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-
4.°
ANNO 1876
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 491
Assigna-see
vende-se no
escripcorio
do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3
E, para
onde
deve
»er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
■■USB
LlCJk-S
25
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.=Semestre
850
rs.^
Provín
cias,
anno
2&400 rs
e
sendo
duas
Í&000
rs.-=Semestre
1&250
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
10
®/
8
d
’
abatimento.
BHIGA-
TERÇ.l-mu* » »E
51.110
O Wez do
SS». Coraçõo de JeMiu,
Vem
ahi
proximo
o
mez
de
junho,
mez
consagrado
ao SS.
Coração
de
Jesus
Chris-
to.
E
’
a
devoção
a
este Sacratíssimo
Co
ração
uma
das
esperanças
actuaes
da
Egreja
Catholica,
que
tem
a
maior
con
fiança
em
que
por
meio
d
’
ella
se appla-
cará
emlim
a
ira
de
Deus, e
deixará
a
divina
justiça
de castigar-nos
permittindo
que
os
nossos inimigos
nos
atropellem.
Dois
campos
estão
aclualmente
postos
frente
a
frente, ferindo entre
si
a
mais
terrível
pugna,
de
que
ha
memória.
Tra-
la-se
de saber
se
a
civilisação
dos
povos
chrislâos
continuará
a
ser
chrislã,
ou
se
retrocederá
aos
horrores
do
paganismo: se
continuará
a
ter
a
Christo
por
centro,
o
Evangelho
por
nórma,
a
Egreja
por con-
ductoia,
ou
se,
repudiado
Christo,
o
Evan
gelho
e
a
Egreja,
se
abandonará
a
ura
naturalismo
brutal,
e
proclamará
a
Satanaz
o
rei do inundo!
E
’
dura
a
provação,
terríveis
os
com
bales,
que
sustentam
n
’esta
hora
os
filhos
da
Egreja.
M>s
é
por
isso
mesmo
que
Aquella,
que
jámais
faltou aos
seus
com
os
soccorros
opportunos,
ofíerece
um
ex
traordinário
conforto
aos fieis
no
Coração
do
nosso
divino
Rederaptor,
manifestando-
nol-o
de
uma
fórma
singular
afira
de
que
lhe
rendamos
ura
culto
tarobem
singular
—
mente
abundante
de
graças
e
de
consola
ções
no
meio
das
angustias,
que
nos
tor
turam.
E
effectivamenie
a
humilde
dou-
zella,
que
fôra
o
principal
instrumento
«faquella
manifestação,
jámais
cessava
de
repetir
haver-lhe
Jesus
Christo
dado
a
co
nhecer
—
que
o
seu
Coração
era o
mais
alto
dom
reservado
por
elle
para
estes
últimos
tempos,
em que,
segundo
a
profecia
evan-
gelica.
devia
soflrer
grande
quebra
a
ca
ridade
pela
abundancia
em
que
a
iniqui
dade
se
derramaria
sobre
a
face
da
terra:
Quoniam abundavit
iniquitas
refrigescel
caritas
mullorum
(S.
Mat
XXIV,
12)
A
Egreja,
pela
sua
parte, tem
feito
tudo
quanto
podia,
já
para
honrar o Di
vino
Coração
de
Jesus,
já
para
excitar
os
corações
de
todos
os
fieis
a dedicarem-
se
inleiramente
a
elle.
Especialmente
o
grande
Pontífice,
que
ora
rege
a
barca
de
Pedro,
ba empregado
o
maior zelo
em
animar
e
propagar
a
devoção
ao
Coração
Sacratíssimo do
Rederaptor;
e
ainda
no
anno proximo
passado
approvou
e
propoz
a
todos
os
filhos
da
Santa
Egreja
uma
formula
de consagração
ao
mesmo
Divino
Coração,
concedendo
aos
que
praticassem
este
acto
uma
Indulgência
plenaria.
Reconhecida
pois
a
importância
do
cul
to
do
Coração
do
IIomem-Deus,
já
para
a
santificação
pessoal
de
cada
indi»ifuo,
porque
une
o
christão
cora
Christo
pelos
vínculos
de
uma sobrenatural
caridade,
já
para
a
sociedade
contemporânea,
por
que
lem a
virtude
de
preserval-a
da
apos
tasia,
e
de
impedir
que
se
abandone
ao
sentido
réprobo
dos
seus
corruptores,
ope
rários
de Satanaz;
reconhecida,
dizemos,
a
importância
>d
’
esle
culto,
resta
sóraenle
que
os
catholicos
cada
vez
mais
se
affer-
vorera
n
’
elle,
e que
se
empenhem
cora
to
das
as forças
da
sua
alma
em
honrar,
servir,
amar
e
comprazer
em
tudo
ao
Co
ração
de Deus
nosso
Salvador. Não
dei
xemos
passar
o
proximo
mez
de
junho
sem
nos
entregarmos
aos
piedosos
exer
cícios
dedicados
ao
Sagrado
Coração
de
Jesus.
Ha,
para
este
piedoso
lira,
differen-
les
livros
na
lingua
portugueza;
mas
entre
lodos
ousamos
recommendar
mui especial
mente
um,
que
tem
por titulo—Mez
no
víssimo
do
Sagrado Coração
de
Jesus
—
impresso
no
Porto
no
auno passado, e
que
vae
annunciado n
’
oulro
logar
d
’esta
folha.
Crêmos
que
elle
satisfará
cabalmenle
a
piedade
dos
fieis;
e
os
que
por
elle
derem
o seu
dinheiro,
farão
uma
dupla
obra
meritória,
porque
sabemos
que
o
producto
liquido
d
’
esta
edição
foi
pelo
auctor
cedido
pata a
conslrucção
de
uma
capella
consagrada á
Virgem
ao
Pé
da
da
Cruz,
que
se
está
erigindo
em
uma
das
parochias
ruraes
da diocese
do
Porto.
»
* *
Acceilamos
sempre
com
reserva
os
boa
tos
propalados
a
respeito
das
traições
d
’
al-
guns
generaes
carlislas;
especialmeote
quando
ntelles
se
referiam
certos
nomes.
Appareceram
utlimamente
em
vários
jor-
oaes noticias
que
davam como
facto a
petição
de
indulto
feita
por
muitos
chefes
carlistas.
A este
respeito
diz
o
nosso
col-
lega
do
«Direito»
o
seguinte,
que
fazemos
nosso:
Ha dias
que
alguns
correspondentes dos
jornaes
liberaes
e
o
telegrafo
tarabera
li-
leral
deram
a
noticia
de
que,
alguns
ge
neraes
carlistas
e
entre
elles
Lizarraga
e
Iparraguirre, tinham
solicitado
do
governo
hispanhol
a
revalidação
de seus
graus
mi
litares,
e
que
era troca
elles
reconhece
riam
como
rei
de
Hispanha D.
Affonso.
Logo
que
entre
os
indigitados
vimos
o
nome
de Lizarraga dissemos:
é
mentira
I
Lizarraga
antes
de
ludo é catholico,
e
um
catholico
da
tempera
de
Lizarraga
não se
torce
por
cousa
nenhuma
d
’este
mundo.
Não,
os generaes
carlistas
que
são ver
dadeiros
catholicos
não
se
aviltam
transi
gindo
com
a
revolução
inimiga
do
catho-
licisrao
e
do
legitimo
rei
de
Hispanha
o
sor.
D. Carlos VII
aquelle
que
com
ver
dade protege
de
lodo
o
seu
noração
a
unidade
catholica,
a
unica
e
unico
que
podem
fazer
a
felicidade
de
Hispanha.
Os generaes
Lizarraga,
de
Iparraguirre
e
outros
muitos
teem fé
na
jusiiça
da
causa
que defenderam
sob
a
bandeira de
Deus,
Patria,
e
Rei
e
contam
com
o
seu
triunfo,
porque a
causa
da
verdade
e
da
justiça,
não
morre
e hade triunfar,
é a
causa
de
Deus.
E
Deus,
ainda
que os liberaes
e
to
dos
os revolucionários não
queiram,
ainda
vive,
ainda
reina
e
hade
reinar
eterna
mente.
