comerciominho_12101876_554.xml
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-
4.° ANNO 1876
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
554
Assigna-see
vende-se no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Jfotí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde deve
ser
dirigida
toda a
correspondência franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10 rs.
®»<jKBa^si«^L-ssa
ÀS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
jSggjprc ”*•-
nt?T-a&
ctwbwb
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*
3g3WgfrMã3ft
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.-=Semestre 850
rs.^Protnn-
cias,
anno
2^000
rs e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
Í&05Q
rs.=Brazil,
anno 3&600
rs.
—
Semestre 1&900
rs. moeda
forte
ou 8ã»000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
A
ddudcíos
por linha
20
rs.,
repetição
10 rs.
Para os
assignantes
20
°/
8
d
’
abatimento.
BBAG(JUMIUTA-FEIISA. 18 BíE
OUTUBISO
Accusam-nos
de
sermos
partidários
do
passado;
chamam-nos
retrógrados,
e
cri-
minam-ns,
porque,
dizem,
nos
mostramos
rebeldes
ás
leis
do
progresso
e
não
que
remos
acompanhar
o
século
nas
suas
evo
luções
civilisadoras.
Será
assim.
O
partido
legilimista
acceita
de
bom
grado
estas accusações,
que
o
não
des
douram,
porque
tem
a
consciência
dos
princípios
que
professa,
e
dos
sentimentos
que
nutre.
Rocordamos-nos
com
saudade do
pas
sado, porque amamos
as
glorias
que
nos
engrandeceram,
já
que
temos
a
lamentar
as
misérias
que
presenlemenle
nos
ames-
quinham.
Retrógrados...
sim.
desejáramos
retro
gradar
no
caminho
que
ha
quarenta
an
nos
vimos
seguindo,
porque
antevemos
o
precipicio
que
ao
fim
d’
elle
nos
espera.
E
se
não
acompanhamos
o
século
em
suas
evoluções,
a historia
contemporânea
ahi
está
dizendo
porque.
Que
vantagens
nos
tem
dado
o
pre
sente
para
que se
nos
faça
um
crime
o
suspirarmos
pelo
passado?
Quaes
os
benefícios,
onde
as
venturas,
que
nos levem a sepultar n’
um
eterno
olvido
as
grandesas
e
felicidades
d’
outras
eras’
Será
por que
a desmoralisação cresce,
e
a
estatística
dos
crimes augmenta, que
devemos
esquecer o
passado?
Ou
será
por
que
a
miséria
publica
de
dia
para
dia
maiores
e
mais assustadoras
proporções
vae
tomando,
que
o
partido
legilimista
tem
obrigação
de
congratular-
se
com
o
presente?
Que
sois
injustos
para
comnosco,
vós
mesmos o
estaes mostrando, quando
mu-
tuamente
vos
accusaes.
Como
seguir-vos,
pois,
quando
vós
sois
os
proprios a
convencer-nos
de
que ides
errados?
Não
vimos
ainda
um
só
de
vossos par
tidos
políticos,
que
não
soífresse as
mais
graves
accusações.
Serão
iminerecidas,
mas
ainda
ninguém
o
demonstrou.
E
n
’
este
caso
acompanhar vos
seria
loucura.
O
paiz viu
eclipsarem-se,
á
sombra da
vossa política,
os
bellos
dias
de
sua glo
ria
e
grandesa.
Os
mais
caros
thesouros
de
suas
ri-
quesas
sumiram-se sob
a
acção
do
vosso
systema.
As
suas
melhores
joias
tiveram
o
des
tino,
que
os vossos
homens
públicos,
in
fluenciados
pelas
vossas
doutrinas,
lhes
quizeram
dar.
Como
é
por
tanto
possível
que
o
par
tido
legilimista
abandone
seus
princípios,
á
sombra
dos
quaes
floresceu
esta bella
nação,
para
se
enfileirar
sob
vossas
ban
deiras ?
Como
havemos
de
esquecer
o
que
nos
fez grandes, para
abraçar
o
que
tão
pe
quenos
nos tem
feito?
Não, o
partido legitimista
não
póde
seguir-vos,
porque
n
’isso
iria
a
sua
des-
honra.
Temos
soffrido
por
largos
annos.
Hemos
visto
a
patria,
outr
’ora
tão
flo
rescente,
definhar
á
sombra
do
systema,
que
implantastes
sobre
cadaveres.
Continuaremos
soffrendo
e
esperando,
porque
a
nossa fé
não
se
abala
com
o
soffrimento.
Sim,
esperaremos
que a
provação
pas
se,
e
ella
hade
passar, porque
a
causa
é
a
do
direito
e
da justiça
que
tem
Deus
por
auctor.
Confiamos
e
esperamos,
certos,
como
somos
de
que
um dia venceremos.
Como
sabem
os
leitores,
deu
entrada
no
ministério
das
justiças
uma
represen
tação
assignada
pedindo
ao
governo
o
es
tabelecimento
do registo
civil.
E’
mais
um
golpe
certeiro,
que
que
rem
descarregar
sobre
os
parochos,
arre
batando-lhes
o
que
é
só
e
exclusivamente
do
seu
dominio.
Não
é
de extranhar que n
’
estes
tem
pos em
que
tanto
se
elogia a
secularisa-
ção
do
ensino,
dos
cemitérios,
e
em
que
se
pretende
estabelecer
a
moda
dos
en
terros civis,
casamentos
civis,
etc.
se
procure
accarrêar
esta
achega
mais
para
o
edifício do
progresso.
Pois
não
eslava
reservado
para
estes
infelizes
tempos
o
triste
espectaculo
a
que
chamam
o
baptismo
civil?
Que outro
baptismo,
a
não
ser
o
Sa
cramento
da
Egreja
Cathoiica,
poderá
ser
conferido
pelo
parocho?
E o
parocho
que
confere
e
administra
os
sacramentos
porque
só
elle
é
o
seu
dispensador,
segundo
a
frase
da
Escri-
ptura
Sagrada, não
será
o
mais
apto
para
abrir
o
termo
ou
registo
no
livro
com
petente,
e
dar
fé
em
todos
os
tempos
do
acto
solemnissimo,
que
praticou?
A
'que
vem
pois isso,
que
querem
chamar—
registo
civil?
Uma
tolice,
um
despauterio,
com
que
pretendem
tornar
o
parocho
como
inútil
aos
povos;
e
se
a
este
não
arrebatam
todas
as
funcções
sagradas,
que tão
legitima-
mente
exerce, não
é por
falta
de
vonta
de,
mas sim
porque
as
crenças
arreigadas
no
animo
d
’
esses
povos
lh
’
o
vedam;
em
compensação,
porém, tractam
de
lhe
en
torpecer
e levantar
obstáculos
á
sua
acção
moral
e
pastoral.
Tivemos
também
conhecimento
d
’uma
carta,
que
ao ex
mo
ministro
das justiças
enviou sobre
este
assumpto
um
illuslrado
parocho,
pulverisando
os
argumentos
dos
que
pedem
o
registo civil,
e
não
podemos
resistir
ao
desejo
de
a
transcrever
nas
columnas
do nosso
jornal
habihtando-nos
por
ella
para
elogiarmos
os
esforços
do
clero
sabio
e
illustrado,
que,
n
’
esta
con
flagração
geral
de ânimos
contra elle,
sabe
occupar
o seu
logar,
fazendo
brilhar a
verdade
no
meio
de
tantas
doutrinas
er
róneas
e
perversas,
que
tendem a
abalar
os
fundamentos
e
alicerces
da sociedade.
Segue
a
carta:
«Angeja
2o
de
setembro
de 1876.
Illm.°
e
exm.°
snr.
—
Assignou-se
em
Lisboa
uma
representação,
pedindo-se tor
ne
effectiva
a
disposição do
codigo
em
vigor,
que
estabelece
o registo civil. Tal
representação,
porem,
não
envolve,
creio
eu,
razão
que
justifique
a
supplica,
que
só
podia
ser
—
«necessidade
e
commodida-
de».
Não
ha
necessidade,
porque
a
cargo
dos
parochos
sempre
tem estado
os
as
sentos,
nascimentos
e
obitos,
e
justa
parece
a
sua
continuação, por
importar
este
serviço
o
registo
civil,
que se
invo
ca.
Não
ha
commodidade
para
os
povos,
porque,
montado
o
registo
civil,
segundo
aquella
representação,
indispensável
é
a
nomeação
de
empregados,
que
exerçam
estas
funcções,
e
a quetn
se
ha
de
re
munerar
o seu
serviço
que os
parochos
gratuitamente
desempenham.
