comerciominho_10081876_528.xml
- conteúdo
-
4.
’
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 528
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
»er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=>
As
assi-
gaaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
M®
JW.-S
S32
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600 rs.=Semestre
850
rs.«=Prot»n-
cias,
anno
2&000
rs,
e sendo duas
3&600
rs.
—
Semestre
l$050
rs.=Braztl,
anno
3&600 rs.—
Semestre 1&900 rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Knnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
3
/
0
d
’
abatimento.
■iro
—
i
T
i
Ma
—
—wa
—
wa
iwiiMHnMiiiuii m
»
i
TliTT
i
ramfinHiim
iiiw
u.
i
ii^
aanaMtaaAãfl^áácg^i^s^
BRAGA-VUXTA-nmi m DE
AGOsTO
O» faros.
«Os
fazedores
de
leis»
que
estacionam
em
Madrid acabam
de
sopprimir
as leis
mais
antigas
e
veneráveis
do mundo;
gra
ças
ao snr.
Canovas
del
Gastillo
e
seus
asseclas
os
foros vascos
só
existem
agora
no
coração
dos
Vascos.
Que
direito tinha
o
governo
de
D.
Aflonso
para
tocar
com mãos
sacrílegas
arca
tão
santa
?
Se
algum
lhe
assistia,
afóia o
direito
da
força,
é
o
direito que
se
arroga
o
vencedor
sobre
o
vencido.
Quando as
nobres
províncias
do
Norte,
esta
muralha
inexpugnável da
península
ibérica
nos dias
de grandes invasões,
se
entregaram
á
coroa
d
’Hispauha,
por
um
acto
de
vontade
própria, ellas
estipularam,
como
condição
sine
qua
non,
a perpetua
fruição
de
suas
instituições
particulares,
e
os
reis
deram
a
sua
palavra
que
essa
garantia
havia
de
perdurar
tanto
no
pre
sente
como
no
decurso
dos
séculos.
Foi
um
contracto
synallagmatico;
para
a
sua
rescisão
a
parte
acceitante
devia
começar
pela
renuncia
á
soberania
da
Guipuzcoa,
da
Byscaia
e d’Alava,
mas
ella
preferiu
rompel-o
a
seu
modo.
Não
recriminamos
vãmente,
limitamo-nos a
registrar um
fa
cto.
Se
os
foros
vascos eram
privilégios,
está
uo
mesmo caso
a
juventude,
ou
o
vi
gor da intelligencia.
Elles não
tinham
sido
outhorgados.
ou
arrancados
á
impotência
do soberano:
emanação
de costumes
e
de
praxes
anteriores ás
épocas
chamadas
his
tóricas,
a
sua
origem
perde-se
na
nebu
losidade
dos
tempos.
A
sua
duração
sem
reformas,
sem
alterações,
dá a medida
do
seu valor
intrinseco.
Teem
mostrado
co
r
mo
uma
liberdade
quasi
absoluta
póde pro
duzir
bellos
e
nobres
Iructos.
Conserva
ram
os
povos
no
temor
de
Deus; man
tiveram
nos
t>a
pratica
da
virtude;
com-
muoicaram-lhes
a
coragem
e
a
perseve
rança
para
amanhar
montanhas, onde
a
vista
ainda ha
pouco
só
descobria
roche
dos.
O
deputado
de
Alava,
o
sor.
Moraza,
exclamava
ha
dias
em
pleno
Congresso:
«E
’
por
tfleito
das
nossas
instituições
que
tornamos productivo
um
solo
mais ando
que
o
pavimento
d’
esle
recinto!»
Mas
os
foros
estão extinctos
!
A
mooarchia
constitucional
devia arrhas
á
Revolução,
e
aquelles
as
pagaram.
Não
se
podia
deixar
subsistir
um
exem
plo
tão
escandaloso.
Que
seria feito
dos
princípios
modernos
de
centralisaçào
e
da
tyranuia do
numero,
se
as
grandes
popu
lações
acabassem
por
conhecer
que
um
pequeno
povo, fiel
a
seus princípios
dia-
metralmente oppostos,
gosava de
todos
os
bens
terrestres
e
d
’
uma incomparável
di
gnidade
moral?
Havia
urgência
de
prevenir
um
tão
grande
perigo,
e
preveniu-se: o
negocio
eslâ
concluido.
Os
Vascos
receberam
o
golpe,
que
os
feriu,
com
uma
impassibilidade
admirá
vel:
christãos
d
’aquella
têmpera
não
se
lastimam
nem gritam: esperam.
Admiramos
na
sua
simplicidade,
na
sua
dôr,
o
seguinte
lelegramma
da
deputação
foral
da
Biscaya
aos
deputados
da
pro
víncia
em
Madrid:
«O
resultado
não
correspondeu
aos
ex-
forços
elevados
e patrióticos
que
vós
tão
eloquentemente
empenhastes
em
favor
da
mais
santa
das causas.
A
deputação
geral
da
Biscaya
apreciando
o
subido
valor
dos
vossos
eminentes
serviços,
e
certa
de
ser
a
interprete
(iel
de
seus concidadãos, vos
sauda,
vos
felicita cordealmente
e
vos
en
dereça
n
’
este triste
dia
a
sincera
expres
são
do
seu
reconhecimento
imperecível».
Eis
a
resposta:
«Recebemos
com
emoção
ineflavel
a
eloquente
e
aflectuosa
saudação
d’
essa
il
lustre
corporação,
recompensa
tão
grande
quanto
immerecida
dos nossos
leaes
e
mallogrados
exforços
em
pró
d
’
uma
nobre
e
justa causa».
Esta
dolorosa
mudez
deve
dar
que
pen
sar
aos aulicos
do palacio
da
praça
do
«Oriente».
Intimamente
teem
elles
a
con
sciência
de
lerem feito
uma
obra
má.
Presentem
uma tempestade
itnminente
e
para
se
persuadirem
que ella
não
roçará
pela
sua
fronte, procuram
asserenar-se pelo
ruído
das suas
violências.
Seja
prova
do
que
dizemos
o
seguinte
communicado
feito
ao
«Irurac-Bat»
de
Bilbao,
pelo
governador militar
d
’aquella
cidade,
em
nome
do
commandante
gene
ral
da província de
Biscaya:
«Tendo
sido
publicada
a
lei
de
sup-
ptessão
dos
foros,
e
sendo
prohibida
toda
a
communicação
na
imprensa, contraria a
esta
lei,
por ordem
do
capitão
general
que
commanda
as
tropas d
’
occupaçâo
des
tas
províncias,
eu
prohibo
terminantemente
a
publicação
de
qualquer
escripta
favoravel
aos
foros,
no
vosso
jornal,
advertindo-vos
que
se
infringirdes
esta prohibição,
não
sómente
soffrerão
os
vossos
interesses,
mas
que
além
d
’
isso
sereis
relidos
na
prisão,
até
resolução
superior.
Deus
vos
guarde
!
etc.
Assignado:
Izidore
Macanaz.
Bilbau,
23
de
julho
de
1876».
Como
debaixo
da
ameaça
resumbra
o
medo
I
e
como se
palpa
bem
as
vantagens
que resultaram
para
a
desgraçada
Hispa-
nha
dos
seus
incessantes
ataques
á
rea-
lesa
legitima !
Os
Vascos
partidários
de
Aflonso
XII
não
eslão
menos
compungidos
do
que
os
carlislas
pelo
perdimento
de seus direitos.
Foram
elles
que
na
Assembleia
dos
pre
tensos
representantes
da
nação acabam
de
os
defender
com
uma
energia
que
chega
va
a
desespero.
Temos
porém
a
notar
o
seguinte:
outro
preço
havia
de
recompen
sar
os
seus
exforços,
se
em
vez
de
serem
um
obstáculo
á
causa
de
Carlos
VII,
el
les
houvessem
sido
seus
servidores.
Que
de
soflrimentos
não
teriam
poupado
a
seus
compatriotas,
e
talvez que
remorsos
a
si
proprios!
..
ALEXANDRE
DELOUCHE.
Os
maçons podem ser padrinhos
de
baptisniu ?
«Seminário
de
Olinda,
9
de
junho
de
1786. —Revm.0
Snr.
—
Em
oflicio de
30
de
maio
lindo,
consultou-me
V.
Revm.
3
,
se
póde
ou
não
admittir
por
padrinhos
do
baptismo
pessoas
filiadas
á
seita
maço-
nica.
«Os
motivos
da
sua
duvida,
são:
te
rem
sido
levantados
os
inlerdictos
e
ha
ver
V.
