comerciominho_08011876_442.xml
- conteúdo
-
4:'
ANNO
1876
FOLHA
COMERCIAL
RELIGIOSA
E HOTICIOSa
NUMERO
442
.7&yMH;WEmfr.**JW.VzS5y;r»aaaa8liC^
Assigna-see
vende-se
uo
escriptorio
do
editor
b
proprietário
Josi
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.* 3
E,
para
onde
deve
w
dirigida
toda
a
correspondência
franca de
porte.= As
assi-
gvaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
ás
correspondên
cias de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
jr°
3S
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anuo
1^600
rs.=Seinestre
850
rs.=Prom-
cias,
anno
2$400
rs
e sendo
duas
Í&000
rs.=Semestre
Íã'áõ6
rs.=Sr«zi/,
anno
4&400
rs.
=
Semestre
20300 rs.
moeda forte,
oulOpOO
reis
e
o<&500
reis moeda
fraca.=Annuncios por linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para os
assignantes
30
d
’abatimento.
nMÍãÍMiãRaswtõÊ^-iiiiã^viHWHiflíiisrâwsãi^^
DVMJOAO
CRYSOSTOMO
DE
AMORIM
Pessoa
por
Mercê
de
Deus
e da
San
ta
Sé Aposlolica,
Arcebispo
Coadjutor e
Futuro
Successor de
Draga, Doutor na
Sagrada
Theologia
peta
Universidade
de
Coimbra,
do Conselho
de
Sua
Magesla-
de
Fidelíssima,
Commendadur
da
Órdern
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Vil-
la
Viçosa,
Grão-Cruz
da
Ordem
Militar
de
Nosso
Senhor
Jesus Chrislo,
Par do
Reino,
etc.
Ao
clero
e
fieis
d’
esta
Archidiocese
Me-
troplitana
Primaz
das
Hespanhas,
saú
de
paz
e
bênção
em
Jesus
Chris-
to
|Nosso
Salvador.
O
tempo
escolhido e
destinado para
mais
sériamente cuidarmos do
negocio
im
portante
da
salvação
eterna
das
nossas
almas,
amados
filhos em
Jesus
Chrislo,
approxima-se;
e
não
tardará
muito
que a
Santa
Egreja, sempre
Mãe solicita
ecari
nhosa,
comece
a
lembrar
aos lieis
a
ri
gorosa
obrigação,
que
teem,
de
se
pre
pararem
santa e
devidamente
para rece
ber
com
fructo
da
vida
eterna
os
sacra
mentos da
Penitencia
e
da
Sagrada
Eu-
charislia
—
preceito
saudavel,
imposto
aos
filhos
da
Egreja
Catholica
o
qual,
sendo
cum
prido
com as
necessárias
disposições,
tan
tos
e.
tão
grandes
bens
produz
na
socie
dade religiosa
e
civil.
A
Santa Egreja
para
facilitar
o cum
primento
d’
esle
preceito,
que
—suave
para
muitos
—
não
deixa
de
ser
árduo
para al
guns,
nos
conselhos
da
sua
prudência
e
benignidade,
querendo
dar
aos
lieis
todos
os
meios
possíveis
para
que
se
approxi-
mem
com
a
necessária
perfeição
da sa
grada
meza
da
communhão
paschal,
tem
concedido aos
prelados
ordinários
amplas
faculdades,
que eiles communicam
aos
rev.
ns
parocbos seus
cooperadores, e
aos sacer
dotes
devidamente
habilitados,
pelo
modo
e
maneira
que
mais acertada e
proveito
sa
lhes
parece, para
a
gloria
de
Deus,
bem
da
Egreja
e
salvação
dos
lieis, fim
ultimo
e
principal
para
que
Jesus
Chrislo
se fez homem,
padeceu
e
morreu
em
uma
cruz
sobre
o Calvario
;
fim ultimo
e
prin
cipal
para
que
Ellc
deixou
insliluida
so
bre
a
terra
a
mesma
Egreja, cimentada
com o
seu
precioso
sangue,
e
para
que
lhe
legou
em
seu
testamento
a
presença
real
do
seu
corpo,
alma
e
divindade
no
augusto
mysterio
da
Sagrada
Eucharistia.
Quando
em
Portugal, a
Egreja
Catho-
lica
pela
grande
piedade
dos
lieis
e
pelas
doações
que
os soberanos d
’
este
reino
lhe
haviam
feito,
possuía
bens
proprios
e
rendimentos
sufficientes
para
a
manu
tenção
do
seu
culto
e decente
sustenta
ção
dos
seus
ministros, para a
edificação
e
reparação
de suas
egrejas,
e,
sobre
tudo, para
a
devida habilitação d’aquelles
que
se
dedicavam
ao
estado
ecclesias-
tico
nos
seminários
:
quando
a
Egreja
Ca
tholica
ifestes reinos
com
as
sobras
do
ren
dimento
dos
seus
bens
proprios
fundava
hospilaes
para
as
enfermidades
do
corpo,
e
conventos
para
os
que
desejassem um
es
tado
de
maior
perfeição christã
:
Ella
para
cumprimento
dos
seus sagrados
cânones,
não
pedia
cousa
alguma
aos
lieis,
dava
muito
aos
pobres.
N
’
essé
tempo
não
estendia
a
mão
—
como
hoje parece
fazer
—
ao
pro
prietário,
ao
lavrador, ao
artista,
ao
ope
rário,ao
negociante,
ao
empregado
publi
co;
Ella
ensinava
as
regras
practicas
e
mais
proveitosas
da
agricultura
nas
suas
terras
e
campos,
e
retribuía largamenle
os
artistas
e
operaribs
que
empregava
na
erec-
ção
de
tantos
monumentos
e
edifícios, que
ainda
hoje
são
um
titulo
glorioso
da
sua
antiga
grandeza.
Felizmenle,
amados
filhos
em
JesuV
Christo,
muito
felizmente
Nós
estamos
em
uma
província,
e
temos
a
Nossa
residên
cia
em
uma
cidade,
onde
estas
verdades
mais
que
em
parte
alguma
são
manifes
tantes
necessidades,
contra
as
indulgências
que
ella
concede,
contra
a
Religião Chr>s-
tã,
contra
Deus e
contra
tudo,
0
que
ha
de
mais sagrado
e
respeitável
n
’
este mun
do
;
não
sigaes
os
seus
conselhos
e
os
seus
exemplos
de
iniquidade,
porque
está
escriplo
no livro
dos
Psalmos,
que
só
os
loucps
negam
a
Deus,
e
lodo
0
culto
que
a
Deus
pertence.
