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-
4." ANNO
1876
FOLHA COMMEBCIAL RELlSiOSA E NOTICIOSA
NUMERO
542 A
Asõigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
/ow
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.”
3
E,
para
onde
deve
»er
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
: Braga,
anno
1^600
rs
*
. —
Semestre
850
rs.^Prown-
cias,
anno 2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
l$050
rs.=Brazil,
anno
3®>600
rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
A&500
reis
moeda fraca.—Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20 ®/
0
d
’
abatimento.
BSLAWA—
QUIWTA-FEIBA 14 DEI
SETEMBRO
Nós,
que
lemos
sido
dos
primeiros
a
estigmatisar
o
vandalismo
que
todos
os
dias tem
feito
ruinas
os
monumentos
que
tanto
honravam
a
arte
nacional
e
abri
lhantavam
a
nossa
historia,
não
podémos
ficar
silenciosos
perante
os
escombros
a
que
estão
reduzindo
o
magestoso convento
de Santa
Cruz,
de
Coimbra.
Não
fomos,
como
era
d
’
esperar,
os
únicos
a
quem
revoltou
esta
selvageria,
e
muitos
dos nossos collegas
a
verberam
com
a
mais justa
indignação.
O que a
ignorância,
a
falta
de
patrio
tismo,
ou
a
irreligião
tem
feito
n
’estes
últimos
tempos
em a nossa palria
apre-
senta-nos
um
quadro
conlristador.
Oiçamos
por
um
momento
a
voz
da
historia.
O
tumulo
em
que
no
convento
de Bom
Jesus da
villa
de Peniche,
jazia
o
cada
ver
de
D. Luiz
de
Athayde,
foi
mutilado
e
depois
desfeito.
A sumptuosa
egreja
de
S.
Francisco,
no
Porto,
um dos
primeiros
monumentos
de
uma
cidade
tão
frequentada
de
estran
geiros,
foi destinada a
servir
de
armazém
de
mercadorias.
As
paredes
de
mosaico
do
convento
de Santa
Maria
de
Belem,
foram caia
das.
A
egreja
da
collegiada
de
Guimarães,
um
dos
nossos
mais
bellos monumentos
da
epocha
de
D.
João
I,
foi
pintada
e
caiada,
os
lavores
dos
capiteis
e
cornijas
quebrados,
substituídos
por
pedras
brancas,
e
estas
cobertas
de
cal.
O
tumulo
de
D.
Duarte
de
Menezes,
na
egreja
de S.
Francisco,
de
Santarém,
está
servindo
de
cabide
a
selins
e
ar
reios.
O
convento
de
S.
Domingos,
da
mes
ma
cidade,
está
servindo
de
praça
de tou
ros.
Na
mesma
cidade, a
porta
de
Vallada
e
o
arco
de
Palháes
foram arrasados
pa
ra
com
a pedra se
calçar
uma
rua.
Para
o
mesmo
lim,
foi
arrasada
a
Tor
re
da
villa de
Moncorvo.
Os venerandos
restos
do
monumento
1
de
D.
Nuno
Alvares
Pereira,
em L'sboa,
estiveram
para ser
vendidos
em
leilão.
A
capella
mór
do
muito
venerando
conven
to
do
Carmo
esteve
por
largos annos
ser
vindo
de
estrumeira
do
quartel
de caval-
laria
da
Guarda
Municipal
de
Lisboa.
Ainda
ha poucos
annos tralando-se
de
trasladar
os ossos
do
grande
heroe
por-
tuguez,
Salvador Correia
de
Sá,
que
esla
va sepultado
na
egreja,
hoje
profanada
do
convento
dos
Remedios,
em
Lisboa,
foi
a
sua
sepultura
encontrada
aberta,
os
ossos
espalhados
pelos
degraus
da
escada,
e
misturados
com cascas d
’
ostras,
signal
evidente
de
que
tinha
alli
havido
alguma
patuscada
!
Que vergonha
para
o
nosso
paiz
!
Finalmenle,
não ha
muitos
annos que
os
nosos
jornaes
se
occuparam do
acto
de
vandalismo
da
nossa epoca,
nada
me
nos,
que
terem
construído
um palheiro
por
cima
dos
jazigos
de
D. Ignez de
Cas
tro
e
D.
Pedro
I!
Que
horror!
Paremos
aqui.
Se
houvesse de
dizer
tudo
quanto
occorre
n
’
esta
matéria,
tu
do
o
que
talvez
cumpria
se
dissesse,
faríamos em
logar
d’
um artigo,
um
li
vro.
O
«Conimbricense»,
um
dos
mais
si
sudos
periódicos
do
paiz,
accrescenta:
Esta lista
podia
ser
ainda
muito
au-
gmentada.
Só
de
Coimbra
e
suas
proximidades
se
póde
acrescentar
a
transformação
do
antigo
templo
de
S.
Christovão em
um
thealro;
a
total
demolição
do magnifico
coliegio
da
ordem
de
Christo;
o
vanda
lismo
na primorosa
egreja
do coliegio
de
S.
Bento;
os
roubos
no
rico
Santuario
de
Santa
Cruz,
e
em
muitas
capellas
do
con
vento;
a
transformação
em
cavalhariça
da
veneranda
capella dos
ossos,
proximo
ao
claustro
da
Manga;
a
total destruição
dos
monumentos
de
bellas
artes
de
famosa
egreja
do convento de
S.
Marcos;
e
um
sem
numero
de
outras
destruições,
que
vão
ser
continuadas
com o
arrazamento
do
convento
de
Santa
Cruz.
Estes
aclos
de
selvageria
cobrirão
de
perpetuo estigma
os
seus
auctores.
Londres,
93
de Agosto
de
187G.
(A’
redacção
do
«Apostolou.j
[Continuação]
O actual
Lord
Derby
também
durante
a
vida de
seu
pae,
não
mostrava
opiniões
mui
pronunciadas,
nem
Torys
nem
Whigs;
e por isso
era
olhado
por
uns
como
per
tencendo
a
uma
das
parcialidades,
e
por
outros,
á
contraria. Depois
da
morte
de
seu
pae,
porém,
a
sua opinião
se
fixou
e
declarou
Tory
decidido,
mas
homem de
juiso,
prudência
e
moderação
ao
mesmo
tempo;
e
lembrando-se
dos
conselhos
de
seu
pae,
não
menos
que
apreciando
as
qualidades
de
Disraeli,
ficou
sempre
liga
do
e
trabalhando
com
elle.
