica
?
perguntou
a
moça.
—
Oh!
muito!
muito.
—
Sim:
é
verdade...
também
eu
lhe
te
nho
ouvido
cantar
á
porta
do
alpendre.
—
Que
cantar!
que canto
eu
?.
.
can
tigas
tão
velhas,
como
eu,
ou
de
certo
mais
velhas
ainda
;
que
as
aprendi
no
collo de
minha
mãe,
quando
ella me fa
zia
adormecer
ouvindo-as.
começo
d’
esta
historia,
chamado
para
o
Ceo-côr-de-rosa
um
homem
pobre
e
ve
lho;
e
para
que
menos
pesasse
a
este
o*
beneficio
que recebia,
Anacleto
o envol
veu
sob
a
capa
de
um
emprego,
que
em i
sua casa
lhe dava.
U
velho
Rodrigues
foi
pois alli
reconhecido
como
—
guarda
por
tão
—,
e
estabelecendo
o
seu
quartel
ge
neral
no
alpendre
do
Ceo-côr
de-rosa
via
amanhecer,
e
anoitecer
em
completa
inac-
ção.
O
guarda
portão
da
casa
de Anacleto
era
portanto
um
creado
sem exercício,
uma
praça
morta
p
oco
mais
ou
menos
passava
os
dias
retirado
em
um
do<
ân
gulos
do
alpendre,
e
só
ás-
noites,
em
que
claro
luar
e
doce
frescor
de
aragem
suc-
cediam
a
algum
calmoso dia,
deixava
o
pobre
homem
seu eterno
posto
por algu
mas
horas,
e
sentando
se
á
porta
do al
pendre
cantarolava
por
entre
os
dentes
al
gumas
antigas
bailadas.
Era
o
velho
Rodrigues
um
homem
de
cerca
de
sessenta
annos,
alto
e
de
fôrmas
musculares,
linha
os
olhos
pequenos,
mas
espertos,
e
o
nariz
aquilino:
os
cabelos,
que
estavam
já
muito brancos, deviam ler
sido
de
côr
castanha
escuros
no
tempo
da
mocidade,
e
corredios
como
eram
des
ciam
então
até
quasi
tnconlrar-se
com
as
sobrancelhas,
que
se mostravam
espessas
e
cerradas:
de
ordmario
apresenlava-se
este
homem
vestido
de
calças
de brim
es
curo
sem
presdhas, e
com
bolsos
aos
la
dos.
de
jaqueta
do
mesmo
panno,
e
algu
mas
vezes
com
um
quimão
de
baeta
pre
ta
sobre
esta.
E,
ou
porque
o
velho
Rodrigues fosse
homem
de
poucas
conversas,
e
difficilmen-
te
accessivel
para
certa
qualidade
de
gen
te,
ou
porque
muitos
notassem
no
seu
ha
bito
de
resguardar
se
de
dia
em
um
can
to
do
alpendre,
e
de
só
apparecer
em
al
gumas
noites
á
porta
d’esle,
assentaram
os
garotos das circumvisinhamças
de
cha-
—
-E
que
portanto
devem
ser
bem
caras
ao
seu
coração.
—
De
certo
;
mas
só
ao
meu
coração.
—
Também
não
é
assim,
snr.
Rodri
gues,
porque
peio
menos
eu
lenho mui
tas
vezes
ticado
esquecidamente
á
janeila,
ouvindo
suas
cantigas
melancólicas
e
ter
nas.
— Está
zombando
de
mim,
senhcra ?
—
-Oh!
não
!
não!
e
tanto
que
lhe
proponho
o
ensinar-me
aígum
de
seus
hél
ios
romances.
—
Hoje ninguém
mais
gosta
d
’
isso.
—
Gósto
çu,
e
peço-lhe
que
m
’
os
en
sine.
Depois
de
um
teimoso recusar
da
par
te
do
velho
Rodrigues,
conseguiu
em
iitn
a
Bella
Ofa,
o
que
pedia:
e
desde
en
tão
em todas
as
horas
de.
sésta o
guar
ta
portão
lhe
ia cantar
um
s
>l,io
ou
uma
bai
lada,
e
em
troco
Celina
fazia
ouvir
suas
mais
bellas
peça?.
E havia
belleza
n
’
esse
cantar
do
ve-
dio.
Rodrigues
com
seu
trémulo
b
ritono,
com
sua
corôa
de
neve
na
cabeça, e
sua
melancolia
do
declinar
da
v.da
parecia
ain
da
mais pioprm, para
a
execução
d
’
a-
quelles
cantos
do
pas-ado.
E
havia
também
apesar
de
tudo
mui
to
interesse
n
’
esses
mesmos
cantos
do
passado.
A
bailada,
o
solão.
o
romance
nacio
nal
é
o
canto
do
coração,
e da
nature
za.
Não é
seu
unico
mérito
o
ter
sido.com
elles,
que
outr
’ora
nossas
mães
nos
em
balavam
no
berç >,
e
nos
adormeciam
no
collo.
E
‘
principalmeiçté
porque
ha
ifelles
a
musica,
a
côr
e
o
fallar
da
p; tria
;
e
porque
elles
contam
o
caro que se
passou
na
terra, que
nos
viu nascer;
porque
tm
fim
a
bailada,
o
solão.
o
romance nacio
nal
é
como nós
nlho
de uma
só
terra,
é
nosso
irmão.
(Conti’iua)
que
não
agradaram
á
platea,
que
quasi
sempre
é
muito
pouco
séria,
sempre
bu-
liçosa,
inquieta,
e
amiga
de
fazer
bexiga.
D’aqui
a
origem das desordens.
Sendo
o
administrador
avisado
por
um
digno
cavalheiro
do
que
se
estava
pra
ticando,
respondeu-lhe
com
suprema iu-
dilferença,
e
como
que
animando
os
dís
colos,
«que
não
linha
satisfações
a dar-
lhe».
isto
mais
indignou
os
ânimos.
O
que
é
certo
é
que
estamos
condemuados
a
não
ter
aqui
auctoridade,
que
faça
res
peitar
a
lei
e
castigar
certos atrevimentos
que muitas
vezes
se
dão
nos
nossos
thea-
tros,
e que
incmnmodam
as
pessoas
de
bem.
Ao
snr.
Medeiros
pedimos
que
seja
menos
indulgente
com
os
díscolos,
nossos
irmãos,
por
graça
de Minerva.
Já
anda
em ensaio
a peça
que
os
quintanistas
devem
representar,
em des
pedida
dos
seus
trabalhos. E'
sempre
um
espectaculo
muito
attrahente
e
divertido,
e
que
nos
deixa
muitas saudades.
Coimbra,
a
formosa
rainha
do
Mondego,
tomou
agora
ares
de
rainha
do
Adriáti
co.
A
cidade
baixa
é
uma
segunda
Ve
neza.
Pelas suas
nus
navegam
os
barcos,
tirando
os habitantes
das easas
inunda
das,
para
que
não
morram
afogados,
ou
á fome.
E
’
uma
cheia
grandiosa,
e
como
ha
muitos
annos
se não viu, nem
esperava
tornar
a
ver,
porque
se
julgava
que
as
obras
do
caes,
para
defeza
da
cidade,
a
punha
a coberto
d
’estas
invasões
súbitas
do
feroz
e
impetuoso
filho
da
Estreila.