Ahi
vae
um
desmentido
formal
ás
tra
paças
dos
periódicos
e
do telegrafo
res
peito ao
que
utlimamente
disseram
dos
generaes
Lizarraga
e
de
Iparraguirre,
e
outro
tanto
hade
vir
acontecer a
propo-
sito
dos
demais.
Lè-se
no
«Univers»
e
no
«Monde»
de
30
d’
abril:
Entre
os
generaes
que
as
folhas
affoo-
sinas
designam
como
tendo
solliciiado
in
dulta,
garantindo-se-lbes
as
suas patentes,
cita-se o
defensor
de
Seo
d’
Urgel,
o
ge
neral
Lizarraga,
e
o
secretario
de
campa
nha
de
D.
Carlos,
o
general
Iparraguirre.
Apressamo-nos
em
reproduzir
os
enérgi
cos protestos
que
estes
dirigiram
á
«Épo
ca»
e
á
«Correspondência»,
e a outros
jornaes
madrilenos,
que
acolheram
esta
caluin
uia:
Paris
27
de
abril
Snr.,
Acabo
de
lèr
na
«Epoca»,
de
21
do
corrente,
uma noticia
segundo
a
qual
mui
tos generáes
carlistas,
entre
os quaes
fi
gura
o
meu
nome,
sollicitarain
o
reconhe
cimento
de
seus
graus do
governo de
Ma
drid,
por
intermédio
do
cônsul
de
Bayonna.
Nunca
pensei,
nem jámais
pensarei
em
reconhecer
D.
Affonso como
rei
legitimo
FOLUETI1M
O
LIBERALISMO
CATHOLICO
SEGUNDA
PAUTE
Valor
practico «Io
sistema.
V
O
liberalismo
torna
os
serviços de
seus
adeptos
tão
funestos como
uma
traição,
[ContiniKção]
Poremos
aqui,
bem
que
não para
aqui,
o
fogoso
orador no
desenvolvimento
do
seu
thema
;
e
vamo-nos
dar
conta
friamente
da
posição
que
o
catholicismo
liberal
to
ma
i/esie
ponto
em
frente da
Egreja,
e
da
posição
que
dá
á
Egreja
em
frente
de
seus inimigos.
Constatemos
antes
de
mais
nada
que
a
doutrina
combatida
aqui
com
tanta
violência,
é
aquella
indubitavelmen
te
que
lemos
ouvido
promulgar
pelos
So
beranos
Pontífices
com
o
assentimento
do
Episcopado
e de
todas
as
escolas
catlio-
licas,—
a
saber que,
o
’
utna
sociedade
cous-
tituida
chrislãmeute,
e
gozando
do
inexti-
mavel
beneficio
da
unidade
religiosa,
se
não
deve
dar ao
êrro
o direito
de
com
bater
livermente
a
verdade.
(1)
E
’
pois
o
(I)
Outra
coisa
seria
se
se
tratasse
de
uma
sociedade
infiel
ou
meio
infiel,
que
já
houvesse
perdido
o
vinculo da
unidade
re
ligiosa,
que se
compozesse
de
grupos
dif-
ferentes
ou de
seitas
vai
ias
com diflerenles
credos.
N
’
esse
caso
a
Egreja
permilte
e em
certo
modo
até
ordena
que
se
consinta um
mal
menor,
para
obviar
a
um maior,
que
iraria
comsigo,
por exemplo,
a
guerra
ci-
*il
em
permanência,
etc.
ensino
e
a
conducta
da
Egreja
que
se
in
fama
e
se
pretende
fulminar como
«urna
deslealdade
sem desculpa*;
que
se entre
ga á «raprovação
de
todos
os
corações
honestos
e
leaes,
sobretudo
á
dos
jo
vens»;
que
se
apresenta
como
«auctori-
sando
e
justificando
todas
as
oppressões,
todas
as
iniquidades»
de
que
a
Egreja
tem sido
viclima.
D
’onde
se
segue
que
lendo
a
Egreja
certamente
e
conslantemen-
te
sustentado
esta
doutrina,
todas
as ex
clusões,
todas
as
oppressões,
todas as
iniquidades
estão
justificadas
no
tribunal
do
liberalismo
catholico.
Agora
perguntamos,—
esta
maneira de
defender
a
Egreja pode
ter
porventura
ou
tro resultado
que não
seja
o
de
a
tornar
odiosa,
e aão
equivale
por
conseguinte
a
uma traição
?
E
a
quem
se
deve
imputar
a
situação
tão
desfavorável
assim
feita
á
Egreja?
De
quem
a
falta
se
ella
parece
«querer in-
troduzir-se na sociedade
moderna,
arvo
rando
suas
côres,
invocaudo
seus
prin
cípios,
reclamando
suas
garantias,
emquan-
to
que
é
a
mais
fraca,
para
n
’
ura
dia
determinado, voltar-se contra
os
direitos
de seus
adversários
’»
Foi
a
própria
Egre
ja
que
arvorou
era
algum
tempo
as
côres
da
sociedade
moderna,
que
invocou
seus
princípios,
que
reconheceu
quando
era
fra
ca
os
direitos
do
êrro?
Não
foi
unica
mente
o
liberalismo
catholico
que,
arro
gando-se
o
direito
de
fallar
em
seu
no
me lhe fez
representar
um
papel
contra
o qual
ella
nunca
cessa
de
protestar?
Que
se
alleguera
para elle ou
em
sua
des
culpa
as
circumstancias
attenuaotes,
que
haja
quem
o supponha
sincero n’este
dis
farce
das pretensões
da
Egreja,
concede-
mol-o de
boa
mente;
mas
é
cora
a
con
dição
de
que
quem
tal
fizer
uão
tornará
a
Egreja
responsável
do
êrro
;
e
que
de
pois
de
lhe
haver altribuido
uma
capitu-
lação
que
ella
repello,
não
tachará
de
des
lealdade
um
desmentido que é
para
ella
um
dever
rigoroso.
Testiraunha
de
Deus,
a
Egreja
é
capaz de
fallar
por
si
mes
ma,
e
desde
o
momento
em
que
se
deixe
de
falsear
a
expressão do
seu
pensamen
to,
ninguém
será
mais
tentado
a
suspeitar
de
sua
boa
fé.
Ella
caminhará,
levando
a
lodos
os
séculos
e a todas
as civilisa-
ções
a
mensagem
de
que
Jesus
Christo
a
encarregou,
dizendo
ao
mundo
moderno
o
que
disse
ao
mundo antigo,
—que
a
ver
dade,
e
só a
verdade
o póde
salvar.
Eu
ire
os
povos
escravos,
como
entre
os
po
vos
livres,
ella
reclamará
sua
liberdade,
náo
como
um
direito
comraum
a
todas
as
opiniões,
(2) mas como o
apanagio
ina
lienável
da
verdade. Aos
governos
que
proclamam
a
liberdade
illimitada
do
pen
samento
(que a
proclamam,
mas
que
a
não
consentem!),
ella
a
tem
pedido para
a
sua
doutrina
que,
por
ser
o
pensamen
to
de
Deus, não
tem
seguramente
menos
direitos
que
o
do
ultimo
dos
homens.
Mas
jamais
a
Egreja
dirá
uma
palavra
que
pos
sa
expôi-a
ás accusações
odiosas
que
se
poderão
imputar
sómeute áquelles
que
lhes
tem
fornecido
o
assumpto
ou
dado
pre
texto.
2.®
—
Não basta
ao
liberalismo
calholi-
co
entregar
a Egreja
aos
ataques
de
seus
inimigos
e
unir-se a
elles
para
lhes
diri
gir
golpes
os
mais
dolorosos. Elle
a pri
va
ainda
de
sua
principal
força,
semean
do
a
divisão
em
suas
fileiras,
destruindo
o
prestigio
de
seus
chefes,
e quebrando
o
nervo
da
disciplina. Eis
aqui
um tríplice
(2)
O
que
seria
um
êrro
grosseiro,
e
uma
grande
imrnoralidade,
mesmo
só filo
soficamente
fallaodo.