Eis
ahi
o
que
significa
a contemplação
gostosa
com
que,
na
caricatura,
o
dito
Lord
é
representado
a
olhar
a
elevação
de Disraeli
exprimida
na
figura principal.
A
’
esquerda
da
estatua,
está
represen
tado
um
grande grupo
de
Pares
eccle
siasticos
e
seculares,
estes
com
seus
co-
ronetes
competentes;
e
sem
duvida expri
mindo
nas
cómicas
figuras,
os
retratos
que as
pessoas
que
os
conheçam
pessoal
mente
não
deixarão
de
reconhecer.
Todas
essas
figuras
porém
deixam
ver
tal
ex
pressão que
indica
uma especie de
satis
fação amarella,
como
de
quem
é
obrigado
a tomar
remedio
ou
pilula
de gosto pouco
agradavel.
A
segunda
caricatura, sahida
hoje
a
publico
como
as
outras,
também
é
si
gnificativa;
mas
não
tanto
como
a primei
ra.
Apparece
a
figura
da
Rainha
com
uma
corôa imperial,
mas
de fórma
Asiatica,
na
própria
cabeça;
e
tendo
nas
mãos,
com
os braços
estendidos,
o
Coronele de
Earl
(ou
Conde],
o
qual
ella
vae
a
col-
locar
na
cabeça
de Disraeli;
para
isso
curvado
de,
joelho
em
terra,
e
ar
mui
respeitoso,
aos pés
da mesma Rainha,
que
elle
imperalrizou.
Abaixo
da
estampa,
estão as
seguintes
legendas,
em
caracteres
gradualmente me
nores
em
cada
uma
das
clausulas:
—
«Imperatrize
Earl»
(Conde);
ou
um
«bom
favor
merece outro».
Lord
Beaconsfield.
«Agradecido
a
Vos-
«sa
Magestade?!
Eu
podia
ter
já
recebido
«isto
antes.
Mas
agora
ganhei-o,
creio
«eu !»
As
allusões
precedentes
significam
que
a
Rainha
tinha
muito
apetite
do
titulo
Imperial; que
não
agradou
aqui
ao
povo,
em
quanto
se
creu
que
o
mesmo
titulo
se
havia
de
referir
á
Realeza
dTnglaterra
lambem
(e
creio que
tal era a
primeira
intenção).
Mas, como
aqui
se
manifestou
a isso
muita
repugnância
e
opposição,
por esse motivo o Imperialismo
ficou re
servado
só
para
a
índia;
e
pela
mesma
rasão,
a
corôa da
Rainha,
representada
na
caricatura é
inteiramente oriental.
As
ultimas
expressões:
—
«Eu
podia
ler
tido
isso
antes,
mas
agora
ganhei-o»
—
significam,
que
quando
a Rainha já
antes
lhe
quiz
dar
um
titulo,
elle
o
não
quiz
acceitar
para
si,
e
pediu
o
désse
S.
M.
á
sua
Esposa;
que
então
foi
feita
viscon
dessa
do
mesmo
titulo
de que
elle
agora
é
Conde.
Porém
a
legenda
na
caricatura
significa uma
circumstancia,
uin
facto,
muito
mais
importante,
e
é,
que
agora
—
depois
da compra
do
Canal
de Suez,
da
recusa
de
associar-se
ao
accordo
ou
Convénio
de
Berlim;
e
sobre
tudo,
de
ler
assumido
tão rapidamente
uma
posição
formidável
no
Meditearaneo;
toda
a
In
glaterra,
sem
distincção
de
partido,
lhe
rende
homenagem,
como
tendo conduzido
os
negocios
e
governo
de maneira
supe
rior.
A
terceira
caricatura
no
Fun,
repre
senta
primeiro,
a
Disraeli como
um
ra
pazito
que
era,
trabalhando
n
’
um
escri-
ptorio
de mercador
na
City,
na
rua
que
chama
Old
Jewery,
sentado
n
’
um
banco
mui
grosseiro,
junto
de
uma
carteira
igual
mente
reles;
com
uma
perna
presa
por
uma
cadeia
e
cadeado
a
uma
argola
da
mesma
carteira.
Tem
na mão
uma
penna
de
ferro,
e
está
dormindo,
com a
cabeça
inclinada
sobre
a
carteira,
e
(segundo
se
quer
inculcar) sonhando
sua
futura
cele
bridade
e
grandeza.
Ao
mesmo
tempo,
vè-se
atraz
d
’elle
o amo,
meio calvo,
com
um
grande
par
de
oculos,
e
cara
de
pou
cos
amigos,
que
vem
reprehender o
rapa-
FO
EK
E2TT
KM
Convento
de
Santa Cruz dos eo-
negos
regrantes de Santo
Agos
tinho,
em Coimbra.
(.Conclusão}
Como
os
frades
a
nada
se
moviam,
e
teimaram
em
querer
toda a
agua,
ape
gando
se
á
posse
de
mais
de
400
annos,
o
rei mandou
o
desembargador
João
Bor
ges,
com
ordens
e poderes de
tirar
a
agua
supérflua
aos frades
e
a
dar á
ci
dade.
Mandou
o
desembargador fazer
uma
grande
cava,
para
tirar
a
agua,
mas
os
frades
de
noule
a
tornaram
a
entupir.
Excommungaram
o
desembargador
e
to
dos
os
magistrados,
oíficiaes
e
operários
que
assistiam
á
obra,
e
se
foram quei
xar
ao
rei,
que'
estava
em
Santarém
;
mas nada lhes
valeu
;
porque
Martim Gon
çalves
da
Gamara,
secretario
da
puri
la-
dade,
mandou
a
Coimbra
outro
desem
bargador,
chamado
Gaula,
mais
enérgi
co
do
que
o
l.°,
que
levou
a
obra
por
diante,
fazendo
até
algumas
violências
aos
frades,
taes
como
arrazar-Ihes
todo
o
mu
ro
do
lado d
’
onde
corria
a
agua,
arran-
car-lhes
algumas
arvores
e
multal-os
em
600$000
reis
para
as
custas
da
alçada.
