comerciominho_08081876_527.xml
- conteúdo
-
4."
ANNO 1876
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 527
Í23
Assigns-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
aer
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
—
As
assi-
gaaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
;
SS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.-=Semestre 850
rs.«=Proo»n-
cias,
anno
2^000
rs
e
sendo
duas 3&ÍÍ00
rs.=-Semestre
1&050
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
=
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs. Para
os
assignantes
20
»/, d’abatimento.
BKAGA-TEKÇi-FllKA S »E
AGOSTO
Prendem
ainda
as
altenções
d
’
uma
parle
da
imprensa
os
infaustos
acontecimentos
que se
deram
em
Coimbra.
E
’
.
porém,
deplorável
o
modo
por que
alguns
jornalistas
tractain
o assumpto,
fa
zendo d
’
elle
um
casus
belli
para
guerrear
os
seus
adversários políticos.
Pouco
nos
iocommoda
esse
tiroteio
de
guernlhagem que
lodos os
dias
estamos
presenceando,
enire
ministeriaes e
oppo-
sicionistas;
no
entanto
não podemos
ser
superiores
á
indignação
que
nos
causa
o
facciosismo indecoroso
que
com
tudo
es
pecula
para
fins
meramenie
políticos.
Ora
digam-nos
conscienciosameote:
que
leem
que
ver
essas
infaustas
occorrencias.
que
todos
deploramos,
com
a
|
para
ella
ahi
procurar
armas
com
combatam
a
situação
actual,
—
boa
ou
má,
como
quizerem
?
Que culpa
tinham
os
ministros em
Lisboa
que
as auctoridades subalternas
de
Coimbra
usassem
de
quaesquer
meios
para
suflocar
um
tumulto?
Se
os
meios
empregados
por
essas
au
cloridades
foram
reprováveis,
a
ellas
deve
ser
altribuida
toda
a
responsabilidade,
e
ao
poder
executivo
compete
syndicar
do
facto
e
dar
as
devidas
providencias.
E
’
isto
o
que
dita
o
bom
senso.
Nós
somos
os
primeiros
energicamente
o*
força
armada,
e
remotas
que
os
mesmo
também
censurar
qne a
aconiecimeriios
em questão
arma
para
ser
vir
ambições
partidarias
e interesses in-
leirametiie
íacciovos.
Do
sistema
que a^nns dos
nossos
jor
nalistas
estão
empregando,
podem
resul
lar
males
incalculavei-; porisso
é
jusio
que
a
imprensa
qne
nada
tem a
esperar
das
opposições
ou
dos
governos
bberaes
diga desassombradamenle
a
verdade ao
po
vo
E’ o que
temos
feito, e o que
con
tinuaremos
a
fa?er,
mau
grado
as
malque
renças
que
d
’ahi uos
resultem.
política,
que
a combater
fusilamentos
do
povo
pela
as
causas
próximas
ou
motivaram;
mas porisso
não
podemos
deixar
de
política
parcial
faça
dos
i?
o
s.
fi
a
s£
-a'
a
,™
q
irmmríixf
m
V
l
toi
0
snr-
,1r
* Moreira
Guimarães,
ecclesias-
tico
dislíncio
pela
sua
reconhecida
illus-
MINISTÉRIO
DOS
NEGOCIOS EGCLE-
SIASTICOS
E DE
JUSTIÇA
Direcção
geral
dos
negocios
ecclesiasticos
I.
a
Repartição
Em
virtude da resolução
superior
se
declara
aberto
concurso
documental,
pelo
prazo
de
30
dias,
a
contar de
2
de
agosto,
para
provimento
das
egrejas
paro-
chiaes
constantes
da
relação seguinte
:
A
dos Cunhados
(Nossa
Senhora
da
Luz),
concelho
de
Torres
Vedras.
Aiões (S. Romão),
concelho
de
Fafe,
diocese
de
Braga.
Carregueiros
(S.
Miguel),
concelho
de
Thomar.
Carvalhosa
(S
Thiago),
concelho
de
Paços
de
Ferreira.
Santo
Estevão
(Sanlo
Estevão), con
celho
de
Benavenle.
Fanzeres
(Salvador),
concelho
de
Gon-
domar.
Manique
do
Intendente
(S.
Pedre de
Arrifana), concelho
de
Azambuja.
Ramalhal
(S.
Lourenço),
concelho
de
Torres
Vedras.
Ronfe
(S.
Thiago),
concelho de
Gui
marães.
Souto
Maior
(Santa Barbara),
concelho
de
Trancoso
Talhadas
(S.
Mamede),
concelho deSe-
ver.
Villa
Franca
das
Neves
(Nossa
Senho-
'
ra
dos
Prazeres),
concelho
de Trancoso.
GÃZETILHA
.<
festividade
do SS.,
em S.
Victor.
—
No
domingo
fez-se.
como an-
nunciamos,
a
festividade do
SS., na egreja
de
S.
Victor.
Poucos
annos
tem
ella
sido
feita
com
igual
brilhantismo, tanto
no
que
é
sclri-
clamente
funcção
de
egreja, como
na
pro
cissão
que
a
ultimou.
O
templo
achava-se
adornado
com o
maior
gosto. O
orador
iração
e
eloquência
No
sabbado
á
noite
houve
uma
vistosa
illominação
na
fachada do
templo,
e
um
extenso
arruado
nas ruas
de
S.
Victor
e
S. Domingos.
O
lindíssimo
prédio
do
juiz
da
festi
vidade,
o
snr.
Simões
Braga,
estava
illu-
minado
d
’
um
modo
deslumbrante.
No
jardim
do
mesmo
locou
aié
depois
das
duas
heras
da
noite
uma
banda
de
musica. O
opulento
palacete
do snr.
Braga
foi
visitado
por
centenares
de famílias,
a
algumas
das quaes
s.
ex.
a
obsequiou
com
uma
ceia
esplendida.
Visconde de S. Januario.
esperado
hoje
n
esta
cidade o snr. viscon
de
de S.
Januario.
Alguns cavalheiros
filiados
no
partido
historico
tencionam
fazer
uma
recepção
estrondosa ao illuslre
visitante.
Anniveroario
naíalieio.—No
5
do
corrente
completou
24
annos a
Se
reníssima
Snr.a
D.
Maria
das
Neves.
Es
posa
de
S.
Alteza
Real o
Snr.
D.
Alfonso
de
Bourbon
e
Asluria
d
’
Esle,
e
primeira
Irmã
do
Snr.
D.
Miguel
de
Bragança.
A
augusta
Princeza
reside
aclualmente
em
Gratz,
aonde
enviamos as
nossas
fe
licitações.
S.
Lourenço.—
Na
madrugada
da
próxima
quinla-teira
sae
da
capeila de
S.
Sebastião
das
Carvalheiras
a
procissão
de
S
Lourenço,
que
é
o Cêrco
da
cidade,
havendo
dapois
de
recolher
á mesma
ca-
pella missa solemne e
sermão.
Horror!—
No
dia
4 appareceu
ua
rua
das
Paiholas
uma
creança,
que
se
‘
suspeita ter
sido mona
pela
sua
própria
mãe
!
1
I
Esta
já
se acha
preza.
Exoneração.
—
Já
vieram no
«Diário
-|
do
Governo»
os
decretos
de
exoneração
do
governador civil
e
administrador
do
concelho de
Coimbra.
Fui
nomeado
para
o piimeiro
cargo
o
snr.
dr.
Fernando
de
Mello.
O
Senhor
1». JLuiz I.—
Partiu no
dia
4
de
Lisboa,
com
diiecção
a
Vidago,
S.
M.
o Senhor
D.
Luiz
1.
A
’s
11
horas
da noite
de
5
seguiu
de
Villa
Real
para
Vidago,
lendo sido
alli
mui
festejada a
E
’
dia
Es-
sua
chegada,
assim
como
nas
estações in
termediárias.
A
cidade des ursos.—
De
uma
in
teressante
carta
da Suissa,
publicada
em
um
jornal
de
Madrid
a
«Epoca»
tomamos
a
seguinte
noticia:
Uma
hora
em
caminho
de
ferro
dista
Friburgo
de
Berne,
capital
da
confedera
ção helvética
e
do
cantão
respectivo.
Construída
sobre
uma pequena
ilha
for
mada
pela
corrente
do
Aare
que
a
ro
deia,
como
um
cinto,
conta
29:500
ha
bitantes.