Se
não,
veja-se
se
já
houve sistema
religioso
ou
sistema
polí
tico
que
deveras
e
realmente
tal
permil-
tisse,
na
theoria
e
na
pratica...
mal
que
seus
mais
poderosos
inimigos
lhe
não
poderiam fazer,
pelo
menos
n’
uma
igual
medida.
Por
mui violentos
que
se
jam
os
ataques
axteriores,
por
isso
mesmo
que
parlem
do
campo inimigo,
elle»
são
para
o
exercito'
inteiro
um motivo
de
se
pôr em guarda e
de
se
unir
para
os
re
bater.
Mas eis aqui
uma
doutrina
qoe é
propagada
por
alguns
dos campeões
mais
illiistres
da verdade
catholica ;
eis
uma
ta-
clica
preconisada
pelos
chefes que
o
exer
cito
está
acostumado a
seguir
nos com
bales
e
sob
a
direcção dos
quaes
tem
alcançado
brilhantes
victorias. A
eloquên
cias
de
uns,
o
caracter sagrado
de
outros,
os
serviços
e
a
gloria
de
lodos,
exercem
sobre
uma
parle
do campo
uma
fascina
ção irresistível.
Os
jovens
recrutas
sobre
tudo,
atrahidos
pelo
renome d’
esles
be-
roes
e
arrastados
por
um ardor aiuda
inex
periente,
estarão
anciosos
por
combater
de
baixo
de
suas bandeiras.
No entretanto a
lactica
tão
fervorosamente
preconisada,
é
contraria
ás
ordens
positivas
do
geoeral
em
chefe
e
ás tradições do
exercito:
as
velhas tropas
permaneceião
immoveis
em
suas
tendas
e
não
marcharão
senão
á
voz
d
’
aquelle
que
o
proprio
Deus
pôz
á sua
frente.
O
exercito
será
pois
dividido
em
dous
partidos
hostis,
e
bem depressa
se
começará
no
interior do
campo
urna
lu-
cta
que
fará a
alegria
dos
inimigos.
Ha
n
’isto
com
efleito
para
elles tudo a ga
nhar,
sejam
quaes
forem
os
vencidos; e
nos
dous
partidos
encontram
auxiliares
tanto
mais
uteis
quanto os
vèem
mais
en
carniçados
uns
contra
os
outios.
Elles
sabem
que, invencivel
por
si
mesma,
a
verdade
não
pode succutnbir
senão
por
culpa
de
seus
defensores,
e
que
para
o
exercito
da
uuidade,
as
divisões são
in-
Icomparavelmente
mais
funestas
que
todos
os ataques.
(Continua)
pa
Hispanha.
Preferiria
antes viver
da
ca
ridade
pedindo
uma
esmola,
para
conti
nuar
a
ser
o
defensor
da
bandeira
de
Deus,
Patria,
e
Rei,
a
unica
qoe
póde
salvar
a
minha
querida
Hispanha.
Quero
ser,
o
primeiro,
a
sacrificar-me,
se
algum
dia se
carecer de mim,
para
sustentar
os
prin
cípios
da
nossa
bandeira.
Presto
a
homenagem
da
minha
admi
ração
áquelles
qtie
sempre
combatem
etn
Hispanha, sobre
o
terreno
legal,
para
a
conservação
da
unidade
catholica; mas
sinto que elles
julguem
possivel
o
seu
triunfo
definitivo
fóra
da
legitimidade, por
que
só
Carlos
VII, rei legitimo e
calho-
lico,
póie
conservar
uma tão preciosa
joia
á
nossa
infeliz patria.
Com
a
esperança
de
que
rccebaes
este
protesto,
e
de
que
elle
seja
publicado
pe
los
outros
jornaes
que inseriram a
vossa
inexacta
informação,
sou,
etc.
O
general,
Antonio
Lizarraga.
O
general
de
Iparraguirre
dirigiu
a
carta
seguinte
ao director da
«Correspondência»:
Snr.
director,
N
’um artigo
reproduzido
pela «Epoca»
do
dia
21
copiado
do vosso
jornal,
vi
o
meu nome entre os
de
muitos
chefes
car-
li-tas
que,
uo seu dizer,
sollicitaram
a
revalidação
de
seus postos
prometiendo
reconhecer
a
D.
Affouso.
Eu protesto com toda
a
energia
d
t
mi
nha
mais antiga
fidelidade
á
familia
de
D.
Cario-»
contra
uma
tão
vil
calumnia.
Secretario
de
campanha
de
D.
Carlos
VII,
rei
legitimo
de Hispanha,
desde
o
dia
em
que
elle
passou
a fronteira tendo
combalido
a
seu
lado,
é
á
sombra
da
sua
bandeira
que
eu espero
acabar
a
minha
vida
militar
e política.
Recebei,
etc.
J.
de
Iparraguirre.
Paris
25
de
abril
de
1876.
Corresptinileneia
de Jerusalem
[Continuação]
Querido snr.
E*tamos
unidos
em
espirito
e
de co-
laçâo
no
logar
o
mais
memorável
do
uni
verso.
Beijem
s
amorosamente
esta
rocha
sobre
a
qual
correu
o sangue
innocente
d
’
Aquelle
que
nos
amou
além
de
toda
a
expressão.
Afortunados
momentos
passados
sobre
o
Caivario....
felizes
commoções
in-
narraveis
e
que se
não
podem
experimen
tar
senão
ao
pé
da
cruz,
n
’
esta
capella
do
Santo
Sepulcro.
Sim,
a
alma
está
cheia
de
sentimentos
taes
como nunca
se
leem
conhecido
na vida.
Terminada
a
nossa
via-sacra.
ouvimos
os
sinos aunuticiar
a
procissão
dos
archo
tes, que
se
faz
com
um
fervor
que
se
inspira
ainda
mais
cem
as
recordações
in
signes
que
se
oílerecem
a
cada
passo.
Todos
os assistentes,
os
padres
Fran-
ciscanos,
os irmãos
e
os
peregrinos,
teem
uma tocha
rcesa
na
mão e
um
pequeno
livro
contendo
bellos
hymnos
que
se
psal-
modiarn
e
que
se cantan
durante
o
cur
so da
procissão.
E
’
na
capella da
appara-
rição
de
Jesus
a
Santíssima
Virgem,
e
diante
da
columna
da
fbgellação,
ainda tin-
cta
com
o
sangue
divino
que
pertence
fe
lizmente
aos Padres
da Terra
Santa,
que
se
principiam
as
orações
tão
belllas e tão
tocantes
da lithurgia
e
da
serie
das
es
tações
na basílica do
Santo Sepulcro:
são
no
numero
de
doze.
Depois
vai-
se
á
prisão aonde
segundo
a
tradição,
Nosso Senhor
esteve
fechado
durante
os
preparativos
do
seu
supplicio.
Terceira
á
capella
do
despojamento
de
Jesus
e
da
partilha
de
seus
vestidos.
Quarta,
a
capel
la
da
Invenção
da
Santa
Cruz; ella está
perlo
da
cisterna
antiga
aonde
foi
acha
da
a
verdadeira
cruz.
O
solo
é
de
quin
ze
pés
acima
do
.
nivei
da
basílica;
des
ce-se
alli
por
um’a
escada
de
vinte
e
no
ve
degraus.
E’
este
logar
mui
apertado
e
aberto
na rocha,
que
guardava
o
precioso
pau
em
que
Jesus
quiz ser
pregado pela
sal
vação
do
genero
humano.
Também
se
achou o
rotulo
separado,
os
cravos,
a
co
rôa
o
ferro
da
hnça
e
as
cruzes
dos
dous
ladrões,
que
os
judeos
alli
tinham
preci
pitado.
Era
em
outro
tempo
um
fosso
aber
to
ao
pé
do
Caivario; chama-se o
valle
dos
cadaveres,
porque
lançavam
alli
os
corpos
dos
suppliciados,
com
os
instru
mentos
do
seu
supplicio.
Celebra-se
a
missa
no
logar
actual.
Eu
alli
assisti
a
ella
por
muitas
vezes:
julgaria-se
estar
n
’
um
tumulo,
não estando
a
capella illu-
minada
pelas
suas
*inte
e cinco
alampa-
das.
Sobem-se as
escadas
e
para-se,
para
a
quinta
estação
a
capella
em
que
Santa
Helena está
representada
com
uma
cruz
monumental.
