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-
k.° ANNO 1876
FOLHA
COSfMERCIAL RELIGIOSA E
NOTICIOSA
NUMERO 56
AsAÍXDa-see
vende-se
no
escripwio
do
editor
e
proprietário
Maria
Dias da
Costa,
rua
Nova
n/áE,
para
onde
deve
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porie.= As
nssi-
-ífiaturns
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondeu-
;
sias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
BKAíiA
—
TKWÇ
4-FE1B
1
SS®
XOVEMÍte
lamilres,
8S5 SSisisiSiro,
1818.
fA'
redacção
do
«
Commercio
do
Minho»]
Tinha-ine
esquecido
pedir
a
um joven
e
exceliente
Amigo
meu.
que
tem
a
bon
dade
de
transcrever
para
o
Commercio
do
Minho
estas
minhas
cartas
ao
Apostolo,
da
cópia
maquinal
que
guardo
de
tudo
quan
to
escrevo.
Só
depois
de
ter
mandado a
cópia
da ultima
carta
adverti
que
faltava
copiar
e
remetter
essa que
vai
hoje, e
que
se
verá
comer
muita
impoitancia
e
interesse,
nos
dms
objectos
que
abrange
—
o
importantíssimo
e
sensalissimo.discpr-
s.o
de
Lord
Beaconsfield
de
que
traduzi
e
exlractei
fielmente
o
mais
importante;
e
a
outra
noticia
para
nós
Catholicos
de
não
menos
interesse,
a
inauguração
do
Grande
Mosteiro
Benedictino
na
Europa.
—Segundo
essa
canalha
liberanga
e
tola
que
lá
domina e
disparata
em Portugal,
(graças,
primeiro,
á
Quadrúpede
Atliança,
e
ultimamente
ás
tolices
de
certos outros
Quadrúpedes),
a
Inglaterra
eslá
perdida,
pois
está
cada
dia
mais
caibrada
de
Fra
des
e Freiras,
e
sobre
tudo
de
Jesuitas.
A.
R. SARAIVA.
lonUre», de Setembro, SSTO.
IA'
redacção
do
t Apostolo».] (
SUMMARIO
/.
—
Muito
importante
discurso
de
Lord
Beaconsfield
fMr.
Disraeli,
o
Primeiro
Ministro],
sobre
u
di/Jicil
Questão
do
Onenle
guerra
da
Ser
via,
etc.;
sobre
a
política
do
Go
verno e
a
divergência
da
opinião
do
povo
aqui;
influencia
perniciosa
das
sociedades
secretas,
etc.—II.
—
Im
portante
relação
da
solemne
inau
guração
de um
grande
convento
e
cMlegio
de
Benedictinos
na
Escossia.
I
—
\
Inglaterra
tem
sido
ha
muito
a
alfiada,
directora,
prolectora,
tutora,
con-
selheira
da Turquia,
porque
a
olha
como
uma
especie
de
guarda
portão
da
Índia
Sem
a
Inglaterra,
provavelmente,
ha
mui
to
que
a
Europa
houvera
sido
purgada
da
vergonha
de
conservar
dentro
de
seus
limites
os
sectários
de
um systema
reli
gioso
e
político, que
tem
por
fito
constan
te
doutrinas
e
moral
tanto
em discórdia
com
os do
evangelho
;
e
cujo systema,
quando
as
circumstancias
lh
’o
permiltem
tem
sempre
por
base
o
mesmo
dilemma
persuasorio
:
—
«Crê,
ou
morre.»
Emquanlo o
vapor não
tinha
tornado
tão
fácil
a
intercommunicação dos
povos,
e
o
estudo
e observação
mutua
dos
mes
mos,
o
extraordinário
modo de
viver,
de
governar, de
proceder
Turcos,
era
apenas
thema
de
curiosas
observações
e relações
dos
poucos
viajantes,
que
por
breves
dias
ou
semanas
visitaram
a
Capital
«lo
Sultão,
e
mui
pouco do resto
de
seus
domínios.
Ós
mesmos
visitantes
da
Palestina
e
Lo-
gares
Santos
occupavam-se,
de
ordinário,
muito
mais
de
suas devoções,
e
dos
in
cidentes
de suas
viagens
e
peregrinações,
que
do
modo
de
vida,
governo
e
admi
nistração,
e
moral iurcos.
Hoje,
que o
vapor e
suas
consequên
cias
tem
posto
tão
rapidamente
lodos
os
povos
em
contacto
muito
mais
intimo
e
frequente,
as
anomalias
do
systema
for
co
manifestam-se
de
maneira
muno
mais
conspícua
e
geral;
ca
impressão
que fa
zem
começa
a
ser
de
muito
maior
conse
quência
;
porque,
apenas
perpetradas,
se
apresentam,
com
velocidade
eléctr.ca,
aos
olhos
da
imaginação
do
mundo
civilisado,
quasi
ao mesmo
tempo
que
tiveram
lo
gar.
f
<
jbmca
.-
s
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
A
estas facilidades de
communicação
I
e
transmissão
quasi
inslantanea
de
noli-
1
cias,
e
ao
empenho
com
que
a
imprensa
1
periódica
d’
este
paiz
se apressou
a tirar
'
vantagem
de
laes
circumstancias,
é
devido
o
eíTeilo—na
minha
opinião.
Providencial
—
do modo porque o
publico Ingiez
se
preoc-
cnpou
de
tal
maneira
de
indignação
con
tra
os
procedimentos
Turcos (na
Bulgaria,
com especialidade),
que em
parte
alou
as
mãos
ao
Gabinete,
para este não
po
der
inleiramenle
obedecer
ás
antigas
tra
dições
de
sustentar
a
lodo
custo
o
po
der
Musulmano,
maquella
talvez
a melhor
parte
da
Europa
—
se
consideramos
suas
proporções
geographicas
e
naturaes.
O
caso
é,
que
o
sentimento
da
gran
de
maioria
do
povo,
se
preoccupou de
tal
sorte
de indignação
contra
os
Turcos,
que
tornou
muito
diflicil
ao
Governo o
dar
aos
mesmos Turcos
a
sympathia
e
favor
an
tigos.
Por
outra
parte,
a
política
de
Can-
ning,
que
elle
tão
indiscreta
como
desca
radamente
annunciou,
em
1826
—
que
a
Inglaterra
*
faria
seus alliados
e
auxiliares
dos
revolucionários
de
todo
o
mundo
pa
ra
combater
os Governos
e
Soberanos
Le
gítimos,
(e
principalmenle
o
Papa
que
e
o
symbolo
de todas
as
Legitimidades),
—
começa
lambem
para
a
Inglaterra
a
pro
duzir
seus
fructos
naturaes.
Resolvi fazer
hoje
uma
parle
princi
pal
d
’esta
carta
o
objecto
que
assim
apon
to ; em razão
da
proeminência
que
natu-
ralmente
adquire,
pelo
facto,
de
ser
;creio
que
pela
primeira vez)
confessada
pelo
Chefe
d
’
esle
Governo, como
cousa preju-
'
dicial,
á
acção
das
Sociedades
Secretas
—
isto
é,
da
praga
maçónica,
em
suas
vá-
i
rias
combinações,
denominações
e
infa- ’
mias
de
Carbonários,
Templários,
Mações,
'
pois
é
tudo
a
mesma
familia,
ou
peste.
I
Todos
os
papeis
principaes,
e
outros,
commentáram
ante-honlem
largamente,
ca-
1
da um
no
sentido
da
própria
parcialida
de,
sobre
o
discurso
feito
pelo Primeiro
Ministro
Disraeli
—
agora Lord
Leascon-
(ield
—
n’
um
jantar
mui
solemne
e
reunião,
dados
no
districlo
que
elle
representava
no
Parlamento
ha
muitos
annos,
antes
de
ter
sido
ultimamente
elevado
pela
Rainha
ao
Condado
e
á
Gamara dos
Lords.
Tinha
de
eleger-se
outro
Representan
te
do
circulo
para
occupar
o
logar
vago
pela
elevação
de
Beaconsfield
; e
havendo
no
Condado
uma familia
rica
e
influente,
de
Lord
Carington,
cujo
irmão,
um
co
ronel, se
propunha como
candidato
no
interesse
Whig,
ou
liberal,
para
occupar
o
logar
que
occupara
Disraeli
; ao
mes
mo
tempo, se apresentou
como
candida
to
Conservador
ou
Tory,
<>
Honorayel
1.
F.
Freemanlle.
E
como
Lord
Carington
e
a
Familia
tem
grande
fortuna
c iníluen-
>
cia
na localidade,
havia
grande
risco
de
que
este
logar
passasse
a
ser
agora
re
presentado
por
um
Liberal,
em
vez
de
um
Tory.
.
..
Convidaram
pois
os
do
Conselho
agri-
!
cola
do
logar
ao
novo
Lord
Beaconsfield
i
seu
antigo
Representante,
para
vir
as
sistir
ao
banquete;
esperando
que
isso
os
ajudasse
a
ganhar
a
eleição
para
o
Can
didato
Tory;
que
assim
tomasse
o
logar
que
Disraeli
oceupou
por
tantos
annos. E
o
Primeiro
Minislio
veio
com
tanto
me
lhor
vontade,
quanto
era muito de seu
interesse que
o
logar se
não
perdesse
pa
ra
o
seu
partido.