Ficou
também
excommungado,
é
ver
dade;
mas
esta
boa
obra
progrediu
com
rapidez,
pois
toda
a
cidade
trabalhava
com
afan, e foram rapidamente
feitos
os
arcos e aqueducto,
ficando assim
a
cida
de
dotada d’
este
indispensável melhora
mento.
A
este
aqueducto
se
chama
de
S.
Sebastião,
em
memória
do
nome
do
mo-
narcha
que
o
mandou
construir.
Tem
22
arcos
de bastante
altura.
Quatro
foram
as
fontes
que
então
se
tiraram
aos
frades,
que
apesar
d’
isso
ficaram
com agua
suf-
ficiente
para
as
suas
precisões.
Os
frades
foram
queixar-se
a
Roma
;
mas,
apenas
conseguiram
que o
rei
lhes
desse
certas terras
pela
agua
que lhes
ti
rou.
A egreja
era
riquíssima
em alfaias e
paramentos,
dados por
muitas
pessoas
reaes
e
particulares.
Os
francezes
lhe rou
baram
uma
boa
parte,
em
1807
e
1809
Restavam
ainda
muitas preciosidades
que
se
poderam
sublrahirá
rapacidade
das
hos
tes
de
Junot;
mas
em
1834,
outros
sal
teadores
ainda
peiores
lhe
roubaram
tudo
quanto
linha
escapado
ás
hordas
bouna-
parlistas
!
Ninguém
soube
onde
tanta
riqueza
foi
parar,
só
se sabe
que
a
riquíssima
costo-
dia
que
aqui
havia,
esteve
exposta por
muito
tempo
em
casa
de
um ourives
de
Londres.
Em
25
de
outubro
de
1505,
D. Ma
nuel
mandou
trasladar
para esta egreja
os
restos
de
D.
Affonso
1
(para
o
seu
actual
mausoléu,
mandado
fazer
por
aquel
le
rei)
e
ordenou
que
o fallecido
rei
dés-
se
beijamão,
sendo
D.
Manuel
o
primei
ro
que
cumpriu
esta
ceremonia,
pela
2.
a
vez
vista
em
coimbrã.
Também
aqui
jaz
D.
Sancho,
I,
em
outro
mausoléu
tão
sumptuoso
como
o
de
seu pae,
e
também
mandado
fazer
por
D.
Manuel.
Estes
dois
tumulos
e
o
primorosissi-
mo púlpito
da
egreja,
são
as 3
mais no
táveis
obras
d
’este
edifício.
Também
aqui
jaz
S.
T/ieolomo, amigo
e
conselheiro
do
nosso
primeiro
rei, e
primeiro
prior
de
Santa
Cruz.
No
claustro
da
Manga,
ha
uma
ca
pella,
cujo
teclo
e
paredes
são
formadas
de
caveiras,
tibias
e
outros
ossos
huma
nos.
São
dos
bravos
portuguezes
falleci-
dos
na
gloriosa
batalha
d
’
Ourique.
Hoje
está
tapada
a
porta
d
’
esta
capella.
Foi
D.
Affonso
l
que
aqui
mandou reunir
estes
ossos,
para
serem conservados, como
um
pantheon
de
gloria,
erigido
á
memória
p
’
esses
heroes
que
perderam
a
vida
pela
sua
patria.
A
Chronica
dos
Cruzios, attesta
a
iden
tidade
d
’
esles
ossos.
O
mosteiro
serve
hoje
de administra
ção do
correio
e
outras
repartições.
A
cêrca
foi vendida
por
uma
tuia
e
meia
(e
o
dinheiro
devorado.)
E’
pois
hoje
pro
priedade particular,
e
uma das
melhores
cousas
de
Coimbra,
e
das
maiores,
mais
bellas
e
melhores
cércas das ordens
reli
giosas
de
Portugal.
Suas
ruas,
escadarias,
lagos,
fontes,
cascatas,
etc., tudo era ma-
gesloso
e magnifico,
parecendo
mais a
quinta
de
recreio
de
um
monarcha,
do
que
a
cêrca
de
um convento.
Todas
estas
esplendorosas obras
foram
construídas
no
tempo
do
reformador
da
congregação
dos conegos
regranles
de San
to
Agostinho,
D.
freire
Gaspar da
Encar
nação,
no
reinado
de
D.
João
V.
Depois
da extincção
das
ordens
reli
giosas,
tem-se
praticado n
’esta
quinta
van
dalismos
inauditos.
Grande
parte
dos
seus
gigantescos
ar
voredos
foram cortados ou
arrancados,
e
muitas
ruas
destruídas,
com
o
fim
de
alargarem
a
cultura
dos
cereaes,
por
mais
alguns
metros
de
terreno.
Apezar
de tudo,
ainda
aqui
resta mui
to
que
admirar,
e
que
convida
a
visitar
a
cêrca
dos
cruzios.
Algumas
ruas
largas
e
extenças,
tol
dadas
de
frondoso
arvoredo
;
o
celebrado
largo
circular,
orlado
por
altas
paredes
de
cedro
;
o
grandioso
terreiro
do
jogo
da
bola,
com
os
seus
tres
lindos
arcos,
co
roados
pelas
estatuas
da
Fé, Esperança e
Caridade,
com
a
sua
lindíssima
cascata
e
com
os
colloçaes
e
copados arvoredos
que
o
assombram; as
majestosas
escadarias,
entremeiadas
de
vistosos
repuchos
;
a
pa
ragem
encantadora
da
Fonte
da
Noguei
ra, etc.
etc.