Revm.a
lido
um
artigo
em
certo
periodico
religioso
no
qual
o
escriptor
opina
que
se
póde
admittir
os
maçons
por
padrinhos
visto
não
serem excom-
mungados
«nominatim».
«Convém,
em
primeiro
logar,
não
con
fundir
duas
questões
diversas
e
distin-
ctas
entre
si
e
nos
seus
efeitos,
a
saber,
os
inlerdictos
de algumas irmandades
e
capellas,
e
a excommunhão
maior
fulmi
nada
pelos
successores
de
S.
Pedro
so
bre
o
maçonismo.
«O
interdicto
não
subsiste
mais,
de
pois
que
o
Supremo
Pastor
da
Egreja
resolveu
levantal-o;
mas
a
excommunhão
da
maçonaria
persiste
e
persevera, como
existia
muitos annos
antes
do
interdi
cto.
«O
Sandíssimo
Padre
Pio
IX,
longe
de
ter
retirado
a
excomm
unhão
maior dos
maçons,
não
cessa
de a
declarar
por seus
actos
e
escriptos
pontifícios.
«Está por consequência
fóra
de du
vida,
que
a
maçonaria
continua soh o
peso da
excommunhão
maior
reservada
á
Santa Sé
;
e a
nenhum
catholico
é licito
pensar,
e
muito
menos aflirmar
o
con
trario.
«E
’
igualmente-inquestionavel
a
difFe-
rença
especifica
entre
as
duas
censuras
e penas
espiriluaes,
interdicto
e
excom
munhão,
diflerença
na
matéria,
no
modo
e
nos
efleilos
de
ambas;
logo,
não
ten
do
Sua
Santidade,
o
unico
competente,
revogado
ou sustado a
pena e
censura
de
excommunhão
da
abominável maçona
ria,
não
se
póde
inferir
que
estejam
sus
pensos os
seus
efleilos.
«Só
aquelles effeitos
inherentes
e
de
pendentes
da
natureza
do
interdicto
des-
appareceram
apóz
o
seu
levantamento,
como
é
claro
e
evidente da
circular
d’es-
te
governo
diocesano
de
16
de
novem
bro
do
anno
prelerito.
«Estabelecidas
estas
permissas,
cabe
ver
se
os
pedreiros
livres
pódem
exercer
o
cargo
sagrado
de
padrinho
na
adminis
tração
dos
Sacramentos.
O
Ritual
romano
do
Papa S.
Pio
V,
mandado
reimprimir
pelo
Santíssimo
Pa
dre
Benediclo
XIV,
prescreve
em
suas
advertências
aos
parochos
sob
’a
subrica
—
«De
Patrinis»
—
«Sciant
poeterea
Parochi,
ad
hoc
munus
non esse
admiltendos
infi-
deles,
aul
hcerelicos,
«non
publice
excom-
municalos»,
aul
inlerdictos, non publice
criminosos
aul
infames,
nec
prcelerea
qui
sana
mente
non
sunt, neque
qui
igno-
rant
rudimenta
fidei.»
«Ora,
os
maçons são
publicamente
ex-
commungados.
Logo
não
pódem
ser
pa
drinhos
nos
Sacramentos
da
Santa
Egreja.
«Repare
V.
Revm.
a
que
o
Ritual
ro
mano
não
diz
«nominatim
excommunica-
los»,
porém,
«publice
excommunicalos»,
no
que
ha
grande
diflerença.
«Já vê
V.
Revra.a
que não póde pre
valecer
sua duvida,
quando
os
funda
mentos sobre que
era
construída não
são
valiosos
nem
reaes. Ainda mais:
se
V.
Revm.
a
reler
o
artigo
da
folha
calholica,
a
que
se
referiu
em
seu
oflicio, achará
exceptuado
entre
outros
casos,
o
de ha
ver
uma
lei
diocesana que
prive
os
ma
çons,
de
ser
padrinhos,
e n
’
eslas
cir
cumslancias
estamos
nós.
«As
constituições
do
Arcebispado
da
Bahia adopladas
pelos
exm.°
s
bispos
do
S£TE
332
M1STOKXA »’
U.V& DESCOSHEC1DO
IV
Onde
Jacques
e Mathurin
tomam
um
bom
partido.
[Continuação]
Jacques,
que
era
um
espirito
forte,
achava-se
um
pouco
mais
agastado
com
o
digno
cura
do
que
Mathurin
que não
bla
sonava
de
filosofo, como o
seu
amigo
Jac
ques.
E’
porisso
que
este,
apesar
do
pra
zer
que
achava
em
fallar
e
perorar, gos
tava
mais
que
Mathurin
se
encarregasse
de
encetar
a
questão.
—Bons
dias,
snr.
cura,
disse
Mathu
rin.
—
Bons
dias,
snr.
cura,
repetiu
Jac
ques,
d
’
um
modo
um
lanlo atrapalhado.
—
Bons
dias,
meus
amigos,
bons
dias,
disse
por
sua
voz
o
cura.
—
Snr.
cura,
continuou
Mathurin,
co
mo
está
esse
pobre
Lajoie,
que
acabaes
de
deixar?
A
esta
pergunta,
o
cura
fez
um
gesto
de
dôr e
viu-se
brilhar
uma
lagrima
em
seus olhos.
—
Está
mais
mal?
ajuntou
Mathurin.
—
Ah
!
meus
caros
amigos,
disse
o
pas
tor,
quanto
é
triste
chegar
á
hora
da
mor
te
sem
se
ter algumas
e
boas
obras
para
apresentar
ao
seu
Deus, pelo
menos
a
boa
obra
d'um
sincero
arrependimento,
e
firme proposito d
’emenda
se
voltar
a
saude.
—
Mas
Lajoie,
ainda
não
chegou
a
es
se
ponto,
notou
Jacques.
Acabamos ain
da
ha
pouco
de
fallar
com
o
doutor
Tir-
sang,
e
disse-nos
que
ia
muito melhor,
e
que
escaparia.
—
Tanto
melhor, tanto
melhor,
se não
se
enganar.
—
Vós,
snr.
cura,
como
o
achaes
?
—
Esta
manhã
eslava
mais
mal.
—
E
agora
?
—Ai
!
agora,
não
pude
vêl-o.
—
Como
?
—
Parece
que
o
medico recommendou
que
não
o
deixassem
fallar com
ninguém,
sobretudo
commigo, porque
lhe
fazia
uma
penosa impressão.
—
Então,
não
o
vistes, snr.
cura?
per
guntou
Mathurin.
—
Infelizmente,
não.
Insisti
e
disse
de
balde
que
era
o
proprio
Lajoie
que
me
pedira
voltasse
depois
do
meio-dia,
e
não
pude obter
nada.
Pobre
Lajoie!
—
Snr.
cura,
dizeis
isso
com
um
ar
que
annuncia
que
Lajoie
não
póde
esca
par.
—Receio
muito
que
assim
aconteça.
—
Portanto,
o
que
nos
disse
o
doutor
Tirsang...
—
Não sou
medico,
meus
amigos,
e
não duvido que
o
snr. Tirsang visse si-
gnaes
de melhoras
que
eu
não
descobri.
Desejo muito
que se
não
engane.
Com-
ludo
tenho
bastante
experiencia
d'estas
coisas,
e
lenho
alguns
receios.
—
Mas, emfim,
elle
viverá ainda
alguns
dias?
perguntou Jacques.
—
Rogae
por elle,
meus
caros
amigos,
rogae
por
elle,
porque
receio
bastante
que
antes
do
pòr-do-sol
d
’
amanhã
tenha
com
parecido
deante
do
seu
Juiz.
—Está
assim mal,
snr.
cura
!
disse
ram
ao
mesmo
tempo Jacques e
Mathurin.
—
Tem
o-o.
—
Então
para
que
nos
dizia
o
snr.
Tirsang...
—
Ahléumbena
triste
negocio, meus
amigos,
trislissimo.
—
Então
porque,
snr.
cura
.'
—
Julgo
que
é
bom
explicar-vos
tudo.
Então
Ouvi-me,
meus
amigos.
—
Snr.
cura,
disse
Mathurin,
se
qui-
zesseis,
entraríamos
para
nossa
casa. O
ar
fresco principia
a
sentir-se,
e
estare
mos
mais
commodamente
para
fallarmos
ao
canto
da
chaminé.
A
patroa,
que
nada
é
curiosa,
ficará
muito
contente
por
vos
vêr
e ouvir,
e
emquanto
que
as
batatas
se
acabam
de
coser, tereis
a
bondade
de nos
contar
essa
historia
e
beber
com-
nosco
um
copo
de cidra.
