comerciominho_12091876_541.xml
- conteúdo
-
4.
”
ANNO
1876
FOLHÃ
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
542
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
éditos
e
proprietário
Jo.t«t
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de porte.
= As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
Interesse particular.
Folha
avulso
10
rs.
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
ÁS
T
recos
:
Braga,
annol$600
rs.
—
Semestre
850 rs.^Prown-
I
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
15050
l
Ts.=Brazil,
anno
3&600 rs.
—
Semcstre
1
$900
rs. moeda forte,
i
ou
8&000 reis
e
4&500
reis
moeda fraca.=Annuncios
per
linha
I
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
»/0
d
’
abatimento.
BRAGA-TERÇA-FKIR4
i« S>E
SETEMBKO
Londres, 8 de Setembro
de
I89G.
(A'
redacção
do
«Commercio do
Minho»)
Já
depois
que
escrevi
a
carta seguinte,
se
depoz um
Sultão,
e
se
lhe
substituiu
um
irmão;
a
guerra
continua
no
mesmo
caracter
de
indecisão
que
desde
o
princi
pio
tem
manifestado;
a
unica. cousa
que
parece
certa
é que,
de
ambas
as partes
se
commeltem
assolações
e
crueldades
espantosas.
Aqui
é curioso
ver,
como
os
diversos
papeis
altribuem
quasi
as
mes
míssimas
crueldades
e
violências, uns
aos
Turcos,
outros
aos
Servios,
segundo
o
partido
que
cada
um
tem
adoptado
e
deseja
proteger.
Da
exacta
verdade
fazem
muito
pouco
caso.
—
Fazem
o
mesmo
que
antes
faziam
a
nosso
respeito,
não se
im
portarem
com
a
verdade
dos
factos,
e
representar
tudo
falsamenle
em
nossa des
vantagem
e
em
proveito
da
revolução
e
da
maçonaria.
A.
R. SARAIVA.
Iiondres, S» de Agosto de IS^G.
(A
’
redacção
do «
Apostolo».)
1.—
Ao
sahir
de
casa,
esta
manhã,
a
primeira
cousa
que
me attrahiu a
attenção
foi
a
caricatura
principal,
n
’
uma
publica
ção
cómica que
aqui
apparece
semanal
mente,
e
que
faz parelha com
a
outra
mais antiga,
e
bem
conhecida,
intitulada
o
Punch
(ou
Polichinelo].
Comprei
o
pa
pel,
pelo
caracteristico,
significativo
e
notável
da
cousa,
em
vários
sentidos;
e
pela mesma
razão,
darei d'ella
alguma
conta;
pois merece
ser
contemplada,
em
razão
da
importante
e verdadeira
ideia
que
dá
desta nação,
em
vários
conceitos.
Mais
adiante,
na vidraça
de
outra loja,
eslava
o
outro
mencionado
papel—
o
Judy
—
lambem
com
o
seu
tributo
ao
mesmo
facto
e
objecto, que, deve
confessar-se,
faz
honra
a
esle
povo,
não
menos
que
ao
indivíduo
de
quem
se
trata.
Nesta
ultima
loja,
entrando
a
comprar
a
segunda
ca
ricatura,
encontrei
um
terceiro
papel
do
mesmo
genero,
mas
um
pouco inferior
aos
dois
outros,
intitulado
Fim,
cujo
no
me
traduzirei
aproximadamente
por
Gra
cejo,
ou
Gracejador.
Todos
os
tres
papeis
são
tão
caracte-
risticos,
tão
expressivos do
genio
deste
povo,
assim
como
da influencia
que
está
exercendo,
e
figura
prominente
que
está
fazendo,
no mundo
político,
que
julgo
valer
a
pena
de
aqui
apresentar
alguma
descripção
da
maneira
porque os
tres pa
peis,
grandemente
representantes
do
ca
racter
nacional
tratam,
no
mesmo
espiri
to, um
assumpto
tão
significativo
das
cousas
(internas),
da
grandeza,
riqueza,
influencia,
e
poder
desta
nação.
Começando
pela
caricatura
no
primeiro
papel
—
o
Judy
—
que é
a
muitos
respeitos
a
mais
expressiva,
eis
aqui
uma
descri
pção
das
figuras
quadro
principal
ou
es
tampa:
—
No
meio
do
desenho
em
grande
es
cala,
um
bom retrato,
na casa,
do
Pri
meiro
Ministro
Disraeli
(agora
feito
Earle
Par),
tendo
na
cabeça
o
coronele
(ou
bar
rete
distinclivo
do
Pariato e
seus
graos)
em
fórma
de
coroa;
com
orla
de
arminho,
e
barrete
de
veludo.
Ao
mesmo
tempo,
a especie
de
murça
ou
capêllo
de
armi
nho,
do solemne
trajo,
de
ceremonia
dos
Pares.
Esta
cabeça, &.,
é
applicada ao
corpo
de
leão
iacenle,
sobre
um
estrado
ou
base
de
mármore,
que
tem
na face diantura
em
letras
grandes,
a inscripção—
BEAC-
ONF1LD,—
ou
o titulo
do
Condado
con
ferido
pela Rainha
a
Disraeli
—
ou
antes,
por
elle
conquistado.
As
paias
do
leão
estendidas
adiante,
como
as
das
Esphinges
Egypecias,
são
um
tanto
em
fórma
de
mãos
que
abarcam
e
seguram
transversalmente
uma
grande
pen-
na
de
ferro.
E
’
symbolo
bem
expressivo
da
arma,
ou
instrumento,
com
que
Dis
raeli
conquistou
primeiro,
por
seus
êxitos,
a
notabilidade
que
o
fez
eleger
ao Parla
mento;
que
lhe
obteve
um
casamento
ri
co,
o
qual
o
habilitou
a
dar-se,
com
o
vagar
necessário,
a seus
subsequentes
trabalhos
e
estudos
literários
e
políticos.
De traz da iigura
ou
estatua
vê-se
a
figura
de
Mr. Giadslone,
de
chapéo
na
cabeça,
tendo
na
mão um
rolo
de-papel
com o
titulo
«Disestablishment»—
«De-
sestablecimento
da
Egreja
Protestante
na
Irlanda»,
que
foi
a
escada
por
onde
subiu
o
Primeiro
Ministro.
Está
olhando
de
tra
vés,
e
com cara
de
mui pouca
satisfação,
para o
grande
Leão
Disraeli;
e ao
pé,
como
fallando-lhe
em
confidencia
Mr
Lowe,
o
Ministro
da
Fazenda
no
Gabinete
Gladstone;
e
agora caracterisado
na
cari
catura
por
seu
barrete
Escossez,
além
da
parecença
na
figura.
Ao
lado direito
da estatua
de Disraeli
e
contemplando-o
com evidente satisfação,
vê-se
a
figura
de
Lord
Derby,
bem pare
cida,
com
o
seu coronele competente, si
gnificando
expressivamente
o
facto,
de
que
a
elle
Lord
Derby,
e
principalmente
a seu
pae, o
Primeiro
Ministro
que
foi.
e
cabeça
dos
Torys,
deve
lambem Dis
raeli
o ler
sido
Primeiro
Ministro
a
pri
meira
vez, e
adoptado como
Director
e
Representante
do
mesmo
Partido.
A
an
tiga
Aristocracia não
gostava
de
ser
guia
da por
um
homem
de
classe
ordinaria,
e
sem
tilulos
fóra
o
merecimento
pessoal,
como
Disraeli;
mas
Lord
Derby (pae),
que
não
via
na
sua
classe quem podesse
di
rigir
e
representar o Partido,
com
o
ta
lento,
coragem,
e
necessária
habilidade
oratoria,
disse
aos
seus
partidários,
auto-
rilivamente:
—
«Não
ha
outra
pessoa
para
representar
e
dirigir
a
nossa
parcialidade,
senão
Disraeli;
e
por
tanto,
é
forçoso ado-
ptal-o
como
Director».
O
futuro
subsequente confirmou
bem
a previsão
do
velho
Lord,
e
o
filho, com
o
bom
senso
que
todos
lhe
reconhecem,
assim como
o
talento
e
prudência
notá
vel,
ficou
seguindo,
nisto,
como
no
de
mais,
as
tradições
de
seu
illustre pae.