E
’ mislir
que
os
paes
de
familia
e
mulheres solteiras
n
’eslas
circumstancias
vão
á
capital do
concelho
ou á
locaildade,
onde
esteja
o
empregado
do
registo, perdendo
tempo
com isso
e
expondo-se
a despezas.
que
por
sua
pobreza
muitos
não
podem
fazer.
Por
todas
estas
razões
torna-se
o
registo
civil
desnecessário, incommodante, dispen
dioso,
inútil
e
para
muitos
vexatorio.
In
fundada
é
a
razão
adduzida
pelos que
di
zem,
que o parocho,
como
calholico, não
deve
ser
o
encarregado
dos
assentos
dos
não
catholicos,
e dos estrangeiros,
porque
todos
esses
assentos
bem
podem
ser
ela
borados
pelo
parocho
em livros especiaes
para
elles;
e
a
esses
não
caiholicos
e
es
trangeiros tanta
consideração
lhes
deve
merecer
para
os
seus assentos
o parocho,
como
o
empregado
do
registo
civil,
quê
deve
ser
egualmente catliolico, como
o
parocho.
Chamo
pois
para
o
exposto a
attenção
de
v.
ex.
a;
e
espero,
que,
durante
a
ad
ministração
d
’
um
dos
mais
talentosos
mi
nistros
da
nação porlugueza,
se
não
po
nha
em
execução
a
lei
do
registo
civil.
Previno
a
v. ex.a
,
de que
vou
mandar
publicar
esta
carta
na
imprensa,
visto
que
também
alli
se
publicou
a alludida
repre
sentação.
‘
Sou
com os
sentimentos
do
mais pro
fundo
respeito
e
consideração.
De
v.
ex.a
Creado
attento e
muito
venerador,
O
parocho
da
fregnezia
d
’
Angeja.
João
André
Estreita.
-
...............
® milagre e
o liberalismo scien-
tifleo.
A
«
Líber
tá-Catholica»,
de
Nápoles
in
sere
a
seguinte
noticia:
«Hontem,
quinta-feira,
21
de
setem
bro
na venerável
capella
do
Thesouro
o
precioso
sangue
de S.
Janoario,
foi
expos
to completamente
solidificado.
Approxi-
mando
da
re
iquia
da
sagrada
cabeça do
òanto,
após
oito
minutos
de orações,
tor
nou-se
liquido
inteiramenle».
Eis
aqui
um
milagre,
que
duas
vezes
por
anno
se
renova
á
face
de
uma
das
maiores
cidades
da
Europa,
e
hoje
sob
a
dominação
do
radicalismo ilalianissimo
que
apenas supporta,
por
motivos
de
oppòrtu-
nidade
a dynastia
revolucionaria,
descida
dos
Alpes
a
dominar
a
Italia
por
meio
da intriga,
da
traição,
e
da
sehageria.
3
FOLHETIM
DB.
J.
M.
DE MACEDO.
ROMANCE BRAZILEIRO
.
VOLUME
I
l
O
Gao-côr-de-rosa.
[Continuação]
Ia
indo Paulo Angelo
em
seu
viver so-
cegado
e
ditoso, quando
no
começo
do
anno
de 1844
foi victima
de
seu
proprio
ministério
:
contrahmdo
uma
enfermidade
contagiosa,
trouxe
o
germen
da
morte
pa
ra
o
centro
de
sua
familia;
e
em
um
mesmo dia os
signos
da
capital
gemeram
com
seu
dobre
lugubre
por
elle
e
por
sua
esposa.
Era
um
espectaculo
bem triste
vêr
fa
mílias
inteiras,
de quem elle
havia
sid0
hemfeitor
acompanhar
chocando seu
car
ro
fúnebre!...
era
uma
scena despedaça-
dora
vèl-as
ao derredor
de
seu
féretro
misiurando
lamentos
e soluços, com
os
himnos
funeraes
dos
sacerdotes.
E
havia,
com
tudo
isso, um
objecto
ainda
mais
triste, mais
lamentável,
do
que
todo
esse
espectaculo: havia
uma
orfã
de
quatorze
annos.
Aos
quatorze
annos
pois
ficou
quasi
só
no
mundo
a
filha
de
Paulo
Angelo:
é
verdade que um
nobre
e
respeitável
an
cião,
seu avô
paterno,
encarregou-se
de
sua
tutela;
que
ella achou
em uma
bella
e
interessante
senhora,
filha
de seu
avô,
e
portanto
sua
lia, uma
companheira
e
amiga:
é
certo,
que
firmes e
não
ingra
tos
se
mostraram alguns
dos
muitos an
tigos
amigos
de
seu
pae
;
por
sem
du
vida,
que
herdou
ella
toda
a
idolatria,
que
votava
a
classe
necessitada
ao
medico
bem-
feitor
:
é verdade tudo
isso,
mas
não
se
rá
verdade
lambem,
que
ainda
mesmo
no
centro
da
multidão
está
quasi
n
’um
ermo,
que
ainda
mesmo
no
meio
de
mil
rique
zas
está
mais
pobre
que
o
ultimo men
digo, aquelle
que
perde
dhmproviso
o
que
mais
ama
no mundo?...
Pois que
sentimento
ha
’
hi,
que
prehencher
possa
o
vasio
deixado
no
coração pelo
amor
filial?...
um
só
talvez,
a
saudade
do
que
se
perdeu:
é
ainda
o
mesmo
sentimento
modificado
pela
dôr,
e
crismado
com
no
vo nome.
E
pois
essa
interessante
pombinha
ficá-
ra só
e
ainda
mal
implumada
no
ninho,
onde
não
poderão
mais nunca voltar
os
paes
apanhados
tão
de súbito
pela mor
te.
E
pois
essa
creança
de
quatorze
an
nos,
fôra
cedo tocada
pelo
dedo
pesado
do
infortúnio,
e
escrevera
seu
nome
na
lista
d
’
essas
creaturas
infelizes
e
sagradas,
que
no
mundo se
chamam
—
orfãos
—
;
sim,
infelizes,
porque
tem
perdido
aquillo,
que
a
natureza
pede incessantemente
dentro
do
coração
; sagradas
também, porque
um
orfão
deve
ser
um
objecto
respeitado,
co
mo
a
alma
de
um
vivo,
e
o
cadaver de
um
morto.
E
como
profundamente
ressentida
d
’es-
se
golpe
inesperado,
que
a viera
ferir
no
tempo
mesmo
em
que
começava
de
bem
comprehender,
o
que
era,
o
que
valia
o
amor
dos
paes;
a
filha
de
Paulo
Angelo,
similhanle
a
essas
flores,
que
açoitadas
pela
tempestade
ao
desabrochar
não
mor
rem,
mas
se
desenvolvem
abatidas
e tris
tes
;
ia
passando
seus
bellos
dias
da
eda-
de
da
innocencia
alquebrada
pela dôr,
e
pela
saudade.
Mesmo depois
de
passado
seu
anno
de
lucto,
quando
já
o
balsamo
do
tempo
linha
cicatrizado
a
ferida
pro
funda
de
seu
coração,
ella
teimava em
viver
uma
vida
de
retiro,
e
de esqueci
mento.
Apenas
uma
ou outra vez
podiam
na
manhã
de
algum
domingo admirar
a
graça
de
sua
figura,
ou adivinhar a
belle-
za
de
seu
rosto encoberto
pelo
véo
com
que
se
ornava,
indo
ao templo do
Se
nhor;
apenas,
e
raramente,
uma
ou
outra
vêz
podiam vêl-a,
para
fugir
logo,
depois
apparecer
ao
lado
de
sua
tia
em
alguma
das
janellas
do—
Ceo-côr
de-rosa
—
; ape
nas,
e ainda mais
.
raramente,
era
uma ou
outra
vèz
emfim
arrastada
por
seu avô,
e
sua
tia,
a
essas sociedades brilhantes
e
embriagadoras,
que
fazem
o
delirio das
moças,
e que são,
a
um
só
tempo,
o
al
tar
em
que
se
ellas
adoram,
e
o
labirin
to
em que
se
ellas
perdem.
Era seu
vi
ver
como
esse
viajar
ethereo
de
formosa
lua
melancólica
por
noite
nublada
e
feia
que
surge
por
curtos
instantes
d
’
entre
nu
vens
carregadas,
e logo
depois no
mamen
te
se
mergulha,
deixando
apanas
ressum
brar seus
raios
atravez
dos
veos
de
fumo
do
firmamento.
