comerciominho_10061876_503.xml
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-
4.° ANNO
1876
FOLHA
COMMERCUL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
503
«
bhhehsss
»'
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E,
para
onde
deve
ier
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
K»KJffi8HL.M«Xak-SES
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
iiMgMM»5gjt3rcro
aixvAwuaaKi«wMBfr^w^(>g,^Ktt^^^
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.-^Semestre
850
rs.=Z
J
rotnn-
cias,
anno
2&400
rs
e sendo
duas
4&000
rs.
—Seniestre
ífi250
rs.=â
‘
raz8/,
anno
3&600 rs.=Semestre 1&900 rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4^500 reis moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
issignantes
S0
5/9
d
’
abatimento.
BBAGA-
SAiSU.W® t« ME
JUNHO
Acaba
de fallir no
Porto
o
Banco
Agrí
cola e
Industrial
da
Estremadura.
Esta
fallencia,
que
pela
insignificância
do
estabelecimento,
não póde
dizer-se
que
aggravasse
a
crise,
é
todavia
um
aviso
mais
aos
incautos,
e
deve
concorrer
para
abrir
os
olhos
a
muita
gente.
A
praça
do
Porto
eslava
cheia
de
agiotas,
verdadeiros
cavalheiros
de
indus
tria,
que
muito
a
prejudicavam.
Chegou
finalmente
a hora
de
se
des
mascararem
estes
amigos
do
alheio;
e
póde
ser
que os
factos ultimamente
alli
occor-
ridos,
fossem
de
certo
modo
providen-
ciaes.
Em
outros
tempos
roubava-se,
empu
nhando
um
trabuco
e
infestando
as
estra
das,
para
assaltar
os
viajantes.
Hoje
porém
rouba-se
por outra
fórma,
um
pouco
menos
exposta
a
perigos,
e
de
mais
facil
resultado, illudindo
a
boa
fé
e
trahindo
a
confiança
da
gente
de
bem.
Graças
á
corrupção do
século,
o
ladrão
já
não
vse
esconder
nas
selvas
a
fealdade
de
seus crimes;
mas antes
vive
no
meio
da
sociedade
civilisada.
assiste
aos
espe-
ctaculos
públicos,
e
até
gosa
de
certa es
tima que
lhe
votam
as
pessoas
honradas.
E
o
que
oos
mostram
as
ultimas
que
bras
no
Perto,
que
até
certo
ponto
deve
alegrar-se
por
ver
chegada
a
hora de
expellir
de
seu
seio
esta
nova
especie
de
vampiros.
........
,
Lamentamos
de
veras
os
prejuízos,
que
estas
quebras
tem
causado.
Temos
dó de tantas
famílias
que
ellas
por
ventura
terão arrastado
á
miséria.
Mas
que
estes
inales
tenham
ao
menos
a
vantagem
do
desengano
para
muitos
d
’aquelles,
que
facilmente
se
deixam en
godar
pela
engenhosa
prespectiva
de
um
lucro
exagerado.
E
’ para
os
imprudentes
que
estas
li
ções
devem
aproveitar.
E
não
só
para esses, corno
lambera
para lodos
aquelles,
que
illudidos
pela
falsa
apparencia
do
actuai
estado
de
coi
sas,
não
se
dão ao trabalho
de
sondar
o
fundo
da
nossa
sociedade,
tão
estragada
pelo
vírus
da
corrupção.
No
Porto
sobresahem
agora,
por
se
rem
de
maior
vulto,
as
consequências
d
’
esta
espantosa
desmcraiisação,
que
es
palhada
por
todo o paiz,
era
todo
elle
tem
produzido
efleilos
similhantes.
Os
traficantes
abundam
por
toda
a
parle,
como
por
toda
a
parte
se
contam
d’
estes
fenomenos,
pelos
quaes se
vêecn
amanhecer
nadando
em dinheiro
muitos
que
no
dia
antecedente
talvez
houvessem
pernoitado
com
bastante
forne.
Não
despresemos
pois os
factos,
se
não
queremos
ser
também
um
dia
vicli-
mas
dàb
gftinde
fiaferpiidade
que elles
ac-
€tisaiij
’.P
tjWnlçéfl*. r-hsq-mí/
0,,-
i
J
íu
•
<<'
fíóioo
.
.'
A
eri«e nlimentieia.
j-
Desenvolveu-se
ha
pouco
na
praça
do
Porto
uma
crise comrnerciah
que
ia
sen<
do
de
falaes
consequências,
para
algumas
casas
bancaríãls<
.
«impot^abids
transaeções
sobre
papeis
de
credito
pá-
blico,
e
que
assim mesmo
<
produziu
a
quebra
d
’
afguns negociantes,
que
não
du
vidaram
arriscar
fortunas
inteiras
no
jô-t
go especulativo
de
fundos hispanhoes,
qàe
estão
tão
depreciados,
como
abatida
fi
cou
a
Hispanha
depois
da
lucta
sangren
ta
que
a
dilacerou.
Mas
a
crise resolveu-se,
e
o
nosso raer-,
cado
prospéra,
e
os
argentarios,
que
são
o
objecto
das
conplacencias
do
nosso
go
verno,
continuam
com
o
monopolio
do®
bancos
a
favorecer
a
agiotagem,
que
en
gorda com o
abatimento
e
o
estado
tris
te,
a
que
está
reduzida a
agricultura
n
’
es-
le
feracissimo
solo
de
Portugal.
Existe
uma
crise,
que
acabrunha
o
po
vo,
especialmente
nos
grandes
centros
de
população,
aonde
elle
lucta
com
difficul-
dades
para
se
sustentar
no
meio
da
ca
restia dos
generos
de primeira
necessi
dade.
D
’
estas
d
iflicu
Idades
se
vão
ressentin
do
mesmo
algumas
das nossas
províncias
mais
populosas,
aonde
o
povo
muitas
ve
zes
desesperado
tem
recorrido
a
meios
vio
lemos
para
atlender
á
sua
subsistência,
que
corre
risco
de perigar,
visto
que
elle
não
pode chegar
ao
alto
preço,
que
os
generos
teem
no
mercado.
E
como
remedio
a
este
mal
gravíssi
mo,
nenhuma
medida
governativa,
nenhu
ma
providencia
se
adopta,
para
fomentar
a
agricultura,
e
pelo
contrario
decreta-se
livre
entrada
aos
productos estrangeiros,
que
vem
abater
a
nossa
industria
já
de
cadente.
Quizeramos
que
o
governo
olhasse
se-
riamente,
e
cooperasse
com
a sua
ini
ciativa
para
se
introduzirem
na
agricultu
ra
os
melhoramentos
de
que
ella
carece,
afim
de
acabar
com
a
rotina,
sisthema,
que
os
nossos
antepassados, homens
de
calção
c
de
pantupos
nos
legaram.
Já que
uma
parle
tão
considerável
dos
rendimentos
do
estado
provém
do
valor
colleclavel
da
propriedade,
é necessário
também
que
o
mesmo
estado
decrete
me
didas
e
ensinamentos
proveitosos
a
fim
de
que
•«
propriedade
allinja
mais alto
ren
dimento,
e
isto
só
sé obtétn
por meio
da
desseminação
de cursos agr.icolas,
aonde
os
povos
aprendessem
os
melhores
sistbe-
mas
modernos
de
cultura,
e
pela appli-
cação
dos
melhores
engenhos,
que
sub
stituem
admiravelmente
a
falta
de
braços,
de
que se
está
ressentindo
a
nossa
agri
cultura,
graças
á
extraordinária
emigra
ção para
os
portos
do
Brazil
—
uma conse
quência
quiçá
da crise alimentícia,
de
que
nos
occupamos.
Só
assim
entendemos
que
se
podia
de-
bellar a
crise,
que
está atravessando
a
nossa
agricultura,
crise, que
se
vae
re-
flectir
no
commercio
e
na
industria,
e
que
faz
com
que
o povo não
possa
pa
gar
os
encargos
e
os
impostos
que
0
oneram
sobrecarregadamente.
Permitta-se
entrada
livre
de
direitos
d’
alfandega
aos
generos
de primeira ne
cessidade,
destinados
ao
abastecimento
dos
nossos
mercados,
mas
sobrecarreguem
se
os
objectos
de
luxo,
que ha
sido
causa
de
muita
rnina;
não
se
permitia
até
a
importação
de
artigos
estrangeiros,
que
vem disputar
competências
com
os
na-
cionaes,
e
por este
modo a
industria
por-
tugueza,
animada
e
fomentada
por
um go
verno
sabio
e
protector
crescerá
e
pros
perará
apar
da
agricultura, que
lhe
mi
nistrará
os
seus
productos.