Até
n
’
uma
cousa,
que vale a pena
notar,
o filho seguiu
a
estrada
do
pae:
quem
se
recordar
das
cousas
aqui,
de
ha
40
e
tantos
annos,
achará,
que
Lord
Der
by, pae
do
actual,
em
vida
ainda
de
seu
proprio
pae,
e
quando
elle
era
só
Mr.
Stanley,
foi
um
dos
Membros
do
Minis
tério
do
Lord
Grey,
que introduziu
e
fez
passar
o
Bill
da Reforma,
em
1833.
De
pois,
tendo
o
proprio
Lord
Grey
sahido
do
Governo,
também
não
tardou
muito,
elle
Mr.
Stanley,
a
deixar o Governo
Whig;
e
pouco a
pouco
se
foi
tornando
Tory.
e
afinal
chefe
dos
Torys.
A.
R.
SARAIVA.
(Continua)
Grandes
patriotas.
A
nobre
humenagem,
diz
o
«Univers»,
que
o
general Ambert
prestou
recente
mente
aos
jesuítas
indignamente
atacados
pelo orgão
da
imprensa
revolucionaria, te
rá
certamente
mais
peso
aos
olhos de to
dos
os
homens
de
boa fé,
que
as
dia
tribes
de
escriptores
hoje
insultadores
dos
jesuitas,
hontem
apologistas
e
defensores
dos
assassinos
da
Communa.
Folga-se
de
vêr
um
soldado
levantar-
se
para
defender
estes
dignos
religiosos
que
ha pouco
foram
mestres dos
Villars,
dos
Tourenne,
dos
Luxembourg,
dos
Condés,
n
’
uma
palavra,
de
toda
esta illustre
ge
ração
militar
do
grande
século,
se
honram
ainda
hoje
com
os
respeitos
sympathias
de
nossos
mais
valentes
capitães, justifi
cando
assim
as
palavras
que
lhes
dirigia
o
marechal
Pellissier
e
que
nós
gostamos
de
reproduzir
aqui:
«As
desgraças
dos
tempos
em
que
vi
vemos...
deram
uma saneção
brilhante
á
utilidade
da
vossa sociedade
e
vingaram-
n’
a,
pela
evidencia
dos
factos,
das
criticas
dos
scepticos,
dos
ataques
de seus
ini
migos
e
de
seus
calumniadores.
Só
os
cegos
é
que
não
comprehendem
que
a
vossa
ordem,
creada
para
a
conservação
do
principio
de aulhoridade,
é
eminente
mente
conservadora
da sociedade
christã.
Defensores
da
ordem
moral,
deveis
natu-
ralmenle
encontrar
sympathias entre nós,
soldados, defensores
natos
da
ordem
polí
tica
material.
As
ultimas
revoluções
tem
provado
de
sobejo
que
o
nosso
fim
era
commum,
e
que
nós
temos os
mesmos
adversários.»
As
catástrofes recentes
vieram confir
mar
estas
palavras
do
marechal,
e
com-
prehende
se
que os
soldados e
os
jesui
tas
teem
os
mesmos
adversários,
quando
nos
lembramos
d
’estes
dias
malditos
em
que
se
viram
bispos,
sacerdotes,
magis
trados,
soldados,
geudarmes,
cahir
junta
mente
sob
os golpes dos
assassinos
da
Communa; quando
se
considera
n
’este
momento
d
’
onde partem
os
ataques
e
os
insultos
contra
estes religiosos
que
de
no
vo
se
apontara aos
furores
dos
inimi
gos.
Vendo
que
grande
e
forte
geração
de
heroes
os
jesuitas sabem
formar,
o
ge-
MT
o
EM
Convento de
Santa Cruz dos eo-
negos
regrantes de Santo Agos
tinho,
em Coimbra.
Foi
fundado
per o
conego
arcediago
da
Sé
de
Coimbra,
D.
Tello, em 1131.
O
convento
e
suas
dependencias
oc-
cupavam
um
espaço
quasi
igual
ao
de
todo
o
resto
da
cidade!
Lançou-se-lhe
a
primeira
pedra
a
28
de
junho d
’esse
anno.
Foi
benzida
pelo
bispo
de
Coimbra
D.
Bernardo,
e
lança
da por
D.
AÍTonso
Henriques.
Entraram
os
frades
para
o
convento,
em
24 de fevereiro de
1132,
que
n
’
a-
quelle
anno
foi
quarta-feira de cinza.
D.
Tello
(o
fundador) nasceu
em
Coim
bra,
a
3
de
maio de 1070. Era
filho
de
D
Odorio
Telles,
capitão
de
D.
Fernan
do Magno,
e
senhor
de algumas
terras
em
Cantanhede
e
Arouca.
Sua
mulher
era
D.
Eugenia,
irmã
de
D.
Sisnando,
conde
de
Coimbra.
A
primitiva
fundação
d
’
este
convento
foi
nos
arrabaldes
da
cidade,
no
sitio
cha
mado
Falte de Ribella,
ou
Banhos
da
Rainha,
ou
Banhos
Reaes,
onde
já
havia
uma
antiga
egreja,
dedicada
a
Santa
Cruz.
Esle
sitio
tinha sido
de
D.
Suzana,
mãe
do
conde
D.
Sisnando,
que
por
seu
fal-
lecimento
deixou
á
Sé o
padroado
da
egreja,
com
casas
e
hortas
que
estavam
junto
d
’
ella.
A
mesma
senhora
deixou
os
banhos
a
D.
Thereza,
viuva
do
conde
D.
Henrique,
que
os
deu
a
D.
Tello;
o
que
seu
filho
D. AÍTonso
Henriques
confirmou
em
5
de
dezembro
de
1129.
Vendeu
o
cabido
a
D.
Tello,
por
30
morabitinos
d
’
ouro
(cada
morabilino
valia
50í>
reis) as
casas
e
hortas,
a
20
de
dezembro
de
1129.
Confrontava
este
ter
reno
pelo E. com
Isac,
hebreu
;
O.
com
a
egreja
de
Santa
Cruz;
N. com
o
ca
minho
publico,
e
S.
com
os
Banhos
Reaes.
Também
o
bispo
de
Coimbra,
a
pedi
do
de
D.
AÍTonso
Henriques, cedeu
a
D.
Tello
o
padroado
da
antiga
egreja
de
Santa
Cruz.
O
convento no seu
principio
só
tinha
12
cellas,
mas D.
AÍTonso
Henriques
o
augmentou
muito
e
lhe
deu
muitas
al
faias
e
rendas,
podendo
desde
então Ter
60
frades.
Ol.°
prior-mór,
foi
S.
Theolonio,
e
i.°
prior-castreiro
D.
Odorio,
que
depois
foi
bispo
de
Viseu.
(Chamava-se, prior-
castreiro,
ou
da
crasta, porque
á
clauslra
se
dava
n’esse
tempo
o
nome
de
cras
ta-)
.
Q
Por
breve
de Innocencio
2
°
era
este
mosteiro
isento
de
toda
a
jurisdição
epis
copal
e
immediato
á
Sé
Apostólica.
Os
priores-móres
de
Santa
Cruz
tinham
ju
risdição,
não
só
episcopal,
mas
até
me
tropolitana,
nas
egrejas
do
seu
padroado.
Das
sentenças
dos
priores-móres só
se
ap-
pellava
para
a
curia romana.
As
rendas
d
’este
mosteiro
eram
iguaes
ás
dos
maiores
bispados
do
reino.
A
actual
egreja
e
convento
de
Santa
Cruz
é
fundação
de
D.
Manuel, no prin
cipio do
século
XVI,
e
D. João
III
a
ampliou.
O
púlpito de
Santa
Cruz,
mandado
lambem
fazer
por
D.
Manuel,
é
das
mais
primorosas
obras
de
esculplura
em
pedra
que
temos
no
reino,
e
talvez
a melhor
no
seu
genero,
em
toda
a Europa.
Es
tá
tão
perfeito
e
tão
bem
conservado
co
mo
se
fosse
feito
hoje.
Em
1866
foi
es
te
púlpito
modelado
em
gesso (pela
as
sociação
dos
architectos
civis
portuguezes)
e
íicou optimo.