A
primeiia
coisa
que
chama
a
atlen-
ção
ao
entrar no
seu
recinto
é
ver
ursos
por
todas
as
parles: uisos
vivos,
urso-
<le
bronze,
ursos
nos
monumentos publis
cos,
ursos
em
todas
as
partes
—
até
nas
próprias
armas
da cidade.
Eis a
explicação
d
’
isto:
O
duque
de
Zoebringeo,
fundador
de
Berne
no
século
XII.
achava-se
perplexo
ácerca
do nome
que
lhe
havia
de
dar,
quando
em
uma
partida de
caça
celebrada
com
os
seus
amigos,
decidiu
pôi-lbe
o
nome
do
primeiro
animal
feroz
que
ma
tassem.
Tocou
a
sorte
a
um urso, e
as
sim
o
faz
constar
uma ioscripçào
allemã
que
ha
em uma
pedra
collocada
ao
ce
mitério,
na
qual
se
lê:
Aqui
foi morto o
primeiro urso.
Desde então,
por decisão
do
grande
conselho,
ordenou-se que
figurasse
um
urso
(em
allemão
«Boer», d’
onde
se
de-
nbou
Berne) nas
armas da cidade.
Ao
mesmo
tempo
resolveu-se que
á
custa
da
mesma cidade
se
creassem
em
fossos
dois
pares
dos
ditos
animaes,
cos-
■
lume
obsetvado
até
hoje, puis
existem
i
quatro
ursos,
a
cuja
manutenção
se
provê
por
meio
d
’
oma
subscripção
voluntana
en
tre
os
habitantes.
Uma
solteirona
opulenta,
ainda
que
pouco
filantrópica, legou a
tâo
interessan
tes
quadrúpedes
a
considerável
somma
de
um
milhão
e
duzentos
mil
francos.
Mas
na
epoca
da
invasão,
os
francezes lança
ram
mão
d
’
aqoella
quantia
sem
o menor
escrúpulo,
e
hoje
os
msos
de
Berne
es
tão
a
cargo
da caridade
publica
que
lhes
proporciona
uma exislencia
commoda
e
agradavel.
HISTORIA irui l>ESCOItíHEC«»«>
IV
Onde
Jacques
e
Mathurin tomam
um
bom
partido.
[Conlinu
çào]
—
Não
notas
que
todos
os
qne
faliam
tanto
contra
o Syllabus
e
dizem que
o
Pa
pa
faz
mal
á
religião, não
teem
na
ia
de
religiosos?
—
1
so
é
verdade
O snr.
Poussaboire
não
tem
sequer
a
precisa,
o doutor
Tir
sang
jámais
poz
pé
na
...
la do mesmo
modo,
e,
o
snr.
professor
passaria
vontade.
—
Muito
hem.
Então
nada
?
—
O que póde
então
significar?
__
E
’
que
os
que
gritam
contra
o Syl
labus
tem
pelo
menos
tanto
interesse
em
coinbalel-o como
os curas em
defen-
del-o.
—Não
comprehendo
bem.
—
Comtudo
é
simples,
Jacques.
Suppo-
nhamos
que
o Syllabus defende a
religião,
e como
não
querem
a religião,
não
que
rem
também
o
Syllabus.
—
Mas
tu
raciocinas
muito mal.
—
M.
Poussaboire,
por
exemplo,
sabe
egreja,
Baplis-
bem
se
vê
que
assim
da melhor
isto
não
significa
muito
bem
que
os
que
vão
habitualmen-
le
á
egreja
são
os
que
não
fazem
al
gum
gasto
em
sua
casa.
—
Isso,
sim ;
egreja
cheia,
taverua
va-
sia.
—
E
Baplista, que
é um
famoso
vadio,
como
era
seu
tio
Lajoie;
que
bebe
como
um
templário
quando
a
isso
se
entrega,
e
jura
que
faz
tremer
um
sapador,
sem
contar
o
resto
das
suas
travessuras,
jul-1
gas
que
estará
bem
disposto
a
amar
o
Syllabus,
se
este
tem
relação
com os
man
dados
de
Deus?
—
Não, isso
não.
—
Não
quero
fallar
do
doutor
Tirsang.
porém
não
vejo
porque
elle
tenha
má
vontade
aos
curas,
mas
sempre
direi
que
nas aulas,
a
religião,
vida,
que
var.
—
Hum
.
—
Emquanto
ao
professor,
bem
sabes
o
que queria,
era
ser
o
supremo
senhor.
Não leva a
bem
que haja
quem
oiça
de
melhor
grado
ao
snr.
cura
do
que
a
el
le,
e
com
toda a
sua
sabença
vê-se
que
gostaria
mais
de
mandar
ás
pessoas
gran-1
des
do que a
creanças.
Alem disso
não'
sabemos
porque
elle
não
se ordenou
;
ha
talvez
n’
esse ponto
alguma
razão
que
nos
explicaria
o
porque
não
é
do
partido do
Syllabus.
—
Mathurim,
fazes-me
a
esse
respeito
i
reflexões
que
teem
um
ar
de
sensatas.
em
Paris,
só
se
falia contra
e
os
os
estudantes
levam
uma
curas não
pódem
appro-
—
Julgo que
o
são,
Jacques.
—
Então
que é
preciso
fazer?
—Eis ahi
o
snr.
cura
que
sae
de
ca
sa de
Lajoie.
Não
se
demorou
lá
muito
tempo,
e
tem
um ar
triste,
que
bem
se
vê
não
leve
bom
exilo
uo
seu negocio.
E’
preciso
dizer-lhe
francamente
do
que
tratamos.
Não
somos
mais
estúpidos
do
que
os
oulros, não
é
assim?
Veremos
se
nos
comprehende.
—
Muito bem
!
Tu
lhe faltarás.
—
FóJes
estar
socegado,
Jacques,
fa
rei
a
coisa de tal
modo
que
havemos
de
saber
lorias
O
trazia
como
O
digno
pastor
d
’
esla
parochia
de F
*
*
*
,
que
correspondia
tão
piamenle
aos
esfor
ços
do seu
zêlo
e
dedicação,
era
um
ve
lho
de
sessenta
annos, ainda
conservado
sob
a
coróa de
cabellos
brancos que
dava
ao
seu
rosto
bom.e
suave
um ar
de
pa-
triarclial
mageslade.
As
creanças
que
o
encontravam
o
saudavam
com
uns:
Bons
.
|
dias,
senhor
cura,
que
era
sempre bem
acolhido.
Alguns
bons
chrislãos
que
ain
da
contava
a aldeia
se
descobriam
com
respeito
deante
d
’
elle,
e
d
’elle
se
apro
ximavam
com
aquella
familiaridade
respei
tosa
que
é
um signal
de
piedade
filial.
As
mães
diziam
aos
filhinhos
que
tinham
em
iseus
braços que
lhe
atirassem
beijos.
Os
1
menos
religiosos o
saudavam,
e
era
a
sua
a
ultima
pal
avr
a
de
todas
estas lus-
de monstro e
de
Syllabus.
cura,
ao
sa
ir
de
casa
de
Lajoie,
o
rosto
bastante
triste
e
desolado,
notaram
os
dois
amigos.
bondade
bem
conhecida,
que Ibes
dava
coragem para, c.a
occasião
própria,
o
con
sultar
.ácerca
dos
seus
pequenos
interes
ses e
até
confiar-lhe
as suas
riiflb
ulda-
des
domesticas. Só
havia
alguns
aífeiçoa-
dos
ao
vinho
! alguns
homens
escandalo
sos,
alguns
jovens
obreiros
que
comple
tavam
a
sua
educação
na
fabrica
da
al
deia
visinha,
que
se
afastavam
para
não
terem
de
o
saudar, e
que,
quando
pas
sava,
entregavam-se
a
esses
grosseiros
gra
cejos
de
que
se
compõe
toda
a bagagem
espiritual
d
’
esses
livres
pensadons
A
quem
o
cura
não
preslára algum
serviço,
ou
dera
algum bom
conselho?
Todo
este pequeno
mundo,
que
contem
plava
como
sua
familia,
tinha
envelheci
do
ou
crescido
sob
as
suas
vistas, ha
quarenta
annos
que
estava
na
sua
pa-
rochia.
