comerciominho_11011876_443.xml
- conteúdo
-
ANNO
1876
FOLHA
COM^ERCiAL
RELIGIOSA
£
èmiCIGS*
Assigna-see
vende-se no
escriptono
do
editor
b
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
3E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.
—
As
asst-
gnaturas
são
pagas
idiantadas;
assim
como
as
corresp
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
BR16A-TKKÇA-FEÍKl
11
BE
JA2ViIiSÍ«»
A
* Madrid, »
de janeiro.
(Correspondência
particular do
iCommer-
cio
do
Minho»)
Sem que
tivesse
tempo
de
avisar
a
redacção
do
«Commercio
do
Minho» ti
ve
de
abandcnar
por
alguns
dias
esta
capital,
pa-a
ir passar
os
dias
de
festa
com meu
irmão
prisioneiro
em
Zaragoza,
como
os
seus
infelizes
camaradas
vallaria
do
Maestrazgo.
Mal
chego é meu
primeiro
informar ao
correr
da
peona
os
do
«Commeicio»
das
impressões
cebi
na
minha
excursão,
e
das
da ca-
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
As
paredes
d
’
aquelle
lugubre
recinto,
con-
mar
dizem
com
o
lagedo
do
solo,
húmido e
rt
cgro.
v
Aquelle
aspecto
compungenle
significa
a
doença,
o
frio
e a
fome!
Mal
chegaram
alli
áquelles
prisionei
ros.
despojaram-n’
os
dos
capotes
que
ti
nham
e
de
toda a
outra
roupa, bem
co
mo
de
lodos
os
objectos
de
valor,
relogios,
aneis
etc.
etc., o
que ficou
sendo
pertença dos
soldados
liberaes.
Famílias
caritativas
a
quem
o
d
’aquelles
infelizes
tem
atlrahido
a
como
cuidado
leitores
que
re-
nolicias
que
encontrei
em
circulação
em
Madrid.
A minha jornada,
tanto
na
ida
como
na
volta,
foi
sobreponto
incoinrooda. A
algazarra
em quasi
todas
as
estações
fei
ta
pela
tiopa
em
contínuo
embarque
e
desembarque,
junta ao ruido
das
machinas
faziam
o
ensemble
de
um
verdadeiro
in
ferno.
As imprecações, as
conlínuo
embarque e
maldições,
a
altitude
dos
soldados,
por
toda
a
parte
e
como
tentava
que
se
.
ponto,
cançados de
tantas
marchas
infru-
cliferas
e
de
tantas
esperanças
illudidas.
Eram
de
arripiar
os
cabelios
as
blasfé
mias
que
soltavam,
tão
triviaes
em
todas
as
brecas
do
exercito
liberal,
que
se
diz
defensor
d
uma
nação catliolica.
A
julgar
por
aqoellas
forças,
se
todo
o
exercito
liberal
está
nas
mesmas
dis
posições
de
impaciência
e
indisciplina,
pouca
confiança póde
merecer
aos
seus
generaes.
Uma
completa
anlithese
observei
nos
soldados
e
ofliciaes
carlistas
presos
em
Zaragoza.
E’
tal
a
resignação, é
tão
vi
va
a
esperança
no
triunfo
que
desejam,
é
ião extrema
a
paciência
cora que
sof-
frem todos
os
aggravos
aflroutas
e
pri
vações
a
que
estão votados
n
’
aquelle
de
posito,
que
ninguém
observa
aquelle
he-
hoico
martírio
sem
que
sinta
arrasarem
se-lhe os
olhos de
lagrimas.
E
com
elleito,
se
o
barbarismo libe
ral
dos
homens
da
força
é
tal
como
se
representa
no
quadro horroroso
da
misé
ria
d
’
aquelles
prisioneiros,
o
espirito
ca
ritativo
da
povoação não
deixa
de
mani
festar-se
frequenlemente
em
favor
dos des
graçados
que
dentro
dos
seus muros es
tão
dando
a
prova
mais
eloquente
da
firmeza
dos
seus princípios
e
da
lealdade
da
sua
disciplina.
Nao lenho cores
para
pintar
o
estado
deplorável
dos
infelizes
prisioneiros!
Não
ha nem
na
historia
das
nações,
nem
nos
acontecimentos
mais
barbaros
das
mais
cruéis
luctas
descriplas
pela
penna
e
pelo
pincel,
nada
tão
horrível
como
viram
os
meus
olhos
!!
Em
umas
pusilgas
irnmundas,
onde
o
fendo
é
mais
que
insuportável,
a
ponto
de
ser
necessário
conchegar
o
lenço
ao
nariz
para
não
vomitar
os
intestinos,
es
tão
lançados
sobre
umas
pachas
todos
os
infelizes
prisioneiros,
sem dislincçào
de
classes
nem
de
educação.
Com
os
rostos
lividos
como
a morte,
descarnados,
com
os
cotpos
quasi
era
total
nudez,
tiritando
de
fiio.
acantoados
aos
ângulos
sombrios
das
pusilgas,
em
um
tremor
constante
e
convulsivo,
batendo-lhes
os dentes
e
con-
trahiodo-se-lhes
os
lábios
azulados,
com
os
olhos encovados,
entre
os
ossos,
que
parecem
furar-lhes
a
pelle,
contando-se-lhes
as
linhas
das
mãos
arnarelleolas,
eis
o
aspecto
d
’
aquelles
desgraçados
que
teem
por
unico
crime
defenderem
utna bandei
ra
que
nãoé
a
dos seus
algozes!—Aqui
e
acolá
em
uns
vasos
de
madeira
vêetn-se
pedaços
de
comida cujo
nauseabundo chei
ro
repugna e
afasia
os
que
se
aproximam.
movidos
do
inesmo
espirito, os-
a
violência
e
má
transferiam
de
um
pa<a
vonta
de
com
outro
estado
:
atten
<
ção
lhes
leem
enviado
algumas
roupas
e
alimentos,
piincipalmente
nos
dias
de
Na
tal
e
de
Anno
Novo.
A
crueldade
porém
dos liberaes,
a
sua
ferocidade, chega a
ponto
de
se assenhorearem
das
roupas,
e
lançarem
aos
cães
a comida,
preferiudo
isto
a
matar
a fome áquelles
infelizes.
O
alimento quotidiano
dos
desgraça
dos
que
lhes
dào
a todas
as
comidas,
é
grão
de
bico
(gravanzós)
cosido
com
tou
cinho,
e
um
quarto
de
pão
negro
e
duro
a
cada
um.
Usado
este
alimento
nos
primeiros
dias,
tornou-se
repugnante
e
doentio.
Hoje é
unico
alimento
o
pouco
pão
que lhes dão,
e uma
pouca
de
agua
Eis
o
espectaculo
que
em
pleno
sé
culo
XIX
estão
dando
á
Europa
os
cha
mados soldados da
liberdade
e
da
civih-
saçào
!
Ponham
todas
as
nações
os
olhos
n
’
este
quadro,
que
eu
mal
sei escrever
e
avaliem
por
eiie
o
que
está
occorrendo.
em
tola a Hispanha
onde
os
bandidos
da
liberdade
aterrara
os
povos
com
a sua
fe
rocidade.
Se o
partido
carlista
tem
d
’
esles
he-
, roes e
d’
esles
inanires,
conheçam
os
que
]
>
se
limitam
a
desejar o
seu
triunfo,
quao-
I
los
sacriticios
eiie
está
custando
aos que t
sabem
consagrar
a vida
aos
seus
princi- <
pios,
e
quão
dignos
são
de
que
pelo
me
nos
em
nome
da
caridade
christã
se
lhes
envie
utna
esmola pelo
amor
de
Deus.
Oitenta
mil
habitantes
estão
assistin
do
ao
espectaculo
que
estão
dando
os
prisioneiros
de
Zaragoza,
quadro
que'
nem
póde
comparar-se
ao
que
oflereceu
aquel-
la
cidade
quando
o
general
Lannes dei
xou
esmagarias
sob
os
edifícios
da
cidade,
as
60:000
victimas
da
sua
ferocidade,
na
sua
obra
de
£0
dias
de
destruição.
Ernquauto
ás
coisas do
Norte pouco
poderei
adiantar
ás
noticias
que
provavel
mente
abi
terão
chegado
pelos
jomaes.
Os
generaes
Quezada
e
Martinez Cam
pos,
que
hontem
paitiram
para
o
Norte
teem
tido
muitas conferencias presididas
por
D.
