comerciominho_08021876_454.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
venda-se
no
escripiorio
do
emtor
e
proprietabio
fatt
Alaria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi
gnaturas
são
pagas
tdiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
880
rs.^Prown-
cias,
anno
2^400
rs
e
sendo
duas 4&000
rs.«=Semestre
líáSft
|
rs.^Drazil,
anno
4&&00 rs.
—
Semestre 2^300
rs.
moeda forte
I
ou
10^000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
iinha
;
20
rs..,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20%
d
’
abatimento
BHAtíA--TEKÇA-FKJKA
9
§3E
^áfiV.EKEIS&M
Iiondre»,
í> de janeiro
de
199®.
(A'
redacção do
t
Apostolo».)
(Conclusãoj
O
doutor
Pusey,
todavia,
não
leva
tão
looge
o
seu
protestantismo,
nem
está
dis
posto
a
renunciar
a
coosas
essenciaes,
que
até
agora
creu
corno
christão,
só
para
satisfazer
ao
orgulho
político
e
farisaico
dos
Anglicanos.
Foi também
a
Botm
é
verdade,
mas,
corno
não
ia
só
buscar pre
texto
para
fazer
mais
guerra
ao
Papa
;
e
sim
ver
se
oa
tal
reunião
de
Chrisiiaois
mos diversos
encontrava
nexo
decente
pi
ra
formar
uma
especie
de
Catholicismo que
oppor
ao
verdadeiro
e
ao
Papa
;
quando
viu
que
eslava
enganado,
e
que
em
to
da
aqoella
miscelânea
náo
havia
verda
deiramente
outro
nexo
senão
o
grito
de
Guerra
a
Doma!,
não
encontrou
nisso
motivo
bastante
para continuar
associad
o
á
tal
ménagerie.
Eis
aqui,
pois,
os
fun
damentos
que o
dr.
allega
para
não
que
rer
uuir-se á
petição
que
outros
anglica
nos
andam
tratando
de
fazer
assignar,
com
o
objecto
de
caldearem
n
urna só
as he
resias
oriental
e
Occidental.
Resumirei
quan
to
possa
:
«1
0
—
Porque
(ainda
que
isso
não
en
tra
na
intetiç.ào
dos
que
fazem
a
peii
ção)
ella
prepara
em
realidade
o caminho
para
o
abandono
da
expressão
da
no
sa
crença
no
modo
d'extsteucia
do
Deus
To
de-Poderoso
— id
esl
em
Deus
como El
le
é
«2.°
-Qne
a
questão
de
abandonar
»
expressão
da
nossa
crença que
lemos
tido
por
1:200
annos
pelo
menos,
desvairaria
muito
os
ânimos do
nosso
povo,
e
tal
abandono,
seria
seguido
no
aai -•■.«
pratico
ingíz,
pelo
abandono
da
propiia
crença
mesmo.
«3.°
—
Porque
uma
das p-
;
o
i;õ
s
em
que
se
nos
peie
consintamos,
é
'esvai-
rante,
e
própria
para
excitar
-reoceupq-
ções
contra
a
verdade;
.
ois
qne
a
rece
pção
dó
credo
Niece-h
-
—
Cm
o
.rdí
-poli
■
tano
na
Egreja
d;>
Oceide
te
—eia
si
-
mo,
juntamente
com a
addieçiio
do
/ilioque,
não
é
«ecclesiisticam
nle
mais
irregular»
do
que
as
addições
ac
c
e.io de
Nicea
pe
lo
Concilio
de
Constantinopla,
Concilio
iu-
teiramente
grego;
para
o
que
se
necessi
tava
no
Oriente.
O
credo
li
lambem re
cebido
com
acrescento,
sob
a
impressão
de
ser
o
credo,
acrescentado
pelo
Conci
lio
«4.°
—
Que
outra
das
proposições
é
contradictoria
a
nossos
credos
e
artigos,
em
dizer
absolidamenle
que
o
Espirito
San
to
uão
procede
do
Filho,
quando
elles
declararam, que
«procede
do
Padre
e
do
Filho».
«S.°
—
Que.
procedimentos
quaesquer
da
parle
da
Egreja
inglesa
respectivamente
aos
credos
n
’
esta
grande
verdade,
seriam
intebamente
inúteis
quanto
ao
objecto
al-
legado,
«o
acabar
com
as nossas triste-
divisões»;
pois
que
ha
outros
pontos gra
ves
que
impediriam
a
E.reja
Oriental
de
acceilar
a
nossa
communhão,
tanto
mais
quanto
nós
nos
achamos
ainda
tão
divi
didos
entre
nós
mesmos.
«6.°—
Que
devendo
ser
um
principio
capital,
o
não
dever
em
religião decidir-
se
cousa
alguma
por
maiorias,
e
ser
isso
uma
das
accusações que
fazemos
ao
Con
cilio
do
Vaticano,
o
ter
a
maioria
deci
dido
contra
uma
considerável
minoria
em
determinar
uma
nova
matéria
de
fé,
é
manifesto,
que
na Egreja
ingleza
tam
bém,
mesmo
a
maioria não
está
disposta
a
entrar
em
communhão
com
a
Egreja
Oriental,
não
sabendo
que
consequências
isso
involveria
para
nós
mesmos.
*7.° —
Que
ainda
quando similhantes
negociações
não
acabassem
('como
eu
pro-
prio
julgo
■
provável; pela
dissolução
da
Egreja
inglesa,
augmentariam,
emquanto
durassem,
as
riivisões
entre
nós
mesmos,
antes
que
promover
a
união
com
a
Egre
ja
Oriental,
e
q»e,
correndo
atraz
da
sombra,
como
o cão
da
fabula,
perderiam
a
su-tancia.»
Conclue
o
doutor
Pusey
por
dizer,
que
é
melhor
deixar
as
coisas como
es
tão
;
que
não
julga
fosse
a
differença no
credo
o
que
motivou
a
divisão
entre
as
Egrejas
Oriental
e
Occidental
;
mas
sim
a
auctoridade
que
a
ultima
quiz
arrogar
sobre
os
Patriarchas
Orieutaes.
Não sei
se
o
«Apostolo»
e
seus
lei
tores
se
enfastiarão
com
esta
carta,
assim
toda
sobre
uma
questão
ecclesiastica
;
po
rém
guiando-me
naturalmente
per
meu
proprio
joiso
quanto
á
importância
das
questões
e
objectcs
a
estas
localidades
re
lativos,
e
sobre
tudo
connectos
pelo
mais
poderoso
dos
vínculos
moraes
—
a
Religião
—
com o resto
do
mundo;
em
qne
a
Ingla
terra
exerce
uma
tão
enorme
influencia
moral
e
material
;
parece-me
de
impor
tância
maior a
atteoder
a
pontos
assim,
antes
que
relatar
occorrencias de
leve e
passageiro interesse.
II.
—
Re
verterei
porém
ainda
áqueilel
monstruoso
caso
de
Bremerhaveri,
não
só
pela
excepcioual
atrocidade
que
o
domi
na,
mas
pelas
suecessivas
importantes
re
velações
a
qtie
vae
dando
logar;
todas
mais
e
mais
manifestando
a
peslilente
in
fluencia
que
estão
exercitando
na
socie
dade
humana
as
infernaes
sociedades
ma
çónica*
—sob diversos oomes e
pretextos,
mas
sendo
tudas
a
mesma
peste.
A
este
respeito
tem
apparecido
nos
papeis
varias communicações
por
onde
se
•vê,
entre
outras
cousas,
positivamente,
que
a
tal
família
se
arroga
o
poder
su
premo
de
condemnar
seeretamente
á
mor
te
as
pessoas
que lhe faz
conta
;
que
en
carrega
da execução de seus decretos
as
sassinos um
ou
mais
membros
da
seita,
que
'
ão
podem
escusar-se
da
honrosa
mis
são
de
algozes.
Isto
quanto
á
condueta
;
quanto
ás
doutrinas
facil
é
d’
estes
factos
c-mjecturar
quaes
ellas
sejam;
e
salta
aos
olhos
da
razão,
que
uma
seita
ou
socie
dade
capaz
ds
similhmtes
procedimentos,
não
póde
crer
em
Deus
ou
Santa
Marta,
etn
ceo
ou inferno,
em penas
ou
recom
pensas
futuras.
Que
consequências
d
’
ahi
devem
dimanar
para a sociedade
humana,
e
para
as
nações,
é
facil
de
conjectu-
rar.
No
«Times»
teem
apparecido
umas
correspondências
de
pc-s-oa
sem
duvida
conhecida
e
fidedigna
(puis
s.m
isso,
o
mesmo
«Times»
náo
teiia
publicado
os
documentos, nem
commentado sobre
elles
como
o
tem
feito),
onde
se
citam
posi-
tivamenle
casos
de
similhantes
amabilida
des
maçónicas.
Um
sujeito
que
tem
or
dem
maçónica
de
assassinar
outro,
espe
ra-o
n
’
uma
viela
retirada
;
passa
outro
que
tião
é
a
designada
victima,
e
é
rnorto
por
engano
—
á
saúde
da
amavel maçonaria.
Outra
pessoa
é
igualmente condemnada
;
manda-se-lhe
o
presente
de
duas
garrafas
de
vinho generoso
mas
adubado
com um
veneno
subtil
e atrocíssimo.
Um
pobre
rapasito
é
mandado
com
o
presente;
len-
la-se
no
caminho
a
provar
o
conteúdo
ie
uma
das
garrafas
e
em
poucos
minu
tos
é
victima
da
sua
gulodice
e
do
crime
des
maçons,
que
enviavam
o
bonito
re
galo
1
Estes
dois
exemplos
bastaram
para
amostra
E
’
verdade, estou
d
’
isso
escure
eido, que
muita
boa
gente,
e
incapaz de
commetter
atrocidades
assim, entra
na
seita,
enganada
e illudida
;
por isso
mes
mo
que
é
boa
e
conhecida
por
tal,
se
induz
com
falsos pretextos
e
representa
ções mentirosas,
a
entrar
na
innocenti-
oha
sociedade. Faz-me
isto
lembrar
as
chocas
dos
chocalhos
grandes,
que
ha
50
annos eu via
servirem
em
Lisboa,
para
enganar
os touros bravos,
e
conduzil-os
ao
matadouro.
fII.