Não
era
por
indole
triste
assim
a
fi
lha
de Paulo
Angelo
;
tinha
ao
contrario
gemo brincador
e
alegre
; mas
a
prema»
Ora
os
sábios da
idéa.
nova
declaram
do
alto
da
sua
infallibilidade, que
o
mi
lagre
não
existiu,
não
existe,
nem
pode
existir!
!
!
Que
sábios
!
Ergo,
o
milagre
de
S. Januario, de
Nápoles,
é
uma
impostura
clerical.
Como é
então,
que
não confundem tal
desaforo, e
não põem a
hypocrisia
em
toda
sua
luz
os declamadores
contra
o
so
brenatural
e
o
Clero?
O
caso
não
podia
ser
mais apto
para
averiguações,
e
para
de
uma
vez
contun
dir
as
invenções
clericaes.
Facto
repeiido
todos os
annos,
duas
vezes
ao
menos
—
á vista de
quem
o quer
ver
e
examinar—
ás
barbas
da
auctoridade
adversa
e
impia
—
em
frente
do garibal-
dismo
triunfante,
do
traga-clerigos
—
em
meio
de
uma
cidade,
onde ha
um
grande
movimento
iitterario
e
scienlilico
—e
depois
de
tudo
isto ousar
o
Deus
dos
Calholicos,
repelir
um
milagre
visivel,
ao
alcance
de
todas
as
intelligencias
?
?
E
’
uma
enoímidade
insupportavel...
Mas
não nos
dirão
os
que
mais
ou
me
nos,
e
moralmente
decerto
pertencem
á
ra
ça
macaca,
como
e,
que isto se
dá?
En
tão
onde
está
essa
estapufurdia
sciencia,
q\ie
apesar de
armada
de todos os
meios
desejáveis,
não
desce
a
confundir
a
im
postura
e
a
esclarecer
os
desgraçados
cren
tes
?
Pedimos
ao
a
Jornal
do
Commercio»
e
á
«Democracia»,
arcades
ambo
na
sua zan
ga
descabellada
contra o
sobrenatural,
que
nos
expliquem
o
ponto.
Elles
leem
alam-
pada
na
casa
da
Meca
garibaldo-sinistro-
cavouriana.
Pois
então
peçam
que
se
aca
be
com
aquella
impostura,
e
que
não
mais
0
sangue
solidificado
do
Martyr
S.
Janua
rio
tenha
o
atrevimento
de
como
que
reanimar-se,
tornando-se liquido e colo
rido,
como quando
foi
derramado
pela ma-
chada
da
sciencia-macaca
dos
avós secula
res,
dos
sabios-macacos
do
nosso
tem
po.
Pelo
amor,
não
de
Deus,
invenção
cle
rical,
mas
da
idéa,
não
metiam
o
nego
cio
no
escuro.
Pedimos
isto
encarecidamente
aos
dois
sobreditos
orgãos
da idéa-raacaca, e
de
outras
muitas
idéas
e
jusdem
furfuris
ac
farinae.
—
(«C.
da
Tarde»)
SL.
S3
3SL
AT
®
J
SS.
Triateavas, esperanças,
de
sziis»
chrtatiío septuagenário, (t)
Ridentes imagens dos
verdes
meus
annos
Douravam-me
a
vida,
fagueiras,
ás
mil:
Sombrias
imagens
a
enluctam
agora,
Na
rigida
bruma
da
idade
senil.
Foi
sonho
a
ventura,
que então
me
mostrára,
Com meigos
olhares,
seu
rosto gentil:
Não
volvem
taes
sonhos
quaes
volvem
aos
prados,
No
gyro
dos
annos,
as
flores
de
abril.
Mas
sonhos
que
montam?
Christãs
esperan
ças
As
forças rohorem do
lasso
viajor:
Do
exilio
terrestre,
no
lim
da
carreira,
Minorem-lhe,
ao
menos,
o
duro
rigor...
Por
aridas sendas
caminha
sedento,
Humectem-lhe
os
lábios
com
doce
licôr:
Quaes
gottas
de orvalho
nos
campos
re
frescam
As pétalas
murchas
de languida
flôr.
Cedo meus
olhos
Serão
cerrados,
E
entre
os
finados
Me
contarão.
Impende
a
todos
O
fatal córte;
A
mim
a
morte
Não
tarda,
não.
Quatorze
lustros
São
longa
vida;
Prestes
a
lida
Terminará.
No
horrendo
transe
Do
pissamento,
Vívido
alento
Quem
me
dará
?
Vívido
alento.
Em
tanto
abalo,
Só
posso
achal-o
Junto
da
Cruz.
Em
ti sómente
Toda
descança
Minha esperança,
Christo
Jesus.
Na
Cruz
pregado
Por
mãe
me
déste
Virgem que houveste
Por
genitriz.
Junto
ao
teu
Filho,
Virgem,
Senhora,
Sê
proleclora
D
’
este
infeliz.
Oxalá
que
em
taes
momentos.
Entre as
ancias
da
agonia,
De
Jesus
e
de
Maria
Possa
os
nomes
proferir:
Que
mil
osculos
ardentes,
Meu
intento
em
Deus
só
fixo,
Sobre
os
pés
de
um
Crucifixo,
Haja ao menos
de
imprimir !
Junho
de
1876.
(1)
Do
«Bem
Publico».
A. J.
V.
L.
©avaSSieifo «2’»ncJaa.
‘
«tr8a.
—
Um
cer
to
gatuno,
o
qual,
pelos
signaes
colhidos,
é
o
mesmo
que ainda
ha
pouco
teve
a
habilidade
de forjar
cartas
com assigna-
turas
falsas
para
obter dinheiro
a
titulo
de empréstimo,
passeia-se
por
ahi
pedin
do
agora
auxilio afim
de
embarcar
para
o Brazil, dizendo-se
protegido
pelo
revd.®
padre
João
P. Ferreira Airoza.
Preveni
mos o
publico
de
que
são falsas
quaesquer
cartas
atribuídas
ao
referido
sacerdote?
e
porisso
que
se
não
deixe
lograr.
As
pes
soas
a
quem
o
tal meliante
se
apresente
prestarão
bom
serviço á
moralidade
fazen
do-o conduzir
perante
a aucloridade
com
petente,
afim
de
lhe
ser
applicada
a
cor-
recção devida.
•
Uma
íjore paríãeuEariclade d»
as-
ptsaito.—
Acaba
de ser
apresentada
ao
prefeito
do
Sena,
por
dois engenheiros,
uma
curiosa
memória,
que
tem
por
fim
generalisar
o
emprego
do
asphalto
como
agente
d
’isolamento
nos
edifícios
muni-
cipaes.
Debaixo
d’
este
ponto
de
vista,
fizeram-
se
ultimamente
experiencias
sobre
as
pro
priedades
do
asphalto
na America,
e
no
meadamente
em
Chicago,
as
quaes
foram
coroadas
do
melhor
exito.
Foi
estabelecido
que
uma camada de
asphalto de
5
millimetros,
estendida
sobre
uma
tahoa
de
pau,
preserva
a taboa
d
’ignição durante
hora e meia.
Passado
este
tempo,
o
pau é
levemente
carboni-
sado.
Mas,
tendo-se o
cuidado
de
lhes
varrer
as
cinzas
e de
refrescar
o asphalto
humecendo-o,
torna
a
tomar
a sua duresa
primitiva,
e
isolada
como
antes.
Finalmente,
o
carvão
incandescente,
mergulhado
no
liquido
asphaltico,
é im-
mediatamente
abafado;
o
que
faz
que
um
soalho
coberto
de
asphalto
póde,
desmoro-
nando-se,
extinguir
completamente
o
incên
dio
Espera-se
que
esta
questão
seja séria
mente
estudada.
A. «âSssiEàa
s
*
àFes-n.
—D
uma com-
municação
dirigida
á
academia
das
scien-
cias
de
Paris,
resulta
ter-se
descoberto o
meio
de
tornar
a
dhalia
odorífera.
Para
isso
bastará,
ao
que
parece, regar
frequen
temente
o
pé
d
’
essa planta
com agua
té
pida, para dar as
suas
flores
o
perfume
da rosa.
Tão
facil
é
a
receita
que
vale
a
pe
na
experimental-a.