Affonso,
com
a assistência
do
pre
sidente
do
conselho
e outros
homens
importantes, interessados no
plano
de
cam
panha,
que
ainda
não
ficou
definitivamente
assente,
pois
que
em
consequência
da
no
va
altitude
que
lodos os
dias
os
carlistas
vão
tomando,
teem
variado
as
.
cias,
e
continuam
variando.
Quisi que
posso
assegurar que D.
Af-
fouso
não
realisará
a
sua
ida
para o
Nor-
te,
tão
anuunciada
até
hoje.
Este
boato
que
tem
circulado
como
coisa
olficial,
é
um
meio de
animar
a
tropa
desfallecida,
mas
que
se
não
verificará.
Em
Catalunha
continua
a
reunião das
forças carlistas
alli existentes.
O
general
Fristany
enviou
ao
quartel
real
do
snr.
D.
Carlos,
com
despachos
confidenciaes
o
general
Boet.
Estes
dias
e
governo mandou espalhar
que
das
povoações
da
Guipuzcoa
sahiram
em
grande
numero
reforços
a
offerece-
rem-se
ao
general
■
Moriones
para
comba
terem os
carlistas.
O
caso
que
apontam
é
exactamenie
o
inverso.
Os
novos vo
luntários apresentarara-se
ao
exercito
car
lista.
Mesmo
de
S.
Sebastião
sahiu
gran
de
numero
de pessoas,
bem
como
dos
povos
dos
arrabaldes,
a
ofTerecerem
os
seus
serviços
ao
snr.
D. Carlos.
Até
alguns
indivíduos
que
passavam
por liberaes
lo-
circumstan-
para o
Nor-
NUMERO
443
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.—Semestre
850
rs.^Promn-
cias,
anno
2^400
rs
e
sendo
duas
4&000
rs.
—Semestre
lââoO
rs
^Brazil,
anno
4&400
rs.—
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10*000
reis
e
5*500
reis moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para os
assignantes
20
»/
e
d
’
abatimenío.
l^esta
resolução,
em
partido
liberal
contra
os seus
ridiculo
boato
do
governo
cdtre
»
parelhas
com um
decreto
do
ministério
-la
governação,
concernente
a
eleição
de
deputados,
por
conta do
governo,
nas
po
voações,
occupadas
pelo
exercito
carlista.
Estas pretooções
não
são
apenas
ridícu
las,
metem nojo
tainhem.
Corre
á
bocca
pequena
entre
pessoas
auctorisadas,
que
dos
últimos conselhos
de generaes resultou
uma dissenção
en
tre
os
generaes
Martinez
Campos
e
Qae-
zada.
Dou
esta noticia
com
reserva,
posto
que
lenho
rasão
para
crer
na
sua
vera
cidade
Uma
carta
de
Santander
que
acabo
de
lêr
dá
noticia
de
haverem
as
forças
car-
iistas
dado
mais
uma
severa
lição
ao
ge
neral
Lotna,
obtendo sobre a
soa
colum-
na
uma
grande
ticioria.
Doze
batalíiõ<s
catlistas
cahirara
sobre
as
forças
libe
raes,
que
eram
em
duplicado
numero,
c
que
se
achavam reunidas
em
Valia de
Mena,
e
com
tanto denodo,
que
depois
de
<
ires
horas
de
renhido combate
o
general <
liberal
teve
de
retirar
com
perdas
consi
deráveis
adiante
das
baionetas
carlistas até
Villarcaya.
Esta
amostra
que
os
carlistas
deram
ás
novas
forças
de S.
Sebastião,
.
desorientará
certainente
os
que
tem
con-
i
fiado
que
o
grande numero de tropas
do
,
governo
poderá
diminuir
o
animo
e
a
al
titude
decisiva
óqs
soldados
da
legitimi
dade.
.
.
.,
Em
Alava não
menos
arrojo estão
já
manifestando
as
forças carlistas.
Perlo
de
Nograra,
uma
força
de
duzentos
infantes
penetraram
nos
domínios
do exercito li
beral,
e
foram
ás
povoações
situadas
nas
suas
linhas
fornecereio-se
de
gado, trazen
do d’
alli
granle
porção
de
bois.
Uma
co-
lumna
liberal,
commandada
por
Tovalma
marchou
contra a
pequena
força carlista,
mas
esta
conseguiu
pôr-se
a
salvo
susten
tando
sete
horas
de
fogo
com
o
irainigo.
sem
que
este
podesse
obter
vantagem.
E
tão
extraordinário este
acontecimento,
ha
lauta
ousadia
e
tanta felicidade
no
mo
vimento
operado
por
esta
pequena força
carlista,
que
não
seria
crivei
a
noticia,
se se
não
achasse
plenamente
confirma-la
assim
por
cartas
recebidas
de
Vicloria,
como
pelas
communicações
ofliciaes
re
cebidas
hoje
pelo
governo.
O
fogo
sobre
S.
Sebastião
continua
sem
.
interrupção
de
noite
e
de
dia.
O
bairro
.
de
San
Martin uão
tem
já nem
uma
ca-
i
sa
intacta.
Os
prejuisos causados
na ci
dade
são
iuormes.
Os
carlistas
leem
apro
ximado
tanto
a
sua
artilheria,
que
é
ra
ro
perderem
um
tiro.
A
precisão
das pon-
terias
é
inexcedivel.
Tem
sido
necessário
fazer-se
de
noite
o
desembarque
das tre
pas
que vem
de
S. Sebastião,
porque
as
bombas
carlistas
perseguem
as
forças
li
beraes
desde o
seu
desembarque.
Não
põe
um
soldado
o
pé
em
terra sem
que ve
ja
cair
ao
lado
uma
bemba.
As baixas
que
estas
forças
teem
soffrido
já
se
não
pódetn
contar,
pois
que
as
ponlerias
das
não perrnitteiB
o
trausito
li-
minuto
ao
menos.
de
polvora
e
munições
vista
da
atti-1
enumerado, está-se
construindo
novas de
fesas
em
Teresategui,
Lasarte,
Orio,
Ta-
gollaga,
Velahita
e
outras
localidades.
Não
obstante
as
«meaÇls e
persegui
ções
do
governo
aos
carlistas,
não,,esmo
rece
tade
se
o
partido
legitimista
a
desputar
a
ur
na.
São grandes
as
violências que
se
lhe
preparam
e
as
ameaças
que
se
lhe
fazem,
mas,
já
que
no
campo
das
armas
não
pó
le
luctar,
nem
por
isso
se
esconde
dos
sicários
liberaes.
nem
o enthusiasmo nem
a
boa
von-
do
partido.
Em Celanova
apresenta-
pooetu
CUíiiai
,
--
r
fortificações
carlistas
enfiam
quasi
todas
as
ruas e
i
vre
durante
um
As fabricas
.
,
.
carlistas
acabam
de
receber
pela
fronteira
franceza grande uuraero
de
utensílios
e
maleriaes,
laes
como
salitre,
folha de
co
bre
e
latão,
machinas
etc.
etc.
Cada
soldado
enviaoo
pelo
governo
de
Madrid
contra
Carlos VII augmenta
as
li
nhas
de
defesa
que
os
carlistas
vão
esta
belecendo
a
cada
passo
em todos
os
pon
tos
por
onde
seria
possível
uma
aggres-
são
das
forças liberaes, mesmo
quando,
como
não
é
de crèr,
lograssem
a
fortu
na
de
romper
as
primeiras
linhas
carlis-
,
tas
em
todas
as
fronleitas
do
território
;
que
occupain.
Além
das
fortificações
que
já temos
cotno
salitre,
folha de
co-
Mais
uma
evolução
burlesca
da
farçada
liberanga.
O
chefe
do
Esta<to
figura
bolando
o
speech de
encommenda
que
precede
a
fórmula
sacramental
e
fatídica
de
«está
aberta
a
sessão»,
Em
42
anoos
de
liberalismo
temos
as
sistido
a
esta
pantomima
quasi
macabra,
que
serve
de
prologo
a
um periodo
do
anno
soi-disanl
legislativo,
e
que
é
o
mais
caraclerisado
da
vida liberdadeira
pela
opulência
de escândalos e
tramoias.
E’
de
praxe
figurar o
chefe do
Es
tado n
’
este preludio
da...
como
que
para
dar
cer
to
caracler
de
grandesa
e ostenta
ção
á
geringonça
da
sinagoga
chamada
sessão
legislativa.