Foi alli,
segundo
a
tradição,
que
a
piedosa
mãe
de Constantino, assis
tia
ás buscas
ordenadas
pela
sua
fé,
pa
ra
encontrar
a
verdadeira
cruz.
A
capel
la
do
Impropério
constitue
a
sexta
esta
ção.
Vê-se
alli
a
columna
de granito
cin
zento,
á
qual
o
Salvador
foi
preso
e
es
carnecido,
depois
coroaram-no
de
espi
nhos.
Do
pretorto
trouxeram
para
aqui es
ta
columna
que
é
conservada
preciosamente.
Esias
capellas
formam
um
hemicyclo
ao
redor
da
grande
capella
que
os
Armé
nios
tomaram
aos
Latinos.
Chega-se
ao
pé
do Golgotha
e
sobem-se
dezoito
de
graus
que são
mais elevados
que
os de
graus
ordinários.
A
capella é toda
de
abobada
e
calçada
de
mármore,
ella lem
vinte
e
dous
passos
de
cumprido
por
de-
soito
de largo.
Está dividida
ao
meio
por
duas
grandes
pdastras,
que
sustentam
a
abobada
e
formam
ires
arcadas.
E
’
na ca
pella
da
direita que
se
faz
a
septima
es
tação.
EIH
é
propriedade
exclusiva
dosl
Latinos.
Venera-se
a
rocha
posta
a
des
coberto
aonde
teve
logar o
crucificamen-
to,
á
direita
está
uma
janella
com
grade,
atravez
da
qual
se
distingue a capella
si
tuada
ao
nivei
do
solo da
basilica:
chama-se
a
capella
do
Slabal,
em
recor
dação
do
logar
que
occupava
a Santíssi
ma
Virgem
durante
a
paixão
de
seu
Divi
no
Fdho.
Um
pilar
separa
a
capella
do
Cruci-
ficamento
da
capella
da
Exaltação
da
Cruz
e
suporta
o altar
da
compaixão
de
Ma
ria;
os
padres
celebram
alli
o
santo
sa
crifício.
E
’
o
logar
em
que
Maria
se
achou
para
receber
as ultimas
palavras
de
seu
Filho
e
depois
seu
corpo
adoravel.
E’
o
ditar
mais
proximo
da
cruz,
pois
que
os
proprietários
da
superfície
do
rochedo
aonde
foi
plantada
a
cruz,
o
que
elles
não
permutem
aos padres
catbolicos
o
celebrar
o
santo
o sacrifício
no
altar
levantando
sobre
o
buraco
em
que
se
assentou
a cruz.
Elles
deixam
beijar
a
todos
os
peregri
nos este
buraco
coberto.
Levantaram
ires
cruzes:
o
apostolo
S.
João,
e
Maria estão
collocados
ao
lado,
ao pé do de
Jesus
Christo.
Perlo
do
al
tar,
vê-se uma
larga
fenda
no
rochedo,
el
la
prolonga-se
até
á
capella
de
Adam,
si
luada
justamente
no
baixo
da
cruz.
Esta
fenda
mede um
metro
e
sessenta
de cum
prido,
sobre
quinze
centímetros
de
largo
ra. Os
sábios mais conscienciosos
teem
notado que
os
ângulos
salientes corres
pondiam
perfeitamenle
aos
ângulos
reen
trantes,
e
coniranamente
ás
leis
naturaes,
a
rupiura
não
segue
as
veias
das
cama
das de
que
se
compõe a
rocha,
mas
el
la
crusa-as
de
uma
maneira
estranha
e
sobre
natural.
Já
vos
disse
que
por
um
roubo
in
qualificável, e de
que
só
os
gregos
eram
capazes
e
não
temeram tornarem-se
cri
minosos,
a pedra
que
cercava
o
pé
da
cruz
do
Salvador
foi
cortada
e
tirada
da
massa,
levada
n’
um navio
qoe a
devia
transportar
a
Constantinopla.
Foi no
an-
no
1812.
Mas
Deus
confundiu a
duplici
dade
e
os
cálculos
de-tes
infames,
uma
tempestade
levautouse
no
seio
do
Medi-,
terraneo,
e
o
navio
foi
engolido
pelas
on
das
com
o
precioso
tesouro
e
os
dous
popes
que o
acompanhavam.
Depois
desta
nona
e decima
estação,
se
descem
as
escadas
do
Caivario
e
pros
tra-se
a
tres
passos
do
primeiro
degrau
diante
da
pedra da
oncção.
Foi sobre
es
ta
pedra
que
Jesus
foi
embalsamado,
el
la
tem
oito
pés de
comprido
e
dois
de
largo.
Para a
conservar,
cobriram
na
com
uma
pedra
avermelhada.
As alampadas
que
ardem
de dia
e
de
noite
testemu
nham
a veneração
de que
ella
é
obje-
çto.
Mais
adiante,
está
um
pequeno
peda
ço
de
mármore
que
indica
o
logar
aonde
esteve assentada
a
Santíssima Virgem
em
quanto
que
José
d'Arimatheia
e
Nicode-
raos embalsamavam
o
corpo
de
seu
Fi
lho.
Decima
estação
ao
Santo
Sepulcro,
que
está
a
cem
passos
de
distancia
da
pedra
da
Uucção,
e
debaixo
do
magnifico
zim-
borio
que
.a
França
e
a
Rússia
ha
pouco
fizeram
reconstituir
com
grandes
despezas.
Esta
imponente
e
grande
cupula
descan-
ça
sobre
desoito
grandes
pilastras
de
pe
dra
ligadas entre si
por
um
duplo
andar
de
desoito
arcadas
em
pleno
cimbrio
O
tumulo
de
Jesus
Christo
occopa
o
logar
de
honra
e
ergue-se
no
centro de
gran
de basilica em
forma
de
sarcophago
de
mármore
arnarello
e
branco,
de
oito
me
tros
de
comprido
sobre
cinco de largo
e
cinco
de
alto.
Dous
magníficos
candela
bros
estão
collocados
á entrada
do
Santo
Sepulcro
que
se
compõe
de
duas
partes.
A
primeira
chama-se
a
capella
do
Anjo,
porque
foi
aqui
que
Gabriel appareceu
ás
santas
mulheres
e
lhes
annunciou
a
re-
surreição
do
Salvador. Sobre
um pedestal
que
occupa
o
centro
vè-se
uma
porção
da
verdadeira
pedra
que
fechava
o
sepul
cro.
Ella está adornada
inteiramente
de
mármore
branco
esculpido.
Uma
pequena
porta
aberta
na
rocha
de um
melro
e
trinta
e
cinco d
’
allo
sobre
sette
centési
mos
de
largo,
dá
entrada
para
a
segun
da
parle
do monumento
que
só
tem
dous
melros
de
comprido.
E
’
n’
este
sepulcro
que
se
eleva
a
sessenta
centésimos
acima
do
pavimento
de
mármore,
que
repousou
o
corpo
do
divino
Mestre.
Está
adornado
de
um
baixo
relevo
que
representa
a
re-
surreição,
e
de
dous
quadros,
uma
e
ou
tra cousa
basjjnte
medíocre.
Quarenta
e
tres
alampadas,
das
quaes
de-eseis
perten
cem
aos
latinos,
estão
suspensas
da
abo
bada.
Uma
pedra mármore,
fechando
o
santo
tumulo,
o
preserva
de
toda
a
in
discrição,
porque
quem
não
quereria
le
var
algumas
partículas
da
pedra d’
este
tumulo
que
encerrou
o
sagrado
corpo
do
Salvador
!
J.
TODEVIN.
[CoHlÍHÚa]
in
nii ...... ...
GAZETILflÂ
IVIenino perdido
—
Na manhã
do
dia
6
desappareceu
d
’
esla
cidade
um
menino,
de
10
annos
d
’
edade,
tez
mimosa
e
cor
branca,
e
redondo
do rosto;
de maneiras
delicadas,
mas
com
tal
ou
qual
acanha
mento; veste
um
frak
de fazenda
clara,
e
traz
um
bonet
ordinário,
ou
anda
em
ca-
bello.
