comerciominho_11111876_566.xml
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-
í: ANNO 1876
FOLHA
COMIWEBC1AL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
566
lasigna-see
yende-se
no
escriptorio
do
kditor
b
proprietário
Brio
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para onde deve
íor
dirigida
ioda
a
correspondência
franca
d«
porte.=Às
assi-
gniuras são
pagas
adiantadas
;
assina
corao
as
corresponden-
«■•»»
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
-éicw-
’
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
-'■■
K
K
'w^iú:>iajC!MCg^MaB&xi^r:«ai
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.~=Sesnestre
850
rs.«=-Pro;
s
'^.c-
II
cias,
anno 2$000 rs
e sendo
duas 3SG00
rs.
—
Semestre
h?.O'
11
rs.=
Brazil,
anno
3&600 rs.—Seinestre 1^900
rs.
moeda
forte
1
|
ou
8^000
reis
e
4&509
reis
moeda
fraca.—iimuncios
por
linha
||
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assign&ntes
20
’
’
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f
,
d
’
abatÍFiente.
aíiãSífiSSSiãaaiãããjíí^
SSÊSAÍSA
—
s
ABR < ®«È» 11 »8
^OVEMBKO
KTn»
vuto isastiMpeito ácei^css
«So
poier
tsíoiadc, S
*
4»gjw.
Os
nossos
leitores
hão
de
recordar-se
por
certo
d
’aquelie
celebre
visconde de
la
Quérrunière,
que
foi
uni dos
principaes
curai
lices
da
política
desgraçada
de
Na
poleão
llí
a
respeito
da
Italia;
política,
cujo
resultado
íoi
a
creaçào
d
’
essa
unida
de
italiana;
tão
infesta
aos
interesses
ca-
thoiicos,-
tendo
por
ultima
consequência
a
quéda
do poder temporal
do
Pontífice
Romano.
Da
penna
do
sobredicto
visconde
sa-
hiu o folheto
anonymo,
intitulado
Napo
leão
111
e a
llalia,
tão
louvado
pela
im
prensa liberal de
toda
a
Europa,
e
que
ioi
c<>mo
que
a
introducção
da
guerra de
1858.
Concluída
esta
guerra,
a mesma
penna
produziu
outro
folheto
—
o
Papa e
o
Congresso—o qual,
propondo
que
se
reduzisse
a
soberania
pontifícia
ao palacio
e aos
jardins
do
Vaticano,
fez abortar
o
projecto
do
congresso,
que
Bonaparle
fin
gira
querer
reunir
em
Paris
para
compor
as
desordens
por
elle
mesmo
excitadas
na
Italia.
O visconde
de
la
Qnérronière
deu
arada
á
luz
um
terceiro
escripto,
sob
o
titulo
de
—
Roma,
a
França
e
a
llalia
—
e
n
’
elle
intimava
ameaçadoramente
ao
Pa
pa
uma
reconciliação
com os
seus
espo-
iiadores;
o
que deu
logar á celebre
nota
diplomática
do
cardeal
Antonelli,
que
fez
desesperar
Napoleão
de
poder
vencer
a
resistência
do
immortal
Pio
IX.
O
visconde
já foi
responder
perante o
tribunal
divino
pelas suas
obras e
pelos
seus
escriptos,
de
que
o
calholicismo
tem
tanto
que
lamentar-se.
Poucos
mezes
po
rém,
depois da
sua
morte, publicava-se
um
livro,
que
deixara
escripto,
e
que
se
intitula—
O
direito
publico
ea
Europa mo-
derna=no
qual,
além de
outras
preciosas
confissões,
que folgaríamos
de
registar
aqui
se
nol-o
permiltissem
os
estreitos
limites
de
um
artigo,
ha
o
soguinte
tre
cho
ácerca
do
poder
temporal
do
Papa,
_
_________________________
V
_ _____
n
f11ui
nr
u
i«itK.«Mt»
nníra«-r»rroa
n
i-
b
Buwatm
mt
.i
wtiTíKir.wir,,
.n
an
j-ami
iraaswtMrjzgMH
que,
se
não
vale
pela
novidade
da con
sideração
e
dos
argumentos,
é
sobremodo
concludente
pela
pessoa
que
o
escreveu,
e
que
não
era
um
clerical
ou
ultramon-
tano,
mas
exaclamente
o
contrario
de
tudo
isto.
E' como
se
segue:
»A
soberania
temporal
do
Papa
tem
um caracter
especial:
é
a
condição
ne
cessária
da
independencia
do
poder
espi-
riiual;
é uma
garantia
do
moral
equilíbrio
da
Europa.
Ou
se
seja cat.holico,
ou
pro
testante,
judeu
ou
maometano,
é
impos
sível
que
se não
faça
caso da
grande
instituição
do
Papado,
perpetuada
nos
séculos,
e
compendiando
em
si
a
unidade
cathoiica.
Esta
instituição
ha
exercido
e
exerce
ainda
uma
influencia,
que
a
nin
guém
póde
ser
indifferente.
Eip
Londres,
em
Presburgo,
em
Berlim,
como
em
Pa
ris,
em
Vienna
e
em Madrid
importa
que
o Cabeça
de
trezentos
milhões
de
calho-
licos
não
pertença
a
na$ão
alguma,
que
o
seu poder não esteja
subjeito
a
nenhu
ma
influencia,
que
nenhuma
ambição
possa
valer-se d
’elle
como
de
um
instrumento
de dominação
política
ou
de
vinculo
re
ligioso.
«E$le
interesse,
que
subsiste
para
lo
dos
os
Estados,
com
maior
razão
ligava
a
França,
nação
cathoiica.
O
imperador
Napoleão
I,
nos
desígnios
da sua
.omni
potência.
tinha
imaginado
um
dia
attrahir
a
si
o
Papado, e
fazer
d’
elle
um
auxiliar
efficacissimo
da
supremacia
franceza
na
Europa.
Vasta era
a
ideia,
mas
não
le
gitima,
porque
.absorvendo
a
Egreja
no
Estado,
vinha a
abolir
a liberdade
de
con
sciência.
Aquillo
que
o
imperador
não
li
nha
podido
fazer
em
1810,
em
prol
das
suas
ambições, não podia
a
França con
sentir
que
o
fizesse
contra ella
um
futuro
Cesar
italiano.
A
França
libertou a llalia...
mas
não
podia
presumir
com
a
sua
po
lítica
de intervenção, aquehe eífeito
im-
menso
que
d
ahi
se
seguiu
depois,
isto
é,
a
formação
de
um
reino
de
llalia
ten
do
Roma
por
capital,
um
reino
que na
cidade
dos
Cesares
reunisse
o
Papa
e
o
Rei.
«A
conservação
da
soberania
do
Papa
importava
pois
simultaneamente
á
liber
dade
religiosa,
ao equilíbrio
europeu e
á
influencia
da
França.
Por
isso
protegemos
nós
o
Papa
em
1848;
por
isso
o
recon
duzimos
de Gaêta em
184-9;
por
isso,
desde
então,
havíamos
mantido
a
nossa
occupação
militar; por
isso
fizemos
a
con
venção
de
15
de
setembro;
porisso reap-
pareeeu
a
nossa
bandeira
nos
Estados
Ro
manos
quando,
sob
o
ministério
de
Ra-
tazzi,
estes
foram
invadidos
pelos
bandos
italianos.
«A
independencia do
Papado
e
a
uni
dade
cathoiica,
de que
aquella
é
a
sanc-
ção, ficarão
para
sempre
um
principio
de
grande
momento
para
a
liberdade
religio
sa,
para
a
segurança
dos
Estados
e
para
o
equilíbrio
moral
e político
da
Europa.
O
poder
temporal
da
Santa
Sé eahiu
com
a
potência
franceza.
Mas
o
seu poder
espiritual
está
hoje
em
um apêrto,
cuja
sahida
é
impossível
prever».
Concluir-se-ha.
M.
tLondreg,
44 de Setembro,
S8S8.
(A
’
redacção
do
«Apostolo».}
SUMMARIO
1.
—
Muito
importante
discurso
de
Lord
Beaconsfield
(Mr.
Disraeli,
o
Primeiro
Ministro},
sobre
a
difíicil
Questão
do
Oriente
guerra
da
Ser
via,
etc.
;
sobre
a
política
do
Go
verno
e
a divergência
da
opinião
do
povo
aqui;
influencia
perniciosa
das
sociedades
secreias,
etc.