(1)
Não
vos
deixeis
conduzir
pelas
falsas
ideias
d
’aquelles
homens
que,
sendo
filhos
da
Egreja
pelo
baptismo,
negam
as
ver
dades
da
fé,
que
prometteram
seguir;
e
que
desejam
acabar,
a titulo
de
reforma,
com
as
instituições
que
a
mesma
Egreja,
sua
Mãe
carinhosa,
tem
estabelecido
para
a
con
servação
do
culto
e
para
santificação dos
fieis:
são
infelizmente
cegos
e na
sua
ce
gueira
arrastam
ao abysmo
d’
uma
eterna
perdição
todos
aquelles
que
os
seguirem.
(2)
Se
a
Santa
Egreja
abranda
0
rigor
das
suas
leis
disciplinares
em
beneficio
dos
fieis
que
concorrem
com
as
suas
esmolas,
tomando
a
Bulia
da
Crusada,
os
motivos
que
Ella
tem
para
assim
obrar,
e
os
fins a
que
applica
estas
esmolas, justificam
plena
e
satisfatoriamente
tão
piedosa e
tão
lou
vável
instituição; e
a
rigorosa applicação
que
sempre
se
tem
dado
ao
producto
das
mesmas
esmolas,
é uma garantia
seguia
do
grande
aproveitamento
que
ellas
continua
rão
a
ter.
E Nós,
amados filhos
em Jesus Christo,
imitando,
quanto Nos
é
possível,
0
exem
plo
de
solicitude
pastoral,
que
tão
admira
velmente
dá
ao
mundo
christão 0
SS.
Pa
dre Pio
IX.
Supremo
Pastor
da
Egreja
Ca
tholica,
solicitámos
do
poder
apostoiico,
pelo
seu
Digníssimo
Representante
n’
este
n
ino
e
côrte
de Lisboa, o
indulto
ou
licen
ça
especial,
para que
os
fieis
d
’
esla
Archidio
cese
Primaz
das
Hispanhas,
podessem
fa
zer
uso
de
comida
de
carnes
no
tempo
da
próxima quaresma,
0
qual
Nos
foi
benigna
mente
concedido
com
as condições seguin
tes,
que lextualmente aqui
inserimos.
1. a
Que
fica
salva
a
lei
do
jejum
para
aquelles
que
são
obrigados
a
guardal-o.
2.
a
Que
d
’
esta
concessão
se
excepluam
os
dias
de
quarta
feira
de
Cinsa, as
vigí
lias
de
S.
José,
e
da
Annunciação
da
San-
lis>ima
Virgem
Maria,
e os
últimos
tres
dias
da Semana
Santa,
nos
quaes
não
se
poderá
usar
senão
de
comidas
rigorosamen-
te
magras,
e
são
lambem
prohibidos
os
tem
peros
de
unto
e
manteiga
de
porco
3.
a
Que nos tres
dias
das
Têmporas
e
nas
sextas feiras
e
sabbados.
não
compre-
hendidos
nos dias
acima
indicados,
é
pro-
hibido
0 uso
de
carnes,
mas
não
0
dos
temperos
<le
gordura.
4.
a
Que
em toda
a
quaresma
sem
ex-
e.i
pluar
os
domingos,
é
inleiramente
veda
da
a
promiscuidade
de
comidas
de
carne
e
peixe,
e
as
pessoas
obrigadas ao
jejum,
não
poderão,
excepto
nos domingos, usar
de
alimentos
de
carne,
senão na
unica
comi
da
ou
refeição principal,
podendo todavia
empregar temperos
de gorduras na
pe
quena
refeição
ou
consoada.
Todos
os
fieis, pois, d’
esta
Archidioce
se
que
por
voto
especial
não
estiverem
obrigados a
maior
abstinência,
e
tomarem a
Bulia
da Santa Crusada,
segundo
0
valor
de
seus
bens
e
rendimentos,
poderão
em vir
tude
delia
aproveitar-se
do mencionado
Indulto
apostoiico, d
’
este
grande beneficio,
principalmente
no
tempo
presente
em
que
se
experimenta
uma
grande
falta
de
pes
caria
em
nossas costas
marítimas.
Fazemos,
amados
filhos
em
Jesus
Chris
to, esta
reslricção,
pomos
estas
condições,
por ser
esta
a
intenção
do
Exe.mo
e
Rev.m
°
Snr.
Núncio
Apostoiico
em
Lisboa,
expres
sa
no
Rescripto,
em que
concede
0
mes-
(i
)
Diicil
insipiens
in corde
suo:
non
est
Deus.
P
sal
.
—
13
—
1
(2) Nunquid
polest
ccecus
ccecum
du-
Icere?
nonne ambo in
foveam
cadunt?
S.
I
Luc.
6=39.
tamente
conhecidas,
e
não
pódem
de
boa
fé
ser
contestadas.
Agora porém
outros
tempos,
outras
idéas,
outras
leis,
e
lambem
outras
neces
sidades.
A
Egreja
Catholica, n’
estes
reinos,
já
não
tem
que
dár,
vós
o
sabeis, amados
fi
lhos
em
Jesus
Christo,
Ella
tem
infeliz
mente
muito
que
pedir
aos
fieis, que
se
presam
ainda
de
ser seus
filhos
verdadei
ros
e
dedicados;
porque
nos tempos
pre
sentes
as
suas necessidades
são
muito
gran
des,
e
ainda
maiores
do
que antigamen
te,
pela
mudança
ou alteração
muito
sen
sível das
condições
económicas
do
paiz,
e
por
outros
motivos,
que
sem
duvida
não
vos
poderão
ser
inteiramente
desconheci
dos.
O
governo
de
Sua
Magestade
Fidelís
sima,
sempre
solicito
dos
verdadeiros
inte
resses
da
sociedade
christã,
avaliando de
vidamente
o
lastimoso
estado,
em
que ella
se
achava,
não
duvidou
recorrer ao
Pae
Commum
dos
fieis,
ab
Pontífice
Romano.
Cabeça
Visível
da
Egreja
Catholica,
para
que
Elle,
abrindo
largamenle
os
thesou-
ros
das
graças
e
indulgências,
de
que
é
o
Soberano
depositário
e
dispensador,
pro-
vesse
do modo
mais
conveniente
ás
ne
cessidades
muito
grandes
e
muito
urgen
tes,
que
eslava
soffrendo
a
Egreja em
Por
tuga).
E
Sua
Santidade,
certo
da bem
sabi
da e
constante piedade
dos
portuguezes,
annuiu
a
tão
piedosa
como
justificada
snp-
plica,
e a
exemplo
de
seus
antecessores Jú
lio
II
em
1507,
e
de
todos
os
outros
Pon
tífices,
d
’alli em
diante,
concedeu
a
Portu
gal
a
Bulia
da
Crusada,
e
ordenou
que
as
esmolas
que
os
fieis
dessem
por
ella,
fos
sem
applicadas
para as
necessidades
da
Egreja
Catholica
11
’
esles
reinos,
e
seus
do
mínios
ultramarinos.