Chama-se
Carlos
Sotto
Mayor.
Presume
se
que
tomou
a
direcção
de
Pena,fiel,
seguindo
para
sua
casa,
em
An-
cede,
concelho
de
Baião.
Roga-se á imprensa que,
em
obsé
quio’
a
um
dos nossos
melhores
escri-
ptores,
a cuja
familia
pertence
este
nagnino, dê
publicidade
a
este
aconteci
mento;
e
ás
auctoridades,
on
a
qualquer
pessoa
que
o encontre,
o
mandem
con
duzir,
ou
avisar
a
redacção
d
’
esle
jornal,
ou o
façam constar
ao
sor.
administrador
do
concelho
de
Baião.
Todas
as despesas
feitas
com e
meni
no, serão pontualrnenie
pagas.
Exames.
—
Começaram
hontem,
no
Lyceu,
os
exames
de
mslrucção
primaria,
por
provas
oraes.
Contribuição
«lireetn munici
pal.—
Começa
no
dia
2
de
jonho,
e
con-
tinúa
nos
dias
seguintes,
desde
as
9
ho
ras
da
manhã
até
ás
2
e
meia
da
tar
de,
a
cobrança
da
contribuição
directa
municipal
pelo
anno
de
1875-1876.
Senhor aos entrevados. —
Saiu
ante-hoorem
da
freguezia
de
S.
Victor
a
procissão
do
Senhor
aos
entrevados,
que
foi
feita com
grande
pompa.
Operação.
—
Foi
operado
pelo
exm.°
snr.
ADes
Passos, assistido
por
seu
filho,
o
snr. Alfredo Passos,
o
snr. Boaventnra
de
Sousa,
da
(regnezia de
Anha.
A
este
cavalheiro
foi-lhe
extraído
o
olho esquer
do,
que
tinha
degenerado
em cancro.
A
operação
foi
feita
com
a maior
fe
licidade
ChriHnia.
—
S. ex.
a
revd.ma
,
o
snr.
arcebispo
coadjutor,
administrou
ante-hon
tem
o
Sacramento
do
Chrisma,
na
egreja
de
S.
Francisco, a
1:500 pessoas,
sendo
5Q0
da freguezia
de S.
Jeronymo
de
Real.
A’
entrada
do
templo
eslava
levantado
um
lindíssimo
arco.
A
Egreji» Triunfante no Conci
lio
do
Vwticano.—
Explicação
dogmáti
ca, filosófica e
histórica
dos decretos
do
Concilio
ecumenico
do
Vaticano,
traducção
da
traducçào
franceza
do
Doutor
Maupied
por
D.
Miguel
Sotto
Maior.
—
Desde
muitos
annos
que
o
sor.
Manuel
Malheiro
se
es
força
pela propagaçto de boos livros,
ten
do
fundado
a
Livraria
Catholica,
e
actual-
mente
a Livraria
Portuense
na
rua
do
Al
mada
n
’
esta
cidade.
Persistindo
em tão
louvável
proposito,
apesar
das
diffictildades
com
que
tem
lu
crado,
acaba
o snr.
Malheiro
de
editar a
importantíssima
obra,
cujo
titulo
acabamos
de
escrever.
Escripta
primeiro
em
lingua ilalijna
foi
vertida
para
a
franceza, e
ultimamente
pa
ra
a
portugueza
pelo
infatigável
escriptor
catholico
o
snr.
D.
Miguel
Sotto-Maior.
A
obra,
a
que
nos referimos,
é
de
uma
inquestionável
utilidade
no
nosso
paiz.
Todos
sabem
que
se
reuniu
um
conci
lio
no
Vaticano,
cujos
trabalhos
princi
piaram a 8 de
dezembro
de 1869 e fo
ram
suspensos
por motivo
da invasão
do
exercito
piemontez,
mandado
atacar
a
ci
dade
eterna
pelo
governo
de
Victor
Ma
nual: mas
pouca
gente
tem
estudado
as
actas d
’esse
grande
congresso
do episco
pado
de todo
o
mundo,
e
ainda
menor
numero
trata
as
suas
deliberações
com
imparcialidade
e
espirito
christão.
E
’
deplorável
o que
lodos
os
dias
ve
mos
escripto
e
ouvimos
dizer
a
seu res
peito
nos
jornaes
e
nas reuniões, não
es
quecendo
a
mais
auctorisada
de
todas,
o
parlamento
portuguez.
Un
livro,
onde
resumidarnente se com
pila
o
que
fez
a
veneranda
assembleia
que
representa a
Egreja universal,
tendo
á
sua
frente
o Pontífice
Infallivel,
é
sem
duvi
da
da
maxima
utilidade
para
a
sociedade
e
para
cada
um
dos
seus
membros.
Eis o
objecto
da
recentissima
publi
cação,
devida
aos
trabalhos
do
snr.
D.
Miguel
Sotto-Maior
e
á
dedicação
do
snr.
Manuel
Malheiro,
cntnprindo-oos
felicitar
a
um e
a
outro
pelo
bom
serviço,
que
acabam
de
prestar á
religião.
E
’
realmente
consolador
ver
o movi
mento
litterario
religioso,
que
se vae
ope
rando
n
’
este
paiz.
Nos
últimos
annos
os
prélos
não
cessam
de
gemer
sobre
ex-
cellentes
trabalhos,
tendentes
á
defeza
da
religião
catholica. tão
violeniamente
ataca
da pelas seitas
suas
adversarias.
Ainda não
ha
muito
que
os anoun-
cios
oos
jornaes
não
nos
davam noticia
senão
de
publicações
abnoxias,
romances
itnmoraes,
e obras
prejqdiciaes.
Hoje
se
estas
não
deixam de
apparecer,
predomi
na
comtudo
a
boa
litteratura,
a
cuja
dif-
fusão
se
dedicam
e-criptores prestantes
e
editores
benemeritos.
Todos
á
profia
pro
curam
levantar
o
espirito
publico
do
pro
fundo abatimento moral
e
religioso,
a
que
o
reduzira
o
indifferentismo
dos
periotos
anteriores
e o
monopolio
da
incredulida
de.
A
acceitação, que
todas
essas
publica
ções
teem
lido,
é
um
presagio
favoravel
para
o
futuro
d
’
esta
nação,
que
de
fide
líssima
e catbolicississima
que
sempre fôia,
chegou
a
perder
cumpletamente
o
seu
cre
dito
no
estrangeiro,
sendo
já
considerada
oo
ultimo
grao
da
escala
da degradação
religiosa.
Os
actos
dos
governos,
e
a
cha
mada
opinião
publica,
que
apoiava
esses
actos,
e a par
de
tudo
isto a
completa
aionia
do
espirito publico,
justificava
até
certo
ponto
esse
modo de
vêr,
tão
deplo
rável para
um
povo
religioso
e
moralisa-
do.
Felizmente
esse
mau conceito
vae
per
dendo
terreno,
e
hoje
no
paiz
e
fóra
d
’
el-
le
se
conhece
que
a nação
poriogueza
con
tinua
sendo a
mesma,
que sempre fôra,
eminentemente
catholica.
E
com effeito
ao
passo
que a
grande maioria das
publica
ções
contrarias
á
religião
não
logra
for
tuna,
embora
escudada
por
nomes
conhe
cidos
na
republica
das
letras,
as
obras
destinadas á
defeza
dos interesses religio
sos
caminham
impa»idas,
esgotando-se as
edições.
E
’
o
que
esperamos
venha ’a
succe-
der
á
Egreja
Triunfante,
que
não
pode
mos deixar
de
recommendar.
A
parle principal
d’
este
livro
é
a
pas
toral
que
o
Bispo
d
’Aquila
enderessou
aos
seus
diocesanos ao
regressar
do
concilio.
N
esia
pastoral
o
illustre Prelado
ex
plica
clara
e
concludenlemente
as
doas
constituições
publicadas
pelo
sagrado
con
cilio,
a
constituição
de
(ide
e
a
constitui
ção
pastor
aelernus.
E
de
summa
importância
o
exame
da
primeira
constituição,
porque
desde
o«
úl
timos concilios
tinham
surgido
as
escolas
filosóficas,
que
atacavam
os
dogmas
fun-
damentaes
não só
da
religião
catholica,
mis
do
Christianismo,
mesmo
das
seitas
d
’
elle
oriundas.