Esta copia
em
gesso,
foi
á
exposição
de
Paris
(de
1867)
e
ahi
fi
gurou
com
geral
admiração,
na
secção
re-
trospectiva
das
artes.
Suppõe-se
que
o
púlpito
é
obra
de
João
de Ruão,
esculplor irancez
do
sécu
lo
XVI.
Foram
conegos d
’
este
mosteiro,
D.
Af-
fonso
1,
D. Sancho
I,
D.
AÍTonso
II, D.
Sancho
II
(esle
andou mesmo d’
habito
desde
creança,
por
isso
lhe chamaram
o
Capêllo.)
Foram
também
aqui
conegos
muitos
infantes e
pessoas
da familia
real.
Dois
reis
(ou
régulos)
mouros,
chama
dos
Joas
e Cia, prisioneiros
em
Ourique,
e
que
vieram
com o
rei
para
Coimbra,
e
faziam
serviço de
seus
criados
da ca-
mara,
se
converteram
e
baptisaram,
to
mando
os
nomes
de
AÍTonso
e
Giraldo
(sendo
o rei
padrinho)
e
foram conegos
de
Santa
Cruz.
O
1.
“
disse missa
e
o
2.°
foi
só
converso.
Está
de
tal
modo
ligada
a
historia
do
convento
de
Santa
Cruz,
com
a
de
Coimbra, e
mesmo
com a
de
Portugal,
que
pedimos
perdão
aos
nossos
leitores
de
sermos
tão
ex
tensos
na
descripção
das
cousas
d
’
este convento,
e
continuamos.
Era
Coimbra
muito
falta
d
’
agua,
não
lendo
quasi nenhuma fonte;
porque os
cruzios
a
linham
usurpado
quasi
ioda,
tendo
o
convento
e
cèrca
cobertos
de
prolusão de
fontes,
sem
que,
por bem,
quizessem
ceder
da
superabundante,
para
a
cidade.
Houve
d
’
isto
muitas queixas a vários
reis,
que
todas eram
abafadas
pelo
enor
me
poderio
dos
frades.
Em
1570,
houve
uma
grande secca e
o
povo
andava desesperado
por
o
conven
to
ter
ires
vezes
mais agua
do
que toda
a
cidade,
e
o
representaram
a
D.
Sebas
tião.
[Portugal
antigo
e
moderno]
(Continua)
neral
Amberl
diz
uma
palavra
que
nós
queremos realçar:
Seus
meslrem
devias
ser
bem
grandes
patriotas.
Sim,
o general
tem
razão!
sim,
era
um grande
patriota,
este
P.
Parabere,
sobre
cujo
habito preto,
no
dia
seguinte
á
batalha de
Alma, o
marechal
Canrobert
prendia
a
cruz
d
’
oflicial
da
Legião
de
honra.
h
Sim,
era
um
grande
patriota,
este
P.
GlViot.
que deu
a
sua
vida,
em
Cons-
tanWnopla,
por nossos soldados
doen
tes.
Sim,
eram
grandes
patriotas
estes
je
suítas de
Paris,
de
Amiens,
de
Poitiers,
de
Bordéus,
de Vannes,
Tolosa,
etc.,
cor
rendo
para
as
ambulancias
e
sobre
os
campos
de batalha estes
religiosos que
não abandonaram,
como
o
P.
de
Bengy,
seus
queridos
feridos
senão
para
irem
pa
ra
o
martyrio.
Sim,
era
um
grande
patriota
este P.
Arnald
que
fechando-se
com
os
seus
mo-
bilisados na
praça
de
Laon,
morreu
na
explosão
da
cidadella d’esta
cidade!
Sim,
era
um
grande
patriota
este
P.
Vaulier
que,
na batalha
de Pont-Noyelles,
animava
os
artilheiros
de
uma
bateria
de
artilheria que
estavam
a
ponto
de
deixar
a sua
posição,
e
os
reanima
tão
bem
que
elles
redobram
de
energia,
e
obrigam
o
inimigo
a relirar-se.
Sim.
eram
grandes
patriotas
estes Pa
dres
Amadeu
de
Damasco
e
Stumpf
que
visitaram
todos
os
depositos
dos
nossos
prisioneiros
na
Allemanha,
levando
a
nos
sos
valentes
soldados,
trahidos
pela
sorte,
os
soccorros
e
as
consolações
de
que
tan
to
careciam.
Sim,
era
um
grande
patriota
este
P.
Cailos
de
Damasco,
que
fechando-se
em
Belfort
durante
o cerco,
soccorreu
os
mo-
bilisados
de
que
era
capellão
com
uma
admirável
dedicação.
[
Continua]
GAZETILHA
CJieg«:la.—Regressou
ha
dias
a
esta
cidade,
d
’
onde ha
mais
iíe
dez annos se
havia
ausentado
para o
estrangeiro,
o
rev."
10
snr.
padre
Jordão
de Mello
Fal
cão.
S.
rev.a
veio
sómente visitar
a
sua
familia,
porque
tem
de
seguir
para o
col-
legio de
Campolide,
onde
vae reger
as
cadeiras
de
portuguez,
latim, e
francez,
de
que
foi
acertadamenle
encarregado.
jjcabílaçííw.
—
O nosso amigo, o
ex.
m
°
snr.
dr.
D.
Viclorino
da
Conceição Tei
xeira
Neves
Rebello,
lente
de
prima, de
cano
e
director
da
faculdade
de
Theolo-
gia
na
Universidade
de
Coimbra, foi ju
bilado,
com
o
augmento
do
terço
do
or
denado
que
já
recebia.
flXospitnll
de Sanita Craí
—
Ten-
do-se
despedido
o
enfermeiro
d
’
esta
casa,
a
Meza
da
R.
Irmandade
de Santa
Cruz
resolveu que este
logar
fosse
confiado
ás
benemeritas
irmãs
hospitaleiras,
as
quaes
hontem
de
tarde
foram
recebidas
pela
Meza
incorporada,
e
já
ficaram
encarregadas
do
serviço
do
hospital
-
Nós,
e
comnosco
todos
os homens
de
bem,
não podemos
negar os
mais
subi
dos
louvores
á
digna
Meza
de
Santa
Cruz,
por
esta
acertadissima
medida.
Esplendi
—Do
romance
Morgada
de
Romariz, pertencente
ás
Novellas
do
Minho,
do
nosso
inimitável
Camillo
Cas
tello
Branco,
publicação
mensal
da acre-
ditadissima
casa
editora
dos snrs.
Mattos
Moreira
à
C.
a
,
extráe
um
nosso/
collega
os
seguintes versos:
A
Felizarda
Eu,
que sou
fogo,
não
tardo,
ella,
que
é
gêlo,
não
tarda
;
se
eu que amo
feliz
ardo,
felizarda
,
feliz
arda.
CoBlegio de
Santn Qiiiteria, em
Felgueira».
—
Dos
alumnos d
’
este
colle-
gio
fizeram
este
anno
exame:
De
fran
cez,
19,
—2
distinctos
e
17 approvados
:
de
latinidade
8,
—
approvados
:
de rhetori-
ca,
3,—distinctos
:
de
historia
e
geogra
fia,
3,
—
approvados
:
de
filosofia,
4,
—
ap
provados
:
de
desenho,
5,
—-
approvados
:
de
malheinatica,
4,—
1
distincto e
3
ap
provados.
Total.
46.
Auctorisação.—A
cainara
municipal
d
’
esta
cidade
foi
auctorisada
para
applicar
a
verba
de
10:6003000
reis,
que
tinha
sido
destinada
para
o
prolongamento da
rua
do
Raio,
ás
obras
novamente
proje-
ctadas
com respeito
á
alteração
do
tra
çado
da
mesma
rua já
em
construcção,
entre
a
rua
da
Sé
e
o largo das
Carva
lheiras;
sendo
a referida
verba
perten
cente ao
empréstimo
130:000-3000
reis
que
lhe
fôra
concedido
por
decreto
de
13
de
abril
de 1875.
Pancadaria
—
Consta-nos
que
na
romagem
de
N. Senhora
do AUivio,
que
ante-hontem
teve
logar
na
freguezia
de
Soutello,
houve grande
pancadaria.
Ainda
não
temos
promenores.