Também
ainda
restam
algumas
arvo
res
seculares,
que
causam
pasmo
por
sua
corpolencia,
principalmente
os
loureiros,
dos
quaes
disse
o
célebre
botânico
Link
na
sua
Voyage
en
Portugal
—
«si
lon
de-
sire voir
des
lauriers
des
Indes,-
de
Goa
[laurus
indica) dans
toute
leur
magnifi-
cenee,
c
’est
ici
qu
’
on
doit
se
rendre.»
(Portugal
antigo
e
moderno]
zito,
e
talvez dar
algum
pescoção ao
fu
turo regulador
dos
destinos
do
Império
Britânico,
e
quasi
do
mundo,
á
força
de
talento,
trabalho,
perseverança
e
genio.
Na
outra
metade
da
estampa
apparece
a
figura
(a
cara
e
retraio)
delle
Disraeli
com
a
coroa
de
Conde
e
Par,
fumando
o
seu
charuto,
rodeado
de
emblemas
de
recreações
campestres,
como
caça,
pesca,
viagens,
theatros,
etc.,
com
a
legenda:
—
«Nada que fazer.—
Alguns
milhares
de
libras
por
anno.
—
Um
Pariato.
—Por ter
feito
a
cousa
a.
Não
sei
se
os
leitores
do
Apostolo
en
contrarão
no
que
precede
o mesmo
inte
resse
que
eu
lhe
encontro,
e
que
me
induziu
a
estas descripções;
o
exemplo
porém
me
parece
tão
recomtnendavel
e
bonroso,
que
não
pude
resistir
á
tenta
ção
de
pôl-o,
quanto
em
mim
coube,
as
sim
ante os
olhos,
e expôl-o
á
considera
ção
dos
ditos
leitores.
A.
R. SARAIVA.
(O.anlinua)
vez
o
império
do
Christo
como
no
tem
po
de Clovis,
como
no
tempo
de
Carlos
Magno,
como
tempo
de
S. Luiz, melhor
que
nos
bellos
dias
de
Luiz
XIV e
de
Napoleão,
o
sacerdote
e
o
soldado
se
abra
çarão;
e
á
sua sombra crescerá
o
que
é
necessário
á França
e
a
Deus:
homens
de
bem
1»
LIVROS E IMPRESSOS
DICCIONARIO POPULAR,
HISTORICO,
GEO-
GRAPHICO, MYTOLOGICO,
BIOGRAPIIICO,
AR
TÍSTICO,
B1BLIOGRAPIIICO E LITTERARIO.
Recebemos
o
fascículo
n.°2a,
que
com
pleta
o
1.®
volume
do
Diccionario Popu
lar,
de
que
é
director
o
snr. Pinheiro
Chagas.
—
RAMALHETE DO
CHRSTÃO
—SEMANA-
RIO
RELIGIOSO
E
INSTRUCTIVO.— DIRECTOR
F. DA
SILVA FIGUEIRA, PRIOR DA FREGUE
SIA
DE
N. SENHORA DA AJUDA.
GritnileH
patriotas.
[Conclusão]
Que
dizer
também de
todos
estes
pa
dres
capeilães
do
exercito
do
Norte,
de
Esl
e
do
Loire?
Seria
necessário
no-
meal-os todos; todos,
não
receamos
aífir-
mal-o
sem
temer
que
se
nos
opponha
um
desmentido,
todos
fizeram
mais
que
o
seu
dever.
Os jovens
formados
por
taes
mestres
mostraram-se
dignos
d
’el!es.
Só
acrescen
taremos
um
pouco
ao
que
nos
foi
dito
por
o
general
Albert.
Uma
palavra
resume
a
sua
conducta,
elle
escreveu
para o
cor
respondente parisiense
do
«Times»
(ou
tubro
de
1872):
«Nenhum
partido,
diz
elle,
dá mais
provas
de
uma
dedicação
absoluta que
o
dos
retrogrades,
que
accusam
de
estarem
em
atrazç
sobre
as
ideias
do
seu
sécu
lo.
Eu
não
esquecerei
nunca
com que
fú
ria sempre
galante
os
zuavos
de
Charette
(compostos
em
grande
parte
de antigos
discípulos
dos
jesuítas)
se
arrojavam
ao
fogo
do
inimigos,
em
quanto
que
os
mo-
bilisados
de
Paris
diziam:
«Eis
ahi
os
calo-
tins
que
vão
morrer',»
Certamente os
calolins
deixaram-se
ma
tar.
Viram-se
cahir
sobre
todos
os
cam
pos
de
batalha,
sobretudo em Brou,
em
Cercolles,
em
Bellesmes,
no
Mans, em
Loigny,
e
em
Patay.
Pode-se sem
uma
justa
altivez,
con
templar
este heroico
Fernando
de Bouillé
e
seu
filho
Jacques,
casado
ha dous
an
nos,
e
seu genro, Casenove
de
Pradines,
revestindo
o
uniforme
de
zuavos
e
vindo
apresentar-se
a Charette?
Nós
estavamos
em
Patay,
debaixo
de
uma
chuva
de
metralha:
é
alli
que
cahem
os
nossos
tres
heroes.
Jacques,
para nun
ca
mais
se
levantar;
Fernando,
ferido
morlalmcnte;
e
Casenove
de Pradines,
mutilado.
Eis
aqui
como
se
conduzem
os
calotins,
discípulos
dos
jesuítas.
O
general
Ambert
falia
dos
dous
de
Buyer:
não
podemos
resistir ao
desejo
de
citar
o que
o
pai
d
’estes
dous
jovens,
o
magnanimo
Fernando
de
Buyer,
tam
bém
antigo
discípulo
dos
jesuítas,
es
crevia
a
um
de
seus
camaradas
de Fri-
bourg.
«Dous de
meus
filhos,
diz elle,
ambos
discípulos
dos
jesuítas,
pagaram
animosa
mente
com
a
sua vida,
a
sua
dedicação
á
patria,
e
se,
o
que
Deus não permitia,
a
nossa
infeliz França
tivesse
de
ser
aba
lada
por
novas
convulsões,
os
que
me
restam
estão
promplos
para
marchar
sobre
os
passos
de
seus
irmãos.»