Nada
se
conseguiu
para
resguardar
a ci
dade
das
grandes enchentes,
A
praça
de
8
de
Maio
e
a
do
Commercio
está nave
gável;
a
agua penetrou
no
templo
de
Santa
Cruz. N
’
uma
das
ruas
inundadas
morreu
uma creança que
a
mãe
deixára
sobre
um banco
ou
meza em
quanto
su
bia
ao
andar
superior
para
salvar
alguns
objectos;
quando
voltou,
a
corrente
tinha
arrebatado
a
creança.
As
aguas
cobrem
as
insuas e
quin
taes, que ladeiam o
rio,
não
apparecendo,
por
isso,
na
praça
uma
folha verde
de
hortaliça.
A corrente
do
Mondego
arrasta
ani-
rnacs,
moinhos e
barcos,
que
desprendeu
das amarrações,
e
pipas
de
vinho,
que
não
erram
o
destino,
a
que
eram
dirigi
das,
porque
lá
vão
caminho
da
Figueira.
O
vento
que
tem
soprado
violentíssimo
tem
causado
grandes
prejuisos
nos
arvo
redos,
arrancando
formosos
eucalyplus na
praça
de
D.
Pedro
V
e
no jardim
botâ
nico,
onde
quebrou
também
uma
palmeira
secular.
Continua
chovendo
e
ventando
muito.
Hoje
receberam-se
aqui
telegrammas
de
Ceia
e Arganil
prevenindo-nos
d’
um
diluvio
que
aqui
havia
de
ter
logar
pelas
10
horas
da
noite,
calculando
as
milhas
que
elle
percorria
por
hora
e
aquella
em
que lá passou.
Felizmente
o
diluvio
não
engrossou
mais a
corrente
do
Mondego.
Dizia-se
também
que se
linha
rompido
a
Lagoa
da
Serra
da
Estreila.
Todos
es
tes
boatos
espalharam
na
cidade
um gran
de
sobresalto,
e
pela
Calçada
o transito
era
immenso
paia
ver chegar a
enchente,
que
afinai
ficou no
caminho.
A
cheia
desmoronou
algumas
casas
na
rua
das
Parreiras.
N
’esta
mesma rua
a
custo
se
salvou
uma
mulher
e
um
rapaz,
que
já
tinham
a
agua
pelo
pescoço.
Esteve
nesta cidade
o
distincto
poeta
J.
de
Lemos,
com
sua esposa.
Partiu
para
Maiorca.
Esteve
também
aqui
o snr. mar
quez
de
Sabugoca,
que
veio visitar
seu
filho,
que
frequenta
a
Universidade.
No
dia
14
d
’
este
mez
hade
inaugurar-
se
a
primeira
créihe d
’esta
cidade. Deve-
se
a
um
legado
do
ex.
mo
snr.
dr.
J.
Maria
d’
Abreu.
Houve
desastre
no caminho
de
ferro
do
sul,
segundo
se
diz,
porque
o
cor
reio
que devia
chegar
ás
4
e
meia horas
da
tarde
só
chegou
de
manhã.
Continua
a
chover,
e
o
rio
engrossa
de novo.
GAZETILHA
Diatribuíçiii»
de
premiou.—
Rea-
lisou-se
no
dia
8
a
distribuição
dos
pré
mios
aos
estudantes
que
mais
distinctos
se
tornaram na
frequência
do
curso
trien-
nal
do Seminário de
S.
Pedro.
Na
fórma
do
prõgramma
previamenle
publicado,
terminada
a
festividade
da
Im-
maculada
Conceição,
na capelia
do
Paço
Archiepiscopal,
s.
ex.
a
revd.
ma
o
snr.
D.
João,
arcebispo
de
Braga,
desceu
á
mes
ma
capelia.
d
’
onde,
depois
de
breve
ora-
çao,
se
dirigiu
para
o
salão
grande
dos
Retratos.
constarão
das
zarzuelas
Campanone,
Bar-
biero
de
Lavapiés
e
Comediantes
d
’
Antano.
Empréstimo para
os eaminhos
de
ferra da Minha
e
Douro. —
Verifica-se
no
dia
30
do
corrente
no
co
fre
d’
este
districto
o
pagamento
dos
ju
ros
do 2.®
semestre
de
1876
das
obri
gações
da,
1
a
,
2.
a
e
3.
a
series
do
em
préstimo
para os
caminhos
de
ferro
do
Minho
e Douro.
O
annuncio
respectivo
vae
no
logar
proprio.
Carro
virado.—
Hontem
virou-se,
na
rua
de
Andrade
Corvo,
o
carro que
conduzia
para
a
estação
do
caminho de
ferro
o
correio,
que
seguiu
para
o Porto
no
comboio
da
1
h.
e
40
m.
O
empregado
do
correio
soffreu
algu
mas
contusões.
Abjuração.
-
Um
dos
maiores
perse
guidores do
bispo d
’
Olinda,
o
visconde
de
Rio Branco,
acaba
de
abjurar
a
seita
maço-
nica, entrando
na
religião
calholica.
Foi
a
leitura
do
breve'
de
Pio
IX
que
o
levou
a
dar
e-te
passo.
ELiçAo
barata.
—
Um
espirito
mais
fi
no
talvez
do que
forte, engenhou o se
guinte
annuncio
que
remetteu
para
os jor
naes:
«Modo
de escrever
sem
penna
nem
tin
ta,
Fornece-se
a
explicação
franco
a
quem
remelter
um
dollar.
Dirigir
a
R.
J.,
rua
de
tal».
Um
caixeiro
desejoso
de conhecer o
segredo
d
’
esta
descoberta, enviou a
som-
ma
exigida,
e
no
correio
seguinte
recebeu
a
explicação
que dizia
:
«Escreva
com
um
lapis».
Não
faltou ao
que promettera,
o
que
nem
sempre
acontece.
jnei»thn>8.
—
O
«Jornal
dTlorticuI-
lura
Pratica»
dá
a
seguinte
e curiosa no
ticia
sobre
o tratamento
dos jacinthos e
tulipas,
recommendado pelos snrs.
Valen
tim
Schertzer
et
hls,
de Haorlem.
especia
listas
de
plantas
bolbosas:
«Os
jacinthos
ílorecem em
toda
a
qua
lidade
de
terreno,
porém
o
que
mais lhes
convém
é
o
lerriço ordinário
misturado
com
um
pouco
de
estrume
de
vacca
con
sumido
isto
é,
um
bom
lerriço
molle
e
leve
para
produzir
uma
bella
floração.
Se
a
terra
fôr
muito
gorda,
lurbosa
ou
argilosa,
póde-se-lhe
misturar
uma
pe
quena
quantidade
de
areia
ou
de
terra
de
folhas apodrecidas.
Em
geral
os
jacinthos,
assim
como
to
das as
plantas
bolbosas
de
flóres
de
in
verno,
plantam-se
nos
mezes
de
outubro
e
novembro
em
vasos
de
terra
e
plantam-
se
as cebollas
de
modo
que
a
parte
supe
rior
tique
um
pouco
abaixo
de
superfície
do
vaso;
comprime-se
a
terra
por
lodos
os
lados,
e
deixem-se
assim
expostas
ao ar
durante
algum
tempo.
Pa<a
conservar
a humidade
da terra
e
favorecer
a
formação
das
raízes,
convém
enterrar
os
vasos
até O'
1
,
03
a
O'n,
04
centímetros
da
sua altura,
pois
de con
trario
será
preciso
haver
o
cuidado
de
humedecer
bem
a
terra
e
collocar os
va
sos
s<>bre
praleiras
cheias
de
agua.