<>
novo fjo ver ci
de
Loanda,
—Por
carta que
pessoa
fidedigna nos
en
via
de
Loanda, sabemos que
o
novo
go
vernador
é
muito
mal
visto
n
’aquella ci
dade,
e
que
se
lhe
preparam
manifesta
ções
declaramente
hostis.
Sentimos
que
o
governo
ande tão
le-
vianamente
na
escolha
d
’
alguns
dos
seus
delegados.
KSectiílcação. —
Por
conveniência
do
serviço
fica
transferida
a
abertura
da
cobran
ça
da
contribuição
industrial
e
pessoal,
em
logar
de
15
do
corrente para
15
de
Outu
bro seguinte,
e
termina a
15
de Novembro.
ft&Siee
íiSos.
—No
Rio
de
Janeiro
falleeeram
os
seguintes:
Em
8
de
agosto,
João
dos
Santos Cou
to,
49
annos;
Antonio
Fernandes,
50; Ma
ria
Rosa
Correia,
50
;
José Joaquim
Fon-
tainhas,
34
;
Antonio
Pinto
Ribeiro,
45;
Antonio
Joaquim
Gonzaga
Peixoto,
48.
Em 9,
Manoel
Rodrigues
da Costa,
29; José Pinho,
17;
Joaquim Moreira
dos
Santos,
48;
Antonio
Pereira
de
Mattos,
28.
Em
14,
Manoel Correia
da
Silva,
45;
Antonio
Joaquim
Ferreira,
60;
Ludovina
Rosa
de
Sousa
Lemos,
72;
José
Alves
de
Sousa
Basto.
45; Maria
de Jesus,
55.
Era 15
Manoel
da
Silva
Campos,
48;
Maria
Tomazia
da
Silva
50;
João
Manoel
Velho.
90.
Em
16,
Jacintho
da
Silva
Lemos,
50;
Joaquim
Leal,
60.
Os
nomes
dos
fallecidos
nos
dias
10,
11,
12
e
13, já
foram
publicados
no
nos
so
n.°
1218
de
terça-feira.
Vâva
tupiíllo
!
—
Refere-se
nos
jornaes
de
Bilbau,
que
durante
as
corridas
de
touros
que
tiveram
lugar
n
’esta cidade, grandes
editaes
foram
aífixados
com
as
seguintes
inscripções:
«Viva aquillo! (Isto,
é
os
fó-
ros).
4=1,
45=0.»
(Isto
quer
dizer
que
as
quatro
províncias
vascas
fazem
uma,
mas
que
as
outras
45
de
Hespanha
não
valem
nada).
— «Louvor á
arvore
de
Guernica!»
■—Navarra,
Aiava
e
Guipnzcôa
abandonara
a
Biscaya
e
dizem-lhe: Até
mais
vêr
!
Nós
nos
veremos
dentro
em
pouco.
Quaren-
renta
e
cinco
contra
quatro!
Veremos
o
resto.»
iiíbra»
—
Têem
apparecído
no
mercado
algumas
libras
sterlinas
fal
sas.
São
todas
de
1862
e conhece-se
a
falsificação
pelo
toque,
pela
pequena
ele
vação
do
cunho
e
pela
imperfeição
do
gravado
das
palavras
Gralia
Dei.
O
me
tal
de que
são
feitas
é a
platina.
Olho
aberto por
tanto,
para
ellas!
—
[R. de
Se
tembro.]
BíespBcbo.
—
O
snr.
dr.
Luiz
da
Cos
ta
Pereira,
que
era
reitor
do
lyceu
desta
cidade
foi
nomeado
professor
da cadeira
da
arte
de
representar
no
conservatorio
real
de
Lisboa,
e o
actor
snr.
José
Car
los
dos
Santos nomeado
professor
da
ca
deira
de
declamação-
Que»t8e» de familia.—«
Garotos
e
garoto.
>—
O
centro
progressista
do
Porto
diz
pelo
seu
orgão
que um
bando
de
garotos
levantára
vivas n
’
uma
das
ruas
da
cidade
a
S.
M.
por
occasião
da
sua
entrada
quando
vinha
<le
Vidago.
O
chronista
do
centro
ia
no
séquito
para
vêr
tudo;
e
sa
be
Deus
para
que
mais.
Negou
os
vivas
da
primeira
vez,
e
agora
affirma
os
sob
a
palavra
d
’
uma
pessoa
de
credito.
Quem
seriam
alli
os
garotos?
o
chro
nista
que
ia
no séquito
e
não
viu nada,
ou
o
homem
de
credito
que
não ia
lá?
Segundo
aquelle
centro
são
garotos
os
que
dão
vivas
a
el-rei, e são
progressistas
rasgados
os
que
sonham
com
vivas á
re
publica,
e
que
não
pagam
as
suas notas
promissórias
!
Que
prestantes
cidadãos,
que
se
con
decoram
a
si
proprios
com a
denomina
ção
de garotos!
E
quem
sabe?
Talvez
tenham
razão.
—
[R.
de
S.]
Documento
euríoso.
—
Vários,
jor
naes
publicam
o
seguinte
documento
so
bre o
qual
brevemente
faremos algumas
refflexões:
Os
abaixo assignados,
reunidos no
dia
7
de
setembro
de 1876
no
sitio
da
Gran
ja,
tendo
discutido
largamente
a
actual
situação
do
paiz,
e
os
males
políticos
e
economicos
que
o
affligein,
compenetraram-
se
da
urgente
necessidade
de organisar o
partido
progressista
por
modo
que
oflere-
ça
ao estado
completa
segurança
de
que
serão
efficazmente
defendidas
e,
quanto
possível,
realisadas
as
suas
aspirações
li-
beraes.
Com
estes
intuitos,
unaniraemente
ac-
ceites,
deliberaram
empenhar
sem
demora
todos
os
esforços
para
levar
a
cabo
a
sua
organisação,
e
grangear-lhe
o
máximo nu
mero
de
adhe^ões,
nomeando
uma
com-
missão
que
redija
o programma
definido,
claro
e
explicito
das
suas
ideias,
e
sub-
metta
esse
documento
ao
exame
e
sanc-
ção
dos
centros
dos
actuaes
partidos,
his
tórico
e
reformista,
afim
de
constiluir-se
em
seguida
o
novo
partido.
Da
discussão
apuraram se desde logo
como
bases
do
programma
que
a
commis-
são
hade
desenvolver,
os
seguintes
prin
cípios:
reforma
da carta
constitucional;
larga
descentralisação
administrativa,
an-
nullando
a
intervenção
do
poder
central
nos
aclos
eleitoraes;
aperfeiçoamento
da
legislação
tributaria,
fiscal
e
de
contabili
dade
publica;
ampliação
do
sulfragio e
re
presentação
das
minorias;
emenda
das
leis
de
organisação
militar
e
de
recrutamento;
ampla
diffusão
da inslrucção
primaria:
reor-
ganisação
judicial;
revisão das
leis
sobre
sociedades
anonymas,
bancos
e
circulação
fidticaria.
E
elegeram
para
membros
da
alludi-
da
commissão
os
snrs.-
Anselmo
José
Braamcamp,
D.
Antonio
Alves Martins
(bispo
de
Vizeu).
Adriano
d
’
Abreo
Car
doso
Machado,
José
Luciano
de
Castro.
Marianno
Cyrillo
de
Carvalho,
e
Thomaz
Antonio
de
Oliveira
Lobo.
(Assignados)
Antonio
Alves
Martins
(bispo
de
Vizeu),
Anselmo José Braam
camp,
José
Luciano
de
Castro,
Marianno
Cyrillo
de
Carvalho, Francisco
Pinto
Bes-
sa, Luiz
de
Campos,
Antonio
de
Vascon-
cellos
Pereira
Coutinho
de Macedo,
José
Ribeiro
da
Cunha,
José
Pereira
da
Costa
Cardoso,
Thomaz
Antonio
de
Oliveira
Lo
bo,
Francisco
de
Albuquerque,
Adriano
de Abreu
Cardoso
Machado.
Ainda as 8ã5»r;«s falsais.—Diz O
Paiz que
as
libras
falsas,
que
appareceram
ultimamenle
em circulação, podem
ser
conhecidas
pelos
seguintes
signaes:
Têm
a
data
de
1862.
