comerciominho_07121876_577.xml
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-
4.8
ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO 577
i^ig^vK-aiW^aaarJcvawjni
Àssigna-see vende-se
no
escriptorio do
editor
k
proprietário
JW
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n?
3
E,
para
onde
deve
snr
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.—As assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
B^UEMEJES^^-SI
BK
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
850rs.«—Protw»-
cias,
anno
2&000
rs
e
.sendo
duas
3§600
rs.
—
Semestre
lá>05o
rs.^Braztl,
anno
3&600 rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.
—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
sssignarr.es
20 «/.,
d
’
abatimento.
D.
JOÃO
ClfHYSOSTOMO
DE
AHORIM
Pessoa,
por
mercê
de
Deus,
etc.
Os
livros
chamados
—
róes
da
desobri
ga,
—
são
o
verdadeiro
cadastro
de
cada
uma
das
freguezias,
e
a
base mais
segura
para
a
estatística tanto
religiosa
como
civil
;
e
Considerando que
estes
livros
devem
conter
todos
os
esclarecimentos,
que
pos
sam
interessar
tanto
o
bom
serviço
das
parochias,
como
os
verdadeiros
interesses
da
Egreja
e
do
Esdado;
Considerando
que
é
por
estes
livros,
que
os
revd."
s
parochos
se
devem
regular
nas
informações
que
muitas
vezes
por
Nós,
ou
pelas
leis
ou
civis,
lhes
são
pedidas;
Considerando
qne
para estes
lios,
tão
necessários
ao
regímen
da
sociedade
christã.
não
é
bastante
que
taes
livros
chamados
—
róes
de
desobriga
—
contenham só
e
unica
mente
os
nomes
dos
indivíduos
chrislãos,
os logares
onde
moram, e
os
signaes
até
agora
usados,
para
se
saber se
osindividuos
subjeilos
aos preceitos da
confissão
e
com-
munhão
os
leem
ou
não
cumprido
;
Considerando
a
grande
conveniência
que
resultará
de
que
em
taes
livros
além
dos
nomes,
moradas
e
signaes
de
desobriga,
se
declare
lambem
:
O
numero
de
fogos
da
freguezia ;
O
numero
de
pessoas
que
ha
na parochia;
O
numero
de
ausentes
da
parochia
;
A edade
de
cada
um
dos
parochianos
;
Considerando que
além
d
’esles
esclareci
mentos,
é lambem conveniente
que
no
fim
de taes
livros
se
faça
em
cada
anno a
compa
ração
entre
a
■
população
do anno
a
que
pertence
o
livro,
com
a
dos
dous
annos
antecedentes,
como
em
muitos
dos mesmos
livros
já
temos
encontrado,
e
a declaração
ou
enumeração
dos
indivíduos
do
sexo
masculino
e
do
sexo
feminino,
—
a
enume
ração
de
quantos
baptisados,
obilose
ca
samentos
se
fizeram
n
’
aquelie
anno:
Havemos
por
bem
ordenar,
que na
con-
fecção
dos livros
da
desobriga,
que
devem
servir
para
a
futura
quaresma
de
1877,
e
dahi
por
diante,
os
revd.
os
parochos
es
conformem
com o
modelo
que
baixa
com
esta
Nossa
Portaria,
que
mandamos
seja
de effeilo permanente.
Paço Archiepiscopal
de
Braga,
30 de
novembro
de
1876.
João.
Arcebispo
de
Braga.
Cadastro
ou rol da freguezia
de...
da cidade ouconcelho de...
N.
E.
O
rol
da
desobriga
deverá
servir
para
auxiliar
os
revd.
03
parochos,
e
de ca
dastro da
sua
freguezia, fazendo n’
elles
as
descargas
competentes,
é
nas
respectivas
casas,
v.
g.
Manoel
ausentou-se,
peõ-se
na
rcspecti-
va casa
um
A.
José, nasceu antes da desobriga,
durante
o
anno,
até
ao
novo
rol,
põe-se
na
casa
dos
paes
mais
um F.
e
na
casa
respe-
ctiva
um B.
Antonia
casou,
põe-se
na
casa
respe-
ctiva
um
C.
João
adulto
ou
qualquer
menor, morreu,
põe-se
egualment
um
M.
Ha na
fórma
d’estes
assentos
que
ainda
podem
vir
a
ser
ampliados,
muitas
van
tagens,
podendo-se
organisar o
movimento
da
parochia
sommando-se
facilmente
o
nu
mero
de
homens
e mulheres,
e
o
dos
au
sentes,
baplismos,
casamentos
e
obitos
do
anno
antecedente,
e auxiliará
os revd.°s
parochos
na
busca
de
«quaesquer
assentos
que
elle, ou outra
pessoa
precise
saber,
porque
sabendo
os
nomes
dos
paes
ou
pes
soas
que
morreram
em
tal
ou
qualquer
rua
ou
logar
da
sua
freguezia,
se vae
vèr
ao
rol,
se
morreu, se
se
ausentaram,
ele.
Além d’isso
no fim
do
rol
do
anno
depois
dos
assentos
do
eslyllo,
se
deverá
accrescenlar
o
seguinte
:
Pessoas
do
sexo masculino
.
.
.
1:806
»
s
feminino
.
.
.
1:900
Total
do presente
anno
de
1877
.
3:700
Total do
anno
de
1876.
.
.
.
3:6o6
Total
do
anno
de
1875
.
.
.
3:546
MOAIJÍENTO
DO
ANNO
ANTECEDENTE
Auzentesv.
g
........................................
2
Baplismos.............................................
40
Casamentos........................................
20
Fallecimenlos.
...................................
38
BSSAGA
—^t’BaTTA-FÊB.S<À
2
5»E
BiíZEMBKO
Londres,
3® <2® NJoweasabsr®, 48?@.
íA'
redacção
do
i
Apostolou.)
Chego,
agora
mesmo,
de
assistir
ás
exequias
de
Saldanha,
na
Capella
France
za,
que,
sendo capella
Legitimista
por
exceilencia,
em
Lmdres, convinha,
por
isso
mesmo,
fosse
escolhida
para
tal so-
leranidade;
para
que,
até
depois
de
mor
to,
o
camaleão-mór
nos fizesse ainda
mais
uma
cara
para
ajuntarmos
ás
dúzias
dei-
las que fez
durante
sua
vida.
Rezei-lhe
muito sinceramente
por
alma^
e
pedi
e
peço
á
Misericórdia
Divina
lhe
perdoe
os
seus
peecados como homem,
como
christão,
e como
irmão
nosso;
mas
como
Porluguez,
não
posso perdoar-lhe„
o
ter
sido
um
dos principaes—
talvez o
principal
—
instrumento
para a ruina reli
giosa,
moral,
politica,
financeira,
colonial
da
nossa
Patria.
O
funeral
foi
exactamente
o
epitome
da
sua
vida.
Sa.ivo
os
otficios
Di-inos,
íoi
uma
completa
mentira,
uma
dispen
diosa
impostura
(á
custa do
Povo
Por
tuguez,
já
se
entende;.
Não
ptiue
(nem procurei)
ver-lhe
a
cara
de
jurta-córes,
porque
estava
muito
alto
para isso
o
pináculo onde
o
poze-
ram
(bem
que
sem
u ataúde
ter
a
tam
pa,
aiim
que
se
pudesse
ver
o animal
mortoj.
Se
não
estou enganado
(e
creio
que
não),
olhando
se
do
"
lado da
porta
da capella,
oude
eu
estava,
tinham posto
ao
cadaver
uma
bem suppriáa
cabelleira
alourada!
Nisto
iam
duas
mentiras:
uma,
pôr
uma
cabelleira'
assim
a
um
homem
já
mui
calvo;
outra
emprestar-lhe cabel
los
louros,
quando
os
poucos
que
lhe
testavam
naturalmente,
eram
brancos.
N
isto
poieui
tiáo
acho
eu grande
erro,
antes
encontro
uma
tentativa
de
protesto
em
favor
do
caracter
do
defunto,
que,
lendo
sido
ioda a
vida de furta-côres'
convinha
que
assim continuasse depois
de
morto.
A Capella estava
toda armada e cu
bei
la de preto,
com
cruzes brancas
e
emblemas aqui
e acoiá.
A
eça
muito
alta,
com um
doce!
que
tocava
quasi
no
teclo
do
edifício,
e
su~
lido
por
quatro
varas
ou
postes,
tudo
preto,
já
se
sabe,
só
com
franjas
e
ornatos
t
ranços.
Em
roda
da
eça.
duas fileiras,
de
cada
lado,
de 5
tochas
amarellas
cana
uma,
fazendo
em
tu
io
20
tochas.