—
Espera
se
todos
os
dias grande
conflicto
na
Hispanha,
entre
os
affonsinos
e
calistas. O
governo
anli-hispanbol
de
Madrid
vae mandar
forças
em
numero 3
a
4
vezes
maior
que
o
dos
carlistas,
e
todavia,
creio
que
a
provabilidade
da vi-
ctoria no combate
está
por
estes.
D. Carlos nomeou
o
brigadeiro
Boet
para commandar as
tropas
que
voltaram
do
exercito
do
Centro,
que
tão
mal
se
achou
com
Dorregarez.
Ao
tomar
o
com
mando
Boet
fez
uma
breve
proclamação
a
estes
soldados
que
cooclue
assim
:
«Voluntários,
hlhos
valorosos
da
Hispa
nha
Catholica,
é
preciso
ou
vencer
ou
morrer.
Vencendo
salvaremos
a
patria
;
suecumbindo
por
ella,
deixaremos
nobre
exemplo
a
nossos
suecessores
;
em
lodo
caso.
Deus,
por
cuja
causa combatemos,
recompensará
largametile
nossos
sacrifícios.
Vosso
commandante
general
—
Carlos.
G.
Boet».
—
O
resto
da
falia
é menor
que
esta
conclusão.
A.
R. SARAIVA.
----r
~-------
Também não
recebemos
hoje
correspon
dência
de Madrid.
Disse-nos
o
telegrafo
que
Primo
de
Ri
vera
se havia
apoderado
do
forte
de
Santa
Barbara,
facto
giganleo
que
foi
celebrado
n
’
um
supplemento
á
«Gaceta»,
de Madrid.
Ora averiguadas
as
contas,
(icou-se
saben
do
que
o
forte
tomado
é
uma
pequena
ermida
dedicada
a
Santa
Barbara,
que
fica
á
saida
de
Oteiza
e
não
tem
nenhuma
im
portância
estratégica
!
Dando
tal
importância
a
este
glorioso
feito d’
armas,
perteodiam
os affonsistas
fi
zer
acreditar que o
pomo
tomado
era
o
forte que
fica
oas
proximidades
de
Poen
te
la
Reina
e
que
é
importantíssimo.
Coi
tados
I
vivem
do
embuste,
não
ha
que
es-
tra ohar.
Pelas
próprias
noticias
dadas
pelos
li
beraes de
cá,
infere-se que
o
termo
vi
ctoria corresponde,
no
diccionario
d’
aquel-
les,
a
—
derrota.
Todavia,
por
mais que
procurem
desfigurar
em
proveito
proprio
a
verdade
dos
factos,
não
o
conseguem,
porque
o
fazem
de
modo
tal,
que
bem
dei
xam
ver
a
ruindade
do
conselho
do
pa-
trurcha
de
Ferney.
Os últimos
lelegrammas
publicados
por
alguns
d
’
esses
jomaes,
dão-nos
a
agradav:
I
noticia de ter
sido
completamente
batido
o
general
Morales
de
los Rios, quando
atacou
as
forças
carlistas
que occupam
Arratzain
e
Mendizorrat.
A
lacta
foi
ter
rível,
por vezes
de
braço a
braço,
tendo
os
assaltantes
de
retirar
depois
de
soflre-
rem
consideráveis
perdas.
Os mesmos
telegramma*
confessam
qne
Primo de
Rivera
teve
grandes
perdas
en
tre
os
seus
soldados,
nas
quaes
se
torna
sensível
a
morte
de
dois dos
seus
ajudantes.
Encontramos
no
«Monde»
uma
parte
de
Hendaya,
em
31
do
passado,
que
é
as
sim
concebi
ia
:
Um
telegramma de
Tolosa,
datado
de
hoje
ás
10
h. e 5'1
m. da
manhã,
an-
nuucia
que
na
jornada d
’
hontem
o
gene
ral
carlista
Pérola,
depois
d
’
um
encarni
çado
combate,
repelliu
victoriosamenle o
ataque
das
tropas
liberaes
era
Santa
Bar
bara
e
Minem,
perseguindo
o
iuimigo á
baioneta até
Puenle
la
Reina.
Ao
mesmo tempo, seis
companhias
de
oavarros
voltando
a
occupar
cs
postos
avan
çados
de
Santa
Barbara
e
d'Oieisa,
de
pois
d’
uma
heroica
resistência
causaram
aos assaltantes
perdas
consideráveis.
O
fo
go
dos
fortes
carlistas
de
Monte-Jurra,
Apa-
I
las
e Sai» Juan tem causado
grandes
dam-
jnos
no
campo
inimigo.
_______
Uma
divisão
aflonsista
que se
tinha
adiantado
para tomar
posições
na
direc
ção
de
Loiça,
viu
se
foiçada
a
bater pie-
cipitadameote
em
retirada. Reina
grande
pânico
em
San
Sebastião. O
campo
da
batalha
ficou
juncado
d
’
uma
multidão
de
cadaveres.
Numerosos
feridos
chegam
con-
tinuamente
aqui.
Não
ha
mais
noticias
d
’imporlancia.
-
.....
-w3MI»a<«HB»-.-----
-■
-
O
«Coartei
Real»
publica
o
seguinte
artigo,
que
dirige
a
todos
os
calholicos,
realistas
e
homens
de
princípios
e
que,
por
este
titulo,
devemos
dar
conhecimen
to
aos
nossos
leitores
:
«O
duque
de
Madrid
reivindica
á
face
do
mundo,
a
gloria
de
commandar
a
van
guarda do
grande
exercito
catholico,
que
é
o exercito
de
Deus,
do
thiono,
da
pro
priedade
e
(la
família.»
Estas
notáveis
palavras estão
consigna
das
n
’
uma
carta
circular,
assignada,
em
20
de
abril
de 1872,
por
D.
Emílio
de
Ar-
jona,
enião
secretario
de
Sua
Magestade
D.
Carlos VIL
Quando
o
mundo
político
d
’
ella
teve
conhecimento,
recebeu-a
com
um
riso
es-
carnecedor,
como a
expressão d
’uma
ca
beça
esquentada.
Sóu.enle,
nm
homem
d’
Estado,
nosso
advmsario
político,
soube
apreciar
a
ex
tensão
d
’
estas
palavras,
e,
escrevendo
a
■jtn
dos seus
amigos,
dizia
:
O
muudo
ri
dos
desejos
exprimidos
pelo
duque
de
Madrid
na
sua
carta
de
20
d’
abril
de 1872,
os
escarnecedores
são
verdadeiramente
dignos de
compai
xão.
Estão cegos, não
veem,
sob
estas
palavras desenhar-se
uma
nova
política,
que
pode acabar
como a
decrepita
polí
tica
da
velha
Europa.
Se
os
ultratncn-
taoes
appoiaiam
o
pensamento
d
.
duque
de
Madrid,
a
Revolução
set'á
;veucida
z
.
Este
homem
d’
Estado
tinha
rasão.
O
que
uão
passava
d
’
um
desejo
em
1872,
é
um,
facto
em
1878. O
que
o
du
que
de
Madrid
reclamava
então,
obte'
?
Sua
Magestade
D.
Carlos
VII
pela
Lirça
ds
soa vontade
e
das
aima*
Suas
esperan
ças
e
promessas
de
então,
real -ou-js
ho
je
com
um
exeicilo
aguerrido
e
uma
se
rie de
brilhantes
victorias.
A
vanguarda
da
qne
fallava
■>
duque
de
Madrid.
Soa
Magestade
D.
Cari
s
VII
a
Cí.mmandã e
já,
cora
elia, derribou u
n
throno,
uma
republiea
e
urna dictalura
creados
pela
revolução.
A
revolução
está
pois
próxima da
sua
reina.
Ah!
diremos
nós
agora,
como
o
nosso
adversário
político
então:
se os
ul-
tramorlanos,
quer
dizer
os
calholicos,
fos
sem
unanimes
em apoiar
o
pensamento
do
Rei
d
’Hispanha,
a
revolução
com to
das
as
suas
conquistas
não
tornaria
a
succnmbir.
Muitos
ha
que
fazem
tudo
qua
-to
po
dem
;
alguns
menos do
que
podem
;
fi-
oalmetite
outros
que
não
fazem
o
que
po
dem.
nem
o
que
devem.
Estes
últimos
procederão
assou
porque
não conhecem
a
significação
das
palavras
de
Sua M
<gestade
?
N
este
caso
devemos
dar-lhes a
explicação.
Sua
Magestade
quer
commandar
a
van
guarda
do
exercito
de
Deu*,
do
throno,
da propriedade
e
da
família.
O
exercito
de
Deus
é
aquelle que
crê
e
defende
tudo
o
que
crê
e
defende
a
Egre
ja
Catholica
e
Apostólica
Romana.
O
exercito
do
throno
é
aqurile
que
combate
pela
restauração d
’e«ta grande
monarchia,
cujos
representantes
rppousatn
ha
tres
séculos nos
jasigos
do
Escmial,
ao
mesmo
tempo
pantheon,
o
templo
ele
vado
á
grandesa
de Hispanha
pela
parte
maior
dos
seus reis.
O
exercito
da
propriedade
e
da
famí
lia
é
aquelle
que locta
em
nome
da
jus-
Itiça
pela
honra
dos
seus
concidadãos.
<lo
Rei
de Hispanha.
