comerciominho_12021876_456.xml
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-
4
°
ANNO 1876
FOLHA
COMÊVOCIAL BELÍGÍOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
456
PUINLI<1A.-S
23
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.=Semestre
850
rs.=Provm-
cias,
anno
2&400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.=Semestre
1S350
rs.=Brazil,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis e
4&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
%
d
’
abatimentc.
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa, rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
BBAfiA-
SABB1BO
fiS
E3E
FEVEBEI
Si»
Mtaclrid, » de
fevereiro.
{
Correspondência particular
do
«
Commer-
cio
do
Minho»)
Ha dias
que
lhes
não
escrevo,
e
facil
é
conhecer-se
a
causa.
São
(antas,
tão disparatadas, tão
con-
tradictorias
as
noticias,
que
as
folhas
tem
publicado,
e
os
boatos
que
teem
corrido
relativaroenle
aos
successos
do
Norte,
qne
me
vi
forçado
a
ímpor-me
silencio
para
não
claudicar
nas
minhas
referencias.
Forçoso
é
pois
quebrar
esta
mudez, que
para
quem
não
for
justo
pode
parecer
des
cuido,
ou
desgosto.
E
é
ceilc
que
se eu
tivesse
de
dar
cre
dito
ao
que
geralmento
se
diz
e
ás
partes
officiacs
do
exercito
liberal,
poderia
resar
um
Deprofundis
pela
causa
carlista,
e
dar
largas
a
um
desa
nimo
natural.
Nãoé
poisass
>tn.
O
exercito
liberal
tem-
se
limitado
a
ocCupar
sem combale os
pon
tos
abandonados
pelas
tropas
legitimi
stas,
e
estas,
a
não
ser
em
uma
ou
outra
escara
muça
onde
felizmente
teem ficado
bem,
con
tinuam
no
seu movimento
combinado
de
concentração.
Poderá
alguém
crer
que
este
movimen
to
é forçado
pela
altitude
imponente
do
exercito
liberal
Se
assim fosse,
o
abando
no
das
povoações
e
das
linhas
anterior-
mente occupadas
pelos
carlistas,
sem
ao
menos
oílerecerem
uma acção
decisiva,
te
ria
posto o
snr.
D.
Carlos
na
collisão
de
depor
as
armas,
sem
mais
hesitação
nem
maiores
sacrifícios.
Poder-se-hia
dizer
que
o
exercito
liberal sómente
pela
sua
pre
sença havia
levado
adiante de
si
os
car
listas,
dominados
por
um
pânico, que
ne
nhum
precedente
auclorisa
a
crer
que
pos
sa
existir.
Não
se
assustem,
pois.
A
causa
carlis
ta
não
soffreu
ainda
nenhum
revéz,
nem
o
soffrerá,
em
quanto
fôr,
como
até
hoje,
au
xiliada
pela
mão
da
Providencia.
Ha
mais
de um
mez
que eu
puz
de
sobreaviso os meus
leitores,
para
os
não
surprehenderem
os
acontecimentos
a
que
hoje
estão
assistindo.
Eu
sabia do pla
no de
defeza
concertado
pelos generaes
carlistas,
quando
lhes
disse
que seria
pos
sível
que
mais
tarde
os
carlistas
tivessem
de
abandonar
Hernani.
Agora
se
está
re
conhecendo
a
segurança
com
en
digo
as
coisas
que
aflirmo.
Logo que
pela
altitude
do
exercito
li
beral
se
reconheceu
que
o
celebre
plano
dos
generaes
affonsinos era
estenderem
as
forças,
até
cercarem
o
exército
carlista
por
todos
os lados,
obrigando-o
a
depor
as
ar
mas
por
um
couvenio
forçado
pelo
aperto
em
que
os
collocassem, tornou-se
urgen
te
ao
exercito
legitimisla
circumscrever
as
linhas
das
suas
operações,
e
refotçar as
suas
linhas
positivas
com
toda
a
gente
que
reuniram na
area
estabelecida.
E’
n
’estas linhas
que
terão
de
ferir-se
as
acções
que
hão-de
decidir
da actual
campanha.
Onde
serão
marcadas
estas
li
nhas
não
o
posso
eu
dizer
ainda;
comtu-
Jo
é
certo
que
ellas
serão
lhealro
de
gran
des
actos
de
heroísmo,
para
os
quaes
se
acha nas
melhores
disposições
o
nosso
exer
cito. Até
boje,
só
em
algum
recontro
for
tuito
tem
havido
combates,
nos
quaes
pou
cas
perdas
teem
soffiido
os
carlistas
Ou
tro
tanto
não
direi
dos
liberaes,
que
teem
tido
grandes
baixas,
algumas
d
’ellas
de
consideração,
e
que
são
sabidas
apesar
do
escrupulo
com
que
o
governo
as
occulta.
E
não
admira
esta
diflerença
de
perdas,
pois
que
os
carlistas
deslisando-se
de
trin
cheira
em
trincheira,
teem
perseguido
as
forças
liberaes
sem
se
exporem
a
maiores
riscos,
quando
a
isso
os
não
força
a
ne
cessidade
da
defesa ao
transe,
ou
a
conve
niência
de
atacarem
corpo
a
corpo.
Hernani
não
foi aioda
desbloqueado;
sel-o-ha
todavia,
se
para
a
execução
do
plano
já
conhecido
for
necessário
apro
veitar
as
forças
ali
existentes,
em
outras
posições
mais
importantes.
E
’
evidente
que
o
plano
dos
carlistas
que foi
apresentado
pelo
general
conde
de
Casetta,
e
discutido
pelos
outros
generaes
hispanhoes
e
estrangeiros,
ao
serviço
do
snr.
D.
Carlos,
exigindo
o
abandono
de
to
das
as
povoações
ou
quasi
todas
as que
se
acham
sobre
a
estrada
de
Villafrancaa
Bilbáo,
diminue
consideravelmente
o
reo
dimento
do
imposto
qtie
é
cobrado
pelo
governo
carlista.
Esta
circumstaocia
po
rém
é
de
pouca
monta,
quando
se
consi
dera que
para o
caso extraordinário
da
ac-
tualidade,
a
concentração
do
exercito
car
lista
importa
uma
difficuldade
da
maxitna
importância para os liberaes,
—
a
quasi
im
possibilidade
de
coroarem
de
feliz
exilo
o
seu
plano.
E
tanto
assim
é,
que
não
obstante
as
noticias
falsas e o
barulho
que
o
governo
de
Madrid
tem
feito
com
o
avance
das
suas
tropas,
os
fundos
(seguro
barómetro)
que
no
primeiro momento
su
biram,
n
’
este
momento
baixam
e
tendem
a
baixar
ainda
mais.
Em
Londres,
no
emporio
da
boa polí
tica
e da
sensatez
financeira, ao passo
que
r
m
todas
as
praças
se
depreciam os fun
dos
hispanhoes,
levanta-se
ali o
crédito
dos
fundes carlistas.
Um
grande emprés
timo
a
favor
do snr.
D.
Carlos
está
em
via
de
se
realisar,
achando-se
já
assen
tes
as
suas
bases,
que
acabam
de ser
re-
meltidas
para
Hispanha,
por
um
emissário,
que
acaba
de
chegar
á
nossa
fronteira
com
o
contracto
,de
que
é
portador
para
ser
submettido á assignatura
de
Sua Magesla-
de.
Esta
importantíssima
transaeção
to
mou
as
maiores
e
mais
vantajosas
pro
porções
por
solicitação
e
e,xforços
de
um
cavalheiro
po
r
tuguez,
que reside
em
Lon
dres,
o
dr.
Saraiva,
ao
qual
a
causa
car
lista
deve os
mais
importantes
serviços,
e
que do
governo
carlista
recebeu
as
neces
sárias
iustrucções.
como
seu
representan
te,
para tratar tão
melindroso
assumpto.
Pessoa
competente
me
aííirma que
a
somma
d
’este
empréstimo
é
de
um
milhão
e
quinh
entas
mil
libras
esterlinas.
A
emis
são
será
feita em
differentes
praças
da
Eu
ropa.
Apesar
da
pouca
importância
que
teem
os
movimentos
do exercito liberal
realka-
dos
ate
hoje
no
Norte,
direi
o
que
sei
de
todos
elles.
Fallarei
primeiro das
operações
da
di
reita.
No
dia
28
do
mez
passado
sahiu
de
Tafalla
o
general
Martinez
Campos
com
as
suas
forças em direcção
a
Pamplona
;
mar
chando
depois
tfalli
o
general
Blanco
em
direcção
ao
Vale
de
Baztan.
No
transito
tomou
o
general
todas
as
precauções para
evitar
ser
surprehendido
por
alguma
força
carlista,
e
destacou
duas
columnas
de
avan
çadas
á
esquerda
e
direita
da
estrada
real,
indo pernoitar
a
Elisondo,
onde
não
en
controu
nem
vestígios
de
ter
ali sido
nu
centro
de
trabalhos
e
operações
carlistas,
e
a
residência
da
Real
Junta
carlista
da
Navarra.