A
exposição doutrinal
do
Con
cilio
e
os
anathemas
que
a
acompanham
fulminam
os
princípios
contradictorios
do
materialismo,
pantheismo,
naturalismo, etc.
A
leitura
dos
quatro
primeiros
capítulos
da
pastoral
liabilita
qualquer
catholico
a
conhecer
plenamente
a
doutrina
revelada
ácerca das
grandes
e fundamentaes
ques
tões
de
Deus,
da
Revelação,
da
Fé
e
da
Razão.
Segue-se
depois
a
explicação
da se
gunda
constituição,
e
aqui
temos
oulros
quatro
capítulos
importantíssimos;
a
ques
tão
da
instituição
do
Primado
Apostolico,
a
sua
perpetuidade,
a
sua
natureza
e
ca
rácter,
e
a
sua infallibilidade.
E'
aqui
que todos
devetn
ir
estudar
quaes
são
as
deliberações
da
Egreja,
e
ccwopenelrar-se
da
necessidade
de
obede
cer
ás
definições
expostas.
Depois
da
magnifica
instrucção do
Bis
po
de
Aquila
vem
no
mesmo
livro
outra
do
Bispo
de
Calvi
e
Teano
ácerca
do mes
mo
assumpto
e
especialmente
sobre
a
apos
tasia
do
celebre
Conego
Dollinger,
chefe
da
heresia
dos
velhos
calholicos.
Este
artigo
é
interessante,
porque
n
’
el-
le
se
descreve
o
triste
apóstata como
chris-*
tão,
theologo,
historiador
e
cidadão.
Como
theologo
prova-»e
como
elle
des-
lôa
de
todos
os
escriptos,
que
lhe
deram
um
logar
distincto
entre
os apologistas
da
religião,
como
elle
renega
todos
os
ver
dadeiros
princípios
da
lheologia
e
se
pre
cipita
no
abismo
do
êrro.
Como
historiador
se
mostra
como
elle
falsifica
a
historia
e
combate
por
meio
do
sofisma
e
da
mentira
tudo
quanto
publi
cara
antes da
sua
queda.
São
também
expostos
os
motivos
d
’es-
ta
queda,
e
a
chave
do
enigma
appare-
ce
na
recusa
que
o
Summo
Pontífice
fize
ra
da candidatura de
Doillinger
para a
Sé
d
’
Augsburgo.
O
amor
proprio
offendido
não
deixou
mais
liberdade
ao ecclesiastico
or
gulhoso.
e
desde
então
entendeu
que
de
via
lisongear
esse
amor proprio
oppoo-
do
a
sua
sciencia
fallivel
á infallivel
de
cisão
do
Concil.o
do
Vaticano.
A
questão
da
supposta
annuencia
á
he
resia
do mooothelismo
pelo
Papa
Honorio
não
podia
esquecer
em
uma
obra
d
’este
genero.
E
’
effeclivamente a
velha
accusação
de
heresia
do
Papa
Honorio
que
os
modernos
anii-infallibilistas
manejam
contra
a
deci
são
do
Concilio.
N’
este
livro
se
encontra
o
que
alias
ninguém,
que
estude
e
seja
de
boa
fé,
ignora,
que
essa
granJe
ca-
lumnia
nasceu
muitos
annos
depois
da
mor
te
de:
Honorio
pelas trapaças
dos
gregos,
que
não
queriam
ver mvolvido
nos
ana-
themas
do
VI
Concilio
ecumenico
tão
só
mente
os
patriarchas
de
Constantinopla sem
os
ver acompanhados
pelo
Pontífice Ro
mano,
contemporâneo
do
Patriarcha
Sér
gio.
Esla
grande
calumnia,
habilmente
apro
veitada
pelo
jansenismo,
tem
tido
uma
voga
irnmensa, e
mesmo
entre
alguns
clé
rigos
portuguezes,
mais
ou
menos
eivados
de
jansenismo,
é
considerada
como facto
autheolico
e
de
consequências
rigorosas
contra
o
dogma
da infallibilidade.
O
snr.
D. Miguel
Sotto-Maior
illuslra
o
seu
trabalho
de
traducção
com algumas
notas
importantes,
e
especialmente
com
a
ultima sobre
a
doutrina
da
infallibilidade
pontifícia
em Portugal, em
que
mostra
que
n
’
este
paiz
sempre
fôra
essa
a
crença
in
variável.
Assim
também
o
entenderam
os
Bispos
portuguezes,
assistentes
ao Conci
lio,
que
sem
discrepância
votaram
pelo
dogma
e
pela
opporiunidade
de
definir-se;
e
aquelles
que
não
foram
presentes,
com
elle
se
conformaram.
Não
leem
elles
até
agora publicado,
como
se
fez
geralmente,
as
constituições
do
Concilio;
mas
nem
ellas
precisam
de
similhante
publicação
pa
ra
serem
acceitas
pelos
fieis,
porque
ver
sam
sobre
dogma,
nem
se
lhes
póde
im
pular
culpa
por esta
omissão,
porque
n
’
es-
te
paiz
de
tanta
liberdade,
tão
apregoa
da,
e
tão
celebrada,
só
a
Egreja
é
excluí
da
dos
seus
benefícios.
Sendo excluída
a
Egreja,
também
o
são
os
seus
principaes ministros, e
como
con
sequência necessária
os
ministros
secun
dários
e
todos os
fieis
em
geral.
Sirva
is
to
de
titulo
de
.gloria
aos liberae-3 por
tuguezes.
São
liberaes
ás
direitas,
roas pa
ra
a
Egreja
decretam
a
escravidão.
Nem
todos
pensam assim
;
os
que
governam
e
inlluena
no
governo
não
admittem
ouua
lheoria.
Elles lá sabem
os
motivos,
que
constituem
o
seu
segredo,
nunca
reve
lado.
Concluindo, diremos
que
a
Egreja
triun
fante
é
um excellente
livro,
que
deve
ser
lido
por toda
a
gente, resultando
d
’ahi
grande
proveito,
instrucção
e
consolação.
—
c.
db
(Palavra).
Feira de S.
Marcos. —
N
’
estes últi
mos
dias,
era
que
o
tempo
tem
estado
lin
díssimo,
loi
grande
a
concorrência
de
pes
soas
que
aflluiram
á feira
de
S,
Marcos
Os
feirantes
não
se
mostram
pouco
satis
feitos.
FaUeciiuent».
—
No
domingo
deu
a
alma
a
Dens o
snr.
Antonio
Leite
de Sou
sa
Pereira,
decano
dos
escrivães d’
esta
ci
dade,
e
pae
dos
snr.
Jo>é
Leite
de Sousa
Reis,
chefe
da
repartição
do
ministério
da
fazenda, Antonio
Leite
de
Sousa
Reis,
de
legado
do
thesouro
em
Coimbra, e
da
snr?
D.
Rita
Olinda
Leite
Braga, esposa
do
snr.
José
Rodrigues Braga, aos
quaes
enviamos
cumprimentos
de
pezames.
O
finado tem
hoje
officio» fúnebres
no
templo
do
Carmo.
Outro.—
Falleceu
hontem
de
manhã
a
snr.
a
Maria
das
Maravilhas,
esposa
do
snr.
José
Joaquim
da
Costa
Ribeiro,
soli
citador
d
’
esta
cidade,
ao
qual
acompanha
mos
na
dor
que este profundo golpe
lhe
veio
causar.
Feira
cm
Villa líov»,—
Começou
anle-hootem
a
feira
que
annualmeute
se
costuma
Lzer
em
Villa
Nova
de
Famali-
ção.
No
dia
d
’hontem
foi
extraordinariamen
te
concorrida,
segundo nos informam.
O
marco «lo campo.—
(Conto
de
Schtnid).
—
Habiia-a
Henrique
uma
linda
casa de campo
rodeada
de
ura
bello
pra
do
tódo
coberto de
arvores
de
fructa,
e
que
confinava
com
outra
propriedade
de
um
vjsinlio.