Jacques,
que
receiava vêr-se a
todo
o
instante
descoberto
por
um
dos
seus
ami
gos
em
livre
pensamento,
o
qual
zombaria
d
’
elle
pela
sua
conversa
com
o
snr.
cura,
sustentou
a
opinião
de
Mathurin, e en
traram
depois
que
o
cura
poz como
con
dição não acceitar
nada.
—Sabeis, meus
filhos
:
sou
pae
de vós
lodos, e
não
quero que
haja distineção
enlre
meus filhos.
Entraram.
Trocaram-se
os cumprimen
tos
do costume
com
a
patroa,
que
se
mostrava
muito
gloriosa
em
receber
em
sua
casa
o
snr.
cura.
(Cantinúa)
Império
em
suas
respectivas
dioceses,
em
bora
com
alterações
e
modificações
que
julgaram
util
fazer,
não
foram
derogadas
n’
este
Bispado
do
tit.
18
do
liv.
f.°onde
se
lê
:
<E
não
poderão
ser
padrinhos
o pae
ou mãe
do
baptisando,
nem
também
os
infiéis, hereges
«ou
públicos
excommun-
gados»,
ou
inlerdictos,
etc.
«E
’
claro
a
mais
não
poder
ser, a
conformidade d
’esta
disposição
com
o
ri
tual
romano
e
o
espirito
da
Egreja
Ca-
tholica
e
dos
seus theologos
e
canonis-
tas,
como
V.
Revm.a
poderá
lêr
em
au-
ctores
approvados
pela
Egreja.
«Nem
podiam
as
constituições
do
Ar
cebispado
affastar-se
em
matéria
tão
grj-
ve
do
Ritual romano,
pois,
como
pro
clamam
todos os bons canonistas,
inclu
sive
o
douto
Pontífice Benedicto
XIV,
em
seu
Synodo Diocesano,—os
Bispos
não
pó-
dem
abrogar
nem
derogar
o
direito
cora
ra
um.
«Só ao
Pontífice
Romano,
em
virtude
de seu
primado
de honra
e
jurisdicção
é
reservado
alterar, renovar
e
derogar
a
liturgia
geral
da
Egreja,
a
qual outra
cousa
não
é senão
o
complexo
de
sym-
bolos
que
representam
a
fé
ou
certa
fôr
ma
do
culto
interno
constituído
na
Egre
ja,
ea expressão
do
dogma
catholico
;
nin
guém
póde
deixar
de’
reconhecer
que
ao Pontífice
Romano,
a
quem
incumbe
julgar
da
doutrina da
fé
e
do culto,
per
tença
também
legislar
sobre
o
direito
ti-
lurgico
e
o
mesmo
culto,
etc
,
como
escreve
Vecchiolli—
Insli
tuitiones
Canoni-
cae
vol.
1
pari,
2.
a
pag.
53.
Onde
se
en
contra
innumeras
citações
de
bulias,
bre
ves
e
constituições
apostólicas,
e
decre
tos
das
Sagradas
congregações
Romanas
prohibindo
o
contrario
e
confirmando
a
doutrina
commum.
«Não
ha,
pois,
o
menor
vislumbre
de
razão
para auctorisarmos
os
maçons
a ser
padrinhos
nos
baptisados, havendo
uma
prescripção geral da Santa Egreja e
ou
tra
diocesana,
que não podemos
illudir
;
«maxime»
depois
da inslructiva
e
lumi
nosa
Pastoral
do
exm.°
e
revm.°
snr.
bis
po
diocesano,
de
2
de
fevereiro
de
1873,
que
rememora
a
lei
geral
da
Egreja.
«Finalmente
assim
declarei
na
alludi-
da
circular
do
levantamento
dos
interdi-
ctos.
«Por
consequência,
V.
Revm.”
assim
como
os
outros
sacerdotes
d
’esla diocese,
não
podem
sem
incorrer
em
desobediên
cia,
acceitar
para padrinhos
maçons
pú
blicos
e
conhecidos
por
taes.—
Deus
guar
de
a
V.
Revm.
a—Chantre,
José
Joaquim
Camello
de
Andrade,
Governador
do
Bis
pado.
—Revm.
0
snr.
Vigário
de...»
GAZETILHA
Festividade.—
Nos
dias
19 e
20
do
corrente
festejar-se-ha
com
grande
pompa
a
Imagem da
Senhora
da
Piedade,
na
ca-
pella
de
Guadelupe.
Haverá
no dia 19
uma
brilhante
il-
Inminação,
fogo
do
ar
e
preso,
bazar
de
prendas,
tocando
a
musica
nos
interval-
los.
No
dia 20
de
manhã
missa
cantada
a
grande
instrumental,
de
tarde
sermão
pelo
rev.° abbade
de
Sequiade,
Antonio
José
Ferreira
Duarte,
Te-Deuin, terminan
do com
a
bênção
do
SS.
Sacramento.
Precede
esta
festividade
a
novena da
mesma
Senhora, que
principia
pelas 6
horas
da
tarde
d’hoje.
is
‘
horrível.
—
Dm
telegramma
de
Londres,
em
7,
é
concebido nos termos
seguintes
:
Os
relatórios
dos
delegados
inglezes
ácerca
das
atrocidades
cornmettidas
pelos
turcos
na Bulgaria
faliam
de
12:000
mor
tos,
60
aldeias
queimadas
e
7:000
cadá
veres,
apodrecendo insepultos
e dissemina
dos
pelos
campos, isto
depois do
dia
15
de
maio.
4>
snr. eonejjo IIoz.
—
Lê-se
no
«Bem
Publico»:
O
supremo
tribunal
de
justiça,
n’
uma
de
suas
ultimas
sessões,
fez.
justiça
absol
vendo
o snr.
conego
Noz
que
foi
vigá
rio
capitular
de
Bragança
no processo
que
o
snr.
ministro
dos negocios
eccle-
siaslicos
lhe
mandou
instaurar
por
ler
obedecido
ás
leis
do
reino,
que o
snr.
ministro
queria
elle
desprezasse.
Com
que
cara
ficaria
o delegado
que
accuzou
com
uma
petulância
e
furor
de
lobo,
o
juiz
que
enxovalhou
nas
mãos
a alvura da
vara
da
justiça,
o
«Jornal da
Noite»
que
apoiou
o
snr.
ministro,
e
toda
a
matilha
que
se
lançou
aos calcanhares
do
snr.
co
nego
Moz
para
o
despedaçar
ás
dentadas?
Provavelmente
com
a
que
já
tinham.
Os
jornalis'as que lambiam
então
os
pés
do
snr.
Barjona de
Freitas
por
ser
liberal,
e
que
o
apodam
hoje
de immoral,
não
sabemos
o
que farão agora;
mas te
mos a
funda
convicção
de
que
ainda
não
viram
que ambos os
actos
reconhecem
a
mesma
origem.
E
por
isso
exprobra
mos a
sua deplorável contradicção,
e
uni-
mol-os
a
lodos
na mesma
reprovação.
lliHMa
de reqtiiem.—
A
direcção
do
Asylo
dTnfancia
desvalida
de
D.
Pedro
V
manda
celebrar
no
dia
14
do
corrente
na
egreja
do
extincto
convento
da
Penha
uma
missa
pelo
eterno
descanço
do
sau
doso
bemíeitor
d
’aquelle
estabelecimento,
o
ex.
mo
visconde
de
S.
Lazaro.
Por
esta
fórma
ficam
convidadas ledas
as
pessoas
das
relações
do
illustre
finado
para
comparecerem
na
dita
egreja
pelas
nove
horas
da
manhã
do
referido
dia.
Braga 8
d
’
agosto
de 1876.
0
1.°
secretario
—
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior.
Xova firma eommereial. —
Ao
negocio
de
chá
que
o snr.
José
Carlos
das
Neves tem
estabelecido
na
rua
das
Flores
n.
os
221
a
226,
no Porto,
acabam
de
ser
associados
os
snrs.
José
Bernardo
Carlos
e Antonio
Manoel
Carlos,
sob
a
firma
de
Carlos das
Neves
&
Sobrinhos.
Os
disunasites.—
(Conto
de
.Schmi I)
—
Um
joalheiro
afamado
tinha
sido encar
regado
por
certa dama
de
qualidade de
montar-lhe
um
adereço magnifico,
e
para
esse
fim
lhe
coníiára
a
dama
grande
quan
tidade
de
diamantes
e
outras
pedras
pre
ciosas. Roberto,
joven
aprendiz,
sentia
grande
prazer
em
examinar
aquellas
pe
dras
tão
brilhantes
e
de tão variadas
aguas
e
côres,
e
não
se
cansava
de
conlera-
plal-as.