Para
se
não faltar
á
praxe,
lá
assomou
aos
umbraes
do tem
plo,
rodeado
da cohorte
bajuladora,—
to
mou
o
logar
oo
throoo
e
leu
a arenga
que
lhe melterafò
nas
mãos.
Zé-povinho
é
uma
entidade
de invenção
liberal
que
cabe
chamar
aqui,
não
tanto
para
o
pôr
boqui-aberio
ante
a
a
mages-
tade
do
acto
e a
eloquência
emprestada
’
do
discurso,
como
para lhe
asimilhar o
augusto
personagem
que n
’esta manobra
toma o
logar
de
honra.
Sabemos
que
é
aproximar
muito
os
extremos,
pôr
muito
em
contacto
as
magnificências
da
purpura
com
a
farrapice
de
Zé
povinho;
mas
em
homenagem
ás
boas
intenções
do snr.
D.
Luiz,
á
soa
augusta
progenilude, ao
san
gue
real
que
lhe
corre
nas
veias,
que
é
o
mesmo que
animou
monarebas
respei
tabilíssimos
qUe
ninguém
ouviu
faltar á
verdade,
ha
que
lhe
atlribuiro
paralello;
porque
ofleosa
era consideral-o
cúmplice
consciente
das
falsidades
das
simulações
e
insídias
que
encerra
o
chamado
—
dis
curso
da
coroa
—lido
recentemente
no sa
lão de
S.
Bento.
Como os dos
annos
precedentes
o speech
começa
pelas
banalidades
do
estilo
; con
gratulações
por
se
cumprir
mais
este
pre
ceito
consignado
na
Carta,
por
as
boas
relações
com
as potências
estrangeiras,
alarme
de prospsridades,
programmas
men
tirosos,
e
quejandas
imposturas,
que
se
riam
motivo
para
a
estopefaeção, se. o
monarcha
exibidor
de
tudo
isto
se
não
ataviaáse
com
o
adjectivo
de
liberal
O
proseguimento,
o
resto do pastellão
é
um
acervo de
simulações
a
formarem
a
ima
gem
viva
d
’essa
caranguejola
repugnante
e
abjecta
chamada,
por
escarneo
á ver
dade,
governo
liberal.
Em
um
logar
do discurso chama-se
a
attenção
dos
corpos
legislativos
para
certas
medidas
de
utilidade
publica,
como,
as
que
respeitam
á
instrucção
primaria,
organisação
de
tribunaes,
construcção
de
caminhos
de
ferro,
etc.
etc.
Se considerarmos
que
esta
parte
do
discurso é a
repetição
da
que
ha
um
anno,
e
ein
aclo
igual
o
chefe
d
’
Estado
impingiu
aos súbditos
basbaques; que
ago
ra
como
então
os
discursos
foram obra
do
mesmo governo,
e
que
este
governo
atropellou
tudo,
tudo
enredou
para
que
aquellas
medidas
se
não
discutissem
e
tornassem
em
leis
durante
a
sessão
que
pecipitadamente
tratou
de
se
encerrar,
por
amor
uão
sabemos
de que
conveniências,
que
não
passariam
de
barriga,
teremos
de
nos
abistnar
no
ange
da
irrisão
e
do
des-
preso.
E
a
audacia
e
o
arrojo
chegam
ao
ponto
de
se levar
o
monarcha
a
exibir
o
papel
de
mentiroso
apresentando
pro-
grammas
e promessas
que
são
para
logo
desmentidos
pelo
governo,
e
que na aber
tura
da
seguinte
sessão
veem
repelir-^e
com
incrível
impudor
e
desfaçatez.
O
alarde
de prosperidades,
de
progres
sos,
de
augmenlos
de
riguesa
publica,
de
melhoramento
do
credito
nacional
e
ou
tras fanlarronados
que
encerra
o
discurso,
são
mais
um
contingente
para
o
computo
a formar
da
seriedade
e
circumspecção
da
coliorte
governativa
que
nos
infesta.
Co
mo se
pa»a
nós
fosse
mais
que
uma
il-
lusão
o
modo
como
se
manobra
o
jogo
da
bolsa
a
faser
que
o
credito
appareuie
o
avêsso
da
sua
triste
realidade!
..
Como
se
<>
chamado
augmento
da riquesa
pu
blica
não importasse a
espoliação
do
povo
em
simples
proveito
dorifçus
da
orgia...
Como
se
as
prosperidades
e
progressos
tnaleriaes
oão
fossem
uma
sombra do
que
poliam
ser pelo
que
contam, e
sombra
ainda
assim
a
que
se
abriga a
torpesa
e
a
serie
de
escândalos
a
que
só
póde
atin
gir
utn governo liberal
I
Mas,
o
sistema é
assim,
está
com
elle
a
mentira,
baseia-se
u’
el!a,
e
muito
não
é
que parta
do alto,
do
chefe
do
Estado
e
em
acto
publico
e
solemne
;
embora
para
o
relevarmos
da
impudicicia
tenha
mos que
lhe
atribuir
a
inconsciência,
ou
a
necessidade
de
conservação no
throno
que
em
tempos
anti-coostitucionaes
nunca
foi
manchado
com
o
embuste
e
a
misti
ficação liberal.
E
a nação,
em
sua
criminosa
letbar-
gia,
vae tolerando
tudo
isto,
e
a
menos
que
a
Providencia
Divina amerciando-se
de
nós
não
opere uma
daquellas
tran
smutações
inesperadas, que fasem
a
con
fusão
do
erro
e
o
estimulo
do
brio,
te
remos
que
avançar
no
esfacelamento
a
que
a
nossa atonia
é
favoravel ensejo.
J.
MACHADO
JUNlOli.
A’
reelaeçSo do (rCoitiiwirein do
ninho».
Londres^
31
de
dezembro
de
1875.
[Continuação]
O
general
Lizarraga
que íicára pri
sioneiro
na
tomada
de
Seo
de
Urgel
por
Martinez Campos,
(desastre
devido
á
ver
gonhosa
parcialidade
do
governo
francez,
e
á
culpável
discordância
dos
chefes
car
listas
em
Catalunha,
hoje
tirados
de
seus
commaodos),
foi trocado
por
outro
pri
sioneiro
(affonsino)
que
estava
era
poder
dos
carlistas.
Voltou,
pois,
ao
quartel ge
neral
carlista,
em
Durango,
onde
teve
com
o
rei
uma audiência
que
durou mais de
duas
horas.
A
sahida do
commando
em
que
es
tava
no
exercito
legilimista
hispanhol
o
general
Mendiri,
deu
logo
logar
a
se
ap-
plaudirem
os
maçonicos
revolucionários
de
que
a
causa
carlisia
tinha
perdido aquel
le
defensor
e
partidário,
e
até
chegaram
os
Lb-rangas
a
publicar
que
elle
tinha
passado ás
fileiras
da
revolução
affonsina.
A
carta
seguinte do
mesmo
general
diri
gida
ao
mui
distincto
e sabio
redactor
da
«Cruzada
Hispanhola», D.
João
Caocio
Mena,
vem
dar mais
uma
prova
eminen
te
do
constante
sistema
de
calmntiia,
men
tira,
impostura
da
tal
revolucionaria
libe
rangada,
que
aprendeu
do
diabo
o
seu
sistema
de
falsidade
em
tudo,
menos no
mao.
Eis
a
carta
(ielniente
vertida
:
«Tours,
25
de
novembro,
de
1875.
«Snr.
D.
João
Cancio
Mena:—Meu
caro
e
illuslre
amigo:
—Ouço
que,
a pro-
posit.i
da
minha
vinda
a
França,
se
fi
zeram
em
Navarra
alguns
commentarios
nada
favoráveis
á
minha
honra
política.
Causas
independentes
da
mioha
vontade
(das
quaes
sua
majestade,
que
Deus guar
de,
já
tem
conhecimento)
me obrigaram
a vir
temporariamente
a
este
paiz
; sem
que
este
facto
haja
de modo
algum es
friado
ou
entorpecido
meus
sentimentos
carlistas.
Não
ha,
pois,
necessidade
de
fazer
outras
protestações
de
fidelidade
á
causa, e
de dedicação
é
pessoa
d'el
rei,
da
parte
d
’
aquelle
que
sempre
se
esfor
ça
por
cumprir
bem
seus
deveres
sagra
dos.