Tres
quartas
parles
tinham si
do
baptisadas
por
elle;
casara
a
metade
d
’essa
população
laboriosa
e
simples,
que
a
dor
de
não
poder
perservar
dos
vícios
da
cidade,
e
cada
vez
que
se tivera
ne-
i
cessidade
de
soccorro
ou
consolação,
en-
>
conlrava-se
ahi,
chorando
com
os
que
cho
ravam,
soffrendo
com
os
que
soífriam,
suavisando
as
afflicções,
cuidando
dos
ma
les,
abrindo
a
sua
solsa
aos
necessitados,
sendo,
em
toda
a
extensão da palavra, o
pastor
d
’
esse
caro
rebanho,
o
pae
d
’essa
familia
amada.
iCVnti/iúa)
•SBS^
Omnibus
paga
100
libras
por
mez
para
mandar
annunciar
nas
imperiaes
dos
car
ros
da
companhia
a
exposição
de
figuras
de
cêra.
O
maior
porém
dos
annunciantes em
todo
o
mundo
é
o
snr.
Hemboul,
o
gran
de farmacentico de New-York
cujos
annun
cios
lhe
custam 2:000
libras
por
sema
na
!
Tem
pago
750
libras
por
um
só
an
nuncio
grande
e
apparaloso;
e offereceu
uma
vez 1:000
libras
por uma
só
pagi
na
do
Nek-York
Herald no
dia
em
que
se
publicou
a
tomada
de
Richmond;
mas
foi
recusado
o oflerecitnento,
porque
o
snr.
Gordon
Benett
não
dispunha
de
es
paço.
Perguntará alguém,
se
vai
a
pena gas
tar
tão importantes
sommas
em
annun
cios?
Para
mostrar
que
vai,
basta
relancear
a
vista
pelos
nomes que
acabamos
de
men
cionar.
O
snr.
Hollovvay
tem
de
seu
cerr
ca
de
2.000:000
libras,
e
cada
um
dos
outros
tem
também
adquirido
grande
for
tuna.
Aideíi
*
ineemliurU. —
A
pittoresca
aldeia
de Alleuve
(Suissa)
tão
conheci
la
dos
tourisles
que hão
visitado
o
cantão
de
Friburgo, foi
reduzida
a
cinzas
por
efleito de um
horroroso
incêndio
ha
pou
cos
dias.
A
egreja
rfaquella
povoação
e
40
e
tantas casas
foram
em
breves
mo
mentos devoradas
pelas
chammas.
C»MminKã<>. —
Foi nomeada
uma
commissão
composta
dos
intendentes
de
peeuaria dos
dislriclos
de Villa
Real e
Braga
e
do
agronomo
de
Vizeu.
para
es
tudar
o
meio
de
destruir
o
phloxera
no
Douro,
devendo começar
os
seus
trabalhos
no
dia
20
do
corrente.
Uonyevitlnile.—
Morreu em
Praga,
com 119
annos
de
edade,
a
senhora
de
Halsenstein,
dama
de
honor
da
imperatriz
Maria
Thereza.
IHttis
eonversões ao eatholieis-
m».—
O
Galignanfs
Messenger de
15
de
Junho
traz
o
seguinte
trecho:
«Desertores
(Seceders)
para o catho-
licismo
romano.
Diz o
Mornin
Posl
que
entre
os
recentes desertores
para a
Egreja
de
Roma,
contam
se
o
Revd. E.
S.
Grin-
dle,
M.
A.
de
Oxford,
cura
de
S.
Paulo
em
Brighton; o
Revd.
W.
Lovell
M.
A.,
curada
Wantage;
e
o
Revd.
F.
Willis
M.
A.
de
Oxford.»
Vão
tomando
nota
da
expressão en
tre
os
recentes,
da folha
protestante,
que
é
muito significativa.
catholiei
*
.
—
Eis
a
estatística
religiosa
da Suissa
catbolica
por
dioce
ses:
Diocese
de
Bale:
—
400
802
tatholicos,
389
fregnezias,
737
sacerdotes.
Diocese
de
Coire:
—
140,597
catholicos,
174
freguezias,
537
sacerdotes.
Diocese
de
Lausann»:
—
112,642
catho
licos,
151
freguezias
275
sacerdotes.
Diocese
de
Siou:
—90,169 catholicos,
131
freguezias,
239
sacerdotes.
Diocese
de Saiul Gall:
—
111,087
catho
licos,
109
freguezias,
234
sacerdotes.
Diocese
de Genebra:—48.340 catholi
cos, 24
freguezias,
46
sacerdotes.
Cantão
de
Tessino:—131.244
catholi
cos
240
freguesias,
332
sacerdotes.
Total 1
034:878
catholicos,
1,218
fre
guezias, 2,400
sacerdotes.
0
cantão
de
Tessino
não
fórma
dioce
se.
Este
cantão
ecclesiasticameute
per
tence
ás
dioceses
de
Milão
e
do
Como
na
Italia.
Os
tres
valles
de Levantina
de
Rivie-
ra e
de
Blemio
pertencem
á
diocese
de
Milão
e
são
administrados
por um
com-
missario
apostolico.
Ha
nessa
parte
do
cantão
54
freguezias
e
68
padres
catholi
cos.
O
resto do
cantão
pertence
á
dioce
se
de
Como.
Out'0
cotnmissario
apostolico
administra
esta
parte do
Tessino
que con
ta
186
freguezias,
e 264
padres
catholi
cos.
Um drama
em AJova-Yorl
*
.,
—
Os
jornaes
de
Nova
York
veem
cheios
de
pro-
menores
ácerca
de
uma
espantosa
tragé
dia que custou
a
vida
a dez
pessoas
d
’a-
quella
cidade.
Tres
irmãos,
chamados
Theilhomm,
an
tigos
soldados
do
exercito
prussiano,
da
edade
de
26,
32 e 43
annos,
foram
man
dados
prender,
por
queixas
de
um
tal
Meyer,
contra-mestre
da
fabrica
de
couros
Daw-
son.
Quando
os
dous
policias
encarregados
de
cumprir
as ordens
superiores
se
apro
ximaram
4’
elles,
os
tres
irmãos mataram-
nos
violentamente;
depois,
empunhando
um rewolver
cada
um
precipitaram-se
na
rua
Jackson
onde
estava
agglomerada
mui
ta
gente.
Caminhando
sempre,
fizeram
fo
go e
mataram
tres
pessoas.
Os
rapazes,
e
moitos
que
o
não
são,
fazem
ainda
mais;
levam-lhes
a
toda
a
hora
pão,
gulosinas e
tudo
quanto
é
da
predilecção
dos
respeitáveis
bichos.
Soederliatmn,—
Ardeu
a
cidade
de
Soederhamin,
na
Dinamarca.
A
municipa
lidade,
a
Caixa
economica,
o
palacio
dos
leilões,
o
Banco
de
Geíleçorg,
o
presby-
terio,
a
escola,
o
correio,
o
telegrafo, o
Banco
de
Helsimborg,
o
hospital
e as
pon
tes
que
ligavam
as
duas
partes
da
cidade,
tudo
íicou litterahnente
destruído.
Ficaram
reduzidas
a
cinzas
200
casas.
Morreram
4
pessoas. A
população
da
ei lade
abrigou-
se
em
tendas.
A»
joias <le
Abilul-Aaiz.—
Lê-se
na
«Correspondência universal»;
«Acabam
de
depositar
na
repartição
central
do Monte
da
Piedade
de
Paris,
uma
porção
de
diamantes, pedrarias
e
ou
tras
joias,
que pertenceram
ao fallecido
sultão
Abdol-Aziz.
Sobre
estes
valores
emprestaram
fran
cos
12.500:000.
Esta
operação
foi
realisada
por
um
ban
queiro
grego
de
Constantinopla,
eocarre-
pado
pelo
mordomo
do palacio
imperial
oltomano de
lhe
obter
a
designada
som-
ma.
ATovo apparélh» telegrafleo.—
Acaba
de
ser
apresentado
á Sociedade
das
Artes de
Londres
um
novo
apparelho
te
legráfico, inventado
por
um
eminente
tí
sico
hispanhol.
O
inventor
descobriu
um
sistema
fácil
e economico
de pôr
em
com-
municação
duecta
uma
estação
central
com
om
numero
qualquer
de
estações
subal
ternas,
por meio
de
um só
lio
telegráfi
co,
e
isto
sem
que
nenhuma
das
varias
estações
sirva de
embaraço
ou
torpeço
á
communicação
das
demais
com
a
central.