Agora,
amados
filho-
em
Jesus
Chris
lo, 0
producto
das
esmolas,
que vós
daes
pela
Bulia
da
Cruzada,
não
será
como
outr
’
ora
applicado
para
construir
podero
sas
armadas,
sustentar
numerosos
e
aguer
ridos
batalhões
de
soldados, levantar
e de
fender
dos
infiéis os nossos presídios
da
Asia
e
da
África,
ou
destruir
os
corsários,
que
aprehendiam
os
navios
mercantes,
infestan
do
as
Jcoslas
marítimas
da
christandade;
este
producto
é
hoje
destinado
para
susten
tar
e
instruir
nos
seminários
os
ministros
da Religião
Catholica:
as
vossas
esmolas
não
serão
applicadas
á compra
d
’armas
e
munições,
artilheria,
polvora e
baila
con
tra
os
infiéis ;
serão
distribuídas
para
soc-
correr
e
reparar
as
vossas
egrejas pobres.
E
por
ventura,
as
vossas
esmolas
pe
la
Bulia
da Crusada
pódem
na
epoca
ac-
lual
ler
mais
louvável
e
proveitosa
appii-
cação
?
Poderá alguemeom
fundamento
e
boa
intenção
arguir
a
Egreja
Catholica,
ou
os
seus
Pontífices
de
menos
justos
e
prudentes
pelo modo
como
Eiles
teem pro
vido
ás
mais
instantes
necessidades
da
Re
ligião
Christã?
Na
verdade
como
seria
bo
je
possível sustentar no seminário
d
’esta
cidade,
tantos
alumnos
pobres,
—
52
—
gra
tificar
os
professores
que os
ensinam,
e
os
outros
empregados,
que
os
governam
e
dirigem,
sem
0
auxilio
da
Bulia
da Cru
zada
? E
de
que
modo
sem
os
minis
tros
do
culto
religioso,
sem
egrejas,
on
de
eiles
possam
exercer
0
seu
ministério
sa
grado,
sem
altar e
sem
sacerdotes,
seria
possível conservar-se
a
Religião
Calholi-
ca
Aposlolica
Romana,
que
é
a
Religião
santa
de nossos
paes, que
é
a
Religião
da
nação
portugueza,
e
que
em
todos
os
tempos
e
por
todos
os
meios,
tem
con
corrido para
a
grandeza,
para
a
indepen
dência
para
a
liberdade da
nossa
patria
?
Não deis,
amados
filhos
em
Jesus Chris
to,
Nós
vos rogamos,
não
deis
atlençâo
ás
vozes
da
incredulidade,
quando
no
seu
odio
impotente
brama
contra
os
sacerdotes,
con
tra
0
culto
catholico,
contra
a Egreja,
con
tra
0
modo
como
ella
provê
ás
suas ins
mo
Indulto
com
a
data
de
17 d
’
outubro
ultimo.
E para
que
os
fieis
d
‘esla
Archidiocese
possam
ainda
melhor
e
mais
facilmente
at-
tender
á
economia
domestica
e
meios
ou
condições
de
alimentação,
confirmamos
0
costume
immemorial
d
’esta
Archidiocese,
de
temperar
com
unto
ou
gorduras
nos
dias
d
’abstinencia
em
todo
0
resto
do
anno.
Damos também
aos
revd.
os
parocbos e
a
seus coadjutores,
assim
como
a
todos
os
sacerdotes
devidamente habilitados para
confessores,
jnrisdicção
para
absolverem
de
lodos
os
casos
revervados
n
’
esta
Archidio
cese,
e
adiante
enumerados, a
qualquer
dos
fieis
que
tomar
a
Bulia da
Crusada
no pro-
ximo
anno
de
1876,
faculdade
que
fica
concedida
por
todo
edito
anno
até
á no
va
publicação
da
Bulia,
Mies
quoties e
os
mesmo-
lieis
tiverem
necessidade
de
estarem
habilitados
com
ella.
E
por
este
modo
de
facto,
damos
por
cassada
qualquer
concessão
d’
esta
nature
za,
feita
sem
a
clausula
de «haver
tomado
a
Bulia
da
Crusada»,
a
todos
os
sacerdotes
devidamente habilitados
para confessores
n
’esta Archidiocese, menos
ao
muito
revi.0
dezembargador
vigário
geral
e
aos muito
revd.
es
vigários
geraes
e
arciprestes
das
comarcas
e
districtos ecclesiaslicos,
em
que
ella
se
acha
dividida.
Lembramos
lambem
aos
ti
is
d’esta
Ar
chidiocese,
que
eiles não
podem
licilamente
durante
0
tempo
da
quaresma
comer
ovos
e
lacticinios,
sem
haverem tomado
a
Bulia
da
Crusada
;
e
esperamos confiadamente
que
eiles
a
tomarão, não
só
para
auxiliarem
com 0
soccorro das
suas
esmolas
as gran
des necessidades, em que
a
Egreja
actual-
menle
se
acha,
mas
também
para
gosarem
as
graças,
os
privilégios
e
as
muitas
in
dulgências
que
a
Bulia,
e
Nós
em virtude
d
’eila,
lhes
concedemos.
Ouvi,
amados
filhos
em
Jesus
Christo,
attendei
fa voz d
’
aquelle
que
vos
estima,
que
dá
muitas
graças
a
Deus
Nosso
Se
nhor
por
se
achar
no
meio
dum
povo
eminentemente religioso,
e
que
vos
falia
em
nome do
Santíssimo
Padre
Pio
IX.
que
tão
benignamente
tem
attendido
aos
de
sejos
e
ás
propostas
do
governo
de
Sua
Magestade
Fidelíssima
na
concessão
da
Bulia
da
Crusada
;
ouvi
e
attendei
a
voz
d
’
aquelle
que
no
exercício
da
jurisdicção
ordinaria
n
’
esta
tão
grande
e
tão
santa
Archidiocese
com toda
a
effusão do
seu
coração,
vos
dá
e lança
a
sua
Bênção
Pas
toral
em Nome
do Padre,
do
Filho
e
do
Espirito
Santo.
— Benediclio
Dei
Omnipotentis
descendal
super
vos
et
maneai
seinper.
“Amen.
Os
Revd.
os
Parocbos
publicarão
á
esta
ção
da
Missa
eslaNossa Exhortação
Pastoral,
e a
registarão
no
livro competente
na
for
ma
do
estylo.
Dada
e
passada
sob
Nosso
signal
e
sel-
lo
das
Nossas
armas
no
Paço
Archiepisco-
pal de Braga, em
23
de
Dezembro
de
1875.
Logar
do
Sello.
J.
Arcebispo Co adjutor.
C
asos
reservados
na
archidiocese
de
BRAGA:
1. °
Blasphemia
publica:
2.
