comerciominho_11071876_515.xml
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-
4
a
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
515
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Josi Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n? 3
E,
para
onde
deve
»er
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas; assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
firrri^r^^rr-iriínr
wmif
mi.
hui
—
i
wiiwii
—
m
iiniiimi—iM)rM¥i,nwr
',1,w,w^
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TERÇAS,
QUINTAS
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SABBADOS.
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gps,a
|
yCTi
*
gWMBP<w-
yTrT.v-?>?c'-;
‘
-
F~^
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre 850
rs.^Prcvtn-
cias,
anno 2&400
rs. e sendo
duas
4&000
rs.
—Semestre
lâá5tl
rs.=Braz»l,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
°/
0
d
’
abatimento.
BKAGA-TIHÇVFEIKl
11
UE
JULHO
O
Atheneu Arelteologíeo de Rraga.
Do
seio
da
nossa
obscuridade
solta
remos
também
um brado
de
approvaçào
ao
proveitoso
commeitimento,
que
acaba
de
realisar-se
em Braga.
Saudamos
com
jubilosa
esperança
a
inauguração
do
Alhe-
neu
Archeologico
d
’
esta
cidade,
e
ante
vemos
os
profícuos
resultados, que
para
o
estudo
das
antiguidades
patrias,
tão
descurado
entre
nós,
devem
advir da exis
tência
d’
este
novo
estádio
aberto ás
in-
telbgencias,
que
em gloriosos e
inoflensivos
certames
poderão
d
’ora
avante
disputar
alli
os
prémios devidos á
illuslração,
e
ao
estudo,
com
que
esta
se
adquire.
Não
tentaremos
agora
encarecer
a
im
portância
da
Archeologia.
Penna
muito
mais habil,
que a nossa,
acaba
de
fazel-o
proficientemenlc
na
circular
para
o
con
vite
do
Atheneu
Archeologico.
Limitar-
nos-bemos
pois
sómente
a aílirtnar,
que
é
lamentável, é
vergonhosa
mesmo a
in
cúria,
com
que
temos
olhado até
hoje
para
a
conservação
e
estudo
dos
nossos
monumentos;
e
não
menos
vergonhosa
é
a
ignorância,
que
se
nota
em
escriptores
nossos,
aliás
eruditos,
ácerca
das
antigui
dades
patrias,
e
dos
auclores
clássicos,
com o auxilio
de
cujas
obras
podemos
investigal-as.
Pedimos
vénia
para
fazer
algumas
ci
tações
comprovativas
do
que acabamos
de
dizer.
Publicou-se
recentemente, sob
o
ve
nerando
nome
de
Fr.
Domingos
Vieira,
um
Dicciooario
da
língua
Portugueza;
á
frente
do
l.°
tomo
d
’
este
imprimiu-se
um
trabalho
sobre
a
mesma
lingua,
escripto
por
um mancebo,
que
gosa
ahi
da
repu
tação
de
muito
erudito.
Ora
a
paginas
198
d
’
essa
introdução
lê-se
o
seguinte:
«Não
se
póde
determinar
com
certeza
«qual
foi a
segunda camada
de habita-
«dores
da
Hispanha.
A passagem
de
Li-
tgures
entre os
Iberos
e
os
Celtas,
com
«quanto
possível,
não
ha
nenhum lestimu-
<nho
historico,
que
nol-a
faça
olhar
como
«
provável»
O
periodo,
que
transcrevemos
em
itá
lico,
revela
a
mais
crassa ignorância
dos
teslimunhos
histéricos,
legados pela anti
guidade,
ácerca
dos
primeiros
habitadores
da
Península
ibérica.
Se
o escriptor
cita
do houvesse
lido
Eslrabão,
Avieno,
e
ou
tros
escriptores
antigos,
saberia
por
certo,
que
os
Ligures
eram
propriamente
de
raça
ibéra,
que
a
primitiva
estancia
dos
Ligu
res
e
a
sua
cidade
de
Lygilina
ficava
não
longe
do
Tarlessus
(Gibraltar);
que
d’
alli
foram expulsos
pela
invasão
dos
Celtas,
e obrigados
a
emigrar
para a
Gallia
e
llalia,
impellindo
também diante
d’
elles
os
Sicanos—outro
povo
de
procedência
ibéri
ca
—
que
Thucydides
colloca
igualmente
em Hispanha,
nas
margens
do
Ségre,
e
que
d
’alli
passaram a
habitar
Sicilia.
Em face de
todos
estes testimunhos
dos
auctores
gregos
e
romanos
só
a
in-
sciencia
mais
indesculpável póde
ousada
mente
allirmar
que
—
não
ha
nenhum
les-
limunho
historico
que
nos
faça
olhar como
provável
(!!)
a passagem
de
Ligures
entre
Ibéros
e
Celtas.
No
volume
IV
do
Archivo
Piltoresco
ha
um
artigo
do
sur.
Manoel da
Gama
Xaro
(que
é
justamente
reputado
como
um dos
nossos
mais distinctos antiquários)
ácerca
dos habitantes
de Celcbriga
ante
riores
aos
Romanos.
Ahi
sustenta
elle,
que
a
costa
da Lusitânia,
delimitada
pelo
Tejo
e
pelo
Guadiana
fTagus
e
AnaJ
fóra
habitada
pelos
Bastulos-,
opinião
singular,
que
tem
indusido depois
etn
erro
a
vários
escriptores,
entre
os
quaes
o
estimável
e
infatigável
auctor
do
Portugal
antigo
e
moderno.
E
sobre
que
dados
fundava
o
snr.
Xaro
esta
sua
opinião
de
todo o ponto
tnexa-
cta?
Sobre
uma
simples
passagem
de
Plínio,
que
se
esqueceu
de
comparar
com
outras
passages
do
mesmo
geographo,
e
sobretudo
com os
textos
de
Estrabão e
de
Pomponio
Méla.
Pliuio
diz:
Ab
Ana
autem
Atlântico
Oceano
obversa,
Bastulorum
Turdulorumque
esl.
E o
snr.
Xaro
accresceola:
«Temos
«portanto
Bastulos
e
Turdulos
desde
a
«foz
do
Guadiana
por
toda
a
costa
do
«Oceano,
até
onde?»
—Se
consultasse a
Pomponio
Méla,
acharia
esta
sua
questão
resolvida
da
uma maneira
bem
diííerente
d
’
aqueila,
por
que
elle
erradamente a
re
solveu.
Pomponio
escreve assim: «Ao
sa-
«hir
do
Estreito (de Gibraltar)
sobre
a
«direita,
topa-se
com
a
costa
Occidental
«da
Bélica
que.... apresenta
uma
linha
re
nda
até ao
Ana.
Aqui
habitam
os
Tur
dulos
e
os
Bastulos.»—
Logo
os
Bartulos
eram
povos
da
Bélica
e
não
da
Lusilania,
e
estanceavam
a
Leste
e
não
a
Oeste
do
Ana,
que
formava a linha
divisória
entre
as
duas províncias.
Estrabão concorda
perfeitamente com
Pomponio
Méla.
«Eotre
a
parte
do
lilto-
«ral
ibérico
(diz
elle),
em
que
se
abrem
«as
fozes
do
Betis
e
do
Ana,
e
a extre-
«midade
da
Maurosia, uma irrupção do
«mar
Atlântico
formou
o
estreito
das
co-
«lutnnas
d
’
Hercules,
que
hoje
dá
commu-
«nicação
entre
|o mar uexterior
e
o
in-
«
terior.
Ora
alli
proximo,
no
terrilorio
dos
«Ibéros
Bastamos,
também
denominados
sBaslulos,
está o
monte
Calpe,
etc.»
E
n’
outro logar:
«A
Turdelania
tem
«por
Imites
a
O.
e
N. o
curso
do
Ana...
«ao
sul
emtim
essa
estreita
faxa de terra
tcomprehendida
entre
Calpe
e
Gadira
(Ca-
•
dix),
que é occupada
por
uma
parte da
«nação
baslelana,
e
depois
o
proprio
mar
«até ao
Ana.
d
E
o snr. Gama
Xaro
leu
tão
mal
esta
passagem
do
geographo
grego,
que
na
es
treita
faxa
de
terra,
tão bem determina
da
por
elle,
viu
o
tcreno
de
Troia,
en
tre
o
rio
Sádo
e
o
mar!
aliquando
bonus
dormitai....
Não
nos
surprehendem
estes
lapsos,
propiios
da
debilidade
da
nossa
natureza
tão
subjeita
ao
erro Lamentamos porém
que
tão
inexactas
opiniões
hajam
passado
em julgado,
e
sejam
ahi
admitlidas
como
irrefragaveis
por
toda
a
geote;
o
que
prova o
abatimento,
a
que
entre
nós
hão
descido os
estudos
das
antiguidades
patrias,
e
a
especie
de
despreso, com
que
são
olhadas
no nosso
paiz
as
investigações
archeologicas,
a
que
lá
fóra
se
está
hoje
ligando
tão
subida
attenção.