M.
ALMEIDA
BARBOSA.
t
«3
Hl
T
i
4
’ í.
.
1/
Pedem-tíos
a
publicação
do
seguinte
:
hí
.
»b
v-:'
»..■
jrri:
>q
y
Progranim»
■
c
Í
'i
4'|v
h
ÀwUch
O
terceiro dia
de
Pastthoui.de
1878,
anno
qoe. çoinçíde
Com
£p;W«B»irerio da
fundação
de
Aix
em,
Proveuça, a
socie
dade
das-
línguas
rngMOôs
,|ía
sessão . so
lem
tio
do
seguut^rnios
seus
concqrsos
triennaes,
concedeia guia
taça
symboliça;
de
mela!
precioso
ou
artística
ao
auctor
da melhor
poesia
sobre
o lhe
ma
O
Cw~
lo
do
Latino
ou.
da
Raça
Latina.
A
este
prémio
offerecido pelo
jexrn.
0
snr.
D. Ai-
berto
.de
Quintana,
presidente!
dos
«Jflé-
gos
Floraes
da
Lingua
Galalã»
em
Barce
lona
no
anno
de
1874,»
o.
hespanhol,
ç
catalão,
oprovençal,
o
francez,
todas
as
linguas
latinas
sem
excepção
poderão
coo-:
correr.
A
sociedade
das
linguas
romanas,
de
seja que
se
considere
este
trabalho,
enja
extensão
deve
ser
limitada,
como
um
«Can
to
de
raça»;
podendo
por
meio
de
traduc-
ções
rithmicas,
chegar
a
ser
commum
a
lodos
os
povos
que
faliam
actualmente
idiomas
derivadps
da antiga
lingua
de
La-
cio.
Os
que
concorram
deverão
indicar
cum
toda
a
precisão
a lingua
ou dialecto de
que
se
sirvam.
Os
manuscriptos
do
Canto
do
Latino
poderão
ir acompanhados da
nota
musical
correspondente.
Deverão
dirigir-se
«franco»,
antes
do
1.°
de
março
de
1877
«termino
preciso»
ao
secretario
da socie
dade
das
linguas
romanas
em
Montpellier
(França).
Cada
inanuscripto conterá
uma epigra-
phe
repetida
na
coberta
do
sobrescripto que
encerra
o nome do
auctor,
e
a
direcção
do
seu
domicilio.
Os
trabalhos
devem
ser
inéditos.
A
sociedade
reserva-se
o
direito
de
tra-
ducção
e<n
todas
as
linguas
romanas
do
Canto
do
Latino
que
obtenha
o
prémio
e também
de
modificar
ou
cambiar
a
no
tação
musical das
palavras
se
a
levarem.
No
caso
de
abrir-se
um
concurso
de
traducção
e
musica
se
annunciará
em
um
programma
especial,
antes
do
l.°
de
junho
de
1877.
Os
manuscriptos
enviados
serão
depo
sitados
nos.archivos
da sociedade que
se
reserva
o
direito de
publicar ao
mesmo
tempo
que
a
poesia
premiada,
aquellas
que
ao
seu
parecer sejain dignas
de
tal
mercê.
«A
sociedade
das
linguas
romanas»
di
rige-se.
a
todas
as
sociedades
litterarias
e
scienlilicas
da
França
e
do
estrangeiro,
revistas
e
jornaes, supplicando-lhes
dêem
a
este
programuia
a
maior
publicidade
possível.
OZETILH1
Eajsiríto
Santo.—
Faz-se
ámanhã
em
Nogueira,
nos
suburbios
d
’esla
cidade,
a
romaria
do
Espirito
Santo,
á
qual
costu
ma
concorrer
muito povo das
freguezias
próximas.
'tTlieatro.
—
A
companhia
dramatica
italiana
de
E.
Dominici
deu
já
ires
recitas,
levando
á
scena,
A
mulher
romantica,
A
Dama
das
Camélias e
Morte
civil.
Todas
estas
peças
pertencem
á es
cola modernamente
chamada
realista
,
porisso
abstemo-nos
de
emittir
a
nossa
opinião,
que
não
lhes
poderia
ser
mui
favorável.
O desempenho tem
sido
geralmente
bom.
Concorrência
diminuta.
Senhor ds» Veroniea.
—
Festeja-se
ámanhã, na
egreja
de S.
Lazaro,
a
ima
gem
do Senhor
da Verónica.
Tem
missa
acompanhada
a instrumental, e de
tarde
sermão
e
Tfi- Deum.
.
,
^je?
á
imite
haverá
arraial
^
^asar
de
prendas,
que
eonclwrMma»hã
de
tarde.
Esta
festividade
é
feita
Çííípeusaatlolsí
dencgp».
.
,
u
'\v.'A
i
•
KeeonMruç&p
rva do»
lame»*—
Pedeni-tBQí-a.Çpubliç^ção^o se-
guipte
:
.
b
(.»
—
■.
U
no
afileecdenle
do
seu
.jornal
um
conimuntéado,
que
diz reapeúo
ato
.modç.
porqqe
se
an^a
cojasir.qin^o
>,
o
se
gundo
trafinel da
rua
<1
qs
jRellames.
Effectivamente
a
irreguiarissima
curva
e
profundo
rebaixamento
que
se
,nuta
en-;
UÀ
o
p.riméirp
já
con#trpido
e
o
segun
do
èm
construção,
deve
merecer
a
al|e$*
ção
da
exna?
camar-a?
fi
’
u
escandaloso
qúe
uma obra
desta
urdem
fique
com
^çâ|i-
jveis
aleijòes,
só
>pgrfi
..fàtyo^cer
,
^m
ouirx»
rrfirfine,
e
em
detrimento
pdplicth.
I
Pede-se
á
exm.
a
camará^
que
mande
jlevantar
e
disfarçar
aquelia
curva,
para
tornar
mais suave
o
segundo
trainel,
e
a
obra
mais
regular, como
é
de
jus
tiça.
Além
d
’
isso,
deve
a
exm.
a
carnara
mandar
íiscalisar
os
trabalhos,
que
até
hoje
leem
corrido á
soberana
vontade
dos
operários
e...
dos favorecidos.
Esperamos
que se
deem
as necessárias
providencias.
»
• *
SS.
'frimiude, no
Pojtgtilo. —
Ein
seguida
á
administração do
Chrisma,
tem
de
haver
ámanhã
no templo
do
Populo,
a
festividade
solemne
da
SS.
Trindade,
com
missa a
instrumental,
exposição
e
sermão.
Hoje
ha
alli
vesperas
solemnes,
também
a
instrumental.
Fabrica
«Je cls«{ve«Bisi.
—
Informam-
nos
que
os
snrs. Tacha
e
Bahia,
conhe
cidos
industnaes d
’esta cidade,
vão
mon
tar
uma
fabrica
de
chapéus
de
pello.
O
local
escolhido
para
a
fabrica
é
n’
o-
ina
propiiedade
do
snr.
Bahia,
em
No-
gueiró.
Iiiílgicneia
dsia còs*eB
na loucu
ra.
—O
snr.
Panza.
medico
de
um
hos
pital
de
alienados
na
Balia,
acabe
de
en-
deraçar
uma
curiosa
memória
á
socieda
de
Medico-Psicologica
de
Paris
dando
con
ta dos
factos
seguimes
:
Um
monòmaniaco
de
caracter
sombrio
e
taciturno,
e
que
não
queria
comer,
foi
encerrado em
uma
casa
que
só
recebia
luz
por alguns vidros
roxos,
cujas
pa
redes
tinham
sido
pintadas da
mesma
côr.
Tres
horas
depois
pediu
de
comer
e
eslava alegre
e
já
satisfeito.
Um
outro
munomaniaco
que constan-
temente
tapava
a
bocca,
porque
julgava
o
ar
envenenado,
foi
collocado
nas
mes
mas
circumstancias,
e
no
dia
seguinte, de
pois
de
dormir
muito,
almoçou
com
ap-
pelile
e
mosirou
se
completamente
cu
rado.
Outro
louco
furioso,
a
quem
se
ti
nha
vestido
o colete de força,
foi
encer
rado
em
uma
carnara
pintada
de
azul
e
coni
vidros
de
muitas
côres
:
e
no
fim
de
uma hora
estava
muito
mais
tran-
quillo.
Outro
alienado,
collocado
em
aposento
com
vidros côr
de
violeta,
saiu curado
no
dia
seguinte.
Julga
o
dr.
Panza
que
se
pode
tirar
grande
vantagem
das
côres
nos
diver
sos
casos
de
coréa, histerismo, epilepisia,
eclampsia,
e principalmente
côr
violeta,
que
pode
obrar prodígios.