D
’
ahi
a
pouco
notou o
mestre
que
lhe
faltavam
duas
pedras
das
mais
formosas.
Becairam
logo suas
suspeitas
no
aprendiz,
e
dirigiu-se
ao
seu
quarto
para dar
mi
nuciosa
busca,
e
com
efleito
descobriu
os
dois
diamantes
n
’
um buraco
que
havia
na
parede
por
cima
de
um
armario
velho.
Apesar
dos
muitos
protestos
de
innocen-
cia
que
Roberto
fez,
seu
mestre
casti
gou-o
rigorosamente,
dizendo-lhe
que
ain
da
tinha
muito
que
agradecer-lhe
por não
entregal-o
á
justiça,
e
despediu-o.
No
dia seguinte,
desappareceu
outra
pedra
e
o
joalheiro
foi
encootral-a
no
mesmo
bu
raco.
Poz-se
á
espreita
afim
de
ver
se
descobria
a
pessoa
que
praticava
aquelles
furtos
e
ia
metel-os
n
’
aquelle
esconderijo,
e
viu que
uma pêga,
que Roberto
bavia
criado
e
domesticado,
ia
ao
mostrador pe
gava
n’
uma
dãs pedras
com
o
bico
e
a
levava
para
o
buraco.
Profuudameute
magoado
o
joalheiro
por
ter
suspeitado
de
Roberto,
tornou
a
cha-
mal-o
para
sua
casa,
usou
para
com
elle
de
muitas
distincções
e
tratou-o
sempre
cada
vez
melhor,
pata
fazer
esquecer o
castigo
que
lhe
infligira
tão
injustamente.
—
(Extr.)
Aiudueta.—
Um
cliente,
que
andava
a tomar
banhos
de
mar,
vê de
repente
ao
pé
de
si
o
seu
procurador,
que
linha
dado
um
grande
me
r
gulho.
—«E
então,
o
snr.
já
tem
o
mandado
de
penhora
contra
aquelle
sojeito que
sabe?
—
O
negocio
está
concluído,
exclamou
o
procurador,
que,
dando
novo mergulho,
tornou
a
desapparecer.
O
cliente
não
tornou
mais
a
ver
o
pro
curador;
.
porém,
passados
alguns
dias,
re
cebeu
d
’
elle
a
conta
dos
honorários,
na
qual
se
lia
a
seguinte
verba:
«Consulta
feita
no
banho,
a
respeito
da
penhora,
l$200 reis».
CoIleeçAo de
esqueletos.—
Lê
se
no
jornal
hespaohol
«Mercantil
valencia-
no>:
Ha
dias,
uns
caçadores
de
coelhos,
no
termo
de
E»guera, dedicando-se
á soa
diversão
fa>orita, ao quererem
tirar um
coelho
encovado
na
soa
toca
e ao
ob-er-
varem se
teria
alguma
ouVa
saida,
no
taram
com attenção
uma
pedra
removida
e
que
servia
como
que
de
porta;
ajuda
dos
dos paus
que levavam,
conseguiram
tiral-a
do
sitio,
e
viram
com
surpresa que
dava
entrada
para
uma
cova.
Introdusidos
n
’
e!la,
encontraram
60
ou
70
esqueletos,
deitados
todos
de
lado e
com
o rosto voltado
para
o
mesmo
sitio,
e muitos
objeclos.
Referindo
o
caso
a
um
amigo
de
Valência,
pediu-lhes este
que
lhe
dessem
alguns
promenores
e
hontem
recebeu
um
caixão
com vários
objectos.
Cremos
que
não
devia
despresar-se a
revisão
e
estudo
d
’esta
cova,
pois talvez
se
pudesse
tirar
algum proveito
em benefi
cio
da
sciencia
ou
chegar
ao
conhecimento
de
algum
trágico
acontocimento
».
Carlos.—
Todos
os
jornaes
ame
ricanos
enlreteem
seus leitores
faltando
de
D.
Carlos
que acaba
de
passar
para New
-
York,depois
de ter
visitado
o
México,
aonde
por
toda a parte
recebeu
um
acolhimento
enlhusiastico,
e
muitas outras
partes
da
Amer'ca.
Os
mexicanos
julgaram-se
par-
ticularmenle
felizes
de
saudar
em
D. Car
los
o
cavalheiro
representante da antiga
monarchia
hespanhola.
O
Herald
deputou
para junto
do
prín
cipe
um delegado
que
voltou
da
entre
vista inteiramente impressionado
pela real
affabilidade
de
seu
hospede.
D.
Carlos tem-se
rido
mnito
da
his
toria posta
em circulação
pela
imprensa
americana
sobre
os
projecto
*
de
formar
um reino
transatlântico
do
México
e
da
Cu
ba.
«Quando
se
trata
da
Hespanha,
disse
elle,
a
proposito
de
Cuba,
não
ha
repu
blicanos,
aflonsislas,
nem carlistas.
Eu
não
seria
um
hespanhd
se
podesse
pensar
em
separar
de Hespanha,
Cuba,
esta
joia
da monarchia
hespanhola.
Demais,
acres
centou
elle,
eu
não
ando em
procura
de
um
throno;
sómente
reclamo
aquelle
que
ine
pertence
e
não desespero
por
nenhu
ma
forma
de
o
reconquistar.»
D. Cnlos
entreteve-se
também
dos
ne
gocios
da
guerra
com o
del
gado
do
grande
jornal
americano.
Elle declarou
que
segundo
o
seu
pensar,
as
complicações
do Oriente
trariam
inevitalmente
uma
guerra
geral.
Alguns
resumos.—
Lê-se
n
’
um
jor
nal
da
America:
tTurquia.—
Os
bachi-bouzoucks
assas
sinam
e
roubam.
iPaiz Servia-Slavo.
—Os
servios
ar
mam-se
paia
malar;
o*
Montenegrinos
ma
tarão
e roubarão;
os
Búlgaros são
mortos
e
roubados.
dllalia.
—
Mata-se,
e
rouba-se.
illespanha.
—
Mata-se
e
rouba-se.
«
Allemanha.
—Tem-se
matado
e
rou
bado,
procorain-se
meios
de
malar
mais
e
de
roubar
sempre.
<iFrança.
—Acaba de
ser
tnorta
e rou-
lada;
os
bachi-bouzoucks
procuram
demo-
lil-a, em
vista de
tnalar
e
de
roubar,
elles
contam
malar
outros,
matar-se
re-
ciprocame'nte
e
roubar
pelo
menos
entre
si.
tBélgica.
—
Imita-se
e
contrafaz
se
este
exemplo.
a
Inglaterra.
—
Procura
aproveilar-se
de
todas
matanças
e
de
todos
estes
roubos,
e
julga
vagamente
não
ser
nem
morta
nem
roubada.
«
Rússia.
—
As
mesmas occupações
as
mesmas
preoccupações,
com alguma
espe
rança
de
ser
mais
bem
succedida.
Já
a Po
lónia
parece
estar
quasi
morta.
tHManda.
—
Entra
para
a
franc-maço-
naria.
«Em
lodos
os
paizes
da Europa
se
tra
balha activ
a
e
eflicazmente
para
substituir
as motiarchiss
por
republicas.
Pelo
contrario,
lê-se
n
’
um
jornal
da
Europa o seguinte
resumo.
«.Noticias d
’America.
-Entrou-se
para
a maçonaria.
Matou-se
roubou-se
e
trafi
cou
se.
Tudo
isto
não
dando
bons
resul
tados,
pensa-se
geralmente
em
substituir
todas
as
republicas pela
monarchia.
Con-
la-se
não
chegar
a
isto
sem
matar
e
sem
roubar.
Deresto,
o
progresso
é
universal
e
constante.
Alegria geral.»
No
Vaticano
de
Roma,
outra
parte
do
mundo,
soffre-se,
chora-se,
ora-se,
e
mor
re-se,
é
a
uoica
esperança
de conquistar
o futuro
e
a
paz
está
alli
arreigada.
— [Le
Univers.J
O
cólera
na índia.—
O
«Times
of índia
»,
de
Bombaim, noticia
que o
có
lera
augmenta
com
grande intensidade
em
o
Nepaul, morrendo centenas
de
pessoas
por
dia,
principalmente
na
região
ao
nor
te
d
’
aquella
província.
Os
habitantes
são
de
tal
modo
supers
ticiosos
que
não
querem
sujeitar-se
a
tra
tamento
algum
medicinal,
para
não
offen-
derem
a
deusa
Bahawani
e
porque
não
teem
confiança
alguma
na
eíTtcacia dos
re
médios
administrados
pelos
doutores
do
paiz.