Henrique
pouco escrupuloso
de
consciência,
quiz
alargar
a
sua
pro
priedade
á
custa
do
outro, e
ás
escon
didas
e
muilo cautelosamente
mudou
o
marco qoe
dividia
os
terrenos.
Pouco
tem
po
depois
de
ler consummado
esta
usur
pação,
querendo
Henrique
colher
umas
cerejas,
subiu
a
uma
arvore,
servindo-se
pa-a
isso
de
utna
escala
de
mão
Quan
do
subiu
e chegou
ao
cimo
da
escada,
que
estava muito
a
prumo,
caiu
para
traz
com a
escada,
partiu a
cabeça
dando
com
a
nuca
sobre
o
marco,
que
elle
ti
nha
mudado
do
seu
sitio.
Se
não
tivera
feito
esta mudança,
teria
cahido
sobre
a
verde
herva do
prado,
e
não
se
teria
fei
to
tanto
mal.
—
(Extr.)
Calçado impermeável.
—Os
pesca
dores
inglezes
estão
usando
de
ura
pro
cesso
muito
facil
para
tornar
impermeável
O
seu
calçado.
A
meia
cauada
de
óleode
linhaça
jun
ta
se
mero
arraiei
de
cebo de
carneiro,
ou
de
boi, seis
onças
de
cêra
branca, e
A
esta
sala
seguem-se
outras
muitas
que
occupatn toda
a
frente
principal
do
palacio,
com
janellas
que
deitam
para
uma
espaçosa
varanda
de
balaustradas.
No jar
dim
de
baixo,
que
tem
varanda
para
a
praça
de
D.
Fernando,
ha varias
salas
de
recreio,
sendo
a
mais
notável
a
do
meio,
com
quatro
portas
de
vidraça,
que
dão
com-
municação
para
ambos
os
lados
do
jardim.
E
toda
estucada
de
relevo,
lendo
na pa
rede
do
fundo
uma
fonte
de
marmore
com
sua
estatua.
No
interior
do
palacio
ha
uma
capella
bem
ornada.
Em 1845
a
1846
ha
bitou
n
’este
palacio a
senhora
D. Maria
11,
e ahi
nasceu
a senhora
infanla
D.
Anto-
nia.
Este
palacio é
simplesmente
destina
do
para
hospedar
os
príncipes
estrangei
ros
que
visitam
Lisboa
e
para
os
bailes
da
côrte.
As
melhores
funcções que se
lêem
dado
ali
foram
as
do
baptisado da
senhora
infanla
D.
Antonia,
as
do
seu
consorcio
e da
sua
irmã
a
infanta D. Ma
na
Anua, as
quaes
ahi
residiriam
até
á
sua
partida
para
a Alemanha,
e
as
ma
gnificas
festas
de
beija-mão, jantar
e
bailes
do
consorcio
de
el-rei
D.
Pedro
V.
A
quinta
e
jardim,
ainda
que
dispos
tos,
em
geral,
conforme
o gosto
antigo,
são
muito
aprasiveis.
Frequentes
vezes
ali
passeia
a
rainha
com seus
filhos.
Este
palacio
estava
ultimamente
pre
parado para
receber
o
imperador
do
Bra
zil,
e foi depois
disposto
para
hospedar
os
príncipes
da
Baviera.
Ficou
pois n
’
es-
sa
disposição
até
agora.
Eis
o que
ali
se
fez
para
receber
o
príncipe
de
Galles.
A
sala
das
bicas
foi
guarnecida
de
arbustos
os
mais exquisitos,
de
flores
da
Azia,
Áfri
ca,
America,
e
Europa.
A
sala
encarna
da,
que
é a
das recepções
reaes,
quando
a côrte
ali
entra
é
a
destinada
para
as
recepções
do
príncipe.
A
sala
de
D.
João
VI
é
destinada á
sala
da
raesa.
Tem
o
busto*
de el-rei
D.
João
V,
e
é
estufa
da
de
azul.
Está singelamente
mobilada.
A
sala
denominada
da
rainha,
foi
a
quatro
onças
de
resina; todas
estas
sub
stancias
vão
ao
fogo,
só
se
tiram
quan
do estão
bem
derretidas
e
misturadas.
Mo
lhando-se
n
’este
liquido
emquanto
está
quente,
uma
escova,
applica-se
ao
calça
do,
e deixa-se
arrefecer,
Feita
esta
ope
ração
o
calçado ficará impermeável,
sem
comludo
tomar
uma
consistência
que o
torne
incommodo.
Eoiardes.
—
.Monsenhor
o
Bispo
de
Tarbes publicou
uma
carta
pastoral,
fa
zendo
conhecer
o
B<eve
pelo
qual
o
So
berano Pontifice
auctorisa
a
coroação
da
imagem
de
Nossa
Senhora
de
Lourdes.
Esla
ceremonia,
para
a
qual
serão
con
vidados
lodos
os
Bispos
de
França,
rea-
lisar-se-ha
na
segunda
feira
3
do
proximo
julho,
e
será
precedida,
tio
domingo
2,
isto
é,
oa
vespera,
da
Sagração
da
Ba
sílica
de
Lourdes.
Immenso
será
o
concurso
de
gente
áquelle
ião
milagroso santuario.
A
aXwrboleta.—
Pablicou-se
O
n.°
9
da
Borboleta,
hebdomadario de
litteratura
dedicado
ás damas
bracarenses.
O
presente
n.°
contem:
O
homem
ea
voz, por
Uma
portuense
ingnota
;
A
mr.
Hermann,
por Gonçalves
Crespo
;
Camões
e
Cervanles,
pelo
dr.
Pereira-Caldas
; Seu
nome,
pelo dr.
Alberto
Cruz
;
Margarida
de
Loibo,
por
Soares
Romeo
Júnior;
As
grades
d
’um
convento, por
Alberto
Braga;
D.
Quichole á
sua
Dulcineia,
por
Correia
Júnior
;
Romores
lillerarios
;
Sombras, por
Bernardino
Passos
;
Amor fatal,
por
E.
d
’Amorim ; Manha
mãe,
por
A.
Malheiro
;
Modas,
por
D.
Adelaide de
Menezes
;
Pa
peis
velhos
(II),
por
Dias
Freitas; Expe
diente.
O
palacio
real de
Belem.—
Hos
pedagem
do príncipe
de
Galles.
Em
1726
el-rei
D.
João V
comprou
ao
conde
de
Aveiras
por
2)0:000
cruzados
o
palacio
e jardim
que
elle
tinha
no
largo
de
Belem,
para ali
fazer
a
sua
residência
de
verão,
e poúco
depois
comprou
ao
conde
de
S.
Lourenço
um
palacio
e
quinta
que
elle
possuia na
calçada
da
Ajuda.
D’
eslas
duas propriedades
resulta
o
palacio
actuai.
A
lachada
principal
consta
de cinco
cor
pos.
Tem
só
dois pavimentos, o
lerreo,
e
o
nobre.
Na
frente
da parte
de
oeste
está
uma das entradas
do
paço,
e
a
ou
tra
na
de leste.
O
salão
da entrada
do
la
do
de
oeste
é
grandioso.
O
pavimento
é
de
marmore
azul
e
branco
em
xadrez.
No
teclo
ha
ricas
pinturas
e
ornam
as
paredes
dez
bustos
de imperadores romanos,
de
jaspe,
e
mellidos
em
nichos
No
fundo da
sa
la
avulta
um
busto
de
D.
João
V,
esculpi
do
em marmore de
Garrara,
e
collocado
em
elegante
pedestal.
Ao
lado
d
’
esle
busto,
ha
duas
fontes,
também
de
marmore.
0
salão
do
baile
correspondente
ao da
en
trada,
mas
na
frente
da
parte
de
leste.
destinada
ao
aposento
de
dormir
do
prín
cipe,
e
n
’
ella
esmeraram
os
armadores.
As
guarnições,
incluindo
o docel do
eito,
são
de
selim
e
damasco
vermelho.
O
leito
é
de
metal
dourado.
Tem
umas
valiosas
colxas
de
selim.
Toda
a mobilia
é
dourada
e
com
estofo
em
seda
côr
de
rol
i A
jardineira
e
o
consolo têem
co-
jerturas
de
marmore.