E
já
que
falíamos em flôres, não
vem
fóra
de proposito
trascrevermos
outra
re
ceita
que
o
Pelil
Marseillais
publica
para
se
obterem
rosas no
inverno.
Eis
o
processo:
Quando
no fim
do
outono
florescem
as
ultimas
rosas,
cortae
os
botões
no
mo
mento
em
que
vão
abrir
e sellae
herme
ticamente
a haste
com
cera; encerrae
em
seguida
cada
botão
de
rosa
em
um
cartu
xo
de papel
grosso
e
bastante
largo
para
que
a
flôr
não
o toque; collae
a
extre
midade
do
cartuxo
de
modo
que
o
ar
não
possa
ahi
penetrar
e
suspendei
esses
car
tuxos
n’
um
retábulo
bem
secco e
escu
ro.
No
inverno, quando
quizeres
rosas,
desfazei
o
cartuxo,
cortae
a
extremidade
que
foi
sellada,
queimae-a
á
chamma
da
uma
vela,
collocae
a
flôr
em
agua
fria
e
duas
horas
depois
tereis
rosas
da
mais
in
contestável
frescura.
Um
somiinmbiilo.
—
Foi
atacado
de
somnambulisíno,
a
outra
quinta-feira,
um
trabalhador
d
’
armasem,
no
estabelecimen
to
matallurgico
de la
Blenze-Borne-d
’
An-
zin. Levantando-se
por
uma
hora
depois
da meia-noite, abriu a
janella do
seu
quar
to, no primeiro
andar,
e
arrojou-se
de
cachapuz
no
paleo.
Despertado
pela
queda
e
gritando
por
soccorro,
acudiu-lhe
o chefe da
sua
re
partição.
O
somnambulo
foi reposto
no
leito
e
dormiu
até
pela
manhã.
A
’ hora
do
trabalho
cuidava
em
cn-
tregar-se
á
tarefa
habitual,
mas
não
pô
de.
Tinha
uma
leve
contusão na
mão
di-
reira
e
sentia
dores
violentas
no
corpo.
Falleceu
oito
dias
depois.
A sciencia
não
acertou
de explicar
este
caso
de
somnambulismo,
que
não
pode
attribuir-se
a
sobrexcitação
do
cere-
bro,
resultante
de
excesso,
meditações
pro
longadas,
reveses
ou
ainda
irregularidades
no
regimen.
A
victima
de
um
verdadeiro sonho em
acção
levava uma vida
socegada e exem
plar.
Segredos do
coraçiío.
—
A
snr.
a
Espinal
espererava
o
batel-rnosca
no pon
tão
d
’Auteuil, em
Paris.
N’
isto,
um
fi-
Ihinho
que
segurava
pela
mão desprendeu-
se
para
fóra
do
pontão
e
marulhou
no
Se
na.
Aos
gritos
aífliclivos
da mãe
acodem
dois
marinheiros
e
tiram
a
creança
do
rio.
Coisa
singular
!
A mãe
que não
per
dera
o accordo
emquanto se disputava o
filho
ás
aguas
do
Sena
desmaiou quando
o
viu
ao
pé
de
si!
Adivinhem
o
coração
da mulher,
se
po
dem.
Amor selvagem.—
Hubert
Meisse,
de 25
annos
de idade, vivia
com,
seus
paes,
cultivadores
em
Sidi-Chamy,
perto
d
’
Qran.
Carater
sombrio
e
violento,
apai
xonara-se d’
uma
rapariga
de
13
para
11
annos,
Eugenia
Bastot,
que residia n’
uma
aldeia
visinha.
Eugenia,
apesar
da
sua
pouca
idade,
tinha
o
desenvolvimento
precoce
dos
pai-
zes
meridionaes,
e
a
sua formosura
im-
pressionára
igualmente
outro
rapaz
do si
tio.
Meisse
conhecia
os
paes
de
Eugenia,
ia
visital-os
frequentemente
e declarara-
lhes
a
intenção
de pedir-lhes a mão da
filha,
logo
que
ella
fizesse
15
annos.
Encontra-se
por
vezes
com
o
seu ri
val
em
quem suppunha
os
mesmos
desí
gnios,
e
concebera
taes
ciúmes
que decla
rou
a
Eugenia
que
mais
depressa
a
mata
ria
do que
vel-a
esposa
d
’
outro.
Estas
ameaças
não
eram
de
molde
a inspirar
grandes
sympathias
ao
objecto
de tão
fe
roz
idolatria.
Chegou
a
idade dos
15
annos,
e
Hu
bert
Meisse
previa uma
recusa
da parte
da
sua namorada e
dos
pais.
Apresenlou-
se-lhe
com
ar
pensativo
na
manhã
de 12
de
setembro,
e
interrogado
pela
menina
sobre
os
motivos da
sua
tristesa,
respon
deu-lhe:
Isso
não
interessa
senão
a
mim.
E
despediu-se fasendo-lhe
ameaças
por
entre
dentes.
Eugenia
dirigia-se
dois dias
depois a
Oran,
acimpanhda
por
seu pai,
um
velho
de
60
annos.
Ao
chegarem
a Sidi-Chamy,
sai-lhes
Meisse
de traz
d
’
umã
mouta
de
ca-
clus,
arrasta
a
rapariga
para
fora
do
ve-
hiculo e
brada-lhe:
—
Toma
lá
o
que te
prometti.
E
fez fogo.
A
infeliz
rapariga,
ferida
na
espadua
esquerda,
caiu
de
joelhos
e
entretanto
o
carro
abalou
a
toda
a
velocidade
do
ca-
vallo.
Ouviu-se
então
segundo
tiro.
Hu
bert
Meisse
inlrodusira
os
dois
canos
da
espinguarda na
bocca
e justiçou-se por
suas
próprias
mãos.
,
Eugenia
ainda
chegou
a
ser
operada
lura
morte
de
seus
paes
lhe
embutira um
ponto
negro,
uma
recordação
lugubre
na
vida
;
e
mil vezes,
ou
quasi
sempre
no
fervor
de
uma festa,
ou
no sonhar
de
iisongeiras
fantasias, o
ponto
negro
lhe
surgia,
a
recordação
lugubre
vinha abis-
mal-a.
Por
isso
notava-se
de
ordinário
em
seu
rosto
essa
melancolia
tocante,
que,
como
já
disse
alguém, é,
até
certo
pon
to,
uma
graça
na
dôr.
Ella
ticára
pobre
de
bens;
fóra
sua
unica
herança
o
Ceo-côr-de-rosa
;
e
por
tanto
não
podendo,
como d’antes, derra
mar
benefícios
e
esmolas
sobre
aquelles
tantos
pobres,
que
seus
paes
chamavam
—
filhos
—
,
e
ella
se
habituâra
a
chamar
—
irmãos
—
;
achava
em
tal
mais um
mo
tivo
para
occultar-se,
como
já
inútil;
e
ás
vezes
escapava-lhe
uma
lagrima,
pensan
do
que
poderia
ser
pesada.
Mas
essa
mesma
vida
de
retiro
e
so-
cego
;
essa
vida
quasi de mistério,
redo
brava
o
interesse
que
pela
Orla
se
mos
trava.
E
ao
mesmo
tempo,
que
ella,
ao
ama
nhecer,
cuidando
de
suas
flores,
durante
o
dia,
de
suas
musicas
e
trabalhos,
e
de
noite, triste
e
docemente
reflectindo.
se
suppunha
esquecida
de lodos,
se
acredita
va,
ao
muito,
objecto só
de
alguma
terna
saudade,
como
a
que se
tem
de
um
bom
amigo
de
muito
tempo
perdido;
os
velhos
protegidos
de seu
pae,
os
filhos
da
cari
dade
de Paulo
Angelo,
a
fantasia
roma
nesca
do povo
enlhusiasta
celebravam
a
apotheose
da
interessante
moça,
creando
para
ella
o
Ceo-côr-de-rosa; dando-lhe
o
nome
de
—
Bella
Oríã
—
;
inventando
um
Purgatorio-trigueiro;
fazendo
habitante
d
’
es-
te
uma
velha-bruxa,
e
até
emíim,
forjan
do uma
paixão
miraculosa
entre
a
Bella
Orfã,
e
o astro
do
dia.