°
Homicídio
voluntário
posto
em
exe
cução
fóra
de
guerra
justa
ou
em
justa
defeza;
3.
°
Incêndio
posto
de
proposito,
antes
de
ser
denunciado
como
excommungado
;
4. °
Sacrilégio, ou
violação
de
logar
sagrado
;
5.
°
Pôr
mãos
violentas
em
Clérigo
de
quaesquer
Ordens
Sacras,
Menores
ou
ainda
mesmo
de
Prima
Tonsura
;
6.
°
Haver
ou
reler
0
alheio,
cujo
dono
se
não
sabe,
se
excedera
quamia
de
tres
mil
réis
;
7.
®
Casamento
clandestino,
ou
ser
testemunha
d
’elle ;
8.
°
Ordenação
per sallum
ou
com
di-
missoria,
ou
Licença,
ou
Património
falsos;
9.
°
Juramento
falso
em autos ou
em
juiso
;
10.
°
Fazer
Escriptura
falsa ou
usard’
el-
la
em
juiso
;
11. °
Excommunhão
maior posta a
jure
vel
ab
homine
;
12.
°
Commutação
de
quaesquer
votos;
13.
°
Abôrto
levado
a
effeito
ou
inten
tado
por
algum facto;
14.
°
Dilfamação
publica
publicada
pela
imprensa
;
lo.°
Revelação
direcla
ou
i
ndirecta
do
sigillo
sacramental.
tatwa&a.^ugaBgaE»acag
Twrr
«i «n
w
a
jà
■
i
m
w i
—
a
n—
m
mií
S
»E
J AME1KO
A.»
rcdaeção do aCommereio do
Minho».
Londres,
31
de
dezembro de
1875.
Será
esta
a
oltima
carta
que
datarei
n
’
este
anno,
pois
dá
agora
mesmo
meia
noite.
D
’aqui
para
diante
já
é escripta
no
anno
novo; oo
qual
desejo
muitas
pro
speridades
ao «Commercio
do Minho»,
como
ás
opiniões
que
elle
representa.
Envio
essa copia
que
um
joven
amigo
meu
leve
a
bondade
de
tirar,
da
maqui
nal
que guardo
de tudo quanto
escrevo,
e
que
me
parece
não deixará de
ter
ainda
seu
interesse
para
os
leitores portugueses,
não
obstante
o
atraso
da data, pela
ve
racidade
das
noticias,
e
muita
importân
cia
dos
objectos.
A.
R. SARAIVA.
A
’
redaeçfto do «Apostolo».
Londres, 8
de
dezembro,
1875.
I.
—
Quando
por
toda
a
parte a
revo
lução
anlicalholica
(pois
hoje
eila
se
des
mascara
de
todo,
e
mostra
cada
dia
mais
seu
verdadeiro
carácter) cama,
por
assim
dis.r.
o
seu triunfo sobre
os
princípios
da
religião,
de
moral e
de
justiça
—que
tanto
significa
a
doutiina
que procura
ex
cluir
Deus
do Estado,
—não
póde a
gente
christã
e de
bem
deixar
de simpathisar
profundamente
com
os
que,
n
’
um
breve
canto
da
Península
Ibérica,
estão
heroi
camente
protestando
contra
doutrinas
tão
abomináveis;
e
resisliodo-lhes
á custa
do
proprio
sangue
e
dos
mais nobres
sacri-
ticios.
Eis
<shi
porque
me
persuado que
os
leitores do
«Apostolo»
não
podem
deixar
de
interessar-se
muito
na
heroica
luta
que
se
contintia
disputando
nas
va
lentes
províncias
da
Hispanha seplentrio-
nal. Por
esse
assumpto
começarei
pois
esta
carta,
e
pelas
noticias
mais
authen-
ticas
e
recentes
que d
’
eile
lenho
; por
exemplo
:
N
’
ura
supplemento,
que
homem
rece
bi,
á
«Semaine de
B^yoiie»
(o
papel
que
mais
verídicas
e
sinceras
noticias
dá
da
luta
nas
visinhas
províncias
hispanhoJas)
lè-se,
logo
no
principio:
«
Noticias
de
Hispanha»
Divisão
de
Gui-
puzcoa.
—Ordem
do
dia
de
23
de novem
bro,
1875.—
Voluntários:
Desembarcaram
fiualmeute
os
dois canhões
magníficos de
sítio,
cujo
effeito
poderoso
breve será
sen
tido
por
esses
inimigos
mercenários
inca-
pases
de
um
só
rasgo
de
nobresa
e de
dicação
como
as
nossas.
Esses
canhões
foram
comprados
por nossa
excellentissi-
tna
deputação,
em
grande
parte
ajudada
peio
soldo
que
vós
espontânea
e
gene-
rosamente
sacrificastes
para
esse
objecto.
Com
elementos
de
combate como
estes,
posso
diser
como
vós
diseis:
«Quanto
mais
inimigos
venham
tantos
mais
succumhi-
rão».—
Vosso
commaudante
general,
Euse
bio
Rodriguez».
Este
senhor
Eusebio
—que
os
leiloros
do
«Apostolo»
se
lembrarão
haver
dado
uma
formidável
lição
ao
general affonsino
Trillo,
que
de
proposito
fôra
mandado
substituir
o
precedente governador
de
S.
Sebastião,
e
reforçado
com
frescas
e
nu
merosas
tropas,—
parece-me
um
tanto
da
tempera
do
celebre
Zumalacarregny—o
«homem
do
loogo
nome»,
como
oa
iogle-
zes
lhe
chamavam
era seu
tempo,
e
que
na
verdade
o
deixou
de
longa
duração.
Estou
pois,
persuadido,
que
hade
cumprir
esta
sua
palavra.
Pedirei,
ao
mesmo
tempo,
que
se
re
pare nas
duas
círcumstancias
particulat-
mente
:
1.°
de
ser
a
offerta
dos
canhões
devida
á
deputação
ou
junta
da
mui
pe
quena
província
de
Gnipuzcoa, que
ha
5
anno
annos
está
lutando
com
a
revolução,
e
fasendo
para
isso
os
maiores
sacrifícios;
2
0
de
cederem
os
proprios
soldados
de
parle
do
seu
estreito
soldo
para
se
adqui
rir
aquella
addição
de
artilheria
de
sitio
mais
elliciente
e poderosa.
Eis
aqui
outro indicio de
como
os
sol
dados
iegitimislas
e
catholicos
faliam e
procedem
:
«O
coronel
Pedro
Vidal,
que
foi chefe
d’
estado-maior
do general Velasco
no
exer
cito
do
centro,
tomou o commando
da
brigada cantabria.
O
coronel
San
Millan,
que
commandava
interinamente
essa
bri
gada,
dirigiu
aos
voluntários
esta
allocu-
ção
de adens
:
«Voluntários,
S.
