comerciominho_08041876_479.xml
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-
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO 479
Assigaa-see
vende-se
no
escriptorio do
editou
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para onde deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=As
assi
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular. Folha avulso
10
rs.
SEÈS.fiSfi
“
*TT" MIIMM !■ IWI1B1IH1 tr
~B
I— III—----- FTM—
>“
UBMCA.-S
1B3
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
-
'!
BRAGA— SASZBAIíO £ SS
ABRIL
Bua»
palavras.
Tem
desagradado
a
alguns
dos
que
se
dizem nossos correligionários
políticos a
opinião
que
sobre
os
meelings
expendemos
n
’
um dos
n.
os
antecedentes.
Fingem
lobrigar
nas
oossas palavras
uma
tal
ou
qual parcialidade,
que
se não
compadece
muito
com
os
princípios
e
cren
ças,
que
apostolamos
e
defendemcs.
Assim
será.
Mas
nós
lemos
direito a
que
se
nos
faça
mais justiça.
O
nosso procedimento
como
particula
res
e
como
jornalistas
é bem conhecido
d’
es-
ses
mesmos,
para
qne
desapaixonadamente
nos
censurem.
Se
nos declaramos
contrários
aos cha
mados comícios
populares
que os históri
cos
psomoveram
e promovem,
c
porque
ern
consciência
entendemos
dever
proceder
as
sim,
e
nunca
influenciados
por
sugestões
de
corrilho.
Para
nós
é
iodifferente
que
o
gabinete
seja
composto
de
históricos
ou
de
regene
radores;
não
obstante
preferirmos
estes
áquelles; porque
os
factos
nos
impõem
es
sa
preferencia.
Parece-nos
caricato
estar
sempre
a
apon
tar
para
a
legenda
da
bandeira,
á
som
bra
da
qual
nos
postamos.
O
LIBERALISMO
GATHOLIGO
SEGUNDA
PARTE
Valor
praeíãeo do sistema,
O
padre
Neudmau
nos
lembrava
ha
pouco
(em
sua
brilhante
resposta
a Glad-
stone)
que
para
apreciar
com
justiça
uma
doutrina
é
mister
collocar-se
nu
ponto
de
vista
dos
seus
defensoies. Appiiquemos
esta
regra
á
nossa controvérsia
com o
liberalismo
catholico.
Nós o
temos
visto
declarar
pela
bocca
de
seu
mais eloquen
te
campeão,
que
renuncia
a
defender-se
sobre
o
terreno
doutrinal, «Não faço theo
ria,
nem, sobretudo theologia
;
não
res
pondo por
meio
de
argumentos dogmati-
sadores
que
me
condemnam
e
que
cu re
cuso...
Invoco
factos,
e
d
’
elles tiro
ensi
namentos
puramente
praclicos
que
vos
pro
ponho.»
Citemos
textualmente
por esta
vez
:
Je
ne fais
poinl
de
théorie,
ni sur-
toul
de
Ihéologie
;
je
ne
réponds
point
par
des
argumenls dogmaliques
aux
dogmati-
saleurs
qui
me cqndamnent
et
qui
je
recu
se...
J
invoque
les
fails
et
j'en
tire
les
en-
seignements
purement
pratiques
que
je
vous
propose.
Não
discutamos esta pretensão;
sup-
ponhamos
verdadeiro
o que
é
certaraente
falso
—que pode
haver
uma
praclica
sem
theoria,
e
consequências
sem
princípios.
Tomemos
o
liberalismo
catholico
tal qual
elle
se
nos offerece,
como
um
plano
de
conducta
que
se
adopta melhor que to
do
outro
aos interesses
eternos
da
ver
dade,
e
ás
condições
e
ás necessidades
da
sociedade
moderna
;
e
perguntemos
a nós
mesmo
se
o
sistema
em
questão resgata
ou
compensa
por
sua
utilidade
pratica
a
completa
ausência
de
bases
doutrinaes.
O
melhodo
de
um
plano
de
conducta
reconhece-se
por quatro
siguaes
:
pela
gran-
desa
do
fim
a
que
mira,
pela nobresa
do
prmcipio
de
que
parte,
pela
eflicacia
dos
A
Virgem
ko
pé
dn Cruz
Stabat
autem
juxta
Cru-
cem
Jesu
Mater
ejus,
et..
.
(Paixão
do
Senhor,
se
gundo
S.
João
na
missa
de
hoje.)
Está
próxima a
hora
de
oóa.
Trevas
profundas
e carregadas
se
estendem
por
sobre
a face
da
terra.
Lá
nos
píncaros
escalvados
do
Golgo-
tha
elevam-se
tres
cruzes.
Em
roda tudo
sdencio
e sombras!
Nem o voejar
d
’
um
passaro
nem o
rumorejar
d
’uma
folha de
arvore
!
nada
!
tudo
silencio
e
sombras 1
Só
se
ouve a
espaços,
o
motejar
blas
femo
da
turba,
e
mais
distantes,
nas que
bradas
do
Calvario,
as
gargalhadas
sarcas-
ticas
da
soldadesca,
lançando
sortes
sobre
a
túnica ioconsutil
do
Christo.
Ao
sopé
d
’oma
das cruzes
está
uma
mulher
de cabellos
esparsos: estatua
da
dôr,
eil-a
ahi
com
duas lagrimas
congela
das
a
tremerem-lhe nas faces,
stmilhante
«o lírio dos
covailes
que
o
orvalho
da
ma
nhã
rociara...
Quem é
esse,
ó
Viigem,
para
quem
estás
olhando
com
tanta.dôr
e
ternura?...
Será
acaso
aquelle
mesmo
meniuo
loiro,
que
oul
’
ora
mostravas
com tão
saqta ufa
nia
deitado
no
presépe
aos
pastores
de
Be-
lem
?.
.
com quem
fugiste da
sanha
san-
guinaria
de
Herodes?...
Oh!
porque
não
foste
pedir
de
novo
ás
palmeiras
do
Egyplo
que
t
’
o
acoitassem
do
furor
insensato dos
barbaros
que
t
’o
mataram
!
?
Para
que havias
de
to,
ó
sol,
velar
as-
meios que
emprega,
e pelo
valor
dos
re
sultados
que
obtém. Se
o
fim
pretendido
é
irrealisavel,
se o principio
proclamado
é
insustentável,
se
os
meios
adoptados
es
tão
em opposição
directa
com
as
inten
ções
d’
aquelles
que
os
empregam
;
einíim
se
os
resultados
obtidos
são
precisamen
te
o
contrario
das
vantagens
piometttdas
e
esperadas, claro
está
que
o
plano—
to
do
o
piano
(isto
é
o
plano
inteiro,
ab
imo
usque
ad
summumj
—
não
pode
ser
con
siderado
senão
como
um
aborto
com
pleto.
Tal
é
precisamente
o valor
do
libera
lismo
catholico,
considederado
sob
seu
as
pecto
mais favoravel.
Qual
é
o
fim
que
elle
se
propõe?
A
reconciliação
do
dogma
christão,
que
é
a
Soberania
social
de
Jesus
Christo,
com
o
ê
ro
liberal,
que
é
a
negação
d’
esta
so
berania
:
contradição
manifesta.
Qual
é
o
principio
geral
em
que se
estriba
a
ta-
ciiea
dos catholicos
liberaes?
E
’o
poder-
se
capitular
com
um inimigo
que
se
de
sespera
de vencer
;—
principio
que
collo-
ca
os
novos
defensores
da
Egreja
em
op
posição
a
seus
antepassados.
Qual
á
marcha
adaptada
pelo
libera
lismo
catholico
para attiogir
seu
fim? Uma
marcha reprovada pela Egieja
e
opposla
por conseguinte
á
crença
e
ás
intenções
dos
calholicos
que
a
seguem.
Quaes
são
os resultados
do
sistema?
O
mais
grave prejuiso
inflingido
á
própria
causa
da
qual este
sistema
devia
assegu
rar
o
triunfo.
Em poucas
palavras, o
liberalismo
ca
tholico
é
chimerico
em
seu
fim,
anti-ca-
tholico
em seus
processos,
desastroso
em
seus
resultados.
São estas,
accusações
mui
graves
:
ar
ticulando-as,
temos
plena
consciência
da
responsabilidade
que
assumimos.