As-ás
exqmsita e
ridiculamente
as
duas
fileiras
de ióra,
de
5
tochas
cada
uma,
tinham
enfiadas,
no
fundo,
perlo
do
soquele
do
locheiro,
grandes
coroas
de perpetuas
(a
Franceza).
ROMANCE BRAZILEJtlO
VOLUME
I
A
velha.
[Continuação]
A
velha
fez
um
movimento
quasi
itn-
perceptivel,
e
que
podia
exprimir desagra
do
d’aquella
magua
do
mancebo
;
o
qual
surprèhendendo esse movimento,
respon
deu-lhe
:
—
Não
sou
ingrato,
não,
senhora;
mas
perdoae-me
; vós
não
sois
minha
mãe.
Será
preciso para
que
vos
socegueis, que
eu
vos
diga
o
que é
no
entender
de
mi-
nifalma
uma
mãe?...
pois bem, ouvi-me.
Uma
mãe,
senhora,
sente
nove
mezes
an
tes
de
todos
a existência
de
seu
filho,
e
primeiro
que
elle
nasça,
ella
solíre
já
muito
por
elle:
se
seu estado
é
a
reali-
sação
de
um
voto
de
amor
sagrado e
pu
ro, ella
ainda
assim
volve
os
olhos
da
esperança
para
a
morte,
do
ventre
para
o
tumulo!.,.
Se pelo contrario é
o
effei-
lo,
a
prova
viva
de
um
èrro,
então
se
torna
em
incessante
tormento
que vae
crescendo
pouco
a
pouco,
e
cada
vez
mais
com o
correr
dos
mezes ;
que
espreme o
sueco
de
sua
vergonha,
que
roe
e
dilace
ra sua sensibilidade
com
a
consciência
de
uma
falta
insanavel:
e todavia
ella ama
seu
filho,
que
ainda
não
nasceu,
maldiz
sua
cabeça que
errou,
e
abençoa
seu
ven
tre
que
concebeu
!
Depois, quando
elle
nasce,
qne lhesouro ha
’
hi
que possa
pa
gar
o
fervor
da
oração
com
que
a
mãe,
cruzando
as mãos
sobre
o
seio,
encom-
menda
seu filho
á
misericórdia
do
Senhor
Deus?...
que
possa
pagar o
fogo
sagrado
de
seu
primeiro
olhar de
mãe?...
a
pu
reza
angélica
de
seu
primeiro
sorrir de
mãe?...
a
doçura
inefável
de
seu
primei
ro
beijo
de
mãe?...
Oh!...uma
mãe
ras
garia
suas
carnes, como
o
pelicano,
pa
ra
alimentar
com
seu
sangue e
á
custa
da
própria vida,
o
filho
de
suas entra
nhas!
uma
mãe jámais
desama
seu
filho,
nunca
o
repelle,
nunca
o
engeila;
é
essa
sociedade
desalmada e
immoral,
que
faz
de
uma
fraqueza
um
crime,
que
olha
um
filho como
um
remorso,
que
se
re-
bella
contra
a
natureza e
contra Deus,
quem
arranca
do
cvllo materno pobres
e
innocentes
creancinhas,
lavadas
em
lagri
mas
de
sangue
de
suas mães
!...
não
!
nào
!
e
nào!
minha
mãe
ine
amava
por
força,
me
adorava
como
o
seu
anjo,
olhava-
me...
sorria-se
para
mim, e
me
beijava,
e
me
chamava
—
meu
filho!
—
:
foi
a
so
ciedade desalmada, e
immoral
quem
me
arrancou á
força
de
seus braços!!!
Cândido
faliava, repassado
de
tamanha
dôr,
que Irias,
apesar
de
seu proposilo,
ia
consolal-o,
quando
elle
proseguiu:
—
E
de
balde,
senhora,
debalde
eu
me
quero
levantar
contra essa
sentença
de
ferro
que
me
separa
de
minha
mãe:
nào
ha
nem
ao menos
um
peiilampo
no
ca
minho
de
minha
vida,
ura
perilainpo
só,
que
me
dê
alguma
luz para
que
eu
vá
terrível,
e
audaz arrazar esse
mistério
de
meu
berço:
sim! eu
iria..;
pois
que
nin
guém
póde ler
o
direiio
de
separar-tne
de
minha
mãe.
e
ella
não
na
de
nunca
en
vergonhar-se
de
seu
filho!
oh!
mas
tudo
é em
vão
:
ha
longos
annos
que
eu
nào
penso,
que
eu
não
cogito
de
outra
coi
sa:
quando
vou
á egreja,
quando
eu
rez>
de
joelhos,
pensaes,
senhora,
que
eu
peço
a Deus
honras
e
fortuna
para
tniin
n
’
es-
le
mundo,
e
a
salvação
de minh alma no
outro?...
não,
mil
vezes não:
o pensa
mento.
o objecto de
minhas
orações é
sempre
um
e
unico
;
o que eu
peço a
Deus
é
ella,
sempre
e
só
ella...
é
minha
mae!
E
dizendo
isso,
o
mancebo
proseguiu
com
voz
commovida
e
terna
:
—Porque
se
eu achasse
minha
mãe,
queimaria,
se
eu
fosse
rico,
toda
minha
riqueza
para
poupar-lhe
um
desgosto...
e
ainda
mesmo
quando
tivesse
unia dôr
im-
mensa
no coração,
havia
de
rir-me
para
não
vêl-a
chorar,
e
daria
a
minha
vida
para
não
deixai
a
morrer.
Minha
mãe,
se
nhora,
minha mãe’
eu
não
quero
nem
es
posa,
nem
filho. nem
riqueza,
nem gloria
;
eu prefiro
a
tudo
minha
mãe!
E
cruzando
as
mãos
sobre
o peito,
Cândido
terminou
dizendo
com
accinlo
profunrlameiiio
religioso
:
—
Deus
me
ouça!
—
Tens
razão,
meu
filho,
disse
emfitn
rias,
depois
de
alguns
instantes.
—
Portanto,
senhora,
reconheceis
que,
embora
invaloiitariaimmte,
zombastes
de
mim ainda
lia
pouco?...
—
Não, Cândido.
—
Como
nào, senhora?...
—Porque
n’
esta
vida deve
o
homem,
quanuo
nao
póde
conseguir
o que
mais
deseja,
consolar-se
com
algum
d
’
esses
ou
tros
tml
benefícios
e
lavores,
que
Deus
espalhou
cutu
profusa
mão
sobre
o
geuero
humano.
—Quereis
explicar-vos, senhora?...
—
Não
é só
uma mãe
a
mulher
que se
ama
exlreniosameir.e
na
vida.
—
E
então
?...
—
Ama-se
a escolhida
do
coração...
ama-
se
a esposa.
-
—
Que
quereis
dizer,
senhora?...
ex
clamou u
mancebo
estremecendo
todo.
—Quero
perguniar-te,
se
não
coner
rdas
em
que
utn moço, como
tu
és,
triste,
des
valido
e
pobre,
póde
achar
consolação
e
fortuna
na
posse.de
uma
mulher
que
ame?
—
Enlettdamo-nos.
respondeu
Cândido
serenando;
utn
m
ço
que fôr
corno
eu,
1
triste,
desvalido
e.
pobre
;
e
que
lambetn
tiver feito
o
mesmo
juizo
que
eu
faço
a
0
mais
tolo
e
ridículo
de
toda
a
impostura,
era porém
uma
enorme
corôa
de
>osas
brancas
(!!) (misturadas,
me
pa
rece,
com
folhas
de
loureiro),
que esta
va
na
traseira
da
eça,
acima
de
um es
cudo
de
armas,
provavelmente
as
de
Sal
danha.
Eu
julgava que
uma
corôa
de
ro
sas
brancas
era
emblema
aprpriado
no
funeral
de
uma
Virgem
ou
Donzella;
pro
vavelmente
eslava
enganado,
pois
sei
muito
pouco
de
tudo
isso.
Assistiram
ao
oíficio mortuário
muitos
personagens,
sem
duvida
do
corpo
diplo
mático,
e
outros,
de
que
teremos
noticia
pelas
folhas
ámanhã;
pois
eu
só
conheci
o
Ministro
do
Brazil;
nem
os
designado-
res
da
ceremonia,
(á
custa
de
Portugal)
deixaram
de
dar-nos
flamantes
descripções
do
negocio.
Ciliciou
á
missa,
etc.,
um
Bispo
ve
lho,
que não conheci,
e
de
que
lambem
saberemos
pelos
jornaes.
