comerciominho_13011876_444.xml
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1376
FOLHA
COMMÉRCIAL &ELIGÍOSA
L
NOTICIOSA
NUMERO
444
Assigna-see
vende-se
no
escriptario
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca de por te.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10 rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.=Semestre
850
rs.==Prown-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
l$250
rs.=Braztl,
anno 4&400 rs.=Semcstre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20rs.,
repetição 10 rs.
Para os
assignantes id
%
d
’
abatimento.
BRAGA— UUVTVFEiKA
1» DE
JANEIRO
Abertura
«las curtes.
(•)
Abriram-se
as
camaras.
O
chefe
do
Estado fez
a
ceremonia
liberal
de
ler o
discurso,
que
segundo
antigas
usanças,
os
seus
ministros lhe
põem
nas
mãos.
Em
outros
tempos
era
costume
o
pre-
cipilarem-se
logo
sobre
o
discurso
da
aber
tura
os
partidos
dissidentes.
Hoje
porém,
que
tal acto
é
conside
rado como
de
mera
formalidade,
a
oppo-
sição
promette
já
de
ante-mão
approvar
todo
quanto
a
respectiva
commissão
dis
ser
em resposta,
que
também
não
é
me-
ncs
outra
formalidade.
Nada
significa pois e
nenhuma
impor
tância
tem
actualmente
o chamado
discurso
da
coroa.
Melhor
é
que
assim
seja,
para
que
os
simples
que
ainda
esperam
alguma
coisa
d
’
esta
fórmula
governativa,
possam
alimen
tar
por
algum
tempo
mais,
esperanças,
que,
a
valer
alguma
coisa
a
falia
do
thro-
no,
já
seriam
dissipadas.
Nada
promette
de
novo
o discurso
da
coroa.
Pois
não é
por
que
o
paiz
não
sinta
necessidade
de
medidas
uteis
e
reformas
proveitosas.
Mas
para
que promessas, que
a
expe-
riencia
de
longos anoos
tem
mostrado
não se realisam nunca?
Quantas
veses
andou
ahi
apregoada
no
discmso
da
coroa
a
dotação do
clero?
E
quando se eílectuou
ella
?
Nunca.
Agora
ao
menos
já
esta
classe vene
randa
não poderá diser
—
o
rei
engauou-
nos.
O
rei
nada promette
-e
conseguinte
mente
nada
está
obrigado
a
dar.
Verdade
é
que
esta
classe,
a
mais
prestadia
de
todas
quantas
se
compõe o
Estado,
está morrendo
á
mingoa.
Verdade
é
que
na
esperança
de
lhe
serem
melhoradas
as
condições,
em
que
se
acha,
olhou
com
indiíferença
criminosa
para a
espoliação
que
se
fasia
á
Egreja.
Mas
que
importam
aos
poderes
públi
cos
as
criticas circumslancias
do clero,
para
que
o
rei
haja
que
importar-se
d
’
elle
no
discurso
da corôa?
Desamortisou-se
tudo
?
é
o
que
importa.
Resta
ainda
alguma
coisa
de
que
o
governo
possa
lançara
mão?
é
o
que
in
teressa.
Veja
o
clero
o
resultado
dos seus tra
balhos
políticos.
Aonde estão
esses
amigos
por
quem
a
maior
parte
da
classe
ecclesiastica
se
sacrificou
tanto?
Que
tem
elles
feito etn
utilidade
e
a
bem
do
clero
que
lhes
deu
a
vicloria
na
urna?
Sumiram-se,
como
se
já
não existis
sem,
mas
para voltarem
de
novo,
quando
as
circumstancias
o
exigirem,
a
illudir
os
incautos
com seus
costumados
enganos
e
trapaças.
Seja
embora o
clero
condetnnado
por
lei
a
morrer
de
fome,
que
aquelles,
por
cuja
causa,
Deus
sabe, se
muitas
veses
compromellera
até
a
própria
consciência,
não
tem
uma
só
palavra
que
profiram
em
sua
defesa.
São
estas
as
consequências
da
indifle-
rença
com
que
o
clero
olha
sempre
o
acto
eleitoral.
Indiílerença,
disemos nós,
mas
para
os
seus
interesses
e
da
Egreja,
porque
uma
boa
parte
da
respeitável
classe ecclasias- (*)
(*)
Este
artigo
estava
composto
e
era
destinado
ao
n.°
antecedente.
Como,
po
rém,
um dos
nossos
estimáveis
collabora-
dores se occupava
do
mesmo
assumpto,
no
referido
n.°,
damol-o
hoje.
lica
tem
levado
a
soa
complacência
até
ao
apoio
que
dão
indislinctamente
a
qual
quer saltimbanco
político
que
se
lhes
apresente
n
’
uma
epoca
<1
'eleições.
Parece
incrível,
que
a
classe de
mais
simpatbias
e
prestigio entre
o
povo,
seja
assim
votada
ao
despreso
por
aquelles
que
ao
menos
lhe
devem
mais
gratidão
I
Mas
a
culpa torne-a o clero a
si
pro-
prio,
e
ás
suas
pouco
escrupulosas
con
descendências.
Não
acontecera
por
certo
assim,
e
o
clero
seria mais
respeitado,
se
por
ven
tura
unido,
como
deve
estar,
fosse
menos
indulgente
com
aquelles que
unicamente
o
conhecem
e
bajulam,
quando
procuram
o
seu apoio
político.
Porque
o
não
tem
sido,
porque
se
tem
deixado
illudir
por
traficantes,
sofire
hoje
as
consequências
de
seus
erros.
E
se
as
lições
continuam
a
não
lhe
aproveitar,
espere
que
ainfa
mais
hade
soflrer
e sentir.
Do
passado
e
presente
póde tirar illa-
ções
que
lhe
façam
prever
o
futuro.
---
—-■
------
A’
redacção
do «Coanunereio
do
mtinlio».
Londres,
31
de
dezembro
de 1875.
[Continuação]
Para
uma
especie
de
contraste
virá
bem
aqui
o
seguinte
paragrafo
que
leio
no
mesmo
papel
de
Bayuna
primeiro
ci
tado
:
«As
agencias
telegráficas
annunciam que
o segundo
filho
de
Cabrera
acaba
de
en
trar
no
regimento
de
dragões
da
guarda
real na
Prussia.
Sabe-se
que
o
pae
tra-
hiu
a
causa carlista
para
maior
bem
da
Egreja
e
da
monarchia
;
se
o
filho
entra
no
serviço
da
Prussia,
deve
ser
igualmen-
te
para
o
maior
bem
da
monarchia
e
da
Egreja.»
Eis
o que
diz
o
supplemento
á
«Se-
maine
de
Bayonne»;
por
minha
parle
di
rei
como cousa
de
que
lenho
lembran
ça
pessoal,
que
Cabrera
se lisongeara
ha
muito
já,
com
cena consideração
e
sim-
pathias
da parle
de
altos officiaes
Prus-
sianos. iQuem
sabe,
se n’
aquella tão ai
rosa pirueta
do
velho guerrilheiro deixou
de entrar
influencia Prusso-bismarkina
?
Na
escola
militar
de artilheria
em
Se-
goria
(que
é
escola
meiecidamente
mui
acreditada
na
Europa, de ha
muitos
an-
nos)
deve
ao
que partce,
ter-se
passado
utlimamente
cousa
séria—
tanto
mais
ha
suspeita
d’
isso,
quanto
parece
esconder-
se
a
cousa
cuidadosameote
da
parte
dos
affansinos.
Jusiamente
isto
se
conjectura
pelo
facto,
de
terem
sido
expulsados
da
dila
escola
quinze
alumnos,
oito
dos
quaes
se acham
detidos
nas
prisões
militares de
S. Francisco,
em
Madrid
;
ao
mesmo
lem-
po
que
o
governador
da
escola,
o
briga
deiro
Espinosa,
veio
a Madrid
ler
uma
longa
entrevista
com
o
ministro
da
guer
ra.
S.
Sebastião
tem
continuado a
ser
bom
bardeada
pelos
carlistas
e
com
estragos
e
accidentes
dentro
da
praça.
D
’estes
bom
bardeamentos
porém
não
faço
eu
muito
caso
nem
me
parece
que
adiantem
muito
a causa legitimista,
salvo
em
fazer com
isso
qoe
os
affonsinos
sejam
assim
obri
gados a
conservar
uma força
considerável
na
praça, que
de outra
sorte
poderia
ir
augmentar
a
do
exeicilo no
campo.
