comerciominho_07101876_552.xml
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-
V ANNO
1876
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
552
Àssigna-see
vende-se no
escriplorio do
editor
e
proprietário
7ov<
*
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida toda
a
correspondência franca
de
porte.
—
As
assi-
gnatúras
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
IFfiJES2L.fi
Jk-SS
ED
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.^Semestre
850
rs.^/Vowsw-
cias,
anno
2&0Ó0 rs
e
sendo
duas
3^600
rs.
—Semestre
l&Oafl
rs.^Brazil,
anno
3$6t)0
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda forte,
ou 8&000 reis e
4&500
reis
moeda
fraca.
—
Ahnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
23
%
d
’
abati;nento.
BRAGA-SABBADO » SSE
OVTUBS&O
E’ dulcíssima
consolação
para
os
legi
timistas
já
encanecidos
pelos annos,
ver
o
desassombro
com
que
a
juventude
não
liberalizada
aflirma
as
suas
crenças,
pro
clama
e
defende
os verdadeiros princípios
somaes,
que
são
os
princípios
da
legiti
midade.
A
«Atalaia»,
folha
religiosa, que
se
publica
em
Vizeu, redigida por
mancebos,
ao
commemorar
o
anniversario
natalício
do
Senhor
D. Miguel
de
Bragança,
escre
veu:
—
A
«Atalaia»
é
legilimista,
porque
é
catholica.
A
esta
profissão
de fé,
o
illustre
re-
dactor
d
’
aquelie
exceilente
jornal dá a
seguinte
deseovohição:
Pois
que
é
a
legitimidade,
senão o
direito, a
justiça?!
Que
é
eila,
senão
a
aflirmação
d’
este
principio
de
direito
rialural=suum
cuique?!
A
«Cezar o que
é
de
Cezar»,
disse
o
Divino
Mestre.
E
para
outro fim
não
trabalham
os
le
gitimistas,
mais
do
que
para
dar
a
Cezar
o
que
pertence
a
Cezar.
Ahi
leem
porque
nós,
sendo calholicos,
seremos
sempre
legitimistas
e somos
hoje
miguelistas,
por
consequência.
Não queremos
fallar
dos
tempos
passa
dos,
que
para muitos
—conslitucionaes
e
miguelistas
—são
tenebrosos,
e
de
terríveis
recordações.
Permitta-se-nos
no
entanto uma
per
gunta:
^Quetn
ha ahi,
que,
entre
as
muitas
accusaçòes,
que se
tem
feito
ao
snr. D.
Miguel,
e
que
não cabe
aqui
questionar,
ouvisse
uma
só
vez
censural-o
por
inimi
go
da religião?!
Ninguém,
respondemos
por
todos;
nin
guém,
porque
elle
protegia
o
catholicismo
porque procurava
o
seu derramamento,
e
favorecia
os
conventos,
que
eram
cTelle
um bom
sustentáculo.
Ahi
teem
mais,
porqu,
sendo
calholi
cos, devemos
ser
miguelistas.
E
’
tolice,
grande
tolice,
querer
que
os
calholicos,
os
que
não
o
são
só
in
nomine,
mas
de
convicções
e
de
principios,
se
vão
para,
o
campo
dos
Hberaes,
d'onde
o
ca
tholicismo
é
atacado,
ou,
pelo
menos,
de-
trabido,
e
deixem
as
fileiras
dos
legiti-
mistas, onde
se
arvora
a
Cruz,
onde se
proclama bem
alto
o catholicismo
como
religião
divina.
E
’
boa
tolice,
realmente!
O catholicismo
e
a
legitimidade
casam-
sé
perfeilamente:
auxiliam-se mutuamente,
e d
’
esta
reciprocidade d’
auxilios
vem
que
não ha
um
só
catholico
—
bom
catholico,
verdadeiro catholico,
entenda-se
—
que
não
seja legitimista,
nem
um
unico
legilimista
que
não seja
catholico.
O
Papa
é
legitimista,
ousamos aqui
as-
several-o:
legitimistas
hão
de
ser
todos
os
bispos
e
todos
os
padres,
quando
estejam
bem
compenetrados
dos
deveres da sua
missão.
Não
se
creia,
agora,
que
nós
somos
sectários
do
absolutismo,
e
que
applaudi-
mos
a
tiranma.
Não,
porque
os legitimis
tas
são hberaes:
todos
bemdizem
a
liber
dade,
que
é
filha
do
Chrislianistno,
que
é
sol
benefico,
que
aquece
e
avigora.
O
que elles
não
são
é
partidários
do
liberalismo,
que
é
um
êrro
—e
condemnado
por
Pio
IX.
O
que
elles
repellem
é a
li
cença
que
vale
a
desordem,
a anarchia
das
sociedades.
Fique,
pois,
bem
sabido
de
todos,
que
somos
legitimistas,
e por
que
o
somos.
Se
o
redaclor
d’
esta
folha,
moço
ainda,
é
novo
na
edade,
é
velho
nas crenças,
nos
principios, porque
os
tem
bem
arrei
gados.
E
nunca
arrenegará estas crenças,
nem
estes
principios,
porque
se
ufana
de
ser
dos «d
’
antes
quebrar
que
torcer».
Apertamos
cordealmente
a
mão
ao
nosso
esclarecido
collega
e
distincto
cor
religionário.
Publicamos
em
o
n.°
passado
uma
carta
que
o
nosso
presado
amigo,
o
padre
Senna
Freitas,
nos
enviou
de
Roma.
A
«Palavra»,
do
Porto,
insere
uma
outra
dirigida
também
pelo
mesmo
respei
tável sacerdote a
um
seu
amigo
d’
aquella
cidade,
a
qual
passamos
a
reproduzir:
Florença,
14 de
setecnbro.
Amigo
—Acabo
de chegar
a
Florença,
vindo
de
Veneza.
O
tempo
aclualmente
chuvoso não me
deixa sair
para
começar
a
minha
peregrina
ção
urbana,
que
apesar
de
longa,
deve
termi
nar
em
dous
dias
porque
tenho
de
che
gar
a
Roma
infallivelmente
no
dia
17.
Aproveito
com máximo
prazer esta
clau
sura
que
me impõe
a
atmosfera,
para
es
crever
ao
meu
caro
amigo.
Tinha
prometlido
que
a
minha
primei
ra lhe
seria
dirigida
de Roma;
a
saudade
(alta
á
palavra,
e
corrige
a
localidade.
Tanto
melhor.
Verdade
é
que
a
minha viagem tem
sido muito
menos
rapida,
e
direcla
do
que
eu projectara,
mas
é
impossível
ver
a
lla-
lia
a
vapor.
E’
tão
bella
a
patria
de
Danle,
Raphael,
e
Canova!.,.
Escuso
dizer
a
v.
que
tenho
econo-
rnisado
que
nem
uma formiga,
mas
chego
a
Roma
com
um
terço
ainda do
meu quan
titativo
pecuniário,
que
é
um
sofirivel
lour de
force
Antes
de
mais
nada
apresso-me a
ac-
cusar
a recepção
da
sua
amavel
cartinha,
que
me
esperava
em Nice.
Imagine
ò
al
voroço
que
me causou. Não
póde.
Para
imaginal-o,
seria
preciso
ter
vivido fóra
do
seu
paiz,
e
longe
dos
amigos,
e
ter
recebido
gratas noticias do
primeiro e
dos
últimos.
Continue,
meu
caro
collega,
a
escrever-me
sempre
com o
mesmo
inte
resse
noticioso
sobre
essa
cidade
do
Porto
que
eu
tanto
amo.
Seja o meu
jornal
pá
trio
até
á
minha
volta.
Provavelmente
não
lerei
outro,
e
com
certeza
nenhum
meihor,
porque será
o
mais
exacto.
Adianço-lhe,
meu
caro,
que
este
mez
e
meio
tem valido
para
mim
um
anno.
Vivemos
muito
mais,
quando
cada
dia
nos
traz,
em
vez
da
monotona
repetição
dos
mesmos actos
e
impressões,
novos
esp.e-
ctaculos,
novas
lições,
novos
sentimentos
de
prazer,
de
admiração,
e
mesmo
de
religião.
Tenho
aprendido
muito
mais sobre
a
arte christã
da
edade média,
n
’esta
meia
duzia
de
semanas,
do que
em
todas
as
minhas
leituras de
annos
sobre tal as
sumpto.
Não
ha
jornal
illuslrado,
como
o
da
natureza
e
da
realidade.
Executei
successivatnente
as
minhas
visitas
ás
cidades
de
Génova,
Turim,
e
Milão.
Se
eu
consentisse
que
o
desejo in
terrompesse
a
razão punha-me
agora
a
fazer-lhe
uma
descripçáo
de
cada uma
das
cousas
mais
notáveis
que
encontrei
11’
eslas
formosas
cidades
de
Italia.
Impossível.