E’
um
desejo
cons
tante,
tenaz,
inflexível ;
lodos
os
docu
mentos
dimanados
d
’esta
augusta
origem
o
provam,
todos
faliam
<lo
mesmo
e
re
produzem
o
mesmo
pensamento,
como se
obedecessem
a
uma
missão
providenciai.
Conspirando
no estrangeiro,
marcando
mais
tarde a
sua
linha
de
conducta, dis
cutindo
depois
nos
parlamentos,
e,
agora,
sempre
luctando
como
soldado,
por
toda
a
parte
e
em
iodas
as
épocas
da
sua
vida agitada.
Sua
Magestade teve sempre
o
mesmo
pensamento
e
a
mesma
lingua
gem
A
ideia dominante
é
Deus;
e
é
por
isso
que
em
todas
as
allocuções
dirigidas
aos
seus
soldados,
depois da victoria,
Soa
Magestade
D.
Carlos
VII
a
altribue
a
Deos,
aecebe
a de
Deus e agradece
a
Deus.
A
exemplo
de Carlos V,
depois
da
der
rota
dos protestantes
nas
margens
do
El-
ba,
pode
dizer
com
toda a
verdade: Vim
vi
e
Deus
venceu
!
Pois bem! vós outros, homens
hones
tos
de
lodos
os
paizes,
vède
o
momento
em que
a
cansa
da
revolução
e
a
causa
da
ordem
vão
jogar
a
ultima
partida.
Que
fazeis,
vós
que
vos
chamaes
his-
panhoes,
que
vo>
chamaes
catholicos?
Se
a
esprda
póde decidir
a
presente
iueta,
a
Egreja,
a
justiça,
e
a ordem
não
tem
presentemente
outra
espada
que a
de
D.
Carlos
VII.
Sabemos
que
esta
espada
não
pode
ser
vencida
;
mas
deveríeis
ao
menos procu
rar
a
satisfação
de
ter
ajudado
para
o
seu
triunfo.
E
’
magnifico gosar
da
ordem,
da
justiça
e
do
bem estar,
mas
é
melhor
ainda
ser
campeão
d’
estas
grandes
coosís
.
Na.
occasião
em que
escrevemos estas
linhas.
Sua
Magestade
El-Rei
D.
Carlos
Vil,
soldado
infatigável
ao
serviço
de
Deus,
do
direito
e
da
justiça, percorre
as
li
nhas,
preparando
os
seus heroicos
volun
tários
para
uma
grande
batalha.
A
’
manhã,
talvez, quem
sabe
se
correrá
o
sangue
destes
valorosos
guerreiros.
Que
faze
n
durante este
tempo
os
ho
mens
de
ordem,
os
homens
honestos
de
lodos os paizes ?
Se
não
sabemos
o
que
eiles
fazem,
sabemos
ao
memos
o
que
devem
fazer.
Mas,
em
todo
<>
caso,
Sua
Magestade
compr
irá
o
que
soleinnemente
prometleu.
«Não
tenho
ponto
fixo;
vou
aonde
o
cathnlieisrno
está
ameaçado,
onde
a
honra
e
a
justiça
me
chamam.»
0
calliolicismo
está
ameaçado
na
Eu
ropa.
a
honra
e
a
justiça
o
reclamam
oa
Hispanha.
S
alvemos
a
hispanha
!
salvemos
a
euiiopa
!
(Do
Direito).
fj
iMmiT
Mac
w
uefl
W
i
imiit
ii
i
ii
—
i
PABTÊ
WFICXaX
MINISTÉRIO
DOS
NEGOGIOS
ECCLE-
s
I
a
STICOS E
DE
JUSTIÇA
Direcção
geral dos
negocios
ecclesiaslicos
1
a
repartição
Em
virtude
de
resolução
superior
se
declara
aberto
concurso
documental,
pelo
praso
de
30 dias,
a
contar
de
31
de
Ja
neiro,
para
provimento
das
egrejas paro-
chiaes
constantes
da
relação
seguinte
:
Boa
Eé
(Nossa Senhora da),
concelho
de
Evora,
diocese
de
Evora.
Correlhã
(S.
Thomé),
concelho de Pon
te
do
Lima,
diocese
de
Braga.
Cortegaça
(Santa
Marinha),
concelho
da
Feira,
diocese
do
Porto.
Giesteira
(S.
Sebastião),
concelho
de
Evora,
diocese
de Evora.
Manteigas
(S.
Pedro),
concelho
de Man
teigas,
diocese
da
Guarda.
Mirandella
(Nossa Senhora
da
Encar
nação),
concelho
de
Mirandella,
diocese
de
Bragança.
Montevil
(S.
Pedro),
concelho
de
Al
cácer
do Sal,
diocese
de Evora.
Polvoreira
(S.
Pedro),
concelho de
Guimarães,
diocese
de
Braga.
Rio
Tinto
(S.
Christovão),
concelho
de
Gondomar, diocese do
Porto.
Santa
Cruz
do
Lima
(Santo
André),
concelho
de
Ponte
do
Lima,
diocese
de
Braga.
Villarinho
da
Caslanheira
(Santa
Maria
Magdalena),
concelho
de Carrazeda
de
An
ciães,
diocese
de
Braga.
GAZETILHA
SVBSCRIPÇÃO
E’ digno de toda a attenção
o barbaro exemplo
gue estão
dando
os liberaes affonsinos
contra
os
prisioneiros
carlistas.
Em
casa
do snr. Manoel José
Vieira
da Rocha, rua do Souto,
se
recebem todas as esmolas
com que as almas compassivas
queiram
minorar
o estado tris
te d’aquellas victimas da santa
causa
da religião e do direito.
Transporte
12$9í0
Um
anonimo
de
Braga
3$)00
Domingos
José
Vieira
Machado
l$0()0
Um
anonimo
500
Antonio
José
Pereira Campos
500
Somma
17$940
Mirandella,
l.° de fevereiro de
18í®.
— (Correspondência d
’
esta
secção
de
noticias).
Enganamos-nos
redondamente
quando
dissemos na nossa anterior
correspondên
cia
que
em
alguns concelhos
d
’
este
distric-
to, onde
a
opposição
parece
ter um
nncleo
mais
forte,
se julgava
como
certo
o
triun
fo
da
opposição
na
eleição
das
commissões
de
recenseamento
eleitoral.
Em Villa
Flor,
por
exemplo,
venceu
a
lista
do
governo
por
um
voto
apenas
de
maioria,
e,
em
Carra-
sêda.
appareceu
a opposição
no
aclo
da
eleição
representada
por
cinco
membros,
o
que
indica que
soflreu
uma
espantosa
derrota.
E
assim
nos
demais concelhos
com
pe
quenas
alterações.
A
opposição
colligada
n’este
districto
deve-se
desenganar, que
nunca
poderá
as
pirar ao
triunfo,
em quanto
tiver
contra
si uma rnaiora
tão
compacta,
a qual
com
requenas excepções, se
compõe
de
legiti-
rnistas,
que prestam
o
seu
apoio
á
política
do
actual
governo
Ninguém
ignora
que
a
maioria
das fa
milias
de
bem
de
Traz-os-Montes,
são
le
gitimistas,
mas
em
virtude da
pouca
união
que
reina
no
partido
legilimisla
poriuguez,
como
muito
bem ha
ponderado
o
illustre
escriptor,
H.
de
Senna
Freitas,
em
magní
ficos
artigos
inseridos
no
vosso
jornal,
que
tendem
de
per
si
a
dar
vida
e
a
acçâo
ae
partido,
que
se
reputa
cadaver,
o
libera
lismo
tem
explorado
por aqui
estes
elemen
tos,
que
o iegitimismo
não
sabe
aproveitar
e
com
eiles
está
agora
o
governo
triun
fando
das
opposições colligadas.
Quando
se
compenetrará
o partido
le-
gitimista
poriuguez
da
grave
necessidade,
que
lhe
incumbe,
de
unir lodos
os
seus
esforços
conira
o
inimigo, de seguir o
no-
b<e
exemplo
dos seu* correligionários
lá
de
fóra
?
Pondo
de
parte
a
política,
que
hoje
em
dia
tem
cabimento
em
toda
a
parte,
julgo
nào
será
desagradável
para os
snrs.
redac-
tores
e
leitores
do
«Commercio
do
Minho»
o
dar-lhes
noticia,
d
’
um
celebre
Moraes
Neves,
que
ainda
ha
pouco
tempo
fazia
as
delicias dos
leitores
do
«Jornal do
Minho».
Este
rapaselho
tão
idiota
como
ignoran
te,
que
justainente
foi
cognominado
por
vós
Roque
2.°,
sendo
acossado
d
’ahi
por
muitos.
.
cães,
veiu
lefugiar-se
n
’
estes
si-
lios,
e já
conseguiu
que
o
administrador
do
concelho
de
Carrasèda
o
nomeasse
mes
tre
escola
interino
da
cadeia
de
ensino
pri
mário
da
Carrasèda
—
nomeação
esta
que
não
podia
ter
logar.
visto
que
Roque
2.°
(por
aqui
lambem
já
vae
sendo
conhecido
pelo
seu
nome
de
guerra)
ainda
não
cum
priu
a
lei do recrumenio.
Mas
o
mais interessante
é,
que,
quan
do
chegou
a
estes
sitios,
dizia-se
ser
en
viado
pelo centro
hislorico
de Lisboa
para
estabelecei
centros
históricos
íiliaes
n
’este
districto...
Rtsum
tenealls,
amici?
—
Uma
gargalhada
homérica
acolhia
por
toda
a
par
te
as
grotescas
pertenções
do
ridículo
agen
te
do
centro hislorico
de
Lisboa,
e
o
<J.
do
Minho»
póde-se
honrar
com a
camara
dagem
de
ião
conspícuo
patliiiario.
Escu
sado
é
dizer
que
nada
consegiu,
pois
que
ninguém
de
siso lhe
ligou
importância.