Ao
mesmo
tempo,
fazia
muita
conta a elle
Lord
Beascouíield
a
occasião
de
dar
alguma
explicação
e
jus
tificação
da
conducta
do
Ministério
em
re
lação
á
questão
Turca
e
Servia,
quando
os
sentimentos
da nação
em
geral
pare
ciam
ou antes
estavam,
elle
o
confessava,
discordantes
dos
do
governo.
Com gesto,
pois, aproveitou elle
a mes
ma
occasião,
e
não
obstante
os
interes
sados
senões
que
os papeis Whigs
lhe
notam
e
censuram,
é
um
documento ha-
|
bilissimo
o
tal
discurso,
que
enche
quasi
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.-^Sesaestre
850
rs.-^Proein-
i
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3^600
rs.
—
Semestre
1Ã05r
|
xs.=Braz»l,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
I
ou
8Í000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.
—Annuncios
por
linha
29
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignanles
29
d’
abatimento.
tres
colnmnas
inteiras
do Times,
em
let-
tra
miu
la
;
e
manifesta
bem
o
talento
oralorio
e
riqueza de
linguagem,
como
de
ideias,
d
’este
mui
notável homem,
que
por
tal
honrosa
escada
subiu
a
ser
a
pri
meira
anetoridade
d
’este
Governo
e
paiz.
Espero
que
os
leitores
do
Apostolo
me
não
levem
a
mal
o apresentar-lhes
um
resu
mo
do
principal
d
’esta
ção
;
pelos
importantes
e
pelo
objecto,
de tão
para
a
Europa,
sobre
curso.
Um
dos
habitantes
junctos
como
em
uma
pro-
la,
devíamos
encontrar-nos
de facto, se bem que
não
porção
pene-igual.
.
.
Deixe-me
metter
alguma
descri
pção
assaz
complicada,
dividamol-a
em
tres
secções—antes
da
au
diência
—durante
—e
—
depois
d
’ella.
A
*
NTES
DA
AUDIÊNCIA
ordem
n
’csta
Para
este
fim
mui notável
ora-
pontos
que
toca,
alta
consequência
que
do
logar,
e
dos
principaes
lavradores,
foi
quem
propoz
o
brinde
ou sau le,
dizendo
ao
mesmo
tem
po,
entre
onlras
cousas
:
—
«Que
grande
prazer
lhe dava
o
ver
como
uma
pessoa
que
ultimamente
não
era mais
que
um
cida
dão commtim de Inglaterra,
linha
sido
exaltado
á
elevada
posição
de
Conde.
^E
porque
razão?
Por
seus
extraordinários
talentos,
e
pela
maneira
porque
o
nobre
Lord
tinha
servido
não
só
o
dislricto,
mas
a
nação
em
geral.»
(Continua)
versa
o
dis-
A.
II.
SARAIVA.
Roiiu,
J® 4Í’osi
*
«iS»ro
Meu
de
IMG.
bom
amigo
uma
profunda
se
não
repila
Escrevo-lhe
debaixo
de
impressão.
Talvez
que
ella
mais na minha
vida.
Assisti
hoje,
pela manhã,
á
solemnisSi- 1
ma
audiência
da peregrinação
hespanhola,
que
leve
lugar,
não
no
Vaticano,
como
;
todas
as
audiências,
mas
na grande
Basi- :
lica
de
S.
Pedro.
Pela
primeira vez,
depois
da estúpida
e
brutal
expoliação
do
seu poder
tempo
ral,
descia
Pio
IX
á
famosa
Basílica
do
mundo
cliristão.
V.
Rev.
ma
não
me
perdoaria
com
ra
zão,
se
eu
deixasse
de
fazer-lhe
uma rese
nha d
’
essa
magnifica,
e
imponenlissima
ceretnonia,
que lixará
nos fastos
da His
toria
Ecciesiastica
o
dia
16
de
outubro
de
1876.
Nem
eu
m’
o
perdoaria
a
mim
pro-
prio.
Ponhamos
de
parte
apreciações
pes-
soaes,
commenlos,
impressões
de
senti
mento
catholico,
relêvos
d
’eslylo,
porque,
além
do facto
nu
fallar
por
si
mesmo
mais
alto
do que
revestido
de
qnasquer
encarecimentos
impertinentes,
é
certo
que
nem uma
carta
com
privilegio
do
«Times
journal»,
nem
um jornal
d
’
estes
com
lar
gas
de
livro me
bastariam,
se
eu
preten
desse
entrelinhar
de
reílexões,
e
commen-
tarios
o
grandioso
acontecimento,
do
qual
. acabo de
ser
testemunha occutar.
Decifre
lá, como
puder,
estas
esphyn-
i
ges
graphicas
da
minha
penna,
demasiado
impressionada
para
recordar-se da
calii-
graphia. Calamus
scribae
velociter
seriben-
lis.
Confesso-lhe
com
franqueza,
que
um
i
dos
motivos
principaes
que
me
tinham
trazido
a
Roma,
era
o
tomar
parle
na grau-
;
de
peregrinação
hespanhola,
que,
partindo
de
lodos
os
pontos da
cathoiica
Ibéria, de
mandava
piedosamente Aposlolurum
limiiui,
para
prestar
a homenagem
solemne
da
sua adhesão e
filial affecto
ao
Chefe
atri
bulado
de
calholicismo.
Dirigi-me,
por tanto, a
um
dos
dire
ctores
da
dieta
peregrinação,
expuz-lhe
es
te
alvijre,
que
em grande parte inspirara
a minha
saída
de
Portugal,
e
facilmente
fui
admittido ao
numero
dos
peregrinos.
Munido
de
um
bilhete,
e
de
uma
cruz
de
sèda
azul
e
branca
(côr
symbolica
da Im-
maculada
Conceição) tive
com
elles
ingres
so
no
templo
de
&.
Pedro.
Hia representar
o
meu
paiz,
a
par
de
8
060
hespanhoes,
que
hiam
representar
o
seu..........
Formamos
uma
só
Peninsu-
e
imponenlissiaia
Todos
os
dias
chegavam
peregrinos
aos
400,
aos
5O0,
e
800, grupos
estes
compostos
de
Bispos, e mesmo Arcebis
pos,
c
mo
o
de
Granada,
de
Gonegos
de
diversos
Cabidos,
de
religiosos
de
ambos
os sexos,
de
Padres seculares, de
cava
lheiros,
de
senhoras
das
primeiras
famílias
de
Hespanha,
e
de
um
gramle
numero
de
camponezes,
que
para
chegarem
até
Ro
ma, tiveram
de
fazer
utnr
subscripção
nas
suas
terras,
e ainda
depois,
de
pedir
es
mola pelo
caminho,
o
que
os
não
impe
diu
de
muitas
vezes
passarem
fome,
como
me
aífirmoo
um
dos directores
da
pere
grinação.
Não
está
na
minha
mão
deixar
de corar, como
portnguez,
ao
traçar
estas
linhas. Creia-me,
meu
amigo;
hoje
em
dia
e
em
regra
geral,
o
sangue
dos calholi-
cos
portuguezes
não
está
aguado,
está,
na
maxima parte,
coalhado.
O
circulo
catholico
de
Roma
ia
esperar
lodos
os
dias
á
estação
os
romeiros
hes
panhoes.
A
edificação
que
estes
teem dado
nos
templos,
e em toda
a
parle
em que
se
apresentam, tem
ferido
vivainenle
a po
pulação
romana,
e
honra
a
patria
d>
s
he-
roes christãos
de
Covadonga.
Antes d
homem
receberam
or
lem
de
se
munirem
de
uma senha
do
seu
côn
sul.
afim
de
lerem entrada
na
Basílica,
e
de evitar-se assim
a
presença
de algum ad
ventício
impertinente.
Hontem,
dia
de
San
ta
Thereza.
fizeram
a
sua
communhão ge
ral
em
S.
Pedro. Para
este
fim, lodos os
saceidotes
hespanhoes
foram
autorisados
por
S.
Sanclidade
para ouvir
de
coníis-
.
são
os
peregrinos.
A
’
tuna
hora da
la
de
ainda
não
tinham
acabado
as
commu-
.
nhões.
>
«Pareciam
anjos
que
coinmungavam»,
.
dizia
o
Osservatore
fíomano
A
hora
marcada
para
a
audiência
foi
a
das
onze
e
meia
da
manhã.
Mas
logo
desde
as
septe,
os
peregrinos
começaram
a
acudir
ao
Vaticano,
A
partir
das
nove
horas,
a
rua
papal,
a
ponte
de
S
An
gelo, a
rua
do
Burgo
nuovo,
a
praça
de
S. Pedro
apresentavam o especlo
de
um
immenso
séquito
de hespanhoes,
ecclesias-
ticos
e
seculares,
em ommbus,
e
sorte
escoltados
por
duas
espessas
cordas
de
espectadores
attrahido»
ao Vaticano
por
esta
peregri
nação
assombrosa,
monumental,
sem
igual
no
século
XIX,
e
na cidade
de
Roma.
O
vastíssimo
âmbito
de S. Pedro
pa
recia-se
com
um
golpho,
cujo
nivel
a
va
ga
ascendente
deslocasse de
continuo,
at-
tingindo
successivamenle uma
altura
cada
vez
mais elevada. A
principio
só
alguns
rupos
isolados interrompiam
escassamente
solidão
xia
enorme
Basílica.