Pre
tendo
escrever-lhe uma carta,
e
não
um
volume.
O mais
que
farei,
será
dizer
ao
meu
amigo como
os notieiadores
de
novos livros nas
locaes
das
gazetas—«no
primeiro
numero
faremos
a
devida
apre
ciação
da
obra.»
Quando lançar ferro
em Roma,
terei
então
mais
tempo. Fica
para
o
terceiro
numero
das
minhas
cartas.
Mas
.. veja
se
se
esquece
da
promessa,
que
cu
pela
mi
nha
parte
farei
outro
tanto.
Não
ha
me
lhor
justificação
que
o
esquecimento. Em
todo
o caso,
como
deixar
de
fallar
lhe
neste
momento
da superga
de
Turim,
do
porto,
catliedral
e
da
Villa
Palaviccini
de
Gemva, da
pasmosa
basílica
de
Milão,
da
pinacoteca,
e
da
nova
galeria
monu
mental
da
mesma
cidade,
etc
,
etc., etc.,
etc.,
eic.,
etc.?
Felizmenle
ahi
está
já
o
sol
a
entrar-
me
pela
janeila,
e
a
dar-me
a
agradavel
noticia
de que
d
’
aqui
a
meia
hora
pode
rei
principiar
a
visita
dos
incomparáveis
museus
de
Florença.
Congratule-se,
meu
amigo,
de
que
por
obra
e
graça
do
bom
tempo,
sempre
resisto
á
tentação
de
mas-
sador
d
’
escriptono.
Estou-lhe
ouvindo perguntar-me
—
mas
aonde
se
dirigiu
depois
de
Milão?
Já
ago
ra
vou
traçar-lhe
o
meu
roteiro completo,
percorrido
até
aqui.
Valha-me
o
laconis
mo.
Achar-se
a
gente
em
Milão, e
não
pro
longar
uma
tangente
até
aos
Lagos'
de
Como,
Maggiore,
e
Lugano,
é
não
co-
nhecel-os
nem
de
simples
noticia,
ou
ser
um
barbaro
em
matéria
de
gosto,
pecca-
do
que
nunca
me
pesou
na
consciência.
Portanto tomei
um
bilhete
circulrr
para
os ires
Lagos.
Aqui
a
realidade,
por
excepção,
venceu
o
ideal
creado
peia ima
ginação,
mas
a
imaginação
carece
de
da
dos,
e
a
natureza ainda
não
m
os
tinha
fornecido.
Os
lagos da
Escócia
não
são
para
comparar com
os
da
Lombardia.
Na-
turalmenle
havia
de
ser
n
’
aquelle$
sitios
encantados,
por
entre
aqelles
bosques
de
alamos,
oliveiras
e
salgueiros,
n
’
aquelle
ambiente
balsamico,
sobre
o
eterno
çhrys-
lal
d
’
aquel!as
aguas
d
’
esmeralda
que os
deuses
do
Olympo
passavam
a sua
estação
d’
inverno.
De
volta
a
Milão,
resolvi
não
tomar
a
linha
descendente
dos
trens que partem
para
Roma,
sem
abrir
um
pequeno
pa-
renthesis
em
honra
da
histórica
patria
dos
Doges.
Deixar
de
ver
Veneza,
podendo
facilmente
vel-a,
é
uma
especie
de
blas
fémia practica
contra
um
dos attributos
de
Deus,
que
é
a
suprema
belleza.
Es
tou
dispensado
de
noticiar-lhe
mais cia-
FOLHETIM
DíL
J.
31.
MACEDO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
1
O
Ceo-côr-cíe-rosa.
Ninguém
ha
na
cidade
do
Rio
de
Ja
neiro,
que
não
conheça
perfeitamente
o
largo
da Lapa
do
Desterro.
Sobretudo
elle
se
faz
notável
pelas
missas, que
de ma
drugada
se
dizem
em
seu
pequeno
con
vénio
; por
suas
bellas
festas
do Espirito
Santo
cem
seu
império sempre
cheio
de
offerendas,
e
seus
grandes
fogos
de ar
tificio;
e
emfim pela
multidão
immensa
de
povo,
e
pelos
carros,
omnibus,
e
gôn
dolas,
que
incessantemente
por
ahi
tran
sitam,
indo
ou
vindo
d
’
esses
bairros
aris
tocráticos,
que
ficam
além
do caes
da Glo
ria.
E
como
para
compensar
esse
ruido
constante,
e
essa
concorrência,
de
que fal
íamos,
o
largo
da
Lapa
tem
por
visinhas
algumas
ruas
pequenas,
mas
bonitas, que
se
podem
chamar
solitárias
em
compara
ção
d
’
elle.
No
anno
de
1846
porém os
habitan-
tantes
de
uma
d’
essas
ruas,
de cujo
no
me
agora
não
nos
podemos, ou
não
nos
queremos
lembrar,
mas
que
será
facii co-
nhecel-a
pelo
que
d’
eila
diremos,
come
çaram
a
notar,
que
ella
se
ia
tornando
muito
frequentada
a
certas
horas do
dia.
De
tarde,
quando
já o
sol
não
incom-
modava,
e
a
sombra
e
o
frescor
convi
davam
as
moças
a
chegar
á
janeila,
viam-
se
passar
primeira,
e
segunda
vez
pela
rua
de...
numerosos
mancebos,
que
tra
javam
com elegancia
e
gosto,
e
que
por
seus
modos
e
aderr.ães
mostravam per
tencer
ao
circulo
feliz,
que
actualmente
se
conhece
pelo
-nome
do—
bom
tom.
Deu
isto
muito
que
pensar
aos
soce-
gados
habitantes
da
rua
de...,
até
que
finalmente
certo
dia
um
homem
que
alli
morava,
e
que
se
chamava
Jacob,
apon
tando
para
urna
casa,
que
ficava
defronte
da sua, disse
em
tom
confidencial
a
al
guns
de
seus
visinhos
—
a
causa
é
aquillo.
Também
Jacob
era
a
pessoa mais ca
paz
de
descobrir
qualquer
mistério.
Pelo
sim,
pelo
não
diremos
já
em
duas
pala
vras,
quem
era
elle.
Jacob
tinha
sido
escrivão,
e
apenas
ha
ires
annos
havendo
perdido
o seu
logar
por
motivos,
que
elle
a
ninguém
dizia,
mas
que
o
fizeram
viver na cadeia
du
rante
alguns
mezes,
relirou-se
do centro
da
cidade,
onde
habitava,
e
veio
com
sua
mulher
e
um
escravo
morar
na
rua
de...
A
casa
de
Jacob
era
lerrea,
e
consta
va
de uma
porta e
duas
janellas
de
vi
draças
cobertas
com
cortinas
brancas:
a
porta abria-se
para um
corredor,
ao lado
direito do
qual
outra
dava entrada
para
a
sala.
Sem ter nada,
em
que se occupasse,
Jacob
vivia
do
Iructo
de
seus
antigos
tra
balhos,
e
sua mulher,
para
ajudal-o
nas
despezas
da
casa,
fazia
um
pequeno
com-
merciosiuho
de bailas
e
confeitos,
que
a
escrava
vendia
em
um
taboleiro
é
porta
do
corredor.
Um
homem
baixo,
um
pouco gordo,
e
um
pouco
calvo,
com
os
cabellos,
que
lhe
restavam,
já
meio
grizalhos,
com
olhos
pequenos
e
vivos,
tendo
sempre
no
sem
blante
uma
alegria
fingida,
tomando
rapé,
e
trajando
constantemente
um
fraque
rô-
xo
abotoado
até cima,
calças pretas,
e
botins
de
cordavão
de
lustro
—
era
Jacob.
Uma
mulher alta,
gorda,
com
poucos
cabellos,
olhos
pardos,
rosto
e
principal
mente
o
nariz,
que
não
era
pequeno,
muito
vermelhos,
com
pés
immensamen-
te
grandes,
com
voz
fina,
retumbante, e
falíando
de
continuo—
era
a snr.
a
Helena,
a
mulher
de
Jacob.
Este
par
vivia
na
mais
estreita
união:
e
lendo
pouco
ou
nada
em
que cuidar,
gastava
o
tempo
em descobrir
mistérios.
Jacob
linha
o
seu posto
de
dia
sen
tado
junto
de
uma
das janellas,
e
só
o
deixava,
se
suppunha
conveniente
seguir
a
alguém:
d
’alli
elle
observava,
e
adivi
nhava
tudo
:
seu
olhar
vivo penetrava
no
interior
da
casa
alheia,
e
seu
ouvido apu
rado
ouvia,
apezar
das
paredes,
o que
se
(aliava
na dos
visinhos
: se
sahia,
apa
nhava,
e
lia
o
pequeno escripto,
que
des
prezado
ro!
ava
no
chão;
e
de
noite escon
dido atraz
da
cortina
da
janeila,
devassa
va
as
ruas,
e escutava,
o que
diziam
aquelles,
que
passeavam
conversando.