Queiram
nossos
leitores
pesar
e
considerar
bem
as
provas
em
que
pretendemos appoiai-as;
dir-oos-hão
depois
se
acaso havemos
ul
trapassado
os
strictos
limites
da
verdade
e
da
justiça.
sim
de
todo
o
teu
rosto
?...
pois
não
se
ria
melhor que
amortecesses
antes
os
teus
raios
e
ficasses
á
maneira
de
lampada fu
nerária
a
alumiar
aquelle
lúgubre
espec-
taculo?
!...
Ai!
quem
me derá,
Senhora,
a
harpa
de Jeremias, para’
d
’
ella
desferir
arpejos
suaves
que
vos
adoçassem
as maguas,
en
dechas
sentidas
que
vos adormentassem
as
dores
!
O’
terra,
treme
d
’
horror
!
fendei-vos,
ó
rochedos!
rasga-te,
ó
véo
do templo!
morreu
o
Redemptor
!...
Mas
tu,
ó
huma
nidade,
exulta
;
foi consummado
o
mys-
terio
d
’
amor,
qoe
quebrou
os
teus
grilhões
!
Lá
onde
Maria
perdeu
um
Filho,
ganhaste
tu
uma
Mãe!
Ahi
tens,
ó Virgem.
Quizera
offertar-te
oderosas violetas...
e
só
te
oflereço
funerá
rios
goivos !
Padre
F.
S
C.
(«Palavra»)
AOTICIAS
ESTRAXGEIRAS.
As
folhas
hispanholas
do
dia
3
noti
ciam
que
a reunião
da
commissão
consti
tucional
com
o
governo
durou por muitas
horas.
Depois
de
detido
exame
sobre
os
arti
gos
do
projecto,
foi
aprovado
por
una
nimidade o parecer
da
commiásào
em
to
dos
os
seus
artigos, incluindo o
11,
que
não
soffreu
a
mais
leve
alteração de re
dacção,
como
algumas
pessoas
esperavam.
A
commissão,
de
accordo
com
o
go-
I
*
Delerminam-se
com
toda
a
precisão
e
clareza
as
posições
dos
combatentes.
Mas
antes
de
emprehender
esta
ultima
parte de nossa demonstração, quereríamos
precisar
bem nosso
pensamento, de
ma
neira
que
todo o
engano
e
todo o
equi
voco
se
torne
impossível. Mada
com ef
feito
é
mais
para
temer ria
presente
com
troversia,
em que
lemos
por
adversários
homens
tão
dedicados
como
pós
á
ver
dade,
que
não
a combatem
senão
por
que
a
consideram
sob
uma
falsa
apparen
cia.
Entenda-se
pois bem
o
que
vamos
di
zer :
debaixo do
nome
de
liberalismo
ca
tholico,
não pretendemos
de nenhum
mo
do
condemnar a
altitude
tão
legitima
co
mo
leal,
tomada
em
frente
das liberdade»
modernas
por muitos
catholicos
que
habi
tam
paizes
em
que
estas
liberdades
são
a
unica salvaguarda
possível
dos direitos
da
verdade.
Sem
condemnar
de
maneira
alguma
o
passado
da Egreja,
sem
com-
prometler
o
seu
futuro,
sem
renegar al
gum
dos
direitos
do
Homem-Deus,
estes
catholicos
acceitam,
tal
como
ella
é,
a
constituição
da
sociedade no
seio
da
qual
vivem
; esforçam
se
por lhe utilisar
as
vantagens
e
por
lhe
diminuir'
os
incon
venientes;
e,
firmemente
resolvidos
a
cum
prir
cooscienciosamente
os deveres
que
ella
lhes
impõe,
revindicam
virilmente
os
direitos
que
a
mesma
lhes
confere.
E
’
assim
que'
procedem
nossos
irmãos da
Inglaterra
e
da
America
:
e
o
que
have
rá
n
’esta
conducta
que
não
seja
perfeita
mente
louvável? Quem lhes
estranhará
c
,
preferiam
a
franca
liberdade
sob
a
qual
vivem (abstraindo
de
algumas
injustiças
e
lirannias que
de vez
em
quando
tam
bém
soffrem)
ao
regimen hipócrita
e
bas
tardo que
nos
impõe
o
liberalismo
euro
peu,
e
que,
ao
mesmo
tempo
que
nos
re
cusa
o
reconhecimento theoiico dos
di
reitos
da
verdade,
mantém
os
obstáculos
a
preço
dos
quaes
os
governos
regalistas
—
■
-.......4— —
,"?! ■
■ |
H |
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Semestre
8õ0
rs.=Proo»n-
cias,
anno 2&400
rs.
e
sendo
duas 4&000
rs.-=Seméstre
1^250
rs.=J?razif,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8$000 reis e
i$500
reis moeda fraca.=Anniincios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
%
d’
abatimento.
verno,
resolveu
modificar
o
artigo
relativo
á
constituição
do senado,
argumentando
o
numero
de
senadores
vitalícios,
e
na
mesma
proporção
o dos
electivos.
Estes,
em
vez
de
ser
100,
serão 150.
Diz-se
nos
círculos
financeiros
que
Sal-
vaverria
augmenta
o
desconto
nos
venci
mentos
do
ejero
e
dos
empregados públi
cos
de
20
a
25
por
cento,
segundo
as
suas cathegurias.
Eleverá
o
orçamento a
750
milhões
de
pesetas.
Substituirá
os
bi
lhetes
hipolhecarios
da
divida
fluctuante
por
outros
pagaveis peio
banco
de
His
panha.
Os
coupons
vencidos
desde 1874
serão
convertidos
em
títulos
de
3
p.
c
.
consolidado
e
os
pagaveis em
julho
dè
1975
receberão
um
1
por
cenio
em di
nheiro
e
2
por
cento
em
titulos
de
divi
da
diflerida.
O
ministro
das obras publi
cas
leu
no
senado
um
projecto
de
lei
tendente
a
dar
ás
futuras
linhas férreas
uma subvenção igual á
quarta
parte
da
despeza
de
conslrucção
quando
tsla
não
exceda 340:000
pesetas
por
kilometro
•
no
caso
contrario
de 60.000
pesetas
por
ki
lometro,
em conformidade
com
a
lei
de
caminhos
de
ferro
de
1979.
As
representações
pedindo
a
Unidade
Catholica
aflluem
ao
Congresso,
e
perse
guem
D.
Affonso,
que
tem
com
os
libe
raes o
compromisso
de
a
destruir.
Todos
os
membros
da
commissão
no
meada
para
emitlir
parecer
sobre
as
mo
dificações
em
sentido
republicano
que
de
vem
introduzir-se
na
lei
de
instrucção
pu
blica,
sao
eompletamente
favoráveis
á
ideia
de
qoe
só
os
jurys exclusivamente
corn
ou
cezarianes
lhe
fariam
practicamenle,
e
abnsivamente,
comprar
este
reconhecimen
to?..
Não,
mil
vezes
não.
Não
é
ser
li
beral
o
querer
a
liberdade
da Egreja. Pe
lo
contrario,
é
porque
nós
nada quere
mos
sacrificar deita
liberdade,
que
de
testamos
o
seu
mais
mortal inimigo,
—
o
liberalismo.
Igualmente
não
é
ser
liberal
o querer
as
verdadeiras
liberdade
sociaes
; e
nós
julgamos
ter
sufficientemenle
provado
que
estas
liberdade»,
(1)
tanto as
individuaes
como
as
domesticas,
municipaes,
como
provinciaes,
são
incompatíveis
com o
li
beralismo
(vej.
os artigos
sobre a
banca-
rota
do
liberalismo,
que
serão
publicados
no
livro
cujo
apparecimento proximo
já
annunciamos—O
liberalismo
desmascarado).
(.Continua)
(1)
No
livro
intitulado:
Le
Mouvemenl
communal
et
municipal
au
moyen-age,
o
snr.
Edoard
Demolins
prova
com
factos
salien
tes
e
urecusaveis
que a origem,
o
desen
volvimento
e
a
queda
das
liberdade»
pu
blicas
em
França
tem
seguido
o
crescimen
to
e
a
declinação
da
influencia
social
da
Egreja
Catholica.