Mas
pouco
a pouco se
erriçou
de
pe
regrinos
toda
a
capella
do
8.
Simaa
e
Judas
(onde
eslava
colocado
o
ihrono
pontifício),
a confissão de
S. Pedro,
a
baluslrada
do
altar-mér,
e
lodo
o
centro
do
templo,
até
á
Aula
ou
capella
do
Con
cilio.
Os
peregrinos
entravam
em
secções
ou
cirios
disunclos
e
ordenados,
segundo
as províncias dTIespanha
a
que
cada
um
pertencia.
A frente
de cada
uma
das
di
etas
secções
refulgia uma
auriflamma,
lu-
xuosamenle
bordada
a
fio
de ouro,
e
re-
sahida
no
centro
por
bellas inscripções
relativas
á
peregrinação.
Uma
das
províncias
trazia
á sua
fren
te
a vetusta
bandeira
tricolor,
tomada
pe-
nobres
e
plebeos,
a
pé,
de
carruagem;
d
’alguma
romanos
e
estrangeiros.
©
a
los
castelhanos
aos
turcos,
na
celebre
ba
talha
de
Lepanto,
padrão
de
gloria
que
communicava
unia
côr
toda caracterisca,
nacional,
veneranda,
a
esta
ceremonia
já
por
si
tão
profundamente
tocante.
Os
‘que
sustentavam
essa
bandeira,
podiam
fazel-o
sem
pejo nem
affronta,
nem profanação.
Eram
hespanhoes
genuínos, não
degene
rados;
não
inquinavam
um
tropheu
tra
dicional
das
suas
golorias patrias,
eleva-
vavam-no
bem
alli
na
Basílica,
que
elles
eram
os
decendentes
do
Cid,
e
dos
heroes
chrislãos
de
Castella,
que
em
nome
da
fé,
e
pelos
sanclos enthusiasmos
da
fé,
conquistaram
um
nome
que
o
mundo
sa
be
de
cór.
Assim o
estandarte
religioso,
e
o es
tandarte
historico
tornavam-se
duas glo
rias
que
se
contemplavam
reciprocameote.
que
se
rellectiam
e
explicavam
uma
pela
outra.
Convém
não
esquecer
dizer-lhe,
que,
em
consequência
da
esperteza
de
muitos
curiosos,
que souberam
tresmalhar
atra-
vez
dos
agentes
de
inscripção
das
senhas,
na
hora
da
entrada
e
da
vontade
empe
nhada
de
outros
muitos
imruzos
audazes
(e
aqui
o
meu
amigo
poderia
dizer-me
como
a
creada
de
Caifás
dizia
a
Pedro
—
«tu
ex
illis
es»'
que
obtiveram senha
co
mo
sendo
peregrinos
hespanhoes,
e ain
da alem
d’estes,
muitos
de
alto
cothur-
no,
que
obtiveram
bilhete
especial da
ca
ntara
pontifícia,
é
certo
que
em
S.
Pedro
na hora
em
que
chegou
Pio
IX,
não
ha
via
menos
de
umas
12:000
pessoas
sem
erro
de
calculo.
DURANTE
A
AUDIÊNCIA
Quando
soava
meia
hora depois
do
meio
dia,
começaram
a
destilar
da
porta
lateral do altar
mór,
alguns
generaes
do
antigo
governo
papal,
altos
dignitários
da
mesma
epocha.
Arcebispos,
Bispos,
Au
ditores.
superiores
d’
ordens.
embaixadores
de
diversas
nações;
em
seguida
a
guarda
nobre
do
Papa,
em
meio
uniforme
de
ga
la,
addicionada
por
um pequeno
corpo
de
alabardeiros
do
Vaticano,
maestros
di
ca-
mera,
íinalmente
o
sacro
collegio dos
Cardeaes,
e
no
meio d’
elles
o vmto
trez
vezes
venerando
e
mil
vezes sympdhico
de
Pio IX.
S.
Sanclidale
vinha
trajado
simplesmente
—
batina
de
casimira
branca,
facha
de
sêda
cambiante
como
sempre
traz,
manto
de
sêda vermelha,
e chap
11
da
mesma
côr.
Vinha
a
pé;
não
quiz en
trar,
tiazido
na
sédta
gestaloria.
Dizer-lhe,
meu
amigo,
o enthusiasmo,
por
assim
dizer,
phrenetico,
com
qne
os
peregrinos
soltaram
um
viva
a
Pio
IX,
mal
elle
se
deixou
ver
ao atravessar
o
altar
mór,
e
scbre-tiido
quando ganhou
os
de
graus
do
throno,
é
pretender
descrever-
lhe
o indiscriplivel.
Como
dar-lhe
uma
idea
approximativa
de
semelhante
demonstração?
Foi
uma
immensa
explosão
de vozes,
partida
de
mn Vesuvio
humano...
Estes
brados
unisonos
e estridulos
es-
trondeavam
pelo
vastíssimo
zimborio
e
abo
badas
de
S. Pedro, com
uma
mageslade
atterradora
como
os
brados espontâneos
das
massas, e
o
echo
d’
esses
milhares
de
vozes
tinha
alguma
cousa
de
iiVinito,
de
ideal,
de
myslerioso,
que
me fazia
pensar
n
’
aqnelle
terrível
coces
aquarum
muUarum,
do
Anjo
do
Apocalypse,
des
terrado
na
dha
de
Palmos.
A esta
ovação
segniu-se,
como
por
encanto, um
silencio absoluto,
logo
que
o
Summo
Pontífice
se
assentou
no
throno
que
lhe eslava preparado.
O
respeitável
Arcebispo
de
Granada,
presidente
da pe
regrinação,
leu
então
uma
eloquente
e
assaz extensa
allocução,
em
qne,
em
no
me
de
todos
os
peregrinos
alli
presentes,
e de
todos
os
catholicos
hespanhoes,
por
estes
representados, protestava
a
sua
pro
funda
veneração
e
tilial
affecto
para
com
o
Vigário
de
Jesus
Christo,
e bem
assim
o
sentimento
de
intima
amargura,
pelo
qual
commungava
nas
tribulações,
que
por
tantas
vezes
teem
opprimido
o
coração
do
Pae
commum
dos lieis,
e
a sua
invencível,
adhesão
á
cadeira
de
S.
Pedro, symbolo
da
unidade
catholica.
Pm
IX,
terminado
este
discurso,
levan
tou-se,
e
respondeu
em
curtas
mas
refle-
ctidas
e
por
vezes bellissimas
expressões,
ás que
acabava
de
proferir
(com
a
clás
sica
emphase
hespanhola)
o
Arcebispo
de
Granada.
Não me foi
possível
ouvir
nenhum
d
’
estes
discursos, porque,
apezar
de
toda
a
minha
boa
vontade,
e lodo
o
vigor
dynamico
dos
meus hombros,
fiquei
a
distancia
grande
de mais,
para
os
ouvir
distinctamenle.
Mas
já
sahiram
publicados
nos
jornaes
catholicos
de
Roma,
onde
os
/i,
e
dentro
em muito
breve serão
tra
duzidos
nas
folhas
catholicas
do
estran
geiro.
Se,
porem,
não
me
foi
possível ouvir
a
falia
de
Sua
Sauctidade
(e
tanto
empe
nho
fazia
em
ouvil
a)
advinhava
facilmen
te
o
sentido
d’
ella,
pelos
gestos
altamen
te
expressivos
que
a
acompanhavam.
O
Saneio
padre tem um
accionado
magnifi
co,
a
espaços
sublime,
que
falia
mais
e
arrebata
mais do
que
as suas palavras
o
não
fazem
ás vezes.
Os
que
só
o
leem,
sem
o
ouvirem
nem
verem,
ignoram
que
leem apenas
uma
terça
parte dos
seus dis
cursos.
Ao
concluir a
sua
allocução, o
San-
cto
Padre
deu
a
bênção
aos
peregrinos,
e
benzeu
ao
mesmo
tempo
os
innumera-
veis objectos
de
devoção
qne
tinham com
prado
em
Roma
para
este
fim.
Feito
isto,
desappareceu
por alguns
minutos por
detraz
do
throno,
ao
passo
que
rompiam
novos
vivos
á «religião
ca
tholica»,
á
«Egreja
romana»,
e
a
«Pio
IX.»
Pouco
depois,
mostrou-se
á multidão
dos
fieis,
trazido
pelos
sedíarii na sedia
gestaloria,
na
qual
se dirigiu,
atravessan
do
toda
a
Basílica,
até
ao altar
do
Sa
cramento.
Quando
os
peregrinos viram
de
perto
e tão
cerca
dhlles
o
amavel
Pio IX,
e
o
poderam
contemplar
á saciedade,
então
as
ovações
attingiram o
delirio
do
enthu
siasmo.
Bem quiz
o Sancto
Padre,
por
mais
de
cinco
vezes,
e
egualmente
os
C<r-
deies.
vedar estas
manifestações pouco
aza
das ao
logar
sagrado
em
que
nos achava-
mos;
era
simplesmente utn
pouco
d’
agua-
raz
lançada
no
meio
das
chamirns,
dei
xe-me
assim
dizer.
Cessavam
por
um mo
mento,
para
recomeçarem
com
maior
vehemencia
ainda.