Ora,
como é natural,
a
fama
da
belle-
za
e
das
virtudes
da—
Bella
Orfã
—não se
deixou
ficar
no
bairro
da
Lapa
do
Des
terro,
e
correndo
por
toda
cidade,
che
gou
também
aos
ouvidos
dos
senhores
do
—bom
tom
—
,
que
começando
por
isso
a
frequentar
a
rua
de...
e
conhecendo
que
no
Ceo-côr-de-rosa
não
era
a
Bella
Orfã a
unica
bella
que
havia,
fizeram d’
essa rua
o
seu
passeio
de
escolha,
e
desafiaram
as
sim
a
curiosidade
dos
socegados
habitan
tes
delia.
Como
dissemos,
essa
curiosidade esta
va
já
satisfeita;
o
mistério
tinha sido
fa
cilmente
explicado.
Jacob
havia
apontado
para
o
Ceo-côr-de-rosa,
e
dito:
—
A
causa
é aquillo.
Agora desviando-nos
um
pouco
da por
ta
do
Ceo, convém, que
entremos
directa-
mente
no
Purgalorio.
lí
O
Purgatorio-trigueiro.
No
fim
do
muro
que
defendia
o
jar
dim do Ceo-côr-de
rosa, estava,
como
já
dissemos,
o
Purgatorio-trigueiro.
Era
uma
velha
casinha,
cujas
paredes
se
mostravam
carcomidas
pelo
tempo
.
en
trava-se
por
uma
rotula
em
péssimo
es
lado
;
havia
ao
lado
d’esta,
e
pela
parte
direita,
uma janella
sem
vidraças,
mas
com
postigos que
abriam
para
os
lados,
e
nada
mais:
nem
mesmo
da rua
se
po
dia
fazer
uma
justa
ideia do pequeno
so-
tão,
que,
como
envergonhado,
deitava
suas
janellas
para
traz,
e
que
apenas
assigna-
lava
sua existência pela
parte
anterior
na
elevação
do
telhado
enegrecido e
limoso,
o
que
ainda
mais
afeiava
a antiga
casi
nha,
simulando
corcova
enorme
de
ve
lha.
Aquella triste
e miserável
habitação
tinha
em
si
um não,sei
que
de repugnan
te
;
e
todavia
não
era
maldição,
não
era
escarneo,
o
que
o
povo
votava
ao
velho
casebre:
era
sim
a
cruel
antithese,
que
a
fazia
conhecer
por um
nome
affrontoso.
No
entanto
a
interessante moça
do
Ceo-
côr-de-rosa,
bemdizia
a
existência
dbiquel-
la
casinha,
e
pedia
ao
Ceo,
que jámais
se
lhe
mudasse
a
moradora:
justa
ra
zão
tinha
ella
para
assim
o
pedir.
A
Bella
Orfã
gostava,
e muito,
de
pas
sar
no
jardim
a
sua
hora matutina
em
completa
liberdade; e
seu
jardim
podia
ser
quasi
todo
devassado
pelo
pequeno
solão d-i
velha
casa;
mas
a janella
d
’
esse
sotão,
que
podia incommodar
a
moça,
não
se
abria
nunca;
e
por
consequência ne
nhum morador
lhe
devia
ser
tão
agrada
rei,
como
essa pobre
velha,
que
parecia
amar
a
obscuridade, e
linha
as
janellas
sempre
fechadas.
Apezar do
muito
que
pareça
mao
gos
to,
a
despeito mesmo
de
que
èrro
se
jul
gue
abandonar
uma
personagem
ainda
pou
co
conhecida,
para
nos
irmos
occupar
já
de
outras
por
sem
duvida
baldas
do
in
teresse,
que
terá
podido
merecer a
pri
meira
;
perderemos
de
vista,
por
um
mo
mento
a
Bella
Orfã, para
travar
conheci
mento
agora
com
a
velha bruxa.
Ainda
bem,
que
não
é
peccado, n’este caso,
des
prezar o
caminho
do
Ceo, afim
de
pene
trar
no
interior
do
Purgatório.
(Coulinua)
no
hospital
de
Oran,
mas
expirou
depois
de
crueis
soffrimentos.
Salteadores
em
Heopanha.—
Lê-
se
no
«Imparciais
de
Madrid,
de
terça-
feira
ultima:
«Na
terça
feira
á
noite
foi
roubada
a
diligencia
que
vai
de
Mollet
para
Caídas
de Montbuy.
Detiveram-na
6
homens
que
mandaram
apear
os
passageiros
e
os
rou
baram,
do
mesmo
modo
que
passaram re
vista
ás malas,
roubando
uns
6
mil
duros
em
metálico e
algumas
joias.
Em
Caídas, apenas
chegada
a
diligen
cia,
locou
se
a
rebate
para
sahir
em
per
seguição dos malfeitores.
—
A
’
mesma
hora
que se
roubava
a
diligencia,
outra quadrilha
de oito
homens
arrnados
apresentava-se
na
casa
de
campo
chamada
Canylles,
termo
de
Sant
Fost;
mas
um filho da
casa
pôde
avisar
os
vi-
sinhos.
dispararam-se
alguns
tiros
e
os
criminosos
fugiram.
—
Na
sexta-feira á
noite
tentaram
rou
bar
a
rica
casa
de campo conhecida
por
Cau
Canas,
termo
de
Prat
de
Llobregal;
os
moradores
dispararam
alguns
tiros
que
se
ouviram
em Plat
e levantando-se
o
po
vo,
dirigiu-se
á
casa sem
poder
alcançar
os
malfeitores.»
risaração i»
Ronts
*
.
—
Um
cor
respondente
de
Bayona
descreve
em
data
do
dia
4
a
chegada
do
primeiro
trem
de
peregrinos
hespanhoes que
vão
caminho
da cidade
eterna.
A
s sete
horas
e
meia
da
tarde
e
no
meio d
’uina
extraordinária
animação
do
clero
e
povo
de
Bayona,
apearam
de
um
trem
especial
umas
500 pessoas,
na
maior
parte
sacerdotes.
Ecclesiasticos, seculares
e
mulheres
en
cheram
primeira
mente
os
passeios
e
de
pois
as
carruagens
que
lhes
estavam
des
tinadas.
C<
ndusindo
uns
um
saco
de
noi
te,
a
maioria
com
alforges
e
alguns
com
saquiteis
cheios,
lá
foram
em
demanda
de
aposento
em
que
podessem pernoitar.
Eram
11
horas
da
noite
e
ainda se
encontravam
errantes
por
Bayona
muitos
sacerdotes
e
seculares
batendo a
todas
as
portas
de hospedarias.
Os
cafés
encheram-
se
como
por
encanto,
e
algumas
carrua
gens
partiram
para
Biarritz,
em cujo ca
sino toparam
uns
repouso
e
outros entre-
timento
durante
as
estiradas
horas
da
noi
te.
As
lojas
e
outros
estabelecimentos es
tiveram
abertos
durante
a
passagem
dos
excursionistas,
mas
poucos
foram
comprar,
defraudando
assim
as
esperanças
dos
seus
cobiçosos
donos.
O
aspecto
geral que
oflereciam
os
pe
regrinos
á
sua
chegada não
era
o
mais
proprio
a
inspirar
confiança
nos
habitan
tes,
o
que
se
explica facilmente
lançado
em
conta
a
severidade
e
côr
dos
trajes
dos
romeiros,
e
o
pó
e
mais
incommodos
inherentes
a
uma
viagem penosa.
A
’
s
7
horas da
manhã
seguinte
a
es
tação
estava
já
coalhada
de
peregrinos,
que
por
ignorarem
quasi
inteiramente
o
idioma
deram
occasião
a
muitas
contro
vérsias
e
questões
que se
travavam
a gri
tas
com
empregados
e
moços
de
serviço,
produsindo
uma
confusão
indescriptivel.
Alguns d’
elles foram
á
livraria
próxi
ma
pedir
guias
que
indicassem
o
itinerá
rio
de
Bayona
a
Roma, passando
por
Lour-
des,
mas
snccedendo
que
não
as
havia
senão
em
francez,
todo
o
negocio que
fez
o
livreiro
foi
vender
um
exemplar.
Pelas
9
horas
partiu
o
trem
para
Lour-
des,
a cuja
estação
asseverarp
que
virá
em
andor
a
imagem
da
Virgem
que
se
venera
n
’
aquelle
sanctuario,
a
fim
de re
ceber
os
peregrinos
hespanhoes.
'ffelegrosntsiaa a!e íiís&oa. — LIS
BOA
12.