Não
conhecemos
refuta
ção
histórica
do
liberalismo mais
perem
ptória.
Um
juiz do
qual
ninguém
contes
tará
a
imparcialidade
nem
a
illustração,
o
snr.
Le
Play,
escreveu
n
’
ontra
carta
dirigida
ao
auctor
estas
notáveis
palavras-
«Reconduzindo-nos
á
historia
do
passado
e
ao
respeito
para
com
nossos
avós, tes-
liluis-nos
as
forças
que
devem
curar
os
males
do
presente
e
preparar
a nossos
fi-
Ihs
um melhor'porvir
..
O
traço
principal
de
nossa
historia
esiá
d’
oravanle
em
ple
na
luz
:
a
edade
media,
apesar
de
suas
la
cunas
e
de
suas
fraquezas
tinha
commu-
nicado
á
nossa
raça
qualidades
que
diaria
mente
se
vão
destruindo
sob
a
influencia
dos
tres
dogmas
da
Revolução.
Estes
ér-
ros são
a
unica
novidade
que
a analise
das
duas
«declarações
dos
direitos*
faz
17
S
89^
r^r
F
re^enc
^i^°s «princípios
de
postos
de cathedraticos
de
faculdade
pos
sam
conferir
os
graus
académicos.
A maioria
da
camara
dos
deputados
censurou novamente
a
incúria
do minis
tério.
Teme-se
conflictos
antes
das
ferias
par
lamentares,
que
começarão
no
dia
8.
Foi
annullada
a
eleição
do
duque
de
Fêltre,
bonapartisia.
O
ministros
dos negocios
estrangei
ros,
duque
Decazes,
paiece resolvido
por
agora
a não
levar
a
cabo
alteração al
guma
nos representantes de
França
no
estrangeiro,
por
mais
que
alguns
d
’
elles
sejam
reconhecidamente
contrários
ás
ten
dências
actuaes
da
politica
franceza.
O
CURA
»’AI
í
DE14
l
.
Era
d
’
outono
uma
tarde;
Como ha só
em
Portugal;
Quando
em
calma
se
nàõ
arde
Nem
de
frio
inda
ha
signal;
O
ar,
d
’
azul
transparente
E
’
cristalino
sem
veu;
E
até
parece
que
ao
ceu
Se
prende
a
vista
da
gente.
Fui-me então
por
montes
fóra
Da
linda tarde
gosar;
E n
’
um
serro, que
demora
Já
distante
do
meu
lar,
Encontro
um
velho sentado...
Era
o
padre
Belchior.
Ia-se
o
sol
quasi
a
pôr.
Mas
eu
sentei-me
ao
seu lado.
Da
oliveira
osjastos
ramos
Faziam
nos
teclo
alli;
Como
amigos
conversámos,
E
a
conversa
conto
aqui;
Eu
sabia-lhe
a valia,
A
intelligeocia,
a
lição,
Do
espirito
a
elevação,
Pois d’
ha
muito
o
conhecia.
Na
próxima
aldeia
Cura,
Vivia
um
pobre
viver
Em pobre
casinha
obscura,
Occupado
em
bemfazer.
E
disse-lhe
—«Padre,
lamento
Não
ser
eu
Bispo,
uma
vez;
Nào
era
em
Cura
montez;
Que enterrava
o
seu
talento!
«Pois
diga-me,
sem
disfarce,
E
sem
modéstia
lambem.
Como
póde assim
privar-se
Dos
soccorros,
e do
bem,
Das
ideias
e
progresso,
E
da
sociedade,
emfim,
Morto
em
vida
aqui
assim,
Diga,
diga-me,
eu lhe
peço?!*
poz
á
banda o
Breviário,
Meio
aberto,
inda
na
mão,
E
apontando-me
um
Calvario,
De
pé,
respondeu-me
então:
«Das
cidades
essa
lida,
Que
eu
bem
sei
que
vae por
lá,
Não
me importa
a
mim
por
cá,
Tenho
d
’
além
melhor
vida!
«Que
me
imporia
esse
ruido
Se
errado
caminho
traz?
Por
ignorado,
é
perdido
0 trabalho
em
santa
paz?!
Ideias,
progresso,
mondo!...
0
trato
não
me seduz
Vem-me
d’alli
melhor
luz,
Vem-me
saber
mais
profundo.
«Além
d
’
islo,
é
vão
seu brado;
Homens,
coisas,
e
pensar,
Tudo
na terra
é
mudado,
Mudou tudo
estranho
mar;
Luxo,
prazeres
d
’
ou(r
’ora
Só
d
’opulentos,
então,
São de toda
a
conriição
Necessidades
agora.
«Junta
a
vaidade
co
’
a
inveja
Brotam
viçosas
do
chão,
E
por
isso
não
viceja
_
A
semente
do
bom grão;
De
egoístas
o evangelho:
Cada
qual
seja
por
si;
De
todos
agora
ahi
E*
já
crença e
bom
conselho
!
«Se
ás
aldeias
mais
remotas
Inda
o
flagello
não
veio,
Um
dia,
ás
brenhas
ignotas
Chegará;
mas o
receio
De
o
ver.
é que
eu
não
sinto,
Qoe
hei-de cá
ter,
então,
só
O
meu corpo
em
cinza
e
pó,
Já
dos
mortos
no
recinto.
«Hoje
inda,
em
nossas campinas;
Quer
o
mando
á mulher.
Aos
filhos, ás
leis
divinas,
Que
lhe
impõe esse
dever;
Se
fordes
a
algum
mercado,
Talvez
n
’
elle
encontrareis
Quem
de
mais
uns
cinco
reis
Leve
no preço
do
gado;
«Mas
não
vos
inveja
nada
O
nosso
bom
camponez;
Nem
rebanho,
nem
manada;
E
ao
que
é
seu,
quer-lhe
de
vez;
Com
o que
tem
satisfeito,
Franco,
justo,
folgasao,
Vê-se
o
liso
coração
Âlravez
do
largo peito.
«Crer
que
ha
Deus,
e
Sant’
Antonio
Tem
por
favor
singular;
E
crê
lambem
que ha
demonio,
Nem
sabe
o que é
duvidar!
Lá
nas
cidadiS,
amigo,
Anda
boje
perdida
a
fé,
Em
nada
por
lá
se
crê;
Muito joio
e
pouco
trigo
!
«C
’os
ignorantes
me
quero,
Que
esta
ignorância
é
melhor
Do
que
hoje o
saber,
que
é
ferro
Contra
a Egreja
do
Senhor.
Sou
feliz
entre
esta
gente,
Socegado
vivo
assim,
E
lá
no mundo,
de
mim
Se ririam cruamente.*
Desceu
a
noite
entretanto
0
Cura partiu
veloz...
Um pastor, com
doce
canto,
No
caminho
o
segue
apoz...
E
de
cima
d’
um penedo,
Ao
frouxo
clarão
dos
ceus,
Vi
aquelle
homem
de
Deus
Sumir-se
atraz
do
arvoredo..
!
JOÃO DE
LEMOS.
GAZETILHA
Lanspéreniie.
—
Expõe-se
hoje
na
egreja
de
S.
Vicente,
e
segunda-feira
em
S.
João
do
Souto.
Asylo
de
S. José.—
Pelas
11
horas
do dia 5
tomaram
conta
da administra
ção
do Asylo
dos
entrevados
de
S.
José,
cuja
entrega
foi
feita pelo
encarregado
d
’
es»a
administração,
o
snr.
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães Júnior, os
seguintes
cavalheiros:
Presidente
—
Conego
José
Gomes
Mar
tins.
Secretario—
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Fiscal
—
Dr.
João
Dias
d
’Araujo.
Thesotireiro
—
Paulo
José
da
Costa.
Directores
Dr.
Moreira
Giroarães.
Padre
Manoel
Anlonio
Alves.
Conego
Antonio
Francisco Pereira
d
’AI-
meida
Coutinho.
Padre
João
Rebello Cardoso
de
Me
nezes.
Commendador
Fulgencio
José
da
Costa
Guimarães.
Manoel
José
Fernandes
Pereira.
Anlonio
Santos
Azevedo Magalhães.
José
Maria
Dias
da
-Costa.
Custodio
José
da
Silva
Amorim.