Mas
não
eram
profa
nação
esses
vivas,
porque
não
paravam
no
homem, que
não
é
nada
p-.rante
a
face
de
Deus,
mas
subiam
até
ao Vigá
rio
de
Jesus
Christo
na
terra,
ou antes,
passavam atravez de
Pio
IX;
como
a
pre
ce passa atravez
dos
sanclos,
para
só pa
rarem
n
’
Aquelle
de
quem
Pio
IX
não é
mais
do
que o
representante.
Durante
o
lento
trajecto
percorrido
por
este na
cadeira
gestatoria,
foi
o
Papa
sem
pre
precedido,
ladeado,
e seguido
d
’
estes
800
romeiros,
qae
ora
se
prostravam
(mui
to
d
’elles
com
as
lagrimas
nos
olhos)
pa
ra receberem
a
bênção
papal,
ora
agita
vam
convulsivamente
os
chapéus e
os len
ços,
saudando-o
mcançaveis
com
o
sor
riso
dos mais
desvanecido
jubilo
nos
lá
bios,
alé
que
o
Sancto
Padre
se
lhes
su
miu
dos
olhos, entrando
no palacio
do
Vaticano.
Alé
aqui
a
copia
da
realidade,
tal
qual
uma
simples
descripção é
capaz
de
a
reproduzir.
Cn
ia-me, porém,
meu
caro,
que
da
copia
ou
do
transuinpto
á
realidade
me
deia
nada
menos
do
que
um
. pego
sem
vau.
Transmillir-lhe
o
sentimento
de
inevi
tável
e
transportado
enthusiasmo, produ
zido
peia
scena viva
do
Supremo
Pastor
da
Egreja
(e
de
um
Pastor
a
quem
se
reportam
tantas
e
tão
palheticas
recorda
ções
!), elevado
acima
da
multidão
dos
fieis
que
o
cingiam,
para
se
deixar
vêr
por
esses
lilhos
seus
qne
o
tinham vin
do visitar
de tão
longe, e
a
quem
elle
abençoava
com uma
sensível
etfusão
de
enternecimento,
no
meio
do
concerto
ter
rivelmente
magestoso das
ovações
de
8000
boccas,
combinado
com
os
echos
prolon
gados.
repetidos
e
nunca
pleonaslicos
das
abobadas
de
S.
Pedro,
profundas
como
abysmos
pendentes;
transmillir-lhe, digo,
o
commercio
magnético
que
então
se
es
tabeleceu
entre
os
olhos
de
Pio
IX
e
os
nossos,
entre
a
sua
alma
e
a
nossa,
os
seus
pensamentos
e
os^nossos,
entre
o
arfar
do seu
coração
e
do
de seus
filhos
amantes,
commercio,
união,
ou
melhor
unificação,
que
do
Pastor
e
das ovelhas
não
fez mais
do
que
um só espirito,
vi
da,
entidade
moral,
e,
n
’uma
palavra,
uma
só
Egreja,
seria esta
uma
tarefa
impossí
vel,
da
qual
desde
já
a
minha
penna
pe
de
a
demissão,
e a
acceita,
concedida
ou
não.
DEPOIS
DA
AUDIÊNCIA
Completos
os
seus
votos,
começaram
os
peregrinos
a
evacuar
a Basílica
de S.
Pedro
e a
retirarem-se
aos
grupos,
na
ma
xima
ordem,
para
os
hotéis
que
habita
vam.
A
vastíssima
praça
do
Vaticano,
e
to
da
a
rua
que
a
termina
ao
fundo,
e
se
esteniealéao
castello
S. Angello, estavam
tapetadas
de
expecladores,
que tinham
vindo
ver passar
os
peregrinos.
Nada
ha
via
que
censurar
n
’
esta
curiosidade
toda
respeitosa
Alguns
d
’elles
talvez
tivessem
vindo
fazer
um estudo,
d'apres
nalure,
do
chapéu
tubular
dos
Padres
hespanhoes,
e
da
mantilha
negra das
senoras.
Estavam
no
seu
direito.
Em todo
o caso, n’
esla
occasião
deu-
se
um
incidente
bastante
desagradavel.
Hou
ve
um desacato
praticado
para
com
alguns
dos
membros
da
commissão
hespanhola.
Não
foi,
como
em
certa
cidade
que
am
bos
conhecemos, feito
a
um
Bispo,
e
muito
menos
á
porta
da
sua
Egreja
ca-
thedral,
manha
exclusiva
de
mais'
inde
cente
canalha
que
eu tenha
ainda
conhe
cido,
mas
n
’
uma rua
da
cidade,
e
moti
vado
por
um
equivoco
banal,
sim,
mas
que
que
eu concebo perfeitamente
podesse
dar-
se
aos
olhos
da
irmande
dos
avinhados.
Vamos
ao
facto.
Tinham tomado
uma
carruagem
para
dirigir-se
a
caza.
dous
ca
valheiros
hespanhoes
de
alta
gerarchia,
os
quaes
traziam
suspensa
a liracul
uma
char
pa de
sêda amareda
(insijtnia
de uma
or
dem, concedida
pela rainha
D.
Izanel,
mãe
de
I).
Affonso).
Tomando
esta
insí
gnia
inoffensiva
por
uma
demonstração
provocadora
em
favor
do
governo
tempo
ral do
Papa
(!),
oti
fingindo
que
as>im
a
tomavam,
principiaram
alguns
pobres
dia
bos desgravalad<'S,
verdadeiros
assignantes
de
taverna, e
gentalha
de ponla
de
cigar
ro.
a
rodear
a
carruagem
n
’
nma
altitude
hostil,
a
gritar como
possessos
—
«Viva
a
Italia!
Viva
Viclor
Manuel!»
e
a
acom
panhar
estes
vivas
d’
uma
assob ada garo
tai
de
plateia.
Meia
duzia
d’
outros
d
’egual
estofa
improvisaram
uma
bandeira,
e
pu-
zeram-se
a
beirar
no
mesmo
sentido,
sem
nem mesmo
saber
porque,
nem
para
que.
Felizmenle
correram
logo,
d’
espada
tira-
d
>,
os
guardas
de
segurança
publica
com
um
inspector á sua
frente,
e
dispersaram
sem
custo
a
pequena
malta
(d'ésles
com-
munosos
feitos
á
pressa,
podendo
os
pe
regrinos
seguir d’
abi
par
deante
o seu
caminho.
Tal
promplidão
e
iniciativa
po
licial
honra
os
guardas civis
de
Roma
um
pouco
mais, do qu«
a
immobilidade
estúpida
com
que
meia
duzia
de pape
lões
assistem
aos
vivas
completa
e alvar
mente
accintosos
da
porta
da
Sé,
aucto-
risando
os
com
a
sua
presença
de
compar
sas
impotentes...
Os
peregrinos
teem
consagrado
os
dias
que lhes
restam
antes
da
sua
partida,
a
visitar
os
principaes templos
e
sanctuarios
de
Roma, e
o
Papa
deu
ordem
para
que
se
lhes
franqueassem
todos
os
thesouros
de preciosas
relíquias
que
alli
se
encer
ra
m.
AGORA
NÓS
Ahi está
o
que
acaba
de
fazer
a
Hes-
pauha
catholica;
ahi tem
o
meu
caro ami
go
a
magnifica
demonstração,
que
ella
acaba
de
dar
ao
mundo, do
seu
entranha
do
respeito e
aífecto
para
com
o
altribu-
lado
successor
do
Príncipe
dos
Apostolos.
Vê-se,
portanto,
que a
despeito
do
fermento
deleterio
do
mddferenti-mo
re
ligioso
e
da
impiedade
que
aclualmente
a
corroe,
como
um
herpes, ainda se
não
extinguiu
na
patria
do
Cid,
de Xtmenes,
de
S.
Francisco
Xavier
e
de
Sinta
The-
reza
de Jesus,
o
germen
fecundo
dos
he
roísmos
inspirados
na
fé.
Ainda
lá
ha
vida
robusta
nos
corações
catholicos,
e eflica-
cia
sufliciente
da
vontade
para
realisar um
commeitimento
tão
assombrosamente
es
pinhoso,
como
o de
partir
do
extremo
Occidental
da Europa e
percorrer
toda
a
fronteira
da França
e
toda
a
Italia,
atra-
vez
de
incalculáveis
sacriticios,
contratem
pos
e
enojos,
e
isto
n
um numerário pes
soal
alé
hoje
não
visto,
composto
não
só
de
cidadãos
abastados
mas
da
mesma
clas
se
protelaria,
da pobre
gente
da enxada
e
do
parco
jornal,
para
virem ver
a
Pe
dro,
e
depor-lhe
aos pés
a
flor
sempre
virente
da
antiga
fé
hespanhola
e
da
união
invencível
á
cadeira
pontifícia,
centro
da
unidade
christã.
Facto
eloquentíssimo,
que
desdenha
toda a
apreciação
e
encomio,
e
que tem
feito
fremir
de
cólera
a
hyena
da
revolu
ção
no
antro
obscuro,
onde
machina
de
balde
a descatholisação
da Europa
e
a
aposentação
definitiva
do
Papa:
gloria
in
vejável
da
Hespanha,
que
a
reintegra
no
posto distinclissimo
que por
tantos
sécu
los
occupou
no
mappa
catholico das
na
ções
baptisadas.