E’
certo
que
esta
côr
tem
uma
influen
cia
notável
sobre
os animaes,
que
nutrem
desmedid
am
ente,
bem
como
sobre
os
ve-
getaes,
que
se
desenvolvem
de
um
modo
extraordinário.
Com
eífeito
sabe-se que
os
raios
lu
minosos
possuem
propriedades
eleclro
chi-
mieas,
e
não
custa
a
acceitar
a opinião
de
que inflqam
effic?zmenle
no
tratamen
to
do
Ceitas
moléstias.
ctrropiiewa
Izi/Kitano*.
—■
Entre al-
gtojBsdivrifs
raros
e
curiosos, que
se
acham
á
verida
aqui
em
Braga
;na
loja do
en-
cádemador
.Mattos
na
rua
de
S.
Marcos,
é
um d’elles
a
obra
do
padre
Antonio
.Soares
d
’Albergaria,
publicada
com
o ti
tulo
de
Tropheus
Lusitanos,
e
contendo
os
brasões das
nossas
principaes
famílias
antigas
em
grjavuras
de
cobre.
•
Conforme se
lê
no
Diccionário
Biblio-
graphico
do
snr. Innocencio
Francisco
da
Silva,
são
diffèrenles
em
geral
os
exem
plares
d
’
esta
õbrà
muito tara, e que
no
leilão
do
bibliQfilo
Sousã
Guimarães no
Po/tq,
efTecluallo
em
'1869
hh
rua
da
Pi
caria,
foi
yendidá
jior
,8$Ó50
reis,
depois
^ie
Ijaslàntè
disputada por
alguns amado
res.'
.
'jUR
O
exemplar
á
venda
no
encadernador
Mattos
compõe-se
de 62
gravuras,
além
do retrato
do
auctor,
e do
tento
com
petente.
Foi reparado
n
’algumas gravuras;
mas
dá
logar
a
l'azer-se
d
’
elle
um
exem
plar
em
conservação
muito
rasoavel, en-
cadernaudo-se
de
novo
em
gosto
an
tigo.
Eis
aqui a
individuação
das
peças
de
que
consta
o
alludido
exemplar,
para
os
amadores
podèrem
fazer
o
cotejo
compe
tente
com
a
individuação
do
Diccionario
Ribhographico:
Portada
gravada
—
Titulo
—
Licenças
—
Retracto
do
auclor—
Dedicatória
á
nobre-
sa,
em
portuguez
e
latim
—
Sonetos
ao
au
ctor—
Estampas
em
numero
de
62,
a
sa
ber:
Senhora
da Assumpção:
Anjo
Cus
todio:
Armas
antigas
de
Portugal:
Santo
Antonio:
Apparição
de
Christo
a
D.
At-
fonso
Henriques:
Armas
das
Infanlas
sol
teiras:
Armas
antigas
da
Casa
de
Bra
gança:
Armas
dos
Duques
de
Barcellos:
Armas
da Casa
d’
Aveiro:
Armas
do
Du
que
de
Torres-Novas:
Armas
do
Duque
de
Caminha:
Armas
do
Conde d’
Alcontim:
Armas
do
Conde
Je
Tentugal:
Armas
do
Marquez
de
Caslel-Rodrigo:
Armas
do
Con
de
de Lumiares: Armas dos Marquezes
d’Alemquer:
Armas
do
Marquez
de
Gou-
vea:
Armas
do
Marquez
de
Porto-Seguro:
Armas
do
Bispado
de
Coimbra
e
conda
do
d
’
Arganil: Armas
do
Conde
de
Mon
santo:
Armas
do Conde
d
’
Alouguia:
Ar
mas
do Conde
d
’Obidas:
Armas
do
Con
de
da
Feira:
Armas do
Conde
de
farou-
ca:
Armas
do
Conde
de
Villa-Nova:
Ar
mas
do
Conde
da Vidigueira:
Armas do
Conde
do
Redondo:
Armas
do
Conde
do
Vimioso
Armas
do Conde
de
Linhares:
Armas
do Conde da
Caslanheira:
Armas
do
Conde
da Sortelha:
Armas
do
Conde
de
Basto:
Armas
do
Conde
de Penagei-
rão:
Armas
do Conde da Atalaia:
Armas
do
Conde
de
Sabugal:
Armas
do
Conde
de
santa
Cruz:
Armas
do
Conde
de
Villa-
Franca:
Armas
do Conde
de
Fialho
e
Du
que
de
Villa-Hermosa: Armas
do
Conde
de
Villa-Fèa:
Armas
do
Conde
de Miran
da:
Armas do Conde
de S João
da
Pes
queira:
Armas
do
Conde
de
Faro:
Armas
do
Conde
de
Villa-Nova
da
Galleta:
Ar
mas
do
Conde de
Castel-Melhor:
Armas
do
Conde
de
Prado:
Armas
do
Conde
d
’
Ei-
riceira:
Armas
do
Conde
de Castro
d Ay-
re:
Armas
do
Conde
de
Palma:
Armas
do
Conde de
Val-de-Rey:
Armas
do
Conde
d
’
Arcos:
Armas
do Conde
de
Caslel-No-
vo
Armas
do Conde d
’
Unhão:
Armas
do
Conde
das
Sarzedas:
Armas
do
Conde
de
S.
Miguel:
Armas
do
Conde
de
,
Figuei-
ró:
Armas
do
Visconde
de
Villa-Nova
da
Cerveira: Armas
do
Barão
d
Alvilo:
Ar
mas
do
Marechal
de Portugal
:
Armas
do
do
Almirante
de
Portugal:
Armas
dos
Al
meidas:
Armas
dos
Mellos:
labella
dos
me-
taes
e
côres
da
armaria:
Epigramma
em
latim
e
Soneto
em
Portuguez:
Armas
da
Redempção
do
Salvador.
A
estas
peças
individuaes, segue-se
em
opusculo
separado
a
Resposta
a
certas
objecções
sobre
os
Tropheos
Lusitanos,
es-
cripta
pelo
mesmo auctor
Padre Antonio
Soares
Albergaria.
Constam
de
Frontispício,
Licenças,
Ad
vertência,
e
Texto
com as
Objeções
e
as
Soluções
competentes.
O encadernador
Mattos
vende
por
6$000
reis
este
exemplar
muito
raro
dos
Tro
pheos
Lusitanos:
o
que
é
um
preço
me
nor
em
2$030
reis,
que
o
do
exemplar
do
leilão de
livros
de
Sousa
Guimarães
no Porto
em
1869.
Aaylo de
S. José.—
Ha
oito
dias
entraram
para o
asylo
dos entrevados de
S.
José
tres
Irmãs
Terceiras
hospitaleiras,
porlugoezas,
que
vieram
do
Collegio
de
S.
Patrício,
em
Lisboa.
Alli
tornaram
conta
de
todo o
serviço
interno: cosiuham
e
administram
a
comida
aos
entrevados,
em
numero de
50,
que
aquella caridosa
casa
abriga.
Sabemos
que
o regimeu in
terno
é
agora
observado
com
a
caridade,
boa
ordem
e decencia,
qne
estavam
quasi
despresadas
pelos
abusos
alli
introduzidos.
Nada
mais diremos, para
não
melindrar
su
scept
i
bi
1
idades.
Louvamos
a
commissão
administradora
d
’este
pio
estabelecimento
por
tão
ulil
resolução,
unanimemente
votada.
Aaiifragío.
—
Em
telegramma
das
ilhas
Barbadas
(mar
das
Antilhas)
ao
cLIoyd»,
diz-se textualmente
o seguinte:
«O
brigue
portuguez
«Feliz
Conceição»
em
lastro
deu
á
costa
e
perdeu-se
totalmente.»
Boletim da
Semana.—
O
jornal
que
se
publicava
em
Lisboa
com o
titulo
__
s
Boletim
do Clero e
do
Professorado»
__
foi
substituído
pelo
—
«Boletim
da
Se
mana»
—
mantendo
o
seu
anterior
program-
ma.
Trovoada.
—
Anle-hontem
tivemos,
para
variar,
grande
trovoada,
diz o <Be-
jense»
de
3
do
corrente.
Causou
enormíssimos
prejuisos
nas
sea
ras
e
arvoredos,
principalmente
nas
pro
priedades
compreheodidas
dentro
do pri
meiro
sôrtno.
A quantidade
de
agua
e
de
pedra
foi
tão
grande
que
em sinos
che
gou
á
altura
de
um metro.