Por
minha par
le,
ahi
vae
essa
apressada
relação
do
que
acabo
de
ver;
e é verdadeiramente
cara-
cteristico
do
homem,
na
vida
e
na
mor
te.
—Esquecia-me,
que
havia acima
da
cabeça
do
defunio pendurada,
uma
corôa
de
duque,
branca.
A.
R. SARAIVA.
Breve»
reíiexões.
O
correspondente
de
Madrid
para a
«Palavra»,
que
nas
suas
longas
cartas
cos
tuma
fallar
minuciosamente
de tudo,
do
religioso
e
do
político,
tem-se
ultimamente
occiipado
da
peregrinação
dos
calliolicos
hespanhoes
a
Roma.
A
proposito
d
’
esta
demonstração
que
a
Hespanha
cathoiica
acaba
de dar,
o
cor
respondente
da
folha
religiosa
emille
al
gumas
ideias
que.
trancamente o
confesso,
me
desagradam,
e
com
as
quaes
não
pos
so
estar
d
’
uccordo.
Reprova
certos
vivas
soltadas
pelos
che
fes
da
peregrinação
e
repetidos
por
esta
ao
Pae
commum
dos
fieis,
por
inconve
nientes,
«tendo
em
conta,
diz
elle,
a
dtf-
íicil
situação
em que eslá collocado
o
Sum-
rao
Pontífice
e
a
conveniência
de
evilar
que o
governo
de
Victor
Manuel pudesse
Lzer
observações
ao
hespanhol
por
causa
<i’uma
manifestação
feita
na
mesma
Roma
que
elle por
agora habita,
e
junto
de
cuja
côrte
me
parece
conveniente...
que
con
serve
a
Hespanha
uma
salutar
influencia,
etc.»
Censura
o
snr. Arcebispo
de
Granada
e
alguns
outros
chefes
ou
directores de
peregrinação
por não se
apresentarem ao
embaixador de
Hespanha
em
Roma;
prin
cipalmente,
diz
elle, «quando
o
embaixa
dor,
conde
de
Coello
(ou Coelho)
é
pes
soa
por
extremo
fina
e
cortez
e
ainda que
em
política
se
proclame
liberal
nem
um
momento
deixou
de
dizer-se
calholico
e
de
defender
o
catbolicismo
na
folha
que,
como
seu
proprietarior,
inspira.»
Condemna
o
proceder
adoptado
pelos
romeiros
á
porta
da
basílica
de
S.
Pedro
negando
a
entrada
no
templo
ao conde
de
Coelho,
porisso
que
os
mais
vulgares
prin
cípios
de
prudência
e
moderação
aconse
lhavam
a
não
lhe
fechar
a
porta.
Faltando
do
discurso
que
o
snr.
Arce
bispo
de
Granada
recitou
deante
do
Sancto
Padre
julga
inconveniente
a
parle
que
n
’elle
se
refere
ao
poder
temporal
da
San
ta
Sé,
como
tendo
alguma
cousa
da
paixão
política
e
manifestar-se,
onde
não
convi
nha,
na presença
do Summo
Pontífice,
cu
ja
situação
é
melindrosissima.
Mencionando
um
telegramma
do
snr.
Nocedal em
que
diz: «0
Summo
Pontiíice
approva
a
organisação cathoiica
de Hes
panha;
bandeira
o
Syllabus sem
interpre
tações
hypocrytas
nem
tergiversações
ma
lévolas».
0
correspondente
da
«Palavra»
nega
com rasões
fúteis
que o Santo
Pa
dre
pudesse
dizer tal
cousa,
e disserta
sobre
o
Syllabus
d
’
um modo
maravilho
so.
Tendo
até
aqui
resumido
algumas
ideias
apresentadas
pelo
porrespondente
da
«Pa
lavra»,
e
o
leitor
deve
estar
lembrado
de
as
ter
lido
por
extenso.
Na correspondência
de
13
de
novembro
falia
largamente
de
liberalismo,
catholicis
mo
liberal,
manifestação
carhsla dos
pere-
regrinos
era
Roma,
etc.,
do
um
modo
que
faz
pena.
Citarei
textualmente
o
seguinte:
«Liberal
avançado é
Pardo
Basan,
cu
ja
voz
e
cujo
voto
nunca
faltaram
nas
ul
timas
constiluentes
á
causa
cathoiica;
li-
beraes
moderados
se
chamam
Pidal,
o
marquez
do
mesmo
nome,
o
c
nde
del
Llobregal,
o
duque
de Almera
Alta,
Peres
Hernandes
e
outros
muitos
que
defenderam
ultimamente com
valor
e
talento
a
unida
de
cathoiica;
liberal
e mui
liberal
é
Rios
Rosas,
o
mantenedor
dos
constituintes
de
1853
que
vendo-se
rodeado
de
jovens
de
fendendo
a
unidade
dizia
a
seus
contra-
rios:
«Vede,
a
juventude
que
é
a vida
está
commigo, e
a
vosso
lado vejo fron
tes
calvas,
olhos
apagados
e
cabeças
bran
cas,
revelando-me
que
a
descrença,
tão
velha
como
vós,
já
disparata;»
liberaes
eram
o
conde
de
8.
Luiz e
Marlines
de
la
Rosa
e
outros
defensores
do
Catholi
cismo
em
Hespanha,
e
para
que
nada
fal
te,
um
republicano,
malogrado
dos
San-
ches
Ruano
acabrunhava
com
sua
ultima
salyra
ao
snr.
Echagaray
chamando
sobre
as
suas
lacubrações
*
anti-catholicas
o
terrí
vel
peso
de
suas sangrentas
mofas.»
A
muitas
reflexões
se
presta
o
perio-
do
transcriplo
que
não quero
analysar
mi
nuciosamente.
Apenas
direi
que
nem
tudo
o
que
luz
é
ouro.
0
catholicismo
liberal
está
ex-
pressamente
coudemnado
pela
Santa
Sé,
e
isto
por
muitas
vezes, nos
termos
mais
claros
e
decisivos.
Infelizmenle
parece
que
muitos
calliolicos,
ou
que
como taes se
proclamara,
ainda
não
cóinprehendem
o
que
é
catholicismo
liberal:
assim
fallam-
n<>s em
catholicismo
absolutista,
republi
cano,
etc.
0
liberalismo
não
é
systema
político,
não
é forma
de
governo:
é
um
aggréga-
do
de
erros
e
de
princípios
erroneos
e
anti-sociaes,
que
se
teem
introduzido
nos
governos.
0
correspondente da «Palavra»
defen
de
o
catholicismo
de
Rios
Rosas,
do
con
de
de
4
S.
Luiz,
de
Marlines
de
la
Rosa,
etc., etc.
Pense
como
quizer.
mas
eu
não
considero
esses
taes
como
bons
catholicos,
Do
ultimo sei
eu
quaes
foram
as
suas
ideias
desde
o
anno
de 1820.
Agora
direi
duas
palavras
do
discurso
do snr.
Arcebispo
de
Granada
que
o
cor
respondente
teve
por
inconveniente.
Aonde
eslá
a
inconveniência
?
Que
dis
se
o
Prelado
de
Granada,
um dos
mais
venerandos
Bispos
da Hespanha?
Nada
mais
e
nada
menos
do
que
teem
dicto
os
Bis
pos
de todo
o
mundo.
Disse
o
mesmo
que
teem
afiirmado deante
do
Santo Pa
dre
muitos
peregrinos
da
França,
da
Italia,
da Inglat-rra e
d
’
oulras
partes.
Será
verdade que
o
Summo
Pontífice
tenha
desapprovado
o
bellissimo
e
or-
thodoxo
discurso
do
Prelado?
Não
o
creio,
e
de
certo
na
resposta
de-Sua San
tidade
não
ha
uma
só
palavra
que
o
in
dique.
Concedendo
mesmo
que
o
Papa
pro-
htbisse
a
publicação
do discurso
(o que
muitos
negam,
e
a
meu ver
com
verdade),
d’
ahi
não
se segue
que
o
desapprove,
sen
do
certo
que
elle
elogiou
a
peregrinação
a
cuja
frente
estava o
Arcebispo,
e
respon
deu
benignamente
ao
seu
discurso.
0
que
se
passou
com
o
embaixador
conde
de
Coelho
tem
sido
explicado;
se
elle
não
entrou
na
basilica
de
S.
Pedro,
deve-o
a
si
mesmo,
á
sua
arrogancia.
Nada
mais
direi;
e
concluo
por
susten
tar
que não
me conformo
com
o
que
tem
dicto
o
correspondente da
«Palavra»
n
’
esle
sentido.
Padre
João
Vieira Neves
Castro
da
Cruz.