Parece-me
que
em
Madrid
ha
suas
dif-
ficuldades
em
determinar
como
se
ha
de
arranjar
o
comman
io
em
chefe do
gran
de
exercito
que
se
iuteota
enviar
para
exterminar
afinal
os
carlistas
de
uma
vez
para sempre!
Parece,
pelas noticias,
que
entre
Jovellar
e
Martinez Campos
ha
com
petência
fatal
para
ver
quem hade
ler
essa
honra
de
matar
o carlismo;
e
assim,
que
o
governo,
para
contentar
os
dois,
vae dividir
o exercito
em
dois
corpos,
e
dar
metade a
cada
um
dos
pertendenles
ao
officio
de
mata-carlistas.
Veremos
co
mo
se
resolve o
problema,
e
se
os
carlis
tas
se
deixam
assim
matar
e depenar
pelos
Rodomeoles
do
aflonsismo.
E’
curioso
que
os
poucos
que
com
Ca
brera
passaram
ao
inimigo,
e
que
forma
ram
uma
especie
de
tropa
irregular,
a
que
chamaram
conlra-guerrilbas,
e
lam
bem
denominaram
«companhias
da
paz» (!),
são
mandados
nolens
volens
para Cuba, e
que
o seu
chefe
Alemany,
está
preso.
Assim
paga o
diabo
a
quem
o
serve,
Ou
no
seu
caldeirão
Pedro
Botelho,
Ao
frigil-os
no azeite
que
lá
ferve;
E
vejam-se
os traidores n
’este
espelho.
Diz
um
telegramma
de
Roma, que
«D.
Isabel
11
escrevera
ao
Papa, deplorando
a
conducta
seguida
para
com
a
Egreja
pe
lo
filho
Affonso,
e
a
lavar
assim
as mãos
de
toda
a
responsabilidade
pessoal».
Mui
to
bem;
mas
para
que contribuiu a
tal
rainha
a
metter
o
menino
na mão
das
bruxas
liberangas?
j
Pois não
sabia
sua
magestade
conslitucioneira,
o
que é
uma
realesa
bastarda,
liberanga,
ou
constitu
cional
?
Ajuda
a
fazer
do rapasole
um
tnani-
quim,
e
aborrece-lhe agora
vel-o
voltar
á
direita,
á
esquerda,
para
traz,
para
diante,
á
medida
que
Bisinark,
que
Layard,
que
o
Nemcio,
que
Decazes, que
Canovas,
que
Sagasta,
que
Martinez
Campos,
que
Jovellar, que
os
republicanos,
os
mode
rados,
os
consiiiucionaes,
os
intransigen
tes,
os
radicaes,
os
conservadores,
os
destruidores,
os
retrógrados,
os
progres
sistas,
os protestantes, os
neo-catholicos,
os
alheus,
as
pansistas,
os
serranislas,
e
mais
duzia
e
meia de
outros
islas
que
ainda
por
lá
existam
!
Supponho
que
sua-
ci-r/erant-magestade
constitucional
nunca
se
ineommodou
a
estudar
latim
;
e
não
sa
be,
por tanto
a
significação
de
utn
tal
inarclum,
unde
pedem proferre
pudor
ve
lai
aut
operis lex,
que,
não obstante
ha
ver
sido
escripto
com
outro
objecto, ser
ve
para
aqui
muito
bem.
Faz agora
sua
confissão política
ao
Santo
Padre;
mas
Sua
Santidade
não
póde
fazer
em
política
ou
em
moral
do
preto
b<anco.
j,
Porque
não
estudou
s.
m.
bem
o
Sillabus, antes
de
se
enredar
no labirinto
anglo-absurdo
e
ao
mesmo
tempo
alglo-velhaco,
do cons
titucionalismo
liberanga,
inventado
pelo
protestantismo
inglez,
para
voltar
as
ou
tras
nações
com o
debaixo
para
cima,
e
enriquecer-se,
e
mediar
á
custa
d
’ellas.
De
tolices
nem
quer
nem
póde
Sua
Sau
dade
absolver
—
bem
que
as
possa
benigna
mente
perdoar e
compadecer.
à
. n.
sàràivà
.
[
Continua]
---- -------------------------- ----------
UnÊMo
«lo
eiero.
V
Tendo-nos
occupado
dos
motivos que
obrigam
o
clero
a
unir-se,
falta-nos men
cionar
as
causas
que
tem
produzido
a
sua
desunião.
Antes
porém
que
entremos no
exame
d
’
eslas
causas,
cumpre-nos
fazer uma
de
claração,
que
desejamos
seja bem
presente
a
todos aquelles
para
quem
escrevemos.
Em
tudo
quanto
deixamos
dito,
como
no mais
que
houvermos
de
dizer
sobre
o
assumpto
que
nos
proposemos tractar,
um
só
fim
levamos
em
vista,
qual
é
o
bem
do
clero.
Sobrinho
de
um
ecclesiaslico,
parente
em
grau
mais
ou
menos
proximo,
de
al
guns,
e
amigo
respeitador
de
todos,
que
braríamos
a
penna,
no
momento
em
que
a
consciência
nos
apontasse
uma
só
pala
vra,
por
nós
escripta,
que
podesse ser
de
deterimento
á
veneranda
classe
sacer
dotal.
Nem
essa
palavra,
se
por
inadvertên
cia
nos
houvesse
caído
sobre
o
papel,
chegai
ia
a
vêr
a
luz publica
na
Semana
Religiosa,
que, recebendo
toda a
sua
in
spiração
de
um Prelado tão
douto,
como
amigo
do
clero,
a
não
consentiria
em suas
columnas.
Se
pedimos
ao
clero, que
se
una,
é
por
que,
como
catholico,
que
nos
honra
mos
de
ser.
desejamos
vêl-o
forte
para
o
vermos
respeitado.
’
F
Se promovendo,
tanto
quanto
cabe
em
nossas
pequeníssimas
forças,
essa
união
recordamos
deveres,
e por
vezes nos
sen
timos
foiçados
a
condemnar abusos,
al
guns
momentos
de
uma
reflexão séria
bas
tarão
sem
duvida,
para
que
se
nos
faca
justiça.
v
Gieia
o
clero,
que
se possível
nos
fosse
o
uml-o
todo,
e
vinculal-o
depois
ao
seu
respectivo
Prelado,
que
é
o
centro
d
’
essa
umao,
para
que
assim
unido
o
po
isemos
vêr
victorioso na
defiza
.
e
seus
direitos
e
dos
da
Egreja,
embora
esse
trabalho
nos
custasse
outros
sacrifícios
que
não
o
de
alguns
momentos
debruçado
sobre
uma
tira
de
papel,
creia,
que
de
bom
grado
o
faríamos.
Mas
pois
que
nada
mais podemos,
soíua,
que
por sua
utilidade
própria
lhe
peçamos
e
instemos
d
’
este
mesmo
limar
d
onde
tantas
vezes
temos
pugnado
em°seu
favor,
que
se
una,
como
tanto
o
estão
reclamando
os
seus
mesmos
interesses
e
os
da
religião
que
é
obrigado
a
defender.
E
a
desunião
em
que
está,
conven-
Ça'
se
<1
tsso
o
clero, que
mais tem
con
tribuído
para
o
abatimento
em
que
se
encontra.
'
E
o
clero
vive
desunido,
por
que
?
Sejamos
Irancos,
que
assim
o
exige
a
gravidade
do
assumpto.
A
pi
imeira causa
da desunião
do
clero
está
no
espirito
pouco
ecclesiaslico
da
maior
parte
de
seus
membros.
Se
lodos
fossem
compenetrados
da
lellra
do
Evangelho,
e
medissem
bem a
grandeza
e
santidade
de
sua
missão,
tanto
bastava
por certo
a
estreitar
na
mais
in
tima
união
toda
a
classe
ecclesiastica.
A
fé
é
o
melhor
laço
para
as
intelli-
gencias,
como
a
caridade
o
vinculo
mais
forte
para
os
corações.
E
o
sacerdote
que
nutre
bem
vivas
em
sua
alma
estas virtudes,
sabe
o
que
deve
aos
seus irmãos,
e
não
foge
âs
obri
gações
que
o
ligam
aos
seus
superiores.