Despeitado
por
isto,
clamou
que
ia
bo
lar jornal
a
publico
para combater
o
go
verno,
e
defender a
opposição
histórica
n’
e?le
districto,
e
especialmente
o
partido
do
snr.
dr.
Casimiio que é
o
uuico
(diz
elle modestamente)
que
lhe
faz
sombra
etc.
etc.,
ele.
Não
quero
massar
mais os
leitores
do
«Commercio
do Minho»
com
a
singela
nar
ração
das
proesas
e
geolilesas do
Roque
2.°
—
o
agente
(ah
!
ali
!)
u’
e-las
paries
do
cen
tro
hislorico
de
Lisboa
—
Deixemol-o
entre
gue
a
lodo
o
peso
do
ndiculo,
e
atado
ao
pelourinho
da
ignominia.
Mas
ia-me
esquecendo
de tornar
publico
uma
outra
proesa
delle,
qual
é
de
levar
á
scena
nos
tlieatros
d
’
esta
província o
dra
ma
«os Lasarislas», commissão
esta,
que
particularmente,
segundo
elle
diz,
lhe
foi
incumbida
pelo
snr.
Ennes,
seu
correligio
nário
!
Já
anda
tratando
de recrutar
o
elenco
da
companhia,
que,
presumo,
será
toda
escolhida
na sua
terra
natal ou
na
Car-
rasêda,
onde
accumula as
funcções de mes
ire-escola,
e
onde
primeiro
será
represen
tado
o
drama
do
snr.
Enoes.
Informaremos
os
leitores do
mise-en-
scene,
que
ha
de ser
admiravel,
e
resta-nos
saber
que
papel
reservará
para
si
o
snr.
Neves,
o
proiogonisla
principal do
dra
ma
!
!!
Deixando
este
figuracho,
o
intitulado
chefe
do partido
hislorico
d
estas paragens,
digamos
alguma
cousa,
como
promeltemos,
sobre
a
divisão
comarcã
d
’este
districto.
Devemos
confessar
qne
ella
é
muiio
mal
vista
pelo
povo
em
geral,
porque
vem
aca
bar
com uma instituição,
que
estava
ra
dicada
uo
animo
do
povo—
a
dos
juizes
elei
tos
—
Apesar
de
ser
uma
instituição
defei
tuosa,
e
um
tipo
de
magistrado
analpbabe-
lo,
qual o
d’
um
juiz
eleito,
todavia
o
povo
gloriava-se
de
ter
uma
auctoridade.
a
que
prompiamente
recorresse,
e
e'm
cuja
casa
entrasse
de
chapéu
na cabeça.
A’
parte
esia
repugnância
do
povo,
que
se
vence
com
utilidade
e vantagens
da
re
forma,
hi
também
a
notar
alguns transtor
nos, como
o ficarem algumas
freguezias
muito
distantes
dos
julgados,
podendo
per
tencer
a outros
com
notável
vantagem.
As
sim
no
extinclo
concelho
da
Carrasèda,
está
Villarinho
da
Caslanheira pertencendo
ao
julgado
da
Carresêda,
que
lhe
fica
a
duas
léguas
de
distancia,
e
por
mau
cami
nho,
podendo
pertencer
aojulg.ido
da
Lou
sa, que
lhe
fica
a
meia
legua
de
distancia
:
e
nas mesmas
condições
ha
ainda
mais
vexames
d’
esta
natureza
para
os
povo*.
Em
Villa
Flor
crearam
um
julgado
im-
rnenso,
ao
qual
atinexaiam todas
as
fie
guezias do
mesmo
concelho,
algumas
das
quaes
ficam
a
grande
distancia,
e onde
é
sobremodo
conveniente
crear
algum
julga
do
mais. Ciêmos que esta
ideia leve
em
vista não
descontentar
os
de
Villa
Flor,
para
lhes
não
desfazer a egregiuha
e
cer
cear os
rendimentos
aos
empregados
do
julgado;
mas
acima
dos
interesses
parciaes
d
’
esia
ou
d
’aquella
localidade
deve
estar
o
bem
commum
do
povo.
São
estas
as
nossas
ideias,
qoe
já
poi
mais
d
’uma
vez
tivemos
occasião
de
expen
der, e
para
as
quaes
chamamos a
aiienção
do
governo,
que
decretou
esta
divisão.
Espera-se
de
dia
para
dia
a
nomeação
do
pessoal,
que
hade
compor
os
novosjul-
gados,
e
para
cujos
empregos
ha
uma
mul
tidão
de
pretendentes.
Veremos
se
se
faz
justiça nomeando
os
mais dignos,
que
não
tenham
só
em
vista
sugar
o
sangue
do
povo,
do
pobre
povo,
que
é
quem alfim
sustenta
toda
esta
ma-
cbioa
goveroauva.
Pomos
aqui
ponto,
porque
esta
vae
longa
e
o tempo
não
está
para
massadas.
Até
á
vista—Heitor.
aSerõeg
Jioiniintisoir», —
Está
em
distribuição
o
fascículo
n.°
4 do
romance
Os
Desbordados,
publicação
da
bibliolheca
Serões
Românticos.
Acompanha
este
fascícu
lo
um
bilhete
que
habilita
os
snrs.
assi-
gnantes
para o
prémio
de
5$000
reis,
um
dos
que aquella acrediiada empresa
oflere-
ce
aos
subscriptores
dos
Desherdados.
Frio. —
Depois
d
’
alguns dias
de
tempe
ratura
um
pouco
mais
suave,
voltou
de
novo
uma
friagem
iusupportavel.
Hontmi
appareceram
os
campos
cobertos
d
’
uma
gros
sa
camada
de
neve,
que
o
sol
não
poude
derreter
em
muitos
pontos,
ainda
dos
mais
soalheiros.
Não
ha
memória
de
frio
tão
intenso
como
este
anuo
tem
feito.
Santa
.Harta
itíagdalena.—
Foi
ante-honlem
condusida
procissionalmente
para
o
templo
da
Misericórdia,
onde
co
meçaram
as
preces
ad
pelendam
pluviam,
a
Imagem
de
Santa
Maria
Magdalena,
que
se
veneia
na
sua
capeila
no
monte
da
Falperra.
Melhoras.
—
Tem
experimentado
al
gumas
melhoras
o
ex.
m0 snr.
Alves Pas
sos, deputado por Villa
Verde
e
Amares,
que
tem
soflrido
grandes
incommodos
em
consequência
d’
uina
queda
que
deu
ha
meses.
Eleição
da Junta geral. —
Veri
fico
u-se no
dia
5
a
eleição
da
Jouta
ge
ral
d
’
esie
districto,
saindo
eleitos,
por
27
votos
contra
9,
os
ex.raos
snrs. :
—
Visconde
da
Torre—Alfredo
Alves
Passos
—Manoel
Luiz Ferreira Braga
—
Antonio
Roberto
d
’
Araujo Queiroz
Júnior.
Era
esta
a
lista
dos
amigos
do
gover
no,
porisso
devem
estar
furiosos
os
his
triões d’
um
certo
papel
que
por
’hi
nos
apparece
ás
terças
e
sextas-feiras.
Romaria.—
Teve
logar
ante-hontem
a
romaria
de S.
Braz na
capeila
de
Santo
Adrião
do
Monte,
nos
aros
da
cidade.
Foi
muito
concorrida,
e
reinou
sempre
boa
ordem.
«Jornal «le
G
íiisntsrãea»,—
Com
este titulo
já
começou
a
poblicar-se
em
Guimarães
um jornal,
cuja
próxima
appa-
riçáo
noticiamos
ha
tempos.
Missi»
de
«reqaiem»,—
No
sabbado
celebrou-se
uos
Terceiros
uma
missa
de
réquiem,
sulíragando
a
alma
da
esposa
do
snr.
João
Bapitsta
Lopes,
ha
dias
falle-
ctda
A
este aclo assistiu
grande numero
d
’
amigos
d
’
aquelle
cavalheiro.
Ao
«Tribuna
Popular».—
Fasen-
do
obra
pelas informações d
’
um
jornal
d
’
esta
terra,
—com
o
qual
não discutimos,
porque
elle
apenas
sabe
altercar
tontameu-
te—
ceusura-oos
o
nosso esclarecido
colie-
ga
de
Coimbra,
o «Tribuno
Popular»,
por
lermos
estranhado
o
voto
do snr.
conde
de
Bertiandos
com referencia
ao
projeclo
da
relorma
da
Carta.
Sentimos
que
o
collega
da
rainha
do
Mondego
uos
faça
tão pouca
justiça,
soc-
correndo-se
apenas
do
palavriado
ouco
de
um
papelejo,
que
só
é
forte
na
injuria
e
na
calumuia.
O
nosso
procedimento
na
questão
sub-
jeita
nao
desioa
da lealdade
com
que sem
pre
temos
militado
na
imprensa.
Costumamos
avaliar
as
pessoas
pelos
seus
actos
e
não os
aclos
pela qualidade
das pessoas; e
fortes
com
esta
norma,
pouco
nos
importa
a
ammadversâo
que
nos
acairete
o
cumprimento
dos
nossos
devere»
de
jornalista
independente.
Nenhum
reseniimento
temos
pelo
snr.
conde
de
Bertiandos,
de
quem
somos
ami
gos pessoaes,
e a
quem
respeitamos;
se
censuramos
o
seu
procedimento
na
votação
do
projeclo
acima
referido,
é
porque
en
tendemos
em
consciência
dever obrar
d
’
es-
se
modo.
Nós
não
procuramos desprestigiar
o
snr.
conde
de
Bertiandos
;
referimos
mn
fado que
nos causou esiranhesa
e mágoa.
E
’
,
ou
nào,
verdade
que o
nobre
con
de
votasse a
admissão
do
projeclo
á
dis
cussão?