— II.
—
Im
portante
relação da
solemne
inau
:
guração
de
um
grande
convento
e
collegio
de Benedictinos
na
Escossia.
(CouchuSo)
Eis
aqui
agora
a
parte
que
eu
reputo
mais
importante
nestas
declarações
do
Primeiro
Ministro
Britânico;
pois
é
a
primeira
vez,
que
vejó pessôa
deste
Governo
(e
quasi
desta
nação,
salvo
pelos
Cathólicos)
fazer
queixa
alguma,
da
peste das Sociedades
Secretas, a
quem
a
Europa
deve
o estado
permanente
de
revolução,
ou clara
era
acção,
ou
solapada
preparando-se,
que
tem
aílligido este
século.
Contimía
Lord
Bea-
constield:
—
«Se
querem
que
eu
resuma
em
pou
cas palavras o resultado
do que natural
mente se
estêve
cada
dia communicando
entre
as
Potências
ou seus
Representan
tes
na
Inglaterra,
direi
que entendo
se
houvera podido
effeituar
na
Primavera
passada
deste
atino
a
p;
z,
e
uma
paz
fundada
em
princípios
que
houveram
sido
approvados
por
toda
pessôa
de
juízo e
probidade.
£
Então
que
succedeu?
Sncce-
deu
o
que
se
*
não
esperava.
A
Servia
de
clarou
guerra
á
Turquia.
Quero
dizer,
as So
ciedades
Secretas
da
Europa
declaráram
guerra
á
Turquia.»
(Q
sublinhado
é
meu.)
«Posso
assegtirar-lhes.
Senhores,
que
no
tentar-se
conduzir
o
Governo
deste
mundo,
têm de
considerar-se
agora
ele
mentos
com
que
nossos
predecessores
não
tinham
que
entender
ou contar.
Temos
agora
a
tratar não
sómente
com
Impe
radores, com
Príncipes,
e
com
seus
Mi
nistros.
Ha Sociedades
Secreias,
elemento
que
lemos
de
levar em
conta,
e
que
no
ultimo
momento podem
frustrar
todos
os
nossos
ari
anjos
—
Sociedades
que
tem
agen
tes
regulares em
toda
a
parle,
que
apoiam
assassínios, e
que.
sendo
necessário,
po
dem produzir
um
massacre.
»
(jpplaiisos).
A’
vista destas expressões, assim
mes
mo enigmalicas e reticentes,
do Primeiro
Ministro
Britânico, arespeiio
das Socieda
des
Secreias;
da
primeira,
ou mãi,
das
quaes
(a
Maçonaria)
o
seu
proprio
Minis
tro
das
Colonias,
Lord Carnavon,
é
o
ver
dadeiro
Director
aqui, como
substituto
do
Príncipe
de Galles
(Cabeça
nominal, ou
lesta-de-ferro
da
Futrica),
qm>
pode
mos
nós
ajuizar de tudo?... Evidentemen-
le
Lord
Beaconsfield,
Disraeli,
o
Primeiro
Ministro,
mostra-se
muito
descontente
e
claramente
indignado, contra
as
taes So
ciedades Secretas,
que
na
Primavera
frus
traram
os
planos
e
tenções
do
gabinete.
FOLHETIM
ÍÍR.H.
bt
IUCE1W.
0S
MS
M0MSS
ROMANCE BRAZÍLEIRO
VOLUME
I
VI
Visita de gratidão.
[Continuação
j
—
Vê-se
bem
que
meu
pae
não
olha
com
bons
olhos
para Salustiano.
—
L’
verdade;
elle reune
em
si
o
egoís
mo
do inglez
e
a
frieza
do allemão;
e
não
tem
a honra
nem
de
um nem
de
ou
tro.
—
Mas
como então
consente
que
esse
homem
frequente tão
assiduamente
nossa
casa?...
—
Marianna,
certas
considerações,
que
os
homens
muluaiuenle
se devem
na
so
ciedade,
fazem
que
nem
de nossa
pró
pria
casa
sejamos
absolutos
senhores.
E
além
d
’
isso,
não
é
por
minha
causa
que
Salusliana
aqui
vem.
—
Por
quem
então?...
—Mo fui
eu
que
o
convidei,
Marianna.
A
filha
de
Anaclelo
fez-se
pallida de
súbito,
e
levantando
a
cabeça
pergun
tou
:
—
Oh
!
e
tenhamos
compaixão...
tenha
mos
piedade
d
’esses restos
respeitáveis,
d
’
essas
cinzas amadas
de
um
pae
desvela
do,
de uma
mãe
extremosa,
que
uma
morte
precoce
arrebatou
á
sua
filha:
de
dentro
do
sepulcro seus
esqueletos
nos
observam...
e
de
cima... da
eternidade
suas
aluías
nos
acompanham,
*
e
vêem
co
mo
cuidamos
nós
da
sagrada
deixa
que
nos
legaram.
Marianna,
velemos
por
Ce-
liua.
—
Sim,
meu
pae,
é
assim.
—Oh
!
e tenhamos lambem
cuidado
com
este
povo
que
amou
tanto
aos paes
da
nossa
pupilia
:
não
queiramos,
ao
passar
por meio
d
’
elle,
ouvir
suas maldições:
tu
sabes
como
Celina
é
amada... tens
ouvi
do
que
sua
casa
leve
o
nome de
—
Ceo
—
,
e
nós
mesmos
acompanhando
a
gratidão
popular,
a
chamámos
Bella
Orfã:
até
ago
ra
pois
bênçãos...
ah!
temamos
qne
che
gue
lambem
uma
hora de
pragas.
Marian
na,
velemos
por
Celina !
—
Sim...
mas
silencio...
eu
sinto suas
pisadas.
Com
effeiio,
Celina
entrou
n
’
esse
mo
mento
na sala, e
dirigiu-se
a
seu
avó.
De
ordinário
melancólica,
a melancolia
era
n
’ella
um
encanto:
algumas
vezes
ri
sonha,
o
seu
sorrir
era
um
feitiço
:
d
’
es-
sa
vez
Celina
vinha
com
leve
sorriso
nos
lábios.
—
Sabe,
meu
avô?
disse
ella
a
Anacle
lo,
a
nossa
boa
visinha,
a velha
Irias
lhe
mandou
pedir
licença
para
visitar-nos,
e
agradecer-nos
o
que
hontem
por
ella
fi
zemos.
—
Aragadecer-te,
menina,
foi provavel
—
Que
quer
dizer,
senhor?!!
Ficou
Auacleto
em silencio por
alguns
instantes:
supportou
com
imperturbável
sangue
frio
o
olhar
vivo,
ardente
e
pene
trante
de
sua
filha,
fito
etn
seu
rosto,
e
depois
respondeu
:
—
Nada.
Marianna
deixou
cahir
de
novo
a
ca
beça
sobre
a
face
palmar
da
mão,
que
el
la
estendia
no
peitoril
da
janella,
e
disse:
— Felizmente,
que
meu
pae
lendo
a hon
ra
do
inglez e
do
allemão,
não tem
com-
ludo
o
egoismo
do
primeiro.
—
E
porque?...
—Porque
a
fneza
do
allemão,
essa
meu
pae tem.
—Sorriu
se
Anaclelo,
e
depois
toman
do
um
ar
serio,
fallou
a
sua
filha.
—Emfirn,
Marianna, preciso
é
que
nos
compenetremos
bem do
que
devemos
a
essa
menina
que
nos
foi
confiada.
Lem-
bra-te
de
que ella
é
uma
orfã,
e
de
que
seus
paes
foram
em
vida
amados
pelo
po
vo,
e
deixaram
um nome
que
é
ainda
hoje
abençoado.
—
E
’
verdade.
—E
portanto,
nós
lemos
primeiro
so
bre
nossas
cabeças
Deus
que
nos
obser
va
altenlo
;
porque
o
orfão
deve
ser
e
é
a crealura predilecta
da
Providencia:
o
orfão
é a
creatura
isolada
que não tem
pae
para velar no
seu
futuro, que
não
letu
mãe
para
morrer
por
ella,
e
que
portanto
deve
ter
os
olhos
de
Deus
fitos
em
sua
fronte,
fitos
sobre
seus tutores.
Marianna,
os
olhos
de
Deus estão
pois
sobre
nós
ambos
: velemos
por
Celina.