A
identidade
de sentimento,
é
o
pri
meiro
passo
para
a união
de
vontades.
O
coração
sente-se
naluralmenle
atlra-
hido
para aquelle
de
nossos
similhantes,
que
pensa
como
nós,
e
que
como
nós
sente
e
quer.
Amamos
de
preferencia
o
indivíduo,
cujas
idéas,
aspirações
e
desejos se
amol
dam
melhor
ao
nosso
modo
de
pensar e
sentir.
O
sacerdote
pois,
que
não
quer
ser
traidor
á
santidade
do
seu
ministério,
vae
procurar
no
Evangelho
a norma
de’seus
pensamentos
e
acções, estabelecendo
por
esta
fórma
a
base
mais
segura
da
unifor
midade moral
que
é
o
principio
e
o
funda
mento
da
verdadeira
união
com
os
seus
collegas
e
superiores
no
sacerdócio.
O
fim
unico
da grandiosa
missão,
con
fiada
ao
clero,
não
é, nem
póde
ser
outro,
que
a
gloria
de
Deus
e
a
salvação
das
almas.
Com
os
olhos
sempre
fitos nesta
ne
cessidade,
encaminhando
para
ella
todas
as
suas
aspirações
e
cuidados, quem
póde
duvidar
de
que
a mesma
unidade
de
fins,
quando
bem
comprehendida
e
realisada,
firmaria
de
um modo
indissolúvel
a
união
de todos quantos
trabalham
por
conse-
Iguil-a
?
Assim como um
só
pensamento
man
tém
unidos
os
inimigos
da Egreja
Catho-
lica,
na guerra
incessante,
que
movem
ao
clero,
assim
também
um
unico
interesse
bastaria
a
conservar
bem
cerradas
as
filei
ras
dos
aggredidos.
Este
interesse,
para o clero, é
um
só,
o
do
Evangelho.
Não
somos
nós
os
primeiros
nem
os
únicos que
pensamos
por
esta
fórma.
Já
em
tempos
um
eminente
escriptor
nosso
se
exprimia
da
seguinte
maneira,
escrevendo sobre
o
mesmo
assumpto,
que
hoje
nos
occupa
:
«Se
o
clero portuguez...
continuasse,
como
deve
continuar
a
missão
dos
discí
pulos do Salvador
do mundo...
se
por
ventura
o
ciero
se
limitasse
ao que
é
pro-
prio
do
seu
ministério
sagrado
;
se
cui
dasse
sériamente
do
augmento
da
religião,
prégando
o
reino
de
Deus,
e
ensinando
ao
povo a
doutrina da
salvação
eterna
;
se
em
logar
de
se
unir
aos
seus
inimigos,
se
dedicasse
aos
seus
verdadeiros
interes
ses,
o
clero
certamente
viviria
mais
unido,
a
sua
desconsideração
não
seria
tão
grande,
os
povos
o
tratariam
com
maior
respeito
:
a sua
missão
seria
mais
util
e
profícua
:
e
a
sua
classe,
a sua hierarchia sagrada,
bem
longe
de
ser
vilipendiada, exposta
ao
ridículo,
e abnrrecida
por
muitos,
seria
sem duvida
alguma
estimada,
respeitada,
digamos
mais,
seria reverenciada
por
to
dos.»
(1)
Assim
pensava
ha
já
14
annos
um
notável
escriptor
catholico.
Mas
o
mal,
que
elle
já
então
reco
nhecia
como
grande,
e
necessitando
de
prompto
remedio,
infelizmente
não
tem
decrescido
desde
essa
epocha, antes
bem
ao
contrario
parece,
que
todos
os dias
vae
tomando
novo incremento.
As
circumstancias
mais
e
mais
se
vão
aggravando
;
mas
o
clero
portuguez
nem
por
isso
tem
aprendido
na
desgraça
a
pre
caver-se
contra
o
odio,
sempre
crescente,
de
seus
inimigos.
Será
necessário,
que
a
perseguição
rei
cru
lesça,
e que os
cárceres
e
as
masmor
ras
o
venham
despertar
do
indifferentisino
com
que
assiste
impassível
á
guerra,
que
por
aversão
á
Egreja,
lhe
movem
constante
e
systematicamente
os
seus
adversários
?
Deus permitia
que
tal
não
aconteça.
O
clero
tem
ainda
força,
mas muita
força,
se
quizer
luctar
com
vantagem
a
fa
vor
da sua
causa,,
que
o
é
igualmente de
todos
os
catholicos.
Se
porém
a
desunião
continuar
enfra
quecendo-o,
e
os
seus
membros
não se
compenetrarem
bem
dos
deveres,
que,
como
ministros
do
Evangelho,
lhes
assis
tem, então
ai
do
clero,
que a
sua
ruina
é
inevitável
!
M.
MARINHO.
(
Semana
Bei
igiosa).
os
dinheiros
do
povo
applicados
ás
orgias
dos verdugos
d
’
elle,
as
escolas conver
tidas
em
viveiros
de
corrupção,
o
bispa
do mudo
ante
os
excessos
da
propaganda
anti-calholica,
curvando
a
fronte
ao
des
potismo
selvagem
dos
poderes
leigos,
a
negação de
Deus, proclamado
impune
mente
corfio
o
mais
acceitavel
dos
do
gmas,
o
commercio
licito,
a
egricultura,
a
industria,
as
artes
vexadas
pelo
im
posto
excessivo, e
pela
repugnante pro-
tecção
aos
produclos
estrangeiros;
a
in
crive!
carestia
de
todos
os
generos
de
primeira
necessidade,
a
escandalosa
des
igualdade
na
distribuição
do
tributo,
quan
do
finalmente
todos
sentem
que
vamos
presle^raente
pela
vereda
da
perda total
d
’
esses
restos
de
independencia,
que
por
mercê
da
revolução
ainda conservamos.
Se
o
povo
de
Deus
não crèra,
e
não
esperára
entrar
a
terra
da
promissão,
40
annos
de
peregrinação
aguda
de tudo
quanto
ha
de
mais efficaz
para
inspirar
o
desanimo
ainda
no
espirito
menos sus-
ceptivei de sossobrar diante
de
qualquer
revez,
bastariam
de
sobejo
para
que
elle
não
progredisse.
Se as
diflieuldades,
que
pareciam
in
superáveis
aos
tíbios,
não fossem, para
os heroes,
que
conquistaram
palmo
a
pal
mo
esta
terra
sujdta
aos
infiéis,
vencí
veis,
como teria
desapparecido
d’este
solo
o
poder
dos
barbaros,
para sobre
as
ruí
nas
d
’
elle
surgir
uma
das
roais bellas,
e
florescentes
tnonarchias?
Se os
40
fidalgos
que
pozeram
na
cabeça do
duque
de
Bragança
a
corôa de
rei,
trepidassem
diante
do
formidável
po
der
de
Castella,
coroo
se
teria
operado
um
dos
maiores
e
mais
incriveis
milagres,
que
nos
conta
a
historia?
Se a
Hispauha
he?itára
diante
da
for
ça
hercúlea
das
aguerridas
hostes
do
pri
meiro
soldado
dos
fios
do
século
XVIII,
como
teria
o
reino
visinho
esmagado
alli
o
poder
do
conquistador
do
mundo
’
Se
Círios
VII
não
preferira a
teme
rária empresa
de
provocar,
com
algumas
dezenas
de
seus
fieis
partidários, a
força
de
dezenas
de
milhares
de
soldados
revo
lucionários,
aos
ocios,
e
aos
gosos
do
lar
domestico,
incitado
pelo prurido
de
libertar
a
patria,
de
lhe
restituir
a
ver
dadeira
paz e
a
verdadeira
liberdada,
co
mo
se teriam
convertido
esses
poucos
de
fensores
da bandeira legitima
em
miríades
e
miríades
de
combatentes,
que
teem
pos
to
era
respeito,
e
vencido
os seus
ini
migos
e>n
já
innumeras
jornadas?