Não
são
das
chamadas
de
cavallinho.
A
serrilha
é
me
nos perfeita
que
nas
libras bôas,
e a
cir-
cumferencia
é
um
qtiasi
nada
maior.
Pe
sam
mais
um
grão
do
que
aquellas.
Na
legenda
da
elfigie a
palavra
gralia
tèm
as
primeiras leltras quasi
apagadas.'
Parece
que
nas
remessas
de
dinheiro
ultimamente
levantado
em
Londres
veiu
uma
grande
quantidade
d
’
estas
libras fal
sas;
e
diz-se
que
o
governo,
tendo
conhe
cimento
d
’
este
facto
se
reunira
em
con
selho
no sabbado ultimo,
e
telegrafara
logo
para
evitar
que
continuem
as
re
messas
em
mistura
das
taes
libras.
Não
se
póde
atlribuir
o
logro
ás
ca
sas
commerciaes
expedidoras,
que
de cer
to
não
sujariam o seu
credito,
respeitável
e
respeitado,
n’
uina especulação
crimino
sa
d
’
esta
ordem.
Mas
parece
fóra
de
du
vida
ter
havido
um
lance
audacioso
na
occasião
de
encaixotamento;
e
por isso
aquellas
casas
são interessadas
em
des
cobrir
a
proveniência
da
falsificação
e
sub
stituição.
®
syatlaemí» isoiadoí
*
dtt» agu
lhas
magnéticas <lo unr.
Pedro
Craveiro
Lopes,
eapitõo de fraga
ta.-—
Recebemos
uma
carta, datada
de
Moçambique aos
21 de
junho
findo
que
nos
dá
grande
probabilidade
de
haver-se
encontrado
o meio
de
isolar
as
agulhas
de marear
da
influencia
da
attracção
lo
cal,
causada
pelas
massas
de
íerro,
diz
o
«Jornal
da
noite».
Em
questão
scien-
tiíica
de
tão
grande
importância para a
navegação,
e
também
humanitaria,
con
siderando
a
menor
perda
de navios
que
resultará
de
tal descobrimento,
abstemo-
nos
de
fazer
divagações. Ha,
no
documen
to
que
abaixo
transcrevemos,
a
confirma
ção
das
experiencias
já
realisadas a
bor
do
d
’
um vapor
de
ferro
na
presença
dos
quatro
oíficiaes
da
armada
signatários
d
’
es-
se
documento.
Todavia, aguardamos
a
vin
da do snr.
Craveiro
Lopes
a
Lisboa.
Es
te
oflicial
requereu
ao ministério
da
ma
rinha
o seu
regresso
mediante
as
seguin
tes
condições:
Continuar
recebendo
o
vencimento
de
1573000
réis
mensaes,
garantindo-se-lhe
0
seu actual posto
supranumerário,
visto
faltar
apenas
10
mezes
para
0 ter
ven
cido
em presença
da
lei.
O
snr.
Cravei
ro
Lopes
promptifica-se
a
servir
no
ultra
mar,
em
qualquer
das
possessões
portu-
guezas,
esse
tempo,
logo
que haja
reali-
sado
as
experiencias
do
seu proposto
iso
lador
perante
a
commissão technica
que
o
governo
nomear.
Estas condições
pouco
importarão
de
certo
ao
illustrado
ministro
da
marinha.
Para
0
oflicial
são
porém
de
instante
ne
cessidade,
vista
a
deficiência
de meios de
que
dispõe e
a
numerosa
familia
que
tem
por
dever
sustentar.
Eis
0
documento:
EXPERIENCIAS.
«Uma
agulha montada
a bordo
do
vapor
Sena
deu
os seguintes resulta
dos:
«1.°
Não
deu
desvio
algum
apesar
do
navio
ser
todo
de
ferro.
«2.°
Deu
com
toda a
exactidão
por
comparação
com
a
agulha
padrão d
’
aquel-
le
navio
os
desvios
d’esta,
tal
qual
ha
viam
sido
determinado
em
diversas
occa-
siões.
«3.°
A agulha
não
faz
caso
algum
da
aproximação
e
contacto
(nas
paredes
do
isolador)
de algumas
massas
de
ferro
de
diversas
grandezas.
«4.° A
l.
a
agulha
que isolei foi a
que
me
serve
para as
demarcações
da
barra,
e
faroes,
e
deu
os rumos
mangneticos
perfeitamente
com
os
que
indicam
(depois
de
redusidas)
as
cartas
inglezas.
«Moçambique,
10
de
julho
de
1876.
—
Pedro
Carlos
d
’
Aguiar Craveiro
Lopes,
capitão
de
fragata da armada
e
director
geral
das
obras
publicas.
«Nós .abaixo
assignados
declaramos,
serem
exactos
os
factos
enumerados
aci
ma.
Moçambique,
12
de julho
de
1876.
—
Cesar
Monte
Coimbra
de
Valssassina,
2.®
tenente
da
armarda
e commandante
do
Sena—
Francisco
de Paula
Gomes
Bar-
boza,
2.°
tenente
immediato
do
vapor
Quilimane—Antonio Simeão
d
’
01iveira
Jú
nior,
2.°
tenente
—Heruique
B.
de
Mello
Madureira,
immediato
do
Sena—Antonio
Cândido
Vidal
de
Souza,
capitão
do porto
de
Moçambique.
«Está
conforme
0
original—
Moçambi
que,
21
7.°
76.
Pedro
Craveiro
Lopes,
capitão
de
fragata
e
director
das
obras
publicas.»
Se
0
auctor
consegue
demonstrar
a
ef-
ficacia
do
seu
invento
tornar-se-ha
bene-
merito
do
mundo
civilisado.
Moisrarl
V,
snação.—
E
’
curiosa
a
seguinte
noticia,
que
ainda
não
vimos
textual
em
nenhum
periodico
portuguez.
Lêmos
na Civilta de
5
de
Agosto:
«Os
franc-mações
revendicam
para
a
seita
a honra dos
actos
de
Mourad
V,
ou
de seus ministros...
Com efleito
a
Gazzelta
d
’
Ilalia
(maçónica)
publicou
uma
correspondência
de
Smirna
em que
se
en
contra esta
curiosa
noticia:
—
«Quinta-feira
á
noute
a
loja
maçónica turca
Orkanié,
sob
a
jurisdição
do
grande Oriente
de
Ita-
lia
tem
festejado
a
elevação
ao
throno
do
lr.\
Mourad
Effendi.
Os
representantes
e
dignatarios
da
ma
çonaria
italiana
e
ingleza
assistiram á
festa
e
tomaram
parte
no
explendido
ban
quete.»
O
que
não
quer
dizer
que
os mações
não
façam
também
grandes
festas
n
’
outras
lojas,
collocadas sob
0
grande Oriente
d’
llalia,
pelas
derrotas
dos
turcos,
e
pelo
triunfo
do
lr.
‘. príncipe Milan
da Ser
via.
O lr. Giribaldi,
por
exemplo,
escreve
cartas
de
fogo
(vistes]
contra
a política
re
presentada
por
Mourad
V;
e quer
que
vão
muitos
voluntários
para
a
Servia,
em
cru-
sada,
não
por
certo
em
favor
da
Cruz..
O ensieio «lo» Jestiitns
em Fran
ça.
—
Na
Unitá
Catholica
de
39
julho
le
mos
0
seguinte:
«A
melhor
resposta
aos
calumniadores
dos
Jesuitas,
relativamente
ao
ensino,
é
a
estatística
do
resultado
alcançado
desde
1859
pelos alumnos
de
um
só
de
seus
collegios
de
Paris,
0 de
Santa
Genoveva,
que
se abriu
nesse
anno,
e que
hoje con
tra cerca de 400
alumnos.
Pois
bem,
esse
collegio,
fundado
pe
los
Jesuitas
com 0 fim
de
preparar
jo
vens para de
alli
concorrerem
ás escho-
las
superiores,
tem
feito receber
327
na
Eschola
Polilechnica,
898
da
de
San
Cy-
ro,
203
na Eschola
Central,
103
na
Es
chola
Naval,
44
na
Eschola
Florestal,
1275
bacharéis
em
lettras
e
em
sciencias.»