Graças
pois
á nobre
etnpreza, a
que
ardidameole
se
votaram os
digníssimos
instituidores
do Atheneu
Archeologico
bra-
carense
Que
os
seus
nobilíssimos
exfor-
ços sejam
secundados
por lodos os
que
em
Portugal
cultivam
a
verdadeira
scien-
cia,
e
que
d’
elles
resulte
o
máximo
pro
veito
para
as
lettras patrias,
eis
os
votos
sinceros,
que
não
cessará
de
fazer
o
hu
milde
signatário d’
estas
mal
traçadas
li
nhas.
D.
M. SOTTO-MA.YOR.
----------- ----------------------------------
O
«lia 1<
*
de Junli<{ em Roma.
Festejou-se
o
anniversario
da
Exalta
ção
de Pio
IX
ao
solio
pontifício
e
celebrou-
se
por
toda
a
parte
com
grande
prazer,
mas em
nenhuma
parte
o
foi
maior
que
em
Roma,
onde
o
Papa
é sempre
considera
do
apesar
dos
attentados
da
revolução.
No
dia
16
pelas
11
horas
da manhã,
se
reuniu
o
Sagrado-Collegio
no
Vaticano,
na sala
do
Throno,
para
apresentar
as
suas
felicitações
ao
Santo
Padre,
e o
cardeal Pa-
trizi
leu,
em
nome
de
todos
os
seus
ve
neráveis
irmãos,
um
discurso
cheio
dos
mais
nobres
sentimentos.
Recordou a
eleição do
Papa,
verificada
d
’
um
modo
quasi
prodigioso
e
o prazer
que
o mundo
calholico
por
isso
sentira.
O
cardeal
terminou
o
seu
discurso
pe
dindo
a
bênção
apostólica;
e
o
Papa
le
vantando-se,
dignou-se
responder
com a
seguinte
allocução:
«Vendo
a
protecção
que
Deus
concede
á
sua
Egreja,
mesmo
quando
esta
esposa
immaculada
é
perseguida;
vendo
como
Deus
se
serve mesmo
de suas
tribulações
para
a
tornar
mais
bella
e
respeitada,
sentimos
o
nosso
coração
abrir-se
a
uma
confiança
maior para
com
um
Deus
que
se
mostra
tão
abertamente
nosso
protector.
Veneráveis
irmãos,
todos
vós
experi-
mentaes comigo
esta
protecção particular
de
Deus
porque
estaes
total
e
plenamen-
le
votados
a
sustentar
os
direitos
da
Egre
ja
e
a
luctar
de frente
contra
os
exfor-
ços
dos
inimigos.
Todos nós
estamos
aqui
n
’
uma
especie
de
escravidão.
Comtudo
es
ta
situação
que
por
si
mesma
inspira
tris
tes
pensamentos,
não
nos
impede
de
nos
consagrar
com
um
maior ardor
ao
serviço
da
Egreja.
Emquanto
a
mim.
já tenho
di
to
d
’
este
mesmo
logar
que,
desde
o
trans
torno da
sociedade
humana,
os
negocios
das
sagradas
congregações
se
teem
multi
plicado,
os
pedidos
de
consultas
cresce
ram,
e
por
consequência
vossos
trabalhos
e
fadigas
augmentara.
E
vós,
com
um. es
pirito
cheio
de boa vontade, vos
tendes
sujeitado
a
novos trabalhos
para
conser
var
sã
e
salva
a
disciplina
da Egreja
uni
versal,
e
vos
entregaes
com
uma
activi-
dade
sempre maior
a
tudo
o
que
diz
res
peito
á
Egreja de
Jesus
Christo,
dando
conselhos
opportunos,
suggerindo remedios
efficazes
;
de
sorte
que
esta
Santa
Sé,
que
vós
servis,
unidos
a
mim,
com
taota
af-
fo
HISTORIA »’U.n
I
Onde se
vêem
Jacques
e Mathurin
muito
assustados.
[Continuação]
—
Os sábios de
Paris
devem
vertel-o
pa
ra
francez.
—
Nunca
o
vi
nos
jornaes.
—
Julgas
que
os que
bradam
tão
alto
o
leiam todos os
dias?
—
Ah!
não
ha
duvida.
De cada
vez,
citam
alguns
dos seus
trechos,
e
são
coi
sas
abomináveis.
—
E
’
isso
mestno.
Desejava
bem
saber
tudo
junto.
—Também
eu.
—
Que
fazer
para
se
arranjar
isso?
—
Não sei.
—
Como somos bestas
—salvo
o
respei-
peito
devido
ás
nossas
pessoas
—exclamou
Mathurin.
—
Então
que
faremos
?
-
—
Só
temos a pedir isso
ao
snr.
cura
que
deve
tel-o.
—
Justamente.
Mas
se
o
tem
só
em
latim,
estamos
bem
adeantados.
—
N
’
esse
caso
nol-o
explicará.
—
Julgas
que
nos
vae
dizer
a
ultima
palavra
da
coisa?
—
Ahi
está,
não
reflectira n’
isto
; e
d’
ahi?
—
Se
consultássemos
o
snr.
instructor?
—
Boa
ideia.
—
Cônsul
tal-o-hemos.
—
Sim,
consultemol-o.
E
’
também um
sabio,
e
que
sabe
resistir
ao
snr.
cura,
jul
go
eu.
Tem
estudos.
Diz-se
até
que
co
meçara
a
estudar
para
se
ordenar.
Não
sei
o
que
o
impediu
d
’
isso,
o
que
não quer
dizer
nada.
—
Aproposito,
eis ahi
toda
a rapa
ziada
que
sae
‘da
eschola
;
traz
a sua
tro-
pa
por
aqui
:
vamos vêr
se
lhe
podemos
fallar
em
uma
palavra
do
assumpto.
II
O
professor.
Nicolas-Pancraciolsidoro-Saitout,
pro
fessor
da
aldeia
de F
***
,
era
homem
de
quarenta
annos,
de
fisionomia
cheia
e
co
rada,
na qual se
descrevia
a
mais
comple
ta
satisfação
de
si
proprio,
e certas ru-
gas
mais
seccas
indicavam,
que
nem
sem
pre
durava
essa
satisfação
para
com
os
outros.
Nicolas-Paucracio-Isidoro-Saitout,
tinha
uma
grande
opinião
do
seu
mérito
pes
soal.
Tinha,
com
eífeilo,
na
sua
mocidade
começado
a
estudar latim.
O
cura
da
sua
parochia,
notando
n
’elle
algumas
felizes
disposições,
pouco
traba
lho
tivéra para
obter
de
seus
parentes
—excellenles
campouezes, e
bons
christãos
que
eram
felizes
por
pensar
que
haveria
um
padre
em
sua
familia
—
-os
sacrifícios
necessários
para
o
fazer
admiitir
no
pe
queno seminário
da
diocese.
No
seminário,
não
lhe
exigiram
o
pre
ço
integral
da
pensão
;
os
paes afadi-
garam-se
um
pouco
mais
do
que
anterior-
menle
para
vestir o
joven
seminarista
;
o
bom cura
desejára
pedir
algumas
esmo
las
para
o
seu
auxilio
e
elle
mesmo
aca-
bára
por
completar
o
que
faltava.
Durante dois
ou
tres
annos,
tudo
foi
bem, e
o pequeno Nicolas,
como
se
cha
mava
familiarmente,
só
dava
motivos
de
satisfação.
xMas,
chegado entre
os
grandes,
deixou-
se
levar
por alguns maus
companheiros
que
os
seus mestres vigiavam
sem
co-l
nhecerem
toda
a
sua
preversidade, e
sei
entregou
a lêr
maus
livros,
romances
que
*
só
podem tornar-se
aborrecidos
ao
cora
ção e
corromperem
a
imaginação.
Desde
logo,
uma
notável
mudança
se
notou
no
seu
comportamento
; já
não
for
cejava
para
cumprir os
deveres com
von
tade
e
para
estudar
as
suas
lições;
ao
mesmo
tempo
estava
indisciplinado,
recal-
citava
ás
mais
pequenas
observações
que
lhe
faziam.
Emfim,
poz-se
á
testa
d
’uma
d
’
es-
sas
pequenas
conspirações
do
collegio
que
não
são nada,
quando
se
consideram
de
longe,
mas
que seriam
a
ruina
da
disci
plina
e
dos
estudos, se
as
tolerassem.
Uma
despedida
vergonhosa,
posloque
pronun
ciada
com todas
as
atlenções
possíveis,
foram
a
consequência
do papel que
re
presentara
n
’este
trama.
Nicolas-Pancracio-Isidoro-Sailout
não
linha
concluído
a
sua
terceira
classe
;
ti
nha quinze annos.
Retomar
os
trabalhos
do
campo
pareceu-lhe
muito penoso,
e
demais
julgava-se
capaz
de
coisa
melhor
do
que
isto.
Não se podendo
ordenar,
voltou
para
o
ensino,
entrou
na
escola
normal
do seu
departamento
e acabou por sahir
d
’
elle
com
a
patente
de
professor.
(Continúa)
feição,
experimenta
os
infelizes
resultados
de
vossas
fadigas.
Disse
que
estamos
n’
uma especie de
es
cravidão
e
a
este
respeito
julgo
opportu-
no
citar
o
exemplo
de
Tobias.
Conduzido
em
escravidão
por
Salmanazar,
foi
com
os
outros
da
sua
nação,
soffrer
as
desgraças
do
desterro
e
as
tristezas
de
uma
escra
vidão
aggravada
ainda
mais
por
Sennache-
rib.