Pede-se,
ou
não,
n
’
esse
projeclo
especialmente
a
reforma
do
artigo
6.°
da
Cana,
em
prejuiso
da
religião
catholica?
Logo
não
houve
da
nossa
parte
calumuia;
logo
nào
procuramos
desprestigiar
o
illus
tre
Ulular
no
animo do
povo
bracarense,
como
o
collega pricipitadamenle assevera.
Os
argumentos
que
o
«Tribuno
Popu
lar»
apresenta
para
defender
o
procedi
mento
do
deputado
por
Braga,
são
justa-
menle
os
mesmos
que o
«Jornal
do
Minho»
expõe
no
seu
penúltimo
n.°
Nâo vai
a
pena
refutal-os,
—
tão pueris
os consideramos.
Só
mais
duas
palavras.
Como
entendemos
pouco
de
sistemas
parlamentares,
desejávamos
que
o
esclare
cido
collega de
Coimbra
no»
desti-esse
uma
pequenina
duvida,
que n
este
momento
nos
suggeriu
:
Porventura
o
diploma
conferido
pelos
eleitores
ao
snr.
conde de
Bertianlos e
aos
outros
snrs.
deputados
que
querem
a
reforma da
Carta,
da-lhes
o direito
d'essa
reforma,
em
sessão
ordinaria
de
qualquer
legislatura,
e
em
tempos
normaes ?
Esperamos
os
valiosos
esclarecimentos
do
collega,
a
quem
pedimos
que
d
orávante
não
se
atenha
muito
aos
chinchorros
de
cá,
que
só teem
préstimo
nas
agoas
tur
vas.
Furto
industrioso.—
Na
manhã
do
dia
4
entrou
na
loja
do
snr.
Manoel
Ma
ria
d
’Araujo
Pinto,
negociante
á
rua
do
Carvalhal,
um
indivíduo
chamado
Antonio
Joaquim
da
Fonseca,
que
apresentou
uma
carta
firmada
pelo
snr.
Manoel
João
de
Paiva,
na
qual
pedia
que
entregassem
ao
portador,
’
seu
sobrinho,
lenços
de
seda,
cachenez,
uma
peça
de panno
cru
e
outra
de
morim,
tudo
para
amostra.
O
nego
ciante
ficou
um pouco
desconfiado
do
tal
portador;
no
entanto
eulregou-lhe
os
ien-
ços
e
cachenez,
disendo
que
elle
depois
satisfaria
ao
restante
do
pedido.
Como,
porém,
a
desconfiança
fosse
to
mando vulto,
mandou
incontinente
per
guntar
ao
snr.
Paiva
se
eflectivamenle
lha
havia
mandado
alguma
carta, pedindo
cer
tas
faseodas;
ao
que
o snr. Paiva
res
pondeu
negalivamente.
O
snr.,administrador
do
concelho,
logo
que
teve
conhecimento
d
’
esta
fajardice,
telegrafou
para
Ponte
do
Lima,
aonde
se
havia
dirigido
o
ratoneiro,
afim
d
’
este ser
capturado
e remettido
para esta cidade.
Explosão.
—
Um
telegramma
de Paris
refere que
no
poço
Jabin
das
miuas
de
Saint-Eiienne
houve
uma
horrorosa
explo
são.
Trabalhavam
alli
230
operários,
dos
quaes
já
foram
tirados
26
e
entre
estes
dois
mortos.
Por
entre o
nevoeiro!—
Um
su-
geito ao
passar
a
ponte
do
Sena,
sente
mão
estranha
introdusir-se
na
algibeira
do
seu
paletot.
Agarra
o
ladrão
pelo
pulso
e pergunta:
—O
que
quer
o
senhor
da
minha
al
gibeira?
O
ratoneiro
sorriu
graciosamente:
—
Mil
perdões,
julgava
que
era
a
mi
nha.
O
nevoeiro
é
tão
deusoi
Tipo
«le
preguiçoso.—
X... passa
a
maior
parte
do dia
na
cama.
Um
amigo
qne
combinou com
elle
uma
entrevista,
não
o
vendo
ap;»arecer
vae
ás
horas
aprasadas
procival-o
a
casa,
e
en-
conira-o
na cama
a
dormir
a
bom
dor
mir.
Sacode-o
e
o outro
abre
os
olhos.
—
Ah!
és
lu?
Que
horas são?
—
Forte
mandrião,
estou farto
de
es
perar
por
ti,
são
3
horas.
—Tres
horas
já!
E
’
incrível! ia
jurar
que
tinha
adormecido
agora!
Nadai
deci
didamente
parece-me que
durmo
muito
de
pressa...
Desgraça,—No
dia
3
deu-se
em
Gui
marães
uma
lamentável
desgraça
nas
obras
da
construcção
do
novo
cemiterio,
na
Alhouguia.
Um
operário
que
trabalhava
n
’
uma
saibreíra,
foi
colhido
por
esta,
que
desabou,
e
que
o
deixou
instantaneamente
morto.
Missões
catSiolicas.—Em uma ex
cursão
scieniifica dirigida
pelo dr.
Mollen-
dof
ás
montanhas
do
N.
e
NO
de
Ptkin,
encontrou-se
no
valle
de
Sanyu
varias
al
deias
habitadas
por
catholicos
chins,
es
tabelecidos
no referido
logar
pelo
século
passado.
As
egrejas
construídas
sob
a
di
recção
dos
missionários
catholicos
partici
pam
do
estilo
gothico
e
chio,
que
lhes
imprime
um aspecto
interessante
Os
chins
catholicos
dislingoem-se
prin
cipalmente
pelo
seu aceio, affabilidade
e
bons
costumes.
í
!«8
Elis» «Se Jnneir».—
Foi
declarado
inficionado de febre amarella,
desde
o
1.®
de
janeiro
ultimo,
o
porto
do
Rio
de
Janeiro.
O
rrConinibrieensev
e os Jesuí
tas.—
íNação).
O
Conimbricense
é myste-
rioso
!
Inimigo
mais
figadal,
mais frio
e
cal
culado
das ordens
religiosas (cãtholicos, de
toda
a
especie),
cremos
que
difficilmente
se
encontrará
em Portugal. Sendo preciso
não
teremos
duvida
em
apresentar
as
provas.
Todavia
o
dicto Conimbricense
faz de
vez
em
quando
sinceras
confissões
que
deixam
a
gen
te
pasmada
e
sem
saber
o
que
pensar.
Assim a respeito
de
Jesuítas
em
seu
numero
de
13
de
janeiro:
«Em
o
n.°
2:969
d
’
este
jornal, fallando
dos
jesuítas
que
estiveram
em
Coimbra
nos
annos
de
1832
a
1834,
dissemos
que ti
veram
aqui
um comportamento
exemplar.
Esta
palavra
causou
estranheza
a
um
cavalheiro,
nosso
patrício
e
amigo,
que
foi
um
dos
diciptilos
dos
jesuítas,
e
que
ha
muitos
annos
reside
em
um
dos
concelhos
da
B
ira
Alta.
O
que
desde
já
podemos
assegurar ao
nosso
amigo
é
que,
desde
1834
alé
hoje,
é
a primeira
pessoa
que
encout
arnos, que
não classifique
de
exemplar o
modo
como
os
je>uilas
aqui
se comportaram.
E
é no-
lavel,
que
quem
mais
justiça
vimos
sempre
fazer
aos jesuítas
foram
os
liberaes:
e
na
verdade
bastantes
motivos
tinham
para
isso.
Era
aos jesuítas
que
exclusi
amente
se
confiavam os
iiberaes
que
se achavam
refugiados. Nunca da
bocca
d’
aquelles
pa
dres
saiu
uma
única
expressão,
que
se in
clinavam
mais para os miguelislas
do
que
para
os
libe.aes.
Os
jesuítas
não prégavam
senão
o
amor
do
p<oximo.
No
dia
18 de
julho
de
1832
practicaram-
se
dois
horrorosos
crimes
políticos
em
Al-
carraques,
d
’
esle
concelho.
No
domingo
immediato,
fez
o
je-uita
Jorge
Rouseau
uma
pratica
sobre
a
caridade
e
o amor
do
proxi
mo.
As
expressões eram
tão
vehcmentes,
que
todos
viam
bem
que
se
queria
refetir
aos
crimes
utlimamente
practicados
Resultou d
’ahi, que
logo
no dia
seguin
te
I
ram
o
Padre
Jorge
Rouseau,
e
o
pre
feito
dos
jesuítas,
o
Padre
Jorge
Koulsc,
chamados
á
presença
do
conservador, o
qual
lhes
estranhou
severamente
aquella
linguagem,
que
elle
traduzia
como uma in
lerferencia
nos
negocios
políticos
da
epocha.
O
uosso
amigo
diz
que
os jesuítas
obri
gavam
os paes
a
mandar
ir
os
filhes
á sua
doutrina,
aos
domingos.
Ha
de
permitir
que
lhe
digamos,
que
elles não
obriga
v
am,
mas
sim
exhortavam.
Ia
quem
queria
volun
tariamente.
E
bem
desnecessária
seria
tal obrigação.
Todos
os
meninos
ao
contrario
do
que
ge
ralmente
costuma
acontecer,
corriam
pres
surosos
para
a
doutrina
dos
jesuitas,
e
para
as
suas
aulas do
ensino.
O
carinho
com
que
tractavam
a
todos
era u
imari
que
attrahia
para
elles a
mocidade
Ja
são
fallecidos
muitos
dos
seus
dis
cípulos;
mas
ainda
felizmente
são
vivos
mui
tos,
e
não
poncos
do
partido
liberal,
para
os
quaes
appellarnos.
Aos
nomes
(1
’
aquelles
que
dissemos
em
o
n.®
2:960 que
ainda
existiam,
podemos
hoje
juntar
mais os dos
snr.
