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-
4.° ANNO 1876
FOLHA
COMERCIAL
RELIGIOSA
E HOT1CIOSA
NUMERO
565
Assigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editob
e
proprietário
ÍOii
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida toda
a
correspondência franca de
porte.=
As
assi-
gaaturas são
pagas adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
PUKMíaA-S
83
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1JJ609
rs.
—
Semestre
850
rs.=Proi;i?i-
cias,
anno
2§000
rs
e
sendo
duas 3&600 rs.—
Semestrs í
&05u
rs.=Brazil,
anno
3$600
rs.
“
Semestre l^>900
rs.
moeda
forte,
ou
8S.000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
“
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
fl
/a
d
’
abatimento.
BSAíiA-QIMTA-FEIIU »
ȣ
KOVEABH»
Aos
eatStolicoa
portugueses. .
«...
a
união
e
a
concordia
tornam
valorosos
os
povos
e
lhes
insuflam
no
coração
a
força
e
a
coragem
de
que
leem
necessidade,
não
somente
para
resistir
a
todos
os
in
justos
ataques
do inimigo
commum,
mas para
repelil-o
e
vencel-o...»
Verdade
axiornatica
é
esta,
sentença
infallivel
como
não póde
deixar
de
ser,
visto
como
é
saida
dos
lábios venerandos
de
Sua
Santidade
o
Papa
Pio IX,
em
um
discurso
aos
peregrinos
da diocese
de
Nanles.
E
com
effeito
milhares
de
cathoiicos
estão
comprehendendo-o
assim.
Dos
confins
da
America, de quasi todas
as
nações da
Europa,
de todo
o
mundo
emlim,
arrostando
difficuldades
e
perigos,
expondo-se
ás vaias
e assuadas
que
o
antagonismo
revolucionario-maçonico
le
vanta
aqui
e alli
de
um
longo
trajecto,
vemos'
que
com
louvável
perseverança
e
heroica
coragem
se
congregam
em
nume
rosas
romagens
os
povos cathoiicos
dignos
deste nome,
e
demandando
o
caminho
de
Roma
ir
alli
junto
do
tumulo
dos
Apos
tos
deprecar
a
clemencia
divina
e
sollici-
tar
a
bênção
do
Vigário
de
Jesus
Christo.
Estas
manifestações
que
sugere
a
ver
dadeira
piedade,
são
a
eloquente
e exu
berante
prova
da
renuncia
absoluta
que
esses
povos
tem
attingido
da
mais
leve
transacção
com
Belial; são
a
affirmação
perenne
e positiva
d
’
nma
reacção
justa
á
iniquidade
e
ao
erro
revolucionário
dos
tempos.
Magnifico
e
grande
exemplo
e
incita
mento
nos estão
dando
esses
povos
ver
dadeiramente
dignos
do
nome
calholico !
E
que
decepção
não
é
a
nossa
ao
compararmos-nos
com
esses
povos, quando
estamos
longe de
seguir
exemplo
tão
di
gno
de
imitação!
Portugal,
a
nação
d'antes
calholica
por
excellencia,
cujos
filhos
em
tempos
por
certo
mais
gloriosos,
não
hesitavam ante
a
grandiosidade
dos
perigos,
atirou
tando
as
voragens
do
oceano,
e
transpondo-o
para
levar
aos confins
do mundo
a
civi-
lisação
verdadeira
do
Evangelho,—implan
tando
a
arvore
sacrosanta
da
Cruz
em
plagas
que desbravavam
com
o
al»iào
da
palavra
divina
e
seivavam
com
o
proprio
sangue;
peregrinando
aos
Logares Santos
e
demonstrando
por contínuos
actos
de
verdadeira
piedade
e
jus
que
esta
nação
linha
ao titulo
de
fidelíssima;
—
Portugal
emtim
dos
AÍIonsos,
de
João
II,
de
João
V,
de
D.
João
de
Castro, de
Nuno
Al
vares
Pereira,
dos Albuquerques
e
de
tan
tos
varões
ínclitos
cujo
nucleu não
ca
recia
de
ser tão
numeroso
para
conside
rar-se
a
nação
a
que pertenciam,
como
primeira
verdadeiramente calholica—dor
me hoje
impassível
e
indolente
ante
a
heresia
e
o
erro
que
lhe
corroe
a
exis
tência,
e
com
quanto
muitos
de
seus fi
lhos
se
inculquem
cathoiicos.
e
obedien
tes
á
Egreja,
não
vemos demonstrações
em
ordem
a
convencer
de
que
o
sejam
com
aquelle
louvável
fervor,
cujo
exemplo
nos vem hoje
de
fóra,
e
nos
legou essa
grey
que
fez
d’este
limitado
torrão
um
paiz
grande
e
de
heroes.
Muitos
ha
’
hi,
cuja
boa
fé
não
pre
tendemos
discutir,
que
se
dizem
catholi-
cos.
Emaranham-se
com
mais ou
menos
calôr
e
proficiência
em
discussões
theolo-
gicas
e
de
princípios
aílectando uma
lu-
cta
séria
contra
a
heresia
e
a
revolução.
Não
vemos
nisto
a
inteira
eflicacia.
A
esterelidade
que
a
maior
parte
das
vezes
essa
lucta
respira,
mortifica
o
verdadeiro
animo
calholico.
Superfície
tudo.
Colorido
cujo
fundo
não
participa
das apparencias
externas.
Temos
associações catholicas,
—dizem-
nos,
—
e
que
vemos?
—
Nem
um
simulacro
do
que
estas
instituições
estão
sendo
lá
fóra.
O
que
lem
o
cathobcismo
a
esperar
de
associações
que
ataviando-se
com
o
nome
de catholicas
leem
por
membros
mais notáveis
personagens
que
defendendo
no
seio
seio
d
’
essas
-associações
todos
os
princípios
do
catholicismo,
cá fóra
são
ministros
de
estado
de
um
governo
re
volucionário
e
nessa
qualidade
sanccionam
a expoliação
dos
bens
da
Egreja
e
tran
sigem
com
todos
os
princípios
contrários
ao
catholicismo
?
Hão
de
nos
relevar
que
suspeitemos
de
má
fé
estes
cathoiicos.
Não
se
quadram
com a
boa
rasão
ano
malias
de
tal
ordem
que
só
explicam
um
catholicismo todo
commodista.
E
não
menores
anomalias
se
estendem
mesmo
áquefias
cuja qualidade
e
posição
na gerarchia ecclesiastica
está
bem
longe
de
os
fazer
corresponder
á
abnegação
e
merecimentos
de
um
bispo de
Olioda,
de
Marianna,
de
Moguncia e outros
que
estão
dando
ao
mundo
exemplo
do
que
sejam
os
verdadeiros
apostolos
do
catholicismo.
sto não
póde
ser
assim. Sem
a
emenda
e abnegação
derivada
de
onde
a virtude
devera
ler
seu foco,
o
catholicismo
é
aqui
um
termo
vão,
invocado
para
evi
denciar
no
uso
a
negação
de seus
prin
cípios.
O
genio da
imitação
caracterisa-nos.
Aqui
macaqueia-se
tudo
que
lá
fóra se
faz
e
inventa
que
concorra
para
o
avil
tamento
do
homem,
para a negação
da
moral,
para
o
rebaixamento
e
degradação
dos
costumes.
Assim
é
que
a
obra franceza
de
89
achou
aqui
seguidores enlhusiastas,
a
frann-
maçonana prosélitos
e
macaqueadores
acérrimos,
o
desenfreamento
das
paixões
um mare magnum
para vogar
em
verti
ginoso
curso,
a
abjecção
a
immoralidade
e
toda
a
ordem
de vicio
um
coito
fa
moso
e
acommodado.
Onde
se exibe uma
força obscena
e
escandalosa
importada do
estrangeiro,
ahi
temos
um
concurso
numeroso
de
admira
dores
applaudindo,
e
as
coplas
obscenas
trauteiam-se
até
ao
acalentar
dos
filhos.
Nos
salões,
onde
o
chamado
High-life.
revolieia
entregue
aos
prazeres
d
’uma
soirèe,
respira-se
uma
athmosfera
empes
tada
que dimana
do
adultério,
da
cor
rupção
libidinosa,
e
de
toda
a
ordem de
desenvoltura
que
alli
se
fomenta
com
uns
afrancezados
piegas
e
nogentos
dignos
de
lastima.
O
sensualismo exotico
veio
tomar
o
passo
aos
costumes
dastos
e
morigerados
dos
filhos
d
’
esta terra;
emfim
a
implan
tação
de
quanto
mau
nos
póde
ser
impor
tado
acha
aqui
solo
fértil
e
de
boa
seiva.