—
Sim...
velemos.
mente
o
que
ella
mandou
dizer:
pois
en
tão
que
venha...
—
Sim, disse
Marianna,
vae mandar-lhe
dizer
que
venha,
nós
ouviremos
com
pra
zer
o
teu
elogio
da
bocca d’
ella.
—
Eu já respondi
que
viesse,
ern
.no
me
de
meu
avô.
—
E
fizeste
bem
..
mas
parece
que
che
gam...
Ouviu-se
ruido
junto
da
porta
da
sala.
—Oh
I...
é
ella !...
—
Vae recebel-a, disse
Auacleto.
A
menina
correu
á
porta.
Entre
! exclamou
ella,
nós
a
esperá
vamos
com
prazer.
A
porta
abriu-se
em
par:, Celina não
poude
reter
um
pequeno
grilo,
e
recuou
dois passos.
Era
Salustiano.
Mancebo elegante no
trajar
e
nas
ma
neiras,
se
não
era
bonito,
não
se
podia
dizer
feio;
de
estatura
proporcionada,
ti
nha
cabellos castanhos, olhos
pequenos
mas
vivos,
e
o
rosto
de
uma
côr
pallida
pró
pria
das
constituições
abaladas
pelas en
*
fermidades
e
vigílias;
vinha
vestido
de
bella casaca
preta
de
abas
muito
largas
e
com
portinholas;
trazia
ao
pescoço
linda
manta
de
seda
de
côr,
e
vestia
colete
de
xamalote
branco,
calças
de
panno preto
sem
presilhas,
e excelientes
botins
enver-
nisados
;
por
debaixo
do
colete
sahia-lhe
a
cadeia
do
relogio,
e
d
’ella
pendia
um
enorme sinete.
f
Continua)
•
t
Como
é,
pois,
que
o
proprio
Governo
liigle
’
,
combinado tão
cordialmente
com
os
das
outras cinco
Potências (a
ultima
das
quaes,
a
Italia,
é
de creacão
Anglo-
tnaçónica,
como
lodo
mundo
sabe)
não
pode
contrastar,
ou
cohibir
as
Sociedades
Secretas, que
fivératn
o
poder
na
Primave
ra
última,
de
frustrar o
accoulo
e
desejo
das Potências,
incluindo
a
Inglaterra,
pa
ra
arranjarem
satisfatoriamente
a
questão
do
Oriente,
segundo
as
vistas e
interresse
do
Gabinete
luglez
mesmo,
de accordo
com
os
outros
da
Europa?...,
Ha em tudo
isto
grandes
mystérios
cobertos com
véo
que
por
ora
não
se
re
move
ou
rasga;
mas,
a
não
ser
que
Lord
Beaconstield
estivesse
mislilicando
os
seus
ouvintes
em
Aylasbnry,
deve
haver
cou
sas
muito
cu
iosas
da
luta
da
diplomacia
das
Potências
com
a
Maçonaria
—
-a
qual
le
vou
a
melhor
na
contenda;
pois qne,
co
rno
diz Milord,
impediu
e,
frustrou
o
ac
cordo
das Potências,
de
levarem
a
effeilo
seus
planos
de
paciíicação
Oriental. Nós
que
estamos
fora
dos
Segredos
e
relações
dos
Gabinetes,
não temos
outro
meio
se
não
esperar
pacientemente
até
que
o
tem
po
revele
estes
segredos.
Voltando
ao
longo
e
importante
dis
curso
de
Lord
Beaconstield,
diz
elle:
—
«De
todas
quantas
guerras
tem
havido,
nenhuma
se
encontrará
mais
perversa.»
Diz
qne
a
Servia
pedira
antes
lhe entre
gasse
a
Turquia
as
praças principaes,
que
estavam occupadas
e
possuídas
pelos
Tur
cos
antes,
na
mesma
Servia,
e
foi
por
que as
grandes
quasi
havianj
dado
pala
vra
de
honra,
que
a
Servia
não havia
de
abusar
do
favor,
que
Belgrado
e
as
ou
tras
fortalezas
lhe
haviam
sido
deixadas
pelos
Turcos;
sem
o
que
ella
nunca
se
teria
atrevido
a levantar-se
agora
contra
a
Porrn;
nem
a
presente
guerra
houvera
tido
logar.
Apezar
disso,
tendo
a
Servia
sido
ba
tida, e
recorrido
á
Inglaterra para
que
lhe acudisse,
esta
lhe
tinha
acudido,
e
consegu
d<>
qne
a Turquia
consentisse
em
um
armistício,
a
pesar
de
grande
diílicul-
dade
d->
caso;
e
que
a
mesma
Turquia
tinha
deixado
ao arbítrio
das
seis
Gran
des
Potências, o ajustar
os
termos
da
paz
entre
ella
e a
Servia.
Que
o
Governo In-
giez
esá
t
intando
de
ver
qnaes as
rela
ções
que
devem íic-r subsistindo
entre
a
Porta
e
seus
vassallos Christãos.
Que,
pelo
contrario,
em
varias das
concorrências
ou
ajuntamentos
(meelingsj
que
ham
tido
logar
na
Inglaterra se
tem declarado, não
se
contentaram
com
outra cousa
que
não
seja
a
expulsão completa
dos
Turcos
pa
ra
fora
da
Europa;
e
que
se
forme
um ou
mais Estados
Chrjstãòs dos tenitorios
Eu
ropeus
pertencentes
á
Turquia.
Qne
o
Governo
Inglez, assim como
os
das
outras
Potências,
está convencido
que
se tal
cousa
se
tentasse,
o
resultado
seria
o
excilar-se
uma
guerra
Europea.
Que
em
vista
de
todas
estas
circunstan
cias,
o
que
a
Inglaterra
tem
a
fazer,
é
«de
combinação
com
as
outras
Potên
cias, trabalhar
sobre
as
bases
apresenta
das
por
Lord
Derby,
isto
é,
proceder-se
a
considerar
o
estabelecimento
de
relações
satistactorias
entre
a
Porta
e
seus
vassal
los
Ghrislãos, e
declarar
os princípios
de
baixo
dos
quaes
tal arranjo
deve
ser
ef-
feituado.
Diz
que
é
disso que
o Governo
se
toccupa
e que
nestes
sentimentos
e de
sejos
concorrem
as
outras Potências;
e
chama
projecto
estouvado
á
idéia
de
ex
pulsar
da
Europa
uma
raça grande
e
nu
merosa,
e
fundar
Governos
de
caracter
independente
nos
territórios
que
ella
oc-
cupava.
Eis
ahi
a
opinião do Governo sobre
esta
ditlicultosissima
questão,
declarada
pela
maneira
a
mais
authentica. E’
obvio
quan
to
a
matéria
involve
de
interesse
para
os
Cathólicos,
que
por
isso
a
exponho
com
tanta
extensão.
E
’ muito suspeita
potvin
a
grande
sympaihia
popular
Ingleza
e
li-
beranga
em
lavor
dos
vassallos
.4 lirislãos
da
Turquia,
dos
que,
como
Lord
Beacons
tield.
declarou,
as
insurciçõés
contra
os
Turcos
sam
obra
das
Sociedades
Secretas,
isto
e,
da
nossa
amiga
a
.Maçonaria,
cu-
(0-
«Iras
e
desejos
demasiado
conhecemos.
Por
outra
parte
não
se
pode
duvidar
de
que
a
condição
dos
vassallos
Christãos
da
Tur
quia
é muito
Inste;
principalmente
nas
provincias,
soffrem
gKtndés
oppressões
e
vexames
Se
Lord Derby
cofisegue
solidas
t
gari. ii.s
para
mudançarMe
conduta
Tur
ca
para
com
os-Christãos
talvez
seja
essa,
nas
circunstancias
actuaes
existentes, a
melhor
solução;
ainda
que
não
posso,
as
sim
mesmo
olhai-a
senão
com-
remedio
e pailialivo
temporário,
isto
em
razão
da
natureza
das crenças religiosas
M
ho
inetanas,
que
julgo,
por
seus
eíTeitos
nos
costumes,
e
no
caracter,
incompatíveis,
cada
anno
mais,
com
os
progressos
da
civilização actual
na
Europa—entendo
os
progressos
legítimos
e
verdadeiros:
não
falo
desse
«progresso»
vazio
e
tolo
com
que
a
liberangada
enche as
bochechas,
sem
verdadeiramente
entender
o
que
diz,
ou
disso
ler
idéia
definida.