Quantos
lyceus
do
governo
seria
ne
cessário
reunir
para
encontrar
um
simi-
Ihante
resultado
?
N
’
alguns
annos
só
de
Santa
Genoveva
tem
saindo
para
as
Escholas
superiores
militares
quasi
tantos
alumnos
como
de
todos
os
lyceus
de
França
!
E
’
eurinao.—
Existe
em
Pariz:
32505
tabernas,
22576
lojas
de
ultramarinos,
16218
padarias,
14707
talhos,
16920
ca-
belleireiros
e
9720
callistas.
Muitos
d
’
estes
commerciantes
tem
por
systema quebrar
semanalmente,
ou
pôr em
venda
a
sua
clienlella,
deixando
entretan
to
fechada
a loja,
sob pretexto
de
inven
tario.
um
par
de
vezes
ao
mez.
D
’
esla
quebra
e venda
consuetudinaria
provém
que
haja
em Pariz
1357
agencias
de venda
d
’
estabelecimenlos
de commer-
cio,
e
que
todos consigam
ganhar
bem
bom
dinheiro.
W
novo sultão Abdnl-UIaniid
ElTewdi.
—
O
novo sultão
Abdul-Hamid
Effendi,
ultimamente
chamado
ao
throno
por
uma
resolução
do
conselho
de
minis
tros,
nasceu
a
12
de
septembro de
1842.
Fallecida
sua
mãe,
sendo
elle
ainda
mui
to
creança,
adoptoti-o
a
sultana Cadina,
segunda
mulher
de
seu
pae,
e
viu
pas
sar
em
alegre
paz
os
annos primeiros
da
vida.
Desde
muito
cedo
foi
habituado
á
cor
rupção
do
haretn,
e a
dar
aos
prazeres
o
melhor
tempo,
não
cuidando
de
culti
var
seu
espirito.
Teve
muitos mestres,
mas
do
que
todos
lhe ensinam
aprendeu
só
a
ler
e
a
escrever
o
arabe
e
o
tur
co.
Em
1867
o
sultão
Abdul
Ariz
o
levou
com
o
desthronado
Mourad
á
exposição
universal
de
Pariz,
e
esta
viagem
pareceu
despertar
a
intelligencia
do
jiven
prínci
pe,
enriquecendo-a
com
o
conhecimento
dos
costumes
europeus,
do
estado
políti
co
do
occidenle,
e
com
umas
tantas
pa
lavras
francezas.
Em
Pariz
a
Afeiçoou
se
ao
trage
europeu,
que
usa
desde
en
tão.
E’
Abdul-Hamid
homem
de
medíocre
estatura;
mais baixo que alto.
Seu
ros
to
delgado,
suas
feições
acceituadas,
seus
grandes
olhos
negros
e
sua
longa
barba
lhe
dão
ttm aspecto
sobre
energico.
Gos
ta
muito
da
calça
e
de lodos
os
exercí
cios
corporaes,
com
especialidade
da
es
grima,
á
qual
consagra
boa
parte
do
tem
po, e
em
que
é
mestre
consummado.
fem
particular
afeição
pelos
animaes
do
mésticos
e
elle
mesmo tracla
d
’
elles.
Tem
no
serraíiio
numerosas
e
escolhi
das odaliscas; mas
passa
uma
existência
pacifica
e
retirada
só com
a sultana
fa
vorita.
D’
ella
tem
dous
filhos: um
meni
no
de
seis
annos
e
uma
menina
de
tres,
com
os
quaes
vivia
á franceza,
sentan-
dô-os
á
mesma
mesa
como
um
bom
pae
de
familia,
até
que
a
política
se
foi
mis
turar
nos
negocios
de
sua
casa
para
acom-
modal-os
ao
que
a
dignidade
de
príncipe
e
os costumes orientaes
pediam,
escanda-
lisados
os grandes
do
império
de
que
tão
aberlamcnle
faltasse
a
elles
um
homem
chamado
a
occupar
o
throno
dos
Osman-
lis.
IWmtieíais
de
Lourdea.—
Lourdes 4
de setembro.
Héfttêhi a
solemnidade
foi magnifica.
A
màgniíica
palma d
’
ouro,
que
mandou
Pio
IX,
foi
offerecida
na
basílica
pelos
snrs.
bispos
de Tarbes
e
d
’
Amat.
Os
peregrinos
italianos estão
maravi
lhados.
A
multidão
está
cheia
de
enthusias-
mo
Telegranimn»
d®
liãsboa.
— LIS
BOA
9.
—O
«Diário»
traz
o
seguinte: pe
lo
ministério
do
reino,
os
despachos
já
sabidos;
pelo
ministério
da
fazenda,
o
regulamento
da junta do
Credito
Publico,
decreto nomeando
o
snr. Emauz
Casal
Ri
beiro
direclor
da
mesma
junta, e
aviso
de que
no
i.°
de
outubro
terá
logar
o
pagamento
do
juro
das obrigações
do
em
préstimo
para
os
navios
de
guerra.
Venderam-se
hoje na Bolsa
os
seguin
tes
titulos:
Inscripções
45,99;
46,40; obrigações
dos
caminhos
de ferro
do
Minho
e
Douro
82$000;
fundos
hespanhoes,
12,50.
z.taMMami
■MBaMMswMni» gwi
umi
vw
»'
wm
n/rimis
o
*
MESCIl
1HV4S
MADRID 2,
official—
A
junta
de
Vito
ria
e
Alava,
reunida
no
dia
8
do
corren
te, ouviu
a
leitura
da
lei
de
modificação
dos
fueros,
auctorisou o
deputado
geral
para
se
entender
com
o
governo
relati
vamente
ás
modificações
a
faser,
e
no
meou uma
commissào
de
sete
membros
para
tratar
com o
ministério
acerca
de
quaesquer
occorrencias
eventuaes.
PAUIS
9
—
Sabe-se
de
origem
servia
que uma
segunda
nota
de
Restick,
assi-
gnala
novas
crueldades
dos
turcos
os
quaes
roubam
e exterminam
por
systema,
tendo
já
incendiado
48 aldeias no
distri
cto
de Alexinatz.
VIENNA,
8
—
Assegura-se
que
a
ideia
de
impôr
á
Servia
e
ao
Montenegro
as
mais
duras
condições
prevalece
no
minis
tério Turco.
LONDRES,
8—O
«Times»
attribue
ao
chanceller
russo
o
príncipe
Gorstchakoff
declarações
muito
pacificas.
MONTEVIDEU
4
—
O
cabo
entre
esta
cidade
e
o
do
Rio
Grande
do
Sul
está
interrompido.
O serviço
da
«Agencia
Havas»
segue
pelos
paquetes
de 6
e 8.
LONDRES
9
—
Foi publicada
uma
car
ta
de
lord
Strafford
Kadoliffe aconselhan
do
a
acção das
potências
para
a
regula-
risação
da
questão
do
Oriente
pela
auto
nomia
das províncias
do
Negro ao Adriá
tico.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço do
Banco
Commercial
de
Braga
em
31
de
agosto
de
1876.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
26:2823500
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
37:5573292
Leiras
em
cadeira
.
.
.
723:0783514
Empréstimo
sobre
penhores.
128:7193665
Comas
correntes
com
garan
tia................................... .1.215:9053900
Agentes
no
paiz e estrangeiro.
466:3183748
Titulos
e
papeis
de
credito. 308:0763410
Diversos
devedores.
.
. .
259.0043732
Despezas
de
installação.
.
5:2003000
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:7223625
3.171:8663386
Passivo
Capital..................................
1.000:0003000
Obrigações.
.....
1.155:4613641
Depositantes
...........................
109:8153181
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro
433:2803711
Diversos
credores.
Leiras
em
deposito.
.
Letras
a
pagar.
.
.
Notas
em
circulação
.
Fundo de
reserva.
.
Dito
para
prejuisos
tuaes
....
Dividendos
a
pagar.
.
Ganhos
e
perdas.
.
.
218:7713220
.
.
33:5653200
.
.
113:2243482
.
.
36.3653000
.
.
50:0003000
even-
.
.
3:0003000
.
.
3:6813665
.
.
14:7013286
3.171:8663386
Braga
5
de
setembro
de
1876.
Os Direclores
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida.