M.
El-Rei
N. S.
(que
Deus guarde)
quiz
pôr fim
a
meu
com
inando
interino
da
brigada.
Ao separar-
me
de
vós,
só
sinto
haver
talvez
ommilti-
do
bem
que
podesse
faser-vos.
Tivestes
occasiâo
de
apreciar
o
meu
zelo
pela pro
speridade
da Brigada.
0 ter
merecido a
vossa estima
satisfaz-me
pleuamente.
—
Vos
so
coronel,
Joaquim
Maria
San
Millan»
Desde
álgura tempo,
as
folhas
inglezas
leem
sido
muito
escassas
de
noticias
de
Hispanha,
salvo
continuarem
repetindo
as
mentirosas
communicações
telegráficas
de
Madrid;
segundo
as
quaes,
a
ter
D. Car
los
tido
um
exercito
como
o
do
impera
dor
da
Rússia, apenas
hoje
lhe
restariam
alguns rnusicos
e
algum
tambor,
que
por
doeules,
não
tivessem
podido
sair
dos
hos-
pitaes
e
irem
encontrar
a
morte
certa
que os
esperava
ás
mãos
dos
heroes
aflon-
sinos
de
18
e
20
annos,
que
por
falta
de
meios
para comprarem
a resalva
ao
devo-
raote
governo,
assim
foram
obrigados a
ir chacinar
dezenas
de
milhares
de
car-
listas.
Apesar
d
’
tstas
enormes
matanças
feitas diariamente
pelo
telegrafo,
veja-se
como,
todavia,
noticias
menos
mrdtilenas,
porém
mais
verídicas,
descrevem o estado
desta
mesma
brigada
cantabrica,
d
’
onde
saiu
para
outro
commando
o
coronel
de
San
Millan.
Eis
aqui:
«A
brigada
cantabra
encontra-se
com
effeito,
admiravelmente
equipada
graças
aos
esforços
de
seus
dignos
chefes
e
da
junta
;
graças
também
ás
incursões oppor-
tunas
no
território inimigo,
de
que
se sa
cai
am
recursos. Assim
se
ponde fardar
uniformemenle
toda
a
tropa,
com
casacos,
aznes.
pantalonas
vermelhas, polainas,
bur-
zegums,
e
boinas
da
mesma
côr.
Trata-se
do
uniforme
para
os
olficiaes.
D.
Carlos
nomeou
para
commandante
general
da
província
de
Saolander
e
das
Asturías
o
coronel
Vidal,
o qual
mostra
como
as
ditas províncias não
estão isen
tas
de
carlismo,
e
carlismo
de
alguma
consequência.
O
mesmo
coronel, que,
co
mo
vimos
acima,
ao
despedir-se
tão
hon-
radamente
da
brigada
de
Cantabria
o
co
ronel
San
Millan,
fôra
feito
coramandaute
da dita
brigada, foi
depois
nomeado
por
D.
Carlos
para
commandar
nas duas
pro
víncias
por
onde,
em
toda
probabilidade,
terão
de
passar-se,
como
parece
os
carlis-
tas
meditam
por
aquelle
lado
movimentos
ou
de
diversão
ou
de
torneio.
Por
tal
occasiâo,
faz
este
official
uma
proclamação
ás
tropas
do
seu
commando,
de
cujo
es
pirito
poderão ajuisar
os
leitores
do
«Apos
tolo»
pelas
passagens
seguintes
d
’ellas
ex-
tractadas
:
«Voluntários
!
—Soldados
do
nm exer
cito
que
arvora
feramente
a
divisa
glo
riosa
Deus,
Palria,
e
Rei,
devemos
de
monstrar
ao mundo
por
nossas
virtudes,
que
nos
orgulharemos
de
ser
os
primeiros
campeões
do
cathoiicismo,
que não accla-
mamos
em
vão
os nomes
de
Leovido,
Pe-
lagio,
do
Cid
de
Gusmão,
e
de
tantos
outros
que
souberam
sacrificar-se
pela pa
lria
;
e
que
somos
dignos
de
sustentar
os
direitos
d
’
aquelle
que
disse:—
«.Vim
para
malar
a
revolução;
hei
de
malal-a».
«Heroicos
monlanhezes,
a
historia
de
toda
a
costa de
Cantabria
está
escripta
em
lettras
d
’
ouro
no
templo
eterno
da
gloria. Traçaes
por
vos
parte
uma
pagina
que
será o
mais
precioso
brasão de
vossos
filhos. Feliz
eu
se
posso tornar-me
di
gno
de
ver ahi
o
meu nome
ao lado do
vosso;
por uma honra tão
digna
dinveja
estou
prompto
a
derramar
a
ultima
gôta
de
meu
sangue,
ao
grito
de
Viva
a
Re
ligião,
o
Rei
e
a
Palria
!—
Vosso com-
uiaudante
general,
Pedro
Vidal».
(Conclue
no proximo n.’^
A.
R. SARAIVA.
Notieias
d’Hispanha.
Ha
escassez
de
noticias
relativas
á
guer
ra
carlista.
As
poucas
que
seguem,
são
exlrahidas
da
«Nação»:
Algumas
correspondências
são
de
pa
recer
que
Bilbao
não
tardará
muito
em
reconhecer o rei legitimo
e
assim
o
que
não
fizeram
as
armas carlistas
o
farão
os
êrros
do
governo
de
Madrid.
—
Os
jornaes
affonsistas
de
Madrid,
ho
je
recebidos,
confessam,
depois
das
bra
vatas de
Martines
Campos
e
companhia
que
na
Catalunha
ha,
forças
carlistas que
operam
em
differerentes
direcções
e
que
pelas
immediações
de
alguns
pontos
for
tificados
do
Aragão
tambern
teem appare-
cido
algumas.
Já
ȋo
confessando
que
a
presença
de
D.
Rafael
Tristany
produziu
os effeitos
es
perados
;
pois d
’
aqui
a
alguns
dias
se
nos
não
disserem
mais
do
que
hoje,
se nos
não
derem
noticias
extraordinárias,
dar-
lh
’as-heraos
nós.
—Os
carlistas
estabeleceram em
Esco
riara
um
asylo para
doudos,
velhos
e
in
válidos.
—
Na
noite
de 30
do
mez
passado
as
baterias
carlistas
de
Arratsain
fizeram so
bre
esta
praça
um nutrido
fogo,
com
curtos
iolervallos,
causando
grandes
per-
das.
—Em
uma
correspondência
dirigida
de
Ros
ao «Diário
de
Avisos»
de
Saragoça,
diz-se
que,
apescr
de
se
reconcentrarem
os
carlistas
para
os
lados
de
Aviz
e
Sa-
lazar,
não
deixam por
isso
algumas
par
tidas
volantes
de
fazer
as
suas
correrias
por
Salvatierra,
Sigues,
E*co e
outros
po
vos
da
ribeira
do Aragão.