Este
problema
amda
não
linha sido
resol
vido
até
hoje
por nenhum
dos
sistemas
de
telegrafia
conhecidos.
Extraeto.
—
D'uma carta
que
um dos
carlislas,
que
o governo
hispanhol
enfiou
para
as
ilhas Mariannas dirigiu
á
Nuova
Prensa,
transcrevemos
a
seguinte
commo-
vedora
descripção,
que,
por
julgarmos
desnecessário,
não commentauios:
«Ainda
ha
pouco a
fragata
de
guerra
prussmua
Herthoe,
sob o
cominando
de
tnr. Bout arribou ás
praias
da
ilha
Sai-
pan.
Alli
encontrou
o
navegante
aliemão
300
homens,
súbditos
bispanhoes,
mace
rados, consumidos
pela
fume
e
pelos
ri
gores
do
clima,
nus
uns.
outros
cobertos
com
farrapos
e
lodos
escavando
a
terra
ingrata
da
ilha
em
procura de
raizes,
seu
noico
alimento.
O marinheiro p
ussiano,
commovido
por
tanta
desgraça,
deixou
meia
duzia
de
rações
a
cada
indivíduo,
a a marinhagem
do
navio vestih
a
todos
deixando
os
ves
tidos
de
roupa
para
algum ternpo.
Então
soube
mr.
Bout
que
aquelles
300
homens
recebiam
de
Manilha,
duas
vezes
cada
anno,
raçòts
para seis
mezes.
e
que esgotadas aqnellas
provisões
o ali
mento
se
reduzia
ás
raízes,
cusiosarneote
conquistadas
a
terra,
e
que
produziam
dysenterias chronicas,
que
já
tinham
co
berto
a
ilha
de
sepulturas.
A
tripulação
da
Herthoe
abandonou
aquellas
costas,
dolorosamente
impressio
nada
com as
misérias de
tantos
súbditos
bispanhoes,
victimas
das
nossas
discórdias
civis.
Os
que deixavam
eram
mais
do
que
tuna
colonia
penitenciaria,
era
um
bando
de
naufragos
abandonados
por
Deus
e
pe
los
homens.—
C.
da
T.
Utilidade
dos auntineios.—
Va-
«tas
são
as
historias
que
se
coutam
rela-
livamente
ás importantíssimas
sommas
gastas
por
quem
aununcia
em
grande
es
cala.
e
no seu
todo
ou
menos
prováveis;
cremos
porém que os
pormenores, publi
cados
o
’um
jornal
inglez
cutiletnporaoeo,
podem
ser
acceiles como
reaes,
e
forne
cem
orna
boa
prova
da
vantagem
que
re
sulta
dos
annuncios;
O
snr.
Hollovvay
gasta
30.000
libras
por
anno
em
annunciar
at> suas
pitulas
e
unguento.
Os
snrs.
Moses
&
Filho
(alfaites)
ha
muitos
annos
que
dispenden»
10
000
li
bras, aonualmente,
em
annuncios,
e
igual
mente
os snrs. Bowland
à
Filho afamados
pelo oleo
de
Macassar.
Idêntica
quantia
é
expendida
anoualmenle
em
annunciar
o
oleo de
ligado de bacalhão
do
dr.
Jongh.
Os
snrs.
Heal
&
Filho
gastam
6:000
annuociando
leitos
e
guarnições
dos
mes
mos.
O
snr.
Dichol,
alfaiate,
gasta 5:000
por
atino;
e
muitos outros
ha
que
igua
lam e
até
excedem
estas
sommas.
Madame
Tusaud
só
á
companhia
Atlas
Chegados
á
fabrica
Davvson,
chamaram
por
Meyer;
não
o
vendo
chegar
atiraram
ao
acaso
sobre
um grupo
de
operários,
ferindo
dous
mortalmenle.
Os
projeclis
al
cançaram
lambem
duas
mulheres
ferindo-as
gravemenle.
Cm
dos
empregados
da
fabrica,
que
rendo
pôr
fim
a
esta
scena
sanguinaria,
revestiu-se
de
uma
coragem
temeraria,
e,
brandindo
uma
faca, precipitou-se
por
so
bre
os
assassinos,
que
valendo-se
ainda
dos
rewolvers,
lhe
metteram
seis
balas
no peito.
Os
operários, como
que petrifi
cados
até
então
pela
rapidez
do
ataque,
vendo
os
seus
camaradas
mortos,
lança
ram
mão de
facas,
de
martellos
de
bar
ras
de
ferro
e
cahiram
sobre
os
irmãos
Theilhomm.
Estes
não
podendo
defender-
se já
com
os
rewolvers,
fizeram
frente
á
multidão
com
pedras
e
com
facas.
Mutilados,
exangues,
lançaram-se
emfim
ao
canal
de Jackson.
Alli,
durante
quasi
meia hora,
homens,
mulheres
e
creanças,
postados
nas duas
margens,
crivaram-os
de
projectis
até que
os
tres irmãos mor
reram
um após
outro
depois de uma lu-
cla
desesperada.
Quando
os
cadaveres fo
ram
tirados da
agua,
a
multidão, testi-
munha
d
’
este
drama
horrível,
medonho,
soltou
hurrahs
de triumfo
ao
contemplar
as
faces
pallidas
dos
ferozos
insensatos.
Estatutos da A
ssociHção do .Tltin
te-pio
do Ctvro
Portuguez
[Continuação!
CAPITULO
VII
Fundo
da
associação
Art.
33.°
—
Compõem-se os
fundos
da
associação.
1.
Da
totalidade
das
joias;
2.
Das
quotas
mensaes;
3.
Dos
juros
que
venceiem
os
depo
sites
feitos
em
alguma caixa
economica
e
dos
tendimentos
dos
fundos
públicos,
que
a
associação
possua
ou possa
adquirir;
4.
Dos
qoasquer
legados
esmolas.
Art.
34.°
—
Os
fundos
da
associação,
dividem-se
em
fundo
de reserva
e
fundo
disponível.
Art.
35.°
—
O
fundo
do
reserva
será
composto:
1. Da
totalidade
das
joias;
2.
Das
quotas
mensaes;
3.
Da qualquer
donativo ou legado,
excedendo
a
20tj000
téis,
e
do
saldo
an-
nual
dos
fundos
disponíveis.
Art.
36.°—O
fundo
disponível,
com
põe-se
das
quotas
mensaes.
Art.
37.°
—Os
fundos
públicos,
acções
de
companhias
etc.,
que
esta
associação
possa
adquirir
serão comprados
em
seu
nome.
Art.
38.°
—O
capital do
lundo
de
re
serva
terá a
applicação que a
assemblèa
geral
determinar
e
o
fundo
disponível
se
rá
destinado
a
todas
as
despesas
da
as
sociação.
Art. 39
0
—
Logo
que
na
casa
da
as
sociação
possa
haver
com
segurança
um
cofre,
este
ficará
sob
immediala
responsa
bilidade
do
ihisomeiro
e
demais
dois
cla-
vicularios,
que
serão
o presidente
da
di
recção
e
o
l.°
secretario.
Art.
40.
—
Toda
a
quantia
entrada
no
cofre,
será
acompanhada
de
uma
guia
as-
signada
peio
presidente
e
pelos
secretários,
a
qual
ficará
em
poder
do
lhesoureiro
passando
este
recibo
de
que
ficará
de
pos
se
o
l.°
secretario.
§
unico.
Nenhuma
quantia
sahirá
do
cofre
senão
em
virtude ordem assigoada
pelo
presidente
e
pelos
secretários.
Art. 41.
0—
Os
fundos
em
metal,
com
excepção
de uma
quantia
igual
á
despe
sa
de
cada
mez,
serão depositados tem-
poraiiamente
(á ordem)
na
caixa
do
mon-
te-pio
geral
ou
em
outro
que
mereça
bom
credito.
Art.
42.°—
Os fundos
depositados
na
fórma
do
artigo 41."
bem
como
quaesquer
outras
quantias,
só
pódem
ser
levantadas
por
meio
de
cheques
ou
recibos
assi
gnados
pelo
presidente,
lhesoureiro
e
1.®
secretario
da
direcção.
CAPITULO
VIII
Assetnblêa
geral
e
suas
atlribuições
Art.