E
nós?...
Onde
estamos?
que
fazemos?
com
que
rosto
contemplamos
o
grandioso
exemplo
dos
nossos irmãos
visinhos?
Já
o
nosso
sangue
não
tem
força
de
nos
subir
ás
faces? Esqueceu-se
do
caminho
d
’
ellas,
ou
gelou-o
uma
atmosphera
invisível?!
Não
ha hoje
império, reino,
nem re
publica
da
Europa (até
protestante,
sem
fallar
da
America),
d
’
onde
não
tenha
par
tido
um
grupo
maior
ou
menor
de
pere
grinos,
a
visitar
os
tumulos
dos
Aposto
los,
e
o
já
agora
immortal
Pio
IX
para
prplesiar-lhe
a
sua
adhesão
e
affecto.
Por
tugal
é
o
unico
paiz catholico,
que
não
possa
dizer
outro
tanto.
«Razões
sempre
lespeilaveis
de
prudência»,
e
«difliculda-
des
insuperáveis»
o
tem sem
duvi la
im
pedido
de
cumprir
este
ardente
voto
do
seu
coração...
Estamos,
pois,
condernnados
a
uma
absoluta
nullidade
mesmo
religiosa.
Não
nos
basta
a
nossa
nullidade
nacional,
que
presentemente chega
a
poncto
de
que,
com
immensa
vergonha
minha,
ninguém
nos
conhece
cá
por
íóra
senão como
um
synonymo d
’
Hespanha,
nem
sabe
que a
nossa
lingua
seja
outra
que
a
hespanhola
(nos gdbmetos de
leitura,
quando
se
pede
uma gazeta
portugueza,
traz-se-nos
uma
gazeta hespanhola.
E
na
revista
estran
geira
«dos diversos
jornaes
noticiosos»
da
kuropa,
o
nome
do
nosso paiz
apparece
tão
de
maravilha
como
o
da
Patagonia
ou
do
Holtenlotia);
faltava
ainda
que
nem
ao
menos
tenhamos
nem
nos
imporia
de
ter
uma
individualidade
catholica.
Decla
ro-lhe,
meu
amigo,
que
quando
se
é
por-
tuguez até
á
ultima
raiz
do
coração,
este
especlaculo
constante
de
indifferença
de
sespera
de dôr,
e
que,
quando
se
tem
tu
mão uma
penna,
que
não
se
maneja
pela
primeira
vez...,
é
dillicil
vedal-a
de
tran-
stormar-se em
arma
de
guerra
para
per
cutir
sem dó
o
nosso
cath
dietsmo
de
convenção,
de
palavra,
ou de
gala
(nunca
de
dedicação),
a
nossa lethargia
mórbida,
a
nossa
apathia,
mais
do
que apathia,
alrophia
incurável.
De
muitò
bom
grado
buscaria
eu,
mes
mo de
parceria
com alguns
amigos,
pro
mover
na nossa
cara
patria
uma peregri
nação
a
Roma,
de
mil
pessoas
ao
menos,
ou
mesmo
da
metade, se
a minha
expe-
riencia
podesse
illudir-se
ainda
mais
uma
vez,
ou
se
me
restasse
a minima
espe
rança
de
o cpnseguir.
Requiescat
in
pace.
Perdoe-me,
excedente
collega,
cujos
sentimentos
excepeionaes
me
são
por
de
mais
conhecidos,
esta
nevrose
de
biccos
de
penna,
e
este
paroxismo
passageiro do
meu iocorregivel
amor
pátrio,
justamenle
queixoso,
e
deixe-me
acabar
com
a
pre
sente,
que
precisa
de
toda
a
sua
amisa
le,
para
passar
como carta
e
não
como
tes
tamento. Alé
breve.
—Sempre
seu
collega
e
amigo
PADllE
J. J. SENNA FREITAS.
------ -----------------------------------------------------------------------
O
Senhor
Dom Miguel,
geralmente
co
nhecido
na Europa
pelo
titulo,
que,
ás
vezes,
adopta,
de
duque de
Bragança,
esteve
agora em
Baden, a
assistir
ás
corridas
de
cavallos.
Achavam-se
alli lambem
SS.
MM.
os
imperadores
da Allemanha.
Logo que
o
augusto
exilado
chegou,
recebeu
os
cumprimentos da
imperatriz,
que,
como
se
sabe, é
filha
da
rainha
de
Inglaterra.
O
Senhor
Dom
Miguel
foi
agradecer-
lhe;
e,
quando
eslava
fallando com
S.
M.,
abriu-se
a porta,
e
entrou
o
impe
rador
Guilherme.
Este
dirigiu-se
ao
principe
portuguez,
nos
lermos
mais
honrosos,
abraçou-o
af-
fecluosamente,
significando-lhe
o
prazer,
que
tinha
de o
ver
alli,
e
pediu-lhe
com
instancia
que
jantasse
com
SS.
MM.,
ao
que
o
Senhor
Dom
Miguel
se
recusou
cortezmenle,
allegando
qne,
ha
poucos
momentos,
linha
deixado
de
acceitar,
por
motivo
justificado,
um
igual
convite
á
Gião-duqueza
de
Baden.
Estes
factos,
e
outros
idênticos,
que
poderemos
citar, são eloquentes.
Nao
ex
primem
só a
ju-ta
consideração,
que ha
pelos
raríssimos
dotes
de
espirito
e
de
caracter,
que
adornam o
neto
dos
nossos
reis;
provam
lambem,
e
principalmente,
que existe
a previsão,
nas
regiões
da
po
lítica
mais
elevada,
de
que ao principe,
que
por ora
se apresenta rodeado
de
uma
modéstia
tão
nobre,
está
destinada
a
glo
riosa missão
de
restituir
a
um
povo
a
paz
e
a
dignidade.
Riam-se
cemo
quizerem,
mas
a
verda
de
é
esta.
Os
epigrammas
dos
que
se
julgam
se
guros
poderão
servir
para
tudo,
menos
para deter
o
curso
dos successos,
que
a
mão
de Deus
encaminha.
—(«Nação»)
OnTILO
Confereiaeia areheologiea. —
Está
projeclada
uma
conferencia
archeologica
no
local
da
Citania,
entre
Braga e
Guima
rães,
ácêrca
das
ruinas
alli exploradas
pe-
•
lo
cidadão
prestante,
o
snr.
dr.
Francisco ;
Martins
de
Moraes
Sarmento.
i
A
lembrança
de ser presidida
esta
con-
i
ferencia
pelo
nosso
palriarcha
das
letlras
o
snr.
Alexandre
Herculano,
é
d
’
um
al
cance
immenso n
’esta
especie
de
traba
lhos,
que
são
os
primeiros
encetados
en
tre
nós
a
este
respeito,
assim
como fo
ram
lambem
as
rumas
alludidas
as
pri- i
meiras
exploradas
no paiz
com
a
regula-
i
ridade
conveniente.
Terá
de
ter logar
a conferencia
srcheo-
logica
pelo
tneiado
de
dezembro
ou
prin
cípios
de janeiro; e
será
concorrida
por
amadores
do
paiz
e
lóra
d
’
elle,
a
quem
os
assumptos
d'esta
ordem
são
objectos
de predilecção
litleraria,
sendo para
isso
convocados
expres^amente
com
a
neces
saria
antecipação.
Marca
esta
conferencia
o
primeiro
al
vorecer
d
’estas
discussões
valiosas
em
Por
tugal,
onde
os
monumentos
antigos
teem
sido
em
geral descurados e
despresados,
salvas
excepções
raríssimas, que
não
in
firmam
de
modo algum a
regra
geral.
Na
aclualidade
ao
menos
começou-se
a
olhar
para
os
estudos
archeologicos
do
nosso
paiz
com
amor
e
gôsto
:
e não são
poucos,
nem de
somenos
valia,
os
fructos
colhidos
pelos
nossos
esiudiosos
nos
varia
dos
ramos,
em
que
os
homens
compe
tentes
costumam
dividir
a
sciencia
das
an
tiguidades.
.
Datam
ainda
de
poucos
annos
entre
nós
os
estudos
prehistoricos,
em
que
tomam
l>gar
importante
os
das
ruinas
da
Cita
nia,
povoação
confundida
usualmente
com
a
Cinania
de
Valerio
Máximo
na
época
das
conquistas de
Decio
Junio
Bruto
na
Lusilania.
São
todavia
de
não.
pequeno
alcance
em
Portugal
os nossos
poucos
estudos n’es-
ta
direcção areheologica,
em
que
um
dos
primeiros
lugares
tem
sido
occupado
com
fulgor
pelo e.x.niJ
dr.
Francisco
Antonio
Pereira
da
Costa,
ornamento
do
magisté
rio
publico
em
nossos
dias.
Datam no
entanto
de 1733
os
primei
ros
lineamentos
dos
estudos
prehistoricos
entre
nós,
confórme
vêmos da
Allocução
do
snr.
dr.
Pereira-Caldas
na
inaugura
ção
do
Atheneu
Archeologico
Bracaren
se,
ern
29
de
junho
lindo.
A
este
professor
do
lyceu d
’
esta
cida
de,
incançavel
na
cultura
fervorosa
dos
estudos,
é
a
quem
é
devida a
iniciativa
da
conferencia areheologica
cilanense,
ini
ciativa
que
o
exm.°
dr.