------------------------------
lifospioío «Se SrasaSas itlarjjarâíls®, gj-
UisunSs»
na
rsia
do
esta
SSraçja.
Acabam de
chegar
a
esta
cidade,
vin
das
de
Ltsboa,
mais
duas
irmãs, para
este
hospício,
com
o
fim
de
se
dedicarem
ao
ensino
de
meninas.
N’
este
estabelecimento,
ha
tempos
fundado,
para
ensino
gratuito
das
meninas
pobres,
recebe
lambem
por-
cionistas.
Alli
encontrarão
os
paes
de
fa
milia
uma
casa
própria
para
a verdadeira
inslrucção
de suas filhas:
isto
tanto
no
sentido
religioso
como
scientiíico
(sciencia
própria
do
sexo).
Além
das
matérias
que
até
agora se
ensinavam,
se
ensinará
mais
porluguez,
e
a
traduzir
e
fallar
a
lingua
franceza,
e bordar.
A
commisáão,
instituidora
do
mesmo
Hospício,
deliberou que
se
admillissem
meninas
internas
com
a mensalidade
de
7$200
reis,
tendo
estas direito
ao
ensino
de
todas
as matérias,
que
n
’
este
hospício
se
aprendem.
Igualmente
fossem admil-
lidas
meninas
semi-internas,
pagando
reis
3$600
mensàes;
teem
as mesmas garan-
lias,
com
relação ao ensino, como
as
in"
ternas
e
jantam
no
hospicio
(nos
dias
não
feriados).
Ha
mais,
para
as
meninas
ex
ternas,
a vantagem
de
se
poderem
apro
veitar do
ensino
de
portuguez
ou
francez
dando
a
módica
quantia
de
700
reis
por
mez,
como
gratificação
para
a
casa.
Também
se
ensinam
princípios
de
bor
dar
por
300
reis
mensaes,
e
quando
se
demorem
no
aperfeiçoamento
darão
500
reis
por
mez;—
advertindo-se
que
esta
quantia é considerada
como esmola para
a
casa,
e
não como
paga.
Brevemente
haverá também
ensino
de
canto
e
piano,
sendo
o
aluguer
do
piano
pago
em
separado.
Com
verdade
cremos
nada
haver
mais
commodo
e
vantajoso para
o
sexo
femi
nino,
debaixo
de
todos
os
pontos
de
vista;
por
isso
muito
recommendamos
aos
che
fes de familia
aquelle
estabelecimento
que
Braga
agora
possue, como
um
bom
me
lhoramento;
e
parece-nos
desde
já
prever
auspiciosos
resultados
a tão
util
casa.
São
dignos
de
encomio
seus
fundado
res
porque
vieram
prehencher
uma
lacuna
que desde
ha
muito
existia
nesta
cidade.
Sim,
os
illustres
-e
nobres
cavalheiros
que
generosa
e
voluntariamente
se
prestam
com
seus
donativos
e esmolas
para
a
sustentação
d’uina
casa
como
esta,
bem
merecem
de
Deus prémio
condigno
e da
sociedade
mil
louvores
pela
iniciativa
que
tomaram,
e realisam.
GAZETILHA
jsSesaas-sra.
—
No
dia
da
Immaculada
Conceição
de
Maria
SS.,
des
de
as
primeiras
vesperas
até
ao
pôr
do
sol
do
dia
8,
todas
as
pessoas,
que
ten-
do-se
confessado
e commungado,
e
ver
dadeiramente
contrictas
visitarem
a
capel
la
do Paço Archiepiscopal,
e
orarem
pe
las
necessidades
da
Egrejá e
tenções
do
Summo
Pontífice,
ganham indulgência
ple
nária,
que
S.
Santidade
concede.
Fallesimento. —
No
dia
2
do
cor
rente
faileceu
na
freguezia
de
Cabaneílas,
o
abastado
proprietário,
Manuel
Lopes
Po-
geira, irmão
do
nosso
estimado
amigo
o
revd.0
padre
Pogeira.
A
este
e
a
toda
a
sua
familia
envia
mos
os
nossos
pezames,
e
pedimos
por
alma
do.
finado
as
orações
dos
fieis.
JVotící»»
etaeatraes.—
A
companhia
de
zarzuela,
de
que
é
director
o
snr.
D.
João
de
Molina, vem
por
estes
dias
dar
no
lhealro
de
S.
Geraldo
uma
serie
de
recitas
das
mais escolhidas do
seu
re-
portorio.
Afogasnenio.
—
Appareeeu
hontem
afogada
no
rio
Deste,
perto
da ponte
dos
Pellames,
uma
pobre mulher
da
rua
da
Ponte,
conhecida
pela
alcunha
de
—
a
Boc-
ca
torta.
A.
«E8i»s-5»a2eta».
—
Recebemos o
n.
”
8
d
’
este
jornal. Traja
de
gala,
por
ser
correspondente ao
dia
í
de
dezembro,
an-
niversario
.da
nossa
Restauração.
Traz ma-
respeito
da
pureza
e
da
dignidade
do ho
mem,
póde sim
achar
consolação,
e
uma
fortuna
toda
moral
na
posse
da
mulher,
que
ame
e
por
quem
fôr
amado
;
mas
não
calcula
nunca
a
sua
fortuna
positiva
e
ma
terial
sobre
esse
dado.
—
Era
pouco
mais
ou
menos
isso o
que
eu
queria
dizer.
—E
pata
concluir
o
que?...
—
Que
tu
deves
amar
..
—
Eu
amar?!!
bradou o mancebo
er
guendo-se;
eu
amar?!!
e
com
que
fim?...
—
Para
ser
menos
desgraçado.
—
Que conselho, minha
mãe?...
não
reparaes
que
ha
veneno
dentro d
’
essa
ta
ça
de ouro,
que
me
trazeis
aos
lábios?...
eu amar?
um
pobre
amar?... pois
não
vos
lembraes
de
que
a
pobreza
é
como
a
mor-
fea
repugnante
e
fatal?...
a
quem queríeis
que eu amasse?...
a
uma
moça desvali
da
e
pobre
como
eu
;
unica
que
poderia
ter
olhos
para
me
olhar?...
qual
seria
o
resultado
desse
amor?...
cubril-a
com
meus
andrajos?...
dar-lhe
metade do
pão
de
amargura, para
matar-lhe
a
fome?.,,
e
um
copo
cheio
de
lagrimas para
saciar-
lhe
a
sede?...
haveria felicidade
n’
esse
amor
?...
—Abençoado
fosse
elle
por
Deus
;
que
o
trabalho
do
homem
daria
de
sobra, o
que
para
viver-se
é
preciso.
—
Ou
então,
continuou
Cândido
sem
atlender
á
boa
resposta, que
lhe
dera
a
velha;
quereis
que
eu
fosse
por
ahi.com
a
mentira no coração
e
no
rosto,
farejar
onde
houvesse
um cofre
de
oiro
perten
cente
a
uma
mulher
bella
ou
não,
que
pouco
importava
isso
;
e
pretendesse
agra
dar-lhe,
e
lhe
jurasse
amor e ternura,
e
illudisse
a
seus
paes
e
a
ella, e
a
arras
tasse
aos
pés do
altar,
e
mentisse
pe
rante
Deus!
e
mentisse
perante
Deus,
re
pilo!
não, não, minha mãe;
nem ao
me
nos
isso
é
possível
;
um
homem
pobre
já
não
chega
ao
pé de
uma
mulher
rica:
a pobreza
é
a
morfea.
—
Não
se
trata
d
’
isso,
Cândido
; tor
nou Irias;
é
preciso sómente
que
ames;
ama
pois,
e pobre
ou
rica
a
mulher
que
amares',
se
fôr
honesta
e
bella,
te
fará
ditoso.
—
Ama...
disse
o
mancebo;
manda-se
amar
;
como
se
o
amor
fosse
o
brinco de
um
instante,
como
se
o
amor
dependes
se
de nós,
e
não dos
outros:
oh!
se
fosse
assim,
eu
não amaria nunca
!
—
Então amas tu
já?...
perguntou
Irias,
fixando
no
mancebo
seus
olhos verdes
e
brilhantes.
—
Quem
disse
que
eu amava?...
res
pondeu
Cândido
enleiado.
—
Amas
já
?...
—Quereis
zombar
de
mim
outra
vez,
senhora?
—
Amas
já
’
...
—
Minha
mãe...
—
A
verdade...
a
verdade...
sómente
a
verdade
!..,
—Que
quer
dizer
pois
isto?...
—
Amas
já.
Cândido?...
—
Não...
disse
tremendo
o
mancebo.