Não
acontece,
porém,
o
mesmo
com
os
bons
exemplos
que
se
expandem
e
revelam
em
toda
a
parte, onde
os
povos
são
animados
do
verdadeiro
espirito
ca-
A
esses
exemplos viramos na
maioria
as
costas, e
aquelles
cujos
sentimentos
temos
propensos
á
veneração
e
admiração
por tanta
coragem
e
fortaleza
de
animo,
limitamos-nos
á
manifestação
concentrada
d
’
esses
sentimentos,
sem
nos
furtarmos
ao
marasmo
e
atonia
vergonhosa
que
tan
to
nos
desconceitua
aos
olhos dos
outros
povos
cathoiicos
e
mesmo
aos
d
’
Aquelle
que
cheio
de santo enthusiasmo
e
de bra
ços
abertos
nos
abençoaria
e
receberia
como
pae
carinhoso.
Estamos
ainda
a
tempo,
cathoiicos
por-
tugnezes,
de
reparar tanta
falta,
de mos
trar
aos
cathoiicos
de
Hespanha
e
de
todo
o mundo que
não
são
elles
só
os
filhos
obedientes
e
zelosos
da Egreja de
Jesus
Christo;
que não
são elles
só os
que
em
santa
romagem
correm
para
junto
do
do
tumulo
dos
Aoostohos a
render-lhes
homenagens
de
verdadeiros
crentes.
A
Roma,
pois.
Que a
chronica
falie
lambem
dos
peregrinos
portuguezes.
Ainda
é
tempo
de
deliberar,
e
deixan
do
por
um
pouco os commodos d’uma
vida confortável
e caseira,
emprehendamos
uma
quanto
possível
imponente
romaria
á
sede
do
catholicismo
a
participar
da
bên
ção
sagrada
de
nosso
Santíssimo
Padre o
Papa
Pio
IX,
precedida
dos
salutares
e
confortáveis
conselhos que
a
palavra
di
vina
por
seu verbo
infallivel
costuma
dar
aos
que
se
acercam
de
egide
tão
pode
rosa.
Seguindo
outros
exemplos
de
piedade,
ponhamos
em
pratica
esta
obra
agradaveí
a
Deus
e
ao
mundo
calholico.
Cotegemos-
nos
cada
um em
relação
a
nossos
have
res,
e
congregados
nos
será
mais
suave
no
sentido financeiro
esse
grande
passo
que
a
nossa
dignidade
e
o
titulo
religioso
que
professamos
está
altamente
reclamando.
Notemos
as
palavras
que
precedem
como
epígrafe
este
humilde
escripto;
são
ellas
proferidas
pelo chefe
visivel
da
Egreja
.Calholica; notemos
o
que
elle
nunca
dei
xa
de
recommendar
aos
íilhos
fieis;
—
a
oração
devota,
as
romarias,
e
toda
a
obra
de
caridade;
—
é
este
o preço
porque
se
obterá
a
aplacação
da
cólera
divina
e
os
efleitos
misericordiosos
de
um
Deus
de
inteira
justiça.
Confundamos
assim
lambem os
nossos
FOLHETIM
illi.SI.
8JE
MACEDO.
0S
S0K
«MS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
V
O
insulto.
[Continuação]
Entretanto
lambem Celina
se
retirara
da
Egreja
de
S. Francisco
de Paula
em
companhia
de
seu
avô, e
sua
tia.
A
car
ruagem,
em
que
vinha
a
velha
e
as
duas
senhoras
parou no
alpendre
do
Ceo-côr-
de-rosa,
e
quando
os tres apabavam
de
apear-se,
foram atlrahidos
pelos
gritos,
que
de
todas
as
parles
soavam.
Cândido
e
Irias
viam-se
cercados
por
uma
chusma
de garotos,
que
tomavam
a
velha para
alvo
de suas
zombarias.
Como
os
cães
que,
em
nossa
terra,
in
vestem
de
preferencia
contra
os negros,
porque
sentem
o desprezo, que se
vota
a
essa
classe
desgraçada
;
a
escoria
da
so
ciedade,
imitando
os
grandes
d’
ella,
es
carnecia
da
pobreza
d
’
aquella mulher.
Jacob
e Helena
riam-se
d
’
aquella
sce-
na
de
escandalo,
como
se
ella fôra uma
scena
de prazer
publico,
e
ambos
elles
ex
citavam,
em voz
baixa,
os
garotos que
passavam
perto
de
suas
janellas
a
conti
nuar
em
seus
insultos,
e
redobrar
os
gri
tos
que
soltavam.
—
Bruxa!...
fóra a
bruxal... bradavam
uns.
—
Lá
vae a
velha bruxa
!... clamavam
outros.
Alguns
já
tinham
ousado
chegar-se a
suas
victimas.
e
a
mantilha
da
velha
es
tava feita
pedaços.
Irias
agarrava
com
suas duas
mãos
amagrecidas
e
nervosas
o
braço
do
man
cebo,
que
tremendo
de
raiva
e
de
ver
gonha
esquecia-se
do
que
era,
e
queria
lançar-se
contra a
canalha; e
ao
mesmo
tempo
que
a
velha,
que
o
sustinha
á
for
ça,
apenas
demonstrava
o
seu
furor
em
um
sorrir
de desprezo, que
deixava
vêr
duas
ordens de
dentes
iguaes,
alvos
e
brilhantes,
e
nas
vistas
de
seus
olhos
ver
des, que
simulavam o olhar
do
gato
obser
vado em
noite
escura.
—
Minha
tia
I
exclamou
Celina,
aquel
la
é a velha
Irias,
e
o
moço,
que a
acom
panha,
o mesmo
que
orou junto
do
tu
mulo
do
meus
paes.
—
Sim...
creio
que
sim,
respondeu-
he
Marianna.
—Pois
então
nós
não
podemos
consen
tir,
que
sejam
assim
maltractados.
—
Mas
que
faremos?...
—
Eu
vou
acompanhal-os...
a
casa
da
velha
Irias
é
tão perto...
—
Louca!.,,
exclamou
o
velho.
Os grilos
redobravam
:
as
duas victi-
mas
não
podiam dar
um
passo:
Irias
em
pregava
todas
as
suas
forças
para
suster
o
mancebo.
—
Eu
corro
a
soccorrel-os,
meu
avô;
disse
outra
vez
a
moça
com
interesse.
—Não;
não:
manda antes
o creado.
—
Elles
não respeitarão
a
um
bo
leeiro.
—
E
crês,
que
terão
respeito
a
uma
menina
?...
—Respeito
não;
mas
talvez,
que
tenham
piedade.
N
’
esse
momento
uma
pedra
veio
cahir
aos
pés de Irias.
Celina
escapou-se do
bra
ço
de
sua
tia,
correu
e
collocou-se
ao la
do
da
velha.
O
escarneo
cessou
como
por
encanto.
Pôde-se
mesmo notar,
que
aquella gen
te pervertida, sem moral
nem educação,
que
ainda
ba
pouco
gritára
furiosa,
pare
cia
como
que
arrependida
de
o
haver
fei
to
: se
podesse
lançaria
agora
flores
sobre
la
velha,
que
acabava
de
apedrejar.
I
Jacob
e
Helena
foram
os
únicos,
que
murmuraram
entre
si
d’
aquelle
proceder
da
moça.
Celina
acompanhou
Irias
e
Cândido
até
a porta
do
Purgatorio-trigueiro.
—
Minha
mãe,
disse
a
moça
beijando
a
mão
de
Irias,
eu
lhe
agradeço
as
ora
ções,
que
rezou
junto
do
tumulo de
meus
paes.
E
depois voltando-se
para
Cândido,
con
tinuou
:
—
Obrigada,
senhor.
Cândido pallido
como um
finado
esta
va em pé,
porque
se
agarrára
a
velha
rotula.
Celina
voltou-se
para
retirar-se
e
então
Irias
poz
suas
duas
mãos
sobre
a
linda
cabeça
da
moça
e
disse
:
—
Proteja
Deus
a
filha dos paes dos
pobres
Quando
Celina
desappareceu
no
alpen
dre
do
Ceo-côr-de-rosa,
Jacob
foi
á ja
nella,
onde
estava
Helena,
e
apontando
pa
ra
a
casa
da
moça
e
depois
para
o
Pur-
galorio-trigueiro,
disse
:
—
Helena,
alli
ha coisa,
que
é
preciso
descobrir.
iv
Visita
de gratidão.
No
seguinte
dia,
e
pela volta
das
qua
tro
ás cinco
horas
da tarde,
estavam
con
versando
na
sala
principal
do Céo-côr-de-
rosa
Marianna
e
seu
velho
pae.
inimigos,
mostrando-lhes
nossa
coragem
Aniquilemos
seus
exforços,
e
como
bem
diz
o
mesmo
Santíssimo
Padre,
estimula
remos
por
tal
arte
além
d
’iaso
as
ovelha
*
desgarradas
para
que
se
abriguem á di
vina
graça
e
cheguemos
assim
a encetar
o
caminho
que
nos
leva
ao
templo
das
Misericórdias.
.1. MACHADO JÚNIOR.
Rjondreu,
fSA
«Be Seíesssbrw,
4 8 56,
f
A’
redacção
do
«Aposlulot.)