Helena ajudava
excellentemente
st u
ma
rido
tíesse
innocenle
passatempo
•
ella
co
nhecia
os
escravos
de
todas
as
casas,
pra
ticava
com
elles,
e
dava
conta
a seu
es
poso,
das
questões
domesticas,
dos
segre
dos,
e
das
mais
miúdas
circumstancias
da
vida
alheia
; o
papel
em
que
vinha
da
ven
da
embrulhado
o assucar,
era
lido
e
es
tudado;
e
durante
a
noite
uma
das cor-
I
ro
que
lá
fui
dar
pelle
et
carnibus,
os-
sibus
el
nervis.
Tinha
agora
uma
immen-
sa
vontade
de lhe descrever
Veneza,
mas
com
certeza
não
é
possível.
Fica
para
outra
occasião. (Vel-a-ha
n
’
um
opusculo
meu,
intitulado
Entre
mares
e
lares, onde
eu
faço
um
poucochinho
de
religião
e
algum
lauto
de
filosofia
chrislã,
como
quem
não quer
a
cousa...) Para
um viajante
que
está
n
’uma
cidade tão
opulenta
de
historia
e
de arte como
Florença,
a
per-
da
de
uma
meia
hora
equivale a
uma
banca
rota. Nada
me
surprehendeu
tanto
como
Veneza:
pretendia
dar-lhe
Ires
dias,
e
estive
lá
dez,
e
larguei-a
com
um
sa
crifício
incrível,
ou
antes
trouxe-a
commi
go,
porque
me
(icou profunda
e
eterna
mente
impressa
na
mente
aquella
formo
síssima
Oceania
do
Adriático,
composta
de
oitenta
ilhas,
que
são oitenta rarailhe-
tes
nalures,
ligados
entre si
por
450
pon
tes;
aquellas
ruas
liquidas
orladas
de
1:136
palacios de mármore;
aquella
basílica
de
S.
Marcos,
flor
do
estylo
bysantino,
on
de
não
se
encontra
um centímetro
de
ex
tensão,
que
o pérfido, o mármore de
Garrara,
ou
a
agatha não
cubra;
e
as
suas
paredes
internas
cobertas
de
mosaicos
pre
ciosos,
n
’
uma
extensão
de
trinta
mil
pés
quadrados;
e a
Saneia
Maria
delia
Salule,
com a
sua
cupula
de
90
metros
de
altu
ra,
e
as
103
egrejas,
Iodas
de mármore,
que
ornam
a cidade
e
ensinam
a
esta
so
ciedade
materialista
do
século
XIX
o
que
a
fé
é capaz
de
executar
etc.,
etc.
E
’
forçoso
riscar
o
el ccelera.
Quanto
quizera
que
viesse
admirar
a
Veneza,
meu
caro
amigo,
o
estupendo
palacio
dos
Doges,
e
as
suas
saias
praças,
revestidas
dos mais
bellos
originaes
de
Tinlorelto,
Paulo
Ve-
ronese,
Leonardo
de
Vinci,
Palma
o
mo
ço;
e
os
seus
ricos
estuques
sempre con
sagrados
peio
pincel
christão,
e
a
grande
historia
d’esla
Republica
mediavel,
toda
ainda
de
pé
mas
immensas
recordações
históricas
dos paços
ducaes.
Mas
como
não
evocar
a
esplendida lua
de
Veneza,
mais
bella
do
que
tudo
quanto
esta
con
tém
1
A
verdadeira
Veneza
é
a
nocturna,
porque
é
a
do
passado,
e
a...
de
Deus.
Por tres
vezes
atravessei
o
canal
grande
isto
é,
a
rua
direita
e
a
rua
principal
da
famosa
cidade.
Não pense
que
lh
’a
vou
pintar.
Aqui
a
realidade
desespera
toda
a
descripção,
e
o aforismo
de
alguém
é
mais que nunuca
exaclo
«a natureza
não
se
copia.»
Que
não
senti
quando
a
gondola-
cysne
deslisava
mansamente
sobre
o
leito
silencioso
d
’este
braço
do
Adriático,
por
entre
um
sem
numero
de
palacios
de
to
dos
os
estylos,
que
mergulam
no
canal
a sua
base
de granito,
e
dos
quaes
cada
um
é
um
livro
de
pedra
!
De
longe
um
gondoleiro,
impedindo
a
gondola,
murmu
rava
um
trecho
de
Danle,
sobre
a
Ma-
douua
(o
seu poeta
popular);
a
ponte
de
íliallo
abria
deante
de
meus
olhos
a sua
arcada
magnifica, que
o
tempo
cubriu
de
luclo,
como
uma
saudade
plagente
da
Re
publica;
mais
ao
longe
a
Piazzela,
fechada
ao
fundo
pelo
flanco
de
S. Marcos,
car
regado
de
mosaicos
de
crystaes
dourados,
decorava-se
para
este
especlacuio
da
noite,
ostentando
nos
ares o
seu
soberbo
leão
de
bronze e
a
sua
estatua
marmórea
de
S.
Theodoro,
que
pairavam
sobre
duas
co-
lumnas
de mármore
vermelho;
e
lá
do
Iceu
a
lua
illuminava
este
scenario
arre
batador,
este
consorcio
sublime
da
natu
reza
com
a
arte
humana,
roçando
pela
superfície
do
canal o seu
manto
de
mys-
leriosa
e
suavíssima
luz,
mas
de uma
luz
transparente
e
tenue
como
os
vens
de
Raphael
que
decoram
a
fronte da Virgem
Santíssima,
luz
que não
acordava
do
seu
somno
a cidade
singular
e
unica
que
a
caprichosa omnipotência
de
Deus
inundou
do Adriático, sem
perturbar
a tranquilida
de
dos
seus
habitantes.
Quem
ousará
ne
gar-vos,
ó
meu
Deus,
disse
então
commi-
go!
Não é
a
matéria
um
pouco
de
ter
ra
ou agua,
e
esse
circulo
de
luz
opaca
engastado
no
espaço
que
me
encanta,
é
o
mysterio
que
d
’
essa
matéria
harmónica
reçuma,
e
o
ideal
a
que
ella
me
eleva;
e
esse mysterio
e
esse
ideal é
o infinito,
e
o
infinito
sois
vós
1...
Alto,
alto:
onde
vou
eu
dar
commi-
go
?
Já
estou
na
terceira
folha,
quando
mal
tinha
tempo para
a
primeira.
Contra
digo
me
sem
pejo.
Lá
vai
o
resto
a ga
lope,
e
se não
puder
ler-me,
ponha a
carta
de
parte.
De
Veneza
parti
para
Flo
rença.
Ao
chegar
a
uma
estação
interme
diária,
ouvi
gritar
da
banda
de
fóra
—
Pa-
dua
—
Ora
esta
!
disse
com
os
meus
botões,
e
eu que
pensava
que
Padua
não
ficava
na
linha
de
Florença
(descuido
de
con
sultar
o
Indicador
dos caminhos
de
fer-
roj.
Não
ha
remedio.
Que
Roma
e
a
mi
nha
impaciência
esperem
mais
um
dia.
E’
forçoso
ir fazer
uma
visita
ao
meu San-
cto
patrício.
Sancto
Antonio
com
toda
a
rasão
não
me
perdoaria
a
impolitica.
Re-
solvel-o
foi
fazel-o.
Fui-me
sem demora
á
sumptuosa
basílica
que
os
paduanos
levan
taram
ao
Bemaventurado thaumaturgo.
Nós quando
muito
lhe
levantaríamos um
templosinho de
pedra
ordinaria,
os
padua
nos
para
encerrarem
os
restos
mortaes
do
seu
Apostolo
transportaram
a
Padua
toda
uma
mina
de
Carrara,
e ergueram-lhe
um
monumento
que
não
tem
inveja
aos
melhores
da
Ilaiia.
D
’esta
vez
ponho
tres
freios á
penna
para
não
descambar
para
a narração. Preciso
de
acabar.
Só
lhe
digo,
meu
caro,
que
tive a
verlura
inef-
favel
de
beijar
a
lingua
do
nosso
Sancto,
de
contemplar
as
suas
preciosas
relíquias,
a
sua
maxilla
inferior,
os
seus
hábitos, o
seu
autografo.
Cai
aos
pés
d
’
estes
despo
jos
venerandos
Orei,
orei,
sim
e
muito,
pelo nosso...
Portugal,
por
minha
familia,<
por
mim,
e
Deus
sabe
se
orei
então
com
fervor.
Comprei
á
porta da
egreja
uma
multidão
de
fotografias
do Sanctuario
in
terno de
Sancto Antonio,
da
Basílica, do
retrato
original feito
em
vida
do
Sancto,
e que
é
bellissimo.