Cândido
Alvi-
no
de
Freitas
Lobo,
ullimamente
juiz
de
di>eito
de
Bragança; conselheiro
Diogo
Pe
reira
Forjaz
de
Sampaio, lente de
Direito
jubilado;
conselheiro
José
Maria Pereira
Forjaz
de
Sampaio, juiz
da
relação
de
Lis
boa;
José
Rodrigues
Amado,
doutor
em
Medicina
pela
Universidade
de
Bruxella?;
José
de
Sousa
Amado,
desembargador
,
da
relação
e
cuna
patriarcal
de
Lisboa;
Lido
nio
Mendes
Pinto
de Carvalho,
bacharel
for
mado em
Direito;
e Antonio José
de An
drade,
director
da
succursal
do Banco
Ultra
marino
na
ilha
de
S.
Thomé.
Que
o
seu
viver
rm
Coimbra
não
só
foi
exemplar,
mas
exemplaríssimo,
para
nós
não
admilte
a
menor
duvida.
A
opinião que
ácerca
dos
jesuitas
em
Coimbra
emittimos
em
1868
em
o
nosso
livro
Apontamentos
para
a historia
con
temporânea.
é
a
ãhesma
que
ainda
hoje
temos
Nenhum motiva
veiu
desde
então
fazer nos
mudar
de
parecer.
O
historiador
exerce
um
grave
sacerdo
cio; e
mal
cumpre
os
seus
deveres
aquelle
que
por
paixão
desnatura os
acontecimen
tos».
Leram?
Pois
agora
saibam
que
se
os
Je
suitas
se
quizessem
estabelecer
em
Coim
bra.
qara
ensinar,
prégr, soecorrer infeli
zes,
etc,
um
dos
maiores
inimigos
com
quem
teriam
de.
haverse
seria
o
Conimbricense.
—
náo
por
culpa
d’esle,
mas
por culpa
do
liberalismo!...
Egtraila de Fainnlieão n Erme-
zíntle.
—
A
junta
geral
d
’
este
distrito
vo
tou
na
sna
ultima
ses ão
a
quantia
de
9:000$)00
rs. pua
a
construcção
do
lanço
de
estrada
districlal
de
Villa
Nova
de
Fa-
malicáo
á
estação
do caminho
de ferro
de
Ermezinde.
compr*
hmdido
entre
Vijla
Nova
e
Santo
Tbyrso,
devendo
o
traçado
passar
por
Landim.
fiais mo
planeta. — O
sr.
Prulo
Henry,
astronomo
parisiense,
descobriu
mais
ura
planeta,
que
vem
completar
a
conta
de
157.
Neva
lissSia
telegráfica.—
A cama-
ra
municipal
de
Fafe foi
anctorLada
a
esta
belecer
uma
linha
telegraphica
entre
Fafe
e
Guimarães.
Ade«i.
O
porto
de
Adeu,
situado
no
mar
Roxo,
a 400
kilornetros
proximamen
te
do
estreito
Babel Mandeb,
foi
alé
o
sé
culo
XVI
o
emporio
do
commercto
da
ín
dia
com
a
Arabia,
Asynia
e
o Egypto. O
descobrimento do
Cabo
da
Boa
Esperança
por
Vasco da
Gama,
trocando
a
direcção
dos
ilenerarios
marítimos,
occasionou
a
de
cadência
de
Adeu,
e
quando
os
ínglezes
tornaram
posse
d’este
porto
em
1839,
con
tava
sómente
1:200
habitantes.
II
je está
calculada
a
sua população
em
33:000
al
mas.
Os
inglezes
fizeram
de
Adeu
o deposi
to geral
do
seu
commercio
no
mar
Roxo,
nnindo-o
por
varias linhas
de
navios
a
vapor
a
Suez,
Bombay,
Calcutá
e
Aus
trália.
Annualmenle
entram
e
saem
d
’
este
por
to
mais de
500
navios
de
alto
porte
e
uns
3:000
menores.
O
valor
das
importações
ascende
termo
medio
a
40
milhões
de
fran
cos
e
o
das
exportações a
15
milhões.
Adeu
é
notável
pelas
prolongadas
sec-
cas.
Passam
ás
vezes
quatro
annos
sem
que
as
chuvas
humedeçam o
seu
solo,
e
os
habitantes
leem
que
comprar
a
agua
aos arabes.
Basta
porém
um
aguaceiro
de
algumas
horas
para
que
as
immensas
cis
ternas abertas
nas
rochas
vulcânicas
das
ilhas,
façam
provisão de
agua para
mais
de
dois
annos.
—
/
Regeneração}
AggressAo.
—
Ante-hontem,
ao
termi
nar
o
baile
de
mascaras
«o
lheatro de
S.
Geraldo,
um indivíduo,
que
andava
de rixa
velha
com um
pobre moço
que
por
ahi
pas>a
a
vida
vendendo
jornaes
e
cautelas,
encontrando-o
descuidado
feriu-o
tão
forte
mente
na
cabeça,
qne
foi
preciso reco-
Ihel-o
immediatamente
ao
hospital
de
S.
Marcos,
onde
se
acha
em
perigo
de
vida.
O
aggressor
evadiu-se.
Una professor atilado.
—
N’
uma
lição
de geografia
:
Os
aluinnos
procuravam afanosos
na
car
ta
da
Europa
a
cidade
de Moscow.
—Imbecis!
exclamou
o
digno
professor,
não
sabem
que
foi
queimada
I
—
(J.
da
M.}
Casa
rSe HOísde.—
-Vae
estabelecer-se
em
Visella
uma
casa
de
saude,
filial da
do
medico
Ferreira,
do
Porto.
Mercado.
—
A
camara municipal
de
Villa
Real
projecta
construir
um
mercado
fechado
na
cerca do
extmeto
convento
de
S
Domingos
Caminho
«le
ferro «los
Beiras e
Algarve.—
Já
está
publicada
a
carta
de
lei
que
auctorisa
o
governo
a
mandar
pro
ceder
á
construcção
dos
caminhos
de
ferro
das
duas
Beiras e
do
Algarve.
Actor
celebre.
—
Falleceu
em
Paris
Frederick
Lemailre,
que
passou por ser
o
primeiro
artista
dramatico
d
’
este
século.
Quando
o
cadaver
era conduzido ao
cemiterio
de
Montmartre
as
ruas
reben
tavam
de
gente.
O
saimento
era composto
de
4
a
5
mil
pessoas, entre as quaes
se
contavam
quasi
lodos
os
artistas
dos
thea-
tros
de
Paris,
e muitos
escriptores
e
au-
clores
dramáticos.
Instrueção publica.
—
Foi
aposen
tado
o
professor
primário
de
Faro,
o
snr.
Antonio da
Silva
e
Sousa.
Foi
jubilado,
com
o
ordenado de
reis
400$000,
o
professor
de
latim do
liceu
do
Porto,
o
snr.
Manuel
Antonio
Pinhei
ro
da
Fonseca.
Foram
creadas
as
seguintes
cadeiras
de
iostrucção primaria
:
no
logar de
Aldeia
da
Cabeça
Goida,
da freguez;a
do
Sal
vador,
no
concelho
de Beja
;
no
logar
de
Viegas,
da
freguezia
de
Alcanede,
no
con
celho de
Santarém.
Adelaide
Almeida
Coutinho,
professora
vitaligia
da
escola
de meninas
de
Villa
Fior—transferida,
pelo
requerer,
para
a
escola
de
Carrazeda
de
Anciães.
Amélia
Adelaide
de
Oliveira,
habilita
da
pela
escola
normal
primaria
do
Calva-
lio—provida,
por ires
annos,
na
escola
de
meninas
do
Sobral,
concelho
de
Moura.
Firouno
Pinto
Furtado
—exonerado,
pe
io
requerer,
do
logar
de
professor
vita
lício
da
cadeira
de
em-ino
primário
dos
Milagres
da
Serreta,
concelho
de
Angra
do Heroísmo,
para
que
fora
nomeado
por
desjiacho
de
21
de
outubro
de
1875.
José
Vieira
Pinto
—
promovido
á
pro
priedade da cadeira
de
Caimbrão,
conce
lho
de
Leiria.
Ruíino
de Bastos
Ferreita
Leal
—
exo
nerado,
pelo
requerer,
do logar
de
pro
fessor temporário da cadeira
de
Palmella,
concelho
de Setúbal,
para
que
fôra
no
meado por
despacho
de
15
de outubro
de
1875.
VAmiiai.AESKS
Um
cavalheiro
nosso
amigo,
sobeja
mente
conhecido
no
paiz pelos seus tra
balhos
iliterários,
enviou-nos
o
seguinte
epigrammi.
Estes
versos servirão
de
res
posta
a
um
illustrado
collega
da
capital
que
nos perguntou
ha dias se
os
Roques
de
cá
não
resistiram
á
friagem.
EPIGRAMA A.
Ser
grande
póde
no
mundo
Todo
o
homem
no
que
queira:
Até,
como
Mestre
Roque,
Póde
ser grande
na
asneira.
E
tudo
o
que
é
grande é
nobre;
Póde
n
’
esse
caso
então,
Uma
cabeça
de
burro
Collocar
no
seu
brasão.
Não
se
usam
leões,
gamos,
E
lobos?
pois
appareça,
Por
entre
essa
bicharia,
Também d
’uu>
burro
a
cabeça.
Não
cause isto
novidade;
Nem
a
critica
provoque;
Porque
é
este
o disiinclivo
De
quanto fòr—
Mestre
Roque.
* ♦ *
SAÍDE
A
TONS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de.
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
99
annos d’invariavel successo
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar
a
saude,
a
energia,
a
boa
di
gestão
e
o
somno.