SUMMARIO
1. —
Muito
importante discurso
de
Lord
Beaccnsjield
[
Mr.
Disraeli,
o
Primeiro
Ministro),
sobre a
difíicil
Questão
do
Oriente guerra
da
Ser
via,
etc.
;
sobre
a
política
do
Go
verno
e
a
divergência
da
opinião
do
povo
aqui
; influencia perniciosa
das
sociedades
secretas,
etc.
—
II.
—
Im
portante
relação
da
solemne inau
guração
de
um
grande
convento
e
collegio
de
Benedictinos. na
Escossia.
(ContinuaçíoJ
O Conde
de
Beaconsfieid
f
Disraeli)
re
cebido
com
grandes
applausos
quando se
levantou
para
responder,
depois
de
agra
decimentos
bem
cabidos pela
recepção,
etc.,
disse
que
os
seus trabalhos
na
Gamara,
etc.
desde
1834,
e
os
seus
annos,
lhe
li
nham
naturalmente
diminuído
o vigor;
e
qne
tinha
resolvido
no
fim
da
Sessão do
Parlamento
deste
anno.
retirar-se
a
des-
cançar
dos
negocios
públicos;
pois
mal
podia
já
supportar
os
trabalhos e
as
ho
ras
tardeiras
das
sessões
da Gamara dos
Communs
(que
duram
muitas
vezes
até
ás
4
e
5
da
manhã).
«Que
finda
a
Sessão,
representara
isto
mesmo
respeitosamente
á
Rainha
para
que
fosse
servida
dispensal-o
do
logar,
que
não faltava
entre
os
seus
Collègas
quem
dignarmmte
o
podesse
occupar.
Que Sua
Magestadè
não
desejava
que
elle
deixasse
a
Presidência do Governo,
e
por
tanto
proposera que
elle
passasse
para
a
outra
Gamara
mais
descançada,
dando-lhe
para
isso
o
titulo
competente.
Ao
mesmo
tem
po
que
todos
os
seus
Collègas
lhe rogáram
não
deixasse
a
Presidência
do
Gabinete;
e
Avista
de
todas
estas
circunstancias,
tivera que
se
conformar
á mudança
para
a
Cantara
Alta
e
menos
trabalhosa.»
Acrecentou:—
«Que
nã>
teria dado
es
tas
explicações,
sendo sua
intenção
oc-
cupar-se sómente
dos
objectos
e
interes
ses da
Sociedade
agricola
cuja
era a
so-
lemnidade;
porem
qne,
30
entrar
na
sala,
pessôas
de
autoridade
(mais
de
uma),
lhe
tinham
representado,
que
n
’
uma
crise
co
mo
a
presente,
se
esperava
que
elle
ex
primisse
por
parle
do
Governo,
algumas
opiniões.
»
—
A
estas
palavras
applaudiu
muito
a
Assemblea
e
Lord
Beaconsfieid
disse
continuando:
—
«Senhores,
não
fallo
por
meu
próprio
desejo,
pois nem
o
lenho
de
exprimir
so-
bre
os
negocios públicos
a
minha opinião,
nem
tão
pouco
de
esquivar-me
a
dal-a
se
se
crê
que
o
devo
fazer.
Deixo-lhes o
decidir
sobre
issso».
—
Seguiram-se
grandes
applausos
de
aílirmação.
—
«Vim
aqui de
terminado
a
observar
as
regras
da Gasa,
de
se
tratar
só
dos interesses
agrícolas;
mas
não
quero
se pense
ao mesmo
tem
po,
que desejo
escapar
ou evadir-me
a
uma
expressão
do
meu
parecer
sobre
os
negocios
públicos, se
minha
opinião se
deseja
ouvir.
E
pela
minha
parte.
Senho
res,
fui
sempre
de
opinião, que
é
possí
vel fazer
um
discurso
político sem
que se
ja
discurso
partidário.
«Fizestes-me
a
honra
de
beber
á
saú
de
do
Governo;
pois
posso
dizer, que
jul
go
nunca
um Governo
desta
nação
têve
de
occupar-se
de
cousas
mais
difliceis
qne
as
de
que
se occupa
o Governo
actual.
O
Ministro
dos
Negocios
Estrangeiros
tem
a
obter
dois
objectos
da
maior
importân
cia:
tem
de
assegurar
interesses
Britânicos
permanentes
da
ordem
a
mais
elevada,
e
assegurar ao mesmo
tempo
a
manutenção
da paz
na
Europa.
«Em
circunstancias
ordinárias,
um
Mi
nistro
assim
collocado,
qualquer
que
fos
se
a
difliculdade
da tarefa,
linha
a
con
solação
de
saber
qne
o
paiz
o
apoiava.
Seria
affectação
da
minha
parte
se
disses
se
que
o
Ministério
actual
eslá
em
caso
tal
neste
momento.
«Ha,
sem
duvida alguma
um
vasto
par
tido,
larga
porção
dos vassallos de Sua
Magestade,
cujos sentimentos
sam
absor
vidos
e
atlrahidos
por
outros
objectos
que
não
a
conservação
da
paz,
ou
os
interes
ses
permanentes
da
nação.
Sam cousas
que
requerem
e
estam
recebendo
a
mais
constante
e
séria
altenção
do
Governo. Mas,
intelizmente,
uma
grande
porção
do
povo
desta
nação,
movida
por
sentimentos
qoe
tem
pnxa-to
sua
«tteução
pa«a cousas
es
tranhas,
viéram
a
conclusões
laes,
que,
na
opinião do Governo,
se
fossem
levadas
a
effeito,
prejudicariam
a
um
tempo
os
interesses importantes e
permanentes
da
Inglaterra,
e
seriam fataes
as
probabilida
des de manter-se a paz
da
Europa
»
Faz
depois
a observação
«De
que
o
povo
Inglez
é
o
povo
o mais
enlhusias-
tico
do
mundo.
Que
se
lhe
mctle
em ca
beça
uma
idóia,
a
qual
muitas
vezes
po
de
não
ser
a
mais
verdadeira
ou
justa;
pode
ser
fundada
sobre
dados
ou
infor
mações
erróneas;
mas
tem sempre
por
alvo
objectos admiráveis
e
generosos.
Que
este
sentimento
eleva,
enobrece
um paiz.
Ter
com
tudo o
perigo,
de que,
em
taes
momentos
homens
políticos
artificiosos
se
aproveitam
de
sentimentos
tão sublimes,
e
podem
servtr-se
delles
applicando-os
a
sinistros
fins.»
Ha
muita
verdade
e
correcta
observa
ção
no
que
assim
nos
diz
Milord Beacons
fieid;
sómente,
que
vê
estas
cousas
com
olhos
e
sentimentos
que
não
sam
inglezes,
tem
menos
incenso
e
mais
verdade em
não
attribuir
a
causa
desses
sentimentos
á tal
philantrópica
sublimidade na massa
e
geral
desta
nação,
mas
a
seu
excessi
vo
orgulho.
Sou
mais
velho
alguns
annos,
infeliz-
mente,
que
Lord
Beaconsfieid;
e
comecei
a
observar
o
caracter
deste
povo
cinco
an
nos
antes
da
epoca
por
elle mencionada,
em
que primeiro
appareceu
no
Parlamen
to,
ainda
muito
joven. O
resultado
de
minhas
observações
conduz-me
a
attribuir
muito
muito
á enorme vaidade
nacional
do
senhor
John
Buli,
que
a essa
«gene
rosidade»
e
sublimidade»
de
sentimen
tos.
A
prova
disto
está
em que,
na
gente
polida,
educada
e
circunspecta,
não
se
dei
xa
ver
essa
pharisaica
satisfação, que
diz
(torcendo
um
pouco
as
palávras
do Evan
gelho): «Senhor, eu
vos
dou graças
por
ser em
tudo
e
por
tudo
superior
a outros
povos,
melhor
do
que
elles,
e
destinado
a
dar-lhes
lições.»
Mas
os
milhões,
o
John
Buli,
é
que
sem
ceremonia,
e por
uma
perfeita
convicção
disso,
vos
diz,
vos mos
tra
e
assoalha
essa
sua
convkção
de
vossa
baixeza
e
de sua
própria superioridade.
Não
ha
p<>rem
que
admirar-se
a
gente
disso;
pois
é consequência natural
e
ne
cessária do
Protestantismo,
Anglicano so
bre
tudo,
que
não
conheça
a
virtude
da
humildade,
senão
como cousa
baixa
e
des
prezível,
só
digna
de
ser
praticada
por
frades
e
fanáticos
Papistas.
—
Desculpe-se-
me a
diggressão.
Passa
depois
Lord
Beaconsfieid
ao
as
sumpto
do
Memorandum
de
Berlim,
a
que
a Inglaterra
não.
quiz
adherir;
mas,
sem
entrar
nos
motivos
porque
não quiz,
aflir-
ma,
que
Lord
Derby
não
tardou
um
mo
mento
a
propor
os
princípios
por
onde
julgava
se
podia
assegurar
a tranquillidade
do
Oriente.