Durante
o
mez
de
janeiro ou principio
de
fevereiro
coilocam-se
os
vasos
no quar
to,
em
um
logar
claro
e quente
bem
ex
posto
ao
sol,
perlo
de uma
janella,
para
impedir
que
as
hastes
floraes se
alonguem
de
mais.
A
terra
deve
conservar-se húmi
da,
porque,
á
medida
"que a
haste
e
as
flores
se
desenvolvem,
mais
humidade
exi
ge,
sendo
preciso,
por
conseguinte, ler
o
cuidado
de
a
regar
de
tempos a
tem
pos.
Conforme
a
temperatura
fôr
mais
bai
xa
ou
mais
elevada,
assim a floração
se
fará
em fevereiro ou
março,
sendo
tanto
mais
bella,
quinto
mais tarde
tiver
logar;
isto
é, quanto
menos
forçadas
forem
as
plantas.
Para
fazer
florescer
os
jacinthos
em
agua,
tomam-se
frascos
apropriados,
que
se
enchem
completamente
de
agua,
e
n
el-
les
se
collocam
as cebollas, de
modo que
a
parte
inferior
toque
na
superfície
da
agua,
havendo
o
cuidado
de,
á
medida
que
ella se
fôr
evaporando,
acrescentar-
lhe
nova
quantidade,
para
que
a
raiz
es
teja
conlinuamenle
em
contacto
com
el
la.
A
agua
de
chuva
é
que
convém
me
lhor,
e costuma-se
juntar-se-lhe
um
pou
co
de
carvão
de
madeira,
para
que se
con
serve
sempre
pura
Os
frascos,
assim
pre
parados,
collocam-se
em
um
logar escuro,
ou
em
um
armario fechado,
não
só
para
impedir
que
a
agua se
evapore
com
tan
ta
facilidade,
mas
sobretudo
para
que
as
raizes
se
desenvolvam
menos
rapidamen
te.
De
resto,
os
jacinthos
cultivados
em
frascos
são
tratados
como
os
plantados
em
vasos,
e
em
janeiro
ou
fevereiro
collocam-
Precediam
o
venerando
prelado
o
corpo
capitular,
membros
da
Relação
Ecclesias
tica,
professores
do
curso superior
do
Seminário
de
S.
Pedro
e
cbllegiaes
do
mesmo,
os
quaes
no
mesmo
salão
com
s.
ex.
a
revd.
‘na
tomaram
assento.
Chamados
os
estudantes premiados,
compareceram
4,
faltando
2,
que
por
se
haverem
já
retirado
para
o
seio
de suas
famílias,
e
estas
serem
de
terras
mui
re
motas,
não
puderam vir
pessoahnente
re
ceber
as
dLtincções
qne
por
seu
talento
e
applicação
tinham
obtido.
S.
ev.
a
revd.ma
pronunciou
um
brilhan
te
discurso,
qne
sentimos
não
poder,
ain
da
que
em exlracto,
dar
aos leitores.
Só
diremos
que referindo
a
origem
do
ho
mem
creado
peias
mãos
de
Deus,
e
não
procedendo
do
macaco,
como
hoje
alguns
materialistas
estultamente dizem
e
ensi
nam, mostrou
que
o homem
para
se
apro
ximar
da
Divindade
só
o
poderá
fazer
por
meio
da
viriude
e
da
sciencia,—pra
ticando aquella,
e adquirindo
esta.
Dirigindo-se
aos
alumnos
qne
iam
ser
laureados
com as
distiocções, disse
que
os
diplomas
que
lhes
ia
entregar
são
um
ti
tulo
honorifico
de
grande
valor,
e que
el
les, ao
apresentai
os
aos
companheiros
ou
ás
famílias,
podiam
repetir
aquellas
pala
vras
memorandas
proferidas
pelo saudoso
D.
Pedro
V,
ao
receber
das
mãos
da
de
putação
da
Sociedade
Humanitaria.
por
occasião da epidemia
da
febre
amarelía,
uma
medalha
pela
mesma
sociedade
man
dada
cunhar
para
distribuir
aos que mais
se
haviam
distingn do
por
actos de
caridade,
coragem
e abnegação,
durante
o flagello:
«Recebo-a
com gosto
e a
lanço
sobre
a
meu
peito; porque
esta
não a
herdei,
nem
m
’
a
deram:
ganhei-a
eu».
O
acto
da
entrega
dos
diplomas, e
o
abraço
a
todos
os
capitulares,
professores,
reitor
e
superiores
do
Seminário,
foi real
mente
tocante
e
commovedor.
Nos iutervallos
locou
uma
banda
de
musica.
Honra
seja
ao
respeitável
prelado
bra-
carense,
a
quem
se
deve
a
iniciativa
de
taes
solemnidades,
tão proveitosas
para
o
estudo
e
edificação
dos
que
se
dedicam
ao
sacerdócio.
JAoosa
Senlaora da
CoBíceãçA®.—
A
Immaculada
Conceição
da SS.
Virgem
feslejou-se,
na
fórma
dos
annos
anterio
res,
nos
templos
do
Paço
archiepiscopal,
Conceição,
Salvador,
Terceiros
e
N.
Se
nhora
da
Torre.
Na
capelia
do Paço
foi
a
missa
so
lemne
acompanhada
a instrumental
da
capelia
da Sé.
Exéquias. —
Consta
que
por
man
dado
da
exc.
ma
snr.a
D.
Anna
Fausto
d
’
Azevedo
e
Moura,
vão
ser
celebradas
n
’esta
cidade
exequias
solemnes para
su
fragar
a
alma
do
seu
finado
irmão,
o
ar
cebispo
D.
José
de
Moura.
Também
corre
que
a
mesma
senhora
vae
distribuir
avul
tadas
esmolas
aos
asylos
da
cidade.
Tempo.
—
O
dia
de
sabbado
esteve
formosíssimo. O
domingo,
porém,
ama
nheceu
brusco,
e
de
tarde
continuou
a
cair
chuva,
que
se
tem
prolongado
até
hoje,
ainda
que
um
pouco
branda.
Academia.
—
Em
consequência
de
não
ler
podido
vir
a
commissão
repre
sentada
da
Associação
Calholica
do
Porto,
ficou
transferida
a
academia, que
em
hon
ra da
Virgem
Immaculada,
linha
de
ser
ante-hontem
realisada
pela Associação Ca
lholica
d’
esta
cidade.
Jnrnnes litterariog.
—
Recebemos
o
n.°
9
da
«Borboleta»,
e
o
n.°
11
da
«Vigilia»,
dois
magníficos
semanários
de
litteralura,
aquelle publicado
n
’
esla cidade
e
o
ultimo
na
do
Porto.
Dois
bouquels
formosíssimos.
Desastre.
—
Das obras
da
Compa
nhia Edificadora,
em
construcção na
Cruz,
de
Pedra
caiu
ha
dias
um
operario,
que
ficou
muito
maltractado,
sendo
imme
diatamente
transportado
ao
hospital
de
S.
Marcos.
viiHHão. —
Terminou
no dia
3
do
corrente
a
missão
que
em
Vieira
fizeram
os
revd.
05
fr.
Manoel
da
Madre
de
Deus
e
padre
José
Rodrigues
dos Reis.
Foi
proveilosissima,
como
o
prova
o
grande
numero
de restituições
que
se
fi
zeram,
reconciliações
entre
inimigos,
es
cândalos
exterminados,
e
conversões.