Cura
as
indigestõe,
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegrnas,
arroios,
fiatos,
amargor
na
bocca, pitui-
tas,
nau^eas,
vomitos,
irritações
intesti-
naes,
diarrhea,
dizenteria, cólicas, tosses
asihma. íalia
de
respiração,
oppressão,
con
gestões,
mal
aos nervos,
diabellie,
debi
lidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
das
broochites,
da
be
xiga,
do ligado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
75 000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de Pluskow
da
exc.
ma
snr.a
marqueza
de Brehan, dos
doutores
Manoel
Saens de
Pejada
da
Universidade de
Cordova
etc.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.Rudolph
VVur-
zer
:
Bonn,
19
de
Julho de
1854.
Esta
ligeira e
agradavel
farinha
é
o
melhor
absorvente;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva e
restaurante
subslitue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E’
de
grande
utilidade,
sobie
tudo
nas
renitências
habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
affecçôe«
nos
rins
e
na bexiga,
na
pedra,
irritações,
inflamações,
e
caimbias
da
uretra,
e
bexiga,
nos
aper
tos
e
hemorroides bem
como
nas
enfermi
dades
pulmonares,
bronchites,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
convicção
que
a
Re-
valesciére
du
Barry tem
a
propriedade
pre
ciosa de
cuiar
as
moléstias
hectícas.
Dr.
Rud.
W
urzer
membro
de
muitas
socidades
scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço em
remedios.
—
Preços
fixos
da venda por
miúdo
em
toda
a pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4 kilo,
300
;
de
*/
2 kilo
800
rs
;
de utn
kilo. 1^400
reis;
de 2
*/
s
kilos,
34(200
reis;
de
6
ki
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos, 128000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde
é
a
Bevaleaeière
cMeehititiIa;
eila
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somno,
etmrgia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus, ou
em
pó em caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de2i
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
‘
chavena.
BARRY
DU BARRY «fe
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
; 77
Regent Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
;
snr. Serzedello <fc
C.
a Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisbara,
(por
grosso e
miúdo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12.
JPorío,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré Rahir
;
Uoímbris,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
;
Bwreellas,
Ramos,
pharm.;
íSraga,
Pharmacia
Maia, rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua do Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figsaeira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
GuisaanrAe»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
i*ena-
ílel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
«lo
Lima,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa do
Varzitn,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna do
Uantello,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
A61ADECIMMT0S
Anna
do
Carmo
da
Rocha
Veiga,
José
da
Rocha
Veiga
e
suas
filhas
Maria
das
Dores
da
Rocha
Veiga
e
Amélia
Augusta
da
Rocha
Veiga,
não
podendo
agiadecer
ptssoalmente
como
desejavam
a
lodos
os
iH.mcs
e
exC-
mos
snrSe
e Sur.as
qne
se
dig
naram cumprimenial-os
por
occasião
do
fallecimenio
de
seu
querido
irmão
o
revd.“
Manoel Joaquim
da
Rocha, conego
da
Sé
Primaz,
bem
como a
lodos
os
snrs.
sacerdotes
que
se
dignaiam
dizer
mis-
sa
e
assistir
gratuiiatnente
aos
ofiicios
de
sepultura,
que
tiveram
logar
na capella de
S. Geraldo,
da
Sé,
a
19
de
janeiro
ultimo,
assim
como ás
irmandades
que
tiveram
a
bondade de acompanhar o
cadaver ao
ce
mitério,
fazem-no
por este meio,
significan
do
a
todos
o
seu
indelevel reconhecimen
to
e
gratidão
eterna.
(2967)
Pedro
José
Pereira,
seus
filhos,
e
Ben
to
José
de
Castro,
Alexandre
José
Ferrei
ra
Braga,
Maria
de
Jesus
Moreira
e
Bento
José
Ferreira
Braga,
não
podendo
agra
decer
pessoalmente
como
desejavam
a
to
das
as
exc.
mas
snr.
as
e
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs
que
se dignaram
coroprimental-os
por
oc-
casião
do
fallecinoento
de
sua
muito
presada
esposa, irmã
e
thia
Rosa
Maria
Moreira
Pereira
e
bem
assim
a
todas
as pessoas
que
lhe
fizeram
a
honra
de
assistir
aos
oílicios
fúnebres
e
acompanhar
o cadaver
até
ao
ceroiterio,
o
fazem
d
’este
modo,
protestando
a
todos
o
seu
profundo
reco
nhecimento
e
sincera
gratidão.
E
eguaimen-
te
agradecem
aos
muito
revd.os sacerdotes
que
tiveram
a
bondade
de
celebrar
missa
e
assistir
ao
funeral
gratuitamente. (2953)
Marra
José
Gomes
Ferreirà
e
Maria
do
Carmo
Gomes
Ferreira,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
agradecem
de
to
do
o coração
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
cumprimenlal-os
e
assistiram
aos
oílicios
qoe
tiveram
logar
na
egreja
dos
Congregados,
pela
alma
de
seu
sempre
cho
rado
primo
padre
Antonio
José
Gomes Fer
reira.
Egualmente
agradecem
aos
dignos
mem
bros
que
compoem a
musica
dos
snrs.
Pai
vas.
pela
fineza de
graluitamente
fazerem
os
ditos
cflicios a
grande
instrumental.
(2959)
.
■ ,JÍ
O
UÀV0
Bernardo José
Pereira
faz
publico
que
vende
a
sua
carreira
que
tem
montada
emre
Braga
e
Guimarães
e
vice-versa,
as
sim
corno
vende
tr.ais
tres
carros
de
su
porte
e uma vitoria.
Além
da
dita
carrei
ra, vende
mais
9
cava
lios
com
os
seus
com
petentes arreios.
Quem
quizer
comprar,
dirija-se
á
rua
das
Aguas
n.°
94.
Aluga-se
até
ao
S.
Miguel a
casa
n.°
91
sita
na
rua
das
Aguas,
tem
2
anda
res,
salas e
cosinha
em separada,
com bons
commodos
para
numerosa
familia
e
tem
baixos
proprios
para
armazetn
ou cochei
ra.
Quem
a pertender
pode
dirigir-se
á mes
ma.
Braga
31
de
Janeiro
de
1876.
(2930)
Bernardo
José
Pereira.
Companhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense.
A
direcção
convida os
senhores
accio-
nistas
a
fazer
a
quinta
entrada
de
5
por
°|0
ou
1250
por
acção
nos
dias
15
a
25
do
cor
rente
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde
no
escripiorio
da
companhia
no
Campo
de Sanl
’Anna n.°
71
D
—
2.°
an
dar.
—
Braga
4
de
Fevereiro
de
1876.
CSEiAWBF,
DEPOSITO DE MAC1II-
KAS
DE
tOSTlBA
DE
CuiistruihiM
por 85. .S. í”etst, de
fóruxellas
D.
Rosa
Clara
de
Lima, moradora
na
rua
dos
Chãos,
d
’
esta
cidade.
faz
publico
que
no
inventario
orfanolegico
a
que
se
está procedendo
por
fallecimenlo
de
seu
irmão
José Maria
L
ma
da
Silva,
negociante
de
couto
e
solla,
qne
foi
da
mesma rua
e
prudente o
alludido
inventario
no
cartó
rio
do
snr.
escrivão João
Marcos
d’
Araojo
Ribeiro,
por
deliberação
tomada
em
Con
selho
de
Familia,
que
teve
logar
no dia
3
do
corrente
mez
de
fevereiro; foi
a
an
nnnciante
como em
posse
e
cabeça
de
ca
sal
proiodiviso,
auctorisada
legalmente
a
receber
todas as
dividas
activas,
fossem
da
proveniência
que
fossen,
e
outros
quaes
quer
dividendos,
direitos
e
acções
que ao
casal
devidos
•
fossem,
o que
a>sitn
faz
pu
blico
para
os
fios
convenientes.
O
solicitador,
b
&
hco
ta mm&i.
Faz-se
publico que
o dividendo
do 2.°
segundo
semestre
de
1875
é
na razão de
4
p.
c
ou 205000
ré>s
por
titulo
de
5
ac
ções
e
que,
para
os
snrs. accionislas resi
dentes
em Braga, está
aberto
o
pagamen
to,
no
Banco
do
Minho, todos os
dias
não
santificados,
desde
as
9
horas
da
manhã
até
á
1
da
tarde.
Francisco
da
Silva
Araújo
João
Carlos
Pereira
Lobato
José
Alves
de Moura.
(179)
(2963)
(2966)
João
Baplisla
Pereira
da
Silva.
Antonio Maria
Duarte,
viuva,
da
fre-
gutzia
de
S
Victor
d
’esta
cidade,
previ
ne
a
todas
as
pessoas que
não
façam
con
tracto algum
com
Miguei
da
Rocha,
car
pinteiro,
do
logar
da
Reigada,
freguezia de
Santa
Lucrecia,
sobre
a
compra
d
uma
mo
rada
de
casas
e
leira
que
o
mesmo
tem
e
pcssue
na dita
freguezia
—
pois tal
con
tracto tem
por
fim
fugir
á responsabilida
de que
contrahiu.
e
sobre
si
tomou
do
arrendamento
que a
annuucianle
fez
das
suas propriedades
na
freguezia
de
Cres
pos,
a
Miguel da
Rocha
e
mulher, da
mesma,
sobrinho
e
afilhado
do
mesmo
fia
dor
e
solidário
pagador
—
responsabilidade
que
lhe
pesa
não só
do
resto
da p«nsão
relativa ao anno
(indo
de
1875,
qoe ainda
se
acha
em
divida,
senão
tamlem
de
tola
a
do
corrente anno
de
1876
—
que
se
ven
ce
óo
preximo
S.
Miguel,
—
E
para
que
ninguém
allegue
ignorançia
se
faz
o
pre
sente
annuncio,
e mais
se
declara
que
o
dito
fiador
já
foi
intimado
por
ordem d’
es-
te
juiso
em
data
de 31
de
janeiro
ultimo,
para
não
vender
laes
propriedades
—
sob
pena
da
mesma ser
declarada
nulla
e
frau
dulenta
—e
sem
effeilo
legal.