A
vího
enthegorieo.—
Os
que
se
di
rigirem
á
Philadelphia
com
animo
de
fa
zer conquistas
entre
o
bello
sexo
farão
bera
em tomar
as
suas
precauções.
Veja-
se
o
aviso
que
publicam
os
jornaes
norte-
americanos
para
os
estrangeiros
que
te
nham
o
capricho
de
seguir
as
mulheres
pelas
ruas:
Este
genero
de
impertinência
castiga-
se
entre
nós
cora penas
severas.
As
nos
sas
mulheres,
e
as
nossas
filhas
não
liiu-
biarão
em
levar
ao
posto
de
policia
todo
o
indiscreto
que
os
siga. O
que
se
atre
ver
a
dirigir-lbes
a
palavra
na
rua,
póde
esperar
encontrar-se
com um
tiro
de re-
wolver.
Ai abelhas.—
(Conto
de
Schmid).—
I.
Entrou
um dia
Alberto
na horta
de
um
visitiho
seu
e
viu um
fórinoso
rosal
todo
coberto
de
flores.
Colheu
uma
rosa
e
disse:
—Quero
aspirar-lhe
o
aroma
muito
a
meu
gosto.
Ainda
mal
tinha
chegado
ao
nariz
a
rosa
meia
aberta,
quando
sentiu
uma
dòr
'iolenta.
Uma
abelha,
escondida
no
calix
da
flor
lhe
tinha
picado
o
nariz,
porque
o
estúrdio
quasi
que
a
ia
esmagando.
II.
Alberto
que
era
muito colérico,
irritou-se
muito.
Juntou
muitos
torrões
de
terra
e
os
arremessou
furioso
contra
a
colmêa.
Alteraram-se
as
abelhas
por
tal
modo
que
o
atacaram
em
graude
multi
dão
e
o
crivaram de
picadas,
de
maneira
que
caiu
perigosameote enfermo.
Padeceu
dores
terríveis
e com
muito
trabalho
e
difliculdade
conseguiram
salvar-lhe
a
vida.
—(Extr.j
Invasão tios gafanhotos,—
Rece-
beram-se
novas informações
ácerca da
in
vasão
dos gafanhotos em
Figueiró
de
Cas-
tello
Rodrigo
e
Eivas.
Em
Figueiró
de
Castello
Rodrigo
a
area
invadida
pelos
terríveis
insectos
calcula-se
em
98
kilometros
quadrados.
Tem-se
observado que
o
tamanho
mé
dio
dqs
gafanhotos
é de
5
centímetros.
Já
são
muito
grandes
os
estragos
que
se
observam
nas
cearas.
Ha
falta
de
geme
para
combater os invasores
Calcula-se
em
milhares
de
milhões
o
numero
de
gafanhotos
que
já
tem
invadido
os
campos d
’aquelle
concelho.
De
Eivas
são
mais
satisfatórias
as no
ticias,
pois
sabe-se
officialmente
que
os
processos
alli
empregados
para
a
apanha
dos
gafanhotos,
vão
apresentando
bons
resultados,
pois
que
já
se
leem
colhido
mais
de
2:500
kilos,
que
leem sido
im-
mediatamenie
enterrados
á
vista
da
aucio-
ridade
competente.
Ainda
não
tem
sido
necessário
empre
gar
a
tropa,
que
da
4.*
divisão
iniLlar
para
alli
foi
mandada
pelo
ministério
da
guerra,
para auxiliar
os
paisanos
na
con
juração
cootra a
terrível
invasão.
Aneilocta.
—
Um
juiz
ordinário
para
o
seu
escrivão:
—
Porque
me
dá
o
titulo
de
ordinarissimo?
O
escrivão:
—
Porque
dando
eu
aos
juí
zes
de
direito
o
tratamento
de
excellen-
tissimo,
é
justo
que
o
ordinário
se
trate
por
ordinarissimo.
O
que se deseja. —
Um
boticário.
—
Que
ninguém morra,
mas
que
todos
adoeçam.
Um
medico. —
Uma
doença
chronica.
Um jogador.
■
—
Não
tirar
o
Ires
quando
se
jogou
a
dama.
Um
prestamista.
—
Soccorrer
ao neces
sitado
com
o
juro
de
200
por
cento.
Um
caseiro.
—
Empenhar
a
caiuisa
an
tes
do
que
dever
o
aluguel da
casa.
Uma
velha.
—
Lnventar
espacificos
para
rejuvenescer.
Um
amante.—
Supprimir
o
—não
—
do
vocabulário do
amor.
Uma modista.
—
Isso!
Um
filosofo.
—
O
desenvolvimento
das
faculdades
do
ser,
na
totalidade
das
suas
manifestações.
Um
mestre
escola.
—
A arte
de
viver
com
decencia
.
.
.
ainda
que lhe
devam
o
ordenado.
Um
negociante.
—
Educação
e
saber?
Não
dou
por
isso
tudo
um
real.—fJ. da
N.j
KelogioH
astrononiieog.—
Existem
relogios
de
movimentos
mui complicados
e
que
além
das
horas
do
dia
e
da
noite,
marcam
com
a
mesma
precisão
as
divi
sões
dos
tempos
comprehendendo
lougos
períodos,
taes
como
os
mezes,
os
annos,
com
indicação
das
festas
ou dos
dias
con
sagrados
ás cerimonias
religiosas.
Outros
ainda
mais
complicados,
medem
não
so
mente
a
duração
da
marcha
da
terra
no
espaço,
mas
lambem
o
movimento
dos
ou
tros
grandes
planetas,
os
períodos
da
evo
lução
de Mercúrio,
de Júpiter,
de
Venus,
etc.
Annunciam
lambera
os eclipses,
as
occultações das
estreitas
e
varios
outros
pheuomenos
astrooomicos.
Existem
n
’este
genero
verdadeiros
monumentos dignos
da
admiração
publica
como o relogio da
ca-
thedral
de
Sirasburgo, obra de
uma
gran
de
paciência
e
habilidade
meehanica.
0
relogio
de
Strasburgo
que
consumiu
a
vi
da
toda
de
trabalho
do
seu
primeiro
constructor Isac Habrech
(1574),
foi
res
taurado
e
reconstruído,
sob
um
plano
in
teiramente
novo,
nos
annos
de
1838
a
1812,
por M.
Schwilgué, que
o
tornou
uma
obra
prima
meehanica.
Dá
um
gran
de
numero
de
indicações
relativas
á
me
dida
do
tempo.
Apresenta
uni
computo
ecclesiastico,
um
calendário
perpetuo das
festas
moveis,
um
planetário
contendo
a
duração das revoluções de cada
um
dos
planetas
visíveis a
ólbo
nú; as
fa>es
da
loa;
os
eclipses
da
lua e sol;
o
tempo
apparente
e
o tempo
syderal,
uma
esfera
celeste
com
a
predecessão
dos
equinócios,
etc.,
etc.
Diversas
figuras e
estatuetas
rnechanicas
batem
as
horas
e
as
meias
ho
ras
e isto
tem
excitado
a
curiosidade
po
pular.
Mas o que
dá o
verdadeiro
valor
a
este
monumento
de
relojoaria,
é
a
precisão
e
a
cerlesa
das
suas
indicõe»
as
tronómicas.
Antiguiiludes
portuguez»». —
Diz
a
Chronica
de
Gibraltar
que
o
sultão
de
Marrocos,
estando
n’um
d
’
estes
últimos
dias
em
Mazagão,
foi
a
casa
do
cônsul
de
Inglaterra
para
ver
um
antigo
tanque
por-
tuguez,
que
fica
dentro
do
recinto
do
con
sulado
Ha
tempos
também
alli
foi
descoberto
o
sarcophago
de
D.
Nuuo
da
Cunha,
que
estava n’
uina
alfandega dos
mouros,
ser
vindo
de
salgadeira.
O vice-consul
teve
noticia do
facto
e
fez
deligencias
para
ob
ter
o sarcophago.
Os
mouros
responderam
á
reclamação
fazendo
picar
as
armas
portuguezas que
ficavam
ao
centro
dos cruamenlos do mau
soléu
O
vice-consul
ofliciou
ao
cônsul
geral
de
Taoger
que
apenas
conseguiu
que
se
retirasse
o sarcophago
da
alfandega,
continuando
a permanecer
em
poder
dos
marroquinos.
Brindes de
noiva.—
A
Sr.a
condes
sa de
Bertiandos
(D.