Noticias
as
mais
recentes
annunciam
as
condições
com
que
a
Turquia
consen
te
em
fazer
a
paz.
Sam
severas
e
não
serám
acceitas
sem
modificação
pelas
Po
tências.
Decretou
o
Governo
Turco porem
immedialamente
um
armistício de
dez dias;
e mostra-se
evidentemente
em
seus
procedi
mentos,
que
o
Governo
quer
conciliar
principalmente as boas
graças
do
Britâni
co,
o
qual virá por
fim
a
dictar
os
ter
mos da
paz,
nos
quaes concorreram
fa
cilmente
as
outras
P-Tencias;
porque
ne
nhuma se
acha
disposta
a
incorrer
neste
momento
a
responsabilidade
de
excitar
uma
guerra
geral
na
Europa.
II.
—
Um
forte
antigo
na
Escossia.
si
tuado
em
logar
mui
agradavel,
e que
ac-
commodaví
uma guarnição
de
200
homens
quando
servia
militarmente,
foi
vendido
ha
poucos
annos
pelo Governo
a
Lord
Lovat,
um
Lord
Cathólíco;
chama-se
Fort
Augustus.
Está
situado
em
posição
mui
agradavel,
notada
como
tal
até
pelo celebre
e.
honrado,
não
menos que
sabio
e
sen
sato,
Dr. Johnson.
Lord
Lovat
fez
presente
do dito forte
e
propriedade
á
Ordem
dos
Frades
Ben
tos,
que
alli
vam
estabelecer
o seu
pri
meiro cenobio
de
resurgimento
da Ordem
na
Escossia,
onde
antes
da abençoada
Reformação a
dita
Ordem era
muito
rica
e
poderosa.
Está-se pois,
convertendo
o antigo for
te
em
um
mosteiro,
collegio
e hospicio.
O
forte
por
ora
tem
4
lados,
com
espa
ço
aberto
uo meio;
mas vai-se lhe
demo
lir
um
dos
ditos
lados
para
ficar
assim
aberto ao
sol,
e
fazer-se
no meio
jardim,
ou
o
que
convenha,
com
claustros em
ro
da,
etc.
Hade
ter
cellas
para
25
ou
30
estu
dantes
de
Theoíogia,
escolas,
livraria,
de
12
mil
volumes,-
e
todas
as
mais
perten
ças
de
um
grande
mosteiro
e
escola.
As
primeiras
despezas
do
arranjo
agora
do
edilicio estam
calculadas
em
lib. 15,000;
e
custará outras
lib.
15,000
o
completo
do
estabelecimento.
Ali
concorrêram,
no
dia
13
deste
mez,
para a
primeira
inauguração
do
Mostei
ro,
grande
numero
de
personagens
e pes-
sôuS
notáveis ecclesiaslicas
e
seculares.
Começou-se
por
rnissa
na
capella
tempo
rária;
que
se
dispôs
fora
do
Forte;
sen
do
o celebrante
o
Abbadè
do
Mosteiro,
assistido
por
dois
sacerdotes
seculares
As
galliêtas
de prata
e
as
vestimentas
tu
do
esplendido,
e
de
mais de
300
annos
de
idade,
sam
relíquias
salvas
trazidas
do
Mosteiro
de
Ratisbona
(bismarckado,
sup-
ponho
eu;.
Seguiu-se
depois
a
Bênção do
Santíssimo.
•
Formou-se então
a
procissão
de
Cruz
levantada,
etc.,
e
se
dirigiu
ao
primeiro
can
to
ou
angulo
sueste
do
edilicio,
onde
foi
collocada
por
Lord
Lovat a
pedra
funda
mental;
contendo
no
competente
recesso
ou
cavidade,
e
depois
de
abençoada
so-
lemnemente,
segundo
o
ritual
Romano,
um
papél
commemorando
a
solemnifiade,
que
foi
lido
pelo
Padre
Jeronymo
Vaugham,
Benediclino^
e
juntamente
com
moedas
do
reinado
de
Pio
IX
fôram
depositados,
os
objectos
em
seu
logar
por
Lord
Lo
vat;
cantando
os
Padres
no
entanto
o Sal
mo
-Nisi Dominus cedijicaverit.
etc.
Feito
isto,
procedeu
a
profissão,
can
tando
o
Magnificai,
para
a'
frontaria
do
norte
do
edilicio,
onde
a
pedra
fundamen
tal
do
collegio
foi
collocada
pelo
Marquez
de
Ripon,
com
ceremonia
correspondente
á
primeira
Cantou-se
ao
abençoar
esta
pedra
Quam
dilecla
labernacula lua
Domi
ne.
Procedeu
então
a
procissão
para
o
hos
picio
cantando
Ave
Maris Slella,
e
esta
pedra
foi
collocada conjuntamenle
por
Mr.
Monteith, de.
Castairs
(um
cavalheiro Ca-
thóiico
mui
rico
e
respeitado
da
Escos
sia).
e
Mr. Maxivell Scott,
de
Abbolsford
(da
casa
do
célebre
Walter
Scoll.j
Gan-
tóu-se
depois
fnifi
solemne
Te-Deurn.
Vie
ram
assistir á ceremonia
quasi
todas
as
famílias
Ciitbóiicas
do
Norte
d’Esco-
*
sia,
e uma
grcúíe
multidão
de
gente;
muitos
tendo
vindo
de
grandes
tiistancias;
e
sen
do o
concurso
de
todas
ciasses
da
socie
dade.
Houve
depois
como
de
costume
nes
tas
sotemui
lades,
grande banquete,
e
dis
cursos
e
'saud
s.
Destas
a
primeira
foi
ao
Papa,
dizendo
o
Presidente,
que
a pro
punha
antes
de
S.
M.
a
Rainha,
porque
o Pontífice
era
Soberano
Espiritual,
e
o
espirito
estava
acima
do
corpo;
e que
isto
não
era falta
de
lealdade
a
S.
M.
Acres
centou:
—
Que o
Papa
havia
estado
ago
ra, já
havia
vários
annos,
em
circunstan
cias
que
mais e
mais
o
tornavam
caro
a
seus
filhos
espirituaes.
Que
no
meio
da
tempestade
que
assaltava
a
Igreja, o
Pon
tífice
se
mantinha
firme,
justo
e
invencí
vel.
E
citou
então
do
mestre
Horacio
os
bellos
e
bem
conhecidos
caracteres
do
homem
justo
e
firme,
que
deve
confessar-
se
nunca
foram
applicados
a
ninguém
com
mais
propriedade
ou
justeza
que a
Pio
IX
i
—
Justum
et
tenacem
proposili
virum
Non
civium ardor
prava
jubentium
Non
vultus
inslanlis
tyranni
Mentequalil
solida,
neque
Ausler
Dux
inquíeti
lurbidus
Adrioe
Nec
fulrninanlis
magna
manus
Jovis;
Si
fraclus
illabatur
orbis,
hnpavidum
ferienl
ruinac.
A
idéia de
restituir
os
Benedictinos
á
Escossia
foi originada
primeiro
pelo
nobre
Marquez
de
Bote,
disse
o Presidente;
e
que
tinha
offerecido
para
a
Ordem
vários
si-
tios
de
suas propriedades,
e
contribuirá
para
as obras
com
lib.
5,000.—Lord
Lo
vat
dá
á
Ordem
o
Forte,
e
15
acres
de
terra
por
999
annos.
O
Duque
de Norfolk
lib. 2,()0'i;
Lord
Ripon
lib.
500;
Lady
Sausse
lib.
500;
Mrs. Brytner lib. 700;
M.
Bogle
lio.
700;
o
Coronel
Vaughan
lib.
500—E
outra
mui
longa
lista
de
Donati
vos
fazendo
mais
de
lib.
15,000.
—
A.
R.
SARAIVA.
SâáSTILHÃ
0 etnin«ntití
*
hn<t
Cardeal
An-
eunelli.—
Commnnicoti-nos
o
telegrafo
a
noticia
do
failecimento
do
em.'
no
Cardeal
Antonelli,
um
dos
homens
mais
notáveis
d’
esle
século.