Não especifica
quaes
eram
es
ses
princípios,
e
só
diz,
que
eram
as
ba
ses
«em
que deviam
assentar
as
relações
da
Porta
com
seus
vassallos
Ghristãos.»
Que
houve
coinmunicações
o
mais
activas
logo
com as
outras
cinco
Potências.
Gomo
então
a
Imprensa
aqui, prom-
pta
sempre
a
desconfiar
da
Rússia
e
lhe
attribuir
planos hostis á Inglaterra, insi
nuava,
e
dizia mesmo,
que
a Inglaterra
e
a
Rússia
estavam
diplomaticamente
es
grimindo
com
a-crimonia
sobre
o
caso;
Lord
Beaconsfieid
diz a isto:—
«Nunca
houve
invenção
mais
monstruosa,
que
a
pêla
que
nesse
tempo
se
espalhou
e
se
iêz
geralmente
circular,
de
que
estava-
mos
numa
especie
de
guerra
com a Rús
sia;
que
nos
oppunhamos
a
tu
lo
o
que
ella
propunha,
e
que
tudo
quanto
nós
pro
púnhamos
ella
evadia.
«Desde
o
momento
em que
nos
escu
sámos,
e
dêmos
as
nossas
razões
da
es
cusa
de
entrar
no
Memorandum de
Ber
lim,
todas
as cinco
Potências
fizéram
cor
dialmente
por
cooperar
com
nosco
para
se
obter
uma
terminação
satisfactoria
do
negocio.
Mas
nenhuma das
Potências
tra
tou
com-noscn
mais
cordialmente
do
que
a
Rússia.»
A. R.
SARAIVA.
{Continua)
GAOTIUA
Anniversario
nntalieio. —
Perfaz
ámanhã
I8 annos
a Senenissima
Senhora
D.
Aldegundes
de
Bragança,
esposa
de
S.
A.
o
conde
de
Bardi.
E,
pois,
este
um dia
de
gala
nos
ar-
raiaes
legitimistas.
A
’e
svwcS«»s-í4ii»«5es enmpetentQii.
—
Pouco
depois
das
trindades
d
’ante-hon-
tem,
andando
dois
indivíduos
a
passeiar
pela
estrada
que
corre
juncto
da egreja
de
S. Pedro
de Maximinos
foram
surprehen-
didos
pela
forte
detonação
d
’um
tiro
dis
parado do
adro, ou
da
avenida
próxima a
este.
O
projectil
veio
cravar-se
aos
pés
d
um
dos
passeianles,
o
qual,
como
se
vê,
não
tinha
ainda
os
seus
dias
contados.
Sabemos
que
para
aquelle
bairro
ha
todas
as noites
um
firoteiro
infernal,
que
põe
em
constante
sobresalto
os
moradores
visinhos.
Pedimos
as necessárias
providencias.
O facto
acima
referido
garanlimol-o
pela
nossa
honra.
Cenferenoia
arcfheologíea. — Se
gundo
nos
consta,
entre
os
amadores
d
’an-
tiguidades
que
tem
d
’
assistir
á
conferencia
archeologica
na
Cilania,
contam-se
os snrs.
Joaquim
Possidonio
Narciso
da
Silva,
pre
sidente
da
real associação dos
architeclos
e archeologos
portuguezes, Luciano
Cor
deiro,
da
sociedade
geográfica
de
Lisboa,
e
inarqtiez
da
Sousa
Holstein,
da
academia
das
beilas
artes
da
mesma
capital
Ao
nreebiHpo
eatJcBjutoa
*
.
—•
Teem,
por
costume,
rreste mez e
em
ca
da
anno,
as
irmandades
e
confrarias d
’
al-
mas,
tanto
nas
povoações
urbanas
como
ruraes,
fazerem anniversarios
para
suffragar
as
almas
dos
finados
irmãos,
vestindo a
egre
ja
de
crepe,
tendo
esta
no
centro
um
catafal-
co
rematado
por
uma
figura
de palha,
com
mãos
e
rosto
humanos,
e
com
enorme
foice
em
punho,
o
que
só
serve
para
mo
fa
e
riso.
Ora a
s.
ex.
a
revm.
a,
como
verdadeiro
pastor
d
’
almas,
e
a
quem
com
pete
velar
para
que.
lodos
os
actos
reli
giosos
sejam
feitos
com
aqueila
decencia,
magnitude
e
pureza,
próprias,
recorremos
e
pedimos,
para
que
dê
as providencias
necessárias,
e
que
o
caso
pede.
Fallectmento.
—
Em
a
noite
dg
se
gunda-feira
entregou
a
alma
ao
Creador a
snr.a D.
Maria
Luisa
de Lima, esposa
do
snr.
Manuel
José
da
Silva
Gatidarella,
e
thia
do
empregado na
tipografia d’
este
jor
nal
o
snr.
Manuel
Joaquim
de
Lima.
CS
Anjo
ds»
C««sartSa.
—
E
’
este
O
ti
tulo
do
formosíssimo romance
que
a
Bi-
bliotheca
do Cura
d'Aldia,
cujo
escriptorio
é
na
rua
do
Almada
n.°
266,
no
Porto,
traz
em publicação.
Temos
presente
as
cadernetas
3.a
e
4.
a, que
conteem as
folhas ultimas do
primeiro
volume
e
as
primeiras tres
do
segundo.
O
auctor
do
romance
é
o
notabilíssi
mo
escriptor
hispanhol
Escrich,
e
o
tra-
ductor
o
snr.
J.
Cruzeiro
Seixas
que é
competentíssimo
em
trabalhos
d
’esta
or
dem.
Nunca
nos
cançamos
de recommendar,
as
producções
dEscrich,
que
constituem
uma
bibliotheca
deliciosa.
42«»
6
<S«
novembro. —-
Na
quarta-feira
de
tarde
saiu
da
egreja
da
No
angulo anterior
e
direito
da
sala,
e
a
poucos
passos
de
uma
janella.
acha
va-se sentado
em
excellenle
poltrona
o
an
cião,
que era
de
aspecto
simpático
e
res
peitável
;
deveria
ler
já
p
ssado dos
ses
senta
annos;
tinha
os
cabellos
totalmente
brancos,
a
fronte
alta, o
rosto
pallido,
ti
nas
e
delicadas
as
mãos,
e
era
um pou
co
magro:
estava
envolvido
em
um
rob
de-chambre
de
chita,
veslia calças
bran
cas,
e
calçava
chinellos de
marroquim
verde.
Defronte
do
velho,
tendo
a
cabeça des
cançada
graciosamente
sobre
a
face palmar
da
mão
que
se
estendia
no
peitoril
da
janella,
Marianna
estava
olhando
para el
le,
e
entretinham-se
ambos
em discutir uma
questão
que
parecia inleressal-os
muito.
Anacleto
com os
olhos
fitos em
sua
filha,
a
escutava
observando-a,
e
como
que
receiava dar
inteiro
credito
a
suas
palavras.
Posto
que
adorasse
a
Marianna
com
indisivel
extremo,
o
velho
que
a tinha
es
tudado
desde
a
infancia,
conhecia
perfei
tamente
o
caracter de
sua
filha,
e
mil
vezes
cem
um
'olhar
firme
e penetrante,
lia no
coração
d
’
ella
o
contrario
do
que
lhe
ouvia
dizer.
Marianna
linha
iodas
as
boas
e
más
qualidades
de
uma
senhora
da
alta
clas
se.
Nobre,
altiva,
e
mesmo
vaidosa,
sa
bia
quando era conveniente,
humilhar-se
horas
inteiras
diante
d
’aquelles
mesmos a
quem
detestava,
para
logo
depois erguer-
se
vehemente
e
orgulhosa
:
ella
mistura
va
a
audacia
com
a
pusilanimidade,
a
mais
inqualificável
imprudência
com
um
san
gue
frio,
que
chegava
a
espantar: sabia
rir-se
com
os
lábios
quando
lhe
chorava
o
coração: astuciosa,
arrancava
o
segredo
alhfi-o,
e
não
confiava
nunca
o
seu
; era
capaz
de
rir-se á
borda
de
um
abismo,
e
de
vir
chorar
n
’
uma
sala
de
baile;
e
fi
nalmente
amava
com
ardor
e
odiava
com
extremo.
O
semblante
de
Marianna
sempre
im
passível,
sempre
o
mesmo,
dava a
suas
palavras uma
força
immensa
de
verdade,
não
deixando
a
ninguém
lêr-lhe
no
corar
do
rosto,
no
movimento
dos
lábios,
ou
na
expressão
do olhar,
o
que
se
estava
pas
sando
dentro
d
’
ella
:
comtudo
Marianna
ti
nha
poucas
vezes
a
virtude
da
franqueza
:
podia
enganar, sabia
que
o
podia, e
en
ganava.