Mas
Deus
concedeu
a sua
graça
a es
te
joven,
que
obteve
favor
no
espirito
do
rei,
e
aproveitou-se
d
’
elle
para
o
bem dos
seus
concidadãos.
Assim
o
bom
Israelita
não
se
abandonava
a
uma
tristeza
ociosa
;
obrava com
uma
grande
energia para
aju
dar
seus irmãos
por
todos
os
mo
dos
;
entregava-se
a
todas
as
obras
de
caridade
para
aliviar
os
seus
companhei
ros
de
infortúnio;
mas sobre tu.lo
appli-
cava-se
a
sustentar
entre
os
seus o bom
espirito
por seus
excellentes
conselhos;
Mo-
nilas
sai
u
t
is
dabat
eis.
Ora,
é
isto
o
que
nós
mesmos
fazemos.
Vós
daes
conselhos
nas
congregações.
Eu
estou
comvosco:
Monila
salutis
damus
omnibus
chrislianis.
Nós
já
os temos
da
do, e
empenho-vos
que
continueis
a
dal-os.
São
numerosos
aquelles
que
teem
um bom
espirito e
que
estão
cheios
de
boa
vonta
de;
mas
elles
enfraquecem
debaixo
do
peso
d
’
esta
perseguição continua
e
calculada.
En
fraquecidos,
desanimados, não
sabem
com-
prèhendér
como, depois
de
tantas
peniten
cias e orações, o
ílagello
persiste
a
ferir
a
Egreja.
Vós
vêdes
o
quanto
vem
a
pro-
posito
a
inslrncção
dada pelo
anjo
a
To
bias. Póde
ser
lambem
que
Tobias
pedis
se,
e
que
o
anjo
lhe
explicasse
o
myslerio
de
suas
dôres.
Qitúz
accèplus
eras
Deo,
ne-
cesse
fuit
ul
lentàtio
probarel
te.
Tu
cum
pristes boas
obras,
e,
o
tempo
da
escra
vidão o
empregaste
nas
praticas
da
cari
dade
;
observaste plenamente
a santa
lei,
e,
é
porque,
na
ordem
admiravel
de
sua
Providencia,
Deus quiz
qoe
fosses
1
experi
mentado
no
cadinho
das
tribulações:
cesse
fuit
ul
lentàtio
probarel
confirmada
depois
por
Jesus
Evangelho
:
Upcrtet
Christum
intrare
in gloriam
suam.
Ha depois
alguns que
não
de
bom
e
passam
talvez
o
seu
tempo
em
occupações
illicilas
;
a
estes
támbem
date
monda
salutis. Ha-os,
emíim.
que
quere
riam conciliar
Christo
com
Bélial
; estes
teem
igualmente
necessidade
de
vossas
lu
zes,
a fim
de que
considerem
que a
noite
e
o
dia
não
podem caminhar
junta
mente
como
duas
linhas
parallelas
; a
noi
te
é
a
noite,
o
dia
é
o
dia.
No
entretanto
chegou
a
Tobias
o
tem
po
da
consolação
e
da liberdade.
Senna-
cherib
foi
morto
por
seus
proprios
filhos
e
Tobias
pôde
voltar
para
a
sua
tribu. E
no
tai que
não
sómente elle
pôde tornar
a
entrar
livre na sua
tribu,
mas
também
recobrar
lodos
os bens
que possuia
no mo
mento
em
que
o
tinham
levado
captivo.
Tende
por
certo
que
a
Egreja
deve trium-
phar
e
que
a
revolução
morrerá. Os
paes
matarão
seus
filhos
e
os filhos
matarão
seus
paes,
e
todos
aquelles
que
nasceram
da
re
volução
se
devorarão
entre
si.
Os
anjos,
por
outro
lado, combaterão
contra
os
in
sensatos,
e
a
Egreja
triumphará. A fé en
sina-nos
que
é a
obra
de
Deus
que
será
furte,
e
estável,
e
que
a
perfídia
dos
ho
mens
não chegará
a destruil-a.
Continuai
pois a vossa
obra
n
’esta no
bre
arena
; applicai
o
espirito,
o coração
e
a
mão
ás
necessidades
da
Egreja,
e
com
batei
mesmo
nas
trevas profundas dos
acon
tecimentos,
por
entre
as
ameaças
dos
sec
tários,
que, n’
estes
dias,
não
teem
tido
ver
gonha
de
proferir
que
as
lojas
maçónicas
estão
destinadas
a
succeder
ao
invencível
calholicismo
;
devemos ler
a
fé
e
estar
certos
que
no
meio
da
horrível
tempestade
é
Jesus
Chris
to
que
conduz
a
barça
:
Si
ambulavero
in
rnedio
umbroe
mortis,
non
timebo
mala
quo-
niam
tu
rnecum es.
Obrando assim, adquirireis
o
direito á
bênção
eterna
de
Deus,
cujo
penhor
é
a
bênção
que
o seu
Vigatio vos concede em
seu
nome.
Benedictio
Dei,
etc.
ne-
le.
Sentença
Christo
no
pati,
et
ita
fazem
nada
Os snrs. assignantes que já
tenham
pago alguns dos
mezes
seguintes
á data
referida, serão
devidamente compensados
no
acto de
reformarem a assigna-
tura, e
no caso de não
quere
rem continuar
findo o
praso
indicado
nos recibos,
ser-lhes-
ha
enviado o jornal por tempo
equivalente á differença.
Procissão.—
Ia
na
verdade
esplendi
da a
procissão
com
que
terminou
a
fes
tividade
do
Corpus
Chrisli
em
S.
João
do
Souto.
O
préstito
era
aberto por
um
piquete
de
cavallaria
seguido
da
banda
da
P.bi
larmonica,
e composto
das confrarias
da
freguezia
e
irmandades
da
SS.
Trindade,
N.
Senhora
do Carmo,
e
Santa
Cruz.
No
centro
via-se
um
crescido
numero
de
an-l
ginhos,
ricamente
vestidos.
Em
seguida
ao padio,
ia
a
banda
regimental
e
uma
numerosa
guarda
d
’
honra.
Não nos
enganaremos
dizendo
que
foi
esta
a
procissão mais
pomposa
que
se
tem
feito n
aquella
freguezia: e
n
’
esta
af-1
firmação
vae o
maior
elogio
aos
actuaes
I
inesarios.
RioneriiçSo,—
Foi
exonerado,
pelo
aedir,
o
exm.°
snr.
dr.
Luiz
da
Costa
Pereira, digníssimo
reitor do
lyceu d’es-
ta
cidade.
E
uma
grande
falta
de
que
muito
se
ha
de resentir
aquelle
estabelecimento
lit
terario.
A
«Borboletas.—
Publicou-se
n.®
17
1
este periodico
litterario,
redigido
por
mui
tos
dos
nossos
mais
notáveis
escriptores.
O
presente
n.°
traz
artigos
e poesias
<
os
snrs.
Pereira-Caldas, Augusto
Luso,
A.
M.
Simões
de
Castro, Alberto Cruz,
Alfredo Campos, e outros.
ATovo estabelecimento <le
ba
nhos.
No
dia 3
do
corrente
foi
lan
çada
a
primeira
pedra
para
o
novo es
tabelecimento
de
banhos
que
em
Visella
vae
construir
uma
numerosa
companhia.
E
um
melhoramento
importantíssimo,
e,
attento
o
deplorável estado
em
que
sè
acham
aquellas
magnificas
thermas,
abso-
lutamente
indispensável.
Felicitamos
os visellenses
e
o
paiz.
Jornnl
do
contribuinte.
—
Rece
bemos
os tres
primeiros n.
os
do
«Jornal
do
contribuintes,
que
se
publica
em
Lisboa.
E’
um
periódico muito
importante.
Agradecemos
a
troca
e
desejamos
lon
ga
vida
ao novo
collega.
Noticias
diversas.
—
Está
nas caí
das
de
Visella
o exm.° snr.
João
de
Andrade
Corvo,
ministro
dos
estrangei
ros.
—
A
diligencia que
seguia
de
Sevilha
para
Huelva
foi
roubada
no caminho,
apo
derando-se
os
ratoneiros d
’
uns
8:000
du
ros.
—
Em
2
do
corrente
escrevem
de
Lon
dres
:’
A administração
da
guerra
está
aqui
n
’
uma
aclividade
devoianle.
Honlera
(um
de
julho)
deu-se
ordem
de partida
a
vin
te
baterias
de artilheria
que
devem
es
tar
em
Malta
até
15
do
corrente.
Oito
regimentos-inglezes
receberam
ordem
de
partida,
e
embarcam
esta
tarde
e
ámanhã.
Forman-se
duas
divisões
que
formarão
um
corpo
de exercito
ás
ordens
de
sir
Gar-
net
Wolslay,
o
vencedor da
guerra
dos
As-
hantees.
ÍJ-m
segundo
corpo
do exercito
está
em formação;
o
seu
estado
maior
já
está
prompto.
Hontem,
um
general
bem
conhecido
quiz
apostar
a
1:000
libras
con
tra 10,
se
os
inglezes occupariam
o
Egy-
pto
autes
de
6
semanas.