Confesso
que
me
senti
lisongeado
de
termos
feito
presente
á
Ita-
lia
de
um
grande
Sancto,
e
de um
bello
sancto.
O
estojo realça
o
diamante.
Agora
estou
em
Florença.
Já
interrompi
esta
para
dar um
peque
no
giro
pela
cidade.
Decididamente
é
a
patria
da
arle
italiana.
Todas
as
ruas, to
das
as
lojas,
todos
os
muros
estão cheios
de fotografias,
cópias
dos
modellos
dos
grandes
mestres
que
vivem
nas
suas
lé-
las<
no
incomparável
museu
Pitti,
o
que
qualquer
engraixador
de sapatos dos
muitos
que
pejam
as
esquinas das
ruas,
sabe
mais
de
esthetica-
e
de
historia
artística
do
que
qualquer
dos
nossos
ministros
d’eslado.
Seja
dicto
entre
esta
folha
e
os seus
olhos.
E
sem
mais,
meu
bom
e
paciente col-
lega.
Chama-se
a
isto
ser
massante.
A
culpa
é
sua.
Não
me
pedisse,
mais
cartas
minhas.
Amanhã,
sem
falta
alguma,
parto
para
Roma.
Vou
reunir-me
á
grande peregri
nação
bespanhola
que deve chegar
depois
d
’
ámanhã
á
nossa
Roma,
para
visitar
e
venerar
o grande
homem
do
século
XIX.
Um
aperto
de
mão,
e
um
novo protesto
d
’
estima
do
seu
Amigo
sincero
e
collega
indigno,
J.
J.
SENNA FKEITAS.
--------- -----------------------------------------------------------------------
Coimbra,
9
d’outubro.
(Do
uusso correspondente}.
Acabo
de
chegar
a esta
cidade
fazen
do
parte d
’
esse
bando
d
’andorinbas
de
sciencia,
que todos
os annos
desprendem
o
vôo
dos
lares paternos
para
virem
pou
sar
aqui
n
’
este
alcacer
de
sabedoria.
Des
de
já
me
compromelto
a
dar-lhe
as
no
ticias
mais
notáveis
durante
o
anno
le-
ctivo.
Tem
chegado
muitas
d
’essas
andori
nhas,
(para
me
servir
da
frase do
meu
amigo
N.
da
Ponte)
afim
de abrirem
ma
tricula
no
grande
livro da
instrucção;
e
porisso esta cidade
começa
de
acordar
do
seu
somno
de
dois
rnez.es
.
Hoje
notava-se
já
grande
movimento,
principalmente
nos
hotéis. No
Central
es
tavam
á
meza
cerca
de
duas
dúzias
d
’
es-
tudantes.
Não posso
descrever-lhe
a
jo
vialidade,
o
cavaco
alegre,
scentillante,
á
cea
d
’hoje. Cada um contava a
sua
histo
ria,
ou
fazia
a
historia
de
como
passou
as
ferias,
repassada de ditos
chistosos.
Tu
do
se
tratava
por
tu,
não
obstante
para
alguns ser esta
a
primeira
vez
que
falia-
vam.
Era
o
convívio
alegre
e
franco
de
irmãos,
verdadeira cea
d
’
estudantes,
que
aqui
são
caraclerislicas,
e
verdadeiramen-
te
originaes
em
casa
das
lias
Camélias.
Quem ha
’
hi
que
não
conheça essas
duas
velhinhas, que
os
rapazes
frequentam
á
noute
para
lhe
gastar
o
peixe,
que
só
el-
las sabem fritar?
Quem os
não
viu
ainda
sentados
em
cima
da
pipa
com uma
sar
dinha ou
linguado
espetado
n
’
um
garfo
..
de... cinco
dentes,
apimentando
o
petisco
com
a
mais
bella
chalaça académica?
Honlem
houve
na
capella da
Univer
sidade
a
missa
solemne
do Espirito
San
cto
e
a
oração
da
Sapiência.
Assistiu um
numero
iemitadissimo
de
lentes,
porque
lemitadissimo
é o
numero
dos
que
cum
prem
com
o
seu
dever. Uns
estão
nas
praias
e
outros
nas...
commissões.
Começaram
hoje os
exames
de
pre
paratórios,
no
lyceu.
As
reprovações
são
proporcionaes
ás
aprovações.
Tem
havido
socego
entre
os
rapazes.
Antes
assim.
—
Tem
hoje
chovido
a
cantares.
O
Mondego
começa
de
engrossar
a
sua
cor
rente,
fazendo-se
já
por
elle
a
viagem
para
a
Figueira da Foz,
que
até
agora
os banhistas
tinham
de
fazer
em
carros.
Agora
os transportes
são muito
mais
la
ceis
e
baratos.
A
classe
pobre
aproveita
agora
este meio d
’
ir
tomar
banhos
de
mar.
A
classe
rica e
illustre,
essa
já
re
gressou da
Figueira,
ond,e
deixou
os co
bres
e
a
saude,
e
quem
sabe
se lambem
a
honestidade?!
Os
primeiros
na roleta,
que
lá
funecio-
nou
descaradamenle
;
a
segunda
nos bai
les
e
em
muitos
divertimentos
desregra
dos,
que
por
lá
havia,
e a
terceira
em
certos escândalos,
que
por
lá
se
deram.
—
Vamos
ter
aqui
um corpo de
policia
civil,
segundo
se
affirma.
Seriam
alfim
ou
vidos os
clamores
da
imprensa,
e
as
quei
xas
dos particulares
?
Ao
«Tribuno
Popular»
cabe
muita
hon
ra
na
creação da
policia, porque
foi
o
jor
nal,
que
n
’
esta
cidade
a
reclamou inces
santemente, mostrando
até
á
evidencia
a
sua
necessidade;
honra
lhe
seja, e
nunca
as mãos
lhe
doiam.
A respeito
de
policia
civil,
dizia
hon
tem
um
espirituoso
:
tudo
agora
é civil
em
Portugal
:
casamento
civil, enterro
ci
vil,
registo
civil....
e
os
homens
cada
vez
mais
incivis.
E
linha
rasão.
IAZ5TILO
_<7.is«oeãaçíío
Catliolicn.—
Já se
acha
installada
na
sua
nova casa,
na
rua
No
va de
Sousa,
n.°
23,
a
Associação
Calho-
lica.
Tanto
o
local,
como
a
casa
são ex-
cellentes;
porisso
não
podemos
deixar
de
louvar
o acerto
com
que
a
benemerita
di-
recção procedeu
na
escolha
respecliva.
A
proposito
diremos:
que
seria
mui
to
para
desejar
que
a
direcção
attendes-
se
á
proposta
d’
alguns
socios
—
para
que
na
quadra
do
inverno
a
Associação
este
ja
aberta
todas
as
noites.
Somos
de parecer
que
da adopção
d
’
es-
ta
proposta,
pode
resultar
grande
utilida
de para
a
Associação.
Se
todos
asBírn fossem... ndeug
imprensa periódica!
—No
momento
em que
tomamos a
penna
vae a
sair
a
porta
do escriptorio
da
administração
d
’
es-
te
jornal
um
nosso
assignante
de
Melgaço,
que
veio
declarar-nos
que
deixava
de
sub
screver
para
o
«Commercio
do
Minho»,
unicamente
porque
o
snr.
director do
cor
reio
d
’
aquella localidade só
fazia
a entre
ga
d
’
este
e
outros
jornaes,
um
dia
depois
de terem dado
entrada
na
repartição,
e
de
elle,
director,
os
ter
lido.
Não
acreditaríamos
que
taes
factos se
dessem,
se
nol-os
não
asseverasse
pessoa
digna
de
lodo
o
credito.
Por
agora
limitamo-nos
a pedir
ao
snr.
director
do
correio
de
Melgaço
que
cum
pra
cora
o
seu dever.
Julyailo
da
Sé.—
0
ex.
ni
°
dr.
Adol-
pho
da Cunha
Pimenlel,
redactor
da
«Re
generação», foi
nomeado
juiz
ordinário
do
julgado
da
Sé.
Coileçjio
de
S.
José.
—
Por 11
ho
ras
da
manhã
d
’
ante-hontem verificou-se
a inauguração
deste
collegio,
de
que
é
director
o
snr.
José
Valerio
Capella.
Como,
por justos motivos,
não
podemos
assistir
a
este
aclo
,lrancrevemos
as seguin
tes
linhas
do
«J.
do
Minho»:
Alem
do
corpo
docente
e
de
nume
rosos
estudantes
achavam-se presentes
os
exm.
tS
snrs.
commissario
dos
estudos, se
cretario
geral,
coronel
commandanle
de
tinas das
janellas
pertencia
aos
cuidados
de
Helena.
A
intriga,
a
maledicência,
e
mesmo
a
calumnia
alimentavam
este homem,
e
es
ta
mulher,
que
se
tinham encontrado
no
mundo tão
iguaes,
tão
dignos
um
do
ou
tro.