Mas
á
força
de
viver
com ella
e
de
estudal-a,
Anacleto
era
o
homem
único
de
quem
não
triunfava
o
sangue
frio
e
im
passibilidade
de
Marianna;
o
olhar
do ve
lho
penetrava
direito
no
coração
da
viu
va
;
e
diante
de
seu
pae ella
tremia
e
córava
muitas
vezes.
Conversavam
ambos.
—
Comtudo, dizia
o
ancião,
eu
creio
que
ainda
não
é
tempo
de
discutirmos
sobre
isto.
—
Mas...
não
faz
nenhum
mal
que
des
de
já
nos
preparemos
para
quando
chegar
a hora.
—
Sabes,
Marianna
?
tornou sorrindo-se
Anacleto
; vae-me
parecendo
que
estás
mais
adiantada
n
’
este
negocio,
do
que
pre
tendes
fazer-me
crer.
—
Não, meu pae
;
Salustiano
ainda
na
da
me
disse
;
eu
porém
tenho meus
olhos
de
mulher,
e
a
experiencia
de
trinta
an
nos
:
talvez que
o tenhamos
de
vêr
bem
cedo vir
fallar-nos.
—Pois
deixal-o
vir.
—
E
que
lhe
diremos?...
—
Dir-lhe-hei
que
volte
no
dia
se
guinte.
—
E
depois?...
que
faremos nós?...
—
Nós?... provavelmente
bem
pouca
coisa:
pela
minha
parle,
e
quando
elle
tiver
sahido,
chamarei
Celina,
expor
Ihe-
hei
a
questão
;
e
se
ella responder
que
não;
diremos a Salustiano no
dia
seguin
te
: —não.
—
—
Eu
tenho
bastante
confiança
na
pru
dência da
nossa Bella
Orfã
;
mas
não
sei
se
seria justo
deixar
sómente
ao
juiso de
uma
creança
a
solução
de
objecto
tão
grave.
—
Que
querias
pois, Marianna,
tornou-
lhe
com
seriedade
Anacleto,
que
sem
con
sultar
a
essa
interessante
Orfã,
dispuzes-
semos
de
sua
mão, de
seu
futuro,
de
sua
vida inteira?...
supponhamos
que
ella
não
ama
a
Salustiano
:
quererias
tu
que
a
sacrificássemos
á
paixão,
aos
caprichos
d
’
es
se homem?...
oh!
não,
minha
filha;
os
sacrifícios
d
’
este
genero
são
horríveis...
eu
os
comprehendo.
O
velho olhou
fixamente
para Marian
na,
qóe
sentiu
passar
por
seu
rosto
uma
onda
de
rubor:
disfarçou,
e depois
de
se
renar
disse
:
—Pois
bem
:
e
se
acaso
Celina
disser
que
sim?...
—
N’
esse
caso
ouvirá
minhas
refle
xões.
—
E
meu
pae
dirá...
—
Que
esse
homem
não
me
agrada;
que
seu único
mérito,
a só
recommendação
com
que
se
nos mostra,
é
ter
herdado
uma
riqueza
enorme
acumulada
por seu pae,
homem laborioso e
honrado;
dir-lhe-hei.
que
ha
no rosto d’esse
mancebo
alguma
coisa
que
transpira
baixeza
de
sentimen
tos
;
que ha
no
sorrir
constante
de
seus
lábios
um sarcasmo
eterno,
ou
incurável
toleima
que
o
torna
anlipathico
e
pesado
a
quem
o
pratica.
—
E
por
consequência?...
—
Por
consequência
eu
fallarei
horas
inteiras
para
convençer Celina
de
que
não
se
fará
ditosá
desposando
similhante
ho
mem
:
se
ella
porém
teimar...
paciência
;
deixal-a-hei
ir;
e
rogarei
a
Deus
por
ella.
(Continua)
Funccionava
o
bèco do
Rozendo;
pe
dia
a
palavra
o
cidadão...
Segundo
elle...
i
as
circumslancias
do
paiz
recordavam
as
i
da
França no
tempo
de
Luiz
XVI:
o
ora
dor
lembrava,
pois
a
conveniência
de
em-
I
pregar
em
Portugal
os
meios,
que
empre- ;
gou
a
revolução franceza;
com
a
morte
de
]
Luiz XVI
tinham
cessado
todas
as
cala-
i
midades,
que
atormentavam a
França:
aqui
aconteceria
o
mesmo, dando-se
um
\
acontecimento
idêntico
!
/
No
dia
25 do mesmo mez
e
anno
o
«Diário
do
Governo» publicava
o seguinte
boletim:
Sua mageslade,
el-rei o
Senhor
D.
Pe
dro,
tem
experimentado
um
incommodo
gástrico
febril e
suas
altezas,
os
senhores
infantes
D.
Fernando
e D. Augusto,
teem
soffrido
affecções
rheumaticas.
A
seis
de
novembro
fallecia
o
Snr.
D.
Fernando: a
onze
do
mesmo
mez,
ás
7
1|4
da
noite,
passava
a
melhor
vida
o
Snr.
D.
Pedro.
No
dia
14
de
novembro
desembarca
ram
em
Lisboa o Snr. D.
Luiz
e
seu
ir
mão
D.
João, vindos
de
Southampton a
bordo
d’
um paquete inglez.
A
14
de
dezembro
morria
o
principe
Alberto,
dTnglaterra,
por
haver
cedido
o
seu
logar ao
Snr.
D.
Luiz,
que
já
tinha
o
prato
preparado
!
A
27
de
dezembro
abria-se
mais
um
tumulo:
era
o
infante
D.
João,
que ia
descançar
dos
trabalhos
da
vida
I
A
medicina,
fértil
em
recursos,
inven
tava
um
novo
palavrão
—
febres
paludo
sas
.
A
opinião publica
dizia,
qne
os prín
cipes
havim
morrido
envenenados!
O
«Portuguez»
n.°
2558
de
12
de
no
vembro, noticiando
a
morte
do
Snr.
D
Pedro,
accrescentava:
Não deve
o
povo
dar
ouvidos
a
boa
tos...:
o
que
se
tem
espalhado
sobre
pro-
pinação
de veneno a el-rei,
o
Snr.
D.
Pe
dro
e
aos
snrs.
infantes
D.
Augusto
e
D.
Fernando... é
uma
coisa
sem
funda
mento.
0
«Porluguez»
fallava
assim; o
«Raio»,
jornal do
Porto,
e
o
«Asmodeu»
de Lis
boa
pensavam
muito
differentemente
e
lá
tinham as
suas
razões.
Em
uma
das
sessões da
camara dos
deputados
(1862) o
snr.
Lopes
Branco
dizia
a
proposilo
dos
boatos
denvenena-
mento
o
seguinte:
Refiro-me
á
publicação
dos
autos da
autopsia,
que
fizeram nos
cadaveres
dos
dois príncipes,
porque
além de
serem
pu
blicados
inconvenientemente...
muita
gen
te
achou
n
’
elles
argumentos para
susten
tar
a
suspeita
em
que se
estava ácerca
d
’
esse
crime
a
que
se attribuia a
morte
de
sua
mageslade e do
seu
augusto
irmão;
porque achava n’
elles
lesões
e
factos
ana
tómicos, que
não
podia
considerar,
como
consequência das
moléstias
indicadas pe
los
médicos
do
Paço;
mas
unicamente
por
ura
effeilo
da perpetração
desse
mesmo
critne.
Por
este
mesmo
tempo
da
morte
dos
illustres
príncipes
deu-se
um
outro
acon
tecimento
trágico
na
familia
Moniemolin
d
’
Hespanha: no conjuncto
d
’
esles
factos
viram muitos o
prologo
d
’um
drama
tene
broso
de
federação
ibérica.
Quem
deu
a
morte
ao
infeliz
capitão
Rebocho,
precipitando-o
no
Tejo
e
hon-
rando-lhe
a
memória
com
o
eyilheto
de
—bebedo—
quern perseguiu
Pinlo
Ferro
a
ponto
de
o
obrigar
a
mudar
de nome e
a
trocar
Lisboa
pela
costa
d'Afnca;
quem
condemnou
á
morte
Agostinho José Frei
re,
premiando
o
matador
com
o
grau
de
leito
secreto;
quem
pagou
vinte
libras
do
cofre
ao
irmão.-,
que perpetrou o
crime
da
Cruz
de
Soutulho,
poria
a
mais
pe
quena
duvida
em mandar
de presente ao
Supremo.-.
Archilecto.-.
os desditosos
prín
cipes
?
Não
será
um
aphorismo
maçonico—
enforcar
o
ultimo
rei
com
a
tripa
do’
ul
timo
sacerdote?
S»oríttga8
exposição <la E^Sai—
Indeipiaia.—0
«J
da
Noite»
transcre
ve
d
’
uma
carta da
Philadelphia
as
seguin-
. tes
palavras:
«A
Bélgica, a
Suissa,
a
Italia,
a íles-
■
panha,
a
Áustria
fizeram excellente
figu
ra.