Todavia,
para
o
caso
em que alguém
duvidasse
ainda
da
minha
fidelidade,
que
ro
saibam
os
que me julgam, que
o ve
lho
Mendiri,
cessará
de
viver
antes
do
que
sujar
a
historia
de
sua
vida
com
a
mancha
abominarei
da
deslealdade.—
Tor-
qualo
Mendiri.»
A. R. SARAIVA.
[
Continua]
OFFIGiaii
MINISTÉRIO DOS NEGOCÍOS
ECCLE-
SlASTICOS
E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral dos negocias
eccíesiaslicos
I
a
repartição
Em
virtude
de
resolução
superior se
declara
aberto
concurso
documental,
pelo
prazo
de
30 dias
a
contar
de 3!
de
De
zembro,
para
provimento
das
egrejas
pa-
rochiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Arez
(Nossa
Senhora
da Graça);
con
celho
de
Niza,
diocese
de
Portalegre,
Avidagos (S.
Miguel) ; concelho de
Mi-
randella.
diocese
de
Braga.
Cabrella
(Nossa
Senhora
da
Conceição)
;
concelho
de
'
Monte-Mór-o-Novo,
diocese
de
Evora.
Igrejinha
(Nossa
Senhora da
ConsolaçãoJ;
concelho
de
Arraiollos, diocese
de
Evora.
Foz
do
Douro
(S.
João)
;
concelho
do
Porto,
diocese
do
Porto.
Freixiandas
(Nossa
Senhora
da
Purifi
cação);
concelho
de
Villa
Nova
de
Ourem,
diocese
de
Leiria.
Pera
do
Moço
(S.
João
Baptisia);
con
celho
da
Guarda,
diocese
da
Guarda.
Pereira
(Santo
Estevão)
;
concelho
de
Monte-Mór-o-Velho,
diocese
de
Coimbra.
Reguengo
(S.
Gregorio)
;
concelho
de
Portalegre,
diocese
de Portalegre.
CORRESPONDÊNCIA
DE
MA
DRID.
— Chamamos a attenção
dos
nossos assignantes para a
correspondência que
hoje
publi
camos
do nosso estimável cor
respondente
d’
aquella capital o
snr. D.
José Yzaguirre.
E’
digno de toda a attenção
o barbaro exemplo gue
estão
dando
os liberaes contra os
prisioneiros carlistas.
Em
casa do snr. Manoel José
Vieira
da
Rocha, rua do Souto,
se
recebem todas
as esmolas
com
que as almas compassivas
queiram
minorar o estado
tris
te d’aquellas
victimas
da santa
causa
da
religião e do direito.
«egresso.
—
Regressou
líontem
a
esta
cidade,
vindo
no
comboio
da
manhã, s
ex.
a
redv.
ma
o
sor.
arcebispo
coadjutor.
Serões Ronuaniieos.—
Está
em
dis
tribuição
o
fascículo
n.° 2
do
romance
—
«Os
Deslierdados»,
publicação
da
em-
presa-editora «Se<ões
Românticos».
Mtarquez
«8»
Sá
da
—
Falleceu
etn
Lisboa
o
snr.
marquez de
Sá
<ía
Bandeira.
O
seu
cadaver
íoi
hontem
condusido
paia
Santarém,
terra
da
sua naturalidade,
no
ceiniterio
da
qual
será
sepultado,
con
forme
as
disposições
teslanentarias
do
illuslre finado.
Per este
acontecimento
foram
inter
rompidos
durante
lies dias
os
trabalhOs
das doas camaras.
Esiiwtn.
—Uma
senhora
anónima
en
viou-nos
4$500
reis
para serem reparti
dos
pela
seguinte fôrma:
1^500 para
a
familia
necessitada re
commendada
ha
tempos
n
’
este
jornal.
I$5o0
para
o
dinheiro
de
S.
Pedro.
l$500
para
ajuda das
obras
do jazigo
do
re
v
.°
padre
Martinho
Antonio
Pe-eira
da
Silva.
As
differentes
verbas
vão
ser enviadas
aos
competentes
destinos.
A vbrn da
Santa
Infaneia.—
Com
esie
mulo
lemos
em
alguns
jornaes
a
seguinte
noticia
d
’um
curioso
processo
que
foi
ha
pouco
julgado em
Paris:
O
padre
Girardio,
director
da
obra
da
Santa
Itifaneia,
chamou
aos
iribunaes,
as
sim
em
seu
nome
pessoal,
como
na
qua
lidade
de
representante
d’aquella
instituição
e membro
do
conselho
central
da
dita
obra,
a Edmundo
About,
administrador,
Sarcey,
redactor. e
Chaix,
impressor
do
jornal
«XIX
Siécle».
O
padre
Girardio
queixou-se
de
haver
sido
diffamado
n
’um
artigo
assignado
pelo
snr.
Sarcey e
que
appareceu
no
n.®
de
9
de
novembro
sob
o
titulo
de Crianças
chinezas.
O
julgamento
teve
logar
na
audiência
da
8.
a
sala
do tribunal,
presidida
pelo
snr. Carlet,
no
dia
23
de
dezembro
pas
sado.
No
decorrer
dos
debates
suscitaram-se
muitas
questões.
Os
defensores
dos
reus
forcejaram
por
mostrar que esies
não
podiam
ser
julga
dos
nem
chamados
sequer
a
juiso por
isso
que a
Santa
Infancia
não
era
reco
nhecida
legalmeote.
O
advogado d
’
accusa-
ção,
bem
como o
procurador
da
republi
ca,
contradisseram
aquelles,
mostrando
que
para
o
caso
aquella
instituição
se de
via
considerar
em
(Preito
como
legalmente
reconhecida,
além de
cjtie
o
auctor
que-
rellava dos
reus
em
seu nonie
pessoal
e
como
procurador
dos membros
do
conse
lho
central,
os
quaes
são todos
cidadãos
franceses
e
gosam
de
todos
os
seus
di
reitos.
O
tribunal
deu a
sentença
á
face
das
leis
do
paiz,
n
qual
sentença
é a
seguinte:
Condemna o
snr.
About
a
300
f.aocos
de
mulcia
;
o
snr.
Sarcey
na mesma
pe
na;
sor.
Chaix
na
de 1Õ0
francos.
Condemna
também
os
snrs. About
e
Sarcey
solitariamente
a
pagar
ao
snr.
pa-
dra
Girardio
a
somma
de
1:000
francos
a
Ululo
de
perdas
e
damnos.
Ordena
a
inserção
em
caracteres
ordi
nários
e
em
primeiro
logar, oo
jornal
o
«XIX
Siécle»,
<ía
dita sentença,
e
con
demna
os
reus
solidariainenie nas
custas.
fiísaiaossfstraçíio bonrosc*
—
Sabbado,
dia
d
’anno
bom,
reuniu-se
na
estação
do
ca
minho
de
ferro
do
Porlo á
Povoa
de
Var-
zim,
seriam II
horas
da
manhã,
uma
lu-
sida
selecção
de
cavalheiros
que
se
acha
vam
alii
para
seguir
a
Villa
do
Conde
fe
licitar
o
exm.°
governador
civil
do
distri-
clo.
Não
fomos dos
últimos
a quem chegou
rebate
de semelhante ajuntamento
e
natural
mente
pedimos
informações
sobre o
caso,
in
formações
que
nos foram
ministradas
e
que
reputamos
fidedignas.
Os
cavalheiros
que
alii
se
congregaram
para
seguir
a
Villa
do
Conde,
eram
apenas
a
commissão
delegada
por
numerosos
signatá
rios
d
’
urna
mensagem,
que
abaixo
transcre
vemos. Eram
34
aquelles cavalheiros,
se
gundo
a
lista
que
nos
foi
communicada
e
são
os
seguintes
:
Joaquim
Pinto
da
Fonseca,
Antonio
Car
doso
e
Silva,
José
Antonio
Pereira
Duarte,
Thomaz
Joaquim
da
Silva,
visconde
da
Er
mida,
Rodrigo
d
’
Oliveira Guimarães,
Miguel
Augusto
da
Silva
Pereira,
José
Joaquim
Pe
reira
Lima,
João
Evangelista
da
Silva
Mat
tos,
Joaquim do
Rosário Ferreira,
visconde
de
Figueiredo,
José
da Silva
Santos,
Fran
cisco
Antonio
da Costa
Braga,
Henrique
Au
gusto
Pereira
da
Silva,
visconde
da
Silva
Monteiro,
Álvaro
Cezar d’
Almeida
Navarro,
Miguel
Dantas
Gonçalves
Pereira,
Germano
Vieira
de Meirelles,
Manoel
Vieira
d’
Andra-
de,
Laurenlino Proença,
Joaquim
Antonio
Machado,
Joaquim
Gonçalves,
Antonio
José
Gonçalves
Porlo,
Joaquim
Peres
de
Souza,
José
’
Domingos Ferreira
Cardoso.