43."
—Coostitue
a
assemblèa
ge
ral
a
reunião
de
lodos
os
socios
que
es
tiverem
no
gozo
dos
seus
direitos.
São
validas
as
suas
decisões
estando
presentes,
pelo menos,
o
duplo
dos
mem
bros
da
mesa
precedendo
aviso
na
«Gaze
ta
Eclesiástica»
como
folha
oflicial
do
mon(e-pio
e
em
dois
jornaes
dos
mais
lidos
da
capital.
Art.
44."
—
A
assemblèa
geral
elegará
de
2
em
2
annos
a
mesa
que
deve
presidir
as
sessões
e
que
se
comporá de
nm
pre
sidente,
um
vice-presidente
e deis
secre
tários.
Art.
45.°—
Na
falta
do
presidente
fará
suas
vezes
o
vice-presidente,
na
falta
d’
es-
te
o
1."
secretario e
faltando
estes
ser
virá
de
presidente
o
socio
mais
idoso
que
a
assemblèa
designar
e
de secretario
o
que
para
esse
fim
convidar
o
socio
que
servir
de
presidente.
Art.
46.°
— Compete
á
assemblèa
ge
ral:
1.
Conhecer
do estado,
progressos e
liuctos d
’esta associação
e promover
o
seu
desenvolvimento;
2.
O
exame
e
approvação
das
contas
da
gerencia
apresentadas
pela
direcção;
3.
Exigir
o
cumprimento
dos
presen
tes
estatutos
e
alterai
os,
quando
o
jul
gar
conveniente,
devendo
estas
alterações
ticar
dependentes
da
approvação
do
go
verno
de Sua
Mageslade
sem
a
qual
não
serão
validas;
4.
Resolver
sobre
a
admissão
e
exclusão
dos
socios;
5.
Designar
o
emprego
dos fundos;
6.
Determinar,
sob
proposta
da
direc
ção,
o
numero
dos
empregados
e
seus
ordenados;
7.
Multiplicar
ou
diminuir
o
subsidio
á
«Gazeia Ecclesiastica,»
pelo
artigo
76.°;
segundo
as
circumstancias
da
associa
ção.
Art. 47.°—
E
’ da
competeocia
do
presi
dente
da associção:
1.
Convocar
a
assemblèa
geral;
2.
Deferir,
no
praso
de
cinco dias,
os
requerimentos
apresentados
pela
direcção
ou
assignados
por
10 socios,
pedindo
a
convocação
da
assemblèa
geral,
extraor
dinária;
3.
Rubricar
todos
os
livros da
asso
ciação
e
assignar
os
seus
respectivos
termos;
4
Manter
a
ordem
nas
sessões;
5.
Assignar
as
aetas
e
os
diplomas
dos
socios
Art.
48.°—Ao
primeiro secretario per
tence:
1.
Lavrar e
ass'gnar
as
aetas
das
ses
sões:
2.
Matricular no
respectivo
livro
todos
os indivíduos
que fizerem
parte
da asso
ciação;
3.
Assignar
os
diplomas
dos socios;
4.
Prover
a
todo
o
expediente
da
mesa,
no
qual
será
coadjuvado
pelo
segun
do
secretario.
Art.
49.°
—
A
assemblèa
geral
terá
reu
niões
ordinárias
e
extraordinárias.
As
ordinárias
serão
4
por
anno,
sen
do uma
em
cada trimestre,
cujo dia
será
com
antecedeucia
annunciado.
As
extraor
dinárias
terão
logar
quando
o
presidente
da
assemlêa
geral
as julgar necessárias,
quando
a
direcção
as
exigir,
ou
10
socios
as requerei
era.
Art.
50.°
—
Na primeira
reunião que
deve
verificar-se
em
principio
de
janeiro,
começará
a
assemblèa
os
seus
trabalhos
pela
eleição da
mesa;
em
seguida
proce-
der-se-ha
á
leitura
do relatorio
e
das
con
tas
que
a
direcção
deve
apresentar
com
referencia
á
sua
administração
no
anno
findo
era 31
de desembro,
e
era terceiro
caso
fazer-se-ha a eleição da
commissão
revisora,
que
no
máximo
praso
de
quioze
dias
examinará
e
dará o seu
parecer so
bre
as
ditas
contas.
Art.
51.°—Na mesma
reunião,
será
apresentado o
parecer
de
que
trata
o
ar
tigo
50." e
precedendo-se
depois
á
elei
ção
da direcção.
CAPITULO IX
Direcção
Art.
52.°
—
A
direcção será
composta
de
ura
ptesidenle,
um
vice-presidente, um
rhesoureiro,
dois
secretários
e
dois
vo-
gaes.
Art.
53
0
—
Começa o
seu
anno
admi
nistrativo
no
dia
da
eleição,
porém
o
seu
exercício tem
principio
no
dia
da approva
ção
das
contas
da
direcção
anterior.
Art.
54.°
—A’
direcção
compete.
1.
Cumprir
e
fazer
cuwpiir
os
estatu
tos;
2.
Escriplurar
os
livos
da
receita
e
despezas,
apresentando
annualmenteá
as
semblèa geral as
contas
da
sua
gerên
cia;
3. Solicitar
a
reunião
da
assemblèa
geral
, extraordinária,
quando
o
julgue
ne
cessário;
4. Prover
á
arrecadação
da
receita,
e satisfazer
a
todas
as
despezas
auctorisa
das,
e propôr
as
que
não
o
forem;
*
5.
Distribuir
os
subsidios,
ou
soccor-
ros
estabelecidos
n
’
estes estatutos;
6.
Dar
todas
as
providencias
para
que
os
soccorros,
ou
subsidios,
se
prestem
com pontualidade
e
exactidão;
7.
Propor
a
admissão
e exclusão
de
qualquer
socio;
8.
Vigiar
pela
conservação
dos
obje-
ctos
pertencentes
á
associação,
e
superi-
tender
em tudo,
que
respeita
ao
socio
e
policia
da
casa
da
associação;
9.
Arbitrar
o
vencimento
aos
empre
gados,
nomeal-os,
dimittil-os
dando dentro
de
tres
dias conta
á
tnesa
de
assembléa
geral.
10.
Regular
os
trabalhos
e assignar
as
actas,
os
cheques
e
todas
as
ordens
de pagamento;
11.
Alugar
casa
apropriada
para
os
misteres da
associação.
Ari.
55,°—Ao
presidente
da
direcção
compete:
1.
Abrir
e
lechar
as sessões;
2.
Regular
os
trabalhos;
3
Assignar
as
actas,
os
cheques,
os
recibos e
todas
as
ordens
do
pagamen
to.
Art.
56.®
—
'Na
falta
do
presidente,
pre
sidirá o
vice-presidente,
assumindo
iguaes
atlribuições
ás
do presidente.
§
unico.
Na
falta
do
presidente
e
vi
ce-presidente,
fará
snas vezes
o 1
,°
vogal
e
na falta
d
’
este
o
2.°
vogal.
Art.
57.°—
Ao
1
,°
secretario
coadjuvado
pelo
2.°
pertence:
1.
Escrever
e
assignar
as
actas
das
reuniões
da
direcção;
2.
Assignar
os
cheques,
os
recibos
e
ordens
de
pagamento;
3.
Satisfazer,
em quanto
não houver
es-
cripturario,
a
toda
a escripturação
a
cargo
da direcção.
Art.
58.°—
No
impedimento
do
l.° se
cretario assume
todas
as
suas
atlribuições
o 2.°
secretario.
Art.
59.
0
—
O
thesoureiro,
como
1.®
responsável,
é
o
unico
uqe
recebe
todos
os
fundos
da
associação,
pertencendo-lhe:
1.
Assignar
os
recibos
das
joias
e
das
quotas,
os
cheques
e
quaesquer
outros
do
cumentos
de receita;
2.
Satisfazer
todas
as
despezas
audo-
risadas
pela
direcção,
e
em
vista das
or
dens de
pagarnenio;
3.
Depositar
os
fundos da
associação
em
uma
caixa
de
credito,
como
o
monte
pio
geral,
ou arrecadal-os
no
cofre
da
associação,
se
o
houver;
4.
Dar
contos
á
direcção mensalmen
te.
Ar.
60.°—No
impedimento
do
thesou
reiro servirá, por
eleição
da
direcção,
um
dos
vogaes,
havendo balanço
do
cofre
da
associação.