GAZETILHA
S. Goufaia. —
Festeja-se
na
próxi
ma
segunda-feira na
capella
das
Converti
das.
Jubileu
cio Anno Santo ezs»
Durango.—
Os
carlistas
resavam
durante
as
procissões
do
jubileu,
que
ha
dias
hou
ve
t-m
Durango a
seguinte
oração
:
«Senhor
Deus
dos
exercilos
:
Nós
que
temos
a
dita
de
formar
parle
dos
que
combatem
por vossa
santa causa,
condu
zidos por
o único
príncipe
que
levantou
a
bandeira,
da
Egreja
Catholica
contra a
maçonaria
colligada do mundo
inteiro :
nós
que
a
temos
vencido
aqui
em
todas
as
suas
differentes
fases,
mas
que
por is
so
mesmo
e
não sabendo
já
como
ata
car-nos,
arrojam
as nossas
famílias
para
fóra
de
seus lares
para
que
a
vista
da
fume
e nudez
d
’
ellas debilite o
nosso
es
forço e
faça
cair
das
nossas
mãos
as ar
mas
com
que
combatemos
n
’
esta
cruzada
santa...
«Oh
!
Senhor
!
Nós
vos
pedimos
o
fo
go
sagrado
de
uma
fé
viva
e
ardente,
que
auginentando
o
nosso
valor,
mas
apar
tando
de
nossos
corações
a
sède
de
vin
gança
seja
capaz
de
infundir
espanto
e
desolento
em
nossos
inimigos,
destrua
os
seus planos,
e
quaes
leões
a
quem
arre
batam
os
filhos, o
impeto
de
nossas
ar
mas
secunda para
longe
as
cinzas
do
li
beralismo,
conquiste
a
fé
de
nossos
paes
e
veja
o
muado
urna
vez
mais,
que
Vós,
Senhor,
não
abandonaes
os
que
pelejam
por
vossa
causa,
pois
escripto
está
«que
as
portas
do
inferno
não
prevalecerão».
«Senhor
!
Disponde
de
nossos
corações
para
pelejar,
para
morrer
e para
ven
cer.
«Virgem
Santíssima
:
por
vosso
Irama-
culado Coração
fazei
que
chegue
e
seja
acolhida benignamente
esta
oração,
no
Coração
Sagrado
de
vosso
amantíssimo
Filho Jesus. Amen.»
Falleeimento».
—
No
dia
1
do cor
rente
deu-se
á
sepultura na
egreja da fre-
guezia
da
Correlhã,
onde
era abbade,
o
cadaver
do
rev.°
Manuel
José
da
Rocha,
capellão
da
casa
real
e
prégador
regio.
Era
o
finado
um
dos
sacerdotes
de
mais
illuslração
que
conhecíamos,
e
de
todos
respeitado
pela sua
integridade
de
caracter
e
outras
optirnas
qualidades que
possuía.
Tomamos
parle
na
dôr que afllige
a
bondosa
e
honrada
família
do
finado,
e
por
alma
d
’
elle
pedimos as
orações
dos
leito
res.
—
Ao
fim
de
prolongados
padecimentos
falleceu
ha
dias
em Villa do Conde
o
avô
e
pae
dos
nossos
presadissimos
amigos,
os
snrs.
Luiz
José
de
Freitas
Velloso Jú
nior
e
dr.
Custodio
M.
Velloso,
aos
quaes
enviamos
sentidos
pesames.
—
N’
esta cidade
falleceram
o snr.
Se
bastião
da
Silva
Areo,
da
rua
do
Farto,
e
D.
Maria Rosa
Soares
d
’
Abreu
Machado,
da
Praça
Municipal.
Aforismos
indianos.—
O
amor
e
o
odio
provém
de
accidente.
Aquelle
que
nos
acompanha
e soccor-
re
nos
dias
trhtes
é
nosso
amigo.
Não
faças
alliança
com
o
mau ;
os
car
vões
sempre
queimam
ou
pelo
menos en-
negrecem.
Receia
mais
a
tranquilidade
do mal
vado
do
que
a
cólera
do
homem
de
bem.
O
malvado
sabio
é
uma vibora,
cu
ja
cabeça
está
adornada
de
pedras
precio
sas.
Não
desprezes
as
cousas pequenas;
muitas palhinhas
detem
um
elefante.
A
vida
nada
é
sem
a
honra.
A
vida
pe'de-se
n
’
um
instante,
a
hon
ra
dura
eternamente.
Aquelle
que vivo
sem
temer
a
morte,
não
a
vê
quando
ella
chega.
Aquelle
que
não
procura alcançar
uma
boa reputação
está
já morto
durante
a
vida.
O
homem
de
bem é
uma
flor
occulta
na
herva
ou
entrelaçada
nos
cabellos,
e
que
exala um
aroma
agradavel.
A
felicidade
consiste
em viver
sem
cui
dados
nem
inquietações.
Cnnhões
monstros.—
Aperfeiçoa
ra
se
cada
vez
mais os
meios
da destrui
ção.
A
casa
de
sir
W.
Armstroog
está
terminando
para
o
governo
de
Italia
do
ze
canhões,
dos
quaes
cada
um
pesará
55:000
libras,
e
dispararão
projectis
que
podem
atravessar
pranchas
de
aço, de
umas
30
pollegadas
de
espessura.
Com
canhões
de
tão
grandes dimen
sões
pódem-se
atravessar
pranchas
de
qual
quer
grossura,
segundo
as
experieocias
que
Krupp
acaba
de
tazer
em
Dumen.
O
relendo
constructor,
com um
ap-
parelho
electrico.
dispara
simultaneamente
quatro
canhões de
26 centímetros,
diri
gidos
sobre o mesmo
ponto,
conseguindo
assim
que os
seus
projectis
peneirem
e
destruam
pranchas
de
aço
de
grande
es
pessura.
Mispanhol valente.—
Está
etn
Pa
ris
um dos
mais
denodados
aposlolos da
causa carlista;
o
chele
D.
Esteban
de
Serbas,
que
se
viu forçado
a
abandonar
a
lucla,
porque
foi
gravemenle
ferido por
ura
obuz,
leve
de
deixar
amputar
as duas
pernas.
Durante
a
terrível
operação, o
valo
roso
hispanhol
não soltou
um
gemido,
e
apenas
no
fim
da
amputação
da
primeira
perna,
disse
ao
cirurgião
:
—
Tiene v.
um
cigarro
?
O
medico
respondeu
negativauiente,
e
elle entregou
a
outra
perna ao
operador
e
no
fira da
horrorosa
sessão,
murmurou
em
voz
6aca
:
—
Viva
El-Rei
D.