Se
pois
a
historia
e
ainda
os
exemplos
da actualidade nos mostram
que
não
ha
impossíveis
quando
a
cansa
é
de
Deus
e
da
patria,
porque
haverá
inércia
era
vez
de
vida; paralisia,
em
vez
de agilidade;
duvida, em
vez
de
certesa
;
tibiesa,
em
vez
de
aclividade
;
descrença,
em
vez
de
fé;
meros
desejos,
em
vez
de
diligencias;
luteis
motivos,
em vez
de
louvável reso
lução
;
estereis
expansões
a favor
de
nma
causa
qualquer,
em
vez
de
provas
incon
cussas
de
amor
pátrio?
Pecca-se
pelo
que
se
faz
;
mas
pec
ca-se
também
pelo
que
se
não faz.
Despertem,
pois,
os
que
dormem
;
po
nham
ao serviço
da
patria
tudo
quanto
póde
contribuir
para
a
regeneração
nacio
nal,
e
Deus
fará
o
resto.
IVotieias
<I’SIõBj>aní»a.
3
de
janeiro.
Não nos
esqueçamos
de
fallar
uin
pouco
do
que
ha já bastante
tempo occupa
a
attenção
do
publico;
comprehendei
por
certo que
se
trata
das
viagens
dos
gene-
raes
aflonsinos.
Estes
senhores
estão
hoje
no
Norte,
ámanhã
em Madrid e assim
successivamente.
Na
occasião
do
combate,
estas
idas
e
vindas
são
pelo menos
ori-
ginaes,
mas
é necessário
não
esquecer
que
á
maneira
do
mestre
Jacques
de
Har-
pagnon,
os
generaes do
exercito
liberal
estão
aptos
para muitos empregos;
sob
o
habito
do
homem
de
guerra
encontra-se
o
homem
politico.
Assim
Quesada
propõ-se
por
Santaoder
e
outros
por
Castella.
Mas,
ainda
não
é
tudo.
O
militar
não
é
do
candidato a
maior
parte
das
veses
pertence
a
um
grupo
político,
do
qual
algumas
ve
ses
é
chefe;
o
que
faz com
que
se
occupe
mais
dos
eleitores que
das
operações.
Os
correspondentes
dos
jornaes estão
sempre
em
Tafalla.
Alguns
d
’
entre
elles
foram
a
Pamploua
outros
a
Puente-la-Rei-
na
para
estudarem
de
lá
as
posições
de
Estella,
o gigante de
Pedro
Montejurra
e
os
outeiros,
melhores defensores
da
capi
tal
carlista
que
as
obras
d
arte ainda as
mais
bem dispostas.
O
que
indignou
mais
estes
senhores
é
a audacia
das
mulheres
do
paiz
que,
depois
de
terem
passado
o
Natal
cm
Estella
com
os
seus
maridos
e
parentes,
tornaram
para
o
território libe
ral
..
As
novas
moedas
foram
já
postas
em
circulação
São
de
bronze
e
teem
o
valor
de
cinco
e
dez
cent.
representando
d’um
lado
a
efíigie
de
D.
Carlos
com
a
legen
da
:
Cario?
Sétimo
P.
L.
Graça
de
Deus
Bei
das
Hespanhas,
e
do
òutro,
as
armas
de
Hespaohs
com
as
flores
de
liz da
casa
de
França
e
a
indicação
do
valor. O
novo
dinheiro
é
muito
procurado,
particular
mente
em
Madrid.
Concorreu
grande
multidão
de
povo
á
ceremonia
celebrada
pelo
repouso
da
alma
de D.
João
Prim,
marquez
de los Castil-
lejos.
Era
um
revolucionário
incorrigível
como
Lafayette.
Mas
era
dotado d
’
uma
bravura
a
toda
a
prova
que
sabia
provar
expondo-se
a
todos
os perigos.
A
revolu
ção
de
setembro
estava
incarnada
n
’elle;
no
dia
da
sua
morte
a
ideia de reviver
o
passado
surgiu
uo
espirito
dos
seus
cúm
plices.
Toda
a
gente que rodeava
a
eça
é
pouco
simpatica
á
nova
jestauração.
Uns
servem-a
na
falta de
cousa
melhor,
outros,
e
d
’
estes
é
o
maior
numero, con
sideram
a como
uma
solução
provisória.
(<C.
da
Tardei)
LIVROS
E IMPRESSOS
DICCI0NARIO
POPULAR,— IIISTORICO, GEO
GRÁFICO,
M1TIIOLOG1CO, BIOGRÁFICO, AR
TÍSTICO,
BIBLIOGRÁFICO E LITTERARIO,
por
Uma sociedade
de
homens
de
lettras.
Distribuiu
se o fascículo n.°
10
d
’
es-
ta
interessarrtissima
publicação.
Sobor
linaclas
ao
nome Affonso,
con
tém
esta
caderneta
noticias
históricas
mui
erudictas
ácerca
do
reinado
de
vários
reis
d’
aqrielie
nome, entre
outros
conhecimen
tos
d
’
incontesta
utilidade.
Este
diccionario
dispensa
encarecimen
tos,
porque
por
si
mesmo
se
recom-
men.ia.
Resta-nos,
pois,
indicar
mais uma
vez
o
escriplorio
da
empresa, que é
na
rua
da
Alalaya, n.°
173,
Lisboa.
—
OBSERVAÇÕES SOBRE
O ACTUAL ES
TADO DO ENSINO
DAS ARTES EM PORTUGAL,
A
ORGANISAÇÃO DOS
MUSEUS E O SERVIÇO
DOS
MONUMENTOS HISTÓRICOS E DA AR-
cheologia
,
ofTerecidas á
commissão
no
meada
por
decreto
de
10
de novembro
de 187a,
por
um
vogal
da mesma com
missão.
E
’
um
volume
de
56
paginas,
em
oi
tavo,
onde
os
assumptos
indicados
no
ti
tulo
são tractados
com
grande
proficien
cia.
Com rasão,
pois,
a
commissão
a
quem
foi
oflerecido este
trabalho
o
louva
como
constituindo
um
importante
njuncto de
informações
e subsídios
para
o
estudo
e
resoluções
de que
eila foi incumbida.
O
seu
preço
é
de
100
reis
em
qual
quer
(erra
do
reino para onde
possa
ser
enviado
pelo
correio.
—RELATORIO
E CONTAS
DA D1RECÇÃO
DO
ASYLO DE
D. PEDRO V DE INFANCIA
DESVALIDA,
NA CIDADE DE BRAGA. ANNO
ECONOMICO
DE
1874-75.
Continúa prosperando
este
estabeleci
mento,
como
se
deprehende
dos docu
mentos
contidos
no
relatorio
que
lemos
presente.
A
receita do
anno
a que
elle diz
respeito
foi
de
2:859^810
reis,
e
a
des
pesa
de
2
785$O8I
reis,
havendo pois
um
saldo de
745729
reis,
que,
com o
do
anno
anterior
de
1:781$I81
reis,
passa
para
o
novo
anno
o
de
1:855$9IO
rs.
E’ louvável
o
zelo
e
dedicação
das
direcções que
tíem
administrado
este
asi
lo,
cujas
prosperidades
a
elles
e á
cari
dade
particular se devem.
O
asilo,
não
obstante
ler
sido já
la
vrado
o
decreto
que
lhe
concede tempo
rariamente
o
extinclo
convento
da
Penha,
conlinúa funccionando na
itia
do
Alcaide ;
pois
é
necessário proceder
a
varias
obras
que aquelle
edifício requer para
offerecer
as
commodidades
necessárias.
E
’
de
es
perar
que
a nova
direcção,
logo
que
seja
authorisada
a
posse,
encete quanto
antes
esses reparos,
altenta
a
necessidade
de
mais
commodo
domicilio
para
este
pio
es
tabelecimento.
—
OS
DESHERDADOS (SCENAS DA DES
GRAÇA)
romance
de
M.
Fernandez
y
Gon-
zalez
—
Versão
de
L. Qoirino
Chaves.
Publicou-se
o fascículo
n.°
2
d
’este
notável
romance
editado
pela
bibliotheca
Serões
Românticos
dos
snrs.
Belem
à
C.
a
O
escriplorio
da
empresa
é
na
rua da
Cruz
de Pau,
n.°
26,
Lisboa.
—
vida
infernal
, por
E.
Gaboriau
—
Versão
de
F.
F.
da
Silva
Vieira
Recebemos
o
primeiro
volume
d
’
esta
novella
do
imaginoso
romancista
Gaboriau,
cujas
producções
teem
tido
extraordinária
acceitação.