E
agora, bravos
jornalistas,
heroicos
escriptores
que
todas
as manhãs
comba
teis
tão
galhardamente,
com
a
penna
na
inão.
contra
pobres
religiosos
inolfensivos
e
contra
aquelles
que,
depois
de
terem
combatido
pelo
seu paiz
contra
o
inimigo,
não
defenderão
sua
pessoa
contra
os
vos
sos
insultos,
mostrai-nos
os
vossos
altes-
tados
de
serviço!
fazei-nos
admirar
as
vossas
proezas
e
os
vossos heroes!
Quantos
d
’
entre vós
seguiram,
mesmo
de longe,
sobre
o
campo
de
batalha,
aquelles que
atacaes
tão
altivamente
ho
je?
.
.
Pelo
que
nos
diz
respeito,
não
pode
mos
senão
saudar,
com
um
dos
nossos
grandes
escriptores,
a
aurora d’
este
dia
que
nos
promeltem
estes
christãos
«que
sabem
ser
a
milicia
de
Deus
na
milicia
do
mundo»:
—
«Sim,
diante
da invasão
d
’
estas
paixões brutaes
e
d
’
este bello
es
pirito
baibaro
que
ameaça
por mais
uma
Temos
sobre
a
meza os
n.
os
13
e 14
d
’
este
excellente
semanario,
que vae
no
quarto
anno
da
sua
publicação.
Cada numero é
aberto
por
uma
formo
sa
gravura, acompanhada
d
’
um
artigo
res-
pectivo,
e
contém
artigos
e
poesias
de
merecimento.
—
O DOURO
ILLUSTRADO—REDIGIDO PE
LO
VISCONDE DE VILLA MAIOR, REITOR DA
UNIVERSIDADE
DE COIMBRA.
Recebemos
as
cadernetas
n.
os
21, 22.
23
e
24
do
Douro
illnstrado,—M\a
pu
blicação
a
que
varias
vezes nos
’
temos
re
ferido,
e
de
que
são
editores
os snrs.
Magalhães
&
Moniz,
do
Porto.
Acompanham
estas
cadernetas
magni
ficas
vistas
da Quinta
do
Noval, Alfân
dega
do
Porto,
Cadão,
e
Quinta
da
Ra
meira.
Como
esta
obra
está
próxima
a
com
pletar-se,
pois
apenas
falta
uma
caderne
ta.
opportunamenle
daremos
ácêrca
d
’ella
a
nossa
opinião.
Alijó
7 de
setembro de 1S7Ô.
(Do
nosso correspondente).
Os
leitores
acostumados
a
estenderem
a
vista
por uma
columna
immensa
des
ses
jornaes
diários,
pejada
d
’aconlecimen-
tos,
que
por
vezes interessam,
e trasbor
dando
política
de
todas
as
linhas,
rir-se-
hão
ao
lerem
uma
d
’
estas
correspondên
cias microscópicas,
que
nem
falia
em
po
lítica
nem
refere
acontecimentos,
que
lhes
chame
a attenção.
Seja-nos
dada,
porém,
a
devida
des
culpa,
pois
que
um
correspondente
dos
grandes
centros
póde
formar,
sem
sair
de casa,
um
bom
noticiário,
e,
com
um
passeio,
até
á sessão
política;
mas
n
’estas
terras,
onde
todos
os
cuidados
recahem
sobre a
agricultura,
a
escassez
de
noti
cias
é
sempre
grande,
de
fórma
que
um
correspondente vê-se
a
braços
com
milha
res
de
difficuldades,
que
quasi
nunca
póde
superar, todas
as
vezes que é
forçado
a
referir
o
que tem havido
de
mais
notável
na sua localidade
e
seus
contornos.
A
todas
estas difficuldades
acresce
um
obstáculo
que
é
ser
religiosa
a
indole
d
’
este
jornal;
portanto,
ainda
que
com
re
ferencia
a
política
fosse por aqui
constante
fervei
opus,
nada
diríamos
sobre
tal
ma
téria
por
muito
que
podessemos
dizer.
Cortados
pelas
bases
os
assumptos
mais
queridos
do século,
e
seguir
á
risca
o
programma d
’
um
periodico
religioso,
um
correspondente
deve
ser,
para
a
maior
parte
dos
leitores,
um
escrevinhador
que
só
diz
semsaborias
e
até
inútil.
Sabíamos,
porém,
antes
de
tomar
so
bre nossos
hornbros
a
tarefa
de
collabo-
rar
n’
este
periodico
qual
era
o
seu
ca
rácter;
e
forçoso é
confessar
que se
não
fôra
religioso
não
nos
encarregaríamos
de
tal
missão. Demais
tínhamos
a
certeza
de
que
seus
illustrados
redactores
não
se
afastavam
um
apice
do
seu
programma,
cujo
fim
exclusivo
era
pôr
um
dique á
torrente
devastadora
da
impiedade,
que
por
toda
a
parte
campeia
altiva.
Tínha
mos.
por
conseguinte,
bem
presentes
os
embaraços
com
que
havíamos
de
arrostar,
e
o
conhecimento
seguro
de
que
as
nos
sas
correspondências
seriam
as
mais
das
vezes
destituídas
de
todo
o
interesse.
Que nos
importa,
dissemos
para
nós
mesmo,
que
ellas
sejam
muito
pobres
de
noticias,
se
o
nosso
verdadeiro
empenho
é
acompanhar
os
redactores
d
’
este
jornal,
dignos
e
afanosos obreiros
da
civilisação
e
do
progresso,
na
espinhosa
mas
bri
lhante
e
evangelisadora
missão
do
bem
e
da
virtude?
Bem
sabemos que
a
luz
baça
da nossa
intelligencia
é
insufficiente
para
guiar
aos
caminhos
da
virtude,
porque
somos
muito
pobres
de conhecimentos
quão
ricos
de
desejos
de
saber.
Por
tanto
hoje,
qual
mendigo,
esmo
lamos
do
estudo o sustento
necessário;
ámanhã,
ilfustres
redactores,
seguir-vos-
hemos
quando
não
possamos
acompanhar-
vos.