Francisco
Joaquim
Garcia.
Todos
os
nomeados
compareceram,
en
viando
oflicio
de
escusa
os
snrs.
José
Pinto
Barbosa
e
Narciso
Lourenço
Correia.
Sermão
da
Soledade.—
Na
Sexta-
feira
Santa
tem
de
haver,
pelas
7
e
meia
horas
da tarde,
sermão
da
Soledade
no
extincto convento
de
Nossa
Senhora
da
Penha.
Festa
dao Dores.
—
Celebrou
hon
tem
a
Egreja
a
festividade das
Dôres da
SS.
Virgem.
Houve
missa
cantada
na
Sé,
Santa
Cruz
e
Congregados.
N
’
este
ulti
mo
templo
foi
a festividade
feita
com
o
maior
esplendor,
pois
é a
principal
que
alli
costuma
ter
logar.
A
egreja
achava-se
lindissimamente
de
corada,
sobresaindo
o
arco-cruzeiro
que
estava
trabalhado
com
todo
o
esmero e
gosto,
devido
á
intelligente
direcção
do
snr.
José
Pereira
da
Cunha,
armador
da
Casa
real.
0 altar
da
Virgem
das
Dôr
es
estava
esplendido,
profusametite
illuminado
e
ro
deado
de
jarras
de
flores.
Prégou
o
snr.
abbade
de
Requião,
ora
dor
mui
distincto
e sobejamente
conhecido
n
’esta
e nas principaes
cidades do
paiz.
A
capeila era
dos
snrs.
Paivas,
qoe
agra
dou pelo
excellente
do
desempenho de
varias
sinfonias,
etc.
A
concorrência
dos
fieis
foi
extraordi
nária.
A «i«4cstí*o
do «Talísman*.—
Tem-
se
suscitado graves difliculdades
entre
a
Inglaterra
e
o governo
do Perú
a
propo-
sito
de Ume
avehlura
em
que
tomaram
parte
alguns
marinheiros
inglezes,
e
da
qual
acaba
de
occupar-se
o
parhmenlo.
Na
primavera
de 1874,
utn
navio
con
struído
em
Glasgow,
o
«Talismau»,
car
regado
de
armamento
e
munições,
dirigiu-
se
ao
Chili.
Chegado
alli
recebeu
a
bordo
quaren
ta
e
oito
pessoas, membros
de
uma
conspi
ração
contra
o presidente
da
republica
do
Perú,
e
em
seguida fez-se
de
véla
para
um
porto
peruviano.
Desembarcando
n
’
aquelle
ponto,
o
ca
pitão,
o
segundo
tenente
e
tres
marinhei
ros,
foratn
iminediatamente
presos,
e o
governador
da
cidade
embarcou
em
utn
na-
vic»
de
guerra,
a
tim
de apoderar-se
do
«Talisman*.
Os conspiradores
de
bordo
d
’este
ultimo
fizeram
fogo
sobre
os
sol
dados peruvianos, repélliram-nos,
e
apri
sionaram
o
seu
capitão.
0
«Talisman»
fez-sè
ao
largo
e
nave
gou
para
o
sul,
mas
foi
perseguido
por
um
navio
peruviano,
que
conseguiu
apo
derar-se
d’
elle.
Quando
isto
se
passava,
o Perú
manti
nha
as mais
amigaveis
relações
com
a
Inglaterra.'
A
justiça
peruviana
mostrou-se então
pouco
rigorosa
com
os
auctores d
’este
ata
que,
e dos
21
marinheiros,
que
o
pratica
ram
apenas
condernnotj
4
a
algum
tempo
de
prisão.
Similhante
repressão,
embora
pareça
legitima tem
feito
levantar
no
parlamento
inglez
as
mais
energicas
reclamações
e os
mais
ardentes
protesto»,
e
o
governo
da
Grão-Bretanha
acaba
por
aquelle facto de
enviar
uma
nota
assaz
significativa
ao Pe
rú.
—
C.
Americana.
Convaleseenyi».—
Acha-se
já
em
con
valescença,
a
esposa
do
acreditado nego
ciante
d
’esta
praça,
o
snr. Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
socio
da
antiga
casa
commercial
Carvalho &
C.a
Parabéns.
Asnassinato.
—
Ao
recolher
de
Bar
cellos
a
sua
casa
em
Villa
Cova,
foi,
ha
dias, assassinado barbarameule
o
proprie
tário,
Manuel
José
do
Vaile
Rozendo.
Aviso.—
Pretende
saber-se
das fami
lias a
quem
pertencem
as
pessoas cons
tantes
da
relação
que
abaixo
damos.
Paga
se
aos
revd.
os
parochos
a
busca
e
certidão
respectivas,
dando-se
2^000
por
cada
uma. Para
esclarecimentos
no es
criptorio
d^sta^redacção, rua
Nova,
n.°
3.
Annos
1803
Manoel Antonio
Thomaz,
filho
de
João
Fiancisco.
1810
Manoel
Pinto,
de Braga.
1814
Antonio
Joaquim
de
Carvalho,
fi
lho
de
Manoel de
Carvalho.
1821
Faustino
José
Vieira
da
Costa,
de
Braga.
»
José
Avelino
da
Silva
Braga,
de
Braga.
1822
José
Custodio
de
Barros
Tinoco,
Braga.
1827
João Ferreira
Dias
Rocha, de
Bra
ga.
1829
Bento
Francisco
d
’
Aratijo,
filho
de
José
d’Araujo
e
Maria
Thereza.
1833
João
Francisco
Lopes,
de Braga.
»
Bernardo
Correia
da
Costa
Guima
rães,
de
Braga.
*
Antonio
José
Rodrigues,
filho
de
João
Rodrigues
e
Rosa
da Silva.
1837
Felix
Antonio
d
’
Araujo,
filho
de
Custodio
Manoel
d
’
Araujo.
1838
Joaquim
Moreira,
filho
de
Fran
cisco Moreira
e
Maria-
’d’
Oliveirra
1841
Antonio
de
Sousa
Beiriz Navarro,
filho
de
Manoel
Gomes e
Anna
Magalhães.
»
Anlonio
José
da
Cunha
Lima.
1843
José
Antonio
d
’Andrade
Macedo,
filho
de
Gervasio
Andrade
Ma
cedo.
1847 João Antonio
da Costa,
filho
do
dr.
José
da
Costa
e
Anna
Au-
tonia.
1848
José
Luiz
Velho,
filho
de Francis
co
Antonio Velho.
1830
Dr. José
Pereira,
filho
de
Clemen
te
José
Correia.
Ignora-se
o
anno
Antonio
José
Ferreira
de
Sousa
Guimarães,
filho
de Manoel
Jo
sé
Ferreira
Guimarães.
Antonio
José
Ennes,
filho
de
Fran
cisco
José
Ennes.
Tets-graniia».—
Com
data de 3,
á
1
h.
e
30
m.
da tarde
foi-nos
expedido
um
telegramma
de Villa
Real,
o
qual
recebe
mos
ás
7,
quando
o
nosso
periodico
estava
impresso
e
quasi
completa
a
expedicção
para
o
Alto
Minho.
Nessa participação
os
snrs. Nobrega
Júnior,
e
Guerra,
secretários
da
meza
do
meeting,
asseveram-nos,
sob
sua
palavra
d
’
bo«ra,
qne
os
concorrentes
ao
comicio
foram
7.000
pessoas,
—
e
que
eram
falsas
as
asseverações
em
contrario,
espalhadas
para
diminuir
a
importância
d
’aqoella
reunião
popular,
nas
quaes
se
faltava
redondamente
á
verdade.
Pouco
nos
importa
que
fossem 7,
ou
7
milhões,
as
pessoas
que compareceram
no
referido
meeting.
Nada
temos com
isso.
O
que
sabemos é que dos
telegram-
mas
publicados
pelos
nossos collegas de
Lisboa
uns
dizem
terem comparecido
700
pessoas,
outros
1.000
e
ainda outros
7.000.
Para r.ós
qualquer
destas
cifras
cos
serve.
Agradecemos aos
snrs.
Nobrega
Júnior,
e
Guerra
a
deferencia
que
tiveram
para
comnosco.
E’
rtwíl<».