—
Tu
me
mentiste
hoje pela
primeira
vez
em
tua
vida;
disse
com
austeridade
Irias.
—
Senhora
!
'
—Tu
amas,
e amas
perdidamente.
—
Basia... basta
de
zombarias,
respon
deu
Cândido
perturbado.
—
Ao
romper
de
todos
os
dias
pela fres
ta
d
’
aquella
janelfa,
tu
segues
com os
olhos
o objecto
de
teu
amor...
—
Minha
mãe!...
minha
mãe!
bradou
o
mancebo
tão
espavorido,
como
se
aca
bassem
de
romper
o
segredo
de
um
cri
me
horrível
por
elle
perpetrado.
—
Tu
amas
a
nela
do
snr.
Anaclelo!
continuou
Irias.
—
Silencio!...
balbuciou
o
infeliz.
—Amas
a
Bella
Orfã!.,.
Cândido
occuitou
o
semblante
entre
as
mãos, e
a
velha
proseguiu
com voz
ani
madora
e
doce
:
—
Esse
teu
araor
tão
cheio
de angéli
ca pureza, que
nunca
os
lábios
do
aman
te
tocaram
a
ponta
dos
brandos
dedinhos
da
amada;
tão
innocente,
que
apenas,
e
a
pezar
teu,
na presença
de
Celina
lh’o
dizem
teus
olhos,
e
na
ausência
o
sonho
de
lua
imaginação,
deve ser
agradavel
a
Deus,
que
ama
a
pureza e
a
innocencia.
—
Ah
minha
mãe'
murmurou
o
man
cebo.
—
Ama,
que
és
já,
ou
bem
cedo
serás
amado
:
e
tu
e
ella
sereis
talvez
aos
olhos
de
Deus,
como
dois
pombos,
que
de
lon
ge
se
namoram,
e
que
de
azas
abertas
com
o
pensamento
no
ceo,
e
os
olhos
um
no
outro,
esperam
o
aceno
de
um
anjo
para
voar,
e
ajunlar-se
n
’
um
só
ninho,
seguros
da
ventura
com
a bênção
divina.
—
Ah
minha
mãe!
repetiu o
mancebo
erguendo
a
cabeça,
e mostrando o
rosto
enrubecido
pelo
mais
bello
pejo,
e
talvez
com
alguns átomos
de
esperança.
—
E
a
passagem da
vida
que
hoje
ten
des,
continuou
Irias,
para a
vida
que
de
veis
não
tarde viver,
será
como
a
poética
transição
da
noite
escura
e
duvidosa,
pa
ra
o
dia claro
e
fulgente,
que
um
sol
fulgoroso
abrilhanta,
e
zéfiros
perfumados
suavisam.
—
Oh
1
senhora,
é
que
vós
esqueceis
sempre que
eu
sou
um
pobre,
e
que
para
o
pobre
não
ha
esperança
de
felicidade
tão
suprema
como
essa,
que
me
mostraes
!
—
Não,
não,
mancebo;
tu
mentes
a ti
proprio
:
examina
o
teu coração,
procu
ra
bem,
e
lá
acharás
a
esperança
cifrada
em
uma
unica
palavra,
que
é
o
mole
sa
grado
e
sublime
da
alma
do
justo.
—
E
essa
palavra,
essa
esperança
qual
é?...
Irias levantou
o
braço,
e
apontando
para
cima
com
seu
dedo
indicador,
grande
e
emmagrecido,
disse
:
—
Deus.
—
Sentiram
n
’
esse momento
que
alguém
subia
a
escadinha
do
velho
solão;
e logo
apoz
a
velha
escrava
de
Irias
appareeeu
e
disse
:
—
A
familia
do
snr.
Anacleto.
Cândido
não
poude
conter
um
grito
de
surpreza.
(Continua)
gnificos
escriptos
em
prosa
e
verso,
d
’
en-
tre os
quaes
se
extréma
um
esplendido
ar
tigo
firmado
pelo
snr.
Alves
Malheus.
Todos
os
escriptos
são
commemorati-
vos
d
’aquelle
glorioso
dia.
Deram-se
hontem
á
sepultura
os
restos
mortaes
do snr.
general
de
bri
gada reformado, José
d
’Oliveira, moradora
8.
Vicente.
Era
um
dos poucos
oíficiaes
que
desem
barcaram
nas
praias do
Mindello,
tendo
emigrado
na
patente de
tenente
ajudante
de
cavalleria
6.
O
regimento
8
e
o destacamento
de
cavallaria
aqui
estacionado
fez-lhe
as
hon
ras
devidas.
Tenaporal.
—
Teem
continuado
os
aguaceiros e
a
ventania
a
incommodar-
nos,
com
uma
teimosia
incrível.
Não ha
memória
d’
uma
invernia
assim.
Em
a
noite
d
’
ante
hontem desabaram
duas casas
na
rua
das Agoas.
Na
rua
Verde
desabou uma
oulra
casa.
Em
algumas
das
freguezias
próximas
d
’esta cidade,
quasi
todas
as
sementeiras
ficaram
destruídas
pelos
enxurros,
e
aba
tidas
as
paredes
que
as
muravam.
Os leitos
das
estradas
teem
sido
mui
to
damnificados.
Não
temos
noticias
de
desgraças
pes-
soaes,
além
das
que
já referimos.
A«»
ex.
in
°
4
*
4í»iaãnssts-a<Ior
cota-
®eSBí«.
—
Lembramos
ao
zeloso e
dignís
simo administrador
do
concelho
a
neces
sidade
de
pôr
termo ao
inferna!
tiroteio,
que
todas
as
noites
sobresalta
os
mora
dores
da
rua
da
Cruz
de
Pedra. Logo ao
fechar do
dia
não
se
ouve
senão
tiros,
disparados
para
os lados
de
Maximinos.
Já
n’
este
logar
noticiamos
um
incidente
no
qual
dois
transeuntes
iam
sendo
victi
ma
d
’
aquelle brutal
(criminoso?)
diverti
mento.
Esperamos
do
inexcedivel
zelo
do
snr.
administrador,
que
de
prompto
se
porá
côbro
a
este
escândalo.
AsitSie tacjííM «jeraei».—
Teem
sido
julgados,
em
audiência
geral, os
seguintes
indivíduos:
Dia 26.
—
Maria
do
Carmo,
natural
da
cidade
de Bragança,
accusada
de
furto:
absolvida.
Dia
1.—
Francisco
da
Silva
Freitas,
natural
da
freguezia
de
S.
Jeronymo
de
Real,
accusado
de
ferimentos
e
espanca
mento:
absolvido
Dia
2.
—Domingos
Marques
da
Silva
Guimarães,
da
freguezia
de
Candozes, co
marca
de Guimarães, accusado
de
usar
de
nome
supposto:
absolvido
Negoeiog
«eclesiásticos. —
No
«Diário
do
Governo»,
n.°
273,
de
2
do
corrente,
veem publicado
os
decretos
se
guintes
Apresentando
José
Narciso
da
Costa
na
egreja
de
S.
Tbiago
de
Aldreu, arce
bispado
de
Braga;
Antonio
Azevedo Maia,
na
egreja
de
S.
Thiago
de
Beduido,
bis
pado
do
Porto;
Antonio
Rodrigues
de
Pai
va
na egreja
do
Senhor
da
Assumpção,
da
Feira,
bispado
de
Coimbra;
Domingos
Antonio
do
Carmo
na
egreja
de
Santa Ma
ria de
Alcaçova,
diocese
de
Eivas;
José
Pedro
de
Mello
Coutinho,
na
egreja
da
Conceição
de
Ourentim, diocese
de
Coim
bra;
Antonio
Lopes
do
Rego,
na egreja
de
Santa
Luzia
de
Pinhanços,
da mesma
dio
cese;
Antonio
Fernandes
Rodrigues
na
egreja
de
Nossa Senhora
da
Expectação
de
Valladares,
bispado
de
Vizeu;
Manoel
Gonçalves
dos
Santos,
na
egreja
de
Santa
Maria de
Viade, arcebispado
de
Braga.
E
’
concedida
a
permissão
a
Domingos
Jo
sé
Coelho,
parocho
da
egreja
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
da
aldeia
de
Carva
lho,
para
trocar
com
João
Chrysostomo
Barbas
Torres
Ramos,
parocho
da egreja
de
S.
Pedro
do
Arada,
ambas
do
bispado
da
Guarda.
Foi
acceila
a
renuncia
do pres-
bytero Francisco
de
Ave-Maria
Queiroz da
egreja
de
S.
João
de
Mesão-frio.