Art.
61.
0
—
A
direcção
é solidariamente
lesponsavel
por
todos
os
actos
de
admi
nistração
e valores pertencentes á
associa
ção,
salvo os
casos
de
força maior
legal
mente
provados.
Art.
62
0
—
Os
actos
da
direcção
são
públicos
para
os
socios,
e
validos
reu
nindo
quatro
votos
conformes.
Art. 63.°—A
responsabilidade
da
direc
ção
só
acaba,
quando
tenha
entregado
to
dos
os
valores
pertencentes
á
associação,
o
que
se
realisará
oito
d'as
depois
de
eleita a
nova
direcção.
CAP1TUOL
X
Commissão revisora
Art.
64.°—
A
commissão
revisora
de
contas
é
composta
de
tres membros, que
elegem d
’
entre
si
presidente,
lelator
e
sa-
Creiario
Art. 65.°—Esta
commissão
instalar-se-
há
tres
dias
depois
de
eleita
e
compre-
lhe:
1.
Examinar
a
escripturação
dos
li
vro
da associação,
e
de
todos
os
roais
documenios
que
lhe
digam
respeito,
e
o
relatorio
da
direcção:
ete
exame
deve
ser
feito
até
ao
dia
31
de
março;
*
2.
Solicitar
da
direcção
e
da
mesa da
assetnbiêa
geral
todos os
esclarecimentos
e
papeis que julgar
precisos
para
o
de
sempenho
de
suas
fuocções;
3.
Apiesentar
o
seu parecer
por
es-
cripto,
na
primeira
reuuião
da assembléa
geral.
Art.
66.°
—
A
commissão
revisora
de
coutas, depois
de
desempenhar
as
funcções
para
que
foi eleita,
considera-se
dissolvida.
CAPITULO
XI
Eleições
Art.
67?
—
As
eleições
para
os
cargos
«Associação
do
Monte-pio do
Clero
Portuguez»,
serão
feitas
por
escrutínio
secreto
praticando-se
as
seguintes
formali
dades:
1.
A
lista
da
mesa da
assembléa
ge
ral
hade
conter
quatro
nomes,
designando
diante
de
cada
um
os respectivos
car
gos;
2
A
lista da
direcção
será
formada
de
sele
nomes,
designando
adiante
de
cada
nome o
cargo
respectivo;
3.
Para
a
commissão
revRora
de
con
tas
uma
lista
contendo
tres
nomes.
Art. 68.°
—
A
direcção
não
póde
votar
na
eleição
da
commissão
reósoia
de
con
tas.
Art.
69.°
—
Exige
se para
a
eleição
de
qualquer
cargo a maioria
relativa,
deci
dindo
a
sotte
em
caso
de
empate.
(
Continua)
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
Cumprindo
um
gratíssimo
dever,
apraz-
me
consignar pela imprensa
o indeievel
reconhecimento
de
que
me
sinto
possuido
para com
quasi
todos
os
meus
collegas
na
banda
d’
infanteria
n.°
8,
onde
servi
durante
oito
annos
consecutivos,
e de
quem
sempre
recebi
inequívocos
testiinu-
nhos
de
amisade
e
consideração.
Seja-me
licito
parlictilarisar
o
digno
chefe da
mes
ma
banda,
no
qual
reconheço
as
inapre
ciáveis
qualidades
d
’
um
dislinctissimo
ar
tista
e d’
um
cavalheiro
a
todos
t
os
res
peitos
apreciável.
Embora
não
devesse
recordar
amargu
ras,—n’
esta
occasião
—
não
posso deixar
de dizer áquelles
que
me honram
com
os
seus
despeilos
e
má vontade,
que
me não
incoinmodam
dicterios,
para
os
quaes
te
nho
utn
bom
ante-mural:
—
o
completo
des-
preso.
que
se
vota á
caluinnia
e
ao
ca-
íumniador.
As
minhas queixas
não
são
de
longa
data;
partem
depois
da
substituição do
logar
de
contra-mestre
d’
aquella
b.inda,
vago
pelo
snr.
Aragão,
de
quem
sempre
recebi
provas
de
delicadeza.
Braga 7
de agosto
de
1876.
Luiz
Pina d'Andrade.
II.T1ÍÍOS
DA
AKKVCIA
1IAVAS
MADRID
4.
—-A
«Gaseta»
publicará
brevemente
as
condições
da
emissão
de
novos
bilhes bypoihecarios
em Uespanha
e no
estrangeiro.
VERSAI
HES
4.—
O
senado
lixou
pa
ra
o dia
12
do
corrente
a
eleição
para
o
lugar
vago
de
senador
inamovível.
Con
sidera-se
assegurada
a
eleição
de Dufau-
re.
PARIS
4.
—O
«Journal des
Debates»
publica
o
seguinte telegramma:
«Belgrado
4
—Os
turcos
apoderaram-se
das
posições
em
volta
de
Krijazevalz. A
batalha
sobie
o
Timok
e
esta
victoria
abrem
aos turcos
o
interior
da
Servia.
Pode-se
considerar
a
guerra muito
avançada.
Ha
viva
emo
ção
ern
Belgrado.»
WASHINGTON
4.
—Shermann
pediu
ao
congresso
federal
que
seja
augtnenlado
com
2:500
homens
o
exercito
que
comba
te
os
índios.
LONDRES
5.
—
O
«Times»
publica
um
despacho
de
Constantinopla
dGeodo
que
os
embaixadores
da
França
e
Alletnauha
ameaçam retirar-se
se
o
governo
não pa
ga
a indemnisação
exigida em
consequên
cia
do assassimo
dos
conseies
em
Saloni-
ca.
A Porta hesita
e
receia
insurreição.
jwwiiuwn————————
Resumo
do
aetivo
e
passivo
do
Banco do
Minho em
31
de
Julho
de 1876.
Aetivo
Caixa:
existência
em
metal.
143:197$30^
»
»
em
notas.
15:375^000
Papeis
de
credito.
. . . 111:032$13^
Acções
de
c.
própria
.
.
64:800^000
Hypothecas
de
raiz
.
.
.
55:463$86®
Letras
em
liquidação
. . .
9;667$728
Remessas
em
»
•
•
17:012$12<
Empréstimo
sobre
penhores
.
19:506^890
Leiras
descontadas
.
.
.
880:226^472
Letras
a
receber ....
12:4I4$341
Saques
e
remessas
de
n.
c.
62
507$284
Agencias
no
paiz
....
146:260$314
Agencias
no
estrangeiro.
. 132:173$988
Contas
correntes
garantidas
1188:599^428
Editicio
do
Banco..
.
.
23:696^252
2.881:933$163
Passivo
Capital..................................
,
Fundo
de
reserva.
.
Reserva
para
prejuízos
even-
luaes
.........................
Dita para garantia de
divi
dendos.........................
Dita
para
decima
. .
.
Notas
em
circulação
.
.
Depositantes
á
ordem.
Dividendos
a
pagar
Depositos
a
praso.
Credores
no paiz
.
Agencias
no
estrangeiro .
Letras
a
pagar
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Ganhos
e
perdas
.
.
.
600:0005000
30
000$000
50:000$000
40
0005000
7»800$000
93:045$000
176
777$007
2:188$160
1454:3048258
304.9245928
57:625^378
10;456$248
26:634$675
28:1775509
2.881:933$163
Braga,
Banco
do
Minho
3
de
Agosto
de
1876.
OS
GERENTES.
Francisco
Casimira
da
Cruz
Teixeira.
Domingos
José
Soares.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
31
de
julho
de 1S76.
Aetivo
Acções,
prestações
a
receber
27:1825500
Dinheiro
em
caixa.
.
.
.
108:791$328
Letras
descontadas
e
a
receber
800:424$632
Empréstimo
sobre
penhores.
138:225$570
Contas
correntes
com garan
tia
........................................
1.269:9
IO$47O
Agentes
no
paiz e
estrangeiro.
441:324$187
Títulos
e
papeis
de
creditei.
306:497$020
Diversos
devedores.
.
.
.
211.973$674
Despezas
de
installação.
. 5:200$000
Moveis
e
utensílios.
.
.
. 1:722$625
3.31
1:255$006
Passivo
Capital................................. 1
000:0005000
Obrigações
...........................
1.181:286$!
11
Depositantes
...........................