A
epidemia
recrudesce
igualmente no
Panchgunoy.
Linha
ferrea do
Minho.—
Subiu
já
ao
goveroo
o
projecto
do
15.° lanço
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
entre
Caminha
e
Lanhellas,
cujas
obras
estão
orçadas
era
224
contos
de
reis
proxima
mente.
Concílio
lieretico.
—
Em
Bonn
(Prussia)
houve
um
concilio
ou melhor
con
ciliábulo
dos
velhos
catholcos,
presidido
por
José
Huberl
Reinskens;
a
assemblea
compunha-se
de
31 padres
adjurados
e
76
delegados civis.
A
principal
questão de
que
tractaram
estes
apóstatas
era o
celi
bato.
Alguns
tinham
já cortado
a
questão
casando-se
civilmenle, outros
preferem
o
matrimonio
da
mão
esquerda,
como
no
tempo
de
Marlinho
Lutheio, isto é o
ma
trimonio
a
que
preside
o
diabo.
A
cobi
ça
e
a
luxuria
são
os
moveis
principaes
d
’
esta
nova
seita.
A’
caridade publiea.—
Indicamos
ás
almas caritativas
o
infortunado
Joaquim
da
Silva,
que
foi jornaleiro,
e
que
actual-
mente
se
vê
na
impossibilidade de
ganhar
os
meios
para a
sua
subsistência.
Mora
na
rua de
S.
Thiago,
n.°
6.
A’
caridade.—
Pede-se
ás
almas
ca
ritativas
soccorram
uma
pobre
velhinha,
entrevada
com
um
schirro na
cara,
mo
radora
em
Guadelupe n.°
6.
Retratos
do
Snr. D. Miguel II.
—
Os
retratos
uliimamente
chegados
e
pró
prios
para
album grande, vendem-se
no
escriptorio
da
administração
d
’
este
jornal.
Preço
de
cada
um
300
reis.
Estatutos da Associação do Jíon-
te-pio
do
Clero
Portuguez.
(ConclusãoJ
CAPITULO XII
Direcções
filiaes
e
delegações
Art.
70.°
—-Em
cada
diocese
do
con
tinente
do reino,
Açores
e
Madeira,
po
derá
haver
uma
direcção
filial
composta
de
um
presidente
e
um secretario,
elei
to
pelo
respectivo
clero,
e
que
esteja
em
correspondência
diiecta
com
a
direcção
central
de
Lisboa,
e terá
por fins:
1. Admittir como
socio o que
estiver
nas
condicções
designadas
no
capitulo
se
gundo
d
’estes
estatutos;
2
Arrecadar
as
joias
e
quotas e
re-
metlel-as
á
direcção
central
no
máximo
praso
de 30
dias
sendo
no
continente
do
reino,
e
para os
Açores
e Madeira,
o
praso
será
de
trez
mezes;
3.
Solicitar
os soccorros
temporaes
a
tempo de
utilisarem
ao
subsidiado;
4.
Avisar a
todos
os
socios
da res-
pectiva
diocese,
das
missas
qne
têem
a
dizer
pelo
fallecimento
de
qualquer
dos
socios;
5.
Dar
parte
á
direcção central do
cumprimento
do
paragrafo
anterior
envian
do
por
esta
occasião
a
declaração
ou
cer
tidão,
que
cada
um
dos
socios
tem a
passir,
como
determina
o
capitulo
IV,
no
artigo
19.®
§
6.°;
6.
Indicar
á
direcção
os socios que
se
acharem
no
caso
de
exercerem
o cargo
de
delegados
da
direcção nos
respectivos
concelhos.
7.
Compete
ás
direcções
filiaes
o
dar
parle
á
direcção
central de
todos
os
seus
actos
administrativos,
afim
de
que
a
es-
cripturação
seja regular
e
a
associação
cor
responda
ao
seu
fim.
Art.
71.°—A
’
s
delegações
filiaes
da
direcção,
que
devem
estabelecer-se
em
to
dos
os
concelhos
do
continente
do
rei
no,
Açores
e
Madeira
como
determina o
artigo
27.°,
cumpre
o
seguinte:
1.
Receber
as
joias
e
as
quotas
dos
socios
residentes
no
concelho
do
que
lhes
deverá
passar o competente
recibo
e
es
tes
ser-lhes-hão
enviados
pela
direcção
central;
2.
A entregar
os
diplomas
e
estatu
tos
aos
socios,
do
que
receberão
a quan
tia
de
300
réis
cotno determina
o
artigo
11.
°;
3. A propôr
como
socio
a
qualquer
sacerdote
que
o
deseje
ser,
enviando
em
seguida
a
proposta
e
documentos
á
direc
ção
central;
4. A
distribuir
os
subsídios
ou
soc
corros,
aos
socios
de
que
devem
exigir
os
respectivos
recibos
os
quaes
devem
ar-
chivar
para
a
liquidação
das
contas
com
a
direcção
central;
5. A
communicarem
aos
associados
o
fallecimento
de
qualquer
dos
socios,
afim
de
que
digam
as
missas
e
devera
exigir
a
certidão
das
mesmas,
que
depois
das
corroborarem as
devem
remetter
á direc
ção
central
e
tantas
devem
ser as
certi
dões
como
os
socios
residentes
nos
con
celhos
a seus cargos;
6.
A
participar
á
direcção
o
falleci
mento
de
qualquer
socio
declarando
se
fez
ou
não
testamento
e
se
n
’este
trata
ou
não
da
associação
e
em
que
assum
pto.
Art.
72.°—
Todas
as
despezas
feita»
pelas
direcções
filiaes
serão
pagas
pela
di
recção
central,
achando-se
previamente
approvadas
pela
assemblêa
gerai.
CAPITULO
XIII
Deveres
da
Gizeta
Ecclesiastica,
para
com
a
associação
e
d
’
esta
para
com
a
Gazela.
Art.
73.
—Sendo
de
reconhecida
con
veniência
para esta
associação,
a
«Gaze
ta
Ecclesiastica»,
será
por isso
nomeada
e
considerada
para
lodos
os
effeitos
a
fo
lha
official
da
«Associação
do
Monte-pio
do
Cleio
Portugoez.»
An.
74.°—A’
assemblêa
geral
cumpre
passar
o
diploma,
da
nomeação
a
que
se
refere
o
artigo
73.°,
cujo diploma deve
rá
ser
assignado
pelos quatro
membros
que
constituírem
a
mesa
da
mesma assem
blêa.
Art.
75.°
—
Será
dado
um
subsidio
mensal
de,.,
réis á
«Gazeta
Ecclesiastica»,
(cuja
quantia
será
fixada
pela
assemblêa
geral)
como remuneração
dos
serviços
prestados
pela
«Gazéta»
ao
monte-pio.
Art.
76."—
A
’ «Gazeta
Ecclesiastica»,
cumpre
o seguinte:
1.
Publicar
gratuitamente
todos os
avisos,
circulares,
contas
etc.,
que
a
as
semblêa
geral
ou
direcção
julgue
conve
niente
mandar
inserir, para
conhecimento
dos socios,
visto
que todos
são
assignan-
tes
da
«Gazeta
Ecclesiastica»,
(no
que
se
evita
a
desptza
de
taes
impressos
e
pu
blicações);
2.
A
enviar
3
exemplares
de
cada
numero,
para
a
casa
da
associação,
sen
do
um
para a
assemblêa geral, outro para
se
arcliivar;
3.
A
receber
mensalmente
o subsidio
estabelecido
no
artigo
75.
0
de
que
deve
rá
passar
o competente
recibo,
que
será
archivado
pela
direcção.
Art.
77.°
—Deixando
de
ser
pago
pon
tualmente
o
subsidio
mensal
concedido
pelo artigo
7o.°,
á
«Gazeta
Ecclesiasti
ca»
poderá
esta
recusar-se
ao que
deter
minam
os
paragralos
l.° e
2.°
do
artigo
76
0
Art.
78."—
Tendo-se
pago pontualmen-
o
subsidio
estipulado
pelo artigo
75."
e
recusando
se
a
«Gazeta
Ecclesiastica» a
cumprir
o
que
determinam
os
paragralos
l.°
e 2.°
do
artigo
76
° poderá
suspen-
der-se-lhe o
subsidio até
que
se
prove
se
é
justo
o motivo
da
recusa,
e
provado
que
seja,
cumpre
á
assemblêa
geral orde
nar
o
pagamento
vencido
e
não
pago
á
«Gazeia
Ecclesiastica».
Art.