—O
«Diário
do Governo»
publi
ca:
Despacho
nomeando
o snr. Pedro
da
Silva
Martins
para
reger
interinamente
as
cadeiras
de
mathematica e
introducção
no
lyceu
de
Caslello
Branco;
aviso
declaran
do
aberto concurso
para
o
provimento
das
egrejas
parochiaes
de
Aldeia da
Fonte,
Fornos,
Manigoto,
Parada
de
Bouro,
Pa
ramio, Pegarinhos,
Pena
Verde,
Samodães,
Santa
Eufemia, Tendões,
Valle
de
Noguei
ras
e
Varzea
de
Lafões;
despachos
conce
dendo
licenças
aos
delegados
de Vizeu,
e
da
2.
a vara
do
Porto; conta
da
receita
e
despeza
do
lhesouro
no
mez
de agosto.
A
ordem
do
exercito
promove:
a te
nente-coronel
Vasco
Guedes
de
Garvalho
Menezes;
a
tenentes
de
engenharia
Aílon-
so
Moraes Sarmento e
João
Antonio
Fer-
reira
Maia.
PronYove
a
picador
de
2.a
classe
Cas-
siano
da
Fonseca,
e
da
3.a
José Estevão;
a
tenente coronel
de
infanteria
Eduardo
Bosta Moura;,a
capitão
de
caçadores
4,
Alexandre
de
Serpa
Pinto,
a
major
de
caçadores
9
Diocleciano
Rodado.
Na
Bolsa
venderam
se
os
seguintes
fundos;
Inscripçôes
46,53;
acções do
Banco
Lusitano
70-5000
reis;
ditas
do
Banco
Lis
boa
e
Açores
80^000
reis;
obrigações
pre-
diaes
de assentamento
915000
reis; fundos
hespanhoes
11,60.
LONDRÈS,
10—
Um
despacho
de
Cons
tantinopla
com
data
de
9,
annuncia
que
a
Porta
acceitou
o
armistício
de
4
sema
nas.
A
Áustria
prefere
esta
duração.
secção
ds
co.«umm
BANCO
COMMERGIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de Braga
em
30
de
setembro de 4876.
Aetivo
Snr.
reJador.
Por
favor
d’
um
amigo,
acabo
de
re
ceber
o
seu
jornal
n.°
548,
e
vejo
que
Manuel
Joaquim
de
Araújo
Almeida,
ar
vorado
em
promotor
de
justiça,
insinua
a
necessidade
da
minha
suspensão,
sem
es
perar
que
os
tribunaes
digam
entre
nós.
Co
mo
porém o
signatário
d
’
esse
communi-
cado se
esqueceu
de
dizer
que o
meu
crime
foi
não
abrir mão,
na
qualidade
de
Tabellião
d
’
um
alvará
falso,
de
que foi
collaborador
o
meu
arguente,
nem querer
a
responsabilidade
que
me
impunha
o ar
tigo 287
do Cod.
Pen.: em
homenagem
unicamente,
á
opinião publica,
e
em
prin
cipio
de
defeza
respondo,
que
a
justiça
está
conhecendo
d
’
essa
falsidade,
e
me
não
é
dado portanto,
emquanto
ella
não
fizer
conhecida
a
sua
decisão,
adiantar
mais
esta
fiel noticia,
nem
aggravar
a
si
tuação d’
esse
miserável
criminoso.
Prado
8
d
’outubro
de
1876.
Domingos
Joaquim
da
Rocha.
(Segue-se
o
reconhecimento).
VLTÍMOS
TEI»BC3RA1ia<S fi»A
AKENCIA 2S.4WAS
MADRID,
8
—Os
deputados
da
maio
ria
receberam
uma
carta
de
Posada Her-
rera,
presidente
do
congresso,
na
qual
declara
que
approva
a
marcha
politica
de
Cánovas.
Crè-se
que
Orovio, chefe da
fracção
dos
moderados
reconciliados,
pro-
jecia
outra
dissidência
em
sentido
opposto
á
da
fracção
Alonso
Martinez.
A
«Gace-
ta»
publica
o tratado
do
empréstimo
des
tinado
a Cuba,
celebrado
com
os
capita
listas
Loges,
Calvo
e
Cadezas.
MADRID
9—O
«Diário
Espanol»
diz
que
Martinez Campos
parle
brevemente
para
Cuba a
fim
de
tomar
o
cominando
das
tropas
encarregadas de
combater
os
rebeldes.
Jovellar
continua
desempenhando
o
seu
logar
actua!
na
Havana.
Montpensier
vem
a Madrid
antes
de
20 do
corrente.
D.
Isabel
parte
para
Sevilha
no dia
15.
O
lhesouro
recebe
dinheiro
contra
os
bilhetes
á
ordem,
dando
de
juro
annual
8
por
cento.
Os
prestamistas
darão
85
p.
c.
em
dinheiro e
15
p. c.
em
valores
vencidos.
PARIS
9
—
Assegura-se
que
as
negocia
ções
para
o
armistício
deram
occasião
a
Ristilo
faser
certas
tentativas
a
fim
de
que
a
paz
seja
em
continuação
ao
armis
tício.
LONDRES
8.—No
meeting celebrado
em
Brandlord
orou
Forster,
que
regressa
d
’uma
viagem
ao
Oriente.
Atacou
vivamen-
le a Turquia
mas
disse
que
as
propos
tas
de
Derby são
as únicas possíveis
actualmente.
PARIS
9
-Até
ao
presente
ainda
ne
nhuma
potência
fez
proposta
favoravel
paw
a
reunião
da conferencia
europeia.
Assegura-se
que
o
governador
Cedesse
(?)
publicou
uma
circular
determinando
que
não
sejam
dadas
mais
licenças
aos
militares
para
irem
ao
estrangeiro.
Os
montenegrinos
atacaram
novamente
Moncthar
Pachte,
repelindo-o
até
á
fron
teira.
Os
dois
exercitos
estão
á vista,
pre
parando-se
os
montenegrinos
para
renova
rem
o combate.
LONDRES
9
—
Os
jornaes
ingleses
di-
sem
que
a Inglaterra
propoz
formalmente
na
reunião
uma
conferencia
para
discutir
a
questão
do
Oriente.
MADRID,
10
—
A
«Epocha»
censura
a
circular do
Bispo
de Minorca
fulminando
a
excommunhão
contra
os protestantes,
seus
amigos
e protectores.
LONDRES,
9
—
0
«Times» diz
que
a
Rússia
consentirá
a
conferencia com
a
condição
de
ser
excluída
a
Turquia.
A
Áustria
faz
da
admissão
da
Turquia
condição
absoluta.
A
Rússia promelteu
á
Romania
a
in
dependência
absoluta
se
permiltem
a pas
sagem
das
tropas.
Acções,
prestações
a
receber
5:1575500
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
22:9375915
Letras
descontadas
em
car
teira.................................... 584:1025738
Empréstimo
sobre
penhores.
128:5695665
Contas
correntes
com
garan
tia
........................................
1.227:9585985
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro.
525:6035029
Títulos
e
papeis
de
credito.
308:076^410
Diversos
devedores.
.
.
.
272
8735677
Despezas
de
installação.
.
5:2005000
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:7225625
3.082:2385544
Passivo
Capital
.................................
1
000:0005000
Obrigações
...........................
1.141:8915308
Depositantes........................... 93:8785173
Agentes
no
paiz
e estrangeiro 427:8635711
iversos
credores.
.
Leiras
em
deposito. .
Letras
a
pagar.
.
.
Notas
em
circulação
.
Fundo
de
reserva.
.
Dito
para
prejuisos
tuaes ....
Dividendos a
pagar.
.
Ganhos
e
perdas. .
.
214:8875460
.
31:6975330
.
81:2165027
.
6,8805000
.
.
50:0005000
even-
.
.
3:0005000
.
.
3:6815665
.
.
21:2425870
3.082:2385544
Braga
5
de
outubro
de
1876.
Os
Directores
João
Evangelista
de S.
Torres e
Almeida.
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
D.
Maria
Filomena
de
Araújo
Vascon-
cellos
Athaide
e
Alvim,
D.
Guilhermina
Maxima
Lobo
de
Vasconcellos,
D. The-
reza
Filomena
de
Mello Falcão,
João
de
Mello
Falcão
e
Antonio
Maria
Leite
Pe
reira,
na
impossibilidade
de o
fazarem
pes
soalmente,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
das
suas
relações
e
ami-
sade,
que
os procuraram
dispensando-lhes
seus
obséquios
por
occasião
do
fallecimen-
to
de seu
presado
e
innocenle
filho
e
sobrinho,
protestando
a
todas
sua
gratidão.