O
general
mandou
rebuscar
as
casas
e
principalmente o
edifício
consis-
torial,
sem
que
encontrasse
nem um pa
pel
que
lhe
conviesse
ou
qtie desse
a
en
tender
que
não
fôta
com
ioda
a placidez
que
os carlistas
haviam
abandonado
aquel-
la
povoação.
No
dia
seguinte pôz-se
de
novo
em
mar
cha
em
diiecção
a Urdax.
Tanto
conhecimento
tivéram
os carlis
tas
da
marcha
de
Martinez
Campos,
que
o
fizeram
seguir
por
dois
batalhões
navarros,
que
vigiavam
todos
os
seus
movimentos,
pooto
em
marcha
os
necessários
avisos
pa
ra
todas
as
estações
telegráficas de
ban
deiras,
estabelecidas
nos
cumes
de
cada
monte.
De
quando
em
quando
os
dois
batalhões
navarros
acudiam em
pontos
escolhidos
pa
ra
fazerem
descargas
sobre
a
marcha
/los
liberaes, retirando-se
sempre
sem perde
rem
um só
homem.
Quando
os
liberaes
chegaram
a
jíaya,
esperavam
encontrar
ali
não
só
uma
força
.2^0
EVKffETJTMMt
O
LIBERALISMO CATHOLIGO.
I
Historia
e exposição cia cjuestão.
[Continuação]
Tal
é
o
genese
do
liberalismo.
Mas
como
ponde
este
èrro,
que
é
opposto
á
doutrina
christã,
unir-se
a ella
de
tal
mo
do
que viesse
a
gerar
o
liberalismo ca
tholico ?
Ai
I
como
outr
’
ora
os
filhos
de
Deus
se
uniram
ás filhas dos
homens,
cuja
bellesa
os seduzira; em
consequência
da fasemação
qne
a
falsa
independencia
do
èrro
exerce n’
aquelles
mesmos
que
não
ousam
sacudir
inteiramente o
jugo
da
ver
dade.
De
rato
se
lança
o
homem
de
todo
no
bem
ou
no
mal;
assim na
rasão
como
na vontade do homem
ha
graos
interme
diários
entre
a
plena
submissão
e
a
plena
revolta.
Todas
as
grandes
heresias
tive
ram
também
seus
diminutivos:
ao
lado
do
arianismo
tendes
o
semi-arianismo
;
ao
lado
do
entychiauismo
o monothelismo;
ao lado
do
lutheranismo
o
jansenismo
(1).
Já a
resurreição
do cezarismo
monarcbico
(1)
Entre
todos
estes
èrros
moderados
são
o jansenismo
e
o
semi-arianismo
os
que
nos
offerecem
a
mais
intima
analogia
com
o
liberalismo
catholico.
Igualmenle
vêmos
nas
fileiras
d'estes ires
partidos
ho
mens
de
renome
por
sciencia,
por
virtu
de,
por serviços
prestados
á
Egreja,
pela
influencia
exercida
na
sociedade
do
seu
tempo.
Nada
tem
produzido
o
liberalismo
catholico
que
possa
exceder
ás
obras
bis-
nos
dera
o
gallicanismo, que
é
o
cezaris
mo
catholico.
O
liberelismo
catholico,
por
sua
parte,
não
é
mais
que
a
fôrma
mo-
detada
do liberalismo
anti
christão.
Enunciada
primeiro
n
alguns escriplos
soltos,
esta
doutrina
adquiriu
em
França
orna
existência publica
desde 1830
Foi
então
que nasceu
a
escola
liberal
catho-
lica
;
teve
por
pae o
padre
La
Menoais e
por
berço
o
jornal
o
«Futuro».
Durante
quinze
annos,
todas
as
fraeções
do
partido
revolucionário,
reunidas
sob
o
estandarte
do
liberalismo,
porfiaram
em
tornar
odiosa
a
religião,
ideutificando-lbe
a
cansa
com
a do
absolutismo
monarcbico.
Esta pérfida
tactica
tivera
por
fautores
in
conscientes
certos
realistas
que,
por
sua
celebre
formula,
«o llirono
e
o
altar»,
pa
reciam
subordinar o
altar
ao
throno
e
ex
punham
o
primeiro
a
succumbir
na
catástro
fe
que
terminou
por
derribar
o
segundo.
A
Egreja
comtudo não
podia
acceitar
esta
soli-
loricas
e
polemicas
d
’um
Eusebio
de
Ce-
zaréa,
d’
um
Pascal,
d
’
um
Arnauld.
Tem
estas
seitas
ainda
de
commum que
é
mui
to
difficil
precisar-lhes
o
simbolo.
Fazen
do
profissão
de
permanecer
n
’um terre
no
médio,
entre
um
èrro
condemnado
e
a
verdade
definida,
não
conservam
posi
ção
fixa e mudam
constantemente
de
fôr
ma.
Porisso
a
maior
parte
dos
escripto-
res
que
combatem
o
liberalismo
catholico,
renunciaram
a
definil-o. Quanto
a
nós,
se
nos fosse
necessário
dar
uma
definição,
só a
poderíamos
dar
negativa
;
diríamos
que
o liberalismo
catholico consiste
na
re
cusa
de
confessar
a
realeza
social de
Jesus
Christo,
ao
passo que
o
liberalismo
con
siste
na
negação
franca
d
’
esla
realeza.
Ain
da
aqui
aos
oflerece
um
ponto
de
simi-
dariedade;
e
era dever
seu
tornar
inde
pendentes
de
todo
o
regime
político
os
seus
eternos
interesses. Se
a
escola
do
«Futu
ro»
se
não
houvesse
proposto outro
fim,
leria
bem
merecido
da
religião.
Desgra
çadamente,
com
impetuosidade
menos
des
culpável
no
chefe
d
’esta
escola que
nos
seus
juvenis
discípulos,
levou
as
coisas
ao
extremo
e
tomou
por divisa a
inde
pendencia mutua
da
sociedade
religiosa
e
da
sociedade
civil.
Sem
consultar
a
Egreja,
propuzeram
os
novos
apologistas
em
seu
nome
ao
partido
liberal
um tra
tado
de
paz,
em
virtude
do
qual
ella
re
conheceria
e
saccionaria
a
ordem
social
contra
ella
estabelecida,
sob
a
coodição
de
se
lhe
deixar completa
liberdade
na
or
dem
individual.
Sabe-se
o
que
aconteceu.
A
Egreja
jul
gou
não dever acceitar
o
pacto
concluído
em
seu nome
por
estes
negociadores
sem
procuração,
e recusou
adquirir
a
troco
do
Ibança muito
frizante
com o
semi-arianismo.
Os
adherentes d
’esla
seita
tinham
um
só
caracler
comtnum
: a
recusa
de
acceilarem
a
formula
calhohca
de
consubstanciai;
mas
detraz
d
’esta recusa
commum
occultavam
diversissimas
opiniões.
Uns
admitiiatn
in
peito
toda a
doutrina
cailiolica
cuja
defi
nição
se
limitavam
a julgar
inopportuna;
outros
não
recusavam
coolessal-a
senão
por
que
em
realidade
a
não
admiltiam. Assim
entre
os
catholicos
que,
em
França,
na
Allemanha
e
na Iglaterra,
combatiam
pou
co
ha
contra
a
soberania doutrinal da
San
ta
Sé,
pretendendo
abrigar-se
debaixo
da
bandeira
do
Catholicismo,
o
acontecimen
to
provou
que, ao
lado
de
catholicos
mui
to
orthodoxos,
mas
illudidos,
havia
ver
dadeiros
scismaticos.
seu
ensino
tradiccional a
tolerância
que
lhe
era
offerecida.
As
doutrinas
do
«Fu
turo»
foram condemnadas
;
e,
exceptuado
o
chefe
da
escola, que
não
tardou a jus
tificar
esta
condemnação
com
a
sua
re-
bellião, todos
os
defensores
do
sistema
proscripto
provaram
a
sua
boi fé
pela
ge
nerosidade
da
sua
submissão.
Felizes
d’el-
les,
se
roais
tarde
se
não
deixassem de
novo
seduzir
por
illusões
que
pareciam
ler
completamente
abjurado!
Mas,
pouco
a
pouco esqueceram o
que
tão
bem
ha
viam
comprehendido.
Apesar
da
perfeita
claresa
de
termos,
persuadiram-se
que
a
encyclica Mirari vos
condemnava
unicamen
te
a
exageração
da
doutrina
liberal,
e
julgaram-se
actorisados
a
permanecereri/ca-
tholicos,
reproduzindo,
sob
fôrmas
mais
moderadas,
as
theorias
do
«Futuro».
Ha
todavia
um
lado
por
onde a esco
la
liberal
catholica,
fiel
no
demais
ás
suas
fontes,
soffreu
notável
desvio:
a
que
fóra
inimiga
jurada
do
gallicanismo,
tornou-se
sua intima
ailiada.
Em
tempos
da
Res
tauração, os
gallicanos
eram
firmemente
affeiçoados
á
monarchia, cujos
direitos
exageravam
; e,
por
via
de
reacção,
a
es
cola do
«Futuro» lançou-se
n
’
um
ultra-
montanisroo
exagerado,
qoe
não
tinha
em
consideração
nem
os
direitos
do
episcopado
nem
os do
poder
temporal.