—
E
’
confirmada
a
prisão
em
Bolonha
(Italia) do
conde
Victor
Mirafio-
ri,
filho
natural
de
Victor
Manoel e
da
con
dessa
Roeina
de
Mirafiori,
verdadeiro
cul
pado,
segundo parece
das
letras
de
cam
bio
falsas
firmadas
por
Victor Manoel
e
postas
em
circulação
pelo marquez
de
M»n-
legazza.
Este
depois
de
ter
sido preso foi
posto
em
liberdade,
com
fiança.
Inaperatrie
«!aa Ivadiaa.—
Londres
4.
—
A
camara
dos
lords approvou
por
128
votos
contro 91
o
biil
conferindo
á
rainha
Victoria
o
titulo
de
imperatriz
das
indias.
«
®
t®rtsaIS»oa.—(Conto de Schinid).
—
Uma
mãe
mandou
sua
filha
Calharina
a
um
souto
apanhar
tortulhos
ou
cogume
los
como
outros
lhe chamam, por
ser
coi
sa
de
que
o
marido
muito gostava.
--Minha
mãe
disse
a
rapariginha
quan
do
regressou, alegre-se
que
hoje
achei-os
mui
ricos
e
formosos.
Olhae,
accrescentou
ella
destapando
o
cestinho,
tão
vermelhi-
nhos
e
tão
bellos.
Também
lá
os
havia
dos
pequenos,
pardos
e
com
manchas
co
mo
aquelles
que
a
mãe
trouxe
no outro
dia;
mas
parecem-me
muiio
feios,
não
quiz
trazer
d
’
elles.
■—
E’
s
uma
tontinha,
lhe
disse
a
mãe
cem
ares de
terreda;
esses
bonitos
e
bel
los
tortulhos,
apezar
da
sua côr
e
linda
apparencia
são
fungãos
qoe conteem
utn
veneno
terrível
que
causam
a
morte
quan
do
se
comem,
ao
passo que
os
outros
par
dos
que
tu
despresaste
são
precisamete
os
melhores
apezar
da
sua
má apparencia.
Assim
pois,
minha
filha, se
encontram
no
mundo
muitas
virtudes
modestas,
que
são
desdenhadas
pelo
vulgo,
da
mesma
fór
ma
que muitos
vícios
que
os
tontos ad
miram.
Até
o
mesmo
peccado
trnta
de
se-
dozir-nos
com
suas
apparencias
agradaveis.
—
(Extr.)
Desgraças.
—
Dois
infelizes
pescado
res, pae
e
filho,
naturaes
do
Algarve,
in
do
em uma
pequena
embarcação
atraves
sando
o
Sado
emdirecção
á
Tróia,
em
oc
casião
em
que
se
levantou
grande
tempo
ral,
subir.ergiram-n
’os
as
ondas,
perecendo
ambos.
Outra
desgraça
succedeu
no
dia
seguin
te,
e
foi
a
morte
d
’
uma
criança,
que
ca-
hiu
no
ribeiro
do Livramento, morrendo
afi
gada.
Sua
mãe,
praticando um
acto
da
mais
heroica
abnegação,
querendo
salvar o
filho, lançou-se á
agua,
sendo
arrastada
pela corrente, e
teria
perecido se
lhe
nâo
acudisse um
pescador,
por
nome
João
de
Deus.
A
infeliz
estava
enferma,
e
o
seu
pa
decimento,
aggravado
pelo acontecimento
referido,
a
tem
posto
em
perigo
de
vida,
diz
a
Gazela
Selubalense.
Indo
da
villa
de
Pombal
para o
Outei
ro
da
Cruz,
no
dia
27
do corrente,
Ma
noel
Lopes,
d
’
este logar,
na
occasião
em
que
possava
o
rio,
no
sitio
da
Ponte
da
Melga,
cahio,
e foi
arrebatado
pela corren
te.
Appnrellio
de
salvação. —
No]
gymnasio
Sollerol, rua
de
Chaussée
de Ao-
tín
diz
o Evenement
de
Paris,
,
experimen
tou-se
hontem
um
apparelho
de
salvação'
para
incêndios,
devido a
mr.
Martin, de
Lyon.
O
apparelho
é
dos
mais
simples.
Bas
ta
vêl-o
funcciooar
uma
sé
vez,
para
lhe
comprehender
o mechanismo,
e
servir-se
d’elle
com
segurança.
Munido
d
’
aquelle
en
genho,
se por
desgraça
se
declara
um
in
cêndio
seja
em
que
andar
fôr,
qualquer
póde
descer immediatamente
alé
ao
solo,
sem perigo
e
alé
sem
fadiga,
com
ou
sem
soccorro
de pessoa alguma;
e
o
mestno
apparelho
póde
repelir
a
salvação tantas
vezes,
quantas
forem
as
pessoás,
tornando
a
subil-o.
As
experiencias
feitas
em
presença
de
vários
conselheiros municipaes,
de enge
nheiros
civis,
e
de
representantes
da
im
prensa, deram
o
melhor
resultado.
Uma,
a
mais
decisava,
foi
feita
com uma
menina
que,
á
vista
de
sua
mãe,
se
deixou
des
cer
mais
de uma
vez
do
alio
da
do
gymoasio,
isto
é,
da
altura
de
ceiro
andar,
pelo menos.
Cão
de gado.—
Na
America
encontram-se
immensos
rebanhos
neiros,
e ovelhas,
muito
longe
das
ções, guardados
apenas
por
um
ou
doi»
cães,
sem
que se
veja
um
só
pastor.
Es
tes
animaes
guardam
com
zelo e
dedica
ção
os
rebanhos,
que
arremettem
com
fú
ria
contra
quem
se
aproxima
do
gado, e
as
re-
collo-
defen-
cornija
um
ter-
do
Sul
de car-
povoa-
nhoes
internos
regularem
a 16,55
a
dinhei
ro,
e
a
16,65
para
o
fim
do
mez.
MADRID 5.
—
Interior
a
16.72,
exte
rior
falta,
bilhetes
hypolhecarios
falta,
bon-
ds
do
thesouro
56,90, cambio sobre
Lon
dres
a
48,50,
dito sobre
Paris
5,06.
Depois
de fechada
a
bolsa
os
fundos
hespanhoes
regularam
a
dinheiro
16,50;
para o
fim
do
mez
16,55.
VERSALHES
5.
—
A
camara
dos
de
putados
approvou
a
urgência
da
proposta
para
que
os
«maires»
sejam
eleitos.
A
re
ferida
proposta será
discutida
depois
das
férias.
O
antigo
embaixador
francez,
em
Madrid,
voltará
ao
seu
posto na
semana
próxima.
LONERS
6
—O
príncipe
de
Galles
che
gou
a
Malta
hoje,
de
manha.
Em
conse
quência
de
uma
indisposição, e
imperador
Guilherme
foi
constrangido
a
adiar
a
sua
visita
á
rainha
Victoria,
em Baden.
leserva
para
prejuisos
even-
tuaes
..................................
)ividendos
a
pagar.
.
.
;
a
perdas.
.
.
.
Ganhos
e
3:000000
3:4650710
18:6740036
3.533:7620310
Braga
4
de
abril
de
Os
Directores
Luiz
Antonio
da
Costa Braga.
Manoel José
da
Costa Guimarães.
1876.
Resumo
do activo
e
passivo
do
Banco
Minho
em
31
de
Março
Activo
exislencia em
metal.
»
em
notas.
de
1876.
do
Penhorado
em extremo pela prompti-
dão
e
desvelo com que
o
snr.
Luiz
Ma
ria
da
Silva
Ramos
se
dignou
acudir
a
meu
innocettfe
filho
pela
occasião
do
ultimo
en-
commodo
que
o
accommellera,
venho
pór
este
meio
significar
o meu
reconhecimen
to
para
com
tão
distmelo
facultativo
que
me
tem
aalido
em
varias
afllicçôes,
e
não
poucas
vezes
a
horas
mortas
da
noita
e
por
grandes
temporaes.
Bíaga
6
de
abril de
1876.
Antonio
José Pereira
de Magalhães
Júnior.
ao
mais
leve
sigtial
de
perigo
todas
zes
se
reúnem
em
um
só
ponto
e
cam
atraz
dos
cães, seus corajosos
sores.