Portugal era
collocado
a
par
da
Dina
marca,
da
Noruega
e
do
Chili,
a
repu
blica
hispano-americana
mais
adiantada.
Já
não
é
mau
logar
para
quem
teve
tão
pouco
tempo de se
preparar
conveniente
mente.
A
Allemanlia
é
que
occupou,
não
se
sabe porque,
um
logar muitíssimo
in
ferior
ao
que
se
esperava.
Dizia-se
que
Por
tugal,
guardadas
as
devidas
proporções,
fa-
ab
as
mais
escan-
a
nova
rua
alli
dever.
de
segonla-fei-
Misericórdia,
como
é
de
costume
todos
os
annos,
a
procissão
em
prece,
para
suflra-
gar
as
almas
de todos
os
nossos
irmãos
fullecidos.
la
acompanhada
por
grande
nu
mero
de
confrades
da
irmandade,
e
por
centenares
de
fieis. Antes
de
sair
orou
o
snr.
padre
Antonio
Ferreira
d
’Abreu.
—
Acha-se bastante
enfermo
o
snr.
con
de
de
Villa
Pouca.
Faço votos ao
ceo
pelo prompto
restabelecimento
de
s.
ex.
a
—
Foi
nomeado
cobrador
do
novo
im
posto
na
Praça
Nova,
o
snr.
João
Antonio
Viegas Alves.
—
Falíeceu
n’
um dos
dias
da
semana
passada,
e
quasi
que
repentinamente,
a
snr.
a
D
Maria
Justina Ribeiro,
irmã
do
snr.
Domingos
José
Ribeiro
Guimarães,
negociante
d’
esta praça.
—
Uniram-se
pelos
sagrados
laços
do
matrimonio,
no
dia
26 do
mez
passado,
na
egreja
de Nossa
Senhora
da
Oliveira
a
exm.a
snr.
a
D.
Adelia
Adelina Elvira
Leão
da
Croz,
com
o
snr.
Antonio José
Fernandes,
industrial
e
negociante
de
ou
ro.
•
—
Também
se
uniram
na
inesma
egre
ja
no
dia
29,
a
exm.
a snr.
a
I).
Felicida
de
das
Dores
Ferreira
com
o
stif.
Luiz
Jo
sé
de
Carvalho,
chegado ha
pouco
do
im
pério
do
Brasil.—
A.
Elistorii
*
«Ee
Portugal.
-v
— Recebe
mos
o
fascículo
n.°
1
do
1.®
volume
da
Historia
de
Portugal, qne
está
sendo pu
blicada
pela
«Empresa Litteraria
de Lis
boa».
Este
primeiro
volume
é
escripto
pe
lo
snr. Antonio
Ennes.
O
escriptorio
da
empresa é
na
Tra
vessa
de
Santa
Justa,
95,
Lisboa.
Turae».—
Terminou
na segunda-feira
a
perfuração
do túnel
de
S
Fins
de
Ta
mel,
no
caminho
de
ferro
do Minho.
Obito.
—
Falíeceu
ha
dias
o
rev.°
bade de
Creixomil,
D. Antonio
de
N.
Se
nhora
Delgado
e Cunha,
que
foi
frade
cruzio
no convento
de S.
Vicente
de
Fó
ra,
em
Lisboa.
A
eVigíEãa».
—
Recebemos
o n.°
6
d
’
este
belio
semanario portuense, dirigido
pelo
snr. Almeida
Chaves,
moço
illustia-
trado e
extremamente
simpalhsco.
A
«Vigilia»
é
um
ramalhete
de
flores
as
mais
delicadas
e
viçosas, cuidadas
por
talentos
formosíssimos.
Signaes
de icacendio.—
Ao
meio
dia
d’
hontem
deram
algumas
torres
signa!
(1
’
incendio
na
freguezia
de
S.
Pedro de
Maximinos.
O fogo
tinha
pegado
n
’
uma
meda de
Palha,
e
ja
havia
sido
exlincto
uma
boa
meia-hora
antes
de
serem
dados
os
signaes.
«'«vídesBcias.
—
Alguns moradores
no
campo
de
D.
Luiz
1
pedem-nos
para
que
lembremos
ás
auctoridades
a
neccessi-
dade
de
ser
convenientemente
policiado
aquelle
campo, onde
desde
o
fechar
da
tarde se
praticam
scenas
“
dalosas,
especiálmenle
em
aberta.
Esté
comprido
o
nosso
EJeagraiça.—
Na
tarde
ra
andando
dois
operários
a
fazer
uma
es
cavação
na
rua
das
Palhotas,
desabou
so
bre
elles
uma
grande
porção
de
terra, que
os
deixou
meio
sotterrados,
e
em
perigo
de
vida.
Foram
recolhidos
ao
hospital de
S.
Marcos,
onde
o
seu estado
continúa
a
ser
grave.
Ohegada.
—
Chegou
ha
dias
a esta
cidade,
d
’
onde
parte
para
Ponte
do
Lima,
o
snr.
D.
Santiago
Garcia de Men-
doza,
nosso cônsul
em
Marselha.
TeSesji-KmsMas
de
Ijisboa.
—
LIS
BOA
7.
—
O
«Diário»
publica
o
seguinte:
Aviso
declarando
que
no
dia
11
do
cor
rente
mez
se
celebrarão
exequias
por
al
ma
do
finado
rei,
o Senhor
D.
Pedro
V;
despacho
concedendo
licença
por
90
dias
ao
snr.
governador
civil
de Portalegre;
questionário
da
commissão
de
instrucção
secundaria,
feito
aos
conselhos
dos
lyceus
e directores
de
collegios; diversas
listas
de
bens; ordem
da
armada;
actas
das
sessões
da
commissão
de geographia.
Não foram
hoje
julgados
no
Supremo
Tribunal
de Justiça, os
recursos
vindos
da
Relação
do
Porto,
e
que
estavam
na
tabella.
Na
Bolsa
eífectuaram-se
hoje
as
seguin
tes
transaeções:
Acções
do
Banco
de
Por
tugal
5605000; obrigações
prediaes
de
as
sentamento
935000;
inscripções
de assen
tamento
49,00
e
49,41;
fundos
hespanhoes
41,65.
Dffipwmesitois
par» a
—
Das
interessantes
cartas
que
a
«Nação»
continúa
publicando
extractamõs
os
seguin
tes
trechos
para a
historia:
O jornal
o
«
Portuguez» n.®
2529
de
8
de
outubro
de
1861, narrando
o
qne
se
passara
n
’uma
sessão
exiraorditiaria
da
celeberrima
Associação Patriótica,
diz:
Congresso de
nreheologia e
atatropologin
§»re historiei
*
.
—
Lê-se
no
«Diário
de
Noticias»;
O
congresso
de
archeologia
e
antropo
logia pre-hislorica,
que
realisou
este
anno
a
sua
oitava
sessão
em
Budapesth,
ao
pensar
na
escolha
do
paiz
em que
deve
ve-
riíicar-se
a
sessão
immediata,
talvez
em
1878
ou
1879,
lembrou-se
de
Portugal,
isto
é,
Lisboa, para
essa
reunião; e
o
seu
presidente
iniciador,
que
mantém
re
Tações
litterarias
com o
nosso amigo o
distincto escriptor snr. Luciaoo Cordei
ro,
por
intervenção
do
qual Portugal
fi
gurou
no
ultimo
congresso
com
a
inte
ressante
memória
acerca
dos
dolmens exis
tentes
nas
immediações
de
Evora,
consul
tou
o snr.
Luciano
sobre
a
possibilidade
da
reunião
do
congresso
aqui,
e este
ca
valheiro
já
conferenciou
a
tal
respeito
com
o
snr.
ministro
dos
negocios
estrangeiros.
O
nosso
paiz
receberia
na
verdade
grande
honra
com
a
presença
d
’aquella
respeitá
vel
asssembléa
de
sábios,
a
qual
não
fi
caria
deslocada
n’
um
paiz
onde
existem
explorados
e
por
explorar
tão
valiosos
ele
mentos
do
importante
ramo
de
sciencia
histórica
a
que
o
congresso
consagra
os
seus
estudos.
Fnrtuguexe
*
falieeidos.
—
Falle-
ceram
no
Rio
de
Janeiro,
desde
7
a
12
de
outubro
proximo
passado,
os
seguintes
súbditos
portuguezes.
Manoel Joaquim
Correia,
43
annos,
casado;
Luiz
Duarte
Bardeira, 62
a.,
sol
teiro;
Antonio
Moreira,
64
a.,
s.;
Fran
cisco
Albino
da
Silva,
23
a.,
s.;
Joaquim
Antonio Rodrigues,
29
a.,
s.;
Antonio
Pin
to Dias
15,
a.,; Manoel
da
Cunha
Perei
ra,
23
a.,
s.;
Manoel
Alves
dos
Santos,
18 a.,
s.,
Antonio de
Couto
Sousa 47
a.,
s.;
Luiz
Pereira Leitão,
40
a.,
c.;
Bento
Antonio
Gonçalves
Claro,
39
a.,
s.;
Ma
noel
da
Silva.