Narciso
José
da
Silva,
Joaqnim
Ferreira Cardoso,
Constantino
Máximo de
Sousa
Guedes,
Joa
quim
Domingos
Ferreira
Cardoso,
Manoel
de
Freitas Liina
Guimarães,
Manoel
Lopes
Martins,
Francisco
José Nogueira, Antonio
Cardoso
e
Silva
Júnior,
e
José Coelho
de
Brito.
Já
veem
que
n’
esla
commissão
se acham
representadas todas
as classes
sociaes
do
Porto,
o
que
sobra
para
dar
relevo
e
verda
deira
importância
a
qualquer
manifestação.
N
’
um
expresso
que
tomou
a
grande
çommis-
são,
se
dirigiu ella
para
Villa
do
Conde ás
11
horas,
chegando
á
pittoresca
villa
pela
volta
do meio
dia.
Encaminhou-se
para a casa
do
snr.
con
selheiro
Benio
de
Freitas,
que
a
recebeu
quasi
surprehendido
e tomado
de
commoção
vehemente. Entrados
estes cavalheiros
na
sa
la,
o
snr.
visconde
da
Silva
Monteiro oflere-
ceu
a s. ex.
a em
nome
dos
seus
amigos
do
Porto,
como
testemunho
espontâneo
e de
affecluosa
sympalbia
e
consideração,
a
com-
menda
de
S.
Thiago
da
Espada
com
que
ha
pouco
sua magestade se dignou hontar
os
altos merecimentos do
snr.
conselheiro Ben
to
de
Freitas.
Depois
o
snr.
Cardoso
e Silva
leu
a
seguinte
allocução
:
Illm.®
e
exm.®
snr.
conselheiro
Bento
de
Freitas
Soares
—
A
munificência
regia,
reconhecendo
em
v
ex.
a
as
elevadas
qua
lidades
intellectuaes
e
moraes,
que
tornam
digno
um
alto
funccionario
e
distincto
um
homem
de
sciencia
;
e
remunerando-os
com
a
eommenda
de
S. Thiago
da
Espada,
oí-
fereceu
aos
abaixo
assignados
a opportuni-
dade
de
patentearem
a
v. ex.a
o
alto
apre
ço,
a
profunda estima
e
affecluosa sympa-
thia
que
tributam
ao administrador
honra
do,
ao
medico
talentoso
e
ao
cidadão
exem
plar
e
prestante.
N’uma
epoca
em que
a
calumnia
ou
sada se
esforça
inipotentemente
por ma
cular as reputações
mais illibadas,
é
ex-
iremamente
grato
aos
signatários
(festa
mensagem,
significarem
a
v.
ex.
“
de
quan
to
respeito
lhes
é
credor
um
tão nobre
e
austero
caracter.
Sentem
que
a
despretenciosa
offeren-
da
que depositam nas
mãos
de
v.
exc.
a
,
não
possa bem
aquilatar
o
subido
gra
dos
sentimentos
d’
ellés;
regosijam-se
porem
na
certesa
de
que
ella
symbolisa
uma
ho
menagem espontânea
prestada
ao
verda
deiro
merolo.
Pprto,
1
de
janeiro
de
LS76.
Este
documento, genuina
expessão
dos
sentimentos
dos
seus
signatários,
é
cer
tamente
uma
das
mais
honrosas
demons
trações
que haja
recebido
ura funcciona
rio
publico
n
’
esta
terra.
Comprehende-se
facilmente o
alvoroço
do snr.
Bento
de
Freitas, sentindo
a
voz
da
consciência
repercutida
em
tantos
eccos
e
robustecida
e
engrossada
no
côro
de
tan
tas
vozes
honradas.
Deveu
ser
este
dia
um
dos
mais
brilhantes
da
vida
de
sua
ex.
a,
e
nós folgamos
com
o
legitimo
con
tentamento
do
homem
e do
magistrado,
porque
jámais
a
política
nos
obcecará
a
ponto
de
negar
o
testemunho
do
nosso
respeito
a
quem de
justiça
o devemos.
Mal
iria
se
a honestidade e
a
inteiresa fossem
apanagio
d’
um
partido
e
não
o
patrimó
nio
de
todos.
A
eommenda
que
os amigos
de
s.
ex.
a
lhe
offereceram
é um
notável
primor
d’
ar-
te
e
riquesa,
que
dá
honra
á
ourivesa
ria
dos
snrs.
Leitão
&
Irmão
d
’esta
cida
de.
E’
uma
deslumbrante
conslellação
de
700
brilhantes e
rubíns,
verdadeiro
brin
de
principesco,
cujo
valor
intrínseco
é
ain
da
assim
uma
sombra
tenuíssima
do
que
significa moralmente.
Todos
assim
o compreíienderam
—
feli
citado
e
felicitantes
—
,
attenta
a
religiosa
emoção
com
que
foi
dado
e
recebido.
Exis
te
em
casa
do
snr.
conselheiro
Benio
de
Freitas
um
honrado
oclogenerio
que
é
o
pae
de
s.
ex.
a
O
sympalhico
velhinho,
quan
do viu
e
ouviu
o que
alii
se
passava,
o
filho
apertado
nos
braços
do<
que
lhe
es
tavam
mais
perto
e
um
e
outros
e
todos
commovidos
até
ás
lagrimas
não
pôde
con-
ler-se,
e
da modesta
penumbra
em
que
se
aconchegava
absorto
na
glorificação
do
filho,
estremecido—
eil-o
que
rompe
n’um
ifaquelles
brados
que
se
vasam
apenas
no-;
moldes
do
maior
e
melhor
dos
cora
ções
—
o
coração
d’um
pae
—
e
na
suprema
eloquência
do amw
e
da
gratidão
<iiz
aos
amigos
de seu
filho
e
á
leal
e
nobillisi
ima
cidade
do
Porto
o
que
elles
n
’
unca
ouvi
ram
e
que
hão
le recatar
no
coração
co
mo
o
melhor
prémio
d
’
esta
lembança.
Foi
vicloriado
enthusiasticamente
o hon
rado
velhinho
e
o
snr.
Álvaro
d’
Almeida
Navarro,
como
um
dos
que
primeiro
se
recobraram
da
emoção,
voltando-se
ao
fi
lho,
disse
lhe
n
’
um
rasgo
de
sentida
ins
piração
como
é
que
aquelle
espeetaculo
os
tornava
orgulhosos
de
lerem
adivinhado
no
magistrado
e
no
homem
o
filho
que
era
e
sabia
assim
mostrar-se diante
d
’
um
tal
pae
..
O
snr.
Navarro
foi
delirantemente
festejado,
como
interprete
eloquentíssimo
dos
sentimentos
de
lodos.
Em
seguida
le
vantaram-se
vivas
a
Soa
Magestade
e
famí
lia
real,
e
ten
lo
o
snr.
conselheiro
Ben
to de
Freitas,
mandado
obsequiar
os
seus
amigos,
levantaram-se
calorosos
vivas
a
sua
ex.
’
e
á cidade
do
Porto,
que
nunca
póde
ser
esquecida
em
qualquer
festa
pu
blica e
particular.
A'
porta
de
s.
ex.
a
ap
pareceu
a
philarmonica
da
terra,
que
veio
acompanhar
á
estação
os
membros
da
com
missão
e
o
honrado
go'ernador
civil,
que
repetiu
na
despedida
os
abraços
com
que
recebeu
em
sua
casa
os
amigos
que
o
vie
ram
felicitar. Sabidos
de
Villa
do
Conde
á
1
hora
da
tarde,
chegaram
ás
2
á
Boa-
Vista, graças
á
velocidade,
regularida
e
excedentes
condições d
’aquella
linha.
(Primeiro
de
Janeiro)
BANGO
COMMERCI
à
L
DE
bkaga
.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
31
de
dezembro
de
1875.