Jacome
Antonelli
nasceu
em Sonnino,
nos
Estados
Romanos,
no
dia
2
d
’
abril
de
1806
Gregorio
XVI
nomeou-o
prelado,
conse
lheiro
do
tribunal
criminal
superior,
dele
gado
em
Orvieto
Viterbo
e
Maurata,
e
em
1844
ministro
das
finanças.
A
12
de
junho
de
1817
foi
por
S.
Santidade
o Papa
Pio
IX
distinguido
com
as
vestes cardinalícias. Foi
em
seguida
elei
to ministro
e
secretario
d
’Estados
dos ne
gócios
estrangeiros;
e
até
que o
seu nome
venerando foi
riscado do
livro
dos
vivos,
mostrou
se
sempre
amigo dedicado
da
San
ta
Sé,
á
qual, assim
como
a
toda a
hu
manidade,
prestou
allissimos
serviços.
O
seu
failecimento
teve
logar
uo
dia 6
do
corrente.
Oremos
pela
sua
alma.
Exoweriação.—O
«Diário
do Gover
no»
publica
um
decreto
exonerando
o
snr.
Barjona
de
Freitas
do
logar
de mi
nistro
das
justiças,
e
nomeando-o
conse
lheiro
do
tribunal
de
contas. O snr
Bar-
jona
foi
substituído
pelo snr.
Cardoso
Ave
lino, e
este
pelo snr.
Lourenço
de
Car
valho na
pasta
das
obras
publicas.
Fftílteeisneníffl,
—Na
manhã d
’ante-
liontem
voou ao
ceo
a
alma
da
ex.
ma
D.
Maria
da
Gloria
Dias
Branco,
lilha
extre-
mecida
do snr.
Henrique Guilherme
Tho-
maz Branco,
director
das
obras
publi
cas.
Foi
hontem
dada
á sepultura
depois
dos
responsos
que
tiveram
logar
na
capella
do
cemitério.
Aos
responsos
assistiram,
alem
dos
em
pregados
na
repartição
das
obras
publicas,
fazenda,
e
governo
civil,
grande
numero
dos
amigos
do
snr Branco.
A
finada
contava
apenas
18
annos'
Damos
os
nossos
pesames
ao
desolado
pae.
Atssiiversaria
Drts ASanas
em
S.
Viet ir.—
Celebra-se
amanhã
e
segunda-
feira o Anniversario
das
•Almas,
na
egre-
ja
de
S. Vietor.
E
’
orador
nestà
solemnidade
-
o
snr.
dr.
Moreira
Guimarães,
reitor
do
lyceci
desta
c/dade.
Hoje
ha
alli
missas
geraes.
nr.eíftSririi».
—
Temos
presente
o
llela-
tori
e
contas
da
direcção
dó
Asylo de
D.
Pedro
V.
Deste
documento
consta
que
a
receita,
no
anno economico
de
1875
—
1876,
a
que
se
refere
foi
de
4:232^225
reis,
e
a
despeza
,de
2
397$650
reis,
havendo
por
consequência
um
saldo
de
1:834^1585 reis;
Existem
alli
actualmente
50
asyladas.
E’
prospero
o
estado
deste
pio
esta
belecimento, o
que
principalmeute
se
de
ve
ao zelo
e
sollicitude
das
suas
direc-
ções.
.TIa«je«teri<»
primário.—
O
jury
dos
exames
dos
candidatos
ao
magistério
pri
mário,
na
segunda
epoca
do
anno
corren
te, é
neste
dislriclo
assim
conslitnido
:
Presidente,
Domingos
Moreira
Guima
rães,
commissario
dos
estudos;
vice-presi
dente,
Julio
Celestino
da
Silva,
professor
do
lyceu; Manoel
Messias
Mendes
Fragoso;
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva;
João
Dias
de
Araújo;
Antonio
Maria
Pinheiro Ferro;
João
José
Alves
Xavier
de
Araújo; Maria
José
Soares
Pinto;
Anna
Maria
de
Sousa;
Maria
Elysa
Lopes
da
Silva.
O
do
districto
de
Vianna
do
Castello
compõe
se
dos
seguintes indivíduos:
Presidente,
Fernando
Antonio
Zamith,
commissario
dos
estudos;
Vice-presidente,
José Pereira
Castro
Pessanha, professor
do
lyceu;
Bacharel
Alfredo
Pimenta
Gama’
Ernesto
Julio
Goes
Pinto,
Gaspar
Rei
Ma
chado,
Antonio
Joaquim
Pereira,
José
Joa
quim
Martins
Cima, Maria
das
Dores Car
valho,
Olinda
Amélia
dos Santos,
Thereza
Maria
Saloiné.
^omenção.—
Foi
nomeado
soliicita
—
dor
da
fazenda
nacional
nesta
comarca
o
nosso
presado
amigo
o
snr.
João
Ferrei
ra
Tones.
ttbíto.
—
Falleceu
em Coimbra
o snr.
dr.
Manoel
Antonio
da
Silva
Rocha,
prin
cipal
redactor
do
«Tribuno
Popular».
Apertamos
a
mão
aos
nossos
-collegas
d
’
aquelle
esclarecido
jornal.
«le
reerutaa.—Os
facul
tativos
nomeados
para
a inspecção
dos re
crutas
neste
districto
e
no
de
Vianna
do
Castello
são
os
s<>rs:
Augusto
Faria
Viei
ra
Meneses,
cirurgião
ajudante de
caça
dores
8,
e Domingos
Antonio
Máximo
Alves,
cirurgião
ajudante
de caçadi res-9.
Enuina primnrão.—
O revi).
0
padre
Alexandre
Joaquim
Martins
Ribeiro
foi
promovido
á
propriedade da
cadeira
d
’en-
smo
primário
de
Caldellas,
na
comarca
d’Amares
Anniversorio
—
E’
hoje
o
anniversario
do
obilo
do
Senhor
D.
Pedro V,
de
saudosa
memória.
E
bí
venenamento
pelosi eogume-
Sos.—
Ha
dias
pereceu na
fregnezia
de
Coucieiro.
do
concelho
de
Villa
Verde,
uma família
composta
de
marido, esposa
e
um
filho,
que á
ceia
tinham
comido
cogumelos
venenosos.
Porto Bíssips».—
Desde
junho
foi
de
clarado
limpo
de
febre
amarella
o
porto
de Santos.
Afutnençs&o.
—
A
Meza da
confraria
do
Sanciuario
do
Bmn
Jesus
do
Monte,
pro
cedeu ha
dias,
de
conformidade
com
o
seu
compromisso,
á
nomeação
do
novo
lhesou.reiro
e
zelador
das esmolas ofierta-
•
das ao
mesmo
Sanciuario,
recaindo
a no
meação
no
snr.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
que
fica
assim
substituindo
o
seu
antigo
e
honrado
socio
o
failecido
snr. Domingos
José
de
Carvalho e
Silva.
A
escolha
foi
acertada.
Consta-nos
também
que
a
mesma
xMeza
fizera uma
avultada
nomeação
de
irmãos
tanto
da cidade
como
de
fóra
d’ella.
Ct<«asesari8«is.
—
Por
portaria
de
6
do
corrente,
publicada
no
«Diário
do
Gover
no».
n.°
250,
fm aberto
concurso
docu
mental
para provimento das seguintes
egre-
jas
parochiaes:
Arcos
de
Valle
de Vez
(Salvador), con
celho
dos
Arcos
de
Valle
de
Vez,
dioce
se de
Braga;
Carapinheira
(Santa
Suzana),
concelho
de
Monlemór-o-Velho,
diocese
de Coimbra:
iVlões
(S. Pedro),
concelho
de
Castro
Daire,
diocese
de
Vizeu;
Sanlfcis
do
Douro
(Santa
Maria),
concelho
de
Ali
jo,
diocese
d
■■
Braga;
Santo
Varão
(Santo
l
Varão),
concelho
de
Montemór
o
Velho,
diocese
de
Coimbra.
d
®s»s-i«tt»de jíiublâeí».—
Lembramos
ás
almas
caridosas,
Joanna
Teixeira,
viuva, de
86
annos
de edade.
inoradora na
rua
de
Inlias
n.°
85,
a
qual
se
acha
entrevada
ha
14
annos. e
sem
meios
de
subsistência.
Snr.
redaclur.
)
JE
COOBWuW
Peço
a
v.
n;
canto
do
seu jornal
pa
ra fazer
ao
publico
a
exposição
d’
um fa
cto, pura
o
qual chamo
a
altenção
das
pessoas
honestas,
e das
auctoridades.