Aasoeiaçfto Catholiea. —
A
direc
ção
resolveu
abrir
todos
os dias,
durante
a
quadra
do
inverno,
a
casa
da
Associa
ção,
para
os
socios.
Excellenle
medida.
Companhia
de
zarzuela.
—
As
tres
recitas
que
a
companhia
de
zarzue
la
diiigida
pelo
snr.
D.
Juan
Molina
vem
dar
a
esta
cidade,
e
a
primeira
das
quaes
se
realiaará antes do
dia
15
do
corrente,
se no
quarto
em logar claro,
quente e
bem
apropriado.
Os
jacinthos
podem
também
cultivar-
se
em
praleiras
cheias
de musgo
ou
areia
húmida,
o
que
torna
a sua
floração
de
melhor
effeito.
N
’este
caso,
tomam—
e
tan
tas
cebollas
quantas
a
pratei.ra possa
con
ter,
que sejam
da
mesma
especie,
cresçam
á
mesma
altura
e
floresçam
na
mesma
epoca,
e
collocam
se
sobre
o
musgo ou
a
areia
humedecida,
tratando-se
depois como
as
outras.
•
Quanto
ás
tulipas,
são
tratadas
simi-
Ihantemente
aos
jacinthos
cultivados
em
vaso,
e
para se obter
melhor
effeito
plan
tam-se
tres
a
quatro cebollas
das
varie
dades
serôdias,
e
das
temporãs
duas
ou
tres
em
cada vaso.
Um
cesto
plantado
com
a
variedade
Due
de
T/iol
é
um
verdadeiro
ornamento
de
quarto.
AusciSueta.—
Um
desgraçado,
perse
guido
implacavelmente
pelos
seus
credores,
e
a
quem
um
alfaiate
foi
perseguir
de
manhã
cedo
a casá
de hospedes
onde
mo
rava,
tomou
a
resolução
de
se
fechar
por
dentro e não
dar
resposta
por
mais
que
o
homem
batesse.
O
alfaite,
que
bem
sa
bia
que
elle
estava
em casa,
disse-lhe
pelo
buraco
da
fechadura:
—
Não
me
quer
responder?
Pois
este
ja
certo que
não
me
vou
hoje
d
’
aqui.
O
devedor
riu-se,
e
deitou-se
para
bai
xo.
Acordou
ao
meio dia, e
começou
a
ves
tir-se, dizendo coinsigo:
—
A
estas
horas
já o meu carcereiro
de
sistiu.
Comtudo
sempre
á
caulella
estendeu-
se
no
meio
do
chão,
e
espreitou
pelo
in-
tervallo
que
havia
entre
a
porta
e
o
chão.
Qual
não
foi
o
seu
terror,
quando
viu
umas
botas
immoveis
!
—
E
não
se
foi
!
pensou
o
desgraçado,
cá
estão
os
pés]!
Dá
uma hora,
dão
duas,
e
elle
renova
a
experiencia
e
os
pés sempre
lá.
Dão tres
horas,
dão
quatro,
dão
cin
co,
e
a
fome
devastava
o
estomago
do
infeliz mas
as
botas
não
se
retiravam.
Então
não pôde
mais.
Capitulou
por
fal
ta
de
viveres.
Abriu
a
porta,
n
’
um
lan
ce
de
desespero,
e
seu
espanto
não
foi
pequeno
quando
viu que
as
botas
carce-
reiras
eram
as
suas
próprias
botas,
que
o
creado
lhe
engraixara
e
pozera
á
porta.
«eseoberta.
—
De
Argos
telegrafam
ao
«Times»
noticiando
que o
dr.
Schlie-
manu
descobrira
immensos
tumulos
cheios
de
joias
e
pedras
preciosas
no
circulo
de
ages
paralellas
por
baixo
das pedras se-
pulchraes
consideradas
por Pousenas
co
mo
tumulos
de
Atreu,
Agamêmnon,
Cas-
sandra,
Eurymedou
e seus
companheiros.
Encontrou
uma
porção
de ossos
hu
manos
de
homem
e
mulher,
pratas,
joias
d
’ouro antiquíssimas
pesando
tudo
cinco ki-
logrammas,
dous
sceptros
com
cabeça
de
cristal
e
diversos outros
objectos
de
pra
ta
e
bronze.
E
’
impossível
descrever
a
grande
varie
dade
dos
thesouros.
Uma nova tinta de
impressão.
—
O
jornal
«Scienlific
American»
indica
o
modo de fabricar
uma
tinta
nova,
co
meçando
por
dissolver
ferro
em
acido
sul-
furico, chlohydrico
ou
acético.
Uma
metade
da
solução
se
oxida
por
meio do
acido
nítrico,
e
depois
misturam-
se
as
duas
metades
e
fórma-se
um
preci
pitado
de
oxido
de ferro.
Este
precipitado
filtra-se,
lava-se
e
mis
tura-se
com
partes
eguaes
de acido
tani-
co
e
de
acido
gallico;
o
que
dá
um
pro-
ducto
negro
rodeado
de
um outro azul.
Lava-se
o
negro,
secca-se
e mistura
se
com
oleo
de linhaça
A
tinta obtida assim
por
este
modo,
diz-se,
é
muito
boa
para
impressão
e ly-
thografia.
—
Esta
praga
horrível,
arrastada
pelo
vento,
acaba
de
cair
no
Algarve.
No
dia
20
uma
nuvem
d
’estes
insectos
da
ordem
dos
orlhopteros
descendo
a
al
guns
campos
d
’este
concelho,
aonde
os
trigos
estavam
já
nascidos, produziu
es
tragos
de
tal
ordem
que
é
realmente
para
assustar.
Os
campos
verdejantes
no momento
em
que
elles
os
invadiam,
horas
depois
estavam
como
se
não
tivessem
sido
se
meados.
A
camara
municipal
de Lagos,
segun
do
diz
o
nosso
collega
da
«Gazeta
do
Al
garve»,
reuniu-se logo
em
sessão
extraor
dinária
e
pediu
pelo
telegrafo
providen
cias
ao
governo
atim
de
fazer
extinguir
este
inimigo
oriundo
da
Arabia e
Trata
ria,
obtendo
em
seguida
os
recursos
pre-
cisos
para se
tomarem
as
mais
promptas
provincias.
A
camara
de Portimão
tomou
igual me
dida.
PojjvaSração
da
Turquia,—
O
dou-
tor
Vakschich
de
Belgrado,
que
é
consi
derado
como
uma
grande
auctoridade
em
similhante
matéria, avalia
a
população
da
Turquia
da
Europa,
não comprehenden-
do os
Principados,
em
8.000:006
de in
divíduos,
sendo
3
000:000
Slavos.
Se
ajunctarmos
a
este
numero,
1
500:
Servios
e
Montenegrinos, temos
a
cifra
de 4.000:000
Slavos
para
uma
população
total
de
9.500:000.
Elle
eleva
o
total
dos
mahometanos
a
3.000:000.
Estes,
ainda
que
inferiores
em
numero
aos
christãos,
possuem
todas
as
vantagens
que
procura
o
monopolio
do
po
der.
Morenas
e losaras.—
Segundo
o
dr.
Beddoa,
as
damas
morenas,
na
Inglaterra,
casam-se
mais facilmente
do
que as
lou
ras.
Verificou
elle
que
de 100
inglezas
lou
ras,
37
íicam
solteiras, e
de
100
morenas
apenas
17
íicam celibalarias.