191:7065768
Agentes
no
paiz
e estrangeiro 375:476$009
Diversos
credores.
.
.
.
224:68l$402
Leiras
em
deposito.
.
.
.
50:543$360
..eiras
a
pagar..........................115:0975892
Notas
etn
circulação .
.
.
105;
170$000
?
undo
de
reserva. . .
.
50:000$000
Reserva
para prejuisos
even-
luaes
...................................
3:000$00
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
5:374:$170
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
8:919$294
3.311:2535006
Biaga
3
de
agosto de
1876.
Os
Directores
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida.
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
SAflDE
À
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
0
uso da
delicio
sa farinha
de saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
SU
annoii iTinvnriavel
«weeeBSii»
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
0
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar
a saude,
a
energia,
a
boa di
gestão
e 0
somno.
Cora
as
indigestôe,
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
llegmas,
arroios,
baios, amargor
na
bocca,
piiui-
tas,
nauseas,
vomitos,
irritações
inlesli-
uaes,
diarthea,
dizenteria,
cólicas,
losses
asihma,
lalta
de respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
das
bronchiles,
da be
xiga,
do
(igado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75
000
curas
entre
as
quaes
conlam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.ma
snr.
a marqbeza
de
Brehan,
dos doutores
Manoel
Saens
de
Tejada
da Universidade
de
Cordova
etc.
ele.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
Wur
zer
:
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira
e
agradavel
farinha
é
0
melhor
absorvente; ao mesmo
tempo nu
tritiva
e
restaurante
substitue admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen-
ças.
E
’
de
grande
utilidade, sobre
tudo
nas renitências
habituaes
do ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
aífecçõe
*
nos rios
e
na bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caiinbras
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e
hemorroides
bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares,
bronchiles,
na
tosse
e
consuropçào. Tenho
a convicção que a
Re
valesciére
du
Barry
tem
a
propriedade
pre
ciosa de
cuiar as
moléstias
hecticas.
Dr.
Rud.
W
urzer
membro
de
muitas
soctdades
scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne
sem esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
0
seu
preço em
remedios. —
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata,
de 1
/4
kilo,
500
;
de
*
/,
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
15400
reis; de 2
*
/
s
kilos,
3$200 reis;
de
6
ki
los, 6$400
reis,
e
de
12
kilos,
125000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é
a
Revalesciére
ehoeuIlaXada;
ella
res-
titue
0
appettile,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0 chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
011
em pó em
caixas
de folha
de
lata
de10
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BASRi
»U BAHRY «fe C.
*
- Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77 Regent
Street
Londres;
Valverde,
1, Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Kiisbea,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carios
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
& Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Poria,
J.
de
Sousa
Ferreira <St
Irmão,
rua da
Ba
nharia 77;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
conceilos
;
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa,
pharm.;
Starerlios,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figweira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guimarãea,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Prn»-
flel,
Miranda,
pharm.
;
Pont» do
Lim»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vo»
do Varzim,
P.
Machado de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do Ctastelio,
Aftouso
e
Barros,
droguistas;
Villa
d«
*
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AGBOECimiTOS
D.
Angélica
Marcelina
Salgado
Carnei
ro,
D.
Carlola
Guelhermina
de
Sousa
Ri
beiro,
D. Maria
Angelina
Salgado
de
Ná
poles,
e
marido,
D.
Pedro
de
Nápoles,
em
extremo penhorados
para
com
lodos
os
exm.08
snrs.
e
snr.as
que
por
occasião
do fallecimenlo de
sua
sempre chorada
mãe
e
avó,
se
dignaram
cumprimental-cs,
agradecem
por
este
meio,
protestando
a to
dos
a
sua
gratidão
indeievel.
(4206)
ANNUNCIOS
Sociedo.de
Democrática
Recreativa
Não
se
tendo
reunido
no dia 1.°
de
Agosto
corrente,
numero
de
socios
para
a
Assembleia
Geral,
são
de
novo convi
dados a
reunirem-se
no
dia
10
pelas
7
horas
da
tarde
na
casa
da
Sociedade.
Braga
5
de
Agosto
de 1876.
O
1.°
Secretario
(4212)
José
Maria
Gomes
Bello.
Pelo
juiz
commissario
da
massa
fallida
de
Sebastião
Ramos
Barros
Pereira, nego
ciante
que
foi
n'esta
cidade,
foi
marcado
0
dia
19
do
corrente
pelas
9
horas
da
manhã
no
tribunal
judicial
d
’
esta
mesma
afim
de
ter
logar
0
disposto
no
artigo
1192
do Cod.
Coro.,
por
isso
são
avisa
dos todos
os
credores
á
dita massa
para
no
referido
dia
comparecerem
pessoalmente
oo
procurador
com
procuração legal.
Braga
5
de Agosto de 1876.
0
Curador
Fiscal
(4213)
Antonio
Manoel
Ayres
d’
Oliveira.
Pelo
juiso
de
direito d
’
esta
comarca
e
cartorio
de
Fortuna,
no
dia
13
do
cor
rente
mez,
por
9
horas
da
manhã. á|por-
ta
do
tribunal
da
l.
a
instancia,
que
é
si
lo
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esia
cidade,
se
tem
d
’
arrematar
os fiuctos
pen
dentes,
e
que foram penhorados aos
exe
cutados
Antonio
José
Monteiro,
e mulher,
da
freguezia
de
Vernoim. da
comarca
de
Famalicão,
na
execução
que
lhe
move
a
Direcçào
do
Banco
Commercial
d
’
esta
ci
dade,
cujos
ftucios
são
os seguintes:
—
Item
o
fructo
que
é
o
centeio que
se
acha
no
campo
da
Boca,
qoe os
louvados
lou
varam
na
presente
colheita
em
684,520
litros,
livre
de
despesas,
na
quantia
de
16$000
rs.
—
Item
o fiucto pendente
de
centeio
do campo da
Leira
de
Fi
gueiras,
que
os
louvados louvaram
em
342,260
htros,
livre
de
despesas,
na
quan
tia
de
8^000
rs.;
e
porisso
toda a
pes
soa que
quizer lançar
póde comparecer
no
dito
dia
hora
e
local
acima
dito
(4204)
Aluga-se
ou
vende-se
uma
mo
rada
de
casas
feita
de
novo,
sita
na
tua
de
Santa
Marga
rida
ou
rua
nova
da
Senhora
A
Branca
Para
tratar,
largo
de
N.
S A
Branca
n.°
4
e
5.
(4207)
Nova carreira para a Povoa do
Varzim
Antonio
Ferreira
Bago,
faz publico
que
desde
o
dia 6
inclusive em
diante,
come
ça
a
sahir
de
Braga
para
a
Povoa
do
Varzim,
indo
por
Villa
Nova
de Famalicão,
uma
carreira
diana
que
sae
de
Braga
pa
ra
a
Povoa
ás
6
horas
e
24
minutos
da
manhã,
e
regressa
da
Povoa,
percorrendo
o
mesmo
itinerário
ás
2
da
tarde
;
haven
do
n
’este
serviço combinação
com
o
ho
rário
do
caminho
de
ferro do Minho.
Os
preços
são :
dentro
600
rs.
e
fóra
540
rs.,
isto
para
os
passageiros
de
3.a
classe
no
caminho
de
ferro
;
pois
que
os
de
l.
a
e
2.
a
pagarão
a
difTerença
a
maior
d’estas
classes.
São
concedidos
a cada
passageiro 10
kilogrammas
de
bagagem,
sendo
pagos
os
excedentes
a
20
rs.
por cada
um.
Os
bilhetes
vendem-se no
Escriplorio
da
Companhia
Viação
do
Minho.
Braga
24
de
agosto
de
1876.
(4205)
No dia
15
do
corrente
mez
estará
á
venda
:
O
1.®
fascículo
da
Historia eeelesiastiea
pelo
Padre
Rivaux.
O
1
.°
volume
de
BALMES
O Protestantismo
comparado com
o Catliol
icismo.
O
1.®
fascículo do
Curso de
Religião
pelo
Padre
Sehouppe.
Amda
se recebem
assigoaturas
na li
vraria
de
EUGEN1O CHARDRON.