Activo
Acções, prestações
a receber
15
i
:007«S500
Dinheiro
em
caixa.
. . .
100:169^905
Letras
em
carteira.
. .
.
837:394^344
Empréstimo
sobre
penhores.
147:770^885
Contas
correntes
com
garan
tia..........................................1.218:677^780
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro.
545:956^069
Títulos
e
papeis
de
credite.
196:029^325
Diversos
devedores.
.
.
.
45.730^443
Despezas
de installação.
.
6:1825660
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:9085424
3.230:8275335
Passivo
Capital
.................................
1
000:0005000
Obrigações
..........................
1.354:7095603
Depositantes
...........................
179:1965398
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro 310:1395949
Diversos
credores.
.
.
.
65:1605815
Leiras
em
deposito.
Letras
a
pagar.
Notas
etn
circulação
Fundo
de
reserva.
Dividendos a
pagar.
Ganhos
e
perdas.
16:2785350
99:8655937
116.9205000
48:0005000
6675000
59:8695083
3.230:8275335
Braga
5
de
janeiro
de
1876.
Os
Directores
João Evangelista de
S.
Torrei
e
Almeida.
Luiz
Antonio da
Costa
Braga.
SiíBE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
netn despezas
com
o uso da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
íS5
awnoa d’
i
h
variavei
sueeegse
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos
e
de vários hospitaes,
ninguém po
derá duvidar
da
eflicacia
desta
deliciosa
farinha
de
saude
quê
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica.
gastralgia,
flegma,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargor
ria
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizeuteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão.
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debili
dade,
todas
as
desordens no peito, na gar
ganta,
do
alito,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do
ligado,
dos
rins, dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro
e
do sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se a
de S,
S.
o
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
do doutor
Ma
noel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de junho de
1868
Não
posso
fazer menos
de manifestar a
vv.
s.
as
os
bellos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales
ciére
á minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia inlensissímas
dores in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
; graças
a
este
surprehendente
especifico
ficou com
pletamente
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião para demon
strar
a
consideração
com
a
qual
o
distin
gue
o
seu
attento
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.71
8.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me perfeitamenle
com
o
uso
que
fiz
durante
certo lapso
de
tempo
da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás quaes
produziu
inestimáveis
effeitos, em
particular
modo n
’
aquelles que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
d
’
esles
cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
também
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias da
retenção
de
orina
e
das
moléstias
de
estomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo
a
bypocon-
dr
ia
.
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da venda por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de lata,
de
,/1
kilo,
500
; de
1
/
J
kilo
800
rs
;
de
um kilo,
15400
reis;
de
2*/a
kilos,
35200
reis;
de
6
ki
los,
65400
reis;
e
de 12
kilos,
125000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para a saúde
é
a
Ilevaleaeière cSweinSatwiía $
ella
res-
titue.
o
appeilite,
digestão,
somno, energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
15400
;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARKY
©.
a
--Pla-
ce
Vendòme,
26. Pariz;
77
Regent
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central ;
snr.
Serzedello
&
C.a Largo do
Corpo
Santo
16,
Eísbe»,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12.
3*®r4o,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto;
Desí-
ré
Rahir
;
©«ãmlsra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F. E.
da Luz
e Costa,
phartn.;
Bareellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Ctuimaries,
A.
J. Pereira
Martins,
pharm.
;
l’
ena-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do
JUm»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
phartn.
;
Po
vo» do
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira, pharma.
;
Vianna do Caatello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
VilKa do
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
AGBA0SCIMESTOS
Joaquim
Antunes
Alves,
agradece
por
este
meio,
a
todas
as
pessoas de
suas
re
lações,
tanto
seculares
como
ecclesiasticos,
de
quem
recebeu
obséquios por
occasião
do
fallecimento
e enterro
de
D.
Maria
Ro
sa
Soares
Abreu
Machado,
cujos
oflicios
de
sepultura
tiveram
logar
na
Real
Capel-
a
da
Misericórdia
no
dia
7
do corrente
a
lodos
agradece e
protesta
seu
eterno
re
conhecimento.
(2968)
Novo
estabelecimento de cera.
Stua
Sova n,° £7—Brnga.
Fernandes Pinto
&
C.*
participam
por
este meio
a
todo
o
respeitável publico,
e
especialmente
aos
seus
amigos e
que
já
são seus
freguezes,
que se
acham
com
es
tabelecimento
de
cera
no
citado
local.
Es
peram
pois,
da
benevolencia
de
todos,
os
coadjuvem,
para
o
que
teem
um
grande
sortimento
d
’
este
genero.
Incumbem-se
igualmente
de fazer caixões
e
hábitos pa
ra
funeraes, por
preços
muito
rasoaveis.
(2905)
BANCO DA CONJLHÂ
Sociedade
anonyma de responsa-
biiidade
limitado.
São
convidados
os
snrs. accionistas
des
te
Banco
nos
dias
10 a
15
do corrente, a
fazerem
a
5.a
e
ultima
entrada,
de
20
por cento,
ou
205000
reis
por
acção.
Covilhã
—na
sede
do Banco.
Porto
—
Caixa
Filial.
Braga
—
snr.
João Manoel
da
Silva
Gui
marães.
Lisboa—
snrs.
Custodio
à
Silva.
Pede-se
aos snrs.
accionistas
para
de
clararem
no
mesmo acto
os nomes
em
que
devem
ser
passadas
suas
acções.
Covilhã
3
de
Janeiro
de
1876.
Os
directores,
J.
d
’
Amorim Vaz de
Carvalho.
A. Baptista
A.
Leitão.
(2906)
Bua
de D.
Pedro V n.°
77
Quem
quizer
arrendar
uma
casa
de
modico
preço
até
o
S.
Miguel
.
(]’
es(e
ann0
na
rua
(
|
e
Q
t
ptíf
|
ro
V,
falle
na
mesma
rua
n.°
77.
(2907)
Torquato
Ribeiro,
de
Guimarães,
an-
nuncia
ao
publico, que
os
seus
carros
que
tinha
de
sociedade
com José
Martins Fon-
tão
Lage,
d
’esta
cidade
para Guimarães,
fica
do
dia 6
em
diante
com
sociedade
com
Bernardo
José
Pereira.
Sae de
Braga
um
ás
5
horas
da
manhã
e
outro
ás
6,
che
gando
a
Guimarães
o primeiro
ás
8
e
o
outro
ás 9
da
manhã,
e
de
tarde sae
de
Braga
ás
2
e
chega
a
Guimarães ás
5
Vi-
ce-versa.
Sae
de Guimarães
ás
6 da
ma
nhã,
um,
chegando
a
Braga
ás
9,
e
de
tarde
sae
um
á
uma
hora
e
outro
ás
duas
chegando a
Braga
o
primeiro
ás
4,
e
o
segundo
ás
5. Tem um quarto
d
hora de
demora
tanto na ida
como na
volta,
nas
Taipas.
Preças :
De
Braga ás Taipas 160
ea
Guimarães
240
rs.
Vice-versa
de
Guimarães
ás
Tai
pas
80
rs.
e a
Braga
240.
EscriptorioMt
Em
Braga,
em
casa de
Domingos
Al
ves Pereira,
Praça
do
Barão
de
S.
Marti-
nho,
n.°
1,
e
em Guimarães
em
casa
de
Francisco
José
de Sousa
Guimarães,
no
Toural,
n.°
4
e
5.
2902
Bernardo
José
Pereira
Banco
Mercantil
de Braga.
Sociedade
anonyma de reaponsi»-
bilidade
limitada.
Por
ordem
do exm.°
Vice-presidente
d
’
Assemblea
geral
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’este
Banco
a
comparecerem,
na
sede
do
mtsmo
no
dia
13
tio
corrente
pelas
12
horas
da
manhã,
afim
de
as
sistirem
á
Içitura
do
Relatorio
da
Dire-
cção
e
Parecer
do
Conselho Fiscal, con
cernentes
ao
anno
(indo.
Braga
e
Banco
Mercantil
7
de
Janeiro
de
1876.
O
Secretario
d
’Assemb!ea
Geral,
Domingos
Moreira
Guimarães.
(2909)
Amoreiras
e
nogueiras
2900
Vendem-se na
quinta
do
Avellar.
na
rua
<ie
S.
Geraldo.
Precisa-se
d’
um
em
uma
freguezia
pro-
ximo
d’
esta
cidade.