Esta
edicçào,
da
incançavel
empreza
editora
Horas
Bomanlicas, é
adornada
de
primorosas
gravuras
e
impressa
nitidamen
te.
A
traducção
está
feita
com
bastante
esmero
e
«asada
em
boa
linguagem.
PARTE OFFIOAIi
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS
EGCLE-
SIASTICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral dos
negocios
ecclesiaslicos
Ia
repartição
Para
conhecimento
de
quem
possa
.in
teressar
se
íaz
publico
que
se
mandaram
abrir
concursos
por
provas
publicas
das
seguintes
egrejas
:
Perante
o reverendo
arcebispo
coadju
tor
e
futuro
successor
do
arcebispado
pri
maz
de
Braga,
se
acha
aberto
pelo
pra
so
de
trinta
dias,
a
contar
de
2í-
de
de
zembro
ultimo,
o
concurso
por
provas
pu
blicas,
que,
para
provimento
da
egreja
pa-
rochial
de
Nossa
Senhora
das
Neves
de Pos-
sacos,
do
concelho
de
Valle
Pa«sos, se
mandou
abrir
pela
portaria
de
4
do mes
mo
mez.
Perante
o
vigário
capitular
do
bispa
do
de
Eivas
se
acha
aberto pelo
praso
de
trinta
dias
a
contar
de
31
de dezem
bro
ultimo,
o
concurso
por
provas
publi
cas,
que
para
provimento
das egrejas
pa-
rochiaes
constantes
da
relação
seguinte,
se
mandou
abrir
pela
portaria
de
20
de
agosto
do anno
proximo
passado:
Alter-Pedroso
(Nossa
Senhora
das
Ne
ves),
concelho
de
Alter
do
Chã.
Santo
Ama'O (Santo
Amaro),
concelho
de
Fronteira.
Juromenha (Nossa
Senhora
do
Loreto),
concelho de
Alandroal.
Ouguella
(Nossa
Senhora
da
Graça),
concelho
de
Campo
Maior.
Rosário
(Nossa
Senhora do
Rosário),
concelho
de
Alandroal.
Varche
(S.
Braz),
concelho
de Eivas.
S.
Vicente
de
Fóra
(S.
Vicente
Mar-
tyr),
do
concelho
de
Eivas.
Villa
Fernando (Nossa
Senhora
da
Con
ceição),
do
concelho
de
Eivas.
Perante
o
reverendo
arcebispo
de
Évo
ra
se
acha
aberto
pelo praso
de
30 dias,
a
contar
de
4
de janeiro
corrente,
o
con
curso
por
provas publicas,
que
para
pro
vimento
da
egreja
parochia!
de
S.
Pedro
da
Gafanhoeira do
concelho
de
Arraiollos
se
mandou
abrir
pela portaria
de
13
de
outubro
do anno proximo
passado.
GÂZBTILO
Santo
Amaro.
—
Fesleja-se no pro
ximo
sabbado,
na
Sé,
a
Imagem
de
Santo
Amaro.
Donativo,-
O
exm.°
snr.
Alves
Pas
sos
acaba
de
entregar ao
Conservatorio
das meninas
orfãs
da Tamanca a
quan
tia
de
2:250$000
reis,
obtida
por
s.
ex.
a
para
aquelle
estabelecimento,
digno
de
toda a proleeção
pelo
elevado
fim
a que
é
destinado.
Baneo
Commereial de Braga.—
Reuniu-se
a
Assembleia
geral
d
’este
ban
co,
na
passada segunda
feira,
para
ouvir
íêr o
relatorio
e
o
parecer
do
conselho
fiscal.
No
alludido
relatorio
propôs-se
o
dividendo de 5
p.
c.,
no
semestre
findo,
e
para
os
accionistas
da
nova emmissão
reis
1^435
por
acção.
Como
se
vê do
annuncio
que
vae
no
logar competente,
está
marcado
o
dia
19
para a
segunda
reunião
da
Assembleia
pa
ra
n
’
ella
se
discutir
o relatorio
e
pare
cer
do
conselho fiscal,
e
votar
o
dividen
do
proposto.
SufTragios.
—
Alguns
cavalheiros
d
’
es-
ta
cidade
mandaram celebrar
hontem,
na
egreja
dos
Terceiros,
uma
missa
para
suflragar
a
alma
do
finado
marquez
de
Sá
da
Bandeira.
Assistiram
a
este
piedo«o acto
o
re
gimento
d
’
infanteria 8,
o
destacamento
de
cavalleria
estacionado
n
’esta
cidade,
ofli-
ciaes
reformados,
auctoridades,
emprega
dos
públicos
e
vários
outros
cavalheiros.
Banco
<le
CJuimarâes. —
Reuuin-se
no
dia 11
a
Assembleia
gçral
d
’
este ban
co.
No
relatorio
é
proposto
o
dividendo
(1)
Amigo
da
Relig.
,
série
3.
a
,
n.°
41.
---
———
Da
«Nação»
transcrevemos
o
seguinte
artigo,
com
cuja
doutrina
nos
conforma
mos inieirameme
:
Quando
a
patria
se
vê
a
Iraços
com
os
esforços
dos
seus
apostados
inimigos,
para
a aproximar
todos
os
dias
mais
do
abismo,
em que
se
teem
sumido outros
povos,
qoe
pareciam
indestructiveis,
gra
víssima
responsabilidade pesa
de
certo
so
bre
os
homens,
cuja
intelligencia supe
rior,
e
provada
illustração,
lhe
poderiam
ser
de
grande
auxilio,
se
em
vez
de
dor
mitem
o
somno
da
indolência,
se,
em vez
da inércia,
com
que
assistem
ao
temero
so
sacrifício
da
terra, qoe lhes
íoi
berço,
pozessetn
ao
serviço
d
’
elia
todo
quanto
pólem,
e
é
muito
no
intuito
de
pôr
um
calce
na roda dos
infortúnios
públicos,
desbravando
o
caminho
da
regeneração
do
povo, collocando-o
na altura,
a
que
ootr
’
ora
subira,
e
de
que
o
precipitou
mão
patricida
ha
mais de
40
annos.
E
’
incrível
que
haja
indiffereoça
diante
do
tripudio
dos
carrascos
da patria,
ante
a
obra
maldita,
cujos
frnclos
amaríssimos
o
pobre
povo
portuguez
está
gostando
!
E
’
de
todo
ponto
deplorável,
que
se
veja
tamanha
descrença
quando a
historia
nos
grita
estrondosamente
os
milagres
da
fé
!
E
’
trislemente
admiravel
tanta
e
tão
pertinaz repugnância
para
o
bem, tanta
e
tão
contradictoria
apathia
contra
os
ver
dadeiros
interesses nacionaes,
quando
se
palpa
a
rapidez,
com
qne
este
infeliz
po
vo
vae
escorregando
pelo
plano inclinado
da
mais
abjecla
depravação dos costumes,
quando
todos
vemos
erguido,
e
dominan
do,
o labaro
da
impiedade,
a
religião
de
nossos
paes
perseguida
sistematicamente,
de 5
p.
c.
com
relação
ao
segundo
se
mestre.
Grande
incêndio.—
Um
horroroso
incêndio,
que
durou
desde
as
II
ho
ras
da
noite
do
dia
25
até
ao
amanhe
cer
do
pia
26,
reduziu
a
cinzas
o
pala-
cio
real
de
Barcelona,
onde
estavam
es
tabelecidos
os tribunaes
de primeira
ins
tancia.
o
registo
civil,
e
o archivo da
casa
real.
Excepto
esta,
todas
as
mais
reparti
ções
e
os
papeis
foram
posto
das
cham-
mas,
consegnindu-se apenas
salvar
alguns
restos
do
registo
civil,
que.
com
o
archi
vo
da casa
real,
foram
depositados
no
go
verno
ci'il.
Terremoto
—
Por
telegramma
de
Nova-York
sabe-se que
na
ilha
de
Porto
Bico
houve
um
terrível
terremoto,
que
destruiu
a
cidade de
Arecibo.
Só
ficaram
de
pé
uma
egreja
e
algumas
casas.