Uns
e ou
tros
estavam
lo.ige
de
suspeitar
que
no
fundo
apoiavam-se no
mesmo
principio,
a
saber,
a
negação
dos
direitos
da
Egreja
a
respeito
da
sociedade
civil.
Esta
affi-
nidade
das
duas
escolas rhaes, sómente
se
revelou
na época do
Concilio,
quando
houve ensejo
de
supporem que
esta
au
gusta
assembleia
ia
definir
a
soberania
so
cial
de
Jesus
Christo
na
sua
Egreja.
[Continút]
carlista,
mas
grande
numero
de
munições,
uniformes
e
petrechos
de
artilheria.
Qual
foi
portanto
a
soa surpresa, quando
não
encontraram
mais do que
algumas
mulhe
res
e
os
oclagenarios!
I
Os
carlistas
tinham
levado
tudo,
e
uão
houve
nenhum
capaz
de
marchar
ou
de se
bater,
que
os não
seguisse.
Apesar
do
cansaço,
Blanco
envergonha
va-se de
tão
longa
marcha
sem
outro
re
sultado
mais
do
que
mostrar
os
seus sol
dados
ás
povoações desertas.
Lembrou-se
de
Urdax
e dos
miqueietes
que
guardavam
a
alfandega
carlista
de
Dancharinea
Poz-
se
pois
em
marcha,
fazendo
alto
no
mon
te
Ochondo,
que
domina
o
magnifico
valle
onde
Urdax
branqueia
com suas
pitorescas
habitações.
D’a!íi
mandou
o
general
Blanco uma
força
a
occupar a alfandega
de Danchari-
oea,
e
desceu ao
valle
para
se
apoderar
dos
carlistas
e
da
sua
magnifica fabrica
de
munições
ali
estabelecida.
Esperava-o
como
nova
surpreza.
Os
carlistas
que
até
áquelle
momento estive
ram
ali
trabalhando e
empacotando
os pre-
tences
da
fabrica,
appareceram-lhe
sobre
as
montanhas
visinhas
levando
em
canos
e
cavalgaduras
tudo
quanto
ali
tinham.
Nem
um
cartuxo,
nem
uma
espingarda ve
lha
encontrou
o
general.
Esta
surpresa
ainda
nada
é na
propor
ção
da que
lhe
estava
reservada
a
dois
kilometros
d
’ali,
O
coronel
Alvarez
fora
o
encarregado
de
assaltar
a
alfândega
carlista
e
aprisionar
os
miqueietes;
e
havia-se
dirigido
áquelle
pon
to.
A
alfandega
de Dancharinea
é
uma ca
sa
de
pequena
apparencia,
situada
á di
reita
da
avenida
da
ponte
que liga
a
His
panha
á
França
sobre
o
rio
Biiasoa.
r»o
centro
da
ponte,
que terá
uns
40
metros
de
cumprimento,
ha
dois
postes,
um
em
que
estão
os
escudos
da
França
e
outro
os
da
Hirpanha.
Esses
escudos
são
guar
dados
por
sentinellas
das
duas
nações.
Ao
chegarem
ali os
liberaes
viram
mes
mo
de
longe
que
estava
arreada
a
bandeira
carlista
que
era
costume estar
arvorada
nas
jaoellas
da alfandega;
ao
aproximaram-se
porém
notaram
que
nem
um
miquelete,
nem
um
voluntário
guardava aquellas
por
tas,
que
se
achavam
abertas,
sem que
no
interior
do
edifício
houvesse
mais
do
que
as
paredes.
Do
alto
dos
montes
proximos
os
mi
queietes
vigiavam
aquellas
portas,
e
uma
descarga
sobre
os liberaes
os
fez
voltar-
se
para
o
lado por
onde
os
poucos
mique-
lete»
se
iam
dirigindo
a
encontiar
as
for
ças
de
Urdax
e
o
comboio
que
conduziam
para
Penha de
Plala.
Desta
surpresa
passaram
a
outra
que
lhes
deixou
viva
impressão.—
Sobre
a
pon
te
do
Bidasoa,
junto ao
escudo
da
França,
formada
em
posição
de
batalha,
tendo os
seus
ofliciaes
de
espada
em punho
á
sua
frente,
achava-se
postada
a
guarda
france
sa,
que
recebia
os
liberaes
como
a
um
ban
do
de bandoleiros,
intimaodo-lhes
o
respei
to
pela
invulnerabilidade
do
seu
território.
O
general
Blanco
havia
chegado
ali
e
assistira
a
ete
fado, que
o deixou mal
impressionado,
que
fez
retirar
toda
a
tro-
pa
para
Urdax
temendo
um
conflicto
|com
a
gendarmeria
franceza,
que
tão
pouco
amavel
se
mostrava
para
com os
recem-
chegados,
e iquanto
que
era
notoria
a
sua
intima
convivência
com
a
guarda
carlista.
O
cônsul
hispanhol
de
Bayonua,
acom
panhado de
alguns
dos
seus
amigos e
de
um
i
companhia
de
espiões
que
alii
tem
o
governo
de Madrid, foi
cumprimentar
logo
o
general Blanco,
fazendo uma
algazarra
de
vivas
ao
nino
Affotiso ao
entrar
em
His
panha.
Este
bom
cousul
merece
bem
uma
estatua
na
nossa
fionteira.
Sobre
Puente
la
Reina
os
carlistas
con
tinuam
hosiilisando
vivamente
o
inimigo
com
o
fogo
da
sua artilheria,
principal
mente
contra
os
fortes de
San
Guilherme
e
Santa
Isabel.
Do
exercito
do
centro
e
das forças
de
Bilbao
pouco
se pode
dizer,
porque os
seus
movimentos
teem
sido
unicamente
de
occupaçhí
livre
das
povoações
evacua
das
pelos
carlistas.
O
general
Loma,
depois
da
acção
em
que
fôra
tão
infeliz
rias
proximidades de
Valmaseda,
e
na
qual
teve
500
baixas,
sabendo
que
os
carlistas
abandonaram
aquel-
h
villa,
occupou-a
coro
as
suas
tropas,
rnarebando
em
seguida
sobre
a
esquerda,
e
enviando
outras
forças
sobre
Orduna.
Enquanto isto
se
passava,
os
carlistas
davam
uma
dura
lição
nas
alturas
de
Ditna
ás
forças
do
exercito
da
esquerda,
mataodo-lbes
o
commandante
geral
de ar
tilheria
d
’aquelle
exercito, muitos
ofliciaes
e
scldados,
e
além
d’
isto
mais
de 200
fe
ridos
deixou
o
inimigo
sobre
o
campo.
Duas
companhias
apenas
eram
os
car
listas.
Os
liberaes
tinham
dois
batalhões,
a
escolta de
cavalleria
que
acompanham
o
general
liberal,
e
o
estado
maior
d
’
este.
Pela
necessidade
que
tiveram
até
as
pa-
patenles superiores
de entrar n’
esle
com
bale,
se poderá imaginar
com que
deno
do
se
bateram
os
poucos
carlistas
que
o
sustentaram.
Foi
depois
d
’
esle
encontro
que
estas
companhias
se
reuniram
ás
outras
forças
que
occupavam
a
margem
esquerda
do
Nervion,
e
que
retiraram,
com
as
de
Ar-
ralia
e Miravalles
sobre Guernica.
Livre assim
Gualdacano,
Zornosa,
Du-
rango
e
outras
povoações,
e
em
comrnu-
oicação
as
forças
de
Loma
com
as
de
Bilbao,
collocou
este
general
as
suas
avan
çadas
em
Zoruosa,
ficando
em
Durango
cotn
a
reserva.
Dão vontade
de rir
as
communicações
dos
generaes
em
chefe
liberaes
ao
gover
no.
Quem
as
ler
imaginará
grandes
fei
tos
de
armas,
o que
são
insignificantes
marchas.
O
general
Loma, dando noticia
de
ler
occupado
Durango,
diz
que
occupou
«a
capital
do
Pretendente».
Esta
capital
é
o
genio
da fanfarronada
transformando
Durango.
Esta
villa
é
uma
antiga e
pequena
povoação,
que
está
no centro da
Biscaya,
e
por
este
motivo
o
Snr.
D.
Carlos
alii
se
demorava
mais
tempo
accudiudo
mais
promptamente
a qualquer
dos lados
onde
a
sua presença
era
reclamada.
A
resideocia
d
’
el-rei
r/aquella
linha
era
ou
em
Vergara,
ou
em
Durango,
ou
em
Amoribieta,
ou
em
Cruces
e
Baracaldo.
Não sei
pois
que
razão tenha
Loma
para
chamar a
Duran
go
capital
!
De
Moriones
nada
ha
que dizer
senão
os
detalhes
do
seu primeiro
movimento,
que
bem
significam
o
desastre
que
sof-
freu
aquelle
infeliz
general.