Não
era
pois
acreditável,
que
a
causa
dos
passeios
d’
esses
mancebos por aquella
rua,
d
’
antes
tão
pouco
frequentada,
esca
passe
a
Jacob
e
sua
mulher.
fim
dia
Jacob
disse—
a causa
é
aquillo.
E
aquillo
era uma casa de bella
appa-
rencia,
que
ficava
defronte
da d
’
elle
:
ca
sa
muito
conhecida,
mesmo
muito
amada
pelos
habitantes
da
rua
de...,
ou melhor
pelos
habitantes
e
frequentadores
do
bair
ro
da
Lapa
do
Desterro.
Era
essa
casa
assobradada,
e sobre-
montada
por
um
solão,
ou,
se
quizerein,
por
nm
meio
sobrado
com
tres
janellas
de
peitoril,
lendo
o
andar
inferior
cinco,
todas
porém
igualmente
de
peitoril
:
do
lado
esquerdo
dava
entrada
para
ella
um
humilde
alpendre,
que
levava,
os
que
por
elle
praticavam,
a
uma
escadinha
de
qua
tro
degraus, pelos
quaes
se
subia
ao pri
meiro
andar:
pela
parte
direita
e
na
ex
tensão
de
tres
braças erguia-se
um
muro,
que
occultava
aos
olhos dos
curiosos
pe
queno
e gracioso
jardim,
e
breve
se
ter
minava
confinando
com
uma
velha
casi
nha.
Nada portanto
mais simples,
nada
menos'
romanesco,
do
que
o
aspecto
d
’es-
sa
casa
;
mas
porque
sua
fronteira
fosse
toda
pintada
de
uma
bella côr de rosa,
ex-
ceptuando-se
a
cimalha
e
os
caixilhos
das
vidraças,
que
eram
brancos
; os
habitantes
e frequentadores
do
bairro
da
Lapa
do
Desterro
deram
lhe
o
nome,
e
teimavam
em chamal-a
com
o titulo
muitíssimo
poé
tico
de «Ceo-côr-de-rosa.»
Seria porém
a
côr
da
frontaria
da ca
sa,
de
que tratamos,
a
verdadeira causal
de
sua
denominação
quasi
sacrílega
?..
cer
lo
que
não
:
o
instincto
do
coração
de
um
homem
advinha
para
logo, que
ahi
de
ve
habitar
uma
mulher,
provavelmente
muito
bella
;
porque
esse
nome
de Ceo-
côr-de-rosa
tem
em
si
alguma
coisa
de
poético
;
e
n
este mundo
tão
por
demais
enganador
e falso,
e n
’
esta vida
tão
por
demais esteril
e
trabalhosa
o homem
só
encontra
poesia
e
encanto,
onde respira
a
mulher
: por
consequência
a côr
da fron-
taria
era
o
meio, a
existência
de
uma
mulher
n
’
essa
casa,
era
a
causa
unica de
seu bello
nome.
Com
eífeito
uma
moça,
que
a
ser
jul
gada
pelo
que d
’
ella
apregoava
a
fama, era
tão
lineba
como
nova,
tão
rica de
encan
tos
como
pobre
de annos,
embeliecia e
tornava
cheia
de
interesse
a
modesta
ha
bitação
: centro
para
onde
convergiam
mil
simpalhias,
tinha
ella
seu
nome
abençado,
sua
vida
mergulhada
em
uma
atmosfera
toda
poética,
seus
hábitos
e
costumes,
suas
acções,
sua
casa,
e
quanto
com
ella
estava
em
relação
gozando honras
roma
nescas,
graças
á
imaginação
fervorosa
de
um
publico
idolatra.
Assim
já
vimos,
com
que
nome
tão
al
tivo
era
conhecida
a
morada
da
feliz
mo
ça
;
e
fez
o
povo
mais
ainda
: para
com
uma
antithese
tornar
dobradamen-te
notá
vel
a
conta,
em
que
tinha
o
Ceo-côr-
de-rosa,
aproveitou-se
da
exislencia
da
po
bre
casa,
que
junto
do
muro
do
jardim
da
primeira
se
via
; e
em
castigo
da
sua
miséria,
pois que
muito
baixa,
só
havia
n
’
ella
demais
um
sotão,
que
nem mesmo
lançava
janellas
para
a
rua,
e
toda
se
mos
trava
já
meio arruinada peh força
dos
annos,
e
bastante
intrigueirada
pelas des
feitas do
tempo, deu-lhe o
epitheto affron-
loso
de
•Purgalorio-trigueirq.»
Tendo
por essa
maneira
feito
notar a
casa
da moça
querida
com
um
nome
sa
grado,
e
a que
lhe
ficava contígua
com
uma
alcunha
de
maldição,
os
entbusiastas
foram
por
diante
com
a
sua
antithese.
Entenderam,
que
o
nome
baptismal
da
mo
ça,
não exprimindo nenhum
dos sentimen
tos,
que
por
ella
nutriam,
não lhes po
dia
servir
para
fazel-a
designar
;
e então
acertaram
de
chamal-a
—
Bella
Orfã
—;
por
que
assim
a
tornavam
por
dois
mo
los
in
teressante:
interessante aos
olhos pela
bel-
leza,
e
ao
coração
pelo
estado
;
e
emfira
chegou
a
vez
da
antithese
cruel,
e
a
uma
pobre
mulher septuagenaria,
que
morava
no
—
Purgatorio-lrigueiro
—foi
lançado
o
in
sultuoso
appellido
de
—
Velha
brucha.
Depois,
como
para
dar
os
últimos to
ques
á
apotheose
da
feliz
senhora,
elles
estudaram
os
hábitos,
observaram
as
ac
ções,
e
os
passos
da
Bella
Orfã, e inter
pretações
e
explicações
tão
poéticas
como
esse
nome
vieram completar
o
romance,
que
a
imaginação
popular
creava.
Por
exemplo
:
a
moça
tinha
desde
os
mais ten
ros
annos contrahido
o
habito
de
desper
tar
com
a
aurora
para passar
a
primeira
hora
da
manhã
no
pequeno
jardim do
Ceo-côr-de-rosa
:
a explicação
não
tardou
:
«Ha,
diziam
surtindo
uns
aos
outros
os
enthusiastas,
ha
uma
paixão, e
a
mais
de
cidida
correspondência amorosa
entre
a
Bel
la
Orfã,
e
o
Sol
;
de
ajuste
despertam
am
bos
á
mesma
hora
para,
livres
de
testi-
munhas,
se
irem
namorar
de
manhã
ce
do,
elle
do
alto dos
ceos, e
ella
do
meio
das
flores.
(Continua)
deixando
de
si
triste
memória;
infanteria
8, e
outros
dislinctos
cavalhei
ros
que
honraram
e
abrilhantaram
com
a sua presença aquella
solemnidade.
Pronunciaram
discursos
os
direclores
José
Valer.io
Capclla
e
dr.
Patrocínio da
Costa.
N
’
um brilhante
improviso
o
snr.
com-
missario
dos
estudos
mostrou
também
a
immensa
utilidade do
desenvolvimento
da
inslrucção,
animando
os
alumnos
ao
estu
do
e
auspiciando
excellentes
resultados
aos
exforços
d
’
estes
e
dos
seus
professo
res.
EEomrio. —
Foi
approvado
o
horário
de
inverno
para
a
exploração
do
caminho
de ferro
do
Douro
de
combinação
com
a
direcção
do
caminho
de ferro do
Minho,
e
que deverá
começar
a
vigorar
de
45
do
corrente
em
diante.
O
comboio
21
partirá do
Porto
ás
7
e
45
da manhã,
e
o
23
(correio)
ás
3
ho
ras
e
50
minutos
da
tarde,
o
n.°
22
par
tirá
de
Cabide
ás
6
e
20
(correio)
da
ma
nhã,
e
o
24
ás
3
e
19
da
tarde.
Foi
egualmente
approvado
o
novo
ho
rário
de
inverno
para
o
caminho
de
ferro
do
Minho
que
começará
a
vigorar
no
mes
mo
dia.
O comboio
n.°
1
mixlo
partirá
do
Por
to ás
6
e
meia
da
manhã
;
o
n.°
3
(cor
reio)
ás
9
horas
e
40
minutos
;
e
n.°
5
mixto
ás
4
horas
e
40 minutos
da
tarde;
o
comboio
n.°
2
mixto
partirá
de
Braga
ás
6
horas
e
10
minutos
da
manhã
;
on.°
4
(correio)
á
1
hora
e
40
minutos da
tar
de;
e
o
n.°6
mixto
ás 4
horas
e 30 mi
nutos
da
tarde.
Roubo.—
0
marechal
de
Saldanha,
representante
de
Portugal,
em
Londres,
acaba
de
ser
victima
d
’um roubo
em
im
portância
superior
a 30
contos.