Banco de Vianna,
—
No
relatório
lido
em
Assembleia
geral
dos snrs.
accio-
nistas d’
esie
banco,
reunida
no
dia
11,
propõe
a
direcção um
dividendo
de
7
p.
c.,
ou
74000
reis
por acçào,
com re
lação
ao segundo
semestre
do
anno
findo.
Cntninho
de ferro do TI ir» tu» —
Já
fupcciona
o
novo
deposito
d
’
agua da
estação
de
Braga,
isto
é,
as
machinas
já
são
abastecidas
da
agua
explorada
por
conta
do
caminho
de ferro,
deixando
por
isso
de o
ser
da
agua
que
lhes
era for
necida
da
quinta
do snr.
Cunha
Reis.
—
Já
estão
collocados
nos
respectivos
logares
os
mostradores e
sineta
do
prin
cipal
relogio
da
estação.
Dentro
em
pouco
tempo
terão
os
pas
sageiros
um
fiel regulador
por
onde
se
possam
governar, quando
tiverem
de se
guir
viagem
nos
comboios.
0
adiantamento
em
que
se
acham
os
trabalhos
da
collocação
do
novo
relogio,
é
devido,
em
parte,
aos
serviços
presta
dos
pelo
snr.
Manuel
Lis,
mestre
car
pinteiió da
estação,
e
ao
snr.
Pires,
encar
regado
dos
trabalhos
da collocação
do
mesmo
relogio.
0
snr.
Lis é
um
artista
de
muita
ha
bilidade
e intelligencia,
que
tem
prestado
bastantes
serviços
nos
trabalhos
do
cami
nho de
ferro.
—
Foram
já
distribuídas
pelos
carpin
teiros
as
ferramentas
que
a
Direcção
do
caminho
de
ferro
mandou
para
iortemnisar
os
mesmos
artistas
das
que
perderam
no
incêndio
que
ha pouco
houve
na
cocheira
de
carruagens.
—Vae
ser
collocado ou
caes
de
gado
um
guindaste
mechanieo,
que
chegou
ha
dias
do
Porto,
para
o
descarregamento
das
mercadorias.
Este
guindaste
é
de
ferro
fundido,
e
levanta
o pezo
de
8
toneladas.
Aula
»9e
filosofia no Seminário
de
S. Pedro. — E’
sempre
com
mágoa
que
nos
vemos forçados
a
relatar factos
em
desabono
d
’algu»s membros
da
classe
escolástica,
a
qual,
por
obvias
rasõ°s,
nos
merece especial
simpatbia.
0
nosso dever, porém,
brada
mais
alto
que todas
as
considerações
particulares,
porisso
não
podemos,
não
sabemos
desat-
teodel-o.
Oxalá
que
jamais
nos
vejamos
tis
dura
necessidade
de
arcbivar n
’
estas co-
Inmnas
factos
tão
censuráveis
como
os
que
passamos a referir,
fundados
em
in
formações,
qoe
temos
por
fidedignas.
Historiemos
:
Depois
de
terminadas
as
ferias
do
Na
tal,
alguns
altimnos
externos
da
aula
de
Filosofia,
no Seminário
de S.
Pedro, não
teem
cessado
de
fazer
vergonhosas
arrua
ças
ao
digno
lente
d
’
aqueila
cadeira,
o
exm.°
stir. M.
Pinheiro
d
’Almeida
Azeve
do,
arruaças que
de
dia
a
dia
se tornam
mais
escandalosas. Este
procedimento,
por
todos
os
motivos
ahamente
reprovável,
não
podia
passar
sem
correctivo
;
poris
so,
etim
de obviar
a
que
elle
continuas
se.
s. ex.
a
revoa.a
o
snr.
arcebispo
coad
jutor
ordenou
que
pela
reitoria
d
’aquelle
seminário
fosse
afixado
um
edital,
prohi-
bindo
o
ingresso
á
referida
aula
dos
es
tudantes
que
houvessem
perdido
o
anuo
por
faltas dadas
no
trimestre
findo,
e a
outros
ouvintes
que
alli
concorriam.
Em
inenospreso
d
’
esta
justa
determinação e
dos
avisos
do
bedel,
no
dia
11
uns
cinco
ou
seis
estudantes intenderam
dever
con
tinuar
a
troça, e
assim
o
effeciuarara
en
trando tiimnlturiamenie
e
fazeodo
grande
algazarra,
por
entre
o
sussurro
da
qual
se
destiaguiarn
dicterios,
que
não
favore
cem muito a
educação
de quem
os
pro
feria.
Foi
necessário
serem
postos
fóra
da
aula,
por
ordem
da
auctoridade
adminis
trativa.
Sendo
em
seguida
levados,
debai
xo
de
prisão,
á
presença
do
sor. reitor
do
Seminário, foram
por
este
admoestados
e
reprehendidos
;
como, porém,
n
’
esta
oc-
casião
protestassem
que
não
continuariam
em
tão
baixo
procedimento, foram
manda
dos
soltar.
Não obstante
tudo
isto,
grande
numero
d
’
estudantes
se reuniram
em
magotes,
á
porta
do Seminário,
com
o
fim,
segundo
parece,
de renovar
as
arruaças
quando o
snr.
Pinheiro
se
retirasse
para
casa
:
não
conseguiram
todavia
o
seu
intento,
por
que
foram
dispersados
por quatro
caval-
larias
e
um
piquete
d
’
infanteria,
que
para
alli
haviam sido mandados.
0
snr.
Pinheiro
foi
acompanhado
até
sua
casa pelo snr.
capitão
Guimarães,
que
estava
de estado-maior.
A
’
sua
saida
ainda
se
fiseram ouvir
alguns
motejos
proferidos
de
longe
por
poucos dos
dís
colos,
que
para
mais realçar o
seu
in
digno
procedimento,
atiravam
com
bata
tas
e
pedras.
E’
digno
da
mais
severa censura
este
facto vergonhoso,
que
muito
desejáramos
não
mais
se
repetisse.
Lembramos
aos
arruaceiros
que
se
deve
ter
era
mais conta a
dignidade
da
classe
escolástica,
por
tantos
titulos respeitável,
quando
não desce
a
taes
baixesas.
Festividade.
—
No
dia 23 do
corrente
festeja-se
no
templo
dos
Terceiros
a
de
vota
imagem
de
S.
Vicente Ferreri, ha
vendo
missa
respondida
a
instrumental,
exposição,
e de
tarde
sermão
e
Te-Deum.
E’
orador
o
ex.
mo
padre
João Rebello
Cardoso
de
Menezes.
Esta
festividade é feita
a
expeosas
dos
devotos
d
’
aquelle
milagroso
Santo.
coksh
:
s
poxmkycta
Visella,
il de janeiro de 1970.
Snr.
redactor.
Visella
perdeu
temporariamente
0
seu
brilho
e
ostentação,
e
acha-se
entregue
a
uma
completa
monotonia
com
todos
os
seus
soberbos
edifícios,
devidos
a
inic
a-
tiva
particular,
devolutos.
Acha-se
alojado entre
nós
0
enge
nheiro
Cezario, que
se
diz
vern
dar
prin
cipio
ao
novo
estabelecimento
ihermal.
A
coostrucção
do
edifício
será
em ter
renos
do
passal da egreja
de
S.
João,
comprehendendo
a
planta
os
mais
pro-
duclivos
lameiros
d’
esta
ribeira,
e
terre
nos
cortados
pela
estrada
real
de
Gui
marães
a
Arouca,
que
tem um
subido va
lor
para
edificar,
ficando
com
a
LI
ta
d
’
esles
terrenos
0
resto
do
passal
com-
pletamente
depreciado;
observamos
0
mo
do
como se
faz
esia
operação,
que
se
diz
ser
de
utilidade
publica,
para
d’
ella
darmos
conta
ao
publico.
Abriu
mis;ão no
dia
9
do
corrente,
na
egreja
oe
S.
João,
Fr.
Christovão
de
N.
8.
do
Patrocínio, uma
das
relíquias dos
frades
Varatojanos
que
reside ao
conven
to
da
Falperra
;
faz
oração
mental
e
pra
tica
todas
as
manhãs,
e
sermão
ás
quin
tas
e
domingos
pelas
2
horas
da
tarde
;
é
escutado respeilosamente
por numeroso
auditório.
E’ paia sentir
que
estando
0
templo
situado
uo
centro
da
povoação
seja
tão
limitada
a
sua
capacidade.