Carlos
1
E
desmaiou.
E
Esteban, tem
apenas
30
annos,
per
tence
a
uma
das
melhores
famílias
da
Na
varro.
a
dos
condes de
Pnycejor.
Locomotiva monstro.—
Acaba
de
«er
collocada
no
caminho
de ferro da
Pensylvania
uma
locomotiva
que
(em
mais
sete
toneladas
que
a
enorme
Medoc,
cuja
potência
de
traeção
é quasi
o
duplo
de
uma
locomotiva
ordinária. A
Medoc
póde
arrastar 80
wagons
carregados
de Harri-
burg a
Columbia,
emquanto
que para
as
outras
machioas
40 wagons
é
já uma
carga
considerável. A
nova locomotiva
po
derá transportar
100
wagons.
A
única objecção
que póde
fazer-se
ao
emprego
de
maclnnas
tão
vastas
é
que
poderão
esmagar os
rails
com
o
seu enor
míssimo
peso
; mas
as vias
ferreas
da
pensylvania,
os rails
são
de
aço,
que,
como
é
sabido,
podem
supportar
um
peso
muito maior
do
que os
de
ferro.
O
uso
d
’
estas
machinas
monstruosas
é
considerado
como
muito
economico.
Excentricidade.
—
Morreu recente-
ruente
em
Matua,
com
82
annos
de
edade,
um
homem
que
se
chamava
Chalrou
e
que
era
um
verdadeiro
original.
Empregára
os
seus
ocios
na
con
lruc-
ção
do
caixão,
que
devia
um
dia
encer
rar
o
seu
cadaver,
e
dera-lhe a
lórma
d’
u-
rna
caixa
de
rebecão.
Perto
do
esquife
estavam sempre para
fusos,
e
a
ferramenta
necessária
para
o
fechar, afim
de
que
chegando o
momento
solemne
o
encarregado
oo
seu
enterro
en
contrasse
tudo
á
mão.
Locomotora
sem
fogo. —
Experi
mentou-se
em
Paris
a
locomotora
sem
fo
go
nos
transwias
da rede do
Norte
A
locomotora
percorreu varias
distan
cias
desde
6
a
15
kilometros
por
hora,
passando
as
curvas
e
as
agulhas
com
a
maior
facilidade.
As
dimensões
são de
3,10
metros
de comprido
e 2,10
de
largura,
e
nada
ha
no
exterior
que
denote
uma
machina.
Parece
um
carro
com
viajan
tes
e
ainda
alguma
cousa
mais
pequeno.
Terá
vapor
em
quantidade
e
pressão
sufficiente para
um
trajecto
de
13
kilorne-
tros
e um
espaço
de
hora
e
meia
aproxi-
madamente.
MALA
BEAL
INGLEZA
S.
Vic
ente,
Pernam
buco,
Bahia
,
Rio
de
Janeir
o,
Montevi
deo
e
Buenos-A
yres
Acei
tando
lambe
m
pass
ageiros
de-
3.
3
clas
se
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasb
ordo
no
Rio
de
Janeir
o
DOURO
Este
paque
te
da
Companhia
Mala
Real
Ingleza
sahi
rá
de
Lisboa
em
1-1
<ie
Janeir
o.
Para
mais
esc
larec
iment
os
diri
jam-
se
á
Agencia
Centr
al
no
Porto,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agent
e
Guilher
me
C.
Tait,
e
nas
provindas
ás
agenc
ias
e
corre
s
pondê
ncias
nas
principaes
cidad
es
e
vil
las.
(V*)
g
&
i
BI
VftPOR
$
■'L,
PRIMEIRA
E
ANTIGA
RORIZ
X
CASA
FELIZ
PORTO
porto
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
NA QUINTA DE RORIZ
f
POBTO
3-HUA DAS FLORES-1,3
(JUNTO
À
EGREJA DA MISERICÓRDIA)
(
junta
â
egraja
da
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
«
è
.
s
5.080&000
M
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
COUPRA K VESTBE
InseripçSes de assentamento
Doterin da Santa Gosa da Misericórdia
de
Lisboa
Exlracção
a
15
de
Janeiro
FORNECEDOR
DA CASA REAL
£
DEPOSITO
CENTRAL,
BUA DAS
FLORES,
35
37 E
39
fe
O
proprietário
annuncia
aos
seus freguezes,
e
ao
7
publico,
que
em
todo
o sabão
fabricado
na
sua
fabri-
£ ca,
e
que na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen-
?
trai,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os
pre-
a
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
$
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do di-,
S
to
genero,
tanto
d
’esta
cidade
como
das
províncias
e,
k
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
■
Ditas de
Ditas de
divida
externa
Titulas
hispanhoes
internos
Dites
externos
Coupons
dos
ditos já vencidos.
so-
©3"
Sacca,
toma
letras e
dá
cartas
de
credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
litulos
de
divida publica
nas
mesmas praças.
JOSE IGNACIO FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL
DO
PORTO, NA
CONFOR
MIDADE DO
EDITAL DE
28
DE JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no
seu
estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
5^000
rs.
Meios
ditos, a
2$600
—Quartos, a
1^300
—
Oitavos,
a
680—Cautellas
de
500,
250
e
130 rs.
O
mesmo
satisfaz
com promptidão
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain
da
que sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo acompa-
abadas
do
seu
importe
em
vales
dos
correio
;
e
no
V?
fim
da
extracção
remette
a
lista
dos prémios
aos
seus
freguezes,
mas
quando
a
não
recebam
em
tempo
cora-
ági
petente
lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(Y
*)
SV
Amoreiras
e
nogueiras
2900
Vendem-se
na
quinta
do
Avellar.
na
rua
de
S.
Geraldo.
COADJUTOR
Precisa-se
d
’
um
em
uma freguezia
pro
ximo
d’esta
cidade.
Quem
se
achar ha
bilitado
para
isso
queira
participar
n’
esta
redacçâo.
2901
Banco Agrícola
e
Industrial da
Estremadura
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
banco
a
fazerem
a qninta
e ultima
en
trada
de
20
p.
c.
ou
10$000
reis
por
acção
desde
o
dia
3
a 8
de
janeiro
pro
ximo.
Porto,
séde
do
banco, praça
de
Car
los Alberto,
92.
Lisboa, rua dos
Bacalhoeiros,
51,
ca
sa
de
David
Gonçalves
Chaves.
Braga,
casa
de
João
Baptisla Lopes
Em
conformidade
com
o
artigo
56,
§
unico
dos estatutos
d
’este
banco
previ
nem-se
os
snrs. accionistas
que
não
fize
rem
a
entrada
acima
pedida
dentro
do
pra
so
acima
marcado
qne
terão
a
pagar
mais
um
p.
c.
por
mez
pela
demora
que hou
ver
em
fazer
até
o
máximo
de
12
mezes,
a
contar
do
ultimo
dia
acima
indicado
e
findo
esse
praso
serão
as
acções em
questão consideradas
propriedade
do
ban
co,
sem que
tenham
direito
a
reclamação
alguma.