Se
não
tiver
outro
assumpto
para
a
minha
próxima
cor
respondência
darei
estes
detalhes,
que
são
longos,
e que
não
lenho
tempo
de
incluir
aqui.
Folgo,
por
fim
em
poder
assegurar
que
por
ora
nenhum
motivo ha
de
receios,
antes
pelo
contrario
são notáveis
as
van
tagens
que
vão
obtendo
as
nossas
for
ças.
Estejam
certos
d
’
isto,
não
obstante
as
falsidades
e
as
imposturas
dos
generaes,
do
governo
e da
imprensa
liberal.
ILondres,
i
cie fevereiro de ISIS.
(A
’
redacção
do
«
Commercio
doMinhot)
A
conta
que vae
no
principio
da
mi
nha
presente carta
ao
Apostolo,
do
en
terro
e funeral
de
ura Rothschild,
que
lodos dizem
era
um
bom
homem,
creio
poderá
servir
para
exemplo
a
mais
de
um
christão
—
Liberanga
sobretudo,
—
mos
trando
como
os
Judeus,
que
se
não
des
cuidam
das
cousas d
’
este
mundo,
não
des
prezam,
tara
pouco,
(mui
louvavelmente),
os
prospectos
do
outro.
E
não
deixa
de
ser
edificante
o
ver
como
uma
familia,
cujas
fortunas
dos membros
presentes
ao
enterro
se
contariam
por
dezenas
—
cente
nas
talvez —
de
milhões esterlinos,
não
desdenhe
n
’
este
mundo
os
oílicios
de
pie
dade
sincera,
de
humildade
e verdadeira
mente
religiosa
homenagem
ao
Dispensa-
dor
Eterno
de
todos
os
bens.
Compare-se
o
sentimento
que
presidiu,
n
’
esle
funeral
entre
os Judeus assistentes
(nos
Christãos
o
sentimento
era
mais
hon-
rador
do Bezerro
que
Moysés fez
em
peda
ços),
com
o
que
presidiu
á
theatral
festa
em
honra
maçónica
ao
meu
antigo
amigo
Mala-Frades,
em
Coimbra!
A
’ solemnidade
Ilebiea
presidia
o
sentimento religioso
e
pio;
a
do
atrabiliario
Mala-Frades,
assoa
lhava
o
sentimento
de
triumpho
cobarde
e
odiento
dos
aílilhados
maçonicos
da Qua
drupla
Alliauça.
Em
um,
predominou
a
piedade
e
a
crença; no
outro,
a
revendi-
cta,
a
hipocrisia, e
o
sacrilégio.
Em um,
as
humildes homenagens prestavam-se a
Jebovah
;
no outro,
iam direitas
a
Pedro
Botelho
—
que esl3va
a
rir-se,
a
dizer
aos
festeiros;
«cá
vos
espero».
A.
R. SARAIVA.
&0»a«lres,
34 de janeiro de 1S»73.
(A
’
redacção
do
«
Apostolo).
)
L
—
No
dia
9
do
corrente,
teve
logar
uma ceremonia fúnebre
Judaica
em
Lon
dres,
com
tal
pompa
de
acompanhamento
e
honras,
como,
provavelmente
se
não
viu
no
mundo,
desde
o
enterro
de
Salomão,
ou
de
algum outro
Rei
de
Judá—ou de
Sá
toaria.
Entenda-se
que não
desejo criticar
de
modo
alguni,
nem
o
caracter do
Defuocto,
de quem
sempre
ouvi
fallar
muito
bem,
nem
a
ceremonia
Judaica;
onde
se
mos
trava
mais
fé
religiosa
fna
crença
Hebrea)
do
que
talvez
se
encontrasse
em
ceremo-
nias
(nominalmente)
christãs,
muitas
ve
zes.
O
meu
objecto
é
indicar
como
n
’es-
te
nosso
bom tempo,
o culto
de
Mainon
prefere a
todos
os
cultos,
na
sociedade
ge
ralmente.
Pois
veja-se
que
os
obséquios
manifestados
n
’esle
funeral
a
um
Membro
da
opulenta
Família,
excederam,
em
rea
lidade,
os prestados
em
qualquer
até
dos
grandes
funeraes
que
aqui
se testimunhá-
ram—
no
meu
tempo
—
os
do
grande
Duque
de
Wellington,
e
do
grande
Cardeal
Wise-
man.
Não
pertendo
dizer, qne o
cortejo
no
enterro
de
Sir
Antonio
Rothschild,
o de
que
agora
trato,
fosse
publica
ou nacio-
nalroente
maior que
a
dos
dois
grandes
personagens
Christãos
de que acabo
de
fallar.
No primeiro,
o
do
Duque, entrava
justamente
a
vangloria
e
orgulho
nacional
Inglez
por
uma
lama
e
gloria
tão
mere
cida
como
a
de
Wellington,
entrando,
além
d
’isso,
tambein,
a
pompa oílicial,
e
nacio
nal
empenho
d
’
este
povo
e
Governo,
que
naqnelle
heroe
celebravam
e
exaltavam
a
grandeza
e
poder
Britânico.
No
segundo,
hourava-se
espontaneamente
a
memória
de
um
grande
homem
Inglez
e
Prelado
Chris
tão,
que,
á
força
de
poder morai
e
in-
telleciual
sómente,
reconquistara,
por
as
sim
dizer, para
o
Catholicismo,
para
a
re
ligião
verdadeira
universal,
as
Ilhas
e Im
pério
Britânicos,
donde
a
heresia
os
tinha
banido.
Este
facto,
ousadamente
empre-
hendido
e
felizmente
realizado,
por
um
homem
que
soube
tão
bem
calcular
e
apro
veitar
a
occasiâo
e
as
circumstaocias,
foi
instinctivamente
admirado
e honrado,
mes
mo
pelos
inimigos
e
antagonistas
do
sis
tema
que assim
vinha
a
triumphar
de
in
justas
e
sectarias
preoccupações.
Nos
dois funeraes,
por
tanto,
que
ve
nho
de
cornrnemorar,
havia
razões
e
moti
vos
moraes
de
natureza maior
e
mais
no
bre.
para
elles
assim
excitarem
a
atten-
ç.ão
do
mundo,
que,
inconsciamenle
mes
mo,
se
não
póde
isentar
de
admirar
e
hon
rar
o
que
é
moralmente
grande
Mas,
na
obsequiosidade
que
vou
o
no
tar
da parle
do
grande
mundo
aqui,
pa
ra
com a
honrada
e
opulentissima
casa
de
Rotheschild,
não
ha
evidenlemente,
como
principal
motivo,
senão
a
grande
riqueza
e
poder
monetário
da
firma
Hebrea,
qne
assim
representa
urna
especie
de
Pluto
Ju-
deo,
a
quein
todas
as
grandezas humanas
e
profanas
aqui
vem
prestar
humilde
e
adulador
culto
e
obséquio.
Eis
agora,
em
abreviado,
as
provas evidentes
do
que
aca
bo
de
ponderar;
que
lá
varn
no
Times
de
honlem
ao
largo
na
pagina
5
a
,
tuas
de
que
só
faço
extracto,
como
segue
:
—
«Honlem Sir
Antonio
Rotheschild»
(is
to
é,
o
seu
cadaver) «foi
seguido
á
sepul
tura
no
cemiterio
de
Willesden
da
Syna-
goga-Unida,
por
maior
numero
de
pessoas
do
que
até
hoje
funeral
de
Judeu
algum
loglez
foi
jámais
acompanhado
Juntaram-
se,
em
Grovesnor
Place»
(o
logar
onde
o
defunto
habitava)
«o
Conde
Beust,
Embai
xador
Au-lriaco,
Lord Hardwick,
o
Hon-
ravel
Elliot
York,
Membro
do
Parlamento,
o
Honravel
Alexandre
York,
entre
outros
O
Birão
Lionel de
Rotheschild
não
poude
vir
por
doença.
O
Barão
Aflonso
de
Ro
thschild,
de
Paris,
o
Barão
Fernando
de
Rothschild,
o Barão
Alberto
de
Rothschild,
Mr.
Nathaniel
de
Rothschild,
Membro
do
Parlamento,
Mr.
Alfredo
de
Rothschild,
Mr.
Leopoldo
de
Rothschild,
foram
os
mem
bros
da
farnilia
que
tomaram parte
na
ceremonia
religiosa
e
serviço.
«O
Embaixador
da
Rússia,
o
Duque
de
Wellington,
o
Lord
Mayor,
o
Presidente
do
Banco
d'Inglaterra,
Sir
Móses
Monlefior,
foram
uns
poucos
dos
que
maodáram
as
suas
carruagens.
«Começou
o
funeral
a
sahir
de
Gros-
venor Place
ás
10
e meia.
O
numero
das
carruagens
funerárias
e
de
carruagens
par
ticulares
era
tão
grande
que passou
longo
tempo
antes que
a
fileira
se
formasse
in-
leiramenie.
Nas
esquinas
das
ruas esta
vam
policias
para
conservar
a
ordem,
mas,
como
o
dia escolhido
para o
funeral
era
Domingo,
havia
pouco
tráfico
que
embara
çasse
o cortejo
fúnebre.