O
caso
passou-se
no
dia
30
do pas
sado,
com
o
snr.
Francisco
da
Silva
Car
valho,
abastado
proprietário
da
rua
das Pa
lhotas.
Vindo
este
snr.
da
sua
casa
para
os lados
de
S. Vicente,
ao chegar
junto
do
adro
d
’
aquella
egreja,
foi
surprehendi-
do
por
seu
irmão,
Joaquim da Silva
Car
valho,
que
fazia
as
vezes
de
regedor
da
freguezia de
S.
Victor,
o
qual acompa
nhado
de dois
cabos
o
estavam
esperan
do.
O
regedor
dirigiu-se
bruscamente
pa
ra
seu
irmão
que
provocava
uma
ai
tercação
baixíssima,
quando
os cabos
se
lançaram
sobre
o
snr.
Francisco
Carvalho
e
o prenderam.
Logo
que
este
snr.
ficou
em poder dos
cabos,
o
regedor
cresceu para
elle
e
es
pancou-o
a
ponto
«le
o ferir
em
varias
partes.
Não
contente
com
qstas
gentile
zas,
o
bom do
regedor
desembainhou
uma
espada
que trazia, e
teria
matado
o
seu
irmão
se
não
fosse
a
intervenção
d
’
um
dos
cabos
que
a
elle
se
lançou,
delendo-o.
N’
este
entrementes
o
ferido
ponde
refu
giar-se
na
loja
do
snr. Narciso
Ramos
de
tíarros
Pereira,
que
(içava
próxima.
Pouco
depois
o
exemplar
regedor
en
trou
furiosamente
na
loja,
forçou
a
porta
do
mostrador
e
começou
a brandir
a
es
pada
e
berrando
para
que
o
caixeiro
fe
chasse
a
porta,
á
qual
se
agglomerára
muito
«povo.
Com
as suas
manobras
qui-
xotescas
feriu o
caixeiro
da
referida
loja,
entornando
também
azeite
e
garrafas
de
vinho
que
estavam
nas
estantes.
Quando
se retirou,
seguiu
pela
rua
das
Palhotas
por
onde
seu
irmão,
crendo
tu
do
já
passado,
vinha
tranquillamenle
pro
curar
o
chapéu
e
a
bengala
que
lhe ti
nha
caido.
Ahi
foi
novamente
accommet-
tido
pelo seu
bom irmão
regedor,
o
qual
prendendo-o
brulalmenle
o
mandou
con
duzir
por dois
cabos
para a cadeia.
Ao
chegar
o
prezo
ao
Campo
Novo
expoz
aos
que
o escoltavam
a
sem-razão
da
sua
pri-
zão,
polo que
0 soltaram.
Voltou
para
sua
casa,
a
cuja
porta
alguns
cabos
fizeram,
grande
algazarra,
até
que
o
regedor
che
gou
alli
com alguns
soldados.
Consta
me
que o
tal
regedor
andava
com a
cabeça
estonteada
pelo
vinho;
e
nem
d’outra
sorte
se
explica
tanto
dispa
rate
e
ruindade
Que
bella
auctoridade!
A
’
auctoridade
administrativa recommen-
damos
o
tal
regedor, que
é
um
modelo
d gno
de
imitação.
Sou
de
v.
etc.
Braga,
5
de
novem
bro
de
1876.
» *
«
(Segue-se
o
reconhecimento).
(4411)
ÍXTtWS
TEIiBfiBlAWaAS MA
AftEAÍEIA
H'.VAS
RIO
DE
JANEIRO 8.—
Está
restabe
lecido
o
cabo
submarino
entre
este porto
e
os
da
Eur
pa.
ROMA
8
—
Falleceu
hoje
de
manhã
em
San Bem
a
duquesa
de
Aosta,
esposa
de
Amadeu,
ex-rei
de
Hespanha.
MÉXICO
7
—
0 congresso
e
o
supremo
tribunal
ratificara
a
reeleição
de
Sebastião
Lordo
de
Tejad» como
presidente
da
repu
blica
dos
Eslados-Unidos
Mexicanos.
PARIS
8—
Foi
desmentido
o
boato
de
ter
a
Rússia
prohibido
a
exportação
de
ca-
vallos.
Telegrainma
recebido
diz
que
o czar
manifesta
claeanaente
as
suas
disposições
muito paciicas.
LONDRES
8—
A
Inglaterra
prepara o
programma
elaborado.
A
conferencia reu-
nir-se-ba
em
Constantinopla.
Da administração
E’
por
mais
uma
vez
que
somos
for
çados,
bem
contra
nossa
vontade, a
rogar
mos
aos
nossos assignanles
que
ainda
se
acham
em
grande
atraso
de
suas
assigna-
turas.
e
aos
quaes,
já por
esta
fórma,já
por
cartas
particulares
nos
temos dirigido,
e
muitos
d'esles
não
se
teem
até
hoje
di
gnado
responder-nes,
que
se dignem
man
dar
pagar,
sem
per
a
de
tempo
os
seus
débitos,
pois
não
o'fazendo
até
ao
fim
do
corrente
anno,
não só
lhes
será
sustada
a
remessa do
jo
uai,
mas
até
serão
pu
blicados
no
mesmo,
os
nomes
de
todos
que uào
tenham
attendido
ao
nosso pe
dido.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes localidades
são:
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves
&
So
brinhos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do CasteUo,
o snr.
Francisco
José
d
’
Aiauio
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei-
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã, o
snr.
Luiz Antonio
de
Car
valho
Resumo
do
activo e passivo
d’
este
Banco
em
31
de
outubro
de 1&76.
BAIVCO
MERCAJIÍTII
j
DE
HI14KA
SOCIEDADE ANONYMA
DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Activo
Accionistas
.......................
Caixa
..................................
Leiras
cambiaes.
.
-
.
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
. . .
Empréstimos
sob
penhores
Créditos
com
caução
.
.
Operações
a
longo
prazo,
com hypotheca
.
.
.
Devedores
no
paiz.
.
.
Agencias
uo
Reino
e
Ilhas
»
»
Estrangeiro.
.
Acções
de conta
própria .
Valores
fluctuantes.
.
.
Effeitos
depositados
.
.
Despezas
d
’inslallação
.
.
Moveis
e
utensílios.
Gasios
geraes
e
coramissões
8:4000000
33:2800651
12:4950585
206:5370475
252:9370335
115:2840022
17:5440923
9:2670686
15:9890421
5:1850820
26:2500000
53:1900590
36:6500000
4:8560569
1:5680180
3:5360002
802:9740259
Passivo
Capital................................... 600:0000000
Fundo
de
reserva
....
9190127
Reserva
para
a
decima
.
.
1:4500360
Depositos
a
praso
lixo.
137:7410916
»
á
ordem.
.
.
9:7650762
Dividendos
a
pagar
.
.
. 3:8270000
Credores
no
paiz
,
. .
1:0760583
Credores
d
’
effeito$
deposita
dos
...............................
36:6500000
Agencias
nas
ilhas .
.
.
540
472
Letras
a
pagar
....
5670850
Lucros
e
perdas.
.
.
.
10:9210189
802:9740259
?
—
^==3
=
Braga
8
de
Novembro
de
1876.
Os
Direclores,
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
José
Joaquim Lopes
Cardoso.
Resumo
do activo e
passivo do
•Banco Commercial, Agrícola e
industrial de Villa Real, em
31
de
outubro
de
1876.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
10:4440270
Leiras
descontadas
e
a
rece
ber ..................................
634:8320815
Letras
caucionadas . .
.
37:1920000
Obrigações
a receber.
.
.
1:7290043
Empréstimos
sobre
penhores
3:2070000
Operações
a
longo
prazo
.
14:1880052
Papeis
de
credito
.
.
. 15:4290120
Contas correntes
com
gara
ntia
..................................
11:9480649
Agentes
no
paiz
.
.
.
99:0680(102
Agentes
no
estrangeiro
.
36:8290673
Diversos devedores
.
.
•
7:1250913
Moveis
e
utensílios
. .
.
5750600
Despezas
de
installaçãò
.
2:50:10970
Acções,
prestações
a
receber
6:6600000
881:731^107
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0000500
Deposito
á
ordem ....
6:0320996
Deposito
a
prazo.
.
.
. 35:6330868
Letras
a
pagar ....