Ninguém
quiz
apostar,
pois
todos
estão
convencidos
de
d
;
porque, apezar
de
tudo
isto,
um
conílicto europeu.
0
príncipe
de
Gal-
GAZSTILIÀ
Em
rasão do abatimento do
preço
postal
para os jornaes, a
importância
das assignaturas
do «Commercio
do
Minho», para
fóra
da cidade, é, desde o l-°
de julho do anno corrente
em
diante de
2$000 reis por
anno.
les
passou
no
1
0
do corrente
uma
revis
ta
aos
voluntários
em
Hide-Park.
Haviam
alli
25:000
voluntários
e
10:000
homens
de
tropas
de
linha.
—
D.
Carlos
VII tem
estado
em S.
Petersburgo.
—
No
dia 3
do
corrente
foi
aberta ao
publico a
estação
do
telegrafo
entre
Vi
sella
e
Guimarães.
Os
visellenses
festeja
ram
estrondosamente
este
melhoramento,
a
falta
do
qual
de ha muito
se
fazia
sentir na
m>is
importante
das nossas
caí
das,
cuja
pittoresca
localidade
é
com ra
zão
chamada
a Cintra
do
norte.
—Ante-hontem
tomaram
grau
de
ca-
pello
na faculdade de
Medicina os snrs.
Antonio
Maria
de
Senna,
Augusto
Antonio
da
Rocha
e
Daniel Ferreira de
Mattos
Jú
nior.
—
Está
em
Visella
o snr.
Manuel
Vaz
Preto
Giraldes,
par
do
reino.
O
proíestantígnio.—
Os
protestan
tes
teem
a
mania
de
explicar
a
Biblia,
a
seu
modo.
Em
um pequeno
romance
lemos
o
se
guinte
trecho
que
bem
a
desenha.,
«Já
vi
um
que
foi pedir a
um
cirurgião
para
lhe
varar
um
olho:
que
gracinha!
Por
que
tinha
lido
na
Biblia: «se
o
olho
te
escandalisa,
arranca-o,
e
lança-o
para
lon
ge de li.» (Marc.
9,46.)
Outro
deu
cabo
das
telhas
todas
da
casa,
na
qual chovia
como
na
rua;
porque
se
entrelinha
a
ler
a
Biblia
sobre
o
telhado
para
cumprir
com
o
texto:
«o
que
ao
ouvido ouvirdes,
pre
gai-o
sobre
os
teclos.»
(Math.
10,
27);
e
outro
nunca
dava
esmola
com
uma
das
mãos,
sem
pôr
a
outra na algibeira:
«pa
ra
que
não saiba
a
esquerda o
que
faz
a
direita.»
(Math
6,
3).
Aneiiocta.
—
D
’
um
jornal
inglez:
Napoleão
1, passando
revista aos vete
ranos
reformistas,
notou
que
um
grana
deiro
maneta,
não
tinha
no
peito
conde
coração
alguma.
—Onde
perdeste
o braço,
perguntou
—
Em Austerlitz, senhor.
—
E
não
foste
condecorado
?
—
Não,
senhor,
esqueceram-me.
—
Toma então
a
minha cruz,
faço-te
cavalleiro.
E
o
imperador
destacou do
peito
a
sua condecoração
e
entregou-a
ao
grana-
1
deiro.
i
—
Ah!
replicou
o
veterano,
vossa
ma-1<
gestade
faz-me
cavalleiro porque
perdi
um
só
braço Que
me
faria
se
perdesse
os
dois
?
—
Far-le-hia
oflicial.
E
logo
o
granadeiro
desembainhou
o
'sabre
e cortou
o outro braço!
O
Precurseur que
reproduz
a
anedo-
cta
observa
então
:
«De que
modo
cortou
o
braço
a
este
valente
e
generoso
veterano
se
elle
era
maneia
?»
l'm
aehndo.
—
O illustre
bibliophilo
Ebel
descobriu
no
Egypto
o
livro mais
antigo
de
medicina,
que
se
conhece
até
agora.
Remonta
a
uma épeca de
Ires
mil
e quinhentos
annos,
e
pertence
á
bibiio-
theca dos
Pharaóes.
Eseamiaao.—
Lembramos
a
quem
com
pete
velar
para
que
se
respeite
a
morali
dade,
que
é
preciso
fazer cessar
um
es
cândalo
que
quasi
diariamente
se
está
dan
do
na
rua
dos
Pellstmes.
Queremos
refe
rir-nos
ás
scenas
escandalosas,
e
a
pala
vras
as
mais
obscenas
com
que
uma
tal
Cartisla
e
filhas
costumam
mimosear
al
gumas
visinhas,
isto
em
altas
vozes
e
em
plena
rua.
Dizem-nos
que
o
regedor
respectivo
es-
há
orientado
do
que
alli
occorre;
porém
como
o
escandalo
continua,
pedimos
ao
exin.°
snr.
administrador
do
concelho
ha
ja
por
bem
providenciar
para
que
se
po
nha
côbro
a
este
escandalo.
♦
*
*
Com I9eti«
mio
se
brinca.—
-Le-
[
mos
na
Semaine de
Seez:
«Certo
droguisla
de
Z...
era
leitor
as
síduo das
folhas
irnpias,
que
gabavam
a
mais
não
poder
os
festins
em que
se
comiam
salsichas
Sexta-feira
santa
nos
bel-
los dias
do
imperio.
Cuidou
alcançaria
extensa
nomeada
por
toda
a
Fiança
se
os
imitasse,
e
resolveu
fazel-o
de um
mo
do
engenhoso. Comprou
um
peru
e
um
arenque,
aquelle
para
sexta-feira
de
Pai
xão,
este
para
domingo
de
Paschoa.
1
Em
pontos de libertinagem,
nosso
im-
h
pio
não
queria
que
ninguém
lhe
puzes-
I
se
pé diante.
Desde
quinta-feira santa
já
o
perú
estava
morto,
e
depennado
por
sua
ordem,
reunem-sa ou
visinhos
a
apreciar
as proezas
do
novo
Judas.
—Tragam-me
o
sangue
do
perô,
diz
elle,
e o quero
saborear
hoje
mesmo. Era
quinta-feira
santa
2
de abril
de
1874.
E
accrescentou
com
medonho
aecento:
O
arenque
não o comerei:
o
rapaz
ao
do
mingo
terá
rebentado
e
todos dirão, esta-|
ras
’
outros
linalmente
untados
com enxo-
mos
livres
dellé.
mais
do
que
o
transporte
d
’
uma
sonunj
i
de
dinheiro
feito
entre
duas
pessoas
que
i
são,
o
saccador
e
aquelle
a
favor
de
quem
•
é
passada
a
leitra,
o qual
se
torna
set»
i
proprietário
pelo
valor
que
dá
por
ella.
A
leitra só
é
reputada
de cambio
quan
do
é
saccada
de
uma
praça
para
ou
tra.
Deve-se
aos
judeus
a
invenção
das
let-
tras
de
cambio,
sendo
os
italianos,
e
os
negociantes
d
’
Amsterdam
os
que
estabele
ceram
o
seu
uzo
em
França.
Banidos
d
’
<
ste
reino
em
1318. sob o
reinado
de Filippe, o Longo,
refugiaram-
se
os
jadefls
na
Lombardia,
onde
deram
aos
negociantes
lettras
sacadas
sobre
aquel-
les
a
quem
tinham
confiado
as
mercado-
dorias
no
momento
de
partirem, as
quaes
foram acceitas
e
pagas.
A
invenção
admiravel
das
lettras
de
I
cambio
nasceu
da
desesperação
e
então
só o
commercio
poude
illudir
a
violência
e
manter-se
em
todas
as
partes
do
mun
ido.
A
mais
antiga
ordenação
que
faz
verdadeira
menção
das
lettras
de
cambio,
isto
é, das
que
são
saccaúas
d
’
uma
pra
ça sobre
ouira,
é
o
edicto
dado
por
Luiz
XI
no
mez
de
março
do
1462 pela
qual
confirma
as feiras
de
Lyão.
Antes
do minis
tério
do
Cardeal
de
Rictielieu não se
usava
da palavra
ordem
(isto
é
pagar
á
ordem
do
snr.
F.);
mas
o embaraço
das
procurações
que
era
necessário
passar,
deu
logar
a
estes
lermos,
que
facilitam
o
commercio das
lettras
de
cambio.
S.
Pedro
em
Koma.—
Roma
é
pa
ra
o
mundo
o
que
a
basílica
de
S.
Pe
dro
é
para Roma.
Roma é
a
cidade
san
ta,
o
centro
da
religião
catholica,
o
fo
co
da
verdade
e
da
religião
christã.
a
basílica
de
S.
Pedro é o
sanctuario
capi
tal
d
’
este
grande
sanctuario,
o
centro
reli
gioso
de
Roma
e
a
sua corôa
mais
magni
fica.
Todos
sabem
o por
que.
Nas
paredes
sagradas
desta
basilica
re
pousam
as relíquias do
Príncipe
dos
Apos-
j
tolos,
do
grande
S.
Pedro,
o
primeiro
Bispo
de
Roma,
o
primeiro
Papa,
o
pri
meiro Vigário
de
Jesus
Christo.
A
seu
la
do,
<
em
um
immenso
palacio
contiguo
á
Egreja,
mora
o Papa,
successor
de
S.