Segundo
consta
ao «Diário
da
Manhã»
o
roubo foi
commeltido
por
um
indivíduo
que
ha
já
alguns
annos
se
ausentou
de
Lisboa,
mas
que,
ainda
assim, teve
artes
para
de
satiar
a
compaixão
do
bondoso
marechal,
tendo
conseguido,
a
pretexto
de
interesse
pela
vida
do
illustre
enfermo,
entrar
nos
seus
aposentos,
na
occasião
em
que
este,
ainda
convalescente
da
grave
doença
que
ulti
mamente
o
acommetera,
assignava
uns
papeis,
que teve
habilidade
de
empalmar,
resultando
da
empalmação
o marechal
as-
signar
uma
obrigação
de
divida
de
que
se
apossou
o
industrioso
cavalheiro.
O
roubo
parece
dever
malograr-se,
por
que
para
o
seu bom
exilo
tornava-se
mui
to
preciso
que o
marechal
não
resistisse
á
sua ultima e
grave
doença:
como
eram
de
opinão
as
mais
robustas
intelligencias
medicas,
que
n’
essa
occasião
cercavam o
leito
do
enfermo.
Promoções militares.
—
Pelo
mi
nistério
da
marinha
fizeram-se
as
seguin
tes:
A
capitão
de
fragata,
o
capitão
tenen
te,
nomeado
governador
de Macau,
Car
los.
Eugênio Correia
da
Silva.
A
Maria
A
tonio
A
Anlonio
Maria
Cardoso,
Schultz
Correia,
Antonio
de Azevedo
e
Vasconcellos,
João
Braz de Oliveira
Jú
nior,
Julio
Zeferino
Schultz
Xavier,
Julio
Alves
de
Souza
Vaz,
Álvaro
Antonio
da
Costa
Ferreira,
José
de Azevedo
Ferreira
Leitão,
José
Gomes
Felgas, Augusto
Ma
ria
Osorio,
Carlos Ernesto
Gonçalves
Tei
xeira,
Cândido
Rodrigues Setúbal,
Anlo
nio
de
Carvalho
de
Brandão,
Alfredo
Au
gusto
da
Rocha
Antas Ribeiro,
Demetrio
Cinatti,
Francisco
Soares
Franco, D. Fer
nando
mentel
Silva.
capitão
tenente
o
Io
tenente
João
Esteves
de
Freitas.
l.°
tenente
o
2.°
tenente
Luiz An
de
Moraes
e
Souza.
2.0S
tenentes os
guardas
marinhas:
João
Augusto
de
Serpa Leitão
de
Mansilha
Pi-
e Anlonio
Tlieodorico
da
Costa
c
guardas
marinhas
os
aspirantes:
Augusto Pinheiro,
Francisco
Julio
Carlos
Barbosa
Leal,
Alfredo
Maria
Corrêa
Sea-
bra,
Anlunio
Augusto
Alves
Loureiro,
Emygdio
Augusto
Cárceres
Fronteira,
Eduardo
Alexandrino
Salter
de
Souza, Joa
quim
Antonio
Nunes
da
Silva,
João
Au
gusto
de
Fontes
Pereira
de
Mello,
Ernes
to
Augusto da
Costa
Penaguião,
Christia-
no
José
de
Senna Barcellos,
Eduardo
Au
gusto
Gomes
de
Sousa,
Joaquim
Gomes
Xavier
de
Mattos,
João
Agnello
Vellez Cal
deira-
Castello-Branco,
Antonio
José
Cazi-
miro
Ferreira.
Teleijraimiias «le Eiaboa.—
LIS
BOA
4.
—O
«Diário» declara
aberto
con
curso
por
30
dias
para
o
provimento
das
egrejas
de
Cavez,
no
concelho
de
Cabe
ceiras
de
Basto;
Painzella,
idem;
Friande,
no
concelho
da
Povoa
de
Lanhoso;
Quei
jada,
no
concelho
de
Ponte
do
Lima;
tu
do
no
arcebispado
de Braga.
Foi
concedida
licença
45
dias
ao
snr.
Coelho,,
conservador
do
registro
predial
no
concelho
de Louzada,
depois
de
reco
lher
o delegado
respectivo.
Foi
á
assignalura
regia
a
ordem
do
exercito,
transferindo
para
caçadores
8
o
alferes
de
infateria
8.
Miranda;
para
ca
çadores 9
o
capitão-tenente da administração
militar,
Pinto
de
Almeida;
para
major
da
praça
de
Valença
o
major
de
infanteria
5,
Pedreira.
Colações da
Bolsa:
Inscripções
de
as
sentamento,
46,30;
46,50;
56,55;
para
o
fim
do
m^z
46,64;
46,65;
coupons
da
di
vida
externa,
46,50;
obrigações
prediaes,
910300
reis;
obrigações
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
4,
a
serie,
reis
250500;
acções
de
Caixa
de
Credito
In
dustrial,
100000
reis;
fundos
hespanhoes,
coupon
do
l.°
semestre,
12,80;
12,83;
idem,
do 2.®
semetre,
18,75;
12,40.
LISBOA
5.
—O
«Diário»
contém:
Map-
pa
comparativo
dos
eleitores
e
elegíveis
para
deputados;
despachos
pelo
ministério
da
justiça;
nota
do
estado
da
divida
fiu-
ctuante
em
30
de
setembro,
sendo
a
sua
importância
9.880:304-0045
reis;
convenção
para
a
uniformisação
e
aperfeiçoamento
do
metro,
celebrada
em
Paris
entre
Por
tugal
e
diversas nações
da
Europa
e
Ame
rica.
Foram
agraciados:
com
a
comnaenda
de
Chrislo
o
snr.
Pompilo
Franco;
com
o
habito
de
S.
Thiago
o
snr.
Joaquim
Carlos
Paiva
de Andrade.
Foi
exonerado
o
administrador
substi
tuto
de
Meda.
Foram
approvados
os
orçamentos
das
camaras
de
Fundão
e Moura.
Na
Bolsa
venderam-se
hoje
os
seguin
tes
títulos:
inscripções
46,70;
fundos
hes
panhoes
com
o
coupon
do
l.°
semestre
de
1875
12,62.
SECÇÃO
DE
COMMUmDOS
meelling
sustentou
a
conveniência
da
neu
tralidade
da Grécia
afirmando
que
uma
lolitica
differenle
será
perigosa
pois
que
a
Europa
não
desconhecerá
assim
os
di
reitos
do
povo
da
Grécia.
BELGRvDO
3—
Oííiciaes
russos
che
gados a
esta
cidade
trouxeram
noticias
de que
o
governo
do
csar
ordenou
ás
administrações
das
linhas
do
caminho
de
lerro
que
condusem
á
Turquia
e
a
Rou-
mania conservarem
diariamente
á
sua
dis-
josicão
16 comboios.
PARIS
4
—Uma circular
do
governo
russo
exprime
o
desejo
de
ver
impor
ces
sação
de
hostilidades
ás
duas
partes
em
guerra.
Numerosos
telegrammas
faser
pre-
r
er
próxima
reunião
d
’
uma
conferencia
íuropeia.
MADRID
4
—
Telegrammas
de
Havana
de
hontem
annunciam
que
houve tentati
va
mallograda
de
assassino
contra o
pre
sidente
da
republica
de
Haiti.
Cabeceiras
de Basto
3
doutuhro
de
1S96.
Snr.
redactor.
Rogo
a
v.
se
digne
inserir
no
seu
muito
lido
jornal as
seguintes
linhas,
pelo
que
lhe
ficará eternamenle
grato
o
De
v.
etc.
Nemesys.
Os escândalos
e
vinganças
mesquinhas
do
administrador
d’
este
malfadado
conce
lho,
José
Joaquim
Pereira
Leite
Magalhães,
parece
que
vão
ter
um fim.
Foi
prezo
ultimamente
á sua
ordem
um
rapaz
bemquisto
de
lodos,
trabalhador
e
honrado,
pelo
simples
facto
de
embir
rar
com
elle.
Em
seguida
remelte-o
sob
prisão
para
Braga,
informando a
auclori-
dade
superior
dolosamenle,
por
isso
que
apresentava
o
pobre
rapaz
como
refracta-
rio
e
vadio,
tendo
elle
apenas 18
annos
de idade,
e
tendo
sido
serviçal
do
mesmo
administrador
e
sendo
(ao
tempo
em
que
foi prezo)
ofíicial
do
armador
Antonio
Joaquim
Pinto!
Custa
a
crer
!!!
Esta
prepotência
indignou
toda
esta
gente,
que
desde
ha
muito
está
cansada
de
soffrer
este
sugeito,
que
terá
tudo,
menos
as qualidades
que
a
posição
que
occupa
requer.
A
victima
do
administrador
foi
obri
gada
a
assentar praça no
regimento
de
infanteria
n.°8,
pelo tempo
de
11
annos!