Quem
se achar ha
bilitado
para
isso
queira
participar
n’
esta
redacção.
2901
Ã
éc
HGÔ
BG
MAlMÁ
Agente
ean
ESraga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE
CASTRO
31.
Largo
da
Senhora
A
Branca,
31
Faz
as
seguintes
opetações:
Desconta
letras
da terra e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de credito.
Recebe
dinheiro
á ordem
e
a praso abo
nando juros.
Empresta
sobre
penhores
d’
ouro, pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças
do
reino
e
estran
geiras,
onde
0
Banco
tem agencias
(3*
Nova
fundição
de
ferro
e
me-
taes
De
Antonio Germano Ferreirinha
Travessa
de
S.
João
—
Braga.
O
proprietário
d
’esta
oflicina
funde
to
da
a
obra
de
ferro
e
metal,
de
qualquer
tamanho
e
natureza
que
seja,
assim como
também
faz
memórias
de
ferro ou
melai,
tudo
pelos
preços do
Porto,
e
com
a
ma-
xima
perfeição.
:
tf
k
tf
ws $ Ã:^'1
Ã
GIÂO
ESCOLA
ÃMERICAH*.
Extrai,
cura
e conserta
os
dentes ca
riados,
colloca
dentes
artiíiciaes
com
pre-
feição.
Presta-se
a
chamados
fóra
da cida
de.
Consultorio,
Campo
de
SanCAnna
n.
l>
1,
das 8
da
manhã ás 5 da
tarde
(2792)
Alta novidade
para inverno
Campo
de
D. Esiis: 3, m.9 1
(Entrada da
rua
dos
Capellistas)
A.
RIBEIRD
Fazendas
para
vestidos,
transparentes,
a
50
réis; ditas
de
lã,
chias,
a
100
réis;
ditas
de
lã,
escuras, de
120 a
160;
saccas
de
viagem
para
senhora,
de
500
réis
até
25000;
guarda-solinhos
para senhora,
côr
de
café, <5000
e 15200
réis;
ditos
para
homem,
15800;
Manias
de
seda
pera
ho
mem e
senhora
120
e
140
réis;
ditas
mo
dernas,
que
eram
de
600
réis
vende
por
240
;
lenços
de
seda, grandes,
que
erão de
900
rs.,
a
600;
chitas
largas
com
barras,
a
90
réis; ditas
de
côres, sortidas,
90
e
100 réis,
e
fazendas
de
novidades
tanto
para
homem
como
para
senhora,
de
tudo
tem
de
maior
preço.
Machinas
de costura
Campo
de D. Luiz
i.° n.° 1
(Entrada
da
rua
dos
CapellislasJ
ARAÚJO
RIBEIRO
Acaba
de
receber
n;
«o sortimento
das
afamadas
machinas de
Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade
na
verdadeira
cons-
trucçào
e
pei
feição
de
trabalho,
leveza
e
so
lidez.
Vende
a
dinheiro
ou
prestações
men-
saes.
*
Ensino
grátis.
Concerta toda
e
qualquer
machina de
costura
por
mais
diílicil
que
seja 0
concer
to,
e
tem
pessoa
competente
para
isso,
por
pteço
commodo.
O
estojo
completo
para
as
machinas
são:
Coslora
direita—bordar
a
soutache
—
fazer
pregas
em
peitos
—acolchoar—
franzir
—
inlitadeira
—
pregar
guarnições
sem
ali
nhavar
—
sobre-coser
—
metler
cordões
—
abainhadeira de diversas
larguras—
retroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N.
B.
De
lodos
estes
objectos vende
se
separados,
ou
como
as
mesmas
machinas.
GRANDE DFDSITO
>
DE
MACHIWAS
DE
COSWBA
DE
DIVERSOS AUCTORES
DE
3F*-
3K.
E>
E
E
32Z
C2
T
O
17
—
Rua de S. Vicente
(antiga Chãos de Cima)—
17
BEâGâ
Ha
um
anno
que este
deposito
se
abriu
e
lem
vendido
118
machinas
de costura
—
todas
a
trabalhar
com
perfeição.
0
dono
d
’este
estabelecimento
não
só
ensina
a
trabalhar
n
’
ellas,
mas a
resolver
todas
as
difliculdades
que
possam
apresen
tar,
sendo
isto
de
grande
vantagem para
os
snrs. compradores.
Vendem-se
n
’este deposito
as
machinas de
Singer, para
famílias,
alfaiates
e
sapateiros. Legitimas
silenciosas
de Weeler
&
Wilson,
próprias
para
famílias.
De
braço
especiaes
para
calçado
e
toda
a
obra
em
couro.
Portáteis
de
mover
á
mão,
de
ponto
de
cadeia
e
dous pespontos. E
as
legitimas
machioas
americanas
do inventor
Howe,
as
melhores
machinas
do
mundoj
garantidas
por cinco
annos, proprias
para
todo
o
genero
de trabalho;
tendo
os snrs.
compradores
em
vista
não
se
illudirem
com as
imi
tações
das
machinas d’
este auctor
;
pois
as
fabricadas
por Jones
<fc
C.°,
II.
J.
Petit
e
outros
não
passam
de
imitações.
Todas estas
machinas
são mandadas
vir
directamente
das
fabricas,
seodo
vendidas
o
mais
barato
possível,
tanto
a
dinhei
ro,
como
a pequenas
prestações
mensaes.
Concertam-se
as
machinas
de
todos
os
systemas.
Vendem-se
todos,
os
objectos
proprios
para
as
mesmas,
assim
como
al
godões,
torçaes,
oleo,
e
agulhas
a
360
réis
a
duzia.
Faz-se
grande
abatimento
a
quem
comprar por atacado.
Em
seguida
publico
a
lista dos nomes
e
moradas
dos snrs.
compradores
que tiveram a
bondade
de
comprar
machinas
n
’
es-
te
deposito,
podendo
todas
as
pessoas
que
desejarem
comprar
informar-se
do
bom
resultado
que
teem
obtido
as
machinas
vendi
das
no meu
deposito.
Domingos
José
Alves
Braga—
Rua
dos
Chãos.
D. Gutlhermina
C.
M.
Motta
—Chaves.
Carolina
Julia
—
Campo
de
Sant
’
Anna
—
42.
Manoel
Costodio
da
Silva
—
rua
das
Palhotas
—
16.
Maria
da
Torre
Carneiro
—
largo
de
S.
Francisco
—
14.
D.
Maria
Pimenlel
—
rua
de
S.
Marcos
—
19.
Domingos
Antonio
d
’
Araujo
—
rua
dos
Biscainhos
—
24.
Custodio Manoel
Barbosa
—
rua de
Santo
André
—
8.
Francisco
Velloso
—
Villa
Verde.
Manoel
Joaquim
da
Silva
Aréo—
rua
Nova
—
43.
Maria
Angelina
Pereira
da
Costa
—
largo da
Senhora
A Branca
—
75.
José
Antonio
Rodrigues
Torres
—Amares.
Manoel
José
Couto—
rua
do
Campo
—
10.
João
José
Alves—
campo
Novo
—
17.
Manoel José d
’
Araujo Lima
—
Ponie
do
Lima.
José
Antonio
d
’
Oliveira
Costa
—Amares.
Antonio
José
da
Silva
Braga—
rua
da
Oliveira
—2.
Maria da
Gloria
M.
Oliveira
—
»
»
—
1.
D.
Emilia
Augusta
Assis
—
Felgueiias
Antonio
Luiz
—
praça
Municipal
—
19
Manoel José
d
’Amorim —
Pico
de
Regalados.
João
Manoel
Pereira—
rua
do
Conselheiro
Januario.
Anna
Joaquina
de
Carvalho
—largo
de
Santa Thereza.
Escrivão
Faria
—
Villa
Verde.
Maria
Cardosa
—
rua de
S. Barnabé.
José
Manoel
—
Villa Verde.
Manoel
Antonio
da Silva
Paredes
—
rua
dos
Capellistas
—
6.
Manoel José
Martins
de
Miranda
—
Villar da
Veiga.
Domingos
Gonçalves Braga—
rua
de
S.
Victor
—61.
Padre
Joaquim
Feroandes
Lopes
—S.
Paio
de
Merelim.
»
>
»
*
>
>
Silva
—
S.
Jeronimo.
Antonio
Marques
—
Vianna.
Thereza
Joanna da
Costa
—rua Nova
da
Senhora
A
Branca.