Pedro,
Vigário,
como
elle,
do
Filho
de
Deus
e
soberano
Pastor
de
todos
os chris-
lâos
que
estão
espalhados
por
toda
a
su
perfície
da
terra.
S.
Pedro,
a
quem
se
havia
associado
o
apostolo
S.
Paulo,
depois
de
haver evan-
gelisado
Roma
por
espaço
de
vinte
e
cin
co
annos,
foi
preso
por
ordem
de Nero,
na
primeira
perseguição
qoe
este
cruel
im
perador
fez
soffrer
aos
christãos.
Os
sumptuosos jardins e
o vasto
cir
co
que
Nero
linha
consagrado
aos
jogos
públicos
e
ás
corridas
de
carros,
foram
o
theatro
das
primeiras
e
sanguinolentas
victorias do
Christiauismo.
Estes
heroes
de
um
novo
genero-
triunfaram
com
a
morte.
A
praça deste
antigo
circo
está
actual-
mente
occupada
pela
celebre
columnala
de
8.
Pedro;
por
isso
conta-se que
vin
do
visitar
ao
Papa
um
Imperador
da
Ai-
lemanha,
pedindo-lhe
este
algumas
relíquias
do
Principe
dos
Apostolos,
lhe responde
ra
o
Papa;
«não
posso
nem
me
atrevo
a
tocar nestes
ossos
sagrados.»
Depois abai
xando-se
e
apresentando
ao
principe
um
|ninl\orln
A
z» —
Z
.
* .
continuou:
aqui
as
tendes,
porque
esta
terra
calcamos
foi regada
com o sangue
primeiros
martyres
de
Christo.»
Nero,
depois
de
fazer
conhecer
a sua
ferocidade
cootra
os
chtislaos
dando
a
morte
a
grande
numero
delles,
uns
de-
go
ados
pelo
culélo,
outros
cobertos
de
peiíes
de
aoimaes
e
devorados
pelas
fe-
.l,e
e
amarrados a
estacas
e
queíma-
Trazem-lhe
o sangue
já
cozido.
Novas
dos
a
noite
para
allumisr
os
divertimen-
blasfemias
adubam
o
festim.
Abre
o
im-
tos
de
seu
perseguidor,
o
cruel
Nero
quiz
pio
bocca
para
receber
o
guizado,
abre-a
lambem
fazer
derramar
o
san<>ue
do nas-
---
ii
_
...
.1
(nr
....
55
‘
,
banho.
S.
Pedro e
S.
I
.
r
-
•
VIV.
IIUVÇ
lUCZiGd
i»»
*
.
Acode
o medico,
prestam-se
todos
osponveis
masmorras da
prisão
Mamertina.
ccorros;
sem nenhum
proyeíto.
Quatro
Joram ambos
condemnados
á
morte,
e.
punhado
de
pó
que
cabava
de
apanhar,
•
’
quereis
porém,
relíquias,
que
dos
para
nunca
mais
fechar. Cahe-lhe
o
quei-
tor
depois
de
lhe
haver
dizimado
o
re-
xo,
arregala-se-lhg
os
olhos
espantados,
banho.
S.
Pedro e
S. Paulo
foram en-
desmsia
e
cabe
de
costas'sobre
a cadei-
cerrados
p
or
espaço
de
nove mezes
nas
(a<
4J.X4-
..
Ih„
------
soccorros;
dias
prolonga<n-se
as
convulsões,
a
agonia
do
desgraçado
que
era
todo
esse
tempo
objecto
de
horror
a quantos
o
viam.
Na
segunda-feira
de
Paschoa
expirou
sem
cobrar
um
instante
o
seu
uso
da razão
e
dos
sentidos.
Deram pressa
ao
enterro,
e
quando
passava o
préstito
as
portas
se
fechavam, e
todo
o
mundo se
espantava
do
golpe
qoe
a
justiça divina
tinha
des
carregado.»
Origem
dag
lettras
de cambio.
—
Leitra
de
cambip
não
é outra coisa
S.
Paulo
loi
decapitado,
no
dia
29
de
ju
nho
do
anno
66.°
da
era
christã, em
um
lugar
q
ue
a
píeJade
dos
fieis
venera
ain
da
na
estrada
de Oslia;
e
S.
Pedro,
seu
pae
na
fé
e
seu amigo,
depois
de
lhe
haver
dado o
beijo
de
despedida
no
lugar
que
a tradição
assignala
a
esta tocante
re
cordação,
foi
conduzido
ao
jardim
de
Ne-
ro para
ahi
morrer
crucificado.
Por
hu
mildade
o
apostolo
pedio e
obteve
ser
amarrado
á
cruz
com
a
cabeça
para
bai
xo,
não se
julgando
digno
de
uma
similhan-
ça tão completa
á
morte
de seu
Divino
Mestre.
Os
christãos
deram-lhe
por
successor
a
S. Lino,
e
assim
começou
a
serie
glo
riosa
dos
Papas
que só
acabará
com o
mundo.
O corpo
de
S.
Pedro
foi
recolhido
pelos
fieis
de
Roma,
depositaramn
’o
em
uma
catacumba visinha,
cavada
nos
flancos
do monte
Vaticano.
Mais
ainda
do
que
juoto
do tumulo
de
S.
Paulo
era
alli que
os
christãos se
reu
niam
para
orar,
para
assistir
ao
Santo
Sa
crifício,
e
participar
dos
mysterios
eucha-
risticos.
Ao
passo
que
a
fé
se
espalhava,
cres
cia
alli
também
o
concurso
do
povo.
Mas
a
Providencia
permittiu
que
nunca
fosse
descoberto
nem violado
pelos
pagãos
e
que
as
gerações
chtistâs gosassetn
plena
mente
deste inestimável
thesouro.
Dada
a
paz
á
Egreja
no
anno
de
320.
Constanlino o
Grande
quiz
honrar
a
me
mória
do
Príncipe
dos
Apostolos,
e
sobre
o
seu
tumulo
levantou
â
sua custa
uma
basílica
magnifica. Fez
cortar
uma
parte
do
monte
Vaticano
por se
não
atrever
a
deslocar
o
tumulo
de
S.
Pedro.
Fez
cercar
o
caixão
que
continha
os
seus
os
sos
de uma
caixa
de
porfiro;
sobre
a
tam
pa
poz-lhe
uma
cruz
de oiro
que
existe
ainda
hoje
com esta iascripção:
—
A S.
Pedro,
Conslantino
imparador
e
Helena
imperatriz.
—
Divo
Pelro
Conslanlinus
Au-
gustus
et
Helena
Augusta.
—
Desta
primeira
basílica de
S. Pedro
só
resta
o
pavimento.
A sua
mesma
an
tiguidade
que
tão
venerável
a
tornava
fez
ha
quasi
400
annos
com
que
se
temesse
uma
ruina completa.
Foi
decidida
a
sua
reconstrução,
e
o
Papa
de
então
elevou
sobre o
tumulo do
Apostolo,
em
que
não
locou,
a
immensa
e maravilhosa
basílica
que hoje
visitam
os
peregrinos
do mundo
iuteiro.
Dez
mil
corpos
de
sanctos
e
de
marty-
res
repousam
nas
cryptas
ou subterrâneos
de
S.
Pedro
de
Roma.
E
nas
fileiras
des
ta
legião,
que
nomes,
que
recorda
ções!...
São
os
15
primeiros
Papas
todos
tnartyres.
E
’ S.
João
Çhrysostimo,
é
S.
Gregorio
Naziaozeno,
S.
Gregorio
o
Gran
de,
S.
Leão
Magno,
S. Leão
II,
S.
Leão
III,
S.
Leão
IV,
S.
Leão
IX,
S.
Petro
nilha,
discipuia
de S.
Predro,
S.
Proces
so e
S.
Martiniano,
os
commandantes
da
cohorte
que
guardava
o
Apostolo
na pri
são
Mamertina,
e
que agora
repousam
com
o
seu
antigo
preso,
seu
pae
pela fé,
no
primeiro
templo
do
universo.
Em
frente
do
outro
lado
do
tumulo estão
os
apos
tolos
S.
Simão
e
S.
Judas,
companheiros
de
S.
Pedro,
até
na
morte
delle
insepa
ráveis.
Para
um
coração
chrislão
são
estas
as
verdadeiras
hellezas
da basilica
de
S.
Pedro.
Os
viajantes
não
reparam
n’
isso,
e
não
veem
senão
os
mármores,
o
oiro,
maravilhas
de
architectura
e
os
mosaicos.
Esses
olham
para
as
pedras,
nós
para
os
sanctos;
esses
admiram
a
matéria
e
os
lhesouros
que possuem,
nós
elevamos
o
nosso
coração
e
com
os
olhos
da
fé
en
trevemos
esplendores
que somente
a
luz
celeste
deixa
descobrir.
Assim
que sentimento,
que profundas
emoções
para
um
verdadeiro
catholico,
ao
aproximar-se
deste
tumulo
venerando,
diante
do
qual
ardem noite
e
dia
140
alampaias
!
A
sua
fronte
toca
então
o
chão,
que
cobre
as
cinzas
do
primeiro
Vi
gário
de
seu
Deus
!