2:3140710
Fun
lo de reserva
.
.
.
.
4:5000000
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
4:0700590
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
29:7790033
881:7310107
Villa
Real,
3
de
novembro
de
1876.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da
Costa.
Francisco
Ferreira
da
Cosia
Agarez.
Joaquim
José
d’Oliveira
Guimarães.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Balanço
em
31 de
Outubro
de
1876.
Activo
Accionistas.............................
5:4000000
Lettras
descontadas
e a
receber .............................
377:2130341
Efleilos
depositados
.
.
.
12:0000000
Caixa
........................................
32
4910036
Agencias
no
paiz.
.
.
.
4'1:87702(3
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
27:1980939
Empréstimos
s. penhores.
158:3660865
Ditos
em
c.
c.
com
caução
220:7
o30'<55
Papeis
de
credito.
.
.
.
7:6000310
Devedores
geraes.
.
.
.
8:7460261
Contas
interinas.
.
.
.
7110985
Mobília
e
utensílios.
.
.
2:0390114
Despezas
d
’inslallação
.
.
2:7980752
896:1990871
■
Passivo
Capital
...................................
Fundo
de reserva.
.
Devidendos
a
pagar.
.
.
Depositos
á
ordem
.
. .
Ditos
a
praso.......................
Credores
d
’
eífeitos
deposi
tados
..............................
Devedores
e
credores.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
.
750:0000000
2:3700601
8:243-0600
10:9930422
95:4930920
.
12:0000000
1:5640617
15:5330711
896:1990871
Covilhã
31
de outubro de
1876.
Os
Direclores
SAUDE
A TODOS
A
Baplista
A. Leitão.
J.
d’
A.
Vaz
de
Carvalho.
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio-
sa
farinha de
saúde,
DU
BARRY de
Londres.
3® annos
«Firav&riavel sueeessa
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
Ilevalescié-
re
Du
B
arry
,
que
cura
as
indigestões
(dis-
pepzia)
gastrica,
gastralgia,
flegma,
arro
ios,
amargor
na bocca,.
pituilas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes,
diarréa,
desenleria,
cólicas,
tosse, asthma,
falta
de
respiração,
opressão, congestões,
màl
aos
nervos,
diabelhe,
debilidade, todas
as
de
sordens
no
peito,
na garganta, do
alito,
das bronchiles,
da
bexiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da exc.ma
snr."
marqueza
de
Brehan, do
doutor
Manuel Saenz
de
Teja-
da
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certifica
lo
do
dr.
Manuel
Saenz
de
Te-
jada,
doutor
da
faculdade
medica
e
cirúr
gica,
lente da
Universidade
livre de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do caminho de
feiro
de Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico;
Que
com
uso
da
Revalescié
re,
obtive
na
minha
clinica
varias caras
em moléstias
gravíssimas
etn
alguns clien
tes
residentes
n
’
esta,
cidade,
lembrando-
me
o
de D.
Filippe
Zappina
empregado
pu,
blico,
hoje
administrador
da alfandega
d-
Matiila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amelie
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito;
a
qual
continua
a
melhorar
com o
seu
usoa
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz
de
vinte
annos
que
soffria
havia
alguns
mezes de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade. E
para
fazer
constar em
toda
a
parte,
a
aszigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Dr.
Manuel
Saenz
de
Tejada.
Seis
vezes
roais
nutritiva
do
que
a c.a:-
ne
sem
esquentar,
eConomisa
cincoenls
vezes
o
seu
preço
em
remedtos.
-
Preço
lixos
da
venda
por
miado
em
toda
a
pe
niu-ula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
l
/
i
kilo,
SCO
; de
4/
s kilo
809
rs
;
úe
ota
kiio
Í04OÍ
reis; de
2
*
/.
kilos,
30209
reis;
de
6
ki
los,
60400
reis,
e
de
12
kilos,
120009
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se
po-
iem
conter
a
qualquer
hora,
veudesn-sê
,m
caixas-
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
fiewiiiSsHsièpe
?
ella
re-
•
titue
o
appeUite,
digestão,
soirmo,
energif
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creaqç-.i
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
tnait
que
a
carne,
e
que
o chocolate oi-dinario,
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400;
da
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BABBY MU BARRY
dê!
U.
a
-Pla-
ce Vendòme, 26,
Pariz;
77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharinacenticos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedelío
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Uishoa,
(por grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da Ba
nharia 77
;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desf-
ré
Raliir;
Uoisntjra,
V.
Botelho
de
Vas-
concelios
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
aharm.
;
BareeMJos,
Ramos,
pharm.;
3raga,
Pharmacia
Maia, rua
dos Chãos,
hpa
<5c
Irmão, rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
GuimtkrSeii,
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
;.
Pena-
ttel,
Miranda,
pharm.
;
Porate
«lo
Lim»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
voa <fio VaraisM,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.;
Vianna
do
í'aat?na,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
da
©onde, A.
L. Maia
Torres
pharm.
'M
'á
Í
1
'A
"Ak
Pelo
jnisó de
direito
d
’
esta
comarca
e
cartorio
de
Pessa, no
dia
12
do
corrente
mez,
pelas
10
horas
da
manhã,
á porta
do
tribunal
da
l.
a
insiancia
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’esla
cidade,
se
ha
de
arrematar
e
entregar a
quem
mais der
e lançar
os créditos
e
direitos
activos.
com
abatimento
da quarta parle,
descriptos
po
inventario
a
que
se
procede
por falleci-
mento
de
José
Lourenço
Dias,
morador
que foi
na
freguezia
de
Sequeira,
d
’
esta
comarca,
e
porisso
toda a
pessoa
que
qui-
zer
lançar
póde
comparecer
no
dito
dia
hora
e
local.
(4410)
BANCO
COMMLRCIAL
D
BRAGA.
A
Direcção
do Banco
Commercial
de
Braga
convida
todos os
seus
credores
a
se
reunirem na
casa
do
mesmo
Banco
pelas
dez horos
da
manhã
do
dia
18
do
corrente
mez,
afim
de
serem ouvidos
so
bre
a moraloria
por
elle
requerida.
Braga
10
de
novembro
de
1876.
Os
Directores
Luiz
Antonio
da
Costa
fíraga.
Manuel José
da
Costa
Guimarães.
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida-
(287)
CO.7Í URGEVUIA
Para
interesse
da Snr.a
Antonia
Maria
Marques
de
Carvalho, deseja-lhes
fallar
Bernardo
José
Vieira
da
Cruz, na rua
do
Souto
d
’esla
cidade,
n.°
16.
Tá
Lecçiona-se
o
curso da
lingtu
france
za
na
rua
do Anjo n.°
II,
desde
as
6
ho
ras
da
tarde
até
ás
7,
pela
quantia
de
809
reis
mensaes,
pagos
adiantados.
(4412)
MEPMSrrO
ME UAtVDIElROS
E
PETROLEO
Rua
das Aguas
n.°
93.
Acabam
por
chegar
a este
estabeleci
mento
candieiros
modernos,
de
lodos
os
gostos
e
tamanhos, e
de
differenles
mo
delos,
proprios
para
meza,
parede, teclo
e com
aza
i
ara
mão.
Preços
muito
com-
modos.
(4413)
íaLCEHiajfc.
Aluga-se
a
casa n.° 48
da
rua
dos
Chãos
ne
Baixo, de
fronteira
com
a
hos
pedaria
his[>
nhola.
Tem
dois
andares
ele
gantes
de
rica
esquadria,
boa
loja
e
gran-
.de
armazém.
Para tratar
nii
mesma.
(4378)
....
Vende-se
duas
casas:
uma
.
nu
largo
da
Porta
Nova n.°
15,
oulra na
praça
d’Alegria
n.0
20.
Trata
se
na
rua
da
Ponte
n.°
24.
(4398)
?»
>
wiím
«
b
.yaK-rzax-Ka^Mwry
-:
MBwmsxgcwiiiwsBinCTn^aMBBuiK.viaiigõMiwgBgagB
Sé>tág»&£'áá£:&àS
«wí
t
Em
28
(INCORPORADA POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S. Vicente, Pernambuco,
Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Euenos-Ayres
Acceitando
também passageiros
de
3.a
classe para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Bio de
Janeiro
PAQUETES
A SAIR
DE
LISBOA
G Q
m
z .£&.