<Donc«R)'Hos.—
No
«Diário
do
Gover
no»,
n
0
272,
do
l.°
de
dezembro, veem
publicados
concursos
aberto
n
’
aquella
da
ta
para
provimento
das
egrejas
seguintes:
Cabril
(S.
Lourenço),
concelho de
Mon-
talegre,
diocese
de
Braga.
Casal
de>
Cima
(Nossa Senhora
da
Conceição),
concelho
da
Guarda,
diocese
da
Guarda.
Cever
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho
de
Moimenla
da
Beira,
diocese
de
Lamego.
Couto
(Santa
Christina),
concelho
de
Santo
Thyrso,
diocese
do
Porto.
Cruz
(S.
Thiago), concelho
de
Villa No
va
de
Famalicão,
diocese
de
Braga.
Delães
S.
(Salvador),
concelho de
Villa
Nova
de
Famalicão,
diocese
de
Braga.
Frazão
(S.
Martinho),
concelho
de
Pa
ços
de
Ferreira,
diocese
do
Porto.
Gavião
(S. Thiago), concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
diocese
de
Braga.
Gemezes
(S
Miguel),
concelho
de
Es-
pozende,
diocese
de
Braga.
Jovim
(Santa
Cruz),
concelho
de
Gon-
domar,
diocese
do
Porto.
Larinho
(Nossa
Senhora
da
Purifica
ção),
concelho
de Moncorvo, diocese
de
Braga.
Lisboa
(S.
Lourenço),
bairro
oriental,
diocese
de
Lisboa.
Meixomil
(S.
Salvador),
concelho
de
Paços
de
Ferreira,
diocese
do Porto.
Monte
do
Trigo
(S.
Julião),
concelho
de
Portal, diocese
de
Evora.
Nespereira
(S.
João),
concelho
de
Lou-
zada,
diocese do Port".
Oiteiro dos
Gatos
(Nossa
Senhora
da
Graça),
concelho
de
Meda,
diocese
de
La
mego.
Prado
(Santa
Maria),
concelho
de
Villa
Verde,
diocese
de
Braga.
Valle
(S.
Martinho), concelho
de
Vil
la
Nova de Famalicão,
diocese
de
Bra
ga-
Arouca
(S.
Bartholomeu),
concelho
de
Arouca, d.
de
Lamego.
Tra-ancinhas
(No-sa
Sedhora do
Ro
sário),
concelho
de
Ceia.
Mamigolo
(Nossa
Senhora
da
Concei
ção),
Pinhel.
Villarinho
de Agrochào
(Santo
Antão)
concelho
de
Macedo de
Cavalieiros,
Bra
gança.
Cativrrsõo
«Se §.
—
Lemos
a
Conversão
de
S.
Paulo,
romance
sacro
que
ha
dias
nos
foi
enviado
pelos
snrs.
Mattos
Moreira
&
C.
a
Pela
rapiiia
leitura
que
delle
fizemos
podemos
ajuisar
que
o
seu
auctor
respei
tou
o
mais
possível
o
Evangelho
e a
tra
dição,
e
apenas
commetteu
o
equivoco
de
mencionar
os
Machaheus
como
escapados
da
fornalha,
quando
este
prodígio
se
deu
com
os
companheiros
de
captiveiro
do
profeta
Da
niel—
Ananias,
Misaei
e
Acarias
a
quem
o
chefe
dos
enuhuchos
deu
os
nomes chal-
daicos
Sidrach,
Misach
e
Abdénage.
Daniel,
cap.
L°.
Em
quanto
ao
seu merecimento
dra
mático
achamos-lhe
bastante,
tanto
pelo
menos como
á maior
parle
dos
romances
que
por
ahi
se
publicam.
Dispensar-lhe-
hiamos
no
entanto
as
facécias
de
Maleho,
porque
a
nosso
ver,
n’
um livro
de
tal
or
dem
não
ha
logar
para
a
farça;
preferia-
mos
qne
lhe
pozesse na
bocca
algumas
frases
de
manifesta
impiedade,
como faz
Chateaubriand
nos
Martyres
pondo na
boc
ca
de
Hierocles
todas
as
accusações
de
que
então
se
fazia
cargo
aos
christãos,
para
assim
justificar
o
castigo
que
lhe
inflige,
castigo
que
nos
parece
um
pou
co
exagerado
e
pouco
compatível
com
o
espirito do Evangelho
d
’
Aquçlle
que
per
doou
aos
que
o
crucificaram.
Em
assumptos
d
’esta
ordem
é
preciso
fugir
sempre
de
exagerações,
que
podem
dar
presa
séria
á critica
irreligiosa.
Um
homem,
a
quem
engrossasse
e
crescesse
a
iingua
na
proporção
que
o
auctor
do
romance
nos
inculca,
morreria
immediata-
mente
estrangulado.
Não
bastaria
paralysar-
Ih
’a,
produzindo
a
mudez?
Achamos
lambera
pouco regular a
situa
ção
de
Noemia
e
de
Misaei,
que
se
presta
perfeitamente
ás infamantes supposições
de
Gamaliel. Teria sido
mais
regular
ter
collocado
o
seu
consorcio
antes
da
jornada
de
Damasco.
Em
assumptos
d
’
esta
ordem
toda
a cau-
lella
é
pouca.
E visto
que
o
snr.
José
Romano
se
propõe
continuar,
aconselha
mos lhe
a
maxima
cautella
com
a
parte
dramalica, deve
conservar
a
seriedade
in
dispensável
d->s
personagens
principaes; na
da
de situações
equivocas
e
fuja
sempre
de
jogar
com o
maravilhoso
çhristão,
que,
ja
n
’
outra
occasião o
dissemos, não
julga
mos
que
deva
ser
objecto ou
assumpto
de
dramas
e
de
romances.
Tem
bons
modelos
no livro
que
já
ci
tamos
e
na
Fabiola, de Wiseman;
não
vá
muito
além,
que
póde precipitar-se.
Apesar
do
que
deixamos
dito,
apraz-
nos
consignar que o
livro
merece
ler-se,
e,
uraa
vez
que
é
moda
ler
romances
pre
ferimos
que
seja
lido
este,
a
que o
seja
essa
immensa
alluvião,
que
innunda
as li
vrarias,
e
que
na
sua
quasi
totalidade são
impios
e
iinmoralissimos.
Os <livorcítiM—
Sobre
este
cancro
social
escreve
o
snr. visconde
de
Benal-
canfor,
em
folhetim
do
«Comraercio
do
Porto»
os
seguintes paragrafos:
«A
semana
lera
proseguido
entrecorta
da
de
aguaceiros,
dos
temporaes
e
de
di
vórcios.
«Este
capitulo
do codigo
civil
tornoi>
se
n
’
uma tempestade
permanente,
ruidosa
como
o
«Carnaval
de
Veneza»
na
rabeca
do
Sivori.
Ha
divorcios
até
em
plena
lua
de
mel!
D
’
aqui
a
pouco
a
perfeição
do
ge-
nero
será
divorciarem-se
os
noivos
no
dia
immediato
ao de bôda.
Vai
alagar-nos
uma
alluvião
de maridos, de
esposas
separa
das;
chuveiro
de astros
errantes,
que
o
matrimonio
não
attrahe,
como
a
terra
at-
trahe
a
lua,
e
que
fogem uns dos
outros
pela
tangente!
Quem será
o
inventor
hu
manitário
a
quem
esteja
reservada
a
glo
ria
de
descobrir
um
adhesivo
matrimonial,
a
que
fiquem
collados
os
cônjuges,
os
quaes
tão
anarchicauiente se
estão
afastando
d
’a-
quella
antiga
e
boa
convivência
em
que
os
esposos
andavam
inseparáveis
como
um
par
de
brincos
ou,
menos
poeticamente,
como
urna patrulha
da guarda
munici
pal
?
«Quando
veremos,
como
oulr’
ora.
a
mulher
associada
inlimamente
ao
destino
d
’
aque!le
que-
a
elegeu
para
conforto
e
providencia
do
lar
?
Quando
voltará
ella
a
ser
o
centro
aífectuoso
da
familia,
d
’
onde
partem
tão sómente
carinhos,
alentos,
con
selhos,
exemplos?
Quando
tornará
ella a
personificar
o orgulho
e
a
honra
do
mari
do,
e
a
servir
de
lição
e
de espelho
de
virtudes
aos filhos?