Como
faz
bem
reci
tar
então
o
antigo
symbolo da
fé verda
deira,
esse
credo,
composto
pelos
sanctos
apostolos,
e tantas
vezes recitado
pelo
mesmo
S. Pedro,
nas
prégações
do
seu
apostolado.
Quando
o
peregrino
termina
a
sua
ora
ção
e
levanta
os
olhos ao
céo,
desco
bre
de
repente
por
cima
do
tumulo,
e
for
mando
cintura a
copula gigantesca,
a
sen
tença
cahida
dos
lábios
do Filho
de
Deus,
escripta
em grandiosas
feltras
de mosai
co,
sobre
um fundo de
oiro;—Tu
és
pe
dra
(Pedro)
e
sobre
esta Pelra
edificarei
a
minha
Egreja,
e
é
a
ti
que
eu
entre
garei
a
chave
do
reino
dos
Céos
—
(Tu
es
Petrus
et
super
hanc petram
cedifica-
bo
ecclesiam
mearn
et
libi
dabo
claves
regni
Ccelorum.)
Ufana-se
então
da
sua
fé
e
vê
em
todo
o
seu
nada essas
pequenas
dispersas
sei
tas
protestantes, que
abandonando
a
ca
deira
pastoral
de
Pedro,
se
separam do
redil
unico
de Jesus
Christo.
As
quatro
pilastras
que
sustentam
a
copula
tem
laes
proporções que
com
en
genhoso
pensamento
um
archnecto póie,
em
um
outro
lugar
de
Roma, construir
bina
vasta
capella
e
um
pequeno
mosteiro
n’
um
espaço
de terreno igual ao
que
mos
de
dois
instrumentos
novos
que
se
fizeram ouvir
ultimamente
n
’aquella
capi
tal:
o
pyrophone
e
o
lustre
cantante.
O
pyrophone
(som
pelo
fogo)
é
um
or-
gão cujos
tubos
são
de
vidro
e
cujas
no-
las
formidáveis
são
produzidas por
cham-
mas
de
gaz
de
que
aada
tubo
está
guar
necido.
Por
meio
de
um
pedal,
isto é
de
um
teclado,
cada tecla,
corrresponde
a
um bi
co de
gaz,
que
auginentando
ou
diminuin
do no
enorme
tubo
de cryslal,
o
faz
soar
com grande
potência.
Por mecanismo
engenhoso, o
bico
a-
larga-se
ou
aperta-se
á
"vontade
do
exe
cutante,
e
como
os
tubos
de
vidro
teem
tamanhos calculados
resulta
que
os
maio
res produzem
os
baixos,
em
quanto
que
os
mais
pequenos
dão
sons mixtos
ou
a-
gudos
imitando
até
a
voz
humana.
O que
ainda
mais
nos
surprehendeu,
foi
o
«lustre
cantante»,
que
executa
as
melodias
aereas
pelo mesmo
processo
que
o
pyrophone,
mas
cujas
notas
são produ
zidas
por
um
fio
electrico
invisível
qne
se
acha
no compartimento
proximo
e
que
o
executante
faz
obrar
como
um
simples
piano,
de
maneira
que
a
gente
fica
mui
to
admirada
de
ver
um
lustre
acceso
e
que
quando
menos
se espera,
faz
ouvir
sim-
phonias e
arias que
parecem
descer
dos
ceus.
Foi
assim,
que
um
lustre cantou
um
preludio
de
Th.
Lack
com
applauso
ge
ral.
Uma
conferencia
sobre
o novo
e
curio
so
instrumento
vae
explicar
o mecanismo
d
’
aquella
maravilhosa
invenção
cujo
auctor,
mr. Kastuer,
recebeu
em
Londres
as
feli
citações
da
imprensa
ingleza
e
que
elle
ten
ciona
enviar
á
exposição
de 1878, mas em
maior
escala
ainda.
occupa
uma
só destas
pilastras.
Em
cada
uma delias
estão
encerradas
pre
ciosas
relíquias.
N
’
uma
repousa
o corpo
de Santa
Verónica
e
n
véu
com
qne
el-
la
enxugou a
face
do
Senhor
na
subida
para
o
Calvario.
N
’
outra
venera-se
o
cor
po
inteiro
de
S. Longino,
soldado
roma
no,
que
ao Salvador morto atravessou
o
Sagrado
Coração
com uma
lança,
e um
fragmento
da
lança
é
conservado
em
uma
caixa que
se
abre
na
sexta
feira
sancta,
e á
qual
servem
de
moldura
duas
magni
ficas columnas
do
templo de
Jerusalem.
Na
terceira
pilastra
conserva-se
uma
re
lia
insigne
da
Vera
Cruz
e
na
quarta
a
cabeça
de
S.
André,
irmão
mais
velho de
S.
Pedro.
Mas
o que
se
póde
dizer dos
senti
mentos
de
fé, de
reconhecimento
que
se
juntam
no
coração do
chrislão
quando nos
dias
das
grandes
ceremonias
pontifícias
se
vè
o
Papa,
successor
de
S.
Pedro, depo
sitário
de
seu
poder
e
herdeiro
de
suas
promessas
offerecer
ao
Senhor sobre
o
corpo
do
Apostolo
esse
Sacrifício
da
Eucha-
ristia
que
S.
Pedro foi o
primeiro
a
ce
lebrar
no
Cenáculo,
e
que
ha dezoito
sé
culos
tantos
pontífices
e
lautos
padres
teem
successivamente
celebrado!
O
mais
sublime espectaculo que
seja
dado
ao
ho
mem
contempalar
na
terra,
é
sem
duvi
da
o
corpo
de
Nosso Senhor
Jesus Chris-
lo,
preseate
e
escondido
na
Santa
Eucha
ristia
exposto
á
adoração
dos
fieis
nas
mãos
do
Soberano
Pontífice
sobre
o altar
de
S.
Pedro.
Desgraçado
do
homem
que não
com-
prehende
um
similhante
espectaculo!
Donativo.—
A
administração
do
Hos
pital
de
S.
Marcos
recebeu
ha
dias
do
snr.
padre
Antonio
Teixeira
Leite a
quan
tia
de
2:000^000
reis
para
aquello hospi
tal,
com
obrigação
de
serem
entregues
ao
donalario
4
p. c.,
emquanto
vivo,
rever
tendo
á
sua
morte
a
referida
quantia
em
beneficio
do
Hospital.
Caminho de
ferro do Minho e
Douro.
—
O
caminho
de
ferro
do Minho
ren
deu
na
semana
de
10
a 16
de junho 2:915^370
reis,
sendo
o
numero
de
passageiros
5:54o
e
o
caminho
de
ferro
do
Douro
na
se
mana
de
17
a 23
de
junho
2:l51ó230
reis,
sendo
o
numero
de
passageiros
3:831.
Inatrucção
primaria. —
Por des
pachos
de
3
do corrente
:
Antonio
de
Mello
Pereira,
professor
vi
talício
da
cadeira
de
ensino
primário
de
Nellas
—
transferido
para
a cadeira
de
Tra-
vassó,
freguezia
de
Barreiros,
concelho de
Vizeu
.
Francisco José
Caetano
Gomes
— pro
movido
á
propriedade
da
cadeira
de
8. Mi
guel
de
Perre,
concelho
de Vianna
do Cas
tello.
João (padre)
de
Oliveira
Júnior
—
con
servado na
regencia
da
cadeira
de
Alber
garia
a
Velha,
ficando
sem
effeito
o
des
pacho
de
31
de
maio
ultimo
[Diário
do
Go
verno
n.°
122/,
pelo
que
fôra
transferido
para
a
cadeira
de
Carregosa,
concelho
de
Oliveira
de
Azemeis.
José
Luiz
Gonçalves
—
promovido
á
pro
priedade
da cadeira
de
Ancora,
concelho
de Caminha.
Luiz
Francisco
da Silva
Marques,
pro
fessor
temporário da
cadeira
de
S.
Salva
dor de
Moreira,
concelho
da Maia
—
muda
do,
até
concluir
o
seu
actual
provimento,
para
a
cadeira
de
Macieira,
concelho
de
Barcellos,
vaga
pela
mudança
concedida
n
’esta
data ao
respectivo professor.
Manuel
Antonio
da
Cunha
—
promovido
á
propriedade
da
cadeira
de
Areosa,
con
celho
de
Vianna do
Castello.
Manuel
José
Fernandes da
Rocha
—pro
vido,
por
mais
Ires
annos,
na
cadeira
de
Meadella,
concelho
de
Vianna
do
Castello.
Manuel
Sanches de
Deus,
professor
vi
talício
da
cadeira
de
Verdelbos,
concelho
da
Covilhã—transferido
para
a
cadeira
de
Capinha,
concelho
do
Fundão.
Victorino
José
de
Caídas,
professor tem
porário da
cadeira
de
Macieira,
concelho
de
Barcellos
—
mudado, até
concluir
o
se-
aclual
provimento,
para
a
cadeira
de
Go-
sende,
freguezia
de
Cerdal.
concelho
de
Valença.
Amélia
Augusta
de Parada
Leilão
e Sou
sa, professora
temporária
da
escola
de me
ninas
de Oliveira
do
Hospital—
mudada,
até
concluir
o
seu
actual provimento,
para
a
escola
de S.
Gião,
concelho
de
Ceia.