Venenos
indianos.—
Algumas
tri
bos
selvagens usam
como
armas flechas
envenenadas,
cujos
eífeitos
são terríveis
pela energia de
suas
substancias
toxicas
de
que as
impregnam,
as quaes,
introdu
zidas
no
systema
circulatório, produzem,
a
maior
parte
das
vezes,
a
morte
do
fe
rido
Mu.tos
viajantes
pretenderam
estudar
a
composição
d
’
estas
substancias, compostas,
na
sua maior
parte,
do
sumo
de
eufor-
biaceas,
misturado
com
o
veneno
contido
nas
glandulas
d
’algumas
serpentes
veneno
sas,
composição
muito
usada,
segundo
Bó-
jesman,
na
África meridional.
Os
indios
de Guyana
preparam
um ve
neno
muito
energico
qne
exlrahem
d
’uma
especie
de formiga
que
habita
aqueila
re
gião,
se
bem
que
outros
creem
que
a
sua
base
é
a extrichnina; obteem também
um
principio
que
causa a
loucura
quando
se
introduz
na
economia animal.
Os
dyatks
de
Berneo
usam
umas
lassas,
cuja
ponla
é
banhada
no
sumo
d
’uma
planta
chamada
upa.
Esta
arvore
tem
uma
espessa
folhagem,
e usando-se
como
plan
ta funeraria,
debaixo
d’ella
costumam
cons
truir-se
tumulos,
o
que
deu
origem
á
cren
ça
errónea
de
que
sua
sombra
é mortal:
o
principio
venenoso
está
na
resina,
que
se
extrahe
praticando
entalhaduras ou san
grias
em
sua
região
cortical.
O
veneno
mais
commum
é
o
que
é
usado
pelos
indios
do Sul d’America,
ex-
trahido
da
planta
que
denominam
cura
re,
urari,
wurrara
ou
wirrari,
conheci
da
na
Europa
desde
1515,
em
que
sir
Walter
Raleigh a
trouxe
da Guyana.
M. Emílio
Carrey
explicou
que
o
cu
rare
se
preparava
de
diversos
modos,
se
gundo
as
tribus
indianas
empregando-se
ás
vezes
o
veneno
contido nas
glandulas
das
serpentes
venenosas,
ou simplesmente
o
suco
d’
uma
planta
pertencente ás
exlri-
chneas.
Humbold
refere
ter
visto
preparar
o
curare,
que é
uma
substancia
solida de
côr
negra,
a
qual, segundo
Cláudio
Ber
nard,
se
conservou
durante
dez
annos dis
solvida
em
agua,
sem
perder
suas
enérgi
cas
propriedades venenosas
Occasiona
a
morte
sem
dor
sensível,
sem agonia,
pro
duzindo
uma
especie
de modorra
ou
som-
no
do qual
não
se
torna
a
despernar-se.
Assim
como
a
nozmomita
se
extrahe
de extrichnina,
e
a
rnorina do
opio,
se
obtem
do curare um
alcaloide
altamenle
venenoso,
que
M.
Boussingant
conseguiu
crystalisar.
Curioso achado.
—
M.
Mulher,
sabio
liollandez,
acaba
de
descobrir 26
cartas
da rainha
Chrislina
de
Suécia,
dirigidas a
Descartes.
Sáo
copias
evidentemenle
con
temporâneas
dos
originaes e
que
se
acha
vam
na
bibliolheca
do
barão
de
Pallandh,
em
Roozendaal.
O
eiieaiys»
*
»
18
-—
A.
’
s
propriedades
pu
rificadoras
da
atmosfera
que
exerce
o
eu-
calyptus,
diz
uma folha extnngeira,
ha
que
acrescentar
a
de
afugentar
com
o
seu
aroma
os
inesetos.
Segundo
assegura
um
profundo
observador, viu-se elle livre
da
praga
dos
mosquitos
pela simples
installa-
ção
no seu
quarto
de dormir
d
’
um
eucaly-
plus
glóbulus
de
pequenas dimensões,
no
tando
que
a
acção
inseclifuga
da
referi
da
planta
diminuía
quando
estavam
seccas
suas
folhas e perdida
sua
força
vegetalica,
sendo
mais eílicaz
quando maior
era
a
sua
iouçania.
O
aroma
que
exhala
este
vegetal
não
é
prejudicial
ao homem,
e
nas
localidades
propensas á
presença
de
insectos, pode
experimenlar-se
este
meio
preventivo, sem
pre
que
o
clima
permitta
o
cultivo
da
re-l
esforços
locaes,
poderam
pela
maior par-
ferida
planta,
que
também
poderia
ter
ap-
te
conjurar
os
perigos
da
innundação do
plicação
para
evitar
nos
estábulos
as
mo-
Ribatejo.
íestias
que
produzem
os
insectos
aos
ga-
Deram-se
as
ordens
mais
rapidas,
que
dos.
tiveram
immediatamente
execução.
Livra dos
mortos.—
A
rica
collec-
ção
de documentos egypcios
corresponden
tes
a
um
periudo
de
mais
de
49
séculos,
recolhidos
na
sua
maior
parle
durante
a
expedição
franceza
ao
Egypto,
será
em
breve
publicada
sob
o
titulo
qne
nos
serve
d’
epigrafe.
Destes importantes
documentos
fez-se
a
primeira
edição
em
1805
pelo
editor
Champohion;
este
livro
appareceu
com
o
nome de
Rilual
funerário,
e
era
formado
por
uma
serie
d
’
artigos
soltos
e
sem
cor
relação,
escriptos á
vista dos
manuscri-
ptos
escolhidos
em
sarcofagos,
tumbas,
mortalhas,
mausoléus
e
archivos
pelos
ex
pedicionários.
Para
a
nova
edição
designou
se uma
commissão
de orienta
listas
que,
reunidos
em
Londres
no
anno
de
1875,
começaram
a
tarefa
de
ordenar tão importantes
do
cumentos e
augmentar
a
referida
collec-
ção,
já
de
si
numerosa,
com documentos
existentes
nas
bibliothecas
de
Pariz, Ley-
de,
Berlin
e
Turin,
a
fim
de
reunir
e
maior
numero
de
dados
possível
na
edi
ção
que
breve
deve
ver
a
luz
publica,
e que
será
de
grande interesse
historico.
Temporal.
—
Continuam
a
chegar-nos
noticias
dos
desastres causados
pelo
tem
poral.
Na
freguezia
de
Tihães
é
enormíssimo
o
prejuiso
causado
pela
inundação. Mui
tas
casas,
arvores
e
sementeiras
foram
dam-
niíicadas.
Informa-nos
pessoa
digna de
fé
que
nas
propriedades
do snr.
visconde
de Ruães
os
prejuisos
feitos pela
inundação
do
rio
Cavado
sobem
á
quantia
de
cinco
contos
de reis.
—
Escrevem-nos
de
Ribeirão
:
Na
noite
de
30
de novembro
uma
hor
rorosa
tempestade
deixou
em
lastimoso es
tado
as
propriedades
dos
moradores
da
freguezia
de
Ribeirão,
n>>
concelho
de
Vil
la
Nova
de
Famalicão.
Dois ribeiros
que
atravessam
a
freguezia, um que
tem
prin
cipio
na
freguezia
de
Villarinho das
Cam
bas,
e
outro
no alto
da
Terra
Negra,
não
deixaram
uma sementeira, de trigo,
cen
teio,
e
cevada,
levando
sementes,
adubos
das
terras,
ficando
estas
por conseguinte
sem
poderem
produzir
fructos
durante al
guns
annos. Paredes
e
pontilhões
não
es
caparam
ao
impeto
das
agoas
*
uma
ase-
nha
que
estava
no
rio
Ave,
foi
levada
pe
la corrente;
os
seus
donos
não
a
põem
em
estado
de
poder
funccionar
sem
uma
despesa
superior
a
oito
centos
mil
reis.