(4346)
A
abaixo
assignada
agradece
por
esta
1’
órnaa,
por
o
não poder
fazer
pessoalmen
te,
a
todos
os
revd.
raes
snrs.
ecclesiasti
cos
e
ex.
inas
famílias,
que se
dignaram
cumprimenlal-a
por
occasião
da chegada
de
França
do
seu
sobrinho,
o
padre
Jor
dão
de
Mello
Falcão,
e
a todos protesta
a
sua
gratidão.
Braga
6
de
Outubro
de
1876.
Guilhermina
Maxima
Lobo
Falcão.
(4340)
D.
Maria
Julia
da
Costa
Araújo, suas
filhas,
D.
Maria
Felizarda
do
Soccorro
e
José
Ferreira
de
Magalhães,
agradecem
por
este
meio a todos
os
cavalheiros
e
exm.
“'
as
snr.
as
que
os cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
sempre
chorado
marido,
pae
e
cunhado
o
snr.
José
Jnlio
da
Costa
Araújo.
(4348)
í
’
■
}
l
;
ti
t£nt
VK
W
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esla
comarca,
e
cartorio
de Fortuna,
no
dia
29
do cor
rente
mez,
por
19
horas
da
manhã,
á
porta
do tribunal
de
l.
a
instancia,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’
esta
cida
de,
se
tem
de arrematar
a
propriedade
seguinte
:
Uma
morada
de
casas
e
eido»
sito
no
logar
do
Carvalhal,
da
fregnezia
de
Freiriz,
da comarca
de
Villa
Verde»
tudo
avaliado
na
quantia
de
8785800
rs.»
e
penhorado
aos
executados
Antonio
Joa
quim,
e
mulher,
da
dita
fregnezia
de
Frei
riz,
e
comarca
de
Villa
Verde,
na
execu
ção que
lhes
move
o
juiz
e
mais
de
mesa
da
irmandade da
Senhora
d
’
Ajtida
de
S.
Sebastião,
d
’
esta
cidade;
e por
isso
toda
a pessoa
que
quizer
lançar
póde
compare
cer
no dito
dia,
hora
e
local.
(4351)
PIANO
rggp-,
Vende-se
ou
aluga-se um
pia-
no
de 5
oitavas,
em
bom
uso.
Quem
o
pretender
dirija-se
ao
Hotel
Particular,
largo
da
Praça,
n.°
13.
(4352)
Pelo
juiso
de direito
d
’
esta comarca,
e
cartorio
de
Pessa,
no
dia
29
do
cor
rente
mez
pelas
10
horas
da manhã,
á
porta
do
tribunal
da
1.
a
instancia,
largo
de
Santo
Agostinho,
d’esta
cidade
se
tem
d’arrematar
as
propriedades
seguintes:
Uma leira
do
monte,
sita
no logar
do
Outeirinho,
da
fregnezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros,
avaliada
na
quantia
de
reis
45000.
Uma casa sobradada, d’um
andar,
sita
no
logar
do
Ferreiro,
fregnezia
de
S.
Pe
dro
d’
Escudeiros,
avaliado
o
rendimento»
annual
na
quantia
de
45000
reis
: decla
rando
que
esta propriedade,
como
das
mais
seguintes,
se
arrematarão
sómente
os
rendimentos
presentes
e
futuros,
e
a
leira
de
monte
supra
descripta
será
arre
matada
pela
raiz.
Outra morada
de
casas
sobradadas,
si
ta
no
dito
logar
do
Ferreiro, fregnezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros,
avaliado o
ren
dimento
annual
na
quantia
de
85000
rs.
Outra
morada
de
casas
terreas,
sita
no
dito
logar, e
fregnezia
avaliado
0 seu
ren
dimento
annual
na
quantia
de 800
rs.
O
campo
do
Casal,
silo
na
dita
fre-
guezia,
avaliado 0
seu
rendimento
na
quan
tia
de
315500
rs.
O
campo
chamado
do
Pomar,
sito
na
dita
fregnezia,
avaliado 0
seu
rendimento
na
quantia
de
435500 rs.
O
campo
chamado
de
Vallinhas,
sito
to
na dita fregnezia,
avaliado
0
seu
ren
dimento
na
quantia
de
85800 rs.
O
campo
do Corral,
sito
no
logar
do
Corral,
da
fregnezia
de
Santo
Estevão de
Penso,
avaliado
0
seu
rendimento
na quan
tia
de 225400
rs.
Leira
de
cima
do
Corral.
da
dita
fre-
guezia,
avaliado
0
seu
rendimento na
quan
tia
de
25600
rs.
A leira
de
Baixo,
sita na
dita
fregue-
zia, avaliado
na
quantia
de
658OO
reis o
seu rendimento.
A
leira do
Pomar,
sita
no logar
do
Fer
reiro,
fregnezia
d
’
Escudeiros, avaliado
o
seu
rendimento
na
quantia
de
55500 reis;
e
tudo
penhorado aos
executados
Fran
cisco
José Ribeiro,
e
mulher,
da
dita
fre-
guezia
de
S.
Pedro de
Escudeiros, na
exe
cução que lhes
move
0
exequente
Fran
cisco
José
de
Oliveira,
da
fregnezia
de S.
Vicente
de
Penso,
d
’
esla
comarca,
e
paris-
so
toda
a
pessoa
que
quizer
lançar
na
raiz
da
leira,
e os
rendimentos
das
mais
propriedades,
pode
comparecer
no
dito
dia
hora
e local,
declarando
que
os
ren
dimentos
das
mesmas
propriedades
serão»
arrematadas
por
um
ou mais annos, con
forme
na
praça
se
convencionar.
(4350)
Arrematação
judicial
Pelo
juiso
de
direito
d’
esla
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Pessa.
se
tem
de
arrematar
no
dia
29
do
corrente
mez de
outubro
pelas
10 horas
da
manhã,
na
praça
publica
das
arrematações
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’
esla
cidade,
á
porta
do
tribunal
das
audiências
os bens
seguintes:
—
Um
pedaço
de terreno
que
está
de
cultura,
sito
no
logar
do Hospi
tal
da
fregnezia
de
S.
Pedro de
Escu
deiros,
que
se
acha
avaliado,
livre
de
to
dos
os
encargos
na quantia
de 612
rs.
Mais
uma
parle
das
casas
em que vive
Narcisa
Pinto,
reservaloria
Mãe
Executa
dos
;
assim
como
um pedaço
de
terreno
e
unido
que
com
todos
os
abatimentos
se acha avaliado
na
quantia
de 75680 reis,
tudo
penhorado aos
executados
José
Fer
reira
Dias,
e
mulher
da
fregnezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros,
na execução
que
lhes
move
Domingos
Manuel
de
Mello
Frei
re Barata,
e
mulher,
d
’esta cidade.
Como
procurador
—
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Barbosa.
(4349)
NOVA CARREIRA
José
Anlonio
Ferreira
Guimarães,
ne
gociante
de
chapéus
em
Guimarães,
leva
ao
conhecimento
do
publico que
no
dia
15
do
corrente
abre
a
sua
carreira
de
di
ligencias entre
esta
cidade
e
a
de Guima
rães,
saindo
de
Braga
ás
6
horas
da
ma
nhã
e
1
da
tarde,
chega
a
Guimarães
ás
9
da
manhã
e
4
da
tarde
; volta
de
Gui
marães
ás
5
horas
da manhã
e
1
da
tar
de,
chega
a
Braga
ás
8
da
manhã
e
4
da
tarde.
Preçoat
De
Braga
a
Guimarães
ou
vice-versa
240
De
»
ás
Taipas
»
»
160
Cada
passageiro
tem
8
kilos
de
baga
gem
grátis
pagando
de
excesso a
10
reis
por
kilo.
Eacriptoriog:
Em
Braga
era
casa
do
Arranjadinho,
largo
da Lapa
n.°
5,
e
em
Guimarães
em
casa
do
annunciante,
Campo
do
Toural.
Braga II
de
Outubro
de 1876.
O
Gerente,
(4354)
Francisco
Pereira Leite
e Castro.
PARA
O
ANNO
DE
1877
JJOAQIÍVI JANIUARI©
Livraria
liracarense
Já
se
acha
á
venda
n
’
esta
casa
o
Al-
manach
das
Senhoras,
por
Guiomar
Tor-
rezão,
sob
a
protecção
de
S.
M.
a
Rai
nha.