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
Resumo
do activo e passivo do
Banco
Commercial, Agrícola
e
Industrial
de Villa Real, em
31
de agosto de 1876.
Activo
Caixa,
dinheiro existente .
15:5083320
Letras
descontadas
e
a
rece
ber .................................. 653:2643220
Letras
caucionadas
. .
.
37:1543000
Obrigações a
receber.
.
.
8:0443097
Empréstimos sobre penhores
3:8743875
Operações
a
longo
prazo
.
14:2613802
Papeis
de
credito
.
.
.
15:4293120
Contas
correntes
com
gara
ntia
..................................
13:3838294
Agentes
no
paiz .
.
.
97:7713131
Agentes
no
estrangeiro
.
31:8433630
Moveis
e
utensílios
. .
.
5753600
Despezas
de
installação
.
2:50<>3970
Acções,
prestações
a
receber
6:6603000
900:7253969
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0003000
Deposito á
ordem
18:3503072
Deposito
a
prazo
48:7063571
67:0563643
Letras
a pagar
....
3:1583215
Fundo
de
reserva
....
4:5003000
Dividendos
a pagar.
.
.
.
4:6873250
Diversos
credores
.
.
4583513
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
20:8653348
900:7253969
Villa
Real, 4
de
setembro
de
1876.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da
Costa.
João
Pinto
Ferreira.
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
SAUDE
Ã
TODOS
sem
medicina,
pur-]
games
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa farinha
de
saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
99
omiiíís
d’
invariavel «uceemo
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegestões (dispepsia)
gastricas,
gas
tralgias,
flegmas,
arroios,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas.
nauscas,
vo-
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahto, das
bron-
chites,
da
bexiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.
a
marqoeza
de
Bréhan,
do doutor
Manuel
Saens
de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro de
1867.
Meus
senhores:
—Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
scienle
que
minha
filha
com
o
uso
d
’
esta. deliciosa
farinha
chamada
Be-
vttleneière eboeolatatla,
curou
radi-
calmeute
de
uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.
a
at-
tenlo
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
(HerpesJ
—
Valença 14 de
setetnbro
de
1873.
Uma
minha amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de
Herpes,
foi
curada
com
pleta
mente
com
a Revalesciére.—J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa,
Praça
de S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor:
—
A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa
uma mudança
maravilhosa,
tendo
readquirido
não
sómente
as
minhas
forças,
mas
lambem
porecendo-me
que
es
tou
completamente
remoçado,
tornou-me
o
appelite,
que
desde
muito
tempo
tinha
per
dido,
e a
oppressão
e
o pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne sem
esqueotar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
iniudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500
; de
*
/
s
kilo
800
rs
;
de una
kilo,
134C0
reis;
de
2
4
/
s
kilos,
33200
reis;
de
6
ki
los,
63400
reis,
e
de
12
kilos,
123000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800 e
13400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
tUevaleseíere
ehoeolatada;
ella
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somno,
energia
as carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas, 820
reis;
de
48
chavenas,
13400;
de
120
chavenas,
33200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
HABMY
»U
BAHBY
C.a-
Pia-
ce Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central :
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16, tLisbwn,
(por
grosso e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28; Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12. Porto,
J
de
Sousa
Ferreira &
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77;
de Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Ceimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E. da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Barcellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Ctulmardes.
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do
IAn»a,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vo
*
»
do Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Castello,
Aflonso e
Barros,
droguistas;
Villa
de
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGUDECIMEHTOS
Manoel
José
Ferreira
Lima tendo de
retirar-se
para
Lisboa
e
não
lhe sendo
possível
agradecer
pessoalmente
a todos
os
exm.cs
cavalheiros
e
amigos,
que
tiveram
a bondáde
em o
procurar
e
cumprimentar
durante
os
poucos
dias
que
se
demorou
n
’
esta
cidade
;
o
faz
por
este
meio,
e
a
todos protesta
seu
reconhecimento
e gra
tidão,
e
oflerece
seu
limitado
préstimo
n
’
a-
quella
capital.
" (4280)
Daniel
da
Costa
Soares
e
seus
irmãos
e cunhados
veem
por
este
modo
agrade
cer
geralmente
a
todas
as
pessoas
que
os
procuraram
elhes
dispensaram seus
ob
séquios
por
occasião
do
íallecimento
de
sua
presada
irmã
e
cunhada
Delfina
Angélica
da
Costa
Soares
; e
bem
assim
ás
que
acompanharam
o
cadaver
ao
cetniterio
no
dia
5
do
aclual
mez de
setembro
e
al
guns
dos
snrs.
ecclesiasticos
que
mani
festaram
provas
de
verdadeira
caridade
chrislã,
antes
e
depois
do fatal
aconte
cimento; d’aqui
lhes
tributamos nossos
protestos
da
mais
subida
gratidão
e inde-
level
reconhecimento.
(4286)
Antonio
José
Gonçalves
e
sua
mulher
Maria
Magdalena da
Silva,
summamente
penhorados
para
com
todas
as
ex.
mas
snr.
as
e
snrs
que
os
visitaram
no íallecimento
de sua sogra
e mãe,
testimunhando
sua
amisade,
vão
por
este
meio protestar
a
todos seu
eterno
reconhecimento
e
pro
funda
gratidão.
ATAFONA
Vende
se
uma atafona de moer trigo,
e
toda
a
qualidade
de
grão.
Trata-se
na
casa e
quinta
do
Lopo
do
Tanque
(4242)
PRAÇA
If ALEGRIA
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
de
Alegria
e
construída
de
novo
; tem
tres
andares muito
elegantes,
quem
a
perten-
der
dirija-se
a
seu
dono, rua
Nova
de
Sou
sa
n.°
56.
Póde
vèr-se
todos
os
dias
desde as ii
loras
da
manhã
até
ás
3
da tarde.
(4283)
Praça
do
Barão de S. Marlinho.
Aluga-se
uma casa mobilada;
para
me-
hores
esclarecimentos
queiram
dirigir-se
a
casa
de
Almeida
&
Pereira,
praça
do
3arão
de
S.
Marlinho.
(4284)
Companhia
Edificadora, e Indus
trial
Bracarense.
Canigia iíe
SnnCAiina 91, 9.° andar
Esta
companhia
tem
para
vender
por
preços
muito
rasoaveis
um
grande
sorti
mento
de
madeira de
castanho,
e
pinho
de
Flandres
vermelho,
em
chaprões.
(1281)
Madeira
de castanho, fino.
Vende-se
uma
partida de
trezentas
e
tantas
dúzias,
o
mais
superior
que
ha
no
mercado, e
que
raríssimas
vezes
ap-
larece.
«=■
Rua
de
S.
Marcos
n.°
5.
Bra
ga.
^(4285)
XAROPE
PEITORAL BALSAMO
DE
^7
H
3E1 3L 20. A.
E-te
xarope,
depois
de
numêrosas
ex
periências,
foi
reconhecido
como
eflica
z
na cura
de
todas
as
tosses
rebeldes,
bron
-
chites,
coqueluches,
catarrhos
e
todas
a
s
affecções
do reito.
Deposito
na
Pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
(264)
(4282)
BOM
VINHO
Vende-se ás
pipas na casa
da
Eira
Ve
lha
em
Crespos.
(4271)
EBIWAI.
Antonio
Vieira
d
’
Araújo,
recebedor
da
co
marca
de
Braga,
por
S.
M.
El-Rei,
que
bues
Guarde.
Faço
saber, que
o cofre
da
recebedo
ria
d
esta
comarca
se
achará
aberto
para
a
cobrança das
contribuições
Industrial 1
Pessoal
jdo
anno de
1875
Sumptuaria
|
por
espaço de
30
dias
a
principiar no dia
15
do
mez
de
outubro
proximo
futuro,
e
finda
em
15
de
novembro.
Passado
este
prazo
pagarão
os
remis
sos
mais
3
p. c.,
ou
a
quota
fixa
de
40
réis
para
a
Fazenda Publica.
Outro
sim
faço
saber,que
para
maior
com-
modidade dos contribuintes estará
aberta
a
recebedoria
todos
os
dias,
ainda
mesmo
os
santificados,
desde
as
9
horas
da
ma
nhã
até
á
noite.
Braga
6
de
Setembro
de
1876.