Permitta-se-nos,
pois,
que
d
’
ora
avan
te, á
falta
de noticias,
trabalhemos
lam
bem
na
conservação
do
grande templo
da
civilisação,
do verdadeiro
proguesso,
do
bem,
da
virtude,
tinalmenle,
n
’
esse
tem
plo
sobre
o
qual
tem
passado
quasi
1900
annss
sem
que
a impiedade
possa
soltar
uma
gargalhada de satisfação ao ver
des
moronar
a
primeira
pedra.
—
Ao
anoitecer
do
dia
3 do
corrente
manifestou-se incêndio
n
’
uma
casa,
pro
priedade
do snr.
dr.
Roberto
de
Maga
lhães,
sita
ao
entrar da
villa.
Apesar
de
n
’
estas
terras
não
haver
os
promptos
soc-
corros,
que
ha
nas
cidades, acudiu
bas
tante
gente,
e
o
incêndio
seria
dehellado
antes
que
tomasse
proporções
assustado
ras.
Felizmente
nada
houve
a
lamentar,
verificando-se
antes
de
10
minutos
que
al
gumas lavaredas, que
á
primeira
vista
pa
reciam
dominar
todo
o
teclo, saiam
sim
plesmente
d
’
uma
chaminé
e
que apenas
ardia
a
fuligem.
—Partiu-se,
haverá
8
dias,
um
carro
que
conduzia
ao
Pinhão
o snr.
dr.
Lore-
no,
advogado
n
’
este
concelho.
Sua
s.
a
não
soffreu
o menor
incommodo,
assustando-se
todavia
bastante.
—Acha-se
em Espinho
a
uso
de ba
nhos
o snr.
Cesar
Augusto
Pereira,
digno
escrivão
d
esta
administração,
moço
bem
visto
e
de excellentes
qualidades.
Que
s. s.
a
colha
bons resultados
dos
banhos
é
o
que
sinceramente
lhe
appe-
tecemos.
—
Chegou
na
quinta-feira
passada,
por
volta
das 11
horas
da
noite,
uma
depu
tação
por
este
concelho,
que
foi
a
Villa
Real
assistir á
passagem de
Sua
Mages-
tade.
A
deputação
era
composta d
’
alguns
membros
de diíferentes
repartições
como
fazenda,
camara,
administração
e
d’
outros
cavalheiros.
Todos
chegaram
de
boa
saude, só
bas
tante
fatigados.
Até
breve.
C.
M.
GAZETILHA
Festividade. —
Verificam-se
no pro-
ximo
domingo
as
festividades
de S.
Lou-
renço
e a
de
N. Senhora
das Necessida
des,
na
sua capeila
de
S.
Lourenço
da
Ordem.
De
manhã
canta-se
duas
missas
so-
lemnes,
uma
aS.
Lourenço,
com
sermão,
e
outra
a
N. Senhora, havendo
sermão
de
tarde
e no
fim
Ladainha.
Tem
arraial,
tocando
emquanto
este
durar
a banda
dos
Artistas.
Exames
em outubro.—
O «Diário
do
Governo»,
de
12,
insere
um
decreto
permittindo
que
haja
exames
em
outubro
nos
lyceus
de
Lisboa,
Porto
e
Coimbra
para
alumnos
a
quem faltar
algum
pre
paratório.
Morte
repentina.
—
Ante-hontem
falleceu
repentinamente,
na
loja de
bar
bear
do
snr.
Guimarães,
o
snr.
Paulo
Marques,
empregado
nas
obras publicas
d
’
este
dislricto
e
irmão
do
proprietário
do
hotel
Dous
amigos.
Regresso.
—
No
comboio
das
11,27
da
manhãd
’
hontem
regressou
a esta
cidade,
vindo
de
Coimbra,
s.
ex.
a
revd.
ma o
snr.
ar
cebispo
coadjutor.
Foileeimento.
—
Falleceu
anle-hon-
tem,
pelas
7
horas
da
manhã,
o
snr.
Jo
sé
Julio
da
Costa
Araújo,
antigo
emprega
do
da repartição
da
fazenda
d
’
este
distri-
cto.
No
Bom Jesus.—
Escreve
o
<Com-
mercio Portuguez»:
—
Se
alguém
ha
ainda
na segunda
capital
do reino,
que,
desapro
veitando
a
facilidade
de
um
transporte
commodo
a
preços quasi
reduzidos,
não
tenha
ido
passar um
dia de
primavera ou
estio
sob
as
sombrosas
carvalheiras
do
Bom
Jesus
do
Monte,
esse
decerto
des
conhece
tanto
o
pittoresco
e
aprazível
do
local,
como
não sabe
que
confortáveis
com-
modidades
póde
alli
achar
no
hotel
da
Boa-Vista,
aonde
ás
especiaes
condições
do
edifício,
collocado
n’
um
ponto
d
’onde
os
mais largos
horisontes
se
avistam,
se reú
ne
um
excellente
serviço
de quarto
e
de
meza em
que
o
aceio
e
variedade
das
comidas
não
faz
esperar
tamanha modi
cidade
nos
preços.
Aos
visitantes
pois,
do
magestoso
san
tuário,
admiravelmente
construído n’
a-
quelle
formoso
local,
recommendariamos
o excellente
hotel
da
Boa-Vista,
se
melhor
do
que
t:ós
o
não
recomraendasse
o
modo
por
que
alli
são
tratados
os
seus hospedes
e
a
numerosa
concorrência
de
pessoas
de
distincção
que
alli
se
encontra
em
todos
os
domingos.
Sinistro marítimo.—
O
vapor
his-
panhol
«Calderon»,
capitão Echevarria,
actualmeute
n
’esle porto,
tendo
saido
de
Londres
em
1
do
corrente
mez,
com
mui
to
mau tempo
e
ventos
de
prôa,
encontrou
pelas
5
horas
da
manhã
do
dia
4,
a
dis
tancia
de
78
milhas
ao SO, de
Ushant,
um
grande
vapor
inglez
denominado
«Sar
pedon»,
com
bandeira
colhida,
e
parecen
do
meio
de
agua,
e aproximando-se
sou
be que o
mesmo
vapor
tinha
sido
abal
roado
na
noite
antecedente
por
outro
va
por,
que
o
capitão
do
«Sarpedon»
julga
ter
ido
a
pique.