Dr.
Jo-é
Soares Leite
—Fafe.
Dr.
Delegado
—
Villa
Verde.
Escrivão
Brito
—
>
>
II
A.
Leal
—Lamego.
Francisco
Velloso
—Villa
Verde.
Januario
José
Ribeiro
—
Cerveira.
Elias
do
Carmo
Sousa
Dias
—
Chaves.
Dr.
Sepulveda—
Villa
Verde.
Iria
Candida M. de
Sousa
—Rua da
Oliveira—
7
Domingos
José
Fernandes—Amares.
João
Manoel Cerqueira—Pico
de Regalados.
Aflonso
José
da
Silva—rua
de
Santo André.
Manoel
José de
Sousa
Vianna
—
Monção.
D.
Jostfa
Peixo
Lemos—
Felgueiras.
Escrivão
de
Fazenda—
Villa
Verde.
Bento
de
Magalhães—Felgueiras
Gaspar
Pereira
—
praça
Municipal—
1
José
d
’
Oliveira
—
rua
da
Boa-Vista
—
51.
Domingos
Rodrigues
da
Silva—Famalicão.
Mais
13
rpachinas
vendidas
que
não
se
póde provar
Antonio Alves
Campos
—
largo
dos Penedos—
7
Antonio
Luiz
Maria
Ramos
—
rua
de
S. Vicente.
João
Antonio
Soares—
Villa
Verde.
Domingos
F.
Guimarães
—
Guimarães.
Antonio
José
Alves
Pereira
—
rua
de
S.
Vicente—
19.
Domingos
da
Cunha
—
Ferreiros.
Francisco
Regallo
—
rua
do
Campo—
22.
Felix
Paiva—
rua
dos
Chãos.
Maria
da
Conceição
—
rua
dos
Pelames.
Candida
Carneiro—Vianna.
Antonio
Joaquim—
Arcos.
João
Antonio
Leite
—
Boure.
D.
Rita
Leopoldina
F.
Bastos
—
rua
das
Palhotas
—
19.
J.
M.
Pinheiro
—
campo
de
SanCAnna
—
1.
Francisco
dos
Reis
—Barcellos.
Dimz
Pinto
da
Silva—Famalicão.
Joaquim Gonçalves
—
Fafe.
Zeferino
Antonio
Gonçalves
Vieira
—
rua
do
Campo
—
5,
Augusto
de
Sousa
—Basto.
Alfredo
de
Sousa
Dias—
Guimarães
D.
Emilia
Peixoto—Felgueiras
Manoel
P.
da
Silva—
Famalicão.
Antonio José
F.
Braga—
praça
d
’
Alegria
—
16.
Sebastião
H.
Sant
’Auna
—
Chaves.
José
Maria
da
Silva
—
rua
de
S. Vicente
—
92.
Francisco
Gaspar de
Lima
—
Basto.
Bernardo
J.
Pinto—
Barca.
Luiz
Manoel Oliveira—
Ponte
do
Lima.
Manoel
Ferreira
Marques
—
rua
da
Ponte
—
73.
Emilia
Rosa
Rodrigues
—
Guimarães.
José
Maria
Ribeiro
—rua
dos
Chãos
—
28.
Villaças
—
rua
de
S.
Vicente.
Joaquim
Rodrigues
Pereira
—
Chaves.
Francisco
Pinto
de
Sousa
—
Barcellos.
Joanna
Rosa
de
Sequeira
—
Visella.
Antonio
José
de
Sá
e Silva
—Feira
Nova.
Abbade
de
Builhe
—
Ruilhe.
Zeferino
Antonio
G. Vieira
—rua
do
Campo
—
5
Anna
do
Carmo
Pereira—
Mirandella
Manoel
José de
Sousa
Vianna
—
Monsão.
Padre
Joaquim
F.
Lopes
—
S.
Paio
de
Merelim.
José
Antonio
da
Costa
—
Chaves
Maria Candida
—
largo
das
Carvalheiras.
Rita
Pinto
de
Sousa—
Barcellos.
João
Maria
da
Costa
—
Coura
Pedro Antonio
—
Rua
de
Santo André.
Paulino
Evaristo
da
Rocha
—
rua
dos
Sapateiros
—
19
Francisco
Gonçalves
—
Marlim.
Camillo
Pinto
Bravo—
Visella.
Gonçalves
Pinto—Famalicão.
Anna
de
Jesus
Dias—
Taipas.
Domingos
Leite
—
Barroso.
os
nomes
nem
as
moradas
dos compradores.
.4
OPEBÃOIA
OR1KBE DEPOSITO DE
MACHÍ-
VAS
DE COSTURA
DE
H.
WliBB
Construiclag
por II.
J. Petit, de
Bruxellni
Í3
—
Praça
de
Carlos
Alberto—d
4
PORTO.
N
’
este
estabelecimento encontra-se
á
venda
um
grande
sortimento
de
machinas
de
costura
;
para familias
e
costureiras,
jroprias
para
todo
o
trabalho
de
obra
bran
ca
e íina de
côr.
Para
alfaiates,
estofado
res,
chapelleiros etc.
:
podendo
executar
toda
a
obra de
panno
e
couro
fino.
De
lançadeira
grande
(levando
300
melros
de
lio.)
Para calçado,
correames,
arreios
etc.
De
braço,
especiaes
para
calçado,
poden
do
melter
elásticos
e
fazer
toda
a
sorte
de
concertos.
—
Portáteis,
de
mover
á
mão,,
podendo
lambem
funccionar
com
pe
dal,
muito
convientes
para familias.
De
bordar,
executando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados,
a
branco
e
côres, em
relevo
etc.; proprias para modistas, cos
tureiras,
estofadores,
corrieitos
:
esta
ma-
china,
uma
das
maravilhas
da
industria
mo
derna,
póde
fazer
a fortuna
da
pessoa
que
a
possuir
De
cravar
calçado,
que
em
pou
cos
mmuios cravam,
parafusando
com
to
da
a
segurança,
um
par
de calçado.
O
re
sultado
d’
este
trabalho
é
muito
superior
ao
actualmente
adoptado.
De
lavar,
indispen
sáveis
ao
uso
domestico,
recomendáveis
pela
economia
que
resulta, não
só
da
lava
gem,
como
da
conservação
da
roupa.
To
das
estas
machinas
são
acompanhadas
de
um
completo
sortimento
de accessonos
que
facilitam a
execução
de
todas
as
obras.
Garante-se
a
perleição
e
duração
de
to
das
as
machinas
vendidas,
e
atlendendo-se
ao
perfeito
trabalho
e á
solidez
da
sua
construcção
póde
affoutamente
asseverar-se
que
não
tem
rival
na modicidade
dos
pre
ços.
A
fim
de
proporcionar
aos
compra
dores
iodas
as
vantagens,
esta casa
não
só
facilita
o
pagamento
por
prestações, mas-
também
a
aprendizagem, para
o
que
fez
vir
do
estrangeiro
um
artista
perfeito
co
nhecedor
do
machinismo,
e
duas senhoras,
’
para
praticamente
darem as
necessárias
ex
plicações.
Ha
completo
sortimento
de
al
godões,
linhas,
lãs
e sedas,
em
todas
as
côres,
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
lodo*
os
accessoriose
peças
sobreseleutes
jara
as
diversas
machinas.
Qualquer
con
certo
de
que
necessitem
as
machioas
ven
didas
n
’este
estabelecimento
será
feito
im-
mediatamente
e
com
toda
a
perfeição.
Exe
cuta
se
a
preço
modico
qualquer
obra
de
bordados
para
modistas,
estofadores,
alfaia
tes,
etc.
Este
estabelecimento
tem
o
exclusivo
da
importação,
das
machinas
d
’
este
auctor
em
Portugal.
Faz-se
abatimento
a
quem comprar
por
atacado.
Deposito
em
Braga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
(2904)
sfflKI
BE
llilllM
DO
ALTO
D0UH0
DA
CASA BK VJI.KA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados :
Vinho tinto
de
rneza.
(sem garrafa)
150
»
>
»
»
.
190
»
Lagrima.........................................
200
>
Branco
de
meza.............................
210
»
tinto
de
meza
fino. . .
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a
.
.....
360
»
>
velho.................................... 400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.........................................
700
»
Alvaralhão
........................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho
para
meza
50
e
80,
o
quartilho
unto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos, po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N*)
BRAGA
:
TYP9GRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