O
toilelle
é
lambem
armado
de
novo,
no
mesmo gosto do
quar
to
de
dormir.
Tem dois
bellos
jarrões
de
flores.
Os
aposentos
immediatos
são destina
dos
ao irmão
do
príncipe.
O
quarto
de
dormir
era
guarnecido
de
bella
mobilia
com
estofos
amarellos.
Foi
n’
esle
quarto
que
dormira
a
ex-raínha
Isabel
e
o
ex-
rei
Amadeu
de Hespanha.
Os
aposentos
do
outro
lado
são
destinados a
seis pessoas
de
comitiva,
e
no
palacio
do
picadeiro ha
quartos
para outras seis, ornados
com
gosto
e
singeleza.
negociações de
especie
alguma
com
o
go
verno,
o
qual
deixarão
tivre
para
reçel-
ver
como
queira
a
questão
dos
fueros.
O
governo
enviou
uma
fragata a
Tan
ger
para apoiar
as reclamações
do
cônsul
hespanhol.
Crê-se
que
a
discussão
do
orçamento
terminará
antes
de
10
de junho.
SECÇÃO
DE
COMMUNICÃDOS
Anniversario
das Almas em <3o-
dinhnços
Ha
dias
commemorou
se
na
freguezia
de
Godinhaços
o
anniversario
das
Almas,
onje
o
revd.
0
parocho
padre
Manoel
Vieira,
não
se
poupou
nos
trabalhos
d
’
esta
Itincção
para
commemorar as
Almas dos
finados.
Estava
a
egreja
ríc^meole
decorada
como
o
acto o
requeria,
tudo
a
ordem
e
von
tade
do
mesmo
revd.0
parocho
que
alguma
despeza
e
trabalho
teve
para
tal fuocção.
A pliilarmonica
foi
do
revd.
1,10
Joaquim
Jo*-
sé
Rodrigues
de
Abreu,
parocho
da
Boa»
Ihosa,
que
muito
bem
satisfez
a
todo
o
auditório.
Foi
orador
o
muito
revd.
0
Jose
de
Almeida,
da
fieguezia
de
Annais, hoje
cu
ra
coadjutor
na
freguezia
de
Freiriz,
co
marca
de Villa
Verde.
Este
orador
lionve-
se
muito
bem no
desempenho
da
sua
mis
são.
Já
nas
domingas
da
Quaresma
o
snr.
padre
Almeida
havia
deixado
plenamente
satisfeitos
os
povos
d
’
esta
freguezia
e cir-
cumvisinhas
que
concorriam ás
praticas
feitas
por
s.
s.a
O
ill.,no
snr.
José
Joaquim
Lopes
de
Carvalho,
que
por
sua
devoção mandou
fa
zer
e-sas
praticas
e
lodos
os
devotos
e
me-
sarios
da confraria
das
Almas
<le
Godi-
nliaços,
são dignos de louvor
pelo
zelo que
tiveram
t/esie
acto
solemne e
magesioso.
BANCO
COMMERCIAt
BE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commerciat
de
Braga
em 29 de
abril
de 1876.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
33:6320500
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
105:4840621
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
...................................
984:4750781
Empréstimo
sobre
penhores.
164:8380880
Contas
correntes
com garan
tia........................................
1.371:5850017
Agentes
no
paiz e estrangeiro.
535:3010755
Titulos
e
papeis
de
credite.
263:6920455
Diversos
devedores.
.
.
.
50.0310857
Despezas
de
installação.
.
5:2000000
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:7070500
3.515:9500366
Passivo
UI
í
TIMBS
TESaEGKAMMAS
»A
AGIEMCIA
IÍAVAS
MADRID,
5.
—O
congresso regeilou
por
163
votos
contra
12
uma
emenda ao
artigo
11.°
do
projecto
de
constituição,
que
estabelecia
que
os cultos
dissidentes
catholico
e
roinano fossem
restringidos
ao
exercício
privado.
P
a
RIZ, 5.
—
A
ex-rainha
Isabel
assis
tiu
a
um
giande
jantar
no
palacio
do
Ely
•
seu.
A
circulai
de
Ricard
aos
perfeitos
ácer
ca
da
venda
dos
jo.
naes
na
via
publica
é
concebida
em
sentido
liberal.
O
collegio
e
a
biblioiheca
de Cbarle-
villè
foram
destruídos
por
um incêndio.
MADRID,
6.—
A
proposta
de
lei
re
lativa
aos
fueros, qoe
brevemente
será
apresentada
ás
côrles,
terá
Ires
artigos,
sendo
uru
relativo
as
contribuições,
ou
tro
ao
recrutamento
e
o
3.°
aos
servi-
çps
provinciaes
e
municipaes.
LONDRES,
5.
—
Northcote
declarou
na
carnara
dos
commuos
que
a
Inglaterra
es
tá
prompta
a
acceitar
a
proposta
de
com
pra
do
canal
de
Suez em
coinmum
pelas
potências
rnariíimas.
Disraeli
fez declarações pacificas
com
respeito
á
exlensão
da
Rússia
na
Asia
central.
MADRID,
6.—
o
príncipe
de
Galles
e
o
príncipe
Arthur
fotam
nomeados
grau-
cruzes de
Carlos
111.
O
rei
far-lhes-ba
presente
das
insí
gnias.
Diz
o
«Imparcial»
que os
delegados
de
Biscaia
e
Navarra,
não querendo
acceitar
responsabilidades que consideram
graves,
ou
por outras
ia>ões,
declararão
ámanhã
a
Canovas
que
resolveram
não
entrar
em
Capital
..................................
1:000:0000000
Obrigações
...........................
1.447
:65<
>0369
Depositantes
............................
176:3770965
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro
417:7010822
Diversos
credores.
.
.
.
128:7580303
Letras
em
deposito.
.
. .
43:2660730
Letras
a
pagar
.......................
90:1080688
Notas
em
circulação
. .
.
136.6200000
Fundo de reserva.
. . . 50:0000000
Reserva
para
prejuisos
even-
tuaes...................................
3:000000
Jividendós
a
pagar.
.
.
.
2:018:0605
Ganhos
e perdas.
.
.
.
20:4530882
3.515:9500366
Braga
3
de
maio
de
1876.
Os
Directores
João
Evangelista
de
S.
Torres
e Almeida.
Manoel
José
da
Costa Guimarães.
Resumo do
activo
e
passivo
do
Banco
do
Minho em
30
de
Abril
de
1876.
Activo
Caixa
:
exislencia
em metal
i
»
em
notas
Papeis
de
credito.
Acções
de
c.
própria
.
Hypoihecas
de raiz .
.
Leiras em liquidação
.
Remessas
em
»
Empréstimo
sobre
penhores
Leiras
descontadas
. .
Letras
a receber
.
.
.
Saques
e
remessas
de
n.
c
Saques
e
remessas
das
agencias:
....
65:6470877
24:7300000
91:7450388
64:8000000
74:4040153
9:6670728
17:0120127
16:5630070
925:9610327
8:5450712
60:4360666
146:5310557
HOG
G
Phar
mac
eut
ico
,
2,
rua
de
Gast
igl
ione,
Pariz,
unico
preparador.
De
ba
ixo
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l
a
peps
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mente
ao
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rigo
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me
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a
ne
m
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as
sua
s
proprie
-
;
dade
s,
e
a
sua
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icac
ia
he
ent
ão
cert
a.
As
Pilulas
de
iloog
sã
o
de
tréz
preparaç
ões
differe
ntes
:
!•
PIL
ULA
S
DE
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com
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pura,
contra
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máes
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ões,
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,
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s
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ou
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FILU
LAS
DE
HOGG
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unida
ao
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pa
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estô
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s.
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unida
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—
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de
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Lisboa
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Lisboa.
Quaes
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ações
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bilhetes
de
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podem
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se
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S.
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Braga
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e
Buenos
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s
Aceitan
do
lambem
passageiros
de
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se
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bordo
no
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Companhia
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18
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Maio.
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ndas
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s
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e
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Agent
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Braga
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João
Manoel
da
Silva
Guima
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s,
Rua
do
Souto.
Parte de Comércio do Minho (O)