Crê
raos
virá
um
dia
era
que
as
pessoas
fa
vorecidas
da
fortuna
se
lembrarão
da
im
periosa
necessidade
de
edificar
a nova
ca
sa
do
Senhor,
primeiro
ramalhete
que
deve
enfeitar
a
povoação
visellense.
Visellense.
Resumo
do a cli vo e
passivo do
Banco
Commercial, Agrícola e
Industrial de
Villa Real, em
31
de
dezembro de
1875.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
Leiras
descontadas
e
a
rece
ber........................
Letras
caucionadas
.
•
Obrigações
a receber. .
Empréstimos
sobre
penhore
Operações
a
longo
prazo
Operações de
cambio.
.
Papeis
de
credito
.
.
Contas
correntes
com
gara
ntia........................
Agentes
no
paiz
. .
Agentes
no
estrangeiro
Diversos
devedores. .
Moveis
e
utensílios
.
.
Despezas
de
installação
14:1494648
645:6394920
33:4894000
1:7674'398
7:1644535
13:2104134
8:8884
s
88
15:4294120
10:4074854
77:7584459
57:2774950
19:1104686
5754600
2:8764970
Acções,
prestações
a
receber
9:9304000
917:6704762
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0004000
Deposito á
ordem
23:6814045
Deposito
a
prazo
40:604^112
64:285^157
Letras
a
pagar
....
9:4'*74041
Diversos
credores
....
1:8044020
Fundo
de
reserva
....
1:5004000
Dividendos
a
pogar.
.
.
.
1:4274700
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
39:2464844
917:6704762
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1876.
Os
gerentes,
Agostinho
José da Costa.
João
Pinto
Ferreira.
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com o uso da
delicio
sa farinha
de saúde,
1)U
BARRY
de
Londres.
9
7
annos d’invnriaveS ssteccss®
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gastricas,
gasg
tralgias,
flegmas,
arroios,
ventos, flatos,
amargôr
na
bocca,
piluitas,
nauscas,
vó
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente-
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão, congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
bron-
chiles,
da
bexiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Btéhan,
do
doutor
Manuel
Saens de
Tejada da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província de Ahneria,
(Hispanha),
!0 de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:—
Tenho
a satisfação
em
fazer-lhe
sciente que
minha
filha
com
o
uso
d
’
esla
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valeiscière eboeoEatada,
curou
radi-
calmente
de
uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que padecia.
—
De
V.
S.a
at-
tento
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
(Herpes)---Valença
14
de
setembro
de 1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com
pletamente
com
a
Revalesciére.
—
J. B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Os
pharmacenticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
EUsbea,
(por
grosso e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
Sc
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Forte,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré Rahir
;
Ceimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e Costa,
pharm.;
Mareellos,
Ramos,
pharrn.;
Braga,
Pharmacia Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
& Irmão,
rua
do Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira, pharm.
;
GuimarAes,
A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Fena-
ílel,
Miranda, pharm.
;
Fonte d» Lima,
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
Po-
v®»»
d® Varzím,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do Uastello,
Aflouso
e
Barros,
droguistas;
Villa da
Conde,
A.
L.
Maia
Torres pharm.
Joaquim
Antunes
Alves,
agradece
por
este
meio,
a
todas
as
pessoas de
suas
re
lações,
tanto
seculares
como ecclesiasticos,
de
quem
recebeu
obséquios
por
occasião
do fallecimenlo
e
enterro
de
D
Mar.a
Ro
sa
Soares Abreu
Machado,
cujos
oflicios.
de
sepultura
tiveram logar
na
Real
Capel-
la
da
Misericórdia
no
dia
7
do corrente a
todos
agradece
e protesta
seu
eterno
re
conhecimento.
(291*8}
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga e
cartorio
do
escrivão
Pessa,
se
teem
d
’arreuiaiar
no
dia
23
do
corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
rua
da
Ciuz
de
Pedra,
casa n.°
4
A,
a
livraria
pertencen
te
ao
fallecido bacharel
Antonio
Manoel
Alvares,
cujo
producto
legou
ao
Estado.
O
lanço
sobre
a mesma
deve
ser
superior
a
904000
réis,
e
quando
não
houver
quem
a
arremate,
por
este
preço
será
entregue
ao
snr.
Eugênio
Chardon.
pelo
lanço
offe-
recido
por
elle,
de
904000
rs., bem
como
uma
meza
velha
que
deixou
de
ser
arrema
tada
nas
praças
anteriores.
O inventariante
(2916)
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães.
PIANO
Vende-se
um
piano d
’
ensino.
Rua
de
S. Vicente,
n.
”
1.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(2917)
Banco
de
Guimarães.
Cura
56:936.
Bar
(Baixo
Reno)
4
de junho de 1862.
Senhor
:
—
A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa uma mudança
maravilnosa.
tendo
readquirido não
sómente
as
minhas
forças,
mas
também
parecendo-me
que
es
tou
completamenle
remoçado,
lornou-me
o
appelile,
que
desde muito tempo
tinha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam já 40
annos,
já
oão
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a car
ne sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu preço
em
remedios. — Preços
íixos
da
venda por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata, de
kilo,
500 ;
de
1 kilo
800
rs
;
de
ura
kilo.
14400
reis;
de
2‘/2
kilos,
34200
reis;
de
6
ki-
los,
64400
reis,
e de
12
kilos,
124000
reis.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
14400
reis.
O
melhor
chocolate para
a saúde
é a
Revalesciére
choeolntada 9
ella res-
litue
0
appetlile, digestão, somoo, energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
0 chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
14400
;
de
120
chavenas,
34200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
B.1S1KY
MU
RARRY
U.
a
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Sociedade
anonyma de resijionga-
bilidade
limitada.
São convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em
assemblea
geral
no
dia
21
do
corrente,
pelas
10
horas
da
ma
nhã,
para
os
fins
marcados
no
artigo
42
dos
estatutos.
Banco
de
Guimarães,
10
de
Janeiro
de
1876.
O
secretario
da
assemblea
geral,
José
Ribeiro
da
Silva
Castro.
(2914)
Banco Commercial, Agrícola e
Industrial
de Villa
Real.
Sociedade
nnonyma de responsa
bilidade
limitada.
Por
ordem
do exm.° presidente
da
as
semblea
geral,
são
convidados
os
accionis
tas
do
Banco para
no dia
em
que
tiver
logar
a segunda
reunião
da
mesma
assem-
hlea,
e que por
esta
ha
de
ser
designado
no
dia
18
do
corrente, se
proceder á
elei
ção de
dous
vogaes
effeetivos
do
conselho
fiscal,
que
se
acham
vagos.
Banco
de
Villa
Real,
10
de
Janeiro
de
1876.
O
segundo
secretario
da
assemblea,
Anselmo
Pereira
Bahia.
(2913)
A
0PERAK1A
CJKAXIÍE
DEPOSITO
BE TIACHI-
HTAS DE
COSTURA
DE
Ctonstruidag por II. J. Petit, de
Druxeltai
43
—
Praça
de
Carlos
Alberto—
44
PORTO.
N
’
este
estabelecimento
encontra-se
á
venda
um
grande
sortimento
de
machinas
de
costura
;
para familias
e
costureiras,
próprias
para
lodo
o
trabalho
de obra
bran
ca
e íina
de
côr.
Para
alfaiates,
estofado
res,
chapelleiros
etc.
:
podendo
executar
toda
a
obra
de
panno
e
couro
fino.
De
lançadeira
grande
(levando 300
metros
de
fio.) Para
calçado,
correames,
arreios
etc.
De
braço,
especiaes
para
calçado,
poden
do
metter
elásticos
e
fazer
toda
a
sorte
de
concertos. —
Portáteis,
de
mover
á
mão,
podendo
lambem
funccionar
com
pe
dal,
muito convientes
para familias. De
bordar,
executando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados,
a
branco
e
côres,
em
relevo
etc.;
próprias
para
modistas,
cos
tureiras,
estofadores,
corrieiros:
esta
ma-
cbina,
uma das
maravilhas
da
industria
mo
derna,
póde
fazer
a
fortuna
da
pessoa que
a
possuir.
De
cravar
calçado,
que
em pou
cos
minutos
cravam,
parafusando
com
to
da
a
segurança,
um
par
de calçado.