79.°
—
No
caso
da
«Gazeta
Eccle
siastica»
se
julgar
lesada,
poderá
recorrer
á
assemblêa
geral
e
esta
tomando
em
consideração
os
seus serviços
aos
quaes
se
deve
a
inauguração
do monte
pio,
de-
ferir-lhe-há
como
fòr
de
justiça.
Art.
80."
—
Se
a
«Gazela
Ecclesiastica»
por
qualquer
circumstancia
mudar
de
ti
tulo, não
deixará
por
isso
de
vigorar o
que
determinam
os artigos 73.",
74.®,
73.°,
76.°,
e
seus
paragrafos,
1.°
e
2.°,
bem
como
os
artigos
77.°,
78.°,
79.°, e
81.®,
e
cumpre
á
assemblêa
geral, o
pas
sar
lhe
novo
diploma,
na fórma
determi
nada
no
artigo
74
®
Art.
81.
0—
O
diploma
passado
pela
as
semblêa geral á
«Gazeta Ecclesiastica,
deverá ser publicado
na
mesma
alim
de
que
todos
os
somos, tenham
inteiro
co
nhecimento
da
nomeação,
e
considerem
a
«Gazeta
Eccle>iastica»
a
folha
olficial
d
’
esta
associação.
CAPITULO
XIV
Disposições
geraes
Art.
82.®
—Aos
ecclesiasticos
estran
geiros,
residentes
no
continente
do
rei
no
Açores
e
Madeira,
que
se
acharem
ex
ercendo
os
cargos
de
parocho,
cura,
coad-
juctor,
capellàó etc.;
será
perroittido
a
admissão
de
socio
etn
qualquer
das
clas
ses
que
desejem
inscrever-se.
An. 83."
—Para
os
ecclesiasticos a
qoe
se refere
o
artigo
82.°
os
direitos,
deve
res,
e penas,
são
em
tu
Io
eguaes
ás
dos
mais
associados
designadas
nos
presentes
estatutos.
Art.
84®
—
Quando
os
fundos da
as
sociação
o
permitiam
deverá
ediíicar-se
uma
casa
que
sirva
de
hospício
aos
so
cios
inhabililados,
cessando,
para
os
que
aeceitarem,
os soccorros pecuniários.
Art.
8a.0—Logo
que
o
permitiam
os
fundos
da
associação,
multiplicar-se-hão
os
subsídios
concedidos
pelos
presentes
esta
tutos,
e
assim
que
se
achem
legalmente
approvadas
as
alterações
nos
mesmos
fei
tas,
fazer-se-há
nova
tiragem
de
que
se
distribuirá
um
exemplar a
cada
socio.
Art.
86.°—No
caso
de
epidemia, ou
crize
geral,
declarada
oflicialmente,
o
«monte-pio»
póde
reduzir a
metade
ou a
menos
ainda, os soccorros, ou
subsídios
temporaes.
Art.
87.°
—
A
associação
só
poderá dis
solver-se
quando,
exhauridos
todos
os
seus
haveres,
ella
não
possa
satisfazer
os
encargos.
§
unico.
Dando-se este
caso,
todos
os
livros
das
actas,
de contabilidade e
de
mais
documentos
pertencentes
aos
archi-
vos
da
mesa
e da
direcção,
serão
rela
cionados
e
encerrados
para serem entre
gues
á
auctoridade
administrativa
respe-
ctiva.
Art.
88.®—Nenhum
artigo
d
’
estes
es
tatutos
poderá
ser
alterado
sem
que
assim
o
determine
uma maioria
de
dois
terços
dbs
socios
presentes
em
assemblêa
geral,
não
podendo
a
reforma,
ou
emmenda
ter
execução,
nem
validade
alguma
sem
a
approvação
do
governo de
Sua
Magesta
de.
Art.
89.°—Os
estatutos
depois
de
ap-
provados
serão
impressos
e
d
elles
se
dis
tribuirá
um
exemplar
a
cada
um
dos
so
cios
protectores
e
effeclivos,
como
deter
mina o
artigo
11.” do
capitulo
II.
Art.
90.°
—
Logo
que
os
presentes
estatutos
tenham
sido
definitivaraente
ap-
provados
pelos
interessados,
começarão
a
vigorar
como lei interina
da
associação,
sendo
em
seguida apresentados
á
sancção
do
governo
de Sua
Magestade.
Artigo
transitório
Para
conhecimento de
todos
os
eccle-
siasticos
que
pertenderem
associar-se
se
rão
os
presentes
estatutos
publicados
no
r.umero
47
da
«Gazela
Ecclesiastica»
por
ser
este
o
unico
jornal
exclusivo
do
cle
ro
e
que
tanto
se
tem
empenhado
para
a
inauguração d’este
monte
pio.
ULTI.VIOS
TEEEGR1HH4S 1>A
AÍ^E.VCXA II1VAS
PARIS
7
—
Disem
os
últimos
telegram-
mas
que
os
turcos
perseguem
os
servios
na
direcção
de
Barjail
(?)
e
que
a
situa
ção do
corpo
do
exercito de
Leschganim
está
muito
comproroetlida.
Augmenta
no
exercito
servio
a
indisposição
contra
Tcher-
naieff
e
assegura-se
que
vai
ser
substi
tuído
no commando
em
chefe
pelo
coro
nel
russo
Fadeieff.
Corre
o
boato
de
es
tar
imminente
a
intervenção
das
potências
da
Europa
a
fim
de
proporem um
armis
licio.
A Turquia
pagou
hoje as
40:000
libras
turcas
da indemnisação
ás
familias
dos
cônsules
assassinados
em
Salonica.
LONDRES 7
—
Respondendo
a
Bright
na
camara
dos
deputados,
Burke
declarou
que
os
súbditos
allemães foram
isentos
temporariamente
do
imposto
da guerra
em
Cuba
durante
as
negociações.
Accres-
cenlou
que
a Inglaterra
continua
negocian
do a
este
respeito e
que
os
direitos
ad
quiridos
por
tratados
ou
por
outra
forma
serão
examinados
e
sustentados.
BAHIA
6—
Chegou a
este porto e
seguiu
para
o
norte
o
vapor
allemão
Mon
tevideo.
LONDRES,
8
—
0
«Daily
News»
pu
blica
ura
despacho
de
Vienna,
disendo
que
nos
círculos
diplomáticos
consideram
a
situação
ensinentemente
critica.
Crê-se
que
se
os
desastres
da
Ser
via
continuam, a
Rússia
intervirá
activa-
mente.
EXPEDIEMTE
BA
ABMHÍISTBA -
ÇÃO.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são:
Porto,
o
snr.
José
Carlos
das
Neves
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o snr.
Francisco
José
d
’
Araujo Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã, o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Todos
estes
snrs.
estão
munidos
de
recibos
devidamente
assignados.
Assignaluras
recebidas
Odivellas.—
Antonio
Joaquim
de
Moura
Calvão,
até
19
de
março
de
1876.
Fuochal
(Madeira).—
Manoel
Pmto
de
Abe.u,
até 19
de
novembro
de
1876.
Ponte
de
Pé
—Pedro
Machado
Pereira
Falcão,
até
31
de
julho
de
1876.
Villa
Real.—
Reitor
de
Villa
Verde,
até
10
de julho de
1876.
Famalicão.
—
Jacob Barreiro,
15
de
se
tembro
de
1876.
Granja
do
Douro.—
Bernardo Antonio
Pinto,
até 11
de
outubro
de
1876.
Barca.—
Dr.
Lacerda,
até
10
d
’
agosto
de
1876.
Barcellos.—Parocho
de
Midões,
até
19
de
setembro
de
1876.
Coura.—
Abbade
de
Jusalde,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Villa
Vente.
—
Antonio
Luiz Gomes,
até
30
de
junho
de 1876.
Villa
Nova
d’
0urem.
—
Prior
do
Rio de
Couros,
até
30
de
setembro
de
1876.
Freixo
de Espada á
Cinta.
—José
An
tonio
Marcos
Cordeiro, até
13
de
junho
de
1876.
Santa Martha
de Bouro.—Parocho
de
Saramil,
até
21
de
setembro
de
1876.
BASCB
MEIlCAVTIIi
ͻF. BRAGA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Desumo
do
aclivo
e passivo d
’este
Eanco
em
31
de
julho
de
1876.
Aetivo
Accionistas
.......................
8:4005000
Caixa...................................
44:713^397
Letras
descontadas,
toma-
das
e
a
receber
.
.
.
233:330^93
Empréstimos
sob
penhores
233:273.5605
Créditos
com
caução
.
.
114:6715324
Operações
a longo
prazo
.