Quando
acabarão
es
tes
tempos
de
decadência
e
de
corrupção,
era
que
vemos
formar-se
e
dissolver-se
a
sociedade
conjugal
e
com
ella
a
familia
n’um
ai,
quasi
acto continuo,
ainda
não
secca
de
todo
a tinta,
póde
dizer-se,
com
que o tabellião
redigiu
e
rubicou
a
escri-
ptura
de casamento,
e
com
um
resto de
frescor
as ílóres
de
laranjeira
da
grinalda
de
noiva? Não
obumbremos,
porém,
com
as
nossas
melancolias,
sentimento
que
al
guns
críticos
cupilulam
de
caracteristico
das
epochas
decadentes,
esta
sociedade
que
canta,
folga ao
som das
cançonetas
de
Offenbach, applaude
com
enlevo
os
equí
vocos
de
Metlhac
e
de
Holevy
(os
trova
dores
das
coquettes, os
Mussets
do boule-
vard)
e
nas
horas
vagas
folheia
e
estuda
o
codigo
civil...
para
se
desquitar. Ao
contemplarmos trislemente
o
mar
da so
ciedade
immenso
e
revolto,
em
que
nau
fraga
a familia. desconjuntada
e
feita
pe
daços
como
ura lenho,
ludibrio
da
tor-
raenta,
não
imitemos
nas
lagrimas
áquelles
desgraçados
da
Eneida, que contemplavam
o
mar,
chorosos:
iPontum
adspectabant
[lentes.
ISonuinento
«B«» Sasneírs». — A
commissão
promotora
do
monumento
da
Immaculada
Conceição
no
monte
Sameiro,
convida
por
este
modo
a
todas
as
pessoas
que
queiram
concorrer
com seus
donati
vos
para
a projeciada
procissão,
que de
verá
reaiisar-se.
quando
chegue
de
Roma
a
Imagem
da
SS.
Virgem,
benzida
e
in-
dulgeociada por
S.
S.
Pio
IX,
a
entre
gai os ao
thesoureiro,
o
snr.
Antonio
José
Vieira
Machado,
na
Praça Municipal.
Oulrosim
pede
áquelías
pessoas
que
tenham
de
prestar
alguns
anginhos
para
a
mesma
procissão,
tenham a
bondade
de
dirigir-se previamente
ao snr.
Joaquim
José
Vieira
da
Rocha,
na
livraria
Calho-
lica, rua
do
Souto,
ou
ao
snr.
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga, Praça
d
’
Alegria.
Padre
João
Dias
Corrêa.
A
’
eariílatle publica.—
Na
rua
de
D.
Pedro V
n.°
61,
existe
uma
familia
honesta _e
envergonhada,
passando
muita
necessidade,
achando-se
um filho
por
no
me
Clemente,
unico
que
ganhava
os
meios
para
a
subsistência
de
todos,
lutando
com
uma
grave
enfermidade.
Roga-se ás
almas
bemfazejas
que
os
soccorram
pelo
Amor
de
Deus.
Apgtelo
á earidníle |»nblict>>.—
Lembramos
ás
almas
caridosas,
Joanna
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de
edade,
moradora
na
rua
de Intias
n.°
8a,
a
qual
se acha
entrevada
ha 14
annos,
e sem
meios
de
subsistência.
I.T,WWS
TEI
j
EKR.AMKAS
»A
AGEMCIA
HAVA8
MADRID
4
—0 ministro
dos
estrangei
ros,
respondendo
no
senado
ao
general
Concha,
disse
que
o
governo
possuo
do
cumentos de
Gomez
Exher,
dirigidos
aos
insurgenles,
aconselhando-os
a
evitarem
qualquer
encontro
com
as
tropas.
E
ac-
crescenlou
que
Concha nunca
cumpriu
as
promessas
que fez
ao governo
em
quan
to
governou
Cuba
e
exerceu
o
commando
em
chefe.
[ PARIZ
2—Etíi
consequência
dos
últi
mos
incidentes
parlamentares,
o
ministério
manifestou
hoje a
intenção
de
demittir-se;
mas
o
marechal
presidente
insistiu
com
os
ministros
para
que
permaneçam,
ao
me
nos
ainda
por algum
tempo.
0
conselho
de
ministros reune
ámanhã.
A
camara
dos
deputados
e
o
governo
accordaram
que fosse
retirado
o
projecto
prohibindo
as
honras
militares
nos
enter
ramentos
civis.
A
camara
approvou era
seguida,
por
370
votos
contra
25,
uma
or
dem
do
dia,
acceila
pelo
ministério,
ex
primindo
a
confiança
em
que
o
governa
fará
respeitar a
liberdade
de
consciência
e
manter
a
igualdade
de
direitas
de
todos
os
cidadãos.
BASCO
»®
MINTMO
Desumo do Activo e
Passivo
em
30
de
Novembro
de
1876.
Activo
Caixa
: existência em
metal. 163:092^217
Agencias
no
paiz:
Saldo
de
vedor
em metal.
.
.
.
115:961$398
Papeis
de
credito.
. .
.
65:752^212
Acções
de
c.
própria
.
.
64:800^000
Hypothecas
de
raiz
.
.
.
111:429^270
Remessas
era
liquidação
.
.
17:0I2j>J27
Empréstimo
sobre
penhores
.
13:335^230
Leiras
descontadas
.
.
.
569:374^239
Leiras
a
receber
....
63:058^782
Saques
e
remessas
de
n.
c.
1
1
7
61
3$7
06
Saques
e
remessas
das
agen
cias
...................................
10:123^726
Agencias
no
estrangeiro.
.
61:917-^769
Contas
correntes
garantidas
797:405^261
Edifício
do
Banco..
.
.
26:794^549
2.197:673^516
Passivo
Capital
....................................
600:000^000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
120
000^000
Reserva
para
decima.
.
.
3«399$7I7
Nolas
a
recolher
....
i:l()7$500
Depositantes
á ordem.
.
.
17
722^130
Duos
ern couta
corrente.
.
78:040^711
Depositos
a
praso.
.
.
1107:834áló0
Dividendos
a
pagar
.
.
.
1:036$
luO
Credores
diversos
....
19;396$73O
Agencias
no
estrangeiro
.
.
59:Oa6$OH
Agencias
no
paiz
....
12:164^142
Leiras
a
pagar
....
3:334$656
Saques
e
remessas das
agencias
:
............................
66:953$745
Saques
e
remessas
de
n.
c.
42:551$753.
Lucros
suspensos ....
17:52l$272
Ganhos
e
perdas
....
47:354$828
2.197:673$5I5
Braga,
Banco do Minho
4
de
Dezembro
1876.
OS
GERENTES.
Francisco
Casimira
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
Grande
leilão
Na
Filial
da
Caixa
Economica
Penho
rista,
na
rua
Nova de
Sousa
n.°
9,
no
dia
10
do
corrente ás
10
horas
da
ma
nhã,
constando
de
todos
os
objectos
aban
donados
por
falta
de
pagamento
de
juros,
constando
de
toda
a qualidade de
roupas
irancas
e
de
côr,
instrumentos
de
musi
ca,
relogios
e
muitos
mais objectos.
O Gerente,
A.
G. Ferreirinha.
Perlende-se
alugar
um,
pelo
tempo
que
convier
ao aluga
dor.
Falla-se
com
Araújo
Gui
marães,
rua
dos Chãos,
(loja
de
solla).
(4468)
A QUEM
CONVIEK
A
pessoa que
quizer
encarregar-se
d®
administrar
uma
casa
de
grandes
rendi
mentos,
avultando
a
40:000$000
reis,
nas
proximidades
de
Braga,
de
cuja
adminis
tração
auferirá
grandes
vantagens,
queira,
fallar
no
escriptorio
d’
este
jornal.
(4469)
DE
PARIZ
A
2^009
reis
a
grosa.
Rua
do
Prínci
pe,
128,
Lisboa.
(4470)
Ultimas
publicações
Alberto
Pimentc!
Guia
do
viajante em
Portugal.
1
bonito
vo
lume
com
uma
elegante
cartonagem
e
um
mappa
de
Portugal...................700
l
*
s»<lre íSivrxcas
Hiiloria
Ecclesiastica.
Traduzida
da 6.
a
edi
ção
consideravelmente
áugmentada
e
con
tinuada
até
1876,
por Francisco Luiz
de
Seabra.
A
’
venda
o
l.°
volume,
cujo
preço,
até
31
de
dezembro,
é
de
f$000
Depois
será
elevado.
A
obra
constará
de
3
grossos
volumes
e
estará
concluída
em
março.
Eses-ãcSa
O
coração
nas
mãos.
2
vol.
.
.
.
l$2')0
Contos.
3
vol
....................................
1$l
00
Os
anjos
da
terra.
3
vol..................
1^500
Guillttunie
O
medico
de
casa.