28
a.; Joaõ
Fernandes
Boti-
cinho
Neves,
50
a.,
viuvo;
Manoel
José
Pinheiro
40
a.,
c.;
Domingos
José Go
mes
Ferreira,
28
a
,
s.;
José
Francisco
Fayal das
Mercês,
45
a.,
c.;
Francisco
Pacheco.
46
a.,
c.;
Magdalena
Angélica
da
Silva
Serra,
46
a.,
c.;
s
Em
conformidade
com
a disposição
es-
tatnaria
do
Asylo d
’
lnfancia
Desvalida,
se
faz
publico que
no
sabbado, 11
do
cor
rente,
pelas
11
horas
da
manhã,
se
ha
de
celebrar
na
egreja
do
exlincto
conven
to
da
Penha
uma
missa
por alrçia
do
Snr.
D.
Pedro
V,
de
saudosa
memória,
por
ser
o
dia
anniversario
do seu
fallecimen-
to, á
qual
assistirá
a
direcção
e
pessoal
do
mesmo
asylo.
Secretaria
do
asvlo, 7
de
novembro
de
1876.
O
Secretario,
P.
e
Luiz
Gome?
da
Silva.
ILTITÍftS TEEEG»A?ITI
A3
da
AGSESCIA
MAVAS
ROM4
6
—Falíeceu o
cardeal
Antonel-
li.
O
cardeal
Patrizi
está
gravemente
en
fermo.
Substituirá
Antonelli
o
cardeal
Fran-
chi. Calcula-se
que
nas
próximas
eleições
geraes
italianas,
quatro quintas
partes
se
rão
ministeriaes.
RIO
DE
JANEIRO 3.—Sahiu
para
Lis
boa, Bordeanx
e
Liverpool
o
paquete
tania»
da
companhia
do pacifico.
PARIZ 6—
Todas
as
potências
pinando
a
Allemanha
já
nomearam
missarios
encarregados
de traçar
a
de
ordenanças
das
tropas turcas.
A
ria
das
potências
parece
ser
concorde
em
que essa
linha deve
ter
por
limite as
po
sições
ôccupadas
pelo
exercito
turco
ao
assignar
o
armistício.
A Rússia
eslá
dis
posta
a exigir
que
os
turcos
se
retirem
até
á
fronteira
Servia.
MADRID
6
—0 governo
apresentou
ao
senado
o
projecto
da
lei
reslabelendo
ga
rantias
constilucionaes
excepto
as
provín
cias
vasconças
até
nova
decisão e
pro
pondo
um
bill
de
indemnidade
para
todas
as
medidas
extraordinárias
e tomadas pe
lo
governo
depois
de
1874.
PARIS,
6
—
Para
dar
princio
ás
nego
ciações
e
a
conferencia,
espera-se
que a
Rússia
faça conhecer a sua
opinião aos
■
servios
que
disem
qne
estão
descontentes
•
dos
russos
e
parecem
desejar
agora
sin-
m melhor
figura
do
que
o
grande
império
ceramente
a
paz
germânico.»
I
Os
soflas
deram
era
Constantinopla
uma
a
memória
com
o
eyilheto
de
«
Bri-
exce-
com-
linlia
maio-
serenata
ao
general George
Klapha
em
agradecimento
pela
attitude
dos
húnga
ros.
CONSTANTINOPLA
6
—
0
funccionario
turco
partirá
provavelmente
domingo
,a-
ra
S.
Petersburgo
a fim de
negociar a
paz.
Portanto
a
conferencia
em
Constan
tinopla
é
inútil.
daivco
do
misth
®
Resumo
do Aclivo
e
Passivo
em 31
de
Outubro de
1876.
Aetivo
Caixa:
existência
em
metal.
120:1775016
Agencias
no
paiz:
Saldo
de
vedor
em
metal.
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
Acções
de
c.
própria
.
Hypolhecas de
raiz
.
.
Letras
em
liquidação
.
.
Remessas
em
»
.
.
Empréstimo
sobre
penhores
Letras
Leiras
Saques
Saques
cias
Agencias
Contas
correntes
garantidas
Ediíicio
do
Banco..
.
.
160:6115176
66:3535612
64:8005000
102:7445819
8:5895578
17:0125127
14:3065739
descontadas
.
.
.
623:2725259
receber
....
34 0065276
remessas
de
n.
c.
«94
7615996
remessas das
agen-
.
1
4:95'>5686
.
76:2045466
831:8115222
26:1845463
a
e
e
no
estrangeiro
2.255:8165408
Passivo
Capital
..............................
.
600:0005009
Fundo
de
reserva.
.12'1
0995009
Reserva
para
decima.
.
7«8005009
Notas
a
recolher
.
.
.
.
3:0255909
Depositantes
á
ordem.
.
19
9025609
Ditos
em
conta
corrente.
.
92:7465009
Depositos a
praso.
.
.
1175:2038198
Dividendos
a
pagar .
1:0695169
Credores
diversos
.
.
.
.
49:5375471
Agencias no
estrangeiro
.
.
10:135555»
Agencias
no
paiz
.
7:508
*
079
Letras
a pagar
.
Saques
e
remessas
das
.
7:6005099
agencias:
....
.
82:1925712
Saques e
remessas
de
n.
c.
17:3765235
Lucros
suspensos
•
.
.
.
17:4805069
Ganhos
e
perdas .
.
.
.
44:2395898
2.255:8165498
Braga,
Banco
do Minho
4
de Noverubra
de 1876.
Os
GERENTES.
Simões
Braga.
Manoel
Domingos
José
Soares.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do balanço
do Banco
de
Braga
em
31 de
outubro
Aetivo
Cominercial
de
1876.
4:9955000
40:7285049
476:0315775
126:3985315
Acções,
prestações
a
receber
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
Leiras
em carteira. . .
Empréstimo
sobre
penhores.
Contas
correntes
com garan
tia
..........................................
1.207:8975225
Agentes no
paiz e
estrangeiro. 563:9485621
Titulos
e
papeis
de
credito.
309:4365599
Diversos
devedores.
Despezas
de
inslallação
Moveis
e
utensílios.
.
246
4755487
5:2005000
1:7225625
Passivo
2.982:833^687
1:000:0005000
1.126:7915858
89:3415738
em
deposito.
.
a pagar.
.
.
em
circulação .
de
reserva.
para prejuisos
Capital.
.
Obrigações.
Jepositantes
Agentes
no
paiz
e estrangeiro
379:9515643
iiversos
credores.
Leiras
^elias
Notas
Fundo
Dito
tuaes
.
. .
Dividendos
a pagar.
Ganhos
e perdas.
.
198:7515948
.
31:9705000
.
71:1565294
6.1565000
.
50:0005000
eveo-
3:0005000
36295265
22:0845941
2.982:8335687
Braga
4
de
novembro
de
1876.
Os
Directores
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
João
Evangelista
de S. Torres
e
Almeida.
ANNUNGIOS
INJECTION BROU
Hygienica infallivel
y
preservativa; absolutamente
a
unicaque cura
sem me
juntar mais nada.Vende-
se
nas
principaes
pharmacias do mundo. Exigir a
;
instrucçâo
do uso. (30
anos de exito.}Paris, casa do
,
inv<>
r
Magenta, 4 5S. Lisboa, S
r Barreto Loreto 28 â 30» •r
FILIAL
DA
CAIXA
ECONÓMICA
PENHORISTA
Companhia
Edificadora c Indus
trial
Bracarense
Seeiedade
anonynia de responsa
bilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Companhia,
a
realisarem,
do
dia
6
a
11
do
proximo
mez
de
novembro,
no
escriptorio
da
Companhia
na
rua
da Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
12,
desde
as
10
horas
da manhã
ás
2
da
tarde,
a
sua
entrada
de
10
por
c.
ou 2-5500
rs.
por
acção,
con
forme
a
deliberação
da
assembleia
geral
ordinaria
de
17
de
julho, e extraordinária
de
26
do
corrente,
na
qual
foi
igualmen
te
resolvido,
que
pela
ultima
vez
fossem
prevenidos
os
poucos
snrs.
accionistas
em
atraso,
para
dentro
dos
mesmos
dias
mar
eados
no
presente
annuncio satisfazerem
as
suas
prestações
em
debito.
Braga e
Escriptorio
da
Companhia
em
26
de
outulyo
de
1876.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de Moura
(4388)
João
Carlos
Pereira
Lobato.
(280)
Farmacia
de HOGG, 2, rue de Gastiglione,
Paris Untco proprietário).
g
.
O—,- ,
1
|
DI
I
|
higadosjrescos
g
“
I
BACALAO
de B
-
-
-
- ,
OLEO
HOGG
Prescripto
por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
: as enfermidade»
do
peito, afleicôes escrofu
losas,
tosses clironicas,
rlieuanatismos,
magrcxa crianças, das impigeme», Vir
fluxos
brancos,debilidade geral,etc.,etc.