Arma
de Bragança)
no
dia
do
ceu
casamento
recebeu
os
se
guintes
brindes:
um
collar
de brilhantes
dado
pelo
noivo,
uma
pulseira
de
brilhan
tes,
de
sua sogra a
sr.a
condessa
de
Ber
tiandos;
brincos
de
pérolas
e
brilhantes,
do snr.
duque
de
Cadaval;
um
relogio,
cadeia
e
chalelaine
de
ouro
e
pérolas
com
um
elegante
monogramraa,
da
sr.a
duque-
za do
Cadaval; um
adereço
completo
de
ouro
e
pérolas
magnificas,
de
um
gosto
muito
novo,
de
seu
pae o
snr.
D.
Pe
dro
de
Portugal;
um
adereço
completo
de
ouro,
pérolas
e
turquezas,
de
seu
irmão
o
snr.
D.
Caetano
de
Bragança;
Uma me
dalha
com um camapheu
rodeado
de
b
i-
Ihantes e
pérolas,
de
sua
cunhada
a
sr.a
condessa
de
Oeiras;
um
anuel
com péro
las
e
turquezas,
de
sua
cunhada
a
sr.
a
D.
Maria Angélica
Bertiandos;
uma me
dalha
de ouro
e
pérolas,
de
sua
cunha
da
a
sr.a D.
Thereza
Bertiandos;
um
col
lar
de
pérolas
e
brilhantes da
sr.
a
con
dessa
de
Bertiandos,
avó noivo;
um
le
que
chinez
de
marfim,
do
snr.
desembar
gador
da Relação.
Antonio Emilio
Bran
dão;
ura
broche
de
brilhantes
e
coralina,
da sr.
a D.
Anna
de
Menezes
(Vallada).
Um
annel
com
pérolas
e
rubis
da
sr.a
D.
Maria
Francisca
Btandão;
um
par
de
Brincos
de pérolas e
turquezas, da sr .a
marqueza
de
Monfalim
e
de
Teieua;
uma
penná
de
ouro (a
qual
serviu
para
assi-
gnatura
das
esciipturas)
da
sr.
a
D.
Bri-
gida Lage;
uma
medalha
com
rubis
e pé
rolas,
da
sr.
a condessa da
Ribeira
Grande;
uma
cruz
de
onix
e turquezas,
da
sr.a
D.
Maria
José
de
Portugal
(Viinoso);
ma
gnificas
guarnições
de
rendas
de
França,
de
seu
irm^o
o
s£. D.
José
de
Bragan
ça;
um anel
de
turquezas,
da
sr.d
con
dessa
de
Viraoso;
uma
linda
caixa
de
mu
sica
e
de costura,
de
madrepérola, do
snr.
Francisco
Antonio
Brandão;
um
broche
de
brilhantes
e
pérolas, do
snr.
Antonio
Pereira
da
Silva
(Bertiandos)
lio
do
noi
vo;
argolas
de ouro
e
turquezas,
da
sr.
a
D.
Maria Emilia
Brandão
(Palha).
Collegio da
Rege«eraçiio.
—
Lê-se
na
«Nação».
—E
’
inquestionável
que
uma
das
instituições
de
mais
profícuos
resul
tados
e
vasto
alcance
moral,
que
utlima
mente
se
tem
creado,
é
a devida
á
ini
ciativa
da
Pia
União
das
Filhas
de Maria
de
Portugal,
para
recolher
e
educar
chris-
tãraente
as desgraçadas que,
tendo
cahi-
do
no
profundo
abystno
da
devassidão,
de
sejassem
sair
d
’
esse
estado
e
rahabilitar—
se
perante
Deus e
a
sociedade.
E
’
o
Collegio da
Regeneração,
funda
do
em
B^aga
em
1869,
esta
piissima
ins
tituição,
da
qual nos
foi
ullimamente
of-
ferecido
o Relalorio.
E’
sustentado
este
collegio
na
sua
maior
parte,
pelas
esmolas obtidas
para
elle
pela
Pia União
das Filhas
de
Maria,
mas
é de
vêr
que,
alargando-se
como
se
tem
alargado a
area
dos
seus
benefícios,
com
difliculdade
podem essas esmolas sup-
prir
as
suas
cada
dia crescentes
necessi
dades.
E
para
se
vêr
como
tem
sido
profí
cua
era
seus moralíssimos resultados
esta
santa
instituição,
basta saber
que
dos
160
infelizes
mulheres,
que
alli
tem
procura
do
abrigo
e
regeneração
desde o
seu es
tabelecimento,
só
9 prevaricaram
de
no
vo,
estando
39
a
servir
em
casas
hones
tas,
6
em
conventos,
9
casadas,
40
en
tregues
a
seus
paes
ou famílias depois
de
morigeradas, 2
entregues
a
seus
maridos,
19
sabidas
regeneradas do
collegio
mas
de que
se
ignora
o
destino,
mortal 9,
e
existentes
no
collegio
27.
E-tes
resultados
são
a
mais
valiosa
apologia do
estabelecimento,
que
está
ap-
pellando
para
caridade de
todas
as
afinas
piedosas, para
continuar
a
derramar
os
seus
immensos
benefícios.
Alli
as
desgraças
não
só
são
arrancadas
á
vida
reprehensivel
e
miserável
que
arras
tavam,
recebem lambem
a
inslruccão
e
educação
necessárias,
para
ganharem
hon-
radamenle
a sua
vida,
e
para
se
torna
rem
uieis
a
si
e
á
sociedade, porque
aprendera
«inslrucção
primaria,
doutrina
christã,
preceitos
d
’
educação
moral,
reli
giosa e
civil,
e
exerciiam-«e
em
coser,
bordar,
talhar,
fazer
meia,
fiar,
dobar,
te
cer,
lavar,
engommar,
cozinhar,
e
final
mente
em todos
os
serviços
proprios
do
seu
sexo
e
da
sua
condição.
Abençoada
instituição, que
tão profí
cuos
resultados
tem
já
produzido, o
qne
tantos promelle
ainía
produzir,
se con
tinuarem
a
desabrochar-lhe
as
flores
«d
’oo-
de
ella
extrae
os
protumes
salutares,
as
beneficas
essências
com
que
adoça
e
sua-
visa
as
existências
das
infelizes,
que
n
’el-
la
vão ptocurar o
remedio
para
a
gran-
gréna
que
as
corroe».
Até
a
religião
e
a
patria,
cuja
lingua
gem em favor do
«Collegio
da
Regenera
ção»
não
duvidamos
fazer nossa,
recom-
mendando
esse
estabelecimento,
verdadei
ramente
regenerador,
porque
é
catholico,
á
caridade
dos
fieis.
A
exiatencia de Sletis provada
pela
existência do
homem.—
O
ho
mem,
imagem viva da
Divindade,
diz
Ber-
gier,
no
Trai,
da
Verd.
Relig.,
é
a
pro
va
mais
palpavel da
existência
de
Deos.
Apresentou Deos
aos
nossos
olhos
o
quadro
das
suas
perfeições
na
vasta
reu
nião
do
Universo,
porém
irapritniu-o
em
miniatura nas
qualidades
da
nossa
alma.
O
dominio, de que
ella
goza
sobre
a
porção
da
matéria,
que
é
unida,
pinta de
alguma
maneira
a
acção
omnipotente
do
motor
do
Universo;
multidão,
a
varieda
de,
a rapidez
das
idéias da
nossa
alma,
a
fidelidade
da
sua
memória,
os
seus
pre-
sentimenlos
do
futuro,
parecem
approxi-
mal-a
á
intelligencia
infinita,
que
de
um
golpe
de
vista
abraçada
todos
os
tempos,
lodos
os
lugares,
todas
as
revoluções
das
creaturas;
a
força
que a
alma
tem
de
im
perar
sobre
si mesma,
de
regular
a
sua
vontade,
de
reprimir
os
tumultuosos mo
vimentos
das
paixões, imita
ao
rneuos
fracamente
o
império
absoluto,
que
Deos
exercita
sobre
todos
os
entes; os
desejos
impetuosos,
que a
arrastam
para
o
futu
ro,
a
extensão
das
suas
esperanças,
o
sen
timento
profundo
da
immortalidade
someh-
te
pertence
a
Deos pela necessidade da
sua
natureza.
Moyses
reuniu
todas
as
feições
em
uma
só
palavra,
dizendo:
que
Deos
fez
o
homem
á
sua
imagem.
Esta
luminosa
expressão,
unida
ao
sen
timento
interior,
foi
bastante
para
ensi
nar
aos
Patriarciias
e
aos
seus
descen
dentes,
qual
é
a
natureza
do
homem,
e
quaes
são
os
seus
devedores.
Deos
é
espirito
sem
duvida,
pois
que
tudo
creou com intelligençia;
é
livre,
p
018
que
é omnipotente;
é
immortal,
pois qoe
existe
por
si
mesmo
e
por
toda
a
eter
nidade.