Meio simples
de
reconhe
cer
qualquer
doença,
e
indicação
do me
lhor
tratamento a
seguir
para
a curar.
2
vol
..............................................
l-^tOO
A.
«íts SiBva
Vieirn
Thesouro
inesgotável,
ou
coliecção
de vários
processos
e
receitas,
com
applicação
ás
sciencias,
artes,
industria,
agricultura
e
economia
domestica.
Obra
utilíssima
a
todas
as
classes
da
sociedade.
3.
a
edição.
1
grosso
volume.........................
1^000
Na livraria
do
editor
Ernesto
Cliardron,
Porto.
O
Século XIX
im face
da con
sciência e da
Egreja.
(©osaferc.srseêa® pelo B^sjíSa-r" Etoaax)
Versão
de
D.
Miguel
Sotto-Mayor
Vende-se
na
livraria
de
Manoel
Malhei-
ro,
rua do
Almada,
123,
Porto.
Preço
............................
500
reis.
Muda
altençào
«le
biHeuuíos <1©
Vaíongj»
estAbeIeekna«Mtw
«Se
Cerqiiei-
rt
*
«ia
Silva ®2oEiç«H'eis (esssis
r»-
«
íobi
«I
a
)
04A
•)
LARGO DA
LAPA
N.° 1
Preços
Biscouto
valonguense
kilo
280
Ditos
Macarrão
280
Dito
Brazileiro
»
3
0
Dito
lm;
erial
330
Bolacha doce
280
Bolacjiinha
d'araruta
340
Tosta
azeda
190
Dita
doce
280
Para
os engenheiros, pharmaceutieos
médicos, dentistas, professores
e outras
pessoas qne
desejarem obter o diploma de
doutor ou
de
bacharel de uma universida
de
estrangeira, Dirigir
caria
registada a
Medico»,
'13, çraça do Rei, Jersey. (In
glaterra.)
;q
1
ÍWWTJ ¥
Ti
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«
4
•
.
.
FLUIDE
IÃTIF
oe
JOHES
.L°
r
/T. proPriedadts benéficas, goza este pro-
aucto de alta
e merecida reputaçSo. Suaviza e ama
cia
a pelle,
alhvta as irritações
causadas pelas mu
dança. de
clima,
pelos banhos do mar, Impressões
desagradaveis
do
vento ou do
calor, etc, etc.
Uma
simples applieaçSo faz desapparecer as ra
chaduras
das mSos e dos beiços. Preço
650 reis.
PARA
0S CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado ó
Sabão
latir,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
do
Fluido, e um aroma delicadíssimo. Preço
500 r’
23,
Boulevart
des
Capucines, Paris,
De
Fronte d
a
entrada
do
Grand-flotel.
Fabricante de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de papel,
Objetos de Fantasia, Estojos
diversos,
Cutelaria, Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em Lisboa, sur.
Barreto, I.orêto n.°
28—30
(Í6
*
)
Em
28
S
àmâ
&
j
U
ís
(INCORPORADA POR CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Euenos-Ayres
Acceitando
tombem passageiros
de
3.à
classe
para
SANTOS e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
TAGUS.
.
GUADIANA
13
de Dezembro
29
de
Dezembro
PREÇOS COMMODOS
cwwÊMÍteiroH
ChttEa
©«tmpíksahira leva a
bordo
ez-itsíl®»
e
l»ortu9uettei
pura
commodidade
dos
passageiros
de
tadas
as classes.
Sendo
a«
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
protinciul, a
conducção
para
Lisboa é
por
conta da
C
mpanhia.
A
S»®r«8® as js«ís»í»ges8"sí» t»em geatss eama, roapa dle eama, ew-
ntida feâía poc coÉsânfceârols portwgitneases, vinho duas vem
par dia,
assãsíeMcãa
ssae»3iesz,
sescviç® áe eriadog © aasíras despezas.
A
EXPERIENCIA
de mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes d
’esta companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
peia
regularidade, velocidade
e segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
moder
nos
tanto para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
Ê
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teern de
passageiros
e
pelos
agradecimentos
de
mais
de
mil e
cem
passageiros
d’
entre
elles leitos
por
es-
cripta como
consta
de
documentos
archivados
em
varias
agencias.
SÀO ESTES
OS PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para
a
conducção
das
suas malas
do
correio.e
por este serviço
recebe
a companhia
um importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Mageslades
o
Impera
dor
e
Imperatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
doslnglezes,
23,
do agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e nas
províncias
mis
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
Rua
do
Souto.
Hyglenlea
InWHvely
preservativa; absolntamento
a
unicaque cura sem lhe
juntar mais nada.Vende- 71
se
nas
principaes pharmacias
do mundo. Exigir a j
instruccâo do
uso. (30 anos de «ctto.JParis, casa do
,
inyor
B^tíagenta,
<
5S.
IMoí, S
r
Barreto
Loreto 28 e 30.
n
•
iâLESHK BÀ
BEXISA
£s=
mendado
pelos melhores
médicos
;
tendo um sabor escellente, agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S‘-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Em
Lisbua,
baneto, Luieto zd; ao m.rio Ferrena
IÇ
Iriuào,
Banharia, 7 7.
BA CASA OE
VSI
í
S^A êr'@<TCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
j
»
«.19o
«
Lagrima
.
20<»
»
Branco
de meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
tino.
.
.
.
270
»
de
prova
secea..............................
300
‘
Malvasia
de
2.
“
.
;
360
»
»
velbo
..............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a 50l'
»
Roncão
.
.
.
.
...
.
700
»
Alvaralhão.
......
560
»
Velho de
1854
....
600
»
a rttalho
p»n
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
420.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza e
qoa qualidade
de
iodos
estes
vinhos,
po
dendo
Lodo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N
*
)
no
Rio de
Janeiro
SAIR
DE
LISBOA
DOURO. ...
13
MONDEGO.
.
.
28
(‘Í9)
fh
íai
na
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M
L
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r.
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A
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E
5Í
MM ®
a
1S
T
A
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
C®j»í4»l.............
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.° 9
(Também
com
enteada
peia rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis, ferramentis,
e sobre
todo
e
qual-
quer
objecto do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem
abonando
juros aos
depositamos
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
8
ulnslit idos
m d ila res
Braga.
Rua
do
Campo
n.°
15.
Ha
sempre
homens
promptos
para sen
tar
praça.
Preços commodos.
(4440)
ío
&
i
J
í
I
ío
I
—
M.
rd
J
r
UA
DES. MARCOS,
N.
õ.l
Et
’
’
7L'
Vende papeis
pint;i-
dos para
guarnecer
sMIas, M
lindíssimos
gostos,
a
prin-
$
H
cipiar
em
80
reis a
peça.
f’
3
'&
-------
Vende
oiio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
>íe
casas,
tudo
de
boa
qn.tli-
dade.e
preços muito
resu-
midos.
M
è
----
<
■||
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar
aguas, ges-
so
para
estuques de
ca-
sas,
tudo
de primeira
qua-
S
iida(le
-
1
riE
X
*
'
de
Janeiro
de
Janeiro
EXXER
1 OS DE
L
a
RANGEIRA
Da
melhor
qualidade
dos
arrabaldes
de
Coimbra,
recebem-se encommen das
na
rua
de
L).
Pedro
n.°
32,
2.°
andar,
Porto,
on
de
se
dào
os
esclarecimentos
precisos.
(4466)
'
Para
interesse
dos
snrs.
Antonio
José
Gonçalves
Andeixa
e
Sá
e
Eufrazia
d’
As-
smnpção,
deseja-lhes
faliar
Bernardo
Jcsé
Vieira
da
Cruz,
rua
do Souto
n.
u
16,
n
’
es-
ta
cidade.
CIRURGIÃO
OEWTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo do Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
à
GA.
Faz tudo quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(
36-H-)
AfJEUAS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vienna
em
1873.
Estas
aguas
que
a
analyse
e
experien-
cia
tem
mostrado
serem das primeiras
da
Europa,
aplicam-se com vantagem
em
mui
tas moléstias,
mas
os
seus
effeitos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
e
moléstias
de
pelle.
A
Companhia só
garante a
pureza
das
aguas
vendidas
nos
seus
depositos,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita Moalenegro.
R.
de
D.
Maria
2.a
n.°
30.
Braga—
Antonio
Alexandre
Pereira
Maya.
R.
dos
Chãos.
'
(4105)
'i
iimum
aif
iia
>
l
"u
íxxtx
’
rEx.r
;rx3i3»Ba-
*
Consultorio
a
toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de S. Francisco) n.°
22.
(4332)
BRAGA,
TYPOGRARHIA LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