HOCJQ
A
crrodovol
a
fnní
I
H
í
»
fnmar___ RpcfAnfiur rlfic
*
5
Agradavel
e
facil
de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica
juntó que
encobro
a
capsulo
de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera achar-se sobre
o rotulo.
Deposilos
nas principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas de B
arreto
,
rua
do
Loreto,
88 e
80. A
zevedo
e
Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em Porto,
nas®casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra, Salvador F
erraz
.
fflUBMU
ARRENDAMENTO
No
dia
12
do
corrente,
pelas
11
ho
ras
da
manhã,
na
sala
das
sessões do
Asylo
de
D.
Pedro
V,
se
ha
de
proce
der
ao
arrendamento,
a
quem mais
der,
da
cerca
do
convento
da
Penha,
provi
soriamente
pertencente
ao
mesmo
asylo.
Os
interessados devem comparecer no
dia,
hora
e local
mencionado.
Braga, secretaria
do
Asylo,
2
de
no
vembro
de
1876.
O
secretario,
(4400)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
ARREMATAÇÃO
»E
ni
DIlHS
Quem pretender
arrematar
as
medidas
da
confraria de
Sarna
Luzia,
erecta
nos
claustros
da Sé, póde
comparecer no mes
mo local
no dia
12
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã-
(4403)
Deseja-se
fallar
com
a
snr.
a
D.
Maria
Miquelina
Oliveira
Guimarães,
em
negocio
que
lhe
diz
respeito
de
seu
interesse.
As
informações a
tal respeito dá-as,
n
’
esla
cidade o
agente do
Banco
de
Portugal,
João
Antonio
d
’
Oiiveira
Braga,
na
rua
do
Souto,
casa
n.°
38.
(4404)
Vende-se
uma
morada de
casas
de
dous
andares, sita
á entrada
da
rua
do
Anjo,
n.° 39.
Quem a pre
tender
falle
na
mesma.
(4405)
HVPOLNTO ANDRÉ
participa aos
seus
amigos
e
fregoezes
que
a
contar
do
dia
28 de
outubro
transfere
a
sua
residência
e
escriptorio
da
Rua
de
I». Pe
dro
n.° 45
para
a
Rua
de
Sá da
Bandeira n.° 14, Porto.
Ali
encontrarão,
como
sempre,
completo sortimento
de pedrarias
de
todas
as
classes;
esmaltes,
pinturas,
ouro
e
prata
fina,
cobre
para
liga
e
ferramentas
para
ourives.
Continua
a comprar
o
lixo
(varreduras,
escovilhas)
das
officioas
de ourivesarias
de
douradores
e
pholographos
;
as
terras
lavadas
e
passadas
a
mercúrio;
madei
ras
e
cobres
dourados
e
todas as
matérias que
contenham
ouro
ou
prata.
TAMBÉM
COMPRA
OBJECTOS
ANTIGOS
Aos senhores
ourives
que
preferirem
á
venda
o
mandarem
preparar
por
sua
conta
o
lixo
(escovilhas)
das
suas ollicinas offerece para
isso
o
annuncianle
a
sua
fabrica
na
rua
de
Santo
Antão
n.“
10 a
17,
ao
pé
das
Corteiras,
em
Villa-Nova
de
Gaya.
Este
estabelecimento
anteriormente
do
snr.
Antonio
Ribeiro,
está
hoje
re
formado
e
melhorado
nas
condições de
um trabalho mais
pronto, efficaz
e
pro-
ductivo.
O
annunciante
lambem
se
encarrega
de fundir
polido
e
melaes
de
ouro
e prata
tor
conta
dos
que
o
honrarem
com
a
sua
confiança. —
(Agencia
d
Annun
cios
Por-
puense).
(35-H-)
A? ÓTIMA.
MOKSLA.
Aluga-se
a
casa
n.°
48
da
rua
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a
hos
pedaria
hispanhola. Tem
dois
andares ele
gantes
de rica
esquadria,
boa
loja
e
gran
de armazém.
Para
tratar
na
mesma. (4378)
Vende-se
duas
casas:
uma
no
largo
da
Porta
Nova
n.e
15,
outra
na
praça
d
’
Alegria
n.°
20.
Tratase
na
rua
da
Ponte
n.°
24.
(4398)
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir carta
registada
a
Medicus,
13, praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Bua
do Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(4332
Retratos
baratos—A
l$000
rs.
a
dúzia.
4
—
RI
A DOS CAPEIXISTAS —
4
(V
ulgo
F
onte
da
C
arcova
)
Theophilo
Santiago,
pbotographo,
tira
retratos
pelos
systemas mais
modernos
e
aperfeiçoados,
garantindo
a
perfeição
do
trabalho,
todos
os
dias,
das
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
mesmo
com
os
dias
innevoados.
(4343)
ALUGA-SE
Uma
morada
de
casas,
perto
da
egreja
de
S.
Vicente, assim
co-
ÀM»
mo
se
vende
a
mobilia
(nova)
de
toda a casa.
Para
tractar,
no
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
27.
(4392)
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................ 500:000^000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela rua
do
Campo)
braga
.
Empresta
dinheiro
sobre
curo,
prata
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e sobre
todo
e
qual-
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
106
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás 9
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
abetta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente—
A. G.
Ferreirinha.
Rebuçados
peitoraes
balsâmicos.
Uteis
nas
tosses
chronicas
ou
recentes,
catharros,
coqueluches
e
em
geral
nas mo
léstias
dos
orgãos
respiratórios.
Em
Braga
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
No
Porto,
pharmacia
«Rica»,
Bomjar-
dim,
370.
(4155)
Quem
quizer comprar
uma
casa
sobradada,
com
oratorio
para
dizer
missa,
e terras
juntas
á
casa,
na
freguezia
da Graça,
falle
com
José
Maria
Torres
Machado,
que
recebe
propostas
até
o dia 14
do corrente.
Braga
2
de
novembro
de 1876. (4399)
ARRExMATAÇî
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta comarca
e
cartorio
do
escrivão
Pessa,
no
dia
12
do
corrente
mez,
pelas
10
horas
da manhã,
á
porta
do
tribunal judicial
largo
de
San
to
Agostinho
d
’
esta
cidade,
se
tem
d
’
ar-
rematar
os
moveis
e
propriedades
seguin
tes
:
Uma
commoda
de pinho
louvada
em
1$500
rs.
Uma
dita
de
madeira
de
fóra
com
tres
gavetas
e
dois
gavetões
louva
da
em
3^000
rs.
Um
relogio
de
salla
com
caixa
de
talha
louvado em 15$000
rs.
Um
bahú
grande
forrado
de
couro
em 4^000
rs.
Um
aparador
de
madeira
de
fóra
em
3$000
rs.—
Uma
cama
franceza
em
bom
estado
em
12$000
rs.
Seis cadeiras
de
cerdeira
com
assento
de
palhinha
em 3-3600
rs.
Um
tapete
em
bom
estado
em
3-3000
rs.
Um
camapé
de
cerdeira
com
assento
de
palhinha
em
l£õ00
rs.
Uma
meza
de
cas
tanho com abas em 2$400
rs.
Uma
mo
rada
de
easas ile
um
andar
situada
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
designada
pelo n.’
89
de
natureza
alllodial,
que
se
acha
louva
da
em
240-3000
rs.
Outra
dita
de
dous
andares,
contígua
á mesma,
designada
pe
lo
n.° 90,
com
a
mesma
natureza
—
lou
vada
na
quantia
de
600^000
rs.
Outra
di
ta contigua
á
mesma,
de dous
andares
de
signada
pelo
n.°
91
de
natureza
de
pra
so,
louvada
em
412^000
rs.
E
finalmen
te
outra
dita
morada
de
casas
de
dous
andares,
contigua ás
já
descriptas,
desi
gnada
pelo n.°
92,
de
naturesa
allodial,
louvada em 1:200^000
rs.
Todas
estas
propriedades
são
situadas
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
d’
esta
cidade,
e
a
presente
ar
rematação
é
por
força
d’
execução que
a
Gerencia do
Banco
do
Minho move
ao
executado
José
Antonio
da
Cunha
Morei
ra,
morador
na dita
rua
d
’esta
mesma
cidade.
Braga
5
de
novembro
de
1876.
(4409)
O
solicitador=
Torres
'Tratado
pratico, achre a reforma
das
matrixes
prediaes,
por
Al
berto
Eduardo de Sousa, escri
vão do eoncellio de Albergaria-
Vellia.
Acaba
de
sair
á
luz
esta
interessante
publicação,
preço
110
(tão
sómente
para
fazer
face
ás
despezas).
Pelo
correio
170
rs.
A
’ venda na
livraria de
Jacintho
D.
P.
da
Silva,
136,
rua
do
Almada,
Porlo.
BRGA
>
SITANA
—
1876
Parte de Comércio do Minho (O)