(4355)
wiFftimstfw
Retratos baratos — A
l$000
rs.
a
duzia.
4—
KI A DOS CAPI LLISTAS 4
RUA DA ESPERÃKÇA K.” 224
mssas«».'x
director
geral
J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
J.
Baptista
Ferreira
Este collegio
continúa
com
uma
Direcção zelosa,
instruída,
e
vigilante,
não se
poupando,
a
qualquer
melhoramento
que a
educação
e
instrucção
reclamem.
Proles-
sores
de
linguas
naturaes
com internato
no
estabelecimento, professor
de
commer
cio,
habil,
guarda
livros
de
grande
pratica na
escripiuração
em
qualquer
das
linguas,
Porlugueza.
Franceza
e
Ingleza
Todos
os
mais professores
e
pessoal
escolhidos
com
esmero.
A
regencia
dos
estudos
a
cargo
do
professor Allemão
Hugo
Cramer.
Gabinetes
de
physica
e
chimica
e
museu
de
historia natural;
as aulas
de
geo-
graphia,
mathemalica
e
desenho,
devidamente
montadas,
gymnaslica;
finalmente
to
dos os estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino
que
devem
fazer
parte
integrante
de
um estabelecimento
d’
esta
ordem.
Recebem-se
alumnos
para
todos
os preparatórios
de
estudos
superiores,
e
estu
do
de
commercio e
linguas.
No
escriptorio
do
collegio
se
dão
os
estatutos,
e
todos
os
mais esclarecimen
tos precisos.
Os
nossos
foram
lodos approvados.
O
Direclor
proprietário
(32»)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
w
y®
mm®
ESTâBELECiSENTO
DE
LOTERIIS
AFIANÇADANO GOVERNO CIVIL RO PORTO
DE
IM2W
mjB»
as
HEÍ2—
FLOItlES-EE>8
PORTO.
lES.
MARCOS,
N.
5.Í
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo
Santiago, photographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias, das
10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
mesmo com
os
dias
innevoados.
(4343)
SANC
TUA RIO DE S. 1 OR
OU
ATO
Aviso
aos
mestres pedreiros
No
dia
22
do
mez de
outubro
do
cor
rente anno,
por
volta
das
onze
horas da
manhã,
na
casa
do
despacho
da Irman
dade
de
3.
Torquato,
será
posta
em
pra
ça
e
entregue
a
quem
por
menos
se
of-
lerecer
a
fazel-a,
se
o
preço
convier,
uma
empreitada
de fornecimento
de pedra de
cantaria,
apparelho
e
assento,
com
seu
respectivo
enchimento
de
alvenaria
arga
massada,
para
a
liada
da cornija
do
pe
destal,
em
toda
a
extensão
da
obra
cons
truída.
As propostas
serão
verbaes.
Além
do
desconto
de
10
0|0 que
ha
de
ser
feito
mensalmente
á
importância
da obra
que
se
executar,
terá
o
licitan
te
de
depositar
sobre
a
meza
no
acto
da
arrematação,
a
titulo
de
deposito provisorio,
a
quantia
de
trinta
mil
reis, que
lhe
se
rá
restituída,
logo
que
o
desconto
men
sal
attinja
essa
ircperlancia.
Os
desenhos
e
relevos
da
obra,
assim
como as
condições,
podem
ser examinados
todos
os
dias
na
casa
do
despacho
da
Ir
mandade.
S.
Torquato
9
de
outubro
de
1876.
O
secretario,
(4353)
José
Ferreira
de Abreu.
MUDANÇA
o
Rodrigo
d
’
Oliveira
e
Sousa,
mudou o
seu armazém
de vinhos
da
casa
n.°
19,
da
rua
do
Alcaide,
para a
casa
n.° U,
da
mesma
rua;
onde
continua
a
servir
bem
os
seus amigos e
freguezes
com
bons
vinhos,
assim
como
com
optimos
petiscos.
(4323)
N
’
este
estabelecimento
satisfaz-se
com
pontualidade
todas
e
quaesquer
encom-
mendas
que
sejam
feitas,
de
bilhetes
ou fracções
para
quaesquer
loterias,
vindo
acompanhadas
do
respectivo
importe
em
valles
ou estampilhas
do
correio.
Remette-se
no
fim
das extracções as
respectivas
listas
dos
prémios;
e fornece-se
fazenda
para
revender
nas
províncias,
proporcionando-se
vantajosas
commissões.
Além
dos
bilhetes
inteiros,
meios,
quartos,
oitavos
e
décimos,
ha
um
variadís
simo
sortido
de
vigésimos,
quadragésimos,
cautelas
de
l$200,
600.
500,
300,
250,
130,
100
e
40
réis;
e
bem
assim
:
dezenas
de cautelas de
400,
l$000,
3$000,
6$000
e
12$000;
e
collecções
especiaes
de 50
numeros
diflerentes,
de
2$000,
5$000,
15$000
e
30$000
rs.
Acceits
*
n»-s<e
síewde |:.í
etieoiiiiiieiidss paru
a CJramíe K.oterin que
mi
fúraua dos ninis liiinos deve extrair-ae ito proximo ftaissíi-o mez de
Dezembro
e
citjo capital <!<>« prémios que ze distribuem é de dois mil
cento e dois
eontos e quatro eestM mil réis!!!
(4277)
DINHEIRO
A
JURO.
Quem pretender
até
á
quantia
de
800$
a
1:000$000 reis
a
juro
de
5
por
cento
livres,
sobre
hipolheca
e
fiadores
idoneos,
n
’
esta
redacção
se
diz
quem
a
tem.
(4345
a)
José
Duarte
Pregoeiro
&
Irmão,
fazem
publico
por
esta fôrma,
que
continuam
com a carreira
diaria entre esta
cidade
e
a
Povoa
do
Varzim, principiando
no
dia
15
do
corrente
a
sair
de
Braga ás 6
horas
da
manhã,
e
vice-versa
ás mesmas
horas. O
carro
que
d’
esta
cidade
saía
para
a
Povoa
ás
8
horas
da
manhã,
suspenderá
no mesmo dia
15.
Braga
9
d
’
outubro
de
1876.
José
Duarte
Pregueiro
&
Irmão.
(4347)
LECIONISTA.
Na
rua
do
Anjo
n.°
11
ensina-se
a
lingua
franceza
por
a
quantia mensal de
800
reis,
paga
adiantada.
(4336)
Aluga-se
na
rua
da
Ponte
uma
JiijAs
mora
^
a
d®
casas
apalaçada,
com
qU
int
a|
e
põço
-
e
p
ons
CO
inraodos
para
uma
famiiia.
Quem
pertender
a!ugal-a
queira
dirigir-
se
á
mesma
rua,
casa
n.° 58
C.
(4309)
MUITA ATTENÇÂO
deposito
tíe biscoitos cie
Valongo
d
—
Largo
da
Lapa
—
í
Estes
biscoitos
são
muito
recommen-
daveis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
perfeição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
5
280
Biscoito
maçarão
280
Bolacha
doce
I>
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
D
340
Tosta
azeda
D
190
(4331)
Aluga-se
a casa
n.°
48
da
rua
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hespanhola.
Tem
dois
andares
elle-
gantes
de rica
esquadria, boa
loja
e
gran
de
armazém.
Para
tratar,
na
mesma. (4341)
A
barca
—
MINERVA,
rá
até
25
d
’
Outubro
;
p
ga
e
passageiros
tracta
Anlonio
Luiz
Gomes Lima,
rua
do
Para
o
Rio
Grande do
Sul
—
salti
tara
car-
-se
com
Principe
n.o
305,
Porto.
(4345)
Vende
olio,
tintas
e
jh
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
Aj
dade.e
preços
muito
resu-
midos.
$
1
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
FILIAL
DA
CAIXA
EC©af«NNICA PEJWHOKISTA
Sociedade
anónima
de responsabilidada
li
mitada
Ctspitral
................ 5O©t»OO$«®O
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis, ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do valor
não inferior
a
106
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
deposilanies.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora da
manhã
até
ás
9
da
noite,
e
nos
dias
santificados estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente—
A.
G.
Ferreirinha.
CAIXEIRO
Pertende-se
um,
com
habilitações
com-
merciaes,
para
uma
TABACARIA.
Quem
se
achar nas
condições
dirija
se
ao
encarregado
da administração
d’
este
jor
nal.
(4328)
braga
:
typographia
lusitana
—
1876
*
Parte de Comércio do Minho (O)