(2955)
ALVIÇARAS
Quem
acha-se
3
chaves
pequenas
todas
juntas
em
um
cadeado,
perdidas
na
segun
da
feita
31
de
janeiro,
desde
esta
cidade
á
Viila de
Barcellos,
e
as
queira
restituir,
póde
fazel-o
em
Barcellos
ao
snr.
Antonio
Narciso
de
Magalhães,
distribuidor do
«C.
do
Minho»,
e n
’
esta
cidade
nos
escripto-
rios
do
mesmo
jornal.
(2958)
GARRAFAS
I
LlSlAfT™
Vet.de-se
no
Hotel Real
garrafas
va-
aias,
ditas de champagne,
ditas
de
co-
gnac,
botijas
de
genebra,
vasias.
Preços
commodos.
Qtfem
as
pertender
dirija-se
ao
Hotel
Real.
(2957)
Braga
3
de fevereiro
de
1876.
Os
gerentes
do Banco do
Minho
Francisco Casimira
da Cruz
Teixeira
Domingos
José
Soares.
(2961)
EM
AVEIKO
Por
ordem
da
Gamara
?ai-
nicipal
do
concelho
de
Aveiro,
se
faz
publico
que
todos
os
ne
gociantes,
que
quizerem
conco
-
i
er
á
dita
leira,
farão
:
>
arre
matante
do
abarracameiito,
■
:
a-
noel
Antonio
Loureiro de
Mes
quita,
até
ao
dia
15
de
fevereiro
fuiuro,
a
Dr,cessaria
requisição
da
barraca,designando
os Lnços
que
per
tendem,
sob
pena
de
que
o
nãoLzeiLo
até
o
indicado
dia
não
póde
o
mesmo
arrematante
ser
obrigado
a
í.izeL
s.
decretaria
da
ca
mar.!
.
uni-
cipal
de
A
vedo,
de
janeiro
de
1876.
O
ESCRIVÃO DA
CAMARÁ
Paulino
Aprigio
i
ereira
Mendes
(2949)
LANGO
DE
VIANN1
Divideoiio
de
2*/
2
p.
c.
ou
25500
por
acção,
pagam-se
á
vista
dos
recibos
pro-
visorios
dos
snrs. accionislas
qne
fizeram
as
ultimas
entradas n
’
tsla
agencia.
Braga
1
de
fevereiro
de
1876
(2956)
Anlonio
José
Alves
de
Castro
ARREMATAÇÃO
No
dia
20
do
corrente
tem
de
ser
ar
rematada
a
casa
n.°
71,
71
A,
71
B,
e
71
C,
na
rua
de
S.
Victor,
foreira
á
mi
tra,
com
o
furo
de
575
réis.
Tem
lojas,
armazem-sob-lojas,
e
tem
dois
andares,
com
bons
commodos, bom
quintal,
e
poço
cora agua
e
tanque,
pertencente
a
Bernar-
dino
de
Araújo
Carvalho
Reis.
(2960)
AISA
".
..
H7 L
DE
jo
x
=&
a
.
g
a
Soesesíade nnonpna «Ze
responsa
bilidade
limitada
São
convidados
os
snrs. accionislas
d
’es-
te
Banco
a
realisarem
a
quinta
e
ultima
prestação
de
20
p.
c.
ou
IO5OOO
rs.
por
acção
desde
o
dia
20
até
29
de
fevereiro
roxinio,
em
Braga
na
sede
do
Brinco,
e
no
Porto
na
agencia
Praça
de
D.
Pedro
n.®
22.
A
e-te
mesmo
acto
serão
trocados
os
títulos
provisorios
por
um
documento
de
clarando
cada
snr.
accionista
se
deseja
as
suas
acções,
ao
portador,
ou
averbadas,
devendo
n
’este
ultimo
caso
indicar
tam
bém
0
nome
da
pessoa
ou pessoas
a
quem
se
deve
fazer
0
averbamento.
Braga
26
de
janeiro
de
1876'
Pelo
Banco
Mercantil de
Braga
Os
directores
José
Anlonio
Bebello da Silva
João
da
Costa
Palmeira
(178)
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
Banco
Mercantil de
Braga
S«eiesis»de
njsowytssa de responsa
bilidade
lisnitadn
P<evin«=ni-se
os
pouc
s
snrs.
accionis
las
d
’
este
banco,
possuidores
de
acções,
apenas
com
3
primeira
entrada,
de
que
es
tas
lhes
serão
annuladas
não
tendo
satis
feito
a
importância
da
2.
a prestação
e
ju
ros
respeclivos
até
ao
dia
15
do
corrente,
em
conformidade
com
as
disposições
do
artigo
17
e
seus
§§
dos
Estatutos,
pela
execução
do
qual
a
direcção
é
a
unica
e
immedialam» tile
responsável
para
com
0
banco, como
rnandalaria
d
’
e»le
e
qoe
por
tanto
fará
cumprir
na
sua integia.
Pode
eflectoai
—
e
0
referido
pagamento
nos
seguintes
locaes
:
Ern
Braga
—
no
edifício
do
banco,
rua
Nova
de
Sousa
n
0
19.
No
Porto
—na
sua
agencia, praça
de
D.
Pedre
n
0
22.
Braga e Banco
Mercantil
1
de
Feverei
ro
de 1876.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga
Os
directores
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
João da
Costa
Palmeira
(180)
José
Anlonio
Rebello
da
Silva.
Rua Nova de Sousa
n.°
5.
José
Antonio
Gomes
Ferreira,
suc-
cessor
do
LOUREIRO,
tem
grande
por
ção
de
latão
e
cobre
velho
proprio
para
fundição,
que
vende
por
preço
barato.
(2951)
13
—
Praça
de
Carlos
Alberto—
14
PORTO.
N’este
estabelecimento
encontra-se
á
venda um
grande
sortimento
de
machinas
de
costura;
para
famílias
e
costureiras,
próprias
para
lodo
o
trabalho
de
obra
bran
ca
e
fina
de
côr.
Para
alfaiates,
estofado
res,
chapclleiros
etc.
:
podendo
executar
toda
a
obra
de
panno
e
couro
fino.
De
lançadeira
grande
(levando
300
metros
de
fio.)
Para
calçado,
correames,
arreios
etc.
De
braço,
especues
para
calçado,
poden
do
melter
elásticos
e
faZer
toda
a
sorte
de
concertos.
—
Portáteis,
de
mover
á
mão,
podendo
lambem
funecionar
coro
pe
dal,
muito
cônvientes
para famílias.
De
bordar,
executando
admiravelmente
toda
a
qualidade
de
bordados, a
branco
e
côres,
tm
relevo
etc.;
próprias
para
modistas,
cos
tureiras,
estofadores,
corrieiros:
esta
ma-
china,
uma
das
maravilhas
da
industria
mo
derna,
póde
fazer
a
fortuna
da
pessoa que
a
possuir.
De
cravar
calçado,
que
em
pou
cos
minutos
cravam,
parafusando
com
to
da
a
segurança,
um
par
de
calçado.
O re
sultado
d
’
este
trabalho
é
muito
superior
ao
acloalmente
adoptado.
De
lavar,
indispen
sáveis
ao
uso
domestico,
recomendáveis
pela
ecooomia
que
resulta,
não
só
da
lava
gem,
como
da
conservação
da roupa.
To
cas
estas
machinas
são
acompanhadas
de
um
completo
sortimento
de
accessorios
que
facilitara
a
execução
de
todas
as
obras.
Garante-se
a
perfeição
e
duração
de
to
das
as
machinas
vendidas, e
attendendo-se
ao
perfeito
trabalho
e
á
solidez
da
sua
construcção
póde
affeutamtnle
asseverar-se
que
não
tem
rival
ua modicidade
dos
pre
ços. A
fim
de
proporcionar
aos
compra
dores
todas
as vantagens,
esta
casa
não
só
facilita
o
pagamento
por
prestações,
mas
lambem
a
aprendizagem,
para
o
qne
fez
vir
do
estrangeiro
um artista
perfeito co
nhecedor
do machinistno,
e
duas
senhoras,
para
praticamente darem
as
necessárias
ex
plicações. Ha
completo
sortimento
de
al
godões,
linhas, lãs
e
sedas,
em
Iodas as
córes,
para
bordados
e
costura,
assim
co
mo
lodos os
accessorios
e
peças
sobreseleates
pura
as
diversa»
n>a
hiuas.
Qualquer
con
certo
de
que
necessitem
as
machinas
ven
didas
n
’cste
estabelecimento
será
feito
irn-
mediatatneoie
e
com
toda
a
perfeição.
Exe-
coia-se
a
preço
modico
qualquer
obra
de
bordados
para
modistas,
estofadores,
alfaia
tes,
etc.
Este
estabelecimento
tem
o
exclusivo
da
importação,
das
machinas
4
’
este
auctor
em
Portugal.
Faz-se
abatimento a
quem comprar
por
atacado.
Deposito
em
Br^ga,
em
casa dos
snrs.
Almeida
&
Pereba.
(2904)
Companhia Geral
Bracarense.
No
dia
21
do
corrente
principia a
pagar-se,
no
escripiorio
da
Companhia,
o
dividendo
do
anno
de
1875,
á
rasão
de
5
p.
c.
ou
15250
rtis
por
acção.
O
pagamento
lerá
logar,
sómente,
ás
segundas,
quartas
e
sextas
feiras
seguintes,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
á
1
da
tarde.
Braga, 4
de
Fevereiro
de
1876.
Os
directores da
Companhia
Geral
Braca
rense.
Henrique'
Freire d'Andrade.
(2964)
José
Ferreira
de
Magalhães.
BRAGA
:
TYP0GRAPHIA
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