Em
28
do
mez
Cindo
requereu
o
quei
xoso
perante
o
meretissimo
juiz
d
’
esta
comarca
,
contra
o abuso
de
poder
e
in
formação
dolosa
dada
pelo
mesmo
admi
nistrador
do
concelho;
e
acabam
de
in
formar-nos
que
o snr. juiz
mandou
ouvir
o
muito
digno agente
do
M.
P.,
que
re
quereu
o
competente
auto
de
corpo
de
delido.
Confiamos
inteiramente
nas
auctorida-
des
judiciaes
d
’
esla
comarca,
e
por
isso
esperamos
que
se faça
justiça
inteira
a
esta
pobre
victima
dos
maus
figados do
homem
que
despresa
tudo para
conseguir
os
seus
(ins.
Continuaremos.
Nemesys.
UIiTIMOS
TEIaEGRAWIMAS
16ESCI1 IIAVAS
ATHENAS
4—
0 presidente
do
conse
lho
de
ministros
recebendo
os delegados
quel
he foram
a|presentar a
resolução
d
’um|
BANCO
DA
COVILHÃ.
Balanço
em 30
de Setembro
de
1876.
Aetivo
Accionistas.
...
.
.
.
5:4000000
uetlras
descontadas
e
a
receber
.............................
395:9220434
Papeis de
credito.
.
.
.
7:6000310
Agencias
no paiz.
.
. .
22:6710643
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
24:3570629
Efleitos
depositados
.
.
.
12:0000000
Empréstimos
s.
penhores.
164:6640945
Ditos
em
c.
c.
com caução
218:3370350
Devedores
geraes.
. .
.
8:2350901
Mobília
e
utensílios.
.
.
2:0390114
Despezas
d
’
inslallação
.
.
2:7740032
Contas
interinas.
.
.
2440985
Caixa
........................................
31:9610613
896:2090956
Passivo
Capital...................................
750:0000000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
2:3700601
Devidendos
a
pagar.
.
.
8:9510600
Depositos
á ordem
.
.
.
11:9430132
Ditos
a
praso.......................
95:4920980
Credores d
’
effeitos deposi-
lados...................................
.
12:0000000
Lettras
a
pagar
....
3700180
Devedores
e
credores.
3:0200552
Ganhos
e
perdas
....
12:0600941
896:2090956
Covilhã 2 de
outubro
de
1876.
Os
Directores
J.
d'A.
Vaz
de
Carvalho.
1.
T. M.
Megno
Ryesler.
SÀÚDh Ã
TODOS
sem
medicina,
por-
gaulês
nem despezas
com
o
uso da
delicio-
sa
farinha
de
saúde,
1)0
BARRY
de
Londres.
ananota d
’invariavei aueeem
4
Qualquer
doente
acha
por
meio da
deliciosa
Revalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia)
gastricas,
gas
tralgias,
flegmas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauscas,
vó
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
coliicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahto,
das
bron-
chites,
da
bexiga,
do
íigado,
dos
rins, dos
Intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
‘na
snr.
a
marqueza
de Bréhan,
do
doutor
Manuel'
Saens de
Tejada
da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província de Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:—Tenho
a satisfação
em
fazer-lhe
sciente
que
minha
filha
com
o
uso
d
’esla
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valescière
choeolatada,
curou radi
calmente
de uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por
causa
da
comixão
insuportável
que
padecia. —
De
V.
S.a
at-
tenlo
venerador,
P
errin
de
la
H
ittoles
,
ao Visconsulado de
França.
Cura
78:421.
(Herpes)—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
annos
de Herpes,
foi
curada
com
pleta
meme
com
a
Revalesciére.—
J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr (Baixo
Reoo)
4
de
junho
de
1862.
Senhor
:—
A
Revalesciére
tem
feito
na
minha
pessoa
uma
mudança
maravilnosa.
lendo
readquirido
não
sómente
as minhas
forças,
mas
também
parecendo-me
que
es
tou
completamente
remoçado,
tornou-me
o
appelite,
que
desde
muito
tempo
tinha
per
dido,
e a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40 annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car-
esquentar,
economisa
cincoenls
Seis
ne
sem
vezes
o seu
preço
em
remedios. — Preços
lixos da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha de lata,
de
*
/
*
kilo„
500
; de1/^
kilo
800
rs ; de
um
kilo, 10400
reis; de
2
*
/
s
kilos,
30200
reis; de
6
ki-
los,
60400
reis,
e
de 12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po-
d^m
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e 10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Slcvaileseière
eHoeolatada;
ella
res-
tilue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
catne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
JSAnKtV
EW
H4BRY
<!.
*
--
Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regent
Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porta,
JL
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77;
de
Sequeira
; J.
Pinto
;
Desí
*
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F. E. da
Luz
e
Costa,
pharm.;
SBareeSlog,
Ramos, pharm.;
Brag»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
fena-
Ael,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
do
í
.
íjub
,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm. ;
Po
voa <Eo Vnrzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pliarma.
;
Vianna do Costello,
Aftonso
e
Barros, droguistas;
Vilta do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ÃêBADECIMmOS
A
abaixo
assignada
agradece
por
esta
fórma, por
o não
poder
fazer pessoalmen
te,
a
lodos
os
revd.
rncs snrs. ecclesiasti-
cos
e
ex.
mas
famílias,
que
se
dignaram
cumprimental-a
por
occisião
da chegada
de
França
do
seu
sobrinho,
o
padre Jor
dão
de
Mello
Falcão,
e
a
todos
protesta
a
sua
gratidão.
sua
gratidão.
Braga
6
de
Outubro
de 4876.
Guilhermina
Maxima
Lobo
Falcão.
(4340)
A
Direcção
do
Asylo
de
D.
Pedro
V
dTnfancia
Desvalida,
d’
esta
cidade,
faltaria
a
um
rigorose
dever,
se
neste
logar,
e
em
nome
de
todas
as asyladás,
não
agra
decesse
ao
Ex.ni°
Snr.
Joaquim Manoel
Rodrigues
Valle,
distinclissimo
medico.
d
’
esta
cidade,
os
desvelados
cuidados
mé
dicos
com
que
gratuitamente
tem
traclado
este
Asylo
desde
a
sua
fundação
até
hoje.
Acrescendo
mais que
nos pr
ncipios
do
mez
de
setembro
findo foi
atacada
de
uma
febre
thyphoide,
chegando
até
ao
es
tado
adinamico,
a
asylada
n.°
51,
e
S.
Exc.a
não
se
poupando
a
todos
os traba
lhos
e
empregando
lodos os
recursos
de
que
a
sciencia
póde
dispor,
conseguiu,
não
só
que
a
doente
se
levantasse
do
leito
do
soffrimento
completamente
restabeleci
da
da
sua saude,
como
pela
vigilância
e
meios
que
empregou,
para
salvar do
con
tagio
perto
de
60
pessoas,
que
alli
exis
tem.
Actos
d
’
esta
ordem
registam-se
na
imprensa e
em
toda
a
parte,
e
só
se
tem
a
recompensa
no
céo,
para
onde
são
di
rigidas
as orações
das
innocentes,
que
pe
dem
a recompensa
para
o
seu acrisolado
bemfeitor.
Desculpe
S.
Exc.
a
este
alvitre
tomado
pela
Direcção
e
encarregado
de
o
desem
penhar
o
Director
do
mez
findo.
Braga 4
de
outubro
de
1876.
Francisco
Xavier
Gonçalves
Lima.
(4337)
ANNUNCIOS
Pelo
juizo
de
direito
desta
comarca,
e
cartorio
de
Fortuna,
no
dia
29
do
cor
rente
mez,
por
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
de
1.
a
instancia,
silo
no
largo de Santo
Agostinho,
desta
cida
de,
se
tem
de
arrematar
a
propriedade
seguinte:
Uma
morada
de
casas
e
eido,
sito
no logar
do
Carvalhal,
da
freguezia
de
Freiriz,
da
comarca
de
Villa
Verde,
tudo
avaliado
na
quantia
de
878$800
rei^,
e
penhorado
aos
executados
Antonio
Joa
quim, e
mulher,
da
dita
freguezia
de
Frei
riz,
e comarca
de
Villa
Verde,
e
por
isso
toda
a pessoa
que
quizer
lançar
póde com
parecer
no
dito
dia,
hora
e
local.
(4335)
LECIONISTA.
Na
rua
do
Anjo n.°
11 ensina-se
a
lingua
franceza por
a
quantia
mensal
de
800
reis, paga
adiantada.
(4336)
VI.VISO
VF.níSE, VEX.no,
puro,
por
pipa.
Vende-se
na
quinta
do Barrai,
em
Semelhe.