Os prejmsos
causados
n
’
esta
freguezia
ex
cedem
a
tres
contos
de
reis.
Felizmente
não houve
desgraças
pessoaes a lastimar
por
se
acudir
a
tempo
a
alguns
moleiros
que
estavam
nos
moinhos.
—
Das
outras
terras
do
reino
dão-nos
os
jornaes
noticia
de immensos
desastres.
—
O
correio
do
sul é feito em
mala-
posta,
sendo o
trasbordo
em
Soure,
isto
por
causa das
avarias
nos
caminhos
de
ferro.
—
Quasi
todas
as
linhas
se
acham
in
terrompidas.
—
A
povoação
de
Darque,
fronteira á
de Vianna do
Castello,
na
margem
do
Lima,
foi
quasi
arrasada pelo
temporal
dos
últimos
dias
A
casa
do
snr.
Ethena
ficou
quasi
inutilisada.
O
telhado
da
egreja
pa
rochial
foi
pelos
ares; as
aguas
furtadas
de
algumas
casas foram
lançadas
peio
ven
daval
a grande distancia.
—No
concelho
de
Mirandella
os
pre
juisos
com
os
temporaes
sobem
a
129
contos
de
reis.
—
Tem
sido
espantosamente rigoroso o
temporal no
districto
de
Bragança. O ven
to
rijo
do
quadrante
do
sul arrancou
alli
arvores
seculares.
As chuvas
copiosissimas
tem
causado
ctieias
medonhas. O
rio
Fer-
vença,
que
passa
pela capital
do
districto,
levava no
dia 30
tanta
agua,
que
galgou
os
muros
e
invadiu
as
hortas,
causando
muitos
prejuisos.
Havia
40
annos
que
o
rio
não
levava
tanta
agua.
—
Em
Lisboa
leem
sido
horrorosas
as
con
sequências
do
temporal.
São de
facil
contagem as
ruas
onde
não
tem
desabado
um prédio, ou
um
mu
ro,
e
onde
a
innundação
não
tenha
tido
eífeitos
terríveis.
O
Tejo
tem
rompido
violenlamenle
di
ques,
e
represas,
inundando
os
campos
e
as
lezírias, afogando
gados
e
alagando
po
voações
inteiras,
eulre
estas
Vallada,
on
de
1:500 pessoas
estiveram
em
risco
de
ficarem
afogadas.
Felizraente
as
promptas
providencias
dadas
pelo
governo,
juntamente
com
os
L>go
que
foi
recebida
ordem
no arse
nal
de
marinha para
se
soccorrerem
as
vidas, ameaçadas
pela
cheia,
sempre
cres
cente
do
rio,
apromptou-se
o
vauor
«Ope
rário»
e
um
grande
lanchão
de
ferro,
le
vando este
as
seguintes
rações:
De
baca
lhau,
1:680;
de
aguardente,
1:540;
de
azeite,
2:000;
de
bolacha,
3:000;
de
vi
nho,
1:975.
A’
uma
da
tarde
seguia,
rio
acima,
o «O.'erário»,
com ordem
de es
perar
em
Villa
Franca
os
outros
vapores,
que
se
estavam
apromptando,
e
de pres
tar
qualquer
serviço
que
o
administrador
do
concelho
tivesse
por
urgente.
A
’
s 2
horas
apresentou-se
no
arsenal
o
«Touro»
e pegou
no
lanchão
dos
mantimentos
para
o
rebocar
na
direcção
de
Vallada.
Entre
tanto
seguiam
o
mesmo
rumo,
o
«Alcan-
tara«,
o
«Tejo»,
o
«Progresso»,
o
«Mer
cúrio»,
o
«Leão>,
e
o
um
grande
varino.
A’
s
3
horas
chegou
proximo
da
ponte
do
arsenal
o
«Pescador»,
no
qual
foram em
barcados
para
Vallada o
snr. director
das
obras do
Tejo
e o
tenente
da
armada
snr.
Caetano
de
Freitas,
indo
este
encarregado
por
parle
do
arsenal
de tomar
o
com
inando
da
força marítima, a
fim
de haver
unidade
de acção.
Mais tarde
apromptou-
se
lambem
o
«Tigre»,
metlendo
carvão
a
toda
a
pressa,
e uma
falua
do
arsenal
le
vando
1:500 saccas
para
legumes.
Em
quanto a
embarcações
para con
incção
de
gado,
tenciona
o
snr.
D.
Anlonio
de
Al
meida
lançar
mão
das
que
encontrar
rio
acima
visto qne
é
necessário
terem
ellas
as
condições
para
navegar
n'aquellas
pa
ragens,
sendo
rebocadas
nas
distancias
compatíveis
com
o
calado
de
agua dos
vapores.
Os
soccorros
não
podiam
ser
mais
promptos
nem melhores,
attendendo
ao
pouco
tempo
de
que
para esse
fim
se
poude
dispor.
Dez
vapores
foram
a
ca
minho
de
Vallada.
—
Depois
da
abandancia
de
agua
no
Ribatejo seguiu-se
a
falta
de
provisões.
A
’s
6
horas
da
tarde
de
7
recebeu-se
ordem
no
arsenal
da marinha
para
apromptar
um
escaler
a
vapor,
um
lanchão
com manti
mentos
e
o
carregamento
para
17
carro
ças.
No escaler embarcou
o
snr.
ministro
das
obras
publicas,
levando
de
ajudante
o
primeiro
tenente
da
armada,
snr. Fer-
nandes
da
Cunha. Acompanhou
esta
em
barcação
um
escaler
a
vapor
da
corveta
«Bartbolomeu
Dias». Eram
7
horas
da
noite quando
largaram para
Villa
Franca,
com o lanchão
dos
mantimentos.
Meia
ho
ra
depois
saiam
do
arsenal
as
17
carroças,
levando
para
um
comboio
da
linha
fecrea
de
leste
as
provisões
de
bocca.
N
’elle
e
no
lanchão
embarcaram-se
os seguintes
gene-
ros
:
bacalhau
1:000 kilos,
bolacha
4:000
kilos,
legumes
1:400 litros,
vacca
salgada
400
kilos,
vinho
1:800 litros,
aguardente
400
litros
e azeite
400
litros.
São
immensos
os
prejuisos
occorri-
dos
no
concelho
de
Almada,
e
outros,
to
davia,
como já
dissemos, puderam
ser
con-
jtuados
em
parte.
—
D
’Evora
dizem
com
data de 7
:
Chuvas
torrenciaes, e
grandes
inunda
ções.
Na
ribeira
do
Djevi
a
corrente
le
vou
dois homens
que
iam
montados
em
burros,
morrendo
aquelies
e
os
animaes.
BANCO
COMMERGIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
30
de
novembro
de
1876.
Aetivo
Acções,
prestações
a
receber
4:9950000
Dinheiro
etn caixa.
.
.
.
89:2730600
Leiras
em
carteira. .
.
.
435:7390777
Empréstimo
sobre
penhores.
110:1490315
Contas correntes
com
garan-
tia.........................................
1.201:0320470
Agentes
no
paiz.
.
.
.
162:7990103
Ditos no
estrangeiro.
.
.
45:7220319
Títulos
e
papeis
de credite.