O
re
sultado
d’
este
trabalho
é
muito
superior
ao
actualmente
adoplado.
De
lavar,
indispen
sáveis
ao
uso
domestico,
recomendáveis
pela
economia
que
resulta,
não
só
da
lava
gem,
como da
conservação
da
roupa.
To
das
estas
machinas
são
acompanhadas
de
um
completo
sortimento
de
accessorios
que
facilitam
a execução
de todas as obras.
Garante-se
a
perfeição e
duração
de
to
das as machinas vendidas,
e
altendendo-se
ao
perfeito
trabalho
e
á
solidez
da
sur
construcção
póde
affoutamente asseverar-se
que
não
tem
rival
na modicidade
dos
pre
ços.
A
fim
de proporcionar aos
compra
dores
todas
as
vantagens,
esta
casa
não
só
facilita
o
pagamento
por prestações,
mas
também
a
aprendizagem,
para
o
que
tez
vir
do estrangeiro um artista
perfeito
co
nhecedor do
machinismo,
e duas
senhoras,
para
praticamente
darem
as
necessárias
ex
plicações. Ha
completo
sortimento
de
al
godões,
linhas,
lãs
e
sedas,
em
todas
as
côres,
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
lodos
os
accessorios
e
peças
sobreseleotes
para
as diversas
machinas.
Qualquer
con
certo
de
que
necessitem
as
machinas
ven
didas
n
’este estabelecimento
será feito
im-
mediatameote
e
com
toda
a
perfeição.
Exe
cuta
se
a
preço
motfico
qualquer
obra
de
bordados
para modistas,
estofadores,
alfaia
tes,
etc.
Este
estabelecimento
tem
o
exclusivo
da
importação,
das
machinas
d
’este auctor
em
Portugal.
Faz-se
abatimento a
quem
comprar
por
atacado.
Deposito
em
Braga,
em casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2904)
“
b
ÃNCODO MINHO
São
convidados
os
snrs.
accionistas d
’
es-
te
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
ordinaria, no
dia
15 do
proximo
futuro
mez
de
Janeiro
pelas
11
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Banco,
para
os
fins
determinados
no
artigo
34.®
dos Esta
tutos.
As
listas
dos
snrs.
accionistas
entre-
gam-se
aos que
residem
no
Porto, na
Cai
xa
Filial
do
mesmo
Banco.
Braga
e
Banco
do
Minho,
31
de
dezem
bro
de
1875.
O
vice-presidente
do
Conselho
Fiscal,
2889
João
Luiz
Pipa.
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3
classe para SANTOS e
RIO
GRANDE
DO SUL
com
trasbordo no
Bio
de
Janeiro
PAQUETES A
SAIR
DE
LISBOA
MONDEGO.
.
.
28
de Janeiro
ELBE
....
13
de
Fevereiro
MINHO.
.
.
.
28
de Fevereiro
PREÇOS
COMMODOS
Cada
paquete d’
esta companhia
leva
a
bordo
criados
e cosinheiros
portnguézes
para
commodida
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conla
da
Companhia.
A.
bordo
os passageiros teem
grátis cama, roupa de cama, co
mida feita por cosinheiros
portuguezes, vinho duas
vezes por dia,
assistência
medica,
serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de
século
tem feito
com
que
os
pa
quetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’entre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OSjPAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para a conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra de conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como também
S. A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS AS INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem podem
ser
obtidos
no POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e villas.
Banco
Gommeicialde
Braga
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
geral
no
dia
19
do corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Banco,
para
os
fins
designados
no art.
25
dos
Estatutos,
e
ser
discutido
o relalorio
e
parecer do
con
celho
fiscal
apresentado
no
dia 10.
Por
ordem
do
exc.m
0
presidente
da
as
sembleia
geral.
O secretario
Gonçalo
Antão
de
Macedo
Sá
e
Abreu.
RELOGIO
Perdeu-se
um
relogio
no
largo
ou
boc-
ca
das
rua
das
Agoas.
Que o
achasse
e
o
queira
restituir,
dirija-se a
Paulo
José
da Costa, no
largo
da
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho, n.°
11,
que
sabe
quem
é o
dono, e
receberá alviçaras.
(164)
(2880)
Alta
novidade
para
inverno
Campo
de
B. Luiz I, n.° 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A. RI3EIRO
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a
50
réis
;
ditas
de
lã, claras,
a 100
réis;
ditas
de
lã,
escuras,
de
120
a
160;
saccas
de
viagem para
senhora,
de
500
réis
até
2$000;
guarda-solinhos
para senhora,
côr
de
café,
1$000
e
1$200
réis;
ditos
para
homem,
1$800;
Mantas
de
seda pera
ho
mem e senhora
120
e
140
réis;
ditas
mo
dernas,
que
eram
de
600
réis
vende
por
240
; lenços
de
seda,
grandes,
que
erão
de
900 rs.,
a
600;
chitas
largas
com
barras,
a
90
réis
;
ditas
de côres,
sortidas,
90
e
100
réis,
e
fazendas
de novidades
tanto
para homem
como
para
senhora,
de
tudo
tem
de
maior
preço.
NEVA
....
13
de Março
GUADIANA
.
.
28
de
>
DOURO.
...
13
de
Abril
BANCO DA COVILHÃ
Sociedade
anonynia de
reaponsu-
hilidade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
des
te
Banco
nos dias
10
a
15 do
corrente,
a
fazerem a
5.a
e
ultima entrada,
de
20
por
cento,
ou
20^000
reis
por
acção.
Covilhã
—
na
sede do Banco.
Porto—
Caixa
Filial.
Braga
—
snr.
João
Manoel
da
Silva
Gui
marães.
Lisboa—
snrs.
Custodio
& Silva.
Pede-se
aos snrs. accionistas
para
de-!
clararem
no
mesmo aclo
os
nomes
em
i
que
devem
ser
passadas
suas
acções.
Covilhã
3
de
Janeiro
de
1876.
Os
directores,
J.
d'Amorim
Vaz
de
Carvalho.
A. Baplista
A.
Leilão.
(2906)
Novo
estabelecimento
de
cera.
Rua
Wova n.°
41—
Braga.
Fernandes
Pinto
&
C.*
participam
por
este
meio
a
lodo
o
respeitável
publico,
e
especialmente aos
seus
amigos
e
que
já
são
seus freguezes,
que se
acham
com
es
tabelecimento
de
cera
no
citado
local.
Es
peram
pois,
da
benevolencia
de
lodos,
os
coadjuvem,
para
o
que
teem
um
grande
sortimento
d
’
este
genero.
Incumbem-se
igualmente
de fazer caixões
e
hábitos
pa
ra
funeraes,
por
preços
muito rasoaveis.
(2905)
líua
de
D. Pedro V n.° 11
Quem
quizer
arrendar
uma
casa
j;j:È
d
e modico
preço
até
o
S.
Miguel
d
’
este
anno
na
rua
de
D. Pedro
V, falle
na
mesma
rua
n.°
77.
(2907)
COADJUTOR
Precisa-se
d
’
um
em
uma
freguezia
pro
ximo
d
’
esta
cidade.
Quem
se
achar
ha
bilitado
para
isso
queira
participar
n’
esta
redacção.
2901
MMC8
BI
Agente
em
Braga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE
CASTRO
34.
Largo
da
Senhora
A
Branca,
34
Faz
as
seguintes operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
diuheiro
á
ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre penhores
d
’ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
o
Banco
tem
agencias
(3*),
Nova
fundição
de
ferro
e
me-
taes
De Antonio
Gerninno Ferreirinha
Travessa
de S.
João
—
Braga.
O
proprietário
d’
esta
oííicina funde
to
da
a
obra de ferro e metal,
de
qualquer
tamanho
e
natureza
que
seja,
assim como
também
faz
memórias
de
ferro
ou
metal,
tudo
pelos
preços
do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
BSCTOi
ffl
ÃBOTHà
O
professor
em
artes,
lettras
e
scien-
cias, membro
do
clero
e
magistrados,
todo
o
medico,
cirurgião, dentista
e
artista,
que
desejem
obter o
titulo
e
diploma
de
doutor
ou
bacharel
honorário,
podem
diri
gir-se a
Medicus,
rua
do
Rei,
46,
em
Jer-
sey
(Inglaterra).
(T«)
BRAGA
:
TYPOSRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