Virgínia
Elisa
de Almeida, professora
vitalícia
da
escola
de
Valle
de
Passos—
transferida
para
a
escola
de
Mondrões, con
celho
de
Villa
Real.
Zulmira
da
Cunha
Magalhães —
provi
da,
por
ires
annos,
na escola
de meninas
de
Campeã,
concelho de
Villa
Real.
O
lustre cantante.—
O
Petit
Jour
nal»
de
Paris
dá
conta
nos
seguintes
ter
NOVA-YORK
—
Uma
tempestade
segui
da
de
uma
inoundação
cahiu
repentina
mente
sobre
Jour
(?) Estados
Uni
tos,
cau
sando
muitas
desgraças.
Morreram 40
pes
soas
affogadas.
Em
Rockdale
houve
3
mortos
e
30
ca
sas
deslroidas.
Em
Darbington
os
indios
bateram as
tropas
americanas,
matando
o
general
Gus-
ter, 16
officiaes
e
300
soldados.
MADRID
8.—
Canovas
respondeu
a
uma
comtnissão
de
agentes
de
cambio
que os
crédores
estrangeiros
são
unanimes
em
ac-
ceitar
o
mesmo
regulamento
da
divida
pu
blica;
mas
que
o
governo
hespanhol
so
mente
poderá
prometler
o
que
fôr possí
vel
cumprir
Accrescentou
qne
na
segun
da
feira
próxima
a
commissão
respectiva
apresentará
ao
congresso
o
seu
relatorio
ácerca
do
regulamento
da divida publi
ca.
MADRID
7.
—Um
despacho
de
JSvel-
lar,
com
data de
hoje,
diz
que
D.
Car
los
partiu
de
Vera
Cruz
para Nova
Or-
leans
Diz
o
«Imparcial»
qne
D.
Carlos
em
uma carta
de despedida
aos mexica
nos
mostra-se
descontente
da
sua
posição
actual.
BERLIM 7
—
A entrevista do
impera
dor Guilherme
com
o
imperador
de
Áus
tria
realisar-se-ha
no
dia
19
do
corrente
em
Ischl.
PAR1Z
.7
—
Um
telegramma
ofíicial
de
Constantinopla
desmente
que o
general
Tchernaieíl
avance
sobre
o
território
tur
co.
ROMA 7—
Foi
dirigida
ao
parlamento
italiano
uma
repres;
ntação
assignada
por
vários
prelados
e
padres, pedindo
que
a
eleição do
Papa
seja
de
futuro
feita
co
mo
era
antigamenle
pelo
clero
e
pelo
po
vo.
BELGRADO
7
—
0
corpo
de
exercito
sob
o
commando
de
Zach
passou
hontem
a
fronteira
em
direcção
Zenitz,
mas
en
controu
o inimigo
em
força
considerável.
Houve
bastantes
perdas
dos
dous
lados,
conservando
os
turcos
as
suas
posições.
Os
turcos
tentaram
hontem
um
ataque
contra Kadibagaz,
mas
foram
repellidos.
MADRID
8—A
«Gaceta»
insere
um
decreto
elevando
a
guarda
civil
ao
nume
ro
de
20:090
homens,
e
outro
conceden
do a
diversas
companhias
da
caminhos
de
ferro
um
empréstimo
reembolsável
de
4
milhões
de
pesetas.
Hoje
serão
lidos
no
congresso
os
rela
tórios
das
commissões
dos
fueros
e
da
indemuisação
ás famílias
das
victimas
de
descarrilamentos.
SAÚDE A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
ijizri.uos
T.siiEGRain[w<s »
a
AÍÍÍ
VÍ IA
KAV4S
DE
BARRY
de
Londres.
S?
annos d’invariavel sueeeãisn
3
Depois
das
adessiões
de muitos
mé
dicos
e
de vários
hospitaes,
ninguém
po
derá duvidar
da
eflicacia
d’
esla
deliciosa
farinha
de
saude que
cura
as
indigestões
(despepzias) gastrica
,
gastralgia
,
flegrna,
arroios,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vomitos,
irritação intes
tinal,
diarrea,
dizenteria
,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressào,
con
gestões,
mijl
aos
nervos,
diabelhe,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
ptilo,
na gar
ganta,
do alito,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do fígado,
dos
rins,
dos
intestinos;
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o Papa, do
duque
de
Pluskow, da
ex
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
do
doutor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de junho
de
1868
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
vv.
s.
as
os
bellos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales-
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos que
padecia
intensissimas
dores
in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendente
especifico
ficou com-
pletamenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta occasião
para
demon
strar
a
consideração
com
a
qual o
distin
gue
o
seu attenlo veuerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867..
Achando-me
perfeitamente
com
o
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo
da
fíevalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
lessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
elfeilos, em
particular
modo
n
’
aquelles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
d
’
estes
cu
raram
completamenie.
—
A
tosse
produzida
ior
uma constipação
desappareceu instan
taneamente e
lambem
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e
das
moléstias
de
eslomago,
afas
tando
de qualquer
indivíduo
a
hypocon-
dria.
P
adke
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
mindo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de folha
de lata,
de
*
/ t
kilo,
500
;
de
1
/
a
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
1^400
reis;
de
2
*
/
3
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
os,
6$400
reis,
e de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
KevaReoeière
elr.®®«Ratáda5
ella
res-
titue
o
appettite. digestão,
sorano, energia
as carnes duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
qne
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
ezn
caixas
de folha
de
lata
de
10 chavenas,
500
reis;
de
21
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1^100
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
1511
BABRY4!
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
E
jrsí
»®®,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
& Irmãos,
rua
Aurea,
12.
J.
de
Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua
da Ba
nharia
77;
de Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré,
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
SSureell®»,
Ramos,
pharm.;
Hraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V. Machado,
praça
Municipal.
S^gueir»,
Anlonio
Vieira,
pharm.
;
Gnimnrâe»,
A.
J1
Pereira
Martins,
pharm.
;
t
aen»-
ttel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do Lin»n,
Á.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
p».
von
do Varzíim,
P.
Machado de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
CastellOj
Afionso
e
Barros, droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Francisca
Maria
de
Faria
Flavianna
da
Purificação
Teixeira
Rebello,
Manoel
Teixeira
de Sousa
Lage
e
José
Antonio
Rebello
da
Silva,
agradecem
summamen-
le
penhorados
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimenlo de
sua
muito
presada
filha,
mãe,
esposa e
irmã
Maria das
Dores
Re
bello
da
Silva,
e
assistir
aos
oflicios
fú
nebres
que
por
sua
alma tiveram
logar
na
egreja
dos
Congregados-
(4158)
ANNUNCIOS
Banco
Commercial
de Guimarães
Almeida
& Pereira, agentes d
’esle Ban
co,
principiam
no
dia
10
do
corrente
a
pagar
todos
os
dias
não
santificados
o
di
videndo
do
primeiro
semestre
do
corrente
anno
l$300
por acção.
Braga
8
de
Julho
de
1876.
(4154)
Rebuçados
peitoraes
balsâmicos.
Uteis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
leslias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
,
(4155)
NOVO
HORÁRIO
Torquato
Ribeiro
C.a
annunciam
ao
publico
que
principiam
as suas
carreiras
diarias
de Braga a
Visella
do
dia
11
in
clusive,
sae de
Braga às 5
da
manhã
e
chega
ás
9
a
Visella,
e
de tarde
sae de
Braga
ás
2,
chega
ás 6
a Visella
e
vice-
versa.
De
Vizella,
sae
ás
3
da
manhã,
che
ga
a
Braga
ás 8, e sae
outro
carro
ás
6 da
manhã,
chega
a Guimarães
ás
7
e
meia
e
demora
em
Guimarães,
e
sae
á umache-
grndo
a
Braga
ás
4
da
tarde. Tem
muda
em
Guimarães
tanto
na
ida
como
na
volta.
Preços
:
de
Braga
a
Guimarães
240,
a
Visella
400
reis
e vice-versa.
De
Visella
a
Guimarães
160,
a
Braga
400
reis.
Escriptorios
:
em
Braga
em
casa
de
Domingos
Alves
Pereira,
praça
do
Barão
de S.
Marlinho
n.°
1. Em
Visella
em
ca
sa
de Emindo
Pereira
da
Costa,
largo
da
Lameira
casa
do
correio.
O
chefe
(4150)
Antonio
Martins
Guimarães.
Companhia Edificadora
e Indus
trial
Bracarensc.
Sociedade
anonjnin de responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas a
reunirem-se
em Assembleia
Geral ordiná
ria,
no
dia 17
do
corrente
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
no
escriptorio
d’
esta
Com
panhia—
Campo
de
SanfAnna,
71,
para
os
íins
designados
nos
artigos
27-28
dos
Esta
tutos.
O
secretario
do Conselho Fiscal
José
Pinto
Barbosa.
Estancia de Madeira
A
Companhia
Edificadora
e
industria
Bracarense
continua
a
ter
á
venda
no
seu
armazém da
Nova Praça
da
Feira
do
gado
grande
porção
de
madeira,
por
preços
com-
modos.
Qualquer
requisição
deve
ser
diri
gida
ao
escriptorio da
Companhia,
Campo
de
Sant
’
Anna,
n.°
71
D.