«Chegou-se
ao
cemiterio
ao
meio-dia,
e
se
introduziu
na
pequena capella,
que
só
podia
conter
mui
pouca
gente,
o
caixão,
de
simples
madeira,
coberto
de
pauno,
sem
chapa
ou ornato
algum
; e
os
ca-
vallos
do
funeral
iam
também
sem
penna-
chos»
(nos
funeraes
christãos
aqui,
sobre
tudo
se
lem
alguma
peneusão
a
pompa,
levam
os
cavallos
grandes
pennachos
pre
tos,
e
nos
enterros
mais
solemnes,
vae
um
homem
vestido
de
lucto, levando,
na
cabeça
uma
taboa grande
preta,
com
uma
quantidade
de
plumas
pretas,
espetadas
n
’
ella ;
e
vae
a
pé
no
meio do cortejo,
seguido
pelos coches
negros
e
carruagens
do
acompanhamento
;
o
que tudo
isso
si
gnifica não sei,
nem ainda
nae
lembrou
indagar;
mas o
certo
é,
que.
não
sei
por
que
singular
exquisitice,
nos
enterros
e
funeraes
por
toda
a
parte, apparece qua-
si
sempre,
alguma
cousa
de
ridículo
!).
Como hoje
a
Liberangada,
sobretudo a
de
alto
colhuroo—
que
mui
devotamente
adora
Mainon e
Pluto,
e
beijaria
humilde
os
pés
a
qualquer
Rothschild
(mas
alti
va
recusaria
beijar
a
cruz
no
pé do
Pon
tífice),
se
ri
de
tudo o
que respeita
á
re
ligião
e
á
vida
eterna;
será
bom
fazer
lhe
vèr,
como
estes
ídolos
do liberanguismo
egoísta
respeitam e
praticam
a
sua
reli
gião,
e
proclamam
a
sua
fé;
e
acham
a
uma
vida
futura
de penas e
recompensas
para
os homens,
segundo
tenham mere
cido
n
’
este
mundo
uma
cousa
ou
a
outra.
Darei,
por
isso,
abreviando
quanto
possa,
a
relação
que
o
Times publica
das cere-
monias
e
serviço
do
funeral,
que
possuem
bastante
interesse
debaixo
de
mais
de
um
aspecto.
A.
R. SARAIVA.
(Continua)
LIVROS E
IMPRESSOS
D
iccionario
popular
—
historico
,
geo
gráfico
,
MITHOLOG1CO, BIOGRÁFICO
ARTÍS
TICO,
BIBLIOGRÁFICO
E
LITTERARIO,
por
Uma
sociedade
de
homens
de
lettras.
Distribuiu-se
o
fascículo
n.°
12
do
«Diccionario
Popular»,
que.
como
lemos
dicto, é
uraa
das
obras
mais
importantes
que
se
estão
publicando.
Comprehende
as
folhas
23
e
24 do
volume
1,
e
contem
a
conclusão
das lettras
AFF
até
AFR.
—O
AMOR DOS
AMORES, POT
II.
P.
Es-
crich
—
Versão de
Cruzeiro
Seixas.
Recebemos o
fascículo
n.°
8
do
ro
mance
O
Amor
dos
Amores,
editorado
pe
la
empresa
Btbliolheca do
Cura
d’
Aldeia,
cujo
escriptorio
é
na
rua
do
Almada
n.°
271,
l.°
andar
—Porto.
—
O DOURO
ILLUSTRADO—REDIGIDO
PE
LO
VISCONDE DE
VILLA MAIOR, REITOR DA
UNIVERSIDADE DE COIMBRA.
Estão
publicadas
as
cadernetas
n.°
s
5
e
6
do
Douro
Illustrado,
obra
magnifica,
edi-
torada pelos
snrs,
Magalhães
&
Moniz,
do
Porto. Acompanham
estas
cadernetas
duas
excelleutes
gravuras
representando
uma
o
Cachão da
Valleira
e
outra
a
Adega
da
quinta do
Noval.
—
Os
DESIIERDADOS (SCENAS DA
DES
GRAÇA)
ROMANCE
DE M. FERNANDEZ Y
GON-
ZALEZ
—
VERSÃO
DE L. QUIR1NO CHAVES.
Recebemos
o
fascículo n.°
4
d
’
este
ro
mance, edicção
da
acreditada bibliotheca
Serões
Românticos
Completa
este
fascicnlo
o primeiro
vo
lume,
e
contém
as primeiras folhas do
2.°
UZ1TILO
Os
jesuítas d’E»»je.—
Com este ti
tulo
publica
o
snr.
Pinheiro
Chagas,
no
«Diário
Illustrado»,
um
folhetim tenebro
so,
peça
Idteraria
digna
de
ser
admirada,
e
que
faz
muita
honra
ao auctor.
E’
um
montão
de
palavrório
retum
bante
e
ouco,
como
o
sabe
inspirar
a
calumnia
e
o
odio
que
não
cança.
Correcto
Choiseul,
mestre
Chagas
traz
a
cavallo
no
nariz
um
batalhão
de
sotai
nas
negros,
que
não
o
deixam dormir
sem
pesadellos.
Olhe,
snr.
Chagas:
faça versos,
faça
versos; ou
vá gralhear para
S.
Bento.
]Lição
de CntEiecisano.—
Abnanhã,
pelas
3
horas
da
tarde,
ha
lição
de
Ca-
thecismo
na
egreja
de
S.
João
do
Souto.
inisaa
de ai*equiem».—
Os
devotos
de
N.
Senhora
da
Piedade,
erecta
em
Guadalupe,
mandam
na próxima
segunda-
feira
celebrar
uma
missa
resada
para
suf-
fragar
a
alma de
D.
Joaquina
Gomes
Lo
pes,
ha
pouco
fallecida.
Catliequeze.
—Inaugura-se
ámanhã
no
templo
do
Populo
a
cathequeze
ás
crean-
ças,
feita por
iniciativa
da
Associação Ca-
tholica.
KTromeaçSo.
—
O
snr.
Telles,
escrivão
supplente
da
fasenda,
n’esta
cidade,
foi
nomeado
escrivão
da
fasenda
no
concelho
de
Manteigas.
Junta
«jernl.—
Na
eleição
dos
pro
curadores
á
Junta
geral
foram
eleitos
por
Guimarães
os
ex.
mos
snrs.
barão
de Pom-
beiro
e
José
Joaquim
da
Cnnha.
Que
ferro
não
hão
de
ter
os
mirones
d
’uma
certa
facção política...
Prátiet*.—
A'manhã
pelas
7
horas
da
tarde
fará
o snr.
director
espiritual
da
Associação
Calbolica
uma
pratica
aos
so-
cios
da
mesma, na
casa
da
Associação.
Provisão.—
O
distinclo
professor
de
musica
d
’
esta
cidade,
o
ill.
mo
snr.
Luiz
Baptista
da Silva foi
provido
no
logar
de
mestre
da
capella
da Sé.
AwyJ® <5e
a>.
Peiíro
V.
—
Já
tomou
conta
do
exlincto
convento
de
N.
Senhora
da
Penha
de
França
a
direcção
do
asylo
de
infancia
desvalida
de
D.
Pedro
V.
íístndo
cl® mereml® em d®
«arreate.
—
litros
ou
Alqueire
16,110.
Trigo
GO
960
Milho
alvo
39
625
Centeio
34
543,
Milhão
branco
40,3
650
Dito
amarello
37,5
600
Cevada
32
5
520
Balatas
34
545
Feijão
vermelho
62,5
10000
Dito
amarello
56
900
Dito branco
56
900
Dito
rajado
47,5
760
Dito
miudo
41
660
Azeite
189
almude
40530
Vinho
35
■»
840
Vílnios-ia
campestre. —
Sem entrar
na
apreciação
das idéas políticas da
lôería,
transcrevemos
d
’
esta folha
madrilena
a
se
guinte
engraçada
local:
«Eotre
os
deputados
tninisteriaes,
ul-
timamente
eleitos, ha os
seguintes
nomes:
Montes,
Bosque,
Outeiro,
Romeiro,
Atoe,
Oliva,
Arvore,
Valle,
Prado,
Souto,
Ver-
desolo,
Figueira,
Sarmento
e
Roble;
n
’u-
ma
palavia,
todo
o
rémo
vegetal.
«Etá
pois
definida
a
côr
do
actual ga
binete:
verde puro.
«O
gabinete
apoia
também o
sr.
Ver
dugo,
sem
duvida
para
o
applicar
á
im
prensa;
e
o
sr.
Nilo,
para
que não
falte
agua
para regar
tão campestre
maioria.»
Canal.
—
O
senado
da
Finlan
iia
votou
a
somma
de
600:060
marcos
para
a
aber
tura
de
um
canal
que
ligue
o
mar
Bálti
co
com
o
mar
Branco.
AnerSoeías.—
Perguntando-se
a
um
sujeito que
vinha
do
theatro,
que
especta-
culo
tinha
visto, respondeu—
esqueceu-me
de ler
o
cartaz.