Esta
raça
de cães
éducada
do
te
modo:
Separa-se
o
animal
de
sua
mãe
logo
ao
nascer,
e
habilua-se
a viver
des
de
a
infancia
entre
o gado,
coja
guarda
futura
lhe
deve
ser
confiada
Consegue-se
isto,
fazendo
que
o
cachorro
mame
em
uma
ovelha
3
ou 4
vezes
ao
dia,
deitan
do-o
em
uma
boa
cama
de
lã
e
não
o
deixando
nunca
communicar
com
algum
Cão
extranho. Submette-se depois
á
castra
ção, e
por
esta
fórma
quando
chega á
edade
adulta, quasi que
não
tem
conhe
cimento
dos
animaes
da
sua especie.
Por
este
systema de
educação, o
animal
familtarisa-se
por
tal
arte
com
o
gado,
que
não
cuida
de
outra
cousa
senão
na
defe-
za
e
guarda
dos
rebanhos,
prodigalisando
todos
os
cuidados
e carinhos
aos
seus
com
panheiros
do
campo.
segin-
e
A
peoíe
.
vtw
ba
Rogamos
a
lodos
os
nossos
assignan-
tes
em
divida
de
suas
assignaluras, o
fa
vor
de mandarem
o
quanto
antes
salisfa-
zel-as,
pois
com
o
atraso
em
que
alguns
se
acham
nos
causam
grandes
enbaraços,
aquelles
aonde
não
temos corresponden
tes.
podem
fazel-o por
meio
de
casas
ban
carias
ou
vales
do
correio.
Os
nossos
correspondentes
nas
seguin
tes
localidades
são:
Lisboa, o revd.
0
snr.
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis—Hospício
do
Sacramento.
Porto,
o
snr.
Jdsé
Carlos
das
Neves—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castella,
o
snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr.
José
Antonio
Tei-
Ixeira
de
Freitas
—
Livraria Internacional,
a
S.
Damaso.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio de
Car
valho
Todos
estes
snrs.
estão
munidos
recibos
devidamente assignados.
Caixa:
»
Papeis
de
credito.
Acções
Hypoihecas
de
raiz
.
.
Letras
em
liquidação
.
•
lemessas
em
»
.
Empréstimo sobre
penhores
Leiras
descontadas
Letras
a receber
.
Saques
e
remessas
de
Saques
e
remessas
agencias
:
...
Agencias
no
paiz
.
Agencias
no
estrangeiro.
Contas
correntes
garantidas
1.153:6:>50807
Edifício
do
Banco..
.
.
20:4150699
de
c.
própria
n.
das
c.
92:9370461
14:0320500
92:4550388
64:8000000
74:4180355
9:6670728
17:0120127
17:3070070
904:6810775
82:1700316
212.4290820
147:9370198
179:1900252
105:2100076
3.188:271^872
Passivo
de
Assignaluras
recebidas
UIZTI3IOS
TKIiECRAMMlS BÀ
A6ENCIA
1IAVAS
MADRID
4.
—No
senado
Sarichez
Sil
va
corcbuleu
vivamente
os
privilégios
da
Biscaya e
Navrra,
imputándo-lbes
a
guer
ra
civil,
e
pediu
ao
governo
que
assegure
os
benefícios
da paz
e
unidade
administra
tiva
e
constitucional.
Canovas,
respondeu
que
a
unidade
já está
adquirida
e
que
os
delegados
d
’
aquellas
províncias
virão
tratar
com o governo,
relativamenle
â
sua admi
nistração
interior.
PARIS
4.
— A
«Republica
francesa»
affirma
que
a
maioria
tem
absoluto
respei
to
pela
religião,
mas
que
cortará
prom-
ptamenle
as
agitações
Gambeta
foi
eleito
presidente
da
com-|
missão
do
orçamento.
Falleceu
o
general
republicano
Catnille
Avemer.
PARIS
5.
—
A
folha
official
publicou
um
decreto
levantando
o estado
de
sitio
nos
quatro
departamentos
onde:
ainda
vi
gorava;
outro
decreto
annunciando
uma
ex
posição
universal
em
Paris,
para 1
de
maio
de
1878.
RAGUSA
4.
—
Realisa-se
hoje
a
confe
rencia
do governador
austríaco
da
Dalma-
cia,
Radich,
com
um
chefe
insurgente
da
Herzegovina,
em
Sotterina.
Os
insurgentes
pedem a
retirada das
tropas
turcas,
viveres
para
um
anno,
ma
terial
para
se
construir as
casas
arruina
das
e
o
direito
de traserem
armas.
As
potências
consideram
inadmissíveis
estas
exigências.
ROM
a
4.—
Em
seguida
uma reunião
com vários
deputados
italianos
para
dis
cutir
questões
de
arbitragens,
despesas
mi
litares e
conferencia
internacional;
alguns
membros
das
assembleias
legislativas
e
o
deputado
hespanol
Marcoarta
tiveram uma
conferencia com
ministro
dos
negocios
es
trangeiros
Melegari que
exprimiu opinião
iavoravel
sobre
as arbitragens, pois
que
elle
proprio
seguiu
esse
principio
para
re
solução
de difliculdades
existentes ha
mui
to
tempo
entre
a
Snissa
e
a
lialia,
rela
tivamenle
á
jurisdicção
eclesiástica.
Chaves
(Boticas).—
Domingos
José
Fer
nandes,
até
31
de
dezembro de
1875.
Vieira.—
Francisco
José
Fernandes,
até
30
de
junho
de
1876.
—Bernardo
Xavier
Vieira d
’Azevedo,
até
19
de
maio
de
1876.
Anadia.
—
Manoel
Rodrigues
das
Neves,
até
30
de
junho
de
1876.
Lanhozo.
—
Dr Antonio
Joaquim
da
Sil-
Ferreira,
até
19
de
março de
1876.
Povoa
do
Vanim.
—
Abbade
de
Laundes,
15
de
junho
de
1876.
Ponta
Delgada
(S.
Miguel).—João
Fis-
Chamberlim,
até
10
de
dezembro
Capital
.
.
.
..
.
.
Fundo
de reserva.
.
.
Reserva
para
prejuízos
even-
luaes
.........................
Dia
para
garantia
de
divi
dendos.........................
Dita
para
decima
.
• •
Notas
em
circulação
.
.
Deposites
á
ordem
.
.
.
Depositos
a'praso.
.
.
Dividendos
a
pagar
. .
Credores
no
paiz
.
.
.
Agencias
no estrangeiro .
Agencias
no
paiz.
.
.
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Saquese
remessas
de
n.
c.
Leiras
a
pagar
.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
600:0000000
30.0000000
50:0000000
40
0000000
6:0000000
93:1150000
185
3310105
1.502:7588544
2:6190116
379
1820676
167:4720137
67690943
60:8550638
22:0850812
9:3860265
32:0950636
2.188:2740872
va
alé
de
de
de
de
clericaes.
hir
1875.
—
Albino
Augusto
Pessoa,
até
17
julho
de
1876.
—
Manoel
Francisco
Pinheiro, até
6
fevereiro
de
1876.
Rio
de
Janeiro
—
Joaquim
Gomes
Souza
Braga,
até
31
de
março
de
1877.
—
Antonio
da
Rocha Merelim,
alé
31
de
Março
de
1877.
S. Jeronymo
de
Beal.
—
João José
Lis
boa,
até
19
de
março de
1876.
BANGO
GOMÃIERGIAL
DE
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
31
de
março
Activo
Acções, prestações a
receber
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
Leiras
em
carteira.
. .
.
Empréstimo
sobre
penhores.
Contas
correntes
com
garan
tia............................. .....
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro
Titulos
e
papeis
de
credite
Diversos
devedores.
.
.
Despezas
de
installaçâo.
Moveis
e
utensílios.
.
.
Paseiv®
de
1876.
Braga, Banco do
Minho
4
de
Abril
de
1876.
OS
GERENTES.
Francisco Cazimiro
da
Cruz
Teixeira.
Domingos José
Soares.
impelimos
57:1450000
109:8230770
999:9000702
163:8940515
.354:3510066
527:7530125
255:6090905
58
3760727
5:2000000
1:7070500
Bernardo
José
da
Cunha,
Manoel
José
da
Cunha,
José
Antonio
da Cunha,
Rosa
Maria
da Cunha
Braga,
Maria
da
Concei
ção
da
Cunha.