O
recebedor,
(4275)
(263) Antonio Vieira
de
Araújo.
Aluga-se
na
rua da
Ponte
uma
morada
de
cazas
apalaçada,
com
quintal
e
pôço ;
e
bons
commo-
dos
para
uma
familia.
Quem
pretender
alugal-a queira
dirigir-
se
á
mesma
rua,
caza n.°
58 C.
(262)—
(426g)
<■)
O) O qj
tSJ
13 U >
Linimento
BOYER-MICHEL para caval-
los,
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do seu
emprego M
ichel
, pharrrn-
ceutico em
Aix
(na
Provença
J
França.
—
Preço
1.000
reis.— Em
Lisboa
o snr. Barreto, Loreto, n.° 28
—
30.
^25
,1
No
dia
12
do
corrente
mez
de Setem
bro,
pelas
11 horas da
manhã, na
rua
de
Santa
Calharina,
n.
os
126
e
128, da
cidade
do
Porto,
ha de
arrematar-se
uma
grande
porção
de guarda-soes
de
seda,
lã
e
paninho,
em
difTerentes
lotes; varas
d
’a-
ço
e
junco,
bengalas, peças
de
fazenda
e
mais
objectos
proprios
para
o
fabrico
de
guarda-soes,
castiçaes,
torneiras
e
outros
objectos
de
latão;
diflerentes
tornos
e
fer
ramentas de
latoeiro,
e
fmalmente
trinta
acções
da
Companhia União
Popular
Pe
nhorista:
isto
pelo
processo de fallencia
de
João Vieira
de
Mello
(hoje
fallecido),
de
que
é
escrivão
Ferreira Pinto. (4270)
ARMAZÉM
Na
rua
da Cruz
de
Pedra
n.°
61,
ha
para
alugar
uma
boa
loja,
que
será
prefe
rida
para
servir d
’
armazem. E’
muito
pró
xima
á
nova
rua—
Avelino
—que
vae
para
a
Estação do
Caminho
de
Ferro.
Trata-se
no
escriptorio d
’esta
redacção.
’
-7"
.■■Ç;
e
to
Farmacia de HOGG, 2, rue de Castiglione, Paris Unico proprietário}.
DK
HIGADOS
FRESCOS O
SB
BAGALAO
de
Prescripto
por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades do peito, affeiçâes escrofu
losas, tosses
cltroiiieas, riieumatismoi
*
,
magreza crianças,
das
impigentes,
"
Htixos
brancos,
debilidade
geral, etc.,etc.
S
HOQCT
Agradavelefacil
de
tomar.—Desconfiar das falsificações.
“ ’
Exigir-se-ha a
marca da Fabrica
juntó que
encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que devera
achar-se sobre o rotulo.
.
Depositos
nas principaes Pharmacias e em
Lisboa,
nas
casas de B
abreto
,
1
rua do
Loreto, 88
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em
1
’orto,
nas
*
casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra.
Salvador
F
erraz
.
OLE<y
St
wis;
NOVO
HORÁRIO
José
Antonio
Duarle
Pregueiro
&
Ir
mão,
fazem publico
que
desde
o
dia 10
do
corrente
inclusivè,
mundam a
sua
car
reira
que
tem
entre
a Povoa
do
Varzim
ás
4
horas da
manhã,
para
as 5.
Braga
6
de
setembro
de 1876. (4279)
BOM VINHO
Vende-se
as pipas
na
adega
da
casa
da
Deveza
em
Adaufe. Quem pertender
diri
ja-se
á
mesma.
(4250)
ESCOLA
AMERICANA
Consultorio,
Campo
de
Sant
’Anna
n.°
1,
das
7
da manhã
ás
7
da
tarde
(4215
fflZ
Mademoiselle
Nathalie,
venant
d
’
Anvers
désire
parler
a
Monsieur Baptista
Gonçal
ves
Vieira,
ou
a
Monsieur
José
Thomaz
d
’
Aquino.
Rua
de
Santo
Antonio,
118
—
Porto
(4278)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
!■
sita
na
rua das
Aguas
n.°91; po-
■B
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos chãos
n.
*
13
(3086)
gRUA
DE
S.
MARCOS, N.
5
J
«
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas, |
lindíssimos
gostos,
a prin-
|
B
cipiar
em
80
reis
a
peça,
d
S
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
||
§
casas,
tudo
de
boa quali-
g
dade.e
preços
muito
resu-
g
midos.
S
H Vende
cimento roma-
g
no
para
vedar aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
4
la
sas,
tudo
de
primeira
qua-
J
B
lidade.
(Z
*
)
1
AHMAZKJI
M
VilllIOS
DO
ALTO
D0UK0
BA
CASA BE VILLA FOUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados
;
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
í
»
.
190
»
Lagrima............................... 200
»
Branco
de
meza
...................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
j
de
prova secca.
....
300
»
Malvasia
de 2.a
....................
360
>
»
velho..........................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Roncão
...............................
700
»
Alvaralhão
...............................
560
»
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho
para
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(N
*
)
Alugam-se
os altos da
casa
n.°
22,
da rua
do
Campo,
com
excellentes com-
modos
para
uma numerosa
familia.
Quem
os
pretender
dirija-se
á
mesma.
(4261)
Armas
de
caça
e
rewolvers,
á loja
do—
Cachapuz
—acaba
de
chegar
um
bom
sortimento.
(4247)
Sobaluga-se
uma
casa
de
dous
andares
construída
de
novo
com
bellas vistas,
si
ta
á
entrada
da
rua
de
S.
Domingos
da
Tamanca.
Trata-se
do
ajuste
com
João
Augusto
da
Cunha,
em
Braga.
(4274)
Na
rua
do
Becco,
n.° 8, troca-se
a di
nheiro
um
rico
santuário.
A
cruz
é
de
pau
prelo,
e
a
imagem
de
marfim
com
accessorios
de
prata.
(4268)
FILIAL
DA
Câ!XA
i
eco
ámiriic
a
feista
Sociedade-
anónima
de
responsabilidada
li-
milada
CapitaS..................
SOOtOOO^OQ®
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada
pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sob>e
iodo
e
qual
quer
objecto do
valor
não
inferior
a
106
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
9
da noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G-
Ferreirinha.
JOSE
’DA SILVA
FUNDÃO
Com
loja <le fato feito
68,
Campo
de
SanVAnna
(lado
de
baixoj,
68
®
Participa aos
seus
amigos
e
fre-
goezes,
tanto d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes de
calça
a
l$500.
2^000
e
2^500 reis
;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes, roupa
branca,
assim corno
camisas de 600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis até
800,
de
panoo
familiar,
e
meoles,
bonels
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer
obra
que
lha
seja
eucommendada,
e
tnompti-
íica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(1
*
)
P ILULAS
de Proto carbonato.de ferro,inalterável
DO
DVBLAUD
Empregadas
com o mais
grão successo,
depois
mais de 40 annos por a maior parte
dos
médicos
por
curar a chlorosis (fluxo
branco)
doança das mancebas filhas e to
das as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem experimentado
:
« Depois 35
annos que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de
Biaud)
vantagems
incontesta-
«
veis sobre todos os outros ferreos e eu
«
o
miro
como o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE,
ex-présidente
da Academia
de
Medicina.
«
De todas as preparações ferreas que
« nos hão dado bons resultados no trata-
«
mento das affeições chloróticas, as pilu-
« las
de
Biaud
parece-nos devem estar na
«
primeira
fila.
» — Diccionario
unir, de
Medicina,
t. n, page 99.
Como
prova da authenticidade, o.
nome do
inventor está
gravado sobrei
cada
pílula como aqui junto I
Depositos:
Paris,
8, r.Payenne.
___
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
z<S
—
30
(27
*
)
r 1
k ■
Á
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na
entra-
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos.
tem
quin
tal e
poço
e
excellentes
commodos.
Tra-
cta-se
do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Victor
n.°
50.
(4218)
’
EI
Z S E1
K O
CIRURGIÃO BESTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BIUGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á sua
arte
e
continua operando
grátis,
pobres e
soldados.
(22
44)
S1SS
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(IQ*
glaterra.)
(31
44)
BRAGA
: TYPOGRAPHTA LUSITANA— 18/6'
Parte de Comércio do Minho (O)