—Passeiava
nm
homem vestido
de
luto,
mas
trazendo
duas
calças,
dois
coletes
e
dois
casacos.
Um
amigo
extranhando
este
traje
exquesito,
perguntou-lhe
porque
procedia
assim?
—Não
te
admires.
Ha
pou
co*
dias
morreu-me
um
lio,
e
antes
de
hontem
morreu-me
uma
tia.
Canal
«1» Saaez.—
O
movimento (Tes
te canal
no
mez.
de
setembro
ultimo
foi
de
109
navios,
todos
a
vapor,
de
díffe-
rentes
nações;
os
quaes
irasportaram
3,825
passageiros,
isto
é
35,09
passageiros
em
cada
navio,
termo
médio.
Earanja.
—
Nada
menos
de
170:706
caixas de laranja e
1
008
malotes
de tan
gerina
foram
exportadas até 14
de
janeiro
findo
da
praça
de
Poota
Dtlg.ada. Sairam
lambem
de
tão
productivo
torrão, e
até
aquelle
dia,
uns
12:244
annanazes.
Aben
çoada
seja
a
terra que
tão
saborosos
Iru-
clos
dá.
Apontamentos
prtra
a Siistovia,
—
Le
se
no
Campeão
das Províncias,
d
’Avei-
ro:
—
Em 1834
estava o
brigadeiro
Pau
lo
Mãurily
commandandó as
forças
realis
tas,
acantonadas
em
Oliveira
d
’
Azemeis.
Era
então
oflicial
ás ordens do general
José
Joaquim
Soares
Ferreira,
d
’
Angeja.
Era
ainda
moço e
tivera de interromper
a
sua
carreira litteraria
para
tomar
as
armas
a
favor
do
sr. D.
Miguel
de
Bra
gança.
Este
oflicial
dirigiu-se
um
dia
a
Paços
de
Brandão.
Ia
em
serviço,
e
ignorava
que
andasse
por alli
disperso
um
troço
de
tropas
saido
do
Porto.
Alguns solda
dos
avistaram-no
e
imrnediatamente
lhe
pre
pararam
uma
emboscada.
Soares
Ferreira
desprecatado
foi
esbarrar
com
o
perigo.
As
primeiras
detonações
foram
o
presagio
da
sua
morte.
Uma
bala atravessara-lhe
o
pei
to.
Caiu do
cavallo, e pediu
com trans
porte
que
lhe
levassem
um
confessor
Aquella
agonia
não
íoi
porem
respeita'
da.
Um
dos
do troço aperrou
o
baca
’
marte
e
apontando-lhe
ao
ouvido,
dispa
rou-lhe
á
queima-roupa.
Ocraoeo
do
infeliz
voou
em fragmentos.
Consumada
assim
aquella
morte
desas
trosa,
o cadaver
foi
recolhido
pelo
povo
de
Paços
de Brandão. Ao
sul
da
egreja
matriz
construíram
lha
mãos
piedosas
uma
capella,
onde
Jõi
sepultado
o
misero
offi
cial
realista.
A
gente
dos
logares
comvi-
siohos
possi>iram-se de
súbita
devoção
e
todos
concorriam
com donativos,
para que
ardesse
constantemente
uma
tampada
so
bre
a
lapide
que
cobria
aquelle
corpo.
Ha
via
também
esmolas
em
dinheiro.
Esta
devoção
não
foi
apagada
pelo
tem
po.
Ainda
arde,
dia
e
noite,
a
lampada
na
capella
de Soares,
e
o
mealheiro,
aber
to
ha
pouco,
continha
trinta
e
tantos
mil
reis.
Esta
somma foi
imrnediatamente
ap-
plicada
por um
esclarecido
cavalheiro
d
’
ali,
o
snr.
Manoel
Pinto
d
’A!meida,
á
construc-
ção de
uma
capella
ma'is
vasta,
para
onde
vae
ser
trasladada
a
ossadura
d
’
aquel-
le
mártir
das dissenções
políticas.
A
nova
capella
está
já
muito
adian
tada e
acha-se
construída
no
sitio
em
que
Ferreira
Soares
caiu
quasi
exânime.
Meilaoiramesito
importante.—
Al
gumas
companhias
de
caminho
de
ferro
inglezas,
vão
introduzir
no
serviço
dos
wigões
um
melhoramento
importante.
As
carruagens,
em
vez
de
serem
todas
da
mes
ma
côr sãò
pinta
tas
de
côres
differenles.
conforme
as
classes.
As
carruagens
de
pri
meira
classe,
por exemplo, são pintadas
de
amarello,
as
de
segunda
de
cinzento
e
as
de terceiro
de
azul.
A
côr dos
bilhe
tes
corresponde á côr das
carruagens.
Todo
aquelle
que,
no
momento
em
que
se
ouve
o
ultimo
signal,
tem
corrido
ao
longo
de
um
imm nso
comboyo,
sem
poder
acertar
com
uma
carruagem
da classe pa
ra
que tomou
bilhete,
apreciará a
impor-
trncia
d
’esta
modificação.
Associação
Commeroiol,—
Na
elei
ção
a
qne
ha
dias
se
procedeu
para
os
diversos
cargos
da Associação
Gommercial
d
’
esta
cidade,
ficou
presidente
da
assem
bleia
geral
o
snr.
Fernando
Castiço;
vice-
presidente
o snr. Francisco
da Silva Araújo;
primeiro
secretario
o snr. Antonio
Joa
quim
Moreira
e
segundo secretario
o
snr.
Manoel
Bento
de
Carvalho.
Para
presidente
da
direcção foi
eleito
o
snr.
João
da
Costa
Palmeira;
para
secre
tario
o
snr.
João
da
Silva
Moura;
para
thesoureiro o
snr.
Domingos Pereira
de
Azevedo e
para
diretores,
os
snrs.
José
Antonio
da
Silva
Lómar
e
Joaquim Leal.
Froverbios.
—
O
«J.
da
Manhã»
es-
trae
da
«Revista
britanica»
os
seguintes:
A
calumnia
é
como
o
carvão,
quando
não
arde
sJta.
—
Dez
medidas
de
palavras
foram
espa
lhadas
pela
terra;
as
mulheres
receberam
nove
;
o
resto do
mundo
contentou-se
cora
uma.
ESrtratos.—
Vendem-se
no
escriplorio
da
administração d
’
este
jornal
retratos
do
snr.
D.
Miguel
II,
pelo
preço
de
3U0
reis.
-------
™
- ----
TESiEGKAJIMAS.
[Procedência
carlista}
HENDAYA
2
DE
FEVEREIRO
—
Os
aflonsinos
confessam que
no
combate
de
29
tiveram
as seguintes
perdas:
O
coronel
Olozaval,
o
commandante
Carreras
e
mais tres
chefes
foram
grave-
rnente
feridos.
Dois
porta-bandeiras
e 30
oíficiaes
desappa>eceram.
Os
coronéis
Or-
lega, Macias, outro
coronel
e
muitos
che
fes
mortos.
Não
ha
menos
de
600
feridos.
Já
se
enterraram 200 cadaveres
inimigos.
Os
afionsmos
reliraram-se
em
grande
confusão e
fogiam
aos
bandos.
O
liberaes
censuram
Morales
Rios.
As
suas
tropas
eslão desanimadas.
O
general
carlista
Ugarti
foi demittido
e
substituído
por
Gavero,
que
defende
Ver
gara
com
uma
forte
divisão.
IDEM
3.
—
Lizarraga commanda
a
linha
de
Lecaroz,
perlo
de
Elizondo, Santo Es-
tebãb
e
Echaler.
O
conde
de
Caserta
acaba
de
chegar
a
Leiza
com
reforços
para
resistir
a
Marti-
nez
Campos.
—
O
conde
de
Caserta,
com
forças
res
peitáveis,
chegou
a
Vera.
Os
liberaes
tiveram
de
reunir-se
sobre
Urdax, Maja
e
Elizondo,
abandonando
Le-
saca
e
Echalar.
D.
Carlos
substituiu
o
general
Ugarte
por Cavero,
e
Cavero por
Lizirraga.
Os
carlistas abastecem-se
pela
fronteira.
IDEM
4.—
Os
carlistas
poseram
em se
gurança
tudo
o
que
continham
as
fabricas
d
’Urdax
e
de
Vera.
O
brigadeiro
Larumbe
com
alguns
ba
talhões
protege
o
porto de
Ossondo
perto
de
Urdax; elle
tem
em
apuros
os
aflonsi
nos
que não
possuem
senão
Elizondo
e
Urdax
encurralados á fronteira.
O
conde
de Caserta
deve ter
chegado
a
Penaplata
que
está
abastecida.
Desmenti
o boato
de
que
Martinez
Cam
pos
está
perto
de Vera; a
occupação
da
fronteira
parece
diflicil.
Segundo
um
despacho
de
Tolosa a con
fiança
é
inabalavet.
EXFEBIEMTE
»A AM9AÍSTKA-
ÇÃO.
Assignaluras
recebidas
Barca.
—
José
Antonio
d
’
Amorim
e
Sá,
até
31
de
julho
de
1876.
Cabeceiras.