O
homem
creado
á
sua imagem
nao
é
nem
um
animal
puramente
sensitivo,
como
os
brutos,
nem
um agente
deteraai-
nado
invencivelmente
como
elles,
pelas
af-
feições
do
corpo,
nem
destinado,
com el
les,
a
perecer
ioteiramente.
Intel ligen
te.
livre,
immortal,
elle
de
ve
respeitar
em
ai
mesmo,
e
nos
seus
se
melhantes,
a
imagem
de
Deos, e
d
aqui
nasceu lodos
os
deveres da
Religião
e da
Moral.
— (C.
T.)
Bom
Jesus do Monte, de Santa
IHariha
de
Pinho.—
O
snr.
padre
Cân
dido
Lourenço
P.
de
Carvalho,
de
Santa
Martha
de
Pinho
sede-nos a
publicação
do
seguinte:
Relação
das
esmolas
que
foram
ofle-
recidas
ao
Bom
Jesus
do
Monte,
da fre
guezia de
Santa
Martha
de
Pinho, no
concelho
de
Boticas,
província
de
Traz-os-
Montes,
no
anno
de
1875:
Urbano
José,
do
logar
de
Villarinho,
das
Paranheiras, 1$7l/0
rs.
—Anselmo
Jo
sé
Martins, da
Villa de
Boticas,
640
rs.
—
Domingos
do
Cruseiro.
Boticas,
500
rs.
—
José
José
Rodrigues,
Boticas,
500
rs.
—
Maria
Eusebia
de
Villar
de
Nanles,
"240
rs.—
Firmino
Machado,
de
Villela
da
Cabugueira,
120
rs.
—
Maria
Gomes,
de
Soutelinho
do Monte,
540
rs.
—
Florinda
Rosa,
de
Valoura,
140 rs.
—
Rosa
Gonçal-
çalves,
de
Castelhães. 110 rs.—Venancio
Pires,
de
Valdegas, 500
rs.
—O
revd.°Ze-
ferino Pereira, reitor
de
Sapiãos,
500
rs.
—
José
Pires,
de
Pinho,
620
rs.
Muitas
outras
esmolas
foram
deposita
das
nos
nichos
do referido
sanctuario,
to
davia
ignora-se
quem
foram
os
oíferentes.
Sómente
aqui
relacionamos aquellas
que
foram
depositadas na
tnesa
da
sacristia.
Agora
.resta-nos,
na qualidade
de
mesario
do
sanctoario,
exhortar
o
povo
a
que
continue
com
suas
esmolas
para
poderem
proseguir
as
obras
ainda
inconclusas.
Na
verdade
grande
era
a
fé dos
nossos
maio
res,
que
no
principio
d
’este
século,
em
1821,
deram
principio
a tão
grandiosa
obra,
e
bem
pouca
será
a
nossa,
se
a
deixamos
incompleta.
Deus
recomtnenda e
manda
dar
esmo
las,
e
tanto
repele
este
preceito
da ca
ridade na
antiga
lei,
ora
no
Evangelho.
Elle
expressamente
nos
diz
que
quem
dá
muitas
esmolas
deve
ter
muita
contian-
ça.
Eccl.
cap.
3
v.
33
e
31
—
Deus não
soífrerá
qne
alguma
pessoa esmoler
vá
ao
inferno.
Tobias cap.
4,
v. 7,
8,
9,
10,11
e
12.
Ainda
mais
diz
o
me>mo
Senhor=
dae
e
Eu
vos
darei
também,
e
ainda
em
maior
medida.
S.
Lucas,
cap.
6,
v.
38.
A Sagrada
Escriptura
foi
divinamente
inspirada,
e
o que
n
’
ella
se
contém
é
infallivel;
assim foi
decidido
no
santo
Con
cilio
de
Trenlo.
Abrindo a
Escriptura
Santa
eu
encontro mais
de
trinta
logares
diversos
onde
se
falia
da
esmola.
Portanto
pedimos
aos
devotos
do
Bom
Jesus
do Monte
que
procurem
com
os
seus
donativos
coadjuvar
as
obras
do
san-
ctuario.
Já
não
serão
os
primeiros,
mas
justo
é que
não
sejam
os
últimos.
As
esmolas
são
leiras
sacadas
sobre
a
vidae
sobre
a
eternidade, porque
o
nosso
bom
Deus
paga na
vida e
paga na
eternidade.
Deus
costuma
pagar
cento
por um,
nunca
ninguém
pagou
tão
bom juro,
nem
com
tanta
promplidão
:
por parte
d’
Elle
não
ha
quebras
;
o
pagamento
é certís
simo.
Por
occasião
das
duas
festas que
alli
se costumam
fazer,
Assenção
do
Senhor,
e
no
1,°
domingo
que occorrer
depois do
dia
do
Apostolo
S. Thiago, podem
os
pie
dosos
devotos
examinar
e
reconhecer
a
necessidade
que
ha de
se
dar
impulso
áquellas
obras.
—
P.
e
Cândido
Lourenço
Pe
reira
de
Carvalho.
VLTIMOS
TEDECJRAMtWAS Bt
AGE.VCIA 51AVAS
MADRID,
6.
—
O senado
approvou
os
10
primeiros
artigos do
projecto
consti
tuição.
Começará
amanhã
a
discussão
do
arti
go
11.°
que
estabelece
a
tolerância reli
giosa.
No
congresso a
discussão
do
orçamen
to
do
ministério
de guerra,
o
rei
passa
quinta-feira
revista
ás
tropas
de
guarnição
em
Madrid.
A
reunião
dos
delegados
dos
possui
dores
hespanhoes
de litulos
de
divida pu
blica
decidiu
pedir
o pagamento
de me
tade
dos juros
de divida
consolidada.
PARIS
6.
-Asseguram
que a
Porta
con
cedeu 6
semanas
de
armistício
aos
insur-
gentes
da
Herzegovina.
CONSTANTINOPLA 6. —
A
lista
civil
do
sultão Mourad
foi
fixada
em
15
mi
lhões
de
francos,
proximamente
3:700
con
tos.
O
thesouro
particular
de
Abdul-Asis
monta
de
250
a
300
milhões
de
francos.
Parte
d
’
elle
será
empregado no pagamen
to
dos
soldos
em
divida
ás tropas e outras
despezas
urgentes.
O
restante
será
reservado
para
as
even
tualidades
da gueara.
NEW-YORK
6.—
O
imperador
do
Bra-
zil
chegou a
Montreal
no
baixo
Canadá.
PARIZ
6.
—
3
0|0 francez
á
vista
68,40,
idem
a
praso,
68,40; 5
0|0
á
vista
105,20;
a
praso
105,27
1|2
;
3
0|0 hespanhol
in
terno,
12
1|4
; dito
externo,
13
1(4;
cam
bio
sobre
Londres,
25,27;
dito
sobre Ham
burgo,
122
1[8
a
122
1
14
;
acções
dos
caminhos
de
ferro
portuguezes,
2973500
;
obrigações ditas, 2473500.
BELGRADO
7
—
Toda*
as
forças mili
tares
da
Servia
marcham
sobre
a
frontei
ra,
com
120
canhões.
ALEXANDRIA
7—
Ameaça
realisar-se
um rompimento
entre o
Egypto e
a
Tur
quia.
O
vice-rei
oppõe
uma
recusa formal
ás
exigências
do
sultão
Mourad,
que re
clama a
expedição
de
contingentes mili
tares
para Turquia d
’
Europa.
PARIZ
7—
Eflectuaram-se
com
grande
pompa os
funeraes do
cônsul
francez,
em
Sslonica,
mr.
Moulins.
Assistiram-se
re
presentantes
das duas
cainaras,
numero
sas
tropas,
o
pessoal
diplomático e os
membros
da
embeixada
turea.
MADRID
8—
Corre
o
boato de um
pro
jecto
de
operações
entre
os banqueiros
in
gleses
e
hespanoes
e o
thesouio,
o
que
proporcionaria
o
pagamento
da
perceua-
gem
de
1
p.
c.
a
contar
de
julho
pro-
ximo, accresceniando-a
para
o
anno
de
1878
por
quartos
ou
oitavos.
Canovas
não
se
acha
resolvido
a
mo
dificar
a
lei
dos
foros.
No
congresso
foram
approvados os
or
çamentos
da
guerra
e
da
justiça
1
A
«Épocas
deseja
que
o
governo
pro
ponha
a
celebração
de
um
tratado
de
com-
mercio
com
Portugal.
MADRID
8
—
E’ oflicial
a
noticia
de
se
achar
no
México
o
pretendente
D.
Car
los.