(4209)
Arrematação
No
dia
13
do corrente,
no tribunal
judicial
largo
de
Santo
Agostinho,
teem
de
voltar
de
novamente
á praça,
duas mo
radas
de
casas,
uma
na
rua da
Sé,
de
signada
com
o
n.°
9,
louvada
em
reis
550^000
e
cutia
na
rua
da Cruz de
Pe
dra
com o
n.°
56,
louvada
em
200^000
reis
e
isto a requerimento
do
Asylo
d
’
In-
fancia
Desvalida de
D.
Pedro
V,
d
’
esta
ci
dade.
Braga
7
d’
agoslo
de 1876.
(4208)
O
solicilador=Torres.
DECLARAÇÃO
Rodrigo
d
’Oliveira, faz
publico
que
pa
ra
todos
os
efleilos,
de
hoje
em
diante
se
assigna
Rodrigo
d
’
0liveira
e
Sousa.
CITAÇÃO
EDITAL
Pelo
juiso
de
direito
d'e.4a
óidade
e
comarca
de
Braga,
e cartorio
do escrivão
Ribeiro,
correm
éditos
pelo
praso
de
60
dias
a
contar
desde 16
de junho
do
cor
rente
anno
em
diante,
a
citar
toda
e
qual
quer
pessoa
incerta
que se
considere
com
direito
e accão,
a
fim
de
contestar
a
ha
bilitação
requerida
por
João
Carlos
Emí
lio
de Sousa,
casado
com
Maria
Augusta,
moradores
na
rua
da
Ponte
d
’
esla
cidade,
e
seu
Lmâo
Manuel de
Sousa
Oliveira,
casado
com
Francisca
Rosa
de
Jesus,
mo
radores
na
cidade
de
Vianna do Castello,
e
Luisa Maria
de
Oliveira,
casada, e
au-
clorisada
por
seu
marido
João
Manuel
d'Oliveira,
moradores
na
mesma
rua
das
Agoas
d
’
esta
cidade,
aquelles
dous primei
ros,
na
qualidade
de
filhos,
e únicos
uni-
versaes
herdeiros
de
seu
fallecido pae
Ma
nuel
Antonio
de
Oliveira,
e
esta
ultima
por
si,
e na qualidade
de
herdeira
de
sua
fallecida
irmã
Anna
Maria d
’
Oliveira,
mo
radora
que foi
n
’
esta
mesma
cidade
afim
de
receberem a
herança
como
um
dos
her
deiros
instituídos
do
padre
Bento
José
dos
Santos,
fallecido
em Pindamonhangava,
Impetio
do
Brasil;
cuja
citação
tem
de
ser
accusada
na
2.
a
audiência
posterior
aos
69
dias
dos éditos no
dia
21
do
futuro
mez
d
*
agosto,
pelas
9
horas
da
manhã
no
tribunal
judicial,
no
largo
de
Santo
Agos
tinho
(Testa
cidade,
e
ahi
se
tem
de
ofle-
recer
os
competentes
artigos
de
habilita
ção
e
assignar-lbe
o
termo
de
2
audiên
cias
para
contestar,
ou opporem o
que
tiverem, sob
pena de revelia
e
lança
mento.
Como
procurador,
O
solicitador=Z?ernardo
da
Cunha
Pinto
fíarbosa.
(4211)
Bernardo
José
Pereira,
(o
Franqueira)
mestre
de
carruagens,
faz
publico
que
ninguém
desconte
leiras
com
o
seu
no
me, sem
que
tenham
o
reconhecimento
por
Tabelião
feita na
presença,
ou
que
elle
seja
o
portador
da
letra,
quer
como
ac-
ceitante,
sacador
ou
endoçanle
para
o des
conto,
e
do
contrario
a
reputará
como
falça.
Braga
7
de agosto
de
1876.
Bernardo
José
Pereira
Franqueira.
(4210)
Carreira
para a
Povoa do
Varzim
Teixeira
&
Mesquita,
da
rua
da
Sé,
annunciam
ao respeitável
publico,
que
prin
cipiam
com as
suas
carreiras
diarias
pa
ra
a
Povoa
do
Varzim,
dia
7
do
corrente
mez,
a
sair
de
Braga ás
4
horas da
manhã,
chega
a
Barcellos
ás
6
emeia,
demora
meia
hora,
sae
ás
7,
chega
á
Povoa
ás
9
1/2
da
manhã.
Volta
da
Povoa
do
Varzim
ás
4
da manhã,
chega
a
Barcellos
ás
7.
demora
meia
hora,
soe
ás
7 e
meia,
chega
a
Bra
ga ás
9
e
meia
horas
da
manhã
Preços=Dentro
600
rs.
e
fóia
500
rs.
Cada
passageiro
tem
oito
kilos
<le
baga
gem,
e
o
excesso
paga
20 rs.
por
kilo.
Os
seus
escripto»
ios
são
em
Braga
no
bem
conhecido
Ribeiro
Braga na
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
e
na
Povoa
do
Varzim
no
seu
antigo
escriplorio
no
Rtgo.
Braga 2 de agosto
de
1876.
Pelos
annunciantes—
Ribeiro
B>aga.
(4199)
Dissolução de sociedade
Os
abaixo
assignados
dissolveram
a
so
ciedade
commercial
que
tinham
n
’esta
ci
dade
sob
a
firma
—
Ferreira
Borges
&
C.a
—
ficando
o
activo
e
passivo
da
mesma
so
ciedade
a
cargo
do
socio
o
snr.
Manuel
Ferreira
Borges
desde
a
presente
data
em
diante.
Braga 2
de
Agosto
de
1876.
Manuel
Ferreira
Borges
Bento
José de
Sousa
Brito
de Barros
Antonio
Teixeira
liurbusa.
(4203)
Bernardo
José
Fernandos
Carneiro,
de
clara
que
desde
o
dia
31
de
julho
em
diante
deixou
de
ser
seu
empregado,
no
armazém
de
vinhos,
Francisco
José
Fer
nandes,
o que
previne
os
seus
freguezes
para
os
devidos
efleilos.
(4201)
IRUA
DES.
MARCOS,
N.
*
5.S
fé
ÇÍ?
V
ende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
saltas,
lindíssimos
gostos,
a prin
cipiar em
80
reis
a
peça
4$
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
g
casas, tudo
de
boa
quali-
g
J
dade.e
preços
muito resu-
»
midos.
S
|
Vende cimento
roma-
f
no
para
vedar
aguas,
ges-
á
|
so
para
estuques
de
ca-
|
sas,
tudo
de
primeira
qua-
J
k
lidade.
(Z
*
)
|
ESCOLA AMERICANA
Consultorio,
Campo
de
SanfAnoa
n.
fr
I, das
7
da
manhã
ás
7
da
tarde
(4136)
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores e
outras
pessoas
que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de bacharel de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey. (In
glaterra.)
PIANO
Vende-se
um
piano
bom
pa
ra estudo.
Quem
pertender
di
rija-se
a
esta
redacção.
(4200)
VENDA
DE CASAS
Vende-se
uma
casa
feita
de
novo,
sita
na
rua
das
Aguas
n.°
91;
po
de-se
vêr
desde
as
9
horas
da ma
nhã,
até
ás
3
da
tarde.
Trata-se
na
rua
dos
chãos
n.°
13
(3086)
VENDA
DE
MADEIRA
Vende-se
uma
partida
de
madeira
de
castanho na
rua
Direira
de
S.
Pedro de
Maximinos, d
’
esta
cidade. Quem
a
perten-
der,
falle
com
João
da
Rocha,
n.° 35,
na
mesma
rua.
(4196).
.U»l HE
lllllín)
DO ALTO
DOUEO
DA
CASA
RE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
»
»
. 1
90
>
Lagrima
.........................................
200
»
Branco de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
■>
Malvasia
de
2.
a
..............................
360
»
»
velho
....................................
400
» Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
500
»
Roncão.........................................700
»
Alvaralhão
........................................
560
>
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho
para
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo chymico.
(N
*
)
ACUAS ALCALIVO-GAZOZAS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em 1873
Estas
aguas
que a
analyse
e
experieo-
cia
tem
mostrado serem
das
primeiras da
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mub
las
moléstias,
mas
os
seus
efleilos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
pelle.
A Companhia
só
garante
a
pureza das
aguas
vendidas
nos
seus
depositos, oQ
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Montenegro.
R. de
D.
Maria
2.
a
o.°
30.
Braga
—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.
(4105)
braga
:
typographia
lusitana
—
1876<
Parte de Comércio do Minho (O)