—
Ponte
de
Pé
—
Pedro
Ma
chado
Pereira
Falcão,
até
31 de
janeiro
de
1876.
Loanda.
—
Joaquim
da
Costa
Coelho,
até
31
de
janeiro
de
1876.
Mondim de Basto.—
José
Antonio
Teixei
ra
Coelho,
até
15
d
’abril
de
1876.
Penedo.
—
Antonio
B.
Gonçalves
de
Cam
pos,
até
21 de
outubro
de
1875.
Pinhel.
—
Manoel
Maria
da
Fonseca,
até
31
de
janeiro
de
1876.
—
Laraegal—Padre
Manoel
Pires
d
’
Al-
meida,
até
29
de
fevereiro
de 1876.
BAXCO KERCASTIL
I5E BKAGA
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABI
LIDADE
LIMITADA
Resumo
do
Aclivo
e
Passivo
d
’
este
Banco,
em
31
de
Janeiro
de
‘
1876.
Capital
social
....
1.200:0000000
Capital
actual
(l.
a
serie
imittida).......................
600:0000060
Capital
realisado.
.
.
.
463.6700000
ACTIVO
Accionistas
.............................
Caixa,
existência,
em
metal
Letras
descontadas,
tomadas
e
a
receber
...................
Empréstimos
sob
penhor
.
Operações
a
longo
praso.
Devedores
no
paiz e
no
es
trangeiro
........................
Créditos
com caução
.
.
Valores
flucluantes .
•
.
Eflenos
depositados
,
.
.
Despezas
de
installação
.
Moveis
e
utensílios.
. .
.
Despezas
geraes
....
136:3300000
39:4920420
192:8820730
181:9450200
6
9010940
268:4120081
69:3160675
60:7750850
97:2500000
2:8600325
6350695
5400531
1.057:3420847
PASSIVO
Capital
..................................
Fundo de reserva. .
Credores
d
’
efleitos
deposi
tados
...............................
Credores
no
paiz
e
no
es
trangeiro........................
Depósitos:
a
praso fixo
91:1200028
á ordem
60:0070205
Letras
em
deposito
.
.
.
»
a pagar
.....................
Dividendo
de
1875
.
.
.
Reserva
para
decima
.
.
Lucros
e perdas:
Saldo
de
1875
1:4300882
Lucros
em
Ja
neiro 1:8740563
600:0000000
9190128
97:2500000
191:9210732
151:7270233
6:1990350
6600000
3:9090600
1:4500360
3:3050445
1.057:3420847
Braga
31
de
Janeiro
de 1876.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores,
João
da
Costa
Palmeira.
José Antonio
Rebello da Silva.
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
Resumo
do
aclivo e passivo do
Banco Commercial, Agrícola e
Industrial
de Villa Real,
em
31
de
janeiro de
1876.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente .
7:9230128
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
..................................
642:8060179
Letras
caucionadas
.
.
.
36:1390000
Obrigações
a
receber.
.
.
1:6160998
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a longo
prazo
.
Papeis
de
credito
.
.
.
Contas
correntes
com
gara
ntia
..............................
At-enles no
paiz .
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores.
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de installação
Acções,
prestações
a receber
6:4640535
13:1830468
15:4290120
10:6280294
110:9280698
56:0040260
1:4720537
5750600
2:5000970
9:9100000
915:5820787
Passivo
Capital
do Banco.
.
. .
800:0000000
Deposito
á
ordem
17:4370655
Deposito
a
prazo
47:3540957
64:7920612
Letras
a
pagar ....
7:8240646
Diversos credores.
.
.
.
3:5920020
Fundo
de
reserva
....
4:5000000
Dividendos
a
pugar.
.
. .
24:1870450
Ganhos
e perdas.
.
.
.
10:6860059
915:5820787
Villa
Real,
3
de
fevereiro
de
1876.
Os
gerentes,
João
Pinto
Ferreira.
Agostinho
José
da
Costa.
ramo
DE
DOMINGO
13
DE
FEVEREIRO
BAÍLE
DE
fOSCABAS
Está
desde
já
aberta
uma
assigoatura
de
camarotes
de
l.a
e
2.
a
ordem
nas
se
guintes
condições:
Desde
domingo
Magro
inclusivé,
até
terça-feira
de
Carnaval—
ou
4
bailes,
réis
60000.
Avulso
Camarotes
de
1?
e
2
a
ordem,
desde
quarta-feira
2, até domingo
Magro,
exclu-
sivé.
10000
réis.
Desde
domingo
Magro
inclusivé até
ter
ça-feira
de
Carnaval, 20000
réis.
A
empresa
apresentará
pela
segunda
vez
n
’
esta
cidade
no
domingo
e
segunda
de
Carnaval,
as
apparatosas
e
mui
applaudidas
quadrilhas
inlèrnaes,
não
se
poupando
a
despesas
para
que
sejam
executadas
o
mais
brilhantemente
possível.
Entrada
geral.
.
.
,
.
160
réis.
Damas
decentemente
mascaradas
tem
entrada
grátis
até
ás
9
horas.
Principia
ás
8
horas.
SAÚDE
A
TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
9Í
nisizííí»
d’invariavel emece-etao
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
fíevalescié-
re
Du
B
arry
.
que
cura
as
indigestões
(dás-
pepzia)
gastrica,
gastralgia,
flegma,
arro
tos,
amargor
na
bocca, piluilas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes, diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
aslhma,
falta de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos, diabelhe,
debilidade,
todas
as
de
sordens
no peito, na
garganta,
do
alito,
das
bronchites, da
bexiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do duque de
Pluskow,
da exc.
ma
snr.
’
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel Saenz de
Teja
da
da
Universidade
de
Cordova, etc.
etc.
Certificado
do
dr.
Manuel
Saenz
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
medica e
cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico
:
Que
com
uso da
Revalescié
re,
obtive
na
minha
clinica
varias curas
em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clien
tes
residentes
u
’
esta,
cidade,
lembrando-
me
o
de
D.
Filippe
Zappina
empregado
po,
blico,
hoje
administrador
da
alíandega
d-
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amelie
Gomes,
casada
com
um
chefe
do exercitoa
£
a
qual
continua
a
melhorar
com
o
seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
sofiria
havia
alguns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constar
em
toda
a
parte,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
1/
i
kilo,
SOO
; de
*/
s
kilo
800
rs ;
de una
kilo,
1$400
reis; de
2
*/
2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los, 6$4OO
reis,
e
de
12
kilos,
I2$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
elioealatada;
ella
res-
tilue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY BU BARRY
C.a
—
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacguticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central ;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
tLísfe®»,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto,
28
;
Bar
rai
&
irmãos,
rua
Aurea,
12.
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua da
Ba
nharia 77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Bahir;
Cwimbr», V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E. da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareellos,
Ramos,
pharm.;
Br«s»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Fonte
do
I.ãsíaa,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vo»
<5®
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
CasteSlo,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
elo
Conei®,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
ÁGBABEMBNTOS
O bacharel
Francisco
Dias
Lima, na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente
co
mo
desejava, agradece
por
este
meio,
a
todos
os
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs.
e
revd.os
ecclesiasticos
qoe o cumprimentaram por
occasião do
fallecimento
de
sua
muito
pre-
sada
madrasta
D.
Custodia
Maria
da
Cos
ta,
e
aos que
se
dignaram
acompanhar o
cadaver
da
finada
ao
seu
jazigo
no
cemi
tério da villa
de Prado, assistindo aos
res
ponsos
de sepultura,
bem
como
os
que
no
dia
3
do
corrente
mez
estiveram
presen
tes
aos
rílicios fúnebres,
que
pela
alma
da
mesma
tivaram
logar
na
capella
de N.
Se
nhora
do Bom
Successo,
da
mesma
villa,
e
a
lodos
significa
sua gratidão
e
protes
ta
indelevel
reconhecimento.
(2976)
João
Baptisla
Lopes,
filhos,
genro,
cu
nhados,
sobrinhos
e
primos,
não podendo
agradecer pe?soalmente
como desejavam
a
todas
,
as
exm.
as snr.
as
e
exm.
os
snrs.
que
se
dignaram cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
esposa,
mãe,
sogra, irmã,
lia
e prima,
Anna
Joaquina
Gomes Lopes,
bem
assim
a
todas
as
pes
soas
que
lhes
fizeram
a
honra
de assistir
aos
oflicios fúnebres e
acompanhar
o ca
daver
até
o
cemitério,
o
fazem
por este
meio
protestando a
todos o
seu
profundo
reconhecimento e
sincera
gratidão.
Igualmente
agradecem
aos
muitos
reve
rendos
sacerdotes
que
tiveram
a
bondade
de
celebrar
missas
e
assistir
ao
funeral
graluitamenle.