BERLIM,
8—
Em
vista da
nova
feição
que
os
acontecimentos
de
Constantinopla
imprimiram
na
questão
do
Oriente,
resol
veram
os
chancelleres
da
Áustria,
da
Al-
lemanha
e
da
Rússia
ter
uma
nova
con
ferencia
em
Berlim
para
tractareui da
si
tuação.
A
partida
do
imperador
Guilherme pa
ra Ems
depende
do
resutado da projecta-
da
conferencia.
EMS,
8—Corre que
na
próxima
sexta
feira
partirá
para
S.
Pelersburg
o
impera
dor
Alexandre.
PARIS,
8
—
O
proximo
movimento
pre-
feitoral
conterá
um numero
cunsideiave!
de revogações.
M
a
DRID
8.—
Bolsa
da
tarde
—
Interior
13,10
exterior falta,
bilhetes
hypotecarios
falta
bouds
do
thesouro
58,00,
cambio
sobre
Londres
48,25,
dito
sçbre
Pariz
5,05.
MADRID
8.—
Primeira
operação
da
bol
sa
da
tarde:
Foi
publicada
a
contado
a
13,22.
BA!ÍCe
MEKCABTTIIr DE
SOCIEDADE
ANOKYMA
DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
aclivo
e
passivo
d’este
Banco
era
31
de
maio de
1876.
Aetivo
Accionistas.......................
8:7003000
Caixa
..................................
29:4303280
Letras
descontadas,
toma
das e
a
receber
.
.
.
234:545^039
Empréstimos
sob
penhores
244:650^925
Créditos
com
caução
.
•
113:4283710
Operações
a longo
prazo .
10:956^880
Caixa
Filial
e
diversos
de
vedores.............................
107:3013299
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
59:5993316
°
j>
»
Estrangeiro. .
9:2943252
Valores
íluctuantes.
.
.
76:977^288
EfTeitos
depositados
.
.
118:750^000
Carlas
de
credito
.
.
•
8:2203000
Despezas
d
’
inslallação
.
.
4:5643844
Moveis
e
utensílios.
.
.
675-3855
Despezas
geraes
.
.
•
3:352$u08
1.030:4473196
Passivo
Capital...................................
600:0003000
Fundo
de
reserva
....
9193127
Reserva
para
a
decima
.
.
1:4503360
Depositos
a praso
fixo.
.
153:7053091
>
á
ordem.
.
.
26:6313946
Dividendo
de
1875.
.
.
.
4623000
Credores
d
’
effeitos
deposita
dos
...................................
118:7503000
Diversos credores
.
.
.
112:7613268
Letas
a
pagar...................
1:9953803
Tranzaçôes
em
suspenso
.
5563340
Lucros
e
perdas
Saldo
de
1875
1:4303882
Lucros d’este
anno
11:7843379 13.2153261
1.030:4473196
■
■-* c=
c-^a n ~~
i
.u
Braga
31
de
Maio de 1876.
Os
Directores,
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
Joao
da
Costa
Palmeira
Resumo
do aclivo
e
passivo do
Banco Commercial, Agrícola
e
Industrial
de Villa Real, em
31
de
maio de
1876.
Aetivo
Caixa,
dinheiro existente
.
14:9623291
Letras descontadas
e
a
rece
ber
...................................
639:6933626
Letras
caucionadas
.
.
.
36:9643000
Obrigações
a
receber.
.
.
9:8373960
Empréstimos
sobre
penhores
6:9513885
Operações
a
longo
prazo
.
14:5313802
Papeis
de
credito .
.
.
15:4293120
Contas
correntes
com gara
ntia
..................................
12:4383054
Agentes
no
paiz . .
.
106:6713016
Agentes
no
estrangeiro
.
52:9323633
Moveis
e
utensílios
.
.
.
5753600
Despezas
de
installação
.
2:50u3970
Diversos
devedores
.
.
j
1:5743915
Acções,
prestações
a
receber
7:6603000
922:7593902
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0003000
Deposito
á
ordem
11:7873655
Deposito
a
prazo
57:7093393 69:4973048
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
3:8093000
Letras
a
pagar
....
13:2123662
Fundo de
reserva
....
4:5003000
Ganhos e
perdas.
.
.
.
31:7413192
922:7593902
Villa
Real,
3 de
junho
de 1876.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães.
Agostinho
José
da
Costa.
João
Pinto
Ferreira.
Banco Agrícola Commercial e
Industrial de Ponte
do Lima
Balancete em 31 de maio de
183G
ACTIVO
Acções,
prestações
a
receber
303:8723500
Dinheiro
existente
em
cofre 5:8983679
Letras
era carteira.
.
.
.
99
2283397
Empréstimos
sobre
penhores
13:1073520
Contas
correntes
c.
garantia
7:0043696
Acções e
obrigações
cotnmer-
ciaes..................................
2:7663295
Mercadorias..............................
19:2183475
Agencias
no reino
—
saldo
ef-
fectivo
..................................
9:4593396
Ditas
no
estrangeiro
.
.
.
8:2583778
Diversos
devedores.
.
.
.
1833963
Gado
por parceria.
.
. .
2:9043560
Cofre,
mobilia
e
utensílios
.
5353460
Despesas
de
installação
.
.
8553477
473:2943196
PASSIVO
Capital..................................
400:0003000
Depositos a
praso. .
.
.
40.6033208
Ditos á ordem.
....
6:9523508
Letras
a
pagar
........................
12:4353731
Accionistas,
prestações anti-
cipadas..................................
6:0733195
Diversos
credores
....
3:8333338
Juros
de
prestações
anticip.
928
Lucros
e
perdas
....
3:3943988
473:2943195
Ponte
do Lima,
5
de
junho
de
1876.
Os
Directores
João
de Barros
Mimoso.
Joaquim
Gerar
do
Alvares
Vieira
Lisbta.
SAODE
a
todos
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de.
saúde,
DD BARRY
de
Londres.
• 9 annos d*invariavel gueeesao
3
Depois
das
adessiões
de
muitos
mé
dicos e
de
vários
hospitaes,
ninguém
po
derá duvidar
da
eflicacia d'esta
deliciosa
farinha
de
saude
que
cura
as
indigestões
(despepzias)
gastrica,
gastralgia
,
flegma,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intes
tinal,
diarrea
,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão.
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debili
dade,
todas
as desordens
no
peito,
na gar
ganta,
do
alito,
das
bronchites,
da
bexi
ga,
do figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do sangue.
75.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque de
Pluskow, da
ex
snr.
a
marqueza
de
Brehan, do
doutor
Manoel
Saenz
de
Tejada,
da
Universidade
de Cordova,
etc.
etc.
Cura 72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1868
Não posso
fazer
menos
de
manifestar
a
vv.
s.
as
os
bellos
resultados
qne
obtive,
administrando
o
sén chocolate
de
Revales-
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia
iotensissimas
dores
in
testinas,
e
insomnias
pertinazes
; graças
a
este
surprehendente
especifico
ficou com-
pletamente restabelecida. Ficando
reconhe
cidos,
aproveito
esta
occasião
para
demon
strar
a
consideração
com
a
qual
o
distin
gue o
seu
atienio
venerador
—
V
icente
M
oyano
.
Cura
69.718.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me
perfeitamente
com
o
uso
que
fiz
durante
certo
lapso
de
tempo
da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
eífeitos,
em
particular
modo
n
’aqtielles
que
padeciam
de
hydropesia.
Tres
d
’estes
cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
jor
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
também
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da retenção de
orina
e
das
moléstias
de estomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo
a
liypocon-
dria.
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em rernedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
kilo,
500
; de
*/,
kilo
800
rs ; de
una
kilo,
13400
reis;
de
2
*/,
kilos,
33200
reis;
de
6
ki-
los,
63400
reis,
e
de
12
kilos,
123000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e 13400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
ehocnlatiida;
ella
res-
titue 0
appettite,
digestão,
sotnno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0 chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em
caixas de
folha
de1
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
13400
;
de
120
chavenas,
33200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BAHRY
»U HAUHYA
C.
a
—
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regem
Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguislas, mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
ic
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do Loreto,
28;
Bar
rai
à
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto ;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
Rareello»,
Ramos,
phartn.
;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins, pharm.
;
Pen»-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do Lima,
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
;
Po
vo» do Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.;
Vianna
do
Castello,
Aflonse
e
Barros, droguistas;
Filia do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ANNUNCIOS
CARNEIRO
&
CARDOSO
iiun dou Capellistas 10-10 B.
CASA
DAS FLORES
Receberam
um
saldo
de
fazendas
de
lã
próprias
para
a
estação
que
vendem
por
120,
160
e 200
rs. e
mais
preços
Linhos
proptios
para
vestido
de
senhora
lizos
e
com
xadrez,
novidade.