311:1310840
Diversos
devedores.
.
.
. 256.4070832
Despezas
de
installação.
.
5:2000000
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:7220625
2.624:1730881
Passivo
Capital..................................
1:000:0000000
Obrigações...........................
1.121:0210923
Depositantes
..........................
87:1030226
Agentes
no
estrangeiro.
.
.
38:8480913
Diversos credores.
.
.
•
193:5730018
Leiras
em
deposito.
.
.
.
32:2150000
Letras
a
pagar
............................
69:1500384
Notas
eui
circulação
. .
.
7700000
Fundo de reserva.
.
.
.
50:0000000
Dito
para
prejuisos
even-
tuaes.....................................
3:0000000
Dividendos
a pagar.
.
.
.
3'6290265
Ganhos
e
perdas.
. . .
21^620150
2.624:1730881
Braga 4
de
dezembro
de
1876.
Os
Directores
João
Evangelisla
de
S.
Torres e Almeida.
Luiz
Anlonio da
Cosia
liraga.
B4MCO MERCANTIL BE
BRACA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
aetivo
e
passivo
d
’
este Lanco
em
30
de
novembro
de
1876.
Aetivo
Accionistas........................
8:4000000
Caixa
...................................
43:9990150
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receb-r
.
. .
183:1900517
Empréstimos
sob
penhores
252:5950835
Créditos
com
caução .
.
115:3270007
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
.
17:5410923
Devedores
no
paiz.
.
.
6:1480177
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
26:7850467
»
»
Estrangeiro. .
4:6990812
Acções
de
conta
própria
.
26:2500000
Valores
íluctuantes.
.
.
57:2200090
Eífeitos
depositados
. .
37:1500000
Despezas
d
’
instailação .
.
4:8560569
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:5680180
Gastos
geraes
e commissões
4:1650879
790:2010606
Passivo
Capital
...................................
600:0000000
Fundo de reserva ....
9190127
Depositos
a
praso
.
.
120:2360811
»
á
ordem.
.
.
13:8380840
Agencias
no
Reino
.
. .
3840830
Credores no
paiz .
. .
3
8270354
Credores
d
’
efíeitos
deposita
dos
...................................
37:1500000
Dividendos
a
pagar
.
.
.
2:0770000
Lucros
e
perdas.
.
.
.
11:7670644
790:2010606
=
====
=
=
=3
Braga
30
de
Novembro
de 1876.
Os
Directores,
José
Antonio
Rebello
da Silva.
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
THE&TRO
DE
COMPANHIA
DE ZARZUELA
Empreza
de 9.
João Molina
O
emprezario
d’
esta
companhia,
grato
ás
provas
de
sympathia
que
recebeu
dos
habitantes
d
’
esta
cidade
quando
pela
pri
meira
vez
aqui veio,
resolveu,
a
pedido
da
administração
do
referido
thealro
dár
3 únicos
espectaculos,
sendo
o
primeiro
antes
do dia
15 do
corrente,
com
as
zar-
zuelas
Campanone,
Barberillo
de
l.avapiés e
Comediantes d’Anta-
no.
A
assignatura
está
aberta
desde
já
na
casinha
do camaroteiro
desde
a
1
hora
da
tarde
em
diante.
Os
assignantes
de
camarotes
que
os
tomarem
pelas
3
recitas,
teem
abatimento
de
10
u
|
0
.
As pessoas
que desejarem
tomar
ca
marote
para
uma
unica
recita,
poderão
dar
o seu
nome,
na
certeza
de
que
só
mente
lhe
será
garantido
o
camarote
que
escolheram,
quando
não
haja
pretendente
para
as
3
recitas.
Os
bilhetes
de
assignantes
de cadeiras
|
por
3
recitas,
deverão
ser
procurados
24
■rax-T
horas
antes
do dia
do
primeiro especta
culo
e
pagos no
mesmo
acto.
As
assignaturas
de
camarotes
serão
pagas
depois
da
i.a
recita.
Preços
:
Camarotes
Assignatura
Avulsos
1.
a
ordem
frente
3$500
4^500
s
»
lados
3j000
4^)00
2,a
»
*
frente
4^500
5$50í)
j
»
lados
4^060
5-5000
3.
a
»
l$500
15800
Plateias
Superior
709
■
80o
Geral
560
600
Galeria
frente
300
»
lados
200
despedida
Antonio
José
Barbosa,
caixeiro
que
foi
n
’
esta
cidade
de
José
Antonio
Ferreira
Go
mes
(successor
da
casa Loureiro),
rua
No
va de
Sonsa
n.°
5,
tendo
de ausentar-se
para
Vianna
do
Castello
onde tenciona
fi
xar
a
sua
residência,
despede-se
por
esta
fórma
de todos
os
seus
amigos
e
pessoas
de
suas
relações,
oíferecendo
n
’
aquella
ci
dade
os
seus
serviços
a
todos
os
amigos
que
d'elles
se
quizerem
utilisar.
(4475)
Pedro
Leite
Pereira.
Maria
da
Concei
ção
de
Castro Loureiro
e
seus
filhos,
agradecem
por
este meio,
na
impossibili
dade
de
o
poderem
fazer pessoalmente,
a todas
as
pessoas
que
os
cumprimenta
ram
por occasião
do
fallecimento
de
sua
prezada
irmã,
cunhada
e lia, Theresa
Lei
te
Pereira,
e
bem
assim
a
lodos
os reve
rendos
snrs.
ecclesiasticos
que
assistiram
ao seu funeral, que teve logar
no dia
24
de
novembro
na
egreja
de Santa
Maria
de
Panoias,
protestando
a
todos
o seu eter
no
reconhecimento.
(4472)
e;
:
...
j
’
ire
’.;
-resreretre
ANNUNCIOS
”
A
Sociedade
do
tiro
dos Pombos
de
Lisboa,
compra
pombos, em
partidas
não
inferiores
a 50,
pelo
preço
de
140
reis
ca
ia
um,
pagos
no
acto
da entrega,
em
qualquer
estação
dos caminhos
de ferro
de
Norte
e
Leste
e
de
Sueste.
Os vende
dores
podem,
para
mais
esclarecimentos,
dirigir-se
aos
chefes de
estação ou
ao
se
cretario
da
Sociedade,
Luiz
de Sequeira
Oliva
Travessa
do
Monte
do Carmo
n.°
29,
Lisboa.
(4
473)
A
QUEM
CONVIER
A pessoa
que
qúizer
encarregar-se
de
administrar
uma
casa
que vai
40.6'00^000
e
de
grandes
rendimentos,
nas proximi
dades
de
Braga,
de
cuja
administração
anfeiirá
grandes vantagens,
queira
diri
gir-se a Miguel
de
Mello
Pereira Pinto—
Soulello
—
%
iSFu Verde.
(4469)
' RARA LIQUIDAR
2
—
Bua
de
S.
Marcos
—
2
Um
saldo de lãs
para
120,
160,
200
e
300
reis o metro.
Merinos
pretos,
de pura
lã, largos,
pa
ra
700
e
10000 reis
o
metro.
Lenços
de
malha
a 300, 360
e 400
reis.
Bretanhas
de
linho
para
360,
500
e
600
reis
o
melro.
E
muitos
mais
objectos por
preços
ba
ratíssimos.
(306)
(4471)
O Século XIX em
face da con
sciência e da Egreja.
(Conferencias
pelo Padre» Roux)
Versão
de
D.