O capitão
do
«Chalderon»
recolheu
os
naufragos
e
suas
bagagens,
em
numero
de
84
pessoas,
entre
tripu
lantes
e
passageiros,
e
fez
todo
o
possí
vel
para
rebocar
o
«Sarpedon»
até
o
por-
lo
mais
proximo,
que
era
Falmoulh,
po
rém
sendo
impossível
o
reboque,
por
estar o
«Sarpedon»
já
muito alagado,
te
ve
de o
largar
e
desembarcar
os
naufra
gos
em
Falmoulh,
onde
foi
obrigado
a
deter-se
por
tres
dias
a
fim
de
proceder
ás
formalidades
do
processo
’
por
causa
da
arribada.
Foi
este
o
motivo
da
demora
do
vapor
«Calderon»
em
chegar
ao porto
de
Lisboa.
ííyassnoB
de gtierrn.—
Um
jornal
estrangeiro
publicou
uma
traducção
dos
hymnos
da
Servia
e
da Turquia,
que
co
piamos, sem
aífiançar
que
seja
authentica.
Hymno
de
guerra
turco
Allah nos
chama!
Allah
nos
convida!
Até
elle,
até
ao
sétimo
ceu
chegam
os
miasmas
da
insolência
dos
infiéis.
Allah
nos
chama!
Allah
nos
convida!
A
ira
e a
blasfémia
do
christão
chegam
ao
seu
throno.
Allah
nos
chama!
Tinge
com
o
sangue
rubro
dos servios
o
gladio que
fulgura
na
tua
mão
vigorosa
!
Allah
nos
chama!
AILh
nos
convida!
Innefavel
prazer
transparece
em
seu
rosto,
doce
sorriso
se
debuxa em
seus
lábios
quando,
soando
o aço
no
aço
e encarni
çando-se
a peleja,
tua
alma
se
solta
do
corpo
que
a encarcerava
!
Allah
nos
chama! Allah nos
convida!
Vae
ferir-se
a
lucta
sangrenta.
O Profeta
dará
ao
vencedor
a
gloria
do
paraiso.
Allah
é
grande!
Deíxae
os
cadaveres
de
nossos
irmãos
nos
campos
de
batalha,
para
que
espalhem
a
peste,
a
assolação
e
a
morte
nos
arraiaes
dos
infiéis.
Não
os
lamenteis! A
espada
vingadora
dos
filhos
da
Profeta
fará
por
um
cadaver
cem
cadaveres:
vinguem
elles,
porém,
as
suas
próprias
offensas.
Vivos
ou
mortos,
semeiem
os
seus
cadaveres
ou as suas
armas,
a
destruição
e
o
luto
nas
hostes
infiéis.
Não
os
lamenteis! Allah
é
grande!
Depois
de
aniquilados
os
christãos,
todos
gosaremos
as
venturas
promellidas
pelo
amor
do
Profeta
ao
seu
povo.
Ao
combate!
A
’
guerra!
Allah
nos
chama!
Allah
nos
convida!
Hymno
nacional
servio
Além,
atraz
d
’aquelles
montes,
dizem
que
está
a
côrte
destruída
do
meu
rei.
Alli
se
reuniu
em
tempo
o
conselho
dos
heroes.
Além
poderei
um dia vêr
Prilzren,
minha
terra
sagrada
e
minha
gloriosa
es
tancia.
Memórias
d
’amor
me
chamam
ao
seu seio, e
terei
de
conquistai
a
com
as
armas
na
mão.
Além,
atraz
d’
aquelles
montes,
nas
en
tranhas
do
bosque
frondoso
dorme
o
som-
no
da
morte
os
Duchanes,
e
as
suas
ora
ções
dar-nos-hão
a
vicloria.
Para
além,
para
traz
d
’
aquelles
mon
tes,
onde
o
ceu
azul
se
desdobra
sobre
campos servios,
para
além,
ó
irmãos,
di
rijamos
os passos.
Além,
brandindo
a
espada
mortifera
sobre
o
cavallo
empinado,
está
Yug
cla
mando:
<E
’
divida
de
filhos
ajudarem-me
até que
eu morra,
é
divida
de
servios
vingarem-me
depois
de
morto.»
Além,
no
sepulchro do
velho
Yug,
0
ac
tual
dono
d
’este
es
tabe
lecim
ento
previne
os
seus
amigos
e
Ire
gue-
zes
,
e
o
publico
em
geral,
de
que
mudou
provis
oriam
ente
o
seu
negoc
io
de
ferra
gens
para
a
casa
n.°
7
do
larg
o
de
S.
Franc
isco;
continua
ndo,
como
até
aqui,
a
ter
um
varia
do
e
completo
sortim
ento
das
mes
mas
,
que
venderá
por
preç
os
commodo
s,
(4267)
K&gqgffyjs
EMPRÉSTIMO
PIRA
A
ACQUISIÇÃO
DE
NAVIOS
DE
GUERRA
Rebuçados peiloraes
balsâmicos.
Uteis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
Devendo
no
dia
1."
de
outubro
proximo
veiificar-se
nos
Ccfres
Centraes
dos
Districtos
do
Continente
do
reino,
e
nas
Caixas
Centraes
do
Ministério
da
Fazenda
o
pagamento
dos
juros
das
obrigações
do
empréstimo
para
acquisição dos navios
de guerra,
relativo
ao
semes
tre que
finda
no
dia
30
de
setembro
corrente,
são
prevenidos
os
possuidores
das menciona
das
obrigações,
quer de
assentamento,
quer
de
coupons,
que
pretendam
receber
o
dividen
do
n
’
este districto,
que
devem
apresentar
n
’
este
Cofre
centrai,
relações,
em
duplicado,
das
obrigações
que
possuírem,
onOe
se
descrevam
pela
sua
ordem
os
numeros
dessas
obriga
ções.