12:1825
’
16
Caixa
Filial
e
diversos
de-
vedores
.............................
109:3415743
Agencias no
Reino
e
Ilhas
45:4175105
»
»
Estrangeiro.
.
2:8075807
Valores
íluctuantes.
.
.
78:4265375
Effeitos
depositados
.
.
33:1505000
Cartas
de
credito
.
. .
6:0565150
Transacções
em
suspenso.
5095685
Despezas d’
installação .
.
4:7385724
Moveis
e
utensílios.
.
.
7885380
Gastos
geraes
e
commissões
8155667
930:6235771
Passivo
Capital
...................................
600:0005000
Fundo
de
reserva
.
. .
.
9195127
Reserva
para
a
decima
.
.
1:4505360
Depositos a
praso
fixo.
164:9185109
»
á
ordem.
.
.
31:5935626
Dividendos
a
pagar
.
.
.
3:9865600
Credores
d
’
e(Teitos
deposita-
dos
35:1505000
Diversos
credores
.
.
105
6685334
Letas
a pagar
.....................
7315453
Lucros
e
perdas.
. .
.
6:1555842
930:6235771
=
=
==x
=3
=
Braga
7
de
Agosto
de
1876.
Os
Directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
José
Antonio
Debello
da
Silva.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina
,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
S?
annoH d
’invars«swel
sueeesso
1
Nenhuma
enfermidade
resiste
á
de
liciosa
Revalesciére
que
cura as
indiges
tões
(despepzias) gaslrica,
gaslralgia,
fie,
graa,
arroios,
amargor
na
bocca,
piluitas-
nauseas,
vomilos,
irritação
intestinal,
diar
rhea,
dízenteria,
colicàs,
tosse,
alhsraa,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo, das
bronchites,
da
bexiga,
do liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro e
do
sangue,
75:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
8.
S.
o
Pa
pa,
do
duque
de
Pluskow,
da ex.ma
snr?
marqneza
de
Brehan,
do
doutor
Manuel
8aens
de
Tejada
da
Universidade
de
Cor
dova,
etc.
eiç.
Mr.
Liviogslone,
celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre
a
s.ua
viagem
diz
:
«Os
habitantes da
província
d’
Angola
«parecem
gozar
uma
grande fellicidade,el-
«les
não
precisam
nem
médicos
nem
pur-
«gantes,
o seu
principal
alimento
sendo
a
«
Revalesciére
que
Du
Barry
trouxe
em
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tísica
pulmonar, escrophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres,
diíliculdade
de
eva
cuar,
diarrhea, etc.,
etc.,
são
moléstias
«completamente
desconhecidas,
como
tam-
«bein desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Seans
de
Te-
jada,
doutor
da
faculdade
Medica
Cirúr
gica,
lente
da
Universidade
livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio e
do
caminho
de
ferro
de Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o uso
da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas em
alguns
clientes
residentes
n
’
esta
cidade,
lembran
do-me
o
de
D.
Filippe
Zappina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
chefe
do exercito, a qnal continua
a melhorar
tom
o seu
uso;
de
D.
Ramon
Alonzo,
rapaz de
vinte
annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constarem
toda
a
parte, a
assigno
em
Cordova
em
13
de
outubro
de
1873.
Doutor Manuel
Saens
de
Tejada.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar, economisa cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula :
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
kilo,
500
; de
kilo
800
rs
;
de ura
kilo,
15400
reis;
de
2
*
/,
kilos,
35200
reis;
de
6
ki
los,
65400
reis,
e
de
12
kilos,
125000
reis.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revateseière
ehoeolatada;
ella
res-
tilue
o
appetlite, digestão,
somoo, energia
as
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de 21 chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1540< )
;
de
120
chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cada
cbavena.
BARRY
BIT EBARRY
C.1 —
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regem
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ZLisboa,
(por
grosso
e miudo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreio,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porí®,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
; Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
Bareellos,
Ramos,
pharm.;
líSraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Ouimartle»,
A J.
Pereira Martins,
pharm.
;
Pena-
ftel,
Miranda,
pharrn.
;
Ponte
d® Ijimn,
A. J. Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa do Varzim,
p.
Machado de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do CaioteAI»,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Comle,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGKÀDECIMEKTOS
H
U tí
U fei
M
’
x ’iss
Antonio
Alves
dos
Santos
Cosia,
sum-
mamente
«econhecido
a
todos
os
iilm.os
e
exm.«s
snrs.
qoe
lhe
dispensaram
a
hon-
ia
de assistir
aos responsos de gloria
que
por
alma
de sua querida
filha, Julia
Amé
lia Alves
Costa,
tiveram
logar
na
tarde
do
dia
2
do
corrente
na
capella
de
S.
Mi
guel,
vem
por este
meio
agradecer-lhes
ião
dislincto
obséquio
e
protestar
a
lodos
o
seu
mais
vivo
reconhecimento
e
profun
da
gratidão.
(4216)
D.
Angélica
Marcelina
Salgado
Carnei
ro,
D.
Carlola
Guelhermina
de Sousa
Ri
beiro,
D.
Maria
Angelina
Salgado
de
Ná
poles,
e
marido,
D.
Pedro
de
Nápoles,
em
extremo
penhorados
para
com
lodos
os
exm.08
snrs.
esnr.as
que
por
occasião.
do
fallecimento
de sua
sempre
chorada
mãe
e
avó,
se
dignaram
cumprimenlal-os,
agradecem
por
este
meio,
protestando
a to
dos
a
sua
gratidão
iodelevel.
(4206)
ANNUNCIOS
O
conselho
administractivo
do
regimen
to
d
’
iníanteria
8, em
additamento
ao
seu
annuncio
para
a
arrematação
do
forneci
mento
das
rações
de
pão
e
forragens,
faz
publico,
que
os
proponentes
que
preten
derem
concorrer
á
dita
arrematação
deve
rão
apresentar
os
seguintes
deposito»
em
metal
ou
em
inscripçôes
de
assentamento
pelo
seu valor
no
mercado
; para
o
pão
alvo
505000
rs.,
misturas
250$000
e
for
ragens
3005000
rs.
Quartel
em
Braga
8
de
de
agosto
de
1876.
Bernardo
Osorio.
Alferes
secretario.
<4217)
__ CONVITE
Os
abaixo assignados,
desejando
suf-
fragara
alma
de
seu
sempre
chorado pae,
irmão
e
sogro,
o Visconde
de
S.
Laza-
to
,
com
uma
missa
resada
na
egreja
da
Ordem
Terceira
de
S.
Francisco,
d
’
esta
cidade,
no
dia
14
do corrente
pelas
8
horas
da
manhã,
rogam
a
todas as
pes
soas da
sua
amisade
e
relações,
e
do
fal-
lecido,
o
obséquio
d
’assistirem
áquelle
re
ligioso
acto,
e desde
já
a
todos
protestam
o
seu
eterno reconhecimento.
Braga 9 d’
agosto
de
1876.
D.
Gabriella
Baio
D.
Adelaide
Baio
de
Paiva
D.
Angélica
Balo
João
Antonio
Baio
Miguel
José
Baio
I).
Maria
Baio
Ferreira
D.
Anna Baio
Pereira
Manuel
José
Baio
João
de
Paiva
de
Faria
Leite Brandão.
(4220)
Vende-se
a
casa
n.°
1,
na
entra
da
da
rua
de
D.
Pedro
V.
Foi
construida,
ha dois
annos,
tem
quin
tal
e
poço
e
excellentes commodos.
Tra-
cta-se
do
seu ajuste
na
rua
de
S.
Viclor
n.°
50.
(4218)
’
Povoa
do Varzim
Antonio
Ferreira
Bago,
faz
publico
que
desde
o
d<a
14
inclusive
em
diante
come
ça
a
sahir
uma diligencia
diaria
entre
Villa
Nova
de
Famalicão
e
Povoa
do
Var
zim,
que
sae
de Villa
Nova
ás
2
1/2
da
tarde,
em
combinação
com o
horário
do
caminho
de
ferro
do
Minho
;
tendo
os
passageiros
de
sahir
de
Braga
no
com
boio
da
1 h.
37 m.
da
tarde.
Os
preços
são
os
já
annunciados
para
a
carreira
de
manhã.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga
no
Esciiptorio
da
Companhia
Viação
do
Mi
nho.