Francisco
Mar
tins
acolheu
e
patrocinou
cavalheirosamen-
te.
como
era
d
’
esperar d
’
uma
pessoa
es
tudiosa
c
patriótica,
digna
dos encomios
siceros
dos
amadores
das
lettras.
Daremos
as
indicações
que
fôrmos
ob
tendo
a
este
respeito,
como
assumpto
de
sumina
valia
para
a
historiado
nosso
paiz,
a
quem
cumpre,
tomar
um
logar
d
’
honra
no
meio
das
conferencias
académicas
eu
ropeas,
para
que
lhe
dão
merecido
jus
as
muito
alíamadas
descobertas
geográficas
do
nosso
século
aureo.
%
Não
desanimem
na
sua
missão
os
dois
evangelisadores
vimaranenses
da
conferen
cia
areheologica
:
os
seus
nomes
oceupa-
rão
até
á
consummação
dos
séculos um
logar
honroso,
nas
latidas
venerandas em
que
se
descreverem
as
ruinas
da Citania,
reveladoias
ao
que se
diz
de
tres
épocas
memoráveis
do
passado
—
a
celtica,
a
roma
na,
e
a sneva.
Um
matvmto.
—
Em
a
noite
de
sahbado
para
domingo
um
tal
Marcolino,
caulelleiro,
tentou
estrangular,
para
mais
a
salvo
o
poder
roubar,
um
indivíduo
que
se
acha
em
tratamento
na
casa
de
pasto
do
Ramon,
da
rua
dos
Sapateiros,
e
á
qual
o
meliante
infame
tinha
ido
per
noitar.
Não
ponde,
porém,
realisar
o
seu
in
tento
damnado,
porque,
quando
começava
a
dar-lhe
execução,
foi
descoberto
por
uma
serviçal, a
cujos
gritos
de soccorro
acudiram
vários
visinhos,
que
prenderam
o
malvado
raioneiro.
A meio
caminho
da cadeia
conseguiu
evadir-se
;
mas
foi
novamente
preso
econ-
dusido>para
o
corpo
da guarda.
Kova praça do mereailo. —
Foi
ante-honlem
inaugurada
a
nova
mercado,
que
se
tem
andado
a
no
antigo
campo
dos
Touros.
Alguns
moradores nesta
cons-tiluiram-se
em
commissão,
ram
este
facto,
embandeirando,
casas
e
o
barracão,
onde
de
manhã, ao
meio
dia
e
á
noite
tocou
uma banda
de
musica.
«A
ssortooEeta».
—
Recebemos
o
n.°
4
d
’
este
jornal.
Formoso,
interessante,
como
os
precedentes.
Anniverstario
das Almai nis Sé.
—
Como noticiamos,
teve
hontem
logar o
anniversario
das
Almas da
respectiva
ir
mandade erecla na Sé.
Esta
solemnidade
em
nada
desmereceu
da dos
annos
ante
riores.
Tendo-se
achado
incommodado
o snr.
padre
Joaquim
Antonio
de
Barros,
que
tinha
de
orar,
substituiu-o
o
snr.
padre
Luiz
Gomes
da Silva
que
n
”
um formoso
improviso
conseguiu
satisfazer
plenamcnte
o
auditório.
«
® Uathoiscn
».
—
Principiou a
publicar-se
em
Angra
do Heroísmo
um
jornal
religioso
intitulado
o
«Calholico.
Fo'gamos
com
o
apparecitnenio
do
novo
collega,
a
quem
desejamos todas
as
pros
peridades
jornalísticas.
Ten»
gf»ça.—
Um
collega
de
Coim
bra
transcreve
a
satyra
que
deu
origem
a
ser
denunciada
a «Iberias,
jornal
de
Madrid,
escreve
o
«C.
da Tarde».
Achamol-a
engraçada
e
por isso
a
pu
blicamos.
«Imaginem
o
snr.
Cánovas,
na
manhã
de
segunda-feira,
escondido
debaixo
de
uma
mesa
do
seu
gabinete,
ás
escuras.
Chega
o
ministro
da
guerra,
gritando:
—Snr.
presidente.-..
—
Calle-se
homem,
diz o
snr.
Cánovas,
Calle
mais
baixo,
que
estamos sobre
um
vulcão.
Que
tropa tem disponível?
—
Quatorze
mil
homens
e
40
peças
de
artilheria.
—
Pois
rnetta
tudo
isso
ahi
nessa
ante-
sala.
—
Que
tollice! exclama
o ministro
da
guerra
contendo um
frouxo
de
riso.
Isso
é
lá
possivel
!
—
Calle-se
e
obedeça.
Sae
o ministro.
Entra
logo
o
capitão-general
de
Ma
drid.
—
Prenda
immedialamente
todos
os
ge
neraes
do
exercito,
diz
o
snr.
Cánovas.
—
O
que!
pergunta
o
capitão-general
assombrado.
—
Pegue
na
Guia,
volve-lhe
o
snr.
Cá
novas,
e
prenda
lodos,
todos,
desde
mais
antigo
ao
mais
moderno.
—
A
mim também?...
Sim
senhor, está
preso
também.
Chega
o
governador.
•
—
Snr.
Elduayen,
diz-lhe
o
snr.
Cáno
vas, prenda
meia
llespanha
e fusile
a
ou
tra
metade.
,
—
A
municipalidade
lambem?
pergun
ta-lhe
o
snr.
Elduayen
com
um
sorriso
de
triunfo.
—
Não,
homem,
a
municipalidade
não,
porque
precisamos
d’ella.
Ouve-se
a voz de
um
criado,
que
grita:
—
Senhor.
.
— Esta
vez!...
exclama
cada
vez
mais
amedrontado
o
stir.
Cánovas
Jesus!...
é
a
voz
de
Saltneron
!
!
!
—
Senhor...
torna
o
criado.
—
Enganei-me,
é
a
voz
de
Roque
Bar-
cia.
—Senhor
’
a sopa...
—
Que
a
prendam
!
—
Senhor,
insiste
o criado,
a
sopa está
na
mesa,
e estão
alli
fóra
á
espera
os
snrs.
Romero
Robledo
e
Ayala.
—
Dois
revolucionários,
diz-lhes
que
não
estou
cá,
debaixo
dos
paletós
latas
Ouve-se
receiei
a
calumnia,
qualquer
que
seja
o
seu
modo
de
manifestar-se.
Fico
ás
ordens
do
snr.
Ribeiro
;
e
pro-
metto
voltar
a
este
tribunal,
se
a
sua
resposta
se
tornar
demorada.
Braga,
4
de
novembro
de
1876.
(4107)
Custodio
Augusto
Duarte
Costa.
0
praça
do
construir
localidade
e
festeja
-
as
suas
eoncellos
;
Aveiro.
F. E.
da Luz
e
Costa,,
pharm.;
Bareeilos,
Ramos,
pharm.;
íSraasa,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.
;
Guimaric»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
t
*
e»»-
íiel, Miranda, pharm.
;
Ponte
do
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
P<
*
-
v®
*»
do
Vtirzím,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharrna.
;
Vianna
do Uastello,
Aftonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
i»
Donde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
SA02S
,â
TOÔOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
1)U
BARRY
de Londres.
39
anno®
d’
invariavel
1
Nenhuma enfermidade
resiste
á de
liciosa
Revalescière
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias) gastrica,
gaslraigia, fie,
gma,
arroios,
amargor
na
bocca,
pituitas-
tiauseas, vomilos,
irritação
intestinal,
diar-
rhea,
dizeuteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos, diabethe,
debilidade, todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta, do
alito, das
bronchites, da
bexiga,
do
liga
do,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue, 73:000 curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
de
S.
S. o Pa
pa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
ma
sur.a
marqueza
de Brehan,
do
doutor
Manuel
Saens
de
Tejada da
Universidade
de
Cor
dova,
etc. etc.
Mr.
Livmgstone, celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relatorio
que
lez
á
Sociedade
Real
Geograíica
de
Londres
so
bre
a
sua
viagem
diz
:
«Os
habitantes
da
província
d
’Angola
«parecem
gozar
uma
grande
fellicidade,
el-
«les
não
precisam
nem médicos
nem pur-
«ganles,
o
seu
principal
alimento
sendo a
«
Revalescière
que
Ou
Barry
trouxe
era
«Europa,
veem-se
isentos
das
moléstias,
«e
a
tisica
pulmonar,
escrophulas,
ernpin-
«gens, câncer,
febres,
diíliculdade
de
eva-
«cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«completamente desconhecidas,
como
tam-
«bem
desconhecem
as bexigas, o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Seans
de
Te
jada,
doutor
da
faculdade
Medica Cirúr
gica,
lente
da
Universidade livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio
e
do
caminho
de
ferro de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certiíico:
Que
com o
uso
da
Reva-
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras
em
moléstias
gravíssimas
em alguns
clientes
residentes
n
’esla
cidade,
lembran
do-me
o
de
D.
Filippe
Zippina
emprega
do
publico,
hoje
administrador
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas, a
de
D.
Amélia
Gomes, casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qual continua
a
melhorar
tom
o
seu
uso;
de
D.
Ramon Alonzo,
rapaz de
vinte
annos que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constar
em
toda a
parte, a
assigno
em
de
outubro
de
1873.