João
Baptista
Braga,
Padre
Antonio
da
Cunha,
agradecem,
por
este
meio,
a
todas
as pessoas
que
se
dignaram
obsequial-os,
por
occasião
do
fallecimento
e
funeral
de
sua
presada mulher,
mãe,
sogra
e
cunhada,
Monica
Maria
do
Espito
Santo
da Cunha,
que
teve
logar
no
1.°
do
corrente
mez,
na
venerável
Ordem
Terceira,
d’
esta
cidade,
e
bem
assim
acs
reveren
dos
snrs.
ecclesiasticos
que
graluitamente
assistiram
ao
oílicio
de
corpo
presente,
protestando
a
lodos
indistinctamente
o
seu
eterno
reconhecimento
e
indelevel
grati
dão.
(3078)
Domingos
José
Alves Braga,
D.
Maria
Julia,
João
Baptista
Gomes
da
Silva,
D.
Maria
do
Carmo,
João
Baptista
Lopes.
João
Baptista
Gomes
Ferreira,
Simão
José
Go
mes Ferreira,
João
Henrique
Pereira
Pi
nheiro,
e
José
Cândido
Pereira
Pinheiro;
não
podendo
agradecer
pessoalmente
a
to
das
as pessoas
que
se
dignaram
assistir
ao
funeral
de
sua
chorada
irmã,
cunhada,
sobrinha
e prima,
que
teve
logar na
egre
ja
da
Ordem
Terceira
no
dia
26
de mar
ço
passado,
vem
por
este
meio
agradecer-
lhes
seu
eterno reconhecimento
e
grati
dão.
(3069)
S2S
ANNUNOIOS
ARRENDAMENTO
Arrenda-se até
ao
S.
Miguel
do
cor
rente
anno,
a
casa
em
que
residia
o
ca-
pellão
do
exlincto convento
da
Penha,
no
campo
de
Santa
Anna,
d’
esta
cidade.
Quem
a
pertenJer
dirija-se
ao
secreta
rio
da
commissão
administra
lora
do
asy
lo
de
D.
Pedro
V,
o
snr.
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães Júnior.
XOVO
HOKAKtlO
.■yàâW
.
»
Antonio
José
da
Silva
Melo,
Anua
Be-
nedicla
da
Conceição
Mello, Maria
da
Con
ceição
Paiva
e
Matilde
Lopes
Cardoso,
agradecem
por
esta
forma a
todas
as
pes
soas
de
suas
relações
e
amisade, lodos
os
obzequios
que
de
qualquer
forma
se
dig
naram
dispensar-lhe
por
occasião
da
doen
ça
e
fallecimento
de sua
presada
(ilha,
so
brinha
e
afilhada,
Lucinda
Matilde
da
Silva
Mello,
cujo
fallecimento
teve
logar
no
dia
30
de março
p.
p.,
e
bem
como
egualmen-
le agradecem
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
assistir
na
real
capella
da
Mi
sericórdia,
á
missa
e responsos
de
gloria,
no
dia
1.®
do
corrente,
não
esquecendo
de
parlicularmenle agradecerem
aos
reve
rendos
capellães
da
mesma
casa,
as
provas
de
benevolencia
que
lhes dispensaram, e
aó
muito
reverendo
abbade
da
Sé
por
lodos
os
serviços
que lhe
prestou
graluitamente. A
todos tributão
seu
reconhecimento
e
gra
tidão.
(3076)
Antonio
Garcia,
de
Villa
Verde,
levaao
conhecimento
do
publico
que
o
carro
que
sae
de
Villa
Verde
para
Braga
ás
7
horas
da
manhã,
principia a
sair
no
dia
9
do
cor
rente
inclusivé,
ás
6
horas
da manhã
e
che
ga
a
Braga
ás
8.
Braga
6
de
abril
de 1876.
(3077)
Antonio
Garcia.
3.533:7620310
Capital.
.
.
.
Obrigações.
.
.
Depositantes.
.
.
Agentes no paiz
e
estrangeiro
Diversos
credores.
Letras
em
deposito.
Letras
a
pagar. .
Notas
em
circulação
No
bolsirn
da tarde
os
fundos
hespa-
Fundo
de
reserva.
.
1.000:0000000
.
1.513:6520374
.
.
207:7630141
'
i
382:8710571
.
. 92:6750453
.
.
21:9740745
.
.
105:5740980
.
.
134:1100000
.
.
50:0000000
Angélica
de
Vasconcellos,
Jeronymo
Pimentel,
e
Maria
Gracinda
da
Luz
Tei
xeira
Marinho
Falcão de
Vasconcellos,
im
mensamente
penhorados
pe
’
as
muitas
pro
vas
de
consideração
e
amisade
que
rece
beram de
todas
as
pessoas, que
os
cum
primentaram
durante
a
doença
e
por
oc
casião
do fallecimento
do
seu
innocente
filho
e
neto,
Jorge
da
Cosia
Pimentel,
a
todos
agradecem
tão
obrigantes
finezas,
proleslando-lhes
seu eterno
reconhecimen
to.
Relações
de
juros d
’
inscripções
l.°
semestre
de
ISTG
Pelo presente
são
convidados os
pos
suidores
d
’inscripções
com
assentamento
na
junta
do
credilo
publico,
que
preten
derem
receber
os
juros
do
1.®
semestre
de
1876.
pelo
cofre
central
d
’
este
districto
a
apresentarem n’
esta
Repartição
de
Fazenda
até
o
dia
28
do
corrente
as
relações
res-
pectivas,
sendo
uma
por
cada semestre,
devendo
no
seu
preenchimento
attender-se
a
que
as
inscripções
sejam descripias
se
gundo
a
ordem
de
sua numeração
e
os
nomes
dos
possuidores
conforme
estiverem
no
assentamento
ou
pertences
das
inscri
pções, sem
o que
não
poderão ser
re
cebidas
as
mesmas
relações.
Os
possuidores
de
çoupons
deverão
lambem
apreseotal-os
devidamente assigna-
dos no
verso,
para
serem
reclamados
n
’es-
la
Repartição
recebendo
em
troca
uma
cau
tela.
Repartição
de Fazenda
do
districto
de
Braga,
em
7
d’Abril
de
1876.
O
delegado
do
thesouro
Henrique
Francisco Bizarro.
(3080)
L
Em
14
!
HAIA BEAL INGLEZA
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
«QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio
de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceilando
lambem
passageiros de S.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
SAIR
DE
LISBOA
PAQUETES A
LIÍOYD
»i:
BSíEMENf
NORDDEUTSCHER
LLOYD
HOHENZOLLERN... 3:100
tonel.
HOHENSTAUFEN...
3:100
»
tonel.
DOURO.
.
MONDEGO
ELBE
.
.
14
28
13
MINHO.
.
NEVA
.
.
GUADIANA
COMMODOS
28
13
28
de
de
de
Maio
Junho
Junho
Carreira mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
O
segundo
paquete
d
’
esla
Companhia a
sahir
n
’
esta
nova carreira é
o
«Salier»
de
3:100
tonelladas
de
Lisboa
em
10
d
’
abril
para
os
portos
acima
mencionados.
Estes
paquetes
já
tão
acreditados
na
carreira
que
a Companhia
tem sustenta
do
durante alguns
annos
entre
Bremen
e
Nova-York.
vão
tendo
em
Portugal
a
pro
tecção
que
merecem,
pois
teem
os mais
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
ac-
commodações
para
passageiros
de
todas
as
classes.
A
bordo de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gra-
tuitamente
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
todos
os
medicamentos
necessários.
Também tem
cosinheiros
e
criados
portuguezes.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Baweg
C.
a
,
rua
de
S. Francisco
n.°
4,
2
0
andar
—
Porto
—
e em
Braga
ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na
lhesouraria
do
Banco
Mercantil,
ou
largo
de
S.
Miguel
O
Anjo
n.°
20.