(4219)
Nova
carreira para a Povoa do
Varzim
Antonio
Ferreira
Bago,
faz
publico
que
desde
o
dia
6
inclusive
em
diante,
come
ça
a
sahir
de
Braga
para
a
Povoa
do
Varzim,
indo por
Villa
Nova
de
Famalicão,
uma
carreira
diaria
que sae
de
Braga
pa
ra
a
Povoa
ás
6
horas
e 24
minutos
da
manhã,
e
regressa
da
Povoa,
percorrendo
o
mesmo
itinerário
ás
2
da
tarde;
haven
do
n
’
este
serviço
combinação
com
o ho
rário
do
caminho
de ferro
do
Minho.
Os preços
são
:
dentro
600
rs.
e fóra
540 rs.,
isto
para
os
passageiros de
3.a
classe
no
caminho
de
ferro
;
pois
que
os
de l.
a e
2.a
pagarão a
differença
a
maior
d
’estas
classes.
São
concedidos
a
cada
passageiro
10
kilogrammas
de
bagagem,
sendo
pagos
os
excedentes
a
20
rs.
por
cada
um.
Os
bilhetes vendem-se
no
Escripiorio
-da
Companhia
Viação
do
Minho.
Braga
24
de
agosto
de
1876,
(4205)
BBG®
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua de
Castiglione,
Pariz, unico
preparador.
Debaixo
desta
forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta
maneira este precioso medicamento
nem se altera nem
perde as suas proprie
dades,
e a
sua efficacia
he
então
certa.
As
Pilulas de lloog são
de trez preparações diflerentes :
1»
PILULAS
DE HOGG
com pepsina
pura,
contra
as znáes
digestões,
as
azias,
os
vomitos e outras affecções
especiaes do estomago.
2°
FILULAS
DE
HOGG com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as
affecções
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente muito fortificantes.
3»
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina unida
ao
iodureto
de
ferro inalterável,
para
as
doenças escrofulosas, lympnaticas e syphiliticas, na
phthisica, etc.
A
Pepsina
pela
sua
união ao ferro e ao iodureto
de ferro
modifica 0 que estes dois
agentes
preciosos tinham
de muito excitante sobre
0 estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pilulas de Hogg vendem-se somente,em frascos
triangulares, nas principaes pharmacias..
Deposito
em
Lisboa,
o snr.
C. G. Barreto
— n.°
28
e
30 —
Loreto.
(30 .1
CITAÇÃO
EDITAL
Pelo
juiso
de
direito
d’
esla
cidade
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Ribeiro,
correm
éditos
pelo
praso
de
60
dias
a
contar
desde
16
de
junho
do
cor
rente
anno
em
diante,
a citar
toda
e
qual
quer
pessoa
incerta
que
se
considere
com
direito
e
accão,
a
fim
de
contestar
a
ha
bilitação
requerida
por João
Carlos Emi-
lio
de
Sousa,
casado
com
Maria
Augusta,
moradores
na rua
da
Ponte
d
’esla
cidade,
e
seu
iimão
Manuel
de
Sousa
Oliveira,
casado
com
Francisca
Rosa
de
Jesus,
mo
radores
na
cidade
de
Vianna do Castello,
e
Luisa
Maria de
Oliveira,
casada,
e
au-
ctorisada
por
seu
marido
João
Manuel
d
Oliveira,
moradores
na
mesma
rua
das
Agoas
d
’
esla
cidade,
aquelles
dous
primei
ros,
na
qualidade
de
filhos,
e únicos uni-
versaes
herdeiros
de
seu
fallecido
pae
Ma
nuel
Antonio
de
Oliveira,
e
esta
ultima
por
si,
e na
qualidade
de
herdeira
de sua
fallecida
irmã
Anna
Maria d
’
Oliveira, mo
radora
que
foi
n
’esta mesma
cidade
alim
de
receberem a
herança
como
um dos
her
deiros
instituídos
do
padre
Bento
José
dos
Santos,
fallecido
em
Pindamonhangava,
Império do Brasil; cuja
citação
tem
de
ser
accusada
na
2,
a
audiência
posterior
aos
60
dias
dos
éditos
no
dia
21
do
futuro
mez
d
’agosto,
pelas
9
horas
da
manhã
no
tribunal judicial,
no
largo
de
Santo
Agos
tinho
a
’
esia
cidade,
e
ahi
se
tem
de
ofle-
recer
os
competentes
artigos
de
habilita
ção
e
assignar-lbe
o
termo
de
2
audiên
cias
para
contestar,
ou
opporetn
o
que
tiverem,
sob
pena de revelia
e
lança
mento.
Como
procurador,
O
solicitador=Z?er«ar<?o
da
Cunha
Pinto
Barbosa.
(4211)
Dissolução
de
sociedade
Os
abaixo
assignados
dissolveram
a so
ciedade
commercial
que
tinham
n’
esta
ci
dade sob
a
firma
—Ferreira
Borges
&
C.
a
—
ficando
o
activo
e
passivo
da mesma
so
ciedade
a
cargo
do
socio
o
sor.
Manuel
Ferreira
Borges
desde
a
presente data
em
diante.
Braga 2
de Agosto
de
1876.
Manuel
Ferreira
Borges
Bento
José
de
Sousa
Brito
de
Barros
Antonio
Teixeira
Barbosa.
(4203)
Bernardo
José Pereira, (o
Franqueira)
mestre
de carruagens,
faz
publico
que
ninguém
desconte
letras
com
o
seu
no
me,
sem
que
tenham o
reconhecimento
por
Tabelião
feita
na
presença, ou que
elle
seja
o
portador da letra,
quer
como
ac-
ceitante,
sacador
ou endoçante
para
o
des
conto,
e
do
contrario
a
reputará
como
falça.
Braga 7
de
agosto
de
1876.
Bernardo
José
Pereira
Franqueira.
(4210)
Sociedade
Democrática
Recreativa
Não
se
lendo
reunido
no
dia
l.°
de
Agosto
corrente,
numero
de
socios
para
a Assembleia
Geral,
são
de
novo
convi
dados a
reunirem-se
no
dia
10
pelas
7
horas
da
tarde
na
casa da
Sociedade.
Braga
5
de
Agosto
de
1876.
O
l.°
Secretario
(4212)
José
Maria
Gomes
Bello.
DECLARAÇÃO
Rodrigo
d’
Oliveira,
faz
publico
que
pa
ra
todos
os
efleitos,
de
hoje
em
diante se
assigna
Bodrigo
d
’
Oliveira
e
Sousa.
PIANO
Vende-se
um
piano
bom
pa-
ra
estudo.
Quem
pertender
di
rija-se a
esta
redacçâo.
(4200)
Bernardo
José
Fernandas Carneiro,
de
clara
que
desde
o
dia
31
de
julho
em
diante
deixou
de
ser
seu
empregado,
no
armazém
de
vinhos,
Francisco
José
Fer-
nandes,
o
que
previne
os
seus
freguezes
>ara
os
devidos
efleitos.
(4201)
No
dia
15
do
corrente
mez estará
á
venda
:
Ol.°
fascículo
da
Historia
ecclesiastica
pelo
Padre
Rivaux.
O
l.°
volume
de
BALMES
O
Protcctantiamo
comparado com
o
Catliolicismo.
O l.°
fascículo
do
Curso de
ReligiSo
pelo
Padre
Sehouppe.
Ainda
se
recebem
assignaturas
na
li
vraria
de
EUGENIO
CHARDRON.
(4209)
CIRURGIÃO
DENITISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
continúa operando grátis,
pobres
e
soldados.
(22
-H-)
HS
3
H
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA DE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.° 15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
>>.190
»
Lagrima
...............................
200
»
Branco
de
meza
...................
210
»
tinto
de meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
a
Malvasia
de
2.a
....................
360
»
» velho
....................
400;
»
Malvasia,
Bastardo e
Moscatel
a
500
»
Roncão................................
700
»
Alvaralhão
...............................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
50
e 80,
o
quartilho tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa qualidade de
todos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbyinico.
(N
*
)
Rebuçados peitoraes balsâmicos.
Uteis
nas
tosses chronicas
ou recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas
mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4155)
*
Aluga-se
ou
vende-se
uma mo-
raí
*
a
de
casas
feita de novo,
sita
na
rua
de
Santa
Marga
rida
ou
rua
nova
da
Senhora
A
Branca.
Para
tratar,
largo
de
N.
S.
A
Branca
n.°
4
e
5.
(4207)
VENDA
DE
CASAS
.jjfrah
Vende-se
uma
casa feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91; po-
de-se
vêr
desde as
9
horas
da
ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde. Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.
*
13
(3086)
ESCOLA
à WR1CAMA
Consultorio,
Campo
de
Sant’Anoa
1,
das
7
da
manhã
ás
7
da
tarde
(421o)
BRAGA :
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