Manias bran
cas
bordadas
e
de renda-crerne, alta no
vidade.
Cabeções
e
punhos
bordados
pa
ra
senhora
de
200
reis
e
mais preços.
Guardasoes
para senhora
a 1-5000
reis
e
mais
preços.
Cortinados
Bordados
para
ja-
nella
a
2$000
reis
o par
—
beto
como
sa
bonetes
de
todas as
qualidades e
perfuma
rias.
Chá
superior
a
15200
reis
(459
gr.)
Stearina
peso
completo
a
210
rs.
o ma
ço.
(4089)
HÉisr
Vende-se
uma
morada
de
casas
J
Ires
andares,
com n.°
20,
sita
no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo
;
pa
ra
contratar-sp
com
o snr. Manuel
da sil
va
e
Sousa,
rua
do
Somo n.°
55.
(4090)
DIXL 4R IÇÃO
Theresa
Adelioa
Marques,
e
sua
irmã
Joanna
Adelaide
Marques,
d
’
esta
cidade,
declaram
para
lodos
os
efleitos
legaes, que
por
escriptura
publica
de
7
do
corrente
mez
lavrada
nas
notas
do
Tabellião
An
tonio Carlos de
Araújo
Motta,
d
’
esta
ci
dade,
dissolveram
a
sociedade que
tinham
com
o
snr.
Manuel
da
Costa
Menezes,
no
Hotel
Dous
Amigos,
(içando
a
cargo
das
aonuncianles
o
pagamento
das
dividas
pas
sivas
que
constam
da
dita
escriptura,
e
a
recepção
de
todas
as
activas
que
n
’aquella
data
se
deviam
á dita
sociedade,
e
porisso
desde
aquella
data
em
diante
continúa
o
d
’
to
Hotel
sómente
debaixo
da
gerencia
das
annunciantes.
Btaga
9
de
junho
de
1876.
(4091)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Eahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayers
Acceilando
também
passageiros
de
3.3
classe
para
SANTOS
e
RIO GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
A
freguezia de
Lordello
na
cidade
do
Porlo
precisa
d
’
um
ecclesiastico
para
cura
da
mesma
freguezia
;
tem
casa
e
ordenado
de
300-5000
rs. annuaes. A
quem quizer,
e
para
mais
explicações em
casa
dos
an-
nuncianies
Jeronymo
José Pereira Pinhei
ro
&
F.o!
(4086)
NOVO
HORÁRIO
TAGUS.
.
.
GUADIANA
.
DOURO.
.
.
13
de
Junho
28
de
Junho
14
de
Julho
MONDEGO
ELBE
.
.
MINHO. .
.
28
de
Julho
.
13
de
Agosto
.
28
de
Agosto
PREÇOS
COMMODOS
A
ANTIGA
SOCIEDADE
VIAÇÃO
BRA
GA RENSE
Leva ao
conhecimento
do
publico
que
desde
o
dia
9
do
corrente
em
diante
os
car
ros
que
d
’
esta
cidade
saem para os
Arcos
ás
6
horas da manhã
e
1
da
tarde
ficam
saindo
d
’
esta
cidade
ás
5
horas da
ma
nhã e
ires
da
tarde,
chegando
aos
Arcos
ás
10 horas
da
manhã
e 8 da
tarde; re
gressando
dos
Arcos
ás
5
horas
da
ma
nhã
e
2
da
tarde
chega
a
Braga
ás
11
horas
da
manha
e
8
da
tarde,
continuan
do
a
sair o
carro
em
dbecção
a
Monsão,
depois da
chegada
do
comboio da manhã.
Braga
7
de
junho de
1876.
(4087)
José
Luiz
Ferreira.
Substituição
de recrutas
Ha
homens
para
assentar praça
com
documentos
legaes,
afiançados
conforme
as
ordens
do
Ministério
do
Reino.
Preços
commodos
para
o
districto
de
Braga.
No
Largo
de
S.
Paulo
n.°
8. (4092)’
Na
Filial
da Caixa
Economica
Penho
rista
d
’
esta
cidade,
existe
um
objecto
rou
bado,
d
’ouro,
no
valor
de
155000
reis.
A pessoa
a
quem
elle pertença,
daodo os
signaes
certos
e
pagando
o
importe
des
tes
annuncios
se
lhe
entregará.
Braga
6
de
junho
de
1876.
O
Gerente,
Anlonio
Geremano Ferreirinha.
VA.NÍ»
MERCAXTIJL DE
RK1CIA
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada.
Tendo-se
desencaminhado
os
recibos n
os
29
e 40
da
ex-agencia
d
’
este
Banco
no
Porto,
representando
o
primeiro
50
ac
ções
d
’
este
Banco
em
nome
do
exm.
0
snr.
Joaquim
de
Sá
Couto,
e
o segundo
100
acções
ao
portador,
são por este
meio
convidadas
todas
as
que
possam
ler
direito
ás
mesmas,
a
justifical-o até
ao
dia
20
do
corrente
na
sede
do
Banco
em
Braga ou na
Caixa Filial
do
Porto.
Findo
o
praso
acima
serão
entregues
ás
pessoas
em
nome
das
quaes
se tinham
pas
sado
os
mencionados
recibos.
Braga
e Banco
Mercantil
2
de
junho
de
1876.
Pelo
Banco
Mercantil de
Braga
Os
Directores,
José
Anlonio
fíebello
da Silva
José
Joaquim
Lopes Cardoso.
Cada
paquete d’esta companhia
leva
a
bordo
criados
e eosinheiros
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiros
teem grátis cama, roupa de cama, co
mida feita
por
eosinlieiros portuguezes, vinlio duas vezes por dia,
assistência
mediea, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de mais
que
um
quarto
de
século
tem
feito com
que
os
pa
quetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela-
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
E
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de passageiros e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e cem
passageiros
d
’entre
elles
feitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para a conducção
das
suas
malas do
correio,e
por este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
8
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como também S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos Inglezes.
23;
o
agente
GUILHERME
C. TAIT;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
VENDA
DE
CASAS
VENDA DE
PRÉDIO
Vende-se o prédio
n.°
12
no
Largo
dos
Penedos.
&O»
Para
tratar
dirigir-se
a
Antonio
Rodrigues.
(4078)
a
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sila
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se na
rua
dos
chãos
n.
’
13
(3086)
ISHBi
BI C&S& ■
Veade-se
o prédio n.°
119, sito
na
rua
da
Ponte.
Tem
casa
com
bastantes
commodos,
um
grande quintal,
com
arvores
de frucia
e vinho,
poço de
servidão
e
um tanque
com
agoa
corrente.
Quem
a
pretender
pode
dirigir-se
aos
herdeiros do fallecido
Bento
José
Gomes,
moradores
na
mesma
casa.
(227)
(4077)
Costados
das
Famílias
1 Ilustres
de
Portugal,
Algarves, Ilhas e
Índias,
obra que a
El-rei Fi
delíssimo
Senhor
D. Miguel Pri
meiro offerece o seu
auctor Jo
sé Barbosa
Canaes Figueiie-
do
Castello Branco.
2
volumes.
3$
J00
A
’
venda
na
livraria
de
Eugênio
Char-
dron,
Braga.
(4066)
Quem tiver uma
casa
que
queira
em-
prazar,
dirija
carta
a
esta
redação
ou
ad
ministração
com
as
iniciaes
M.
T.
J.
A.
(4069)
1»
—
Ti-.-»i^
-'g4-fii-inr»<rr'-nrTT
—
-------------------- -
x------ -
■.-"-w»
JÁ
ESTA’
PROMPTO
0
BREVIÂRUM
ROMANUM
Wovft edição
da
imprensa Níaeiontd
Estará
brevemente
á venda
na
livraria de
E.
Chardron,
cor
respondente
da
IMPRENSA
NA
CIONAL.
Desde já
se
recebem
assi-
gnaturas.
(4067)
RUA
DO
FORNO
EM
BRAGA
Bernardino
Fernandes,
alfaiate,
mora
dor
que
foi
no
Paço
Archiepiscopal
d’es-
ta
cidade
e
hoje
na
rua
do
Forno
n.°
14,
faz
scieuie
a
todas
as
pessoas
de
suas
re
lações que,
se
encarrega de
fazer
toda
a
obra,
tanto
de
ecclesiastico
como de
secu
lar
por
preços
rasoaveis,
e
com
perfeição
e
brevidade.
(4062)
BRAGA
: TYP0GRAPHIA
LUSITANA
—
1876»
Parte de Comércio do Minho (O)