Ambas
as
relações
serão
assignadas
pelos
indivíduos,
apresentantes
de
coupons,
ou
a
favor
de
quem
tiver
sido feito
o
ultimo
averbamento
das
obrigações,
ou
pur
seus
legítimos
procuradores;
juntando-se
a
respecliva
procuração,
sendo as
assignaturas
reconhecidas
por
tabellião,
em
qualquer
dos
casos.
Um
dos
recibos
deve
ser
'devidamente
sellado,
com
estam
pilha
do imposto
do sêllo,
nos
mesmos
termos
que
os
recibos
de
juros
pagos
pela
Junta
do
Credito
Publico.
As
relações
estão
desde
já
á
venda
no
Cofre
Central d’este
districto.
Juntamente
com as
relações
serão
apresentados
os
coupons
das
obrigações,
relativos
ao
semestre de
que se trata,
ou
as
próprias
obrigações,
se
forem
de
assentamento.
A
apresentação
das
relações,
nos
teimos
antecedentes.
n
’
este
Cofre
Central,
será
feita
desde
o
meio
dia
até ás
duas
horas
da
tarde
da
maneira
seguinte:
Obrigações
n.
0
’
1
a
4.909
inclusivè no dia
26
de
setembro
corrente
»
4.910
»
9.818
»
27
»
9.819 »
14.927
29
»
14.928
»
19.638
D
30
»
Os
portadores
de
obrigações, cujos
numeros
estejam
com
prehendidos
em
vários
grupos,
nos
termos
acima,
podem
fazer a
apresentação
de
todas
quantas
possuírem
no
mesmo
dia e
e
na
mesma relação,
comtanto
que os
nomeros
mais
baixos
das
ditas
obrigações sejam
cor
respondentes
aos do
grupo marcado
para
a
verificação
nesse
dia.
Em
todo
o
caso,
faz-se saber
que,
para
cada
semestre e
para
cada
classe
de
obrigações
—
assentamento ou
coupons
—
é
necessária
apresentação
de
relações especiaes. Não
é
admittido
em
cada
relação
descripta
promíscua
de
obrigações
de
coupons
e
de
assentamenío,
nem
de
juros
de
mais
de
um
semestre.
Depois
de
verificadas
e
notadas
as
relações,
serão
juntamente com
as
obrigações
de
as
sentamento,
devidamente carimbadas,
restituídas
aos
apresentantes
para,
no
dia
l.°
de
outubro
proximo,
mediante
a
apresentação dessas
relações,
ser-lhes
pago
o
juro
respectivo,
effe-
ctuando-se o
pagamento
das
onze
horas
da
manhã
ás
duas
horas
da tarde.
Os
portadores
de
obrigações
do
empréstimo
para
acquisição
de
navios de
guerra,
que
não
se
apresentarem
para
a
verificação
dos
seus
titulos
nos
dias
respectivamente
marcados
acima,
só
poderão
receber
os
juros
em divida,
na
sexta
feira
13
de
outubro
e
segundas
sextas
feiras
de
cada
mez,
não
sendo
dias
feriados,
porque
então
o
pagamento
será
na
vespera.
Outro
tanto
acontecerá
relativamenle
aos
portadores
de
relações
já
notadas,
que
se
não
apre
sentarem
para
receber
os juros
respectivos
no
dia
l.°
de
outubro.
Repartição
de
íazanda
do
districto
de
Braga,
aos
12
de
setembro
de
1876.
,
O D
elegado
do
T
hesouro
,
(4287)
No
Porto, pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4155)
CIKIR6IÃO
DEXTIST l
L?
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de S. Marlinho n.°
5
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-Lr)
Madeira de castanho, fino.
Vende-se
uma partida
de
trezentas
e
tantas
dúzias,
o
mais
superior
que ha
no
mercado, e que raríssimas
vezes
ap
parece.
=■
Rua
de
S.
Marcos
n.«
5.
Bra-
ga.
K4285)
ATAFONA
Vende-se
uma
atafona
de
moer
trigo,
e
toda a qualidade
de grão.
Trata-se
na
casa
e
quinta
do
Lopo
do
Tanque
(4242)
Henrique
Francisco
Bizarro.
Para os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
Praça
do Barão
de
S. Martinho.
Aluga-se
uma
casa
mobilada
;
para
me
lhores
esclarecimentos
queiram
dirigir-se
a
casa
de
Almeida
Sc
Pereira,
praça
do
Barão
de
S.
Marlinho.
(4284)
I
HOGG,
Pharmaceutico,
2,
rua
de Castiglione,
Pariz,
unico
preparador.
DE
MB
Debaixo
desla forma especial a pepsina he
posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e a
sua
efficacia
he então
certa.
As
Pilulas de iloog
são de trez preparações differentes :
1®
PILULAS
DÊ
HOGG com
pepsina
pura,
contra
as
mães
digestões,
as
azias,
os
vomitos e
outras affecções especiaes do estomago.
2® FILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as affecções
do estomago
complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são egualmehte
muito fortificantes.
3®
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
iodureto
de
ferro inalterável,
para
as doenças escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na
phlhisica, etc.
A
Pepsina
pela sua
união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
BOM VINHO
Vende-se
as
pipas
na
adega
da
casa
da
Deveza
em
Adaufe.
Quem
perlender
diri
ja-se
á
mesma.
(4250)
Armas
de
caça
e
rewolvers,
á
loja
do
—
Cachapuz
—acaba
de
chegar
um
bom
sortimento.
(4247)
Companhia
Edificadora,
e Indus
trial
Bracarense.
Cnsiipo de
Snnf Anna 91, ®.° andar
Eg
EEB
l
JS
l
Esta
companhia
tem
para
vender
por
preços
muito
rasoaveis
um
grande
sorti
mento
de
madeira
de castanho,
e
pinho
de Flandres
vermelho, em
chaprões.
(428!)
/-.-
k
Aluga-se
na
rua
da
Ponte
uma
morada
de
cazas
apalaçada,
com
quintal
e
pôço
; e
bons
commo
dos
para
uma
familia.
Quem
pretender
alugal-a
queira
dirigir-
se
á
mesma
rua,
caza n.°
58 C.
(262)
—
(4269)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA
LUSITANA — 1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