(6*)
de Abril
de
Abril
de
Maio
PREÇOS
Cada
paquete «Testa eompanhia
leva a bordo
criados e
portuguezes
para
commodida
dos
passageiros
de
todos
as eEasses.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto ou em
qualquer
Agencia
provincial,
ã
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passageiros teem grátis eama, roupa de cama, co
mida feita por
cosinheiros portuguezes, vinho duas vezes por «lia,
assistência mediei», serviço de eriadvg e
outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais que
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regu
aridade,
velocidáde
e
segurança
excepcional
;
além
d’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre elles
leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos
archivados
em varias
agencias.
SÀO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do correio,e
por
este serviço recebe
a
companhia
um
importante subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra de
conduzir Suas
Magestades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos no
POR
TO
na
AGENCIA CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23;
o
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi
paes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o snr. João
Manoel da
Silva Guimarães, Rua do
Souto.
eosinlaeiros
SOVO IIOKARIO
Manoel
José
Teixeira e
Joaquim Alves
Vinagreiro,
levam
ao conhecimento
do
pu
blico,
que
os
carros
que
d
’
esta
cidade
saem
para
a
Povoa
de
Lanhoso
ás
7
horas
da
manhã
e 2
da
tarde,
principiam
a
sair
no
dia 9
do
corrente
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde, e
chega
á
Povoa
ás
8
da ma
nhã
e 5
da
tarde,
e
da
Povoa
para Bra
ga
ás
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde,
e
che
ga
a
Braga
ás
8
horas
da
manbã
e
5
da
tarde.
Braga
5
d
’Abril
de
1875;
Manoel
José
Teixeira.
(3079)
Joaquim
Alves
Vinagreiro.
AMAR
A DOS
E
’
A
MINHA VIDA
ou
Colloquics
da alma
eom
o seu
Creador
Tirado
das
obras
de
Santo
Agostinho
Pelo
Padre
C***
Com
uma
completa
collecção
de
ladai
nhas,
e
acrescentada com
diversas
devoções.
Traducção
de
A.
Moreira Belio.
A’
venda na
Livraria
Portuense,
de
Ma
noel Malheiro,
editor,
rua
do
Almada 121
a
123.
1
vol
...................................................
240
réis.
I
Ajunta de
parochia
da freguezia
de
S. Martinho de Dume,
Faz
publico,
que tem
a derramar
pelos
parochianos
da
dita
freguezia,
a
quantia
de
832^180
réis
;
para
as
despe
zas
da
egreja
da
sua
freguezia,
segundo
o
orçamento
existente
no
exc.
mo
conse
lho
de
districto.
Todo
aquelle
contribuiu-
te
que
tiver
que
reclamar,
o
póde
fazer
dentro
do
praso da
lei, perante
o
dito
conselho
de
districto.
(3075)
Arrematação
A
commissão
encarregada
da
recons-
trucção
da
capella
de
S.
Viclor-o-Velho,
faz
publico,
que,
não
tendo apparecido
li
citantes
á
arrematação
da
respectiva
obra
de
pedreiro,
segundo
o annuncio
de
15
de
março
ultimo,
abrirá
nova
praça
no
dia
9
do
corrente
mez,
pelas 10 horas da
ma
nhã
na
casa
do
presidente da mesma
com
missão.
Base
da
licitação
900^000
reis.
O
projecto
e
condições
estão
patentes
em
casa
do
snr.
Antonio Joaquim
Fernan
des
Braga,
ua
rua
Nova
de
Santa
Cruz.
Braga
5
d
’
abril
de 1876.
O
presidente
da
commisssão,
Antonio
Sanlos
d’Azevedo
Magalhães.
(3074)
Vende-se na
Povoa
de
Lanhoso
e
lo
gar
d
’
Arrifana
o
casal
denominado
d’
aAlem»
com
todas
as
suas
pertenças,
livre
de fôro
ou
peução.
Dirigir-se
ao
proprietário
alli,
ou nos
Chãos
de Baixo,
n.° 6.
(3055)
DENTISTA
Acha-se
n
’esta
cidade
domiciliado
no
largo
dos Penedos, n.°
17,
onde
residirá
até
ao
dia
15
d
’
abril,
o
distincto
dentis
ta
mr.
Germano
Cortes,
habilitado legal
mente
em
diflerentes
academias e
escolas
d
’
instrucçâo
superior
da
Europa
e
designa-
dametiie
pela
Escola
Medico-Cirurgico
do
Porto.
Todas
as
operações
da
sua
arte
são
executadas
segundo
os
mais
modernos
e
profícuos
processos da arte
dentaria,
pos
tos
já
em
pratica pelos
mais
abalisados
professores
da
Europa
e
da
America
In-
gleza.
Essas
variadas
operações,
taes
como
extracção
de
dentes
ou
raizes,
limpesa
das
dentaduras,
chumbagem,
orificações,
collo
cação
de
um
ou
mais
dentes,
até
den
taduras
completas
artiftciaes,
que
podem
ser
guarnecidas
em ouro
com
esmalte
ou
sem
elle,
ou
com
base
de
cautchou;
—
de
platina
(duro
branco)
com
esmalte
ou
sem
elle,
ou
com
cautchout;—
de
cautchout
com
ret
de
platina
no
interior;
e
final
mente
de
cautchout.
Serão
executadas
com
todos
os exquisitos
e primores
da
arte,
conforme
os
últimos
inventos,
e
seus
pre
ços
serão
os
mais
diminutos
do seu
es
tabelecimento
no
Porto.
Com
relação ás
curas das
enfermida
des
da bocca
e
collocação
dos
obturado
res,
seus
preços
serão coovencionaes.
Tem
também
á
venda
elixires
curati
vos e
preventivos,
calmantes,
opiatas,
pós,
escovas,
etc.
Becebe
das
9
da
manhã
até
ás
7
da
tarde.
Opéra grátis
aos
pobres.
(306o)
(204)
VENDA
DE PROPRIEDADES
No
dia oito
do
proximo
abril
pelo
meio
dia
na
casa numero
29
do Campo
de
D.
Luiz
l.°,
tem
de
arrematar-se
as
qoinla-
ditas
de
Santo
Adrião,
a
da
Picota,
eada
Ribeira
e
suas
pertenças
sitas
nos
subúr
bios
d
’
esta
cidade
e
freguezia
de
S.
La-
zaro;
a
quinta
de Paços
e
suas
perten
ças, sita
na
freguezia
de
S
Victor
;
e a
casa
n.°
48
do
campo
de
SanUAnna;
per
tencentes
ao
casal
do
fallecido
exc.
mo
Manoel
de Magalhães
de
Araújo
Pimentel
;
e
isto
por
deliberação
da
Commissão
li
quidatária
do
mesmo
casal.
Braga
20
de
Março
de
1876.
Henrique
Freire
de
Andrade
(3048)
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga
João Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida.
•P
Z
T
O
19—
Rua
do
Carvalhal
—
21
Chitas
largas
a 96
reis,
percaes
a
100
reis,
e
percaes
côr
de
café
e
pretos
com
rodas
de
côres que eram de
210
rs.
a
120
rs.
(3066)
Torqualo
Ribeiro
<fc
C.a
fazem
publico
que
os
seus
carros
que
trazem
de
Braga
para
Guimarães
ás
6
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
ficam sahindo desde
o
dia 6 de
abril inclusivé
ás
5
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
e
de
Guimarães
para
esta
cida
de
ás
5 da
manhã
e
1
da
tarde.
Os
preços
e escriptorios
os já
annun-
ciados.
(3068)
Venda
de bens de raiz em S.
Thia-
go
de Carreiras, concelho de
Viila Verde.
No
dia
20 do proximo
mez d
’
Abril.
ao
meio
dia.
no
adro
da
egreja
parochia!
de
S.
fhiago
de
Carreiras
do
concelho
de
Viila
Verde,
tem
de
arrematar-se
o
campo
do
Rio,
o
campo
do
Arieiro,
e
a
leira
da
Veiga,
situados
na
mesma
freguezia,
e
per*
tencentes
ao
casal
em
liquidação
do
falleci
do
exc.mo Manoel de
Magalhães
d
’
Araujo
Pimentel,
isto
por deliberação da
commis
são
liquidataria
do
mesmo
casal.
Braga
29 de
Março
de
1876.
Henrique
Freire
de
Andrade
Manoel Luiz
Ferreira
Braga
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida.
(3058)
BRAGA
:
TYPOGRAPHIA LUSITANA —
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