(2973)
Anna
do
Carmo
da
Rocha
Veiga,
José
da Hocha
Veiga
e
suas
filhas
Maria
das
Dores
da
Rocha
Veiga
e Amélia
Augusta
da
Rocha
Veiga,
não
podendo agradecer
pessoalmente
como
desejavam
a
lodos
os
ill.mos
e
exc.
mos
snrs. e snr.as
que
se
dig
naram
cumprimenlal-os
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
querido irmão
o
revd.0
Manoel
Joaquim
da
Rocha,
conego
da
Sé
Primaz,
bem
como
a
todos
os snrs.
sacerdotes
que
se
dignaram
dizer
mis
sa
e
assistir
gratuitamenle
aos
oflicios
de
sepultura,
que
tiveram
logar
na capella
de
S.
Geraldo,
da
Sé,
a
19
de
janeiro
ultimo,
assim
como
ás
irmandades
que
tiveram a
bondade
de
acompanhar o
cadaver ao ce
mitério,
fazem-no
por
este
meio, significan
do
a
todos
o
seu
indelevel
reconhecimen
to
e
gratidão
eterna.
(181)
(2967)
ANWNCIOS
Monle-pio de S. José
Por
motivos
inexperados
fica
sem
eflei-
to
o
annuncio
publicado
no
«Commercio
do
Minbos,
de
quarta-feira
10
do
corren
te,
em
que
convidava
os
socios
do
Monte
pio
para ver
o
relalorio
e
contas
da
direc-
ção,
e nomear
nova
gerencia
que
estava
annunciado
para
o
dia
13 do
corrente,
o
que
será
publico por
novos
annuncios
no
seguinte
numero.
O
I.°
secretario
(2977)
José
Antonio
Peixoto
Braga.
LITHOGRAPHIA
9
—Rua
do Cantpo— 5
M.
J. F. d
’
Oliveira,
satisfaz
com promp
tidão
e
nitidez
todo
e
qualquer
trabalho
pertencente
á
sua
oíficioa:
estampa
etn
gra
vura
e
a
creion, chromo-lithographia
map-
pas,
etc.
(2978)
MINHO.
.
.
NEVA
.
.
.
GUADIANA
.
GOOTITgS
São
convidados
os
amigos
e
parentes
de João Baptista
Lopes,
negociante,
para
no
dia 14
do
corrente
pelas
oito
e
meia
horas
da
manhã,
assistirem a
uma missa
resada,
que
se
tem
de celebrar
na
capella
de
Guadalupe,
a
suílragar
a
alma
de
D.
Anna
Joaquina
Gomes Lopes,
esposa
que
foi
do
mesmo,
bernfeitera
de
Nossa
Senho
ra
da
Piedade,
que
se
venera
na
dita
ca
pella,
a expensas dos devotos da
mesma
Senhora.
Pelo juiso
de
direito
d
’esla
cidade
e co
marca
de
Braga,
e cartorio
do
escrivão
Es-
rneriz,
no
dia
13
do
corrente mez,
á
por
ta
do
tribunal
judicial d’
esta
comarca,
se
tem
de
arrematar
com
abatimento da
5.
a
parte
os
moveis
e
objectos
que
faltam
ar
rematar,
pertencentes
ao
expolio
ou
heran
ça
do finado Bernardo Lopes
Pinheiro,
na
tural
da
Vizeu, e
residente,
antes
do
falle
cimento,
n
’
esta cidade.
O
escrivão
ajudante
(2975)
Antonio
José
da
Silva.
HOSPEDES
Na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
33,
ha
logar
para
receber
um
ou
dous
hospedes,
tendo
cama,
mesa
e
bons
commodos,
por
preço
rasoavel.
(183)
(2974)
♦
Francisco
José
de
Paiva,
mudou
o
seu
es
tabelecimento
de
musicas
e
instrumentos
pertencentes
á mesmo arte,
que
tinha
na
rua
de
S.
Antonio
das
Travessas,
n.®
18,
pa
ra
a
rua
Nova
de
Sousa,
n.°
17,
e parti-
licipa
aos
mestres,
professores
e amadores
de
musica,
qne
este
estabelecimento
hoje
se
acha
monido
de
muitas musicas
para
piano
e
mais
instrumentos,
assim
como
muitos
instrumentos dos
melhores
aucto-
res,
e
boas
cordas
para
os
ditos instru
mentos
e
tem
todos
os
accessorios perten
centes
á
mesma
arte, e se encarrega
de
encommendas
d’este
genero.
(2972)
ALUGA-SE
uma
casadecente
e
com-
moda
no
aluguel,
até
ao
S.
Miguel,
na
rua
de
D.
Pedro
5.°
Para
tratar
em
Infias,
canto da rua
No
va
da
Senhora
A
Branca.
(2962)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros de
S.a classe para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
28
de
Fevereiro
,
13
de
Março
.
28
de
Março
PREÇOS
Cada
paquete
emnpanliia
leva a
bordo
criados
e cosinlieiros
portuguezes geara
commodida
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as passagens pagas
na
Agencia Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo
os passageiros teem grátis casava, roupa de cama, co
mida feita
por cosinlieiros poétuguezes, vinil® duas vezes por
dia,
assistência
medica, serviço de criados e cuts-as despezas.
A
EXPERIENCIA
de mais
que
um
quarto
de século
tem feito
com
que
os
pa
quetes d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
or
dem, bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO É
COMPROVADO pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre elles
leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÂO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez para
a
conducção
das
suas
malas
do correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil,
como também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem podem
ser
obtidos no
POR
TO na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
províncias
nas agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da Silva Guimarães, Rua do
Souto.
Almeida
Maia,
chapeleiro,
roa
do
Sou-
|
to,
44,
tendo
observado
qne
seu
collega
e
primo
Jesé
Luiz
d’
Almei<ia,
se dá
ao
trabalho
de mandar
os
seus
empregados
espionar
os
do
aonunciante.
quando estes
conduzem
fazenda
a
casa
1
’
algura freguez,
proceder
que
de
certo
só
terá
o
fim
de
con
verter
os
seus
empregados
em
policia, pre
vine
o
de
que
despensa
laes
finezas,
não
só
porque
confia
plenamenie
na
benigna
Ín
dole
do
publico,
uma
porque
já
algum
em
pregado
do
annunciante
confundiu,
pelos
desconhecer,
presumidos policias
coro
indi
víduos
que
tentavam
assaltal-o.
(2970)
Almeida
Maia.
D.
Rosa
Clara
de Lima,
moradora
na
rua
dos
Chãos, d’esta cidade, faz publico
que
no
inventario
orfanologico
a
que
se
está
procedendo
por
fallecimento
de
seu
irmão
José
Maria
Lima
da
Silva,
negociante
de
couro
e
solla,
que foi
da
mesma
rua,
e
pendente o
alludido
inventario
no
carto
rio
do
sor.
escrivão João
Marcos
d’
Araujo
Ribeiro,
por
deliberação
tomada
em
Con
selho
de
Familia,
que teve
logar
no
dia
3
do corrente
mez
de
fevereiro;
foi
a
an
nnnciante
como em
posse
e
cabeça
de
ca
sal
proindiviso,
auctorisada
legalmente a
receber
todas
as
dividas
activas,
fossem
da
proveniência
que
fossen,
e
outros
quaes
quer
dividendos,
direitos e
acções
que
ao
casal
devidos fossem, o que
assim
faz
pu
blico
para
os
fins
convenientes.
O
solicitador,
(2966)
João
Baptista
Pereira
da
Silva.
Companhia
Gerai Bracarense.
No
dia
21
do
corrente
principia
a
pagar-se, no
escriptorio
da
Companhia,
o
dividendo
do anno
de
1875, á
rasão
de
5
p.
c.
ou l$250
reis
por
acção.
O pagamento
terá logar,
sómente,
ás
segundas,
quartas
e
sextas
feiras
seguintes,
•
DOURO.
.
.
MONDEGO. .
|
ELBE
.
. .
COMMODOS
.
13
de
Abril
.
28
de
Abril
.
13
de
Maio
desde
as
10
horas
da manhã
até á
1 da
tarde.
Braga,
4
de
Fevereiro
de
1876.
Os
directores
da
Companhia
Geral
Braca
rense.
Henrique Freire d'Andrade.
(2964}
José
Ferreira
de
Magalhães.
Companhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
convida
os
senhores
accio
nistas
a
fazer
a
quinta
entrada
de
5
por
°[
0
ou 1250
por
acção
nos
dias 15
a
25
do
cor
rente
desde as
10
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde
no
escriptorio
da
companhia
no
Campo
de
SanfAnna
n.®
7I
D
—
2.°
an
dar.
—
Braga
4
de
Fevereiro
de 1876.
Francisco
da
Silva
Araújo
João
Carlos
Pereira
Lobato
José
Alves-de
Moura.
(179)
(2965)
GARRAFAS
VASIAS
Vende-se
no
Hotel
Real
gatrafas
va-
sias,
ditas
de
champagne,
ditas
de
co-
gnac,
botijas
de
genebra,
vasias.
Preços
commodos.
Quem as
pertender
dirija-se
ao
Hotel
Real.
(2957)
MESTRA
Precisa-se
d
’
uma de
50
annos,
pouco
mais
ou
menos,
para
fóra
da
cidade
e
casa
particular.
Para
informações
n
’
esta
redacção.
(2963)
BRAGA
í
TYP0GRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