Doutor
Manuel
Saens
vezes
mais nutritiva
esquentar,
seu
preço
em
remedios.—
Preços
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe-
13
Cordova
em
P58H
ASMÂDECIMS1T0S
mi
Rosa
Joaquina
Pereira
de
Carvalho,
seus íilhos,
e
genros,
José
Maria
Rodri
gues
de
Carvalho.
Joaquim
Augusto
de
Carvalho
Braga,
João
Antonio
d
’Oliveira
Braga,
e
Ricardo
Rodrigues
de
Azevedo,
extremamente
reconhecidos
para
com
to
das
as
pessoas,
que
se
dignaram
dirtgir-
Ihes
cumprimentos
de
pezamas,
pelo
fal-
lecimento
de
seu
muito
prezado
sobrinho,
e
primo,
o
sar
Domingos
José
de
Car
valho e
Silva,
a
todos
agradecem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de cumprirem
pessoalmente
este
dever,
protestando-lhe»
a
mais sincera
e
indelevel
gratidão.
(4397)
(281)
Anna
Emilia
de
Jesus
Vieira,
Maria
Miquelina
de
Jesus
Viera
e
Joaquim
José
de
Araújo,
e
seus
filhos
e íilhas,
agrade
cem
a todas
as
pessoas
que se
dignaram
cumprimenial-os
por
occasião
do
falleci-
meulo
de
sua
sempre
chorada
mãe,
so
gra e
avó
Maria
Miquelina
de
Jesus,
e
pe
dem
desculpa
de
o
não
fazerem
pessoal
mente.
(4395)
w
sè
1
i I
Companhia Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Seriedade
anonystia
de r?sj>«<iMa-
bilidade
Bàmitada
São
convidados
os snrs.
accionistas
d
’
esta
Companhia,
a
realisarem,
do
dia
6
a
11
do proximo
mez
de
novembro,
no
escriptorio
da
Companhia
na rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
12,
desde
as 10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
a
sua
entrada
de
10
por
c.
ou
2$500
rs. por
acção,
con
forme
a
deliberação
da
assembleia
geral
ordinaria
de
17
de
julho,
e
extraordinária
de
26
do
corrente,
na qual
foi
igualmen
te
resolvido,
que
pela
ultima
vez
fossem
prevenidos
os
poucos
snrs. accionistas
em
atraso,
para
dentro
dos
mesmos
dias
mar
cados
no
presente annuncio satisfazerem
as
suas
prestações
em
debito.
Braga
e
Escriptorio
da
Companhia
em
26
de
outubro
de
1876.
Os
directores,
Francisco
da
Silva
Araújo
José
Alves
de
Moura
(4388)
João
Carlos Pereira
Lobato.
(280)
de
Tejada.
do
que
a
car-
economisa
Seis
sem
santo
Deus
!
e vé
se
trazem
com
petroieo.
cincoeril?
ne
vezes
o
lixos
da
uinsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4 kilo,
I
300
;
dei/
s
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$40()
reis;
de
2‘
/
2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12^000
reis.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reiz.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é
&
íS®valeiBcière
®íaae®Mat««la ç ella
res-
tilue
o
appeitilé^digestâo,
sotirno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
créánças
e mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em
caixas
de folha de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200 reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
babbt
b
®
JBAmrsr
c.a
—
Pia-
ce
Vendòme,
26,
Pariz
;
77
Regenl
Street
Londres
;
Valverde,
1, Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
roer-
cieiros,
etc.,
das
provincias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
snr.
Serzedello
à
C.
a
Largo
do
Corpo
|
\
4
dJb)
Santo
16,
ILisfeea,
(por
grosso
e
miudo):
-------- -
™
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28;
Bar-
ral
&
Irmãos,
rua Aurea,
12.
Fort», J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Ba-
nharia
77;
de
Sequeira;
J.
Pinto;
Desí-
ofTender-me
,
; ua
certeza
de
que uuncalré
Rahir;
Caímfora,
V. Botelho de Vas-
cantar
fóra:
al
verse
solo,
tanta
sociedad,
inerme
Pero
entre
Rebúlledo
liene
un
miedo
de
primera
calidad.
—
O hymno
de
Riego,
justos
exclama
o
snr. Cánovas.
Mas
a
voz era
de
baixo da
zarzuela;
Jimenez cantando
áquelles
versos
de
Los
diamentes
de
la
Tableau.
céas
!
cor
o
na.
caridade
publiea.—
almas
caridosas,
Joanna
Apj»®8o
á
Lembramos ás
Teixeira,
viuva,
de
86
annos
de
edàde,
moradora
na
rua
de
Iníias
n.°
83,
a
qual
se
acha
entrevada
ha
14
annos,
e
sem
meios
de subsistência.
ío
&
kí
SECÇÃO
SE
COlMUmDOS
Em o
n.°
538
do
«Commercio
do
Mi
nho»
mandou
o
snr.
Àraujo
Ribeiro
in
serir
um
annuncio
no
qual,
atlenta
a
fórma porque
está
redigido,
parece
haver
uma
insinuação aggressiva
da
minha
hon
ra
e
do meu
bom
nome,
que
muito
préso.
Espero
que
o
snr.
Araújo
Ribeiro
de
clare
calhegoricamenle
se
foi
sua
intenção
NOVO
HORÁRIO
Narciso
José
Marques,
d
’
esla
cidade,
faz
publico,
que
a
sua
diligencia
estabe
lecida
entre
Braga,
Guimarães,
Fafe,
Ar
co
e
Cavez,
que até
aqui
partia
ás
5
ho
ras
da manhã
fica
paçtindo
desde
o dia
l.°
de
novemvro
ás
6
horas
da
manhã.
Os
snrs.
passageiros
que
quizerem seguir
para
Amarante
tem
de
seguir
n
’esla me -
ma.
Os
bilhetes
vendem-se
no
escripto
rio
de
José
Antonio
Marques,
Largo
do
Barão
de S.
Martinho,
n.°
6.
Braga
28
de
outubro
de
1876.
Narciso José
Marques
Vende-se
duas
casas:
uma
no
largo
da
Porta
Nova
n.
B
15,
outra
na
praça
d’
A!egria
n.°
20.
Trata-se
na
rua
da
Ponte
n.°
24.
(4398)
A
Meza da
Real
Irmanda
de de
Santa
Cruz
(Testa
cida
de
faz
publico,
que
no
dia
õ
de
novembro
proximo,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na
ante-sala
das
sessões
da
meza
a
arrematação
dos foros
e
pensões
em
generos
perten
centes
á mesma
Irmandade,
ven
cidos
no
S.
Miguel
de 1876.
Draga
26
de
outubro
de
1876.
O
P
rovedor
,
Domingos
Manuel de Mello Freire
Barata.
(4387)
Linimento
BOYER-MICHEL para
caval-
ios,
fazendo as vezes de fogo
e
não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichel
, pharma-
ceulico
em Ai* (na Provença) França.
—
Preço
1,000
reis. — Em
Livbo«
o
snr.
Barreto,
Loreto,
n.° 28
— 30.
t25 ,)
XÁROPE
PEITOIlíL
BALSÂMICO
DE
a
IFS. A
E
le
xarope,
depois
de
numerosas
ex
periências,
foi
reconhecido
como
eílicaz
na
cura
de todas as
tosses
rebeldes,
bron-
•chites, coqueluches,
catarrhos
e
todas
as
affecções
do rei
to.
Deposito na Pharmacia
do
Hospital
de
S.
Marcos.
(264)
(4282)
■
Igmo
OITerece-se um
da
provincia
com ha
bilitações
para
retalho,
por junto
etc.
Tam
bém se
encarrega
de
qualquer
escriptorio
e
cobrança.
O
mesmo
tem
pratica
para
tabacaria
e
se
encarrega da
escriptura-
ção
pertencente
á mesma.
Dá
fiador
ido-
«eo.
Quem
precise
dirija-se
á
adminis
tração
do
«Commercio
do
Minho»
se
diz
quem.
(4393)
ALUGA-SE
-
Uma morada
de
casas,
perto
da
];;;F
egreja
de
S.
Vicente,
assim
co-
mo
se vende a
mobília
(nova)
de
toda
a
casa.
Para
tractar,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
27.
(4392)
BSYíPtSI/iT® AIVBRÉ
participa
aos
seus
amigos
e
fregnezes
que
a
coutar
do dia
28 de
outubro
transfere
a
sua
residência
e
escriptorio
da
de
I». Pe
dro
n.° 45
para
a
ISun de
Só «2ra
Bandeira n.® II, Port«
*
.
Ali
encontrarão,
como
sempre,
completo
sortimento de
pedrarias
de
todas
as
classes;
esmaltes,
pinturas,-ouro
e
prata
fina,
cobre
para
liga
e
ferramentas
para
ourives.
Ontinua
a
comprar
o
lixo
(varreduras,
escovilhas)
das
officinas
de ourivesarias
de
dour.olores
e
photographos
;
as
terras
lavadas
e
passadas
a
mercúrio;
madei
ras
e
cobres
dourados
e
todas as
matérias
que
contenham
ouro
ou
prata.