Previnem-se
os
snrs.
accionistas
qne
ainda
não
completaram
as
entradas pedi
das,
que
se
acham
em
debito
de
1
p.
c.
por mez
pelas
chamadas
em
divida.
Po.
to,
22
de
dezembro
de
1875.
Os
directores,
Eduardo
Lyon.
Eduardo
Ribeiro
Mendes.
(2871)
Felix Plácido
de
Sande.
bvova
fundição
de
ferro
e
ine-
taes
De
Antonio Germano Ferreirinha
Travessa
de
S.
João
—
Braga.
O
proprietário
d’
esta officina
funde to
da
a
cbra
de
ferro
e
metal,
de
qualquer
tamanho
e
natureza que seja,
assim
como
lambem
faz
memórias
de
ferro ou
metal,
tudo
pelos
preços do
Porto,
e
com
a
ma-
xitna
perfeição.
O
abbade
de
Ruilhe
precisa
de
fallar
com
D.
Maria
Rosa d
Assis
Mascarenbas,
para
tratar
de
negocies
d
’
altos interesses
d’
esla
senhora.
(2882)
boco
p mm
Agente
em
Braga
ANTONIO
JOSE
’
ALVES
DE
CASTRO
31,
Largo
da
Senhora A
Branca,
31
Faz
as
seguintes
operações
:
Desconta
letras
da
terra
e
de
cambio.
Encarrega-se
da
compra
e
venda
de
pa
peis
de
credito.
Recebe
dinheiro
á ordem
e
a
praso
abo
nando
juros.
Empresta
sobre
penhores
d
’
ouro,
pra
ta,
inscripções,
acções
de
bancos
e
com
panhias.
Saca
sobre
praças do
reino
e
estran
geiras, onde o
Banco tem
agencias
(3*)
Machinas de
costura
Campo
de
D. Luiz í.°
bi
.°
1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas]
AKAUJIW
KIBE1BO
Acaba
de
receber
novo
sortimento
das
afamadas
machinas
de
Singer,
legitimas,
e
silenciosas,
especialidade
na
verdadeira
cons-
trucção
e
per
feição
de
trabalho,
leveza
e
so
lidez.
Vende
a
dinheiro
ou
prestações
men-
saes.
Ensino
grátis.
Concerta
toda
e
qualquer machina
de
costura
por
mais
didicil
que
seja o
concer
to,
e
tem
pessoa
competente
para
isso,
por
preço
cemmodo.
O
estojo completo
para
as
machinas
são
:
Costura
direita
—bordar
a
soutache
—
fazer pregas
em
peitos
—
acolchoar
—
franzir
—iulitadeira
—
pregar
guarnições
sem
ali
nhavar —
sobre-coser
— metler
cordões
—
abainhadeira
de
diversas
larguras—retroz,
algodões,
agulhas,
oleos,
etc.
N.
B.
De
todos
estes
objectos
vende-se
separados,
ou
como
as
mesmas
machinas.
íaí
I
rua
dé
s
.
m
ARCOS,N.
5=1
f
Vende papeis pinta-
dos
para
guarnecer
saltas,
g
lindíssimos
gostos,
a prin-
g
cipiar
em
80
reis
a
peça.
&
Vende
olio,
tintas
e
vernizes para pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
(Z*)
AiHiAZKM
M
»
D0
ALTO
DOURO
DA
G'ASA BE VXDDA
S»®GCA
RUA
DO SOUTO
N.° 15
-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
9
i
9
9
190
»
Lagrima
.
..............................
200
»
Branco
de
meza........................
210
a
tinto de
meza
fino.
.
.
.
270
a
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.a
.
....
360
»
»
velho...............................
400
a
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
a
Roncão ....................................
700
»
Alvaralhão....................................
560
»
Velho
de 1854
....
600
9
a
retalho part
.meza
50
e
8C ,
o
quartilho
tinto, e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymico.
(N*)
FOLHINHA BRACARENSE
Para
a cathedral, colegiadas, e
coros
do arcebispado, que
resam
o
rito bracarense
Coordenada
e mandada
observar
por
ordem
de
S.
Ex.
a Rev.
ma
o
senhor
Ar
cebispo
Coadjutor.
Preço
...................................
200
réis
FOLHINHA DE RESA
Do rito
romano para a Archidio-
cese
Bracarense
Auclorisada
e
coordenada
por
ordem
de
S.
Exc.a
Rev.ma
o
Senhor
Arcebispo
Coa
djutor.
augmenlada
com
notas.
Preço.
.
. .
140
rs.
FOLHINHA
D’ALGIBE1RA
Ou aímanak ecclesiastico e civil
para
o Arcebispado
de
Braga
Consideravelmente augroentado,
cora
notas
e certeza
das
abstinências e
festivi
dade.
Preço.................................
40
rs.
Vendem-se
em
Br«gn,
rua
Nova, n.°
3,
defronte
da
Misericórdia,
em
casa
do
snr.
Bernardino
J.
da
Cruz,
rua
do
Souto,
em casa
do
snr.
Rocha,
e
Germano=CJui-
mardes,
em
casa
dos
snrs.
F.
Martins
da
Guimarães,
largo
da Misecordia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a S.
Dama-
80,
Aiiin
X&eal, Cinaves,
Vinnna
e
Arcos,
nas
lojas costumadas,
e
em
Bar-
eelios,
em
caza
do illm.
sr.
Fernando
Cordeiro
em
frente da
egreja
do
Senhor
da
Cruz.
Alta
novidade
para
inverno
Gampo
de
D. H
j
U
íz
I, n.8 1
(Entrada
da
rua
dos
Capellistas)
A. BIBEIBB
Fazendas
para
vestidos,
transparenies,
a
50
réis; ditas
de
lã, claras,
a
100 réis
;
ditas
de
lã,
escuras, de
120
a
160;
saccas
de
viagem para
senhora,
de
500
réis
até
2^000;
guarda
solinhos
para
senhora,
côr
de
café,
1$000
e
1$200
réis;
ditos
para
homem,
f$800;
Manias
de
seda
pera
ho
mem
e
senhora
120
e
140 réis; ditas
mo
dernas,
que
eram
de
600
réis
vende
por
240
;
lenços
de
seda,
grandes,
que
erão
de
900
rs.,
a
600;
chitas
largas
com
barras,
a
90
réis
;
ditas
de
côres,
sortidas, 90
e
100
réis,
e
fazendas
de
novidades
tanto
para
homem como
para
senhora,
de
tudo
tem
de
maior
preço.
braga
:
typographia
lusitana
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