LiaíD EÍE
SKEMEM
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’ESTA
COMPANHIA
11
henzolern
—
HoheWaufen
Salier
—
Habsburg
—
llansa
America
—
Hermann
—
IFescr
Bltein —
Main—Donau—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron
Prinz Fr. Wdhelm.
Graf
tíismark
General
Werder
Sperber
Carreira
bis
et» sal
Ballimore
—
Berlim
—
Ohio
.
Leipzig
—Braunsc/iweig
Num
berg—
Fr
an
kfurt
—
Ifan-
nover
—
Koln—
Strassbu
rq
Adler —
Falke—
Mowe
—
Reiher
Schwalbe
—
Sch
ivan—Slrauss
Albalross
Para Pernambuco, Bahia,
Bio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
MINHO.
. .
.
28
de
Novembro
NEVA.
.
. .
13
de
Dezembro
GUADIANA
.
.
29
de
Dezembro
PREÇOS
DOURO.
.
.
.
13
de
Janeiro
ELBE
.
.
.
.
29
de
Janeiro
COMMODOS
Ctada
paquete
«1’
eaía eompnnhia
leva
a
bordo
cfíj
S
í
I
oh
e eofiinbeires
portuqueiea
pnra
commodidade
dos
passageiros
de
todas
»s
elnsses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
proiinciul,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A bordo
oh
passageiros teem grátis eamo, roupa de
«ama, eo-
n»ida
feita
por cosiuheiroti portuguezeo, vinho dtsaw veze» por dia,
aHHiuteneia
gnedica, aervifo de criados
e outrao
deajiezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’isso
pela limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para a hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
c<ncorrencia
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre
elles
teitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir Suas Magestades o
Impera
dor
e Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A. o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos no
POR
TO
na
AGENCIACENTRAL,
rua
doslnglezes.
23,
doagente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são todos
de
grande
lotação, tendo
lugares
para 170 passageiros de primeira
classe e
750 de
terceira.
Sfto
«Se
grande velocidade,
e
o
serviço
esta-se
fazendo
com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma boa
e
bem
merecida reputação.
Os
preços
das
passagens
são muito
rasoaveis,
como
se póde
verificar
pela tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Setado
as passagens pagas
no Farto osi
nas
sub-ageneias «ia pro-
vitaeía,
o transporte <3o passageiro a
pelo
eauriniio de
ferro
è
por conta da Cosi»gíssnabia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações
para
passageiros
da
todas
as classes.
Estão
já
contraCtados
cosinheiros
e
creados
portugoezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela Companhia,
cama,
cobertor,
uteacilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza
.teem
vinho
duas
vezes por dia.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus serviços
gratuitamente
aos snrs.
passageiros, assim
como
são
fornecidos tolos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações ou
bilhetes
de passagens podem obter-se
dos
agentes
Knwea
<fc
C.
a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4. 2
0
andar
—
Porto
—
e
em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias,
na
thesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
do
Barão
de S.
Martinho
n.°
27.
(4408)
__
&
<le
SA.R.Í1.AXÍ A-.lílUáã 4.3., <ie AflA
cíi
«‘
Twea.ív
0'rancia).
Cura
segura e
prompta dos rbeumastismos agudos e ciironicos,
como
egualmento
da gôta, lombago, sciatica, etc.,
ele.
— Preco ; .
. reis —
«etalmente
basta
un frasco.
Depositos
:
em Pariz, casas dos S" D
orvault
et G
*
,
e P
hluppb
L
bs
-
ebvre
e C“-
em Lisboa,
Sr
B
arreto
,
rua do Lorelo. 28 e 30.
(gj
Companhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Se»iedade anonysua de rexpuni»:»-
bilidade
liitsítada
São convidados os
snrs.
accionistas
d’
esla
Companhia,
a
reahsarem, do
dia
6
a 1i
do
proximo
mez
de
novembro, no
escriptorio
da
Companhia
na
rua da Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
12,
desde
as
10
horas
da
manhã
ás
2 da
tarde,
a
sua
entrada
de
10
por
c.
ou
2$500
rs. por
acção,
con
forme
a deliberação
da
assembleia
geral
ordinaria de 17
de
julho,
e
extraordinária
de 26
do
corrente,
na
qual
foi
igualmen-
le
resolvido,
que pela ultima
vez
fossem
prevenidos
os poucos
snrs. accionistas
em
atraso,
para
dentro
dos
mesmos
dias
mar
cados
no
presente annuncio
satisfazerem
as suas prestações
em
debito.
Braga
e
Escriptorio
da
Companhia
em
26
de
outubro
de
1876.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves de
Moura
{4388)
João
Carlos
Pereira
Lobato. -
(280)
ÂWKESB
AMEJVT®
No dia
12
do
corrente,
pélas
11
ho
ras
da
manhã,
na
sal? das sessões do
Asylo
de
D. Pedro V,
se
ha
de
proce
der
ao
arrendamento,
a quem mais
der,
da cerca
do
convento
da Penha,
provi
soriamente
pertencente ao
mesmo
asylo.
Os
interessados
devem
comparecer
no
dia,
hora
e
local mencionado.
Braga,
secretaria
do
Asylo,
2
de
no
vembro
de
1876.
O
secretario,
(4400)
P.e
Luiz
Gomes
da
Silva.
ALIJAS AI-CAI
b
USTO-GA®®® 4S
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Vende-se
uma
morada
de casas
de
dous
andares,
sita á entrada
da
rua
do
Anjo,
n.°
39.
Quem
a
pre-
lender
falle
na mesma.
(4405)
ESCOLA
ÃMEB1CASA
Consultcrio
a
toda a hora,
tanto
de
dia
como de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
(4332
ST
J
rua
des
.
marcos
,
N.
õ
?
ás
Ai
Vende
papeis pinta
dos
para
guarnecer
sallas.
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
<S0
reis
a
peça
•Kj
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali
dade.©
preços
muito resu
midos.
«ri ■
------
Vende
cimento
roraa-
$
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques de ca-
y
sas,
tudo
de
primeira
qua-
§
lidade.
(Z
*
J
w
ít»
sjSf
$
arbeotação
be
memissas
Quem pretender
arrematar
as
medidas
da
confraria
de
Sarna
Luzia,
erecta
nos
claustros
da
Sé,
póde
comparecer
no
mes
mo
local
no
dia
12
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã-
•
(4493)
Retratos baratos —
A
1^000
rs.
a
dúzia.
4—
RIA MOS CAPEIitlSTAS—4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo
Santiago,
photographo,
tira
retratos
pelos
systemas
mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(4343)
Premiadas na
Exposição
de
Vienna em
4873.
Estas
aguas
que
a
anaiyse e
experiên
cia tem
mostrado
serem das
primeiras
da
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moléstias,
mas
os seus
eíleilos mais
notáveis
são
:
nas
moléstias
de
eslomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
pelle.
A
Companhia
só
garante
a
pureza
das
aguas
vendidas
nos
seus
depositos,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Moalenegro.
R.
de
D.
Maria
2.a
n.°
30.
Braga
—
Antonio Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.
(4105)
»iGariar..u
icgia
iunmTa
wi
r»»
Mga«
wr
rT
jga
g
uuu«(.
JOSE
‘
DA SIL
VA FUNDÃO
Coots loja
de
fato
feito
68,
Campo
de
Sanl’
Anna
(lado
de baixo),
68
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d’esta
cidade
como
/w'
l*
as
Prov
*
ot
’
8S
(
I
ue
teíl)
11
m
bonito
lll
I
e
variado
sortimento
de
fato
fei-'
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de’casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim
como
camisas de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800, de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de gorgurão
de
seda
e
de casimira
de
todas as qualidades,
de
500
rs.
até
800; mantas
de
seda
de
t
i
dos os feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer obra
que
lhe
seja
eocommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando não
fique
á
vontade
do
freguez.
(]»)
Deseja-se
fallar com
a
snr.
a
D., Maria
Miquelina
Oliveira
Guimarães,
em negocio
que
lhe
diz
respeito
de
seu
interesse.
As
informações
a
tal respeito
dá-as,
n’esta
cidade
o
agente
do
Banco
de Portugal,
João
Antonio
d
’Oliveira
Braga,
na
rua
do
Souto,
casa
n.°
38.
(286)
BRAGA, TYPOGRAPBIA
LUSITANA—18’6.
Parte de Comércio do Minho (O)