Miguel
Sollo-Mayor
Vende-se
na
livraria
de
Manoel
Malhei-
ro,
rua
do
Almada,
123,
Porto.
Preço
.......................
500
reis.
i <
o
ÚJ..J
Devendo
no
dia
30
de
dezembro
corrente
verificar-se
nos
Cofres
Centraes
dos Dislrictos
do
Conti
nente
do
reino,
e
nas
Caixas
Centraes
do
Ministério
da
Fazenda
o
pagamento dos juros do
segundo
se
mestre
de
1876
das
obrigações
da
l.
a
,
2.
a e 3.
a
series
do
empréstimo
para
os
caminhos
de
ferro
do
Mi
nho
e
Douro:
são
prevenidos
os
possuidores
das
mencionadas
obrigações,
quer
de
assentamento,quer
de
coopims,
que pretendam
receber
o
dividendo
n
’
esle
districto,
que
devem
apresentar
n
’
este
Cofre Central,
relações,
em
duplicado,
das
obrigações
que
possuírem
onde
se
descrevam
pela
sua
ordem
os
numeros
des
sas
obrigações.
Ambas
as relações serão
cheias,
segundo as
indicações
n
’ellas impressas
á
margem,
e
assignadas pelos
indivíduos,
aprentantes
de
coupons, ou
a
favor
de
quem
tiver
sido feito
o
ultimo
averbamento
das
obri
gações, ou
por
seus
legítimos
procuradores;
juntando-se
a
respeçtiva
procuração,
sendo
as assignaturas
reconhecidas
por
tabellião,
em
qualquer
dos
casos.
Um dos
recibos
deve
ser
devidamente
sellado,
com
es
tampilha
do
imposto do sêllo,
nos
mesmos
termos
que os
recibos
de
juros
pagos
pela
Junta
do
Credi
to
Publico.
As
relações
estão
desde
já
á
venda
no
Cofre Central
d’
este
districto.
Juntamente
com
as relações serão
apresentados
os
coupons
das
obrigações,
relativos
ao
segundo
se
mestre
de
1876,
ou
as
próprias
obrigações,
se
forem
de
assentamento.
A
apresentação das
relações
e
titulas,
nos
termos
antecedentes,
n
’este
Cofre
Central, será
feita
des
de
as
dez horas
da manhã
até
ás
tres
horas
da
tarde da
maneira
seguinte:
Obrigações
n.
’
s
a
»
D
S
9
»
»
1
,a
-4:3(30
em
12
de
dezetnb.
4.36'
a
8:7.
o » 13
»
»
8:721
a
13:080
» 14
•
»
13:081
a
17:440
»
15
i
>
17:441
a
21:800
»
16
s
»
2f:80l
a
26:160
»
18
»
»
26:161 a
3O;520
> 19
»
s
30:521
a
34:880 » 20
.
»
Obrigações
n.
os
34:881
a
39:240
em
21
de
dezemb.
»
39.241
a
43:600
» 22 »
»
»
43:601
a
47:960 » 2’
3
»
»
47:961
a
52:320
» 26 »
»
52:321
a 56:680
»
27 »
»
»
56:681
a
61:040
>;28
»
»
j
>
61:041
a
65:400
»
29
»
j>
Os
portadores
de
obrigações,
cujos
numeros estejam
comprehendidos
em
vários
grupos,
nos
termos
acima,
podem
fazer
a
apresentação
de
todas
quantas
possuírem
no
mesmo
dia
e
na
mesma
relação,
com-
tantoque os numeros
mais
baixos
das
ditas
obrigações
sejam
correspondentes
aos
do
grupo
marcado
pa
ra
a
verificação
n
’esse
dia.
Em
todo
o
caso,
faz-se
saber que,
para
cada
semestre
e
para
cada
classe
de
obrigações
—
assenta
mento
ou
coupons
—
é
necessária apresentação de
relações
especiaes. Não
é
admittida
em cada
relação de
-
cripção
promíscua
de
obrigações
de
coupons
e
de
assentamento,
nem
de juros de
mais
de
um
semestre.
Depois
de
verificadas e
notadas
as
relações,
serão
juntamente
com
as
obrigações
de
assentamento,
devidamente carimbadas,
restituídas
aos apresentantes
para,
no
dia
30 de
dezembro
corrente,
mediante
a
apresentação
d
’
essas
relações,
ser-lhes pago
o
juro
respectivo
ao segundo
semestre
de
1876,
effectuando-
se
o
pagamento
das
dez
horas
da
manhã
ás
tres
horas
da
tarde.
Os possuidores de
obrigações
de
í.a,-2.a
e
3.a
series do
empréstimo
dos
caminhos
de
ferro
do
Mi
nho
e
Douro,
que
não
se
apresentarem
para
a verificação
dos
seus
titulos
nos
dias
respectivamente
mar
cados
acima,
só
poderão
receber
esses
juros
qu
quaesquer
outros
em
divida,
na
sexta
feira
5
de
janeiro
de 1877
e
primeiras
sextas
feiras de cada mez, não
sendo
dia
feriado, porque então o
pagamento
será
na
vespera.
Outro
tanto
acontecerá
relalivamcnte
aos
portadores
de
relações
já
notadas,
que
se
não
apresen
tarem
para
receber
os
juros
respéclivos
no
dia
30
de
dezembro
corrente.
Repartição
de
fazenda
do districto
de
Braga aos
9
de
dezembro
de
1876.
x
•>
O
0
Dricgírií) da
Thesouro,
Henrique Francisco Bizarro.
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que
contém todos os princípios
balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de
Noruega. No«
fortes
calores
e nas
mudanças de estação,
impede que a agua se corrompa: é uma bebida hygie-
nica
e preservadora de moléstias epidomicas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo dagua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
com chlorhydrophosphato
de cal.
Gonsumpção,
moléstias
do peito,
tísica, anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstias dos
ossos,
das
mulheres e
das criancas. — Preco : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato
de ferro. —
Recon-
stitue
o sangue sem
causar o
estomago. Muito
agradavel, digestivo e tonioo.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PAR
A.
OS
ÇÃVâLLOS.
Substitue
o
ferro candente esn dzalruir
o
pello. Exito infallivel e facil applicaçâo. — Preço : 950 reis.
Devositos
:
BARBERON & G'%
en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret),
França. Em
Lisboa, o snr.
Barreio,
r. do Lorêlo,
n.° 28—30.
(23 -H-i
Farmaoia de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris Unico proprietário). i
HIGADOS^FRESCOS
DB
BAGALAO de
Prescripto por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as enfermidades <!o peito, afleicâes
escrofw-
Hosas,
Sosses
ehrantauí,
rbeMnaaíisnsos,
g
magrcaa
crianças, das
isaapSseisues.
co
fluxos
brancos,debiH<Iadeg;ei'»l,ctc.,etc. fir ÍIOCTCI
Agradavele facil de
tomar.—Desconfiar das falsificações.
§
„
rfí
‘
Wl Exigir-se-ha a marca da Fabrica juntó que encobro
<i
capsulo de cada frasco de feitio
triangular, e
a firma
HOGG
e Cia,
que
devera achar-se sobre o rotulo.
Deposilos nas principaes
Pharmacias e
em
I.ãsboa, nas casas de B
abreto
,
rna
do
S-orcto, c 30. A
zevedo
e Filhos,
B
arral
e I
rmão
;
em
lBorto,
nas
casas de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
foSnsbra,
Salvador F
erraz
.
BBAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1
8
’
6.
Parte de Comércio do Minho (O)