(4157)
VENDA
DE CASAS
f
gt
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
jB
sita
na
rua
das
Aguas
n.®
91;
po-
A
de-se
vêr desde
as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
Arrenda-se
uma
na
rua
do
Anjo
o.®
20,
com commodos para
gran
de familia.
Para
tratar rua
de S.
Lazaro
n.®
4,
ou
rua
de S.
Marcos
n.°
5.
(4126)
MORCELLAS
DE CARNE
E
DE DOCE
Iguaes
ás d
’
Arouca.
doce
de
travessa e
de
caída de
muitas
qualidades. Faz-se
n
’
esta
cidade
na
rua
do
Souto
n.°
13
A,
pri
meiro
andar.
(41
48)
Éditos de
60
dias
Pelo
juizo
de
direito
d
’esta comarca
e
cartono
de
Freitas
correm
éditos
de
60
dias
a
citar
toda
e
qualquer
pessoa
in
seria
que
se
julgue
com
direito
e
acção
á
herança
ou
espolio
do
fallecido
Luiz
Diogo
Leite,
natural
da
freguzia
de
Avel-
leda,
d
’esta
mesma
comarca,
e fallecido
na
cidade
de
Pernambuco,
em viagem, qne
da
cidade
da
Bahia,
império
do
Brazil,
fazia
para
este
reino
de
Portugal,
cuja
dita
ci
tação
se
ha
de
accusar
na
2.a
audiência
fin
do
o dito praso
que
vem
a
ser
no
dia
3
do
proximo
futuro
mez de
agosto pelas
9
horas
da
manhã
no
respectivo
tribunal
tidicial
, desta
mesma
comarca
e ahi
ver
tes
marcar
o prazo
de
duas
audiências
a
toda
e
qualquer
pessoa
inseria
que
se
jul
gue
com
algum
direito
e
acção
á
dita
lerança, para
dentro
d
’
elle
deduzir todo o
seu
direito
sob
pena
de
revelia
e
lança
mento.
Pois
tudo
que
fica dito,
foi reque
rido
na
habilitação que por
esta
comarca
orre a
requerimento
de João
Leite
e
mu
lher
Antonia
Lourença,
proprietários
e
mo
radores
na
dita
freguezia
de
Avellada,
na
qualidade
de paes
e
únicos
e
universaes
herdeiros
do
dito
fallecido seu
filho
Luiz
Diogo
Leite.
O
Solicitador,
(4152)
Paulino
Evaristo
da
Bocha.
CIRUR6IÃO DEUTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
braga
.
Faz tudo quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
'
(22
-H-)
Banco Commercial, Agricola e
Industrial
de Villa Real
(Sociedade Hiionyma de responsa
bilidade
limitada)
A
gerencia
annuncía que
no
dia
10
do
corrente
começa o
pagamento
do
dividen
do do
l.°
semestre do
corrente
anno,
na
rasão
de
3
0|0,
ou 1$500
reis
por
ac
ção.
Em Villa
Real,
na
sede do
Banco;
e
no
Porto,
Braga,
Lisboa,
Vianna,
Guarda,
Vizeu,
Guimarães,
Caminha,
e
Fafe,
nas
agencias
do
mesmo
Banco
n
’
estas
locali
dades.
Banco
de
Villa
Real,
5
de julho
de
1876.
Joaquim
José
d’
Oliveira
Guimarães
João
1
‘inlo
Ferreira
Agostinho
José
da
Costa.
(4149)
LIVRARIA
CATHOLICA
A Maçonaria
e
os
Jesuítas
500
rs.
A Egreja
Triumphante
600
»
Estudos
de Theologia
e
Moral
800
»
Breve Cathecismo
do
Sylabus
100
»
Amar
a
Deus
éa
minha
vida
240
»
Caminho
da
salvação
200 »
O Dia
feliz
120
»
Memorial
das virgens Christãos
200
»
Entretimenlos
do
coração de
voto
300
»
O
Amigo
da
juventude
ou
Bio-
graphia
de João
Joaquim
d
’
Almeida
Braga
160 »
A
’
venda
na Livraria
Catholica
n.°
10
Rua
do
Souto
Braga.
(4147)
Casa
para
alugar
BANCO
COMMERCIAL DE
COIMBRA
Sociedade anonyma
de responsa
bilidade
limitada
A
começar
no dia
3
do
corrente em
diante
(ás
segundas,
quartas
e
sextas-fei
ras)
pagar-se-ha
aos
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco,
na
séde
do
mesmo, na sua fi
lial
em
Mangualde,
e
nas
suas
agencias
do
Porto,
Lisboa,
Braga
e
Vianna,
o
dividen
do
relativo
ao
primeiro
semestre
de
1876,
de
1$500
reis por
acção.
Ficam
prevenidos
os
snrs. accionistas,
de
que
para o
recebimento
do
mesmo
te
rão
de
apresentar as suas
acções
devida
mente
averbadas.
As
relações
impressas
entregam-se
na
secretaria
do
Banco
e
nas
agencias
acima
indicadas.
Coimbra, 1
de
Julho
de 1876.
Pelo
Banco
Commercial
de
Coimbra
Os gerentes,
Manuel
dos
Santos
Júnior
José
Borbosa
Lima.
(4137)
Aluga-se
a
casa
n.°
9
A
e
9
B, da
rua
de
S.
Sebastião,
com
grandes
commodos
para
familia;
tem
poço
com
boa
agoa,
quintal,
grande
terreiro
e
joas
lojas,
e
serve
para
uma
grande ofíi-
cina
de segeiro.
Trata-se
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
90,
com J.
A.
C.
Mo
reira.
(4141)
BANCO
DO DOUDO
Sociedade
anonyma de responsa
bilidade
limitada.
No
dia
8
do
corrente
começar-se-ha
a
jagar
o dividendo
do
primeiro
semestre
de'
1876,
a
rasão
de
3^000
reis
por
acção.
Em
Lamego
em
casa
do
Banco;
no
Porto
em casa
dos
snrs.
José
Duarte
de
Oliveira &
G.a
;
em
Braga em
casa
do
snr.
Manoel
Bento
de
Carvalho
e
em
Guima
rães
em
casa
do
snr.
Manoel Antonio
de
Almeida,
agentes
do
mesmo
Banco.
O
pagamento
faz-se
todos
os
dias
uteis
das
10
horas
da
manhã
ás 2
da tarde.
Lamego
5
de
julho
de
1876.
Os
directores,
Visconde
de
Guedes Teixeira
(4145)
Miguel
Moreira
da
Fonseca.
Previne-se
o publico,
para
que
não
possa
allegar-se
ignorância,
de
que
nin
guém
contrate
com
Antonio
José Cerquei-
ra
da
Silva
Braga
e
sua
mulher Maria
dos
Santos
Gomes
da
Silva,
residente
na
cidade
de
Braga,
a
respeito
da
casa
e
quinta
que
os
mesmos
estão
possuindo
em Baixelos
de
Cima, na
freguezia
de
San
ta
Eulalia
de
Tenões,
pois
que
o abaixo
assignado
trata
de
pôr
em
juizo
uma
ques
tão
a
que
estão
sugeitas
as
referidas
casa
e
quinta.
Porto, 27
de junho
de
1876.
Ignacio
José
Fernandes
Braga.
(4130)’
(Segue-se
o
reconhecimento)
IFIMMPIIW
PREÇOS
REDUZIDOS
Afina e
concerta
pianos,
e
toma
conta
da
afinação
dos mesmos
por mez.
Dirija-se
a
José Maria
da
Costa,
rua
Nova,
n.°
51
(loja
de
vinhos). (4150)
Aluga-se
ou
vende-se
a
casa
n.°
1,
na
enirada
da
tua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construída,
ha
dois
annos,
tem
quintal
e
poço
e
excel-
lentes
commodos.
Tracta-se do
seu
ajuste
na
rua
de
S.
Victor
n.°
50,
e
mostra-se
todos
os
dias
das
5
horas
da
tarde
em
diante.
(4144)
Substituição de recrutas
Ha
homens
para
assentar praça
com
documentos
legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços
commodos
para
o
districto
de
Braga.
No
Largo de
S.
Paulo
n.®
8.
(4092)
’
(232)
fflCIllMO
O
professor
da
Associação
Catholica
d
’
es-
ta
cidade,
lecciona
em
Inslrucção
Prima
ria,
Portuguez,
Francez
ou
Philosophia.
Vae
lambem
a
casas
particulares
Re
side
na
rua
da
Conega
n.°
99.
(243) (4142)
Banco
de Guimarães
Na
sede do
Banco
de
Guimarães
e
nas
agencias
de
Lisboa,
Porto
e
Braga paga-
se
ás
segundas,
quartas
e
sextas-feiras
aos
accionistas
do
mesmo Banco
o
dividendo
de
3
0|0
em
relação
ao
desembolso ou
2^400
reis
por
acção,
relativo
ao
l.°
semestre
de 1876.
(4138)
O
ant
Anna
u.
tarde
(4136)
ESCOLA
ÀM ERICANA
Consultorio,
Campo
de
S
1,
das 7
da
manhã ás 7
da
_______
■--stg
BRAGA
: TYPOGRAPIIIA LUSITANA —
Parte de Comércio do Minho (O)