TAMBÉM
COMPRA OBJECTOS
ANTIGOS
Aos
senhores
ourives
que
preferirem
á
venda
o mandarem
preparar
por
sua
conta
o
lixo
(escovilhas)
das
suas
oílicinas
offerece
para
isso
o
aimunciante
a
sua
fabrica
na
rua
de
Santo
Anlão
n.°
10
a
17,
ao
pé
das Corteiras,
em
Villa-Nova
de
Gaya.
Este
estabe'ecimento
antcriormente
do snr.
Aníovsi» Bibelro,
está
hoje
re
formado
e
melhorado
nas
condições de
um
trabalho
mais
pronto,
eílicaz
e pro-
ductivo.
O
annunciante
lambem
se
encarrega
de
fundir
polido
e
inetaes
de
ouro
e
prata
Por
conta
dos
que
o
honrarem
com
a
sua
confiança.
—
(Agencia
d’
Annuncios
Por
tuense).
(35
tt
)
JAOY»
BE
BiSETIE»’
NORDDEUTSCHER
LLOYD
NOMES
DOS
VAPORES
D
’ESTA
COMPANHIA
Hohenzolern
—
Hohenstaufen
Sal
ier—
llabsbu
rg
—
Ha
n
sa
America
—
Hermann
—
VFeser
fíhein —
Main
—
Donau
—
Mosel
Neckar
—
Oder
Kron
Prinz
Fr.
Wd/telm
Graf
Bismark
General
Werder
Sperber
Carreira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Agres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando
na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande
lotação,
tendo
lugares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
750
de
terceira.
SR» «le
grande
veloeidade,
e
o
«erviço
esta-se
fazendo com
toda
a
regularida
de,
pelo
que
vae
adquirindo
uma
boa
e
bem merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens são
muito rasoaveis,
como
se
póde verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo na paaoogena pagas no Exorto oaa
sbí
»
s
subegeneitiK da pro
vinda
o transporte «lo gsiíMKftfjeivo s» Lisboa
pelo easninâío «ie
Tvrro
è por conta da Companhia.
Estes
paquetes
são notáveis pelos
seus
naodernos
aperfeiçoamentos
e
esplendidas
accommodaçôes
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Estão
já
contraclados
cosinheiros
e creados
p
rloguezes
para
estes
paquetes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido gratic
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
pornigoeza
leem
vinho
duas
vezes
por
dia.
A
bordo
de cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus
serviços
gratuitamenle
aos snrs.
passageiros,
assim
como
são
f.rtiécidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaisquer informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Rawe
*
.
«fe C.
a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4,
2
0
andar
—
Porto
—
o
em Braga ao
agente
Ricardo
Malheiro
Dias, na
thesouraria
do Banco
Mercantil,
ou
hrgo
do
Barão
de S.
Martinho
n.°
27.
(4334)
IKK
ES
B 4 I.VrO
No dia
12 do
corrente, pelas
11
ho
ras
da manhã,
na
sala
das
sessões
do
Asylo
de
D.
Pedro
V, se
ha
de
proce
der
ao
arrendamento,
a
quem
mais der,
da
cerca
do
convento
da Penha,
provi
soriamente
pertencente
ao
mesmo
asylo.
Os
interessados
devem
comparecer
no
dia,
hora
e
local
mencionado.
Braga,
secretaria
do
Asylo,
2
de
no
vembro
de
1876.
O secretario,
(4400)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
Aluga-se
a casa
n.°
48
da
roa
dos
Chãos
de
Baixo,
de
fronteira
com
a hos
pedaria
hispanhola.
Tem
dois
andares
ele
gantes
de
rica
esquadria,
boa
loja
e
gran
de
armazém.
Para
tratar
na
mesma.
(4378)
Ballimore
—
Berlim
—
Ohio
Leipzig
—
Braunscli
weig
Nurnberg—
Fran
kfurl—
Han-
nover—
Koln
—
Strassburq
Adler
—
Falke
—Mowe
—
Reiher
Schwalbe
—
Schwan—Strauss
Albalro-s
FLUIDE
IATIF
K JONES
Por suas
propriedades
beneficas, goza este
pro-
ducto
de alta
e merecida reputaçSo. Suaviza e ama
cia
a pelle, allivia as irritações causadas pelas mu
danças
de
clima, pelos banhos
do mar,
impressões
desagradaveis do
vento ou do calor,
etc, etc.
Uma
simples
applicaçao faz desapparecer as
ra
chaduras
das maos e dos beiços. Preço
650 reis.
PARA
0S
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado ó Sabãfo
latif.
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
doFluide,e um aroma
delicadissimo.PreçooOOr
*
.
23,
Boulevart
des Capucines, Paris,
De
Fronte
da
e
ntrada
do
Grand-, iotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
Ide
papel, Objetos de Fantasia»
Estojos diversos»
Cutelaria» Artigos
de
Luxo» Luvas» etc.
Deposito
em
Lisboa, snr. Barreto, Lorêto n.°
28—
30
(26 *
)
VENDE-SE
Uma
caixa
própria
para
azeite
que
pó
de
levar
5
pipas.
No
escriptorio
da
ad
ministração
d’este jornal
se
diz
quem
a
vende.
(4394)
Para
os engenheiros,
pharmaceuticos
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas que
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In-
glaierra.)
(31 -H-)
AKREJKATAÇî BS
2TB
EMI?5,.%s
Quem
pretender
arrematar
as
medidas
da
confraria
de
Sarna
Luzia,
erecta nos
claustros
da
Sé, póde
comparecer
no mes
mo
local
no
dia
12
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã-
'
(44t>3)
Deseja-se
fallar
corn
a
snr.a
D, Maria
Miquelina
Oliveira
Guimarães,
em
negocio
que
lhe diz
respeilo
de
seu
interessb.
As
informações a tal
respeito
dá-as,
n’
esta
cidade o
agente
do
Banco
de
Portugal.
João
Antonio
rPOliveira
Braga,
na
rua
do
Souto,
casa
n.° 38.
(44011
ÉDITOS BE 3» DIAS
Pelo
juito
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio do
escrivão
Fortuna,
e
a requerimento
do
justificante
o
habi-
litante
Francisco Duarte, viuvo,
da fre
guezia
de
Froços,
da
mesma
comarca,
são
requeridas
e
chamadas
por
éditos
de
30
dias
todas
as
pessoas
incertas
que
por
ventura
se julguem
com
algum
direito
á
herança
do
fallecido
João
Duarte,
filho do
sobrodito
justificante
e
habilitante,
o
qual
falleceu
no
estado
de
solteiro
no dia
21
de
agosto
do
corrente
anno.
na
cidade
do
Rio
de
Janeiro,
sem
descendencia
e in-
lestado,
para
que
no
praso
dos
ditos
30
dias
dos
éditos,
e
findos
estes,
compare
cerem
todas
na
2.
a
audiência
d'este
juiso,
e ahi ser
accusada
a
citação
e
oflerecidos.
os
competentes
artigos,
proseguindo-se
nos
ulteriores,
sob
pena
de
revelia
e
lança
mento;
sendo
que
os
sobreditos
éditos
principiaram a
correr
de
23
d
’
outubro
ul
timo,
e
tem
de
findar
no
dia
21
de
no
vembro
corrente,
e
a
2.
a
audiência
tem
de
ser
no
dia
27
também
do
dito
mez
de
novembro,
por
10
horas
da
manhã
no.
tribunal
da
justiça
situado
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esla cidade. (4102)
Arrematação
judi
J
No
dia
12
do
corrente
mez de
no
vembro,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
praça
publica
das
arrematações,
á
porta
do
tribunal
das
audiências,
d
’esta
cidade
de
Braga,
largo
de
Santo
Agostinho,
se
tem
d
’arremaUir
um
pedaço
de. terreno,
que
está
de
cultura,
sito
no
logar
do
Hospital,
da
freguezia
de S. Pedro de
Es
cudeiros,
que se
acha avaliado
livre
do
todos
os
encargos
na
quantia
de
612
rs.
Mais
uma
parte
das
casas
em que -ive
tSarcisa
Pinto, reservatoria
vitalícia
mãe
dos
executados; e
bem
assim
um
pedaço
de
terreno unido,
que se
acha avaliado
com
todos
os
abitimentos
do
usufructo,
foro,
elamlemio
no
liquido
valor da
quan
tia
de
7$(i80
rs.,
tudo
penhorado
a José
Ferreira
Dias,
e
mulher
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros, na
execução, por
foros,
que
aos
mesmos
promovem
Domin
gos Manuel
de
Mello
Freire
Barata,
e
mu
lher
d’
esta
cidade,
e
escrivão
Pessa.
Como procurador,
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Barboso.
(4106)
,
Vende-se
uma
morada
de casas
de
(l°
us an
d
ares
,
sãa
á
entrada
da
rna
j
0
_4
n
j
Oi
n
o
39.
Quem
a
pre
tender
falle
na
mesma.
(440o)
xfí-ÃA
Quem quizer
comprar
uma
casa
SiiiU
sobradada,
com
oratoiio
para dizer
missa,
e
terras
juntas
á
casa,
na
freguezia
da
Graça,
falle com
José
Maria
Torres
Machado,
que
recebe propostas
até
o
dia
14
do
corrente.
Braga
2
de
novembro
de
1876.
(4399)
CIREBC3IÃ4»
BEWTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S. Martinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
grátis,
pobres
e
■soldados.
(22
-H-)
Parte de Comércio do Minho (O)