(4338)
Reunião
de credores,
São
convidados
todos
os credores
da
massa
fallida
de
Antonio
José
Pimenta
Gonçalves,
viuvo,
d
’
esta
cidade,
a
reuni
rem-se
no
dia
14
do
corrente
mez
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
tribunal
commercial,
d
’esta
mesma,
situado
no
largo
de
Santo
Agostinho, para
lhes
se
rem
{apresentadas
as
contas que
da
sua
administração
vae
prestar
o
administrador
•da
mesma
fallencia abaixo
assignado.
Braga
6
de
outubro
de
1876.-
Manoel
Antonio
da
S.a
Pereira
Guimarães.
(4339)
Sobealuga-se
a
casa
n.°
48
da
rua
dos Chãos
de
Baixo.
Tem
dous
andares e boas
capacidades.
Para tractar,
na mesma.
(4341)
MUITA ATTENÇÂO
deposito ile biscoitos de Valongo
1—
Largo
da
Lapa
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommen-
daveis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
perfeição
porque
são
feitas,
como pelo
seu
baixo
preço em
relação
a
qualidades.
Preços
porque são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
D
280
Biscoito
maçarão
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
(4331)
190
SALA
Alluga-se
uma
para
dous
ou
ires
es
tudantes
que
não
excedam
a 14
annoJ
cada
um.
Rua
do
Souto
n.°
13,
l.o
andar.
(432
5)
CAIXE1RQ
Pertende-se
um,
com
habilitações
com-
merciaes,
para
uma
TABACARIA.
Quem
se
achar
nas
condições
dirija-se
ao encarregado
da
administração
d’este
jor
nal.
(4328)
«swwpaem
Mâ
illil
INSLIZâ
(INCORPORADA
POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de 3.a classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A SAIR
DE LISBOA
DOURO.
.
.
.
MONDEGO.
.
.
ELBE
.
.
.
.
13
de
Outubro
28
de
Outubro
13
de
Novembro
PREÇOS
Cada paquete «Cesta companhia
leva
a
bordo
crisido»
e
cozinheiros
portuguezez
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as ciasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo os passafleircs teem grátis casssa, roupn cie cama, co
mida
feita por cozinheiros portwguezes, vinho duas vezes por clia,
assistência medica, serviço
de
criados
e outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
que
um
quarto
de século
tem
feito
com
que
os
pa
quetes d
’esta companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional
;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
or
dem,
bom
tratamento
e
accommodações
a bordo,
e pelos
melhoramentos
mais
moder
nos tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agradecimentos de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’entre
elles
leitos
por
es-
cripta
como
consta
de
documentos archivados em
varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES preferidos pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas do
correio,e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um importante subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a honra
de conduzir
Suas
Magestades
o
Impera
dor
e Imperatriz
do Brazil, como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
POR
TO na AGENCIA CENTRAL,
rua
doslnglezes.
23,
do
agente
GUILHERME C. TA1T;
e
nas
províncias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
princi-
paes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga osnr. João
Manoel
da
Silva Guimarães,
Rua
do
Souto.
Dinheiro
a
juro
A
meza
da
confraria
de
Santo
Ama
ro
da Sé, d’
esta
cidade,
tem,
da
mesma
confraria,
a
quantia
de
632$560
rs.;
quem
pretender
até
esta
quantia
a
juro, de
5
°/
6
ao
anno
dirija-se
com
requerimento
á meza,
mencionando
boa bipolheca
e
fia
dores,
ou
falle
ao seu
procurador
no
lar
go
do
Paço
n.°
3.
(4333)
LHh ÍE
Antonio
José
Gonçalves Costa,
parti
cipa
aos
seus
amigos
e
freguezes
que mu
dou
a sua residência
e
oííicina
de
alfaiate
da
rua
da
Sé
para a
rua
Nova
n.° 24,
onde
espera
que
os
seus
freguezes
o
con
tinuem
a
obsequiar.
(4330)
MUDANÇA
Rodrigo d’
Oliveira e
Sousa,
mudou
o
seu
armazém
de
vinhos
da casa n.°
19,
da
rua
do
Alcaide,
para a casa
n.°
11,
da
mesma
rua;
onde
continúa
a
servir
bem
os
seus
amigos
e
freguezes
com
bons
vinhos, assim como
com
oplimos
petiscos.
(4326)
Mudança de escriptorio
José Joaquim
Penha
Fortuna,
mudou
o
seu
escriptorio
de
escrivão
e tabel-
lião,
que
linha
na
rua
Nova de Sousa
d’
esta
cidade
de
Braga,
para
a sua
casa
designada pelo
n.°
20—a
—
situada
no
cam
po
da
Vinha,
hoje
chamado—campo
de
D.
Luiz
l.°—Braga
29
de
setembro
de
1876.
(271)
José
Joaquim
Penha
Fortuna.
MINHO.
.
.
GUADIANA .
COMMODOS
28
de Novembro
13
de
Dezembro
Em
casa
do ilirn.
0
snr.
'Mattos,
na
rua
de
S.
Marcos n.°
53, acha-se
desde
já
aberta
a
matricula
para
lições
de dansa,
que
deverão
começar
no
dia
22
d’
outu-
bro
na cerca dos
Congregados,
onde
se
vae
construir
um
salão
para
bailes na
pró
xima
epocha
carnavalesca.
Preços
:
Por
dous
mezes
a
duas
lições
por
se
mana,
1$500
reis
pagos
no
primeiro
dia
de
aula.
Os
alumnos
tem
direito
a um
bilhete
grátis
para
o baile
da
inauguração.
(272)
(C.
4327)
Ilebdomadario de litteratura.
DIRECTOR
D. F.
Proprietário
e editor—
Antonio
José
Pe
reira
de
Magalhães
Júnior.
No dia
15
do
corrente,
sairá
á luz
o
L°
n
0 do
2.
6
volume
da
BORBOLETA,
que o
novo
editor
tem
procurado
melho
rar
litteraria
e
materialmente.
A
correspondência,
tanto concernente
á
redacção,
como
á
administração,
deve
ser
enviada
d
’
hoje
em
diante
só
ao pro
prietário,
no
escriptorio
do
jornal,
largo
da
Senhora A
Branca,
n.°
36,
Braga.
Aluga-se
na
rua
da Ponte
uma
jRjW
morada
de
casas
apalaçada,
com
sÃíaiã. quintal
e
pôço
;
e bons
commodos
para
uma
familia.
Quem perlender
alugal-a
queira
dirigir-
se
á
mesma
rua,
casa
n.°
58
C.
(4309)
Tendo-se
desencaminhado,
ao
abaixo
assignado,
entre
outros
papeis
de impor
tância
o
bilhete
de
passagem
pira
o
Rio
de
Janeiro
da Companhia
Franceza, po-
risso
pede-se
a
quem
o
achasse de o
en
tregar
em
Braga
em
casa
dos
snrs. Al
meida
&
Pereira,
em
Caldellas, ao Rev.°
Reitor,
em
Villa
Verde
em
casa do
snr.
José
Joaquim
Peixoto, que
receberão
al-
viçaras.
Pois
as providencias já
estão
da
das.
Braga
20
de setembro
de
1876.
Antonio
Pires
da
Costa
Arraes.
(4312)
LECC1OXAMENTO
Antonio
José
Fernandes
de
Carvalho,
faz
saber
que
continúa
a
leccionar em
instrucção
primaria,
latim,
latinidade
e
philosophia,
desde o
dia
16 do
corrente
em
diante.
A
matricula
acha-se
aberta
desde
já
na
rua
do Poço.
n.°
18,
onde
se
dão
todos
os
esclarecimentos
exigidos.
(4329)
CASA DE
SAUDE
EM EÍJSAG.l
10
—
Rua
de
S.
João
—10
FACULTATIVOS
—
Operador
e
assisten
te
Manuel
Joaquim
Alves
Passos
—
Dire-
ctor,
assistente
e
residente
na
mesma
ca
sa
Alfredo
Alves
Passos.
Ha
ires
classes
de
logares,
a
l.a clas
se
a
3$000,
a
2.a
a 2£000
reis
e a 3.
a
a
l£500
rs.
As
mais
particularidades
consta
dos
programmas,
os
quaes
serão
remettidos
a
quem
os exigir.
ERXESTO
C1PE.VMU
DOLÕRES
Scenas da guerra
carlista,
2
volumes
illuslrados.
Preço 800
rs.
Está
á
venda
em
todas as
livrarias
de
Lisboa
e Porto.
•
Para
os
que
apreciaram
as
scenas
que
se
desenvolvem
no
Estudante
de
Sala
manca,
certamente
será
esta obra
uma
agradavel
surpreza
porque
a
DoloYes
é
uma
2.a
parte
do
Estudante,
que com
pleta o
interesse
de
quem
leu
aquelle
ro
mance
e
que
só
por
si
é
um
outro
que
satisfaz
todas
as
exigências
do
leitor.
Remelte-se
a
quem
enviar
o
seu
im
porte,
pelo
correio,
840.
BRAGA
: TYPOGRAPHIA
LUSITANA
— 1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
